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Porto Alegre, 14 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.520

 

Dados do IBGE mostram aumento na captação nacional
 
No primeiro trimestre de 2017, o volume de leite cru adquirido pelos estabelecimentos que atuam sob inspeção sanitária federal, estadual e municipal foi de 5,87 bilhões de litros. A captação foi 5,9% menor que o registrado no trimestre anterior e 0,1% maior que o alcançado no primeiro trimestre de 2016. Os dados foram divulgados pela Pesquisa Trimestral do Leite do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, esta redução era esperada devido ao período de entressafra. "Era certo que isto iria acontecer porque no primeiro semestre a produção cai, já que em abril é o auge deste período", ressalta.
 
A aquisição de 7,87 milhões de litros de leite a mais no Brasil no primeiro trimestre de 2017 em comparação ao mesmo período do ano anterior foi impulsionada por aumentos na aquisição em 14 dos 26 estados do país que participam da pesquisa. No Rio Grande do Sul, que é o segundo estado líder em aquisição de leite, foi verificada a redução de 18,06 milhões de litros. "A nossa expectativa era de crescimento em relação ao ano passado, mas o excesso de chuva também poderá prejudicar a produção do segundo trimestre, o que passa a preocupar o setor. Esperamos que o segundo semestre possa reverter este quadro", comenta Guerra. (Assessoria de imprensa Sindilat) 
 

 

Os preços dos lácteos na UE melhoraram em maio, com a manteiga na ponta

Preços - O mercado dos produtos lácteos na União Europeia (UE) tiveram alta em maio. De todos, a manteiga foi o produto que mais subiu, com incremento de 80% entre o preço de maio de 2016 (2.535€/tonelada) e maio de 2017 (4.558 €/tonelada) e de 7% em relação a abril de 2017 (4.268 €/tonelada). 

Os preços dos queijos foram os que registraram o menor incremento em relação a abril, (1,2%), 3.416 €/tonelada em maio, versus 3.376 €/tonelada em abril. Por tipo de queijo, o preço do Gouda caiu, o do Cheddar e Emmental subiu 2%, e o Edam não variou entre abril e maio.

Quanto ao leite em pó desnatado, os preços subiram em maio, apesar da elevada oferta. O incremento dos preços entre maio de 2017 (1.818 €/tonelada) e abril 2017 (1.770 €/tonelada) foi de 2,7%. A demanda de produtos lácteos é boa, mesmo porque a produção de leite na primavera, que é quando o volume é máximo, foi inferior ao esperado devido à seca em algumas regiões chave. Essa menor oferta, junto com o bom nível das exportações conseguiram sustentar os preços em maio. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)

Lait: diante da mobilização, o governo vai analisar "a questão do preço justo"

Leite/França - Os produtores, que vendem em média 1.000 litros de leite entre 300 e 310 euros, pedem reajuste entre 20 e 30 euros. O ministro da Agricultura, Jacques Mézard, declarou que fará apelo a um mediador para incentivar os varejistas das grandes redes de distribuição a "levar em conta a evolução da conjuntura nas negociações de preços". As assembleias dos produtores de leite do Oeste forçaram o governo a agir. O ministro da Agricultura, Jacques Mézard avaliou na terça-feira que os preços pagos são muito baixos, durante um encontro com o presidente da Federação Nacional dos Produtores de Leite (FNPL), Thierry Roquefeuil.

"O nível atual dos preços não é suficiente", disse o ministro em um comunicado, acrescentando que "a questão do preço pago, do preço justo, será tratado com prioridade" na elaboração do programa de alimentação que será realizada em algumas semanas. "O ministro fará apelo ao mediador das relações agrícolas para contactar as cadeias da grande distribuição para incentivá-las a levar em conta a evolução da conjuntura, nas negociações dos preços", diz o comunicado. Os produtores, que vendem em média 1.000 litros de leite entre 300 e 310 euros, pedem um reajuste de 20 a 30 euros para cobrir suas despesas e obter uma remuneração mínima.

"Pedimos uma melhor distribuição das margens"
Explicando a dificuldade de trabalhar no vermelho durante meses, Régis Louazon, produtor de Ille-et-Vilaine, que chegou com outros quarentas produtores para bloquear a fábrica da cooperativa Agrial, de Cesson-Sévigné, perto de Rennes, explicou à Reuters:

"Pedimos melhor distribuição das margens para que todo mundo ganhe, as grandes lojas, as indústrias, mas também o agricultor que está no início da cadeia". Em uma declaração conjunta, terça-feira pela manhã, Serge Papin, Presidente da rede varejista Système U, e Thierry Roquefeuil, da FNPL, denunciaram "a leite do mais forte", para pressionar as outras redes varejistas, as cooperativas e o poder público: "É preciso modificar a lei LME (que rege as negociações comerciais entre distribuidoras e indústrias)", reclamaram.

As confeitarias denunciam alta de 92% no preço da manteiga
De um lado, os produtores de leite franceses continuam a receber remuneração abaixo dos custos de produção porque a Europa detém um estoque de 350.000 toneladas de leite em pó, para pressionar os preços. De outro, o preço baixo do leite está provocando recuo na coleta de leite na Europa, e mais ainda na França, o que, junto com a demanda interna e internacional forte, e estoques insuficientes, fizeram explodir as cotações da manteiga desde maio de 2016. Outro argumento é utilizado pelas cooperativas: a necessidade da consolidação de seus resultados, que foram afetados pela crise do setor lácteo em 2016. Em um ano, o preço da manteiga subiu 92%, e mais ainda para especialidades, para as quais o ingrediente pode representar um quarto da receita, disse Fabien Castanier, secretário geral das indústrias de biscoitos e bolos da França, em um comunicado. "No nível atual, o aumento anual do custo é aproximado de 68 milhões de euros para as indústrias de biscoitos e bolos em relação a 2016", explicou ele, denunciando uma "pressão econômica insustentável". Junto com a Federação de panificação, ele apena para responsabilidade de todos os elos da cadeia, incluindo as grandes redes varejistas, e o setor de restaurantes para que as indústrias possam, rapidamente,repassar para os preços os aumentos. 
Título: Lait: diante da mobilização, o governo vai analisar "a questão do preço justo"  (La Tribune - Tradução livre: Terra Viva)

 
Juntos Para Competir incentiva a produção
O programa Juntos Para Competir está proporcionando a 35 agropecuaristas de Victor Graeff e Lagoa dos Três Cantos a oportunidade de maximizar sua produção, especialmente de leite. A iniciativa é do Senar, Sebrae e Farsul e envolve também o Sindicato Rural de Não-Me-Toque, a prefeitura de Lagoa dos Três Cantos, a Cooperativa Santa Clara e a Emater. (Correio do Povo)
 
 


 

Porto Alegre, 13 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.519

 

Demora de acórdão sobre exclusão do ICMS do PIS/Cofins preocupa União

Passados quase três meses do julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não publicou a decisão que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, o que preocupa a União. A demora, segundo fontes do governo, gera incerteza jurídica e incentiva a multiplicação das chamadas "teses filhotes" ¬ que pedem a exclusão de outros tributos das bases de cálculo de impostos e contribuições ¬, com riscos para os cofres públicos em um momento de crise política e fiscal no país. Com base em resolução interna, o STF teria até meados de setembro para publicar o acórdão ¬ prazo de 60 dias que pode ser prorrogado duas vezes. "Os dois lados perdem. Perde o contribuinte, que não sabe o alcance da decisão. Perde o governo, que precisa da decisão para se defender [apresentar recurso para modulação]. Os escritórios de advocacia são os grandes beneficiários. Não se sabe o esqueleto jurídico que isso vai virar", diz uma fonte. Mesmo provocado pela Procuradoria¬Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o STF não analisou o pedido de modulação apresentado no julgamento: decisão válida apenas a partir de 2018, sem efeito retroativo. 

Pedido que foi considerado "muito extravagante" pelo ministro Marco Aurélio. No julgamento, os ministros alegaram que o pedido deveria constar do processo, em vez de ser solicitado por meio da tribuna, e deixaram essa apreciação para o caso de uma eventual oposição de recurso (embargos de declaração). No entanto, a PGFN precisa da publicação do acórdão para ingressar com o recurso. A Procuradoria já visitou a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, para tratar da publicação do acórdão, segundo o procurador¬geral adjunto de consultoria e contencioso tributário do órgão, Cláudio Xavier Seefelder Filho. "Vamos embargar e pedir o efeito prospectivo", diz. Enquanto o STF não publica a decisão, o precedente da repercussão geral já é aplicado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e instâncias inferiores. Até o julgamento, o STJ seguia entendimento contrário, consolidado em recurso repetitivo. Recentemente, a 1ª Turma já acompanhou a decisão e a PGFN indicou que irá recorrer. Com a decisão, empresas como Gerdau, Natura e Pão de Açúcar já alteraram provisões em seus balanços. "Todas as provisões de balanço estão sendo levantadas. As empresas provisionavam porque o prognóstico da ação não era bom. Deu [a decisão do STF] um fôlego muito grande para as empresas", afirma Tiago Conde, sócio do escritório Sacha Calmon Advogados. De acordo com ele, muitas empresas já quiseram excluir o ICMS da base do PIS e da Cofins imediatamente após o julgamento do STF ou pedir restituição de valores pagos. "A confusão está generalizada." 

O advogado reforça que, nos embargos de declaração, não é possível mudar o mérito do julgamento, mas que se deve considerar o pedido de modulação feito pela PGFN na tribuna. Apesar de ser um pedido bastante incomum nas modulações no STF, o advogado afirma que o ideal para as empresas é contingenciar o valor. Na avaliação da advogada Cristiane Romano, sócia do Machado Meyer Advogados, embora a demora na publicação do acórdão seja comum, a situação gera expectativa e ansiedade em função de sua relevância. "Há muitos casos sobre esse assunto que estavam parados e as pessoas querem a aplicação", diz a advogada. "Essa foi a grande decisão tributária dos últimos tempos." Ainda há incerteza sobre o que será apresentado pela Fazenda Nacional nos embargos de declaração e, eventualmente, num pedido de modulação, segundo Cristiane. "O Supremo é muito rígido com a questão da modulação. Falou¬se de uma modulação a partir de 2018, mas o caso está há 20 anos no tribunal, com recursos e estratégias da Fazenda para que ele se alongasse", afirma. Geralmente, nas modulações, o STF indica que a decisão valerá a partir do julgamento para todos e, antes disso, apenas para aqueles que já tinham ajuizado ações. Assim, impede que contribuintes entrem com processos depois do julgamento para pedir a restituição dos cinco últimos anos pagos. É mais comum que a data¬base seja do julgamento do mérito e não dos embargos, segundo o advogado Tiago Conde, o que coloca em xeque a estratégia de entrar com ações agora para tentar se beneficiar. 

Normalmente, depois das publicações de acórdãos, a Fazenda Nacional apresenta embargos em cinco dias. Se adotada a tese de 2018, o contribuinte vai, na prática, "ganhar e não levar", segundo Conde. "O Supremo estaria dizendo que a União pode editar uma lei inconstitucional, cobrar e deixar para lá." A PGFN afirma não possuir o número de novas ações a partir da decisão do STF. O órgão apenas cita números da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, segundo os quais a Receita Federal deixaria de arrecadar R$ 250,3 bilhões em tributos questionados na Justiça entre 2003 e 2014. Além disso, a estimativa é que o Fisco deixe de receber R$ 20 bilhões por ano. A queda na arrecadação de receitas dificulta ainda mais a missão da equipe econômica de cumprir a meta fiscal, fixada em déficit primário de R$ 139 bilhões em 2017 e de R$ 129 bilhões em 2018 para o governo central. (Valor Econômico) 

 

SC: excesso de chuvas causa prejuízo de R$ 20 mi na agricultura 

O excesso de chuvas dos últimos dias trouxe prejuízo ao agronegócio catarinense estimado em R$ 19,3 milhões, de acordo com informações da secretaria da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina. Os produtores rurais mais atingidos foram os que mantêm cultivos de feijão e milho, que estão em fase final de colheita, e os que se dedicam à pecuária de leite. As regiões mais atingidas pelas chuvas no estado foram o oeste, o extremo oeste, sul e Rio do Sul. O período considerado para os cálculos de prejuízo é de 27 de maio a 9 de junho, com base nasinformações da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri-Ciram). 

São Miguel do Oeste 
De acordo com a secretaria, a produção de leite na região gira em torno de 1,7 milhão de litros por dia e as perdas nesse período de chuvas chegam a 10%. Considerando o preço médio pago pelas agroindústrias, que é de R$ 1,39 por litro, e os 14 dias de mau tempo, os prejuízos já somam mais de R$ 3,3 milhões. Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri em São Miguel do Oeste Elvys Taffarel, há também perdas indiretas, com o aumento do custo de produção devido ao consumo de silagem e os gastos com saúde animal e reprodução. Nas lavouras de milho silagem e sorgo, o maior problema é a dificuldade na colheita. Nas plantações de feijão de segunda safra, a quebra na produção deve chegar a 40%. 

Os produtores não conseguem colher os grãos e as estimativas são de que 12 mil sacas de feijão sejam perdidas, um prejuízo que passa de R$ 1,4 milhão (considerando o preço médio de R$ 118 por saca). Os impactos nas lavouras de milho grão e soja ainda não foram quantificados. 

Rio do Sul 
Com uma safrinha de feijão esperada de 3,1 mil toneladas, as regiões de Rio do Sul e Ituporanga devem perder cerca de 500 toneladas do grão. Em termos financeiros, os prejuízos podem chegar a R$ 940 mil. A produção de leite também foi comprometida, principalmente pelos estragos ocorridos em estradas, o que impossibilitou a coleta do produto em várias comunidades. O técnico da Epagri na região, Saturnino C. dos Santos, explica que até o momento as perdas ainda não foram quantificadas. 

Chapecó  
Somadas as microrregiões de Chapecó, Concórdia e Xanxerê, que somam 71 municípios, as estimativas para a safrinha de feijão eram de 22,2 mil toneladas de produção. Como metade da área plantada já colhida, as chuvas comprometeram a colheita e a qualidade de 50% da safra. Segundo informações obtidas com técnicos e produtores dos municípios afetados, cerca de cinco mil toneladas de feijão poderão ser perdidas, o que representa prejuízo de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões. De acordo com o governo catarinense, ainda não há registro de perdas na produção de leite, mesmo com dificuldades, as coletas continuam sendo feitas.

Joaçaba 
Os prejuízos maiores são sentidos na atividade leiteira, com redução de até 15% na produção diária. De acordo com o técnico da Epagri da região, Evandro Anater, considerando um volume de captação de 300 mil litros por dia e o preço de R$ 1,30 por litro, o prejuízo pode passar de R$ 682 mil em 14 dias. A segunda safra de milho para silagem foi bastante afetada também, com tombamentos em algumas áreas. No milho grão, são esperadas poucas perdas. A colheita tem avançado nas últimas semanas, sobrando menos de 10% da área plantada por colher. 

Sul catarinense 
Na região de Criciúma, as perdas estão concentradas nas atividades de horticultura, principalmente nas folhosas. Na pecuária de leite, as perdas giram em torno de 20% em decorrência das pastagens de inverno não se desenvolverem plenamente. E a safrinha de feijão também foi comprometida. Como 85% do que foi plantado ainda não havia sido colhido, as perdas podem passar dos 30%. A expectativa de colheita era de 6,1 mil toneladas nas regiões de Tubarão, Criciúma e Araranguá e cerca de 1,5 mil toneladas estarão comprometidas, abandonas nas lavouras e/ou o que for colhido não terá qualidade comercial. 

As perdas podem chegar a R$ 3 milhões. Canoinhas Na região de Canoinhas, os principais problemas estão na atividade leiteira. A captação de leite continua a ser feita por acessos alternativos, por causa das estradas interditadas, porém as pastagens estão sendo danificadas pelo excesso de chuvas. No município de Ireneópolis, onde o plantio de cebola é realizado sob o sistema de plantio direto, poderá ocorrer replantio de algumas áreas devido às enxurradas. (Canal Rural)

Nestlé lança linha de bebidas lácteas para o mercado nordestino

A nova linha de bebidas lácteas Nestlé Ideal é da conhecida marca regional de composto lácteo e estará disponível nos sabores Morango e Vitamina de Frutas.

A Nestlé apresenta exclusivamente ao mercado nordestino sua nova linha de bebidas lácteas Nestlé Ideal, com ótimas opções para o consumo individual e familiar. As novidades vêm nos sabores mais consumidos pelos brasileiros: o tradicional Morango e também o delicioso Vitamina de Frutas, que une os sabores da banana, mamão e maçã.
 
Em embalagens individuais e familiares, os produtos oferecem a qualidade característica e reconhecida dos produtos da Nestlé. Além disso, os novos produtos trazem o exclusivo composto NutriCerto, um mix de nutrientes que os torna fonte de ferro, zinco, vitaminas e cálcio. 
 
Pensados para atender e agradar aos consumidores da região Nordeste do país, as novidades reforçam o ótimo custo benefício da marca, que já está presente no mercado nordestino com a opção de composto lácteo na versão em pó. Nestlé Ideal Morango e Nestlé Ideal Vitamina de Frutas estarão disponíveis nas melhores redes varejistas de todo o Nordeste a partir de junho, nos tamanhos 170g e 680g, com preços sugeridos de R$ 1,59 e R$ 5,89, respectivamente.

Nestlé Ideal Morango e Nestlé Ideal Vitamina de Frutas são duas opções de bebidas lácteas da Nestlé feitas exclusivamente para o mercado nordestino. Em embalagens individuais e familiares, os produtos contam com o exclusivo composto NutriCerto, um mix de nutrientes que os torna fonte de ferro, zinco, vitaminas e cálcio. Com ótimo custo benefício, eles estão disponíveis nas principais redes varejistas do Nordeste, nos tamanhos 170g e 680g, com preços sugeridos de R$ 1,59 e R$ 5,89, respectivamente.
 
Sobre a Nestlé - É a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. Está presente em 189 países e seus 328 mil colaboradores estão comprometidos com o propósito da Nestlé de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável. A Nestlé oferece um amplo portfólio de produtos e serviços para cada etapa de vida das pessoas e de seus animais de estimação. Suas mais de 2000 marcas variam dos ícones globais como Nescafé ou Nespresso aos favoritos locais como Ninho. O desempenho da empresa é impulsionado por sua estratégia de Nutrição, Saúde e Bem-Estar.  Sua Sede fica na cidade suíça de Vevey, onde foi fundada há mais de 150 anos. 

No Brasil, instalou a primeira fábrica em 1921, na cidade paulista de Araras, para a produção do leite condensado Milkmaid, que mais tarde seria conhecido como Leite Moça. A empresa tem 31 unidades industriais, localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Emprega mais de 22 mil colaboradores diretos e gera outros 200 mil empregos indiretos, que colaboram na fabricação, comercialização e distribuição de mais de 1.000 itens. A atuação da Nestlé Brasil abrange 15 segmentos de mercado e suas empresas coligadas estão presentes em 99% dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel. (Assessoria de Imprensa Nestle/Guialat)

Tetra Pak garante metas ambientais apesar da saída dos EUA do Acordo de Paris

A Tetra Pak viu uma demanda crescente entre os processadores de lácteos por mais tecnologia de filtragem sustentável e sistemas de recuperação de água. A Tetra Pak viu uma demanda crescente entre os processadores de lácteos por mais tecnologia de filtragem sustentável e sistemas de recuperação de água. A empresa acredita que pode continuar atingindo suas metas ambientais apesar de os EUA terem se retirado do Acordo de Paris.

"Uma das coisas que estamos buscando na Tetra Pak é aumentar a quantidade de energia renovável usada em nossas instalações", disse o vice-presidente de meio-ambiente da Tetra Pak, Jason Pelz. "Ao fazermos isso, reduzimos nossas pegadas o que, por sua vez, diminui as pegadas de nossos clientes". 

Pelz disse que a empresa está explorando o uso de raios solares em suas instalações e está identificando acordos de compra de energia para adquirir mais energia renovável. "Também achamos que isso é um bom negócio. Para nós, sentimos que ter eletricidade proveniente de recursos mais renováveis faz um bom sentido para os negócios, porque agora você não está vinculado a um recurso finito". O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na semana passada que retirará o país do acordo climático de Paris, um acordo global estabelecido em 2015 para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. "Não acho que porque o presidente mudou sua opinião sobre isso, nós, como empresa, vamos mudar o que vamos fazer. Temos uma ordem global para melhorar as plantas nos EUA e, portanto, essas plantas seguirão nessa linha". A Tetra Pak assinou o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2004, um sistema estratégico de vários anos com o objetivo de promover práticas empresariais responsáveis e ambientalmente sustentáveis. A empresa também contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que incluem investimentos contínuos em tecnologias que sejam adequadas ao meio-ambiente. "Eu acho que isso é muito ruim (referindo-se à decisão de Trump), mas para nós é negócio como de costume". 

Além disso, a Tetra Pak acredita que a demanda por processamento sustentável permanecerá forte, apesar de os EUA não participarem do acordo. Uma companhia de lácteos típica usa água para lavar seus equipamentos ao longo do ciclo de processamento e, com a tecnologia de filtração da Tetra Pak, a água pode ser coletada e limpa para reutilização, em vez de ser drenada, explicou o líder da categoria para a Tetra Pak North America, Todd Phillips. Algumas das novas tecnologias de filtração permitem recuperar 90% das águas residuais anteriormente perdidas em plantas de processamento de lácteos com potencial de economia de até 6,06 milhões de litros de água e 3,1 milhões de litros de leite por ano, de acordo com a Tetra Pak.

Phillips também destacou os serviços de consultoria da Tetra Pak para ajudar os processadores a reduzir sua pegada ambiental em várias áreas. "Em muitos casos, os clientes não têm necessariamente os recursos para analisar onde têm problemas com energia, água, eletricidade ou desperdícios. Temos a capacidade de apontar e mostrar a eles algumas oportunidades de onde eles podem melhorar em seu processamento". A Tetra Pak atualmente está desenvolvendo trocadores de calor para recuperar mais energia quando se aquece e se resfria um produto - uma área de inovação que pode ter um efeito positivo para a indústria de processamento de lácteos, que depende da pasteurização térmica. (Por: Dairy Reporter, traduzidas pela MilkPoint)

 
Multas terão descontos
Os produtores rurais poderão ter descontos de 80% nas multas decorrentes de irregularidades na área animal, como a falta de vacina ou de declaração do rebanho, entre outras. A decisão é do governo do Estado, que encaminhou dois projetos tratando do assunto para a Assembleia Legislativa. A informação foi divulgada pelo secretário da Agricultura, Ernani Polo, ontem. Um dos textos trata das multas que vierem a ser aplicadas. Outro oferece o desconto a quem quitar o passivo existente desde 2013. Quem perder os prazos, no entanto, volta a ter de pagar valores cheios. (Correio do Povo)
 

 

 

Porto Alegre, 12 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.518

 

Conheça a rotina de um jovem produtor de leite gaúcho
 
Assista o vídeo  (G1 - Globo/Click RBS)
 

Conseleite/MS 

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 09 de junho de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de maio de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de junho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul) 

 

O faturamento mundial com importação de alimentos aumenta, embora os mercados

Índice FAO Alimentos - Os mercados de produtos alimentícios mundiais continuam bem equilibrados, graças, principalmente, aos estoques abundantes de trigo e milho e à recuperação da produção dos produtos proteicos. A alta do frete e importações maiores deverão contribuir para elevar o gasto com importação de alimentos no mundo, que deverão superar 1.300 bilhões este ano, de acordo com as Perspectivas de Alimentação da FAO publicados a cada semestre, uma alta de 10,6% em relação a 2016. 

O gasto com importações de alimentos pelos países menos desenvolvidos, países de baixa renda, com déficit alimentar, e os da África subsaariana deverá crescer ainda mais rapidamente em razão da importação maior de carne, açúcar, produtos lácteos e produtos proteicos. A elevação da fatura com importações deverá atingir todas as categorias de alimentos, exceto peixes, uma vez que a demanda procedente do mercado interno de muitos países em desenvolvimento foi satisfeita pelo crescente incentivo aos setores aquícolas locais. Os preços mundiais dos alimentos subiram, em maio, com o índice FAO chegando à média de 172,6 pontos - ou seja, 2,2% a mais que em abril e mais de 10% em relação a maio de 2016. (Terra Viva) 

 

O CUSTO DA CHUVA

Os estragos causados na produção pela chuva das últimas semanas já começam a cobrar seu preço. Itens como as folhosas estão mais caros em razão da oferta menor. Na Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa-RS), de Porto Alegre, a alface teve alta de 158,62% em uma semana, passando de R$ 0,58 para R$ 1,50 a unidade. Na couve, o aumento foi de 86%, passando de R$ 0,67 para R$ 1,25 o molho.

- A qualidade desses itens está muito ruim, e o valor dobrou ou triplicou. Alguns atacadistas já estão pensando em trazer as folhosas de outros Estados - afirma Ailton Machado dos Santos, diretor técnico operacional da Ceasa.

Em muitos locais, as plantações ficaram alagadas (nas fotos, propriedades em Ijuí, no Noroeste). A produção de leite também foi afetada. Os animais tiveram dificuldade de alimentação.

- O impacto vai se arrastar, no mínimo, por mais três semanas - observa Antônio Cesa Longo, presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

Segundo o dirigente, o inverno é período de entressafra de hortifrutigranjeiros no Estado, o que acaba encarecendo os produtos:

- A chuva antecipou a tendência natural de alta da estação. (Zero Hora) 

Não beber leite de vaca está associado à baixa estatura de criança

Leite x Estatura - Crianças que não bebem leite de vaca - leite de outros animais ou a partir de plantas (leite de não-vaca) - são menores do que aqueles que bebem leite de vaca. Este foi o resultado de uma pesquisa, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, no dia 7 de junho. Para cada copo de leite de não-vaca bebido por dia, as crianças eram 0,4 centímetros menores do que a média para sua idade. Entretanto, para cada copo diário de leite de vaca que bebiam, as crianças eram 0,2 centímetros maiores do que a média. O estudo sugere que crianças que bebem leite de não-vaca, têm suas alturas reduzidas. A diferença na altura de um filho de três anos que bebeu três xícaras de leite de não-vaca, em comparação com um que ingeriu três xícaras de leite de vaca por dia, foi de 1,5 centímetros, de acordo com o estudo. A diferença na altura é similar à diferença entre a maior linha do percentil do gráfico de crescimento da Organização Mundial de Saúde disse o principal pesquisador, Dr. Jonathon Maguire, pediatra do Hospital St. Michael. Isso significa que beber três xícaras de leite de não-vaca por dia pode alterar a altura do 15º para o 50º percentil, e vice-versa, comparado com outras crianças de sua idade. O estudo também observou que crianças que bebem a combinação entre leite de vaca e leite de não-vaca diariamente são menores do que a média. Isso sugere que a adição de algum leite de vaca na dieta da criança não reverte a associação entre o consumo de leite de não-vaca e a baixa estatura, disse Dr. Maguire.

O estudo não pesquisou porque crianças que bebem leite de não-vaca são menores na média do que os que bebem leite de vaca. No entanto, a hipótese dos autores é de que a criança que bebe leite de não-vaca pode consumir menor quantidade de proteína e de gordura em sua dieta, do que aquelas que consomem leite de vaca, levando ao menor crescimento. A Altura é um importante indicador da saúde geral da criança e do seu desenvolvimento, disse Dr. Maguire. O leite de vaca é uma fonte segura de proteína e de gordura na dieta das crianças norte-americanas, dois nutrientes essenciais para assegurar crescimento adequado na primeira infância. Mas, muitos pais estão optando por leite de não-vaca para as crianças, que pode ter menor teor nutricional, disse Dr. Maguire."O teor nutricional do leite de vaca é regulamentado nos Estados Unidos e Canadá, enquanto que o teor nutricional de muitos outros leites não é", disse Dr. Maguire. "A falta de regulamentação pode significar que o teor nutricional varia de um para outro leite de não-vaca, particularmente em relação aos teores de proteína e gordura".

Por exemplo, dois copos de leite de vaca contém 16 gramas de proteína, que é 100% da necessidade diária recomendada para uma criança de três anos de idade, de acordo com o estudo. Dois copos de outras bebidas lácteas típicas têm 4 gramas de proteína, que atende somente 25% dos valores recomendados para a criança de três anos, que precisa receber proteína de outros produtos da dieta, explica Dr. Maguire. Os pesquisadores acompanharam 5.034 crianças entre 24 e 72 meses. Para o estudo, 13% das crianças bebiam leite de não-vaca diariamente, e 92% bebiam leite de vaca todos os dias. Mesmo que a maioria das crianças estudadas beba leite de vaca diariamente, o número dos que bebem leite de não-vaca vem aumentando nos últimos anos, diz o Dr. Maguire, percebido como mais benéfico para a saúde.

Uma vez que essa mudança é recente, existem poucas pesquisas sobre o efeito do leite de não-vaca para o crescimento das crianças, disse ele. Isso torna difícil para o consumidor médio entender os prós e os contras de escolher o leite de não-vaca sobre o leite de vaca para o seu filho. "Se os produtos estão sendo comercializados como equivalentes ao leite de vaca, como o consumidor e o pai, poderão saber que eles são, ou não, de fato iguais, em termos do efeito para crescimento das crianças", diz Dr. Maguire. Todos os participantes do estudo fazem parte do Grupo de Pesquisa Aplicado para Crianças (Applied Research Group for Kids - TARGet Kids!), colaboração entre pediatras e pesquisadores do Hospital St. Michael e do Hospital for Sick Children. O programa acompanhou crianças desde o nascimento com foco na prevenção de problemas comuns na primeira infância, para entender o impacto na saúde e distúrbios na vida adulta. (Terra Viva) 

 

O Rio Grande do Sul estuda dar início à produção de leite do tipo A2A2O 
O Rio Grande do Sul estuda dar início à produção de leite do tipo A2A2, destinado a consumidores que têm alergia ao alimento. O assunto, tratado durante o 4° Fórum Itinerante do Leite, realizado nesta quinta-feira (1/6), em Palmeira das Missões, será tema de reunião do Sindilat nesta sexta-feira (2/6).  Como destaca o secretário executivo da Sindilat Darlan Palharini. (Rádio Planetário- Espumoso) 
 

 

Porto Alegre, 09 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.517

 

Projeto quer mudança na inspeção 


Credito foto: Eduardo Oliveira

O secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, apresentou na tarde desta quinta-feira (8/6), em Porto Alegre (RS), um Projeto de Lei que prevê mudanças na inspeção de produtos de origem animal. A proposta possibilita que o Estado habilite médicos veterinários para fazer o serviço de inspeção sanitária e industrial dos produtos, através de empresas credenciadas. Atualmente, apenas os médicos veterinários da Seapi podem realizar o trabalho. O texto será encaminhado à Casa Civil nos próximos dias, e deve ser protocolado em regime de urgência na Assembleia Legislativa. A intenção é de que a lei entre em vigor ainda este ano.

O objetivo da proposta é agilizar os controles dos processos produtivos, uma vez que o quadro do Estado não dispõe de profissionais suficientes para ampliar a fiscalização. Apesar de estarem ligados às empresas, esses funcionários deverão passar por cursos preparatórios e de qualificação de forma a garantir alinhamento com o regramento sanitário estadual. A Seapi está alinhando o processo de capacitação com o Senai e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Além disso, os profissionais receberiam treinamento da própria equipe da Secretaria, para haver um nivelamento no processo. "A limitação de pessoal da Secretaria, frente à demanda que temos hoje, gera entraves para a abertura de novas empresas e a ampliação de atividades das já existentes. O Estado deixa de arrecadar mais de R$ 20 milhões em ICMS ao ano por causa disso, além dos quase 500 empregos que deixam de ser gerados", explicou o secretário. A fiscalização, no entanto, continuaria exclusivamente a cargo da Secretaria, que também supervisionaria os trabalhos de inspeção.

As mudanças atingirão, em um primeiro momento, os frigoríficos que precisam de um fiscal fixo diariamente. A indústria de leite, que têm inspeção periódica, só deve passar por essas mudanças mais adiante. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, que representou o setor lácteo na reunião, o projeto irá implementar uma nova sistemática de inspeção. "Esta nova proposta vai deixar mais fiscais disponíveis para a fiscalização do trabalho. Hoje em dia, o profissional é ao mesmo tempo fiscal e supervisor", pontuou. Segundo Palharini, os laticínios já operam com fiscalização itinerante e se baseia no histórico da empresa e nos controles internos. (Assessoria de Imprensa Sindilat com informações da Seapi)
 

Argentina - Código de boas práticas comerciais

Foi realizada uma nova reunião da Câmara Setorial de Leite, com a participação dos supermercados de origem asiática. No primeiro trimestre, a produção de leite na Região Centro caiu 15%, segundo um boletim econômico da Universidad Austral. Ainda que não seja a única zona produtora do país, Córdoba e Santa Fe são as províncias com a maior produção, e, esse dado constitui uma clara amostra de que, apesar da melhora na equação para os produtores, preço mais alto e um milho mais barato, o setor lácteo da Argentina não consegue sair da crise. Dentro desse contexto foi realizada uma nova reunião da Câmara Setorial de Leite, da qual surgiram novas propostas que permitirão tirar o setor do atoleiro em que se encontra há dois anos. O Ministério da Agroindústria e a Câmara dos Produtores de Leite de Córdoba (Caprolec), informaram que o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Ricardo Negri; e o subsecretário de Leite, Alejandro Sammartino, coordenaram o encontro que, como dado de destaque, contou com a participação da Câmara Empresarial de Desenvolvimento Argentino e Países do Sudeste Asiático (Cedeapsa). "Estamos muito satisfeitos de que a Câmara vai se consolidando para tratar não somente de temas conjunturais, mas fundamentalmente, temas estruturais da cadeia", disse Negri. 

A principal proposta que surgiu da reunião foi a implantação de um código de boas práticas comerciais, baseado em dois eixos: reduzir os prazos de pagamento, e que nas gôndolas tenha um percentual mínimo de produtos elaborados por pequenas e médias indústrias. Além da Caprolec, também participaram representantes da Confederação Rural Argentina (CRA), Sociedade Rural Argentina (SRA), Coninagro, Câmara de Produtores de Leite da Província de Santa Fe (Meprolsafe), Centro da Indústria de Laticínios (CIL), Associação das Pequenas e Médias Empresas de Laticínios (Apymel), Câmara de Produtores de Leite da Bacia Oeste (Caprolecoba), Junta Intercooperativa de Produtores de Leite (JIPL), e Associação de Produtores de Leite (APL). (Agrositio - Tradução livre: Terra Viva)

Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 23/2017 de 08 de junho de 2017

Leite/América do Sul - Com a aproximação do inverno, a produção de leite continua melhorando na Argentina. No entanto o tempo tem sido variável nas últimas duas semanas nas principais bacias leiteiras, embora o leite tenha sido afetado apenas marginalmente. Para muitos analistas a produção de leite continuará aumentando por diversas razões: Primeiro porque as condições climáticas estão melhorando nas principais bacias leiteiras. Segundo, os elevados preços do leite ao produtor incentivam o aumento da produção. Terceiro, a consolidação do setor lácteo está reduzindo os custos operacionais, encorajando as fazendas de leite a produzirem mais. No entanto, no atual momento, o volume de leite continua abaixo das necessidades da indústria. 

Queijo e leite de consumo continuam a ser os produtos prioritários a serem fabricados. As exportações estão em menores níveis do que no ano anterior. No Uruguai a produção de leite está elevando lentamente, acompanhando a tendência de aumento sazonal. Embora os volumes de leite/creme estejam aumentando, a oferta é insuficiente para atender as necessidades da indústria. A disponibilidade de creme continua fraca e as bonificações elevadas para um mercado aquecido. Em algumas regiões leiteiras do Brasil a entrega de leite aumentou, mas, diminuiu em outras, diante das variações climáticas das duas últimas semanas. A oferta de leite/creme permanece menor do que as necessidades de processamento, com exceção para leite engarrafado (UHT) e queijos. O mercado de leite UHT está fraco, e os preços seguem a tendência descendente durante o mês. Apesar disso, muitas indústrias relataram vendas reduzidas. A demanda por queijos mostrou sinais de melhora, mas, algumas empresas reduziram os preços para competir com os importados com menores preços. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

A colheita de soja já terminou no Rio Grande do Sul, Mas a produção total segue sendo revisada. A Conab ampliou o volume final para 18,71 milhões de toneladas, cerca de 500 mil toneladas a mais em relação ao dado anterior. (Zero Hora)
 
 

 

Porto Alegre, 08 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.516

 

Sindilat acompanha o debate Qual o Valor da Transparência? 

Especialistas nacionais e autoridades estaduais debateram sobre a importância da transparência da política fiscal para o equilíbrio das contas públicas. Preocupado em acompanhar o debate, o Sindilat participou do 16º Sefaz com o tema Qual o Valor da Transparência? A programação, realizada, nesta quarta-feira, dia 7 de junho, pelo Afocefe Sindicato dos Técnicos Tributários do Receita Estadual, com apoio da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública e Ajuris, foi realizada nesta quarta-feira, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. 

Questões como a guerra fiscal, falta de segurança jurídica, sigilo fiscal, as desonerações fiscais, contribuições sociais e o suposto rombo na previdência, gestão de créditos fiscais e a transparência na gestão pública marcaram os painéis. O secretário executivo do Sindilat Darlan Palharini marcou presença no evento.  

"A Guerra fiscal chegou ao limite. As regiões mais deprimidas não estão sendo desenvolvidas por incentivos fiscais. Por isso, sou favorável a uma investigação profunda sobre incentivos fiscais feitos pelo Estado do RS", pontuou o ex-governador do Estado, Germano Rigotto Rigotto. 

Conforme o Procurador da Fazenda Nacional e professor universitário, Luis Alberto Reichelt "quando se pensa em gestão na matéria de tributos transparência é o mínimo. Temos uma cultura de não cobrarmos no tempo certo". 

O deputado estadual Luis Augusto Lara destacou que algumas corporações se apropriam do Estado e dificultam o trabalho dos governadores. Além disso, defendeu a importância do Tribunal de Contas do Estado ter acesso aos benefícios fiscais concedidos pelo Estado. "O problema não é o incentivo fiscal. O problema é garantir o incentivo sem a fiscalização do Tribunal de Contas e outros órgãos fiscalizadores", frisa.

Durante o Painel A Transparência na Gestão dos Créditos Fiscais o ex-secretário da Fazenda Orion Cabral destacou que a questão não é só transparência. Ele ressalta ser fundamental o retorno de recursos de crédito. 

No início da tarde, no Painel Transparência nas Desonerações Fiscais, o Subsecretário da Receita Estadual, Mário Wunderlich dos Santos, destacou que, através do site da Secretaria Estadual da Fazenda, é possível conferir a relação das empresas que usaram isenções fiscais, embora não apareçam os valores em função da legislação que prevê o sigilo. (Sindilat)
 

Plano Safra possível' terá mais de R$ 190 bi

Inflado por recursos normalmente contabilizados à parte, o Plano Safra 2017/18 foi anunciado ontem no Palácio do Planalto pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, como o maior da história. Estarão à disposição dos produtores rurais brasileiros, a partir do início de julho, R$ 190,25 bilhões, e a maior parte desses recursos servirá para financiar um novo avanço no plantio de grãos na próxima temporada, que o governo já projeta que será expressivo. Do montante total, R$ 188,3 bilhões são em crédito rural propriamente dito ¬ R$ 149,2 bilhões serão emprestados a juros controlados, subsidiados pelo Tesouro, e R$ 39,1 bilhões a juros livres ¬, 2,4% a mais que no ciclo 2016/17 (R$ 183,9 bilhões). Outros R$ 1,95 bilhão entraram na conta, sendo R$ 1,4 bilhão como "apoio à comercialização" e R$ 550 milhões para o programa federal de subvenção do seguro rural. Os juros das linhas de crédito do novo plano são entre e 1 e 2 pontos percentuais menores que os do atual. Em discursos para uma plateia de cerca de 800 pessoas, Temer realçou que o agronegócio "dá uma injeção de otimismo ao país" e reafirmou sua confiança em permanecer na Presidência até o fim do mandato, em 31 de dezembro de 2018. 

O plano, entretanto, foi recebido com críticas pelo setor produtivo, ainda que os representantes das entidades que participaram da cerimônia de ontem ¬ caso da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ¬ não as tenham mencionado em seus discursos, que destacaram a importância do agronegócio para a economia do país. De maneira geral, os críticos observaram que o aumento de recursos foi menor que a inflação e o corte de juros perdeu para a queda da Selic. Apesar de reconhecer o "empenho do Ministério da Agricultura" nas negociações, Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), lembrou que os juros reais ficaram maiores que os do plano que vai chegando ao fim. "Enquanto eu olho uma árvore, o governo tem que olhar uma floresta. Fomos até onde pudemos ir para conseguir o que conseguimos. Gostaria de juros mais baratos. Pode ser que não seja o Plano Safra dos sonhos, mas foi o possível", afirmou Blairo Maggi. Nas projeções do Ministério da Agricultura, esse plano possível, cujos principais pontos estão destacados no infográfico ao lado, deverá ajudar o Brasil a produzir entre 235 milhões e 240 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2017/18. (Colaboraram Kauanna Navarro e Fernando Lopes, de São Paulo). (Valor Econômico)

 

 

Analista acredita no crescimento da oferta global de leite em 2017

O preço do leite em pó integral ficará em torno de US$ 3.000 por tonelada, pelo menos até maio 2017, segundo mostram os valores de mercado de futuros da Nova Zelândia, disse a analista de mercados da Bolsa de Valores de Nova Zelândia, Susan Kilsby, durante sua apresentação no Fórum INALE 2017.

A oferta de leite no mundo vai continuar crescendo de forma gradual e a demanda permanecerá firme no decorrer do ano, disse ela. Nos principais países produtores de leite do mundo - Estados Unidos, União Europeia (UE) e Nova Zelândia - a produção vai continuar crescendo gradualmente. "Vê-se um crescimento da produção, resta ver como a demanda evolui".

Na China, maior comprador mundial de produtos lácteos, a demanda continuará forte durante todo o ano, com uma demanda crescente e um aumento no consumo, mas de forma mais lenta.

A expectativa para a gordura é que os preços permaneçam firmes por causa de um aumento no consumo. Devido aos altos preços, os EUA e a UE tendem a produzir maiores volumes. A produção e a demanda de gordura permanecerão fortes em 2017.

Para o leite em pó desnatado, espera-se que os preços continuem baixos, estáveis nas referências atuais, devido principalmente aos altos estoques na UE. Dentro de um cenário de incertezas e com possíveis flutuações nos valores, não se esperam quedas nos preços tão profundas como em 2015, disse Kilsby. (As informações são do http://www.lecheriauy.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
Polo apresenta novo modelo
O secretário da Agricultura, Ernani Polo, apresenta hoje ao setor produtivo uma proposta de um novo modelo de inspeção dos produtos de origem animal, no Estado. De acordo com o diretor do Departamento de Defesa Animal, Antonio Carlos de Quadros Ferreira Neto, pela nova proposta, o Estado habilitaria veterinários para executar a inspeção nas indústrias enquanto o serviço oficial ficaria focado na fiscalização. Para vigorar, no entanto, a ideia teria que ser aprovada na Assembleia Legislativa por meio de um projeto de lei. A reunião ocorre hoje na sede da secretaria, às 14h30min. (Correio do Povo)
 
 

 

 

Porto Alegre, 07 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.515

 

Simpósio do Leite abordou assistência técnica como diferencial competitivo


 CRÉDITO: Edson Castro/PrimeCom

A assistência técnica de qualidade é o que irá criar o diferencial competitivo que o mercado gaúcho necessita. Este foi um dos pontos tratados em debate que abordou assistência técnica no Rio Grande do Sul e no Brasil, na tarde desta quarta-feira (7/6), durante o 14º Simpósio do Leite, em Erechim. O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, que fez parte da mesa, destacou que o setor lácteo e o governo precisam ampliar os investimentos em assistência aos produtores para garantir a qualidade da matéria-prima. 
 
"A assistência técnica é essencial para melhorar a produção de leite por animal e por propriedade. Só com uma boa comunicação iremos aprimorar a qualidade do produto e aumentar a produção", ressalta Guerra. Uma das tônicas do debate foi a relação de proximidade e de confiança entre técnicos e produtores. Durante o debate, foi reforçada a necessidade da indústria e dos produtores trabalharem em conjunto. Também fizeram parte da mesa de discussão a editora assistente da Revista Leite Integral Maria Thereza Rezende e o agrônomo da Emater, Vilmar Fruscalso.
 
Durante o debate, foi abordada a necessidade de treinar profissionais para auxiliar os produtores na gestão das propriedades, além de questões de sanidade. Os debatedores também relataram a necessidade dos técnicos em se manterem em constante atualização, principalmente com as novas tecnologias que são lançadas no mercado. 
 
O 14º Simpósio do Leite é uma realização da Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (AMEVAU) que tem patrocínio do Sindilat. O evento ocorre nesta quarta e quinta-feira (7 e 8/6), no Parque da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie). O evento é realizado desde 2004 e tem como objetivo oportunizar conhecimento a produtores, técnicos, estudantes e profissionais de setores e entidades ligadas à produção e ao mercado do leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

 

EUA: rBST e o fim de uma era

Até o final deste ano, muito poucos processadores de lácteos aceitarão leite produzido com rBST. Ainda haverá alguns recebendo aqui e ali no Centro-Oeste e possivelmente em Idaho, mas, na maioria das situações, o rBST desaparecerá na história - fato direcionado por ignorância, desinformação e medo.

rBST - produção de leite 
Parte da culpa é da própria indústria de lácteos. Os defensores tentaram explicar, mas nunca puderam convencer sobre os benefícios da tecnologia e como essa poderia fornecer mais produtos lácteos a um custo menor, sem comprometer a segurança alimentar ou a saúde das vacas. Os oponentes, tanto dentro como fora da indústria, tocaram nos medos dos consumidores e, pior ainda, em como poderia afetar o crescimento e o desenvolvimento das crianças. O exemplo mais recente veio no mês passado, quando a Arla Foods USA lançou um anúncio de 30 segundos voltado para crianças da escola primária.

Antes de seu lançamento em 1994, os oponentes do rBST dentro do setor temiam um excesso de leite e uma queda nos preços do leite como resultado. Isso nunca aconteceu, com as taxas de adoção provavelmente nunca chegando a um quarto de fazendas. Dados do economista de lácteos da Universidade de Wisconsin, Brian Gould, mostram um crescimento bastante estável, de 2,2%, na taxa de crescimento anual composta desde o final da Segunda Guerra Mundial. Os dados não permitem perceber o momento da introdução do rBST, não tendo havido mudança perceptível a partir de sua introdução em 1994. E o declínio no número de vacas, na verdade, diminuiu em meados dos anos 90, quando o uso de rBST estava provavelmente em sua taxa mais elevada.

Mas a oposição ao rBST, com base nesse medo, ajudou a criar o ambiente de paranoia do consumidor sobre tecnologia de alimentos em que nos encontramos agora. É um lugar feio entre 'uma pedra e um lugar difícil de estar'.

Por si só, a perda do rBST não é tão grande coisa. Os produtores de leite no Nordeste que perderam a tecnologia aprenderam pela primeira vez a viver sem ela, e dentro de um ano ou dois, estão produzindo tanto leite por vaca quanto antes. Mas eles tiveram que intensificar seu manejo reprodutivo, talvez se tornando ainda mais dependentes de tratamentos reprodutivos para que as vacas voltassem a dar cria. Esses tratamentos agora podem ser submetidos a um maior escrutínio do consumidor, novamente impulsionado pela desinformação dos ativistas?

A preocupação ainda maior é a crescente angústia sobre culturas geneticamente modificadas. Tire essas ferramentas e a produtividade diminuirá, o uso de pesticidas aumentará e a incrível história de ganhos de sustentabilidade da indústria de lácteos desde a Segunda Guerra Mundial desaparecerá.

A agricultura tem que encontrar uma maneira melhor de contar sua história. Talvez a nova campanha publicitária da indústria de lácteos, que espera reconstruir a confiança nos produtores de leite ("Undeniably Dairy"), seja um lugar para começar. Esperemos que sim. (Dairy Herd Management, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint)

 

Leite é fonte barata de nutrientes

Leite - Como atender às exigências nutricionais humanas pelo menor preço? Para responder a essa pergunta, pesquisa coordenada pela Embrapa investigou alimentos e bebidas consumidos pelos brasileiros e calculou quanto custa atender 30% das necessidades diárias de oito nutrientes: proteína, cálcio, ferro, fibras e vitaminas A, C, D e E. O estudo aponta o leite como uma das fontes mais baratas de nutrientes que existem. O leite integral, por exemplo, pode suprir 30% das necessidades de cálcio de um adulto saudável ao custo de apenas 97 centavos. A pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Kennya Siqueira, que conduziu os trabalhos, diz que o consumidor teria que pagar mais de R$ 1.000,00 se desejasse obter a mesma quantidade de cálcio por meio de café expresso, caju ou chiclete. O leite é reconhecido como uma ótima fonte de cálcio, e a pesquisa apontou que a maioria dos produtos lácteos supre as necessidades de um indivíduo a um custo inferior a R$ 5,00.

Produtos derivados do leite também ocuparam as primeiras posições no ranking de custo da vitamina D e obtiveram boa colocação no ranking de proteína e vitamina A. Quanto à proteína, o leite integral perdeu apenas para carnes, amendoim moído e ovo de galinha. Já em relação à vitamina A, o lácteo mais bem colocado foi o creme de leite, seguido pelo leite em pó desnatado, leite semidesnatado, manteiga e requeijão. O custo para se adquirir 30% das necessidades diárias de vitamina A por meio desses derivados lácteos é de menos de R$ 2,00. Com o mesmo valor, pode-se adquirir 30% de vitamina D, consumindo leite pasteurizado, integral, semidesnatado e desnatado; ou leite em pó (desnatado e integral). Dos oito nutrientes analisados, os lácteos apresentaram custo competitivo para quatro deles: proteína, cálcio e vitaminas A e D. "Além de reforçar a importância do leite e seus derivados na alimentação humana, o estudo mostra que consumir produtos lácteos faz bem não apenas para a saúde, mas também para o bolso do consumidor", conclui Kennya. Projeto Nutrileite A pesquisa foi desenvolvida pela Embrapa Gado de Leite (MG), em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Denominado "Projeto Nutrileite", o estudo utilizou como base de dados a tabela nutricional e os produtos presentes na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo foram investigados 443 alimentos e bebidas, dos quais 43 eram produtos lácteos. Para minimizar os efeitos da sazonalidade e da inflação, a coleta de preços foi efetuada em abril e outubro de 2016. Foram coletados os menores preços de todos os produtos, sem considerar preços promocionais, em 16 supermercados virtuais de dez estados da federação.

O cálculo do custo por nutriente seguiu a metodologia proposta pelos pesquisadores sul-africanos Friede Wenhold e Christine Leighton:

Pnp =(Nn.Pp)/Qn

Na fórmula, Pnp é igual ao custo do nutriente n no alimento p; Nn é igual a 30% da recomendação nutricional diária do nutriente n; Pp significa o preço de 100 gramas do alimento p e Qn é a quantidade de nutrientes n presente em 100 gramas do alimento.

Os nutrientes selecionados foram baseados na definição de alimento saudável da agência americana Food and Drug Administration e nas deficiências nutricionais da população brasileira, segundo o IBGE. Foi considerado o atendimento de 30% das recomendações nutricionais diárias de um adulto saudável. Com base no resultado obtido, os produtos foram ranqueados do menor para o maior preço.

Leite e saúde
Nos últimos anos, surgiram movimentos contrários ao leite na alimentação, alguns deles ligados ao ativismo vegano, que recomenda a exclusão de qualquer alimento de origem animal da dieta. O principal argumento é de que o ser humano é o único mamífero que continua a beber leite após o período da amamentação. A professora da UFJF Mirella Binoti, que participou do Projeto Nutrileite, argumenta que não há qualquer problema no consumo de leite na fase adulta, a menos que a pessoa apresente intolerância à lactose ou alergia a alguma de suas proteínas. Do contrário, o leite só traz benefícios à saúde. Mesmo em relação à intolerância à lactose, existem alternativas para continuar se beneficiando dos nutrientes do leite. É possível optar por produtos de baixa lactose, como iogurtes e alguns queijos. Há também uma grande variedade de produtos lácteos com "zero lactose". A alergia à proteína do leite já é um problema um pouco mais complexo. Enquanto a intolerância à lactose costuma se manifestar na fase adulta, a alergia é uma reação imune do organismo, que geralmente ocorre nos primeiros meses de vida. Trata-se de um distúrbio potencialmente grave, de diagnóstico mais difícil se comparado à intolerância à lactose. Nesse caso, deve-se excluir qualquer produto que contenha a proteína do leite da dieta. Ativismos à parte, por mais de cinquenta anos o leite esteve associado ao aumento de doenças cardiovasculares. Ainda hoje, órgãos de saúde pública de todo o mundo recomendavam que a ingestão de gordura de origem animal, as chamadas gorduras saturadas, seja evitada. O argumento é que as gorduras saturadas aumentavam o colesterol ruim (LDL), associado ao derrame e ao infarto. Mas, nas duas últimas décadas, isso tem sido fortemente questionado por alguns cientistas.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Marco Gama, que também atuou no Projeto Nutrileite, estudos científicos têm mostrado que, embora a gordura saturada promova aumento do colesterol, não há evidências de que a ingestão da gordura do leite aumente o risco de doenças cardiovasculares. "Nem toda a gordura saturada é igual", afirma Gama. "Existem gorduras que elevam o LDL, mas outras promovem um aumento do HDL, que é um tipo de colesterol benéfico à saúde", explica. Além disso, sabe-se atualmente que o colesterol LDL se divide em dois tipos de partículas: grandes e pequenas. As partículas grandes, que não estão associadas a riscos cardiovasculares, são as aumentadas pelas gorduras saturadas. O leite de ruminantes (vacas, búfalas, cabras etc.) possui ainda alguns componentes que não são encontrados em quantidades significantes em outras fontes de gordura. É o caso do Ácido Linoleico Conjugado (CLA). Pesquisas com animais e culturas de células demonstraram que o CLA protege o organismo contra alguns tipos de câncer, além de ter ação anti-inflamatória. Para fechar o quadro de benefícios do leite, há evidências científicas de que a gordura do leite reduz o risco de obesidade, do diabetes do tipo 2 e da síndrome metabólica (HDL baixo; triglicérides altos; glicemia alta em jejum; sobrepeso e pressão arterial alta). Mesmo diante de tantos benefícios, Mirella alerta que nenhum alimento, sozinho, é capaz de suprir todas as exigências do organismo. Uma dieta variada, com boas fontes de gorduras e proteína, frutas, verduras e legumes é insubstituível.

Dia do Leite
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) escolheu o primeiro de junho para se comemorar o Dia Mundial do Leite. Diversos países da União Europeia já celebravam a data com eventos nacionais. O objetivo do "Dia Mundial" é incentivar o consumo de lácteos pela população.
Os cinco primeiros colocados

Confira quanto custa obter quatro nutrientes essenciais para a saúde*

Cálcio

Ovomaltine (derivado lácteo) - R$ 0,87

Leite integral - R$ 0,97

Leite pasteurizado - R$ 1,00

Leite semidesnatado - R$ 1,04

Leite em pó integral - R$ 1,09

Vitamina D

Leite semidesnatado - R$ 1,19

Leite integral - R$ 1,38

Leite pasteurizado - R$ 1,41

Leite em pó integral - R$ 1,54

Leite em pó desnatado - R$ 1,55

Proteína

Frango inteiro - R$ 0,59

Frango em pedaços - R$ 0,68

Peito de galinha - R$ 0,72

Steak de frango - R$ 0,78

Filé de frango - R$ 0,82

Com relação à proteína, o leite integral foi o produto lácteo melhor ranqueado, ao custo de R$ 1,59. (Embrapa)

 

Produção do leite A2A2 gera parceria
O Sindilat vai desenvolver um projeto-piloto em parceria com a Escola Técnica Celeste Gobbato, de Palmeira das Missões, para iniciar a produção de leite A2A2, para pessoas que têm alergia à proteína do leite. Convênios com universidades também serão avaliados. (Correio do Povo)
 
 

 

 

Porto Alegre, 06 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.514

 

Sindilat fará projeto-piloto para produção de leite A2A2

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat) vai elaborar um projeto-piloto para dar início à produção de leite A2A2, destinado à pessoas que apresentam reações alérgicas ao alimento, no Estado. A iniciativa poderá ser desenvolvida em parceria com a Escola Técnica Celeste Gobbato, de Palmeira das Missões. A proposta foi debatida com a direção da instituição de ensino na última sexta-feira (2/6), após o IV Fórum Itinerante do Leite, realizado na sede da escola.

A médica veterinária Roberta Züge, da Ceres Qualidade, ficou responsável pela elaboração de uma proposta para dar início aos trabalhos ainda este ano. "O primeiro passo é fazer o teste de genotipagem dos animais", explica Roberta. A seguir, é necessário rever os acasalamentos e dar preferência a sêmen de touros A2A2.

Com 22 vacas em lactação e um total de 40 animais, o perfil do rebanho da escola técnica se assemelha ao de uma propriedade de tamanho médio no Rio Grande do Sul, destaca o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. A entidade também avalia fazer parceria com universidades que possuam rebanho leiteiro. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
 

 

Leilão GDT com leve alta

 

O leilão GDT continuou apresentando tendência de alta no preço médio dos lácteos, fechando em US$3.395/tonelada, com aumento de 0,6%. Diferente do último leilão, no qual o queijo cheddar se manteve com preços estáveis, desta vez o produto registrou a maior alta nos preços, variação de 14,5% com média final de US$4.285/tonelada. Neste leilão, o preço do leite em pó integral teve uma queda de 2,9%, com média de US$3.143/tonelada. Já o leite em pó desnatado apresentou alta de 7,9%, fechando em US$2.156/tonelada. A manteiga, por sua vez, fechou a média de preços 3,3% acima do último leilão, ficando a US$5.631/tonelada. (GDT/MilkPoint)

 

Importações já acumulam queda em relação a 2016
 
Embora os dados da balança comercial, divulgados nesta terça-feira (06/06), apontem um aumento nas importações de maio em relação a abril, os valores acumulados nos cinco primeiros meses do ano são 1,3% menores, em equivalente leite, em relação a 2016; no período, foram internalizados 625 milhões de litros de leite equivalente.

Em relação ao volume dos derivados lácteos importados, as compras de leite em pó integral tiveram aumento de 2% em relação ao mês passado e, para o leite em pó desnatado, o aumento foi de 30% sobre o volume comprado no último mês. As importações de soro de leite também ganharam destaque, tendo sido o volume comprado em maio cerca de 80% maior que no mês passado (observe a tabela 1).

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto. 

Já na quantidade exportada, o movimento é diferente: o volume de 3 milhões de litros registrado em maio é 70% menor do que o registrado em abril. A queda também é observada no volume acumulado do ano, tendo sido exportados 24,3 milhões de litros a menos que nos cinco primeiros meses de 2016. Esse cenário resultou no aumento do déficit da balança comercial, agora de 119 milhões de litros. Uruguai e Argentina seguiram sendo os principais fornecedores das importações lácteas brasileiras. Do total importado em toneladas de produto final, cerca de 43% foram oriundos do mercado uruguaio e 41% foram oriundos da Argentina. (MilkPoint)

 

 

PESO DAS LAVOURAS

Os números do emprego no agronegócio do Rio Grande do Sul trazem em abril más e boas notícias. Dados da Fundação de Economia e Estatística (FEE) mostram que pela primeira vez no ano houve saldo negativo - o número de desligamentos supera o de contratações. No mês, foram perdidos 2.288 postos de trabalho, reflexo da sazonalidade da safra.

- É um movimento que começa em abril e vai até setembro. Reflete essa transição de admissões para demissões - diz Rodrigo Feix, coordenador do Núcleo de Estudos do Agronegócio da FEE.

Dois setores ajudaram a dar essa cadência: as lavouras permanentes (maçã e uva) e o fumo. No acumulado dos quatro primeiros meses, houve criação de 17,58 mil vagas. Mas esse número é inferior ao de igual período de 2016 (veja acima).

- Contribuiu para essa diferença o resultado negativo de abates e fabricação de produtos de carne - afirma Feix.
O quadro positivo vem na comparação dos últimos 12 meses. O RS teve geração de 1.531 empregos. Processamento de fumo, lavouras permanentes e comércio atacadista de produtos agropecuários e agroindustriais estão entre os que tiveram maior abertura de vagas.(Zero Hora)   

 

STF autoriza cobrança de contribuição sindical de produtor e empresa rural

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Contribuição Sindical Rural, instituída pelo DecretoLei
1.166, de 1971, é constitucional e não caracteriza bitributação, proibida pela Constituição. O tema foi julgado no
Plenário Virtual na última semana. O entendimento deverá ser seguido pelas instâncias inferiores. (Valor Econômico)

 

 
NO RADAR
A Produção Rural Sustentável e a Inovação na Gestão de Recursos são temas do 12º Agrimark, evento organizado pelo I-UMA que ocorre no próximo dia 12. Neste ano, os debates serão no auditório da Emater. Entre as presenças já confirmadas está a de Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. (Zero Hora)
 
 
 
 

 

Porto Alegre, 05 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.513

 

Livro sobre sistemas de ordenha será lançado em Erechim 
 
Para esclarecer dúvidas sobre ordenha, mais especificamente sobre o manuseio dos equipamentos utilizados para a atividade, os autores Osmar Redin e Carlos Alberto Machado lançam, dias 7 e 8 de junho, o livro Sistemas de Ordenha. A sessão de autógrafos acontece durante a 14ª edição do Simpósio do Leite, a ser realizada em Erechim, no Parque de Eventos da ACCIE (Rua Henrique Salomoni, s/nº, bairro Frinape).

Conforme explica Redin, a obra foi idealizada para suprir a necessidade de informação aos produtores. "Existem várias pesquisas no Brasil que falam sobre como o produtor entende o sistema de ordenha. A partir delas, nós sabemos que ele consegue operacionalizar o produto na maioria das vezes, mas nem sempre conhece de uma forma completa o equipamento ou o porquê de manusear dessa forma", afirma.

A ideia, segundo o autor, é esclarecer sobre a higienização e os componentes do equipamento. Além disso, a obra também aborda a legislação que regulamenta o tema, os vários sistemas que integram a atividade e aspectos da fisiologia da lactação da vaca. A sessão de autógrafos inicia na quarta-feira (7/6), a partir das 14h. A obra, que conta com 337 páginas, poderá ser adquirida no local por R$ 85.

"Não existe obra similar no país. Por isso, estamos com uma expectativa muito grande sobre o lançamento desse livro e a importância das informações que serão disponibilizadas nele", ressalta Redin, destacando que o manuseio incorreto dos equipamentos de ordenha pode afetar diretamente a saúde do úbere do animal. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 

Valores das multas do RIISPOA são ajustados

Os valores das multas por infrações previstas no Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA) foram alteradas nesta quinta-feira (1º), por meio do Decreto 9.069, publicado no Diário Oficial da União. Segundo o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, houve uma adequação para que garantir proporcionalidade e coerência aos valores das infrações leves e moderadas.

As penalidades tinham percentuais mais altos porque eram aplicadas sobre um valor máximo baixo: R$ 15 mil. Agora, o patamar em que incidem os percentuais é R$ 500 mil. As multas mais altas são aplicadas quando é praticada adulteração de produto ou quando há risco à saúde pública. Nestes dois casos pode ser aplicada multa de até R$ 500 mil.

Antes, a tabela das multas era aplicada da seguinte maneira: leve, com percentual que incidia de 10% a 20% sobre a valor máximo de R$ 15 mil; moderada, de 20% a 40%; grave, de 40% a 80%; e gravíssima de 80 a 100%. A maior penalidade chegava a R$ 15 mil. A partir de agora, a escala será de 1% a 15% sobre R$ 500 mil para as multas leves e de 15% a 40% sobre as moderadas. As multas das graves e gravíssimas foram mantidas em 40 e 80% e 80% a 100% do valor máximo, respectivamente.

Também foi feita alteração na redação do artigo 232 do Riispoa, que agora proíbe a venda de ovos para o consumo originários de granjas, aviários e outros estabelecimentos avícolas com casos de doenças zoonóticas (transmissíveis dos animais para os homens), comprovadas pelo serviço veterinário oficial. Antes não havia a proibição expressa.  (As informações são do Mapa)

RASTRO DE ESTRAGOS

A chuva das últimas semanas causou prejuízos em 82,6 mil propriedades rurais do Rio Grande do Sul, segundo dados levantados pela Emater no período de 23 e 31 de maio, em 456 municípios do Estado. As áreas mais atingidas ficam no Noroeste, nas regiões de Santa Rosa, Ijuí e Missões, onde está sendo plantado trigo.

Segundo Gianfranco Bratta, engenheiro agrônomo do Núcleo de Informações e Análises da Gerência de Planejamento da Emater, no acumulado do mês, foram 150 milímetros a mais do que a média de precipitações nas Missões e no Planalto Médio.

E o que mais preocupa é o fato de as projeções indicarem a continuidade de chuva acima do padrão pelo menos até a segunda metade deste mês. O atraso na semeadura poderá fazer com que o produtor de trigo fique fora da janela preferencial de plantio.

- Isso também faz com que se libere mais tarde as áreas para soja. O que está acontecendo hoje tem implicações lá na primavera - diz Bratta.

O Efeito em cada cultura
Um total de 177 municípios registrou prejuízos na produção agropecuária

•    Grãos: 75mil hectares afetados, com impacto sobre 110 mil toneladas (entre perdas e redução da qualidade) e 5,3 mil agricultores atingidos;
•    Frutas: 200 produtores e 1,5 mil hectares 
•    Horticultura: 3,7 mil produtores e 916 toneladas de produtos perdidas 
•    Pecuária: produtores de leite deixaram de coletar 13,8 milhões de litros (cerca de 14% da produção diária do Estado). Nas pastagens, 780 mil hectares, tiveram áreas inundadas. ( Zero Hora)

LEITE SEM GENE DA ALERGIA
Em fase de experiência em outros Estados, a produção do chamado leite A2A2, que não causa alergia, também deve chegar ao Rio Grande do Sul. O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS) definiu que um pré-projeto será elaborado para a Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato, em Palmeira das Missões.
A médica veterinária Roberta Züge, da Ceres Qualidade, explica que existem dois tipos da proteína caseína. Uma causa alergia, outra não, dependendo do gene: - O A2A2 não causa alergia. O que se precisa fazer é selecionar no rebanho animais com esse gene. A projeção é de que o produto possa chegar ao mercado em até um ano. Segundo Roberta, há maior percentual de animais A2A2 em rebanhos zebuínos. (Zero Hora)
 
 

 

Porto Alegre, 02 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.512

 

Safra de leite mais 'justa' no Sul tende a sustentar preços 

Problemas climáticos no período de formação das pastagens de inverno, preços baixos no ano passado e concorrência com culturas mais rentáveis como soja e milho estão reduzindo a produção de leite no Rio Grande do Sul, segunda maior bacia leiteira do país. Além da oferta menor, a safra também tende a atrasar, o que deve manter os preços sustentados em nível nacional. Isso porque a produção do Sul costuma amenizar a escassez durante a entressafra no Sudeste e Centro¬Oeste, quadro que está mais grave neste ano. O presidente do Conselho Estadual do Leite (Conseleite¬RS), que reúne entidades de produtores e indústrias, Jorge Rodrigues, estima que a produção gaúcha no acumulado até maio ficará cerca de 20% menor do que no mesmo período de 2015. 

 
De acordo com ele, os volumes de junho e julho também devem permanecer abaixo do normal por conta do atraso das pastagens. Conforme o IBGE, as indústrias no Rio Grande do Sul adquiriram 1,373 bilhão de litros de leite cru no Estado de janeiro a maio de 2015. Em junho e julho foram mais 590,7 milhões de litros. O Estado é o segundo maior produtor nacional de leite, com 3,488 bilhões de litros vendidos para a indústria em 2015, atrás de Minas Gerais, com 6,440 bilhões de litros. Rodrigues afirma que os preços aos produtores não acompanham o aumento dos custos há dois anos, e a tendência deve persistir nos próximos meses. Por isso, a soja ocupou áreas de pastagens devido à melhor rentabilidade. Segundo ele, o preço de referência do produto padrão foi de R$ 0,9886 por litro em abril e deve avançar para R$ 1,0091 em maio. "Estamos abaixo da média [de produção] no segundo trimestre, e a dificuldade deve se manter no terceiro", diz o assistente técnico estadual de leite da Emater¬RS, Jaime Rias. Segundo ele, o desestímulo gerado pela redução (deflacionada pelo IGP¬M) de 9,7% nos preços médios ao produtor apurados pela entidade em 2015, soma¬se à alta dos custos com insumos como fertilizantes, e também do milho e farelo de soja usados na ração para o gado leiteiro. 
 
Para o consumidor, a alta nos preços do leite UHT nos supermercados gaúchos chegou a 30% desde o início do ano, para cerca de R$ 2,70 o litro, calcula o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindilat¬RS), Alexandre Guerra. Rias diz que o excesso de chuva e de geadas no outono prejudicou a formação das pastagens de azevém e aveia, típicas de inverno, e algumas áreas serão ocupadas por lavouras de milho em julho e agosto, o que sinaliza problemas mais adiante. Valter Galan, analista da MilkPoint, consultoria especializada em mercado de lácteos, acrescenta que houve menor disponibilidade de sementes para o plantio das pastagens este ano. Essa escassez é decorrência do excesso de chuvas em abril de 2015, que levou ao alagamento de algumas regiões de plantio no Sul. Agora, as áreas de pastagens plantadas em abril deste ano enfrentam escassez de chuvas em alguns regiões e excesso em outras, segundo Galan. "Deve haver um comprometimento da produção das pastagens", diz. Outro fator que pode afetar a oferta de leite na região Sul são os preços altos do milho que desestimulam o investimento, pelos produtores, na ração para o gado. 
 
Diante desse cenário, diz o analista, a produção na safra de leite do Sul não deve ser tão grande quanto se imaginava. "Normalmente, o pico de preços do leite [no país] acontece em maio e junho e a partir de julho começa a cair. Mas, este ano, os preços mais altos tendem a se sustentar". Com a menor produção local de leite e os baixos preços internacionais, as importações de leite em pó pelo Brasil subiram 26,8%, para 35,7 mil toneladas de janeiro a abril deste ano, segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior. Para o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro¬RS), Paulo Pires, essa é mais uma "ameaça" que pode desestimular os produtores gaúchos. (Jornal Valor Econômico)
 
 

Fundo americano Arlon compra 20% da Betânia

Pouco menos de um mês após o anúncio da entrada da suíça Emmi no setor de lácteos brasileiro, outro negócio nessa área envolvendo capital estrangeiro acaba de ser fechado no país. O fundo de investimentos americano Arlon Latin America Partners comprou 20% de participação na CBL Alimentos, dona da marca Betânia, que tem sede em Fortaleza (CE), por valor não revelado.

Fontes do setor de lácteos estimam que o negócio, que ainda tem de ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), tenha sido fechado por entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões. 
O Arlon é um gestor de fundos de private equity, que tem como foco o investimento principalmente em empresas ligadas aos setores de agronegócio e alimentício. No Brasil, o fundo já tem participação na Sotran SA Logística e Transporte, e na Grano Alimentos S.A, que faz legumes em conserva. A CBL Alimentos, que faturou R$ 678,093 milhões em 2016, é o terceiro negócio do fundo no país. Fundada há 46 anos em Quixeramobim (CE), a CBL Alimentos (mais conhecida como Betânia) tem forte atuação no mercado do Nordeste. Produz e comercializa leite pasteurizado, leite longa vida, bebidas lácteas, iogurtes, queijos, requeijão, doce de leite, leite em pó, creme de leite e leite condensado e atua com cinco marcas: Betânia, Lebom, Jaguaribe, Cilpe e Latimilk.

 

Hoje, a empresa tem cinco unidades industriais localizadas no Ceará, Pernambuco, Paraíba e Sergipe e oito centros de distribuição de produtos. Tem 1.800 empregados e adquire leite de 3.500 produtores na região Nordeste do país, segundo informações do site da companhia. A CBL foi adquirida em 1975 por Luiz Girão e hoje tem como sócios Vitor Bruno Machado Girão, Stella Machado Girão, Jorge Parente Frota Júnior, David Machado Girão e Antônio Arinilo Macena Maia. Conforme apurou o Valor, uma das razões para a venda da participação foi uma reestruturação societária na companhia, uma vez que um sócio está deixando a CBL Alimentos.

O Arlon foi fundado em 2007 pela Continental Grain Company, uma empresa familiar, com tradição em negócios ligados ao setor agrícola. Sediado em Nova York, tem aproximadamente US$ 1 bilhão em ativos sob sua gestão, também segundo informações que constam em seu site. Procurada, a CBL Alimentos não se manifestou. O Arlon também preferiu não comentar.
A entrada do Arlon no capital da CBL Alimentos é mais uma operação que reforça o crescente interesse do capital estrangeiro no setor de lácteos brasileiro. O movimento mais significativo ocorreu em 2014 quando a francesa Lactalis - que já tinha comprado a Balkis, de queijos, um ano antes - adquiriu as operações de lácteos da BRF e unidades da LBR- Lácteos Brasil. No fim de 2015, a Coca-Cola comprou a mineira Verde Campo.

Em abril passado foi a vez da suíça Emmi concretizar uma transação no Brasil. A companhia suíça, que já vende seus queijos no mercado brasileiro, comprou participação de 40% no mineiro Laticínios Porto Alegre. A Emmi tentava havia anos entrar no Brasil. No fim de 2015 chegou a negociar a aquisição do paulista Laticínios Shefa, mas a transação não vingou. Conforme apurou o Valor, a Emmi também negociou, sem sucesso, com a catarinense Tirol, em 2014.
E o movimento no setor de lácteos não deve parar por aí. A J&F holding que controla a Vigor, vem tentando vender a empresa de lácteos desde o fim do ano passado, movimento que deve se intensificar após a divulgação da delação premiada de Joesley e Wesley Batista e executivos da holding, sobre supostos casos de corrupção envolvendo deputados, agentes do governo e o próprio presidente da República Michel Temer.

No primeiro trimestre do ano, a multinacional americana PepsiCo chegou a fazer uma proposta de R$ 6 bilhões pela Vigor, mas as negociações entraram em banho-maria porque a J&F queria receber mais pela operação. A PepsiCo tem interesse no negócio de lácteos pois, assim como a Coca-Cola, busca depender menos do segmento de refrigerantes. Além da PepsiCo, apurou o Valor, a J&F também tem mantido conversas para uma eventual venda da Vigor com a francesa Lactalis e com a mexicana Lala - a última tenta há anos entrar no Brasil. (Jornal Valor Econômico).

Números preliminares da média diária das importações de leite e derivados

Importação de leite e derivados - Os números preliminares da média diária das importações de leite e derivados, em dólar, na quinta semana de maio de 2017 foram 7,0% menores que os de maio 2016 e 3,5% maiores em relação a abril de 2017. (MDIC/Terra Viva) 

 

 

 
Frente a desânimo, produção de leite tem queda de 5% no Paraguai
O presidente da Câmara Paraguaia das Indústrias Lácteas (Capainlac), Erno Becker, comentou que há uma estimativa de que a produção de leite do Paraguai deverá ter uma redução de 5%, ou seja, 80.000 litros a menos. Segundo Becker, isso se deve ao efeito do clima instável e da entrada correspondente à época de frio, que produz um alimento menos vitaminado para o gado. Outro fator a ser considerado é um maior destaque da carne e da soja, o que desanima o setor leiteiro. A associação toma algumas medidas para enfrentar a situação. O setor lácteo é de reação lenta, mas há um plano de investimento de 15 a 20 anos no Chaco paraguaio, embora haja o reconhecimento de que a produção de leite é um trabalho intenso e não atrai os produtores. (ElAgro.com.py Notícias Agrícolas)
 
 
 

 

 

Porto Alegre, 01 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.511

 

Produção de leite destinado a pessoas com alergia é tendência de mercado

O Rio Grande do Sul estuda dar início à produção de leite do tipo A2A2, destinado a consumidores que têm alergia ao alimento. O assunto, tratado durante o 4° Fórum Itinerante do Leite, realizado nesta quinta-feira (1/6), em Palmeira das Missões, será tema de reunião do Sindilat nesta sexta-feira (2/6). Segundo a médica veterinária e consultora da Ceres Qualidade, Roberta Züge, que participou do painel Mercado, Consumo e Inovação, produtores do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo já estão fazendo testes genéticos para identificar e segregar os aninais que produzem leite sem a proteína que causa a reação alérgica. 

A novidade, que já é realidade em países como Austrália e Nova Zelândia, deve chegar ao país em um ano, estima Roberta. Na avaliação da técnica, esta é uma oportunidade para produtores e indústria. No Brasil, há pelo menos três laboratórios que já realizam o teste de genoma das vacas para verificar os animais capazes de produzir o leite A2A2. Com isso, explica Roberta, os produtores podem direcionar acasalamentos para obter rebanhos capazes de produzir esse leite em escala. Com público recorde de mais de 2,2 mil pessoas, o evento reuniu no Dia Mundial do Leite (1/6), produtores, representantes da indústria, comunidade acadêmica e público em geral. O 4º Fórum Itinerante do Leite foi realizado na Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato por iniciativa do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) com apoio do Fundesa, Farsul, UFSM, Seapi e Canal Rural.


Foto: Bruna Karpinski

Roberta frisou que oferecer o leite A2A2 implica em ter alto controle sobre a segregação da produção uma vez que ele se destina a pessoas com limitações alimentares. A inovação também foi salientada pelo secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. De acordo com ele, produzir lácteos diferenciados é o caminho para ampliar mercado e unir as pontas da cadeia pela expansão do setor. 

A valorização das marcas na gôndola do supermercado é vista pelo executivo como essencial para a expansão da produção e valorização dos produtos lácteos. "É importante passar aos produtores que há um foco na produção de leite. Precisamos mostrar a força que significa reunir aqui mais de 2,2 mil pessoas. As inovações de produtos são essenciais para nosso setor", concluiu Palharini.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, abriu o evento destacando que o desafio do setor é fazer com que o Brasil deixe de ser um importador de lácteos para se transformar em exportador. Para isso, pontua ele, é preciso expandir o mix de produtos e lucratividade a toda a cadeia produtiva, que gera renda a mais de 100 mil famílias em 95% do território do Estado. "A expectativa desse fórum é gerar conhecimento prático para que seja utilizado nas propriedades pare atingir nossos objetivos", frisou.  Segundo Guerra, as importações aumentaram 20% de janeiro a abril deste ano. Contudo, a redução dos custos do leite no campo abre espaço para retomada do aumento de produção, hoje na casa dos 12 milhões de litros por dia. 

O diretor da Farsul, Jorge Rodrigues, frisou a importância desse crescimento vir acompanhado de renda ao produtor e que se evite a redução de preços que sempre acompanha a elevação da captação.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, pontuou que crescer passa por olhar ao mercado internacional. "Nesse cenário, dois pilares são fundamentais: qualidade e competitividade". Além disso, frisou ele, é essencial dar atenção à questão saúde animal, um aspecto que vem sendo trabalhado com força pelo Rio Grande do Sul, onde o setor agroindustrial vem dando foco à assistência aos produtores além do apoio do serviço veterinário oficial. 

Acompanhando a abertura do evento, o secretário da Agricultura, Ernani Polo, reformou a importância social do leite no Rio Grande do Sul. Segundo ele, os avanços obtidos com a Lei do Leite são essenciais para alinhar esse futuro do setor lácteo, principalmente na profissionalização do transporte do produto.


Foto: Bruna Karpinski

Aspectos Nutricionais 
Focado no debate sobre os mitos e verdades sobre o consumo do leite, o 4º Fórum Itinerante do Leite ainda destacou os benefícios do produto. "Precisamos nos alimentar. E nos alimentar bem passa pelo leite", pontuou a professora de Tecnologia de Leite e Derivados da UFSM, Neila Richards. Segundo ela, que também é presidente da AGL, até os 20 anos é essencial consumir leite para garantir formação dos ossos e dos dentes. Conforme a engenheira de alimentos da Emater, Bruna Bresolin Roldan, no âmbito da agricultura familiar, o desafio é manter a tradição que caracteriza os produtos da agricultura familiar e, ao mesmo, inovar. 

OFICINAS - Depois de uma manhã de debates em Palmeira das Missões, à tarde a programação do 4º Fórum Itinerante do Leite contou com seis oficinas temáticas. Os visitantes se dividiram em grupos para aprofundar conhecimentos sobre temas específicos. A maior das oficinas debateu a "Produção de Leite e Gestão da Propriedade", e reuniu cerca de 1.000 produtores. As demais oficinas trataram de "Nutrição e Reprodução de Vacas em Lactação", "Compost Barn na Integração Lavoura-Pecuária", "Ferramentas de informática aplicadas na gestão", "Sucessão Familiar na Atividade Leiteira" e "Formas de Agregar Valor ao Leite". (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
 
Foto: Bruna Karpinski
 

 

Países celebram hoje o Dia Mundial do Leite

Hoje é o dia em que todos os países do mundo celebram o leite e seus benefícios para a saúde. Após a instituição do Dia Mundial do Leite Escolar, comemorado na última quarta-feira do mês de setembro, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) criou o Dia Mundial do Leite, que passará a ser comemorado todo ano, no dia 1º de junho. 

No Brasil, a Tetra Pak comemora a data com uma promoção para as 100 primeiras pessoas que escrevessem uma frase de declaração de amor ao leite longa vida. Os contemplados vão receber da Tetra Pak o livro de receitas "Leite longa vida indispensável na cozinha saudável". A ficha da promoção está no site 
http://www.casadoleite.com.br/promocao/diadoleite/diadoleite.php. 

Na Alemanha, a agência de promoção CMA preparou um grande evento para o Dia Mundial do Leite. Em Berlim, será realizada a final de um jogo sobre leite através do site http://62.26.124.240/home/index.html (em alemão). Hoje, os finalistas deverão competir entre si. 

Na Suíça, a Associação dos Produtores de Leite também está promovendo um 'quiz' sobre o tema leite, através do seu site (http://www.swissmilk.ch/wettbewerb/index.asp), que pode ser visualizado tanto em alemão como em francês. 

Na Áustria, a agência nacional de promoção da agricultura (Agramarkt) propôs diversas atividades para promover o leite de forma criativa. Um canal de televisão voltado especificamente para crianças, através do Willy Milk Tooth and the Confetti Television Show, pediu que as crianças enviassem ao programa receitas de pratos que utilizassem leite como ingrediente. Hoje, vários prêmios seriam distribuídos aos responsáveis pelas melhores receitas. O primeiro lugar ganhará uma bibicleta, o segundo uma patinete e o terceiro, uma sacola esportiva. Além desses, vários outros prêmios serão distribuídos aos demais autores de boas receitas, como bonecos com a marca do programa, camisetas e notebooks. Por fim, todas as receitas serão compiladas e catalogadas em um livro de receitas, que será distribuído a todos os participantes do programa de leite escolar. 

Além disso, a Áustria ainda traz um programa de jogos para crianças e adolescentes, que estão participando do programa de leite escolar, que também dará prêmios aos vencedores. Por fim, foi realizada uma promoção para adolescentes pela internet: quem participasse do joguinho promovido pelo site www.whiteenergy.at (estilo "Pacman", chamado de "Milkman"), poderia ganhar um dia com o astro da televisão austríaca Max, além CDs (de um total de 500). 

Em Portugal, a celebração do Dia Mundial do Leite contará com um programa durante toda a semana, que trará atividades relacionados ao leite. O programa acontece no maior shopping center de toda a Península Ibérica, onde milhares de visitantes terão a oportunidade de participar das atividades. A campanha conta também com um cartaz comemorativo à Festa do Leite. 

Na China, a Associação das Indústrias de Leite celebrará a data em várias cidades do País, marcando o início da "Semana do Leite", que será comemorada de 1º a 10 de junho. 

No Uruguai, a Conaprole preparou para o Dia Mundial do Leite várias palestras sobre qualidade, infância, trabalho, e o papel da indústria de lácteos do Uruguai na economia e na sociedade. As celebrações iniciam hoje e permanecerão durante o final de semana. Hoje, a abertura do evento é feita por organizações governamentais e internacionais, e contará com convidados especiais. No sábado e no domingo, o evento será aberto ao público e haverá uma cerimônia de encerramento no domingo. O evento contará com shows, jogos associados ao leite, além de exposições de produtos, maquinários, grupos de discussão, vídeos etc. No domingo, haverá uma maratona entre os participantes, e no final da tarde, um concerto de música. 

No Chile, o Dia Mundial do Leite é comemorado com a doação de 200 quilos de leite em pó para cerca de 30 crianças carentes, feita pela Associação de Produtores de Leite da Província de Valdivia (Aproval - Leche A.G.), juntamente com a Cooperativa Agrícola e Leitera da União (Colun). Além disso, vários estudantes foram convidados a visitarem as instalações da empresa láctea Colun.  Dairy Outlook List (FAO), adaptado por Equipe MilkPoint)

 Maggi: Brasil é um lugar seguro para investimentos

O Brasil é um porto seguro para investidores, afirmou nesta terça-feira (31) o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), durante o Brasil Investment Forum 2017, em São Paulo. Organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com o Banco Interamericano de Investimentos (BID) e o governo federal, o evento reúne líderes políticos, empresários e acadêmicos para discutir novos negócios e oportunidades de investimentos no Brasil. O fórum foi aberto pelo presidente Michel Temer e vai até esta quarta-feira (31), quando Maggi participará de mesa redonda sobre o agronegócio.

De acordo com Maggi, o país tem necessidade de investimentos em diferentes setores. Entre eles, destacou o agronegócio e a área de infraestrutura. "Queremos atrair investimentos cada vez mais". Segundo o ministro, o Brasil tem vários projetos prontos que só dependem de investimento para sair do papel. Ele acredita que investidores nacionais e estrangeiros podem contribuir para impulsioná-los. (As informações são do Mapa)

                                                                          

Leite/NZ - Recuperação do leite é básico para crescimento da região
A recuperação dos preços dos produtos lácteos está interligado com o crescimento da região de Manawatu-Whanganui. Os dados regionais divulgados pelo banco ASB mostram que a região é a que apresentou a maior melhora dos 16 conselhos regionais da Nova Zelândia. Foi o crescimento mais significativo no primeiro trimestre do ano, saltando 9 pontos no ranking, saiu do 13º e chegou ao 4º. O economista chefe do ASB, Nick Tuffley disse que o aumento dos preços do produtos lácteos impulsionam o crescimento. "A recuperação da renda do setor lácteo emparelhou com outros produtos primários, e foi positivo para Manawatu-Whanganui", disse lei. No aspecto econômico Nelson continua na liderança, graças a setores em crescimento, como turismo, horticultura e viticultura, mas Auckland, no 13º lugar, está fora do normal, e representa restrições à capacidade industrial. A economia da Northland teve uma surpreendente recuperação na atividade depois de ficar dois trimestre em queda,ocupando o segundo lugar, e empurrando Waikato para o terceiro. Southland e Canterbury ficaram no final do ranking. A avaliação do ASB utiliza os dados dos últimos trimestre, e classifica o desempenho de 16 áreas. As regiões com crescimento mais acelerado ganham as avaliações maiores, e um bom desempenho na economia nacional eleva a classificação geral. Entre os itens avaliados estão o emprego, construção, varejo e preço de casas. (NZ Herald - Tradução livre: Terra Viva)