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Porto Alegre, 17 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.673


Bets e medicamentos GLP-1 disputam espaço no orçamento dos brasileiros

Dados mostram que 47% dos usuários de GLP-1 abriram mão de outros gastos para manter o tratamento, enquanto as apostas esportivas já alcançam 4% dos lares brasileiros.

O orçamento do brasileiro continua pressionado, mas o que mais influencia as decisões de compra hoje não é apenas a renda disponível. De acordo com dados da Worldpanel by Numerator, novas prioridades vêm transformando a forma como as famílias distribuem seus gastos, com destaque para o crescimento das apostas esportivas (bets) e dos medicamentos à base de GLP-1, utilizados popularmente para a perda de peso.

O estudo revela que 31% dos brasileiros se declaram em dificuldade financeira. Ao mesmo tempo, cresce o grupo de consumidores mais comprometidos com saúde e bem-estar: os chamados health actives passaram de 26% para 30% da população em apenas um ano. Em um contexto de pressão financeira e desgaste emocional, investir na própria saúde deixa de ser apenas um desejo e passa a ocupar um espaço cada vez maior no orçamento.

Esse movimento ajuda a explicar o avanço dos medicamentos GLP-1 no país. Embora ainda estejam presentes em apenas 2,4% dos domicílios brasileiros, os impactos financeiros do tratamento já são significativos. Segundo a Worldpanel by Numerator, o custo anual gira em torno de R$ 10 mil, e 47% dos usuários afirmam ter reduzido outros gastos para conseguir manter a medicação.

Os efeitos também aparecem diretamente na cesta de consumo. Após iniciar o tratamento, 55% dos usuários reduziram o consumo de alimentos e bebidas. Metade afirma que pretende consumir menos farinha, enquanto 37% dizem que devem diminuir a ingestão de pães. Nas compras efetivamente realizadas, os gastos com massas são 15% menores, assim como os desembolsos com farinha de trigo (-15%) e biscoitos recheados (-10%).Por outro lado, o estudo mostra que o orçamento destinado ao autocuidado cresce entre os usuários de GLP-1. Os gastos com bebidas esportivas são 68% superiores aos da média da população, enquanto energéticos registram alta de 56%. Também há aumento nas despesas com cremes faciais (+43%), além de shampoos, condicionadores e creme dental.

Nem mesmo categorias tradicionalmente associadas à indulgência deixam de fazer parte da rotina desses consumidores. O chocolate continua presente na cesta de compras: metade dos usuários afirma que pretende manter ou ampliar o consumo, e os gastos na categoria são 60% superiores à média. O comportamento indica que o consumidor não abandona os pequenos prazeres, mas passa a fazer escolhas mais seletivas para equilibrar saúde e bem-estar.

Para a Worldpanel by Numerator, esse é um movimento com potencial para ganhar ainda mais força nos próximos meses, impulsionado pela ampliação do acesso aos medicamentos, pela chegada das versões nacionais após o vencimento de patentes e pela discussão de políticas públicas voltadas ao tratamento da obesidade.

Bets também ganham espaço no orçamento familiar

Enquanto cresce o investimento em saúde, outro fenômeno avança sobre as despesas das famílias brasileiras: as apostas esportivas.

Os dados da Worldpanel by Numerator mostram que, em 2025, 4% dos lares brasileiros realizaram apostas esportivas, com gasto médio anual de R$ 820 por domicílio — crescimento de 7,3% em relação ao ano anterior. Entre as famílias endividadas, esse desembolso é 14% maior.

Embora representem comportamentos distintos, bets e medicamentos GLP-1 refletem uma mesma transformação no consumo. Ambos passaram a disputar recursos que antes eram destinados predominantemente às categorias tradicionais de bens de consumo.

Para a indústria e o varejo, isso representa uma mudança estrutural na dinâmica competitiva. A disputa já não acontece apenas entre marcas da mesma categoria. Ela passa a ocorrer entre necessidades, aspirações e formas distintas de enfrentar uma realidade cada vez mais desafiadora. Nesse cenário, compreender quais necessidades estão conquistando espaço dentro de um orçamento cada vez mais limitado torna-se essencial para empresas que buscam manter sua relevância junto ao consumidor brasileiro.

As informações são da Worldpanel by Numerator, adaptadas pela Equipe MilkPoint. 


EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1928 de 16 de julho de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE

O manejo dos rebanhos ficou restrito às condições das pastagens e da umidade do solo. A melhora da oferta de forragem favoreceu o desempenho produtivo em algumas regiões, mas o excesso de barro nas áreas de circulação e de ordenha continuou dificultando o manejo, a higiene dos animais e o controle de mastite.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, devido à limitação do desenvolvimento das pastagens cultivadas de inverno das últimas semanas, o desempenho produtivo das matrizes em lactação diminuiu. Contudo, a menor ocorrência de barro facilitou a higiene durante a ordenha e o acesso dos animais às pastagens.

Nas de Caxias do Sul, Frederico Westphalen e Soledade, os sistemas à base de pasto enfrentaram dificuldades de manejo devido às condições das pastagens. Para manter a produtividade, as vacas em lactação receberam silagem de milho e concentrados proteicos. Nos sistemas confinados, a alimentação ficou inalterada.

Nas de Erechim e Santa Maria, o acúmulo de barro nos corredores e nas áreas de descanso e espera dificultou a higiene dos animais e da ordenha, favorecendo problemas de casco, locomoção e controle de agentes patogênicos.

Na de Ijuí, a redução do teor de umidade no solo beneficiou o manejo dos animais e a higiene nas salas de ordenha, principalmente nos sistemas de produção a pasto. Nos sistemas confinados, ainda há desafios para diminuir a umidade na cama dos animais, e alguns produtores optaram por troca do material das camas.

Na de Passo Fundo, a produção ficou estável. Foi mantida a restrição do tempo de pastoreio dos animais, priorizando os lotes em lactação para o pastejo direto. O fornecimento de silagem foi ampliado, e houve ajuste no nível de ração ofertada nos cochos. 

Na de Pelotas, em Capão do Leão, Pelotas, São Lourenço do Sul, Rio Grande e no Chuí, a produção aumentou, sustentada pela maior oferta de pastagens de inverno, que proporcionou também redução de custos. Por outro lado, em Arroio Grande, Jaguarão, Pedro Osório, Cerrito e Pedras Altas, os rebanhos ainda dependem de silagem e de concentrados, uma vez que houve limitações decorrentes das geadas e do crescimento lento das pastagens de inverno.

Na de Porto Alegre, o atraso no desenvolvimento das pastagens aumentou a necessidade de suplementação alimentar com silagem de milho e ração formulada. Em relação ao aspecto sanitário, houve aumento dos casos de mastite ambiental, associado aos períodos de chuva e ao acúmulo de barro nas proximidades das instalações. Os produtores seguem realizando adubação de cobertura das pastagens cultivadas e implantação de piquetes para manejo rotacionado.

Na de Santa Rosa, as baixas temperaturas favoreceram o conforto térmico dos animais e contribuíram para a manutenção da produção de leite. Por outro lado, a elevada umidade do solo dificultou o manejo, favoreceu a formação de barro e aumentou os riscos de pisoteio e de compactação das pastagens, comprometendo seu rebrote. A qualidade das pastagens de inverno está satisfatória, permitindo reduzir os teores de proteína das rações e os custos de alimentação. Contudo, a suplementação ainda é necessária para atender às exigências nutricionais dos rebanhos. Nos municípios onde choveu, foram intensificados os cuidados sanitários e os protocolos de higiene durante a ordenha para prevenir mastite. (Emater/RS)

Exportações de lácteos dão fôlego ao Uruguai, mas setor vê incertezas para o segundo semestre

Entre janeiro e junho foram embarcadas 122.518 toneladas de lácteos, o maior volume já registrado para um primeiro semestre e 8,5% acima do mesmo período de 2025.

O Uruguai encerrou o primeiro semestre de 2026 com recorde nas exportações de produtos lácteos, impulsionado pelo crescimento da produção de leite registrado nos últimos meses. Entre janeiro e junho foram embarcadas 122.518 toneladas de produtos lácteos, o maior volume já registrado para um primeiro semestre e 8,5% acima do mesmo período de 2025.

Apesar do desempenho histórico, o setor já olha com cautela para o restante do ano. A combinação de queda recente nas cotações internacionais, indefinições comerciais e mudanças estruturais nos principais mercados importadores gera preocupação entre produtores e indústria.

Receita cresce menos que o volume

Segundo dados da aduana uruguaia, as exportações renderam US$ 436 milhões no primeiro semestre, ante US$ 419,5 milhões no mesmo período de 2025. Embora o volume embarcado tenha crescido significativamente, a receita avançou apenas 0,4%, reflexo da queda no preço médio dos produtos exportados.

Exportações de lácteos do Uruguai no primeiro semestre

O valor médio das exportações passou de US$ 3.736 para US$ 3.560 por tonelada, uma redução de aproximadamente US$ 180 por tonelada. O leite em pó integral continuou sendo o principal produto exportado, representando cerca de dois terços dos embarques. Foram exportadas 81.640 toneladas, aproximadamente 10,3 mil toneladas a mais que no primeiro semestre do ano passado, crescimento de 14% que explica grande parte do avanço das exportações.

Também houve aumento de 10% no volume exportado de queijos. Em contrapartida, caíram os embarques de leite em pó desnatado e manteiga. No caso da manteiga, a retração ocorreu em função das restrições sanitárias impostas pelo mercado russo, segundo principal destino do produto em 2025, que impediram os embarques em 2026.

Junho manteve o bom ritmo

Somente em junho, os produtos lácteos ocuparam a quinta posição entre os principais itens exportados pelo Uruguai, com vendas de US$ 72 milhões, valor 8% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Segundo a agência Uruguay XXI, as exportações apresentaram boa diversificação de mercados. Treze países importaram mais de US$ 1 milhão em produtos lácteos uruguaios durante o mês.

A África respondeu por 41% do total exportado em junho, considerando principalmente Argélia, Mauritânia e outros países da região. O Brasil permaneceu como principal destino individual, com compras de aproximadamente US$ 19 milhões.

Receita das exportações de lácteos do Uruguai

Segundo semestre começa cercado de dúvidas

Apesar dos números positivos, representantes do setor avaliam que o ambiente comercial se tornou mais incerto. Justino Zavala, dirigente da Associação dos Produtores de Leite de Canelones, afirmou que o primeiro semestre terminou com aumento dos volumes exportados e maior faturamento em relação a 2025, mas que os próximos meses trazem desafios importantes para a comercialização da produção.

Nos últimos sete leilões da plataforma Global Dairy Trade (GDT), da Fonterra, foram registradas cinco quedas e apenas duas pequenas altas. O preço do leite em pó integral caiu de US$ 3.863 para US$ 3.589 por tonelada. Ainda assim, permanece acima do piso de US$ 3.161 por tonelada registrado em dezembro de 2025.

Outro fator de preocupação é que a Conaprole, principal cooperativa de lácteos do Uruguai, normalmente já teria comercializado parte da produção da primavera nesta época do ano. Em 2026, porém, isso ainda não ocorreu, justamente quando se espera uma produção próxima de 6,5 milhões de litros de leite por dia, ou até superior.

Indonésia e Argélia são as principais apostas

Entre as alternativas avaliadas pelo setor está um aumento das compras por parte da Indonésia, embora os preços atualmente não sejam considerados atrativos e as perspectivas ainda sejam limitadas — até o momento foram embarcados apenas dois contêineres para aquele mercado. Outra expectativa é a abertura de uma nova licitação de importação pela Argélia, permitindo ao Uruguai ampliar suas vendas para o país. Segundo Zavala, a preocupação é que o setor, que investiu fortemente para elevar a produção, enfrente dificuldades justamente no momento em que começa a colher os resultados desses investimentos.

Mudanças estruturais preocupam o setor

Além das questões conjunturais, o dirigente chamou atenção para uma mudança estrutural no mercado internacional. Na avaliação dele, o mercado mundial de leite em pó tende a perder espaço como principal destino das exportações. O Brasil caminha para maior autossuficiência, impulsionado pelo crescimento da produção, especialmente entre grandes produtores, enquanto pequenos produtores deixam a atividade.

Ao mesmo tempo, a Argélia — atualmente o principal comprador dos produtos lácteos uruguaios — desenvolve projetos para ampliar sua produção doméstica e reduzir a dependência das importações. Diante desse cenário, Zavala defende que a indústria uruguaia avance na produção de ingredientes de maior valor agregado, especialmente proteínas do soro de leite. "Precisamos começar a caminhar para outro lado. A proteína do soro é para onde devemos ir. Precisamos embarcar na onda das proteínas", afirmou o dirigente em entrevista ao programa Tiempo de Cambio, da Rádio Rural.

Produção continua crescendo

No campo, as perspectivas seguem positivas. Segundo Zavala, a produção de leite continua crescendo impulsionada principalmente pelos ganhos tecnológicos. Mesmo com menos produtores, sem aumento do número de vacas e sem expansão da área destinada à atividade, a produção deve crescer entre 15% e 16% ao ano.

Os ganhos de produtividade por animal e o maior uso de grãos na alimentação passaram a fazer parte do sistema produtivo e sustentam esse avanço. Para o segundo semestre, a expectativa é de manutenção dos preços pagos aos produtores, mesmo diante do aumento dos custos de produção, graças ao crescimento da oferta de leite.

As informações são do Blasina y Asociados, traduzidos e adaptados pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 29/2026 – SEAPI
Na próxima semana, haverá possibilidade de temporais acompanhados por rajadas de vento, volumes expressivos de precipitação e possível ocorrência de granizo. Na sexta-feira (17/07), os efeitos da circulação atmosférica poderão provocar chuva em alguns pontos isolados e trazer rajadas de vento para algumas localidades. Há previsão de chuva principalmente na metade sul do estado. Na metade norte, não há previsão de chuva significativa ao longo desses dois dias. Entre o sábado (18/07) e o domingo (19/07), a atuação de um sistema de baixa pressão deverá aumentar a instabilidade sobre o Rio Grande do Sul. Há previsão de tempestades, que podem ser acompanhadas por rajadas de vento e possível ocorrência de granizo. Entre a segunda-feira (20/07) e a quarta-feira (22/07), a atuação dos efeitos da circulação atmosférica deverá continuar transportando grande quantidade de umidade para o Rio Grande do Sul. Há previsão de tempestades, que podem ser acompanhadas por rajadas de vento e possível ocorrência de granizo. Os maiores volumes de precipitação deverão ocorrer nas porções mais ao sul e centro do estado. (Seapi)


Porto Alegre, 16 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.672


Governo publica MP 1376, que trata da renegociação das dívidas rurais

O governo federal publicou a MP 1.376/2026 para renegociar dívidas rurais, visando mais de R$ 100 bilhões em débitos de produtores entre 2019 e 2025.

O governo federal publicou a medida provisória 1.376/2026, que trata da renegociação das dívidas rurais. A estimativa é alcançar mais de R$ 100 bilhões em débitos de produtores afetados por adversidades climáticas e movimentos de mercado entre 2019 e 2025. O custo para o Tesouro Nacional é estimado em R$ 3,6 bilhões por ano. A MP vai contemplar apenas dívidas bancárias, terá juros entre 5% e 12% ao ano e prazos que chegam a dez anos, com dois de carência.

A MP autoriza a criação de linhas de crédito rural para “composição de dívidas” com a finalidade de “apoiar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, de enfrentamento das consequências sociais e econômicas de calamidades públicas, bem como dos impactos econômicos negativos decorrentes dos conflitos geopolíticos internacionais”. As perdas precisarão ser comprovadas por laudo emitido por profissional habilitado. Ao contrário de medidas recentes, o texto não exige a publicação de decretos de emergência ou situação de calamidade pelos municípios afetados por adversidades climáticas.

Os serão regulamentados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O prazo de contratação do crédito será de até 120 dias após a data de publicação da MP. A renegociação será feita em três frentes diferentes, com prazos, limites e taxas de juros distintas. O crédito para repactuação das dívidas poderá ser acessado por produtores rurais e cooperativas de produção. Há autorização para criação de linhas especiais de financiamento com recursos controlados e livres.

Produtores que tiveram duas perdas de safra entre 2019 e 2025, com redução da renda bruta de, no mínimo, 30%, por motivos climáticos ou de mercado, terão acesso à renegociação com prazo total de oito anos, incluídos dois de carência, sem a necessidade de pagamento de entrada, mas com o pagamento dos juros nesse período. Os juros para esse público serão de 6% para pequenos produtores, 9% para médios e 12% para grandes. Os limites de financiamento serão de R$ 400 mil para agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), podendo chegar a R$ 1 milhão; de R$ 2 milhões para quem se enquadra no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), podendo chegar a R$ 4 milhões; e de até R$ 4 milhões para os demais.

Produtores que tiveram perdas mais severas, exclusivamente por motivos climáticos, terão juros menores e prazos maiores. A MP cita eventos climáticos extremos, como enxurradas, alagamentos, inundações, chuvas de granizo, chuvas intensas, tornados, ondas de frio, geadas, vendaval, secas ou estiagens.

Para quem comprovar prejuízos em três safras entre 2019 e 2025, com redução da renda bruta de, no mínimo, 40%, o prazo será de dez anos, incluídos dois de carência. Os juros serão de 5%, 8% e 11% para pequenos, médios e grandes produtores, respectivamente. Os limites de financiamento serão de R$ 500 mil para agricultores enquadrados Pronaf, podendo chegar a R$ 1 milhão; de R$ 2,5 milhões para quem se enquadra no Pronamp, podendo chegar a R$ 4 milhões; e de até R$ 8 milhões para os demais.

As Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas em favor das instituições financeiras também poderão ser renegociadas. O texto da MP prevê a possibilidade de substituição dos títulos inadimplentes por novos, com prazo de alongado até oito anos para pagamento, apenas com juros livres. As instituições financeiras também poderão oferecer uma linha de crédito para renegociação com juros livres para produtores que tiveram duas perdas de, no mínimo, 30% entre 2019 e 2025.

A MP vai atender operações de crédito rural que foram já foram prorrogadas e estavam adimplentes até 31 de maio de 2026, inclusive aquelas renegociadas pela MP 1.314/2025, e as que estão inadimplentes entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026. A MP vai permitir que as instituições financeiras prorroguem automaticamente por 30 dias o vencimento de parcelas que estavam em situação de adimplência em 14 de julho de 2026.

A MP 1.376/2026 prevê que o governo poderá participar de um fundo garantidor para operações de crédito rural. A expectativa é que a união aporte até R$ 2 bilhões. A medida é vista como essencial para destravar o acesso ao Plano Safra e para dar mais estabilidade ao financiamento do setor nos próximos anos.

O texto ainda dá um comando para que as instituições financeiras revejam e reaproveitem as garantias dadas em operações anteriores. A intenção é adequar essas garantias de forma proporcional ao valor do novo financiamento, sem comprometer todo o bem vinculado ou exigir mais garantias. Em algumas situações, o governo prevê que poderá haver redução das exigências feitas até então.

O governo manteve no texto a possibilidade de uso de "outras fontes" nas quais estão abrangidos o Fundo Social do Pré-Sal e demais fundos públicos supervisionados pelo Ministério da Fazenda. A intenção, no entanto, não é usar esse dinheiro. A renegociação das dívidas será feita com os recursos próprios dos bancos, inclusive aqueles oriundos de direcionamento do crédito rural, como percentual dos depósitos à vista, da poupança rural e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

O texto explicita que a disponibilização das linhas de crédito rural fica autorizada a utilização de “recursos obrigatórios de que trata o Manual de Crédito Rural (MCR) do Banco Central do Brasil; recursos com equalização de encargos financeiros, observados os limites e as condições para equalização estabelecidas em portaria do Ministério da Fazenda; recursos dos fundos constitucionais de financiamento do Nordeste (FNE), do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO); outras fontes de recursos não equalizadas; ou outras fontes definidas pelo Poder Executivo”.

Vedações

A MP veda a contratação das linhas de crédito rural para liquidação ou amortização das operações de crédito rural que tenham sido contratadas com recursos do Fundo Social e financiamentos feitos com recursos controlados pelas regras da Medida Provisória n° 1.314, de 5 de setembro de 2025. As operações com juros livres da MP poderão ser renegociadas, observados os limites por mutuário e com permissão para preservação, na nova operação, do benefício para apuração do crédito presumido.

A MP deixa claro que a contratação do financiamento para renegociação de dívidas não constituirá “impedimento para a contratação de novas operações de crédito rural nem motivo para o registro do produtor rural ou da cooperativa de produção em cadastros restritivos”. O texto aponta ainda que as novas operações “não abrangerão valores liquidados ou amortizados antes da data de publicação da MP, inclusive mediante indenização pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou cobertura por apólices de seguro rural”.

Pedidos não atendidos

A renegociação das dívidas privadas, feitas fora do sistema bancário, não foi contemplada na MP. Os juros também não foram os sugeridos pela bancada ruralista, de até um dígito, nem o que queriam os defensores do projeto de lei 5.122/2023, que prevê 4%, 6% e 8%.

Outro ponto que ficou de fora da MP é o recálculo da dívida na origem. Produtores do Rio Grande do Sul questionam o aumento do montante devido ao longo dos anos, por conta de reclassificações das operações (de juros controlados para livres, por exemplo) em prorrogações feitas nos bancos, e querem que seja considerado o passivo original. Fontes do governo e do sistema financeiro dizem que essa medida é inexequível.

As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint


Inovação e consumo: novo livro analisa o mercado lácteo brasileiro

Novo livro traz análise sobre o atual cenário das bebidas lácteas  e busca investigar o comportamento do mercado consumidor brasileiro. A obra “Soro de Leite e Bebida Láctea no Brasil: sustentabilidade, produção e consumo” foi lançado na última terça-feira, 14 de julho, durante o Minas Láctea, considerado maior evento laticinista da América Latina. 

A obra é resultado da parceria entre a Embrapa Gado de Leite, InovaLeite e CAP-Lab, programas que buscam o fortalecimento da cadeia do leite, e reúne contribuições de especialistas de duas instituições: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal de Viçosa (UFV). 

A publicação trata de aspectos relacionados a padrões simbólicos de demandas do leite e mercado agroindustrial, diante das fortes inovações tecnológicas e mudanças de comportamento do consumidor. Além da análise de mercado moderno, a publicação traz também evidências de dados e leituras de indicadores econômicos, ressaltando o maior interesse de jovens pela busca das bebidas lácteas por suas funcionalidades práticas e teor proteico.

O livro está disponível para download gratuito, clicando aqui.

Embrapa Gado de Leite

Vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,50% na comparação mensal e de avanço de 1,15% sobre um ano antes

As vendas varejistas no Brasil voltaram a avançar em maio após um tropeço no mês anterior, impulsionadas pela venda de artigos relacionados à Copa do Mundo, com destaque para álbuns e figurinhas, mas ainda ficaram abaixo do esperado.

Na comparação com o mês anterior, as vendas do varejo subiram 0,1% em maio, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em abril, as vendas tiveram queda mensal de 1,6%, em dado revisado de contração de 1,5% informada antes, sendo o único resultado negativo no ano até maio.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, as vendas apresentaram avanço de 0,4%, segundo o IBGE.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,5% na comparação mensal e de 1,15% na base anual.

Um mercado de trabalho aquecido e medidas de estímulo ao consumo têm ajudado a compensar o peso da política monetária ainda restritiva apesar dos cortes recentes na taxa de juros, mas uma moderação da economia é esperada, com o consumo sentindo também o peso da inflação elevada, além de restrições de crédito.

“O dado do varejo … reforça a percepção de desaceleração gradual do comércio na margem. Em conjunto com os demais indicadores de atividade divulgados até aqui, a (pesquisa) reforça nossa expectativa de um PIB mais fraco no segundo trimestre de 2026”, disse Leonardo Costa, economista do ASA.

Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, cinco apresentaram ganhos em maio, com destaque para o aumento de 15,2% em Livros, jornais, revistas e papelaria (15,2%).

Também tiveram ganhos Tecidos, vestuário e calçados (3,1%), Móveis e eletrodomésticos (2,7%), todos os três com desempenho relacionado à Copa do Mundo, que começou em 11 de junho.

“Todos esses setores aqui já antecipando, lá em maio, a Copa do Mundo, com alta nas vendas de álbuns de figurinhas, roupas e também de televisores”, disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE.

Apresentaram ainda resultados positivos Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,4%) e Combustíveis e lubrificantes (1,1%).

Na outra ponta, tiveram quedas Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,3%).

“O destaque fica por conta do impacto negativo proporcionado pela alta da inflação de alimentação no domicílio, principal responsável pela queda de 1,5% do grupo de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo”, destacou Matheus Pizzani, economista do PicPay.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em maio caiu 0,2% frente a abril. (Info Money)


Jogo Rápido

Italac apoia lançamento de manual técnico sobre leite condensado
Obra une conhecimento acadêmico, vídeos explicativos e aplicação prática para a indústria láctea. O grupo de pesquisa Inovaleite lançou oficialmente a obra "Manual Condensado de Leite Condensado", um material elaborado com o objetivo de atualizar o conhecimento técnico e científico voltado a estudantes, pesquisadores e profissionais do setor de laticínios. Desenvolvido pelos pesquisadores Ítalo Tuler Perrone, Rodrigo Stephani e Júlia Francisquini, o livro foi estruturado em um formato de perguntas e respostas para facilitar a consulta rápida e a aplicação prática dos conceitos tecnológicos fundamentais do produto. Além do conteúdo impresso, a publicação adota uma abordagem que conecta o material teórico a recursos audiovisuais. Cada capítulo do manual é acompanhado por um QR Code, que direciona o leitor a vídeos nos quais os autores detalham as temáticas abordadas, compartilhando análises baseadas em suas trajetórias no ambiente acadêmico e no mercado industrial. Essa metodologia dinâmica visa ampliar a compreensão e a fixação dos parâmetros tecnológicos estudados. A viabilização do projeto contou com a parceria de importantes nomes da cadeia produtiva de lácteos, como Italac, Tetra Pak e Tate & Lyle. Para as marcas apoiadoras, a iniciativa reforça o compromisso com o avanço da educação técnica, a qualificação profissional e a difusão de novas tecnologias para o setor. O lançamento oficial ocorreu durante o evento Minas Láctea 2026, marcando um ponto de convergência entre a ciência aplicada e o desenvolvimento da indústria nacional de lácteos. (Milkpoint)


Porto Alegre, 15 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.671


Milk Summit Mercosul 2026 apresenta programação e abre inscrições

O Milk Summit Mercosul 2026 teve sua programação oficial apresentada nesta terça-feira (14), em Ijuí (RS), marcando a abertura das inscrições para a segunda edição do encontro. Com uma agenda voltada aos desafios e oportunidades da cadeia leiteira, reunirá entre os dias 14 e 15 de outubro, especialistas nacionais e internacionais para discutir mercado lácteo, saúde animal, competitividade no Mercosul, sustentabilidade, exportação, inovação e tendências para o futuro do setor durante a ExpoFest Ijuí. 

Realizado em celebração ao Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o lançamento reuniu cerca de 200 participantes e antecipou temas da agenda que pode ser conferida no site www.milksummit.com, onde também é possível realizar as inscrições. Ao abordar a competitividade do leite brasileiro frente à Argentina e ao Uruguai, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, defendeu que é preciso atuar pelo fortalecimento da atividade por meio de três pilares: gestão das propriedades, maior coordenação entre os elos da cadeia produtiva e comunicação com a sociedade. “A gestão envolve desde aspectos zootécnicos até a gestão de risco e é decisiva para a competitividade”, destacou.

A busca por mais eficiência e previsibilidade também esteve presente nas demais atividades, incluindo a mesa redonda. Marianne Tufani, da StoneX, apresentou o StoneX Leite Futuro, ferramenta voltada à gestão de riscos para o setor lácteo. Na sequência, Matheus Zimmermann, do Sicredi das Culturas RS/MG, falou sobre o uso de derivativos financeiros no agronegócio, enquanto Lucas Oberherr, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), abordou a importância das políticas públicas, da competitividade, da sanidade e da rastreabilidade. Durante a programação, também foram homenageados produtores de leite destaque de Ijuí, em reconhecimento à contribuição para o desenvolvimento da atividade na região que fornece o maior volume de leite para a indústria no RS. 

O encerramento foi marcado por um brinde com leite, em um gesto de valorização dos produtores e de toda a cadeia produtiva. Para o coordenador do Milk Summit Mercosul 2026, Darlan Palharini, o lançamento demonstrou a mobilização do setor para a construção de uma agenda voltada ao futuro. “Reunimos produtores, indústrias, cooperativas, entidades e poder público para discutir o presente e construir o futuro da atividade. Agora iniciamos a caminhada para o Milk Summit Mercosul 2026, que será ainda maior e se consolidará como um dos principais fóruns de debate do leite”, destacou o secretário-executivo do Sindilat/RS.

O evento é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. Tem como patrocinadores: Tetra Pak, Piracanjuba, Lactalis, Italac, Cooperativa Santa Clara, Sicredi, Unianálises, Launer Química, Suifarma, Laticínios Frizzo e Unijuí. São parceiros institucionais: Expofest Ijuí, Setrem, FecoAgro/RS, Sescoop, Farsul, Senar-RS, Fetag-RS, Fiergs, Conseleite-RS, Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul – Gadolando, Hooks, Embrapa e Ministério da Agricultura e Pecuária. Contribuíram com o Milk Break: Languiru, Santa Clara, Piracanjuba, CCGL, Italac, Stefanello, Heja, Lactalis, Deale e Friolack. (Jardine Comunicação)


Após acordo, Senado aprova MP do frete sem o piso salarial de R$ 5 mil

O Senado aprovou nesta terça-feira (14) a medida provisória que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário, mas sem o piso salarial de R$ 5 mil mensais para os caminhoneiros.

A medida provisória (MP 1.343/2026) passou por uma série de mudanças e, por isso, foi transformada em um projeto de lei de conversão: o PLV 6/2026. O texto segue para a sanção da Presidência da República.

O valor do piso não estava no texto enviado pelo governo. A previsão de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância foi incluída pela comissão mista (de senadores e deputados federais) que analisou a matéria — e foi mantida na votação na Câmara dos Deputados.

Mas, no Senado, o dispositivo foi retirado por ser considerado um tema estranho ao conteúdo original da medida provisória. O pedido de exclusão foi apresentado pelos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Tereza Cristina (PP-MS), e foi acatado pelo relator da MP, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

A exclusão foi tratada como supressão, e não como alteração do texto, para evitar o retorno da proposta à Câmara.

Ao anunciar o acordo para a votação da proposta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que reuniu governo, parlamentares e representantes dos setores envolvidos para buscar um consenso. Segundo ele, o texto aprovado pela Câmara gerava divergências e precisava ser discutido antes de ir à votação no Plenário do Senado.

— O debate é a essência do Parlamento. Se havia divergências sobre o texto, era preciso ouvir todos os envolvidos. Demos uma contribuição para o Brasil, mas é rápido esquecer isso quando se quer arrumar um culpado. O difícil é sentar por dez horas, governo, oposição e relator, para construir um acordo. Era mais fácil dizer que não ia pautar. (...) Nós nos debruçamos sobre o processo, entramos para dentro do problema e demos a solução — afirmou Davi.

Tereza Cristina disse que o dispositivo precisava ser retirado por tratar de tema alheio à medida provisória e que, por isso, poderia ser considerado inconstitucional. Segundo ela, a questão havia sido discutida entre o governo e representantes dos caminhoneiros e transportadores.

Jaime Bagattoli afirmou que a manutenção do piso poderia prejudicar milhares de pequenos empresários do transporte rodoviário. Assim como Tereza Cristina, ele disse que a preocupação foi discutida com representantes dos caminhoneiros, que, segundo ele, concordaram com a retirada do dispositivo.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmaram que as negociações buscaram preservar os pontos considerados essenciais da proposta e evitar que a medida provisória perdesse a validade. A aprovação da matéria ocorreu dois dias antes do fim do prazo para a sua aprovação (embora esteja em vigor desde março, a MP dependia da aprovação do Congresso para se tornar lei em definitivo).

— A negociação é um instrumento de conversa, de busca de alternativas. Pode não agradar a um aqui, a outro ali ou a outro acolá, mas temos de ter capacidade de escolher o que é essencial — disse Teresa Leitão ao destacar a construção de um acordo entre os senadores.

O parecer de Styvenson Valentim trouxe ainda ajustes de redação. Além disso, a redação final prevê que acordos e convenções coletivas de trabalho instituirão o piso salarial aplicável aos motoristas profissionais de longa distância.

Anistia
O texto anistia caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias no contexto das eleições de 2022. O perdão das multas, que não constava na medida provisória editada pelo governo federal, foi incluído pela comissão mista que analisou a MP.

— É uma tranquilidade para os caminhoneiros. O projeto busca anular multas aplicadas em 2022. Entendo que o caráter pedagógico dessas multas já foi alcançado. Manter essa injustiça passaria uma ideia de vingança, o que não contribui em nada para a sociedade — disse Styvenson Valentim. 

Outra anistia se destina a quem descumpriu as normas do frete, como é o caso do pagamento abaixo do piso estipulado pela Lei 13.703, de 2018. Assim, embora a MP fixe regras mais rígidas para o cumprimento do frete mínimo e a definição de seu valor, aqueles que foram punidos administrativamente até a publicação da futura lei (resultante da proposta) terão as multas convertidas em advertência. A medida vale para processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas ainda não quitadas.

A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. A proposta também preserva o direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei. Já os valores de multas pagas antes da publicação da futura lei não serão devolvidos.  

Além das anistias, a proposta reúne uma série de mudanças para o transporte rodoviário de cargas, como alterações nas regras de fiscalização do setor e novas exigências para transportadores.

Frete mínimo  
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade (como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga).  

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).  

A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.

Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.

A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.

Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.

Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.

Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.

A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.

As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações. (Agência Senado)

Cobrança da nova modalidade de contribuição ao Fundesa-RS é adiada

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul informa que o início da arrecadação de taxas sobre a existência de animais conforme a Declaração Anual de Rebanho, programado para esta quarta-feira, 15 de julho, foi adiado. A medida decorre de instabilidades técnicas identificadas no novo sistema de emissão de boletos, que impedem, neste momento, a operacionalização eficiente do recolhimento junto aos contribuintes.

A equipe técnica do Fundo e os responsáveis pelo processamento dos dados informados pela Secretaria da Agricultura trabalham em regime de prioridade para sanar as inconsistências e garantir a plena funcionalidade do sistema. O objetivo é assegurar que o processo de arrecadação ocorra com total transparência, agilidade e segurança jurídica para todos os produtores e parceiros envolvidos com o setor agropecuário gaúcho.

Até o presente momento, não há uma nova data definida para o início da cobrança. O Fundesa-RS ressalta que comunicará o cronograma atualizado por meio de seus canais oficiais de comunicação, bem como das entidades integrantes do fundo. (FUNDESA)


Jogo Rápido

Projeto reutiliza caixas de leite para aquecer casas de famílias em situação de vulnerabilidade
Há quase duas décadas, um projeto desenvolvido em Passo Fundo (RS) transforma caixas de leite longa vida em uma solução simples e eficiente para amenizar o frio em residências de famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa reutiliza as embalagens como revestimento térmico em casas de madeira, reduzindo a entrada de vento e umidade e proporcionando mais conforto aos moradores. Cada residência recebe, em média, cerca de 1.200 embalagens recicladas. Após serem higienizadas, as caixas são abertas e instaladas nas paredes com a camada aluminizada voltada para o interior da casa, formando uma barreira que ajuda a conservar a temperatura do ambiente. Além de melhorar a qualidade de vida das famílias atendidas, o projeto também promove a sustentabilidade ao dar uma destinação adequada às embalagens longa vida, contribuindo para a redução de resíduos. Ao longo de sua história, a iniciativa já beneficiou mais de 620 moradias em Passo Fundo e municípios da região. O trabalho é mantido por meio da doação de embalagens e do apoio da comunidade, tornando-se referência em ação social e ambiental no Rio Grande do Sul. (Zero Hora editado pelo Sindilat)


Porto Alegre, 14 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.670


Milk Summit Mercosul 2026 apresenta programação e abre inscrições

O Milk Summit Mercosul 2026 teve sua programação oficial apresentada nesta terça-feira (14), em Ijuí (RS), marcando a abertura das inscrições para a segunda edição do encontro. Com uma agenda voltada aos desafios e oportunidades da cadeia leiteira, reunirá entre os dias 14 e 15 de outubro, especialistas nacionais e internacionais para discutir mercado lácteo, saúde animal, competitividade no Mercosul, sustentabilidade, exportação, inovação e tendências para o futuro do setor durante a ExpoFest Ijuí. 

Realizado em celebração ao Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o lançamento reuniu cerca de 200 participantes e antecipou temas da agenda que pode ser conferida no site www.milksummit.com, onde também é possível realizar as inscrições. Ao abordar a competitividade do leite brasileiro frente à Argentina e ao Uruguai, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, defendeu que é preciso atuar pelo fortalecimento da atividade por meio de três pilares: gestão das propriedades, maior coordenação entre os elos da cadeia produtiva e comunicação com a sociedade. “A gestão envolve desde aspectos zootécnicos até a gestão de risco e é decisiva para a competitividade”, destacou.

A busca por mais eficiência e previsibilidade também esteve presente nas demais atividades, incluindo a mesa redonda. Marianne Tufani, da StoneX, apresentou o StoneX Leite Futuro, ferramenta voltada à gestão de riscos para o setor lácteo. Na sequência, Matheus Zimmermann, do Sicredi das Culturas RS/MG, falou sobre o uso de derivativos financeiros no agronegócio, enquanto Lucas Oberherr, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), abordou a importância das políticas públicas, da competitividade, da sanidade e da rastreabilidade. Durante a programação, também foram homenageados produtores de leite destaque de Ijuí, em reconhecimento à contribuição para o desenvolvimento da atividade na região que fornece o maior volume de leite para a indústria no RS. 

O encerramento foi marcado por um brinde com leite, em um gesto de valorização dos produtores e de toda a cadeia produtiva. Para o coordenador do Milk Summit Mercosul 2026, Darlan Palharini, o lançamento demonstrou a mobilização do setor para a construção de uma agenda voltada ao futuro. “Reunimos produtores, indústrias, cooperativas, entidades e poder público para discutir o presente e construir o futuro da atividade. Agora iniciamos a caminhada para o Milk Summit Mercosul 2026, que será ainda maior e se consolidará como um dos principais fóruns de debate do leite”, destacou o secretário-executivo do Sindilat/RS.

O evento é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. Tem como patrocinadores: Tetra Pak, Piracanjuba, Lactalis, Italac, Cooperativa Santa Clara, Sicredi, Unianálises, Launer Química, Suifarma, Laticínios Frizzo e Unijuí. São parceiros institucionais: Expofest Ijuí, Setrem, FecoAgro/RS, Sescoop, Farsul, Senar-RS, Fetag-RS, Fiergs, Conseleite-RS, Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul – Gadolando, Hooks, Embrapa e Ministério da Agricultura e Pecuária. Contribuíram com o Milk Break: Languiru, Santa Clara, Piracanjuba, CCGL, Italac, Stefanello, Heja, Lactalis, Deale e Friolack. (Jardine Comunicação)


IX Simpósio Brasileiro de Acarologia - SIBAC
Venha participar da nosso evento satélite  Na Lida do Campo , que acontecerá durante o IX Simpósio Brasileiro de Acarologia - SIBAC. Vai ser uma conversa voltada para produtores que buscam trocar experiências, ampliar conhecimentos e discutir os desafios da sanidade e produção de bovinos.🗓️ 26 de agosto de 2026, das 9h às 16h
📍 Centro de Eventos de Nova Petrópolis/RS

Para garantir sua participação, preencha o formulário:
https://forms.office.com/e/SFV9td9yru

 

Famurs mobiliza prefeituras para priorizar o leite gaúcho em compras e eventos

A iniciativa propõe uma mudança de hábito no poder público, convidando prefeituras e órgãos municipais a priorizarem o produto regional em sua rotina administrativa e eventos.

Com o objetivo de fortalecer uma das cadeias produtivas mais fundamentais para o Rio Grande do Sul, a Famurs lançará, na próxima terça-feira (14/07), uma campanha institucional focada no fomento ao consumo de leite gaúcho. A iniciativa, que será apresentada oficialmente durante o 33º Seminário dos Secretários Municipais de Agricultura, propõe uma mudança de hábito no poder público, convidando prefeituras e órgãos municipais a priorizarem o produto regional em sua rotina administrativa e eventos. 

Segundo dados técnicos da Federação, a proposta tem baixo impacto orçamentário. Com uma estimativa de consumo diário de seis litros por estrutura pública participante, o custo seria de R$ 29,40 por dia. Em contrapartida, o potencial econômico é robusto: a projeção da Famurs é que, com um incremento de 10% no consumo per capita estadual, o setor movimente mais de R$1 bilhão por ano. 

O presidente da Famurs e prefeito de Imbé, Ique Vedovato, enfatiza que a campanha vai além do aspecto comercial; trata-se de um gesto político de reconhecimento ao trabalho das famílias rurais. “Queremos que os municípios sejam protagonistas. Cada administração que adere à campanha demonstra seu compromisso com quem produz, gera emprego e ajuda a construir o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. É uma mensagem muito forte de valorização”, destaca Vedovato.

A iniciativa ganha urgência diante do cenário da reforma tributária. Para o assessor técnico da Famurs, Ismael Horbach, valorizar produtos locais é estratégico. “Isso significa impulsionar a economia regional e fortalecer a receita dos municípios. É uma atitude pequena que gera grandes resultados”, resume.

Serviço 

O que: Lançamento da Campanha Institucional de Fomento ao Consumo de Leite Gaúcho
Quando: 14 e 15 de julho, na abertura do 33º Seminário dos Secretários Municipais de Agricultura do RS
Onde: Auditório Alceu Collares – Sede da Famurs

As informações são da Famurs, adaptadas pela Equipe MilkPoint. 


Jogo Rápido

Projeto reutiliza caixas de leite para aquecer casas de famílias em situação de vulnerabilidade
Há quase duas décadas, um projeto desenvolvido em Passo Fundo (RS) transforma caixas de leite longa vida em uma solução simples e eficiente para amenizar o frio em residências de famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa reutiliza as embalagens como revestimento térmico em casas de madeira, reduzindo a entrada de vento e umidade e proporcionando mais conforto aos moradores. Cada residência recebe, em média, cerca de 1.200 embalagens recicladas. Após serem higienizadas, as caixas são abertas e instaladas nas paredes com a camada aluminizada voltada para o interior da casa, formando uma barreira que ajuda a conservar a temperatura do ambiente. Além de melhorar a qualidade de vida das famílias atendidas, o projeto também promove a sustentabilidade ao dar uma destinação adequada às embalagens longa vida, contribuindo para a redução de resíduos. Ao longo de sua história, a iniciativa já beneficiou mais de 620 moradias em Passo Fundo e municípios da região. O trabalho é mantido por meio da doação de embalagens e do apoio da comunidade, tornando-se referência em ação social e ambiental no Rio Grande do Sul. (Zero Hora editado pelo Sindilat)


Porto Alegre, 13 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.669


É AMANHÃ: Lançamento do Milk Summit Mercosul terá debates sobre competitividade e mercado futuro do leite
 
A segunda edição do Milk Summit Mercosul será lançada no dia 14 de julho, no município de Ijuí (RS), com uma manhã de atividades voltadas ao setor do leite com debates sobre a competitividade da cadeia leiteira, ao mercado futuro e às políticas públicas para o setor. Celebrando o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o encontro tem início às 7h30min, com a apresentação da comissão organizadora, divulgação da programação oficial do evento e abertura das inscrições. “Será um spoiler do que estamos preparando para o evento de 14 e 15 de outubro, para o qual esperamos superar o público de 800 participantes por dia da primeira edição”, ressalta o coordenador do Milk Summit Mercosul, Darlan Palharini.
 
Entre os destaques da terça-feira está a palestra do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, sobre competitividade da produção brasileira frente aos sistemas produtivos da Argentina e do Uruguai, tema estratégico diante da crescente entrada de produtos do Mercosul. O evento também será palco do lançamento do StoneX Leite Futuro, ferramenta de gestão de risco e previsibilidade de preços. Já o Sicredi das Culturas RS/MG apresentará um painel sobre Derivativos financeiros para o agro, com Matheus Zimmermann. Na programação, espaço ainda para mesa-redonda sobre o mercado futuro do leite e a entrega do prêmio Destaques dos Produtores de Leite de Ijuí (RS), pela Prefeitura.   
 
O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Prefeitura de Ijuí, da Emater/RS-Ascar e do Impulsa Ijuí. A iniciativa conta com o apoio da Expofest, Setrem, Fecoagro/RS, Sebrae, Farsul, Senar, Fetag, Fiergs, Conseleite, Gadolando, Embrapa, Sicredi e Ministério da Agricultura.
 
Lançamento Milk Summit Mercosul 2026:
 
● Data: 14/07/2026
● Horário: A partir das 7h30min
● Local: Auditório do Sicredi. Rua São Cristóvão, número 30. Ijuí/RS 
● Inscrições: Até dia 07/07/2026, através do site (clicando aqui) ou pelo telefone (55) 99696-1665.

Estudo aponta que consumidores brasileiros priorizam marcas já conhecidas no mercado

Segundo um estudo da SKIM, a 70% dos consumidores brasileiros prioriza alimentos de marcas conhecidas quando vai às compras.

A maioria dos consumidores brasileiros (70%) prioriza alimentos de marcas conhecidas quando vai às compras. Com a inflação da categoria crescendo acima do índice geral, contudo, compradores do País têm demonstrado maior disposição para realizar trocas em busca de economia. É o que aponta um estudo recente da SKIM que entrevistou 7.232 respondentes em mercados-chave ao redor do mundo e 1.505 pessoas no Brasil.

Ao analisar os principais hábitos de consumo da cesta de alimentos, o levantamento revela que a qualidade dos itens é essencial, mas a precificação também tem grande relevância entre o público brasileiro. 55% procuram melhores preços dentro da marca preferida, enquanto 46% priorizam marcas com descontos na categoria e 29% preferem pagar mais para continuar com a marca favorita. Diante desse cenário, 81% dos brasileiros afirmam que a importância do preço aumentou em 2025 (em relação ao ano anterior). Além disso, 78% percebem as promoções como mais relevantes no mesmo período.

As ofertas, inclusive, podem ser determinantes para a escolha dos produtos. 87% do público afirma calcular a redução de preço e optar pelo item que oferece maior economia. Há também os que têm marcas favoritas, mas podem realizar trocas frente a promoções (81%), e os que consideram os descontos, mas seguem fiéis a marcas específicas, mesmo sem ofertas (69%).

“Os consumidores querem economizar. No Brasil, esse foco é ainda mais acentuado, já que a inflação de alimentos tem crescido acima da inflação geral, aumentando a percepção de pressão de preços na categoria. O valor, contudo, continua sendo o principal driver de escolha, já que os benefícios e a qualidade do produto seguem como os atributos mais importantes na decisão de compra”, explica Luciana Ignez, diretora de Revenue Growth Management (RGM) para a América Latina na SKIM.

As informações são SKIM Group, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Clique aqui e acesse o link de desconto para associados do Sindilat/RS


Porto Alegre, 10 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.668


ÚLTIMOS DIAS PARA SE INSCREVER: Lançamento do Milk Summit Mercosul terá debates sobre competitividade e mercado futuro do leite
 
A segunda edição do Milk Summit Mercosul será lançada no dia 14 de julho, no município de Ijuí (RS), com uma manhã de atividades voltadas ao setor do leite com debates sobre a competitividade da cadeia leiteira, ao mercado futuro e às políticas públicas para o setor. Celebrando o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o encontro tem início às 7h30min, com a apresentação da comissão organizadora, divulgação da programação oficial do evento e abertura das inscrições. “Será um spoiler do que estamos preparando para o evento de 14 e 15 de outubro, para o qual esperamos superar o público de 800 participantes por dia da primeira edição”, ressalta o coordenador do Milk Summit Mercosul, Darlan Palharini.
 
Entre os destaques da terça-feira está a palestra do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, sobre competitividade da produção brasileira frente aos sistemas produtivos da Argentina e do Uruguai, tema estratégico diante da crescente entrada de produtos do Mercosul. O evento também será palco do lançamento do StoneX Leite Futuro, ferramenta de gestão de risco e previsibilidade de preços. Já o Sicredi das Culturas RS/MG apresentará um painel sobre Derivativos financeiros para o agro, com Matheus Zimmermann. Na programação, espaço ainda para mesa-redonda sobre o mercado futuro do leite e a entrega do prêmio Destaques dos Produtores de Leite de Ijuí (RS), pela Prefeitura.   
 
O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Prefeitura de Ijuí, da Emater/RS-Ascar e do Impulsa Ijuí. A iniciativa conta com o apoio da Expofest, Setrem, Fecoagro/RS, Sebrae, Farsul, Senar, Fetag, Fiergs, Conseleite, Gadolando, Embrapa, Sicredi e Ministério da Agricultura.
 
Lançamento Milk Summit Mercosul 2026:
 
● Data: 14/07/2026
● Horário: A partir das 7h30min
● Local: Auditório do Sicredi. Rua São Cristóvão, número 30. Ijuí/RS 
● Inscrições: Até dia 07/07/2026, através do site (clicando aqui) ou pelo telefone (55) 99696-1665.

Pizzarias em alta: com 10,29% de aumento em 2025, setor representa oportunidade para os queijos

Com um crescimento de 10,29% em 2025, o mercado de pizzarias consolida-se como um pilar de sustentação no food service para os queijos nacionais.

Hoje, 10 de julho, comemora-se o Dia da Pizza, uma data que destaca a força de um setor do food service que é um dos maiores consumidores de derivados lácteos do país. Segundo um estudo da Apubra (Associação das Pizzarias Unidas do Brasil), nosso país atingiu a marca de 40.332 pizzarias ativas até dezembro de 2025, um número que reflete a capilaridade desse mercado em todo o território nacional. Para a indústria de laticínios, esses índices representam uma oportunidade contínua de escoamento de produção, visto que a pizza é um prato que depende diretamente da qualidade e da disponibilidade dos queijos brasileiros.

O crescimento do setor em 2025 foi robusto, registrando uma expansão de 10,29% no número de estabelecimentos em operação em relação ao ano anterior. Segundo Gustavo Cardomoni, presidente da Apubra, essa trajetória ascendente está ligada diretamente ao desenvolvimento da cadeia de suprimentos. “A muçarela é o principal insumo da pizza e, à medida que a indústria ampliou a oferta de produtos, aumentou a competitividade e elevou a qualidade dos queijos disponíveis, todo o setor se fortaleceu.”

A importância desse ingrediente é tamanha que a regionalização da produção de laticínios tem se tornado um diferencial estratégico para o crescimento local das pizzarias. Cardomoni reforça que “hoje existem laticínios fortes em diversas regiões do país, o que contribui para o desenvolvimento de mercados locais, facilita o abastecimento das pizzarias e amplia as opções para os empresários”.

Entretanto, a relação entre esses dois elos da cadeia enfrenta desafios significativos, principalmente no que diz respeito à gestão financeira frente à oscilação de preços. A volatilidade do mercado de leite, influenciada por períodos de entressafra, impacta diretamente o planejamento das pizzarias. 

O presidente da Apubra destaca que "existe uma variação sazonal que já faz parte da realidade do mercado e, por isso, empresários mais experientes costumam se planejar financeiramente para esse período. O problema acontece quando surgem oscilações muito acima do esperado, como ocorreu durante a pandemia. Nessas situações, é praticamente impossível repassar todo o aumento ao consumidor, o que reduz significativamente as margens e pode comprometer a saúde financeira do negócio”. Para garantir a saúde financeira do negócio, muitos empresários têm investido em maior capacidade de armazenamento e planejamento de fluxo de caixa para compras antecipadas. 

Por fim, o cenário do ano anterior demonstrou uma maturidade encorajadora, com o menor índice de fechamento de pizzarias da última década. Também houve uma redução de 43,8% no número de estabelecimentos inativos em comparação a 2024, sinalizando que os gestores estão mais preparados para enfrentar as adversidades do mercado. Esse ambiente de estabilidade e crescimento sustentado é o cenário ideal para que a indústria de laticínios continue investindo em parcerias de longo prazo, consolidando a pizza como um dos motores da economia láctea no food service.

Estatísticas retiradas do estudo sobre mercado de pizzas da Apubra.

EMATER/RS: Informativo Conjuntural nº 1927 – 09 jul. 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
Os produtores intensificaram a suplementação com silagem, feno e concentrados. As condições de barro aumentaram o risco de mastite, lesões de casco e pododermatite, exigindo maior atenção à higiene durante a ordenha e ao manejo dos rebanhos, inclusive nos sistemas confinados. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Gabriel, vacas alimentadas predominantemente em campo nativo apresentam forte redução na produção, quando não recebem suplementação com ração e silagem.  

Na de Caxias do Sul, nos sistemas de produção a pasto, há oferta suficiente de forragem. Porém, o encharcamento do solo dificultou o manejo, levando parte dos produtores a aumentar o fornecimento de silagem de milho para manter a produtividade. As baixas temperaturas favoreceram o bem-estar dos animais. Foram registrados casos pontuais de mastite.  

Nas de Passo Fundo e Pelotas, continua intenso o uso de silagem e de concentrados para suplementar a alimentação. A produção de leite segue estável, embora alguns municípios relatem redução da produtividade em razão das condições climáticas e das dificuldades de manejo. 

Nas de Erechim, Ijuí, Santa Maria e Santa Rosa, a suplementação com silagem de milho, feno e concentrados continua necessária para ajustar a dieta e o teor de fibra. As chuvas intensificaram a formação de barro, aumentando o risco de mastite e de problemas de casco, além de dificultarem o manejo dos animais nos corredores, nas áreas de ordenha e de alimentação. Nas propriedades com sistemas confinados, a elevada umidade também dificulta a secagem das camas. (Emater/RS)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 28/2026 – SEAPI 
Na maior parte da próxima semana, o tempo deverá se manter estável. Na sexta-feira (10/07), o tempo ainda deverá permanecer estável na maior parte do estado, com previsão de chuva apenas em alguns pontos isolados da metade norte. Nas demais regiões, não há previsão de chuva significativa, e as temperaturas estarão em leve ascensão. Entre o sábado (11/07) e o domingo (12/07), a passagem de uma nova frente fria irá trazer instabilidade para a porção mais ao norte do estado. Há previsão de chuva nesta região. Nas demais regiões, há previsão de chuva apenas em pontos isolados. Na segunda-feira (13/07), na terça-feira (14/07) e na quarta-feira (15/07), o sistema deverá se afastar, diminuindo sua influência sobre o estado. Não há previsão de chuva significativa e as temperaturas voltarão a apresentar declínio ao longo desses três dias. De forma geral, os acumulados de precipitação deverão variar entre 0 mm e 30 mm ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem superar esse valor.  (Seapi)


Porto Alegre, 09 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.667


Rabobank | Rabobank projeta freio na produção de leite e novo cenário global

A produção mundial de leite deve desacelerar em 2026, alterando o ambiente para preços, comércio e planejamento do setor brasileiro.

A produção mundial de leite deve entrar em uma nova etapa em 2026, segundo o relatório trimestral do Rabobank.
Depois da forte expansão registrada em 2025, a expectativa é de um crescimento muito mais moderado, indicando uma fase de reequilíbrio entre oferta e demanda que poderá influenciar o ambiente de negócios também para o setor brasileiro.

O relatório mostra que os principais países produtores deixam para trás um ciclo de expansão acelerada. Os chamados “Sete Grandes” — União Europeia, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Brasil, Argentina e Uruguai — deverão registrar crescimento conjunto próximo de 1% em 2026, bem abaixo dos 3,1% observados no ano anterior. A projeção indica avanço da produção no primeiro semestre, estabilização no terceiro trimestre e contração no último trimestre do ano.

Essa mudança ocorre em um contexto de rentabilidade mais apertada. O Rabobank destaca que os produtores enfrentam redução das margens devido à queda dos preços do leite combinada ao aumento dos custos de produção. Ao mesmo tempo, o comportamento dos mercados de derivados é desigual: enquanto os produtos proteicos seguem sustentados, manteiga e queijo continuam pressionados pelo excesso de oferta.

Do lado da demanda, o cenário permanece frágil. A inflação, as incertezas geopolíticas e o risco de ocorrência do fenômeno El Niño aparecem entre os fatores que continuam limitando uma recuperação mais consistente do consumo mundial.

Entre os grandes produtores, os movimentos são bastante distintos. Na União Europeia e no Reino Unido, a produção permanece elevada, mas perde intensidade após um longo período de expansão apoiado pelo ganho de produtividade. O crescimento previsto para o segundo trimestre é de apenas 0,2%, seguido por retrações próximas de 1% na segunda metade de 2026. A redução de aproximadamente 17% nos preços do leite desde setembro, somada ao aumento dos custos de energia e fertilizantes, reduziu as margens e direcionou maior volume para leite em pó desnatado e manteiga, ampliando a pressão sobre esses mercados.

Nos Estados Unidos, o cenário é diferente. O Rabobank projeta crescimento próximo de 2% na produção em 2026, sustentado por um rebanho recorde de 9,7 milhões de vacas e por ganhos de produtividade. Custos menores com alimentação e receitas adicionais provenientes da criação de bovinos destinados ao consumo ajudam a preservar as margens.

Na Oceania, a Nova Zelândia encerra uma temporada forte, com produção 3,5% superior à do ano anterior, próxima de um recorde. Ainda assim, o banco espera desaceleração para cerca de 1% em 2026/27, principalmente pelo efeito da elevada base de comparação. Na Austrália, a situação permanece mais desafiadora, com produção 0,3% inferior até abril e expectativa de nova retração semelhante na temporada seguinte, em um ambiente de custos crescentes e preços praticamente estáveis.

Na América do Sul, o Brasil também entra em uma fase de menor dinamismo. Depois do crescimento de 8,0% registrado em 2025, o Rabobank projeta estabilidade da produção em 2026, com recuos na segunda metade do ano. O relatório aponta recuperação parcial das margens, mas ressalta que a demanda continua limitada pela inflação e pelo elevado nível de endividamento.

A Argentina também deverá desacelerar. O crescimento esperado fica entre 1% e 2% em 2026 antes de perder força no final do ano, enquanto a demanda permanece concentrada em produtos de menor valor e o processo de consolidação do setor continua avançando.

Na China, a produção deverá permanecer estável em torno de 40,9 milhões de toneladas. Os ganhos de produtividade compensam a redução do tamanho dos rebanhos, enquanto o consumo cresce cerca de 2%, impulsionado pelos serviços de alimentação e por produtos de maior valor agregado. O país também deverá aumentar as importações de leite em pó integral e reduzir as compras de leite em pó desnatado.

Mais do que uma simples projeção de produção, o relatório descreve um mercado internacional que passa da expansão acelerada para um ritmo mais equilibrado. Em um ambiente de margens menores, demanda ainda cautelosa e comportamentos distintos entre as principais regiões produtoras, a evolução da oferta global tende a ser um dos principais fatores de atenção para toda a cadeia láctea ao longo de 2026.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Fedeleche


QUAL O PIB DOS LÁCTEOS?

Artigo de Paulo do Carmo Martins

O café, o açúcar e a mineração viabilizaram tudo o que importamos de produtos industrializados ao longo dos anos, até o Governo JK. Eram com os dólares da venda desses produtos agrícolas que pagávamos até as latrinas dos nossos banheiros, importadas da Europa.

 Os barões do café acumularam o capital usado para, tardiamente, iniciarmos nosso processo de industrialização, no meio do século passado. Isso explica, em grande parte, São Paulo ter saído na frente do Brasil.

 No centro de São Paulo tem o famoso prédio do Banespa (hoje farol Santander). Por décadas, foi o arranha-céu mais alto da cidade. Alí, no seu topo, disponível para visitação, você tem uma vista panorâmica de 360 graus da capital. Mas, poucos sabem que, no seu subterrâneo tem o bar do cofre, em que é possível voltar no tempo e tomar um chopp no local que ficou guardada a riqueza do agronegócio, que viabilizou o início de tudo que se vê lá do topo.

 Atualmente, agronegócio é visto como produtos de exportação. E, faz sentido. Afinal, o Brasil está entre os primeiros na exportação de açúcar, café, carnes (bovina, frango e suína), celulose, etanol, fumo, milho, soja e suco de laranja. E os lácteos?

 Os lácteos nunca são lembrados, apesar do Brasil estar entre os maiores produtores do mundo. Isso ocorre porque eles impactam negativamente a balança comercial brasileira. Importamos mais que exportamos. Mas, e sob outros ângulos, leite e derivados devem continuar a serem vistos como o patinho feio do agronegócio brasileiro?

 Celulose é um produto importante para nós. Mas, gera muito pouco emprego e é produzido em somente regiões específicas do Brasil. O suco de laranja também tem pouco impacto nacional, embora seja relevante para as regiões bem delimitadas espacialmente, que produzem e processam este fruto. Etanol está em crescimento, com vários projetos de unidades processadoras em construção. Mas, o impacto de geração de emprego é pequeno.

 Um olhar para os grãos, mostra que a produção de soja e de milho cresceu nos últimos vinte anos no Brasil de modo impressionante. O milho surpreende, por já ser possível a obtenção em até três safras em apenas um ano, algo que os produtores e técnicos de outros países não conseguem entender. Além de gerar renda em praticamente todo o Brasil, tem a virtude de ser um produto que viabiliza também o setor de proteína animal no mercado interno. O mesmo pode ser dito para a soja. Todavia, ambos geram mais renda que empregos diretos.

 Fumo tem forte impacto na geração de emprego, mas é cultura espacialmente restrita. Já o café e o açúcar, dois produtos presentes ao longo da história econômica brasileira, continuam sendo muito importantes. Mas, ambos vem perdendo vigor na geração de emprego. Sob este aspecto, as carnes suínas e de frango continuam sendo importantes na geração de emprego, enquanto que a de bovinos se destaca pela geração de renda.

E o leite? Ora! De todos os onze produtos citados, o leite ganha de todos em número de empregos diretos permanentes gerados. Além disso, gera empregos no interior do Brasil, até onde não há indústrias e serviços em grande proporção.

 Por desconhecimento técnico, além da exportação, é comum ser dada importância ao Valor Bruto da Produção de cada produto, ou seja, ao valor obtido com o produto vendido na porteira, sem beneficiamento. Sob este aspecto, dos onze produtos listados, o leite perde para sete. Mas, e se compararmos o Produto Interno Bruto (PIB) gerado por cada um produto?

O PIB tem uma metodologia única, usada por todos os países do mundo. No cálculo, não está correto somar o valor gerado em cada elo da cadeia. Portanto, para calculá-lo, exige conhecimento técnico. Pois, ao gerar um PIB anual de R$ 186 bilhões, leite e derivados conseguem distribuir estes recursos em todo o território nacional, para múltiplos segmentos que estão antes e depois da porteira. E, ao compararmos o seu PIB com o PIB dos onze produtos citados, os lácteos perdem somente para soja, milho e carne bovina. (Linkedin)

Sooro Renner divulga Relatório de Sustentabilidade 2025 e reforça ESG como eixo estratégico

A publicação reúne avanços em governança, gestão ambiental e responsabilidade social, em um contexto em que transparência e sustentabilidade ganham peso crescente na atuação das empresas.

A Sooro Renner divulgou seu Relatório de Sustentabilidade 2025, documento que apresenta os principais resultados, práticas e compromissos da companhia nos pilares Ambiental, Social e de Governança. Durante o mês de junho, o relatório consolida as iniciativas desenvolvidas pela empresa e reforça a integração da agenda ESG à estratégia corporativa, em um momento em que o tema deixou de ser apenas um indicador reputacional e passou a orientar decisões de gestão, investimentos, relacionamento com públicos estratégicos e competitividade de longo prazo.

O primeiro  Relatório de Sustentabilidade ganhou relevância especial em 2026, ano em que a Sooro Renner celebrou 25 anos de atuação. Ao reunir indicadores, projetos e diretrizes institucionais, o relatório evidencia como a empresa tem estruturado sua atuação para responder a demandas cada vez mais presentes no ambiente empresarial: uso responsável de recursos naturais, fortalecimento das relações de trabalho, impacto positivo nas comunidades, integridade nos processos e transparência na condução dos negócios.

No cenário corporativo, a agenda ESG passou a ocupar um papel central porque conecta desempenho econômico a critérios ambientais, sociais e éticos. Para empresas com atuação industrial, essa pauta ganha ainda mais importância ao envolver temas diretamente relacionados à eficiência operacional, à segurança dos processos, à gestão de riscos, à conformidade regulatória e à capacidade de gerar valor de forma consistente. Nesse contexto, relatórios de sustentabilidade funcionam como instrumentos de prestação de contas, mas também como ferramentas de gestão, ao tornar públicos os avanços, os desafios e as prioridades da organização.

No pilar de Governança, o Relatório de Sustentabilidade 2025 da Sooro Renner destaca os movimentos importantes para o amadurecimento institucional da empresa. Entre eles, estiveram a atualização do Código de Ética e Conduta, a elaboração da primeira Matriz de Materialidade do Grupo e o início da estruturação da Governança ESG. O documento também registrou a manutenção de certificações e auditorias de qualidade e socioambientais, reforçando a importância de processos formais, critérios de conformidade e mecanismos de controle para sustentar uma atuação empresarial responsável.

Na dimensão Social, a companhia apresenta os avanços em ações voltadas ao bem-estar, à saúde e ao acolhimento dos colaboradores, além de iniciativas direcionadas ao desenvolvimento de lideranças e talentos. O relatório também registrou o apoio a projetos sociais locais e incentivados, ampliando a conexão da empresa com as comunidades em que está inserida e demonstrando que a sustentabilidade corporativa também se expressa na forma como a organização se relaciona com as pessoas.

Já no eixo Ambiental, a Sooro Renner aponta os resultados ligados à gestão eficiente de recursos e à redução de impactos. Entre os destaques estiveram o recorde de reúso de água nas unidades industriais, o avanço na quantificação das emissões de CO₂ e a ampliação do volume de compensação de embalagens por meio da logística reversa. As iniciativas indicaram a busca por maior controle ambiental da operação e por práticas alinhadas às exigências contemporâneas de responsabilidade produtiva.

Mais do que apresentar números, o relatório demonstra como a sustentabilidade vem sendo incorporada à lógica de gestão da companhia. A leitura dos dados mostrou uma empresa atenta à necessidade de combinar crescimento, inovação e responsabilidade, sem dissociar resultados de compromissos ambientais, sociais e institucionais.

Segundo o Diretor Presidente da Sooro Renner, Eduardo Serra Ferreira, a construção de umfuturo sustentável depende de ações contínuas, visão de longo prazo e, sobretudo, das pessoas que impulsionam os resultados da companhia. A mensagem reforça um dos pontos centrais do relatório: a sustentabilidade não se sustenta apenas em metas ou indicadores, mas na capacidade de transformar compromissos em práticas consistentes dentro da operação. Aos 25 anos de história, completados em 2026, a companhia marcou o período com a consolidação de iniciativas que associam desempenho empresarial, responsabilidade socioambiental e governança como fundamentos para sua continuidade. Acesse aqui. (Sooro)


Jogo Rápido

Declaração de rebanho
Os produtores gaúchos têm até amanhã para entregar a Declaração Anual de Rebanho 2026 e realizar a Atualização Cadastral. O prazo, prorrogado no fim de junho, se encerra definitivamente nesta data. A declaração é obrigatória para todos os criadores de animais e deve informar os rebanhos existentes na propriedade.O procedimento pode ser feito pela internet, no portal da Secretaria da Agricultura, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária. (Zero Hora)


Porto Alegre, 08 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.666


CONSELEITE MINAS GERAIS 

A diretoria do Conseleite Minas Gerais no dia 07 de Julho de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: a) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. (Conseleite MG)


GDT 407º registra queda acentuada e reforça pressão sobre os preços globais

O 407º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou queda de 4,9% no GDT Price Index, com preço médio de USD 3.793/tonelada. O resultado foi marcado por reajustes mais acentuados em diversas categorias e reforça um ambiente internacional mais pressionado para os preços dos lácteos no curto prazo.

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Nos leites em pó, o movimento foi de reajustes. O leite em pó integral (LPI) recuou 4,4%, sendo negociado a USD 3.425/tonelada, enquanto o leite em pó desnatado (LPD) apresentou queda ainda mais intensa, de 7,0%, atingindo USD 3.135/tonelada. O comportamento reforça a perda de sustentação do segmento, em meio ao avanço sazonal da oferta no mercado internacional.

Gráfico 2. Preço médio LPI

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre queijos e manteiga, o movimento foi distinto. A muçarela avançou 3,8%, sendo negociada a USD 3.897/tonelada. Já o cheddar registrou queda acentuada de 12,3%, a maior retração entre os produtos negociados, atingindo USD 3.900/tonelada. A manteiga foi negociada a USD 5.336/tonelada, com recuo de 5,0%, enquanto a gordura anidra do leite caiu 3,9%, para USD 6.341/tonelada.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 07/07/2026 

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Volume negociado recua em período sazonal de menor produção 

O volume negociado totalizou 26.316 toneladas, aumento de 103,7% em relação ao leilão anterior. O avanço está relacionado à entrada sazonal da safra de leite da Nova Zelândia, que amplia a disponibilidade de produtos no mercado internacional. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume também apresentou alta, de 2,4%.

O aumento expressivo da oferta, combinado à queda do índice e dos preços de importantes categorias, indica que o mercado passa a absorver uma maior disponibilidade de produtos, com os compradores mantendo uma postura mais cautelosa nas negociações.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, o mercado futuro de leite em pó integral (WMP) segue indicando um ajuste nas expectativas para os próximos meses. Os contratos apresentam maior estabilidade, porém em patamares inferiores aos observados anteriormente, refletindo a expectativa de maior oferta com o avanço da safra na Nova Zelândia e na Austrália.

Esse cenário tende a limitar movimentos mais consistentes de recuperação no curto prazo, uma vez que a maior disponibilidade de leite e derivados amplia a pressão sobre as cotações. Ainda assim, a evolução da demanda internacional será determinante para definir a intensidade desse movimento ao longo dos próximos leilões.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures)

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

O resultado do GDT 407º reforça um ambiente internacional mais pressionado para os preços dos lácteos, especialmente nos leites em pó. Esse movimento tende a reduzir a sustentação externa para o mercado brasileiro e pode ampliar a competitividade dos produtos importados.

No Brasil, o leite em pó integral já vem acompanhando parcialmente o comportamento internacional, com reajustes negativos na última semana. Apesar dessa influência, a formação dos preços no mercado doméstico segue condicionada a fatores internos, como demanda, estoques, disponibilidade de matéria-prima e dinâmica de negociação entre indústria e varejo.

O câmbio permanece como uma variável importante na transmissão desse cenário. Caso o real se valorize, a queda dos preços internacionais pode favorecer ainda mais a entrada de produtos importados, reforçando a pressão sobre as cotações domésticas. Dessa forma, o mercado brasileiro deve permanecer atento à evolução da safra na Oceania, aos próximos resultados do GDT e ao comportamento das importações. (Milkpoint)

A onda de fusões e aquisições que redesenha o mapa da indústria na Argentina

O mercado lácteo argentino assiste a uma das transformações mais agressivas de sua história recente. Longe de se tratar de movimentos isolados para contornar a conjuntura do consumo, o setor atravessa uma profunda dança de fusões, aquisições e liquidações de ativos que promete redesenhar pela raiz o mapa das marcas que chegam às gôndolas e aos mercados internacionais. O dinamismo é total e os gigantes da indústria já movimentaram suas principais peças no que vai do ano.

O pano de fundo de todas essas operações corporativas é um setor primário em plena expansão produtiva, mas sob um processo de forte centralização. Segundo os últimos dados da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), a produção láctea argentina atingiu seu nível mais alto em uma década durante o primeiro quadrimestre do ano, registrando 3,5 milhões de litros entre janeiro e abril, o que representa um aumento de 9,3% em relação à média da última década. A produção média diária por fazenda chegou a 3.287 litros (27% acima do rendimento dos últimos cinco anos), mas esse crescimento convive com uma marcada concentração da oferta: as fazendas de maior escala — aquelas que superam os 10.000 litros diários — já representam quase 30% da produção nacional, frente aos magros 5% registrados em 2010.

Nesse cenário de maior volume, as grandes corporações aceleraram suas estratégias de consolidação e saída. O primeiro grande marco do ano se consolidou no fim de março, quando Arcor e Danone anunciaram a aquisição da totalidade do pacote acionário da Mastellone Hermanos S.A., dona da emblemática marca La Serenísima. A operação, executada por meio da Bagley Argentina S.A., permitiu que elas selassem o controle de 100% da companhia e unificassem o rumo estratégico da líder do mercado local. Ambos os grupos econômicos assumiram o controle dos 51,32% restantes do capital social e dos votos que permaneciam nas mãos da família fundadora e do fundo de investimento Dallpoint Investments LLC.

Em fevereiro, o tabuleiro voltou a ser sacudido com a retirada de quem vinha liderando o mercado local: a multinacional canadense Saputo assinou um acordo para vender 80% de sua divisão láctea na Argentina ao holding peruano Gloria Foods. A transação foi fixada em um valor aproximado de US$ 630 milhões — o que permitirá ao gigante de Montreal receber receitas líquidas estimadas em US$ 400 milhões depois dos impostos —, tornando-se uma das maiores operações da indústria alimentícia local nos últimos anos. O movimento gerou forte impacto e surpresa no setor, já que a Saputo se posicionava como a indústria número um em recepção de leite na Argentina, processando mais de 3,5 milhões de litros diários durante o período 2024/2025 por meio de suas duas plantas de produção e marcas com forte penetração nas gôndolas, como La Paulina, Ricrem e Molfino.

De acordo com a empresa, que é listada na Bolsa de Toronto e informou que sua filial argentina gerava receitas de 1,2 bilhão de dólares canadenses (próximo de 7% de seu faturamento global), a decisão responde a uma otimização de sua presença global. De fato, os canadenses manterão 20% das ações, o que lhes permitirá preservar o fluxo de exportações, e a nova gestão sob a Gloria Foods continuará fabricando produtos específicos em nome da Saputo. O holding peruano, por sua vez, já operava no país por meio da Corlasa, processando cerca de 800.000 litros diários. Ao assumir o controle da maior plataforma exportadora de queijos da Argentina e somar a ela o volume da Saputo, a fusão os transforma, por ampla margem, na nova empresa número um do setor lácteo argentino. Além disso, já definiu sua estratégia: La Paulina será a marca principal e o coração de sua expansão para disputar a liderança definitiva contra players do porte de Mastellone Hnos. e Adecoagro.

Precisamente, o vento favorável do comércio exterior é o grande ímã para esses capitais. As exportações do complexo lácteo atingiram 130.000 toneladas no primeiro quadrimestre, consolidando o maior volume desde 2012, por um valor de US$ 455 milhões (FOB). Com o Brasil consolidado como o principal destino — recebeu mais de 60.000 toneladas, 40% a mais que no ano anterior — e mercados como Argélia, Chile e China completando o pódio, a escala exportadora passou a ser a chave da rentabilidade.

Paralelamente aos acordos entre privados, o âmbito judicial impôs um ponto de inflexão definitivo ao caso mais crítico e prolongado da indústria nacional: a situação da SanCor. A histórica cooperativa de Sunchales, que pediu sua própria falência após acumular um passivo de US$ 120 milhões, entrou em sua etapa de liquidação pública. O juiz Marcelo Germán Gelcich assinou a resolução para colocar à venda todos os seus ativos divididos em sete lotes, com uma base total de US$ 52,1 milhões.

A disputa despertou um interesse extremamente competitivo, atraindo a apresentação formal de seis proponentes de peso, segundo fontes do mercado: Savencia — dona da Milkaut —, Adecoagro, Elcor — titular da marca La Tonadita —, La Tarantela, Punta del Agua e o empresário de mídia Gustavo Scaglione. O grande objeto de desejo da licitação é o lote número sete, que reúne as marcas e os bens intangíveis da companhia, cotado com uma base própria de US$ 24,7 milhões. O mercado reconhece que, para além do estado da infraestrutura fabril, o enraizamento da marca SanCor continua sendo um ativo de ouro para ganhar posicionamento rápido no consumo de massa.

Como corolário dessa febre de movimentações, o mercado segue testando o apetite dos investidores internacionais. O sintoma mais recente dessa tendência são as versões sobre o futuro da Establecimientos San Ignacio S.A., a histórica empresa santafesina fundada em 1939 e principal exportadora de doce de leite do país. A companhia atravessa negociações “muito avançadas” — embora não queiram dar declarações — para ser adquirida pelo holding Mexicana de Industrias y Marcas (MIYM). O grupo de Puebla, especialista em soluções industriais de envase e que já adquiriu este ano as PMEs locais Lácteos Aurora e Lácteos Karina, vê na San Ignacio uma plataforma estratégica para entrar com força no negócio global de doce de leite e queijo azul.

Essa sequência de operações deixa clara o paradoxo central do setor. Enquanto as estruturas mais rígidas e endividadas caem pelo próprio peso, o recorde exportador, a alta eficiência das fazendas concentradas e o valor das marcas tradicionais operam como um ímã. (As informações são da Forbes Argentina)


Jogo Rápido

Ainda dá tempo de participar! 
As inscrições para o lançamento oficial do Milk Summit Mercosul 2026 seguem abertas. No dia 14 de julho, em Ijuí, especialistas discutirão a competitividade da produção de leite frente à Argentina e ao Uruguai, mercado futuro, derivativos financeiros para o agro e políticas públicas para o setor. A programação inclui ainda mesa-redonda com lideranças da cadeia leiteira e o lançamento da ferramenta StoneX Leite Futuro. Garanta sua inscrição clicando aqui. (SINDILAT/RS)


Porto Alegre, 07 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.665


Muito além do rótulo: como as embalagens viraram plataformas para o marketing de causa

Os espaços nas embalagens, inclusive dos lácteos, vêm sendo usados para aproximar causas sociais do consumidor, saiba mais.

Caixas de leite e até etiquetas deixaram de servir apenas para informar composição, validade e modo de uso. Esses espaços vêm sendo usados, cada vez mais, para disseminar mensagens de conscientização e aproximar causas sociais e ambientais da rotina do consumidor - um movimento que ganha força à medida que cresce a expectativa de que as marcas assumam um papel mais ativo não apenas no debate público, mas também na promoção de mudanças concretas na sociedade.

Uma das empresas que apostam nessa estratégia é a Piracanjuba. Desde 2024, a marca de laticínios utiliza suas embalagens de leite para divulgar fotos de pessoas desaparecidas em parceria com a ONG Mães da Sé. Recentemente, a companhia decidiu ampliar o escopo da iniciativa social e desde abril passou a estampar mensagens de conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA) nas caixinhas distribuídas por todo o país.

As frases curtas e diretas, como “autismo não é doença” e “cada pessoa autista é única”, foram elaboradas em parceria com a organização Autistas Brasil. “O Brasil é hoje um dos maiores polos de desinformação sobre autismo. Então, pensamos em mensagens curtas, com respaldo científico, mas que fossem compreensíveis para qualquer pessoa”, afirmou ao Valor, o presidente da entidade, Guilherme de Almeida.

Segundo o executivo, trata-se de uma das maiores campanhas com essa temática no mundo, por causa do alcance dos produtos da Piracanjuba, que distribui cerca de 50 milhões de litros de leite por mês em todo o país. A diretora de marketing do grupo de laticínio, Lisiane Campos, conta que houve adesão de supermercados, que voluntariamente - e sem custos - passaram a veicular informações sobre autismo nos telões e encartes. “Estamos vendo um enorme engajamento espontâneo”, disse.

As campanhas se tornarão recorrentes. Em agosto, as embalagens voltam a trazer rostos de desaparecidos; e em abril, será a vez novamente das mensagens sobre autismo. Para a diretora-presidente (CEO) da agência Ampfy, Andrea Siqueira, a estratégia vai além de uma ação pontual de comunicação. “A embalagem virou uma plataforma de conscientização. A ideia é usar essa capilaridade para falar de temas urgentes da sociedade”, disse ela, que também é responsável pelo projeto.

A iniciativa vai ao encontro do que os consumidores entendem como papel social das companhias. Estudo da consultoria Ipsos aponta que 85% dos brasileiros acreditam que as empresas têm o dever de contribuir com a sociedade; no mundo, esse indicador é de 82%. Segundo o gerente sênior de reputação corporativa e opinião pública da Ipsos, Rafael Pisetta, isso acontece porque existe uma percepção crescente de que apenas ações individuais não são suficientes para enfrentar problemas como mudanças climáticas, desigualdade ou inclusão social.

Além das questões sociais, os temas ambientais estão no radar das empresas, em linha com a demanda dos consumidores. Levantamento da Kantar indica que mudanças climáticas (44%), conflitos internacionais (39%), uso de recursos naturais (35%) e temas sociais (29%) estão entre as principais preocupações dos brasileiros na atualidade.

Ainda assim, o executivo de marketing da Kantar Brasil, Rafael Farias Teixeira, diz que há uma contradição entre discurso e prática. Embora 87% dos brasileiros afirmem desejar escolhas mais sustentáveis, apenas 35% dizem ter efetivamente mudado hábitos de consumo. O principal freio continua sendo o preço: 35% acreditam que produtos sustentáveis custam mais caro, enquanto 33% dizem não ter informação suficiente sobre as ações das empresas.

Essa necessidade de transparência aparece também nos estudos da Ipsos. Mais da metade dos entrevistados afirmam que existe pouca informação disponível sobre projetos de sustentabilidade e que as empresas deveriam comunicar melhor suas iniciativas.

O Grupo Boticário busca tornar as suas iniciativas ambientais mais palpáveis para os consumidores. Um exemplo disso é o programa Boti Recicla, que coleta embalagens vazias de cosméticos de qualquer marca desde 2006. O projeto, que nasceu antes mesmo de existir regulamentação sobre logística reversa no setor de beleza, conta com cerca de 4 mil pontos de coleta no Brasil e em Portugal. Segundo o diretor de ESG do Grupo Boticário, Luis Meyer, a ideia era ampliar a responsabilidade da empresa em relação ao produto em si e incluir o pós-consumo das embalagens.

Em 2025, o programa montou uma loja temporária em São Paulo, a Boti Recicla Store, na qual os consumidores podiam “comprar” produtos da marca usando resíduos recicláveis como moeda de troca. A ação reuniu mais de 680 participantes e arrecadou acima de uma tonelada de resíduos em apenas três dias. Uma balança interativa mostrava, em tempo real, a estimativa de CO2 evitado a cada descarte realizado. Segundo a empresa, não há data para novas empreitadas como essa.

Além do impacto ambiental, a companhia diz que o programa também fortalece cooperativas de reciclagem e amplia a conscientização sobre descarte correto. “Hoje, sustentabilidade não pode ser tratada como diferencial, mas como prática contínua”, diz Meyer.

Para Pisetta, da Ipsos, iniciativas como essas tendem a ganhar força - mas precisarão cada vez mais mostrar resultados concretos ao consumidor. O estudo da consultoria informa que confiança virou elemento central para o marketing de causa: 62% preferem comprar produtos ligados a ONGs reconhecidas, enquanto 71% afirmam priorizar marcas em que confiam.

Ao mesmo tempo, cresce o receio de “greenwashing” e “social washing” - quando o discurso de marketing não está calcado em iniciativas concretas que beneficiam o meio ambiente nem a sociedade, respectivamente. Segundo a Ipsos, o consumidor quer “impacto visível”: entender quanto mudou, para quem mudou e quais resultados foram alcançados. Na avaliação de Pisetta, a própria embalagem pode ajudar a tornar esse impacto mais tangível. QR Codes com vídeos, fotos e indicadores de impacto social ou ambiental podem ganhar espaço nos próximos anos, aproximando o consumidor das ações realizadas pelas marcas. “O brasileiro não é indiferente às causas. Ele quer participar, mas espera transparência, clareza e que isso não aumente o custo de vida”, resume.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint.


GDT - GLOBAL DAIRY TRADE

Fonte: GDT adaptado pelo Sindilat/RS

Fundesa-RS altera modelo de arrecadação para bovinos e búfalos a partir de julho

A cadeia produtiva de bovinos e búfalos de corte e leite no Rio Grande do Sul passa a adotar um novo modelo de contribuição ao Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS), vinculado aos dados da Declaração Anual de Rebanho. A mudança encerra o recolhimento realizado no momento do abate, transferindo a cobrança para a base do rebanho declarado, com pagamento feito diretamente pelo produtor.

A medida deveria valer a partir de 1º de julho, mas em função da prorrogação do prazo para a Declaração Anual de Rebanho até o dia 10 de julho, a emissão do boleto poderá ser realizada a partir do dia 15 deste mês. Com a alteração, todos os criadores passam a participar da manutenção do fundo proporcionalmente ao número de animais declarados, independentemente da destinação para o abate.

Cada pecuarista com propriedade cadastrada no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) da Secretaria da Agricultura, e que tiver o cadastro atualizado, receberá, por e-mail, o link para geração do boleto. Caso a mensagem não seja recebida, o produtor deverá acessar o site do Fundesa, clicando no banner que será disponibilizado a partir do dia 15. O valor corresponde a R$ 1,33 por animal declarado. A saída definitiva de animais vivos para outros estados ou países também pagará R$ 1,33 por cabeça. Já animais que retornam ao Rio Grande do Sul após participação em eventos e exposições não sofrem nova taxação, conforme o regulamento do fundo.

Para animais com valor genético, reprodutores, o pagamento é de R$ 2,67, porém a emissão deverá ser realizada como antes, via site guiasfundesa.com.br.

Procedimentos para pagamento

O pagamento da contribuição deve ser efetuado até o último dia útil de julho. Devido à prorrogação do prazo da Declaração Anual de Rebanho em 2026, o prazo para quitação sem incidência de juros ou multas foi estendido até 31 de agosto. Os produtores com cadastro atualizado no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) receberão o link para emissão do boleto via e-mail, pelo remetente comunicados@comunicados.guiasfundesa.com.br. Caso a notificação não seja recebida, o contribuinte deve acessar o site oficial do Fundesa-RS (fundesa.com.br), selecionar o banner específico para bovinos e búfalos que será disponibilizado a partir do dia 15 de julho, e inserir CPF ou CNPJ para gerar a guia.

Em caso de divergências ou dificuldades na emissão, o Fundesa-RS disponibiliza atendimento via WhatsApp pelo número (51) 4042-1901.

Finalidade do fundo

O Fundesa-RS é um fundo privado, constituído por entidades representativas de produtores e agroindústrias das cadeias de aves, suínos e bovinos de corte e leite. Os recursos arrecadados se destinam a indenizações ágeis e transparentes de produtores em casos de focos de doenças como a febre aftosa. O Fundo também atua, através de um Plano de Ação elaborado junto à Secretaria da Agricultura, para o custeio de equipamentos, treinamentos e tecnologias voltados à defesa agropecuária.

A manutenção da regularidade junto ao Fundesa é condição para que a propriedade seja elegível ao recebimento de indenizações por sacrifício sanitário. (FUNDESA)


Jogo Rápido

Programa Bônus Mais Leite consolida novo modelo de apoio aos produtores de leite
Lançado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural [SDR], em novembro de 2025, o Programa Bônus Mais Leite encerrou o Plano Safra 2025/2026, em 30 de junho de 2026, consolidando-se como uma política pública inédita de apoio à cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul. Ao longo de sete meses, o programa recebeu 3,4 mil solicitações de enquadramento. Após análise técnica, foram aprovados 3.072 projetos de crédito, permitindo aos produtores acessar a subvenção estadual prevista pelo programa.  A iniciativa movimentou R$ 181,9 milhões em financiamentos rurais e beneficiou mais de 2,8 mil famílias da agricultura familiar.O programa foi criado em um momento de dificuldades enfrentadas pelo setor, marcado principalmente pela redução do preço pago ao produtor, pelos elevados custos de produção e pelos prejuízos acumulados em decorrência dos eventos meteorológicos extremos registrados nos últimos anos.O secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, destacou que a iniciativa representa um marco nas políticas públicas do Rio Grande do Sul ao instituir, pela primeira vez, um modelo de subvenção ao crédito rural destinado aos produtores de leite da agricultura familiar, por meio da amortização direta de financiamentos do Pronaf.  "O Estado não contava com um mecanismo dessa natureza, capaz de transferir recursos diretamente aos produtores", afirmou.Do total de operações aprovadas, 1.085 correspondem a financiamentos para investimentos e 1.987 a operações de custeio, totalizando R$181,9 milhões em crédito rural. Com isso,o governo do Estado concede R$29,8 milhões em subvenção. (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 06 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.664


Lançamento do Milk Summit Mercosul terá debates sobre competitividade e mercado futuro do leite

A segunda edição do Milk Summit Mercosul será lançada no dia 14 de julho, no município de Ijuí (RS), com uma manhã de atividades voltadas ao setor do leite com debates sobre a competitividade da cadeia leiteira, ao mercado futuro e às políticas públicas para o setor. Celebrando o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o encontro tem início às 7h30min, com a apresentação da comissão organizadora, divulgação da programação oficial do evento e abertura das inscrições. “Será um spoiler do que estamos preparando para o evento de 14 e 15 de outubro, para o qual esperamos superar o público de 800 participantes por dia da primeira edição”, ressalta o coordenador do Milk Summit Mercosul, Darlan Palharini.

Entre os destaques da terça-feira está a palestra do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, sobre competitividade da produção brasileira frente aos sistemas produtivos da Argentina e do Uruguai, tema estratégico diante da crescente entrada de produtos do Mercosul. O evento também será palco do lançamento do StoneX Leite Futuro, ferramenta de gestão de risco e previsibilidade de preços. Já o Sicredi das Culturas RS/MG apresentará um painel sobre Derivativos financeiros para o agro, com Matheus Zimmermann. Outro tema relevante será o da competitividade associada às políticas públicas, apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena. Na programação, espaço ainda para mesa-redonda sobre o mercado futuro do leite e a entrega do prêmio Destaques dos Produtores de Leite de Ijuí (RS), pela Prefeitura.   

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Prefeitura de Ijuí, da Emater/RS-Ascar e do Impulsa Ijuí. A iniciativa conta com o apoio da Expofest, Setrem, Fecoagro/RS, Sebrae, Farsul, Senar, Fetag, Fiergs, Conseleite, Gadolando, Embrapa, Sicredi e Ministério da Agricultura.

Programação:

  • 07h30min - 08h30min: Milk Break & Networking: café da manhã de recepção com espaço para conexões e trocas de experiências 
  • 08h30min - 08h40min: Lançamento Milk Summit Mercosul 2026: Apresentação da Comissão Organizadora, lançamento da programação oficial e abertura das inscrições 
  • 08h40min - 08h50min: Convite para participação da Expofest Ijuí 2026: Presidente Antônio Tambara e Soberanas da Expofest Ijuí 2026 
  • 08h50min - 09h30min: Competitividade do leite frente à Argentina e Uruguai: Palestra com Glauco Carvalho (Embrapa Gado de Leite) 
  • 09h30min - 09h55min: Lançamento StoneX Leite Futuro: Palestra com Marianne Tufanni (StoneX) 
  • 09h55min - 10h20min: Derivativos financeiros para o agro: Matheus Zimmermann (Sicredi das Culturas RS/MG)
  • 10h20min - 10h45min: Competitividade e Políticas Públicas: Palestra com Márcio Madalena - Secretário de Estado (Seapi) 
  • 10h45min - 12h00min: Mesa-redonda: O mercado futuro do leite, com Sindilat/RS, Embrapa, StoneX, Sicredi, Seapi, FecoAgro, Mapa, Sebrae, Farsul, SDR, Senar, Fetag, Emater, Prefeitura de Ijuí.
  • 12h00min - 12h20min: Prêmio: Destaques dos produtores de leite de Ijuí - Prefeitura e comissão 
  • 12h20min - 12h35min: Fala das autoridades e encerramento 
 Lançamento Milk Summit Mercosul 2026:
  • Data: 14/07/2026
  • Horário: A partir das 7h30min
  • Local: Auditório do Sicredi. Rua São Cristóvão, número 30. Ijuí/RS 
  • Inscrições: Até dia 07/07/2026, através do site ou pelo telefone (55) 99696-1665.

Leite vive momento de estabilidade

Cotação média em junho foi de R$ 2,42 o litro ao produtor, enquanto os custos tiveram deflação em maio

O valor de referência do leite no mês passado ficou projetado em R2,4281, pequena queda em relação ao o número consolidado de maio, em R$ 2,4302, "mantendo a trajetória de estabilização observada no mercado", destacou o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleit/RS), que divulgou os preços. 

O setor enfrentou recentemente uma situação mais complicada em relação a cotações aos produtores. Em janeiro o valor de referência estava em 2,0560, enquanto no último mês de 2025 em R$ 2,0180."Mostra a estabilidade que temos tido neste ano de 2026", avalia o momento Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados [Sindilat/RS]. 

"Diria que o ano de 2026, por enquanto, está positivo para o segmento do produtor, da indústria e do consumidor também, que não está tendo grandes aumentos nos derivados lácteos", resume. Conforme ele, após uma "boa recuperação no mês de abril", maio também seguiu estável, assim como em junho. 

"Com isso, a gente entende que o cenário tá positivo para o setor, claro que com margens mais ajustadas do que foi o ano de 2024 e o primeiro semestre de 2025", complementa.Palharini acrescenta ainda que não tem ocorrido um "aumento significativo" nos custos de produção, sobretudo em relação aos insumos para a ração a milho e farelo de soja. "Então, eu diria que é um cenário que, para o produtor, mesmo que a margem seja pequena, está mais confortável do que aqueles períodos onde a gente tinha um aumento significativo de preço e depois uma queda também bastante forte", ressalta. Mas como negativo no cenário, segue a alta importação de leite em pó. 

"Nós tivemos essa questão do dumping que ficou provado que a Argentina e o Uruguai usaram esse expediente, mas o governo não incrementou nenhuma alíquota complementar para a entrada desses produtos", lamenta. Segundo ele, a participação do leite em pó e derivados está em quase 10% do consumo nacional, média que, até 2022, representava até 2%.

Deflação: Já o Índice de Inflação para a Produção de Leite Cru, calculado pela Farsul, registrou deflação de 0,72% em maio. "O recuo no indicador mensal trouxe um alívio pontual aos custos de produção da cadeia leiteira gaúcha, impulsionado pela maior estabilidade cambial e por um arrefecimento dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo", explica nota da entidade."Apesar do recuo no agregado, a estrutura de custos ainda enfrenta pressões pontuais. A energia elétrica foi o principal vetor de alta em maio, com elevação de 6,2%, reflexo de alterações na faixa horária de consumo e bandeiras tarifárias mais caras. O sal mineral também registrou alta de 2,4%, impulsionada por problemas logísticos no Marrocos que encareceram o ácido fosfórico", complementou.Em janeiro o valor de referência do litro de leite estava em R$2,05. (Correio do Povo)

Balança comercial dos lácteos registra recuo em importações e exportações em junho

O mês de junho apresentou leve recuo nas importações e nas exportações. As importações totalizaram 211 milhões de litros em equivalente-litro, enquanto as exportações foram de 4,4 milhões de litros em equivalente-litro.

Apesar do déficit da balança comercial ter se mantido, houve um recuo de 8 milhões de litros em equivalente-litro, totalizando 206,6 milhões de litros em equivalente-litro de déficit na balança comercial.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

As importações registraram recuo de 4,2% em relação ao mês anterior. Apesar desse recuo, os volumes importados ainda apresentaram avanços relevantes comparados ao mesmo período do ano anterior, totalizando um avanço de 35,2%.

Gráfico 2. Importações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

Os principais movimentos observados nas importações foram:

O leite em pó integral, principal produto da cesta de lácteos importados, apresentou recuo de 6% no volume importado na comparação mensal; 

Já o leite em pó desnatado apresentou alta de 8% na comparação mensal, atingindo o patamar de aproximadamente 3,85 mil toneladas.  

A categoria de queijos, que correspondeu a 24% do volume importado, apresentou recuo de 11% no volume. 

A subcategoria de “queijo tipo mussarela, fresco (não curado)” contribuiu com uma queda de 22% dentro da categoria. 

Já em relação às exportações, junho apresentou recuo de 23,9% frente ao mês de maio, passando de 5,8 milhões de litros em equivalente-leite para 4,4 milhões de litros em equivalente-leite. O volume exportado também apresentou queda em relação ao mesmo período do ano anterior, que apresentou 5,0 milhões de litros em equivalente-litro, indicando um recuo de 13,0%. Esse movimento mostra uma leve redução dos embarques, apontando para um cenário de baixa competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. 

Gráfico 3. Exportações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado a partir dos dados da COMEXSTAT.

Nas exportações de junho, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos: 

Soro de leite: principal item da pauta exportadora brasileira, apresentou recuo de 19% no volume embarcado;

O leite condensado, segundo principal produto na cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 35%. 

Por último, o creme de leite, que representou 11% da cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 44% na comparação mensal. 

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de junho de 2026 e maio de 2026.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em junho de 2026

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

Tabela 2. Balança comercial de lácteos em maio de 2026

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

O que podemos esperar para os próximos meses?

Em junho, as importações voltaram a recuar na comparação mensal, mas seguiram em níveis elevados no comparativo anual, ficando 35,2% acima do volume registrado no mesmo mês do ano passado.

Para o restante do ano, a expectativa é de que as importações continuem acima dos níveis observados em 2025, embora sem grandes oscilações no curto prazo. Esse cenário é sustentado, principalmente, pela maior disponibilidade de leite no Mercosul, com a produção uruguaia e argentina em volumes elevados. Esse contexto amplia a oferta de produtos importados ao Brasil e tende a pressionar os preços dos derivados no mercado.

Além disso, o ambiente socioeconômico internacional tem causado uma maior volatilidade do dólar. Ainda assim, no comparativo anual, o câmbio segue favorecendo a competitividade dos produtos externos, reforçando a atratividade das importações e mantendo o mercado doméstico mais exposto à concorrência com os derivados importados. (Milkpoint)


Jogo Rápido

RS terá tempo seco no fim de semana e retorno das chuvas nos próximos dias
Na próxima semana, a chuva deverá continuar, principalmente na metade Norte do estado. É o que prevê o Boletim Integrado Agrometeorológico 27/2026, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).   Sábado (4/7): neste dia e até a manhã de domingo, a frente fria que ingressou no estado a partir da quinta-feira anterior já não estará mais influenciando o tempo no território gaúcho. Por conseguinte, não há previsão de chuva significativa na maioria das regiões. Domingo (5/7): ao final do dia, uma nova frente fria estará se aproximando do estado, trazendo instabilidade para os próximos dias. Segunda-feira (6/7) e terça-feira (7/7): uma nova frente fria deixará o tempo instável em praticamente todo o estado. Assim, há previsão de chuva para todas as regiões, com os maiores volumes previstos novamente para a metade Norte do estado. Quarta-feira (8/7): o sistema se afastará, reduzindo sua influência sobre o estado. Há apenas previsão de chuva isolada. Os acumulados de precipitação deverão variar entre zero e 50 milímetros ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.