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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 02 de maio de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.138


Chuva afeta cerca de 30% do recolhimento de leite no Vale do Taquari

Em Teutônia, unidade de processamento precisou paralisar a operação por cerca de oito horas por questão de segurança

A dificuldade de acesso a propriedades já traz impactos para o recolhimento de leite no Vale do Taquari. No final da noite desta quarta-feira (1º), o rio Taquari atingiu a maior cheia da sua história em Lajeado e Estrela, passando dos 30 metros.

Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindlat-RS), Guilherme Portella, a projeção é de cerca de 30% da captação na região tenha sido afetada, com atrasos ou impossibilidade de acesso às propriedades. A dificuldade é gerada principalmente pelos bloqueios e obstruções de vias e estradas.

— É um problema que estamos tentando resolver, neste momento mais concentrado na região do Vale do Taquari  — pontua o presidente do Sindilat-RS.

Houve ainda impacto temporário nas atividades de plantas. A unidade da Lactalis, em Teutônia, por exemplo, precisou paralisar a operação por cerca de oito horas, entre 8h e 16h, por questão de segurança. A subestação de energia foi atingida pelas águas, mas posteriormente, foi possível retomar as atividades. A planta tem capacidade para recebimento de até 1 milhão de litros de leite por dia. 

A água também começou a chegar na indústria de carnes. A unidade da JBS de Roca Sales, de alimentos preparados, é uma delas, conforme nota enviada pela empresa.

"A JBS confirma que a unidade de Roca Sales foi atingida pelas fortes chuvas que afetam o Rio Grande do Sul, mas ainda não é possível avaliar o impacto nas operações. Os esforços da empresa neste momento estão voltados à integridade de seus colaboradores e da comunidade na região." (Gaúcha ZH)


 

Após mudanças, veja o que está valendo no corte de incentivos fiscais no RS

No caso dos itens da cesta básica, por exemplo, tributação passa de 7% para 12%; medida foi adotada pelo governo estadual para aumentar a arrecadação, após fracasso na tentativa de elevar o ICMS

Começou a vigorar nesta quarta-feira (1º) o corte promovido pelo governo do Rio Grande do Sul nos incentivos fiscais de diferentes produtos e segmentos econômicos. A medida foi implementada pelo Palácio Piratini para aumentar a arrecadação, após a derrota na tentativa de aumentar a alíquota geral de ICMS.

Na prática, a revisão dos benefícios fiscais significa uma elevação no imposto cobrado dos produtos. No caso dos itens da cesta básica, por exemplo, o ICMS passa de 7% para 12%.

Em edição extra do Diário Oficial publicada na quarta-feira (30), o Palácio Piratini publicou uma série de decretos que oficializaram as providências anunciadas no início da tarde pelo chefe da Casa Civil, Artur Lemos.

Com a revisão das desonerações, o governo Eduardo Leite estima arrecadar cerca de R$ 800 milhões até o final do ano. Desse montante, um quarto irá para as prefeituras.

O que muda agora

Alimentos
Produtos da cesta básica que hoje pagam 7% de ICMS passarão a pagar 12%. Os itens são: açúcar, café, farinhas de trigo, de arroz, de mandioca e de milho, leite longa vida, margarina, óleos vegetais, sal, banha suína, mistura para preparação de pães e conservas de frutas, avelãs, castanhas e nozes.

Itens que não estão incluídos na cesta básica pela legislação estadual, como carnes, arroz, feijão e massas, também terão o imposto elevado de 7% para 12%.

O pão francês e o leite de tipos A, B e C, que eram isentos de imposto (0%), passam a pagar 12%.

Agroquímicos
O governo exigirá a devolução de parte dos incentivos fiscais incidentes sobre os agrotóxicos. A contribuição começa em 10% agora e passará para 20% no final do ano.

A ideia inicial era de estender a cobrança a até 40% sobre os benefícios concedidos aos defensivos agrícolas, mas o percentual foi limitado a 20%.

O que ficou para janeiro

Ovos e hortifruti
Para frutas, legumes, hortaliças e ovos, o governo estadual resolveu estender a desoneração até o final de 2024. Assim, esses produtos começam a pagar ICMS em janeiro de 2025.

Fator de Ajuste de Fruição (FAF)
Esse mecanismo funciona como uma espécie de abatimento do imposto para incentivar compras no Estado. Pela regra as empresas recebem créditos presumidos de ICMS sobre 85% do valor de suas compras, sendo que os outros 15% dependem da aquisição de insumos no Rio Grande do Sul.

O plano do Piratini estipulava que 100% do crédito presumido ficasse condicionado às compras dentro do Estado. No entanto, essa exigência foi postergada para começar em 2025.

Corte linear
Para garantir a ampliação da receita, o governo informou que deve promover um corte linear  de 10% nos benefícios fiscais em 2025. (Gaúcha ZH)

Leite/Europa

A produção de leite europeia varia entre os países.  Mas, fontes da indústria relatam que ela está mais forte tanto sazonalmente como de semana para semana, dentro da Europa continental. Algumas publicações europeias divulgaram que na semana 15 de 2024 a captação de leite, tanto na Alemanha como na França subiu 0,1%, em relação à semana anterior.

Na Alemanha a captação foi 1,1% maior do que a registrada na semana 15 de 2023, e na França a coleta recuou 0,7% no mesmo período. De um modo geral as condições climáticas estão adequadas para o crescimento das pastagens e as forragens são abundantes em toda a Europa.

De acordo com o site CLAL, a produção de leite de vaca em fevereiro de 2024 na União Europeia (UE) está estimada em 11.515.000 toneladas, 3% acima de um ano atrás. Na comparação interanual, a captação de leite em janeiro e fevereiro de 2024 totalizou 23.282.000 toneladas, subindo 1,1% em relação à captação de janeiro e fevereiro de 2023. Entre os principais países produtores, a produção e a variação interanual nos dois primeiros meses do ano foram: Alemanha, 5.346.000 toneladas, +0,5%; França, 4.032.000 toneladas, +1,8%; e Países Baixos, 2.300.000 toneladas, -1,0%.

No Reino Unido as taxas de crescimento das forragens estão adequadas, mas a umidade prejudica a colocação das vacas no pasto, causando preocupações sobre o potencial impacto na qualidade do capim se as condições de umidade persistirem. Preliminarmente, relatórios indicam que a produção de leite em março pode não ter sido tão forte quanto a de fevereiro. De acordo com o site CLAL, em fevereiro de 2024, a produção de leite de vaca no Reino Unido foi de 1.223.700 toneladas, aumento de 2,9% em relação a fevereiro de 2023. No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume contabilizado foi de 2.503.400 toneladas, o que representa crescimento de 1,4% em relação ao mesmo período de 2023.

Desde a saída da UE, em 2016, a Grã-Bretanha vem trabalhando para criar normas para a cadeia de suprimento e procedimentos alfandegários. Os exportadores de alimentos da UE precisam apresentar certificados de sanidade, assinados por veterinários, para a remessa de carne, queijo e outros produtos lácteos desde 31 de janeiro. A partir de 30 de abril, eles ainda precisarão fazer inspeções físicas em alimentos. Isso é bastante preocupante, porque o pequeno varejo e os atacadistas britânicos acreditam que as novas regras resultarão em menor disponibilidade de produtos e em custos mais elevados, o que forçará alguns exportadores a deixar de vender para a Grã-Bretanha.

Após a pandemia de Covid e o subsequente salto inflacionário nos preços dos alimentos, os consumidores migraram para as marcas da distribuição como uma alternativa a preços mais baixos. Agora, como a inflação cedeu e os custos de produção ficaram sob controle, várias empresas nacionais de alimentos procuram atrair os clientes para suas marcas. As grandes indústrias planejam amortecer o aumento de preços e desenvolver novos alimentos para tentar atrair os consumidores, trazendo-os de volta para suas marcas para recuperar suas cotas do mercado.   

Impulsionada pelo clima favorável e expansão do setor lácteo, a produção de leite continua crescendo em muitos países do Leste Europeu. De acordo com dados do site CLAL, a oferta de leite de vaca em fevereiro de 2024 na Bielorrússia foi de 682.000 toneladas, 11,1% a mais do que em fevereiro de 2023. No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume de leite produzido na Bielorrússia foi de 1.392.000 toneladas, com aumento de 8,8% em relação aos mesmos meses de 2023.

Entre os maiores produtores de leite do Leste Europeu, o volume produzido nos dois primeiros meses do ano, e a variação percentual foram: Polônia, 2.182.000 toneladas, +3,7%; República Checa, 538.000 toneladas, +2,9% e Hungria, 282.000 toneladas, +2,6%.  

Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva 

Jogo Rápido

Inscrições para o 3º Prêmio Referência Leiteira – Cases de Sucesso – vão até 14 de junho
As inscrições para as categorias de “Cases de Sucesso” do 3º Prêmio Referência Leiteira encerram-se no dia 14 de junho. O regulamento e a Ficha de Inscrição estão disponíveis nos escritórios municipais da Emater/RS e também podem ser acessados pelo link. “Ao longo das edições temos, através dos destaques, alcançado tanto a divulgação das melhores práticas, quanto o reconhecimento de quem se dedica no campo, bem como a propagação dessas ações como inspiração para quem está na produção”, assinala o vice-coordenador do 3° Prêmio Referência Leiteira, Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), entidade promotora da ação, juntamente com a Emater/RS e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). Estão aptas para participarem, propriedades estabelecidas no Rio Grande do Sul e que comercializam leite cru in natura para indústria ou que processem o leite em agroindústria própria. As melhores práticas da produção leiteira gaúcha serão destacadas entre seis categorias de Cases: Inovação, Sustentabilidade Ambiental, Bem-estar Animal, Protagonismo Feminino, Sucessão Familiar e Gestão da Atividade Leiteira. Conforme o regulamento, cada propriedade pode se inscrever em apenas uma das categorias através do envio das informações solicitadas no regulamento, em remessa única, por correio eletrônico, à Emater/RS (jries@emater.tche.br) e ao Sindilat (sindilat@sindilat.com.br). As melhores em cada Cases de Sucesso, serão conhecidas durante a Expointer 2024, juntamente com as melhores nas categorias Propriedade Referência em Produção de Leite, divididas entre sistemas de criação a pasto com suplementação ou de semiconfinamento/confinamento.


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 30 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.137


Governo Leite retira projeto que previa aumento do ICMS; decretos com cortes de benefícios fiscais entram em vigor nesta quarta-feira

Piratini pretendia elevar alíquota básica dos atuais 17% para 19%, como forma de aumentar a arrecadação e fazer frente a despesas do Estado. Diante da resistência à proposta e de grande rejeição ao fim de parte dos incentivos, saída foi atenuar essa redução

O governo do Rio Grande do Sul confirmou, no início da tarde desta terça-feira (30), a retirada do projeto que previa o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 17% para 19% no Estado. Com isso, os decretos com cortes de benefícios fiscais voltam a ser empregados a partir desta quarta-feira (1º) pelo Piratini. 

Principal tributo estadual, que impacta diretamente o valor de itens de consumo da população, o ICMS foi o centro de um conflito entre entidades, bancadas e governo do Estado. O Piratini pretendia elevar a alíquota básica dos atuais 17% para 19%, como forma de aumentar a arrecadação e fazer frente a despesas do Estado. Diante de duras críticas e resistência à aprovação da proposta, a alternativa apresentada pelo governo gaúcho foi o corte de incentivos fiscais concedidos a alguns setores e a itens da cesta básica — o que passou a ser chamado de "plano B" e que voltará a ser empregado a partir da decisão anunciada pelo Piratini. 

O secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, afirmou que não existe ambiente político para seguir com a pauta no Legislativo:

— Diante das manifestações públicas que tivemos de algumas bancadas na Assembleia Legislativa, que não tem ainda a compreensão suficiente de que isso seja efetivamente o caminho mais adequado para esta realidade. Então, estamos anunciando hoje a retirada do projeto de lei. 

A saída achada pelo governo, com a falta de tração para aprovar o aumento da alíquota modal e grande rejeição ao fim de parte dos incentivos, foi atenuar em parte o corte nos benefícios concedidos a diversos setores. 

Adiamento do início do Fator de Ajuste de Fruição (FAF) e do corte dos benefícios de alguns alimentos da cesta básica, como frutas, legumes e ovos para 2025 estão nesse ajuste anunciado pelo governo.

— Os demais itens de cesta básica passam a ser majorados — pontuou a secretária de Estado da Fazenda, Pricilla Santana. (Gaucha ZH)


Argentina: fazendas leiteiras menores sentem mais a queda da produção

Apesar de algumas luzes que acenderam uma leve esperança para o setor de lácteos da Argentina, os dados em geral ainda são negativos para a atividade das fazendas leiteiras. Em termos de produção, por exemplo, o primeiro trimestre fechou com um dos piores registros dos últimos anos.

De acordo com um relatório do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), com base nos dados publicados mensalmente pela Direção Nacional de Laticínios, entre janeiro e março, a produção total caiu 13,9% e 14,9% se for levada em conta a média diária.

E em um relatório adicional, a OCLA confirmou um fato mais do que preocupante: essa queda tem um impacto fundamental nos estabelecimentos menores, como o que recentemente teve de fechar em Cañada Rosquín (Santa Fé).

Produção nas fazendas leiteiras argentinas, por escala
“Se analisarmos o comportamento da produção por estrato produtivo, podemos observar que o estrato de mais de 6.000 litros por dia de produção teve uma queda muito menor do que o restante dos estratos (-4,7%)”, menciona o estudo da OCLA.

Nesse contexto, as menores fazendas leiteiras (menos de 2.000 litros por dia) acumularam uma queda de 16,5% no ano, enquanto o estrato intermediário (entre 2.000 e 6.000 litros) caiu 12,1%.

Isso é consequência principalmente do estresse térmico sofrido no final de janeiro e início de fevereiro, e também devido aos problemas de disponibilidade financeira de muitos produtores para arcar com os custos mais altos da ração, além de aspectos relacionados a perdas de escore corporal, abortos, desequilíbrios metabólicos pós-parto, descartes acima do normal, entre outros.

Estimativa de variação da produção de leite por estrato na Argentina

“Se ponderarmos de acordo com a estratificação publicada pela Direção Nacional de Lácteos, a queda na produção no primeiro trimestre do ano (a leite constante) foi de 10,5% quando a queda total na produção nacional foi de 15,1% no acumulado do ano (média diária). A diferença de 4,6 pontos percentuais pode ser atribuída principalmente à produção que existia no ano passado e não existe neste ano, ou seja, menos unidades de produção e/ou menos vacas em unidades de produção que continuam hoje", continua o relatório da OCLA.

Mas esclarece: “É essencial não vincular diretamente essa diferença de 4,6% como menos fazendas leiteiras ou menos vacas de um ano para outro, pois certamente as fazendas leiteiras e/ou vacas que deixaram o sistema estão abaixo da produção média e, portanto, o número de êxodo pode ser maior”.

Produção de leite por província
Enquanto isso, a pesquisa da OCLA também analisa a situação por províncias e destaca a queda acentuada em Córdoba e Santa Fé, onde estão localizadas as maiores fazendas leiteiras do país.

“A produção nas províncias apresentou grandes diferenças em sua variação anual no primeiro trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. Devido à sua participação relativa na produção total (2/3 da produção nacional total) e à alta porcentagem de queda, Córdoba e Santa Fé definem a queda acentuada na produção no trimestre", explica o Observatório.

Boas notícias: lucratividade
Por fim, um terceiro relatório divulgado pelo OCLA analisa a rentabilidade da atividade leiteira e a boa notícia é que o mês de março terminou, pelo menos do cálculo teórico, com um resultado positivo para os produtores de 3,5%.

“Como vínhamos informando em ocasiões anteriores, houve um forte desacoplamento em dezembro de 2023 (devido à desvalorização e à alta inflação), entre preços e custos e apontamos que os preços do leite vinham crescendo acima da inflação e que em breve haveria convergência, razão pela qual já em fevereiro pode ser observada uma taxa de rentabilidade positiva que se acentua em março.”

Mas esclarece que, “apesar disso, o Preço de Equilíbrio (US$ 352,22 para março/24), que exige uma rentabilidade mínima de 5% como Custo de Oportunidade do Capital Investido, não foi alcançado”.

As informações são do Infocampo, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

ALEMANHA: 2.400 produtores de leite desistem em 2023

Os produtores de leite alemães, tal como os seus homólogos em muitos outros países, enfrentam um declínio constante no consumo dos seus produtos. A Alemanha tem 50.581 explorações leiteiras, uma queda de cerca de 2.400 (ou 4,4%) em relação a Dezembro de 2022.

Num ano, o número de vacas leiteiras diminuiu 2,5%, para 3,7 milhões de animais , informa o centro de informação agrícola BZL. O declínio do rebanho leiteiro alemão, iniciado há 10 anos, continua, acrescenta o BZL.

No entanto, a produção anual de leite por vaca no ano passado aumentou para 8.780 kg, em comparação com 8.504 kg em 2022.

Os produtores de leite alemães, tal como os seus colegas em muitos outros países, enfrentam um declínio constante no consumo dos seus produtos. No ano passado, o consumo de leite na Alemanha atingiu um novo mínimo de 46 litros per capita, mais 1% abaixo do mínimo histórico de 2022, segundo o BZL. Além disso, os alemães compraram e consumiram 23,8 kg de queijo per capita, acima dos 24,6 kg do ano anterior, enquanto o uso de manteiga e gordura do leite diminuiu 1,4%, para 5,56 kg per capita.

O lento declínio dos preços do leite e dos produtos lácteos nas lojas, juntamente com o aumento das vendas de alternativas à base de plantas, contribuíram para um declínio adicional no consumo de lacticínios, afirma o BZL.

O sindicato dos agricultores Deutscher Bauernverband teme que a tendência descendente continue este ano. Durante o Milk Forum 2024 em Berlim, o vice-presidente Karsten Schal comentou: “Este ano, o número de explorações leiteiras na Alemanha cairá para menos de 50.000 pela primeira vez. No final do ano passado, o número de vacas leiteiras estava no nível mais baixo desde a reunificação da Alemanha. Todo o setor está muito preocupado com os planos de transição. A situação recente no sector do leite e no seu conjunto pode ser caracterizada por uma grande incerteza. Mesmo quando o mercado está relativamente calmo, enfrentamos muitos desafios, tais como exigências crescentes em matéria de bem-estar animal e proteção climática, mudanças nos hábitos de consumo dos consumidores e uma burocracia insuportável.”

traduzido e extraído pela OCLA do boletim informativo Dairy Global de Ruud Peys 


Jogo Rápido

Cenário da produção de leite está melhor em 2024 em comparação com o ano passado
O setor produtivo do leite vem passando por dificuldades nos últimos anos aqui no Rio Grande do Sul. Além dos efeitos climáticos, a classe ainda enfrenta aumento nos custos dos insumos e a concorrência do produto importado de países vizinhos como Argentina e Uruguai. Conforme o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados – Sindilat, Darlan Palharini, os efeitos do clima sempre impactam na produção, seja excesso ou falta de chuva. O calor também diminui a produção, pois o animal fica estressado e gera menos leite. Desse modo, o secretário afirma que vem crescendo o número de propriedades com vacas confinadas. Onde o animal fica em galpões, climatizados, com alimentação controlada, favorecendo a produção de leite. Palharini destaca que o ano de 2023 foi um ano complicado para o setor lácteo como um todo. Tanto para o produtor, quanto para a indústria. A maior dificuldade foi a concorrência com os derivados de leite importados dos países vizinhos, com preço menores. Consequentemente os valores caíram para os produtores brasileiros também. O secretário afirma que neste ano já existe uma recuperação de preço e queda nos insumos, o que vem melhorando o mercado. No entanto, ainda está longe do cenário ideal. De acordo com Palharini, o produtor está recebendo em média entre R$ 2,05 a R$ 2,25 o litro do leite produzido. O valor é aceitável, uma vez que os preços dos insumos também estão menores, reduzindo o custo de produção. (Radio Uirapuru)


 

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Porto Alegre, 29 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.136


Itens da cesta básica podem ter alíquota zero

Texto da regulamentação da reforma tributária prevê desoneração total a 18 categorias de produtos alimentícios

O governo estabeleceu uma lista enxuta de 18 categorias de produtos da cesta básica nacional que serão integralmente desonerados dos novos impostos que foram criados pela reforma tributária.

Os produtos foram listados considerando a diversidade regional e cultural da alimentação do país e garantindo uma alimentação saudável e nutricionalmente adequada, exigências previstas na emenda constitucional da reforma.

A prioridade do governo foi incluir os alimentos mais consumidos pela população mais pobre para assegurar que o máximo possível do benefício tributário seja apropriado pelas famílias de baixa renda. A lista inclui desde o tradicional arroz e feijão - dois dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros - até o coco, grãos e farinha. Mas o governo deixou de fora todos os tipos de carne.

Os produtos da cesta básica nacional serão integralmente desonerados da cobrança do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), dos estados e municípios, e da CBS (Contribuição sobre Bens e 
Serviços), do governo federal.

A lista consta no projeto de lei de regulamentação da reforma entregue nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A cesta básica é um dos pontos mais sensíveis da reforma 
tributária porque devido ao seu alcance terá grande impacto na alíquota que será cobrada do IBS 
e CBS. Quanto maior o número de produtos desonerados, maior terá que ser a alíquota final.

Durante a tramitação da reforma, no ano passado, o governo não queria uma cesta básica com alíquota zero, mas foi vencido nas negociações da Câmara e do Senado. Já é esperada uma ampliação da lista nas negociações do Congresso, onde a bancada do agronegócio tem forte poder de pressão.

A reforma tributária fez uma distinção para os alimentos desonerados e tratou em separado a cesta básica nacional de alimentos com alíquota zero e criou um segundo grupo de produtos com redução de 100% da alíquota do IBS e da CBS.

No primeiro grupo, o projeto de regulamentação prevê 15 categorias de produtos alimentícios. No segundo grupo, estão ovos, hortaliças e frutas. Técnicos que participaram da elaboração da regulamentação afirmaram que é possível somar os dois grupos.

A emenda constitucional da reforma também previu a possibilidade de redução em 60% da alíquota cheia para alimentos estinados ao consumo humano, inclusive sucos naturais sem adição de açúcares e conservantes. 

Há também poucos produtos de consumo de luxo que ficaram na alíquota cheia - a chamada alíquota padrão ou alíquota de referência do IBS e da CBS. O projeto ainda fixou nove categorias de serviço de educação que terão direito a alíquota reduzida. A lista inclui os cursos de educação tradicional, como infantil, fundamental e médio, mas também permitiu o benefício da alíquota mais baixa para o Governo federal que deixou de fora da desoneração todos os tipos de carne ensino de línguas nativas de povos originários.

Já os cursos livres, como por exemplo costura, culinária e pintura, e de idiomas ficaram de fora. As academias de ginástica, que buscavam a alíquota reduzida durante as negociações do projeto, tampouco entraram na lista.

A proposta também prevê uma alíquota maior de imposto para veículos, embarcações, aeronaves, produtos do fumo, bebidas alcoólicas e açucaradas, além de bens minerais extraídos. Essas categorias serão alvo de incidência do chamado IS (Imposto Seletivo), criado para sobretaxar bens considerados danosos à saúde.A lista não inclui alimentos ultraprocessados, apesar do manifesto de especialistas da área da saúde em defesa da cobrança sobre essa classe 
de produtos.

O IS vai incidir uma única vez sobre o bem. As alíquotas serão definidas posteriormente por meio de lei ordinária. (Jornal do Comércio)


Informativo Conjuntural 1812 de 25 de abril de 2024 - BOVINOCULTURA DE LEITE

Devido ao período de vazio forrageiro, a produção de leite está em declínio nas propriedades dependentes exclusivamente de pastagens anuais cultivadas. Por outro lado, em muitas propriedades, os produtores que utilizam silagem de milho relatam produtividade satisfatória em decorrência da boa qualidade das silagens desta safra. Apesar das adequadas condições dos rebanhos, as infestações por carrapato persistem, exigindo medidas de controle contínuas. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a oferta de espécies perenes de verão, as gramíneas nativas e as áreas com sorgo forrageiro e com capim sudão garantem bom aporte de volumoso. A qualidade e a composição do leite estão satisfatórias. 

Na de Caxias do Sul, as temperaturas amenas favoreceram o bem-estar das vacas leiteiras e o consumo de alimentos, mantendo adequada produtividade. Houve grande incidência de moscas, entre outros ectoparasitas nos rebanhos, exigindo controle químico. 

Na de Erechim, em função do fim do ciclo das pastagens de verão, houve aumento no uso de alimentos conservados, como silagem e feno. O rebanho segue saudável, beneficiando-se das temperaturas amenas da última semana. 

Na de Frederico Westphalen, o mercado de laticínios apresenta sinais de estabilização. No entanto, em alguns municípios, a qualidade e a produtividade da silagem de milho safrinha estão abaixo do esperado, o que ressalta a importância do planejamento do cultivo de cereais de inverno para silagem. 

Na de Ijuí, a produção total de leite continua a declinar, especialmente nas propriedades que adotam sistemas de produção a pasto. Os produtores estão compensando a escassez de forragens a partir do fornecimento de alimentos conservados e concentrados para atender às necessidades nutricionais dos animais. 

Na de Passo Fundo, os alimentos disponíveis nas pastagens são insuficientes, exigindo ajustes nas dietas e impactando a produção de leite, especialmente em propriedades onde há estoque limitado de alimentos conservados. 

Na de Pelotas, apesar da população elevada de carrapato e mosca, que tem sido de difícil controle para os produtores, o rebanho mantém satisfatório estado sanitário, beneficiado por condições térmicas adequadas para os animais. 

Na de Porto Alegre, houve avanço na implantação e no desenvolvimento das pastagens de inverno. Foi relatada a boa germinação das pastagens de aveia e de trigo, o qual tem apresentado 
melhor custo em comparação às sementes de azevém. 

Na de Santa Maria, o excesso de chuvas impactou as pastagens, resultando em pisoteio dos animais. A condição sanitária dos rebanhos está satisfatória. 

Na de Santa Rosa, as temperaturas amenas propiciaram a melhora do bem-estar animal, mas as precipitações em volumes elevados causaram acúmulo de barro ao redor das instalações, exigindo cuidados extras de higiene durante a ordenha. 

Na de Soledade, no Alto da Serra do Botucaraí, algumas áreas de aveia estão recebendo adubação nitrogenada. Azevém espontâneo começa a germinar, sendo utilizado em pastoreio de 
rebanhos leiteiros. (Emater/RS adaptado pelo SINDILAT/RS)

China – Importações de produtos lácteos de janeiro a março de 2024

China – As importações de produtos lácteos pela China cresceram significativamente entre 2013 e 2021 (salvo durante a crise de 2015) a uma taxa acumulada de 10,6% anual, com queda de 16,5% em 2022 e de 10% em 2023, reduzindo para 5,3% a taxa anual de crescimento. De qualquer forma, continua sendo o grande motor da demanda mundial de lácteos.

As compras da China no mercado internacional ascenderam a uns 20 bilhões de Litros Equivalente Leite (EqL) no ano de 2021, muito perto de 25% de tudo o que foi comercializado nesse mercado (excluindo o comércio interno da União Europeia). Por isso, sua evolução é muito relevante para a determinação de preços. Em 2022, as vendas para a China caíram 17,1%, e ainda assim representaram 18% do comércio mundial. E, um mercado que crescia em média 3% ao ano, caiu 3,4% em 2022.

Em 2023, as compras da China, medidas em EqL, caíram 20,5%, mas ainda corresponderam a 14% do mercado mundial, reduzindo em 3,5% o comércio internacional de lácteos, em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, a produção mundial cresceu em torno de 1% e houve redução do consumo interno nos países exportadores, o que constituiu na principal causa para a queda dos preços observada durante quase todo o ano de 2023.

Inicialmente, o recuo das compras chinesas foi atribuído à maior produção interna, estoques elevados depois das compras realizadas em 2021, e às dificuldades logísticas provocadas pelas políticas de isolamento de pessoas decorrente de novos surtos de Covid, pelos efeitos colaterais da Guerra na Ucrânia, além de processos inflacionários registrados em quase todas as economias mundiais com impacto recessivo na demanda. A expectativa era de que a situação fosse revertida em 2024, devido a menores estoques e especialmente à queda do preço do leite ao produtor, desestimulando a produção de leite.   

Mas, no mês de março, de um modo geral, as importações caíram. No acumulado do primeiro bimestre do ano, também, em sua maioria houve queda. Veja o quadro das importações chinesas em 2024


 
O total das importações, em dólares, no 1º trimestre de 2024 foi 27,6% inferior em relação a igual período de 2023 e o valor médio das compras caiu de US$ 4.656/tonelada para US$ 3.937/tonelada, 15,4% de recuo.

O valor do litro EqL das importações da China no 1º trimestre de 2024 foi de US$ 0,80 (caindo 21,2%). O valor do litro EqL das exportações totais da Argentina para todos os destinos, no mesmo período foi de US$ 0,53/litro.Fonte: OCLA - Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Jogo Rápido

Associados do Sindilat/RS têm 10 % desconto para o Interleite Sul 2024
Os associados ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS)  têm liberado desconto de 10% na compra de ingressos para a  11ª edição do Interleite Sul. O evento acontecerá nos dias 08 e 09 de maio, na cidade de Chapecó (SC). O segundo lote está sendo comercializado até o dia 26 de abril através do site interleitesul.com.br. Para os dois dias de evento, estão programadas 23 palestras sobre o universo do leite, conforme a programação disponível abaixo. Neste ano, o Interleite Sul foca em discutir caminhos para o futuro da produção e será dividido entre seis painéis: Mudanças climáticas no Sul do país: efeitos e soluções; Tecnologia aplicada para melhores resultados; Olhando para o futuro; Transformações e prioridades do leite nos estados do Sul do Brasil; Os diferentes caminhos para a sucessão do negócio e Os desafios e soluções para a mão de obra no campo. Os materiais estarão disponíveis para download e serão conferidos certificados de participação “O Interleite Sul é um dos eventos que ajudam a fortalecer e antecipar as discussões em torno da cadeia do leite, oferecendo formação e oportunidades de crescimento para a indústria láctea”, assinala Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat/RS. (SINDILAT/RS)


 

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Porto Alegre, 26 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.135


COMUNICADO AOS PRODUTORES DE LEITE DO RS REFERENTE A NOTA FISCAL ELETRÔNICA

Prezados produtores de leite do RS,

O Sindilat/RS (Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul), reitera a todos os produtores de leite que as indústrias somente poderão receber leite de produtor rural que apresentar, a Nota Fiscal Eletrônica nos seguintes termos:

I - 1º de maio de 2024, nas operações internas praticadas por produtores rurais que tenham faturamento, no ano de 2022, superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), e nas operações interestaduais;

II - 1º de dezembro de 2024, nas operações internas praticadas pelos demais produtores rurais.

Esta medida foi regulamentada pelo Ajuste Sinief Nº 1, publicado no Diário Oficial de 26 de abril de 2024.

Visando auxiliar os produtores, os Sindicatos Rurais Regionais estarão aptos a emitir a documentação para aqueles produtores que necessitarem de ajuda. 

Compartilhamos o guia para utilização do aplicativo Nota Fiscal Fácil, clicando aqui.

As informações são do SINDILAT/RS


CONSELEITE – SANTA CATARINA - RESOLUÇÃO Nº 04/2024

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 26 de Abril de 2024 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Março de 2024 e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2024. 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite SC)

 

 

CONSELEITE MINAS GERAIS ABRIL/2024

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 26 de Abril de 2024, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) O maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Fevereiro/2024 a ser pago em Março/2024.
b) O maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Março/2024 a ser pago em Abril/2024.
c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Abril/2024 a ser pago em Maio/2024.


Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br.  (Conseleite MG)


Jogo Rápido

Chuvas Intensas e Mudanças Climáticas no Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul se prepara para enfrentar chuvas intensas nos próximos dias, com previsão de volumes significativos em diferentes regiões do estado. As mudanças climáticas estão diretamente ligadas à instabilidade atmosférica que causará essas condições, destacando-se a necessidade de precaução e monitoramento das condições meteorológicas. Na sexta-feira (26), mudanças nas condições meteorológicas devido à divergência em altos níveis causarão instabilidade em superfície, resultando em chuvas sobre a Região Sul, proximidades da Laguna dos Patos e parte da Serra. Essa condição persistirá ao longo dos dias seguintes, com maior volume de chuva esperado para as regiões Sul e Campanha no sábado (27) e concentração de precipitações nas proximidades da Laguna dos Patos e Região da Campanha no domingo (28). Para a tendência entre 29 de abril e 01 de maio de 2024, as chuvas se concentrarão mais sobre a Região Sul na segunda-feira (29) e terça-feira (30), espalhando-se em direção ao Centro do estado e Região da Campanha. Na quarta-feira (01/05), não há previsão de chuvas para a maior parte do RS, exceto na Região Sul, onde os acumulados serão mais expressivos. Os volumes de chuva mais significativos estão previstos para o dia 27 de abril e entre os dias 29 e 30 de abril, com volumes esperados entre 150 e 250 mm na Região Sul do estado. (Seapi adaptado pelo SINDILAT/RS)


 

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Porto Alegre, 25 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.134


CONSELEITE/ Valor projetado para o leite em abril é de R$ 2,3012 no RS

O valor de referência projetado para o leite no mês de abril no Rio Grande do Sul é de R$ 2,3012. O indicador, divulgado na manhã desta quinta-feira (25/04) em reunião mensal do Conseleite, aponta elevação de 3,51% em relação ao valor consolidado em março, que fechou em R$ 2,2232. O estudo considera resultados parciais referentes aos primeiros 20 dias do mês.

O coordenador do Conseleite, Allan André Tormen, informa que os números apresentados pela UPF indicam uma recuperação de preço tradicional para essa época do ano, quando a sazonalidade da safra tende a puxar os valores para cima. “O estímulo à produção e à captação está diretamente relacionado ao preço. Preços melhores motivam o produtor e isso se reflete na quantidade de oferta”, completou Tormen. (Assessoria de imprensa SINDILAT/RS)


Conseleite/PR projeta variação de 0,19% no valor do leite entregue em abril

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 23 de Abril de 2024 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Março de 2024 e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2024, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana.

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Abril de 2024 é de R$ 4,3052/litro.

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br.

As informações são do Conseleite-Paraná.

 

 

No Top of Mind, empresas associadas aos SINDILAT/RS se destacam

Na 14ª edição do prêmio Top of Mind 2024, as marcas Piracanjuba, Président, Santa Clara, Italac, PIÁ e Elegê, das empresas associadas ao Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS), se consagraram como as marcas mais lembradas entre as que produzem Leite, Queijo e Doce de Leite. 

O Top of Mind é realizado pelo Grupo AMANHÃ, e está consolidado entre as principais pesquisas de lembrança do Rio Grande do Sul. Para esta edição, foram realizadas 1.2 mil entrevistas, com pessoas entre 16 e 70 anos, em diversas regiões do estado. As informações sobre o prêmio, que foi entregue no dia 23/04 em cerimônia realizada em Porto Alegre, estão disponíveis no site amanha.com.br/lp/top-of-mind. (Assessoria de imprensa SINDILAT/RS)

Leite A2A2 - Percepção dos consumidores

Leite A2A2 - O leite A2A2, ou simplesmente A2, e seus derivados têm ganhado popularidade nos últimos anos. Este produto contém uma forma específica da proteína beta-caseína chamada de A2A2, em contraste com a forma mais comum encontrada no leite convencional, chamada A1. Estudos indicam que o consumo de leite A2A2 pode ser de digestão mais fácil para algumas pessoas.

A beta-caseína é uma das principais proteínas presentes no leite de vaca, e existem diferentes variantes dessa proteína, como a beta-caseína A1 e A2. A diferença entre o leite convencional e o leite A2A2 está em um único aminoácido na posição 67 da sequência de aminoácidos. O leite A2A2 é produzido a partir da seleção genética de vacas que possuem essa característica específica, ou seja, a variante A2A2 nessa posição.

Diante do interesse crescente por estes produtos, a newsletter deste mês buscou captar a percepção e a adesão dos consumidores ao leite A2A2, analisando as buscas e manifestações ao produto no Google e no X, antigo Twitter.

Evolução temporal das buscas no Google

O primeiro registro de busca pelo termo "leite A2A2" utilizando o buscador do Google ocorreu em abril de 2018. O ápice do interesse dos consumidores pelo produto ocorreu em novembro de 2020, mês que serve de referência para os demais em percentual de buscas. Percebe-se um aumento médio de buscas pelo termo no último ano. As pesquisas utilizando o termo apresentaram finalidades diversas, variando desde o entendimento do conceito e da composição do produto, passando pela procura por marcas fabricantes bem como por estabelecimentos que o comercializam.

O MAPA apresenta a popularidade do leite A2A2 nos estados brasileiros, nos últimos doze meses. Essa medida considera o número de buscas pelo termo em relação ao número de habitantes do estado, ou seja, quanto maior o número de buscas/habitantes, maior a popularidade do termo.

O Distrito Federal foi o estado que apresentou o maior número relativo de buscas, seguido por Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás.

Todos os estados da região sudeste, Sul e Centro-oeste registraram buscas pelo produto. Na região Sul, o estado de Santa Catarina se destacou entre os seu pares.

No nordeste brasileiro quatro estados pesquisaram o termo - Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco, com empate técnico entre eles. O engajamento da região Norte foi o menor registrado. Somente Pará e Rondônia fizeram alguma busca pelo termo.

Perfil dos consumidores de leite A2A2

O OC também analisou o total de postagens sobre o leite A2A2 no X, entre maio de 2020 e agosto de 2023, buscando compreender o perfil e as preferências dos consumidores.

Na plataforma X, 94% das menções ao leite A2A2 foram feitas por homens. O público feminino representou apenas 6% do total.

Quanto aos sentimentos expressos nas postagens, imperou vocábulos semanticamente positivos em praticamente todas as postagens.

Hábitos de consumo

Entre os alimentos mais citados nas postagens sobre o leite A2A2, as frutas estão presentes em 39%, ficando bem à frente dos grupos alimentares seguintes: farinhas e massas, produtos açucarados e bebidas não alcóolicas e infusões. Isso pode indicar uma maior associação do consumo deste leite à ideia de maior digestibilidade, o que é reforçado pelos termos captados na nuvem de palavras.

A embalagem e a composição do produto representam, juntas, 93% do total de menções às características do item. O modo de produção despertou interesse em 5% das postagens que citaram alguma característica.

A análise do OC sobre a percepção do leite A2A2 revela um interesse crescente e positivo entre os consumidores brasileiros, demonstrando uma conscientização maior sobre as opções alimentares que podem favorecer a saúde digestiva. O aumento constante nas buscas e a predominância de sentimentos positivos nas redes sociais refletem uma aceitação que ultrapassa as expectativas iniciais de mercado. Essa receptividade do mercado reforça a importância de uma contínua educação do consumidor sobre os benefícios específicos do leite A2A2, assim como uma transparência sobre os métodos de produção. Para sustentar e expandir esse interesse, produtores e varejistas devem considerar campanhas que enfatizem não apenas a saúde digestiva, mas também o compromisso com práticas sustentáveis e éticas na produção de laticínios. A tendência é que o leite A2A2 continue a ganhar espaço nas prateleiras e nas mesas dos brasileiros, reforçando seu papel no cenário de consumo de lácteos. Fonte: Embrapa


Jogo Rápido

Inscrições para o 3º Prêmio Referência Leiteira – Cases de Sucesso – vão até 14 de junho
As inscrições para as categorias de “Cases de Sucesso” do 3º Prêmio Referência Leiteira encerram-se no dia 14 de junho. O regulamento e a Ficha de Inscrição estão disponíveis nos escritórios municipais da Emater/RS e também podem ser acessados pelo link. “Ao longo das edições temos, através dos destaques, alcançado tanto a divulgação das melhores práticas, quanto o reconhecimento de quem se dedica no campo, bem como a propagação dessas ações como inspiração para quem está na produção”, assinala o vice-coordenador do 3° Prêmio Referência Leiteira, Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), entidade promotora da ação, juntamente com a Emater/RS e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). Estão aptas para participarem, propriedades estabelecidas no Rio Grande do Sul e que comercializam leite cru in natura para indústria ou que processem o leite em agroindústria própria. As melhores práticas da produção leiteira gaúcha serão destacadas entre seis categorias de Cases: Inovação, Sustentabilidade Ambiental, Bem-estar Animal, Protagonismo Feminino, Sucessão Familiar e Gestão da Atividade Leiteira. Conforme o regulamento, cada propriedade pode se inscrever em apenas uma das categorias através do envio das informações solicitadas no regulamento, em remessa única, por correio eletrônico, à Emater/RS (jries@emater.tche.br) e ao Sindilat (sindilat@sindilat.com.br). As melhores em cada Cases de Sucesso, serão conhecidas durante a Expointer 2024, juntamente com as melhores nas categorias Propriedade Referência em Produção de Leite, divididas entre sistemas de criação a pasto com suplementação ou de semiconfinamento/confinamento. (Assessoria de Imprensa SINDILAT/RS)


 

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Porto Alegre, 24 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.133


Indústria gaúcha de leite tem retração de quase 4% nas vendas

A indústria gaúcha de leite apresentou retração de quase 4% nas vendas no acumulado de 12 meses, de março de 2023 a fevereiro de 2024 contra março de 2022 a fevereiro de 2023. Os dados da Receita Estadual apontam que o volume somado baixou para R$16,61 bilhões. As comercializações internas foram as que mais sofreram, caindo mais de R$350 milhões. 

No caso do leite em pó, mais de 55% do que foi demandado dentro do Rio Grande do Sul veio de importações. “Com a entrada em vigor do decreto do Governo, que limita a utilização de benefícios fiscais por quem compra o insumo fora, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS) acredita que as empresas de reprocessamento (chocolates, sorvetes e biscoitos) voltem a consumir da indústria gaúcha, fortalecendo também os produtores”, destacou Alexandre dos Santos, segundo vice-presidente do Sindilat/RS. 

A apuração indica nesta quarta sondagem, que a compra de embalagens segue liderando quando se trata da entrada de insumos. “Isso reflete a importância para o setor lácteo da manutenção dos incentivos de equiparação fiscal, como o do FAF, sem os quais será inviável manter a competitividade no mercado, já que mais de 60% do leite processado é consumido fora RS ao passo que diversos insumos precisam ser comprados de fora, pois não são produzidos aqui”, acrescenta Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat/RS, ao reafirmar opção pela revisão da alíquota de ICMS à retirada das equiparações fiscais existentes com outros estados produtores. 

Os dados estão na 18ª Edição da Revista RS360, acesse aqui. A live completa pode ser assistida aqui.


Conseleite/PR projeta variação de 0,19% no valor do leite entregue em abril

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 23 de Abril de 2024 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Março de 2024 e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2024, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana.

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Abril de 2024 é de R$ 4,3052/litro.

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br.

As informações são do Conseleite-Paraná.

 

 

Campanha quer fazer do agro uma paixão nacional

O projeto apresentado pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) sabe bem onde quer chegar. A meta da iniciativa é fazer do setor que move a economia também uma paixão nacional. E usa uma comparação ambiciosa no quesito popularidade: o futebol.

- Esse é um movimento, não é uma campanha que começa e para - pontuou Paulo César Rovai, que liderou a pesquisa "Percepções sobre o Agro. O que Pensa o Brasileiro".

O estudo, apresentado em 2022, ouviu 4.215 pessoas no país e é uma das etapas do movimento Todos a Uma Só Voz, projeto de posicionamento e de construção da imagem do agro brasileiro.

Agora, traçou-se um planejamento de como será feito isso. A proposta, a ser implementada em três fases e que começará a partir de maio a captação de recursos, inclui a criação de um hub de conteúdos, portal com equipe própria de produção, propagandas em diferentes mídias e ativações em escolas e shoppings.

Tudo em uma linguagem acessível, que consiga mostrar o agro humano e moderno, um ambiente simples e, ao mesmo tempo, conectado ao que há de mais moderno, sintetizou a apresentação conduzida pelo presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos.

- Vamos mostrar que o agro não é perfeito, que aprende a cada dia e que os jovens podem nos ajudar nessa construção - reforçou o dirigente.

O público-alvo da campanha será aquele identificado na pesquisa como neutro em sua percepção do agro, 43% das entrevistados. Uma nova onda de testes e pesquisa foi realizada com 380 pessoas desse que será o foco da campanha. E a partir dela se buscaram os conceitos.

A iniciativa reúne diferentes representantes de dentro e de fora do setor. Na apresentação da nova etapa, levou nomes importantes como o do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, e o da primeira mulher a presidir a Embrapa, Silvia Massruhá. Tem a louvável e importante proposição para melhorar a comunicação do setor não só para quem nele está inserido, como também - e principalmente - para quem se vê indiferente, sem conexão. Saber chegar a quem está do outro lado da produção é uma ferramenta imprescindível (de negócio, inclusive) nos dias atuais. E é aí que o projeto Marca Agro do Brasil abre o placar do jogo com um golaço. (Gaúcha ZH)


Jogo Rápido

SINDILAT/RS repercute medidas do Governo do RS sobre o setor lácteo
Confira aqui a íntegra da entrevista do Secretário-Executivo, Darlan Palharini, ao programa Poder RS, da TV Ulbra, sobre o Decreto 57.571. (Ulbra TV via youtube)


 

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Porto Alegre, 23 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.132


Aumento do ICMS: governo do RS não vê espaço para alterar alíquota

Na segunda-feira, Fiergs sinalizou apoio à proposta intermediária

Apesar da sinalização da Fiergs, entidade que representa a indústria gaúcha, em apoio a uma alíquota de ICMS de 18%, entre integrantes do governo do Rio Grande do Sul não há espaço para tal manobra. "Não faz sentido", afirmou um articulador.

Apesar da sinalização da Fiergs, entidade que representa a indústria gaúcha, em apoio a uma alíquota de ICMS de 18%, entre integrantes do governo do Rio Grande do Sul não há espaço para tal manobra. "Não faz sentido", afirmou um articulador.

A manifestação enfática deve-se pelo desgaste já provocado pelo assunto, além de que não traria o efeito necessário nas finanças. Em outras palavras, passaria a sensação de que o problema de equilíbrio financeiro estaria resolvido, quando na prática isso não se confirmaria.

Além disso, é praticamente consenso entre integrantes do Piratini de que o assunto do aumento de imposto precisa ser solucionado o mais breve possível. Além do desgaste político, tanto do Executivo como dos deputados, há ainda a questão da programação de investimentos do Estado.

O Executivo aguarda ainda os desdobramentos da renegociação da dívida com a União. Apenas da sinalização de que deverá haver algum tipo de acordo, a situação ainda é complexa e dependerá de outros fatores.

Em tempo: o governador Eduardo Leite viajaria no início de maio para Nova York, nos Estados Unidos, para participar da semana do Brasil na cidade. O evento envolve uma série de encontros de empresários e articulação para potenciais investimentos. Porém, como a programação cairá na mesma semana que a provável votação do ICMS, a participação do tucano foi cancelada.
A manifestação enfática deve-se pelo desgaste já provocado pelo assunto, além de que não traria o efeito necessário nas finanças. Em outras palavras, passaria a sensação de que o problema de equilíbrio financeiro estaria resolvido, quando na prática isso não se confirmaria.

Além disso, é praticamente consenso entre integrantes do Piratini de que o assunto do aumento de imposto precisa ser solucionado o mais breve possível. Além do desgaste político, tanto do Executivo como dos deputados, há ainda a questão da programação de investimentos do Estado.

O Executivo aguarda ainda os desdobramentos da renegociação da dívida com a União. Apenas da sinalização de que deverá haver algum tipo de acordo, a situação ainda é complexa e dependerá de outros fatores.

Em tempo: o governador Eduardo Leite viajaria no início de maio para Nova York, nos Estados Unidos, para participar da semana do Brasil na cidade. O evento envolve uma série de encontros de empresários e articulação para potenciais investimentos. Porém, como a programação cairá na mesma semana que a provável votação do ICMS, a participação do tucano foi cancelada. (Correio do Povo)


Produtores rurais esperam resposta sobre novo prazo para nota fiscal eletrônica

CNA solicitou adiamento da modalidade, que está prevista para vigorar em 1º de maio

Os produtores rurais brasileiros estão à espera de resposta do governo federal a um pedido de adiamento da entrada em vigor da Nota Fiscal do Produtor Rural (NFP-e), programada para valer a partir do dia 1º de maio. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que o prazo seja alongado até 30 de abril de 2026, dando mais tempo para ajustes e adequações.

“Mas existem ainda alguns problemas neste aplicativo, como códigos de lançamento de alguns produtos que ainda não constam e de operações como depósito e transferência entre produtores, que precisam ser corrigidos e adequados”, diz Pires. Além dessas questões, a infraestrutura rural deficiente também é vista como um entrave para as operações eletrônicas.

Com a digitalização do procedimento, todos os agropecuaristas precisarão, obrigatoriamente, substituir o tradicional talão do produtor, ainda utilizado por parte dos produtores. Conforme o assessor da presidência da Federação da Agricultura do RS (Farsul), Luís Fernando Pires, há duas maneiras de emitir a NFP-e, no site da Sefaz, através do certificado digital ou cartão do Banrisul, e no aplicativo Nota Fiscal Fácil, para o qual o produtor precisa ter a conta Gov.br.

“Temos dificuldades de sinal de internet nas cidades, então, imagine como é no Interior. E há ainda no Rio Grande do Sul problemas das companhias de energia, com municípios vários dias sem luz e casos de propriedades rurais até duas semanas sem luz”, argumenta Pires.

Para o assessor, essas barreiras justificam o adiamento da NFP-e, deixando a opção do talão do produtor em papel como facultativa. “Além disso, é importante ressaltar que muitos produtores, principalmente os mais idosos, não estão capacitados nem qualificados para fazer o procedimento da emissão”, acrescenta. Para treinar os agropecuaristas, a Farsul está oferecendo cursos de treinamento e capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), por meio dos sindicatos rurais. Conforme a CNA, o Censo Agropecuário de 2017 mostrou que apenas 28,2% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros tinham acesso à internet. (Correio do Povo)

Uruguai: volume de exportação de leite em pó integral caiu

De acordo com o relatório de comércio exterior baseado em dados alfandegários processados pelo Instituto Nacional do Leite do Uruguai (Inale), os volumes de exportação de leite em pó integral caíram 8% no trimestre de janeiro a março, para 34.818 toneladas, mas aumentaram 20% para o leite em pó desnatado, para 3.954 toneladas. As importações de queijo no mesmo período caíram 2%, para 6.223 toneladas, e as de manteiga, 23%, para 2.693 toneladas.

Até agora, neste ano, as exportações de lácteos do Uruguai caíram 17% em volume de negócios em comparação com o mesmo período em 2023, para US$ 187 milhões. Essa queda se deve ao declínio no faturamento de todos os produtos de manteiga (-27% para US$ 13,5 milhões), leite em pó integral (-17% para US$ 117 milhões), queijos (-6% para US$ 30,2 milhões) e leite em pó desnatado (-1% para US$ 12 milhões).

Até o momento, neste ano, o preço de todos os produtos caiu em comparação com o mesmo período de 2023: leite em pó desnatado (-18%), leite em pó integral (-10%), manteiga (-6%) e queijos (-4%). Comparando o preço recebido em março de 2024 com o de dezembro de 2023, foram registrados aumentos para o leite em pó integral e a manteiga (5% para US$/tonelada 3.446 e 17% para US$/tonelada 5.330, respectivamente). No caso do leite em pó desnatado e do queijo, houve queda (-3% para US$/t 3.089 e -5% para US$/t 4.739, respectivamente).

Por outro lado, em março de 2024, o preço médio acordado para o leite em pó integral exportado pela América do Sul aumentou 1% em relação ao mês anterior e ficou 7% abaixo do valor do ano passado, em US$ 3.675/tonelada.

O preço médio recebido pela Oceania diminuiu 6% em relação a fevereiro e 2% em relação ao valor de março de 2023, a US$ 3.206/tonelada. No caso dos preços de exportação acordados pela Europa, em março eles não variaram em relação ao mês anterior, atingindo o valor de US$ 3.925/tonelada, o que significa um aumento de 7% em relação ao mesmo mês de 2023.As informações são do Tardáguila Agromercados, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.  


Jogo Rápido

Transformação digital no campo: a revolução das fazendas leiteiras
Você já parou para pensar em como a tecnologia está mudando a maneira como produzimos leite? Hoje, as fazendas leiteiras estão passando por uma verdadeira revolução digital, com inteligência artificial, sensores, e automação tomando conta dos processos. No Interleite Brasil 2024, vamos explorar como essa transformação está trazendo novas oportunidades e mudando a forma como a produção de leite funciona. Imagine uma fazenda onde sensores monitoram a saúde das vacas em tempo real, detectando sinais de doença antes mesmo que os sintomas apareçam. Ou onde sistemas automatizados controlam a alimentação dos rebanhos para otimizar a produção de leite. Isso não é mais coisa do futuro; já é uma realidade em muitas fazendas leiteiras. E qual o papel do técnico na era digital? Com ferramentas como drones e câmeras de alta resolução, os técnicos agora têm acesso a uma quantidade sem precedentes de informações sobre os rebanhos e as fazendas. Isso significa decisões mais rápidas e precisas, além de uma capacidade maior de identificar problemas antes que se tornem sérios. Quer saber como esses avanços podem beneficiar seu negócio? O Interleite Brasil é o lugar certo para descobrir.  Para debater o assunto, os especialistas Francisco Calaça, Coordenador de Novas Tecnologias no CampoLab, Wagner Arbex, Analista científico na Embrapa, e João Dorea, Professor Assistente na Universidade de Wisconsin-Madison, participarão do painel 5 do Interleite Brasil: Tecnologias digitais em fazendas leiteiras.  Então, se você está curioso para entender como a digitalização está impactando o setor lácteo e quer conhecer as últimas tendências, junte-se a nós no Interleite Brasil 2024. Inscreva-se agora e garanta seu ingresso com o valor promocional de pré-venda.  (Milkpoint)


 

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Porto Alegre, 22 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.131


Entidades do agro farão mais ações para explicar apoio à alta do ICMS

Materiais serão divulgados com dados sobre a avaliação feita pelo grupo

Entidades do agronegócio que apoiam a nova proposta do Estado para aumento da alíquota do ICMS farão novas ações com o objetivo de esclarecer o que motivou essa decisão. Será uma sequência à publicação de um comunicado “a pedido”, na sexta-feira. No manifesto, dizem rechaçar a “abordagem política agressiva e inadequada” que vem sendo adotada por algumas partes contrárias a essa posição. E apresentam dados que embasam a razão pela qual têm se manifestado favoráveis ao projeto atual.

— As críticas que recebemos não condizem com os setores que defendem a recuperação da competitividade. A manifestação vem também para dizer que temos de buscar a melhor alternativa sem ataque — pontua José Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), uma das integrantes do movimento Entidades em Defesa do Rio Grande do Sul.

O dirigente explica que mais materiais serão divulgados, com esclarecimentos sobre a questão, para que a sociedade seja informada a partir de dados sobre a avaliação feita pelo grupo.

Um dos principais argumentos é o impacto que teria para o setor o plano apresentado pelo Executivo: a retirada de benefícios. Perda de competitividade de um setor já fragilizado, no caso da proteína animal, e alta no custo da cesta básica, com efeitos para os consumidores são dois desses efeitos apontados por Santos. No frango, cita, a alta no custo ficaria em torno de 9%.

Outro ponto colocado é a contrapartida que vem no pacote agora apresentado pelo Estado, com medidas que buscam resgatar a competitividade. É o caso da renegociação de dívidas, da premiação ao bom pagador e da extinção do Fator de Ajuste de Fruição (FAF).

— Vamos esclarecer o que aconteceria se voltassem os decretos e falar da importância da aprovação desse pacote como um todo para a competitividade, a geração de emprego — reitera Santos. (Gaúcha ZH)


Live Diálogos Setoriais acontece nesta terça, dia 24/04, às 14h

Será nesta terça, dia 23/04/2024, às 14h, a quarta rodada de discussões dos números da Receita Federal sobre os dados do setor lácteo gaúcho. A participação no programa Diálogos Setoriais é aberta ao público, que pode acompanhar a transmissão clicando aqui. Participam representantes da Sefaz e do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS).

O conjunto de informações que será debatido tem fevereiro como mês de referência e foi disponibilizado na 18ª Edição da Revista RS360, com os dados coletados e organizados pela Fazenda sobre o desempenho do setor leiteiro do Rio Grande do Sul. A publicação pode ser acessada aqui. A partir da página 82, os números comparam informações para itens como volume de vendas, compras, bens de capital, fluxo interestadual de mercadorias, entre outros. (Assessoria de imprensa SINDILAT/RS)

Aumento do ICMS: PT anuncia sua posição nesta terça-feira

Partido divulga nesta terça se vai votar a favor ou contra projeto do governo que eleva alíquota do imposto para 19%

Após ver se intensificarem nos últimos dias as expectativas a respeito da possibilidade de que endosse o aumento de ICMS proposto pelo governo do Estado, a bancada do PT na Assembleia Legislativa anuncia nesta terça-feira, 23, sua posição. O partido, de oposição à administração Eduardo Leite (PSDB), tem 11 deputados, a maior representação na Casa. O PCdoB, com quem o PT forma uma federação partidária, tem mais uma cadeira.

Por isso, um acordo com os petistas melhoraria em muito as chances de o governo conseguir aprovar a elevação da alíquota sem depender da própria base, onde florescem os dissidentes. O Executivo precisa de maioria simples para passar o texto em Plenário. Isto significa que, se os 55 parlamentares estiverem presentes, a proposta passa com 28 votos.

O líder da bancada do PT na Assembleia, deputado Luiz Fernando Mainardi, diz que a análise da possibilidade de apoio ao governo estaria baseada em três “fatos novos”. Mas, concretamente, os pontos citados pelo parlamentar não são novidade, e há sobre eles uma série de questionamentos.

“O governador nos chamou para conversar antes de viajar e nos apresentou três fatos novos: um diagnóstico da situação financeira, a necessidade de aumentar a alíquota agora para ter garantia de arrecadação suficiente em 2025, e a definição de um projeto de desenvolvimento econômico para o Estado. Vamos debater em cima do pedido do governador”, confirma o líder.

O PT, que de imediato se manifestou contrário à majoração do ICMS na primeira tentativa do Executivo, em novembro do ano passado, e, depois, também contra os decretos que retiram benefícios fiscais, suavizou o discurso nas últimas semanas. Após Leite anunciar que faria uma segunda tentativa de majoração, o partido optou por uma postura mais evasiva.

Primeiro, os deputados petistas passaram a destacar que, por princípio, não são contra ou a favor do aumento do imposto, e que seu foco é a defesa de uma política tributária que alivie os mais pobres. Depois, começaram a circular entre entidades representativas do funcionalismo informações sobre a existência de sindicatos de servidores que apoiariam a majoração caso ela fosse condicionada à concessão de reajustes salariais. A vinculação, contudo, criaria um precedente considerado ‘perigoso’, e sua utilização como justificativa para um apoio vem sendo esvaziada.

Com as movimentações, e a lembrança de que os votos petistas foram decisivos para manter as alíquotas majoradas do ICMS em 2018 e chegar a um meio-termo em 2020, aumentaram as especulações na base aliada do governo e entre oposicionistas à direita. Os blocos fazem projeções sobre a possibilidade de as bancadas à esquerda fazerem um acordo com Leite. Isso gerou, na última semana, entre governistas, uma proliferação de cálculos sobre o número de votos que a base precisará de fato entregar para aprovar o aumento, de forma a se desgastar o mínimo possível com seus eleitores.

Plano C

Desde a reunião com o governador Eduardo Leite (PSDB) às vésperas da sua viagem à Europa, e da remessa à Assembleia do projeto de lei (PL) 97/2024, cujo foco é o aumento da alíquota modal do ICMS dos atuais 17% para 19% no Estado, o PT pesa os prós e contras de um eventual apoio à majoração. A tendência, nesta segunda-feira, antes da reunião da bancada marcada para às 8h de terça, segue a de que o partido se posicione para que o projeto seja apreciado somente no final de 2024. Na prática, isso significa não entregar os votos agora.

São duas as justificativas a serem usadas caso a posição se confirme: a de que é mais adequado observar como se comportará a arrecadação ao longo do ano para decidir se de fato o aumento é necessário. E a de que é precipitado votar agora uma mudança que, de qualquer forma, em função de obrigatoriedades legais, só entrará em vigor em 2025.

“Venho defendendo que não é necessário optar nem por um plano A (aumento de ICMS) e nem por um plano B (decretos que tiram incentivos). Existe um plano C, que é apreciar a questão no fim do ano, após sabermos como se comportará a arrecadação. Ela não só foi maior no primeiro trimestre, como há a expectativa de ser bem significativa em 2024”, adianta Mainardi.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

Decisão leva em conta eleições de 2024 e de 2026

Da mesma forma que acontece com o governo do Estado, não há só economia no cálculo petista. O cômputo inclui pelo menos outros dois fatores, políticos: as eleições de 2024 e as de 2026.

Se concordar em votar a favor de um aumento de ICMS às vésperas das eleições municipais deste ano, o partido corre o risco de criar problemas desnecessários a alguns de seus candidatos às prefeituras em grandes colégios. Vai ser o caso das deputadas federais Maria do Rosário, em Porto Alegre, e Denise Pessôa, em Caxias do Sul, e do estadual Valdeci Oliveira, em Santa Maria. Eles serão associados e vão precisar defender uma pauta da gestão tucana no embate com adversários bolsonaristas que se colocarão abertamente contra o aumento de impostos.

O segundo fator, as eleições de 2026, por sua vez, puxam a avaliação para o lado contrário. O PT pretende apresentar uma candidatura com chances concretas de vitória para o governo do RS em 2026. Na fila já estão o ministro Paulo Pimenta, o presidente da Conab, Edegar Pretto, e o deputado estadual Pepe Vargas.

Dentro desse cenário, seria possível conceder a Leite dois anos de ICMS majorado. Mesmo que isso ajude o governador a pavimentar sua tentativa de disputar a presidência da República. Porque, na sequência, o próximo governador assumiria um Estado com alíquotas já elevadas. E não passaria pelo desgaste de, conforme a situação, talvez precisar defender um projeto próprio de aumento do imposto. (Correio do Povo)  


Jogo Rápido

"80% das importações de leite não são feitas pela indústria de latícinios", reforçou o presidente do SINDILAT/RS, Guilherme Portella, em entrevista ao Jornal Gente, da Band, na manhã desta segunda-feira (22/04). Assista a entrevista completa clicando aqui. (SINDILAT via Band youtube)


 

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Porto Alegre, 19 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.130


Indústria que importar leite em pó ou queijo ficará sem benefício fiscal

Por uma questão legal, a medida apresentada pelo governo do Estado para proteger e estimular o setor de leite do Rio Grande do Sul só terá efeito a partir do próximo ano. Pelas regras estabelecidas, o fim de um benefício fiscal passa a ter vigência no ano subsequente. O decreto que veda a utilização de créditos presumidos por parte de indústrias que importarem leite em pó e queijo para processamento será publicado hoje. A iniciativa sai duas semanas após pedidos feitos por representantes de produtores durante o lançamento da 45ª Expoleite e 18ª Fenasul.

- Gostaríamos muito que fosse aplicada imediatamente, dada a importância. Porém, é vedado no nosso país, pelo Código Tributário Nacional, qualquer tipo de ação que venha a desfavorecer a parte privada ou o contribuinte em relação ao Estado, ao poder público, no mesmo ano - explicou o governador em exercício Gabriel Souza, na assinatura do decreto.

Representantes de entidades ligadas a produtores e indústrias de leite reconheceram a resposta rápida diante do pedido mais recente, mas entendem que novas iniciativas são necessárias para evitar que mais produtores deixem a atividade até a entrada em vigor da medida.

- O setor sentiu-se ouvido. É tão bom para nós, que gostaríamos que fosse imediata (a medida), mas está explicado que é uma questão jurídica - observou Marcos Tang, presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do RS (Gadolando).

Para Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), muitos produtores poderão não permanecer na atividade até o próximo ano, quando a medida passa a valer:

- O decreto é bom, atende ao pedido da Fetag-RS, mas infelizmente só entra em vigor em 2025 e, para muitos agricultores, será tarde, se não tiver outras ações do Estado e por parte do governo federal. Muitos não vão aguentar se o preço não reagir até lá.

Para o Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), a ação também é vista como positiva. Guilherme Portella, presidente da entidade, explica que via de regra essas compras são feitas por indústrias transformadoras, como a de chocolate, sorvete e panificação:

- Entendemos que 80% das importações não são realizadas por laticínios, mas por essas indústrias transformadoras, que acabam adquirindo principalmente de Uruguai e Argentina. (Zero Hora)


Lucro da Lactalis cresceu 11,5% em 2023

Alta deveu-se a vendas nas Américas, aquisições e desempenho de produtos inovadores

A Lactalis, a maior empresa de lácteos do mundo, reportou lucro líquido de 428 milhões em 2023, o que representou crescimento de 11,5% em relação ao ano anterior. A receita líquida totalizou 28,9 bilhões, avanço de 4,2%. A companhia associou o aumento ao bom desempenho nas Américas, a aquisições e à elevação nas vendas de produtos inovadores. O resultado foi parcialmente ofuscado pela queda das vendas da empresa na Europa, especialmente na França.

A margem líquida foi de 1,45%, ante 1,35% em 2022. A grupo que pertence à família Besnier informou que trabalha para voltar à margem líquida de 2%, que não alcança desde 2021. Para isso, vai focar linhas de produtos mais rentáveis. Na França, maior mercado do grupo, a Lactalis quer reduzir a captação de leite na França em cerca de 450 milhões de litros, de um volume atual de 5 bilhões de litros por ano, para reduzir a oferta de produtos “commoditizados”, como leite em pó. A redução está em negociação com os produtores.

A Lactalis tem sido criticada por produtores por conta dos preços pagos pelo leite. Em visita ao Brasil, o CEO da Lactalis, Emmanuel Besnier, disse que a empresa fechou contrato de quatro anos com os produtores, estabelecendo um sistema de cálculo do preço do leite. “Nos últimos três anos, o sistema foi aplicado, com preços mais favoráveis aos produtores. Este ano, o preço ficou menor, e os produtores fizeram pressão para mudar o sistema”, afirmou Besnier.

Recentemente, após meses de discussões com os fornecedores, a companhia mudou a fórmula, com o consequente ajuste no preço, que passou de 405 para 425 por mil litros de leite. 

As informações são do Globo Rural via Valor Econômico.

LATICÍNIOS SANTA CLARA | GERENTE DE LATICÍNIOS DA SANTA CLARA PARTICIPA COMO JURADA NO CONCURSO MUNDIAL DO QUEIJO DO BRASIL 2024

Renata Penna, gerente da Unidade de Laticínios de Carlos Barbosa da Cooperativa Santa Clara, esteve em São Paulo para o 3º Mundial do Queijo que aconteceu nos dias 11, 12, 13 e 14 de abril. Ela foi uma das avaliadoras e julgadoras que definiram o queijo ganhador do mundial 2024.

O concurso de queijos e produtos lácteos ocorreu na sexta, 12, com a avaliação de 1.900 queijos por aproximadamente 300 jurados, brasileiros e estrangeiros, experts e reconhecidos em atuações no mundo do queijo.

Renata trabalha na Cooperativa Santa Clara há 10 anos. É graduada em Ciência e Tecnologia de Laticínio pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) em Minas Gerais, e pós-graduada MBA em Gestão de Projetos pela FGV.  Iniciou a trajetória na Santa Clara em 2014, como estagiária, e posteriormente foi contratada no laboratório de recepção do leite.

Passou um ano no setor de queijaria, sete anos no P&D (pesquisa & desenvolvimento), e desde janeiro do ano passado, está como gerente da Unidade de Laticínios de Carlos Barbosa.

“Participar como julgadora do concurso de melhor queijo foi uma experiência muito enriquecedora. Esse evento é de grande relevância para o setor lácteo, visto que, demonstra o avanço na produção de queijos no Brasil, e coloca o país no mapa mundial dos melhores queijos, além de produtos do Brasil estavam presentes queijos de outros 14 países.” relata, Renata Penna, gerente de laticínios na Cooperativa Santa Clara.

O 3º Mundial do Queijo do Brasil, promovido pela SerTãoBras, associação de produtos de queijos artesanais, e em parceria com Guilde Internationale des Fromagers que tem por missão reunir pessoas relacionadas às cadeias da produção leiteira, em todos os níveis e no mundo inteiro. Foram realizados durante o evento quatro concursos, um internacional e três nacionais.

O objetivo do mundial é fortalecer a cultura brasileira de queijos. O país é a quarta potência mundial do leite, entretanto está em ascensão no consumo e produção de queijos. Conforme a Cooperativa, a participação da Renata Penna como jurada, simboliza a excelência dos funcionários que trabalham para entregar um produto de qualidade aos consumidores. (Estação FM via Edairy News)


Jogo Rápido

Temperaturas amenas e tempo seco devem predominar no Estado pelos próximos dias
A previsão indica redução de temperatura com tempo seco e firme pelos próximos dias no Rio Grande do Sul. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 16/2024, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga. O sistema frontal que atuou no Estado na quarta-feira (17/4) se deslocará em direção ao Oceano, resultando em estabilização da alta pressão sobre o Estado com tempo seco e firme em todo o Rio Grande do Sul e redução das temperaturas com possibilidade de geada nas Regiões mais elevadas da Serra. Estas condições persistirão durante a sexta-feira (19/4), sábado (20/4) e domingo (21/4). Na segunda-feira (22/4), a previsão indica a atuação de um sistema frontal sobre o Estado, que resultará em volumes de chuva em áreas da Fronteira Oeste, Missões, Planalto Médio e Campanha. Na terça-feira (23/4), este sistema deverá avançar sobre todo o Estado, porém mantendo os principais acumulados na metade norte. Na quarta-feira (24/4), a frente fria deverá se deslocar em direção para o Oceano à nordeste do Estado, mas ainda poderá refletir em acumulados em regiões na divisa com Santa Catarina. Os volumes de chuva mais expressivos para os próximos dias são esperados para o Norte do Estado, com valores entre 20 e 100 mm. Na Fronteira Oeste e Campanha, os acumulados esperados deverão ficar entre 5 e 50 mm. No Litoral e Sul do Estado, os volumes deverão ser inferiores, chegando até 10 mm. O boletim também aborda a situação de diversas culturas e criações de animais pelo Estado. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em  www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.


 

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Porto Alegre, 18 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.129


Sindilat apoia decreto de proteção da cadeia láctea

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) apoia o decreto do Governo do Estado que limita a utilização de benefícios fiscais por empresas que adquirem leite em pó ou queijo importados. “Qualquer medida que valorize o produtor e o leite do produtor gaúcho é bem-vinda para as indústrias de laticínio do Rio Grande do Sul”, indica o presidente do Sindilat, Guilherme Portella. O decreto deve ser publicado nesta sexta-feira (19/04) no Diário Oficial do Estado e passa a vigorar a partir de 2025. 

O presidente do Sindilat salienta que a medida não representa prejuízo para a indústria leiteira, uma vez que quase a totalidade do leite em pó e derivados lácteos que vêm do Uruguai e Argentina são adquiridos por indústrias transformadoras. “Mais de 80% do leite em pó e derivados lácteos que entram para reprocessamento no Brasil vêm via empresas que fazem produtos como chocolates, sorvetes e biscoitos, por exemplo. A indústria de laticínios não importa leite em pó de fora”, destaca. (Assessoria de imprensa SINDILAT/RS)


Fotos: Rodrigo Ziebell / GVG


GDT: preços internacionais do queijo em forte queda

Durante o 354º leilão de lácteos da plataforma GDT, realizado no dia 16/04, os preços internacionais dos principais derivados lácteos apresentaram estabilidade. Com uma variação de apenas 0,1% em relação ao evento anterior, o preço médio das negociações ficou em US$ 3.590/tonelada, como mostra o gráfico 1.

Gráfico 1. Preço médio leilão GDT

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2024.

Dentre as categorias negociadas no evento, somente o leite em pó integral apresentou uma sutil valorização, de 0,4%, sendo negociado na média de USD 3.269/tonelada, enquanto todos os demais produtos apresentaram quedas em seus preços médios.

Os queijos obtiveram destaque por apresentaram a maior variação negativa desde dezembro de 2023, com – 8,5%, sendo negociado na média de 3.974/tonelada, também sendo o menor patamar de preço no período.

A manteiga foi negociada em média por USD 6.546/tonelada, registrando uma queda de 1,4% em relação ao evento anterior. Enquanto o leite em pó desnatado apresentou estabilidade, tendo seu preço médio em USD 2.541/tonelada.

Confira na Tabela 1 o preço médio dos derivados após a finalização do evento e a variação em relação ao evento anterior.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 16/04/2024.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2024.

O volume negociado durante o evento seguiu registrando novos recuos. Com um total de 17.654 toneladas sendo negociadas, pôde ser observada uma queda de 5,8% em relação ao volume negociado no evento anterior, renovando o menor patamar registrado nos eventos desde junho de 2020, como mostra o gráfico 2.

Gráfico 2. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2024.

No mercado futuro da Bolsa de Valores da Nova Zelândia para o leite em pó integral, é possível observar que houve uma valorização nos contratos negociados neste mês de abril em relação ao mês anterior, porém, ainda abaixo do que já foi observado para estes mesmos contratos, como ocorreu no mês de fevereiro deste ano, como pode ser observado no gráfico 3.

Gráfico 3. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures).

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2024.

Em um cenário de menor oferta global de lácteos neste primeiro semestre de 2024, no primeiro leilão GDT realizado neste mês foi possível observar uma maior participação da China, do Oriente Médio e da Europa nas compras realizadas durante o evento.

Ainda é cedo para a afirmar que essas regiões continuarão sendo compradoras nos próximos leilões realizados, no entanto, com a maior participação no evento anterior, as expectativas ficam mais positivas.

Em contrapartida, é necessário ressaltar que a China enfrenta um momento em que a economia interna se encontra ainda frágil, com uma produção interna de leite que deve apresentar algum crescimento neste ano de 2024, segundo o Rabobank. Portanto, estes fatores nos levam a acreditar que a China não terá um forte aumento em suas importações de lácteos ao longo de 2024.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

Vale destacar que o Brasil importa produtos lácteos principalmente da Argentina e Uruguai, que atualmente praticam preços acima do GDT. Isso se dá pela Tarifa Externa Comum (TEC), que chega a quase 30% para importações de fora do Mercosul.

Para os próximos meses, caso a demanda internacional mostre maior solidez, frente a uma oferta dos principais exportadores ainda baixa, os preços no mercado internacional podem ganhar ainda mais força – fazendo com que a Argentina e o Uruguai destinem maior volume de exportações para outros mercados, em detrimento dos envios ao Brasil.

Ao analisar preços internacionais e importações brasileiras, o principal destaque desta semana tem sido a forte subida do dólar, que fechou ontem (16/04/2023), em R$5,27. Se a taxa de câmbio se manter nesses patamares, as importações pelo Brasil tendem a ser ainda menos competitivas.

As informações são do Milkpoint

Uruguai – Menor produção de leite preocupa a Conaprole

Produção/UR – Começamos um ano totalmente diferente de 2023, disse o produtor de leite e associado da cooperativa, Justino Zavala, ao ser entrevistado pelo programa Diario Rural (CX 4 Rural). Porque depois da seca “começou a chover e não queria parar”.

“Está complicado porque ficam os silos para serem feitos, como no caso dos sorgos, as máquinas ficam atoladas e é complicado com os caminhões. O plantio do azevém atrasou e isso é muito importante para a produção de leite”.

Mas, as dificuldades não param por aí. Devemos acrescentar que “o leite não aparece, por isso (a cooperativa) Conaprole está preocupada”, comentou. Temos duas situações, disse Zavala.

Por um lado, “se olhados os números hoje, a fazenda está comprando dois quilos de milho com um litro de leite. Um dólar que favorece o produtor que recebe em peso. Hoje o negócio do leite não é ruim. O problema é que o produtor não recebe”.

Na Conaprole “existem mais de 300 matrículas no vermelho, e o dobro deve estar recebendo valores insuficientes”. Ao mesmo tempo, “estamos com uma pressão financeira muito forte”.

Portanto, “o negócio em si está pronto para melhorar e seguir bem. Mas hoje a situação está complicada para muitíssimos produtores e isto faz com que a produção não se traduza no que deveria”, explicou.

Zavala disse que “foi um golpe duríssimo” a queda do preço do leite em agosto (2023) adotada pela Conaprole, quando ficou em US$ 0,36; “mas hoje pela queda do dólar, estamos recebendo quase US$ 0,40. Sem aumentar o preço em peso, aumentou em dólares e como compramos muito em dólares, o resultado do negócio melhorou”.

“Como o leite não está nos níveis que deveria, a Conaprole fez uma análise e os que tiveram queda de produção não foram os pequenos, foram os grandes produtores. Os que têm vacas com maior produtividade, porque no ano passado tinham uma alimentação com concentrados, com suplementos e este ano passaram a comer pasto, gerando um problema que nos leva à situação em que estamos”, esclareceu.

Sobre o custo de produzir um litro de leite, disse que “deve estar acima de US$ 0,36 o litro, porque estamos em um ponto de equilíbrio entre o que custa produzir e o que recebemos por um litro, mas com a variação cambial pode melhorar um pouco”.

Entretanto, a situação, definitivamente, é que se está produzindo um leite mais barato, porque é a pasto, mas caem os litros produzidos.

“Não existe uma explicação porque as vacas estão em boas condições, pariram bem, os sólidos são impecáveis, mas o leite não aparece”, porque as pastagens são mais vulneráveis do que os grãos.

Fonte: TodoElCampo – Tradução livre: www.terraviva.com.br 


Jogo Rápido

"Saberemos só na véspera", diz Artur Lemos sobre votos para aprovar o aumento de ICMS
Chefe da Casa Civil prevê conversas diferentes para tratar da posição dos deputados. A manifestação de deputados, especialmente os da base aliada, contra o aumento de ICMS, durante o Tá Na Mesa, repercutiu na Alemanha, onde integrantes do governo participam de missão. Além do governador Eduardo Leite, estão na viagem dois dos principais articuladores, o chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e o líder do governo na ALRS, Frederico Antunes. Nesta quinta-feira, ao falar sobre o projeto, Artur Lemos ressaltou que o panorama de votos só se dará na véspera da análise em plenário, que está prevista para a sessão do dia 14 de maio. Segundo ele, sobre os deputados que participaram no Tá Na Mesa, já era de conhecimento a posição dos mesmos, mas que "alguns deles ainda estão abertos". Ele ressaltou ainda que as conversas serão diferentes, na comparação com as realizadas no final do ano passado, quando do o Executivo enviou um projeto prevendo aumento de 17% para 19,5% na alíquota de ICMS. Isso se dá porque a atual proposta, que eleva a modal para 19%, é acompanhada de outros pontos, como medidas de estímulo à economia. "É um projeto complexo e que precisa de compreensão, não só dos deputados da base, mas de todo o Parlamento. Porque o que se apresentou agora é diferente de novembro. Agora é um pacote que envolve também a competitividade", pontuou. (As informações são do Correio do Povo)