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Porto Alegre, 17 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.016


Associados do Sindilat RS têm 10% de desconto no Dairy Vision

Associados do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) têm 10% de desconto na inscrição para o Dairy Vision. Marcado para acontecer nos dias 27 e 28 de outubro, em Atibaia (SP), no Bourbon Resort, o evento reúne profissionais, especialistas e representantes de empresas do setor de lácteos para discutir tendências, desafios e oportunidades para o segmento. 

A programação da iniciativa aborda temas relacionados à inovação, gestão, mercado, tecnologia e às transformações da cadeia leiteira, promovendo um espaço para atualização e troca de conhecimentos entre os participantes.

Para garantir o desconto exclusivo, os associados devem realizar a inscrição clicando aqui, ou a partir do link: https://eventos.milkpoint.com.br/ingresso/gf20msc3um/iniciar/

Dairy Vision

Criado em 2015 pela MilkPoint Ventures, é um dos principais fóruns de discussão, tendências e estratégia da cadeia láctea no Brasil e no mundo. Líderes de vários países se reúnem para antecipar movimentos, qualificar decisões e implementar estratégias para o setor.

Fonte: Jardine Comunicação

 

Novo Xingu se prepara para a 7ª Festa da Terneira

Evento acontece de 24 a 27 de setembro e contará com exposição de animais, concurso leiteiro, palestras técnicas e atrações voltadas ao setor agropecuário.

O município de Novo Xingu intensifica os preparativos para a 7ª Festa da Terneira, que acontece entre os dias 24 e 27 de setembro. Além da programação da feira, a administração municipal promove nesta quinta-feira, 17 de setembro, um seminário voltado à conservação do solo, produtividade agrícola e resiliência climática, reunindo agricultores, técnicos e lideranças da região. As informações foram apresentadas pelo secretário municipal de Agricultura, Sérgio Tasso, durante entrevista à Rádio Máxima.

O seminário será realizado na Câmara de Vereadores de Novo Xingu e faz parte das ações desenvolvidas por meio dos programas Terra Forte e Legado à Terra. A programação terá início às 9h, com a participação de representantes da Emater, que abordarão políticas públicas voltadas ao enfrentamento dos desafios climáticos no meio rural. Também serão apresentados projetos municipais voltados à recuperação e conservação do solo e iniciativas relacionadas à preservação de microbacias hidrográficas.

Segundo Sérgio Tasso, Novo Xingu foi contemplado com recursos do programa estadual Terra Forte, que destina mais de R$ 1 milhão para investimentos no setor agrícola local. Paralelamente, o município criou o programa Legado à Terra, disponibilizando mais de R$ 1 milhão em recursos próprios para ações de recuperação e conservação do solo, beneficiando dezenas de famílias rurais. Os investimentos incluem análise e correção de solos, implantação de estações meteorológicas e assistência técnica especializada.

Durante a tarde, os participantes poderão acompanhar a palestra do engenheiro agrônomo Marcos Noscow, de Cruz Alta, tricampeão brasileiro de produtividade de soja. O profissional compartilhará experiências e técnicas utilizadas para alcançar elevados índices de produtividade, apresentando exemplos práticos aplicados em propriedades rurais do Estado.

Festa da Terneira valoriza a produção leiteira
Tradicional em Novo Xingu, a Festa da Terneira chega à sua sétima edição consolidada como um dos principais eventos voltados ao setor leiteiro da região. A feira busca valorizar os produtores locais e apresentar os resultados dos programas municipais de incentivo à produção de leite desenvolvidos ao longo dos anos.

A expectativa é reunir aproximadamente 100 animais de 34 produtores do município. Uma das novidades desta edição será a realização do primeiro Concurso Leiteiro, que avaliará a produtividade dos animais. Também ocorrerão os tradicionais julgamentos morfológicos, que analisam as características físicas e genéticas dos exemplares apresentados.

A programação técnica da feira terá início no dia 24 de setembro com palestras voltadas à criação de terneiras e à eficiência na produção leiteira. Entre os temas abordados estarão o manejo dos animais desde os primeiros meses de vida e as práticas que diferenciam propriedades com altos índices de produtividade. Após as palestras, será realizado um momento de confraternização entre os participantes.

Nos dias seguintes, a programação contará com julgamentos das raças Jersey e Holandesa, concurso de jovens apresentadores, divulgação dos resultados do Concurso Leiteiro, além de atividades de integração entre produtores e visitantes. O tradicional costelão também integra a programação do evento.

Além das atrações ligadas à pecuária leiteira, a feira contará com cerca de dez empresas expositoras, mostra da agricultura familiar, artesanato e produtos coloniais produzidos no município.

Os visitantes também poderão apreciar a gastronomia típica local, com destaque para cuca, linguiça e chope, marcas da forte influência da colonização alemã na região.

Ao final da entrevista, o secretário Sérgio Tasso destacou que a expectativa é receber visitantes de toda a região, fortalecendo a troca de conhecimento entre produtores e valorizando um dos setores mais importantes da economia de Novo Xingu.

A Rádio Máxima FM 107.5 estará presente na 7ª Festa da Terneira, em Novo Xingu, no dia 26 de setembro, com seu Estúdio Móvel levando informação e entretenimento diretamente do evento.

Durante a manhã, a emissora apresentará sua programação ao vivo, valorizando e divulgando uma das principais iniciativas do município voltadas ao setor agropecuário. A cobertura especial é resultado de uma parceria entre a Rádio Máxima, a Administração Municipal de Novo Xingu e os organizadores do evento, reforçando o compromisso de levar aos ouvintes todos os detalhes deste importante evento regional.  Fonte: Jornalismo Rádio Máxima

 

Do GLP-1 à terceira idade: inovação com proteína do leite dispara e Brasil é destaque mundial

A demanda por proteínas lácteas deixou de ser um nicho apenas da nutrição esportiva e, hoje, ela atravessa categorias, faixas etárias e motivações de consumo, tornando-se um dos principais vetores de inovação da indústria alimentícia.  

Os dados confirmam esse movimento e a liderança do Brasil nessa inovação. Segundo a Innova Market Insights, em 2025 os lançamentos globais de produtos com proteína do leite (MPC/MPI) registraram alta superior a 8%, atingindo um recorde histórico. No Brasil, o avanço foi ainda mais expressivo: 119 lançamentos adicionais em relação a 2024, colocando nosso país na segunda posição mundial em crescimento absoluto, atrás apenas dos Estados Unidos.  

No Brasil, além da segunda posição global em crescimento de lançamentos de produtos com proteína do leite, o país ocupa a 10ª colocação mundial no ranking, com crescimento de quase 16% nessa categoria em 2025.

A oferta norte-americana complementa a produção local com ingredientes de alta concentração proteica (concentrados e isolados de proteína do soro de leite e de leite – WPC/WPI, por exemplo) como ferramentas de inovação para fabricantes que buscam desenvolver produtos de maior valor agregado. 

Para fabricantes de alimentos e bebidas, entender o que direciona esse crescimento é uma vantagem competitiva. Afinal, a combinação de tendências, avanços científicos e dinâmicas de mercado está redefinindo o papel das proteínas lácteas na indústria global. 

As tendências de consumo que moldam produtos inovadores no mercado  

Para Keith Meyer, Diretor de Marketing Global de Ingredientes do USDEC (U.S. Dairy Export Council), a expansão vai além dos números:  “As proteínas lácteas já não estão limitadas aos produtos voltados para atletas de alto rendimento.

Com o avanço da inovação, os fabricantes têm encontrado novas formas de incorporar ingredientes lácteos a uma ampla variedade de alimentos e bebidas, como produtos de panificação, snacks, sobremesas congeladas, iogurtes, confeitos e refeições prontas para o consumo.

Essa versatilidade cada vez maior permite levar os benefícios nutricionais das proteínas lácteas a consumidores que estão além do universo da nutrição esportiva, atendendo também às necessidades de bem-estar presentes no dia a dia.” 

Além disso, Meyer relaciona como as proteínas lácteas se conectam diretamente às 10 principais tendências de alimentos e bebidas para 2026 mapeadas pela Innova Market Insights. Entre elas, quatro se destacam pela relação direta com o mercado de proteínas lácteas: 

1. Priorizar as proteínas.  
O consumidor passou da preocupação com quantidade para a exigência de qualidade. A pergunta deixou de ser quantas gramas de proteína o produto tem e passou a ser o que essa proteína faz por ele. Benefícios como suporte imunológico, saúde cerebral e síntese muscular ganham centralidade nas decisões de compra. 

2. Camadas de prazer.  
Ser saudável é apenas uma parte da equação. O produto precisa ser bom. Texturas como crocância e maciez, sabores indulgentes e experiências sensoriais diferenciadas são determinantes para a fidelização do consumidor. 

3. Bebidas com propósito.  
As bebidas são percebidas como inerentemente saudáveis. A combinação de proteína com redução de açúcar representa uma das maiores oportunidades de reformulação e inovação dentro dessa categoria. 

4. Feito para os momentos.  

As configurações familiares mudaram. O mercado exige tanto porções individuais para consumidores que vivem sozinhos quanto embalagens pensadas para o consumo compartilhado. A adaptação ao contexto de consumo, e não apenas ao perfil nutricional, é um diferencial competitivo crescente. 

A virada da quantidade para qualidade: funcionalidades, DIAAS, leucina e os novos drivers 

Os ingredientes lácteos oferecem vantagens únicas, pois além da flexibilidade de formulação para aprimorar textura e sabor, por exemplo, contribuem com um alto valor nutricional.  

“Nem todas as proteínas são iguais”, destacou Eduardo Reis, nutricionista esportivo, membro da ABNE e consultor da IFBB Academy Brasil e da CBF Academy, durante o evento. “As proteínas lácteas estão entre as proteínas de mais alta qualidade e servem como referência de comparação nas principais publicações científicas.

Isso se deve à sua composição, que inclui uma maior concentração de aminoácidos essenciais como a leucina, além de sua elevada digestibilidade e biodisponibilidade.” Ele acrescentou ainda que “a qualidade das proteínas lácteas vem acompanhada de propriedades funcionais que têm impacto positivo na saúde em diferentes fases da vida, ajudando a atender às necessidades de ingestão.” 

Essa digestibilidade e a biodisponibilidade mencionadas por Eduardo Reis podem ser medidas pelo escore DIAAS (Digestible Indispensable Amino Acid Score), um dos indicadores responsáveis por consolidar as vantagens das proteínas lácteas.

Seus índices de digestibilidade superam os do ovo e das proteínas vegetais, como soja e ervilha, garantindo uma absorção mais eficiente dos aminoácidos essenciais e um maior retorno nutricional por grama consumida. 

A leucina, aminoácido presente em alta concentração no leite e no soro, apoia especificamente na síntese proteica muscular.

Para adultos acima de 65 anos, que sofrem de resistência anabólica, por exemplo, a necessidade de leucina por refeição pode ser até duas vezes maior do que a de adultos jovens. Isso posiciona as proteínas lácteas como ingrediente estratégico para o mercado de envelhecimento saudável e prevenção da sarcopenia, muito além da nutrição esportiva. 

O crescimento do uso de análogos de GLP-1 para perda de peso reforça ainda mais essa demanda. Usuários desses medicamentos perdem massa muscular rapidamente, tornando o aporte proteico de qualidade essencial durante o tratamento. Como a obesidade é uma condição crônica, essa demanda tende a ser estrutural. 

As informações são do BHB Food, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Inscrições gratuitas abertas para o Milk Summit Mercosul 2026
As inscrições para o Milk Summit Mercosul 2026 já estão abertas. A participação no evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição prévia para garantir o acesso à programação. Nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), durante a ExpoFest Ijuí, o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais, produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, empresas e lideranças para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia leiteira. Com uma programação voltada à inovação, competitividade, sustentabilidade, mercado, gestão e políticas públicas, o Milk Summit Mercosul consolida-se como um dos principais encontros do setor no Brasil e no Mercosul. A participação é gratuita, mas as vagas devem ser garantidas por meio de inscrição antecipada. Inscreva-se clicando aqui: https://milksummitbrazil.com/inscricao/. (Sindilat/RS)


 

Novo Xingu se prepara para a 7ª Festa da Terneira | Do GLP-1 à terceira idade: inovação com proteína do leite dispara e Brasil é destaque mundial | Inscrições gratuitas abertas para o Milk Summit Mercosul 2026

 

 



Clique aqui para acessar na íntegra

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Porto Alegre, 16 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.015


Brasil é o 2º país que mais cresce em proteína do leite no mundo

O Brasil acaba de conquistar uma posição que poucos esperavam há alguns anos: é o segundo país do mundo em crescimento absoluto de lançamentos de produtos com proteína do leite, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os dados são da Innova Market Insights e mostram que, em 2025, o país somou 119 lançamentos a mais do que em 2024 nessa categoria — um avanço de quase 16% que também garantiu ao Brasil a 10ª colocação no ranking mundial geral de lançamentos com proteína láctea (MPC/MPI). No mesmo período, o crescimento global desses lançamentos superou 8%, um recorde histórico para o setor.

Por trás desses números está uma mudança de comportamento que interessa diretamente a quem produz e industrializa leite no país: a proteína láctea deixou de ser um ingrediente de nicho, associado apenas à nutrição esportiva, para se espalhar por praticamente todas as categorias de alimentos e bebidas.

Da quantidade para a qualidade
Durante um seminário promovido pelo USDEC (U.S. Dairy Export Council) em São Paulo, que reuniu mais de 52 compradores, equipes de P&D e profissionais da indústria de alimentos e bebidas, especialistas destacaram que o consumidor mudou a pergunta que faz na hora da compra. Não se trata mais de saber quantos gramas de proteína um produto tem, mas o que essa proteína realmente faz pelo organismo — suporte imunológico, saúde cerebral e síntese muscular estão entre os benefícios que hoje pesam na decisão de compra.

Nem toda proteína, porém, entrega o mesmo resultado. “Nem todas as proteínas são iguais”, afirmou Eduardo Reis, nutricionista esportivo, membro da ABNE e consultor da IFBB Academy Brasil e da CBF Academy, durante o evento. Segundo ele, as proteínas lácteas estão entre as de mais alta qualidade e servem como referência de comparação nas principais publicações científicas, graças à maior concentração de aminoácidos essenciais como a leucina e à sua elevada digestibilidade e biodisponibilidade.

Essa vantagem é mensurável: pelo escore DIAAS (Digestible Indispensable Amino Acid Score), os índices de digestibilidade das proteínas lácteas superam os do ovo e das proteínas vegetais, como soja e ervilha, garantindo maior absorção de aminoácidos essenciais por grama consumida.

Dois públicos que estão redesenhando a demanda
A leucina, presente em alta concentração no leite e no soro, tem papel direto na síntese proteica muscular — e isso projeta a proteína láctea para além do público esportivo. Adultos acima de 65 anos, que enfrentam resistência anabólica, podem precisar de até o dobro de leucina por refeição em comparação a adultos jovens, o que torna esse ingrediente estratégico para o mercado de envelhecimento saudável e prevenção da sarcopenia.

Outro fator vem reforçando essa demanda de forma estrutural: o uso crescente de medicamentos análogos de GLP-1 para perda de peso. Como esses usuários perdem massa muscular rapidamente, o aporte de proteína de qualidade se torna essencial durante o tratamento. Como a obesidade é uma condição crônica, a tendência é que essa demanda não seja passageira.

Onde a proteína láctea está aparecendo
Para Keith Meyer, Diretor de Marketing Global de Ingredientes do USDEC, o avanço no Brasil reflete uma versatilidade que vai muito além das prateleiras de suplementos: os fabricantes têm incorporado ingredientes lácteos a produtos de panificação, snacks, sobremesas congeladas, iogurtes, confeitos e refeições prontas para consumo.

Esse movimento dialoga diretamente com quatro das dez principais tendências de alimentos e bebidas mapeadas pela Innova Market Insights para 2026: a priorização de proteínas de qualidade sobre quantidade; a exigência por sabor e textura mesmo em produtos saudáveis; o crescimento de bebidas com proteína associadas à redução de açúcar; e a demanda por formatos adaptados a diferentes momentos de consumo, das porções individuais para quem mora sozinho às embalagens pensadas para compartilhar.

A oferta que sustenta o crescimento
Do lado da oferta, os Estados Unidos vêm investindo em novas plantas industriais para produção de proteínas de alto valor e ingredientes lácteos funcionais, apoiados no maior rebanho leiteiro do país em 33 anos. Essa produção chega ao Brasil como complemento à indústria local, por meio de concentrados e isolados de proteína do soro de leite e do leite (WPC/WPI), voltados a fabricantes que buscam desenvolver produtos de maior valor agregado. O USDEC soma a isso inteligência de mercado, suporte técnico e consultoria em formulação para fabricantes brasileiros.

Com demanda em expansão, base científica consolidada e um mercado interno em aceleração, a indústria brasileira de alimentos e bebidas tem hoje um cenário raro: dados concretos que apontam para onde investir.

Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por BHB Food


GDT 412º indica ajuste negativo após série de valorização nos leilões anteriores

O 412º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou queda de 1,1% no GDT Price Index, com preço médio negociado de USD 3.868/tonelada. O resultado representa um pequeno ajuste nas cotações internacionais após as valorizações observadas nos últimos leilões.

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

 

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Nos leites em pó, o movimento foi de estabilidade. O leite em pó desnatado (LPD) apresentou leve alta de 0,1%, atingindo USD 3.689/tonelada, enquanto o leite em pó integral (LPI) recuou 0,8%, sendo negociado a USD 3.565/tonelada.

A recente valorização do leite em pó desnatado, impulsionada pela maior demanda por ingredientes proteicos, provocou uma inflexão na relação entre as cotações do LPI e do LPD. Com o movimento, o preço do LPD superou o do LPI pela primeira vez na série histórica.

Gráfico 2. Preço médio LPI vs LPD

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre os demais derivados, o movimento foi predominantemente negativo. A muçarela apresentou queda de 6,0%, atingindo USD 3.992/tonelada, enquanto a manteiga recuou 5,7%, para USD 4.760/tonelada.

A gordura anidra do leite também apresentou reajustes, de 3,0%, sendo negociada a USD 5.739/tonelada. Em sentido contrário, o cheddar registrou forte valorização de 16,5%, atingindo USD 4.075/tonelada, sendo a maior valorização registrada no leilão.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 15/09/2026

Fonte: Equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026. Clique aqui para acessar a matéria na íntegra.

 

 

Estudo da USP propõem mudanças no piso do frete

O transporte rodoviário de cargas vive, em 2026, uma nova fase de fiscalização eletrônica integrada, ao mesmo tempo em que estudos sobre a metodologia de cálculo dos pisos mínimos do frete colocam em debate os parâmetros utilizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As recentes mudanças envolvendo o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) ampliaram significativamente o nível de controle automático sobre as operações do setor, enquanto uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) aponta que os atuais critérios de cálculo do frete mínimo podem estar superestimando os custos da atividade.

Um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da USP, propõe uma série de alterações na metodologia utilizada pela ANTT para calcular os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A pesquisa apresenta 17 mudanças e conclui que os parâmetros atuais tendem a superestimar os custos regulatórios, sobretudo em operações de maior produtividade e de menor distância.

Segundo os autores, algumas das alterações sugeridas poderiam reduzir os valores da tabela mínima do frete em até 11% em determinadas operações. De acordo com a pesquisa, o modelo atualmente em vigor tende a “superestimar de forma sistemática os custos regulatórios, sobretudo em operações de maior produtividade e de menor distância”.

Uma das principais propostas envolve a revisão da carga horária mensal considerada no cálculo do piso. A metodologia da ANTT adota 181 horas de trabalho por mês. O estudo sustenta que esse parâmetro subestima a utilização efetiva dos veículos e dos motoristas e sugere sua elevação para 220 horas.

Segundo a simulação da USP, a alteração resultaria em uma redução média de aproximadamente 7,6% nos valores calculados para o piso de frete. No transporte de grãos, a queda poderia variar entre 6,38% e 11,04%, a depender da distância percorrida e da configuração do veículo.

Outra recomendação trata da depreciação dos caminhões e da remuneração do capital investido. A metodologia atual considera uma vida econômica de sete anos para a composição veicular, parâmetro utilizado para calcular a perda de valor dos ativos e o retorno esperado sobre o investimento. O estudo argumenta, porém, que a referência está distante da realidade da frota brasileira.

Os pesquisadores citam dados da própria ANTT que apontam idade média de 16,4 anos para os veículos de tração em circulação no País. Na avaliação do grupo, a utilização de parâmetros mais próximos dessa realidade reduziria os custos estimados pela metodologia.

Na prática, as discussões sobre os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas ocorrem em um ambiente de controle cada vez mais integrado. Informações fiscais, regulatórias e operacionais passam a ser cruzadas automaticamente pelos sistemas. Nesse cenário, inconsistências podem gerar impedimentos documentais, autuações e outros impactos capazes de comprometer a realização da operação.

A principal transformação está relacionada ao CIOT. Com a Medida Provisória nº 1.343/2026 e as regulamentações posteriores da ANTT, a obrigatoriedade do código foi ampliada para praticamente todas as operações de transporte realizadas por terceiros e mediante remuneração, incluindo contratações entre embarcadores e empresas transportadoras, além das subcontratações entre transportadoras.

Dessa forma, o CIOT passou a desempenhar papel estratégico no acompanhamento das viagens e na verificação do cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Paralelamente, o setor também vem convivendo com mudanças recentes no MDF-e. Desde outubro de 2025, novas exigências ampliaram o conjunto de informações obrigatórias do documento e fortaleceram o monitoramento das operações pela ANTT.

Com as regras atuais, operações que informem valores de frete inferiores aos pisos mínimos podem ter a geração do CIOT impedida pelos sistemas de validação, criando reflexos diretos sobre a regularidade documental do transporte.

Para complementar esse conjunto de mudanças, desde 1º de junho de 2026 passou a valer, no estado de São Paulo, a exigência de emissão de um MDF-e distinto para cada Unidade da Federação (UF) onde houver descarregamento da carga.

A medida se soma às recentes alterações relacionadas ao CIOT e ao próprio MDF-e e evidencia uma transformação mais ampla no ambiente regulatório do transporte rodoviário de cargas.

Para a Federação das Empresas do Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), o cenário amplia a complexidade operacional das transportadoras, exigindo maior integração tecnológica, revisão de processos internos e reforço da governança documental.

“O transporte já opera em um ambiente altamente regulado. O desafio é garantir equilíbrio entre fiscalização, segurança jurídica e viabilidade operacional para que as empresas consigam se adaptar sem comprometer produtividade e eficiência logística”, destaca o presidente da entidade, Carlos Panzan.

O cenário ganhou ainda mais relevância nos últimos dias após a própria ANTT divulgar que o novo sistema do CIOT registrou 534.908 operações entre os dias 24 e 29 de maio, poucos dias após a entrada em vigor das novas regras.

Nesse período, segundo a agência, foram também foram registradas 469.883 operações declaradas, 53.038 encerradas e 11.932 canceladas, em um ambiente que ainda enfrentava relatos de instabilidades sistêmicas e dificuldades operacionais nos primeiros dias de implementação.

Segundo a FETCESP, embora o avanço da fiscalização eletrônica e da rastreabilidade seja importante para ampliar a formalização e o controle das operações, é fundamental que esse processo ocorra com estabilidade sistêmica, orientação técnica adequada e previsibilidade regulatória.

“O transporte rodoviário de cargas reconhece a importância da formalização, da rastreabilidade e do combate às irregularidades. Porém, é fundamental que esse processo venha acompanhado de estabilidade dos sistemas, orientação técnica adequada e condições viáveis de adaptação.

Estamos falando de uma atividade essencial para o abastecimento do país, que não pode conviver com insegurança operacional ou risco de paralisações por falhas sistêmicas”, finaliza o presidente da FETCESP. (Fonte: Jornal do comércio)

 


Jogo Rápido

Grupo Piracanjuba conquista certificação GPTW pelo segundo ano consecutivo

O Grupo Piracanjuba foi reconhecido, pelo segundo ano consecutivo, com a certificação Great Place to Work (GPTW), concedida a partir de pesquisa de clima organizacional realizada pela consultoria global. Em 2026, a participação dos colaboradores na pesquisa cresceu cerca de 12%, enquanto a pontuação da companhia avançou aproximadamente 7%. Segundo a empresa, os resultados refletem iniciativas voltadas ao desenvolvimento, reconhecimento e bem-estar das pessoas.“A certificação GPTW vem coroar as práticas da empresa voltadas para o cuidado e valorização do nosso ativo principal: as pessoas”, destaca o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo. Com operações em nove estados, o Grupo conta com 12 unidades fabris, 16 postos de resfriamento de leite e cerca de 5 mil colaboradores. Entre os principais fatores de motivação apontados na pesquisa estão aprendizado, desenvolvimento profissional e resultados coletivos. A empresa também oferece benefícios como plano de saúde, consultas psicológicas gratuitas e convênio com o Welhub para atividades físicas e bem-estar. Fonte: Piracanjuba adaptado pelo Sindilat/RS


 

Porto Alegre, 15 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.014


Novo modelo de contribuição ao Fundesa-RS já está em vigor

Produtores de bovinos e búfalos do Rio Grande do Sul têm um novo compromisso com a sanidade animal, proposto pelas cadeias produtivas da pecuária de corte e pecuária de leite, e que já está valendo em 2026.

O novo modelo de contribuição ao Fundesa-RS já está vigorando desde o começo do ano, mas a partir de segunda-feira (14) será o início do pagamento da nova modalidade. “É a primeira vez que o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS amplia a base de arrecadação em mais de 20 anos, mesmo com o aumento dos desafios sanitários no mundo com o passar do tempo”, afirma o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber.

Antes a contribuição dos produtores ocorria somente no momento do abate e, agora deve ser realizada uma vez ao ano, com base no saldo existente após a Declaração Anual de Rebanho. “O animal passava dois anos ou mais na propriedade e só contribuía uma vez, mesmo exercendo pressão sanitária nas fazendas durante o tempo de sua permanência.” 

A medida foi definida pelo Conselho Deliberativo do Fundesa ainda em 2021, logo após a certificação de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, mas só foi implementada no final do ano passado por conta de trâmites relacionados às ferramentas de parceria do Fundesa com o Governo do Estado.

A medida visa custear o seguro pecuário do rebanho gaúcho contra a febre aftosa, bem como outras medidas relacionadas à doença. Os valores arrecadados com a nova contribuição ficarão em uma conta específica para bovídeos. Agora, o produtor pagará R$ 1,33 por animal, uma vez ao ano, valor inferior ao custo que existia com a vacinação e custos com a movimentação de animais e perdas durante o período da imunização.  

Na prática, a alteração reorganiza as obrigações dos criadores de corte e leite, estabelecendo uma taxa anual fixa por animal.  Para os produtores de leite, o modelo soma-se à contribuição sobre o volume entregue ao laticínio, que continua assegurando indenizações para brucelose e tuberculose. Já o recolhimento sobre o abate de animais segue sendo realizado pelos frigoríficos.

Prazos
A partir do dia 14 de setembro, os criadores com cadastro atualizado na Secretaria da Agricultura começarão a receber por e-mail o link direto para a emissão do boleto. Para os produtores que não receberem a mensagem digital, a guia poderá ser emitida de forma simples diretamente no portal fundesa.com.br, bastando clicar no banner específico e informar o CPF ou CNPJ da propriedade. Neste ano, em decorrência da prorrogação da declaração anual de rebanho, o prazo final para a quitação sem incidência de juros ou multa foi fixado em 30 de outubro.

Após o vencimento, incidirá multa de 2% e juros de 4% ao mês. “É importante lembrar que o não pagamento não impede a movimentação de animais nas propriedades, entretanto, o produtor que estiver inadimplente não estará coberto pelo seguro pecuário.”


GDT - Global Dairy Trade

Fonte: Global Dairy Trade / Adaptado pelo Sindilat/RS

 

IBGE: Aquisição de leite tem acréscimo de 1,0% em comparação com o mesmo período do ano anterior

A aquisição de leite cru, no 2° trimestre de 2026, foi de 6,61 bilhões de litros, alta de 1,0% em relação ao 2° trimestre de 2025, e redução de -2,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Fonte: IBGE / Adaptado pelo Sindilat/RS

No 2º trimestre de 2026, a aquisição de leite cru foi de 6,61 bilhões de litros, equivalente a um acréscimo de 1,0% em relação ao 2° trimestre de 2025, e uma redução de –2,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Os meses de abril, maio e junho de 2026 apresentaram os maiores valores da série histórica, considerando os respectivos meses de todos os segundos trimestres.

Maio foi o mês de maior captação, com mais de 2,23 bilhões de litros.

O preço médio do leite pago ao produtor foi de R$ 2,70, uma recuperação expressiva da baixa do preço verificada nos trimestres anteriores. O preço foi 1,5% inferior ao praticado no trimestre equivalente do ano anterior, porém, em comparação ao preço médio do 1º trimestre de 2026, houve crescimento de 20,5%.

No comparativo do 2º trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, o acréscimo de 64,6 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de aumentos registrados em 12 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite.

Em nível de Unidades da Federação, os acréscimos mais relevantes ocorreram no Paraná (+49,61 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+44,28 milhões de litros) e Santa Catarina (+17,92 milhões de litros). As principais quedas ocorreram em: Goiás (-38,11 milhões de litros), Rondônia (-11,57 milhões de litros) e Tocantins (-9,63 milhões de litros).

Minas Gerais liderou o ranking de aquisição de leite, com 23,8% da captação nacional, seguido por Paraná (16,2%) e Rio Grande do Sul (13,1%).    
Fonte: IBGE / Adaptado pelo Sindilat/RS


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Chuvas favorecem semeadura e sustentam preços no Brasil
Cepea, 14/09/2026 – O cultivo da safra 2026/27 de soja já começou no Brasil, favorecido pelas recentes chuvas. Segundo o Cepea, o ritmo deve se intensificar assim que as precipitações diminuírem, já que produtores pretendem aproveitar as boas condições climáticas para antecipar as atividades de campo e, assim, tentar minimizar os possíveis efeitos do El Niño na safra 2026/27. Segundo pesquisadores do Cepea, com a atenção de agentes voltada às condições climáticas, os vendedores estão retraídos das negociações envolvendo grandes volumes, reduzindo a liquidez e elevando os preços no mercado spot nacional na primeira dezena deste mês. Os preços do farelo de soja também seguem em alta no Brasil, impulsionados pela maior disputa entre compradores brasileiros e internacionais. De acordo com o Cepea, consumidores domésticos mostram necessidade de repor os estoques, enquanto a demanda global segue agressiva. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


 

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Porto Alegre, 14 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.013


Milk Summit Mercosul 2026 entra na reta final de inscrições para fórum de debates setorial da América Latina 

Faltando menos de trinta dias para o Milk Summit Mercosul 2026, que acontecerá de 14 a 15 de outubro no parque de Exposições Wanderley Burmann na cidade de Ijuí (RS), participantes se mobilizam para garantir as últimas vagas para esse grande fórum de tendências do setor lácteo do Mercosul.

Realizado junto à Expofest, o evento aproxima produtores, cooperativas, indústrias e desenvolvedores de tecnologia em um verdadeiro ambiente de conhecimento e networking da cadeia do leite da América do Sul. Depois de uma edição nacional em 2025, neste ano, o Milk Summit reúne lideranças do Brasil, Argentina e Uruguai.

“A proposta é ampliar o diálogo sobre os caminhos para uma cadeia leiteira mais competitiva e preparada para os desafios do mercado nacional e internacional”, frisou o coordenador do Milk Summit Mercosul e secretário executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini.
 
Uma das novidades em 2026 fica por conta da inauguração da Arena de Inovação, um espaço para startups apresentarem os projetos que devem ditar a tendência do setor lácteo nos próximos anos. As inscrições para o Milk Summit Mercosul são gratuitas e estão abertas por meio do link Inscrição do Milk Summit Mercosul. As vagas são limitadas. 

Realizado neste ano novamente em Ijuí, o Milk Summit Mercosul 2026 reforça sua conexão com uma das regiões de maior relevância para a Produção leiteira do Estado e promove debates de dimensão internacional.

O evento contará com a presença e participação de palestrantes de renome como Andrés Padilla, analista do departamento de pesquisa e análise setorial do Rabobank Brasil, Wagner Beskow, engenheiro agrônomo e consultor da Transpondo.“Será uma oportunidade de discutirmos a cadeia como um todo, talvez como nunca antes. É para isso que todos os envolvidos estão trabalhando”, adianta Beskow.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Milk Summit Mercosul 2026
Data: 14 e 15 de outubro de 2026
Local: Expofest, Ijuí (RS)
Para inscrições e programação, clique aqui


Empresas disputam quem busca preservar a massa muscular

Com a perda rápida de peso, provocada pelas canetas emagrecedoras e a busca pelo envelhecimento saudável, cresce a preocupação em preservar a massa muscular. E um mercado inteiro avança junto - antes restrita a academias e atletas de alta performance, a proteína de soro de leite, a whey, ganha um público cada vez maior.

No primeiro trimestre de 2026, a categoria de alimentos com proteína adicionada, que movimenta R$ 2 bilhões ao ano no Brasil, registrou alta de 12% no faturamento, na comparação com o mesmo período de 2025, ritmo duas vezes mais rápido que o das proteínas convencionais, como as de origem animal, aponta a Worldpanel by Numerator.

Produtos historicamente ligados à indulgência, como cerveja e achocolatados, são anunciados com uma narrativa de funcionalidade. Somem-se a estes, os lácteos tradicionais e que aparecem nas prateleiras dos supermercados com adição de whey protein na fórmula. E ainda há espaço para startups como a Mineral Pro, que lançou em fevereiro deste ano a primeira bebida proteica do país, com apenas dois ingredientes: água mineral e whey protein.

Roosevelt Junior, presidente no Brasil da líder mundial em laticínios Lactalis, tem números que ajudam a dimensionar o ritmo da tendência. Os produtos da gigante francesa com whey protein já respondem por 4,8% do faturamento da empresa no país. “Em 2023, esse percentual era de 2,4% e a nossa expectativa é chegar a 7% em 2028”, diz Roosevelt Jr.

Ainda assim, o executivo lembra que o Brasil está longe do patamar americano: 52% do mercado de iogurtes dos Estados Unidos tem alta concentração de proteína.

No Brasil, apenas 3%. “O Brasil ainda está engatinhando, temos uma avenida muito grande de oportunidades”, diz. O executivo observa que um dado está ajudando a reforçar o avanço da categoria:

Ainda assim, o executivo lembra que o Brasil está longe do patamar americano: 52% do mercado de iogurtes dos Estados Unidos tem alta concentração de proteína. No Brasil, apenas 3%. “O Brasil ainda está engatinhando, temos uma avenida muito grande de oportunidades”, diz. O executivo observa que um dado está ajudando a reforçar o avanço da categoria: as novas diretrizes do Guia Alimentar dos EUA 2025-2030, lançado em janeiro deste ano pelo governo estadunidense.

Segundo o guia, o indicado é consumir de 1,2 g a 1,6 g de proteína por quilo corporal diariamente - era 0,8 g antes. “Estamos vendo um crescimento de dois dígitos ano a ano no consumo de produtos com proteína nos EUA que deve continuar forte não apenas nos EUA como no mundo todo”, diz Roosevelt Jr.

A disputa pela proteína perdida (seja pela redução de peso ou pelo aumento da idade) entrou em 
um território que impacta as linhas de produção das indústrias de alimentos e bebidas e discurso do marketing. A narrativa de funcionalidade e saudabilidade ganha força e traz a reboque, não abertamente, a promessa da estética.

Poucos assumem isso de forma tão direta quanto Bernardo Melo Bloisi, sócio-fundador da Mineral Pro: “Proteína virou, mesmo sem ser, sinônimo de saúde. E, muitas vezes, este consumo não está necessariamente atrelado à saúde, mas a uma questão de beleza física”.

Lançada em fevereiro deste ano, a Mineral Pro se apresenta como a primeira bebida proteica do Brasil com apenas dois ingredientes: água mineral e proteína do soro do leite (desenvolvida na Dinamarca). A proteína usada segue o conceito de “clear whey”, uma formulação mais leve e solúvel, adequada para bebidas transparentes. Com 10 g de proteína a cada 250 ml, a formulação, sem corantes, aromatizantes, açúcar ou carboidratos, é o argumento central da marca.

“O fato de a proteína estar ali pode fazer você consumir um produto que muitas vezes não é saudável, que é cheio de açúcar, extremamente calórico, achando que está consumindo algo saudável porque vai ter PRO e FIT [no rótulo]”, afirma Bloisi. O resultado inicial da Mineral Pro, que pode ser adquirida pelo site oficial da marca ou em grandes plataformas de e-commerce, surpreendeu os próprios fundadores: em pouco mais de seis meses, a empresa vendeu entre 200 e 250 mil unidades e já está no quarto lote de produção, prestes a iniciar o quinto. “A expectativa inicial era terminar o primeiro lote em julho”, diz ele.

Se uma startup com um produto de apenas dois ingredientes já mostra a força dessa demanda, o tamanho do movimento fica ainda mais evidente quando ele chega a um território improvável: a cerveja.

A Spaten Pro, lançada pela em julho deste ano, nasce desse movimento ao oferecer 10 g de proteína a cada lata de 350 ml.

É a primeira versão de cerveja sem álcool e com proteína de toda AB InBev e foi desenvolvida pelo centro dei inovação e tecnologia da Ambev, no Rio de Janeiro. “Quando vemos uma parcela relevante das pessoas mudando seus hábitos e buscando novos atributos, é naturalmente para lá que direcionamos nosso olhar de inovação”, diz Gabriela Gallo, diretora de inovação da Ambev.

A Spaten Pro foi a cerveja oficial da Spaten Fight Night 3, evento que reúne boxe, judô e jiu-jitsu e promovido pela marca em gosto.

Na Ambev, o movimento é recente e concentrado em um único lançamento.

Na Nestlé, porém, a proteína está se espalhando por boa parte do portfólio. Segundo Gisele Pavin, gerente executiva de nutrição, saúde e bem-estar da Nestlé Brasil, a discussão sobre proteína saiu da bolha dos profissionais de saúde e passou a ocupar as redes sociais, inclusive entre pessoas que usam medicamentos para emagrecer e que buscam opções de fácil digestão e consumo.

A empresa, que até 2024 tinha apenas uma categoria dedicada à proteína, dobrou essa presença no ano seguinte, com lançamentos como o Nescau Protein RTD (15 g de proteína, zero açúcar adicionado e zero lactose), a Nestlé Aveia Farelo com Proteína, o Nescafé Pré-Energy com proteína e novos sabores de whey protein (manga e maracujá) da marca Puravida, adquirida pela companhia há quatro anos. Segundo pesquisa da Nestlé, realizada entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 com 500 pessoas de 18 a 54  anos, 71% já consomem produtos com proteína. O plano da empresa é dobrar o número de categorias proteicas do portfólio até 2028.

A Nestlé também aposta na proteína como parte de uma estratégia de longevidade. Em março de 2026, com investimento de mais de R$ 200 milhões em pesquisa, a Nestlé lançou no Brasil a marca Nestlé Vital, voltada à promoção do envelhecimento saudável a partir dos 40 anos.

O país foi escolhido como o primeiro do mundo para o lançamento, com expansão prevista para Europa e Ásia, com campanha estrelada pela atriz Grazi Massafera. A proteína, no entanto, não fica restrita a um recorte etário.

Segundo Karina Dal Sasso, diretora de marketing da Vigor Alimentos, o mercado de saudabilidade era marcado por restrição e suplementação pouco palatável, mas o consumidor passou a entender a proteína como parte importante da alimentação diária.

A marca acaba de lançar a linha Vigor Grego Protein, um iogurte grego que traz 10 g de proteínas, zero adição de açúcares e zero lactose. “Estamos acompanhando o caminho percorrido pelo consumidor, que está em busca de mais funcionalidade alimentar”, afirma Dal Sasso. Segundo ela, a proteína atende a esse consumidor intergeracional e “veio para ficar”.

Enquanto os 40+ querem manter os músculos em função da sarcopenia (perda da massa muscular em função do envelhecimento), os jovens fazem mais exercícios e estão em busca de uma vida mais saudável. No ano passado, a Vigor Alimentos entrou no território da proteína pela indulgência ao lançar o Chips de Parmesão Faixa Azul, marca de queijos do grupo, feito de parmesão desidratado, com 16 g de proteína por pacote.
Fonte: Valor Econômico / Globo

Produtores de leite da Argentina e Uruguai relatam pressão nos preços pagos

Produtores de leite da Argentina e do Uruguai enfrentam um cenário de pressão sobre os preços recebidos pela matéria-prima. Embora as situações sejam diferentes nos dois países, dados recentes mostram dificuldades para sustentar a remuneração das fazendas diante dos custos da cadeia, do comportamento do mercado interno e das condições do mercado internacional.

Na Argentina, um levantamento do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) mostra que, nos últimos 31 meses, o preço médio recebido pelo produtor acumulou uma atualização 21,4 pontos percentuais inferior à evolução do valor de saída de fábrica da indústria. No Uruguai, a pressão aparece diretamente no preço recebido pelas fazendas. Em julho, o litro de leite foi pago, em média, a 16,7 pesos uruguaios, queda de 5,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Em dólares, o valor chegou a US$ 0,41 por litro, o menor desde dezembro de 2024.

Na Argentina, preço ao produtor fica atrás da indústria
A análise do OCLA mostra que, desde o início do atual governo argentino, o faturamento da indústria de laticínios avançou em ritmo mais acelerado do que o valor pago aos produtores pelo leite.

Nos últimos 31 meses, o preço médio recebido pelo produtor, segundo o SIGLeA, acumulou uma atualização 21,4 pontos percentuais abaixo da registrada pelo valor de saída de fábrica, indicador que considera as vendas da indústria destinadas tanto ao mercado interno quanto às exportações.

Segundo a análise, essa diferença está relacionada principalmente à pressão exercida pelos custos de conversão, que englobam as despesas necessárias para transformar o leite cru em produtos finais.

Os custos fixos e variáveis do processamento absorveram uma parcela importante das receitas brutas das indústrias. Entre eles estão os gastos com mão de obra, além de aumentos acima da média em eletricidade e gás e custos maiores de logística para coleta e distribuição, pressionados por combustíveis e manutenção. Com isso, embora os valores de venda da indústria tenham avançado, a capacidade de transformar essa melhora em preços maiores para o produtor ficou limitada.

Consumo também limita os preços na Argentina
O mercado doméstico argentino é outro componente desse cenário. Segundo a análise do OCLA, a perda de poder aquisitivo dos consumidores limitou a capacidade das indústrias de estabelecer preços mais elevados para seus produtos.

As exportações, por sua vez, contribuíram para a liquidez das empresas e para sustentar a presença dos produtos lácteos argentinos no mercado internacional. No entanto, a diferença cambial e as variações nas retenções — impostos aplicados às exportações argentinas — afetaram o retorno líquido obtido pelas indústrias por cada litro destinado ao exterior.
O OCLA aponta que a dificuldade de transferir integralmente a evolução dos valores no atacado para o preço do leite pode desacelerar os investimentos em tecnologia nas propriedades e a expansão do rebanho leiteiro argentino.

No Uruguai, preço cai enquanto produção aumenta
No Uruguai, os dados divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) mostram uma queda mais recente na remuneração. Em julho, além da redução de 5,2% no preço em pesos na comparação anual, o valor em dólares recuou 5,1% frente a julho de 2025 e 2,6% em relação a dezembro. Na comparação com junho, o preço por litro caiu 1,4% em pesos e 1,3% em dólares.

O valor pago por quilo de sólidos ficou em 209,2 pesos uruguaios, com quedas de 4,9% em relação a dezembro e de 6,9% na comparação anual. O movimento ocorre em um momento de forte crescimento da produção.

Segundo a matéria, a remessa de leite às indústrias aumentou 10% no primeiro semestre. Esse aumento da oferta, combinado à queda dos preços internacionais, já levou uma indústria a mudar sua política de pagamento para os próximos meses.

Excedente terá preço menor em uma das indústrias
A Claldy informou aos seus fornecedores que adotará um sistema de preços diferenciados entre agosto e novembro. O volume de leite entregue dentro da média individual de cada produtor registrada entre abril e julho continuará sendo remunerado pelo preço-base.

Já o volume que superar esse patamar será pago a 80% do preço-base. A empresa justificou a decisão pelo crescimento recorde das remessas no primeiro semestre e pela queda dos preços internacionais, que aumenta a necessidade de exportar o excedente da produção da primavera com prejuízo.

A Conaprole, maior cooperativa do setor, adotou uma estratégia diferente. Segundo Gabriel Fernández, presidente da companhia, a cooperativa deverá encerrar o exercício de agosto de 2025 a julho de 2026 com lucro e pretende utilizar esse resultado para sustentar o preço recebido pelos produtores nos próximos meses, em vez de realizar pagamentos adicionais referentes ao exercício anterior.

“Preferimos utilizar o que restar do exercício para dar estabilidade e não ter que baixar o preço”, afirmou. A cooperativa já decidiu não alterar os valores em agosto e setembro. A intenção é manter essa estabilidade pelo maior período possível, eventualmente até o final do ano, embora Fernández tenha ressaltado que isso não pode ser garantido.

As informações são da Revista Chacra e do Tardáguila Agromercados, via Milkpoint


Jogo Rápido

MILHO/Cepea, 14/09/2026

As cotações do milho voltaram a cair em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias, com parte dos compradores brasileiros afastados da comercialização. De acordo com o Centro de Pesquisas, esses agentes indicam que as compras realizadas anteriormente têm sido suficientes para a utilização no curto prazo. Pesquisadores do Cepea destacam que a oferta mais restrita, por sua vez, limitou as quedas. Parte dos produtores domésticos restringe a oferta, atenta às condições climáticas nos próximos meses e à alta na paridade de exportação. Eles também estão focados nas atividades de campo, como a finalização da colheita da segunda safra 2025/26 e a semeadura da safra verão 2026/27. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


 

Porto Alegre, 11 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.012


Sindilat/RS destaca gestão eficiente como caminho para fortalecer a produção leiteira

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini, participou na manhã desta quinta-feira, 10 de setembro, da programação da FeColônia, em Panambi, com a palestra “Eficiência na produção e gestão da propriedade leiteira”. A atividade contou com o apoio do Sicredi.

Durante a apresentação, Palharini abordou a importância de uma gestão cada vez mais profissionalizada para garantir a sustentabilidade econômica das propriedades e a permanência das famílias na atividade leiteira. Ele destacou que conhecer os custos de produção, acompanhar os indicadores da atividade e buscar maior eficiência nos processos são medidas fundamentais diante dos desafios enfrentados pelo setor.

Palharini também ressaltou que a eficiência não está relacionada apenas ao aumento da produção, mas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis, à organização da propriedade e à tomada de decisões baseada em informações confiáveis.

“A atividade leiteira exige planejamento, controle e capacidade de adaptação. O produtor precisa conhecer seus números e avaliar onde estão as oportunidades de melhorar os resultados da propriedade”, destacou.

A participação do Sindilat/RS na FeColônia reforçou a importância da aproximação entre produtores, indústrias, entidades e demais agentes da cadeia produtiva. Para Palharini, a integração do setor e a troca de conhecimento são essenciais para fortalecer a produção de leite e ampliar a competitividade da atividade no Rio Grande do Sul.

Realizada no Ginásio Municipal, a palestra integrou a programação da FeColônia, evento voltado à valorização da produção, da cultura e das potencialidades regionais. A 16ª FeColônia segue até domingo, 13 de setembro, no Parque Municipal Rudolfo Arno Goldhardt, em Panambi.

Com entrada gratuita, o evento reúne mais de 90 expositores e conta com agroindústrias familiares, artesanato, flores, gastronomia, atrações culturais e atividades voltadas à valorização do meio rural.

Fonte: Sindilat/RS


Uruguai: exportações de lácteos caem 29% em agosto com forte retração da Argélia

As exportações de produtos lácteos do Uruguai somaram US$ 64 milhões em agosto, uma queda de 29% em relação aos US$ 90 milhões registrados no mesmo mês de 2025.

O resultado foi marcado pela forte retração das vendas para a Argélia, que afetou o desempenho do setor.

De acordo com o relatório mensal de comércio exterior do Uruguay XXI, os lácteos representaram 6% das exportações do país no mês e ocuparam a quarta posição entre os principais produtos vendidos ao exterior, atrás da carne bovina, da celulose e da soja.

O principal fator por trás da queda foi a Argélia, cujas compras despencaram 88% na comparação anual, passando de US$ 41 milhões em agosto de 2025 para apenas US$ 5 milhões no mesmo mês deste ano.

A diferença representa uma perda de US$ 36 milhões em apenas um ano e foi muito superior aos aumentos registrados conjuntamente em outros mercados que apresentaram maior dinamismo, como Brasil, México, Venezuela e Arábia Saudita.

Queda da Argélia reorganizou os principais destinos

As vendas de produtos lácteos para a África recuaram 64% em agosto na comparação anual, principalmente devido ao desempenho da Argélia e à interrupção das compras da Costa do Marfim, que havia importado US$ 2,2 milhões em produtos no mesmo mês do ano passado.

Nesse contexto, o Brasil se consolidou como o principal comprador de lácteos uruguaios, com participação de 30%. As vendas alcançaram US$ 20 milhões, crescimento de 13% em relação a agosto de 2025.

O maior avanço ocorreu no México, que subiu para a segunda posição, com participação de 9%, após suas compras aumentarem 238% na comparação anual, chegando a US$ 6 milhões. A forte retração fez com que a Argélia caísse para a terceira posição, respondendo por apenas 8% das vendas, apesar da importância que historicamente mantém nas exportações do setor.

A Venezuela, por sua vez, ficou na quarta posição, com participação de 7%, após aumentar suas compras em 243%, para US$ 5 milhões.

O crescimento volta a colocar o mercado venezuelano entre os destinos de maior dinamismo, depois de ter sido, anos atrás, o principal comprador de leite em pó uruguaio.

A Arábia Saudita completou a lista dos cinco principais destinos, também com participação de 7%, após ampliar suas compras em 57%, para US$ 4 milhões.

Em relação ao leite em pó integral, durante agosto foram exportadas quase 11 mil toneladas, a um valor médio de US$ 3.720 por tonelada, praticamente sem alterações em relação ao preço médio registrado em julho, quando os embarques haviam alcançado quase 18 mil toneladas.

Crescimento acumulado recua para 1%

O desempenho negativo de agosto também começou a se refletir no resultado anual. Entre janeiro e agosto, as exportações de produtos lácteos totalizaram US$ 575 milhões, apenas 1% acima do registrado no mesmo período de 2025. Apesar da forte queda em agosto, a Argélia se manteve como o segundo principal destino dos produtos lácteos uruguaios no acumulado do ano, com participação de 26%. O Brasil continuou liderando o ranking, concentrando 30% das vendas e acumulando exportações de US$ 173 milhões, valor 12% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Entre os mercados que apresentaram maior crescimento também aparecem México, Venezuela e Arábia Saudita, embora ainda com valores significativamente inferiores aos dos dois principais compradores. No acumulado do ano, esses países somaram US$ 30 milhões, US$ 22 milhões e US$ 21 milhões em compras, respectivamente.

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1936 - 10/09/2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

Em alguns locais, o excesso de umidade e o acúmulo de barro nas proximidades das áreas de manejo têm comprometido os corredores de acesso, as áreas de cochos, os bebedouros e as instalações, dificultando pesagens, vacinações e apartações e aumentando o risco de acidentes com animais e operadores.

No entanto, devido à redução das chuvas e à estabilização das condições meteorológicas em parte do Estado, observa-se melhora gradativa nas condições de manejo e na oferta de pastagens, com reflexos positivos sobre a produção e a alimentação dos rebanhos.  

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições meteorológicas e das pastagens proporcionaram leve melhoria na produção em algumas propriedades na Campanha, sendo também importantes para a breve redução no consumo das reservas de feno e silagem, que têm sido bastante demandadas em razão das intempéries do outono e inverno.

As condições ambientais do período também favoreceram o acesso aos potreiros com pastagens em solos mais pesados, que necessitam de maiores intervalos de tempo seco para a satisfatória drenagem.

Os primeiros pastejos em áreas de trevo implantadas neste ano ainda não estão impactando a produção de leite, pois as plantas apresentam baixo teor de matéria seca, sendo esperado melhor equilíbrio na composição das pastagens a partir do início da primavera. 

Na de Caxias do Sul, houve dificuldade de manejo no início do período em função das chuvas.

A disponibilidade de volumosos contribuiu com a manutenção corporal e possibilitou a redução da quantidade de silagem fornecida.

Na de Ijuí, o volume da produção aumentou. 

No município sede, houve relatos de infestações de carrapato. 

Na de Pelotas, em Arroio do Padre, Herval, Pedras Altas e São Lourenço do Sul, os dias 

ensolarados favoreceram o manejo dos animais, a recuperação dos acessos e o início dos 

preparativos e da transição para as pastagens de verão.

Em Jaguarão, observa-se leve aumento na produção em função da melhora dos campos. 

Em Canguçu, os produtores já utilizam silagem e concentrados e começam a adquirir sementes de verão. 

Nas de Santa Maria e Santa Rosa, os rebanhos apresentaram melhora gradativa devido ao tempo estável. As chuvas moderadas mantiveram o solo firme, reduzindo o estresse causado pelo excesso de lama e favorecendo o consumo das pastagens de inverno, principalmente azevém e trigo. Com a maior oferta de pasto, houve diminuição no uso de alimentos conservados e concentrados, mantendo-se apropriado o desempenho produtivo. 

As condições sanitárias também estão favoráveis, com baixos índices de mastite e rotina de 

ordenha eficiente. (As informações são da Emater/RS adaptadas pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA DE 10 A 16/09/2026 
Nos próximos dias, há previsão de chuva em diferentes localidades do território 
gaúcho. Em 11/09 (sexta-feira), o deslocamento de um sistema de baixa pressão deverá aumentar a nebulosidade e favorecer a ocorrência de instabilidades em diversas regiões do Estado, com rajadas de vento e chuva de maior volume para o dia 11/09. Entre 12 (sábado) e 13/09 (domingo), o sistema deverá começar a se afastar, reduzindo sua influência sobre o Rio Grande do Sul, e a chuva ficará restrita a pontos isolados, com predomínio de tempo estável na maior parte do Estado. No dia 14/09 (segunda-feira), os efeitos da circulação atmosférica deverão favorecer o transporte de umidade para a Região Nordeste do Estado, onde há previsão de chuva isolada; nas demais áreas, não há previsão de precipitação significativa. No dia 15/09 (terça-feira), o avanço de uma nova frente fria pelo oceano poderá provocar instabilidade no Litoral Gaúcho e em áreas adjacentes, com possibilidade de chuva nessas regiões. No dia 16/09 (quarta-feira), a atuação de um sistema de alta pressão deverá restabelecer as condições de tempo estável e provocar queda das temperaturas em grande parte do território gaúcho, sem chuva significativa. De forma geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 e 100 mm ao longo da semana. (As informações são do Simagro – Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos adaptadas pelo Sindilat/RS)


 

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Porto Alegre, 10 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.011


PIB do RS desacelerou, mas cresceu no 2º trimestre puxado pelo agro

Economia do RS cresceu 3,6% no primeiro semestre puxada por soja, combustíveis e veículos.

A economia gaúcha fechou o primeiro semestre com crescimento de 3,6%. Calculado pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica Regional do Rio Grande do Sul (IBCRRS) é considerado uma prévia do PIB. Ficou bem acima da média nacional, de 1,5%. 

O resultado foi sustentado pelo primeiro trimestre, já que o segundo teve recuo. O mês de junho avançou 0,6% sobre maio, amenizando as três quedas anteriores.

A safra de soja ajudou bastante, junto da recuperação do indicador da indústria. A produção foi puxada pela fabricação de combustíveis pela Petrobras na refinaria de Canoas e pela aceleração na General Motors (GM), de Gravataí, que lançou um novo carro.

Indústria
A produção industrial subiu 3,6% no primeiro semestre no Rio Grande do Sul. A fabricação de veículos automotores tem avançado bastante, seguida por derivados de petróleo e alimentos. Máquinas e equipamentos vão mal.

Varejo
O varejo desacelerou vendas, mas ainda cresceu 1,2% no acumulado de janeiro a junho. Vestuário despencou mais de 10%, mas setores de peso, como farmácias e supermercados, ficam no positivo. No varejo ampliado, veículos e materiais de construção também caem bastante. Livros, jornais e artigos de uso domésticos trazem avanços acima de 10%

Serviços
O setor de serviços fechou o semestre com queda de 0,5%. O turismo voltou a cair, mas ainda fechou o período com leve alta de 0,1%. 

Alarmante
Quem disponibiliza alguns cruzamentos dos dados do Banco Central à coluna é o economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Oscar Frank. Na sua avaliação, apesar de alguns números positivos do curto prazo, a situação do Estado é "alarmante". Isso porque o economista faz a comparação com 2013. 

— Neste confronto, o avanço é de apenas 3%, o que representa 0,2% de média ao ano. A irrigação deficitária nas lavouras, os investimentos públicos insuficientes, o envelhecimento da população e a posição geográfica distante dos centros consumidores são algumas das causas — explica. 

O que vem por aí?
Frank vê um panorama complexo. A taxa de juro segue alta, com aumento da inadimplência e pedidos de recuperação judicial. Mesmo com o arrefecimento de preços, o Banco Central deve fazer cortes tímidos na taxa Selic. 

— O crédito continuará caro, fruto das incertezas internacionais e do desarranjo fiscal do Brasil — avisa Frank. 

Mercado de trabalho perdendo tração e efeitos do El Niño também são desafios a se observar.
Fonte: GZH


Exportações de lácteos da Argentina batem recorde de quase US$ 1 bi, Brasil é o principal destino

As exportações de produtos lácteos da Argentina registraram, entre janeiro e julho, um recorde histórico, tanto em volume comercializado quanto em receita gerada e em litros de leite equivalentes destinados ao mercado externo. A tendência permite projetar que o ano poderá terminar com o maior nível de vendas externas do setor desde o início dos registros.

Os dados são de um relatório do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), que apontou que, nos primeiros sete meses do ano, foram exportadas 259.282 toneladas, no valor de US$ 987 milhões. Em termos de litros de leite equivalentes (LLeq), o volume chegou a 1,8348 bilhão de litros, com aumentos de 24,8%, 18,4% e 20,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025.

Caso o ritmo seja mantido, as exportações de todo o ano de 2026 poderão chegar a cerca de 3,6 bilhões de litros de leite equivalentes, diante de uma produção nacional estimada em aproximadamente 12 bilhões de litros. Ou seja, uma parcela significativa da produção teria como destino o mercado internacional.

Leite em pó concentra a maior parte das vendas

Por tipo de produto, o leite em pó respondeu por 40,6% do valor exportado entre janeiro e julho. Na sequência aparecem os diferentes tipos de queijos, com 27,8%, enquanto outros produtos — como doce de leite, manteiga, óleo de manteiga e soro — representaram 19,3%. Os 12,3% restantes correspondem a produtos incluídos na categoria de confidenciais, entre eles lactose, caseína e iogurtes.

Em volume, tanto o leite em pó quanto os queijos apresentaram crescimento em relação ao mesmo período do ano passado: 29,5% e 15,8%, respectivamente. A concentração geográfica das exportações também é significativa. O Brasil absorveu 51,2% das exportações argentinas de lácteos nos primeiros sete meses do ano, muito acima dos demais destinos. Na sequência aparecem Argélia, com 9,9%; Chile, com 7,6%; Arábia Saudita, com 2,5%; Uruguai, com 2,4%; China, com 2,2%; Paraguai, com 1,9%; Colômbia e Indonésia, ambas com 1,7%; e Venezuela, com 1,6%. Os demais mercados, somados, representam 17,3%.

O desempenho de julho apresentou uma particularidade: em relação a junho, as exportações recuaram 10,9% em toneladas e 7,9% em dólares, enquanto o volume em litros de leite equivalentes caiu 8,8%. No entanto, na comparação com julho de 2025, o resultado foi positivo. O volume exportado pela Argentina cresceu 17,4% na comparação anual, a receita em dólares aumentou 10% e os litros de leite equivalentes avançaram 5,1%. Considerando esse último indicador, as exportações representaram, em julho, 23% da produção total de leite. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, a participação foi ainda maior: 28,7% da produção.

O recorde das exportações ocorre em um contexto de preços médios mais baixos por tonelada. Entre janeiro e julho, o valor médio de exportação foi de US$ 3.807 por tonelada, 5,1% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. A queda foi ainda mais acentuada no leite em pó em geral: o preço médio nos primeiros sete meses ficou em US$ 3.671 por tonelada, 7,1% abaixo do ano anterior.

Mercado interno argentino

Em relação ao consumo interno, a variação mensal do volume de vendas registrou aumento de 2,4% em julho, percentual que também foi observado na medição em litros de leite equivalentes. No entanto, ao analisar a média diária dentro dessa variação mensal, observa-se uma queda de 0,9% tanto em volume quanto em litros equivalentes, o que sugere que o mês teve menos dias úteis ou de atividade em comparação com o anterior.

Na comparação anual, o mercado interno apresentou uma recuperação mais expressiva: o volume de vendas cresceu 6,9%, enquanto os litros de leite equivalentes aumentaram 3,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já no acumulado entre janeiro e julho, o relatório aponta um leve crescimento de 0,9% em volume e de apenas 0,1% em litros de leite equivalentes. Isso indica que, apesar da melhora mensal e na comparação anual, o resultado acumulado dos primeiros sete meses do ano permanece praticamente estável.
As informações são do Infobae, adaptadas pela equipe MilkPoint.

Hidratação funcional: entenda essa nova oportunidade para os lácteos no esporte

Com a chegada do verão e o aumento das atividades ao ar livre, como caminhada, corrida, ciclismo e natação, cresce também a necessidade de hidratação. E, além da água, o leite vem sendo estudado como uma alternativa para ajudar na reposição e retenção de líquidos.

Composto por cerca de 87% a 91% de água, o leite fornece naturalmente eletrólitos e minerais como sódio, potássio, cálcio e magnésio, que contribuem para o equilíbrio de líquidos e favorecem a retenção de água pelo organismo. Seus carboidratos e proteínas de alta qualidade também auxiliam na recuperação muscular durante e após o exercício.

As evidências científicas reforçam esse potencial. Um ensaio clínico randomizado publicado em 2015 no American Journal of Clinical Nutrition, que avaliou o chamado Beverage Hydration Index (BHI), ou Índice de Hidratação de Bebidas, mostrou que tanto o leite integral quanto o desnatado apresentaram valores de BHI superiores aos da água e desempenho semelhante ao das soluções de reidratação oral.

Por que a hidratação é tão importante?
Mesmo pequenas alterações no estado de hidratação podem ter consequências. Uma perda de líquidos equivalente a apenas 2% da massa corporal já caracteriza desidratação e pode prejudicar tanto o desempenho cognitivo quanto o físico.

A água é essencial para diferentes funções do organismo, incluindo a regulação da temperatura corporal por meio do suor, a respiração durante o exercício, a digestão e absorção de nutrientes, a proteção das articulações e da coluna vertebral, a produção de lágrimas e saliva, a eliminação de resíduos e o funcionamento adequado do cérebro relacionado ao humor, movimento e energia.

A quantidade de água presente no organismo pode representar entre 45% e 75% do peso corporal total, dependendo de fatores como idade, estado de saúde, alimentação, nível de atividade física e exposição às condições ambientais.

As Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos recomendam uma ingestão total diária de água de aproximadamente 3,7 litros para homens e 2,7 litros para mulheres. Esses volumes incluem não apenas a água consumida diretamente, mas também outras bebidas e a água presente em alimentos como frutas, vegetais e sopas.

A hidratação é regulada pelo cérebro, que monitora alterações na osmolalidade do plasma sanguíneo provocadas por mudanças nas concentrações de sódio, cloreto, potássio, magnésio e sulfato. Quando a osmolalidade aumenta ou diminui, sinais hormonais orientam os rins a conservar ou eliminar água. Desequilíbrios extremos podem representar risco à vida, enquanto a manutenção de uma hidratação equilibrada tem sido associada à redução do risco de doenças crônicas, incluindo distúrbios cardiovasculares, metabólicos e renais.

Leite combina água, eletrólitos e proteínas
É justamente nesse contexto que o leite aparece como uma opção de hidratação. Além de sua elevada proporção de água, ele fornece eletrólitos naturalmente presentes em sua composição.

Sódio, potássio, cálcio e magnésio ajudam no equilíbrio de líquidos e na retenção de água. Ao mesmo tempo, os carboidratos e as proteínas de alta qualidade presentes no leite auxiliam na recuperação muscular durante e após a atividade física.

Para alguns consumidores, entretanto, a textura do leite pode não ser a opção preferida durante ou imediatamente depois do exercício. “Algumas pessoas podem não querer consumir uma bebida mais cremosa e encorpada durante ou depois do exercício”, afirma Matt Pikosky, Ph.D., R.D., vice-presidente de pesquisa em nutrição do National Dairy Council. É nesse cenário que entra o permeado de leite.

Permeado de leite como alternativa para bebidas de hidratação
O permeado de leite é um ingrediente de origem láctea produzido durante a ultrafiltração do leite. O processo separa proteínas e gorduras, enquanto mantém minerais e carboidratos naturalmente presentes. Segundo Pikosky, esse ingrediente pode ser utilizado na formulação de uma bebida transparente comparável às bebidas esportivas tradicionais, e estudos já demonstraram seus benefícios para a hidratação.

Um estudo publicado em 2020 na revista Nutrients, intitulado Hydration Efficacy of a Milk Permeate-Based Oral Hydration Solution, avaliou uma solução de hidratação produzida à base de permeado de leite. Os resultados mostraram que a bebida melhorou a retenção de líquidos, reduziu a produção acumulada de urina e manteve um balanço hídrico positivo por mais tempo em comparação tanto com a água quanto com uma bebida esportiva tradicional contendo carboidratos e eletrólitos. Os pesquisadores atribuíram esses benefícios ao maior teor de minerais e à osmolalidade da bebida.

Esses resultados foram posteriormente validados e ampliados em um estudo de 2026. A pesquisa mostrou que a mesma bebida esportiva à base de permeado de leite promoveu melhor reidratação dos participantes do que bebidas esportivas tradicionais com carboidratos e eletrólitos e do que a água. Os participantes também retiveram mais líquidos durante várias horas após o exercício. “A ciência continua mostrando que os lácteos podem oferecer soluções eficazes de hidratação para diferentes necessidades dos consumidores.

O leite há muito tempo é reconhecido como uma excelente bebida para hidratação porque fornece naturalmente água, eletrólitos e proteínas de alta qualidade. Para as pessoas que preferem uma opção mais leve durante ou depois do exercício, as bebidas à base de permeado de leite oferecem os eletrólitos naturalmente presentes nos lácteos em uma bebida transparente, e pesquisas recentes continuam demonstrando sua eficácia para a reidratação”, afirmou Pikosky.

Hidratação, controle de peso e medicamentos GLP-1
As pesquisas também vêm investigando a relação entre hidratação e controle do peso. Uma revisão publicada em 2025 no Jordan Journal of Agricultural Sciences, intitulada Role of Hydration Status on the Pathogenesis and Management of Obesity, relatou que o aumento da ingestão de água pode influenciar o metabolismo, a regulação do apetite, o equilíbrio hormonal, a saciedade e a ingestão total de energia.

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde citada no material, 2,5 bilhões de adultos em todo o mundo estavam com sobrepeso ou obesidade em 2022. Nesse contexto, bebidas que favoreçam a hidratação representam uma oportunidade, particularmente para leite e bebidas à base de lácteos capazes de fornecer água e nutrientes essenciais.

O avanço dos medicamentos da classe GLP-1 também reforça a importância da atenção à hidratação. Esses medicamentos reduzem o apetite e suprimem a sede, aumentando o risco de desidratação e de complicações relacionadas, como alterações na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e infecções do trato urinário. Nesse caso, leite e bebidas à base de leite podem fornecer, além de hidratação, proteínas completas de alta qualidade.

Oportunidade para o setor lácteo
O equilíbrio natural de eletrólitos dos lácteos, combinado às proteínas de alta qualidade e aos carboidratos, oferece ao setor uma vantagem funcional que, segundo o material, os concorrentes de origem vegetal não conseguem reproduzir facilmente. A inovação em tamanho das porções, formatos de embalagem, sabores e adição de ingredientes funcionais pode contribuir para ampliar a presença dos lácteos nos segmentos de hidratação, bem-estar e desempenho físico. As pesquisas com leite e permeado de leite mostram, portanto, novas possibilidades para o setor lácteo em um mercado que vai além da nutrição tradicional, incorporando também hidratação e recuperação após exercícios.

As informações são do Dairy Foods, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Reconhecimento que reforça a qualidade.
A Manteiga Extra da Rar Gastronomia foi premiada com Medalha de Ouro no IX Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau (SC). O reconhecimento coloca o produto entre os destaques de uma das principais competições nacionais voltadas à valorização de queijos e derivados lácteos, reforçando o compromisso da Rar Gastronomia com qualidade, sabor e excelência em cada etapa da produção. Para a Rar Gastronomia, conquistar uma medalha de ouro é o reconhecimento de um trabalho construído diariamente, do campo à mesa.


 

Porto Alegre, 09 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.010


Do whey protein à cerveja: como a proteína virou protagonista de uma nova onda de consumo

Com a perda rápida de peso, provocada pelas canetas emagrecedoras e a busca pelo envelhecimento saudável, cresce a preocupação em preservar a massa muscular. E um mercado inteiro avança junto - antes restrita a academias e atletas de alta performance, a proteína de soro de leite, o whey protein, ganha um público cada vez maior.

No primeiro trimestre de 2026, a categoria de alimentos com proteína adicionada, que movimenta R$ 2 bilhões ao ano no Brasil, registrou alta de 12% no faturamento, na comparação com o mesmo período de 2025, ritmo duas vezes mais rápido que o das proteínas convencionais, como as de origem animal, aponta a Worldpanel by Numerator.

Produtos historicamente ligados à indulgência, como cerveja e achocolatados, são anunciados com uma narrativa de funcionalidade. Somem-se a estes, os lácteos tradicionais e que aparecem nas prateleiras dos supermercados com adição de whey protein na fórmula. E ainda há espaço para startups como a Mineral Pro, que lançou em fevereiro deste ano a primeira bebida proteica do país, com apenas dois ingredientes: água mineral e whey protein.

Roosevelt Junior, presidente no Brasil da líder mundial em laticínios Lactalis, tem números que ajudam a dimensionar o ritmo da tendência. Os produtos da gigante francesa com whey protein já respondem por 4,8% do faturamento da empresa no país. “Em 2023, esse percentual era de 2,4% e a nossa expectativa é chegar a 7% em 2028”, diz Roosevelt Jr.

Ainda assim, o executivo lembra que o Brasil está longe do patamar americano: 52% do mercado de iogurtes dos Estados Unidos tem alta concentração de proteína. No Brasil, apenas 3%. “O Brasil ainda está engatinhando, temos uma avenida muito grande de oportunidades”, diz. O executivo observa que um dado está ajudando a reforçar o avanço da categoria: as novas diretrizes do Guia Alimentar dos EUA 2025-2030, lançado em janeiro deste ano pelo governo estadunidense.

Proteína está atrelada também a uma questão de beleza física”
Segundo o guia, o indicado é consumir de 1,2 g a 1,6 g de proteína por quilo corporal diariamente - era 0,8 g antes. “Estamos vendo um crescimento de dois dígitos ano a ano no consumo de produtos com proteína nos EUA que deve continuar forte não apenas nos EUA como no mundo todo”, diz Roosevelt Jr.

A disputa pela proteína perdida (seja pela redução de peso ou pelo aumento da idade) entrou em um território que impacta as linhas de produção das indústrias de alimentos e bebidas e discurso do marketing. A narrativa de funcionalidade e saudabilidade ganha força e traz a reboque, não abertamente, a promessa da estética. Poucos assumem isso de forma tão direta quanto Bernardo Melo Bloisi, sócio-fundador da Mineral Pro: “Proteína virou sinônimo de saúde. E, muitas vezes, este consumo não está necessariamente atrelado à saúde, mas a uma questão de beleza física”.

Lançada em fevereiro deste ano, a Mineral Pro se apresenta como a primeira bebida proteica do Brasil com apenas dois ingredientes: água mineral e proteína do soro do leite (desenvolvida na Dinamarca). A proteína usada segue o conceito de “clear whey”, uma formulação mais leve e solúvel, adequada para bebidas transparentes. Com 10 g de proteína a cada 250 ml, a formulação, sem corantes, aromatizantes, açúcar ou carboidratos, é o argumento central da marca.

“O fato de a proteína estar ali pode fazer você consumir um produto que muitas vezes não é saudável, que é cheio de açúcar, extremamente calórico, achando que está consumindo algo saudável porque vai ter PRO e FIT [no rótulo]”, afirma Bloisi. O resultado inicial da Mineral Pro, que pode ser adquirida pelo site oficial da marca ou em grandes plataformas de e-commerce, surpreendeu os próprios fundadores: em pouco mais de seis meses, a empresa vendeu entre 200 e 250 mil unidades e já está no quarto lote de produção, prestes a iniciar o quinto. “A expectativa inicial era terminar o primeiro lote em julho”, diz ele.

Se uma startup com um produto de apenas dois ingredientes já mostra a força dessa demanda, o tamanho do movimento fica ainda mais evidente quando ele chega a um território improvável: a cerveja. A Spaten Pro, lançada pela Ambev em julho deste ano, nasce desse movimento ao oferecer 10 g de proteína a cada lata de 350 ml. É a primeira versão de cerveja sem álcool e com proteína de toda AB InBev e foi desenvolvida pelo centro dei inovação e tecnologia da Ambev, no Rio de Janeiro.

“Quando vemos uma parcela relevante das pessoas mudando seus hábitos e buscando novos atributos, é naturalmente para lá que direcionamos nosso olhar de inovação”, diz Gabriela Gallo, diretora de inovação da Ambev. A Spaten Pro foi a cerveja oficial da Spaten Fight Night 3, evento que reúne boxe, judô e jiu-jitsu e promovido pela marca em gosto.

Na Ambev, o movimento é recente e concentrado em um único lançamento. Na Nestlé, porém, a proteína está se espalhando por boa parte do portfólio. Segundo Gisele Pavin, diretora de nutrição, saúde e bem-estar da Nestlé Brasil, a discussão sobre proteína saiu da bolha dos profissionais de saúde e passou a ocupar as redes sociais, inclusive entre pessoas que usam medicamentos para emagrecer e que buscam opções de fácil digestão e consumo.

A empresa, que até 2024 tinha apenas uma categoria dedicada à proteína, dobrou essa presença no ano seguinte, com lançamentos como o Nescau Protein RTD (15 g de proteína, zero açúcar adicionado e zero lactose), a Nestlé Aveia Farelo com Proteína, o Nescafé Pré-Energy com proteína e novos sabores de whey protein (manga e maracujá) da marca Puravida, adquirida pela companhia há quatro anos. Segundo pesquisa da Nestlé, realizada entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 com 500 pessoas de 18 a 54 anos, 71% já consomem produtos com proteína. O plano da empresa é dobrar o número de categorias proteicas do portfólio até 2028.

A Nestlé também aposta na proteína como parte de uma estratégia de longevidade. Em março de 2026, com investimento de mais de R$ 200 milhões em pesquisa, a Nestlé lançou no Brasil a marca Nestlé Vital, voltada à promoção do envelhecimento saudável a partir dos 40 anos,. O país foi escolhido como o primeiro do mundo para o lançamento, com expansão prevista para Europa e Ásia, com campanha estrelada pela atriz Grazi Massafera.

A proteína, no entanto, não fica restrita a um recorte etário. Segundo Karina Dal Sasso, diretora de marketing da Vigor, o mercado de saudabilidade era marcado por restrição e suplementação pouco palatável, mas o consumidor passou a entender a proteína como parte importante da alimentação diária. A marca acaba de lançar a linha Vigor Grego Protein, um iogurte grego que traz 10 g de proteínas, zero adição de açúcares e zero lactose.

“Estamos acompanhando o caminho percorrido pelo consumidor, que está em busca de mais funcionalidade alimentar”, afirma Dal Sasso. Segundo ela, a proteína atende a esse consumidor intergeracional e “veio para ficar”. Enquanto os 40+ querem manter os músculos em função da sarcopenia (perda da massa muscular em função do envelhecimento), os jovens fazem mais exercícios e estão em busca de uma vida mais saudável.

No ano passado, a Vigor entrou no território da proteína pela indulgência ao lançar o Chips de Parmesão Faixa Azul, marca de queijos do grupo, feito de parmesão desidratado, com 16 g de proteína por pacote.
As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela Equipe MilkPoint.


CONSELEITE MINAS GERAIS

CONSELHO PARITÁRIO DE PRODUTORES E INDÚSTRIAS DE LEITE DE MINAS GERAIS

RESOLUÇÃO DE FECHAMENTO DO MÊS DE AGOSTO/2026

A diretoria do Conseleite Minas Gerais no dia 08 de Setembro de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026

b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Julho/2026 a ser pago em Agosto/2026

c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Agosto/2026 a ser pago em Setembro/2026.

Nota Técnica:
O Valor Base de Referência corresponde à capacidade de pagamento da indústria pelo leite, considerando os seguintes parâmetros de volume e qualidade: produção de 160 litros/dia, Contagem de Células somáticas (CCS) de 400 mil células/mL, Contagem Padrão em Placas (CPP) de 100 mil UFC/mL, teor de gordura de 3,30% e teor de proteína de 3,10%.

Atenção:
A Câmara Técnica do Conseleite MG está conduzindo a revisão dos parâmetros que compõem os valores de referência do Conseleite MG, com conclusão prevista para setembro de 2026.

Após a conclusão desse processo, o Valor Base de Referência deixará de ser publicado pelo Conseleite MG, permanecendo inalterada a divulgação das demais categorias da tabela de valores de referência.

Períodos de apuração:
Mês de Junho/2026: De 01/06/2025 a 30/06/2026
Mês de Julho/2026: De 01/07/2025 a 31/07/2026
Mês de Agosto/2026: De 01/08/2025 a 31/08/2026

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia.

Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima.

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. 

O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br.
Belo Horizonte, 08 de Setembro de 2026

Cabanha Santa Clara vence Circuito Exceleite e leva uma picape para casa

A Cabanha Santa Clara, de Humaitá (RS), venceu o Circuito Exceleite e leva da Expointer 2025 uma picape 0KM para casa.

A premiação, entregue pela Lactalis Brasil e Gadolando nesta sexta-feira (5/9), coroa um trabalho de 70 anos de melhoramento dos rebanhos da raça Holandesa.

Emocionada, a produtora Clara Bickel Padilha comemorou a vitória ao lado da família e garantiu: o veículo será muito bem usado na lida.
Apaixonada pelos animais, ela afirma que produzir leite é uma atividade de amor ao campo e aos rebanhos.

“O segredo é ter dedicação. Isso nos permite colher os frutos de décadas de trabalho”, frisou ao lado da vaca Bickel 633 Glunu Wind Kingboy, que venceu a disputa após o somatório de 1.322 pontos ao longo do ano. A propriedade trabalha com criação em sistema de free stall em confinamento e entrega leite para Lactalis Brasil. “É um serviço que vem de décadas, fazendo melhoramento genético. São várias gerações de pessoas envolvidas na atividade”.

A premiação deste ano ainda contemplou a vaca recordista na produção de sólidos. A maior produção da Expointer foi da vaca Pia C. Spada Berenice 252 Halifax, de Elias André Spada, da Spada Agropecuária, de Ibiraiaras (RS). Ela produziu 93,31 quilos de leite, sendo 9,855 quilos de sólidos.

“É uma premiação nova que será continuada nos próximos anos porque está alinhada aos projetos da Lactalis, que buscam melhoria de produtividade”, frisou o diretor de Comunicação e CSR de Assuntos Regulatórios da Lactalis Brasil, Guilherme Portella. 

A Lactalis também garantiu a continuidade da parceria com a Gadolando para 2026 e a manutenção da premiação do Exceleite. Durante a solenidade, a empresa ainda anunciou que implementará esse mês a nova tabela de pagamento por qualidade aos produtores gaúchos.

fonte: Jardine comunicação
Crédito da Foto: Nataly Porto


Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Preço segue em alta; safra de verão começa no Sul
As cotações do milho seguem em patamares elevados na maior parte das regiões produtoras. Segundo o Cepea, a colheita da segunda safra está na reta final, enquanto a semeadura da safra de verão 2026/27 se iniciou no Sul do País, mas vendedores estão retraídos, limitando o volume de lotes para negociação, atentos aos possíveis impactos do El Niño para a próxima temporada. Por outro lado, ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, uma parcela de compradores tem optado por consumir os lotes comercializados antecipadamente em vez de negociar em patamares mais elevados, o que tem limitado as altas.


 

Porto Alegre, 08 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.009


Expointer fatura R$ 6,18 bi e ameniza perdas de 2025

Máquinas puxam alta de 40% nos negócios, enquanto agricultura familiar bate recorde e pecuária mantém sequência de alta

A 49ª Expointer encerrou neste domingo com R$ 6,18 bilhões em negócios, alta de 40% sobre os R$ 4,42 bilhões registrados em 2025. O resultado recompõe parte da forte queda do ano passado, mas ainda não devolve à feira o patamar de 2024. Naquele ano, a comercialização chegou a R$ 8,1 bilhões.

A reação foi puxada principalmente por máquinas e implementos agrícolas. O segmento alcançou R$ 5,44 bilhões, crescimento de 44,5% frente aos R$ 3,77 bilhões de 2025. O resultado surpreendeu até mesmo o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), depois de uma semana marcada por relatos de movimentação fraca, produtores cautelosos e menor procura por financiamento para investimentos.

A surpresa ganha dimensão porque ocorreu mesmo com uma redução importante no número de fabricantes presentes na área de máquinas, reflexo das incertezas que antecederam a feira. “A gente também se surpreendeu com as vendas das máquinas”, admitiu a diretora-executiva da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Ana Paula Verlanga, na apresentação do balanço.

A comparação com 2024, porém, mostra os limites da recuperação. Naquele edição, máquinas haviam movimentado R$ 7,39 bilhões. Em 2025, o segmento havia perdido praticamente metade do faturamento na Expointer.

Parte da explicação para a diferença entre a percepção ao longo da feira e o resultado final está fora do Rio Grande do Sul. Ana Paula ressaltou que apenas uma parcela das máquinas negociadas na Expointer fica no Estado – nesta edição, cerca de 5%. Enquanto produtores visitam, tiram dúvidas e eventualmente têm dificuldades para acessar crédito, outras regiões do País vêm de safras melhores e também compram na feira.

A executiva apontou ainda a realização da Expointer logo depois da abertura do novo Plano Safra.

Para o presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, os números indicam que “o fundo do poço já passou”. Ele avaliou que o resultado poderia ter sido maior caso o problema do endividamento já estivesse equacionado.

A reação não ficou restrita às máquinas. A agroindústria familiar alcançou novo recorde, com R$ 14,4 milhões em vendas. O valor supera em 5,6% o faturamento de 2025 e em 32,4% o de 2024. A pecuária também terminou a feira acima dos dois anos anteriores. A comercialização de animais atingiu R$ 21,9 milhões, alta de 21% sobre 2025 e de 5,8% frente a 2024.

O desempenho acompanha a recuperação das commodities pecuárias e das proteínas animais, destacada pelas entidades durante a feira. O movimento apareceu também na presença de animais: foram 7.926 inscritos, entre rústicos e de argola.

Para o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, o cenário favorece a continuidade de investimentos em genética. “A genética é um contínuo”.

A 49ª Expointer será de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027. (Jornal do Comercio)


Parceria entre American Nutrients e Lactalis é destaque na 49ª Expointer

A parceria entre a American Nutrients e a Lactalis do Brasil foi reconhecida nesta quarta-feira (2) como uma das iniciativas de destaque do agronegócio brasileiro. O case conjunto recebeu o Troféu Três Porteiras, durante a 49ª Expointer, em Esteio, e foi o vencedor da categoria Antes da Porte ira na 14ª edição do Prêmio Vencedores do Agronegócio, promovido pela Federasul. A solenidade ocorreu durante almoço realizado na feira, com a entrega dos troféus aos vencedores das três categorias da premiação.

O reconhecimento é resultado do trabalho desenvolvido pelas duas empresas em torno do Muucare Nature, aditivo alimentar desenvolvido pela American Nutrients e utilizado pela Lactalis junto aos produtores de leite. A tecnologia tem como proposta contribuir para a redução das emissões de metano pelos bovinos e, ao mesmo tempo, melhorar a eficiência alimentar e a produtividade dos rebanhos.

Para o representante da American Nutrients, Klaus Kterman, o prêmio representa o reconhecimento de um projeto inovador e pode contribuir para ampliar a credibilidade da empresa no mercado.

“A gente se sente lisonjeado em ser reconhecido pela Federasul como um projeto ou desenvolvimento de um produto inovador para o agronegócio”, afirmou.

Segundo Kterman, o produto é utilizado pela Lactalis junto aos seus produtores com o objetivo de produzir um leite mais saudável, associado à redução de metano e ao aumento da eficiência alimentar dos plantéis.

Parceria como estratégia
A conquista também é vista pela Lactalis como resultado de uma parceria construída ao longo do tempo. Patrícia Fontoura, representante da empresa, destacou o relacionamento com a American Nutrients e a convergência entre a iniciativa e os compromissos da companhia com sustentabilidade e desenvolvimento da cadeia leiteira.

“A nossa parceria com a American é de mais tempo. É um grande parceiro da Lactalis que apoia o agro e está junto com a gente nesse projeto especialmente inovador”, ressaltou.

Para Patrícia, a tecnologia permite atuar diretamente sobre desafios enfrentados pelos produtores, buscando maior eficiência dos rebanhos e uma produção mais sustentável.

A executiva também destacou a importância de aproximar diferentes elos da cadeia produtiva, como indústrias, produtores, cooperativas e universidades, na construção de soluções para o agronegócio.

“Que a gente possa junto colaborar, que a gente possa crescer junto. Isso é o que valoriza”, afirmou.

A parceria, segundo ela, reforça a necessidade de que indústria e produtores avancem conjuntamente. “Eles são a base do nosso negócio. Sem eles nós não somos nada”, completou.

Reconhecimento amplia visibilidade
Além de representar uma conquista para as duas empresas, o prêmio pode ajudar a dar maior visibilidade à tecnologia desenvolvida pela American Nutrients. Para Kterman, reconhecimentos desse tipo têm impacto direto na percepção do mercado.

“Sem dúvida nenhuma, toda vez que você é reconhecido, isso impacta positivamente o mercado, mostrando também confiabilidade e credibilidade ao produtor”, afirmou.

A premiação ocorre em um momento em que sustentabilidade, eficiência produtiva e redução das emissões de gases de efeito estufa ganham espaço nas discussões sobre o futuro da produção agropecuária. Nesse contexto, a parceria entre as empresas busca transformar inovação tecnológica em uma ferramenta aplicada diretamente na propriedade rural.

Associativismo e resiliência
A solenidade também serviu para discutir os desafios enfrentados pelo agronegócio gaúcho. O presidente da Federasul destacou a capacidade de recuperação do setor diante da sequência de eventos climáticos extremos dos últimos anos e defendeu uma postura menos reativa por parte dos produtores.

Segundo ele, as enchentes e estiagens provocaram perdas de capacidade produtiva e aumento do endividamento, mas os exemplos apresentados pelo Prêmio Vencedores do Agronegócio demonstram que criatividade, planejamento e atuação conjunta podem ajudar a superar períodos de crise.

A avaliação é de que o pior momento recente do setor pode ter ficado para trás. Com alguma recuperação nos preços de produtos como arroz, soja, carne e leite e uma redução nos custos de produção, a expectativa é de um cenário mais favorável para 2027.

Nesse contexto, o presidente da entidade defendeu que os produtores aproveitem o período para fazer uma gestão mais estratégica, reduzindo custos, identificando oportunidades e aumentando a resiliência das propriedades diante de novos eventos climáticos extremos.

A mensagem também foi ampliada para o cenário internacional. Para a Federasul, o Brasil deve preservar uma postura de diplomacia comercial neutra e pacífica e utilizar sua capacidade de produção agrícola, energética e mineral para se consolidar como parceiro confiável no mercado global.

A defesa é de que o país mantenha relações comerciais equilibradas com grandes mercados, como China, Estados Unidos, Europa e demais regiões, utilizando a força do agronegócio brasileiro para contribuir com a segurança alimentar e energética mundial.

Troféu Três Porteiras
O Prêmio Vencedores do Agronegócio chega à 14ª edição como uma das iniciativas de reconhecimento ao empreendedorismo e à inovação no setor. A premiação é dividida em três categorias que representam diferentes etapas da cadeia produtiva: Antes da Porteira, Dentro da Porteira e Depois da Porteira.

Na edição de 2026, a American Nutrients e a Lactalis conquistaram o destaque na categoria Antes da Porteira, justamente por uma iniciativa que atua na oferta de tecnologia e soluções para aumentar a eficiência e a sustentabilidade da produção leiteira.

Bets retiram R$ 143 bi da economia

Avanço das apostas contribui, segundo entidades empresariais, para a crise que atinge comércio e varejo

O “dreno” de dinheiro para as apostas é apontado pelas entidades de comércio e varejo do Estado como um dos principais componentes da “tempestade perfeita” que atinge o setor. O vice-presidente de Integração da Federação das Associações Empresariais do RS (Federasul), Rafael Joelizer, estima que as bets retirem algo em torno de R$ 30 bilhões por mês da economia tradicional do país, números corroborados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “São valores que poderiam estar circulando como um todo, mas acabam indo para países que detêm as sedes dessas empresas e não são vinculados ao Brasil”, avalia.

A CNC traz números ainda mais impactantes: as apostas online podem ter levado 270 mil famílias à situação de inadimplência severa. De janeiro de 2023 a março de 2026, as bets retiraram R$ 143 bi do comércio varejista, volume equivalente às vendas dos Natais de 2024 e 2025, segundo a entidade nacional.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) já havia emitido notas reafirmando “seu total apoio às iniciativas destinadas a apurar eventuais e comprovadas práticas em não conformidade com a legislação vigente” e que “eventuais mudanças nas regras de publicidade devem ser discutidas no âmbito federal, preservando a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória de quem decidiu investir no mercado regulado brasileiro”.

Mesmo diante desses fatores de preocupação, há um cenário otimista, que passa, na visão das entidades comerciais, pela adaptação do comércio de rua, pelo uso responsável e criativo das ferramentas tecnológicas, sem esquecer o fator humano, e ainda pela busca de um diferencial competitivo por parte de quem empreende. Apesar dos desafios regulatórios e, no caso do Rio Grande do Sul, climáticos, a palavra-chave é persistência.

“O empreendedor brasileiro é extremamente resiliente. Nós temos empresários inteligentes, flexíveis e inovadores. Isso é uma saída”, comentou Joelizer.

“O empresário precisa fazer sua parte. Precisa também conhecer profundamente o consumidor, utilizar tecnologia, inteligência artificial, dados, canais digitais e transformar atendimento em vantagem competitiva”, entende o presidente da Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços (FCDS-RS), Vitor Augusto Koch.

Já a Fecomércio-RS, que representa os setores de comércio de bens e serviços no Estado, prevê um cenário econômico “extremamente desafiador”. Segundo a entidade, as empresas gaúchas “têm passado por dificuldades sérias”, com juros elevados causados pelo “desequilíbrio das contas públicas”, além de haver “insegurança jurídica” e “aumento da já elevada carga tributária interna e tratamento favorecido para importações cross-border”, estabelecendo “uma injustiça concorrencial inacreditável”. (Correio do Povo)


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Alta dos preços ganha força no início de setembro
Cepea, 8/09/2026 – A valorização da soja observada em agosto ganhou força neste início de setembro, sustentada pelas incertezas sobre os possíveis impactos do El Niño sobre a safra 2026/27, pela maior demanda asiática pela soja norte-americana e pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio. Além disso, de acordo com o Cepea, produtores brasileiros aguardam um volume maior de chuvas para iniciar as atividades de campo da temporada 2026/27, cenário que os retraiu das negociações envolvendo grandes volumes. Segundo o Centro de Pesquisas, a alta no mercado nacional foi limitada pela diminuição da demanda externa pela soja brasileira, o que é comum para este período de aproximação da entrada da safra norte-americana. Ainda assim, na parcial deste ano (de janeiro a agosto), o Brasil exportou 89,86 milhões de toneladas de soja em grão, um recorde para o período. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)