Pular para o conteúdo

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 20 de fevereiro de 2024                                                   Ano 18 - N° 4.087


GDT - Global Dairy Trade

Fonte: GDT adaptado pelo SINDILAT/RS


Liminar dá 2 meses para indústria adequar rótulos de alimentos

Anvisa havia prorrogado o prazo até outubro de 2024; Justiça Federal de SP determinou colocação de adesivos em rótulos embalagens antigas

São Paulo — Empresas fabricantes de alimentos têm 60 dias para incluir nos rótulos de embalagens de alimentos e bebidas o selo da lupa indicando altas quantidades de sódio, açúcar adicionado e gordura saturada. A decisão liminar é da Justiça Federal de São Paulo e atende a uma ação civil pública apresentada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Com a determinação judicial, a Anvisa não pode adotar novas medidas que, direta ou indiretamente, autorizem o descumprimento de prazos. A prorrogação havia sido determinada no último dia do prazo para adequação dos rótulos, em 9 de outubro de 2023,

Além disso, a decisão impede que as empresas fabricantes de alimentos processados e produtos ultraprocessados usem a autorização de esgotamento de embalagens e rótulos antigos e, assim, passem a utilizar adesivos para adequar os rótulos com o selo da lupa e a tabela nutricional.

A decisão do juiz Marcelo Guerra Martins, da 13ª Vara Cível Federal de São Paulo, considera que “é preciso resistir ao lobby de agentes econômicos que tentam compensar a própria incapacidade por meio de um protecionismo estatal que prejudica a coletividade, seja em relação aos consumidores, seja em termos de retardar a prevalência, na economia, das empresas dotadas de maior agilidade, eficiência, produtividade e capacidade de adaptação.”

Para o advogado Leonardo Pillon, do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec, a decisão liminar é uma resposta positiva para evitar influência política em decisões regulatórias.

Pillon também afirmou que a decisão de publicar a lupa no rótulo dos alimentos permite aos consumidores sobre o direito de realizar escolhas mais bem informadas sobre possíveis efeitos nocivos à saúde decorrentes do consumo de produtos ultraprocessados.

A Anvisa informou ao Metrópoles que ainda não foi intimada sobre a decisão judicial. Por isso, não pode se manifestar sobre o processo sem conhecer o conteúdo

O Metrópoles procurou a assessoria de imprensa da Anvisa para comentar a declaração e a decisão judicial. O espaço segue aberto.

Lupa nos rótulos
Em 2020, aprovação de uma resolução da Anvisa determinou o prazo de 3 anos para a adequação da indústria alimentícia às novas regras de rotulagem, com a inclusão do selo de uma lupa e da nova tabela de informação nutricional.

A maioria dos alimentos e bebidas processados e ultraprocessados devem apresentar o selo da lupa na parte da frente, com o aviso “alto em” açúcar adicionado, gordura saturada e/ou sódio.

Os produtos devem apresentar também a nova tabela nutricional, incluindo a informação de nutrientes por 100 ml ou 100 gr, para que a comparação entre produtos seja mais fácil para o consumidor.

Prorrogação do prazo
A regra já estaria valendo para a maioria dos produtos alimentícios; apenas pequenos produtores e bebidas não alcoólicas em embalagens retornáveis teriam mais tempo.

Porém, no fim do prazo de adequação, em outubro do ano passado, a Anvisa emitiu uma nova resolução permitindo que as indústrias esgotassem o estoque de rótulos e embalagens ainda não atualizadas às novas regras, até outubro deste ano.

As informações são do Metrópoles.

 

Justiça impede tributação de benefício fiscal

Em Minas Gerais, o juiz federal Flavio Bittencourt de Souza entende que a nova legislação criou “severas condicionantes”

A Justiça Federal de Minas Gerais afastou a tributação de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL sobre benefícios fiscais de ICMS. A liminar, umas das primeiras concedidas no Estado, é do juiz federal Flavio Bittencourt de Souza, da 1ª Vara Federal com Juizado Especial Federal (JEF) Adjunto de Sete Lagoas, em favor de uma fabricante de tecidos.

A companhia, beneficiária de crédito presumido de ICMS, alega no pedido que o tributo estadual não deve compor a base de cálculo dos impostos federais por ofensa ao pacto federativo, direito resguardado pela Constituição Federal e o Código Tributário Nacional (CTN). O valor da causa é de R$ 2 milhões.

A tributação passou a ser obrigatória para todos os tipos de incentivos com a Medida Provisória (MP) nº 1.185/2023, editada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e convertida na Lei nº 14.789/2023. Ela revogou o artigo 30 da Lei nº 12.973/2014, que instituía requisitos para as empresas não terem os benefícios tributados, como constituir uma reserva de lucros.

Segundo tributaristas, no caso do crédito presumido, a jurisprudência no Superior Tribunal de Justiça (STJ) é pela não tributação. Em dois julgamentos (REsp 1.517.492 e Tema 1182), os ministros entenderam que as empresas que têm crédito presumido não precisam seguir os requisitos do artigo 30 da legislação anterior. Essa benesse, no entanto, não se aplica a outros tipos de benefícios fiscais - para estes, é preciso seguir os requisitos.

Desde janeiro, com revogação do dispositivo, o governo federal igualou os tipos de benefícios e passou a tributar todos eles. Advogados defendem, porém, que os julgados do STJ são forte precedente para afastar a tributação do crédito presumido, mesmo com a nova legislação. Várias liminares têm sido concedidas para empresas não terem os benefícios de ICMS tributados pela União.

Em Minas Gerais, o juiz federal Flavio Bittencourt de Souza entende que a nova legislação do Ministério da Fazenda criou “severas condicionantes para a apropriação limitada de crédito de IRPJ” e impacta “sobremaneira o equilíbrio financeiro da empresa e colocando em risco o próprio escopo do incentivo estadual”.

“Se o fundamento em baila nos coloca no campo da não incidência tributária, carece razão à Fazenda Nacional ao instituir crédito ou qualquer outra desoneração de IRPJ e CSLL sobre os créditos presumidos de ICMS, eis que não havendo competência tributária, limitada que foi pelo pacto federativo, não há tributo e sem tributo não há favor fiscal”, diz (processo nº 6000273-38.2024.4.06.3812).

A empresa entrou com a ação dias após a publicação da Lei 14.789/2023, afirma a advogada Maysa Pittondo Deligne, sócia do escritório CPMG Advocacia, que atua no caso. Segundo ela, a empresa seguia as orientações o artigo 30 da lei anterior, que foi revogado. “Comprovamos que a mitigação do benefício fiscal poderia prejudicar o equilíbrio financeiro da empresa, com mais de 50% do crédito sendo tributado pela União”, diz.

A tributarista, que foi conselheira do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), alega que a nova lei além de tributar, restringe o aproveitamento do crédito.

“Não tivemos mais a possibilidade de dedução da base de cálculo de IRPJ e CSLL e o valor do crédito ficou limitado, de acordo com a forma do cálculo da lei e do procedimento de habilitação prévia junto à Receita Federal.”

Ela ainda ingressou, para a mesma empresa, com outro mandado de segurança para discutir a suspensão do PIS e da Cofins, por “estratégia processual”, já que o tema será julgado em repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a Procuradoria-Geral Fazenda Nacional (PGFN) afirma que vai recorrer da decisão. Para o órgão, a nova regra “não padece de qualquer vício de inconstitucionalidade e decorre de uma reformulação da política fiscal federal para atender a preceitos constitucionais, financeiros e orçamentários, reforçando a transparência e responsabilidade fiscal na concessão de benefício fiscal, sem erodir a base fiscal e as receitas tributárias repartidas entre União, Estados e municípios”.

De acordo com o advogado Marcos Ortiz, sócio do Madrona Fialho Advogados, o crédito presumido é diferente dos outros tipos de benefícios porque consiste em uma “renúncia definitiva” do Estado em arrecadar o imposto. Nos outros tipos de benefício, como diferimento, redução de alíquota ou base de cálculo, a desoneração é compensada na etapa seguinte da cadeia. Por isso, tributar o crédito presumido seria ferir o pacto federativo. “A União toma para si uma parte da receita da qual o Estado abriu mão para impulsionar a economia e a geração de empregos”, diz.

Na visão da advogada Bruna Marrara, sócia do Machado Meyer, a essência dos julgados do STJ não é afetada pela nova lei. “Os argumentos que fundamentam a decisão do STJ, principalmente em relação ao crédito presumido, são de ordem constitucional que não foram alterados por essa nova legislação. Continuam válidos. Por isso os tribunais têm dado liminares contra a Lei nº 14.789", afirma. (Valor Econômico)


Jogo Rápido

La Niña em 2024: tudo o que sabemos sobre a chegada do fenômeno
Com o El Niño cada vez mais fraco, as condições climáticas indicam que o tempo caminha para uma situação de neutralidade no Pacífico, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), o principal órgão de monitoramento dos fenômenos, que é ligado ao governo dos Estados Unidos. A possibilidade de a transição de El Niño para neutralidade acontecer entre abril e junho de 2024 é de 79%, informa o boletim mais atualizado da NOAA. Em paralelo, há 55% de chance do La Niña se estabelecer entre junho e agosto deste ano. O fenômeno La Niña se caracteriza pela queda de mais de 0,5°C na temperatura da porção equatorial do Oceano Pacífico. Quando o fenômeno está ativo, o volume de chuvas costuma diminuir no Sul do Brasil - causando estiagem em muitos casos - e aumentar nas regiões Norte e Nordeste do país. No Sudeste e no Centro-Oeste, não há uma correlação tão clara, mas aumentam as chances de ocorrência de períodos frios e chuvosos. Caso o fenômeno se confirme, a primeira coisa que o La Niña pode causar é o atraso no início do período úmido na região central do Brasil, afirma Desirée Brandt, meteorologista da Nottus. Porém, diferentemente do El Niño, quando essa chuva chegar, ela deve cobrir uma área maior, e não apenas pontual, com chuvas fortes apenas em pontos específicos. As invernadas no centro do Brasil também ganham força. Isso significa dias consecutivos de chuva persistente, abrangente e volumosa, além de haver pouca incidência de luz solar, o que pode prejudicar as plantas que precisam de luminosidade. Esse quadro favorece o surgimento de doenças fúngicas e atrapalha os trabalhos de campo e a logística da safra nas estradas. A região Sul, especialmente o Rio Grande do Sul, pode sofrer com a volta das secas. No entanto, o momento não é para alarmismo, afirma Willians Bini, chefe de comunicação da Climatempo. Os especialistas destacam que os efeitos do La Niña nunca são percebidos com muita força no primeiro ano de ocorrência do fenômeno. “Mesmo que o La Niña seja de forte intensidade, os efeitos não são instantâneos. Isso porque a atmosfera tem um 'delay' a partir do momento em que o fenômeno se estabelece”, explica Brandt, da Nottus. O último La Niña ficou ativo entre 2020 e 2023. Em alguns meses de 2021, ele atingiu categoria de nível moderado e causou secas históricas em lavouras de milho e soja no Sul do país. Segundo especialistas, o quadro pode se repetir caso o fenômeno se mantenha até 2025. As perspectivas são melhores também na região Norte, que em 2023 enfrentou uma seca histórica e sem seu período de cheia. Segundo Desirée, o verão vai se encerrar com os níveis dos rios ainda baixos, mas a tendência é que a normalidade das chuvas volte à região com o fim do El Niño. As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.


 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2024                                                   Ano 18 - N° 4.086


Uruguai: exportações de lácteos caem em relação ao ano anterior

As exportações de produtos lácteos caíram 7% em janeiro, em comparação com o mesmo mês do ano passado, principalmente como resultado de uma queda nas vendas de leite em pó integral e desnatado, bem como de manteiga.

O Instituto Nacional do Leite (INALE) publicou o relatório sobre as exportações de lácteos para o mês de janeiro, que explica que a queda no volume de negócios está estritamente relacionada à queda nos preços.

No total, em janeiro, foram exportados US$ 82,3 milhões FOB -free on board-, totalizando uma queda de 7%. Detalhando cada produto, as exportações de leite em pó integral foram de US$ 53 milhões, apesar da queda de 7%; as exportações de leite em pó desnatado caíram em 3%, para US$ 4,5 milhões; as exportações de manteiga foram de US$ 5,9 milhões após uma queda acentuada de até 34%; enquanto o queijo foi o único produto com um faturamento maior, cerca de US$ 12,5 milhões após um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

Em relação ao ano anterior, o preço do leite em pó integral subiu 1%, para US$ 3.333 por tonelada; o leite em pó desnatado caiu 6%, para US$ 2.963 por tonelada; o queijo, 1%, para US$ 4.943 por tonelada; e a manteiga subiu 5%, para US$ 4.803 por tonelada.

Volumes exportados cresceram

Os embarques de leite em pó integral totalizaram 15.890 toneladas (aumento de 5%); os embarques de leite em pó desnatado aumentaram 23%, para 1.517 toneladas; os embarques de queijo aumentaram 21%, para 2.519 toneladas; enquanto os embarques de manteiga caíram 27%, para 1.228 toneladas.

Entre os principais destinos dos produtos lácteos uruguaios, o Brasil foi responsável por 50% dos embarques totais, seguido em segundo lugar pela Argélia, com 15%, e o México completa o pódio com 4%.

Mais uma vez, o principal comprador de leite em pó e queijo foi o Brasil, enquanto o principal importador de manteiga foi mais uma vez a Rússia.

As informações são do Ámbito, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


RECONHECIMENTO | LATICINIOS BELA VISTA CONQUISTA SELO MAIS INTEGRIDADE AMARELO

Os Laticínios Bela Vista - Piracanjuba dão garantias das práticas de integridade, ética, responsabilidade social e sustentabilidade ambiental.

Práticas de integridade, ética, responsabilidade social e sustentabilidade ambiental… esses temas são mais do que assuntos ideológicos, são práticas diárias do Laticínios Bela Vista.

Como forma de reconhecimento a essas iniciativas, a empresa conquistou em 2022, pela primeira vez, o Selo Mais Integridade, cor verde, concedido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Um ano depois, com a validação das ações e reenvio dos documentos comprobatórios, a autenticidade do selo foi renovada e agora, temos nova classificação: empresa com Selo Mais Integridade, na cor amarela, que significa um nível avançado em relação ao verde.

Receber o Selo Mais Integridade Amarelo representa um reconhecimento de trabalho contínuo do Laticínios Bela Vista, que concentra esforços para adotar políticas de governança e gestão eficientes, sempre com você, colaborador, caminhando junto. “O Selo Mais Integridade faz a diferença para conquistarmos ainda mais confiança junto aos consumidores, entidades parceiras, instituições públicas e financeiras e mercados internacionais”, destaca o gerente de Auditoria Interna e Compliance, Adriano Ferrer Pinto.

Nos próximos anos, o Laticínios Bela Vista quer trabalhar em prol da manutenção do Selo Mais Integridade, já que, apenas as empresas que adotam práticas sérias e contínuas de governança permanecem com a concessão do Mapa.

As informações são da Piracanjuba via Edairy News

EUA – Demanda fraca e aumento da concorrência limitou as exportações de lácteos em 2023 

Exportações/EUA – Demanda em queda, junto com o aumento da concorrência da União Europeia (UE) e Nova Zelândia fizeram com que as exportações de produtos lácteos dos Estados Unidos da América (EUA) declinassem 7% em equivalentes sólidos de leite (MSE) em 2023. Os fatores  que complicaram o crescimento das exportações de lácteos estadunidenses foram consistentes durante a maior parte do ano: inflação elevada, crescimento econômico decepcionante em importantes mercados de exportação (particularmente a China), redução da demanda de soro de leite pela China diante do estrangulamento da suinocultura, aumento da produção de leite na UE e Nova Zelândia, e redução das compras de leite em pó integral (WMP) pela China, fazendo com que a Nova Zelândia alterasse o mix de produtos, redirecionando as exportações para os principais mercados dos EUA.

As exportações dos EUA terminaram o ano em US$ 8,11 bilhões, em valor, o segundo maior da série histórica, mas 16% abaixo do recorde de 2022. O recuo foi registrado tanto em volume como em valor.

Apenas duas grandes categorias tiveram crescimento em 2023: Proteína Concentrada (WPC80+) e Lactose. Em todo o ano, o volume de WPC80+ saltou 18% (+11.619 toneladas) em comparação com 2022, atingindo o recorde de 75.848 toneladas.

Impulsionada pelos ganhos no primeiro trimestre, os embarques de Lactose subiram 5% (+20.890 toneladas) para chegarem ao recorde de 471.918 toneladas no ano. Fonte: USDEC – Tradução livre: www.terraviva.com.br


Jogo Rápido

Mudanças climáticas: efeitos e soluções para a produção de leite
As mudanças climáticas têm impactos significativos na produção de leite. O setor leiteiro é sensível às variações climáticas devido à influência direta sobre os fatores que afetam a produção de alimentos para os animais, as condições de conforto térmico e a saúde dos rebanhos. Variações nas condições de pastagem, estresse térmico, disponibilidade de água, impacto na saúde animal e flutuações nos preços dos insumos são alguns dos pontos impactados pelo clima. Para lidar com esses desafios, os produtores de leite estão adotando práticas sustentáveis, investindo em infraestrutura para melhorar o conforto térmico dos animais, explorando alternativas de alimentação mais resilientes e implementando estratégias de gestão adaptativa.  Além dessas medidas, que são essenciais para garantir a resiliência do setor leiteiro diante das mudanças climáticas, estar atento ao que pode surgir para mitigar os efeitos do clima é essencial. Diante desse cenário desafiador, o Interleite Sul 2024 vai abordar, no segundo painel do evento, o tema “Mudanças climáticas no Sul do país: efeitos e soluções”, trazendo especialistas no assunto.  Não perca a oportunidade de participar e estar por dentro das últimas novidades e tendências do setor leiteiro que serão ferramenta para moldar o futuro da sua produção. Garanta sua vaga agora mesmo! Os associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) têm 10% de desconto garantido para compra de ingressos para o 16º Fórum MilkPoint Mercado, clicando aqui. (Milkpoint)


 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 16 de fevereiro de 2024                                                   Ano 18 - N° 4.085


Chile – Foi inaugurado o primeiro Museu interativo do leite

Museu interativo do leite – No dia 7 de fevereiro o Parque Saval de Valdívia abriu suas portas para o primeiro Museu interativo do Leite no Chile, que mostrará por dentro a produção de leite no Chile e no mundo, desde sua origem até a atualidade.

O lugar terá acesso gratuito e em seu interior apresentará uma sala especialmente habilitada com monitores, esquemas didáticos e uma vitrine com objetos históricos.

A ideia surgiu dentro da Associação dos Produtores de Leite da Região de Los Ríos (Aproval), como parte do projeto apresentado ao Município de Valdivia em 2017, com o objetivo de construir dependências administrativas da associação no interior do Parque Saval.

“Esta proposta incluía a incorporação de um museu do leite aberto à comunidade, explica José Luis Delgado, gerente da Aproval. Mas essa ideia de um museu tradicional com artefatos antigos que coletamos entre nossos associados foi mudando até um espaço de exposição que oferecesse uma proposta mais interativa e com uma abordagem mais pedagógica para que o visitante pudesse conhecer como se produz o leite, como é processado e qual sua contribuição para uma nutrição sustentável”.

A mostra também incorpora dados estatísticos relevantes, como a importância setorial de Los Ríos que produz 1 de cada 3 litros de leite do Chile e a participação regional na produção nacional de queijo que chega a 59%.

Através de um sistema de painéis móveis é possível conhecer a presença do leite em diferentes culturas como na antiga Mesopotâmia, Egito e Roma, bem como é possível conhecer a origem da lenda da Via Láctea e o porquê de sua representação celeste.

Depois é realizado um zoom para a história da produção de leite nacional e regional, desde a chegada das primeiras vacas com os conquistadores espanhóis em 1560, até a criação do Consorcio Lechero, passando pela Lei de Pasteurização do Leite, a fundação de Colun ou a criação do “leite Purita”.

A presidenta da Aproval, Paulina Carrasco, enfatiza que o museu estará aberto ao público em geral, e espera desenvolver um trabalho especialmente focado para estudantes através de visitas guiadas. “Atrás deste projeto existe um interesse especial de difundir como se produz um dos alimentos mais importantes de nossa alimentação. Como produtores de leite temos a responsabilidade e nos interessa compartilhar este apaixonante mundo com a comunidade”.

O presidente do Consorcio Lechero, Sergio Niklitschek, parabenizou o associado Aproval pela iniciativa inovadora de criar o Museu do Leite em Valdívia, para ressaltar a importância cultural e econômica da indústria de laticínios. “O museu não somente preserva a história, mas também educa sobre os benefícios nutricionais do leite e leva um pedacinho do campo para a cidade, para mostrar aos visitantes locais e turistas, o processo de produção de leite e seu impacto na comunidade”.

O museu está localizado na Avenida Miguel Aguero S/N, Ilha Teja, no interior do Parque Saval. O horário será de segunda a sexta de 9 às 15:30 horas.

Fonte: DiarioLechero – Tradução livre: www.terraviva.com.br


O microbioma: a próxima grande fronteira no melhoramento do gado

A produção de carne bovina e leite fez enormes progressos, melhorando a saúde e a produtividade do gado através da genética, nutrição, práticas de manejo, imunizações e medicamentos. Agora, os investigadores estão se concentrando em outra área potencial de oportunidades: o microbioma, e como este pode ser influenciado mesmo antes do nascimento.

Qual é o microbioma? É uma coleção de pequenos organismos – como bactérias, fungos, vírus e seus genes – que vivem juntos num sistema corporal. Na produção de gado, tendemos a nos concentrar muito no microbioma ruminal, porque sabemos o quão importantes esses micróbios ruminais são para promover uma digestão eficiente e saudável que subsequentemente impacta o desempenho animal tanto no gado de corte quanto no de leite.

Mas pesquisadores da Universidade Estadual de Dakota do Norte (NDSA) estão explorando como os microbiomas de outros sistemas corporais também podem influenciar o desempenho do gado. Cada sistema do corpo físico possui um microbioma, e os pesquisadores da NDSU observam que a microbiota dos tratos respiratório, gastrointestinal e reprodutivo há muito é reconhecida como importante para a saúde e a produtividade do gado.

Mais recentemente, os investigadores notaram que a microbiota do fígado, dos cascos e dos olhos também tem uma influência significativa na saúde do gado. Coletivamente, os microbiomas afetam o metabolismo, a função imunológica, a fertilidade e a utilização de nutrientes no gado.

Os investigadores da NDSU observam que os microbiomas em bovinos adultos – particularmente nos sistemas respiratório e ruminal bovino – tendem a ser muito resistentes, o que significa que reverterão à sua composição original após o término de uma intervenção. Isto é uma vantagem quando a intervenção é negativa, mas não tanto quando a intervenção se destina a alterar o microbioma de uma forma benéfica. Se essa intervenção positiva for interrompida, os seus efeitos geralmente não duram a longo prazo.

Uma abordagem mais eficaz, então, poderia ser alterar os microbiomas do gado a um nível fundamental. A pesquisa mais recente indica que a colonização microbiana em bezerros ocorre muito mais cedo do que se pensava originalmente e começa no útero.

Com base nessa premissa, os investigadores da NDSU estão a explorar formas de influenciar os microbiomas fetais através da nutrição das mães. Num estudo recente, publicado na revista Frontiers in Microbiology , eles examinaram se um suplemento vitamínico e mineral (VTM) fornecido a mães grávidas influenciava os microbiomas dos cascos, fígado, pulmões, cavidades nasais, olhos, vaginas e rúmen de seus descendentes.     

Em comparação com os bezerros de mães controle que não receberam o suplemento de VTM, foram observadas diferenças perceptíveis na microbiota ruminal, vaginal e ocular dos bezerros de mães suplementadas.

A equipe da NDSU está nos estágios iniciais de um novo estudo que analisa a composição da ração das mães – especificamente, as proporções de concentrados versus forragem – para determinar se as variações entre os dois afetam os microbiomas de seus descendentes.

Os pesquisadores veem o potencial na melhoria do microbioma pré-natal como um meio natural de influenciar positivamente a resistência a doenças, a reprodução, a eficiência alimentar e o impacto ambiental da produção de carne bovina e leiteira. Entre os resultados potenciais poderia estar o menor uso de antibióticos; fertilidade melhorada e eficiência reprodutiva; menores custos de alimentação; e redução das emissões de metano. (Dairy Herd)

Informativo Conjuntural - nº 1802 – 15 fev. 2024 

BOVINOCULTURA DE LEITE

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as altas temperaturas recentes afetaram o bem-estar e a produção dos animais. 

Em Dom Pedrito, os produtores com boa estrutura de potreiros e práticas de pastejo rotativo conseguem manter volumes significativos de leite, recebendo bonificações por qualidade. 

Em Candiota, o bom desenvolvimento de campos nativos e das pastagens de verão contribui para a nutrição das matrizes, apesar de quedas de luz causarem transtornos. 

Na de Caxias do Sul, a qualidade do leite produzido foi positivamente influenciada pelo tempo firme. Não houve acúmulo de barro em corredores ou áreas de espera, facilitando o processo de ordenha. As contagens de células somáticas e a contagem padrão em placas do leite produzido permaneceram dentro dos parâmetros exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). 

Na de Frederico Westphalen, a oferta de água para dessedentação dos animais e a limpeza dos equipamentos mostram indicadores satisfatórios tanto em quantidade quanto em qualidade. 

Na de Ijuí, em razão da menor oferta de forragem nas pastagens de verão, houve queda na produção de leite, especialmente nas propriedades de sistema a pasto. 

Na de Pelotas, as infestações de carrapato e mosca aumentaram por causa do calor, sendo necessários tratamentos preventivos. 

Na de Santa Maria, o rebanho de gado leiteiro está em boa condição nutricional em virtude da disponibilidade de pasto, e são previstas melhorias em razão das recentes chuvas. 

Na de Santa Rosa, começa a haver limitação da oferta de forragem nas pastagens de verão, agravada pela baixa precipitação pluviométrica persistente. Os produtores mantêm os tratamentos contra ectoparasitas em função da proliferação de mosca-dos-chifres, berne e carrapato nos rebanhos. 

Na de Soledade, o crescimento e rebrote de pastagens têm diminuído como consequência da restrição hídrica, aumentando a necessidade de suplementação com silagens ou fenos para manutenção do escore corporal. (As informações são da Emater/RS adaptadas pelo SINDILAT/RS)


Jogo Rápido

Previsão é de pouca chuva e temperaturas amenas para os próximos dias
Nos próximos dias, as temperaturas estarão mais amenas no Rio Grande do Sul. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 07/2024, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga. Na sexta (16/2) e sábado (17/2), o ingresso de ar mais quente úmido favorecerá o aumento da nebulosidade e da temperatura, o que deverá provocar pancadas de chuva, típicas de verão, na maior parte das áreas do Estado. No domingo (18/2), o tempo firme predominará na maioria das regiões; somente nos setores Norte e Nordeste deverão ocorrer chuvas isoladas. Entre segunda (19/2) e quarta-feira (21/2), o predomínio de uma massa de ar seco manterá o tempo firme e maior amplitude térmica, com valores mais baixos no período noturno e temperaturas próximas de 30°C durante o dia. Os volumes esperados deverão ser inferiores a 10 mm na Fronteira Oeste e na Campanha. No restante do Estado os totais previstos deverão oscilar entre 15 e 35 mm. O boletim também aborda a situação de diversas culturas e criações de animais pelo Estado. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.


 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 15 de fevereiro de 2024                                                   Ano 18 - N° 4.084


Sooro Renner anuncia novo CEO

Empresa líder nacional na produção de proteínas derivadas do soro de leite anunciou Eduardo Serra Ferreira como novo CEO.

A Sooro Renner, é reconhecida pela inovação em produtos como Soro em Pó, Whey Protein Concentrado, Isolado, Microparticulado e Permeado, anunciou recentemente a nomeação de Eduardo Serra Ferreira para a posição de CEO. Esta mudança de liderança marca o início de uma nova era, sucedendo ao Sr. William da Silva - acionista fundador e figura emblemática no crescimento e sucesso da organização.

Eduardo Serra Ferreira dará continuidade aos trabalhos

Engenheiro Químico com formação pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná e especialização em Engenharia de Alimentos, Eduardo Serra Ferreira traz consigo mais de duas décadas de experiência no setor. Antes de ser nomeado CEO, atuou como Diretor de Operações, sendo uma peça-chave no crescimento e na evolução da empresa. Com uma carreira destacada por desafios e inovações, Eduardo tem sido um protagonista na escalada da indústria no mercado de lácteos, especialmente na produção de Whey Protein e seus derivados.

O Sr. Wiliam da Silva deixa um legado de sucesso
Sob a liderança do Sr. William da Silva, a Sooro Renner expandiu significativamente sua capacidade produtiva e consolidou sua posição como líder no mercado brasileiro de soro de leite. A cultura empresarial forjada por ele, centrada no respeito às pessoas, na inovação e no compromisso com resultados de excelência, permanece como um legado valioso. Agora, dedicando-se ao Conselho Administrativo, ele continuará a influenciar a direção estratégica da organização.

Novas mudanças também foram anunciadas
Além da transição na liderança,  Sooro Renner anunciou outras mudanças significativas em sua estrutura de gestão. Claudio Hausen de Souza, anteriormente Diretor Comercial e de Marketing, assume o cargo de Vice-presidente Comercial e de Marketing. Arysson de Souza Pires, ex-Gerente de Planta, agora ocupa a posição de Diretor de Operações.

Nova fase marca os 23 anos da empresa
Em um momento em que a organização celebra 23 anos de existência, estas mudanças estratégicas são vistas como fundamentais para impulsionar ainda mais o crescimento e a inovação da marca. O novo CEO, Eduardo Serra Ferreira, enfatiza a importância de manter a cultura de inovação da organização, buscando aprimorar processos e explorar novas oportunidades no mercado.

Assim, com essas transformações, a organização se prepara para uma nova fase de conquistas e realizações, mantendo-se fiel aos seus valores e à missão de oferecer nutrição que gera resultados. Este momento de transição é também uma oportunidade para agradecer ao Sr. William da Silva por sua dedicação e liderança exemplar, desejando sucesso ao novo CEO e à equipe diretiva nessa nova jornada. (Sooro Renner)


'Sem clareza': marcas de bebidas à base de plantas da Índia se afastam dos termos convencionais de laticínios

As marcas de bebidas à base de plantas na Índia continuam a evitar a utilização de termos convencionais de produtos lácteos nos rótulos dos seus produtos até que os reguladores emitam maior clareza sobre o que é permitido.

Em 2020 e 2021, a Autoridade de Padrões e Segurança Alimentar da Índia (FSSAI) anunciou a proibição do uso de termos lácteos convencionais, como “leite” e “queijo” para produtos à base de plantas. Também instruiu os fabricantes de produtos vegetais a modificar os rótulos de todos esses produtos e as plataformas de comércio eletrônico para retirá-los também.

Esta ordem foi suspensa com sucesso pelo Tribunal Superior de Delhi no final de 2021, depois que cinco empresas entraram em ação. Apesar disso, a incerteza da indústria permanece até hoje.

“A proibição ainda é essencialmente uma moção em audiência no tribunal neste momento”, disse Rohit Jain, cofundador e CEO da Drums Food International, que foi uma das cinco empresas que contribuíram para a suspensão da proibição inicial, ao FoodNavigator . -Ásia . “No momento ainda não há total clareza sobre essas regulamentações por parte dos reguladores, e adotamos a postura de que respeitamos a decisão. “Portanto, até que haja clareza, permaneceremos em conformidade com o pedido inicial e pararemos de usar o termo ‘leite’ para nossos produtos de aveia e amêndoa – passamos a usar outros termos, como ‘bebida’. Na verdade, 'bebida' foi uma das sugestões feitas pela FSSAI quando a proibição foi emitida, destacando-a como uma nomenclatura que era 'indicativa da verdadeira natureza do análogo lácteo'. A Drums Food International não é a única empresa a fazer esta mudança – muitas empresas de bebida à base de plantas no país, incluindo empresas estabelecidas e novas start-ups.

A start-up Alt Co, que possui uma ampla gama de produtos à base de plantas, também optou por fazer algo semelhante. Ela usa o termo 'Mlk' ou 'Drink' nos rótulos dos produtos, mas ainda se refere a eles como Alt Milk, Soy Milk ou Almond Milk em seu site. Uma recente vitória da marca de leite vegetal Oatly, no Reino Unido, contra a entidade comercial Dairy UK, após quatro anos, permitindo-lhe continuar a usar a palavra “leite” nos rótulos e marketing dos seus produtos, tem sido uma rara centelha de esperança para a fábrica. indústria baseada.

O caso foi aberto pela Dairy UK contra o uso de 'leite' no slogan 'Post Milk Generation' da Oatly, que está impresso em suas embalagens - mas foi decidido que isso foi usado como parte de um slogan e não como uma real descrição dos produtos. Os produtos vegetais do Reino Unido também estão proibidos de usar termos lácteos convencionais em seus rótulos. (Dairy Herd)

Bezerro resistente ao BVDV criado por meio de edição genética

A aplicação da edição genética em bovinos abriu outra fronteira: a resistência à diarreia viral bovina (BVDV).

Pesquisas anteriores de edição genética produziram bezerros sem chifres que não necessitam de descorna, e bezerros com pelagem de cor mais clara que são mais tolerantes ao estresse térmico. Agora, pesquisadores do USDA, em cooperação com a Universidade de Nebraska, concluíram um extenso estudo que produziu um bezerro que provou ter suscetibilidade reduzida ao BVDV.

O vírus BVD continua sendo uma das doenças bovinas mais desafiadoras do mundo. Afeta a saúde animal de várias maneiras porque pode prejudicar o trato gastrointestinal, o sistema respiratório e as funções reprodutivas. Também pode ser um flagelo silencioso, porque os animais persistentemente infectados (PI) podem transmiti-lo silenciosamente aos companheiros de rebanho, ao mesmo tempo que parecem perfeitamente saudáveis.

O BVDV também é um vírus astuto. As vacinas contra ele estão disponíveis há décadas, mas a sua “extensa diversidade antigênica nas estirpes de BVDV circulantes no campo representa um desafio para tornar estas vacinas amplamente protectoras”, de acordo com investigadores do USDA.

Neste projeto, os pesquisadores usaram a tecnologia de edição genética CRISPR/Cas9 para substituir 6 aminoácidos no gene CD46. O gene CD46 bovino é a visão dentro da célula à qual o vírus BVD se clava e ganha entrada para infectar e replicar em um novo animal hospedeiro.

Embriões clonados de gado Gir foram utilizados no experimento. (Gir é uma raça Zebu e uma das raças de gado mais proeminentes na Índia). As células editadas foram transferidas para alguns dos embriões, enquanto a outra metade permaneceu sem edição e serviu como controle “do tipo selvagem”. Oito de cada tipo de embrião foram implantados em vacas receptoras.

Das gestações resultantes, um feto editado e um feto não editado foram colhidos aos 100 dias para avaliar a resistência ao BVDV de células de vários sistemas corporais. No final das contas, uma gravidez a termo resultou de um embrião editado, e o bezerro nasceu por cesariana aos 285 dias de gestação.

Como nenhum nascimento vivo resultou de embriões não editados, o bezerro editado foi associado logo após o nascimento com um bezerro Holandês recém-nascido de um rebanho leiteiro comercial. 

Ambos os bezerros foram avaliados quanto à suscetibilidade ao BVDV em nível celular através de amostras de tecido e sangue. O par de bezerros também foi exposto diretamente ao BVDV de um bezerro PI vivo que foi alojado no mesmo quarto que eles por 7 dias quando o par de estudo tinha 10 meses de idade.

Entre os resultados do estudo:

Células do rim, pulmão, intestino delgado, esôfago, fígado e células cardíacas do feto editado mostraram suscetibilidade significativamente menor ao BVDV em laboratório, em comparação com o feto não editado.

As amostras de tecido vivo mostraram que o bezerro editado teve uma redução significativa na suscetibilidade ao BVDV nos três tipos de células testados – fibroblastos da pele, linfócitos e monócitos – em comparação com o bezerro controle não editado.

Quando expostos ao vírus BVD através do bezerro PI vivo, ambos os bezerros do estudo tiveram febre, mas o bezerro editado não apresentou os sintomas adicionais apresentados pelo bezerro de controle, que incluíam tosse, rinite, vermelhidão e irritação ao redor das narinas. A viremia do BVDV foi detectada no sangue de ambos os animais, mas durou 28 dias no bezerro controle e apenas 3 dias no bezerro editado, que também apresentou um nível significativamente menor de carga total de infecção.

Aos 20 meses de idade, o bezerro editado estava saudável e próspero, e não apresentava edições genéticas “fora do alvo” (não intencionais) como resultado da edição no alvo.

No geral, o estudo mostrou que a medida de edição genética não tornou o bezerro totalmente imune ao BVDV, mas melhorou significativamente a capacidade do bezerro de resistir ao desafio viral. A aplicação comercial de tal tecnologia ainda não evoluiu, pois este é o primeiro estudo de “prova de conceito” que avalia a prática da edição genética para desenvolver resistência ao BVDV.  

Mas os investigadores salientaram que a capacidade de ajudar o gado a resistir ao BVDV tem implicações potencialmente de longo alcance. A saúde e o bem-estar dos animais poderiam ser melhorados e as perdas de produção minimizadas. Além disso, o procedimento poderia reduzir o uso de antibióticos na produção animal porque o BVDV muitas vezes leva a infecções secundárias que requerem terapia antibiótica.

O estudo também é o primeiro a comprovar a capacidade da edição genética de reduzir o impacto de uma doença viral em geral. À medida que mais trabalho for realizado, o procedimento poderá ser potencialmente replicado para minimizar também outras doenças virais.  (Dairy Herd)


Jogo Rápido

Produtores americanos visitam a CCGL
A Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) recebeu a visita de 37 produtores americanos, todos formados na Kansas State University. Sob a mediação da empresa Agro Connection, os produtores foram recepcionados pela direção e gerência da cooperativa. Durante a visita, os participantes foram conduzidos por uma apresentação institucional, seguida de uma visita à indústria de lácteos e ao campo experimental da Rede Técnica Cooperativa (RTC/CCGL), onde puderam conhecer todas as áreas de pesquisa e acompanharam uma apresentação prática, ministrada pelos pesquisadores. A visita, intermediada por Carlos Bonini Pires, pós-doutor na Kansas State University, e o engenheiro agrônomo Alexandre Tonon Rosa, que atua na Bayer em Nebraska, foi composta por um grupo de pessoas dedicadas à agricultura. Bonini explicou que este grupo é constituído principalmente por produtores e pecuaristas do Kansas, com alguns representantes produtores de amêndoas da Califórnia.Um dos visitantes, Kent Ott, produtor do Kansas, expressou sua admiração pela estrutura da CCGL, destacando a modernidade da indústria de lácteos. "Fiquei muito impressionado com o cuidado, com a higiene e a automação na indústria de lácteos. No campo, a oportunidade de visualizar os estudos de forma prática, especialmente com uma trincheira para uma visão detalhada do solo, foi extremamente atrativa", comentou Ott. A visita faz parte de uma viagem que inclui outros roteiros e começou no último dia 5. Os visitantes estão imersos em uma série de experiências, desde a observação das culturas de café, laranja e flores até visitas a fazendas e empresas em várias regiões do Brasil. No RS, a CCGL esteve entre os locais escolhidos para a visita do grupo. No total, serão 14 dias de itinerário. (Jornal da manhã)


 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 08 de fevereiro de 2024                                                   Ano 18 - N° 4.082


Balança comercial de lácteos: 2024 inicia com importações em patamar ainda alto

O primeiro mês de 2024 encerrou e a balança comercial de lácteos seguiu demonstrando um alto patamar para as importações, mantendo assim o saldo da balança em nível bastante negativo. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o saldo registrado no mês de janeiro chegou a -199 milhões de litros em equivalente-leite. Apesar da recuperação mensal de 15 milhões em relação a dezembro de 2023, o saldo ainda se manteve próximo aos -200 milhões de litros, conforme pode ser observado no gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

Sobre as exportações, o volume total exportado continuou avançando, encerrando o mês de janeiro com uma alta de 39,5% em relação ao mês anterior. No total, foram exportados 7,84 milhões de litros em equivalente-leite, ficando 47% acima do resultado obtido em janeiro de 2023, como mostra o gráfico 2.

Gráfico 2. Exportações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

As importações passaram por um recuo mensal em janeiro, de aproximadamente 6%. No entanto, o volume total importado se manteve em um patamar bastante alto, com 206,5 milhões de litros em equivalente-leite importados em janeiro, representando uma alta de 36% em relação ao resultado obtido em janeiro de 2023, como pode ser observado no gráfico 3.

Gráfico 3. Importações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

Dentre as categorias importadas, novamente o soro de leite enfrentou um aumento percentual em seu volume importado, de cerca de 68% em relação ao mês anterior. No entanto, o seu volume permaneceu abaixo das importações da categoria observadas em janeiro de 2023.

Outras categorias também enfrentaram aumento nas importações do último mês, como o leite em pó desnatado e os leites modificados. Apesar da baixa relevância dos leites modificados dentro das importações totais, janeiro encerrou com um expressivo aumento na categoria. Enquanto o leite em pó desnatado, que representa a segunda maior categoria dentro das importações, passou por um aumento de 35% nas importações do último mês, atingindo o maior patamar em volume desde janeiro de 2023.

Por outro lado, a categoria mais relevante dentro das importações, o leite em pó integral, passou por um recuo em seu volume importado no último mês, de 16%.

Enquanto para as exportações, diversas categorias apresentaram avanços em janeiro. As duas categorias de maior relevância, leite condensado e creme de leite, registraram aumento nas exportações do último mês, de 77% e 72%, respectivamente, com o creme de leite atingindo o maior patamar no volume exportado desde outubro de 2020.

Outras categorias como leite UHT, leites em pó integral, desnatado e semi-desnatado, iogurtes, manteigas e doce de leite também enfrentaram aumentos em seus volumes exportados no último mês.

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de janeiro de 2024 e dezembro de 2023.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em janeiro de 2024

Tabela 2. Balança comercial de lácteos em dezembro de 2023

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT.

O que podemos esperar para os próximos meses?

Nos últimos três meses observamos as importações brasileiras permanecerem em patamares bastante altos, e esta alta está alinhada principalmente com uma antecipação de compras, devido tanto as alterações tributárias relacionadas a produtos importados, que entrou em vigor neste mês de fevereiro, como com uma tendência de alta nos preços internacionais, que tornou mais vantajoso realizar as negociações antecipadamente.

Desta forma, apesar dos preços dos principais produtos importados seguirem competitivos em relação aos preços dos produtos locais, a tendência para os próximos meses é que as importações apresentem recuos mensais, por conta da antecipação das compras e da entrada do novo decreto, que penaliza indústrias lácteas que compram leite de produtores brasileiros e importam derivados lácteos.

Apesar do recuo esperado nos próximos meses, as importações de 2024 devem se manter em um patamar elevado quando comparado com os anos anteriores, como 2021 e 2022, devido a competitividade de preços, que impede, de certa forma, que as importações recuem de forma muito intensa. (Milkpoint)


Embrapa cria plataforma com métricas de carbono adaptadas às condições tropicais

Mais de 50 especialistas de várias Unidades da Embrapa vão reunir suas expertises para a criação de uma plataforma com dados, funcionalidades e métricas sobre balanço de carbono adaptados aos sistemas agrícolas brasileiros.

A iniciativa, conduzida pelo portfólio Mudança Climática, está sendo impulsionada por um aporte financeiro de R$ 20,3 milhões, oriundo de uma emenda parlamentar. O desafio dos cientistas é grandioso: definir, pela primeira vez, parâmetros padronizados de mensuração de emissão e absorção de carbono adaptados às condições de clima tropical.

Esses indicadores têm que ser compatíveis com os princípios de Transparência, Precisão, Completude, Comparabilidade, Consistência (TACCC) adotados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e pelas Nações Unidas para o desenvolvimento de Inventários Nacionais de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Inventário Nacional).

Segundo o presidente do Portfólio, o pesquisador Giampaolo Pellegrino, da Embrapa Agricultura Digital, o desenvolvimento de métricas de balanço de carbono e adaptação da agropecuária brasileira atende a uma forte demanda internacional por rastreabilidade nas emissões, ao mesmo tempo em que garante a sustentabilidade da agricultura brasileira, que precisa oferecer respostas embasadas em métricas padronizadas e reconhecidas globalmente. “O projeto prevê o investimento em qualificação de infraestrutura e a formação de uma rede de cooperação em PD&I, que nos possibilite elaborar métodos de medição adequados às condições e ao modelo de produção nacional, a exemplo do que já acontece nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos”, observa Pellegrino.

A expectativa é que os resultados alcançados contribuam para fortalecer a imagem do País, aumentando a competitividade do setor agrícola e seu impacto comercial nos mercados nacional e internacional. De acordo com o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, a agropecuária, mesmo que sob bases sustentáveis, é responsável por cerca de 25% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil.

Portanto, é premente que o País invista na construção de um modelo tropical robusto e preciso para mensurar a emissão de GEEs, como explica o pesquisador da Assessoria de Relações Internacionais (Arin) Gustavo Mozzer, que também faz parte do portfólio Mudança Climática. Ele explica que essa necessidade se tornou ainda mais urgente após o Acordo de Paris. No documento, resultante da 21ª Conferência das Partes (COP21), os 195 países estabeleceram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês). O Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 48.4%% até 2025, e em 53.1% até 2030, além de estabelecer um objetivo de longo prazo de neutralidade climática até 2050.

O Acordo de Paris exige ainda que o País passe a reportar a forma de implementação da sua estratégia doméstica no Inventário Nacional, de responsabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). “Os dados que serão produzidos pelo esforço de tropicalização de métricas de carbono serão estratégicos para a evolução dos métodos utilizados atualmente para estimativa das emissões, na direção da implantação de métodos tropicais”, complementa Mozzer. 

Para a presidente Silvia Massruhá, que participou ativamente da aprovação dessa emenda, o projeto é um passo determinante para garantir o cumprimento das metas assumidas pelo Brasil no Acordo de Paris. Além da NDC, contribuirá também para o relato e verificação do Relatório Bienal de Transparência (BTR) e para o Inventário Nacional. “Trata-se de um processo com necessidade contínua de aperfeiçoamento a partir da integração dos muitos esforços e conhecimentos que a Embrapa possui no tema e o recurso é um passo fundamental nessa agenda, que é absolutamente prioritária em nossa gestão na Empresa”, observa Massruhá, lembrando que a Diretoria-Executiva da Embrapa continuará a buscar recursos para garantir a continuidade das ações de PD&I.

O diretor de Pesquisa e Inovação, Clenio Pillon, destaca que essa iniciativa em rede, que reúne diferentes expertises para o alcance de resultados dentro de um grande tema de atuação vai ao encontro dos objetivos da atual gestão de PD&I da Embrapa, que preconiza a integração e o compartilhamento de conhecimentos entre as UDs. “É uma ação estruturante, que vai muito além da Empresa, e prevê a formação de uma rede de cooperação institucional voltada ao desenvolvimento de um plano de monitoramento e gestão de informação sobre balanço de carbono, sustentabilidade e competitividade da agricultura nacional, diante do cenário global, abrangendo todas as regiões brasileiras”, acrescenta.

Governança corporativa a longo prazo visa alcançar o Tier 3

Pellegrino explica que para o êxito das ações de dinâmica do carbono e adaptação na agricultura brasileira, é fundamental contar com uma rede de especialistas, integrando conhecimentos não apenas na área de PD&I, mas também de comunicação e capacitação.

Segundo ele, trata-se de um projeto de governança corporativa de longo prazo que pretende mudar a forma de mensuração das emissões de carbono no País. Hoje, assim como a maior parte das nações em desenvolvimento, o Brasil utiliza um repertório de métodos baseados no Tier 1 e Tier 2, que são modelos-padrão e modelos gerais baseados em dados de atividade e fatores de emissões nacionais, seguindo as normas para elaboração dos Inventários do IPCC.

“Nosso objetivo é caminhar para o Tier 3, no qual o País utiliza modelos matemáticos desenvolvidos nacionalmente de forma a representar mais adequadamente as emissões de GEE dos nossos sistemas de produção. Mas, para isso, é necessário o desenvolvimento de arcabouços para aquisição continua de dados nacionais que caracterizem os sistemas de produção típicos das diversas regiões do Pais. Trata-se de um processo de construção e articulações domésticas de estratégias que subsidiarão debates com a comunidade científica e a academia para assegurar o reconhecimento e aceitação do método brasileiro e sua compatibilidade com as normas internacionalmente aceitas para o Inventário Nacional”, pontua.

Pellegrino e Mozzer lembram que a Embrapa tem mais de 15 anos de experiência em pesquisas para medir emissões de carbono. Esse aporte financeiro inicial, associado às novas diretrizes e prioridades estabelecidas pela Diretoria-Executiva, representa um avanço para a iniciativa. Somam-se a isso o amadurecimento no papel das redes de pesquisa no ambiente corporativo e a integração dos dados, conhecimentos e informações por elas gerados.

Eles citam três grandes projetos do passado, cujos resultados contribuem para a iniciativa atual: o Saltus (florestas), a Rede Pecus (pecuária) e o Fluxus  Socioeconomia (grãos).

As informações são da Embrapa

Previsão de produção global de leite: espera-se um crescimento modesto em 2024

De acordo com as estimativas mais recentes, a produção global de leite nas principais regiões produtoras deve crescer modestamente 0,25% em 2024, um pouco mais do que o aumento de 0,05% registrado em 2023. Embora seja provável que a produção aumente, espera-se que haja variabilidade nas principais regiões.

De modo geral, os mercados de lácteos em 2023 se suavizaram devido aos fundamentos mais fracos do mercado subjacente. De acordo com o Rabobank, o crescimento da oferta de leite em 2023 foi abaixo do esperado. A decepcionante demanda de importação chinesa contribuiu para a falta de movimento geral do lado da demanda e para os preços mais baixos do que no ano anterior.   

No entanto, com a recente recuperação dos preços, mesmo em níveis bastante baixos, espera-se que a produção de leite tenha algum crescimento em algumas das principais regiões exportadoras, com exceção do Reino Unido, Argentina e Nova Zelândia. Os EUA (1,0%), a UE (0,3%) e a Austrália (0,6%) estão prevendo algum crescimento.

O declínio no tamanho do rebanho nos EUA, observado entre março e outubro de 2023, está se estabilizando lentamente e espera-se que o número de vacas aumente em 2024 em resposta à recuperação dos preços do leite nos EUA. O aumento nos volumes de leite na UE será apoiado por um aumento na demanda doméstica e de serviços de alimentação, já que a redução da inflação e o aumento dos salários aumentam a renda disponível.

É provável que a Austrália reverta algumas das perdas de produção em 2023, entrando no novo ano. Os preços mais firmes do leite, aliados à boa demanda de exportação, devem impulsionar a produção.

Por outro lado, espera-se que as condições climáticas voláteis, aliadas ao enfraquecimento da demanda dos consumidores, reduzam a produção na Argentina. Na Nova Zelândia, o novo orçamento do governo conservador significará uma abordagem cautelosa para a agricultura, o que afetará os fluxos de leite durante a estação. No Reino Unido, estima-se que a produção para 2024 seja 0,9% menor, devido à redução das margens e à demanda morna dos consumidores. 

De acordo com o Rabobank, é provável que os preços se firmem em direção às médias de longo prazo no primeiro semestre de 2024. Considerando o modesto crescimento da produção, o retorno da demanda será necessário para impulsionar o mercado. Além disso, as condições persistentes (que podem causar alguns desafios climáticos para os produtores do Hemisfério Sul), a recuperação econômica da China e a instabilidade geopolítica no Oriente Médio também são outros fatores importantes a serem observados neste ano. 

 
As informações são do Agriculture and Horticulture Development Board, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Onda de calor afeta seriamente o fornecimento de pastagens em fazendas leiteira na Argentina
A onda de calor tem afetado a produção de pastagens em regiões produtoras de leite da Argentina. De acordo com Ignacio Kovarsky, produtor e presidente da Sociedade Rural Trenque Lauquen, "nossa área no oeste de Buenos Aires é o epicentro da seca deste ano: os produtores de gado estão totalmente desesperados". "Nas últimas semanas, não tivemos pastagens e nem gramíneas de verão e o mesmo aconteceu com a alfafa. Portanto, tudo o que é ração de reserva para vacas leiteiras ou para o confinamento vai ser complicado", disse ele. Ele também explicou que "nos grãos, tudo o que é de segundo crescimento está em plena estação de crescimento e precisa de água. No verão seco de 2023, choveu 180 milímetros e, neste ano, estamos longe dessa marca". "Este ano está tudo ruim. Por causa disso, as reservas para o inverno nas fazendas leiteiras da região serão muito ruins. Já estamos lutando para alimentar as vacas leiteiras e, se não houver colheita, não haverá nada para alimentá-las", disse ele. As informações são do Infortambo, traduzidas pela Equipe MilkPoint.


 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 07 de fevereiro de 2024                                                   Ano 18 - N° 4.081


GDT: preços internacionais mantêm sequência de altas

O primeiro leilão da plataforma GDT para o mês de fevereiro, realizado hoje (06/02) apresentou continuidade no movimento de avanço dos preços internacionais dos derivados lácteos, mas agora, mais acelerado. Com uma variação de 4,2% em relação ao evento anterior, o preço médio das negociações ficou em US$ 3.571/tonelada, atingindo o maior patamar desde dezembro de 2022.

Sobre as categorias acompanhadas e negociadas no evento, todas apresentaram reajustes positivos. A manteiga segue em destaque apresentando a maior variação, na ordem de 10,3%, sendo negociada na média de US$ 6.516/tonelada, o maior patamar desde maio de 2022. Os queijos tiveram um reajuste de 6,3%, sendo negociados a US$ 4.469/tonelada.

O leite em pó desnatado teve sua maior alta desde junho de 2023, chegando ao valor médio de US$ 2.758/tonelada, 4,6% acima do evento anterior.

O leite em pó integral foi negociado na média de US$ 3.463/tonelada, o maior valor observado desde novembro de 2022, apresentando uma diferença de 3,4% quando comparado ao valor negociado no evento anterior.

Quanto ao volume negociado no evento, no terceiro leilão de 2024 o movimento de queda se manteve, chegando a um total de 24.836 toneladas negociadas, uma queda de cerca de 0,3% em relação ao evento anterior, sendo este o menor patamar desde julho do ano passado para as negociações.

Sobre o mercado futuro do leite em pó integral o cenário sofreu uma leve alteração, segundo os ajustes da Bolsa de Valores da Nova Zelândia.

No cenário global de lácteos, o primeiro leilão de fevereiro da Global Dairy Trade apresentou variações positivas nos preços, refletindo a menor oferta global de lácteos para o ano de 2024. Essa perspectiva está associada às menores rentabilidades na produção de leite ao longo de 2023, com desafios significativos enfrentados pena produção dos principais países exportadores de lácteos. Além do cenário adverso nos principais exportadores, a produção da China (principal comprador de lácteos do mundo) também enfrenta desafios, o que pode incentivar a demanda do país pelo leite importado.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

É importante destacar que, embora o GDT seja o principal indicador de preços de produtos lácteos em todo o mundo, nos últimos meses, nossos principais fornecedores de produtos lácteos para importação, como a Argentina e o Uruguai, continuam praticando preços superiores aos do GDT, devido à Tarifa Externa Comum (TEC) de 28% para importações de fora do Mercosul.

Nesse cenário atual, o aumento dos preços do GDT também deve influenciar na continuidade de altas para os preços do Mercosul, o que tende a tornar as importações mais caras para o Brasil. Todavia, os preços no mercado brasileiro dão sinais de uma sequência de altas nos próximos meses, o que deve manter o preço do produto importado ainda competitivo frente ao nacional.

Via Milkpoint


 

Uruguai: produtores de leite dizem que o negócio não é lucrativo

Os produtores de leite do Uruguai estão passando por uma crise muito longa que começou com a seca e que hoje torna o negócio não lucrativo por causa do preço que recebem. Grãos, concentrados, insumos em geral, fertilizantes e produtos químicos caíram e o negócio não é lucrativo. É por isso que a Sociedade de Produtores de Leite da Flórida (SPLF) convocou os produtores de leite para uma reunião aberta nesta terça-feira, dia 30.

Em entrevista ao Rurales El País, Fabián Hernández, membro da SPLF, disse que a situação "é insustentável e muito preocupante" e informou que há muitos saldos devidos à Conaprole. Além disso, nesses meses de menos leite, os saldos devedores são ainda piores porque não há ferramentas para alimentar o gado adequadamente, especialmente considerando que é o período pré-parto nas fazendas leiteiras, um momento fundamental para uma boa lactação ao longo do ano.

"Portanto, há muitas preocupações porque o negócio não é lucrativo. Não temos margem e estamos trabalhando com custos. Não há possibilidade de investir e já estamos exaustos devido à queda de preços em agosto", disse Hernández.

O preço precisa atingir os valores de antes da queda de preços de julho/agosto. Hoje o preço é de 0,36 centavos de dólar, quando são necessários 3 pesos (US$ 0,077) a mais para recuperar o que foi perdido. "A verdade é que a situação é muito angustiante porque os produtores não têm dinheiro", disse ele.

Novembro é um mês de alta rotatividade e é quando os produtores de leite fazem uma reserva econômica para enfrentar os próximos meses. No entanto, havia 255 registros no vermelho na Conaprole, incluindo parte das rações de outono e da reserva de forragem. Ou seja, quase 48% das inscrições foram pagas com menos de 100.000 pesos (US$ 2582,94).

"Um estabelecimento que cobra 100.000 pesos não é nada, porque você paga a eletricidade e paga alguns salários e não sobra dinheiro nem para comer. Em dezembro, parte da cota foi retirada dos segundos turnos e ainda havia 210 inscrições no vermelho. Não é mais apenas uma questão de efeito da seca, é uma questão de lucratividade, de que o preço não é suficiente", disse ele.

A assembleia de terça-feira está concentrada em pedir um preço e ouvir os produtores. Os produtores de leite acreditam que a Conaprole tem espaço para aumentar o preço, porque quando ele foi reduzido, o leite em pó integral estava abaixo de US$ 3.000 por tonelada, entre US$ 2.600 e US$ 2.800.

"Hoje, o preço do leite em pó integral está em US$ 3.200, e não capitalizamos isso. O leite subiu apenas 0,60 centavos de dólar em novembro, o que é totalmente insuficiente. Achamos que o setor tem espaço para manobras. Não queremos quebrar uma ferramenta como a Conaprole, mas também não queremos que os proprietários da cooperativa e aqueles que a apoiam caiam. Porque uma fábrica sem leite é um monte de ferro. Precisamos não perder o que está caindo mais rápido, que são os pequenos produtores. Temos que tentar impedir isso, que é de 50 a 60 produtores por ano. O negócio não é lucrativo nem atraente. Temos que tentar equilibrar a balança para que o negócio seja lucrativo para todos", concluiu.

As informações são do El País Digital, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Conaprole se posicionou como líder em exportação em 2023

Em um ano desafiador, a Conaprole se destaca como líder em exportações, superando com astúcia as adversidades climáticas e econômicas. Com base na qualidade, inovação e sustentabilidade, a empresa conseguiu diversificar os produtos, alcançando 700 milhões de dólares e 170.000 toneladas de produtos lácteos em 2023. 

Em uma conversa exclusiva com o InfoNegocios, Gabriel Váldes, gerente geral da Conaprole, compartilha como a empresa conquistou o cenário internacional no ano passado e antecipa planos de expansão nas exportações até 2024. No longo prazo, a empresa está comprometida em fortalecer seu foco na sustentabilidade, buscando aumentar a conscientização entre os uruguaios.

Como a Conaprole conseguiu se posicionar como uma das empresas com as maiores exportações em 2023?

Em um ano particularmente difícil para o setor, devido à seca enfrentada por nossos produtores e a um cenário mundial com demanda fraca, as vantagens competitivas construídas nos últimos anos permitiram a colocação de volumes significativos de produtos a preços competitivos.                 

Como vem ocorrendo há muito tempo, os três pilares diferenciais têm sido qualidade, inovação e sustentabilidade. Por meio desses três pilares, estamos trabalhando ao longo de 2023, com o objetivo de continuar representando o espírito inovador e empreendedor do Uruguai em mercados de diferentes culturas.

Nossa estratégia de flexibilidade industrial tem um portfólio de produtos que nos permite diversificar nossos mercados e clientes e responder aos padrões de qualidade, segurança alimentar e sustentabilidade, que sustentam uma demanda constante das principais indústrias de alimentos em mais de 60 países.

Quais foram as exportações específicas e quanto elas representam em termos de volume e valor?

A Conaprole exportou quase 700 milhões de dólares e mais de 170.000 toneladas de produtos lácteos para mais de 60 países. Conseguimos consolidar mercados tradicionais e crescer desenvolvendo clientes no Oriente Médio, no Sudeste Asiático, na América Latina e também na África. 

Somos uma empresa que se projeta para o mundo com produtos lácteos processados em nossas fábricas. Nascemos em 1936 e, desde 1980, temos conquistado mercado após mercado com produtos lácteos de alta qualidade que geram um impacto positivo sustentável em todo o mundo.

Como a Conaprole adaptou sua estratégia de vendas para capitalizar a demanda sazonal durante os meses mais quentes?

O mercado uruguaio é o principal destino de nossos produtos, e a satisfação dos consumidores nacionais é sempre uma prioridade para a Conaprole, como cooperativa de todos os uruguaios.

Em outubro passado, iniciamos campanhas abrangentes de comunicação e promoção dos produtos de nosso portfólio que impulsionam os negócios no verão, como sorvetes, iogurtes, leite com chocolate, entre outros.    

Nosso objetivo é sempre oferecer uma proposta adaptada a cada consumidor, em cada época do ano e em cada ato de compra. 

Vocês implementam promoções especiais ou campanhas específicas para a temporada de verão?

Sem dúvida, ativamos nossas marcas diretamente para os consumidores em todo o litoral, com jogos e prêmios, lançamos promoções/descontos no mercado, bônus no cartão de crédito, brindes por meio de nossas mídias digitais.      

Atualmente, por exemplo, estamos convidando os consumidores todas as semanas com ingressos de carnaval para o Teatro de Verão.      

Quais são os produtos mais populares ou procurados durante a estação quente?

O sabor do sorvete no Uruguai é o Conaprole, um clássico do verão por excelência. Também devemos destacar iogurtes, leite com chocolate, sucos e nossa linha de sobremesas congeladas: com salsicha, alfajores maicena, chocolate e sobremesas de paixão. 

Quais são as perspectivas e metas de vendas para 2024?

Esperamos um ano de 2024 com um bom resultado em participação de mercado e vendas, associado a boas perspectivas econômicas e surpresas que estamos sempre pensando para oferecer o melhor aos nossos consumidores uruguaios e reconhecer sua fidelidade à marca.

Por outro lado, desde o início, tem sido uma empresa comprometida com as comunidades e com a sociedade. Essa responsabilidade vai além de ações específicas de RSC e sustentabilidade. Ela tem a ver com uma filosofia de desenvolvimento, que sempre priorizamos por meio de nossas ações e que queremos continuar a promover no futuro. 

Estabelecemos nossas Metas 2030 relacionadas à sustentabilidade, que queremos conscientizar e divulgar a todos os uruguaios e torná-los parte de nosso compromisso. 

Somos a cooperativa de todos os uruguaios e temos orgulho disso. Queremos continuar oferecendo melhores opções para todos os nossos consumidores e, ao mesmo tempo, continuar representando o Uruguai no mundo, conquistando novos destinos e expandindo os que já temos.

Vocês planejam incorporar novas tecnologias no futuro para melhorar processos ou produtos?

A Conaprole é a principal exportadora do Uruguai e estamos sempre trabalhando para nos colocar na fronteira do conhecimento com a mais recente tecnologia em produção, embalagem e propostas de produtos. Inovação e qualidade são áreas de investimento permanente, a fim de desenvolver nosso posicionamento e liderança em cada categoria em que competimos.

As informações são do Infonegócios, traduzidas pela Equipe MilkPoint


Jogo Rápido

UE recua em meta para redução de emissões após protestos de fazendeiros
A União Europeia (UE) desistiu de propor uma meta de cortes agressivos de gases de efeito estufa após protestos de fazendeiros em diversos países da Europa contra os projetos de transição energética proposta pelo bloco, segundo o “Financial Times” (FT). A Comissão Europeia deve apresentar nesta terça-feira (6/2) um projeto que visa o estabelecimento de metas para a redução da emissão de gases de efeito estufa, porém os objetivos do documento devem ser reduzidos ante a resistência de fazendeiros europeus a aceitar as medidas para uma economia mais verde. ,O texto prevê um plano para reduzir em 90% as emissões na UE até 2040, porém a proposta não incluirá mais a meta de redução de 30% das emissões de metano, nitrogênio e outros gases ligados à agricultura, segundo o “FT”.A mudança acontece após grandes protestos de agricultores na França, Alemanha, Bélgica e Itália, em alguns casos com bloqueios de vias importantes dos países exigindo intervenção policial. As metas para 2040 da UE visa garantir que o bloco tenha um caminho para reduzir fortemente as emissões nos próximos anos para que em 2050 os países-membros se tornem neutros na emissão de gases de efeito estufa. As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.


 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 06 de fevereiro de 2024                                                   Ano 18 - N° 4.080


Projeto do governo institui programas de conformidade para beneficiar bons contribuintes

Proposta prevê endurecimento das regras contra os devedores contumazes, categoria que inclui cerca de mil empresas que devem ao fisco sistematicamente

O Projeto de Lei 15/24, do Poder Executivo, institui programas de conformidade tributária e aduaneira com o objetivo de incentivar os bons contribuintes e fortalecer o caráter orientador da Receita Federal, deixando em segundo plano o viés punitivo do órgão.

Uma das medidas previstas no programa, por exemplo, dá ao contribuinte bem classificado nos critérios de conformidade acesso à redução de tributo, com bônus de adimplência.

O projeto, enviado à Câmara dos Deputados em regime de urgência constitucional, está baseado em três pilares: vantagens para quem cumpre regras de conformidade, controle de benefícios fiscais e regras mais duras para devedor contumaz.

Conformidade: O eixo conformidade prevê três programas. O primeiro é o Confia, de caráter voluntário e voltado a companhias de grande porte. As empresas que aderirem terão de cumprir parâmetros de governança fiscal e cooperarem com o fisco. Em troca, receberão um “selo de conformidade” e poderão regularizar os débitos em até 120 dias sem multa ou com multa reduzida.

Destinado a todos os contribuintes, o Programa Sintonia oferecerá descontos na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A empresa com selo de bom pagador há um ano, pagará 1% a menos de CSLL a cada ano, podendo acumular 3% após três anos, além de outras vantagens.

O terceiro programa é o Operador Econômico Autorizado (OEA), que já existe e agora será incluído em lei. O OEA é destinado a recompensar quem cumpre as obrigações alfandegárias. As empresas que fizerem parte do programa receberão o Selo OEA, que dá direito a prioridade na liberação de mercadorias e diferimento (adiamento) no pagamento dos tributos aduaneiros.

Benefícios fiscais: Chamado de controle de benefícios, o segundo eixo do projeto prevê um pente fino em mais de 200 incentivos fiscais federais. O objetivo é monitorar o alcance e a eficiência dos benefícios aprovados pelo Congresso.

Todo beneficiado terá de preencher um formulário eletrônico e comprovar que cumpre os requisitos para ter direito ao incentivo. Condenados por improbidade administrativa não terão direito ao benefício fiscal.

Devedor contumaz: O último eixo do programa prevê o endurecimento das regras contra os devedores contumazes, categoria que inclui cerca de mil empresas que devem ao fisco sistematicamente. O PL 15/24 considera devedor contumaz o contribuinte que satisfaz qualquer dos seguintes requisitos:

débito acima de R$ 15 milhões e valor maior que o próprio patrimônio;
débito em dívida ativa acima de R$ 15 milhões por mais de um ano;
débito de mais de R$ 15 milhões e CNPJ baixada ou inapta nos últimos cinco anos.
A Receita criará um cadastro federal de devedores contumazes e dará um prazo para a regularização desses contribuintes, com a possibilidade de ampla defesa. Se comprovado crime contra a ordem tributária, o devedor contumaz responderá na esfera criminal, com dolo.

Tramitação: O projeto ainda será distribuído às comissões da Câmara.

Da reportagem:
Edição - Marcia Becker
Com informações da Agência Brasil
Fonte: Agência Câmara de Notícias


 

GDT - Global Dairy Trade

Fonte: GDT adaptado pelo SINDILAT/RS

AR – Caiu a produção de leite, mas quanto cresceu o consumo interno?

Rentabilidade/AR – O relatório dos Custos Regionais da Produção de Leite elaborado pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), o Departamento do Leite do Ministério da Pecuária (DNL – MAGyP), e divulgado pelo Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (OCLA), com valores atualizados até dezembro de 2023, é incontestável. As perdas do setor lácteo não têm precedente nos últimos 20 anos.

O preço de equilíbrio de dezembro de 2023 foi de AR$ 272 por litro. O produtor recebeu um valor em torno de AR$ 150 por litro.

O cálculo é feito da seguinte forma:
- Preço ao produtor: preço por província, qualidade e volume de cada unidade produtora de leite com base nos 30 modelos regionais. O levantamento é feito pelo DNL – MAGyP, elaborando o chamado (SIGLeA-LUME).
- Custo de produção: (Gastos diretos + Gastos estruturais + Amortizações + Remuneração Empresarial) – Recuperações (venda e/ou cessão de bezerros, vacas e descarte de touros). 
- Preço de equilíbrio: Custo de produção + Custo de Oportunidade do Capital (5%). Também denominado de Custo de produção de Longo Prazo.
- Ingresso de capital: (Faturamento com leite + faturamento com carne) – (Gastos Diretos + Gastos estruturais + Amortizações + Remuneração Empresarial).

Fonte: Terra Viva


Jogo Rápido

ÚLTIMOS DIAS do DESCONTO do 1º lote, aproveite!
O Fórum MilkPoint Mercado está com data e local marcados, dia 20 de março nosso encontro será em Campinas ou online, de onde você estiver, e esses são os ÚLTIMOS DIAS para aproveitar o DESCONTO do 1º LOTE, válido até sexta-feira, 09/02! Se você ainda não fez a sua inscrição, não perca mais tempo. Não haverá prorrogação!  Se você quer estar pronto para inovar e se destacar no setor através de conhecimentos sobre os cenários mais prováveis para os próximos meses do mercado brasileiro de lácteos, sobre as mais relevantes demandas do consumidor, sobre a competitividade do mercado e  consolidação e investimentos na indústria láctea brasileira, seu lugar é no Fórum MilkPoint Mercado! A 16ª edição do Fórum MilkPoint Mercado contará com 4 blocos + conteúdo extra: Bloco 1 – Os cenários de mercado. Bloco 2 – Competitividade da produção de leite: onde estamos? Bloco 3 – O que há de novo nas relações entre indústrias e produtores de leite? Bloco 4 - Consolidação e investimentos na indústria láctea brasileira Não perca essa oportunidade única de se preparar para o futuro. Garanta agora mesmo o seu lugar! Participe do Fórum MilkPoint Mercado, dia 20 de março em Campinas, ou online, de onde você estiver.  Os associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) têm 10% de desconto garantido para compra de ingressos para o 16º Fórum MilkPoint Mercado, clicando aqui. (Milkpoint)


 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 05 de fevereiro de 2024                                                   Ano 18 - N° 4.079


La Niña no radar de previsões do ano traz atenção à produção Efeitos para o Brasil

Com um histórico recente de perdas de safra causadas por problemas climáticos, o Rio Grande do Sul olha com muita atenção o radar de previsões climáticas. E a possibilidade de um retorno do La Niña no segundo semestre acende o alerta - no Estado, costuma se traduzir em escassez de chuva. É muito cedo ainda para estabelecer qual será, de fato, o comportamento do clima. A meteorologista Jossana Cera, consultora do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), diz que o modelo de consenso - atualizado em janeiro - traz 64% de probabilidade de ocorrência do fenômeno a partir de agosto. Há também um percentual estimado de neutralidade, com tendência maior, neste momento, de um possível La Niña.

Esse modelo de consenso do NOOA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, na sigla em inglês), explica Jossana, é como se fosse uma média de todos os prognósticos climáticos.

Com meses ainda pela frente até a perspectiva se confirmar ou se desfazer, o Estado ainda se vê às voltas com os efeitos do El Niño, fenômeno que trouxe chuva em excesso. A meteorologista observa que na segunda quinzena de janeiro começou a fase de enfraquecimento do fenômeno, que segue "na intensidade forte". A projeção é de que deva terminar, de fato, entre abril e maio.

São prognósticos de médio prazo e podem sofrer alterações. No curto prazo, os próximos dias no Estado prometem ser de temperaturas elevadas - 35ºC na maioria das regiões e podendo chegar perto de 40ºC em alguns pontos -, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico da Secretaria Estadual da Agricultura. O volume de chuva deve variar, na média, entre 10 e 20 milímetros. Há áreas no Norte e Nordeste que poderão ter totais entre 20 e 35 mm.

A preocupação com eventual retorno do La Niña foi um dos pontos trazidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em meio às projeções para 2024. (Zero Hora)


Receita Federal fará pente-fino em benefícios fiscais

A ideia é que o mapeamento também auxilie o governo na tarefa de reduzir esses benefícios - como determina a própria Constituição

Depois de focar nos grandes "jabutis tributários", a Receita Federal promete fazer agora um pente-fino nos mais de 200 benefícios fiscais existentes no País. A maioria deles é considerada "invisível" por ter valores mais reduzidos - na casa dos milhões, e não dos bilhões - e pelo fato de o governo ter pouca informação e controle sobre eles.

A proposta, que consta de um projeto de lei enviado ao Congresso prevê que as empresas serão obrigadas a preencher uma declaração eletrônica listando todos os incentivos que possuem. A partir daí, o Fisco pretende identificar as companhias em situação irregular, ou seja, que usufruem dos benefícios sem ter direito, e fazer, então, a exclusão.

"Muitos desses benefícios são aprovados no Congresso Nacional sem nenhum tipo de possibilidade de controle, porque eles são de autofruição (não tem pré-requisitos). O contribuinte recebe um benefício e, simplesmente, deixa de pagar o tributo", afirma o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. "Isso tira a governança do poder público em relação a essas centenas de regimes."

Segundo o secretário, o formulário será de fácil preenchimento, sem necessidade de envio de documentação. "A Receita vai puxar do sistema os documentos e verificar se a empresa preenche os requisitos para aqueles benefícios. Em seguida, vai informar se ela tem ou não direito."

Uma companhia que tenha sido condenada pela Lei de Improbidade, por exemplo, não poderá fazer uso desses benefícios. Outros impedimentos podem estar relacionados à Lei Anticorrupção ou a legislações ambientais. Se estiver usufruindo do benefício indevidamente, o contribuinte estará sujeito a punições, além da exclusão do regime diferenciado.

Instrumentos
Segundo o secretário, atualmente o governo não consegue enxergar quem está sendo beneficiado por esses incentivos, com quais valores e se os objetivos da política pública estão sendo atingidos. "Com esse controle eletrônico, nós daremos instrumentos para, eventualmente, os Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento e da Indústria analisarem os dados e os resultados da política."

A ideia é que o mapeamento também auxilie o governo na tarefa de reduzir esses benefícios - como determina a própria Constituição. Isso porque, em 2021, o Congresso aprovou uma emenda que estabelece que, até 2029, o custo dessas medidas terá de ficar limitado a 2% do PIB. Atualmente, a estimativa é de que correspondam a 4,5% do PIB.

Segundo o Fisco, os benefícios fiscais serão incluídos nessa análise progressivamente. Os incentivos ligados ao Imposto de Renda da Pessoa Física, por exemplo, não entrarão no curto prazo já que serão alvo de uma proposta de reforma que deve ser enviada pelo governo ao Congresso até o fim de março.

Bom pagador
Além da revisão dos benefícios fiscais, o projeto de lei enviado ao Congresso estabelece novas diretrizes aos programas de conformidade, para premiar os bons pagadores de impostos. Entre as recompensas previstas a esses contribuintes, estão a redução progressiva no pagamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de até 3%, e a possibilidade de autorregulação em um prazo de 60 dias. Há também vedação de arrolamento de bens e preferência em licitações.

Segundo Barreirinhas, a ideia que norteia o projeto é o de uma Receita Federal que deixa de ser "punitiva" para ser "orientadora" dos contribuintes. O próximo passo será negociar o texto - que foi enviado com urgência constitucional, ou seja, prevendo tramitação acelerada - com os parlamentares, que retomam às atividades legislativas na próxima semana. (Exame)

Contas têm 2º maior rombo da história

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (29) que o resultado das contas do Governo Central, cujo déficit em 2023 foi de R$ 230,535 bilhões, ou seja, 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), foi resultado da decisão do governo federal de pagar os precatórios (dívidas da União com trânsito em julgado) e do acordo feito com governadores a respeito do ICMS sobre combustíveis.

“A decisão, na minha opinião, foi acertada. Ela foi amplamente divulgada. Nós fomos ao Supremo defender a tese de que aquele calote era inconstitucional e eu penso que a opinião pública, formada e informada, deveria levar em consideração esse gesto do governo de colocar ordem nas contas”, justificou Fernando Haddad.

O ministro se queixou das manchetes desta segunda-feira sobre o Relatório do Tesouro Nacional ao dizer que elas não correspondiam ao esforço que o governo fez de “passar a régua” no que ele chamou de “legado tenebroso de desorganização das contas públicas”.

Haddad disse ainda que o déficit real se aproximou do número mencionado por ele no ano passado, de 1% do PIB. “Penso que o mercado entendeu e reagiu bem ao que estava programado”, afirmou.

Debate sobre meta fiscal é com o congresso
Ainda segundo o ministro da Fazenda, o debate sobre o cumprimento da meta fiscal em 2024 será trabalhado com o apoio do Congresso Nacional e do Poder Judiciário. “A meta fiscal é estabelecida de comum acordo com o Congresso Nacional, mas o resultado primário depende muito dessa boa interação do Judiciário com o Legislativo”, pontuou.

Haddad reiterou que o Executivo trabalha em conjunto com os demais Poderes e afirmou que o governo manterá o diálogo com o Judiciário na forma da lei, nos tribunais, colocando o ponto de vista do Executivo, e que a discussão com o Congresso se dará mais no sentido de saber onde serão buscados os recursos para equilibrar a política fiscal.

O chefe da Fazenda ainda pontuou que o governo tem que aproveitar o “bom relacionamento” que o Executivo vive hoje com o Congresso. “Apesar das propostas estarem sendo aprovadas, não da forma como foram encaminhadas, mas de outra forma, o fato é que o Congresso tem dado abertura para o diálogo”, ponderou.

MP da reoneração
Haddad disse que encaminhou ao Legislativo no final do ano a medida provisória 1.202, que reonera gradualmente a folha de pagamentos de 17 setores, extingue o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e revoga outros benefícios fiscais, porque sentiu que havia uma necessidade diante do quadro fiscal apresentado pela Receita Federal e também diante do que chamou de “desidratação de medidas” encaminhadas em agosto por ocasião do envio do Orçamento ao Congresso.

“Senti que nós tínhamos que fazer um esforço adicional para garantir que nós íamos perseguir aquele resultado. Eu cumpri uma obrigação legal de tomar as medidas necessárias, com senso de justiça, evitando cobrar de quem já paga, justamente para atingir esse resultado”, justificou o ministro.

Contas públicas registram segundo maior rombo da história
O governo fechou 2023, primeiro ano da nova gestão Lula, com o segundo maior rombo nas contas públicas da série histórica, iniciada em 1997. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 29, pelo Tesouro Nacional, o déficit primário (resultado das receitas menos as despesas, sem levar em conta o pagamento dos juros da dívida pública) ficou em R$ 230,5 bilhões, o equivalente a 2,1% do PIB.

No ano anterior, essa conta havia ficado positiva – um superávit de R$ 54,1 bilhões, um número considerado “fora da curva”. O pior resultado da série histórica foi registrado em 2020, primeiro ano da pandemia da covid-19, quando o déficit primário chegou a R$ 939,5 bilhões (em números corrigidos pela inflação).

A meta traçada para este ano pela equipe econômica é de déficit zero, mas o resultado registrado em 2023 fortaleceu no mercado as projeções de novo rombo. Já o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, fala em “reversão da tendência” no médio prazo.

A explicação para o déficit ano passado foi a antecipação do pagamento de precatórios (dívidas judiciais do governo nas quais não cabe mais recurso) de R$ 92,3 bilhões, além da compensação a Estados e municípios em razão de perdas na arrecadação com ICMS.

Mesmo sem o pagamento dos precatórios, o déficit teria sido de R$ 138,1 bilhões – o equivalente a 1,27% do PIB, ainda acima da promessa que havia sido feita pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de fechar o ano com déficit de 1%.

A meta fiscal ajustada para 2023 admitia um rombo de até R$ 213,6 bilhões nas contas do governo central (conceito que engloba Tesouro, Previdência Social e Banco Central).

Para a aferição formal, porém, o governo poderá descontar desse cálculo da meta os gastos com a regularização dos precatórios, em decisão autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

O pagamento dos precatórios estava represado em razão da chamada “PEC do Calote“, que “pedalou” o pagamento desses débitos da União, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, até 2026.

A PEC foi proposta em 2021 para enfrentar o que o então ministro da Economia, Paulo Guedes, chamou de “meteoro”: uma fatura de R$ 89 bilhões que teria de ser honrada ainda em 2022, durante o período eleitoral, com Bolsonaro buscando a reeleição.

Em dezembro do ano passado, porém, o governo Lula editou uma medida provisória que abriu um crédito extraordinário – fora do limite de despesas – de R$ 93,1 bilhões para quitar esse estoque de precatórios represados, e conseguiu autorização do STF para desconsiderar essas despesas da aferição da meta fiscal.

Projeções para 2024
Podendo ou não descontar os gastos com precatórios da meta fiscal, os números mostram o tamanho do desafio do governo para este ano, quando a meta a ser perseguida é de zerar o déficit, de acordo com as regras previstas no novo arcabouço fiscal. No mercado financeiro, é praticamente unânime a avaliação de que a meta terá de ser reformulada em algum momento para acomodar um rombo que, para muitos, seria inevitável.

O equilíbrio orçamentário é importante para a redução da dívida pública, o que acaba tendo impacto na inflação, nos juros e na atração de novos investimentos. Mas, tirando o superávit extraordinário registrado em 2022, o País convive com déficits nas contas desde 2013.

A XP Investimentos, por exemplo, projeta novo déficit primário para o governo central (conceito que engloba Tesouro, Previdência Social e Banco Central) de 0,6% do PIB em 2024. Para o economista da corretora Tiago Sbardelotto, as medidas recém-aprovadas pelo governo para tentar aumentar a arrecadação deverão ter efeitos positivos, mas não o suficiente para alcançar a meta de déficit zero neste ano.

“Algumas receitas incluídas no Orçamento permanecem altamente incertas, como os R$ 34,5 bilhões das concessões ferroviárias e os R$ 35 bilhões da mudança nos subsídios do ICMS”, disse Sbardelotto, em nota.

Ele acrescenta que a eventual extensão do programa de desoneração da folha de pagamento (tema que está em discussão no Congresso) pode impor um viés de baixa nas receitas previdenciárias esperadas pelo governo. “Além disso, ainda vemos pressão proveniente de gastos relacionados à previdência e assistência social, o que poderia exigir algum bloqueio nas despesas discricionárias (mas não deve aumentar o gasto total).”

Já o economista-chefe do Banco BMG, Flavio Serrano, projeta um déficit primário de pouco menos de 1% do PIB. Segundo ele, em um cenário otimista, com o efeito da elevação de receitas pretendido pelo governo, o saldo negativo diminuiria para cerca de 0,6% do PIB. Mesmo assim, ainda ficaria acima da margem de tolerância admitida no arcabouço fiscal, que é de um déficit de 0,25% para uma meta zero.

Em entrevista na semana passada ao Estadão, o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, disse que, em março, o governo “vai ter de escolher entre alterar a meta (de resultado primário), fazer contingenciamento (do Orçamento), ou uma combinação dos dois”.

Para ele, seria aceitável um rombo nas contas de até 1% neste ano, porque isso significaria uma queda acentuada em relação ao visto no ano passado, indicando um esforço na questão fiscal. “Se passar de 1%, vai gerar preocupação; de 1,5%, mais ainda; 2%, então, nem se fala, dado que no ano passado já foi acima disso”, disse.

O governo precisa divulgar em março o primeiro relatório de receitas e despesas do ano. 

‘Bons sinais’
Na avaliação do secretário do Tesouro, Rogério Ceron, embora o resultado de 2023 tenha sido o segundo pior da série histórica, o número já indicaria o início de um processo de recuperação fiscal. “Nossa sinalização para o horizonte de médio prazo é de reversão dessa tendência que vem acontecendo em mais de uma década, de piora a cada um desses ciclos”, disse o secretário, reforçando que o governo trabalha para se aproximar de resultados mais próximos do equilíbrio orçamentário. “Esperamos que, a partir de 2024, o movimento de recuperação fiscal fique mais nítido.”

Ele citou que, de janeiro de 2019 a dezembro de 2022 (mandato de Jair Bolsonaro), o resultado primário anualizado registrou uma média de déficit de R$ 263,2 bilhões. “Fechamos com um resultado que já é melhor que a média dos últimos anos.”

Apesar da descrença do mercado, Ceron afirmou que o governo vê “bons sinais” para o cumprimento da meta fiscal em 2024, em linha com o planejado pela Fazenda. Na avaliação do secretário, a regra do arcabouço que limita o crescimento das despesas é a essência do novo marco fiscal e irá garantir que, “ano a ano”, o Executivo melhore seu resultado. “Tem meta mais arrojada justamente para acelerar a recuperação”, afirmou.

Questionado sobre o risco de o governo ter superestimado as receitas – advertência feita tanto por economistas quanto pelo Tribunal de Contas da União -, Ceron respondeu que a partir de fevereiro o governo terá dados mais atualizados para avaliar a performance estimada para o ano. “Mas os dados parciais de janeiro mostram uma performance até maior do que o esperado”, otimismo compartilhado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

*Com informações do Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo.


Jogo Rápido

Ceará: insenção ICMS de derivados de leite produzidos no estado
A venda de produtos lácteos no estado do Ceará poderá ter isenção de 100% do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). Em setembro de 2023, o Estado já havia dado crédito presumido de 95% para a saída de produtos como leite longa vida, leite em pó, creme de leite, leite condensado, dentre outros produtos laticínios. A isenção do crédito fiscal presumido sobre o ICMS foi anunciada pelo governador Elmano de Freitas. Decreto com todos os detalhes e informações adicionais será publicado no Diário Oficial. “A isenção do ICMS colabora para o fortalecimento do setor leiteiro, tornando o Ceará mais competitivo para atrair novas indústrias do segmento e, com isso, gerar mais empregos para os cearenses”, observa o governador Elmano. Para que haja a isenção de 100% do ICMS, o fabricante deve obrigatoriamente ter adquirido o leite de produtores rurais cearenses. Caso contrário, o benefício não será liberado. “O nosso estado conta com mais de 73 mil produtores, é o terceiro maior produtor do Nordeste, sendo responsável por mais de 1 bilhão de litros de leite por ano”, aponta o governador, ressaltando que 88% da produção vem de produtores familiares. No ranking dos municípios que mais produzem, de acordo com dados de 2022, estão Morada Nova, Iguatu, Quixeramobim, Jaguaretama, Jaguaribe, Milhã, Limoeiro do Norte, Acopiara, Quixelô e Iracema. As informações são do Governo do Ceará, adaptadas pela equipe MilkPoint.


 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 01º de fevereiro de 2024                                                   Ano 18 - N° 4.078


Sindilat reafirma parceria com a AL no avanço pela implementação de políticas pública para o setor lácteo

Com o objetivo de articular políticas públicas para o desenvolvimento do setor lácteo, principalmente quanto à revisão do FAF e à liberação de recursos represados do Fundoleite, o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (SINDILAT/RS), representado pelo secretário-executivo, Darlan Palharini, acompanhou, nesta quarta-feira (31/01), a sessão solene de eleição e posse do deputado Adolfo Brito (PP) e da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. “A nova gestão será uma grande parceira do setor lácteo. O objetivo é avançarmos em questões como a exclusão do FAF e a liberação de recursos do Fundoleite”, afirmou Palharini.

Durante discurso da posse, o novo presidente da Assembleia afirmou que um dos principais focos da gestão será a definição de uma política estadual de recursos hídricos para a agricultura. “Nós precisamos dar importância para o líquido que a propriedade rural necessita, viabilizando açudes e oferecendo a possibilidade de produzir. É um projeto de Estado, mas não queremos de jeito nenhum agredir o meio ambiente.”, destacou Adolfo Brito.

A Mesa Diretora empossada estará à frente do Parlamento na gestão que se estende de 1º de fevereiro de 2024 a 31 de janeiro de 2025. Também fazem parte da Mesa Diretora: Paparico Bacchi (PL), como primeiro vice-presidente; Eliane Bayer (Republicanos), como segundo vice-presidente; Pepe Vargas (PT), como primeiro secretário; Vilmar Zanchin (MDB), como segundo secretário; Luiz Marenco (PDT), como terceiro secretário; e Dr. Thiago Duarte (União Brasil) como quarto secretário.


Copom reduz juros básicos da economia para 11,25% ao ano

Queda de 0,5 ponto era esperada pelo mercado financeiro

O comportamento dos preços fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela quinta vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros .

A taxa está no menor nível desde março de 2022, quando estava em 10,75% ao ano. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2023, o indicador ficou em 4,62%. Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada pelos economistas.

O índice fechou o ano passado abaixo o teto da meta de inflação, que era 4,75%. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a estimativa de que o IPCA fecharia 2024 em 3,5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode ser revista na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de março.

As previsões do mercado estão mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,81%, abaixo portanto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 3,9%.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic ajuda a estimular a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais baixas dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Inflação, o Banco Central reduziu para 1,7% a projeção de crescimento para a economia em 2023.

O mercado projeta crescimento semelhante. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,6% do PIB em 2023.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. (Correio do Povo)

Reutilização do soro do leite: uma alternativa sustentável

Proveniente da fabricação dos mais variados tipos de queijo, o soro do leite é um subproduto valioso da indústria de laticínios que infelizmente ainda não é amplamente e completamente aproveitado comercialmente.

Caracterizado pela riqueza proteica presente em sua composição e pelo grande impacto ambiental que seu descarte gera, diversos pesquisadores têm buscado, ao longo dos últimos anos, alternativas viáveis para a reutilização deste subproduto dentro da própria indústria e por que não em fabricações artesanais também. Esta se apresenta como uma ótima saída para a sustentabilidade, para as finanças da indústria e para os consumidores finais dos coprodutos.

Antes de entender os benefícios e potenciais ganhos à saúde humana vindos do consumo do soro de leite, é importante alertar sobre o grande impacto ambiental gerado pelo descarte inapropriado desta matéria prima. Quando descartado em solo, o soro do leite gera um efeito ambiental nas estruturas física e química dos solos, significando menor rendimento do solo e representando grandes perdas de produção para o cultivo de potenciais culturas nestes ambientes. Nos efluentes os danos são ainda maiores, pois esgota o oxigênio dissolvido dentro deste microambiente e prejudica a vida aquática local.

Propriamente a respeito dos efluentes, muitos parâmetros são utilizados para tentar definir o tamanho do impacto gerado pelo soro do leite inapropriadamente descartado, são estes: demanda bioquímica de oxigênio (DBO), demanda química de oxigênio (DQO), óleos e graxas, pH, sólidos em suspensão e temperatura (°C). O soro do leite é um dos efluentes que possui maior carga poluidora, pois nele encontra-se metade dos sólidos do leite integral. Para se ter uma noção numérica do tamanho do impacto ambiental gerado, o valor de referência para DBO é inferior ou igual a 60 mg por litro, e no caso do soro do leite, o valor de DBO pode variar de 25.000 a 120.000 mg por litro.

Pode-se definir o soro do leite como sendo a porção aquosa liberada do coágulo durante a fabricação de queijos que possui alto valor nutricional devido à sua porção proteica.

O whey protein tem se popularizado cada vez mais no auxílio na nutrição de pessoas que buscam um estilo de vida mais saudável, melhor desempenho atlético e hipertrofia. O soro do leite possui características funcionais que o torna ainda mais interessante, chama a atenção a possibilidade de atuar como estabilizante, espumante, emulsificante e geleificante. Tais propriedades funcionais se dão devido à presença e ação da β-lactoglobulina, α-lactoalbumina, imunoglobulinas, albumina do soro e lactoferrina, as chamadas proteínas do soro, ou, whey protein.

A respeito das citadas proteínas, estas representam aproximadamente 20% do total de proteínas presentes no leite bovino e se destacam por apresentarem alto teor de aminoácidos essenciais, sobretudo de cadeia ramificada em sua composição. Além disso, apresentam alto teor de cálcio e de peptídeos bioativos do soro.

Existem dois tipos de soro de leite, que são diferenciais a depender do tipo de queijo fabricado e dos valores totais de acidez ou pelo conteúdo de ácido lático. O primeiro deles, o soro ácido, apresentando pH entre 4,5 e 4,8 e 0,8% de minerais normalmente é usado como realçador de sabor, emulsificante e retentor de água. Já o soro doce apresenta pH variando de 5,8 a 6,5, além de 0,5% de minerais, usualmente utilizado para a fabricação de sobremesas lácteas.

No fim das contas existe grande interesse comercial por parte da indústria pela reutilização do soro de leite como coproduto na fabricação dos variados tipos de derivados. Diversos autores e seus colaboradores tem pesquisado a viabilidade e aceitabilidade do público perante essas alternativas sustentáveis. Em 2020, Bae apostou no soro doce para fabricar sorvete, Ferrari e seus colaboradores estudaram fazer e consumir bolo, bebida achocolatada e sobremesas com goiabada a partir do soro em 2013, já Cotrim em 2019 experimentou a confecção de bebida carbonatada, e Mai, em 2020, testou a fabricação de diferentes tipos de bebidas não fermentadas utilizando o soro de leite.

Os crescentes estudos e pesquisas acerca do soro de leite aliado com o grande interesse popular por um estilo de vida mais saudável dá a todos a esperança de que a reutilização do soro de leite seja cada vez mais ampliada e que seja consolidada como uma das várias estratégias comerciais adotadas pela indústria. Além de agradar o público alvo, agrada o faturamento industrial e a sustentabilidade ambiental. 
 
Agradecimentos à CAPES, CNPq, FINEP, FAPEG e IF Goiano pelo apoio a realização da pesquisa.

Autores
Pedro Paulo Alves Pinheiro
Gabriella de Oliveira Nascimento
Marciel Oliveira dos Santos
Marco Antônio Pereira Silva
 
Referências Bibliográficas
BAE, F. A. H. et al., Desenvolvimento, caracterização físico-química e aceitação sensorial de sorvete a base de isolado proteico de soro de leite. In: SIMPÓSIO DE SEGURANÇA ALIMENTAR, 7, 2020, Londrina, PR. Anais [...]. Bento Gonçalves, RS: SbCTA-RS, 2020.

COTRIM, W. S.; COTRIM, K. C. F.; COIMBRA, J. C. Modelagem e análise de cenários econômicos do processo de produção de bebida carbonatada a base de soro de leite. Journal of Bioenergy and Food Science, v. 6, n. 4, p. 97-108, 2019.

FERRARI, A. S.; BALDONI, N. R.; AZEREDO, E. M. C. Análise sensorial e físico-química de produtos elaborados à base de soro de leite. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 11, n. 1, p. 216-223, 2013.

Mai, Daiana. "Avaliação de formulações de bebida láctea não fermentada com adição de soro de leite." Química Bacharelado-Tubarão (2020).

SANTOS, H. C. Bebida fermentada sustentável “tipo iogurte grego” à base de leitelho. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) - Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, 57 p. 2023.

VIANA, C. C.; MENDONÇA, H. V.; OTENIO, M. H. Efluente da indústria de laticínios: qual tecnologia aplicar para tratamento? 2021. Disponível em: <https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1134245/1/Efluente-industria-laticinios.pdf> Acesso em: 09 jan. 2023.


Jogo Rápido

O SINDILAT/RS  parabeniza a SOORO RENNER pelos seus 23 anos de dedicação e contribuição para o avanço do setor lácteo! Assista ao vídeo especial lançado pela empresa em comemoração a essa data especial clicando aqui. (SINDILAT/RS)


 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 31 de janeiro de 2024                                                        Ano 18 - N° 4.077


Empresa gaúcha de alimentos chega na Ilha de Páscoa

Com base em Vacaria, a RAR passou a exportar queijo para a ilha do Oceano Pacífico

Do Rio Grande do Sul para a terra dos moais, as conhecidas estátuas encontradas na ilha de Páscoa. A chegada ao mercado da ilha situada no Oceano Pacífico é um dos destaques do ano de 2023 da RAR, empresa de Vacaria conhecida pelo cardápio de produtos que incluem maçãs, queijo, azeites, vinhos e espumantes.

No ano que passou, a companhia - que leva as iniciais do seu fundador Raul Anselmo Randon - alcançou receita líquida de R$ 500 milhões. É um aumento de 22% em comparação ao ano anterior. Para 2024, o incremento esperado é de 15%.

Com uma das maiores produções de maçãs do Brasil - com as variedades gala e fuji - além da uva, a empresa também relatou problemas com o clima, mas evita terceirizar responsabilidades à chuva.

— Temos que mitigar isso. Quase 70% dos pomares de maçã são telados, antigranizo. Se falamos em frio, nas uvas utilizamos o sistema de irrigação antigeada, para quando a temperatura chega próximo a zero. Ela forma uma proteção sobre as gemas — explica o presidente da RAR, Sergio Martins Barbosa.

A RAR diz ter a primeira fábrica de queijo tipo grana fora da Itália. Foi esse produto, com a marca Gran Formaggio, que chegou à Ilha de Páscoa, que pertence ao Chile. O país sul-americano possui um dos sistemas sanitários mais exigentes do mercado.

— O Chile é tipo uma Champions League (torneio de futebol europeu), é muito difícil. Gradativamente estamos colocando lá os nossos produtos. Na Ilha de Páscoa, um distribuidor nosso levou umas cunhas do Gran Formaggio, chegamos em um ponto interessante — diz Barbosa.

Além da abertura de novos mercados, 2024 será o ano de testes em tecnologia. Entre e abril e maio, a RAR conhecerá melhor a experiência envolvendo a colheita por drones. Uma empresa israelense desenvolveu um protótipo de robôs voadores conectados a uma plataforma que reconhecem as maçãs e as colhem de forma 100% automatizada. A tecnologia já é testada em lavouras de países como Estados Unidos, Israel, Itália e Chile. (Zero Hora)


Contribuintes conseguem no Judiciário afastar a cobrança de tributos sobre benefícios fiscais.

Diante da necessidade do aumento de arrecadação, foi publicada a Lei n. 14.789/2023, que modifica a sistemática da tributação de incentivos/benefícios fiscais concedidos pelos Estados a título de Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A partir da nova metodologia, passa a incidir sobre os benefícios fiscais a tributação do IRPJ/CSLL. Em contrapartida, o Contribuinte poderá apurar um crédito fiscal a ser utilizado para compensar com tributos federais ou requerer o ressarcimento em direito, entretanto, em percentual inferior ao utilizado até o momento (de 34% para 25%).

Contudo, o Superior Tribunal de Justiça já havia se manifestado de forma contrária ao estabelecida pela nova norma, de modo a autorizar a exclusão dos benefícios fiscais de ICMS da base de cálculo do IRPJ/CSLL. Em razão disso, muitos contribuintes já estão procurando o Poder Judiciário e conseguindo decisões liminares favoráveis para deixarem de pagar o tributo.

Leia na íntegra a matéria "CONTRIBUINTES CONSEGUEM NA JUSTIÇA DECISÕES LIMINARES AUTORIZANDO A EXCLUSÃO DE CRÉDITOS PRESUMIDOS DE ICMS DAS BASES DE CÁLCULO DO IRPJ, CSLL, PIS E COFINS", do Jornal Valor Econômico, clicando aqui.  (R Pandolfo Advogados)

 

Argentina desiste de estabelecer aumento das retenções para produtos do agro

Alíquota para os derivados de soja, que inicialmente estava prevista para subir para 33%, ficará em 31%

Segundo informações divulgadas pela consultoria Safras & Mercado, na última sexta-feira (26), o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, anunciou, entre outras providências, que não haverá avanço nas medidas visando o aumento das retenções para o setor agrícola.

O ministro afirmou que o governo “decidiu retirar o capítulo fiscal da Lei de Bases”.

Assim, em números, a alíquota para trigo e milho que poderia ser elevada para 15%, permanecerá em 12%. A alíquota para os derivados de soja, farinha e óleo, que inicialmente estava prevista para subir para 33%, ficará em 31%.

Para o farelo de soja a alíquota seguirá em 33%, para a carne bovina em 9% e para as economias regionais em 0%. (Canal Rural)


Jogo Rápido

Interleite Sul: não perca seu desconto
Ainda dá tempo de aproveitar o desconto especial da pré-venda da 11ª edição do Interleite Sul. Garanta já seu lugar na melhor feira de negócios e networking do setor leiteiro. O Interleite Sul vem com o objetivo de clarear novos caminhos para o futuro da produção de leite, e ajudar produtores, técnicos e empresas a compreender o cenário que se descortina, para que possam se preparar e serem protagonistas através do conhecimento e do melhor networking do leite. A 11ª edição, que acontece nos dias 08 e 09 maio em Chapecó/SC, explorará seis painéis temáticos, abordando desde as significativas mudanças climáticas no Sul do país até os desafios e soluções para a mão-de-obra no campo. Não perca a chance de aprender com os principais especialistas do setor. Garanta seu lugar e aproveite os últimos dias de DESCONTO da pré-venda do Interleite Sul 2024. Junte-se a nós na jornada para moldar o futuro da produção leiteira. Clique aqui e garanta seu ingresso com o valor promocional de PRÉ-VENDA! (Milkpoint)