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06/07/2026

Porto Alegre, 06 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.664


Lançamento do Milk Summit Mercosul terá debates sobre competitividade e mercado futuro do leite

A segunda edição do Milk Summit Mercosul será lançada no dia 14 de julho, no município de Ijuí (RS), com uma manhã de atividades voltadas ao setor do leite com debates sobre a competitividade da cadeia leiteira, ao mercado futuro e às políticas públicas para o setor. Celebrando o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o encontro tem início às 7h30min, com a apresentação da comissão organizadora, divulgação da programação oficial do evento e abertura das inscrições. “Será um spoiler do que estamos preparando para o evento de 14 e 15 de outubro, para o qual esperamos superar o público de 800 participantes por dia da primeira edição”, ressalta o coordenador do Milk Summit Mercosul, Darlan Palharini.

Entre os destaques da terça-feira está a palestra do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, sobre competitividade da produção brasileira frente aos sistemas produtivos da Argentina e do Uruguai, tema estratégico diante da crescente entrada de produtos do Mercosul. O evento também será palco do lançamento do StoneX Leite Futuro, ferramenta de gestão de risco e previsibilidade de preços. Já o Sicredi das Culturas RS/MG apresentará um painel sobre Derivativos financeiros para o agro, com Matheus Zimmermann. Outro tema relevante será o da competitividade associada às políticas públicas, apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena. Na programação, espaço ainda para mesa-redonda sobre o mercado futuro do leite e a entrega do prêmio Destaques dos Produtores de Leite de Ijuí (RS), pela Prefeitura.   

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Prefeitura de Ijuí, da Emater/RS-Ascar e do Impulsa Ijuí. A iniciativa conta com o apoio da Expofest, Setrem, Fecoagro/RS, Sebrae, Farsul, Senar, Fetag, Fiergs, Conseleite, Gadolando, Embrapa, Sicredi e Ministério da Agricultura.

Programação:

  • 07h30min - 08h30min: Milk Break & Networking: café da manhã de recepção com espaço para conexões e trocas de experiências 
  • 08h30min - 08h40min: Lançamento Milk Summit Mercosul 2026: Apresentação da Comissão Organizadora, lançamento da programação oficial e abertura das inscrições 
  • 08h40min - 08h50min: Convite para participação da Expofest Ijuí 2026: Presidente Antônio Tambara e Soberanas da Expofest Ijuí 2026 
  • 08h50min - 09h30min: Competitividade do leite frente à Argentina e Uruguai: Palestra com Glauco Carvalho (Embrapa Gado de Leite) 
  • 09h30min - 09h55min: Lançamento StoneX Leite Futuro: Palestra com Marianne Tufanni (StoneX) 
  • 09h55min - 10h20min: Derivativos financeiros para o agro: Matheus Zimmermann (Sicredi das Culturas RS/MG)
  • 10h20min - 10h45min: Competitividade e Políticas Públicas: Palestra com Márcio Madalena - Secretário de Estado (Seapi) 
  • 10h45min - 12h00min: Mesa-redonda: O mercado futuro do leite, com Sindilat/RS, Embrapa, StoneX, Sicredi, Seapi, FecoAgro, Mapa, Sebrae, Farsul, SDR, Senar, Fetag, Emater, Prefeitura de Ijuí.
  • 12h00min - 12h20min: Prêmio: Destaques dos produtores de leite de Ijuí - Prefeitura e comissão 
  • 12h20min - 12h35min: Fala das autoridades e encerramento 
 Lançamento Milk Summit Mercosul 2026:
  • Data: 14/07/2026
  • Horário: A partir das 7h30min
  • Local: Auditório do Sicredi. Rua São Cristóvão, número 30. Ijuí/RS 
  • Inscrições: Até dia 07/07/2026, através do site ou pelo telefone (55) 99696-1665.

Leite vive momento de estabilidade

Cotação média em junho foi de R$ 2,42 o litro ao produtor, enquanto os custos tiveram deflação em maio

O valor de referência do leite no mês passado ficou projetado em R2,4281, pequena queda em relação ao o número consolidado de maio, em R$ 2,4302, "mantendo a trajetória de estabilização observada no mercado", destacou o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleit/RS), que divulgou os preços. 

O setor enfrentou recentemente uma situação mais complicada em relação a cotações aos produtores. Em janeiro o valor de referência estava em 2,0560, enquanto no último mês de 2025 em R$ 2,0180."Mostra a estabilidade que temos tido neste ano de 2026", avalia o momento Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados [Sindilat/RS]. 

"Diria que o ano de 2026, por enquanto, está positivo para o segmento do produtor, da indústria e do consumidor também, que não está tendo grandes aumentos nos derivados lácteos", resume. Conforme ele, após uma "boa recuperação no mês de abril", maio também seguiu estável, assim como em junho. 

"Com isso, a gente entende que o cenário tá positivo para o setor, claro que com margens mais ajustadas do que foi o ano de 2024 e o primeiro semestre de 2025", complementa.Palharini acrescenta ainda que não tem ocorrido um "aumento significativo" nos custos de produção, sobretudo em relação aos insumos para a ração a milho e farelo de soja. "Então, eu diria que é um cenário que, para o produtor, mesmo que a margem seja pequena, está mais confortável do que aqueles períodos onde a gente tinha um aumento significativo de preço e depois uma queda também bastante forte", ressalta. Mas como negativo no cenário, segue a alta importação de leite em pó. 

"Nós tivemos essa questão do dumping que ficou provado que a Argentina e o Uruguai usaram esse expediente, mas o governo não incrementou nenhuma alíquota complementar para a entrada desses produtos", lamenta. Segundo ele, a participação do leite em pó e derivados está em quase 10% do consumo nacional, média que, até 2022, representava até 2%.

Deflação: Já o Índice de Inflação para a Produção de Leite Cru, calculado pela Farsul, registrou deflação de 0,72% em maio. "O recuo no indicador mensal trouxe um alívio pontual aos custos de produção da cadeia leiteira gaúcha, impulsionado pela maior estabilidade cambial e por um arrefecimento dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo", explica nota da entidade."Apesar do recuo no agregado, a estrutura de custos ainda enfrenta pressões pontuais. A energia elétrica foi o principal vetor de alta em maio, com elevação de 6,2%, reflexo de alterações na faixa horária de consumo e bandeiras tarifárias mais caras. O sal mineral também registrou alta de 2,4%, impulsionada por problemas logísticos no Marrocos que encareceram o ácido fosfórico", complementou.Em janeiro o valor de referência do litro de leite estava em R$2,05. (Correio do Povo)

Balança comercial dos lácteos registra recuo em importações e exportações em junho

O mês de junho apresentou leve recuo nas importações e nas exportações. As importações totalizaram 211 milhões de litros em equivalente-litro, enquanto as exportações foram de 4,4 milhões de litros em equivalente-litro.

Apesar do déficit da balança comercial ter se mantido, houve um recuo de 8 milhões de litros em equivalente-litro, totalizando 206,6 milhões de litros em equivalente-litro de déficit na balança comercial.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

As importações registraram recuo de 4,2% em relação ao mês anterior. Apesar desse recuo, os volumes importados ainda apresentaram avanços relevantes comparados ao mesmo período do ano anterior, totalizando um avanço de 35,2%.

Gráfico 2. Importações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

Os principais movimentos observados nas importações foram:

O leite em pó integral, principal produto da cesta de lácteos importados, apresentou recuo de 6% no volume importado na comparação mensal; 

Já o leite em pó desnatado apresentou alta de 8% na comparação mensal, atingindo o patamar de aproximadamente 3,85 mil toneladas.  

A categoria de queijos, que correspondeu a 24% do volume importado, apresentou recuo de 11% no volume. 

A subcategoria de “queijo tipo mussarela, fresco (não curado)” contribuiu com uma queda de 22% dentro da categoria. 

Já em relação às exportações, junho apresentou recuo de 23,9% frente ao mês de maio, passando de 5,8 milhões de litros em equivalente-leite para 4,4 milhões de litros em equivalente-leite. O volume exportado também apresentou queda em relação ao mesmo período do ano anterior, que apresentou 5,0 milhões de litros em equivalente-litro, indicando um recuo de 13,0%. Esse movimento mostra uma leve redução dos embarques, apontando para um cenário de baixa competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. 

Gráfico 3. Exportações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado a partir dos dados da COMEXSTAT.

Nas exportações de junho, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos: 

Soro de leite: principal item da pauta exportadora brasileira, apresentou recuo de 19% no volume embarcado;

O leite condensado, segundo principal produto na cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 35%. 

Por último, o creme de leite, que representou 11% da cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 44% na comparação mensal. 

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de junho de 2026 e maio de 2026.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em junho de 2026

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

Tabela 2. Balança comercial de lácteos em maio de 2026

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

O que podemos esperar para os próximos meses?

Em junho, as importações voltaram a recuar na comparação mensal, mas seguiram em níveis elevados no comparativo anual, ficando 35,2% acima do volume registrado no mesmo mês do ano passado.

Para o restante do ano, a expectativa é de que as importações continuem acima dos níveis observados em 2025, embora sem grandes oscilações no curto prazo. Esse cenário é sustentado, principalmente, pela maior disponibilidade de leite no Mercosul, com a produção uruguaia e argentina em volumes elevados. Esse contexto amplia a oferta de produtos importados ao Brasil e tende a pressionar os preços dos derivados no mercado.

Além disso, o ambiente socioeconômico internacional tem causado uma maior volatilidade do dólar. Ainda assim, no comparativo anual, o câmbio segue favorecendo a competitividade dos produtos externos, reforçando a atratividade das importações e mantendo o mercado doméstico mais exposto à concorrência com os derivados importados. (Milkpoint)


Jogo Rápido

RS terá tempo seco no fim de semana e retorno das chuvas nos próximos dias
Na próxima semana, a chuva deverá continuar, principalmente na metade Norte do estado. É o que prevê o Boletim Integrado Agrometeorológico 27/2026, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).   Sábado (4/7): neste dia e até a manhã de domingo, a frente fria que ingressou no estado a partir da quinta-feira anterior já não estará mais influenciando o tempo no território gaúcho. Por conseguinte, não há previsão de chuva significativa na maioria das regiões. Domingo (5/7): ao final do dia, uma nova frente fria estará se aproximando do estado, trazendo instabilidade para os próximos dias. Segunda-feira (6/7) e terça-feira (7/7): uma nova frente fria deixará o tempo instável em praticamente todo o estado. Assim, há previsão de chuva para todas as regiões, com os maiores volumes previstos novamente para a metade Norte do estado. Quarta-feira (8/7): o sistema se afastará, reduzindo sua influência sobre o estado. Há apenas previsão de chuva isolada. Os acumulados de precipitação deverão variar entre zero e 50 milímetros ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.