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18/07/2022

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 18 de julho de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.704


Leite A2: Uma nova alternativa no mercado de leite

Em um cenário no qual o nível de exigência do cliente e a competitividade de mercado são crescentes, ter um diferencial de negócio e trabalhar no processo de diversificação do produto podem ser ótimas alternativas para empresas no setor de leite.
 
E foi nesse processo de inovação e aperfeiçoamento que surgiu o leite A2, produto que, por ser de digestão mais fácil que o leite A1 (leite tradicional), aparece como boa alternativa para pessoas que sentem desconforto ao ingerir alimentos que tenham leite e seus derivados.
 
Mas afinal de contas, o que é o leite A2 e para quem é indicado?
O leite é composto por água, carboidratos, proteínas, gorduras, minerais e vitaminas. A caseína (sua proteína principal) possui duas variantes, sendo a β-caseína A1 e a caseína A2. O leite tipo A2 é produzido por vacas que, em sua genética, contém apenas a variante da caseína A2.
 
O primeiro país a trabalhar com ele foi na Nova Zelândia em 2015 e quando sua patente expirou, ficou livre para fazer parte do mercado internacional. Foi nesse momento que alguns produtores brasileiros começaram a pesquisar, fazer testes para compreender melhor essa oportunidade e, com base nos resultados obtidos, deram início a sua produção.
 
De olho no mercado e nas tendências que ele oferece, a empresa Piracanjuba lançou o primeiro leite de caixinha A2 do mercado. Semidesnatado, ultrapasteurizado (UHT), com 2,1% de gordura e em caixinhas de 1 litro, o leite A2 da Piracanjuba vem ganhando espaço na mesa dos consumidores. 
 
No processo de produção, o foco deve ser a seleção adequada. A genética é essencial na qualidade do leite, de modo que, para atingir a caseína A2, tanto a vaca que receberá o esperma como o gameta usado na fecundação devem ter a genética correta. Para isso, são essenciais espécimes A2A2 no processo. 
 
O consumo é indicado para pessoas que possuem problemas de digestibilidade com leite tradicional. Porém, por não ser livre de lactose, a ingestão não é sinalizada para quem tem intolerância a lactose ou alergia.
 
Sobre o assunto, a ANVISA lançou a Resolução-RE n.º 4.769, de 22 de Dezembro de 2021, onde deixa claro a contraindicação do produto e a proibição de divulgação inapropriada. Para leitura da resolução, clique aqui. 
 
Para mais informações sobre o tema, basta entrar no aplicativo X-Lei, carrossel número 6- ANVISA e você terá acesso à legislação do A2A2. (Fonte: Terra Viva)


Protagonista ou coadjuvante?

Nas novelas, séries, minisséries, peças de teatro e filmes as narrativas giram em torno do protagonista. O personagem principal é aquele que, de algum modo, diferencia-se dos demais, isto é, dos coadjuvantes.
Saindo do imaginário, a vida real também tem seus protagonistas e coadjuvantes. A todo momento, estamos cercados por oportunidades e desafios que atravessam a nossa história. Porém, atenção neste ponto: atravessam, porque para fazer parte depende de nós.
 
No leite, o contexto atual traz um período desafiador marcado pela forte alta conjuntural de custos de produção de leite. Contudo, uma análise mais ampla e criteriosa, abordada no artigo, “Leite virou produto de luxo?” mostra haver um processo de pelo menos doze anos de elevação dos custos de produção acima da inflação geral da economia.
 
Este ano, no primeiro semestre, os dados divulgados pelo IBGE, apontaram uma queda recorde de aproximadamente 10,3% na captação de leite cru resfriado, em relação ao mesmo período de 2021. Essa é a maior queda registrada da série histórica, desde 1997. A combinação de fatores como produção, eventos climáticos adversos e ambiente econômico foram apontadas pelos especialistas como causa dessa queda expressiva.
 
Em meio a este cenário, o futuro bate à porta do leite brasileiro. As agendas ambiental e de sustentabilidade deixaram de ser uma realidade distante, já permeando os diversos elos da cadeia e com forte tendência de crescimento.
 
O que, esperar então, do futuro do setor? Como ser protagonista em uma história complexa, dinâmica e desafiadora? Como transformar os desafios em oportunidades? Como diferenciar-se dos coadjuvantes? Como fazer parte da história?
 
Entre todas as possíveis respostas para os questionamentos acima, sem dúvidas, a informação e o conhecimento são essenciais para um primeiro passo. Entender o que nos trouxe até aqui e o que pode nos continuar levando adiante é de suma importância.
 
É neste contexto que chegamos a 20ª edição do Interleite Brasil, simpósio referência sobre a cadeia láctea nacional. Com 24  palestras, o Interleite Brasil trará as principais pautas do leite nacional como sistemas de produção, mercado, índices de eficiência e produtividade, gestão, tecnologia, agenda ambiental e muito mais! Uma verdadeira jornada de conhecimentos para quem acredita no leite brasileiro e quer transformar os desafios em oportunidades.
 
Com os apoios do Sistema Faeg/Senar – GO, do Sebrae-GO e demais parceiros, o Interleite Brasil 2022 será sediado em Goiânia, nos dias 03 e 04 de agosto. Pela primeira vez em formato híbrido, o evento também será transmitido ao vivo online em plataforma exclusiva para os participantes.
 
Antecedendo o Interleite Brasil 2022,  dia 02 de agosto, também em Goiânia, teremos três eventos paralelos: Fórum MilkPoint Mercado, Jantar dos Top 100 e workshop exclusivo da Agroceres Multimix  com tema "estratégias, manejo e ferramentas nutricionais com impacto no período pós-parto," ministrado pelo Prof. Felipe Cardoso e por Gilson Dias. 
 
O Interleite Brasil, idealizado pelo MilkPoint. Acesse o site, confira a programação completa e se inscreva. Associados do Sindilat/RS tem 20% de desconto. (Milkpoint)
 
 
Fundesa encerra semestre com mais de R$ 112 mi em reservas

As contas semestrais do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS foram aprovadas na manhã desta sexta-feira em assembleia geral virtual. O saldo atual do Fundesa é de R$ 112,4 milhões. No semestre, foram arrecadados R$ 11,4 milhões, entre contribuições de produtores e indústrias, e receitas financeiras. “Houve uma recuperação expressiva dos rendimentos em função do aumento da Taxa Selic”, explica o presidente do Fundo, Rogério Kerber. Também, segundo os números, houve um aumento de 4,8% na arrecadação de contribuições, o que é considerado normal já que alguns setores vêm elevando os abates, conforme o presidente.
 
A aplicação dos recursos no primeiro semestre de 2022 reflete o que está na diretriz de fortalecimento do sistema de defesa sanitária do Fundesa. Foram aplicados mais de R$ 3,8 milhões em indenizações, capacitações de técnicos do Serviço Veterinário Oficial e aquisição de insumos e equipamentos. Conforme Kerber, isso é fundamental para que qualquer evento sanitário seja registrado. “É preferível fazer investimento, fortalecer o sistema de defesa sanitária preventivamente e não ter a necessidade de fazer aplicação de recursos na contenção de alguma enfermidade que acabe trazendo problemas e perdas econômicas e sociais.” (Fundesa)


Jogo Rápido 

EUA confiam em aumento na produção de petróleo 
 Um representante do departamento de energia dos Estados Unidos disse estar confiante de que os produtores do Golfo aumentarão a produção de petróleo após a visita do presidente Joe Biden à Arábia Saudita, onde se reuniu com líderes regionais. “Com base no que ouvimos na viagem, estou bastante confiante de que veremos mais alguns passos nas próximas semanas”, disse ontem Amos Hochstein, consultor sênior do Departamento de Estado para segurança energética, no programa “Face the Nation” da “CBS”. Hochstein, que fez parte da delegação de Biden na visita, também citou os produtores de petróleo do Kuwait e os Emirados Árabes Unidos. “Não se trata apenas da Arábia Saudita”, disse ele. “Há capacidade extra adicional. Há espaço para aumentar a produção”, destacou Hochstein. Biden visitou a Arábia Saudita na sexta-feira como parte de sua primeira viagem ao Oriente Médio como presidente dos EUA, na esperança de fechar um acordo sobre a produção de petróleo para ajudar a reduzir os preços da gasolina. O presidente dos EUA Biden está sob pressão política como consequência dos altos preços da gasolina e consequente alta da inflação, a mais alta no país em quatro décadas. Durante a visita, Biden disse que espera mais aumentos na oferta de petróleo pela Arábia Saudita. Autoridades sauditas destacaram, porém, que qualquer decisão seria feita no âmbito da Opep+, que realizará a próxima reunião em 3 de agosto. A inflação se tornou um problema político para os democratas e o governo Biden com as eleições de meio de mandato em novembro. Embora a guerra da Rússia contra a Ucrânia tenha abalado os mercados de energia, Biden também tem criticado os “lucros crescentes” das empresas de petróleo e gás, acusando-as de “manipular preços e especular”. (Valor Econômico)


 
 
 
 
 
 
 
 

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