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15/07/2021

Newsletter Sindilat_RS

 

Porto Alegre,  15 de julho de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.457


Santa Clara lança e-book completo sobre queijos com dicas, harmonizações e receitas

A Cooperativa Santa Clara é reconhecida pela qualidade de seus produtos, em especial dos queijos. Para reforçar essa liderança da categoria e oferecer uma parte do conhecimento dos seus 110 anos de tradição, a Santa Clara elaborou o e-book Especial Queijos, recheado de informações sobre as variedades, dicas, harmonizações e receitas deliciosas.

Para o material foram escolhidos 49 tipos de queijos, contemplando os frescos Minas e Ricota, passando pelos tradicionais Colonial, Lanche e Samsoe, até os intensos como Azul, Gruyère e Parmesão, nas diferentes versões que o consumidor pode encontrar nos pontos de venda: pedaços, fatiados, cunhas ou ralados.
 
“Desenvolvemos produtos de altíssima qualidade. Para isso, trabalhamos intensamente desde a propriedade do nosso associado até chegar à mesa do consumidor. O e-book apresenta para o apreciador de queijos várias possibilidades de degustá-lo”, explica o diretor Administrativo e Financeiro, Alexandre Guerra.
 
Além das informações próprias sobre origem, harmonização e dicas, cada queijo escolhido ganhou uma receita inédita assinada pelo chef Gabriel Lourenço. A coletânea está dividida em petiscos, antepasto, primeiro prato, prato principal, acompanhamentos e sobremesa, sempre tendo como destaque o queijo. Além disso, para tornar o ato de cozinhar mais prazeroso é sugerida uma trilha sonora.
 
O lançamento ocorre na próxima segunda-feira, 19 de julho, às 19h30, no canal da Santa Clara no Youtube clique aqui. Durante a transmissão, o chef Gabriel irá ensinar a 50ª receita que integra o e-book, uma Scaccia de Queijos Santa Clara. O e-book ficará disponível para download no site da Santa Clara.

Sobre a Cooperativa Santa Clara: Em 2021, a Santa Clara completou 109 anos de história, o que a faz a mais antiga cooperativa de laticínios em atividade no Brasil. A sua sede está localizada no município de Carlos Barbosa e está presente, através de seus mais de 5 mil associados, em mais de 135 municípios gaúchos, atuando nos ramos de Laticínios, Frigorífico, Fábrica de Rações, Cozinha Industrial, Farmácias e 27 unidades de varejo, entre supermercados e mercados agropecuários, nos municípios onde possui associados. (Santa Clara)

RS: quem disse que Alegrete não produz leite?

Produção/RS- O Rio Grande do Sul produz 4,5 bilhões de litros por ano. O município de Alegrete colabora com cerca de 14,4 milhões de litros por ano - 1,2 milhão por mês.

Os números podem parecer modestos, mas só para quem não conheceu a jornada que, em 20 anos, transformou a cidade - conhecida pelo fornecimento de carne, arroz e soja - num promissor polo de produção leiteira.

Essa transformação teve a participação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-RS) que, em 2000, passou a realizar dias de campo e cursos de capacitação para um pequeno grupo de produtores que insistiam em produzir leite. É o caso de Alberto Ramos Niemeyer e Dirce Sueli Silveira Antunes. No começo do século 21, eles migraram da produção de gado de corte para gado leiteiro para poder pagar a faculdade do filho mais velho.

“A gente precisava formar o filho. Então vendia um lote de gado de corte e pagava a faculdade. No outro mês, tinha a mensalidade também, mas não tinha o corte para vender. Daí a gente passou para o leite, a única atividade rural que dá dinheiro todo o mês”, lembra Dirce.
 
“Quando eu comecei no leite, me chamaram de louco. Diziam que a gente ia deixar de ser fazendeiro para ser ‘leiteiro’. O pessoal tinha vergonha”, completa Alberto.
 
O casal recorda que entre 2000 e 2005, o caminhãozinho de uma empresa de leite viajava 135 quilômetros de Uruguaiana a Alegrete e, após rodar mais 100 quilômetros dentro da cidade, não recolhia mais do que 6 mil litros de leite por dia. A produtividade começou a acontecer quando os produtores começaram a aprender e a colocar em prática o que aprendiam nos cursos do SENAR-RS.
 
“Lá por 2000, fui convidado por um técnico da Emater para falar para alguns produtores de leite sobre o que o SENAR tinha para oferecer na pecuária leiteira. Eram os mais variados cursos na área do leite, e eles foram fazendo.Esse grupo foi se especializando, e com o tempo, cresceu, chegou a 100 produtores, entre pequenos, médios e grandes. Aí, começou-se a capacitar essa turma toda para a produção leiteira”, conta Hermenegildo de Freitas Uberti, coordenador regional do Senar-RS.
 
Em 2007, com o lançamento do programa Desenvolvimento Regional Sustentável, do Banco do Brasil, que facilita crédito em projetos rurais, a maior parte do grupo pode financiar melhorias para as propriedades e a quantidade e a produtividade do leite atraíram outras duas indústrias para comprar o leite produzido em Alegrete.
 
Quatro anos depois, esse grupo de produtores-aprendizes deu origem a Associação de Criadores de Gado Leiteiro e Produtores de Leite de Alegrete (Acripeleite).
 
“Muita gente desistiu, mas aqueles que realmente acreditaram, que viram que assistência técnica, que conhecimento eram fundamentais para a atividade permaneceram e hoje são grandes produtores”, comenta Sueli Macedo, ex-presidente da Acripeleite.
 
Em 2017, o SENAR-RS lançou o programa Leitec, uma capacitação em 11 módulos que abrangia diversas temáticas que envolviam a produção leiteira, como forrageiras, genética, sanidade etc. Em todo o Estado, foram criados 10 grupos para formação. Metade deles foi em Alegrete, tendo a participação de 50 produtores.
 
Para atender a necessidade de maior profissionalização dessas empresas rurais, em 2019, o programa Juntos Para Competir passou a atuar junto aos produtores. Formada por Farsul, SENAR e SEBRAE, a iniciativa visa organizar e desenvolver as principais cadeias produtivas do Estado, através da capacitação e de uma maior integração do setor, melhorando a qualidade dos produtos e agregando valor à produção agropecuária.
 
“É a primeira vez que o JPC tem um projeto de leite na região de Campanha e Fronteira. Sabia-se dessa demanda. O SENAR sempre levantou essa questão e as potencialidades de Alegrete. Hoje, os 410 produtores participantes recebem consultorias gerenciais do SEBRAE”, conta Cibele Bolzan Scherer, Analista de projetos no agronegócio do Sebrae.
 
Dentro do espectro do Juntos para Competir, este ano o SENAR-RS começou a oferecer consultorias técnicas individuais (CTIs) voltadas à higiene e qualidade do leite.
 
“A falta de higiene afeta a produção de qualquer tambo. Isso é medido de duas formas: com a contagem de células somáticas (CCS) e contagem bacteriana total (CBT). Há um limite para a presença desses microrganismos no leite. Quanto mais baixa, mais vale o litro”, explica Hermenegildo.
 
Na CTI de higiene e qualidade do leite, um veterinário vai à propriedade, acompanha a ordenha e vai indicando erros e acertos. Como o modo de higienizar úberes, ordenhadeiras e resfriadores, por exemplo. Ele também fará uma análise da qualidade do produto, que depois servirá de termo de comparação com os boletins emitidos pela indústria a cada compra. Até o fim de 2021, deve ser oferecida a CTI de Manejo de Pastagens.
 
“Há áreas do Estado que, por falta de área de pasto, as vacas ficam praticamente em confinamento. Aqui, com um tambo em área maior, dá para usar mais pastagem e gastar menos com ração. Mas para ter sucesso nisso, o produtor tem de saber manejar, fazer uma escala de pastagens que dure o ano inteiro”, comenta Hermenegildo.
 
O casal Dirce e Alberto garantem que não vão perder nenhum curso de formação que venha a ser oferecido pelo SENAR-RS.
 
“A gente foi fazendo curso e tomando gosto pela coisa, porque começou a ver resultado. Tudo o que um técnico diz e você coloca no papel e pratica, vai dar resultado. Pode não dar 100%, mas 80% dá. No momento em que tu faz a coisa certa e trabalha como empresa, aí a coisa rende. Nós só temos a agradecer por tudo o que a gente aprendeu”, diz Dirce.
 
Hermenegildo Uberti projeta um futuro em que a produção na Fronteira será uma referência na bacia leiteira gaúcha.
 
“Essa região tem muito a agregar. Aprimorando esse pessoal cada vez mais, quem sabe, um dia, faremos uma ‘região do leite do pampa’, criado a pasto, para um público mais exigente?”, imagina. (Padrinho/ASCOM Senar-RS)
 
 
 
 
Lácteos reduzem inflamação e ajudam na cicatrização de feridas

Os produtos lácteos contribuem para a redução da inflamação, regeneração e cicatrização de feridas, ação que pode ser de grande ajuda no tratamento de pacientes com lesões cutâneas crônicas, como diabéticos, pessoas com úlceras venosas e pacientes prostrados.

Esta informação foi compartilhada no webinar organizado pelo Departamento de Nutrição da Universidade Autônoma do Chile e o programa Graças ao Leite do Consórcio do Leite.

Nesta atividade, alunos e professores participaram na apresentação do livro “Lácteos: Nutrición y Salud”, editado pelo Dr. Rodrigo Valenzuela, uma publicação que reafirma através de evidências científicas os benefícios dos laticínios em cada fase da vida.
 
"Em 6 seções e 30 capítulos, os 54 autores trazem as informações mais recentes sobre a contribuição do consumo de laticínios na gestante e no desenvolvimento fetal, por meio do desenvolvimento das crianças, bem como sua contribuição para a nutrição e saúde dos adultos e dos idosos. Reveja os benefícios em diversos temas como obesidade, saúde cardiovascular, óssea e muscular, além do controle da hipertensão, como a proteção contra o câncer”, destaca o pesquisador e professor da Universidade do Chile.
 
Christine Kreindl, nutricionista da Universidade Autônoma do Chile, participou do livro, no qual abordou o efeito positivo que os laticínios podem ter em pacientes com feridas crônicas na pele. A inflamação permanente complicará a cura dos pacientes.
 
“A fase inflamatória se sustenta com o tempo e em pessoas com feridas crônicas. Aqui, os laticínios têm efeito anti-inflamatório, que foi estudado por meio do uso de suplementos para consumo oral, além de fornecer proteína”, explicou.
 
Por exemplo, Kreindl — que participa da National Wound Institute Foundation — comentou que a pesquisa citada no livro analisou o efeito da ingestão de iogurte e produtos lácteos fermentados, que mostraram diminuição na expressão de genes associados a citocinas inflamatórias. “O efeito é anti-inflamatório e com isso é possível contribuir para a regeneração e proliferação celular, o que já foi visto em várias pesquisas tanto in vivo quanto in vitro”.
 
“O leite e seus derivados geram efeitos anti-inflamatórios, junto com a formação de novas células (processo denominado angiogênese), além de apresentarem efeitos bactericidas, que contribuem para a cicatrização mais rápida das feridas”, disse Christine Kreindl.
 
Eles contribuem para a regulação dos genes e para uma melhor regeneração e cura. “Os produtos lácteos e derivados são produtos facilmente acessíveis à população e que têm um aporte de proteínas e, ao mesmo tempo, podemos recomendá-los em pacientes com feridas crônicas ou em pacientes nos quais queremos promover a regeneração. Também passamos a contar com esses efeitos anti-inflamatórios que promovem a angiogênese. Além disso, com propriedades bactericidas os lácteos auxiliam na cicatrização mais rápida, principalmente nesses pacientes com longa permanência com feridas abertas que geram efeitos negativos em sua qualidade de vida. Estes pacientes podem se beneficiar com este tipo de produtos que, aparentemente, surtem um efeito positivo”, concluiu a especialista.
 
Finalmente, para o editor do livro “Lácteos: Nutrición y Salud”, Dr. Rodrigo Valenzuela, este capítulo apresentado no webinar fornece informações e evidências recentes sobre a contribuição dos produtos lácteos.

“Destaca que, ao contrário do que se afirma erroneamente nas redes sociais, os lácteos têm efeito anti-inflamatório, principalmente os lácteos fermentados. Isso pode ser muito útil no tratamento de lesões cutâneas e contribuir, como afirma o autor do capítulo, para uma melhor regeneração e cicatrização.” (As informações são do Mundo Agropecuário, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Jogo Rápido  

Salário será integral e em dia até dezembro

O governador Eduardo Leite informou que o Executivo fará o pagamento integral dos salários dos servidores ao menos até o final de dezembro. Em um vídeo exibido no início da noite de ontem, atribuiu às reformas feitas por seu governo os compromissos em dia. Leite também afirmou serem falsas as notícias sobre utilização de recursos da União para pagar a folha. “A crise está ficando para trás”, celebrou o governador, que ainda projetou investimentos no Estado por meio do programa Avançar. “Com as contas mais ajustadas, além de cumprir a nossa obrigação com os servidores, podemos e vamos ampliar investimentos e qualificar o serviço público”, assinalou na publicação feita em sua página no Twitter. O Piratini ficou quase cinco anos parcelando salários no período entre 2015 e 2020. Os vencimentos voltaram a ser depositados integralmente em novembro do ano passado. (Correio do Povo)


 

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