Custo do frete do agro deverá ter alta amena no começo da colheita | Sancionado projeto de lei de implementação de programas de autocontrole para todo o setor agropecuário | Reservar para irrigar
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Sindilat
Custo do frete do agro deverá ter alta amena no começo da colheita | Sancionado projeto de lei de implementação de programas de autocontrole para todo o setor agropecuário | Reservar para irrigar
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Porto Alegre, 22 de dezembro de 2021 Ano 15 - N° 3.567
O frete compensa?
Você já se sentiu atraído por ir em um supermercado mais distante da sua casa para comprar mais barato, mas acabou pensando: “o custo de eu ir lá não compensa”?
Pois bem! O mercado lácteo do Brasil hoje vive uma situação parecida: o preço do leite brasileiro está atrativo para os compradores internacionais, mas o custo logístico tem sido um empecilho (mas não impeditivo!) das exportações.
Para se ter uma ideia, o custo do frete do leite em pó integral do Brasil para Argélia passou de US$100 a 120/ton para US$400 a US$450/ton. Ou seja, um aumento de praticamente 400%.
Esse empecilho do forte aumento do custo logístico não é uma jabuticaba só do Brasil, mas é um problema mundial, causado pela escassez de containers, diminuição das rotas marítimas e congestionamento nos portos ao redor do mundo.
E como isso tem afetado o setor lácteo?
O aumento dos custos marítimos tem afetado toda a dinâmica de exportações e importações de lácteos ao redor do mundo – refletindo, inclusive, no mercado brasileiro.
Conforme abordado em matéria publicada aqui no MilkPoint há uns dias, o CEO da Leprino Foods, Mike Durking, relatou que os atuais problemas logísticos representam uma ameaça aos exportadores de lácteos dos EUA.
No Brasil, não é diferente.
Diversos players do mercado têm relatado dificuldades logísticas em suas exportações – seja pelos altos custos, alto tempo de espera nos portos e diminuição das rotas marítimas. O MilkPoint Mercado com Otávio Farias, da Embaré, que relatou algumas das dificuldades logísticas que o mercado brasileiro tem enfrentado.
Entretanto, apesar dos altos custos logísticos, tudo indica que o Brasil continuará tendo um prato cheio para exportação nos próximos meses, com dólar alto, preços internacionais em ascensão e diminuição do custo de aquisição do leite brasileiro.
A expectativa do mercado financeiro é de um dólar fechando 2021 acima de R$5,50. Para o primeiro trimestre de 2022, as expectativas também são de uma taxa de câmbio ainda em altos patamares.
Ao analisarmos as expectativas do preço do leite em pó internacional, também esperamos preços firmes para os próximos meses, o podemos observar no gráfico abaixo.
Gráfico 1. Preços futuros para o leite em pó integral - dia 06/12/2021
Fonte: GDT (Global Dairy Trade) e NZX (New Zealand's Exchange) - elaborado pelo MilkPoint Mercado.
Por outro lado, olhando o preço do leite brasileiro pago ao produtor, após consecutivos aumentos ao longo deste ano, o mercado praticou baixas nos pagamentos de outubro a novembro e tende a praticar uma baixa (não muito forte) no pagamento de dezembro – o que torna ainda mais competitivo o nosso leite.
Ou seja, tudo (ou quase tudo) está se alinhando em prol das exportações brasileiras.
Como o aumento das exportações refletirá no mercado brasileiro?
O aumento das exportações e, por outro lado, a diminuição das importações, pode levar à diminuição da disponibilidade de leite no mercado interno.
Além disso, a produção brasileira também tem sido menor do que a esperado para o período – o que tem aumentado a demanda por leite no mercado spot e refletiu nos preços da primeira quinzena deste mês.
Uma das razões para essa menor produção, pode ser justificada pela mudança na sazonalidade da produção, conforme discutimos no artigo “A sazonalidade da produção ainda é a mesma?”
Tudo isso, em um cenário de baixo estímulo à produção, com a arroba do boi voltando a ganhar força – o que estimula o abate de vacas – e RMCR (Receita Menos Custo de Ração) em declínio, conforme podemos observar no gráfico abaixo.
Gráfico 2. Receita Menos Custo de Ração (RMCR)
Dessa forma, olhando o cenário nacional, podemos esperar duas principais consequências:
1º - queda do preço ao produtor mais suave que a anteriormente esperada: devido a menor disponibilidade interna (pela menor produção nacional e diminuição no saldo da balança);
2º - possível aumento do preço de venda do leite em pó no mercado interno: devido, principalmente, a menor entrada do produto importado.
Paralelamente, olhando o cenário de exportação, com todos os problemas logísticos, fica a pergunta: o frete compensa? Tudo indica que sim, e que nos próximos meses veremos alguns países pagando a conta para buscar o leite brasileiro. (Milkpoint)
Projeto Elite a Pasto aplica novas técnicas para uso de pastagens em Serafina Corrêa
Um Encontro de produtores de leite participantes do Projeto Elite a Pasto, em Serafina Corrêa, marcou o final do primeiro ano de trabalho do projeto. A atividade foi realizada na última sexta-feira (17/12), na propriedade do produtor Alencar Zanluchi, participante do projeto. O Elite a Pasto é realizado pela Emater/RS-Ascar, vinculada À Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), no município e objetiva desenvolver um sistema de produção de leite que permita viabilizar a atividade leiteira para pequenas e médias propriedades com uso de pastagens.
"Nos propusemos no início do projeto, em janeiro de 2021, primeiro a ouvir as famílias profundamente em entrevistas, e assim o fizemos. Nesse último encontro, discutimos a evolução que a produção de leite passou para que chegássemos até aqui, que traz como consequência os desafios que enfrentamos agora, para a partir disto traçar o caminho a seguir daqui para frente a fim de mudar essa realidade", ressalta o engenheiro agrônomo Leandro Ebert, extensionista da Emater/RS-Ascar.
Os resultados apontam que as famílias passaram por três fases marcantes de desenvolvimento da bovinocultura leiteira no município: a que foi chamada de "era do capim cortado", entre os anos 70 e 80, a "era da profissionalização", nos anos 90, e a atual "era do tripé: genética, silagem e infraestrutura". A partir disto, explica Ebert, o trabalho com o Elite a Pasto se torna uma forma de trazer e aplicar tecnologias e conhecimento para aproveitar essa evolução acumulada e atuar nos pontos críticos que causam os problemas enfrentados hoje, como a mão de obra e os custos de produção.
"Neste ano foram trazidas e aplicadas diversas tecnologias que permitiram a melhoria do uso das terras, do capital investido e da mão de obra. Dentre elas, ferramentas digitais no gerenciamento da propriedade, novos arranjos produtivos de forrageiras, novos conceitos em manejo de pastagens e alterações no manejo da rotina do rebanho - horários de ordenha, pastejo e alimentação no cocho, por exemplo - com ajustes na dieta dos animais para favorecer o consumo de pasto e aproveitá-lo nutricionalmente, convertendo em mais leite. Tudo isso alinhado com a pesquisa científica, em parceria com a Embrapa e universidades", ressalta.
Também foi realizada uma visita técnica à propriedade que sediou o encontro, onde o produtor Alencar Zanluchi compartilhou sua experiência, quando tendendo a migrar para um sistema confinado, com as orientações técnicas da Emater/RS-Ascar, optou por trabalhar em um sistema semiconfinado, aplicando as técnicas trazidas para aproveitar as áreas de pasto próximas das instalações e melhorar os resultados econômicos da atividade. Além disso, o grupo discutiu e analisou o Índice de Atualização Tecnológica para Propriedades Leiteiras "IAT- Leite", da Embrapa, que foi aplicado durante o ano por cada família.
Finalizando o encontro, os participantes alinharam propostas de trabalho para o próximo ano com a Assistência Técnica e Extensão Rural e Social, a partir dos quatro níveis de relação com os profissionais que foram identificados nas entrevistas: eventual, capacitação, acompanhamento e planejamento. Eles indicaram que a relação precisa aprofundar mais em direção ao nível de planejamento da propriedade, para aproximar mais o técnico de forma a dar subsídios às decisões estratégicas da família. Para isso, foram combinadas ações individuais e coletivas no projeto para o ano de 2022. (Emater/RS)
Jogo Rápido
Porto Alegre, 21 de dezembro de 2021 Ano 15 - N° 3.566
GDT - Global Dairy Trade
Fonte: GDT - Global Dairy Trade / Adaptado pelo Sindilat/RS
Com apoio do Estado, cooperativas investem R$ 460 milhões em queijaria no Paraná
O Paraná vai ganhar uma nova queijaria. O grupo Unium, marca institucional das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, confirmou o investimento de R$ 460 milhões na construção de uma planta em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, voltada para o beneficiamento do leite. O projeto prevê a produção de 96 toneladas de produtos e subprodutos por dia, com a geração de 66 empregos diretos e cerca de 1.570 indiretos.
O anúncio da expansão foi feito nesta segunda-feira (20), em reunião no Palácio Iguaçu, pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e pelos presidentes das cooperativas, Renato Greidanus (Frísia), Erik Bosch (Capal) e Willem Bouwman (Castrolanda). O projeto conta com o apoio dos programas de incentivo fiscal do Governo do Estado, coordenados pela Invest Paraná.
“Temos muito orgulho desse sistema cooperativista. Certamente o Paraná não seria o que é se não fossem as cooperativas. Um modelo vencedor, que resulta em investimentos importantes como esse da Unium em Ponta Grossa. Além de gerar emprego e renda, essa nova indústria ajuda a manter os agricultores no campo com a oferta de oportunidades de negócio”, disse Ratinho Junior.
O governador lembrou que 2021 tem sido especial na expansão econômica do Estado. Ressaltou que o Paraná deve fechar o ano com R$ 100 bilhões em investimentos privados e mais de 180 mil empregos formais, aqueles com certeira assinada, criados.
“A nossa missão como governo é criar um ambiente favorável para que esses investimentos possam acontecer, diminuindo a burocracia que sempre acompanhou o País. A busca é cada vez mais pela industrialização dessa variedade de produtos do campo que o Paraná tem, transformando o Estado no verdadeiro supermercado do mundo”, afirmou. “Aqui não usamos a palavra crise, optamos por trabalhar e trabalhar muito pelo Paraná”.
CRESCIMENTO – Greidanus destacou que a previsão de crescimento na produção de leite é de 8% ao ano entre 2020 e 2024. Com isso, a expansão dos negócios passa a ser uma forma de absorver esse volume, que pode representar 600 mil litros a mais por dia e agregar valor ao leite in natura.
A perspectiva, lembrou o presidente da Frísia, é que projeto da nova queijaria leve 30 meses até início das operações – mais da metade do investimento de R$ 460 milhões será feita na aquisição de máquinas e equipamentos.
“Podemos sentir que o Governo do Estado está ao lado de quem produz e com esse apoio tudo fica mais fácil. Posso confirmar que o Paraná tem uma administração diferenciada em termos de gestão pública. E isso melhora e muito a condição do Estado, nos incentiva a investir. Ações inclusivas, de geração de emprego, que buscam distribuir melhor a renda aos paranaenses”, afirmou o empresário. “Somente na Uniom são mais de 10 mil famílias envolvidas diretamente com o negócio”.
Bouwman, diretor-presidente da Castrolanda e um dos diretores da Unium, ressaltou que o projeto demonstra ainda mais a força da intercooperação. “Vendo o crescimento da produção de leite dos nossos cooperados, o grupo se adiantou e buscou uma solução rentável para mostrar aos parceiros que todo o aumento será revertido em produtos e valor agregado. Isso consolida cada vez mais o conceito da intercooperação, já que, em três cooperativas, o investimento para um projeto dessa magnitude fica mais leve e possível”, explicou.
CONSUMO – Atualmente a demanda interna de queijos no Brasil é consideravelmente maior do que a oferta por produtores locais, com o mercado nacional em crescimento. O consumo do produto no País, por exemplo, é de pouco mais de cinco quilos per capita, bem abaixo dos 37 quilos da Alemanha e menos da metade do que os vizinhos Uruguai e Argentina, que têm um consumo de 11 quilos por ano por pessoa.
Com o projeto da queijaria, a projeção é que a produção da Unium represente 1,87% do consumo de queijos no Brasil projetado para 2024. Serão produzidos inicialmente queijos tipo mussarela, prato, cheddar e massa de queijo, além de soro em pó e manteiga. Ao todo, os 600 mil litros de leite por dia que serão destinados para a produção dos derivados devem totalizar 35 mil toneladas de produtos por ano.
“É algo que tem como base o pequeno agricultor, a agricultura familiar. Pode mesmo numa área pequena aumentar a produção, o faturamento e a renda”, comentou o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.
O Paraná é a segunda unidade da federação que mais produz leite no Brasil. São, em média, 4,4 bilhões de litros por ano, inferior apenas a Minas Gerais, com 8,9 bilhões de litros/ano, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2018). Em dez anos, destacou ele, a produção paranaense cresceu cerca 55% – em 2008 era de 2,8 bilhões de litros.
UNIUM – Marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a Unium representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. Conta com três marcas de lácteos: Naturalle – com produtos livres de aditivos –, Colônia Holandesa e Colaso.
No setor de grãos, a Unium tem a marca Herança Holandesa, farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22000, com elevados padrões de exigência.
Além disso, fazem parte dos negócios a Alegra, indústria de alimentos derivados da carne suína, e a Energik, usina de produção de energia sustentável, todas reconhecidas pela qualidade e excelência. Foram 1,3 bilhão de litros de leite produzidos em 2020.
PRESENÇAS – Participaram do anúncio o secretário de Estado da Fazenda (Sefa), Renê Garcia Junior; o diretor de Assuntos Econômico-Tributários da Sefa; Gilberto Calixto; o diretor de Desenvolvimento Econômico e Relações Institucionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco; e o assessor da presidência da Invest Paraná, Rogério Chaves. (Governo do Paraná)
Jogo Rápido
Porto Alegre, 20 de dezembro de 2021 Ano 15 - N° 3.565
Quanto mais alto o pasto, mais leite a vaca produz
Quanto maior é o capim consumido pela vaca leiteira, mais leite ela vai produzir. Isso foi demonstrado pelos pesquisadores Luis Alfonso Giraldo, professor da Sede da UNAL Medellín e líder do estudo, e Josué Paz Orellana, da Universidade Nacional de Agricultura de Honduras, que desenvolveu o sistema de manejo de pastagens.
“Quando o capim cresce tem mais folhas e mais minerais, portanto a vaca consome mais ração e isso ajuda em uma maior quantidade de produção de leite e melhor qualidade; também ajuda a reduzir o metano porque o alimento tem mais nutrientes e minerais ”, explica o professor Giraldo.
O método sustentável ajuda a conservar e restaurar a biodiversidade nas pastagens e a fertilidade do solo para fornecer alimentos ao gado. “Nos resultados pudemos ver que com o novo sistema os animais melhoram a produção de leite, já que cada vaca aumenta 1,36 litro por ordenha, e também reduz a emissão de gás metano em 27%”, diz o pesquisador Paz.
O processo consistia em deixar a grama crescer até 15, 20, 25 e 30 cm em parcelas de 1 m 2 e, a seguir, cortar 50% dela para simular o consumo da grama pelos animais ao entrarem nos piquetes. Tanto no tratamento convencional quanto no novo método, foram avaliadas 6 vacas, 12 no total, durante 7 meses. Em um sistema de pastejo tradicional, é normal que haja no máximo 3 vacas, detalham os especialistas.
“Em um pastejo tradicional, a 10 cm do solo, o capim leva entre 30 e 35 dias para se recuperar, enquanto em nossa proposta, quando as vacas entram em um pasto com capim de 20 cm de altura consomem metade (indicador a retirar aos animais) , e a grama brota após 12 dias ”, explica o professor Giraldo. (Agrolink)
Piá amplia mix de produtos com novas embalagens
Sempre atenta às necessidades do consumidor, a Piá está ampliando seu mix de produtos com o lançamento de novas embalagens tamanho família.
Especialista na produção de iogurtes, a Cooperativa lança no mercado a versão de 500 gramas do seu tradicional iogurte cremoso com pedaços de frutas. Carinhosamente chamado de "potão", o produto será disponibilizado nos sabores morango e coco.
Outra novidade é a apresentação do iogurte cremoso também em bandeja, com porções individuais que somam 540 gramas.
De acordo com o presidente da empresa, Jeferson Smaniotto, as novas embalagens tem o objetivo de atender famílias mais numerosas, com economia e praticidade. “Para estarmos alinhados com o que o consumidor precisa, constantemente realizamos pesquisas para desenvolver produtos e embalagens que atendam a demanda real, que sejam funcionais para as pessoas, facilitando no dia a dia”, explica o executivo.
Para 2022, ainda no primeiro trimestre, a Piá vai relançar a manteiga em tablete de 200 gramas. Ela será produzida no parque industrial da Cooperativa que, recentemente, recebeu investimentos em maquinário específico para a fabricação do produto. (Cooperativa Piá)
Jogo Rápido
Porto Alegre, 17 de dezembro de 2021 Ano 15 - N° 3.564
Portal criado pelo Insper e Embrapa oferece análise gratuita do comércio agrícola mundial
O Insper e a Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP) lançaram nesta quinta-feira (16) o sistema Global Agri Trade Data (Gat), uma ferramenta disponibilizada gratuitamente para oferecer dados sobre até 76 agrupamentos de produtos que constituem as principais cadeias produtivas do agronegócio brasileiro e mundial. Entre elas, estão grãos, carnes, açúcar, têxteis e outros produtos agrícolas processados. O sistema, com esta diversidade de dados, facilidade de obtenção e disponível de forma gratuita, é único no país.
O Gat será lançado no Insper, em São Paulo, durante uma programação que terá início às 18 horas e que vai envolver também, entre outras ações, o lançamento da versão impressa do livro “O Brasil no Agro Global: reflexões sobre a inserção do agronegócio brasileiro nas principais macrorregiões do planeta”. O evento presencial foi transmitido do Insper no Youtube, clique aqui para assistir.
A ferramenta foi desenvolvida estrategicamente para atender estudantes e profissionais que atuam com comércio exterior, processos de importação e exportação de produtos do agronegócio entre diferentes países, que precisam acompanhar tendências globais de comércio, e realizar análises de mercado para tomada de decisão que podem impactar diretamente na comercialização de um produto de um país.
O objetivo é fornecer ao usuário análises já prontas do comércio internacional agrícola, através de gráficos, e taxas de crescimento, considerando uma ampla gama de dimensões possíveis. Para isso, vai utilizar informações as mais atualizadas possíveis e disponibilizadas por fonte oficiais, como o banco de dados Comtrade da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex-Brasil), órgão do Ministério da Economia.
Além disso, vai contar com um trabalho de estimativa para informações ausentes neste banco, trazendo um conjunto de dados o mais completo possível nesta área. O sistema permite que a visualização das informações para análise seja ajustada de acordo com o interesse do usuário.
“Por isso, os dados são trabalhados e dispostos de maneira a possibilitar uma rápida interpretação e análise pelo usuário. A importância de se ter uma análise do comércio agrícola em âmbito mundial, e não apenas do Brasil, decorre da possibilidade de identificação de concorrentes e mercados potenciais para o país, possibilitando análises de inserção estratégica do Brasil nos mercados globais”, explicam a economista da Embrapa Instrumentação, Cinthia Cabral da Costa, e o coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank.
Uma das responsáveis pelo desenvolvimento do Gat, a pesquisadora lembra que entre 2000 e 2020 o comércio internacional de produtos do agronegócio passou de 357 para 1.258 bilhões de dólares. “Portanto, a compreensão detalhada dos valores, origens e destinos de cada produto do setor é de extrema relevância para um país agroexportador como o Brasil”, acrescentam.
Plataforma versátil
O Gat poderá ser acessado a partir do dia 16, após o lançamento, clicando aqui. O portal permite avaliações a partir do ano de 2000 e oferece cinco dimensões de dados, em âmbito mundial (World Agri Trade); por regiões ou países (Agri Trade By Main Region); por produto (agri Trade by Product) e índices de comércio (Agri Trade Indexes). Além disto, há o sistema Gat Brazil, onde dados ainda mais detalhados e atualizados do país são disponibilizados. Por se tratar de dados mundiais e que, portanto, podem ser úteis também para o público de todos os demais países que queiram analisar o comércio internacional e posicionar sua condição dentro do cenário, o Gat foi desenvolvido apenas na versão em inglês. No entanto, para facilitar a busca de dados, a plataforma disponibiliza um passo a passo, que permite aos usuários a navegação de forma rápida e precisa.
Parceria
O desenvolvimento do sistema Gat é uma ação contemplada no contrato de cooperação técnica assinado em 2020 entre a Embrapa Instrumentação e o Insper. O objetivo é realizar a prospecção e impactos da inovação visando o comércio e a expansão do agronegócio brasileiro no exterior. (Embrapa)
Ações previstas para 2022 pautam reunião entre secretária Silvana e regionais da Emater
Titular da SEAPDR solicitou à instituição estimativa de perdas no campo, decorrentes do novo período de falta de chuva no Estado
A secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), Silvana Covatti, esteve nesta quarta-feira (15/12) em uma reunião com a diretoria e gerentes regionais da vinculada Emater/RS-Ascar, na sede da instituição, em Porto Alegre. No encontro, foram tratadas algumas das ações que pautarão os trabalhos em 2022, entre elas, a execução do Avançar na Agropecuária e no Desenvolvimento Rural, lançado pelo governo do Estado no último dia 2. Na oportunidade, a secretária solicitou que a Emater faça uma estimativa de perdas no campo, decorrentes deste novo período de falta de chuvas, para que a SEAPDR tenha mais clareza sobre o tamanho do problema e possa estudar possíveis encaminhamentos.
Sobre o Avançar, a secretária explicou que, neste momento, a SEAPDR trabalha internamente para deixar tudo encaminhado para o início dos processos licitatórios em 2022, referindo-se principalmente à execução das 6 mil microaçudes e 750 poços artesianos previstos. Também destacou que a Emater será muito importante no apoio aos pequenos agricultores interessados em projetos para captação dos financiamentos, os quais serão operacionalizados via Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper). Entre outros, o Avançar liberará R$ 5 milhões em financiamentos para agroindústrias e outros R$ 19 milhões que podem ser acessados por agricultores e pecuaristas familiares, camponeses, assentados, pescadores artesanais, aquicultores, quilombolas e indígenas.
Na reunião, Silvana também se disse preocupada com os relatos dos produtores do Interior sobre a falta de chuva, que já tem impactado a produtividade do milho e retardado o plantio da soja em algumas regiões. Desta forma, pediu à Emater um levantamento da situação para que a SEAPDR possa avaliar a necessidade de um plano de ações para auxiliar os produtores. Segundo boletim do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), a probabilidade de o fenômeno La Niña permanecer no Rio Grande do Sul até o final do verão 2022 está acima dos 80%.
A secretária agradeceu ainda os funcionários da Emater pela dedicação à assistência técnica e extensão rural junto aos agricultores familiares do Estado. “Temos que valorizar este capital humano pelo excelente trabalho desempenhado nas nossas comunidades rurais”, ressaltou Silvana. Afirmou que o Governo do Estado tem dado atenção especial às vinculadas da Secretaria da Agricultura, como Irga e Emater. Lembrou que, de 2019 para cá, a SEAPDR estudou e tornou viável uma reestruturação da Emater, a qual permitiu o equilíbrio financeiro da instituição. Ao mesmo tempo, houve a conquista da renovação do certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social até 2023 pela Emater, junto ao governo federal, e foi criado um novo modelo de convênio com o Estado, o que trouxe mais segurança para a continuidade dos trabalhos. “Estas questões ajudaram a trazer mais tranquilidade aos servidores”, acrescentou Silvana. (SEAPDR)
Jogo Rápido
Porto Alegre, 16 de dezembro de 2021 Ano 15 - N° 3.563
CCJ aprova projeto que substitui fiscalização agropecuária por autocontrole dos produtores
Autocontrole - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei do Poder Executivo que substitui a fiscalização agropecuária por programas de autocontrole por produtores rurais e indústria e incentivo a modelos de fiscalização on-line a partir do compartilhamento de processos. O projeto tramita em caráter conclusivo e poderá seguir ao Senado, a menos que haja recurso para a votação pelo Plenário da Câmara.
O projeto também altera regras de controle sanitário e o valor das multas aplicadas por infrações.
O Projeto de Lei 1293/21 foi aprovado na forma do substitutivo da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, conforme parecer do relator, deputado Pedro Lupion (DEM-PR). O projeto tramita em caráter conclusivo e poderá seguir ao Senado, a menos que haja recurso para a votação pelo Plenário da Câmara.
O texto aprovado incorpora mais de 20 emendas à proposta do governo. A principal inovação é a criação do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteira), que atua no combate e repressão à pirataria e à falsificação de produtos agrícolas contrabandeados de outros países e para impedir a entrada de doenças e pragas ou outras substâncias danosas à agropecuária nacional.
O novo texto padronizou os ritos dos processos administrativos da defesa agropecuária, mantendo assegurados o contraditório e a ampla defesa.
Agrotóxicos
O substitutivo permite ainda concessão automática de registro para produtos agropecuários que possuam parâmetros ou padrões normatizados. A regra não vale para defensivos agrícolas ou agrotóxicos, regulados por legislação específica.
Conforme a proposta aprovada, os agentes privados regulados pela defesa agropecuária desenvolverão programas de autocontrole com o objetivo de garantir a inocuidade, a identidade, a qualidade e a segurança dos seus produtos. O programa não é obrigatório para agentes da produção primária agropecuária, como os produtores rurais, mas eles poderão aderir voluntariamente a programas de autocontrole por meio de protocolo privado de produção.
O substitutivo deixa a definição dos programas de autocontrole sob responsabilidade do setor produtivo, com orientação do Ministério da Agricultura. O texto original dá essa atribuição ao ministério, ouvido o setor privado.
Caberá à fiscalização agropecuária verificar o cumprimento do descrito no programa de autocontrole da empresa, que será definido pelo estabelecimento privado e deve atender, no mínimo, aos requisitos definidos em legislação.
Os programas conterão registros sistematizados e auditáveis de todo o processo produtivo, desde a recepção da matéria-prima até o produto final. Deverão conter ainda medidas para recolhimento de lotes em desconformidade com o padrão legal e os procedimentos de autocorreção.
Segundo o Executivo, o projeto tem o objetivo de conferir maior suporte à fiscalização agropecuária, a partir da obrigatoriedade de adoção de programas de autocontrole pelos próprios agentes regulados, e a implantação do programa de incentivo à conformidade em defesa agropecuária.
Omissão do Estado
Parlamentares de oposição votaram contra a proposta. Para o deputado Patrus Ananias (PT-MG) o projeto estabelece uma omissão estatal. “Esse projeto faz com que os produtores rurais, e aqui nós estamos falando sobretudo do agronegócio, da grande produção rural, se tornem seus próprios fiscais. Eles passam a controlar suas próprias atividades, com a total ausência, com a total omissão do Estado. É um projeto que coloca o setor privado acima do Estado”, afirmou.
Já para o deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM), a proposta é inteligente e reduz a burocracia. “O nosso agronegócio é pujante e nós temos um país de dimensões continentais. Achar que só os agentes públicos vão conseguir dar conta dessa dimensão do nosso país é querer ficar no atraso. O projeto é muito inteligente, traz a iniciativa privada, para participar dessa fiscalização, dá multas pesadas para quem não cumprir [as regras], reduz burocracia”, argumentou. (Agência Senado)
Publicada Portaria com novas condições para implementação do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF)
Agricultura Familiar - OMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta quarta-feira (15) a Portaria nº 264, com alterações à Portaria nº 242/2021, que estabelece as condições e os procedimentos gerais para inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).
De acordo com o ato normativo, a emissão de Declaração de Aptidão ao PRONAF (DAP) permanecerá até 30 de junho de 2022. Nesse período, a implementação do CAF será gradativa e regionalizada, de forma a garantir que não ocorra a interrupção do acesso dos agricultores familiares às políticas públicas do Governo Federal.
“A transição ocorrerá progressivamente e de acordo com a estruturação da Rede CAF em cada estado. Para isso, em um primeiro momento ocorrerá a coexistência da emissão da DAP e do registro de inscrição no CAF. Os agricultores familiares que possuem DAP Ativa podem ficar tranquilos, pois continuarão tendo acesso às linhas de crédito do PRONAF e outras ações do Ministério”, ressalta o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do MAPA, Márcio Cândido.
Nos próximos seis meses, os agentes cadastradores do CAF serão capacitados e receberão um certificado para operacionalizar o novo sistema e emitir o Registro de Inscrição no CAF (RICAF).
As alterações realizadas por meio da Portaria atendem demandas apresentadas à Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do MAPA por gestores de políticas públicas, preocupados com uma possível redução do acesso de seus beneficiários, e por representantes de entidades que estão pleiteando o ingresso na Rede CAF.
Instituído pelo Decreto nº 9.064, de 2017, o CAF substituirá a DAP de forma gradativa e será a principal ferramenta do agricultor familiar para o acesso às ações, programas e políticas públicas voltadas para geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar.
Informações sobre o CAF podem ser solicitadas à Coordenação de Gestão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar do MAPA pelo e-mail caf@agricultura.gov.br ou pelos telefones (61) 3276-4540 e 3276-4533. (MAPA)
Jogo Rápido
Porto Alegre, 15 de dezembro de 2021 Ano 15 - N° 3.562
Inteligência artificial fornece diagnóstico e tratamento para mastite
"A Alexa nunca ordenhou uma vaca. Então, a gente precisa da Rúmi". Em tom de brincadeira (mas nem tanto), Marcelo Lima, sócio da SK Tarpon responsável pela 10b — a gestora que lidera os investimentos em agro — ilustra as ambições da Rúmina, um ecossistema para pecuária recém-criado, abrigando sob um mesmo guarda-chuva as diversas soluções que vinham recebendo aportes do fundo nos últimos anos.
Aproveitando a união das investidas da 10b dedicadas à pecuária, a Rúmina nasceu com uma base de dados parruda, com informações de 7 mil fazendas e um rebanho leiteiro de 1,3 milhões de vacas, o que já permitiu a criação da Rúmi, uma inteligência artificial que ajuda a estimar as chances de cura de um animal com mastite, avalia o risco para concessão de crédito a pecuaristas e gera insights para melhorar a produtividade na fazenda.
As soluções reunidas na Rúmina devem fazer uma receita recorrente (ARR, a sigla mais usada no mercado) de R$ 30 milhões em 2022, mas a aposta na tese está só no começo. "Temos duas conversas avançadas para aquisições, uma para anunciar já começo do ano e outra durante o primeiro semestre", diz Lima. Até aqui, a 10b construiu o ecossistema praticamente, sozinha — com os recursos dos investidores do veículo da gestora —, mas a atração de outro fundo como sócio é uma possibilidade.
A construção da Rúmina começou há dois anos, quando a 10b fechou a aquisição da OnFarm, uma startup que desenvolveu um sistema de diagnóstico rápido de mastite, doença que mais gera perdas ao rebanho, desperdiçando leite e gastando com antibióticos sem necessidade.
Fundada por Laerte Cassoli — um agrônomo criado em uma fazenda no interior que fez carreira no maior laboratório de análise de leite do país, até sair para empreender —, a OnFarm oferece um hardware por assinatura aos produtores. A partir desse equipamento, uma espécie de mini laboratório dentro da fazenda, o leite é aplicado em um meio de cultura. Após 24 horas, a cor indicará se é preciso tratar a vaca com antibiótico e descartar o leite.
"Muitas vezes, a própria vaca já combateu a bactéria e você nem precisa aplicar antibiótico", explica Lima. Apenas neste ano, a tecnologia da OnFarm evitou o uso de quase 230 mil doses de antibióticos e o descarte de 7 milhões de litros de leite, o que se traduziu em uma economia de R$ 17 milhões. Grandes laticínios — Piracanjuba, Danone, Lactalis, Vigor e Verde Campo (da Coca-Cola) — subsidiam o uso da solução para a rede de fornecedores de leite.
Com o desenvolvimento da Rúmi, a plataforma criou uma nova camada para a solução da OnFarm. Se antes a decisão do que fazer com o diagnóstico da mastite ficava na fazenda, agora basta o envio de uma foto com o resultado para que a inteligência artificial ofereça uma sugestão de tratamento — quando necessário. "A análise da imagem digital tem uma precisão de 97,8%, que é maior que a do olho humano", disse o sócio da SK Tarpon.
O ecossistema da Rúmina também inclui o Ideagri, um software de gestão especializado em fazendas de leite comprado pela 10b em 2020. Das 100 maiores produtoras de leite do país, 80 pagam a assinatura do produto, que funciona no modelo de Software as a Service (SaaS). Recentemente, a Rúmina também criou a Bovitech, um spin-off da Ideagri voltado para fazendas de gado de corte.
Os investimentos da 10b na Rúmina também incluem IOT. Gestada da Universidade Federal de Viçosa, uma referência em agronomia, a Volutech também passou a fazer parte do ecossistema recentemente. A startup criou um sensor que monitora, em tempo real, a qualidade do leite nos tanques das fazendas.
"Antes, o laticínio só checava o volume e a temperatura do leite no momento da coleta, mas não sabia o que tinha acontecido antes", diz Pedro Peixoto, sócio da 10b responsável pelo investimento na Rúmina. O próximo passo da tecnologia é instalar sensores nos caminhões dos laticínios, acompanhando todo o ciclo logístico desde a matéria-prima até o processamento.
Com a base de dados, a Rúmina criou uma fintech — a RúmiCash. A ideia é financiar os produtores, seja antecipando os recebíveis de leite ou fazendo empréstimos de curto prazo. Por enquanto, o funding ainda vem de parceiros, mas a startup já se estrutura para levantar recursos, eventualmente captados por FIDC. Atualmente, a carteira de crédito da RúmiCash soma R$ 1 milhão.
"O diferencial da fintech é que ela nasceu dentro do nosso ecossistema. Temos um score de crédito proprietário, com uma metodologia que aprova o crédito em dez minutos", disse Peixoto. Com um universo de 300 mil clientes potenciais, a Rúmina vislumbra um negócio bastante rentável.
Na 10b — nome em alusão à população de 10 bilhões de pessoas que precisará ser alimentada no mundo em 2050 —, a Rúmina é a maior aposta em pecuária. Em agricultura, a gestora é a maior acionista da Kepler Weber, com uma participação avaliada em R$ 250 milhões, e também investe na Agrivalle, de bioinsumos, e na Seedz, um programa de fidelidade. (As informações são do Valor Econômico)
Kantar traz 3 possíveis projeções para o consumo domiciliar
Com base na taxa de contágios de covid-19 e nos diferentes estágios da pandemia, a Kantar criou três cenários para o mercado de bens de consumo massivo: um otimista, um de estabilidade e outro pessimista.
No primeiro e mais otimista cenário, ocorre uma redução em 5,8% ao mês nos novos casos e, portanto, faria com que as vendas dos produtos do setor para consumo dentro de casa retraíssem 2,5% em valor, já que teriam mais pessoas nas ruas. Já o segundo, prevê estabilidade tanto nos números de contaminações quanto no valor, que causaria um aumento de apenas 1,6%, porém com tendência de aumento do gasto médio por viagem e da frequência de ida aos pontos de venda. Por fim, em um cenário pessimista — com 24% de aumento nos novos registros e retorno ao pico da pandemia —, o consumo domiciliar subiria 3,9% em valor, tanto com maior tíquete médio quanto com maior frequência de consumo dentro de casa.
Atualmente, os brasileiros já estão retornando às compras presenciais, porém a frequência ainda é uma barreira para a recuperação dos padrões pré-pandemia. O retorno está negativado em 4,6%, comparando o terceiro trimestre de 2021 com o do ano anterior.
Nesse contexto, caso tenhamos um novo cenário de restrições, o consumo fora do lar certamente será afetado negativamente. No 2º trimestre de 2020, pico do isolamento social, por exemplo, o consumo Out Of Home retraiu 17% em comparação ao período pré-pandemia. Nesse cenário, o varejo moderno e o atacarejo seriam os modelos mais beneficiados por conta das compras de vizinhança e da estocagem de alimentos.
Para traçar as melhores estratégias, as marcas precisarão levar em consideração os desempenhos da nova variante ômicron e da eficácia da vacinação com relação a ela, além da possibilidade de novas restrições à mobilidade, que geram sempre mudanças no comportamento dos compradores. A recuperação do consumo fora do lar vai depender deste e de outros fatores, como desemprego, renda e auxílio emergencial. (Super Varejo)
Estratégia nutricional é essencial para produzir mais na pecuária leiteira, diz zootecnista
Segundo a zootecnista, doutora em Nutrição de Ruminantes pela Universidade Estadual de São Paulo, Vanessa Carvalho, que é gerente técnica de bovinos da Phibro Saúde Animal, é possível reduzir os custos com a alimentação do rebanho sem perder o valor nutricional.
A atividade leiteira conta com muitos desafios e incertezas, que vão da sazonalidade da produção a questionamentos sobre como o mercado vai se comportar. Em 2021, o que mais preocupou os produtores de leite foi o custo de produção. Segundo a zootecnista, doutora em Nutrição de Ruminantes pela Universidade Estadual de São Paulo, Vanessa Carvalho, que é gerente técnica de bovinos da Phibro Saúde Animal, é possível reduzir os custos com a alimentação do rebanho sem perder o valor nutricional.
No entanto, diz Carvalho, a decisão deve ser tomada com cautela, já que a retirada desses nutrientes da dieta pode causar a redução na produção de leite por vaca. Segundo a gerente técnica, quando a estratégia é aliada ao conhecimento e às tecnologias disponíveis no mercado e que foram desenvolvidas exclusivamente para a correta alimentação dos animais, o produtor pode enxergar um bom caminho à frente. De acordo com Vanessa Carvalho, é necessário avaliar os diferentes indicadores associados à lucratividade e não somente focar na diminuição dos custos de produção. Dentre os diferentes indicadores determinantes para a rentabilidade do negócio, a produção de leite por vaca faz a diferença.
Afinal, a maior produção proporciona mais renda x o custo da alimentação, mesmo quando os preços do leite são baixos e os custos dos insumos estão elevados. Assim, é importante buscar a maior produção de leite para que ocorra a diluição dos custos e a lucratividade se mantenha ou até mesmo aumente. (Canal Rural)
Jogo Rápido
Forte alta nos EUA de preços ao produtor
Os preços ao produtor nos EUA registraram um aumento anual recorde de quase 10% em novembro, alta que sustentará um fluxo de pressões inflacionárias em 2022. O índice de preços ao produtor subiu 9,6% ao ano em novembro, e 0,8% em relação a outubro, segundo informou ontem o Departamento de Trabalho. Ambos os avanços superaram as expectativas. A medida núcleo, que exclui os preços de alimentos e energia, subiu 0,7% no mês, trazendo a alta anual para o recorde de 7,7%. “Esta é uma prova do fato de que a inflação continua aumentando”, disse Stephen Stanley, economista-chefe da Amherst Pierpont. A persistente alta dos preços é atribuída, principalmente, aos gargalos nas cadeias de suprimentos globais, em meio à forte demanda de consumo. (Valor Econômico)
Porto Alegre, 14 de dezembro de 2021 Ano 15 - N° 3.561
Jogo Rápido
Porto Alegre, 13 de dezembro de 2021 Ano 15 - N° 3.560
Saem vencedores do 7º Prêmio Sindilat de Jornalismo
Os resultados do 7º Prêmio Sindilat de Jornalismo foram divulgados na manhã desta segunda-feira (13/12) de forma totalmente online pelo Facebook do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). Repórteres da Cotrijal, do Vale Agrícola e do Correio do Povo se destacaram na premiação, assim como profissionais do Portal Novo Rural, da Zero Hora, do Jornal do Comércio e do Canal Rural (confira a lista abaixo).
O primeiro lugar na categoria Online foi para Fernando Oliveira Teixeira, do Agrocast Cotrijal, de Não-Me-Toque/RS, com o trabalho “Dia Mundial do Leite: produção envolve amor e dedicação”. Na categoria Eletrônico, Elizângela Maliszewski, do Vale Agrícola, de Canoas/RS, liderou a premiação com o trabalho “Produção do Leite tipo A”. Já no Impresso, categoria mais disputada da edição contando com participantes de diversos estados do Brasil, a jornalista Nereida Vergara, do Correio do Povo, de Porto Alegre/RS, levou o primeiro lugar com o trabalho “Pequenos penalizados”.
Neste ano, a Comissão Julgadora foi formada pelos jornalistas Antônio Goulart (ARI), Pedro Dreher (Sindicato dos Jornalistas do RS), Gerson Raugust (Farsul), Eduardo Oliveira (Fetag), além das representantes do Sindilat Julia Bastiani e Jéssica Aguirres. De acordo com Goulart, desde que participa da Comissão Julgadora, a qualidade dos trabalhos melhora a cada ano. “Eu notei que a cada ano melhora a qualidade dos trabalhos. Isso é inegável”, ressaltou.
O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, complementou Goulart salientando o alto nível dos trabalhos inscritos. “As matérias estão cada vez melhores. Para nós que representamos o setor lácteo e que estamos em um momento um pouco complicado, a questão do diálogo e a cobertura da mídia é fundamental”, relatou.
Conheça os vencedores:
Online:
Em 1º lugar: Fernando Oliveira Teixeira, do Agrocast Cotrijal (Não-Me-Toque/RS)
com o trabalho “Dia Mundial do Leite: produção envolve amor e dedicação”
Em 2º lugar: Gracieli Verde, do Portal Novo Rural, com o trabalho “Parceiros do Leite - Episódio 4”
Em 3º lugar: Fábio Schaffner, de Zero Hora (Porto Alegre/RS) com o trabalho “Animais doentes e transmissão contida a tiros: a história do vírus que prejudicou a pecuária gaúcha e só agora será vencido”
Eletrônico:
Em 1º lugar: Elizângela Maliszewski, do Vale Agrícola (Canoas/RS) com o trabalho “Produção do Leite tipo A”
Em 2º lugar: Antonio Petriccione, Canal Rural (São Paulo/SP), com o trabalho “O futuro do leite no Brasil”
Em 3º lugar: Elizângela Maliszewski do Vale Agrícola (Canoas/RS) com o trabalho “Agricultor cadeirante quadruplica produção de leite”
Impresso:
Em 1º lugar: Nereida Vergara, Correio do Povo (Porto Alegre/RS) com o trabalho “Pequenos penalizados ”
Em 2º lugar: Rafael Vigna, Jornal do Comércio (Porto Alegre/RS) com o trabalho “Cadeia do Leite sofre pressão dacrise provocada pela pandemia”
Em 3º lugar: Nereida Vergara, Correio do Povo (Porto Alegre/RS) com o trabalho “Mais pasto contra o Custo”
Assessoria de imprensa Sindilat/RS
Produtor de milho contabiliza perdas
Assolada pela estiagem prolongada, a safra gaúcha de milho será marcada por quebra pelo terceiro ano consecutivo. Na região Noroeste do Estado, a Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho-RS) estima perdas de 40% da produção. No restante do Estado, os prejuízos nas lavouras afetadas variam de 30% a 70%, segundo o presidente da entidade, Ricardo Meneghetti. A colheita inicialmente projetada para o Estado era de 6 milhões de toneladas do cereal.
A falta de chuva não poupou nem as áreas irrigadas. “Agricultores estão intercalando a irrigação entre uma lavoura e outra, racionando a água”, relata Meneghetti. “Fizemos todo um trabalho dentro do Programa Pró-Milho, que é para incentivar a produção, mas estamos tendo dificuldades com o clima”, destaca. Segundo Meneghetti, a tendência é que, à medida que as prefeituras decretarem estado de emergência devido à estiagem, os agricultores comecem a apresentar pedidos de indenização ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).
Maior produtor de milho do Estado, o município de Palmeira das Missões registra perdas
de 50% a 60% nas áreas não irrigadas, diz o presidente do sindicato rural, Hamilton Jardim. Segundo ele, a situação é mais dramática nas lavouras semeadas no cedo, que sofreram com a falta de chuva na fase de floração. Nestas, a crise hídrica comprometeu 80% da produção. “Se não houver chuva nos próximos dias, as lavouras de sequeiro serão totalmente inviabilizadas”, alerta Jardim.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Não-Me-Toque, Maiquel Junges, diz que em muitos municípios 90% das lavouras estão perdidas. Ibirubá, Selbach, Quinze
de Novembro, Alto Alegre, Boa Vista do Incra e Fortaleza dos Valos, por exemplo, estão há 60 dias sem chuva, segundo ele.
A falta de chuva também atrasou a semeadura da soja na região, que só foi feita em 10% da área de cultivo prevista. A preocupação dos produtores é que o período de plantio indicado no zoneamento agrícola para a soja se encerra em 31 de dezembro. “Estamos pedindo ao governo federal para rever o prazo, para que, se o plantio não for feito até lá, o produtor possa ter cobertura de seguro e Proagro”, explica Junges. (Correio do Povo)
Índia: produção de leite segue crescendo e exportação pode ser necessária no futuro
Prevê-se que a população da Índia cresça em 272 milhões de pessoas até 2050. No entanto, não está claro se o setor lácteo do país produzirá o suficiente para atender à sua crescente demanda por leite e produtos lácteos, ou se a produção irá exceder as necessidades domésticas.
De acordo com um relatório das Nações Unidas de 2019, a Índia pode suplantar a China como o país mais populoso do mundo até 2027 e permanecer nesta posição até o final do século. Em 2019, a economia da Índia ultrapassou a do Reino Unido e da França como a quinta maior do mundo, com PIB de US$ 2,94 trilhões.
“Depois de experimentar um crescimento sustentado nos últimos anos, a Índia está pronta para consolidar sua posição como o maior produtor e consumidor de leite do mundo”, disse Monica Ganley, analista do Daily Dairy Report e diretora da Quarterra, uma empresa de consultoria agrícola em Buenos Aries.
De acordo com um relatório recente do USDA Global Agricultural Information Network, a produção de leite da Índia deve crescer 2,2% em 2021, atingindo um total de 199 milhões de toneladas. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) espera que a produção cresça 2,3% no próximo ano. Na próxima década, o USDA projeta que a produção de leite na Índia aumentará mais 130 milhões de toneladas.
Embora a maior parte da produção de leite do país seja proveniente de búfalos, a participação do leite de vaca tem aumentado, observou Ganley. Em 2021, ela disse que o leite de vaca representará 48,2% da produção total de leite do país.
“As pequenas fazendas leiteiras do país geralmente preferem ordenhar búfalas porque seu leite é mais gorduroso e elas geralmente resistem ao clima melhor do que as vacas Holandesas e outras vacas leiteiras tradicionais”, observou Ganley. “Além disso, as búfalas podem ser abatidas, proporcionando uma fonte de receita adicional para os produtores indianos, enquanto o abate de vacas leiteiras é proibido na maior parte da Índia por motivos religiosos.”
Quase todo o leite produzido na Índia é consumido internamente, com apenas volumes nominais do produto enviados aos mercados de exportação, disse Ganley. Um pouco mais da metade da produção é formalmente processada, enquanto os 48% restantes são consumidos na fazenda ou vendidos por meio de canais informais.
Produtos lácteos, particularmente iogurte, queijos e ghee, são considerados alimentos básicos na Índia, onde um grande número de vegetarianos depende dos laticínios como fonte de proteína em suas dietas, disse Ganley.
A população crescente da Índia e o grande número de consumidores mais jovens do país, que tendem a favorecer os produtos lácteos, são um bom presságio para o futuro do consumo de lácteos. No entanto, com a expectativa de crescimento da produção de leite, é incerto se o crescimento da produção ficará aquém ou excederá a demanda crescente.
“O consumo de lácteos per capita da Índia de 0,4 quilos por dia e já se acredita que exceda a média mundial em 33%. Assim, se a produção de leite aumentar significativamente nos próximos anos e o crescimento da demanda não acompanhar, a Índia pode, em breve, estar olhando para o mercado global para descarregar o excesso de produção”, disse Ganley. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
Jogo Rápido
Consumo nos Lares Brasileiros cresce 4,95% em outubro, aponta ABRAS
Apesar do índice ter apresentado desaceleração de 0,24% na relação entre outubro de 2020 e 2021, o consumo manteve sua trajetória positiva nos dez primeiros meses do ano e acumulou alta de 3,14%, segundo monitoramento mensal realizado pela entidade.De acordo com a associação, a alta do custo da energia elétrica e dos combustíveis impactaram o resultado até outubro. “O IPCA acumulando alta de 10,67%, e o IPCA alimentos subindo 11,71% afetaram o consumo das famílias brasileiras, que com menor poder aquisitivo, selecionam itens para colocarem em seus carrinhos”, avaliou Marcio Milan, vice-presidente da ABRAS e que apresentou o índice em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9). “O setor já está se preparando para as datas de grande consumo, como Natal e Ano Novo, ofertando produtos e realizando promoções, que caibam no bolso de todos brasileiros”, disse. Durante a coletiva, Milan apresentou também o índice Abrasmercado, composto por uma cesta de 35 produtos de largo consumo, como alimentos (incluindo cerveja e refrigerante), higiene, beleza e limpeza doméstica. No mês de outubro, o gasto com produtos da cesta manteve a tendência de alta e fechou em R$ 700,04, aumento de 2,20% em relação a setembro (R$ 684,99). No comparativo com outubro do ano passado, a cesta ficou mais cara em 17,27%. Cuiabá (MT) apresentou a cesta mais barata do país (R$ 540,07), e a Grande Porto Alegre (RS), a mais alta, no valor de R$ 795,45. Os grandes vilões da alta do preço, na comparação entre setembro e outubro deste ano, foram o tomate (+28,77%) e a batata (+24,05%), que registraram aumento significativamente maior que os produtos que vêm em seguida, como o frango congelado (+ 6,33%), o café torrado e moído (+ 6,11%) e o açúcar (+ 4,79%). A cebola, o feijão e o extrato de tomate tiveram as maiores baixas com queda de 5,17%, 2,27% e 1,95%, respectivamente. A ABRAS se mantém otimista sobre o consumo no Natal e Ano Novo e já anuncia novas contratações. “Estamos prontos para receber os clientes nas mais de 91 mil lojas do setor e através do e-commerce”, disse Milan que prevê 30 mil admissões de funcionários temporários no período. “Os postos mais ocupados por estes trabalhadores serão : operadores de caixa, repositores e empacotadores”, afirmou Milan. (Newtrade)
Porto Alegre, 10 de dezembro de 2021 Ano 15 - N° 3.559
Jogo Rápido