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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 10 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.721


Conflito entre Rússia e Ucrânia gera novos desafios para o setor leiteiro do Mercosul

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia destacou o papel dos países produtores de alimentos nas questões de segurança alimentar. Diante do medo da fome mundial, esses países aumentaram seu poder nas organizações multilaterais.
 
Esta é uma oportunidade que deve ser aproveitada para que, a partir dessa motivação, esses países possam melhorar a eficiência produtiva.
 
Os países que têm mais oportunidades são aqueles que têm maior margem de crescimento e por razões econômicas ou políticas não conseguem alcançá-la, como é o caso da Argentina, Uruguai, Brasil e Índia, entre outros.
 
Desde 2020, o setor de laticínios foi afetado por vários eventos que tiveram impacto global. Apesar disso, o setor foi notavelmente resiliente. Não só manteve a capacidade comercial, como também a produção aumentou entre 2020 e 2021 em 2,1% e espera-se que até 2022 a produção seja semelhante à do ano anterior.
 
Percebemos a maior plasticidade que nosso mercado possui, devido à capacidade de produção que diferentes países possuem diante dos acontecimentos político-econômicos.
 
Essa capacidade de adaptação nos permite pensar que diante de um consumidor que exige que a cadeia de laticínios produza de forma mais amigável ao meio ambiente e à sociedade, essa cadeia pode responder. Assim, podemos pensar que o setor está diante de uma oportunidade de rever nossa forma de produzir alimentos (bem-estar animal, biodiversidade, externalidades etc.) e trabalhar em conjunto com a sociedade para pensar mudanças que aproximem todas as partes da cadeia.
 
Os países do Mercosul, como um todo, são os principais exportadores líquidos de alimentos e importantes contribuintes para a segurança alimentar mundial, condição que, por um lado, gera responsabilidade e cria compromissos humanitários e, por outro, fornece elementos de negociação comercial.
 
É por isso que devemos agir estrategicamente e no médio/longo prazo. Pensar o Mercosul como um bloco globalizado conectado ao resto do mundo é algo que precisa deixar de ser uma ideia e passar a virar realidade. Isso permitirá que o Mercosul melhore sua posição na estrutura de governança global vinculada à segurança alimentar.
 
O Mercosul é uma plataforma na qual se investiu muita energia, tempo e dinheiro. Com o passar dos anos, sua relevância certamente aumentará e devemos estar preparados para quando esse momento chegar. (As informações são do Infortambo, escritas por Santiago Moro,  Engenheiro Agrônomo – Especialista em Mercados de Laticínios, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Inflação tem a menor taxa da série histórica

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou julho com queda de 0,68% ante um avanço de 0,67% em junho, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 4,77%. Em 12 meses o resultado chega a 10,07%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 9,85% a 10,32%. A queda de 0,68% registrada em julho foi a primeira desde maio de 2020, e foi ainda a deflação mais intensa da série histórica iniciada em janeiro de 1980. 

Do mesmo modo, o INPC, também divulgado ontem, teve deflação de 0,6% e acumula 10,12%. A baixa no IPCA foi puxada pela redução de 14,15% no preço dos combustíveis. A gasolina recuou 15,48%, impacto mais intenso entre os 377 subitens que compõem o IPCA, enquanto o etanol recuou 11,38%. O preço do gás veicular diminuiu 5,67%. Ainda no grupo de Transportes as passagens aéreas subiram 8,02%. Veículos próprios aumentaram 0,65%, com alta nos automóveis novos (0,11%) e motos (0,65%), enquanto carros usados tiveram queda de 0,21%. O grupo Alimentação e bebidas saiu de aumento de 0,8% em junho para elevação de 1,3% em julho.

A alimentação no domicílio subiu 1,47%, e a maior pressão partiu do leite longa vida, que avançou 25,46%. O presidente Jair Bolsonaro comemorou ontem a deflação do IPCA. “Estão acontecendo coisas boas. Acabou de ser anunciada mais uma deflação. Tenho certeza que, para o ano que vem, haverá outra deflação”, acrescentou Bolsonaro durante evento de suinocultores e avicultores em São Paulo. A deflação é a queda de forma generalizada dos preços em um determinado período. O resultado de baixa, além de ter sido o mais intenso da série do IPCA, iniciada em janeiro de 1980, representa o 15° resultado negativo do índice no período de 511 meses.

Desde 1980 houve uma estabilidade do indicador em junho de 2010. Nos demais 495 meses as variações da inflação oficial ficaram entre 0,01% (apuradas em maio de 2000, julho de 2010, julho de 2014 e junho de 2019) e 82,39% em março de 1990. A deflação, lembrou o presidente, tem justificativas como a redução das alíquotas do ICMS sobre gasolina e energia elétrica nos estados e o corte do PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol até o final do ano. (Correio do Povo)

O que ninguém nunca te contou sobre práticas sustentáveis na pecuária de leite?

Muita se fala! A sustentabilidade é uma das principais pautas mundiais. Apesar de ser sempre citada e estar sempre evidência, o que, de fato, realmente sabemos sobre sustentabilidade? O que você precisa saber? Como você, produtor, pode aplicar práticas ambientalmente sustentáveis na sua propriedade? Como você, técnico, pode atender as demandas dos produtores de leite do futuro? Onde encontrar as respostas para essas perguntas?
 
Em buscar de clarear cenários e ir além do que é superficialmente discutido sobre a sustentabilidade na pecuária leiteira, criamos o MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade. Com uma programação inédita, uma abordagem única e uma visão holística sobre o assunto, mostraremos na prática como aplicar os conceitos e fazer do meio ambiente o protagonista de sucesso de negócio das fazendas de leite. 
 
Para isso, durante seis encontros semanais online, entre os dias 26/08 e 30/09, abordaremos os principais macro temas da sustentabilidade ambiental, distribuídos em 6 painéis temáticos. Confira AQUI a programação completa.
 
Associados do Sindilat/RS têm 30% de desconto na inscrição, clicando aqui. (Milkpoint)


Jogo Rápido 

Banho de leite será na tarde de 30 de agosto
O tradicional Banho de Leite, que celebra o trabalho das granjas leiteiras mais produtivas da Expointer, está marcado para as 16h do dia 30 de agosto. A comemoração será na pista do gado leiteiro, no parque Assis Brasil, em Esteio. Para o concurso, as vacas são ordenhadas cinco vezes. As duas maiores pesagens são descartadas e as três restantes, somadas. O animal que mais pontuar é consagrado vencedor. Conforme Marcos Tang, presidente da Gadolando, este é o grande momento da raça leiteira nas exposições. (Correio do Povo)


 
 
 
 
 
 

Conflito entre Rússia e Ucrânia gera novos desafios para o setor leiteiro do Mercosul | Inflação tem a menor taxa da série histórica   | O que ninguém nunca te contou sobre práticas sustentáveis na pecuária de leite?  |  Banho de leite será na tarde de 30 de agosto

Clique aqui para acessar as notícias na íntegra.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 09 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.720


Balança comercial de lácteos: importações seguem ganhando força

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (08/08) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o saldo da balança comercial de lácteos foi de -98 milhões de litros em equivalente-leite no mês de julho, uma diminuição de 23 milhões, ou aproximadamente 31% em comparação ao mês anterior.

Ao se comparar ao mesmo período do ano passado (julho/2021), o saldo deste ano também foi mais negativo, sendo que o valor em equivalente-leite nesse período foi de -61 milhões de litros, representando uma diferença de aproximadamente 37 milhões de litros, ou 60,7%. Esta foi a terceira variação negativa consecutiva, e o valor é o menor desde fevereiro de 2021. Confira a evolução no saldo da balança comercial de lácteos no gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos.

Novamente ocorreram recuos nas exportações, porém, desta vez a queda foi mais amena que as duas últimas registradas.
 
O período apresentou um decréscimo de -0,6 milhões de litros no volume exportado, representando um recuo de aproximadamente 7,7%. Ao se comparar com 2021, o cenário é ainda mais destoante, ocorrendo um decréscimo de -4,2 milhões de litros, representando um recuo de aproximadamente 36,8% no volume exportado no período. Desta forma, o cenário desfavorável às exportações se perpetuou em julho, ocorrendo decréscimos no volume exportado de produtos lácteos, pelo terceiro mês consecutivo.

Gráfico 2. Exportações em equivalente-leite.

Por outro lado, as importações seguiram ganhando força no último mês, frente a elevação da vantagem competitiva dos produtos internacionais.

O mês de julho apresentou um aumento de 26,7% nas importações, com um acréscimo no volume de importações de 22,2 milhões de litros em equivalente-leite.

Analisando o mesmo período do ano passado, também se nota um aumento entre os volumes importados; em junho de 2021, 72,5 milhões de litros em equivalente-leite foram importados, já em 2022 esse valor teve uma variação positiva de aproximadamente 45,4%, configurando um aumento expressivo de 32,9 milhões de litros em equivalente-leite comparando-se os anos, o que pode ser observado no gráfico a seguir:

Gráfico 3. Importações em equivalente-leite.

Esse aumento nos volumes importados e recuo das exportações ocasionaram um saldo mais negativo da balança comercial de lácteos para o mês de julho, apresentando o resultado mais negativo do ano, até o momento, e o menor valor desde fevereiro de 2021. Este cenário se formou devido alguns fatores, tais como: os recuos apresentados nos preços internacionais, a baixa disponibilidade de leite no Brasil e os elevados preços dos derivados lácteos no mercado interno.

Em meio a um cenário geopolítico conturbado, as tensões internacionais vêm emplacando quedas nos preços internacionais. A situação da covid-19 na China ainda não foi resolvida, e novos lockdowns vem ocorrendo, diminuindo a demanda de um dos principais players no mercado internacional. Além da demanda chinesa, temos conflitos em diferentes regiões do globo, como por exemplo, a guerra entre Rússia e Ucrânia, e as divergências entre China e Estados Unidos, impulsionadas por razões diplomáticas envolvendo a ilha de Taiwan.

Um outro ponto que vem atuando para consolidar o cenário baixista dos preços é o risco de recessão econômica mundial, com grandes potências, como Estados Unidos, e Europa apresentando entraves em suas economias, elevando os temores de uma possível recessão.

Em meio a essas tensões internacionais, os preços do leilão Global Dairy Trade passaram por mais uma variação negativa no último evento realizado. Os preços médios do leite em pó integral atingiram o menor valor desde fevereiro de 2021.

Esses fatos associados a baixa disponibilidade de leite no mercado interno, que impactaram nos preços, nos últimos meses, trouxeram um ganho de competitividade para os produtos internacionais, o que refletiu em um maior volume de importações. Desta forma, mesmo em meio ao dólar ainda operando em patamares elevados, o mês de julho se mostrou favorável as negociações de importação e manteve a janela de exportações fechada.

Em relação aos produtos mais importantes da pauta importadora em julho, temos o leite em pó integral, os queijos, o leite em pó desnatado e o soro de leite, que juntos representaram 93% do volume total importado.

O leite em pó integral teve uma elevação de 22% em seu volume importado. Além do leite em pó integral, os produtos que tiveram maiores variações com relação à importação foram o leite em pó desnatado e os queijos, com aumentos de 68% e 21%, respectivamente.

Os produtos que tiveram maior participação no volume total exportado foram o leite condensado, o leite UHT, o creme de leite e os queijos, que juntos, representaram 83% da pauta exportadora. Os queijos apresentaram um recuo de 15% em seu volume exportado.

A tabela 1 mostra as principais movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de julho deste ano.

Tabela 1. Balança comercial láctea em julho de 2022.

(Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT)


RANKING MUNDIAL: TOP 20 PROCESSADORES DE LEITE

Os 20 maiores processadores de leite, listados abaixo de acordo com o relatório publicado pela IFCN, são responsáveis por aproximadamente 40% da oferta mundial de leite cru sendo processado em fábricas.
 
Essas empresas e cooperativas aumentaram sua capacidade de processamento de leite em 50 milhões de toneladas nos últimos 10 anos, o que corresponde à metade da produção anual dos EUA.
 
Os produtores de leite da América dos EUA novamente encabeçaram a lista das 20 maiores empresas leiteiras que recebem mais leite a nível mundial. Seguiram-se o Lactalis da França e o Fonterra da Nova Zelândia.
 
Mas antes, mostramos quais marcas são as mais utilizadas por continente:

 
Os 20 maiores processadores de leite coletam 212 milhões de toneladas de leite, e a lista mostra que mais de 25% do leite produzido no mundo inteiro é processado a partir dos 20 maiores gigantes leiteiros. Esta tendência continua a se consolidar ano após ano, com os produtores leiteiros da América no topo da lista com uma ingestão em litros de 28,6 bilhões de litros, cerca de 3,5% do mercado total.
 
O poderoso grupo cooperativo Dairy Farmers of America está sediado em Kansas City, Missouri, e tem dezenas de fábricas em todo o país. É uma cooperativa agrícola que representa aproximadamente 14.000 produtores leiteiros.
 
As empresas Lactalis (com sede na França) com 21,7 milhões de toneladas de leite, Fonterra (Nova Zelândia) com 18,7 milhões de toneladas e Arla Foods (Dinamarca-Suécia) com 13,7 milhões de toneladas, seguem em ordem de importância, quinta é a gigante suíça Nestlé (13,6 milhões de toneladas), sexta é a Friesland Campinas (11,8).
 
Depois disso vêm Saputo com 10,5, Amul (Índia) com 10,3, os gigantes chineses Yili (9,6) e Mengniu (9 milhões de toneladas), Grupo Glanbia dos EUA, Califórnia Dairies, Danone, Agropur, DMK, Muller (Alemanha/UK), Leprino, Land O’Lakes, Savencia e Sodiaal, sendo os dois últimos franceses. (Fontes: eDairy News – Todo Lecheria)

 

Uma saída para manter o Auxílio Brasil em R$ 600

Está nos mapas de risco para 2023 a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600, que começa a ser pago hoje. Qualquer que seja o resultado da eleição, não se imagina que, tal definido na PEC Eleitoral, dure só até dezembro.

Apesar do quase consenso sobre a necessidade de elevar o valor diante do salto da inflação, o problema é como financiar o benefício maior sem endividar ainda mais o país. Um grupo de economistas especializados em temas tributários defende mudanças em regras que teria capacidade de gerar arrecadação extra ao redor de R$ 84 bilhões.

Além desse alvo, há outro: aumentar a chamada progressividade, ou seja, distribuir a carga de forma mais equilibrada entre quem ganha mais e quem tem menos renda. Hoje, o sistema tributário nacional é considerado regressivo, ou seja, quem ganha menos acaba pagando mais, por distorções no formato de cobrança, falta de correção na tabela do Imposto de Renda (IR) e um conjunto de isenções que acaba beneficiando a alta renda.

A correção da tabela do IR chegou a ser anunciada e aprovada, mas nunca saiu do papel. Segundo Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal do Ibre/FGV, caso tivesse sido reajustada a faixa de isenção para R$ 2,5 mil, como prometido, a tabela só voltaria para o patamar que estava em 2018. Às vésperas da eleição, o assunto foi retomado, mas ainda não está definido.

Um dos instrumentos da mudança seria a cobrança de imposto sobre lucros e dividendos, que acabou derrubando a reforma no ano passado. Rodrigo Orair, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), admite que o assunto é complexo, mas pondera que o tema envolve não só justiça tributária, mas competitividade, porque a alíquota sobre o ganho das empresas é elevado, de 34%:

- Para investidores internacionais, conta mais a alíquota sobre a empresa, não sobre os dividendos, cobrados da pessoa física. Vários países estão mudando e integrando a cobrança entre pessoa física e jurídica. Os que tinham isenção de dividendos estão mudando. (Zero Hora)


Jogo Rápido 

Expointer
Já tem data para o lançamento oficial da 45ª Expointer. Será na próxima segunda-feira, no espaço Multiverso Experience, no Cais Embarcadero, na Capital. Na ocasião, serão apresentados os detalhes da feira agropecuária que ocorrerá de 27 de agosto a 4 de setembro, no parque Assis Brasil, em Esteio. Um deles é que, neste ano, não haverá mais limitação do número diário de visitantes. (Zero Hora)


 
 
 

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Porto Alegre, 08 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.719


Com mais de 2000 participantes, Goiânia foi palco dos maiores eventos do leite nacional
 
Nos dias 02, 03 e 04 de agosto, a capital do estado de Goiás recebeu mais de 2000 participantes para o Fórum MilkPoint Mercado, o Workshop da Agroceres Multimix, o Jantar dos Top 100 maiores produtores de leite do Brasil e para o principal evento, o Interleite Brasil 2022. Em três dias de intensa experiência e abertura ao novo, o leite se reuniu em Goiânia para discutir os caminhos para o futuro.

Com recorde de participação, a  13ª edição do Fórum MilkPoint Mercado, realizado no dia 2 de agosto, no Centro de Convenções de Goiânia, teve a presença de 398 participantes distribuídos nas modalidades presencial e online. Como de costume, o evento traçou cenários do mercado lácteo nacional e internacional. Entre as principais pautas discutidas, a relação indústria e varejo ganhou espaço, bem como outros temas como a oferta de leite no campo  e as importações da Argentina e Uruguai no segundo semestre.
 
Outros temas como tendências no consumo de lácteos, oportunidades no e-commerce, novas formas de atender o varejo, mercado de grãos e inteligência de mercado, entre outros, também marcaram as discussões. 
 
Ainda no dia 02, o Workshop oferecido pela Agroceres Multimix, com o tema “Estratégias, manejo e ferramentas nutricionais com impacto no período pós-parto,” ministrado pelos especialistas Dr. Felipe Cardoso, Professor associado da Universidade de Illinois em Urbana-Champaig e pelo Dr. Gilson Dias, Gestor técnico de bovinos de leite da Agroceres Multimix, contou com a presença de 73 participantes.
 
Para finalizar com chave de ouro o primeiro dia de evento, no Castro’s Hotel, o Jantar dos Top 100 maiores produtores de leite do Brasil, reuniu 172 pessoas. Na ocasião, além da entrega dos certificados para os Top 100, Miguel Cavalcanti, fundador e CEO do AgroTalento ministrou uma palestra sobre a importância da gestão de pessoas.
 
Na quarta-feira, 03 de agosto, com os apoios do Senar-GO, Sebrae-GO e demais parceiros, teve início a 20ª edição do Interleite Brasil. Com um número recorde de pessoas, os 1400 participantes do evento (1200 presencialmente e 200 online), fizeram o Interleite Brasil 2022 entrar para a história.
 
Logo na abertura do evento, foi anunciado o homenageado do Prêmio Vidal Pedroso de Faria, o Professor Paulo Fernando Machado, da ESALQ e da Clínica do Leite. Ainda pela manhã, Marcelo Pereira de Carvalho, anunciou a transição de marca da AgriPoint para MilkPoint Ventures.
 
No debate, moderado por Valter Galan, sócio do MilkPoint Mercado, com a presença de diversas entidades e personalidades atuantes no setor, foi discutido o cenário do leite brasileiro, como a volatilidade e previsibilidade do preço do leite. No período da tarde, as palestras trouxeram aspectos técnicos e gerenciais sobre sistemas de produção e rentabilidade.
 
No segundo dia do Interleite Brasil 2022, os holofotes voltaram-se para o protagonismo das pessoas e tecnologia, agenda ambiental e sustentabilidade e um olhar futurista do setor, abordando qualidade de volumosos e custos de produção, integração da pecuária leiteira com outras atividades do agro e muito mais!

Para Marcelo Pereira de Carvalho, CEO do MilkPoint Ventures, “O Interleite Brasil mostrou as transformações da cadeia do leite, incluindo a profissionalização, o aumento de escala e a incorporação de novas agendas, como a questão da sustentabilidade. Ficou evidente que a sustentabilidade e tudo o que compõe o tema “ESG” não só veio para ficar, mas representa uma grande oportunidade para o agro e em especial para o leite.  As fazendas estão descobrindo que oportunidades de geração de renda”.  
 
A equipe do MilkPoint Ventures agradece todos os participantes, apoiadores, patrocinadores e parceiros. Vocês, junto conosco, construíram a maior edição do Interleite Brasil!
 
Os conteúdos do Interleite Brasil quanto do Fórum MilkPoint Mercado ficarão disponíveis por 30 dias na plataforma dos eventos para você ver e rever quantas vezes quiser! Se você não participou, ainda pode participar e não perder nada! Clique aqui para fazer a sua inscrição para a 13ª edição do Fórum MilkPoint Mercado e aqui para o Interleite Brasil 2022.
 
Fiquem ligadinhos no MilkPoint que ao longo dos próximos dias soltarão conteúdos exclusivos do Interleite Brasil! (Milkpoint)


Fazendas de leite a pasto bem manejadas superam sistemas intensivos em produtividade hídrica

Uma pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos, mostrou que sistemas de produção de leite a pasto com bons índices de eficiência produtiva e bem manejados, apresentaram produtividade hídrica superior a modelos mais intensivos, como semi-confinamento e confinamento. A produtividade hídrica é a relação do produto (leite) pelos litros de água consumidos para produzi-lo, levando em consideração consumos diretos e indiretos.

Segundo o pesquisador Júlio Palhares, que coordenou o estudo, independente do tipo de sistema utilizado pelo produtor, a produtividade hídrica é influenciada pelos indicadores de produção total do leite da fazenda, a porcentagem de vacas em lactação e o tipo de alimentação oferecido aos animais.

A pesquisa avaliou a produtividade hídrica de 67 propriedades leiteiras no sul do Brasil. Foram 57 fazendas a pasto; sete, semi-confinadas e três que utilizavam o confinamento, localizadas em uma das principais bacias leiteiras do Estado do Rio Grande do Sul, a de Lajeado Tacongava. 

As propriedades estão situadas em quatro municípios: Serafina Corrêa, União da Serra, Guaporé e Montauri – que representam 81,7% do total de fazendas leiteiras da região. Todas as propriedades em sistemas de produção semi-confinado e confinado foram analisadas, e 83,8% daquelas que adotam sistema a pasto. O trabalho foi publicado na Revista Internacional Journal Science of the Total Environment em parceria com o Leibniz Institute for Agricultural Engineering and Bioeconomy, a Universidade de Caxias do Sul e a Emater (RS).

No sistema a pasto, a produtividade hídrica do leite variou de 0,27 a 1,46 kg de leite por metro cúbico de água; no sistema semi-confinado a variação foi de 0,59 a 1,1 kg de leite; no confinado, de 0,89 a 1,09 kg de leite por metro cúbico de água. “Quanto maior a produtividade hídrica, melhor o uso da água dentro da porteira”, explica Palhares.
Das fazendas a pasto analisadas, 20 apresentaram maior produtividade hídrica do que todas as propriedades do sistema semi-confinado. Quando comparado ao confinado, o modelo baseado em pastagem alcançou resultados semelhantes – foi observada maior produtividade hídrica em 22 fazendas.

“A grande variabilidade da produtividade hídrica era esperada, pois o indicador é influenciado por vários aspectos produtivos, o que reforça a importância de avaliá-lo em escala de fazenda. Elevadas produtividades hídricas podem ser alcançadas, independente do sistema de produção, desde que ele seja bem manejado”, explica o pesquisador.
 
Sustentabilidade
A água é um dos fatores de produção mais importantes para a atividade leiteira. Ela é essencial para a produção de alimentos aos animais, para o consumo do gado e para a realização dos serviços de limpeza. Segundo Palhares, a gestão adequada do recurso nos sistemas de produção precisa ser implementada para garantir a sustentabilidade da atividade leiteira.

“A avaliação da produtividade hídrica permite identificar os pontos de fragilidade no uso da água e, consequentemente, propor boas práticas do seu uso. A produtividade hídrica é dependente do tipo de sistema de produção, espécies e raça do animal, e o tipo e a origem dos componentes da dieta animal. Dessa forma, é fundamental avaliar a produtividade hídrica em escala de fazenda para ajudar o produtor a entender os fluxos de água e otimizar o uso desse recurso”, conta Palhares.

A adoção de boas práticas com o objetivo de alcançar uma maior eficiência no uso da água, além de reduzir o consumo, melhora a produtividade hídrica. Para o pesquisador, a maneira mais rápida de melhorar o valor da produtividade hídrica se dá pelo correto manejo nutricional, com impacto na redução do custo de produção da atividade leiteira. De acordo com ele, um sistema menos intenso com alta produtividade de água pode significar menor custo de produção, menos dependência de insumos externos, menor necessidade absoluta de água e menor geração de resíduos por área.

“A intensificação do sistema leiteiro é uma tendência mundial, principalmente por razões econômicas, como proporcionar ganhos de escala. No entanto, sabe-se que a intensificação tem passivos ambientais e sociais. Se pudermos ter elevada produtividade hídrica em sistemas menos intensificados, é um ponto que contribui para viabilidade ambiental do sistema de produção, bem como agrega valor ao produto”, explica.

Ao analisar a intensificação dos sistemas de produção, como fazendas confinadas, sob a perspectiva da produtividade leiteira, estes sistemas são mais vantajosos. Mas essa perspectiva não pode mais ser a única na avaliação de produtos de origem animal. A dimensão ambiental também deve ser considerada em seus múltiplos aspectos, como água, emissões de gases do efeito estufa, uso eficiente de nutrientes e preservação da biodiversidade destaca. (As informações são da Embrapa Pecuária Sudeste, adaptadas pela equipe MilkPoint)

 

USDA – Forte demanda e fraca oferta aumentou a lucratividade do produtor na Austrália – Relatório 31 de 04/08/2022

O mercado global está atualmente sob forte impacto dos preços do trigo australiano. Internamente as cotações estão acima da média, sendo mais um fator a se reunir aos elevados preços dos fertilizantes, dos grãos e do gás natural, fazendo com que o preço do leite australiano permaneça forte. 
 
Entretanto, a escassez de mão de obra continua sendo um problema e os fazendeiros competem pelos trabalhadores. O resultado dessa escassez tem sido o elevado êxodo de pessoas da atividade e redução do tamanho dos rebanhos. De acordo com uma fonte, mais de 1.500 produtores de leite abandonaram o setor desde 2016, fazendo com que a produção de leite da Austrália caísse de 9,5 bilhões de litros em 2015-2016, para 8,8 bilhões de litros em 2020-21. 
 
Junto com isso as margens continuam sob risco e devem ser compensadas por fortes preços do leite e condições climáticas de produção mais favoráveis. A expectativa é de que a produção de leite ficará estável nesta temporada e alguns dos maiores varejistas propõem aumentar o preço do leite ao consumidor.   


 
A Fonterra e o GlobalDairyTrade (GDT) planejam iniciar o GDT Pulse no dia 09 de agosto de 2022. O programa tem o objetivo de beneficiar compradores/vendedores balizando preços nas semanas em que não houver o GDT. Como resultado, a Fonterra cortou 28.000 toneladas de leite em pó integral (WMP), para serem ofertadas nos primeiros 12 meses do GDT Pulse. Embora estejamos no início da temporada, é preciso levar em consideração o impacto das condições do tempo na região. 
 
A ideia inicial é de que o nível de umidade do solo atualmente vem sendo mantido pelas ondas de calor que trazem chuvas fortes para boa parte do país. Isto faz com que as expectativas em relação aos sólidos do leite aumentem, podendo ser até 4% superior à temporada passada. Os últimos registros dos sólidos mostraram que eles foram maiores do que as projeções. Em junho, o crescimento foi de 1,1% em relação ao ano anterior, quando a projeção inicial era de declínio de 0,4%.
 
Dados divulgados sobre as exportações mostram queda nas exportações de WMP da Nova Zelândia, -33% na comparação anual. As exportações para China caíram 64% no ano. Enquanto isso, as exportações para o Norte da África e África Subsaariana aumentaram 163% e 18%, respectivamente, sendo a China a responsável por essa mudança. (Fonte: USDA – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido 

Queijos são alternativa para Brasil se destacar no mercado de laticínios
Você ainda tem dúvida que o Brasil produz o melhor queijo do mundo? No mês passado, um queijo da canastra chegou ao topo do “The Taste Atlas”, ranking de site norte-americano que utiliza a opinião dos usuários para avaliar comidas do mundo inteiro. Em concursos franceses realizados anualmente, percebemos um volume cada vez maior de queijos nacionais sendo reconhecidos internacionalmente. Isso estabelece no Brasil um incentivo pela busca da qualidade na produção dessa iguaria única. Regiões que antes não imaginávamos na produção do leite, como Sorriso (MT), hoje já buscam o reconhecimento do selo Arte com a criação de um queijo específico. Atualmente, o Brasil é o quinto maior produtor de leite do mundo, com 37 milhões de toneladas produzidas em 2020. Especificamente, sobre produtos lácteos, há uma dificuldade de exportação já que são produtos perecíveis. E segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), somente 7% da produção mundial é comercializada. O Brasil está na 28ª posição deste mercado. Ou seja, há muito espaço a se conquistar. Com isso, além de impulsionar a economia, valorizar a cadeia do queijo é apoiar o produto brasileiro e reforçar o reconhecimento de quem está lá no campo. (As informações são da Forbes, adaptadas pela equipe MilkPoint)


 
 
 

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Porto Alegre, 05 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.718


Ministério da Agricultura atende demanda sobre uso de nomenclatura de produtos lácteos
 
O Ministro da Agricultura Marcos Montes, atendendo a reivindicações consistentes e insistentes que o setor lácteo vem levando ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ao longo de mais de um ano, resolveu iniciar o processo de enquadramento regulamentar a questão da impropriedade de se denominar produtos vegetais utilizando as consagradas  nomenclaturas lácteas.
 
A utilização dessas nomenclaturas lácteas são detalhadamente regulamentadas desde meados do século passado no Brasil e há mais de 1 século mundo afora. Vejam aqui o Ofício do Ministro ao Ministério da Saúde-MS e a nota técnica que o fundamenta, a respeito do tema. (Fonte: Terra Viva)


Preço do diesel recua 3,5% a partir de hoje
 
A Petrobras anunciou ontem redução no preço do diesel em 3,5% a partir de hoje nas refinarias. O litro do combustível teve uma queda de R$ 0,20, passando a custar R$ 5,41 sem tributo, informou a estatal. Sem reajuste há quase 50 dias, o diesel estava sendo negociado em média no Brasil acima do preço internacional. “Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o diesel, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, disse a empresa em nota. Em videoconferência com analistas na semana passada, o diretor de Comercialização e Logística da estatal, Claudio Mastella, havia indicado que ainda observava o movimento de queda do preço do diesel “com cautela”, apesar das pressões do governo para que a estatal reduzisse o preço.
 
Segundo a Petrobras, considerando-se a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 5,05, em média, para R$ 4,87 a cada litro vendido na bomba. Ao mesmo tempo que no Brasil são anunciadas reduções nos preços dos combustíveis, como já havia ocorrido com a gasolina uma semana antes e agora com o diesel, ontem a cotação do petróleo teve nova queda, o que influencia a política de preços adotada pela Petrobras. 
 
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI para setembro fechou em queda de 2,34%, a 88,54 dólares por barril, enquanto o Brent caiu 2,75%, para 94,12 dólares por barril. Recentemente os preços chegaram a 120 dólares, afetados pela crise provocada com a guerra na Ucrânia, e nos últimos dias rondavam os 100 dólares. O valor do barril recuou em meio às constantes preocupações dos investidores do mercado financeiro com a economia global e com a possibilidade de recessão, o que estaria enfraquecendo a demanda pela commodity e derrubando o preço. Para o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) André Braz, a redução de 3,5% no preço do diesel terá impacto “modesto” na inflação. Diferentemente da gasolina, reajustes no diesel têm pouco impacto direto no índice de preços ao consumidor amplo (IPCA), a inflação oficial do país. O maior efeito, diz Braz, é indireto, na formação dos preços do frete, do transporte público e da energia. “A parcela indireta, no frete, transportes e energia, é maior. Quedas no preço do diesel podem evitar novos aumentos nesses serviços, mas isso é difícil de medir”, observou o economista. “Diretamente, o ajuste anunciado vai contribuir com redução de apenas 0,01 ponto porcentual no IPCA em 30 dias”, prevê Braz. 
 
Esse efeito será concentrado, portanto, no índice de agosto. Para efeito de comparação, o impacto dos dois últimos reajustes para baixo no preço do litro da gasolina da Petrobras, que caiu mais de 8% no total, deve ser de redução entre 0,15 e 0,20 ponto percentual no IPCA de agosto, ou seja, impacto direto na inflação até 20 vezes maior que o da redução do diesel. (Correio do Povo)
 

É possível melhorar os resultados através da inteligência de mercado?

O Décimo terceiro Fórum MilkPoint Mercado se encerrou, mas, a missão de passar informações essenciais a respeito da cadeia láctea foi cumprida com louvor e, como sempre, permaneceremos no objetivo de transmitir as principais informações. Ao longo da última terça-feira (02/08), foram abordados diferentes conteúdos, sempre buscando trazer inteligência de mercado para todos os participantes.
 
No terceiro bloco de discussão, foi abordado a visão do varejo, inteligência de mercado e inovações, como canais disruptivos, que vem para somar no mercado lácteo, e fortalecer as relações entre os elos da cadeia.
 
A tarde foi iniciada com a palestra do Samir Ruggiero, Diretor de Sourcing e Comercial na USINA - Business Craft Factory, abordando os grandes desafios no mercado brasileiro na coordenação e desenvolvimento de canais de venda de queijos e outros lácteos no varejo. Para Samir, o mercado brasileiro é desafiador: “O mercado brasileiro é gigante, e possui perfil demográfico com mudanças. O consumo aparente per capita de 173 litros por ano por habitante, frente a médias que chegam de 200 a 340 litros por ano por habitante em outras localidades”.
 
Ainda segundo ele, os preços dos produtos e as mudanças nos hábitos de consumo vem sendo grandes fatores que influenciam o mercado. “A questão do preço tem pesado cada vez mais, tomado conta da decisão de compra e feito parte da decisão de compra dos brasileiros e mundo a fora”.
 
Ainda foram abordados os Iniciativas para aumentar o consumo de lácteos no Brasil. Segundo Samir, Dentro das ações do setor público privado, o desafio é a internacionalização do setor lácteo brasileiro. Devemos enxergar a internacionalização como oportunidade e exportações como estratégia de hedge para receita em dólar, adotando o comércio exterior como estratégia empresarial e setorial.
 
Juliana Torres Santiago, analista de consultoria do MilkPoint Mercado, falou em sua palestra sobre como trazer melhores resultados para sua empresa através da inteligência de mercado.
 
Ela apresentou casos reais e práticos para demonstrar como a adoção desta prática pode trazer resultados positivos para seu negócio. “Quando falamos de um mercado tão volátil, com tantos players, quanto que vale uma boa informação de mercado?” 
 
Em um dos casos trazidos por Juliana, uma empresa atuante no mercado de muçarela, utilizando informações de mercado esperou um tempo, com base em informações de alta nos preços, utilizando inteligência de mercado. Resultado: Faturamento adicional de mais de R$ 2 milhões em apenas uma semana.
 
Ao longo da palestra foram abordadas questões, como: A sua empresa valoriza adequadamente suas principais matérias primas? A precificação de leite entre produtores também pode oferecer oportunidades para valorizar a composição do leite, matéria prima da indústria. Juliana finalizou sua palestra com uma conclusão: “Fazer análises estratégicas específicas para sua empresa pode, e deve, gerar resultados positivos como um todo. Mostrando que a inteligência de dados pode se tornar fortes oportunidades.”
 
Para completar esta tarde extremamente produtiva, tivemos André Zogheib, da Souk, abordando uma nova forma de atender o varejo, trazendo canais disruptivos e inovação nos canais.
 
Para André, o cenário atual é desafiador, e a tecnologia e inovação vem para sanar entraves nas relações entre os elos da cadeia. “Hoje, o mundo dos negócios nunca foi tão desafiador, com custos cada vez mais dinâmicos e globalizados, além de uma questão concorrencial muito forte, com barreiras de entrada cada vez mais reduzidas. Estamos vendo a questão da produtividade: Como que podemos ganhar através da tecnologia ganhando produtividade, e inovações, cada vez mais curtas e com um público cada vez mais exigente?.”
 
Segundo André, a resposta está na eficiência. “O Brasil é um dos maiores consumidores de tecnologias, mas produz pouca tecnologia ainda. As empresas de tecnologia que estão se destacando estão trazendo eficiência, resolvendo problemas convencionais”. A Souk é um marketplace que conecta indústria diretamente com o varejista, conectando essas duas pontas, fazendo o encontro entre oferta e demanda, utilizando tecnologia do leilão holandês, que funciona a base de negociação. “A proposta da solução é que a relação entre indústria e varejo seja em tempo real, sete dias por semana, 24 horas por dia”. (Milkpoint)


Jogo Rápido 

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 30/2022 – SEAPDR
A última semana permaneceu com muita umidade e frio na maior parte do RS. Na quinta-feira (28), o deslocamento de uma frente fria provocou chuva em todo Estado, com registro de temporais isolados. Entre a sexta (29) e o domingo (31/7), a presença de uma massa de ar seco e frio manteve o tempo firme, com redução da temperatura e formação de geadas ao amanhecer. Na segunda (01/8), o tempo permaneceu seco e o ingresso de ar quente favoreceu uma ligeira elevação das temperaturas em todo RS, com valores próximos de 30°C em diversas localidades. Na terça (02/8) e quarta-feira (03/8), a propagação de uma nova frente fria provocou chuva na maior parte do Estado. Clique aqui e acesse os Boletins oficiais sobre clima e culturas elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Emater-RS e Irga. O documento conta com uma avaliação das condições meteorológicas da semana anterior, situação atualizada das culturas do período e a previsão meteorológica para a semana seguinte. (SEAPDR)


 
 
 
 

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Porto Alegre, 04 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.716


Pequenos laticínios movimentam economia local

Dos cerca de 12 milhões de litros de leite que o Rio Grande do Sul produz todos os dias, em torno de 2 milhões de litros são destinados à produção de queijos. No Estado, são fabricadas 250 toneladas de queijos por dia, 60% das quais em laticínios de médio e pequeno porte. Tradicionalmente, são estas agroindústrias que têm no queijo e outros derivados seus produtos principais, uma vez que não conseguem volume e nem capacidade de investimento para industrializar leite UTH ou leite em pó. 

O presidente da Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), Humberto Doering Brustolin, afirma que a entidade congrega 35 laticínios que concentram esta produção. Segundo ele, as indústrias de médio porte, com litragem maior, atuam nos queijos commodity (muçarela e prato), e as pequenas em queijos especiais, que demandam mais mão de obra e menos matéria-prima. 

Doering acredita que o aumento do interesse na produção de queijo atende às regras do mercado no caso de laticínios, mas vê o movimento das grandes empresas neste sentido como um entendimento das oportunidades que o produto oferece. O dirigente destaca a importância das pequenas queijarias, na parceria que fazem com a agricultura familiar para a captação do leite e naquilo que contribuem para a economia dos municípios onde atuam. "São empresas genuinamente gaúchas, que fomentam o comércio local e geram empregos e renda", defende. 

O presidente da Apil também destaca a relevância da atualização nos custos do produtor para fixar o preço de referência do leite, hoje por volta de R$ 3,00 o litro. Para Doering, a melhor remuneração do produtor é fundamental para a sobrevivência da cadeia leiteira, que vem lidando com o abandono do homem do campo à atividade. "Se não houver produtor interessado em produzir leite, não haverá o que industrializar e o consumidor vai sentir a falta dos alimentos", pondera. 

Um dos exemplos de agroindústria que representa o papel citado por Doering, é a Queijaria Somacal, localizada na Vila Caravaggio, em Farroupilha. Inaugurada há 15 anos, a queijaria tem parceria com sete famílias que lhe entregam diariamente 3 mil litros de leite, os quais garantem a produção diária de 300 quilos de queijo. Marcelo Somacal, proprietário do laticínio, diz que dá preferência aos produtores que alimentem o gado leiteiro com mais pastagens do que com suplementação. 

Um veterinário do estabelecimento acompanha as famílias no manejo dos animais, para assegurar um leite de alta qualidade, apto a produzir queijos de elevado padrão. O leite mais rico em sólidos e gorduras entregue pelos parceiros a Somacal é utilizado na produção de queijos especiais, como o colonial, os queijos temperados, o queijo coalho. O soro do queijo o produtor usa em produtos como as ricotas e ricotas temperadas, destinando o restante para o mercado de nutrição animais. A família Somocal já teve o próprio tambo, mas há alguns anos decidiu se especializar na produção dos queijos. Estudo e experiência foram compensados neste ano com a premiação de dois queijos da marca na Expoqueijo 2022, em Araxá, no Triângulo Mineiro. 

O queijo colonial ao vinho ganhou a medalha de ouro no Araxá International Cheese Awards, na categoria queijos aromatizados de massa cozida jovem. O queijo parmesão ficou com a medalha de bronze, na categoria queijo de leite de vaca pasteurizado de casca lisa madurado. “São produtos de grande valor agregado, que têm dado destaque para o nosso trabalho”, encerra. (Correio do Povo)


Parque Assis Brasil já em ritmo de Expointer
 
Das licitações que precisam ser feitas para colocar a 45ª Expointer de pé, uma foi 100% concluída e já está em execução pela empresa vencedora. É a que fica no guarda-chuva infraestrutura. A subsecretária do parque Assis Brasil, Betty Cirne Lima, resume:
 
- Isso aqui (parque) está um canteiro de obras.
 
Quando apresentou a proposta para licitação com três eixos temáticos, aos moldes do formato usado para a realização do Brazil South Summit, Betty tinha como meta chegar ao início deste mês já com as contratações feitas. Embora não tenha sido possível, a subsecretária avalia que o processo tem sido muito bem-sucedido. Ela conta que o trabalho seguiu com rigidez o cronograma estabelecido:
 
- Quando a gente fez a projeção, os prazos eram muito justos. Por mais que não se tenha 100% pronto, está tudo bem encaminhado.
 
A contratação da empresa que ficará responsável pela bilheteria está quase pronta. A para fornecimento de bebidas, "no final". As licitações para o parque de diversões e os voos panorâmicos resultaram desertas nas primeiras tentativas. Se necessário, poderá haver dispensa.
 
Com o novo modelo, além da agilidade (com a redução do número de processos), a ideia é ter melhores resultados.
 
- Pelo andamento, a gente tem a indicação de que de fato teremos benefícios financeiros e uma melhor otimização de processos e economia de sistema e hora-homem. Considero que a gente atingiu a meta - diz Betty.
 
O secretário de Agricultura, Domingos Velho Lopes, acrescenta que há grande procura pelos espaços da feira. Sobre as inscrições de animais de argola (5.093), avalia:
 
- É a vontade do produtor de se reencontrar. (Zero Hora)
 

EUA: produção de leite deve terminar o ano abaixo dos níveis de 2021

A produção de leite dos EUA está a caminho de terminar o ano levemente abaixo de um ano atrás. O relatório de produção de abril a junho do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostra que a produção de leite caiu no trimestre. Os produtores dos EUA coletaram 26,26 bilhões de quilos, meio por cento abaixo do mesmo trimestre do ano passado. A queda se deve em parte a menos vacas leiteiras - 87.000 cabeças a menos que no ano passado. 
 
A quantidade de leite por vaca também está crescendo a um ritmo mais lento devido aos custos de alimentação mais altos, à seca contínua no oeste e ao estresse térmico. A indústria ainda conseguiu aumentar a produção de leite por vaca em quatro dos primeiros seis meses de 2022. 
 
Enquanto isso, o último relatório de armazenamento a frio mostra que, no final de junho, os estoques e armazéns totais de queijo caíram em relação ao mês anterior, mas ainda estão 5% acima do ano anterior. Esse é o maior relatório de armazenamento total de queijos de junho que já vimos. Mas é um pouco menor do que no mês passado. 
 
Do outro lado desse espectro, todas as categorias de queijo, exceto o suíço, mostraram um aumento de 5%. Há mais de um ano, o queijo suíço aumentou 9%. Então, ainda está sendo registrado ganhos ano após ano. Ainda assim, existem alguns indícios de baixa, mas ainda está mostrando alguma luz no fim do túnel. Os estoques de manteiga subiram 3% em relação ao mês passado, mas estão 20% abaixo do mesmo mês do ano passado. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido 

Expointer - Gadolando contabiliza 175 animais
A raça Holandesa participará da 45ª Expointer com 175 exemplares. A feira, que ocorre de 27 de agosto a4de setembro, no Parque Assis Brasil, em Esteio, contará com 19 criadores de 16 municípios gaúchos e de um paranaense. Conforme a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), a grande novidade será o espaço para as vacas de pelagem vermelha e branca, que ganharão destaque. O julgamento da raça ocorrerá nos dias 31 de agosto e 1º de setembro. “Há uma grande expectativa para esta iniciativa, que será bastante útil ao desenvolvimento dessa variedade no Estado e servir para aumentar sua participação em exposições”, observa o vice-presidente técnico da Gadolando, José Ernesto Ferreira. O julgamento estará a cargo do norteamericano Marc Bolen, produtor e analista de touros da Select Sires. (Correio do Povo)


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 03 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.716


A curiosa história do queijo no Brasil

O historiador João Castanho Dias, no livro “Uma longa e deliciosa viagem”, aponta que a origem do queijo no Brasil remonta a 1532, quando a expedição colonizadora de Martin Afonso de Souza, primeiro donatário do país, chegou trazendo navios com vacas e cabras leiteiras.
 
Segundo Castanho Dias, presume-se que o local mais provável onde teve início a fabricação de queijos no Brasil foi na primeira granja leiteira, composta por 12 vacas africanas vindas do Cabo Verde, pertencente a jesuítas de Salvador, Bahia. Esta informação está em uma carta do Padre Manuel da Nóbrega ao Padre Provincial de Portugal. 
 
O primeiro livro publicado no Brasil sobre a produção de queijos é de autoria do frei José Mariano da Conceição Veloso, datado de 1801, com o título com o título “Fazendeiro do Brasil”. Trata-se de uma enciclopédia com 10 volumes, onde parte do primeiro volume, com o título de Leiteria, aborda queijos e manteiga. Já nesta época, o frei narrava a importância da limpeza das instalações, da construção da leiteria longe das estrumeiras, da ordenha correta das vacas, da feitura do coalho. 
 
No Rio Grande do Sul, aponta o historiador, os queijos foram trazidos provavelmente pelos açorianos que chegaram ao Estado em 1750. “A indústria queijeira...no sul teria mais chances de existir a partir de 1752 quando sessenta casais de ilhéus lusitanos se fixaram de acordo com a política de Portugal... Os ilhéus trataram de amanhar o solo plantando lavouras, criando gado e possivelmente fazendo queijo para o consumo familiar e comércio”. 
 
A primeira queijaria gaúcha, terceira do Brasil, foi fundada em 1904, no Castelo Pedras Altas, em Pelotas. Em 1912, criava-se a Latteria Santa Chiara, posteriormente transformada em Cooperativa Santa Clara, primeira do ramo a fabricar queijos no país e hoje o laticínio mais antigo do Brasil em funcionamento. (Correio do Povo)


Sustentabilidade ambiental: crédito, programas governamentais e casos de sucesso no leite

A sustentabilidade cresce exponencialmente pelo mundo. A preocupação com o meio ambiente, a sociedade e a preservação dos recursos naturais são pulsantes nos “quatros cantos do Planeta.”
Nos diversos setores existe um leque de oportunidades, inclusive no agro e no leite. Desde os manejos aplicados na propriedade, o crédito e os programas governamentais também são uma possibilidade.
É sobre isso que vamos entender melhor no sexto e último painel do MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade, no dia 30/09. Clique aqui para conhecer o time de palestrantes.
 
O MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade é uma oportunidade única! Com uma programação inovadora, exclusiva e aprofundada sobre o tema, discutiremos a sustentabilidade ambiental na pecuária leiteira como jamais abordada antes.

Ao longo de seis encontros semanais online, entre os dias 26/08 e 30/09, traduziremos na prática os conceitos, fazendo do meio ambiente o protagonista de sucesso do negócio das fazendas de leite.
 
Associados do Sindilat/RS têm 30% de desconto na inscrição, clicando aqui. (Milkpoint)

CRMV-RS apresenta o Prêmio Destaque Professor Edison Armando de Franco Nunes
 
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) tem a honra de apresentar o Prêmio Destaque Professor Edison Armando de Franco Nunes, que será entregue durante a 45ª Expointer, que acontece de 27 de agosto a 04 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. 
 
Em sua primeira edição, a distinção busca destacar anualmente os profissionais registrados no CRMV-RS por suas contribuições para o desenvolvimento da Medicina Veterinária e da Zootecnia do País.  
 
O prêmio se destina a médicos veterinários e zootecnistas que tiveram papel importante nos setores público, privado, de ensino e terceiro setor. Também serão reconhecidos profissionais que contribuíram para a ciência da Medicina Veterinária e Zootecnia, nas seguintes categorias: Liderança Empresarial Varejo e Comércio, Liderança Empresarial Indústria, Liderança Empresarial Serviço, Liderança Empresarial Agronegócio, Destaque Órgão Público, Destaque Empreendedor - Personalidade do ano, Destaque Terceiro Setor, Destaque Ensino Medicina Veterinária, Destaque Ensino Zootecnia, Destaque Bem-Estar Animal e Proteção, Destaque Saúde Pública, Destaque Associações, Destaque Pesquisa, Destaque Cultura, Destaque Imprensa. 
 
As indicações deverão ser formalizadas até o dia 05 de agosto de 2022! Para isso, basta acessar o link https://www.crmvrs.gov.br/form_premio.php e preencher o formulário, com a justificativa para a indicação. O edital completo do prêmio pode ser acessado no link https://www.crmvrs.gov.br/PDFs/Premio_2022.pdf . (CRMV)


Jogo Rápido 

Novo secretário assume pasta da Fazenda
O governador Ranolfo Vieira Jr. anunciou ontem a saída do Secretário de Estado da Fazenda do cargo. Marco Aurélio Santos Cardoso, natural do Rio de Janeiro, assumiu a Secretaria da Fazenda (Sefaz) em janeiro de 2019, no início do governo atual, e justificou que, por motivos pessoais e familiares, retornará ao seu estado natal. “Lamentamos a saída do secretário, mas, por outro lado, aceitamos suas colocações de ordem pessoal”, observou Ranolfo. Leonardo Busatto, secretário extraordinário de Parcerias Estratégicas, foi o escolhido pelo governador para substituir Cardoso na Sefaz. Ao menos em um primeiro momento, Busatto deverá acumular os dois cargos. “Despeço-me um pouco antes do previsto, mas são circunstâncias pessoais, que temos que equilibrar com o trabalho. Foi um privilégio ter podido contribuir de alguma forma”, disse Cardoso na despedida. Ele destacou como o mais difícil durante sua gestão ter que informar aos servidores, durante o início do governo, que os salários não seriam pagos em dia. No período em que ele esteve à frente da Secretaria, o RS aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal, para pagamento da dívida do Estado com a União, o que Cardoso, juntamente com Ranolfo e Busatto, avaliou como um sucesso. O novo secretário agradeceu o convite para a coordenação da pasta e lembrou que seu pai assumiu a mesma secretaria há mais de 20 anos. “Tenho a honra de receber a Sefaz muitíssimo melhor que no final de 2018, quando saí de lá como auditor. Espero estar à altura de uma casa centenária como essa e concluir esse grande trabalho que o secretário Marco Aurélio fez nestes três anos e meio de gestão”, declarou Busatto. (Correio do Povo)


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 02 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.715


Qualidade do leite do RS propicia industrialização

A Cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa, processou entre janeiro e junho deste ano, em torno de 600 toneladas de queijos. De acordo com o diretor da cooperativa, Alexandre Guerra, 31% do leite captado entre os produtores associados são reservados à fabricação de queijos. Guerra explica que 65% da produção da Santa Clara se concentram nos queijos muçarela e prato, os mais consumidos. Mas a cooperativa também investe nos chamados queijos nobres, com períodos de maturação entre três e 12 meses. Nesta linha, produz as variedades de queijo montanhês, parmesão, fontina, gruyère e vaccino romano. 

Alexandre Guerra revela que a cooperativa também adotou a estratégia de porcionamento dos queijos especiais, que podem ser encontrados nas grandes redes de varejo. “Percebemos que a venda de queijos em porções caiu no gosto do consumidor, pois permite a ele um menor desembolso, podendo adquirir peças de diferentes tipos, podendo conhecer outros sabores e apurar o paladar”, comenta o diretor. Para os restaurantes e pizzarias, ele recomenda como alternativa mais viável a aquisição de peças inteiras. 

Egresso da Santa Clara e hoje supervisor de produção da queijaria recém aberta pela Dália Alimentos, o presidente da Associação Gaúcha de Laticinistas e Latícinios (AGL), Amado Mendez Ambrósio, acredita que o interesse do Rio Grande do Sul em produzir queijos vem caminhando junto com a qualificação da produção do leite gaúcho. Para ele, os grandes laticínios, antes dedicados quase que exclusivamente à produção de Leite UHT e leite pó, começaram a enxergar o mercado de queijo como uma alternativa vantajosa, pelo valor agregado que o produto traz e pela própria expectativa de mercado. “Seguramente a qualificação do leite produzido na região sul e a qualificação das próprias empresas estão por trás deste investimento mais recentes nas queijarias”, analisa. 

O dirigente confirma que dos cerca de 12 milhões de litros de leite que o Estado capta por dia, pouco mais de 2 milhões de litros são destinados à produção de queijo, sendo que apenas 10% deste volume é convertido em queijo. O restante, é o soro, que passou a ser um subproduto de luxo na produção. Antes considerado efluente, de difícil descarte, e que gerava custo, o soro passou a ter muitas aplicações na indústrias em decorrência da presença em sua composição de proteínas nobres, entre as quais a lactoalbumina e a lactoglobulina. “Elas são diferentes alternativas para a industrialização e para a exportação. Hoje, temos do soro um aproveitamento que não se tinha antes e, por isso, uma rentabilidade adicional”, ressalta. Conforme Mendez, de cada litro de leite usado na produção de queijo (pago pela indústria ao produtor entre R$ 2,90 e R$ 3,40) resultam entre 800 ml a 900 ml de soro, cujo litro vale entre R$ 0.22 e R$ 0,25. 

Quanto ao consumo, o especialista uruguaio acredita que ele tende a aumentar, mas está sujeito ao determinante do poder aquisitivo. “É um produto cuja venda cresce junto com a disponibilidade de recursos da população de cada lugar”, completa. (Correio do Povo)


GDT - 02/08/2022
 

(Fonte: GDT)
 
 
Câmara aprova urgência para projeto que incentiva a pecuária leiteira
 
A Câmara dos Deputados aprovou, na segunda-feira (1º), um requerimento de urgência para votação do projeto de lei que institui a Política Nacional de Apoio e Incentivo à Pecuária Leiteira. O objetivo da política, de acordo com o texto, é aumentar a produtividade, ampliar o mercado e elevar o padrão de qualidade do leite brasileiro.
 
Com a aprovação do requerimento de urgência, a proposta poderá ser votada diretamente pelo plenário sem precisar passar pelas comissões. Além da produção, o estímulo será voltado para o transporte, a industrialização e a comercialização do produto. Entre as diretrizes da política, está a isenção de PIS/Cofins do milho e da soja usados na produção de ração para bovinos.
 
A proposta voltada a incentiva a pecuária leiteira também prevê, entre outras iniciativas, os seguintes itens:

  • Oferta de linhas de crédito e financiamento;
  • Ações de proteção fitossanitária;
  • Fomento à pesquisa;
  • Desenvolvimento genético.

Incentivo à pecuária leiteira: a quem se destina
Agricultores familiares, pequenos e médios produtores rurais, envolvidos na cadeia produtiva do leite e cooperativas, terão prioridade de acesso ao crédito e financiamento. A proposta estabelece ainda que as empresas de beneficiamento e comércio de laticínios ficarão proibidas de pagar a produtores de leite menos do que o preço médio praticado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
 
De acordo com o projeto de incentivo à pecuária leiteira, o prazo máximo para pagamento ao fornecedor não poderá exceder 15 dias contados do fechamento do mês, com pena de pagamento de multa de 2% por dia excedente. Além disso, as empresas ficam obrigadas a firmar contrato com os produtores para fornecimento e aquisição de leite. O rompimento sem justa causa dos contratos poderá ocorrer mediante comunicado prévio de no mínimo 60 dias. (Canal Rural)


Jogo Rápido 

Proteína de alto valor
Antes descartado como resíduo da produção de queijos, hoje, o soro que resulta deste processo de fabricação é um produto precioso para os laticínios e outros ramos da indústria alimentícia, podendo ser usado como emulsificante, espumante e geleificante. Ele corresponde a 80 ou 90% do volume de leite usado para fazer o queijo, ou seja, de 10 litros de leite, dois são queijo e o restante é o soro, com a vantagem de carregar consigo 55% dos nutrientes do leite. De acordo com a Associação Brasileira das Indústria de Queijo (Abiq), o teor desses nutrientes se deve à presença de carboidratos como a lactose, proteínas e minerais como cálcio, sódio, fósforo e potássio. As proteínas do soro já foram reconhecidas por análises da Organização Mundial de Saúde (OMS). São fonte dos oito aminoácidos essenciais que o corpo humano não é capaz de produzir e dos três aminoácidos de cadeia ramificada (valina, leucina e isoleucina). Além disso, as proteínas do soro possuem propriedades relacionadas às funções fisiológicas, podendo apresentar aplicações na indústria farmacêutica. No ano passado, o Brasil exportou 20,2 mil toneladas de soro de leite, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. A estimativa da Abiq é de que a indústria de lácteos nacional produza por ano pelo menos 9 milhões de toneladas de soro. (Correio do Povo)