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Porto Alegre, 25 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.590

 

  Importância do Leite é tema de peça teatral em Chiapetta

O grupo teatral Espaço da Arte, de Bom Princípio, realizou nesta sexta-feira e sábado (22 e 23/09), em Chiapetta, a peça teatral Mimosa em Chiapetta. Em parceria com o Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), o grupo promove apresentações que têm como objetivo mostrar às crianças a importância do leite. "Contamos a história da vaquinha Mimosa. Mostramos para as crianças que o leite não vem da caixinha, e sim, da vaca", explicou Maria Paula Corrêa, coordenadora do teatro Espaço da Arte.

As apresentações de teatro ocorreram em duas edições, uma pela manhã e outra à tarde, no Parque de Rodeio de Chiapetta. De acordo com Maria Paula, cerca de 200 crianças assistiram a peça na sexta-feira pela manhã. "A gente procura mostrar desde o dia a dia do agricultor até as indústrias", explicou, ressaltando o retorno positivo por parte do público.

A parceria do grupo com o Sindilat já ocorre há dois anos. Neste ano, o grupo já passou por eventos do setor em Santo Augusto e Esteio. A atividade conta também com apoio do Fundesa, Fetag, Farsul, Seapi e Mapa. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Apresentações ocorreram na sexta-feira e no sábado. Foto: Maria Paula Corrêa da Silva

 
Cerca de 200 crianças assistiram a peça na sexta-feira Foto: Maria Paula Corrêa da Silva

Soro de leite se destaca nos mercados emergentes

A demanda por soro de leite continua aumentando e a Glanbia Nutritionals vê a maior oportunidade de crescimento nos mercados emergentes, particularmente a Ásia Pacífico. A Ásia Pacífico lidera o mercado global de soro de leite, registrando crescimento anual de dois dígitos, uma tendência que deverá continuar até 2020, de acordo com a Glanbia.

"Os produtos lácteos nos países desenvolvidos são mais difíceis de competir; os emergentes revelam oportunidades promissoras à medida que evoluem", disse Brian Phelan, CEO da Glanbia Nutritionals, na Conferência Internacional de Whey de 2017 (IWC) em Chicago. Além da Ásia Pacífico, a América do Sul continua mostrando um potencial promissor à medida que os pools de leite tradicionais se expandem, disse Phelan.

Reconhecendo essa demanda, a Glanbia Nutritionals realizou vários investimentos através do crescimento orgânico e através da atividade de fusões e aquisições na categoria de soro do leite, incluindo a expansão planejada para 2018 de sua capacidade de produção de soro do leite de alta qualidade em Idaho.

No início deste ano, a empresa também anunciou planos para construir uma nova fábrica de produção de soro do leite e queijos em Michigan, que, uma vez concluída em 2020, ampliará a capacidade de produção da empresa em 30%. "À medida que esta categoria [nutrição de desempenho] se torna mainstream, adquirimos marcas para participar dessa tendência de ofertas especiais até produtos prontos para misturar", disse Phelan.

Em termos de crescimento de fusões e aquisições na categoria de nutrição esportiva, a Glanbia comprou a Optimum Nutrition por US$ 315 milhões em 2008, fez uma aquisição de US$ 144 milhões da Bio-Engineered Supplements and Nutrition e pagou US$ 153 milhões pela The Isopure Co., fabricante de pós e produtos prontos para beber.

O fornecimento de conteúdo de proteína do soro do leite de um jeito conveniente continuará sendo um foco para Glanbia, disse Phelan. Ele acrescentou que o crescimento explosivo de alimentos fortificados com proteínas e produtos de beber registrado nos EUA provavelmente ocorrerá nos mercados emergentes, mas apenas através de esforços direcionados da indústria de lácteos em torno dos benefícios nutricionais cientificamente pesquisados do soro. "Nós temos que sair e reanimar a indústria e não tomar nada por certo", disse Phelan.

Demanda por soro de leite nos EUA se torna premium
A "premiumnização" das preferências dos consumidores nos EUA estimularam a demanda por novos formatos de produtos que incorporam soro do leite como ingrediente. A Glanbia Nutritionals adicionou recentemente uma proteína de soro de leite hidrolisada e térmica, o ProTherma, ao seu portfólio, designado para o uso em aplicações quentes prontas para misturar, como café, chá, chocolate quente, bebidas de malte e café em cápsula.

O ProTherma é uma proteína de soro hidrolisada aglomerada consistindo de 85% de proteína com baixa lactose e projetada para suportar altas temperaturas, dando-lhe a capacidade de permanecer solúvel e estável quando adicionado a água quente. A proteína do soro hidrolisado foi desenvolvida para responder à demanda por produtos enriquecidos em proteínas, particularmente na categoria global de bebidas quentes, que cresceu 5% em volume entre 2015 e 2016, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Produção de leite e lácteos na Argentina

Segundo a Subsecretaría de Lechería do Ministerio de Agroindustria da Argentina (MAGYP), a produção no país foi de 9,90 bilhões de litros em 2016. A produção foi crescente na Argentina de 2003 a 2012, com oscilações pontuais, entretanto caiu 12,5% em 2016. O país vinha com a produção acima de 11 bilhões de litros desde 2011, caindo para menos de 10 bilhões em 2016.

 
  
Esta queda se deu em função das condições climáticas adversas, como excesso de chuva em regiões marcadas pela alta produtividade, levando a perdas consideráveis de pastagens e vacas. A queda na cotação e as dificuldades enfrentadas pelos laticínios argentinos também tiraram muitos produtores e indústrias da atividade. Em 2017, a produção de janeiro a agosto já diminuiu 0,8% em relação ao mesmo período de 2016, o cenário climático que caracterizou o segundo semestre do ano anterior se repetiu no primeiro semestre deste ano, porém com menor intensidade. Neste segundo semestre se espera uma recuperação da produção, com um ligeiro crescimento na comparação com o mesmo período do ano anterior.
 
Exportação 
As exportações de lácteos argentinos foram de 300,72 mil toneladas em 2016, representando um faturamento de US$815,94 milhões, 9,5% e 27,4% menor que em 2015, respectivamente.
 
 
 
Os principais destinos, em faturamento, foram: o Brasil 39%, a Rússia 11%, a Venezuela 10,6% e Argélia 8,3%.
 
Os principais produtos exportados foram: leite em pó integral (45%), soro de leite (22,3%) e queijos (16,6%).
  
 
Segundo o Observatório de la Cadena Láctea de Argentina (OCLA), de janeiro a julho de 2017 o pais embarcou 115,756 mil toneladas de produtos lácteos, 31,8% menos que em 2016 obtendo uma receita de US$374,60 milhões, 15,1% menor que no mesmo período de 2016.
 
O volume acumulado nos primeiros sete meses de 2017 é o menor dos últimos quatorze anos para o mesmo período.
 
Esta queda significativa se deve à baixa produção, melhores preços no mercado interno, aumento nos custos de produção, baixa escala da produtividade industrial e desvalorização da moeda.
 
A Argentina é um dos principais exportadores de produtos lácteos da América do Sul. E o Brasil é o seu principal destino.
 
Em agosto foi prorrogado o acordo para importação de leite em pó da Argentina pelo Brasil que vigorará até maio de 2018. A cota atual é de 54 mil toneladas distribuídas mensalmente durante o período de junho de 2017 a maio de 2018, sendo que os exportadores poderão lançar mão da cota limite de 5 mil toneladas/mês em meses onde a demanda assim exigir.
 
Este tipo de acordo permite previsibilidade nas operações e evitar surtos de importações que pressionem os preços internos.
 
Para 2018, a Argentina pretende se mobilizar para o fim das cotas de exportação vigentes no mercado brasileiro.
 
Considerações finais 
Depois de dois anos atravessando uma das crises leiteiras mundiais mais profundas e prolongadas, e com problemas internos no contexto econômico e deficiências estruturais do setor, a atividade na Argentina começa a se recompor lentamente.
 
Os preços em toda a cadeia têm melhorado e os custos de produção diminuído, embora os efeitos climáticos negativos, ainda fortes em algumas regiões, progressivamente vão ficando para trás. A expectativa é de ligeiro aumento na produção em 2017, na comparação ano a ano. (Scot Consultoria)

RS: capacitação técnica fomenta a bovinocultura de leite entre produtores de Frederico Westphalen

Para estimular e agregar conhecimento aos produtores de leite de Frederico Westphalen, a Emater/RS-Ascar, Prefeitura e Cotrifred promoveram nesta terça-feira (19) uma Capacitação Técnica em Bovinocultura de Leite. A atividade aconteceu na Linha São Paulo, interior de Frederico Westphalen, e reuniu cerca de 50 produtores.

A programação do evento teve início com a participação do médico veterinário da Cotrifred, Thiago Cantarelli, falando sobre as características morfológicas para seleção de vacas leiteiras de alta produção. O tema destacou os 16 aspectos do animal: estatura, angulosidade, força, profundidade corporal, largura de garupa, ângulo de garupa, pernas vista lateral e posterior, ângulo do casco, úbere anterior, altura e largura do úbere posterior, ligamento central, profundidade de úbere, posição e comprimento dos tetos.

Em seguida, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Mateus Stefanello, explanou sobre produção de silagem de alta qualidade, salientando como a alimentação é o componente mais importante no custo de produção do leite, destacando que a qualidade do volumoso ofertado é de vital importância na viabilidade do processo produtivo. Segundo ele, a produção de silagem de milho de boa qualidade é composta de três fases complementares, o plantio e condução agronômica, colheita e ensilagem, desensilagem e fornecimento.

Por fim, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Jeferson Vidal Figueiredo, apresentou sobre a implantação, o manejo de pastagem e a nutrição de vacas leiteiras. "Na produção de leite, a atividade é mais complexa e necessita da gestão da propriedade, considerando inúmeros fatores produtivos, como clima, área, manejo, instalações, mercado, máquinas, estrutura do rebanho, entre outros aspectos", explicou Jeferson.

A capacitação técnica em Frederico Westphalen contou com a participação do secretário Municipal da Agricultura, Cleber Cerutti, do vice-presidente da Cotrifred, Dari Luis Albarello, e da extensionista social da Emater/RS-Ascar, Vera Izabel Cancian. Para o secretário da Agricultura de Frederico Westphalen, a realização do evento faz parte de um esforço das entidades promotoras para fomentar e desenvolver a cadeia produtiva do leite no município. "A nossa intenção é realizar em outras comunidades eventos nesse formato e promover ações para fomentar cada vez mais a cadeia produtiva do leite, levando aos agricultores ferramentas para desenvolver e melhorar a atividade", comentou Cerutti.

O secretário reforçou ainda, o convite aos agricultores para participarem do Dia de Campo que acontecerá nesta sexta-feira (22), na propriedade do jovem produtor, Cassiano de Pellegrin, na Linha Ponte do Pardo. Em novembro, no dia 21, acontece o 5º Fórum Itinerante do Leite, evento que agregará conhecimento e boas experiências às famílias produtoras de leite da região. (Fonte: Emater/RS)

 

UE x Mercosul
O setor lácteo do Mercosul está otimista com a retirada dos laticínios das negociações com a União Europeia (UE). No início do próximo mês haverá uma reunião chave para tratar do assunto em Brasília, onde os negociadores de ambos os países farão um intercâmbio de ofertas. Nesse encontro, representantes do Instituto Nacional do Leite (Inale) apoiarão os negociadores diplomáticos, segundo confirmou a El País, o presidente do Inale, Ricardo De Izaguirre. "A pretensão é que os lácteos que hoje estão dentro do acordo, sejam retirados", explicou Izaguirre. Da mesma forma, os produtores de leite do Brasil - o produtor mais forte -, Argentina, Paraguai, Chile e também os uruguaios estão muito preocupados com as pressões da UE que querem manter os lácteos dentro do acordo comercial. Esta é a meta dos produtores de leite do velho continente, que recebem subsídios para manter a produção. Esta semana, o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Leite (ANPL), Wilson Cabrera, considerou que "seria bom ter contato com os produtores brasileiro porque existem temas no Tratado de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) que também afetarão os vizinhos". Cabrera avalia que se entrar no Uruguai lácteos subsidiados pela UE, o prejuízo para os produtores de leite do Mercosul será muito elevado. "Não tenho nenhuma dúvida de que seria bastante prejudicial aos produtores de leite do Mercosul, que possuem custos de produção muito elevados", alertou o titular da ANPL. (El País - Tradução livre: Terra Viva)

 

Porto Alegre, 22 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.589

 

  Competitividade/Uruguai 

O presidente da Associação Rural do Uruguai (ARU), Pablo Zerbino, defendeu "competitividade, competitividade, competitividade", estabelecendo um paralelo com o discurso de posse do ex-presidente José Mujica na Assembleia Geral, quando propôs "educação, educação, e educação". No discurso, que abordou diferentes aspectos vinculados à produção agropecuária, à política nacional e internacional, mas também a temas sociais como fome, pobreza, e moradia, Zerbino destacou que a atual situação de perda de competitividade lembra momentos anteriores a crises profundas, como a vivida pelo país, em 2002. O dirigente destacou que muitos produtores estão ficando pelo caminho, sobretudo os com menores recursos, e nesse sentido disse que nos últimos 10 anos foram fechadas 502 fazendas de leite no Uruguai. 

Acrescentou que o setor agropecuário não é problema, e se deixarem pode ser parte da solução. Além do mais, alertou que o setor está em uma situação de tal fragilidade que qualquer advento adverso, seja climático, sanitário ou de mercado, pode ser mortal. O presidente da ARU manifestou a preocupação da entidade com a crise que atravessa o setor leiteiro, com o fechamento de indústrias, propriedades e postos de trabalho, além do grande endividamento que atualmente equivale a todo o rebanho de vacas de leite do país. Ressaltou a grande perda de rentabilidade do setor agropecuário, documentada por instituições como o Instituto Plano Agropecuário e Fucrea. 

Mostrou também que o grande peso salarial leva a cortes de mão de obra e perda de produtividade. Zerbino salientou que existe lastro para créditos, mas que houve perda na capacidade de pagamento. Destacou a grande produção de soja e de arroz da última safra, mas, alertou que os arrozeiros estão indo produzir em outros países porque no Uruguai não conseguem rentabilidade. "Parece que os produtores uruguaios são os primeiros da classe a fazerem os deveres, mas, os últimos a receberem as notas", afirmou. Por outro lado, Zerbino destacou a importância da exportação de gado em pé para sustentar o preço do bezerro, produção do setor de recria, o elo que, historicamente, foi o menos favorecido na cadeia pecuária.

Economia
O presidente da ARU disse que o governo usa o câmbio com âncora para controlar a inflação, e isto aumenta os custos em dólares do país. O Uruguai está caro em dólares e aumenta a pressão fiscal, gerando impostos que não estão relacionados com o espírito da reforma tributária, que é vincular a arrecadação à renda. Segundo a ARU o Impostos sobre o Patrimônio não deveria existir, porque o setor está sendo tributado na renda e pela Contribuição Territorial Rural. Zerbino considerou que deve ser mais eficiente no gasto, antes de buscar arrecadar mais. Disse que se deveria aprender com o Chile, país que boa poupança, para resistir os maus momentos. "A riqueza antes de ser repartida, precisa ser gerada", disse Pablo Zerbino, e acrescentou que são geradas através de empresas privadas, de forma genuína, com educação e com trabalho. "Tropeçamos outra vez, e na mesma pedra. O Uruguai parece conviver com a desvalorização cambial. É algo que está no DNA", afirmou.

Inserção internacional
Destacou que em matéria de inserção internacional o Uruguai retrocede, enquanto outros países avançam com estratégias comerciais. A participação do Uruguai no contexto internacional é muito pouco ou quase nada. As sólidas relações comerciais da Austrália e Nova Zelândia tornam a competição do Uruguai mais difícil. O principal limitante do Uruguai é o comércio ineficiente, e é necessária maior inserção internacional para participar adequadamente do comércio mundial. As pequenas economias são grandes exportadoras, e para ter sucesso a participação das exportações no PIB ficam em torno de 55%. A exportação no PIB do Uruguai é de 23%.

Políticas
Os preços dos combustíveis e da energia elétrica devem ser equivalentes aos preços de exportação e não devem ser utilizados com fins de arrecadação, disse Zerbino, aproveitando para protestar contra a postergação de investimentos em infraestrutura, que qualificou como fundamentais para o desenvolvimento do país. A ARU pleiteia, além disso que não se pode destinar recursos para educação sem metas concretas de realizações no médio prazo. Não faltou no discurso da ARU o tema da insegurança, e desta vez não foi feito referência a roubos de gado, mas, aos assaltos, que geram grande preocupação para a entidade. Outra preocupação é com o atraso nas aprovações de novos produtos biotecnológicos de soja e milho, tecnologias transgênicas que foram aprovadas em países concorrentes e que ao nível local continuam sendo discutidos. Nesse sentido Zerbino disse que não existem argumentos técnicos, nem sanitários, que impeçam a aprovação dessas tecnologias. O empresário defendeu a exportação de gado em pé, por ser um produto de grande inovação e desenvolvimento, porque com o gado se exporta muito valor agregado. "Queremos que os empresários continuem produzindo com confiança para servir melhor a uma crescente demanda mundial", destacou.

Consciência agropecuária
O presidente da entidade organizadora da Expo Prado se mostrou otimista e que não perde a esperança de que algum dia a população do Uruguai entenda que o planejamento é de grande importância para o crescimento econômico. Disse que o agronegócio é subestimado, quando se diz que não gera valor. Explicou que o início da agregação de valor da produção é o melhoramento genético, e destacou que os grandes campeões no pátio da exposição, eram a prova disso.

Projetar o mundo de 2050
Na segunda parte de seu discurso Zerbino convidou todos a projetar o mundo de 2050, e levou parte de um estudo realizado pela FAO. O documento destaca que a população urbana atualmente representa 49% do total, e que em 2050 passará a ser 70%, com maior poder aquisitivo, e essa população deverá ser alimentada. Mas, segundo as análises, em 2050, não serão solucionados os problemas da alimentação do mundo se os governos não aplicarem políticas de apoio aos agricultores. O presidente da ARU é da opinião de que o panorama internacional é bom para a produção de alimentos. Acrescentou que 85% das exportações de bens são agroindustriais, e o agro é o setor mais dinamizador da economia. "Quando o campo vai bem, o país também vai", disse. Insistiu que a eliminação da fome e da pobreza é um grande desafio mundial, e um compromisso para um país que produz alimentos.

Reconhecimentos
O presidente da ARU disse que recebeu com grande satisfação a notícia da abertura do mercado dos Estados Unidos para a carne ovina com osso, e destacou a grande colaboração que a entidade, assim como outras instituições, para alcançar esse mercado. Também destacou como algo positivo a prorrogação da bancarização obrigatório do agro, fato que geraria grandes inconvenientes para os produtores e assalariados rurais. Zerbino homenageou as mulheres rurais no Ano Internacional da Mulher; também os jovens que integram a Associação Rural de Jovens do Uruguai (ARJU), a quem agradeceu a colaboração para a realização da Expo prado, e aos diferentes meios de comunicação pela cobertura da feira. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)

Arrecadação mostra recuperação e cresce 10% 

A melhora econômica mostrada em indicadores como aumento da produção, vendas no comércio e da massa salarial - somada ao desempenho dos programas de refinanciamento de dívidas (Refis) - fez a arrecadação de impostos dar sinal mais forte de recuperação em agosto. O crescimento no mês foi 10,78% (em relação a um ano antes), totalizando R$ 104,206 bilhões. Foi o melhor desempenho para o mês nos últimos dois anos. No acumulado do ano, a arrecadação chega a R$ 862,739 bilhões, alta de 1,73%. Segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, o resultado demonstra o "rompimento da inércia recessiva". A melhora na atividade também levou à expectativa de melhores resultados de empresas e bancos, o que impulsionou a arrecadação sobre o lucro (IRPJ/CSLL). 

Além da melhora na atividade, ajudaram os números fatores como o aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre combustíveis. "Podemos dizer que o resultado em agosto foi impactado fortemente pelo aumento da arrecadação dos tributos sobre o lucro, pela receita dos parcelamentos, pela elevação de alíquotas sobre combustíveis, pela atividade econômica como um todo e pelos trabalhados da administração tributária", destacou Malaquias. "Os números permitem analisar que a arrecadação até aqui está sendo puxada pela atividade econômica", disse. "Se a recuperação mantiver o patamar para os próximos meses, certamente a arrecadação será positiva." Os programas de parcelamentos especiais de dívida, conhecidos como Refis, contribuíram com R$ 3,017 bilhões para a arrecadação no mês passado. O prazo para adesão do programa em vigor termina em 29 de setembro. No acumulado do ano, a ajuda chegou a R$ 5,455 bilhões. Outro fator que chamou a atenção em agosto foi o comportamento da arrecadação de IRPJ/CSLL (excluindo o efeito dos parcelamentos especiais), cuja arrecadação teve aumento de 15,37% somando R$ 11,498 bilhões. Considerando os efeitos do parcelamento das dívidas, o aumento foi de 24,6% somando R$ 12,711 bilhões. 

Segundo Malaquias, os bancos e as empresas estão com a expectativa de que terão um lucro maior neste ano e esse comportamento está relacionado à atividade econômica e expansão dos negócios. No mês passado, o recolhimento de IRPJ/CSLL com base na estimativa mensal registrou um aumento de 29,36% somando R$ 7,395 bilhões. Desse total, R$ 2,729 bilhões foram pagos pelo setor financeiro (aumento de 43,48% ante mesmo mês de 2016) e R$ 4,667 bilhões pelas demais empresas (22,32%). "O recolhimento de estimativa em agosto foi positivo, de perspectiva de realização de lucros pelas empresas, que estimam um resultado mais positivo, mais favorável, para o ano. Há expectativa de lucro maior e isso está atrelado à atividade econômica e expansão dos negócios", explicou Malaquias. Em julho, por exemplo, a arrecadação de IRPJ/CSLL por estimativa do setor financeiro teve desempenho fraco, comportamento que continua sendo investigado pela Receita. "Agora que está se consolidando o aquecimento em diversos setores", frisou, acrescentando que os dados da Receita mostram que uma recuperação mais ampla da economia está alcançando todos os setores econômicos. 

A arrecadação no mês passado também foi afetada pelo aumento das alíquotas do PIS/Cofins-Combustíveis, que rendeu R$ 1,851 bilhão à Receita Federal, um aumento de 72,71% na comparação com o mesmo mês de 2016. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, explicou que, mesmo que fossem excluídas receitas como do IRPJ/CSLL, programas de parcelamentos especiais e o aumento da alíquota de PIS/Cofins-Combustíveis, a arrecadação de impostos em agosto registraria um crescimento real de 5,57% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ou seja, isso demonstra que a recuperação da economia realmente está ajudando a alavancar as receitas. (Valor Econômico)

 
 
 
Leite continua sendo alimento básico dos americanos, apesar da queda no consumo

O consumo per capita de bebidas à base de leite de vaca tem caído há muitos anos e a taxa de declínio também se acentuou nos últimos anos. O consumo per capita caiu a uma taxa média anual de 0,9% entre 1995 e 2010, mas a taxa de declínio aumentou para 2,6% entre 2010 e 2015. Ao contrário do leite de vaca, as vendas de bebidas à base de plantas estão em ascensão e ganhando mais espaço no corredor de lácteos. Esses produtos incluem amêndoa, soja, coco, caju, arroz e outras bebidas à base de plantas.

Um relatório recente do Serviço de Pesquisa Econômica (ERS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), "Em diferentes trajetórias: um olhar sobre as vendas de leite de vaca e sobre os análogos à base de plantas" destaca as recentes tendências de consumo de leite de vaca e análogos vegetais com base em dados das famílias.

Os dados podem ser usados para examinar as compras no nível doméstico de todos os itens de supermercado, por isso é útil para comparar os padrões de consumo de leite de vaca e bebidas à base de plantas. Os dados indicam que, mesmo que o consumo de leite de vaca tenha diminuído, esse ainda é um alimento básico na maioria das casas americanas.

Em 2015, os dados do Industrial Research Institute (IRI) ilustram que 92,2% dos consumidores compraram leite de vaca e 32,2% compraram uma bebida vegetal em algum momento durante o ano. De acordo com o ERS, 89,7% das famílias que compraram uma ou mais das bebidas vegetais também compraram leite de vaca.

Apenas 3,3% das famílias compraram uma ou mais bebidas vegetais, mas nenhum leite de vaca. Os dados do IRI mostram que as bebidas vegetais são geralmente mais caras do que o leite de vaca. Em 2015, meio galão [1,89 litros] de leite de vaca era vendido por US$ 2,42, em média. Os preços médios do leite de amêndoa, soja e outros produtos vegetais foram de US$ 2,87, US $ 2,98 e US $ 3,03 por meio galão, respectivamente.
 
Os dados do IRI mostram que a participação de mercado do leite de vaca caiu de 94,3% em 2013 para 92,4% em 2015. Ao mesmo tempo, a participação de mercado de bebidas de amêndoas passou de 3,4% para 5,1%, enquanto as bebidas de soja caíram de 1,8% para 1,4%. As vendas de outras bebidas vegetais aumentaram de 0,4% para 1,1%.

É interessante notar que grandes companhias de lácteos - como DannoneWave e Lactalis - têm fortes interesses comerciais em bebidas vegetais. E, enquanto a Califórnia é o Estado de maior produção de leite dos EUA, é também o líder na produção de amêndoas. (As informações são do Daily Dairy Report e USDA, traduzidas pela Equipe MilkPoint) 

 
 

Uruguaios e europeus ameaçam leite brasileiro
Além da entrada leite em pó do Uruguai, os produtores brasileiros agora sofrem ameaça da importação de produtos lácteos da União Europeia. O assunto é antigo e voltou a ser pauta depois da operação Carne Fraca, quando o governo europeu usou o leite como moeda de troca para compra de carne bovina do Brasil. De Porto Alegre, o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, comenta. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo. (Canal Rural)
 

 

Porto Alegre, 21 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.588

 

   Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 21 de Setembro de 2017 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Agosto de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Setembro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (Faesc)

 
Declaração de Roterdã

A DairyNZ, a Associação das Indústrias de Laticínios da Nova Zelândia (DCANZ) e o Ministro da Indústria, endossaram a Declaração dos Lácteos de Roterdão. A Declaração foi estabelecida no encontro da Cúpula Mundial de Láteos realizada em Roterdã no mês de outubro de 2016. 

A declaração - da qual são signatários da Federação Internacional de Lácteos (IDF) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) - sinaliza para o compromisso de alimentar o mundo com produtos seguros e sustentáveis, e melhorar a sustentabilidade.

Apoio do setor lácteo
Kimberly Crewther, diretora executiva da DCNAZ, disse que endossar a declaração é um sinal do forte apoio à Agenda de Sustentabilidade 2030 das Nações Unidas e reconhecer o importante papel do setor lácteos em contribuir para os esforços globais no desenvolvimento sustentável. "Nos sentimos honrados em trabalhar com os membros da IDF e FAO para atingir os resultados propostos pela Declaração a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", disse Crewther. A Declaração destaca áreas nas quais o setor lácteo pode contribuir para alcançar os Objetivos de Um Desenvolvimento Sustentável nos aspectos econômico, social, ambiental e saúde. O representante do Ministério da Indústria, Martyn Dunne observou que a Nova Zelândia está engajada no esforço coletivo global para promover a eficiência no uso dos recursos naturais, e no combate às mudanças climáticas.

Tim Mackle, diretor executivo da DairyNZ, disse que a declaração reconhece a importante contribuição econômica do setor leiteiro para atingir as metas de desenvolvimento sustentável para os agricultores e toda comunidade mundial. Crewther também parabenizou o foco da declaração no que diz respeito às dimensões sociais e sanitárias dos produtos lácteos, e o papel que desempenham para uma dieta equilibrada, nutritiva e saudável. "Como líder na produção de lácteos nutritivos, seguros e sustentáveis, continuaremos a trabalhar para apoiar o desenvolvimento dos padrões globais, com políticas e práticas baseadas na ciência para aprimorar a segurança alimentar", disse ela. (Dairy Reporter - Tradução Livre: Terra Viva)

Márcio Atalla fala sobre o consumo de lácteos no Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite

O preparador físico Márcio Atalla palestra na abertura oficial do VII Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, dia 07 de novembro, em Chapecó - SC. "A importância do consumo de produtos lácteos" será o tema da apresentação do profissional, que é formado em Educação Física, com especialização em Treinamento de Alto Rendimento e é pós-graduado em Nutrição, pela USP.

Além disso, Atalla é colunista de vários veículos de comunicação e realiza palestras Brasil afora disseminando a importância da prática regular de esportes e atividade física e uma alimentação balanceada. O evento tem a parceria #BebaMaisLeite

O VII Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite será realizado nos dias 07, 08 e 09 de novembro, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó -SC. O público do evento técnico é formado por profissionais médicos veterinários, zootecnistas e agrônomos das indústrias e cooperativas da Região Sul. O Núcleovet - Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas organiza o SBSBL.

A programação científica do SBSBL reunirá grandes especialistas da área para tratar de temas como gestão financeira e de recursos humanos na qualidade do leite, melhoramento genético e nutrição em rebanhos leiteiros. O evento discutirá ainda prevenção de doenças que afetam a qualidade do leite e os custos da propriedade, como a mastite. Na abertura oficial, dia 07 de novembro, Marcio Atalla apresentará palestra sobre a importância do consumo de produtos lácteos.

Paralelo à programação científica, será realizada a Milk Fair, uma feira focada em sanidade, nutrição, manejo e tecnologias para bovinocultura leiteira. As principais empresas do setor estão confirmadas como expositoras. (O Presente Rural)

Consumo/AR 

Poderão ser comprados até 600 milhões de litros por ano para oferecer um copo de leite nas escolas. É uma iniciativa de De Angeli com a anuência da Agroindústria e Desenvolvimento Social. Um copo de leite para reduzir os efeitos da crise. Essa é a ideia que está sendo analisada pelo governo da Argentina para ajudar os pequenos e médios produtores do país, e garantir o consumo de um produto essencial a milhões de crianças em idade escolar. Existem várias propostas, mas o projeto mais concreto é o do senador Alfredo De Angeli (PRO) e, segundo seus assessores, tem o aval do Ministério da Agroindústria, ocupado por Ricardo Buryaile, e da ministra do Desenvolvimento Social, Carolina Stanley. 

Atualmente, está na fase de avaliação de custos com as distintas áreas envolvidas no assunto. Na Subsecretaria de Lácteos já dão como um tema certo para a agenda 2018. Estima-se que a compra a pequenos e médios produtores significaria 6% da produção total. Tomando por base as estatísticas de 2016 (um dos anos de menor produção, menos de 10 bilhões de litros), a medida absorveria 600 milhões de litros de leite. O projeto, no entanto, não foi apresentado oficialmente. "De Angeli quer que seja viável antes de leva-lo ao Congresso", assegurou a equipe do Senador, que, como presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Pesca recebe as constantes reivindicações dos produtores. Representantes do setor leiteiro já estão informados da iniciativa e deram sua opinião, mas, serão novamente convocados quando o Governo estiver com tudo pronto.

Fontes ligadas a De Angeli confirmaram que já foi feita consulta ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Lino Barañao; à empresa Tetrapak, para o envase de leite longa vida, e a associações de pequenos e médios produtores. "É uma solução para eles, que são os que estão abandonando a atividade", explicaram. (Infortambo - Tradução livre: Terra Viva)

 
 
Curitiba-PR recebe o VII Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite

A cidade de Curitiba-PR será novamente o palco do Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite - CBQL. O objetivo do CBQL é promover a pesquisa e a educação relacionadas à qualidade do leite e seus derivados, disponibilizando informações para a cadeia produtiva, no sentido de assegurar a prevenção e o controle da mastite nos rebanhos, proporcionar alimentos seguros e de boa qualidade para a população e respeitar o meio ambiente. Confira a programação do evento deste ano.


Fonte: https://congresso.cbql.com.br/ 
 
O Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite, que está em sua sétima edição, será realizado nos dias 28 e 29 de setembro no Centro de Eventos do Sistema FIEP, sob a coordenação da diretoria executiva do CBQL, em parceria com empresas inseridas no negócio de leite.

O evento discutirá temas relevantes à cadeia produtiva do leite, além de debater novas proposições buscando sempre a melhoria da qualidade do leite no Brasil e, ao mesmo tempo, um espaço para a apresentação dos avanços obtidos pela comunidade científica que trabalha na área. Faça sua inscrição pelo site: www.congresso.cbql.com.br . (Scot Consultoria)

Leite: custo de produção sobe pelo segundo mês consecutivo
O índice de custo de produção da Scot Consultoria para a atividade leiteira teve alta de 0,8% em setembro, em relação a agosto deste ano. Este foi o segundo mês consecutivo de aumento nos custos. A alta nas cotações dos concentrados, com destaque para o milho, foi o principal motivo deste movimento. A expectativa é que no curto prazo, as cotações do grão e de outros alimentos concentrados exerçam pressão de alta sobre os custos de produção da atividade. O clima seco e as pastagens em condições ruins colaboram com este cenário, já que aumentou a necessidade de suplementação dos animais. Com as quedas esperadas no preço do leite ao produtor nos próximos pagamentos, a expectativa é de estreitamento da margem para o produtor. Apesar da alta nos dois últimos meses, os custos de produção estão 12,8% abaixo na comparação com setembro do ano passado. (Canal Rural)

Porto Alegre, 19 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.587

 

   GDT: volume cresce, assim como o descolamento de preços entre o leite em pó integral e o desnatado

No leilão da Global Dairy Platform (GDT) desta terça-feira (19/09), os preços médios dos derivados lácteos subiram pela segunda vez consecutiva, algo que não ocorria desde o leilão de 06/06/2017 e fecharam em US$ 3368/tonelada, leve alta de 0,9% em relação ao último leilão. 

Neste leilão, o destaque vai para o AMF (Anhydrous Milk Fat), com alta de 5,3% em relação ao último. Negociada a US$ 6764/tonelada, a gordura vem em forte alta desde abril/2016. Já a lactose, que vinha de boa valorização no leilão passado (5,1%), voltou à tendência de queda, fechando em US$759/tonelada, diminuição de quase 4%. 

Os leites em pó aumentaram ainda mais seu descolamento. O leite em pó integral voltou a subir (0,6%), e fechou o leilão a US$ 3122/tonelada. Agora, o seu descolamento em relação ao desnatado é de 62,6%; o desnatado, por sua vez, fechou a US$ 1920/tonelada, amargando nova queda, dessa vez de 1,2%. 

Neste leilão, o volume negociado subiu mais uma vez, para 34.117 toneladas de produtos lácteos, o maior valor desde setembro/2016. 

O mercado futuro do leite em pó integral pareceu reagir às quedas dos últimos leilões. Apesar das leves quedas vistas nos contratos de novembro/17 e fevereiro/18 (0,1% e 0,3% respectivamente), neste leilão, a maioria dos contratos tiveram elevação, com destaque ao de outubro/2017, que subiu 5%, após ter caído mais de 3% no último leilão. (Milkpoint/GDT)

 
 Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 15 de setembro de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de agosto de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de setembro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

 

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 19 de Setembro de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Agosto de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Setembro 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas /ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Setembro de 2017 é de R$ 2,2058/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

 
 
Governo Estadual incentiva o desenvolvimento da cadeia produtiva do Queijo Minas Artesanal
 
Com o incentivo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), pesquisadores estão sendo convidados a elaborar propostas que contribuam para sustentabilidade e a melhoria da qualidade do queijo artesanal em toda a cadeia produtiva. A chamada pública 08/2017, Queijo Artesanal: Tecnologias para o seu Aprimoramento, já está aberta e os pesquisadores interessados têm até o dia 16 de outubro para encaminhar os projetos. Ao todo, R$ 1 milhão será destinado às propostas aprovadas. "Existem várias questões que precisam ser estudadas para ter um padrão de qualidade que respeite as características do queijo. Isso é muito importante, que existam padrões. 
 
A padronização permitirá a abertura para novos mercados", acredita o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, professor Paulo Sérgio Lacerda Beirão. As propostas de investigação podem relacionar-se a diferentes linhas temáticas: qualidade do leite para produção do queijo artesanal; processos de higienização; condições de acondicionamento, armazenamento, transporte e comercialização; entre outras. No entanto, o professor Beirão alerta para um ponto importante: as propostas devem ter resultados úteis e aplicáveis.
"Essa chamada tem uma caraterística que difere das demais. Ela exige que, como parte do projeto, os pesquisadores coloquem os mecanismos desenvolvidos a serviço da produção, como algo útil e aplicável. Tem que impactar na qualidade e aprimoramento do queijo", enfatiza o Paulo Beirão. "Essa é uma oportunidade de agregar toda nossa competência, desde a área de produção do leite até a garantia de qualidade para lidar com o gado leiteiro", acrescenta o professor. CLIQUE AQUI para acessar a íntegra da chamada. Dúvidas podem ser encaminhadas para a Central de Informações da Fapemig pelo e-mail ci@fapemig.br. (Diário de Araxá)

NO RADAR
Recuperação à vista? O valor pago pela saca de milho está em elevação, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa. No acumulado dos primeiros 15 dias do mês, a alta é de 5,7%. Reflexo do fato de os produtores continuarem retraídos nas vendas, de olho na próxima safra e no ritmo intenso das exportações.(Zero Hora)

Porto Alegre, 18 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.586

 

   Leite uruguaio provoca discussão sobre bloco

O crescimento da importação de leite do Uruguai, e a discussão do governo brasileiro sobre a adoção de cotas e até uma possível retirada do produto do acordo de livre comércio, colocou em debate as regras do Mercosul, bloco econômico formado com base na livre circulação de bens entre os seus cinco países membros. Para especialistas em comércio internacional, as possibilidades do governo brasileiro em relação ao caso são limitadas. Eles defendem que, antes de adotar barreiras, o Brasil garanta condições de produção mais competitivas e incentive o consumo do produto. 

Para o professor Argemiro Luís Brum, coordenador da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, da Unijuí, o leite, no contexto das regras do Mercosul, deveria circular livremente. No entanto, ressalta que o Brasil tem a possibilidade de negociar para convencer os uruguaios da necessidade das cotas. Outra alternativa seria obter a comprovação da triangulação de leite no Uruguai, a partir da matéria-prima de outros países, o que é ilegal. 

A prática de dumping é outra reclamação do setor produtivo gaúcho. Ela ocorre quando um produto é colocado à venda a um preço inferior ao de mercado. Mas, segundo Brum, a denúncia deve levar em conta a comparação entre o preço do produto no Rio Grande do Sul e o custo de produção dele no Uruguai. "O certo seria que a nossa atividade leiteira conseguisse ser mais competitiva, alcançasse um poder de competitividade superior ou igual ao que vem do Uruguai, para não precisar destes artifícios", recomenda o especialista. 

O professor Paulo Waquil, do Departamento de Economia da Ufrgs, acredita que a adoção de barreiras poderia apresentar resultados momentâneos, mas sem resolver a questão do excedente do produto no mercado. "A postura que considero adequada é de diálogo e de negociação, não para barrar a entrada do produto, mas para que tenhamos condições de competição semelhantes", observa. Neste sentido, considera positiva a revogação d o decreto estadual 53.059/2016, que contava com uma obrigação tributária mais favorável para a importação do produto. 

A normalização, no entanto, vai depender da demanda, conforme Waquil - já que nos últimos anos houve acréscimo na produção, enquanto o consumo se manteve estável ou com pequenas reduções. Uma das alternativas, segundo ele, seria a atuação em bloco, com Uruguai e Argentina, para exportar o excedente a outros países. (Correio do Povo)

 
 Projeto investirá em pesquisa e capacitação de agricultores na Serra

A Secretaria da Agricultura (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), assinou, nesta sexta-feira (15/9), um convênio para implantar o Projeto Integrado de Pesquisa Agrícola e Capacitação de Agricultores, Técnicos e Extensionistas Rurais na serra gaúcha. Fazem parte do acordo a Emater, o Senar e a Universidade de Caxias do Sul (UCS). O projeto tem como objetivo estabelecer ações conjuntas de pesquisa aplicada e capacitação técnica para a região da serra, utilizando a estrutura do Centro de Pesquisa Celeste Gobbato, em Fazenda Souza, distrito de Caxias do Sul.

A partir deste convênio, a ideia é desenvolver pesquisas agrícolas com foco na demanda local, futuramente servindo de base para a realização de cursos de capacitação e treinamento para os produtores. De acordo com o secretário da Agricultura, Ernani Polo, o projeto desenvolverá pesquisas em diversas áreas da produção agropecuária, inclusive no setor lácteo. "Todas as atividades, seja ela a produção de leite ou outras, terão espaço", garantiu Polo reforçando que o objetivo da iniciativa é fortalecer, fomentar e capacitar produtores e técnicos por meio do Senar e da Emater. 

Aproximadamente R$ 7 milhões serão investidos no projeto, destinado à compra de estufas de alta tecnologia e instalação de parreiras modelo, entre outras medidas para o desenvolvimento de pesquisas, além da construção de um pequeno auditório para realização de palestras de capacitação e dias de campo. O convênio terá a participação de 50 técnicos para auxiliar cerca de 2,5 mil agricultores, produtores e técnicos rurais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 
Governo da Índia vai investir US$ 1,7 bilhão na indústria de lácteos

O Comitê de Assuntos Econômicos da Índia, presidido pelo primeiro-ministro Shri Narendra Modi, aprovou um Fundo de Desenvolvimento de Infraestrutura e Processamento de Lácteos (DIDF) com um investimento de Rs$ 108,8 bilhões (US$ 1,69 bilhão) no período de 2017-18 a 2028-29. O DIDF será criado com o Banco Nacional de Agricultura e Desenvolvimento Rural (NABARD).

Do total, Rs 80 bilhões (US$ 1,24 bilhão) serão um empréstimo do NABARD para o Comitê Nacional de Desenvolvimento de Lácteos (NDDB) e Cooperação Nacional para o Desenvolvimento de Lácteos (NCDC).

O NABARD desembolsará Rs 20 bilhões (US$ 311 milhões), Rs 30 bilhões (US$ 467 milhões) e Rs 29,9 bilhões (US$ 465 milhões) em cada um dos próximos três anos. O projeto do DIDF se concentrará na construção de um sistema eficiente de compra de leite, criando uma infraestrutura de refrigeração; instalando equipamentos eletrônicos de teste de adulteração de leite e criando, modernizando e expandindo a infraestrutura de processamento e instalações de fabricação de produtos de valor agregado para uniões de produtores de leite e empresas produtoras de leite. O projeto será implementado pelo NDDB e NCDC.

Uma célula de implementação e monitoramento (IMC) localizada no NDDB gerenciará a implementação e o monitoramento das atividades do projeto no dia a dia. Os mutuários finais receberão empréstimos com 6,5% de juros por ano. O período de reembolso será de 10 anos com uma moratória inicial de dois anos. Os respectivos governos estaduais garantirão o reembolso do empréstimo. O investimento beneficiará 9,5 milhões de produtores em cerca de 50 mil vilarejos.

O governo disse que antecipa uma capacidade adicional de processamento de leite de 12,6 milhões de litros por dia; capacidade de secagem do leite de 210 toneladas por dia; capacidade de resfriamento do leite de 14 milhões de litros por dia; instalação de 28.000 refrigeradores de leite a granel (BMCs), juntamente com equipamento eletrônico de teste de adulteração de leite e capacidade de produção de produtos de valor agregado de 6 milhões de litros por dia.

Inicialmente, 39 uniões de produtores de leite em 12 estados estarão envolvidos no projeto. O governo disse que serão criadas oportunidades de emprego direto para cerca de 40 mil pessoas. 

Em 15/09/17 - 1 Rúpia Indiana = US$ 0,01557
64,1032 Rúpia Indiana = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Languiru integra ranking anual do jornal Valor Econômico com as maiores empresas do Brasil

A Cooperativa Languiru integra o ranking Valor 1000 - Maiores Empresas 2017, publicação anual do jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, cuja divulgação ocorreu na edição no. 17, revista publicada no último mês de agosto.

No ranking geral nacional, a Cooperativa Languiru figura na 450ª posição entre as 1000 empresas, cooperativas ou não (era 483º no ranking que considerava os índices de 2015). Levando em conta apenas as cooperativas que integram o ramo agropecuário, a Languiru figura na 21ª posição no Brasil. Nesse mesmo ramo agropecuário nacional, a Languiru está em 4º lugar no critério de crescimento sustentável (variação da receita líquida sobre variação do patrimônio ajustado).

Numa análise mais detalhada, a Languiru surge na 26ª posição no Brasil entre as empresas do ramo agropecuário, cooperativas ou não. Considerando este mesmo critério, no Rio Grande do Sul a Languiru é a 4ª colocada do setor agropecuário, sejam essas empresas cooperativas ou não.

Em se tratado das cooperativas ranqueadas pelo Valor 1000, a Languiru figura no 3º lugar entre as maiores do ramo agropecuário no Rio Grande do Sul. Levando em conta a realidade local, a Languiru é a primeira cooperativa do Vale do Taquari a figurar no ranking do Valor Econômico.

Cenário
No espaço da Carta ao Leitor da revista Valor 1000, o texto destaca o ambiente de incerteza que assombra os cenários político e econômico do país e como as maiores empresas brasileiras enfrentaram esse grande desafio, com foco na excelência da gestão e estratégias bem-sucedidas de consolidação em seus setores.

Na sessão que trata especificamente do agronegócio no atual exercício, texto editado pelo repórter Lauro Veiga Filho enfatiza os volumes produtivos elevados, índice que pode compensar parte da queda nos preços. "O desempenho da agropecuária, além de ajudar a segurar a inflação, puxou a economia como um todo no primeiro trimestre deste ano", escreveu, acrescentando que o crescimento da produção deverá contribuir para compensar perdas eventuais em outros setores da economia.

Ainda analisando o desempenho do setor agropecuário, o repórter Cristiano Zaia escreveu sobre a séria crise da carne brasileira, desencadeada pela Operação Carne Fraca e aprofundada pela delação premiada de executivos da JBS, "abrindo um mar de incertezas para as empresas do segmento, embora o agronegócio tenha puxado a volta do crescimento da economia nacional". Nesse contexto, ele fala do case da Nutriza Agroindustrial, dona da marca Friato, companhia que pelo terceiro ano consecutivo é vencedora no setor de agropecuária de Valor 1000. A empresa com base em Pires do Rio/GO, distante 140Km da capital Goiânia, pontuou em sete dos oito critérios de avaliação. Atua nos mercados de carnes congeladas e embutidos, rações animais e derivados de soja, tendo como sua principal matéria-prima o frango.

Como é feito o ranking
Conforme consta detalhadamente na revista, o ranking é elaborado a partir de diferentes análises. As empresas preenchem questionário com informações sobre o perfil do negócio, setor de atuação, perfil dos produtos e serviços, composição acionária e disponibilizam os últimos três balanços consolidados. Serasa Experian e Valor também captam essas informações de fonte pública.

O agrupamento das companhias se dá em 28 diferentes setores. Todas as informações são analisadas e auditadas pela Serasa, pelo Valor e pela Fundação Getúlio Vargas. Em 2016 foram quatro mil empresas mapeadas, conforme escreveu o repórter Felipe Datt.

Os critérios utilizados por Valor 1000 no ranking das maiores têm a chancela da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e da Serasa Experian. A classificação final considera a pontuação obtida pelas empresas em oito critérios: receita líquida, crescimento sustentável, margem da atividade, giro do ativo, margem Ebitda, rentabilidade, liquidez corrente e cobertura de juros.

Melhor momento da Languiru
Para o presidente da Languiru, Dirceu Bayer, a presença e evolução da Languiru no ranking Valor 1000 refletem o melhor momento vivido pela cooperativa. "Depois de enfrentarmos grandes dificuldades, as perspectivas de futuro são muito otimistas. Entre erros e acertos, é possível comemorar muito mais acertos, o que coloca a Languiru nesta situação favorável, apesar da crise, moral e ética, que assola a nossa economia e política nacional", avalia.
                
O presidente ressalta que a crise ensina grandes lições. "Estamos fazendo o 'dever de casa' e hoje colhemos os frutos do processo de gestão eficiente e do uso de ferramentas de controle. É fundamental manter o otimismo, trabalhar em conjunto, valorizando a confiança e dedicação de todos os associados e colaboradores. Quando tudo isso passar, vamos estar muito melhores, pois aproveitamos a crise para fazer o que precisa ser feito. É a Cooperativa Languiru alimentando gerações com muita seriedade e competência, destacando o Vale do Taquari a nível de cenário nacional", frisa Bayer, mencionando outros recentes prêmios conquistados, como Destaque Mercadológico no 45º Prêmio Exportação RS e posição destacada no Prêmio Quem é Quem (3º lugar Social, 4º lugar Econômico-Financeiro, 4º lugar Sustentabilidade e 12º lugar entre as empresas exportadoras de carne suína).

Acreditar no potencial
O vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier, também avalia a evolução da cooperativa. "Na última década a Languiru cresceu muito e resgatou sua credibilidade no mercado, fruto da gestão e do trabalho comprometido de todos os colaboradores e associados. A marca Languiru está cada vez mais consolidada no mercado nacional e internacional, tornando-se referência em produtos diferenciados e de qualidade", ressalta.

Kreimeier acrescenta que o atual momento da Languiru coroa o trabalho de associados e colaboradores, dos Conselhos de Administração e Fiscal. "A Languiru atravessa um período de mudança cultural, cujo foco do trabalho está no associado, na redução de despesas e no resultado. Toda essa dedicação reflete no desempenho da Languiru, a cooperativa está forte e sólida, com perspectivas de futuro muito otimistas. Crises sempre vão existir, mas precisamos acreditar no nosso potencial", conclui o vice-presidente. (Assessoria de Imprensa Languiru)

Dia de Campo do Leite apresenta tecnologias para o setor
A Embrapa Clima Tempero promove, no dia 4 de outubro, o Dia de Campo Institucional do Leite junto à Estação Experimental de Terras Baixas. O evento ocorre a partir das 9 horas, no auditório da unidade, em Capão do Leão (RS). Durante o dia, serão apresentadas as tecnologias da Embrapa que ajudam a resolver as demandas do setor e promover o intercâmbio e a articulação com os diversos representantes da cadeia produtiva. A visitação para estudantes de universidades e escolas técnicas ocorrerá das 9h às 12h e a abertura oficial será às 13h. O evento deve se estender até às 17h. De acordo com o pesquisador responsável pelo evento, Rogério Dereti, o Dia de Campo Institucional do Leite é de grande importância para Embrapa divulgar os trabalhos de pesquisa que vem realizando durante o ano. "Nós mostramos a importância das boas práticas e o que elas são", explicou o pesquisador sobre a ação. Segundo ele, esta é uma oportunidade para os produtores tirarem as dúvidas que possuem sobre a atividade. "Mostramos soluções para os problemas do dia a dia dos produtores", ressaltou Dereti. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) estará presente no Dia de Campo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Porto Alegre, 15 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.585

 

Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 37/2017 de 14 de setembro de 2017

Leite/América do Sul - A produção de leite no campo vai crescendo em todo o Cone Sul, à medida que o aumento das temperaturas melhora o conforto das vacas de leite. Na Argentina e no Uruguai a captação de leite pelas indústrias para produção, principalmente, de queijos, leite condensado, iogurte e leite fluído. A disponibilidade de creme continua melhorando em um mercado estável. Os pedidos de leite pelas escolas, e programas públicos de ajuda alimentar, estão fortes. A produção de muçarela e manteiga foi intensificada para equilibrar a demanda de restaurantes, pizzarias e varejistas. Conforme divulgado pelo Ministério da Agricultura, em agosto de 2017, a produção de leite da Argentina cresceu 6% em relação ao mês anterior, mas diminui 2% em relação a agosto de 2016. Já os preços nominais pagos aos produtores, aumentaram 33% em relação a agosto de 2016. No Brasil, a produção de leite de vaca subiu, diante do clima favorável em estados produtores. A oferta de leite e creme tem sido adequada às necessidades das indústrias. 

 
A demanda doméstica por produtos lácteos está fraca, e os estoques de leite UHT e queijo muçarela continuam crescendo. O resultado foi que processadores, atacadistas e varejistas tiveram que reduzir os preços para equilibrar seus estoques. De acordo com os industriais, o poder de compra dos consumidores brasileiros está caindo junto com a economia, prejudicando os vários canais de venda por todo o país. De um modo geral, as indústrias da Argentina, Uruguai, Chile e Brasil continuam com a expectativa que haja melhora ao longo do 4º trimestre. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)
 
 
 
 
 
Fazendas leiteiras da rede britânica varejista Marks and Spencer recebem certificação de bem-estar animal

A Marks and Spencer (M&S) anunciou que se tornou "o primeiro grande varejista" no Reino Unido a fornecer todo o seu leite não orgânico de fazendas leiteiras certificadas com o selo RSPCA Assured da Sociedade Real para a Prevenção contra Crueldade aos Animais (RSPCA). Todas as 37 fazendas que fornecem leite fresco ao M&S Milk Pool obtiveram a certificação e as embalagens de leite fresco não orgânicos do supermercado agora possuem o logotipo RSPCA Assured. A medida significa que os 85 milhões de litros de leite vendidos nas lojas M&S todos os anos virão de fazendas com os mais altos padrões de bem-estar animal. Os padrões garantidos pela RSPCA cobrem todos os aspectos do bem-estar das vacas associados à produção de leite, incluindo criação de bezerros, acomodação, planejamento de saúde, transporte, alimentação e pastagem.

A M&S também publicou os relatórios de avaliação da RSPCA Assured para cada uma das fazendas de fornecedores de leite como parte de um mapa on-line interativo. O mapa mostra aos clientes de onde o leite M&S se origina, os resultados resumidos para cada fazenda e um link para baixar o relatório de avaliação completo. Steve McLean, chefe de agricultura e pesca da M&S, disse: "Sabemos o quanto o bem-estar animal interessa aos nossos clientes e eles esperam de nós os mais altos padrões. Os padrões RSPCA Assured são os mais altos na indústria de lácteos e estamos orgulhosos de nossos produtores que trabalham duro - dia após dia - para nos permitir alcançar isso para o nosso Milk Pool. Os padrões RSPCA Assured são os mais difíceis no negócio. Nós apoiamos as fazendas que trabalharam para alcançá-los, mas tenho o prazer de dizer que todos os produtores melhoraram e entregaram tudo o que nós e a RSPCA Assured pedimos a eles". 

O CEO da RSPCA, Clive Brazier, acrescentou: "Graças à M&S, milhares de vacas leiteiras agora terão uma vida melhor dentro dos padrões de bem-estar da RSPCA. E não é só isso: pela primeira vez, os consumidores poderão comprar o leite rotulado como RSPCA Assured em um varejista de rua. Este é um grande passo para melhorar o bem-estar das vacas leiteiras e esperamos que outros varejistas sigam o exemplo".  O M&S Milk Pool foi criado em 2000 para oferecer aos produtores estabilidade para que eles invistam no futuro. Hoje, o programa tem 37 fazendas espalhadas pelo Reino Unido entregando leite fresco para lojas e cafés da M&S. Os padrões de bem-estar da RSPCA são agora os padrões mínimos para o M&S Milk Pool, e os assessores da RSPCA Assured avaliarão as fazendas anualmente. (As informações são do FoodBev.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Piracanjuba conquista 1º lugar no ranking "As Melhores da Dinheiro 2017", na categoria Alimentos e Bebidas

Piracanjuba - Reafirmando sua posição entre as maiores do mercado de laticínios nacional, a Piracanjuba recebeu mais um reconhecimento: é a vencedora do ranking "As Melhores da Dinheiro 2017", na categoria Alimentos e Bebidas. A cerimônia de premiação ocorreu na última quinta-feira (14/09), no Tom Brasil, em São Paulo.

"Receber essa premiação por mais um ano reforça que estamos no caminho certo e sendo reconhecidos não só pelos nossos consumidores, mas também pelo mercado. Isso nos impulsiona a crescer ainda mais, sempre com o foco na qualidade e diversificação", afirma o Diretor de Relações Institucionais da Piracanjuba, Cesar Helou.

A 15ª edição do Anuário "As Melhores da Dinheiro 2017" - o mais completo e abrangente ranking empresarial do Brasil -  elegeu, a partir da análise dos dados de cada participante, a campeã em cada um dos 23 setores avaliados. As companhias nele citadas foram avaliadas segundo cinco critérios de gestão: Sustentabilidade Financeira, Recursos Humanos, Inovação e Qualidade, Responsabilidade Social e Governança Corporativa. O Anuário é referência para o mercado do agronegócio, imprensa especializada e demais formadores de opinião. Ele conta também com o Ranking das 1000 Maiores Empresas do Brasil, no qual as empresas foram selecionadas com base no desempenho financeiro do ano anterior. (Assessoria de imprensa Piracanjuba)

Nova Zelândia começa a vender leite fresco para a China por meio do site Alibaba

O acordo comercial para venda de leite da Nova Zelândia com o vendedor on-line global Alibaba foi lançado e milhões de chineses ficaram sintonizados para assistir ao evento. A companhia, Collins Road Farm, que pertence a chineses, abrange 29 fazendas na Zelândia que fornecerão leite fresco ao Alibaba.  Os organizadores do lançamento alugaram uma instalação de satélites para permitir que o evento fosse transmitido diretamente para a China. Participaram 10 dos maiores influenciadores das mídias sociais da China, incluindo Yuni e Joyce, conhecidos como os gêmeos Chufei Churan na China. Os dois possuem números de seguidores de redes sociais maiores que a população total da Nova Zelândia. Eles e outros influenciadores filmaram o evento e a fazenda para seus seguidores na China. O leite é da marca Theland Farm Fresh Lew e tem uma vida útil de 16 dias.

Vendido sob um sistema de estrutura de dois preços, os membros regulares do Alibaba pagam NZ$ 8 (US$ 5,82) por litro, mas haveria um preço especial para os membros "VIP" de NZ$ 8 (US$ 5,82) por dois litros. Os membros VIP consistem em cerca de 570 mil famílias chinesas de classe média a alta. Justine Kidd, gerente-geral de agronegócio da Milk New Zealand, disse que há um grande potencial de mercado para o leite fresco na China. "Esperamos um crescimento significativo". Kidd disse que os consumidores chineses foram atraídos por benefícios para a saúde do leite fresco e que esse é visto como sendo menos processado do que outras formas de leite. "O que estamos tentando fazer é conectá-los com a fazenda. A segurança alimentar e o entendimento de onde vem os alimentos são muito importantes para o consumidor chinês e isso permite que eles confiem na origem dos alimentos".

Os consumidores da classe média da China estão cada vez mais usando a internet para comprar seus mantimentos. Os supermercados da Nova Zelândia, onde os consumidores escolhem alimentos nas prateleiras, não são tão comuns na China, disse Kidd. "Os consumidores chineses estão cada vez mais recebendo as suas compras na porta de casa. A maneira como compramos no supermercado é rara na China".  O ministro da Segurança Alimentar, David Bennett, chamou o acordo de "histórico" e disse que é impressionante que as duas empresas tenham se juntado para assinar isso. "É uma parceria que, mais para frente, será formidável para as empresas. É surpreendente para um neozelandês descobrir que havia cerca de 529 milhões de usuários móveis ativos nas plataformas da Alibaba somente em agosto deste ano. Isso é cerca de 117 vezes a nossa população".

Os clientes internacionais estão se tornando mais exigentes sobre o que compram. Eles querem saber a história por trás do produto, seu registro de segurança alimentar e suas credenciais ambientais, disse Bennett. "Isso está se tornando mais importante para os consumidores e a Alibaba cuidará disso". A venda de leite através do comércio eletrônico apresentou uma oportunidade para os agricultores neozelandeses terem vendas no varejo fora do país e fornecerão um componente de valor agregado para o setor lácteo, disse Bennett. O diretor-gerente da Milk New Zealand, Terry Lee, disse que esta foi a primeira vez que o leite fresco da Nova Zelândia foi lançado através de redes sociais usando transmissão em tempo real para consumidores em outro país. "É uma perspectiva emocionante, não só porque promove a colaboração que temos com a Alibaba, mas também, porque fornece aos consumidores chineses uma visão de onde e como o leite é produzido". (As informações são do Stuff.co.nz, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Parceria/EUA - A Associação de Produtores de Leite da América (DFA) apresenta nova parceria com painéis solares
A Associação de Produtores de Leite da América (DFA) e a Third Sun Solar, uma empresa de energia limpa com sede em Ohio, se uniram para ajudar a trazer tecnologia de painéis solares a  mais fazendas de membros do DFA. A parceria proporcionará aos membros do DFA da área meio-oeste o acesso ao planejamento, desenvolvimento, suporte e preços com desconto para programas de energia solar na fazenda. A Third Sun Solar também ajudará na identificação de incentivos que podem complementar o custo da tecnologia solar para os membros do DFA. A Associação de Produtores de Leite da América (DFA) disse que está percebendo seus membros cada vez mais interessados em energia renovável enquanto procuram maneiras de economizar dinheiro e tornar suas fazendas mais ecológicas. David Darr, presidente dos serviços agrícolas da DFA, disse: "Através desta parceria com a Third Sun Solar, esperamos tornar a tecnologia solar mais ampla, pois as oportunidades econômicas e ambientais para os agricultores são incrivelmente benéficas". O membro do DFA, Gary Kibler, da fazenda produtora de lácteos Kibler, em Warren, Ohio, trabalhou recentemente com o Third Sun Solar para instalar 480 painéis solares em sua fazenda familiar. De acordo com a Third Sun Solar, os painéis fornecerão 163,2 quilowatts de energia, o que deverá significar uma economia anual de US $ 23.000. A co-fundadora da Third Sun Solar, Michelle Greenfield, disse: "As fazendas familiares podem ser a essência da transformação ecológica, e as fazendas leiteiras, em particular, são um recurso inexplorado para levar mais energia renovável a região central. "Além disso, os painéis são muito mais duráveis agora do que 15, ou até mesmo cinco anos atrás. Então, com preços de painel pela metade do preço do que costumavam ser, a energia solar é muito mais alcançável para os agricultores que procuram reduzir sua pegada de carbono ".(FoodBev Media - Tradução Livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 14 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.584

 

Mapa publica documento sobre novo Riispoa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, nesta terça-feira (12/09), memorando com esclarecimentos sobre o novo Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa). O guia, elaborado em conjunto com a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) da pasta, foi criado após dúvidas que surgiram por parte do setor produtivo de proteína animal. A publicação, que contempla 202 perguntas e respostas, ainda aborda questões sobre procedimentos de registros de produtos e habilitação e certificação de estabelecimentos.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, a iniciativa do Mapa é fundamental para o desenvolvimento das indústrias do Estado. "São esses esclarecimentos que proporcionam as condições necessárias para atender as operações dos laticínios dentro do novo Riispoa", pontua, destacando a importância de interpretar de forma correta a legislação para poder aplicá-la da melhor forma.

O novo Riispoa faz parte da modernização e desburocratização que o ministro da Agricultura Blairo Maggi tem trabalhado com a sua equipe. Confira o documento aqui. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Captação do leite brasileiro vem consolidando recuperação

Nesta quinta-feira (14/09), o IBGE divulgou os dados do segundo trimestre de 2017 sobre a captação brasileira de leite. No período, o volume captado foi de 5,6 bilhões de litros de leite, queda de 3,4% em relação ao trimestre anterior. Entretanto, o acumulado do primeiro semestre de 2017 foi de recuperação em relação ao ano passado. Com um volume de 11,5 bilhões de litros, a captação foi 4,3% superior ao primeiro semestre de 2016. 

Gráfico 1: Evolução da captação entre o 1º semestre de 2017 e 2016. Fonte: IBGE. Elaboração: MilkPoint Mercado. 

Essa recuperação da produção (que vem ocorrendo desde o o segundo semestre de 2016) se deve principalmente às quedas nos preços dos grãos, aliadas aos preços pagos ao produtor que se fortaleceram com a queda ocorrida na produção entre 2015 e primeiro semestre de 2016. Dessa forma, é possível ver que o RMCR (Receita Menos Custos de Ração), que impacta diretamente na rentabilidade final do produtor de leite, vinha mostrando elevações desde o início de 2017 e se tornou um forte impulsionador desse aumento de produção. 

Gráfico 2: Evolução do RMCR mensal nos últimos anos. Fonte: MilkPoint Mercado. 

Na comparação trimestral, fica ainda mais evidente a recuperação que 2017 vem apresentando. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a elevação foi de 8% (a maior desde o 2º semestre de 2014), que por sua vez, havia sido -7,5% inferior ao 2º trimestre de 2015. 

Gráfico 3: Variação de captação brasileira em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Fonte: IBGE. Elaboração: MilkPoint Mercado.

Nessa recuperação de produção, os estados de Goiás e São Paulo merecem destaque. Em relação ao mesmo trimestre de 2016, a captação elevou em 21,6% e 18% respectivamente. Dos principais produtores do Brasil, apenas Minas Gerais registrou variação negativa no período, porém, de apenas 1,7%. 

Gráfico 4: Variação da captação estadual em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Fonte: IBGE. Elaboração: MilkPoint Mercado 

Para os próximos meses, deve-se esperar uma desaceleração nos níveis de produção, resultado principalmente da queda de preços do leite ao produtor. A cadeia enfrenta dificuldades com a demanda final, o que vem causando pressões de baixa nos preços. Além disso, o valor da arroba do boi se encontra em elevação, e deve permanecer estável pelo menos nos próximos meses. Assim, se o preço ao produtor de leite continuar em retração, a relação de troca ficaria ainda mais desfavorável, (em agosto já foi a maior dos últimos cinco meses) - fato que poderia iniciar o descarte de vacas. Por isso, ao que o mercado indica, esse aumento de produção pode passar por uma desaceleração, pelo menos até o final do ano. 

Gráfico 5: Relação de troca, litros de leite por arroba. (Fonte: IBGE. Elaboração: MilkPoint Mercado)

 

Empresas da UE pedem à China fim do embargo a queijos europeus
A Câmara de Comércio da União Europeia na China pediu a Pequim, nesta quinta-feira (11), que reconsidere sua decisão de suspender a importação de alguns tipos de queijo. "Durante décadas, o queijo europeu foi importado pela China sem qualquer problema sanitário", afirmou a Câmara, em um comunicado. Nas últimas semanas, a Alfândega chinesa começou a proibir a entrada no país de alguns queijos cremosos, como Camembert, Brie, ou o Roquefort franceses. Segundo a Câmara, as empresas europeias já estão fazendo esforços para revisar as normas de segurança alimentar. "Há dois anos, estamos trabalhando com as autoridades competentes chinesas para revisar essas normas", indica o comunicado. Ainda que nas últimas décadas o consumo de produtos lácteos tenha aumentado enormemente no gigante asiático, o queijo continua sendo um produto procurado, principalmente, pelos estrangeiros. (Edairy News)

Porto Alegre, 13 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.583

 

Setor lácteo formaliza pedido de compras institucionais ao governo federal
Representantes do setor lácteo estiveram na tarde desta terça-feira (12/9), em Brasília, para pressionar o governo federal a tomar medidas que ajudem a enxugar o excedente de produção que tem prejudicado a competitividade do segmento. Dirigentes do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Fetag, IGL, Fecoagro e Famurs participaram de reunião com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para formalizar pedido de compras emergenciais de 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de leite UHT, além de cotas para importação de produto do Uruguai. Entretanto, a comitiva não obteve uma posição do titular da pasta a respeito do pleito.

Na ocasião, ficou acordado que os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Social farão uma revisão no orçamento para ver se há possibilidade de realocar recursos para as aquisições. "Saio preocupado da reunião em função dos pronunciamentos dos ministros de não haver orçamento, apesar da expectativa de que o governo federal busque recursos para as aquisições", disse o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. Também participaram da audiência o presidente da Languiru, Dirceu Bayer, o presidente da Dália, Gilberto Piccinini, representantes do Sindicato da Indústria de Laticínios do Paraná (SindileitePR) e do Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais (SILEMG).

"Agora, o setor conta com o apoio dos nossos deputados em Brasília para monitorar e cobrar urgência no nosso pleito", acrescenta Guerra. Entre os parlamentares presentes, estavam Covatti Filho, Alceu Moreira, Heitor Schuch, Elvino Bohn Gass e Dionilso Marcon. Também participou da


Dirigentes do setor lácteo participam de reunião em Brasilia. Foto: Roberto Soso

O secretário da Agricultura, Ernani Polo.
A respeito das cotas de importação de leite do Uruguai, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, propôs a criação de um grupo formado por representantes do governo e de entidades do setor para ir ao Uruguai discutir o assunto na tentativa de entender a produção do país vizinho. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 
Sindilat participa de aula sobre queijos na Unisinos


Crédito: Carol Jardine

As diferentes qualidades gastronômicas dos queijos produzidos no Rio Grande do Sul foram alvo de aula especial na noite desta terça-feira (12/09) para os alunos do primeiro semestre do curso de tecnólogo em Gastronomia da Unisinos, no Campus de Porto Alegre. A disciplina de Ingredientes e Insumos 1, comandada pela professora Raquel Chesini, busca apresentar aos estudantes os diferentes rótulos disponíveis para execução das melhores receitas, sempre primando pela produção local e valorização dos artigos do Rio Grande do Sul. Especialista em alimentos, a médica veterinária destacou a importância de parcerias como a realizada com o Sindilat para este encontro como forma de trazer aos alunos novidades sobre o mercado e lançamentos. "É uma forma de valorizar os produtos regionais. Procuramos o sindicato com a intenção de mostrar aos alunos a diversidade de produtos fabricados no Estado".  

A programação teve início com uma explanação sobre a produção do leite, suas qualidades nutricionais e derivados. Na sequência, o chef Alexandre Reolon, representando o Sindilat, fez uma apresentação sobre os diferentes tipos de queijo produzidos pelas indústrias associadas, responsável pela captação de 90% de todo leite coletado no Rio Grande do Sul. A explanação foi acompanhada pela degustação de diferentes rótulos para estimular a diversidade sensorial dos estudantes. Os alunos experimentaram de queijos leves, como ricotas e queijo minas frescal, até queijos de paladar mais encorpado como o Gorgonzola e o Grana. A diversidade de sabores encantou os estudantes que fizeram questão de questionar o chef sobre o método produção de cada um dos queijos e as diferenciações que a qualidade do leite concedem aos queijos. Reolon ainda explicou sobre as variedades de cremes e manteigas na prática gastronômica e como o mercado oferece produtos diferenciados para preparo dos mais inusitados pratos. E ainda deu dicas de como preparar um fondue e harmonizar alguns tipos de queijos, como o Brie com geleia de frutas, pratos servidos no PUB do Queijo durante a Expointer. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Bebidas nutricionais lácteas - Nutri-Bev

A bebida nutricional (Nutri-Bev) é um novo exemplo de cruzamento de produtos entre os produtos lácteos e as indústrias de alimentos e bebidas. O sorvete era um produto lácteo. No entanto, hoje é mais um produto de confeitaria. Outro exemplo é a mistura de manteiga e margarina, resultando em novas categorias de produtos lácteos. As bebidas nutricionais prontas para beber combinam ingredientes saudáveis e funcionais de proteína láctea com frutas e sabores de bebidas. Existe um potencial crescente para novas categorias de valor agregado, incluindo proteínas lácteas e não lácteas e uma ampla gama de ingredientes de sabor para satisfazer os consumidores que têm sede de bebidas funcionais, saudáveis e de bem-estar, combinadas com características de indulgência* (*comidas indulgentes: a situações em que preocupações relativas aos aspectos nutricionais ou ao valor de determinados alimentos ou bebidas são deixados de lado, privilegiando-se o prazer que será obtido ao consumi-los.) Tanto a indústria láctea como a indústria de bebidas (não alcoólicas) estão cada vez mais focadas em categorias de bebidas nutricionais e este artigo analisa novas oportunidades de crescimento e co-criação do setor como um meio para a inovação revolucionaria de novas e atraentes categorias Nutri-Bev (bebidas nutricionais).

Categorias e formulações de bebidas nutricionais
A potencial composição ou formulação das categorias de bebidas nutricionais é enorme. No entanto, as duas principais categorias baseadas em produtos lácteos consistem em produtos fermentados muito ácidos, por exemplo, o iogurte, e bebidas à base de proteínas lácteas com baixa acidez.

Cada categoria pode ser dividida em séries de subcategorias, por exemplo: bebês, crianças, adultos, idosos e bebidas esportivas. Outras categorias de produtos podem ser de acordo com frutas, sabores, chá / café, cereais, vegetais e partículas, entre outras. Além disso, a formulação básica pode variar significativamente:

- Leite e / ou gordura vegetal, de baixo a alto teor
- Leite com teor ajustado de caseína ou proteína de soro de leite
- Proteína ou frações de soro de leite pura, ou caseína pura; reduzido ou fortificado
- Combinado de soro de proteína de leite ou de soja e / ou outras proteínas vegetais
- Proteínas animais; insetos como grilos e bichos de farinha (opções futuras)
- Produtos sem lactose: sem lactose ou com baixo teor de lactose (para intolerantes à lactose)
- Reduzidos de sal e/ou adicionados de cálcio (bebida para pessoas mais idosas)

A carbonatação (ou gaseificação) pode adicionar outra dimensão ao sabor, promovido por culturas iniciais específicas, ou dispersão de gás carbônico antes da embalagem. Além disso, uma ampla gama de culturas iniciais (por exemplo, os probióticos) podem constituir a base para outras categorias saudáveis.

Processamento e embalagem
O processamento das bebidas nutricionais combina o manuseio e pré-processamento de matérias-primas (líquidas e em pó), formulação de receita, possivelmente funcionalização, combinação e mistura dos ingredientes, seguido da dosagem de ingredientes de sabor, antes do tratamento térmico. Antes do enchimento das embalagens, pode ocorrer a carbonatação (gaseificação) esterilizada ou a dosagem, por exemplo, de enzimas. Dependendo das categorias e tipos de bebidas nutricionais, o processamento pode ser bastante complexo, por exemplo no caso de produtos com partículas.

O processamento ideal equilibra a eficiência de custos com o otimização da produção e ingredientes, bem como proteção de componentes vitais, como as vitaminas, e a qualidade geral e segurança alimentar. Para o fracionamento/concentração de proteína láctea e produtos sem lactose, a filtração por membrana é uma tecnologia chave. Para uma eficiente mistura ou funcionalização, por exemplo no caso da microparticulação das proteínas do soro de leite para adicionar uma dimensão extra de funcionalidade e sensação cremosa ao paladar, a tecnologia de cavitação provou ser ideal. Devido ambiente de armazenamento, particularmente no caso dos produtos de baixo teor de ácido, a UHT é a tecnologia térmica dominante e as novas inovações UHT combinam alta taxa de esterilização com um tratamento suave e excelente sabor.

Novas alternativas, como processamento de alta pressão (HPP) e processamento de campos elétricos pulsados (PFF) estão entrando no mercado. Vários fornecedores de ingredientes e de tecnologia de processos possuem uma experiência significativa em formulações de processamento de produtos lácteos, alimentos e bebidas. Com suporte por seus centros de inovação, eles podem ser parceiros importantes na criação das melhores formulações e processamentos das novas categorias de bebidas nutricionais. A escolha do design, do material e do tamanho das embalagens é uma parte importante das bebidas nutricionais, impactando no marketing que atrai os diversos segmentos de consumidores, desde os mais jovens, até os esportivos e consumidores mais velhos.

Co-criação de valor e crescimento
O sucesso da inovação revolucionária das categorias de bebidas nutricionais requer um conhecimento substancial de mercados, formulação, processamento e comercialização.
Uma nova tendência da indústria é colaborar em toda a cadeia de valor para promover uma forte plataforma especializada e inovação revolucionária. As principais partes interessadas para a co-criação de novos produtos e processos de bebidas nutricionais que agregam valor e crescimento aos produtores de lácteos e bebidas envolvidos incluem:

- Especialistas em tecnologia de produtos lácteos / bebidas
- Especialistas em fornecimento de ingredientes
- Especialistas em fornecimento de processos de equipamentos/tecnologia. (Dairy Reporter)

 

Argentina - Crescimento de 3% em 2017
Produção/AR - Um boletim da situação do setor divulgado pelo Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (OCLA), diz que está surgindo um processo de recuperação, que está refletindo não apenas em maiores captações nas indústrias, como também no preço mais firme para os produtores de leite. Ainda que de janeiro a julho deste ano a produção não tenha apresentado crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior (caiu em 1% e 2%), as projeções até dezembro de 2017 indicam que, se não houver alterações climáticas acentuadas, e os preços continuarem relativamente estáveis, a produção poderá crescer 3% no melhor dos casos, e 1%, em uma visão mais conservadora. Este cenário de crescimento produtivo também tem uma contrapartida sócio-econômica. No mesmo boletim diz: "Estão sendo detectadas iniciativas individuais (um produtor com várias propriedades produtoras de leite) e grupos (vários produtores) unificando seus rebanhos em fazendas de maior escala. Em se confirmando este cenário nos próximos meses, estamos diante de uma aceleração do processo de concentração (menos propriedades de maior tamanho)". O relatório destaca ainda que a quantidade de fazendas de leite que abandonam a atividade voltou aos índices históricos normais, na ordem de 1% a 2% por ano, alertando que: "muitos produtores estão esperando situações mais propícias para tomar a decisão de sair do negócio". Outro dado revelado pelo OCLA é o nível de participação do produtor de leite na cadeia. Tomando como referência os diversos dados disponíveis pelo Observatório, a média dos últimos quatro anos foi de 28,8%. Atualmente (tomando como base o mês de julho de 2017), o percentual obtido foi de 27,8% do preço final do leite.  (ON24 - Tradução Livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 12 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.582

 

Importações brasileiras de lácteos caem pelo 3º mês consecutivo
De acordo com os últimos dados da balança comercial, as importações brasileiras de lácteos caíram pelo terceiro mês consecutivo em agosto. No mês, foram internalizados 104,3 milhões em equivalente-litros de leite, 11,4% de queda em relação a julho, e o segundo menor volume no acumulado mensal desde fevereiro de 2016. Em relação a agosto de 2016, a retração foi de 46%. Oferta em alta, aliada à demanda enfraquecida e preços baixos foram os motivos que trouxeram essa queda no Brasil. 

O leite em pó integral manteve a tendência de queda nas importações, e fechou o mês de agosto com o menor volume mensal acumulado do ano (5,34 mil toneladas), 19% de queda em relação a julho/2017, e 56% de queda quando comparado com agosto/2016. Sem muitas novidades no mercado, os preços externos em níveis um pouco superiores aos de um ano atrás, associados ao cenário brasileiro de oferta excedente e demanda retraída, fizeram com que a as importações seguissem em queda. 

Da mesma forma segue o leite em pó desnatado. Apesar dos preços internacionais mais competitivos, o volume importado do derivado voltou a cair em agosto/17, ficando em 2,03 mil toneladas importadas. Um destaque relevante vai para as importações de queijo. A muçarela, responsável por aproximadamente metade das importações totais de queijo, apresentou crescimento nas importações mensais em agosto em relação ao mês anterior, indo para quase 2 mil toneladas (quase 25% de aumento). A queda dos preços de importação, aliada à queda da taxa de câmbio em agosto, fez com que as importações voltassem a crescer, apesar da demanda estar aquém do que se esperava. 

Gráfico 1. Volume importado e preço de importação da muçarela. 

O resumo das operações de exportações e importações de lácteos durante o mês de julho é apresentado na tabela 1.

O volume total exportado em agosto, de 2,87 mil toneladas, foi quase 15% superior ao registrado em julho. Impulsionado, principalmente, pelo leite condensado, que teve 725 toneladas embarcadas a mais no mês de agosto em relação a julho. (Por MilkPoint, com dados do MDIC)

 
A Hydrosol transforma o soro de leite em produtos valiosos

Hydrosol/Soro de leite - A fabricação de 1kg de queijo resulta em 9 kg de soro como subproduto, e a empresa alemã Hydrosol diz que seu novo estabilizador, o Stabisol JOC, pode transformar a proteína de soro de leite em novos produtos de forma lucrativa. A quantidade de soro restante é correspondentemente elevada nos países produtores de queijos. Os EUA estão na liderança com mais de 48 milhões de toneladas por ano, seguido pelo Brasil, Turquia e Rússia, com 5-7 milhões de toneladas. Dado esses volumes, que aumentaram de forma constante ao longo dos anos, os laticínios enfrentam um grande desafio, já que escoamento do soro de leite é tão onerosa quanto a sua conversão em pó.
Criando novos produtos

A Hydrosol disse que seus novos sistemas funcionais podem transformar soro de leite em uma ampla gama de novos produtos. Por exemplo, o soro coalhado pode ser usado como base para sobremesas de pudim, bebidas, sobremesas fermentadas e creme azedo. O soro ácido pode ser usado para fazer alternativas ao iogurte. "O soro de leite ácido é um desafio especial para os produtores de queijo, porque processá-lo é tecnicamente muito mais exigente do que o soro coalhado", disse a Dra. Dorotea Pein, gerente de inovação da Hydrosol.

"Após uma pesquisa intensiva e muitos testes de aplicação, conseguimos desenvolver um complexo de ingredientes que permite comercializar soro ácido de forma rentável".
"O teor de gordura dos produtos pode ser ajustado tanto com gordura láctea normal na forma de creme, quanto com gordura vegetal", disse Pein.
Adicionando cor e sabor
Como o iogurte, as alternativas de soro de leite podem ser misturadas com vários outros ingredientes, tais como aromas e cores adicionados no início do processo de fabricação, ou preparações de frutas adicionadas antes do preenchimento. A Hydrosol possui uma rede internacional de 15 subsidiárias e faz parte da Stern-Wywiol Gruppe, um fornecedor internacional de alimentos e ingredientes para alimentos. (Dairy Reporter - Tradução Livre: Terra Viva)

Produção/EUA - Como funciona a segunda maior fazenda de vacas Jersey nos Estados Unidos

Em pleno coração do cinturão de milho dos Estados Unidos (EUA), onde o cereal chegar a render 30 toneladas por hectare, John Maxwell tem uma fazenda de alta produção de leite.  Em sua propriedade localizada em Donahue, seu rebanho de 201 vacas Jersey é o segundo mais produtivo do país, com essa raça leiteira. Por isso não causa surpresa que a fazenda chame Cinnamon Ridge Farmrs, cuja tradução faz referência à cor "canela" das vacas leiteiras de origem britânica. "Estamos com uma produção média de 32 litros por vaca/dia. Somos o segundo estabelecimento da raça Jersey em produtividade nos EUA. E nosso objetivo é sermos o primeiro", diz confiante Maxwell, durante uma visita que o Agrovoz realizou em seu estabelecimento, durante a viagem feita aos EUA organizada pela empresa John Deere.

Automação
A temperatura do inverno nessa região pode chegar a -30º C. Portanto, o modelo de produção de leite na Cinnamon Ridge é predominantemente em confinamento. Três galpões calafetados e com camas de areia são as instalações para as vacas em ordenha, as secas e as recrias. Como parte da política de bem-estar animal, os galpões contam com massageadores para dar conforto às vacas. Todas com dietas à base de silagem de milho, feno e farelo de soja, ingredientes produzidos no próprio estabelecimento.
Inteligência artificial
Quatro robôs, de tecnologia holandesa, são os encarregados de ordenhar - até seis vezes por dia - o plantel de vacas em produção. Um chip incorporado a cada uma das vacas permite ao robô ler a informação e realizar sua tarefa em intervalos não menores do que quatro horas. "As vacas precisam esperar quatro horas para uma nova ordenha. Se a vaca se aproxima da ordenha antes desse período, o robô a recusa", esclarece Maxwell.
O incentivo para que as vacas fiquem próximas ao robô é um alimento colocado na entrada da sala de ordenha. O tempo de ordenha oscila entre 3 e oito minutos por vaca. A presença humana na fazenda é reduzida com o monitoramento do trabalho feito pelo robô, desde um posto de comando, até a limpeza (pela manhã) do esterco. As camas de areia são substituídas todas as semanas.
Rentabilidade
A produção do leite de alta qualidade, que tem 4% de proteína e 5% de matéria gorda, é destinada à produção de queijos cheddar e gouda. Em Cinnamon Ridge, a produção de leite é mais uma unidade de negócios, que é dividida com a agricultura (soja e milho) e produção de carne: novilho Jersey, Holstein e Angus que são enviados para corte quanto atingem de 500 a 700 quilos. "Das três produções, este ano a pecuária é a que oferece a melhor rentabilidade; a agricultura vem em segundo lugar, e depois o leite", explicou o produtor. Por exemplo, cada novilho Angus que entregamos para abate, o pagamento por "carcaça" é em torno de US$ 1.500. No caso dos Holstein, US$ 1.200, enquanto que o Jersey a remuneração é de US$ 1.000. (agrositio - Tradução Livre: Terra Viva)
 

Espanha fica atrás na recuperação do preço do leite na EU
Preços/UE - A previsão é de que os preços do leite na União Europeia (UE) continuem subindo. A Comissão Europeia (CE) indica um novo incremento no preço do leite no mês de agosto, estimando que poderá chegar 34,5 centavos de €/kg, [R$ 1,32/litro]. Em julho, o preço do leite já subiu 3,3% em relação a julho, fechando em 34,2 centavos de €/kg, [R$ 1,31/litro]. Nessa tendência de preços em alta nos países da UE, a Espanha está ficando cada vez mais para trás. Desde junho que o preço na UE não deixa de subir, passando de 32,97 centavos de €/kg, [R$ 1,26/litro], em maio, para 34,5 centavos de €/kg em agosto (previsão), e na Espanha a tendência foi contrária. Em junho caiu 0,2 centavos de €/kg em relação a maio, e desde então está estabilizado em 30,1 centavos de €/kg, [R$ 1,15/litro]. A CE trabalha com um preço para agosto na Espanha de 30,1 centavos de €/kg. O preço espanhol para agosto não é apenas o mais baixo da UE-28, mas também da UE-13 (países do leste da Europa) com um preço médio previsto de 31,15 centavos de €/kg, [R$ 1,19/litro]. A previsão de preços para a UE-15 (os países do noroeste da Europa) em agosto é chegar até 35,03 centavos de €/kg, [R$ 1,34/litro]. A situação dos preços do leite na Espanha não deixa de surpreender, levando em conta que os preços dos produtos lácteos industrializados da UE são os mais altos do mercado mundial, que a Espanha é um país deficitário em leite e que o preço está muito mais alto nos países vizinhos. O preço do leite na França, que é um habitual fornecedor para o mercado espanhol, foi de 34,04 centavos de €/kg, [R$ 1,30/litro], em julho. (Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 11 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.581

 

Compra emergencial de leite é prioridade do setor lácteo no País

Sem o avanço nos pleitos para barrar a entrada de leite em pó uruguaio no Brasil, produtores e indústrias do setor lácteo vão se centrar e unir suas forças em torno da compra governamental. A medida emergencial é considerada fundamental para aliviar o setor, e a pressão concentrada terá início nesta terça-feira, em um encontro entre representantes do setor e de diferentes ministérios, todos em torno da mesa que deverá ser capitaneada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. O setor está em crise mais acentuada desde o início do ano devido, em boa parte, ao produto que entra do Uruguai, sem limites de cotas. O baixo preço do leite uruguaio está sorvendo o lucro e dominando uma parcela considerável do mercado nacional. De acordo com a Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), nos últimos dois anos, 19 mil pessoas já deixaram a produção no Estado. 

A justicativa é o preço, que, desde o início do ano, caiu cerca de R$ 0,30 por litro, colocando no ralo cerca de R$ 100 milhões mensais que deveriam ir para o bolso do produtor. O cálculo é do presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), Alexandre Guerra. De acordo com o executivo, outros R$ 200 milhões deixam de ser faturados pela indústria gaúcha a cada mês, e vai piorar se o governo não zer nada, diz o executivo. "Isso tudo é dinheiro que deixa de girar na economia local. A indústria pode começar a fechar portas em 2018. Como a questão com o Uruguai não avança, o governo precisa fazer uma compra emergencial, para ontem, para equilibrar o mercado, ou terá problemas para abastecer o mercado interno logo, logo", alerta Guerra. No encontro com Padilha, agendando pelo deputado federal Covatti Filho (PP-RS), também participarão representantes do setor e deputados do Paraná e de Santa Catarina. 

A ideia é convencer o governo federal a comprar 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros UHT para escolas e projetos sociais, por exemplo, o que daria vazão aos estoques. "É por isso que estará lá, também, um representante do Ministério do Desenvolvimento Social, por exemplo. Agora, estamos entrando em uma fase de urgência, e a prioridade é garantir essa aquisição, e por um valor acima do que o governo tem como base, R$ 11,80 o quilo do leite em pó, isso mal cobre o custo. Precisamos de no mínimo R$ 14,30 para o produto em pó e R$ 2,20 para o uído", alerta o presidente do Sindilat. 

 
Ainda que o foco mais urgente seja a compra governamental, o grupo também buscará uma solução para a questão internacional, por meio do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Covatti Filho ressalta que, em breve, vencerá o acordo de cotas estabelecido para ingresso de leite em pó argentino no Brasil, agravando um cenário inundado pelo leite uruguaio. "Os argentinos já sinalizam que querem a mesma liberdade uruguaia para vender para cá. Antes que tenha de abrir mercado aos dois e quebrar indústria e produtor, é melhor que o governo dê um jeito de limitar a importação do Uruguai", defende Covatti Filho. Para o presidente da Fetag, que também ressalta a necessidade de compras governamentais urgentes, outra ação que pode ser adotada pela União é segurar licenças de importações, emergencialmente. "Assim estancará um pouco essa entrada. Se continuar entrando o que ingressou nos últimos meses, mais produtores vão seguir parando com a produção", diz Silva. De acordo com o presidente da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Estado (Apil), Wlademir Dall'Bosco, falando sobre o tema durante a Expointer, entre 10 mil e 15 mil produtores gaúchos ainda devem deixar a atividade leiteira em dois anos se não houver solução para o caso neste ano. 

 

O QUE ESTÁ OCORRENDO COM O SEGMENTO
Assim com o Rio Grande do Sul, o Uruguai é um grande produtor de leite, mas, ao contrário
do Estado, também é um importante player mundial. O Uruguai tem boa parte do seu foco produtivo e industrial nas exportações. E sofreu dois revezes nesse segmento nos últimos anos, no mercado europeu e no mercado venezuelano. Em 2012, com pouco leite em pó nos estoques mundiais e o preço valorizado, o produto tornou-se ainda mais relevante para as exportações uruguaias, com foco nos países europeus e na Venezuela, por exemplo. O alimento em pó tem como grande vantagem o fácil transporte em relação ao leite fluído, o que estimula as exportações.

Em 2015, porém, a Europa extinguiu as cotas que fixavam patamares de produção para os seus produtores. A produção local aumentou, e o produto uruguaio perdeu espaço. O mesmo ocorreu com outro importante parceiro do país, mas por outro motivo. A crise econômica e política na Venezuela se agravou, a demanda caiu, e muitas empresas deram calote e não pagaram as indústrias uruguaias, e quem pagou reduziu encomendas.

Sem receber dos venezuelanos, a indústria uruguaia também parou de mandar o produto, que se avolumava em estoques já crescentes pela redução das exportações à Europa. O produto, especialmente a partir de 2016, começou a ser redirecionado ao Brasil. O Uruguai produziu 1,7 bilhão de litros de leite em 2016 e consumiu 700 milhões de litros. Segundo dados divulgados pelo próprio país, o saldo, se convertido em pó, renderia 120 mil toneladas. Só o Brasil recebeu 100 mil toneladas de leite em pó naquele ano.

Ao contrário da Argentina, que tem acordo que limita a certo volume de ingresso as exportações ao Brasil, o Uruguai não tem acordo. E, pela regras do Mercosul, não se pode impor cotas para negócios dentro de países do grupo sem um acordo.

O problema é que a balança comercial uruguaia já é deficitária em relação ao Brasil e, para negociar cotas, o Uruguai diz que ficará ainda mais desequilibrado na balança e deixará de comprar outros itens do Brasil, como eletrodomésticos e carros brasileiros, e o governo teria de também aceitar limitações uruguaias aos produtos brasileiros. (Jornal do Comércio) 

 
 A SAÍDA É ELEVAR A PRODUTIVIDADE
ANDRÉ SALLES, CEO DA LACTALIS NO BRASIL

Com passagens por Vonpar e Brasil Kirin, o carioca André Salles acaba de assumir como CEO da Lactalis no Brasil. A partir de agora à frente da maior indústria de laticínios do Estado e uma das líderes nacionais, respondeu a uma série de questionamentos de Zero Hora sobre a política da empresa em relação aos produtores, atenção à qualidade da matéria-prima e estratégia comercial. Uma das metas é aumentar em 30% a produtividade dos criadores. Francesa, a Lactalis chegou ao Estado em 2014, com a aquisição de ativos da LBR e da BRF. No horizonte, o posto de maior companhia do setor no país. Leia abaixo as principais respostas de Salles.

Crise dos preços pagos ao produtor de leite
O mercado de leites no Brasil, pela ausência de regulação dos excessos da safra (existente em outros países), opera em ciclos de alta e baixa conforme a demanda. Entendemos que no próximo mês já deveremos ter uma estabilização da produção, com retomada de valor no mercado interno.

Como chegar ao equilíbrio
O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor do Brasil, com cerca 4 bilhões de litros (ano). O consumo local é de apenas 40% desse volume. É preciso vender 60% dos volumes captados e produzidos localmente em outros Estados. Ocorre que existem outras regiões produtoras no Brasil com as mesmas oscilações em volume e necessidade de escoamento e, por vezes, os preços praticados na disputa de mercado são muito agressivos. A saída para estabilização é a melhoria da produtividade, para ter um produto final competitivo em outros Estados e, inclusive, países, com produtores bem remunerados.

"A saída para estabilização do mercado é a melhoria da produtividade, para ter um produto final competitivo em outros Estados e, inclusive, países, com produtores bem remunerados."

Perfil de produtor
Trabalhamos com 8 mil produtores no Rio Grande do Sul, de todos os perfis de volume possíveis, com leite de excelente qualidade. Cerca de 70% são produtores de até 300 litros diários. O desafio é ajudá-los a aumentar a produtividade. Para isso, criamos programa gratuito chamado Lactaleite, onde trabalhamos o aumento de 30% da produtividade média desses parceiros. Mais de 1 mil produtores no RS já aderiram, o que deve melhorar a competitividade do produto final e a rentabilidade do pecuarista.

Política de remuneração
Remuneramos por qualidade. Contabilizamos uma série de indicadores técnicos que permitem incentivar os produtores que entregam leite cru com características de pureza. Isso é indispensável para a qualidade da nossa matéria-prima e é muito importante na nossa visão de mercado.

"A Lactalis implantou uma série de análises com padrão europeu, de última geração, em suas plataformas de recebimento de leite, tão logo chegou ao Brasil.

Cuidado com fraudes
A Lactalis implantou uma série de análises com padrão europeu, de última geração, em suas plataformas de recebimento de leite, tão logo chegou ao Brasil. Passou a remunerar transportadores somente por quilômetro rodado, e não por volume transportado, o que é muito importante. Fixamos severos padrões de qualidade e manutenção nas carretas, auditadas periodicamente. Em alguns casos, inclusive, criamos rotas com caminhões próprios para demonstração do padrão exigido. Asseguramos que 100% do leite é rigorosamente analisado antes do seu recebimento nas unidades beneficiadoras. A triagem do leite nas plataformas, por meio de testes rigorosos, garante a industrialização de produtos com alto padrão de qualidade.

O que falta para o Brasil se tornar exportador de leite
Precisamos melhorar a competitividade, o que passa pelo aumento da produtividade no campo. Com assistência técnica, correta aplicação dos insumos e genética adequada é possível produzir com custos menores e ter um produtor melhor remunerado. Assim, teremos competitividade para exportar nossos produtos lácteos para outros países e regulamos o mercado interno. Temos uma ótima notícia: estamos em meio a um processo de exportação de queijos, bebidas lácteas e outros produtos lácteos produzidos no Rio Grande do Sul para Argentina e Uruguai. Isso é inédito e só será possível pela força das nossas marcas internacionais Président e Parmalat naqueles mercados. Nossa expectativa é de que esses volumes cresçam junto com a produtividade local para que possamos ajudar ainda mais na regulação do mercado gaúcho.

Importação de leite em pó pela empresa.
Isso não procede.

Marcas internacionais fabricadas no RS
O foco da empresa nesse momento é o desenvolvimento da Président, Elegê, Batavo e Parmalat. Com Président, estamos complementando nossa linha de queijos, possibilitando acesso ao consumidor a distintos tipos de queijo especiais, além de mussarela, prato, requeijão e queijos frescos.

Diferença de pagamento em relação ao mercado
O objetivo é pagar o preço do mercado. Se pagar mais, perdemos competitividade para vender os volumes que compramos de nossos produtores. Se pagamos menos, o produtor perde rentabilidade e corre o risco de ter que baixar a produção. Nosso objetivo não é ter uma política agressiva. Ao contrário. Queremos desenvolver a produção de nossos fornecedores reduzindo o custo por meio da assistência técnica, da disponibilização de insumos com preços competitivos, de excelente qualidade e com desconto na folha de pagamento através do nosso Clube do Produtor de Leite Lactalis. Nos orgulhamos de adquirir mais de 900 milhões de litros de leite apenas no RS, o que representa quase um quarto de todo o leite do Estado, e vendemos 80% desse volume, ou seja, cerca de 720 milhões de litros de leite, em produtos lácteos para outros Estados. Sabemos da nossa importância para o equilíbrio da produção local e, por isso, fizemos do Rio Grande do Sul nossa principal base "exportadora" de leite no país.

Aquisições, após tentativa de comprar a Vigor
A Lactalis não comenta rumores de mercado. Por outro lado, podemos assegurar que nossa visão é ser a maior empresa de lácteos no Brasil e, neste momento, nossa prioridade é consolidar nossas atividades atuais. (Zero Hora)

 

"EM UM MÊS, A INDUSTRIA PERDEU R$ 200 MILHÕES EM FATURAMENTO E, OS PRODUTORES R$ 100 MILHÕES" ALEXANDRE GUERRA PRESIDENTE SINDILAT" (Zero Hora)