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As exportações de lácteos março foram os mais elevados no primeiro trimestre e maior do que o mesmo mês do volume 2014. E totalizaram 24.453 toneladas aplicações, 87% mais do que em fevereiro, de acordo com a Alfândega . Em termos de valor, o aumento foi de 61%, com US 62070000 dólares. Ao longo do mesmo período de 2014, em março de embarques registrou alta de 73,5% em volume e 18,8% em valor. No entanto, se os dados trimestrais são tomados, dá tanto um declínio no volume e preço. Segundo o Instituto Uruguay XXI, nas primeiras aplicações trimestre de exportação de leite em pó foram totalizando US $ 71 milhões, queda de 46% em relação ao mesmo período do ano passado.

O principal produto de exportação era leite em pó integral, 12.140 toneladas contra 3.850 em março do ano, marcando um aumento de 215%. Aumento do ano Dólar foi de 64,5% menor -de - dependendo de um menor preço de exportação FOB. Em março de 2014, o preço médio por tonelada de leite em pó integral foi de US $ 4.945 FOB. Em março deste ano, a média foi de 2.579 dólares FOB, queda de 47,8%.

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Os pedidos de exportação de leite em pó desnatado, também teve um aumento significativo no volume de 84,7% em relação a março de 2014. Mas o crescimento de apenas 1,9% em valor, o que também mostra a queda acentuada dos preços por média, que passou de US FOB 4.854 $ para US $ 2679 por tonelada.

Os pedidos de exportação de manteiga, por sua vez, aumentaram 93,5% em termos homólogos, com 1.330 toneladas exportadas em comparação com 692 em março do ano passado.

Para os queijos a notícia não foi tão boa. Aplicações teve uma queda de 20,5% em volume e 26,4% em valor.

Houve várias surpresas nos principais destinos. Argélia teve em março o pódio como chumbo demandante de produtos lácteos uruguaios, o que representa 40% das exportações de lácteos totais.

O Brasil foi o segundo destino principal, ao contrário do que se poderia esperar do lado da desvalorização do real e seu possível impacto negativo sobre a realização de negócios. Os pedidos de exportação a partir do Brasil foram 5.520 toneladas, 104% a mais que em março do ano passado, com 2.712 toneladas.
México está em terceiro lugar com um aumento nos embarques de 672 vol% em março em relação ao mesmo mês do ano passado. Passaram de 202 toneladas março 2014-1559 no mesmo mês deste ano.

Venezuela, que foi de cerca de 2014 no prazo de cinco demandantes de chumbo, praticamente desapareceu da cena em março. O país importou apenas 65 toneladas de leite. (Blasina and Associates, Uruguai)

leiteee10/04/2015

Alguns leitores perguntaram por que às vezes o leite coalha quando a gente ferve. Hoje já é bem mais raro isso ocorrer, porém ainda acontece. 

O constituinte do leite envolvido com a coagulação é a proteína, a caseína do leite. Quando ela coagula a gente diz que o leite “coalhou” ou “talhou”. E porque a proteína coagula? Acontece que a proteína gosta de estar em temperatura ambiente e também gosta que um leite esteja em um pH neutro, próximo ao da água.

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 10/04/2015

leiteee2Um grupo de 20 agricultores dos municípios de Nova Bréscia e Coqueiro Baixo ¬ integrantes do Lote 19 da Chamada Pública do Leite ¬ participou nesta quarta¬feira (08), no auditório da prefeitura de Nova Bréscia, de uma capacitação com o tema pré¬parto e sua importância nos desempenhos produtivo e reprodutivo. Na ocasião, o assistente técnico regional em Sistema de Produção Animal da Emater/RS¬Ascar, veterinário Martin Schmachtenberg, ministrou palestra sobre o assunto.

A atividade ¬ parte de um conjunto de ações que está sendo realizada desde o início do ano passado ¬ foi organizada pela Emater/RS¬Ascar, que executa a Chamada Pública do Leite em todo o Estado, por meio de convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Na região estão sendo beneficiadas 500 famílias de 41 municípios, sendo 25 do Vale do Taquari, 14 do Vale do Caí e dois da Serra Gaúcha.

"O objetivo é o de concentrar o trabalho em propriedades em que a produção seja menor do que 100 litros diários, com foco na sustentabilidade econômica, social e ambiental", ressalta Schmachtenberg. Temas relacionados à melhoria da qualidade do leite, ao manejo mais adequado dos animais, a redução dos custos de produção e de necessidade de insumos externos, a gestão da atividade leiteira, a organização dos produtores e ao melhoramento genético do rebanho, têm sido trabalhados desde o início de 2014, por meio de palestras, encontros, visitas e seminários. "Tudo para que as famílias beneficiadas possam ampliar sua produtividade e renda, promovendo também o aumento da qualidade de vida e a possível continuidade dos jovens no meio rural", analisa o veterinário.

 

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10/04/2015

A produção de leite na Nova Zelândia caiu em 6% em fevereiro, comparado com o mês anterior, para 1,861 milhão de toneladas contra 1,973 milhão de toneladas em fevereiro de 2014, de acordo com dados da Dairy Companies Association of New Zealand (DCANZ). A seca vem impactando as condições de pastagem do país, à medida que a produção de leite se encaminha para a queda sazonal. Entretanto, as preocupações com a seca vem caindo, de acordo com alguns relatórios do mercado.

O leilão da Fonterra, Global Dairy Trade, tem visto flutuações de preços por causa desses desenvolvimentos, aumentando em quase 20% em fevereiro antes de cair em uma margem similar em março/abril. Isso mostra o quanto os desenvolvimentos da seca na Nova Zelândia podem ser chave para os compradores se tornarem mais ativos no mercado nos próximos meses.
A correção de preço segue a mudança na previsão de produção da Nova Zelândia, à medida que os mercados inicialmente temiam o pior após a declaração de seca. De acordo com o economista rural, Nathan Penny, do banco ASB, a Fonterra foi particularmente pessimista no começo do ano, quando sinalizou uma queda prevista de 3,3% em sua produção para a estação.
Ele disse em contraste que o ASB manteve sua previsão de produção para todo o país (incluindo todos os processadores) de se manter estável para a estação, o que equivale a uma queda de cerca de 1% para a Fonterra.

Gráfico 1 - Produção de leite da Nova Zelândia

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Fonte: DCANZ

“Nós estranhamos como a Fonterra estava tão pessimista no começo da estação. A partir dessa perspectiva, suspeitamos que o pessimismo no começo da estação contribuiu para a subsequente volatilidade de preços, particularmente uma vez que os mercados perceberam que a previsão de produção simplesmente não era tão ruim”.
Além disso, Penny disse que os mercados podem ter interpretado errado as implicações da declaração oficial de seca para partes da Ilha do Sul. “O critério para declaração de seca inclui a capacidade da comunidade em lidar socialmente e economicamente com isso. Então, a declaração pode ter refletido a queda nas receitas pelos baixos preços do leite, tanto quando da menor produção devido à seca”. (Agriland)

piracanjuba 200Um dos maiores obstáculos relacionados à pecuária leiteira, atualmente, diz respeito à alta mortalidade de bezerras, com um impressionante percentual, cuja estimativa gira em torno de 25% a 30% dos animais jovens. A perda é alta e o controle gera custos significativos, exigindo mão de obra especializada, solução esta que não é acessível a todos os produtores. Atenta a essa realidade, a Piracanjuba, por meio do Piracanjuba Pró-Campo – programa de apoio técnico ao produtor de leite, que tem como principal objetivo oferecer melhores condições práticas e de conhecimento para que os produtores possam alcançar a excelência em sua atividade – lança o Projeto de Recria de Fêmeas. A iniciativa visa formar produtores, técnicos e funcionários interessados no assunto para reduzir a mortalidade de bezerras, tendo como consequência maior tempo de vida produtiva, diminuição de custos com mão de obra e aumento de produtividade nas propriedades rurais.

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MBA Producão de Leite PELO Brasil é o sexto produtor mundial de leite, com 1,3 milhões de produtores de leite e produção de 27,5 bilhões de litros/ano, movimentando R$ 64 bilhões/ano e empregando 4 milhões de pessoas. O Curso de MBA em Pecuária de Leite visa a qualificação e capacitação de profissionais graduados que atuem nas áreas de fomento, produção e reprodução de gado de leite, assistência a produtores, processamento industrial do leite e fiscalização, e técnicos inseridos no mercado ou que desejam atuar no segmento. O MBA em Qualidade Sanitária de Alimentos é voltado para profissionais que exerçam ou pretendam exercer atividades profissionais na área de produção, frigoríficos, abatedouros, manipulação, industrialização e inspeção sanitária de produtos e alimentos de origem animal, serviço público, vigilância sanitária de alimentos, segurança alimentar, junto aos órgãos públicos, empresas públicas ou privadas que atuam na produção, processamento e comércio de alimentos. Encontros: Serão a cada 32/38 dias, sexta-feira (tarde e noite) e sábado (manhã e tarde). (Didatus)

Após reunião com representantes do Sindilat e Conseleite, na Farsul, leiteeeficou definida a adesão a Expoleite Fenasul. A participação será voltada a jovens estudantes que terão contato com o produto leite através do Espaço Mundo do Leite, dentro do Pavilhão de Gado Leiteiro. A Gadolando recebeu com bastante entusiasmo esta promoção que objetiva inclusive mostrar o trabalho de resgate da imagem do produto leite a um público importante como são as crianças, avalia Marcos Tang, presidente da Gadolando.

A partir daí a Gadolando passou a desenvolver um árduo trabalho junto às secretárias de Educação para motivar a presença dos estudantes. Em um primeiro momento foram visitadas as secretárias de Educação de Canoas, São Leopoldo, Sapucaia, Novo Hamburgo, Esteio, Viamão, Porto Alegre e Nova Santa Rita. Somente Canoas conta com 46 escolas municipais o que projeta a dimensão de visitantes. Em todas as visitas realizadas, a receptividade do projeto de levar crianças para terem contato com a realidade do leite, foi muito boa.

 

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O preço do leite aos produtores do país subiu 1% em março, a primeira alta desde agosto passado, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. O valor médio, de R$ 0,894, por litro refere¬se ao leite entregue aos laticínios em fevereiro passado.

De acordo com Rafael Ribeiro, analista da Scot, o quadro mais ajustado entre oferta e demanda explica a valorização. Ele observa que a redução na oferta nos últimos meses promoveu esse ajuste, elevando as cotações.

Conforme o índice de captação da Scot, a captação de leite no país recuou 2,4% em janeiro na comparação com dezembro ¬ pico da produção. Em fevereiro, houve queda de 3,1% ante janeiro. E dados parciais mostram redução de 0,8% em março sobre o mês anterior.

Essa diminuição decorre, segundo Ribeiro, da falta de chuvas em regiões produtoras de Minas Gerais, e do aumento dos custos de alimentação do rebanho por causa da alta do dólar.

Nesse cenário de oferta mais justa, os estoques dos laticínios diminuíram, o que levou também à alta do leite longa vida. Segundo a Scot, entre fevereiro e março, a cotação média no atacado em São Paulo saiu de R$ 1,91 para R$ 2,07 por litro.

A expectativa agora é de novas altas do preço ao produtor no curto prazo. Em sua pesquisa com laticínios, a Scot ouviu que 52% deles esperam aumento da cotação no próximo pagamento, 44%, estabilidade e 4%, queda.

A Scot ainda não tem projeções para a produção de leite no Brasil neste ano, mas não descarta um recuo após o avanço de 5% no ano passado, conforme dados divulgados pelo IBGE. O instituto informou que a produção inspecionada de leite alcançou 24,741 bilhões de litros no ano passado.

As razões para um possível recuo, diz Ribeiro, são a queda na demanda por lácteos (como queijo e iogurte) em decorrência da crise e o aumento dos custos de produção de leite por conta da alta do dólar que eleva o valor dos insumos.

Marcelo Pereira de Carvalho, analista da MilkPoint, consultoria especializada em lácteos, considera que a produção de leite no país pode crescer 2% a 2,5% este ano, menos que em 2014. Esse incremento mais tímido previsto está relacionado à perspectiva de menor demanda por produtos de maior valor, entre outros fatores.

Para 2014, Carvalho estimava um avanço maior e que a produção chegaria a 25,1 bilhões de litros, mas o aumento dos custos levou a produção a estagnar no quarto trimestre do ano passado. Além disso, observa, os preços do leite ao produtor caíram de forma expressiva e a valorização da arroba do boi acabou estimulando o descarte de matrizes. (Valor Econômico)

 
        No ano que passou, a produção das 100 maiores fazendas de leite do Brasil avançou 9,4%, para uma média diária de 15.151 litros ¬ em 2013, a média havia sido de 13.849 litros por dia, conforme o Levantamento Top 100 MilkPoint. A pesquisa, em sua 14ª edição, obteve informações dos 100 maiores produtores de leite do Brasil sobre o desempenho de 2014, comparando¬os com o ano anterior.

     De acordo com o levantamento, a produção média diária dos 100 maiores verificada em 2014 é mais de duas vezes a registrada em 2001, ano da primeira pesquisa, quando a produção média foi de 6.544 litros por dia. A diferença dá uma ideia do avanço da produtividade nos últimos anos.

      Além disso, a média de produção dos 100 maiores aumentou 20% entre 2012 e 2014. Esse crescimento foi estimulado pelos preços valorizados da matéria¬prima ao produtor nesse período, segundo os analistas da MilkPoint.

    "Como tais produtores possuem uma posição privilegiada no mercado, aliado a uma possível melhor estrutura gerencial e captação de recursos, faz com que possam crescer mais do que a média brasileira", dizem em relatório.

      Conforme a pesquisa, a Fazenda Colorado, de Lair Antônio de Souza ¬ que morreu em fevereiro deste ano ¬ e filhos foi, pela segunda vez, a maior produtora de leite do Brasil em 2014. A propriedade, localizada em Araras (SP), teve uma média diária de produção de 62.851 litros no ano passado, um incremento de 17,4% sobre 2013.

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          Nos últimos dez anos, o númro de filhos por família no Brasil caiu 10,7%. Entre os 20% mais pobres, a queda registrada no mesmo período foi 15,7%. A maior redução foi identificada entre os 20% mais pobres que vivem na Região Nordeste: 26,4%.
Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e têm como base as edições de 2003 a 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
        O levantamento mostra que, em 2003, a média de filhos por família no Brasil era 1,78. Em 2013, o número passou para 1,59. Entre os 20% mais pobres, as médias registradas foram 2,55 e 2,15, respectivamente. Entre os 20% mais pobres do Nordeste, os números passaram de 2,73 para 2,01. 
 

     
  Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, os dados derrubam a tese de que a política proposta pelo Programa Bolsa Família estimula as famílias mais pobres do país a aumentar o número de filhos para receber mais benefícios.
     “Mesmo a redução no número de filhos por família sendo um fenômeno bastante consolidado no Brasil, as pessoas continuam falando que o número de filhos dos pobres é muito grande. De onde vem essa informação? Não vem de lugar nenhum porque não é informação, é puro preconceito”, disse.
      Entre as teses utilizadas pela pasta para explicar a queda estão os pré-requisitos do programa. “O Bolsa Família tem garantido que essas mulheres frequentem as unidades básicas de Saúde. Elas têm que ir ao médico fazer o pré-natal e as crianças têm que ir ao médico até os 6 anos pelo menos uma vez por semestre. A frequência de atendimento leva à melhoria do acesso à informação sobre controle de natalidade e métodos contraceptivos”.
      A demógrafa da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE Suzana Cavenaghi acredita que o melhor indicador para se trabalhar a questão da fecundidade no país deve ser o número de filhos por mulher e não por família, já que, nesse último caso, são identificados apenas os filhos que ainda vivem no mesmo domicílio que os pais e não os que já saíram de casa ou os que vivem em outros lares.
    Segundo ela, estudos com base no Censo de 2000 a 2010 e que levam em consideração o número de filhos por mulher confirmam o cenário de queda entre a população mais pobre. A hipótese mais provável, segundo ela, é que o acesso a métodos contraceptivos tenha aumentado nos últimos anos, além da alta do salário mínimo e das melhorias nas condições de vida.
“Sabemos de casos de mulheres que, com o dinheiro que recebem do Bolsa Família, compram o anticoncepcional na farmácia, porque no posto elas só recebem uma única cartela”, disse. “É importante que esse tema seja estudado porque, apesar de a fecundidade ter diminuído entre os mais pobres, há o problema de acesso e distribuição de métodos contraceptivos nos municípios. É um problema de política pública que ainda precisa ser resolvido no Brasil”, concluiu. (Valor Econômico)