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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  09 de junho de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.482


IBGE: produção de leite cresce 1,8% no 1T em relação a 2020

O IBGE divulgou nesta terça-feira, 08/06, os dados finais da Pesquisa Trimestral do Leite, referentes à captação no primeiro trimestre de 2021. A prévia, divulgada em maio, apontava uma queda de 3,3% em relação ao quarto trimestre de 2020, mas um aumento de 1,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Com os dados já consolidados, observamos uma queda de 3,5% em relação ao último trimestre de 2020, e um aumento de 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2020. O Gráfico 1 mostra a relação da variação de cada trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Gráfico 1. Captação - Variação em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.



Fonte: elaborado pelo MilkPoint Mercado baseado em dados do IBGE.

A aquisição de leite cru resfriado no 1°T de 2021 foi de 6,5 bilhões de litros. Se comparada ao que foi observado no 1°T de 2020, temos um acréscimo de 114,6 milhões de litros, que podem ser atribuídos ao aumento da aquisição no Rio Grande do Sul, que cresceu 6% (+52 milhões de litros), Santa Catarina com crescimento de 5% (+38,35 milhões de litros), Paraná crescendo 3% (+32,10 milhões de litros) e Goiás com crescimento de 4% (+28,14 milhões de litros).

Comparativamente, estados como São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais tiveram uma queda de aproximadamente 62,9 milhões de litros, sendo que São Paulo captou 3% a menos, Minas Gerais 6% a menos e Mato Grosso captou 10% a menos do que em 2020.
Em uma análise por cada região, tivemos Sul e Sudeste se destacando com as maiores captações, apresentando 2.62 bilhões de litros no Sudeste e 2,57 bilhões de litros no Sul. Mesmo com as quedas apresentadas anteriormente, Minas continua sendo responsável pela produção de 25,3% do leite brasileiro.

Uma variável que nos ajudaria a entender este aumento da captação no primeiro trimestre de 2021 frente ao primeiro trimestre de 2020 é a rentabilidade ao produtor, aferida pelo RMCR. No final de 2020, esta se mostrou 19% mais elevada do que o que era apresentado no início do ano, alavancando a produção leiteira (há uma defasagem entre a elevação da RMCR e seu efeito na captação/produção). Este cenário mudou drasticamente no início de 2021, conforme nos mostra o gráfico 2.

Gráfico 2.  RMCR (R$/vaca/dia) - ano x ano - deflacionado.



Fonte: elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados do DERAL/SEAB/PR e do Cepea – deflacionados pelo IGP-DI.

No primeiro trimestre de 2021, tivemos a influência dos altos preços dos grãos como ponto determinante nos valores observados no Gráfico 2. Com isso, temos o início de 2021 com o RMCR 15% mais baixo comparado ao do final de 2020. O efeito desta queda no RCMR deve ser verificado na produção do 2º tri de 2021. (Milkpoint)


Balança comercial: exportações caem e importações sobem em maio/21

Segundo dados divulgados nessa segunda-feira (07/06) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o saldo da balança comercial de lácteos foi de -41 milhões de litros em equivalente leite no mês de maio, uma queda de 58% quando comparada a abri/21. Quando olhamos para o mesmo período do ano passado, este valor foi 6% ‘menos negativo’. Confira a evolução no saldo da balança comercial láctea no gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos.



Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

No mês de maio observamos a instabilidade do dólar frente ao real e os preços internacionais do evento GDT ‘andando de lado’, ou seja, ainda se mantendo  acima dos US$ 4.000/ton. Considerando os resultados do último leilão (US$ 4.062/ton — leite em pó integral) e a média do dólar no mês de maio/21 (R$ 5,29) chegamos ao preço equivalente a um leite importado pago no Brasil de R$ 2,62.

Apesar do valor seguir acima do leite pago ao produtor em maio — fechado na média de R$ 2,03/litro (CEPEA/ESALQ) — o valor é inferior ao spot da primeira quinzena de junho (R$ 2,71 — média Brasil), o que volta nossa atenção a balança de importação e exportação de lácteos para o mês. Ou seja, com os preços internos superiores aos externos, temos uma mudança de cenário para o leite importado. 

As importações brasileiras de lácteos aumentaram 14% em maio em relação a abr/21, com 58 milhões de litros em equivalente leite internalizados. No acumulado do ano (jan/mai) de 2021 em relação a 2020, internalizamos 470 milhões de litros em equivalente leite, 47% acima do mesmo período de 2020.

Os leites em pó seguem sendo os derivados mais importados, representando 50% do total das importações brasileiras. Os queijos também tiveram destaque nas importações, representando 23% do total.  O leite modificado e o doce de leite foram os produtos que apresentaram maior aumento nas importações – um incremento de 1.492% e 509%, respectivamente.

Voltando aos valores do último leilão GDT e o valor médio do dólar no mês de maio, chegamos a um preço interno máximo de R$ 2,39/litro para que as exportações continuem competitivas. Ao compararmos esse valor com a média do preço spot no mesmo mês (R$ 2,40/litro), conclui-se que a venda do leite brasileiro no exterior está deixando de ser viável.

Este fator se comprovou a partir da desaceleração das exportações brasileiras de lácteos neste mês, com um decréscimo de 31% do volume exportado em relação ao mês passado. No total foram 17,4 milhões de litros em equivalente-leite exportados, que representaram um aumento de 210% em relação a mai/20. Já no acumulado do ano (jan/mai), no ano vigente foram exportados 68 milhões de litros em equivalente leite contra apenas 37 milhões de litros em equivalente leite no mesmo período de 2020.

O leite condensado (17%), o leite modificado (13%) e o leite UHT (12%) foram os produtos de maior relevância nas exportações. O leite em pó desnatado teve suas exportações aumentadas em 671% em relação a abr/21, totalizando 239 mil litros equivalentes em mai/21. Em compensação, as exportações do leite em pó integral caíram 42%, indo de 1.996.853 mil litros equivalentes em abr/21, para 1.148.225 mil litros equivalentes em mai/21.

Na tabela 2, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de maio desse ano.

Tabela 2. Balança comercial láctea em maio de 2021. 



Fonte: elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT.
 
Vale destacar que com o dólar se aproximando dos R$ 5,00 (R$ 5,03 — cotação 08/06/21), o valor do leite importado que chega no Brasil cai para R$ 2,38/litro e o preço interno máximo para que as exportações continuem viáveis vai para R$ 2,26. Assim, como a oferta de leite interna é, em algum grau, influenciada pelo mercado externo, devemos nos manter atentos para as próximas movimentações. (Milkpoint)






Conheça a CPR Verde: título promete dar renda ao produtor pela preservação ambiental

Na CPR Verde, o produto a ser negociado será a floresta e o carbono sequestrado por ela; confira as regras propostas

O Ministério da Economia deve lançar, por meio de um decreto, um novo tipo de cédula de produto rural: a CPR Verde. Esse título, que já é utilizado para financiar safras, passaria a também financiar áreas de preservação ambiental. De acordo com o ministério, essa nova possibilidade de pagamentos por serviços ambientais não excluiria do produtor rural a oportunidade de produzir alimentos na área ocupada por florestas.

Na CPR Verde, o produto a ser negociado será a floresta e o carbono sequestrado por ela, como explica o subsecretário de Política Agrícola e Negócios Ambientais do Ministério da Economia, Rogério Boueri. “Ao invés de você entregar soja, milho ou qualquer produto rural, você entregaria a floresta em pé. Então,a gente utilizaria esse instrumento que já é difundido na agropecuária brasileira para empresas que quiserem fazer compensação de carbono poderem comprar dos produtores rurais essas CPRs que serviriam para compensação voluntária do carbono e gerando uma renda extra para o produtor rural”, explicou.

A CPR Verde elaborada pelo governo não deve comercializar as áreas de preservação obrigatórias da propriedade rural, como Áreas de Preservação Permanente ou reservas legais. O título poderá servir de fonte de renda para espaços de florestas formados de maneira voluntária e o compromisso do vendedor está em manter essa floresta de pé, seja ela já consolidada ou ainda em formação.

E mesmo que a floresta seja comercializada, o espaço pode ser utilizado em outro momento, caso o proprietário desejar. “Você vende uma CPR Verde para plantar o caca em área desmatada, acaba financiando esse plantio e, quando o cacau tiver brotado, os frutos são seus. A CPR não compromete o produto, ela compromete somente a floresta estar em pé. Então, você não está fazendo uma CPR pro cacau e sim uma CPR prometendo que vai ter o cacaueiro. Então, você pode emendar os negócios e emendar os projetos de forma a sair uma opção bastante interessante com um financiamento relevante para você montar o projeto como um todo”, disse.

Para dar segurança ao negócio, órgãos do governo e o Banco Central debatem a criação de uma conta que receberá o crédito negociado pelo título. “A gente quer colocar parâmetros mínimos. Então, se o produtor rural encontrar uma contraparte que queira comprar dentro das condições que ele tem, ele vai poder fazer negócio. Então, vai ser um acordo entre as partes. O que nós queremos fazer no Conselho Monetário é o estabelecimento de uma conta vinculada para essa operação de forma que quem for comprar a CPR deposite o dinheiro e o produtor vá recebendo esse dinheiro aos poucos, à medida que fosse sendo comprovada a entrega do produto que, neste caso, é a floresta em pé. Então, daqui a um ano, se a floresta estiver em pé, ele saca uma parcela proporcional ao tamanho do contrato”, explicou Boueri.

Para o administrador especialista em financiamento ao agronegócio Jonatas Couri, o acordo livre entre as partes é positivo para a CPR Verde, mas é preciso definir protocolos de medição do sequestro de carbono. “Sem essas opiniões técnicas, sem esses protocolos disseminados, você teria uma certa dificuldade pra quem comprou em utilizar daquilo. Porque quem comprou vai querer fazer o offset de compensação dos créditos de carbono versus o que ele emite. Esta compensação vai precisar de pareceres técnicos. Então, uma coisa é o combinado de preços, na ausência de índices, entre as partes, mas, outra coisa são os pareceres técnicos, protocolos estabelecidos dizendo ‘eu sou proprietário de uma área de preservação permanente e nestas áreas é devido 10 toneladas [de sequestro de carbono] por ano’. Alguém tem que certificar aquilo. Não dá pra ser apenas um acordo bilateral”, contou.

Assim que a proposta da CPR Verde for fechada, ela será enviada para análise da Casa Civil e do presidente Jair Bolsonaro. Couri acredita que os títulos seriam ainda melhores se englobassem as áreas de preservação obrigatórias.

“Por que não nós enxergarmos o que já está aí? A oportunidade de calcular, quantificar o sequestro de carbono que essas áreas efetivamente proporcionam e, através deste sequestro de carbono, precificar uma commodity adicional para o produtor rural onde na sua safra de verão ele tem soja, na safra de inverno ele tem milho, mas ao longo ano com a preservação da sua Área de Preservação Permanente e reserva legal. Ele também sequestra um número ‘x’ de toneladas de carbono que hoje é considerado uma commodity e se torna uma fonte adicional de renda para a manutenção dessas áreas que são de benefício social, de benefício para sociedade”, concluiu. (Canal Rural)

Jogo Rápido  

Vigilância de fronteira e participação do produtor na pauta de evento sobre Febre Aftosa
Depois da certificação de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, pela OIE, o Rio Grande do Sul prossegue na agenda de divulgar ações e intensificar a vigilância agropecuária, para garantir a manutenção do status sanitário. Por isso, nesta quinta-feira (10), será realizado o II Fórum Estadual de Vigilância para a Febre Aftosa. O evento virtual começa às 14h, 
nos canais do Youtube e Facebook da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Os temas da programação foram escolhidos entre as principais dúvidas do setor produtivo sobre a nova condição que o Rio Grande do Sul alcançou. “Sempre soubemos que a retirada da vacinação significaria uma substituição de ações. Agora partimos para garantir o apoio do produtor na vigilância do seu rebanho e a notificação de qualquer suspeita”, afirma o presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS, Rogério Kerber, que também falará no evento. Os crimes transfronteiriços e a vigilância nas regiões de fronteira também estarão na pauta, com a palestra de especialistas da Brigada Militar, da Polícia Federal e da coordenação do Programa Sentinela. A responsabilidade do produtor será tema de palestra de representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e o papel do Fundesa na Emergência Sanitária será abordado pelo presidente Kerber. O evento contará com espaços para perguntas e respostas através do chat das redes sociais. (Fundesa)


 

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Porto Alegre,  08 de junho de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.481


Aliança Láctea Sul Brasileira: Programa que incentiva exportação de lácteos ganha força no Sul

Uma das grandes pautas do setor lácteo brasileiro, as exportações vão ganhar novo estímulo com o desenvolvimento do Peiex (Programa de Qualificação para Exportação) oferecido pela Apex-Brasil para que as empresas do setor iniciem a sua preparação para ingressar no mercado internacional com seus produtos. Em reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira na manhã desta terça-feira (8/06), o analista de qualificação e competitividade da Apex Brasil, Laudemir Müller, explicou que a iniciativa que busca despertar a ideia da exportação, qualificar e preparar as empresas para que elas possam olhar para o mercado internacional existe há mais de 10 anos e, no ano passado, foi criado um núcleo voltado exclusivamente ao setor lácteo. O encontro virtual contou com a participação de Alexandre Guerra, 1° vice-presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) e de Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat/RS.

De acordo com o dirigente, já foi lançado um edital para a Região Sul e, em Porto Alegre, a Unisinos ficará responsável pelo programa Peiex voltado ao setor. “A próxima fase será buscar equipe especializada em laticínios e, após, vem a parte do treinamento, o repasse de conteúdos e de análises de mercado para que possamos prestar esse atendimento que é totalmente gratuito”, destacou. Müller informou que a expectativa é atender individualmente a 25 laticínios que queiram ingressar no mercado internacional, pontuando que o tempo de atendimento prestado às empresas pode variar de 4 a 6 meses, dependendo do perfil do estabelecimento. Antes de lançar o edital para o Sul, a Apex consultou os três sindicatos que representam as indústrias lácteas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a fim de saber se havia público interessado na iniciativa. “Prontamente tivemos 20 empresas interessadas, o que nos encorajou a lançar o projeto”, afirmou.

Na mesma linha de incentivo à cultura exportadora na cadeia produtiva, a Comissão Nacional da Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mantém o programa Agro BR, que prioriza a internacionalização de pequenos e médios produtores. “Neste programa, o leite é um dos setores prioritários ao mesmo tempo em que se mostra desafiador do ponto de vista da mobilização para que os negócios aconteçam, apesar das inúmeras oportunidades existentes”, pontuou Camila Sande, coordenadora de Promoção Comercial da CNA. Segundo ela, são várias as iniciativas que rodam atualmente visando à exportação, no entanto, ela alerta que é preciso sistematizar os interessados em participar, visando foco no objetivo no mercado externo. Para municiar as entidades sobre o que o programa oferece, Camila pontuou ser importante que as entidades do setor se envolvam ainda mais nesta questão como forma de contribuir com o engajamento das empresas no programa. “Podemos oferecer a elas consultoria, seminários virtuais, treinamento, assistência técnica, capacitação voltada aos mercadores exportadores, rodadas virtuais de negócios, além de informar sobre as especificidades de cada mercado, modelos de entrega, escopo territorial, custos e outras informações que fazem parte de todo esse processo", elencou.

Na reunião desta terça-feira, a Aliança Láctea também abordou o cenário atual das importações de produtos lácteos, com informações trazidas por Fernando Pinheiro, analista econômico da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB). De acordo com dados do Ministério da Economia atualizados até maio, ingressaram no Brasil no mês passado 8.400 toneladas de produtos, um aumento de 15% em volume sobre abril último, mas bem abaixo dos patamares verificados no primeiro trimestre do ano.“Apesar disso, os volumes verificados até agora estão 60% abaixo da média histórica para os meses de maio”, informou Pinheiro. A Argentina responde por 51,5% da origem dos produtos importados, enquanto o Uruguai, em segundo lugar, por 37,6%. Segundo ele, os valores pela cesta de lácteos começam a subir, estando em uma média de US$ 3.240 por tonelada. Por outro lado, destacou, que as exportações acumuladas em 2021 estão 38% acima das registradas em 2020.

Outro tema abordado na reunião setorial foi o fatiamento da Reforma Tributária em curso, o que pode atingir em cheio o setor lácteo, segundo alertou o deputado federal gaúcho Alceu Moreira, presidente da Subcomissão do Leite da Câmara Federal. O tema foi explanado pelo consultor da Câmara Setorial do Leite, Marcelo Martins. De acordo com ele, a unificação de impostos em uma única contribuição – a Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS) fará com que retorne a tributação sobre insumos utilizados na pecuária de leite que atualmente têm alíquota zero, tais como adubos, corretivos, defensivos, sementes, vacinas, sêmens e embriões e farelo de soja. “Acreditamos que a Reforma Tributária é importante sob o ponto de vista da simplificação, da transparência e da justiça tributária, mas, pelo o que está sendo proposto, e analisando o setor agro, a medida em que avançar o fatiamento da reforma, esse pilares não atingirão êxito junto ao setor primário”, afirmou. Segundo o consultor, a criação da CBS, que traz junto o estorno do crédito presumido, implicará em perda de competitividade ao setor e incentivará as importações, sobretudo dentro do Mercosul, onde se mantém a alíquota zero para itens da cesta básica. “Teremos aumento da carga tributária no país que se reverterá em elevação de custos da ordem de 12,5%. Esse impacto não atingirá o produtor de fora e dará maior competitividade a eles se tivermos que estornar créditos”, destacou Martins.

O dirigente enfatizou que o momento é oportuno para que os sindicatos e entidades que representam o setor se articulem e agendem reuniões com formadores de opinião em Brasília para que pontos importantes para o setor lácteo sejam analisados e incluídos na pauta da reforma, sob pena de colocar em risco a competitividade da cadeia. A luta passa por manter o produtor rural como não contribuinte do IBS/CBS, manutenção dos itens da cesta básica sujeitos à alíquota zero e não isentos, não incidência de imposto seletivo sobre alimentos, crédito presumido com alíquota que garanta a não cumulatividade na cadeia produtiva, garantia de uso de todos os créditos na aquisição de insumos e serviços e rápida restituição dos créditos (exportação, ordinários, investimento e na transição). (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Definição da Expointer em discussão

Evento deve ser confirmado, mas data e formato dependem da evolução da situação sanitária

Confirmada pelo governo do Estado, a próxima edição da Expointer ainda não tem um formato definido. O futuro da exposição em meio à pandemia da Covid-19 voltou a ser discutido pela secretária da Agricultura, Silvana Covatti, com as entidades co-promotoras nos últimos dias. Uma das alternativas é repetir o modelo do ano passado, quando as atividades foram transmitidas pela internet, com presença de público apenas no Pavilhão da Agricultura Familiar, em formato de drive thru. “Temos que definir o formato de acordo com a evolução da vacinação e do próprio vírus”, observa a secretária, que ressalta que o Rio Grande do Sul é o Estado com o maior índice de imunização. 

Uma das mudanças em discussão é a data de realização da feira. De acordo com Silvana, a intenção manifestada pelo governador Eduardo Leite é de que a feira ocorra no início de setembro. Tradicionalmente, a exposição tem início na última semana de agosto.

“Vamos fazer uma nova reunião com todas as entidades e bater o martelo”, prevê a secretária. 

Na edição do ano passado, a feira contou com 1.017 animais no Parque de Exposições Assis Brasil, entre ovinos, bovinos e equinos. A Feira da Agricultura Familiar levou ao local 55 empreendimentos. 

A posição da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) é de que a Expointer seja realizada no mesmo formato do ano passado, porém sem descartar presença de público caso haja uma condição sanitária mais favorável. “Tudo o que vier melhor do que isso é ganho. Se conseguirmos ter mais gente no parque, ótimo”, afirma o presidente da entidade, Leonardo Lamachia. De acordo com ele, os números de animais e de criadores participantes deve ser maior que os de 2020. Mais de 20 associações já demonstraram interesse em participar da exposição. Lamachia afirma que, desde o ano passado, as pessoas aprenderam a conviver com as medidas sanitárias, o que pode incentivar a participação na feira. Quanto à data, a Febrac defende que o início da Expointer continue sendo no final de agosto. “A mudança de data impacta muito nos calendários das exposições e dos próprios criadores, que têm os seus remates de primavera”, justifica.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no RS (Simers), Claudio Bier, diz que a entidade será parceira na organização do evento, mas discorda de uma possível mudança de data. Como a exposição tradicionalmente ocorre no final de agosto, as máquinas comercializadas eram entregues a tempo de serem utilizadas no novo ciclo das lavouras, na primavera. Para o dirigente, caso o evento ocorra em setembro vai prejudicar a venda de plantadeiras porque o agricultor ficará sem tempo para usar o equipamento. Segundo Bier, entre as empresas associadas ao Simers há aquelas que demonstraram interesse em participar da Expointer e outras que já informaram que não pretendem estar presentes. 

O coordenador da Comissão de Exposições, Feiras e Remates da Federação da Agricultura (Farsul), Francisco Schardong, considera que ainda é cedo para a entidade emitir um posicionamento sobre o formato da feira, mas ressalta que ela será parceira. “Vamos nos adequar ao que vai ser feito”, resume. (Correio do povo)
 





Brasileiro está comendo mais queijo na pandemia, mostra pesquisa

Os brasileiros aumentaram em 46% o consumo de queijo durante a pandemia. O dado consta em uma pesquisa encomendada pela Tetra Pak e a consultoria global de mercado Lexis Research. 

No entanto, não foram só os brasileiros que aumentaram o consumo de queijos neste período. A coleta dos dados foi realizada em março deste ano e ouviu 4.500 pessoas, em nove países: Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Índia, Rússia, China, África do Sul e Turquia. Nos países asiáticos, o destaque para aumento no consumo foi a Índia (60%), seguida por China (41%) e Turquia, com crescimento de 54%. 

Conforme a pesquisa, a alta do consumo de queijos é explicada pela chegada da Covid-19, que mudou o comportamento da população. Com as pessoas passando mais tempo em casa, a oportunidade para o consumir o  alimento é maior, como ao assistir TV (36%) ou ao acompanhar uma bebida — como aperitivo (35%) ou em um lanche rápido (35%). 

No Brasil, a maioria (84%) consome queijo no café da manhã e como tira-gosto no fim de tarde (51%). (As informações são do Sistema Brasileiro do Agronegócio, adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Jogo Rápido  

Live debate pontos para implantação do Programa Nacional de Apoio a Cadeia Leiteira
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participou, nesta segunda-feira (7/6), de live promovida pela deputada federal Aline Sleutjes. Na transmissão, foram debatidos 18 tópicos para implantação do Programa Nacional de Apoio a Cadeia Leiteira, que visa desenvolver e incentivar a cadeia produtiva do leite. Os pontos debatidos foram levantados durante a realização do Fórum Nacional de Incentivo à Cadeia Leiteira, em 2020. Entre eles, estão a sanidade animal, reforma tributária, previsibilidade para o preço do leite, estímulos de consumo de lácteos, criação e importância de Conselhos Paritários do Leite (Conseleites), contratos entre produtores e empresas, importações e exportações de lácteos entre outros. "Temos um caminho longo pela frente, mas acho que com todas as medidas que estão sendo estudadas, algumas já implementadas, outras sendo tomadas, a gente vai achando o equilíbrio para essa cadeia", afirmou Tereza Cristina. A transmissão completa está disponível no Youtube. Clique aqui. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


 

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Porto Alegre,  07 de junho de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.480


Suasa e Enagro promovem curso para melhorar efetividade das ações de Defesa Agropecuária

Melhorar a efetividade das ações de Defesa Agropecuária por meio da qualificação contínua de seus agentes. Esse é um dos objetivos do curso ‘Suasa: organização, estrutura e competências’, promovido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) em parceria com a Escola Nacional Agropecuária do Ministério da Agricultura (Enagro). Realizado de forma virtual, o curso ocorre entre 21 de junho e 30 de julho, com carga horária de 40 horas. As inscrições para a quarta turma podem ser feitas até o dia 15 de junho no site da Enagro. O curso é gratuito. 

Dividido em quatro módulos, o curso pode ser realizado por representantes das cadeias produtivas do setor agropecuário brasileiro em qualquer horário dentro do período de duração definido (21 de junho a 30 de julho) através da plataforma AVA da Enagro. A iniciativa, que já está em sua quarta turma, visa ainda desenvolver habilidades e competências relacionadas à organização e ao funcionamento do Suasa. 

Para Ana Lúcia Stepan, auditora fiscal federal agropecuária que atua junto à coordenação do Suasa, no Departamento de Suporte e Normas da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, é importante conhecer como são distribuídas as competências do Suasa e como a implementação de suas ações impacta a vida de produtores rurais, empresários e consumidores. “Sabemos que as pessoas são um elemento de destaque nos processos da Defesa Agropecuária, pois, sem elas, os resultados não acontecem. Por isso, é fundamental que, não somente os agentes públicos, mas também os operadores do agronegócio brasileiro compreendam o que é e como funciona o Suasa”, destacou.  Inscreva-se clicando aqui. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Brasil é autorizado a exportar leite para o México

O Governo brasileiro recebeu com satisfação a notícia da aprovação pelas autoridades do México dos requisitos sanitários e fitossanitários para a exportação de leite, produtos lácteos e grãos de gergelim ao México.

Trata-se da abertura de mercado para mais de 33 tipos de produtos do agronegócio brasileiro em relevante parceiro comercial do Brasil. As autoridades mexicanas habilitaram, concomitantemente, 18 estabelecimentos brasileiros para exportar ao México produtos lácteos como leite integral, leite em pó e queijos.

O processo de liberação das exportações de leite e produtos lácteos brasileiros ao mercado mexicano estará concluído após a publicação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do respectivo Certificado Sanitário Internacional. (As informações são do Mapa, adaptadas pela Equipe MilkPoint)







Tecnologia acentua força do agronegócio no Brasil

O cenário de depreciação cambial e de alta dos preços dos alimentos foi fundamental para manter o agronegócio brasileiro em alta em 2020, mesmo em meio à pandemia, e continua a estimular o avanço do setor este ano. Este cenário só se tornou viável graças ao aumento da eficiência em diversas cadeias produtivas proporcionada por investimentos tecnológicos. 

Em linhas gerais, é o que aponta o estudo “Agronegócio: Exportação, Emprego e Produtividade”, publicado recentemente pelo Instituto Millenium, think tank sem fins lucrativos, e pela consultoria Octahedron Data eXperts (ODX). De acordo com os autores, o material foi produzido com o objetivo de ajudar o setor público a tomar decisões com base em dados, evidências e enfoque na mensuração de resultados. 



“Além de gerar emprego e renda e ter papel relevante no desempenho internacional do país, o setor vem promovendo avanços tecnológicos e incrementos de produtividade, e com ampla participação do setor privado. Tudo isso tem contribuído para diminuir o abismo social em que o país se encontra”, disse o estudo. 

Millenium e ODX observam que, enquanto o Produto Interno Brasil (PIB) do Brasil encerrou 2020 com queda de 4,06%, o pior resultado em 31 anos, pressionado por retrações na indústria (3,5%) e em serviços (4,5%), o valor adicionado da agropecuária cresceu 2%, com destaque para as áreas de grãos, principalmente soja, e café, cujas colheitas bateram novos recordes históricos. Mesmo o encolhimento da indústria poderia ter sido maior, não fossem altas nos segmentos de fumo (10,1%), papel e celulose (1,3%), vinculados ao agro.

No total, a produção da agricultura brasileira bateu recorde em 2020, com 1,24 bilhão de toneladas, em 63 milhões de hectares. Lideraram essa oferta as colheitas de cana (677,9 milhões de toneladas), a que tem o maior rendimento médio por hectare (75.657 quilos) no país, e cereais, leguminosas e oleaginosas (254,1 milhões de toneladas) — grupo este puxado pela soja, cuja produtividade registrou incremento expressivo nos últimos anos, a partir do uso de insumos mais eficientes nas lavouras e maior uso de maquinários. O cultivo de arroz é outro cuja produtividade está em expansão.

A agropecuária em geral ocupa 351 milhões de hectares, entre pastagens (45%), matas e florestas (29%) e lavouras (18%). “A mecanização e o investimento em tecnologia contribuem, de forma relevante, para o aumento de produtividade e, essencialmente, para a diminuição da diferença entre área plantada e área colhida. São 734 mil estabelecimentos (55,5%) com tratores, 235 mil (19,3%) com semeadeiras, 119 mil (9,2%) com plantadeiras e 206 mil (15,7%) com adubadeiras e/ou máquinas distribuidoras de calcário”, mostrou o estudo. Entre 2006 e 2017, o número de estabelecimentos com tratores registrou alta de 50% no Brasil 

Com o bom desempenho, os R$ 439,8 bilhões da agropecuária representaram 5,9% do PIB no ano passado, 1,4 ponto a mais que em 2019. Mesmo com todos os desafios impostos pela pandemia, o crescimento do valor adicionado da agropecuária em 2020 foi o terceiro maior em 25 anos e apontou a maior tendência de alta dessa série histórica.

“Com muitos investimentos em inovação feitos pelo setor privado, o agro mostra que, em boa medida, não depende do Estado. Pode haver equilíbrio”, afirma Priscila Pereira Pinto, CEO do Instituto Millenium. Nos últimos dez anos até 2020, observa, a agropecuária cresceu 25,4%, ante avanço de 1,5% do setor de serviços e quedas de 12,8% da indústria e de 1,2% do PIB em geral. 

“Temos indícios de que o setor, em geral, possui certa independência em relação aos demais, sendo pouco afetado por serviços e indústria e até mesmo pela economia em geral”, pontuou o estudo. Neste cenário, dizem Millenium e ODX, a ótica do agronegócio como um todo resulta em desempenho ainda mais expressivo.

Considerando a produção agropecuária básica, insumos, agroindústria e agrosserviços, o PIB do setor ficou perto de R$ 2 trilhões em 2020 (27% do total), embora a indústria de base agrícola tenha sido mais afetada pela pandemia que outras frentes. 

Se tem no amplo mercado doméstico uma âncora importante para a produção, grande parte dessa atuação positiva do agro decorre de vendas pujantes do setor ao exterior, reforça o estudo. Com câmbio e preços favoráveis, no ano passado as exportações setoriais renderam US$ 100,8 bilhões, 4,1% mais que em 2019, e gerou um superávit de US$ 87,7 bilhões. Com mais de 100 milhões de toneladas embarcadas, soja em grão e derivados lideraram as vendas ao exterior. As carnes vieram em seguida. Nos dois casos, a China foi o principal destino. 

Na geração de empregos o setor  também tem se destacado. Com o crescimento das últimas décadas, o campo passou a contar, segundo o Censo Agropecuário do IBGE de 2017, com 15 milhões de pessoas ocupadas em mais de 5 milhões de estabelecimentos. A região Nordeste, marcada pela agricultura familiar, concentrava quase 6,4 milhões de pessoas em 3,3 milhões de propriedades naquele ano. 

No entanto, um do ponto de atenção ainda é o crédito. Como apontam Millenium e ODX, 85% dos estabelecimentos agropecuários do país, ou cerca de 4,2 milhões, ainda não obtêm financiamentos, e dos que obtêm (784 mil) recorrem a recursos públicos. Além disso, o alcance do seguro rural permanece sendo limitado, o que amplia os riscos no campo. (As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Jogo Rápido  

Dívida pública
A dívida bruta do governo caiu pelo segundo mês consecutivo e foi a 86,7% do PIB (Produto Interno Bruto) em abril, segundo dados divulgados pelo Banco Central ontem. Em relação a março, houve redução de 2,2 pontos percentuais no endividamento público. De acordo com o BC, a queda se deu principalmente por causa do aumento do PIB nominal (em reais), que contribuiu em 1,5 ponto percentual. A valorização do Real no mês reduziu a dívida em 0,3 ponto. (Jornal do Comércio)


 

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Porto Alegre,  04 de junho de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.479


Sindilat solicita manutenção do regramento no transporte de 1º percurso e do regime especial nos estados junto ao Deputado Federal Jerônimo Goergen

O setor lácteo gaúcho está atento às mudanças propostas pela Medida Provisória 1051/21, parte do pacote Gigantes do Asfalto criado pelo governo federal para contemplar a categoria dos caminhoneiros autônomos ou não. Dentro do pacote de bondades para o setor, a MP propõe a unificação e digitalização de documentos hoje exigidos para o transporte de cargas. O assunto vem sendo acompanhado de perto pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat). No dia 1º de junho, o sindicato e representantes do setor lácteo se reuniram com o relator da MP 1051/21, deputado federal Jerônimo Goergen (PP/RS), onde solicitaram o acolhimento das emendas 72 e 73. As emendas foram acolhidas no mesmo dia.

A MP cria o Documento de Transporte Eletrônico (DT-e), que trará informações cadastrais, contratuais, de registro, logísticas, sanitárias, de segurança, ambientais, comerciais e de pagamento, inclusive o valor do frete e dos seguros contratados, além de outros dados previstos em regulamentação futura. De acordo com o consultor tributário do Sindilat, Matheus Zomer, a MP é positiva para o setor uma vez que pretende desburocratizar processos a partir do preenchimento dos dados de transporte em apenas uma plataforma, diferentemente do que ocorre atualmente, quando cada etapa do processo de transporte de carga exige do transportador o preenchimento de diversos formulários em diferentes plataformas, muitas com informações repetidas.

No entanto, Zomer chama a atenção para a importância da manutenção do regramento especial hoje existente para o setor lácteo, no chamado 1° percurso (envio do leite da fazenda ao laticínio), onde o transportador é dispensado do preenchimento dos dados a cada percurso realizado – as informações são compiladas e repassadas aos órgãos competentes apenas uma única vez, ao final de cada mês.

Duas emendas que tratam da manutenção desse regramento e que atingem diretamente o setor lácteo foram incluídas na MP, ambas de autoria do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania/SP). As emendas 72 e 73 tratam basicamente da não obrigatoriedade do DT-e no 1° percurso, conforme justificativa apresentada no texto da emenda 73: “Necessário explicar que no primeiro percurso os caminhões saem da fábrica ou do posto de refrigeração vazios e realizam as coletas nas propriedades rurais. Após o recolhimento do leite nas fazendas, retornam aos locais de origem com o produto. Ocorre que não é possível, nessa operação, saber exatamente qual o volume de leite que o caminhão levará aos estabelecimentos, já que há variação diária na quantidade de leite coletado das propriedades rurais. Verifica-se, então, ser, nesse primeiro percurso, isto é, no recolhimento do leite nas propriedades rurais, essencial que se dispense o DT-e, sob pena de impor graves prejuízos ao setor tão importante como é o de lácteos”.

O Sindilat, junto com suas empresas associadas, está em contato permanente com o deputado federal Jerônimo Goergen (PP/RS), que acolheu tais emendas (72 e 73) no dia 1º de junho. O sindicato ainda solicitou a manutenção dos regimes especiais com as Secretarias da Fazenda dos Estados para os chamados contratos vinculados à repetida operação. Esse é permitido somente para as operações internas de cada Estado.

Saiba mais sobre a MP 1051/21, https://www.congressonacional.leg.br/materias/medidas-provisorias/-/mpv/148500 (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Governo do RS tem contas no azul no 1º quadrimestre
 
Depois de ter reduzido o rombo do Estado em 2020, o governo de Eduardo Leite fechou o primeiro quadrimestre de 2021 com saldo positivo nas contas - o que não ocorria no período desde 2017. De acordo com a Secretaria Estadual da Fazenda, o superávit orçamentário (receitas acima das despesas) foi de R$ 1,96 bilhão, valor superior a uma folha salarial dos servidores do Executivo, cujo pagamento está em dia desde novembro. Os números foram apresentados ontem em videoconferência.
 
Em abril de 2017, ainda na gestão de José Ivo Sartori, o resultado também havia ficado no azul, em R$ 418,9 milhões. À época, a cifra resultou de um conjunto de fatores, incluindo recursos extras obtidos ao longo de 2016 (como a venda da folha dos servidores ao Banrisul) e a suspensão dos repasses da dívida com a União, que deu fôlego ao caixa. A melhora, contudo, foi apenas provisória. Dois meses depois, o Estado já estaria no vermelho outra vez. Agora, o superávit tem duas principais causas. Uma delas é a queda nas despesas totais, marcada por nova redução nos gastos com pessoal e no déficit da Previdência. Isso vem sendo possível graças às reformas aprovadas por Leite entre 2019 e 2020.
 
O segundo motivo, de maior impacto, é o salto na arrecadação no início de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020. O avanço se explica pela recuperação da atividade econômica, pela nova forma de atuação da Receita Estadual, mais próxima dos contribuintes, e pelo efeito proporcionado pela base de comparação dos dados. Traduzindo: o primeiro quadrimestre de 2020 foi fortemente impactado pela pandemia do coronavírus, com a diminuição repentina do ICMS recolhido pelo Estado, o que faz com que, agora, o acréscimo se torne mais perceptível.
 
Em 2021, a situação é diferente. Nos primeiros quatro meses deste ano, a arrecadação bruta do ICMS subiu R$ 2,2 bilhões. Considerando apenas a soma que fica para o governo estadual (parte do recurso é distribuída aos municípios), o crescimento líquido foi de 17,6% em termos nominais. - Somado ao aumento da arrecadação, o controle das despesas cria esse resultado positivo. Claro que também precisamos destacar que, em geral, o primeiro quadrimestre tem os resultados mais positivos porque existe sazonalidade na arrecadação, em especial devido ao IPVA. Geralmente, é o melhor quadrimestre do ano - disse o secretário estadual da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, durante a apresentação do relatório de transparência fiscal.
 
Desafio
 
A partir de agora, o desafio do governo é manter o Estado operando no azul de forma consistente, o que dependerá, também, dos rumos das economia. - Se a gente mantiver essa trajetória econômica com boa arrecadação de ICMS, poderemos ter, sim, um efeito positivo até o fim de 2021. Neste ano, existe ainda a possibilidade de recursos extraordinários advindos de privatização - projetou Cardoso. Outro ponto que merece atenção é a capacidade de investimento do Estado, que sempre foi baixa, mas caiu ainda mais. O valor aplicado entre janeiro e abril de 2021 foi de R$ 64 milhões, menos de 1% da despesa total e R$ 28 milhões a menos em relação ao mesmo intervalo de 2020 (-30,6% em termos nominais). A expectativa do governo é de que, com a melhora gradativa da situação financeira, seja possível voltar a elevar os aportes. A perspectiva está atrelada, também, à adesão ao regime de recuperação fiscal, que abre a possibilidade de novos financiamentos. Cardoso afirma que o superávit conquistado no primeiro quadrimestre pode ajudar a destravar o ingresso do Estado no programa de ajuste. - Mantemos a expectativa de, ao longo do segundo semestre, finalizar o plano de recuperação e aguardar a homologação. Estamos avançando bem e certamente o esforço do Estado será recompensado - disse Cardoso. (Zero Hora)
 
 
 
Fertilizantes - Importação cresce durante o ano
 
A importação de fertilizantes pelo Tecon Rio Grande vem crescendo neste ano, tendo alcançado um pico de 463% em março, na comparação com o mesmo mês de 2020, segundo levantamento divulgado pela Wilson Sons, administradora do terminal. Ao todo, naquele mês foram desembarcados 169 contêineres com o produto, maior volume em quatro anos para o período. Um dos motivos associados a essas compras do mercado externo é a colheita recorde de soja. Na visão da operadora de serviços portuários, marítimos e logísticos, isso amplia a demanda por fertilizantes nas regiões de grande cultivo da oleaginosa, com vistas à safra seguinte. “A expectativa é que siga essa tendência de crescimento, apesar da crise da pandemia”, comenta Paulo Bertinetti, diretor-presidente do Tecon Rio Grande. (Correio do Povo)

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Sindilat na RDC TV

Na quarta-feira (02/06), o Sindilat participou do programa Portal RDC, da RDC TV. Comandado pelos jornalistas Cláudio Andrade e Carolina Aguaidas, o bate-papo com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, debateu o Dia Mundial do Leite e os desafios que o setor lácteo tem enfrentado no primeiro semestre de 2021. Confira a entrevista completa aqui (a partir dos 39min): https://www.youtube.com/watch?v=v09FHIDoD_g (Assessoria de Imprensa Sindilat)


 

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Porto Alegre,  02 de junho de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.478


Lactalis do Brasil assume operações industriais da Cooperativa Cativa

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a Lactalis do Brasil a incorporar os ativos pertencentes à Cooperativa Cativa, com sede em Londrina, no Paraná. A operação, concluída hoje (01/06), exatos dois meses após o anúncio de intenção, foi formalizada em comunicado ao mercado nesta tarde. Com a aquisição, a empresa assume as fábricas localizadas em Cerqueira César (SP) e Londrina (PR) e o centro de coleta de Pato Branco (PR), bem como toda a estrutura comercial da Cativa.

Para tanto, a negociação incluiu revisão de passivo e garantia de aquisição de leite dos 4 mil cooperados da Cativa por um prazo de dez anos, renováveis por mais dez. O intuito da Lactalis do Brasil é manter a produção de leite UHT com as marcas Polly e Cativa, passando a envasar — também —produtos das marcas Batavo, Elegê e Parmalat. As unidades paranaenses também deverão fabricar derivados, como leite em pó, composto lácteo e manteiga.

Com foco no desenvolvimento do potencial da bacia leiteira do Paraná, segundo maior estado produtor de leite do país, a Lactalis do Brasil trará toda sua expertise internacional em gestão e assistência técnica aos produtores de leite. O objetivo é elevar o faturamento das operações do Paraná e alavancar a captação de 360 milhões de litros ano para volume próximo a 500 milhões no prazo de dois anos. Agora, a produção soma-se às operações da Lactalis, líder nacional no segmento com faturamento de R$ 9,8 bilhões em 2020 e um volume de captação, até então, de 2,7 bilhões de litros de leite ao ano.

Para Patrick Sauvageot, presidente da Lactalis América Latina, a incorporação dos ativos da Cativa representa um novo momento da atuação da empresa, que completa 6 anos de Brasil neste dia 1.º de junho. “A parceria com a Cativa é um exemplo da nossa ação em favor do desenvolvimento cooperativo do setor de laticínios do Brasil. Entendemos que há um caminho muito promissor nesse sentido a ser desenvolvido por parcerias e capaz de ganhar eco em diferentes regiões do país," disse.

O presidente da Cativa, Paulo Cesar Maciel, informou que a negociação ampliou o potencial de investimento em oferta de tecnologia e inovação aos cooperados. A partir de agora, explica ele, a cooperativa irá focar no atendimento de seus produtores e na melhoria da qualidade do leite que é entregue à indústria. “Vamos nos beneficiar do know how da Lactalis na área de lácteos, uma empresa sólida e confiável com quem nós construímos uma relação de confiança que queremos manter ao longo do tempo". (As informações são da Jardine Comunicação, adaptadas pela Equipe MilkPoint)


Governo adia cobrança de ICMS do milho importado de países do Mercosul

O governador Eduardo Leite assinou, nesta terça-feira (1°/6), no Palácio Piratini, decreto que adia a cobrança de ICMS do milho importado de países do Mercosul pelas agroindústrias até 31 de dezembro. O objetivo do adiamento do pagamento da alíquota de 12% é ajudar a amenizar a crise enfrentada pelos setores agropecuários que mais demandam milho no Estado, como a avicultura, suinocultura e bovinocultura de leite. O decreto será publicado ainda nesta terça (1°), em edição extra do Diário Oficial do Estado
A partir do decreto, os importadores de milho estarão dispensados do pagamento de ICMS no momento da importação do grão no Estado e passarão a pagar o tributo no momento da venda do produto final (carnes e leite), sem prejuízos para a arrecadação do Estado.

“O decreto serve para reafirmarmos que estamos juntos, Estado e produtores. Situações excepcionais requerem medidas excepcionais. Por isso, estamos atuando em várias frentes. Temos de olhar para todos os ângulos, que envolvem irrigação, incentivos para produção, melhorias nas estradas. E quando tudo isso não traz resultados, adotamos medidas excepcionais para não deixarmos nossos produtores na mão. Se o Estado tem condições de fazer isso hoje, é porque tomamos medidas antipáticas, aprovadas na Assembleia Legislativa, para reduzir o custo da máquina pública. É isso que nos sustenta e nos dá capacidade de dar essas respostas e de fazer esses investimentos. Estamos juntos nessa porque o Estado se equilibriou", destacou Leite.

Representantes das agroindústrias afirmam que o alto custo de produção poderá gerar um colapso na produção de proteína animal. Dados da Embrapa apontam que o custo subiu 39,78% na produção de aves e 44,55% na produção de suínos nos últimos 12 meses. E, conforme a Emater/RS, a saca de milho (principal componente da ração animal) tem batido a casa dos R$ 90,00 nas últimas semanas, o dobro dos valores praticados nesta mesma época do ano passado.

Para o presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, o diferimento ajuda a dar condições às empresas maiores de trazerem o grão da Argentina e do Paraguai e, ao mesmo tempo, alivia a pressão dos custos para as indústrias médias e pequenas que negociam o grão disponível no Estado. “Apesar das dificuldades, o setor da avicultura mantém o compromisso de produzir alimento de qualidade e com preço acessível à população”, destacou.

“Embora seja temporária, essa medida é necessária e importante para ajudar a dar um fôlego aos produtores e empresas que estão tendo que arcar com custos elevadíssimos. O governo tem dado este olhar para nossa agropecuária, porque não podemos deixar essas cadeias produtivas desassistidas neste momento”, ressaltou a secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti.

Os secretários Edson Brum (Desenvolvimento Econômico) e Artur Lemos Júnior (Casa Civil), o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Frederico Antunes, e o deputado estadual Elton Weber também participaram da reunião. (Seapdr)



Na 14ª lactação, vaca ‘vitalícia’ já produziu mais de 100 mil litros de leite

As vacas brasileiras têm, em média, de 2,5 a 3 lactações ao longo da vida, e produzem cerca de 25 mil litros. Mas alguns animais, dotados de uma genética para lá de diferenciada, podem ir muito além. A Mascarada, da fazenda Real, de Cabrália Paulista (SP), nasceu em 2004 e está completando sua 14ª lactação.

Nascida em 2004, na propriedade de Roberto Barboza, Mascarada é filha do touro jersey Eros, da bateria da fornecedora de genética bovina CRV. Como ela nasceu antes da fazenda ter um sistema de controle, os dados das três primeiras gestações não foram registrados, mas a soma das últimas 11 crias já ultrapassa a produção de 100 mil litros de leite.

“É um animal com úberes impecáveis, com enorme energia e disposição para se alimentar no cocho, competindo de igual para igual com as demais vacas no lote”, informa Marco Lopes, gestor de Negócios da CRV, que atende a fazenda Real. “É impressionante ver como as outras vacas a respeitam”, comenta.

Fernando Barboza, de 25 anos, é filho do proprietário da Mascarada e está começando o processo de sucessão nos negócios. Ele conta que a família trabalha com produção de leite desde que ele tinha um ano. Com produção de 15 mil litro por dia na fazenda, Fernando conta que ter vacas que garantam uma escala de produção é essencial.

“A genética representa 1% do custo [de produção], e é o maior investimento que a gente pode fazer. Uma geração supera muito a outra. Paga-se [o investimento] brincando”, diz.
Olhando para o futuro, Fernando pretende continuar o bom trabalho do pai com foco em genética. “A gente é doente por isso aí. Temos prazer em pesquisar os touros que vamos usar para acasalar as vacas, ver o melhoramento que vão trazer. Queremos sempre vacas mais produtivas e mais duradouras”. 

O que faz uma vaca viver tanto e continuar produzindo leite bem?
Mascarada é um exemplo das chamadas “vacas vitalícias”, que ultrapassam em muito a média nacional  de lactação. “São animais saudáveis, livres de problemas, que exigem menos medicamentos, são inteligentes, com rotina própria dentro da fazenda e produção extremada de leite”, define Leonardo Maia, gerente de produto de Leite Europeu da CRV.
Maia cita o exemplo da campeã brasileira de produtividade registrada no ano de 2018: a vaca holandesa AFW Marconi Sjoukje 1014, filha de Marconi e neta de Commandeur 125. Nascida na fazenda de Albertus Frederik Wolters, em Castro (PR), ela somou mais de 160 toneladas de leite ao longo dos seus 16 anos de vida útil.

Na busca da longevidade, a genética é um dos fatores mais importantes. “Na genética, nem sempre dois mais dois são quatro, porque existem fatores que podem alterar os resultados esperados, mas o segredo é o histórico mapeado e controlado de linhagens e gerações de animais”, defende o gerente. (Canal Rural)

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PIB do setor agropecuário registra alta de 5,7% no 1T de 2021
O Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário foi o que mais cresceu no primeiro trimestre de 2021, de acordo com dados divulgados ontem (01/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor registrou 5,7% de crescimento na comparação com o quarto trimestre do ano passado e 5,2% em relação a igual período de 2020.  O PIB brasileiro cresceu 1,2% na comparação do primeiro trimestre de 2021 contra o quarto trimestre de 2020, na série com ajuste sazonal. Além da Agropecuária (5,7%), foram registrados índices positivos na Indústria (0,7%) e nos Serviços (0,4%). Conforme o IBGE, o resultado do setor agropecuário pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho positivo de alguns produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre, como soja, fumo e arroz, e pela produtividade. "Podemos também destacar como forças de crescimento a pecuária bovina e os resultados das exportações do agronegócio no primeiro trimestre. Apesar do bom desempenho dessas atividades, a redução de produção de milho e mandioca, teve contribuições negativas ao crescimento", pontuou José Garcia Gasques, coordenador de Avaliação de Políticas e Informação do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 2,048 trilhões neste primeiro trimestre. Os demais segmentos tiveram os seguintes resultados: agropecuária R$ 208,8 bilhões; indústria R$ 348,6 bilhões e serviços R$ 1.195,9 trilhão. A participação percentual destas atividades no valor adicionado, foram de 6,8% para a Agropecuária, 20,4% Indústria e 72,8% Serviços. (As informações são do Mapa, adaptadas pela Equipe MilkPoint)

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Porto Alegre,  01 de junho de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.477


Dia Mundial do Leite

No dia 1° de junho é comemorado o Dia Mundial do Leite. A data foi criada em 2001, pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU, sigla em inglês), com o objetivo de incentivar a população mundial a consumir lácteos.

A escolha de 1º de junho se deu porque já era o dia em que diversos países, a maioria da União Europeia, comemoravam o Dia Nacional do Leite. É também no velho continente que ocorre a maior parte das celebrações voltadas, em grande parte, ao incentivo ao consumo pelas crianças.

Nada mais justo do que ter um dia especial para este alimento tão nobre, que está presente nas mais diversas receitas, para todas as idades. Leite é o único alimento que consumimos em todas as fases de nossa vida. Desde recém-nascidos, quando nossas amadas mamães nos oferecem através da mamadeira, até idosos.

Casamento perfeito com o café, nos faz companhia no nosso dejejum, um delicioso e quentinho café com leite. Aquele aroma incrível, o sabor maravilhoso que nos ajuda a despertar e nos da energia para enfrentarmos o dia a dia.

Também presente nos derivados. Nossa! Quanta delícia vem do leite em? Quem não gosta de café, pode tomar o leite puro, um iogurte, uma bebida láctea, ou até um achocolatado.

Um queijinho, quem não gosta? Cortar e comer na hora ou degustar ele esticando quentinho em uma torrada. Numa saborosa pizza com a família ou com os amigos, aquele queijo derretendo que parece não querer se soltar da pizza e vir para seu prato, chega dar água na boca de lembrar.

Até no churrasco o leite participa! O queijo assado tem um sabor especial, uma textura única e um cheiro que deixa os vizinhos loucos, combina com uma cervejinha ou um vinho. 

No verão, um sorvete, um milk shake ou um picolé que refresca e revigora. No inverno, um chocolate quente que aquece e acalma (desde que você não se queime hehehe), parece que a vida não tem problemas, que o mundo lá fora está uma maravilha, nada se compara ao momento, ao prazer de beber um cremoso, cheiroso e gostoso chocolate quente. 

E olha só onde o leite foi se meter: nos cosméticos! Isso mesmo, tem muito creme hidratante no mercado que a matéria prima é o leite. Lá está ele, deixando a pele das pessoas mais macia, mais hidratada, mais jovem e bonita. 

Sabendo de tantas delícias e vantagens do consumo de leite, não podemos deixar ninguém de fora. Para que todos tenham a oportunidade de provar, se deliciar e desfrutar os benefícios que o leite pode oferecer, existe o leite zero lactose para quem tem intolerância à lactose, e o leite A2A2 para quem tem alergia a proteína do leite (APLV).

Outra coisa importante saber sobre o leite, é que ele passa por um rigoroso controle de qualidade, desde o produtor, transportador, indústria, até chegar a sua mesa. Existem instruções normativas que o produtor e a indústria precisam cumprir, uma rigorosa fiscalização, para que nada esteja fora do padrão. 

O produtor de leite sente orgulho de levantar todo dia de madrugada, independente se tá frio ou quente, chovendo ou não, nem se é feriado ou domingo, ele está lá firme, feliz, produzindo com amor, para que você ao consumir, sinta-se amado e respeitado por quem produz, para que você saiba que o produtor está preocupado com a sua saúde e de sua família, por isso produz com a máxima qualidade, para você consumir sem medo, para você ter uma saúde melhor e consequentemente uma melhor qualidade de vida.

Seja grato ao produtor, respeite ele, seja amigo dele, e tenha certeza de que a reciprocidade é garantida e que seu leite de cada dia não vai faltar porque ele vai estar lá produzindo.

Não tem desculpa para não consumir este alimento tão completo, inclusive a maioria dos nutricionistas recomenda. Não deixe para amanhã o leite que você pode beber hoje!  Viva o leite! Comemore este dia mundial do leite brindado com um copo do homenageado o precioso leite. (Milkpoint)


Global Dairy Trade 



Fonte: Global Dairy Trade






Fundoleite deve ajudar produção láctea gaúcha

O Dia Mundial do Leite, criado em 2001 pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), vai ter um sabor especial neste 1 de junho no Rio Grande do Sul. O Estado comemora a retomada do Fundoleite, projeto de fomento ao setor que estava parado desde 2016.

Na renovação do programa, cujo decreto foi assinado na semana passada e que ainda precisa ser publicado no Diário Oficial, o ponto mais celebrado por algumas entidades foi a obrigatoriedade de destinação de 70% dos recursos para assistência técnica aos produtores de leite. Foram divergências sobre a destinação dos recursos, usados anteriormente em excesso para questões burocráticas, uma das razões da interrupção dos trabalhos.

Agora, com a renovação e o novo modelo, os valores devem chegar na base da produção com mais força. Para isso, as indústrias e entidades encaminharão projetos a serem aprovados pelo conselho mirando a qualificação de pecuaristas, melhorias no manejo, certificações de qualidade e outras ações.

Darlan Palharini, secretário executivo Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS) acredita que uma das primeiras ações deve ser voltada à certificação de propriedades livres de tuberculose e brucelose. Ainda que muitas fabricantes e cooperativas já realizem ações nesta área, as empresas menores têm mais dificuldades de realizar esse investimento.

A certificação via Fundo de Desenvolvimento de Defesa Sanitária Animal (Fundesa), por exemplo, não cobre os custos de veterinário, segundo Palharini, mas pelo Fundoleite poderá ser atribuído um valor ao deslocamento comprovado do profissional até a propriedade. Para médias e pequenas empresas o representante do Sindilat avalia que essa será uma tendência.

Como essas ações de controle de tuberculose e brucelose tanto o laticínio quanto o próprio produtor têm ganhos ao reduzir perdas por adotarem ações mais eficientes, aumentado a produtividade. Em muitos casos, explica Palharini o deslocamento do veterinário e mais o antídoto para combater essas doenças pode custar em torno de R$ 500.

“Para o produtor de pequeno porte é um custo representativo assim como no laticínio menor. E mesmo para um laticínio grande, dependendo da quantidade de produtores parceiros, é uma despesa elevada, já que o número de criadores pode ser bastante pulverizado, e em muitos pontos de captação” acrescenta Palharini.

Para o produtor, há um bônus que as empresas pagam para quem tem essa certificação, mas o principal ganho é a melhora a produtividade como novo manejo. Palharini estima que apenas com essa mudança promovida com apoio técnico é possível que em uma propriedade de onde se tirem uma média de 20 litros por animal a captação pode dar um salto significativo após uma um ano de implantação das mudanças, para entre 25 a 30 litros. (Jornal do Comércio)

Jogo Rápido  

Dia Mundial do Leite – Muito mais motivos para comemorar
Para esta celebração a Terra Viva em parceria com o Comitê Brasileiro da FIL/IDF e o G100 elaboraram um vídeo com vários representantes da cadeia láctea nacional evidenciando as qualidades nutricionais e importância desse rico alimento que é o leite. Confira o vídeo clicando aqui. (Terra Viva) 

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Porto Alegre,  31 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.476


Um tempo de vacas gordas

Programa qualifica a produção de leite em Venâncio Aires, com apoio em gerenciamento e na alimentação do rebanho

Qualificar a alimentação do rebanho a partir das potencialidades das propriedades rurais e com isso aumentar a produção de leite e do bem-estar dos animais é o objetivo de agricultores de Venâncio Aires participantes do Programa de Dietas para Vacas em Lactação. As ações são desenvolvidas em 20 propriedades consideradas Unidades de Referência Técnica (URT) e refletem o comprometimento de agricultores e extensionistas rurais, a partir de um olhar sistêmico, em melhor aproveitar os recursos e as aptidões das unidades de produção e gerar renda às famílias.

O extensionista rural, em visitas programadas, orienta nos controles gerenciais, no planejamento alimentar dentro da disponibilidade de alimentos perenes e anuais, no planejamento de manejo do rebanho leiteiro e cálculo nutricional. Com base na metodologia desenvolvida pela Emater/ RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), denominada Sisleite, usa-se ferramentas técnicas e de trabalho, como mapeamento e aptidão do solo para o cultivo de pastagens, e estabelecer o planejamento das culturas para o fornecimento de alimento ao rebanho o ano todo a fim de evitar períodos de vazio forrageiro, no melhoramento genético e controle do rebanho e planilhas de cálculo de dieta ajustadas com a demanda alimentar das vacas em lactação.

"Nestas propriedades o trabalho foi baseado em comprometimento do técnico em fornecer o acompanhamento periódico programado de visitas e da propriedade em realizar e executar os trabalhos necessários para o desenvolvimento da atividade produtiva da bovinocultura de leite”, explica o extensionista rural Diego Barden dos Santos.

O início da atuação na propriedade começa pela organização da alimentação, verificando a quantidade de animais, a quantidade e o valor nutricional dos alimentos disponíveis. “É uma estratégia simples, mas que gera ótimo resultado”, avalia. Conforme Santos, a dieta equilibrada do rebanho, passo seguinte, está diretamente vinculada ao balanceamento dos alimentos fornecidos para os animais usando um software ou planilha, chamada de Boviter Leite, para realizar esta recomendação. “Ajustes de consumo de matéria seca, fibra, energia e proteína são os balanceamentos nutricionais mais importantes neste início de trabalho. Com este ajuste, começa-se a gerar ótimos resultados em saúde”, observa.

Associado ao trabalho de nutrição, também é desenvolvido o controle do rebanho, que é a organização das anotações sobre datas dos partos, inseminações, secagem das vacas e períodos pré-partos, para buscar o melhor desempenho dos animais no gerenciamento da reprodução do rebanho. Outra ação estimulada é a melhoria da qualidade genética do rebanho. (Jornal da Emater/RS)


Sem chuva há quase 100 dias, regiões de MG não devem recuperar umidade no solo

No mês de junho, há previsão para somente três dias de chuva, com acumulados de até 12 mm

Minas Gerais é um dos estados que está dentro do alerta de emergência hídrica. O produtor Nivaldo Antônio, de Monte Santo de Minas, lamenta o cenário atual na região que já não registra chuva a quase 100 dias. De acordo com ele, sem umidade, o solo está completamente seco. “Tenho pés de café de um ano e meio que estão completamente murchos”, lamenta.

Para os próximos dias, de acordo com a Somar Meteorologia, as expectativas não são animadoras. No mês de junho, há previsão para somente três dias de chuva, com acumulados de até 12 mm, volume insuficiente para recuperar o índice de umidade no solo.

“Já em julho, o cenário também não deve mudar. A previsão do tempo prevê apenas dois dias de chuva, com acumulados que não devem ultrapassar os 6 mm”, diz a meteorologista Dessiré Brandt. (Canal Rural)





Setor de produção de alimentos se destaca na geração de empregos

A produção de alimentos gerou de janeiro a abril de 2021 um saldo positivo de 70.721 postos de trabalho com carteira assinada, o melhor resultado para o setor desde 2011.

É o que mostra o Comunicado Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que analisou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia.

Em abril, a produção de alimentos criou 11.145 novas vagas, superando março deste ano (3.535) e abril de 2020 (-4.999).

As regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste foram as que mais criaram vagas em abril, segundo o Comunicado Técnico da CNA, a com destaque expressivo para o Sudeste: 9.751 novos postos. O Norte e o Sul, por outro lado, registraram perda líquida de 26 e 973 vagas, respectivamente.

São Paulo foi o estado que liderou a geração de novos postos de trabalho na produção de alimentos, com 5.043 vagas. Em seguida, aparecem Minas Gerais (3.542), Goiás (1.846) e Bahia (1.568).

As atividades da produção de alimentos que mais contribuíram para o bom resultado de abril, com saldo positivo de empregos foram: Cultivo de Café (4.616), Cultivo de Cana-De-Açúcar (4.456), Criação de Bovinos para Corte (2.302), Atividades de Apoio à Agricultura não Especificadas Anteriormente (1.814) e Produção de Sementes Certificadas, Exceto de Forrageiras para Pasto (1.645). (As informações são da CNA, adaptadas pela equipe MilkPoint)

Jogo Rápido  

Deputado federal Alceu Moreira assume presidência da Subcomissão do Leite
O deputado federal Alceu Moreira (MDB) assumiu nesta sexta-feira, 28, a presidência da Subcomissão do Leite, na Câmara dos Deputados. É a segunda oportunidade em que o parlamentar gaúcho assume o colegiado na busca de fortalecer a cadeia láctea, através da discussão com produtores, governos e entidades. Outro tema será o debate a fim de estimular a criação de alternativas para melhorar o preço pago, como os consórcios já em atividade no Rio Grande do Sul. (Assessoria Dep. Alceu Moreira)

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Porto Alegre,  28 de maio de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.475


Governo tem R$ 16,5 bi de superávit

]Resultado de abril foi puxado pelo aquecimento da atividade econômica

Ajudadas por uma atividade econômica mais forte do que o esperado, as contas do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) encerraram o mês de abril com um superávit de R$ 16,492 bilhões, o melhor para o mês desde 2014. Com isso, o superávit acumulado no ano atingiu R$ 41,002 bilhões, o maior para o período desde 2012.

Neste ano, a previsão de despesas com a covid-19 é de R$ 101,5 bilhões, sendo que R$ 33,7 bilhões foram pagos até ontem. O secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, afirmou ontem que é “prematuro” falar de terceira onda sem ter os dados e determinar se serão necessárias prorrogação de benefício como o auxílio emergencial ou decretação de estado de emergência, por exemplo.

A melhora no desempenho do primário torna factível que o governo central volte a fechar as contas anuais no azul mais cedo do que o estimado, disse o secretário. A previsão feita em abril era que isso seria alcançado em 2026 ou 2027. Agora, estimase que possa ocorrer em 2024 ou 2025, disse. O ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou esta semana estimativa ainda mais otimista: 2023 ou 2024. Os resultados anuais estão no vermelho desde 2014.

“Vemos movimento de retorno do resultado primário aos patamares pré-crise”, afirmou Bittencourt. Ele afirma que houve uma inflexão na curva desse dado. A recuperação não será uniforme, mas já se iniciou, avaliou. Desde meados do ano passado, os resultados das contas do governo central têm sido superiores às projeções do mercado na pesquisa Prisma Fiscal, disse. “Isso é resultado de uma atividade econômica que vem se recuperando e de uma diretriz de política fiscal de manter consolidação fiscal, cumprindo estritamente as regras, sem descuidar da pandemia e dos gastos.”

As despesas para combater à pandemia são tratadas nas “cláusulas de escape” das regras fiscais, com tratamento orçamentário diferente das demais despesas. No mês, a receita líquida total do governo central registrou alta real de 58,8% em relação a abril de 2020, alcançando R$ 139,183 bilhões. Já as despesas totais caíram 34,4% no mesmo período de comparação e fecharam o mês somando R$ 122,691 bilhões. O aumento da atividade é a principal explicação para o desempenho das receitas. Elas também foram ajudadas pela devolução de parcelas do auxílio emergencial pagas indevidamente. A devolução foi de cerca de R$ 700 milhões em abril. No ano, está entre R$ 4,5 bilhões e R$ 4,7 bilhões.

Gastos com combate à pandemia são contabilizados como despesa obrigatória, pois são financiados por créditos extraordinários ao Orçamento. Sem levá-los em conta, os números mostram que essas despesas estão comportadas, comentou Bittencourt. Despesas discricionárias estão em quede desde antes da pandemia. Além disso, as despesas dos demais Poderes estão mais controladas este ano. Segundo o subsecretário de Planejamento Estratégico da Política Fiscal, Pedro Jucá, nenhum órgão comprometeu até abril mais do que um terço do teto de gastos. “Temos um cenário positivo em relação aos demais Poderes.”, disse. (Valor)


Secretaria da Agricultura prorroga prazo de entrega da Declaração Anual de Rebanho

Em função dos impactos da pandemia de covid-19, o prazo para entrega da declaração anual de rebanho foi prorrogado para 31 de julho. 

Produtores rurais de todo o Rio Grande do Sul têm até esta data para entregar a declaração referente à 2021, contendo todos os animais existentes na propriedade. O prazo da entrega finalizava em 31 de maio. 

O documento é obrigatório, com formulário próprio que está disponível neste link e deve ser encaminhado para a Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA) do município de origem. Para evitar aglomeração nas IDA´s, a orientação é que as declarações sejam encaminhadas preferencialmente por e-mail ou por WhatsApp da Inspetoria. 

O número de WhatsApp de cada inspetoria é o mesmo de seu telefone fixo. Veja aqui os e-mails das inspetorias. (SEAPDR)




No Dia Mundial do Leite, Tetra Pak e movimento #BEBAMAISLEITE realizam campanha solidária
 
Campanha solidária - Em comemoração ao Dia Mundial do Leite, 1º de junho, a Tetra Pak e o Movimento #BEBAMAISLEITE unem-se em uma campanha de solidariedade, que mobiliza empresas, artistas e produtores lácteos de todo o Brasil. 

A ideia é arrecadar o maior volume possível de doações e destiná-las a instituições que ajudam famílias e crianças em tratamento de câncer.

Para incentivar as doações do setor, a campanha conta com a participação do artista plástico Rogério Fernandes, que alcançou visibilidade nacional e fora do país como muralista, cenógrafo escultor e pintor. Rogério recebeu a missão de transformar quatro caixas de leite gigantes, de 1,70 metros de altura, em ilustrações personalizadas, representando sentimentos associados a alimentação e à campanha: Amor, Fé, Esperança e Caridade.

As obras em formato de caixinha da Tetra Pak serão arrematadas por empresas do setor lácteo e o valor arrecadado será revertido em doação de leite.

“No Dia Mundial do Leite queremos mostrar a importância do consumo de leite e como ele pode melhorar a saúde das pessoas. Além de ser o primeiro alimento que temos contato na vida, o leite é responsável pelo desenvolvimento saudável dos ossos e grande fonte de vitaminas. Nesta ação com o #BEBAMAISLEITE, convocamos toda a cadeia produtiva para um ato de solidariedade e reforçamos a nossa promessa de marca, que é proteger alimentos, pessoas e o planeta” explicou Luís Eduardo Ramirez, gerente de marketing de lácteos da Tetra Pak.

Entretenimento e doações: No dia 1º de junho, acontecerá uma live sobre os benefícios do consumo de lácteos com a Nutricionista Carolina Pimentel às 10h no YouTube do #BEBAMAISLEITE. Para encerrar a campanha, também no canal do YouTube do movimento, a cantora sertaneja Paula Fernandes realizará uma live, às 19h, com transmissão ao vivo.

Quem assistir ao show também terá a oportunidade de contribuir com doações à CAPE - Casa de Acolhida Padre Eustáquio, instituição localizada em Belo Horizonte (MG), que atua desde 2013 na assistência a crianças e adolescentes em tratamento oncológico, a partir de um QR Code no canto da tela, será possível realizar transferências de qualquer quantia desejada. Para mais informações sobre o movimento #BEBAMAISLEITE, acesse o site: www.bebamaisleite.com.br (Tetra Pak)

Jogo Rápido  

Altos volumes de chuva previstos para os próximos dias no Estado
Nos próximos dias poderão ocorrer altos volumes de chuva no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 21/2021, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater/RS e o Irga. Entre a sexta-feira (28) e o sábado (29), a propagação de uma frente fria provocará chuva em todo Estado, com possibilidade de chuva temporais isolados, sobretudo na Metade Norte. No domingo (30) o ingresso de uma massa ar seco e frio provocará o declínio das temperaturas, com valores próximos de 0°C e formação de geadas na maioria das regiões. Na segunda-feira (31/5), a presença do ar frio manterá as temperaturas baixas e manterá a condição de geada ao amanhecer. Na terça (1º) e quarta-feira (2), o deslocamento de uma nova frente fria no Oceano vai aumentar a nebulosidade e provocar pancadas de chuva em grande parte do Estado. Os totais esperados oscilarão entre 35 e 50 mm na maioria das áreas da Fronteira Oeste e Campanha. Na Metade Norte os valores oscilarão entre 60 e 90 mm, e poderão superar 100 mm entre a Região Central e a Serra do Nordeste. Somente na Zona Sul os volumes previstos deverão ser inferiores a 20 mm. O documento completo pode ser consultado em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (SEAPDR)