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Porto Alegre, 22 de janeiro de 2016                                                Ano 10- N° 2.191

 

  Região Sul lidera ranking regional do valor bruto da produção agropecuária

O Sul do país teve maior participação no valor bruto da produção agropecuária (VBP) de 2015. Do montante de R$ 498,5 bilhões alcançados no ano passado, os três estados da região (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) foram responsáveis por um faturamento de R$ 145,6 bilhões dentro dos estabelecimentos rurais, segundo números da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

No ranking por regiões do VPB 2015, elaborado pela Coordenação-Geral de Estudos e Análises da SPA, o Centro-Oeste aparece em segundo lugar, com R$ 135,2 bilhões, seguido do Sudeste, com R$ 127,4 bi, Nordeste, com R$ 46,9 bi, e Norte, com R$ 29,1 bi.

Valor Bruto da Produção Brasil por Regiões - 2015
 

Soja, bovinos, cana-de-açúcar, milho e café foram os produtos com maior VBP no ano passado, destacou o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Gasques. "Milho, soja e carne bovina apresentaram o maior valor bruto da produção nos últimos cinco anos." Ainda de acordo com ele, 2015 também foi o de melhor resultado para outros produtos ao longo dos últimos anos, com destaque para cebola, suínos, frango e ovos. (As informações são do Mapa)
 

 
USDEC: 7 razões pelas quais a recuperação no setor leiteiro não é iminente
Os mercados mundiais de lácteos continuam com excesso de oferta. Na última edição do Global Dairy Market Outlook, do Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC), foram identificadas sete razões pelas quais uma recuperação global não parece ser iminente:

1) Economia mundial frágil. As notícias do começo do ano novo estão dominadas pela ansiedade sobre as commodities globais e os mercados acionários. Os preços do petróleo estão em seus menores níveis em 12 anos. Os preços dos grãos estão em seus menores níveis desde 2009 e a previsão continua fraca. Os mercados globais de ações estão agitados. As preocupações sobre a sanidade da economia da China continuam aumentando. Isso reflete amplamente uma fragilidade na economia mundial, o que não sugere uma recuperação do setor leiteiro em curto prazo. 

2) Ampla oferta global de lácteos. Grandes estoques, tanto no lado das vendas como no lado das compras da cadeia de fornecimento, bem como os estoques do governo da União Europeia (UE), limitarão as previsões de recuperação nos próximos meses. Até 10 de janeiro, os estoques de intervenção da UE estavam em 46.639 toneladas após uma oferta de 6.359 toneladas na semana anterior. Em 6.000 toneladas por semana, o limite de 109.000 toneladas será alcançado até março - bem quando o pico da primavera estará ocorrendo. Nos Estados Unidos, os estoques comerciais de queijos, manteiga e leite em pó desnatado no final de novembro eram de 115.000 toneladas, maior do que o normal para o período.

3) Produção de leite na UE. A produção de leite em outubro foi estimada como sendo 4% maior do que no ano anterior. O USDEC estimou que a produção de novembro aumentou quase 4% e previu um aumento de 1 a 1,5% com relação ao ano anterior na primeira metade de 2016. Nos oito meses desde que as cotas de produção chegaram ao fim, as entregas de leite na Irlanda e na Holanda aumentaram 10%. Isso mais do que compensou um declínio de 3% na produção na Nova Zelândia na primeira metade de sua estação de 2015/16.

4) Ainda esperando a China. As importações da China foram acima dos níveis do ano anterior em novembro (embora com relação a uma baixa comparável). Além disso, as exportações da Nova Zelândia à China aumentaram dramaticamente em novembro, o que sugere bons volumes de importação da China em dezembro. Entretanto, essas compras devem ter sido principalmente devido à empolgação anual da China pelo leite em pó com baixas tarifas da Nova Zelândia, que são redefinidas no começo de cada ano. Os processadores chineses parecem ter finalmente trabalhado para reduzir os estoques a níveis confortáveis, mas embora o crescimento da produção doméstica seja modesto, até agora ainda está crescendo suficientemente para mitigar a necessidade de uma mudança no jogo nas importações.

5) Preços estagnados. Os preços das commodities se mantiveram relativamente estáveis durante o mês passado. O preço de intervenção da UE para leite em pó desnatado (cerca de US$ 1.844/tonelada a taxas de câmbio atuais) colocou um piso sobre os preços agora. Entretanto, não há urgência na oferta de preços mais elevados dados os atuais excedentes. Os preços caíram em 19 de janeiro no leilão GDT, segundo declínio seguido. O leite em pó integral ficou em média em US$ 2.188/tonelada e o leite em pó desnatado ficou em US$ 1.835/tonelada. Os comerciantes não antecipam muita melhora nos próximos meses; em 19 de janeiro, os futuros na NZX para leite em pó integral ficaram em média em US$ 2.297/tonelada para o segundo trimestre de 2016.

6) Clima. Um dos direcionadores relacionados ao clima que poderia ter apontado os mercados para um território positivo moderaram nos dois últimos meses. A ameaça do El Niño na produção de leite da Nova Zelândia diminuiu à medida que os neozelandeses já passaram pelo pico. Nos meses de pico, de outubro e novembro, a produção de leite da Nova Zelândia caiu apenas 2,4% com relação ao ano anterior. 

7) Pequena urgência para compradores. Os compradores de lácteos têm uma boa cobertura para os próximos meses, com muitos produtos disponíveis. Há também uma preocupação de que vários importantes países importadores dependentes do petróleo - Argélia e Venezuela, em particular - tenham reduzido as compras nos últimos meses. Assim como todas as commodities, os lácteos precisam de uma história de alta para impulsionar um aumento global. Atualmente, essa história não existe. A avaliação anterior do mercado feita pelo USDEC continua a mesma: levará grande parte de 2016, se não o ano todo, para os mercados se reequilibrarem. (As informações são do blog do USDEC)

Relatório aponta que mercado global de queijos superará US$ 100 bi até 2019

O mercado global de queijos tem visto um enorme crescimento nos últimos anos e continuará vendo até exceder US$ 100 bilhões em 2019, de acordo com um relatório recente do Transparency Market Research. O relatório, chamado "Global Cheese Market - Industry Analysis, Size, Share, Growth, Trends and Forecast, 2013 - 2019", disse que o mercado tinha um valor de US$ 79,5 bilhões em 2012 e deverá ter um valor de US$ 105,1 bilhões em 2019. O mercado teve e continuará tendo uma taxa de crescimento de 4,4% ao ano, de acordo com essas projeções.

Analistas acreditam que o mercado de fast food é o que atualmente está direcionando o maior interesse por queijos no mundo. O Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC) disse em dezembro de 2015 que a demanda dos setores defast food e food service poderiam ajudar os preços dos queijos a voltar a níveis normais em um futuro próximo. Além do mercado de fast food, o relatório disse que a capacidade dos consumidores de gastar dinheiro com queijos finos ajudou o mercado a se tornar mais proeminente nos últimos anos.

Uma questão que pode afetar de forma adversa o crescimento dos queijos como mercado é o prazo de validade relativamente curto do produto. O site da DCI Cheese Company diz que os queijos que têm menor prazo de validade são os macios não amadurecidos, como ricota e queijo cottage, que têm um prazo de validade de duas a quatro semanas. Por outro lado, queijos duros, como o parmesão, têm um prazo de validade de sete a nove meses. Os queijos processados podem durar até um ano. 

Embora a urbanização de países como China, Coreia do Sul e Brasil tenha aumentado a demanda de cada uma dessas áreas por queijos, grandes players ainda continuam no topo. O relatório disse que a Europa detém 38,8% de participação no mercado global de queijos, com a América do Norte vindo em seguida, com 32,7%. O relatório também apontou que a Europa é o maior mercado do mundo, porém, o USDEC anteriormente disse que os Estados Unidos é que possui esse posto.

A Ásia Pacífico está vendo o maior crescimento durante o período previsto pelo relatório, à medida que a região verá um crescimento de 7,9% por ano até 2019. (As informações do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Protestos/Uruguai

O campo está cansado e saiu para manifestar. Isto ocorreu ontem, especialmente por produtores jovens, surpreendendo os próprios dirigentes rurais que vinham negociando com autoridades do governo durante o ano, pelos mesmo motivos dos protestos, que ocorreram em onze pontos diferentes no interior do país.

A iniciativa, que surgiu espontaneamente pelas redes sociais no dia 13 de janeiro, foi iniciada por um produtor de 27 anos da zona de Libertad, San José, Marcos Algorta Antía, um pecuarista que pediu reconsiderar os aumentos das tarifas públicas, redução dos preços dos combustíveis, aumentar o patrulhamento rural noturno, medidas de proteção à horticultura, "que apareça o pagamento da Venezuela" e que o Estado aperte o cinco para folgar o cidadão. O líder da mobilização pertence ao setor lácteo, que, até bem pouco tempo demonstrava sua pujança econômica e exportadora e que agora reclama por melhores condições para desenvolver sua atividade. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)

 
Reajustes salariais 
Os acordos de negociação salarial firmados em dezembro não conseguiram acompanhar o ritmo da inflação e, com isso, o trabalhador brasileiro terminou o ano com perda real em seu salário. É o que aponta levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base em dados do Ministério do Trabalho (MTE). No ano passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 11%, enquanto os trabalhadores com carteira assinada tiveram em dezembro, na mediana, aumento salarial de 10%. Em novembro os salários já haviam encolhido 0,3%. (Estadão Conteúdo)
 

 

 

         

Porto Alegre, 21 de janeiro de 2016                                                Ano 10- N° 2.190

 

  De acordo com estudo israelense, produção de leite cai cerca de 20% com altas temperaturas


A exposição contínua das vacas a altas temperaturas pode provocar uma perda de até 20% na produção de leite, aponta o estudo israelense "Heat stress management in Israel". Segundo José Carlos Ribeiro, consultor agropecuário da Boi Saúde - Nutrição Animal, os resultados do trabalho israelense podem perfeitamente ser aplicados ao Brasil, especialmente neste período de verão ou até mesmo porque em diversas regiões produtoras do País o calor elevado predomina durante a maior parte do tempo.

"Com a chegada do verão, os animais ficam expostos a temperaturas muito altas, sem contar que num país tropical como o Brasil, há regiões onde o clima seco e quente predomina o ano todo", diz. De acordo com o consultor, climatizar o ambiente é a alternativa para amenizar o calor, proporcionando assim um maior bem estar ao gado, diminuindo os riscos de queda na produção. Em Israel, explica Ribeiro, existem ambientes climatizados apropriados para a produção de leite, só que essa adaptação tem um custo elevado, o que ultrapassa a realidade da maioria dos produtores rurais brasileiros.

Para contornar o desafio financeiro, sem perda de eficiência, o melhor investimento em curto prazo, com custo pequeno e bom resultado, destaca o consultor, é a construção de corredores agroflorestais, ou seja, corredores com plantio de árvores dos dois lados, que possam receber o gado nos períodos mais quentes do dia, que costumam ser entre 10h e 17h.

"Com esse plantio, o produtor manterá a vaca em temperatura entre 18ºC e 22ºC graus, parâmetro adequado e que não proporcionará diminuição do consumo de ração, que tem como consequência a queda na produção. Além disso, as árvores também podem ser frutíferas", ressalta Ribeiro.

Segundo o consultor, outra alternativa, caso o produtor tenha um galpão disponível na propriedade, é climatizá-lo com ventiladores ou umidificadores. "É importante ressaltar que o galpão deve ficar o tempo todo climatizado enquanto o gado estiver lá, não só no período da ordenha, o que evitará o estresse, além de manter ou até mesmo aumentar a qualidade do leite", explica Ribeiro. "Esse procedimento é muito utilizado em granjas, inclusive, com iluminação e climatização adequadas, que podem ser utilizadas tranquilamente na pecuária leiteira". (As informações são do Infomoney)
 

 
Tecnologia, Qualidade e Marcos Regulatórios

Para garantir mercado externo e atender às expectativas de 2016, o investimento em tecnologia para a melhoria da qualidade do leite e, consequentemente, da competitividade, associado à revisão e adequação dos marcos regulatórios do País são fundamentais. Por isso, a Associação manterá a efetiva participação junto ao Programa Mais Leite Saudável do MAPA, desenvolvido para fortalecer 7 pilares (Assistência Técnica e Gerencial, Melhoramento Genético, Política Agrícola, Sanidade Animal, Qualidade do Leite, Marco Regulatório e Ampliação de Mercados). "Como sempre, os compradores buscam regularidade e produtos de alta qualidade. Isso é justamente o que a cadeia tem buscado dar aos lácteos brasileiros, para torna-los competitivos", destaca Marcelo Martins. 

A Viva Lácteos tem demandado a reestruturação do Programa Nacional de Qualidade do Leite (PNQL) desenvolvido pelo Ministério da Agricultura. Entre outras questões, propõe-se a sistematização, numa plataforma, dos dados sobre qualidade do leite, a ser executado pela Embrapa; a integração do PNQL ao Sistema de Informações Gerenciais (SIGSIF) e o fortalecimento da Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite.

Em 2016, outra questão importante se refere à modernização dos marcos regulatórios junto aos órgãos responsáveis como a ANVISA e Ministério da Agricultura e o incentivo ao investimento em pesquisa e desenvolvimento. Ao mesmo tempo, é necessário manter o trabalho de comunicação para esclarecer à população sobre a importância da ingestão de lácteos para a saúde, especialmente entre as crianças e os idosos.

Dados da Balança Comercial de Lácteos Brasileira

 

(As informações são da Assessoria de Imprensa da Viva Lácteos.)

 
 
 
Mapa pede apoio ao governo da Lituânia para acordo sanitário com União Europeia

A secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tatiana Palermo, recebeu nesta quarta-feira (20) o vice-ministro de Relações Exteriores da Lituânia, Mantvydas Bekešius, para pedir apoio ao acordo sanitário e fitossanitário que o Brasil negocia com a União Europeia.

O Mapa negocia desde maio do ano passado um acordo que facilitará os entendimentos entre o Brasil e o bloco europeu em questões sanitárias e fitossanitárias. O objetivo é facilitar o entendimento no tema e, assim, simplificar a certificação e o comércio.  

"Desde maio, só recebemos uma carta por parte da União Europeia dizendo que poderíamos discutir o assunto, mas não obtivemos uma resposta efetiva para a nossa proposta", disse Tatiana Palermo. O Brasil, acrescentou, tem discutido com diversos países-membros individualmente, em busca de suporte tanto para o acordo sanitário e fitossanitário quanto para questões pontuais sobre comércio de produtos agropecuários.

De acordo com a secretária, é interessante para o Brasil que a União Europeia seja considerada como um bloco único em questões de defesa agropecuária, de modo que uma única análise de risco de determinado produto tenha validade para ambos os lados.

Tatiana Palermo explicou ao vice-ministro que o acordo sanitário e fitossanitário proposto à União Europeia diz respeito a entendimentos entre as áreas técnicas e não afeta as regras comerciais vigentes. A intenção do Brasil é tornar menos demorados processos que necessitam de aprovação mútua, a fim de estimular a cooperação e aumentar a confiança institucional no comércio.

Mantvydas Bekešius disse que repassará a preocupação brasileira ao ministro das Relações Exteriores da Lituânia e ao Comissário Europeu para a Saúde e a Segurança de Agricultura, Vytenis Andriokaitis, que também é lituânio. "É interessante ouvir essas demandas por parte do Brasil, que é um mercado considerado muito importante para nós e para a União Europeia", assinalou.

O vice-ministro ainda entregou um convite oficial à ministra Kátia Abreu para visita a uma feira de alimentos em seu país, em março. Tatiana Palermo disse que o Mapa pretende ir a Bruxelas também em março para retomar as negociações sobre o acordo sanitário e que poderá analisar a ida da ministra à Lituânia. (As informações são do Mapa)

 
Protestos/Uruguai
O campo está cansado e saiu para manifestar. Isto ocorreu ontem, especialmente por produtores jovens, surpreendendo os próprios dirigentes rurais que vinham negociando com autoridades do governo durante o ano, pelos mesmo motivos dos protestos, que ocorreram em onze pontos diferentes no interior do país. A iniciativa, que surgiu espontaneamente pelas redes sociais no dia 13 de janeiro, foi iniciada por um produtor de 27 anos da zona de Libertad, San José, Marcos Algorta Antía, um pecuarista que pediu reconsiderar os aumentos das tarifas públicas, redução dos preços dos combustíveis, aumentar o patrulhamento rural noturno, medidas de proteção à horticultura, "que apareça o pagamento da Venezuela" e que o Estado aperte o cinco para folgar o cidadão. O líder da mobilização pertence ao setor lácteo, que, até bem pouco tempo demonstrava sua pujança econômica e exportadora e que agora reclama por melhores condições para desenvolver sua atividade. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)
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Porto Alegre, 20 de janeiro de 2016                                                Ano 10- N° 2.189

 

  GDT: preços de lácteos continuam estáveis em baixos patamares

O resultado do leilão GDT desta terça-feira (19/01) registrou queda de 1,4% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$2.405/tonelada.
O leite em pó integral apresentou queda de 0,5%, sendo comercializado a US$ 2.188/tonelada. O leite em pó desnatado teve queda, indo de US$1.890/ton a US$1.835/ton (-2,9%). Já o queijo cheddar teve leve queda, chegando a US$2.867/tonelada (-3,3% sobre o último leilão).

Neste leilão foram vendidas 21.930 toneladas de produtos lácteos, volume cerca de 30,0% inferior ao mesmo período do ano passado. 

Apesar da ligeira queda nos preços, os contratos futuros de leite em pó integral apresentaram altas (exceto o de março), com projeção de preço para julho na casa dos US$2.400/ton. Tal movimento é reflexo das expectativas de que a produção da Nova Zelândia apresente quedas expressivas durante 2016, devido aos baixos preços que vem sendo praticados. (Fonte: Global Dairy Trade)

 

 
 
Conseleite/PR
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida em Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprovou e divulgou os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em dezembro de 2015, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. Os valores de referência indicados nesta resolução correspondem à matéria-prima leite denominada Leite CONSELEITE IN62, que se refere ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, 600 mil uc/ml de células somáticas e 600 mil uc/ml de contagem bacteriana. 

   

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Janeiro de 2016 é de R$ 1,8347/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleite.com.br/conseleite. (Fonte: Conseleite/PR) 

Uruguai: preço do leite em pó integral caiu 53% em 2015

Os volumes de leite em pó integral e desnatado exportados pelo Uruguai em 2015 aumentaram 65% e 23%, respectivamente, mas o valor da tonelada de leite em pó integral baixou 53% e do desnatado 30% em um ano, segundo dados do Instituto Nacional do Leite (Inale). Refletindo a volatilidade que dominou todo o mercado de lácteos em 2015, no final do ano, o valor das exportações de lácteos do Uruguai registrou uma queda de 22% com relação a 2014.

As vendas de leite em pó integral ao longo de todo o ano passado geraram US$ 286,263 milhões, de leite em pó desnatado geraram US$ 70,603 milhões; de queijos, US$ 144,266 milhões; e de manteiga, US$ 60,825 milhões. O total de lácteos exportados gerou US$ 631,388 milhões, segundo dados do Inale.

Em volume, as exportações foram de 96.409 toneladas de leite em pó integral, 25.854 de leite em pó desnatado, 32.026 toneladas de queijos e 20.380 toneladas de manteiga. Porém, além dos volumes, o que mostra bem a volatilidade do mercado são os preços por produto. Esses valores de mercado internacional se refletem também nas receitas dos produtores uruguaios que, por sua vez, sofreram com a seca de outono - quando, em geral, o fenômeno climático se registra na primavera ou no verão -, que golpeou forte os produtores.

A tonelada de leite em pó integral vendida pelo Uruguai teve um preço médio no final de 2015 de US$ 2.347; o leite desnatado teve um preço de US$ 2.033 por tonelada; o queijo, de US$ 3.510 por tonelada; e a manteiga, de US$ 2.708 por tonelada. Segundo os dados estatísticos do Inale, em dezembro de 2015, os preços dos queijos exportados pelo Uruguai caíram 25% com relação a novembro de 2015, ficando em média em US$ 3.510 por tonelada vendida.

Por sua vez, os preços recebidos pela Oceania se mantiveram com relação a novembro de 2015 em US$ 3.150 por tonelada. Também, o preço médio do leite em pó integral exportado pelo Uruguai em dezembro de 2015 caiu 25% com relação ao mês anterior, ficando em US$ 2.347 por tonelada vendida. O preço do mesmo produto exportado pela Oceania e pela Europa mostrou uma queda de 6% para ambas as regiões e ficou em US$ 2.250 por tonelada. (As informações são do El País Digital)

 
CNI quer tirar acidentes no trajeto do cálculo de risco de trabalho 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai insistir com o governo na retirada dos acidentes de trajeto do cálculo do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), mecanismo adotado para reduzir ou aumentar as alíquotas dos Riscos Ambientais de Trabalho (RAT). O RAT é uma contribuição previdenciária paga pelo empregador para cobrir os custos com trabalhadores vítimas de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. O entendimento é que as empresas não têm como realizar medidas de prevenção para um tipo de acidente que ocorre fora da companhia. Levantamento da CNI mostra que, enquanto a taxa de acidentes dentro das empresas sofreu redução, as ocorrências no percurso entre o serviço e a casa do trabalhador cresceram 41,2% entre 2007 e 2013 e representam 20% dos acidentes de trabalho no Brasil. Aplicado desde 2010, o FAP dá bônus às empresas que investem em prevenção de acidentes e pune as que têm um número elevado de ocorrências. As companhias podem ter uma diminuição de 50% ou aumento de 100% na alíquota dos RAT ¬ de 1%, 2% ou 3% sobre a folha de pagamentos com base nos índices de frequência, gravidade e custo dos acidentes. 

O presidente do Conselho das Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, explicou que, apesar dos investimentos feitos para reduzir acidentes de trabalho, as empresas acabam não tendo uma diminuição das alíquotas do seguro, pois os acidentes de trajeto não param de crescer. Em 2013, do total de óbitos registrados no Brasil como acidente de trabalho, 43,4% ocorreram no trajeto. Furlan já conversou com o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, sobre o assunto, mas ainda não teve uma resposta. Na avaliação de Furlan, as empresas não têm como controlar ou adotar medidas para evitar os acidentes de trajeto. "Não tem razão para incluir como acidente de trabalho. É um risco fora do controle da empresa", diz. Segundo ele, mesmo em situações em que a empresa oferece ônibus fretado, por exemplo, não está livre de acidentes no trajeto. "Adotamos todos os mecanismos para evitar acidente." Para a CNI, o aumento progressivo no número de acidentes de trajeto é preocupante, porque contrasta com a queda na taxa observada nos últimos anos. Segundo dados repassados pela entidade, com base nas estatísticas do Ministério da Previdência, o número de Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) subiu 7,8% enquanto o mercado formal de trabalho teve expansão de 30,2% ente 2007 e 2013. 

Com isso, segundo o levantamento, o número geral de acidentes de trabalho caiu de 1.378 para 1.142 a cada mil trabalhadores. A confederação também quer retomar as negociações de outras questões de interesse da indústria com o governo, caso da flexibilização de norma de segurança no trabalho para uso de máquinas e equipamentos, a chamada NR¬ 12. A medida vem gerando reclamações dos empresários, porque os ajustes na norma regulamentadora podem custar à indústria cerca de R$ 100 bilhões, segundo estimativas do setor. A CNI defende a retirada da retroatividade para adequação dos equipamentos, além do estabelecimento de obrigações distintas para fabricantes de equipamentos e os usuários e tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas. Instituída em 1978, a norma regulamentadora abrange todo o parque industrial brasileiro e estabelece requisitos para a prevenção de acidentes de doenças do trabalho. Em 2010, a norma foi modificada e ampliou de 40 para 340 os itens obrigatórios a serem cumpridos pelas empresas, inclusive com exigências relativas ao maquinário já existente. (Valor Econômico)

 
 
Milho 
O mercado brasileiro pode enfrentar nova escassez de milho no segundo semestre de 2016, com possibilidade de importar alguns volumes dos Estados Unidos e da Argentina, em função de uma safra praticamente estável e de mais uma temporada com fortes exportações, projetou nesta terça-feira a consultoria Agroconsult. (Fonte: Reuters)
 
 

 

    

         

Porto Alegre, 19 de janeiro de 2016                                                Ano 10- N° 2.188

 

  Ano começa com estabilidade de preço e Conseleite muda termos de pesquisa

O Conselho Paritário do Leite (Conseleite) indicou que o leite UHT começou o ano com preços estáveis no Rio Grande do Sul. Análise dos primeiros dias de 2016 permitiu a projeção de um preço de referência de R$ 0,8422 para o litro do leite padrão em janeiro, valor 0,78% abaixo do valor final obtido em dezembro de 2015 (R$ 0,8489). O preço de dezembro ficou 0,99% acima do projetado (R$ 0,8405). Na reunião realizada nesta terça-feira (19/01) na Farsul, o conselho ainda  determinou que, a partir deste mês, haverá mudança nos termos utilizados pela pesquisa mensal divulgada pela UPF. Foi definido que passem a ser empregados os termos Maior Valor de Referência, Valor de Referência e Menor Valor de Referência.

Durante a reunião, o assessor da Fetag Márcio Langer sugeriu que o valor de referência do Conseleite seja adotado como preço mínimo. Representando a indústria, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, explicou que o conselho não tem o objetivo de estipular preços mínimos, definição prevista na política do governo federal.  A Fetag ainda sugeriu que o Conseleite passe a divulgar apenas o preço de referência, excluído as demais cotações (Maior Valor e Menor Valor). O presidente do Conseleite, Jorge Rodrigues, sugeriu que seja realizada reunião entre as federações de produtores (Fetag, Farsul e Fecoagro) para debater a questão e tirar uma posição a ser apresentada na próxima reunião do Conseleite, em fevereiro.
Representantes de laticínios presentes alertaram para queda da captação, estimada em mais de 700 mil litros dia (5% do total captado no RS). Segundo os representantes do Conseleite, a redução é resultado da entressafra, do excesso de calor e do aumento dos custos de produção. O cenário resulta no abandono da atividade por parte de produtores, o que vêm preocupando a cadeia produtiva.
Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência¹, em R$ - Dezembro de 2015.
(¹) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência¹, em R$ - Janeiro de 2015.

(¹) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)


Dados foram apresentados nesta terça-feira na Farsul
Crédito: Carolina Jardine/Divulgação

 
 
 
Conseleite/MS 

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 15 de janeiro de 2016, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de dezembro de 2015 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de janeiro de 2016. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

 

Lactalis comunica otimização de suas unidades no Rio Grande do Sul

A multinacional Lactalis anunciou ontem a transformação da fábrica de Fazenda Vila Nova no segundo maior centro de distribuição do País. O investimento no local será de R$ 3 milhões para uma capacidade de armazenamento de 15,6 milhões de toneladas. A informação foi dada pelo diretor de Assuntos Regulatórios e Relações Cooperativas da Lactalis, Guilherme Portella, durante visita ao governador em exercício José Paulo Cairoli.

A produção da unidade da Fazenda Vila Nova será transferida para a fábrica de Teutônia, a 15 quilômetros. De acordo com Portella, a intenção é otimizar atividades no Estado e planejar novos investimentos. "A produção das nossas unidades será concentrada para distribuição em Fazenda Vila Nova. Isso fará o retorno do ICMS do município crescer", disse Portella.

Segundo o executivo, os mais de mil produtores atendidos hoje na unidade de Fazenda Vila Nova passarão a entregar sua produção de aproximadamente 100 mil litros/dia em Teutônia, que passará a receber 700 mil litros/dia.

A Lactalis é a maior empresa no segmento de lácteos do mundo, presente em 200 países. É também a maior captadora de leite do Brasil: possui no País 17 unidades industriais, sete mil colaboradores em mais de 50 localidades e mantém relacionamento com 18 mil produtores.

No Rio Grande do Sul, a Lactalis possui seis unidades industriais (Santa Rosa, Ijuí, duas em Três de Maio, Teutônia e Fazenda Vila Nova), sete postos de resfriamento e um escritório administrativo. A empresa gera 2,3 mil empregos diretos e recebe leite de 10 mil famílias de produtores rurais. (Jornal do Comércio)

 
Mudança foi informada ao governador em exercício José Paulo Cairoli
Créditos: Alex Rocha/Palácio Piratini/JC

Mundo está mais desigual, diz Oxfam 

A crise de desigualdade no mundo "saiu do controle", diz a ONG Oxfam em relatório lançado hoje. O intervalo entre ricos e pobres no mundo alcançou novos extremos. Em 2015, a riqueza de 62 indivíduos equivalia à de 3,6 bilhões de pessoas, a metade da população global. Em 2010, eram 388 pessoas com a mesma riqueza de metade da população mundial, e em 2014 eram 80 os milionários. A riqueza dos 62 mais ricos do mundo cresceu 44% em cinco anos, desde 2010. Trata¬se de um crescimento de mais de US$ 542 bilhões. O rendimento médio anual dos 10% mais pobres no mundo aumentou menos de US$ 3 em 25 anos. "Ocorreu uma aceleração na concentração de riqueza", diz Katia Maia, diretora¬executiva da Oxfam do Brasil, comentando a tendência de aumento da desigualdade no mundo. Em sua interpretação, o fenômeno torna cada vez mais distante que o mundo consiga eliminar a pobreza em 2030, como busca a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) aprovados em setembro pelas Nações Unidas. Embora nos últimos 20 anos tenha ocorrido grande progresso em reduzir o número de pessoas que viviam abaixo da linha da pobreza extrema, "ao se ao intensificar a desigualdade, coloca¬se em risco as conquistas dos últimos anos. Além disso, poderíamos estar resolvendo a situação de pobreza de vários milhões a mais de pessoas", diz a representante da Oxfam no Brasil. O estudo "An Economy for the 1%" (que no Brasil foi chamado de "Uma Economia para 1% da População Mundial") também lembra que estimados US$ 7,6 trilhões (o que representa mais que o PIB do Reino Unido e da Alemanha somados) estão hoje em paraísos fiscais. "É preciso dar transparência e regulamentar os paraísos fiscais", diz Katia. "Eles não são ilegais, mas a ideia é que possamos ter dentro das Nações Unidas, um arcabouço, um marco legal que desse regras aos paraísos fiscais no mundo." A Oxfam inicia esta campanha buscando atingir os líderes globais. "É preciso identificar o que é um recurso legal e um recurso que não pagou impostos onde foi gerado. Isso significa menos dinheiro para políticas públicas e também para reduzir a desigualdade." O relatório da Oxfam, que será também lançado esta semana no Fórum Econômico de Davos, diz que, dos 62 indivíduos mais ricos do mundo, 53 são homens. O estudo se debruça sobre o salário dos CEOs. Os executivos que lideram empresas americanas tiveram aumento salarial de 54,3% desde 2009, enquanto salários médios de funcionários praticamente não se mexeram. Segundo a Oxfam, as mulheres ocupam apenas 24 dos cargos de CEOs nas 500 maiores empresas listadas na Fortune. (Valor Econômico)

 
Preços/Uruguai 
No mês de novembro passado o preço recebido pelas indústrias com a comercialização de produtos lácteos caiu 5% em dólares, em relação a outubro. Foi o resultado da queda de preços à exportação (-2%) e no mercado interno (-5%). O preço ao produtor, em dólares, foi reduzido em 2%, informou o Instituto Nacional do Leite (Inale). Em novembro de 2015 a participação do valor pago ao produtor em relação ao preço recebido pela indústria também foi reduzida em 1%, quando comparado ao mês anterior. Em média a indústria transferiu aos produtores 69% do valor recebido com a comercialização dos lácteos (somando-se vendas para o mercado interno como para exportação) nos doze meses encerrados em novembro. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)
 

         

Porto Alegre, 18 de janeiro de 2016                                                Ano 10- N° 2.187

 

  Fundesa tem prestação de contas de 2015 aprovada
 
Em Assembleia Geral Ordinária, os conselheiros do Fundesa aprovaram a prestação de contas da entidade para o exercício de 2015. Ao longo do ano, o fundo arrecadou em contribuições mais de R$ 7,7 milhões. Somando as aplicações financeiras, o saldo do Fundesa teve um incremento de quase R$ 13,5 milhões no ano passado, totalizando R$ 56,5 milhões.  

A utilização de recursos do Fundo totalizou R$ 3,713 milhões, divididos entre as cadeias de aves, suínos, gado de corte e gado de leite. Os valores foram utilizados para a indenização de produtores, em caso de abate sanitário e apoio às ações da Secretaria e do Ministério da Agricultura.  

O destaque na planilha foi para a cadeia do leite, que teve uma arrecadação de R$ 3,6 milhões. "Conseguimos, através de negociações, recuperar a contribuição de empresas que estavam inadimplentes com o Fundesa", explica o presidente do Fundo, Rogério Kerber.  Por outro lado, a cadeia leiteira teve também um maior volume de recursos, mais de 1,8 milhão , utilizados para a indenização de produtores.  O representante da cadeia leiteira, Darlan Palharini (Sindilat), explica que isso se deve à maior tranquilidade dos produtores em sanear o rebanho para enfermidades como tuberculose e brucelose. "Com a atuação do Fundesa, os produtores sabem que vão receber a indenização e procuram realizar o saneamento da propriedade, garantindo mais qualidade ao leite gaúcho", afirma Palharini.

No mês que vem, o Fundesa completa dez anos de arrecadação. Embora tenha sido criado em 2005, o fundo começou a arrecadar as contribuições, efetivamente, em fevereiro de 2006. De lá para cá foram arrecadados mais de R$ 72 milhões e aplicados mais de R$ 16 milhões nas quatro cadeias produtivas que integram o fundo. (Assessoria de Imprensa Fundesa)

 

 
 
Otimismo cauteloso com as exportações de lácteos

Depois de fechar 2015 com mais um déficit na balança comercial, o setor de lácteos inicia o novo ano mais otimista, ainda que o tom seja de cautela. No ano que passou, as exportações brasileiras de lácteos somaram US$ 319,2 milhões, 8% abaixo do registrado em 2014. No mesmo período, as importações brasileiras do setor também caíram, 6%, e totalizaram US$ 419 milhões. Para este ano, diz Marcelo Martins, diretor¬executivo da Viva Lácteos, que reúne empresas do setor, a expectativa é de que a receita com as vendas externas possa alcançar até US$ 450 milhões, ou cerca de 40% acima de 2015. A abertura de novos mercados e a consolidação daqueles para os quais o Brasil já exporta devem sustentar o crescimento, avalia Martins. Ele acrescenta que o câmbio atual também é um estímulo às vendas ao exterior, embora os preços internacionais dos lácteos estejam pressionados em decorrência, principalmente, do desaquecimento da demanda. 
 
Mas a expectativa, diz, é de que as cotações se recuperem a partir do segundo semestre deste ano, outro fator que favoreceria as exportações. Um dos desafios do setor este em 2016 é reduzir o que Martins chama de "venezuelodependência". No ano que passou, 75% da receita com as exportações de lácteos veio das vendas à Venezuela. "A Venezuela é boa oportunidade para o Brasil, mas não se pode colocar todas as fichas nela. Temos de ampliar o leque de países importadores", afirma. Os passos para diversificar os clientes estão sendo dados. Após a abertura do mercado russo em 2015 para os lácteos do Brasil ¬ o país já embarcou 182 toneladas de manteiga e 248 de queijos ano passado à Rússia e há potencial para dobrar o volume este ano ¬, a expectativa é abrir efetivamente a China, maior importador global de lácteos que se retraiu no mercado em 2015. Oito plantas estão em processo de habilitação para exportar leite em pó, principalmente. Conforme Martins, neste momento, as empresas que querem exportar ao mercado chinês estão respondendo a questionários com informações sobre sanidade. Esse questionário tem de ser validado pelo Ministério de Agricultura, que faz a solicitação de habilitação à China. 
 
O setor também espera a habilitação de plantas, ainda neste semestre, para exportar leites em pó e condensado ao Panamá. Há ainda uma negociação de acordo tarifário com o México, acrescenta o diretor¬executivo da Viva Lácteos. Medidas de promoção comercial, em conjunto com a Apex, também estão no planejamento da Viva Lácteos. Além de novos mercados, clientes como Angola, Arábia Saudita, Argélia, Egito e Emirados Árabes, estão no foco, segundo o dirigente. Na visão de Martins, não há espaço para aumento das importações este ano. " A importação deve continuar nos mesmos patamares, com possibilidade de queda porque não tem aumento de demanda que justitifique uma alta". Ele reitera a necessidade investimentos em tecnologia, melhora da competitividade e a adequação dos marcos regulatórios do país para elevar as vendas externas de lácteos. (Valor Econômico)




Alemanha cresce 1,7% em 2015, mas pode frear devido à China

A economia da Alemanha cresceu cerca de 0,25 ponto percentual nos últimos três meses de 2015. O nível de emprego recorde e a política monetária expansionista fortaleceram o consumo interno, em uma época de enfraquecimento do comércio global. O Produto Interno Bruto (PIB) do país subiu 1,7% no ano passado, após ter se expandido 1,6% em 2014, disse ontem o Departamento Federal de Estatística. Um prognóstico resumido do quarto trimestre será publicado em 12 de fevereiro. Economistas preveem um crescimento de 0,4%. A Alemanha, a maior economia da zona do euro, está se beneficiando mais que qualquer outro país¬ membro do bloco de 19 países que compartilham a moeda única dos estímulos sem precedentes promovidos pelo Banco Central Europeu (BCE). Com o desemprego em recorde de baixa, a elevação dos salários e o petróleo mais de 37% mais barato do que no ano passado, os gastos internos se tornaram o motor do crescimento econômico, e os exportadores estão deslocando sua atenção dos mercados emergentes em desaceleração para países desenvolvidos em recuperação. "A Alemanha cresceu pouco acima do potencial em 2015 pelo segundo ano consecutivo", disse Jörg Zeuner, economista-¬chefe do KfW, banco estatal de desenvolvimento da Alemanha. Embora a perspectiva para 2016 seja favorável, com o consumo tendendo a contribuir com a "parte do leão" para o crescimento, as preocupações com a China "ilustram onde estão os riscos econômicos relevantes: primordialmente no ambiente externo", disse ele. 

A China migrou da condição de principal propulsora do crescimento regional e mundial para a de um risco ao comércio internacional, num momento em que sua economia, de US$ 10 trilhões, tenta se reequilibrar na mudança de ênfase nos investimentos para a prioridade aos serviços e ao consumo. A venda em massa de ações e a depreciação do yuan agitaram os mercados financeiros mundiais, elevando os temores de que a segunda maior economia mundial se encaminha para uma recessão. Embora a entidade de classe BGA tenha advertido na semana passada que um "pouso forçado" na China empurraria a Alemanha para uma recessão, o Bundesbank manifestou um grau de confiança maior. O BC prevê que o PIB da Alemanha aumentará 1,8% neste ano e 1,7% em 2017. O consumo das famílias subiu 1,9% em 2015, em relação ao 0,9% do ano passado, informou o departamento de estatística. Foi o maior aumento desde 2000. O crescimento dos gastos públicos acelerou para 2,8%, ante 1,7%, o ritmo mais rápido de expansão desde a recessão de 2009. A demanda interna elevou o PIB em 1,5 ponto percentual. 

As exportações tiveram expansão de 5,4%, enquanto as importações cresceram 5,7%. O governo computou um superávit de 0,5% do PIB no ano passado. "As preocupações com a China são um pouco exageradas", disse Andreas Rees, economista¬chefe para a Alemanha do Unicredit Bank em Frankfurt. "Isso terá um efeito inibidor sobre as exportações, mas não será um entrave às perspectivas de recuperação. E o aumento da demanda por parte de outros países, principalmente os EUA e os da zona do euro, vai neutralizar os efeitos dessa queda." O crescimento da zona do euro vem se fortalecendo gradualmente, à medida que a política monetária expansiva chega às empresas e consumidores. O BCE intensificou seu programa de afrouxamento quantitativo em dezembro para pelo menos € 1,5 trilhão (US$ 1,6 trilhão) e cortou ainda mais uma de suas taxas de juros mais importantes para abaixo de zero. O presidente do órgão, Mario Draghi, disse na época que as decisões vão reforçar a recuperação e elevar a capacidade de absorção de choques da região. Segundo previsão do Fundo Monetário (FMI), o crescimento mundial desacelerou para 3,1% no ano passado, ante 3,4% em 2014. O órgão estima que a produção mundial aumentará 3,6% neste ano. 

A expansão das economias avançadas vai se acelerar, enquanto as da Ásia emergente perderão impulso, disse o FMI em seu panorama de outubro. Para a zona do euro, o prognóstico da instituição é de uma expansão de 1,6% em 2016, após o 1,5% do ano passado. "As empresas alemãs viveram um ano de muita incerteza", disse Jens Kramer, economista do banco NordLB de Hanover. "Mas]elas descobriram que a máquina econômica alemã pode funcionar sem problemas mesmo em meio à turbulência, e que elas podem continuar confiando na demanda interna como impulsionadora do crescimento neste ano também. Mesmo assim, os riscos aumentaram." (Valor Econômico)
    

União já elevou despesa do ano em R$ 6 bi

A despesa da União neste ano já havia aumentado R$ 6,2 bilhões antes mesmo de a presidente Dilma Rousseff sancionar a lei orçamentária, na sexta¬feira, tornando ainda mais difícil o cumprimento do superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) com o qual o governo federal se comprometeu. Isso aconteceu por causa do reajuste, acima do que estava previsto na lei orçamentária, do salário mínimo e dos benefícios recebidos pelos aposentados do INSS que ganham acima do piso salarial. Essa nova despesa terá que ser acomodada, portanto, dentro do Orçamento.

O salário mínimo foi reajustado em 11,67%, passando para R$ 880 a partir do dia 1 º deste mês. A previsão que estava no projeto da lei orçamentária, encaminhada pelo governo ao Congresso em agosto do ano passado, era de reajuste de 9,38%. Depois, o relator da proposta orçamentária, deputado Ricardo Barros (PP¬PR), elevou a correção para 10,37%. O aumento do salário mínimo repercute nos gastos da Previdência Social, dos programas de assistência social, do seguro¬desemprego e do abono salarial. A estimativa do Ministério do Planejamento é que a elevação do piso salarial em 11,67% resultará em uma despesa adicional de R$ 2,9 bilhões, em relação ao previsto no Orçamento. O governo reajustou também os benefícios dos aposentados e pensionistas do INSS em 11,28% a partir do dia 1º. O percentual corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado na atualização monetária desses benefícios.

O Orçamento foi elaborado com a previsão de que o INPC de 2015 ficaria em apenas 9,67%. Neste caso, o relator da proposta orçamentária não promoveu alterações. O Ministério do Planejamento estima uma despesa adicional de R$ 3,3 bilhões nas contas da Previdência Social, em relação ao que está previsto no Orçamento. Na semana passada, três portarias do ministro do Planejamento, Valdir Simão, reajustaram os valores do auxílioalimentação, da assistência à saúde (plano de saúde) e da assistência pré-escolar (creche) para os servidores do Poder Executivo, também com vigência a partir do dia 1º. O governo informou que os reajustes nos benefícios foram definidos em acordos firmados durante a negociação salarial de 2015 com os servidores. A despesa total com esses aumentos será de R$ 1,14 bilhão, de acordo com o Planejamento, sendo R$ 626,9 milhões com o auxílio¬alimentação, R$ 327,6 milhões com o auxílio à saúde e R$ 188 milhões com o saláriocreche. Segundo o Planejamento, esse gasto está previsto no Orçamento deste ano e não haverá despesa adicional. 

Não é apenas o aumento das despesas que ameaça a meta de superávit primário deste ano. O Orçamento, que foi sancionado pela presidente Dilma sem um único veto, prevê receitas condicionadas à aprovação de medidas legislativas e outras que nunca foram expressivas em anos anteriores, como aquelas resultantes da venda de ativos. A previsão do governo para a receita com venda de ativos em 2015 foi de apenas R$ 3 bilhões, mas é muito provável que o valor apurado tenha ficado bem abaixo. Para 2016, a expectativa é que ela chegue a R$ 27,3 bilhões. Desse total, o governo federal espera obter R$ 18 bilhões com a legalização de terrenos de marinha e urbanos. 

A expectativa do governo é que serão obtidos R$ 7 bilhões com a venda de participação da Infraero, R$ 1,3 bilhão com venda de terrenos da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e R$ 1 bilhão com o leilão da folha do funcionalismo público federal. Entre as receitas condicionadas, a mais importante e mais difícil de acontecer é a que será obtida com a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), com estimativa de R$ 10 bilhões. Mesmo que tenha o apoio de alguns governadores, que também querem resolver os problemas financeiras de seus Estados com uma fatia desse tributo, há uma rejeição grande de parlamentares à recriação da CPMF, mesmo na base aliada do governo. (Valor Econômico)
 
Alívio temporário
Na semana passada, a Justiça Federal em Porto Alegre (RS) deferiu liminar que impede cobrança de PIS/Cofins sobre receitas financeiras de empresa que atua na produção e comércio de produtos de primeira necessidade, que vigorava desde julho de 2015. Segundo Gustavo Masina, sócio do CMTL Advogados, responsável pela ação, a cobrança viola a Constituição, que exige lei e não decreto do Executivo para estabelecer alíquotas desses tributos. Mas Masina sabe que a briga será longa, e só vai terminar nos tribunais superiores. (Zero Hora)
 

         

Porto Alegre, 15 de janeiro de 2016                                                Ano 10- N° 2.186

 

  Relat projeta início das exportações para o primeiro semestre 

A empresa Relat projeta iniciar as exportações de soro de leite em pó ainda no primeiro semestre deste ano. Localizada no município de Estação, no RS, a Relat conseguiu no final de 2015 a homologação do Ministério da Agricultura (MAPA) para comercializar o produto aos países que integram a lista geral. Além disso, a empresa obteve, em dezembro de 2015, a Certificação da Qualidade ISO 22000, que é um importante reconhecimento de segurança e qualidade do produto.

Segundo o diretor-geral da Relat, Claudio Hausen de Souza, desde a autorização, o trabalho tem sido no intuito do início das exportações. "Temos grandes expectativas, especialmente com a abertura recente de mercados, como o chinês e russo", avalia. O diretor-geral aponta como mercados interessantes os países da América Latina, como Peru e Colômbia, e os do norte da África, como Argélia e Marrocos.

A empresa é líder na fabricação de soro de leite em pó na região sul do Brasil. Atualmente, a fábrica tem produzido na sua capacidade máxima, de 65 toneladas por dia do insumo. De acordo com Hausen, a ideia é ampliar as vendas por meio das exportações. Apesar de o câmbio estar favorável à exportação, o preço do soro internacionalmente segue baixo. Mesmo assim, a expectativa é de que os valores reajam nos próximos seis meses, valorizando a exportação do produto.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, uma das metas do sindicado, no ano passado, era o de abrir novos mercados e o de trabalhar para habilitar novas plantas. Para Guerra, esses movimentos proporcionam condições para novos mercados e diminuem a pressão nas negociações dentro do país. Isso permite que as indústrias possam ter um crescimento sustentável.

"A conquista da Habilitação para exportação e da certificação da ISO pela Relat premia o trabalho sério e diferenciado da nossa associada, o que é muito bom para toda a indústria gaúcha. É um reconhecimento da qualidade do produto gaúcho, neste caso específico da Relat com o soro em pó", pontua Guerra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Crédito: Divulgação/Relat
 
 
 
Planalto promove tarde de campo sobre bovinocultura de leite

A propriedade do agricultor Odair Ferencz, na Linha Sete de Setembro, interior do município de Planalto, recebeu ontem (13) mais de 70 produtores locais na Tarde de Campo sobre Bovinocultura de Leite. O evento, organizado pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Prefeitura, Secretaria Municipal da Agricultura, Laticínios Frizzo e Cooper A1, foi realizado com o objetivo de fomentar a atividade leiteira no município.

Há 43 anos, a família Ferencz vive na propriedade da Linha Sete de Setembro. A bovinocultura é o carro chefe da propriedade, atividade desenvolvida há mais de 11 anos. Dos 15 hectares da propriedade, oito são destinados à produção de leite. Hoje, são 24 animais em lactação. Em determinadas épocas, esse número sobe para 39 animais. A produção média mensal é de 18,8 mil litros de leite, podendo a chegar, no inverno, a 27 mil litros.

Cinco estações dividiram importantes temas apresentados durante a Tarde de Campo. A primeira estação tratou sobre melhoramento genético do rebanho leiteiro, tema apresentado pelo representante da TAG do Brasil, Eloir Cristiano Wieczyrski. Os benefícios da padronização genética foram elencados, como a seleção de animais superiores e a exclusão de doenças genéticas, o que garante a seleção de animais melhoradores.

O tema qualidade do leite foi abordado pelo médico veterinário da Laticínios Frizzo, Leonardo Sperandio. Segundo ele, a atividade é uma das mais atrasadas do setor agropecuário. Estamos atrasados para começar a mudar. A Normativa 62 está aí e é preocupante a situação de alguns produtores. O problema não é o volume, mas a qualidade do leite produzido. Pode produzir pouco, mas com qualidade. Todo grande já foi pequeno. Se nos considerarmos pequenos, devemos melhorar sempre, para permanecer na atividade, produzindo com qualidade, exclamou. O médico veterinário falou ainda sobre os procedimentos necessários ao bom manejo, para controle das Contagem de Células Somáticas (CCS) e da Contagem Bacteriana Total (CBT).

A estação sobre manejo e adubação de pastagens foi apresentada pelo técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar de Palmitinho, Alex Rubin. A produção de leite à base de pasto é um dos métodos mais eficientes para o pequeno produtor, de baixo custo e alta produtividade. A escolha das variedades e o manejo adequado garantem a produção de pasto o ano todo.

Conservação do solo e gestão ambiental foram assuntos trabalhados pelo assistente técnico regional de recursos naturais da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, Carlos Roberto Olczevski. Um solo fértil permite a produção de forrageiras e de milho para ração e para silagem, e é um fornecedor de água e nutrientes, afirmou Carlos, apontando que o bom manejo do solo depende da fertilidade química, física e biológica. No caso da fertilidade química, é preciso realizar a coleta e análise de solo antes da implantação de pastagem. O cuidado com o solo deve fazer parte do planejamento da propriedade, já que. a produtividade está diretamente ligada ao manejo do solo, enfatizou Olczevski.

Para encerrar, o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar de Alpestre, Alencar dos Santos, explicou aos participantes sobre manejo de silagem e produção de feno. Os produtores acompanharam o trabalho das máquinas na produção de feno, conhecendo os benefícios deste complemento para a atividade leiteira. A Secretaria da Agricultura de Planalto adquiriu máquinas para produção de feno e está disponibilizando o maquinário aos produtores interessados. O trabalho ainda está em fase de experimentação, mas vem beneficiando os produtores de Planalto.

A Tarde de Campo contou com a participação do prefeito de Planalto, Antonio Carlos Damin, do vice-prefeito e secretário da Agricultura, Gabriel Olkoski, do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), João Kosvoski, do gerente do escritório regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, Francisco Frizzo, e do gerente do setor de bovinocultura de leite da Cooper A1, Egon Grings. (Fonte: Emater/RS)

 
 
Novo presidente da Argentina implementa subsídios ao setor de lácteos

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, tem estado ocupado desde que assumiu o cargo em 10 de dezembro de 2015. Nesse curto período, Macri pôs fim a tarifas de exportação, revisou a agência de estatísticas do país, substituiu o presidente do banco central, nomeou dois juízes da Suprema Corte e permitiu que o peso argentino flutuasse livremente - e essa foi apenas a primeira semana no cargo. 

A ação rápida, de acordo com o novo presidente, é para ajudar a dar um salto na economia da Argentina na esperança de lidar com a inflação de 25% anual do país, reduzir suas dívidas fiscais e lidar com a taxa de pobreza de 29%, de acordo com o Wall Street Journal. O presidente está vendo as exportações agrícolas como uma forma para alcançar esse objetivo.

Macri não parou por aí, entretanto. Na semana passada, ele reuniu-se com membros importantes da indústria de lácteos para assinar um novo compromisso de suporte aos produtores e promover a indústria. O acordo inclui provisões para pagamentos diretos a fazendas, além do acesso a empréstimos de menores custos para operações de lácteos com dificuldades - tudo visando aumentar as exportações de lácteos da Argentina em curto prazo. Especificamente, o acordo inclui um subsídio de 40 centavos de peso (0,0296 dólares) por litro de leite para os primeiros 3.000 litros produzidos por dia durante a primeira metade de 2016. Isso é equivalente a um aumento de 33% ou 36.000 pesos (US$ 2.665,03) ao mês por produtor.

Em um período em que os cofres mundiais de leite em pó estão estourando, outro país fornecendo novos subsídios aos produtores de leite sugere que não há um fim à vista para as tendências atuais. Embora essas sejam boas notícias para a indústria de lácteos da Argentina, esse último acordo pode desencadear discórdia em produtores de leite dos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia. 

Em 14/01/15 - 1 Peso Argentino = US$ 0,07403
13,5083 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Daily Dairy Report)

Desigualdade de renda na China já é das maiores 

A China comunista tem um dos níveis mais altos de desigualdade de renda no mundo, e o 1% de famílias mais ricas detém um terço da riqueza do país, diz um relatório da Universidade de Pequim. Os 25% mais pobres entre os lares chineses detém apenas 1% da riqueza total do país, segundo o estudo. O Coeficiente de Gini chinês referente à renda, uma medida amplamente usada para mensurar desigualdade, ficou em 0,49 em 2012, diz o estudo. O Banco Mundial considera que um coeficiente acima de 0,40 indica desigualdade de renda grave. Entre os 25 maiores países em população monitorados pelo Banco Mundial, só a África do Sul e o Brasil são mais elevados, com 0,63 e 0,53, respectivamente. O número dos EUA é 0,41, ao passo que o da Alemanha é 0,3. 

O estudo do Instituto de Pesquisas em Ciências Sociais da universidade provavelmente reforçará os apelos por uma tributação mais progressiva e por um aumento dos gastos com bem¬estar social no país nominalmente comunista. O Coeficiente de Gini chinês na década de 1980 era de cerca de 0,3. "Não há dúvida de que a diferença de renda está ficando cada vez maior", disse Zhou Xiaozheng, professor de sociologia na Universidade de Renmin, em Pequim. "Os pobres estão ficando mais pobres e os ricos, mais ricos". Embora a desigualdade de renda da China seja mais grave do que outros grandes países, a desigualdade de riqueza é pior nos EUA. O 1% de famílias americanas mais ricas detinha 42% de toda a riqueza nos EUA em 2012, segundo pesquisa de Emmanuel Saez, economista da Universidade da Califórnia, em Berkeley. 

Corrupção desenfreada e rendas não declaradas são obstáculos à formulação de estimativas sobre os níveis de renda e riqueza na China. Os números são substancialmente maiores do que as estimativas oficiais. A agência de estatísticas chinesa disse no ano passado que o Coeficiente de Gini no país havia caído ligeiramente, para 0,469 em 2014, de 0,477 em 2011. Outra estimativa, de economistas respeitados na Universidade do Sudoeste de Finanças e Economia, em Chengdu, apontam que o Coeficiente de Gini ficou em 0,61 em 2010. O mais recente relatório é baseado numa pesquisa envolvendo cerca de 15 mil famílias em 25 províncias. Por outro lado, o Relatório Hurun divulgou ontem que o número de milionários na China cresceu 8% em relação ao ano passado, para 3,14 milhões. De acordo com a Lista dos Chineses Mais Ricos (2015), do Hurun, existem 596 bilionários (em dólares) no país, mais do que nos EUA. 

O governo chinês comprometeu¬se em atacar a desigualdade. "Nós queremos fazer o bolo crescer continuamente e, ao mesmo tempo, assegurar que ele seja dividido corretamente. A sociedade chinesa mantém há muito tempo o lema: 'Não se preocupe com a quantidade, preocupe¬se que todos tenham a mesma quantidade', escreveu Xi Jinping, o presidente chinês, no "Diário do Povo", jornal que é porta¬voz do governo, em 2014. (Valor Econômico)

 
Exportações de orgânicos do Brasil cresceram 15% em 2015, diz entidade
As exportações de produtos orgânicos por 77 empresas brasileiras associadas ao Projeto Organics Brasil totalizaram US$ 160 milhões no ano passado. O resultado é um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Segundo Ming Liu, coordenador-executivo da Organics, que trabalha para a promoção dos produtos orgânicos brasileiros no mercado internacional, a grande surpresa foi o surgimento da China como 4º maior mercado mundial de orgânicos em 2015, atrás apenas dos Estados Unidos, Alemanha e França. "Mas os Estados Unidos representam pouco mais do que metade do mercado global e continua sendo a referência em termos de lançamentos e inovação no setor", disse ele. O mercado global atingiu a marca de US$ 72 bilhões, com crescimento de 11,5% em comparação com 2014. (As informações são do Valor Econômico)

 

Porto Alegre, 14 de janeiro de 2016                                                Ano 10- N° 2.185

 

  Mercosul

Após o Mercosul finalizar, em dezembro, uma proposta para negociar a liberação do comércio com a União Europeia, cabe ao bloco europeu mostrar "disposição" em avançar na discussão, cujo desfecho é esperado pelo governo brasileiro para o primeiro trimestre deste ano.

A avaliação é do embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, à frente de temas da América do Sul, Central e Caribe no Itamaraty. O diplomata criticou ainda a "demanda extemporânea" da União Europeia em defender uma ampliação dos termos propostos pelo Mercosul (eliminação das tarifas sobre 87% do comércio entre os blocos). "Isso é uma tática negociadora antiga e conhecida. Na verdade quem está um pouco inadimplente é a União Europeia. () Da parte do Mercosul a prioridade e a disposição estão claras. Acho que cabe agora à União Europeia demonstrar isso", disse o embaixador nesta quarta-feira (13). O tema estará na agenda de encontros que o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) terá nesta quinta (14) na Argentina, primeira viagem do chanceler neste ano. Ele terá reunião com a chanceler argentina, Susana Malcorra, além de outras autoridades. (Folha de SP)
 
 
 
Tributar fortuna não resolve arrecadação, diz estudo

Defendido pelos integrantes do PT, o imposto sobre grandes fortunas não é indicado como mecanismo para superar dificuldades nas contas públicas, concluiu estudo feito pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados. O documento analisou pesquisas internacionais e apontou ainda que o tributo induz a evasão fiscal, causando fuga de capitais do país. A conclusão foi que o encargo teria pouco sucesso se fosse elaborado com fins arrecadatórios. "O imposto não deve ser utilizado como um mecanismo de combate a crises fiscais do Estado, pois sua arrecadação é muito pouco significativa para os países que o instituíram", afirma o consultor legislativo Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva. Mas o levantamento defende o novo imposto caso ele tenha um caráter social, voltado à redução de desigualdades. "Se utilizado, o imposto deve ser um mecanismo de redução da desigualdade na distribuição da renda e planejado dessa forma", ressalta. O estudo da Consultoria Legislativa é de maio de 2015, quando a Câmara começou a votar as propostas de ajuste fiscal de Levy que reviam regras de pensão por morte e seguro -desemprego, por exemplo, além da retirada de benefícios como a desoneração da folha de pagamentos. O texto, no entanto, foi publicado apenas no fim do ano passado. O imposto voltou a ser defendido pelos integrantes do PT, insatisfeitos com a política econômica adotada pela equipe da presidente Dilma Rousseff no ano passado. O partido criticou medidas propostas pelo ex¬-ministro da Fazenda Joaquim Levy para ajustar as contas públicas e pediam ações para tributar o "andar de cima". Mal Levy deixou o cargo ¬ e foi substituído por Nelson Barbosa ¬ e a bancada petista na Câmara já saiu em defesa de medidas para combater a crise econômica e apresentou ideias ao Palácio do Planalto. Segundo um deputado da sigla, um dos itens sugeridos ao governo é a criação do imposto sobre grandes fortunas, que está previsto na Constituição, mas que ainda não foi adotado. Quando costumava ser questionado sobre o assunto pelos integrantes do PT, Levy dizia que a proposta do governo para taxar as grandes fortunas era a que foi enviada ao Congresso para regularizar recursos enviados de forma ilegal ao exterior. O projeto cobra impostos e multa de quem enviou ativos ao exterior ilegalmente já foi aprovado pelos parlamentares no fim de 2015, mas ainda que não foi sancionado pela presidente Dilma. Enquanto o Executivo se mostra reticente sobre a taxação das fortunas, o Legislativo prossegue com tentativas de levar a ideia adiante. O senador Antonio Carlos Valadares (PSB¬SE), por exemplo, já tem um projeto em trâmite para cobrar anualmente um imposto de pessoas físicas com patrimônio maior que R$ 2,5 milhões. A alíquota sobre o patrimônio iria de 0,5% a 2%, dependendo do tamanho da "fortuna". Marcos Catão, advogado tributarista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) acredita que o sistema tributário brasileiro já é um dos mais complexos do mundo, o que inclusive contribui para a inibição do crescimento econômico, e que a criação de um novo imposto é desnecessária. Segundo ele, já há mecanismos suficientes no país para elevar a tributação sobre os mais ricos. "Existem diferentes possibilidades, como a criação de mais faixas de imposto de renda, ou aumento da tributação sobre ganhos de capital. Não é necessário criar mais um imposto", diz. O professor Jerson Carneiro, professor de Direito Administrativo e Gestão do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) e que tem artigos publicados sobre o tema, defende o conceito do imposto sobre grandes fortunas ¬ mas acredita que este não é o momento para criá¬lo. "Esse é o único imposto da União previsto pela Constituição de 1988 ainda não criado. Constitucionalmente, sou a favor. O problema é definir o que é uma grande fortuna", afirmou. (Valor Econômico)

Leite/Uruguai

As dificuldades que atingiram o setor leiteiro há um ano não estão resolvidas, e ainda precisa ser levado em consideração que o novo fundo leiteiro, é um paliativo conjuntural, mas que aumenta o endividamento, e compromete a viabilidade dos pequenos produtores. Esse é o panorama traçado a El Observador pelo presidente da ANPL-Associação Nacional dos Produtores de Leite, Rodolfo Braga, que destacou a importância de "buscar ferramentas que permitam melhorar a situação".

Ressaltou que se não forem levados em consideração alguns aspectos, a situação poderá se agravar. Explicou que não se trata de encontrar paliativos para os problemas que os produtores enfrentam, como os preços baixos do mercado e a adversidade climática, mas o setor também é prejudicado pelo próprio Estado com menor atividade. Braga disse que o setor leiteiro precisa de financiamento em condições muito especiais para continuar a manutenção básica das explorações, o que é essencial para os pequenos produtores. O dirigente discordou de que a conjuntura atual do país não é a mais indicada para acatar soluções como as propostas pela ANPL ao governo através do Instituto Nacional do Leite (Inale), procurando alívio fiscal e redução de tarifas, declarou ao programa Tiempo de Cambio da Rádio Rural. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)

Luz ultravioleta

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) deu luz verde para o leite tratado com luz ultravioleta (UV), com o objetivo de aumentar as concentrações da vitamina D3 e a vida útil. Esta decisão irá favorecer a Comissão Europeia a aprovar este tipo de leite como novo alimento.

O novo alimento é o leite de vaca (integral, semidesnatado ou desnatado) ao qual se aplica um tratamento com radiação ultravioleta (UV) depois da pasteurização com o objetivo de aumentar a vida útil do leite. Este tratamento resulta no aumento das concentrações de vitamina D3. A EFSA considera que os dados coletados no processo de produção são suficientes e não dão lugar a problemas de segurança, e que é pouco provável que altere os níveis de consumo toleráveis estabelecidos, que o novo alimento não é nutricionalmente desvantajoso, que não tem problemas de qualidade microbiológica e que o risco de reações alérgicas não é muito diferente ao associado ao leite convencional. (Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)

Comércio fraco

A China, maior exportadora do mundo, fez uma previsão sombria para a economia mundial, alertando que a queda da demanda externa resultará num comércio mais fraco domesticamente neste ano.

O alerta foi feito ao mesmo tempo em que o país revelou um nível de comércio melhor do que esperado em dezembro, mês em que o yuan teve sua segunda maior queda desde 2005. Economistas saudaram a melhora na exportação chinesa, dizendo que um superávit comercial crescente poderá fortalecer o yuan, cuja desvalorização neste mês causou uma onda de vendas no mercado de ações. As exportações da China, em dólar, caíram 1,4% em dezembro, em relação ao mês anterior, estreitando a queda de 6,8% de novembro, disse ontem a alfândega chinesa. As importações caíram 7,6%, em dezembro, em comparação com queda de 8,7% em novembro, pois o declínio dos preços das commodities continuaram a pressionar. Com isso, o superávit comercial chinês avançou para US$ 60,1 bilhões no último mês de 2015. Economistas disseram que os números foram melhores do que os esperados: uma pesquisa da Bloomberg previa queda de 8%. (Valor Econômico)
    

Fetag elege diretoria nesta quinta-feira

A Fetag elege hoje sua diretoria para a gestão 2016-2020. A votação ocorre das 11h às 16h, em Porto Alegre, com chapa única. Os sindicatos associados devem votar sim ou não. Atendendo a pedido das 23 regionais, o presidente Carlos Joel da Silva, candidato à reeleição, destaca que, dos 26 cargos, metade tem novos nomes no comando, entre eles a secretaria-geral da entidade e as coordenações de Mulheres e de Jovens. (Correio do Povo)
 

Leite 
Empresas associadas ao Sindilat estudaram, em reunião realizada ontem, alternativas para auxiliar na recuperação da competitividade do setor lácteo gaúcho. A iniciativa é uma reação às barreiras criada pelo Paraná contra a entrada de produtos de outros estados. (Jornal do Comércio)

    

         

Porto Alegre, 13 de janeiro de 2016                                                Ano 10- N° 2.184

 

  Sindilat busca alternativas para ampliar competitividade do lácteo gaúcho

O presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, reuniu nesta quarta-feira (13/01) representantes tributários das empresas associadas para estudar alternativas que possam auxiliar na recuperação da competitividade do setor lácteo gaúcho. O encontro discutiu as perspectivas para o Rio Grande do Sul, tendo em vista as barreiras que o Paraná criou para a entrada de produtos lácteos de outros estados. "Precisamos conquistar a isonomia fiscal para mantermos a competitividade do produto gaúcho, principalmente, em relação ao leite UHT", avalia Guerra. 

Desde o dia primeiro de janeiro, o Paraná incluiu o leite longa vida (UHT) no regime da substituição tributária, favorecendo os laticínios estaduais e consequentemente impactando no aumento do preço do produto oriundo de outros estados, como o Rio Grande do Sul. Atualmente, o setor lácteo gaúcho exporta 60% da sua produção para outros estados. "Esse cenário, que inclui além do Paraná também São Paulo e Rio de Janeiro, inviabiliza o crescimento do setor gaúcho", disse Guerra. 

Para o Secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, é necessário que o Rio Grande do Sul reaja com ações eficazes. "O setor lácteo gaúcho corre o risco de perder a segunda colocação de produtor de leite do país caso não promova contrapartidas para manter a competitividade do produto gaúcho", disse. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Cooperativa Languiru certifica outras 17 propriedades que participaram do programa Boas Práticas na Fazenda

A Cooperativa Languiru certificou recentemente outras 17 propriedades rurais de associados que participam do programa Boas Práticas na Fazenda (BPF). Na ocasião foram reconhecidas propriedades com produção de leite em Estrela, Westfália, Paverama, Mato Leitão, São Pedro da Serra, Colinas, Santa Cruz do Sul e Arroio do Meio. Com essas, já são 45 propriedades certificadas desde abril de 2015. A iniciativa da cooperativa busca orientar os produtores de leite associados a adotarem procedimentos e controles que contribuem para aumentar a qualidade e a segurança do leite. A entrega de certificados às famílias de associados ocorreu em solenidade na sede administrativa da Languiru, em Teutônia, e contou com a presença do vice-presidente da cooperativa, Renato Kreimeier, do coordenador do Setor de Leite do Departamento Técnico da Languiru, Fernando Staggemeier, e do assistente administrativo da Indústria de Laticínios, Tiago Weimer. Para Staggemeier, essas 45 propriedades servem de exemplo, neste programa que é pioneiro entre as cooperativas gaúchas. "A certifica- ção é um momento especial para a Languiru e para os associados, que dão um passo à frente na produção de leite de qualidade, o qual chega à mesa dos consumidores. Somos a primeira cooperativa do Rio Grande do Sul a aderir a esse programa de qualidade", destacou Staggemeier. 

Hoje, cerca de 15% do volume total de produção de leite destinado à indústria de laticínios da Languiru têm origem em propriedades de associados certificadas pelo BPF. "Essas propriedades podem ser consideradas a 'elite' de produtores em termos de qualidade. Todas as propriedades receberam pontuação elevada na avaliação realizada pela auditoria, servindo de modelo para o programa. Para a empresa terceirizada que realiza essa auditoria para certificação, as propriedades dos associados da Languiru são as melhores encaminhadas e mais organizadas", acrescentou Staggemeier. Atualmente a indústria de laticí- nios da Languiru capta 410 mil litros de leite por dia de propriedades de seus associados em aproximadamente 70 municípios. O vice-presidente Renato Kreimeier destacou a histórica de bonificação por qualidade no pagamento do leite aos associados da Languiru e comentou sobre o atual cenário econômico brasileiro. "A eficiência produtiva e o uso de ferramentas de gestão na cooperativa e nas propriedades rurais de nossos associados é essencial para enfrentar o atual momento econômico brasileiro conturbado. Assim como foi o último ano, 2016 deve ser complicado, com a credibilidade brasileira abalada. Por isso o profissionalismo, em qualquer que seja a atividade, é fundamental para a sustentabilidade", disse. Para Kreimeier, a cadeia produtiva do leite exige que, cada vez mais, se pague por qualidade ao invés de volume de produção. "É nesse quesito que o programa Boas Práticas na Fazenda está focado. A cooperativa busca constantemente o profissionalismo em todos os setores, com a produção de alimentos de qualidade. Juntos, estamos construindo uma marca forte, de uma cooperativa que valoriza as pessoas", concluiu. 

O associado Valmor Brockmann, representando a certificada Granja Brockmann, de Linha Schmidt Alta, município de Westfália, elogiou a iniciativa da Languiru. "O programa Boas Práticas na Fazenda veio em benefício dos próprios associados. Na propriedade da família foram realizadas algumas melhorias que não nos dávamos conta no dia a dia. São ações muito importantes para a qualidade dos produtos da Languiru", elogiou ao final do evento, ele que é associado da cooperativa desde 1984. Nesta quarta etapa do programa BPF foram certificadas a Propriedade Goldmeier e as granjas Brockmann, Pott, Goldmeier, Brune e Dois Umbus, de Westfália; Meinerz, Fell, Zwirtes e Decker, de Estrela; Fritzen e Gass, de Santa Cruz do Sul; Reckziegel, de Paverama; Vortmann, de São Pedro da Serra; Heinen, de Mato Leitão; Petry, de Arroio do Meio; e Fröder, de Colinas. O programa de Boas Práticas na Fazenda da Cooperativa Languiru avalia 53 itens das propriedades leiteiras. Entre esses estão capacitação dos ordenhadores, destinação de dejetos, utilização de drogas veterinárias, limpeza e manutenção de equipamentos, armazenamento do leite, bem-estar animal, qualidade da água, manejo sanitário e alimentação do rebanho. Seu propósito é providenciar padrões mínimos para as operações nas propriedades rurais que fornecem leite cru à Indústria de Laticínios da Languiru, assegurando o fornecimento de um leite com mais qualidade e segurança de forma sustentável. Com a Certificação BPF, o produtor recebe como bonificação o acréscimo de R$ 0,02 por litro de leite no período de um ano, até a próxima auditoria externa, realizada por empresa terceirizada. Mais informações sobre o programa podem ser obtidas com o setor de leite do departamento técnico da Languiru. (Jornal do Comércio)

SP: práticas simples economizam 30% de água em sala de ordenha, destaca Embrapa Pecuária Sudeste

Manejos simples, mudança de hábitos e qualificação da mão de obra podem economizar até 30% de água em instalações de ordenha. Foi o que descobriu uma pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste (SP) que durou 18 meses. O objetivo foi quantificar o consumo para melhorar a eficiência do uso da água no processo de ordenha, promovendo a gestão do recurso.

O maior consumo de água em uma sala de ordenha ocorre na limpeza das instalações. Em média, 48% da água é usada para lavagem do piso, 37% durante o processo de ordenha e limpeza dos equipamentos, e apenas 10% destinam-se ao consumo pelos animais.

Os dados são de pesquisa realizada no Sistema de Produção de Leite. De acordo com o pesquisador Julio Palhares, conhecer as quantidades gastas possibilita que o produtor faça um planejamento em busca de eficiência hídrica, seja na sala de ordenha ou na fazenda.

Raspagem do piso, uso de água sob pressão, substituição de mangueira de fluxo contínuo por modelo de fluxo controlado, manutenção do piso e programa de detecção de vazamentos são medidas eficazes de economia de água, de acordo com os pesquisadores. Com pouco investimento, o produtor de leite pode economizar água, energia elétrica e dinheiro e, ainda, fazer com que a produção agropecuária seja hidricamente sustentável. Além dessas práticas, há outras medidas como a reutilização da água da lavagem da sala de ordenha para fertirrigação, instalação de hidrômetros e sistema de captação da água da chuva.

Em Descalvado, município a 250 km de São Paulo, a Fazenda Agrindus reaproveita os efluentes gerados na limpeza das instalações para a fertirrigação. De acordo com o proprietário Roberto Jank Junior, atualmente economiza-se cerca de 30% de água por unidade produzida. "Utilizamos, aproximadamente, 10 litros de água por litro de leite, porém com 100% de reúso em irrigação de alimentos que retornam ao gado", explica.

Jank também aderiu à captação de água da chuva, reúso integral de águas servidas e irrigação noturna para fazer a gestão adequada e consciente dos recursos hídricos. Na propriedade, os telhados têm calhas de captação e condutores da água da chuva,  utilizada na lavagem dos galpões. A limpeza das instalações também era o local de maior consumo de água na fazenda, segundo ele. Para reduzir esse gasto, a água da chuva foi a solução encontrada.

Além disso, a água da limpeza vai para a fertirrigação das plantas. "Toda a água de limpeza dos confinamentos de vacas, novilhas e bezerras é captada. Após passar por uma peneira, onde se retira parte do esterco sólido, a água passa por lagoas de tratamento, com retenção de aproximadamente 20 dias para, a seguir, fertirrigar uma área de agricultura e capim. A lâmina de água e os nutrientes aplicados são monitorados continuamente", explica Jank.

O produtor de leite Junior Saldanha, de São Carlos, com uma medida simples gerou economia de 60 mil litros de água ao mês, aproximadamente. Ele deixou a lavagem diária com água do piso da sala de ordenha e do local de espera das vacas. Hoje a sujeira é raspada e o piso é lavado esporadicamente. Para 2016, Saldanha tem mais dois projetos relacionados à gestão sustentável da água. Serão instaladas calhas no galpão da sala de ordenha para captação pluvial e placas para aquecimento solar, para esquentar a água usada na limpeza dos equipamentos.

Pesquisa
Na sala de ordenha da Fazenda Canchim, em São Carlos, sede da Embrapa Pecuária Sudeste, pesquisas em eficiência hídrica foram iniciadas em maio de 2014 e envolvem a validação de manejos, processos e tecnologias para melhor gestão do recurso natural.

Para medir a quantidade consumida, foram instalados três hidrômetros no local. O uso dos equipamentos auxilia no manejo hídrico e evita desperdícios de água. Segundo Palhares, desde a instalação dos hidrômetros, foi possível economizar cerca de 200 litros de água ao dia apenas no manejo das ordenhadeiras e mangueiras. O pesquisador destaca que a economia gerada é equivalente à quantidade de água consumida pelos animais antes e depois do processo de ordenha. Portanto, reduziu-se o consumo do recurso natural e o custo de captação e distribuição da água.

A leitura dos hidrômetros é diária. São monitorados os bebedouros, a água usada na limpeza do piso e a consumida na ordenha e no armazenamento do leite. O sistema possui atualmente 60 vacas em lactação com produção média de 20 kg de leite ao dia.

O maior consumo ocorre na lavagem do piso, que apresenta uma média diária de 1.487 litros. O máximo aferido até agora foi de oito mil litros. Para o pesquisador, a variação no número de animais na ordenha e a consequente maior disposição de fezes e urina influenciaram. Na sala de ordenha, o consumo médio é de 1.196 litros diariamente, chegando ao máximo de 4.453. "O grande consumo nesse setor justifica-se pelo tipo de manejo sanitário. Há dias em que ocorre a lavagem completa da sala, utilizando-se maior quantidade de água. A capacitação do funcionário em seguir os padrões operacionais adequados também influencia", explica. Nos bebedouros, a média é de 332 litros ao dia. A quantidade máxima verificada em um dia foi de 1.780 litros. Nesse caso, os fatores que interferem são temperatura ambiente e da água, tipo de manejo a que os animais foram submetidos e vazamentos no sistema.

Boas práticas na produção leiteira
A Embrapa recomenda algumas ações para o produtor fazer uma gestão da água eficiente na propriedade e reduzir possíveis impactos negativos no uso dos recursos hídricos. As práticas foram baseadas em experiências internacionais e nacionais, considerando a realidade da produção leiteira brasileira e de bem-estar animal.

A qualidade da água para consumo dos bovinos deve ser boa e avaliada constantemente, com frequência mínima anual. Os principais problemas de qualidade são relacionados à salinidade, alcalinidade e presença de nitratos e compostos tóxicos, que podem prejudicar a saúde dos animais.

Os produtores devem manter os bebedouros limpos. O ideal é a limpeza diária, sendo que o intervalo entre lavagens nunca deve ser superior a três ou quatro dias.

Como regra prática, uma vaca leiteira necessita de quatro litros de água para produzir um quilo de leite. O monitoramento do consumo de alimentos é uma alternativa para controlar o de água. "A diminuição do consumo de alimentos pode indicar queda na ingestão de água. Se o consumo de água cair, o produtor deve fornecer o recurso natural de uma fonte reconhecidamente boa. Se os animais voltarem a se alimentar normalmente, há grande chance de haver problemas de qualidade com a fonte regular de água, e, nesse caso, é preciso enviar uma amostra ao laboratório para análise", destaca o pesquisador.

Outra recomendação é não permitir que o gado beba água de rios, córregos, lagos e lagoas de forma direta. Os poços precisam estar fechados, para evitar a contaminação. A construção deve ser no ponto mais alto da propriedade, fora de áreas de enchentes e com distância adequada de fontes de poluição, como pocilgas, estábulos e fossas.

A instalação de hidrômetros é uma forma prática de monitorar a ingestão pelos animais e o gasto geral de água. É necessário que o produtor realize a manutenção do sistema de condução para manutenção da limpeza e eliminação de vazamentos.

Utilizar mangueiras que possibilitem o controle da vazão e o fechamento do fluxo. O ideal é o uso de equipamentos de água sob pressão. Para Julio Palhares, a informação e o conhecimento determinam a qualidade dos manejos e a capacidade de internalização de boas práticas. (Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste)

 
 

Fundesa e secretaria renovam convênio

Foi renovado ontem convênio entre o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e a Secretaria da Agricultura. Com validade até dezembro de 2020, o acordo permite a participação do Fundesa em ações de desenvolvimento de defesa sanitária animal no Estado. Nos dez primeiros anos de convênio, foram aplicados R$ 16 milhões. (Correio do Povo)

 

         

Porto Alegre, 12 de janeiro de 2016                                                Ano 10- N° 2.183

 

  Contribuição Sindical 2016
 

O Sindicato da Indústria de Lacticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) esteve à frente de ações em benefício do setor lácteo gaúcho ao longo do ano passado. Foram diversas as movimentações governamentais e provocações externas que exigiram a presença e uma atuação contínua do Sindilat. Entretanto, elas se tornaram realidade porque foram custeadas pelas contribuições da indústria gaúcha, por meio do pagamento mensal dos associados ou pela Contribuição Sindical anual. 
Podemos citar, entre outras ações, o trabalho  do Sindilat para garantir a aprovação do projeto de monetização do PIS/Cofins, especialmente em Brasília e, em seguida, a orientação aos associados para o desenvolvimento do Projeto de Crédito Presumido.  Vale lembrar ainda iniciativas como o assessoramento às empresas para a obtenção do SISBI-POA Leite, que busca torna-las aptas para a venda de produtos para fora do RS, e o incremento nas atividades do Fundesa, garantindo ao produtor indenização pelo vazio sanitário. Com os recursos, o Sindilat também pode participar de reuniões da Câmara Setorial do Leite, em Brasília, reuniões do Conil em São Paulo, e com os sindicatos de Santa Catarina e Paraná, via Aliança Láctea Sul Brasileira. 
A contribuição sindical é calculada proporcionalmente ao capital registrado das empresas, seguindo os parâmetros da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No caso daqueles que tiverem também filiais e outros estabelecimentos no RS é preciso emitir guia individual para cada um. O prazo de recolhimento encerra-se no dia 29 de janeiro de 2016. Após esse prazo, há o acréscimo de multa e juros.
As guias deverão ser emitidas diretamente no site do Sindilat (www.sindilat.com.br) no banner Contribuição Sindical. Para maiores informações, entre em contato através dos telefones (51) 3211.1111 ou (51) 3028.1529. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Indústrias vão pagar 30% dos exames para detectar resíduos 
Depois que a União Europeia questionou o controle de resíduos e contaminantes que o governo brasileiro deveria manter para atestar a segurança sanitária de alimentos de origem animal destinados ao mercado externo, o Ministério da Agricultura informou que as indústrias passarão a pagar cerca de 30% dos exames de laboratório que hoje são mantidos integralmente com orçamento público. O secretário substituto de Defesa Agropecuária do ministério, Luís Rangel, admitiu que houve uma queda na quantidade de exames realizados pelos laboratórios privados que são credenciados pela pasta para complementar o atendimento às demandas por essas análises. Segundo ele, esses laboratórios, responsáveis geralmente por 30% dos exames, alegaram falta de interesse em participar dos pregões de licitação, ora por burocracia em receber do governo ora por discordarem dos preços oferecidos. A demanda restante, de 70%, vem sendo normalmente executada pelos Lanagro, laboratórios do ministério, e não foi afetada, explicou. "Estamos estudando termos de cooperação técnica em que o ministério continua atuando com os Lanagro, só que no caso dos laboratório particulares quem vai assinar o cheque é o setor privado, e eles estão dispostos a isso", disse Rangel, ponderando que a alternativa é emergencial. 
 
O orçamento reservado para o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC) entre 2013 a 2016 é de apenas R$ 13 milhões ou R$ 4,3 milhões ao ano. Em dezembro do ano passado, o Valor revelou uma carta enviada pela Comissão Europeia à Pasta da Agricultura ameaçando barrar a importação de carnes de cavalo, bovina e de frango, pescado e mel brasileiros. A ofensiva ocorreu após o ministério extinguir um departamento responsável pelo controle desses resíduos e em meio à crise fiscal vivida pelo governo. Rangel disse, contudo, que "a questão com a UE está gerenciada e não temos dúvida de que o programa está sendo bem executado". (Valor Econômico)

Governo do Estado de SC investe R$ 4 milhões no Fundo Estadual de Sanidade Animal

Santa Catarina é reconhecido como um estado de excelência sanitária, certificado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação e livre de peste suína clássica, o que garante o acesso aos mercados de carnes mais exigentes e competitivos do mundo.

Como forma de eliminar doenças que colocam em risco a produção animal do estado, o Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa) indeniza os proprietários dos animais que precisaram ser sacrificados para não contaminar o restante do rebanho saudável. Em 2015, foram investidos R$ 4.542.966,00 na indenização a 373 criadores pelo abate sanitário de 2.100 bovinos e bubalinos, 20 equinos e 8.315 aves de subsistência.
Do total de animais abatidos sanitariamente e criadores indenizados, 208 criadores foram indenizados pelo abate de 913 bovinos e bubalinos acometidos de brucelose e 150 criadores pelo abate de 985 animais com tuberculose. Vinte criadores pelo abate sanitário dos equídeos devido à anemia infecciosa eqüina e mormo e sete criadores pelo abate de aves com salmonelose.
O Fundo faz parte da política de defesa sanitária da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e o pagamento das indenizações acontece há mais de 11 anos. O secretário da Agricultura, Moacir Sopelsa, destaca que com a indenização, os produtores podem adquirir animais sadios e continuarem a produção de carne e leite. Lembrando que a erradicação da brucelose e tuberculose não é importante apenas para a saúde dos rebanhos, mas também para a saúde da família e dos funcionários rurais.
O Fundesa existe desde 2004 e tem como fonte de receita a taxa de vigilância sanitária animal que incide sobre a Guia de Trânsito Animal (GTA) para animais destinados ao abate e recursos do Governo do Estado. (Governo do Estado de Santa Catarina)

Empresa pode usar créditos para pagar parcelamento tributário

Justiça Federal de Santa Catarina autorizou uma empresa do setor metal¬mecânico a usar créditos de PIS e Cofins para quitar dívidas de um reparcelamento tributário. A decisão é da 4ª Vara Federal de Criciúma. A empresa catarinense de médio porte, em razão de dificuldades financeiras, deixou de pagar valores de um parcelamento ordinário e pediu o reparcelamento de débitos e inclusão de novos débitos. Para voltar, porém, a legislação exige o pagamento de uma primeira parcela correspondente a 10% do total dos débitos consolidados ou 20% do total, caso haja dívida com histórico de reparcelamento anterior. A antecipação seria uma espécie de "pedágio", prevista na Lei nº 10.522, de 2002. "A cobrança do valor inicial da empresa, que já estava em dificuldades, praticamente inviabilizaria qualquer tentativa de regularização", afirma o advogado da companhia, Gustavo Querotti e Silva, do Feijó Lopes Advogados. Nesse caso, a companhia teria que desembolsar cerca de R$ 1,3 milhão já na primeira parcela. Como a empresa tinha créditos PIS e de Cofins com pedidos de ressarcimento pendentes na Receita Federal, a companhia propôs ação para compensar os créditos com os débitos no reparcelamento. 

 
A tese defendida, segundo Silva, é de que essa seria uma compensação de ofício antecipada, permitida pelo parágrafo 1º e 2º, do artigo 7º, do Decreto Lei nº 2.287, de 1986. "Se o Fisco pode fazer esse encontro de contas antes de efetuar o ressarcimento, nada impediria que a compensação fosse feita antes, por solicitação do próprio contribuinte", diz. Para o advogado, a tese é relevante para empresas em dificuldade financeira e que não podem esperar a análise de pedidos de restituição ou ressarcimento pela Receita. Isso porque somente após 360 dias do pedido, a companhia pode ingressar com ação para obrigar a Receita a analisar o caso. "Dependendo da situação, aguardar esse prazo pode não ser uma opção viável", diz. A Receita Federal defendeu no processo que o pagamento da primeira parcela somente pode ser efetivado em espécie. O juiz Paulo Vieira Aveline, da 4ª Vara Federal de Criciúma, apesar de considerar que não foi concluída a análise dos pedidos de ressarcimento, ressaltou que a Receita Federal reconheceu no processo que os respectivos créditos já podem ser utilizados para servir de suporte para o envio de declarações de compensação. O magistrado ressalta que "se é possível a compensação mesmo sem a concordância do contribuinte ¬ ainda que seja obrigatória a abertura de processo administrativo e a manifestação da parte devedora/credora ¬, com mais razão ainda deve aquela ser permitida quando a própria parte, voluntariamente, pleiteia esse acerto de contas". 
 
Para o advogado Eduardo Kiralyhegy, do Negreiro, Medeiros & Kiralyhegy, a tese é "engenhosa e inovadora". Porém, ele diz ter receio de que falta de previsão legal sobre o uso de créditos para quitação das parcelas na lei que regulamenta o parcelamento seja um entrave para seu sucesso. "Acredito que não basta a previsão genérica contida na lei que autoriza a compensação", diz. (Valor Econômico)

Fonterra quebra seu recorde de exportação no último mês de dezembro
 
A Fonterra Co-operative Group Limited anunciou que exportou volumes recordes no mês de dezembro de 2015. Os dados de exportação da cooperativa em dezembro confirmam o novo recorde para o mês, com mais de 300.000 toneladas exportadas aos mercados globais. O volume de dezembro foi aproximadamente 10% maior do que o recorde mensal anterior da Fonterra, que foi em dezembro de 2014.

O diretor gerente da Fonterra para ingredientes globais, Kelvin Wickham, disse que o novo recorde refletiu o desempenho bem sucedido das vendas de ingredientes direto ao cliente, consumidores e serviços alimentícios da Fonterra, apesar do complicado ambiente do mercado global. "Essa é uma conquista excelente de nossas equipes de vendas e logísticas e é gratificante terminar 2015 com esse volume recorde de exportação. Vimos uma volatilidade global sem precedentes devido aos eventos geopolíticos no ano passado. O mercado de lácteos foi difícil em todo o mundo e, portanto, estamos satisfeitos por obter volumes recordes de exportação, apesar dos desafios".

Wickham disse que essa nova marca será difícil de ultrapassar, à medida que os menores volumes de leite começam a impactar nos níveis de produção da cooperativa. A Fonterra está prevendo uma redução nos volumes de leite com relação ao ano anterior em pelo menos 6% nessa estação, à medida que os produtores responderam ao ambiente de baixo preço do leite e as condições de seca impactaram partes da Nova Zelândia.

Desde agosto de 2015, a Fonterra reduziu a quantidade de leite em pó integral que espera oferecer na plataforma GlobalDaityTrade (GDT) durante os próximos 12 meses em 146.000 toneladas em resposta à mudança no mix de produtos. "Uma maior porção de produtos está sendo vendida por meio de de acordos bilaterais com clientes por umpremium nos preços obtidos no GDT. Os níveis de estoques de ingredientes para o primeiro trimestre estiveram no mesmo nível do mesmo período do ano anterior".

A Fonterra é líder de mercado com suas marcas próprias de lácteos ao consumidor na Nova Zelândia e Austrália, Ásia, África, Oriente Médio e América Latina. (As informações são do Dairy Reporter)

 
Preços/NZ
Os investidores do mercado futuro de leite integral em pó nas bolsas da Nova Zelândia ainda não estão preocupados com o recuo da oferta global, já que os preços mantêm sua trajetória de queda iniciada no começo de dezembro, afirma Tobon Gorey, estrategista de commodities agrícolas do banco australiano Commonwealth. "O declínio dos preços foi reforçado depois da realização do primeiro leilão do GlobalDairyTrade do ano, em que a commodity caiu 4,4%", disse Gorey. Ainda segundo o analista, a queda das cotações do setor de lácteos na Nova Zelândia está sendo menor do que muitos esperavam. "Dessa forma, ainda não é suficiente para sustentar uma alta dos preços." (Globo Rural)
 
 

 

    

 

Porto Alegre, 11 de janeiro de 2016                                                Ano 10- N° 2.182

 

  Leite em pó Danby vai para a mesa dos venezuelanos
Passados oito meses da obtenção da habilitação para a exportação de seus produtos, a Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios (Cosulati) inicia o ano com o primeiro embarque internacional. A diretoria anunciou ontem (8) o embarque de 300 toneladas de leite em pó para a Venezuela. 

A negociação é fruto de uma série de tratativas envolvendo órgãos governamentais e de missões empresariais nacionais. A remessa comercializada é de leite em pó integral e chegará ao mercado da Venezuela em embalagens fracionadas de um quilo, levando a marca Danby. 

FOCO - Desde a inauguração da ampliação da Unidade de Beneficiamento de Leite, em Capão do Leão, no ano de 2008, a Cosulati vem focando sua atuação no processamento de leite em pó. Atualmente, a produção já corresponde por 75% da industrialização.  A unidade tem capacidade instalada para transformar 600 mil/litros de leite/dia em leite em pó. Detentora da classificação "A" para os processos de exportação, investe na qualificação permanente de todos os envolvidos na cadeia produtiva do setor através de treinamentos com colaboradores, produtores e transportadores. Recentemente, implementou processo automatizado para a coleta de leite nas propriedades rurais, através de projeto pioneiro desenvolvido em conjunto com a Embrapa e o Sindilat/RS. 

Os resultados positivos também são conquistados graças ao trabalho de extensão no campo, desenvolvido pelo corpo técnico da Cosulati que auxilia e orienta os cooperados na persistência pela qualidade do leite. O trabalho também visa o equilíbrio nutricional e a excelência na genética dos animais. 

 A aceitação do produto nos mercados interno e agora no externo e a consolidação de uma carteira de clientes formada pelos maiores grupos industriais do ramo alimentício do País coroam o sucesso deste trabalho.

MERCADO - A Venezuela é, atualmente, um dos maiores importadores do leite em pó brasileiro.  No ano passado, as exportações de lácteos geraram receita de US$ 122,9 milhões, deste valor, 96,8% foram provenientes das negociações de leite em pó e leite UHT e o restante, 3,2%, com os embarques de creme de leite e leite condensado. A expectativa é de que os negócios sejam incrementados neste ano. (Assessoria de Imprensa Danby/Cosulati)

 
 
Ministério quer ressuscitar fundo de defesa

Em tempos de ajuste nas contas públicas do governo, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, iniciou o ano com a promessa de ressuscitar um fundo de defesa agropecuária, mantido no passado com a cobrança por serviços de inspeção e fiscalização sanitária. O objetivo é tentar blindar o orçamento da área dos seguidos contingenciamentos que tem sido vítima nos últimos anos. A medida foi lançada pela ministra e pela presidente Dilma Rousseff há quase um ano como parte do Plano de Defesa Agropecuária, mas que já é criticado pelo mercado e pelos Estados por não ter produzido resultados práticos até hoje. A missão de reativar o fundo foi dada ao secretário interino de Defesa do ministério, Luís Eduardo Rangel, fiscal agropecuário de carreira há 12 anos. Ele aguarda sua nomeação nos próximos dias pela Casa Civil, mas já anunciou ao Valor a meta de regulamentar o fundo ainda este ano, recriando essas taxas  - cuja cobrança foi extinta no governo do ex-presidente Fernando Collor, no início da década de 1990. A proposta, porém, depende de lei no Congresso e ainda nem conta com uma expectativa de arrecadação. Rangel, que ainda acumula o cargo de diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do ministério, explica que essas taxas seriam cobradas, por exemplo, sobre o registro de defensivos, de fertilizantes, de produtos de origem animal ou vegetal. Mas pondera que a cobrança precisa atender a critérios técnicos, ser diferenciada por produtos e não onerar de maneira expressiva os custos das exportações do agronegócio brasileiro.

 
Conforme o secretário, seu compromisso é desenhar uma proposta de fundo ainda em 2016 e que seja uma solução financeira sustentável aos gastos da área, que envolvem combate e erradicação a doenças como a febre aftosa e a mosca das frutas, e fiscalização a agroindústrias. O fundo já existe por lei, mas na prática está praticamente esvaziado e arrecada apenas a partir de empresas da área vegetal que pagam ao ministério para classificar grãos. "Queremos voltar com as taxas e regulamentar o fundo. Isso abasteceria todo um cabedal de gastos com defesa, com convênios, pesquisa agropecuária, programa de controle de resíduos em alimentos", afirma Rangel. "Mas não queremos que uma empresa deixe de exportar por conta da taxa", acrescenta. Um desafio, pondera Rangel, é que pelo menos um percentual mínimo das taxas arrecadadas possa ser revertido para o ministério, na área de defesa. É que em tese, a arrecadação de taxas aplicadas por órgãos públicos é direcionado para o Tesouro Nacional. Enquanto o novo fundo não passa de mais um plano da ministra, Rangel sabe que ainda poderão vir novos cortes no orçamento de R$ 331 milhões previsto para a defesa agropecuária neste ano, mas promete manter o nível de execução orçamentária obtido nessa área em 2015 - dos R$ 200 milhões disponibilizados para a defesa no ano passado, 96% foram liberados. 
 
O último secretário, Décio Coutinho, já chegou a dizer entretanto que o ideal seria um patamar de R$ 500 milhões por ano. Nessa frente, Rangel ainda informa que o ministério conseguiu empenhar até o último dia de dezembro R$ 24 milhões de um total de R$ 40 milhões destinados a convênios com 15 Estados para investimentos como implantação de barreiras sanitárias em fronteiras ¬ o que sobrou foi realocado na SDA. A pasta havia informado que esses R$ 24 milhões estavam previstos para os próximos dois anos, até 2017, mas Rangel esclarece que na verdade esses convênios compreendem um total de R$ 80 milhões para 2015 e 2016, dos quais ainda faltam R$ 40 milhões a serem liberados até o fim deste ano. (Valor Econômico)
 
 
Novos perfis de consumidores emergem da crise

Uma pesquisa da agência nova/sb para detectar o perfil de consumidor que emerge da recessão mostra que a maioria dos brasileiros tenta ser responsável quando vai às compras. Três dos quatro perfis identificados reajustam prioridades e buscam vantagens nas negociações. E praticamente todos eles (92%) avaliam o custobenefício em todas as oportunidades de consumo. Apenas um grupo, o do "consumidor ostentação" (8% dos entrevistados) diz querer continuar gastando. Nele predominam homens, que podem ser da classe A, mas também da D, com baixo grau de educação. Segundo a pesquisa, eles estão dispostos a cortar os gastos com alimentação dentro de casa para continuar se divertindo fora de casa.

Sérgio Silva, diretor de planejamento da agência, diz que as tendências que emergiram em outros países durante períodos econômicos adversos se mantiveram mesmo depois que o pior momento passou. No Brasil, a crise pode acelerar a tendência que a pesquisa apontou. "Essa é a primeira grande crise que o Brasil enfrenta como uma país de classe média. Fomos olhar como os consumidores de outros países lidaram com a situação para entender o que pode estar acontecendo por aqui", disse. Há diferenças de classe e faixa etária no comportamento, mas não regionais. O maior grupo, formado por 42% dos entrevistados e denominado pelos autores do estudo de "smart buyers" (compradores inteligentes), é também o mais disseminado na sociedade. Inclui homens e mulheres, das classes B e C, e de nível médio de educação. Para não perder as conquistas dos últimos anos, valoriza ferramentas tecnológicas como aplicativos e sites, para pesquisar preços e promoções, e planejar suas compras."Para o 'smart buyer', economizar não é sorte. É habilidade. Por isso, a internet é um dos três principais itens de consumo que querem manter", diz Silva. No Brasil, o comprador inteligente tende a ser o perfil que deve permanecer mesmo depois da recessão acabar. 

As outras duas categorias predominantes ¬ os consumidores pé no chão (26% dos entrevistados) e os sobreviventes (17%) ¬ têm dificuldades para adotar as estratégias dos pioneiros porque estão sentindo mais a crise. "As pessoas estão procurando valor. Não querem trocar por uma alternativa que pareça perda. E querem preservar o lazer. São caçadores de bons negócios ['deal hunters'] e não de preços ['price hunters]", afirma Silva O consumidor pé no chão é o mais engajado no corte de gastos para preservar conquistas. Corta presentes, festas e eletrônicos para manter educação, assistência médica e entretenimento fora de casa. É o grupo com maior nível educacional, formado predominantemente por mulheres, das classes A, B e C.

Entre os 17% classificados como sobreviventes estão os mais jovens, entre 18 e 25 anos. São homens e mulheres, predominantemente das classes D e E, mas também da B. É onde estão os desempregados. Uma tendência forte em quase todos os perfis é a "caça de oportunidades", na qual o consumidor, para manter o padrão dos últimos anos, lança mão de programas de milhagem, trocas de pontos etc. A Associação Brasileira das Empresas de Fidelização (Abemf) registrou um aumento de 22% no número de cadastros em programas de fidelidade até o terceiro trimestre de 2015. Já o volume de resgates cresceu 14% no mesmo período. Na Múltiplos, por exemplo, o item mais trocado na categoria de "não¬aéreo" em novembro foi um aspirador de pó. "As pessoas estão aproveitando para comprar eletrodomésticos que, de outra forma, não comprariam", diz o presidente da associação, Roberto Medeiros. "Em mercados maduros, como a Inglaterra, 30% da população está engajada em algum programa. No Brasil, apenas 10%." Para o diretor da nova/sb, os movimentos Surreal, de consumidores que usaram redes sociais para denunciar preços que consideravam abusivos, e do isorporzinho, quando muitos começaram a levar a bebida para as ruas, que marcaram o verão passado, principalmente no Rio de Janeiro, já sinalizavam o fim do ciclo econômico anterior. "As pessoas estavam começando a ter alguma frustração. Consumiam, mas achavam o preço absurdo", diz Silva. A agência de publicidade realizou uma pesquisa quantitativa nacional com 2.682 pessoas com mais de 18 anos, observando a distribuição regional de consumidores no país: 45% dos entrevistados eram do Sudeste, 20% do Nordeste, 20% do Norte, e 15% do Sul. As informações foram levantadas ao longo do ano passado. Na última etapa, em novembro, foi organizada uma série de grupos qualitativos para aprofundar a compreensão do comportamento de cada tipo de consumidor. (Valor Econômico)

 
 
 
Crise devolve quase 4 milhões às classes D e E

O aumento do desemprego e a queda nos rendimentos dos brasileiros já mostram efeito sobre o processo de mobilidade social em curso no país de meados de 2004 até 2014. A economista do Bradesco Ana Maria Barufi, com base nos dados de renda da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), calcula que, entre janeiro e novembro do ano passado, a participação da classe C na pirâmide social brasileira caiu dois pontos percentuais, passando de 56,6% para 54,6%. Com 3,7 milhões de pessoas a menos, o grupo passou a somar 103,6 milhões. Uma parcela dessa queda alimentou as classes D e E, cuja participação avançou de 16,1% para 18,9% e de 15,5% para 16,1% no período. Com o agravamento e o alongamento da crise, não está descartada a possibilidade de a classe C voltar a responder por menos de 50% do total da população do país ¬ nível semelhante ao registrado em 2010.

O levantamento tem como base os cortes de renda estabelecidos pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), atualizados para valores de 2015. Assim, a classe C compreende as famílias com renda mensal entre R$ 1.646 e R$ 6.585, a classe D, de R$ 995 a R$ 1.646 e a classe E, até R$ 995. A distribuição percentual das faixas, por sua vez, é feita sobre a média móvel em 12 meses do contingente populacional. "O problema é que não se vê reversão dessa tendência [no curto prazo]", afirma Ana Maria, ressaltando o cenário de aprofundamento do desemprego esperado para 2016. As recessões afetam mais rapidamente e de forma mais intensa as classes mais baixas, ela pondera, já que as vagas que demandam menor qualificação são as primeiras a serem cortadas em períodos de ajuste. No caso do Brasil, a inflação mais alta, superior a 10% no acumulado em 12 meses, é um agravante nesse sentido, pois penaliza mais essa fatia da população, que tem parte expressiva do orçamento doméstico comprometida com gastos básicos ¬ alimentação, energia e transporte. Dentro desse panorama, avalia a economista, é bastante provável que a desigualdade de renda aumente no país nos próximos anos ¬ movimento que ainda não aparece nos dados oficiais mais recentes, da Pnad de 2014. "O nível de consumo atrofiado sinaliza que essa mobilidade 'para baixo' está em curso", concorda o assessor econômico da FecomercioSP, Altamiro Carvalho. Pesquisa feita em setembro pela entidade com base nos dados de inflação e da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) mostrou que 1,2 milhão de famílias caíram de classe social na primeira metade de 2015. "De lá para cá, o ritmo de queda da renda só aumentou e os preços subiram ainda mais".

Para Mauricio Prado, sócio¬diretor do instituto Plano CDE, dedicado a pesquisas relacionadas à base da pirâmide, a classe C não deve sofrer grande variação numérica até o fim deste período recessivo. Seu perfil, entretanto, tende a mudar nos próximos anos, ele diz, diante da expectativa de que parte das famílias volte às classes D e E e que uma fatia das faixas de mais alta renda compensem parte dessa migração, passando à classe C. As conquistas sociais dos últimos dez anos, ele defende, forjaram uma classe C "menos vulnerável", que deve reagir a esta crise de uma forma diferente às anteriores. Parte dos bens de consumo adquiridos nos últimos anos, por exemplo, devem ser usados como geradores de renda extra. Um pesquisa feita pela consultoria no ano passado com 120 famílias apontou que 40% delas usavam os eletrodomésticos com esse fim. O maior acesso à internet, por sua vez, pode virar um instrumento mais eficiente para fazer pesquisas de preço ou para se comunicar com os clientes. "A classe C também está mais escolarizada", completa. 

Os cortes que essa população fará no orçamento, por sua vez, serão baseados em uma "decisão de 'trade off' mais sofisticada". As pesquisas mais recentes da Plano CDE mostram, por exemplo, que muitas famílias preferiram abrir mão de itens do supermercado a cancelar o plano de internet. "Os serviços passam a competir com os bens de consumo", acrescenta. (Valor Econômico)

 
 
 
Americanos estão cada vez mais interessados no bem-estar das vacas leiteiras, mostra pesquisa

Mais cidadãos estão ficando interessados no bem-estar das vacas de fazendas leiteiras, de acordo com um estudo recente. Os pesquisadores pediram para pouco menos de 500 americanos em dois grupos diferentes, uma vez em junho de 2014 e uma em janeiro de 2015, responderem à pergunta: "O que você considera como uma fazenda leiteira ideal e por que essas características são importantes para você?". Os resultados do estudo foram publicados no Journal of Dairy Science. "A maioria das razões fornecidas pelos participantes se referia a argumentos éticos sobre o tratamento dos animais", disse o relatório. "Nesse contexto, os participantes da pesquisa argumentaram que a produção de leite é eticamente aceitável somente se os animais forem bem tratados".

A maioria dos respondentes da pesquisa tinham pelo menos parte de educação superior, com a maioria representada pelo grupo etário entre 25 e 34 anos. A professora de bem-estar animal, Nina von Keyserlingk, da Universidade de British Columbia, no Canadá, e a professora Maria José Hötzel, da Universidade Federal de Santa Catarina, disseram que perder a confiança pública é uma área de "grande risco" para a indústria de lácteos. As duas pesquisadoras, que participaram da pesquisa, responderam que a imagem mais comum divulgada da indústria leiteira é de vacas no pasto, mas isso não reflete a realidade. Elas disseram que menos de 5% das vacas leiteiras em lactação estão em pastos nos Estados Unidos. Com isso, há um risco de a indústria perder a confiança do público à medida que esse se informa mais.

"As descobertas de nossa pesquisa indicam que os respondentes desejam um boa vida para as vacas leiteiras, mas eles também desejam uma fazenda leiteira moderna e eficiente, já que isso garante que o leite que bebem é seguro e abundante e que a fazenda lucrativa certamente terá formas de observar seus animais. Nós realmente vemos essa última parte como uma área potencial de oportunidade para a indústria de lácteos". Além disso, os respondentes da pesquisa disseram que querem que as vacas recebam menos antibióticos e medicamentos, e eles querem uma fazenda leiteira eficiente que seja capaz de produzir leite de alta qualidade. Com relação ao uso de antibióticos, elas disseram que houve uma "completa rejeição" dessas práticas para propostas de aumentar a produção de leite, mas as pessoas acreditam que as vacas leiteiras precisam ser tratadas de forma responsável quando necessário.

Uma distinção que von Keyserlingk fez é de que esses respondentes da pesquisa não são consumidores em si, mas cidadãos. Todos são consumidores quando vão à loja, mas as pessoas também podem oferecer opiniões quando são questionadas fora das lojas. "Em nossa pesquisa, claramente perguntamos às pessoas suas visões como cidadãos, não como consumidores. Se pensarmos sobre essas duas posições diferentes e seus papéis, acho que isso explica porque as pessoas frequentemente dizem uma coisa quando questionadas cara a cara (ou por telefone), mas agem de forma diferente quando estão nas lojas comprando seu alimento".

Embora von Keyserlingk tenha argumentado que as companhias agrícolas frequentemente argumentam que as práticas mudarão quando os consumidores estiverem dispostos a pagar mais, ela considera que essa é uma proposição arriscada, à medida que "está colocando a sustentabilidade de sua indústria nos ombros de pessoas não informadas". (As informações são do Dairy Reporter)

 
Fundopem
 O juiz Rogério Delatorre, da 7ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do RS, indeferiu pedido de liminar, feito em ação civil pública impetrada pelo Sindicato dos Engenheiros do RS (Senge) e Sindicato de Auditores Públicos Externos do Tribunal de Contas do RS, entre outros, que pretendiam ter acesso a dados sobre renúncias fiscais realizadas pelo Estado com base no Fundopem. Segundo o juiz, o sigilo fiscal é direito consagrado na legislação brasileira e, neste sentido, deve ser apurado se os acessos às informações devem ser públicos. Sob este prisma, afirma o magistrado, a questão não se mostra suficientemente amadurecida e segura, que possa conduzir ao provimento da liminar pretendida. (Correio do Povo)