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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 17 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.725


1º Prêmio de Referência Leiteira será entregue na Expointer 
 
Os vencedores do 1º Prêmio de Referência Leiteira serão conhecidos durante a Expointer 2022. A entrega do mérito será realizada no dia 31 de agosto durante evento na Casa da Indústria de Laticínios no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), a partir das 11h. Promovido pela Secretaria da Agricultura, pela Emater/RS e pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), o prêmio visa reconhecer as propriedades que se destacam em termos de eficiência produtiva e qualidade do leite. A 2ª edição do Referência Leiteira será lançada logo após a divulgação dos campeões.  
 
O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, afirma que o prêmio, lançado na Expointer do ano passado, é uma forma de valorizar e incentivar o trabalho dos produtores gaúchos. “Com o mérito, além de reconhecer sua atuação, ressaltamos a importância das boas práticas nas propriedades para garantir maior eficiência, qualidade e rentabilidade. É uma maneira de estimularmos os avanços na produção de lácteos no Estado”, reforça. Palharini comemora o resultado da primeira edição. “Tivemos excelentes resultados nos índices avaliados, o que nos mostra que os produtores estão no caminho certo. Já estamos ansiosos para o ano que vem”. 
 
O gerente técnico da Emater/RS, Jaime Eduardo Ries, ressalta que o mérito visa estabelecer referenciais em termos de produtividade e qualidade para os produtores de leite do RS, através da mensuração da produtividade da terra (litros de leite produzidos por hectare no ano), da produtividade da mão de obra (litros de leite produzidos por pessoa envolvida com a atividade no ano) e da qualidade do leite. “O prêmio reconhece e valoriza o trabalho de excelência realizado pelos produtores gaúchos e demonstra que no RS as propriedades destaque produzem com eficiência igual as regiões mais desenvolvidas na produção de leite no mundo”. 
 
O prêmio avaliou indicadores de tambos gaúchos no período de outubro de 2021 a junho de 2022 nas categorias: Produtividade da Terra, Qualidade do Leite e Produtividade da Mão de Obra. A primeira examinou a quantidade de litros produzidos por ano em relação à área utilizada (litros/hectare/ano). A segunda classificou índices qualitativos do leite como a Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT). Nesta categoria, a certificação de propriedades como livres de tuberculose e brucelose rendeu pontos extras aos tambos inscritos. Já na terceira foi analisada a correlação a quantidade de litros de leite produzido nas propriedades com o número de pessoas envolvidas, considerando seu grau de dedicação em termos de carga horária e capacidade laboral.
 
Os vencedores do prêmio receberão certificado, troféu e notebook. E quem tiver mais pontos acumulados nas três categorias concorrerá ainda a uma premiação extra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Aumentam as incertezas no mercado de leite, aponta Embrapa
 
Nos últimos meses o preço do leite e derivados ao consumidor foi assunto em diversos canais de mídia, em todas as regiões do Brasil. Na última divulgação do IBGE, referente à inflação de julho, o leite UHT registrou alta de 25,5% para o consumidor.
 
O grupo de leite e derivados apresentou elevação de 14%, enquanto a inflação oficial recuou 0,68%. Segundo pesquisadores da Embrapa, a causa desse aumento nos lácteos está no desequilíbrio entre oferta e demanda, já que a produção de leite registrou queda de 9% no primeiro semestre de 2022 em relação ao mesmo semestre do ano passado, prejudicada pelo incremento de custos e recuo das margens.
 
De acordo com a Embrapa, o período mais complicado em termos de rentabilidade foi o segundo semestre de 2021 e início de 2022. Com pouco leite no campo houve forte competição entre os laticínios na compra do produto, elevando o preço da matéria-prima. Foi também o momento de forçar repasses no mercado atacadista, aproveitando o momento de escassez para recuperar margens. Os meses de maio/2022 a agosto/2022 foram melhores para a rentabilidade no setor. No entanto, o nível de incertezas e a preocupação com os preços vem ganhando espaço nos últimos dias.
 
Cenário internacional
No mercado internacional, o cenário de crescimento econômico piorou, de acordo com o boletim da Embrapa. O risco de recessão dos Estados Unidos aumentou, as previsões de crescimento europeu são piores e a China vem mostrando sinais de desaceleração do crescimento.
 
Os grandes fundos de hedge estão reduzindo suas exposições em commodities, contribuindo para o recuo nas cotações, sejam elas metálicas, energéticas ou agrícolas. O milho teve os preços recuando do patamar de 8 dólares/bushel para cerca de 6 dólares/bushel no mercado norte-americano entre maio e agosto. Os lácteos também recuaram nos últimos leilões da plataforma GDT, com o leite em pó integral sendo cotado em US$3.544/tonelada em 02 de agosto, o menor preço desde 17 de agosto de 2021.
 
Mercado interno
No mercado interno, pelo lado dos custos de produção, a notícia é positiva. Já em relação à tendência de preços e importações, o cenário é mais complicado. O custo de produção, medido pelo ICPLeite/Embrapa, recuou pelo terceiro mês consecutivo. Em 2022, a alta foi de apenas 1,28%.
 
No entanto, comparando a média de janeiro a julho de 2022 com o mesmo período de 2021, chega-se a um incremento de 18,1%. Ou seja, no comparativo anual, os custos ainda estão mais altos, apesar da desaceleração recente. Nos últimos meses a queda de preços dos concentrados, fertilizantes e combustíveis contribuiu para uma pressão menor no custo de produção de leite.
 
No mercado atacadista de lácteos, o comportamento dos preços no início de agosto foi de recuo. O  leite UHT no atacado paulista registrou queda de 13% nos primeiros dez dias de agosto, enquanto o queijo muçarela caiu cerca de 10%, segundo o Cepea. A queda no UHT foi de R$ 0,70 por litro e no queijo muçarela de R$ 3 por quilo.
 
No mercado Spot também houve retração, até porque, neste momento de aproximação da safra os laticínios tendem a dar preferência ao leite de fornecedores próprios. No caso da balança comercial, a importação aumentou em julho, sendo o maior volume mensal do ano. Já as exportações terminaram com o menor volume mensal do ano. A mudança de preço relativo entre o produto no Brasil e a cotação internacional dos lácteos acabou deixando a importação mais competitiva.
 
Perspectiva
Segundo a Embrapa, o mercado segue pouco ofertado e ainda no período de entressafra no Sudeste e Centro Oeste, mas observa-se um ajuste nos preços com tendência baixista. De acordo com o levantamento, a aproximação da safra, o crescimento do volume de leite ofertado na região Sul do Brasil, o aumento das importações e a fraca demanda interna por lácteos são as bases do cenário atual.
 
Vale destacar que os custos seguem elevados e, caso haja quedas mais intensas nos preços ao produtor nos próximos meses, novo desequilíbrio de oferta poderá ocorrer em 2023, seguindo com um mercado de alta volatilidade e de difícil gestão de risco. (Canal Rural)
 

Uruguai: por que 20 fazendas leiteiras fecharam em um mês?

Nos últimos 10 anos, 500 fazendas leiteiras fecharam no Uruguai, uma adversidade que está longe de ser revertida e que encontrou novos motivos, incluindo um conflito sindical que já dura meses.
 
Só em maio deste ano, 20 empresas produtoras de leite fecharam, com base em dados compilados pela Comissão Administrativa Honorária do Fundo de Financiamento e Desenvolvimento Sustentável da Atividade Láctea (Ffdsal).
 
Longe de ser revertido, o fechamento das fazendas leiteiras persiste e isso gera preocupação, uma vez que a produção se concentra em menos propriedades e ao mesmo tempo afeta uma das características mais elogiadas do setor, a capacidade de fixação das pessoas no meio rural.
 
A ausência, em muitos casos, de uma adequada mudança geracional, especialmente devido à falta de sucessão quando um produtor se aposenta, e o desânimo temporário gerado por um conflito no setor que já dura vários meses são algumas das razões pelas quais são produtores de leite que optam por fechar suas fazendas leiteiras e se aposentar ou se dedicar a outra coisa, se tiverem idade suficiente para continuar trabalhando.
 
Fabián Hernández, presidente da Sociedade de Produtores de Leite da Flórida (SPLF), explicou que a referida comissão mantém um controle mensal de quantas fazendas leiteiras estão em operação, já que é responsável por controlar o pagamento do crédito concedido anos atrás.
 
Nos últimos 10 anos, o país perdeu 500 fazendas leiteiras. "É como uma sangria que não para", lamentou o dirigente sindical, que assegurou que para o setor se desenvolver é preciso torná-lo atrativo para as novas gerações, com melhorias nas políticas de desenvolvimento, para que haja margens de lucro atrativas e que também é fundamental trabalhar para um melhor acesso aos mercados, com base no fato de que a grande maioria do leite é industrializado e os produtos exportados.
 
Produção de leite caiu
Justino Zavala, membro da Associação dos Produtores de Leite de Canelones, acrescentou que é "essencial" alcançar um bom resultado para os produtores, em termos de rentabilidade, porque disso dependem as expectativas que os produtores de leite têm em relação ao setor. “Vimos muitos produtores deixarem o setor leiteiro e a produção de leite caiu 6% no último mês. Se com um preço relativamente bom e um clima que não tem sido de todo ruim temos essa evolução da produção e essa saída de produtores, significa que o produtor não está focado nas expectativas de crescimento do negócio”, refletiu.
 
Vinte fechados, três abertos
O presidente do Instituto Nacional do Leite (INALE), Juan Daniel Vago, comentou que embora existam várias razões econômicas para que os produtores deixem o campo, o desânimo também foi gerado entre os produtores de leite devido ao conflito na indústria que os afeta "psicologicamente" e não torna o setor atrativo. Como sublinhou, não se deve olhar apenas para o número de fazendas leiteiras encerradas num mês, mas a sua evolução ao longo do tempo, para que no final do ano seja possível analisar melhor como está o setor. Além dos vinte que fecharam, três abriram em maio. Da mesma forma, o saldo é muito desfavorável, ressaltou.
 
O presidente do INALE salientou ainda que é importante, para recompor o setor, a formação das novas gerações, para que sejam capazes de gerir as propriedades. “É importante treinar pessoas para administrar as fazendas leiteiras. Fechar uma fazenda leiteira leva 15 dias e abrir um leva cinco anos.”
 
Um ruim, um bom
Um fato que nesta semana acentuou o desânimo dos produtores é que o preço médio dos lácteos voltou a cair no mercado internacional. Na plataforma Global Dairy Trade, liderada pela neozelandesa Fonterra, a tonelada considerando todos os produtos ficou em média US$ 3.913, queda de 5% em relação à instância de negociação anterior, há 15 dias. O pior é que é a quarta queda consecutiva, acumulando oito semanas com valores em queda.
 
O positivo são os dados das receitas de exportação: nos primeiros seis meses de 2022, o faturamento recebido das exportações melhorou 25%, com aumentos significativos nos preços de todos os produtos: leite em pó integral e desnatado, queijo e manteiga. A receita acumulada ao final de junho foi de US$ 418,2 milhões, sendo Argélia (30%), China (19%) e Brasil (15%) os principais destinos. (As informações são do El Observador, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido 

Percepção sobre indústria no RS é positiva, aponta Fiergs
Uma pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) apontou que 78% dos gaúchos têm uma percepção positiva sobre o setor industrial no RS. Essa avaliação estaria ligada à "geração de empregos e recursos ao Estado, aumentar o PIB, investir em tecnologia e trazer esperança". - Entre as citações que justificam a imagem positiva, chama atenção o item que coloca a indústria como um setor que "traz esperança". O significado desse resultado é extremamente importante pelo sentido de futuro para a sociedade - afirmou ontem o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry, ao divulgar o resultado do levantamento durante almoço comemorativo aos 85 anos da entidade. Para 61,9% dos gaúchos, a influência da indústria no Rio Grande do Sul ajuda muito no desenvolvimento econômico. Constituída em 1937, a Fiergs conta com 109 sindicatos industriais filiados e representa 50 mil fábricas, que geram 850 mil empregos diretos. (Zero Hora)


 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 16 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.724


Sindilat apresenta projeto educacional para Prefeitura de Porto Alegre

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou, nesta segunda-feira (15/08), projeto educacional voltado às escolas da rede pública a integrantes do Executivo municipal de Porto Alegre. Recebido pelo prefeito Sebastião Melo, o executivo detalhou as ações projetadas para a Expointer 2022, onde o Sindilat apresentará a peça teatral Na Fazenda. Durante a audiência, que contou com o deputado e grande entusiasta da ação Alceu Moreira, foi debatida a possibilidade de escolas da rede da Capital integrarem-se ao projeto.

​Segundo a secretária  Municipal de Educação, Sônia Maria Rosa, há intenção de encaixar turmas já durante a exposição deste ano. “Esse projeto cai como uma luva em ações de empreendedorismo que já estão sendo realizadas pela pasta”, frisou. Sebastião Melo destacou a força da iniciativa e lembrou que o desenvolvimento do Brasil passa pelo avanço na educação.

O projeto é voltado para crianças de 5 a 10 anos e buscar levar informação sobre o setor lácteo aos alunos de forma a explicar a origem do leite e o trabalho do campo à indústria. Palharini explicou que a intenção é dar continuidade a ação ao longo do ano de forma a estimular maior uso do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). “É uma forma de humanizar a produção e fazer com que as crianças tenham contato com o processo. Faz com que a criança, quando colocar a mão na caixinha de leite, saiba de onde esse produto veio. Tenho certeza de que esse projeto será um sucesso e terá muitos desdobramentos”, salientou o Moreira. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Leilão GDT - 16/08/2022

(Fonte: GDT)

Piracanjuba apresenta aplicativo exclusivo para produtores de leite

Oito mil fornecedores de leite. Esse é o número de parceiros que apoiam a Piracanjuba com o fornecimento da matéria-prima (leite). 
 
Pensando nesse público, a marca lançou um aplicativo exclusivo, chamado Piracanjuba Pró-Campo, que surgiu com o objetivo de criar ainda mais proximidade, agilizando a rotina do campo, e apoiando o público com dados estratégicos.
 
“Nossa ideia é a facilitar o dia a dia do produtor de leite. Com acesso diretamente do celular, ele poderá verificar informações sobre notas fiscais, preços, benefícios e notícias da empresa. Como parceiros, queremos estar mais próximos e apoiar a tomada de decisão”, destaca o Diretor de Política Leiteira, Edney Murillo Secco.
 
Por meio do aplicativo, produtores de leite, de diferentes regiões do Brasil, poderão se conectar com a Piracanjuba, receber novidades da marca e obter informações rápidas sobre o fornecimento da matéria-prima. O serviço foi apresentado ao público durante o Interleite 2022, realizado em Goiânia, nos dias 3 e 4 de agosto, no Centro de Convenções. Quem passou pelo estande da Piracanjuba, foi recebido pela equipe de Política Leiteira e teve acesso a variadas informações da empresa, inclusive sobre o novo aplicativo.
 
Para acessar o serviço, basta baixar o aplicativo Piracanjuba Pró-Campo no Play Store e App Store, e inserir as informações do cadastro. (Fonte: Imprensa Piracanjuba) 


Jogo Rápido 

USDA reduz em 1% índice de lavouras de soja e milho em boas/excelentes condições
O novo boletim semanal de acompanhamento de safras reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou uma redução no índice de lavouras de soja e milho em boas ou excelentes condições nesta segunda-feira (15). Na soja, o índice caiu de 59% para 58%. São ainda 30% de lavouras em condições regulares e 12% em condições ruins ou muito ruins. Na semana passada eram 30% e 11%.  O USDA informou ainda que são 57% dos campos de milho em boas ou excelentes condições, contra 58% da semana passada. Em condições regulares o número passou de 26% para 27% e em condições ruins o muito ruins foram mantidos os 16%. (Fonte:  Notícias Agrícolas)


 
 

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Porto Alegre, 15 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.724


Sindilat participa do lançamento da 45ª Expointer e pretende aproximar setor lácteo do consumidor

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) esteve presente no lançamento oficial da 45ª Expointer na manhã desta segunda-feira (15). O evento reuniu representantes governamentais e do setor agropecuário para apresentar as expectativas para a feira, que neste ano volta com força depois de ter sido realizada de forma online em 2020 e em formato híbrido em 2021.

Para a Expointer desse ano, o Sindilat tem como principal objetivo promover a divulgação do setor lácteo e aproximar ainda mais a produção e o consumidor. É o que diz o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. “Nós entendemos que a Expointer é o melhor palco para mostrar a importância da produção láctea no nosso setor. Queremos que o consumidor veja isso durante a feira”, afirma.

Durante o lançamento da Expointer, o governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), demonstrou grande entusiasmo pela chegada da feira, que ocorrerá entre os dias 27 de agosto e 4 de setembro, e disse estar convicto de que será uma das maiores edições. “A Expointer é o momento em que nós, gaúchos e gaúchas, mostramos para o Brasil e o mundo a nossa principal vocação. Essa será uma feira que demonstra, principalmente, a nossa resiliência”, enfatizou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Olhando para a comunidade e o futuro do leite, MilkPoint torna gratuito o Feras da Sustentabilidade

Há 22 anos, nós do MilkPoint, construímos e tornamos acessível o conhecimento que realmente importa. Em toda nossa história, acreditamos fielmente na informação de qualidade como agente de transformação para a cadeia do leite, o agro e o mundo. 
 
Em todos estes anos, evoluímos ao passo que o setor lácteo também evoluía. Vimos as transformações estruturais no campo, a adesão de novas tecnologias e técnicas de manejo, novos hábitos e comportamentos de consumo. E, mais recente, a pulsante e crescente importância da agenda ambiental e da sustentabilidade. 
 
Pensando nisso, transformamos o MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade, um programa sobre o meio ambiente que já era único, exclusivo e inédito, agora também GRATUITO. Nosso objetivo, alicerçado no pilar social do ESG, é alcançar milhares de pessoas para difundir em todo setor este tema tão essencial para o presente e o futuro do leite. Nossa visão é clara: estamos diante da maior oportunidade em décadas para o setor lácteo, desde que compreendamos o cenário, as tecnologias disponíveis, e nos adaptemos.
 
Entendemos que a essencialidade e o real conhecimento das possibilidades das práticas sustentáveis nas propriedades leiteiras precisa ser amplamente difundido. As oportunidades existentes são inúmeras: crédito de carbono e água, produção de fertilizantes, biogás e eletricidade, acesso a financiamentos, preços diferenciados no futuro para o leite, entre outros. 
 
Todas elas, além de contribuírem para a preservação dos recursos naturais, possuem algo em comum: são capazes de trazer retorno financeiro para as fazendas de leite, tornando-se, então, parte de um novo modelo de negócio. 
 
Mas, para essa sinergia funcionar, são necessárias pessoas, que saibam o que estão fazendo, porquê estão fazendo e, assim, como tornar o meio ambiente o protagonista de sucesso do negócio das fazendas de leite. 
 
E neste ponto, desde 2000, as pessoas são nosso maior combustível. Nossa comunidade, com mais de 120 mil usuários, que escreve junto conosco, diariamente, a história e o futuro da pecuária leiteira do Brasil. Carregamos conosco a responsabilidade social de transmitir, nas mais diversas formas, conteúdos relevantes que impulsionam o leite nacional.
 
Agora, ao tornar o MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade gratuito, não seria diferente. Todas as sextas-feiras, entre os dias 26/08 e 30/09, das 8h45 às 12h, traduziremos os conceitos na prática. A cada encontro, com um time de palestrantes especialistas no assunto, traremos pautas fundamentais para entendermos a sustentabilidade ambiental na pecuária leiteira, como jamais abordada antes.
 
Você, produtor, técnico, estudante, consultor e pesquisador que querem fazer parte do futuro do leite brasileiro, estão convocados para o MilkPoint Feras da Sustentabilidade. Clique aqui para garantir o seu lugar. É grátis, único e imperdível!  Vem ser um Fera você também! (Milkpoint)
 

Cooperativa recebe premiação pela atuação internacional no segmento de alimentos

Pela sexta vez a Languiru figura entre as organizações gaúchas com atuação destacada no mercado internacional. A Cooperativa integra o seleto grupo do segmento de alimentos no 50º Prêmio Exportação RS. A entrega da premiação ocorreu em evento no dia 11 de agosto, em Porto Alegre.

Considerada a maior distinção do segmento no Sul do país, o Prêmio Exportação RS valoriza empresas que obtiveram os melhores resultados mercadológicos no cenário internacional. Em 50 edições, já são mais de 700 organizações homenageadas. Este ano foi entregue o maior número de honrarias, com 67 premiados.

O Conselho do Prêmio Exportação RS é formado por lideranças de instituições que possuem relação de suporte ou apoio ao cenário exportador: ADVB, Apex Brasil, Badesul, Banco do Brasil, Banrisul, BRDE, Farsul, Fecomércio, Federasul, Fiergs, Lide-RS, Portos RS, Sebrae-RS, Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Hub Transforma RS e UFRGS. 
 
Languiru pelo mundo 
“Este é o ‘Oscar’ da exportação gaúcha, e a Languiru integra seleto grupo de organizações premiadas, reflexo do nosso trabalho de planejamento e produtos de qualidade, que nos possibilitam posicionamento diferenciado no mercado nacional e internacional. Nossa diversidade de negócios e produtos representa a força do agronegócio e do cooperativismo para o desenvolvimento socioeconômico do Rio Grande do Sul”, valoriza o presidente Dirceu Bayer.
 
“O trabalho árduo desde o início da cadeia produtiva, nas propriedades rurais das famílias de associados, passando pelos rigorosos controles de qualidade e segurança na industrialização, permitem que a Languiru vá tão longe”, acrescenta o vice-presidente Cesar Wilsmann.
 
Os produtos Languiru são comercializados no Brasil e em mais de 40 países da América Latina, Ásia, África e Oriente Médio. As carnes de aves e de suínos formam a base das exportações. Na linha de aves, destaque para o peito de frango desossado, dorso, asa inteira e coxa americana, além do pé, que é considerado uma iguaria em alguns mercados, especialmente o asiático. Na linha de suínos, a Languiru leva para outros países o pernil, paleta e sobrepaleta sem ossos, carré, barriga e miúdos como língua, focinho, máscara, rabo, pé dianteiro e traseiro, também iguarias para os asiáticos. O volume de negócios no mercado externo representou R$ 106,8 milhões em 2021. A Languiru tem se posicionado no mercado exportador com um mix cada vez mais qualificado e de valor agregado. (Leandro Augusto Hamester/Assessoria de Imprensa Languiru)


Jogo Rápido 

Em linha com atacado, Conseleites indicam alta nos preços
Em julho/22, o preço do leite ao produtor registrou forte elevação na comparação com o mês anterior. Para o pagamento de julho, os Conseleites indicaram alta, acompanhando a elevação dos preços no mercado atacadista e no Spot. Essa alta vai proporcionar recuperação das margens do produtor de leite e pode estimular uma maior oferta de leite no futuro. (Fonte:  CILeite/Embrapa)


 
 

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Porto Alegre, 12 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.723


CNA assina convênios e acordos com Apex Brasil, CNM e IBGE

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) assinou, na quarta (10), acordos de cooperação com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), durante o Encontro Nacional do Agro, em Brasília.

A parceria com as entidades visa aproximar ainda mais o agro das ações desenvolvidas nos municípios, contribuir com o levantamento de dados do setor e ampliar a participação dos produtos rurais brasileiros no exterior.

CNM - O acordo com a Confederação Nacional dos Municípios vai permitir um diálogo permanente entre produtores rurais e gestores municipais, disseminar boas práticas de gestão aos servidores municipais e produtores, além de elaborar estudos, pesquisas e novos indicadores.

IBGE – O acordo da CNA com o IBGE pretende desenvolver ações para levantamentos de dados e informações, divulgar o Censo Demográfico de 2022, participar da formulação do próximo Censo Agro, previsto para 2024 e o apoio na execução das pesquisas agropecuárias, permitindo assim, saber em primeira mão, quais as políticas públicas que o setor mais precisa, com o apoio das Federações de Agricultura e Pecuária e com os sindicatos rurais.

“Conto com vocês nessa empreitada. Conhecer o Brasil hoje é planejar o Brasil de amanhã e o Censo não é só do IBGE, mas do Brasil como um todo”, afirmou o presidente Eduardo Luiz Gonçalves Rios Neto.

APEX Brasil – A CNA e a Apex Brasil assinaram um novo convênio para fomentar a parceria do Projeto Agro.BR, desenvolvido para promover a inserção de pequenos e médios negócios rurais no comércio exterior, que terá vigência até janeiro/2025.

“Esse convênio complementa as ações que a Apex Brasil e a CNA empreendem em favor do produtor e do empreendedor rural brasileiro. Portanto, reforço a enorme satisfação de chegarmos ao dia de hoje, mas principalmente, o entusiasmo que nós vemos diante dos desafios à frente”, afirmou o presidente da Apex, Augusto Pestana.

O Agro.BR tem hoje 1.072 empreendedores rurais inscritos, 4.462 consultorias em comércio exterior e 1.900 portfólios em cinco idiomas sobre produtos brasileiros. São 129 mercados conquistados, sendo que 116 estão exportando e 30 são novos exportadores. 

Na página https://cnabrasil.org.br/enagro22 você tem acesso a mais informações sobre o Encontro Nacional de Lideranças do Agro. (CNA)


Em Cúpula, representantes de países da África e das Américas destacam que inovação é base para agricultura sustentável
 
Ministros, vice-ministros e altos funcionários da Agricultura, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia de 40 países participam da "Cúpula África-Américas sobre Sistemas Agroalimentares", em San José, na Costa Rica, com o objetivo de fortalecer a cooperação birregional para enfrentar os desafios da segurança alimentar global e fortalecer o papel de ambos os continentes em questões produtivas.
 
Entre os assuntos abordados estão a colaboração em ciência, tecnologia e inovação, o que deve estar no centro da cooperação reforçada entre África e América para realizar o potencial dos continentes. Além do fortalecimento do papel dos países para garantir a segurança alimentar e a nutrição global, e a criação de forma homogênea de setores agrícolas produtivos, sustentáveis ​​e inclusivos que contribuam para o desenvolvimento sustentável de ambas as regiões.
 
Representando o Brasil na mesa redonda sobre Ciência, Tecnologia e Inovação, o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação (SDI) do Mapa, Cleber Soares, ressaltou o potencial agrícola do Brasil nas últimas décadas, resultado do investimento em ciência, tecnologia e inovação. “Estamos aqui para compartilhar nossa visão, trabalhar juntos em uma agenda de bioinsumos, de baixo carbono, com uma rede africana e latino-americana para reduzir custos para os produtores. Com um hub de inovação para nossos continentes”, explica Soares, em apresentação aos países africanos, que veem o Brasil como um grande parceiro para o desenvolvimento da agricultura tropical. E acrescentou: "O mundo vive um momento em que a cooperação pela agricultura é a palavra-chave. O Brasil é parte importante para superar os desafios contemporâneos, como a segurança alimentar".
 
“A pandemia de COVID-19 nos mostrou a importância da ciência, tecnologia e inovação para o bem-estar da população global. O progresso neste campo é necessário não apenas para se recuperar desta crise e de futuras crises, mas também para enfrentar outros desafios globais como pobreza, desnutrição, doenças, insegurança alimentar, desigualdade, mudanças climáticas e muitos outros”, afirmou o diretor executivo do Fórum de Pesquisa Agrícola na África (FARA), Oseyemi Olurotimi Akinbamijo.
 
Participaram da Cúpula o ministro da Agricultura da Etiópia, Oumer Hussien Oba; o ministro da Agricultura de Burkina Faso, Delwendé Innocent Kiba; e o subsecretário (Vice-Ministro) de Pecuária de Honduras, José Ángel Acosta; além de organizações multilaterais de crédito, cooperação e do setor privado.
 
Cúpula 2022
A "Cúpula África-Américas sobre Sistemas Agroalimentares", promovida pelo IICA, teve início nessa quarta-feira (27) e vai até sexta-feira (29). Os dois primeiros dias foram dedicados a sessões plenárias, bem como mesas redondas sobre oportunidades de cooperação Sul-Sul e experiências práticas dos países-membros.
 
O terceiro e último dia da Cúpula é voltado a visitas de campo destinadas a explorar inovações bem-sucedidas, escaláveis ​​e transferíveis em áreas como adaptação e resiliência climática, biotecnologia e tecnologias digitais.
 
O objetivo principal do evento é aumentar as contribuições do setor agropecuário para o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável de forma global e também melhorar o comércio internacional e regional dos Estados-membros. (MAPA, com informações do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA))


Jogo Rápido 

China: produção de laticínios atinge 15 milhões de toneladas no primeiro semestre
Os principais produtores de leite da China registraram crescimento de produção no primeiro semestre deste ano, mostraram dados oficiais. No período de janeiro a junho, os principais produtores de leite viram sua produção aumentar 1% ano a ano, para quase 15,11 milhões de toneladas, segundo dados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. Somente em junho, a produção de leite ficou em 2,75 milhões de toneladas, aumentando 0,3% ano a ano, mostraram os números. Os principais produtores de laticínios são empresas com receita anual de mais de 20 milhões de yuans (cerca de 2,97 milhões de dólares americanos). (As informações são da Xinhua, traduzidos e adaptadas pela equipe MilkPoint)


 
 
 

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Porto Alegre, 11 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.722


Argentina – Ranking das indústrias de laticínios

O Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) publicou uma nova edição do ranking anual das principais indústrias argentinas. A lista é elaborada com base na quantidade de litros de leite que captam diariamente, com dados informados pelas próprias empresas. Quando as indústrias se negam a compartilhar as informações, o volume é estimado “por informantes qualificados”.
 
É a sexta edição deste ranking, que o OCLA começou a elaborar em 2016/17. Desde então, o domínio sempre havia sido da multinacional mais conhecida: Mastellone, proprietária da marca La Sereníssima.

E o segundo posto também sempre foi fixo para outra multinacional, Saputo, que produz lácteos com as marcas La Paulina e Molfino, entre outras. A novidade é que pela primeira vez a Saputo ganhou da Mastellone.
 
Variações
Um dado importante a destacar é que o Top 5 se completa com três pequenas indústrias de capitais argentinos: Williner – Ilolay, Santa Fe; Noal e Punta del Agua, estas duas últimas com sede em Villa María, o principal polo queijeiro e manteigueiro do país. Sobressai neste contexto o crescimento da Adecoagro, que um ano atrás estava na nona posição, ficando agora na sexta, enquanto que a SanCor continua fora das Top 10. mantendo seu 12º posto, alcançado três anos atrás. Antes de entrar na forte crise que a levou a se desfazer de inúmeras fábricas, era a quarta processadora de leite do país. (Fonte: InfoCampo – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Conseleite/RO: projeção de alta de 16,87% no preço do leite a ser pago em agosto

A diretoria do Conseleite – Rondônia atendendo os dispositivos do seu Estatuto aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite entregue em julho a ser paga em agosto/2022.

Os valores de referência da tabela são para a matéria-prima leite “posto no tanque de resfriamento”, o que significa que o frete de segundo percurso não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural.

O Conseleite Rondônia alerta que outros parâmetros são considerados pelo mercado para estabelecer o valor final do leite a ser pago ao produtor, tais como: 1. Fidelidade do produtor ao laticínio; 2. Distância da propriedade até o laticínio; 3. Qualidade da estrada de acesso a propriedade rural; 4. Temperatura do leite na entrega; 5. Capacidade dos tanques de resfriamento de leite da propriedade; 6. Tipos de ordenha; 7. Adicionais de mercado devido a oferta e procura pelo leite na região; 8. Sazonalidade da produção; 9. Condições sanitárias do rebanho; 10. Outros benefícios concedidos pelas indústrias.

Tabela - Valores de referência para a matéria-prima (leite) entregue em julho/2022 (pago em agosto/2022) no Estado de Rondônia e comparativo com o mês anterior. (Conseleite/RO)

 
Drones e inteligência artificial: combinação visa melhora da produtividade leiteira

Cientistas irlandeses estão testando uma combinação de “drones lácteos”  e inteligência artificial para ajudar os agricultores a decidir onde suas vacas devem pastar.
 
Os pesquisadores pretendem fazer um modelo preditivo para ajudar os produtores a determinar as melhores áreas para pastejo dos animais, com intuito de melhorar a produção leiteira e promover o bem-estar dos animais. 
 
Os pesquisadores da Teagasc, University College Dublin e Dublin City University estão trabalhando juntos para produzir dados preditivos sobre o rendimento e a composição do crescimento da gramíneas em pastagens. O projeto está sendo financiado pelo centro de pesquisa agritech da Science Foundation Ireland VistaMilk.
 
De acordo com a diretora sênior de pesquisa da Teagasc, Deirdre Hennessy, o processo é muito demorado. O manejo de pastagens é, atualmente, uma prática de trabalho intensivo, pois os produtores têm que percorrer constantemente seus campos monitorando o crescimento das gramíneas, o rendimento, a composição e a adequação do pastejo.
 
“Eles devem determinar quando há quantidades adequadas disponíveis para alimentar seus animais, ao mesmo tempo em que evitam ter muito pasto, levando a desperdício e baixa qualidade ou potencialmente subpastejo”, acrescentou Hennessy.
 
O projeto está testando novos modelos de análise de imagens, aprendizado de máquina baseados em fotos capturadas por drones e câmeras estáticas. Estes estão sendo comparados com observações físicas e laboratoriais do crescimento do pasto.
 
Os pesquisadores disseram que, até o momento, os modelos preditivos que desenvolveram com base em fotografias simples mostram uma taxa de precisão de 95% quando comparados às observações físicas.
 
Eles acreditam que um modelo preditivo ajudaria os produtores a determinar o melhor horário e áreas para deixar suas vacas pastarem, o que pode melhorar a produção leiteira e promover o bem-estar do gado. “A análise de imagens e algoritmos de aprendizado de máquina funcionarão com imagens capturadas por drones – e até satélites no futuro”, disse Hennessy. “O potencial do que podemos fazer será limitado apenas por nossa imaginação.”
 
Milhares de produtores irlandeses estão usando um aplicativo de gerenciamento de pastagens chamado PastureBase Ireland para inserir suas observações físicas do crescimento do pasto e obter resultados quando terminarem de caminhar em suas terras.
 
Hennessy disse que o “objetivo final” do projeto é criar um aplicativo que combine observações físicas, modelos de previsão do tempo e imagens automatizadas do pasto para economizar tempo e dinheiro para os produtores. “Embora ainda não estejamos lá, o futuro está ao virar da esquina”, acrescentou.
 
A VistaMilk disse que a indústria de laticínios da Irlanda sustenta 60.000 empregos e contribui com cerca de € 5 bilhões (US$ 5,12 bilhões) para a economia anualmente.
 
Embora tenham sido levantadas preocupações sobre as emissões agrícolas da Irlanda, o centro de pesquisa está procurando criar práticas sustentáveis que protejam o meio ambiente, preservando a indústria de laticínios da Irlanda. (As informações são do Silicon Republic, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido 

Uruguai – A fraca demanda chinesa está por trás da prolongada queda nos preços do SMP e do WMP
A captação de leite pelas indústrias de laticínios uruguaias acumulou queda de 1,3% no primeiro semestre do ano, de acordo com a última atualização de dados publicados pelo Instituto Nacional do Leite (INALE). O volume no primeiro semestre totalizou 912 milhões de litros, contra 924 milhões um ano atrás. A queda mensal mais acentuada na primeira metade do ano ocorreu em maio, de 3%. Em junho a queda foi de 1%, com 167 milhões de litros. Nos doze meses móveis, existe uma baixa marginal de 0,2%, com 2.105 milhões de litros enviados de julho de 2021 a junho de 2022, contra 2.110 milhões no mesmo período de 2020-2021. (Fonte: Blasina y Asociados – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


 
 
 

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Porto Alegre, 10 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.721


Conflito entre Rússia e Ucrânia gera novos desafios para o setor leiteiro do Mercosul

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia destacou o papel dos países produtores de alimentos nas questões de segurança alimentar. Diante do medo da fome mundial, esses países aumentaram seu poder nas organizações multilaterais.
 
Esta é uma oportunidade que deve ser aproveitada para que, a partir dessa motivação, esses países possam melhorar a eficiência produtiva.
 
Os países que têm mais oportunidades são aqueles que têm maior margem de crescimento e por razões econômicas ou políticas não conseguem alcançá-la, como é o caso da Argentina, Uruguai, Brasil e Índia, entre outros.
 
Desde 2020, o setor de laticínios foi afetado por vários eventos que tiveram impacto global. Apesar disso, o setor foi notavelmente resiliente. Não só manteve a capacidade comercial, como também a produção aumentou entre 2020 e 2021 em 2,1% e espera-se que até 2022 a produção seja semelhante à do ano anterior.
 
Percebemos a maior plasticidade que nosso mercado possui, devido à capacidade de produção que diferentes países possuem diante dos acontecimentos político-econômicos.
 
Essa capacidade de adaptação nos permite pensar que diante de um consumidor que exige que a cadeia de laticínios produza de forma mais amigável ao meio ambiente e à sociedade, essa cadeia pode responder. Assim, podemos pensar que o setor está diante de uma oportunidade de rever nossa forma de produzir alimentos (bem-estar animal, biodiversidade, externalidades etc.) e trabalhar em conjunto com a sociedade para pensar mudanças que aproximem todas as partes da cadeia.
 
Os países do Mercosul, como um todo, são os principais exportadores líquidos de alimentos e importantes contribuintes para a segurança alimentar mundial, condição que, por um lado, gera responsabilidade e cria compromissos humanitários e, por outro, fornece elementos de negociação comercial.
 
É por isso que devemos agir estrategicamente e no médio/longo prazo. Pensar o Mercosul como um bloco globalizado conectado ao resto do mundo é algo que precisa deixar de ser uma ideia e passar a virar realidade. Isso permitirá que o Mercosul melhore sua posição na estrutura de governança global vinculada à segurança alimentar.
 
O Mercosul é uma plataforma na qual se investiu muita energia, tempo e dinheiro. Com o passar dos anos, sua relevância certamente aumentará e devemos estar preparados para quando esse momento chegar. (As informações são do Infortambo, escritas por Santiago Moro,  Engenheiro Agrônomo – Especialista em Mercados de Laticínios, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Inflação tem a menor taxa da série histórica

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou julho com queda de 0,68% ante um avanço de 0,67% em junho, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 4,77%. Em 12 meses o resultado chega a 10,07%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 9,85% a 10,32%. A queda de 0,68% registrada em julho foi a primeira desde maio de 2020, e foi ainda a deflação mais intensa da série histórica iniciada em janeiro de 1980. 

Do mesmo modo, o INPC, também divulgado ontem, teve deflação de 0,6% e acumula 10,12%. A baixa no IPCA foi puxada pela redução de 14,15% no preço dos combustíveis. A gasolina recuou 15,48%, impacto mais intenso entre os 377 subitens que compõem o IPCA, enquanto o etanol recuou 11,38%. O preço do gás veicular diminuiu 5,67%. Ainda no grupo de Transportes as passagens aéreas subiram 8,02%. Veículos próprios aumentaram 0,65%, com alta nos automóveis novos (0,11%) e motos (0,65%), enquanto carros usados tiveram queda de 0,21%. O grupo Alimentação e bebidas saiu de aumento de 0,8% em junho para elevação de 1,3% em julho.

A alimentação no domicílio subiu 1,47%, e a maior pressão partiu do leite longa vida, que avançou 25,46%. O presidente Jair Bolsonaro comemorou ontem a deflação do IPCA. “Estão acontecendo coisas boas. Acabou de ser anunciada mais uma deflação. Tenho certeza que, para o ano que vem, haverá outra deflação”, acrescentou Bolsonaro durante evento de suinocultores e avicultores em São Paulo. A deflação é a queda de forma generalizada dos preços em um determinado período. O resultado de baixa, além de ter sido o mais intenso da série do IPCA, iniciada em janeiro de 1980, representa o 15° resultado negativo do índice no período de 511 meses.

Desde 1980 houve uma estabilidade do indicador em junho de 2010. Nos demais 495 meses as variações da inflação oficial ficaram entre 0,01% (apuradas em maio de 2000, julho de 2010, julho de 2014 e junho de 2019) e 82,39% em março de 1990. A deflação, lembrou o presidente, tem justificativas como a redução das alíquotas do ICMS sobre gasolina e energia elétrica nos estados e o corte do PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol até o final do ano. (Correio do Povo)

O que ninguém nunca te contou sobre práticas sustentáveis na pecuária de leite?

Muita se fala! A sustentabilidade é uma das principais pautas mundiais. Apesar de ser sempre citada e estar sempre evidência, o que, de fato, realmente sabemos sobre sustentabilidade? O que você precisa saber? Como você, produtor, pode aplicar práticas ambientalmente sustentáveis na sua propriedade? Como você, técnico, pode atender as demandas dos produtores de leite do futuro? Onde encontrar as respostas para essas perguntas?
 
Em buscar de clarear cenários e ir além do que é superficialmente discutido sobre a sustentabilidade na pecuária leiteira, criamos o MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade. Com uma programação inédita, uma abordagem única e uma visão holística sobre o assunto, mostraremos na prática como aplicar os conceitos e fazer do meio ambiente o protagonista de sucesso de negócio das fazendas de leite. 
 
Para isso, durante seis encontros semanais online, entre os dias 26/08 e 30/09, abordaremos os principais macro temas da sustentabilidade ambiental, distribuídos em 6 painéis temáticos. Confira AQUI a programação completa.
 
Associados do Sindilat/RS têm 30% de desconto na inscrição, clicando aqui. (Milkpoint)


Jogo Rápido 

Banho de leite será na tarde de 30 de agosto
O tradicional Banho de Leite, que celebra o trabalho das granjas leiteiras mais produtivas da Expointer, está marcado para as 16h do dia 30 de agosto. A comemoração será na pista do gado leiteiro, no parque Assis Brasil, em Esteio. Para o concurso, as vacas são ordenhadas cinco vezes. As duas maiores pesagens são descartadas e as três restantes, somadas. O animal que mais pontuar é consagrado vencedor. Conforme Marcos Tang, presidente da Gadolando, este é o grande momento da raça leiteira nas exposições. (Correio do Povo)


 
 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 09 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.720


Balança comercial de lácteos: importações seguem ganhando força

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (08/08) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o saldo da balança comercial de lácteos foi de -98 milhões de litros em equivalente-leite no mês de julho, uma diminuição de 23 milhões, ou aproximadamente 31% em comparação ao mês anterior.

Ao se comparar ao mesmo período do ano passado (julho/2021), o saldo deste ano também foi mais negativo, sendo que o valor em equivalente-leite nesse período foi de -61 milhões de litros, representando uma diferença de aproximadamente 37 milhões de litros, ou 60,7%. Esta foi a terceira variação negativa consecutiva, e o valor é o menor desde fevereiro de 2021. Confira a evolução no saldo da balança comercial de lácteos no gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos.

Novamente ocorreram recuos nas exportações, porém, desta vez a queda foi mais amena que as duas últimas registradas.
 
O período apresentou um decréscimo de -0,6 milhões de litros no volume exportado, representando um recuo de aproximadamente 7,7%. Ao se comparar com 2021, o cenário é ainda mais destoante, ocorrendo um decréscimo de -4,2 milhões de litros, representando um recuo de aproximadamente 36,8% no volume exportado no período. Desta forma, o cenário desfavorável às exportações se perpetuou em julho, ocorrendo decréscimos no volume exportado de produtos lácteos, pelo terceiro mês consecutivo.

Gráfico 2. Exportações em equivalente-leite.

Por outro lado, as importações seguiram ganhando força no último mês, frente a elevação da vantagem competitiva dos produtos internacionais.

O mês de julho apresentou um aumento de 26,7% nas importações, com um acréscimo no volume de importações de 22,2 milhões de litros em equivalente-leite.

Analisando o mesmo período do ano passado, também se nota um aumento entre os volumes importados; em junho de 2021, 72,5 milhões de litros em equivalente-leite foram importados, já em 2022 esse valor teve uma variação positiva de aproximadamente 45,4%, configurando um aumento expressivo de 32,9 milhões de litros em equivalente-leite comparando-se os anos, o que pode ser observado no gráfico a seguir:

Gráfico 3. Importações em equivalente-leite.

Esse aumento nos volumes importados e recuo das exportações ocasionaram um saldo mais negativo da balança comercial de lácteos para o mês de julho, apresentando o resultado mais negativo do ano, até o momento, e o menor valor desde fevereiro de 2021. Este cenário se formou devido alguns fatores, tais como: os recuos apresentados nos preços internacionais, a baixa disponibilidade de leite no Brasil e os elevados preços dos derivados lácteos no mercado interno.

Em meio a um cenário geopolítico conturbado, as tensões internacionais vêm emplacando quedas nos preços internacionais. A situação da covid-19 na China ainda não foi resolvida, e novos lockdowns vem ocorrendo, diminuindo a demanda de um dos principais players no mercado internacional. Além da demanda chinesa, temos conflitos em diferentes regiões do globo, como por exemplo, a guerra entre Rússia e Ucrânia, e as divergências entre China e Estados Unidos, impulsionadas por razões diplomáticas envolvendo a ilha de Taiwan.

Um outro ponto que vem atuando para consolidar o cenário baixista dos preços é o risco de recessão econômica mundial, com grandes potências, como Estados Unidos, e Europa apresentando entraves em suas economias, elevando os temores de uma possível recessão.

Em meio a essas tensões internacionais, os preços do leilão Global Dairy Trade passaram por mais uma variação negativa no último evento realizado. Os preços médios do leite em pó integral atingiram o menor valor desde fevereiro de 2021.

Esses fatos associados a baixa disponibilidade de leite no mercado interno, que impactaram nos preços, nos últimos meses, trouxeram um ganho de competitividade para os produtos internacionais, o que refletiu em um maior volume de importações. Desta forma, mesmo em meio ao dólar ainda operando em patamares elevados, o mês de julho se mostrou favorável as negociações de importação e manteve a janela de exportações fechada.

Em relação aos produtos mais importantes da pauta importadora em julho, temos o leite em pó integral, os queijos, o leite em pó desnatado e o soro de leite, que juntos representaram 93% do volume total importado.

O leite em pó integral teve uma elevação de 22% em seu volume importado. Além do leite em pó integral, os produtos que tiveram maiores variações com relação à importação foram o leite em pó desnatado e os queijos, com aumentos de 68% e 21%, respectivamente.

Os produtos que tiveram maior participação no volume total exportado foram o leite condensado, o leite UHT, o creme de leite e os queijos, que juntos, representaram 83% da pauta exportadora. Os queijos apresentaram um recuo de 15% em seu volume exportado.

A tabela 1 mostra as principais movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de julho deste ano.

Tabela 1. Balança comercial láctea em julho de 2022.

(Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT)


RANKING MUNDIAL: TOP 20 PROCESSADORES DE LEITE

Os 20 maiores processadores de leite, listados abaixo de acordo com o relatório publicado pela IFCN, são responsáveis por aproximadamente 40% da oferta mundial de leite cru sendo processado em fábricas.
 
Essas empresas e cooperativas aumentaram sua capacidade de processamento de leite em 50 milhões de toneladas nos últimos 10 anos, o que corresponde à metade da produção anual dos EUA.
 
Os produtores de leite da América dos EUA novamente encabeçaram a lista das 20 maiores empresas leiteiras que recebem mais leite a nível mundial. Seguiram-se o Lactalis da França e o Fonterra da Nova Zelândia.
 
Mas antes, mostramos quais marcas são as mais utilizadas por continente:

 
Os 20 maiores processadores de leite coletam 212 milhões de toneladas de leite, e a lista mostra que mais de 25% do leite produzido no mundo inteiro é processado a partir dos 20 maiores gigantes leiteiros. Esta tendência continua a se consolidar ano após ano, com os produtores leiteiros da América no topo da lista com uma ingestão em litros de 28,6 bilhões de litros, cerca de 3,5% do mercado total.
 
O poderoso grupo cooperativo Dairy Farmers of America está sediado em Kansas City, Missouri, e tem dezenas de fábricas em todo o país. É uma cooperativa agrícola que representa aproximadamente 14.000 produtores leiteiros.
 
As empresas Lactalis (com sede na França) com 21,7 milhões de toneladas de leite, Fonterra (Nova Zelândia) com 18,7 milhões de toneladas e Arla Foods (Dinamarca-Suécia) com 13,7 milhões de toneladas, seguem em ordem de importância, quinta é a gigante suíça Nestlé (13,6 milhões de toneladas), sexta é a Friesland Campinas (11,8).
 
Depois disso vêm Saputo com 10,5, Amul (Índia) com 10,3, os gigantes chineses Yili (9,6) e Mengniu (9 milhões de toneladas), Grupo Glanbia dos EUA, Califórnia Dairies, Danone, Agropur, DMK, Muller (Alemanha/UK), Leprino, Land O’Lakes, Savencia e Sodiaal, sendo os dois últimos franceses. (Fontes: eDairy News – Todo Lecheria)

 

Uma saída para manter o Auxílio Brasil em R$ 600

Está nos mapas de risco para 2023 a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600, que começa a ser pago hoje. Qualquer que seja o resultado da eleição, não se imagina que, tal definido na PEC Eleitoral, dure só até dezembro.

Apesar do quase consenso sobre a necessidade de elevar o valor diante do salto da inflação, o problema é como financiar o benefício maior sem endividar ainda mais o país. Um grupo de economistas especializados em temas tributários defende mudanças em regras que teria capacidade de gerar arrecadação extra ao redor de R$ 84 bilhões.

Além desse alvo, há outro: aumentar a chamada progressividade, ou seja, distribuir a carga de forma mais equilibrada entre quem ganha mais e quem tem menos renda. Hoje, o sistema tributário nacional é considerado regressivo, ou seja, quem ganha menos acaba pagando mais, por distorções no formato de cobrança, falta de correção na tabela do Imposto de Renda (IR) e um conjunto de isenções que acaba beneficiando a alta renda.

A correção da tabela do IR chegou a ser anunciada e aprovada, mas nunca saiu do papel. Segundo Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal do Ibre/FGV, caso tivesse sido reajustada a faixa de isenção para R$ 2,5 mil, como prometido, a tabela só voltaria para o patamar que estava em 2018. Às vésperas da eleição, o assunto foi retomado, mas ainda não está definido.

Um dos instrumentos da mudança seria a cobrança de imposto sobre lucros e dividendos, que acabou derrubando a reforma no ano passado. Rodrigo Orair, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), admite que o assunto é complexo, mas pondera que o tema envolve não só justiça tributária, mas competitividade, porque a alíquota sobre o ganho das empresas é elevado, de 34%:

- Para investidores internacionais, conta mais a alíquota sobre a empresa, não sobre os dividendos, cobrados da pessoa física. Vários países estão mudando e integrando a cobrança entre pessoa física e jurídica. Os que tinham isenção de dividendos estão mudando. (Zero Hora)


Jogo Rápido 

Expointer
Já tem data para o lançamento oficial da 45ª Expointer. Será na próxima segunda-feira, no espaço Multiverso Experience, no Cais Embarcadero, na Capital. Na ocasião, serão apresentados os detalhes da feira agropecuária que ocorrerá de 27 de agosto a 4 de setembro, no parque Assis Brasil, em Esteio. Um deles é que, neste ano, não haverá mais limitação do número diário de visitantes. (Zero Hora)


 
 
 

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Porto Alegre, 08 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.719


Com mais de 2000 participantes, Goiânia foi palco dos maiores eventos do leite nacional
 
Nos dias 02, 03 e 04 de agosto, a capital do estado de Goiás recebeu mais de 2000 participantes para o Fórum MilkPoint Mercado, o Workshop da Agroceres Multimix, o Jantar dos Top 100 maiores produtores de leite do Brasil e para o principal evento, o Interleite Brasil 2022. Em três dias de intensa experiência e abertura ao novo, o leite se reuniu em Goiânia para discutir os caminhos para o futuro.

Com recorde de participação, a  13ª edição do Fórum MilkPoint Mercado, realizado no dia 2 de agosto, no Centro de Convenções de Goiânia, teve a presença de 398 participantes distribuídos nas modalidades presencial e online. Como de costume, o evento traçou cenários do mercado lácteo nacional e internacional. Entre as principais pautas discutidas, a relação indústria e varejo ganhou espaço, bem como outros temas como a oferta de leite no campo  e as importações da Argentina e Uruguai no segundo semestre.
 
Outros temas como tendências no consumo de lácteos, oportunidades no e-commerce, novas formas de atender o varejo, mercado de grãos e inteligência de mercado, entre outros, também marcaram as discussões. 
 
Ainda no dia 02, o Workshop oferecido pela Agroceres Multimix, com o tema “Estratégias, manejo e ferramentas nutricionais com impacto no período pós-parto,” ministrado pelos especialistas Dr. Felipe Cardoso, Professor associado da Universidade de Illinois em Urbana-Champaig e pelo Dr. Gilson Dias, Gestor técnico de bovinos de leite da Agroceres Multimix, contou com a presença de 73 participantes.
 
Para finalizar com chave de ouro o primeiro dia de evento, no Castro’s Hotel, o Jantar dos Top 100 maiores produtores de leite do Brasil, reuniu 172 pessoas. Na ocasião, além da entrega dos certificados para os Top 100, Miguel Cavalcanti, fundador e CEO do AgroTalento ministrou uma palestra sobre a importância da gestão de pessoas.
 
Na quarta-feira, 03 de agosto, com os apoios do Senar-GO, Sebrae-GO e demais parceiros, teve início a 20ª edição do Interleite Brasil. Com um número recorde de pessoas, os 1400 participantes do evento (1200 presencialmente e 200 online), fizeram o Interleite Brasil 2022 entrar para a história.
 
Logo na abertura do evento, foi anunciado o homenageado do Prêmio Vidal Pedroso de Faria, o Professor Paulo Fernando Machado, da ESALQ e da Clínica do Leite. Ainda pela manhã, Marcelo Pereira de Carvalho, anunciou a transição de marca da AgriPoint para MilkPoint Ventures.
 
No debate, moderado por Valter Galan, sócio do MilkPoint Mercado, com a presença de diversas entidades e personalidades atuantes no setor, foi discutido o cenário do leite brasileiro, como a volatilidade e previsibilidade do preço do leite. No período da tarde, as palestras trouxeram aspectos técnicos e gerenciais sobre sistemas de produção e rentabilidade.
 
No segundo dia do Interleite Brasil 2022, os holofotes voltaram-se para o protagonismo das pessoas e tecnologia, agenda ambiental e sustentabilidade e um olhar futurista do setor, abordando qualidade de volumosos e custos de produção, integração da pecuária leiteira com outras atividades do agro e muito mais!

Para Marcelo Pereira de Carvalho, CEO do MilkPoint Ventures, “O Interleite Brasil mostrou as transformações da cadeia do leite, incluindo a profissionalização, o aumento de escala e a incorporação de novas agendas, como a questão da sustentabilidade. Ficou evidente que a sustentabilidade e tudo o que compõe o tema “ESG” não só veio para ficar, mas representa uma grande oportunidade para o agro e em especial para o leite.  As fazendas estão descobrindo que oportunidades de geração de renda”.  
 
A equipe do MilkPoint Ventures agradece todos os participantes, apoiadores, patrocinadores e parceiros. Vocês, junto conosco, construíram a maior edição do Interleite Brasil!
 
Os conteúdos do Interleite Brasil quanto do Fórum MilkPoint Mercado ficarão disponíveis por 30 dias na plataforma dos eventos para você ver e rever quantas vezes quiser! Se você não participou, ainda pode participar e não perder nada! Clique aqui para fazer a sua inscrição para a 13ª edição do Fórum MilkPoint Mercado e aqui para o Interleite Brasil 2022.
 
Fiquem ligadinhos no MilkPoint que ao longo dos próximos dias soltarão conteúdos exclusivos do Interleite Brasil! (Milkpoint)


Fazendas de leite a pasto bem manejadas superam sistemas intensivos em produtividade hídrica

Uma pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos, mostrou que sistemas de produção de leite a pasto com bons índices de eficiência produtiva e bem manejados, apresentaram produtividade hídrica superior a modelos mais intensivos, como semi-confinamento e confinamento. A produtividade hídrica é a relação do produto (leite) pelos litros de água consumidos para produzi-lo, levando em consideração consumos diretos e indiretos.

Segundo o pesquisador Júlio Palhares, que coordenou o estudo, independente do tipo de sistema utilizado pelo produtor, a produtividade hídrica é influenciada pelos indicadores de produção total do leite da fazenda, a porcentagem de vacas em lactação e o tipo de alimentação oferecido aos animais.

A pesquisa avaliou a produtividade hídrica de 67 propriedades leiteiras no sul do Brasil. Foram 57 fazendas a pasto; sete, semi-confinadas e três que utilizavam o confinamento, localizadas em uma das principais bacias leiteiras do Estado do Rio Grande do Sul, a de Lajeado Tacongava. 

As propriedades estão situadas em quatro municípios: Serafina Corrêa, União da Serra, Guaporé e Montauri – que representam 81,7% do total de fazendas leiteiras da região. Todas as propriedades em sistemas de produção semi-confinado e confinado foram analisadas, e 83,8% daquelas que adotam sistema a pasto. O trabalho foi publicado na Revista Internacional Journal Science of the Total Environment em parceria com o Leibniz Institute for Agricultural Engineering and Bioeconomy, a Universidade de Caxias do Sul e a Emater (RS).

No sistema a pasto, a produtividade hídrica do leite variou de 0,27 a 1,46 kg de leite por metro cúbico de água; no sistema semi-confinado a variação foi de 0,59 a 1,1 kg de leite; no confinado, de 0,89 a 1,09 kg de leite por metro cúbico de água. “Quanto maior a produtividade hídrica, melhor o uso da água dentro da porteira”, explica Palhares.
Das fazendas a pasto analisadas, 20 apresentaram maior produtividade hídrica do que todas as propriedades do sistema semi-confinado. Quando comparado ao confinado, o modelo baseado em pastagem alcançou resultados semelhantes – foi observada maior produtividade hídrica em 22 fazendas.

“A grande variabilidade da produtividade hídrica era esperada, pois o indicador é influenciado por vários aspectos produtivos, o que reforça a importância de avaliá-lo em escala de fazenda. Elevadas produtividades hídricas podem ser alcançadas, independente do sistema de produção, desde que ele seja bem manejado”, explica o pesquisador.
 
Sustentabilidade
A água é um dos fatores de produção mais importantes para a atividade leiteira. Ela é essencial para a produção de alimentos aos animais, para o consumo do gado e para a realização dos serviços de limpeza. Segundo Palhares, a gestão adequada do recurso nos sistemas de produção precisa ser implementada para garantir a sustentabilidade da atividade leiteira.

“A avaliação da produtividade hídrica permite identificar os pontos de fragilidade no uso da água e, consequentemente, propor boas práticas do seu uso. A produtividade hídrica é dependente do tipo de sistema de produção, espécies e raça do animal, e o tipo e a origem dos componentes da dieta animal. Dessa forma, é fundamental avaliar a produtividade hídrica em escala de fazenda para ajudar o produtor a entender os fluxos de água e otimizar o uso desse recurso”, conta Palhares.

A adoção de boas práticas com o objetivo de alcançar uma maior eficiência no uso da água, além de reduzir o consumo, melhora a produtividade hídrica. Para o pesquisador, a maneira mais rápida de melhorar o valor da produtividade hídrica se dá pelo correto manejo nutricional, com impacto na redução do custo de produção da atividade leiteira. De acordo com ele, um sistema menos intenso com alta produtividade de água pode significar menor custo de produção, menos dependência de insumos externos, menor necessidade absoluta de água e menor geração de resíduos por área.

“A intensificação do sistema leiteiro é uma tendência mundial, principalmente por razões econômicas, como proporcionar ganhos de escala. No entanto, sabe-se que a intensificação tem passivos ambientais e sociais. Se pudermos ter elevada produtividade hídrica em sistemas menos intensificados, é um ponto que contribui para viabilidade ambiental do sistema de produção, bem como agrega valor ao produto”, explica.

Ao analisar a intensificação dos sistemas de produção, como fazendas confinadas, sob a perspectiva da produtividade leiteira, estes sistemas são mais vantajosos. Mas essa perspectiva não pode mais ser a única na avaliação de produtos de origem animal. A dimensão ambiental também deve ser considerada em seus múltiplos aspectos, como água, emissões de gases do efeito estufa, uso eficiente de nutrientes e preservação da biodiversidade destaca. (As informações são da Embrapa Pecuária Sudeste, adaptadas pela equipe MilkPoint)

 

USDA – Forte demanda e fraca oferta aumentou a lucratividade do produtor na Austrália – Relatório 31 de 04/08/2022

O mercado global está atualmente sob forte impacto dos preços do trigo australiano. Internamente as cotações estão acima da média, sendo mais um fator a se reunir aos elevados preços dos fertilizantes, dos grãos e do gás natural, fazendo com que o preço do leite australiano permaneça forte. 
 
Entretanto, a escassez de mão de obra continua sendo um problema e os fazendeiros competem pelos trabalhadores. O resultado dessa escassez tem sido o elevado êxodo de pessoas da atividade e redução do tamanho dos rebanhos. De acordo com uma fonte, mais de 1.500 produtores de leite abandonaram o setor desde 2016, fazendo com que a produção de leite da Austrália caísse de 9,5 bilhões de litros em 2015-2016, para 8,8 bilhões de litros em 2020-21. 
 
Junto com isso as margens continuam sob risco e devem ser compensadas por fortes preços do leite e condições climáticas de produção mais favoráveis. A expectativa é de que a produção de leite ficará estável nesta temporada e alguns dos maiores varejistas propõem aumentar o preço do leite ao consumidor.   


 
A Fonterra e o GlobalDairyTrade (GDT) planejam iniciar o GDT Pulse no dia 09 de agosto de 2022. O programa tem o objetivo de beneficiar compradores/vendedores balizando preços nas semanas em que não houver o GDT. Como resultado, a Fonterra cortou 28.000 toneladas de leite em pó integral (WMP), para serem ofertadas nos primeiros 12 meses do GDT Pulse. Embora estejamos no início da temporada, é preciso levar em consideração o impacto das condições do tempo na região. 
 
A ideia inicial é de que o nível de umidade do solo atualmente vem sendo mantido pelas ondas de calor que trazem chuvas fortes para boa parte do país. Isto faz com que as expectativas em relação aos sólidos do leite aumentem, podendo ser até 4% superior à temporada passada. Os últimos registros dos sólidos mostraram que eles foram maiores do que as projeções. Em junho, o crescimento foi de 1,1% em relação ao ano anterior, quando a projeção inicial era de declínio de 0,4%.
 
Dados divulgados sobre as exportações mostram queda nas exportações de WMP da Nova Zelândia, -33% na comparação anual. As exportações para China caíram 64% no ano. Enquanto isso, as exportações para o Norte da África e África Subsaariana aumentaram 163% e 18%, respectivamente, sendo a China a responsável por essa mudança. (Fonte: USDA – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido 

Queijos são alternativa para Brasil se destacar no mercado de laticínios
Você ainda tem dúvida que o Brasil produz o melhor queijo do mundo? No mês passado, um queijo da canastra chegou ao topo do “The Taste Atlas”, ranking de site norte-americano que utiliza a opinião dos usuários para avaliar comidas do mundo inteiro. Em concursos franceses realizados anualmente, percebemos um volume cada vez maior de queijos nacionais sendo reconhecidos internacionalmente. Isso estabelece no Brasil um incentivo pela busca da qualidade na produção dessa iguaria única. Regiões que antes não imaginávamos na produção do leite, como Sorriso (MT), hoje já buscam o reconhecimento do selo Arte com a criação de um queijo específico. Atualmente, o Brasil é o quinto maior produtor de leite do mundo, com 37 milhões de toneladas produzidas em 2020. Especificamente, sobre produtos lácteos, há uma dificuldade de exportação já que são produtos perecíveis. E segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), somente 7% da produção mundial é comercializada. O Brasil está na 28ª posição deste mercado. Ou seja, há muito espaço a se conquistar. Com isso, além de impulsionar a economia, valorizar a cadeia do queijo é apoiar o produto brasileiro e reforçar o reconhecimento de quem está lá no campo. (As informações são da Forbes, adaptadas pela equipe MilkPoint)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 05 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.718


Ministério da Agricultura atende demanda sobre uso de nomenclatura de produtos lácteos
 
O Ministro da Agricultura Marcos Montes, atendendo a reivindicações consistentes e insistentes que o setor lácteo vem levando ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ao longo de mais de um ano, resolveu iniciar o processo de enquadramento regulamentar a questão da impropriedade de se denominar produtos vegetais utilizando as consagradas  nomenclaturas lácteas.
 
A utilização dessas nomenclaturas lácteas são detalhadamente regulamentadas desde meados do século passado no Brasil e há mais de 1 século mundo afora. Vejam aqui o Ofício do Ministro ao Ministério da Saúde-MS e a nota técnica que o fundamenta, a respeito do tema. (Fonte: Terra Viva)


Preço do diesel recua 3,5% a partir de hoje
 
A Petrobras anunciou ontem redução no preço do diesel em 3,5% a partir de hoje nas refinarias. O litro do combustível teve uma queda de R$ 0,20, passando a custar R$ 5,41 sem tributo, informou a estatal. Sem reajuste há quase 50 dias, o diesel estava sendo negociado em média no Brasil acima do preço internacional. “Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o diesel, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, disse a empresa em nota. Em videoconferência com analistas na semana passada, o diretor de Comercialização e Logística da estatal, Claudio Mastella, havia indicado que ainda observava o movimento de queda do preço do diesel “com cautela”, apesar das pressões do governo para que a estatal reduzisse o preço.
 
Segundo a Petrobras, considerando-se a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 5,05, em média, para R$ 4,87 a cada litro vendido na bomba. Ao mesmo tempo que no Brasil são anunciadas reduções nos preços dos combustíveis, como já havia ocorrido com a gasolina uma semana antes e agora com o diesel, ontem a cotação do petróleo teve nova queda, o que influencia a política de preços adotada pela Petrobras. 
 
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI para setembro fechou em queda de 2,34%, a 88,54 dólares por barril, enquanto o Brent caiu 2,75%, para 94,12 dólares por barril. Recentemente os preços chegaram a 120 dólares, afetados pela crise provocada com a guerra na Ucrânia, e nos últimos dias rondavam os 100 dólares. O valor do barril recuou em meio às constantes preocupações dos investidores do mercado financeiro com a economia global e com a possibilidade de recessão, o que estaria enfraquecendo a demanda pela commodity e derrubando o preço. Para o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) André Braz, a redução de 3,5% no preço do diesel terá impacto “modesto” na inflação. Diferentemente da gasolina, reajustes no diesel têm pouco impacto direto no índice de preços ao consumidor amplo (IPCA), a inflação oficial do país. O maior efeito, diz Braz, é indireto, na formação dos preços do frete, do transporte público e da energia. “A parcela indireta, no frete, transportes e energia, é maior. Quedas no preço do diesel podem evitar novos aumentos nesses serviços, mas isso é difícil de medir”, observou o economista. “Diretamente, o ajuste anunciado vai contribuir com redução de apenas 0,01 ponto porcentual no IPCA em 30 dias”, prevê Braz. 
 
Esse efeito será concentrado, portanto, no índice de agosto. Para efeito de comparação, o impacto dos dois últimos reajustes para baixo no preço do litro da gasolina da Petrobras, que caiu mais de 8% no total, deve ser de redução entre 0,15 e 0,20 ponto percentual no IPCA de agosto, ou seja, impacto direto na inflação até 20 vezes maior que o da redução do diesel. (Correio do Povo)
 

É possível melhorar os resultados através da inteligência de mercado?

O Décimo terceiro Fórum MilkPoint Mercado se encerrou, mas, a missão de passar informações essenciais a respeito da cadeia láctea foi cumprida com louvor e, como sempre, permaneceremos no objetivo de transmitir as principais informações. Ao longo da última terça-feira (02/08), foram abordados diferentes conteúdos, sempre buscando trazer inteligência de mercado para todos os participantes.
 
No terceiro bloco de discussão, foi abordado a visão do varejo, inteligência de mercado e inovações, como canais disruptivos, que vem para somar no mercado lácteo, e fortalecer as relações entre os elos da cadeia.
 
A tarde foi iniciada com a palestra do Samir Ruggiero, Diretor de Sourcing e Comercial na USINA - Business Craft Factory, abordando os grandes desafios no mercado brasileiro na coordenação e desenvolvimento de canais de venda de queijos e outros lácteos no varejo. Para Samir, o mercado brasileiro é desafiador: “O mercado brasileiro é gigante, e possui perfil demográfico com mudanças. O consumo aparente per capita de 173 litros por ano por habitante, frente a médias que chegam de 200 a 340 litros por ano por habitante em outras localidades”.
 
Ainda segundo ele, os preços dos produtos e as mudanças nos hábitos de consumo vem sendo grandes fatores que influenciam o mercado. “A questão do preço tem pesado cada vez mais, tomado conta da decisão de compra e feito parte da decisão de compra dos brasileiros e mundo a fora”.
 
Ainda foram abordados os Iniciativas para aumentar o consumo de lácteos no Brasil. Segundo Samir, Dentro das ações do setor público privado, o desafio é a internacionalização do setor lácteo brasileiro. Devemos enxergar a internacionalização como oportunidade e exportações como estratégia de hedge para receita em dólar, adotando o comércio exterior como estratégia empresarial e setorial.
 
Juliana Torres Santiago, analista de consultoria do MilkPoint Mercado, falou em sua palestra sobre como trazer melhores resultados para sua empresa através da inteligência de mercado.
 
Ela apresentou casos reais e práticos para demonstrar como a adoção desta prática pode trazer resultados positivos para seu negócio. “Quando falamos de um mercado tão volátil, com tantos players, quanto que vale uma boa informação de mercado?” 
 
Em um dos casos trazidos por Juliana, uma empresa atuante no mercado de muçarela, utilizando informações de mercado esperou um tempo, com base em informações de alta nos preços, utilizando inteligência de mercado. Resultado: Faturamento adicional de mais de R$ 2 milhões em apenas uma semana.
 
Ao longo da palestra foram abordadas questões, como: A sua empresa valoriza adequadamente suas principais matérias primas? A precificação de leite entre produtores também pode oferecer oportunidades para valorizar a composição do leite, matéria prima da indústria. Juliana finalizou sua palestra com uma conclusão: “Fazer análises estratégicas específicas para sua empresa pode, e deve, gerar resultados positivos como um todo. Mostrando que a inteligência de dados pode se tornar fortes oportunidades.”
 
Para completar esta tarde extremamente produtiva, tivemos André Zogheib, da Souk, abordando uma nova forma de atender o varejo, trazendo canais disruptivos e inovação nos canais.
 
Para André, o cenário atual é desafiador, e a tecnologia e inovação vem para sanar entraves nas relações entre os elos da cadeia. “Hoje, o mundo dos negócios nunca foi tão desafiador, com custos cada vez mais dinâmicos e globalizados, além de uma questão concorrencial muito forte, com barreiras de entrada cada vez mais reduzidas. Estamos vendo a questão da produtividade: Como que podemos ganhar através da tecnologia ganhando produtividade, e inovações, cada vez mais curtas e com um público cada vez mais exigente?.”
 
Segundo André, a resposta está na eficiência. “O Brasil é um dos maiores consumidores de tecnologias, mas produz pouca tecnologia ainda. As empresas de tecnologia que estão se destacando estão trazendo eficiência, resolvendo problemas convencionais”. A Souk é um marketplace que conecta indústria diretamente com o varejista, conectando essas duas pontas, fazendo o encontro entre oferta e demanda, utilizando tecnologia do leilão holandês, que funciona a base de negociação. “A proposta da solução é que a relação entre indústria e varejo seja em tempo real, sete dias por semana, 24 horas por dia”. (Milkpoint)


Jogo Rápido 

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 30/2022 – SEAPDR
A última semana permaneceu com muita umidade e frio na maior parte do RS. Na quinta-feira (28), o deslocamento de uma frente fria provocou chuva em todo Estado, com registro de temporais isolados. Entre a sexta (29) e o domingo (31/7), a presença de uma massa de ar seco e frio manteve o tempo firme, com redução da temperatura e formação de geadas ao amanhecer. Na segunda (01/8), o tempo permaneceu seco e o ingresso de ar quente favoreceu uma ligeira elevação das temperaturas em todo RS, com valores próximos de 30°C em diversas localidades. Na terça (02/8) e quarta-feira (03/8), a propagação de uma nova frente fria provocou chuva na maior parte do Estado. Clique aqui e acesse os Boletins oficiais sobre clima e culturas elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Emater-RS e Irga. O documento conta com uma avaliação das condições meteorológicas da semana anterior, situação atualizada das culturas do período e a previsão meteorológica para a semana seguinte. (SEAPDR)


 
 
 
 

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Porto Alegre, 04 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.716


Pequenos laticínios movimentam economia local

Dos cerca de 12 milhões de litros de leite que o Rio Grande do Sul produz todos os dias, em torno de 2 milhões de litros são destinados à produção de queijos. No Estado, são fabricadas 250 toneladas de queijos por dia, 60% das quais em laticínios de médio e pequeno porte. Tradicionalmente, são estas agroindústrias que têm no queijo e outros derivados seus produtos principais, uma vez que não conseguem volume e nem capacidade de investimento para industrializar leite UTH ou leite em pó. 

O presidente da Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), Humberto Doering Brustolin, afirma que a entidade congrega 35 laticínios que concentram esta produção. Segundo ele, as indústrias de médio porte, com litragem maior, atuam nos queijos commodity (muçarela e prato), e as pequenas em queijos especiais, que demandam mais mão de obra e menos matéria-prima. 

Doering acredita que o aumento do interesse na produção de queijo atende às regras do mercado no caso de laticínios, mas vê o movimento das grandes empresas neste sentido como um entendimento das oportunidades que o produto oferece. O dirigente destaca a importância das pequenas queijarias, na parceria que fazem com a agricultura familiar para a captação do leite e naquilo que contribuem para a economia dos municípios onde atuam. "São empresas genuinamente gaúchas, que fomentam o comércio local e geram empregos e renda", defende. 

O presidente da Apil também destaca a relevância da atualização nos custos do produtor para fixar o preço de referência do leite, hoje por volta de R$ 3,00 o litro. Para Doering, a melhor remuneração do produtor é fundamental para a sobrevivência da cadeia leiteira, que vem lidando com o abandono do homem do campo à atividade. "Se não houver produtor interessado em produzir leite, não haverá o que industrializar e o consumidor vai sentir a falta dos alimentos", pondera. 

Um dos exemplos de agroindústria que representa o papel citado por Doering, é a Queijaria Somacal, localizada na Vila Caravaggio, em Farroupilha. Inaugurada há 15 anos, a queijaria tem parceria com sete famílias que lhe entregam diariamente 3 mil litros de leite, os quais garantem a produção diária de 300 quilos de queijo. Marcelo Somacal, proprietário do laticínio, diz que dá preferência aos produtores que alimentem o gado leiteiro com mais pastagens do que com suplementação. 

Um veterinário do estabelecimento acompanha as famílias no manejo dos animais, para assegurar um leite de alta qualidade, apto a produzir queijos de elevado padrão. O leite mais rico em sólidos e gorduras entregue pelos parceiros a Somacal é utilizado na produção de queijos especiais, como o colonial, os queijos temperados, o queijo coalho. O soro do queijo o produtor usa em produtos como as ricotas e ricotas temperadas, destinando o restante para o mercado de nutrição animais. A família Somocal já teve o próprio tambo, mas há alguns anos decidiu se especializar na produção dos queijos. Estudo e experiência foram compensados neste ano com a premiação de dois queijos da marca na Expoqueijo 2022, em Araxá, no Triângulo Mineiro. 

O queijo colonial ao vinho ganhou a medalha de ouro no Araxá International Cheese Awards, na categoria queijos aromatizados de massa cozida jovem. O queijo parmesão ficou com a medalha de bronze, na categoria queijo de leite de vaca pasteurizado de casca lisa madurado. “São produtos de grande valor agregado, que têm dado destaque para o nosso trabalho”, encerra. (Correio do Povo)


Parque Assis Brasil já em ritmo de Expointer
 
Das licitações que precisam ser feitas para colocar a 45ª Expointer de pé, uma foi 100% concluída e já está em execução pela empresa vencedora. É a que fica no guarda-chuva infraestrutura. A subsecretária do parque Assis Brasil, Betty Cirne Lima, resume:
 
- Isso aqui (parque) está um canteiro de obras.
 
Quando apresentou a proposta para licitação com três eixos temáticos, aos moldes do formato usado para a realização do Brazil South Summit, Betty tinha como meta chegar ao início deste mês já com as contratações feitas. Embora não tenha sido possível, a subsecretária avalia que o processo tem sido muito bem-sucedido. Ela conta que o trabalho seguiu com rigidez o cronograma estabelecido:
 
- Quando a gente fez a projeção, os prazos eram muito justos. Por mais que não se tenha 100% pronto, está tudo bem encaminhado.
 
A contratação da empresa que ficará responsável pela bilheteria está quase pronta. A para fornecimento de bebidas, "no final". As licitações para o parque de diversões e os voos panorâmicos resultaram desertas nas primeiras tentativas. Se necessário, poderá haver dispensa.
 
Com o novo modelo, além da agilidade (com a redução do número de processos), a ideia é ter melhores resultados.
 
- Pelo andamento, a gente tem a indicação de que de fato teremos benefícios financeiros e uma melhor otimização de processos e economia de sistema e hora-homem. Considero que a gente atingiu a meta - diz Betty.
 
O secretário de Agricultura, Domingos Velho Lopes, acrescenta que há grande procura pelos espaços da feira. Sobre as inscrições de animais de argola (5.093), avalia:
 
- É a vontade do produtor de se reencontrar. (Zero Hora)
 

EUA: produção de leite deve terminar o ano abaixo dos níveis de 2021

A produção de leite dos EUA está a caminho de terminar o ano levemente abaixo de um ano atrás. O relatório de produção de abril a junho do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostra que a produção de leite caiu no trimestre. Os produtores dos EUA coletaram 26,26 bilhões de quilos, meio por cento abaixo do mesmo trimestre do ano passado. A queda se deve em parte a menos vacas leiteiras - 87.000 cabeças a menos que no ano passado. 
 
A quantidade de leite por vaca também está crescendo a um ritmo mais lento devido aos custos de alimentação mais altos, à seca contínua no oeste e ao estresse térmico. A indústria ainda conseguiu aumentar a produção de leite por vaca em quatro dos primeiros seis meses de 2022. 
 
Enquanto isso, o último relatório de armazenamento a frio mostra que, no final de junho, os estoques e armazéns totais de queijo caíram em relação ao mês anterior, mas ainda estão 5% acima do ano anterior. Esse é o maior relatório de armazenamento total de queijos de junho que já vimos. Mas é um pouco menor do que no mês passado. 
 
Do outro lado desse espectro, todas as categorias de queijo, exceto o suíço, mostraram um aumento de 5%. Há mais de um ano, o queijo suíço aumentou 9%. Então, ainda está sendo registrado ganhos ano após ano. Ainda assim, existem alguns indícios de baixa, mas ainda está mostrando alguma luz no fim do túnel. Os estoques de manteiga subiram 3% em relação ao mês passado, mas estão 20% abaixo do mesmo mês do ano passado. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido 

Expointer - Gadolando contabiliza 175 animais
A raça Holandesa participará da 45ª Expointer com 175 exemplares. A feira, que ocorre de 27 de agosto a4de setembro, no Parque Assis Brasil, em Esteio, contará com 19 criadores de 16 municípios gaúchos e de um paranaense. Conforme a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), a grande novidade será o espaço para as vacas de pelagem vermelha e branca, que ganharão destaque. O julgamento da raça ocorrerá nos dias 31 de agosto e 1º de setembro. “Há uma grande expectativa para esta iniciativa, que será bastante útil ao desenvolvimento dessa variedade no Estado e servir para aumentar sua participação em exposições”, observa o vice-presidente técnico da Gadolando, José Ernesto Ferreira. O julgamento estará a cargo do norteamericano Marc Bolen, produtor e analista de touros da Select Sires. (Correio do Povo)