Pular para o conteúdo

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  27 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.474


É no 27 de maio que a Terra reconhecerá nosso valor e constância

Por Luiz Fernando Rodriguez Junior - Secretário de Estado Adjunto da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural*

Em plena aurora precursora, teremos mais um capítulo de sucesso da agropecuária gaúcha finalmente ingressando para os compêndios da história. E mais, esta conquista sequer precisa ser declarada em prosa ou verso. Pois é em Paris, sede da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que será chancelada nossa qualificação na defesa agropecuária gaúcha. Seremos uma parte importante do Brasil – e ainda mais rara das Américas – a ser homologada como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Esta conquista reverbera no cenário internacional e faz com que o Rio Grande do Sul seja atestado pela OIE como corpo de excelência na fiscalização sanitária, o que viabilizará o acesso e o fortalecimento de relações comerciais que cada vez mais têm nas barreiras sanitárias ponto nevrálgico de acesso a mercados de alto poder aquisitivo.

A nós, gaúchos, abrem-se portas para novos investimentos, trazendo a esperança de novos empregos e incremento de otimismo e de circulação de recursos no setor que vem sendo o carro-chefe da economia: a agropecuária. O agro pode ser pop, pode ser top, mas acima de tudo é nosso porto seguro.

O reconhecimento internacional é motivo de júbilo para nossos produtores rurais, que têm parcela decisiva no somatório que se traduziu na confiança do setor privado e da eficácia da atuação da defesa sanitária ao encargo da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul. Foi neste diálogo entre setor público e privado, sob a gestão da secretária Silvana Covatti e com a recente atuação do hoje deputado federal Covatti Filho, que se chegou ao ápice de um trabalho de mais de duas décadas das diversas administrações do Estado. É necessário render homenagens ao trabalho importantíssimo das várias carreiras da Secretaria da Agricultura, com ênfase ao Departamento de Defesa Agropecuária e aos seus fiscais estaduais.

É momento de alegria e euforia porque, com todas as dificuldades operacionais derivadas do distanciamento social, a Secretaria da Agricultura seguiu com seu corpo técnico e administrativo em trabalho presencial, envidando todos os esforços e contando com a colaboração das instituições e associações que representam o produtor rural. A todos, nosso muito obrigado e, em especial, ao governador Eduardo Leite, que foi determinado na garantia de recursos para contratação de pessoal e compra de veículos para a fiscalização sanitária do Estado.

A certificação de zona livre de aftosa sem vacinação é uma imensa façanha da agropecuária gaúcha e demonstra que o consenso histórico entre as lideranças do setor público e da iniciativa privada viabilizaram as condições técnicas, institucionais e políticas para que o Estado seja reconhecido neste novo patamar sanitário, alçando à realidade o que vinha sendo esperado havia décadas em nosso amado Rio Grande do Sul. (Correio do Povo)


Conseleite/SC: alta de 5,92% na projeção do preço do leite entregue em maio

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida hoje (27/05) e atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprovou e divulgou os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Abril de 2021 e a projeção dos valores de referência para o mês de Maio de 2021.

Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, conforme os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.



1 – Valor, em R$/litro, para o leite posto propriedade com Funrural incluso. 

Períodos de apuração
Mês de Abril/2021: De 29/03/2021 a 02/05/2021
Parcial Maio/2021: De 03/05/2021 a 23/05/2021

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (As informações são do Conseleite/SC, adaptadas pela Equipe MilkPoint)





Conseleite/MG: projeção do preço do leite entregue maio tem alta de 0,72%

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida hoje (26/05), atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprovou e divulgou:

a) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Abril/2021 a ser pago em Maio/2021;

b) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2021 a ser pago em Junho/2021.



Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são postos propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite padrão, maior e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima.

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. Para acessar o simulador, clique aqui. (As informações são do Conseleite/MG, adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Jogo Rápido  

Qualidade
Os cursos de Engenharia de Alimentos, Medicina Veterinária e Odontologia da UFRGS estão entre os 150 melhores do mundo. O ShanghaiRankings Global Ranking of Academic Subjects 2021 analisou mais de 4 mil universidades de 93 países. (ZH)

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  26 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.473


Webinar reúne especialistas para debater sobre a não incidência de ICMS no deslocamento de produtos de um mesmo contribuinte

O Grupo de Estudos da Tributação no Agronegócio (GETA) promove no próximo dia 27/5, às 9h, webinar para tratar do tema ‘Não incidência de ICMS no deslocamento de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo contribuinte’. 

Participam do encontro virtual Luiz Henrique Bassetti, advogado da área tributária da Piracanjuba (associada do Sindilat), e os advogados Gabriele Greggio, Thales Felek, Carmem Degenhardt, Pedro Honório de Castro e Gabriel Hercos. O assunto de grande interesse da indústria de alimentos ganhou novos contornos recentemente, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a inconstitucionalidade do pedido de Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC90) buscada pelo governo do Rio Grande do Norte.  

Com isso, a Corte tornou inconstitucional dispositivos da Lei Complementar 87/1996 (Lei Kandir) que preveem a ocorrência de fato gerador do tributo na transferência interestadual de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte. No mérito, o relator ministro Em relação ao mérito, o relator ministro Edson Fachin se pronunciou pela improcedência do pedido, apontando que a jurisprudência do STF é de que a “circulação física de uma mercadoria não gera incidência do imposto, pois não há transmissão de posse ou propriedade de bens”. A webinar poderá ser acompanhada pelo canal do GETA no YouTube, clicando aqui. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Geografia brasileira do consumo domiciliar de leite

O consumo domiciliar de alimentos no Brasil é medido pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última POF brasileira ocorreu em 2017-2018 e os dados permitem observar como a dinâmica de consumo de lácteos se alterou entre as regiões do país.

Primeiramente, é possível perceber que o consumo domiciliar de lácteos no Brasil caiu 36% entre 2003-2004 e 2017-2018. Esta queda se deu principalmente para leite fluido (26%), o lácteo mais consumido do país. Contudo, alguns derivados vêm ganhando espaço na mesa dos brasileiros, como o creme de leite, leite em pó, leite fermentado e os queijos.

Dentre as regiões brasileiras existe grande diferença de consumo domiciliar de lácteos, como mostra a Figura 1. As regiões Sul e Sudeste lideram o ranking de consumo registrado na última POF. Já as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste foram as que apresentaram as maiores quedas de consumo em relação ao levantamento realizado em 2008-2009. Essas quedas foram respectivamente de 50%, 45% e 31%.

Figura 1. Distribuição do consumo domiciliar de lácteos per capita no Brasil (2017-2018).



Fonte: IBGE, 2020. Elaborado pelos autores.

Os dados da Figura 1 revelam uma maior concentração do consumo de derivados do leite no Sul e no Sudeste do país, com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul como os dois estados que mais consomem estes produtos. Outra informação importante é o descompasso entre a Região Norte e o restante do país, a qual apresenta as menores taxas de consumo domiciliar de lácteos.

A liderança do Sul e Sudeste no consumo de leite e derivados pode ser explicada por vantagens competitivas, como a proximidade dos locais de produção, maior poder aquisitivo e taxa de urbanização, entre outras. O eixo Sul-Sudeste concentra 67% da produção nacional de leite, representa 72% do PIB brasileiro e tem 88,9% de taxa de urbanização.

De certa forma, a geografia do consumo de lácteos no Brasil se assemelha com a da distribuição de renda no país. No entanto, as características culturais e regionais também parecem influenciar no consumo, visto que Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais apresentam níveis de consumo de lácteos superiores aos do estado de São Paulo, que concentra a maior renda do Brasil.

Os dados do IBGE evidenciam também diferenças regionais de consumo por derivado lácteo. Na Tabela 1 é possível identificar os 5 estados que apresentam maior consumo per capita por derivado do leite.

Tabela 1. Ranking de consumo domiciliar per capita de lácteos no Brasil.



Fonte: IBGE. Elaborado pelos autores.

*As cores na tabela representam as regiões: em rosa tem-se o Norte; em azul, o Nordeste; em amarelo o Centro-Oeste e em laranja o eixo Sul-Sudeste.

Novamente, os dados da Tabela 1 evidenciam a importância dos estados do Sul, e principalmente de Santa Catarina no consumo domiciliar per capita de lácteos. O estado aparece em sete dos nove produtos analisados, estando na primeira colocação em quatro deles e na segunda posição em três produtos.

Os estados do Sul e Sudeste representam 66% do ranking dos top 5 estados que mais consumem lácteos, ocupando a primeira colocação em sete dos nove produtos listados na Tabela 1. Por sua vez, as regiões Norte e Nordeste se destacam no consumo domiciliar per capita de manteiga e leite em pó, o que evidencia que estes são os produtos lácteos mais representativos nestas regiões.

Assim, os dados sugerem que não há um padrão único de consumo domiciliar de lácteos no Brasil. Deste modo, assim como ocorre com a produção de leite, o consumo de lácteos também é influenciado por muitas variáveis.

Existe a influência da renda, dos preços, da cultura e tradição, das características da população (sexo, idade, perfil) e das crenças etc. Portanto, para aumentar o consumo de lácteos no Brasil, cabe ao setor identificar estas variáveis e trabalhar em conjunto para ofertar os seus produtos de modo a atender às necessidades desta população tão heterogênea. (Milkpoint)





Uruguai e Argentina lideram crescimento da produção de leite entre os principais países produtores

Os principais países produtores e importadores de leite bovino representam cerca de 60% da produção mundial. Os líderes de produção de leite são: Uruguai, Argentina e Nova Zelândia. Neste grupo de países, observa-se um aumento na produção de 0,31% no período janeiro-março de 2021 em relação ao mesmo período de 2020.

A União Europeia, por sua vez, apresenta queda de 1,3% (que vem desacelerando mês a mês). Já os Estados Unidos apresentou alta de 1%. Esses países possuem alta representatividade nos números de produção e impactaram de modo considerável no crescimento. De modo geral, os demais países apresentaram crescimento na produção de leite e, em alguns casos, a níveis significativos.

O Uruguai, junto com a Argentina e a Nova Zelândia, apresentam os maiores percentuais de crescimento mundial. De qualquer forma, as projeções das principais referências mundiais apontam para um crescimento, ainda que discreto, da produção mundial de leite em 2021.

“O crescimento da oferta será modesto nas 7 regiões leiteiras do Big-7 (+ 1,1%), e a maior parte do crescimento virá dos Estados Unidos”, afirma o Rabobank. “No total, a oferta deve aumentar pouco mais de 1% em 2021, ante o crescimento de 1,4% registrado em 2020”, destaca a AHDB Dairy, do Reino Unido.

“A Comissão Europeia e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) esperam um crescimento relativamente modesto durante 2021 de 1% e 2%, respectivamente, por razões semelhantes às da Nova Zelândia de pressões ambientais, competição por terra e água, e restrições de capital e força de trabalho”, de acordo com dados do NZ Bank. (As informações são do Agrositio, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Jogo Rápido  

Ebook gratuito: como engajar funcionários na atividade leiteira?

A gestão de pessoas é peça fundamental de qualquer propriedade leiteira, afinal, por mais que tenhamos inúmeros índices e indicadores para acompanhar, processos para realizar e dados para analisar, no fim, são as pessoas que estão por de trás de tudo. Não adianta uma parte técnica impecável, se o gerenciamento e engajamento dos colaboradores é falho ou inexistente. Ter uma equipe é bem mais do que possuir funcionários, é criar um propósito que direciona todas as pessoas em prol do mesmo objetivo. Mas você já se perguntou o que os seus colaboradores valorizam? O que eles esperam de você e do ambiente de trabalho? A pesquisa Gallup (1998), foi desenvolvida durante mais de 25 anos e entrevistou um milhão de colaboradores e oitenta mil executivos de 400 empresas, de aproximadamente 24 países visou responder estes mesmos questionamentos. Como resultado, a pesquisa destacou 12 pontos chave que os colaboradores mais valorizam no ambiente de trabalho e que podem ser perfeitamente empregados na realidade de qualquer propriedade leiteira. Baixe o e-book gratuitamente aqui.  Este e-book de conteúdo foi feito com base na palestra de Marcelo Cabral, especialista em gestão de pessoas no agronegócio, ministrada no dia 07 de maio de 2021 no evento MilkPoint Experts Feras da Gestão. Os Feras da Gestão têm acesso ao conteúdo em vídeo na íntegra e os slides do palestrante. (Milkpoint)

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  25 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.472


Fundoleite é ferramenta para retomada de crescimento
 
A assinatura pelo governador Eduardo Leite do decreto que atualiza a Lei 14.379 (que criou o Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite - Fundoleite) marca o início de um novo momento para a produção de leite no Rio Grande do Sul. A medida, resultado da articulação histórica de parlamentares, entidades e do governo do Estado, deve viabilizar a injeção de recursos em fomento ao campo, abrindo espaço para uma virada de competitividade capaz de recolocar o Rio Grande do Sul na rota de expansão de produção. A expectativa foi manifestada nos discursos durante a cerimônia virtual realizada no início da tarde desta terça-feira (25/05).
 
Em 2013, quando da criação do Fundoleite, a produção gaúcha era de 4,51 bilhões de litros/ano, valor que atingiu seu pico em 2014 (4,68 bilhões) e caiu para 4,27 bilhões de litros em 2019. “A possibilidade que hora se cria de investir os recursos do Fundoleite no produtor rural, para que se melhore a produtividade, a sanidade e a qualidade do leite no campo é de suma importância para a competitividade de empresas, de cooperativas e para a perenidade do setor no Estado”, pontuou o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, lembrando que o leite gera renda para mais de 100 mil famílias em 457 dos 497 municípios gaúchos.
 
Mas é necessário fazer mais, completou o executivo. “Precisamos avançar e fazer o leite gaúcho competitivo não só dentro do Brasil como em outros países. E isso é possível. Se foi possível para aves e suínos, porque não pode ser possível para nós? Se é possível para Uruguai e Argentina, porque não pode ser possível para nós?”, questionou Portella. Posição compartilhada pelo presidente da Farsul, Gedeão Pereira, ao lembrar que a produção do arroz só obteve maior estabilidade quando “achou o caminho do Porto de Rio Grande”.
 
Segundo Portella, a partir de agora, o Fundoleite dá condições a indústrias, produtores e cooperativas de construírem uma produção forte, respeitada, que proteja seu próprio mercado. “Que consigamos abraçar essa oportunidade para criarmos novas possibilidades, sermos mais competitivos de forma que ninguém consiga competir conosco aqui dentro por nossos próprios méritos e que possamos devolver e desenvolver produtos inovadores, de grande qualidade, a preços acessíveis para toda a sociedade”.
 
A posição foi reforçada pelo governador Eduardo Leite. “Passo a passo vamos trilhando esse caminho para dotar nossa agropecuária de melhores condições de competitividade por meio do entendimento de que os fundos possam permitir investimentos, melhorando qualidade e produtividade para competir no mercado nacional e internacional”, ponderou o governador, lembrando que o propósito do Fundoleite é “desenvolver a cadeia em benefício de todos”. Uma construção que só foi possível com articulação ampla capitaneada pelo deputado federal Covatti Filho, que ao longo dos últimos anos, tratou pessoalmente do assunto quando esteve à frente da Secretaria da Agricultura.

A ideia de expansão e desenvolvimento também foi a tônica do discurso da secretária da Agricultura, Silvana Covatti, que lembrou que o RS é o terceiro maior produtor nacional de leite. “Que a cadeia possa crescer mais e comemorar esse alimento que é universal”, disse. Agradecimentos também presentes na fala de lideranças dos produtores. Falando em nome das cooperativas, o presidente da Fecoagro, Paulo Pires, garantiu que o momento é de comemoração. O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, lembrou do amplo debate travado para construir o acordo do Fundoleite e reforçou ser ele o agente para uma virada de página que será essencial no fortalecimento do setor leiteiro, um segmento de alta relevância para a agricultura familiar. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Valor de referência do leite é de R$ 1,5260 no RS
 
O valor de referência do leite projetado para maio com base nos primeiros dez dias do mês é de R$ 1,5260 no Rio Grande do Sul. O indicador foi divulgado na manhã desta terça-feira (25/05) durante reunião virtual do Conseleite e já foi calculado com base nos novos parâmetros de custo aprovados pela Câmara Técnica. O valor indica elevação em relação ao consolidado divulgado para abril (R$ 1,4509). O coordenador do Conseleite, Alexandre Guerra, explicou que a alta justifica-se basicamente pela mudança de parâmetro, que impactou em 6% o valor de maio uma vez que, se calculado nos padrões anteriores (2016), o litro ficaria em R$ 1,4393.
 
Até abril, o Conseleite trabalhava com parâmetros de custo de 2016. A partir de maio, o colegiado passa a utilizar indexadores referentes a 2019. O professor da UPF Marco Antonio Montoya salientou que a mudança no valor de referência ocorreu na segunda casa decimal. Contudo, no acumulado do ano, as oscilações se mantêm em estabilidade. “Foi um trabalho árduo de recálculo aprovado por unanimidade na Câmara Técnica”, ponderou Montoya.

A tendência do mercado lácteo gaúcho é de recuperação. “A volta às aulas presenciais, o pagamento do auxílio emergencial e a redução da produção nacional são fatores que, somados, ajudaram a retomada”, ponderou Guerra. No campo, também há sinais de recuperação com elevação da captação no Rio Grande do Sul. Apesar do otimismo com o clima que vem favorecendo as pastagens, a situação da pandemia ainda exige atenção para possíveis instabilidades no consumo. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)
 
 
 
 
Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 25 de Maio de 2021 atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Abril de 2021 e a projeção dos valores de referência para o mês de Maio de 2021, calculados por  metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de  comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.



Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura,  3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Maio de 2021 é de R$ 2,8572/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)
 

Jogo Rápido  

Ministra da Agricultura empossa novo presidente da Conab

Guilherme Augusto Sanches Ribeiro tomou posse como presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta terça-feira (25), em cerimônia realizada com a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, e do secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes. O evento foi acompanhado pelos diretores-executivos da Companhia, Sergio De Zen, José Trabulo Júnior e Bruno Cordeiro, além de José Ferreira da Costa Neto, que deixa a função de diretor-presidente substituto para dedicar-se integralmente à Diretoria Administrativa, Financeira e de Fiscalização da estatal. O termo de posse foi assinado por Guilherme Ribeiro e pela ministra Tereza Cristina. No ato, o presidente empossado destacou como missão colocar em prática seu conhecimento para desenvolver ainda mais a empresa e assumiu o compromisso de uma gestão transparente e eficiente. A ministra, por sua vez, destacou o protagonismo da Conab no setor da inteligência agropecuária e a responsabilidade do novo presidente em alavancar o progresso que a Companhia fez no setor nos últimos anos. A cerimônia incluiu a presença dos deputados federais João Campos (Rep./GO), Aline Sleutjes (PSL/PR), Hugo Motta (Rep./PB), Júlio César Ribeiro (Rep./DF), Silas Câmara (Rep. AM) e Aline Gurgel (Rep./AP), além do presidente do Conselho da Administração (Consad) da Conab, Maximiliano Tamer, e representantes de estados da Federação. Em seu currículo, o presidente Guilherme Ribeiro reúne o título de mestre em Gestão e Políticas Públicas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e graduação em Relações Internacionais com ênfase em economia pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), e cursa atualmente um MBA em Transformação Digital e Futuros Negócios na PUC/RS. Sua trajetória profissional inclui experiência na área da administração pública-privada e ainda papéis de gestão e assessorias em estatais paulistas, como a Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab-SP), a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU-SP), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Clique aqui e assista a posse. (CONAB)

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  24 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.471


Sindilat e Sebrae iniciam aproximação estratégica
 
Unidos pelo desenvolvimento do setor lácteo do Rio Grande do Sul, Sindilat e Sebrae estão trabalhando em aproximação estratégica para disponibilizar informações que permitam melhor planejamento e avaliação da produção gaúcha. Reunidos na sexta-feira passada (21/05), dirigentes das entidades debateram formas que viabilizar uma ciência de dados sobre o setor, organizando indexadores que auxiliem na busca de competitividade para produtores e indústrias.
 
O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reforçou que parcerias como esta são essenciais para fomentar novas possibilidades de negócios para os associados do Sindilat, entre elas as exportações. Em breve, Sindilat e Sebrae planejam novas reuniões para dar seguimento ao assunto.
 
Representando o Sebrae, Aline Balbinoto, Fábio Krieger e Fabiano Nichele detalharam as ações desenvolvidas pela instituição. Uma das metas relacionadas ao setor lácteo é realizar pesquisa de diagnóstico. Atualmente em fase de avaliação metodológica e levantamento de fornecedores, o estudo deve auxiliar a traçar novos projetos e intensificar a interação com a bacia leiteira. Atualmente, o Sebrae tem dados de cerca de mil produtores de leite indexados, banco que deve ser integrado em breve com o sistema Nexo. A proposta é preparar as empresas e produtores gaúchos para a inovação, fortalecendo vínculo com o agronegócio. Entre as perguntas a serem respondidas estão as questões de competitividade, que vem ao encontro de uma das bandeiras defendidas pelo Sindilat e que é um dos temas principais desse diagnóstico do Sebrae. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)
 

Não há ligação entre leite e aumento de colesterol de acordo com um novo estudo em 2 milhões de pessoas

O consumo regular de leite não foi associado com o aumento do nível de colesterol, de acordo com nova pesquisa. O estudo da University of Reading publicado no International Journal of Obesity analisou três grandes estudos populacionais e descobriu que as pessoas que bebiam grandes quantidades de leite regularmente tinham níveis mais baixos tanto do colesterol bom como do ruim, embora tivessem maiores Índices de Massa Corporal (IMC) do que os que não bebiam leite.

Uma análise de outros estudos também sugerem que aqueles que consomem regularmente leite possuem 14% menos riscos de doenças coronárias.

A equipe de pesquisadores fez uma abordagem genética do consumo de leite observando a variação no gene da lactase associado com a digestão do açúcar do leite, conhecido como lactose.

O estudo detectou que as pessoas com variação genética para digerir a lactose era um bom indicador para identificar aquelas que consumiam elevadas quantidades de leite.

“Constatamos que os participantes com a variação genética associada ao elevado consumo de leite, possuíam maiores IMC e gordura corporal, mas extraordinariamente tinham baixos níveis de colesterol, tanto o bom como o ruim.

Observamos também que essa variação genética tinha significativamente menor risco de doença coronária. Tudo isso, indica que a redução do consumo do leite não significa, necessariamente, prevenção para doenças cardiovasculares”, explicou o professor de Nutrigenética e Nutrigenômica da Universidade de Reading, Vimal Karani.

A nova pesquisa foi conduzida após vários estudos contraditórios feitos anteriormente que ligavam elevado consumo de lácteos a doenças cardiometabólicas como obesidade e diabetes. Para contabilizar inconsistências pelo tamanho da amostra, da etnia e de outros fatores, a equipe realizou a meta-análise dos dados de mais de 1,9 milhões de pessoas usando uma abordagem genética para evitar confusão.

Mesmo que o biobanco de dados do Reino Unido tenha mostrado que as pessoas com a variação genética da lactase possuíam 11% menos risco de diabetes tipo 2, o estudo não sugere que existe evidência forte de que o elevado consumo de leite esteja associado com diabetes ou sintomas relacionados como glicose e biomarcadores inflamatórios.

“O estudo certamente mostra que o consumo de leite não é um problema significativo para o risco de doenças cardiovasculares embora haja pequeno aumento de IMC e da gordura corporal entre os amantes do leite. O que não conseguimos descobrir com o estudo, e não ficou claro, é se o teor de gordura dos produtos lácteos é que contribui para os baixos níveis de colesterol ou é devido a outro desconhecido “fator leite””, disse o professor Karani. (Fonte: Medical Xpres)

 


Leite/América do Sul

As condições de tempo na América do Sul são favoráveis para a preparação da terra. Fazendeiros do Brasil e Argentina aproveitam para fazer colheitas. Os mercados de leite em pó integral (WMP) e leite em pó desnatado (SMP) encontram-se estáveis no curto prazo, mas com demanda fraca.

O preço do WMP aumentou um pouco nas poucas negociações realizadas. Houve declínio na demanda, mas também da oferta. A expectativa é de que permaneça assim no curto prazo. Os estoques nas indústrias estão baixos, e os compradores observam com cautela a movimentação dos preços.

A situação do SMP é idêntica à do WMP em termos de oferta e estoques. Os preços variam entre estáveis e quedas. A atividade comercial é lenta, com compras realizadas para atender necessidades imediatas.

Há registro de margens apertadas para os produtores de leite com o custo da ração muito elevado. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido  

No radar
O Rio Grande do Sul tem dia e hora para receber o certificado de zona livre de febre aftosa sem vacinação. Na quinta-feira, a partir das 7h, horário do Brasil, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) oficializará o novo status sanitário, dentro da sua assembleia geral. Haverá transmissão online desde Paris, onde fica a sede da entidade. Além do Estado, o Paraná também receberá a certificação. (Zero Hora)

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  21 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.470


Projeto de Exportação de Lácteos selecionará profissional para atuar na região Sul
O Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), promovido pela Apex-Brasil, abrirá edital em 2021 para selecionar um profissional que atuará com as indústrias de laticínios do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. A informação foi compartilhada pelo consultor da Apex-Brasil, Laudemir Muller, durante reunião virtual nesta quinta-feira (20/5). O programa tem o intuito de auxiliar e capacitar empresas, de forma gratuita e on-line, no processo de exportação de produtos lácteos brasileiros. O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Guilherme Portella, e o secretário-executivo da entidade, Darlan Palharini, estiveram presentes. Segundo Muller, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), de São Leopoldo (RS), será parceira no processo de treinamento do técnico que atuará com até 25 empresas que já demonstraram interesse em fazer parte do PEIEX. "Vamos montar um atendimento personalizado, com metodologia e conteúdos específicos. O técnico conhecerá os laticínios", afirmou. Na região Sul, o projeto está sendo formulado em parceria com a Viva Lácteos, Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e conta com apoio do Sindilat, da Aliança Láctea Sul Brasileira, do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados de Santa Catarina (Sindileite-SC) e do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite-PR). Entre os pré-requisitos para fazer parte do programa, ter o selo de Serviço de Inspeção Federal (SIF) é o pré-requisito. Conforme ressaltou Palharini, não só os produtos das empresas devem ter a certificação, bem como os insumos fornecidos para fabricá-los. "Alguns laticínios terão de fazer o dever de casa para começar a exportação. Além disso, é preciso pensar em qual mercado se está almejando. O mercado da exportação é outro mundo, fundamental para a nossa competitividade", destacou. Estiveram presentes na reunião Guilherme Souza Dias, assessor da CNA, Arturo Muttoni e Camila Sande, consultores da CNA, Valter Antônio Brandalise, presidente do Sindileite-SC, Wilson Thiesen, diretor executivo do Sindileite/PR, Ronei Volpi, presidente do Conseleite (PR), Rafael Macedo e Gustavo Beduschi, representantes da Viva Lácteos e Airton Spies, consultor da SpiesAgro. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Chuva, frio e formação de geada estão previstos para os próximos dias
Os próximos sete dias terão chuvas expressivas e muito frio no Rio Grande do Sul. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 20/2021, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater/RS e o Irga. Entre hoje (20) e domingo (23), a propagação de uma área de baixa pressão e o deslocamento de uma frente fria provocarão chuva em todo Estado, com possibilidade de chuva forte entre a Fronteira Oeste e a Campanha. Na segunda (24), terça (25) e quarta-feira (26), o ingresso de uma intensa massa de ar seco e frio provocará novo declínio das temperaturas, com valores negativos e formação de geadas na maioria das regiões. Os volumes previstos oscilarão entre 15 e 30 mm na maioria das áreas. Somente na Campanha e Faixa Central os valores variarão entre 35 e 50 mm, e poderão alcançar 65 mm na Fronteira Oeste. O boletim agrometerológico completo pode ser acessado clicando aqui. (SEAPDR)

 

Cooperativa Piá realiza Assembleia Geral Ordinária
A Piá realizará no dia 24 de junho sua Assembleia Geral Ordinária, às 9h. Pela primeira vez na história da Cooperativa, a reunião será online. O novo formato digital visa preservar a saúde e a vida de todos os participantes e da comunidade, evitando possíveis aglomerações e auxiliando no combate a Covid-19. Entre os vários assuntos que serão tratados durante a Assembleia está a prestação de contas de 2020, com apresentação de Relatório de Gestão, Balanço e Parecer da Auditoria Externa, Demonstrativo das Sobras Apuradas ou das Perdas e Parecer do Conselho Fiscal, além do Plano de atividades para 2021. Também será realizada a eleição e posse dos novos Conselho de Administração, Diretoria Gestão 2021/2025 e conselho fiscal. Para participar da reunião online, os associados podem realizar o cadastro no link: agopiacadastro.elejaonline.com, até o dia 21 de junho, às 23h59. Após essa data, deverá ser realizado presencialmente na sede da Cooperativa, localizada na Rua Frederico Michaelsen nº 129, em Nova Petrópolis, nos dias 22 e 23, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h, e no dia 24, das 7h30 às 8h30. A partir do dia 22 de junho, os inscritos receberão por SMS e por e-mail um login e uma senha para participarem da Assembleia Geral através do link: assembleiageralordinaria.elejaonline.com Mais informações podem ser obtidas nas filiais da Cooperativa. Já o edital pode ser conferido na íntegra no site oficial clicando aqui. (Cooperativa Piá)

Jogo Rápido  

E-book exclusivo com as 5 principais enfermidades do gado leiteiro e tratamentos eficientes

Diversas enfermidades podem acometer as vacas leiteiras, tais como a mastite, infecções uterinas, afecções podais entre outras que afetam diretamente a produtividade da fazenda e trazem prejuízos econômicos. Dessa forma, é importante compreender essas afecções a forma mais eficiente de tratamento. Quer saber mais? Baixe o e-book “Enfermidades do gado leiteiro” clicando aqui. (Milkpoint)

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  20 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.469


Queijo parmesão gaúcho é eleito o melhor do Brasil
 
A avaliação ocorreu em um teste às cegas realizado pelo jornal O Estado de São Paulo
 
O Gran Formaggio, produzido pela empresa gaúcha RAR, foi eleito o melhor queijo parmesão do Brasil em um teste às cegas realizado pela coluna Paladar, do jornal O Estado de São Paulo. A avaliação ocorreu entre as 10 principais marcas de parmesão consumidas no país. A marca possui sede em Vacaria, na região dos Campos de Cima da Serra. Entre os quesitos ressaltados pelos jurados estão o tempo de maturação de 12 meses, a textura e a complexidade de sabores em boca, “do frutado e cítrico”, a baixa acidez e o leve dulçor. O júri contou com especialistas renomados como o chef romano Marco Renzetti, a chef italiana Nadia Pizzo, o especialista em queijos brasileiros e proprietário da loja A Queijaria, Fernando Oliveira, a mestre queijeira Rosana Rezende e a empresária Mônica Resende, da loja Mestre Queijeiro. A avaliação levou em conta o tempo de maturação do queijo, além do sabor e da textura alcançados pelo produto. A RAR foi a primeira empresa a produzir o queijo tipo Grana fora da Itália e o Gran Formaggio conta com uma linha já reconhecida no país, ofertando desde a forma inteira de aproximadamente 35kg até frações de 200g, no formato lascas e ralado, em embalagens de 50g e 100g, além do ralado fresco de 100g. O queijo premiado está disponível também na versão 18 meses de maturação. Para o diretor-superintendente da RAR, Sergio Martins Barbosa, o reconhecimento é fruto do rigoroso processo de produção, além do cuidado com a matéria-prima. – A produção do Gran Formaggio é realizada em uma planta que segue todas as características de um laticínio produtor do queijo Grana Padano, com volumes similares, tendo como matéria-prima leite de vacas da raça holandesa – afirma Barbosa. A RAR, de Raul Anselmo Randon, começou com o cultivo da maçã na década de 1970. Nos anos 1990, montou a primeira fábrica de queijo Tipo Grana fora da Itália lançando a marca Gran Formaggio. Hoje, tem seu portfólio linha de importados com queijos e acetos italianos, presuntos e salames italianos e espanhóis, e azeites de oliva chilenos. A linha de derivados é composta por creme de leite fresco, manteiga e queijo parmesão. A empresa, com sede em Vacaria, no Rio Grande do Sul, conta ainda com uma linha de vinhos, espumantes e azeite de oliva a partir de produção própria. (GZH)

Com o leite, bancamos a faculdade das nossas duas filhas
A Fazenda Mata da Lagoa se localiza no município de Arapuá-MG e produz atualmente 1500 litros de leite por dia, com uma média de 22 litros por animal. O sistema de produção é semi-intensivo e a raça do rebanho é a Holandesa. Segundo Marilda Morais, proprietária da fazenda, as atividades começaram em 1985 com poucas vacas e um total de 30 litros de leite por dia. “Permanecemos assim por alguns anos, porém, sempre buscamos melhorar e em 1997, iniciamos com a inseminação artificial. Em razão disso, conseguimos envergar nosso rebanho para uma genética especializada na produção leiteira. O leite foi aumentando aos poucos e - com muito trabalho e dedicação - atingimos 300 litros diários em 2003” Segundo Marilda, a tiragem de leite manual ficou insustentável e com isso, eles fizeram um investimento para colocar uma ordenha com o intuito de facilitar o trabalho. “Devido o amor pela profissão, sempre buscamos evoluir e aprimorar o nosso trabalho. Apesar de muitos avanços e objetivos conquistados, a produção de leite nunca foi fácil. Criamos duas filhas, trabalhamos exaustivamente todos os dias, enfrentamos muitos problemas, no entanto, nunca desistimos. E assim se passaram vários anos nessa profissão, na qual sempre buscamos nos aprimorar com conhecimentos e tecnologias que visem o conforto e bem-estar dos nossos animais”, completou. Além disso, ela comentou sobre o esforço para produzirem sempre um leite de qualidade, com baixos índices de CCS (Contagem de Células Somáticas) e CBT (Contagem Bacteriana Total), que são hoje respectivamente de 156 cel/ml e 1.000 UFC/ml. Também, evitam o uso de antibióticos nos animais. “Atualmente, o maior desafio é conseguir gerir todos os custos que o sistema de produção do leite gera, pagar a faculdade de medicina da minha segunda filha e ao mesmo tempo, entregar um alimento de qualidade. Temos muita gratidão à Deus por tudo que conquistamos e um orgulho imenso de sermos produtores de leite” (Coração do Leite/Milkpoint)

   

Conectividade pode adicionar R$ 100 bi ao agro
Às vésperas da introdução da tecnologia de internet 5G, o Brasil tem apenas 23% da área agrícola coberta com algum tipo de conexão e precisa investir pesado para ampliar a inclusão digital dos produtores rurais. Um dos caminhos, apontado em estudo da Esalq-USP, é instalar 15 mil conjuntos de torres e antenas para conseguir levar banda larga a 90% do território produtivo em quatro anos e elevar em mais de R$ 100 bilhões o faturamento anual do agronegócio brasileiro apenas com a chegada dessa infraestrutura. Encomendado pelo Ministério da Agricultura, o estudo traçou dois cenários para ampliar a conectividade no campo com modelo tecnológico de sinal 4G, 3G e 2G. O primeiro indica que a instalação de 4,4 mil pares de torres e antenas, com alcance médio de 3 km a 5 km de raio, geraria cobertura adicional de 25% da área, chegando a 48% do território agrícola nacional com internet. Para o segundo, a introdução de 15,1 mil pares seria capaz de cobrir 90% da demanda. O impacto da melhor “iluminação” de conectividade para a área rural é bilionário. De 4,5% do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária no primeiro cenário, ou R$ 47,5 bilhões, e de 9,6% do índice no segundo modelo, com acréscimo de R$ 101,5 bilhões no faturamento anual do setor. As cifras podem aumentar se consideradas as inovações econômicas e de negócios potencialmente incorporadas ao processo produtivo graças à conectividade, segundo adiantou, com exclusividade ao Valor, o secretário-adjunto de Inovação do Ministério da Agricultura, Cleber Soares. Sem recursos, o governo se propõe a induzir o desenvolvimento do mercado de internet para o campo. “Não vamos prover sinal. Queremos estimular a dinâmica de provimento de conectividade”, disse. Apesar da maior demanda de agtechs por conectividade para acessos avançados, como internet das coisas e monitoramento de lavouras por sensores, há uma profunda disparidade em relação às necessidades dos produtores. “Públicos diferentes carecem de estratégias diferentes no que diz respeito a políticas públicas que demandem conectividade no meio rural”, afirma o estudo. O impacto da ampliação da conectividade seria maior nas regiões Nordeste e Norte, hoje as mais carentes de infraestrutura digital, segundo Soares. O Centro-Sul seria beneficiado por poder ampliar o uso do aparato tecnológico no campo. “A conectividade não é tudo, é apenas a primeira camada da estrada, falta o asfalto, a sinalização e as placas”, reconheceu. O estudo será apresentado hoje e servirá de base para as ações do ministério nesta área em quatro frentes de atuação. Uma delas é a estratégia apresentada no estudo. Existem ainda iniciativas para ampliar a internet via satélite - incluindo a instalação de antenas em 156 assentamentos da reforma agrária, já em curso em 51 deles -, a chegada da fibra óptica a regiões de cultivo próximas de cidades e até mesmo o uso da banda analógica, ociosa e mais barata com o desligamento do sinal analógico de TV, mesmo que com alcance limitado para dados. “Temos que ter todas as possibilidades. Nosso papel é prover tecnologia ao produtor. Ele decide o que vai usar”, diz Soares. Para indicar ações no meio rural a serem contempladas, o ministério aguarda a publicação do decreto que vai regulamentar a composição do comitê gestor do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que prevê empréstimos e subvenções para aumentar a conectividade no país. “Já estamos com projetos prontos, só falta ter o dinheiro. Como é subvenção, a prioridade são os pequenos produtores no Nordeste e no Norte”, concluiu. (As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint)

Jogo Rápido  

No Radar

Uma das exigências para o avanço de status em relação à aftosa, a renovação da frota de veículos para a defesa agropecuária teve nova etapa. Foram entregues 31 veículos a inspetorias da Secretaria da Agricultura. Outros 62 já haviam sido adicionados no mês de março. (Zero Hora)

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  19 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.468


Argentina vive nova crise entre governo e ruralistas 
 
Veto da Argentina às exportações de carne abriu nova crise entre o governo e o setor rural. Produtores anunciaram que deixarão de vender carne. Para analistas, a proibição tem eficácia questionável e motivações eleitorais
 
O veto da Argentina às exportações de carne por 30 dias deflagrou uma nova crise entre o governo e o setor rural. Na noite de segunda-feira, o presidente Alberto Fernández anunciou a suspensão da venda de carne bovina para o exterior com o objetivo de reduzir o preço no mercado interno. Produtores anunciaram que deixarão de vender carne. Segundo analistas, a proibição tem eficácia questionável e motivações eleitorais. “As relações entre o campo e o governo Fernández nunca foram boas, porque o setor rural vê o kirchnerismo com desconfiança”, diz Andrés Borenstein, da consultoria Econviews. “Mas esse é, sem dúvida, o pior momento da relação entre as partes.” Entre abril de 2020 e abril de 2021, o preço da carne subiu 100%, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca, enquanto a inflação ao consumidor foi de 46,3%. Mesmo assim, o veto às exportações é questionável como ferramenta para reduzir o preço no mercado interno, afirmam. “O veto não terá impacto significativo. Na lógica do governo, proibir as exportações aumentará a oferta no mercado local e fará os preços caírem. Mas os produtores vão paralisar as atividades”, diz Nicolás Alonzo, da consultoria Orlando J Ferreres & Asociados. Ontem representantes da Mesa de Enlace, grupo que reúne as principais entidades do agronegócio argentino, decidiram paralisar atividades por nove dias. A decisão de associações como Sociedade Rural Argentina (SRA) e Confederações Rurais Argentinas (CRA) deve reduzir a oferta e, consequentemente, pode elevar os preços. Esta não é a primeira vez que a Argentina proíbe exportações de carne. Em 2006, o governo da então presidente Cristina Kirchner vetou vendas ao exterior, o que levou à perda de mais de 10 milhões de cabeças de gado e elevou o preço no médio prazo. “Diante da medida, os produtores liquidaram estoques [as matrizes de reprodução] e passaram a se dedicar a outras produções, como soja e milho”, afirma Borenstein. Em comunicado, a Sociedade Rural de Rosário lembrou que à época houve não somente perda do estoque bovino, mas escassez de carne no mercado doméstico, o que fez o preço da carne subir novamente. Isso é explicado porque o processo de produção de carne leva cerca de dois anos. Representantes do setor agropecuário compararam a decisão do governo à resolução 125, de 2008, que estabelecia imposto às exportações de soja que variavam conforme o preço da commodity no mercado internacional. A medida resultou em quatro meses de enfrentamento entre Cristina Kirchner e o setor. “Não queremos chegar a esse ponto”, disse Jorge Chemes, presidente da CRA. O veto do governo às exportações de carne tem motivação eleitoral, afirma Gabriel Brasil, da consultoria Control Risks. “Com a inflação superando em muito a expectativa do governo, há risco de a aprovação de Fernández ser impactada, em um ano em que ele precisa de apoio nas eleições legislativas, em outubro”, argumenta. “Mas esse mecanismo não resolve a questão estrutural da inflação e terá custos políticos para o presidente junto aos governadores.” Ontem os governadores de Córdoba e de Santa Fé criticaram a medida - que seria como “tropeçar duas vezes na mesma pedra” - e afirmaram que mudar as regras do jogo prejudicam a produção no longo prazo. A proibição anunciada na segunda-feira mostra que sempre que a situação aperta, o governo se fecha, diz Borenstein. Indica ainda a preferência que Fernández tem dado a políticas heterodoxas, acrescenta Gabriel Brasil. “Essa abordagem econômica encabeçada pelo ministro de Produção, Matías Kulfas, tem se sobressaído em relação a alternativas mais moderadas, representadas pelo ministro da Economia, Martín Guzmán”, afirma. “Se olharmos os principais eventos de política econômica dos últimos dois anos, na maioria deles Fernández optou por medidas menos favoráveis aos negócios do que se acreditava que ele faria quando era candidato.” (Valor Econômico)

Tetra Pak Brasil tem novo diretor de vendas
A Tetra Pak anunciou Luis Kühl como novo diretor de Vendas no Brasil. O executivo ficará responsável pela estratégia de crescimento da companhia no país, junto com outros diretores que completam a equipe de vendas, e pelo posicionamento em novos mercados, sendo um dos nomes liderando a estratégia de diversificação da empresa. No Brasil, a estratégia de negócio da Tetra Pak está focada na diversificação de portfólio. Além das categorias tradicionalmente atendidas, como leites e sucos, a companhia tem focado esforços para ampliar a sua participação em novas categorias, oferecendo a todas elas soluções integradas e de ponta a ponta que que abrangem tecnologias de processamento, envase e serviços técnicos. Kühl possui mais de vinte anos de experiência no setor de alimentos e bebidas, tendo atuado na gestão de empresas, área comercial e desenvolvimento de novos negócios e há mais de dez anos trabalha com estratégias comerciais dentro da própria Tetra Pak. (Terra Viva)
 
 
Parceria piloto no crédito fundiário
Começa pelo Rio Grande do Sul ação considerada piloto para a execução do Programa Nacional de Crédito Fundiário - Terra Brasil. Será por meio da parceria firmada por Emater-RS, Agência Nacional de Extensão Rural e Ministério da Agricultura. O papel da Emater será o de auxiliar produtores na elaboração dos projetos. A estimativa é de que 400 famílias de agricultores familiares do Estado sejam beneficiadas nessa etapa. A parceria conta com aporte de R$ 1,49 milhão - R$ 1,18 milhão de Anater/Mapa e contrapartida de R$ 312,39 mil pela Emater-RS. (Zero Hora)
 
 
 
Custos sobem, mas preços mantêm cenário favorável
As perspectivas para a próxima safra de soja e de milho são positivas. Neste momento, trazem a melhor relação de troca (número de sacas necessárias para cobrir os custos) em uma década para o milho e em nove anos para a soja. É o que aponta o primeiro levantamento feito pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro-RS). Reflexo da valorização dos grãos, que vai além do avanço das despesas. Feito nas cooperativas, que respondem por 50% da área plantada no Estado, o levantamento considera cotações e gastos no início de maio. E toma como base lavouras de soja com produtividade de 60 sacas por hectare e de milho com 160 sacas - na safra recém colhida, a média estadual foi de 55,43 na soja e 90,5 no milho. - É um cenário favorável porque os preços (dos grãos) aumentaram mais do que os custos. Mas temos de torcer para que os preços não caiam - pondera Paulo Pires, presidente da entidade.

Jogo Rápido  

Sindilat no Terraviva

Nesta quarta-feira (19/05), o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) participou do programa Bem da Terra, do Canal Terraviva. Comandado pela jornalista Renata Maron, a entrevista com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, abordou a busca pelo diálogo permanente entre os Conseleites e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Confira a entrevista completa clicando aqui. (Assessoria de Imprensa Sindilat/RS)

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  18 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.467


Produção agroindustrial reage; alimentos têm alta de 2,6%
 
Após perder força em fevereiro, a alta interanual do Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro) foi vigorosa em março, porém a baixa base de comparação — março de 2020, o primeiro mês da pandemia — deixa turvo o cenário sobre tendências.
 
 
Conforme o levantamento recém-concluído, o indicador subiu 11,6%, puxado pelo expressivo avanço observado no grupo de produtos não-alimentícios (21,7%). Contudo, no segmento de produtos alimentícios e bebidas, que ficou retraído nos meses anteriores, também houve crescimento de 2,6%. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. Com a disparada de março — a despeito da baixa base de comparação, como reforçou o FGV Agro —, no primeiro trimestre, o PIMAgro acumulou variação positiva de 4,2%, garantida pela área de produtos não-alimentícios, que teve incremento de 11,7%. Alimentos e bebidas, em contrapartida, caíram 2,4% em relação ao intervalo de janeiro a março do ano passado. No grupo de produtos não-alimentícios, o aumento trimestral foi puxado pelas indústrias de fumo (18,6%), insumos (18,3%), borracha (14,7%), têxteis (13,7%) e produtos florestais (6,7%). No ramo de biocombustíveis, houve queda de 10%, em consequência das restrições à circulação impostas pela pandemia da Covid-19. Já no grupo de produtos alimentícios, o recuo foi determinado por retrações da produção de alimentos de origem vegetal (7,9%), alimentos de origem animal (2,4%) e bebidas não-alcoólicas (0,6%) — houve alta de 4% no mercado de bebidas alcoólicas. O FGV Agro destacou, por fim, que, apesar de a alta interanual de março ter contado com a “ajuda” da base de comparação, o resultado em relação a fevereiro deste ano indicou estabilidade. “Tanto o segmento de produtos alimentícios e bebidas (0,1%) quanto o de não-alimentícios (0%) não tiveram sua produção reduzida, sinalizando uma aprendizagem dos setores econômicos em relação às medidas de isolamento adotadas”, concluiu. (As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela Equipe MilkPoint)
 

GDT – Global Dairy Trade
 
 
 
 
 
A disseminação da tecnologia no campo terá avanços em breve
Se o 5G ainda é privilégio das pouquíssimas unidades-piloto espalhadas pelo país, e a universalização da tecnologia parece distante, o leilão da rede, previsto para o segundo semestre, pode levar um alento para o campo em prazo mais curto. As empresas operadoras que forem participar do certame deverão garantir a oferta de conexão 4G para as áreas rurais e para as principais rodovias brasileiras por onde as safras agrícolas são escoadas. Segundo o secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Cléber Soares, essa é uma forma pensada pela Pasta para fomentar a conectividade em regiões produtoras com qualidade. “Ao entrar no leilão do 5G, as operadoras terão que, obrigatoriamente, fornecer 4G em comunidade com até 600 habitantes. São localidades essencialmente agrícolas e que terão sinal”, afirmou. As empresas também deverão prover conexão nas BRs. Soares disse que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve ser rigorosa na exigência de qualidade da rede 4G que será fornecida. A qualidade da rede 5G está em teste nos 20 pilotos que serão inaugurados pelo país com antenas e sinal, a exemplo da fazenda em Rondonópolis (MT). Outras áreas agrícolas foram escolhidas e serão divulgadas em breve. São localidades com grande demanda de tráfego de dados, alta densidade tecnológica (estruturas digitais, pivôs, computadores e sensores) e de pessoas. No evento do lançamento na semana passada, em Rondonópolis, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse que o 5G vai revolucionar o campo e proporcionará aumento médio de 20% na previsão de crescimento do PIB. As principais diferenças entre as tecnologias de rede móvel estão na velocidade, até 100 vezes maior na 5G em comparação com a 4G, e na latência, o tempo de resposta entre o aparelho e as aplicações usadas - que é mais baixo no 5G, proporcionando conexão mais estável, com menos quedas de sinal e sem delay. Outra distinção é a possibilidade de conectar vários aparelhos ao mesmo tempo em uma mesma antena sem comprometer o sinal. É isso que credencia o 5G para viabilizar a “internet das coisas” no campo, como uso amplo de sensores, máquinas autônomas e drones. Desde 2020, o Ministério da Agricultura mantém parceria para financiar 14 pilotos para uso de tecnologias com abordagem de inteligência artificial. A disseminação tecnológica no campo é o principal objetivo com os pilotos do 5G na área rural. “A expectativa é conseguir despertar no produtor que a transformação digital vai agregar cada vez mais valor ao sistema de produção”, finalizou. (As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint)

Jogo Rápido  

RS: falta de pastagens e preço das rações afeta produção de leite

A produção de leite continua reduzida devido à falta de pastagens e também ao elevado custo das rações, fator impeditivo à suplementação em maiores quantidades. As chuvas ocorridas devem refletir na melhora das áreas cultivadas de aveia, permitindo também que os produtores retomem a aplicação de fertilizantes e façam o plantio nas áreas de pastagens cultivadas. A silagem de milho tem sido a principal fonte de alimento das propriedades, seguida de fenos e pré-secados como forma de garantir a manutenção da oferta adequada para os rebanhos até o pleno desenvolvimento das espécies forrageiras cultivadas de inverno, como aveia, azevém, trevos e cornichão. Em relação ao aspecto sanitário, seguem sendo realizadas as vacinas obrigatórias, principalmente contra brucelose bovina em terneiras de três a oito meses de idade. As temperaturas mais baixas favoreceram o conforto térmico dos animais, trazendo benefícios à ingestão de alimentos e à reprodução. Desta forma os animais conseguem permanecer mais tempo em pastejo e melhora o bem-estar animal nos confinamentos. Na regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, alguns pecuaristas, em especial os pequenos, estão abandonando a atividade devido à queda no preço pago pelo litro do leite somada ao aumento do custo de produção. Uma das hipóteses é redução no consumo de leite, que proporcionaria excedente do produto no mercado. Na de Ijuí, a produção de leite começa a dar sinais de aumento no volume, devido ao maior número de parições e pelo início da utilização de pastagens de inverno. (As informações são da Emater/RS, adaptadas pela equipe MilkPoint)

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  17 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.466


Iogurte: alimento indispensável para uma boa qualidade de vida

Indicado para ser consumido diariamente, o iogurte é um alimento funcional, que inserido em uma dieta balanceada, colabora na busca por qualidade de vida e saúde. Entre os benefícios deste alimento, estão a atuação na eliminação de gordura corporal, ganho de músculos, prevenção de algumas doenças, fortalecimento dos ossos e até desintoxicação do corpo após comilança exagerada em festas de fim de ano, por exemplo.

Aposte no consumo de um copo diário de iogurte. Uma porção de iogurte apresenta mais de 6 milhões de bactérias probióticas, o que faz deste alimento um poderoso aliado no equilíbrio da flora intestinal, capaz de auxiliar na absorção de nutrientes e prevenir infecções causadas por fungos.

O resultado é um intestino regulado e uma pele mais viçosa. Estes benefícios foram apontados no best seller A Dieta Perricone, livro do médico Nicholas Perricone , que ainda comenta os benefícios do iogurte na diminuição dos riscos de câncer e controle do colesterol. Além disso, pesquisadores japoneses publicaram no "Journal of Periodontology" um estudo apontando que quem consome 55 miligramas ou mais de iogurte por dia garante mais saúde para as gengivas, já que o alimento previne doenças periodontais.

O iogurte é recomendado para uma desintoxicação no corpo após excessos cometidos à mesa por ser leve e nutritivo, além de reforçar a flora intestinal. Adeptos de dietas e atletas já conhecem os benefícios oferecidos pelo iogurte. Uma garrafinha de 180 ml contém aproximadamente 400 mg de cálcio, quase metade da quantidade diária necessária para manter o gene da obesidade adormecido. Se o corpo não obtiver cálcio suficiente ele armazena gordura mais facilmente, diz estudo publicado no livro Power Eating.

O iogurte também possui de 8 a 10 gramas de proteína, oque de acordo com o livro ajuda a saciar o apetite e ativar o hormônio leptina, responsável pela queima de calorias. Em um estudo feito pela Universidade do Tennessee, pessoas que consumiram 180 ml de iogurte diariamente queimaram 81% amais de gordura abdominal do que outro grupo que consumiu uma variedade de produtos derivados do leite com menos cálcio.

Além de ser um aliado no emagrecimento, iogurte ajuda a ganhar massa muscular. Um estudo feito pela Miami Research Associates diz que a combinação de proteínas e carboidratos torna-o uma excelente opção para recuperação muscular após um treino intenso. É recomendada a versão light acompanhada de frutas ou cereais.

Os carboidratos desses alimentos aumentam os níveis de insulina no sangue e auxiliam na recuperação muscular. Aliado à proteína do leite, ajuda a impedir o catabolismo, ação que ocorre quando o corpo queima massa para recuperar-se após o exercício. Com isso, há um aumento de massa magra e eliminação de gordura. (A matéria é do Portal Fator Brasil, resumida e adaptada pela Equipe MilkPoint)


ICMS dos Estados resiste à 2º onda e sobe

Com um desempenho melhor que o esperado da economia beneficiou a receita dos Estados nos primeiros meses do ano, apesar do vácuo do auxílio emergencial de janeiro a março e da segunda onda da pandemia. A arrecadação do ICMS consolidada de 18 Estados somou R$ 152,2 bilhões de janeiro a abril, com avanço nominal de 19,6% em relação ao mesmo período do ano passado e de 21,4% ante o de 2019.

Os dados são do Conselho Nacional de Política Fazendária. Nos dois casos, a variação ficou acima da inflação acumulada do período, de 6,76% pelo IPCA nos 12 meses até abril deste ano e de 9,32% em 24 meses. O desempenho é atribuído à consolidação das compras on-line e a aumento de preços dos combustíveis e das tarifas de energia elétrica, além do uso da poupança do auxílio emergencial pago até dezembro.

Em relação a 2020, o efeito base também contribui, porque em abril as receitas estaduais já começavam a sentir os efeitos da pandemia. Apesar do crescimento considerado “surpreendente”, as Fazendas estaduais adotam um tom de cautela, em virtude de incertezas sobre o ritmo da recuperação econômica e da evolução da pandemia, já com o receio de uma terceira onda. (Valor Econômico)
 
 
 
 
Conseleite/RO – valor de referência para o leite a ser pago em maio

Preço/RO - A diretoria do Conseleite – Rondônia atendendo os dispositivos do seu Estatuto aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite entregue em abril/2021 a ser paga em maio/2021.
 
 
(*) Os valores de referência da tabela são para a matéria-prima leite “posto no tanque de resfriamento”, o que significa que o frete de segundo percurso não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural. Observação: O Conseleite Rondônia alerta que outros parâmetros são considerados pelo mercado para estabelecer o valor final do leite a ser pago ao produtor, tais como: 1. Fidelidade do produtor ao laticínio; 2. Distância da propriedade até o laticínio; 3. Qualidade da estrada de acesso a propriedade rural; 4. Temperatura do leite na entrega; 5. Capacidade dos tanques de resfriamento de leite da propriedade; 6. Tipos de ordenha; 7. Adicionais de mercado devido a oferta e procura pelo leite na região; 8. Sazonalidade da produção; 9. Condições sanitárias do rebanho; 10. Outros benefícios concedidos pelas indústrias. (Conseleite/RO)

Jogo Rápido  

 Vendas de máquinas agrícolas devem crescer 20% em 2021

Produtores rurais brasileiros têm esperado, em média, 12 semanas entre a encomenda e a entrega de um maquinário para o campo em 2021. O prazo está mais extenso que no ano anterior. A estimativa é da Câmara de Máquinas Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSMIA). Com o mercado aquecido, a indústria projeta um crescimento de 20% das vendas em relação ao resultado de 2020. “No ano passado, nesta mesma época, esse prazo era de sete semanas”, afirmou o presidente da CSMIA, Pedro Estevão Bastos, ao jornal O Estado de S.Paulo. A fala do executivo revela que a falta de insumos também está interferindo nos prazos do setor. “Hoje, falta não apenas chapa de aço e tubo redondo, como também mola, eixo, amortecedor, engrenagem, roda, porca, tudo o que vai ferro”, disse. (Revista Oeste)

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  14 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.465


Agropecuária brasileira ajuda a salvar o planeta, reconhece a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

A ILPF(integração lavoura-pecuária-floresta), a agricultura de precisão e a tecnologia baseada em ciência já levaram o Brasil ao ser um dos maiores exportadores globais de commodities. Agora, o agronegócio brasileiro começa a ser reconhecido como uma peça importante no tabuleiro global dos impactos das mudanças climáticas e pode contribuir para salvar o planeta.

O desenvolvimento da atividade agrícola brasileira acaba de ser citado em um importante relatório do secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC), relacionado aos trabalhos realizados no âmbito da reunião de Koronivia para a agricultura.  O UNFCCC é o tratado internacional resultante da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. O Koronivia  uma instância importante nas negociações sobre agricultura, dentro da UNFCCC, que busca valorar a importância da agricultura e da segurança alimentar na agenda de mudanças climáticas.

“Trata-se de uma citação importante para o Brasil, porque representa o reconhecimento do valor da pesquisa agropecuária em benefício do desenvolvimento nacional, que dá visibilidade à ciência agrícola brasileira como referência mundial”, diz Gustavo Mozzer, pesquisador da Embrapa (Empresa de Pesquisa Agropecuária Brasileira), que integra a equipe do Polg (Núcleo de Políticas Globais) da gerência de relações estratégicas internacionais  da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas, responsável pela coordenação do trabalho, com o apoio do Portfólio de Mudança do Clima.

A ILPF, por exemplo, é citada como a responsável por contribuir com a segurança alimentar e o desenvolvimento socioeconômico. A agricultura de precisão e a tecnologia baseada em ciência são reconhecidas por elevarem a produtividade e reduzirem em 50% o preço dos alimentos. O conjunto da obra contribui para a segurança alimentar, o desenvolvimento sustentável e a renda dos agricultores.

O secretariado da UNFCCC destaca no texto que a produtividade brasileira aumentou 386% e a área agrícola apenas 83%. Isso significa a preservação de 120 milhões de hectares de floresta. “A chave para isso foi o investimento do Brasil em políticas públicas relevantes e tecnologia de base científica”, diz o texto, ressaltando a promoção da agricultura, baseada na intensificação sustentável, a inovação tecnológica, a adaptação às mudanças climáticas e a conservação dos recursos naturais. Ainda de acordo com o relatório, “o Brasil pretende continuar esses esforços e usar oportunidades de cooperação intercâmbio de conhecimento e apoio multilateral como estratégias-chave para alcançar o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar”.

De acordo com Mozzer, no ano passado foram encaminhadas duas submissões ao processo de negociação na UNFCCC. Uma delas sobre temas relacionados à pecuária e aspectos socioeconômicos dos sistemas de produção agrícola e a segunda com foco no diálogo sobre terra e oceanos, e do reforço de ações voltadas à mitigação e adaptação às mudanças do clima que ocorreu durante a COP (Conferência das Partes) virtual no final de 2020.

O resultado do trabalho, coordenado pela Polg, assegura que os componentes científicos estratégicos para agricultura nacional e para a Embrapa sejam incorporadas como elementos das negociações relacionadas à agricultura no contexto da negociação internacional sobre mudança do clima. “Em alinhamento aos interesses nacionais, isso tem dado visibilidade e o devido reconhecimento aos fundamentos científicos que caracterizam a tecnologia agrícola tropical desenvolvida pela Embrapa e outras instituições parceiras”, afirma Mozzer. “Em consequência, caminhamos para um reconhecimento do potencial de sustentabilidade do produto agrícola nacional.” (Forbes Agro)


Conseleite Mato Grosso

A diretoria do Conseleite – Mato Grosso atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de março a ser pago em abril de 2021 e para o leite entregue no mês de abril a ser pago em maio de 2021.

Os valores de divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio de leite entregue pelo produtor.





Temperaturas baixas e possibilidade de geadas nos próximos dias

A semana entre 13 e 19 de maio permanecerá com temperaturas baixas e possibilidade de geadas no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 19/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e o Irga. 

Até o sábado (15), a presença do ar seco e frio manterá o tempo firme, com temperaturas próximas de 0°C e formação de geadas ao amanhecer em diversas regiões. Somente na sexta-feira (14) ocorrerá maior variação da nebulosidade ao longo do dia. No domingo (16), o predomínio do ar seco manterá a grande amplitude térmica diária, com ligeira elevação das temperaturas no período diurno. 

Na segunda (17) e terça-feira (18), o ar frio se intensificará novamente, com declínio das temperaturas e possibilidade de formação de geadas, especialmente na Campanha, Planalto e Serra do Nordeste. Na quarta-feira (19), a aproximação de uma área de baixa pressão vai provocar maior variação de nuvens, com possibilidade de pancadas isoladas de chuva na Fronteira Oeste e Campanha. 

Os volumes esperados são baixos e inferiores a 10 mm na Fronteira Oeste e na Campanha. No restante do Estado não há previsão de chuva significativa. O boletim completo pode ser consultado clicando aqui. (SEAPDR)

Jogo Rápido  

 
STF finaliza julgamento sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS
Comunicado Técnico sobre o julgamento final do STF sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS. Para acessar o documento na íntegra, clique aqui. (Fiergs)