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02/06/2022

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 02 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.674


A importância do leite e derivados na tecnologia de desenvolvimento do Brasil
 
É fato que a implementação de tecnologias permite que boa parte dos processos industriais sejam realizados com maior rapidez e eficiência, aumentando a produtividade da indústria. No setor lácteo brasileiro isso não é diferente, tendo a aplicação de tecnologias evoluído notoriamente ao longo das décadas.
 
A origem do leite para consumo humano no Brasil está relacionada com a introdução do gado europeu em 1532, na Capitania de São Vicente/SP, durante o período colonial. No entanto, até meados do século XX, o consumo de leite teve caráter secundário devido à pequena oferta. Nesse período, o leite consumido não possuía nenhum tratamento e podia ser veículo de doenças para a população.
 
A pasteurização, invenção tecnológica industrial de Louis Pasteur em 1864, foi um grande avanço para a industrialização e conservação dos alimentos, possibilitando a comercialização segura do leite e maior tempo de conservação. Mais tarde, em 1952, Getúlio Vargas assinaria o decreto que aprovava o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), tornando obrigatória a pasteurização do leite (Camoleze, 2019).
 
A primeira indústria de laticínios no Brasil surgiu em 1888, em Barbacena/MG. A Fábrica de Laticínios Mantiqueira foi pioneira no Brasil e na América do Sul na fabricação de queijos e manteiga, com importação de maquinários e tecnologia holandesa. Após essa iniciativa, tecnologias europeias e americanas foram trazidas por empresas multinacionais que se instalaram no país por meio da implantação do Parque Industrial de Laticínios do Brasil.
 
Entre estas, estava a Nestlé S/A, inaugurada na cidade de Araras/SP em 1921, sendo a primeira empresa a produzir leite condensado no país. Em 1946, na cidade de São Gonçalo/RJ, fundou-se a Cooperativa de Produtores de Leite-CCPL, que foi a pioneira na produção do leite UHT no Brasil, na década de 1970 (Camoleze, 2019). Entre os anos 1990 e 2000, houve significativa expansão da mecanização no setor agropecuário, incluindo o setor produtivo de leite, sendo a adoção de tecnologias responsável por 68% do aumento da produção nacional entre 1996 e 2006 (IBGE, 2006).
 
A constante adoção de tecnologias pelo setor lácteo favoreceu a participação do Brasil entre os países exportadores de produtos lácteos, como queijos, leite em pó e manteiga, apesar de ainda ser apenas o 12° maior exportador de lácteos no ranking mundial (EMBRAPA, 2021).
 
Recentemente, com o surgimento do conceito da indústria 4.0, espera-se que as indústrias de laticínios invistam cada vez mais em tecnologias, pois sabe-se que, atualmente, a eficiência da indústria está inteiramente ligada a maquinários modernos e à prática de tomada de decisões com base em dados.
 
O uso da tecnologia na indústria láctea é essencial por permitir acompanhar todas as etapas da cadeia de produção com precisão, garantindo produtos seguros e de alta qualidade ao consumidor. Portanto, a indústria 4.0 tem vindo para somar no setor lácteo brasileiro e, claro, para dar continuidade à contribuição deste tão importante setor para o desenvolvimento tecnológico do país. (Fonte: Milkpoint)
 

Brasil lidera avanço da produtividade agrícola
 
É o que aponta estudo que será divulgado nesta quinta pelo Ipea; de 2000 a 2019, Índia ficou em segundo
 
Mesmo que a um ritmo menor do que gostariam as cadeias produtivas do agronegócio no país, os avanços observados sobretudo nas áreas de pesquisa e financiamento nas últimas décadas permitiram que o Brasil ampliasse a oferta de alimentos e se tornasse um dos maiores exportadores do setor no mundo. E não apenas com a expansão das áreas de plantio, mas também com ganhos expressivos de produtividade.
 
O estudo “Produtividade total dos fatores na agricultura: Brasil e países selecionados”, assinado por José Garcia Gasques, coordenador-geral de Políticas e Informações do Ministério da Agricultura, e José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor do Ibmec e da Universidade Federal de Viçosa (UFV), mostra que, em um grupo de 13 dos mais importantes países agrícolas do mundo, nenhum cresceu mais que o Brasil em produtividade agrícola a partir de 2000.
 
De 2000 a 2020, a produtividade total dos fatores (PTF), que mede a diferença entre o crescimento do produto e dos insumos, registrou alta de 3,18% ao ano no país. Apenas um pouco abaixo da média registrada entre 1975 e 2020 (3,79%) - intervalo maior que inclui o início da conquista do Cerrado e no qual a produção brasileira de grãos multiplicou-se por quatro (alta de 3,79% ao ano) -, e acima de “concorrentes” como Índia (2,93%), China (2,03%), Chile (1,82%), Canadá (1,8%), EUA (0,5%), Austrália (0,47%) e Argentina (0,05%). Os dados desses países são de 2000 a 2019, quando o aumento médio global foi de 1,66% ao ano.
 
Eles lembram que o fator terra continuou em expansão depois de 2020 no Brasil, principalmente com a consolidação de novas áreas de produção de grãos no “Matopiba” - confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia -, mas que a maior parte dos ganhos de produtividade observados veio de uma dinâmica tecnológica mais intensa, com mais capital e menos trabalho.
 
“O aumento da produtividade agrícola permitiu a expansão da oferta em nível maior do que o crescimento da demanda, o que reduziu o preço da cesta básica”, escreveram os autores do estudo, sem esquecer da forte alta registrada desde o ano passado, nos mercados doméstico e internacional.
Inflação dos alimentos
 
“Recentemente, a inflação de alimentos vem trazendo preocupações, mas esse aumento dos preços está relacionado a fatores externos (reabertura das economias pós-pandemia, preço elevado do petróleo, conflito Rússia e Ucrânia, bem como escassez de insumos importados da China) e internos (problemas climáticos, incerteza política e aumento dos gastos públicos). Contudo, manter o crescimento da produtividade é essencial para evitar o desabastecimento interno e contribuir, no médio e longo prazos, com o controle inflacionário”, dizem Gasques e José Eustáquio.
 
Entre 2000 e 2020, mostra o estudo que será divulgado nesta quinta-feira pelo Ipea, a taxa média de crescimento do produto na agricultura brasileira atingiu 3,76% ao ano, enquanto o avanço dos insumos foi de 0,56% ao ano. No caso dos insumos, houve incrementos médios de 0,18% em terra e de 1,22% em capital, mas recuo de 0,84% ao ano no fator trabalho.
 
“Houve aumento do crédito de investimento, com a criação de linhas de financiamento que atendessem aos diferentes portes produtivos. Pesquisas foram realizadas na tropicalização dos cultivos, na expansão do plantio direto, na integração produtiva lavoura-pecuária-floresta, assim como na maior mecanização do campo. Esses arranjos trouxeram acentuados ganhos de produtividade na agricultura brasileira”, dizem os autores do trabalho. (Valor Econômico)
 





Desemprego recua para 10,5% no trimestre
 
Resultado até abril é menor frente aos 11,1% apurados em leitura anterior. Pessoas sem trabalho são 11,3 milhões
 
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 10,5% no trimestre encerrado em abril, menor índice para o período, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da expectativa de 11% estimada por analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa entre 10,7% e 11,2%. Em igual período de 2021, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 14,8%. No trimestre imediatamente anterior, encerrado em março, o índice era de 11,1%. 
 
O país registrou abertura de 1,083 milhão de vagas em um trimestre, e a quantidade de pessoas sem trabalho diminuiu em 700 mil de uma leitura a outra. A população ocupada representou um recorde de 96,512 milhões de trabalhadores no trimestre fechado em abril, e em um ano mais 9,036 milhões de pessoas encontraram uma ocupação. O trimestre encerrado em abril também mostrou abertura de 690 mil vagas com carteira assinada no setor privado frente ao trimestre encerrado em janeiro. Na comparação com igual trimestre de 2021, espaço de um ano, 3,659 milhões de vagas com carteira assinada foram criadas no setor privado. A renda média real do trabalhador foi apurada em R$ 2.569, o que representa um resultado de queda de 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
 
Quanto aos desalentados, com números que também já exibiram recordes, nesta leitura foi apurado um total de 303 mil pessoas a menos em comparação com o trimestre encerrado em janeiro, um recuo de 6,4%. Em um ano, 1,451 milhão de pessoas deixaram a situação de desalento, o que significou um declínio de 24,6%. A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho ou não tinha experiência ou era muito jovem ou idosa ou não encontrou trabalho na localidade. E se tivesse conseguido, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial. (Correio do Povo)

Jogo Rápido 

PECUÁRIA: Seleção pública inscreve projetos 
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), abre, hoje, um processo de seleção pública para executar estudo voltado à criação de mecanismos de incentivo para a redução das emissões de carbono proveniente da produção de carne e de leite bovinos no Brasil. A iniciativa ocorre no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica celebrado entre ambas as autarquias em fevereiro deste ano. De acordo com o cronograma do edital de seleção pública, as empresas e instituições interessadas em desenvolver o estudo técnico deverão submeter propostas até as 14h de 1º de agosto. O edital completo, assim como as orientações para inscrição e envio de propostas, está disponível em bit.ly/3zbA7pb.(Correio do Povo)
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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