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Porto Alegre, 30 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.574

 

Aliança Láctea vai solicitar a compra de 50 mil toneladas de leite em pó


Crédito Foto: Bruna Karpinski

Representantes do setor lácteo da região Sul do país vão encaminhar ao Ministério da Agricultura (Mapa) um pedido de compras governamentais urgente de leite em pó ou leite UHT. A definição ocorreu na manhã desta quarta-feira (30/8), em reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira realizada na Expointer. Durante o encontro, os secretários de Agricultura do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul discutiram os problemas do setor e as providências necessárias para superar as dificuldades, entre elas o preço do leite tanto para os produtores quanto para a indústria.

O pedido do Sindicato das Indústrias do Rio Grande do Sul (Sindilat) é que o governo federal faça a aquisição de 50 mil toneladas de leite em pó ao preço mínimo de R$ 14,30 o quilo ou 425 milhões de litros de leite UHT ao preço mínimo de R$ 2,20 o litro. O volume representa um montante de R$ 730 milhões em recursos federais. Segundo Ronei Volpi, assessor da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), que assumiu a coordenação da Aliança Láctea no lugar do presidente da Comissão do Leite da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Rodrigues, o pleito será encaminhado ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

"O problema não é só do Rio Grande do Sul, é nacional. Por isso, as ações precisam ser nacionais. Se continuar como está, não são só os produtores que vão quebrar, mas também as indústrias", salientou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. Na avaliação da entidade, a pauta precisa ser unificada para que a reivindicação ganhe força. 
 

Fórum da Fetag também debateu gargalos
Em debate da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag), também realizado na manhã desta quarta-feira, durante a Expointer, produtores e entidades ligadas ao setor concordaram que a solução precisa vir do governo federal. Entre os problemas abordados no encontro, que ocorreu na arena do Canal Rural no parque Assis Brasil, está o aumento de importação de leite do Uruguai e o baixo valor de compra do leite.

Estas questões têm preocupado a indústria e os produtores do Estado, que alegaram, durante o Fórum de Discussão da Fetag, urgência na avaliação das pautas que dependem da ação do Ministério da Agricultura (Mapa). Na ocasião, o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reforçou a necessidade de compra governamental do leite. "Nós precisamos subir outros degraus, não há outra solução para agora que não seja esta", ressalta Palharini.  O presidente da Fetag, Carlos Joel, ainda ressaltou que a redução do valor do leite tem prejudicado toda a cadeia. "Temos um consumidor que esta pagando um preço baixo, mas o produtor que está sendo prejudicado". (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
 

 

GT do leite em pó enviará documento com oito pleitos ao governo do Estado e federal

Em reunião do Grupo de Trabalho (GT) sobre importação de leite em pó, realizada na tarde desta terça-feira (29/8), na casa da Assembleia Legislativa, na Expointer, parlamentares e dirigentes de entidades ligadas ao setor lácteo discutiram sobre os gargalos da atividade. Após dezenas de pronunciamentos, os presentes definiram pela elaboração de um documento listando as medidas necessárias para melhorar a competitividade no Rio Grande do Sul. A carta, que inclui oito apontamentos, será enviada ao governo do Estado e aos ministérios da Agricultura e da Indústria e Comércio, afirmou o deputado Zé Nunes, que coordenou o debate.

Na ocasião, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) reforçou sua posição no que diz respeito aos pedidos já formalizados ao governo estadual e federal nos últimos meses. Na avaliação do presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o setor precisa de compras governamentais imediatas para tirar o excedente de produto local e regular o mercado. Outro pleito da entidade são as cotas de importação do Uruguai, a exemplo de como já ocorre no caso da Argentina para que seja possível ter previsibilidade. "Se isso não acontecer, corremos o risco de a Argentina 'sair fora' e aí o que está ruim pode ficar pior ainda", alerta.


Foto: Laura Berrutti

No âmbito estadual, Guerra reforçou sobre a importância de suspender os dois decretos que proporcionavam diferimento no ICMS na importação do produto. O dirigente citou, ainda, a necessidade de equacionar a guerra fiscal entre estados e estimular a competitividade do setor por meio de mais produtividade, tanto na indústria quanto dentro da porteira, para poder segurar de forma natural a importação e viabilizar as exportações de forma competitiva.

Também fazem parte do documento a verificação de triangulação de leite no Uruguai, devido ao volume de entrada e saída do produto no país, o fortalecimento das cooperativas e da assistência técnica e a instituição de uma política de Estado efetiva para o setor lácteo. "É o setor unido na busca de soluções e na defesa do setor lácteo", ressaltou Guerra. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Mamíferos da Parmalat vão voltar em breve


Crédito Foto Jonathan Heckler/JC

Tem uma geração de brasileirinhos que cresceu na companhia dos mamíferos da Parmalat, uma das campanhas de marketing promocional associada à venda de caixinhas de leite de maior sucesso no País nos anos de 1990. Pois a família vai voltar e em 2018, projeta o diretor de relações institucionais e comunicação da francesa Lactalis, uma das líderes globais de laticínios e que adquiriu a marca Parmalat, Guilherme Portella. O executivo fez a revelação, ao participar do programa Leite com Café, na Casa JC na Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio, que a retomada de uma campanha com os bichinhos está sendo gestada. Na versão anterior, as pessoas trocavam selinhos das caixinhas pelos bichinhos de pelúcia da família dos mamíferos. O suspense está no ar. Segundo o diretor, os mamíferos estarão de volta na campanha do leite fortificado Parmalat Max, prestes a ser lançado. "Os mamíferos voltam", garante. Em 2018, as novidades estarão atrelados aos bichinhos de pelúcia. "É uma força da marca e queremos desenvolver." 

O diretor contou ao Leite com Café mais detalhes e novidades da operação brasileira. Entre elas, mais investimentos no Rio Grande do Sul e exportação de itens produzidos nas unidades gaúchas para o Chile. A negociação está em andamento e só depende de licenças para liberar o envio de mercadorias, antecipou Portella. A Lactalis tem a maior operação no Brasil, em número de plantas e capacidade de processamento, no Rio Grande do Sul. São cinco em solo gaúcho que empregam 2,3 mil trabalhadores. "Respondemos por quase 25% da compra de leite dos produtores do Estado. São 900 milhões de litros de leite cru por ano entregues, e um detalhe: 80% do volume se transforma em produtos que vão a outros estados", contabiliza, em forma de leite em pó, leite UHT (caixinha), leite condensado, bebidas lácteas, queijo e requeijão. No Estado, 8 mil famílias entregam leite para a empresa. 

A Lactalis tem a maior operação no Brasil, em número de plantas e capacidade de processamento, no Rio Grande do Sul. São cinco em solo gaúcho, que empregam 2,3 mil trabalhadores. "Respondemos por quase 25% da compra de leite dos produtores do Estado. São 900 milhões de litros de leite cru por ano entregues, e um detalhe: 80% do volume se transforma em produtos que vão a outros estados", contabiliza, em forma de leite em pó, leite UHT (caixinha), leite condensado, bebidas lácteas, queijo e requeijão. No Estado, 8 mil famílias entregam leite para a empresa. Em 2016, a companhia anunciou investimento de R$ 104 milhões em modernização de linhas gaúchas, introduzindo mais tecnologias. Entre as ações está a montagem de uma linha de garrafas plásticas para envazar leite UHT, que será em Teutônia, uma das maiores plantas no setor na América do Sul. (Jornal do Comércio) 

 

Fonterra abre nova fábrica de US$ 119 milhões, na Austrália
Fonterra - A cooperativa da Nova Zelândia, Fonterra, anunciou a abertura de uma nova fábrica de queijos na Austrália, com investimento de US$ 119 milhões, para ajudar a atender o crescimento da demanda. A planta, que será construída em Victoria,substituirá a que foi destruída pelo fogo em dezembro de 2014. O diretor da Fonterra Austrália, René Dedoncker disse: "A Fonterra é líder no mercado de queijos da Austrália, de US$ 2 bilhões, lidera o mercado de foodservice, oferecendo soluções para chefs em toda a Austrália, e é um dos principais exportadores de ingredientes lácteos da Austrália. A nova fábrica de queijos em Stanhope ajudará a consolidar a posição no mercado, assegurando negócio sustentável ao longo da cadeia de valor". A nova planta de queijos processará 1,3 milhões de litros de leite por dia, uma vez que a companhia vem tendo crescente demanda de queijos para os mercados domésticos da China e do Japão. Enquanto isso, a Fonterra está pagando € 7,1 milhões para ter participação de 10% na AB Rokiškio Sūris, indústria de laticínios da Lituânia que busca recursos para expandir suas exportações. Dalius Trumpa, presidente da Rokiškio Sūris disse: "A Fonterra é uma empresa líder mundial, e se tornar acionista da Rokiškio Sūris, leva nossa empresa também para um nível global, muito diferente". As duas empresas já são parceira comerciais há muitos anos, com a Fonterra fornecendo ingredientes para a produção de produtos especiais para a Europa. (FoodBev - Tradução livre: Terra Viva)

 

Porto Alegre, 29 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.573

 

Sindilat defende aumento da produção e consumo para ganhar competitividade

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) defende o aumento da produção e do consumo de leite e derivados para tornar o setor mais competitivo. Foi o que afirmou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, nesta terça-feira (29/8), em Esteio, durante coletiva de imprensa no Pub do Queijo na Expointer. O projeto conta com uma seleção especial de derivados lácteos e se tornou uma das principais atrações gastronômicas do Parque de Exposições Assis Brasil. Na ocasião, também foi lançado o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo, que abre suas inscrições a partir de 1º de setembro através do e-mail imprensasindilat@gmail.com. O regulamento na íntegra já está no site do Sindilat.

Guerra destacou que, nos últimos seis meses, o mercado brasileiro tem recebido leite de fora, com preço mais competitivo, vindo principalmente do Uruguai. Esse fator, somado à queda de consumo local devido à crise, tem favorecido para concorrência desleal. "O produto que vem do Uruguai concorre diretamente com o nosso. Não estamos dizendo que o Rio Grande do Sul é contra as importações, mas precisamos estabelecer uma cota", afirmou, destacando que a ideia é atuar para controlar a importação e aumentar a produtividade por animal e por propriedade para melhorar o cenário.

A ideia também é defendida pelo secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Ele observou que a média brasileira de produção de cada propriedade rural é de 15 mil litros por ano, enquanto a do Uruguai é de 500 mil litros por ano. "Temos um descompasso e apenas cinco estados brasileiros que são superavitários na produção de leite", disse.

Durante a coletiva, Guerra destacou que 70% do queijo consumido no Rio Grande do Sul é concentrado nos tipos prato e mussarela. Considerando este cenário, o dirigente acrescentou ainda que a ideia do Sindilat é ampliar o consumo do produto, proporcionando experiências para ao conhecimento de outros tipos como grana e queijos frescais. Este é um dos propósitos do Pub do Queijo, que oferece mais de 50 tipos da iguaria para degustação diariamente durante a Expointer das 11h30min às 24h. Além de diversidade, o PUB ainda oferece aos visitantes porções de pratos a base de queijo, como risotos e massas com molhos especiais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Carolina Jardine

 

REGULAMENTO 3º PRÊMIO SINDILAT DE JORNALISMO

Confira o regulamento do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo.

CRONOGRAMA

O 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo é uma realização do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS que busca valorizar o trabalho da imprensa que cobre o setor lácteo gaúcho e que tanto contribuiu para o desenvolvimento do Brasil.
Período de Inscrições: 01/09/2017 a 01/11/2017 
Divulgação dos Finalistas: até 27 de novembro
Divulgação dos Vencedores: 7 de dezembro

PARTICIPAÇÃO
1) Serão recebidos trabalhos publicados em língua portuguesa em veículos com sede no Brasil.
2) Tema: Os trabalhos inscritos devem abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e desafios.
3) Os trabalhos a serem inscritos no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo devem ter sido publicados/veiculados entre 02/11/2016 a 01/11/2017.
4) Podem participar jornalistas devidamente registrados ou grupo de profissionais, sendo ao menos um jornalista.
5) Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidato.

CATEGORIAS
O 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo divide-se em quatro categorias:
1) Impresso: reúne trabalhos de veículos impressos a serem enviados em formato PDF;
2) Eletrônico: reúne trabalhos divulgados em veículos eletrônicos (rádio e televisão) a serem enviados mediante link;
3) Online: Trabalhos veiculados no período recomendado desde que apresentem indicação expressa da data de veiculação e fornecimento do link ativo;
4) Fotografia: Imagens alusivas à atividade leiteira veiculadas na imprensa, independente da plataforma. Enviar a imagem original (em JPG) e PDF da publicação;

PREMIAÇÃO
Os vencedores (1º lugar) de cada categoria receberão troféu e um Iphone. Os segundos e terceiros classificados receberão um troféu de colocação.
É reservado ao Sindilat o direito, sem aprovação prévia ou comunicação, de substituir os prêmios em caso de falta de disponibilidade dos mesmos, por outro de sua escolha.
SOBRE A INSCRIÇÃO
1) O candidato deve preencher a ficha de inscrição (uma para cada trabalho inscrito).
2) Os trabalhos devem ser enviados por email para imprensasindilat@gmail.com respeitando as particularidades de cada categoria. Em caso de envio de mais de um trabalho, deve-se produzir um email para cada reportagem inscrita.
3) Documentação a ser anexada no email:
- Reportagem;
- Ficha de Inscrição preenchida e assinada;
- Documento de Identidade;
- Cópia do Registro Profissional;
- Atestado de autoria (Se necessário);
4) O material deve ser enviado por email (imprensasindilat@gmail.com) ou entregue em mãos na sede do Sindilat (Av Mauá, 2011/505 - Porto Alegre das 9:00h até as 18:00h) até 1º de novembro de 2017.
5) A efetivação/finalização da inscrição será confirmada por email;
6) A Comissão Julgadora é responsável pela análise das inscrições e eventuais exclusões de trabalhos que não estejam em conformidade com as disposições deste regulamento.
7) A Comissão Julgadora será composta por profissionais de comunicação social, representantes do Sindilat e de instituições ligadas ao agronegócio.

COMPOSIÇÃO DE JURADOS:
O SINDILAT se reserva o direito de substituir qualquer nome referido, por razões de força maior, comprometendo-se a divulgar todos os participantes inscritos.
O corpo de jurados estará composto por profissionais da área de comunicação social e por executivos representantes das instituições ligadas ao setor lácteo.
Os jurados elegerão entre seus componentes, por consenso ou por votação, o presidente do júri. O mesmo será responsável pelo voto de desempate nos casos em que for necessário.
As decisões dos jurados são soberanas, respeitando as disposições do presente regulamento, sem qualquer espécie de recurso a este tipo de decisão.

DISPOSIÇÕES GERAIS
1) O autor ou autores dos trabalhos autorizam previamente sua reprodução para fins de divulgação do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo;
2) A decisão da Comissão Julgadora pela exclusão de um determinado trabalho será irrevogável;
3) O participante será desclassificado em caso de fraude comprovada;
4) Funcionários do Sindilat/RS, diretores e assessores não estão habilitados a participar desse concurso;
5) As reproduções, cópias ou qualquer outro elemento referente aos trabalhos enviados, não serão devolvidos;
6) A comissão técnica estará integrada por membros designados pelos organizadores, a seu critério exclusivo;
7) O autor dos trabalhos inscritos autoriza previamente que suas obras sejam objeto de reprodução, na totalidade, ou em parte, nas iniciativas de responsabilidade dos organizadores do Prêmio SINDILAT de Jornalismo, tais como livros, revistas, folhetos, páginas na web, catálogos e exposições, em que predomine o caráter informativo/cultural, independente de qualquer licença ou remuneração além do prêmio previsto no presente regulamento;
8) Está previsto no presente regulamento, sendo responsabilidade do júri, a decisão sobre casos omissos, por consenso ou por maioria de votos dos jurados, sendo irrevogável esta decisão;
9) Os participantes inscritos se declaram conscientes de todos os termos e estão automaticamente de acordo com todas as normas previstas no presente regulamento;
10) O Sindilat se reserva o direito, se necessário, em qualquer momento, sem aviso prévio, de modificar algumas das disposições do presente regulamento, em conformidade com seus objetivos;
11) A participação neste concurso é voluntária e gratuita.
12) São consideradas como válidas as participações que cumpram todas as condições e prazos previstos neste regulamento;
13) As questões previstas no presente regulamento serão resolvidas por liberdade do Sindilat e suas decisões serão soberanas e inapeláveis;
14) Os participantes do presente concurso cultural, incluindo o ganhador, assumem a responsabilidade total e exclusiva da propriedade intelectual dos trabalhos inscritos, bem como, de toda e qualquer reclamação por parte de terceiros que se sintam prejudicados por sua participação no concurso e pela transferência de seus direitos. O Sindilat não será responsável por qualquer infração de direitos autorais;
15) O participante se compromete a liberar todos os documentos e permissões necessários para o uso, por parte do Sindilat, dos trabalhos premiados. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
Sindilat doa lácteos para ação na Expointer



Lugar de criança e de adolescente é na escola e em lugares que desenvolvam as suas aptidões. Esta é a mensagem que a segunda edição da Ação Social no Combate ao Trabalho Infantil transmitiu na manhã desta terça-feira (29/8), na Expointer. A iniciativa contou com o apoio do Sindilat, que doou achocolatados, queijo e requeijão para os kits de alimentos arrecadados pelo governo do Rio Grande do Sul, por meio do Gabinete da Primeira Dama.

Para a primeira dama do Estado, Maria Helena Sartori, debater a erradicação do trabalho infantil em um evento como a Expointer é fundamental, devido ao grande número de pessoas que visitam a feira diariamente. "É importante trazer estes jovens e mostrar para a sociedade que temos espaço para eles também". Maria Helena ainda ressaltou a importância das parcerias para a realização da ação. "A gente tem que agradecer, porque para eles é muito importante que estas parcerias ajudem. O Sindilat sempre foi um dos grandes apoiadores dos nossos eventos e logicamente foi um dos primeiros a serem acionados", ressalta.

Organizado pela Superintendência do Ministério do Trabalho, em parceria com o Fórum Estadual de Erradicação e combate do Trabalho Infantil (Fepeti) e do Fórum Gaúcho de aprendizagem profissional, o evento busca conscientizar a sociedade sobre a importância da permanência das crianças e dos jovens na escola. Além disso, para a diretora administrativa da superintendência, Denise Gonzáles, é fundamental que a juventude participe de atividades que desenvolvam suas vocações no turno contrário ao colégio. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

O aumento do preço da manteiga pode "provocar mudanças fundamentais"
O aumento dos preços da manteiga de leite, que levaram a manteiga a valores recordes em alguns mercados, pode desencadear "mudanças fundamentais no mercado" para os processadores, disse a cooperativa Arla Foods, prevendo uma contínua recuperação do mercado de lácteos. O executivo chefe da Arla, Peder Tuborgh, denominou o rally dos valores da manteiga de leite como o "principal motor para o desenvolvimento positivo do mercado mundial de lácteos", levando as cotações do GlobalDairyTrade recuperarem 70% em relação ao ano passado. "Pela primeira vez, a gordura de leite está mais cara do que a proteína", com os valores da manteiga anidra superando os preços de produtos protéicos, como a caseína. O Índice geral do GlobalDairyTrade esconde as diferenças nos desempenhos dos valores da manteiga, 52% acima das cotações de 2016, e as de caseína, que caíram 6,9%. Início de mudança fundamental":A mudança está sendo impulsionada pelos baixos ou inexistentes estoques de manteiga, a tendência de aumento do consumo, e demanda de produtos lácteos mais ricos", disse Tuborgh. Muitos consumidores, enquanto demonizam o açúcar como potenciais riscos à saúde, retornaram às gorduras, no momento em que os estoques de manteiga estavam baixos, diante das preocupações com os preços do leite em pó desnatado, que é resultado do processo de produção de manteiga. Os preços do leite em pó desnatado caíram 11,5% no GlobalDairyTrade em relação ao ano passado, e na Europa estão muito elevados os estoques de intervenção. Se a gordura continuar subindo, "provocará mudança fundamental no mercado de laticínios, com alteração na produção e gestão de produtos", disse Tuborgh. A Arla mesmo nos últimos anos tem focado em produtos que incluem o soro de leite, uma proteína láctea, que provou ser lucrativa, e usada em fórmulas infantis. (Agrimoney - Tradução Livre: Terra Viva)
 

 

Porto Alegre, 28 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.572

 

PUB DO QUEIJO RECEBE AUTORIDADES DURANTE A EXPOINTER


              Foto: Carolina Jardine

O Secretário da Agricultura, Ernani Polo, visitou o Pub do Queijo na manhã desta segunda-feira (28/8) durante e Expointer 2017, em Esteio (RS), e foi recebido pelo secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Darlan Palharini. Segundo Polo, o Pub é de grande importância para a divulgação dos lácteos e derivados do Estado durante a feira. "Este local ficou maravilhoso. 

 
Não tenho dúvida de que vai se consolidar como um dos grandes locais de visitação de pessoas", afirmou.  Junto ao sub-secretário do Parque de Exposições Assis Brasil, Sérgio Foscarini, Polo degustou queijo brie gratinado com geleia e polenta com creme de queijo. Também visitaram o Pub do Queijo durante a manhã os deputados Alceu Moreira e Edson Brum. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 
 

SINDILAT PROPÕE INCENTIVO A PRODUTOR QUE TIVER FIDELIZAÇÃO COM A INDÚSTRIA


Foto: Carolina Jardine

Reunido na manhã deste domingo (27/08) com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi e representantes do setor, o vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, reivindicou medidas que ajudem a equilibrar o mercado brasileiro frente aos altos e baixos de oferta. Portella pediu que o governo conceda incentivo, não às indústrias, mas aos produtores que tiverem vínculo formal com os laticínios para os quais entregam seu leite. "O governo poderia dar isenção de Funrural e ITR a esses produtores", sugeriu.

Durante o encontro, o Sindilat entregou ao ministro documento com dados que indicam possível triangulação de leite pelo Uruguai. Sobre os limites a serem impostos às importações, Portella reforçou que trata-se de um paliativo. "Queremos AGF, EGF, PEP e ferramentas que nos permitam equilibrar a oferta e evitar altos e baixos. Com isso, poderemos barrar os importados pela competitividade do nosso próprio setor produtivo". 

Segundo o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, os dados entregues ao ministro serão analisados pelo governo a fim de adotar uma posição. Sobre tirar o leite do acordo de livre comércio do Mercosul, Maggi pontuou que, para abrir um processo anti-dumping contra o Uruguai é preciso aprovação do setor industrial, onde não há unanimidade.  (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
MAPA AVALIA RETIRADA DO LEITE DO ACORDO DE LIVRE COMÉRCIO DO MERCOSUL


Foto: Carolina Jardine

O Ministério da Agricultura (Mapa) está fazendo um estudo para ver a possibilidade de retirada do leite do acordo de livre comércio do Mercosul. A medida foi informada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em coletiva de imprensa realizada neste sábado (26/8), na Expointer. O titular da pasta esteve no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, para a cerimônia de abertura oficial da feira.

"O Uruguai tem nos incomodado muito, é verdade. Acaba inundando o mercado brasileiro", disse Maggi, referindo-se à importação de leite. O ministro reconheceu que a aquisição de leite uruguaio derruba os preços no Brasil e afirmou que está trabalhando para dar mais previsibilidade ao setor lácteo.

Uma das possibilidades, comentou, é a adoção de cotas a exemplo do que já ocorre com a Argentina. Maggi informou ainda que o Ministério da Agricultura fará missões ao Uruguai para entender como funciona o setor lácteo no pais vizinho e também para verificar se esta ocorrendo triangulação do produto. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, disse que o ministro tem se mostrado preocupado com as importações de lácteos. "A preocupação não é a quantidade, mas a época do ano em que entram estes produtos", comentou.

Segundo dados levantados pelo Sindilat, a produção total do Uruguai em 2016 foi de 1,77 bilhão de litros de leite. No mesmo período, o consumo interno foi de 791,2 milhões de litros e o volume total exportado para o Brasil foi 1,03 bilhão de litros. Logo, o saldo negativo é de 52,78 milhões de litros. "Esse leite, se não for do Uruguai, sofreria uma tributação da TEC de 28%", comenta Palharini, lembrando que o Mercosul prevê livre comércio apenas para produção dos países que integram o bloco.  (Assessoria de Imprensa Sindilat) 
 

Desenvolvimento da indústria de laticínios em Córdoba
Meio ambiente/AR - Com o objetivo de adequar as pequenas e médias indústrias de laticínios (PyMES) no que se refere aos problemas ambientais, foi estabelecido do Programa de Reconversão Industrial (PRI). O Ministério do Meio Ambiente e Agroindústria, junto com o Governo da província de Córdoba estão impulsionando o PRI do setor lácteo. O objetivo será alcançado mediante a implantação de um instrumento de gestão para melhorar o desempenho ambiental, e que contribuirá para enfrentar de forma global e com visão de longo prazo, o crescente impacto das mudanças climáticas sobre a evolução da cadeia láctea, fortalecimento da reputação empresarial e simultaneamente um incremento na preferência dos consumidores. Em uma primeira etapa o PRI abrangerá empresas PyMES da bacia leiteira de Villa Maria. Estão sendo realizados levantamentos da situação inicial das vinte empresas que aderiram ao programa, o que servirá de ponto de partida para elaborar o plano de ação em cada indústria de laticínios cadastrada. Também será estabelecido um acompanhamento à distância (TAD) para a operacionalização do PRI, tornando-o mais eficiente. (Infortambo - Tradução Livre: Terra Viva)
 

 

Porto Alegre, 25 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.571

 

Chile - Importações crescem 61,8% no primeiro semestre

As importações de produtos lácteos no primeiro semestre de 2017 em comparação com igual período de 2016 cresceram em volume (litros equivalentes) 61,8%, e em valor (dólares) aumento de 75,1%, totalizando US$ 174,1 milhões. No total, foram internalizados no país 414,2 milhões de litros equivalentes leite, o correspondente a 43,8% da captação nacional de leite no primeiro semestre de 2017, que totalizou 940,8 milhões de litros. As exportações, por sua vez, caíram 4,5%, chegando a 180,2 milhões de litros. Em valor subiram 20,1%, totalizando US$ 110,1 milhões.
Para a Federação dos Produtores de Leite do Chile (Fedeleche) os dados de importação de produtos lácteos são preocupantes por seu efeito na atividade leiteira local, considerando que há um significativo recuo da demanda por matéria prima, cuja dinâmica produtiva encontra-se estagnado, criando um cenário onde as importações ganham terreno sobre as exportações. O presidente da Fedeleche, Rodrigo Lavín, lembra que o setor primário da cadeia láctea vem saindo de anos adversos diante de uma seca severa, queda dos preços. O aumento das importações de lácteos pode impactar, negativamente, nas condições dos produtores de leite. "Um terceiro ano com anúncio de baixa seria o fim para muitos pequenos e médios produtores", assegura o presidente da agremiação, que também vê "pressão" sobre a disponibilidade leite no mercado interno como consequência dessa situação. "A disponibilidade de leite este ano no mercado interno foi consistentemente superior em relação ao ano anterior", alerta.

Comportamento do mercado
Em termos de valor, dentros dos principais produtos importados sobressai o queijo gouda, produto que responde por 29,1% do valor das importações, enquanto que o volume em relação ao ano passado é de 198,7%, variação que preocupa os produtores. Outros produtos também tiveram incrementos nos valores das importações, o leite em pó integral (10,5%), e o leite em pó desnatado (10,2%). Essas categorias tiveram incrementos em volumes de 152,6%, e 40,5%, respectivamente, em relação a 2016. Também em valor, os principais países de origem das importações foram a Nova Zelândia, participando com 27,3%, Estados Unidos com 20,9%, e Argentina com 12,9%. O volume importado desses países, em relação ao ano anterior cresceram 163,7%, 40,7%, e 9,9%, respectivamente. As empresas que mais importaram no período foram a Prolesur e Nestlé, com 26,6% e 11,9% de participação no valor pago. Em matéria de exportações, os principais destinos foram: Estados Unidos, México, e Peru, com os seguintes valores: 25,8%, 11,9%, e 10,6%. As empresas que mais exportaram foram a Nestlé, Colún, e Prolesur, responsáveis por 60,6%, 18,3%, e 12,7%, dos valores faturados, respectivamente. Os produtos lácteos mais exportados no primeiro semestre foram, Preparados infantis, Leite condensado, e Queijo Gouda, mercadorias com participações em termos de valor de 29,4%, 23,5%, e 10,6%, respectivamente.
 
Balança comercial
A balança comercial de lácteos no primeiro semestre de 2017 mostra importações de 232,4 milhões de litros em equivalentes leite a mais que o que foi exportado, consolidando a tendência negativa observada no déficit comercial negativo que já atinge 28 meses consecutivos, transformando o Chile em um importador líquido de leite. (Exporlac - Tradução livre: Terra Viva)

  

 

EUA: fazenda virtual usa inteligência artificial para melhorar manejo da fazenda

A Universidade de Wisconsin-Madison (UW) iniciou um projeto de de dois anos que usará inteligência artificial (IA) para analisar dados em tempo real ajudando os produtores de leite a melhorar suas decisões de gestão. "Chamamos este projeto de 'cérebro de fazenda leiteira virtual', porque estamos tentando imitar o pensamento de um ótimo gerente de fazenda leiteira", disse o líder da equipe, Victor Cabrera, professor de ciência dos lácteos da UW-Madison.

A equipe multidisciplinar da UW inclui cientistas de lácteos, economistas agrícolas e cientistas de computação que começaram a agregar dados de 4.000 vacas leiteiras para o servidor do campus. "As fazendas leiteiras adotaram muitas tecnologias que geram grandes quantidades de dados", afirmou Cabrera. "O problema é que os produtores não conseguiram integrar essas informações para melhorar a tomada de decisões de toda a fazenda".

O principal desafio será filtrar os dados úteis coletados das operações diárias leiteiras, de acordo com Cabrera. O tipo de dados coletados varia de libras de leite produzido e libras de alimentos animais consumidos por vacas leiteiras, quantos passos uma vaca dá, resultados de testes genômicos, bem como dados gerais da fazenda, como padrões climáticos e o preço do leite. 

A equipe da UW usará inteligência artificial para prever melhor o resultado de várias práticas de manejo. Cientistas do Centro de Computação de Alto Rendimento da Universidade estão desenvolvendo algoritmos que analisam a atividade das fazendas de lácteos, que serão usados para prever melhores práticas de manejo.

O passo final será aplicar o que foi aprendido com os dados relevantes para criar ferramentas intuitivas de suporte baseadas na nuvem. A ideia, é que os produtores usem dados em tempo real de suas fazendas para tomar decisões de manejo 'mais inteligentes'. "Nós pensamos que a metodologia deve ser aplicada a qualquer fazenda. Poderia ser ajustada para atender qualquer informação disponível. A abordagem básica seria muito semelhante em uma fazenda de 100 vacas ou em uma operação de 8 mil vacas".

Cabrera adicionou que, uma vez que o projeto de dois anos estiver completo, ele espera iniciar um estudo maior envolvendo de 100 a 200 fazendas leiteiras que representam uma variedade de tamanhos e práticas de manejo. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Leite condensado volta a liderar exportações e mostra oportunidades ao setor

A menor demanda venezuelana por leite em pó trouxe de volta ao protagonismo das exportações brasileiras de lácteos o leite condensado. De janeiro a julho de 2017, as vendas externas do produto totalizaram 12,2 mil toneladas, volume 25% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, as negociações do leite condensado representaram 51% da quantidade total comercializada. Quanto à receita, o montante foi de US$ 27,1 milhões nos primeiros sete meses do ano, 57% maior frente ao mesmo período de 2016, representando 37% do total obtida pelo Brasil com a venda internacional de lácteos. A volta do leite condensado à liderança da pauta de exportações veio também acompanhada da redução de 7,8% no volume total de lácteos embarcado e da queda de 4% da receita obtida com as exportações de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. 

Por outro lado, a maior abertura do mercado consumidor deste produto e o maior valor agregado evidenciam oportunidades ao setor. O leite condensado brasileiro foi enviado para 25 países, sendo Arábia Saudita (25% do total do volume), Estados Unidos (18%), Trinidad e Tobago (11%) e Emirados Árabes (9%) os principais compradores. O preço médio do leite condensado exportado foi de US$ 2.214/t no período, valor 43% superior à média de janeiro a julho de 2016. A produção de leite condensado segue crescendo no Brasil. Com o processamento relativamente simples, sua fabricação é viável por meio de adaptações em indústrias de pequeno e médio porte. O lácteo é obtido a partir da desidratação do leite fluido, seguida da refrigeração ou tratamento térmico (de acordo com o fim a que se destina), sendo conservado mediante a adição de açúcar. Ainda que tenha o termo condensado no nome, não passa pelo processo de condensação (passagem do estado de vapor ao estado líquido mediante da liberação de calor). 

Utiliza-se, na realidade, o processo de vaporização, que consiste na conversão de um líquido em vapor por meio de aquecimento ou evaporação. Além disso, o desenvolvimento de novas tecnologias, como as embalagens cartonadas, também favoreceu a expansão da produção e o aumento de marcas no mercado nos últimos anos. Isso porque os os custos de produção diminuíram, deixando o derivado mais acessível ao consumidor. O consumo, aliás, é um ponto importante. De acordo com pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel em 2015, o consumo de leite condensado no Brasil se mostrou relativamente estável frente à crise econômica, uma vez que o derivado é ingrediente central no preparo culinário de doces e sobremesas populares no Brasil (como o brigadeiro e o pudim). Apostar em qualidade dentro da porteira pode ser determinante para o setor. A fabricação do leite condensado é muito sensível ao teor de sais minerais (cálcio, magnésio, fosfatos e citratos), proteínas e acidez. 

O desequilíbrio entre esses elementos prejudica a formação dos colóides, afetando a estabilidade do produto e sua qualidade final. Assim, um dos critérios importantes é a baixa contagem de células somáticas (CCS) da matéria-prima. Em um mercado cada vez mais competitivo, a qualidade é o fator chave: para a indústria, pode significar a expansão de seu market share, tanto no mercado doméstico quanto no internacional; para o produtor, maior receita por meio de bonificações; e para o consumidor, a certeza de adquirir um produto com maior qualidade. (Cepea)

Anvisa planeja mudar rótulo de alimentos no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda uma nova mudança nos rótulos dos produtos alimentícios para advertir sobre a presença de ingredientes em excesso que podem fazer mal à saúde. A agência planeja utilizar o sistema de semáforo e octógonos para destacar a presença desses componentes e atrair a atenção do consumidor. A ideia foi debatida por um grupo de trabalho criado em 2014 para apresentar propostas para solucionar a questão da informação nutricional no país. Segundo a Anvisa, estudos científicos apontam que a tabela nutricional presente nos produtos "é de difícil compreensão e pouco utilizada pelos consumidores". (As informações são do O Estado de S. Paulo)

 

Porto Alegre, 24 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.570

 

  Pub e Boutique do Queijo chegam à Expointer 2017

Após o sucesso da Fenasul de 2017, o PUB do Queijo chega à Expointer. A programação começa na sexta-feira (25/8) e segue até o domingo (3/9), oferecendo uma nova atração gastronômica ao público que for ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O PUB do Queijo ficará aberto diariamente das 11h30min às 24h em frente ao Boulevard. O cardápio será assinado pelo chef Joaquim Aita. As degustações serão orientadas pelo chef Alexandre Reolon, que explicará aos visitantes as peculiaridades de cada variedade. Além disso, essa edição também terá espaço para iogurtes e outros derivados lácteos.

A iniciativa é realizada pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) com apoio de Fetag, Farsul, Seapi, Apil, Ocergs, AGL e Fundesa e demais entidades do setor lácteo. O PUB é uma alternativa diferente em meio às opções de churrasco que serão oferecidas no parque. O espaço oferece mais de 50 tipos de queijos e pratos quentes, como brusquetas, caldos, risotos variados, massas com molhos de queijos e embutidos. O valor do ticket para o ingresso no PUB do Queijo custa R$ 40,00, e dá direito à degustação. Para completar o menu, o serviço ainda inclui trufas e frutas ao chocolate. Crianças de até 10 anos pagam meia entrada.

Quem provar os queijos e quiser levar um pouco do sabor para casa ainda terá a opção de visitar a Boutique do Queijo, que será montada junto ao PUB. A loja oferecerá cunhas de queijos especiais dos fabricantes do Rio Grande do Sul. Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o projeto é uma forma de valorizar os produtos lácteos e demonstrar ao público a diversidade da produção dos laticínios gaúchos. "A iniciativa é muito importante porque valoriza a produção local. A indústria gaúcha tem leite e queijos de alta qualidade que não deixam a desejar em nada aos rótulos mais renomados da Europa", afirmou Guerra. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reitera que é dever da entidade promover os produtos gaúchos. Esse espaço é da Industria gaúcha que a condição básica é de estar presente é ser contribuinte do Fundesa. É a oportunidade de mostrar o controle sanitário que o setor possui. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Fotos: Carolina Jardine

Produção/EU

A produção de leite na União Europeia (UE), em junho, subiu 2,7% em comparação com um ano antes, o segundo mês consecutivo de crescimento na comparação anual.
 
 

A demanda atual de leite está elevada. Para aqueles que esperam produzir mais e aproveitar os preços altos, volumes acima do que os verificados no ano passado serão bem-vindos. Entretanto, a produção de leite está apenas se recuperando das calamidades ocorridas em 2016 e início de 2017.

A questão é saber qual o volume está no plano dos compradores. Se houver uma recuperação contínua, combinada com preços elevados para a maioria dos produtos, os compradores tentarão manter seus estoques baixos, esperando quedas de preços mais na frente. Os dados divulgados da produção da UE estão com dois meses de defasagem, e qualquer impacto relativo à elevação da produção já deveria estar se refletindo nos mercados. Até o momento, parece não ter sido suficiente para diminuir os preços. Nesse caso, se os compradores pretendem manter os estoques baixos, esperando quedas futuras das cotações, o efeito pode ser contrário. Quando voltarem às compras para refazer os estoques, os preços podem estar mais altos. AHDB - Tradução Livre: Terra Viva)

Rebanho leiteiro dos EUA mantém expansão lenta e estável
 
O rebanho de vacas leiteiras dos Estados Unidos expandiu-se em 50 mil cabeças de dezembro passado até junho. Cada mês registrou um pequeno ganho, sendo o maior em março com um aumento de 18.000 cabeças. O último mês reportado, junho, teve o menor aumento, de apenas 4.000 vacas.

A produção de leite durante o trimestre de abril a junho cresceu 1,8% com relação ao ano anterior, impulsionada por uma melhora de 1,0% na produtividade das vacas leiteiras. O Texas representou a metade do aumento do número de vacas. A expansão do rebanho de Novo México, Arizona, Colorado e Utah adicionou mais de 21 mil cabeças. Fora desta região, apenas Nova York (mais 4.000 vacas) apresentou um aumento de mais de 2.000 cabeças. A Califórnia reduziu sua população de vacas leiteiras em 6.000 de dezembro a junho, com um declínio de 3.000 cabeças em junho.

O aumento do rebanho de vacas leiteiras é apoiado por 4,754 milhões de novilhas leiteiras no início do ano que se destinavam a substituir ou expandir o rebanho leiteiro existente. Embora este número tenha baixado em 60 mil cabeças desde o início de 2016, ainda era o segundo maior rebanho de novilhas leiteiras desde meados da década de 1980. 

Os preços do leite em relação aos custos dos alimentos animais declinaram até agora neste ano, ainda que o nível absoluto de preços do leite em relação aos custos dos alimentos animais esteja maior do que na maioria dos anos desde 2011. A tendência decrescente da razão entre o preço do leite e dos alimentos animais parece estabelecer um padrão para a taxa em que o rebanho leiteiro vem se expandindo este ano. Isso levanta algumas questões sobre quanto mais expansão será observada no rebanho de vacas leiteiras durante o segundo semestre do ano.

A combinação de mais produção de leite este ano (um aumento de 1,4% em relação ao ano anterior durante o primeiro semestre do ano) e o consumo que tem sido variável em relação ao ano anterior levou à tendência de queda do preço do leite.

Os volumes de vendas de produtos de leite fluido caíram 2% em relação ao ano anterior durante o primeiro trimestre do ano e os dados preliminares para o trimestre de primavera mostram um declínio similar. Isso resulta em mais leite disponível para os mercados de queijos, manteiga e leite em pó, com preços mais baixos sendo uma alavanca necessária para melhorar o uso desses produtos.

Os preços mais baixos têm sido mais eficazes em incentivar as exportações do que o uso doméstico. Durante o primeiro semestre de 2017, o uso doméstico de manteiga manteve-se inalterado com relação aos primeiros seis meses do ano anterior.

O uso de queijos cresceu 0,7% em relação ao ano anterior de janeiro a junho. Estes dados implicam um leve declínio no uso per capita quando ajustado para os ganhos populacionais. Enquanto isso, as exportações de queijo no primeiro semestre deste ano aumentaram 24% em relação ao ano anterior e as exportações de manteiga aumentaram 83%.

As exportações de queijo para pizza estão se tornando uma característica da indústria de lácteos dos EUA, com as exportações representando cerca de 7% da produção dos EUA no ano anterior. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Produção/NZ 

Embora os primeiros sinais da primavera sejam evidentes, com a floração e emergência das flores dos narcisos, a umidade continua, e os níveis de água no solo permanecem elevados. A temporada de parições na Ilha Sul já está na metade, e, apesar da maioria ter cobertura suficiente, a utilização das pastagens é desafiadora. Fazendeiros de Waikato e Taranaki também estão sofrendo com o excesso de umidade e o crescimento dos pastos estão atrasados, uma vez que a aplicação de fertilizantes tem sido postergada. Muitos agricultores estão utilizando alimentação suplementar e fardos de feno, com suplementação de magnésio, e frequentes tratamentos de mastites. O próximo desafio nesses partos precoces é a elevada taxa de bezerros nesta temporada e a contagem regressiva para melhoria do escore corporal das vacas, diante da proximidade do período de monta. O último leilão da Fonterra deu outro mergulho, mas, os analistas estão tranquilos diante do quadro atual. 

Os preços da manteiga de leite reduziram um pouco, o que não é surpresa, já que aumentaram muito rapidamente em 2017. A demanda permanece e os estoques estão apertados, não visualizando nenhum problema em relação a manter os preços. As cotações quinzenais na Oceania estão semelhantes às negociações globais dos produtos lácteos, tendo a manteiga como líder. A cotação de algumas vendas chegaram a US$ 6.650/tonelada. Os economista do ASB acreditam que o clima futuro terá maior influência nos preços dos produtos lácteos, já que as chuvas é que determinarão o fluxo de leite nesta primavera. Os exames para detectar o surto de mycoplasma bovis continuam lentamente, e o Ministério da Produção anunciou nesta semana mais animais de novas fazendas infectados. A Synlait está planejando triplicar o fornecimento de suas fórmulas infantis com a New Hope Nutritionals nos próximos 5 anos, aproveitando o investimento que foi feito, comprando 25% da empresa chinesa. (interest.co.nz - Tradução Livre: Terra Viva)

Conta que não fecha
Ao fazer a matemática da importação de leite do Uruguai, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS) encontrou uma conta que não fecha e que sugere que os vizinhos possam estar fazendo triangulação do produto de outros países. Secretário-executivo da entidade, Darlan Palharini explica: a produção de leite uruguaia somou 1,7 bilhão de litros, conforme dados do Instituto Nacional de Leite do Uruguai. O consumo per capita, 230 litros. Multiplicando pela população, chega-se a 791 milhões de litros. Para o Brasil, foi exportado 1,04 bilhão. Há diferença de 52,78 milhões de litros. De onde está saindo o volume extra, que chega ao Brasil sem a Tarifa Externa Comum? (Zero Hora)

 

Porto Alegre, 23 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.569

 

Sindilat discute retirada de leite da pauta do livre comércio no Mercosul
 
Após pressões contra os incentivos dados pelo governo à importação de lácteos vindos do Mercosul, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, sinalizou positivamente a retirada do leite da pauta do livre comércio durante entrevista. O assunto foi debatido durante reunião de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), na manhã dessa quarta-feira (23/8), na sede do sindicato, em Porto Alegre. A afirmação de Maggi simboliza uma vitória do setor lácteo, que enfrenta desafios com a instabilidade econômica do país e passa por baixas no preço do litro do leite pago aos produtores rurais. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a medida demonstra que o governo deve olhar com preocupação para os lácteos. "Assim, o setor começa a ter voz ativa", pontuou Guerra.
 
Segundo dados levantados pelo Sindilat, o Uruguai produziu 1,7 bilhão de litros de leite em 2016 e consumiu 700 milhões de litros. Conforme informações divulgadas pelo próprio país, o saldo, se convertido em pó, renderia 120 mil toneladas. Só o Brasil recebeu 100 mil toneladas de leite em pó e 18 mil toneladas em queijos do país vizinho, o que representa praticamente todo o volume restante. "Não poderíamos deixar de cobrar uma posição do governo agora", afirmou Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato, sobre a necessidade de tomar ações para averiguar a possível triangulação de leite no país vizinho.
 
Na ocasião, esteve presente o presidente da Emater, Clair Kuhn, que conversou com os associados sobre a possível criação de um grupo de trabalho para prestação de serviço extra de assistência técnica aos produtores ligados às indústrias e cooperativas associadas ao sindicato. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Crédito: Vitorya Paulo
 

Setor espera solução do Estado para importação de lácteos

Lideranças do setor lácteo gaúcho estão confiantes de que uma solução para pôr fim ao incentivo dado pelo governo do Rio Grande do Sul à importação de leite do Mercosul deva sair ainda esta semana. Reunidos nesta terça-feira (22/08) à tarde com o governador em exercício, José Paulo Cairoli, representantes do Sindilat, Apil, Fetag, Farsul, Ocergs e Famurs receberam a sinalização de que o pedido de revogação dos decretos que concedem diferimento de ICMS para as operações de importação será avaliado ainda esta semana. A expectativa é de um anúncio positivo no sábado (26/08), quando começa a 40ª Expointer e o ministro Blairo Maggi estará no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o setor pediu que o decreto 53184/2016, que expira no final de agosto, não seja prorrogado, e que o de número 53059/2016 seja terminantemente revogado. A ideia é ajudar o setor produtivo do leite a retomar seu crescimento, uma vez que produtores e indústrias operam com margens mínimas em função da concorrência desleal com os importados.

De acordo com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, uma solução se faz necessária principalmente no momento em que o setor vai a Brasília pedir um freio às importações por suspeita de triangulação do Uruguai. "Não podemos cobrar uma posição mais rígida do governo federal quando o próprio estado concede isonomia tributária ao leite importado".

A reunião ainda contou com a presença dos secretários de Estado Ernani Polo, Tarcísio Minetto e Fábio Branco. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Maggi quer retirar o leite do acordo do Mercosul para frear importações

Entrada no país de produtos lácteos provenientes dos países vizinhos tem afetado preços internos e causado prejuízo aos produtores brasileiros O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, vai propor à representação brasileira no Mercosul a exclusão do leite do acordo de livre comércio no bloco. De perfil pouco protecionista, Maggi está convencido de que apenas essa medida mais drástica pode conter as volumosas exportações de lácteos, principalmente do Uruguai, para o Brasil. A entrada descontrolada desses produtos tem provocado forte impacto nos preços internos e prejudicado os produtores nacionais. Desde junho, a queda foi de 30%. "Não há, com as remunerações, com os preços que estão aí colocados, a possibilidade de o produtor continuar produzindo. Nós temos que nos preocupar é com uma desestruturação dessa cadeia. Dentro de uma negociação do Mercosul, não tem como o Ministério da Agricultura fazer com que isso pare, é um acordo muito maior. Mas eu vou propor ao governo que a gente tenha atitudes mais sérias com isso, inclusive de retirar o leite do acordo do Mercosul. 

Como nós não temos o açúcar, por que não podemos ter leite também, que é uma das grandes demandas dos pequenos produtores no Brasil? Digo com toda tranquilidade, eu já aderi a essa ideia. Não acho fácil politicamente de conseguir, mas o governo brasileiro tem que saber que a situação no campo não é nada boa e que os produtores precisam de uma ajuda por parte do governo para não quebrar todo mundo", afirmou Maggi. A decisão foi tomada após diversas reuniões com lideranças do setor de leite do país. Na semana passada, Maggi recebeu representantes de cooperativas de leite de Minas Gerais. Nesta terça-feira, dia 22, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, expôs as dificuldades enfrentadas pelos pequenos produtores gaúchos. No mesmo dia, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) entregaram um documento técnico com as preocupações do setor lácteo brasileiro em relação ao impacto que as importações, principalmente de leite em pó do Uruguai, trazem ao mercado interno. 

Acordo privado 
Além dos preços em queda no Brasil, uma reação do setor privado da Argentina também pressionou os produtores de leite brasileiros a cobrarem medidas do governo. Existe um acordo para limitação das importações de lácteos argentinos em 54 mil toneladas por ano. Como não há a mesma imposição, o Uruguai tem exportado quantidades muito maiores. "Os argentinos ameaçaram romper o acordo caso a limitação seja apenas pra eles", afirmou uma fonte a par das discussões. A posição do ministro Blairo Maggi surpreendeu positivamente o setor A posição do ministro Blairo Maggi surpreendeu positivamente o setor leiteiro. "Só conseguimos o acordo com a Argentina porque sentiram que o governo estava pressionando.

 Eles aceitaram, acharam mais estável e previsível exportar 54 mil toneladas por ano. Com o Uruguai, nunca teve isso, não teve jogo duro com eles, por isso exportam quanto quiserem", disse a fonte. Apenas em julho deste ano, as exportações de lácteos do Uruguai para o Brasil somaram 9 mil toneladas, mas o pico das negociações já chegou a 15 mil toneladas em um mês. A limitação para a Argentina é de 4.500 toneladas por mês. Blairo Magg vai tratar, em encontro, em São Paulo, na próxima semana, com o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Tabaré Aguerre, da preocupação de produtores de leite com as importações do produto uruguaio. O ministro brasileiro deverá propor um acordo de cota, a exemplo do que já está em vigor com a Argentina. 

Triangulação 
O ministro também afirmou que a chamada triangulação na importação de leite não ocorre. Ao assumir o Ministério da Agricultura, ele solicitou um estudo à Câmara de Comércio Exterior (Camex), que negou a ocorrência do processo que consiste na entrada de lácteos de outros países, como a Nova Zelândia, pelo Uruguai. Assista a entrevista. (Canal Rural) 

Indústria de leite longa vida enfrenta margens negativas

As indústrias de leite longa vida do país estão trabalhando com margem negativa entre R$ 0,25 e R$ 0,50 por litro na comercialização do produto, conforme consulta realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV) com empresas associadas. No Estado de São Paulo, o litro de leite longa vida vendido pela indústria para as varejistas neste mês de agosto está sendo negociado em R$ 1,90 a R$ 1,95, em média, de acordo com Laércio Barbosa, presidente da ABLV. Esse é o menor valor para um mês de agosto desde 2014, considerando tanto preços nominais quanto deflacionados. 

 

A fraca demanda no varejo, reflexo da crise no país, pressiona os valores do leite comercializado pela indústria. Além disso, o aumento da produção de leite no Brasil - em grande parte em consequência dos preços mais baixos dos grãos para alimentação do rebanho leiteiro - também influencia o mercado. A ABLV tem 30 associadas, que respondem por 90% do mercado de leite UHT no Brasil. Depois de dois anos de queda na produção brasileira de leite, entre janeiro e julho deste ano, a captação pelas indústrias subiu 1,8% em relação a igual período de 2016, segundo o Índice Scot de Captação de Leite. Só no mês de julho, a alta foi de 4,9% na comparação com o mesmo mês de 2016. "A situação da indústria está muito difícil. Achamos que é o fundo do poço e deve haver uma reação a partir de agora", afirma Barbosa, que é diretor da Usina de Laticínios Jussara. Para calcular as margens, a indústria considera os preços de venda ao varejo e os custos do leite cru, da embalagem, insumos, embalagens, mão de obra, impostos e fretes. Por esse cálculo, o custo de um litro de leite longa vida para a indústria está entre R$ 2,20 e R$ 2,40 o litro atualmente. Embora admita que a volatilidade no segmento é normal, Barbosa chama a atenção para o tamanho do prejuízo registrado atualmente. Ele avalia que a recuperação deve ocorrer em breve porque o preço da matéria-prima se estabilizou no mercado spot (negociação entre empresas) na segunda quinzena de agosto. "O pico da safra de leite do Sul já foi e as importações [de lácteos] perderam força depois do primeiro semestre", observa. Além disso, segundo Barbosa, promoções de preços realizadas por grandes varejistas do país estimularam uma melhora no consumo nos últimos dias. E ajudaram a reduzir os estoques de produto nas indústrias. "O consumo deve melhorar. 

Os preços caíram muito", argumenta. Dados da MilkPoint com base em levantamentos do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Fipe indicam que o preço do leite longa vida no atacado na semana encerrada em 18 de agosto ficou em R$ 1,93 em média, em São Paulo. Na média das três primeiras semanas do mês, ficou em R$ 1,96 por litro, quase 30% abaixo dos R$ 2,78 de agosto de 2016. Para Valter Galan, analista do MilkPoint, esse cenário não deve mudar rapidamente. "A demanda não está avançando", afirma. Afora isso, há no momento, mais oferta de leite para processamento do que havia em igual momento de 2016. E a perspectiva é de que essa oferta continue a crescer com o avanço da safra de leite em Minas Gerais e Goiás. Ele vê possibilidade de mudança, contudo, se os preços mais baixos do leite no varejo estimularem o consumo. Segundo dados da Fipe compilados pela MilkPoint, em julho passado o leite longa vida no varejo ficou em R$ 2,93 por litro, 28% abaixo dos R$ 4,09 de um ano antes, em valores deflacionados. (Valor Econômico) 

 

NO RADAR
Entidades ligadas à produção de leite estiveram reunidas ontem com o governador em exercício, José Paulo Cairoli. Foram pedir que o governo revogue dois decretos que concedem diferimento de ICMS para operações de importação. A avaliação deve ser feita nesta semana e anúncio positivo poderá sair na Expointer.(Zero Hora)

 

Porto Alegre, 22 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.568

 

Conseleite anuncia queda no valor de referência 

O valor de referência do leite projetado para o mês de agosto no Rio Grande do Sul é de R$ 0,9006, redução de 4,22% em relação ao consolidado de julho, que fechou em R$ 0,9403. Os dados foram anunciados pelo Conseleite na manhã desta terça-feira (22/08), na sede da Farsul, em Porto Alegre. Nos últimos três meses, o valor de referência do leite caiu 8,92% no Estado. Segundo o professor da UPF Eduardo Belisário Finamore, além da baixa de 3,63% no leite UHT, a queda se acentuou devido à redução de 7,7% no valor de referência do leite em pó.
 
O presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, alerta que a redução dos números do Conseleite reproduz um momento de mercado, com margens mínimas no setor industrial. "Batemos no fundo do poço. Agora é preciso dar início a uma retomada", completou. Segundo Guerra, que também é presidente do Sindilat, o RS vive seu pico de produção, mas está com estoques baixos tanto na indústria quanto no varejo. As vendas, sugere ele, estão condicionadas às ofertas das gôndolas em função do baixo poder aquisitivo do consumidor em tempos de crise. "Precisamos continuar a produzir e sermos cada vez mais competitivos porque a tendência é melhorar. Esse cenário irá se recuperar na sequência", frisou, pontuando a importância de pleitear apoio ao governo para dar um freio às importações de cargas do Uruguai e de estímulo às compras governamentais.
 
Guerra explica que é preciso que se tenha claro que os dados apresentados pelo colegiado retratam apenas uma referência. "No campo, o produtor recebe mais do que isso porque a produção é remunerada por bonificações de qualidade e quantidade", salientou. Presente na reunião, o assessor da política agrícola da Fetag, Márcio Langer, pontuou que o resultado é um dos piores já verificados pelo Conseleite e fomenta um cenário de desestímulo à produção. Ele teme que os valores caiam ainda mais.  "A situação é das mais emblemáticas de todos os tempos",frisou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
  
 

 

Foto: Carolina Jardine
 

Coca-Cola quer mais lácteos que dispensam a geladeira

A Coca-Cola, maior fabricante de refrigerantes do mundo, começou a fazer mudanças na Verde Campo, com sede em Lavras (MG). A companhia mineira, que concentra a produção em queijos e iogurtes, agora vai competir na categoria de bebidas lácteas que dispensam a geladeira.

A Verde Campo, comprada pela Coca- Cola há pouco mais de ano e meio, recebeu investimento de R$ 30 milhões para modernizar a fábrica que possui em Lavras e dobrar sua capacidade produtiva. Passou de um processamento de 4,5 milhões de litros de leite por mês para 9 milhões de litros. Com vendas concentradas em Minas Gerais, São Paulo e nas demais capitais do país, poderá aproveitar agora o sistema de distribuição da Coca- Cola para ampliar sua área de atuação geográfica.

A Verde Campo faz parte da estratégia da multinacional de diversificar o portfólio, reduzindo a dependência do refrigerante, que vem perdendo consumidores em diversos países. A Coca-Cola também vende sucos de frutas, energéticos e chás.

"A Coca-Cola busca oferecer globalmente um portfólio mais completo de bebidas. Com a Verde Campo, entramos no segmento lácteo. Para acelerar a oferta em mais pontos de venda, vamos ampliar o portfólio com linhas de produtos não refrigerados", diz Sandor Hagen, vice-presidente de novos negócios da Coca-Cola Brasil.

Alessandro Rios, fundador e presidente da Verde Campo, disse que o investimento serviu para dobrar a capacidade produtiva, automatizar parte da produção e aumentar a segurança alimentar. A expansão da fábrica foi concluída neste mês. "Esse investimento é para dobrar a produção das linhas que já temos. O próximo passo é a entrada mais intensa em produtos sem refrigeração", afirmou Rios.

Em abril, a Verde Campo fez a primeira abordagem em produtos não- refrigerados. Lançou uma bebida láctea com proteína de soro de leite ("whey protein"), o Shake Natural Whey. Segundo a empresa, a bebida ajuda recuperar tecido muscular após exercícios físicos. "Esse foi o primeiro produto com o DNA da Coca-Cola, que não precisa de refrigeração. Vamos intensificar a oferta dessas linhas, fazendo uma combinação do DNA da Coca-Cola com o da Verde Campo, que é sempre focada em produtos mais saudáveis", diz Rios.

A Verde Campo é conhecida por produzir queijos e iogurtes com características funcionais como produtos dietéticos, com baixo nível de sódio e gordura, sem lactose ou com nível de proteína maior que os alimentos tradicionais.

Ainda neste ano, vai colocar no mercado um leite longa vida com a marca LacFree e uma linha de achocolatados com a marca Minilac. Essas linhas serão testadas no Rio de Janeiro e em Curitiba. "A partir dos resultados de vendas nessas praças, as linhas serão levadas para o país", diz Rios. Ele tem sido desafiado a criar produtos que possam abranger mais pontos de venda, ao dispensar refrigeração, e que atendam o público em novas ocasiões de consumo.

Em relação à distribuição, o trabalho está concentrado nas capitais, mas nos próximos anos haverá uma expansão para mais cidades. "Para os produtos sem refrigeração, como o leite longa vida, existe a possibilidade de aproveitar o sistema de distribuição da Coca-Cola, mas a decisão sobre como isso vai ser feito ainda não foi tomada", afirmou Rios.

No primeiro semestre, as vendas da Verde Campo cresceram 34%, em relação a igual período de 2016. A expectativa é manter um ritmo de crescimento de 30% neste ano e registrar avanços de "dois dígitos" a partir de 2018. A exportação não faz parte dos planos.

A fabricante de iogurtes e queijos foi comprada pela Coca-Cola, por meio da Leão Alimentos, em dezembro de 2015, e passou por adaptação de processos até setembro de 2016. "A Coca-Cola transmitiu conhecimentos e deu acesso a parceiros que antes eu não conseguia como uma empresa pequena", disse Rios. Ele passou a contar com fornecedores de matérias- primas, equipamentos e tecnologia que já atendiam a multinacional. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Cresce a demanda por gestores nas fazendas

Os resultados positivos gerados pelo agronegócio e a necessidade de ampliar a produção agrícola e pecuária para atender à crescente demanda mundial, ao longo dos próximos anos, são fatores que estão estimulando diversos investimentos para tornar a atividade mais eficiente e profissional. Entre estes aportes, a busca por especialistas qualificados para atuarem na gestão das unidades produtoras está em alta no País e em Minas Gerais. No Estado, a demanda aumentou 60% em 12 meses.

Com a gestão profissional e eficiente, a tendência é que as fazendas e empreendimentos do setor se tornem cada vez mais produtivos e competitivos, o que é fundamental para um melhor desempenho no mercado nacional e internacional.

De acordo com o sócio-diretor da Upside Group, empresa especializada em gestão de capital humano, com sede em Belo Horizonte, Bruno da Matta Machado, a demanda pelos profissionais especializados em gestão é crescente.

O crescimento significativo da demanda pelos profissionais é atribuído a alguns fatores como, por exemplo, investidores buscando por novas alternativas após a queda do mercado das commodities minerais. Machado explica que dentre estas alternativas para investir, o agronegócio, sem dúvida, é muito interessante porque mesmo em período de crise econômica, vem apresentando resultados positivos.

"Para que os investimentos sejam direcionados para o setor é preciso de um mercado profissionalizado, que consiga gerir novos investimentos e os negócios. Por isso, é crescente a demanda por gestores de fazendas e gestores de agronegócio dentro de grupos empresariais (que tinham o agronegócio como uma vertente pequena), assim como em novas aquisições de fazendas. Normalmente, o grupo que faz uma aquisição chega dando uma roupagem mais profissional ao negócio que tradicionalmente tem gestão familiar ou informal, feita por funcionários de longa data. Tudo isso tem movimentado o mercado destes profissionais".

Segundo Machado, em Minas Gerais, a procura pelos profissionais especializados em agronegócio cresceu cerca de 60% nos últimos 12 meses. A demanda maior vem da produção de grãos, principalmente soja e milho, café e pecuária de corte. No País, o aumento na demanda foi de 75% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado e está voltada para cargos de gerência, coordenação e diretoria.

"O crescimento observado em Minas Gerais ainda está pouco menor que em outros estados das regiões Norte e Centro-Oeste, mas a tendência é que a busca pelos profissionais cresça mais. Os cargos vão desde gerência e coordenação de fazenda até gerência geral de agronegócio, quando um profissional cuidará das inúmeras fazendas que a empresa tem. Além disso, empresas que atuavam na área e não tinham diretorias exclusivas para o agronegócio estão criando novos cargos".

Novos cargos - Machado destaca que, em geral, o ingresso dos profissionais no setor ocorre através de cargos recém-criados e raramente pela substituição. O objetivo é implantar modelos de gestão profissional em negócios que eram geridos de forma informal em toda a cadeia, observando todas as áreas da fazenda, passando pela compra de insumos, gestão comercial, de pessoas, otimização de resultados e produção e aplicação de indicadores.

Com a profissionalização do setor, os resultados são a melhoria da produção, redução dos custos, ampliação da margem de lucro e ganho de competitividade no mercado. A tendência é que a demanda pelos especialistas em gestão continue em alta. "São profissionais ainda raros no mercado. Então existe espaço tanto para o desenvolvimento de novos profissionais como para a migração de outras áreas para o agronegócio", disse Machado. (As informações são do Diário do Comércio)
 

Argentina - Consumo de leite caiu 4,5% no primeiro semestre
Consumo/AR - A venda de leite e derivados no mercado interno apresentou retração de 4,5% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2016, segundo informações do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA). Entre janeiro e julho passado, o consumo de leite foi cerca de 1.184 milhões de litros, contra 1.240 milhões de litros em igual período anterior. A principal queda em vendas no mercado interno ocorreu no item leite refrigerado, 22,1%, chegando a 348 milhões de litros, quando foram consumidos 446,7 milhões de litros nos primeiros seis meses de 2016. Mas, o consumo de queijos ralados, em pó, fundidos e outros caiu 35,1%; a manteiga retrocedeu 18,8%, achocolatados e aromatizados tiveram perdas de 9,7%. Já por outro lado, foi registrado aumento no consumo de queijos frescos, 265% - de 7.291 toneladas para 26.612 toneladas -, melhora, "explicada pela revisão na categoria dos produtos e não pelo incremento de vendas". Também ocorreu alta de 58,6% no consumo de leite em pó desnatado, passando de 7.282 toneladas para 11.550 toneladas; e de 56,2% na variedade integral e semidesnatado, que passou de 23.990 toneladas para 37.477 toneladas. (Ambito.com - Tradução Livre: Terra Viva)
 

 

Porto Alegre, 21 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.567

 

  Produtores querem limite para importação de leite do Uruguai

A importação de leite em pó caiu mais de 16% no acumulado de 2017 na comparação com o ano anterior, mesmo assim a entrada de produto estrangeiro no mercado brasileiro é apontada como uma das causas das dificuldades enfrentadas no setor. Por isso, a cadeia quer uma medida que limite a entrada do produto do Mercosul no Brasil.

Já há em vigor um acordo do Brasil com a Argentina que permite cotas para importação aqui no país. Agora, produtores e indústria querem que a mesma limitação vigente na Argentina tenha validade para o Uruguai. Além disso, o setor pediu ao governo que adote outras medidas emergenciais.

"A gente está pedindo uma compra emergencial de 50 mil toneladas de leite em pó em termos de Brasil, para que isso possa dar uma regulada no mercado. Além disso, tem que dar celeridade ao acordo do Brasil com o México, que é um grande importador de leite em pó e queijo", explicou Darlan Palharini, secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul.

A limitação das importações é uma medida que gera divergências no setor. Há quem aponte que o protecionismo impede que os brasileiros aprendam a gerir a produção e fiquem mais competitivos. De outro lado, os que defendem as cotas dizem que o Brasil não está em igualdade de condições com outros membros do Mercosul e por isso o produto estrangeiro causa problemas.

"É bom lembrar que a zona de livre comércio pressupõe política monetária e cambial sincronizada e como isso não ocorre, as importações são deletérias, são predatórias e vem num momento onde o preço já está caindo", aponta Benedito Rosa, ex-secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura e comentarista do Canal Rural.

Especialistas do mercado de leite acham provável que o acordo para limitar a importação de leite do Uruguai vigore, a exemplo da limitação vigente com a Argentina. Mas alertam para a necessidade do setor leiteiro avançar a despeito de medidas governamentais.

" A dor é real tanto para a indústria quando para os produtores, mas o que temos argumentado é que isso (limite para as importações) seja sempre paliativo, é importante que a gente saiba as consequências. Nós precisamos tomar uma decisão, quem queremos ser no mercado de leite? Se nós não conseguimos sobreviver com o preço pago atualmente, não estamos sendo competitivos. Nós temos uma faixa de produtores que estão tendo lucro e eles tem que ser observados", explica o sócio-diretor da Transpondo Consultoria.

Independentemente de concordar ou não com as importações, é fato que a cada ano centenas de produtores deixam a atividade e é uma tendência que o próximo censo agropecuário confirme o êxodo mais uma vez, assim como acontece em outros lugares do mundo. Entender porque poucos conseguem enquanto uma vasta maioria pena para se manter na produção é um desafio constante. Mesmo com todos os problemas, tem gente conseguindo viver de leite no Brasil e esses produtores e essas indústrias merecem ser vistas com atenção, vale sempre olhar para eles com o foco em aprender o que fazem e tentar imitar os melhores. Enquanto em Brasília as resoluções avançam, mas ainda em passos mais lentos do que o setor gostaria. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo.(Canal Rural)
 

Estudantes criam sistema para monitorar vacas leiteiras

O bem estar das vacas faz toda a diferença na produção de leite. Mas, como saber se o ambiente possui as condições ideais? Para ajudar neste trabalho, um grupo de estudantes do Paraná criou um sistema para o monitoramento dos animais. 

A expectativa agora é que esta tecnologia chegará ao mercado ainda este ano. O conforto dos animais é algo muito importante para a produção de leite. As vacas precisam se sentir totalmente à vontade no ambiente. E para ajudar na tarefa de observar o desempenho dos animais, um pequeno equipamento com sensores foi criado por um grupo de estudantes. 

"Podemos monitorar, por exemplo, a temperatura ambiente que o animal está inserido. Assim como a umidade, velocidade do vento, presença de gases nocivos (como amônia) entre outros. Conseguimos avaliar também a luminosidade do ambiente, a temperatura da água que ele bebe. Tudo isso influencia no metabolismo do animal e consequentemente na produção do leite", garante o estudante de Engenharia Química, Lucas Thomaz.

O sistema manda estas informações para o produtor e ajuda no manejo do rebanho. "Os gráficos gerados ajudam o produtor a começar a cruzar as informações. Ele olha a produtividade alta e precisa entender o que gerou isso, para replicar. O contrário é o que acontece normalmente e com este monitoramento é possível entender e melhorar o manejo", conta Thomaz.

Thomaz faz parte da equipe que criou o equipamento em uma maratona de tecnologia. O sistema já vem sendo testado e, se tudo correr bem, em poucos meses chega ao mercado. A novidade está sendo divulgada em primeira mão no Agroleite, evento que acontece esta semana em Castro, no Paraná./ Luiz Fernando de Souza Frederico, coordenador de TI Castrolanda, foi quem teve a ideia de reunir os jovens ligados à tecnologia e ao campo para criar soluções para a pecuária leiteira. Ele diz que os pequenos produtores ainda tem pouco acesso a tecnologia e a iniciativa deve ser repetida.

"A ideia é que a Castrolanda, assim como realizou e patrocinou este, nos deu também a oportunidade de fazer outros, não só para o leite, que foi o primeiro, mas temos outras cadeias que queremos chegar. Tomara e que tenhamos as próximas oportunidades também", finaliza Frederico. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo(Canal Rural)

 

Leite/Oceania

Na Austrália, problemas financeiros de uma grande Cooperativa desencadearam uma série de negociações de plantas e venda de instalações industriais. Movimentos que continuam.

A maioria das fábricas continuaram operando normalmente com os novos proprietários, mas, os contratos de fornecimento de leite tiveram que ser refeitos, e uma série de mudanças estão ocorrendo para inúmeros produtores de leite. Um crescente descontentamento se alastra entre os produtores australianos diante dos preços que recebem pela matéria gorda do leite.
 

O aumento dos preços globais da manteiga não chegou ao produtor de leite da Austrália. O protesto geral é de que a proteína estaria sendo subsidiada pela matéria gorda. Proprietários de rebanhos Jersey, em particular, reivindicam a necessidade de reconsiderar a relação entre proteína e matéria gorda do leite, na formação do preço ao produtor. Na Nova Zelândia, a produção de leite em junho de 2017 foi de 0,178 milhões de toneladas, abaixo das 0,818 milhões de toneladas verificadas em maio, de acordo com a DCNAZ. E junho de 2016, no entanto, a produção tinha sido de 0,147 milhões de toneladas. A produção de sólidos também ficou em 15,7 milhões de quilos em junho, bem abaixo do volume de 84 milhões de quilos verificados em maio. Em junho de 2016 foram registrados 13 milhões de quilos de sólidos. Embora alguns observadores continuem estimando crescimento sazonal da produção de leite em 4%, a temporada iniciou como muita chuva e alagamentos, deteriorando as pastagens, que ficaram em condições delicadas. É ainda muito cedo para avaliar se essas condições desfavoráveis serão superadas. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

Missão G100/Mapa/Califórnia
O G100 vai em Missão à Califórnia entre 23/09 a 01/10/17. Há 2 anos que o G100 está preparando essa Missão com a participação do Mapa e apoio do USDA. Ainda há 2 vagas para pessoas associadas ou não, em um grupo o qual será composto por até 15 pessoas, vagas estas que serão destinadas a produtores e laticínios. Serão agendas 2 ou 3 palestras sobre economia e qualidade, bio-sustentabilidade e segurança do alimento leite, além de visitas a 03 fazendas e 04 laticínios.  O Custo é formado pelo valor da passagem aérea, hotéis, alimentação e taxa administrativa de R$ 500 reais ao G100 se associado, e R$ 1000 para não associados. Para mais informações entrar em contato com o G100 através do e-mail: g100@g100.org.br - coordenação Missão à Califórnia. (Terra Viva)

 

Porto Alegre, 18 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.566

 

  Laticínio Heja associa-se ao Sindilat

A Heja Indústria de Laticínios é o mais novo associado do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat). De acordo com a diretora da Heja, Márcia Fröelich, a principal motivação para proposta, formalizada em 6 de julho, é a integração e o alinhamento com o setor lácteo. "Somos um laticínio pequeno e sentimos a necessidade de contar com o apoio do sindicato", afirmou. 

Há mais de 20 anos, a Heja é a única indústria de laticínios em Panambi, com foco principal na produção de queijos. Além disso, a empresa fornece bebidas lácteas, creme de leite pausterizado e leite pausterizado tipo C. Atenta à competitividade do setor, Marcia afirmou que 2017 está sendo um ano díficil para a produção de lácteos. "Vamos salvar nossas empresas e trabalhar juntos", ressaltou a diretora sobre o momento no segmento. 

A primeira reunião de associados do Sindilat que a Heja participou ocorreu em 27 de julho, marcando o início das atividades entre a indústria e o sindicato. "A participação no Sindilat já está nos proporcionando informações sobre o mercado de laticínios", destacou a diretora Márcia Fröelich ao comentar sobre as mudanças ocorridas desde a associação ao Sindilat. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Setor vai pedir ajuda a Brasília

O setor leiteiro do Rio Grande do sul buscará medidas em Brasília para contornar a crise que está enfrentando. Pelos cálculos da Fetag, 2,5 mil famílias se afastaram da atividade nos últimos quatro meses. No período, o preço de referência do litro passou de R$ 1,05 para R$ 0,95, segundo o Conseleite. Ontem, deputados estaduais ligados à Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo criaram um grupo de trabalho que tentará encaminhar soluções junto ao governo federal. A ideia é marcar reuniões com os ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores na próxima semana. Produtores e indústria consideram como medida fundamental para abrandar a crise a redução ou até mesmo o bloqueio das importações de leite em pó de países do Mercosul, sobretudo do Uruguai. Nos contatos em Brasília, os parlamentares gaúchos devem exibir um levantamento que o Sindilat está elaborando para confirmar suspeita de triangulação de leite pelo Uruguai. 

O secretário-executivo do sindicato, Darlan Palharini, diz que os números preliminares indicam que o país vizinho não teria produção suficiente para atender o mercado brasileiro. Para o secretário-geral da Fetag, Pedrinho Signori, a "culpa é do Estado, que não tem uma política de proteção dos produtores". Também será pedido que o governo federal compre pelo menos 20 mil toneladas de leite em pó do Estado e que a Conab revise o preço mínimo do quilo do produto, que hoje é de R$ 11,99 para a Região Sul, para pelo menos R$ 14. A crise do setor também será investigada por uma subcomissão da Câmara Federal. (Correio do Povo)

Uruguai - Planta para secagem de soro contribui para a cadeia de valor do setor lácteo

A ministra da Indústria, Energia e Mineração (MIEM), Carolina Cosse, destacou os "elevados padrões de inovação tecnológica do complexo industrial, que significa uma contribuição à cadeia de valor do setor de laticínios". 

A planta indústrial Alimentos Fray Bentos foi instalada ao custo de US$ 100 milhões. Produz soro desmineralizado para exportação e gera 100 postos de trabalho direto. "Acabo de ver uma indústria 4.0, de dimensões importantes, instalada no Uruguai", afirmou Cosse, logo depois de percorrer a fábrica de secagem de soro (Alimentos Fray Bentos), localizada a cinco quilômetros das rodovias 2 e 24, Rio Negro. A indústria desmineraliza o soro em até 90%, resultando em um insumo destinado à elaboração de alimentos infantis e para idosos. A totalidade da produção é exportada para o Brasil, México, e China, como os principais mercados. A fábrica cumpre com as exigências do mercado internacional, "processa 300.000 litros diários e a empresa tem capacidade para produzir o dobro dessa quantidade, com elevados padrões em inovação tecnológica do complexo industrial, o que significa uma contribuição à cadeia de valor dos lácteos", acrescentou a ministra Cosse.

"Por se tratar de uma indústria 4.0 requer pessoal qualificado com elevados padrões em organização do trabalho, medidas para a proteção e inocuidade do produto final, e a circulação de pessoas (entre outros aspectos), e isso forma parte de uma nova concepção da cultura do trabalho no país", destacou.

Alimentos Fray Bentos gera 100 postos de trabalho direto, e a média de idade de seus funcionários é de 25 anos. Eles são procedentes de Fray Bentos, Mercedes, Young e Nuevo Bertín. O empreendimento foi possível pelo acordo de um consórcio integrado pela empresa Claldy do Uruguai, e La Sibila da Argentina. O investimento foi de cem milhões de dólares, dos quais 53,8 milhões foram empréstimos do Banco República e o restante por uma instituição bancária da praça, e capital argentino. (TodoElCampo - Tradução Livre: Terra Viva)

Leite/América do Sul 

Apesar das condições chuvosas nas últimas semanas no Cone Sul da América do Sul, a produção de leite continua a aumentar, especialmente no Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. A oferta de leite e matéria gorda tem sido adequada para atender as necessidades de processamento, incluindo leites em pó. De acordo com algumas indústrias, o firme mercado internacional de manteiga está impulsionando os preços também no mercado regional. A produção de leite na Argentina e Uruguai está próxima do pico sazonal. A demanda por leite engarrafado e UHT é firme, uma vez que a maioria das escolas retomaram os fluxos, e os varejistas renovam os estoques. 

A fabricação de queijo está muito ativa, e os estoques estão aumentando em algumas indústrias. Segundo o Ministério da Agricultura, em julho de 2017, a produção de leite da Argentina cresceu 5% em relação ao mês anterior, e 3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Durante julho de 2017, os preços nominais pagos aos produtores de leite aumentaram 34% em relação a julho de 2016. A produção de leite continua aumentando no Brasil. Como resultado, as indústrias de alimento estão usando mais a produção doméstica, e importando menos produtos lácteos dos países vizinhos. O engarrafamento de leite está intenso, e em muitas plantas os estoques de leite UHT crescem. Muitas indústrias estão tentando reduzir os estoques com redução de preços. Enquanto isso começa o reaquecimento da demanda de queijo, após algumas semanas de vendas fracas. De um modo geral, a procura por leite em pó continua fraca. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)



  
 Leite/Europa 

Estimativas atuais sobre a produção de leite na Alemanha e na França mostram declínio sazonal. De acordo com as estimativas da ZMB Dairy World a produção de leite da Alemanha caiu 0,4% na última semana, em relação à semana anterior, e declinou 1,6% em relação à mesma semana do ano passado.

Na França, a estimativa é de que produção de leite caiu 1,8% em relação à mesma semana de 2016. De janeiro a junho, a ZMB avaliou que a produção de leite na Alemanha caiu 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em junho de 2017 a produção também ficou 0,5% em relação ao mesmo mês de 2016.

 

No entanto, alguns relatórios preliminares sugerem que a produção de janeiro a junho em alguns outros países da Europa pode ter superado o volume do mesmo período de um ano antes. Relatórios do ZMB sobre o Leste Europeu, registram queda de 4,2% na produção de leite da Turquia, no primeiro semestre de 2017. Ainda com foco na Turquia, a fabricação de lácteos de janeiro a junho, em comparação com o mesmo período do ano anterior, variaram da seguinte forma: manteiga (+7,7%); queijo (+1,2%); e leite em pó desnatado (-29%). A produção na Eslovênia caiu 0,5% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2016. Ho entanto, a produção em junho de 2017 subiu 2%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, mas, 6% menos que maio de 2017. A Comissão Europeia informou que a Rússia estendeu para 31 de dezembro de 2018 as sanções sobre as importações de produtos agrícolas da União Europeia (UE), (carnes, lácteos, frutas, verduras e legumes), que foram instituídas em 7 de agosto de 2014. Relatório da Comissão Europeia mostra que as exportações de produtos agrícolas da UE para a Rússia caíram de 11,8 bilhões de euros em 2013, para 5,6 bilhões de euros em 2016. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

Jornal espanhol AS, destaca o iogurte como um alimento essencial para corredores
Juntamente com outros alimentos como abacate, banana, tomate, aveia e chocolate amargo, o site Deporte y Vida, do jornal espanhol AS, destaca o iogurte como um alimento essencial para corredores. "Uma vez que a capacidade de correr depende (muito) do bem-estar muscular, é quase impossível aderir à modalidade sem fazer uma correta aposta na proteína. O iogurte é uma das apostas mais certeiras, não só por ser uma fonte deste macronutriente, mas também por ser capaz de reforçar o sistema imunitário." O site enfatiza também a importância de um acompanhamento nutricional, para que a dieta seja a mais indicada para as capacidades e necessidades do corredor. Esse profissional indicará os alimentos que melhor encaixam no perfil do atleta, até porque aquilo que se come antes e depois do treino faz toda a diferença não só no rendimento, como também na recuperação muscular pós-treino. (www.bebamaisleite.com.br)

Porto Alegre, 17 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.565

 

Conseleite SC 
 
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 17 de agosto de 2017 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Julho de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Agosto de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (Faesc)
 
 

Leite com chocolate é o alimento dos atletas de alto desempenho

Segundo especialistas, para atletas de elite, que exigem muito de seus corpos, o leite com chocolate fornece uma mistura de carboidratos e proteínas que ajudam na recuperação muscular e na redução das dores. Um artigo publicado no Journal for Nutrition and Exercise Metabolism, avaliou nove ciclistas de enduro. Os pesquisadores observaram que os ciclistas que beberam leite com chocolate após exercícios intensos apresentaram, após uma recuperação de 4 horas e outra sequência ainda mais intensa de exercícios, um desempenho superior àquele dos ciclistas que receberam bebidas formuladas à base de carboidratos.

Em matéria da Runner's Word, Leslie Bonci, especialista em nutrição esportiva diz que "existem 3 pontos extremamente importantes após uma corrida. Primeiro, você quer se reidratar. Em segundo lugar, você precisa repor o glicogênio ou o estoque de carboidratos que o organismo utilizou durante o exercício. Por último, você precisa de combustível para reconstruir as fibras musculares", afirma. O leite com chocolate pode ajudar nesses 3 pontos. Como um líquido, ele promove reidratação. Os carboidratos, presentes no chocolate, ajudam a repor o glicogênio. E as proteínas auxiliam na reconstrução e recuperação dos músculos após os exercícios. Em outras palavras, o leite com chocolate funciona muito bem, além de ser uma opção fácil. (www.bebamaisleite.com.br)

 

1ª Conferência de Vigilância em Saúde será realizada no fim do mês 

Com o tema Política Nacional de Vigilância em Saúde e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito à Proteção e Promoção da Saúde do povo brasileiro, a 1ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde acontecerá no dia 29 de agosto, uma terça-feira, no auditório da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Teutônia. Com grupos de trabalho e mesas de debate, o encontro vai discutir assuntos relacionados ao trabalho da Vigilância em Saúde para a melhoria da qualidade de vida da população e o fortalecimento do SUS. A Vigilância em Saúde é constituída pelas vigilâncias Epidemiológica, Sanitária, Ambiental e de Saúde do Trabalhador. Os grupos de trabalho serão divididos respeitando os quatro eixos temáticos para discussão: O lugar da Vigilância em Saúde no SUS; Responsabilidades do Estado e dos governos com a Vigilância em Saúde; Saberes, práticas, processos de trabalhos e tecnologias na Vigilância em Saúde; e Vigilância em Saúde participativa e democrática para enfrentamento das iniquidades sociais em saúde. 

O objetivo da conferência é avaliar a situação de saúde, analisar as prioridades e elaborar propostas para o fortalecimento dos programas e ações de âmbito municipal e regional, além de propor diretrizes para definir as política estadual e nacional de Vigilância em Saúde e o fortalecimento dos programas e ações de Vigilância em Saúde. As propostas criadas em cada um dos grupos temáticos serão apresentadas por delegados - eleitos no dia 29 - na 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, que acontece de 6 a 8 de outubro, em Porto Alegre. Posteriormente, o Estado apresentará suas demandas na Conferência Nacional de Vigilância em Saúde. A comissão organizadora da etapa municipal se reuniu na manhã da última sexta-feira, 11 de agosto, para falar sobre os preparativos para o evento do dia 29. Os trabalhos na 1ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde serão durante todo o dia, das 8h às 11h30min e das 13h às 17h. (Jornal do Comércio) 

 

A decisão da FDA sobre o leite ultrafiltrado é uma boa notícia para a indústria de laticínios

Leite Ultrafiltrado/FDA - A Associação de fabricantes de queijo de Wisconsin está satisfeita com o anúncio Administração norte-americana de drogas e alimentos (FDA) declarando que o leite de vaca ultrafiltrado pode ser usado para fazer todos os tipos de queijos naturais. A indústria de laticínios tem buscado aprovação por este ingrediente lácteo natural em fabricação de queijo por quase 20 anos.

"O anúncio da FDA é uma vitória importante para Wisconsin e para outros grandes estados fabricantes de queijos", disse John Umhoefer, diretor executivo da Associação de Fabricantes de Queijo de Wisconsin, uma associação comercial que representa os fabricantes de produtos lácteos há mais de 125 anos.

Umhoefer observou que a decisão do FDA permitirá que os fabricantes de queijo usem esta forma natural e concentrada de leite na fabricação de queijos, com restrições de rotulagem flexíveis, e a decisão abrirá as portas para que Wisconsin e outros estados produzam e comercializem mais leite ultrafiltrado e fresco para fabricantes de queijos em todo o país.

"Há uma oferta excessiva de leite nos EUA há mais de um ano, causando um estresse financeiro real para famílias de fazendas leiteiras. Esta decisão pode levar a mais produção de leite ultrafiltrado e encontrar novos mercados para nossos abundantes suprimentos de leite ", disse Umhoefer.

A indústria de laticínios tem trabalhado com a FDA há quase duas décadas para permitir o uso de leite ultrafiltrado em queijos com um padrão federal de identidade - como cheddar, mozzarella, Colby e brick. O leite ultrafiltrado é o leite fresco da fazenda que atravessa um filtro para reduzir a quantidade de água e o açúcar do leite, a lactose e concentrar as proteínas naturais no leite. "É mais prático e econômico enviar esse leite líquido e filtrado para fabricantes de queijos, outros fabricantes de produtos lácteos e até mesmo processadores de alimentos nesta forma concentrada", disse Umhoefer.

A FDA permitiu o uso de leite ultrafiltrado fluido em queijos padronizados se a filtração ocorrer na fábrica de queijo onde o queijo natural foi produzido, e a agência emitiu três exceções para permitir o uso de leite ultrafiltrado ao longo dos anos. Por exemplo, em 2005, a agência permitiu o uso de leite ultrafiltrado fluido na fabricação de queijos suíços. Umhoefer afirmou que esta notícia significa que o leite ultrafiltrado pode ser trazido como um ingrediente lácteo natural para fazer qualquer queijo natural, desde que as propriedades físicas, químicas e o sabor do queijo não sejam afetados.

A FDA também irá relaxar a posição que assumiu na declaração de ingredientes para queijos naturais feitos com leite ultrafiltrado fluido. A agência tomou a posição de que seria necessário constar as palavras "leite ultrafiltrado" no painel de ingredientes. Em comentários públicos oferecidos à agência em 2005, a Wisconsin Cheese Makers Association explicou que esse requisito de rotulagem sobrecarregaria os pequenos fabricantes de queijos que possuem orçamentos limitados, e criaria um ambiente difícil para embalagem e rotulagem para empresas que fracionam queijos que podem ou não ter sido feitos com leite ultrafiltrado. A FDA continuará a encorajar esta rotulagem, mas continuará analisando as demandas sobre a questão.

"O leite fluido ultrafiltrado é um ingrediente lácteo natural - é um leite concentrado que ajuda os fabricantes de maquinário de corte e, finalmente, os produtores de leite, porque produtos lácteos de ótima qualidade podem ser feitos de forma mais econômica", disse Umhoefer. O critério da FDA na rotulagem dará aos fabricantes de queijo a flexibilidade para usar ou não usar este ingrediente sem precisar de materiais de embalagem redundantes, observando esse ingrediente de leite, disse ele. (Dairy Herd Management - Tradução Livre: Terra Viva)

NO RADAR
DEVE SER apresentada durante a Expointer, proposta de programa de modernização da pecuária de corte, que inclui selo de identificação da carne gaúcha. Hoje, reunião para acertar detalhes da iniciativa, da Secretaria da Agricultura e de entidades do setor, será realizada.(Zero Hora)