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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 24 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.828


Conseleite indica valor de referência de R$ 2,1592 em janeiro

O valor de referência do leite no Rio Grande do Sul está previsto em R$ 2,1592 o litro neste mês de janeiro. O indicador, divulgado nesta terça-feira (24/01) pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS), é 1,9% menor do que o consolidado do mês de dezembro de 2022 (R$ 2,2010). Durante a reunião, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, foi nomeado como novo coordenador do Conseleite a partir de fevereiro, conforme já previsto no regimento do colegiado que determina alternância de cargos entre produtores e indústrias. Eugênio Zanetti, da Fetag, passa a exercer a vice-coordenação.

Conduzindo a reunião, Palharini reforçou que, apesar de certa estabilidade na cotação, o momento é dificílimo para produtores e indústrias. “O que nos preocupa agora é como o mercado irá reagir a mais um ano de estiagem com falta de alimentação aos animais no campo. É hora de o poder público olhar para o setor lácteo gaúcho”. A maior preocupação das entidades que compõem o Conseleite é que o cenário acabe resultando em uma debandada da atividade.  “O setor não tem mais onde ceder. Com esses novos aumentos de custo, parte vai acabar sendo repassada ao consumidor”, alertou.

Palharini lembrou que um agravante neste cenário é a competição com os produtos importados dentro do mercado nacional, uma vez que os governos do Uruguai e da Argentina concedem subsídios aos tambos de seus países, o que não existe no Brasil. “Precisamos ver como o governo vai tratar essa questão porque ela gera uma situação de desigualdade competitiva”.

Durante a reunião, o gerente técnico adjunto da Emater, Jaime Ries, apresentou levantamento da Emater onde indica um mapa das perdas na produção de silagens por região do Rio Grande do Sul. Segundo ele, a perda média de silagem é de 33%. Contudo, em alguns municípios o prejuízo passa de 50%. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Conseleite Paraná

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 24 de Janeiro de 2023 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Dezembro de 2022 e a projeção dos valores de referência para o mês de Janeiro de 2023, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Janeiro de 2023 é de R$ 4,4204/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br.

 

O Observatório do Consumidor analisa como o verão influencia os hábitos de consumo de lácteos

OBSERVATÓRIO DO CONSUMIDOR - A chegada do verão e das férias escolares e a expectativa para o Carnaval fazem parte do pano de fundo do cenário dos consumidores brasileiros nos primeiros meses do ano, influenciando os hábitos de consumo.

Para auxiliar as tomadas de decisões do setor lácteo neste período, o Observatório do Consumidor - OC deste mês buscou identificar os padrões de consumo de lácteos no verão, a partir de publicações sobre leite e derivados feitas pelos usuários do Twitter no primeiro trimestre de 2021 e 2022.

Os dados mostram que o leite e seus derivados possuem boa reputação entre os internautas deste estudo. As postagens com conteúdos neutro e positivo somaram 84% do total em 2021 e 87% em 2022, revelando o apreço da maioria dos consumidores a este grupo de alimentos.

De um ano para o outro, houve um aumento de 30% no total de tweets relacionados aos produtos lácteos, com todos os meses do primeiro trimestre de 2022 apresentando mais de 800.000 postagens nesta rede social. O mês de fevereiro/22 apresentou a maior variação do trimestre, 47% quando comparado a fevereiro/21, conforme Figura 1.

Entre os derivados lácteos mais comentados no Twitter (Figura 2), o queijo lidera o ranking nos dois anos, apresentando, em 2022, 7% mais menções que no ano anterior. Como os queijos são a categoria de produtos lácteos mais citados no ano todo, o resultado da presente análise indica que o interesse pelo produto não é sazonal e se destaca mesmo no período mais quente do ano. O sorvete fica na segunda posição, com o número de citações mantendo-se estável nos dois períodos.

A Figura 3 apresenta as características mais citadas dos derivados lácteos nos dois períodos e a variação entre eles. Nos dois anos, as maiores quantidades de menções foram sobre Sabor e Cor, o que fornece indícios de uma busca por indulgência no verão. Quanto à variação entre os anos, os maiores aumentos foram observados nas características Fungo, Maturado e Selo-arte, o que sugere um incremento de usuários mais informados na rede.



Perfil e engajamento dos usuários

O número de usuários do Twitter que mencionaram os derivados lácteos no primeiro trimestre de 2022 aumentou 8% em comparação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o número de tweets cresceu 30%, conforme informado anteriormente. Isso demonstra maior engajamento dos consumidores com o tema, já que a média de postagens por pessoa aumentou 20%.

Os homens foram maioria ao falar de leite e derivados nos dois últimos verões e a proporção entre os sexos dos usuários foi mantida nos dois períodos. Assim, mais de 2/3 das postagens sobre lácteos no Twitter, foram feitas por homens.

Quanto à idade dos usuários, houve pequenas mudanças de um período para o outro, porém, mantendo-se a mesma proporção entre as gerações. Aqueles que pertencem à geração Y, também chamados de Milênios (nascidos entre 1980 e 1995) foram os que mais se manifestaram a respeito do tema, representando 80% das menções sobre lácteos em 2021 e 79% em 2022. Em seguida, vem a geração X (nascidos entre 1960 e 1981), cujo número de menções aumentou de 16% em 2021 para 19% em 2022.

Com os dados da distribuição da população em território nacional, do Censo realizado pelo IBGE (2022), foi possível identificar onde se localizam os usuários mais engajados com o tema no ano de 2022, dividindo-se o número de tweets publicados no estado por sua população. Conforme observa-se na Figura 4, os usuários do Rio de Janeiro, Distrito Federal, Alagoas e Rio Grande do Norte mostraram-se os mais engajados do País, com respectivamente 4,9; 4,3; 3,9 e 3,8 tweets por cada mil habitantes.

Opiniões e preferências de consumo

O OC analisou as nuvens de palavras geradas com base nos tweets relacionados aos lácteos nos dois últimos verões. Conforme esperado, o sorvete fica em destaque na estação mais quente do ano.

Percebe-se, ainda, pelas palavras adjacentes que o interesse dos usuários do Twitter está muito associado ao prazer e à indulgencia nos dois períodos (Figuras 5 e 6), o que pode ser observado pelas palavras condensado, pipoca, brigadeiro, etc. Esse resultado reforça o encontrado com a análise das características mais citadas (sabor e cor).

Assim, os resultados desta análise do OC sugerem que o sorvete e os lácteos indulgentes, além dos queijos, se destacam no verão brasileiro. Além disso, é possível perceber um interesse maior dos homens da geração do Milênio nos derivados do leite durante o primeiro trimestre do ano. Fonte: CILeite/Embrapa



Jogo Rápido 

Consumo de lácteos está associado a menor risco de obesidade, diz estudo
Os consumidores que comem produtos lácteos, bem como frutas e vegetais, podem ter um risco menor de se tornarem obesos, de acordo com um estudo transversal feito com quase 30.000 adultos. Como um alimento rico em nutrientes, os lácteos, muitas vezes, estão sob o foco de nutricionistas que procuram examinar a relação entre a ingestão de laticínios e o peso corporal. Um estudo recente conduzido por três pesquisadores da Universidade de Ciências Médicas Shiraz do Irã e da Universidade de Ciências Médicas Ahvaz Jundishapur examinou o índice de massa corporal (IMC) e dados de ingestão alimentar de um estudo transversal nacional em mais de 30.000 iranianos para obter informações sobre como consumir frutas, vegetais e laticínios podem estar associados ao risco de obesidade. Embora o estudo tenha várias limitações, como a indisponibilidade de dados sobre a ingestão de produtos lácteos com alto e baixo teor de gordura, ele tem valor estatístico significativo devido ao grande número de participantes na pesquisa que examina. Participantes de todas as províncias do Irã, exceto uma, preencheram um questionário adaptado à estrutura de pesquisa STEPS da Organização Mundial da Saúde, com perguntas sobre históricos médicos e ingestão alimentar, bem como sobre atividade física, status socioeconômico e muito mais. Os participantes também foram divididos em categorias com base em seu peso/IMC. De um grupo de 30.541 adultos no total, 30.042 foram selecionados após um exame físico para participar de um outro questionário destinado a descobrir quantas porções de frutas, vegetais e laticínios os participantes consumiam por dia. As respostas foram então comparadas em todas as categorias de peso: baixo peso (IMC inferior a 18,5), peso normal (18,5-24,9), sobrepeso (25-29,9) e obesidade (30 ou superior). De acordo com os resultados, os participantes que comem uma porção de laticínios por dia têm 32% menos chance de enfrentar a obesidade e 21% menos chance de ficar acima do peso, em comparação com aqueles que consumiram menos do que isso. E mesmo quando as porções de laticínios eram mais de duas por dia, isso foi associado a uma probabilidade 17% menor de obesidade. O excesso de peso também era menos provável para aqueles que consumiam duas e mais de duas porções de laticínios por dia - as chances eram de 23% e 21%, respectivamente - em comparação com aqueles que comiam menos de uma única porção. Consumir mais de duas porções de frutas por dia também foi associado a um menor risco de sobrepeso (26%) ou obesidade (21%). “Essas descobertas indicaram que mais consumo de frutas, vegetais e laticínios pode estar associado a menores chances de sobrepeso e obesidade”, escreveram os pesquisadores, observando que “mais estudos são necessários para confirmar as descobertas de nosso estudo”. As informações são do Dairy reporter, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint. 


 
 
 

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Porto Alegre, 23 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.826


Associados do Sindilat têm desconto na inscrição para o 14º Fórum MilkPoint Mercado

Em parceria com o portal de notícias Milkpoint, os associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) terão direito a desconto na inscrição para participar do 14º Fórum MilkPoint Mercado. No primeiro lote, com vendas até 17 de fevereiro, o bônus é de 5% sobre R$ 600. Para os demais, será de 10%, sendo que o ingresso no lote dois custa R$ 700 e no três, R$ 800. 

Com o tema "A Competitividade da Cadeia Láctea Brasileira", a atividade será realizada em Campinas (SP), no dia 22 de março. Para quem optar por participar do evento no modo presencial, o ingresso ainda dará direito ao almoço. Os ingressos podem ser adquiridos através do site: www.forummilkpointmercado.com.br.

O 14º Fórum irá discutir, ao longo de três blocos de programação, temas como o cenário do mercado lácteo, a economia brasileira com o início do novo governo e as ferramentas de otimização e os potenciais resultados na indústria de laticínios. Representantes da indústrias de insumos vão apresentar soluções para os produtores alavancarem a competitividade. E, ainda, será apresentada a plataforma do Milki que entrega mais conexão entre os players, maximizando os ganhos nas negociações das matérias-primas.

Confira abaixo a programação.
O MilkPoint Mercado precede a 10ª edição do Interleite Sul, que será realizada na cidade de Chapecó (SC), nos dias 10 e 11 de maio, reunindo produtores, técnicos e a cadeia industrial. Para mais informações acesse: www.interleitesul.com.br.

PROGRAMAÇÃO - 14º FÓRUM MILKPOINT MERCADO

Bloco 1 - Cenários de Mercado

  • 08:30 às 08:50 - Boas-vindas e credenciamento
  • 08:50 às 09:20 - Welcome Coffee
  • 09:20 às 09:30 - Abertura
  • 09:30 às 09:50 - Início de novo governo: quais os primeiros sinais para a economia brasileira em 2023?
  • 09:30 às 10:10 - Como começamos o ano no consumo de lácteos?
  • 10:10 às 10:20 - Espaço Patrocinador
  • 10:20 às 10:40 - Mercado internacional: o que nos espera em 2023? Andres Padilla, Analista Sênior do Rabobank Brasil
  • 10:40 às 11:00 - Cenários do mercado lácteo no Brasil para 2023. Valter Galan - Sócio no MilkPoint Mercado
  • 11:00 às 11:30 - Perguntas e Discussões. Andres Padilla, Analista Sênior do Rabobank Brasil. Valter Galan - Sócio no MilkPoint Mercado

Bloco 2 - Competitividade na Indústria

  • 11:30 às 11:50 - Ferramentas de otimização e os potenciais resultados na indústria de laticínios
  • 11:50 ás 12:10 - Commodities vs Especialidades: desafios da gestão de margens e volumes na indústria de laticínios?
  • 12:10 às 12:40 - Perguntas e Discussões
  • 12:40 às 14:00 - Almoço e networking

Bloco 3 - Competitividade na Produção de Leite

  • 14:00 às 14:20 - Milki: como a plataforma já tem ajudado a melhorar a inteligência comercial das empresas? Vinícius Pimenta D. R. Nardy - Head de Negócios do MilkPoint Mercado
  • 14:20 às 14:40 - Leite vs outras atividades: como está o leite hoje e quais são os índices médios para uma competitividade de longo prazo?
  • 14:40 às 15:00 - Espaço Patrocinador
  • 15:00 às 16:00 - Pitchs de indústrias de insumos para produtores: o que a indústria de insumos tem no pipeline para aumentar a competitividade do produtor brasileiro?
  • 16:00 às 16:30 - Milkbreak
  • 16:30 às 17:10 - Pitchs de indústrias de insumos para produtores: o que a indústria de insumos tem no pipeline para aumentar a competitividade do produtor brasileiro?
  • 17:10 às 17:40 - Perguntas e Discussões. Vinícius Pimenta D. R. Nardy - Head de Negócios do MilkPoint Mercado
  • 17:40 às 17:50 - Conclusões finais e encerramento

INSCREVA-SE COM DESCONTO CLICANDO AQUI.

Assessoria de imprensa Sindilat, com informações do Milkpoint.


ANTT atualiza preços mínimos do frete rodoviário

No caso do transporte rodoviário de carga, o reajuste foi de 13,19%. Já para as operações em que há contratação apenas do veículo automotor de cargas, os valores subiram 12,26%

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou nesta sexta-feira (20) uma atualização da tabela dos preços mínimos do frete rodoviário. Os reajustes serão de 8,35% a 13,19%, a depender da tabela aplicada.

No caso do transporte rodoviário de carga, o reajuste foi de 13,19%. Já para as operações em que há contratação apenas do veículo automotor de cargas, os valores subiram 12,26%.

O reajuste do custo do transporte rodoviário de carga lotação de alto desempenho foi de 10,08%. Na contratação apenas do veículo de alto desempenho, o aumento foi de 8,35%.

Para a atualização da tabela, a ANTT usou como base o índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com data-base de novembro de 2022. Para o cálculo do valor final, a agência utilizou o valor mais recente do diesel S10 publicado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). (Valor Econômico)

Com 110 anos, cooperativa instala sistemas de energia solar para abastecer 13 unidades no RS

Economia mensal na conta de luz será de R$ 98 mil, estima a empresa

Cooperativa de laticínios de Carlos Barbosa, na serra gaúcha, a Santa Clara está instalando sistemas de energia solar para abastecer 13 de suas operações pelo Estado. O investimento é de R$ 3,4 milhões. O projeto iniciou no final de novembro, com a instalação das primeiras 1,2 mil placas de captação de energia solar. 


Crédito da imagem: Cooperativa Santa Clara / Divulgação - Usina do supermercado Santa Clara do bairro Ponte Seca, em Carlos Barbosa

Até agora, dois sistemas já foram completamente instalados, ambos em Carlos Barbosa, em dois supermercados da rede. A previsão é que todos fiquem prontos até março. Além dos supermercados, eles ficarão em mercados agropecuários e também na área de suinocultura e almoxarifado. As outras cidades são Ipiranga o Sul, Jacutinga, Estação, Vila Maria, Veranópolis, Fagundes Varela, Paim Filho, David Canabarro, Selbach e São Pedro da Serra.

O cálculo é que o valor investido seja retornado em até cinco anos. A projeção é de uma economia de R$ 98 mil por mês. A expectativa da cooperativa é atingir 100% do seu consumo de energia por meio de fontes renováveis até 2030. Além dos supermercados e operações de varejo, a Santa Clara também tem o braço industrial, onde faz seus produtos. (Zero Hora)


Jogo Rápido 

SETOR DO LEITE EM DEBATE
Venha assistir e participar da live DIÁLOGOS SETORIAIS que será transmitida pelo canal do YouTube da Secretaria da Fazenda. Dia 26/01/2023 às 9h os representantes estarão, em conjunto com Auditores da Receita Estadual, analisando e comentando os INDICADORES ECONÔMICOS do leite. Agende-se e participe pelo canal do YouTube da Secretaria da Fazenda. Essa é uma grande oportunidade para ficar bem atualizado sobre o que vem acontecendo com o nosso setor e discutir alternativas! Os indicadores apresentados na live estão disponíveis na Revista Digital RS 360, na edição nº 03, que pode ser acessada através do site Receita.Doc ou clicando aqui. (SEFAZ RS)


 
 
 

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Porto Alegre, 20 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.825


Setor lácteo leva proposta de revisão tributária ao governo

Representantes dos setores do leite, carne bovina, suínos e aves, apresentaram demandas ao Governo do Estado, em café da manhã realizado nesta quinta-feira (19/01), chamando atenção para urgência de uma revisão da tributação no Rio Grande do Sul, em especial a suspensão do Fator de Ajuste de Fruição (FAF). As lideranças do agro também pediram incentivo à irrigação de forma a garantir produção e abastecimento de milho. O governador em exercício, Gabriel Souza, reiterou o posicionamento do governador Eduardo Leite, que está no Fórum Econômico Mundial, de compilar as demandas gerais do setor e as específicas de cada área a fim de dar um encaminhamento que fomente o desenvolvimento do Estado. Acompanhado dos secretários de Estado Marjorie Kauffmann, do Meio Ambiente; Giovani Feltes, da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação; Ronaldo Santini, do Desenvolvimento Rural; Ernani Polo, do Desenvolvimento Econômico, e Ricardo Pereira, subsecretário da Receita Estadual, o governador em exercício ouviu atentamente cada setor. “A grande tarefa é organizar as pautas para que as secretarias possam explorá-las e encaminhar soluções”, pontuou Souza.


Crédito: Grasiela Duarte

Sobre a questão tributária, em especial em relação ao FAF, pontuou que, agora – passado um ano da implementação da medida – o governo irá avaliar seus impactos para promover eventuais ajustes e aprimoramentos. A necessidade de incentivar a competitividade do setor lácteo foi pautada pelo presidente do Sindilat RS, Guilherme Portella. “Precisamos ser competitivos. Esse custo tributário adicional impede o equilíbrio em relação a outras empresas do Centro do país. Equidade é essencial para a produção de um estado onde se consome apenas 40% do leite que se produz”. O potencial produtivo da cadeia foi reforçado por outros representantes do setor presentes ao evento. Apesar da redução no número de produtores de leite no campo, o RS manteve o patamar de volume produzido. “Isso significa que os nossos produtores produzem bem leite, têm genética, têm manejo, têm know how para produzir. Então precisamos conquistar mercados”, reconheceu Souza, acrescentando que a abertura de novas frentes está “no nosso radar” do governo.

O secretário executivo do Sindilat RS, Darlan Palharini, lembrou da importância de agilizar a liberação de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite (Fundoleite), que se destina a ações, projetos e programas de desenvolvimento da cadeia produtiva do leite. A ideia é que os recursos – cujos aportes estão congelados há anos – viabilizem projetos que contribuam com maior competitividade do produtor de leite gaúcho e na divulgação de campanhas para a defesa e o aumento do consumo de lácteos.

Participaram do encontro representantes do Fundesa, Asgav, Conagro, Sips, Sicadergs e Apil, além do deputado Elton Weber. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


 

Dia Mundial do Queijo: o universo fascinante do fluido ao gel!

Nesta sexta-feira, 20/01, é celebrado o Dia Mundial do Queijo. Esse alimento milenar, com pelo menos 6 mil anos de existência, é um dos queridinhos no Brasil e no mundo. Não é para menos: sua versatilidade de sabores, texturas e funcionalidades, atende todos os públicos, até mesmo os paladares mais exigentes! 

Partindo do tratamento adequado da matéria-prima, o leite, a primeira etapa que dá origem a todos os tipos de queijos é a coagulação. É neste momento que o fluido de transformará no gel! Esse processo é responsável pela formação da rede tridimensional proteica, transformando o leite fluido no coágulo.  Durante esse processo ocorrem modificações na estrutura da micela de caseína. A coagulação do leite pode ser enzimática ou ácida.

A partir daí, ajustes nas etapas de fabricação permitem a produção de uma gama de diferentes queijos com sabores, formatos, aromas e texturas distintas. Conforme o processamento e atributos, os queijos podem ser classificados quanto ao teor de matéria-gorda e umidade, temperatura de cozimento da massa e consistência.

Por exemplo, a filagem é uma etapa emblemática na fabricação de muçarela. É este processo, que basicamente consiste na desmineralização da massa (remoção de cálcio) correlacionada a um tratamento térmico com água quente, que contribui para as características desejadas do queijo, como a boa capacidade de derretibilidade e elasticidade.

O provolone, além da maturação,  também apresenta outra etapa especial em seu processamento. Trata-se da defumação! Este processo é realizado nas câmaras de defumação, nas quais os queijos são colocados em pequenas redes e dependurados em ganchos. Logo abaixo, tem-se uma ou mais gavetas de inox, ou de aço carbono, as quais são preenchidas com serragem ou madeira em pedaços.

Não podemos esquecer dos queijos com fungos! Branco ou azul, também são marcantes! No caso dos queijos com mofo branco, como, por exemplo, o Brie e o Camembert, há a pulverização externa do fungo branco Penicillium camemberti. Já nos queijos com mofo azul, como o gorgonzola, o fungo presente é o Penicillium roqueforti. (Milkpoint)

Queijo grana produzido no RS começa a ser exportado para o Paraguai e pode chegar mais longe

Empresa da serra gaúcha, RAR deu início às vendas externas e já está em tratativas para fechar negócio com os chilenos

Foi um começo batendo à porta do vizinho, e se devagar se vai ao longe, do Paraguai o queijo parmesão tipo grana produzido pela gaúcha RAR poderá chegar à China. A empresa que leva no nome as iniciais de seu criador, Raul Anselmo Randon, acaba de fechar sua primeira exportação do produto para o mercado da capital paraguaia, Assunção. E está em tratativas para fechar negócio com os chilenos. Colômbia e Peru também estão no horizonte.


Crédito: RAR/Divulgação via Zero Hora

— No ano passado, em outubro, fomos para o Paraguai e vimos o mercado que tinha na região de Assunção. Ali fechamos parceria. Estamos indo gradativamente, com os pés no chão. Vamos na América do Sul e olhando para frente — diz Sergio Martins Barbosa, CEO da RAR.

Com um planejamento a longo prazo, a empresa tem como meta de exportação, uma fatia de até 30%, a ser alcançada dentro de período entre cinco e seis anos. Para trilhar esse caminho, é preciso vencer desafios. Barbosa cita, entre outros, logística e custo:

— Primeiro, você tem de ser competitivo. Fizemos pesquisa de mercado para ver que preços seriam competitivos e também essa questão logística.

E exportação pode ser da forma inteira ou fracionada. No caso do Chile, há duas formas de embarque: via caminhões refrigerados ou de avião. A entrada está sendo concretizada com a parceria de grandes importadores, que ficarão responsáveis pela distribuição.

A RAR é a primeira empresa produzir o queijo tipo grana fora da Itália. E se as primeiras fatias do mercado externo são servidas na vizinhança, no futuro, poderão chegar a mesas como as dos chineses — a marca já tem a habilitação necessária. Da mesma forma, há possibilidade vislumbrada nos países árabes. (Zero Hora)


Jogo Rápido 

Boletim integrado agrometeorológico no 03/2023 – SEAPI - previsão meteorológica (19 a 25 de janeiro de 2023) 
Calor forte para os próximos dias é o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 03/2023, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga. A previsão é de que, a partir de sexta-feira (20/01), por causa do forte aquecimento na superfície e da chegada de uma área de baixa pressão ao Estado, algumas localidades tenham chuvas rápidas de verão pela formação de nuvens localizadas. Essas chuvas não devem ocasionar grandes acumulados. No sábado (21/01), a passagem rápida de uma frente fria deve provocar chuvas na Fronteira Oeste e Região Sul do RS. No domingo (22/01), a chuva deve se espalhar pelo centro e norte do Estado. No decorrer da próxima semana, o tempo deve ficar seco novamente, e mais uma onda de calor atinge o Estado, principalmente a Região Oeste, onde as máximas previstas serão de 37 °C em Uruguaiana, entre a terça e a quarta-feira. Por causa do forte calor e da baixa umidade relativa do ar, a sensação térmica, nessa região, deve ser de temperaturas de até 45°C. O boletim também aborda a situação das culturas de soja, milho, milho silagem, arroz e feijão. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em  www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (SEAPI)


 
 
 

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Porto Alegre, 18 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.823


Preços cautelosos no segundo GDT de 2023

GDT – O GDT 324 realizado nesta terça-feira apresentou um resultado quase estável, (-0,1%) em relação ao evento anterior. 

E neste início de ano todas as commodities lácteas estão com as cotações inferiores às do ano passado nesta mesma época.

O Índice GDT caiu 24% em relação ao de um ano atrás.

O Cheddar, que teve o melhor desempenho no evento, (+4%), permanece com uma cotação acima dos valores históricos, mesmo que ele esteja 12% abaixo do valor de um ano atrás.   

O leite em pó integral (WMP) foi o outro produto a obter uma cotação superior ao GDT 323. Mesmo assim, ficou 11% abaixo dos contratos firmados no segundo evento de janeiro de 2022. Já o leite em pó desnatado (SMP) continuou perdendo força. Apesar de, percentualmente não ter ocorrido uma queda acentuada (-0,3%), a commodity perdeu 28% de seu valor em comparação com o segundo evento de 2022.     

Ao contrário do GDT 323, as manteigas registraram perdas pequenas, AMF (-0,9%) e Butter (-0,6%). Isto, no entanto, não impediu que elas perdessem mais de 20% em relação ao valor que tinham um ano antes, o que em dólares representa -US$ 1.322 e -US$ 1.709, respectivamente no preço da tonelada de produto.

Os preços futuros de todas as commodities mostraram estabilidade no evento 324, indicando ligeira recuperação no final do primeiro semestre.  (Fonte: globaldairytrade/ www.terraviva.com.br)


A seca na Argentina afeta mais de metade do território e são esperados milhões em perdas

A Argentina enfrenta uma das piores secas da sua história: quase 55% do território do país é afetado pela falta de chuva ou em condições de stress hídrico, segundo um relatório do Sistema de Informação sobre a Seca para a América do Sul (Sissa). As consequências economicas começam a fazer-se sentir em várias culturas, mas o foco está na soja, a principal exportação do país.

"A colheita de 2022/23 está nas condições mais secas dos últimos 60 anos ou mais", explica um relatório da Bolsa de Rosário, que estima que na chamada zona central, a mais produtiva, há 45% menos soja. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires, entretanto, estima um impacto total de até 1,8% no produto interno bruto e uma perda de exportações de até 14,115  bilhões de dólares.

"A situação atual é caótica e muito crítica, e a perspectiva a que assistimos também não é encorajadora, mas indica que temos de começar a analisar estratégias para podermos lidar com uma catástrofe em termos de agricultura e pecuária", diz Jorge Gvozdenovich, agronomo do Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola (INTA).

O efeito de La Niña
A falta de chuva fez-se sentir durante anos, coincidindo com um acontecimento excepcional marcado pela Organização Meteorológica Mundial: o episódio "triplo" de La Niña, que se estendeu por três anos consecutivos e que até agora só ocorreu em três ocasiões desde 1950.

"A continuidade das condições de escassez de água de 2020 até à data, e o seu impacto nas reservas de água na região dos Pampas permitem-nos definir, sem exagero, a campanha 2022/23 como a mais seca em mais de sessenta anos", diz José Luis Aiello, PhD em Ciências Meteorológicas e consultor Alfredo Elorriaga no Guia Estratégico para a Agricultura da Bolsa de Rosário.

A economia da Argentina deverá crescer 0,1% em 2023.

Segundo o Serviço Meteorológico Argentino, "o Inverno de 2022 foi 33,3% mais seco do que o normal, tornando-o o 7º mais seco desde 1961 e o 5º consecutivo para registar um deficit pluviométrico".

Mas a falta de chuva estendeu-se à Primavera do sul, entre Setembro e Dezembro, que são meses-chave para a plantação e continua até ao Verão. "Janeiro está previsto para se tornar uma continuação de Dezembro. Há uma coincidência quase perfeita entre as condições negativas da dinâmica regional e a persistente restrição das chuvas imposta pela terceira Niña consecutiva. Sem dúvida, a forte presença desta força negativa durante os últimos três anos marca um ponto de sem precedentes quando se fala de seca na Argentina", acrescentam Aiello e Elorriaga.

Culturas afetadas
A seca afeta principalmente a área mais produtiva da Argentina em termos de agronegócio: a região de Pampa, a Mesopotâmia, e a parte norte-central do país.

Até agora, o trigo é a cultura mais afetada pela seca, que tem acompanhado todo o seu ciclo de produção e já concluiu a sua colheita.

"Viemos de uma colheita recorde de 22 milhões de toneladas; hoje estamos de 13,4 milhões de toneladas. Aí já temos uma perda significativa. Isto é estimado, dependendo das avaliações, mas é de cerca de 2,5 mil bilhões de dólares. E obviamente o volume de soja e milho não vai ser o mesmo da época passada", explica Juan José Bahillo, Secretário da Agricultura, Pecuária e Pescas da Argentina.

Um relatório da Bolsa de Rosário afirma que "25% da colheita de soja argentina já foi perdida em plena estação mais seca em mais de 60 anos", e acrescenta que: "Dos 49 milhões de toneladas que foram projetadas num cenário normal há um mês, o tempo ajustou a primeira estimativa de soja em 37 milhões de toneladas, pelo que 12 milhões de toneladas da semente oleaginosa já são consideradas perdidas, e estima-se que será a terceira pior colheita na Argentina nos últimos 15 anos".

Também advertem que "devido à falta de água, 1,1 milhões de hectares não puderam ser semeados". É a primeira vez em 15 anos que um tal nível de hectares foi afetado.

Com o milho, as projeções da Bolsa de Cereais de Buenos Aires falam de uma redução na produção entre 11% e 25%, dependendo do que acontece com o clima.

As culturas não são as únicas afetadas. Na produção leiteira, há sérias dificuldades em obter alimentos para as vacas porque a pastagem não cresceu e os grãos são escassos, o que leva a custos mais elevados.

"Torna a nossa dieta mais cara porque temos de comprar o resto da ração. Não temos pastagem há quase três meses e também as reservas, que é o que estamos a tentar alcançar hoje, estão perto dos 20% do que teríamos de alcançar, o que significa que isso nos afetará durante um ano. Isto leva a um ciclo que se perde e a um ciclo que, além disso, vamos ter comida de má qualidade e muito cara", explica Laurentino López Candiotti, um produtor de da província de Entre Ríos.

A isto junta-se outro problema: conseguir água para manter os seus animais vivos.

Os números de perdas

O ministro da economia argentino, Sergio Massa, estima que as perdas do país devido à seca poderão ser da ordem dos 2,3 a 2,9  bilhões de dólares, segundo uma entrevista ao jornal Perfil, embora sustente que "o que perdemos em termos de volume, podemos recuperar em termos de preço".

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires é menos otimista. Embora este ano esperassem um produto agroindustrial bruto equivalente a 49,094 bilhões de dólares, as suas projeções sugerem dois cenários possíveis: uma diminuição de 21% no melhor cenário, totalizando 42,136 bilhões de dólares. Mas na pior das hipóteses, este corte poderia estender-se até 30% e atingir apenas 37.418 bilhões de dólares. Assim, 6,958 bilhões poderiam ser perdidos no primeiro cenário e 11,676 bilhões no segundo, respectivamente.

Continuando com estes dois cenários, salientam que as receitas fiscais "também sofreriam quedas significativas". Os produtores agroindustriais contribuiriam 18% menos para o tesouro no primeiro cenário e 27% menos no segundo, em comparação com o ano passado.

Finalmente, a seca terá um efeito direto sobre as exportações. Embora a Bolsa de Cereais de Buenos Aires já estivesse a contemplar uma queda de 6% nas exportações para a época 21/22, a produção mais baixa nos cenários A ou B poderia levar a quedas de 21% ou 33%, afetando a disponibilidade de moeda estrangeira em 9.226 bilhões de dólares e 14.115 bilhões de dólares, respectivamente.

Apesar da perspectiva sombria, ainda existem algumas variáveis que poderiam amortecer a queda. Os números utilizados para as projeções "correspondem a valores acumulados, ou seja, são resultados economicos, não financeiros". Por este motivo, salientam que, "na prática, podem existir fatores que modificam a dinâmica das receitas e dos rendimentos em moeda estrangeira, como aconteceu, por exemplo, em 2022 com o Programa de Aumento das Exportações (ou dólar de soja)", que estipulou uma taxa de dólar mais elevada para as exportações agrícolas.

A outra variável é a que foi levantada pelo Ministro Massa: que, dada a falta de culturas, o seu preço aumentará e poderão reduzir as perdas.

Mas para além de todos os cenários, variáveis possíveis, todos esperam a mesma coisa: que volte a chover. (CNN Espanha - Traduzido via DeepL por Sindilat/RS)

Nova regra fiscal será apresentada até abril

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ontem que vai apresentar proposta de um novo arcabouço fiscal para o país, no máximo, até abril.

Ele indicou que a reforma tributária será fatiada: no primeiro semestre, o governo deve enviar proposta para alterar a cobrança de impostos sobre o consumo. Já as alterações no modelo de tributação sobre a renda vão ficar para o segundo semestre. Haddad falou com jornalistas em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

A reforma tributária vem sendo defendida por toda a equipe econômica como a principal aposta do governo neste início de mandato. A ideia é criar um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que reuniria em um só cinco ou seis tributos cobrados atualmente.

O objetivo é, segundo Haddad, fazer "algo estrutural", o que inclui a aprovação da reforma tributária e a revisão do arcabouço fiscal do Brasil. Para o ministro, o fiscal é "pressuposto do desenvolvimento", mas não é um "fim em si mesmo":

- O fiscal é uma parte da lição de casa, mas não é a agenda econômica completa se você for pensar em desenvolvimento. (Zero Hora)


Jogo Rápido 

Benefícios para todas as idades!
Estudo publicado no Journal of Nutrition investigou a relação da ingestão de produtos lácteos com a densidade mineral óssea em adolescentes pós-púberes. Os resultados foram incríveis: O grupo que ingeriu ≥ 4 porções diárias de lácteos apresentou aumento na densidade mineral óssea, em comparação aos demais grupos. Isso significou que o consumo de lácteos agrega benefícios à saúde óssea e regula as concentração de cálcio ingerida. Fonte: Evaluation of Increasing Dairy Intake on Bone Density in Postpubertal Youth: A Randomized Controlled Trial Using Motivational Interviewing. J Nutr., V. 152, P. 1031–1041, 2022. (Via Beba Mais Leite)


 
 
 

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Porto Alegre, 17 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.822


Podcast Foco no Agronegócio: Setor de Leite em 2023

A equipe de pesquisa setorial do Rabobank Brasil lançou recentemente o relatório anual de Perspectivas, uma análise das expectativas para 2023 para todas as commodities principais do agronegócio brasileiro.

Neste episódio, Andrés Padilla, analista de pesquisa e análise setorial de Lácteos do Rabobank conversa com Guilherme Morya, sobre as tendências para 2023.

Ouça aqui.

(Rabobank via Notícias Agrícolas)


Gdt - Global Dairy Trade
 
 
 
Fonte: GDT - adaptado pelo Sindilat

Leve recuperação da produção de leite argentina em 2023, prevê USDA

O setor de produção de leite da Argentina deverá ter uma leve melhora em seus indicadores produtivos se as previsões climáticas para 2023 se concretizarem, de acordo com um relatório divulgado recentemente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O setor de lácteos do país vive uma situação complicada atualmente, consequência de três secas consecutivas, da escassa rentabilidade dos produtores de leite e do aumento constante dos insumos necessários para o desenvolvimento da atividade. Apesar disso, conforme o USDA a Argentina produziria 12 bilhões de litros de leite em 2023.

Especificamente, a previsão do USDA: “na Argentina, a produção de leite se recuperará em 2023, depois que as condições climáticas de verão seco e um outono frio afetaram os rendimentos em 2022, colocando fim a dois anos consecutivos de aumento na produção de leite. O crescimento esperado reflete o retorno às condições climáticas normais, maior disponibilidade de insumos (principalmente concentrados, fertilizantes e combustíveis) e investimentos em tecnologia relacionada ao conforto e práticas pecuárias mais eficientes, que têm sido fundamentais para manter o crescimento da produção de leite”.

Segundo estimativas do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), em 2022, a Argentina teria produzido cerca de 11,500 bilhões de litros, volume semelhante ao do ano anterior. Mas a novidade não é a quantidade de leite enviada para as indústrias, mas sim quem foram os remetentes, pois esses dados confirmam que muitas fazendas leiteiras não têm conseguido se manter neste cenário onde a receita não compensa os custos.

“Há um crescimento nas fazendas leiteiras de maior volume. O estrato de mais de 10.000 litros continua crescendo na produção. Dez anos, esse estrato representava 1% das fazendas e agora representa 7%. Além disso, produzia 5% do leite e agora produz 30%. Hoje, são eles que definem a produção”, disse Jorge Giraudo, diretor do Observatório.

As informações são do Bichos de Campo, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.


Jogo Rápido 

Fundesa-RS tem contas de 2022 aprovadas por conselheiros
Os conselheiros do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS aprovaram por unanimidade os documentos de prestação de contas referentes ao exercício de 2022. Os números apontam um saldo demais de R$122 milhões nas contas das cadeias produtivas de aves, suínos e bovinos de corte e de leite. Ao longo do ano passado o fundo aplicou em investimentos e indenizações aos produtores mais de R$ 8,5 milhões. O destaque entre os aportes realizados pelo fundo ao longo de 2022 foi para a pecuária leiteira. Houve o pagamento de R$ 5,9 milhões em indenizações a produtores contribuintes que tiveram que realizar o abate de animais para o saneamento de rebanhos em relação a tuberculose e brucelose. Já na suinocultura também teve destaque a aplicação de recursos para a criação de módulos para a informatização de certificação de granjas de reprodutores suínos e declaração de trânsito de animais mortos. As duas iniciativas estão em desenvolvimento junto à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O Fundesa também aportou valores para a aquisição de insumos, equipamentos e serviços para a parte de diagnóstico. O Centro de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF) teve, somente no último trimestre, a liberação de quase R$ 250 mil. O maior valor, R$ 51 mil é referente a aquisição de uma centrífuga refrigerada para microtubos. O equipamento é usado para garantir que a amostra seja mantida em temperatura adequada, evitando o aquecimento que poderia comprometer a identificação do vírus. (Fundesa)


 
 
 

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Porto Alegre, 16 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.821


Adesão a programa começa dia 1º

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e a Receita Federal editaram Portaria Conjunta que institui o Programa de Redução de Litigiosidade Fiscal (PRLF). Anunciado na quinta-feira no primeiro pacote de medidas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o “Litígio Zero” estabelece condições para transação excepcional na cobrança de dívida em contencioso administrativo tributário no âmbito da Delegacia da Receita Federal de Julgamento e do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e de pequeno valor no contencioso administrativo ou inscrito em dívida ativa da União. O ato está publicado em edição extra do Diário Oficial da União de ontem.

A adesão ao programa poderá ser formalizada de 1° de fevereiro até 31 de março deste ano e a Receita já anunciou que não prorrogará o prazo. As pessoas físicas, micro e pequenas empresas que aderirem terão de 40% a 50% de desconto sobre o valor total do
débito, incluindo o tributo devido, juros e multa. O pagamento poderá ser feito em até 12 meses e a negociação vale até 60 salários mínimos. A avaliação do Ministério da Fazenda é que o potencial de renegociação é de R$ 3,72 bilhões. (Correio do Povo)


O que faltou no multibilionário pacote de Haddad

Bem recebido no mercado, conjunto de medidas deixou fora esboço de arcabouço fiscal e revisão da redução de IPI

Embora o tamanho do pacote de medidas fiscais tenha superado todas as expectativas e recebido boas avaliações no mercado, a luz do dia seguinte expõe também o que faltou no conjunto de iniciativas que pretende adicionar R$ 242,7 bilhões ao orçamento de 2023. 

A mais importante é algum sinal do novo arcabouço fiscal que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prometeu enviar ao Congresso até abril. É verdade que também assumiu o compromisso de discutir as regras com economistas "de todas as escolas", o que significa que vai ouvir os mais e os menos fiscalistas.

Até onde se sabe, já existe um esboço entregue à equipe pelo comitê temático de Economia da transição, que contou com a contribuição dos dois criadores do Plano Real, André Lara Resende e Pérsio Arida. Em vez do teto de gastos, haveria uma meta de despesas, inspirada no regime para a inflação, que diferenciaria entre o gasto com custeio e o aplicado em investimentos.

Outra ausência notável no conjunto é a revisão dos cortes feitos ao longo do ano passado no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que beneficiou tanto a produção de bens essenciais, quanto outros de impacto questionável, como jet ski e whey protein. Na época, a decisão foi creditada ao "excesso de arrecadação", com renúncia fiscal estimada em R$ 10 bilhões.

Havia planos de incluir a volta da cobrança cheia de IPI no pacote, mas a pressão de setores industriais segurou a medida, também atribuída a um sinal de "reindustrialização do Brasil", discurso caro ao atual governo. 

O conjunto da obra surpreendeu vários críticos de Haddad pela ambição e desidratou o discurso de que o atual governo se parecia com o primeiro mandato de Dilma, caracterizado por muitos economistas como o lema "gasto é vida". 

Ao colega Fábio Schaffner, o consultor político Thomas Traumann, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social no governo Dilma, afirmou que "no fundo, Haddad é um fiscalista. Quem o acompanhou como prefeito de São Paulo sabe. Ele terá mais problemas com o PT do que com os opositores". Ao anunciar o pacote, Haddad parece confirmar essa fama. (Zero Hora)

Euromonitor: visão geral do mercado e principais tendências em produtos lácteos

As vendas de produtos lácteos com posicionamento em termos de saúde intestinal, digestão e suporte imunológico tiveram aumentos significativos, pois a saúde preventiva e a nutrição foram os catalisadores de sua popularidade. De acordo com a Voz do Consumidor da Euromonitor International Pesquisa de Saúde e Nutrição (2022), 63% dos consumidores globais responderam que ter um sistema imunológico forte define o que significa ser saudável para eles.

No entanto, à medida que os consumidores veem os alimentos cada vez mais como remédios, informações no rótulo como alto teor de proteína, orgânico e sem adição de açúcar também estão crescendo.

Em geral, as informações de saúde do rótulo tornaram-se cada vez mais importantes para os consumidores globais, com 43% dos entrevistados da Pesquisa de Estilo de Vida da Euromonitor International (2022), prestando muita atenção às informações e rotulagem nutricional, destacando a importância de rótulos e mensagens claras.

Estilos de vida em casa e híbridos mudam padrões e hábitos alimentares – inclusive para produtos lácteos

Muitos consumidores em todo o mundo estão ficando em casa com mais frequência e adotando um estilo de vida híbrido, com uma forte mudança para um padrão flexível de alimentação em horários convenientes, provocando uma onda de mudanças nos tamanhos das embalagens e nos formatos dos produtos.

No Canadá, por exemplo, foram lançados os queijos em cubos, como o Snack’rs cubes e o Squeak’rs cheese curds, visando reinventar o queijo como uma opção prática para o lanche escolar ou para adicionar às delícias culinárias locais, como o poutine.

À medida que os consumidores de todo o mundo tentam reduzir suas despesas devido ao aumento do custo de vida, os produtos lácteos estão cada vez mais posicionados para maior consumo e ocasiões preparo de alimentos em casa, pois os consumidores tentam cortar custos recriando experiências de refeição em casa, ao invés de frequentar os restaurantes.

Tendência de saúde e bem-estar será um fator-chave de crescimento para lácteos

A imunidade e a saúde intestinal continuam sendo tópicos importantes no setor, e a pandemia apoiou ainda mais a demanda por variantes de iogurte que aumentam o sistema imunológico, o que provavelmente continuará sendo uma tendência relevante na categoria, já que os consumidores estão cada vez mais interessados em produtos que destacam o bem-estar. 

Os produtos lácteos fermentados, incluindo o kefir, devem ter o desempenho de crescimento mais rápido globalmente, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) prevista de 4% nas vendas de valor no varejo.

Além disso, os mercados emergentes estão apresentando o crescimento mais rápido para o queijo e, em particular, espera-se que a Ásia-Pacífico testemunhe um CAGR de 7% durante o período de previsão, na maioria devido ao forte crescimento na China.

O queijo é cada vez mais reconhecido na China por conter nutrição de alta qualidade, principalmente para crianças, devido ao seu teor de cálcio e proteína, sem alto teor de sal ou outros ingredientes adicionados.

Além disso, a Covid-19 acelerou a tendência de saúde e bem-estar, pois os consumidores globais se tornaram mais conscientes sobre o bem-estar e a construção de bons hábitos alimentares, que são os principais impulsionadores do crescimento dos laticínios.

À medida que o autocuidado se tornou mais pronunciado após a pandemia, os produtos “melhores para você” são uma tendência predominante nos alimentos embalados, pois os consumidores buscam desfrutar da comida e se sentir bem consigo mesmos sem culpa. Diante disso, os líderes do setor estão tentando evoluir e atender às mudanças nas preferências dos consumidores sem comprometer o sabor, apesar das pressões de custo.

Os consumidores estão cada vez mais procurando opções de lanches ricos em nutrientes, oferecendo benefícios adicionais à saúde, ao invés de serem apenas uma opção de preenchimento entre as refeições.  

As informações são do Euromonitor International, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.


Jogo Rápido 

Por que as proteínas do leite são essenciais para gestantes e lactantes?
O leite de vaca contém 30-35g de proteína/ litro, e os produtos lácteos, como os queijos, contêm 15-35g de proteína/100 g, dependendo do processo de fabricação. A proteína láctea é conhecida por seu alto valor biológico e, por isso, é uma ótima fonte de aminoácidos essenciais, necessários para a síntese proteica nos tecidos fetais e maternos, durante a gravidez e a lactação. Principalmente, a proteína láctea é rica em aminoácidos essenciais de cadeia ramificada (valina, leucina e isoleucina), que favorecem a síntese proteica no tecido muscular. Os lácteos também contêm algumas proteínas (imunoglobulina A secretora, lactoferrina, beta-caseína, lacto-albumina), bastante resistentes às enzimas digestivas, com atividades antimicrobianas e de modulação intestinal. Além disso, peptídeos bioativos, derivados dessas proteínas, possuem efeitos antimicrobianos, anti-hipertensivos, antitrombóticos, e promovem o incremento da absorção de cálcio no intestino, por meio do aumento da sua solubilidade e o seu transporte transmembrana. Fonte: Profa. Carmem Marino Donangelo Área de pesquisa, Escuela de Nutrición Universidad de la República, Uruguay. (Via Edairy News)


 
 
 

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Porto Alegre, 13 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.820


Calor e chuvas de baixo volume previstos para os próximos dias no RS

Os próximos sete dias permanecerão com calor e chuvas de baixo volume no Rio Grande do Sul. 

É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 02/2023, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga. 

Até domingo (15), a lenta propagação de uma área de baixa pressão manterá grande variação de nuvens e provocará pancadas de chuva e trovoadas, com possibilidade de temporais isolados, sobretudo no Oeste e Metade Norte. 

Na segunda (16) e terça-feira (17), o tempo seco vai predominar, com temperaturas elevadas e acima de 35 °C em diversas regiões. Na quarta-feira (18), a aproximação de uma frente fria favorecerá maior variação da nebulosidade, e são esperadas pancadas isoladas de chuva na maioria das regiões.

 Os volumes esperados deverão oscilar entre 15 e 35 mm na maioria das localidades do Estado. No Noroeste e nos Campos de Cima da Serra, os valores deverão oscilar entre 35 e 50 mm e poderão alcançar 60 mm em alguns municípios as Missões e Vale do Uruguai. 

O boletim também aborda a situação das culturas de soja, milho, milho silagem, arroz e feijão. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em  www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (SEAPDR)


Uruguai registra exportações recordes de lácteos em 2022, com o Brasil sendo o principal mercado

O Uruguai exportou 59,7 mil toneladas de produtos lácteos em 2022, no valor de US$ 890,2 milhões. O Brasil foi o principal destino dos produtos lácteos uruguaios, principalmente pela exportação de leite em pó integral.

A Argélia ficou em segundo lugar. E em terceiro lugar ficou a China, com o leite em pó integral também sendo o principal produto exportado para o país asiático. O preço médio de exportação do leite em pó integral em 2022 foi de US$ 3.963 por tonelada, uma melhora de 16% em relação à média de US$ 3.417 em 2021.

As informações são do Blasina y Asociados, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Dezembro registra nova queda no custo de produção de leite

Pelo quarto mês seguido o custo de produção de leite apresentou queda. Em dezembro, o ICPLeite/Embrapa teve uma variação de -0,2%. Contribuíram para este comportamento o custo de produção de Volumosos, principalmente. 

Este foi o quarto mês consecutivo a apresentar deflação. Desde agosto o custo de produção, medido pelo ICPLeite/Embrapa, vem apresentando queda contínua, acumulando uma variação de -3,4% neste período, o que compensou a elevação de custos ocorrida no primeiro semestre. O ano de 2022 fechou com elevação de custos de produção acumulado em 1,0%. 

Custo de Volumoso fez a diferença No mês de dezembro o grupo Volumosos apresentou variação de -3,2%, num momento em que as chuvas começam a ser abundantes na maior parte do Brasil. A queda foi resultante de mais uma redução de custos com adubos e defensivos. O grupo Minerais registrou queda de -0,4%. Também o grupo Energia e combustível teve variação de -0,3%, resultante da retração dos preços de gasolina e óleo diesel.

Três grupos apresentaram preços em elevação. Os preços do grupo Qualidade do leite cresceram 9,8% em apenas um mês. O grupo Sanidade e reprodução 0,8%, seguido pelo grupo Concentrado, que registrou variação de 0,3%. Neste grupo, vale registrar, ocorreu significativa dispersão nos preços considerados, já que farelo de soja variou positivamente, em contraponto às variações negativas de preços do trigo, milho, algodão e polpa cítrica. Estes dados são apresentados no Gráfico 1.

Ao longo dos doze meses de 2022, o ICPLeite/Embrapa acumulou uma inflação de custos de produção de 1,0%. Contribuíram para este crescimento restrito três grupos na composição dos custos, que acumularam desempenho negativo. O grupo Energia e combustível teve variação anual de -14,3%, bem próximo do acumulado pelo grupo Volumosos, que foi de -11,7%, enquanto o grupo Concentrado registrou -1,4%.

Em sentido contrário, quatro grupos puxaram a inflação para cima, com destaque para os grupos Qualidade de leite e Mão de obra que, respectivamente, acumularam 18,2% e 17,6%. O grupo Minerais acumulou variação anual de preços de 12,8%, enquanto que o grupo Sanidade e reprodução teve variação de 9,5%. Os dados constam do Gráfico 2.

Em 2022 o comportamento dos preços dos insumos trouxe muita intranquilidade para os produtores de leite. O ano iniciou com as incertezas geradas pela guerra da Rússia e Ucrânia, que fez os insumos importados, como fertilizantes e matéria-prima para defensivos e minerais, subirem de preços em curto espaço de tempo. O resultado foi que, no primeiro quadrimestre do ano, o ICPLeite/Embrapa acumulou uma inflação de 6,6%. Mas, nos meses subsequentes foram registradas deflações, com os custos de produção caindo por três meses seguidos, entre abril e julho, quando retrocederam para o acumulado de 1,2%. No mês subsequente, nova onda de elevação de custos, fez com que o ICPLeite/Embrapa atingisse 4,3% acumulado nos dois primeiros quadrimestres do ano.

No último quadrimestre, os preços dos insumos arrefeceram e o ano fechou com a inflação de custos reduzida, mostrando que os custos de se produzir leite em dezembro de 2022 foi 1,0% acima que o ocorrido em dezembro de 2021.

Apesar da inflação de custos de produção de leite ter apresentado resultado favorável aos produtores, por ter sido diminuta, a instabilidade de preços ao longo do ano criou um ambiente de forte incerteza. Ao longo de doze meses, os custos subiram cinco meses e caíram sete, sinalizando volatilidade de preços como marca, o que trouxe incerteza. O Gráfico 3 mostra os dados. 


Fonte: ICPLeite - Embrapa


Jogo Rápido 

Peres presidirá Assembleia
Presidente estadual do Republicanos, Carlos Gomes diz que os cinco deputados estaduais eleitos para a próxima legislatura se reuniram e, por maioria, indicaram Sergio Peres para presidir a Assembleia em 2026, ano em que a cadeira caberá ao partido. Peres é o decano da bancada do Republicanos e vinculado à ala religiosa que comanda a legenda. Ele disputou a indicação com o estreante Gustavo Victorino, mais votado na eleição à Assembleia e apoiado pelo deputado federal eleito Tenente-coronel Zucco. Prevaleceu o mais antigo. (Zero Hora)


 
 
 

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Porto Alegre, 12 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.820


Governo do RS atualizará plano de enfrentamento à estiagem

Informação foi confirmada durante fórum que debate ações para combater a seca no Estado

O governo do Estado confirmou, na tarde desta quarta-feira (11/1), durante a primeira reunião de 2023 do Fórum Permanente de Combate à Estiagem, que realizará um plano atualizado de enfrentamento à estiagem. O projeto, ainda sem data definida, será apresentado ao governador Eduardo Leite pelos secretários estaduais que tratam do assunto.

A informação foi dada pelo secretário da Casa Civil, Artur Lemos, durante o encontro, que teve a participação de outros representantes do governo e de entidades ligadas ao agro.

“Alguns pontos prioritários levados em conta para elaborar o novo plano é o combate à fome e ao desabastecimento de água, assim como a distribuição de cestas básicas e a aquisição, por parte do governo, de produtos da agricultura familiar em cestas básicas, para fomentar a produção das famílias do campo. Outros tópicos que vamos trabalhar é reforçar os investimentos do programa Avançar e dar mais celeridade aos projetos que já estão em andamento”, detalhou Lemos.

No fórum, também foram debatidas propostas que amenizem os efeitos econômicos e sociais desencadeados pela falta de chuva no Rio Grande do Sul. Entre as proposições, estão questões relacionadas ao pagamento do auxílio emergencial de R$ 1 mil para famílias de pequenos agricultores, a construção de novas cisternas, recursos para a manutenção e ampliação do número de caminhões-pipa para o abastecimento humano, financiamento com juros subsidiados e renegociação de dívidas, entre outros. 

Além de Lemos, estiveram presentes os titulares das pastas que integram o Fórum: Giovani Feltes (Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), Ronaldo Santini (Desenvolvimento Rural), Marjorie Kauffmann (Meio Ambiente e Infraestrutura), Claudio Gastal (Planejamento, Governança e Gestão) e coronel Luciano Boeira (Casa Militar), além do diretor técnico da Emater, Alencar Paulo Rugeri.

Integram o Fórum a Assembleia Legislativa, a Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul), a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do RS (FecoAgro/RS), a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do RS (Fetraf-RS), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (Fetag-RS), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Ocergs Organização Sindical, a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) e o Sindicato da Indústria de Latícinios e Produtos Derivados do Estado do RS (Sindilat/RS).

Tema prioritário
Antes do fórum, foi realizada uma reunião entre o governador Eduardo Leite e os titulares das secretarias envolvidas com o enfrentamento à estiagem. O encontro serviu para monitorar o andamento dos projetos do governo. Na ocasião, Leite pediu celeridade na execução das iniciativas em apoio aos produtores, como perfuração de poços e construção de açudes, microaçudes e cisternas, entre outras. 

O governador também reforçou a necessidade de ampliar a integração entre as áreas técnicas para monitoramento da seca e das medidas de auxílio. Ele ressaltou que, a exemplo da pandemia, a estiagem merece que o governo agregue dados e informações para ter o "dedo no pulso" e acompanhar de perto a situação. Também foram discutidas alternativas para otimizar a execução de recursos para convênios e projetos de combate à estiagem. 

O investimento previsto no programa Avançar para projetos e ações que reduzam o impacto da seca no Rio Grande do Sul é R$ 320 milhões – parte desse valor foi executada no ano passado e outra será em 2023. 

Algumas ações realizadas
Auxílio Emergencial – SOS Estiagem

Implementado em setembro de 2022, o auxílio paga R$ 1 mil a indivíduo ou núcleo familiar de dois perfis:

- Famílias de povos e comunidades tradicionais e assentados de reforma agrária, cerca de 12,9 mil pessoas beneficiadas: 89% deste público já recebeu o auxílio. Investimento de R$ 12.977.000.

- Agricultores familiares, aproximadamente 67,4 mil famílias: cerca de 70% resgataram seu benefício. Investimento de R$ 67.455.000.

Microaçudes e poços

Desde 2019, foram executados 572 microaçudes e 513 poços com apoio do governo ou via convênios firmados com municípios. Novos convênios foram e estão sendo firmados. (Governo RS, adaptado pelo Sindilat)


A receita do município tricampeão na produção de suínos e leite do RS

Santo Cristo, no Noroeste, tem a liderança nas duas atividades em três anos consecutivos, segundo dados do IBGE

Localizado no noroeste do Estado, o município de Santo Cristo chegou ao tricampeonato consecutivo na liderança da produção gaúcha de suínos e leite. Foram 64,4 milhões de litros em 2021 (último resultado consolidado), de acordo com o IBGE, o equivalente a 14,5% do total. Nos suínos, são mais de 154 mil animais, fatia de 2,5% do total do Estado. E os ingredientes que alimentaram essa conquista do município que tem 14 mil habitantes vão da aptidão local aos investimentos públicos e privados feitos no desenvolvimento das atividades. 

A região onde fica Santo Cristo, no norte do Estado, é tradicional na pecuária, tanto a de leite quanto a de corte, afirmam Darlan Palharini, secretário-executivo Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat-RS), e Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS (Sips).

— O Noroeste é a região com maior captação de leite. Não é à toa que a partir dos anos 2000 empresas maiores, além dos pequenos laticínios e queijarias que já existiam, começaram a se instalar na região, como a CCGL, a Lactalis e a Italac — acrescenta Palharini.

Os produtores também fizeram a parte deles, investindo em genética na bovinocultura de leite e recebendo incentivo da indústria para aprimorar a criação de suínos, acrescenta Vanderlei Neuhaus, chefe do escritório local da Emater.

Assim como a prefeitura, explica Elton Backes, coordenador da Agricultura da prefeitura do município:

— Nosso município já tinha uma vocação para produção de suínos e leite. Resolvemos facilitar para que o produtor e as empresas investissem ainda mais. Hoje, temos granjas que faturam R$ 400 mil por ano só em leite.

São 80 horas gratuitas de terraplanagem para produtores que desejam montar galpões para criação de animais e cem  horas para empresas se instalarem no município. Incentivos que somaram R$ 500 mil somente em 2022. Por meio da parceria com uma cooperativa, a prefeitura também subsidia parte do valor da inseminação artificial. 

Backes está certo de que Santo Cristo se manterá, novamente, na liderança nos dados de 2022. Já que, mesmo com pelo menos duas estiagens no meio do caminho, de 2019 para 2021, o município seguiu com a produção crescendo. Em 2020, o município produziu 59,2 milhões de litros e 140 mil animais. Em 2019, quando recebeu o título de Campeão Gaúcho pelo governo do Estado, 52,1 milhões de litros e 138 mil animais.

Atualmente, o município soma 500 propriedades rurais com produção de leite e suínos e dois laticínios maiores, o Tchê Milk e o Doceoli. Em Santa Rosa, há um frigorífico da Alibem, que processa a maior parte da criação de suínos de Santo Cristo. (Zero Hora)

CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR: Secretária executiva anunciada 

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, anunciou Marcela Carvalho como secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão vinculado à pasta.

Ela é servidora da carreira, analista de comércio exterior do MDIC, graduada em Relações
Internacionais pela Faculdade Integrada do Recife e mestre em Desenvolvimento e Comércio Internacional pela Universidade de Brasília (UnB).

A servidora foi secretária adjunta de desenvolvimento do MDIC, chefe da assessoria internacional e chefe da área de Comércio Exterior do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. (Correio do Povo)


Jogo Rápido 

Taxa sobre exportação de adubos já entrou em vigor na Rússia 
A Rússia já passou a tributar a exportação de fertilizantes minerais, segundo a agência de notícias russa Tass. O imposto, de 23,5%, incide sobre fertilizantes vendidos ao exterior por mais de US$ 450 a tonelada. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro e terá validade até o fim de 2023. O Kremlin também aumentou a cota de exportação de fertilizantes minerais, que passou a ser de 11,8 milhões de toneladas e valerá até maio. Conforme o governo russo, o imposto visa assegurar a oferta do insumo no mercado local. (Valor Econômico)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 10 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.819


Balança comercial de lácteos: importações se mantém estáveis

O que podemos esperar para o próximo mês?

O ano de 2022 encerrou com as importações em patamares elevados. Após atingir recordes de importações no mês de setembro, o volume veio em queda, porém, mesmo com os recuos, as importações fecharam o ano elevadas. Já as exportações seguiram desestimuladas, sem grandes alterações nesta reta final do ano.

Com a dinâmica que vem se formando, de sucessivos recuos nos últimos meses para os derivados lácteos (devido ao aumento da oferta de leite matéria-prima, e uma demanda ainda desestabilizada) e o dólar volátil, passando por avanços nos últimos dias (devido ao período de transição entre governos), as importações devem iniciar o ano de 2023 em queda, bem como as exportações desestimuladas.

Mesmo com esses recuos, as importações devem seguir em patamares elevados, devido ao atual cenário, e as quedas dos preços no mercado internacional. Além disso, devem iniciar o ano de 2023 bem superiores ao ano de 2022, visto que no início do ano passado as importações estavam desestimuladas, operando em patamares baixos. (Milkpoint)


Argentina – Programa de Governo investirá quase 10 bilhões de pesos no setor lácteo

Leite/AR – O ministro da Economia, Sergio Massa, e o secretário da Agricultura, Pecuária e Pesca, Juan José Bahillo, anunciaram o Programa de Incentivo à Produção de Leite, que compensará a média mensal de litros de leite vendidos entre os meses de outubro de 2021 e setembro de 2022.

O ministro da Economia destacou que “se existe uma atividade federal na Argentina é a produção de leite. Estamos no coração produtivo da Argentina. É uma atividade construída com a soma do campo e da indústria; não na luta entre o campo e a indústria, mas o campo transformado em um pilar para a industrialização e desenvolvimento da Argentina para agregar cada vez mais valor, neste mundo em que a guerra pela proteína pode proporcionar.

O secretário de Agricultura, afirmou que “O Incentivo à Produção de Leite é uma iniciativa que atende ao compromisso da Secretaria e do Ministério da Economia de fortalecer todas as economias regionais do país. Nosso trabalho é estar perto dos atores produtivos para tomar as melhores decisões para o setor”.

O programa consiste em melhorar a rentabilidade de 79% dos produtores e produtoras do país, outorgando um valor fixo em pesos por litro de leite durante quatro meses de acordo com os estratos:

- Aqueles que comercializaram até 1.500 litros de leite por dia, receberão 15 pesos por litro.

- Aqueles que comercializaram entre 1.501 e 5.000 litros por dia, receberão 10 pesos por litro.

Desta forma, o Governo Nacional fará um investimento total de 9,16 bilhões de pesos para fortalecer os pequenos e médios produtores em uma atividade que se caracteriza por um alto valor agregado, geração de emprego e raízes territoriais, impulsionando as economias locais de distintas regiões do nosso país.

Cabe destacar que o programa fornecerá uma compensação máxima de até 600.000 pesos mensais por produtor ou produtora, alcançando 2.616 produtores e produtoras que comercializam até 1.500 litros diários, e a 2.525 produtores e produtoras que comercializam entre 1.501 e 5.000 litros diários.

Durante o anúncio, realizado em Villa Maria, na província Córdoba, foram entregues ANR, dentro do Programa Nacional de Agregação de Valor para Cooperativas Agroindustriais “CoopAr”, destinado às Cooperativas Agroindustriais de todo o país, em um valor total de 167.739.521 pesos.

Este programa tem como objetivo a promoção e execução de projetos de investimentos em bens de capital, infraestrutura e capital de trabalho destinados a aprimorar a competitividade, a agregação de valor na origem, as exportações, assim como a vinculação da produção agroindustrial com os outros setores econômicos. (Fonte: Agrositio – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

Leite/América do Sul: A expectativa em relação ao mercado das commodities lácteas no Cone Sul é de cautela

O comércio de commodities lácteas no sul do continente está fraco desde o início de dezembro. As competições esportivas internacionais seguidas pelas férias do final de ano significaram um período a mais de recesso nos países do Cone Sul. Existe a esperança de que a atividade comercial aumente em 2023, mas o mercado está muito cauteloso. 

O comércio com a China desacelerou provocando a queda dos preços globais das commodities lácteas. O comércio dentro e fora do Mercosul ajuda a compensar parte das perdas provocadas pelo menor embarque para os portos chineses. Também os movimentos políticos em alguns países da América do Sul e Central estão criando alguns obstáculos para processamento, embarque e comércio nesses países.

Espera-se que nos meses de verão a produção de leite caia. As expectativas são pessimistas diante dos baixos preços das commodities lácteas, junto com as condições secas do tempo que elevam os custos operacionais tanto nas fazendas, como no processamento.

Enquanto isso, espera-se que haja melhoria na colheita de soja no Brasil, enquanto outras partes do Cone Sul aguardam a quebra de safra, em decorrência das condições secas do solo.

As cotações do leite em pó desnatado (SMP) sofreram queda diante da fraca demanda do Sudeste Asiático. Já os preços do leite em pó integral (WMP) ficaram estáveis com o fortalecimento do comércio na região, no Norte da África e partes da Europa. No entanto, o quadro não é muito otimista na região e no mundo.   

Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva


Jogo Rápido 

Volume menor
A falta de chuva que traz prejuízos às lavouras de grãos do Rio Grande do Sul também está fazendo "secar" os tambos de leite. Na regional da Emater de Frederico Westphalen, no norte do Estado, a estimativa é de uma perda média de 15% no volume recolhido. Reflexo da combinação de redução na oferta de alimento e água para os animais com o estresse térmico causado pelas altas temperaturas. Ingrediente principal da dieta das vacas nessa área, a pastagem é impactada pelo tempo, assim como o milho silagem. E a alternativa de suplementar traz uma despesa adicional justamente quando o rendimento é reduzido, pontua Luciano Schwerz, gerente-regional da Emater de Frederico Westphalen: - Os produtores estão muito preocupados com esse cenário que mais uma vez causa prejuízos. Nos últimos quatro anos a atividade leiteira sofre danos por falta de chuva. Não só pelo volume de alimento que diminui, mas também pela qualidade. Condição que traz um efeito cascata também à indústria. - Com pouca chuva, aumenta o custo para o produtor, que terá uma oferta menor de matéria-prima para as indústrias. É mais um problema para a atividade leiteira, que já vem de um período bastante complicado - acrescenta Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat-RS. A sequência de problemas preocupa, dado o histórico entre 2015 e 2021, período em que o Estado perdeu metade dos produtores de leite, conforme dado da Emater. - Quando você está entrando no quarto ano consecutivo de não conseguir alimento para os animais, pesa mais. Acaba secando a vaca, tirando de produção antes do que precisaria. O produtor está tendo de decidir todo dia, se vende todo o gado, parte. Está tendo de tomar decisões todos os anos - lamenta Marcos Tang, presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês no RS. (Zero Hora)


 
 
 

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Porto Alegre, 09 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.818


Balança comercial de lácteos: importações se mantém estáveis
Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (06/01) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o saldo da balança comercial de lácteos se manteve praticamente estável, fechando o mês de dezembro em 140,0 milhões de litros em equivalente-leite.

Os números apontam um leve recuo de aproximadamente 2,1 milhões de litros em equivalente-leite, ou -1,4%.

Ao se comparar ao mesmo período do ano passado (dezembro/2021), o saldo permaneceu em nível inferior, sendo que o valor em equivalente-leite nesse período foi de -71,1 milhões de litros, representando uma diferença de aproximadamente -96,9%. Esse cenário se formou em meio as importações se mantendo em nível praticamente estável.

Olhando para o acumulado de 2022, o ano encerrou-se com um saldo da balança comercial 25% inferior ao acumulado de 2021, muito em virtude do aumento das importações no segundo semestre deste ano.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

As exportações passaram por um ligeiro avanço, porém, seguiram desestimuladas. O período apresentou um avanço de 1,4 milhões de litros no volume exportado, representando um aumento de aproximadamente 23,0%. Ao se comparar com 2021, observa-se um decréscimo de 2,2 milhões de litros, representando um recuo de aproximadamente 22,7% no volume exportado no período.

No acumulado de 2022, as exportações fecharam o ano 12,1% inferiores que o acumulado de 2021. Após passar por uma janela de exportação no início do ano, frente ao aumento dos preços no mercado internacional, que atingiram recordes históricos, as exportações perderam força no segundo semestre, o que influenciou no resultado negativo comparando-se com o ano de 2021.

Gráfico 2. Exportações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

Do lado das importações, o ritmo das negociações se manteve estável ao longo do mês de dezembro. Após apresentar significativos recuos entre outubro e novembro, o último mês do ano apresentou um leve recuo de 0,3% nas importações, em relação ao mês anterior, com um decréscimo no volume de importações de 0,5 milhões de litros em equivalente-leite.

Analisando o mesmo período do ano passado, nota-se as importações seguem em um patamar elevado. Em dezembro de 2021, 80,8 milhões de litros em equivalente-leite foram importados; já em 2022 esse valor teve uma expressiva variação positiva de aproximadamente 82,7%, configurando um aumento de 66,8 milhões de litros em equivalente-leite comparando-se os anos, o que pode ser observado no gráfico a seguir. Este resultado foi o segundo maior para o volume de importações no mês de dezembro, ficando atrás apenas de 2020.

Analisando o acumulado de 2022 nota-se que as importações fecharam o ano 26% superiores ao acumulado de 2021. O volume de importações iniciou o ano em patamares baixos, impactados pelos preços internacionais elevados. Ao longo do ano o cenário se reverteu e as importações ganharam força no segundo semestre do ano.

Gráfico 3. Importações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

Desta forma, com as importações e exportações mantendo-se similares ao mês de novembro, o ano de 2022 fechou com o segundo saldo mais negativo para o mês de dezembro.

As quedas nos preços internacionais contribuíram para manter os produtos internacionais competitivos, refletindo em manutenção do cenário observado em novembro.

Em relação aos produtos mais importantes da pauta importadora em dezembro, temos o leite em pó integral, o leite em pó desnatado, os queijos e o soro de leite, que juntos representaram 95% do volume total importado. O leite em pó integral teve um recuo de 25% em seu volume importado. Em contrapartida, o leite em pó desnatado e o soro tiveram uma elevação de 105% e 54,8%, respectivamente, em seus volumes importados. Os queijos, por sua vez, recuaram 21%.

Os produtos que tiveram maior participação no volume total exportado foram o leite condensado, o creme de leite, o leite UHT, e os queijos, que juntos, representaram 82% da pauta exportadora. O leite UHT recuou cerca de 53%, enquanto o leite condensado e o creme de leite avançaram 180% e 19%, respectivamente.

A tabela 1 mostra as principais movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de dezembro deste ano.
 

Tabela 1. Balança comercial láctea em dezembro de 2022.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.


"Queremos ser o maior cliente da agricultura familiar", diz Edegar Pretto ao assumir a Conab

O deputado estadual Edegar Pretto foi confirmado na tarde desta sexta-feira (6) como novo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão responsável, entre outras coisas, por regular os estoques públicos de alimentos. O nome do gaúcho foi apresentado à imprensa pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, na sede do Ministério da Economia, em Brasília.

Em sua primeira manifestação, Pretto, que concorreu ao governo do Rio Grande do Sul nas últimas eleições, ficando em terceiro lugar no primeiro turno, disse que irá garantir aos agricultores que optarem por produzir alimentos que tenham viabilidade econômica.

— Queremos ser o maior cliente da agricultura familiar. Se optarem em produzir comida, através das compras institucionais, vamos adquirir produtos, formar histórico, e ajudar a acabar com a fome no país — disse Pretto.

O agora presidente da empresa pública elogiou o corpo técnico do órgão e destacou que a Conab coopera com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e com o Programa Mundial de Alimentos. Pretto destacou também o restabelecimento do papel da companhia no enfrentamento da fome.  (Zero Hora)

Exportações brasileiras de milho dobraram em 2022

Os embarques brasileiros de milho confirmaram as expectativas e mais do que dobraram em 2022, em linha com a recuperação da colheita após a forte quebra de safra no ano anterior. E, como mostraram dados que a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) divulgou ontem, as vendas de soja em grão ao mercado externo não resistiram à queda da produção na região Sul e em parte de Mato Grosso do Sul e recuaram, em um dos poucos declínios das exportações na última década.

Segundo a Anec, as exportações de milho atingiram o recorde de 43,1 milhões de toneladas no ano passado, ou 109,4% a mais que em 2021. Em dezembro, os embarques do cereal cresceram 75,4% em relação ao último mês do ano anterior, para 5,8 milhões de toneladas. E o ritmo deverá continuar forte em janeiro. Segundo a entidade, o volume chegará a 4,3 milhões de toneladas, uma alta de 94,6% ante o mesmo mês de 2021.

Já as exportações de soja em grão recuaram 10,2% em 2022, para 77,8 milhões de toneladas. Em dezembro, o volume foi de 1,5 milhão de toneladas, 40,2% menor do que o do último mês de 2021. Desde 2013, essa foi apenas a terceira queda anual, todas elas resultado de quebras de safra causadas por problemas climáticos. A Anec projeta que, neste mês, os embarques continuarão fracos, já que a colheita da safra 2022/23 ainda está no início. A expectativa é que sejam escoadas 1,3 milhão de toneladas, volume 42,4% menor do que o de um ano atrás.

Os embarques de farelo de soja cresceram 21% ao longo do ano passado, para 20,4 milhões de toneladas - apesar de terem caído 10,8% em dezembro, para 1,4 milhão de toneladas. Para janeiro, a previsão é de nova baixa, de 15,4%, para 1,3 milhão de toneladas. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os embarques de farelo tendem a ficar estáveis este ano, mas, com o aumento da produção, as exportações do grão devem crescer para 93 milhões de toneladas.

No caso do trigo, por fim, a Anec informou que o Brasil enviou ao exterior 3,2 milhões de toneladas em 2022, o que representou um aumento de 188,8% em relação ao ano anterior. Em dezembro, foram 689,2 mil toneladas, volume superior às 538,6 mil toneladas do mesmo mês de 2021. As exportações brasileiras do cereal ganharam força com a boa colheita e com o aquecimento da demanda, um reflexo da guerra entre Rússia e Ucrânia, dois países que normalmente são grandes exportadores. (Valor Econômico)


Jogo Rápido 

O mais baixo crescimento
Números preliminares do Censo 2022 mostram que o crescimento da população brasileira de 2010 a 2022 foi o mais baixo desde o início da medição, em 1872. O número de habitantes aumentou de 191 milhões para 208 milhões. O Nordeste teve a menor variação entre as regiões. Cresceu metade da média nacional. Os dados definitivos saem em março. (Jornal do Comércio)