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Porto Alegre, 25 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.022


Propriedades precisam trabalhar com gestão de risco

Gerenciar riscos de forma profissional é o caminho para a estabilidade financeira nas propriedades leiteiras. Suscetível às imprevisibilidades climáticas, de preços, e oscilações de custos de produção, produtores precisam de estratégias capazes de proteger suas margens. O tema será o foco da palestra da analista de mercado da Stone x, Marianne Tufani, que participará do Milk Summit, no dia 14 de outubro, em Ijuí. 

Segundo ela, a proposta não é tentar antecipar exatamente as imprevisibilidades do mercado, mas trabalhar com diferentes possibilidades e, principalmente, considerar os cenários que poderiam trazer maiores impactos financeiros. “Meu objetivo não é tentar adivinhar o mercado, mas pensar no pior cenário possível. porque é ele que acaba prejudicando a margem de pecuarista”, explica. Nesta entrevista, Marianne Tufani explica um pouco mais sobre como implementar um projeto de gestão de risco nos tambos leiteiros.

Quais caminhos o produtor rural deve adotar na prática para proteger sua produção?
Marianne Tufani - O primeiro passo é ter previsibilidade. Isso significa conhecer seus custos e definir margens alvo. A partir daí, o produtor pode utilizar ferramentas de proteção de custos e preços, como contratos futuros, que são instrumentos de hedge, para travar parte da sua produção quando as margens forem consideradas atrativas.

É importante lembrar que gerenciamento de risco não significa acertar o melhor preço do mercado, mas reduzir incertezas e garantir maior segurança para o planejamento, os investimentos e a sustentabilidade do negócio no longo prazo. Essa mudança de mentalidade, de parar de especular e começar a planejar, é o que normalmente diferencia os produtores mais resilientes dos demais.

Quais as potencialidades para o produtor de leite usar o mercado futuro para proteger suas operações? Há como fazer isso com o leite fluído ou apenas com a compra de insumos?
Marianne Tufani - Uma das grandes evoluções do mercado brasileiro é justamente permitir que o produtor de leite passe a gerenciar risco de preço da mesma forma que já acontece com diversas outras commodities. 

Hoje, a proteção não precisa ficar restrita apenas aos insumos. Com os contratos futuros de leite ao produtor, já é possível realizar hedge e reduzir a exposição às oscilações do mercado. Isso permite ao produtor construir uma margem mais previsível, especialmente em momentos de maior volatilidade.

Além da proteção da receita, também existe espaço para gerenciar os custos da atividade. Muitos produtores já acompanham e, em alguns casos, protegem preços de milho, farelo de soja e outros insumos que compõem a alimentação animal. Quando olhamos receita e custos em conjunto, passamos a falar de proteção de margem, que é uma abordagem ainda mais completa de gestão de risco.

Ao seu ver, qual o futuro para a gestão das propriedades rurais que operam com leite no Brasil?

Marianne Tufani - Em relação ao futuro da gestão das propriedades leiteiras no Brasil, caminhamos para uma profissionalização cada vez maior. As fazendas tendem a ser administradas com foco crescente em indicadores econômicos, planejamento financeiro, gestão de riscos e uso de dados para tomada de decisão. 

Assim como grandes indústrias e cooperativas já utilizam ferramentas para controlar a exposição a preços, vejo os produtores incorporando gradualmente essas práticas ao seu dia a dia.

O produtor do futuro não será apenas um excelente técnico na produção de leite. Ele também precisará atuar como gestor, acompanhando custos, margens, produtividade e estratégias de comercialização. Nesse cenário, ferramentas de proteção de preços ganham cada vez mais relevância, contribuindo para a sustentabilidade e a competitividade da atividade no longo prazo.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. 

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.
Fonte:Sindilat/RS


Lactalis: Itambé prepara lançamento de doce de leite zero açúcar e zero lactose

A Itambé, marca pertencente à Lactalis, prepara a chegada de uma nova versão de seu tradicional doce de leite ao mercado. Publicações recentes de colaboradores da companhia no LinkedIn revelaram imagens do Itambé Zero, produto que amplia o portfólio da marca na categoria de doces de leite.

De acordo com as informações apresentadas nas publicações, o lançamento combina zero adição de açúcares, zero lactose e 40% menos calorias em comparação com o doce de leite de colher convencional da Itambé. A proposta reúne, assim, atributos voltados a consumidores que buscam reduzir o consumo de açúcar e calorias ou que têm restrição à lactose.

As imagens divulgadas mostram o produto em embalagem própria e indicam que a novidade deve chegar ao varejo em breve. A companhia, no entanto, ainda não divulgou oficialmente detalhes sobre a data de lançamento, distribuição ou posicionamento comercial do produto.

A novidade acompanha um movimento de ampliação das opções disponíveis na categoria de doce de leite, com produtos que incorporam diferentes apelos nutricionais para atender a demandas específicas dos consumidores. No caso do Itambé Zero, a combinação de zero adição de açúcares e zero lactose diferencia a nova versão dentro do portfólio atual da marca. Fonte:Milkpoint

Informativo Conjuntural 1938 de 24 de setembro de 2026BOVINOCULTURA DE LEITE

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, o vendaval ocorrido na noite de 20/09 (domingo) comprometeu as atividades de ordenha e de resfriamento do leite em algumas propriedades que não dispõem de geradores de energia. Até a tarde de 22/09 (terça-feira), muitas propriedades ainda estavam sem energia elétrica em Aceguá. Os volumes elevados de chuva também afetaram as condições dos corredores e os acessos às salas de ordenha e às áreas de alimentação. 

Na Fronteira Oeste, os volumes de precipitação foram menos significativos, sem maiores transtornos relacionados ao acúmulo de barro. 

Em Manoel Viana, após algumas semanas de queda de produção por redução na oferta e na qualidade das pastagens de aveia e azevém, há expectativa de estabilização. 

Na de Erechim e Frederico Westphalen, o excesso de umidade e o acúmulo de barro elevaram o risco de mastite e de problemas de casco, reforçando a necessidade de cuidados com a higiene na ordenha.  

Na de Ijuí, observa-se pequena redução na produção de leite. Nos sistemas confinados, a produtividade não apresentou alterações.  

Na de Pelotas, os agricultores intensificaram o uso de silagem, de concentrados e de outras estratégias de suplementação alimentar. Os produtores estão alertas à ocorrência de mastite e a outros problemas associados às condições ambientais, as quais também têm favorecido a incidência de carrapatos e de casos de tristeza parasitária bovina, exigindo maior acompanhamento e adoção de medidas de controle.  

Na de Santa Maria, a condição nutricional dos rebanhos leiteiros está regular. As matrizes têm sido manejadas em áreas de pastagens de inverno, que, devido ao final de ciclo, sofrem redução gradual de valor nutricional e de capacidade de atender às exigências das vacas em lactação. Esse cenário aumenta a necessidade de atenção à oferta e à qualidade da alimentação, especialmente durante a transição para o período de menor disponibilidade de forragem. 

Na de Santa Rosa, os produtores seguem realizando suplementação alimentar com silagem e concentrados, especialmente para vacas em pico de lactação.  
Fonte: Emater/RS

 

Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA (DE 24 A 27 DE SETEMBRO)
Na próxima semana, o tempo deverá oscilar entre condições estáveis e instáveis em todo o território gaúcho. A partir do dia 25/09, as temperaturas deverão apresentar elevação em todo o Rio Grande do Sul. Entre 26/09 (sábado) e 27/09 (domingo), os efeitos da circulação atmosférica ajudarão a transportar umidade e favorecer condições de instabilidade e aumento da nebulosidade sobre o território gaúcho, com previsão de chuva principalmente na Metade Sul. Entre 28 (segunda-feira) e 29/09 (terça-feira), a passagem de uma nova frente fria deverá manter as condições de instabilidade sobre o Rio Grande do Sul, com previsão de chuva em todas as regiões do Estado. Entre 27 e 29/09, também há possibilidade de ocorrência de rajadas de vento em algumas localidades. No dia 30/09 (quarta-feira), o sistema começará a se afastar, e o tempo deverá voltar a ficar estável em todo o Rio Grande do Sul, sem previsão de chuva significativa e com queda nas temperaturas. Fonte: Emater/RS (Adaptado pelo Sindilat/RS)


 

Porto Alegre, 24 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.021


Mercado para todos: Pequeno, regional, produtivo e muito lucrativo

O mercado lácteo brasileiro tem lugar para todos. É possível produzir em pequena escala  para atender ao consumo regional e, mesmo assim, ser competitivo e construir um negócio muito lucrativo.

O conceito é a tônica da palestra do economista e pesquisador, Paulo do Carmo Martins. Ex-diretor da Embrapa, ele abordará os rumos da competitividade no setor lácteo, independentemente do porte ou tamanho da propriedade na palestra “O futuro do leite chegou, e agora?”, prevista para ocorrer no dia 14 de outubro durante o Milk Summit Mercosul, em Ijuí (RS). 

Para se diferenciar mesmo com um porte menor, é preciso reduzir custos e aumentar produtividade, mantendo foco na excelência de processos e qualidade.

“Não dá para ser um produtor sem negociar, muito se fala da produção e pouco dos negócios”, pontuou o especialista. Durante sua palestra em Ijuí, ele contará a história de dois jovens, Antônio e João. Eles são da mesma idade, mesma escolaridade e moram no mesmo município.

Ambos resolvem empreender. Antônio quer fazer a vida como produtor de leite. Já João, como dono de laticínios.

A história avança, as dificuldades vêm e ao final, o consultor promete uma conclusão inusitada. “Os produtores estão evoluindo a olhos vistos. Conversam entre si, buscam informações técnicas e econômicas”, frisou. 

Setorialmente, diz Paulo Martins, é preciso desatrelar as vendas do leite do mercado de commodity e buscar maior valor agregado. “Os produtores precisam ser melhor remunerados, o setor precisa encontrar novas estratégias de comercialização”, disse, reforçando que encontros como o Milk Summit são importantes para unir produtor e indústria em um único objetivo. E disse mais: “Precisamos de experiências externas para resolver os problemas. Apresentar visões diferentes vindas de outros países traz muita riqueza”, recomendou.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil. Fonte: Sindilat/RS


Episódios de chuva mais frequentes são previstos para a primavera no RS

Boletim de Agrometeorologia prevê os efeitos do El Niño sobre o Estado pode trazer tempestades, rajadas de vento forte e queda de granizo

A primavera começou oficialmente na terça-feira (22) no Hemisfério Sul e termina no dia 21 de dezembro. O período será marcado pela forte influência do El Niño na região Sul do Brasil, segundo o Boletim 79 do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs). O documento, coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), indica condições favoráveis ao excesso de chuvas.

Os maiores volumes são previstos para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os acumulados podem superar a média histórica do trimestre em até 200 milímetros.O RS deve registrar temperaturas próximas da média, com a região Sul do Estado podendo apresentar anomalias negativas de até 0,5°C.

El Niño
Neste ano, segundo o Boletim, a estação ocorre sob influência do El Niño, que deverá atingir intensidade muito forte, fenômeno que historicamente favorece chuvas bem acima da média no Rio Grande do Sul, especialmente durante a primavera. Seus efeitos costumam ser mais evidentes em outubro e novembro, período em que o sinal do fenômeno sobre a precipitação é climatologicamente mais forte no Estado, ocorrendo também, de forma mais irregular, nos meses de verão.

“Esse padrão está associado ao fortalecimento do jato subtropical e dos jatos de baixos níveis, que intensificam o transporte de calor e umidade da região amazônica em direção aos subtrópicos”, informou o documento.

Culturas
Ao longo do trimestre, são esperados episódios de chuva mais frequentes e, por vezes, intensos em todo o Estado, com maior destaque para as regiões norte e oeste. Também podem ocorrer períodos de tempestades, rajadas de vento forte e queda de granizo, associados à atuação de áreas de instabilidade, frentes frias, sistemas de baixa pressão e ciclones extratropicais.

Em algumas situações, sistemas frontais podem apresentar deslocamento lento ou permanecer semiestacionários entre a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e o Sul do Brasil, favorecendo precipitações persistentes e acumulados elevados.

A condição de chuvas frequentes e, por vezes, volumosas, associada a temperaturas próximas à média e acima dela, tende a favorecer o desenvolvimento das culturas de verão. Além da produção de grãos, as pastagens também poderão ser beneficiadas, desde que apresentem condições adequadas de nutrição, favorecendo o rebrote e a disponibilidade de massa verde para a alimentação dos animais, ainda segundo análise do Boletim de Agrometeorologia.

Menor radiação
Contudo, a menor incidência de radiação ao longo do período poderá trazer desafios para o planejamento do plantio da safra 2026/27. A ocorrência de chuvas frequentes reduz os intervalos favoráveis para o manejo das lavouras e dificulta a entrada de máquinas nas áreas agrícolas. Esse cenário tende a comprometer a uniformidade de emergência das plantas e reduzir o estande das lavouras de soja e milho de primeira safra, fator importante para a produtividade final dessas culturas.

Nas áreas de cultivo de arroz irrigado, as condições tendem a ser mais desafiadoras, principalmente devido à existência de áreas com drenagem deficiente. A combinação de solos com menor capacidade de drenagem e elevados acumulados de chuva poderá provocar excesso de água no solo e comprometer a emergência e o estabelecimento inicial das lavouras.

Indicações Técnicas
Manter o solo coberto, evitando ao máximo períodos sem plantas mantendo-o sempre protegido, seja com culturas para produção de grãos, plantas de serviço ou de cobertura, espécies forrageiras e/ou mix de espécies, a fim de evitar a erosão e perda de solo e nutrientes.

Mesmo com prognósticos de El Niño e previsões de chuvas acima da média, dada a alta variabilidade espacial e temporal da distribuição hídrica, e a menor influência do fenômeno prevista para o período de verão quando a demanda evaporativa é mais elevada, recomenda-se aproveitar o período para melhorar a capacidade de armazenamento de água no solo e realizar a reserva hídrica.
Fonte: Correio Do povo

Argentina aumenta produção de leite e busca recuperar capacidade da indústria

O crescimento da produção de leite na Argentina está colocando outro desafio no centro das atenções: garantir capacidade industrial suficiente para processar uma oferta maior de matéria-prima. A expectativa é que a produção leiteira argentina termine 2026 com crescimento entre 0,4% e 0,6%, segundo Sebastián Alconada, que ocupa a Direção Nacional de Lechería da Argentina, órgão da estrutura do Ministério da Economia.

A projeção, no entanto, ainda está condicionada ao comportamento do clima e, principalmente, aos possíveis efeitos do fenômeno El Niño sobre as fazendas e a disponibilidade de alimentos. Com a aproximação da primavera, período em que normalmente ocorre aumento sazonal da produção de leite no país, a atenção também se volta para a capacidade das indústrias de receber e processar esse volume adicional.

Plantas voltam a operar

Uma das estratégias mencionadas por Alconada é recuperar instalações industriais que estavam paralisadas. O diretor citou o caso da Sudamericana Láctea como exemplo de retomada de uma estrutura que permaneceu inativa.

A preocupação é que o aumento da oferta de leite encontre capacidade suficiente de processamento, evitando que a indústria se transforme em uma limitação para o crescimento da produção. Segundo Alconada, algumas dessas plantas que retomaram suas atividades já estão buscando ampliar a captação de matéria-prima. “Agora estamos ajudando-os a conseguir leite para processar, porque são plantas que querem crescer”, afirmou o diretor.

SanCor e Verónica entram na discussão

A situação de duas conhecidas empresas do setor leiteiro argentino também faz parte desse movimento. Segundo Alconada, a Secretaria de Agricultura mantém reuniões com diferentes atores para buscar alternativas relacionadas às plantas da SanCor e Verónica. O objetivo declarado é recuperar parte da capacidade industrial disponível e impedir que limitações no processamento dificultem a expansão da produção. As negociações envolvem empresas privadas e representantes dos trabalhadores, além de articulações para garantir fornecimento de leite às unidades que retomam e ampliam suas atividades.

Mais produção na primavera aumenta o desafio

A questão ganha importância justamente neste momento do ano. Com a chegada da primavera argentina, a produção de leite tende a aumentar sazonalmente, elevando também a necessidade de processamento industrial. Por isso, produção e capacidade industrial aparecem como dois desafios interligados para os últimos meses de 2026. Enquanto as condições climáticas podem determinar quanto leite chegará aos tanques, a disponibilidade das plantas ajudará a definir a capacidade da cadeia de absorver essa matéria-prima.

Tecnologia também avança dentro das fazendas

Ao mesmo tempo em que tenta recuperar capacidade industrial, a cadeia leiteira argentina registra investimentos em modernização dentro das propriedades. As declarações de Alconada foram feitas durante a inauguração da Jersey+, propriedade da família Dalmasso, localizada em María Juana, na província de Santa Fe.

O estabelecimento tornou-se a primeira fazenda robotizada da raça Jersey na Argentina. A propriedade utiliza sistemas de ordenha robotizada e instalações do tipo freestall. Para Alconada, experiências desse tipo também colocam em evidência outro desafio para o setor: ampliar o acesso ao financiamento para que produtores de diferentes escalas consigam investir em tecnologia. O governo argentino analisa instrumentos voltados a pequenos e médios investimentos capazes de melhorar tanto a eficiência produtiva quanto as condições de trabalho nas propriedades leiteiras.

Produzir mais é apenas parte da equação

A Argentina chega aos últimos meses de 2026 com perspectiva de crescimento da produção, mas o cenário apresentado por Alconada mostra que ampliar a oferta de leite é apenas uma parte da equação. Indústria disponível para processar a matéria-prima, financiamento para modernizar as propriedades e condições climáticas favoráveis serão fatores importantes para determinar como o setor atravessará o período de maior produção da primavera.

Nesse contexto, a recuperação de plantas industriais paralisadas ganha uma função estratégica: criar capacidade para que o crescimento da produção não encontre um gargalo justamente depois que o leite sai da fazenda.

As informações são do El Litoral, adaptadas pela equipe MilkPoint.

 

Jogo Rápido

Parmalat amplia portfólio proteico e funcional com Fit Bites
A Parmalat ampliou seu portfólio de produtos proteicos no Brasil com o lançamento do Parmalat Fit Bites Morango, opção que combina iogurte cremoso e bites crocantes de whey protein em uma embalagem de dois compartimentos. Com 130 g, o produto reúne iogurte sabor morango, que fornece 3 g de proteínas, e bites de whey protein sabor baunilha, responsáveis por outros 7 g. A combinação totaliza 10 g de proteínas por unidade, além de apresentar zero adição de açúcares e baixo teor de gorduras totais. A configuração da embalagem permite que os dois componentes sejam mantidos separados até o momento do consumo. Dessa forma, o consumidor pode adicionar os bites ao iogurte e ajustar a proporção entre cremosidade e crocância de acordo com sua preferência. A novidade também reforça a aposta da Parmalat em formatos que associam aporte proteico, conveniência e diferentes experiências de textura, acompanhando a expansão dos alimentos proteicos para ocasiões de consumo além da suplementação esportiva tradicional. Com a chegada do Fit Bites, a marca amplia a atuação da linha Parmalat Fit e incorpora o whey protein a um formato de snack refrigerado voltado ao consumo prático no dia a dia. Fonte: Milkpoint

 

 

Porto Alegre, 23 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.020


Mercado para todos: Pequeno, regional, produtivo e muito lucrativo

O mercado lácteo brasileiro tem lugar para todos. É possível produzir em pequena escala  para atender ao consumo regional e, mesmo assim, ser competitivo e construir um negócio muito lucrativo.

O conceito é a tônica da palestra do economista e pesquisador, Paulo do Carmo Martins. Ex-diretor da Embrapa, ele abordará os rumos da competitividade no setor lácteo, independentemente do porte ou tamanho da propriedade na palestra “O futuro do leite chegou, e agora?”, prevista para ocorrer no dia 14 de outubro durante o Milk Summit Mercosul, em Ijuí (RS). 

Para se diferenciar mesmo com um porte menor, é preciso reduzir custos e aumentar produtividade, mantendo foco na excelência de processos e qualidade.

“Não dá para ser um produtor sem negociar, muito se fala da produção e pouco dos negócios”, pontuou o especialista. Durante sua palestra em Ijuí, ele contará a história de dois jovens, Antônio e João. Eles são da mesma idade, mesma escolaridade e moram no mesmo município.

Ambos resolvem empreender. Antônio quer fazer a vida como produtor de leite. Já João, como dono de laticínios.

A história avança, as dificuldades vêm e ao final, o consultor promete uma conclusão inusitada. “Os produtores estão evoluindo a olhos vistos. Conversam entre si, buscam informações técnicas e econômicas”, frisou. 

Setorialmente, diz Paulo Martins, é preciso desatrelar as vendas do leite do mercado de commodity e buscar maior valor agregado. “Os produtores precisam ser melhor remunerados, o setor precisa encontrar novas estratégias de comercialização”, disse, reforçando que encontros como o Milk Summit são importantes para unir produtor e indústria em um único objetivo. E disse mais: “Precisamos de experiências externas para resolver os problemas. Apresentar visões diferentes vindas de outros países traz muita riqueza”, recomendou.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil. Fonte: Sindilat/RS


Whey protein provoca transformação na indústria de lácteos

Impulsionada por uma mudança de hábitos do consumidor, a demanda por produtos com alto teor de proteínas provoca uma transformação na indústria de lácteos. O soro, subproduto da fabricação de queijo, que até alguns anos era pouco valorizado, virou um ativo valioso para a produção de whey.

Embora seja um grande consumidor, o Brasil ainda depende em boa parte da importação de ingredientes lácteos feitos a partir do soro, como o WPC (Whey Protein Concentrado) e o WPI (Whey Protein Isolado). Mas, segundo especialistas e fontes do segmento, isso deve mudar com novos investimentos na produção.

A demanda fez os preços desses ingredientes dispararem no mercado internacional e no Brasil. Quanto mais sofisticado e proteico o ingrediente, maior a valorização. Segundo levantamento da consultoria StoneX, o preço do WPC80 (concentrado de proteína do soro do leite a 80%) quase triplicou nos EUA.

A tonelada custava cerca de US$ 10 mil no início de 2025 e em agosto deste ano estava em US$ 28 mil. O WPI, que tem pelo menos 90% de proteína, subiu 47% no período, chegando a US$ 32 mil a tonelada. O WPC34, de menor concentração, teve alta de 40%.

 
 
A procura por produtos considerados mais saudáveis tem crescido desde a pandemia, mas a demanda ganhou força com o advento de medicamentos injetáveis que ajudam no controle do apetite (as canetas emagrecedoras).

Hoje as proteínas de alto valor estão presentes não apenas em barras e bebidas lácteas, mas também em snacks, chocolates, pães e até em vinhos e cervejas. No entanto, a indústria não conseguiu dar conta da demanda, já que os investimentos na ampliação da produção demandam um certo tempo.

“Foi uma combinação entre uma demanda que se acelerou e uma oferta que não conseguiu acompanhar esse aumento”, afirma Juliana Torres Santiago, analista de inteligência de mercado da StoneX. Segundo a consultoria, o WPC80 dos EUA chega ao Brasil custando em torno de R$ 160 mil a tonelada, já considerando impostos e custos de importação.

Cerca de 70% do WPC80 e do WPI consumidos no Brasil são importados. O país é um grande produtor de leite: são mais de 35 bilhões de litros por ano, segundo o IBGE. Mas a capacidade de processar o soro de leite e transformá-lo em ingredientes proteicos de maior valor agregado é limitada.

“Há um descompasso entre o crescimento da demanda por proteína concentrada de soro e o crescimento da disponibilidade de soro como subproduto da produção de queijo”, diz Marcel de Barros, CEO da Tirolez, uma das principais fabricantes de queijos do país. “Esse descompasso gera uma pressão de demanda, que leva a toda essa alta. É um fenômeno mundial”, acrescenta.

O mercado do soro no país não é exatamente uma novidade. A própria Tirolez comercializava esse subproduto para empresas que convertiam o ingrediente para uso na alimentação humana. Segundo Barros, a empresa busca “parcerias estratégicas de longo prazo” para ampliar a relevância do negócio dentro do grupo. No momento, a Tirolez fornece matéria-prima para empresas que usam whey na formulação de produtos.

A empresa adquiriu recentemente a planta do grupo Barbosa & Marques, em recuperação judicial, em Governador Valadares (MG).

A capacidade de processamento e secagem é de 480 mil litros de soro por dia. Barros diz que a unidade opera na capacidade máxima. A Tirolez está arrendando a planta desde 1 de julho, mas a aquisição definitiva depende do processo de recuperação judicial.

Uma das poucas empresas que produzem essas proteínas de alta concentração no Brasil, a Sooro Renner tem unidades em Marechal Cândido Rondon (PR) e Estação (RS). A produção anual é de 8 mil toneladas de WPC80 e cerca de 2 mil toneladas de WPI. A empresa atua no B2B e vende os ingredientes a outras indústrias.

Após a fusão com a Relat, do grupo Renner Hermann, em 2019, a empresa traçou o plano de dobrar a capacidade de produção de proteínas. Em 2024, a Sooro decidiu construir uma nova planta em Francisco Beltrão (PR).

A previsão é iniciar a produção no segundo semestre de 2027. A nova unidade, com investimento de mais de R$ 1 bilhão, deverá dobrar a capacidade atual de produção de WPC80 e WPI.

A indústria também terá formulações para nutrição infantil e público sênior. “Antigamente, o whey era considerado um produto só para ‘marombados’, as pessoas que viviam na musculação. Mas notamos que a pessoa que queria ter um estilo de vida mais saudável, seja correr, pedalar, fazer crossfit, também precisaria consumir mais proteína”, afirma o CEO da Sooro Renner, Eduardo Serra.

A empresa compra o soro de laticínios da região Sul. Segundo Serra, o custo da matéria-prima dobrou no último ano em meio à oferta restrita e ao aumento da demanda por proteínas. “Houve uma valorização de toda a cadeia. O meu fornecedor está recebendo mais, mas eu estou vendendo também mais caro”, afirma.

Diferentemente de outras empresas que precisam comprar soro de leite de terceiros, a francesa Lactalis tem uma fábrica de WPC integrada à de queijos, em Três de Maio (RS). O soro é levado por uma tubulação, em circuito fechado, diretamente para a produção de whey.

“O consumo per capita de proteína do leite nos Estados Unidos ou em outros mercados com economia mais madura ainda é bem maior que o do Brasil. Então acreditamos que aqui esse mercado vai continuar crescendo”, observa Guilherme Portella, diretor de comunicação, assuntos regulatórios e corporativos da Lactalis Brasil.

O mercado de bebidas proteicas movimenta atualmente cerca de 80 milhões de litros por ano, de acordo com consultoria MilkPoint. A título de comparação, bebidas UHT mais tradicionais chegam a quase 500 milhões de litros. Embora representem um volume pequeno, as bebidas proteicas apresentam crescimento acima de um dígito nos últimos anos, segundo Valter Galan, sócio da MilkPoint.

Ele observa que, como não existe soro suficiente para atender o mercado, há hoje projetos de unidades de queijo saindo já com plantas de proteína de soro acopladas.

Um dos projetos com esse perfil é do Grupo Piracanjuba, um dos maiores do ramo de laticínios do Brasil, que investiu mais de R$ 500 milhões na construção de complexo industrial em São Jorge d’Oeste (PR) com produção planejada e integrada de queijo, manteiga, whey protein e lactose em pó.

A fábrica está em construção. A expectativa é produzir até 6 mil toneladas anuais de whey protein. Procurada, a empresa não deu entrevista.
Fonte: Valor Econômico

 
 
CONSELHO PARITÁRIO PRODUTORES/INDÚSTRIAS DE LEITE DO ESTADO
DO PARANÁ – CONSELEITE–PARANÁ 

RESOLUÇÃO Nº 09/2026 

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 26 de agosto de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Julho de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Agosto de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. 

 
 
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia.

Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. 

Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução.

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Setembro de 2026 é de R$ 4,3501/litro.

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/. 

 

Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Participação do farelo na 'crush margin' aumenta no BR e nos EUA
Cepea, 21/09/2026 – A cotação do farelo de soja segue em alta no Brasil e nos Estados Unidos, diante da forte demanda global pelo derivado. Segundo o Cepea, a participação do farelo na margem de processamento das indústrias voltou a aumentar nos últimos dias, atingindo novas máximas. O Centro de Pesquisas destaca que, entre julho e agosto, a Conab disponibilizou algumas unidades de armazenamento de farelo de soja em certos estados brasileiros, o que pode ter limitado o interesse de venda das indústrias. Neste cenário, com base nos preços da soja, do farelo e do óleo de soja negociados na região de São Paulo, a participação do farelo de soja na “crush margin” foi o maior desde outubro de 2024, conforme apontamento do Cepea.
Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


 

Porto Alegre, 22 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.019


Sindilat/RS lança 12º Prêmio de Jornalismo com novas categorias e premiações

O 12º Prêmio Sindilat de Jornalismo abre inscrições neste dia 23 de setembro com novidades. Neste ano, a tradicional premiação promovida pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) para reconhecer o trabalho dos profissionais de imprensa, chega com novas categorias e premiações. Além de avaliação de trabalhos em jornalismo Eletrônico, Impresso e Online, a disputa homenageará aqueles que se dedicam à Mídia Corporativa.

 

Outra novidade é o prêmio Editor do Ano, que contemplará aqueles profissionais que trabalham nos bastidores e no dia a dia da cobertura jornalística.

“Entendemos que era tempo de renovar as categorias de forma a contemplar novas atribuições sem abrir mão do foco na boa reportagem”, salientou o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella.  

As premiações também tiveram mudanças em 2026. Os grandes campeões nas cinco categorias receberão troféus e viagens para diferentes destinos, incluindo Paris, Nova Iorque, Santiago do Chile e Rio de Janeiro. “Inovamos para oferecer aos premiados uma experiência enriquecedora por meio de viagens a diferentes destinos”, contemplou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. 

As inscrições para o 12º Prêmio Sindilat de Jornalismo estão abertas até 23 de novembro. Os finalistas devem ser anunciados até 4 de dezembro e os grandes vencedores conhecidos na Festa de Final de Anos do Sindilat no mês de dezembro.
Os trabalhos deverão ter sido publicados ou veiculados entre 2 de novembro de 2025 e 1 de novembro de 2026 e abordar aspectos relacionados ao setor lácteo do Rio Grande do Sul.

 

Podem participar jornalistas regularmente registrados e grupos de profissionais, desde que pelo menos um dos integrantes seja jornalista formalmente regularizado. Não há limite para o número de trabalhos inscritos por candidato. 

A avaliação dos trabalhos inscritos ficará a cargo de Comissão Julgadora formada por profissionais da comunicação social, representantes do Sindilat/RS e instituições ligadas ao agronegócio e ao setor lácteo. 

A inscrição deverá ser feita por meio de formulário específico disponibilizado no site do Sindilat/RS, com uma inscrição para cada trabalho submetido.  Entre os documentos solicitados estão o trabalho inscrito, documento de identidade, registro profissional e, quando necessário, comprovantes de autoria e de data de veiculação. Acesse o regulamento e link de inscrição clicando aqui.

Serviço: 
12º Prêmio Sindilat de Jornalismo
Inscrições: 23/09/2026 a 23/11/2026
Finalistas: até 4/12/2026
Vencedores: dezembro de 2026
Categorias: Eletrônico, Impresso, Editor do Ano, Online e Mídia Corporativa 


Inscrições gratuitas abertas para o Milk Summit Mercosul 2026

As inscrições para o Milk Summit Mercosul 2026 já estão abertas. A participação no evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição prévia para garantir o acesso à programação. Nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), durante a ExpoFest Ijuí, o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais, produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, empresas e lideranças para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia leiteira.

Com uma programação voltada à inovação, competitividade, sustentabilidade, mercado, gestão e políticas públicas, o Milk Summit Mercosul consolida-se como um dos principais encontros do setor no Brasil e no Mercosul.

A participação é gratuita, mas as vagas devem ser garantidas por meio de inscrição antecipada. Inscreva-se clicando aqui: https://milksummitbrazil.com/inscricao/. (Sindilat/RS)

O consumidor não parou de comprar lácteos: veja o que mudou de fato segundo o Radar do Consumo

Dados mostram alta na variedade de lácteos vendidos em 2026, enquanto a inflação do leite UHT retém o volume total.

O mercado de lácteos no Brasil tem apresentado sinais de recuperação gradual ao longo de 2026, embora ainda acumule uma retração no volume total no ano. Segundo dados do Radar do Consumo, publicado pelo Observatório do Consumidor da Embrapa, o desempenho registrado em agosto apontou não apenas um crescimento no volume pontual, mas uma expansão mais bem distribuída entre os diferentes segmentos do setor, indicando uma reação ampla da demanda.

Enquanto nos primeiros meses do ano o crescimento observado ficou restrito a poucas categorias de grande porte, o cenário em agosto mostrou uma mudança relevante de dinâmica.

Para medir a abrangência dessa recuperação, avalia-se a proporção de linhas de produtos em alta por meio do Índice de Difusão do Consumo Lácteo, calculado com metodologia similar aos índices de difusão de produção do IBGE e de preços do Banco Central. Das 43 linhas de produtos acompanhadas, 26 registraram avanço nas vendas em agosto em comparação ao mesmo mês do ano passado.

Essa taxa de 60,4% representa o maior resultado do ano e a única leitura acima da marca de 50%. A comparação com março evidencia a diferença do momento atual: embora 8 das 13 grandes categorias agregadas mostrassem alta naquele mês, no detalhamento por produto a taxa de difusão foi de apenas 46,5%.

Essa distinção é decisiva para o setor, pois uma alta concentrada em poucas categorias costuma ser vulnerável e passageira, enquanto uma expansão disseminada indica que a demanda reagiu em várias frentes de forma simultânea, sugerindo um movimento estrutural e não apenas um efeito isolado de promoção, preço ou sazonalidade.

Apesar da melhoria na amplitude do crescimento, o volume acumulado de consumo de lácteos ainda apresenta queda de 3,3% entre janeiro e agosto de 2026, em um cenário onde o preço real praticamente não se moveu, registrando variação de -0,5%.

No entanto, o fator central para entender esse número acumulado está no desempenho isolado do leite longa vida. Por responder por 57,1% de todo o volume vendido do segmento, o leite UHT sozinho é responsável por 92% de toda a perda de volume acumulada no ano, pressionado por um preço que subiu 15,6% em doze meses.

Ao retirar o leite longa vida do cálculo geral, o restante do mercado de lácteos fecha agosto com crescimento de 3,1% no volume vendido em relação ao mesmo mês do ano anterior, marcando o melhor resultado em doze meses e demonstrando que os demais derivados vêm em trajetória de recuperação consistente.

As oscilações de consumo entre as diferentes linhas apontam para reorganizações claras no orçamento e nas escolhas das famílias. O leite em pó, por exemplo, registrou alta de 28,3% no mês, impulsionado por um preço 6,6% menor em doze meses e por um ganho de preferência junto ao público voltado para saúde e esportes.

Já os iogurtes e bebidas lácteas vêm crescendo puxados por nichos específicos, como as opções proteicas e sem lactose, em vez de uma alta generalizada de toda a categoria. Na ponta oposta, produtos como a mistura láctea condensada registraram queda de 21,8% em agosto. Em vez de migrar para os substitutos mais econômicos, o consumidor pressionado optou por reduzir a frequência de compra do produto tradicional.

O comportamento do segmento sem lactose também ilustra como a demanda tem se transformado. Depois de quatro anos como a categoria de maior crescimento contínuo, o leite líquido sem lactose acumulou queda de 1,8% no volume no ano, acompanhado pelo maior aumento de preço de todo o painel, próximo a 20%. Isso não significa que o consumidor abandonou o atributo, mas sim que a busca por ele mudou de categoria.

Em agosto, enquanto o queijo sem lactose recuou 8,5%, o iogurte sem lactose cresceu 48,9% e a versão grega sem lactose avançou 35,5%. Esse movimento revela dois perfis distintos de compra: o consumidor por restrição médica, que depende do leite líquido e reduz o volume quando o preço sobe, e o consumidor por preferência ou estilo de vida, que busca valor agregado e decide trocar de item dentro do mesmo atributo, migrando do leite para categorias onde percebe maior benefício, como os iogurtes.

O panorama geral indica que o consumidor não está simplesmente abandonando o consumo de lácteos, mas reorganizando ativamente suas escolhas. Ele altera formatos quando o preço do item básico encarece, transfere a busca por atributos funcionais para outros tipos de derivados e sustenta o crescimento do setor nos pontos do portfólio onde percebe maior valor real.

As informações são do Observatório do Consumidor, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Cotações recuam em SP, mas sobem em outras regiões
Cepea, 21/09/2026 – Os valores do milho registram movimentos distintos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea. Em São Paulo, as negociações estão limitadas, e os preços recuaram, enquanto em algumas regiões produtoras as cotações subiram nos últimos dias. De acordo com pesquisadores do Cepea, em São Paulo, compradores priorizaram o consumo dos estoques nos últimos dias, em detrimento de realizarem novas aquisições no mercado spot. O Centro de Pesquisas destaca que, apesar da demanda enfraquecida, produtores também têm limitado parte dos lotes para negociação, visto que parte deles está focada nos trabalhos de campo, atenta às previsões climáticas e à possibilidade de efeitos negativos na produtividade das lavouras.Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


 

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Porto Alegre, 21 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.018


Alerta no campo: como novas chuvas podem afetar a produção de leite no Rio Grande do Sul

Novas tempestades ameaçam agravar o excesso de umidade no solo, dificultando o manejo, o acesso às pastagens e aumentando riscos sanitários no rebanho.

A previsão de uma onda de tempestades no Rio Grande do Sul nesta semana pode agravar a situação nas áreas rurais que já apresentam excesso de umidade e formação de barro. O último Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na última semana, indicou que há dificuldades para o acesso às pastagens na bovinocultura de leite, além do aumento dos riscos de mastite e de doenças no casco em determinadas regiões.

Em algumas propriedades da região de Santa Rosa, o excesso de umidade das semanas anteriores ocasionou danos pontuais por pisoteio e dificultou o manejo, mas não comprometeu a alimentação dos animais. Segundo a Emater/RS-Ascar, os produtores seguem realizando suplementação alimentar com silagem e concentrados, especialmente para vacas em pico de lactação.

O informativo mostrou pequena redução na produção de leite nos sistemas de produção a pasto na região de Ijuí. Já nos sistemas confinados, não houve alterações. Nos sistemas estabulados, persiste a dificuldade para reduzir a umidade da cama dos animais, embora o conforto térmico esteja satisfatório.

Por outro lado, a redução do encharcamento em algumas áreas têm favorecido a movimentação dos animais e o acesso às forrageiras. Na região de Bagé, por exemplo, as vacas alimentadas em campo nativo apresentam recuperação da condição corporal. Esse cenário marca o retorno dos produtores sazonais à atividade e o aumento da produção dos que efetuam a entrega de leite durante todo o ano, mas não realizam investimentos significativos em pastagens de inverno ou na suplementação com fenos e silagens. (As informações são do Correio do Povo)


Argentina e Uruguai ampliam espaço e já concentram 4,3% do comércio mundial de lácteos

O mapa do comércio mundial de lácteos está mudando, e Argentina e Uruguai estão entre os países que ganharam participação nos últimos anos.

O mapa do comércio mundial de lácteos está mudando, e Argentina e Uruguai estão entre os países que ganharam participação nos últimos anos. Juntos, os dois passaram de representar cerca de 3% do mercado mundial de lácteos em 2017 para 4,3% em 2025, segundo o World Dairy Map 2026, elaborado pelo RaboResearch.

O avanço ocorreu dentro de um mercado que também se expandiu. O comércio internacional passou de 91,1 milhões de toneladas equivalentes de leite líquido em 2017 para 101,2 milhões em 2025, um crescimento acumulado de 11%.

Por trás dessa expansão, porém, também houve uma redistribuição entre os principais exportadores. Enquanto Estados Unidos, Argentina e Uruguai ganharam espaço, a União Europeia reduziu sua participação. Ao mesmo tempo, a China perdeu parte do protagonismo que havia alcançado como grande impulsionadora da demanda mundial.

Argentina e Uruguai passam de 3% para 4,3%
O crescimento sul-americano é especialmente significativo porque ocorreu enquanto alguns dos grandes participantes tradicionais encontraram maiores limitações para expandir sua produção. A União Europeia continua sendo o principal bloco exportador, com 27,5 milhões de toneladas equivalentes de leite comercializadas em 2025, excluindo o comércio entre os próprios países-membros. Sua participação mundial, no entanto, caiu de 30% em 2017 para 27% em 2025.

A Nova Zelândia continua sendo o maior exportador quando considerados países individualmente, respondendo por cerca de 22% do comércio global. Os Estados Unidos também avançaram de forma significativa: sua participação aumentou de 11,3% para 13,5%. Atrás desses gigantes aparece o crescimento dos exportadores do Mercosul. Argentina e Uruguai elevaram conjuntamente sua participação em 1,3 ponto percentual em oito anos.

Queijo se torna o grande motor do comércio
Nem todos os produtos lácteos tiveram o mesmo desempenho nesse período. O grande destaque foi o queijo, cujo comércio mundial aumentou aproximadamente 40% desde 2017, alcançando 8,96 milhões de toneladas em 2025.

A Argentina aparece novamente entre os países que mais avançaram. Segundo o RaboResearch, Argentina e Estados Unidos duplicaram suas exportações de queijo desde 2017. A tendência também revela uma transformação nas estratégias da indústria.

A União Europeia, por exemplo, aumentou sua produção de leite em apenas 5% desde 2017, mas ampliou em 9% a fabricação de queijo e em 12% as exportações do produto. O movimento reflete uma orientação crescente para produtos de maior valor agregado, em comparação com categorias mais tradicionais, como os leites em pó.

Menos leite em pó integral europeu abre espaço para outros exportadores

No mercado de leite em pó integral, o comportamento foi diferente. A Nova Zelândia mantém uma posição dominante, com aproximadamente 53% do mercado mundial. A Europa, por outro lado, reduziu suas exportações do produto em mais de 50% desde 2017, passando de cerca de 387 mil para 172 mil toneladas.

Parte do leite europeu foi direcionada para a fabricação de queijo, manteiga e outros produtos, enquanto Argentina e Reino Unido ocuparam parte do espaço deixado pela redução das exportações europeias. No leite em pó desnatado, o crescimento mundial foi bem mais moderado, com avanço de apenas 0,5% em 2025.

China perde participação e exportadores buscam novos compradores

Outra grande transformação está acontecendo do lado da demanda. A China continua sendo a maior importadora mundial de produtos lácteos, mas suas compras se afastaram dos níveis máximos registrados em 2021. O RaboResearch associa parte dessa redução ao crescimento da produção doméstica chinesa, que diminuiu a necessidade de importação de determinadas categorias de lácteos.

Essa mudança está levando os grandes exportadores a diversificar seus mercados. Oriente Médio e Sudeste Asiático aparecem entre as regiões que ganham importância, enquanto o Brasil também aumentou significativamente suas compras.

As importações brasileiras passaram de 1,3 milhão para 2,3 milhões de toneladas equivalentes de leite desde 2022, impulsionadas principalmente por queijos e leites em pó. Para Argentina e Uruguai, a evolução das compras brasileiras é especialmente relevante devido à proximidade geográfica e à importância histórica do Brasil como destino das exportações da região.

Argentina aparece entre os países com maior potencial de expansão

Um dos pontos de destaque do World Dairy Map 2026 está nas perspectivas para a oferta mundial. O RaboResearch considera que Estados Unidos e Argentina estão entre os países melhor posicionados para ampliar a produção destinada ao mercado internacional nos próximos anos.

A Europa enfrenta maiores restrições regulatórias, uma população de produtores envelhecida e níveis de produtividade que já estão entre os mais elevados do mundo. A Argentina, por sua vez, vem apresentando recuperação da produção.

Depois de uma queda acumulada de 8% entre 2022 e 2024, a produção argentina cresceu 10% em 2025 e mais 7% na comparação anual durante o primeiro trimestre de 2026, segundo os dados reunidos pelo RaboResearch. O relatório considera que o contexto para a atividade se tornou mais favorável, embora também destaque a volatilidade do cenário político e econômico argentino.

Estados Unidos também aceleram

Outro país apontado como candidato a ampliar significativamente a oferta mundial são os Estados Unidos. O país possui um rebanho leiteiro de 9,65 milhões de cabeças, custos competitivos e uma forte expansão da infraestrutura industrial.

Somente em 2025, sua capacidade de processamento de queijo aumentou aproximadamente 6%. Os Estados Unidos também ganharam participação no mercado de manteiga. As exportações praticamente triplicaram, passando de cerca de 45 mil para 123 mil toneladas.

Um comércio mundial de lácteos em redistribuição

Os dados mostram um mercado internacional que continua crescendo, mas com motores diferentes daqueles observados há uma década. A Europa permanece determinante, mas perde participação. A China continua sendo a maior compradora, porém já não impulsiona a demanda com a mesma intensidade. Os Estados Unidos ampliam sua presença e o queijo ganha espaço em relação a categorias tradicionais.

Nesse cenário, Argentina e Uruguai conseguiram elevar de 3% para 4,3% sua participação conjunta no comércio mundial de lácteos. Para a Argentina, o sinal é ainda mais relevante: o RaboResearch identifica o país entre aqueles que apresentam condições para ampliar a oferta exportável em um mercado no qual vários dos grandes produtores tradicionais enfrentam limitações crescentes para expandir a produção. (As informações  são do Diário Lechero, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)

Consumo dos 40+ cresce 5,3% enquanto compras dos mais jovens recuam

Presentes em 63% dos lares analisados, eles aumentaram em 5,3% as unidades compradas para consumo dentro de casa no segundo trimestre de 2026.

Os consumidores com 40 anos ou mais despontam como uma importante oportunidade de crescimento para o mercado de bens de consumo massivo no Brasil. Presentes em 63% dos lares analisados, eles aumentaram em 5,3% as unidades compradas para consumo dentro de casa no segundo trimestre de 2026. Entre consumidores de até 39 anos, houve retração de 4,9%. O estudo identifica três caminhos principais para marcas que buscam capturar esse crescimento: saudabilidade aliada a sabor, praticidade sem perda de qualidade e soluções capazes de acompanhar as mudanças de hábitos dentro das famílias.

Para os consumidores maduros, saudabilidade não significa apenas restrição. O estudo aponta oportunidades para produtos que combinem benefícios nutricionais e experiência de consumo, incluindo propostas clean label, redução de gordura e sódio e alternativas funcionais sem lactose ou açúcar. Essa busca ocorre em um contexto no qual autocuidado e bem-estar ganham relevância nas escolhas dos brasileiros. Entre as categorias associadas a esse universo estão bebidas funcionais, alternativas aos laticínios, beleza, alimentos saudáveis e produtos premium para cuidados com a casa.

Outro caminho está na conveniência. Para o público 40+, o Consumer Insights aponta oportunidades para soluções de preparo rápido, entre 10 e 30 minutos, adaptadas a equipamentos como air fryer e forno, mas que preservem a percepção de qualidade. Mais do que oferecer rapidez, portanto, o desafio para as marcas está em combinar praticidade com atributos relevantes para um consumidor que busca otimizar sua rotina sem necessariamente abrir mão de qualidade, sabor e bem-estar.

Escolhas que repercutem na família

A influência dos consumidores maduros também pode ultrapassar suas próprias escolhas. Entre shoppers 40+ com filhos, o estudo identifica que hábitos relacionados à saudabilidade e à alimentação podem repercutir na rotina dos filhos, ampliando o impacto desse público sobre o consumo familiar.

Mudanças de comportamento também aparecem fora de casa. Entre consumidores de 50 anos ou mais, o estudo observa uma revisão dos hábitos relacionados a bebidas, com migração de consumidores de cerveja para refrigerantes — movimento que também aparece entre os mais jovens, de até 29 anos.

“O crescimento do público 40+ mostra por que idade, sozinha, já não é suficiente para explicar o comportamento de consumo. Estamos falando de shoppers que ganham relevância no mercado, mas que também têm expectativas específicas sobre saudabilidade, conveniência e qualidade. Para as marcas, a oportunidade está em entender essas necessidades e traduzi-las em portfólio, comunicação e experiências adequadas à rotina desse consumidor”, afirma Daniel Horai, Diretor de Novos Clientes da Worldpanel by Numerator.

Os dados reforçam que o consumidor maduro não deve ser tratado apenas como um recorte demográfico. Em um mercado pressionado, o grupo apresenta crescimento tanto dentro quanto fora de casa e abre oportunidades para marcas capazes de responder a novas necessidades de alimentação, bem-estar e praticidade. (As informações são da Worldpanel by Numerator via Milkpoint)


Jogo Rápido

Cepea/Leite: Preço do leite ao produtor sobe 4,65% em julho, mas mercado já sinaliza acomodação
O preço médio do leite cru captado por laticínios seguiu em alta em julho. Na “Média Brasil” líquida, o valor alcançou R$2,8761/litro, avanço de 4,65% frente a junho. Na comparação com julho do ano passado, o preço está 4,96% maior em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de julho). O mercado de lácteos se estabiliza em agosto, mas perde força na parcial de setembro: Levantamento do Cepea, com apoio da OCB, mostra que o mercado de lácteos no atacado paulista apresentou movimentos distintos entre os produtos acompanhados em agosto. Para o leite UHT, o preço médio avançou 0,45% em agosto, para R$4,89/litro. O movimento esteve atrelado à valorização da matéria-prima: em julho, o preço médio do leite cru pago ao produtor, considerando a "Média Brasil" do Cepea, foi de R$2,87/litro, alta de 4,65% frente a junho.  BR aumenta embarques de queijos, mas exportações totais de lácteos recuam: As exportações brasileiras de queijos aumentaram entre julho e agosto, embora os embarques totais de produtos lácteos tenham recuado no período. Segundo dados da Secex, as vendas externas de queijos avançaram expressivos 39,54%, alcançando 2,47 milhões de litros em Equivalente-Leite (EqL), com participação de 47% no volume total de produtos lácteos enviados pelo Brasil em agosto. Frente ao mesmo mês de 2025, por outro lado, os embarques de queijos registraram redução de 4,6%. Altas do concentrado e da suplementação mineral elevam custos em agosto: Os custos da pecuária leiteira apresentaram leve alta em agosto, influenciados pelos aumentos nos preços do concentrado e nos de suplementação mineral. O Custo Operacional Efetivo (COE) registrou elevação de 0,63% na “Média Brasil” de julho para agosto. Dentre as praças acompanhadas pelo Cepea, o Rio Grande do Sul registrou o avanço mais expressivo do COE no período, de 1,38%. (As informações são do CEPEA)


 

Porto Alegre, 18 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.017


Informativo Conjuntural 1937 de 17 de setembro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE

O excesso de umidade e a formação de barro ainda dificultam o acesso às pastagens e o manejo, além de aumentarem os riscos de mastite e de problemas de casco em determinadas regiões. Já a redução do encharcamento em algumas áreas têm favorecido a movimentação dos animais e o acesso às forrageiras.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as vacas alimentadas predominantemente em campo nativo apresentam recuperação da condição corporal. Esse cenário marca o retorno dos produtores sazonais à atividade e o aumento da produção dos que efetuam a entrega de leite durante todo o ano, mas não realizam investimentos significativos em pastagens de inverno ou na suplementação com fenos e silagens.

Na de Erechim, a geada, no início do período, aumentou o estresse térmico dos animais no campo. O excesso de umidade e o acúmulo de barro elevaram o risco de mastite e problemas de casco, reforçando a necessidade de cuidados com a higiene na ordenha. O tempo mais frio das últimas semanas também aumentou a necessidade de suplementação com silagem, feno e ração, apesar da melhora gradual das pastagens.

Na de Ijuí, nos sistemas de produção a pasto, observa-se pequena redução na produção de leite. Nos sistemas confinados, a produtividade não apresentou alterações. Nos sistemas estabulados, persiste a dificuldade para reduzir a umidade da cama dos animais, embora o conforto térmico esteja satisfatório.

Na de Passo Fundo, o desempenho dos rebanhos foi bom, com condições sanitárias e escore corporal satisfatórios. A alimentação segue baseada no aproveitamento das pastagens, complementada com silagem, ração e sal mineral, conforme a necessidade de cada lote. A diminuição na oferta e na qualidade da forragem demandou maior suplementação em algumas propriedades.

Na de Pelotas, o solo encharcado e o pisoteio contínuo têm dificultado o acesso aos pastos de inverno e reduzido os níveis de produtividade. O acúmulo de barro e de esterco ao redor dos galpões e das salas de ordenha continua ocasionando estresse nos animais e favorecendo os casos de mastite, além da ocorrência pontual de carrapatos e de tristeza parasitária bovina.

Na de Santa Maria, a redução do excesso de umidade no solo tem contribuído para diminuir o encharcamento e a formação de lama, facilitando a movimentação dos animais e o acesso às forrageiras.

Na de Santa Rosa, em algumas propriedades, o excesso de umidade das semanas anteriores ocasionou danos pontuais por pisoteio e dificultou o manejo, mas não comprometeu significativamente a alimentação dos animais. Os produtores seguem realizando suplementação alimentar com silagem e concentrados, especialmente para vacas em pico de lactação. Fonte: Emater/RS


La Serenísima reporta prejuízo em meio à queda do consumo de lácteos na Argentina

A Mastellone Hermanos, dona da La Serenísima, encerrou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo líquido de cerca de US$ 3,2 milhões, mais de quatro vezes o registrado no mesmo período de 2025.

A Mastellone Hermanos, dona da tradicional marca argentina La Serenísima, encerrou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo líquido de 4,79 bilhões de pesos argentinos (cerca de US$ 3,2 milhões), mais de quatro vezes os 1,16 bilhão de pesos (US$ 770 mil) registrados no mesmo período de 2025.

O resultado reflete um momento desafiador para a indústria láctea argentina, marcado pela retração do consumo doméstico, maior procura por produtos de menor preço e pressão dos custos comerciais e logísticos. A receita total da companhia somou 908,67 bilhões de pesos (US$ 602 milhões) no semestre, queda real de 6,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Mercado interno recua, mas exportações crescem
A maior pressão veio do mercado argentino. As vendas domésticas caíram 10,3% em termos reais, passando de 807,20 bilhões para 724 bilhões de pesos (US$ 479 milhões). As exportações seguiram na direção contrária: cresceram 10,5%, chegando a 172,24 bilhões de pesos (US$ 114 milhões).

Com isso, o mercado externo passou de aproximadamente 16% para 19% da receita da companhia em apenas um ano.

O avanço das exportações ajudou a amortecer a retração doméstica, mas não foi suficiente para compensá-la. Além de vender menos, a Mastellone perdeu margem. O lucro bruto caiu 14,1%, enquanto a margem bruta recuou de 25,7% para 23,7% das vendas.

Logística aumenta pressão sobre as margens
Outro ponto de atenção foi a distribuição. Os gastos de comercialização cresceram 2,8%, alcançando 219,57 bilhões de pesos (US$ 145 milhões) — valor que acabou superando o próprio lucro bruto gerado pela companhia no período. Somente os gastos com fretes, considerando as despesas industriais e comerciais, chegaram a 148,05 bilhões de pesos (US$ 98 milhões), ante 137,51 bilhões de pesos (US$ 91 milhões) um ano antes.

O peso da logística é particularmente relevante para a indústria láctea devido às características de coleta, processamento e distribuição dos produtos, muitos deles dependentes de cadeia refrigerada.

Consumo de lácteos enfrenta queda na Argentina
Os resultados da La Serenísima acompanham um movimento mais amplo do mercado argentino. Segundo dados do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), as vendas de lácteos nos supermercados recuaram 10% em termos reais no primeiro semestre de 2026. Na última década, o consumo de leite acumula queda de 15%.

Além de consumir menos, o argentino também vem mudando suas escolhas. A recuperação observada em algumas categorias está concentrada principalmente nos produtos básicos, enquanto especialidades e itens de maior valor agregado encontram mais dificuldades. Para empresas líderes como a Mastellone, o desafio não é apenas quanto o consumidor compra, mas quais produtos e marcas escolhe e em quais canais realiza suas compras.

Segundo trimestre trouxe sinais de recuperação
Apesar do forte prejuízo acumulado no semestre, os resultados mais recentes foram melhores. Entre abril e junho, a Mastellone registrou lucro líquido de 7,41 bilhões de pesos (US$ 4,9 milhões), revertendo o prejuízo de 3,07 bilhões de pesos (US$ 2 milhões) observado no segundo trimestre de 2025.

A geração de caixa operacional também mais que dobrou, alcançando 51,02 bilhões de pesos (US$ 33,8 milhões), enquanto a empresa reduziu significativamente seu endividamento financeiro de curto prazo. Os números mostram, portanto, duas tendências: um primeiro semestre marcado pela queda das vendas domésticas e deterioração das margens, mas com sinais de recuperação nos meses mais recentes.

O balanço também encerra um capítulo na história da companhia. Em agosto, Arcor e Danone assumiram o controle da Mastellone. Os resultados até junho ainda refletem a gestão anterior, fazendo dos próximos balanços os primeiros indicadores sobre os rumos da La Serenísima sob o novo controle.

As informações são da Infobae, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

 

Tetra Pak apresenta três formas de impulsionar a produção de requeijão

Em um mercado de lácteos cada vez mais diversificado e competitivo, a indústria tem investido em tecnologia para aumentar a eficiência sem abrir mão da qualidade.

No caso do requeijão, presente no dia a dia dos brasileiros, o desafio dos fabricantes é encontrar uma forma de acelerar o ritmo da produção sem aumentar os custos operacionais ou perder o padrão de qualidade esperado para o produto.

Para apoiar o setor, a Tetra Pak, líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos e bebidas, oferece soluções que contribuem para dar mais agilidade e flexibilidade às fábricas.

Diante de demandas de consumo tão variadas, a multinacional destaca três pilares fundamentais para otimizar essa operação: eficiência, flexibilidade e qualidade do produto.

“Além de aumentar a capacidade produtiva, os fabricantes precisam avaliar onde estão as oportunidades de ganho durante o processo. Nosso papel é combinar equipamentos de ponta com processos que podem fazer diferença tanto no aproveitamento de ingredientes quanto no tempo de processamento e na qualidade do produto”, comenta Ana Paula Forti, Diretora da área de Processamento da Tetra Pak Brasil.

1. Produza mais em menos tempo com eficiência: Para acompanhar as demandas do mercado, a indústria precisa encontrar maneiras de aumentar a produtividade sem elevar os custos da operação.

A simplificação do fluxo de ingredientes, a redução de etapas e o melhor aproveitamento de recursos são alguns dos caminhos para tornar a produção mais rápida e econômica.

Entre as tecnologias que podem contribuir para esse objetivo está o Tetra Pak® High Shear Mixer. Esse equipamento centraliza todo o processo, e trituração, fusão, homogeneização e desaeração são realizados em uma única etapa.

Ao concentrar a operação, o fabricante pode trabalhar com capacidades de bateladas maiores em um menor tempo, simplificando o fluxo de produção e aumentando a capacidade da linha. “O alto desempenho mecânico desse equipamento permite atingir a textura desejada utilizando até 20% menos ingredientes modificadores de textura, como gomas”, relata a Diretora de Processamento da Tetra Pak Brasil.

2. Mais flexibilidade para atender diferentes demandas: A capacidade de adaptar a produção é outro fator importante para a indústria de requeijão. Linhas de produção flexíveis permitem trabalhar com diferentes tipos de produtos, ajudando os fabricantes a desenvolverem novos produtos e liderarem a inovação em um mercado tão competitivo, reduzindo a necessidade de novos investimentos em tecnologias complementares.

Nesse contexto, a Tetra Pak oferece soluções que permitem ajustar diferentes parâmetros do processo de acordo com a formulação e as características desejadas para o produto. A tecnologia embarcada no Tetra Pak® High Shear Mixer apresenta um programa de receitas automáticas que possibilita ajustes finos de processo para atender as características de cada tipo de produto.

Esse recurso permite a produção de requeijão tradicional, requeijão culinário, queijos cremosos e processados com a mesma tecnologia, além de garantir as características de textura, cremosidade, consistência e melhoria em rendimento.

3. Padrão e consistência em cada batelada: Para manter a qualidade do requeijão batelada após batelada, o controle rigoroso sobre as diferentes etapas do processo é essencial. Fatores como umidade, pH e tipo de coagulação da massa podem influenciar diretamente na textura, no sabor e na aparência.

A redução do número de bateladas gera menor variabilidade no produto, garantindo uma melhor padronização ao longo de todo o processo até o consumidor final.

O Tetra Pak® High Shear Mixer apresenta uma unidade turbo que pode operar com baixo ou alto cisalhamento, uma tecnologia patenteada que traz flexibilidade e versatilidade para o desenvolvimento de produtos.

A malha cisalhadora para cima permite uma maior intensidade e turbulência da mistura para melhor dispersão dos ingredientes; por sua vez, a malha cisalhadora para baixo permite uma homogeneização mais fina, lisa e uniforme. Esse controle contribui para um produto mais estável e para um requeijão padronizado.

“Mais do que aumentar a capacidade produtiva, é importante olhar para o processo como um todo e entender onde a tecnologia pode gerar ganhos. Quando eficiência, flexibilidade e controle de qualidade são considerados em conjunto, o fabricante consegue aproveitar melhor a estrutura disponível e responder às demandas do mercado com mais consistência, além de ter uma gestão otimizada da mão de obra, uma vez que a rotatividade de pessoas é cada vez maior dentro das indústrias”, conclui Ana Paula Forti.

Sobre a Tetra Pak - Estamos aqui para tornar os alimentos seguros e disponíveis. É por isso que fornecemos sistemas avançados de produção de alimentos. Em colaboração com nossos clientes e fornecedores, impulsionados por mais de 24 mil colaboradores dedicados em todo o mundo, todos os dias protegemos os alimentos de forma sustentável para centenas de milhões de pessoas em mais de 160 países.

Estamos aqui para cumprir um propósito, nos comprometendo a tornar os alimentos seguros e disponíveis em todos os lugares. E prometemos proteger o que é bom: os alimentos, as pessoas e o planeta. Fonte: Guialat


Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA DE 17 A 23/09/2026
Na próxima semana, o tempo voltará a ficar instável em parte do Rio Grande do Sul. Entre os dias 17 (quinta-feira) e 18/09 (sexta-feira), o tempo ainda deverá permanecer estável em grande parte do Estado, sem previsão de chuva significativa. Entre 19 (sábado) e 22/09 (terça-feira), o avanço de um sistema de baixa pressão, associado à formação e ao deslocamento de um sistema frontal, deverá aumentar a nebulosidade, com previsão de chuva em praticamente todas as regiões, principalmente para a Metade Norte. No dia 23/09 (quarta-feira), o tempo deverá voltar a ficar estável em todo o Rio Grande do Sul, sem previsão de chuva significativa. Ao longo da semana, as temperaturas deverão apresentar elevação gradual. Fonte: Simagro 


 

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Porto Alegre, 17 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.016


Associados do Sindilat RS têm 10% de desconto no Dairy Vision

Associados do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) têm 10% de desconto na inscrição para o Dairy Vision. Marcado para acontecer nos dias 27 e 28 de outubro, em Atibaia (SP), no Bourbon Resort, o evento reúne profissionais, especialistas e representantes de empresas do setor de lácteos para discutir tendências, desafios e oportunidades para o segmento. 

A programação da iniciativa aborda temas relacionados à inovação, gestão, mercado, tecnologia e às transformações da cadeia leiteira, promovendo um espaço para atualização e troca de conhecimentos entre os participantes.

Para garantir o desconto exclusivo, os associados devem realizar a inscrição clicando aqui, ou a partir do link: https://eventos.milkpoint.com.br/ingresso/gf20msc3um/iniciar/

Dairy Vision

Criado em 2015 pela MilkPoint Ventures, é um dos principais fóruns de discussão, tendências e estratégia da cadeia láctea no Brasil e no mundo. Líderes de vários países se reúnem para antecipar movimentos, qualificar decisões e implementar estratégias para o setor.

Fonte: Jardine Comunicação

 

Novo Xingu se prepara para a 7ª Festa da Terneira

Evento acontece de 24 a 27 de setembro e contará com exposição de animais, concurso leiteiro, palestras técnicas e atrações voltadas ao setor agropecuário.

O município de Novo Xingu intensifica os preparativos para a 7ª Festa da Terneira, que acontece entre os dias 24 e 27 de setembro. Além da programação da feira, a administração municipal promove nesta quinta-feira, 17 de setembro, um seminário voltado à conservação do solo, produtividade agrícola e resiliência climática, reunindo agricultores, técnicos e lideranças da região. As informações foram apresentadas pelo secretário municipal de Agricultura, Sérgio Tasso, durante entrevista à Rádio Máxima.

O seminário será realizado na Câmara de Vereadores de Novo Xingu e faz parte das ações desenvolvidas por meio dos programas Terra Forte e Legado à Terra. A programação terá início às 9h, com a participação de representantes da Emater, que abordarão políticas públicas voltadas ao enfrentamento dos desafios climáticos no meio rural. Também serão apresentados projetos municipais voltados à recuperação e conservação do solo e iniciativas relacionadas à preservação de microbacias hidrográficas.

Segundo Sérgio Tasso, Novo Xingu foi contemplado com recursos do programa estadual Terra Forte, que destina mais de R$ 1 milhão para investimentos no setor agrícola local. Paralelamente, o município criou o programa Legado à Terra, disponibilizando mais de R$ 1 milhão em recursos próprios para ações de recuperação e conservação do solo, beneficiando dezenas de famílias rurais. Os investimentos incluem análise e correção de solos, implantação de estações meteorológicas e assistência técnica especializada.

Durante a tarde, os participantes poderão acompanhar a palestra do engenheiro agrônomo Marcos Noscow, de Cruz Alta, tricampeão brasileiro de produtividade de soja. O profissional compartilhará experiências e técnicas utilizadas para alcançar elevados índices de produtividade, apresentando exemplos práticos aplicados em propriedades rurais do Estado.

Festa da Terneira valoriza a produção leiteira
Tradicional em Novo Xingu, a Festa da Terneira chega à sua sétima edição consolidada como um dos principais eventos voltados ao setor leiteiro da região. A feira busca valorizar os produtores locais e apresentar os resultados dos programas municipais de incentivo à produção de leite desenvolvidos ao longo dos anos.

A expectativa é reunir aproximadamente 100 animais de 34 produtores do município. Uma das novidades desta edição será a realização do primeiro Concurso Leiteiro, que avaliará a produtividade dos animais. Também ocorrerão os tradicionais julgamentos morfológicos, que analisam as características físicas e genéticas dos exemplares apresentados.

A programação técnica da feira terá início no dia 24 de setembro com palestras voltadas à criação de terneiras e à eficiência na produção leiteira. Entre os temas abordados estarão o manejo dos animais desde os primeiros meses de vida e as práticas que diferenciam propriedades com altos índices de produtividade. Após as palestras, será realizado um momento de confraternização entre os participantes.

Nos dias seguintes, a programação contará com julgamentos das raças Jersey e Holandesa, concurso de jovens apresentadores, divulgação dos resultados do Concurso Leiteiro, além de atividades de integração entre produtores e visitantes. O tradicional costelão também integra a programação do evento.

Além das atrações ligadas à pecuária leiteira, a feira contará com cerca de dez empresas expositoras, mostra da agricultura familiar, artesanato e produtos coloniais produzidos no município.

Os visitantes também poderão apreciar a gastronomia típica local, com destaque para cuca, linguiça e chope, marcas da forte influência da colonização alemã na região.

Ao final da entrevista, o secretário Sérgio Tasso destacou que a expectativa é receber visitantes de toda a região, fortalecendo a troca de conhecimento entre produtores e valorizando um dos setores mais importantes da economia de Novo Xingu.

A Rádio Máxima FM 107.5 estará presente na 7ª Festa da Terneira, em Novo Xingu, no dia 26 de setembro, com seu Estúdio Móvel levando informação e entretenimento diretamente do evento.

Durante a manhã, a emissora apresentará sua programação ao vivo, valorizando e divulgando uma das principais iniciativas do município voltadas ao setor agropecuário. A cobertura especial é resultado de uma parceria entre a Rádio Máxima, a Administração Municipal de Novo Xingu e os organizadores do evento, reforçando o compromisso de levar aos ouvintes todos os detalhes deste importante evento regional.  Fonte: Jornalismo Rádio Máxima

 

Do GLP-1 à terceira idade: inovação com proteína do leite dispara e Brasil é destaque mundial

A demanda por proteínas lácteas deixou de ser um nicho apenas da nutrição esportiva e, hoje, ela atravessa categorias, faixas etárias e motivações de consumo, tornando-se um dos principais vetores de inovação da indústria alimentícia.  

Os dados confirmam esse movimento e a liderança do Brasil nessa inovação. Segundo a Innova Market Insights, em 2025 os lançamentos globais de produtos com proteína do leite (MPC/MPI) registraram alta superior a 8%, atingindo um recorde histórico. No Brasil, o avanço foi ainda mais expressivo: 119 lançamentos adicionais em relação a 2024, colocando nosso país na segunda posição mundial em crescimento absoluto, atrás apenas dos Estados Unidos.  

No Brasil, além da segunda posição global em crescimento de lançamentos de produtos com proteína do leite, o país ocupa a 10ª colocação mundial no ranking, com crescimento de quase 16% nessa categoria em 2025.

A oferta norte-americana complementa a produção local com ingredientes de alta concentração proteica (concentrados e isolados de proteína do soro de leite e de leite – WPC/WPI, por exemplo) como ferramentas de inovação para fabricantes que buscam desenvolver produtos de maior valor agregado. 

Para fabricantes de alimentos e bebidas, entender o que direciona esse crescimento é uma vantagem competitiva. Afinal, a combinação de tendências, avanços científicos e dinâmicas de mercado está redefinindo o papel das proteínas lácteas na indústria global. 

As tendências de consumo que moldam produtos inovadores no mercado  

Para Keith Meyer, Diretor de Marketing Global de Ingredientes do USDEC (U.S. Dairy Export Council), a expansão vai além dos números:  “As proteínas lácteas já não estão limitadas aos produtos voltados para atletas de alto rendimento.

Com o avanço da inovação, os fabricantes têm encontrado novas formas de incorporar ingredientes lácteos a uma ampla variedade de alimentos e bebidas, como produtos de panificação, snacks, sobremesas congeladas, iogurtes, confeitos e refeições prontas para o consumo.

Essa versatilidade cada vez maior permite levar os benefícios nutricionais das proteínas lácteas a consumidores que estão além do universo da nutrição esportiva, atendendo também às necessidades de bem-estar presentes no dia a dia.” 

Além disso, Meyer relaciona como as proteínas lácteas se conectam diretamente às 10 principais tendências de alimentos e bebidas para 2026 mapeadas pela Innova Market Insights. Entre elas, quatro se destacam pela relação direta com o mercado de proteínas lácteas: 

1. Priorizar as proteínas.  
O consumidor passou da preocupação com quantidade para a exigência de qualidade. A pergunta deixou de ser quantas gramas de proteína o produto tem e passou a ser o que essa proteína faz por ele. Benefícios como suporte imunológico, saúde cerebral e síntese muscular ganham centralidade nas decisões de compra. 

2. Camadas de prazer.  
Ser saudável é apenas uma parte da equação. O produto precisa ser bom. Texturas como crocância e maciez, sabores indulgentes e experiências sensoriais diferenciadas são determinantes para a fidelização do consumidor. 

3. Bebidas com propósito.  
As bebidas são percebidas como inerentemente saudáveis. A combinação de proteína com redução de açúcar representa uma das maiores oportunidades de reformulação e inovação dentro dessa categoria. 

4. Feito para os momentos.  

As configurações familiares mudaram. O mercado exige tanto porções individuais para consumidores que vivem sozinhos quanto embalagens pensadas para o consumo compartilhado. A adaptação ao contexto de consumo, e não apenas ao perfil nutricional, é um diferencial competitivo crescente. 

A virada da quantidade para qualidade: funcionalidades, DIAAS, leucina e os novos drivers 

Os ingredientes lácteos oferecem vantagens únicas, pois além da flexibilidade de formulação para aprimorar textura e sabor, por exemplo, contribuem com um alto valor nutricional.  

“Nem todas as proteínas são iguais”, destacou Eduardo Reis, nutricionista esportivo, membro da ABNE e consultor da IFBB Academy Brasil e da CBF Academy, durante o evento. “As proteínas lácteas estão entre as proteínas de mais alta qualidade e servem como referência de comparação nas principais publicações científicas.

Isso se deve à sua composição, que inclui uma maior concentração de aminoácidos essenciais como a leucina, além de sua elevada digestibilidade e biodisponibilidade.” Ele acrescentou ainda que “a qualidade das proteínas lácteas vem acompanhada de propriedades funcionais que têm impacto positivo na saúde em diferentes fases da vida, ajudando a atender às necessidades de ingestão.” 

Essa digestibilidade e a biodisponibilidade mencionadas por Eduardo Reis podem ser medidas pelo escore DIAAS (Digestible Indispensable Amino Acid Score), um dos indicadores responsáveis por consolidar as vantagens das proteínas lácteas.

Seus índices de digestibilidade superam os do ovo e das proteínas vegetais, como soja e ervilha, garantindo uma absorção mais eficiente dos aminoácidos essenciais e um maior retorno nutricional por grama consumida. 

A leucina, aminoácido presente em alta concentração no leite e no soro, apoia especificamente na síntese proteica muscular.

Para adultos acima de 65 anos, que sofrem de resistência anabólica, por exemplo, a necessidade de leucina por refeição pode ser até duas vezes maior do que a de adultos jovens. Isso posiciona as proteínas lácteas como ingrediente estratégico para o mercado de envelhecimento saudável e prevenção da sarcopenia, muito além da nutrição esportiva. 

O crescimento do uso de análogos de GLP-1 para perda de peso reforça ainda mais essa demanda. Usuários desses medicamentos perdem massa muscular rapidamente, tornando o aporte proteico de qualidade essencial durante o tratamento. Como a obesidade é uma condição crônica, essa demanda tende a ser estrutural. 

As informações são do BHB Food, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Inscrições gratuitas abertas para o Milk Summit Mercosul 2026
As inscrições para o Milk Summit Mercosul 2026 já estão abertas. A participação no evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição prévia para garantir o acesso à programação. Nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), durante a ExpoFest Ijuí, o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais, produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, empresas e lideranças para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia leiteira. Com uma programação voltada à inovação, competitividade, sustentabilidade, mercado, gestão e políticas públicas, o Milk Summit Mercosul consolida-se como um dos principais encontros do setor no Brasil e no Mercosul. A participação é gratuita, mas as vagas devem ser garantidas por meio de inscrição antecipada. Inscreva-se clicando aqui: https://milksummitbrazil.com/inscricao/. (Sindilat/RS)


 

Porto Alegre, 16 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.015


Brasil é o 2º país que mais cresce em proteína do leite no mundo

O Brasil acaba de conquistar uma posição que poucos esperavam há alguns anos: é o segundo país do mundo em crescimento absoluto de lançamentos de produtos com proteína do leite, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os dados são da Innova Market Insights e mostram que, em 2025, o país somou 119 lançamentos a mais do que em 2024 nessa categoria — um avanço de quase 16% que também garantiu ao Brasil a 10ª colocação no ranking mundial geral de lançamentos com proteína láctea (MPC/MPI). No mesmo período, o crescimento global desses lançamentos superou 8%, um recorde histórico para o setor.

Por trás desses números está uma mudança de comportamento que interessa diretamente a quem produz e industrializa leite no país: a proteína láctea deixou de ser um ingrediente de nicho, associado apenas à nutrição esportiva, para se espalhar por praticamente todas as categorias de alimentos e bebidas.

Da quantidade para a qualidade
Durante um seminário promovido pelo USDEC (U.S. Dairy Export Council) em São Paulo, que reuniu mais de 52 compradores, equipes de P&D e profissionais da indústria de alimentos e bebidas, especialistas destacaram que o consumidor mudou a pergunta que faz na hora da compra. Não se trata mais de saber quantos gramas de proteína um produto tem, mas o que essa proteína realmente faz pelo organismo — suporte imunológico, saúde cerebral e síntese muscular estão entre os benefícios que hoje pesam na decisão de compra.

Nem toda proteína, porém, entrega o mesmo resultado. “Nem todas as proteínas são iguais”, afirmou Eduardo Reis, nutricionista esportivo, membro da ABNE e consultor da IFBB Academy Brasil e da CBF Academy, durante o evento. Segundo ele, as proteínas lácteas estão entre as de mais alta qualidade e servem como referência de comparação nas principais publicações científicas, graças à maior concentração de aminoácidos essenciais como a leucina e à sua elevada digestibilidade e biodisponibilidade.

Essa vantagem é mensurável: pelo escore DIAAS (Digestible Indispensable Amino Acid Score), os índices de digestibilidade das proteínas lácteas superam os do ovo e das proteínas vegetais, como soja e ervilha, garantindo maior absorção de aminoácidos essenciais por grama consumida.

Dois públicos que estão redesenhando a demanda
A leucina, presente em alta concentração no leite e no soro, tem papel direto na síntese proteica muscular — e isso projeta a proteína láctea para além do público esportivo. Adultos acima de 65 anos, que enfrentam resistência anabólica, podem precisar de até o dobro de leucina por refeição em comparação a adultos jovens, o que torna esse ingrediente estratégico para o mercado de envelhecimento saudável e prevenção da sarcopenia.

Outro fator vem reforçando essa demanda de forma estrutural: o uso crescente de medicamentos análogos de GLP-1 para perda de peso. Como esses usuários perdem massa muscular rapidamente, o aporte de proteína de qualidade se torna essencial durante o tratamento. Como a obesidade é uma condição crônica, a tendência é que essa demanda não seja passageira.

Onde a proteína láctea está aparecendo
Para Keith Meyer, Diretor de Marketing Global de Ingredientes do USDEC, o avanço no Brasil reflete uma versatilidade que vai muito além das prateleiras de suplementos: os fabricantes têm incorporado ingredientes lácteos a produtos de panificação, snacks, sobremesas congeladas, iogurtes, confeitos e refeições prontas para consumo.

Esse movimento dialoga diretamente com quatro das dez principais tendências de alimentos e bebidas mapeadas pela Innova Market Insights para 2026: a priorização de proteínas de qualidade sobre quantidade; a exigência por sabor e textura mesmo em produtos saudáveis; o crescimento de bebidas com proteína associadas à redução de açúcar; e a demanda por formatos adaptados a diferentes momentos de consumo, das porções individuais para quem mora sozinho às embalagens pensadas para compartilhar.

A oferta que sustenta o crescimento
Do lado da oferta, os Estados Unidos vêm investindo em novas plantas industriais para produção de proteínas de alto valor e ingredientes lácteos funcionais, apoiados no maior rebanho leiteiro do país em 33 anos. Essa produção chega ao Brasil como complemento à indústria local, por meio de concentrados e isolados de proteína do soro de leite e do leite (WPC/WPI), voltados a fabricantes que buscam desenvolver produtos de maior valor agregado. O USDEC soma a isso inteligência de mercado, suporte técnico e consultoria em formulação para fabricantes brasileiros.

Com demanda em expansão, base científica consolidada e um mercado interno em aceleração, a indústria brasileira de alimentos e bebidas tem hoje um cenário raro: dados concretos que apontam para onde investir.

Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por BHB Food


GDT 412º indica ajuste negativo após série de valorização nos leilões anteriores

O 412º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou queda de 1,1% no GDT Price Index, com preço médio negociado de USD 3.868/tonelada. O resultado representa um pequeno ajuste nas cotações internacionais após as valorizações observadas nos últimos leilões.

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

 

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Nos leites em pó, o movimento foi de estabilidade. O leite em pó desnatado (LPD) apresentou leve alta de 0,1%, atingindo USD 3.689/tonelada, enquanto o leite em pó integral (LPI) recuou 0,8%, sendo negociado a USD 3.565/tonelada.

A recente valorização do leite em pó desnatado, impulsionada pela maior demanda por ingredientes proteicos, provocou uma inflexão na relação entre as cotações do LPI e do LPD. Com o movimento, o preço do LPD superou o do LPI pela primeira vez na série histórica.

Gráfico 2. Preço médio LPI vs LPD

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre os demais derivados, o movimento foi predominantemente negativo. A muçarela apresentou queda de 6,0%, atingindo USD 3.992/tonelada, enquanto a manteiga recuou 5,7%, para USD 4.760/tonelada.

A gordura anidra do leite também apresentou reajustes, de 3,0%, sendo negociada a USD 5.739/tonelada. Em sentido contrário, o cheddar registrou forte valorização de 16,5%, atingindo USD 4.075/tonelada, sendo a maior valorização registrada no leilão.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 15/09/2026

Fonte: Equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026. Clique aqui para acessar a matéria na íntegra.

 

 

Estudo da USP propõem mudanças no piso do frete

O transporte rodoviário de cargas vive, em 2026, uma nova fase de fiscalização eletrônica integrada, ao mesmo tempo em que estudos sobre a metodologia de cálculo dos pisos mínimos do frete colocam em debate os parâmetros utilizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As recentes mudanças envolvendo o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) ampliaram significativamente o nível de controle automático sobre as operações do setor, enquanto uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) aponta que os atuais critérios de cálculo do frete mínimo podem estar superestimando os custos da atividade.

Um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da USP, propõe uma série de alterações na metodologia utilizada pela ANTT para calcular os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A pesquisa apresenta 17 mudanças e conclui que os parâmetros atuais tendem a superestimar os custos regulatórios, sobretudo em operações de maior produtividade e de menor distância.

Segundo os autores, algumas das alterações sugeridas poderiam reduzir os valores da tabela mínima do frete em até 11% em determinadas operações. De acordo com a pesquisa, o modelo atualmente em vigor tende a “superestimar de forma sistemática os custos regulatórios, sobretudo em operações de maior produtividade e de menor distância”.

Uma das principais propostas envolve a revisão da carga horária mensal considerada no cálculo do piso. A metodologia da ANTT adota 181 horas de trabalho por mês. O estudo sustenta que esse parâmetro subestima a utilização efetiva dos veículos e dos motoristas e sugere sua elevação para 220 horas.

Segundo a simulação da USP, a alteração resultaria em uma redução média de aproximadamente 7,6% nos valores calculados para o piso de frete. No transporte de grãos, a queda poderia variar entre 6,38% e 11,04%, a depender da distância percorrida e da configuração do veículo.

Outra recomendação trata da depreciação dos caminhões e da remuneração do capital investido. A metodologia atual considera uma vida econômica de sete anos para a composição veicular, parâmetro utilizado para calcular a perda de valor dos ativos e o retorno esperado sobre o investimento. O estudo argumenta, porém, que a referência está distante da realidade da frota brasileira.

Os pesquisadores citam dados da própria ANTT que apontam idade média de 16,4 anos para os veículos de tração em circulação no País. Na avaliação do grupo, a utilização de parâmetros mais próximos dessa realidade reduziria os custos estimados pela metodologia.

Na prática, as discussões sobre os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas ocorrem em um ambiente de controle cada vez mais integrado. Informações fiscais, regulatórias e operacionais passam a ser cruzadas automaticamente pelos sistemas. Nesse cenário, inconsistências podem gerar impedimentos documentais, autuações e outros impactos capazes de comprometer a realização da operação.

A principal transformação está relacionada ao CIOT. Com a Medida Provisória nº 1.343/2026 e as regulamentações posteriores da ANTT, a obrigatoriedade do código foi ampliada para praticamente todas as operações de transporte realizadas por terceiros e mediante remuneração, incluindo contratações entre embarcadores e empresas transportadoras, além das subcontratações entre transportadoras.

Dessa forma, o CIOT passou a desempenhar papel estratégico no acompanhamento das viagens e na verificação do cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Paralelamente, o setor também vem convivendo com mudanças recentes no MDF-e. Desde outubro de 2025, novas exigências ampliaram o conjunto de informações obrigatórias do documento e fortaleceram o monitoramento das operações pela ANTT.

Com as regras atuais, operações que informem valores de frete inferiores aos pisos mínimos podem ter a geração do CIOT impedida pelos sistemas de validação, criando reflexos diretos sobre a regularidade documental do transporte.

Para complementar esse conjunto de mudanças, desde 1º de junho de 2026 passou a valer, no estado de São Paulo, a exigência de emissão de um MDF-e distinto para cada Unidade da Federação (UF) onde houver descarregamento da carga.

A medida se soma às recentes alterações relacionadas ao CIOT e ao próprio MDF-e e evidencia uma transformação mais ampla no ambiente regulatório do transporte rodoviário de cargas.

Para a Federação das Empresas do Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), o cenário amplia a complexidade operacional das transportadoras, exigindo maior integração tecnológica, revisão de processos internos e reforço da governança documental.

“O transporte já opera em um ambiente altamente regulado. O desafio é garantir equilíbrio entre fiscalização, segurança jurídica e viabilidade operacional para que as empresas consigam se adaptar sem comprometer produtividade e eficiência logística”, destaca o presidente da entidade, Carlos Panzan.

O cenário ganhou ainda mais relevância nos últimos dias após a própria ANTT divulgar que o novo sistema do CIOT registrou 534.908 operações entre os dias 24 e 29 de maio, poucos dias após a entrada em vigor das novas regras.

Nesse período, segundo a agência, foram também foram registradas 469.883 operações declaradas, 53.038 encerradas e 11.932 canceladas, em um ambiente que ainda enfrentava relatos de instabilidades sistêmicas e dificuldades operacionais nos primeiros dias de implementação.

Segundo a FETCESP, embora o avanço da fiscalização eletrônica e da rastreabilidade seja importante para ampliar a formalização e o controle das operações, é fundamental que esse processo ocorra com estabilidade sistêmica, orientação técnica adequada e previsibilidade regulatória.

“O transporte rodoviário de cargas reconhece a importância da formalização, da rastreabilidade e do combate às irregularidades. Porém, é fundamental que esse processo venha acompanhado de estabilidade dos sistemas, orientação técnica adequada e condições viáveis de adaptação.

Estamos falando de uma atividade essencial para o abastecimento do país, que não pode conviver com insegurança operacional ou risco de paralisações por falhas sistêmicas”, finaliza o presidente da FETCESP. (Fonte: Jornal do comércio)

 


Jogo Rápido

Grupo Piracanjuba conquista certificação GPTW pelo segundo ano consecutivo

O Grupo Piracanjuba foi reconhecido, pelo segundo ano consecutivo, com a certificação Great Place to Work (GPTW), concedida a partir de pesquisa de clima organizacional realizada pela consultoria global. Em 2026, a participação dos colaboradores na pesquisa cresceu cerca de 12%, enquanto a pontuação da companhia avançou aproximadamente 7%. Segundo a empresa, os resultados refletem iniciativas voltadas ao desenvolvimento, reconhecimento e bem-estar das pessoas.“A certificação GPTW vem coroar as práticas da empresa voltadas para o cuidado e valorização do nosso ativo principal: as pessoas”, destaca o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo. Com operações em nove estados, o Grupo conta com 12 unidades fabris, 16 postos de resfriamento de leite e cerca de 5 mil colaboradores. Entre os principais fatores de motivação apontados na pesquisa estão aprendizado, desenvolvimento profissional e resultados coletivos. A empresa também oferece benefícios como plano de saúde, consultas psicológicas gratuitas e convênio com o Welhub para atividades físicas e bem-estar. Fonte: Piracanjuba adaptado pelo Sindilat/RS


 

Porto Alegre, 15 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.014


Novo modelo de contribuição ao Fundesa-RS já está em vigor

Produtores de bovinos e búfalos do Rio Grande do Sul têm um novo compromisso com a sanidade animal, proposto pelas cadeias produtivas da pecuária de corte e pecuária de leite, e que já está valendo em 2026.

O novo modelo de contribuição ao Fundesa-RS já está vigorando desde o começo do ano, mas a partir de segunda-feira (14) será o início do pagamento da nova modalidade. “É a primeira vez que o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS amplia a base de arrecadação em mais de 20 anos, mesmo com o aumento dos desafios sanitários no mundo com o passar do tempo”, afirma o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber.

Antes a contribuição dos produtores ocorria somente no momento do abate e, agora deve ser realizada uma vez ao ano, com base no saldo existente após a Declaração Anual de Rebanho. “O animal passava dois anos ou mais na propriedade e só contribuía uma vez, mesmo exercendo pressão sanitária nas fazendas durante o tempo de sua permanência.” 

A medida foi definida pelo Conselho Deliberativo do Fundesa ainda em 2021, logo após a certificação de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, mas só foi implementada no final do ano passado por conta de trâmites relacionados às ferramentas de parceria do Fundesa com o Governo do Estado.

A medida visa custear o seguro pecuário do rebanho gaúcho contra a febre aftosa, bem como outras medidas relacionadas à doença. Os valores arrecadados com a nova contribuição ficarão em uma conta específica para bovídeos. Agora, o produtor pagará R$ 1,33 por animal, uma vez ao ano, valor inferior ao custo que existia com a vacinação e custos com a movimentação de animais e perdas durante o período da imunização.  

Na prática, a alteração reorganiza as obrigações dos criadores de corte e leite, estabelecendo uma taxa anual fixa por animal.  Para os produtores de leite, o modelo soma-se à contribuição sobre o volume entregue ao laticínio, que continua assegurando indenizações para brucelose e tuberculose. Já o recolhimento sobre o abate de animais segue sendo realizado pelos frigoríficos.

Prazos
A partir do dia 14 de setembro, os criadores com cadastro atualizado na Secretaria da Agricultura começarão a receber por e-mail o link direto para a emissão do boleto. Para os produtores que não receberem a mensagem digital, a guia poderá ser emitida de forma simples diretamente no portal fundesa.com.br, bastando clicar no banner específico e informar o CPF ou CNPJ da propriedade. Neste ano, em decorrência da prorrogação da declaração anual de rebanho, o prazo final para a quitação sem incidência de juros ou multa foi fixado em 30 de outubro.

Após o vencimento, incidirá multa de 2% e juros de 4% ao mês. “É importante lembrar que o não pagamento não impede a movimentação de animais nas propriedades, entretanto, o produtor que estiver inadimplente não estará coberto pelo seguro pecuário.”


GDT - Global Dairy Trade

Fonte: Global Dairy Trade / Adaptado pelo Sindilat/RS

 

IBGE: Aquisição de leite tem acréscimo de 1,0% em comparação com o mesmo período do ano anterior

A aquisição de leite cru, no 2° trimestre de 2026, foi de 6,61 bilhões de litros, alta de 1,0% em relação ao 2° trimestre de 2025, e redução de -2,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Fonte: IBGE / Adaptado pelo Sindilat/RS

No 2º trimestre de 2026, a aquisição de leite cru foi de 6,61 bilhões de litros, equivalente a um acréscimo de 1,0% em relação ao 2° trimestre de 2025, e uma redução de –2,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Os meses de abril, maio e junho de 2026 apresentaram os maiores valores da série histórica, considerando os respectivos meses de todos os segundos trimestres.

Maio foi o mês de maior captação, com mais de 2,23 bilhões de litros.

O preço médio do leite pago ao produtor foi de R$ 2,70, uma recuperação expressiva da baixa do preço verificada nos trimestres anteriores. O preço foi 1,5% inferior ao praticado no trimestre equivalente do ano anterior, porém, em comparação ao preço médio do 1º trimestre de 2026, houve crescimento de 20,5%.

No comparativo do 2º trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, o acréscimo de 64,6 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de aumentos registrados em 12 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite.

Em nível de Unidades da Federação, os acréscimos mais relevantes ocorreram no Paraná (+49,61 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+44,28 milhões de litros) e Santa Catarina (+17,92 milhões de litros). As principais quedas ocorreram em: Goiás (-38,11 milhões de litros), Rondônia (-11,57 milhões de litros) e Tocantins (-9,63 milhões de litros).

Minas Gerais liderou o ranking de aquisição de leite, com 23,8% da captação nacional, seguido por Paraná (16,2%) e Rio Grande do Sul (13,1%).    
Fonte: IBGE / Adaptado pelo Sindilat/RS


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Chuvas favorecem semeadura e sustentam preços no Brasil
Cepea, 14/09/2026 – O cultivo da safra 2026/27 de soja já começou no Brasil, favorecido pelas recentes chuvas. Segundo o Cepea, o ritmo deve se intensificar assim que as precipitações diminuírem, já que produtores pretendem aproveitar as boas condições climáticas para antecipar as atividades de campo e, assim, tentar minimizar os possíveis efeitos do El Niño na safra 2026/27. Segundo pesquisadores do Cepea, com a atenção de agentes voltada às condições climáticas, os vendedores estão retraídos das negociações envolvendo grandes volumes, reduzindo a liquidez e elevando os preços no mercado spot nacional na primeira dezena deste mês. Os preços do farelo de soja também seguem em alta no Brasil, impulsionados pela maior disputa entre compradores brasileiros e internacionais. De acordo com o Cepea, consumidores domésticos mostram necessidade de repor os estoques, enquanto a demanda global segue agressiva. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


 

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Porto Alegre, 14 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.013


Milk Summit Mercosul 2026 entra na reta final de inscrições para fórum de debates setorial da América Latina 

Faltando menos de trinta dias para o Milk Summit Mercosul 2026, que acontecerá de 14 a 15 de outubro no parque de Exposições Wanderley Burmann na cidade de Ijuí (RS), participantes se mobilizam para garantir as últimas vagas para esse grande fórum de tendências do setor lácteo do Mercosul.

Realizado junto à Expofest, o evento aproxima produtores, cooperativas, indústrias e desenvolvedores de tecnologia em um verdadeiro ambiente de conhecimento e networking da cadeia do leite da América do Sul. Depois de uma edição nacional em 2025, neste ano, o Milk Summit reúne lideranças do Brasil, Argentina e Uruguai.

“A proposta é ampliar o diálogo sobre os caminhos para uma cadeia leiteira mais competitiva e preparada para os desafios do mercado nacional e internacional”, frisou o coordenador do Milk Summit Mercosul e secretário executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini.
 
Uma das novidades em 2026 fica por conta da inauguração da Arena de Inovação, um espaço para startups apresentarem os projetos que devem ditar a tendência do setor lácteo nos próximos anos. As inscrições para o Milk Summit Mercosul são gratuitas e estão abertas por meio do link Inscrição do Milk Summit Mercosul. As vagas são limitadas. 

Realizado neste ano novamente em Ijuí, o Milk Summit Mercosul 2026 reforça sua conexão com uma das regiões de maior relevância para a Produção leiteira do Estado e promove debates de dimensão internacional.

O evento contará com a presença e participação de palestrantes de renome como Andrés Padilla, analista do departamento de pesquisa e análise setorial do Rabobank Brasil, Wagner Beskow, engenheiro agrônomo e consultor da Transpondo.“Será uma oportunidade de discutirmos a cadeia como um todo, talvez como nunca antes. É para isso que todos os envolvidos estão trabalhando”, adianta Beskow.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Milk Summit Mercosul 2026
Data: 14 e 15 de outubro de 2026
Local: Expofest, Ijuí (RS)
Para inscrições e programação, clique aqui


Empresas disputam quem busca preservar a massa muscular

Com a perda rápida de peso, provocada pelas canetas emagrecedoras e a busca pelo envelhecimento saudável, cresce a preocupação em preservar a massa muscular. E um mercado inteiro avança junto - antes restrita a academias e atletas de alta performance, a proteína de soro de leite, a whey, ganha um público cada vez maior.

No primeiro trimestre de 2026, a categoria de alimentos com proteína adicionada, que movimenta R$ 2 bilhões ao ano no Brasil, registrou alta de 12% no faturamento, na comparação com o mesmo período de 2025, ritmo duas vezes mais rápido que o das proteínas convencionais, como as de origem animal, aponta a Worldpanel by Numerator.

Produtos historicamente ligados à indulgência, como cerveja e achocolatados, são anunciados com uma narrativa de funcionalidade. Somem-se a estes, os lácteos tradicionais e que aparecem nas prateleiras dos supermercados com adição de whey protein na fórmula. E ainda há espaço para startups como a Mineral Pro, que lançou em fevereiro deste ano a primeira bebida proteica do país, com apenas dois ingredientes: água mineral e whey protein.

Roosevelt Junior, presidente no Brasil da líder mundial em laticínios Lactalis, tem números que ajudam a dimensionar o ritmo da tendência. Os produtos da gigante francesa com whey protein já respondem por 4,8% do faturamento da empresa no país. “Em 2023, esse percentual era de 2,4% e a nossa expectativa é chegar a 7% em 2028”, diz Roosevelt Jr.

Ainda assim, o executivo lembra que o Brasil está longe do patamar americano: 52% do mercado de iogurtes dos Estados Unidos tem alta concentração de proteína.

No Brasil, apenas 3%. “O Brasil ainda está engatinhando, temos uma avenida muito grande de oportunidades”, diz. O executivo observa que um dado está ajudando a reforçar o avanço da categoria:

Ainda assim, o executivo lembra que o Brasil está longe do patamar americano: 52% do mercado de iogurtes dos Estados Unidos tem alta concentração de proteína. No Brasil, apenas 3%. “O Brasil ainda está engatinhando, temos uma avenida muito grande de oportunidades”, diz. O executivo observa que um dado está ajudando a reforçar o avanço da categoria: as novas diretrizes do Guia Alimentar dos EUA 2025-2030, lançado em janeiro deste ano pelo governo estadunidense.

Segundo o guia, o indicado é consumir de 1,2 g a 1,6 g de proteína por quilo corporal diariamente - era 0,8 g antes. “Estamos vendo um crescimento de dois dígitos ano a ano no consumo de produtos com proteína nos EUA que deve continuar forte não apenas nos EUA como no mundo todo”, diz Roosevelt Jr.

A disputa pela proteína perdida (seja pela redução de peso ou pelo aumento da idade) entrou em 
um território que impacta as linhas de produção das indústrias de alimentos e bebidas e discurso do marketing. A narrativa de funcionalidade e saudabilidade ganha força e traz a reboque, não abertamente, a promessa da estética.

Poucos assumem isso de forma tão direta quanto Bernardo Melo Bloisi, sócio-fundador da Mineral Pro: “Proteína virou, mesmo sem ser, sinônimo de saúde. E, muitas vezes, este consumo não está necessariamente atrelado à saúde, mas a uma questão de beleza física”.

Lançada em fevereiro deste ano, a Mineral Pro se apresenta como a primeira bebida proteica do Brasil com apenas dois ingredientes: água mineral e proteína do soro do leite (desenvolvida na Dinamarca). A proteína usada segue o conceito de “clear whey”, uma formulação mais leve e solúvel, adequada para bebidas transparentes. Com 10 g de proteína a cada 250 ml, a formulação, sem corantes, aromatizantes, açúcar ou carboidratos, é o argumento central da marca.

“O fato de a proteína estar ali pode fazer você consumir um produto que muitas vezes não é saudável, que é cheio de açúcar, extremamente calórico, achando que está consumindo algo saudável porque vai ter PRO e FIT [no rótulo]”, afirma Bloisi. O resultado inicial da Mineral Pro, que pode ser adquirida pelo site oficial da marca ou em grandes plataformas de e-commerce, surpreendeu os próprios fundadores: em pouco mais de seis meses, a empresa vendeu entre 200 e 250 mil unidades e já está no quarto lote de produção, prestes a iniciar o quinto. “A expectativa inicial era terminar o primeiro lote em julho”, diz ele.

Se uma startup com um produto de apenas dois ingredientes já mostra a força dessa demanda, o tamanho do movimento fica ainda mais evidente quando ele chega a um território improvável: a cerveja.

A Spaten Pro, lançada pela em julho deste ano, nasce desse movimento ao oferecer 10 g de proteína a cada lata de 350 ml.

É a primeira versão de cerveja sem álcool e com proteína de toda AB InBev e foi desenvolvida pelo centro dei inovação e tecnologia da Ambev, no Rio de Janeiro. “Quando vemos uma parcela relevante das pessoas mudando seus hábitos e buscando novos atributos, é naturalmente para lá que direcionamos nosso olhar de inovação”, diz Gabriela Gallo, diretora de inovação da Ambev.

A Spaten Pro foi a cerveja oficial da Spaten Fight Night 3, evento que reúne boxe, judô e jiu-jitsu e promovido pela marca em gosto.

Na Ambev, o movimento é recente e concentrado em um único lançamento.

Na Nestlé, porém, a proteína está se espalhando por boa parte do portfólio. Segundo Gisele Pavin, gerente executiva de nutrição, saúde e bem-estar da Nestlé Brasil, a discussão sobre proteína saiu da bolha dos profissionais de saúde e passou a ocupar as redes sociais, inclusive entre pessoas que usam medicamentos para emagrecer e que buscam opções de fácil digestão e consumo.

A empresa, que até 2024 tinha apenas uma categoria dedicada à proteína, dobrou essa presença no ano seguinte, com lançamentos como o Nescau Protein RTD (15 g de proteína, zero açúcar adicionado e zero lactose), a Nestlé Aveia Farelo com Proteína, o Nescafé Pré-Energy com proteína e novos sabores de whey protein (manga e maracujá) da marca Puravida, adquirida pela companhia há quatro anos. Segundo pesquisa da Nestlé, realizada entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 com 500 pessoas de 18 a 54  anos, 71% já consomem produtos com proteína. O plano da empresa é dobrar o número de categorias proteicas do portfólio até 2028.

A Nestlé também aposta na proteína como parte de uma estratégia de longevidade. Em março de 2026, com investimento de mais de R$ 200 milhões em pesquisa, a Nestlé lançou no Brasil a marca Nestlé Vital, voltada à promoção do envelhecimento saudável a partir dos 40 anos.

O país foi escolhido como o primeiro do mundo para o lançamento, com expansão prevista para Europa e Ásia, com campanha estrelada pela atriz Grazi Massafera. A proteína, no entanto, não fica restrita a um recorte etário.

Segundo Karina Dal Sasso, diretora de marketing da Vigor Alimentos, o mercado de saudabilidade era marcado por restrição e suplementação pouco palatável, mas o consumidor passou a entender a proteína como parte importante da alimentação diária.

A marca acaba de lançar a linha Vigor Grego Protein, um iogurte grego que traz 10 g de proteínas, zero adição de açúcares e zero lactose. “Estamos acompanhando o caminho percorrido pelo consumidor, que está em busca de mais funcionalidade alimentar”, afirma Dal Sasso. Segundo ela, a proteína atende a esse consumidor intergeracional e “veio para ficar”.

Enquanto os 40+ querem manter os músculos em função da sarcopenia (perda da massa muscular em função do envelhecimento), os jovens fazem mais exercícios e estão em busca de uma vida mais saudável. No ano passado, a Vigor Alimentos entrou no território da proteína pela indulgência ao lançar o Chips de Parmesão Faixa Azul, marca de queijos do grupo, feito de parmesão desidratado, com 16 g de proteína por pacote.
Fonte: Valor Econômico / Globo

Produtores de leite da Argentina e Uruguai relatam pressão nos preços pagos

Produtores de leite da Argentina e do Uruguai enfrentam um cenário de pressão sobre os preços recebidos pela matéria-prima. Embora as situações sejam diferentes nos dois países, dados recentes mostram dificuldades para sustentar a remuneração das fazendas diante dos custos da cadeia, do comportamento do mercado interno e das condições do mercado internacional.

Na Argentina, um levantamento do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) mostra que, nos últimos 31 meses, o preço médio recebido pelo produtor acumulou uma atualização 21,4 pontos percentuais inferior à evolução do valor de saída de fábrica da indústria. No Uruguai, a pressão aparece diretamente no preço recebido pelas fazendas. Em julho, o litro de leite foi pago, em média, a 16,7 pesos uruguaios, queda de 5,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Em dólares, o valor chegou a US$ 0,41 por litro, o menor desde dezembro de 2024.

Na Argentina, preço ao produtor fica atrás da indústria
A análise do OCLA mostra que, desde o início do atual governo argentino, o faturamento da indústria de laticínios avançou em ritmo mais acelerado do que o valor pago aos produtores pelo leite.

Nos últimos 31 meses, o preço médio recebido pelo produtor, segundo o SIGLeA, acumulou uma atualização 21,4 pontos percentuais abaixo da registrada pelo valor de saída de fábrica, indicador que considera as vendas da indústria destinadas tanto ao mercado interno quanto às exportações.

Segundo a análise, essa diferença está relacionada principalmente à pressão exercida pelos custos de conversão, que englobam as despesas necessárias para transformar o leite cru em produtos finais.

Os custos fixos e variáveis do processamento absorveram uma parcela importante das receitas brutas das indústrias. Entre eles estão os gastos com mão de obra, além de aumentos acima da média em eletricidade e gás e custos maiores de logística para coleta e distribuição, pressionados por combustíveis e manutenção. Com isso, embora os valores de venda da indústria tenham avançado, a capacidade de transformar essa melhora em preços maiores para o produtor ficou limitada.

Consumo também limita os preços na Argentina
O mercado doméstico argentino é outro componente desse cenário. Segundo a análise do OCLA, a perda de poder aquisitivo dos consumidores limitou a capacidade das indústrias de estabelecer preços mais elevados para seus produtos.

As exportações, por sua vez, contribuíram para a liquidez das empresas e para sustentar a presença dos produtos lácteos argentinos no mercado internacional. No entanto, a diferença cambial e as variações nas retenções — impostos aplicados às exportações argentinas — afetaram o retorno líquido obtido pelas indústrias por cada litro destinado ao exterior.
O OCLA aponta que a dificuldade de transferir integralmente a evolução dos valores no atacado para o preço do leite pode desacelerar os investimentos em tecnologia nas propriedades e a expansão do rebanho leiteiro argentino.

No Uruguai, preço cai enquanto produção aumenta
No Uruguai, os dados divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) mostram uma queda mais recente na remuneração. Em julho, além da redução de 5,2% no preço em pesos na comparação anual, o valor em dólares recuou 5,1% frente a julho de 2025 e 2,6% em relação a dezembro. Na comparação com junho, o preço por litro caiu 1,4% em pesos e 1,3% em dólares.

O valor pago por quilo de sólidos ficou em 209,2 pesos uruguaios, com quedas de 4,9% em relação a dezembro e de 6,9% na comparação anual. O movimento ocorre em um momento de forte crescimento da produção.

Segundo a matéria, a remessa de leite às indústrias aumentou 10% no primeiro semestre. Esse aumento da oferta, combinado à queda dos preços internacionais, já levou uma indústria a mudar sua política de pagamento para os próximos meses.

Excedente terá preço menor em uma das indústrias
A Claldy informou aos seus fornecedores que adotará um sistema de preços diferenciados entre agosto e novembro. O volume de leite entregue dentro da média individual de cada produtor registrada entre abril e julho continuará sendo remunerado pelo preço-base.

Já o volume que superar esse patamar será pago a 80% do preço-base. A empresa justificou a decisão pelo crescimento recorde das remessas no primeiro semestre e pela queda dos preços internacionais, que aumenta a necessidade de exportar o excedente da produção da primavera com prejuízo.

A Conaprole, maior cooperativa do setor, adotou uma estratégia diferente. Segundo Gabriel Fernández, presidente da companhia, a cooperativa deverá encerrar o exercício de agosto de 2025 a julho de 2026 com lucro e pretende utilizar esse resultado para sustentar o preço recebido pelos produtores nos próximos meses, em vez de realizar pagamentos adicionais referentes ao exercício anterior.

“Preferimos utilizar o que restar do exercício para dar estabilidade e não ter que baixar o preço”, afirmou. A cooperativa já decidiu não alterar os valores em agosto e setembro. A intenção é manter essa estabilidade pelo maior período possível, eventualmente até o final do ano, embora Fernández tenha ressaltado que isso não pode ser garantido.

As informações são da Revista Chacra e do Tardáguila Agromercados, via Milkpoint


Jogo Rápido

MILHO/Cepea, 14/09/2026

As cotações do milho voltaram a cair em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias, com parte dos compradores brasileiros afastados da comercialização. De acordo com o Centro de Pesquisas, esses agentes indicam que as compras realizadas anteriormente têm sido suficientes para a utilização no curto prazo. Pesquisadores do Cepea destacam que a oferta mais restrita, por sua vez, limitou as quedas. Parte dos produtores domésticos restringe a oferta, atenta às condições climáticas nos próximos meses e à alta na paridade de exportação. Eles também estão focados nas atividades de campo, como a finalização da colheita da segunda safra 2025/26 e a semeadura da safra verão 2026/27. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)