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Porto Alegre, 06 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.599

 

  Estado começou a cobrar inadimplentes

O Estado começou a cobrar as empresas que estão inadimplentes com o Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite (Fundoleite/RS). A informação, repassada pela Secretaria da Fazenda, foi divulgada ontem pelo secretário da Agricultura, Ernani Polo, que também é presidente do fundo. Ele revelou que 130 empresas foram notificadas e 30 já responderam à intimação. As outras 100 estão com prazos em andamento. Segundo Polo, as empresas que não atenderem à notificação terão seus débitos incluídos na dívida ativa e posteriormente no Cadastro Informativo de Cré- ditos não Quitados do Setor Público (Cadin). "Nós solicitamos, ainda em 2016, providências da Fazenda para a cobrança dos valores", destacou o secretário. 

O Fundoleite foi criado em 2013 e devia receber R$ 0,00085 por litro de leite beneficiado pela indústria. Seus recursos seriam destinados para o financiamento das atividades do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), mas a contribuição foi questionada e o próprio setor votou pela extinção. Os créditos vencidos que forem recuperados serão depositados na conta do fundo, mas a destinação dos recursos ainda é uma incógnita. "Não sabemos qual vai ser a destinação dos recursos que estão acumulados, estamos aguardando as sugestões do setor para fazer o repasse", concluiu Polo. (Correio do Povo)

  

Governo do Estado presta homenagem à Santa Clara

A Santa Clara foi homenageada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul na quinta-feira, 05 de outubro, durante o 5º Encontro de Presidentes e Executivos de Cooperativas (Epecoop), em Nova Petrópolis. A honraria foi entregue ao presidente, Rogerio Bruno Sauthier, pelo governador, José Ivo Sartori. Na solenidade foram agraciadas as cooperativas gaúchas que possuem mais de 100 anos de atividade. (Assessoria de Imprensa Santa Clara)


 

Óleos vegetais puxam o índice de preços de alimentos da FAO

O índice de preços de alimentos da FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação (FAO) subiu 0,8% em setembro na comparação com agosto e alcançou o segundo maior patamar do ano. O indicador chegou a 178,4 pontos, 4,3% acima de setembro de 2016. A alta mensal foi puxada sobretudo pelos grupos formados por óleos vegetais - que reflete as oscilações da soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro - e lácteos. O indicador que mede especificamente o comportamento dos óleos vegetais atingiu o teto em sete meses (171,9 pontos), em virtude de uma disparada do óleo de palma derivada da queda da produção na Ásia. 

Mas o óleo de soja também subiu, diante de preocupações com o atraso no plantio do grão na América do Sul, principalmente no Brasil. O índice para lácteos ficou em 224,2 pontos, também o pico deste ano, devido a restrições de oferta na Austrália, Nova Zelândia e União Europeia. Com o resultado de setembro, que representou a quinta valorização consecutiva do grupo, o indicador dos produtos lácteos, que em boa medida reflete as cotações internacionais do leite em pó, voltou a um nível que não se via desde 2014. Ainda de acordo com o levantamento da FAO, os preços internacionais do açúcar também subiram no mês passado - mas moderadamente, em razão do quadro de oferta global relativamente confortável -, as carnes se mantiveram estáveis e os preços dos cereais recuaram 1,6% na comparação com agosto, em consequência do amplo suprimento de milho da América do Sul, novamente influenciado pelo Brasil, onde a segunda safra bateu recorde histórico, e de uma farta produção de trigo na Rússia. (Valor Econômico)

Fiscais agropecuários aprovam convocação de greve geral
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) decidiu no fim da noirte de ontem, em assembleia nacional, convocar uma greve geral no país por intervalos determinados. Os fiscais, no entanto, ainda não definiram quando começam e por quanto tempo vão durar as paralisações. Até agora o que se sabe é que as greves vão ocorrer apenas em dias determinados, e não durante semanas ou meses ininterruptos. O vice-presidente da Anffa, Marcos Lessa, disse que, antes das paralisações, o sindicato deve intensificar os protestos em Brasília contra o que considera uma tentativa do Ministério da Agricultura de "terceirizar" a fiscalização agropecuária no país. Em nota ao ministério encaminhada hoje, o Anffa também reivindica que os fiscais participem efetivamente da construção de uma proposta de lei que a Pasta vem costurando para reformular o sistema de defesa agropecuária no país. O ministério propôs recentemente um novo modelo para a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), que passaria a ter autonomia administrativa, financeira e orçamentária e contaria com uma agência com prerrogativa de contratar médicos veterinários ou agrônomos para funções auxiliares de defesa. (Valor Econômico)
 

Leite: margem do produtor deve ficar mais estreita
O aumento no custo de produção e a queda no preço do leite devem estreitar a margem do produtor no último trimestre do ano. O cenário pode ficar ainda mais desafiador se as cotações da soja reagirem nas próximas semanas. Esta é a projeção feita por analistas durante o encontro da Scot Consultoria. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo. (Canal Rural)
 

Porto Alegre, 05 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.598

 

  Laticínios retornarão à Brasília para cobrar compra governamental de leite

Entidades do setor lácteo irão à Brasília na próxima semana para cobrar o Governo Federal a compra governamental de 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de leite UHT. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) voltou a defender a medida nesta quinta-feira (5/10), durante reunião do Grupo de Trabalho da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa que trata sobre a importação do leite em pó do Mercosul. No encontro, a comissão validou documento que foi entregue no dia 12 de setembro ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, formalizando o pedido de compra. O mesmo documento também foi entregue nesta quinta-feira ao deputado Zé Nunes, que coordenou a reunião.

Com a presença do presidente do sindicato, Alexandre Guerra, a demanda do setor foi debatida como medida emergencial para reverter a situação de crise do setor leiteiro gaúcho. A ida da comitiva a Brasília também será uma oportunidade para reivindicar soluções para a possível triangulação de leite uruguaio.

Segundo o diretor da Farsul, Jorge Rodrigues, é fundamental que se faça uma regulação de produtos importados para atender o abastecimento nacional de forma equilibrada. "São dois pontos-chaves dessa questão: manutenção da suspensão de incentivos de importação e de estoques por via de compras governamentais". O deputado Zé Nunes reiterou a fala, alertando para a necessidade de unidade do setor produtivo. "Precisamos ter uma voz única na questão do leite neste momento".

A reunião também contou com a presença de representantes da Secretaria da Agricultura (Seapi), Ministério da Agricultura (Mapa), Federação da Agricultura do RS (Fetag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do RS (Fetraf), Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), Instituto Gaúcho do Leite (IGL) e Cosulati. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Vitorya Paulo

  

RS pede investigação das compras

O governo do Rio Grande do Sul vai solicitar ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) que abra investigação para apurar os números de importação de produtos lácteos do Uruguai, alegando suspeita de prática ilegal de comercialização. O documento foi assinado ontem pela Farsul, Fetag e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), e deve ser protocolado ainda nesta semana em Brasília. O texto apresenta dados que sugerem que o Uruguai estaria importando leite de outros países para exportar para o Brasil. 

Utilizando fontes como o Banco Mundial e o próprio MDIC, o ofício aponta que em 2016 o Uruguai produziu 1,775 bilhão de litros de leite, sendo 791 milhões de litros para o mercado interno. Sobrariam ao país 984 milhões de litros para exportação. No ano passado, o MDIC registrou a entrada de 1,036 bilhão de litros de produtos lácteos vindos do Uruguai, entre queijo, leite em pó, manteiga, butter oil e leite UHT, 52,7 milhões de litros a mais do que o produzido por aquele país. "São indicativos muito fortes de que algo está errado, porque o Uruguai não exporta leite apenas para o mercado brasileiro", comentou o secretário da Agricultura, Ernani Polo. "Nós tomamos esta iniciativa para tentar proteger o produtor de leite gaúcho e brasileiro que vem enfrentando desde o ano passado a concorrência do produto uruguaio, com prejuízos", justificou. 

O presidente da Comissão de Leite e Grãos da Farsul, Jorge Rodrigues, afirmou que o Departamento de Defesa Comercial do MDIC, caso acate a solicitação, deve conferir os números apresentados no documento gaúcho e pedir explicações ao país vizinho. "Se a suspeita for comprovada, o Uruguai pode sofrer san- ções diplomáticas que estão previstas na legislação do comércio exterior", apontou. (Correio do Povo)

O Agro cuida do meio ambiente

Grande produtor de alimentos, energia e fibras o Brasil é uma potência em preservação ambiental com cerca de 67% de seu território em vegetação nativa preservada ou protegida. É o que aponta a primeira análise das informações de mais 4 milhões de produtores inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), realizada pela Embrapa Monitoramento por Satélite. Eles preservam mais vegetação nativa em seus imóveis do que todas as unidades de conservação juntas.

Os cálculos da Embrapa demonstram o papel único da agropecuária na preservação ambiental: as unidades de conservação protegem em vegetação nativa o equivalente a 13% do Brasil e os produtores mais de 20% do país, como áreas de preservação permanente, reserva legal e vegetação excedente.

No Sul, as unidades de conservação e terras indígenas protegem 2% da região. Nos imóveis rurais, os produtores preservam o equivalente a 17% dos estados, oito vezes mais. Dentro da área agrícola, os produtores preservam 26% das terras, número superior à exigência do Código Florestal. No Sudeste, ainda sem os dados do Espírito Santo, os produtores preservam em seus imóveis 17% da região em vegetação nativa contra 4% em áreas protegidas. Na área rural, eles preservam 29% de suas terras, número também superior à exigência da legislação ambiental.

No centro-Oeste, ainda sem os dados do Mato Grosso do Sul, os produtores preservam em seus imóveis 33% das regiões, contra 14% em áreas protegidas. Na área agrícola, eles preservam 49% de suas terras, praticamente a metade, número bem superior a demanda do código florestal.

No Norte, no Tocantins, a agricultura preserva o dobro da área total das unidades indígenas: 20% contra 10%. Nos imóveis, os produtores apresentam uma taxa de preservação da vegetação de 56%. Esse é o único estado da região não inserido integralmente no bioma Amazônia. Nos estados amazônicos, a proteção ambiental é muito abrangente: 71% Amapá, 53% do Amazonas e 50% do Pará, além de amplos territórios recobertos por floresta tropical em terras devolutas.

No Nordeste, ainda faltam muitas áreas cadastráveis no CAR. Mas, para indicar o papel dos agricultores na preservação da vegetação, os dados disponíveis já bastam. Na maioria dos estados nordestinos, os produtores preservam mais de 50% área de seus imóveis quando a exigência é de 20% (salvo em parte do maranhão). A área preservada pela pequena parcela de agricultores cadastrados no CAR (34%) até 2016, já representava certa de 20% da região, enquanto as áreas protegidas conservam menos de 10%.

O cadastramento segue até dezembro e os dados sempre serão atualizados. Não há no Brasil nenhuma categoria profissional: minerador, medico, professor, industrial, militar, promotor, economista, que preserva tanto o meio ambiente como os agricultores. Salvo na Amazônia, não há nenhuma instituição, secretaria, órgão federal ou estadual, empresa privada ou organização não governamental que preserve tantas áreas de vegetação nativa, como os produtores rurais: 19% do Brasil.

Esse enorme esforço de preservação nos imóveis rurais beneficia toda a nação. O custo decorrente de imobilizar e manter essas áreas recai apenas sobre o produtor, sem contrapartida da sociedade, principalmente dos consumidores urbanos. Destes, os produtores esperam no mínimo, o justo reconhecimento sem a demonização de suas atividades de produzir alimentos e mais conhecimento de suas realidades. (Revista Agro DBO)

 
Recuperação/NZ 

A Fonterra irá recuperar este mês NZ$ 193 milhões de seus agricultores - que correspondem a empréstimos especiais feitos há dois anos, durante a profunda recessão do setor lácteo. Os NZ$ 190 milhões restantes seriam deduzidos dos pagamentos aos produtores, quando o preço do leite atingisse NZ$ 6/kgMS, o que aconteceu a partir de agosto. 

Os agricultores da Fonterra foram atingidos pelos baixos preços do leite nas temporadas 2014/15 (NZ 4,40/kgMS) e 2015/16 (NZ$ 3,90/kgMS). Para ajudar no fluxo de caixa das fazendas, a cooperativa emprestou a 76% de seus agricultores, NZ$ 383 milhões, a justo zero até 1º de junho de 2017, quando então os produtores passariam a pagar 2,4%. Os reembolsos só começaram quando o pagamento superou NZ$ 6/kgMS. O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que a concessão dos empréstimos foi "muito bem sucedida" para os produtores, que receberam o dinheiro quando mais precisavam. "Fizemos porque confiamos no mercado internacional de lácteos, e apenas começamos a ser reembolsados quando o pagamento ao produtor atingiu NZ$ 6/kgMS", disse ao Rural News. Wilson disse também que está orgulhoso da ajuda concedida pela subsidiária Farm Source durante a recessão. "A Farm Source é muito mais que um armazém, e deve dar retorno à Fonterra, enquanto ajuda a reduzir os custos dos produtores de leite". Acrescentou que um produtor médio economiza NZ$ 0,10/kgMS comprando exclusivamente na Farm Source, em vez de em outros varejistas.

"Isto é extraordinário, se você é um jovem agricultor, este apoio faz uma grande diferença diante da volatilidade do mercado". Durante a recessão do setor lácteo, a Farm Source liberou empréstimos sem juros para 4.000 agricultores, já tendo recuperado US$ 17,8 milhões.

A Fonterra anunciou na semana passada um pagamento final de NZ$ 6,12/kgMS para a temporada 2016/17, com dividendos de 40 centavos por ação, o que totalizará NZ$ 6,52/kgMS. Para o ano fiscal encerrado em 31 de julho de 2017, a receita subiu 12%, para NZ$ 19,2 bilhões, e o aumento de preços compensou a queda de 3% nos volumes de vendas, ou o equivalente leite de 22,9 bilhões de litros. Diante das margens reduzidas o EBITDA caiu 15%, ficando em NZ$ 1,2 bilhões, refletindo no lucro líquido que também encolheu 11%, e fechou em NZ$ 745 milhões. Wilson destacou a capacidade da cooperativa manter o dividendo previsto apesar dos preços do leite subirem 57% em relação ao ano anterior, o que resultaria em margens negativas.

Números da Fonterra
- 2016/17 pagou NZ$ 6,52/kgMS, elevação de 52%, composto de adiantamento de NZ$ 6,12/kgMS, e dividendos de 40 centavos.
- Faturamento de NZ$ 19,2, com elevação de 12%
- EBITDA de NZ$ 1,155 bilhões, queda de 15%
- Lucro líquido de NZ$ 745 milhões, menos 11%
- Grande crescimento de consumidores e foodservice: extra 576 milhões de equivalente leite
- Crescimento de 9% na venda de ingredientes com valor agregado
- Retorno de capital do grupo, 11,1%   
(Rural News - Tradução Livre: Terra Viva)

Cresce o estoque de grãos nos EUA
Os americanos tinham 8,19 milhões de toneladas de soja em estoque no dia 1º de setembro, segundo levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado na sexta-feira (29). Esse volume é 53% superior ao observado no mesmo período do ano passado, quando o país ainda amargava os reflexos de uma quebra de safra. Apesar do aumento, o volume divulgado foi inferior à média das projeções de analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal, que era de 9,23 milhões de toneladas. Com isso, as cotações do grão ganharam alguma sustentação da bolsa de Chicago. Do total calculado pelo USDA, 2,39 milhões de toneladas de soja estavam nas mãos dos produtores, 112% mais que em igual intervalo de 2016. O volume restante - 38% na mesma comparação - já estava fora das fazendas. No caso do milho, o USDA apontou que 58,17 milhões de toneladas estavam em estoque no dia 1º de setembro, um incremento de 32%. Mas o volume divulgado também foi inferior à média das expectativas dos analistas, que era de 59,67 milhões de toneladas, e a reação em Chicago foi igualmente "altista". Do volume total do cereal estocado, 20 milhões de toneladas estavam com os fazendeiros, 25% mais que na mesma data do ano passado. Outras 38,17 milhões de toneladas estavam com traders, atravessadores, esmagadores e indústrias. (As informações são do jornal Valor Econômico, resumidas pela Equipe MilkPoint)

Porto Alegre, 04 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.5967

 

  Evento no Senai vai reunir startups da indústria de alimentos

Representantes da indústria de alimentos participam, nos dias 20 e 21 de novembro, do Desafio Startups. O objetivo do evento, que ocorre durante o dia inteiro no Instituto SENAI de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (avenida Sertório, 473), zona norte de Porto Alegre, é apresentar problemas recorrentes nas empresas para que seja possível ir em busca de propostas de soluções. 

Segundo a coordenadora técnica do Conselho da Agroindústria da Fiergs, Tânia Sette, o evento oportuniza que as organizações tenham contato com empresas inovadoras, que apresentarão soluções com custo simbólico. "Nosso objetivo é que as ideias contribuam não só com o ganho financeiro, mas também como o de mercado", afirma.

O Desafio Startups é uma realização do Conselho da Agroindústria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) juntamente com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Instituto SENAI de Tecnologia de Alimentos e Bebidas. O custo será de R$ 80,00 por empresa. (Assessoria de Imprensa)

  

Mesmo com exportações de lácteos a caminho do recorde, UE ressalta potencial de crescimento

A Comissária da União Europeia para Comércio, Cecilia Malmström, uniu-se à Plataforma de Lácteos da Associação Europeia de Lácteos (EDA) para discutir as perspectivas comerciais globais do setor de lácteos da UE. A EDA representa os interesses dos processadores de lácteos e a associação é composta por produtores de leite dos estados membros. 

"Cecilia criou um novo impulso no panorama comercial global e a liderança da UE nas políticas comerciais globais foi destacada pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, no discurso 'Estado da União' há duas semanas", disse o presidente da EDA, Michel Nalet.

Ao mesmo tempo, Nalet acredita que as "missões diplomáticas" do Comissário da UE, Phil Hogan, também ajudaram a impulsionar as exportações. Hoje, as exportações europeias de produtos lácteos estão no bom caminho para alcançar recordes, mas ainda há um grande potencial de crescimento, acrescenta ele. 

"Depois do Canadá, o acordo comercial do Japão está basicamente fechado - ambos os destinos abrem verdadeiras oportunidades de mercado para nossos produtos lácteos premium. Estamos ansiosos para ver Cingapura e Vietnã fazendo o mesmo. O progresso alcançado com o Mercosul e com o México é impressionante e também contamos com uma atualização construtiva do acordo com o Chile e rápidos progressos com a Indonésia, Filipinas, Malásia e Tailândia".

Por outro lado, Nalet acredita que, quando se trata de negociações comerciais com a Nova Zelândia, todos devem ter certeza de que o que Bruxelas tende a chamar de 'sensibilidades agrícolas da EU' seja realmente levado em consideração pelas negociações. "Para deixar bem claro: não temos medo de competir com produtos lácteos da Nova Zelândia, mas precisamos de condições equitativas, especialmente nos mercados da China e do Sudeste Asiático, onde a Nova Zelândia já concluiu acordos de livre comércio. Nossas políticas comerciais devem garantir condições equitativas para as empresas do bloco". (As informações são do http://www.foodingredientsfirst.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

EUA - Manteiga de leite adiciona US$ 2,2 bilhões ao faturamento dos produtores de leite

Uma análise sobre a recente de tendência de consumo de produtos lácteos mostra que o aumento do uso de manteiga e outros lácteos com maior teor de gordura adicionou US$ 2,2 bilhões ao faturamento dos agricultores que produzem leite, disseram analistas do Dairy Management Inc. 

(DMI) e da Federação Nacional dos Produtores de Leite (NMPF). O percentual da manteiga nas vendas dos leite que era de 38% no início dos anos 2000 passou para o recorde de 68% em 2015. Esse percentual caiu para 50% em 2017, mas, os preços do mercado futuro indicam que ele poderá ficar entre 58% e 60% nos próximos meses, diz Peter Vitaliano, vice-presidente de política e pesquisa de mercado da NMPF. A participação da manteiga no uso total do creme de leite em produtos lácteos havia diminuído para 16% em 2000. No ano passado, essa participação aumentou para 18%. Outro exemplo: as vendas de leite cru que eram de 40 milhões de libras por dia, em 2013, subiu para 45 milhões de libras este ano. E a indústria está vendo um aumento nas vendas totais de gordura de leite em todas as categorias de leite fluido, elevando de 2,65 milhões de libras de creme de leite por dia em 2015, para 2,75 milhões de libras neste ano. Vitaliano também está otimista de que a tendência chega também ao queijo e nas categorias de produtos lácteos congelados. "Sabemos que já está acontecendo no iogurte", diz ele. Tom Galagher da DMI atribui o aumento da gordura do leite a três fatores:

1 - Pesquisa nutricional financiada pelo agricultor sobre a gordura do leite que tem sido realizada nas duas últimas décadas.

2 - Trabalho junto a programas estatais, regionais e nacionais, de saúde e dieta para estabelecer a credibilidade de pesquisas que estão sendo realizadas pelo Conselho Nacional do Leite e outros organismos.

3 - Parcerias com o McDonald's, ajudaram na mudança do uso de margarina pela manteiga na rede. Essa alteração desencadeou um efeito catalítico com outras cadeias de restaurantes e de fast food, que também optaram pela substituição.

Paul Rovey, presidente da DMI, diz que os agricultores já estão se ajustando à maior demanda de gordura do leite. "Há vários anos, o incentivo era para o aumento das proteínas e redução da gordura. Mas, agora estamos analisando como poderemos alterar os sólidos totais do leite", diz ele.

A crescente demanda doméstica de manteiga de leite também tem implicações para as exportações, que atualmente utilizam cerca de 15% da produção total de leite dos EUA. "A disponibilidade de creme de leite para exportação continua reduzida", diz Vitaliano. "As exportações de gordura ficaram retraídas, embora continuemos a enviar muita manteiga e creme para o Canadá, onde as mesmas tendências são verificadas".

Ele espera que os exportadores dos EUA coloquem maior ênfase nas exportações de queijo no futuro. Mas, tanto a Europa, quanto, em certa medida, a Nova Zelândia estarão cada vez mais competitivos no comércio mundial de queijos, diz ele. (Dairy Herd - Tradução Livre: Terra Viva)

INALE insiste em não incorporar produtos lácteos no acordo Mercosul & União Europeia
 

O Instituto Nacional do Leite (INALE) do Uruguai enviou ao Brasil sua firme posição para que os produtos lácteos não sejam incluídos nas negociações de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). "A postura é manter uma posição forte e única de que os produtos lácteos estão fora dos acordos UE-Mercosul", disse o presidente do instituto, Ricardo de Izaguirre. Por enquanto, os produtos lácteos não estão incluídos nas negociações que estão sendo trabalhadas pelo bloco.

Dois delegados do INALE - o gerente Gabriel Bagnato e a analista, Mercedes Baráibar, da área de Estudos Econômicos - participaram da reunião de negociação Mercosul-UE em Brasília ontem (03). Um delegado da Câmara Uruguai da Indústria Láctea (Cilu) também participou.

Ricardo relatou que na segunda-feira (02) uma reunião das cooperativas do Mercosul com produtores familiares ocorreria no Brasil, e os representantes da Inacoop que viajaram para o país informariam a posição do instituto sobre o assunto. O presidente do INALE informou que eles tiveram reuniões com o Ministério das Relações Exteriores e enviaram relatórios sobre o "inconveniente" que seria incluir os lácteos no acordo.

No momento, os produtos lácteos "estão excluídos, mas, como sabemos que há interesse da UE em incorporá-los, queremos fortalecer essa posição", afirmou Izaguirre, enfatizando a necessidade de ter uma posição unificada na região, apesar das reivindicações dos produtores brasileiros de determinar uma cota para as compras de produtos lácteos uruguaios. "A preocupação é mútua e geraria uma concorrência. Há componentes difíceis e competiríamos com uma proteção muito forte da Europa aos seus produtores", ressaltou. (As informações são do Conexión Agropecuária, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

EUA: agricultores vão receber mais de US$ 9,6 bi em garantia de renda
Agricultores e pecuaristas nos Estados Unidos vão receber mais de US$ 9,6 bilhões em recursos federais este ano como parte de programas de garantia de renda e de preservação ambiental, disse o Departamento de Agricultura do país (USDA). Safras robustas nos EUA e em outros países puxaram para baixo os preços de grãos nos últimos anos, afetando a renda no setor agrícola. A queda dos preços de commodities e da receita de agricultores vai resultar em pagamento de aproximadamente US$ 8 bilhões para o ano-safra 2016/17, disse o USDA. Parte desses pagamentos vai para proprietários de terras e agricultores em regiões que foram recentemente afetadas por estiagens e furacões. Segundo o governo, produtores e criadores que concordaram em preservar áreas sensíveis este ano para melhorar as condições ambientais vão receber US$ 1,6 bilhão. (As informações são do Dow Jones Newswires, publicadas no jornal O Estado de São Paulo)

Porto Alegre, 03 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.596

 

 Leilão GDT: índice de preços tem o maior recuo dos últimos sete meses

No mais recente leilão da Global Dairy Trade (GDT), realizado nesta terça-feira (03/10), os preços médios dos lácteos internacionais fecharam em US$ 3.223/tonelada, interrompendo uma sequência de dois leilões consecutivos em alta, com o índice de preços recuando em 2,4% (o maior recuo desde o leilão de 07/03/2017).

Pelo segundo leilão consecutivo, o interesse foi alto. Este último contou com 37.990 toneladas negociadas, superando em 11,4% o volume negociado no leilão anterior, que por sua vez, já havia registrado o maior volume negociado em 2017. 

Nos preços dos produtos, com exceção do queijo cheddar e da caseína que subiram 1,9% e 0,9% respectivamente, o cenário geral foi de queda. O leitelho foi o produto de maior destaque; sua queda de 10,3% trouxe os preços médios para US$ 1.804/tonelada. A manteiga amargou 3,6% de queda, indo para US$ 5.837/tonelada. 

Nos leites em pó, o descolamento entre o integral e o desnatado ficou menor. Enquanto o integral caiu 2,7% neste leilão (cotado agora a US$ 3.037/tonelada), o desnatado caiu "apenas" 1,4%, indo para US$ 1.895/tonelada. Agora, a diferença é de US$ 1.142/tonelada, a menor desde o leilão de 18/07/2017, e 5% menor frente ao último leilão. 


Neste leilão, o alto volume de negociação, aliado à acentuada queda nos preços, mostra, em grande parte, uma movimentação internacional em relação à entrada da nova safra neozelandesa (impactando especialmente o leite em pó integral, o principal produto do país). Ao que tudo indica ela deve vir cheia em 2017/18, aumentando a oferta de leite, conforme ressaltado recentemente pelo MilkPoint.

Os preços futuros do leite em pó integral seguiram a tendência do leilão, e caíram em todos os contratos, abafando as altas do leilão anterior. O mais acentuado foi o de janeiro de 2018, com queda de 3,4%, enquanto a queda mais sutil ficou em março de 2018, o qual desvalorizou 1,9%.  (GDT/Milkpoint)

  

LEITE/CEPEA: preço registra quarta queda consecutiva

O preço do leite entregue em agosto e recebido pelo produtor em setembro registrou a quarta queda consecutiva no campo, com recuo de 7 centavos/litro (ou de 6,16%) frente a agosto, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. 

O preço líquido, que não considera frete ou impostos, fechou a R$ 1,0843/litro na "média Brasil", que inclui os estados de BA, GO, MG, SP, PR, SC, RS. Na comparação com setembro do ano passado, a diminuição é de quase 48 centavos/litro, ou de 30,6% (dados deflacionados pelo IPCA de agosto/17). As sucessivas baixas no valor do leite se justificam pela fraca demanda e pelo aumento da captação.

O consumo de lácteos segue enfraquecido na ponta final da cadeia, em função do menor poder de compra do consumidor brasileiro. Dessa forma, os preços dos derivados têm diminuído significativamente, em uma tentativa de manter o fluxo de negociações. O valor do leite UHT, por exemplo, lácteo mais consumido no País, registrou queda de 7,8% em termos reais, entre agosto e setembro, no mercado atacadista do estado de São Paulo (IPCA de agosto/17). Mesmo assim, agentes de indústrias e atacados consultados pelo Cepea continuam reportando aumento de estoques, fator que pressiona as cotações no campo. 

A formação de estoques também esteve atrelada a maior captação de leite. De acordo com o Índice de Captação de Leite (ICAP-L), de julho para agosto, a captação das indústrias se elevou 4,9% na "média Brasil". Todos os estados, com exceção da Bahia, registraram altas no índice, mas o destaque foi para os estados do Sul do País. Em Santa Catarina, o aumento foi de 11,7%, no Rio Grande do Sul, de 6,8%, e no Paraná, de 4,7%. Segundo agentes, a maior oferta no Sul reduziu os preços também no Sudeste, região que é destino de parte da produção sulista por concentrar o maior mercado consumidor do Brasil. No comparativo entre a média de janeiro a agosto de 2016 com a do mesmo período deste ano, o ICAP-L na "média Brasil" registou alta de 14,9%. 

O atual cenário tem preocupado o setor. O consumo de lácteos só tem sido estimulado com preços baixos nas gôndolas. A queda na ponta final da cadeia, entretanto, não parece ocorrer na mesma intensidade que nos elos anteriores. Varejo e atacado pressionam a indústria para redução nos preços dos derivados e aumento do prazo de pagamento, uma vez que os estoques têm aumentado. As indústrias, por sua vez, têm que lidar com um difícil equilíbrio entre receber de seus clientes, manejar estoques, definir estratégias de processamento que garantam vendas e pagar a matéria-prima. Por isso, também consideram reajustar os prazos de pagamento no campo, arriscando perder produtores no médio prazo. 

Pecuaristas, por fim, enfrentam o desafio de manter sua rentabilidade com a receita diminuindo, em um momento decisivo para o planejamento das atividades para o próximo ano: a reforma das pastagens. Somado a isso, a recente valorização do milho, atrelada ao aumento dos embarques do cereal, e o atraso do plantio da próxima safra (em função da falta de chuvas) indicam a possibilidade de continuidade de aumento nos preços do cereal e da ração. Assim, alguns produtores planejam aumentar as áreas de silagem para diminuir os custos com alimentação no ano que vem. Porém, essa tomada de decisão pode ser influenciada pelo atual panorama. CLIQUE AQUI para acessar as tabelas. (As informações são do CEPEA)

Exportações de produtos lácteos da Nova Zelândia caem em agosto

O gigante mundial dos produtos lácteos, Nova Zelândia, viu o volume de exportações cair 2,6%, enquanto o valor caiu 25%, de acordo com novos dados. Um início úmido para a estação de produção de 2017-2018 na Nova Zelândia resultou na queda da produção de leite, enquanto as exportações de produtos lácteos também caíram.

Agosto é tradicionalmente o mês mais baixo para as exportações de produtos lácteos da Nova Zelândia. Para agosto de 2017 em relação a agosto de 2016, o volume de exportação de leite em pó integral caiu de 45.250 toneladas para 35.795 toneladas. Isso representa uma queda de 20,9% com relação a agosto do ano passado. Os números foram revelados pelos analistas de mercado da Internal FC Stone.

O leite em pó integral é o produto lácteo mais importante da Nova Zelândia. Apesar da queda nas exportações, a China continuou sendo o maior mercado único para o produto da Nova Zelândia, importando 10.197 toneladas de leite em pó integral em agosto. Este é quase um terço da produção total de leite em pó integral da Nova Zelândia em agosto. As exportações de leite em pó desnatado caíram de 18.598 toneladas para 8.051 toneladas, o que representa uma queda de 56% em um ano.

No entanto, as exportações de fórmulas infantis aumentaram de 4.382 toneladas para 7.237 toneladas em um ano, o que representa um aumento de 65% em um ano. Austrália e China foram os maiores mercados de fórmulas infantis. Das 7.237 toneladas, a Austrália comprou 2.937 toneladas (41%) e a China, 2,027 toneladas (28%).

As exportações cumulativas de manteiga e gorduras caíram de 40.842 toneladas para 20.140 toneladas. (As informações são do The Irish Farmers Journal, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Captação/Uruguai 
A captação de leite entre janeiro e agosto deste ano chegou a 1.152 milhões de litros, aumento de 8,3% em relação a igual período de 2016, segundo o Instituto Nacional do Leite (Inale). A captação nas plataformas das indústrias mostrou recuperação consistente nos primeiros oito meses do ano, ainda que os dados preliminares de setembro indiquem redução do crescimento, destacou a El Observador o presidente do Inale, Ricardo de Izaguirre. Em agosto o volume total captado chegou a 172,6 milhões de litros, o que correspondente a aumento de 10,6% em relação ao mês anterior. De Izaguirre destacou que a captação reduziu o ritmo em setembro diante das chuvas, principalmente, mantendo-se o mesmo volume que no mês anterior, segundo os dados preliminares. Espera-se que em outubro a primavera seja mais favorável em relação ás chuvas, e permita que a produção continue evoluindo, permitindo que os agricultores utilizem pastagens, e possam fazer alguma economia. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 02 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.595

 

  Setor lácteo debate sobre cenários na 91ª Expofeira de Pelotas

A cadeia produtiva do leite no Estado, no Brasil e no mundo será a pauta do debate durante a terceira edição do seminário Cenários da Produção Leiteira, no dia 12 de outubro, na 91ª Expofeira de Pelotas. Na ocasião, às 13h45, o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, ministrará a palestra Panorama Lácteo e Perspectivas da Indústria. O cadastramento para o evento começa às 13h, no auditório Casa da Amizade.

Guerra falará sobre mercado, importação e exportação do leite no Brasil. "Temos que melhorar a nossa competitividade, através de melhor produtividade por animal, maior volume por propriedade e produção em escala nas indústrias, com o apoio do governo para desonerar o setor lácteo. Assim, deixamos de ser importadores e passamos a ser um país exportador e competitivo.", afirma.

Segundo o coordenador técnico do seminário Eduardo Xavier, o momento será oportuno para unificar a cadeia leiteira e levantar problemáticas importantes sobre os temas que são de interesse do setor, além de mostrar cases de sucesso. "Queremos entender o mercado e que pessoas tragam suas experiências na área", pontuou. O evento contará ainda com palestra do presidente do Fundesa, Rogério Kerber, que falará sobre as ferramentas para busca de sanidade do rebanho. A expectativa é de receber 200 participantes no evento.

A inscrição é gratuita e deve ser efetuada previamente pelo email: cenariosdaproducao@gmail.com. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Tempestade perfeita no mercado de longa vida

Leite longa vida no varejo vendido abaixo do custo de produção da indústria, promoção em que o produto sai praticamente de graça, leite de brinde em compras de qualquer valor. Essas promoções no varejo do país dão uma ideia do atual cenário no mercado de leite longa vida, que vive uma crise provocada pela demanda débil num momento de aumento da oferta da matéria-prima no Brasil. Boa parte das empresas que têm no leite longa vida seu principal produto está enfrentando margens negativas, reflexo do pouco apetite do consumidor e da maior produção de leite no Brasil. Nesse ambiente, os preços de venda pelas indústrias estão em queda desde abril, conforme levantamento da consultoria MilkPoint. 

Nas três primeiras semanas de setembro, o preço médio caiu a R$ 1,78, queda de 15% ante a média de setembro de 2016 (valores já deflacionados). Valter Galan, analista da MilkPoint, observa que o segmento de leite UHT "ganha mais dinheiro quando o produtor de leite ganha mais dinheiro". Assim, com a queda nos preços ao produtor devido à maior oferta, o leite longa vida também vem recuando, o que ajuda a reduzir os índices de inflação. No primeiro semestre, a aquisição de leite pelas indústrias processadoras - um indicativo da produção no país - subiu 3,71% sobre igual intervalo de 2016, para 11,492 bilhões de litros, conforme dados do IBGE. Só em junho, a alta foi de 11% ante o mesmo mês de 2016. Para Galan, a queda dos preços do leite cru deve levar a uma desaceleração desse ritmo de crescimento da produção. Segundo o MilkPoint, no acumulado do semestre, o volume de leite formal disponível (produção mais importações menos exportações) para cada brasileiro foi 2,2% maior que no mesmo período de 2016. Enquanto isso, o volume de vendas de lácteos em geral no varejo caiu 4,5% no mesmo período. As indústrias apontam também as importações de leite em pó (integral e desnatado) como um motivo para a oferta elevada, mas, de fato, os volumes vindos do exterior vêm caindo. 

De janeiro a agosto, segundo dados compilados pelo MilkPoint, o recuo foi de 22,8%, para 80.913 toneladas. De acordo com Edson Martins, diretor de mercado da catarinense Tirol, as indústrias do setor vêm trabalhando no vermelho há quase um ano em decorrência do aumento da oferta de leite no país e da retração do consumo. No caso da Tirol, disse, o prejuízo por litro de leite está entre R$ 0,40 e R$ 0,50. O custo de produção do leite longa vida hoje está na casa dos R$ 2,10, para um preço de venda ao varejo de R$ 1,65 a R$ 1,70 por litro. Diante de um consumo que resiste a se recuperar, Martins avalia que só uma forte desaceleração no ritmo de crescimento da produção levará o mercado a se equilibrar. Pagando valores bem mais baixos do que em 2016 pelo leite longa vida, varejistas intensificaram as promoções com o produto, com o objetivo de atrair consumidores que acabam comprando outros itens nas lojas. Isso explica promoções como leite por R$ 1,59 o litro em varejista de Campinas (SP), como brinde em compras de qualquer valor, em supermercado de Concórdia (SC), e por só R$ 0,01 na compra de 12 pãezinhos numa varejista catarinense. A indústria também está reduzindo o que paga ao produtor. A catarinense Coopercentral Aurora, por exemplo, reduziu em R$ 0,15 o litro em agosto e hoje paga R$ 1,13. E o pagamento de setembro terá nova redução, de acordo com Marcos Antônio Zordan, diretor de agropecuária da Aurora. Segundo ele, normalmente, a Aurora recebe cerca de 1,3 milhão de litros de leite por dia, mas em agosto as cooperativas associadas entregaram, em média, 1,640 milhão de litros de matéria-prima por dia. "Nunca tínhamos recebido tanto leite", afirmou. 

O diretor de agropecuária disse que a produção de leite começa a recuar no Estado, já que o pecuarista diminuiu a ração do rebanho e os pastos já começam a secar. No Sul do país, a safra de leite vai de julho a setembro enquanto no Sudeste e Brasil Central, ganha força no período de chuvas, entre outubro e fevereiro. Embora considere que a redução da produção na região Sul deva segurar os preços do leite a partir do mês que vem, Zordan observa que o consumo ainda deve seguir pressionado com a chegada do período de férias. Na avaliação de Valter Galan, se a queda de preços no atacado chegar "de forma mais forte" ao varejo, poderá haver reação do consumo. (Valor Econômico)


 

Loja de queijos holandesa faz transmissão ao vivo para aumentar as vendas

A loja de queijo Kaan's Kaashandel e o banco ABN AMRO lançaram a primeira loja com transmissão ao vivo do mundo na cidade holandesa de Alkmaar. A loja pode ser acessada no site https://www.kaansstreamstore.nl. Ela é um experimento omni-channel que permite aos clientes on-line encomendar queijos artesanais em tempo real, como se estivessem realmente dentro da loja.

Embora as conversas estejam em holandês, os visitantes do site podem ver os clientes visitando a loja e interagindo com o pessoal em tempo real. Ao passar o mouse sobre qualquer um dos queijos, são fornecidas informações sobre o queijo, bem como a oportunidade de adicioná-lo a uma cesta ou carrinho. Existe também uma opção para interagir com a loja por meio do bate-papo ao vivo, bem como, fazer todos os pedidos on-line visíveis.


 
Opções on-line
Jan Kaan e sua equipe podem se comunicar com os clientes através de um link de vídeo ao vivo, fornecendo dicas de receitas e até mesmo cortar e embalar queijos enquanto os clientes assistem na tela. A loja estará ao vivo por cinco dias durante os horários regulares das 9 horas às 18 horas. O ABN AMRO está facilitando esse teste de avaliação, que combina dimensões físicas e on-line: o expertise, a autenticidade e a experiência de uma loja física combinada com uma loja on-line.

"Nós fazemos as coisas da forma antiga há muitos anos, mas também queremos acompanhar os tempos modernos", disse Kaan. "O ABN AMRO nos pediu para participar desta experiência. Ainda não temos grande visibilidade on-line, de modo que isso motivou nossa decisão de participar. Espero que a Stream Store promova vendas on-line de nossos queijos artesanais. A Alkmaar é famosa por seu queijo, e esse tipo de tecnologia nos permitirá também enviar nossos deliciosos queijos para clientes internacionais".

Interesse no projeto
De acordo com o ABN AMRO, os varejistas independentes muitas vezes sofrem com a forte concorrência on-line. O banco disse que a nova abordagem permite que os varejistas independentes consigam um novo tipo de inovação. Rob Morren, do ABN AMRO, disse: "O que vemos é que o omni-channel se tornou um acessório no cenário de varejo e, especialmente, os pequenos varejistas físicos de rua têm dificuldade para acompanhar essas tendências e queremos dar a eles um exemplo inspirador de como podem lidar com isso". 

Morren disse que embora o experimento esteja no início, a loja teve mais de 30 pedidos nas primeiras três horas. O interesse no projeto foi alto, com a mídia local e a mídia internacional acompanhando o projeto. Há também uma campanha de mídia social para divulgar informações. Morren disse que vai avaliar o projeto piloto quando for concluído para ver se a estratégia poderia ser aplicável a outros varejistas. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

O mercado de lácteos da Europa atingiu o "ponto de inflexão"?
 
O último relatório do Observatório Europeu do Mercado do Leite (MMO) destaca o crescimento da oferta e os riscos para o preço da manteiga e do leite em pó desnatado (SMP).

Os importadores asiáticos apoiaram os mercados através de sua recuperação recente, com as compras chinesas de produtos lácteos crescendo 27% em relação ao ano passado e 12% superior no sudeste asiático. No geral, as importações globais de produtos lácteos cresceram 6% no ano passado.

A demanda extra é crucial, à medida que a produção está aumentando em todas as principais regiões de exportação, afirmou a associação comercial europeia de lácteos, Eucolait, em sua contribuição para o relatório do MMO.

Na UE, os números de julho da Comissão Europeia mostram que uma queda da produção na França, nos Países Baixos, na Dinamarca e na Alemanha foi mais do que compensada por um aumento na Irlanda, Itália, Portugal e Reino Unido.

Novo recorde de preço da manteiga
O mercado continua contando histórias radicalmente diferentes sobre gorduras e produtos proteicos, com uma diferença de preço de quatro para um a favor da manteiga - agora aproximando-se de um novo recorde de 6.500 € (US$ 7.647,89)/t.

"Dados os preços recordes das gorduras lácteas, o atraso estrutural na cadeia de fornecimento de lácteos, as crescentes ofertas globais e o aumento da concorrência nas exportações, chegamos a um ponto de inflexão no equilíbrio do mercado da UE?", pergunta a Eucolait.

Embora o enfraquecimento do dólar norte-americano tenha um efeito negativo sobre as exportações da UE, a avaliação da Comissão é de que "os preços do leite devem permanecer firmes nos próximos meses, apesar de uma possível queda de preços da manteiga (correção de níveis recorde) e SMP (fim da intervenção pública)".

A intervenção está encerrando este ano e os processadores se apressaram para aproveitar o esquema da semana passada, quase duplicando os volumes de leite em pó desnatado vendidos no esquema, para 5.512 toneladas. Nenhum leite em pó irlandês entrou em intervenção este ano. 

Em 29/09/17 - 1 Euro = US$ 1,17660 
0,84981 Euro = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Irish Farmers Journal, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Dia de Campo com aplicativos
'O Dia de Campo do Leite deste ano vai apresentar aos produtores os aplicativos Pastejando, que calcula a necessidade de consumo de matéria seca do rebanho, e Roda da Reprodução, que avisa quais animais precisam ser inseminados e qual a época em que irão parir. A programação é preparada pela Embrapa Clima Temperado e ocorre nesta quarta-feira, na Estação Terras Baixas, em Capão do Leão. (Correio do Povo)

Porto Alegre, 29 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.594

 

  IBGE: produção de leite cai 2,9% em 2016; pesquisa aponta aumento dos rebanhos bovinos

A pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a produção de leite foi de 33,62 bilhões de litros em 2016, 2,9% menor do que no ano anterior. 

Minas Gerais continuou como maior produtor de leite do país, apesar de ter produzido 1,9% a menos do que em 2015 (8,97 bilhões de litros). A produção mineira representou 26,7% da produção nacional. O preço médio nacional do leite ao produtor foi de R$ 1,17 por litro, um aumento de 15,2% em relação a 2015. Isso representou um valor de produção de R$ 39,44 bilhões.

Segundo a PPM, o rebanho bovino do país alcançou o recorde de 218,23 milhões de cabeças em 2016, 1,4% mais que em 2015. Mas o aumento não se refletiu nos abates - foram abatidas 29,67 milhões de cabeças de bovinos, queda de 3,2%. "A oferta de animais prontos para abate e para reposição continuou restrita em função do grande abate de matrizes nos anos anteriores, elevando o preço da arroba e do bezerro", informou o IBGE. De acordo com os dados da PPM, o Brasil continuou com o segundo maior efetivo de bovinos do mundo e representou 22,2% do rebanho global em 2016, atrás da Índia. O país foi também o segundo maior produtor de carne bovina, com 15,4% do total mundial.

O plantel de galináceos também cresceu no país no ano passado - 1,9%, para 1,35 bilhão de cabeças. Conforme o IBGE, a crise econômica, que achatou o poder de compra dos brasileiros, levou ao aumento do consumo de carne de frango e levou os produtores a investir em expansão. O movimento ajudou o Brasil a manter o status de maior exportador mundial de carne de frango. A produção de ovos de galinha, por sua vez, foi de 3,82 bilhões de dúzias em 2016, 1,3% superior a 2015. Isso representa um rendimento de R$ 11,46 bilhões. 

Em relação aos suínos, o rebanho brasileiro cresceu 0,4% no ano passado, para 39,95 milhões de cabeças, o quarto maior do mundo, atrás de China, UE e EUA. A pesquisa também contabilizou um rebanho efetivo de 1,37 milhão de cabeças de bubalinos e de 5,58 milhões de cabeças de equinos. O efetivo de caprinos somou 9,78 milhões de cabeças em 2016, crescimento de 1,7% na comparação ao ano anterior, enquanto o rebanho efetivo de ovinos chegou a 18,43 milhões de cabeças, praticamente estável. (As informações são do jornal Valor Econômico e do IBGE)

Evolução da Produção de leite 2004-2016*

Indústria de laticínios/Brasil 

Laticínios brasileiros querem medidas do governo para enxugar o mercado e aliviar a pressão sobre os preços internos de leite e derivados. Representantes do setor reclamam de sobreoferta e da concorrência com o produto importado, mas competitivo e mais barato. A indústria de lácteos pede que o governo compre 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de UHT, que poderiam ter como destino a merenda escolar e programas sociais. Lideranças disseram a Globo Rural não ter recebido uma resposta de Brasília.

"A ideia é de que o governo faça uma compra imediata ou pelo menos dê uma sinalização ao mercado", resume o secretário executivo do Sindicato dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini. A conta apresentada pelo setor ao governo não é pequena. A considerar os volumes propostos e os preços de referência utilizados para reivindicar as aquisições oficiais - R$ 14,30 o quilo de leite em pó e R$ 2,21 o litro do UHT - o valor fica perto de R$ 1,6 bilhão. "Esse seria o mundo perfeito", diz o representante dos laticínios gaúchos. "Se for olhar isoladamente, é um valor considerável, mas, dividindo por Estado, não é nada assustador", argumenta.

No início deste mês, lideranças da indústria se reuniram com ministros e representantes de órgãos do governo federal. A Casa Civil delegou aos Ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e da Agricultura (Mapa) a análise da situação. Entre o que quer o setor e o que talvez seja possível, a distância pode ser grande. Às voltas com o ajuste das suas próprias contas e com a necessidade de promover a retomada da atividade econômica, a dificuldade maior é exatamente de onde tirar o dinheiro nas atuais condições. Não há prazo para tomar uma decisão.

"A proposta do setor ficou para os ministérios. A questão é como resolver. É um valor bem alto, uma questão de alto vulto, tem que tratar com responsabilidade", diz o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Caio Rocha. Em Goiás, a preocupação é que uma eventual aquisição por parte do governo seja limitada a poucos fornecedores. Alfredo Luiz Correia, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindileite), defende que médios e grandes produtores possam também participar. "O governo tem que entrar para regular o mercado porque o problema é nacional, não só do produtor familiar. A aquisição tem que ser feita de produtores de todos os tamanhos", diz Correia, afirmando esse assunto ainda está em debate entre representantes do setor.

Mas o Ministério da Agricultura é taxativo. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, avalia ser possível executar as compras apenas no âmbito dos programas sociais. O governo não tem estrutura para estocar grandes volumes de leite e derivados. "Não há como fazer isso. Mesmo se for leite em pó, como vamos fazer a manutenção disso? Agora, o mecanismo do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e aquisição para distribuição, estamos trabalhando o orçamento. Vamos fazer o que for factível", diz.

Importações
Diante do excedente interno que pressiona os preços, a opção mais viável é limitar importações, pelo menos na visão do Ministério da Agricultura. Para Neri Geller, a concorrência com o produto do exterior é o principal problema a ser atacado para tentar reequilibrar o quadro de oferta e demanda do setor lácteo brasileiro. Uma medida neste sentido também atenderia a demanda dos laticínios. A indústria reclama, principalmente, da entrada do produto do Uruguai. Mais competitivo, o leite em pó do país vizinho chega a valores mais baixos, impondo uma paridade ao produto nacional.

Representantes dos laticínios dizem que esse movimento acontece mesmo quando as importações diminuem, como vem ocorrendo neste ano. No primeiro semestre, o Brasil comprou do Uruguai 17,9 mil toneladas de leite em pó. Entre janeiro e junho do ano passado, foram 30,3 mil toneladas. Palharini, do Rio Grande do Sul, explica que o leite em pó uruguaio é comprado atualmente a R$ 10,50 o quilo. O brasileiro custa em torno de R$ 12. Meses atrás, a cotação interna estava superior a R$ 14 o quilo. "O que chama a atenção é que as importações de leite em pó vem caindo, mas de outros derivados, como queijo e soro, estão aumentando", preocupa-se o secretário executivo do Sindilat do Rio Grande do Sul.

Ele defende o estabelecimento de uma cota de importação de todos os derivados fornecidos pelo Uruguai. Uma eventual sanção seria mais rigorosa do que a aplicada à Argentina, cujo limite vale só para o leite em pó. Havendo sucesso com os uruguaios, diz ele, a ideia seria retomar a discussão e elevar as restrições também aos argentinos. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, reforça tese já defendida pelo próprio ministro Blairo Maggi. Entende que o leite deve ser retirado da pauta do Mercosul. "Não é vedar a importação, mas criar mecanismos para a concorrência não ser desleal. Temos conversado porque o problema do leite é grave e não podemos desarticular o setor porque recuperar é muito difícil." A discussão passa pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que chegou a propor a criação de um grupo de trabalho para tratar do assunto, inclusive, com o Uruguai. Procurado, o MDIC não deu uma resposta até a conclusão desta reportagem. (Globo Rural)

Agropecuária vai passar por onda de rejuvenescimento, diz ex-ministro Roberto Rodrigues

A agropecuária brasileira evoluiu muito nos últimos anos. Produziu mais, abasteceu o mercado interno de alimentos e ganhou amplo espaço no exterior. Está chegando, no entanto, a hora de os mentores dessa agropecuária saírem de campo e deixarem espaço para os sucessores. E esse será um dos principais desafios do setor a partir de agora, segundo Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e presidente do Lide Agronegócio.

Rodrigues, que coordena seminário sobre o assunto no próximo sábado (30) em Campinas (SP), diz que a sucessão, apesar de eventuais dificuldades, poderá dar novo ânimo ao setor. A nova agricultura é dependente de tecnologia, e a liderança agrícola que está por vir está mais ligada à essa nova tendência do que os que saem de comando. Essa sucessão deve ocorrer em todos os segmentos do agronegócio, segundo ele.

Começa dentro da porteira, na sucessão de comando das fazendas. Passa pelas empresas do agronegócio e deve atingir também as instituições e as associações representantes de classes do setor. A sucessão deve abrir novos campos para o uso de tecnologia, tanto no controle interno das propriedades como na gestão financeira e na gestão ambiental.

Não há um modelo único de gestão no país, devido às distâncias e diversidades regionais. Uma gestão com base na tecnologia deverá estar presente em todas essas regiões. "Vem vindo uma onda que vai determinar um rejuvenescimento da agropecuária brasileira", diz Rodrigues. ''As novas lideranças já nasceram dentro da tecnologia, e esta vai permitir gestões financeiras, de recursos e ambiental rejuvenescidas."

O ex-ministro destaca ainda a necessidade de uma boa sucessão empresarial para que haja uma continuidade saudável das atividades das empresas. Ele cita exemplos que já se concretizaram como os da Jacto, empresa de São Paulo do segmento de máquinas, e da cooperativa Cocamar, de Maringá (PR). A sucessão tem de passar também pelas instituições ligadas ao agronegócio. Rodrigues destaca que algumas das modernas associações já exigem a troca constante de lideranças para que haja uma renovação de ideias. (As informações são do jornal Folha de São Paulo) 

 

Pnad: desemprego recua para 12,6% em agosto
A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) recuou para 12,6% no trimestre encerrado em agosto, quando atingiu 13,1 milhões de pessoas, divulgou o IBGE na manhã desta sexta-feira. A taxa correspondeu exatamente às projeções de analistas consultados pela Bloomberg. Nos três meses encerrados em maio, período que serve como base de comparação, a taxa ainda estava na casa de 13% (13,3%), maior patamar atingido desde o início da série histórica dessa pesquisa, que é de 2012. Há um ano, no entanto, o desemprego atingia uma parcela menor da força de trabalho do país: 11,8%. Essa melhora no mercado de trabalho vai ao encontro do que mostram os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que contabiliza o fluxo de empregos no mercado formal. Em agosto, na onda de indicadores econômicos positivos, foram criados 35,4 mil empregos. Esse foi o quinto mês consecutivo de geração de vagas com carteira assinada. Em igual período do ano passado, foram fechados 33.953 postos de trabalho. (As informações são do jornal O Globo)

Porto Alegre, 29 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.594

 

  IBGE: produção de leite cai 2,9% em 2016; pesquisa aponta aumento dos rebanhos bovinos

A pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a produção de leite foi de 33,62 bilhões de litros em 2016, 2,9% menor do que no ano anterior. 

Minas Gerais continuou como maior produtor de leite do país, apesar de ter produzido 1,9% a menos do que em 2015 (8,97 bilhões de litros). A produção mineira representou 26,7% da produção nacional. O preço médio nacional do leite ao produtor foi de R$ 1,17 por litro, um aumento de 15,2% em relação a 2015. Isso representou um valor de produção de R$ 39,44 bilhões.

Segundo a PPM, o rebanho bovino do país alcançou o recorde de 218,23 milhões de cabeças em 2016, 1,4% mais que em 2015. Mas o aumento não se refletiu nos abates - foram abatidas 29,67 milhões de cabeças de bovinos, queda de 3,2%. "A oferta de animais prontos para abate e para reposição continuou restrita em função do grande abate de matrizes nos anos anteriores, elevando o preço da arroba e do bezerro", informou o IBGE. De acordo com os dados da PPM, o Brasil continuou com o segundo maior efetivo de bovinos do mundo e representou 22,2% do rebanho global em 2016, atrás da Índia. O país foi também o segundo maior produtor de carne bovina, com 15,4% do total mundial.

O plantel de galináceos também cresceu no país no ano passado - 1,9%, para 1,35 bilhão de cabeças. Conforme o IBGE, a crise econômica, que achatou o poder de compra dos brasileiros, levou ao aumento do consumo de carne de frango e levou os produtores a investir em expansão. O movimento ajudou o Brasil a manter o status de maior exportador mundial de carne de frango. A produção de ovos de galinha, por sua vez, foi de 3,82 bilhões de dúzias em 2016, 1,3% superior a 2015. Isso representa um rendimento de R$ 11,46 bilhões. 

Em relação aos suínos, o rebanho brasileiro cresceu 0,4% no ano passado, para 39,95 milhões de cabeças, o quarto maior do mundo, atrás de China, UE e EUA. A pesquisa também contabilizou um rebanho efetivo de 1,37 milhão de cabeças de bubalinos e de 5,58 milhões de cabeças de equinos. O efetivo de caprinos somou 9,78 milhões de cabeças em 2016, crescimento de 1,7% na comparação ao ano anterior, enquanto o rebanho efetivo de ovinos chegou a 18,43 milhões de cabeças, praticamente estável. (As informações são do jornal Valor Econômico e do IBGE)

Evolução da Produção de leite 2004-2016*

Indústria de laticínios/Brasil 

Laticínios brasileiros querem medidas do governo para enxugar o mercado e aliviar a pressão sobre os preços internos de leite e derivados. Representantes do setor reclamam de sobreoferta e da concorrência com o produto importado, mas competitivo e mais barato. A indústria de lácteos pede que o governo compre 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de UHT, que poderiam ter como destino a merenda escolar e programas sociais. Lideranças disseram a Globo Rural não ter recebido uma resposta de Brasília.

"A ideia é de que o governo faça uma compra imediata ou pelo menos dê uma sinalização ao mercado", resume o secretário executivo do Sindicato dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini. A conta apresentada pelo setor ao governo não é pequena. A considerar os volumes propostos e os preços de referência utilizados para reivindicar as aquisições oficiais - R$ 14,30 o quilo de leite em pó e R$ 2,21 o litro do UHT - o valor fica perto de R$ 1,6 bilhão. "Esse seria o mundo perfeito", diz o representante dos laticínios gaúchos. "Se for olhar isoladamente, é um valor considerável, mas, dividindo por Estado, não é nada assustador", argumenta.

No início deste mês, lideranças da indústria se reuniram com ministros e representantes de órgãos do governo federal. A Casa Civil delegou aos Ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e da Agricultura (Mapa) a análise da situação. Entre o que quer o setor e o que talvez seja possível, a distância pode ser grande. Às voltas com o ajuste das suas próprias contas e com a necessidade de promover a retomada da atividade econômica, a dificuldade maior é exatamente de onde tirar o dinheiro nas atuais condições. Não há prazo para tomar uma decisão.

"A proposta do setor ficou para os ministérios. A questão é como resolver. É um valor bem alto, uma questão de alto vulto, tem que tratar com responsabilidade", diz o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Caio Rocha. Em Goiás, a preocupação é que uma eventual aquisição por parte do governo seja limitada a poucos fornecedores. Alfredo Luiz Correia, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindileite), defende que médios e grandes produtores possam também participar. "O governo tem que entrar para regular o mercado porque o problema é nacional, não só do produtor familiar. A aquisição tem que ser feita de produtores de todos os tamanhos", diz Correia, afirmando esse assunto ainda está em debate entre representantes do setor.

Mas o Ministério da Agricultura é taxativo. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, avalia ser possível executar as compras apenas no âmbito dos programas sociais. O governo não tem estrutura para estocar grandes volumes de leite e derivados. "Não há como fazer isso. Mesmo se for leite em pó, como vamos fazer a manutenção disso? Agora, o mecanismo do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e aquisição para distribuição, estamos trabalhando o orçamento. Vamos fazer o que for factível", diz.

Importações
Diante do excedente interno que pressiona os preços, a opção mais viável é limitar importações, pelo menos na visão do Ministério da Agricultura. Para Neri Geller, a concorrência com o produto do exterior é o principal problema a ser atacado para tentar reequilibrar o quadro de oferta e demanda do setor lácteo brasileiro. Uma medida neste sentido também atenderia a demanda dos laticínios. A indústria reclama, principalmente, da entrada do produto do Uruguai. Mais competitivo, o leite em pó do país vizinho chega a valores mais baixos, impondo uma paridade ao produto nacional.

Representantes dos laticínios dizem que esse movimento acontece mesmo quando as importações diminuem, como vem ocorrendo neste ano. No primeiro semestre, o Brasil comprou do Uruguai 17,9 mil toneladas de leite em pó. Entre janeiro e junho do ano passado, foram 30,3 mil toneladas. Palharini, do Rio Grande do Sul, explica que o leite em pó uruguaio é comprado atualmente a R$ 10,50 o quilo. O brasileiro custa em torno de R$ 12. Meses atrás, a cotação interna estava superior a R$ 14 o quilo. "O que chama a atenção é que as importações de leite em pó vem caindo, mas de outros derivados, como queijo e soro, estão aumentando", preocupa-se o secretário executivo do Sindilat do Rio Grande do Sul.

Ele defende o estabelecimento de uma cota de importação de todos os derivados fornecidos pelo Uruguai. Uma eventual sanção seria mais rigorosa do que a aplicada à Argentina, cujo limite vale só para o leite em pó. Havendo sucesso com os uruguaios, diz ele, a ideia seria retomar a discussão e elevar as restrições também aos argentinos. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, reforça tese já defendida pelo próprio ministro Blairo Maggi. Entende que o leite deve ser retirado da pauta do Mercosul. "Não é vedar a importação, mas criar mecanismos para a concorrência não ser desleal. Temos conversado porque o problema do leite é grave e não podemos desarticular o setor porque recuperar é muito difícil." A discussão passa pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que chegou a propor a criação de um grupo de trabalho para tratar do assunto, inclusive, com o Uruguai. Procurado, o MDIC não deu uma resposta até a conclusão desta reportagem. (Globo Rural)

Agropecuária vai passar por onda de rejuvenescimento, diz ex-ministro Roberto Rodrigues

A agropecuária brasileira evoluiu muito nos últimos anos. Produziu mais, abasteceu o mercado interno de alimentos e ganhou amplo espaço no exterior. Está chegando, no entanto, a hora de os mentores dessa agropecuária saírem de campo e deixarem espaço para os sucessores. E esse será um dos principais desafios do setor a partir de agora, segundo Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e presidente do Lide Agronegócio.

Rodrigues, que coordena seminário sobre o assunto no próximo sábado (30) em Campinas (SP), diz que a sucessão, apesar de eventuais dificuldades, poderá dar novo ânimo ao setor. A nova agricultura é dependente de tecnologia, e a liderança agrícola que está por vir está mais ligada à essa nova tendência do que os que saem de comando. Essa sucessão deve ocorrer em todos os segmentos do agronegócio, segundo ele.

Começa dentro da porteira, na sucessão de comando das fazendas. Passa pelas empresas do agronegócio e deve atingir também as instituições e as associações representantes de classes do setor. A sucessão deve abrir novos campos para o uso de tecnologia, tanto no controle interno das propriedades como na gestão financeira e na gestão ambiental.

Não há um modelo único de gestão no país, devido às distâncias e diversidades regionais. Uma gestão com base na tecnologia deverá estar presente em todas essas regiões. "Vem vindo uma onda que vai determinar um rejuvenescimento da agropecuária brasileira", diz Rodrigues. ''As novas lideranças já nasceram dentro da tecnologia, e esta vai permitir gestões financeiras, de recursos e ambiental rejuvenescidas."

O ex-ministro destaca ainda a necessidade de uma boa sucessão empresarial para que haja uma continuidade saudável das atividades das empresas. Ele cita exemplos que já se concretizaram como os da Jacto, empresa de São Paulo do segmento de máquinas, e da cooperativa Cocamar, de Maringá (PR). A sucessão tem de passar também pelas instituições ligadas ao agronegócio. Rodrigues destaca que algumas das modernas associações já exigem a troca constante de lideranças para que haja uma renovação de ideias. (As informações são do jornal Folha de São Paulo) 

 

Pnad: desemprego recua para 12,6% em agosto
A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) recuou para 12,6% no trimestre encerrado em agosto, quando atingiu 13,1 milhões de pessoas, divulgou o IBGE na manhã desta sexta-feira. A taxa correspondeu exatamente às projeções de analistas consultados pela Bloomberg. Nos três meses encerrados em maio, período que serve como base de comparação, a taxa ainda estava na casa de 13% (13,3%), maior patamar atingido desde o início da série histórica dessa pesquisa, que é de 2012. Há um ano, no entanto, o desemprego atingia uma parcela menor da força de trabalho do país: 11,8%. Essa melhora no mercado de trabalho vai ao encontro do que mostram os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que contabiliza o fluxo de empregos no mercado formal. Em agosto, na onda de indicadores econômicos positivos, foram criados 35,4 mil empregos. Esse foi o quinto mês consecutivo de geração de vagas com carteira assinada. Em igual período do ano passado, foram fechados 33.953 postos de trabalho. (As informações são do jornal O Globo)

 

Porto Alegre, 28 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.593

 

  Apesar de ano inconsistente, cenário é de alta na produção da Nova Zelândia
 
Os mais recentes dados de produção da Nova Zelândia mostram que, em agosto, o país produziu 1,3 milhão de toneladas de equivalente-leite (aproximadamente 1,28 milhão de litros), uma queda de 1,6% em relação a agosto de 2016. O mês de junho costuma marcar a entrada de uma nova safra na Nova Zelândia, mas como o mercado não "começa do zero" no início da safra, é interessante verificar o que vem ocorrendo mês a mês desde o início do ano. 

Apesar da queda em agosto, neste ano, o país vem 'lutando' para elevar a sua produção, mas enfrenta dificuldades devido às condições climáticas. No acumulado do ano (janeiro a agosto), a produção neozelandesa foi apenas 3% superior ao mesmo período de 2016. Porém, nos meses em que a produção foi superior à de 2016, ela subiu de forma acentuada. Como exemplo, o mês de março deste ano foi responsável por 61% do aumento no acumulado entre 2016 e 2017, sendo que, na comparação mensal, a produção foi quase 10% maior do que em março 2016. 

Além disso, outro fator que comprova esse esforço neozelandês em elevar sua produção, é o aumento das importações de insumos para o concentrado. Na safra 2016/17, o volume importado de grãos foi de 113 mil toneladas, contra 37 mil na safra anterior (aumento também impulsionado pela proibição do uso de farelo de palma). 

Gráfico 1. Evolução da produção mensal na Nova Zelândia. Fonte: DCANZ.

 

No primeiro semestre do ano, as precipitações foram abaixo da média histórica em quase todos os meses (impedindo um aumento ainda mais acentuado da produção), porém, a situação parece ter se revertido a partir de julho, o que pode ser um indício de safra cheia em 2017/2018. 

Este aumento que o país vem buscando em sua produção tem uma justificativa clara. Diferentemente do que o Brasil vem enfrentando, a Nova Zelândia (um exímio exportador de lácteos) registrou considerável aumento nos seus preços no último ano. Na última segunda-feira, a Fonterra anunciou que o preço pago na safra 2016/2017 por quilo de sólidos foi de US$ 6,52, 52% acima do valor médio da safra anterior, enquanto o preço pago ao produtor em dólares por litro foi 36,4% maior entre julho de 2017 (US$ 0,403) e julho de 2016 (US$ 0,296). Um dos maiores aumentos registrados para o período entre os principais produtores de leite do mundo. 

Dessa forma, a safra 2017/2018, que iniciou em junho e tem seu "pico" de produção programado para o último trimestre deste ano, se tiver clima favorável e demanda internacional consistente, tem tudo para se tornar uma safra histórica para a Nova Zelândia. (Milkpoint)

Tetra Pak 

A Tetra Pak participa do 6º Seminário Regional da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo - ABIQ, que ocorre em Foz do Iguaçu (PR), hoje, 28 de setembro de 2017. Com a palestra "Automação como melhoria na fabricação de queijos", a companhia estimula a percepção das empresas sobre os benefícios das tecnologias de automação e digitalização nas plantas produtivas do derivado lácteo.  

Por meio da medição de parâmetros relacionados à qualidade do leite e às implicações para a fermentação, sabor, textura e consistência do queijo, os sistemas de automação monitoram e rastreiam todas as etapas de fabricação do insumo, dando ao queijeiro a oportunidade de estar no controle da qualidade de seu produto final.  

"Os produtos lácteos em geral, e os de queijos em particular, sofrem uma concorrência bastante acirrada com os produtos importados, principalmente com relação à qualidade e padronização nas gôndolas dos supermercados. A automação vem contribuir justamente para esse salto de qualidade da produção nacional, fator essencial para a competitividade do mercado brasileiro", afirma Luis Shimabukuro, gerente comercial da Tetra Pak.  

Ao destacar os benefícios do investimento na tecnologia, a companhia pretende mobilizar também pequenas queijarias, que ainda desconhecem as oportunidades de uma cadeia nacional integrada. "Outra vantagem da automação é permitir a rastreabilidade total da matéria-prima até o consumidor. Isso significa ter controle da origem dos materiais, ingredientes, processamento e embalagem para registro completo e acompanhamento de todos os parâmetros de produção", complementa.

Oportunidade de expansão
Segundo a ABIQ, cada brasileiro consome em média 5,4 quilos de queijo por ano. A meta da entidade é, até 2020, chegar a um consumo de 7,5 quilos per capita. Para 2030, o objetivo é atingir a marca de 9,6 quilos de queijo por habitante/ano. Líder em processamento e envase de alimentos, a Tetra Pak também conta com um amplo portfólio de soluções para produção de diversos tipos de queijo e soro de leite. (JeffreyGroup Brasil)

 
 
Maggi quer intensificar comércio agrícola com o Peru

Em reunião com empresários durante viagem oficial ao Peru, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) defendeu maior aproximação comercial entre o país e o Brasil, especialmente os estados vizinhos, como Acre, Rondônia e Mato Grosso. "A ideia é destravar o que emperra o comércio bilateral", afirmou.

Maggi disse que há potencial a ser explorado, já que a relação no agronegócio entre os dois países ainda é muito pequena. O Peru é o 34º parceiro comercial do Brasil, sendo que no setor agropecuário foram registrados, no ano passado, US$ 179 milhões em exportações. No agronegócio como um todo, as vendas externas brasileiras para o mercado peruano totalizaram e US$ 392 milhões.

O Brasil tem condições de fornecer ao Peru alimentos que o país não produz, ressaltou o ministro, acrescentando que o Acre, por exemplo, vem desenvolvendo uma suinocultura moderna, além de ter terras para soja e milho, entre outros produtos.

Do lado do Peru, Maggi destacou o crescimento da produção de frutas, que rende ao país anualmente entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. E observou que há um mercado interno consumidor no Brasil a ser explorado pelos peruanos. "Estamos voltando a crescer, com expectativa de que, neste ano, o índice seja de 1% e, no próximo, de 3%, o que significa muito para um país do nosso tamanho."

O ministro enfatizou que o Brasil é um fornecedor seguro de alimentos com produção crescente, sendo responsável por 6,6% do mercado mundial. Ao mesmo tempo, observou que toda a produção de algodão deste ano, de 1,2 milhão de toneladas, já estava vendida desde 2017, o que representa confiança do mercado internacional. "Tivemos pequena redução da fatia mundial do agro, mas por conta do preço das commodities e não do volume exportado", explicou. E a expectativa é ocupar mais espaço em mercados onde a participação brasileira tem muito para crescer, como em países asiáticos, em função do poder de compra da população, e no México, onde o Brasil tem participação de apenas 1,2% no agronegócio, "é um alvo específico".

O trabalho, segundo o ministro, é eliminar barreiras de comércio, já que a estimativa da produção brasileira é de continuar crescendo nos próximos anos.

Maggi destacou ainda que o Brasil segue cumprindo uma legislação ambiental rígida que precisa ser reconhecida pelos parceiros comerciais e que o aumento da produção se deve ao avanço de pesquisas, particularmente aquelas desenvolvidas pela Embrapa. Enfatizou como responsável por ganhos de produtividade a alternância de culturas, que permitem colher mais de uma safra por ano em uma mesma área, e entre a agricultura e a pecuária.

Nesta quinta-feira (28), Maggi viaja para a Bolívia. Na capital La Paz, terá encontros com o ministro do Desenvolvimento Rural e Terras da Bolívia, César Cocarico, e com o vice-ministro de Comércio e Integração boliviano, Walter Clarems.

A delegação chefiada pelo ministro ao Peru e à Bolívia é composta pelos secretários de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, e de Defesa Agropecuária, Luis Rangel. Participam do evento com empresários o presidente da Abafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas), Luiz Roberto Maldonado; o presidente da Ceasa de Mato Grosso, Baltazar Ulrich; o senador Cidinho Santos e o deputado Adillton Sachetti. (As informações são do Mapa)

 

Natal 
As vendas durante o período do Natal, em 2017, devem movimentar R$ 34,3 bilhões no varejo - avanço de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para a data, os varejistas devem contratar 73,1 mil trabalhadores temporários - crescimento de 10% em relação aos 66,7 mil postos criados no ano passado. Entre os segmentos que mais contratam estão o de vestuário, com 48,9 mil vagas, e de supermercados com 10,4 mil vagas. As duas atividades representam 42% da força de trabalho do setor e respondem por cerca de 60% das vendas natalinas. O salário de admissão deverá alcançar R$ 1.191, o equivalente a uma alta nominal de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado. (Giro News)

 

Porto Alegre, 27 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.592

 

  Valor despenca em setembro

O valor do litro de leite projetado para setembro é de R$ 0,8519, 4,4% inferior ao consolidado de agosto, de R$ 0,8914, segundo levantamento divulgado ontem pelo Conseleite. É a quinta queda consecutiva do preço de referência do produto. A última vez que os produtores tinham recebido valor igual a R$ 0,85 ocorreu em janeiro do ano passado, período em que há queda sazonal da cotação. Na análise mais recente da Emater, da semana passada, o preço médio do litro era de R$ 1,02, 26% inferior ao de R$ 1,39 do mesmo período do ano passado. 

A nova queda no preço tinha sido prevista nas últimas semanas pelo presidente do Conseleite e do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados, Alexandre Guerra. Segundo o dirigente, se não houvesse a intervenção do poder público com compras governamentais urgentes, a tendência seria de valores ainda piores em setembro, até porque não ocorreu a retomada da economia a ponto de acelerar o consumo de leite. "Estamos em um momento altamente prejudicial, porque há desistência de produtores da atividade e as indústrias operam no vermelho", avalia.

Guerra lembra que, em 12 de setembro, em uma reunião com entidades do setor, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, se comprometeu a averiguar a possibilidade de liberação de recursos para compras governamentais, mas nenhum retorno foi dado até o momento. Nos últimos dias, o setor acionou parlamentares para voltar a pressionar o Executivo. Ontem, em Brasília, em uma nova investida, o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, Heitor Schuch, apresentou documentos ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que comprovam a queda nos preços do leite. "Foi uma reunião para tentar convencer o ministério de que medidas como a compra interna de leite e o controle das importações do Uruguai são urgentes para socorrer o produtor", disse Schuch, que admitiu não acreditar numa atitude rápida do governo. FETAG. 

A direção da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) pediu formalmente ao governo do Estado dados dos incentivos fiscais concedidos a empresas de leite instaladas no Rio Grande do Sul. A entidade quer saber se indústrias que vêm importando o produto contam com os benefícios, o que, segundo o presidente da entidade, Carlos Joel da Silva, seria inadmissível, porque receberam apoio para desenvolver a cadeia local. "Se isso estiver ocorrendo, vamos pedir a suspensão dos incentivos", antecipa o dirigente. (Correio do Povo)

Suspensão será acelerada no RS
O Rio Grande do Sul poderá antecipar para 2019 sua declaração de área livre de febre aftosa sem vacinação. A decisão de acelerar o processo foi tomada ontem, em reunião do vice-governador José Paulo Cairoli com representantes de entidades, indústrias e produtores de proteína animal. Segundo o secretário da Agricultura, Ernani Polo, o Estado encaminha nos próximos dias ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a solicitação de uma auditoria nos serviços de controle da doença, a exemplo do que já foi pedido pelo Paraná, com processo marcado para janeiro de 2018. 

Polo afirmou que com a auditoria é possível antecipar em dois anos a retirada da vacina, que estava prevista no plano do Mapa para 2021. "A decisão tomada hoje é um divisor de águas e demonstra o amadurecimento do sistema de defesa agropecuária do Rio Grande Sul e seu esforço para atingir as metas do ministério", destacou o secretário, lembrando que a retirada da vacina repercutirá positivamente na bovinocultura de corte e leiteira, na suinocultura e na avicultura. "Vamos entrar em outro patamar de sanidade animal", prevê. 

O presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber, destacou que o pedido de antecipação tem efeitos imediatos nas cadeias produtivas. "Vai renovar ânimos e aumentar a disposição do setor com a visualização de novos mercados", comentou. A vacinação contra a aftosa é fator de restrição para a exporta- ção de carne bovina, suína e de aves para diversos mercados. Japão e Estados Unidos já importam carne de Santa Catarina, único estado brasileiro livre da doença sem vacinação. O Rio Grande do Sul é um dos estados livres de aftosa com vacinação. (Correio do Povo)

Dia de Campo do Projeto Rural Sustentável é realizado em Frederico Westphalen

Mais produtividade, conservação e renda. Esse é o propósito do Projeto Rural Sustentável, que surgiu na tentativa de melhorar as práticas de uso da terra e manejo florestal pelos pequenos e médios produtores rurais, por meio da implementação de tecnologias de baixa emissão de carbono. Dois municípios da abrangência do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen estão envolvidos no projeto, Boa Vista das Missões e Frederico Westphalen. Para difundir as tecnologias serão realizados, ao todo, quatro dias de campo no município de Boa Vista das Missões e três em Frederico Westphalen. O primeiro evento para Frederico Westphalen foi realizado na última sexta-feira (22/09), na propriedade do jovem produtor Cassiano de Pellegrin, na Linha Ponte do Pardo, interior do município. Cerca de 50 pessoas participaram da atividade promovida pela Emater/RS-Ascar, com apoio da Prefeitura e da Cotrifred.

O Projeto Rural Sustentável é fruto de uma parceria entre os governos do Reino Unido, do Brasil e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com foco em ações para o desenvolvimento da agricultura de baixa emissão de carbono nos biomas Mata Atlântica e Amazônia. Os Dias de Campo são realizados em propriedades chamadas Unidades Demonstrativas (UDs). A meta do Projeto Rural Sustentável é atender, nos sete Estados brasileiros situados nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, 350 Unidades Demonstrativas, que possuem uma das quatro tecnologias de baixo carbono apoiadas pelo projeto; e 3,6 mil Unidades Multiplicadoras, que irão adotar uma das quatro tecnologias preconizadas no projeto. 

Ao todo, serão 11 mil produtores capacitados, 1,1 mil agentes de Assistência Técnica treinados e 3,7 mil produtores familiares capacitados. O projeto destinará mais de R$ 70 milhões de benefícios diretos ao produtor rural para apoiar essas ações. No RS, são 11 municípios que executam o Projeto. As quatro tecnologias apoiadas pelo Projeto Rural Sustentável são sistemas de integração Lavoura, Pecuária e Florestas (ILPF), incluindo sistemas agroflorestais, plantio de florestas comerciais, recuperação de áreas degradadas com florestas e/ou pastagens e manejo sustentável de florestas nativas. 

As tecnologias destaques do projeto foram os temas apresentados nas estações em Boa Vista das Missões. A monitora de campo do Projeto Rural Sustentável, Cleide Jacqueline Jacques, participou da atividade explicando aos produtores o funcionamento do projeto. A partir do trabalho realizado com as UDs, o objetivo é expandir a ação, permitindo que outras propriedades, as chamadas Unidades Multiplicadoras, adotem uma das quatro tecnologias.

No Dia de Campo realizado em Frederico Westphalen a programação foi dividida. Pela manhã, os agricultores participantes acompanharam quatros estações organizadas na propriedade da família Pellegrin. Diferentes temas envolvendo a atividade leiteira foram tratados durante o evento. O assistente técnico regional de recursos naturais da Emater/RS-Ascar, Carlos Roberto Olczevski, explanou sobre manejo e conservação do solo na atividade leiteira, enfatizando a importância da análise e a prática para correta retirada da amostragem do solo, bem como os benefícios de recuperação de área degradada com pastagens perenes.

Bem-estar animal e a importância do sistema silvipastoril na atividade leiteira foi assunto abordado pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Luciano Schievenin. "As vacas leiteiras para manter boas condições de saúde, expressar o máximo do seu potencial genético e produzir leite de qualidade precisam estar em boas condições de bem-estar", afirmou Schievenin. As boas condições sugeridas pelo agrônomo são disponibilidade de água e comida à vontade, conforto térmico, boas condições de saúde, livres de estresse, com condições de expressar o comportamento natural para a espécie. Luciano explicou como o sistema silvispastoril contribuiu para esse processo e sugeriu algumas espécies arbóreas que são adequadas para a implantação nas pastagens e beneficiam os animais com o sombreamento. 

Schievenin apresentou ainda resultados de análises da produção leiteira a partir de sistemas que utilizaram sombreamento. Um dos exemplos destacados pelo agrônomo foi a produção da raça holandesa que passou de 14,5 litros de leite para 18,5 litros apenas com a utilização de sombra nos piquetes. Segundo ele, o consumo de alimento, matéria seca, também é maior quando se oferece sombra aos animais. Dessa forma, a produção leiteira final aumenta significativamente nas propriedades que aderem ao sombreamento.

Outra estação do Dia de Campo foi conduzida pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Mateus Stefanello, que falou sobre produção de silagem de alta qualidade. Mateus enfatizou que a produção de silagem de milho de boa qualidade passa por três fases importantes, o plantio e condução agronômica, a colheita e ensilagem, e a desensilagem e fornecimento. "Estas três fases são complementares, ou seja, falhas em qualquer uma serão cumulativas e interferirão na qualidade final do produto", reforçou o agrônomo. Outro fator importante é a escolha da cultivar. Segundo Mateus, os produtores devem escolher o genótipo levando em conta a boa produção de massa, alta digestibilidade de fibras, ponto de corte prolongado, grãos macios e adaptação e estabilidade de produção.

Ainda na propriedade da família Pellegrin, o médico veterinário da Cotrifred, Thiago Cantarelli, apresentou a estação destacando as características morfológicas desejáveis na seleção de vacas leiteiras de alta produção. À tarde, o Dia de Campo seguiu com a participação da monitora de campo do Projeto Rural Sustentável, Cleide Jacqueline Jacques, explicando o projeto aos agricultores. Para encerrar a atividade, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Jeferson Vidal Figueiredo, falou sobre implantação, manejo de pastagens e nutrição de vacas leiteiras. (Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar " Regional de Frederico Westphalen)

Fazenda divulga índices do ICMS

As prefeituras gaúchas já podem calcular o quanto receberão em repasse de ICMS. A Secretaria da Fazenda divulgou ontem o Índice de Participação dos Municípios (IPM) 2018 com os percentuais de cada uma das 497 cidades no rateio do principal tributo estadual. Apurado pela Receita Estadual, o IPM reflete o desempenho médio da economia local entre 2015 e 2016 e indica como o Estado irá repartir R$ 8,26 bilhões. O volume correspondente a 25% sobre a receita de R$ 33,059 bilhões está previsto no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA). Não é considerada a arrecadação do Ampara/RS, fundo destinado a programas sociais constituído a partir da alí- quota de 2% sobre bebidas alcoólicas, cerveja sem álcool, cigarros, cosméticos e TV por assinatura. A relação dos índices de cada município foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). Três Passos lidera a variação mais positiva na comparação do IPM de 2018 com o deste ano: alta de 19,91%. Com variações bem próximas estão as cidades de Xangri-Lá (18,15%) e Trindade do Sul (17,74%). Reflexo direto da recessão, seis das dez maiores economias tiveram queda nos índices de retorno. Com variações positivas no valor adicionado nos dois anos que servem como base para definir o índice, as exceções são Canoas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul e Pelotas, que terão crescimento na cota-parte do tributo. Além do DOE, os índices definitivos de rateio do ICMS estarão disponíveis para consulta na página da Secretaria da Fazenda (https://www.sefaz.rs.gov.br), na aba "serviços" do item IPM. (Correio do Povo)
 
 

Inscrições para o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo vão até 1º de novembro
Estão abertas, até o dia 1º de novembro, as inscrições para o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo. Promovida pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a láurea pretende valorizar o trabalho da imprensa gaúcha que repercute as notícias do setor lácteo e que contribui para o desenvolvimento da cadeia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail: imprensasindilat@gmail.com. O tema desta edição vai abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e os desafios enfrentados. O prêmio possui quatro categorias, sendo impresso, eletrônico, online e fotografia. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. O jornalista deve enviar materiais que foram publicados entre 2 de novembro de 2016 até 1º de novembro de 2017. Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 27 de novembro, sendo que os vencedores serão conhecidos no dia 7 de dezembro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão apenas um troféu. Confira regulamento CLICANDO AQUI(Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Porto Alegre, 26 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.591

 

  Conseleite indica queda no leite no RS

O valor de referência do leite projetado para setembro é de R$ 0,8519, 4,4% abaixo do consolidado de agosto (R$ 0,8914). Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (26/09) pelo Conseleite em reunião realizada na sede do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindilat), em Porto Alegre. No acumulado dos últimos três meses (julho e setembro de 2017), houve uma diminuição de -9,4% no valor de referência.
 
"O maior problema é a queda de consumo pela perda de poder aquisitivo da população e pelo nível elevado de desemprego associados à importação com valores mais competitivos que o nosso", avalia o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, também presidente do Sindilat. O dirigente destacou que o setor precisa de medidas governamentais que ajudem a tirar a pressão de mercado gerada pelas importações. Na avaliação do dirigente, a tendência é de reação, uma vez que o preço mais em conta do leite UHT poderá ajudar a aumentar o consumo.
 
O professor da UPF Eduardo Finamore, responsável pelo levantamento mensal do Conseleite, confirma que a redução na comercialização de leite deve-se à queda da renda do consumidor e também ao excesso de oferta no mercado, que "joga os preços para baixo". 
 
Na avaliação do tesoureiro do Conseleite, Jorge Rodrigues, não é um bom momento para pensar no aumento da escala de produção. "Temos que garantir o que nós produzimos com qualidade e com preço", avalia.
 
Importação e exportação
Durante a reunião do Conseleite, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou informações referentes à importação e exportação de produtos lácteos no período de janeiro a agosto. Os dados da balança comercial mostram que o volume de leite e outros derivados comprados de fora permanece sendo maior que a quantidade exportada.
 
Sobre os pedidos de compra institucional de leite em pó e de cotas para importação de leite do Uruguai, formalizados recentemente em Brasília, Palharini comenta que, aparentemente, o governo federal não se mostrou sensibilizado já que não deram retorno sobre as demandas. Entretanto, enfatiza a necessidade de o setor persistir. "O setor lácteo precisa efetivamente se mobilizar para não ser moeda de troca em outras negociações internacionais", avalia.
 
Assessor de Política Agrícola da Fetag, Marcio Langer comentou sobre os dados do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite apresentado na Expointer. Segundo o diagnóstico, nos últimos dois anos, 19 mil produtores deixaram a atividade e 39 pequenas indústrias fecharam as portas. "Precisamos continuar a pressão no governo federal", concordou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Foto: Bruna Karpinski 

 
 
 
Setor lácteo debate perfil do consumidor pós-crise
 
Os impactos da crise no consumo não devem sumir com a retomada da economia. A posição está alicerçada em mudanças concretas vivenciadas pelo consumidor brasileiro nos últimos anos. Segundo o gerente de marketing da Tetra Pak, Luis Eduardo Ramirez, que participou de reunião de associados do Sindilat nesta terça-feira (26/9), o consumidor aprendeu a comprar de uma forma mais inteligente, buscando promoções, transformação bem nítida em todas as classes, incluindo as mais altas. Citou que, em tempos de dificuldade, o consumidor migra de produtos premium para os mais básicos, um movimento que não deve ser retomado logo que o poder aquisitivo se elevar.  O cenário favorece o que  chama de "atacarejo", estabelecimento com venda por quantidade mas mais próximo do consumidor de maior poder aquisitivo. "Nesses canais, o cliente vai menos vezes no mês, mas, quando vai, gasta mais. As classes A e B aprenderam a comprar melhor".
 
Nas classes mais baixas, tem destaque a busca por embalagens menores como forma de minimizar o desembolso imediato. "Muitas vezes, no longo prazo, esse movimento não é o mais econômico. Mas isso nem sempre é racional". Ainda falou sobre mudanças nos hábitos das famílias, que estão menores, mas vivendo mais. "Precisamos trazer mais valor à produção. Não em preço, mas em relação à percepção do consumidor. Devemos entregar o que o consumidor procura e aquilo pelo que ele está disposto a pagar mais".
 
Em relação ao mercado lácteo, pontuou que a tendência em volume é positiva, mas cautelosa. A Tetra Pak projeta aumento de 2% no consumo nacional de leite UHT em 2017. Até 2020, a previsão é de um crescimento médio de 1,8% ao ano até 2020.
 
Dados Emater 
Durante a reunião de associados, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ainda detalhou estudo divulgado pela Emater sobre o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul. O levantamento foi apresentado na Expointer e indica que o Rio Grande do Sul tem 173 mil produtores com média de 349,5 por município. As propriedades têm, em média, 19 hectares. A Emater ainda indicou atuação de 225 indústrias em solo gaúcho que recebem, juntas, 4,1 bilhões de litros de leite ao ano de uma produção total de 4,47 bilhões de litros no Estado. No encontro,  também foram apresentados dados referentes ao Pub do Queijo, realizado na Expointer. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o projeto deu início a uma participação mais efetiva do Sindilat na exposição. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Na foto: Luis Eduardo Ramirez
Crédito: Carolina Jardine

 
 
Receita da Fonterra aumenta em 2017, mas os lucros caem 15%
 
A Fonterra anunciou seus resultados anuais de 2017, que apresentam receita de até NZ$ 19,2 bilhões (US$ 13,96 bilhões), mas o lucro líquido após impostos caiu em NZ$ 745 milhões (US$ 541 milhões), uma redução de 11%.
 
A cooperativa da Nova Zelândia confirmou um pagamento final em dinheiro de NZ$ 6,52 (US$ 4,74) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,39) por quilo de leite] para a estação de 2016/2017. Isso é composto por um preço ao produtor - Farmgate Milk - de NZ$ 6,12 (US$ 4,44) por kgMS [NZ$ 0,51 (US$ 0,37) por quilo de leite] e um dividendo de 40 centavos (US$ 29,08 centavos) por ação.
 
O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que a capacidade da Fonterra de manter seu dividendo previsto, apesar do preço do leite ter aumentado 57% ao longo do ano e do impacto dos retornos negativos do fluxo, foi um excelente resultado. "Nós sempre precisaremos gerenciar a variabilidade em nossa cooperativa - tanto nos mercados globais como nas condições de produção local. Nós demonstramos nossa capacidade de lidar com essas condições e cumprir nossa estratégia novamente este ano".
 
Novos investimentos
Ele disse que a transformação contínua do negócio fez uma mudança fundamental na forma como a Fonterra opera, concentrando-se no aumento da eficiência e no desenvolvimento de novos fluxos de receita.
 
O negócio de consumo e serviços alimentícios teve um EBIT normalizado de NZ$ 614 milhões (US$ 446,42 milhões), um aumento de 6% em relação ao ano passado. O diretor executivo da Fonterra, Theo Spierings disse que, no ano passado, a Fonterra anunciou novos investimentos em toda a gama de linhas de produtos para consumidores e food service. Isso incluiu novas linhas de UHT em Waitoa, expansões de manteiga e queijo cremoso em Te Rapa, construção da maior planta de muçarela da cooperativa em Clandeboye, duas novas plantas de queijo cremoso em Darfield e a reabertura de suas plantas de queijo e soro de leite em Stanhope, na Austrália .
 
"O food service, em particular, é um negócio direcionado pela demanda e cada um desses investimentos é apoiado por um crescente livro de pedidos do cliente. Ter a capacidade e agilidade para atender rapidamente a demanda neste segmento é fundamental para o desenvolvimento de relacionamentos com os clientes e é o nosso ingresso no jogo em muitos dos nossos principais mercados", disse Spierings.
 
"Nossa estratégia V3 de impulsionar mais volume para maior Value at Velocity é o centro da nossa ambição e fornece a base para que nós financiemos e impulsionemos a inovação e a criação sustentável de valor. Este ano, a nossa força V3 garantiu a nossa capacidade de proporcionar ganhos sólidos em um ambiente de rápido aumento dos preços do leite".
 
Enquanto o EBIT normalizado de produtos ao consumidor e food service aumentou em NZ$ 614 milhões (US$ 446,42 milhões), a margem bruta caiu em 26,8%. Para sua divisão de ingredientes, o EBIT normalizado diminuiu em NZ$ 943 milhões (US$ 685,63 milhões). O EBIT normalizado da divisão da China aumentou em NZ$ 1 milhão (US$ 727.082).
 
A razão entre a dívida da cooperativa e o EBITDA aumentou de 2,8 em 2016 para 3,5 em 2017, embora esta ainda esteja abaixo da razão de 4,7 em 2015. Os resultados anuais também revelaram o salário da Spierings para 2017 em NZ$ 8,32 milhões (US$ 6,04 milhões).
 
Previsões
O total previsto disponível para o pagamento aos produtores na estação de 2017/18 é NZ $ 7,20- $ 7,30 (US$ 5,23-5,30) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,60-NZ$ 0,61 (US$ 0,43-US$ 0,44) por quilo de leite] composto por uma previsão de Farmgate Milk Price de NZ$ 6,75 (US$ 4,90 ) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,56 (US$ 0,40) por quilo de leite] e previsão de ganhos por ação na faixa de 45-55 centavos (US$ 32,7-39,98 a US$ 0,40) por ação.
 
Globalmente, a Fonterra disse que a perspectiva de produtos lácteos continua forte, com preços melhorados, mas a volatilidade continuará. 
 
Em 26/09/17 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,72708 
1,37504 Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

IIº Summit Internacional de Inovação em Alimentos para a Saúde ocorre na Unisinos 
Para discutir a geração de produtos inovadores com as possibilidades de parceria com grandes centros mundiais de pesquisa e estimular a inovação da área de Alimentos e Nutrição, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) promove o IIº Summit Internacional de Inovação em Alimentos para a Saúde. O evento, que é gratuito, ocorre nesta terça e quarta-feira (26 e 27/09), a partir das 13h30min, no Auditório da Unitec, no campus da Unisinos em São Leopoldo (RS). O evento destina-se a alunos e profissionais da área da saúde, nutrição e alimentos, além de empresários da área de alimentos e bebidas. Será distribuído certificado para os inscritos que tiverem 75% de frequência na atividade, que tem total de 12 horas. Confira mais informações e a programação completa pelo link: http://www.unisinos.br/eventos/ii-international-summit-in-nutrition-health-and-nutraceuticals-ex123274-00001. (Assessoria de Imprensa Sindilat)