Pular para o conteúdo

 

 

Porto Alegre, 19 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.544

 

Indústrias apoiam projeto de mudança na fiscalização do RS 

O setor produtivo debateu, na tarde desta quarta-feira (19/7), na Famurs, o projeto de lei (PL) 125, que prevê a modernização do sistema estadual de fiscalização. A proposta, que sugere a habilitação de médicos veterinários para prestarem serviço de inspeção nas indústrias de proteína animal, tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa.

Atualmente, segundo o consultor da Foco Rural, Fernando Schwanke, há 22 pedidos de ampliação e dez para novos empreendimentos aguardando liberação devido à falta de profissionais. "Hoje, o Estado se dá ao luxo de negar novos projetos devido à falta de servidores para realizar inspeção", comentou Schwanke. 

Segundo o secretário da Agricultura, Ernani Polo, a proposta também prevê o nivelamento interno dos servidores por meio de qualificação e a melhoria dos processos nas empresas e indústrias por meio do Senai Alimentos. "A fiscalização seguirá sendo atribuição dos fiscais estaduais", afirma Polo.

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) é favorável ao projeto. "Este modelo já existe em países que concorrem com o Brasil. O mundo todo  avança no sentido de modernizar a inspeção", avalia o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Formato semelhante ao sugerido pelo PL já é adotado em países da Europa e até no Brasil, em estados como o Paraná.

Farsul, Fetag e Fundesa também são favoráveis à proposta. A Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), que representa os servidores, é contrária ao projeto. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Bruna Karpinski

Fiscal brasileiro presidirá Codex

O Brasil conquistou ontem a presidência da Comissão do Codex Alimentarius, órgão que define padrões para proteger a saúde dos consumidores e práticas leais no comércio agrícola, que movimento cerca de US$ 1,7 trilhão por ano. Guilherme Costa, fiscal do Ministério da Agricultura, venceu a disputa com um representante do Mali (Marmadu Sakufoi) ao conquistar 84 votos de um total de 149, mesmo em uma campanha que coincidiu com o impacto da Operação Carne Fraca - que investiga casos de corrupção envolvendo fiscais agropecuários e frigoríficos - e com a denúncia de que a JBS pagava um "mensalinho" a cerca de 200 fiscais.

Com a eleição de Costa, o Itamaraty destacou, em nota, que o Brasil passa a ocupar três dos mais importantes cargos de direção na arquitetura econômico-comercial global (OMC, FAO e Codex), "com impactos relevantes para o comércio brasileiro de produtos agrícolas". É a primeira vez que um brasileiro comandará o Codex Alimentarius. Segundo Costa, o órgão passará a atuar da maneira "mais focada possível na disseminação e aplicação prática de suas normas para toda a cadeia produtiva e consumidores". Para a embaixadora brasileira junto a agências da ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, "eleger um brasileiro à frente do Codex, num momento em que o protecionismo ameaça cada vez mais, é de grande importância para o Brasil".

Os 42 países africanos no Codex ficaram divididos, o que facilitou a vitória do brasileiro. Segundo fontes, isso ocorreu em razão do papel do Brasil na recente eleição do etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus para a diretoria-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Codex foi estabelecido em 1963 pela FAO, agência da ONU para agricultura e alimentação, e pela OMS. No Codex, os 188 países-membros negociam recomendações com base em fundamentos científicos, relacionados a inocuidade e qualidade dos alimentos, higiene, limite máximo para aditivos alimentares, resíduos e medicamentos veterinários, limites máximos e códigos para prevenção de contaminação química e microbiológica. As decisões do Codex são referência no Mecanismo de Solução de Controvérsias da OMC. (Valor Econômico)

Receita altera normas de restituição

A Receita Federal atualizou sua regulamentação sobre restituição, compensação, ressarcimento e reembolso de créditos tributários. As novas regras foram publicadas por meio da Instrução Normativa nº 1.717, no Diário Oficial da União de ontem. Advogados afirmam que algumas disposições podem trazer riscos às empresas. A IN, que revoga a Instrução Normativa 1.300/2012, estabelece expressamente que créditos de contribuição previdenciária em discussão judicial só valerão após decisão final contra a qual não caiba recurso. Além disso, para utilizá-los, o procedimento é específico, diferente dos demais tributos. Os créditos deverão ser informados à Receita mediante formulário em anexo da instrução normativa. O tributarista Felipe Dalla Torre, do escritório Peixoto & Cury Advogados, acredita que a exigência se deve ao fato de diversos contribuintes realizarem essas compensações diretamente pela Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP), antes do trânsito em julgado. "Fazem isso, por exemplo, com base na decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em recurso repetitivo, pela não inclusão do aviso prévio indenizado no cálculo das contribuições", diz o advogado. Já o artigo 87 da IN veda a compensação, pelo sujeito passivo, das contribuições destinadas a outras entidades ou fundos. Um exemplo dessas contribuições são aquelas pagas às entidades do sistema "S". Para Torre, a proibição é questionável no Judiciário. "Várias decisões judiciais, inclusive do STJ, permitem a compensação de contribuições destinadas a terceiros. E existe até nota da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) dispensando o órgão de recorrer nesses casos." 

Outro dispositivo criticado é o que estabelece que as regras da IN sobre créditos de PIS e Cofins aplicam-se somente quando a legislação autorizar a apuração de créditos do regime de incidência não cumulativa das contribuições. Para o tributarista Diego Miguita, do VBSO Advogados, com base nisso, o Fisco pode alegar que uma interpretação mais ampla do conceito de insumo - como tem sido decidido pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) - estaria em desacordo com a legislação. Dessa forma, não caberia ressarcimento ou compensação. Miguita também chama a atenção para o artigo 76, inciso VII da IN. Segundo o dispositivo, a compensação é vedada e será considerada não declarada quando tiver por objeto crédito não passível de restituição ou ressarcimento. "A consequência disso pode ser a aplicação da multa de ofício isolada de 75% sobre o valor total do débito cuja compensação for considerada não declarada. Além da impossibilidade de manifestação de inconformidade e discussão pelo rito do processo administrativo fiscal", diz o advogado. Sobre a compensação de ofício - realizada automaticamente pela Receita quando o contribuinte tem créditos e débitos ao mesmo tempo -, o contribuinte continua a não poder escolher os débitos a ser compensados. No caso de crédito reconhecido por meio de ação judicial, a nova norma também mantém a exigência de que primeiro seja feita a habilitação do crédito, mas só depois da homologação o crédito poderia ser usado. (Valor Econômico)

Começa disparada de fretes dos grãos

Os preços para transportar grãos pelo Brasil tendem a atingir, entre julho e setembro, patamares recorde para o período, próximos dos praticados em janeiro e fevereiro, na colheita de verão. Isso em decorrência da colheita recorde da segunda safra de milho, que terá de ser levada tanto para armazéns espalhados pelo país quanto para os portos. Segundo levantamento do grupo de pesquisa e extensão em logística da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (EsalqLog), em agosto o aumento em relação ao mesmo mês do ano passado na rota de referência entre Sorriso e Rondonópolis, em Mato Grosso, poderá superar 35%. Entre Jataí, em Goiás, e o porto de Santos, no litoral de São Paulo, a alta tende a atingir quase 14%, e dentro do Paraná - entre Toledo e o porto de Paranaguá -, é esperado um incremento de 74,2%.

"Esta supersafra de milho precisa sair dos campos e ir para os armazéns das cooperativas e indústrias. Mas a maior demanda será para transporte aos portos, para exportação. Não importa o preço do milho, o cereal terá que sair do país porque aqui não há demanda interna suficiente", diz Samuel da Silva Neto, pesquisador da EsalqLog. A Conab estima que a safrinha do ciclo 2016/17 somará 65,63 milhões de toneladas, 61% mais que em 2015/16, quando a produção foi afetada por problemas climáticos. Já as exportações do grão colhido na primeira e na segunda safra deverá somar 28 milhões de toneladas, com crescimento de 48,1%. A necessidade de destinar boa parte da safrinha de milho para fora do país é acentuada pelo fato de os produtores ainda não terem comercializado toda a safra de soja colhida em 2016/17, devido à queda nos preços. A estimativa é que 70% da produção da oleaginosa tenha sido vendida, ante 83% no mesmo período de 2015/16, conforme a consultoria AgRural. Portanto, parte dos armazéns de cooperativas e grandes produtores ainda está ocupada com soja. "Vai ser preciso tirar o milho do Brasil até janeiro, quando começa a colheita de soja de 2017/18", diz Silva Neto. O economista lembra que o atraso na comercialização de soja foi o grande responsável pela queda dos preços do frete entre março e abril. Por isso, a comparação dos atuais valores com os praticados naqueles meses também aponta para altas (ver gráficos). 

Entre Sorriso e Rondonópolis, o aumento supera 20%. E os preços do transporte também deverão continuar mais elevados que no ano passado entre setembro e novembro, devido à concorrência com o transporte de açúcar. Resumindo, faltará caminhões. Segundo Silva Neto, os valores cobrados pelos transportadores só não serão mais altos porque a entrega de fertilizantes e defensivos deverá coincidir com o escoamento da safra, permitindo o frete de retorno, que reduz custos. Diferentemente do que ocorreu em 2016, a expectativa é que a importação de fertilizantes aconteça mais perto do início do plantio da soja da safra 2017/18, em setembro. Em entrevista ao Valor em maio, Marcelo Mello, consultor especializado em fertilizantes da INTL FCStone, afirmou que o comportamento de compra de adubos estava atípico neste ano, também por causa da queda dos preços dos grãos. Até aquele momento, o câmbio não era dos mais favoráveis - depois da delação dos executivos da JBS, a desvalorização do real favoreceu as exportações. No começo de abril passado, eram necessárias quase 19 sacas de soja para comprar 1 tonelada de fertilizante - MAP, matéria-prima derivada do fosfato - em Paranaguá, sendo que em fevereiro eram 15 sacas, patamar que poderá voltar a ser alcançado no fim do ano. Também do ponto de vista dos transportadores, a tendência é que não haja aumentos significativos de diesel no segundo semestre. Assim, a pressão por repasses para os valores de frete será menor, deixando os preços serem guiados apenas pela demanda. "Os estoques nacionais de diesel estão altos e as políticas internacionais para estimular o preço do petróleo não estão dando certo. Nos nossos modelos, prevemos reajuste de combustível de forma a impactar os custos dos transportadores só no ano que vem", conclui o pesquisador da EsalqLog. (Valor Econômico)

Demanda maior no trimestre
O setor leiteiro utilizou R$ 2,1 milhões de recursos do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) no segundo trimestre de 2017. O valor é 76,2% maior que o do primeiro trimestre do ano. Parte dos recursos -- R$ 776 mil -- foi aplicada em indenizações de 569 bovinos de leite, entre 17 de abril e 17 de julho.(Correio do Povo)
 

 

 

Porto Alegre, 18 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.543

 

Setor leiteiro foi o que mais investiu em indenizações no segundo trimestre


              Foto: Vitorya Paulo

O setor leiteiro foi o que mais investiu recursos  doFundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) no segundo trimestre de 2017. Segundo dados apresentados durante assembleia geral realizada nesta segunda-feira (17/7), em Porto Alegre (RS), foram destinados R$ 2.151.433,46 - 76,2% a mais se comparado ao primeiro trimestre deste ano, quando foram investidos R$ 1.222.275,67. Representando o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), participaram do encontro o presidente, Alexandre Guerra, e o secretário-executivo, Darlan Palharini. Na ocasião, foi homologada a indicação de Palharini para a função de presidente do Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira do Fundesa para o período de 2017/2018. 

No segundo trimestre, foram atendidos 112 pedidos de indenização de bovinos de leite, o que corresponde a 569 animais e totaliza R$ 776.063,20. Os dados referem-se ao período entre 17 de abril a 17 de julho. No acumulado do ano, foram destinados R$ 1.763.628,73 milhão a indenizações - R$ 472 mil a mais que no primeiro semestre do ano passado. Para Guerra, os dados deixam claro o movimento em prol da sanidade dos animais. "Esses números são resultado do trabalho do setor para deixar o seu rebanho livre de tuberculose e brucelose", diz o dirigente. De acordo com o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, o acréscimo também é derivado da crescente demanda da Secretaria de Agricultura do RS (Seapi). (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

GDT: leite em pó integral "de lado"; manteiga em alta

O segundo leilão GDT de junho, que ocorreu nesta terça-feira (18), ao contrário dos outros dois últimos leilões, apresentou uma tímida alta (0,2%) no preço médio dos lácteos. O queijo cheddar, que teve queda no último leilão, agora teve aumento de 1,60%, com média final de US$ 4.112/tonelada

Já o leite em pó desnatado, mais uma vez apresentou queda (3,20%), com média de US$ 2.024/tonelada. Por sua vez, no leite em pó integral, se verificou novamente um pequeno aumento (0,30%), com média de US$ 3.114/tonelada.

No caso da manteiga, houve um aumento de 3,4%, com o seu preço médio em US$ 6.004/tonelada, contra uma queda no leilão anterior de 0,1%. É interessante entender o que esse aumento da manteiga nos indica: que o mercado de gorduras internacional ainda está aquecido em função do aumento da demanda pelo produto. Confira as mudanças no gráfico abaixo. (GDT/Milkpoint)

 

 

Chile: importações de produtos lácteos batem recorde

Até maio 2017, foi registrado um aumento de 78% nas importações de produtos lácteos do Chile, que alcançaram quase US$ 140 milhões. Expresso em litros equivalente, as importações atingiram cerca de 340 milhões de litros, o que representa um aumento de 69% em relação ao volume importado nos primeiros cinco meses de 2016, de acordo com os dados contidos no último boletim sobre o setor leiteiro Serviço de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa).

Os maiores aumentos nas importações de lácteos ocorreram no setor de queijos, cujo volume aumentou quase 79%, para 19.895 toneladas durante os primeiros cinco meses de 2017. Os destaques incluem cerca de 25% do volume importado de queijos de origem neozelandesa, com 4.926 toneladas e uma expansão de quase 250%.

Volumes significativos também foram provenientes dos Estados Unidos (3.691 toneladas e 18,6% das importações totais até a data). A Argentina, com 11,6% e um total de 2.303 toneladas, é um fornecedor tradicional e importante. No entanto, com seus países tomados em conjunto, a União Europeia é a principal fonte de queijos importados, com cerca de 7.500 toneladas. Entre eles, a Alemanha contribui com quase 3.600 toneladas, um aumento de 336%. Também se destaca a Holanda, com 2.790 toneladas, e, em menor volume, Espanha e França, com cerca de 500 toneladas cada.

Da mesma forma, aumentou a importação de leite em pó, em particular de leite integral, atingindo 12.385 toneladas (125 milhões de litros equivalentes, 60% a mais do que no ano anterior). A Nova Zelândia, com cerca de 4.500 toneladas, é o segundo maior fornecedor, depois apenas dos Estados Unidos, com mais de 5.500 toneladas e quase 45% das importações deste produto até agora. Em seguida estão os países da União Europeia, Argentina e Uruguai.

Deve-se notar que o Chile praticamente não tem tarifas sobre importações de lácteos. A exceção são os países da UE quando os volumes importados excedem as cotas, como em queijos, cuja cota é 2.550 toneladas atualmente, e outras fontes de exceção, como o Canadá.

Também aumentou significativamente a importação de leite fluido atingindo um total de 546.000 litros, assim como, o crescimento da importação de leite concentrado ou evaporado e condensado. Caíram um pouco as importações de manteiga, cujo preço internacional está muito alto.

Exportações de produtos lácteos 
As exportações de produtos lácteos nos primeiros cinco meses de 2017 foram avaliados em US$ 95 milhões, o que representou um aumento de 22% durante o mesmo período de 2016. Em litros equivalentes, as exportações excederam 147 milhões, diminuindo 2,8% em comparação com janeiro-maio de 2016.

As exportações de leite em pó caíram 52%, para 2.855 toneladas, 88% dos quais foram para o mercado brasileiro. Já as exportações de queijos atingiram 4.142 toneladas de queijo, 96% a mais que no mesmo período de 2016. Quase 44% deles foram para o México, mercado tradicional do Chile. Também foram importantes Rússia, Coreia do Sul, China e Peru, mercados que aumentam sensivelmente.

O valor das exportações de produtos lácteos nos primeiros cinco meses de 2017 foi de US$ 44,8 milhões a menos que o das importações (32,2%). A diferença percentual é maior se a comparação é feita em litros equivalentes, pois as importações superaram 192,3 milhões de litros as exportações (131%). (As informações são da Fedeleche, com dados da ODEPA.cl, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
Fazendas produtoras de leite faturaram R$ 27 bilhões em 2016
Cadeia produtiva - As fazendas produtoras de leite no Brasil faturaram R$ 27 bilhões em 2016. Quase metade do leite produzido no país vem das pequenas fazendas, responsáveis por 47% da produção. Além disso, a produção de leite nesta fazendas emprega um milhão e 200 mil pessoas. A cadeia produtiva do leite é a que mais emprega no Brasil. São mais de 4 milhões de pessoas empregadas em funções no campo e nas fábricas de laticínios. Por conta do alto consumo de leite e seus derivados no país, a produção cresceu nos últimos anos e atualmente o Brasil já tem vacas campeãs que produzem mais de cem litros de leite por dia. Assista o vídeo. (G1) 

 

 

 

Porto Alegre, 17 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.542

 

Setor quer que governo compre 20 mil toneladas de leite em pó

 
Foto: Eduardo Malta Oliveira

Representantes do governo do Estado, do setor produtivo e entidades do agronegócio alinharam, na manhã desta sexta-feira (14/7), em reunião na Famurs, um pleito conjunto a ser apresentado ao secretário nacional da Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha. O pedido será para que o governo federal promova compras governamentais para retirar do mercado 20 mil toneladas de leite em pó, o que representa um valor em torno de R$ 300 milhões aos cofres públicos. Segundo o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, as entidades "bateram o martelo" sobre o valor a ser pleiteado e ainda defenderam a urgência do Brasil adotar uma política de estoques reguladores para o mercado lácteo. O encontro com o representante do governo federal deve ocorrer em Porto Alegre no dia 28 de julho, às 10h, na sede Fetag. O assunto já foi tratado, esta semana, em reunião entre o Sindilat, Fetag e o Ministério da Agricultura.

Acompanhado pelo vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, Palharini ainda apresentou ao grupo projeto de acordo comercial com o México. Segundo ele, além das compras governamentais, é essencial abrir novos mercados para absorver a produção brasileira no médio prazo . "O México compra muito leite em pó e queijo dos Estados Unidos. Um acordo com o Brasil ajudaria muito o segmento produtivo". A reunião contou com o secretário da Agricultura, Ernani Polo, e representantes da Sefaz e da SDR. Pelo setor produtivo, também estavam presentes Piá e Languiru. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Conseleite/MS 

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 14 de julho de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de junho de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de julho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

Europa sofre escassez de manteiga com alta demanda e menor produção

A Europa está sofrendo com uma escassez de manteiga. A demanda em alta e a queda na produção de leite resultaram em preço dobrado para o laticínio, este ano. As padarias francesas querem aumentar os preços dos doces, brioches e croissants que usam manteiga como ingrediente, e o presidente-executivo da Arla, que controla as marcas de laticínios Anchor e Lurpak, na semana passada alertou aos consumidores britânicos que não haveria manteiga suficiente no Natal. O desgaste na Europa tem origens internacionais. A combinação entre uma queda na produção de leite em países importantes e clima adverso levou o preço internacional da manteiga a um recorde em junho, de acordo com a Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas (FAO). "A disponibilidade limitada de laticínios para exportação em todos os grandes países produtores" levou a alta significativa nos preços dos laticínios, entre os quais a manteiga, a FAO informou este mês.

A atual escassez de oferta e a alta consequente no preço da manteiga seguem a um dos mais longos períodos de preços baixos para os laticínios desde o colapso dos mercados mundiais em 2007 e 2008. O clima favorável e as ações da União Europeia para liberalizar seu mercado de laticínios, em 2015, deprimiram os preços. Eles caíram em mais de 50% entre 2014 e 2015, e muitos produtores de laticínios deixaram o setor, em todo o mundo, por causa de dívidas insustentáveis. A União Europeia respondeu por meio de cortes voluntários de produção e subsídios aos pecuaristas que optassem por produzir menos leite. O suprimento das cinco principais regiões produtoras de leite no planeta caiu em 0,4% em 2016. No hemisfério sul, o clima ruim na Austrália e Nova Zelândia levou a produção deste ano a ficar abaixo da registrada em 2016, até o momento. O consumo de manteiga, por outro lado, continua a crescer. Kevin Bellamy, estrategista mundial de laticínios no banco holandês Rabobank, acredita que tenha acontecido uma "virada estrutural" nos padrões de demanda por manteiga. Isso ajudou a limitar a queda de preço do produto em 2014 e 2015, quando a oferta era robusta. "As pessoas estão adotando a manteiga, e quantidade maior dela vem sendo usada em alimentos industrializados", ele diz.

Estudos recentes também lançaram dúvidas sobre a conexão entre manteiga e doenças cardiovasculares, o que aguçou o entusiasmo dos consumidores. A propaganda negativa quanto aos potenciais efeitos adversos de algumas margarinas e outras pastas de base vegetal sobre a saúde também estimulou o retorno dos consumidores à manteiga. Raphael Moreau, analista de alimentos na Euromonitor, diz que o consumo de manteiga foi estimulado pela demanda por produtos "naturais", da parte dos consumidores que estão abandonando produtos como a margarina. "No Reino Unido, o consumo de manteiga também foi estimulado pela moda de fazer bolos, doces e pães em casa", diz. A despeito da alta no preço da manteiga, "muitos dos produtores não têm capacidade para elevar sua produção", diz Patty Clayton, analista sênior de laticínios no Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura do Reino Unido, uma organização financiada por agricultores e pecuaristas. E os preços recordes tampouco significam que os pecuaristas e empresas possam simplesmente transferir mais leite para a produção de manteiga, porque eles precisam continuar fornecendo leite fresco, creme de leite e queijo. "Os produtores de leite precisam priorizar os consumidores em longo prazo", diz Clayton.

A atual escassez teria sido menos severa se houvessem estoques de reserva para recorrer. Mas a demanda robusta erodiu os estoques mundiais. Além disso, a China voltou ao mercado de laticínios, entre os quais manteiga e queijo, diz Bellamy, do Rabobank. A despeito da alta nos preços da manteiga no atacado, o varejo e os fabricantes de alimentos vêm relutando em repassar os aumentos aos consumidores. Mas os analistas antecipam que isso mudará quando suas margens de lucros sofrerem compressão.

"Dada a inflação recente no preço da manteiga, se a alta continuar isso vai se refletir nos preços ao consumidor", acautela Clayton, que prevê que continuará a haver pressão de alta sobre os preços pelo resto do ano, porque a produção não deve se recuperar em curto prazo. "Os preços da manteiga voltarão a subir, mas isso pode demorar alguns meses para que retomem aos níveis originais", diz Bellamy. Muitos produtores de laticínios na Europa e Brasil sofrem de uma escassez de vacas jovens para inclusão em seus rebanhos, depois de anos de preços mornos para os laticínios. "Por conta do período prolongado de preços baixos, não há estoque de vacas jovens", ele acrescenta. (As informações são do Financial Times, traduzidas por Paulo Migliacci para a Folha de São Paulo)

Produção de leite dos EUA está altamente concentrada em apenas 59 regiões
A produção de leite dos EUA está altamente concentrada em apenas 59 regiões que produzem 50% da produção da Califórnia e das Federal Milk Marketing Order, de acordo com análise do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As 59 regiões que compõem a maioria da produção de leite representam apenas 3,6% das 1.632 regiões que produzem leite na Califórnia e no sistema Federal Order. Apenas 13 regiões representam 25% dessa produção de leite, com sete delas localizadas na Califórnia. De fato, essas sete regiões da Califórnia representam quase 18% da produção de leite. O maior produtor da região de Tulare, no Vale Central da Califórnia, é responsável por quase 6% de todo o leite produzido na Califórnia e no sistema Federal Order. A Califórnia continua produzindo cerca de 20% do volume de leite do país, apesar de uma queda na produção no Golden State nos últimos anos. Esse declínio ocorreu quando os produtores da Califórnia foram pressionados pela seca e pelo baixo preço do leite. Três cooperativas da Califórnia solicitaram ao USDA para se juntar ao sistema Federal Order, com uma votação devendo ocorrer no final deste ano. A Central Marketing Area, que compila os dados sobre a concentração do mercado, observa que nenhuma das 13 principais regiões está localizada na região superior do Meio-Oeste (Upper Midwest) e 12 das 13 estão no Oeste. Lancaster County, Pensilvania, é a única região a leste do rio Missouri que faz parte da lista. Outros na lista incluem Yakima, Washington, Weld, Colorado, Pinal, Arizona e Chaves, Novo México. A análise do USDA mostra que 826 municípios aumentaram a produção de leite em dezembro de 2016 em relação a dezembro anterior. Mil e treze regiões reduziram a produção nesse mesmo período. A maior parte da produção diminuiu nas regiões central e sudeste do país. (As informações são do http://www.milkbusiness.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
is e-mails.

 

Porto Alegre, 14 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.541

 

Lideranças debatem projetos para o setor em Lajeado


                 Foto: Vinícius Reis/ALRS

Foi com auditório da Univates lotado que lideranças do setor lácteo debateram projetos de desenvolvimento na manhã desta quinta-feira (13/07), durante o evento Pensar o Vale, promovido pelo jornal A Hora, de Lajeado (RS). Presente no debate, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, sugeriu a implementação de um projeto de incentivo tributário que permita estimular o aumento da produção de leite no Rio Grande do Sul. Só assim, acredita ele, será possível expandir e desenvolver o setor. Acompanhado do vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, e do diretor Renato Kreinmeier, Guerra ainda defendeu a união do segmento em torno do pedido de compras governamentais de leite feito em Brasília esta semana, além da criação de uma linha para que o Governo Federal fizesse aquisição de lácteos para estoque regulador e futuro leilão em épocas de entressafra, como acontece em outros países. Isso contribuiria para evitar a desistência de produtores na atividade leiteira.

Representantes do Sindilat estiveram tratando do pedido junto ao Ministério da Agricultura. A pasta ficou de avaliar o tema. "É a única forma de retirar parte do leite do mercado e fomentar o setor, que vem enfrentando concorrência desleal em função das importações dos países do Prata. É preciso viabilizar a compra emergencial para minimizar os prejuízos das indústrias", ressaltou Guerra. O assunto deve ser tratado ainda esta semana com o secretário nacional da Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha.

Durante o debate, também foi abordada a questão das contribuições para o Fundoleite e do futuro do Instituto Gaúcho do Leite (IGL). Também participaram da audiência o secretário da Agricultura, Ernani Polo, deputados, vereadores e lideranças locais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

UE: 48.290 produtores reduziram sua produção de leite em 1,12 bilhão de litros

A Comissão Europeia lançou um plano para redução voluntária da produção de leite no final de 2016, a fim de ajudar a reequilibrar o setor leiteiro. Cerca de 48.290 produtores participaram do programa, reduzindo a produção de leite em 1,12 bilhão de litros. Do orçamento original de 150 milhões de euros (US$ 171,27 milhão), cerca de 112 milhões de euros (US$ 127,88 milhão) foram usados para compensar os produtores.

O programa foi desenvolvido entre o último trimestre de 2016 e janeiro de 2017. Seu objetivo era ajudar a combater os efeitos da crise no setor leiteiro, reduzindo a quantidade de leite disponível no mercado e, portanto, aumentando os preços aos produtores. Os produtores foram compensados com 14 centavos de euro (15,98 centavos de dólar) por litro de produção de leite reduzido.

Segundo a Comissão, o programa tem contribuído para o reequilíbrio eficaz do mercado do leite da UE como um todo, o que se reflete no aumento dos preços do leite na UE no ano passado. O preço médio em abril 2017 foi de 32,9 centavos de euro (37,56 centavos de dólar) por litro, um aumento de 21% em relação ao mesmo mês do ano passado. 

As informações são do Agrodigital.

Em 10/07/17 - 1 Euro = US$ 1,14185

0,87567 Euro = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) 

Acordo comercial entre UE e Japão agrada setor de lácteos

Representantes do setor de lácteos da Europa reagiram positivamente à notícia de que a União Europeia (UE) e o Japão concordaram formalmente com um acordo de livre comércio.

Após quatro anos de negociações, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, assinaram o acordo que eliminará as tarifas em grande parte do comércio bilateral.

O Japão é a terceira maior economia do mundo e o sétimo maior mercado de exportação da Europa. O acordo proporcionará um valioso acesso para as exportações de lácteos da UE.

O acordo foi assinado na véspera de uma reunião do grupo G20 de economias líderes e segue o colapso de um acordo comercial entre o Japão e os EUA, que foi descartado no início do ano pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Produtores e exportadores de carne e produtos lácteos expressaram apoio para o acordo, com a demanda japonesa de produtos lácteos em ascensão.

"O setor dos produtos lácteos é um dos setores da economia europeia que sofreu as mais profundas reformas estruturais e políticas nos últimos meses e anos", disse a Associação Europeia de Lácteos.

"Obtemos um enorme progresso em termos de competitividade global para a maioria dos nossos concorrentes em todo o mundo, graças à estratégia comercial geral da Comissão da UE para abrir mais mercados de produtos lácteos." (As informações são do FoodBev.com)
 

 

APOIO AO LEITE
Preocupadas com o aumento das importações de leite feitas pelo Brasil, entidades ligadas à indústria e aos produtores apresentaram a representantes do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Social e Agrário alternativas para evitar que o preço ao produtor despenque. Secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados, Darlan Palharini explica que um dos pedidos é para que o governo faça compra emergencial de 20 mil toneladas de leite em pó: - É uma ação preventiva, porque, com a entrada da safra, a tendência é de excesso de produção. Com a compra do governo, a ideia é que não haja queda tão significativa no preço ao produtor. No primeiro semestre, as importações subiram 5%. (Zero Hora)

 
 

 

Porto Alegre, 13 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.540

 

Tangará Foods inaugura Centro Tecnológico e lança linha de bases lácteas para sorveterias

A Tangará Foods, empresa de soluções lácteas que tem matriz em Belo Horizonte (MG) e atua há cerca de 50 anos no mercado global, apresentou ao mercado, neste mês, o Centro Tecnológico (CT) que implantou, em março deste ano, em Vila Velha (ES). O lançamento oficial do CT ocorreu durante a Fispal, maior encontro do setor de alimentação fora do lar, sorveteria e cafeteria profissional da América Latina, realizado em São Paulo, de 6 a 9 de junho. Os visitantes conheceram o CT por meio de uma experiência de realidade virtual.

A Tangará participou do evento com um estande estruturado para demonstrar as melhores soluções para o público de food service, em especial as sorveterias. A empresa, apresentou uma nova linha de produtos para sorveteria: Purelac Master (com gordura 100% animal e creme de leite em sua formulação, substitui 100% o leite na fabricação de gelatos), Purelac Premium (que garante textura e cremosidade nos sorvetes de massa e industriais) e Purelac Pro (ideal para produção de picolés e como enriquecedor de calda).

De acordo com o diretor-comercial da Tangará Foods, César Lot, o Centro Tecnológico da empresa recebeu aproximadamente R$ 4,5 milhões em investimentos ao longo de dois anos e conta com uma estrutura robusta para aprimorar e desenvolver novos produtos, gerando conhecimento e tecnologia em busca de diferenciais competitivos.

Dividida em espaços que permitem colocar a "mão na massa", literalmente, a estrutura do CT inclui uma Cozinha Experimental, onde serão oferecidos treinamentos para colaboradores e clientes, usando ingredientes Tangará na criação e produção de receitas. Além da cozinha experimental, existem quatro "plantas piloto" com equipamentos de alta tecnologia para simulação dos processos industriais: sorveteria, padaria, queijaria, concentração e desidratação.

Para apoiar toda essa estrutura, a Tangará possui uma equipe de pesquisa e desenvolvimento (P&D), formada por profissionais preparados para oferecer consultoria, formação e qualificação aos clientes no desenvolvimento de novos produtos e formulações. Dessa forma, o cliente tem a possibilidade de testar diversas fórmulas, até encontrar a solução ideal para a sua empresa, podendo, assim, reduzir custos e gerar mais lucro para o negócio. "Ao longo de 2017, ampliaremos o uso do Centro Tecnológico com o objetivo de explorar todos os recursos disponíveis no relacionamento com nossos clientes e influenciadores de mercado", afirma César Lot. (Assessoria de Imprensa Tangará Foods)

 

Fonterra fecha parceria de pesquisa com universidade de Viçosa

A maior exportadora de lácteos do mundo, a neozelandesa Fonterra, por meio da sua filial no Brasil fechou uma parceria com o Inovaleite, instituto de pesquisa da Universidade Federal de Viçosa (UFV), de Minas Gerais, que atua na produção e divulgação de conhecimento científico na área de leite e derivados. 

"Nossa pesquisa junto com o Inovaleite visa verificar como podemos adaptar o uso dos ingredientes produzidos na Nova Zelândia para a melhoria de processo e a inovação de produtos lácteos no mercado brasileiro", afirmou, em nota, Guilherme Nascimento, gerente geral da Fonterra Brasil. Os resultados das pesquisas serão divulgados na forma de artigo técnico-científico em revistas de divulgação e eventos técnicos, comerciais e institucionais promovidos pelo setor.

A empresa atua no País desde 1997 com ingredientes lácteos sob a marca NZMP, com um escritório comercial em São Paulo e um armazém em Cubatão, no litoral paulista. (As informações são do Estadão)

Criatório Villefort seleciona plantel para a comercialização de animais

Leite A2A2 - O Criatório Villefort selecionou seu plantel para iniciar a produção de leite A2A2 e derivados. É o primeiro criatório no Brasil a realizar, em grande escala, o mapeamento genético da proteína beta-caseína A2, optando por manter em seu rebanho exclusivamente animais A2A2. 
Virgílio Villefort acredita no potencial desse mercado, porque a população está preocupada com saudabilidade e as pesquisas indicam  crescimento forte de produtos especiais e diferenciados no Brasil e no mundo.
Já foram analisadas 6.997 cabeças de gado Puro de Origem (PO) das raças Gir Leiteiro, Guzerá, ambas de origem indiana, incluindo animais das raças Girolando e Guzolando, criados em fazendas localizadas em Morada Nova de Minas e Jaíba, todas em Minas Gerais. Ao inovar em sua produção, o criador antecipa uma tendência mundial. "Em alguns países como Austrália e Nova Zelândia, empresas já investem fortemente nesse mercado de leite A2A2. Eu acredito que em torno de 25 anos toda a população mundial já esteja consumindo o leite A2A2", defende. No criatório Villefort já são produzidos 2000 litros/dia de leite A2A2 e a expectativa do criador é que até 2019 a produção ultrapasse 8.000 litros/dia.

Mapeamento Genético
A Genotipagem de beta-caseína é um teste que determina, com alta precisão, os alelos da beta-caseína A1 e A2 - proteínas encontradas no leite de vaca. Assim, é possível fazer a separação dos animais que poderão produzir o leite A2A2, ou seja: que contém apenas a proteína beta-caseína A2.
De acordo com a bióloga Cássia Pimenta, do laboratório Gene Genealógica, que conduziu os testes do Criatório Villefort, algumas pesquisas afirmam que originalmente todos os bovinos produziam leite que apresentava apenas a proteína A2, mas por volta de 5 a 10 mil anos atrás, uma mutação genética ocorreu nas vacas do norte da Europa e a proteína A1 começou a aparecer no leite. Essa teoria também é defendida pelo cientista Keith Woodford, autor do livro Devil in theMilk (Diabo no leite), primeira publicação internacional sobre o tema.
A bióloga explica ainda que hoje os bovinos podem apresentar três tipos de genótipos: o A1A1, o A1A2 e o A2A2. As vacas com genótipo A1A1 produzirão apenas leite com beta-caseína A1, e as vacas com genótipo A1A2 vão produzir leite com os dois tipos de proteína.  Já os animais com genótipo A2A2 produzirão leite somente com beta-caseína A2.
Os touros reprodutores também possuem essas variações de genótipo, que são transferidos para os seus descendentes. Com o mapeamento, o criatório pode selecionar e priorizar a reprodução apenas com animais A2A2, garantindo descendências sem variação. O mapeamento realizado pelo Criatório Villefort também tem como objetivo selecionar reprodutores e doadoras com genótipos A2A2 para abastecer o mercado nacional, promovendo em outros criatórios brasileiros o melhoramento genético da qualidade do leite e consequentemente a valorização dos rebanhos.

Entenda o processo de digestibilidade do leite A1A1 e A2A2
Em pesquisas preliminares, as proteínas do leite A1 e A2 mostraram ter um comportamento distinto durante o processo de digestão. O médico e pesquisador da Universidade de Montes Claros, João Felício, explica que há estudos que associam o uso do leite A2A2 a menos processos de intolerância e alergia ao leite da vaca, entretanto, ainda há a necessidade de estudos conclusivos. O médico alerta que a alergia à proteína do leite de vaca não deve ser confundida com a intolerância a Lactose, porque são quadros bem diferentes. "A intolerância a Lactose ocorre pela deficiência no organismo da enzima Lactase. Já as manifestações da alergia à proteína do leite estão associadas a um peptídeo derivado da proteína chamado beta-casomorfina -7 (BCM-7)", explica.

Há mais de dois anos, o criador Virgílio Villefort vem realizando testes com o leite A2A2 e derivados.  Voluntários, inclusive crianças, que sofrem da alergia a proteína do leite consumiram os produtos e relataram não apresentar os sintomas alérgicos. Virgílio percebeu que várias pessoas que tem alergia da proteína do leite A1A1 ou A1A2 confundem e acham que tem alergia a Lactose. Virgílio diz que não é uma novidade e somente está fazendo um trabalho de volta ao passado. "Fui criado na roça tirando e tomando leite de vaca Zebu e não existia naquela época pessoas que passavam mal com Lactose do leite. Portanto, acredito que esta mutação genética ou "contaminação" não existia no passado na minha região, pois só tinham vacas Zebuínas", esclarece. Outra vantagem relacionada ao leite A2A2 é seu alto teor de gordura e proteína, resultando em maior rendimento nos processos industriais, o que faz dele um produto muito valorizado no mercado. (Diário Indústria e Comércio)

Leite: nova entidade defende criação de preço mínimo
Abraleite - Foi criada nesta quarta-feira, dia 12, a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), que vai representar mais de um milhão de produtores de leite de todo o país.  O comentarista Benedito Rosa fala sobre a importância do surgimento dessa nova entidade para a atividade leiteira. Assista o Vídeo. (Canal Rural)

 

 

Porto Alegre, 12 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.539

 

Global Dairy Top 20 - 2017

A última pesquisa anual do Rabobank sobre as maiores empresas de lácteos do mundo destaca os gigantes de um dos setores de alimentos mais valiosos do mundo, que começou a se recuperar depois de dois anos de recessão significativa. À medida que os preços começam a subir novamente e os volumes de leite entregues pelos agricultores tornam-se mais limitados, as empresas de laticínios voltam a se concentrar mais nas estratégias de valor do que em estratégias de volume que impulsionam suas ações e atitudes para o crescimento.

Para várias empresas, a questão foi a de se mudar ou sair de setores adjacentes. Para as cooperativas, a resposta foi muitas vezes consolidar-se no núcleo de produtos lácteos e alienar empresas não-leiteiras. Do ponto de vista oposto, as empresas listadas se diversificaram em atividades não essenciais/não-leiteiras. Isso pode refletir - em tempos de abundante oferta de leite - na necessidade das cooperativas se concentrarem em melhorar as margens/preços do leite.

A recuperação dos preços dos produtos lácteos em 2016 chegou muito tarde para refletir-se no volume de negócios combinado das 20 maiores empresas, que em 2016 apresentaram queda de 1,6% no ano em dólares americanos (-1,3% em euros), devido à redução significativa dos valores do leite que ocorreu durante o período e à demanda do mercado mundial enfraquecida.

A Nestlé permanece no topo da lista, impulsionada pelo JV de sorvete com R&R (agora chamado Froneri), que compensou o crescimento lento em outros lugares. A Danone mudou-se para o segundo lugar, tendo adquirido a WhiteWave Foods (que, além de seu negócio de alternativas de produtos lácteos, tem interesses significativos em cremes de leite de leite, café gelado à base de lácteos e iogurtes orgânicos premium). Isso permite que Danone salte a Lactalis, a qual se deslocou para o terceiro lugar da lista. A aquisição de uma participação de 51% no Engro Foods do Paquistão permitiu que a FrieslandCampina passasse para o quinto lugar, ligeiramente à frente de Fonterra, que se deslocou para o sexto lugar. (Dados fornecidos pela Robabank)

  

 

Demanda global por produtos agrícolas deve desacelerar

O crescimento da demanda global por commodities agrícolas vai diminuir consideravelmente nos próximos 10 anos comparado à década passada, o comércio internacional vai avançar menos e os preços da maioria dos produtos agrícolas e pescados devem ter ligeira tendência de baixa. A projeção consta do Relatório de Perspectivas Agrícolas 2017-2026, elaborado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela FAO, agência da ONU para Agricultura e Alimentação. Isso sinaliza redução no ritmo dos ganhos do setor no Brasil, grande produtor e exportador, em relação aos últimos anos, e que a expansão das vendas à China tende a ser menor do que desejada.

Na última década houve um crescimento sem precedentes na demanda por produtos agrícolas, impulsionado pelo maior consumo de carnes e pescado na China, de quase 6% ao ano, e pelo avanço dos biocombustíveis, que elevou o uso de insumos em 8% ao ano. No período 2017-26, a China continuará a contribuir para a demanda de várias commodities agrícolas, mas o ritmo menor de crescimento do consumo reduzirá a taxa de expansão da demanda global por esses produtos. Isso se explica pelo menor avanço da renda e pela propensão das famílias chinesas a não fazer maior gasto adicional com alimentos. Já a evolução do mercado de biocombustíveis depende de políticas de governos e do preço do petróleo. Para OCDE e FAO, o cenário atual não permite antecipar mercados no mesmo ritmo no médio prazo, e nem há fontes alternativas para substituí-los no momento. Assim, para a maioria das commodities, incluindo cereais, carnes, pescado e óleos vegetais, a taxa de crescimento da demanda cairá pela metade. A desaceleração será forte para o óleo vegetal, cuja demanda cresceu na década passada em parte impulsionado pelos biocombustíveis.

No caso do açúcar, o crescimento da demanda global cairá apenas moderadamente, na medida em que o aumento no consumo per capita vai contribuir tanto quanto o incremento da população. Globalmente, a demanda per capita por cereais deve ficar estável, diz o relatório, com alta apenas nos países menos desenvolvidos. As perspectivas de aumento para as carnes são limitadas considerando recentes tendências de dieta alimentar, baixa renda e problemas na oferta. Assim, o consumo de calorias e proteínas adicionais deve vir de produtos como óleo vegetal, açúcar e lácteos.

Uma exceção são os produtos lácteos, com previsão de alta no ritmo do consumo, especialmente em países como Índia e Paquistão. De acordo com o relatório, a desaceleração no mercado de biocombustíveis deverá reduzir a taxa de crescimento da demanda por milho. E a evolução do rendimento continuará a ser o motor da produção global. A expansão de área para milho, por exemplo, será de apenas 10% no mundo, impulsionada principalmente pela América Latina. Já a área com o milho na América do Norte deve diminuir. O comércio agrícola internacional continuará a crescer, mas igualmente em ritmo menor do que no passado, segundo OCDE e FAO. O menor crescimento esperado é para cereais e oleaginosas, que representam juntos 45% do valor do comércio agrícola internacional, além de carne suína e leite em pó. Há previsão de ligeiro aumento no comércio internacional de açúcar refinado, carne de ovelha, manteiga e algodão.

Sempre conforme o relatório, as exportações agrícolas seguirão concentradas em poucos fornecedores, como Brasil, Estados Unidos, Argentina, Austrália, UE. Brasil e EUA continuarão a dominar as exportações de soja, com 80% do total. Os EUA têm ainda um terço dos embarques de algodão. Em alguns mercados, a concentração é menor. O Brasil tem 20% do mercado internacional de carne bovina, mesma fatia que a União Europeia tem no comércio de trigo. Com mudanças nas condições de oferta e demanda, o preço real da maioria das commodities agrícolas e pescado deve ter ligeira queda, prevê o relatório. Na próxima década, os preços de cereais, lácteos e óleo vegetal devem ficar estáveis ou um pouco abaixo dos atuais níveis.

Os preços de carnes devem cair em termos reais nos próximos anos a níveis similares aos do começo dos anos 2000. Isso em razão de expansão da produção, enquanto o crescimento da demanda desacelera graças ao menor apetite na China e à ausência de outros países em desenvolvimento como alternativa. Para o milho, a expectativa é de declínio no longo prazo, cerca de 1,5% por ano. Para o algodão, OCDE e FAO esperam baixa de menos de 1% por ano, em razão do persistente estoque elevado. No caso do açúcar, a projeção é de queda de 2% por ano em termos reais. Para os lácteos, o relatório prevê um cenário misto, com ligeira alta para manteiga, mas queda para o queijo. No caso do etanol, a expectativa é que os preços se mantenham, mas pode haver baixa no biodiesel. A questão, sublinha o relatório, é se os preços mais baixos vão levar a uma redução nos investimentos no setor agrícola. (As informações são do Valor Econômico)

Mercado de alternativas aos laticínios deve atingir US$ 14,36 bilhões até 2022

O estudo, da empresa de pesquisa Reportlinker, revela que esse mercado valia US$ 7,37 bilhões em 2016. Ele atribui esse crescimento ao "aumento da conscientização sobre a saúde entre os consumidores, à intolerância à lactose crescente e à inclinação a uma dieta vegana". Os autores afirmam que o leite de coco será o segmento do mercado com crescimento mais rápido durante o período de previsão, segundo o Plant Based News.

"Um dos principais responsáveis pelo crescimento do segmento de leite de coco é atribuído ao seu aumento nas áreas de aplicação - desde confeitaria, petiscos e iogurte até sobremesas congeladas", diz o documento.

"Comercialmente, novas variedades de leite de coco sob a forma de leite de coco em pó têm sido introduzidas, o que favorece ainda mais seu crescimento no mercado de alternativas aos laticínios. Além disso, é uma boa fonte de energia e oferece nutrientes como minerais, vitaminas e eletrólitos", continua.

O relatório também afirma que a região com maior ritmo de crescimento quando se trata de substituições aos laticínios é a América do Norte.

"O mercado norte-americano de alternativas aos produtos com laticínios é liderado por amplas aplicações em alimentos e bebidas, juntamente com seus benefícios para a saúde", destaca.

"A crescente conscientização sobre a saúde entre os consumidores e o aumento do número de casos de intolerância à lactose e alergias ao leite alimentam o mercado de alternativas aos laticínios nessa região. De acordo com o National Dairy Council, em 2011, aproximadamente 25% da população dos EUA e 75% da população mundial têm baixos níveis de lactase ou são não conseguem digeri-la bem", observa.
(Edairynews)
 

Argentina perdeu mil fazendas leiteiras em 10 anos
O Serviço Nacional de Sanidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) divulgou um estudo sobre a evolução das fazendas leiteiras em operação entre 2008 e 2017, ou seja, na última década. Em 2008, havia 10.922 fazendas leiteiras que concentravam 3.444.477 cabeças. Nove anos mais tarde, o Senasa registrou mil fazendas a menos (9.955) -, isto é, houve uma redução de 10%. Neste ponto deve notar-se que desses mil, um total de 269 fazendas leiteiras (27%) foram fechadas entre 2016 e 2017, o que significa que, com o novo governo e com a decepção causada pelo aprofundamento da crise e pela falta de medidas para o setor, a taxa de fechamentos acelerou. Enquanto isso, a queda no rebanho bovino foi menor. No período analisado, a redução de todas as categorias foi de apenas 2,3%, mantendo-se estável a quantidade de vacas e novilhas. Se o número de fazendas leiteiras caiu mais do que o número de animais na produção é porque a atividade foi concentrada em empresas maiores. Quanto à distribuição por províncias, das fazendas leiteiras que esse ano continuam funcionando, as províncias da pampa úmida concentram 9.441 estabelecimentos, ou seja, 95%. Em Buenos Aires, existem 2.218 fazendas leiteiras. Em 10 anos, a província perdeu apenas 163. A taxa de fechamento foi de 7,3%. Em Santa Fé são 3.403 fazendas leiteiras. Desde 2008, foram fechadas 500, com uma taxa de fechamento de 15%. Em Córdoba, existem 3.071 fazendas leiteiras. Entre 2008 e 2017 foram perdidas 540 fazendas leiteiras, o que indica uma taxa de fechamento de 17,5%. Surpreende o que aconteceu em Entre Rios. Apesar de ser uma província menos leiteira comparada as outras, no período analisado, totalizou 96 fazendas leiteiras, que significa uma taxa de crescimento de 15%. Seu rebanho soma 161.158 animais, indicando um aumento de 38%. (As informações são de Nicolás Razzetti, da Radio Rivadavia, publicadas no Portal Lechero, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

 
 

 

Porto Alegre, 11 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.538

 

  EUA: IBM e Universidade de Cornell trabalham juntas para manter o fornecimento global de leite seguro

A IBM Research e a Universidade de Cornell se uniram para ajudar a melhorar a segurança do fornecimento global de leite por meio do sequenciamento genético e análise de dados (Big Data Analytics). A Universidade de Cornell também se tornou o mais novo membro da iniciativa de segurança alimentar do 'Consórcio para Sequenciamento da Cadeia de Fornecimento de Alimentos'. O consórcio está conduzindo um estudo de metagenômica em grande escala para categorizar e compreender micro-organismos e os fatores que influenciam sua atividade em várias matrizes de alimentos.

A Bio-Rad Laboratories e a Mars participam do consórcio, que foi criado em 2015. O objetivo da colaboração entre a IBM e a Universidade de Cornell é ajudar a minimizar a chance de que um risco alimentar atinja os consumidores e fornecer uma ferramenta para auxiliar contra a fraude alimentar na indústria global de lácteos. 

O USDA estimou que cada cidadão americano consome mais de 600 libras (272 quilos) de leite e produtos à base de leite por ano e os produtos lácteos encabeçaram a lista dos maiores recolhimentos de produtos por segurança alimentar no ano passado. A parceria de pesquisa alavancará inteligência artificial e aprendizado automático para obter novos insights sobre como os micro-organismos interagem dentro de um ambiente particular, disse Jeff Welser, vice-presidente e diretor da IBM Research - Almaden.

Embora muitos produtores de alimentos já tenham procedimentos rigorosos para assegurar que os riscos de segurança alimentar sejam gerenciados adequadamente, essa aplicação pioneira da genômica será designada para permitir uma compreensão e uma caracterização mais profunda dos micro-organismos em uma escala muito maior do que já foi possível anteriormente.

O leite cru é o ingrediente principal nos produtos lácteos ao consumidor, mas as amostras são geralmente testadas para uma variedade limitada de bactérias. O projeto de pesquisa busca detectar anomalias anteriormente desconhecidas que podem representar um risco de segurança para a cadeia de fornecimento de produtos lácteos. Caracterizar o que é "normal" para um ingrediente alimentar pode ajudar a detectar quando algo está errado muito mais cedo no processo e evitar riscos para a segurança alimentar.

O 'Consórcio para Sequenciamento da Cadeia de Abastecimento de Alimentos' está expandindo essa gama de testes e detecção de bactérias usando a comunidade de micro-organismos conhecida como microbioma para caracterizar as amostras de alimentos em uma resolução muito maior. O projeto de pesquisa coletará dados genéticos do microbioma de amostras de leite cru em um cenário de "mundo real" na planta de processamento de leite de Cornell e na fazenda em Ithaca, Nova York.

A instalação engloba a cadeia completa de fornecimento de lácteos - desde a fazenda até o processamento para o consumidor. Esta coleta inicial de dados formará uma linha de base do leite cru e será usada para expandir ainda mais as ferramentas analíticas e bioinformáticas existentes no consórcio.

Ao sequenciar e analisar o DNA e o RNA dos microbiomas alimentares, os pesquisadores planejam criar novas ferramentas que possam ajudar a monitorar o leite cru para detectar anomalias que representem riscos para a segurança alimentar e possíveis fraudes.

A colaboração ajudará a "desenvolver novas maneiras de ajudar a manter nossa oferta de alimentos segura antes da ocorrência de fraudes ou contaminações através do desenvolvimento de algoritmos avançados, aplicação de aprendizagem automática e modelagem matemática para sequência de dados", disse Kristen Beck, pesquisadora técnica para o Consórcio de Sequenciamento da Cadeia de Fornecimento de Alimentos, IBM Research - Almaden. "A alimentação segura é o primeiro passo para a saúde humana". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Perspectivas Agrícolas da OCDE e da FAO 2017-2026 - Produtos lácteos

 
As cotações mundiais do leite começaram a aumentar no segundo trimestre de 2016, impulsionadas, principalmente, pelos preços da manteiga e do leite em pó integral, revertendo a queda iniciada em 2014 em decorrência do declínio da demanda chinesa; do embargo russo às importações de alimentos da União Europeia (UE) e aliados; e aumento da produção em muitas regiões exportadoras. 

De janeiro a dezembro de 2016, os preços da manteiga e do leite em pó integral aumentaram em torno de 40% e 56%, respectivamente. O preço da manteiga iniciou uma recuperação, mas, as elevações futuras serão limitadas, em comparação às dos outros produtos lácteos. Produtos como queijo ou leite em pó desnatado, aumentarão mais lentamente, porém, por mais tempo, em 2017. A recuperação dos preços dos produtos lácteos em 2016 se explica pela queda acentuada da produção de leite na Austrália, na Nova Zelândia, na Argentina, e na UE, no segundo semestre do ano, mas, também forte demanda, particularmente do queijo e da manteiga. A Oceania produziu menos leite pelos seguintes motivos: queda do preço dos produtos lácteos 2015-16, condições meteorológicas desfavoráveis ligadas ao fenômeno El Niño, pastagens em condições ruins e encarecimento do custo de vacas de reposição, o que levou à redução do plantel leiteiro em 1,6%, em 2016. O fenômeno, no entanto, favoreceu a renovação do rebanho, com a introdução de animais mais jovens e mais produtivos, ainda que a taxas de renovação menores, diante da elevação dos preços mundiais dos produtos lácteos. Levando em consideração o ciclo de produção de um rebanho leiteiro, deve-se esperar uma lenta recuperação do número de animais, mas, com melhores rendimentos. Enquanto a China, maior importador de produtos lácteos, reduziu as importações, principalmente de leite em pó integral, em relação aos níveis atingidos em 2013-14, as exportações da Oceania vão se recuperando, pouco a pouco, graças à diversificação de mercados importantes como Argélia, Indonésia, México, Federação Russa, Iêmen, Bangladesh ou Egito. A Nova Zelândia diminuiu sua produção de leite em pó integral, mas aumentou a produção de queijo, para atender à demanda mundial.

Muitos fatores (em particular o embargo russo, a alta produção na Nova Zelândia, Austrália, e Estados Unidos, eliminação das quotas, e queda na importação de leite em pó pela China) deixaram o setor lácteo da UE em situação difícil em 2015. As coisas começaram a mudar na metade de 2016. Do lado da oferta, 351.029 toneladas de leite em pó desnatado foram retiradas do mercado através da compras públicas efetuadas pela política de intervenção da UE. Está prevista a venda desses estoques nos próximos dois anos. Por outro lado, o consumo interno e internacional de queijo e de manteiga aumentou, enquanto que certos grandes países produtores reduzem sua produção. A UE aumentou sua produção, e suas exportações de queijo e de manteiga cresceram 9,5% e 23%, respectivamente. (FAO - Tradução Livre: Terra Viva)

Superavit do agronegócio atinge US$ 8,12 bilhões, segundo melhor resultado histórico para junho

As exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 9,27 bilhões, em junho, superando em 11,6% o valor registrado em igual mês do ano anterior. Do lado da importação, houve crescimento de 6,1%, passando para US$ 1,16 bilhão em junho deste ano. O superavit comercial do agronegócio brasileiro elevou-se de US$ 7,22 bilhões para US$ 8,12 bilhões, sendo o segundo maior resultado da série histórica para meses de junho, abaixo apenas do valor de junho de 2014, quando foi de US$ 8,40 bilhões.

As vendas foram lideradas pelo complexo soja (grão, farelo e óleo), cujas vendas atingiram US$ 3,96 bilhões. O valor significa acréscimo de 8,1% sobre o que foi registrado em igual mês de 2016. Este segmento representou 42,7% do total das exportações do agronegócio no mês. Os dados constam da balança comercial do agronegócio, divulgada nesta segunda-feira (10) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O complexo sucroalcooleiro aparece em seguida, com exportações de US$ 1,36 bilhão no período, contabilizando aumento de 32,9% sobre junho/2016. Esse acréscimo foi puxado pelas vendas de açúcar em bruto, que tiveram incremento de 39,7%, alcançando US$ 1,07 bilhão (2,64 milhões de toneladas). Esse desempenho garantiu recordes em valor e quantidade para o açúcar em bruto, considerando meses de junho.

Na terceira posição da pauta, o setor de carnes registrou exportações de US$ 1,32 bilhão, revelando avanço de 1,7% no valor exportado em junho/2017 sobre igual período do ano anterior. As vendas de carne suína obtiveram o melhor desempenho do setor, com elevação de 26,9% sobre junho/2016 (+3,9% em quantidade e +22,1% no preço médio), passando para US$ 154,53 milhões.

O destaque seguinte foram as exportações de produtos florestais, que atingiram US$ 1,03 bilhão em junho/2017, superando em 21% o resultado de junho/2016. Sobressaíram-se as vendas de celulose, com aumento de 38,5% sobre junho/2016 (+16,9% em quantidade e +18,5% no preço médio), alcançando US$ 620,15 milhões.

O quinto melhor desempenho foi o de café, totalizando US$ 368,96 milhões, em junho/2017, com aumento de 4,2% sobre junho/2016. O principal item foi o café verde, com exportações de US$ 309,30 milhões, cifra 2% superior à registrada em junho/2016 (-7,7% em quantidade e +10,5% no preço médio).

Em conjunto, os cinco principais segmentos da pauta do agronegócio somaram US$ 8,04 bilhões, representando 86,7% do total das exportações registradas em junho de 2017. (As informações são do Mapa)

Programa está aumentando produção de leite em propriedades rurais do RS

A FARSUL, o SENAR-RS e o SEBRAE/RS, através do programa Juntos para Competir, atuam na cadeia produtiva do leite transformando pequenas propriedades em negócios rentáveis e sustentáveis. As atividades desenvolvidas junto aos empreendedores seguem o conceito de produção integrada na propriedade, respeitando os preceitos ambientais e buscando melhorar a qualidade de vida do produtor rural. Atualmente, o programa atende 640 produtores de leite gaúchos. "A meta do nosso trabalho é aumentar em 50% o volume de leite produzido, percentual que está sendo atingido por praticamente todos os participantes", comemora a técnica da Gerência de Agronegócio do SEBRAE/RS, Ana Carolina Cittolin.

Uma das possibilidades de negócio dentro de uma propriedade rural leiteira é o beneficiamento do produto em queijos e outros derivados. E, com o objetivo de ampliar o conhecimento de produtores e consumidores a respeito do tema, esse modelo de negócio fará parte do Salão do Empreendedor, uma das atrações da Expointer 2017. Conforme Ana Carolina, neste espaço serão apresentados os queijos e derivados produzidos no Rio Grande do Sul, com a demonstração de uma pequena agroindústria beneficiadora de queijos. Tudo isso acompanhado de muitas informações para quem quiser iniciar esse tipo de negócio", ressalta.

O Salão do Empreendedor é uma iniciativa da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-RS), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (SEBRAE/RS), além da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Sul (SENAI-RS), Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio Grande do Sul (SENAC-RS).

A Expointer
A 40ª Expointer, exposição reconhecida como um dos maiores eventos do mundo no gênero, sendo considerada a maior feira a céu aberto da América Latina, reunirá as últimas novidades da tecnologia agropecuária e agroindustrial. Estarão expostas as mais modernas máquinas, o melhor da genética e as raças de maior destaque criadas no Estado. (As informações são do Sebrae)

 

Último ano do acordo de cotas de leite em pó entre Argentina e Brasil
Empresas de lácteos argentinas procuram se desviar da pressão do Brasil para voltar a estabelecer cotas para as exportações de leite em pó. Representantes dos dois países se reuniram novamente em Buenos Aires para continuar analisando o tema. Integrantes de agroindústrias e câmaras empresariais de lácteos da Argentina anteciparam a seus pares brasileiros que este ano seria o último do acordo privado que punha limite às exportações de leite em pó. Esse entendimento comercial inclui cotas para o leite em pó argentino, 4.300 toneladas para 2016/17, e está assinado pela Organização Brasileira de Cooperativas, a Confederação Nacional da Agricultura, representantes do governo dos dois países, e pelo Centro da Indústria Láctea da Argentina e Apymel do lado argentino. Para os produtores de leite da Argentina, o comércio de leite em pó com o Brasil é fundamental, e ao longo dos últimos 15 anos representou o total do volume exportado. (El País - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 

 

Porto Alegre, 10 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.537

 

 Sindilat participa da quarta etapa do Circuito de Gestão e Inovação do Agronegócio

Com foco exclusivo na cadeia do leite, a quarta etapa do Circuito de Gestão e Inovação no Agronegócio será realizada no dia 1º de agosto, em Passo Fundo (RS). Com promoção do Instituto de Educação no Agronegócio (I-UMA), o evento inicia às 13h30min, na Casa Santa Cruz, (R. João Biazus, nº 510, bairro Dom Rodolfo), com entrada franca. A partir das 14h, o secretário executivo do Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, ministra uma palestra, com foco na visão do mercado e na competitividade do setor leiteiro. "O mercado é soberano, temos de nos adaptar a ele", diz, lembrando dos desafios a serem superados, entre eles a importação de leite.

Palharini também pontua as conquistas, como a Lei do Leite, que surgiu através de discussões em eventos similares. "São esses momentos que nos aproximam do produtor e da academia que são tão importantes para debatermos as questões do setor", conclui. 

O Circuito é realizado de forma itinerante e objetiva levar conhecimento ao agronegócio, a partir do debate de temas técnicos ou de mercado, conforme explica a diretora do I-UMA, Jhussara Costa da Rosa. Para esta edição serão apresentadas as visões dos principais elos estratégicos do setor. 

O evento contará também com palestras ministradas por representantes da Emater/RS, com o tema Gestão da Atividade Leiteira, e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), debatendo Ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na Atividade Leiteira, entre outras. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail (agrocircuito@i-uma.edu.br) ou telefone: (51) 3239.8958. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Secretaria de Agricultura investiga casos de mastite ambiental

O Polo Regional de Bauru da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, integra projeto de pesquisa temático, aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), para investigar casos de mastite bovina causados por Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Enterococus spp.

O projeto, coordenado pelo professor Hélio Langoni, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade Estadual "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), reúne pesquisadores da FMVZ, do Polo Regional de Bauru da APTA, do Instituto de Biociências (Unesp-Botucatu) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A mastite é uma doença inflamatória da glândula mamária, podendo afetar um ou mais tetos, com ocorrência frequente em ruminantes. A enfermidade tem causa multifatorial e é causada por cerca de 140 micro-organismos, muitos dos quais de origem contagiosa ou ambiental, com graus variáveis de infecciosidade. A doença diminui a qualidade do leite, reduz a produtividade das vacas e diminui o tempo de prateleira dos produtos lácteos.

A expectativa dos pesquisadores é que, a partir das análises, seja possível a produção de uma vacina para o controle da mastite ambiental. Os patógenos ambientais, de acordo com os pesquisadores, estão presentes em áreas onde o animal é manejado ou mantido, como salas de ordenha, ambientes da pré e pós-ordenha ou nos estábulos, local em que o gado permanece confinado. A doença é transmitida para as glândulas mamárias a partir das fezes, solo, cama dos animais, água e equipamentos de ordenha.

"A mastite acarreta prejuízos econômicos tanto para os produtores como para a indústria de laticínios pelo menor rendimento industrial e menor período de prateleira dos derivados lácteos", explica Simone Baldini Lucheis, pesquisadora da APTA que integra o trabalho.

O projeto temático aprovado pela Fapesp será formado por seis subprojetos. Serão coletadas amostras de leite de propriedades localizadas nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Para a realização dos trabalhos, a agência de fomento paulista concederá duas bolsas de doutorado e uma de pós-doutorado. (Canal Rural)

Fiergs promove Missão Prospectiva à Feira ANUGA 

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-RS), está organizando a sua Missão Prospectiva à Feira ANUGA, principal evento internacional do setor de bebidas e alimentos que ocorre na cidade de Colônia, na Alemanha, de 7 a 11 de outubro. As empresas interessadas podem se inscrever até o dia 11 de agosto. Nesta edição, o Sebrae/RS apoia financeiramente a participação de 10 micro e pequenas empresas gaúchas na feira, contribuindo com até 30% do valor total do pacote de viagem de cada organização.

A iniciativa é realizada a cada dois anos e reúne os segmentos de alimentos finos, lácteos, congelados, refrigerados e frescos, orgânicos, carnes, panificação e confeitaria, bebidas quentes e infusões, além de serviços de alimentação e catering. Uma das novidade é que neste ano haverá um novo espaço no pavilhão da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) para exposição coletiva de produtos de até 10 empresas brasileiras.

A programação conta ainda com circuitos guiados e visitas técnicas. A Feira reuniu mais de 7 mil expositores de 108 países em 2015, recebendo cerca 160 mil visitantes nos cinco dias de evento. As inscrições podem ser feitas através do link: mundosphinx.com.br/app/cni_v2/index.php?acesso=mp_anuga. Para mais informações, CLIQUE AQUI. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Minas Láctea discute qualidade do leite em Juiz de Fora em 2017

A qualidade do leite será a questão fundamental durante o Minas Láctea de 2017, que ocorre de 18 a 20 de julho, no Expominas, em Juiz de Fora (MG). Os principais especialistas do Brasil e do exterior vão se reunir no Instituto de Laticínios Cândido Tostes para buscar soluções a partir da experiência obtidas em outros mercados.

O encontro pretende criar um fórum permanente de discussão sobre o tema, além de uma rede de pesquisa e desenvolvimento de projetos na área. De acordo com o coordenador do evento, Adauto Lemos, é possível aperfeiçoar conhecimentos sobre o leite produzido no Brasil e o impacto dos cruzamentos genéticos sobre a produção leiteira e suposições futuras.

Um braço do evento será o "Seminário latino-americano: 3º Inovalácteos", organizado pela Agência de Desenvolvimento e Inovação em Lácteos em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) durante os três dias.

A finalidade é apresentar inovações disponíveis no mercado para a cadeia laticinista, além de expor produtos que são suporte para a indústria, como softwares, insumos e equipamentos. As inscrições podem ser feitas pelo site do projeto.

No dia 20 de julho, representantes da Universidade de Parma, na Itália, vão se reunir com a Associação Brasileira de Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios (G100) e apresentar os caminhos que o país europeu adotou para adaptar os mercados de leite.

Também durante o Minas Láctea de 2017, produtores de leite poderão fazer um curso sobre as novas exigências da legislação dos Estados Unidos aplicadas às empresas exportadoras ou que estão interessadas em exportar para o país.

O curso será ministrado em português por um especialista da University Cornell, seguindo o conteúdo padrão aprovado pela Food Safety Preventive Controls Alliance para o Food and Drugs Administration, que é o órgão fiscalizador americano, com certificação oficial. 

Congressos e concursos
O Minas Láctea é organizado pela Epamig e é considerado um dos principais encontros do setor lácteo na América Latina. O evento engloba o 31º Congresso Nacional de Laticínios, a 43ª Exposição de Produtos Lácteos (Expolac), o 43º Concurso Nacional de Produtos Lácteos, 43ª Exposição de Máquinas, Equipamentos, Embalagens e Insumos para a Indústria Laticinista (Expomaq) e a 38ª Semana do Laticinista.

O Instituto de Laticínios Cândido Tostes fica na Rua Tenente Luiz de Freitas, nº 116, no Bairro Santa Terezinha. Já o Expominas fica no Km 790 da BR-040. A programação completa está no site do Minas Láctea. (As informações são do G1)

Piracanjuba se une a licenciamento de peso para divulgar produto 100% leite

Depois de desafiar a gravidade, lançar suas teias e sair das revistas em quadrinhos para ganhar séries de TV, desenhos animados, games, filmes e musicais, o Homem-Aranha chega às embalagens do Pirakids School. Em mais uma parceria de sucesso, a Piracanjuba se une ao licenciamento da Marvel para apresentar um produto 100% leite semidesnatado, saudável e rico em vitaminas e minerais. "Um dos super-heróis preferidos de todas as gerações vai estampar a embalagem de um alimento nutricionalmente equilibrado em açúcares, gorduras e proteínas. É o reforço de energia que as crianças precisavam para se divertir ainda mais", afirma a Gerente de Marketing da Piracanjuba, Lisiane Guimarães.

Desenvolvido especialmente para compor a lancheira infantil, o Pirakids School possui um conceito inovador, pois é o único leite aromatizado do país e não contém corantes nem conservantes. Disponível nos sabores chocolate e baunilha, o grande diferencial do produto é possuir pouco açúcar (o equivalente a uma colher rasa de sobremesa) em sua composição. "Sabemos da preocupação dos pais em manter a alimentação dos filhos equilibrada. Depois de muitas pesquisas, chegamos a um produto rico em cálcio, saboroso, feito com leite semidesnatado, além de prático, podendo ser carregado facilmente", reforça Lisiane.

O Pirakids School Homem-Aranha chega às prateleiras de todo o país na segunda quinzena do mês de maio, disponível em embalagem de 200ml. A identidade visual do produto foi idealizada pela Pande, agência de design especializada na gestão de marcas. (www.segs.com.br)

 

Piá
A PIÁ vai lançar 13 produtos lácteos até o final do ano. Assim, acelera seu ciclo de inovação. Uma das novidades será o achocolatado zero lactose, em parceria com a Chocolate Lugano, de Gramado. (Zero Hora)

 
 

 

 

Porto Alegre, 07 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.536

 

Índice da FAO aponta alta dos alimentos

O índice de preços globais de alimentos da FAO, a agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, voltou a subir em junho e permaneceu no maior patamar dos últimos anos. Puxado por carnes, lácteos e cereais, o indicador alcançou 175,2 pontos, 1,4% mais que em maio e segundo maior resultado dos últimos 12 meses, abaixo apenas que o de fevereiro (175,5). Em 2016, a média foi de 161,5 pontos. Entre os grupos de produtos que compõem o índice o que registrou a maior valorização foi o dos lácteos. A alta em relação a maio foi de 8,3%, com destaque para a disparada da manteiga - em média, o produto subiu 14,1% e atingiu sua máxima histórica. O salto dos lácteos foi impulsionado pela redução da oferta de países exportadores, o que também influenciou valorizações de queijos e do leite em pó desnatado. 

No grupo dos cereais, a alta apurada pela FAO em junho foi de 4,2% em relação ao mês anterior, em larga medidas por causa do aumento do trigo, provocado por problemas nas lavouras dos Estados Unidos. Mas o arroz também teve alta expressiva, sustentada pela demanda firme no mercado internacional. Em contrapartida, o milho se manteve em baixa, pressionado pelas fartas colheitas na América do Sul, principalmente no Brasil. Já o indicador da FAO que mede especificamente as oscilações nos mercados de carnes fechou junho com variação positiva de 1,8% sobre maio, diretamente influenciada pela queda das exportações de carne bovina da Oceania e pela ainda "sólida" demanda global por carne suína. Do outro lado da balança, a carne de frango continuou em queda em razão de temores com a influenza aviária na Europa, na Ásia e na África. Nos grupos formados por açúcar e óleos vegetais, houve quedas em junho - de 13,4% de 3,9%, respectivamente. Nos dois casos, as ofertas globais são confortáveis. (Valor Econômico)

Produção global de leite volta à tendência de crescimento

Os produtores de leite da Oceania enfrentaram algumas condições desafiadoras nos últimos anos, mas, está ocorrendo uma recuperação e, juntamente com melhorias registradas na Europa também, o fornecimento global de leite voltou ao modo de crescimento.

O crescimento da produção de leite em todo o mundo em 2016 foi o mais baixo desde 1998, demonstrando o impacto sentido pela crise no setor de lácteos. Mas agora, a melhoria na situação dos mercados mundiais de produtos lácteos, abriu caminhos para o aumento nos preços do leite, elevando o teto de produção de leite na Oceania e na Europa.

A produção da Nova Zelândia terminou na última estação apenas 0,6% menor em relação ao ano anterior. O último trimestre da estação apresentou crescimento de 7% graças às condições favoráveis no final do verão e outono e colocou os produtores em uma boa posição para começar a nova estação. Com um aumento nos preços do leite previstos para esta estação, que começou em junho, o AgriHQ previu um aumento de 4% na produção de leite.

Susan Kilbsy, analista do AgriHQ, disse em termos percentuais que os aumentos provavelmente parecerão muito maiores do que isso durante os primeiros meses de produção. Os contratos extras de leite no inverno disponíveis este ano significarão mais leite coletado durante junho e julho, mas os volumes reais ainda serão baixos.

Apenas 1,7% da oferta anual de leite é tipicamente coletada durante junho e julho. As captações de leite em agosto, setembro e outubro, chegando ao pico da estação, também deverão ser muito superiores ao ano passado.

Os formadores de opinião do mercado também estão prevendo que os produtores de leite australianos poderão fazer um retorno na próxima temporada. A estação atual, que terminará no final de junho, deverá finalizar com queda de cerca de 8% com relação ao ano anterior - resultado de uma estação muito difícil com preços baixos do leite e condições climáticas adversas no início da temporada. 

Uma previsão melhor para o mercado global de lácteos e uma forte concorrência entre os processadores para garantir a oferta gerou previsões de maiores preços do leite para a próxima estação.

A Dairy Australia disse que isso, combinado com condições climáticas mais normais esperadas, levaria a uma recuperação lenta na próxima estação, aumentando 2-3%. No entanto, a entidade advertiu que a recuperação na Austrália provavelmente será limitada pelo impacto nas finanças devido ao tamanho dos rebanhos e à confiança nesta estação. A produção de leite na Europa deverá mostrar um crescimento de 0,6% este ano, mas o crescimento real a partir daqui será muito maior, compensando a contração de 2,1% do primeiro trimestre.

As ofertas mundiais de leite estavam em crescimento negativo entre junho de 2016 e fevereiro de 2017, mas temos observado um crescimento positivo desde então.

Não se deve esperar um salto brusco na produção, já que essas respostas não durarão por muito tempo, mas desta vez, um crescimento mais moderado da demanda manterá os preços dos produtos lácteos em cheque e colocará um teto sobre os preços do leite para limitar o aumento na produção. Também há menos capacidade de crescimento intenso devido a uma resposta da indústria a regulamentos ambientais. (O texto é de Steph Holloway, editora da Dairy Week, NZX Agri, traduzido pela Equipe MilkPoint)

Leite - A atividade econômica gera renda no campo e empregos na cidade. Município conta com indústria de laticínios que consome 50% dos 40 milhões de litros produzidos anualmente.

Localizado no Alto Uruguai o município de Chapada vem consolidando a sua bacia leiteira, como uma das mais fortes da região. Além de garantir renda no campo a atividade impulsiona o setor industrial e, por consequência, a geração de empregos na cidade. Quem fala sobre a importância da bacia leiteira para a economia do município, com cerca de 10 mil habitantes, é o técnico agrícola da Emater-RS, Adilson Wagner. De acordo com ele, hoje o setor conta com 537 produtores de leite, sendo a grande maioria donos de pequenas áreas de terra, que quando muito chegam nos 15 hectares. "O leite ganhou importância muito grande no campo. A atividade garante renda mensal ao trabalhador rural," disse Wagner.

Segundo o técnico da Emater-RS, no ano passado o município produziu 40,2 milhões de litros de leite, o que representou um faturamento bruto superior a R$ 50 milhões de reais. "O dado positivo, desta movimentação de dinheiro, é que todo ele acaba girando dentro do próprio município, pois os produtores utilizam esta fonte de renda mensal para compras de vestuário, medicamentos e alimentação no comércio local," comenta Wagner. A estimativa é que este ano a produção de leite seja igual, ou, um pouco acima da atingida em 2016. Como em outras atividades rurais a leiteira também encontra problema, na questão da sucessão. "Quando os donos de negócio atingem determinada idade e se aposentam, e não contam com sucessão familiar, a única alternativa é suspender a produção leiteira, mesmo sendo atividade lucrativa," comenta o técnico agrícola.

O bom momento da bacia leiteira vem refletindo diretamente na cidade. Conforme Wagner, uma indústria de laticínios investiu e hoje é responsável pelo processamento industrial da metade do leite produzido em Chapada. "Além da indústria, são outras oito pequenas empresas ligadas a coleta do leite, que estão atuando no município," completa Wagner. Também aponta o crescimento da atividade de agropecuárias, especializadas em alimentação e saúde do rebanho leiteiro, formado por mais de 8.500 animais. Para reforçar a importância do leite, o técnico agrícola lembra que diariamente saem das propriedades rurais 105 mil litros do produto, o que representa um movimento em moeda de R$ 130 mil, todos os dias. O plantel, formada por 75% de animais da raça holandesa, tem média individual de produção de 12 litros de leite diário. A maioria das propriedades rurais produz de 50 a 150 litros de leite/dia. Grandes produtores são apenas seis, com média diária de 1.000 a 2.500 litros de leite. Em média o litro do leite é comercializado a R$ 1,10 a R$ 1.40. (Diário da Manhã)

 

Produção/UE - 48.290 agricultores reduziram a produção de leite em 1,12 toneladas
A Comissão Europeia (CE) estabeleceu um plano de redução voluntária da produção de leite no final de 2016, para equilibrar o setor lácteo. Cerca de 48.290 pecuaristas partciparam do programa, reduzindo a produção de leite em 1,12 toneladas. Do orçamento original de 150 milhões de euros, cerca de 112 milhões foram utilizados para compensar os pecuaristas. O programa foi realizado entre o último trimestre de 2016 até janeiro de 2017. O objetivo era ajudar a amortizar os efeitos da crise do setor lácteo mediante a redução da quantidade de leite disponível no mercado e melhorar o preço ao produtor. Os pecuaristas foram compensados com 14 centavos por cada quilo de leite não produzido. Segundo a CE, o programa também contribuiu para o reequilíbrio eficaz do mercado lácteo da UE em seu conjunto, refletindo no aumento dos preços do leite na UE no último ano. O preço médio em abril de 2017 foi de 32,79 centavos/kg, um aumento de 21% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. (Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

Porto Alegre, 06 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.535

 

Importações crescem em relação a maio, mas caem se comparadas ao ano passado

Os dados da balança comercial de junho divulgados nesta quinta-feira (06/07), indicam que as importações permaneceram crescentes em relação ao mês de maio, com crescimento de 4% no volume internalizado; em equivalente-leite, foram internalizados 126,7 milhões de litros em junho, 5,1 milhões a mais do que no mês de maio. No entanto, ao serem comparadas a junho de 2016, as importações foram 34% menores.  Ao se observarem as importações de leite em pó integral, comparando-se com o mês de maio deste ano, os volumes foram 19% maiores; ao mesmo tempo, em relação a junho de 2016, a queda de volume foi de 38%. A queda em relação ao ano passado é explicada pelos patamares de preços; os valores em 2017 estão em patamares mais altos do que no ano passado, já que o preço médio atual para se importar leite em pó está em cerca de US$ 3.500/kg enquanto ano passado pagou-se aproximadamente US$ 2.500/kg. O leite em pó desnatado segue desvalorizado devido sua grande oferta no mercado interno, com 38% de decréscimo nas importações em volume. O soro de leite, após alguns meses de destaque devido aos grandes volumes importados, apresentou queda de 40% em seus volumes de importação, como mostra a tabela 1. Este cenário se deve às condições de oferta de soro mais favorável no mercado interno, em função da maior produção de queijos em detrimento ao leite UHT e a destinação da matéria-prima ao mercado spot. 

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto. 

Em relação as exportações, o volume de produtos exportados foi 101% maior do que no mês anterior, enquanto que, em equivalente-leite, foram 12% mais elevadas, (cerca de 12,4 milhões de litros exportados a mais do que em maio).  No balanço de importações e exportações, o saldo da balança de lácteos apresentou um menor déficit no mês de junho, fechando em 102 milhões de litros de déficit (observe o gráfico 1).  Em relação as exportações, o volume de produtos exportados foi 101% maior do que no mês anterior, enquanto que, em equivalente-leite, foram 12% mais elevadas, (cerca de 12,4 milhões de litros exportados a mais do que em maio). No balanço de importações e exportações, o saldo da balança de lácteos apresentou um menor déficit no mês de junho, fechando em 102 milhões de litros de déficit (observe o gráfico 1). (Os dados são do MDIC, elaborados pela Equipe MilkPoint)

Gráfico 1. Saldo da balança comercial em equivalente-leite. Fonte: MDIC. 
   

Programa de Inclusão Social e Produtiva no Campo - Iniciado período de inscrições e avaliações


Créditos: Éderson Moisés Käfer

Oferecer novas perspectivas para o agronegócio e reintegrar aquele produtor rural que encerrou suas atividades na pequena propriedade. A Cooperativa Languiru exerce seu protagonismo regional ao mirar esses objetivos com o Programa de Inclusão Social e Produtiva no Campo. Mais um importante passo nesse sentido foi dado no mês de junho, com o início das reuniões nos municípios que aderiram ao programa. Os encontros servem para mostrar as metas e o cronograma do programa a produtores rurais, prefeitos, secretários municipais e representantes de entidades de classe. No mês de junho ocorreram reuniões em Teutônia, Poço das Antas, Bom Retiro do Sul, Colinas, Cruzeiro do Sul, Forquetinha, Westfália, Tupandi, Paverama, Estrela, Nova Bréscia, Travesseiro, Venâncio Aires e Fazenda Vilanova. Para o mês de julho, o roteiro prevê reuniões em Mato Leitão, Arroio do Meio, Brochier, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Santa Clara do Sul e Imigrante. Lançado oficialmente no dia 03 de maio, o programa é idealizado pela Cooperativa Languiru, com apoio e envolvimento da Emater/RS-Ascar, de Sindicatos de Trabalhadores Rurais, de Secretarias Municipais da Agricultura, do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA), do Centro Regional de Treinamento de Agricultores (CERTA), da Fundação Agrícola Teutônia (FAT) e da Sicredi Ouro Branco.

União
No encontro municipal realizado no dia 23 de junho no Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Teutônia, participaram produtores rurais, alguns deles associados à Languiru, e representantes de entidades que apoiam o programa. A cooperativa esteve representada pelo técnico em agropecuária Daniel Leonhardt e pelo engenheiro agrônomo Fernando Staggemeier, ambos integrantes do Setor de Leite do Departamento Técnico da Languiru. O engenheiro agrônomo da Emater, Michael Serpa, alertou o público sobre os prazos e metas do programa. Esclareceu que o mesmo busca oferecer assistência técnica social, que proporcione a continuidade das propriedades rurais. "Quem define onde quer chegar são vocês", disse, referindo-se aos produtores rurais. O casal Astor Sprandel e Fridalina Sprandel, junto a filha Jaíne, deram seu depoimento e narraram o histórico da propriedade da família, localizada em Linha São Jacó, município de Teutônia. Associados à Languiru, eles emocionaram o público ao relatarem as medidas que adotaram para triplicar a produção de leite, que era de 80 litros por coleta em 2014. "Eu trabalhava como mestre de obras e chegou um momento em que tivemos que escolher", revelou Sprandel. "Começamos a fazer análise do solo e a participar de cursos de qualificação para melhorar a qualidade do leite", recordou Fridalina. Em 2017, com a mesma área de terras de três anos atrás, a propriedade gera 300 litros de leite por dia. Sprandel enaltece que a família teve humildade de aprender e buscar novas tecnologias. "A principal diferença é anotar tudo sobre a produção. Não adianta fornecer um grande volume de pasto para a vaca se não tiver qualidade", exemplificou. Fridalina admitiu que a família pretende aumentar o rebanho e agradeceu a contribuição da Languiru, da Emater/RS-Ascar, do STR e da Administração Municipal. "Nós precisamos de todos", sintetizou. Em seguida, foi a vez de alguns parceiros do programa se manifestarem. O presidente da Sicredi Ouro Branco, Silvo Landmeier, destacou a organização das entidades. "Não vai faltar apoio para acesso ao crédito rural", declarou. A presidente do STR Teutônia/Westfália, Liane Brackmann, entende que ser produtor rural é um projeto de vida com responsabilidade. Também fez esclarecimentos sobre outras iniciativas que estimulam a produção e sobre o Pronaf. "Estamos falando de heróis e de um alimento sublime para todas as fases da vida", frisou, referindo-se a quem vive no campo e produz leite. O secretário da Agricultura de Teutônia, Gílson Hollmann, observou que os profissionais da Emater e da Languiru são importantes para multiplicar as ideias e novas tecnologias na zona rural. Staggemeier comentou a situação da cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul e no Brasil. Falou sobre os programas da cooperativa que incentivam o fomento e lembrou que o roteiro de apresentação do projeto contempla 21 municípios. "Para fazer com que esse trabalho se perpetue, acho que a palavra que melhor define o projeto é união", resumiu.

Novo panorama
No dia 27 de junho, pequenos produtores rurais, representantes do Executivo e da Secretaria Municipal da Agricultura estiveram reunidos na Sede Administrava da Prefeitura de Poço das Antas em mais um encontro do programa. O evento ainda contou com a presença do técnico em agropecuária do Setor de Leite do Departamento Técnico da Languiru, Tiago Schneider, e do líder de Núcleo da cooperativa, Marco Zirbes. O técnico agrícola da Emater em Poço das Antas, Ricardo Cord, frisou que os pequenos produtores rurais não estão conseguindo reagir diante do atual cenário. Lamentou que alguns produtores já encerraram as atividades e enalteceu que o programa tem por objetivo alterar este panorama na região. "O pequeno produtor está parando. Por isso, estamos nos unindo para viabilizar a pequena propriedade rural em 21 municípios", destacou. Cord frisou que o programa visa oferecer assistência técnica com foco na sanidade do rebanho e na qualidade do leite. Para exemplificar aspectos ligados à sanidade, mencionou as vacinas contra a aftosa e a brucelose, além de procedimentos de everminação e controle da mamite. Já sobre a qualidade, lembrou que serão trabalhadas instalações como sala de ordenha e sistema de resfriamento, além da Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT). Para complementar, o técnico agrícola descreveu o cronograma do programa e esclareceu dúvidas dos produtores rurais. Cord ainda apresentou relatório com dados de Poço das Antas em 2016, o qual apontava que o município possuía 35 propriedades rurais com atividade leiteira e rebanho de 561 cabeças.
Schneider falou sobre benefícios ofertados pela Languiru aos seus associados, como assistência técnica, planejamento forrageiro, manejo preventivo do produtor, programa de melhoramento genético e programa de recria de terneiras e novilhas. Também explicou as diferenças entre o Cartão Azul, voltado à produção de leite, aves e suínos, e o Cartão Verde, voltado à produção de milho. O prefeito de Poço das Antas, Ricardo Flach, destacou a sintonia das entidades parceiras do programa e colocou a Municipalidade à disposição de todos. A gerente administrativa-financeira da unidade da Sicredi Ouro Branco no município, Ana Paula Brönstrup Müller, reiterou que a cooperativa de crédito é um braço financeiro para a captação de recursos que visam investimentos na propriedade rural.

Crescimento sustentável
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Bom Retiro do Sul também recebeu encontro do programa, no dia 28 de junho. Estiveram reunidos produtores rurais, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário, representantes da Secretaria Municipal da Agricultura e do escritório municipal da Emater. A Languiru esteve representada por profissionais do Setor de Leite do Departamento Técnico, Daniel Leonhardt e Fernando Staggemeier. A engenheira agrônoma da Emater em Bom Retiro do Sul, Sandra Rieth, apresentou relatório socioeconômico da cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul. Ela detalhou o cronograma do programa e observou que todas as políticas públicas passam pela aprovação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário. "Queremos trabalhar o ambiental e o social nas propriedades rurais, na busca pelo crescimento sustentável. Os técnicos têm o dever de comunicar aos produtores rurais quais aspectos podem ser melhorados nas culturas que integram o programa", afirmou. Staggemeier relembrou que o Programa de Inclusão Social e Produtiva no Campo começou a ser estruturado em 2016, quando a direção da Languiru iniciou conversas com as entidades parceiras no intuito de encontrar uma solução conjunta para viabilizar o pequeno produtor rural. "Estamos aqui para reforçar o convite aos produtores rurais que estiverem interessados em participar das atividades propostas", enfatizou. Ele também explicou como funciona a balança comercial que interfere diretamente no preço do leite in natura e condenou os episódios de fraude no leite, reiterando que os órgãos públicos estão com olhar vigilante sobre toda a cadeia produtiva.

Cronograma 
Os associados da Languiru interessados em participar do programa devem efetuar inscrição nos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar. Os interessados que ainda não são associados da Languiru devem dirigir-se até o Setor de Atendimento Social do Departamento Técnico, no Bairro Languiru, em Teutônia. Na sequência o cronograma de atividades prevê a avaliação e seleção dos beneficiários por parte do grupo gestor de cada município. A partir disso, será encaminhado diagnóstico das propriedades rurais e feito planejamento individual. Para maio de 2018 está prevista a avaliação municipal dos indicadores, como renda líquida, custo de produção, CCS e CBT. Em junho de 2018 deve ocorrer o primeiro encontro regional dos participantes do programa, em grande evento na Associação dos Funcionários da Languiru. (Assessoria de Imprensa Languiru)

 

A Nestlé da Espanha desenvolveu a primeira fórmula infantil com 2 oligossacarídeos do leite materno

Fórmula infantil - Depois de uma década de pesquisa, a Nestlé desenvolveu a primeira fórmula infantil com dois oligossacarídeos idênticos aos encontrados no leite materno. A Espanha será o primeiro país do mundo a usar o produto.  Poucos meses atrás, alguns hospitais e clínicas começaram a utilizar o produto, e ele agora estará disponível nas farmácias espanholas. O porta-voz da Nestlé disse ao DairyReporter que o produto será chamado Nan Optipro Supreme; e no varejo a lata 800g custará entre €22 e 24 (R$ 82 a R$ 90 ). Acrescenta que a Nestlé estará disponibilizando fórmulas com HMOs em todo mundo, em poucos anos.

Papel dos oligossacarídeos 

Os oligossacarídeos são o terceiro componente sólido mais abundante do leite materno, depois da gordura e da lactose. Tem papel fundamental no desenvolvimento e bem-estar da criança, e um papel decisivo no sistema imunológico dos bebês, além de promover a saúde da flora intestinal. Apesar dos oligossacarídeos do leite materno venham sendo estudados por um século, a Nestlé é a primeira indústria que replicou e produziu moléculas de dois oligossacarídeos do leite humano (HMO, sigla em inglês) para fórmula infantil. O novo ingrediente foi bem avaliado pela EFSA (Autoridade Europeia de Segurança Alimentar) e foi aprovado pela Comissão Europeia, e também pela FDA (Agência de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos).

Redução de bronquites e menos antibióticos
As pesquisas clínicas mostraram que a fórmula contendo HMOs não apenas assegura o crescimento adequado, mas, ajuda a tornar a composição da flora intestinal do recém-nascido mais semelhante à dos bebês amamentados. O estudo também detectou que a nova fórmula reduz o número potencial de bactérias patogênicas, o que poderia explicar o menor número de infecções respiratórias observadas, bem como a redução da necessidade do uso de antibióticos e antipiréticos. Apesar da nova fórmula, a Nestlé disse que apóia a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que as mulheres grávidas e aquelas que acabaram de ter filhos precisam ser informadas dos benefícios e da superioridade da amamentação, pois é a forma ideal para nutrir um bebê, e protegê-lo contra doenças. (Dairy Reporter - Tradução Livre: Terra Viva

 

Comissão aprova leite nacional na merenda e programas sociais
A comissão de Finanças e Tributação da Câmara aprovou na quarta-feira, 5, o projeto que exige leite nacional na merenda escolar e programas sociais do governo, proibindo assim a aquisição do produto importado. De autoria do deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS), a medida visa proteger o produtor nacional. Agora ela será votada de forma terminativa na comissão de Constituição e Justiça e, caso aprovada, segue para o Senado. Ainda pelo texto, o leite importado poderá ser adquirido apenas em caso de desabastecimento do produto brasileiro. (Assessoria de Imprensa Dep. Federal Alceu Moreira)