Pular para o conteúdo

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 22 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.427


CNA aponta caminhos

Há muitos requisitos para que um pequeno empreendedor rural consiga concretizar negociações com o mercado externo. Por esta razão, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) decidiu colocar consultores para atender individualmente os interessados neste processo em cada Estado. No Rio Grande do Sul, o responsável por este trabalho é Arturo Muttoni, que, em parceria com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), vem orientando empreendimentos em áreas como fruticultura, mel, lácteos, erva-mate e noz-pecã. Muttoni reforça que o processo de exportação não é simples e há necessidade de paciência para atender critérios internacionais. Segundo ele, além das questões burocráticas – caso das inúmeras certificações sanitárias, diferentes para cada destino –, é imperativo um profundo comprometimento com a qualidade e a regularidade na produção, sob pena de fechar mercados ao invés de consolidá-los. “A produção dos empreendimentos não pode estar totalmente comprometida com o mercado nacional, deve haver capacidade para atender os pedidos e a possibilidade de ampliação, inclusive”, adverte.

O consultor explica que desde o início do Programa Agro.BR, em março do ano passado, foram feitas capacitações com os 70 empreendedores rurais gaúchos (a maioria pequenos) inscritos no programa.

Entre eles, 20 já participam das rodadas de negócios. Essas capacitações, que ocorrem para os inscritos de todo o país, envolvem conhecer as particularidades de cada mercado, a cultura das nações alvos e os hábitos de consumo. “Em razão da pandemia, a maioria dos eventos foi on-line, o que nos permitiu chegar a um público maior que o imaginado inicialmente”, diz Muttoni, ao observar que, mesmo estando instalado na federação gaúcha, atende os três estados da Região Sul.

Além dos treinamentos para entendimento do comércio internacional e das barreiras legais a serem vencidas, os participantes do Agro.BR contam com apoio mercadológico. “As empresas que já estão em fase mais adiantada no processo fornecem um portfólio de seus produtos em português, que é traduzido pelo programa para o inglês, o espanhol e o mandarim”, destaca Muttoni. Estes portfólios estarão expostos, a partir de abril, na vitrine do Agro.Br, site em fase de finalização e que tornará disponível para o mundo – como divulgação e não como marketplace – o que pequenos e médios agricultores brasileiros podem oferecer. O consultor acrescenta ainda que é um mito achar que, para conseguir exportar, o pequeno e o médio agricultores terão de lotar sozinhos um contêiner no Porto de Rio Grande. “O envio de cargas pode ser em contêineres compartilhados, via rodoviária para a América Latina ou mesmo por avião, em cargas menores ou para demonstração”, destaca.

O professor de Economia da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), Marcos Lélis, é categórico ao falar dos efeitos que a iniciativa da CNA pode ter sobre a economia nacional, melhorando a distribuição de riquezas e dando impulso para que os pequenos e médios empreendimento rurais cresçam. “Só fazendo é que esse segmento conseguirá entender o processo e evoluir”, afirma. Lélis acredita que os empreendimentos que atingirem o status de exportadores tendem a avançar e ganhar “musculatura” e eficiência, o que favorecerá também a qualificação de seus produtos para atender o mercado interno.

Cooperativas dão escala
De acordo com a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Ligia Dutra, o Programa Agro.BR contempla nacionalmente um número significativo de cooperativas, que facilitam o processo exportador, já que ampliam a capacidade produtiva e diluem custos. No Rio Grande Sul, entre as que participam do Agro.BR estão as cooperativas Apícola do Pampa Gaúcho (Cooapampa), de Apicultores de Ivoti (Cooapi) e Santa Clara, a mais antiga do Estado no segmento de leite e derivados, com mais de 100 anos.

O diretor administrativo e financeiro da Santa Clara e vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, considera a oportunidade dada pela CNA muito valiosa, pois leva o empreendimento do desejo de exportar para a “capacidade de fazer”. Guerra diz que a cooperativa tem participado de todas as capacitações oferecidas pelo Agro.Br, no sentido de aperfeiçoar seus processos e de estar pronta para quando tiver a chance de vender ao exterior. Não há ainda uma data para a primeira exportação, mas o foco da cooperativa é colocar no mundo seus queijos especiais.

“Ainda somos importadores de lácteos, mas as oportunidades estão surgindo”, observa o dirigente. Durante sua gestão na presidência do Sindilat, Guerra levantou a bandeira da qualificação do produto brasileiro para atender a demanda crescente de alguns países por lácteos, como é o caso da China. (Correio do Povo)


Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Oceania – Relatório 11 de 18/03/2021

A Austrália se aproxima do final do verão. Os preços da alimentação estão menores do que um ano atrás, o que pode ajudar na recomposição das margens dos produtores. Existe a percepção de que a produção de leite está em crescimento.

De julho de 2020 a janeiro de 2021 a produção de leite cresceu 0,7% na comparação com o mesmo período anterior (julho 2019-janeiro 2020), de acordo com a Dairy Australia. Em dezembro de 2020 a produção de leite foi de 846 milhões de litros, queda de 2% em relação a dezembro de 2019.

As exportações de lácteos da Austrália de julho de 2020 a janeiro de 2021 atingiram 167.048 toneladas, um aumento de 16,3% em relação a julho de 2019 – janeiro de 2020. Este segmento do mercado subiu rapidamente, impulsionado, particularmente pelas vendas para a China.

Uma entidade que representa a indústria de laticínios da Austrália lançou uma campanha publicitária para incentivar a população local a consumirem mais leite e desfrutar dos produtos lácteos australianos como forma de fortalecer a saúde, bem como apoiar a indústria nacional de laticínios.

Na Nova Zelândia fontes informam que a maior cooperativa de laticínios do país aumentou o pagamento do leite ao produtor passando para a faixa de NZ$ 7,30-NZ$ 7,90 por quilo de sólidos do leite, elevação de quarenta centavos, acompanhando o inesperado aumento do GlobalDairyTrade (GDT) semanas antes.

A mesma empresa informou que, no primeiro semestre do atual ano fiscal, os ganhos dos negócios com a China aumentaram em um terço, compensando as quedas nas operações na América do Norte e Europa.

A Nova Zelândia tem se esforçado para reduzir as emissões de carbono na indústria de laticínios.

Estudo recente classificou a Nova Zelândia como sendo o país mais eficiente na produção de leite com baixa emissão de carbono, entre os principais países produtores de leite. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

Aquisição de leite é a maior em duas décadas

No ano passado os laticínios brasileiros atingiram o maior volume de captação de leite da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que começou em 1997. Foram captados 25,5 bilhões de litros, aumento de 2,1%. Os números contabilizados levam em consideração o estabelecimentos com algum tipo de serviço de inspeção sanitária.

Os resultados positivos são observados em sequência desde 2017 e trata-se de um recorde para o acumulado anual. Em 2020, na comparação mensal, os únicos meses que apresentaram variações negativas em relação a 2019 foram junho (menos 34,9 milhões de litros) e maio (menos 25,9 milhões de litros). Por outro lado, a variação positiva mais significativa foi constatada em fevereiro (mais 129,9 milhões de litros).

O ano foi marcado por variações na demanda por produtos lácteos, influenciada pelas restrições impostas por conta do isolamento social e pela valorização do leite, acompanhada do aumento dos custos de produção do setor.

Houve aumento no volume captado em 14 das 26 Unidades da Federação participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. As variações positivas absolutas mais consideráveis ocorreram em Minas Gerais (mais 224,3 milhões de litros), Paraná (mais 172,5 milhões de litros), Santa Catarina (mais 123,7 milhões de litros), Bahia (mais 103,0 milhões de litros) e Sergipe (mais 63,3 milhões de litros). Em contrapartida, ocorreram quedas em 12 estados, sendo a mais expressiva verificada em Goiás (menos 136,6 milhões de litros). Minas Gerais manteve a liderança no ranking, com 25,5% de participação nacional, seguida pelo Paraná (13,6%) e Rio Grande do Sul (13,0%).

Em relação somente ao 4º trimestre de 2020, a aquisição de leite cru foi de 6,8 bilhões de litros, equivalente a aumentos de 1,1% em relação ao 4° trimestre de 2019, e de 4,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

O setor leiteiro é caracterizado por um comportamento cíclico, em que os 4º trimestres regularmente apresentam um pico de produção em relação aos trimestres anteriores, impulsionado pelo período de safra em algumas das principais bacias leiteiras do país. O mês de maior captação dentro do período foi dezembro, no qual foram contabilizados 2,3 bilhões de litros de leite. (Fonte: Agrolink)


Jogo Rápido

Empresas do setor lácteo estão entre as 100 maiores do agro pela Forbes

Anualmente, a Forbes publica uma lista das 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro. Sem dúvidas, em um ano marcado pela pandemia, o agronegócio foi um dos setores que não parou e seguiu garantindo o abastecimento do país. A lista tem base nas informações e demonstrativos financeiros das empresas, da agência Standard & Poor’s, da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da empresa de informações financeiras Economatica. São consideradas empresas que em 2019 tiveram faturamento de pelo menos R$ 1 bilhão. Neste ano a lista apontou, dentre as 100 maiores, 12 cooperativas e empresas do setor lácteo. Veja a classificação: 20 - Cooperativa Aurora; 21 - Cooperativa Vale; 29 - Cooperativa Comigo; 30 - Cooperativa Cocamar; 40 - Laticínios Bela Vista (Piracanjuba); 42 - Cooperativa Castrolanda; 46 - Cooperativa Frísia; 47 - Cooperativa Frimesa; 48 - Itambé Alimentos; 56 - Vigor Alimentos; 90 - Embaré Indústrias Alimentícias; 100 - Laticínios Jussara. ACESSE AQUI a lista completa das 100 maiores empresas do agronegócio pela Forbes. (Terra Viva)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 19 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.426


Auxílio emergencial, veja se você vai receber ou será excluído

Com a confirmação da volta do auxílio emergencial bem como das duas Medidas Provisórias que já foram assinadas pelo presidente Jair Bolsonaro e que autorizam os pagamentos do auxílio emergencial, diversos cidadãos estão na dúvida se vão ou não receber as novas parcelas.

A dúvida maior é devido as últimas notícias onde foi confirmado que a nova prorrogação do auxílio emergencial será destinada a um publico reduzido de beneficiários que receberam no ano passado.

A previsão do governo é pagar o benefício para 45,6 milhões de famílias, número este que sofre uma redução de mais de 22 milhões de beneficiários em comparação ao ano passado, onde o governo chegou a pagar o auxílio a 68 milhões de pessoas.

Para a nova prorrogação do auxílio emergencial a divisão ficou de beneficiários ficou:
28,6 milhões de pessoas que se cadastraram pelo aplicativo e site vão receber
10,7 milhões de inscritos do Bolsa Família vão receber as novas parcelas
6,3 milhões de cadastrados no CadÚnico terão acesso as novas parcelas
Soma esta que contabiliza o número de 45,6 milhões de famílias contempladas com as novas parcelas do auxílio emergencial. Além do governo ter realizado uma peneira nos beneficiários, para pagar o auxílio emergencial somente a quem faz jus ao recebimento.

A PEC Emergencial promulgada no Congresso no inicio da semana, estipulou os gastos com auxílio emergencial em R$ 44 bilhões, o que obriga o governo a reduzir o número de beneficiários, a título de comparação, no ano passado o governo chegou a desembolsar R$ 292,9 bilhões com o auxílio emergencial.

Novos repasses
De acordo com o informado por membros do governo, o primeiro grupo a receber o auxílio será de inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), e inscritos via aplicativo e site. Os pagamentos vão se iniciar ainda na primeira semana de abril, e seguirá um calendário escalonado, definido conforme a data de nascimento de cada beneficiário. Já inscritos do Bolsa Família começam a receber no dia 16 de abril, seguindo o cronograma tradicional do programa, que não terá alterações e também é definido conforme o último digito do Número de Identificação Social (NIS).

Regras e redução de beneficiários
Os cidadãos precisam se atentar as novas regras, a primeira delas é com relação a redução no número de famílias que vão receber o auxílio em 2021, que será de 45,6 milhões, como dito anteriormente.

Quem deve receber
Vai receber as novas parcelas do auxílio emergencial os trabalhadores informais com renda de até meio salário mínimo, ou seja (R$ 550), por pessoa ou renda familiar total de até três salários mínimos (R$ 3.300). Além disso também será necessário cumprir o critério de rendimento tributável máximo de R$ 28.559,70 em 2019 e de patrimônio máximo de R$ 300 mil.

Quem não vai receber
Pessoas que recebem benefício previdenciário, assistencial ou trabalhista, exceto Bolsa Família e abono salarial
Residentes médicos ou de outras áreas, beneficiários de bolsas de estudo e estagiários
Menores de 18 anos, exceto mães adolescentes
Presos em regime fechado
Pessoas residentes no exterior
Beneficiários do auxílio que não movimentaram valores da assistência em 2020 em sua conta digital Caixa ou que tiveram a assistência do ano passado cancelada

Como consigo o auxílio, posso me cadastrar?
Não! Não é possível se cadastrar, a nova rodada de pagamentos será destinada aos mesmos beneficiários que receberam o auxílio no ano passado, contudo, desde que se enquadrem nas regras do programa.

Limite familiar
A nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial permitirá que apenas uma pessoa por grupo familiar tenha acesso as parcelas do benefício. Vale lembrar que no ano passado o governo liberara o auxílio para até duas pessoas do mesmo lar. (Fonte: Jornal Comtábil)


Medida Emergencial nº 1039, de 18.3.2021, a qual institui o Auxílio Emergencial 2021

Do texto da MP, destacamos trechos dos artigos 1º e 2º:

Art. 1º Fica instituído o Auxílio Emergencial 2021, a ser pago em quatro parcelas mensais, a partir da data de publicação desta Medida Provisória, no valor de R$ 250,00 (...)

§ 1º As parcelas do Auxílio Emergencial 2021 serão pagas independentemente de requerimento, desde que o beneficiário atenda aos requisitos estabelecidos nesta Medida Provisória.

§ 2º O Auxílio Emergencial 2021 não será devido ao trabalhador beneficiário indicado no caput que:

I - tenha vínculo de emprego formal ativo;

II - esteja recebendo recursos financeiros provenientes de benefício previdenciário, assistencial
ou trabalhista ou de programa de transferência de renda federal, ressalvados o abono-salarial (...)

III - aufira renda familiar mensal per capita acima de meio salário-mínimo;

IV - seja membro de família que aufira renda mensal total acima de três salários mínimos;

(...)

VI - no ano de 2019, tenha recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 ;

VII - tinha, em 31 de dezembro de 2019, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive a terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais);

VIII - no ano de 2019, tenha recebido rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);

IX - tenha sido incluído, no ano de 2019, como dependente de declarante do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física enquadrado nas hipóteses previstas nos incisos VI, VII ou VIII, na condição de:

a) cônjuge;

b) companheiro com o qual o contribuinte tenha filho ou com o qual conviva há mais de cinco anos; ou

c) filho ou enteado:

1. com menos de vinte e um anos de idade; ou

2. com menos de vinte e quatro anos de idade que esteja matriculado em estabelecimento de ensino superior ou de ensino técnico de nível médio;

(...)

XI - tenha menos de dezoito anos de idade, exceto no caso de mães adolescentes;

(...)

XIV - não tenha movimentado os valores relativos ao auxílio emergencial de que trata o art. 2º da Lei nº 13.982, de 2020, (...)

XV - seja estagiário, residente médico ou residente multiprofissional, beneficiário de bolsa de estudo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes, de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq ou de outras bolsas de estudo concedidas por órgão público municipal, estadual, distrital ou federal.

Art. 2º O recebimento do Auxílio Emergencial 2021 está limitado a um beneficiário por família.

§ 1º A mulher provedora de família monoparental receberá, mensalmente, R$ 375,00 (trezentos e setenta e cinco reais) a título do Auxílio Emergencial 2021.

§ 2º Na hipótese de família unipessoal, o valor do benefício será de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) mensais.

CLIQUE AQUI para acessar a íntegra da MP. (Fonte: Imprensa Nacional)

Apesar da queda no último leilão do GDT, os preços internacionais continuam bastante elevados

O leilão Global Dairy Trade (GDT), de 02 de março, registrou aumento de 15% nas cotações dos lácteos, sendo a maior alta desde setembro de 2015. Já no leilão do dia 16 de março, houve uma pequena correção nos preços, com queda de 3,8%. Apesar disso, os preços continuam elevados com destaque para o leite em pó integral, cotado a US$4.083/tonelada.

No mercado brasileiro, apesar do apesar do agravamento da Covid-19, existem fatores altistas para o preço do leite nos próximos meses, além desta valorização do preço internacional.

Veja essa análise na Nota de Conjuntura de março do Centro de Inteligência do Leite disponível CLICANDO AQUI. (Boletim CILeite)

 

Anuário traz dados sobre conformidade de produtos de origem animal

Análises técnicas de produtos de origem animal, realizadas por diversos programas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mostraram a conformidade da maioria dos produtos fiscalizados. Os dados estão no Anuário dos Programas de Controle de Alimentos de Origem Animal 2020, que traz as informações dos resultados das análises realizadas ao longo do ano de 2019, decorrentes da coleta de amostras de produtos de origem animal.

Acesse AQUI o Anuário dos Programas de Controle de Alimentos de Origem Animal 2020.

Os dados foram compilados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa). Por exemplo, para o Programa de Avaliação de Conformidade de Produtos de Origem Animal Comestíveis (PACPOA), foram analisadas 8.222 amostras de produtos de origem animal, alcançando o índice de conformidade 85,87%. No Programa Nacional de Controle de Patógenos (PNCP), as análises microbiológicas de Listeria monocytogenes (microrganismo nocivo à saúde humana) atingiram a conformidade de 99,04% em produtos de origem animal prontos para o consumo.

As análises realizadas também atendem outros programas como o do controle de resíduos e contaminantes (PNCRC), além de regime de alerta de importação (RAI) e das ações de combate à fraude.

“O anuário permite informar a toda sociedade civil, desde os consumidores à comunidade científica, incluindo produtores e o setor fiscalizado, bem como as autoridades sanitárias dos países que importam os produtos brasileiros, a situação da inocuidade dos produtos de origem animal no Brasil, com a indicação da prevalência nacional de patógenos, seu índice de conformidade físico-químico e microbiológico e o monitoramento do controle de resíduos e contaminantes em toda a cadeia”, destaca a diretora do Dipoa, Ana Lúcia Viana.

Em 2019, a área de produtos destinados a Alimentação Animal passou a fazer parte das atribuições do Dipoa, e com isso, esta é a primeira vez que o anuário apresenta a verificação oficial de dioxinas em produtos para alimentação animal e a verificação oficial de ingredientes de origem animal na alimentação de ruminantes.

Segundo Ana Lúcia, “as informações permitem ao MAPA desenvolver e implementar políticas públicas, tomar decisões e aperfeiçoar o processo de regulamentação com maior transparência e segurança para a sociedade”.

O Anuário dos Programas de Controle de Alimentos de Origem Animal é resultado do trabalho realizado por servidores públicos que atuam no Serviço de Inspeção Federal (SIF), na área de produtos destinados à Alimentação Animal, na Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e nos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA), vinculados à Secretaria de Defesa Agropecuária do MAPA. (Fonte: MAPA)


Jogo Rápido

Produção de leite inspecionado cresce 2,1% em 2020 e atinge recorde histórico

O IBGE divulgou nesta quinta-feira (18/03), os dados consolidados da produção de leite inspecionada no último ano. Em 2020, o volume de leite adquirido pelos laticínios cresceu 2,1% atingindo a marca de 25,5 bilhões de litros. Dentre as regiões, Sul, Nordeste e Sudeste apresentaram incrementos de produção. Já dentre os Estados, Minas Gerais registrou o maior aumento absoluto na oferta de leite. Veja esses dados com detalhes na edição especial do Boletim Indicadores Leite e Derivados do Centro de Inteligência do Leite disponível CLICANDO AQUI. (Boletim CILeite)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 18 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.425


Uruguai: preocupação cresce com o número de produtores de leite reduzindo

Se o que o Uruguai precisa é de mais leite, é imprescindível deter o fechamento de fazendas leiteiras e impedir a migração de jovens para as cidades, além de promover políticas de Estado de acesso a mercados, capitais, acesso à terra para os jovens e treinamento contínuo em excelentes práticas.

“Os laticínios uruguaios se destacam no mundo e no mercado interno pela qualidade. Do leite a qualquer uma das elaborações feitas a partir dele, seja para consumo interno ou para exportação, todos alcançam um grau de destaque que nos posiciona e prestigia no mundo. Além disso, a produção de leite é uma atividade estratégica que introduz tecnologia no meio rural, mantém as famílias no campo evitando a migração para a cidade e é uma excelente ferramenta no combate à pobreza rural. A grande maioria das fazendas leiteiras em nosso país é familiar, então um dos grandes desafios é manter os jovens no setor, mas para isso é preciso criar as condições adequadas”, disse o secretário executivo da Câmara da Indústria do Leite do Uruguai (CILU), Ariel Londinsky.

A Conaprole adquire mais de 70% do leite produzido no Uruguai, os 30% restantes são distribuídos em mais de 40 empresas de diversos portes, em geral, médias e pequenas, e a solução não é disputar remetentes entre as empresas, mas desenvolver Políticas de Estado que evitem o fechamento das fazendas leiteiras e ajudem a mudança geracional para alcançar uma maior produção. Este é um setor que "sempre se sente desafiado por diversas situações" e "manter o ritmo e o crescimento da produção é um dos temas permanentes", disse.

Ele explicou que “um dos maiores desafios do setor lácteo é motivar o produtor e, principalmente, colocar todos os esforços para não perder mais produtores, e não é só uma questão de preços. Além do leite produzido poder crescer, o número de produtores está diminuindo, e isso é um desafio crítico e estratégico para o país ”.

Para entender o que está acontecendo, Londinsky disse que “a rentabilidade deve ser analisada, o que obviamente é importante”, mas “há outros fatores que devem ser analisados, como a “motivação”, principalmente em relação aos “jovens porque se não dermos eles têm boas condições de estudo, acesso à internet, boa mobilidade, acesso a tudo o que precisam o lógico é que vão acabar saindo da produção e assim que tomarem essa decisão não vão voltar”. Para algo “a idade média dos produtores de leite no Uruguai é alta, mais de 50 anos, não muda e a tendência é que haja cada vez menos produtores”.

Isso leva à “disponibilidade de leite para toda a indústria, independentemente do tamanho. Se o número e a variedade de produtores forem reduzidos, o leque de possibilidades para aumentar a produção é reduzido. Estamos diante de uma questão crítica para os próximos 5 ou 10 anos de país”, enfatizou.

Então, se quisermos ter mais leite para chegar e atender a demanda de todas as indústrias instaladas no país, “a primeira coisa é evitar a perda de produtores, porque isso nos leva a perder a produção de leite”.

“A segunda é como fazer os produtores crescerem na produção”. Para responder a isso, é preciso entender que “a produção de leite é um negócio de margem, o produtor tem que ver quanto lhe paga pelo leite, mas também quanto custa para produzi-lo, e essa margem é o que dará lucro. Às vezes, o preço do leite está em um ponto aceitável, mas os custos são muito altos e a margem é muito limitada. Embora seja uma questão de múltiplos focos, uma parte importante da solução é baixar custos para motivar uma maior produção, pois se a margem que cada litro me deixa for maior, fica mais fácil investir para produzir mais volume e crescer. Se os custos forem altos, será difícil chegar a esses investimentos”.

“Como setor de exportação, somos tomadores de preço, então o valor internacional do leite é rapidamente transmitido para dentro, portanto, possivelmente, possamos gerenciar melhor o outro lado da moeda, ou seja, os custos.”

Em relação a como aumentar o número de produtores, Londinsky apontou a necessidade de gerar “uma política de Estado” que aponte esse objetivo com uma perspectiva de médio e longo prazo. “É fundamental que haja um trabalho de aproximação, de busca de novos produtores, principalmente motivando os jovens que ainda estão nas fazendas leiteiras a ficarem e poderem empreender, e nessa tarefa há vários pontos a se considerar como acesso a capital, acesso à terra, treinamento ”, entre outros.

A informalidade preocupa seriamente

A produção primária de leite do Uruguai, assim como os produtos processados que saem das fábricas “têm uma qualidade superior”, o que é essencial para um país como o nosso que, “como os demais itens, deve buscar uma qualidade de excelência”.

“Nossas indústrias atendem aos mais altos padrões mundiais, o sistema de atendimento às melhores práticas da indústria de laticínios é de primeira classe e isso fica claro para nós porque um erro que cometemos no mundo é conhecido imediatamente”.

No entanto, embora “toda a indústria de laticínios controle e cumpra os padrões exigidos”, ele alertou para dois problemas que são particularmente preocupantes pela falta de controle: o contrabando e a informalidade.

Sobre o primeiro, disse que “ocorre principalmente na fronteira seca com o Brasil” contornando os controles sobre a produção desses produtos; e a segunda refere-se à comercialização de leite e produtos industrializados que “não passam pelos canais formais”.

“É uma preocupação muito grande, estamos falando de requeijão, alguns queijos, manteiga e doces de leite”, frisou.

Esclareceu ainda que a produção de queijos artesanais, que em muitos casos é de muito boa qualidade e se processa de acordo com as exigências sanitárias e produtivas, não se confunde com a informal. A informalidade carece de todo controle, enquanto o queijeiro artesanal formal atende aos requisitos necessários, porém não há menos que uma quantidade de litros de leite que se move na informalidade.

A situação regional

O representante do CILU disse que existem realidades “muito diversas” na região, com “a Argentina estagnada na produção como o Chile, enquanto o Brasil tem crescido muito”.

Cada país tem suas peculiaridades com diferentes sistemas de produção que não permitem comparações diretas. O que é um fenômeno regional e global é a perda de produtores, mas “não só para o setor lácteo, mas para toda a produção rural. É uma tendência mundial”, garantiu.

A vantagem do Uruguai é que, por ser um país pequeno, pode aplicar políticas públicas e alcançar resultados rapidamente.

Para produzir mais leite, “novas unidades produtivas devem ser formadas e os jovens são estimulados a fazê-lo” de tal forma que “quando há novos investimentos no setor a produção também é estimulada, não basta colocar as máquinas, é preciso gerar a bacia e os mecanismos de adesão de novos produtores, é isso que nos fará crescer”, e que devem ser “diferentes atores: o Instituto de Colonização, as associações, o setor educacional (Universidade, Utec, UTU ), entre outros.” (As informações são do Portal Lechero)


SP: governo zera impostos sobre o leite pasteurizado

João Doria, Governador do Estado de São Paulo, assinou ontem (17/03), o Decreto que revoga o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o leite pasteurizado em todo o Estado, beneficiando os produtores de leite e consumidores.

A decisão de zerar o ICMS do leite pasteurizado faz parte de um conjunto de medidas de auxílio fiscal anunciadas pelo governo, com o intuito de minimizar os efeitos da crise econômica devido à pandemia da Covid-19, principalmente em micro e pequenos comércios do Estado de São Paulo.

As ações tomadas pelo governo serão publicadas hoje (18/03) no Diário Oficial e passarão a valer oficialmente partir de 1.º de abril e terão caráter permanente. Para o setor lácteo, a revogação do ICMS marca a conquista de uma luta da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite).

A Abraleite defendia que a produção de leite e comercialização local não competiria com as importações de leite provenientes de outros Estados do Brasil. Dessa forma, segundo a Associação, o imposto sobre o leite pasteurizado em São Paulo resultava na redução competitiva dos produtores do Estado. (As informações são da Abraleite, adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Ingredientes lácteos: novos caminhos para a rentabilidade na indústria

Boa parte dos derivados lácteos vendidos no mercado brasileiro tem comportamento de commodity, isto é, produtos padronizados, com pouca (ou nenhuma) diferenciação e como o preço como principal driver de venda (pelos laticínios) e compra (pelo consumidor final).

Um exemplo clássico é a muçarela, queijo que representa cerca de 30% do volume total do mercado de queijos e que, em algumas de suas apresentações (por exemplo, no formato de peças de 3,5kg) tem comportamento de commodity e margens de lucratividade descendentes nos últimos anos (observe a evolução das margens da muçarela no gráfico 1).

Gráfico 1. Evolução das margens aparentes da muçarela – R$/kg.

Num cenário de margens como o que mostra o gráfico 1, a indústria começa a “dar seus pulos” e buscar alternativas de desenvolvimento de produto e apresentação ao consumidor final que consigam diferenciá-lo na gôndola do supermercado e, esta forma, proteger e, se possível aumentar, suas margens de lucro. No caso da muçarela, temos visto cada vez mais forte a apresentação do produto na gôndola vendido já fatiado e pronto para o consumo.

No caso de outros queijos e até mesmo outras linhas de produto — como bebidas lácteas fortificadas, com alto teor proteico ou, até mesmo, para mercados específicos, como o público fitness (a chamada linha sports nutrition) temos visto o crescimento do uso de ingredientes como o WPC (Whey Protein Concentrate – Proteína Concentrada do Soro), o MPC (Milk Protein Concentrate – Proteína Concentrada do Leite), os Permeados e outros produtos, usados em novos desenvolvimentos ou mesmo em produtos commoditizados, buscando redução de custo. (Fonte: MilkPoint Mercado)


Jogo Rápido

Agro gerou 32,9 mil vagas de trabalho em janeiro

O setor agropecuário manteve o ritmo de crescimento na geração de empregos observado em 2020 e criou 32,9 mil vagas em janeiro, o dobro dos 16,4 mil postos de trabalho formais abertos no mesmo mês de 2020. O setor agropecuário foi responsável por 12,7% de todas as vagas abertas no período (260,3 mil), de acordo com um comunicado técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “É o setor que mais aumentou seu estoque de trabalhadores, em 2,05%”, diz a entidade.As atividades que mais contribuíram para o resultado foram as frutas de lavoura permanente, exceto laranja, com 12.960 postos, seguidas pela soja (9.194), criação de bovinos (3.096) e florestas plantadas (1.022). Completam a lista o café (+895) e o cultivo de uva (+796). As regiões Sudeste e Sul concentraram a geração de novas vagas na agropecuária. O Estado que lidera o ranking é São Paulo - o agro respondeu por 23% de todos os empregos formais criados em janeiro no Estado. Apenas o Nordeste não registrou a criação de postos de trabalho no setor no primeiro mês de 2021. Na região, o saldo foi negativo, com fechamento de 1,2 mil vagas. (As informações são do Valor Econômico)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 17 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.424


Congresso promulga emenda constitucional que garante volta do auxílio emergencial

A sessão solene de promulgação da PEC 186/19 foi conduzida pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). A PEC Emergencial foi aprovada na semana passada, após três dias de debates e votações.

Pelo texto promulgado, o governo poderá reservar, em 2021, até R$ 44 bilhões do Orçamento para pagar o auxílio. O valor ficará fora da regra do teto de gastos e das restrições para endividamento (regra de ouro), além de não contar para a meta de superávit primário do ano. Sem essa flexibilização, proposta pelo Congresso, o governo não teria como dar o benefício.

A emenda não traz valor do benefício. Isso ficará a cargo do governo, que informou que será de R$ 175 a R$ 375 por quatro meses.

O auxílio emergencial foi criado pelo Congresso Nacional (Lei 13.982/20). O projeto que deu origem ao debate é do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG). Em 2020 foram concedidas nove parcelas (cinco de R$ 600 e quatro de R$ 300). (Fonte: Agência Câmara de Notícias, adaptado pelo Sindilat)


CNA realiza seminário sobre oportunidades para o setor de lácteos nos EUA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) realiza, na próxima sexta (19), às 10h, um webinar para discutir as oportunidades para o setor de lácteos nos Estados Unidos.

O evento faz parte das ações do Agro.BR, projeto voltado para a internacionalização do agro brasileiro. A iniciativa auxilia empresários do setor, viabilizando negócios internacionais para aumentar a presença de pequenos e médios produtores no comércio exterior, além de diversificar a pauta de exportação brasileira.

A programação contará com a participação do adido agrícola em Washington, Filipe Lopes, da coordenadora de Promoção Comercial da CNA, Camila Sande, do analista técnico econômico da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Fernando Pinheiro, e do diretor executivo da Viva Lácteos, Gustavo Beduschi.

Segundo a coordenadora de Promoção Comercial da CNA, Camila Sande, o setor de lácteos tem um grande potencial exportador e os Estados Unidos são um mercado estratégico.

“Precisamos trabalhar muito na nossa oferta e na qualificação dos produtos brasileiros para o gosto do consumidor internacional. Os EUA são muito competitivos, então é necessário trabalhar os produtos diferenciados que o Brasil tem para atingir ainda mais esse mercado”.

O webinar é direcionado aos produtores rurais inscritos no Projeto Agro.BR. As vagas são limitadas. Para se inscrever, acesse: http://conteudo.agrobr.org.br/webinar_lacteos_EUA. (Fonte: CNA - CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL)

Consumidor segura os gastos com avanço da pandemia

O consumidor brasileiro está com medo de perder o emprego, pouco propenso a consumir e preocupado com o futuro da economia. É o que aponta o Índice Nacional de Confiança (INC) de fevereiro realizado para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pela startup de tecnologia Behup.

O indicador registrou 81 pontos em fevereiro e ficou praticamente estável em relação a janeiro. A análise sinaliza queda de um ponto no nível de confiança pelas incertezas decorrentes da pandemia de covid-19.

Em maio e junho do ano passado, período de maior distanciamento social, o índice registrou 77 pontos. Nos meses seguintes houve crescimento, até que em outubro chegou a 87.

O indicador varia de zero a 200 pontos, sendo que resultados acima de 100 pontos configuram otimismo, enquanto abaixo dessa linha mostram pessimismo do consumidor.

As quedas voltaram desde novembro/2020 (86, 84, 82 e 81 respectivamente), coincidindo com o crescimento do número de infectados pela covid-19. E em março a percepção do consumidor tende a piorar por causa do agravamento da pandemia no Brasil.

“À medida que a pandemia se agrava, os índices de confiança tendem a cair, justamente por causa da expectativa de queda na renda e no emprego”, diz Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial de São Paulo.

Atualmente, 48% dos entrevistados consideram suas condições financeiras atuais muito ruins e somente 28% acham que estão numa situação boa.

Além disso, 36% das pessoas não se sentem seguras em seus empregos e nos de seus familiares, se comparada com a situação de seis meses atrás. Preocupa o fato de 62% das pessoas que foram ouvidas conhecerem alguém que ficou desempregado por causa da economia nos últimos seis meses.

Este número está quase igual ao do ápice do distanciamento social que ocorreu em maio e junho. Na ocasião, 65% tinham tomado conhecimento de pessoas que perderam o emprego, enquanto 61% acreditam no aumento do desemprego.

Pesquisadores da Behup ouviram 1.500 brasileiros em todas as regiões do país.

Freio no Consumo

Sobre consumo, somente 27% dos entrevistados se sentem neste momento mais seguros para comprar bens de grande valor – como um carro ou uma casa – ou médio valor, como geladeira ou fogão.

“Não há confiança para consumir porque a economia não vai bem sem auxílio emergencial – que ajuda a impulsionar as compras – e por conta do aumento do desemprego causado pela pandemia”, afirmou Ruiz de Gamboa.

Em relação ao futuro do país, 23% disseram estar pessimistas e 19% revoltados, enquanto 26% afirmaram que se sentem otimistas. (Fonte: Diário do Comércio/Imagem: Thinkstock)


Jogo Rápido

PEC Emergencial (PEC 186/19
O Congresso Nacional promulgou na segunda-feira, dia 15/03, a PEC Emergencial (PEC 186/19), que permite ao governo federal pagar, em 2021, um novo auxílio emergencial para a população vulnerável afetada pela pandemia. O texto foi transformado na Emenda Constitucional 109. . (Fonte: Agência Câmara de Notícias)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 16 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.423


Importação de leite perdeu força nos últimos meses

Alvo de reclamação dos produtores de leite, a importação de lácteos perdeu força nos últimos meses como consequência da elevação da taxa de câmbio. Segundo dados do Ministério da Economia compilados pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), o volume total de importações feitas pelo Brasil caiu de 22 mil toneladas em dezembro de 2020 para 14,6 mil toneladas em fevereiro deste ano. O cálculo inclui a importação de leite em pó integral, leite em pó desnatado, iogurtes, soro de leite em pó, manteiga e queijo.

“As importações ocorrem muito mais por uma oportunidade de diminuição de custos, não porque tenham qualidade superior”, justifica o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Para março é aguardada uma nova queda das importações, já que, além do dólar alto, há a valorização expressiva do produto nos leilões da plataforma Global Dairy Trade (GDT). O dirigente ressalta ainda que os impactos dos preços do milho e do farelo de soja, utilizados na alimentação animal, começam a ser sentidos em todo o mundo, de modo que produzir lácteos a um custo baixo torna-se cada vez mais difícil. “Esse reajuste de preços provavelmente consiga reverter um quadro que o Brasil vinha enfrentando muito forte de concorrência com as importações no mercado interno”, analisa.

Em 2020, o pico das importações foi percebido entre outubro e dezembro. No período, registrou-se a elevação das aquisições de leite em pó desnatado e leite em pó integral, principalmente. A maior parte do leite importado pelo Brasil nos dois primeiros meses deste ano veio da Argentina (49,3%) e Uruguai (40,2%). Paraguai, Estados Unidos, Nova Zelândia e França também realizaram embarques para o território brasileiro. (Correio do Povo)


GDT 16/03/2021

(Fonte: GDT)

Ministério confirma VBP da agropecuária de R$ 1 trilhão

 
A manutenção do cenário positivo para produção e preços nas principais cadeias produtivas levou o Ministério da Agricultura a realizar um leve ajuste para cima em sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) da agropecuária brasileira em 2021. A Pasta confirmou que o VBP do campo (“da porteira para dentro”) deverá alcançar mesmo o patamar de R$ 1 trilhão, 12% a mais que o recorde de 2020.

Para o VBP das 21 lavouras que compõem o levantamento, a projeção subiu de R$ 668,4 milhões para R$ 708,3 milhões em 2021, um aumento de 15,4% ante 2020 (R$ 613,6 bilhões, 22,2% mais que em 2019). Com colheita recorde e preços nas alturas, a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, deverá alcançar um VBP de R$ 335,1 bilhões neste ano, 30,1% acima do valor de 2020.

Para o conjunto das cinco principais cadeias da pecuária, o ministério elevou sua projeção para o VBP neste ano para R$ 323,9 bilhões, com incremento de 5,1% em relação a 2020 (R$ 307,3 bilhões, 7,9% mais que em 2020). O segmento é puxado pelos bovinos, cujo VBP deverá atingir R$ 147,8 bilhões este ano, 10,7% acima de 2020. Para o frango, a previsão é de alta de 2,4%, para R$ 84,6 bilhões, e para os suínos o montante calculado passou a ser de R$ 28 bilhões, 2,6% menor. (Valor Econômico)


Jogo Rápido

Tempo seco e pancadas isoladas de chuva são previstos para os próximos dias
Os próximos sete dias deverão ter baixos volumes de chuva na maior parte do Rio Grande do Sul, conforme aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 10/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e o Irga. Entre a terça (16) e quarta-feira (17), o deslocamento de uma frente fria deverá provocar chuva em todo o Estado, com chance de temporais isolados. Os volumes previstos deverão oscilar entre 10 e 20 mm na maior parte do território gaúcho. Somente na Fronteira Oeste e na Serra do Nordeste os totais deverão variar entre 20 e 35 mm. O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, milho, olerícolas, banana, caqui, uva, maçã, oliveiras, fumo e arroz. O documento completo pode ser consultado em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (Fonte: SEAPDR)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 15 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.422


Associação para industrialização do leite é exemplo clássico no RS

Um dos exemplos clássicos de intercooperação ocorre no setor leiteiro do Rio Grande do Sul. A Cooperativa Central Gaúcha (CCGL), com sede em Cruz Alta, surgiu em 1976 a partir da necessidade de 18 cooperativas de industrializar seu leite para aumentar a receita. “Não havia como cada cooperativa investir no processamento sozinha; era mais racional fazer um investimento coletivo”, argumenta Gelson Melo de Lima, superintendente de Produção Agropecuária da Cotrijal, de Não-Me-Toque, que é uma das associadas.

Dos 1.280 funcionários da CCGL, 600 trabalham na unidade de laticínios. Eles são responsáveis por recepcionar os caminhões da organização e de empresas terceirizadas que coletam 1,5 milhão de litros por dia nas propriedades e pelo processamento do leite na unidade. Do volume que chega à unidade industrial, em Cruz Alta, 90% é transformado em leite em pó, 9% em creme de leite e 1% em achocolatados e leite UHT, que são vendidos com a marca CCGL. Cerca de 87% desse leite em pó é comercializado para grandes redes de supermercados do Norte e Nordeste, com entrega via cabotagem ou caminhão de terceirizados. “Transportar via navegação é viável em mercados assim, já que a maior densidade populacional está no litoral”, esclarece o diretor superintendente da CCGL, Guillermo Dawson.

A CCGL compra o leite de 21 cooperativas, localizadas majoritariamente na metade Norte do Estado, pelo valor de mercado, e vende os produtos, retendo uma parcela do lucro e distribuindo o restante às associadas e seus cooperados. A receita total da CCGL em 2020 foi de R$ 1,4 bilhões, com 81% dela vinda da área de laticínios.

Associado à Cotrijal há nove anos, Ezequiel Alan Weber entende que a participação em empreendimento cooperativo trouxe inúmeros benefícios à sua propriedade, localizada em Coqueiros do Sul, onde produz soja, milho, trigo e leite. “Além do retorno financeiro, nós recebemos uma série de descontos em produtos utilizados para a produção, adquiridos junto à Cotrijal”, justifica. Para ele, “diferentemente de outras empresas do setor, uma cooperativa se preocupa com o real desenvolvimento e crescimento dos seus cooperados”. Ao todo, a Cotrijal possui 7 mil cooperados das regiões do Alto Jacuí, Planalto Médio Gaúcho e parte da região Norte do Estado, que produzem leite e grãos, e 1.900 funcionários. (Correio do Povo)


USDA: previsão de baixa na produção de leite e alta nos preços de commodities

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) baixou a previsão de produção de leite para 2021 para 103 bilhões de quilos, queda de 45,35 milhões de quilos em relação ao mês passado, em seu último relatório de Estimativas de Oferta e Demanda Agrícola Mundial divulgado esta semana.

A previsão de importação com base na gordura para 2021 foi reduzida devido às importações mais baixas de gordura da manteiga; as exportações de base gordurosa aumentaram à medida que os embarques mais elevados de gordura de manteiga mais do que compensaram as previsões de exportações de queijo, disse o USDA.

Em uma base de sólidos desnatados, a previsão de importação permanece inalterada devido às mudanças compensatórias nas importações de uma série de produtos lácteos. A previsão de exportação de sólidos desnatados foi reduzida, refletindo as expectativas de menores embarques de lactose que são parcialmente compensados por maiores exportações de leite em pó desnatado.

A previsão do preço anual do queijo está inalterada em relação ao mês passado em US $ 3,736 por quilo, já que os preços mais fracos na primeira parte de 2021 são compensados pela melhora na demanda no final do ano, disse o USDA.

As previsões de preços de manteiga, leite em pó desnatado e soro de leite aumentaram em relação ao mês passado, com melhorias esperadas na demanda doméstica e de exportação. O USDA agora prevê que a manteiga fique em uma média de US $ 3,56 por quilo, leite em pó desnatado em US $ 2,51 por quilo e soro de leite seco US$ 1,10 por quilo.

Esses preços mais altos de produtos são refletidos em previsões de preços mais altos do leite Classe III e Classe IV para 2021. A Classe III agora está prevista em uma média de US$ 36,92 por 100 quilos e a Classe IV de US$ 31,85 por 100 quilos. A previsão de todo o preço do leite para 2021 foi elevada para US $ 39,13 por 100 quilos no relatório deste mês. (As informações são do Cheese Market News, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Uruguai – As exportações de lácteos cresceram 10%

No primeiro bimestre do ano, as exportações de lácteos subiram 10%, totalizando US$ 105,3 milhões O principal produto vendido foi o leite em pó integral (WMP).

Segundo o último relatório do Instituto Nacional do Leite (Inale), as exportações acumuladas até fevereiro superaram em 10% as do primeiro bimestre de 2020. O que resultou em maior faturamento foi o WMP e a manteiga (com maiores vendas, apesar de preços piores) compensando a queda do queijo e leite em pó desnatado (SMP).

O WMP registrou US$ 70,7 milhões em divisas. Em seguida vieram os queijos com US$ 15,2 milhões, a manteiga, US$ 6,8 milhões e o SMP US$ 5,4 milhões.

Quanto aos volumes, o WMP representou 22.600 toneladas, os queijos 3.900 toneladas, o SMP e a manteiga foram responsáveis por 1.900 cada um. (Fonte: TodoElCampo - Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Jogo Rápido

Supermercados registram a 1ª deflação após um ano de alta

Após um ano de alta, o setor supermercadista conseguiu registrar uma deflação nos preços. A queda apontada pelo Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela APAS/FIPE, foi de 0,5% em fevereiro. E segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), o principal motivo foi a ausência do Carnaval e a espera do consumidor por novos auxílios, além do aumento dos casos de Covid-19, que demandou os ajustes dos preços em toda a cadeia produtiva. Em fevereiro de 2021, as exportações suínas tiveram queda de 18% em relação ao mesmo período de 2020, e consequentemente o preço no mercado interno caiu pelo terceiro mês seguido (2,49%). Além disso, os preços das aves caíram 2,29%, após uma sequência de sete meses em alta. (Super Varejo)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 12 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.421


Estados entram em consenso e renovação do Convênio 100 é aprovada no Confaz

O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) aprovou nesta sexta-feira (12), na 332ª Reunião Extraordinária, a renovação de diversos convênios de isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nos estados. Entre os convênios renovados está o CV ICMS 100/97, que reduz a base de cálculo do ICMS nas saídas de insumos agropecuários comercializados entre os estados.

O Convênio 100 é importante porque impacta diretamente no mercado de insumos agrícolas e no setor agropecuário do país como um todo. A renovação foi aprovada por unanimidade, por quatro anos, até 2025, com uniformização da alíquota em 4% para fertilizantes, evitando o tratamento diferenciado que vinha sendo dado ao produto importado. A transição ocorrerá à base de 1 ponto percentual ao ano, a partir de 2022, totalizando os 4% em 2025, ficando uniforme com as internas e interestaduais. As alíquotas sobre defensivos e demais insumos permanecem inalteradas.

A renovação do convênio ocorre após amplo debate entre os estados e diálogo com entidades do setor agropecuário, e envolve uma meta de crescimento de 35% da produção da indústria nacional de fertilizantes até 2025. O referido convênio vinha sendo renovado ano a ano sem alteração. Em outubro de 2020, foi formado um grupo de trabalho no âmbito do Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal) para estudar o assunto e elaborar uma proposta definitiva de alteração do convênio.

O grupo foi formado pelos estados do Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. O objetivo era conciliar todas as expectativas e interesses dos estados para que se estabelecesse um novo marco tributário nacional com potencial suficiente para estimular investimentos significativos da indústria nacional de insumos agrícolas. O estudo do grupo serviu de base para que os 26 estados e o Distrito Federal chegassem ao consenso quanto à renovação do convênio. (Fonte: Comsefaz)


Preço do leite em pó dispara no mercado internacional

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção mundial de leite cresceu 1,5% em 2020, comparada ao ano anterior, mesmo diante de um cenário pandêmico, que afetou a produção e consumo de alimentos no mundo todo. O volume produzido foi de 642,4 bilhões de litros.

Na maior exportadora de produtos lácteos, a Nova Zelândia, a produção de leite foi de 22 bilhões de litros no ano passado, um crescimento de 0,4% frente a 2019, correspondendo a 3,4% da produção mundial.

Em 2020, foram exportados pelo país 2,9 bilhões de equivalente litro de leite na forma de leite em pó, manteiga, leite fluido e queijos, queda de 3,9% comparado ao ano anterior.

Apesar da queda das exportações neozelandesas, as importações mundiais tiveram incremento de 30,5% em 2020. Para suprir a demanda, tiveram destaque a União Europeia, a Argentina, a Austrália e os Estados Unidos, principais fornecedores leite em pó em 2020.

As restrições de funcionamento de comércio e food service em função da pandemia mudaram a dinâmica de consumo e, consequentemente, as refeições domésticas aumentaram, o que levou a um incremento mundial na demanda por lácteos, em 2,1% no ano passado.

Nesse cenário, a China, maior importadora de lácteos, aumentou em 28,7% suas importações em 2020, comparado ao ano anterior, num total de 690 mil toneladas de leite em pó.

O volume de leite fluido importado pela China da Nova Zelândia aumentou 9%. O país tem aumentado a importação de produtos lácteos nos últimos anos, mas o consumo per capita ainda é muito baixo. O chinês médio consome 35 kg/ano e o governo do país espera que esse consumo chegue pelo menos em 110 kg/ano.

Preços em alta
A produção de leite na Nova Zelândia vem diminuindo desde outubro, pico de produção, e se manterá em queda até junho (figura 1). Esse fato, aliado à forte demanda da China e do Sudeste Asiático por leite em pó integral e leite em pó desnatado, tem impulsionado o preço desses produtos no mercado internacional.

 
A Fonterra, cooperativa neozelandesa, considerada a maior empresa de laticínios do mundo, exporta cerca de 95% da sua produção e possui uma plataforma de comercialização através de leilões, principalmente para o leite em pó, a Global Dairy Trade. Os negócios realizados são determinantes para a formação de preços no mercado internacional de lácteos.

Os preços vêm aumentando desde novembro/20, no leilão 271, realizado em 3/11/20 (figura 2).

No último leilão, realizado em 2 de março deste ano, considerando a média de todos os produtos negociados, os preços subiram 12,9% frente ao leilão anterior. Foram negociadas 25,5 mil toneladas, queda de 4,9% frente ao leilão anterior (26,8 mil toneladas), cotadas em US$4.231,00/t.

O leite em pó integral ficou cotado em US$4.364,00 por tonelada, alta de 20,7% frente ao leilão anterior, ultrapassando a média dos preços dos demais produtos lácteos negociados.

A alta dos preços no leilão ocorreu em função da demanda chinesa firme neste início de ano.
 
Os preços futuros do leite em pó indicam aumento para os próximos meses, com a produção em queda na Nova Zelândia e demanda aquecida no mercado internacional, em especial pela China (tabela 1).

Considerações finais
As altas dos preços dos lácteos no leilão GDT refletem o aumento da demanda mundial pelos lácteos neozelandeses. Na Nova Zelândia, para 2021, é previsto um aumento de 0,9% na produção, o que pode ainda manter os preços firmes, a depender da demanda mundial por leite em pó.

Na China, em 2021, é esperado aumento de 3,6% nas importações, de acordo com o USDA. Porém, a produção no país tende a crescer em relação a 2020, e os estoques de lácteos chineses podem limitar as altas no primeiro semestre.

Na produção mundial, para 2021 é previsto aumento de 1,4% na produção de leite fluido e de 1,1% de leite em pó. Já as importações mundiais tendem a crescer 2,0%, comparado a 2020, o que pode significar uma oferta ajustada perante a demanda crescente. (Fonte: Scot Consultoria)

"Este momento é o mais crítico"

O cirurgião Marcos Tang vive hoje uma rotina diferente em meio ao recrudescimento da pandemia no Estado. Com a escalada de casos e internações, as salas de recuperação cirúrgica foram reorganizadas para dar conta da demanda, e ele passou a lidar diretamente no atendimento de pacientes com covid-19. Da mesma forma, o produtor rural, proprietário da Granja Tang, em Farroupilha, na Serra, segue com o trabalho. O rebanho leiteiro exige cuidados ininterruptos. "A vaca não tem botão de pause", disse, há um ano, na chegada do coronavírus.

- Qualquer tipo de confinamento (ficar em casa, sem sair) exige uma boa alimentação. Então, temos de continuar com a produção - completa o também presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês.

Em conversa com a coluna, Tang conta um pouco da sua rotina nas duas atividades. Confira trechos.

Na sua rotina de médico, o que mudou nesse ano de pandemia?
Agora estou na linha de frente mesmo, as salas de recuperação foram transformadas para atendimento de covid-19. Não achávamos que ia acontecer esse embaraço tão grande na saúde. Temos de manter a economia viva, mas este momento é o mais crítico, e que pensamos que talvez não fôssemos atingir. Aconteceu de superar a capacidade, saturou. Todo mundo trabalhando em cento e tantos por cento (de ocupação). Aquele percentual de pessoas que ficam em estado grave é um número absoluto muito alto.

E em relação ao trabalho na propriedade? O que mudou?
A produção continua. Porque qualquer tipo de confinamento (ficar em casa, sem sair) exige uma boa alimentação, então temos de continuar com a produção. Com todo o cuidado, com cuidado total, mas evidentemente que não pode parar. É preciso seguir produzindo.

A situação atual tem sido muito exaustiva, especialmente para profissionais da saúde. Como lidar com isso?
Isso está exigindo muito. Três coisas podem acontecer e só uma é boa. Pode-se ter ataque de pânico, desespero, ficar indiferente. Ou manter a razão, a ciência, capacidade de raciocínio em meio a tudo isso. Temos de achar o equilíbrio. É bem difícil manter essa linha. (Zero Hora)


Jogo Rápido
Pandemia leva América Latina a ser região em desenvolvimento mais endividada

A crise decorrente da pandemia levará a América Latina e Caribe a ser a região mais endividada do mundo em desenvolvimento, diz a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). Em relatório divulgado na noite de ontem, a Cepal alertou que o endividamento da região passou de 68,9% em 2019 para 79,3% em 2020. “Isso converte a América Latina e Caribe na região mais endividada do mundo em desenvolvimento e a que tem o maior serviço da dívida externa em relação às exportações de bens e serviços (57%)”, diz o documento. Segundo a Cepal, o aumento do desequilíbrio fiscal e do endividamento elevou a necessidade de liquidez nos países da região. Como a margem de manobra é limitada, a entidade defende, por exemplo, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) permita que os países usem seus direitos especiais de saque (SDRs, na sigla em inglês). (Valor Econômico)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 11 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.420


Brasil tem parecer favorável da OIE para ampliar zonas livres de febre aftosa sem vacinação

A Ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) informou que o Brasil recebeu parecer favorável da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para reconhecimento dos estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. 

O Paraná também recebeu parecer favorável como zona livre de peste suína clássica independente. Em maio, o parecer será avaliado durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE.

A ministra informou os governadores e secretários de Agricultura dos estados em reunião virtual, na tarde desta quarta-feira (10), sobre o parecer técnico. “A fase mais difícil nós vencemos. Estamos praticamente aprovados. Quero cumprimentar todos vocês pelo esforço", diz a ministra. “Este foi um importante passo conquistado em direção ao reconhecimento internacional das zonas livres, resultado do empenho conjunto dos setores público e privado no País”, destaca o secretário de Defesa Agropecuária do MAPA, José Guilherme Leal.

Participaram da reunião os governadores do Paraná, Ratinho Junior; de Rondônia, Marcos Rocha; do Amazonas, Wilson Lima; do Mato Grosso, Mauro Mendes; o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, e o secretário de Produção e Agronegócio do  Acre, Edivan Azevedo.

>> Veja abaixo nota do MAPA sobre o parecer favorável da OIE:
Os pleitos brasileiros para reconhecimento do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, assim como do Paraná como zona livre de peste suína clássica independente, passaram pela avaliação técnica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e receberam parecer favorável.

Diante desse resultado, os pleitos brasileiros foram recomendados para avaliação durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE, que ocorrerá no período de 22 a 28 de maio deste ano, no formato virtual.

Neste momento, de acordo com os trâmites de avaliação da OIE, todos os atuais 182 Delegados da Organização serão comunicados da decisão e terão o prazo de 60 dias para solicitar informações sobre os pleitos brasileiros, de forma a sustentar a votação durante a 88ª Sessão Geral.

Os caminhos para o reconhecimento
Em agosto de 2020, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou a Instrução Normativa nº 52, reconhecendo os seis estados como livres de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento nacional pelo Mapa é um dos passos para alcançar o reconhecimento internacional junto à OIE.

Para realizar a transição de status sanitário, os estados e regiões atenderam requisitos básicos, como aprimoramento dos serviços veterinários oficiais e implantação de programa estruturado para manter a condição de livre da doença, entre outros, alinhados com as diretrizes do Código Terrestre da OIE.

O processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação está previsto no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa), conforme estabelecido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA).

Atualmente, apenas Santa Catarina possui a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação. (Fonte: MAPA)


Emater/RS-Ascar promove Dia de Campo Virtual na área de bovinocultura de leite

Com uma proposta de qualificação técnica para produtores, técnicos e lideranças envolvidas com a cadeia produtiva do leite, a Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), através do Escritório Regional de Frederico Westphalen, realizará no dia 24 de março o primeiro Dia de Campo Virtual sobre Bovinocultura de Leite. O evento será transmitido no YouTube oficial da Emater/RS-Ascar, no canal Rio Grande Rural, com início às 13h45. 

O Dia de Campo Virtual está aberto para a participação de produtores rurais, técnicos e profissionais que trabalham com área da bovinocultura de leite. Entre as temáticas que serão apresentadas durante a atividade, destacam-se a ergonomia dos trabalhadores, bem-estar animal, uso de homeopatia na produção de leite e defesa sanitária animal.

"A realização do dia de campo virtual foi uma alternativa encontrada para dar continuidade ao trabalho da Emater na área de capacitação, repasse de conhecimento e informação às famílias assistidas na atividade leiteira, pela importância social e econômica que ela representa na região. Com isso, queremos levar ao maior número de participantes possível o conhecimento de temas que são importantes no desenvolvimento da atividade leiteira, como a sanidade animal, área quando se pensa na produção de leite de qualidade, buscando excelência na sanidade do rebanho, prospectando novos mercados e etc. Outro tema importante é o uso da homeopatia na atividade leiteira, uma alternativa de manejo para o controle de doenças e pragas. Na oportunidade, traremos exemplos da região, com resultados significativos desse trabalho", comentou o extensionista rural e coordenador regional de sistemas de produção animal da Emater/RS-Ascar, Valdir Sangaletti.

Ainda durante o evento, serão tratados assuntos como o bem-estar animal, com um recorte especial para o uso do sistema silvipastoril (pasto, sombra e água), e também do bem-estar das pessoas, a ergonomia do trabalho. "Pessoas que trabalham no campo, que trabalham na atividade leiteira, tem possibilidade de trabalhar e produzir com melhores condições, em situações menos penosas, por isso traremos esse tema", completou Sangaletti, explicando o objetivo por trás da programação do evento.

 Interessados em participar do evento, acompanhem a Emater/RS-Ascar nas mídias sociais ou entre em contato com a equipe da Emater/RS-Ascar do seu município. Link de acesso no YouTube, CLIQUE AQUI. (Fonte: Emater/RS)

Rabobank espera aumento de 1% em volume na produção Brasileira de leite no 1º semestre

O crescimento da produção de leite estagnou no quarto trimestre de 2020, avançando apenas 0,6%, pois o tempo seco e os altos custos com ração reduziram a produção. Os preços agrícolas mantiveram-se em níveis elevados no início de 2021, em torno de R$ 2,00/litro (US$ 0,37 / litro), e são suficientes para que os produtores façam margens adequadas, apesar dos recordes dos preços domésticos dos grãos que continuam a ser impactados pela desvalorização do real.

A economia como um todo desacelerou depois que o auxílio emergencial do governo foi interrompido no quarto trimestre de 2020, e isso impactou a demanda por leite e outros produtos alimentícios no início de 2021.

A chegada tardia da estação chuvosa no final de 2020 foi insuficiente para evitar um declínio na disponibilidade de pastagem em algumas regiões, especialmente no Sudeste e Sul no início de 2021. A limitação de pastagens e os altos preços dos grãos aumentaram nos últimos meses, impactando negativamente a produção de leite nas fazendas do Brasil.

O Rabobank espera que a produção de leite avance apenas moderadamente no primeiro semestre do ano, cerca de 1% em termos de volume.

 A recuperação da economia brasileira permanece incerta nesta fase. O programa de vacinação teve algum progresso nas últimas semanas, mas a disponibilidade limitada de vacinas significou um ritmo mais lento do que o esperado. A pandemia continua forte e provavelmente causará mais restrições à mobilidade no segundo trimestre de 2021, impactando ainda mais a atividade econômica.

Enquanto isso, o programa de auxílio emergencial do governo deve ser estendido a partir de março, a soma real, o número de pessoas cobertas e a extensão ainda estão para ser decididos.

O efeito das transferências de renda para o mercado de laticínios em 2020 foi muito significativo e ajudou a sustentar as compras em níveis elevados por muitos meses. Portanto, uma extensão em 2021 deve fornecer algum suporte às vendas no varejo em um momento em que a recuperação econômica permanece fraca e os números de infecção são extremamente altos.

As importações avançaram 23% em 2020 em relação a 2019, apesar da desvalorização do real. Isso foi possível devido aos altos preços locais do leite e à demanda estável apoiada pelo programa de auxílio emergencial do governo.

No entanto, é improvável que se repita esse desempenho para as importações no primeiro semestre de 2021, haja vista que os preços internacionais aumentaram e o real brasileiro continuou apresentando desempenho inferior ao dólar norte-americano.

Além disso, a demanda doméstica mais fraca limitará o apetite do Brasil por leite importado por enquanto. Se os ganhos de recuperação econômica se fortalecerem no segundo semestre de 2021 e se a moeda se recuperar um pouco, as importações poderão ter outro ganho em 2021. (As informações são do Rabobank, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido
Cadeia leiteira sinaliza cautela
Nesta quarta-feira (10/03), o Sindilat amanheceu falando sobre os desafios do setor lácteo gaúcho no Programa Bem da Terra, do Canal Terra Viva. O secretário-executivo da entidade, Darlan Palharini, conversou com a jornalista Renata Maron sobre as expectativas das indústrias para o próximo mês. Para assistir a entrevista, CLIQUE AQUI. (Canal Terra Viva/Assessoria de Imprensa Sindilat)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 10 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.419


O Agro Brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas

Discussões sobre a importância do Agro Brasileiro para a segurança alimentar mundial têm levado a divergências quanto ao número de pessoas que o Brasil alimenta no mundo, variando de 1 bilhão a 1,5 bilhão. Ainda que pareça quase ufanismo apresentar números tão elevados, tem-se que manter credibilidade nas estimativas, derivadas de algum método para seus cálculos. Neste trabalho, partiu-se da produção de grãos, oleaginosas e carne bovina, alimentos básicos de amplas populações no mundo e insumos mais importantes para a produção de proteína animal e então quantificou-se quanto o Brasil contribuiu na alimentação de pessoas no Brasil e no mundo.

Este procedimento atende basicamente à classificação de “alimentos” por parte do Banco Mundial, elaborada para o Food Price Index. Para a construção deste Index, o Banco Mundial considerou os cereais: arroz, trigo, milho e cevada; óleos vegetais e tortas: soja, óleo de soja, torta de soja, óleo de dendê, de coco e de amendoim; outros alimentos: açúcar, banana, carne de boi, de aves e laranja.

No presente trabalho, foram calculadas duas alternativas básicas: a primeira baseada na produção física de grãos e a segunda agregando à produção física o seu respectivo valor monetário, a partir de preços internacionais. Agregou-se à segunda alternativa, a transformação da carne bovina exportada pelo Brasil em equivalente grãos. Para as duas alternativas básicas, calculou-se o número de pessoas que a produção brasileira alimenta no mundo, incluindo o Brasil. Para os autores, a segunda alternativa aproxima-se mais da resposta de quantos habitantes são alimentados pelo Brasil.

Na primeira alternativa, baseada na produção física, utilizaram-se dados do International Grains Council (IGC), subtraindo-se as importações de grãos feitas pelo Brasil. A partir dos dados de produção, estabeleceu-se o percentual da produção brasileira destes grãos em relação à mundial. Com dados da população mundial, foi possível quantificar o número de pessoas que o Brasil alimenta, com base na sua participação na produção mundial de grãos e oleaginosas.

No período considerado, a participação do Brasil na produção mundial de grãos cresce de 6% em 2011 para 8% em 2020. Assim, as pessoas alimentadas pelo Brasil no ano de 2020 são a população brasileira de 212,235 milhões de pessoas e mais 424,687 milhões de pessoas em outros países, pelas suas exportações de grãos, oleaginosas e carnes de aves e suínos (tabela 1).

Tabela 1 – População Alimentada pelo Brasil – Dados IGC:

Tomando-se como base os dados do IGC, estimaram-se também taxas anuais de crescimento. Os resultados indicam que entre 2011 a 2020, a produção mundial de grãos básicos (arroz, cevada, milho, soja e trigo) cresceu a 2,05% por ano, enquanto que a produção brasileira dos mesmos produtos cresceu 5,33% a.a., mais do que o dobro da produção mundial. O poder explicativo do modelo é de 85% para o mundo e de 91% para o Brasil.

A segunda alternativa de cálculo, estimou a população alimentada pelo Brasil não mais na quantidade de produção, mas a partir dos preços internacionais dos produtos, estabelecidos pelo FMI, multiplicados pela produção física, a cada ano. À esta alternativa, transformou-se a carne bovina exportada em equivalente grãos. Em seguida, fez-se a sua proporção em relação ao total, como realizado anteriormente.

A carne exportada pelo Brasil contém em grande medida os insumos milho e soja, principalmente a de suínos e aves, já incluídos na participação do Brasil na produção de grãos. Um ajuste necessário refere-se à carne bovina exportada, no caso do Brasil, produzida basicamente em pasto. A produção nacional consumida internamente está computada na alimentação dos 212,235 milhões de habitantes do Brasil. Assumiu-se que toda a carne bovina exportada tem origem na produção em pasto, embora alguma parte provenha de confinamento, e parte da alimentação contenha grãos, como soja e milho.

Os dados da Tabela 2 mostram que o Brasil, em 2020, alimentou 772,600 milhões de pessoas, sendo 212,235 da população brasileira e mais 560,365 milhões de outros países, via exportação de grãos e carne bovina convertida em grãos. A variação da população total alimentada pelo Brasil em 2019 de 809,472 milhões em relação a 2020 deve-se à variação de preços dos produtos nos dois anos considerados. Assim, pode-se afirmar que ao redor de 800 milhões de pessoas são alimentadas pelo Brasil, incluindo a população brasileira. Além do alto quantitativo de pessoas alimentadas, é importante também observar o crescimento do Brasil no período como um todo. De 2011 a 2020, o Brasil passou a alimentar mais 259,442 milhões de pessoas. Se o crescimento das exportações brasileiras continuar num ritmo próximo ao observado nos últimos anos, pode se afirmar que a produção do agro Brasileira em 10 anos alimentaria mais de 1 bilhão de pessoas.

Tabela 2 – População Alimentada pelo Brasil – Grãos valorados a preços internacionais e Carne Bovina Exportada, convertida em grãos:

(Fonte: Elisio Contini – Pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Adalberto Aragão – Analista da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)/Neo Mondo)


Alimentação: Qual a importância dos laticínios?

Para uma alimentação saudável e balanceada, é preciso investir em diferentes micronutrientes. Entre eles, está o cálcio – importante para os dentes e os ossos. 

Oconsumo de leite e derivados vem crescendo no país. É isso que aponta uma pesquisa realizada pelo Centro de Inteligência do Leite da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que ouviu mais de 5 mil consumidores. No levantamento foi possível constatar que apenas 3% dos entrevistados não consomem queijos, por exemplo.

Entre os derivados mais consumidos estão os queijos, preferidos por 97% dos entrevistados, como acima citado; a manteiga, preferência de 95%; creme de leite, que faz parte das receitas em 92% das casas e também o iogurte, que aparece como indispensável para 89% dos entrevistados.

Estabelecido culturalmente como parte da alimentação dos brasileiros, o leite é de suma importância nas dietas, uma vez que é rico em cálcio. Segundo recomendação da OMS, Organização Mundial da Saúde, a necessidade de cálcio varia no decorrer da vida, mas estará sempre entre 300 a 400 mg por dia.

Neste sentido, fica claro o papel do leite: cada copo da bebida possui, em média, 300 mg do nutriente essencial. Sendo assim, vale reforçar que o cálcio é significativo para evitar certas doenças, como, por exemplo, a osteoporose. Ainda assim, não são apenas os ossos que são beneficiados.

Hidratação
Sabe-se a importância da hidratação: o corpo humano é composto em grande parte pela água. Ainda assim, após exercícios físicos, muitas vezes a escolha para reidratação são os sucos de fruta.

Entretanto, o leite também se apresenta como uma opção. Devido à sua composição, alguns estudos sugerem a bebida como uma ótima alternativa para reidratação após atividades físicas. Como exemplo, uma pesquisa realizada pela Universidade Loughborough School of Sports and Exercise Sciences, do Reino Unido.

Alimento completo
A composição do leite é completa, nutricionalmente falando: rica em proteínas, lipídeos, carboidratos, vitaminas e minerais, é ótima opção para lanches e cafés, trazendo benefícios ao consumo e diversificação do cardápio diário.

O Diretor Administrativo e Financeiro da Cooperativa Santa Clara, Alexandre Guerra, fala sobre a importância do trabalho desenvolvido desde a propriedade até a mesa do consumidor. «Todo o processo de produção do leite tem um acompanhamento rigoroso para que todos os nutrientes sejam preservados. Além disso, o corpo técnico dá suporte nas propriedades orientando os produtores», afirma.

Aliado contra a diabetes tipo 2
Dados do estudo «Proposed Role of Calcium and Dairy Food Components in Weight Management and Metabolic Health», realizado na Universidade do Tennessee, sugerem que o leite é uma ótima fonte de nutrientes para aqueles que possuem a enfermidade, diferente do que se acreditava.

Adicionando o leite à dieta
Diante dos dados expostos, fica claro que o leite pode agregar quando o assunto é diversificar a dieta e investir em bons nutrientes. Por esse motivo, a Cooperativa Santa Clara trabalha para entregar um portfólio com diferentes alimentos e bebidas derivadas do mesmo.

No mercado desde 1912, a Cooperativa Santa Clara, a mais antiga cooperativa de laticínios em atividade no Brasil, já foi reconhecida como Melhor Fornecedora de Laticínios e Queijos por diversos anos. (Fonte: Terra)

Com selo sustentável, Danone espera conquistar consumidor consciente

De olho no avanço de consumidores cada vez mais conscientes e engajados, que desejam saber sobre origem dos produtos que consomem, a Danone Brasil decidiu investir pesado em projetos de sustentabilidade, inclusão social e governança corporativa. 

Sustentabilidade: cada vez mais uma condição necessária para a cadeia láctea
Os planos envolvem toda a cadeia de fornecedores (leiteira e de água), inovação e criação de produtos e medidas de combate a mudanças climáticas — nesse último caso, as ações obedecem um plano global de 2 bilhões de euros de investimentos em três anos. O conjunto de projetos proporcinou a Danone o certificado B — um selo dado a companhias que adotam medidas mais inclusivas, equitativas e regenerativas.

O conceito foi criado em 2006, nos Estados Unidos, com o intuito de redefinir a noção de sucesso de uma empresa, deixando de olhar apenas o êxito financeiro, mas também a postura em relação ao bem estar da sociedade e do planeta. Hoje o Brasil tem 202 empresas B, a maioria de médio e pequeno porte. Entre as grandes corporações está a Natura e, agora, a Danone Brasil.

"Nos últimos três anos, passamos por um amplo processo de auditoria conduzido pela B Lab (organização que faz todo o processo de certificação), que tinha o objetivo de entender nossa relação com a sociedade e com o meio ambiente. A certificação é uma validação de tudo isso", disse o Presidente da Danone Brasil, Maurício Camara.

Ele espera que essa certificação, que coincide com o boom dos ESG (environmental, social and corporate governance), permita uma maior conexão com o novo consumidor que busca "marcas sérias e com propósitos" e eleve o volume de vendas.

Inicialmente, a empresa deve adotar algumas estratégias para chegar até a esse público por meio de divulgações internas e redes sociais. Numa próxima etapa, a companhia pretende considerar em seus processos de inovação a inclusão do selo nas embalagens, que devem seguir alguns parâmetros definidos.

"Mas, além do reflexo no consumo, há um benefício financeiro sobre o custo do crédito e de captação, que tende a ficar mais barato para empresas sustentáveis", pontuou Camara. Em sua avaliação, nessas companhias, o nível de risco é menor - uma vez que há maior transparência em toda a operação e nos números da empresa - e o retorno para o acionista tende a ser maior.

Pandemia
Nos últimos meses, a Danone teve que passar por grandes mudanças em virtude da Covid-19. Com o isolamento social no primeiro semestre do ano passado, houve uma mudança expressiva no perfil de consumo da população, que afetou as vendas da empresa.

O chamado consumo de rua e de academia, despencou. As vendas para restaurantes e hotéis praticamente zeraram. Entretanto, com mais gente dentro de casa, a aquisição de produtos em embalagens maiores aumentou.

Já o segundo semestre, com a reabertura do comércio, as vendas voltaram. O auxílio emergencial ajudou bastante na retomada, diz Camara. "Essa renda ajudou a evitar uma queda maior e acabamos crescendo 3% no ano." Para 2021, apesar das as incertezas, a expectativa é de crescimento de 5%."

Ele comentou que desde o ano passado, os funcionários do escritório estão em home office. Porém, a presença na empresa não está vetada. Quem quiser pode ir ao escritório, obedecendo uma taxa de ocupação de 15%. Para ele, dificilmente os espaços usados pelas empresas serão como antes. "Hoje o escritório está ocioso. É um espaço que precisa ser repensado", finalizou. (As informações são do Estadão, adaptadas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido
Embrapa Gado de Leite promove pesquisa de percepção em relação à produção científica
Para apoiar o planejamento das estratégias de pesquisas e ações do setor leiteiro nos próximos anos, a Embrapa Gado de Leite lançou um formulário online de perguntas destinado a produtores, indústria e consumidores de laticínios. A iniciativa, que leva cerca de 10 minutos para ser concluída, ficará disponível para receber respostas até segunda-feira (15/3) por meio de um link, que você acessa CLICANDO AQUI. Conforme destaca o economista e pesquisador da Embrapa Gado de Leite Glauco Carvalho, o formulário congrega perguntas sobre sanidade, bem estar animal, gestão, entre outros tópicos. Segundo ele, o apoio de toda a cadeia produtiva é fundamental para compor pesquisas de qualidade. "Hoje, ninguém faz nada sozinho. O mundo tem muitas questões complexas e precisamos de pessoas de diferentes áreas e visões para respondê-las", afirma o pesquisador. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 09 de março de 2021                                                     Ano 15 - N° 3.418


Aliança Láctea Sul Brasileira discute saídas para gargalos que pressionam o setor neste início de ano

A primeira reunião de 2021 da Aliança Láctea Sul Brasileira trouxe à tona os desafios de curto, médio e longo prazo que precisam ser enfrentados pelo setor. Gargalos como a expressiva alta dos custos de produção, a volatilidade nos preços do produto, a organização da cadeia com vistas à conquista de competitividade e a presença no mercado externo, além do enfrentamento de questões voltadas à sanidade animal.

Abrindo a reunião virtual coordenada por Ronei Volpi, o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, lembrou que o agronegócio vive um momento favorável, à exceção de alguns setores, como o leite. Segundo ele, os custos elevados vêm pressionando a atividade, sobretudo em função do desabastecimento de milho. Uma das saídas apontadas por ele é reduzir a dependência do setor produtivo pelo cereal. Para isso, a Farsul deve iniciar em breve um estudo que estimule a produção de grãos alternativos no inverno com teor nutritivo adequado (cevada, centeio e triticale, por exemplo) em áreas utilizadas por coberturas verdes. “Essa pode ser uma alternativa à importação de 4 milhões de toneladas de milho pelo Rio Grande do Sul, cujos custos se refletem em outras cadeias também, como a de suínos e a de frangos. No curto prazo não vamos resolver o déficit de milho por meio do plantio”, destacou Gedeão. O mesmo cenário deficitário com o milho foi relatado por representantes do Paraná e de Santa Catarina, estado esse que vem se deparando com a necessidade de compra de até 6 milhões de toneladas para dar conta de suas cadeias produtivas.

O momento delicado pelo qual atravessa o setor lácteo foi confirmado pelo 1° vice-presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra. “A única certeza que temos é o aumento do custo ao produtor e indústria, com muitos atuando sem margem e outros no negativo”, afirmou. De acordo com ele, no front estão incertezas sobre a sustentação do mercado como reflexo do auxílio emergencial que deve ser liberado em breve, e como será o comportamento do consumidor diante dos novos cenários, além dos novos custos provocados pelo aumento do preço do combustível, que gera inflação para todos os elos da cadeia. Ele ainda pontuou que o momento pede ações que busquem reduzir a pressão dos custos sobre a cadeia, citando como alternativas, além da importação de produtos ligados à agricultura sem imposto e a taxa de importação, projetos e políticas voltados ao fomento da irrigação.

“Os custos em nível industrial estão absurdos, junto a isso, vemos queda no poder de compra dos consumidores'', arrematou Valter Brandalise, do Sindileite (SC). O estado, segundo o secretário da Agricultura, Altair Silva, tem o desafio de buscar no mercado uma quantidade ainda maior de milho neste ano. “Vamos produzir apenas 2 milhões de toneladas, o que exigirá uma compra de 5 milhões de toneladas. De onde sairá tanto milho?”, questionou.  O secretário entende que, diante do quadro, a Conab deveria focar sua atuação de forma a manter uma pauta comum que atenda às necessidades de abastecimento de todos os estados. Já o secretário da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, reforçou que além da estiagem, dos custos e da disparada do dólar, o setor ainda concorre com a área de combustíveis, já que 7 milhões de toneladas do cereal são direcionadas para a fabricação de etanol.

O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, elencou alguns pontos que precisam ser trabalhados para garantir eficiência, competitividade e resultados. Entre eles está a necessidade de políticas diferenciadas para os diversos níveis de produtores hoje em atuação no país, além de uma política de automação tanto para o produtor como para a indústria. Outro ponto se refere ao conhecimento sobre a qualidade da matéria-prima utilizada. “Há 20 anos o setor lácteo ganhou expressividade nacional em termos de mercado, a qualidade melhorou muito. Há dificuldades de entendimento sobre a importância de políticas para o leite, assim como há dificuldade de haver uma coordenação maior entre as cadeias”, destacou Martins, reforçando que o setor é carente de políticas públicas, algo que se perdeu em 1980.  

Martins defendeu a ideia de que o setor passe a apostar ainda mais na inovação por meio da entrega de serviços/produtos/tecnologias de startups. “Precisamos colocar os jovens juntos nesse processo, caso contrário, não teremos a velocidade necessária para encontrar as soluções que buscamos”, disse. Para Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat, o setor precisa buscar o equilíbrio para fazer frente a um potente mercado internacional - são cinco países que detêm 90% do mercado de exportação de leite. “Como não há como tributar as importações, o setor deve ir em busca de soluções que garantam esse equilíbrio'', disse, referindo-se a aspectos como aumento de produtividade e custo competitivos tanto no mercado doméstico como no mercado internacional.  

Já o consultor para a cadeia leiteira Airton Spies lembrou que a volatilidade é algo frequente no preço do leite brasileiro. Em 2020, o preço saiu de R$ 1,40 o litro em maio para algo próximo a R$ 2,20 em outubro, uma variação de 53% segundo dados do CEPEA. "Os anos anteriores também tiveram a mesma flutuação, onde certamente predominaram margens muito estreitas em boa parte desse período, o que torna a atividade vulnerável a qualquer tipo de planejamento e investimento”, disse. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

aliança2


Kantar: termômetro da crise no Brasil e análise de consumo em 2020

A mais recente edição do estudo Consumer Insights, produzido pela multinacional Kantar, líder em dados, insights e consultoria, aponta que o último trimestre de 2020 foi o pior momento da pandemia para o consumo fora do lar no Brasil, enquanto o dentro do lar teve saldo positivo, impulsionado pelos gastos das classes CDE que receberam auxílio emergencial. Segundo analistas da Kantar,  a suspensão do auxílio emergencial, a indefinição sobre sua retomada, a alta do desemprego e dos preços e o aumento dos níveis de pobreza devem impactar diretamente o consumo no Brasil em 2021.

Apesar de ter havido crescimento no curto prazo, graças à flexibilização das medidas restritivas e ao consumo de refeições e cervejas, o consumo fora do lar caiu entre outubro e dezembro de 2020 em todos os cenários: 5,8% em comparação com o trimestre anterior e expressivos 28,8% considerando o mesmo período do ano anterior. A retração é puxada por diversas categorias: água mineral, bebidas quentes, água de coco, energético, sucos, sanduíches frios e quentes, incluindo hambúrgueres, salgados diversos , iogurtes, bolos, chocolates, outros doces, biscoitos e barras de cereal. E atribuída especialmente às classes sociais mais baixas.

A alta dos preços foi uma das responsáveis. Comparando com o último trimestre de 2019, refeições subiram 16%, bebidas quentes 15% e doces 14%. Entre outros fatores estão a suspensão do auxílio emergencial, fornecido a 58% das famílias brasileiras, a indefinição sobre sua retomada, a alta do desemprego e o aumento dos níveis de pobreza.

kantar1

Enquanto isso, o que se observou no consumo dentro do lar foi  uma expansão de gastos com todas as cestas de consumo entre as famílias que receberam auxílio emergencial. Essas cestas apresentaram o dobro de crescimento nos primeiros meses de pandemia e houve mais acesso a categorias de consumo massivo. No primeiro e segundo trimestres do ano a classe DE, que representa ¼ dos domicílios brasileiros, foi a que registrou maior percentual de variação de gastos — respectivamente 9% e 14% —, graças ao fato de que 72% de seus membros receberam a ajuda do governo. Mas isso não se sustentou após junho: no terceiro trimestre caiu para 8% e no quarto para 6%. Já as classes AB e C conseguiram sustentar o crescimento ao longo do ano.

kantar2

As cestas mais beneficiadas pela injeção do montante foram mercearia doce, perecíveis e higiene & beleza. Já as cestas de bebidas e de mercearia salgada tiveram um desempenho melhor entre os domicílios que não receberam o auxílio.

kanttar3

O auxílio também permitiu mais acesso a itens de maior valor agregado entre os domicílios que o receberam. Houve crescimento de marcas premium nos dois grupos, porém, para os que não o receberam, foi importante recorrer a promoções.

kantar4

O consumo dentro do lar alavancado pelo auxílio emergencial aconteceu principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Grande Rio de Janeiro.

Categorias
Entre os produtos mais consumidos durante os meses da pandemia em 2020, o cloro foi a principal categoria dentro do lar em todas as classes sociais. Devido à necessidade de redobrar os cuidados com a limpeza e higiene, ganhou 18,3 pontos de penetração de 2019 para 2020. O aumento na classe AB foi ainda maior, da ordem de 20,6 pontos. Já na classe C foi de 17,7 e na DE de 17%.

Outras categorias que cresceram nas mais variadas rendas familiares durante 2020 foram azeite (11,7 pontos de penetração), presuntaria (11,6), pão industrializado (8,1) e ketchup (7,9).  Nas classes AB, destaque  para aumento de consumo de batata congelada (8,2) e manteiga (7,3) e na classe DE, empanados (11,3).  Houve retração nas categorias de bebida à base de soja (-3,8), bolo pronto (-2,9), escova dental (-2), leite aromatizado (-2) e bronzeador (-1,6).

“O ano de 2020 terminou com saldo positivo dentro do lar graças aos gastos maiores das classes CDE. Para 2021, o desafio é sustentar isso, já que a frequência de compras tem uma tendência orgânica de queda e o volume médio por compra cai. Sem o auxílio emergencial será necessário atacar mercados mais vulneráveis, minimizando os riscos de desaceleração”, declara David Fiss, Diretor de Serviços ao Cliente & Novos Negócios da Kantar.

O estudo Consumer Insights avaliou 11.300 lares em todo o Brasil, que estatisticamente representam 58 milhões de lares. (As informações são da Assessoria de Imprensa da Kantar)

Frente Parlamentar - Weber assume Agropecuária
 

O deputado estadual Elton Weber foi empossado ontem na presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária Gaúcha na Assembleia Legislativa. Weber, que até então era vice, assumiu no lugar de Edson Brum, convidado para ser secretário do Desenvolvimento Econômico no governo estadual.

A gestão de Brum foi marcada por conquistas no combate aos efeitos da estiagem, como a destinação de recursos para a perfuração de poços artesianos, prorrogação de dívidas, criação de linhas de crédito emergenciais e anistia nos programas Troca-Troca Safrinha e Safra.

Weber disse que dará prosseguimento ao trabalho que vem sendo feito. O deputado adianta que um dos primeiros debates a serem encaminhados é o do Projeto de Lei 2.963/2019, em tramitação na Câmara dos Deputados, que permite a venda de terras a estrangeiros no Brasil. (Correio do Povo)


Jogo Rápido
Desperdício de Alimentos - Perda chegou a 17%em 2019
Um total de 17% do total de alimentos disponíveis no mundo, equivalente a 931 milhões de toneladas, foi desperdiçado em 2019. É o que revelou o Índice de Desperdício de Alimentos, apurado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O relatório considerou 152 unidades de observação em 54 países. Em nota, a ONU lembrou que, em 2019, eram 690 milhões de pessoas afetadas pela fome, número que deve aumentar acentuadamente devido à pandemia de Covid-19. Os indicadores da pesquisa vão apoiar grupos de trabalhos regionais para reduzir pela metade o desperdício de alimentos até 2030. (Correio do Povo)