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01/06/2022

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 01 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.673


1º de junho: todo dia é dia do leite!
 
Dia 01 de junho é comemorado o Dia Internacional do Leite! Esta data foi estabelecida em 2001 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para que a importância do leite como um alimento global seja reconhecida. O dia primeiro de junho é comemorado anualmente em vários países, sendo uma oportunidade para conscientizar a população sobre o papel do leite e seus derivados em dietas saudáveis, bem como sobre a produção responsável de alimentos. Todos sabemos da importância do leite e seus derivados na alimentação da maioria da população mundial. Entretanto é importante ressaltar, reconhecer e comemorar como a cadeia do leite “alimenta” a vida de mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. E no Brasil, isto não é diferente.
 
Neste artigo iremos abordar a importância global do leite para a população, passando pela sua importância na nutrição humana, tecnologia, desenvolvimento e nos aspectos socioeconômicos do país.
 
A importância do leite para a nutrição humana
O leite bovino apresenta a seguinte composição média: 3,4% de proteína; 4,9% de carboidrato (lactose); 3,6% de lipídeos e 0,7% de sais minerais (Mcsweeney & Fox, 2013). Esses constituintes são responsáveis pela ampla riqueza nutricional do leite, tornando-o um alimento completo. O consumo de leite é considerado adequado para promover o crescimento de crianças e é capaz de manter a saúde e o bem-estar em humanos de todas as idades (Patton & McNamara, 2022).
 
As proteínas do leite são divididas em dois grupos, as caseínas e as proteínas do soro. A Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) classifica o leite como uma fonte de proteínas de excelente qualidade devido ao alto conteúdo de aminoácidos essenciais e elevadas digestibilidade e biodisponibilidade dos seus aminoácidos (FAO, 2013). Além disso, as proteínas do leite, especialmente as caseínas, são veículos naturais de micronutrientes essenciais, como o cálcio e fósforo. A proteína β-caseína (β-cas) possui diferentes variantes, dentre elas estão a β-cas1 e a β-cas2, sendo que, dependendo da genética do bovino leiteiro, ele produzirá leite com essas duas variantes ou com uma apenas.
 
Os animais que sintetizam somente a β-cas2 produzem o leite conhecido e rotulado como “Leite A2”! A seleção desses animais é estratégica porque esse leite apresenta uma digestão mais fácil comparada a do leite convencional. Isso pode ser explicado devido a diferença que existe na cadeia polipeptídica das duas variantes: a β-cas1 possui o aminoácido histidina (His) na posição 67, enquanto a β-cas2 apresenta a prolina (Pro) nessa posição. Durante a digestão do leite que contém a β-cas1, algumas enzimas digestivas atuam quebrando a ligação peptídica na posição 67, liberando o peptídeo β-casomorfina 7 (βCM-7) que é de difícil digestão.
 
Por outro lado, no leite A2, a presença da Pro dificulta a atuação das enzimas na ligação 67 e, portanto, praticamente não ocorre a liberação de βCM-7 na digestão desse leite. O impedimento ocorre devido à repulsão estérica em função do grande volume que o aminoácido Pro possui (Li et al., 2022). A fase lipídica do leite é composta principalmente por triglicerídeos distribuídos em glóbulos de gordura. O perfil lipídico do leite é muito diverso com cerca de 400 tipos de ácidos graxos, sendo alguns deles considerados moléculas bioativas. Por exemplo, os isômeros do ácido linoleico, conhecidos como ácidos linoleicos conjugados (CLA), presentes no leite apresentam efeitos biológicos benéficos à saúde, como capacidade de inibir o câncer e diabetes, diminuir o colesterol sanguíneo e influenciar no ganho de peso (Hageman et al., 2019). Além disso, um estudo clínico mostrou como o material da membrana do glóbulo de gordura possui poderosos constituintes para comporem fórmulas infantis (Jaramillo-Ospina et al., 2022).
 
No entanto, alguns organismos apresentam restrições em relação ao consumo de leite e derivados, como as pessoas intolerantes à lactose e os alérgicos às proteínas do leite. É importante entender que as condições de intolerância e de alergia são diferentes e independentes entre si. A alergia ao leite está associada à resposta imunológica do organismo humano às proteínas do leite, isto é, os anticorpos do organismo reconhecem as proteínas como antígenos.
 
Qualquer proteína láctea pode ser causadora de alergia, mas a beta-lactoglobulina (β-lg) é a mais relatada em casos de alergia, o que pode ser explicado pelo motivo do leite humano não possuir essa proteína em sua composição. Na realidade, a incidência de alergia é muito baixa, cerca de 2% das crianças nascem com alergia ao leite, sendo que a maioria deixa se ser alérgica antes de completar 5 anos de idade. As reações mais comuns da alergia ao leite são inchaço dos lábios, boca, língua, rosto ou garganta, e também podem causar lesões na pele, como urticária, erupção cutânea ou vermelhidão e coceira (Brozek et al., 2022).
 
Por outro lado, a pessoa intolerante à lactose não consegue realizar a digestão da lactose, isto é, o seu sistema digestivo não hidrolisa a molécula de lactose em glicose + galactose. Essa incapacidade pode ser devido à ausência da enzima lactase no organismo ou em razão da sua ação ineficiente. Dessa forma, o consumo de leite gera desconfortos, uma vez que, a lactose não digerida no intestino delgado é fermentada por bactérias no intestino grosso produzindo ácidos e gases, ocasionando diarreia. Felizmente, atualmente as pessoas intolerantes à lactose conseguem consumir lácteos graças a diversos produtos disponíveis no mercado que são “zero lactose” (possuem a lactose já hidrolisada).
 
Além disso, alguns produtos como queijos maturados (parmesão) e lácteos fermentados (iogurte) possuem concentrações muito baixas de lactose e, portanto, podem ser consumidos por pessoas com baixa intolerância. (Fonte: Milkpoint)  
 

Sindilat detalha mudanças do novo Fundopem para cooperativas e indústrias
 
Agilidade e melhorias operacionais são apontados como os principais avanços do Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem/RS) e do Programa de Harmonização do Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Sul (Integrar/RS) para cooperativas e indústrias lácteas. A avaliação dos consultores tributários Júlio Grazziotin e Nery dos Santos Filho foi apresentada em reunião virtual com representantes do setor organizada pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), nesta quinta-feira (19/05), quando detalharam as principais mudanças e oportunidades.  
 
Nery dos Santos Filho destacou que o setor consta como prioritário para obter o incentivo tendo pontuação diferenciada na apresentação de projetos. Além disso, frisou que pelo novo regramento a geração de empregos não é mais critério decisivo para obter o benefício. “O benefício está centrado no incremento de faturamento bruto, desde que haja ICMS devido”. Grazziotin explicou que antes a concessão se baseava no ICMS incremental, e agora no aumento de faturamento. O processo de concessão também se tornou mais ágil. Antes era necessário passar pelo Conselho do Fundopem e ainda aguardar decreto do Governador do Estado. Agora, a partir da aprovação pelo Grupo de Análise Técnica (Gate) e laudo técnico, a empresa tem 120 dias para comprovar que atingiu o objetivo do projeto e poderá assinar o Termo de Ajuste e o financiamento. 
 
O primeiro vice-presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, destacou que é importante o setor entender este novo formato para melhorar cada vez mais a competitividade das empresas. “Vemos o Fundopem como uma contribuição para a evolução das operações”, pontuou.   A respeito do Integrar/RS, que é um incentivo adicional, os consultores frisaram que o setor é um potencial beneficiário também por ser considerado estratégico. Além disso, explicaram que houve mudança na exigência de geração de empregos, sendo considerada esta ou a qualidade de massa salarial. “Se a empresa tem Fundopem tem direito a este incentivo também”, frisou Santos Filho.  
 
Os consultores detalharam, ainda, a possibilidade de se obter benefício via Fundopem Express, modalidade que se destina a empresas de pequeno ou médio porte, com receita operacional bruta igual ou menor a R$ 300 milhões. Neste caso, o objetivo deve ser investir em equipamentos industriais (exceto informática, móveis e utensílios). A simplificação, no Fundopem Express, se dá pelo fato de não ter financiamento, a empresa com projeto aprovado vai direto para a etapa de fruição do crédito fiscal presumido.  
 
A reunião realizada pelo Sindilat contou com a participação do Diretor-Tesoureiro, Angelo Paulo Sartori, do secretário-executivo, Darlan Palharini, além de representantes de indústrias e cooperativas atuantes no Estado. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)  
 
Volume de fretes rodoviários do agro cresceu 35% no primeiro trimestre
 
A movimentação de fretes do agronegócio aumentou 35,2% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2021, segundo a sétima edição do “Relatório Fretebras – O Transporte Rodoviário de Cargas”, criado pela plataforma Fretebras.
 
Para a empresa, esse crescimento demonstra que o transporte dos grãos e insumos está mais digitalizado. O relatório baseou-se em 2,2 milhões de anúncios de frete registrados na plataforma entre janeiro e março que, juntos, somaram R$ 18 bilhões. As cargas do agronegócio, que movimentaram R$ 6,7 bilhões, representaram 37,4% do total. Os produtos do agro mais transportados foram fertilizantes (23,4%), soja (13,2%), milho (12,7%), trigo (6,5%) e açúcar (4,3%). Os Estados que concentraram a maior parte das viagens para atender o segmento foram Rio Grande do Sul (15,7%), Mato Grosso (12,4%) e São Paulo (11,9%). “O que temos notado é que o agronegócio está cada vez mais digitalizado, com as transportadoras e os caminhoneiros autônomos utilizando plataformas online para realizar os fretes”, disse Bruno Hacad, diretor de operações da Fretebras.
 
Também conforme a pesquisa, o Rio Grande do Sul é o Estado onde as buscas por frete estão mais digitalizadas. “O grande fator que está por trás da digitalização das rotas é a pressão da inflação sobre os custos do transporte, puxada principalmente pela alta do diesel. O mercado tem notado que a contratação de autônomos usando aplicativos de frete, como o nosso, tem gerado economias de 20 a 30% quando comparado com frota própria”, reforçou Hacad. No agronegócio, a rota com mais movimentações de cargas por meio da plataforma da Fretebras no trimestre foi entre as cidades gaúchas de São Borja e Rio Grande, com 1.453 fretes, e o principal produto transportado foi o trigo.
 
Em seguida aparecem os fretes entre Primavera do Leste e Rondonópolis, ambas em Mato Grosso, com 1.196. Também se destacam as rotas entre Tupanciretã (RS) e Rio Grande (RS), com 1.107; São Luiz Gonzaga (RS) e Rio Grande (RS), 925 viagens; e Santa Rosa (RS) e Rio Grande (RS), com 904. (As informações são do Valor Econômico, adaptada pelo Sindilat)
 

Jogo Rápido 

Alteração na Tabela de IPI
O Decreto 11.087, de 30 de maio de 2022 altera a Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - TIPI, aprovada pelo Decreto nº 10.923, de 30 de dezembro de 2021, criando na tabela de incidência do imposto o desdobramento efetuado sob a forma de destaque o NCM 2202.99.00 Ex 05 - Bebidas alimentares à base ou elaboradas a partir de matérias-primas vegetais classificadas nas posições 08.01 ou 08.02, no Capítulo 10 ou no Capítulo 12, exceto a posição 12.01, que não contenham leite animal, produtos lácteos ou gorduras deles derivados em sua composição. Instituindo para este código NCM 2202.99.00 alíquota de 0%. Acesse clicando aqui. (Terra Viva)
 

 
 
 
 

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