Porto Alegre, 12 de dezembro de 2016 . Ano 10- N° 2.408
Em novembro, a balança comercial seguiu apresentando saldo negativo, com valor negativo de US$38,5 milhões.
Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto.
Fonte: MDIC
O volume de produtos lácteos exportados foi 8,1% maior que o mês anterior, e o valor, 41,6% maior. Ao se comparar este mesmo período com 2015, o volume é 32% inferior. O leite em pó integral foi o principal produto responsável por essa alta, que teve um volume exportado 147% maior que o mês anterior, sendo principalmente destinado à Venezuela.
Referente às importações, o volume subiu 6,8% em relação a outubro, resultando em 20,7 mil toneladas. O valor foi de US$62,4 milhões. O leite em pó integral teve volume importado de 9,7 mil toneladas em outubro (7,3% de elevação em relação ao mês anterior); também foram importadas 3,4 mil toneladas de leite em pó desnatado(26,5% de elevação em relação ao mês anterior); 1,8 mil toneladas de soro de leite (volume 22,5% inferior em relação a outubro, porém ainda 190% superior que novembro de 2015).
A importação de queijos foi a que apresentou menor variação de volume dentre os principais produtos, tendo 4,5 mil toneladas de queijos importadas (valor 0,8% superior ao mês anterior e 132% maior que o mesmo mês no ano anterior). (Equipe MilkPoint, com dados do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços)
Após as finais locais realizadas em oito cidades (Belo Horizonte/MG, Juiz de Fora/MG, Viçosa/MG, Lavras/MG, Piracicaba/SP, São Carlos/SP, Campinas/SP e Porto Alegre/RS.
A competição Ideas for Milk foi dividida em três etapas: a primeira, na qual foram selecionadas as cinco melhores ideias inscritas em cada sede; a segunda, que aconteceu em movembro, encerrando a etapa das finais locais e, por fim, a terceira, a grande decisão com os oito ganhadores das finais locais, que será realizada no dia 13 de dezembro, em Brasília. O evento contará com transmissão ao vivo e será realizado das 09h00 às 16h00.
O concurso foi lançado pela Embrapa Gado de Leite, em parceria com as empresas AgriPoint, Carrusca Innovation, Litteris Consulting e Qrânio. O objetivo do projeto é vincular a iniciativa privada à pública. Além disso, visa aproximar empreendedores, estudantes, professores, pesquisadores e outros profissionais interessados em startups ou até o universo da cadeia do leite, criando oportunidades para desenvolverem negócios em conjunto.
Os benefícios para os ganhadores vão desde a participação e o aprendizado em um processo que envolve a formulação de uma ideia com potencial de mercado até a chance real de alavancar um negócio lucrativo. Ao todo, 137 projetos participaram da seletiva. Para mais informações, CLIQUE AQUI. (Milkpoint)
Brasil puxa aumento da produção mundial de milho
Uma perspectiva mais otimista para a colheita brasileira de milho na safra 2016/17 turbinou a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a produção do cereal ao redor do planeta, sinalizando mais pressão sobre as cotações internacionais. Em relatório divulgado na sexta¬feira, o órgão aumentou sua projeção para a produção mundial do cereal em 9,2 milhões de toneladas, para 1,039 bilhão de toneladas. Apenas para a safra no Brasil, a estimativa foi elevada em 3 milhões de toneladas, para 86,5 milhões de toneladas. Em relação à safra passada, abalada pelos efeitos do fenômeno El Niño, esse volume representa um aumento de 29%, além de um recorde.
O cálculo do USDA para a safra brasileira veio na contramão do que indicou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que na quinta¬feira reduziu sua projeção para 83,8 milhões de toneladas. Na avaliação do órgão americano, a produção brasileira será beneficiara por aumento da produtividade e avanço na área cultivada. Com a perspectiva de uma oferta maior no Brasil, o USDA também elevou sua estimativa para as exportações de milho do país em 2,5 milhões de toneladas, para 28 milhões de toneladas. Esse volume, entretanto, representa uma redução de 18,5% ante a safra anterior. Já para as importações brasileiras, o órgão manteve sua estimativa em 600 mil toneladas ¬ o que pode representar um crescimento de 81% ante o último ciclo. Para os EUA, cuja safra já foi colhida, o departamento manteve seu cálculo para a produção em 386,75 milhões de toneladas. Também foram mantidas as projeções para as exportações, em 56,52 milhões de toneladas, e para os estoques finais no país, em 61,05 milhões de toneladas. Dessa forma, a conta global do USDA para as exportações de milho foi elevada em 3,45 milhões de toneladas, para 147,68 milhões de toneladas, enquanto a projeção para os estoques finais foi elevada em 4 milhões de toneladas, para 222,25 milhões de toneladas ¬ um crescimento de 6,3% ante os estoques da última temporada. (Valor Econômico)
Especialista defende lei trabalhista flexível
Mudar a legislação trabalhista pode ajudar a garantir a permanência de pessoas acima dos 60 anos no emprego e viabilizar as condições de acesso à aposentadoria propostas pelo governo federal na reforma da previdência, segundo analistas. O trabalhador que está na economia formal é o que terá mais facilidade para estar na atividade ao completar 65 anos, idade mínima para a aposentadoria segundo a proposta de reforma previdenciária apresentada pelo governo, diz o atuário Newton Conde, sócio da Conde Consultoria Atuarial. Para ele, essa é uma regra de acesso que pode ser debatida e está sujeita a flexibilização. "Alguns países da América Latina permitem o retiro voluntário. Por exemplo, se a regra é aposentadoria aos 65, a pessoa pode optar por se aposentar aos 60, de forma proporcional, desde que cumpridos alguns requisitos", diz. O problema de se criar isso é voltar para o que acontece atualmente com o fator previdenciário, já que o trabalhador tende a antecipar a aposentadoria, mesmo com benefício menor. Para Conde a oferta de emprego para essa faixa etária também poderia ser facilitada por meio de flexibilização da legislação trabalhista. Nesse caso, seria possível manter o empregado com mais idade, mas oferecer uma carga horária menor, por exemplo. "Seria interessante uma mudança na legislação trabalhista que torne mais viável a absorção dessa população de mais idade no mercado de trabalho", diz a advogada Dânia Fiorin Longhi, do escritório Fiorin Longhi.
Ela destaca como ponto de preocupação os trabalhadores em atividades que exigem mais esforço físico, como construção ou mesmo na operação de máquinas, em fábricas. Para Dânia, a mudança na legislação precisa ser muito cuidadosa. Medidas que reduzam os vencimentos e a folha de salários, diz, podem comprometer o recolhimento da contribuição previdenciária que sustenta o sistema. As condições propostas pelo governo para se garantir 100% do benefício ¬ 65 anos de idade e 49 anos de contribuição ¬ são difíceis de serem cumpridas, diz Conde. Para ele, a tendência será os trabalhadores se aposentarem com cerca de 90% do benefício, ou menos, conforme o tempo de contribuição ao se completar a idade mínima de 65 anos. (Valor Econômico)
A Emater tem para receber do governo federal R$ 9,7 milhões de chamadas públicas, sendo que outros R$ 16,7 milhões aguardam aprovação. A informa- ção é do presidente do órgão, Clair Kuhn, que na última semana esteve em Brasília. (Correio do Povo)