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Porto Alegre, 27 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.612

 

Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 43/2017 de 26 de outubro de 2017

Leite/América do Sul - As chuvas prejudicam a produção de leite da Argentina nas últimas semanas. No entanto, os componentes do leite estão melhorando continuamente. Embora os volumes de leite/creme estejam baixos, os volumes permanecem suficientes para atender à maioria das necessidades de fabricação de produtos lácteos. 

As indústrias optam por produzir doce de leite, iogurte e queijos. A demanda de leite engarrafado/UHT pelos varejistas, food service, e instituições educacionais estão de razoáveis a satisfatórias. Conforme relatório do Ministério da Agricultura, em setembro de 2017, a produção de leite da Argentina cresceu 7% em relação ao mês anterior, mas, diminuiu 2% em relação ao ano anterior. Em setembro de 2017, os preços nominais pagos aos produtores subiram 30% em relação a setembro de 2016.

 

Entretanto, no Uruguai e no Chile, a oferta de leite nas fazendas continua aumentado. No Brasil, a produção encontra-se em equilíbrio com as principais necessidades da indústria doméstica, tais como leite engarrafado/UHT, queijo, iogurte e doce de leite. Poucas semanas atrás, o Brasil suspendeu as importações de lácteos do Uruguai. Como resultado, de acordo com alguns analistas, a suspensão das importações do Uruguai para o Brasil está aumentando o interesse dos compradores, ou usuário final por alguns produtos domésticos, especialmente o leite em pó. Enquanto isso, a demanda nacional por queijo começa a se recuperar, antes das festas do fim de ano. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

UE - Forte queda no preço dos produtos lácteos industrializados

Preços/UE - Os preços dos produtos industrializados na União Europeia (UE) na semana 42 sofreram uma forte queda em comparação com as quatro semanas anteriores, de acordo com os últimos dados do Observatório Lácteo da UE, com dados atualizados até 26 de outubro. 

A redução dos preços da manteiga é o mais destacado, com queda de 7,3%, ficando em 586 €/100kg, [US$ 6.707/tonelada]. O preço do leite desnatado em pó caiu 3,2% ficando em 160 €/100 kg, [US$ 1.856/tonelada], do leite em pó integral redução de 5,2%, chegando a 286 €/100 kg, [US$ 3.317/tonelada], e o cheddar caiu 2,2%, 347 €/100 kg, [US$ 4.025/tonelada]. O soro de leite em pó continua em queda, baixando 11% em outubro. 

A queda nas cotações dos produtos lácteos está refletindo nos preços do leite no mercado spot. Na Itália, o preço spot do leite, entre as semanas 38 e 42 de 2017, diminuiu 1,6% (de 44,0 para 43,3 centavos/kg, [R$ 1,71/litro]), ainda que esteja 4,6% acima do valor do ano passado, nesse mesmo período. Na Holanda, o preço do leite no mercado spot, entre as semanas 38 e 42, caiu 13,7% (de 41,5 para 35,8 centavos/kg, [R$1,41/litro]). Neste caso, o preço está 14,8% menor que na mesma semana de 2016. No mercado mundial, os preços dos produtos lácteos industrializados da UE continuam sendo os mais caros, apesar da queda. Atualmente os preços mais competitivos para a manteiga, leite em pó desnatado, e queijo cheddar são os dos Estados Unidos, ainda que a Oceania possa competir com o leite em pó integral. (Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)

Cargill adquire Integral Nutrição Animal e fortalece segmento de nutrição animal

A Cargill finalizou o acordo para a compra da Integral Nutrição Animal, empresa brasileira de nutrição para bovinos. A aquisição ajudará a Cargill a desenvolver suas capacidades em suplementos minerais, proteicos, proteico energéticos e premix na região Centro-Oeste do Brasil. A transação deve se concluída nos próximos meses, dependendo de aprovações regulatórios do CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica. 

A Cargill está empenhada em oferecer soluções em nutrição que promovam a eficiência produtiva. Esta aquisição une as capacidades das empresas para melhor atender os clientes que procuram por soluções de qualidade. "Nossos clientes estão conectados com as nossas inovações e, por isso, estou entusiasmado em fechar negócio com uma empresa que tem mais de 30 anos de experiência e é reconhecida por desenvolver produtos e serviços de qualidade no Brasil", afirma Scott Ainslie, vice presidente e diretor da Cargill Nutrição Animal. "Vemos esta aquisição como um importante passa para nosso plano de crescimento na indústria de nutrição de gado de corte e leite no país e para o fortalecimento da nossa cadeia de suprimentos", completa. 

Sobre o acordo, a Cargill comprará 100% dos ativos da Integral, incluindo uma fábrica em Goianira (GO) e um portfólio de produtos que vão de suplementos minerais a premixes. A planta possui cerca de 100 funcionários e uma receita líquida de R$ 80 milhões por ano. 

"A Integral está entusiasmada com essa aquisição, pois a Cargill desenvolverá ainda mais a capacidade e aumentará o negócio de nutrição em nosso mercado", afirma Paulo Mendonça Del´Acqua, CEO da Integral. "É importante continuarmos com o nosso compromisso para alcançar a alta qualidade e sustentabilidade em produtos e serviços para nossos clientes". 

"A medida que expandimos nesse mercado, trazemos a rica história da Cargill em inovação de produtos para nutrição animal", diz Celso Mello, Diretor Geral da Cargill Nutrição Animal no Brasil. "Nosso extenso trabalho, somo à Integral, impulsionará o desenvolvimento de novos produtos e soluções que continuem superando as expectativas dos nossos clientes".  A aquisição não afeta as atuais operações fabris da Cargill Nutrição Animal no Brasil.  (As informações são da Assessoria de Imprensa, adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Molico Desenvolve Leite em Pó com 80% Mais Cálcio
Nestlé - A marca Molico da Nestlé investiu uma nova fórmula para auxiliar a suprir as necessidades nutricionais da mulher brasileira. A partir de agora, o leite em pó da marca passa a ter 80% mais cálcio, além de ser o único da categoria com magnésio e vitaminas do complexo B. Segundo dados da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar, 2008/2009) existe uma prevalência de inadequação no consumo de vitaminas e minerais pelas mulheres brasileiras.  Dentre eles: 99% não consome a quantidade diária recomendada de cálcio, 100% possui inadequação no consumo de Vitamina D, além do baixo consumo de Magnésio com 91%, Vitamina A com 72% e Ferro com 26,5%. O novo Molico já está sendo distribuído nas redes varejistas do país. (Giro News)

 
 

Porto Alegre, 26 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.611

 

Gestão de dados por meio do Big Data é o principal caminho do agronegócio

 
Foto: Tiago Zagonel

Com a crescente demanda de insumos, alimentos e tecnologias voltadas ao agronegócio, é necessário discutir as possibilidades de cruzamento de informações do campo, como dados sobre o solo e sobre a produção, por exemplo, em prol de melhorias para o futuro do setor. O uso do Big Data - tecnologia que coleta, processa e analisa dados obtidos de diversas formas e áreas - foi o ponto central das discussões que integram o 5º Simpósio da Ciência do Agronegócio, ocorrido na manhã desta quinta-feira (26/10). O evento reuniu cerca de 100 participantes no auditório do Centro de Estudos e Pesquisas em Agronegócios (Cepan) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre (RS). O Sindicato da Indústria dos Laticínios do RS (Sindilat), que esteve presente representado pelo secretário-executivo, Darlan Palharini, patrocinou o simpósio com o tradicional milkbreak.

Conforme afirma Palharini, a atividade leiteira moderna precisa das novas tecnologias disponíveis para avançar em todos os seus aspectos. "Para desenvolver a competitividade do setor, precisamos trabalhar com a academia e aplicar esses conhecimentos no campo. O Big Data é capaz de identificar padrões nas propriedades e ajudar o produtor a ampliar e melhorar sua produção", acredita.

Para o pró-reitor de pós-graduação da UFRGS, Celso Giannetti Loureiro Chaves, o simpósio simboliza uma luz para a fuga da crise que o país se encontra. "O setor de agronegócios virou um salvamento. Temos que construir o conhecimento que a universidade julga ser para o bem de todos", afirmou. Chaves lembrou do evento de 2016, que já sinalizava a necessidade no avanço da tecnologia de coleta de dados. "As palavras do ano passado se pulverizaram e se tornaram o big data deste ano".

A chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Silveira Massruhá, ministrou palestra sobre Agricultura Digital 4.0, expondo dados gerais da produção brasileira e os desafios para os próximos 50 anos. Preservação de água, terras e energias renováveis estão entre eles, assim como conter os fenômenos naturais que devastam lavouras no mundo inteiro. \Além de focar em investimentos massivos em tecnologia, Silvia citou a importância de dar atenção aos consumidores. "Temos de mostrar quais são as utilidades de todas essas ferramentas que apresentamos aqui", alertou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Piá é homenageada por seus 50 anos na Assembléia Legislativa  

 
Crédito: Leticia Szczesny

O Grande Expediente da Assembleia Legislativa homenageou nesta quinta-feira (26/10) a Cooperativa Piá, que em 2017 completa 50 anos. O reconhecimento feito pelos deputados deve-se à importante contribuição da empresa para a economia do Estado. A cerimônia contou com a presença do secretário da Agricultura, Ernani Polo, do prefeito de Nova Petrópolis, Régis Luiz e do deputado Elton Weber, que propôs a homenagem, além de representantes de cooperativas gaúchas. Na ocasião, Weber destacou que a cooperativa tem 1.142 funcionários e congrega 2.433 associados, entre produtores de leite e de frutas. "Se desenvolveu, cresceu, e está se preparando para o futuro", disse, sobre a trajetória de cinco décadas da Piá.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Darlan Palharini, participou do evento para reconhecer o trabalho da cooperativa que, segundo ele, "é motivo de orgulho". "Para o Sindilat, os 50 anos da Piá é de grande importância, já que a cooperativa é uma das líderes no mercado de produtos lácteos", disse, desejando que este seja somente o início de uma caminhada de grande crescimento. 

Desde a sua criação, em 1967, incentivada pela vinda de técnicos alemães que trouxeram conhecimento e recursos, a Piá vem contribuindo para o aumento da renda dos agricultores da região e de todo o Estado. "Essa homenagem vem confirmar o trabalho e também o reconhecimento da sociedade gaúcha à excelência dos produtos colocados à disposição dos consumidores", afirmou o presidente da Cooperativa Piá, Jeferson Smaniotto. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Reino Unido assina Declaração de Lácteos de Roterdã

O setor de lácteos do Reino Unido aprovou uma declaração para promover a sustentabilidade dos sistemas de lácteos em todo o mundo. A Declaração sobre Lácteos de Roterdã, uma parceria única entre a International Dairy Federation (IDF) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) sinaliza o reconhecimento do compromisso do setor de produtos lácteos com a alimentação do mundo, produtos seguros, nutritivos e sustentáveis.

E agora, as principais organizações de produtos lácteos do Reino Unido aprovaram os princípios da Declaração em uma assinatura oficial em Londres. A declaração foi assinada por Judith Bryans, presidente da International Dairy Federation, o Chefe do Executivo da Dairy UK, Paul Vernon, o presidente da Dairy UK, Gwyn Jones, o Presidente da AHDB Dairy Board e Michael Oakes, Presidente da NFU Dairy Board.

A Declaração de Lácteos reconhece a importante contribuição que os lácteos fornecem para as economias dos países, o papel essencial dos produtos lácteos em uma dieta equilibrada e o papel fundamental que a indústria desempenha nas questões de degradação ambiental e das mudanças climáticas.

"Estamos muito satisfeitos pelo fato de o Reino Unido se juntar a países de todo o mundo para demonstrar a importância da indústria láctea para a comunidade global", disse Bryans. "Quando a ONU estabeleceu seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ficou claro que a indústria láctea fazia parte da solução em termos de garantir a entrega de uma série de objetivos em torno de nutrição, populações saudáveis, um planeta saudável e ajudar a tirar as pessoas da pobreza".

"A população mundial está crescendo e os produtos lácteos desempenham um papel fundamental no atendimento às suas necessidades. Para estar apto para o futuro, devemos ser inovadores e garantir que temos produtos que sejam culturalmente aceitáveis, nutritivos, seguros, sustentáveis e acessíveis". 

Paul Vernon, presidente da Dairy UK, acrescenta: "Estamos orgulhosos pelo fato de o Reino Unido, que é uma das principais nações produtoras de produtos lácteos, endossar a declaração. Somos uma indústria inovadora com um profundo compromisso com boas práticas ambientais e benefícios nutricionais. Podemos orgulhar-nos de que nossos produtos nutritivos possam desempenhar uma parte tão importante no cumprimento da sustentabilidade global e das responsabilidades e ambições nutricionais". A Declaração sobre Lácteos de Roterdã foi lançada na World Dairy Summit em 2016. No ano passado, 19 países assinaram. Gwyn Jones acrescentou: "Estamos orgulhosos de nos juntar a outras pessoas em todo o mundo que aprovam a declaração sobre produtos lácteos, que reconhecem a grande contribuição econômica que os lácteos fazem para realizar as aspirações de desenvolvimento sustentável dos agricultores e as comunidades mais amplas". (As informações são do FoodIngredientsFirst.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

As soluções do RS para vencer a crise do leite
A Caravana da Produtividade chegou ao Rio Grande do Sul.  conferira de perto quais as soluções têm ajudado a melhorar a atividade leiteira.  Assista a reportagem na íntegra. (Canal Rural)

 
 
 
 

Porto Alegre, 25 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.610

 

Especialização como caminho para aumento da competitividade


 Foto: Jézica Bruno

Apesar da redução no número de produtores nas menores faixas de produção do setor, houve aumento da especialização dos que seguiram no mercado. Esse cenário retrata um grande processo de seleção que o Rio Grande do Sul tem enfrentado, conforme destacou o assistente técnico estadual da Emater/Ascar-RS, Jaime Ries, que palestrou nesta terça-feira (24/10), em Porto Alegre (RS), durante seminário do projeto Futuro RS. O evento, proposto pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), tratou de elaborar uma agenda propositiva para construir alternativas para o desenvolvimento do Estado, com foco na ampliação da produtividade e da qualidade da produção de leite gaúcha.

Conforme Ries, em um comparativo de 2017 para 2015, notou-se uma redução de 42% em produtores nas menores faixas de produção diária, ou seja, aquelas que produziam até 50 litros de leite. Os que permaneceram, no entanto, focaram na tecnologia para ampliar sua participação no setor. "O número de produtores está diminuindo, mas os que ficaram estão mais especializados, têm uma escala maior de produção, maior produtividade do rebanho e entregam mais leite para a indústria", afirmou. Segundo ele, dos 497 municípios do RS, 465 têm produtores vinculados à indústria, ou seja, quase 94% das cidades gaúchas.

Ries apresentou sugestões para melhorar a competitividade e a produção nas propriedades gaúchas. Segundo ele, é necessário fazer a ampliação dos investimentos em sanidade animal, ter uma política efetiva de pagamento por qualidade do leite, assim como incentivo à descentralização do parque industrial. Além disso, para ele, é preciso buscar o fortalecimento das políticas de aquisição de alimentos e fazer a discussão de alternativas para os que sairão da atividade. "O leite exige muita dedicação das famílias e também especialização, o que podemos observar especialmente nesses últimos dois anos".

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, é necessário concentrar esforços principalmente nos produtores que buscaram a profissionalização e eficiência. "Temos que trabalhar a eficiência, a competência naquilo que nós fizemos. O produtor, em produzir de forma viável a 30 centavos de dólar, a indústria, em pagar também o leite por sólidos e não só por volume, e o governo, em simplificar a burocracia que tanto se tem", ressaltou, destacando que as propriedades precisam estar, cada vez mais, próximas da tecnologia. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Leite/Cepea: após 19 semanas em queda, leite UHT e muçarela registram alta

Depois de recuarem por 19 semanas, as cotações do leite UHT e da muçarela registraram altas no mercado atacadista do estado de São Paulo. Conforme colaboradores do Cepea, a indústria elevou os preços pedidos pelos derivados, em uma tentativa de alavancar a recuperação de suas margens. Entre 16 e 20 de outubro, o valor médio do leite UHT foi de R$ 2,03/litro, alta de 2,2% frente à média da semana anterior. No caso da muçarela, o aumento foi menor: de 0,1% na mesma comparação, com média de R$ 14,09/kg no período. Ainda de acordo com colaboradores consultados pelo Cepea, as cotações desses produtos têm oscilado mais: enquanto o preço máximo subiu, o mínimo recuou 13.7%. (Agrolink) 

Reduzir custo exige mudança de postura

A Associação dos Profissionais da Agronomia de Ijuí(Apaju) promoveu ontem à tarde em Ijuí o 1º seminário regional sobre sistemas de produção de leite a baixo custo. O evento foi desenvolvido em dependências do salão "A" da AABB em Ijuí com grande presença de público. Para o coordenador e integrante da diretoria da Apaju Diego Coimbra, o sucesso do evento premiou o esforço da associação para sua organização.  Questões inerentes à produção de leite foram debatidas pelos palestrantes e o público formado por técnicos da área do leite, empresários, produtores rurais e estudantes do curso de agronomia da Unijui.

Para o gerente de suprimento de leite da CCGL Jair Mello, produzir leite a baixo custo não se resume apenas a produção a pasto, mas sim produzir a base de pastagens, suplementando adequadamente os rebanhos e fazendo um bom manejo para que o produtor possa ter receita mesmo em anos de crise como a que o setor está enfrentando. Ele contou que a empresa tem um trabalho focado em 1,5 mil produtores que entregam a produção à indústria que buscam reduzir os custos de produção e aumentar a renda. Jair Mello disse que para aumentar a renda é preciso ter escala, a começar pelo acompanhamento da produtividade por área. "O produtor precisa saber qual a sua produtividade de leite por hectare e por isso a importância de manutenção de pastagens o ano inteiro", destacou reiterando que em alguns casos acompanhados pela CCGL a renda mensal já chegou aos R$ 6 mil.

Em sua palestra, o zootecnista do Serviço de Inteligência em Agronegócio(SIA) Davi Teixeira pontuou como importante na redução de custos o manejo adequado das pastagens para resultar na diminuição do uso de silagem e ração, além do maior cuidado com o solo. Segundo ele, o planejamento forrageiro mantendo o solo coberto por matéria orgânica o ano inteiro é primordial para reduzir custos de produção, além da promoção na propriedade rural do chamado sistema "rotatino", que é o rotativo contínuo de pastagens.

Ao final do evento ocorreu um debate sobre o sistema de produção de leite a baixo custo que foi mediado pelo engenheiro agrônomo da Unijui Emerson Pereira. Diego Coimbra que coordenou o seminário elencou como singular o momento para que produtores, empresários do setor e indústrias, além dos estudantes pudessem trocar experiências e compreender a necessidade de mudar posturas para diminuir custos e ter mais renda com a atividade leiteira. (ClicJM)


Leite: bem-estar animal eleva produtividade
A Caravana do Leite saiu nesta terça-feira, dia 24, de Santa Catarina rumo ao Rio Grande do Sul. Um dos assuntos que vai ser abordado por lá é o bem-estar animal, que vem ajudando os produtores a melhorar os índices de produtividade. Assista a reportagem na íntegra. (Canal Rural)

 
 
 
 

Porto Alegre, 24 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.609

 

Indústrias têm projeção otimista para o próximo ano 

Apesar das dificuldades do final de ano, 2018 deve ser de retomada do setor lácteo. O panorama foi apresentado pelo secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínio do RS (Sindilat), Darlan Palharini, durante reunião mensal dos associados na manhã de terça-feira (24/10). Essa retomada será puxada pelo aumento do poder de consumo das famílias, o  que deve elevar a rentabilidade da atividade leiteira para produtores e indústria. Em apresentação aos associados, Palharini pontuou para o aumento de 11% na produção de leite no país e para a queda do consumo de 4,9% nos últimos meses. "Nossa expectativa é que o mercado volte a se aquecer em 2018, claro que de forma tímida, mas é preciso uma retomada", frisou Palharini. O executivo ainda lembrou que a recuperação do preço do petróleo, a previsão de clima favorável e a provável recuperação das cotações do milho e da soja ajudarão a sustentar o crescimento no setor. 

Durante o encontro, representantes dos laticínios ainda trataram sobre os rumos do Fundoleite e sobre as eleições para a nova gestão do Sindilat. A eleição da nova diretoria será realizada no dia 28 de novembro na sede do sindicato. A posse está prevista para o dia 7 de dezembro, em conjunto com a festa de fim de ano e a entrega do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Foto: Felipe Lopes

Preço do leite teve queda nos primeiros dez dias do mês, mas tendência é de recuperação

 
Foto: Carolina Jardine

Pesquisa realizada pelo Conseleite nos primeiros dez dias do mês e divulgada na manhã desta terça-feira (24/10), na sede da Fetag, indica que o valor de referência do leite projetado para o mês de outubro é de R$ 0,8267, valor 3,3% abaixo do consolidado em setembro (R$ 0,8549). Segundo o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, essa tendência já está em processo de reversão com as recentes medidas anunciadas pelo governo.

A expectativa para os próximos meses é de recuperação de preços. Neste final de outubro, indica Guerra, já teve início o tradicional período de queda de captação de leite no Rio Grande do Sul, em valores próximos a -9%, o que sinaliza um freio na redução dos preços verificada nos últimos meses.

Segundo Guerra, o setor lácteo nunca viu um cenário como o de 2017, que resultou em achatamento do mercado. "Além da entrada de leite por meio de importação, viu-se aumento de 11,40% na produção de janeiro a junho, e queda de 4,5% no consumo em função da crise, o que não se resume apenas à demanda por leite fluido, mas de produtos que levam leite como massas, biscoitos e chocolates, inclusive no varejo".

Guerra lembrou que, recentemente, o setor esteve em Brasília e, unido, conseguiu vitórias importantes como o anúncio de suspensão das importações do Uruguai. "Falar de leite hoje é desanimador. O problema não é só o Uruguai. Temos que avaliar questões internas do nosso mercado. Estamos vendo uma debandada do agricultor familiar da atividade", alertou o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, que terá reunião com o Itamaraty no próximo dia 31 de outubro, em Brasília (DF), para debater uma revisão das relações comerciais do leite e de outros produtores do agronegócio dentro do Mercosul. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

 

Preços/França - A formação do preço tem que começar com o custo no campo

O presidente da República francesa, Emmanuel Macron, anunciou uma lei para reequilibrar os contratos entre os agricultores, as indústrias e a distribuição, remunerando melhor os agricultores. Ele quer inverter o sistema de formação de preços dos alimentos, começando pelo custo de produção. Propõe que os preços pagos no campo sejam fixados a partir do custo, somando-se as margens das indústrias e distribuidores para formar o preço ao consumidor. Atualmente, o sistema funciona ao contrário. 

A Federação francesa das indústrias e empresários considera que a lei vai em boa direção, mas, que somente poderá funcionar se as indústrias tiverem segurança de que poderá aplicar suas margens à distribuição. Além disso, para poder apurar as variações dos custos de produção dos agricultores, a Federação sugere a formação de um índice oficial dos custos. A nova lei de Macron também quer que os produtores tenham maior poder de negociação, prevendo o apoio à formação de fortes organizações dos produtores. Para ele, o Estado terá que tornar transparente o direito de concorrência. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)
 


China reabre as portas ao camembert e ao brie
Queijos/China - As autoridades sanitárias chinesas retiraram a proibição à importação de alguns tipos de queijos, incluindo muitos produtos franceses como o camembert e o brie, segundo a União Europeia (UE) e profissionais do setor consultados pela AFP. A Alfândega chinesa iniciou há dois meses, sem aviso prévio, um bloqueio à importação de queijo de pasta branca e de queijos azuis, como o camembert, o brie, o roquefort e o gorgonzola italiano. Estes produtos contêm cultivos de bactérias utilizadas habitualmente na produção de queijos na Europa. Mas a legislação chinesa não estipulava claramente se estes tipos de bactérias eram legais ou não. Encontros na semana passada entre representantes da União Europeia (UE) e autoridades sanitárias chinesas permitiram desbloquear a situação, informou William Fingleton, porta-voz da delegação da UE em Pequim. O governo chinês enviou um documento à agência chinesa de segurança dos produtos alimentares para informar que as bactérias utilizadas na produção dos queijos não são nocivas para a saúde. O comércio retornou à normalidade. (G1)

 
 
 
 

Porto Alegre, 23 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.608

 

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 19 de Outubro de 2017 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Setembro de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Outubro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)

Produtores convocam deputados para agir

Um encontro que trouxe a Ijuí produtores oriundos de 38 municípios da região discutiu na Casa do Produtor Rural no Parque de Exposições a temática inerente ao preço do leite pago ao produtor rural. O integrante do Grupo Construindo o Leite, Cristiano Didoné, disse ao GrupoJM que é chegada a hora de o produtor deixar as vacas na propriedade e sair para a rua para brigar por melhorias no seu setor. "O produtor precisa mostrar que está vivo", afirmou ao lembrar que desde março o preço do leite vem caindo e nos últimos três meses há relatos de prejuízos com a atividade tendo em vista o preço pago ao produtor que, em alguns casos, não passa de R$ 0,80 centavos o litro. O produtor rural disse que quem atua na atividade do leite tem um custo de produção ao redor de R$ 1,20 e atualmente, sem a intervenção do governo no mercado interno para adquirir o leite importado, o produto nacional só caiu de preço e os prejuízos vêm se acumulando mês a mês.  Didoné defendeu na audiência a retirada do Pis e Cofins da ração utilizada na alimentação animal, a renegociação do custeio utilizado para produção, além de um incremento de pelo menos R$0,30 no preço do leite para devolver condições mais adequadas de produção na propriedade rural. 

No evento realizado no parque, o diretor do Sindilat Darlan Palharini, apresentou dados relacionados ao crescimento da produção leiteira no Brasil no primeiro semestre deste ano. De acordo com ele, foram produzidos 1,89 bilhão de litros, 11.40% mais do que no mesmo período do ano passado. Já para o segundo semestre a previsão é de que a produção cresça 4,2% e a redução em relação ao produzido no primeiro semestre na sua avaliação se dá  pelos problemas de preço e comercialização enfrentados pelo setor.  Para o representante da Secretaria de agricultura do Estado ,  Antonio Aguiar,  é preciso verificar como o Uruguai está trabalhando o que chamou de triangulação na comercialização do leite. "O Uruguai, principal exportador para o Brasil está usando internamente o leite que produz e exportando o leite de terceiros com uma tributação elevada", disse. Aguiar defendeu ainda que as entidades e instituições de forma conjunta desenvolvam uma campanha para incentivar o consumo interno do leite, além de defender também que o País e o Estado entrem definitivamente no mercado exportador do produto. (ClicJM)

Vaca do futuro: genética em prol da produção de leite

Vaca do futuro - Nos últimos 40 anos, produção de leite subiu 615% a mais que o rebanho no Paraná, com contribuição decisiva de novas tecnologias em DNA. O produtor rural Ubel Borg está há 50 anos na atividade leiteira, em Castro, nos Campos Gerais. 
Com o entusiasmo de um jovem que recém começou no negócio e uma pasta desgastada pelo tempo cheia de papeis amarelados embaixo do braço, Borg faz questão de levar os visitantes a um passeio na história antes de ir conferir as vacas na pastagem. "Eu nasci na Holanda, vim para cá com seis anos, em 1953. Aqui era campo bruto, sem estradas. Viemos para cá no grito, apenas com nossa organização, nosso trabalho e nossa dedicação de corpo e alma para construirmos uma vida nova."

Hoje, o cenário mudou bastante em termos de conforto. Mas a maior transformação ocorreu em outro campo. Na década de 1950, os melhores animais, da raça holandesa, trazidos de navio da Europa para o Brasil, tinham uma produtividade estimada em 4 mil litros de leite por ano. Atualmente, Borg tem exemplares que passam dos 15 mil litros por ano. "Tudo isso na base da genética", garante. "Mas não é fácil chegar a esse resultado, tem que pegar o que usam de melhor no mundo em material e insistir, porque na genética dois mais dois não é igual a quatro. É preciso anos de persistência até que uma hora você vai tirar um animal de elite", ensina.

Borg possui agora uma área de pouco mais de 95 hectares. São 250 animais em lactação (450 no total) que produzem diariamente uma média de 35 litros de leite cada um. Boa parte desse sucesso está naqueles documentos envelhecidos. Eles registram dados de bovinos leiteiros desde antes da Segunda Guerra Mundial, ainda na Europa. Não é à toa que Ubel e o filho Rogério já perderam as contas de tantos títulos conquistados em concursos. Neste ano, inclusive, um animal criado por eles venceu a categoria Campeã Suprema, da Agroleite, também em Castro, uma das feiras de lácteos mais importantes do Brasil.
Leia mais e conheça as características da vaca do futuro aqui. (Faep)

 

Oferta de manteiga continuará apertada em 2018

Manteiga - O cenário parece indicar a continuação dos elevados preços da manteiga, com a projeção de estagnação da disponibilidade dos dois maiores exportadores. As exportações combinadas da Nova Zelândia, o maior fornecedor mundial de manteiga e da manteiga anidra de leite, aumentará apenas 2.000 toneladas em 2018, chegando a 519.000 toneladas, prevê o escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de Wellington em seu primeiro relatório a respeito do próximo ano. Na União Europeia (UE), o segundo maior fornecedor mundial, as exportações de manteiga se manterão em 185.000 toneladas, de acordo com o escritório regional do USDA. Sendo a UE e a Nova Zelândia responsáveis por mais de 80% das exportações mundiais de manteiga, as previsões sugerem que as condições de mercado não serão alteradas, e que os preços se manterão elevados, e também haverá aumento para outros produtos oriundos da matéria gorda do leite.

Restrições ao crescimento da produção de leite
As previsões refletem as baixas expectativas de produção de leite nas duas regiões - 2,32 milhões de toneladas na UE e 545.000 toneladas na Nova Zelândia.  A produção de leite na Nova Zelândia deve crescer 0,5%, muito em decorrência de renovação do rebanho leiteiro, permanecendo, no entanto, 270.000 toneladas abaixo da produção de 2014. Um "aumento do otimismo poderá levar alguns agricultores a aumentarem ligeiramente o número de vacas", diz o departamento. Na UE, a previsão é de que haja crescimento de 0,1%, combinando ligeira redução de rebanho e aumento da produtividade pro vaca.

Fator leite em pó desnatado
Apesar dos elevados preços da manteiga, outros lácteos também pesam na contabilidade financeira dos processadores, como as cotações do leite em pó desnatado [ou o leite seco desengordurado], rico em proteínas, mas que são produzidos durante o fabricação da manteiga. "As indústrias de laticínios enfrentam o dilema: aproveitar os atuais preços da manteiga e correrem o risco de elevar os estoques comerciais do leite em pó desnatado, ou optar pela fabricação de queijos que é menos arriscado, e cuja demanda mundial continua crescente", diz o relatório do USDA.

"o leite seco desengordurado pode demorar a voltar a ser lucrativo porque existem elevados estoques de 2016 e 2017 no programa de intervenção da UE", com volume estimado em 380.000 toneladas, pressionando as cotações do mercado mundial. A razão para prever que em "2018 a produção de manteiga manterá os mesmos níveis de 2017, é principalmente porque, o aumento da produção de leite será direcionada à produção de queijo".

"Atender primeiro a manteiga"
Na Nova Zelândia, o escritório de Wellington disse que "o mundo continua a ter superoferta de leite em pó desnatado e os preços internacionais estão despencando para o piso de um ciclo sem fim no curto prazo". O escritório lembrou ainda o crescimento da competição pelo complexo gordura, com o creme de leite UHT, "um produto de alto valor agregado processado na Nova Zelândia para atender o segmento de food service na Ásia, especialmente na China". As exportações de creme de leite da Nova Zelândia esse ano, pode chegar a 90.000 toneladas, três vezes mais que os embarques de cinco anos atrás. "Em um ano em que o crescimento da produção de leite está relativamente limitado, a produção de creme de leite com maior valor agregado é a primeira opção para a matéria gorda do leite, mais do que a manteiga, ou a manteiga anidra de leite".

Escassez contínua de manteiga
A análise responde com a cautela da semana passada do Dairy Australia quando disse que os enormes estoques de leite em pó desnatado da UE "provavelmente serão uma fonte de instabilidade no mercado de commodities lácteas em um futuro próximo, e uma fonte de contínua divergência" entre os preços das proteínas e das gorduras.
"Enquanto as incertezas acerca dos estoques de intervenção da UE (de leite em pó desnatado) continuarem, as cotações do SMP permanecerão baixas". Isso continuará a restringir "o retorno do fluxo da fabricação de SMP/manteiga como alternativa à combinação da produção de leite em pó integral/queijo, significando menor processamento de manteiga, e mantendo a baixa oferta a preços elevados". (Agrimoney - Tradução Livre: Terra Viva)


União Europeia - A produção de leite poderá aumentar 0,7% este ano
Produção/UE - A captação de leite na União Europeia (UE) em julho passado subiu 2,2% em relação a julho de 2016, de acordo com os dados da Eurostat. Em julho de 2017, as entregas cresceram na Itália (+12,8%), Irlanda (+9,6%), Polônia (+6,6%), Espanha (+2,9%), e Reino Unido (+1,8%).  Ocorreu o contrário na Alemanha (-0,4%), e também na Holanda (-2,1%). A captação no acumulado do ano alcançou um nível similar à do mesmo período do ano passado, e é possível que se cumpra a previsão da Comissão Europeia de que a produção de leite na UE, em 2017, poderá aumentar 0,7% em relação a 2016, segundo divulgado em seu boletim. A Comissão Europeia também estimou que o preço do leite pago aos pecuaristas poderá continuar aumentando, impulsionado pelo preço da manteiga e à demanda crescente de queijo. Esta situação poderá incentivar a produção de leite. Também se estima que a produção de manteiga poderá ser reduzida em favor dos queijos. A recuperação das exportações europeias de leite em pó desnatado continua, mas, sem ser suficiente para eliminar o volume dos estoques de intervenção. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)

 
 
 
 

Porto Alegre, 20 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.607

 

Suspensão de importação de leite do Uruguai ajuda, mas não resolve crise

Importações de leite - A recente suspensão temporária das importações de leite em pó do Uruguai agradou a produtores e indústrias, mas não é considerada suficiente para sanar a crise que se instalou no setor no último ano. Bastante suscetível ao poder aquisitivo da população, o consumo de leite e derivados recuou com o aumento do desemprego, ao mesmo tempo em que os produtores viram o preço do litro recuar com o aumento da oferta. Nesse cenário, a restrição a importação determinada pelo Ministério da Agricultura (Mapa) na última semana é vista como positiva. "Em um momento em que as indústrias estão estocadas pelo excesso de oferta não faz sentido essa importação", argumenta o presidente da comissão de Pecuária Leiteira da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim. "É uma medida importante."

No entanto, a decisão do governo brasileiro não estabelece uma nova regra para a entrada do produto uruguaio, como defende o setor. "Essa medida tem uma importância mais emocional [por mostrar que o governo está atento às dificuldades da cadeia produtiva]", conta Alvim. Já há algum tempo o setor reivindica a regulação das importações do Uruguai, por meio da criação de uma cota de importação, a exemplo do que acontece com a Argentina, que pode exportar até 5 mil toneladas por mês ao Brasil.

"Isso é importante para que exista uma isonomia. Se os uruguaios não tiverem um limite fica complicado manter a cota já estabelecida com a Argentina", argumenta Alvim. O secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini, concorda. "O que precisamos é de uma cota, para que o setor tenha previsibilidade", afirma. Segundo ele, o quilo do leite em pó uruguaio chega ao Brasil por R$ 11, enquanto o produto brasileiro custa em torno de R$ 12,50. No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil importou 86,4 mil toneladas de leite em pó, sendo 47,3 mil toneladas do Uruguai. O volume é 30,5% menor que o importado no mesmo período do ano passado, quando 124,4 mil toneladas foram importadas pelas indústrias brasileiras.

Desestímulo
Segundo Alvim, da CNA, os preços pagos ao produtor pelo litro do leite sinalizam recuperação. "Não é a primeira vez que acontece de os preços caírem na entressafra - quando o custo de produção é maior - e voltarem a subir nas águas, quando a oferta deveria pressionar os preços", diz. Ainda assim, estão abaixo dos praticados no mesmo período do ano passado. O valor médio pago pelo litro no País está em R$ 1,05, diz Palharini. Há um ano, esse valor era de R$ 1,25 por litro, em média. Na avaliação o secretário do sindicato gaúcho, esse cenário de preços deve desestimular a produção de leite neste ano. Em 2016, o País produziu 33,6 milhões de litros de leite. "Até julho esperávamos um crescimento de expressivo, de 7%, para 2017. Agora, com a queda de preços, projetamos um incremento próximo de 3%", destaca Palharini.

A safra na Sul do País está no fim enquanto a produção no Centro-Oeste começa agora, no período das águas. "Ainda não sabemos o quanto essa produção pode de fato diminuir", observa o dirigente. Para Palharini, isso dependerá das condições do produtor de produzir com menor remuneração. "Temos relatos de produtores com capacidades superiores a 300 litros por dia que estão produzindo a um custo de R$ 0,65 por litro no Rio Grande do Sul", diz. "Por outro lado, os produtores que operam com capacidade de 200 litros por dia ou menos encontram mais dificuldade de ajustar esses custos", pondera. Segundo ele, esse segundo grupo representa entre 30% e 40% da produção nacional. Na avaliação de Alvim, a saída da crise passa por ações de estímulo ao consumo e de políticas públicas voltadas à exportação do produto. (DCI)

Valor da produção do campo soma R$ 535 bi


 

Ainda que tenha mantido sua projeção para o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do país em 2017 em R$ 535,4 bilhões, um recorde 2,1% superior ao total registrado no ano passado, o Ministério da Agricultura passou a estimar esse montante a partir de um cenário menos otimista para a agricultura e menos pessimista para a pecuária. Em levantamento divulgado ontem, a equipe de José Garcia Gasques, coordenador-geral de estudos e análises da Secretaria de Política Agrícola da Pasta, reduziu sua previsão para o VBP das 21 principais lavouras do país este ano para R$ 365,9 bilhões, ainda 6,3% mais que em 2016, e elevou o cálculo para cinco maiores segmentos da pecuária para R$ 169,5 bilhões, agora uma queda de 5,9% na mesma comparação. Em geral, o VBP do campo brasileiro continua sendo puxado pela soja, mas os grandes destaques positivos de 2017 são as recuperações da cana e do milho, com aumentos estimados em 33,4% e 14,6%, respectivamente. (Valor Econômico) 

Leite: preço não cobre custos de produção no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, produtores estão recebendo tão pouco pelo litro do leite que nem conseguem cobrir os custo de produção. Muitos fizeram investimentos nos últimos anos e agora se questionam como vão pagar as dívidas. A produtora Aneli Messer, de Teutônia (RS), mostra em uma nota fiscal que recebeu no último mês menos de R$ 1 pelo litro do leite. O mínimo que precisaria ganhar para cobrir os custos seria de R$ 1,30, diz ela. "Tu acorda (sic) de manhã e pensa: será que vai melhorar? Será que vão suspender essa entrada de leite em pó (vindo do Uruguai)?", pergunta. 

Há dez anos, ela investiu cerca de R$ 300 mil na produção leiteira, através da Fonte:Bruna Essig/Canal Rural compra de novilhas e da construção de um galpão para os animais e uma sala de ordenha. Com o atual cenário do setor, ela afirma não saber como pagar pelas melhorias. "Eu gosto muito de lidar com os animais, mas estou até pensando em desistir da produção", diz Aneli Messer. De acordo com o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do do Rio Grande do Sul (Conseleite-RS), o valor de referência do litro para setembro é de R$ 0,85. No mesmo mês do ano passado, Aneli Messer recebia R$ 1,56.   

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no estado (Fetag), Joel da Silva, prega que o governo faça sua parte para frear a queda na remuneração, por meio de aquisições oficiais para enxugar o mercado. "Com o trancamento da importação e uma compra governamental, os preços começam a estabilizar, não vou nem dizer que vai começar a subir, mas vai parar de cair", diz. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teutônia, Liane Brackmann, diz que mais de 2.000 produtores abandonaram a atividade leiteiras nos dois últimos anos. A questão do preço foi o principal entrave, segundo ela, mas também teriam colaborado para esse desânimo as políticas voltadas à cadeia do leite no estado. "Foram muito prejudiciais e estão excluindo muitos produtores, com a questão da importação e das taxações", afirma a representante do sindicato. (Canal Rural)


Emprego
O mês de setembro registrou aumento de 34.392 postos de trabalho com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego. (Fonte: Diário do Comércio/SP)

 
 
 

Porto Alegre, 19 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.606

 

Ana Amélia sugere compra do excedente de leite para amenizar crise no setor

 

Na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, nesta quinta-feira (19), a senadora Ana Amélia (PP-RS) sugeriu que a Agência Brasileira de Cooperação do Itamaraty ative, através dos acordos internacionais, a compra do excedente de leite e doe para países que enfrentam grave problema de fome. O presidente da CRE, senador Fernando Collor (PTC-AL), garantiu apoio da Comissão ao pedido da parlamentar. 

Ana Amélia também comentou que há a possibilidade do Ministério de Desenvolvimento Social comprar o estoque do produto para a distribuição nos programas sociais, nas creches, escolas, hospitais e outros. 

Produtores de leite de todo o Brasil sofrem com o preço baixo. Só no Rio Grande do Sul, nos últimos dois anos, 19 mil produtores abandonaram a atividade. Na semana passada, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou a suspensão da importação do leite uruguaio. A entrada do produto do país vizinho contribuía para a queda do preço pago no leite brasileiro. Em entrevista recente, o ministro adiantou que o Mapa não dispõe de orçamento para comprar o leite excedente, mas que através do MDS tal medida poderia ser viável. 

Atualmente, no Brasil, são mais de 1 milhão de produtores de leite e cerca de 4 milhões de trabalhadores envolvidos na atividade leiteira. Ao todo, 99% dos municípios brasileiros têm registro de atividades ligadas ao setor. Assista o Vídeo. (Agência Senado e Assessoria de Imprensa Senadora Ana Amélia)

Europa - Porque as prateleiras de manteiga estão cada vez mais vazias?

Manteiga - Você está tendo dificuldades de encontrar manteiga nos supermercados? Você não é o único, o setor enfrenta o início de uma escassez. Há algumas semanas, consumidores e distribuidores observam o desaparecimento da manteiga. Alguns falam em escassez de manteiga e preocupação com os produtos das festas de final do ano, como os tradicionais folheados. Europe1 acredita que a manteiga está se transformando em alimento raro.

Devemos esperar por uma verdadeira escassez de manteiga?
Cada vez mais as prateleiras de refrigerados reservadas à manteiga ficam vazias por semanas em muitas regiões da França, tanto em Franche-Comté, na Normandia, na Bretanha ou ainda em Centre-Val-de-Loire. Os tabletes são substituídos por cartazes explicando que o produto não está mais disponível. As grandes lojas reconhecem que elas estão com dificuldades para repor os estoques. "Somos atendidos a conta-gotas", explica a responsável por produtos frescos do hipermercado Dury, perto de Amiens, ao jornal Le Courrier Picard. "Todos os dias fazemos os pedidos mas, nós não recebemos tudo. Existe um cronograma de entregas, e todas as marcas são afetadas". Uma escassez que também incomoda o consumidor. Diante do racionamento da manteiga, aqueles que encontram compram mais do que o de costume. Eles estocam no congelador para ficarem seguros de ter o produto suficiente para as festas do final do ano. Por outro lado, este início de escassez deverá ser resolvido naturalmente, após o inverno, já que a manteiga é um produto sazonal. É durante o inverno que as vacas têm seus filhotes, e então elas produzem menos leite para a indústria, o que não é o caso da primavera, lembra a Rádio RTL.

Quais são as consequências dessa falta?
Os profissionais da produção de produtos lácteos tentam se garantir. Se Christian Vabret, presidente da Confederação Europeia de Padarias e Confeitarias, assegura à La Montagne que no seu segmento não faltará manteiga para as festas do final do ano, os preços deverão, efetivamente, aumentar este ano. "Os preços já aumentaram 45% entre 2015 e 2016, e e subiram outros 50% desde o mês de junho". Quanto ao reajuste da matéria-prima chegar aos produtos transformados, o profissional assegura que há dez anos, os preços de croissants e brioches aumentaram muito pouco. Entretanto "para tortas e folhados, é evidente que haverá um reflexo maior nos preços, mas ainda assim, continuarão razoáveis", reconhece. No entanto, esta alta nos preços da matéria-prima prejudicará os empregos que dela dependem. É o caso da empresa Cher, especializada na fabricação de massas (folhada, quebrada, areada), que deverá colocar 10 empregados em tempo parcial por duas semanas.

Quais são as causas dessa situação? Essencialmente pelo explosão da demanda mundial nos últimos anos. "O consumo nas economias emergentes, como China e Oriente Médio, é cada vez maior", explica Dominique Chargé, presidente da Federação Nacional das Cooperativas de Laticínios. Mesmo que a oferta esteja lutando para atender à demanda, continua mais interessante para o produtor de leite, vender no mercado internacional, segundo um especialista.

"Hoje um industrial francês tem mais interesse em comercializar a manteiga com outros países, com os preços indexados à cotação mundial, do que vender a manteiga a um distribuidor francês que se recusa a aceitar as elevadas altas de preços". Por outro lado, as cotações do leite em pó não conseguem recuperação, desde a crise leiteira de 2015.

Também, os agricultores tiveram dificuldades de produção em decorrência de condições climáticas adversas ao longo de todo o ano de 2016, e na primavera de 2017. A produção de leite caiu, e é natural que a manteiga tenha se tornado mais cara. "Dois anos atrás, o quilo era € 3,50, e hoje, é no mínimo € 6,00", esclarece Dominique Dengreville, presidente dos produtos de leite de Somme e Courrier Picard. E, por último, os consumidores mudaram sua visão sobre a manteiga. Considerada por anos, como prejudicial à saúde, a manteiga foi reabilitada diante de margarinas e óleos vegetais. Em 2014, uma porção de manteiga foi manchete na revista britânica Time, com o título "Coma manteiga. Cientistas rotularam a gordura como inimiga. Os motivos pelos quais eles estavam errados". (europe1 - Tradução Livre: Terra Viva)

Terceiro mês de alta no índice de custo de produção da pecuária leiteira

O Índice de Custo de Produção da Scot Consultoria para a atividade leiteira teve alta de 2,3% em outubro, em relação a setembro deste ano. Foi o terceiro mês consecutivo de aumento nos custos. O reajuste positivo nos preços dos alimentos energéticos, dos suplementos minerais e dos produtos para sanidade puxou a elevação dos custos.

No entanto, apesar da alta nos últimos meses, os custos de produção estão 12,0% abaixo na comparação com igual período do ano passado. Para o produtor de leite, com o aumento nos custos de produção e seguidas desvalorizações no preço do leite pago ao produtor as margens da atividade estão se estreitando. Este fato já começa a pesar nos gastos com alimentação do rebanho e nos investimentos na atividade, o que poderá refletir na produção em curto e médio prazos. (Scot Consultoria)

Leite: mastite gera prejuízo de R$ 6 bilhões
O assunto da Caravana da Produtividade desta quarta-feira, dia 18, foi a mastite, a doença responsável por prejuízos de até mais de R$ 6 bilhões cadeia leiteira. O gerente de produto da Boehringer Saúde Animal, Fernando Dambrós, fala sobre o tratamento da mastite com o uso racional de antibióticos. Assista a reportagem na íntegra. (Canal Rural)

 
 
 

Porto Alegre, 18 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.605

 

Cenário do leite em debate em Santa Rosa
 

Com o intuito de debater os rumos da produção leiteira gaúcha na região Nordeste do Estado, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) participou, nesta quarta-feira (18/10), de mesa redonda durante o Seminário Regional do Arranjo Produtivo Local (APL) do Leite, com o tema "Onde estamos e para onde vamos?". O evento ocorreu no auditório da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), no campus do município de Santa Rosa (RS). Na ocasião, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, representou a entidade, abordando os entraves por que passa o setor. 

Durante o seminário, a Embrapa Clima Temperado apresentou o projeto Siga Leite, que visa fomentar o sistema de produção de leite de qualidade com baixo custo aos produtores. A relação entre custo de produção e o preço pago ao produtor foi o tema mais pautado no evento, conforme aponta Palharini. "O Sindilat defende que os custos do produtor precisam ser competitivos para que nossa produção possa fazer frente a países exportadores, como Argentina e Uruguai", afirma.
 
A Associação de Municípios da Grande Santa Rosa ainda aproveitou a agenda para apresentar o Prêmio Gestor Amigo do Leite, que premiará gestores públicos e projetos que apoiam o cenário do setor leiteiro na região de atuação do Corede Nordeste. Além disso, a Emater apresentou diagnóstico detalhado da atual situação do setor na região. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Últimas semanas para inscrições no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo

Quem ainda não se inscreveu no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo tem apenas duas semanas para se candidatar. O prazo para o encerramento das inscrições vai até 1º de novembro. Promovida pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), com o intuito de valorizar o trabalho da imprensa que cobre o setor lácteo gaúcho, a láurea vai valorizar as melhores reportagens produzidas pela mídia especializada, destacando o desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e desafios do setor. O prêmio vai reconhecer profissionais em quatro categorias: mídia impressa, mídia eletrônica, online e fotografia.

Para garantir a participação, os profissionais devem enviar os trabalhos e a documentação necessária para o Sindilat por e-mail (imprensasindilat@gmail.com) ou entregar em mãos na sede do Sindilat (Av. Mauá, 2011/505 - Centro - Porto Alegre/RS), das 9h às 18h. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. Os materiais devem ter sido veiculados/publicados entre 2 de novembro de 2016 até 1º de novembro de 2017. Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 27 de novembro e os vencedores serão conhecidos no dia 7 de dezembro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão um troféu. Além do material produzido, também devem ser anexadas cópias de documento de identidade, registro profissional e ficha de inscrição preenchida no momento da candidatura. Os trabalhos que não tiverem a identificação do autor, deverão estar acompanhados de um atestado de autoria. Confira o regulamento: 

Regulamento 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo

CRONOGRAMA
O 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo é uma realização do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS que busca valorizar o trabalho da imprensa que cobre o setor lácteo gaúcho e que tanto contribuiu para o desenvolvimento do Brasil.
Período de Inscrições: 01/09/2017 a 01/11/2017 
Divulgação dos Finalistas: até 27 de novembro
Divulgação dos Vencedores: 7 de dezembro

PARTICIPAÇÃO
1) Serão recebidos trabalhos publicados em língua portuguesa em veículos com sede no Brasil.
2) Tema: Os trabalhos inscritos devem abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e desafios.
3) Os trabalhos a serem inscritos no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo devem ter sido publicados/veiculados entre 02/11/2016 a 01/11/2017.
4) Podem participar jornalistas devidamente registrados ou grupo de profissionais, sendo ao menos um jornalista.
5) Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidato.

CATEGORIAS
O 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo divide-se em quatro categorias:
1) Impresso: reúne trabalhos de veículos impressos a serem enviados em formato PDF;
2) Eletrônico: reúne trabalhos divulgados em veículos eletrônicos (rádio e televisão) a serem enviados mediante link;
3) Online: Trabalhos veiculados no período recomendado desde que apresentem indicação expressa da data de veiculação e fornecimento do link ativo;
4) Fotografia: Imagens alusivas à atividade leiteira veiculadas na imprensa, independente da plataforma. Enviar a imagem original (em JPG) e PDF da publicação;

PREMIAÇÃO
Os vencedores (1º lugar) de cada categoria receberão troféu e um Iphone. Os segundos e terceiros classificados receberão um troféu de colocação.
É reservado ao Sindilat o direito, sem aprovação prévia ou comunicação, de substituir os prêmios em caso de falta de disponibilidade dos mesmos, por outro de sua escolha.

SOBRE A INSCRIÇÃO
1) O candidato deve preencher a ficha de inscrição (uma para cada trabalho inscrito).
2) Os trabalhos devem ser enviados por email para imprensasindilat@gmail.com respeitando as particularidades de cada categoria. Em caso de envio de mais de um trabalho, deve-se produzir um email para cada reportagem inscrita.
3) Documentação a ser anexada no email:
- Reportagem;
- Ficha de Inscrição preenchida e assinada;
- Documento de Identidade;
- Cópia do Registro Profissional;
- Atestado de autoria (Se necessário);
4) O material deve ser enviado por email (imprensasindilat@gmail.com) ou entregue em mãos na sede do Sindilat (Av Mauá, 2011/505 - Porto Alegre das 9:00h até as 18:00h) até 1º de novembro de 2017.
5) A efetivação/finalização da inscrição será confirmada por email;
6) A Comissão Julgadora é responsável pela análise das inscrições e eventuais exclusões de trabalhos que não estejam em conformidade com as disposições deste regulamento.
7) A Comissão Julgadora será composta por profissionais de comunicação social, representantes do Sindilat e de instituições ligadas ao agronegócio.

COMPOSIÇÃO DE JURADOS:
O SINDILAT se reserva o direito de substituir qualquer nome referido, por razões de força maior, comprometendo-se a divulgar todos os participantes inscritos.
O corpo de jurados estará composto por profissionais da área de comunicação social e por executivos representantes das instituições ligadas ao setor lácteo.
Os jurados elegerão entre seus componentes, por consenso ou por votação, o presidente do júri. O mesmo será responsável pelo voto de desempate nos casos em que for necessário.
As decisões dos jurados são soberanas, respeitando as disposições do presente regulamento, sem qualquer espécie de recurso a este tipo de decisão.

DISPOSIÇÕES GERAIS
1) O autor ou autores dos trabalhos autorizam previamente sua reprodução para fins de divulgação do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo;
2) A decisão da Comissão Julgadora pela exclusão de um determinado trabalho será irrevogável;
3) O participante será desclassificado em caso de fraude comprovada;
4) Funcionários do Sindilat/RS, diretores e assessores não estão habilitados a participar desse concurso;
5) As reproduções, cópias ou qualquer outro elemento referente aos trabalhos enviados, não serão devolvidos;
6) A comissão técnica estará integrada por membros designados pelos organizadores, a seu critério exclusivo;
7) O autor dos trabalhos inscritos autoriza previamente que suas obras sejam objeto de reprodução, na totalidade, ou em parte, nas iniciativas de responsabilidade dos organizadores do Prêmio SINDILAT de Jornalismo, tais como livros, revistas, folhetos, páginas na web, catálogos e exposições, em que predomine o caráter informativo/cultural, independente de qualquer licença ou remuneração além do prêmio previsto no presente regulamento;
8) Está previsto no presente regulamento, sendo responsabilidade do júri, a decisão sobre casos omissos, por consenso ou por maioria de votos dos jurados, sendo irrevogável esta decisão;
9) Os participantes inscritos se declaram conscientes de todos os termos e estão automaticamente de acordo com todas as normas previstas no presente regulamento;
10) O Sindilat se reserva o direito, se necessário, em qualquer momento, sem aviso prévio, de modificar algumas das disposições do presente regulamento, em conformidade com seus objetivos;
11) A participação neste concurso é voluntária e gratuita.
12) São consideradas como válidas as participações que cumpram todas as condições e prazos previstos neste regulamento;
13) As questões previstas no presente regulamento serão resolvidas por liberdade do Sindilat e suas decisões serão soberanas e inapeláveis;
14) Os participantes do presente concurso cultural, incluindo o ganhador, assumem a responsabilidade total e exclusiva da propriedade intelectual dos trabalhos inscritos, bem como, de toda e qualquer reclamação por parte de terceiros que se sintam prejudicados por sua participação no concurso e pela transferência de seus direitos. O Sindilat não será responsável por qualquer infração de direitos autorais;
15) O participante se compromete a liberar todos os documentos e permissões necessários para o uso, por parte do Sindilat, dos trabalhos premiados; (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Evento vai aproximar empresários de investidores dos Emirados Árabes; setor lácteo gera interesse

Estão abertas as inscrições para o Brazil-United Arab Emirates Agribusiness Investor Road Show, evento que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realiza em parceria com a Embaixada dos Emirados Árabes, na próxima segunda-feira (23), em Brasília, a partir das 14 horas.

Haverá rodadas de negócios entre empresas brasileiras do setor agropecuário e investidores da delegação de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos). Os representantes de empresas terão espaço para apresentar a investidores árabes projetos de captação de investimentos.

O principal interesse dos investidores está voltado para os setores de frutas, orgânicos, lácteos, proteína animal, arroz, milho, outros grãos e sementes, alimentos processados, além de energias alternativas.

O Brazil-United Arab Emirates Agribusiness Investor Road Show é uma iniciativa da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Mapa e faz parte do Programa Agro+ Investimentos, ação que visa atrair investimentos externos e identificar oportunidades no agronegócio brasileiro.

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Luiz Ribeiro e Silva, "o agronegócio brasileiro oferece excelentes oportunidades de investimento a investidores brasileiros e de outros países". O secretário acrescentou que "as principais oportunidades estão voltadas para a agregação de valor a produtos agropecuários" e que espera do evento "bons frutos para investidores árabes e empresários brasileiros".

Para participar do Brazil-United Arab Emirates Agribusiness Investor Road Show, acesse o hotsite no link abaixo e inscreva-se: http://www.agricultura.gov.br/assuntos/relacoes-internacionais/eventos-e-missoes/missoes-comerciais/brazil-united-arab-emirates-agribusiness-investor-road-show (A informações são do Mapa)

RS: políticos e entidades debaterão cadeia do leite na Expo-Ijuí/Fenadi
A temática sobre a atual situação do leite vai estar em debate, sexta-feira pela manhã, na Casa do Produtor, no parque Wanderley Burmann, durante a Expo-Ijuí/Fenadi. Às 10 horas haverá audiência pública sobre a realidade da cadeia produtiva do leite da região, Estado e país, também com foco na importação do leite em pó, que preocupa produtores e entidades agrícolas. O evento é organizado pelo grupo Construindo Leite. O integrante do grupo, Cristiano Didoné, explica que haverá presença de deputados estaduais, além de integrantes da Conab, Emater, secretaria estadual da Agricultura e Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados. Podem participar agricultores, empresas e entidades ligadas ao segmento leiteiro. (As informações são da Rádio Progresso de Ijuí)

 
 

Porto Alegre, 17 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.604

 

Leilão GDT tem segunda menor média mensal dos últimos 12 meses

No leilão da plataforma GDT (Global Dairy Trade) realizado nesta terça-feira (17/10), os preços internacionais dos lácteos estenderam suas quedas pelo segundo leilão consecutivo, fechando em US$ 3.204/tonelada. Em outubro, a média mensal de US$ 3.214/tonelada foi o segundo menor valor dos últimos 12 meses; quase 4% abaixo da média de setembro. Novamente com um alto interesse de participação, o leilão negociou 35.669 toneladas de produtos, ficando atrás apenas do leilão da quinzena passada em todo o ano de 2017.  Quanto aos produtos, o destaque positivo vai apenas ao AMF (Gordura Láctea Anidra). A gordura fechou em US$ 6.841/tonelada, com valorização de 5,2% neste leilão, mantendo-se em patamar historicamente elevado. Todos os outros produtos seguiram tendência de desvalorização. Neste contexto, destaque para a caseína, que amargou a maior queda relativa (8,6%), ficando em US$ 5.612/tonelada e para o leite em pó desnatado, que voltou a cair de forma acentuada, fechando em US$ 1.797/tonelada neste leilão (-5,6%).  Por sua vez, o leite em pó integral permaneceu praticamente estável, com retração de apenas 0,5% neste leilão, fechando em US$ 3014/tonelada. Dessa forma, o descolamento entre os leites em pó se acentuou novamente, chegando em US$ 1.217/tonelada, o terceiro maior valor da série histórica. (MilkPoint/GDT)

 

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 17 de Outubro de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Setembro de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Outubro 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Outubro de 2017 é de R$ 2,1434/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 10 de outubro de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de setembro de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de outubro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

 

Cooperativa prepara "terreno" para se consolidar no mercado chinês

Um número limitado de organizações possui habilitação para exportar produtos e serviços para todos os continentes. Além de qualidade e produção em escala, é preciso manter contatos estratégicos e buscar novas alianças para seguir competitivo. Para sobreviver é preciso crescer, essa é a lei do mercado. A produção de alimentos, que é uma demanda prioritária na humanidade, oferece diferentes possibilidades de negócio. Em função da densidade demográfica e poder de consumo, o continente asiático vem chamando a atenção das empresas brasileiras, na medida em que os clientes habituais já estão fidelizados. E quem está visualizando a expansão da marca no oriente é a Cooperativa Languiru. Entre os dias 18 e 28 de agosto, o vice-presidente Renato Kreimeier esteve na China. O objetivo da viagem foi retribuir visita do presidente da empresa Huang Shang Huang Food Group (HSH Group), Chu Jiangeng, que conheceu a Languiru no final do primeiro semestre. Outro objetivo da missão foi encaminhar credenciamento para exportar produtos da cooperativa e conferir in loco a demanda de carnes de aves e de suínos.

Impressão positiva
Depois de passar por Hong Kong, a agenda iniciou na província de Jiangxi, no Sul da China. A primeira reunião ocorreu na sede do HSH Group e foi acompanhada tanto por diretores do grupo chinês como por generais responsáveis pela moeda chinesa e parcerias com empresas. No encontro, Jiangeng compartilhou as impressões que teve quando da visita à cooperativa. Reiterou que conhece muitas culturas e, em virtude disso, enalteceu o profissionalismo das estruturas produtiva e administrativa da Languiru. Classificou o modelo de integração de aves e de suínos como "excelente", assim como ressaltou a diversificação de renda da pequena propriedade rural. Revelou que visitou propriedades de associados da cooperativa e ficou impressionado com o "capricho" nas casas e compromisso do produtor rural com a eficiência. "A cooperativa é uma organização de nível mundial que funciona e inclui as pessoas", empolgou-se. Jiangeng também destacou a qualidade dos produtos do Frigoríficos de Aves da Languiru, em Westfália, e do Frigorífico de Suínos, em Poço das Antas. O presidente do HSH Group ainda revelou a intenção de trazer o governador da província de Jiangxi para conhecer a área de atuação da Languiru. Kreimeier fez apontamentos sobre a cadeia produtiva da cooperativa e apresentou o vídeo institucional em inglês. Da mesma forma, conheceu um pouco mais sobre o trabalho do grupo chinês, que abate frangos e patos, comercializando os produtos em três mil pontos de venda próprios e franqueados. A programação seguiu com visitação às plantas que industrializam produtos de frangos e patos. Kreimeier relatou que chama a atenção a industrialização e valorização de peças "atípicas" para nós brasileiros, como cabeça, pescoço, miúdos e pés.

Gastronomia peculiar
Esqueça aquele feijão com arroz, uma massa com molho ou até mesmo um suculento churrasco. Herança de fatos históricos enraizados na cultura, a gastronomia chinesa se caracteriza por oferecer pratos exóticos e temperos picantes. Kreimeier observou que os chineses preferem comidas "diferentes" aos nossos olhos ocidentais, como cabeça, pescoço, miúdos e pé de frango. O mesmo vale para a carne de suínos. "O pé de frango é considerado uma iguaria na culinária chinesa, sendo preparado de diferentes formas e consumido por todas as classes sociais. Enquanto nós valorizamos carnes nobres de gado, suínos e aves, os chineses valorizam o pé de frango", explica. Outro fator muito presente na culinária chinesa é o consumo de chás e o uso de temperos mais fortes, como a pimenta, por exemplo. A água é servida morna, tanto no almoço como na janta.

Aspectos culturais
Kreimeier observou que os chineses valorizam muito o conhecimento, tanto que o governo continua investindo "pesado" na melhoria da infraestrutura das instituições de ensino, e o aprendizado é gratuito em todos os níveis. O vice-presidente se impressionou com o perfeccionismo da cultura chinesa, aproveitando cada detalhe em qualquer que seja o procedimento. "Eles valorizam o simples", acrescentou. Ele comentou que a excessiva poluição causada pelos automóveis tem preocupado a China, na medida que o governo tem incentivado o uso da energia solar e biocombustíveis. Inclusive, uma expressiva parcela dos veículos já é elétrica e usufrui de pontos de recarga de bateria nas cidades. Kreimeier contou que os prédios são construídos a partir de pré-moldados e o bambu é muito utilizado para montar andaimes. Outro fato curioso refere-se às "agrovilas", conjuntos habitacionais organizados pelo governo com o propósito de reunir agricultores para produzir alimentos como, por exemplo, o arroz. Os camponeses acabam ficando alojados em prédios de até cinco andares. O governo é sócio das empresas chinesas, a administração é comunista e a economia capitalista. "Os chineses são atentos ao mercado, especialmente com variações da moeda", complementou.

Mercado promissor na Ásia
A Ásia concentra três países que possuem um terço da população mundial: China, Índia e Indonésia. Kreimeier relatou que os chineses desejam fortalecer a parceira com o Brasil na compra de alimentos. Mesmo com a economia crescendo 7% ao ano, o gigante asiático ainda não consegue produzir em escala para alimentar cerca 1,5 bilhão de habitantes. "É um mercado promissor, uma vez que a produção brasileira de alimentos é vista como de qualidade. Eles admiram o nosso país", afirmou. Kreimeier salienta que esse contato com outras nacionalidades é essencial para entender os anseios e necessidades de novos clientes. Endossa que a cooperativa tem capacidade para atender os mais exigentes mercados e vislumbra a possibilidade de fomentar negócios com o mercado asiático. "Temos potencial para sermos referência no fornecimento de carnes de aves e suínos. Eles têm ciência da nossa capacidade produtiva e atendimento às demandas. Nesse sentido, é muito importante fortalecer contatos com pessoas que já conhecem a Languiru", sintetizou. Ele acredita que as plantas industriais da cooperativa usufruem de tecnologia capaz de produzir alimentos que agradem o paladar dos chineses. A partir do credenciamento no mercado chinês, destaca que a cooperativa poderá agregar valor ao seu portfólio, uma vez que os asiáticos confiam na Languiru. "Eles enxergam que lugares onde há predominância da cultura germânica a qualidade dos produtos é superior", complementou. (Assessoria de Imprensa Languiru)

Saldo do Fundesa se aproxima de R$ 75 milhões
Os conselheiros do Fundesa aprovaram, na tarde desta segunda-feira, a prestação de contas referente ao terceiro trimestre de 2017. O saldo do fundo superou R$ 74,3 milhões. As receitas no período alcançaram R$ 11,5 milhões, considerando as contribuições e o rendimento financeiro. Conforme o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, a redução da Taxa Selic provocou uma diminuição na receita das aplicações em mais de R$ 300 mil, comparativamente ao rendimento do primeiro trimestre. Já os investimentos superaram os R$ 5 milhões e incluem aportes de recursos para capacitação e aquisição de insumos para o Serviço Veterinário Oficial e indenização de produtores, especialmente da cadeia da pecuária leiteira. "Esse aumento do pagamento de indenizações representa um avanço em direção à redução de doenças como tuberculose e brucelose no rebanho leiteiro do estado", afirma o presidente do Fundesa. Desde a criação do fundo até o final de setembro, foram pagas indenizações sobre mais de 11 mil animais, com valor de R$ 11,1 milhões. Todos as informações, incluindo as atas de assembleia e os demonstrativos dos trimestres e exercícios anteriores ficam disponíveis no site do Fundesa (www.fundesa.com.br). (Fundesa)

 
 

Porto Alegre, 16 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.603

 

Alexandre Guerra palestra na 91ª Expofeira de Pelotas 
 
O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, destacou, durante a 91ª Expofeira de Pelotas, a importância de se construir um mercado competitivo no setor, a fim de buscar a ampliação da produção no Estado. "Precisamos nos transformar em um país exportador". O assunto foi debatido na quinta-feira (12/10), durante a palestra Panorama Lácteo e Perspectivas da Indústria. Na ocasião, Guerra tratou sobre o mercado de importação e exportação do leite. Durante a palestra, também fez comparações entre a produção por animal no Uruguai e no Brasil.
 
Guerra aproveitou a oportunidade para tratar sobre o anúncio feito pelo Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na última terça-feira (10/10), em Brasília (DF), que suspende a importação de leite do Uruguai até que o país comprove a rastreabilidade das cargas que chegam ao Brasil. Na data, o presidente representou as indústrias gaúchas em reunião e alertou sobre a concorrência desleal no mercado que o setor tem enfrentado. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Crédito: Ayrton Seyffert

O despertar da indústria de lácteos na América Latina

De acordo com o Banco Mundial, o Produto Interno Bruto (PIB) dos países latino-americanos atingiu uma média de crescimento constante ao longo de vários anos. Embora em 2016 a situação tenha sido particularmente difícil devido aos baixos preços dos produtos agrícolas e à situação política, as previsões para os próximos anos são positivas.

Em 2017, a produção de leite no Brasil cresceu 3,6%, no Chile cresceu 9,6% e no Uruguai, 8,3%. Inclusive na Argentina, um país particularmente afetado pelos problemas em 2016, a produção atingiu o nível dos anos anteriores. As boas condições climáticas, os alimentos concentrados mais baratos e a baixa inflação permitiram que a produção aumentasse. A diversificação dos sistemas de produção nos diversos países da região, que inclui formas extensivas e intensivas e a riqueza de recursos naturais, podem permitir que o leite seja produzido a um custo menor do que em outros países.

Para as empresas de processamento, houve um importante processo de consolidação nos últimos tempos. Alguns exemplos são a compra de 90% do grupo brasileiro, Vigor pela mexicana Lala. A chilena Watts adquiriu a unidade local da Danone, atingindo uma participação de mercado de 14% e a SanCor da Argentina que processava até quase 15% do leite do país, anunciou que queria vender a maior parte do capital para formar uma aliança estratégica com uma empresa mais firme.

A nível de consumo, a crescente urbanização, como demonstrado pelas megalópolis de São Paulo, Cidade do México, Rio de Janeiro ou Buenos Aires, gera uma maior demanda de proteína animal, o que, por sua vez, implica uma demanda por leite e produtos lácteos. No entanto, muito depende da demanda no Brasil, e a diminuição de 25% das importações, causa consequências negativas nos países fornecedores, como Uruguai e Argentina.

Os acordos econômicos na região devem ser considerados: o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) em questão poderia levar os países do Mercosul a se converterem nos principais fornecedores do México, um país fortemente dependente das importações de leite proveniente de Estados Unidos. Além disso, a eliminação de cotas de importação no Brasil para o leite em pó da Argentina também teria um grande impacto.

Portanto, trata-se de um setor em evolução e de alto potencial para ser cuidadosamente considerado para o mercado global do leite. Por outro lado, não é por acaso que as maiores empresas leiteiras do mundo estão presentes na América Latina. (As informações são do Observatório de Cadeia Láctea Argentina (OCLA), traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Perspectivas do mercado lácteo - Europa - Relatório 41/2017

Leite/Europa - No início desta semana, muitos na indústria global de laticínios se esforçaram para avaliar o impacto potencial dos comentários do Comissário da Agricultura da União Europeia, sugerindo uma nova abordagem de intervenção. Observando a necessidade de limpar os aproximadamente 380,000 MT de leite em pó desnatado em armazenamento público e procurar limitar novos volumes que de outra forma possam entrar na intervenção quando a próxima janela for aberta em 1º de março, algumas medidas foram sugeridas. O comissário sugeriu o fim do limite do limite máximo do preço fixo de compra  de para o leite em pó desnatado proposto e mudá-lo para 0. Ele também propôs que o concurso fosse iniciado imediatamente para permitir a consideração nos próximos meses a respeito de quais os volumes devem participar das intervenções que acontecerão a partir de 1º de março. Essa proposta e quaisquer mudanças exigiriam a aprovação do Conselho Europeu.

Antes da consideração do conselho, as negociações serão conduzidas em breve no Comitê Especial de Agricultura. Não foram feitas novas sugestões quanto à eliminação de estoques já em intervenção. Houve um consenso geral na reunião da semana passada da Direção Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia de que a perspectiva de curto prazo para os mercados de produtos lácteos da UE é melhor do que este mesmo momento no ano passado. Os preços do leite são relativamente estáveis nos países da UE em níveis que ajudam a estimular a produção de leite. As projeções anuais mostra, que a produção de leite aumentará 0,7% em 2017 em comparação com 2016.

A produção de queijo na UE é ajudada pela forte demanda de exportação e bem como pelo uso industrial na UE. A produção de queijo deverá aumentar 2.0% em 2017. As expectativas são de que o crescimento da produção de queijo em 2018 também permanecerá próximo de 2.0%, assumindo que o crescimento esperado das exportações do Japão e da Coréia do Sul continue. A comissão da União Europeia espera que a produção de manteiga em 2017 seja cerca de 3% menor do que a de 2016, com as exportações abaixo de 10%. A expectativa é que as exportações de leite em pó desnatado sejam fortes no saldo de 2017, bem como em 2018. Caso isso ocorra e a produção de leite em pó desnatado de 2018 aumente, alguns participantes sugerem que cerca de 150 mil MT de leite em pó desnatado poderiam ser liberados da intervenção em 2018 . Mais ações oficiais seriam necessárias antes que isso aconteça. Os esforços da UE para alcançar ou atualizar acordos de exportação de lácteos com outros países tornaram-se uma prioridade muito alta.

O recente compromisso renovado da UE com a expansão das exportações de produtos lácteos, apresentado no final de setembro e denominado Estratégia "Comércio ou Todos" foi explicado em uma reunião dos líderes da indústria de laticínios da UE. Observando a finalização do acordo comercial UE-Canadá, e o acordo comercial do Japão sendo praticamente confirmado, expressou-se satisfação quanto ao progresso nas negociações com Cingapura e Vietnã. As importações de queijo da Argélia de janeiro a agosto, 15.261 MT, diminuíram 40,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Eucolait. O intervalo de variações percentuais mensais nos volumes acumulados de importação varia de -46,9 % em fevereiro, para -28,5%  em abril. Os volumes de importação origens primárias são mostrados na tabela a seguir:

 

Europa Oriental
Os meses de janeiro a julho registraram algumas mudanças nas importações para a Bielorrússia,
em comparação com o mesmo período do ano passado. As importações de leite a granel eram -93,8% ; o queijo caiu 15,7% ; e o soro de leite em pó estava baixo 40,7% menor de acordo com o CLAL. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 


 

Comitê de rotulagem de alimentos se reúne no Paraguai
Rotulagem de alimentos - O Codex Alimentarius se reunirá nesta semana, entre os dias 16 a 20, em Assunção, no Paraguai, com o Comitê de Rotulagem de Alimentos (órgão subsidiário) para tratar de rotulagem de alimentos. São esperados representantes de 187 países membros. O presidente do Codex Alimentarius, Guilherme Costa, explica que "o Comitê de Rotulagem lida com algo muito prático, que é a informação direta ao consumidor e, também, com a autoridade sanitária dos países que participam do comércio internacional." Essa informação deve ser clara, objetiva e compreensível para o consumidor e trazer a verdade científica do produto, observou. De acordo com Costa, o Canadá normalmente hospeda as reuniões desse comitê, mas uma das estratégias da nova direção do Codex Alimentarius, é a maior inserção de países em desenvolvimento no organismo. "Também é objetivo nosso torná-lo mais conhecido, difundindo a sua importância e fazer com que alcance do tomador de decisões até o consumidor", afirmou. O Codex Alimentarius é reconhecido pela Organização Mundial do Comércio como referência internacional para a solução de disputas sobre segurança alimentar e proteção do consumidor. A organização, criada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Combate à Fome (FAO) elabora padrões que são reconhecidos internacionalmente, códigos de conduta, orientações e outras recomendações relativas a alimentos, produção de alimentos e segurança alimentar.( Mapa)