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21/06/2022

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 21 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.686


Diesel mais caro em vários países
 
No Brasil, os preços já estavam muito parecidos. Depois do aumento de 5,18% na gasolina e 14,26% no diesel, o resultado era previsível: o combustível que move ao redor de 60% da movimentação nacional de carga se tornou o mais caro dos disponíveis nos postos de revenda.
 
Há cerca de 45 dias, a coluna havia abordado o tema quando soube que o diesel havia ficado mais caro do que a gasolina nos Estados Unidos e alertado para o risco de que o mesmo poderia ocorrer no Brasil. Mas não imaginava que seria tão rápido.
 
Como boa parte da alta do petróleo no mundo, o fenômeno da valorização do diesel também é global. Mas assim como parte do aumento dos combustíveis tem componentes nacionais (a alta do dólar, por sua vez, em parte provocada por decisões de governo), a virada nas relações de valor dos combustíveis também tem.
 
A parte global começou antes da guerra da Ucrânia e envolve investimentos reduzidos em refino, atividade considerada pouco rentável, e a transição energética, com maior atenção para outras fontes de energia. Com o ataque russo, só se agravou. A Rússia responde por quase 25% das exportações globais de diesel e ainda fornece produtos complementares a refinarias europeias.
 
Além disso, para obter diesel com menor teor de enxofre, exigência ambiental em países mais desenvolvidos e em grandes cidades no Brasil, usa-se gás natural, que também disparou, o que deixou o processo mais caro.
 
A parte nacional da pressão vem da maior dependência de importação. Como a coluna já detalhou, o Brasil precisa importar cerca de 30% do diesel consumido aqui, mas menos de 10% no caso da gasolina.
 
Isso significa maior dificuldade de praticar preços de diesel mais baixos do que a referência internacional porque, nesse caso, os importadores não vão querer comprar diesel mais caro lá fora para vender mais barato no Brasil. Se venderem pelo preço que os remunere, ninguém vai querer comprar. Outro fator com menor impacto, mas que não pode ser desprezado, foi a redução na mistura de biodiesel, que provocou maior consumo do derivado de petróleo e elevou o risco de escassez.
 
No mundo, além dos Estados Unidos, o diesel está mais caro do que a gasolina na Suécia, na Alemanha e na França, considerando apenas a amostragem selecionada pela coluna. São países muito desenvolvidos, com logística que não depende desse combustível, por ter transporte de carga marítimo, fluvial e ferroviário.
 
Na Venezuela, onde há forte subsídio, o diesel "custa" o mesmo que a gasolina. E no Irã, outro caso de forte intervenção estatal, o valor em dólares é irrisório, mas o do diesel é cinco vezes maior.
 
No levantamento da GlobalPetrolPrices.com, o preço do diesel no Brasil ainda não foi atualizado, então segue mais barato do que o da gasolina. (Zero Hora)

                                          


GDT - Global Dairy Trade
 

 
As informações são GDT - Adaptado pelo Sindilat/RS

 

Novas tecnologias de produção com forrageiras no inverno trazem resultados a produtores de leite em Serafina Corrêa
 
Novos arranjos produtivos de forrageiras de inverno, além de tecnologias e técnicas para manejo da bovinocultura leiteira estão sendo testados e avaliados a campo em propriedades do Projeto Elite a Pasto, desenvolvido pela Emater/RS-Ascar em Serafina Corrêa. Algumas dessas técnicas já estão consolidadas e sendo aplicadas em propriedades, trazendo resultados para a produção de leite das famílias. Esse foi o tema apresentado pela Emater/RS-Ascar no Dia de Campo sobre Silagem de Inverno, realizado na tarde de quarta-feira (15/06), na propriedade da família do agricultor Nelson Pavoni, na comunidade de São Caetano. O evento também contou com a participação da Embrapa Trigo, com a Unidade de Referência Técnica (URT) em Trigo BRS Reponte, semeado na propriedade em 3 de março deste ano para fazer duas safras de silagem de inverno, além da Biotrigo, iniciando um trabalho de qualificação da ensilagem de inverno.
 
A propriedade, que já aplicou técnicas como o pastoreio rotatínuo, o aumento dos horários de pastejo no dia, além do ajuste da suplementação volumosa conforme a disponibilidade de pasto em horários em que não ocorrem pastejo e o uso de concentrados de alta energia e baixa proteína em condições de alta oferta de pasto, vem apresentando uma evolução ano após ano, medida com o controle de dados mensais através do app GT Leite, desenvolvido pela equipe municipal da Emater/RS-Ascar e disponível para os produtores do município. "Mesmo com o aumento do custo dos insumos, como o concentrado, sementes, fertilizantes, diesel e outros, a família elevou os resultados econômicos da propriedade em 2021, em comparação com 2020 e 2019, quando iniciaram o controle no aplicativo", ressalta o engenheiro agrônomo Leandro Ebert, extensionista da Emater/RS-Ascar.
 
Ele explica que trabalhando com alto consumo de pasto de qualidade por dia, a propriedade trabalha com baixo custo operacional, que mesmo tendo passado de R$ 0,65 em 2020 para R$ 0,96 por litro produzido em 2021, com o aumento dos preços recebidos pela produção, a margem por litro de leite se manteve na faixa de R$ 1,10. "Com essa alta margem por litro mantida, mas aumentando a produtividade por vaca de 8,2 para 9,6 mil litros por ano, de 2019 para 2021, na mesma área - ou seja: mais leite com a mesma margem - o resultado é a elevação dos resultados econômicos da propriedade. Os resultados, somente com leite, já descontando as despesas, se equivalem a mais de 90 sacos de soja por hectare no ano, limpo", frisa o extensionista.
 
Além das técnicas e tecnologias aplicadas na propriedade, Ebert apresentou outras avaliações que estão ou já foram feitas em propriedades do Projeto Elite a Pasto, como parte do planejamento feito com os produtores. Dentre as avaliações em campo realizadas, está o cultivo sucessivo de duas safras de silagem de inverno feito na Unidade de Referência Técnica (URT) de Trigo BRS Reponte, para o verão e outono de 2022, em parceria com a Embrapa Trigo, que foi o tema da segunda estação, apresentada pelo pesquisador Osmar Conte.
 
Conte apresentou o trabalho feito com a Emater/RS-Ascar em seus 12 regionais, com URT’s implantadas entre 15 de fevereiro e 15 de março. De acordo com ele, o posicionamento desse material para implantação logo após a safra de verão, abre uma nova oportunidade para produção de massa de baixo custo com boa qualidade nutricional, aproveitando melhor as áreas, o que é ainda mais importante em pequenas propriedades. Na propriedade da família Pavoni, logo após a ensilagem do material semeado em 3 de março, o que deve ocorrer ainda no mês de junho, será implantado trigo novamente para a segunda safra de silagem.
 
Durante o evento, também foi dado início a um trabalho em parceria com a CATR e a Biotrigo, visando à melhoria da operação de ensilagem para obtenção de silagens de inverno de maior qualidade. O engenheiro agrônomo Luiz Henrique Michelon, supervisor comercial da Biotrigo, abordou os principais elementos do processo de ensilagem e as recomendações para as principais dificuldades que os produtores têm encontrado a campo.
 
De acordo com ele, como a maior parte dos produtores se utiliza de prestadores de serviço, há dificuldades em agendar para ensilar o trigo no ponto certo, bem como com equipamentos e no tempo disponível para compactar as camadas adequadamente enquanto os prestadores colhem as lavouras. Os técnicos da Biotrigo ainda fizeram uma prática de avaliação do teor de matéria seca para determinar o ponto de colheita com uma Airfryer, que pode ser feito na propriedade para melhorar a estimativa de data de colheita e acertar o ponto de corte do trigo.
 
O evento faz parte das atividades previstas no Projeto Elite a Pasto, realizado pela Emater/RS-Ascar com 12 famílias que produzem leite em Serafina Corrêa, o qual visa desenvolver um sistema de produção de leite que permita viabilizar a atividade leiteira para pequenas e médias propriedades com uso de pastagens. (Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar - Regional de Caxias do Sul)

 

 

Jogo Rápido 

Sem trégua para o leite
Para explicar a alta no preço do leite, que a coluna avisou ontem que em breve chegará a R$ 6 para o consumidor, o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, falou no Gaúcha Atualidade que as pressões vêm de todos os lados. Além dos custos de produção, um dos motivos é a entressafra. Porém, ele disse que, mesmo passando o período, dificilmente o preço cairá. O principal argumento para essa resistência nas alturas é uma oferta menor do que a demanda nacional, diz Palharini, que acrescenta não haver excesso de produção também na Argentina e no Uruguai, o que poderia ajudar a suprir o mercado. - Talvez tenhamos estabilidade, mas é difícil haver redução. O contexto fez dobrar e triplicar petróleo e fertilizantes. Para a indústria, pesa também a alta exponencial das embalagens e, agora, o reajuste dos salários na faixa de 12%. (Zero Hora)
 

 
 
 
 
 

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