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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 14 de dezembro de 2022                                                  Ano 16 - N° 3.800


Fonterra corta previsão de preço do leite com demanda enfraquecida

A Fonterra Co-operative Group Ltd, da Nova Zelândia, reduziu nesta quinta-feira sua faixa de previsão de preço do leite ao produtor pela segunda vez para a temporada 2022/23 devido aos custos mais altos e à demanda mais fraca por leite em pó integral.
 
O maior exportador de lácteos do mundo agora espera pagar aos produtores entre NZ$ 8,50 e NZ$ 9,50 (US$ 5,41 e 6,05) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,70 e NZ$ 0,78 (US$ 0,45 e US$ 0,50) por quilo de leite], em comparação com NZ$ 8,50 a NZ$ 10,00 (US$ 5,41 e 6,37) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,70 e NZ$ 0,82 (US$ 0,45 e US$ 0,52)] previsto em agosto.
 
O CEO Miles Hurrell disse que a demanda por leite em pó integral enfraqueceu, principalmente na Grande China, compensada pelo aumento da participação de outras regiões. “Continuamos sentindo o impacto de eventos geopolíticos e macroeconômicos, com custos mais altos em todos os pontos de nossa cadeia de suprimentos”, disse Hurrell.
 
O fornecimento global de leite da Fonterra das principais regiões exportadoras caiu nos 12 meses até setembro, enquanto as coletas de leite da Nova Zelândia caíram 3% no acumulado da temporada.
 
Os lucros do primeiro trimestre da gigante de laticínios da Nova Zelândia antes de juros e impostos subiram para NZ$ 368 milhões (US$ 234 milhões), em comparação com os NZ$ 190 milhões (US$ 121 milhões) do ano anterior.
 
Ele atualizou sua faixa de orientação de ganhos para 50-70 centavos de dólar neozelandês (31,8 a 44,5 centavos de dólar americano) por ação, de 45-60 centavos de dólar neozelandês (28,6 a 38,2 centavos de dólar americano) por ação devido a margens fortes. (As informações são da Reuters, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Rabobank: queda na demanda gera mercados de lácteos internacionais mais fracos em 2023

A alta inflação dos preços dos alimentos, combinada com uma recuperação modesta na produção de leite, deve enfraquecer os mercados de lácteos e os retornos das commodities à medida que entramos no novo ano, de acordo com o último relatório trimestral do Rabobank.
 
Os orçamentos dos consumidores serão desafiados pela inflação dos preços dos alimentos e pelo aumento das taxas de juros, embora o impacto disso varie de acordo com a região. Nos EUA, a demanda por lácteos tem estado relativamente estável, apesar do aumento dos preços, mas os consumidores europeus já estão começando a sentir o aperto dos preços mais altos no varejo.
 
A demanda na China caiu, influenciada pelas políticas de lockdown que limitam as idas a varejistas e restaurantes. Isso atrasou a redução dos estoques e suprimiu as importações. A expectativa é de que demanda de importação volte a crescer no segundo semestre de 2023, mas isso depende de até que ponto as restrições da Covid na China serão atenuadas.
 
Em regiões mais sensíveis aos preços, os altos preços das commodities impactaram a acessibilidade, reduzindo a demanda de importação. No entanto, observa-se que o dólar americano mais fraco ajudou a impulsionar algumas compras.
 
A produção de leite deverá apresentar algum crescimento na maioria das principais regiões exportadoras, com exceção da Austrália. Os aumentos substanciais do preço do leite em 2022 ajudaram a compensar o aumento dos custos de insumos, e algum crescimento foi registrado nos últimos meses do ano.
 
O Rabobank espera algum crescimento da produção para 2023, embora este deva ser moderado devido às contínuas pressões de custo enfrentadas pelos produtores e pelos preços mais fracos do leite. Para o primeiro semestre do ano, a produção de leite das principais regiões exportadoras deverá aumentar em cerca de 1%.


 
No geral, a previsão é de que o impacto líquido do crescimento da oferta e da redução da demanda no mercado seja negativo. A força de uma desaceleração dependerá da extensão da reabertura da economia chinesa e do fluxo do Hemisfério Norte. (As informações são do Agriculture and Horticulture Development Board (AHDB), traduzidas pela equipe MilkPoint)

FAO: revisão anual do mercado de lácteos

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou sua revisão anual do mercado de lácteos para 2022.
 
Nela, a FAO diz que a produção mundial de leite em 2022 está prevista em cerca de 930 milhões de toneladas, um aumento de 0,6% em relação a 2021, impulsionada principalmente por expansões de volume na Ásia, com um pequeno ganho na América Central e no Caribe, compensado por um declínio considerável esperado na Europa.
 
A produção na América do Sul, Oceania e África também deve cair moderadamente, enquanto a produção pode permanecer estável na América do Norte.
 
Quanto à demanda global, as compras de importação da China, o maior importador de lácteos do mundo, caíram acentuadamente a partir de abril, especialmente para produtos lácteos e leite em pó devido aos altos estoques, menores vendas de serviços de alimentação, impactados pelos lockdowns do Covid-19 e aumento da produção domestica de leite.
 
As importações também caíram em vários países devido a crises econômicas, altos preços dos lácteos, desvalorizações cambiais em relação ao dólar americano e divisas limitadas, pesando ainda mais nos preços internacionais dos lácteos.
 
Além disso, a menor demanda por suprimentos spot e contratos de médio prazo durante os meses de verão no Hemisfério Norte devido a feriados prolongados, bem como as expectativas de aumento no fornecimento de lácteos na temporada 2022/23 na Oceania, pesaram ainda mais sobre os preços globais dos lácteos.
 
No entanto, a queda nos preços internacionais dos lácteos foi contida até certo ponto pelo aumento da demanda de importação dos principais importadores do Oriente Médio e Leste Asiático, juntamente com a escassez de oferta dos principais produtores, especialmente da União Europeia e da Oceania.
 
No comércio global, o comércio de produtos lácteos foi previsto em 85 milhões de toneladas (em equivalentes de leite), uma queda de 3,4% em relação a 2021, o primeiro declínio em quase duas décadas, sustentado principalmente por uma queda acentuada nas importações da China, com novas quedas previstas para Nigéria, Vietnã e Rússia.
 
Apesar da esperada contração das exportações, o comércio global de manteiga deve aumentar 6,2% a partir de 2021, enquanto as exportações de queijo podem aumentar por uma pequena margem. Por outro lado, o comércio global de leite em pó integral, leite em pó desnatado e soro de leite em pó, os produtos lácteos mais comercializados, deverá cair, respectivamente, 6,4%, 3,5% e 5,6%, principalmente sustentado por possíveis queda nas compras da China. (As informações são do Dairy Industries International)


Jogo Rápido 

Uruguai: exportação de lácteos e os principais destinos
As exportações de lácteos do Uruguai no mês de novembro totalizaram 20.627 toneladas, no valor de US$ 81,3 milhões, tendo como principais destinos Argélia, Brasil e Rússia. A China caiu para seu pior desempenho desde novembro de 2020. O volume total de lácteos exportados no mês passado apresentou queda de 12,6% com relação às 23.604 toneladas exportadas no mesmo mês de 2021. Além disso, o volume exportado foi 15% maior do que o de outubro, que foi de 17.902 toneladas. A China ficou bem abaixo como destino, com apenas 219 toneladas, por US$ 687.648, apresentando uma queda acentuada em relação às 1.144 toneladas exportadas em outubro. Em novembro de 2021, a China liderou a lista dos destinos dos produtos lácteos uruguaios, seguida pela Argélia e pelo Brasil. No acumulado de janeiro a novembro, as exportações de lácteos do Uruguai foram de  214.148 toneladas, por US$ 847,6 milhões. Brasil e Argélia aparecem destacados no topo como destinos e a China em terceiro lugar. O volume exportado no acumulado do ano foi 0,6% maior do que o volume exportado no mesmo período do ano anterior, de 212.833 toneladas. Porém, em valor, o aumento foi de 20%, com relação aos US$ 704,2 milhões registrados no ano anterior. (As informações são do Blasina y Asociados, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)

 
 
 

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Porto Alegre, 13 de dezembro de 2022                                                  Ano 16 - N° 3.799


Lactalis do Brasil firma acordo com Fonterra e Nestlé para adquirir a DPA Brasil e gerenciar a fabricação de produtos refrigerados Nestlé no Brasil

A Lactalis do Brasil chegou a um acordo para adquirir a DPA Brasil (Dairy Partners America), joint venture criada entre a Fonterra e a Nestlé em 2003 para fabricar e comercializar produtos lácteos em toda a América Latina. Em 2013, a joint venture redirecionou suas atividades para o Brasil e para a comercialização de lácteos refrigerados.

Pelo acordo firmado, a Lactalis do Brasil assumirá a DPA, empresa que reúne centros de distribuição, duas fábricas localizadas em Araras (SP) e Garanhuns (PE), ficando responsável pela fabricação e distribuição de produtos de diversas marcas, como Chambinho, Chamyto e Chandelle. Para essas três marcas, os direitos de propriedade intelectual no país serão transferidos com a aquisição. O acordo também prevê uma licença de longo prazo para o uso de marcas da Nestlé, como Ninho, Neston, Molico e Nesfit, exclusivamente para o segmento de lácteos refrigerados, de modo que a DPA continue a fabricar e distribuir esses produtos.

Após a operação, os 1.300 funcionários da DPA se juntarão e trabalharão ao lado dos funcionários da Lactalis no Brasil.

O anúncio agregará marcas representativas ao portfólio de refrigerados da Lactalis do Brasil, que hoje já inclui as renomadas Parmalat, Président, Poços de Caldas, Batavo, Itambé e Elegê. “A aquisição da DPA traz muita complementaridade ao nosso portfólio de marcas e produtos, além de ajudar a ampliar nossa cobertura comercial por meio da expansão de áreas geográficas. Consolida a Lactalis como líder responsável em lácteos no Brasil, capaz de auxiliar toda a cadeia produtiva em um processo de melhoria contínua de sua competitividade. Continuaremos trabalhando com a equipe da DPA para melhorar cada vez mais a qualidade e a produtividade do leite no campo, o que resulta em benefícios para todo o setor e, principalmente, para o consumidor brasileiro”, afirma o presidente da Lactalis para Brasil e Cone Sul, Patrick Sauvageot.

Os termos do acordo serão submetidos à apreciação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Sobre a Lactalis
A Lactalis é uma empresa familiar francesa criada em 1933 por André Besnier. Em 2022, o Grupo Lactalis é líder no mercado de lácteos, com presença industrial em 52 países, mais de 270 fábricas e 85.500 funcionários. Iniciou suas atividades no Brasil em 2014 com a aquisição da indústria de queijos da Balkis. Ampliou sua atuação em 2015, com a incorporação de ativos selecionados da LBR e Elebat e marcas como Elegê, Parmalat e Batavo. A Lactalis adquiriu, em 2019, a Itambé e, em 2021, a Confepar. A Lactalis do Brasil oferece aos consumidores produtos lácteos saborosos e de alta qualidade em uma seleção de marcas consagradas, incluindo Batavo, Président, Elegê, Cotochés, Poços de Caldas, Itambé e Parmalat. Atualmente, a Lactalis do Brasil é líder em captação de leite no Brasil. Em constante expansão, a Lactalis mantém 23 unidades fabris espalhadas por oito estados (RS, SC, PR, MG, SP, PE, GO, RJ). A partir da concretização do novo negócio, passará a contar com mais de 10.900 funcionários no Brasil.

Sobre a Nestlé
A Nestlé é a líder mundial no mercado de alimentos e bebidas, com mais de 270.000 funcionários, mais de 2.000 marcas e presença em 186 países. Alinhada a seu slogan “Good food, Good life”, a Nestlé acredita no poder dos alimentos para ajudar as pessoas e os animais a terem uma vida mais feliz e saudável. A empresa persegue metas ambiciosas de sustentabilidade, focadas em promover a saúde do planeta, construir comunidades positivas e apoiar um sistema alimentar saudável. No Brasil, instalou sua primeira fábrica em 1921, em Araras (SP), e hoje atua em oito estados (SP, MG, BA, PE, GO, RJ, RS, ES) com mais de 30 mil funcionários.

Sobre a Fonterra
A Fonterra é uma cooperativa que integra cerca de 9 mil famílias de agricultores da Nova Zelândia. Por meio do espírito de cooperação e de uma atitude positiva, os produtores e funcionários da Fonterra compartilham as qualidades do leite por meio de marcas inovadoras de consumo, serviço de alimentação e ingredientes. A sustentabilidade está no centro de suas ações, assim como o comprometimento em deixar as coisas de uma maneira melhor do que as encontraram. São apaixonados pelas comunidades onde atuam e têm foco em fazer o bem.
 
Sobre a DPA
Atuando no mercado de refrigerados lácteos há 48 anos, a DPA é uma das maiores companhias do segmento do Brasil. A empresa, que hoje conta com 1.300 funcionários, possui duas fábricas em Araras e Garanhuns, centros de distribuição, sede e equipe de vendas, aposta na fabricação de produtos de alta qualidade com as marcas Nestlé no segmento de refrigerados e detém as marcas Chambinho, Chamyto e Chandelle. 

A qualidade diferenciada de seus produtos aliada ao compromisso com a inovação torna seus produtos cada vez mais desejados por seus clientes e consumidores. (Assessoria de Imprensa Lactalis)


Bolsonaro efetiva salário-mínimo em R$ 1.302

A três semanas do fim de seu mandato, o presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou ontem uma MP (Medida Provisória) para elevar o salário-mínimo a R$ 1.302 a partir de 1º de janeiro de 2023. A ampliação do piso nacional representa um reajuste de 7,4% em relação aos atuais R$ 1.212. O valor já estava previsto na proposta de orçamento enviada em agosto ao Congresso Nacional. Na época da apresentação da proposta, o percentual de 7,4% representava a inflação esperada para este ano -ou seja, Bolsonaro não previu inicialmente nenhum ganho real para o salário mínimo. De lá para cá, no entanto, os preços desaceleraram. Segundo o governo, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) deve encerrar o ano em 5,81%, e o ganho real ficaria então “em torno de 1,5%”. Será o primeiro reajuste acima da inflação desde 2019. 

O valor mínimo pela jornada diária ficará em R$ 43,40 com o reajuste. Já o piso da hora trabalhada passará para R$ 5,92. A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União no mesmo dia em que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será diplomado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) após vencer Bolsonaro nas urnas. Técnicos ouvidos pela reportagem afirmam que o atual chefe do Executivo está “antecipando” algumas medidas. No ano passado, a MP com o salário mínimo de 2022 foi publicada em 31 de dezembro. Na última transição de governo, o então presidente Michel Temer (MDB) deixou para Bolsonaro assinar, como um de seus primeiros atos na Presidência, o decreto que elevava o salário mínimo. Na época, ainda estava em vigor a política aprovada no governo Dilma Rousseff (PT), que concedia reajuste pela inflação mais o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. 

A equipe de Lula quer retomar uma política de valorização do salário mínimo e, por isso, tem falado em um valor até maior, de R$ 1.320 a partir do ano que vem, como mostrou a Folha. Caso isso se mantenha, Lula precisaria editar uma nova MP no início de seu mandato para ajustar o valor. Uma verba adicional de R$ 6,8 bilhões deve ser reservada no Orçamento de 2023, a partir do espaço extra aberto pela PEC (proposta de emenda à Constituição) da Transição, para contemplar esse novo aumento do piso nacional almejado por Lula. O valor do salário mínimo foi um ponto de disputa entre os dois durante a campanha. A equipe de Lula disparou críticas contra o atual presidente, que só concedeu ganho real ao salário mínimo em seu primeiro ano de mandato, 2019, por força da regra aprovada no governo Dilma. A campanha petista também incluiu em seu rol de promessas a retomada da política de valorização do salário mínimo. (Jornal do Comércio)

Valor da Produção Agropecuária de 2022 está estimado em R$ 1,185 trilhão

O Valor Bruto das Produção Agropecuária (VBP) de 2022 deve chegar a R$ 1,185 trilhão, conforme estimativas de novembro. As lavouras obtiveram um faturamento bruto de R$ 813,14 bilhões, com crescimento de 0,7%  e a pecuária registrou R$ 372,35 bilhões, com 1,6% de retração.  

Os resultados do VBP de 2022 foram influenciados por problemas climáticos na região Sul e parte do Centro-Oeste na safra 2021/22, que atingiram várias lavouras. Segundo o IBGE, a produção de soja no Sul teve uma redução de 44,4%. O arroz também foi impactado pela seca, com redução de produção além de preços mais baixos neste ano. Apesar dos problemas, a soja ainda teve uma produção elevada, com 125,5 milhões de toneladas, e o milho apresenta recorde de produção, com 113,0 milhões de toneladas.


O desempenho de outras lavouras tornou menores os impactos ocorridos por problemas climáticos. Entre as que apresentaram melhor desempenho estão o algodão, com aumento real de 21,1% no VBP; banana, aumento de 18,8%; batata, 14,7%; cana-de-açúcar, 8,8%; mandioca, 16,5%; milho, 12,7%; trigo, 35,1%; tomate, 22,1 %, e café, 26,3%. Na pecuária, as maiores contribuições podem ser observadas em leite e ovos.

Contribuições negativas são observadas em arroz, soja, uva, cacau e laranja. Estes apresentam, em geral, reduções simultâneas de produção, e de preços mais baixos, o que afeta o VBP.

Projeções para 2022/23
Para 2022/23, a estimativa do VBP é de R$ 1,256 trilhão, 6% acima do estimado neste ano. Se confirmado, este será o maior valor do VBP de uma série iniciada em 1989. 

As previsões de clima mostram-se favoráveis para 2023. A produção prevista de milho é de 125,8 milhões de toneladas, e a de soja 153,5 milhões de toneladas, segundo a Conab. Isso pode levar a um VBP acima do obtido em 2022. A pecuária pode ter uma contribuição maior em 2023, com crescimento previsto de 3,0%. (MAPA)


Jogo Rápido 

Emater/RS tem novo presidente
Christian Wyse Lemos é o nome presidente da Emater/RS e superintendente geral da Ascar. A posse ocorreu na quinta-feira passada (08/12), no prédio do Escritório Central da Emater/RS-Ascar, em Porto Alegre, durante Sessão Extraordinária Conjunta dos conselhos Técnico Administrativo e Administrativo da Emater/RS e da Ascar (CTA/Conad). Lemos tem 39 anos, é produtor rural e desde outubro deste ano exercia a função de chefe de Gabinete da Diretoria da Emater/RS. É ex-secretário de Relações Institucionais da Prefeitura de Porto Alegre. Formado em Gestão Pública pela Uninter - Centro Universitário Internacional, está cursando MBA em Finanças, Banking e Investimentos (2019 - dezembro de 2023) pela PUC. (Fonte: Emater)

 
 
 

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Porto Alegre, 12 de dezembro de 2022                                                  Ano 16 - N° 3.798


Arte na Caixinha: Estudantes vencedores de Sapucaia do Sul recebem a premiação 

Nove estudantes da rede municipal de ensino de Sapucaia do Sul, receberam nesta segunda-feira (12/12) os prêmios pelos trabalhos inscritos no concurso cultural Arte na Caixinha - etapa Sapucaia do Sul. A premiação inclui o fornecimento por 01 ano de uma caixa com 12 litros de leite, certificado e medalha e para os primeiros e segundos colocados, um tablet Galaxy Tab A7. O professor responsável pela inscrição do primeiro colocado de cada categoria recebeu um notebook, certificado e 12 meses de leite.
 
Na Categoria Infantil, o 1º lugar foi para o trabalho de Samuel Maciel da Fontoura Vicente – Leite é força – EMEF Prof Rosane Amaral Dias; e sua professora: Crisneri de Abreu Lanzarini; em 2º lugar: Alicia Pereira Lemes – Leite Ali – EMEF Prof Rosane Amaral Dias e sua professora: Crisneri de Abreu Lanzarini; e em 3º lugar: Manuela Souza da Silva – A vaquinha mumu – EMEF Prof Rosane Amaral Dias e sua professora: Crisneri de Abreu Lanzarini.
 
Na Categoria Júnior, o 1º lugar foi conquistado por Murilo Rosa Cardoso– O leite é a bateria que me dá energia – EMEB Alberto Santos Dumont, junto com a professora: Letícia Pereira Farias. O 2º lugar: Henrique Machado dos Santos– Leite na família – EMEF Hugo Gerdau, com a professora: Andressa Bergamo; e o 3º lugar: Nicoly Rohers Fernandes– Do campo à mesa – EMEF Hugo Gerdau, com a professora: Andressa Bergamo.
 
Na Categoria Juvenil, o primeiro lugar ficou com Matheus Meirelles Boardman – Fazenda do leite – EMEF Padre Reus, e sua professora: Susane Espíndola dos Santos; 2º lugar: Camila dos Santos – Vaca Mimosa – EMEF Julio Stroeher, professora: Vanessa Maria Veríssimo Schutz; e o 3º lugar: Isabelly Oliveira de Carvalho – Leite é vida – EMEF Afonso Guerreiro Lima, com a professora: Vera Beatriz Vieira Granja. 
 
Concurso movimentou as escolas municipais
O concurso cultural Arte na Caixinha, foi promovido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), com apoio da Tetra Pak e em parceria com a secretaria de educação de Sapucaia do Sul e recebeu 320 inscrições de trabalhos de crianças do Pré II ao 5º ano. Do total, 93 concorreram na categoria Infantil, 86 na Júnior e 141 na Juvenil. Com a temática “O leite na sua vida”, a iniciativa propôs diferentes intervenções artísticas em caixas de leite UHT, desde técnicas de pintura, colagem, desenho, grafite, entre outros.
 
O prefeito de Sapucaia do Sul, Volmir Rodrigues, lembrou que a cidade se uniu à iniciativa a partir da visita à Expointer, em 2022. “Levamos mais de 4 mil alunos da rede municipal de Sapucaia do Sul para assistir à peça teatral “Na Fazenda Doce de Leite”. Foi um momento mágico e que deu início a esta parceria que celebramos nesta premiação”, disse ao renovar a parceria para a edição do próximo ano. 
 
A secretária Municipal de Educação, Djoidy Iara Richter Felipin, apontou o envolvimento de toda a comunidade escolar no concurso Arte na Caixinha. “A parceria de pais e professores foi fundamental. Hoje é um dia especial que ficará na nossa memória. Estamos muito felizes e orgulhosos pelo desempenho e pelo comprometimento dos nossos alunos, neste que é um processo de conhecimento é, portanto, transformador e gerador de oportunidades para vida”, acentuou. 
 
O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini, destacou a grande quantidade de trabalhos inscritos e a criatividade nas peças. “Fiquei impressionado com os resultados. Recebemos lindas produções, que refletem o empenho de todos neste projeto, dos alunos e professores. Parabéns a todos participantes e premiados de hoje e um muito obrigado a todos os que embarcaram nessa ação com a gente”, apontou. 
 
A atividade de premiação do Leite na Caixinha aconteceu juntamente com a celebração do final de ano escolar, quando foram homenageados os alunos destaques através do prêmio Aluno Destaque Com Olhos no Futuro, realizado pela Prefeitura. (Assessoria de Imprensa Sindilat/Crédito: Gisele Ortolan)


Estado lança projeto ‘Leis de Incentivos Fiscais’ em parceria com o Sebrae-RS
 
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado em parceria com o Sebrae RS, anunciou a realização de Cursos de Capacitação para Consultores Privados de Desenvolvimento. A formação, que será realizada de forma gratuita e presencial, acontece entre os dias 19 e 20 de dezembro. As inscrições podem ser feitas pelo site https://digital.sebraers.com.br/produtos/leis-e-normas/curso/workshop-leis-de-incentivos-fiscais-rs/. Outras três turmas estão previstas para o primeiro trimestre de 2023. Em janeiro, em Porto Alegre, fevereiro, em Caxias do Sul, e março, em Pelotas.
 
O objetivo da iniciativa é promover o entendimento sobre o processo de solicitação, as características da legislação e dos negócios que podem aderir a incentivos como Fundopem e Proedi. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Joel Maraschin, é fundamental que os interessados sejam capacitados de forma permanente, acompanhando a legislação e os programas de fomento à economia do RS. “Temos um grande momento no desenvolvimento do Estado a partir deste lançamento do curso de Capacitação para Consultores Privados de Desenvolvimento. Com certeza, esse curso irá fomentar e contribuir para a atração de novos investimentos no RS”, afirmou Maraschin. 
 
O diretor-superintendente do Sebrae RS, André Godoy, comentou que essa ação em conjunto tem tudo para beneficiar tanto o Estado como os inscritos na formação. “Essa parceria vai abrir as portas para que as pequenas empresas tenham caminhos para acessar mecanismos de fomento e aproveitar os incentivos fiscais, com isso alavancando as oportunidades de seus negócios”, destacou. Ao anunciar a parceria, Sebrae e Estado disponibilizaram um e-book com conceitos e o detalhamento dos programas da Secretaria de Desenvolvimento. (Jornal do Comércio)
 

Aplicativo otimiza controle da produção leiteira
 
O gerenciamento digital de informações está cada vez mais em evidência no agronegócio. Esse modelo propicia uma série de vantagens que facilitam o cotidiano do produtor rural. Além de centralizar um variado e expressivo número de dados, o controle digital possibilita análise mais dinâmica de situações. Por consequência, a tomada de decisões com mais agilidade.

A Cooperativa Languiru vem estimulando e assessorando na inserção de novas tecnologias no campo. Uma das atividades que segue renovando seus procedimentos de controle é a produção de leite, negócio caracterizado pela amplitude e volatilidade. Sendo assim, são necessárias ferramentas que garantem um domínio mais arrojado.
 
Informações sobre material genético, partos e lactação
Recentemente o Setor de Leite do Departamento Técnico lançou o aplicativo Gestão do Leite – Produtor Languiru. O aplicativo permite o cadastro de animais e informações vinculadas à reprodução de bovinos. É possível registrar a data de inseminação, o touro utilizado, a data de secagem, o número de partos e pesagens. A partir disso se obtém informações sobre a composição do plantel, idade média do primeiro parto, média de dias em aberto e produção estimada na lactação.

O aplicativo pode ser acessado gratuitamente por todos os produtores de leite da Cooperativa. Esse acesso é realizado com o uso da matrícula e senha do Cartão Azul. Também é possível que mais produtores usem o aplicativo simultaneamente. Cada propriedade possui um código, que pode ser usado por mais matrículas, na mesma propriedade rural. O Gestão do Leite – Produtor Languiru foi desenvolvido pelo Setor de Tecnologia da Informação (TI) da Cooperativa.
 
Tecnologia continua sendo aprimorada
O gerente de fomento do Setor de Leite do Departamento Técnico da Languiru, Mauro Eduardo Aschebrock, lembra que o mercado apresenta diferentes ferramentas de controle. Observa que o setor percebeu que era necessário disponibilizar uma ferramenta personalizada, em função do número de produtores e tamanho da Cooperativa. “Sempre existem oportunidades de ajustes e melhorias. Para nossa satisfação, estas sugestões estão surgindo dos próprios produtores, que já fazem uso do aplicativo”, ressalta.

Aschebrock revela que já está em andamento estudo para aperfeiçoamento do aplicativo. “Está prevista a inclusão de um novo módulo que permita fazer a gestão econômica e financeira da atividade.” (Assessoria de Imprensa Languiru)


Jogo Rápido 

Preços dos lácteos reagem no mercado internacional
Depois de fortes quedas em outubro, os preços internacionais de lácteos têm reagido desde meados de novembro. Na última terça-feira, a cotação média da tonelada de derivados subiu 0,6%, para US$ 3,610 mil, nas negociações da plataforma neozelandesa Global Dairy Trade (GDT). As rodadas de negócios na plataforma, que acontecem a cada 15 ou 20 dias, são referência para o segmento. As altas dos preços ocorreram nos dois eventos mais recentes, em 15 de novembro e 6 de dezembro. Na terça-feira, a tonelada do leite integral em pó teve pouca mudança em relação ao evento anterior, subindo 0,1%, a US$ 3,4 mil. Já a cotação do leite desnatado em pó aumentou 1,7%, para US$ 3,1 mil a tonelada. Os dois itens estão entre os mais negociados pelos agentes do segmento, que também comercializam manteiga, lactose, cheddar e outros produtos. A GDT foi fundada pela Fonterra, cooperativa da Nova Zelândia que é uma das maiores exportadoras globais de lácteos. (Valor Econômico)

 
 

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Porto Alegre, 09 de dezembro de 2022                                                  Ano 16 - N° 3.797


Como o Catar criou vacas no deserto e com ar condicionado

O Catar está na boca de milhões de pessoas em todo o mundo por ser a sede da Copa do Mundo de Futebol de 2022. Por isso, vale lembrar a crise pela qual a indústria de lácteos do país passou há alguns anos e qual foi a solução encontrada.

Já passou pela sua cabeça fornecer ar condicionado às suas vacas em um deserto para que elas possam suportar as intempéries? Se isso lhe parece uma ideia maluca, essa foi a solução que o povo do Catar encontrou para evitar ficar sem leite na crise ocorrida em 2017, além de outras alternativas que até o momento estão sendo trabalhadas.

Em junho de 2017, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Bahrein declararam boicote diplomático ao seu vizinho do Golfo, o Catar, deixando-o de mãos atadas com o fechamento de sua única fronteira terrestre, parte de suas fronteiras marítimas e espaços aéreos, com exceção de um pequeno corredor.

Com isso, o Catar começou a ficar com falta de produtos, como leite, suco, ovos e a maior parte dos produtos frescos consumidos no país.

Por essa razão, ao se ver encurralado por seus vizinhos, o governo do Catar precisou encontrar uma solução em poucos dias e essa solução foi transferir cerca de 4.000 vacas leiteiras Holandesas de partes da Alemanha, EUA, Austrália e até Turquia, por transporte aéreo. Essa importação desse grande número de vacas visava cobrir 30% a 35% da demanda diária de leite do Catar.

Após essa decisão, o Catar entrou em contato com alguns suíços com grande conhecimento sobre gado para organizar as fazendas estruturalmente para que se tornassem adequadas para os animais, acostumados com pastos mais verdes. Diante das condições do Catar, a solução encontrada foi instalar sistemas de ar condicionado no meio do deserto, razão pela qual, até hoje, o leite fabricado no Catar é uma bandeira nacionalista de que muito se orgulham.

O primeiro desses animais foi comprado de um fornecedor alemão em um voo de Budapeste, na Hungria, para o Catar.

Esta não foi apenas uma solução inovadora, mas também política, já que o bloqueio durou quase quatro anos, demonstrando o poder que o Catar tem, pois saiu vitorioso dada a pouca confiança que seus vizinhos depositavam nele. As vacas climatizadas são uma demonstração do que é realmente o poder deste país, que possui uma riqueza que permite que tenha uma importância geopolítica na região. (As informações são do Contexto Ganadero, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 48/2022 – SEAPDR
 
Nos próximos sete dias deverão ocorrer chuvas expressivas em grande parte do RS. Na quinta (08) e sexta-feira (09), a presença da massa de uma massa de ar quente manterá o forte calor em todo Estado, com temperaturas máximas acima de 35°C em diversas regiões e próximas de 40°C no Oeste. No sábado (10), a temperatura diminui e a propagação de uma frente fria no oceano manterá maior variação de nuvens e pancadas isoladas de chuva na maioria das regiões. No domingo (11), o ingresso de ar quente favorecerá o retorno do calor, com o tempo seco na maioria das regiões, e somente nos setores Leste e Nordeste deverão ser registradas chuvas isoladas.

Na segunda (12) e terça-feira (13), o deslocamento de uma frente fria vai provocar chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais isolados. Na quarta (14), o ingresso de ar seco vai garantir o tempo firme, com temperaturas amenas em todas as regiões.

Os volumes previstos deverão oscilar entre 15 e 20 mm na maioria das regiões. Na Fronteira Oeste e na Zona Sul os totais oscilarão entre 35 e 50 mm, e poderão superar 60 mm em algumas localidades do Litoral Sul.

Clique aqui e acesse os Boletins oficiais sobre clima e culturas elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Emater-RS e Irga. O documento conta com uma avaliação das condições meteorológicas da semana anterior, situação atualizada das culturas do período e a previsão meteorológica para a semana seguinte. (SEAPDR)
 

Rebanho leiteiro uruguaio reduziu, apontam dados
 
No ano passado, o rebanho de vacas leiteiras (incluindo vacas em lactação e vacas secas) do Uruguai caiu 8% em relação ao ano anterior, segundo dados primários do DICOSE divulgados na semana passada.
 
Entre as duas categorias somaram 389.872 cabeças, 33.290 a menos que em 2021 (-8%). De acordo com o diretor da Associação de Laticínios de Canelones, Justino Zavala, isso pode ter várias causas. “Pode ter vários pontos: um é o valor do gado”.
 
O rebanho de vacas leiteiras em lactação foi de 298.495 cabeças, 6% a menos em relação às 318.329 registradas em 2021. A mais acentuada foi a queda no rebanho de vacas secas, que somou 91.377 cabeças, 13% a menos que as 104.833 do ano anterior.
 
Olhando para a produção futura, o dado positivo foi para novilhas de 1 a 2 anos e maiores de 2 anos, que em ambas as categorias apresentaram pequenos aumentos, com 76.081 cabeças para as de 1 a 2 (+1,2%) e 29.829 cabeças para mais de 2. (+1%). No total, o rebanho leiteiro caiu 5%, com 679.952 cabeças. (As informações são do Blasina y Asociados, traduzidas a adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido 

Mercado leiteiro: um ano de altos e baixos!
 De acordo com o secretário executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini e com o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, a maior oferta de produtos lácteos no mercado interno, oriundos da elevada importação do produto, pressionaram as cotações do setor nos últimos quatro meses de 2022. Contudo, apesar da volatilidade do mercado, a expectativa é positiva para 2023! A live Mercado em Destaque, da última quinta-feira (08/12), fez uma retrospectiva do ano e conversou sobre as expectativas para 2023. Assista a live clicando aqui. (Destaque Rural)

 
 
 

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Porto Alegre, 08 de dezembro de 2022                                                  Ano 16 - N° 3.796


Eduardo Leite confirma Artur Lemos na Casa Civil
 
Eduardo Leite (PSDB) deu o primeiro passo na composição do secretariado de seu novo governo. O primeiro nome anunciado, no entanto, é de um “velho conhecido”. Artur Lemos (PSDB) seguirá no comando da Casa Civil, conforme anúncio realizado ontem, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF). A definição do posto foi descrita pelo governador reeleito como crucial para a costura política que acarretará no anúncio dos demais secretários. Esses nomes deverão ser revelados após a apresentação do projeto de reestruturação administrativa, que será encaminhado à Assembleia no início da semana que vem. Homem forte da transição, integrando a equipe do governo Ranolfo Vieira Júnior e também a do novo governo, Lemos tem a confiança de Leite. 
 
“O chefe da Casa Civil é a escolha de um braço direito e de um vizinho”, disse o governador, que reassume o comando do Piratini no ano que vem, lembrando que morou no Palácio em seu primeiro mandato. Além da Casa Civil, Lemos ocupou antes a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura. Quanto ao restante da composição, Leite diz que o número de secretários “não deve ser muito diferente” da atual, que conta com 25 pastas, mesmo que haja a intenção de enxugamento da máquina pública, com redução de cargos. Embora Leite não confirme números, estima-se que quase 30% dos nomes do atual secretariado sejam mantidos. “É certo que teremos outros nomes que serão mantidos”, disse em entrevista após a confirmação do chefe da Casa Civil. 
 
Questionado sobre a situação de Ranolfo Vieira Júnior, Leite disse respeitar a liturgia dos cargos, evitando especular seu nome em alguma pasta. No entanto, o governador reeleito vê Ranolfo como alguém que “conhece o governo em 360°”, tendo capacidade para ocupar qualquer posto, não ficando restrito à pasta da Segurança Pública, que ocupou em paralelo ao cargo de vice-governador. (Correio do Povo)


Conaprole decidiu suspender temporariamente a atividade industrial em algumas fábricas no Uruguai

As autoridades da cooperativa uruguaia de lácteos, Conaprole, informaram a Associação de Trabalhadores e Empregados da Conaprole (AOEC) sobre sua decisão de reorganizar o planejamento industrial com base nas capacidades de processamento existentes e na previsão de entrega de leite, garantindo ao sindicato a manutenção de todas as fontes de emprego do pessoal efetivo.
 
Em comunicado interno enviado aos funcionários, acessado pelo El Observador, foi informado que nesta terça-feira o Comitê de Capital Humano da Conaprole recebeu executivos da AOEC para informá-los sobre a situação da cooperativa e de seus produtores e sobre as estratégias produtivas para 2023.
 
Fontes ligadas à Conaprole apontaram que a principal razão para a decisão adotada é que há capacidade industrial ociosa, por consequência de dois grandes fatores: de um lado, um cenário de estiagem registrada recentemente que gerou uma queda considerável na captação de leite das fazendas leiteiras e, por outro, a retirada do mercado do Grupo Olam, que era responsável por aproximadamente 7% do total de leite que entrava diariamente nas plantas industriais da Conaprole.
 
Um responsável de alto escalão da cooperativa comentou que não haverá demissões considerando o total de 1.820 funcionários efetivos. O sindicato, após ser informado, analisa o planejamento.
 
Em relação à queda da captação ocorrida durante o pico produtivo habitual na primavera e ao que se projeta a curto prazo, espera-se que de janeiro a março a captação de leite seja 40% menor.
 
Em síntese, a cooperativa explicou que o contexto não é fácil e que era urgente otimizar os processos industriais de forma a atuar com responsabilidade, ser competitivo e poder pagar ao produtor o melhor preço possível, sem afetar as fontes de trabalho existentes.
 
A esse respeito, a Conaprole anunciou que solicitará à Caixa de Assistência Social e Seguro de Saúde do Pessoal da Conaprole (Casseco) "o apoio necessário para mitigar o impacto sobre nossos trabalhadores".
 
Menos leite
Com base em análises do Instituto Nacional do Leite (Inale), a produção de leite em outubro, mês normalmente de alta produção nas fazendas leiteiras, caiu 1,7% em relação ao recorde de outubro de 2021. Além disso, a produção acumulada nos últimos 12 meses foi 1,5% inferior ao mesmo período anterior. Até agora, em 2022, a produção é 1,8% menor que a do mesmo período de 2021.
 
“Nos últimos meses, houve uma queda nas captações de leite e também uma queda significativa nos preços internacionais, o que infelizmente ocasionou a necessidade de baixar o preço do leite ao produtor, agravando a deterioração do poder de compra do litro de leite em relação aos insumos necessários à sua produção", informou o comunicado.
 
“A isto junta-se o aumento dos custos gerais, o desaparecimento da China como importador e as dificuldades no mercado interno devido ao conflito constante sustentado ao longo do tempo”, disse.
Sobre a reorganização do planejamento industrial, a equipe foi informada de que se trata de uma “suspensão temporária da produção em fábricas de produtos em pó e que têm acesso restrito ao mercado internacional devido à tecnologia que possuem”.
 
A Conaprole propôs à AOEC estabelecer “de imediato uma área prioritária de diálogo responsável, de forma a apresentar com transparência o cenário proposto (…) de toda a cadeia leiteira", finaliza o documento.
 
Por fim, as fontes ligadas à diretoria da Conaprole consultadas esclareceram que a situação da cooperativa não é a mesma de outras indústrias locais com sérias dificuldades econômico-financeiras, o que é demonstrado pelos recentes fortes investimentos na capacidade industrial que a Conaprole tem realizado, com decisões com perspectivas de longo prazo, que vão além das circunstâncias adversas. (As informações são do El Observador, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)

 
Economista prevê melhora na demanda chinesa por lácteos

Uma recuperação na economia chinesa deve se traduzir em uma melhora na demanda de lácteos no próximo ano, disse Nathan Penny, economista agrícola sênior da Westpac Nova Zelândia, acrescentando: “Esperamos que a economia chinesa cresça 6% em 2023, com relação a apenas 3,5% durante 2022.”
 
Os preços dos leilões de lácteos em 15 de novembro subiram, quebrando uma sequência de três quedas consecutivas de preços. Os preços gerais subiram 2,4%, enquanto os principais preços do leite em pó integral registraram um aumento de 3,1%. Os preços gerais e de leite em pó integral permaneceram 18% e 19% menores, respectivamente, com relação ao mesmo período do ano anterior, aponta Penny.
 
Os preços do leilão variaram de acordo com o produto, com três produtos apresentando alta e três apresentando queda. Os preços do leite em pó desnatado aumentaram em 3,1%, assim como os preços do leite em pó integral, enquanto os preços da gordura anidra do leite (AMF) aumentaram em 2,7%. Juntos, leite em pó desnatado, leite em pó integral e gordura anidra do leite representaram 87% do produtos vendidos, o que resultou no aumento geral de preço de 2,4%.

“Esse resultado foi melhor do que nossas expectativas e a expectativa do mercado de um resultado praticamente estável”, enfatiza Penny. “O resultado positivo veio após uma flexibilização das restrições causadas pela Covid na China. A demanda chinesa por lácteos enfraqueceu progressivamente ao longo do ano devido à fraca economia chinesa”.
 
Crescimento na economia
Penny disse que o recente afrouxamento das restrições relacionadas à Covid na China pode sinalizar uma abordagem mais pragmática sendo adotada pelas autoridades chinesas. “Havíamos previsto que esse seria o caso em algum momento e, com base nisso, esperamos que a economia chinesa cresça 6% em 2023, de 3,5% em 2022”.
 
A recuperação da economia chinesa e as restrições mais brandas relacionadas à Covid devem se traduzir em uma melhora na demanda chinesa por lácteos ao longo do próximo ano, espera Penny.
 
As expectativas confirmam a previsão de preço do leite em 2022-2023 da Westpac em NZ$ 8,75 (US$ 5,49) por quilo de sólidos de leite, o que equivale a NZ$ 0,72 (US$ 0,45) por quilo de leite. “Ao mesmo tempo, o relaxamento nas restrições chinesas relacionadas à Covid e a alta nos preços da noite para o dia são um bom presságio para nossa previsão de NZ$ 10,00 (US$ 6,28) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,82 (US$ 0,51) por quilo de leite] de para 2023-2024”, disse Penny.
 
A Australian Dairy Farmers Corporation (ADFC) aumentou o preço que paga aos fornecedores. É um dos primeiros processadores a aumentar o preço nesta temporada. Até agora, poucos processadores ofereceram qualquer alteração nos preços na Austrália. Considerando a data retroativa do início de julho, uma média de AUS$ 9,90 (US$ 6,68) por quilo de sólidos de leite [AUS$ 0,82 (US$ 0,55) por quilo de leite] será paga aos fornecedores da ADFC durante a temporada 2022-2023.
 
Preço do leite
Embora os preços do leite estejam melhorando, o aumento dos custos de insumos está pressionando os produtores e processadores, disse Stephen Sheridan, o novo executivo-chefe da Australian Dairy Farmers, à mídia australiana.
 
“O custo dos insumos inclui escassez de mão de obra, preços de energia, fertilizantes, eletricidade, gás para os processadores e os custos de ração, que foram afetados pelas enchentes. Tudo isso está impactando os custos de insumos e, por sua vez, afetando a lucratividade. A inflação e as taxas de juros são um problema em toda a agricultura, mas principalmente nas fazendas leiteiras, por terem um uso intensivo de energia”.
 
De acordo com as perspectivas de curto prazo para os mercados agrícolas da União Europeia (UE), o clima quente e seco durante o verão piorou a disponibilidade e qualidade da pasto na Europa, além de menores rendimentos das principais culturas utilizadas para alimentação animal.
 
Muitos produtores já usavam parte de sua ração de inverno no verão, levando a um menor crescimento da produtividade (0,4%) e a uma maior redução do rebanho (-0,9%). Espera-se que a produção de leite da UE caia (-0,5%) em 2022. As exportações de lácteos da UE também devem cair (-7%) devido às perdas no leite em pó.
 
Em 2023, o início do ano pode permanecer desafiador para os produtores da Europa, devido aos altos custos dos insumos e uma demanda provavelmente mais fraca. Assumindo condições climáticas normais, espera-se que o crescimento da produção seja um pouco maior (0,6%) e compense uma maior redução do rebanho leiteiro (-0,8%). (As informações são do Dairy Global, adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido 

Leite: aquisição cai no terceiro trimestre
 A aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária no país foi de 6,1 bilhões de litros no terceiro trimestre de 2022, segundo os resultados das “Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha”. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume significou uma redução de 1,7% em comparação ao volume registrado no terceiro trimestre de 2021. Na comparação com o segundo trimestre de 2022, porém, houve uma alta de 11,1%. O IBGE divulgou ainda o preço do leite cru pago ao produtor no escopo da Pesquisa Trimestral do Leite. No terceiro trimestre de 2022, o preço médio por litro, em nível nacional, chegou a R$ 3,08, ante um valor de R$ 2,69 no segundo trimestre de 2022. (Canal Rural)

 
 
 

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Porto Alegre, 07 de dezembro de 2022                                                  Ano 16 - N° 3.796


Balança comercial de lácteos: importações seguem diminuindo
 
O cenário observado no último mês se manteve. O ritmo das exportações seguiu inexpressivo, enquanto as importações apresentaram recuo, mas mantiveram-se em patamares elevados, ocasionando o terceiro saldo mais negativo para o mês de novembro.
 
A desaceleração do volume importado está relacionada aos recuos dos preços dos derivados lácteos no mercado interno, nos últimos meses. O mês de novembro também foi bem desafiador para o mercado de derivados lácteos.
 
Todas as semanas do mês registraram recuos no Índice MilkPoint Mercado, sendo o último, a décima variação negativa consecutiva.
 
Este cenário se formou em meio ao aumento na oferta, devido a sazonalidade de produção e recuperação da capacidade produtiva, associado a demanda enfraquecida, com vendas travadas para a maioria dos derivados lácteos, bem como uma pressão de baixa nos preços por parte do varejo.
Em relação aos produtos mais importantes da pauta importadora em novembro, temos o leite em pó integral, os queijos, o leite em pó desnatado e o soro de leite, que juntos representaram 95% do volume total importado.
 
O leite em pó integral teve um recuo de 12% em seu volume importado. Além do leite em pó integral, o soro de leite e os queijos também recuaram. O soro recuou 11,1% e os queijos, 18,5% no volume total importado.
 
Os produtos que tiveram maior participação no volume total exportado foram o leite UHT, o leite condensado, o creme de leite, e os queijos, que juntos, representaram 91% da pauta exportadora. O leite UHT recuou cerca de 6%, enquanto o creme de leite e o leite condensado, 31% e 23% respectivamente.
 
A tabela 1 mostra as principais movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de novembro deste ano. 
 
Tabela 1. Balança comercial láctea em novembro de 2022.

 O que podemos esperar para o próximo mês?

Os dados preliminares da Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE para o terceiro trimestre de 2022, apontaram um volume total de leite captado de aproximadamente 6,0 bilhões de litros uma queda de -3,4% na captação de leite cru resfriado em relação ao mesmo período de 2021.
 
Apesar do resultado ainda ser negativo para variação trimestral, nota-se que a diferença anual tem diminuído, desde o primeiro trimestre deste ano, passando de -9,9% no primeiro trimestre, para -7,6% no segundo trimestre e -3,4% nesta prévia do terceiro trimestre. Dessa forma, apesar de ainda estar abaixo dos níveis dos anos anteriores, a captação de leite vem se recuperando.
 
Olhando para o trimestre anterior, a captação de leite se elevou em 11,1%, refletindo o efeito da sazonalidade de produção e contribuindo para elevar a oferta no mercado interno. Este cenário, associado a demanda ainda enfraquecida, vem contribuindo para ocasionar uma pressão de baixa nos preços dos derivados no mercado interno.
 
Desta forma, para o último mês do ano, com a produção interna de leite se elevando, e com preços de vendas das indústrias em patamares inferiores aos vistos meses atrás, as importações devem seguir perdendo força. Mesmo com os recuos observados para o mês de novembro, e a redução das importações esperadas para dezembro, o volume de importações deve seguir superior ao observado no último ano. (Milkpoint Mercado)


Argentina – O espelho uruguaio
 
Este artigo visa comparar a produção de leite da Argentina com a do Uruguai, país vizinho produtor e exportador de leite, para ver quais são os problemas comuns e quais são as questões domésticas.
 
Para colocar em contexto, é preciso lembrar que a Argentina, veja o gráfico de Produção de leite da América do Sul, é o segundo produtor de leite, atrás do Brasil, tem as maiores fazendas leiteiras, e é o maior exportador da região e o 3º exportador de leite em pó integral do planeta. O Uruguai é o 5º produtor (atrás do Brasil, Argentina, Colômbia e Chile) mas é o 2º exportador de lácteos competindo com a Argentina no comércio internacional de leite em pó integral. Isto não é para menos pois, o Uruguai é o país que tem a maior produção de leite per capita da América do Sul, 590 litros/habitante/ano. Tem também o maior consumo per capita da região, 266 litros/habitante/ano, mas exportam 77% de tudo o que produzem.

O Uruguai, com 5,6 milhões de litros de leite por dia, produz o equivalente a aproximadamente 70% do volume que sai da província de Buenos Aires, mas está muito próximo de nós na exportação de leite em pó integral.
 
Em 2021 exportou 28.865 toneladas para o Brasil (+17% do volume exportado pela Argentina para o mesmo destino) e em 2022 (janeiro-outubro) acumula envios de 22.216 toneladas, 35% menos do que as remessas da Argentina para o Brasil. Mas é importante observar que o exportado por ambos países para a China. A Argentina vendeu para o Gigante Asiático 3.532 toneladas de leite em pó integral de janeiro a setembro de 2022, o Uruguai já enviou 25.975 toneladas, ultrapassando a Austrália como segundo fornecedor da China desde 2021. Trabalha em competitividade há anos, inclusive, ultimamente, está em estudo um acordo de livre comércio com os asiáticos.


Quanto se fala em “competitividade” pensa-se no desempenho da produção primária e da indústria de processamento. Mas quando se trata de exportar, a competitividade não envolve somente o produtor e a indústria. É preciso o Estado com seus controles, impostos e políticas públicas necessárias para facilitar a tarefa e assegurar a entrada de divisas.
 
Estando os dois países à mesma distância da China, infere-se que a dificuldade da Argentina em aumentar as exportações é causada pela ineficiência do Estado. A cadeia láctea argentina conta com elos de produção primária altamente competentes, pois cresce mesmo tendo os menores preços da matéria-prima do mundo, e um elo industrial local com capacidade para processar com eficiência os produtos necessários para competir e abastecer o mercado interno e externo. Mas é um ônus o pesado Estado argentino com sua pressão tributária direta como o Imposto de Exportação entre outros (9% para o leite em pó integral, o principal produto lácteo exportado), e indiretos como a defasagem cambial (no mínimo 30% e os insólitos tipos de dólares fictícios existentes) somando-se a isso, o imposto inflacionário (o da Covid e da guerra que afetam a todos, mas o Uruguai tem uma inflação anual de 9%, enquanto que na Argentina chega a 83%).
 
Sem dúvida, seria promissor que a Administração atual e os que vierem reconsiderassem seriamente a mudança na forma de fazer as coisas para poder gerar a esperada reativação não somente do setor lácteo argentino (representado por 10.446 fazendas leiteiras, 670 empresas processadores e 187.000 empregos), mas também de toda a economia. (Fonte: Dairylando – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
UE aprova restrição a produtos com origem de áreas desmatadas
 
O Parlamento Europeu firmou na 3ª feira (6.dez.2022) acordo preliminar com os países da UE (União Europeia) para a aprovação de uma lei que impede a importação pelo bloco de produtos provenientes de áreas desmatadas ou degradadas. A legislação contempla diversos produtos exportados pelo Brasil, como carne bovina, café e soja. Agora, os Parlamento e Conselho europeus terão de aprovar formalmente o acordo. A nova lei entra em vigor 20 dias depois da publicação no Jornal Oficial da UE, mas alguns artigos só valerão 18 meses depois.

“As empresas também terão que verificar o cumprimento da legislação relevante do país de produção, inclusive sobre direitos humanos e se os direitos dos povos indígenas envolvidos foram respeitados”, lê-se em comunicado do Parlamento Europeu. Para serem comercializados dentro da UE, os produtos deverão ter uma declaração de que não são provenientes de áreas desmatadas ou degradadas depois de dezembro de 2020. Além de carne bovina, café e soja, a lista de produtos que deverá ter o selo inclui cacau, dendê, madeira, óleo de palma, borracha e carvão vegetal. Também contempla os derivados das commodities, como couro, chocolates e móveis.

O texto aprovado no Parlamento Europeu apresenta uma definição mais ampla de degradação florestal do que a inicialmente prevista no acordo. Ela inclui todos os tipos de florestas ao invés de somente as primárias.

Conforme o Parlamento, as empresas ainda precisarão “verificar o cumprimento da legislação relevante do país de produção, inclusive sobre direitos humanos e se os direitos dos povos indígenas envolvidos foram respeitados”. Para fiscalizar o processo, a UE terá acesso a informações fornecidas pelas empresas. Entre elas, coordenadas de geolocalização. “[As autoridades do bloco] podem, por exemplo, usar ferramentas de monitoramento por satélite e análise de DNA para verificar a origem dos produtos”, declarou o Parlamento Europeu. 

A FAO (sigla em inglês para Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) estima que 420 milhões de hectares de floresta foram desmatados de 1990 a 2020. De acordo com o Parlamento Europeu, o consumo da UE representa cerca de 10% do desmatamento global. Os produtos que mais contribuem para a percentagem são óleo de palma e soja. Relator do texto, o eurodeputado Christophe Hansen classificou a medida como “forte e ambiciosa”. Segundo ele, a legislação ajudará na proteção de florestas em todo o mundo. “Além disso, garantimos que os direitos dos povos indígenas, nossos primeiros aliados no combate ao desmatamento, sejam efetivamente protegidos”, falou. “Também garantimos uma forte definição de degradação florestal que abrangerá uma extensa área de floresta. 

Espero que esta regulamentação inovadora dê impulso à proteção das florestas em todo o mundo e inspire outros países na COP-15.” Líderes mundiais se reúnem a partir de 4ª feira (7.dez) em Montreal (Canadá) para a COP-15 (15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para a Diversidade Biológica). Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o evento visa “alcançar um acordo histórico para deter e reverter a perda da natureza, no mesmo nível do Acordo de Paris sobre o Clima, de 2015”. (Poder 360)


Jogo Rápido 

Aumento do ICMS
Com a desoneração dos combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, os governadores teriam que elevar em quatro pontos porcentuais, de 17,5% para 21,5%, a alíquota média padrão do ICMS a partir de 2023 para compensar a perda de arrecadação. É o que revela pesquisa realizada pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz). Alguns estados já encaminharam às assembleias legislativas, proposta de aumento dos impostos, entre eles, Pará, Piauí, Paraná e Sergipe; e, outros estados deverão seguir o mesmo caminho. A cobrança do ICMS desses três itens (combustíveis, energia elétrica e telecomunicações), que correspondiam a cerca de 30% da arrecadação total dos estados, caiu este ano pelo Congresso, para reduzir os preços e a inflação, antes da eleição. A medida acabou se transformando num enorme problema para os governadores, que já sentem a perda de receitas. O Comsefaz está recomendando aos estados que façam o ajuste para neutralizar o impacto das medidas que minaram a verba para políticas públicas, como saúde e educação. (Jornal do Comércio)

 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 06 de dezembro de 2022                                                  Ano 16 - N° 3.795


Sindilat destaca demandas do setor lácteo em evento da Famurs

A representação do setor lácteo no Rio Grande do Sul, a ausência de políticas de incentivo à produção, assim como o desafio da competitividade foram temas da participação do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) no 29º Seminário de Secretários (as) Municipais de Agricultura do RS. O evento realizado nos dias 29 e 30 de novembro, em Estrela (RS), tratou sobre boas práticas dos municípios em relação a governança e contou com painéis temáticos.
 
No painel Cadeia Produtiva do Leite e Regulação de Mercado, o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, pontuou que a produção está praticamente estagnada desde 2012 no Estado. “Isso vem se agravando porque não temos uma política nem no RS, nem no Brasil de incentivo. Além da pressão externa com importação de lácteos que tanto Argentina, quanto Uruguai conseguem produzir a custo menor do que no Brasil, países que recebem linhas de crédito dos seus governos para enfrentar esse momento de crise”.
 
O dirigente apresentou um comparativo em que demonstrou o aumento da importação de Argentina e Uruguai. No período de janeiro a outubro de 2021, foram 62 milhões de toneladas e no mesmo período este ano 75 milhões de toneladas.  “Essa é uma preocupação constante porque prejudica a cadeia como um todo”.
 
Coordenador técnico da Famurs, Mario Ribas do Nascimento, destacou que o painel sobre o setor lácteo qualificou a importância da produção do leite e a participação da indústria numa parceria com produtor que tem que ser estreitada e fortalecida. “Foi um painel muito importante que nivelou as grandes demandas do setor leiteiro nesse evento”.
 
O Seminário tratou ainda sobre tributação, sobre melhores práticas municipais, prognósticos meteorológicos, entre outros. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Sindilat projeta futuro de sustentabilidade do agronegócio

Com a presença de autoridades, imprensa, associados e colaboradores, o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, agradeceu a todos que trabalham junto ao Sindilat e à cadeia do leite projetando um futuro de sustentabilidade. “É com muita convicção que digo para vocês: o Agronegócio é o futuro do desenvolvimento econômico e sustentável do Brasil. Isso passa por uma produção cada ano mais eficiente, de menor impacto ambiental e alinhada com as diretrizes de um consumidor que preza pelo bem-estar animal, pela responsabilidade social e pela preservação do planeta”, destacou. A declaração foi dada durante jantar de entrega do 8º Prêmio Sindilat/RS de Jornalismo e entrega do prêmio Destaques Sindilat/RS, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, na quinta-feira (1/12).

A atuação do Sindilat foi saudada pelo governador Ranolfo Vieira Júnior, que pontuou a expressiva importância do setor lácteo no Estado, sendo atividade presente em 494 dos 497 municípios. “A produção leiteira no estado, no último ano, foi quase 4,5 bilhões litros de leite produzidos. Esses números são evidências técnicas que falam por si. Mostram a importância da cadeia do leite para o Estado do Rio Grande do Sul”, ressaltou. O governante ainda saudou os jornalistas e autoridades agraciados com as premiações. 

O prêmio Destaques Sindilat/RS, foi entregue para personalidades que se destacaram com atuação em prol do desenvolvimento do setor. Receberam a honraria: Ranolfo Vieira Júnior – Governador do RS; Domingos Velho Lopes – Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural; Marjorie Kauffmann - Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura; Arthur Lemos - Chefe da Casa Civil; Alceu Moreira - Deputado Federal; Roberto Pedroso - Pesquisador e chefe geral da Empraba Clima Temperado. A distinção também será entregue a autoridades que não puderam comparecer ao evento: Eduardo Leite - Governador Eleito do RS; Covatti Filho - Deputado Federal; Zé Nunes - Deputado Estadual. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

GDT - 06/12/2022
 

(Fonte: GDT)


Jogo Rápido 

Selo de bem-estar animal 
A Fazenda RAR de Vacaria, idealizada por Ral Anselmo Randon, é a primeira da Região Sul a receber certificado de bem-estar animal, atendendo integralmente aos critérios avaliados, que envolveram a promoção das cinco liberdades dos animais, o uso racional de antibióticos e o bem-estar das pessoas que estão na fazenda atuando no entorno deles. Na RAR, os animais são livres de sede, fome e má nutrição; livres de desconforto e exposição; livres de dor, ferimentos e doenças; livres de medo e angústia e tem liberdade para expressar comportamento natural. O CEO da Fazenda RAR, Sergio Martins Barbosa, destaca que o certificado de bem-estar animal está alinhado aos valores que norteiam a empresa. “Não há progresso se não houver o respeito pelo planeta e pelos animais que nele habitam”, pontua ele. (Jornal do Comércio)

 
 

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Porto Alegre, 05 de dezembro de 2022                                                  Ano 16 - N° 3.794


Codesul prepara projeto para mensuração de carbono via satélite
 
O Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) prepara projeto para mensuração de carbono via satélite, ação que contempla Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. A informação foi revelada pela secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, que apresentou ao setor lácteo oportunidades debatidas na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP27), relacionadas ao mercado de carbono e produção rural de baixo impacto como medidas para mitigação dos efeitos climáticos. A apresentação foi realizada para a Diretoria do Sindilat/RS, nesta quinta-feira (1/12), durante reunião no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre.
 
Na COP27, realizada no Egito, em novembro, o Estado participou levando uma Radiografia do RS, buscando reafirmar o compromisso com o futuro e prospectando interessados em financiar ações locais. Para alcançar este objetivo, uma das estratégias passará pela mensuração das emissões por satélite o que deverá ser realizado nos próximos meses, a partir de um protocolo assinado entre os estados integrantes do Codesul. “Identificamos que a atual metodologia toma por base o sistema adotado no hemisfério norte, em que o gado é criado confinado. Eles não sabem como fazemos aqui, nem que temos reserva legal e áreas de preservação permanente (APP)”, pontuou. Segundo a secretária, essa mudança precisa acontecer para valorizar a produção e os produtos do setor como um todo.
 
Presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, saudou a importância das ações de mitigação dos efeitos climáticos e destacou a necessidade de a cadeia incluir mais essas questões na pauta a fim de mensurar o impacto e os benefícios dos sistemas produtivos. “Se conseguir de alguma maneira mudar o formato como o mundo enxerga a questão do carbono relacionada à produção primária podemos vislumbrar o reconhecimento de que produzimos com respeito ao meio ambiente e assim atingirmos mercados que valorizam isso na hora da escolha”.
 
O compromisso da Secretaria, reforçou Marjorie é para renovar e fortalecer as cadeias produtivas, buscando formas de investimento e incentivo. Dentre as medidas em andamento, está o pagamento por serviços ambientais, já previsto na reformulação do Código Florestal de 2010. A Sema tem dois editais em andamento para áreas de Reserva Particular do Patrimônio Nacional (RPPN) e outro para recuperação de bacias hidrográficas. O objetivo é incluir pagamentos para diferentes atividades desde que comprovada a compensação. Dentro desta proposta, colocou a Secretaria à disposição para receber sugestões do setor lácteo e sugeriu que a cadeia organize um plano de descarbonização. “Internacionalmente os financiamentos estão sendo realizados por projetos e não por crédito de carbono. Precisamos apresentar o que fazemos com dados”.
 
Ainda como oportunidades para o setor, a secretária Marjorie destacou que o zoneamento florestal iniciado em 2010 está em fase final e já se sabe que o reflorestamento é positivo para manutenção dos recursos hídricos o que deve permitir aumentar a área de plantio. Secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, disse que isso é positivo para a cadeia, já que o alto custo da lenha usada para alimentação de caldeiras é um ponto de preocupação. A secretaria sinalizou que pode-se estudar uma forma de incentivar a produção e o consumo local, já que depois do boom das florestadeiras boa parte da madeira acaba sendo exportada para a China.
  
Desenvolvimento do setor produtivo
Nas ações para modernização e incentivo ao desenvolvimento, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento realiza o programa Energia Forte no Campo para qualificar as redes elétricas rurais, em especial passar de bifásica para trifásica. As ações estão sendo realizadas a partir de termos de cooperação com cooperativas e no próximo ano o objetivo é realizar termos com os munícipios para acelerar a implementação. Estão previstos R$ 30 milhões para 2023.
 
Na área de biodigestores o Estado desenvolveu projeto em que subsidia os juros para implementação nas propriedades. O edital de qualificação das tecnologias está em andamento e terá financiamento pelo Badesul.  (Assessoria de Imprensa Sindilat/Créditos: Carolina Jardine)


Sindilat/RS entrega 8º Prêmio de Jornalismo

O papel da imprensa na divulgação de temas e da realidade do setor lácteo gaúcho foi reconhecido, nesta quinta-feira (1/12), com a entrega do 8º Prêmio Sindilat de Jornalismo. O evento realizado no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre (RS), contou com a presença do governador, Ranolfo Vieira Júnior, além de secretários de Estado e de municípios do RS, prefeitos, deputados e associados do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS). Foram conhecidos os melhores trabalhos na categoria Online, Eletrônico e Impresso.

O presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, valorizou a presença de todos e o acompanhamento que é realizado pela imprensa. “Aos integrantes da imprensa e finalistas do prêmio Sindilat, obrigado pelo empenho e compromisso com o bom jornalismo, vocês são agentes de desenvolvimento e educação no campo”, destacou.

Na Categoria Eletrônico o primeiro lugar ficou com Débora Padilha de Oliveira e equipe, da RBS (Caxias do Sul/RS). Na On-line, venceu Camila Pessôa, do Correio do Povo (Porto Alegre/RS). O melhor trabalho Impresso foi de Nereida Vergara, do Correio do Povo (Porto Alegre/RS). Os primeiros colocados receberam troféu do Prêmio Sindilat/RS de jornalismo e um celular Iphone. 
 
Confira a lista completa abaixo.

8º Prêmio Sindilat de Jornalismo
Categoria Eletrônico
1º Lugar: Débora Padilha de Oliveira e equipe – RBS (Caxias do Sul/RS)
Trabalho: Receita bicentenária de queijo garante venda de quem mora na Serra
2º  Lugar: Gabriela Vaz Garcia e equipe – RBS (Bento Gonçalves/RS)
Trabalho: Saiba como é feito o queijo colonial em Carlos Barbosa
3º Lugar: Elizângela Maliszewski e equipe – Canal Rural (Canoas/RS)
Trabalho: Guardiãs do Leite

Categoria Impresso
1º Lugar: Nereida Vergara - Correio do Povo (Porto Alegre/RS)
Trabalho: Produção de queijo ganha força em solo gaúcho
2º Lugar: Leonardo Gottems do Santos – Revista A Granja (Porto Alegre/RS)
Trabalho:  nimo Azedando – A realidade do segmento leiteiro brasileiro
3º Lugar: João Carlos de Faria – Revista Balde Branco (São Paulo/SP)
Trabalho: Clima e custos altos afetam produção de leite no RS

Categoria On-line
1º Lugar: Camila Pessôa – Correio do Povo (Porto Alegre/RS)
Trabalho: Atividades da Expointer aproximam crianças da produção leiteira
2º Lugar: Patrícia da Silva Feiten – Correio do Povo (Porto Alegre/RS)
Trabalho: Agroindústrias crescem e aparecem
3º Lugar: Leandro Augusto Hamester – Site Cooperativa Languiru (Teutônia/RS)
Trabalho: Pró-leite – Cooperativa lança programa de suporte aos produtores de leite

CLIQUE AQUI para conferir as fotos. (Assessoria de Imprensa Sindilat/Créditos: Dudu Leal)

Aliança Láctea Sul Brasileira discute propostas para a ampliação do mercado do leite
 
“Propriedades certificadas para brucelose e tuberculose e planos de ação estaduais estão entre as medidas fundamentais para se conquistar a ampliação dos mercados para o leite e seus derivados”, defendeu Darlan Palharini, Secretário Executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) na manhã desta sexta-feira (02/12).
 
A manifestação aconteceu na reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira com representantes dos dos setores leiteiros dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo o dirigente, a proposta está concatenada com o Plano de Ações para Eficiência e Competitividade Global do Leite, que está sendo construído pela Aliança Láctea e foi trabalhado em oficina no encontro da manhã. “Estes planos estaduais podem ser construídos com a participação de produtores, indústria e principalmente com a adesão do Executivo, e o ideal é que estejam ajustados até o final do primeiro semestre do próximo ano. Com isso, teremos um alinhamento nas condições dos três estados e poderemos seguir nas questões mais objetivas para se ampliar o comércio do leite para o Brasil e Exterior”, assinalou. 
 
Airton Spies, coordenador geral da Aliança Láctea Sul Brasileira, reconhece que é longo o caminho para se assegurar a competitividade do leite e seus derivados a fim de alcançar mercados maiores, mas que o leite tem condições de assumir um posto como produto de exportação brasileiro. “É desafiador, mas com certeza o leite está em uma era em que já se pode olhar para o futuro. Há uma cadeia produtiva e um setor competitivo e, vencidas as dificuldades, poderemos furar o teto, expandindo nosso comércio para além do mercado interno, assim como foi conseguido com o gado, setor em que o Brasil é atualmente o maior exportador no mundo. O leite é forte candidato para também fazer bonito no mercado mundial”.
 
No Plano de Ações para Eficiência e Competitividade Global do Leite a Aliança Láctea Sul Brasileira trabalha com o debate de soluções para uma lista de 10 itens que são gargalos para o crescimento. Eles partem do alto preço da produção, baixa eficiência produtiva no campo e na qualidade de rendimento médio do leite. Passam pela logística, que é cara e ineficiente, pela alta volatilidade dos preços e pela falta de energia trifásica e de internet no campo. 
 
A próxima reunião ordinária da Aliança Láctea Sul Brasileira será dia 15 de março, sob responsabilidade do Rio Grande do Sul e também será realizada no formato online e presencial. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Jogo Rápido 

Jantar de Confraternização Sindilat
O Jantar de Confraternização de Final de Ano do Sindilat-RS foi um sucesso. Da apresentação dos vencedores do 8º Prêmio de Jornalismo aos Destaques de 2022, os convidados puderam celebrar as conquistas do ano com o Sindilat e parceiros em uma noite de alegria e reconhecimento no Plaza São Rafael. Obrigado a todos que participaram e contribuíram para o sucesso do evento. Confira nas fotos o clima da nossa confraternização CLICANDO AQUI. (Sindilat)