Pular para o conteúdo

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 10 de fevereiro de 2023                                                    Ano 17 - N° 3.839


Informativo Conjuntural 1749 de 09 de fevereiro de 2023

BOVINOCULTURA DE LEITE 
Assim como a baixa oferta de alimentos volumosos a campo, a redução na disponibilidade de água para dessedentação também impacta a produtividade dos rebanhos leiteiros. Em função do estresse calórico causado pelas altas temperaturas e pela baixa umidade do ar, muitos animais deixam de se movimentar em busca de locais com oferta de pasto ou água, reduzindo, ainda mais, o consumo. Os produtores mais tecnificados tem buscado alternativas para minimizar os impactos do calor, como aumento de ventilação, aspersão de água nos animais e maior disponibilidade de locais com sombra. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a produção de leite continua caindo nas principais bacias leiteiras da Campanha e da Fronteira Oeste. Em Hulha Negra, alguns produtores estão utilizando silagem de azevém para a manutenção das fêmeas jovens, o que vem apresentando bons resultados. Em Caçapava do Sul, são estimadas perdas de até 30% na produção de leite, enquanto que, em São Borja, estima-se 50% de queda e, em Uruguaiana, pode chegar a 80%. Na de Erechim, há grande insatisfação com o mercado, devido à instabilidade dos preços pagos aos produtores, o que dificulta o planejamento e a gestão de custos da atividade. Na de Caxias do Sul, está sendo realizada a ensilagem do milho, inclusive de áreas que estavam destinadas à produção de grãos para evitar a perda. O milho colhido apresentou boa qualidade e produtividade, mas as perspectivas futuras não são promissoras devido aos efeitos da estiagem durante o período crítico de floração. Na de Frederico Westphalen, estima-se uma redução de 20% na produção de leite; há relatos de municípios com perda de até 35% na produção. Na de Passo Fundo, os animais mantiveram o escore corporal, e a produção de leite das últimas semanas seguiu baixa, mas estável. Na de Pelotas, as chuvas não foram suficientes para redução de perdas. Em Capão do Leão, nota-se uma rápida recuperação das pastagens, porém estima-se queda de 40% no volume diário de leite. Em Pedras Altas, muitos produtores que semearam milho para a produção de silagem estão soltando os animais nas lavouras, como forma de aproveitar as plantas. Nos locais onde houve registro de chuvas, aumentaram os problemas com ectoparasitos (carrapato e berne). Na de Santa Rosa, estima-se uma redução de 11.202 litros de leite produzidos por dia devido à manutenção das temperaturas elevadas e da baixa umidade do ar, causando estresse térmico nos animais e queda na oferta de alimentos e de água. Na de Soledade, em função da falta de pastagens de qualidade, os produtores estão aumentando o uso de alimentos conservados, o que está elevando muito o custo de produção.

Milho silagem
A cultura do milho silagem segue sendo afetada pelos efeitos da falta de chuva no Estado. Na semana, a colheita das lavouras alcançou aproximadamente 55% da área total estimada. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, na última semana, assim como para o milho grão, a cultura também apresentou efeitos adversos da falta de umidade no solo. Com a maior parte da área já colhida, os produtores realizaram o plantio da segunda safra, visando amenizar a baixa produtividade verificada na safra principal. A qualidade de forragem é variada. Em regiões onde choveu de forma mais consistente, a produtividade é maior e a qualidade do ensilado, melhor. Na de Frederico Westphalen, a colheita do milho silagem avançou para 95% da área estimada. As lavouras cultivadas com milho silagem sentem a falta de chuva. Além da redução na produtividade, a qualidade do produto também preocupa. As plantas estão secando de forma precoce, ficando desidratadas, com folhas secas. Os grãos de milho ainda apresentam muita umidade, limitando a compactação e reduzindo a qualidade da silagem. (Emater)


UR – O impacto da seca está causando perdas de US$ 100 milhões para o setor lácteo

Custos adicionais de suplementação alimentar e queda na produção de leite podem estar causando prejuízos em torno de US$ 100 milhões para os produtores de leite, de acordo com as estimativas realizadas pelo Departamento de Programas e Política Agropecuária do MGAP (OPYPA).

As perdas por aumento dos custos de suplementação estariam entre US$ 58 e US$ 65 milhões por ano. Enquanto a captação, que pode cair em torno de 5%, representa US$ 40 milhões.


A regional de Canelones, na última reunião da Associação dos Produtores de Canelones (ATC), avaliou que a captação de leite está 7,3% menor em relação ao ano passado. “Aqui está muito difícil financeiramente”, disse à Conexão Agropecuaria Justino Zavala, o diretor da ATC. “Os US$ 100 milhões é uma cifra dentro da realidade”, disse.

Fabián Hernández, da Sociedade de Produtores de Leite de Floria, destacou que “é perder dia a dia e cada dia está pior”, com reservas que acabam aumentando o uso de concentrados, em pleno período de parições. E para que os animais “desenvolvam seu potencial de lactação, não podem tomar conhecimento da seca. É um gasto constante”, disse.

As importações de suplementos em 2022 foram as mais elevadas da história (tanto em volume como em preço), destacou o boletim da Opypa, com US$ 56 milhões de importações de suplementos entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, um salto de 63% em relação ao ano anterior e 49% mais que a média dos três períodos anteriores. (onte: Blasina y Asociados – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

Diversificação de portfólio é um diferencial para a rentabilidade da indústria de lácteos

Nos últimos anos, temos passado por desafios econômicos expressivos a nível global que atravessam todos os setores e indústrias, criam demandas e impõem necessidades.

Entraves logísticos em cadeias de fornecimento, aumento de preço de insumos, oscilações no valor de moedas e medidas restritivas relacionadas à pandemia sendo aplicadas de forma inconstante ao redor do globo são apenas alguns dos fatores que têm estrangulado as margens de diferentes indústrias.

O setor de alimentos e bebidas não é exceção. A indústria láctea tem atravessado tempos difíceis – especialmente no Brasil, em que assistimos a uma alta de preços do leite, decorrente da queda na produção do campo, que, por sua vez, se dá em função de um contínuo aumento no preço dos insumos utilizados nesta produção. Esse cenário tem estreitado as margens, limitando os investimentos na produção do leite e diminuindo o potencial de oferta, o que é particularmente importante quando consideramos o tamanho da indústria láctea nacional: mais de 34 bilhões de litros de leite por ano, uma produção oriunda de quase 100% dos municípios do país.

A cadeia produtiva emprega, atualmente, tanto no campo quanto na cidade, cerca de 4 milhões de pessoas. Na outra ponta, temos vivido mudanças importantes nos hábitos de consumo de alimentos e bebidas no Brasil, direta ou indiretamente ligadas ao longo período de distanciamento social e à alta de preços da maioria dos produtos nas gôndolas. Para manter margens saudáveis para quem produz e agradar aos consumidores, é fundamental que as indústrias lácteas diversifiquem seus portfólios, apostando em derivados do leite, bebidas fermentadas, bebidas lácteas de alto teor de proteína, leite em pó e, sobretudo, queijos. 

Com relação ao queijo, segundo a Embrapa, 97% dos brasileiros consomem algum tipo de queijo, fazendo do produto um dos derivados do leite com maior presença na cesta de compras. Além disso, uma pesquisa da Tetra Pak com a Lexis Research revela que, no Brasil, 46% das pessoas afirmam ter aumentado a ingestão do alimento durante a pandemia. Assim, é fundamental encontrar parceiros adequados para o desenvolvimento de novos produtos, como fornecedores com conhecimento sobre a indústria e as melhores formas de agregar novas opções ao portfólio, garantindo a rentabilidade buscada.

Esse apoio pode vir desde a criação de receitas para os novos produtos até a aquisição de equipamentos e componentes para as plantas industriais, passando por otimizações e melhorias contínuas durante e após a implementação do processo, o que leva a ganhos de escala e eficiência operacional. Trata-se de fazer mais com menos e inovar em tempos de instabilidade.

Sei que o cenário econômico está instável, mas tenho a visão otimista de que a diversificação de portfólio pode trazer ao produtor a rentabilidade que seu negócio precisa, mesmo durante os momentos de crise. E mais do que isso: quando ela surge aliada às tendências de consumo de alimentos e bebidas, à sustentabilidade e ao bem-estar da população, os resultados positivos são consequência direta. (Fonte: Ciência Do leite)


Jogo Rápido 

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 06/2023 – SEAPI
A próxima semana terá calor e chuvas expressivas no RS. Na quinta-feira (09), a propagação de uma frente fria no oceano manterá a nebulosidade e pancadas de chuva maior parte do Estado, com tempo firme apenas na Campanha e Fronteira Oeste. Entre a sexta (10) e o domingo (12), a presença de uma massa de ar quente manterá o forte calor, com temperaturas acima de 40°C em diversas regiões. Na segunda-feira (13), o tempo firme e o calor seguirão predominado, porém a aproximação de uma nova frente fria vai provocar chuva, com possibilidade de temporais na Zona Sul, Campanha e Fronteira Oeste. Na terça (14) e quarta-feira (15), o deslocamento da frente fria manterá as pancadas de chuva em todo Estado, com risco de tempestades na maioria das regiões. Os volumes esperados deverão oscilar entre 15 e 20 mm na maioria das localidades do RS. No Extremo Sul, Campanha e Fronteira Oeste os valores oscilarão entre 35 e 50 mm e poderão superar 60 mm em alguns municípios. O boletim também aborda a situação das culturas de soja, milho, arroz, feijão e pastagens, além das criações de bovinos e ovinos. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (SEAPI)


 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 09 de fevereiro de 2023                                                    Ano 17 - N° 3.838


UE – O preço do leite de vaca inicia o ano perdendo 0,5 euros

Os primeiros dados divulgados pelo Observatório do Mercado do Leite de Vaca na Europa, referente ao mês de janeiro de 2023, mostram queda de 0,5 euros, fechando em € 56,97/100 kg.

É o segundo mês consecutivo de queda, interrompendo a tendência de alta que vinha desde janeiro de 2021.

Apesar da ligeira redução, houve aumento de 36,2% em relação a janeiro de 2022, quando o valor médio foi de € 41,81.

Entre os principais produtores, Irlanda, Polônia e, especialmente, a Holanda foram os que registraram quedas em janeiro. Os irlandeses perderam 0,6 euros em relação a dezembro, e receberam o preço médio de € 68,37/100 kg, e é o maior valor da União Europeia (UE). Vale lembrar também que é 48,5% superior ao preço de um ano atrás. Os produtores de leite da Polônia tiveram queda de 0,8 euros e receberam a média de € 58,55/100 kg, 46% acima do preço de um ano atrás, quando o preço foi de € 40,09/100 kg. Finalmente, cabe destacar o caso da Holanda, onde a redução em relação a dezembro de 2022 foi de 2,5 euros, para o preço médio de € 60/100 kg, 33% maior do que o valor de janeiro de 2022, quando o preço foi de 45 euros.

Do lado positivo, está o aumento do preço na França, +0,3 euros, para chegar a € 49,86/100 kg, o país onde a taxa de aumento interanual foi a menor, 22,4%.

A Alemanha, o maior produtor da UE, registrou preço de € 57,88/100 kg, com crescimento de 34,5% em relação a janeiro de 2022, quando o preço foi de € 43,03. Desempenho similar ocorreu na Itália, onde os produtores receberam € 57,40/100 kg, o mesmo valor de dezembro, ganhando 45,3% na comparação interanual.

Finalmente, vale destacar que na Espanha, o preço médio foi de € 57,96/100 kg, o que representou aumento de 60,55% sobre janeiro de 2022, quando o valor era de € 36,02/100 kg. Fonte: Agronews Castilla y Leon – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Gigante do setor lácteo: Sooro Renner completa 22 anos de atuação no mercado 
São 22 anos de trabalho, dedicação e produtos com qualidade. A Sooro Renner comemora, neste mês de fevereiro, mais de duas décadas no mercado. Investimento, tecnologia, produtividade, valorização do potencial humano e sustentabilidade marcam o crescimento dessa gigante do setor lácteo.

Tudo começou no dia 1º de fevereiro de 2001. A Sooro Renner iniciou suas operações na cidade de Marechal Cândido Rondon – no Oeste do Paraná. Com uma estrutura simples, a planta processava cerca de 150 mil litros de soro fluido por dia, contava com uma equipe de 13 colaboradores e a produção estava voltada apenas a soro concentrado.

Para o fundador e Diretor-Presidente da Sooro Renner, William da Silva, os 22 anos de atividades bem-sucedidas são resultados de investimentos constantes em tecnologias e em pessoas. "Éramos uma pequena indústria e agora somos a gigante do setor lácteo na América Latina, trabalhamos muito para chegar até aqui e não vamos parar. Sempre focando em investimentos, tecnologias e no capital humano”.

Em mais de duas décadas a produção tomou proporções surpreendentes. Atualmente, a Sooro Renner possui três plantas: uma em Marechal Cândido Rondon - Paraná; uma em Estação - Rio Grande do Sul  e um Centro de Distribuição em Campinas - São Paulo. A capacidade de produção anual total de todas as plantas é de 88 mil toneladas ano; já a capacidade de processamento por dia de soro de leite fluído equivale a mais de 4 milhões de litros. Para atingir esse índice de produção, a Indústria conta com os trabalhos de mais de 500 colaboradores.

EVOLUÇÃO NO MERCADO
Nutrição esportiva, ingredientes e nutrição animal integram os segmentos de atuação da Sooro Renner. Indústria é precursora no Brasil na produção de Whey Protein Concentrado 34%, 60% e 80% e a primeira da América Latina a produzir Whey Protein Isolado, além da planta de produção de Permeado Non Caking que é uma das maiores do mundo. Além disso, a Indústria também produz o Whey Protein Microparticulado, produto este estável a tratamentos térmicos de alta temperatura, que entra no portfólio em 2023 para atender as demandas do mercado.

No ano em que a Sooro Renner completa 22 anos de atuação, o mercado pode esperar novos avanços: existem vários projetos em desenvolvimento pela área de Pesquisa e Desenvolvimento da Sooro Renner. Todavia, a tendência é que a empresa priorize o aumento da capacidade de produção e busque a consolidação de mercado através da oferta de um mix de produtos mais consistente, baseado em produtos de maior concentração de proteínas e, consequentemente, também uma maior oferta de Permeado de Whey.  

UM FUTURO PROMISSOR
“Na minha percepção, por meio do privilégio de fazer parte da empresa por já quase 19 anos, acredito que a Sooro Renner dará continuidade ao projeto e desenvolvimento iniciado, de uma forma tímida, porém contínua e estruturada, desde a fundação da Sooro Concentrado em 2001”, destaca o Diretor de Tecnologia e Inovação, Helio Alves Garcia.

Para Garcia, o progresso é resultado de uma série de fatores e da união de esforço. “A continuidade do desenvolvimento se dá através da valorização do potencial humano de sua equipe, do investimento constante nas melhores tecnologias oferecidas pelo mercado em seu segmento de atuação e da inovação, fator este que fez com que a empresa se destacasse e continue se destacando, de seus principais concorrentes no mercado nacional e se equiparar aos maiores players mundiais do segmento de processamento de soro de leite”. 

Existem vários projetos no radar da empresa, tanto projetos produtivos, estruturantes e de caráter socioambiental. No mês de março deste ano, está agendado um evento que envolve os acionistas, os diretores e os gerentes da empresa, com o objetivo de revisar e avaliar o Planejamento Estratégico elaborado em 2021 com vistas a atingir os resultados projetados até 2025. Com base nas decisões estratégicas que serão validadas no evento, os investimentos para o alcance dos propósitos almejados serão definidos.  

DESENVOLVIMENTO CONTÍNUO
A Sooro Renner tem adotado uma política de trabalho extremamente importante para o seu desenvolvimento, que visa o fortalecimento em duas áreas específicas de sua atuação: o Mercado de Matéria Prima (soro de leite) e os parâmetros de ESG (meio ambiente, social e de governança).

Em relação ao Mercado de Matéria Prima, a empresa desenvolve um projeto – faz alguns anos - de fortalecimento de relacionamento com seus fornecedores de soro de leite, através da adoção de uma política de valorização da cadeia produtiva do soro, visando a prática de uma política de preços de compra competitiva, qualificação técnica de fornecedores através de projetos de assistência técnica e comprometimento em adquirir todo o volume de soro de leite ofertado por seus parceiros exclusivos. Esse conjunto de ações garante todo o escoamento de produção dos mesmos, diferentemente das práticas de seus concorrentes. 

Em relação aos parâmetros de ESG, a empresa também está desenvolvendo investimentos relevantes na área ambiental, através de projetos de modernização na área de tratamento de efluentes, reuso de águas de processos, aquisição de áreas para reflorestamento e produção de biomassa, entre outros. No que se refere ao parâmetro Social, projetos de capacitação profissional, através de plataformas de aprendizado e treinamento disponíveis aos colaboradores, benefícios, participação nos lucros, melhorias de instalações e um excelente ambiente de trabalho, são itens relevantes.

Em relação ao parâmetro de Governança, a empresa se aprimora cada vez mais no que se refere ao cumprimento de suas obrigações legais e cumprimentos das normas e leis pertinentes ao negócio, assim como com uma atuação extremamente profissional de seus acionistas, dirigentes e gestores do negócio. Dessa forma, todos os segmentos de atuação e os integrantes dessa gigante do setor lácteo mantêm o mesmo foco: expandir com qualidade, produtividade, valorização do potencial humano e sustentabilidade. (Sooro Renner)

Mapa, MDA e MIDR conversam com produtores do Rio Grande do Sul atingidos pela estiagem

Os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, se reuniram nesta quarta-feira (8) com parlamentares, prefeitos, representantes de entidades e produtores rurais do Rio Grande do Sul para debater soluções para a estiagem que atinge a produção agrícola no estado. A ideia do encontro foi ouvir as principais demandas dos gaúchos para formular as políticas públicas relacionadas a cada ministério.

O ministro Fávaro disse que a situação dos produtores gaúchos necessita da emergência da atuação do poder público. “Precisamos de ações transversais entre os vários ministérios, entre os três entes federativos e a sociedade civil organizada para encaminharmos medidas emergenciais, como a prorrogação de dívidas, de custeio, de financiamento, mas equalizar isso no Tesouro é importante para que não se torne uma bola de neve impagável para os produtores”, disse. Ele lembrou que as medidas estruturantes também serão importantes para minimizar impactos no futuro.

“Esse não é mais um fenômeno sazonal, mas se repete ao longo do tempo. Precisamos endereçar as políticas públicas de maneira permanente e preventiva”, disse Paulo Teixeira. O ministro Góes destacou que “a capacidade de diálogo e de construção de consenso tem que ser recorrente em todas as práticas do governo”.

O secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Ronaldo Santini, apresentou as principais demandas do setor, como o fornecimento de cestas básicas, recursos para a construção de cisternas e qualificação dos produtores para operar os equipamentos, recursos para a compra de grãos para alimentação animal e a prorrogação das parcelas vincendas dos financiamentos federais.

Segundo ele, até o momento 261 municípios gaúchos já declararam situação de emergência, sendo que 128 já foram reconhecidos pela União. “O problema da estiagem vem se agravando a cada ano. Isso já é pauta do nosso governo para que a gente mude a realidade do Rio Grande do Sul no que diz respeito à crise hídrica e que isso não seja só pauta no momento do desespero, como estamos vendo hoje”, disse o secretário.

Também participaram da reunião o senador Luis Carlos Heinze e o deputado federal Dionilso Marcon, representando os parlamentares gaúchos, e a prefeita de Liberato Salzano (RS), Juliane Pensin, representando os prefeitos. (Zero Hora)


Jogo Rápido 

UFSM constata seca mais longa
A estiagem da atual safra está pior que a da safra passada, por estar se prolongando desde julho do ano passado. A informação é do meteorologista do Grupo de Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Murilo Machado Lopes. Ao mesmo tempo, Lopes afirma que a tendência é de que, a partir da segunda metade de fevereiro, haja episódios de chuva que vão trazer alívio para algumas regiões, especialmente no Norte do Rio Grande do Sul. No entanto, segundo o meteorologista, ainda não serão chuvas suficientes para reverter o déficit hídrico, havendo a possibilidade de a estiagem voltar com força em março. Essas previsões fazem parte do boletim publicado mensalmente pelo grupo da universidade santa-mariense desde setembro do ano passado. Os meteorologistas analisam as condições climáticas do Estado e do continente, bem como as projeções de diferentes centros meteorológicos, entre eles o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Simagro-RS. (Correio do Povo)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 08 de fevereiro de 2023                                                    Ano 17 - N° 3.837


O PREÇO DO LEITE E O SUCESSO NA ATIVIDADE

O produtor sempre se preocupou com o quanto ele recebe, mas será que o preço pago pelo leite é o único responsável pela lucratividade da fazenda?

O aumento no valor pago pelo leite alguns meses atrás fez com que muitos produtores comemorassem, devido ao aumento expressivo nos insumos da cadeia produtiva do leite. No entanto, muitos produtores focam apenas no preço do leite, e muitas das vezes, acabam negligenciando os custos de produção.

O preço do leite é importante para a lucratividade de uma fazenda leiteira, entretanto, a lucratividade está mais associada ao custo e a escala de produção do que propriamente ao preço do leite.

De acordo com os dados apresentados pela Labor Rural e Educampo/Sebrae a correlação entre o preço do leite e o lucro unitário é baixa (Tabela 1), ou seja, fazendas recebendo o mesmo preço de leite podem apresentar lucratividades diferentes. Entretanto, foi encontrada uma alta correlação entre o custo de produção e lucro (Tabela 1), onde fazendas com menor custo de produção apresentaram maior lucratividade. Tabela 1. Correlação entre Preço do leite e a Lucratividade.

O aumento de produtividade com ganho em eficiência é o principal fator para reduzir o custo e aumentar a lucratividade.

A fim de evidenciar esse fato, o Educampo realizou uma análise com 205 fazendas, onde essas foram divididas em dois grupos, um em que as 80 propriedades reduziram o volume de leite, e outro no qual 125 propriedades aumentaram a produção de leite, de modo que, os dois grupos receberam aumento de 10% no preço do leite.

Como resultado, fazendas que aumentaram o volume de leite tiveram aumento menos intenso no custo de produção, refletindo no aumento da margem unitária (Figura 1). Dessa forma, as propriedades que aumentaram o volume de leite ganharam mais por cada litro de leite vendido (Educampo, 2022). No entanto, o ganho de produtividade com eficiência é possível apenas pela adoção de estratégias de planejamento e gerenciamento.

Figura 1. Análise do aumento da produção sobre a lucratividade.

O gerenciamento adequado da propriedade é fundamental para a redução dos custos, já que pela análise dos custos de produção é possível identificar falhas que estejam comprometendo o desempenho da propriedade, garantindo assim a viabilidade do sistema ao passo que estratégias são tomadas para correção dessas falhas.

Portanto, é de suma importância que todos os custos sejam registrados em um banco de dados, de modo a evitar distorção na geração dos indicadores, comprometendo a interpretação da análise. Os custos de produção referem-se a todos os dispêndios ligados ao processo produtivo, ou seja, todos os recursos necessários utilizados para a produção do leite, sendo eles divididos em custos fixos e variáveis. Diferente dos custos variáveis, os custos fixos não variam durante o ciclo de produção (produtos de limpeza de ordenha, reparo e consertos de máquinas, medicamentos, mão de obra), são independentes da escala de produção, portanto, traçar estratégias para diluição desses custos se faz necessário para aumentar a lucratividade, sendo a principal forma, o aumento da produção. Já para os custos variáveis, aqueles que são dependentes da produção (alimento, fertilizante, energia, combustível), o planejamento é a melhor forma de controle de gastos, ou seja, compra estratégica de insumos para o plantio e concentrado, garantem melhor preço, logo redução dos custos.

Apenas conhecer os custos não é o suficiente, é preciso saber interpretá-los, sendo assim, os indicadores são cruciais para mensuração e avaliação do desempenho da uma propriedade. Esses são subdivididos em Indicadores Zootécnicos, Reprodutivos e Econômico-financeiros. Dentre eles, podemos citar exemplos que tem grande influência na eficiência de produção, de tal forma a possibilitar a diluição dos custos:

Receita menos o custo alimentar (RMCA)
Monitorar o indicador RMCA é uma forma simples e objetiva de avaliar o quanto as vacas e o produtor estão sendo eficientes nas suas funções. Do ponto de vista da vaca, podemos inferir sobre a eficiência alimentar, ou seja, sobre a sua capacidade de converter dieta em leite. Assim, espera-se que no início da lactação, as vacas apresentem altos valores de RMCA, ao passo que, o RMCA reduz à medida que a lactação se estende. Isto porque vacas do início ao pico de lactação apresentam maior eficiência de utilização de energia comparado a vacas no terço final de lactação.

Pelo lado do produtor, este indicador nos sugere a eficiência na compra e a produção de alimentos. Assim, a compra estratégica de insumos favorece a obtenção de altos valores de RMCA, à medida que, a compra de insumos nas “altas” de preços favorece a redução dos valores de RMCA, mesmo que se tenha boa genética. Em outras palavras, ter boas vacas não é o suficiente para obter lucro, mas sim, o equilíbrio entre o custo alimentar e o potencial produtivo do rebanho.

Relação entre número de vacas em lactação e o total de vacas (VL/VT), e entre o rebanho total (VL/RT)
Devemos sempre maximizar o número de animais em lactação, já que estes são responsáveis por gerar a receita da propriedade, de modo que, a relação entre VL/VT seja maior que 83% (10 meses em lactação/12 meses de intervalo entre partos) × 100%, e a de VL/RT entre 45-55%, sendo este último de grande importância, pois a redução na porcentagem resulta em maiores despesas, já que animais que não produzem, apenas geram gastos. Estes indicadores estão associados a boas taxas reprodutivas e de criação de novilhas, os quais propiciam maior número de vacas em lactação, próximas ao pico de lactação (maior eficiência de produção).

Produtividade da mão-de-obra
Um dos maiores gargalos da atividade é a falta de mão de obra, além do seu alto custo, fazer com que o funcionário permaneça na propriedade diante da rotina intensa se tornou um grande desafio, por isso, é imprescindível que seu uso seja otimizado na propriedade. De acordo com EducaPoint (2018), a produtividade ideal por colaborador deve ser pelo menos entre 400 e 500 L/dh. Bons resultados não chegam sem planejamento, para atingir bons indicadores é necessário o investimento na nutrição, qualidade do leite, sanidade e bem-estar dos animais, visto que esses corroboram em ganhos na produção. É importante entender o sistema leiteiro como um quebra-cabeça, no qual, a falta de uma peça impede que tenhamos o máximo potencial.

Além disso, é valido ressaltar que investimento não é “custo”, mas sim uma maneira de aumentar a eficiência produtiva por meio da inserção de novas tecnologias e/ou instalações que proporcionem melhor conforto para os animais, de modo a resultar em um maior retorno, desde que, seja bem delineado e executado. Sendo assim, o controle e gestão dos custos, associados a um rebanho saudável e com genética, são a principal forma para não se tornar refém do preço do leite. (Fonte: Compre Rural)


EUA: o consumidor de lácteos do futuro está envelhecendo

O relatório 'Consumidores de lácteos do futuro: mudando o foco para componentes' mostra que haverá grandes mudanças populacionais nos EUA, com uma população envelhecida e diversificada.

Ben Laine, analista sênior de laticínios da Terrain, disse que conforme você envelhece ao longo da vida, você exige produtos diferentes. “Indo de fórmula infantil a pizza, macarrão com queijo e alguns shakes saudáveis e coisas assim, você exige produtos diferentes à medida que envelhece”, diz ele.

Então, como será a demanda futura por lácteos? Segundo Laine, isso levará as empresas a mergulhar no nível de demanda de componentes e no que é necessário para ser produzido na fazenda. No entanto, Laine acredita que podemos atender à demanda crescente e em constante mudança.

“O crescimento da demanda vai ser um pouco mais lento, até mesmo por causa do crescimento populacional mais lento, mas olhando para o equilíbrio entre produtos integrais e desnatados, isso vai mudar um pouco. Acho que a demanda por gordura láctea continuará crescendo, enquanto a demanda por sólidos desnatados permanecerá relativamente estável”, disse ele.

Laine compartilha que a população envelhecida, como a próxima multidão de mais de 65 anos, mostra um forte crescimento na demanda de gordura, especificamente da gordura láctea. “Essa é uma história positiva para os laticínios”, diz ele. “Ainda não é suficiente para compensar completamente a desaceleração do crescimento populacional, mas é uma perspectiva mais otimista para a gordura do que eu poderia ter pensado originalmente”.

A mudança na mentalidade do consumo de gordura láctea, particularmente em uma população em envelhecimento, é a mudança de perspectiva sobre como a gordura láctea pode se encaixar em uma dieta saudável.

“Especialmente para a população mais velha, eles estão começando de uma base menor, quando a gordura era evitada para, de repente, ela passar a se encaixar em uma dieta saudável”, disse Laine. “Acho que há muito espaço para crescer nesse segmento de idade e acho que ainda haverá daqui para frente.” De acordo com Laine, isso poderia aumentar o consumo de leite fluido.
 
População diversificada
Daqui para frente, o crescimento populacional é desproporcional – já que a taxa natural de substituição é mais lenta do que a taxa de imigração.

“É tipo um lado positivo disso”, compartilha Laine. “É observado níveis mais altos de consumo de leite fluido entre os imigrantes dos EUA. Infelizmente, isso parece diminuir depois de alguns anos, de forma que o consumo maior meio que se normaliza na dieta americana. Mas inicialmente, quando você tem imigrantes recentes nos EUA, você tem um consumo maior de leite fluido entre esses grupos”.

Essa mudança pode levar a população diversificada mais jovem a impulsionar a demanda por outros produtos e impulsionar o crescimento de queijos e pizzas. Laine compartilha que um olhar atento é direcionado para o envelhecimento da população e como podemos comercializar os produtos certos e chamar a atenção dos americanos mais velhos.

“Há muita atenção em como comercializamos para a geração do milênio com a mídia social e isso é muito importante”, disse ele. “No entanto, não podemos negligenciar o que será um grupo muito importante da população em 2030. Todos os baby boomers terão mais de 65 anos. E em 2035, pela primeira vez nos EUA, a parte da população com mais de 65 anos vai superar os americanos mais jovens. Portanto, é uma população importante ficar de olho e garantir que continuemos entendendo como poderemos atender a essas necessidades.” (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)

Argentina: após a estagnação de 2022, produção de leite deve passar por uma leva queda em 2023

O Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) publicou sua primeira estimativa de produção de leite para 2023, com base em uma pesquisa enviada a 30 indústrias do setor no país.

Segundo esse levantamento, a expectativa é de que seja alcançada uma produção de 11,47 bilhões de litros, 0,7% abaixo dos 11,5 bilhões de litros de 2022.

Vale lembrar que o ano passado fechou com uma produção praticamente igual à de 2021, com crescimento interanual de apenas 0,04%, depois de 2021 ter apresentado crescimento de 4% e 2020, de 7,4%.

Em todo o caso, a OCLA valorizou este resultado alcançado em 2022 apesar de “uma longa lista de fatores adversos”, como o controle de preços no mercado doméstico, a deterioração do poder de compra dos consumidores, a queda dos preços internacional no final do ano e a presença de tarifas de exportação acompanhada de forte atraso cambial.

Mas, mais do que tudo, diante de uma “seca prolongada e generalizada, com aumento dos preços dos concentrados em nível internacional” e dos efeitos negativos nos custos que significou o “dólar soja”.

De fato, segundo a OCLA, o preço do leite ao produtor ficou aquém das necessidades dos produtores ao longo de 2022: o valor subiu 92,8%, enquanto a inflação foi de quase 95% e o custo médio de produção do litro de leite medido pelo INTA subiu 97%.

Para a OCLA, apesar desses contratempos, “essa manutenção da produção em 2022 mostra claramente todo o trabalho que vem sendo realizado nas fazendas leiteiras com a incorporação de insumos e tecnologias de processo, onde melhorias no bem-estar animal, automação de processos, confinamento de rebanhos com mais sombra, mais água disponível, aspersores, ventiladores, aumento das produções individuais” tendo efeitos positivos na produção.
 
Previsões para 2023
Nesse contexto, voltando às previsões para 2023, a OCLA mencionou que “os dados fornecidos correspondem à variação interanual a leite constante para cada mês de 2023 em relação ao mesmo mês do ano anterior e à variação anual total”.

E depois esclareceu também que é apenas uma primeira previsão teórica que provavelmente sofrerá modificações ao longo do ano.


“Esta estimativa apenas tenta dar uma perspectiva para o ano de 2023, com base nos dados disponíveis à data da sua elaboração. As condições de alta volatilidade e incerteza que certamente caracterizarão o ano corrente podem gerar diferenças significativas em relação aos números projetados, que avaliaremos à medida que ocorrerem”, especificou. (As informações são do Infocampo, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido 

Governo nomeia diretora de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura
O governo federal nomeou Ana Lúcia de Paula Viana para o cargo de diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), um dos mais importantes da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. Defendida pelo setor de proteína animal e pelo ministro Carlos Fávaro, Ana Lúcia mantém o posto que ocupou no governo passado. Ela foi diretora do Dipoa até dezembro, mas foi exonerada junto com os demais cargos de segundo e terceiro escalões no início deste ano. Na sexta-feira, também foram nomeados o secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Márcio Rezende, e o diretor de Saúde Animal, Eduardo de Azevedo Cunha. (Valor Econômico)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 07 de fevereiro de 2023                                                    Ano 17 - N° 3.836


Ernani Polo assume Secretaria de Desenvolvimento Econômico e garante diálogo com setores produtivos para alavancar economia do RS

Ao tomar posse, o novo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do RS, Ernani Polo, assegurou que vai investir na escuta dos setores para definir a implementação de políticas que visem ao crescimento das vocações produtivas do Estado. “Vamos conversar muito. A secretaria é transversal e tem como missão encontrar soluções para a sociedade como um todo”, disse. Polo apontou que o Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem/RS), assim como a Junta Comercial, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o Badesul estarão integrados às estratégias de identificação das vocações regionais para o estabelecimento de planos de negócio, de aumento de produção e de abertura de mercados. 

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Guilherme Portella, avaliou como positiva para o setor a capacidade de articulação do secretário, que foi reeleito deputado estadual e já atuou como secretário da Agricultura em gestões anteriores. “A indústria produtora de leite está confiante de que ele saberá valorizar o que vem sendo feito no Rio Grande do Sul e trabalhará focado na construção de caminhos que ajudem a fomentar e fortalecer os investimentos ativos, pois já demonstrou que tem um perfil dinâmico e resolutivo”, apontou. 

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, acrescenta que há desafios recentes para serem analisados com relação ao setor leiteiro e que serão levados para a discussão com o governo, como os incentivos concedidos ao setor lácteos em países como Argentina e Uruguai. “Vamos pautar que o Executivo esteja atento e faça a análise pela ótica que se impõe na concorrência entre países do Mercosul para preservar para a indústria gaúcha uma participação competitiva no mercado de lácteos interno brasileiro”, sugeriu Palharini. O dirigente acrescenta a necessidade de avanço em outras outras políticas já em curso como a certificações das propriedades livres de brucelose e tuberculose. 

A solenidade de posse aconteceu no início da noite de segunda-feira (6/2) no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF) em Porto Alegre - RS com a presença de representantes dos poderes do Estado e de diversos setores produtivos, assim como do governador Eduardo Leite (PSDB), e do vice, Gabriel Souza (MDB). “Desenvolvimento é uma tarefa de todo o governo e da sociedade gaúcha, que deve estar preparada para acolher todas as iniciativas. Não é uma tarefa apenas desta Secretaria, mas de todas as pastas. Tenho certeza de que com o secretário, em conjunto com as demais estruturas do governo, vamos evoluir”, afirmou o governador. (Assessoria de Imprensa Sindilat/Crédito: Gisele Ortolan)


GDT - 07/02/2023


(Fonte: GDT)

Informativo Conjuntural 1748 de 02 de fevereiro de 2023

Bovinocultura de Leite
A produção de leite segue em queda. Nas propriedades com sistema de produção a pasto, o impacto é maior. As temperaturas elevadas afetam o bem-estar dos animais, reduzindo o consumo de alimentos dos rebanhos leiteiros. A ocorrência de poucas chuvas favoreceu o manejo da ordenha e das condições de higiene e qualidade do leite. Com a estiagem, há poucos registros de infestações por ectoparasitos comuns nesta época do ano, como carrapato bovino. Somente nos locais com registros de chuva, há necessidade de maior número de tratamentos. A margem de lucro dos produtores na comercialização do leite segue baixa, pois os custos de produção subiram e têm se mantido elevados, enquanto os preços, que haviam melhorado, voltaram a cair. Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, apesar dos números das principais empresas com atuação em Aceguá apontarem para um nível de produção semelhante ao mesmo período do ano passado, muitos produtores de menor porte estão sofrendo grandes prejuízos no volume de leite comercializado devido à gradativa restrição na disponibilidade de água e de pastagens. Nas médias e grandes propriedades, a produção tem sido mantida à base de suplementação com feno, silagem e ração, alimentos que seriam guardados para serem utilizados nos meses de outono e inverno. Na de Ijuí, nos sistemas de produção confinados, a produção está estável, porém há muita dificuldade para manter o ambiente com temperaturas favoráveis aos animais. Na de Pelotas, a ocorrência de chuvas, em várias localidades com produção leiteira, melhorou a oferta forrageira. Em Canguçu, alguns produtores realizaram a instalação de sistemas de irrigação. Na de Porto Alegre, a ocorrência de chuvas leves permitiu o rebrote de pastagens, mas ainda não foi suficiente para recuperar as aguadas. Na de Santa Maria, os produtores seguem acumulando prejuízos devido à diminuição da produção. Estima-se que cerca de 100 mil litros de leite deixam de ser coletados diariamente. Na de Santa Rosa, a produção de leite diária está baixando a cada semana; há o registro de produção diária de 1.550.000 de litros de leite, o que representa 12% de redução em relação à produção de novembro de 2022. Somente algumas localidades tiveram registro de chuvas, que amenizaram a situação de estiagem, mas a grande maioria das áreas segue sem oferta de pastagens. Já nas propriedades que utilizam sistemas semiconfinados ou confinação total, os reflexos ainda não são tão perceptíveis em relação à produtividade. Na de Soledade, as lavouras de milho semeadas em outubro e em novembro estão com potencial de produção bastante comprometido em função da estiagem.

Milho silagem 
A área estimada de cultivo de milho silagem é de 365.467 hectares, e a produtividade esperada inicialmente é de 37.857 kg/ha. Houve prosseguimento na colheita, e as perdas causadas pela estiagem foram confirmadas na maior parte dos 434 municípios pesquisados. Os danos são maiores nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Santa Maria e Ijuí, com expectativa de redução entre 50% e 60% na produtividade. Nas de Frederico Westphalen e Pelotas, as perdas estimadas variam entre 40% e 45%; nas regiões de Bagé, Erechim, Lajeado e Santa Rosa, entre 30% e 35%; e nas de Passo Fundo, Porto Alegre e Soledade, são entre 20% e 25%. Os menores efeitos foram sentidos na de Caxias do Sul, com estimativa de redução de aproximadamente 5% no volume produzido. Na regional de Erechim, no período, a cultura manifestou sintomas de estresse, causados pelas temperaturas altas e pela falta de umidade no solo. Foram colhidas 70% das áreas, e os produtores retomaram o plantio, após a ocorrência de chuvas. A produtividade obtida variou 30 e 35 t/ha, com qualidade também variável. Na de Frederico Westphalen, as lavouras implantadas em 2022 estão 90% colhidas, e 10% em ponto de corte para ser ensilado. As implantadas em janeiro, em safrinha, estão em desenvolvimento vegetativo. Na de Santa Rosa, continuou o corte antecipado para evitar a diminuição da qualidade da massa vegetal a ser ensilada. Cerca de 80% dos cultivos foram cortados, e a produção é estimada em 20 t/ha. (Emater)


Jogo Rápido 

Concurso de Queijos
Um concurso de queijos Emater e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Caxias do Sul (Smapa) vão promover o 1º Concurso Regional de Queijos Artesanais da cidade. As inscrições estão abertas a produtores de queijo de toda região e podem ser feitas até 15 de fevereiro. É para estimular a melhoria da qualidade dos queijos produzidos na região e valorizar sua produção artesanal. O julgamento dos inscritos será no dia 24 de fevereiro, no Cevitis (antiga Fepagro), em Fazenda Souza. (Jornal do Comércio)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 06 de fevereiro de 2023                                                    Ano 17 - N° 3.835


Seca pressiona preço do leite, mas 2023 pode ser diferente

Com uma estiagem que ganha novos contornos a cada semana, mercado e consumidor ficam atentos à possibilidade de novos sobressaltos no preço do leite, a exemplo do que ocorreu no ano passado. Em função da seca e de outros fatores, a bebida sofreu altas históricas ao longo do ano, com o litro do leite batendo R$ 8 em alguns meses. Em 2023, apesar do quadro persistente, o setor acredita que as oscilações sejam menos intensas.

Secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini diz que, embora mais de 200 municípios já tenham decretado situação de emergência por conta da falta de chuva, o volume de leite recebido pelas indústrias do Estado se mantém dentro da média do ano passado. Os produtores que mais sofrem são os pequenos, que naturalmente produzem menor litragem.

- O setor lácteo tem uma particularidade de que um ano é diferente do outro. Em 2022, a cada quatro meses mudava totalmente o mercado de consumo e os preços. Esperamos pelo menos uma menor volatilidade em 2023 - diz Palharini.

Do lado do produtor, a pressão dos custos é a preocupação que se mantém. Com a qualidade dos grãos de silagem prejudicada, o produtor se vê obrigado a suplementar a ração para que os animais não passem fome. E isso tudo tem um preço, lembra o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang.

Na última semana, Tang percorreu propriedades de diversas regiões do Estado, principalmente no Noroeste, onde se concentra a maior parte da produção leiteira gaúcha, para ver de perto a situação dos produtores. Dentre os que plantam milho, a condição das lavouras é de plantas bastante prejudicadas. Muitos estão apostando no azevém e no trigo para a alimentação das vacas. O cereal de inverno, aliás, tem substituído o milho como alternativa.

- Os prejuízos provocados por uma estiagem infelizmente não se resolvem assim que começa a chover. Vi lavouras onde você precisa procurar a espiga e depois que achar uma espiga, tem que procurar se tem grão. Isso significa uma silagem de péssima qualidade que se precisa suplementar - relata o presidente da Gadolando, atentando para os custos.

Embora o preço de referência do leite venha mostrando tendência de queda (previsto para R$ 2,1592 o litro em janeiro, valor 1,9% menor que o consolidado em dezembro), Tang diz que os produtores têm sido informados sobre reajuste para cima no preço pago pela indústria.

- Isso vai nos ajudar. Hoje, o custo para produzir está perto de R$ 2,50 - diz o presidente, que não acredita em "exorbitâncias" de preço ao consumidor este ano.

Historicamente, o leite tende a estar mais barato nas gôndolas dos supermercados durante o verão. A partir de maio, o preço começa a subir com o aumento do consumo nos meses mais frios.

Para o secretário-executivo do Sindilat, o nível de consumo é outro ponto de atenção. As classes que mais consomem leite são as que mais têm problema de renda. A expectativa é de que o pagamento de auxílios sociais, como o Bolsa Família, melhore a demanda pela bebida nos próximos meses.

- Acredito que não se repetem os aumentos do ano passado, que foram pontuais e pegaram até o mercado de surpresa. Claro que vai ser quase impossível não haver algum repasse de valores, mas não naqueles patamares - projeta Palharini. (Zero Hora)


Avanço nos preços: falta de oferta ou excesso de demanda?

Vamos inicialmente à lei da oferta e da procura: se há excesso de um bem e/ou falta de demanda por este, o preço tende a diminuir. Caso exista falta de um bem e/ou muita procura pelo mesmo, o preço tende a subir.

Pois bem: o que estamos observando no setor lácteo neste início de 2023? Uma nova onda de avanço nos preços do leite e seus derivados... podemos concluir, então, que estamos diante da escassez do produto e/ou de muita procura por parte dos consumidores, certo?

Não exatamente! O avanço na rentabilidade da produção observado no segundo semestre de 2022, além da aceleração nos volumes importados — fator que deve permanecer presente nestes primeiros meses de 2023, visto a competitividade do produto estrangeiro neste momento —, nos sugerem aumento da disponibilidade de leite.

Seria o consumo, então, o fator predominante para o aumento dos preços dos lácteos nestas primeiras semanas de 2023? Mais do que isso, olhando para frente: com a manutenção da perspectiva de maior disponibilidade de leite, o consumo dará sustentação ao patamar mais elevado de preços? O que o consumidor deseja das categorias de lácteos hoje?

Estas são algumas das perguntas que serão respondidas na edição de março do Fórum MilkPoint Mercado, por Mário Ruggiero, diretor da Scanntech. Mário será o responsável pela palestra “Como começamos 2023 em relação ao consumo de lácteos?”, em nosso bloco sobre Cenários de Mercado.

A 14ª edição de nosso evento acontece no dia 22 de março, em Campinas. Caso não possa estar presente neste dia, não se preocupe: o evento será híbrido, podendo também ser acompanhado online. 

Em parceria com o portal de notícias Milkpoint, os associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) terão direito a desconto na inscrição para participar do 14º Fórum MilkPoint Mercado. No primeiro lote, com vendas até 17 de fevereiro, o bônus é de 5% sobre R$ 600. Para os demais, será de 10%, sendo que o ingresso no segundo lote custa R$ 700 e no terceiro, R$ 800. INSCREVA-SE COM DESCONTO CLICANDO AQUI. (As informações são do Milkpoint e do Sindilat/RS) 

"Governo começou radicalizado, ideologizado (contra o agro)"

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), dona da maior bancada do Congresso, articula-se para anular série de mudanças promovidas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro mês de mandato. O novo presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), que assume o comando da frente hoje, para mandato de dois anos, diz que Lula deu início a um governo "radicalizado e ideologizado" contra o setor e que já tem emendas parlamentares prontas para derrubar atos do presidente que, segundo ele, "esvaziaram" o Ministério da Agricultura.

Quais serão suas primeiras medidas na FPA?
Vamos agir imediatamente para reverter atos do governo Lula, que promoveram o completo esvaziamento do Ministério da Agricultura. Tiraram o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural da pasta e transferiram para o Ministério do Meio Ambiente. O ministério também perdeu a Companhia Nacional de Abastecimento e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar. Isso acabou com a possibilidade de planejamento de longo prazo. É um absurdo gigantesco.

Por quê?
Porque esses ministérios estão enviesados, ideologicamente, em vez de terem posição técnica. Para além da questão ideológica, essa nova composição da Esplanada é o que tem nos preocupado bastante, porque traz enfraquecimento claro e real ao Ministério da Agricultura. Por isso, já estamos tomando medidas.

Quais medidas?
Temos emendas parlamentares prontas para derrubar (decisões) que foram feitas por meio de medida provisória. E se algo foi feito por meio de decreto, vamos apresentar projeto de lei para derrubar.

Qual a avaliação sobre a atuação do ministro Carlos Favaro?
Vejo boa vontade do ministro, a quem tenho apreço e reconheço a capacidade, mas há uma questão ideológica no governo. Hoje, não consegue nem fazer o Plano Safra. A gente precisa garantir que o agro tenha o espaço de direito que representa, um ministério para tratar do setor que responde por um terço dos empregos e da renda. É um absurdo ter de lidar com um esvaziamento desses, perdendo funções para esse Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Por que isso é ruim?
Essa é uma das situações que geram mais preocupação, porque é uma pasta estritamente ideológica, criada com esse objetivo, e ninguém esconde isso. Basta ver quem é o ministro (Paulo Teixeira), um dos mais radicalizados do PT, que já deixou clara qual é sua intenção. Ele disse numa entrevista que a titulação dos assentamentos que fizemos nos últimos anos tem a validade de um papel de pão, que não tem valor jurídico. O que a gente vê, infelizmente, é a tentativa de desmontar o trabalho que foi feito no setor, mas alivia um pouco a situação o fato de Carlos Favaro conhecer o setor, legitimar as nossas demandas.

A bancada do agro será a principal oposição ao governo Lula no Congresso?
Vamos fazer oposição sempre que tiver algum prejuízo para o setor. É óbvio que não posso ser irresponsável e dizer que não iremos apoiar medidas positivas para o setor. Ideologicamente, 90% da bancada é contrária o governo.

Há sinais para isso?
O governo começou muito radicalizado, ideologizado. Tenho dito para as pessoas se acalmarem: o pessoal dos sindicatos rurais, as cooperativas, porque o jogo ainda não começou. Hoje, o governo está surfando sozinho, mas vejo, pelo perfil das bancadas que foram eleitas, tanto na Câmara quanto no Senado, que o governo não vai ter vida fácil.

O agro financiou os atos golpistas de 8 de janeiro?
Isso é guerra de narrativas, do mesmo jeito que, na campanha, fomos chamados de fascistas, de patinho feio, culpados de destruirmos tudo, de sermos o "lobo mau" da sociedade brasileira. O que aconteceu em Brasília não é a representação da direita brasileira. (Zero Hora) 


Jogo Rápido 

PREVISÃO METEOROLÓGICA (02 A 08 DE FEVEREIRO DE 2023)
De 6 a 8 de fevereiro, o tempo deve ser seco e firme em praticamente todo o Estado. Nesta segunda semana do mês, há pequena chance de chuvas rápidas apenas na costa por causa da circulação da brisa marítima. O boletim também aborda a situação das culturas de soja, milho, arroz, feijão e pastagens, além das criações de bovinos e ovinos. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (SEAPI)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 01 de fevereiro de 2023                                                    Ano 17 - N° 3.834


Sindilat acompanha a posse na Assembleia e novo presidente garante que ouvirá os setores produtivos

Representando o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), o secretário-executivo da entidade, Darlan Palharini, acompanhou nesta terça-feira (31/01) a sessão solene de posse dos 55 deputados estaduais da 56ª Legislatura, que vai até janeiro de 2027. “Nosso setor está confiante de que o Parlamento gaúcho continuará atuando para fortalecer as políticas públicas que gerem o desenvolvimento do RS”, assinalou. O ato também contou com a participação do governador Eduardo Leite (PSDB) e seu vice, Gabriel Souza (MDB), que já conhecem as pautas do setor lácteo gaúcho. 

Em seu discurso de posse, o novo presidente da Assembleia Legislativa, Vilmar Zanchin (MDB), assegurou que irá percorrer o Estado para ouvir os setores. “Ouçamos os setores produtivos. Ouçamos a sociedade! De nossa parte, faremos um esforço para viabilizar uma grande escuta setorial e regionalizada. Frequentaremos o palco social onde a realidade se exibe com inteireza”, pontuou em sua fala, fortemente marcada pela defesa da educação como motor no processo de desenvolvimento humano, econômico e social.

Na sessão, que se iniciou às 14h, no Plenário 20 de Setembro em Porto Alegre (RS), também foi realizada a eleição e a transmissão de cargos da nova Mesa Diretora que terá Delegada Nadine (PSDB), como primeira vice-presidente; Valdeci Oliveira (PT), como segundo vice-presidente; Adolfo Brito (PP), como primeiro secretário; Eliana Bayer (Republicanos), como segunda secretária; Paparico Bacchi (PL), como terceiro secretário; e Luiz Marenco (PDT), como quarto secretário. 

Os 55 deputados empossados representam 15 bancadas:

PT - Adão Pretto, Jeferson Fernandes, Laura Sito, Leonel Radde, Luiz Fernando Mainardi, Miguel Rossetto, Pepe Vargas, Sofia Cavedon, Stela Farias, Valdeci Oliveira e Zé Nunes.
PP - Adolfo Brito, Ernani Polo, Frederico Antunes, Guilherme Pasin, Joel de Igrejinha, Marcus Vinícius e Silvana Covatti.
MDB - Beto Fantinel, Edivilson Brum, Juvir Costella, Luciano Silveira, Patrícia Alba e Vilmar Zanchin.
Republicanos - Capitão Martim, Delegado Zucco, Eliana Bayer, Gustavo Victorino e Sérgio Peres.
PSDB - Delegada Nadine; Kaká D Ávila; Neri, o Carteiro; Pedro Pereira e Professor Bonatto
PL - Adriana Lara, Claudio Tatsch, Kelly Moraes, Paparico Bacchi e Rodrigo Lorenzoni
PDT - Eduardo Loureiro, Gerson Burmann, Gilmar Sossella e Luiz Marenco
União Brasil - Aloísio Classmann, Dirceu Franciscon e Dr. Thiago Duarte.
PSol - Luciana Genro e Matheus Gomes
Podemos - Professor Cláudio e Ronaldo Santini
PCdoB - Bruna Rodrigues
Novo - Felipe Camozzato
PSB - Elton Weber 
PSD - Gaúcho da Geral
PTB - Elizandro Sabino
(Assessoria de Imprensa Sindilat, com informações da ALRS/Crédito: Gisele Ortolan)


Reforma prevê redução da carga tributária, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que a reforma tributária proposta pelo governo deverá englobar uma redução da carga de impostos para alguns setores da economia. Ele se reuniu com o Conselho da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo Haddad, a reforma e o novo arcabouço fiscal estiveram entre os principais temas discutidos no encontro. Haddad afirmou que a reforma já poderia ter sido votada e que o Congresso “está maduro”. “Há nas duas Casas ambiente favorável”, disse Haddad, que pontuou que a reforma deve resultar, entre outros pontos, em melhora no crescimento econômico e na vida das empresas e indústrias. 

A discussão com a Febraban, segundo o ministro, ainda abordou o tema do arcabouço fiscal. Haddad afirmou que a nova regra já está contratada e que a equipe econômica está formulando a proposta. O ministro relembrou que a PEC de Transição previa a apresentação do novo arcabouço até agosto, mas que a perspectiva atual é que o presidente Lula valide a proposta até abril. Também nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a intenção do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é dar prioridade à abertura da discussão sobre a reforma tributária e votar o tema em até três meses. 

Já o debate sobre a âncora fiscal substituta do teto de gastos deve ser aberto em um segundo momento e ainda não tem prazo para passar por deliberação. Segundo Lira, o prazo para a reforma tributária foi definido para dar tempo aos parlamentares reabrirem as discussões sobre o tema, em conversas com gestores públicos e empresários. “A intenção do ministro da Economia é que a gente consiga revisitar os assuntos para que nós tenhamos, com uma base consolidada de apoio, essa votação em dois e meio ou três meses”, disse Lira. (Jornal do Comércio)

Argentina tem recorde nas exportações de lácteos, mas enfrenta dificuldades no setor

O setor leiteiro da Argentina encerrou 2022 com um ótimo desempenho nas exportações, registrando aumento de 4,1% em volume e de 24,4% em dólar, representando em litros equivalentes de leite 26% do total produzido no ano, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) publicados pelo Observatório Argentino da Cadeia Láctea (OCLA).

Os dados das exportações de lácteos do mês de dezembro, segundo informações provisórias do INDEC, e apesar das quedas nos últimos meses, indicam que fecharam 2022 com notável crescimento, com mais de 411 mil toneladas (volume de produtos +4,1% ) por 1.670 milhões de dólares (moeda +24,4%). Isso representou aproximadamente 3 bilhões de litros equivalentes de leite (+6,4%), o que chegaria a 26% da produção total do país.

Como pode ser visto no gráfico abaixo, as exportações no início de 2022 foram consideravelmente menores do que em 2021, mas cabe esclarecer que as exportações de janeiro de 2021 foram muito altas, pois acumularam exportações não realizadas para o Brasil de dezembro de 2020, que tiveram dificuldades de entrada por questões burocráticas do país de destino.
 
 
Segundo a OCLA, “em fevereiro de 2022 ocorreu uma situação inversa, exportações normais em 2022 em comparação com baixas exportações em fevereiro de 2021 devido aos altos volumes do mês anterior. Nos meses de março a julho (exceto maio) deste ano também houve um aumento homólogo significativo das exportações em volume (menos dificuldades logísticas) e obviamente em valor devido ao aumento dos preços internacionais. Para os meses de agosto e setembro, observou-se queda em relação ao ano anterior devido aos preços internacionais mais baixos, recuperando-se em outubro e voltando a cair em novembro e dezembro devido à queda de preços, que acompanhada do atraso cambial e dos impostos de exportação vigentes, colocaram o poder de compra abaixo dos preços efetivamente pagos pela matéria-prima”.
 
Produtos e destinos
O destino das exportações (em valor em dólares) foi composto por: 30,7% para o Brasil; 21,9% para a Argélia; 7,9% para o Chile; 5,2% para a Rússia; 3,6% para os Estados Unidos; 3,5% para os chineses; e 3,0% para o Peru. Os 24,2% restantes foram distribuídos para mais de 10 outros destinos.

Quanto à distribuição das exportações em grandes itens com base no valor total em dólares para o período janeiro-dezembro de 2022: 48,0% foi para leite em pó; 23,1% para queijos em suas diferentes pastas; 17,7% nos demais produtos (doce de leite, manteiga, óleo de manteiga, soro de leite, etc.); e 11,2% de produtos confidenciais (lactose, caseína, iogurte, etc.).

No entanto, “a variação mensal das exportações foi de -6,3% em volume e -10,3% em valor (dez/22 x nov/22). A variação anual foi de -17,3% em volume e -10,4% em valor (dez/22 x dez/21). Em ambas as comparações, percebe-se a queda de volumes e preços”, alerta a OCLA.

Em relação à variação acumulada (jan-dez) com base no volume de produtos, as exportações de leites em pó cresceram em 10% nos embarques; as de queijos também aumentaram, mas em 5,9%; e outros produtos e produtos confidenciais caíram -4,1% e -9,2%, respectivamente.
 
Preços internacionais favoráveis
O preço médio de exportação por tonelada durante o ano de 2022 foi excelente e nunca visto na história das exportações argentina, de US$ 4.059 em média no ano, o que implicou um aumento de 19,5% em relação a 2021. No caso particular do item “eite em pó, o preço médio foi de US$ 3.938/t, 16,1% acima do mesmo período do ano anterior.

Enquanto isso, “a tendência crescente no volume e quantidade de exportações da Argentina, se os dados se confirmarem, marca o ano de 2022 como um recorde neste conceito. Em volume de produto é o maior valor desde 2011 e em valor total em dólares seria o maior valor alcançado, depois dos alcançados em 2011-2013”.
 
Apesar disso, setor está em emergência
Com certeza este ano será diferente, não só nas exportações, mas principalmente no volume produzido. A estiagem está prejudicando a matriz do processo, que é o preparo das reservas para que as vacas comam bem e produzam bem. Além disso, o aumento dos custos do concentrado, devido à fracassada medida oficial do dólar da soja, não permite uma reposição fácil, de forma que as fazendas não poderão oferecer em tempo hábil. Falta capital de giro nas empresas e a condição dos rebanhos não é adequada uma boa recria na primavera.

“A atual situação de preços no mercado internacional, em torno de US$ 3.400 a US$ 3.500/ton para o leite em pó integral, devido à presença de tarifas de exportação e câmbio fortemente atrasado (dólar atacadista $ 175), gera um poder de compra bem abaixo dos preços atuais do produtor: $ 56,00 (US$ 0,30)/litro de poder de compra vs. um preço ao produtor de $ 70,00 (US$ 0,38)/litro estimado para este mês de janeiro de 2023”.  (As informações são do La Opinión, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido 

‘Porque juro no Brasil é tão alto?
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse ontem que o governo quer descobrir “por que o Brasil tem juros tão altos”, referindo-se à Selic em 13,75% ao ano. Segundo ele, um dos objetivos da equipe econômica é reduzir o custo de capital no país. “O que justificaria? É imposto? Falta de concorrência? Nos Estados Unidos tem 2 mil bancos. É insegurança econômica? Insegurança política? Dificuldade de reaver o crédito? Spread alto? O bom pagador paga pelo mau pagador?”, questionou durante a posse da diretoria da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O presidente da Abras, João Galassi, disse na cerimônia que “o varejo está sangrando” com a maior taxa de juros real do mundo. Alckmin avaliou ser necessário agir para reduzir o custo de capital com desburocratização, digitalização e acordos. (Correio do Povo)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 31 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.833


Rebanho leiteiro do Reino Unido perde terreno em produtividade

A produtividade na fazenda leiteira padrão do Reino Unido caiu na última década. Enquanto isso, os rebanhos em outros países produtores de leite tiveram produtividade estável ou crescente, de acordo com dados da Rede Internacional de Comparação Agrícola (IFCN).

Produtividade é o valor gerado por produção em relação aos insumos necessários para a produção – é uma medida de eficiência. Olhando para a produtividade como pence por litro (ppl) de produção com relação aos insumos para um rebanho típico de 160 vacas no Noroeste da Inglaterra, mostra uma tendência de queda na última década. O Reino Unido não está sozinho nisso, com dados mostrando uma fazenda típica do norte da Alemanha passando por uma crise semelhante.

No entanto, fazendas em outros lugares estão vendo crescimento de produtividade. Isso inclui rebanhos em países exportadores de lácteos há muito estabelecidos, como Dinamarca e Bélgica, bem como exportadores em crescimento, como Espanha, Polônia e Bielorrússia.

Comparações internacionais de produtividade como essa geralmente levantam dois comentários, o primeiro sendo que a produtividade do Reino Unido era maior no começo, então alguns outros países estão simplesmente alcançando a produtividade britânica. Isso pode ser parcialmente verdade, mas os dados sugerem que as fazendas em alguns desses países já ultrapassaram o Reino Unido em termos de eficiência.

Uma segunda pergunta frequente é: dado que muito leite britânico é vendido no Reino Unido, por que isso importaria para os produtores daqui? O impacto direto é que uma produtividade mais baixa significa lucros menores porque os rebanhos usam mais insumos para produzir menos.

O impacto indireto é que as importações e exportações expõem o Reino Unido aos preços globais de lácteos, de modo que os rebanhos do Reino Unido estão operando no mesmo mercado que os rebanhos da Polônia, Espanha e qualquer outro país exportador de lácteos. A produtividade mais fraca torna difícil produzir a um preço competitivo e ainda obter lucro, deixando os produtos lácteos do Reino Unido vulneráveis a serem prejudicados por países com produção mais eficiente.

Com os altos preços atuais de insumos, as fazendas podem lutar para melhorar a produtividade no futuro imediato, pelo menos em termos de produção versus insumos. Mas insumos caros levam o foco à eficiência e as fazendas irão considerar cuidadosamente se o resultado vale o insumo. A chave é manter esse foco renovado na eficiência caso as coisas melhorem, levando a melhores lucros, produtividade e competitividade no futuro. (As informações são do Agriculture and Horticulture Development Board, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Espanha – O censo bovino mostra redução de 8,2% de animais em cinco anos

A pecuária leiteira atravessa uma crise estrutural sem precedentes. O censo de vacas leiteiras aponta queda vertiginosa de animais entre janeiro de 2018 e janeiro de 2023. Redução de 70.443 cabeças, ou seja, 8,2% a menos.

 

O número de novilhas, por outro lado, começou lenta recuperação em 2021, ainda assim tem 8.266 cabeças a menos em relação a 2018, ou -3%.  

As fazendas leiteiras do país enfrentam uma das maiores crises de preços. A elevação dos custos fez com que o setor passasse a produzir com prejuízo, e abastecer os frigoríficos vendendo suas vacas para carne – que ao contrário do leite – teve elevação considerável de preços.
                       

Êxodo
Esta dramática situação se traduziu no fechamento de fazendas leiteiras. Um quarto dos produtores de leite abandonaram a atividade e o número deles caiu 10.717, 3.722 produtores menos (-26%). 

À produção abaixo dos custos se somam às rigorosas leis sanitárias e ambientais.  

A redução do tamanho das fazendas é uma lei quase anedótica, pois o novo regulamento não somente intervém limitando o número de cabeças a 725 animais, mas também em aspectos como saneamento, tamanho e equipamentos, energia ou, as novas limitações em matéria sanitária como a eliminação do uso de antibióticos.

Soberania alimentar
Este insuportável nível de pressão provocou o desaparecimento de boa parte do rebanho, o fechamento de fazendas leiteiras e queda da produção, o que coloca em risco a segurança e soberania alimentar dos consumidores.

As medidas adotadas pela administração não somente elevarão o preço final nas prateleiras do varejo mas, provocarão o desabastecimento no médio prazo. (Fonte: Agaprol – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

China – Depois de 6 anos consecutivos de crescimento, as importações de lácteos recuam em 2022

As importações chinesas de lácteos cresceram consecutivamente desde 2015, mas essa trajetória foi interrompida em 2022. No ano passado, as compras do gigante asiático caíram 16,5% para 3.505 milhões de toneladas.

Em dólares a queda foi de apenas 0,2%, totalizando US$ 15.021 milhões.

As compras de leite em pó integral – principal produto de exportação do Uruguai e o mais importado pela China – recuaram para 701.383 toneladas, 17% menos do que as 849.247 toneladas alcançadas em 2021.

Os únicos produtos que registraram elevação interanual foram: fórmulas infantis, manteiga, queijo azul e outros lácteos.
                    
O Uruguai se consolidou como o segundo principal fornecedor de leite em pó integral para a China, exportando 30.325 toneladas. Este lugar no pódio foi mantido apesar da queda de 19% registrada frente às 37.551 toneladas enviadas em 2021, de acordo com os dados divulgados pelo site CLAL e publicados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA).

A Nova Zelândia foi o principal fornecedor com ampla margem, 617.725 toneladas, com 88% de participação do mercado.

Os números de dezembro mostraram novas quedas para a maioria dos produtos, salvo para leite em pó e soro de leite. O volume total de produtos lácteos importados pela China teve queda de 7,4% no último mês do ano.

“Estas baixas nas compras da China, em princípio, podem ser atribuídas à maior produção local de leite, os altos estoques ainda existentes construídos com as elevadas compras de 2021, às dificuldades logísticas que implicaram o fechamento de algumas cidades diante de novos surtos de Covid, efeitos colaterais da Guerra na Ucrânia e o processo inflacionário que vem ocorrendo em todas as economias mundiais”, destacou a análise do OCLA. (Fonte: Blasina y Asociados – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Jogo Rápido 

Novos fiscais são nomeados no RS 
O governo do Estado publicou, no Diário Oficial do Estado de domingo, a nomeação de mais 71 novos fiscais estaduais agropecuários, sendo 60 médicos veterinários e 11 engenheiros agrônomos. O concurso público foi realizado no início de 2022, e até então, 31 aprovados haviam sido chamados, em julho do ano passado. A Associação dos Fiscais Agropecuários do RS (Afagro) destaca que mesmo com a chegada dos novos, o déficit de engenheiros agrônomos é de, no mínimo, 20 servidores, para atuarem na fiscalização, vigilância, inspeção e monitoramento em todo o Estado. (Correio do Povo)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 30 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.832


Laticínios negociam exclusão do FAF

As indústrias de laticínios discutem com o governo estadual a possibilidade de exclusão do chamado Fator de Ajuste de Fruição (FAF) na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Na avaliação das empresas, as regras de cálculo do incentivo fiscal, na prática, não aliviam a carga tributária do segmento e tornam os produtos lácteos gaúchos menos competitivos frente aos processados em outros estados. Após reunião com lideranças do setor na quinta-feira passada (26), a Secretaria da Fazenda (Sefaz) promete divulgar, em 20 de fevereiro, um relatório sobre os reflexos do FAF na cadeia do leite ao longo de 2022. 

A expectativa das indústrias é que os dados sirvam de base para o avanço nas negociações. Instituído em 2021 pelos decretos 56.116 e 56.117, o FAF é um percentual gradativo aplicado aos créditos presumidos concedidos pelo Estado nas aquisições de insumos. Para se beneficiar de 100% desses créditos, porém, as indústrias precisam comprar todas as matérias-primas de fornecedores localizados em território gaúcho. Segundo o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, a regra é desfavorável ao setor, já que muitos desses itens, como embalagens cartonadas de longa vida, não são fabricados no Rio Grande do Sul e têm de ser trazidos de outras regiões do país. “No caso do leite UHT, 50% da nossa produção vai para outros estados. Esse número já foi superior. Quando se tenta competir com outros estados para chegar a São Paulo, por exemplo, a embalagem tem um peso significativo no preço do leite”, explica. 

Na semana passada, a Sefaz apresentou às indústrias um levantamento sobre vendas, compra de insumos, aquisições de bens de capital e valor adicionado do setor lácteo. 

Segundo o Sindilat, a receita de vendas do segmento no Rio Grande do Sul atingiu R$ 16,87 bilhões no ano passado. A maior parte da produção foi destinada a outras unidades da federação (56,7%), enquanto as vendas internas totalizaram 41,3%, e as exportações, 2%. No período, as compras de insumos pelas indústrias somaram R$ 15,53 bilhões, um aumento de 4,8% na comparação o ano anterior. “Os dados reforçam o efeito (negativo) do fator de fruição na competitividade do setor”, diz Palharini. O executivo observa que, caso as regras do FAF não sejam flexibilizadas, a tendência é de aumento dos custos de produção do setor. 

De acordo com a sistemática de fruição escalonada, em janeiro deste ano, a parcela fixa de crédito presumido passa de 95% para 90%, e a parcela variável (condicionada à origem das compras de insumos da empresa) sobe de 5% para 10% -apartir de 2024, esses percentuais serão, respectivamente, de 85% e 15%. “Esse custo (de produção) acaba sendo dividido entre indústrias e produtores de leite. O consumidor não vai pagar R$ 0,02, R$ 0,03 ou até R$ 1 a mais por um produto fabricado no Rio Gramde do Sul”, afirma Palharini. (Correio do Povo)


Competitividade: competir ou vencer?

As margens de sua empresa, ou da empresa em que você atua, são competitivas?

Você já pensou que, muitas vezes, está em suas mãos melhorar (ou piorar) a competitividade do seu negócio? Se a empresa é sua ou não, a sua decisão é a decisão de quem está à frente da negociação e ela precisa ser assertiva! Não basta apenas ser competitivo, é preciso ter a melhor estratégia.

E você já se perguntou em que você se baseia para tomar as melhores decisões na sua rotina? Como sabe se está ou não fazendo um bom negócio? Como saber se está tomando a melhor decisão? O seu negócio está vencendo ou apenas competindo, caminhando de lado?

O seu conhecimento de mercado, sua formação na cadeia de lácteos e experiência o guiam em sua tomada de decisão... Mas, será que você consegue projetar todos os cenários, em um mercado altamente dinâmico e competitivo? Você tem a mão todas as variáveis? E, caso tenha, as utiliza estrategicamente?

A cadeia de lácteos tem uma característica que torna cada decisão ainda mais importante do que em outros ambientes de negócios: seu valor agregado elevado.

Para você e sua empresa, qual é o valor de uma decisão 1% melhor? E se for 1% pior, quanto te custa? A competitividade do laticínio melhoraria muito com o resultado financeiro de uma decisão sua que seja 1% melhor, certo?

Se a sua resposta for sim, eu tenho como te ajudar! Lembre-se: no jogo lácteo, o segundo colocado já é o primeiro menos competitivo em termos de rentabilidade, diferenciação, protagonismo e sustentabilidade do negócio.

Dia 22 de março realizaremos a 14ª edição do Fórum MilkPoint Mercado, evento que é feito pelo time do MiIlkPoint Mercado, uma plataforma focada na inteligência do mercado de leite e seus derivados que traz a melhor informação, no menor tempo possível, para as decisões mais assertivas no seu negócio!

O Fórum MilkPoint Mercado é pensado e feito por um time com a expertise de quem atua há mais de 20 anos no setor e que vive o mercado lácteo no dia a dia. A principal plataforma de inteligência do mercado reúne seu time de especialistas + um time de palestrantes que também é especialista em suas áreas para traçarem juntos os cenários de mercado ao longo do evento.

Temos histórico — estamos na 14ª edição do evento — que comprova que aquilo que é dito no evento acontece ao longo do semestre! O que quer dizer que a sua empresa pode se tornar ainda mais competitiva participando do evento.

Traduzimos com assertividade as informações de mercado para direcionar as estratégias dos agentes da cadeia láctea. Iluminamos cenários e perspectivas dos melhores profissionais do leite brasileiro. Se você planeja atuar na cadeia leiteira no Brasil nos próximos anos, o evento que mais acerta previsões é seu lugar!

Você pode participar presencialmente, em Campinas, ou de onde preferir, online. Clique aqui, confira a programação completa e inscreva-se já com os valores especiais do 1º lote! Comece sendo competitivo já com o valor do ingresso!

E aí, vamos juntos buscar o melhor resultado para sua empresa?

Em parceria com o portal de notícias Milkpoint, os associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) terão direito a desconto na inscrição para participar do 14º Fórum MilkPoint Mercado. No primeiro lote, com vendas até 17 de fevereiro, o bônus é de 5% sobre R$ 600. Para os demais, será de 10%, sendo que o ingresso no segundo lote custa R$ 700 e no terceiro, R$ 800. INSCREVA-SE COM DESCONTO CLICANDO AQUI. (As informações são do Milkpoint e do Sindilat/RS) 

 
Cesta básica subiu o dobro da inflação em 10 anos; veja quanto aumentou cada alimento

Em 2022, a cesta básica de Porto Alegre custou 66,2% do salário mínimo líquido, valor que sobra após o desconto do INSS dos R$ 1.212. É o maior comprometimento em 17 anos. Os 13 produtos pesquisados somaram R$ 747. O levantamento foi enviado à coluna pelo Dieese. O motivo, claro, é o aumento dos preços dos alimentos, sucessivamente, bem acima da inflação média. 

Para se ter uma ideia, nos últimos 10 anos, o preço da cesta básica subiu 160,09% na capital gaúcha, segundo a pesquisa da economista-chefe do Dieese, Daniela Sandi. Foi o dobro da inflação. O INPC acumulado no período é de 80,51%. Daniela sempre ressalta que as famílias de renda menor são sempre as que mais sofrem quando a comida fica mais cara. O orçamento delas tem uma parcela maior comprometida com alimentação. (Zero Hora)


Jogo Rápido 

A produção de leite de vaca subiu 1,9% em novembro de 2022
Os últimos dados divulgados pelo Observatório Europeu do Mercado de Leite de Vaca mostram que em novembro foram captadas 204 mil toneladas de leite a mais em relação ao mesmo mês de 2021, o que representa incremento de 1,9%. Somente dois países, entre os principais produtores, mostraram queda. São Itália, -3% e a Espanha, onde a redução foi mais acentuada, chegando a 4,5%. Os outros estados membros tiveram desempenhos positivos. A Irlanda com o maior crescimento (+7,4%), seguida pela Holanda (+5,1%) e Alemanha (+3,9%). Polônia e França tiveram crescimento menos acentuado, +2,5% e +1,1%, respectivamente. Apesar do crescimento de novembro de 2022, no acumulado do ano, o conjunto da União Europeia (UE) está com uma captação 0,1% menor do que a registrada no mesmo período de 2021. Alemanha, França, Itália e Espanha apresentam perdas acumuladas de -0,3%, -0,8%, -0,9% e -2,3%, respectivamente. Ficaram no campo positivo a Holanda (+0,9%) e a Irlanda (+0,7%). (Fonte: AgroNews Catilla y Leon – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 27 de janeiro de 2023                                                        Ano 17 - N° 3.831


Secretaria Estadual da Fazenda divulga dados estratégicos sobre setor lácteo

O setor lácteo gaúcho ganhou uma nova ferramenta de embasamento para tomadas de decisão. A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) divulgou, na manhã desta quinta-feira (26), um conjunto de dados referentes ao setor em cinco áreas: vendas, compra de insumos, compras de bens de capital e valor adicionado. Dando seguimento a uma aproximação com o setor produtivo, o governo de Eduardo Leite comprometeu-se a realizar atualizações trimestrais e dialogar com o setor sobre os dados obtidos.

O levantamento indicou que a indústria láctea do Rio Grande do Sul alcançou  R$ 16,87 bilhões em vendas nos últimos 12 meses. O total aponta um aumento de 6,6% em relação ao período anterior, quando foram alcançados R$ 15,82 bilhões na comercialização. Quanto ao destino, a maior parte da produção foi comercializada para outras unidades da federação (56,7%), enquanto as vendas internas restaram na segunda posição (41,3%) e as exportações em terceiro (2,0%). Mesmo com uma participação muito pequena, houve um crescimento superior a 300% nos valores exportados, de R$ 76 milhões para R$ 341 milhões nos últimos 36 meses.

Os dados da Sefaz expuseram em números a dificuldade criada pelo Fator de Ajuste de Fruição (FAF). Ao divulgar balanço de compra de parte dos insumos necessários para a industrialização, a Sefaz indicou que, nos últimos 12 meses, as aquisições representaram R$ 15,53 bilhões, com aumento de 4,8% quando comparado aos 12 meses anteriores, quando foram R$ 14,82 bilhões. O valor inclui diferentes insumos, entre eles itens como embalagens, onde indicou-se aquisições 100% fora do RS. "Precisamos fazer em outros estados a compra de insumos que não são produzidos no Rio Grande do Sul. Por isso o nosso pleito pela revisão do FAF”, argumentou o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini. O assunto já está sendo tratado pelo governo. Conforme o auditor fiscal Giovanni Padilha, coordenador do Desenvolve RS, está prevista para o dia 20 de fevereiro a divulgação de relatório com os reflexos do FAF, que servirá de base para o governo avançar na discussão da medida solicitada pelo setor lácteo. 

O presidente do Sindilat, Guilherme Portella, destacou que a divulgação dos dados é essencial para embasar o desenvolvimento do setor. Dados esses que, garantiu ele, estão muito próximos aos que vinham sendo estimados pelas indústrias para definir suas ações. “Estamos aprofundando mais o olhar sobre o nosso setor através dessa estratificação dos dados, que vamos internalizar e estudar melhor. Um dos fatores principais para desenvolver a cadeia é entender o setor, suas potencialidades e fragilidades, e elaborar planos estruturados”, assinalou. 

Participando do encontro, o primeiro vice-presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, reforçou a importância da parceria com a Fazenda para o amadurecimento da cadeia, através da percepção de oportunidades. “Para o nosso setor, olhar os números de forma transparente indica que acertamos nos caminhos e, daqui pra frente, devemos lidar com as oportunidades. Somos uma indústria de céu aberto, que trabalha com produtos perecíveis e que depende muito do consumo no mercado interno, onde precisamos ser competitivos”, reforçou.

Entre os principais produtos lácteos, do volume total de leite UHT consumido pelos gaúchos, 88,4% é produzido por indústrias no Rio Grande do Sul. Em seguida, estão os cremes e natas, com 95,9% da produção no estado, e o queijo mussarela, com 79,6%, é produzido por indústria gaúcha.

A iniciativa do governo está estruturada na Receita Estadual e tem como objetivo fortalecer a economia, através da análise de 17 setores produtivos. Os números também estão disponibilizados na Revista RS360, que pode ser lida aqui. A live pode ser acessadas clicando aqui. 


Conseleite SC
 
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 27 de Janeiro de 2023 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Dezembro de 2022 e a projeção dos valores de referência para o mês de Janeiro de 2023. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.
 
 
O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de
proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite SC)
 
 
 
 
 
 
BNDES anuncia mais R$ 2,9 bilhões em Programas Agropecuários para Safra 2022/23
 
Protocolos de novas operações no âmbito de diversas linhas do Plano Safra 22/23 haviam sido suspensos em razão do nível de comprometimento dos recursos
 
Durante a suspensão, o BNDES permaneceu disponibilizando crédito aos produtores rurais e suas cooperativas por meio de outras linhas como o Produto BNDES Crédito Rural
 
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta (26/01) a reabertura de protocolos e contratações de novas operações de crédito no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF). Após suspensão de protocolos no segundo semestre de 2022, em razão do nível de comprometimento de recursos, a reabertura em 1° de fevereiro prevê mais R$ 2,9 bilhões em apoio tanto à agricultura familiar (R$ 491 milhões), quanto à empresarial (R$ 2,4 bilhões), para custeio e investimento em suas mais diversas finalidades, tais como projetos de ampliação e modernização da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, sustentabilidade, armazenagem, inovação e modernização de cooperativas.
 
O BNDES é um grande apoiador do setor agropecuário e seus recursos chegam aos produtores rurais e suas cooperativas principalmente por meio de agentes financeiros parceiros. No Plano Safra 2022/23 já são R$ 16 bilhões aprovados por meio das instituições parceiras, dentre agências de fomento, bancos de montadoras, cooperativas de crédito, bancos cooperativos, bancos privados e bancos públicos. Esse modelo de operação permite uma distribuição descentralizada de recursos por todo o país, facilita o desenvolvimento da política pública de apoio à agropecuária e já alcançou 70 mil produtores rurais e suas cooperativas desde 1° de julho de 2022.
 
Mesmo durante a suspensão do protocolo de operações nos PAGF, ocorrida no presente Plano Safra, o BNDES permaneceu disponibilizando crédito aos produtores rurais e cooperativas por meio de outras soluções próprias, como o Produto BNDES Crédito Rural, que garante perenidade na oferta de recursos ao setor. Desde o início do atual Ano Safra, em junho de 2022, até meados de janeiro corrente foram aprovados cerca de R$ 2,8 bilhões no âmbito do produto que, desde seu lançamento em 2020, já alcançou mais de R$ 11,2 bilhões, distribuídos em cerca de 26,9 mil operações.
 
Lista dos programas que terão protocolos reabertos:
 
● Programa Crédito Agropecuário Empresarial de Custeio;
● Programa Crédito Agropecuário Empresarial de Investimento;
● Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF Custeio, no tocante à linha de crédito com taxa de juros prefixada de até 6% a.a. (seis por cento ao ano) – PRONAF Custeio Faixa II;
● Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF Investimento.
● Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural – PRONAMP Custeio e Investimento;
● Programa para a Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária – Programa ABC
● Programa para Construção e Ampliação de Armazéns – PCA;
● Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária – INOVAGRO;
● Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido – PROIRRIGA;
● Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras – MODERFROTA;
● Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária – PRODECOOP; e
● Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias – PROCAP-AGRO Giro.
 
Sobre o BNDES – Ao longo de seus 70 anos de história, o BNDES vem sendo o principal instrumento de Governo para promover investimentos de longo prazo na economia brasileira, além de ser um dos principais financiadores de micro, pequenas e médias empresas do País. O Banco tem importante atuação anticíclica em momentos de crise, como um dos formuladores das soluções para a retomada do crescimento da economia. Atualmente, o BNDES também atua com foco na criação e manutenção de empregos, na melhoria dos serviços públicos do Brasil, como educação, saúde e saneamento, além de apoiar o País na transição justa para uma economia neutra em carbono. O Banco tem como propósito transformar a vida de gerações, promovendo o desenvolvimento sustentável. (BNDES)

Jogo Rápido 

Frente fria pode trazer mais chuvas ao Estado a partir de domingo
A chegada de uma frente fria no domingo pode trazer chuvas mais significativas, principalmente no Leste e Nordeste do Estado. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 04/2023, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga. Durante a noite de sexta-feira (27/01), por causa do forte aquecimento diurno, pode ocorrer chuvas de verão, com algumas tempestades isoladas. A expectativa é de que uma frente fria consiga furar o bloqueio atmosférico no domingo (29/01). Com isso, chuvas mais significativas devem ser registradas principalmente no Leste e Nordeste do Estado, em cidades como Caxias do Sul e Cambará do Sul. Nas demais localidades, o prognóstico de acumulados de chuvas indica que, até o final da próxima semana, os acumulados ficarão entre 10 e 50 mm de chuva em grande parte do Rio Grande do Sul. O boletim também aborda a situação das culturas de soja, milho, arroz, feijão e pastagens, além das criações de bovinos e ovinos. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (SEAPI)