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O SINDILAT/RS realizou a doação de 1.020 litros de leite UHT à Prefeitura Municipal de Esteio, que fará a distribuição do produto para famílias em situação de vulnerabilidade social no município.

A entrega ocorreu nesta quinta-feira (14), durante o tradicional Banho de Leite promovido pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul, no âmbito da Fenasul Expoleite, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil.

A ação integra as atividades do Concurso Leiteiro da raça Holandesa, um dos momentos mais tradicionais da feira, e simboliza a conexão entre a excelência da produção leiteira e o compromisso social da indústria de laticínios gaúcha.

Segundo o presidente do SINDILAT/RS, Guilherme Portella, a iniciativa reforça o papel do setor na promoção do desenvolvimento e do bem-estar da população.

“Ao mesmo tempo em que premiamos aqueles que se destacam na produção, também temos a oportunidade de ajudar com a doação de leite.”

A doação foi realizada em parceria com a Gadolando e destaca a importância do leite como alimento essencial, além de evidenciar o engajamento do setor lácteo com ações de responsabilidade social.

Foto: Gisele Ortolan 

O avanço da produção mundial, a pressão das importações, a volatilidade do mercado internacional e os desafios relacionados à qualidade do leite foram alguns dos principais pontos abordados pelo secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini, durante a palestra “Cenários Lácteos”, realizada nesta quinta-feira (14), no 2º Simpósio Elo da Pecuária, promovido na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Campus Capão do Leão (RS).
Ao longo da apresentação, Palharini trouxe uma análise sobre os movimentos que vêm transformando a cadeia leiteira global e os reflexos para produtores e indústrias brasileiras. “Hoje o setor leiteiro convive com um ambiente muito mais volátil e conectado ao mercado internacional. O crescimento da produção global, os custos logísticos, a oscilação do dólar e o avanço das importações impactam diretamente a formação de preços e a sustentabilidade da cadeia”, afirmou.
Entre os dados apresentados, o dirigente destacou que o Rio Grande do Sul ampliou em mais de 70% sua produção de leite entre 2004 e 2024, passando de 2,36 bilhões para 4,03 bilhões de litros anuais, consolidando-se como o terceiro maior produtor do país. Atualmente, a cadeia láctea representa 2,81% do PIB gaúcho, movimentando cerca de R$ 19,86 bilhões por ano.
Outro eixo da palestra foi a qualidade do leite e os impactos econômicos associados à matéria-prima. Palharini ressaltou que a melhoria contínua dos indicadores sanitários e produtivos é determinante para aumentar a competitividade da indústria e garantir maior rentabilidade ao produtor. “A qualidade do leite deixou de ser apenas um diferencial. Quem não investir em eficiência e qualidade terá cada vez mais dificuldade de permanecer competitivo”, destacou.
No cenário internacional, Palharini destacou perspectivas de oportunidades para o leite brasileiro em mercados como Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático, impulsionadas pelo aumento da demanda global. Por outro lado, alertou para a pressão no mercado interno do leite em pó vindo dos países vizinhos do Mercosul, especialmente Argentina e Uruguai. “Quando há aumento da oferta desses países com maior competitividade no mercado internacional, o Brasil sente diretamente os reflexos, principalmente no leite em pó, pressionando preços e desafiando ainda mais a indústria e o produtor nacional”, afirmou.
O 2º Simpósio Elo da Pecuária reuniu produtores, estudantes, pesquisadores, técnicos e profissionais ligados ao setor leiteiro para debater temas relacionados à produtividade, bem-estar animal, gestão e tendências de mercado ao longo de toda a programação realizada no auditório da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (FAEM/UFPel).

Créditos: Daniela Machado

Competitividade e sanidade animal combinadas com políticas públicas serão decisivas para ampliar a presença do leite brasileiro no mercado internacional, defende o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Guilherme Portella. “Sanidade é condição para exportar, mas competitividade é o que define permanência no mercado”, disse no Seminário de Sanidade em Pecuária Leiteira - Caminhos para a Exportação, realizado nesta quinta-feira (14/05).
Na Fenasul/Expoleite, em Esteio (RS), o dirigente ressaltou que o Brasil possui potencial produtivo para estar entre os grandes players, mas precisa enfrentar gargalos estruturais. “Exportar exige competitividade sistêmica. O futuro do leite brasileiro depende da integração entre produtores, indústria, entidades e governos”, destacou. Portella lembrou que o Rio Grande do Sul é estratégico sendo a terceira maior bacia leiteira do Brasil, com crescimento produtivo anual. Entre 2004 e 2024, a produção gaúcha foi de 2,36 bilhões para 4,03 bilhões de litros por ano, o equivalente a 11,28% da produção nacional e 2,81% do PIB gaúcho, movimentando aproximadamente R$ 19,86 bilhões.
Representando o setor da indústria, Portella salientou que é preciso superar desafios como custo logístico, a complexidade tributária, a oscilação cambial, e a necessidade de avanços em escala, tecnologia e assistência técnica, com resposta urgente da União sobre o futuro do Programa Mais Leite Saudável. “Política pública eficiente não é custo, é investimento que se transforma em competitividade”, afirmou, ao chamar atenção ainda para a necessidade de medidas imediatas de proteção do mercado interno frente ao avanço das importações do Mercosul, especialmente de Argentina e Uruguai. Somente entre janeiro e abril de 2026, ingressaram aproximadamente 65 mil toneladas de leite em pó e 18,2 mil toneladas de queijo, volume equivalente a cerca de 709 milhões de litros de leite e a 60 dias da produção gaúcha.
O Seminário de Sanidade em Pecuária Leiteira foi realizado no auditório da Casa da Sanidade Animal do Fundesa, no Parque de Exposições Assis Brasil, reunindo representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), setor produtivo, indústria e entidades do segmento lácteo.

Foto: Gisele Ortolan

Com o tradicional brinde de leite e com o desafio de promover avanços para o setor, foi lançada na manhã desta quinta-feira (16/04) a Fenasul Expoleite 2026. No evento “Leite com Café”, realizado no Pavilhão do Gado Leiteiro, no Parque de Exposições Assis Brasil, o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Guilherme Portella, destacou que o encontro permite ao setor revisitar suas escolhas e debater gargalos que ainda limitam o crescimento. “São questões que vão desde a manutenção e o fortalecimento do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) até desafios ligados à melhoria e ao aumento da produção, através do melhoramento genético e da produtividade. Vemos com ótimos olhos esse espaço que a feira proporciona, impulsionando o debate e a construção de novos caminhos para o segmento”, afirma.

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a feira, ao concentrar em Esteio (RS) grande parte da produção leiteira gaúcha, também é uma oportunidade de atualização e compreensão do cenário da cadeia produtiva, especialmente diante das perspectivas de avanços na sanidade dos rebanhos em nível nacional, na erradicação de brucelose e tuberculose. “Será tema de uma mesa redonda durante a Expoleite, sendo que o Rio Grande do Sul já faz este controle de maneira bem avançada”, destaca.

Com expectativa de público superior a 200 mil pessoas, a Fenasul Expoleite tem entrada gratuita e será realizada de 13 a 17 de maio. Considerada a segunda maior feira do Parque de Exposições Assis Brasil, atrás apenas da Expointer, a programação inclui julgamentos, rodeios, shows culturais e exposições.

Foto: Caroline Quincozes

Fonte de proteínas de alto valor biológico, cálcio e outros nutrientes essenciais, o leite e os produtos lácteos são alimentos completos e estratégicos dentro de uma dieta equilibrada. “O leite reúne proteínas, gorduras e micronutrientes fundamentais para o organismo. É um alimento extremamente nutritivo, que pode contribuir tanto na prevenção quanto no tratamento de diversas condições metabólicas”, defende o médico e mestre em nutrição humana, Paulo Henkin. 

Idealizador do Curso de Capacitação Nutro-Endócrino 2026, realizado nos dias 10 e 11 de abril, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre (RS), Henkin também enfatiza a necessidade de combater mitos e desinformações sobre o consumo. Segundo o médico, muitas percepções negativas não encontram respaldo na ciência. “A alimentação precisa ser tratada com base em evidências. O leite, muitas vezes, é alvo de preconceitos que não se sustentam do ponto de vista científico”, explica.

Henkin ressalta que restrições ao consumo de leite devem ser avaliadas de forma individualizada e sempre com base em diagnóstico clínico, evitando generalizações que têm se tornado comuns. Segundo ele, a disseminação de informações equivocadas, muitas vezes impulsionadas por redes sociais e discursos sem embasamento científico, tem contribuído para a criação de mitos como a ideia de que o leite é inflamatório ou prejudicial à saúde de forma generalizada. 

O mestre em nutrição também alerta para os impactos dessas crenças na saúde pública, especialmente no que diz respeito à ingestão insuficiente de cálcio, nutriente essencial para a saúde óssea e prevenção de doenças como a osteoporose. “Existem casos específicos, como intolerância à lactose ou alergias, mas são situações pontuais e que exigem diagnóstico. O problema é quando opiniões ou modismos passam a substituir a ciência. Alimentação é ciência, não opinião”, reforça.

Apoiador da iniciativa que reuniu médicos e especialistas para discutir o papel da alimentação na prevenção e no tratamento de doenças como obesidade e síndrome metabólica, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS) participou com a oferta de produtos lácteos. 

Para o secretário executivo do sindicato, Darlan Palharini, a presença no curso reforça o compromisso da entidade com a qualificação da informação sobre alimentação. “O leite tem papel relevante na saúde da população e precisa ser compreendido dentro de uma abordagem equilibrada e baseada em evidências. Estar próximo da comunidade médica é fundamental para fortalecer esse entendimento”, destacou.

Foto: Gisele Ortolan

Reforçando sua atuação na promoção de uma alimentação equilibrada e baseada em evidências, o Sindilat/RS está entre os apoiadores do Curso de Capacitação Nutro-Endócrino 2026, que será realizado nos dias 10 e 11 de abril, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre (RS). A iniciativa reunirá médicos e especialistas para uma imersão prática e atualizada no tratamento do sobrepeso, obesidade e síndrome metabólica.

Como parte do apoio institucional, o sindicato também realizará o envio de produtos lácteos para o evento, evidenciando, na prática, a relevância desses alimentos dentro de estratégias nutricionais voltadas à saúde metabólica. “Estamos inseridos no debate de temas extremamente atuais e relevantes. Os lácteos têm papel importante na alimentação com uma fonte rica e segura de proteínas de alto valor para as estratégias nutricionais”, destaca Darlan Palharini, secretário executivo.

A programação, dividida em dois módulos, propõe uma formação que abrange desde o diagnóstico até a aplicação prática com a culinária terapêutica, proporcionando aos participantes uma experiência que conecta teoria, qualidade nutricional e adesão alimentar. 

Idealizado pelo médico Paulo Henkin, o curso reúne especialistas de diferentes áreas e se consolida como uma oportunidade de atualização para profissionais da saúde. A programação completa pode ser acessada aqui.

Foto: Jonatan Brivio - Portinario Agência

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) estará presente na 2ª edição do Simpósio Elo da Pecuária, levando ao evento uma abordagem estratégica sobre o setor leiteiro. Representando a entidade, Darlan Palharini conduzirá a apresentação “Cenários Lácteos”, na qual deve abordar os principais movimentos que impactam a cadeia do leite do ponto de vista da indústria. “Estamos vivendo um momento de transformação no mercado lácteo, com mudanças estruturais importantes tanto no Brasil quanto no cenário internacional. Entender os movimentos de oferta, demanda e competitividade é fundamental para que se tome decisões assertivas e sustentáveis para todo o sistema de produção”, destaca o secretário-executivo.

O simpósio será realizado no dia 14 de maio, na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) – Campus Capão do Leão (RS), reunindo produtores, consultores, técnicos, pesquisadores e estudantes em um ambiente de troca de experiências e atualização técnica.De acordo com a graduanda em Zootecnia pela UFPel, integrante da comissão organizadora e presidente do evento, Daniela Machado, a proposta do evento é contribuir para a qualificação dos diferentes públicos envolvidos com a pecuária do leite. “O evento tem como objetivo promover a difusão de conhecimento técnico, a atualização profissional e a apresentação de novas perspectivas para estudantes, técnicos, profissionais da área e produtores rurais”, explica. 

Ainda segundo Daniela, a programação, que inicia às 7h e segue até às 17h30min,  foi estruturada com foco em temas relevantes e atuais do setor, buscando gerar impacto na formação dos participantes e na realidade das propriedades rurais e contempla temas ligados à produtividade, bem-estar animal e tendências de mercado, com expectativa de público de aproximadamente 300 participantes. As inscrições já estão abertas e os primeiro lotes de ingressos podem ser adiquiridos através do link.

 

 

 

As indústrias associadas ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) novamente conquistaram posições de destaque na mais recente edição do prêmio Marcas de Quem Decide, promovido pelo Jornal do Comércio. O levantamento, que há quase três décadas certifica as marcas mais lembradas e preferidas no Estado, evidenciou a força do setor lácteo nas categorias Produtos Lácteos e Cooperativas Agrícolas.

Na primeira categoria, a Santa Clara mantém a liderança, com 26,25% de lembrança e 29,20% de preferência. A Elegê aparece como segunda colocada, com 14,50% em lembrança e 17,30% em preferência. A Piá registra 9,50% em lembrança e 9,10% em preferência. Já a Nestlé apresenta 7,75% em lembrança e 9,10% em preferência. Parmalat, com 4,50% em lembrança, e Danone, com 4,00% em preferência, também aparecem no ranking. Na categoria Cooperativas Agrícolas, a Santa Clara figura pela 22ª vez entre os destaques, ocupando a segunda colocação, com 5,25% em lembrança e 9,50% em preferência.

Realizado desde 1999, o Marcas de Quem Decide reconhece as marcas mais presentes na mente e na escolha dos líderes empresariais e gestores públicos. A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO) e, nesta edição, ouviu 400 pessoas de 47 cidades, que responderam a 172 perguntas. Ao todo, foram citadas 5.080 marcas em lembrança e 4.289 em preferência, distribuídas em 73 categorias, além de três grupos especiais voltados à inovação, sustentabilidade e identidade regional.

A cerimônia de premiação ocorreu no dia 3 de março, no Salão de Atos da PUCRS, em Porto Alegre, reunindo lideranças empresariais e autoridades públicas. Os resultados completos estão publicados na edição especial do Jornal do Comércio desta segunda-feira, 30 de março, que pode ser acessada através do link: https://flip.jornaldocomercio.com/edicao/impressa/14043/30-03-2026.html?_gl=1*fkg5jm*_gcl_au*MTgwNzE1ODU1NS4xNzcxOTM1NzQzLjE4NTA5MDAxMjAuMTc3NDYxNDI2Ni4xNzc0NjE0MjY2 

Foto: Dani Barcellos/JC

A Prefeitura de Três de Maio, no Noroeste do Rio Grande do Sul, realizou uma homenagem ao diretor da Lactalis do Brasil, Guilherme Portella, com a concessão do título de Cidadão Honorário do município.

A honraria está prevista no Decreto Legislativo nº 03, de 27 de fevereiro de 2026, aprovado pela Câmara Municipal de Vereadores. A iniciativa é de autoria do vereador Carlos Norberto Filipin, com subscrição dos vereadores Diogo André Wolf, Ernani Claudio Weimer e Vanessa Sallapata.

A distinção reconhece as contribuições relevantes da empresa Lactalis para o desenvolvimento econômico e social de Três de Maio, especialmente no setor lácteo, que tem papel estratégico na região.

Para o vereador Carlos Norberto Filipin, a iniciativa é sobre aproximação e reconhecimento. “Sendo cidadão de Três de Maio, entendemos que a aproximação que já temos, será maior ainda. Foi um projeto votado e aprovado de forma unânime, com muita harmonia. Para nossa cidade é uma honra ter uma empresa que desenvolve um trabalho tão importante para o município.”

O momento contou com a presença de lideranças locais e regionais, entre elas o prefeito Marcos Corso, o presidente da Câmara de Vereadores, Delmar Mébius, o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI), Neri Jesse, além dos vereadores Ernanu Wimer, Getúlio Eduardo Filipin e do próprio autor da proposta, Carlos Norberto Filipin. Também estão entre os convidados José Bombardelli, Noemia Sartor, além do Secretário-Executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini.

A concessão do título de Cidadão Honorário é uma das mais altas distinções do município e busca reconhecer personalidades que, mesmo não sendo naturais da cidade, contribuem de forma significativa para o seu desenvolvimento.

Portella reforçou a importância de valorizar o produtor e os colaboradores. “Fico honrado com essa homenagem. Somos muito felizes com o relacionamento que temos com o município de Três de Maio. Queremos sempre honrar e estreitar as boas relações, criando o sentimento de pertencimento e valorização.”

A Lactalis, uma das maiores empresas do setor de laticínios no mundo, mantém atuação relevante no Rio Grande do Sul, com impacto direto na geração de empregos, renda e fortalecimento da cadeia produtiva do leite.

O ato solene oficial de entrega está previsto para acontecer no dia 1º de junho, Dia Mundial do Leite, no município de Três de Maio.

Foto: Judy Wroblewski

O crescimento do mercado de leite no Mercosul está ligado à ampliação do consumo. A avaliação foi apresentada pelo consultor da Federação Pan-Americana de Laticínios (FEPALE) e pesquisador do INTA da Argentina, Alejandro Galetto, durante o 21º Fórum do Leite. Segundo o especialista, o bloco não registra avanço significativo no mercado desde 2014, refletindo problemas estruturais de competitividade, enquanto países como o México têm registrado crescimento significativo. “Não é um dos países isoladamente, é um problema do Mercosul. Reconhecer e identificar a causa é o primeiro passo para mudar o cenário”, afirmou nesta quarta-feira, 11/03, em Não me Toque (RS). 

Além de investir no aumento da demanda por leite, Alejandro Galetto recomendou mudanças estruturais que permitam atrair e manter recursos no setor. “É necessária uma mudança. A competitividade é pensada como a melhora de uma empresa individualmente, mas ela também está na capacidade do setor de atrair e manter recursos para crescer”, assinalou, ao relatar problemas comuns do bloco como custos de produção, sucessão nas propriedades e evasão para outras atividades. 

Conforme o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o fórum reforçou a importância da gestão, alinhada aos diversos fatores que influenciam na produção leiteira, que vão desde o clima até o valor do leite ao produtor. “Na propriedade existem muitos elementos que influenciam o resultado, como o gerenciamento, a compra de insumos, a regularidade das chuvas para garantir alimentação de qualidade ao rebanho, entre outros aspectos”, assinalou, evidenciando a presença cada vez mais extensiva de tecnologias no campo que permitem monitorar indicadores e atingir o melhor aproveitamento dos recursos e resíduos dentro das propriedades para ampliar a rentabilidade da atividade leiteira.

A programação do fórum também incluiu palestras sobre manejo sustentável de dejetos orgânicos de bovinos de leite, com o pesquisador da Embrapa Marcelo Henrique Otenio, e sobre gestão econômica das propriedades, com o médico-veterinário Matheus Balduino Moreira, da Rehagro Consultoria. “O fórum se destacou muito nessa questão do gerenciamento da propriedade, dos indicadores e do aproveitamento de cada resíduo da própria propriedade rural para que consiga rentabilizar a propriedade leiteira”, destaca Darlan.

Foto: CCGL - Matheus Durão