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Porto Alegre, 04 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.685


Preço do leite avança em junho e encerra semestre com valorização de 33%

O preço médio do leite cru captado por laticínios voltou a subir em junho, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. A "Média Brasil" líquida atingiu R$ 2,7464/litro, alta de 3,02% em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, porém, houve queda real de 0,86%, considerando os valores deflacionados pelo IPCA de junho de 2026. 

Com esse resultado, o preço do leite acumula valorização de 33,1% no primeiro semestre, com média de R$ 2,4659/litro. Ainda assim, esse patamar permanece 14% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo o Cepea, a alta foi sustentada pela firmeza do mercado de derivados e pelo crescimento da captação abaixo do esperado em algumas regiões. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) avançou 2,76% entre maio e junho na Média Brasil, mas ainda acumula queda de 11,4% no ano.

Já o Custo Operacional Efetivo (COE) permaneceu praticamente estável em junho, com leve alta de 0,24%, reflexo da redução nos preços das matérias-primas para ração, parcialmente compensada pelo aumento da demanda. No acumulado do primeiro semestre, o indicador registra alta de 2,04%.

Para os próximos meses, o Cepea avalia que os estoques reduzidos e o ritmo mais lento da captação mantêm elevada a concorrência pela matéria-prima, adiando um movimento de acomodação dos preços. A expectativa é de estabilidade, com viés de alta, até que o aumento gradual da oferta, previsto para o terceiro trimestre, contribua para equilibrar o mercado.

As informações são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.


Global Dairy Trade - GDT

Fonte: GDT adaptado pelo Sindilat/RS

 

Mais leite, menos lucro: o paradoxo atual da pecuária uruguaia

Enquanto a produção de leite cresce 11,6% no Uruguai, a queda nos preços reduz o poder de compra do produtor, entenda.

A cadeia leiteira uruguaia continua registrando crescimento expressivo na produção em 2026, mas o aumento da oferta ocorre em um cenário de redução dos preços pagos ao produtor e de maior pressão dos custos de produção.
Dados divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (INALE) mostram que a remessa de leite às indústrias alcançou 196 milhões de litros em junho, volume 11,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, já foram entregues 1,025 bilhão de litros, alta de 10,3%, enquanto o acumulado dos últimos doze meses soma 2,307 bilhões de litros, crescimento de 10,1%.

Além do maior volume de leite, houve também avanço na produção de sólidos (gordura e proteína), que cresceu 12,9% em junho frente ao mesmo período do ano anterior, reforçando o bom desempenho produtivo do setor.

Preço ao produtor recua

Apesar da expansão da produção, o preço recebido pelos produtores apresentou queda. Em junho, o valor médio pago pelo leite foi de 16,9 pesos uruguaios por litro, equivalente a US$ 0,42 por litro. Na comparação com junho de 2025, isso representa redução de 5,2% em pesos por litro; 3,8% em dólares por litro e 6,3% no preço por quilo de sólidos.

Na comparação mensal, entre maio e junho, os preços em pesos e dólares também recuaram cerca de 2%, movimento associado principalmente à redução do teor de sólidos do leite entregue às indústrias, enquanto o valor pago por quilo de sólidos permaneceu praticamente estável.

Custos crescem mais rápido que a receita

A combinação entre preços menores e custos maiores reduziu o chamado poder de compra da atividade leiteira, indicador calculado pelo INALE que compara a evolução dos preços recebidos pelos produtores com os custos de produção.

Segundo o instituto, o índice ficou 10,8% abaixo do registrado em junho de 2025. O resultado decorre de uma queda de 5% no índice de preços do leite e de um aumento de 6,5% no índice de custos. Na comparação com maio, o poder de compra permaneceu praticamente estável (-0,2%), uma vez que tanto preços quanto custos apresentaram pequenas reduções próximas de 1%.

Rentabilidade segue pressionada

O indicador de poder de compra ficou em 79 pontos, permanecendo 21% abaixo da base de referência utilizada pelo INALE. O instituto ressalta que o índice utiliza uma cesta fixa de insumos baseada na pesquisa de 2019, atualizando mensalmente apenas os preços dos componentes, sem considerar eventuais ajustes feitos pelos produtores em suas estratégias produtivas.

Oferta cresce em ritmo acelerado

Os números mostram que a pecuária leiteira uruguaia vive um momento de forte expansão produtiva. Nos primeiros seis meses de 2026, a produção acumulada supera em mais de 10% o mesmo período do ano anterior, indicando recuperação consistente da oferta nacional.

Por outro lado, o aumento da disponibilidade de leite ocorre justamente em um contexto de preços mais baixos e custos elevados, o que reduz a margem econômica das propriedades. Esse cenário evidencia um desafio comum às cadeias exportadoras de leite: produzir mais nem sempre significa maior rentabilidade quando o mercado internacional apresenta preços menos favoráveis e os custos continuam elevados. Essa conclusão decorre da combinação dos indicadores apresentados pelo INALE sobre produção, preços e poder de compra.

As informações são do INALE, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

DAIRY TALKS 2026 — INSCRIÇÕES ABERTAS!
No dia 25 de agosto, a Universidade Federal de Juiz de Fora receberá o workshop internacional: Milk Protein Ingredients: From Physicochemical Fundamentals to Innovative Applications. O evento será conduzido pelo Prof. Thom Huppertz, referência internacional em ciência e tecnologia de proteínas lácteas. Ao longo do dia, serão discutidos temas como:  Produção e fracionamento de ingredientes protéicos do leite e do soro; Bebidas com alto teor de proteínas; Barras proteicas; Produtos lácteos fermentados; Estrutura, textura, estabilidade e inovação. A programação também contará com Brazilian Research Spotlights, com apresentações curtas de pesquisadores do nosso grupo, além de sessões de pôsteres e momentos de interação entre estudantes, pesquisadores e profissionais da indústria. Inscrições e mais informações: https://www.inovaleite.com/dairy-talks. (Inova Leite)


Global Dairy Trade - GDT | Mais leite, menos lucro: o paradoxo atual da pecuária uruguaia | DAIRY TALKS 2026 — INSCRIÇÕES ABERTAS!

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Porto Alegre, 03 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.684


Temporal deixa rastro de perdas no Estado

Julho ficou para trás no calendário, mas os efeitos do temporal que atingiu o Rio Grande do Sul no último mês seguem sendo dimensionados no campo. Enquanto equipes técnicas de cooperativas e da Emater ainda percorrem as propriedades para avaliar os estragos, já há registros de perdas irreversíveis em lavouras de inverno, danos às pastagens e dificuldades logísticas que comprometem até a coleta de leite. Cenário que preocupa ainda mais porque a previsão indica que a chuva deve persistir ao longo de agosto.

Uma das regiões mais castigadas foi a de Não-Me-Toque, no norte do Estado. Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, Maiquel Junges tem inúmeros parciais do estrago. Na canola, 600 hectares tiveram perda total e outros 300 hectares registraram danos de aproximadamente 30%. No trigo, há 500 hectares com perdas médias de 30%, além de áreas onde a quebra chegou a 100%. Também foram contabilizados 500 hectares de aveia branca totalmente perdidos.

Segundo o diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Mateus Rocha, ainda é cedo para consolidar os prejuízos no Estado. Até o momento, 83 municípios já registraram ocorrências no Sistema de Monitoramento de Perdas Agropecuárias (SisPerdas), mas os levantamentos quantitativos continuam sendo realizados pelas equipes de campo. O SisPerdas, aliás, teve prazo prorrogado para 3 de agosto.

No setor de leite, informações do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat) apontam que 94 municípios já comunicaram dificuldades nas rotas de recolhimento devido às condições das estradas. E solicitaram ao Ministério da Agricultura a ampliação do prazo de coleta, que atualmente é de até 24 horas. (Zero Hora)


Anvisa realiza diálogo setorial sobre regulamentação da Lei nº 15.404/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Gerência-Geral de Alimentos (GGALI), convida todos os interessados a participarem do diálogo setorial virtual sobre a regulamentação da Lei 15.404/2026, que será realizado no dia 11 de agosto de 2026, das 9h às 12h, por meio da plataforma Microsoft Teams.

A Lei nº 15.404/2026 estabeleceu novo marco legal para produtos derivados de cacau e chocolates nacionais e importados comercializados no território nacional. Entre outros pontos, a norma definiu categorias de produtos, fixou requisitos mínimos de composição, tornou obrigatória a informação do percentual de cacau nos rótulos e estabeleceu regras sobre denominação de venda e rotulagem.

O encontro tem como objetivo apresentar o estágio atual dos trabalhos conduzidos pela GGALI, aprofundar questões técnicas identificadas e discutir a estratégia e os próximos passos para a regulamentação da Lei. A iniciativa também busca coletar subsídios dos participantes sobre alternativas regulatórias, evidências disponíveis e possíveis impactos das medidas em avaliação.

Durante o diálogo, serão discutidos temas como:

  • limites para cascas, películas e outros subprodutos da amêndoa de cacau;
  • critérios para cálculo, declaração e comprovação dos sólidos totais de cacau;
  • uso de outras gorduras vegetais adicionadas ao chocolate, incluindo alcance, base de cálculo e critérios de comprovação do limite de 5%;
  • relação entre as categorias de chocolate definidas pela Lei e seus critérios de enquadramento;
  • sólidos totais de leite ou de seus derivados;
  • denominação de venda, rotulagem e prevenção de informações que possam induzir o consumidor a erro; e
  • compatibilização da nova Lei com a regulamentação sanitária vigente, especialmente a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 723/2022.
Para subsidiar as discussões, a GGALI disponibiliza o Documento de base sobre a regulamentação da Lei nº 15.404/2026: Novos requisitos para produtos derivados de cacau, que apresenta o contexto regulatório, as análises preliminares realizadas, as demandas recebidas e os principais pontos que requerem avaliação. Recomenda-se a leitura prévia do material para melhor aproveitamento do encontro.A participação é aberta a todos os interessados, sem necessidade de inscrição prévia.
O acesso à reunião deve ser realizado por meio do link CLICANDO AQUI. (Anvisa)

 

 

Emater/RS: Informativo Conjuntural 1930 de 30 de julho de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em função das condições meteorológicas adversas, que reduziram a participação das pastagens nas dietas, foi necessário aumentar o uso de silagem de milho. Em São Gabriel, a produção está menor devido à dependência de pastagens nativas e das pequenas áreas de pastagens anuais.  

Nas de Caxias do Sul, o estado corporal dos animais está adequado em virtude do fornecimento de silagem, de pré-secado e de feno. A sanidade do rebanho ficou satisfatória, com apenas alguns casos de mastite. As temperaturas amenas beneficiaram o bem-estar animal. Em Serafina Corrêa e Nova Bassano, houve dificuldades pontuais na coleta devido ao barro nas estradas. 

Na de Erechim, o excesso de chuvas comprometeu os sistemas a campo. O barro favoreceu lesões de casco e pododermatite e aumentou o risco de mastite ambiental, exigindo maior rigor na higiene da ordenha. Nos sistemas confinados, a umidade das camas se elevou no sistema Compost Barn. 

Na de Frederico Westphalen, os altos volumes de chuva nos últimos dias do período prejudicaram a alimentação e o bem-estar dos animais.  

Na de Ijuí, a produção e a produtividade apresentaram leve alta, favorecidas pela boa oferta de alimentos e pela qualidade das forragens. A qualidade do leite permaneceu elevada em diversas propriedades, e houve aumento dos sólidos e redução da contagem de células somáticas. 

Na de Lajeado, em algumas propriedades, o leite foi descartado devido à falta de energia elétrica ou à impossibilidade de acesso dos caminhões de coleta. 

Na de Passo Fundo, a atividade transcorreu dentro da normalidade, com boas condições sanitárias e escore corporal. A elevada umidade do solo dificultou o aproveitamento das pastagens, exigindo manejo diferenciado e priorização das vacas em lactação nas melhores áreas. A alimentação foi baseada em silagem, ração, sal mineral, suplementação no cocho e pastejo. 

Na de Pelotas, as chuvas, os dias nublados e o excesso de umidade dificultaram o manejo e o pastejo em Arroio Grande, Canguçu, Morro Redondo, Rio Grande e São Lourenço do Sul, aumentando a necessidade de suplementação. Em Rio Grande e Turuçu, houve reforço nas práticas de higiene da ordenha, vacinação contra raiva, controle de mastite e melhoria do bem-estar animal. 

Na de Porto Alegre, as chuvas intensas dificultaram o manejo dos rebanhos em razão do barro. Os animais apresentaram boa condição corporal com suplementação de silagem de milho e ração, mantendo a produção estável. Ainda há registros de mastite.  

Na de Santa Rosa, houve aumento do barro nas áreas de circulação, maior risco de mastite ambiental e intensificação do uso de silagem e concentrados. O manejo se tornou mais oneroso, mas não houve interrupção da coleta de leite. (Emater/RS adaptado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Link de desconto para associados do Sindilat/RS, CLIQUE AQUI. (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 31 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.683


Produção mundial de leite deve chegar a 1,223 bilhão de toneladas em 2035

Segundo o relatório Agricultural Outlook 2026–2035 da OECD-FAO, a produção mundial de leite deverá crescer 2,0% ao ano na próxima década, alcançando 1,223 bilhão de toneladas em 2035. Esse avanço será impulsionado principalmente por ganhos de produtividade obtidos via melhorias genéticas, nutrição eficiente e avanço no manejo, e não tanto pela expansão dos rebanhos, exceção feita a regiões como a África Subsaariana, Índia e Paquistão.

A Índia, que já lidera o setor global com uma estrutura baseada em pequenas propriedades e cooperativas, responderá por mais da metade de todo o crescimento mundial projetado até 2035. Contudo, tanto a Índia quanto o Paquistão utilizarão esse incremento quase integralmente para suprir o forte consumo interno de produtos frescos gerado pela urbanização e pela elevação da renda, sem provocar grandes impactos no comércio internacional.

O comportamento dos grandes exportadores mundiais apresentará dinâmicas bastante distintas no mesmo período. A União Europeia enfrentará uma produção praticamente estagnada em virtude da redução de seu rebanho e do avanço de sistemas orgânicos, que possuem menor produtividade e custos mais elevados. Em contrapartida, os Estados Unidos liderarão o crescimento do setor impulsionados por altos índices de produtividade por animal, direcionando seus excedentes para a produção e exportação de leite em pó desnatado. Já a Nova Zelândia, altamente dependente da eficiência do manejo de suas pastagens, terá um crescimento moderado de 1% ao ano devido à limitação territorial, mas manterá seu foco estratégico no volume produzido por hectare e no atendimento do mercado externo.

No consumo, a maior parte do leite mundial continuará sendo destinada aos produtos frescos, especialmente nas nações de renda média e baixa. Nos países de renda alta, a demanda por frescos deve cair, dando espaço a derivados com alto teor de proteína, como iogurtes e queijo cottage, além da preferência por gordura láctea em detrimento de outros sólidos. Essa mudança de padrão sustenta uma valorização internacional superior para a manteiga em relação ao leite em pó desnatado. Paralelamente, o mercado global de produtos industrializados continuará dependente dos leites em pó para uso na indústria de confecção, panificação e fórmulas infantis, além do soro em pó, que ganha espaço em nutrição especializada e na reconstituição de lácteos em países com produção limitada.

O comércio internacional permanecerá altamente concentrado, respondendo por menos de 7% de todo o leite produzido globalmente devido à alta deteriorabilidade e ao custo de transporte do produto líquido. União Europeia, Estados Unidos e Nova Zelândia continuarão dominando as exportações globais, sendo responsáveis por cerca de 70% das vendas de queijo, manteiga e leites em pó. Do lado dos compradores, a China seguirá como a maior importadora mundial de lácteos, embora com um ritmo de compras de leite em pó integral desacelerado pelo aumento de sua produção interna. A África, por sua vez, deve ampliar significativamente suas importações de leite em pó para suprir uma demanda que crescerá muito mais rápido do que a capacidade de seus rebanhos locais.

Por fim, o setor permanecerá exposto a incertezas relevantes que podem alterar as projeções até 2035. A volatilidade dos preços continua sendo um risco estrutural, intensificada por políticas comerciais protecionistas e metas ambientais cada vez mais severas, especialmente em países com grandes emissões como Irlanda e Nova Zelândia. Além disso, eventos climáticos extremos, a expansão de alternativas vegetais como bebidas de amêndoa e aveia, surtos de doenças animais e gargalos de mão de obra representam desafios constantes. No entanto, a adoção de tecnologias emergentes, como ordenha automatizada e monitoramento em tempo real, pode elevar os índices de produtividade global para patamares ainda maiores do que os previstos. (As informações são do relatório OECD-FAO Agricultural Outlook 2026–2035, capítulo 6, “Dairy and dairy products”, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Para onde vai o leite no Brasil? As lições das cem maiores fazendas do setor

O setor leiteiro brasileiro vive uma transformação impulsionada por um grupo de propriedades que redefinem os padrões de escala e eficiência no campo. Os dados do Levantamento Top 100 2026, realizado pela MilkPoint em parceria com a ABRALEITE, revelam que as cem maiores fazendas do país comercializaram 1,29 bilhão de litros de leite em 2025, registrando uma elevação superior a 8% em relação ao levantamento anterior.

Com uma média diária impressionante de 35.392 litros por propriedade, esse resultado consolidou um salto produtivo de 444% na média das fazendas participantes desde a primeira edição da pesquisa, em 2001. A disparidade em relação ao restante do país fica evidente quando comparada ao avanço da produção formal nacional, que cresceu 107,4% no mesmo período. Hoje, apenas estas 100 propriedades — representando cerca de 0,04% do total de pecuaristas de leite inspecionado no Brasil — já respondem por 4,71% de todo o volume formalmente captado, acentuando um processo contínuo de concentração estrutural na cadeia produtiva.

Essa concentração se reflete fortemente na geografia do leite brasileiro, onde as regiões Sudeste e Sul mantêm protagonismo absoluto. O Sudeste ampliou sua liderança ao alcançar 51 propriedades no ranking, impulsionado por Minas Gerais, que figura no topo com 39 fazendas, seguido por São Paulo, com 12. A região Sul aparece em seguida com 30 fazendas, impulsionada pelo Paraná, que abriga 23 delas e destaca o vigor da região dos Campos Gerais.

O município de Carambeí reassumiu a liderança nacional abrigando 8 fazendas do grupo, com volume somado superior a 116 milhões de litros em 2025 — o equivalente a quase 9% do total do Top 100 —, acompanhado de perto por Castro, com 7 propriedades (105,1 milhões de litros), e Arapoti, com 4 (39,3 milhões de litros). O modelo cooperativista atuante nos Campos Gerais provou ser um diferencial decisivo no acesso a insumos e tecnologias. Completando o mapa da alta produção, o Centro-Oeste soma 12 propriedades (com destaque para Goiás, que detém 11) e o Nordeste conta com 7 fazendas no levantamento.

Por trás desses números expressivos, está a opção clara da elite produtiva por sistemas altamente intensificados e previsíveis. O regime de confinamento é adotado por 85% das fazendas, enquanto sistemas baseados predominantemente em pastagens representam apenas 8% do grupo. Entre os modelos de alojamento, o free stall lidera em 46% das propriedades, oferecendo controle sobre nutrição, saneamento e bem-estar animal.

Essa busca por eficiência refletiu-se também na produtividade individual do rebanho, que atingiu uma média diária de 36,31 litros por vaca, um avanço de 5% sobre o ciclo anterior. Regionalmente, as fazendas do Sul alcançaram a maior média nacional de produtividade diária por animal, com 40,47 litros, seguidas pelo Sudeste com 36,55 litros, Centro-Oeste com aproximadamente 34 litros e o Nordeste com média próxima a 25 litros por animal.

Aliada à intensificação produtiva, a gestão socioambiental emergiu como um pilar essencial para sustentar a competitividade dos grandes projetos. O manejo das propriedades do Top 100 tem integrado práticas agrícolas sustentáveis que otimizam insumos e protegem o solo, como a rotação constante de culturas, o uso de adubação orgânica via dejetos e o avanço no emprego de bioinsumos em substituição aos defensivos químicos tradicionais. A eficiência no uso da água também evoluiu com a adoção de sistemas de captação de água da chuva em mais da metade das propriedades. Além disso, a diversificação da matriz energética por meio de fontes alternativas e a implementação de sistemas integrados de produção têm demonstrado que a alta performance econômica depende diretamente da responsabilidade ecológica.

Apesar dos avanços produtivos e tecnológicos, o balanço financeiro do ano trouxe desafios relevantes e impactou a percepção de rentabilidade da atividade. Após enfrentar um período severo de custos de produção elevados entre 2019 e 2022, o setor vivenciou certa acomodação nos custos a partir de 2023, mas a volatilidade do mercado voltou a pressionar as margens em 2025. Impulsionada pela queda nos preços do leite recebidos pelos produtores a partir de abril, segundo dados do CEPEA, a sensação de piora nos resultados econômicos foi relatada por 48% das fazendas do levantamento. Enquanto 22% dos pecuaristas registraram estabilidade e 28% conseguiram obter melhora na rentabilidade em relação ao ano anterior, os dados deixam claro que o aumento de volume não garantiu blindagem total contra as variações do mercado lácteo.

Ainda assim, o cenário de pressão econômica não diminuiu a disposição das maiores fazendas do país para continuar investindo no crescimento de suas operações. Nada menos que 91 das 100 propriedades mantêm planos de expansão da produção para os próximos três anos, com estratégias que variam de incrementos graduais de até 20% (opção de 44% do grupo) a saltos mais arrojados acima de 50% projetados por 19 produtores. O pequeno grupo de 9% das fazendas que optou por não expandir justifica a decisão por limitações de área, escassez de água ou pelo foco na consolidação da infraestrutura atual.

Com uma escala cada vez mais expressiva, forte tecnificação e metas claras de investimento, o Top 100 2026 reafirma que o futuro do leite no Brasil está definitivamente ancorado na eficiência operacional, na profissionalização da gestão e na capacidade de adaptação contínua. (MilkPoint)

Fiergs cria programa com orientações para ajudar endividados 

Para auxiliar na reversão do cenário de alto endividamento dos trabalhadores, o que impacta diretamente na qualidade de vida e na saúde emocional, o Sistema Fiergs criou o Programa Consciência Financeira, com o objetivo de promover a educação financeira e prevenir o superendividamento. A partir de um aplicativo e cursos online, a iniciativa desenvolvida por especialistas do Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS) oferece conteúdos, orientações e ferramentas práticas gratuitas para apoiar a população. 

De acordo com o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o programa nasceu não só para apoiar quem está em situação complexa de endividamento, mas também para conscientizar a população e fornecer conteúdo para as indústrias ajudarem os trabalhadores. “Sabemos que as dívidas geram dificuldades na vida pessoal, no contexto familiar e, consequentemente, no ambiente de trabalho. Por isso, queremos levar informações e esclarecimentos sobre o tema e apoiar as pequenas e médias indústrias para que também tenham condições de passar orientações adequadas para seus funcionários.” (Jornal do Comércio)


Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA E TENDÊNCIAS (DE 30 DE JULHO A 5 DE AGOSTO)
Entre o sábado (01/08) e o domingo (02/08), o avanço de um novo sistema de baixa pressão poderá trazer novamente instabilidade para o território gaúcho. Assim, há previsão de chuva e de rajadas de vento localizadas. Na segunda-feira (03/08), o sistema de baixa pressão deverá continuar influenciando as condições do tempo no Rio Grande do Sul. Dessa forma, há previsão de chuva e de rajadas de vento localizadas. Na terça-feira (04/08), o sistema começará a se afastar, reduzindo sua influência sobre o estado. Há previsão de chuva apenas em pontos isolados. Na quarta-feira (05/08), o transporte de umidade e a atuação de um novo sistema de baixa pressão deverão trazer novamente instabilidade para o território gaúcho. Dessa forma, há previsão de chuva em grande parte das regiões do estado ao longo do dia. As temperaturas não sofrerão variações significativas ao longo da semana. De forma geral, a figura mostra que os acumulados de precipitação deverão variar entre 2 mm e 100 mm ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem superar esse valor. (SEAPI)


Porto Alegre, 30 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.682


Conseleite/PR - RESOLUÇÃO Nº 07/2026 

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 29 de julho de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Junho de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Julho de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.  

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Julho de 2026 é de R$ 4,3553/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/. (Conseleite/PR)


Agricultura de baixo carbono no RS

Em meio à passagem de mais uma onda de chuva forte, vento e temporais pelo Rio Grande do Sul, o papel da agricultura de baixo carbono na equação climática se reforça. Dados do país inteiro do Plano ABC+ estarão em debate de hoje até quinta-feira em Brasília, na 4ª edição da reunião nacional. E mostrarão a parte que os gaúchos vêm desempenhando na busca pela mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. O RS é um dos 12 Estados que têm metas estabelecidas e proposta de ação vigente.

– Todas as tecnologias que o agro utiliza são parte da solução. A única atividade que consegue garantir a segurança alimentar e aumentar carbono no solo é o agro. Não há outro setor com essa capacidade que a agricultura tem – resume Jackson Brilhante, coordenador do Plano ABC+ no RS.

Dados do ABC+ mostram que o Brasil chegou a 69,79% da meta, com 50,72 milhões de hectares com tecnologias de adaptação à chamada agricultura de baixo carbono. O RS chegou a 2,1 milhões de hectares, o que representa 44,4%. Há algumas práticas da agricultura de baixo carbono em que o Estado superou a meta e outras em que tem um percentual acima da média nacional. É o caso do Sistema de Plantio Direto, com 115% atingido, e do Sistema de Plantio Direto de Hortaliças, com 140%, por exemplo.
Há necessidade de avanços maiores, em relação ao objetivo proposto, nos bioinsumos e nas florestas plantadas, que têm registrado áreas estáveis. Na irrigação, por exemplo, 53% do objetivo proposto foi alcançado, acima dos 30,86% do Brasil.

Destaques nas tecnologias do Plano ABC+

  • Alegrete: recuperação de pastagens degradadas e sistema de plantio direto de grãos.
  • São Gabriel: sistema de plantio direto de grãos e integração lavoura-pecuária-floresta.
  • Dom Pedrito: sistema de plantio direto de grãos e integração lavoura-pecuária-floresta.
  • Uruguaiana: recuperação de pastagens degradadas e integração lavoura-pecuária-floresta.
  • Santana do Livramento: recuperação de pastagens degradadas.
  • Santa Vitória do Palmar: integração lavoura-pecuária-floresta.
  • São Lourenço do Sul: integração lavoura-pecuária-floresta.
  • Tupanciretã: sistema de plantio direto de grãos.
  • Palmeira das Missões: sistema de plantio direto de grãos.

(Zero Hora)

Situação econômica do País é ruim ou péssima para 49% 

Pesquisa BTG/Nexus divulgada, ontem, mostra que 49% avaliam que a economia do País está ruim ou péssima, enquanto 18% consideram que ela está ótima ou boa. Os resultados apresentam variação positiva para o governo, porém, dentro na margem de erro de 2 p.p. em relação ao último levantamento, de 13 de julho, quando os que consideravam a economia ruim ou péssima eram 53% e ótima e boa, 15%. 

Sobre expectativas para os próximos seis meses, 34% dos entrevistados dizem que a economia do País vai melhorar “muito” ou “um pouco”, enquanto 32% afirmam que a situação deve piorar “um pouco” ou “muito”. Outros 27% avaliam que a economia deve ficar igual, e 7% não souberam ou não responderam. Sobre a situação financeira pessoal dos entrevistados para os próximos seis meses, 42% dizem que deve “melhorar muito ou um pouco”, enquanto 15% afirmam que deve “piorar um pouco ou muito”. Já 35% afirmam que a situação financeira pessoal deve continuar igual. 

Ao comparar o cenário econômico atual com o governo anterior, 40% dizem que a economia está melhor no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que na gestão Jair Bolsonaro (PL), enquanto 42% avaliam que está pior. O levantamento também mostra que a segurança pública segue como o principal problema do País para 30% dos eleitores. 

Em seguida, aparecem saúde pública (26%), corrupção (22%), classe política (17%) e educação (16%). A Nexus ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 24 a 26 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01489/2026. (Jornal do Comércio)

 


Jogo Rápido

Inscrições gratuitas abertas para o Milk Summit Mercosul 2026
As inscrições para o Milk Summit Mercosul 2026 já estão abertas. A participação no evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição prévia para garantir o acesso à programação. Nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), durante a ExpoFest Ijuí, o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais, produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, empresas e lideranças para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia leiteira. Com uma programação voltada à inovação, competitividade, sustentabilidade, mercado, gestão e políticas públicas, o Milk Summit Mercosul consolida-se como um dos principais encontros do setor no Brasil e no Mercosul. A participação é gratuita, mas as vagas devem ser garantidas por meio de inscrição antecipada. Inscreva-se clicando aqui: https://milksummitbrazil.com/inscricao/. (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 29 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.681


Para julho, Conseleite projeta leite a R$ 2,5005

O valor de referência do leite para julho de 2026 divulgado pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) ficou projetado em R$ 2,5005 por litro. O índice representa uma alta de 2,98% em relação ao valor projetado para junho, de R$ 2,4281, correspondendo a um acréscimo de R$ 0,0724 por litro. Também divulgou nesta terça-feira (28/07), o valor consolidado de junho, que encerrou o mês em R$ 2,4320, levemente acima do valor consolidado de maio (R$ 2,4302), com diferença positiva de R$ 0,0017, 0,07%. 

Segundo o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, os valores têm se mantido estáveis e próximos da média histórica, acompanhando a tendência observada nos principais estados produtores. "Temos uma estabilidade nos preços e uma sustentação dos valores pagos ao produtor neste primeiro semestre do ano”, assinala. Durante a reunião online, representantes dos produtores e da indústria manifestaram preocupação com os impactos do alto volume de chuva. Se persistir, pode afetar o desenvolvimento das pastagens de inverno e comprometer as de verão, incidindo na formação de silagem e oferta de alimentos nas propriedades rurais.

Os indicadores do Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em informações fornecidas pelas indústrias participantes. A projeção mensal considera a movimentação dos 20 primeiros dias do mês, enquanto o valor consolidado é calculado após o encerramento do período. Durante a reunião, a Câmara Técnica e Econômica (Camatec) também apresentou a atualização dos parâmetros utilizados no cálculo do preço de referência do leite. Eles passarão a ser adotados nas planilhas de cálculo a partir da próxima rodada de aferição. (Conseleite/RS)


O que pode mudar o cenário da falta de mão de obra

Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, a sucessão rural está diretamente ligada à transformação da atividade. Segundo ele, a produção leiteira possui uma característica que dificulta a permanência dos jovens no campo. “Atividade leiteira tradicional, ela tem bastante aplicação de esforço físico”, diz. Assim, uma possível solução seria a implementação de tecnologias,visando não apenas a automação da produção, mas servindo como um atrativo para os jovens.“Eu acredito muito nessa questão da dificuldade da sucessão ou até para que possa manter o jovem na atividade, porque essa geração não quer acordar às 5h da manhã para ordenhar os animais. Então, o robô tem essa característica. É claro que os investimentos são altos, então você precisa ter um nível de produtividade significativo ou mesmo outros sistemas de ordenha que são mais automatizados.” 

A mudança no modelo de produção também é apontada por Palharini como uma alternativa para incentivar a permanência das novas gerações no campo. “O que tem ocorrido que acaba segurando o jovem é mudar o modelo de produção de leite, de ser a pasto. Grande parte das propriedades hoje, com volume maior, elas têm trabalhado com gado confinado,então isso também diminui a mão de obra, mas de outro lado tem um aumento de custo de produção, claro que você acaba tendo uma produtividade maior por animal. Então, é desafiador, não é uma questão de uma solução fácil e isso não é uma situação só no Rio Grande do Sul, no Brasil todo, diria que até no mundo todo tem essa dificuldade, por justamente a atividade leiteira ter essa questão de compromisso diário, e que de certa forma ameniza com a aquisição ou a implantação do sistema robotizado na ordenha”, observa o dirigente. 

Dentro do setor, empresas e cooperativas têm desenvolvido programas voltados especificamente para os sucessores rurais,como explica o secretário-executivo. “Muitas cooperativas têm esse trabalho na questão da formação de novos líderes.O jovem acaba atraído a ficar na atividade leiteira se efetivamente ele conseguir ter um gerenciamento”, esclarece. 

O secretário explica que, desde o ano passado, a produção tem aumentado, mesmo com a saída de produtores. “Diferente de 2025, mesmo que a gente pegue de janeiro a abril de 2025, e compare com janeiro, abril de 2024, a produção de 2025 é superior. Então, ela vem num crescente, que também, em 2024 e até o início do segundo semestre de 2025, tinha uma situação de preço bastante favorável. Então, estava o cenário perfeito, aumento de produção, e preço remuneratório bom para o produtor. Esse cenário acabou mudando, a partir de agosto e setembro de 2025. Ele foi até janeiro de 2026, em questão de preço, mas, mesmo assim, a produção não diminuiu, como em anos anteriores, quando baixava o preço, a gente tinha sempre uma queda de produção bastante significativa. 

Então, isso mostra a questão da profissionalização do setor,importante nesse sentido. Mas o mercado está, dessa maneira, muito afetado com o aumento de importação que tem da Argentina e do Uruguai. Isso acaba influenciando no preço dos derivados, principalmente do leite em pó. As indústrias de chocolate, grandes indústrias de bolachas, acabam comprando leite em pó importado e não nacional”, salienta ele. A perspectiva para os próximos meses do ano é o equilíbrio dos preços,em que as margens de resultado para produtores e indústrias é ajustada, com foco na eficiência produtiva dos rebanhos, como prevê Palharini. “Então é esse aspecto de torcer para que efetivamente nós não tenhamos um impacto forte de El Niño que o pessoal tem comentado, que isso acaba botando mais uma dificuldade dentro do processo, mas a sinalização que agente tem, a média a longo prazo da atividade é positiva.” n A sucessão no setor leiteiro gaúcho não depende apenas da vontade dos filhos de produtores. Ela está ligada à rentabilidade da atividade, ao acesso à tecnologia, à qualidade de vida no campo e à capacidade de profissionalização. (Correio do Povo)

RS teve a menor expansão em 20 anos, revela estudo 

O Rio Grande do Sul registrou o menor crescimento econômico entre todos os estados brasileiros entre 2002 e 2023. O dado integra os “Estudos em Crescimento Econômico e Produtividade”, série produzida pelo Instituto Fecomércio-RS de Pesquisa (Ifep-RS), que busca identificar os fatores que explicam a trajetória da economia gaúcha nas últimas duas décadas e apontar caminhos para a retomada do crescimento da renda e da produtividade no Estado. A primeira nota da série apresenta um diagnóstico comparativo do desempenho do Rio Grande do Sul em relação aos estados brasileiros, com destaque para os vizinhos da Região Sul, e em relação ao Brasil como um todo. 

O levantamento mostra que, no período analisado, o PIB gaúcho cresceu 34%, resultado inferior à média nacional (58%), ao Paraná (55%) e a Santa Catarina (65%). Segundo o estudo, o baixo desempenho não se limita ao crescimento agregado da economia. Quando a análise considera o PIB per capita, indicador que mede a renda média por habitante, o Rio Grande do Sul também aparece entre os piores resultados do país, com crescimento de apenas 24% no período, à frente apenas de Santa Catarina, que registrou alta de 19%. O Paraná apresentou o melhor desempenho do Sul, com crescimento de 31%. 

O crescimento econômico e da renda por habitante refletem dinâmicas distintas. Enquanto Santa Catarina ampliou significativamente o tamanho de sua economia impulsionada pelo crescimento populacional, o Paraná conseguiu converter melhor o crescimento econômico em ganhos de renda por habitante por meio de avanços de produtividade. Já o Rio Grande do Sul não se destacou em nenhum desses dois canais. Outro aspecto analisado pelo Ifep-RS foi a composição do crescimento econômico. No Paraná, cerca de 73% da expansão do PIB per capita decorreu de ganhos de produtividade do trabalho. Em Santa Catarina, o crescimento foi dividido entre produtividade e expansão da população ocupada. No Rio Grande do Sul, embora a produtividade tenha respondido pela maior parte do crescimento da renda, o estado apresentou dependência relativamente maior da expansão do emprego, um mecanismo que tende a perder força diante do envelhecimento populacional. 

O estudo aponta ainda que a vantagem relativa de produtividade que o Rio Grande do Sul possuía em relação à média nacional no início dos anos 2000 praticamente desapareceu ao longo das últimas duas décadas. Entre 2002 e 2023, a produtividade do trabalho gaúcha cresceu, em média, 0,65% ao ano, abaixo da média brasileira. (Jornal do Comércio)


Jogo Rápido

Petróleo fecha em queda com pausa de ataques Estados Unidos-Irã 
O petróleo fechou em queda de 4% ontem com o WTI voltando a operar abaixo de US$ 80 por barril, em meio a sinais de avanços diplomáticos no Oriente Médio. O Irã conversou hoje com Arábia Saudita e Omã sobre a situação no Estreito de Ormuz. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em queda de 4,06% (US$ 3,35), a US$ 79,26 o barril. O petróleo Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 4,41% (US$ 3,79), a US$ 82,08 o barril. A pausa nos ataques entre os Estados Unidos e o Irã se manteve nesta terça, elevando as esperanças de negociações no conflito do Oriente Médio, que desorganizou o setor de energia. O governo do Irã informou que o país perdeu cerca de 230 milhões de metros cúbicos de capacidade de produção de gás em consequência dos ataques sofridos durante a guerra. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que este é “um bom momento” para o Irã fechar um acordo nuclear com Washington. Em entrevista à Fox News, Trump disse que Teerã “essencialmente concordou” em não desenvolver armas nucleares, mas ressaltou que o compromisso ainda precisa ser formalizado. (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 28 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.680


China retoma sede por lácteos em junho: importações cresceram 11%

As importações chinesas de produtos lácteos encerraram junho de 2026 com um aumento de 11,4% em volume em comparação com o mesmo mês do ano anterior e de 20,1%, quando medidas em litros equivalentes de leite. 

Os produtos que mais contribuíram para esse crescimento foram o leite em pó integral, o soro de leite, as fórmulas infantis e os queijos macios. Em termos monetários, o valor total importado no mês aumentou 20,6% na comparação anual, segundo dados elaborados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) com base em informações da Aduana da China e da CLAL.it. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o crescimento foi muito mais moderado: o volume importado avançou apenas 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, embora o valor em dólares tenha aumentado 4,1%, impulsionado principalmente pelos preços — o valor médio passou de US$ 4.555 para US$ 4.722 por tonelada, um aumento de 3,7%.

O valor por litro equivalente de leite das importações chinesas no acumulado do ano foi de US$ 1,06, praticamente o mesmo registrado no mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a junho de 2026, os principais produtos apresentaram desempenhos distintos. O soro de leite foi a categoria com maior volume importado, totalizando 332 mil toneladas, embora tenha registrado uma queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O leite em pó integral, segundo produto mais importado em volume, alcançou 281 mil toneladas, um aumento de 11%. Já o leite em pó desnatado recuou 20%, para 112 mil toneladas, enquanto o leite fluido desnatado caiu 13%, totalizando 141 mil toneladas.

No segmento de queijos, o queijo macio foi o produto de maior dinamismo, com crescimento de 31%, alcançando 30,7 mil toneladas, seguido pelo queijo processado (+27%) e pelo queijo ralado ou em pó (+23%). As importações de manteiga aumentaram 12%, para 66 mil toneladas. O creme de leite registrou alta de 8%, atingindo 152 mil toneladas, enquanto as fórmulas infantis cresceram apenas 1%, chegando a 106 mil toneladas. A lactose destinada ao uso farmacêutico apresentou a maior queda do semestre, com retração de 21%.

No caso do leite em pó integral, o segundo principal produto importado pela China, a Nova Zelândia respondeu por 94,8% das compras chinesas no primeiro semestre de 2026, participação ligeiramente superior aos 92,2% registrados no mesmo período do ano anterior. (As informações são do Tardáguila Agromercados, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Da cidade ao campo

Nem sempre a sucessão está no campo. Eliziane Moreira de Oliveira, de 27 anos, trabalha com os sogros e o marido em Palmeira das Missões. Há cerca de 6 anos, ela se mudou da área urbana para a propriedade rural, onde hoje atua na produção de cerca de 800 litros diários. “Para continuar está bem difícil, mas não queremos parar. Vamos lutando. Todo mundo está numa fase difícil”, avalia. O rebanho é criado no sistema pasto e é composto por cerca de 30 fêmeas, sendo 27 em lactação. Desde 2023, a família tem investido na inseminação, buscando melhoramento genético e aumento da produção. Em momentos de gastos elevados, costumam vender animais para pagar as contas, mas há também a organização financeira. “A gente tenta sempre manter as contas em dia para não ir para o vermelho. As vacas vendidas (funcionam como) uma reserva para emergência da propriedade”, explica. Eliziane conta que gosta da atividade no campo e pretende seguir na produção, mas conhece muitos produtores que não conseguiram dar continuidade ao trabalho. “Nosso plano é continuar e fechar (com) as vacas. O objetivo é seguir com a inseminação e melhorar a genética.” 

‘Desistir não é uma opção’, afirma produtora 
Em meio aos desafios que pressionam a pecuária leiteira gaúcha, ainda há quem aposte na continuidade e invista no futuro da propriedade. Este é o caso da produtora de Cândido Godói, no Noroeste do Estado, principal região leiteira do país, de acordo com estudo lançado pela Embrapa Gado de Leite, Aline Janaína Schreder assumiu a propriedade dos pais, ao lado do marido, há cerca de cinco anos. Atualmente, o casal trabalha sozinho na produção de leite e administra um rebanho com aproximadamente 30 vacas no sistema de pasto. 

A propriedade comercializa leite in natura para a Agroindústria Konzen, localizada em Salvador das Missões. Segundo Aline, o período recente tem sido marcado por investimentos em qualidade. “Desde que tomamos a frente aqui, a gente está em uma onda alta de investimentos. Então, se tem alguém que sentiu muito tudo isso (alta nos custos de produção) foi agente.” Aprodutora afirma que as despesas têm crescido em ritmo superior às receitas. Para quem vê de fora, fica difícil entender o motivo da persistência. “Porque é aquela questão que a gente vai fazendo o giro disso. A gente não só trabalha com isso”, explica. Os investimentos no rebanho são prioridade para Aline, que busca ampliar a produção de cerca de 22 mil litros mensais, apostando em novilhas. “Na verdade, acaba sobrecarregando mais a nossa mão de obra, porque, como estamos aumentando o número de animais, querer reduzir alguma coisa não é viável.” 

Os desafios de se manter na atividade ultrapassam os números e atingem a vida dos trabalhadores de forma emocional. “(Sobre a) questão do preço, hoje em dia, a gente tem recurso do banco. Essas coisas mexem muito mais com o psicológico da gente. Tu tem que estar articulando. Tem que estar pensando, não pode se desesperar. É uma pressão, assim, alta. Várias vezes, a gente chegou na conversa: ‘será que isso realmente não dá? O que nós vamos fazer? Vamos vender tudo? Mas hoje vender tudo não paga nem todos os investimentos.’E daí a outra questão: vai para onde? Fazer o quê?”, questiona a produtora de 27 anos. Mesmo diante das adversidades, muitas inerentes ao ofício, que envolve dedicação constante aos rebanhos e a dependência do clima, Aline diz que não conhece quem tenha desistido da profissão. Ela mesma descarta a possibilidade. “O nosso lema aqui é não desistir. Apesar de estar sempre nesses desafios, a gente fala muito que desistir não é uma opção.” (Correio do Povo)

Grupo Piracanjuba e Nestlé relançam Linha Moça Doceria
 
O Grupo Piracanjuba e a Nestlé anunciam o retorno da tradicional Linha Moça Doceria ao mercado brasileiro. A retomada simboliza um novo movimento da parceria entre as marcas e reforça a aposta em categorias ligadas à indulgência, unindo tradição, sabor e forte conexão com os consumidores. Os produtos voltam às prateleiras no segundo semestre de 2026, em três versões clássicas: brigadeiro, beijinho e chocolate cremoso.
 
O lançamento acompanha o momento de expansão do portfólio do Grupo Piracanjuba, que vem ampliando sua atuação em diferentes categorias, com investimentos em licenciamentos, collabs e produtos voltados a variados perfis de consumo.
 
O movimento também reforça a parceria construída entre o Grupo Piracanjuba e a Nestlé desde 2019, quando a operação das marcas Ninho e Molico na categoria UHT passou a ser conduzida pela Piracanjuba. Agora, as companhias ampliam essa parceria com a retomada da Linha Moça Doceria para o varejo nacional.
 
“Estamos sempre atentos a movimentos que tenham conexão genuína com o público. A Linha Moça Doceria tem um reconhecimento muito forte entre os brasileiros e retorna ao mercado em um momento importante de ampliação do nosso portfólio em categorias ligadas à indulgência. É um lançamento que traz de volta uma marca muito presente na memória e na rotina dos brasileiros”, destaca Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba.
 
A fabricação e a distribuição ficarão sob responsabilidade do Grupo Piracanjuba, na unidade de Araraquara (SP), com presença prevista em supermercados, hipermercados e redes especializadas de todo o país. Desde 2022, os produtos estavam disponíveis apenas para o segmento food service.
 
“Moça ® é uma marca icônica do nosso portfólio, com uma relação única com os
brasileiros e presença em diferentes momentos de consumo. O retorno da Linha Moça Doceria ao varejo, em parceria com o Grupo Piracanjuba, reforça nossa versatilidade aliada a qualidade e tradição que atravessam gerações”, afirma Carolina Guimarães BEO de Culinários Nestlé.
 
O relançamento da Linha Moça Doceria marca mais um capítulo da parceria entre o Grupo Piracanjuba e a Nestlé® e marca o retorno ao varejo brasileiro de um produto que permanece na memória afetiva de diferentes gerações. (Piracanjuba)


Jogo Rápido

Lactalis estreia na Agroleite e investe em relacionamento com produtor paranaense
A Lactalis Brasil estreia com novidades na Agroleite 2026, maior exposição de pecuária leiteira da América Latina. Realizada em Castro (PR) de 3 a 6 de agosto, a mostra reúne empresas e produtores em um grande encontro de inovação e network. A Casa Lactalis estará localizada no lote 4, Quinta Avenida do Parque Tecnológico Agroleite. Mais do que um momento de presença institucional do grupo, a Agroleite é essencial na aproximação com os produtores rurais e as cooperativas paranaenses, para o fortalecimento do setor como um todo. Realizada em uma das regiões mais fortes na produção da pecuária leiteira, Castro é sede de importantes players do setor cooperativista e industrial. “Estar aqui é mostrar aos nossos produtores a importância da produção do Paraná para a Lactalis, uma empresa que é referência em eficiência e ruma para a liderança na produção sustentável. Nossa meta é zerar nossas emissões de metano até 2050”, frisou o diretor de Comunicação, ESG, Assuntos Regulatórios e Corporativos da Lactalis Brasil, Guilherme Portella. Apresentando o Clube do Produtor Lactalis, o grupo francês traz aos produtores brasileiros tecnologia internacional em nutrição e insumos para ordenha, incluindo rótulos que reduzem emissões que agravam o efeito estufa. A programação durante a mostra ainda inclui apresentação de produtos de uma das linhas mais aclamadas da Lactalis no Paraná: a Batavo. Entrelaçada com a memória afetiva dos paranaenses, a marca da holandesa apresentará os novos e os já aclamados rótulos aos visitantes. Os queijos e manteigas Presidént também devem ser alvo de apresentação e degustação. “O Paraná é muito relevante para a Lactalis Brasil. Aqui temos um consumidor altamente exigente e que serve de termômetro para diferentes praças pelo poder aquisitivo, nível cultural, conhecimento e valor que dá aos lácteos em sua dieta”, ponderou o diretor de marketing da Lactalis Brasil, Raphael Cumplido. (Lactalis)


Porto Alegre, 27 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.679


Conseleite/MG

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 24 de Julho de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2026 a ser pago em Junho/2026 b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026 c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Julho/2026 a ser pago em Agosto/2026. 

Nota Técnica: O Valor Base de Referência corresponde à capacidade de pagamento da indústria pelo leite, considerando os seguintes parâmetros de volume e qualidade: produção de 160 litros/dia, Contagem de Células Somáticas (CCS) de 400 mil células/mL, Contagem Padrão em Placas (CPP) de 100 mil UFC/mL, teor de gordura de 3,30% e teor de proteína de 3,10%. 

Atenção: A Câmara Técnica do Conseleite MG está conduzindo a revisão dos parâmetros que compõem os valores de referência do Conseleite MG, com conclusão prevista para setembro de 2026. Após a conclusão desse processo, o Valor Base de Referência deixará de ser publicado pelo Conseleite MG, permanecendo inalterada a divulgação das demais categorias da tabela de valores de referência. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. 

CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA 
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. (Conseleite/MG)


Entre persistir e resistir: o dilema das famílias 

A principal dificuldade apontada pelos estabelecimentos agropecuários produtores de leite no Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva da Emater/RS-Ascar se refere ao descontentamento em relação à remuneração, abrangendo 14.334 unidades (49,52%). Em seguida, aparece a dificuldade de mão de obra mencionada por 14.280 estabelecimentos (49,33%). Já o elevado custo de produção é a resposta de 13.236 (45,73%). Outro elemento em destaque é a falta de descendentes ou o desinteresse na continuidade da atividade, somando 11.795 estabelecimentos (40,75%). Além de influenciar diretamente a disponibilidade de mão de obra, esse dado sinaliza desafios no que se refere à sucessão familiar.

Fernando Thomas Piper, de 23 anos, trabalhou na propriedade dos pais, na ordenha de aproximadamente 40 vacas, até cerca de um ano atrás, quando deixou a produção, segundo ele, devido a diferentes fatores. “Desde que eu me conheço por gente, eu trabalhei com os meus pais nesse ramo. Teve um pequeno momento que eu acabei saindo, mas foi porque a gente teve um surto de leptospirose dentro da propriedade.Acabamos perdendo muitos animais. A gente não pôde vender leite por um bom tempo, por causa dos antibióticos que usamos. Na época, sobraram 13 vacas, produzindo em torno de 30 litros juntas. Então a coisa apertou e eu acabei indo trabalhar em uma fábrica de ração.”

Entretanto, a doença foi apenas parte do problema. Piper afirma que os custos crescentes e a ausência de sucessores acabaram tornando inviável a continuidade da atividade. “Eu deixei a produção de leite muito em virtude do alto custo, porque meu pai e minha mãe já não são mais pessoas jovens. Acho que esse foi um dos principais motivos, que eu ficaria totalmente sozinho. E hoje, se tu quer seguir com a produção de leite, o mercado está levando quase todo mundo ao confinamento.” A propriedade está localizada no interior de Campinas das Missões e o leite comercializado na região constituía a principal fonte de renda da família.“Os principais problemas que a gente enfrentou nos últimos anos foram, com certeza, o baixo preço do leite e o alto preço dos insumos que agente precisava, tanto de semente, silagem, dá para incluir até mesmo o combustível e o preço de maquinários e implementos”, explica Piper, que é médico-veterinário, pós-graduado em clínica de bovinos de leite. Ao deixar a produção, atuou na assistência técnica de uma cooperativa. Há cerca de um mês, o rebanho da família foi vendido. “A gente fica sempre com a consciência pesada na hora de vender os animais, porque esse foi um negócio que sustentou a nossa família. Mas a gente fez uma escolha e, no fim das contas, eu acho que foi bom para todos (ele e os pais)”, conta. 

SEGUNDA GERAÇÃO
O sucessor da família Miecznikovski, Samuel, de 24 anos, observa os mesmos problemas relacionados aos custos e ao valor pago pelo litro do leite, mas “vai tocando” o trabalho que começou há 25 anos com o pai, Luiz, no município de Centenário. “Fazemos o melhor possível para atravessar os desafios. Mantemos alimento armazenado para os momentos de necessidade”,conta. O gosto pela lida começou cedo, acompanhando os pais na atividade. “Desde pequeno, estava sempre junto, vendo eles trabalharem e tive vontade de continuar. Peguei gosto e agora estou tomando a frente, às vezes trabalho sozinho.” A produção das vacas criadas no sistema de pasto é comercializada para empresas de laticínios na região de Santa Maria. Miecznikovski não tem conhecidos que deixaram de produzir e pretende seguir na atividade, pois avalia um retorno maior em comparação com a lavoura da família, que está inscrita no programa Terra Forte da Emater/RS-Ascar. “Em comparação com a lavoura, tem sido mais rentável. No futuro, pensamos em alternativas para diminuir os custos e expandir. O programa vai ajudar em grande parte para recuperação de solo, das áreas de pastagem, tanto quanto na área de silagem, que nós usamos para as vacas. O que, querendo ou não, diminui um pouco o custo e melhora, aumenta a nossa produção”, explica. (Correio do Povo)

CMN disciplina linha de crédito de R$ 10 bilhões com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para disseminação tecnológica na produção agrícola

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em sessão extraordinária realizada em 23 de julho de 2026, Resolução nº 5.331, que disciplina linha de crédito de R$ 10 bilhões com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), voltada ao financiamento de projetos de disseminação tecnológica baseados em equipamentos inovadores nacionais para a produção agrícola.

A linha foi criada pela Medida Provisória nº 1.374, de 30 de junho de 2026, e será operacionalizada por meio de crédito descentralizado concedido por agências de fomento, bancos de desenvolvimento ou instituições de crédito oficiais credenciados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Poderão acessar a linha produtores rurais, pessoas físicas e jurídicas, e suas cooperativas de produção agropecuária. O limite por beneficiário é de R$ 30 milhões, com prazo de reembolso de até cinco anos, sem carência, em parcelas anuais.

Os encargos financeiros ao mutuário são compostos pela Taxa Referencial (TR) acrescida da remuneração da Finep (3% a.a.) e da instituição financeira credenciada (até 4% a.a.), resultando em encargos de até 7,12% a.a. O risco de crédito é integralmente da instituição financeira credenciada.

A linha visa promover a incorporação tecnológica, a modernização produtiva e o aumento da produtividade e da sustentabilidade agrícola, com foco em tecnologias como agricultura de precisão, automação, conectividade e digitalização, uso eficiente de insumos e rastreabilidade da produção.

A inovação da linha está na inclusão de produtores rurais pessoas físicas, segmento historicamente com acesso restrito a linhas voltadas à inovação. Os projetos financiáveis serão definidos por listagem elaborada pela Finep e publicada em seu sítio eletrônico.

A resolução entra em vigor na data de sua publicação.

O CMN
O CMN é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. (Fonte: Ministério do Planejamento e Orçamento)


Jogo Rápido

Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Link de desconto para associados do Sindilat/RS, CLIQUE AQUI. (Sindilat/RS)    


Porto Alegre, 24 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.678


EMATER/RS: Informativo Conjuntural. Porto Alegre, n. 1929 

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
A produção de leite está estável na maior parte das regiões, sustentada pela suplementação com silagem, feno e concentrados e pela melhoria gradual das pastagens cultivadas. Os rebanhos apresentam bom escore corporal e condições satisfatórias de bem estar na maioria das propriedades. Contudo, em algumas regiões, o excesso de umidade dificultou o manejo, reduziu o consumo de forragem em sistemas a pasto e favoreceu a ocorrência de mastite e de problemas de casco. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, devido à menor disponibilidade de pastagens, os rebanhos dependem de feno e silagem para suprir a necessidade de volumoso. 

Nas de Caxias do Sul, a disponibilidade de pastagens reduziu a necessidade de suplementação com silagem de milho nos sistemas à base de pasto, o que garantiu a produtividade e o escore corporal. O tempo firme facilitou o manejo das pastagens e melhorou as condições de higiene, favorecendo a qualidade do leite. A sanidade está estável. É realizado o controle de mastites, e há baixa ocorrência de ectoparasitas. 

Na de Ijuí, nos sistemas estabulados, a elevada umidade das camas tem provocado problemas sanitários. Nos sistemas a pasto, a redução da umidade do solo facilitou o manejo e aumentou o consumo de forragem e a produção de leite. Há casos de tristeza parasitária em alguns rebanhos. 

Na de Pelotas, em Morro Redondo e São Lourenço do Sul, o excesso de umidade e as chuvas intensas dificultaram o manejo devido ao acúmulo de barro e ao pisoteio, limitando o acesso aos piquetes e o consumo de forragem e, consequentemente, ocasionando queda na produção. 

Em Pelotas, intensificaram-se os cuidados com a higiene na ordenha e com o bem estar das terneiras para prevenir doenças e perda de peso. Em Canguçu, Cerrito, Jaguarão e Pedras Altas, tem sido fornecida suplementação com silagem e concentrados em razão da baixa oferta de pasto nativo. 

Na de Porto Alegre, a suplementação com silagem de milho e ração tem beneficiado o estado corporal, apesar do atraso no desenvolvimento das pastagens de azevém. A produção de leite está estável. Em relação ao aspecto sanitário, persistem os casos de mastite em decorrência do excesso de chuvas e da formação de barro nos piquetes, que dificultam o manejo. 

Na de Santa Maria, as fortes chuvas provocaram acúmulo de barro em corredores, áreas de descanso e de espera, dificultando a higiene dos animais e da ordenha e favorecendo problemas de casco, locomoção e controle de agentes patogênicos. Em alguns municípios, como Tupanciretã, as chuvas prejudicaram o recolhimento do leite. 

Na de Santa Rosa, ainda há necessidade de complementar a dieta com silagem de milho e feno para ajuste da fibra. A melhora da qualidade das pastagens permitiu reduzir a quantidade de proteína nas rações, diminuindo os custos de produção. Os rebanhos apresentam bom estado corporal e condições sanitárias satisfatórias. O tempo seco e os ventos reduziram o barro nas instalações e beneficiaram o manejo, especialmente no sistema Compost Barn, no qual houve melhor secagem das camas. 

Na de Soledade, o escore corporal está adequado em todas as fases produtivas. Foi fornecida silagem de milho para complementar a dieta nas propriedades com menor oferta de pastagens. Os animais foram mantidos em galpões de alimentação para evitar a degradação das pastagens e amenizar os problemas sanitários, como mastite. Apesar das condições favoráveis à ocorrência da doença, a situação sanitária está dentro da normalidade. (Emater/RS adaptado pelo Sindilat/RS)


Conseleite Santa Catarina

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em Chapecó no dia 24 de Julho de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Junho de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Julho de 2026.  

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. 

As informações são do Conseleite SC

CMN regulamenta renegociação de dívidas rurais; equalização ainda depende de norma adicional

O Conselho Monetário Nacional aprovou uma resolução que contém as regras para acesso dos produtores rurais às linhas de crédito especial para refinanciamento de dívidas, entenda.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que contém as regras para acesso dos produtores rurais às linhas de crédito especial para refinanciamento de dívidas, previstas na Medida Provisória 1.376/2026, publicada na semana passada. Com a resolução 5.330/2026 do CMN, a renegociação poderá ser acessada nas instituições financeiras a partir desta sexta-feira, 24 de julho, mas limitada às linhas não equalizadas.

O governo ainda precisa publicar uma portaria com as regras para pagamento da equalização aos agentes financeiros nas renegociações, assim como ocorre no Plano Safra, para destravar o refinanciamento das operações nessa modalidade. A resolução autoriza as instituições financeiras a contratarem linha de crédito rural para composição de dívidas rurais para a liquidação ou a amortização de débitos dos produtores. O texto reforça o caráter autorizativo da medida e diz que a contratação deverá ser feita por “conveniência e decisão” do agente financeiro.

Os beneficiários da linha serão produtores rurais do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), demais produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária que tenham registrado, entre 2019 e 2025, perdas em duas ou mais safras que resultaram em redução de, no mínimo, 30% da renda bruta agropecuária esperada para a respectiva safra ou atividade financiada pelas operações que foram renegociadas ou serão liquidadas.

Os limites de crédito serão de até R$ 400 mil para agricultores familiares enquadrados no Pronaf, até R$ 2 milhões para miniprodutores, pequenos e médios produtores rurais enquadrados no Pronamp e até R$ 4 milhões para os demais produtores rurais. As taxas de juros serão de 6%, 9% e 12% ao ano, respectivamente. No caso das cooperativas, o teto é de R$ 50 milhões. O prazo de reembolso será de até 8 anos com pagamento de juros na carência e com o vencimento da primeira parcela de amortização do principal dois anos após a data de contratação.

Os produtores poderão renegociar operações de custeio, comercialização e industrialização que já tenham sido renegociadas ou prorrogadas até 31 de maio de 2026 e que estejam em situação de adimplência na data de contratação da linha de crédito. Também serão contemplados financiamentos de custeio, comercialização e industrialização contratados até 31 de dezembro de 2025, inadimplentes entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026. As operações de investimentos, vencidas ou que ainda vão vencer, entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2026, também serão renegociadas. A contratação deverá ser feita até 12 de novembro de 2026.

Produtores que tiveram perdas mais severas, em três ou mais safras e que resultaram na redução de, no mínimo, 40% da renda bruta agropecuária esperada, terão limites de crédito de R$ 500 mil no caso de agricultores familiares enquadrados no Pronaf, de até R$ 2,5 milhões, para miniprodutores, pequenos e médios produtores rurais enquadrados no Pronamp e de até R$ 8 milhões para os demais produtores rurais. As taxas de juros, nesses casos, serão de 5%, 8% e 11% ao ano, com até 10 anos para reembolso, com pagamento de juros na carência e com o vencimento da primeira parcela de amortização do principal dois anos após a data de contratação.

A resolução prevê ainda a autorização para que as instituições financeiras criem, “por sua conveniência e decisão”, linha de crédito com recursos direcionados não controlados ou livres não controlados, como das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), da Poupança Rural ou outros recursos livres. A linha será destinada a renegociar o valor excedente das operações de crédito enquadráveis nos critérios de composição de dívidas, ou seja, que ultrapassarem os limites definidos nas linhas controladas.

Nessa linha, as taxas de juros serão de livre negociação entre as partes, podendo ser prefixadas ou pós-fixadas. O prazo de reembolso deverá ser de até 8 anos, com pagamento de juros na carência e com o vencimento da primeira parcela de amortização do principal dois anos após a data de contratação. E a contratação deverá ser feita até 12 de novembro.

CPR

A resolução diz ainda que as Cédulas de Produto Rural (CPR) com liquidação financeira emitidas por produtor rural para a liquidação ou a amortização de título anterior inadimplente, com prazo alongado, poderão cumprir a exigibilidade da Poupança Rural e da LCA no Plano Safra 2026/27.

A resolução veda a contratação das linhas de crédito rural para liquidação ou amortização das operações de crédito rural que tenham sido contratadas com recursos do Fundo Social e financiamentos feitos com recursos controlados pelas regras da Medida Provisória n° 1.314, de 5 de setembro de 2025. Segundo a resolução, a contratação do financiamento para renegociação de dívidas não constituirá “impedimento para a contratação de novas operações de crédito rural nem motivo para o registro do produtor rural ou da cooperativa de produção em cadastros restritivos”.

O texto aponta ainda que as novas operações “não abrangerão valores liquidados ou amortizado” até 14 de julho, antes da publicação da MP 1.376/2026, inclusive mediante indenização pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou cobertura por apólices de seguro rural”. A resolução do CMN também autoriza as instituições financeiras a prorrogarem por até 30 dias as parcelas de principal e juros de operações de crédito rural em situação de adimplência no dia 14 de julho de 2026, com vencimento até o dia 14 de agosto de 2026. A resolução exige apresentação de laudo técnico para comprovar as perdas de safras dos produtores e autoriza a instituição financeira a solicitar um segundo laudo caso haja indícios de irregularidade no primeiro.

Equalizados

O governo federal ainda precisará publicar uma portaria com as regras para pagamento da equalização aos agentes financeiros nas renegociações. A equipe econômica deverá estabelecer um Custo Administrativo e Tributário (CAT) único, o chamado spread bancário para operacionalização da linha, e distribuir os limites equalizáveis entre as instituições financeiras de acordo com a demanda apresentada e o volume de carteira classificado nas regras da medida provisória. Ainda não há previsão da publicação dessas regras.

Ao todo, a MP 1.376/2026 deverá alcançar mais de R$ 100 bilhões. O restante é de passivos em financiamentos com recursos controlados, como aqueles dos depósitos à vista e também têm juros definidos, e com taxas livres. Essas operações já podem ser acessadas com a publicação da resolução do CMN.

As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 30/2026 – SEAPI 
Na próxima semana, o tempo deverá permanecer instável em grande parte do território gaúcho. No sábado (25/07) a nebulosidade irá reduzir e, consequentemente, não há previsão de chuva significativa ao longo do estado. A partir do domingo (26/07), o transporte de umidade poderá começar a favorecer a ocorrência de precipitação ao longo do território gaúcho e as temperaturas começarão a apresentar leve ascensão. Entre segunda-feira (27/07) e quarta-feira (29/07), a manutenção do transporte de umidade e a passagem de um novo sistema de baixa pressão poderão trazer instabilidade e aumento das temperaturas para grande parte do estado. Ao longo desses 4 dias, há previsão de chuva, que podem vir acompanhadas de rajadas de vento, em grande parte das regiões. De forma geral, os acumulados de precipitação deverão variar entre 5 mm e 100 mm ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem superar esse valor. (SEAPI)


Porto Alegre, 23 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.677


Ainda fazenda leiteira ou já empresa?

Produzir leite nunca exigiu apenas conhecimento sobre vacas. Mas, nos últimos anos, a complexidade da atividade elevou a gestão a um novo patamar.

Produzir leite nunca exigiu apenas conhecimento sobre vacas. Mas, nos últimos anos, a complexidade da atividade elevou a gestão a um novo patamar. Em propriedades cada vez maiores, com equipes mais numerosas, tecnologias embarcadas e margens pressionadas, produzir bem passou a depender da capacidade de organizar pessoas, padronizar processos, controlar recursos e tomar decisões com base em indicadores.
É essa transformação que será o foco da palestra de Allan André Tormen, produtor de leite, presidente do Sindicato Rural de Erechim (RS) e Coordenador da Comissão de Leite e Derivados da Federação da Agricultura, da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) e vice-presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA , durante o Interleite Brasil 2026, que acontece entre os dias 18 e 20 de agosto, em Uberlândia (MG), com o tema "Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil".

À frente da Agropecuária Tormen, referência em produção de leite de alta produtividade, Allan construiu uma trajetória que une a prática diária dentro da fazenda à participação ativa nas principais discussões sobre o futuro da cadeia leiteira brasileira. Para ele, essa dupla atuação permite compreender os desafios do setor sob uma perspectiva rara: a de quem vive a realidade da produção e, ao mesmo tempo, participa das decisões que impactam milhares de produtores.

"Quando a gente senta na cadeira do representante da classe sem entender como se produz, não tem propriedade para falar. Eu vivo da atividade. O leite não é mais um negócio para mim, ele é o meu negócio."

Sua relação com a atividade começou cedo. Formado em escola agrícola, Allan iniciou a produção de leite aos 16 anos e acompanhou, na prática, os desafios de crescer, investir e enfrentar as oscilações do mercado. Essa vivência, segundo ele, é o que permite levar às discussões institucionais a realidade de quem está dentro da porteira. "Eu consigo levar para a representação a dor real do produtor, entender onde aperta o sapato, quais são os gargalos da atividade e o que realmente é possível fazer."

Produtividade é consequência, não ponto de partida

Embora a Agropecuária Tormen seja reconhecida pelos elevados índices produtivos, Allan faz questão de inverter uma lógica bastante comum no setor. Na sua visão, produtividade não deve ser perseguida de forma isolada. Ela surge como consequência de uma série de decisões bem executadas.

O primeiro pilar é garantir a saúde ruminal dos animais, por meio de um manejo alimentar consistente e de uma nutrição equilibrada. O segundo está relacionado à saúde da glândula mamária, reduzindo a contagem de células somáticas (CCS), a incidência de mastite e, consequentemente, perdas produtivas e reprodutivas. Há ainda um terceiro componente que, segundo ele, vem ganhando importância nas propriedades mais eficientes: a gestão ambiental.

Na Agropecuária Tormen, os dejetos deixaram de ser encarados apenas como um resíduo para se tornarem fonte de valor. Eles são utilizados na produção de biofertilizantes, fertirrigação e até na reposição da cama utilizada no sistema de compost barn, fechando ciclos produtivos e reduzindo desperdícios. "O dejeto precisa deixar de ser um passivo e se transformar em um ativo."

O quarto pilar está no período de transição das vacas

Segundo Allan, garantir partos bem conduzidos, com vacas em bom escore corporal e produção adequada de colostro, influencia diretamente o desempenho das bezerras, o início da lactação, a reprodução e toda a produtividade futura do rebanho. Para ele, quando esses fatores caminham juntos, a sustentabilidade econômica aparece naturalmente — e, com ela, a sustentabilidade ambiental.

Quem coloca o leite no tanque são as pessoas

Se manejo e nutrição explicam parte dos resultados, Allan acredita que existe outro fator ainda mais decisivo para o sucesso de uma fazenda. As pessoas. "O que determina o tamanho de uma fazenda não é a quantidade de vacas. É a quantidade de pessoas que trabalham ali e entregam valor para o negócio." Por isso, desenvolver equipes tornou-se prioridade dentro da Agropecuária Tormen.

Atrair bons profissionais, investir em capacitação e criar condições para que permaneçam na empresa faz parte da estratégia de crescimento da propriedade tanto quanto investir em máquinas ou instalações. Mas, para Allan, pessoas só conseguem entregar resultados consistentes quando existe uma cultura organizacional sólida.

Ele defende que toda empresa precisa desenvolver uma cultura baseada na melhoria contínua, em que cada colaborador compreenda que sempre existe uma oportunidade de aperfeiçoar processos, reduzir desperdícios e gerar mais valor.

Outro princípio que procura reforçar dentro da equipe é que uma empresa não deve funcionar como uma família, mas como uma comunidade. Enquanto famílias costumam depender de pessoas específicas, comunidades se fortalecem justamente pela capacidade de compartilhar responsabilidades. "A fazenda não pode depender de uma pessoa. Ela precisa depender da equipe."

Crescer exige cuidar do dinheiro

Entre os assuntos que mais preocupam os produtores atualmente estão o aumento dos custos, os juros elevados e a volatilidade do mercado. Na avaliação de Allan, porém, existe um equívoco frequente dentro das propriedades. Muitos produtores dedicam enorme esforço para calcular o custo de produção, mas deixam em segundo plano um indicador ainda mais importante. "O custo de produção não paga a conta. O que paga a conta é a liquidez."

Segundo ele, construir um negócio robusto significa gerar caixa suficiente para atravessar períodos de baixa sem comprometer investimentos nem recorrer excessivamente ao crédito.

Ferramentas como irrigação também fazem parte dessa estratégia, funcionando como instrumentos de mitigação de risco ao garantir maior estabilidade na produção de forragens. Para Allan, crescer continua sendo importante, mas esse crescimento precisa acontecer de forma equilibrada. Não basta aumentar a produção. É necessário aumentar também a eficiência operacional, reduzir desperdícios, fortalecer o caixa e preservar a capacidade de investimento da propriedade.

O futuro da cadeia passa por relações mais maduras

Além da gestão dentro das fazendas, Allan acompanha de perto outro desafio considerado decisivo para a competitividade do leite brasileiro: o relacionamento entre produtores e indústrias. Na sua avaliação, ambos ainda precisam amadurecer a forma como enxergam essa relação.

O produtor deve compreender a indústria como seu cliente, enquanto a indústria precisa reconhecer o produtor como um fornecedor estratégico, capaz de entregar qualidade, previsibilidade e regularidade. "Não tem como o produtor ir bem e a indústria ir mal. Também não tem como a indústria ir mal e o produtor ir bem."

Ele acredita que maior transparência nas informações de mercado e um relacionamento baseado em confiança permitirão ganhos de eficiência para toda a cadeia leiteira. Também defende que o produtor amplie sua visão para além da porteira. "Se ele não entender o que acontece da porteira para fora, não consegue gerenciar o negócio."

Uma nova forma de enxergar a fazenda

Durante sua participação no Interleite Brasil, Allan pretende compartilhar justamente essa mudança de mentalidade que vem orientando a evolução da Agropecuária Tormen. Para ele, as propriedades leiteiras passaram por uma transformação profunda. "As nossas fazendas deixaram de ser fazendas. Elas se transformaram em indústrias de produção de leite."

Isso significa trabalhar com processos padronizados, procedimentos operacionais bem definidos, redução constante de desperdícios e melhoria contínua da qualidade entregue à indústria. Mais do que implantar ferramentas de gestão, Allan acredita que o grande desafio é construir uma cultura capaz de evoluir continuamente. "Implementar um sistema de gestão robusto não é fazer um projeto. É iniciar uma jornada. Todo dia existe algo para melhorar."

É justamente essa experiência — construída ao longo dos últimos anos e inspirada em metodologias de gestão aplicadas à produção de leite — que ele pretende dividir com o público durante o evento.

Participe do Interleite Brasil 2026

A trajetória da Agropecuária Tormen mostra que os desafios da produção de leite vão muito além do manejo dos animais. Produzir com eficiência exige gestão, cultura organizacional, equipes preparadas, disciplina financeira e disposição para melhorar continuamente.

Esses e muitos outros aprendizados estarão em debate no Interleite Brasil 2026, de 18 a 20 de agosto, em Uberlândia (MG). Durante três dias, produtores, técnicos, consultores, pesquisadores e lideranças da cadeia leiteira se reunirão para discutir soluções práticas capazes de aumentar a eficiência, a competitividade e a sustentabilidade da produção de leite no Brasil.

Garanta sua participação com 15% de desconto e venha fazer parte das conversas que estão ajudando a construir o futuro da pecuária leiteira brasileira. (Milkpoint)


Inadimplência cresce 0,28% em junho no País e chega aos 83,7 milhões de brasileiros negativados

A inadimplência no País voltou a crescer em junho, depois da desaceleração vista no mês anterior. O número de brasileiros negativados avançou 0,28%, o que representa 234 mil novos CPFs e 83,7 milhões de inadimplentes no total. Apenas sete, das 27 unidades federativas, apresentaram queda no volume de consumidores negativados, com o Rio Grande do Sul entre elas. No Estado, o número de inadimplentes caiu 0,1% ante o mês anterior, totalizando 4,1 milhões de gaúchos endividados. O levantamento foi feito pela Serasa Experian e divulgado este mês.

O economista e professor da PUC-RS, Rafael Diomedi, observa a redução de inadimplentes vista no Estado como um resultado de fatores específicos da economia gaúcha. “Após os eventos climáticos extremos ocorridos em 2024 e as consequências ao longo de 2025, diversos programas de renegociação de dívidas, linhas especiais de crédito, postergação de pagamentos e medidas de reconstrução contribuíram para reduzir temporariamente a pressão financeira sobre parte da população”, explica Diomedi.

Os cachos negativados se mantêm em 17,9 milhões de dívidas em aberto, ultrapassando os R$ 33,6 bilhões. As dívidas com bancos e cartões lideram a inadimplência (27,08%), seguidas pelas impostas financeiras (18,09%) e de serviços (14,04%). Os bancos e instituições financeiras também lideram o ranking nacional, respondendo por 46,9% do total. A especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, aponta que esse fator está ligado ao comportamento do brasileiro em utilizar o crédito, muitas vezes, para contas básicas do dia a dia, como água, luz, gás e supermercado.

“Por isso a gente tem muito do crédito tomado com responsabilidade e com consciência, no crédito tem que ser visto como um aliado e não como uma eterna solução da renda. O crédito é para que a pessoa consiga se organizar, ter uma ruptura e colocar as contas em dia”, destaca a especialista.

Em nível nacional, os brasileiros acumulam 345,5 milhões de débitos que somam mais de R$ 975,5 bilhões. O valor médio devido por consumidor chegou a R$ 6.290,23, o que indica que cada inadimplente deve, em média, 4 vezes mais que o salário mínimo. No Rio Grande do Sul o tíquete médio é o quinto maior no Brasil, com cada inadimplente devendo em média R$ 13,25.

Diomedi ressalta que, para a economia estadual, o elevado contingente de inadimplentes representa a capacidade de expansão da demanda interna e limita o potencial de crescimento econômico do Estado. Ele afirma que, quando uma parcela expressiva da população possui restrições de crédito, ocorre redução do consumo de bens duráveis, menor oferta de serviços e postergação de investimentos familiares. Esse comportamento afeta diretamente o comércio, os serviços e parte da indústria voltada ao mercado interno. Setores ligados às exportações ou ao agronegócio tendem a apresentar menor sensibilidade imediata à inadimplência das famílias, pois dependem menos do mercado consumidor interno.

Entre a população adulta, 50,9% dos brasileiros estão com o nome negativado. Já no Rio Grande do Sul, esse percentual é menor, de 46,5%. Em relação ao perfil dos inadimplentes, a distribuição por gênero é praticamente equilibrada: no Estado, homens e mulheres representam 50% cada, enquanto no cenário nacional, as mulheres têm uma participação ligeiramente maior, com 50,5%, ante 49,5% dos homens.

Apesar do crescimento do índice no País representar o dobro de maio, que foi de 0,14%, junho ainda representa o segundo menor índice do ano.

“O que a gente tem visto é essa busca por educação financeira, inserção do consumidor em busca de renegociar e encontrar formas de poder quitar essas dívidas”, explica Aline Vieira.

“Cada vez mais a gente tem feito ações, como os nossos mutirões de renegociação de dívida para que os brasileiros consigam entrar em contato com esses bancos e negociar suas dívidas com mais desconto”, afirma.

Diomedi agrega a discussão ao elaborar que a manutenção do emprego formal e o crescimento da renda real são fundamentais para ampliar a capacidade de pagamento das famílias.

“Outro fator relevante é a trajetória dos juros. Caso ocorra a continuidade do processo de redução das taxas de juros ao longo dos próximos meses, haverá melhora das condições de renegociação do crédito e do fluxo de recursos no sistema. Também será importante acompanhar a inflação”, defende. Um dos desafios é ampliar o acesso ao crédito para despejar a necessidade. (Jornal do Comércio)

Lactalis compra seção de queijos finos de cooperativa canadense Agropur

A cooperativa canadense de laticínios Agropur concordou em vender seu negócio de queijos finos à Lactalis, em um movimento estratégico para simplificar suas operações e concentrar investimentos em suas principais atividades de valor agregado. A transação proposta inclui as unidades de produção da Agropur em Oka e Saint-Hyacinthe, juntamente com as marcas associadas ao seu portfólio de queijos finos. Os termos financeiros do acordo não foram divulgados.

Segundo a Agropur, a transação faz parte de uma estratégia mais ampla para simplificar suas operações e fortalecer sua competitividade de longo prazo, concentrando-se em áreas do negócio com maior potencial de crescimento. Roger Massicotte, presidente da Agropur, afirmou: “Esta decisão foi cuidadosamente considerada e tem como objetivo fortalecer a competitividade de longo prazo da cooperativa e garantir sua sustentabilidade. Embora lucrativo, o negócio de queijos finos representa apenas uma pequena parcela de nossas operações, respondendo por aproximadamente 2% de nossa receita consolidada e 2% do leite processado em nossas unidades no Canadá.”

Após a conclusão da transação, a Agropur informou que priorizará investimentos em categorias estratégicas de produtos. Émile Cordeau, CEO da Agropur, afirmou: “Nos próximos anos, a Agropur concentrará seus esforços e investimentos em atividades estratégicas que gerem o maior valor para seus produtores de leite associados, especificamente a produção de leite fluido, incluindo leite de maior valor agregado, queijo industrial, manteiga e ingredientes lácteos.” Ele acrescentou que a medida fortaleceria a posição da cooperativa como fornecedora preferencial de produtos lácteos para a indústria de alimentos, ao mesmo tempo em que permitiria que ela continuasse desenvolvendo produtos de alta qualidade alinhados às mudanças na demanda dos clientes.

A Agropur também reconheceu a tradição de seu negócio de queijos finos, que inclui a icônica marca Oka, e afirmou que trabalhará em conjunto com a Lactalis para garantir uma transição tranquila para funcionários e parceiros comerciais. Olivier Gardère, presidente da categoria de queijos no Canadá, afirmou: “A Agropur reconhece a importância histórica de seu negócio de queijos finos em Québec e deseja destacar a experiência e a dedicação dos funcionários que contribuíram para esse setor. A Agropur trabalhará em estreita colaboração com a Lactalis até que a transação seja concluída, a fim de garantir uma transição organizada para funcionários e parceiros.”

A Agropur é a maior cooperativa de laticínios do Canadá, operando 28 unidades de produção no Canadá e nos Estados Unidos. Em 2025, a cooperativa gerou receita de 8,9 bilhões de dólares canadenses (US$ 6,32 bilhões) e processou 6,7 bilhões de litros de leite em nome de seus 2.700 produtores de leite associados. A transação permanece sujeita à aprovação regulatória.

As informações são do FoodBev.com, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Vídeo oficial mostra os principais momentos do lançamento do Milk Summit Mercosul 2026
O vídeo oficial do lançamento do Milk Summit Mercosul 2026 já está disponível e reúne os principais momentos do evento que marcou a abertura das inscrições e o início da contagem regressiva para a segunda edição do principal encontro da cadeia leiteira do Mercosul. Realizado em Ijuí (RS), o lançamento reuniu cerca de 200 participantes, entre produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, estudantes, empresas e lideranças do setor, em uma programação voltada à inovação, competitividade, mercado, gestão de riscos, sustentabilidade e perspectivas para a cadeia leiteira. Agora, a expectativa é para os dias 14 e 15 de outubro, quando o Milk Summit Mercosul 2026 reunirá especialistas nacionais e internacionais durante a ExpoFest Ijuí, promovendo dois dias de conteúdo técnico, networking e oportunidades de negócios. Assista ao vídeo oficial do lançamento clicando aqui.  Garanta sua participação no Milk Summit Mercosul 2026. Inscreva-se clicando aqui.