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Porto Alegre, 10 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.668


ÚLTIMOS DIAS PARA SE INSCREVER: Lançamento do Milk Summit Mercosul terá debates sobre competitividade e mercado futuro do leite
 
A segunda edição do Milk Summit Mercosul será lançada no dia 14 de julho, no município de Ijuí (RS), com uma manhã de atividades voltadas ao setor do leite com debates sobre a competitividade da cadeia leiteira, ao mercado futuro e às políticas públicas para o setor. Celebrando o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o encontro tem início às 7h30min, com a apresentação da comissão organizadora, divulgação da programação oficial do evento e abertura das inscrições. “Será um spoiler do que estamos preparando para o evento de 14 e 15 de outubro, para o qual esperamos superar o público de 800 participantes por dia da primeira edição”, ressalta o coordenador do Milk Summit Mercosul, Darlan Palharini.
 
Entre os destaques da terça-feira está a palestra do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, sobre competitividade da produção brasileira frente aos sistemas produtivos da Argentina e do Uruguai, tema estratégico diante da crescente entrada de produtos do Mercosul. O evento também será palco do lançamento do StoneX Leite Futuro, ferramenta de gestão de risco e previsibilidade de preços. Já o Sicredi das Culturas RS/MG apresentará um painel sobre Derivativos financeiros para o agro, com Matheus Zimmermann. Na programação, espaço ainda para mesa-redonda sobre o mercado futuro do leite e a entrega do prêmio Destaques dos Produtores de Leite de Ijuí (RS), pela Prefeitura.   
 
O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Prefeitura de Ijuí, da Emater/RS-Ascar e do Impulsa Ijuí. A iniciativa conta com o apoio da Expofest, Setrem, Fecoagro/RS, Sebrae, Farsul, Senar, Fetag, Fiergs, Conseleite, Gadolando, Embrapa, Sicredi e Ministério da Agricultura.
 
Lançamento Milk Summit Mercosul 2026:
 
● Data: 14/07/2026
● Horário: A partir das 7h30min
● Local: Auditório do Sicredi. Rua São Cristóvão, número 30. Ijuí/RS 
● Inscrições: Até dia 07/07/2026, através do site (clicando aqui) ou pelo telefone (55) 99696-1665.

Pizzarias em alta: com 10,29% de aumento em 2025, setor representa oportunidade para os queijos

Com um crescimento de 10,29% em 2025, o mercado de pizzarias consolida-se como um pilar de sustentação no food service para os queijos nacionais.

Hoje, 10 de julho, comemora-se o Dia da Pizza, uma data que destaca a força de um setor do food service que é um dos maiores consumidores de derivados lácteos do país. Segundo um estudo da Apubra (Associação das Pizzarias Unidas do Brasil), nosso país atingiu a marca de 40.332 pizzarias ativas até dezembro de 2025, um número que reflete a capilaridade desse mercado em todo o território nacional. Para a indústria de laticínios, esses índices representam uma oportunidade contínua de escoamento de produção, visto que a pizza é um prato que depende diretamente da qualidade e da disponibilidade dos queijos brasileiros.

O crescimento do setor em 2025 foi robusto, registrando uma expansão de 10,29% no número de estabelecimentos em operação em relação ao ano anterior. Segundo Gustavo Cardomoni, presidente da Apubra, essa trajetória ascendente está ligada diretamente ao desenvolvimento da cadeia de suprimentos. “A muçarela é o principal insumo da pizza e, à medida que a indústria ampliou a oferta de produtos, aumentou a competitividade e elevou a qualidade dos queijos disponíveis, todo o setor se fortaleceu.”

A importância desse ingrediente é tamanha que a regionalização da produção de laticínios tem se tornado um diferencial estratégico para o crescimento local das pizzarias. Cardomoni reforça que “hoje existem laticínios fortes em diversas regiões do país, o que contribui para o desenvolvimento de mercados locais, facilita o abastecimento das pizzarias e amplia as opções para os empresários”.

Entretanto, a relação entre esses dois elos da cadeia enfrenta desafios significativos, principalmente no que diz respeito à gestão financeira frente à oscilação de preços. A volatilidade do mercado de leite, influenciada por períodos de entressafra, impacta diretamente o planejamento das pizzarias. 

O presidente da Apubra destaca que "existe uma variação sazonal que já faz parte da realidade do mercado e, por isso, empresários mais experientes costumam se planejar financeiramente para esse período. O problema acontece quando surgem oscilações muito acima do esperado, como ocorreu durante a pandemia. Nessas situações, é praticamente impossível repassar todo o aumento ao consumidor, o que reduz significativamente as margens e pode comprometer a saúde financeira do negócio”. Para garantir a saúde financeira do negócio, muitos empresários têm investido em maior capacidade de armazenamento e planejamento de fluxo de caixa para compras antecipadas. 

Por fim, o cenário do ano anterior demonstrou uma maturidade encorajadora, com o menor índice de fechamento de pizzarias da última década. Também houve uma redução de 43,8% no número de estabelecimentos inativos em comparação a 2024, sinalizando que os gestores estão mais preparados para enfrentar as adversidades do mercado. Esse ambiente de estabilidade e crescimento sustentado é o cenário ideal para que a indústria de laticínios continue investindo em parcerias de longo prazo, consolidando a pizza como um dos motores da economia láctea no food service.

Estatísticas retiradas do estudo sobre mercado de pizzas da Apubra.

EMATER/RS: Informativo Conjuntural nº 1927 – 09 jul. 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
Os produtores intensificaram a suplementação com silagem, feno e concentrados. As condições de barro aumentaram o risco de mastite, lesões de casco e pododermatite, exigindo maior atenção à higiene durante a ordenha e ao manejo dos rebanhos, inclusive nos sistemas confinados. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Gabriel, vacas alimentadas predominantemente em campo nativo apresentam forte redução na produção, quando não recebem suplementação com ração e silagem.  

Na de Caxias do Sul, nos sistemas de produção a pasto, há oferta suficiente de forragem. Porém, o encharcamento do solo dificultou o manejo, levando parte dos produtores a aumentar o fornecimento de silagem de milho para manter a produtividade. As baixas temperaturas favoreceram o bem-estar dos animais. Foram registrados casos pontuais de mastite.  

Nas de Passo Fundo e Pelotas, continua intenso o uso de silagem e de concentrados para suplementar a alimentação. A produção de leite segue estável, embora alguns municípios relatem redução da produtividade em razão das condições climáticas e das dificuldades de manejo. 

Nas de Erechim, Ijuí, Santa Maria e Santa Rosa, a suplementação com silagem de milho, feno e concentrados continua necessária para ajustar a dieta e o teor de fibra. As chuvas intensificaram a formação de barro, aumentando o risco de mastite e de problemas de casco, além de dificultarem o manejo dos animais nos corredores, nas áreas de ordenha e de alimentação. Nas propriedades com sistemas confinados, a elevada umidade também dificulta a secagem das camas. (Emater/RS)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 28/2026 – SEAPI 
Na maior parte da próxima semana, o tempo deverá se manter estável. Na sexta-feira (10/07), o tempo ainda deverá permanecer estável na maior parte do estado, com previsão de chuva apenas em alguns pontos isolados da metade norte. Nas demais regiões, não há previsão de chuva significativa, e as temperaturas estarão em leve ascensão. Entre o sábado (11/07) e o domingo (12/07), a passagem de uma nova frente fria irá trazer instabilidade para a porção mais ao norte do estado. Há previsão de chuva nesta região. Nas demais regiões, há previsão de chuva apenas em pontos isolados. Na segunda-feira (13/07), na terça-feira (14/07) e na quarta-feira (15/07), o sistema deverá se afastar, diminuindo sua influência sobre o estado. Não há previsão de chuva significativa e as temperaturas voltarão a apresentar declínio ao longo desses três dias. De forma geral, os acumulados de precipitação deverão variar entre 0 mm e 30 mm ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem superar esse valor.  (Seapi)


Porto Alegre, 09 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.667


Rabobank | Rabobank projeta freio na produção de leite e novo cenário global

A produção mundial de leite deve desacelerar em 2026, alterando o ambiente para preços, comércio e planejamento do setor brasileiro.

A produção mundial de leite deve entrar em uma nova etapa em 2026, segundo o relatório trimestral do Rabobank.
Depois da forte expansão registrada em 2025, a expectativa é de um crescimento muito mais moderado, indicando uma fase de reequilíbrio entre oferta e demanda que poderá influenciar o ambiente de negócios também para o setor brasileiro.

O relatório mostra que os principais países produtores deixam para trás um ciclo de expansão acelerada. Os chamados “Sete Grandes” — União Europeia, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Brasil, Argentina e Uruguai — deverão registrar crescimento conjunto próximo de 1% em 2026, bem abaixo dos 3,1% observados no ano anterior. A projeção indica avanço da produção no primeiro semestre, estabilização no terceiro trimestre e contração no último trimestre do ano.

Essa mudança ocorre em um contexto de rentabilidade mais apertada. O Rabobank destaca que os produtores enfrentam redução das margens devido à queda dos preços do leite combinada ao aumento dos custos de produção. Ao mesmo tempo, o comportamento dos mercados de derivados é desigual: enquanto os produtos proteicos seguem sustentados, manteiga e queijo continuam pressionados pelo excesso de oferta.

Do lado da demanda, o cenário permanece frágil. A inflação, as incertezas geopolíticas e o risco de ocorrência do fenômeno El Niño aparecem entre os fatores que continuam limitando uma recuperação mais consistente do consumo mundial.

Entre os grandes produtores, os movimentos são bastante distintos. Na União Europeia e no Reino Unido, a produção permanece elevada, mas perde intensidade após um longo período de expansão apoiado pelo ganho de produtividade. O crescimento previsto para o segundo trimestre é de apenas 0,2%, seguido por retrações próximas de 1% na segunda metade de 2026. A redução de aproximadamente 17% nos preços do leite desde setembro, somada ao aumento dos custos de energia e fertilizantes, reduziu as margens e direcionou maior volume para leite em pó desnatado e manteiga, ampliando a pressão sobre esses mercados.

Nos Estados Unidos, o cenário é diferente. O Rabobank projeta crescimento próximo de 2% na produção em 2026, sustentado por um rebanho recorde de 9,7 milhões de vacas e por ganhos de produtividade. Custos menores com alimentação e receitas adicionais provenientes da criação de bovinos destinados ao consumo ajudam a preservar as margens.

Na Oceania, a Nova Zelândia encerra uma temporada forte, com produção 3,5% superior à do ano anterior, próxima de um recorde. Ainda assim, o banco espera desaceleração para cerca de 1% em 2026/27, principalmente pelo efeito da elevada base de comparação. Na Austrália, a situação permanece mais desafiadora, com produção 0,3% inferior até abril e expectativa de nova retração semelhante na temporada seguinte, em um ambiente de custos crescentes e preços praticamente estáveis.

Na América do Sul, o Brasil também entra em uma fase de menor dinamismo. Depois do crescimento de 8,0% registrado em 2025, o Rabobank projeta estabilidade da produção em 2026, com recuos na segunda metade do ano. O relatório aponta recuperação parcial das margens, mas ressalta que a demanda continua limitada pela inflação e pelo elevado nível de endividamento.

A Argentina também deverá desacelerar. O crescimento esperado fica entre 1% e 2% em 2026 antes de perder força no final do ano, enquanto a demanda permanece concentrada em produtos de menor valor e o processo de consolidação do setor continua avançando.

Na China, a produção deverá permanecer estável em torno de 40,9 milhões de toneladas. Os ganhos de produtividade compensam a redução do tamanho dos rebanhos, enquanto o consumo cresce cerca de 2%, impulsionado pelos serviços de alimentação e por produtos de maior valor agregado. O país também deverá aumentar as importações de leite em pó integral e reduzir as compras de leite em pó desnatado.

Mais do que uma simples projeção de produção, o relatório descreve um mercado internacional que passa da expansão acelerada para um ritmo mais equilibrado. Em um ambiente de margens menores, demanda ainda cautelosa e comportamentos distintos entre as principais regiões produtoras, a evolução da oferta global tende a ser um dos principais fatores de atenção para toda a cadeia láctea ao longo de 2026.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Fedeleche


QUAL O PIB DOS LÁCTEOS?

Artigo de Paulo do Carmo Martins

O café, o açúcar e a mineração viabilizaram tudo o que importamos de produtos industrializados ao longo dos anos, até o Governo JK. Eram com os dólares da venda desses produtos agrícolas que pagávamos até as latrinas dos nossos banheiros, importadas da Europa.

 Os barões do café acumularam o capital usado para, tardiamente, iniciarmos nosso processo de industrialização, no meio do século passado. Isso explica, em grande parte, São Paulo ter saído na frente do Brasil.

 No centro de São Paulo tem o famoso prédio do Banespa (hoje farol Santander). Por décadas, foi o arranha-céu mais alto da cidade. Alí, no seu topo, disponível para visitação, você tem uma vista panorâmica de 360 graus da capital. Mas, poucos sabem que, no seu subterrâneo tem o bar do cofre, em que é possível voltar no tempo e tomar um chopp no local que ficou guardada a riqueza do agronegócio, que viabilizou o início de tudo que se vê lá do topo.

 Atualmente, agronegócio é visto como produtos de exportação. E, faz sentido. Afinal, o Brasil está entre os primeiros na exportação de açúcar, café, carnes (bovina, frango e suína), celulose, etanol, fumo, milho, soja e suco de laranja. E os lácteos?

 Os lácteos nunca são lembrados, apesar do Brasil estar entre os maiores produtores do mundo. Isso ocorre porque eles impactam negativamente a balança comercial brasileira. Importamos mais que exportamos. Mas, e sob outros ângulos, leite e derivados devem continuar a serem vistos como o patinho feio do agronegócio brasileiro?

 Celulose é um produto importante para nós. Mas, gera muito pouco emprego e é produzido em somente regiões específicas do Brasil. O suco de laranja também tem pouco impacto nacional, embora seja relevante para as regiões bem delimitadas espacialmente, que produzem e processam este fruto. Etanol está em crescimento, com vários projetos de unidades processadoras em construção. Mas, o impacto de geração de emprego é pequeno.

 Um olhar para os grãos, mostra que a produção de soja e de milho cresceu nos últimos vinte anos no Brasil de modo impressionante. O milho surpreende, por já ser possível a obtenção em até três safras em apenas um ano, algo que os produtores e técnicos de outros países não conseguem entender. Além de gerar renda em praticamente todo o Brasil, tem a virtude de ser um produto que viabiliza também o setor de proteína animal no mercado interno. O mesmo pode ser dito para a soja. Todavia, ambos geram mais renda que empregos diretos.

 Fumo tem forte impacto na geração de emprego, mas é cultura espacialmente restrita. Já o café e o açúcar, dois produtos presentes ao longo da história econômica brasileira, continuam sendo muito importantes. Mas, ambos vem perdendo vigor na geração de emprego. Sob este aspecto, as carnes suínas e de frango continuam sendo importantes na geração de emprego, enquanto que a de bovinos se destaca pela geração de renda.

E o leite? Ora! De todos os onze produtos citados, o leite ganha de todos em número de empregos diretos permanentes gerados. Além disso, gera empregos no interior do Brasil, até onde não há indústrias e serviços em grande proporção.

 Por desconhecimento técnico, além da exportação, é comum ser dada importância ao Valor Bruto da Produção de cada produto, ou seja, ao valor obtido com o produto vendido na porteira, sem beneficiamento. Sob este aspecto, dos onze produtos listados, o leite perde para sete. Mas, e se compararmos o Produto Interno Bruto (PIB) gerado por cada um produto?

O PIB tem uma metodologia única, usada por todos os países do mundo. No cálculo, não está correto somar o valor gerado em cada elo da cadeia. Portanto, para calculá-lo, exige conhecimento técnico. Pois, ao gerar um PIB anual de R$ 186 bilhões, leite e derivados conseguem distribuir estes recursos em todo o território nacional, para múltiplos segmentos que estão antes e depois da porteira. E, ao compararmos o seu PIB com o PIB dos onze produtos citados, os lácteos perdem somente para soja, milho e carne bovina. (Linkedin)

Sooro Renner divulga Relatório de Sustentabilidade 2025 e reforça ESG como eixo estratégico

A publicação reúne avanços em governança, gestão ambiental e responsabilidade social, em um contexto em que transparência e sustentabilidade ganham peso crescente na atuação das empresas.

A Sooro Renner divulgou seu Relatório de Sustentabilidade 2025, documento que apresenta os principais resultados, práticas e compromissos da companhia nos pilares Ambiental, Social e de Governança. Durante o mês de junho, o relatório consolida as iniciativas desenvolvidas pela empresa e reforça a integração da agenda ESG à estratégia corporativa, em um momento em que o tema deixou de ser apenas um indicador reputacional e passou a orientar decisões de gestão, investimentos, relacionamento com públicos estratégicos e competitividade de longo prazo.

O primeiro  Relatório de Sustentabilidade ganhou relevância especial em 2026, ano em que a Sooro Renner celebrou 25 anos de atuação. Ao reunir indicadores, projetos e diretrizes institucionais, o relatório evidencia como a empresa tem estruturado sua atuação para responder a demandas cada vez mais presentes no ambiente empresarial: uso responsável de recursos naturais, fortalecimento das relações de trabalho, impacto positivo nas comunidades, integridade nos processos e transparência na condução dos negócios.

No cenário corporativo, a agenda ESG passou a ocupar um papel central porque conecta desempenho econômico a critérios ambientais, sociais e éticos. Para empresas com atuação industrial, essa pauta ganha ainda mais importância ao envolver temas diretamente relacionados à eficiência operacional, à segurança dos processos, à gestão de riscos, à conformidade regulatória e à capacidade de gerar valor de forma consistente. Nesse contexto, relatórios de sustentabilidade funcionam como instrumentos de prestação de contas, mas também como ferramentas de gestão, ao tornar públicos os avanços, os desafios e as prioridades da organização.

No pilar de Governança, o Relatório de Sustentabilidade 2025 da Sooro Renner destaca os movimentos importantes para o amadurecimento institucional da empresa. Entre eles, estiveram a atualização do Código de Ética e Conduta, a elaboração da primeira Matriz de Materialidade do Grupo e o início da estruturação da Governança ESG. O documento também registrou a manutenção de certificações e auditorias de qualidade e socioambientais, reforçando a importância de processos formais, critérios de conformidade e mecanismos de controle para sustentar uma atuação empresarial responsável.

Na dimensão Social, a companhia apresenta os avanços em ações voltadas ao bem-estar, à saúde e ao acolhimento dos colaboradores, além de iniciativas direcionadas ao desenvolvimento de lideranças e talentos. O relatório também registrou o apoio a projetos sociais locais e incentivados, ampliando a conexão da empresa com as comunidades em que está inserida e demonstrando que a sustentabilidade corporativa também se expressa na forma como a organização se relaciona com as pessoas.

Já no eixo Ambiental, a Sooro Renner aponta os resultados ligados à gestão eficiente de recursos e à redução de impactos. Entre os destaques estiveram o recorde de reúso de água nas unidades industriais, o avanço na quantificação das emissões de CO₂ e a ampliação do volume de compensação de embalagens por meio da logística reversa. As iniciativas indicaram a busca por maior controle ambiental da operação e por práticas alinhadas às exigências contemporâneas de responsabilidade produtiva.

Mais do que apresentar números, o relatório demonstra como a sustentabilidade vem sendo incorporada à lógica de gestão da companhia. A leitura dos dados mostrou uma empresa atenta à necessidade de combinar crescimento, inovação e responsabilidade, sem dissociar resultados de compromissos ambientais, sociais e institucionais.

Segundo o Diretor Presidente da Sooro Renner, Eduardo Serra Ferreira, a construção de umfuturo sustentável depende de ações contínuas, visão de longo prazo e, sobretudo, das pessoas que impulsionam os resultados da companhia. A mensagem reforça um dos pontos centrais do relatório: a sustentabilidade não se sustenta apenas em metas ou indicadores, mas na capacidade de transformar compromissos em práticas consistentes dentro da operação. Aos 25 anos de história, completados em 2026, a companhia marcou o período com a consolidação de iniciativas que associam desempenho empresarial, responsabilidade socioambiental e governança como fundamentos para sua continuidade. Acesse aqui. (Sooro)


Jogo Rápido

Declaração de rebanho
Os produtores gaúchos têm até amanhã para entregar a Declaração Anual de Rebanho 2026 e realizar a Atualização Cadastral. O prazo, prorrogado no fim de junho, se encerra definitivamente nesta data. A declaração é obrigatória para todos os criadores de animais e deve informar os rebanhos existentes na propriedade.O procedimento pode ser feito pela internet, no portal da Secretaria da Agricultura, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária. (Zero Hora)


Porto Alegre, 08 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.666


CONSELEITE MINAS GERAIS 

A diretoria do Conseleite Minas Gerais no dia 07 de Julho de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: a) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. (Conseleite MG)


GDT 407º registra queda acentuada e reforça pressão sobre os preços globais

O 407º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou queda de 4,9% no GDT Price Index, com preço médio de USD 3.793/tonelada. O resultado foi marcado por reajustes mais acentuados em diversas categorias e reforça um ambiente internacional mais pressionado para os preços dos lácteos no curto prazo.

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Nos leites em pó, o movimento foi de reajustes. O leite em pó integral (LPI) recuou 4,4%, sendo negociado a USD 3.425/tonelada, enquanto o leite em pó desnatado (LPD) apresentou queda ainda mais intensa, de 7,0%, atingindo USD 3.135/tonelada. O comportamento reforça a perda de sustentação do segmento, em meio ao avanço sazonal da oferta no mercado internacional.

Gráfico 2. Preço médio LPI

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre queijos e manteiga, o movimento foi distinto. A muçarela avançou 3,8%, sendo negociada a USD 3.897/tonelada. Já o cheddar registrou queda acentuada de 12,3%, a maior retração entre os produtos negociados, atingindo USD 3.900/tonelada. A manteiga foi negociada a USD 5.336/tonelada, com recuo de 5,0%, enquanto a gordura anidra do leite caiu 3,9%, para USD 6.341/tonelada.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 07/07/2026 

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Volume negociado recua em período sazonal de menor produção 

O volume negociado totalizou 26.316 toneladas, aumento de 103,7% em relação ao leilão anterior. O avanço está relacionado à entrada sazonal da safra de leite da Nova Zelândia, que amplia a disponibilidade de produtos no mercado internacional. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume também apresentou alta, de 2,4%.

O aumento expressivo da oferta, combinado à queda do índice e dos preços de importantes categorias, indica que o mercado passa a absorver uma maior disponibilidade de produtos, com os compradores mantendo uma postura mais cautelosa nas negociações.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, o mercado futuro de leite em pó integral (WMP) segue indicando um ajuste nas expectativas para os próximos meses. Os contratos apresentam maior estabilidade, porém em patamares inferiores aos observados anteriormente, refletindo a expectativa de maior oferta com o avanço da safra na Nova Zelândia e na Austrália.

Esse cenário tende a limitar movimentos mais consistentes de recuperação no curto prazo, uma vez que a maior disponibilidade de leite e derivados amplia a pressão sobre as cotações. Ainda assim, a evolução da demanda internacional será determinante para definir a intensidade desse movimento ao longo dos próximos leilões.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures)

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

O resultado do GDT 407º reforça um ambiente internacional mais pressionado para os preços dos lácteos, especialmente nos leites em pó. Esse movimento tende a reduzir a sustentação externa para o mercado brasileiro e pode ampliar a competitividade dos produtos importados.

No Brasil, o leite em pó integral já vem acompanhando parcialmente o comportamento internacional, com reajustes negativos na última semana. Apesar dessa influência, a formação dos preços no mercado doméstico segue condicionada a fatores internos, como demanda, estoques, disponibilidade de matéria-prima e dinâmica de negociação entre indústria e varejo.

O câmbio permanece como uma variável importante na transmissão desse cenário. Caso o real se valorize, a queda dos preços internacionais pode favorecer ainda mais a entrada de produtos importados, reforçando a pressão sobre as cotações domésticas. Dessa forma, o mercado brasileiro deve permanecer atento à evolução da safra na Oceania, aos próximos resultados do GDT e ao comportamento das importações. (Milkpoint)

A onda de fusões e aquisições que redesenha o mapa da indústria na Argentina

O mercado lácteo argentino assiste a uma das transformações mais agressivas de sua história recente. Longe de se tratar de movimentos isolados para contornar a conjuntura do consumo, o setor atravessa uma profunda dança de fusões, aquisições e liquidações de ativos que promete redesenhar pela raiz o mapa das marcas que chegam às gôndolas e aos mercados internacionais. O dinamismo é total e os gigantes da indústria já movimentaram suas principais peças no que vai do ano.

O pano de fundo de todas essas operações corporativas é um setor primário em plena expansão produtiva, mas sob um processo de forte centralização. Segundo os últimos dados da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), a produção láctea argentina atingiu seu nível mais alto em uma década durante o primeiro quadrimestre do ano, registrando 3,5 milhões de litros entre janeiro e abril, o que representa um aumento de 9,3% em relação à média da última década. A produção média diária por fazenda chegou a 3.287 litros (27% acima do rendimento dos últimos cinco anos), mas esse crescimento convive com uma marcada concentração da oferta: as fazendas de maior escala — aquelas que superam os 10.000 litros diários — já representam quase 30% da produção nacional, frente aos magros 5% registrados em 2010.

Nesse cenário de maior volume, as grandes corporações aceleraram suas estratégias de consolidação e saída. O primeiro grande marco do ano se consolidou no fim de março, quando Arcor e Danone anunciaram a aquisição da totalidade do pacote acionário da Mastellone Hermanos S.A., dona da emblemática marca La Serenísima. A operação, executada por meio da Bagley Argentina S.A., permitiu que elas selassem o controle de 100% da companhia e unificassem o rumo estratégico da líder do mercado local. Ambos os grupos econômicos assumiram o controle dos 51,32% restantes do capital social e dos votos que permaneciam nas mãos da família fundadora e do fundo de investimento Dallpoint Investments LLC.

Em fevereiro, o tabuleiro voltou a ser sacudido com a retirada de quem vinha liderando o mercado local: a multinacional canadense Saputo assinou um acordo para vender 80% de sua divisão láctea na Argentina ao holding peruano Gloria Foods. A transação foi fixada em um valor aproximado de US$ 630 milhões — o que permitirá ao gigante de Montreal receber receitas líquidas estimadas em US$ 400 milhões depois dos impostos —, tornando-se uma das maiores operações da indústria alimentícia local nos últimos anos. O movimento gerou forte impacto e surpresa no setor, já que a Saputo se posicionava como a indústria número um em recepção de leite na Argentina, processando mais de 3,5 milhões de litros diários durante o período 2024/2025 por meio de suas duas plantas de produção e marcas com forte penetração nas gôndolas, como La Paulina, Ricrem e Molfino.

De acordo com a empresa, que é listada na Bolsa de Toronto e informou que sua filial argentina gerava receitas de 1,2 bilhão de dólares canadenses (próximo de 7% de seu faturamento global), a decisão responde a uma otimização de sua presença global. De fato, os canadenses manterão 20% das ações, o que lhes permitirá preservar o fluxo de exportações, e a nova gestão sob a Gloria Foods continuará fabricando produtos específicos em nome da Saputo. O holding peruano, por sua vez, já operava no país por meio da Corlasa, processando cerca de 800.000 litros diários. Ao assumir o controle da maior plataforma exportadora de queijos da Argentina e somar a ela o volume da Saputo, a fusão os transforma, por ampla margem, na nova empresa número um do setor lácteo argentino. Além disso, já definiu sua estratégia: La Paulina será a marca principal e o coração de sua expansão para disputar a liderança definitiva contra players do porte de Mastellone Hnos. e Adecoagro.

Precisamente, o vento favorável do comércio exterior é o grande ímã para esses capitais. As exportações do complexo lácteo atingiram 130.000 toneladas no primeiro quadrimestre, consolidando o maior volume desde 2012, por um valor de US$ 455 milhões (FOB). Com o Brasil consolidado como o principal destino — recebeu mais de 60.000 toneladas, 40% a mais que no ano anterior — e mercados como Argélia, Chile e China completando o pódio, a escala exportadora passou a ser a chave da rentabilidade.

Paralelamente aos acordos entre privados, o âmbito judicial impôs um ponto de inflexão definitivo ao caso mais crítico e prolongado da indústria nacional: a situação da SanCor. A histórica cooperativa de Sunchales, que pediu sua própria falência após acumular um passivo de US$ 120 milhões, entrou em sua etapa de liquidação pública. O juiz Marcelo Germán Gelcich assinou a resolução para colocar à venda todos os seus ativos divididos em sete lotes, com uma base total de US$ 52,1 milhões.

A disputa despertou um interesse extremamente competitivo, atraindo a apresentação formal de seis proponentes de peso, segundo fontes do mercado: Savencia — dona da Milkaut —, Adecoagro, Elcor — titular da marca La Tonadita —, La Tarantela, Punta del Agua e o empresário de mídia Gustavo Scaglione. O grande objeto de desejo da licitação é o lote número sete, que reúne as marcas e os bens intangíveis da companhia, cotado com uma base própria de US$ 24,7 milhões. O mercado reconhece que, para além do estado da infraestrutura fabril, o enraizamento da marca SanCor continua sendo um ativo de ouro para ganhar posicionamento rápido no consumo de massa.

Como corolário dessa febre de movimentações, o mercado segue testando o apetite dos investidores internacionais. O sintoma mais recente dessa tendência são as versões sobre o futuro da Establecimientos San Ignacio S.A., a histórica empresa santafesina fundada em 1939 e principal exportadora de doce de leite do país. A companhia atravessa negociações “muito avançadas” — embora não queiram dar declarações — para ser adquirida pelo holding Mexicana de Industrias y Marcas (MIYM). O grupo de Puebla, especialista em soluções industriais de envase e que já adquiriu este ano as PMEs locais Lácteos Aurora e Lácteos Karina, vê na San Ignacio uma plataforma estratégica para entrar com força no negócio global de doce de leite e queijo azul.

Essa sequência de operações deixa clara o paradoxo central do setor. Enquanto as estruturas mais rígidas e endividadas caem pelo próprio peso, o recorde exportador, a alta eficiência das fazendas concentradas e o valor das marcas tradicionais operam como um ímã. (As informações são da Forbes Argentina)


Jogo Rápido

Ainda dá tempo de participar! 
As inscrições para o lançamento oficial do Milk Summit Mercosul 2026 seguem abertas. No dia 14 de julho, em Ijuí, especialistas discutirão a competitividade da produção de leite frente à Argentina e ao Uruguai, mercado futuro, derivativos financeiros para o agro e políticas públicas para o setor. A programação inclui ainda mesa-redonda com lideranças da cadeia leiteira e o lançamento da ferramenta StoneX Leite Futuro. Garanta sua inscrição clicando aqui. (SINDILAT/RS)


Porto Alegre, 07 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.665


Muito além do rótulo: como as embalagens viraram plataformas para o marketing de causa

Os espaços nas embalagens, inclusive dos lácteos, vêm sendo usados para aproximar causas sociais do consumidor, saiba mais.

Caixas de leite e até etiquetas deixaram de servir apenas para informar composição, validade e modo de uso. Esses espaços vêm sendo usados, cada vez mais, para disseminar mensagens de conscientização e aproximar causas sociais e ambientais da rotina do consumidor - um movimento que ganha força à medida que cresce a expectativa de que as marcas assumam um papel mais ativo não apenas no debate público, mas também na promoção de mudanças concretas na sociedade.

Uma das empresas que apostam nessa estratégia é a Piracanjuba. Desde 2024, a marca de laticínios utiliza suas embalagens de leite para divulgar fotos de pessoas desaparecidas em parceria com a ONG Mães da Sé. Recentemente, a companhia decidiu ampliar o escopo da iniciativa social e desde abril passou a estampar mensagens de conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA) nas caixinhas distribuídas por todo o país.

As frases curtas e diretas, como “autismo não é doença” e “cada pessoa autista é única”, foram elaboradas em parceria com a organização Autistas Brasil. “O Brasil é hoje um dos maiores polos de desinformação sobre autismo. Então, pensamos em mensagens curtas, com respaldo científico, mas que fossem compreensíveis para qualquer pessoa”, afirmou ao Valor, o presidente da entidade, Guilherme de Almeida.

Segundo o executivo, trata-se de uma das maiores campanhas com essa temática no mundo, por causa do alcance dos produtos da Piracanjuba, que distribui cerca de 50 milhões de litros de leite por mês em todo o país. A diretora de marketing do grupo de laticínio, Lisiane Campos, conta que houve adesão de supermercados, que voluntariamente - e sem custos - passaram a veicular informações sobre autismo nos telões e encartes. “Estamos vendo um enorme engajamento espontâneo”, disse.

As campanhas se tornarão recorrentes. Em agosto, as embalagens voltam a trazer rostos de desaparecidos; e em abril, será a vez novamente das mensagens sobre autismo. Para a diretora-presidente (CEO) da agência Ampfy, Andrea Siqueira, a estratégia vai além de uma ação pontual de comunicação. “A embalagem virou uma plataforma de conscientização. A ideia é usar essa capilaridade para falar de temas urgentes da sociedade”, disse ela, que também é responsável pelo projeto.

A iniciativa vai ao encontro do que os consumidores entendem como papel social das companhias. Estudo da consultoria Ipsos aponta que 85% dos brasileiros acreditam que as empresas têm o dever de contribuir com a sociedade; no mundo, esse indicador é de 82%. Segundo o gerente sênior de reputação corporativa e opinião pública da Ipsos, Rafael Pisetta, isso acontece porque existe uma percepção crescente de que apenas ações individuais não são suficientes para enfrentar problemas como mudanças climáticas, desigualdade ou inclusão social.

Além das questões sociais, os temas ambientais estão no radar das empresas, em linha com a demanda dos consumidores. Levantamento da Kantar indica que mudanças climáticas (44%), conflitos internacionais (39%), uso de recursos naturais (35%) e temas sociais (29%) estão entre as principais preocupações dos brasileiros na atualidade.

Ainda assim, o executivo de marketing da Kantar Brasil, Rafael Farias Teixeira, diz que há uma contradição entre discurso e prática. Embora 87% dos brasileiros afirmem desejar escolhas mais sustentáveis, apenas 35% dizem ter efetivamente mudado hábitos de consumo. O principal freio continua sendo o preço: 35% acreditam que produtos sustentáveis custam mais caro, enquanto 33% dizem não ter informação suficiente sobre as ações das empresas.

Essa necessidade de transparência aparece também nos estudos da Ipsos. Mais da metade dos entrevistados afirmam que existe pouca informação disponível sobre projetos de sustentabilidade e que as empresas deveriam comunicar melhor suas iniciativas.

O Grupo Boticário busca tornar as suas iniciativas ambientais mais palpáveis para os consumidores. Um exemplo disso é o programa Boti Recicla, que coleta embalagens vazias de cosméticos de qualquer marca desde 2006. O projeto, que nasceu antes mesmo de existir regulamentação sobre logística reversa no setor de beleza, conta com cerca de 4 mil pontos de coleta no Brasil e em Portugal. Segundo o diretor de ESG do Grupo Boticário, Luis Meyer, a ideia era ampliar a responsabilidade da empresa em relação ao produto em si e incluir o pós-consumo das embalagens.

Em 2025, o programa montou uma loja temporária em São Paulo, a Boti Recicla Store, na qual os consumidores podiam “comprar” produtos da marca usando resíduos recicláveis como moeda de troca. A ação reuniu mais de 680 participantes e arrecadou acima de uma tonelada de resíduos em apenas três dias. Uma balança interativa mostrava, em tempo real, a estimativa de CO2 evitado a cada descarte realizado. Segundo a empresa, não há data para novas empreitadas como essa.

Além do impacto ambiental, a companhia diz que o programa também fortalece cooperativas de reciclagem e amplia a conscientização sobre descarte correto. “Hoje, sustentabilidade não pode ser tratada como diferencial, mas como prática contínua”, diz Meyer.

Para Pisetta, da Ipsos, iniciativas como essas tendem a ganhar força - mas precisarão cada vez mais mostrar resultados concretos ao consumidor. O estudo da consultoria informa que confiança virou elemento central para o marketing de causa: 62% preferem comprar produtos ligados a ONGs reconhecidas, enquanto 71% afirmam priorizar marcas em que confiam.

Ao mesmo tempo, cresce o receio de “greenwashing” e “social washing” - quando o discurso de marketing não está calcado em iniciativas concretas que beneficiam o meio ambiente nem a sociedade, respectivamente. Segundo a Ipsos, o consumidor quer “impacto visível”: entender quanto mudou, para quem mudou e quais resultados foram alcançados. Na avaliação de Pisetta, a própria embalagem pode ajudar a tornar esse impacto mais tangível. QR Codes com vídeos, fotos e indicadores de impacto social ou ambiental podem ganhar espaço nos próximos anos, aproximando o consumidor das ações realizadas pelas marcas. “O brasileiro não é indiferente às causas. Ele quer participar, mas espera transparência, clareza e que isso não aumente o custo de vida”, resume.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint.


GDT - GLOBAL DAIRY TRADE

Fonte: GDT adaptado pelo Sindilat/RS

Fundesa-RS altera modelo de arrecadação para bovinos e búfalos a partir de julho

A cadeia produtiva de bovinos e búfalos de corte e leite no Rio Grande do Sul passa a adotar um novo modelo de contribuição ao Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS), vinculado aos dados da Declaração Anual de Rebanho. A mudança encerra o recolhimento realizado no momento do abate, transferindo a cobrança para a base do rebanho declarado, com pagamento feito diretamente pelo produtor.

A medida deveria valer a partir de 1º de julho, mas em função da prorrogação do prazo para a Declaração Anual de Rebanho até o dia 10 de julho, a emissão do boleto poderá ser realizada a partir do dia 15 deste mês. Com a alteração, todos os criadores passam a participar da manutenção do fundo proporcionalmente ao número de animais declarados, independentemente da destinação para o abate.

Cada pecuarista com propriedade cadastrada no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) da Secretaria da Agricultura, e que tiver o cadastro atualizado, receberá, por e-mail, o link para geração do boleto. Caso a mensagem não seja recebida, o produtor deverá acessar o site do Fundesa, clicando no banner que será disponibilizado a partir do dia 15. O valor corresponde a R$ 1,33 por animal declarado. A saída definitiva de animais vivos para outros estados ou países também pagará R$ 1,33 por cabeça. Já animais que retornam ao Rio Grande do Sul após participação em eventos e exposições não sofrem nova taxação, conforme o regulamento do fundo.

Para animais com valor genético, reprodutores, o pagamento é de R$ 2,67, porém a emissão deverá ser realizada como antes, via site guiasfundesa.com.br.

Procedimentos para pagamento

O pagamento da contribuição deve ser efetuado até o último dia útil de julho. Devido à prorrogação do prazo da Declaração Anual de Rebanho em 2026, o prazo para quitação sem incidência de juros ou multas foi estendido até 31 de agosto. Os produtores com cadastro atualizado no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) receberão o link para emissão do boleto via e-mail, pelo remetente comunicados@comunicados.guiasfundesa.com.br. Caso a notificação não seja recebida, o contribuinte deve acessar o site oficial do Fundesa-RS (fundesa.com.br), selecionar o banner específico para bovinos e búfalos que será disponibilizado a partir do dia 15 de julho, e inserir CPF ou CNPJ para gerar a guia.

Em caso de divergências ou dificuldades na emissão, o Fundesa-RS disponibiliza atendimento via WhatsApp pelo número (51) 4042-1901.

Finalidade do fundo

O Fundesa-RS é um fundo privado, constituído por entidades representativas de produtores e agroindústrias das cadeias de aves, suínos e bovinos de corte e leite. Os recursos arrecadados se destinam a indenizações ágeis e transparentes de produtores em casos de focos de doenças como a febre aftosa. O Fundo também atua, através de um Plano de Ação elaborado junto à Secretaria da Agricultura, para o custeio de equipamentos, treinamentos e tecnologias voltados à defesa agropecuária.

A manutenção da regularidade junto ao Fundesa é condição para que a propriedade seja elegível ao recebimento de indenizações por sacrifício sanitário. (FUNDESA)


Jogo Rápido

Programa Bônus Mais Leite consolida novo modelo de apoio aos produtores de leite
Lançado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural [SDR], em novembro de 2025, o Programa Bônus Mais Leite encerrou o Plano Safra 2025/2026, em 30 de junho de 2026, consolidando-se como uma política pública inédita de apoio à cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul. Ao longo de sete meses, o programa recebeu 3,4 mil solicitações de enquadramento. Após análise técnica, foram aprovados 3.072 projetos de crédito, permitindo aos produtores acessar a subvenção estadual prevista pelo programa.  A iniciativa movimentou R$ 181,9 milhões em financiamentos rurais e beneficiou mais de 2,8 mil famílias da agricultura familiar.O programa foi criado em um momento de dificuldades enfrentadas pelo setor, marcado principalmente pela redução do preço pago ao produtor, pelos elevados custos de produção e pelos prejuízos acumulados em decorrência dos eventos meteorológicos extremos registrados nos últimos anos.O secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, destacou que a iniciativa representa um marco nas políticas públicas do Rio Grande do Sul ao instituir, pela primeira vez, um modelo de subvenção ao crédito rural destinado aos produtores de leite da agricultura familiar, por meio da amortização direta de financiamentos do Pronaf.  "O Estado não contava com um mecanismo dessa natureza, capaz de transferir recursos diretamente aos produtores", afirmou.Do total de operações aprovadas, 1.085 correspondem a financiamentos para investimentos e 1.987 a operações de custeio, totalizando R$181,9 milhões em crédito rural. Com isso,o governo do Estado concede R$29,8 milhões em subvenção. (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 06 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.664


Lançamento do Milk Summit Mercosul terá debates sobre competitividade e mercado futuro do leite

A segunda edição do Milk Summit Mercosul será lançada no dia 14 de julho, no município de Ijuí (RS), com uma manhã de atividades voltadas ao setor do leite com debates sobre a competitividade da cadeia leiteira, ao mercado futuro e às políticas públicas para o setor. Celebrando o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o encontro tem início às 7h30min, com a apresentação da comissão organizadora, divulgação da programação oficial do evento e abertura das inscrições. “Será um spoiler do que estamos preparando para o evento de 14 e 15 de outubro, para o qual esperamos superar o público de 800 participantes por dia da primeira edição”, ressalta o coordenador do Milk Summit Mercosul, Darlan Palharini.

Entre os destaques da terça-feira está a palestra do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, sobre competitividade da produção brasileira frente aos sistemas produtivos da Argentina e do Uruguai, tema estratégico diante da crescente entrada de produtos do Mercosul. O evento também será palco do lançamento do StoneX Leite Futuro, ferramenta de gestão de risco e previsibilidade de preços. Já o Sicredi das Culturas RS/MG apresentará um painel sobre Derivativos financeiros para o agro, com Matheus Zimmermann. Outro tema relevante será o da competitividade associada às políticas públicas, apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena. Na programação, espaço ainda para mesa-redonda sobre o mercado futuro do leite e a entrega do prêmio Destaques dos Produtores de Leite de Ijuí (RS), pela Prefeitura.   

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Prefeitura de Ijuí, da Emater/RS-Ascar e do Impulsa Ijuí. A iniciativa conta com o apoio da Expofest, Setrem, Fecoagro/RS, Sebrae, Farsul, Senar, Fetag, Fiergs, Conseleite, Gadolando, Embrapa, Sicredi e Ministério da Agricultura.

Programação:

  • 07h30min - 08h30min: Milk Break & Networking: café da manhã de recepção com espaço para conexões e trocas de experiências 
  • 08h30min - 08h40min: Lançamento Milk Summit Mercosul 2026: Apresentação da Comissão Organizadora, lançamento da programação oficial e abertura das inscrições 
  • 08h40min - 08h50min: Convite para participação da Expofest Ijuí 2026: Presidente Antônio Tambara e Soberanas da Expofest Ijuí 2026 
  • 08h50min - 09h30min: Competitividade do leite frente à Argentina e Uruguai: Palestra com Glauco Carvalho (Embrapa Gado de Leite) 
  • 09h30min - 09h55min: Lançamento StoneX Leite Futuro: Palestra com Marianne Tufanni (StoneX) 
  • 09h55min - 10h20min: Derivativos financeiros para o agro: Matheus Zimmermann (Sicredi das Culturas RS/MG)
  • 10h20min - 10h45min: Competitividade e Políticas Públicas: Palestra com Márcio Madalena - Secretário de Estado (Seapi) 
  • 10h45min - 12h00min: Mesa-redonda: O mercado futuro do leite, com Sindilat/RS, Embrapa, StoneX, Sicredi, Seapi, FecoAgro, Mapa, Sebrae, Farsul, SDR, Senar, Fetag, Emater, Prefeitura de Ijuí.
  • 12h00min - 12h20min: Prêmio: Destaques dos produtores de leite de Ijuí - Prefeitura e comissão 
  • 12h20min - 12h35min: Fala das autoridades e encerramento 
 Lançamento Milk Summit Mercosul 2026:
  • Data: 14/07/2026
  • Horário: A partir das 7h30min
  • Local: Auditório do Sicredi. Rua São Cristóvão, número 30. Ijuí/RS 
  • Inscrições: Até dia 07/07/2026, através do site ou pelo telefone (55) 99696-1665.

Leite vive momento de estabilidade

Cotação média em junho foi de R$ 2,42 o litro ao produtor, enquanto os custos tiveram deflação em maio

O valor de referência do leite no mês passado ficou projetado em R2,4281, pequena queda em relação ao o número consolidado de maio, em R$ 2,4302, "mantendo a trajetória de estabilização observada no mercado", destacou o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleit/RS), que divulgou os preços. 

O setor enfrentou recentemente uma situação mais complicada em relação a cotações aos produtores. Em janeiro o valor de referência estava em 2,0560, enquanto no último mês de 2025 em R$ 2,0180."Mostra a estabilidade que temos tido neste ano de 2026", avalia o momento Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados [Sindilat/RS]. 

"Diria que o ano de 2026, por enquanto, está positivo para o segmento do produtor, da indústria e do consumidor também, que não está tendo grandes aumentos nos derivados lácteos", resume. Conforme ele, após uma "boa recuperação no mês de abril", maio também seguiu estável, assim como em junho. 

"Com isso, a gente entende que o cenário tá positivo para o setor, claro que com margens mais ajustadas do que foi o ano de 2024 e o primeiro semestre de 2025", complementa.Palharini acrescenta ainda que não tem ocorrido um "aumento significativo" nos custos de produção, sobretudo em relação aos insumos para a ração a milho e farelo de soja. "Então, eu diria que é um cenário que, para o produtor, mesmo que a margem seja pequena, está mais confortável do que aqueles períodos onde a gente tinha um aumento significativo de preço e depois uma queda também bastante forte", ressalta. Mas como negativo no cenário, segue a alta importação de leite em pó. 

"Nós tivemos essa questão do dumping que ficou provado que a Argentina e o Uruguai usaram esse expediente, mas o governo não incrementou nenhuma alíquota complementar para a entrada desses produtos", lamenta. Segundo ele, a participação do leite em pó e derivados está em quase 10% do consumo nacional, média que, até 2022, representava até 2%.

Deflação: Já o Índice de Inflação para a Produção de Leite Cru, calculado pela Farsul, registrou deflação de 0,72% em maio. "O recuo no indicador mensal trouxe um alívio pontual aos custos de produção da cadeia leiteira gaúcha, impulsionado pela maior estabilidade cambial e por um arrefecimento dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo", explica nota da entidade."Apesar do recuo no agregado, a estrutura de custos ainda enfrenta pressões pontuais. A energia elétrica foi o principal vetor de alta em maio, com elevação de 6,2%, reflexo de alterações na faixa horária de consumo e bandeiras tarifárias mais caras. O sal mineral também registrou alta de 2,4%, impulsionada por problemas logísticos no Marrocos que encareceram o ácido fosfórico", complementou.Em janeiro o valor de referência do litro de leite estava em R$2,05. (Correio do Povo)

Balança comercial dos lácteos registra recuo em importações e exportações em junho

O mês de junho apresentou leve recuo nas importações e nas exportações. As importações totalizaram 211 milhões de litros em equivalente-litro, enquanto as exportações foram de 4,4 milhões de litros em equivalente-litro.

Apesar do déficit da balança comercial ter se mantido, houve um recuo de 8 milhões de litros em equivalente-litro, totalizando 206,6 milhões de litros em equivalente-litro de déficit na balança comercial.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

As importações registraram recuo de 4,2% em relação ao mês anterior. Apesar desse recuo, os volumes importados ainda apresentaram avanços relevantes comparados ao mesmo período do ano anterior, totalizando um avanço de 35,2%.

Gráfico 2. Importações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

Os principais movimentos observados nas importações foram:

O leite em pó integral, principal produto da cesta de lácteos importados, apresentou recuo de 6% no volume importado na comparação mensal; 

Já o leite em pó desnatado apresentou alta de 8% na comparação mensal, atingindo o patamar de aproximadamente 3,85 mil toneladas.  

A categoria de queijos, que correspondeu a 24% do volume importado, apresentou recuo de 11% no volume. 

A subcategoria de “queijo tipo mussarela, fresco (não curado)” contribuiu com uma queda de 22% dentro da categoria. 

Já em relação às exportações, junho apresentou recuo de 23,9% frente ao mês de maio, passando de 5,8 milhões de litros em equivalente-leite para 4,4 milhões de litros em equivalente-leite. O volume exportado também apresentou queda em relação ao mesmo período do ano anterior, que apresentou 5,0 milhões de litros em equivalente-litro, indicando um recuo de 13,0%. Esse movimento mostra uma leve redução dos embarques, apontando para um cenário de baixa competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. 

Gráfico 3. Exportações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado a partir dos dados da COMEXSTAT.

Nas exportações de junho, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos: 

Soro de leite: principal item da pauta exportadora brasileira, apresentou recuo de 19% no volume embarcado;

O leite condensado, segundo principal produto na cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 35%. 

Por último, o creme de leite, que representou 11% da cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 44% na comparação mensal. 

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de junho de 2026 e maio de 2026.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em junho de 2026

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

Tabela 2. Balança comercial de lácteos em maio de 2026

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

O que podemos esperar para os próximos meses?

Em junho, as importações voltaram a recuar na comparação mensal, mas seguiram em níveis elevados no comparativo anual, ficando 35,2% acima do volume registrado no mesmo mês do ano passado.

Para o restante do ano, a expectativa é de que as importações continuem acima dos níveis observados em 2025, embora sem grandes oscilações no curto prazo. Esse cenário é sustentado, principalmente, pela maior disponibilidade de leite no Mercosul, com a produção uruguaia e argentina em volumes elevados. Esse contexto amplia a oferta de produtos importados ao Brasil e tende a pressionar os preços dos derivados no mercado.

Além disso, o ambiente socioeconômico internacional tem causado uma maior volatilidade do dólar. Ainda assim, no comparativo anual, o câmbio segue favorecendo a competitividade dos produtos externos, reforçando a atratividade das importações e mantendo o mercado doméstico mais exposto à concorrência com os derivados importados. (Milkpoint)


Jogo Rápido

RS terá tempo seco no fim de semana e retorno das chuvas nos próximos dias
Na próxima semana, a chuva deverá continuar, principalmente na metade Norte do estado. É o que prevê o Boletim Integrado Agrometeorológico 27/2026, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).   Sábado (4/7): neste dia e até a manhã de domingo, a frente fria que ingressou no estado a partir da quinta-feira anterior já não estará mais influenciando o tempo no território gaúcho. Por conseguinte, não há previsão de chuva significativa na maioria das regiões. Domingo (5/7): ao final do dia, uma nova frente fria estará se aproximando do estado, trazendo instabilidade para os próximos dias. Segunda-feira (6/7) e terça-feira (7/7): uma nova frente fria deixará o tempo instável em praticamente todo o estado. Assim, há previsão de chuva para todas as regiões, com os maiores volumes previstos novamente para a metade Norte do estado. Quarta-feira (8/7): o sistema se afastará, reduzindo sua influência sobre o estado. Há apenas previsão de chuva isolada. Os acumulados de precipitação deverão variar entre zero e 50 milímetros ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.


Porto Alegre, 03 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.663


Governo do RS investe R$ 30 milhões na compra de leite em pó da agricultura familiar

O governo do Rio Grande do Sul formalizou contratos com nove cooperativas da agricultura familiar para a aquisição de mais de 740 toneladas de leite em pó. O produto será destinado a Pontos Populares de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Ppssan) e à rede socioassistencial de municípios para o atendimento de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social e de insegurança alimentar, além de estabelecimentos prisionais do estado.

Com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), o valor investido soma R$ 30 milhões. A compra ocorre no âmbito do Programa Estadual de Compras da Agricultura Familiar (Pecaf/RS), na modalidade de Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite. Todas as cooperativas fornecedoras foram selecionadas através de chamada pública.

Apoio aos Ppssan e à rede socioassistencial

Por meio da Secretaria Desenvolvimento Social (Sedes) foram adquiridas cerca de 540 toneladas de leite em pó de seis cooperativas para distribuição a Ppssan e à rede socioassistencial de 17 municípios. A iniciativa visa atender famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social e de insegurança alimentar. O valor da compra soma R$ 22,1 milhões.

“Essa é uma ação que busca fortalecer iniciativas que atuam no enfrentamento à insegurança alimentar nos territórios, bem como apoiar a política de assistência social dos municípios. Além disso, vamos fomentar o setor agrofamiliar gaúcho, com a geração de mais renda para os pequenos produtores rurais, movimentando a economia local”, explicou o titular da Sedes, Gustavo Segabinazzi Saldanha.

A seleção dos municípios atendidos teve como base os seguintes critérios:

Ter decreto de calamidade pública homologado pelo Executivo estadual em razão das chuvas intensas de abril e maio de 2024;

Possuir Ppssan reconhecidos em seu território;

Ter aderido à Estratégia Estadual de Fomento aos Ppssan.

A distribuição do leite em pó será realizada pelas prefeituras contempladas, que atuarão como parceiras na operacionalização, armazenamento e entrega do produto aos Ppssan. Caso os municípios atendidos não tenham aderido à estratégia, o leite em pó será destinado à rede socioassistencial local, responsável pela posterior distribuição às famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social e de insegurança alimentar. O leite em pó deve ser entregue mensalmente, ao longo de um ano. O início da distribuição está previsto para o segundo semestre de 2026.

Atendimento ao sistema prisional

Também foram adquiridas, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), mais de 200 toneladas de leite em pó para atendimento ao sistema prisional gaúcho. O fornecimento será realizado por oito cooperativas, responsáveis pela produção, logística e abastecimento das unidades prisionais. O investimento é de R$8,1 milhões.

O titular da SDR, Gustavo Paim, destacou que a iniciativa reforça a parceria entre o governo do estado e as cooperativas da agricultura familiar, promovendo desenvolvimento econômico e segurança alimentar. “Estamos trabalhando permanentemente para ampliar iniciativas que gerem renda para a agricultura familiar. Ao mesmo tempo em que fortalecemos as cooperativas, garantimos o abastecimento de instituições públicas com produtos de qualidade e promovemos o desenvolvimento da cadeia leiteira, agregando renda e oportunidades às famílias produtoras”, afirmou Paim.

As informações são do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Edivilson Brum entra para a galeria de ex-secretários da Agricultura

A galeria dos secretários da Agricultura está atualizada com a imagem de Edivilson Brum, que passou a integrar, nesta quinta-feira (2/7), a galeria de ex-secretários da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A solenidade de descerramento da foto ocorreu na sede da Secretaria, em Porto Alegre, e resgatou a trajetória ao trabalho desempenhado por Brum como forma de reconhecimento durante sua gestão à frente da Seapi.

O ato contou com a presença de autoridades, lideranças e servidores da secretaria. O ex-secretário da Agricultura do RS, Odacir Klein, que já esteve à frente da secretaria em três gestões, também estava presente.

O secretário da Agricultura, Márcio Madalena, lembrou do período em que Edivilson Brum esteve à frente da Secretaria. “Cada um que por aqui passou trouxe a sua colaboração. E marcas, quando se fala em condução de equipe, têm a ver com empatia, com capacidade de conectar com pessoas e extrair delas o que cada uma tem de melhor. Liderar equipe é isso. Todos os anos dessa gestão foram de desafios constantes e tivemos intempérie climática e crise sanitária. E, a sua marca, foi conduzir a equipe com muita habilidade política quando foi necessário defender esta Casa, essa Secretaria quase centenária”, concluiu Madalena.

Edivilson Brum destacou o setor da agricultura e pecuária do estado do Rio Grande do Sul. “Todos sabem da importância do agro para a economia gaúcha. Dependemos 40% de todo nosso PIB da agricultura e hoje vivemos um momento de transição. Mas, em momento algum, pensamos em desistir, em respeito ao apoio e dedicação recebido de cada um e de cada uma que aqui está. Poder contribuir para o governo, com o setor do agro gaúcho e contar com a presença de todos é muito importante e retribuo com ação de gratidão e agradecimento!”, enfatizou Brum.

Na solenidade, o ex-secretário estava acompanhado da esposa, Márcia Brum. Com a inclusão de sua fotografia, a galeria de ex-secretários da Agricultura passa a contar com 45 integrantes.

O Secretário-Executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, participou da solenidade. (SEAPI editado pelo Sindilat/RS) 

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1926 de 02 de julho de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
A produção variou entre as regiões conforme a disponibilidade de forragem, mas, na  maior parte do Estado, está estável. As chuvas dificultaram o manejo dos rebanhos, causando  formação de barro em piquetes e em acessos às salas de ordenha, o que exigiu maior atenção  à higiene, à locomoção dos animais e ao controle de mastite e problemas de casco.  

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, persistem as dificuldades para  a melhoria da produção. Devido à disponibilidade de pasto verde de baixa qualidade, as  reservas de feno e de silagem têm sido ofertadas para a manutenção de patamares mínimos  de produção e da condição corporal das matrizes. 

Em Alegrete, em muitas propriedades, o  número de vacas em lactação está reduzido em decorrência da secagem antecipada, motivada  pela oferta restrita de forragem. Os menores volumes de chuva registrados em junho proporcionaram melhores condições de piso para a utilização das pastagens, dos corredores de acesso e dos locais de alimentação, além de facilitarem a rotina de higiene antes das ordenhas. 

Na de Caxias do Sul, a produção foi mantida com uso de silagem de milho, especialmente onde o encharcamento dificultou o aproveitamento das pastagens. O estado corporal e o bem-estar dos rebanhos estão satisfatórios. Houve registros pontuais de mastites. Apesar da formação de barro nas instalações e nos corredores de acesso à ordenha, a qualidade do leite está dentro dos padrões exigidos. 

Na de Frederico Westphalen, as chuvas fortes dificultaram o pastejo nos piquetes. 

Na de Passo Fundo, a alimentação foi realizada por meio de suplementação no cocho e de silagem, combinadas ao pastejo diário. Apesar do menor desempenho das pastagens, houve manutenção dos níveis de produção. 

Na de Ijuí, a produção aumentou. Em sistemas estabulados, houve dificuldades de redução da umidade nos materiais utilizados para a acomodação dos animais, mesmo com aumento do revolvimento dos materiais. Os produtores relataram problemas de locomoção e de quedas, que causaram danos nas pernas dos animais. 

Na de Pelotas, a alimentação à base de pastagens de inverno tem reduzido a necessidade de suplementação. Nas áreas onde o frio, as geadas ou a baixa luminosidade limitaram o desenvolvimento das forrageiras, a dieta continua sendo complementada com silagem e outros volumosos. A produção de leite está estável. Em alguns municípios, houve leve aumento. As temperaturas mais amenas diminuíram a incidência de carrapatos. 

Na de Santa Maria, em Júlio de Castilhos, o acúmulo de barro nos corredores, nas áreas de descanso e de espera vem dificultando a condição de higiene e a ordenha e causando problemas de casco, locomoção e controle de agentes patogênicos. 

Na de Santa Rosa, a produção está estável, sustentada pelas pastagens de inverno e pelo fornecimento de silagem e outros volumosos conservados. O excesso de chuva provocou formação de lama nos acessos às salas de ordenha e nos piquetes, aumentando o risco de mastite e problemas de casco e exigindo maior atenção ao manejo sanitário. Apesar disso, não houve registros de contaminação do leite nem aumento expressivo de casos de mastite. Porém, persistem os desafios para manter a contagem de células somáticas dentro dos padrões recomendados. (Emater/RS adaptado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

RS terá tempo seco no fim de semana e retorno das chuvas nos próximos dias
Na próxima semana, a chuva deverá continuar, principalmente na metade Norte do estado. É o que prevê o Boletim Integrado Agrometeorológico 27/2026, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).   Sábado (4/7): neste dia e até a manhã de domingo, a frente fria que ingressou no estado a partir da quinta-feira anterior já não estará mais influenciando o tempo no território gaúcho. Por conseguinte, não há previsão de chuva significativa na maioria das regiões. Domingo (5/7): ao final do dia, uma nova frente fria estará se aproximando do estado, trazendo instabilidade para os próximos dias. Segunda-feira (6/7) e terça-feira (7/7): uma nova frente fria deixará o tempo instável em praticamente todo o estado. Assim, há previsão de chuva para todas as regiões, com os maiores volumes previstos novamente para a metade Norte do estado. Quarta-feira (8/7): o sistema se afastará, reduzindo sua influência sobre o estado. Há apenas previsão de chuva isolada. Os acumulados de precipitação deverão variar entre zero e 50 milímetros ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.


Porto Alegre, 02 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.662


Produtividade por animal cresce e consolida-se como pilar de eficiência no setor leiteiro nacional

Levantamento Top 100 2026 da MilkPoint e ABRALEITE revela avanço na produção média diária nacional e expõe as disparidades produtivas e estruturais entre as regiões do país.

A produtividade por animal configura-se atualmente como um dos principais indicadores de eficiência na atividade leiteira. Este índice reflete de forma direta múltiplos fatores cruciais para o sucesso da atividade, tais como a genética do rebanho, a qualidade da nutrição fornecida, o manejo sanitário adotado e o nível geral de intensificação do sistema produtivo empregado nas propriedades.

Entre as propriedades de destaque que integram o Levantamento Top 100 2026 MilkPoint/ABRALEITE, a produção média diária por animal alcançou a marca de 36,31 litros. Esse valor representa um aumento de aproximadamente 5% em relação ao levantamento anterior, período no qual a média registrada havia sido de 33,3 litros por animal por dia, evidenciando uma evolução na performance das fazendas participantes.

A região Sul continua se destacando de forma isolada como a mais produtiva entre os maiores produtores do país, registrando uma sólida média de 40,47 litros por animal por dia. Na sequência do desempenho regional aparece a região Sudeste, que apresentou uma produção média de 36,55 litros por animal por dia. Este resultado posiciona a região em um patamar muito próximo à média geral obtida em todo o levantamento.

Já a região Centro-Oeste registrou uma média diária de aproximadamente 34 litros por animal, o que ainda indica um nível de produtividade relevante para a atividade, mesmo que inferior ao observado nas duas regiões que lideram o ranking nacional. Por fim, a região Nordeste registra uma média de produção próxima a 25 litros por animal por dia. Esse desempenho regional reflete diretamente as profundas diferenças estruturais existentes nos sistemas produtivos locais, as condições climáticas particulares da região e a própria composição genética dos rebanhos em comparação com o que se observa nas demais regiões brasileiras analisadas. 

Todos esses resultados reunidos reforçam o papel determinante da eficiência produtiva por animal para garantir a competitividade das propriedades leiteiras, exercendo influência especial em sistemas de produção que operam de forma intensiva. Além da produtividade, outro fator considerado crucial para assegurar a sustentabilidade econômica da atividade leiteira é o custo de produção, métrica que exige uma análise subsequente sobre como se comportam os custos entre as maiores propriedades produtoras de leite do Brasil. (Milkpoint)


MG: nova lei beneficia produtores de leite com mudanças no ICMS e na energia renovável

A principal mudança beneficia produtores rurais pessoa física que exploram uma mesma propriedade em regime de sociedade, parceria, comodato ou modalidades semelhantes.

Os produtores rurais de Minas Gerais já podem contar com novas regras tributárias e avanços na política estadual de energia renovável. Foi sancionada pelo governador Mateus Simões a Lei 25.933, publicada no Diário Oficial do Estado, que altera dispositivos da legislação tributária mineira e da Política Estadual de Energia Rural Renovável. A norma tem origem no Projeto de Lei (PL) 2.617/15, de autoria do deputado estadual Antonio Carlos Arantes (PL), aprovado em definitivo pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A principal mudança beneficia produtores rurais pessoa física que exploram uma mesma propriedade em regime de sociedade, parceria, comodato ou modalidades semelhantes. A partir de agora, aqueles que comercializam até 657 mil litros de leite por ano poderão optar pela apuração individual do ICMS pelo sistema normal, independentemente de compartilharem a produção com outros produtores.

Na prática, a medida evita que o volume total produzido na propriedade seja considerado para o cálculo do imposto de cada produtor, tornando a tributação mais justa e permitindo maior transparência na gestão fiscal.

Além das mudanças tributárias, a lei também atualiza a Política Estadual de Energia Rural Renovável. O texto passa a reconhecer como fontes de energia renovável a solar, a eólica, a hidráulica gerada por Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), além da biomassa e do biogás.

Outra novidade é a inclusão de produtores rurais, agricultores familiares, cooperativas, associações e entidades representativas no planejamento e na execução das ações da política estadual de energia rural renovável, fortalecendo a participação do setor na definição de projetos voltados à geração de energia limpa.

A legislação já está em vigor. Especialistas recomendam que os produtores enquadrados no limite de produção consultem seus contadores ou a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG) para avaliar se a apuração individual do ICMS é a alternativa mais vantajosa. Também é importante manter o controle atualizado da produção anual de leite e acompanhar possíveis normas complementares que regulamentem a aplicação da nova lei.

As informações são da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e do Paranaiba Mais, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint. 

Nova análise revela o impacto bilionário da cadeia do leite na economia dos Estados Unidos

A cadeia de lácteos dos Estados Unidos responde por um impacto econômico de aproximadamente US$ 780 bilhões e sustenta mais de 3 milhões de empregos em todo o país. Os dados são do relatório Dairy Delivers®, da International Dairy Foods Association (IDFA), e foram destacados recentemente pela cooperativa Dairy Farmers of America (DFA) em publicação no LinkedIn.

Segundo a entidade, os empregos gerados vão muito além das fazendas leiteiras, abrangendo também indústrias, transporte, distribuição, varejo e outros segmentos que compõem a cadeia do leite.

Além da geração de empregos, o setor movimenta US$ 198 bilhões em salários, registra US$ 8,2 bilhões em exportações anuais e responde por US$ 83 bilhões em tributos arrecadados nos níveis federal, estadual e local. De acordo com a IDFA, o impacto econômico da cadeia supera o Produto Interno Bruto (PIB) anual de países como a Suíça.

Em sua publicação, a Dairy Farmers of America destacou que, como cooperativa pertencente aos produtores rurais, tem orgulho de integrar uma cadeia que "gera empregos, fortalece economias locais e leva alimentos nutritivos à mesa das famílias americanas". Confira na imagem abaixo alguns dados interessantes do relatório: 

As informações são do Dairy Farmers of America, com informações do relatório Dairy Delivers®/IDFA, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint. 


Jogo Rápido

Cooperativa centenária lança aplicativo sobre queijos
Com 114 anos de história, quase 5 mil associados e 2,4 mil produtores de leite em 166 municípios gaúchos, a Cooperativa Santa Clara decidiu inovar e lançar um aplicativo gratuito. O app Queijaria apresenta 52 tipos de queijos, com 48 dicas de harmonização, com vinhos, espumantes e cervejas e 95 receitas exclusivas, inclusive em vídeo. Os conteúdos serão renovados periodicamente, acompanhando tendências de mercado, lançamentos de produtos, sazonalidades e datas especiais.O app Amanhã, das 17h30min às 19h, a ferramenta será apresentada no FestiQueijo, em Caxias do Barbosa, por Antônio Costaguta, o El Topador. (Zero Hora)


Porto Alegre, 01º de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.661


Sindilat celebra 57 anos fortalecendo a cadeia láctea gaúcha e construindo o futuro do setor

No dia 1º de julho, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) celebra 57 anos de atuação em defesa da indústria láctea gaúcha. Fundada em 1969, a entidade consolidou-se como uma das principais representantes do agronegócio estadual, reunindo atualmente 23 empresas associadas responsáveis por mais de 90% do leite industrializado no Rio Grande do Sul. Ao longo de mais de cinco décadas, acompanhou as transformações do setor produtivo, participando de importantes conquistas e ampliando sua atuação em áreas estratégicas como tributação, sanidade, inovação, sustentabilidade, mercado e qualificação dos produtores.

A trajetória do Sindilat/RS começou em um momento desafiador para a indústria de laticínios com o objetivo de defender os interesses do setor diante do rígido tabelamento do leite existente na época. Desde então, tornou-se protagonista em discussões que ajudaram a moldar o desenvolvimento da cadeia láctea gaúcha. Hoje, a atividade leiteira está presente em 493 dos 497 municípios gaúchos, gera mais de 62 mil empregos e garante renda para cerca de 220 mil pessoas, demonstrando sua relevância econômica e social para o Estado.

Entre os marcos históricos estão a participação nas articulações que culminaram no fim do tabelamento do leite em 1997, a busca permanente por isonomia tributária, a criação e fortalecimento de instrumentos como o Fundoleite e o Conseleite, além da atuação junto aos governos estadual e federal para ampliar a competitividade das empresas gaúchas. A entidade também promoveu missões internacionais, aproximando a indústria local de referências mundiais em tecnologia, inovação e gestão, e contribuiu para a abertura de novos mercados para os produtos lácteos brasileiros.

Nos últimos anos, o Sindilat/RS ampliou sua atuação para além das pautas tradicionais da indústria. Projetos voltados à sustentabilidade, à educação alimentar e à valorização da produção leiteira passaram a integrar a agenda da entidade. Entre as iniciativas estão o Milk Summit, principal fórum de debates da cadeia láctea sul brasileira; o Prêmio Sindilat de Jornalismo; o projeto RS Carbon Free; o Prêmio Referência Leiteira; o programa educacional Na Fazenda Doce de Leite; e o concurso cultural Arte na Caixinha.

As ações reforçam o compromisso do sindicato em aproximar a sociedade da realidade da produção leiteira e construir soluções para os desafios futuros da atividade. Conforme o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, esta missão faz parte da história da entidade, resultado da união entre indústria, produtores, entidades parceiras e poder público. "Chegar aos 57 anos representando a maior parte da indústria láctea gaúcha é motivo de orgulho e também de responsabilidade. O Sindilat/RS foi construído por lideranças que compreenderam a importância da união do setor para superar desafios e criar oportunidades. Seguimos trabalhando para garantir competitividade, sustentabilidade e perspectivas de crescimento para toda a cadeia produtiva do leite", afirma.
Portella ressalta que o momento exige adaptação constante diante das mudanças de mercado, das exigências ambientais e das transformações no perfil do consumidor. "O leite continua sendo um dos alimentos mais completos e importantes para a população. Nosso desafio é fortalecer essa imagem, abrir novos mercados e criar condições para que a indústria e os produtores permaneçam gerando desenvolvimento e renda para o Rio Grande do Sul", salienta.

Para o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, a entidade mantém sua relevância justamente por conseguir preservar seu legado sem perder a capacidade de se reinventar. "Ao longo desses 57 anos, o Sindilat/RS participou diretamente de algumas das principais conquistas da cadeia láctea gaúcha. Mas tão importante quanto olhar para a história é manter o foco no futuro. Hoje trabalhamos temas como inovação, sustentabilidade, qualidade, consumo e competitividade, sempre buscando construir soluções coletivas para o setor", assinala.

Segundo Palharini, a força da entidade está na capacidade de reunir diferentes elos da cadeia em torno de objetivos comuns. "O Sindilat/RS nasceu para representar a indústria, mas sua atuação beneficia toda a cadeia produtiva. Cada avanço conquistado fortalece produtores, transportadores, empresas, trabalhadores e consumidores. Esse espírito de cooperação continuará sendo a base do nosso trabalho nos próximos anos", projeta. (SINDILAT/RS)


Preço do leite ao produtor apresenta relativa estabilidade em maio, aponta Cepea

De acordo com a pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço do leite pago ao produtor em maio/26 apresentou estabilidade e fechou em R$ 2,6617/litro na “Média Brasil”, com ligeira queda de 0,45% frente ao de abril/26 e 3,8% abaixo do registrado em maio do ano passado, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de maio/26).

No Sudeste e no Centro-Oeste, os valores do leite se mantiveram em alta em maio, mas, no Sul do Brasil, registraram queda. Isso porque, no Sudeste e Centro-Oeste, a produção ainda está mais limitada em função da sazonalidade e da diminuição do potencial produtivo – pelo fato de muitos produtores terem reduzido investimentos depois das margens apertadas em 2025. Com isso, a concorrência entre os laticínios pela aquisição de leite cru seguiu sustentando as negociações nessas bacias leiteiras. Já no Sul do País, o clima favorável, as boas pastagens de inverno e a produção se recuperando rapidamente pressionaram as cotações. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) registrou aumento de 0,07% de abril para maio na Média Brasil, porém, no acumulado do ano, a queda é de 13,7%.

Segundo a pesquisa do Cepea, o Custo Operacional Efetivo (COE) registrou em maio a primeira queda de 2026, de 1,39% na “Média Brasil”. Apesar do recuo mensal, o COE ainda registra avanço de 1,80% no acumulado deste ano. A elevação em 2026 está atrelada ao aumento das despesas com nutrição, sanidade e operações mecanizadas. A expectativa para junho ainda é de comportamento desigual entre as bacias leiteiras. É possível que o Sul continue registrando quedas, mas que Sudeste e Centro-Oeste mantenham tendência altista rumo à estabilidade.

Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de maio/2026)

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

As informações são do Cepea.

RS lança painel de dados fiscais que aponta lacunas de produção e oportunidades para investir no Estado

O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), lançou nesta terça-feira (30), na sede da pasta, uma versão ampliada do Radar do Mercado da Receita Estadual, um painel interativo que, de maneira inédita no país, utiliza a base de dados da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para produzir e publicar indicadores econômicos estratégicos da indústria para empresas, investidores e gestores públicos. O objetivo da ferramenta é oferecer dados confiáveis para basear as tomadas de decisão do setor industrial, ampliando o ganho de competitividade da produção gaúcha.   

 A ferramenta,que terá atualização mensal, passa a oferecer uma visualização de forma detalhada do perfil de vendas da indústria gaúcha, além de mapear as origens de todos os produtos comprados no Estado. No painel, é possível identificar a origem dos produtos demandados pelo mercado gaúcho e o destino da produção da indústria gaúcha (discriminado por unidade da federação e país), além dos mercados consumidores e os principais concorrentes de cada setor produtivo.

Um dos principais diferenciais da ferramenta é mapeamento das carências de atendimento da demanda estadual por meio da produção local. O painel identificará os produtos com maior demanda interna no Estado e baixa produção local, que acabam sendo adquiridos em larga escala de fornecedores de outros estados ou do exterior. Esses itens serão classificados por níveis de dependência externa, o que vai facilitar a identificação de setores com potencial para expansão de investimentos, substituição de importações e fortalecimento das cadeias produtivas gaúchas.

O Radar do Mercado da Receita Estadual também mostrará quem são os consumidores e os concorrentes das indústrias gaúchas, com uma visão abrangente da dinâmica econômica estadual no mercado nacional. No mercado interno, a ferramenta vai mapear o marketshare (composição de mercado) dos produtos associados a cada setor industrial do Rio Grande do Sul. Para cada produto, o painel identifica sua origem, diferenciando entre produção local, compras de outros estados e importações.

“Com a ampliação dessa ferramenta, a Receita Estadual dá um salto importante na forma como utiliza os dados fiscais, abrindo um novo horizonte de atuação ao transformar essas informações em conhecimento com valor público para a sociedade. Estamos disponibilizando uma plataforma inovadora, baseada em dados censitários e permanentemente atualizados, com potencial para apoiar tanto a tomada de decisões empresariais quanto a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico”, destacou o subsecretário-adjunto da Receita Estadual, Giovanni Padilha.

Para Michel Camara, chefe da Seção de Análises Econômico-Fiscais da Receita Estadual, trata-se da primeira plataforma de inteligência de mercado do Rio Grande do Sul desenvolvida a partir de dados censitários, reunindo a totalidade das operações fiscais registradas no Estado. “O novo Radar do Mercado disponibiliza um amplo conjunto de informações estratégicas para a sociedade, especialmente para o setor produtivo. A ferramenta permite identificar oportunidades de negócios, orientar investimentos, explorar novos mercados e compreender, com elevado grau de detalhamento, a dinâmica econômica do Estado”, afirmou.

Na avaliação do economista-chefe da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Giovani Baggio, o novo painel tem potencial para transformar a forma como empresas e gestores públicos analisam o mercado. “A Receita Estadual já desenvolve, há algum tempo, um trabalho de excelência ao converter dados fiscais em informações acessíveis e relevantes para o desenvolvimento econômico. O painel lançado agora representa um avanço ainda maior, ao reunir, em uma única plataforma, informações detalhadas sobre clientes, fornecedores, fluxos comerciais e oportunidades de mercado, oferecendo uma base qualificada para a tomada de decisões”, ressaltou.

Outros boletins e painéis
O Radar do Mercado da Receita Estadual se junta a outros produtos já desenvolvidos pela Sefaz-RS, por meio do programa Desenvolve RS, a partir do arcabouço de dados fiscais. Entre elas está o Boletim Econômico-Tributário, divulgado mensalmente e voltado ao acompanhamento dos indicadores de vendas da indústria gaúcha. Também é publicado o Boletim de Comércio Exterior, que oferece uma visão detalhada do desempenho das exportações do setor industrial do Estado.

Outro destaque é o Boletim de Preços Dinâmicos, que monitora os preços dos 80 alimentos mais consumidos pelos gaúchos. Divulgado mensalmente, a publicação é feita com base nas Notas Fiscais do Consumidor Eletrônica (NFC-e) emitidas nas operações do varejo e atacado. Dentro desse boletim, também é divulgado o índice de inflação dos alimentos por faixa de renda e região do Estado. A iniciativa conta com um painel de atualização diária dos preços.

Outro produto é a Revista RS360, publicação que reúne indicadores de vendas, compras, investimentos e valor adicionado dos setores de varejo, atacado e indústria, com detalhamento por segmento econômico. Os indicadores da revista são debatidos mensalmente com representantes do setor produtivo em lives transmitidas no canal da Sefaz-RS no YouTube.

Com periocidade trimestral, também é publicado o Boletim de Volume de Vendas da Indústria, conteúdo que traz análises detalhadas sobre o volume de vendas (visão quantitativa) e o desempenho da indústria de transformação do Rio Grande do Sul. Os relatórios apresentam indicadores de variação trimestral e acumulada, além de avaliações setoriais e de mercado interno, interestadual e externo. (FAZENDA RS)


Jogo Rápido

Curiosidade: dieta do jogador Haaland inclui leite para manter alto rendimento
Autor do gol da vitória da Noruega que classificou o time como o próximo adversário do Brasil, Erling Haaland é um dos grandes destaques na Copa do Mundo até o momento. Porém, o atacante também chama atenção fora do campo. O jogador de 25 anos é amplamente conhecido pela dieta que segue diariamente. O camisa 9 da Noruega consome cerca de 6 mil calorias por dia, em um cardápio que inclui leite, fígado e coração bovino para manter o condicionamento físico. Os alimentos fazem parte de uma estratégia nutricional voltada para fornecer grande quantidade de proteínas, vitaminas e minerais. Segundo o jogador, a prioridade é consumir produtos de alta qualidade e, sempre que possível, de origem local, em vez de alimentos ultraprocessados. Haaland já defendeu publicamente esse estilo de alimentação, afirmando que é preciso diferenciar produtos industrializados dos provenientes de produtores locais. O atacante acredita que essa escolha faz diferença para a saúde e para o rendimento esportivo. Os hábitos fazem parte da rotina mostrada no documentário Haaland: A Grande Decisão, no qual o atacante revela detalhes de sua preparação física. Além do centroavante, a seleção norueguesa também aposta nos lácteos como fonte de proteínas e nutrientes. A comitiva decidiu levar um pedaço de casa para a Copa do Mundo 2026, trazendo 116 kg do queijo marrom brunost, um dos alimentos mais tradicionais do país escandinavo. As informações são do R7, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Porto Alegre, 30 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.660


Mais Forragem RS: tecnologia aumenta produção de leite e reduz custos

Os resultados apresentados pelo Programa Mais Forragem RS mostram que, com o uso de tecnologias, é possível aumentar em 25% a produtividade do leite e reduzir em 33% os custos de produção.

Os produtores de leite gaúchos estão investindo na oferta de forragens de qualidade, aproveitando especialmente as pastagens de inverno. Os resultados apresentados pelo Programa Mais Forragem RS mostram que, com o uso de tecnologias, é possível aumentar em 25% a produtividade do leite e reduzir em 33% os custos de produção.

De acordo com o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no RS, o número de propriedades com a produção de leite reduziu em mais de 60% no Rio Grande do Sul na última década. Os custos de produção e a falta de mão de obra estão entre os principais motivos para o abandono da atividade.

Apesar da queda no número de propriedades, a eficiência do setor produtivo tem assegurado o contínuo crescimento no volume de produção de leite. O Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor de leite no Brasil, com quase 4 bilhões de litros por ano. A região Noroeste responde por 70% da produção gaúcha de leite e representa 7,7% da produção nacional (Anuário Leite 2025). O número de vacas em cada propriedade praticamente dobrou e a média de produtividade chega a 17 litros/vaca/dia enquanto a média nacional não alcança 7 litros/vaca/dia. “O diferencial na Região Sul é a oferta de forragens de alto valor nutricional, especialmente durante o inverno” esclarece o pesquisador da Embrapa Trigo, Renato Fontaneli.

Segundo ele, o uso de cereais de inverno no forrageamento dos animais, através de pasto, silagem, pré-secado ou grãos também ajuda a reduzir custos na produção leiteira: “O uso de grãos e outros suplementos podem aumentar os custos de produção em até quatro vezes em comparação com a alimentação baseada em forragens”. Fontaneli lembra que para cada 1 kg de matéria seca de trigo é possível produzir 1,8 kg de leite. “Com o apropriado manejo em pastagens de inverno é possível atingir 20 litros de leite por vaca por dia”, conclui o pesquisador.

Fomento ao uso de forrageiras de qualidade

Historicamente, o produtor gaúcho utiliza aveia preta e azevém para alimentar o rebanho, mas a frequência nas intempéries climáticas, como geadas no cedo, falta ou chuva em excesso no período de outono/inverno afetam a oferta de pasto para abastecer o gado, aumentando os custos de produção com a suplementação dos animais.

Para amenizar o vazio forrageiro, diversas instituições de pesquisa investiram no melhoramento de espécies forrageiras mais adaptadas às condições ambientais para a produção de leite no Rio Grande do Sul. O desafio de levar as novas tecnologias até o produtor rural uniu pesquisa, extensão rural e poder público que passaram a atuar em conjunto no Programa Mais Forragem RS, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com apoio da Emater/RS-Ascar e Embrapa.

Em 2025, através do programa, foram realizadas 40 visitas técnicas, 35 dias de campo e capacitação direta de 200 extensionistas. O Programa distribuiu mais de 3 mil toneladas de sementes de forrageiras (capim sudão, sorgo, milheto, aveias, azevém, trigo, triticale e cevada) para, aproximadamente, 200 municípios gaúchos.

“Nas propriedades leiteiras, o programa trabalhou com dois objetivos: aumentar a produtividade e reduzir custos”, conta o coordenador do Programa de Sementes e Mudas Forrageiras, Jonas Wesz, da SDR. No balanço final, foi contabilizado acréscimo de 25% na produtividade do leite e 33% de redução nos custos de produção. “Muitos produtores atingiram essas margens, mostrando que com planejamento forrageiro e sementes de qualidade é possível manter o produtor na atividade leiteira”, comemora Jonas.

O engenheiro agrônomo da Embrapa Trigo Cristiano Tomasi, que acompanha o programa na SDR, lembra que 60% do custo de produção do leite é a alimentação. “A estratégia de orientação ao produtor foi definir a dieta animal baseada em pastagem, em quantidade e qualidade, deixando o alimento conservado como complemento. Assim conseguimos reduzir o custo médio de produção de R$ 2,00 por litro de leite, para R$ 1,20. Quando você soma essa renda no plantel, certamente faz diferença nas contas da família”, conclui Tomasi.

O impacto do programa no Rio Grande do Sul no último ano foi estimado em R$ 2,1 bilhões considerando a renda extra gerada nas 14.400 propriedades a partir do valor bruto do leite injetado na economia local em 200 municípios. Para 2026, o Programa de Sementes e Mudas Forrageiras destinou R$ 26 milhões para atender 24 mil agricultores familiares por meio de 216 entidades (sindicatos, cooperativas e associações).

As informações são da Embrapa.


Rede Elite a Pasto destaca manejo baseado no comportamento de pastejo

Produtores de leite da Rede Elite a Pasto, de Júlio de Castilhos, participaram, na última quinta-feira (25/06), de uma reunião técnica sobre o manejo de pastagens com base no Pastoreio Rotatínuo, metodologia que orienta a movimentação dos animais conforme a altura e o desenvolvimento do pasto. O encontro foi realizado na propriedade de Givanildo de Oliveira, na localidade de Ramada.

Na propriedade, o produtor adotou o manejo em área contínua, sem subdivisões em piquetes, realizando o controle da altura das pastagens conforme orientações da Emater/RS-Ascar. O sistema demonstra que é possível manter a eficiência do pastejo utilizando a estrutura do pasto como principal referência para a tomada de decisão.

Diferentemente do pastoreio rotativo convencional, em que os animais são transferidos entre piquetes em intervalos previamente definidos, o Pastoreio Rotatínuo utiliza como critério o comportamento de pastejo. Nessa estratégia de manejo, o pasto é oferecido aos animais em uma estrutura (altura) considerada ótima, onde a taxa de ingestão de forragem é máxima, ou seja, os animais consomem mais pasto por minuto. Isso pode ser feito com ou sem piquetes, desde que as plantas sejam mantidas nessa estrutura.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Leandro Ebert, a capacitação teve como foco qualificar os produtores para monitorar e interpretar a estrutura do pasto e o comportamento de pastejo dos animais, além de apresentar estratégias para evitar tanto o subpastejo quanto o superpastejo.

"Com o Pastoreio Rotatínuo, ainda que o manejo seja feito com piquetes diários, acabamos manejando sempre com poucos e grandes piquetes, já que o rebrote do pasto é muito rápido com o pastejo de baixa intensidade. A partir do momento em que assumimos as divisões em piquetes como ferramentas para controle da estrutura do pasto, e não como o centro do manejo, abrimos a possibilidade de controlar essas alturas também com piquetes para vários dias ou até sem piquetes, em área contínua, como demonstramos a campo, na propriedade. Isso representa uma oportunidade de simplificar a mão de obra e reduzir custos, sem abrir mão da eficiência e da produtividade, como pudemos observar na propriedade do Givanildo", destacou Ebert. (Emater/RS)

Crescimento da demanda por proteína altera dinâmica do mercado de laticínios nos EUA

Com estoques de proteína do soro de leite em queda de 50% e preços em níveis recordes, o setor enfrenta gargalos estruturais associados à mudança de hábitos e à popularização de novos medicamentos.

A cadeia de laticínios nos Estados Unidos registra um descompasso estrutural em função do aumento na procura por concentrado de proteína do soro do leite (whey protein). Historicamente comercializado como um subproduto da fabricação de queijos, o ingrediente teve uma redução de aproximadamente 50% em seus estoques desde 2023, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgados em junho. Esse cenário elevou o preço do isolado proteico para o patamar de US$ 14 por libra, fazendo com que parte dos fornecedores já esteja com a capacidade de entrega comprometida até o segundo semestre de 2026.

O incremento na demanda, associado ao comportamento de consumo denominado "protein-maxxing", decorre de transformações nos hábitos alimentares e da expansão do uso de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, também conhecidos como canetas emagrecedoras. Devido à perda de peso acelerada provocada por esses fármacos, as orientações médicas recomendam um aumento de 30% a 50% na ingestão diária de proteínas para mitigar a redução da massa muscular. Como consequência, a indústria de alimentos ampliou a aplicação do whey protein em produtos tradicionais do varejo, incluindo barras de cereais, bebidas prontas e refeições processadas.

A perspectiva para o setor indica a manutenção desse patamar de consumo após a recente inclusão de medicamentos GLP-1 na cobertura do Medicare, o sistema de saúde direcionado à população idosa nos EUA. A medida deve elevar o número de pacientes com acesso ao tratamento, consolidando a demanda por alimentos enriquecidos. Em relatório oficial, o USDA informou que a disponibilidade do insumo permanece restrita, com compradores relatando dificuldades para assegurar novos volumes de fornecimento no mercado físico.

A resposta da indústria de laticínios ao cenário atual é limitada pela complexidade da sua infraestrutura. A oferta de soro está diretamente vinculada ao volume de produção de queijo, que não acompanhou a expansão do mercado de suplementos nutricionais. Adicionalmente, a construção e a adaptação de usinas de processamento de proteínas exigem aportes financeiros elevados e prazos extensos de implementação. Uma vez que as plantas industriais do país foram projetadas para um crescimento linear, as decisões de investimento dependem de análises de viabilidade de longo prazo.

Para mitigar o déficit produtivo, cooperativas e corporações como a Dairy Farmers of America e a Saputo Inc. anunciaram planos para ampliar suas capacidades de processamento. Analistas do setor avaliam, no entanto, que o equilíbrio entre a oferta interna e a demanda deve ser alcançado apenas por volta de 2028. No curto prazo, a importação de proteína proveniente de mercados como a Europa e a Nova Zelândia funciona como alternativa para suprir as indústrias locais, embora a viabilidade da operação dependa do impacto dos custos de frete e das tarifas de importação no preço final do produto.

As informações são do Space Money, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Queijos Scala promove ação no Mês da Pizza com chefs e votação do público
A Queijos Scala lançou uma campanha para celebrar o Mês da Pizza em parceria com o chef e influenciador gastronômico Francesco Tarallo, conhecido como Chef Tito. A iniciativa reúne profissionais da gastronomia e consumidores em uma ação que terá como resultado a criação de uma pizza especial disponível por tempo limitado na Pizzaria Speranza, localizada na cidade de São Paulo. A campanha começa com um desafio proposto por Chef Tito a chefs convidados, que receberão um kit de produtos Scala para desenvolver receitas autorais de pizza utilizando os queijos da marca. O processo será apresentado em uma série de vídeos publicados nas redes sociais, mostrando desde a apresentação do desafio até a criação e avaliação das receitas. Após a divulgação dos conteúdos, o público poderá votar em sua pizza favorita nas redes sociais da Scala. A receita vencedora será incluída, por tempo limitado, no cardápio da Pizzaria Speranza, em uma ação que busca aproximar a campanha digital da experiência presencial. Segundo a empresa, a iniciativa também tem como objetivo destacar a aplicação dos queijos Scala em preparações voltadas ao food service, ao mesmo tempo em que amplia o relacionamento da marca com consumidores finais por meio de conteúdos digitais e da participação de influenciadores.  A ação acompanha um movimento crescente entre empresas do setor de lácteos, que têm utilizado datas sazonais e parcerias com chefs, influenciadores e estabelecimentos de alimentação para destacar aplicações dos produtos, ampliar a visibilidade das marcas e fortalecer a presença no segmento de food service. As informações são do portal Segs, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint. 


Porto Alegre, 29 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.659


FestiQueijo recebe 5,4 mil pessoas no primeiro fim de semana

O 34º FestiQueijo começou em grande estilo e reuniu 5,4 mil visitantes durante o primeiro fim de semana de programação, em Carlos Barbosa. O expressivo público confirmou a expectativa da organização e reforçou a força de um dos principais festivais gastronômicos do Rio Grande do Sul.

Realizado no sistema all inclusive, o evento oferece aos visitantes uma experiência que reúne mais de 50 variedades de queijos, vinhos, espumantes, sucos, pratos típicos e uma programação cultural com dezenas de atrações musicais. O tema desta edição, "Da Origem à Festa", valoriza a história da produção leiteira e a herança dos imigrantes que contribuíram para a formação da identidade do município.

Além da gastronomia e do entretenimento, o festival movimenta significativamente a economia local, impulsionando o turismo, a rede hoteleira, o comércio e os serviços de Carlos Barbosa.

A programação segue pelos próximos finais de semana, com expectativa de manter o grande fluxo de visitantes registrado na abertura.

Serviço
34º FestiQueijo
 📅 Período: até 26 de julho de 2026
 📍 Local: Centro Cultural Mãe de Deus – Carlos Barbosa (RS)
 🗓️ Quando: sextas-feiras, sábados e domingos
 🎟️ Ingressos: disponíveis no site oficial do FestiQueijo e na bilheteria, conforme disponibilidade.

Fonte: Agora RS


Captação de leite pelas indústrias do Uruguai segue em expansão e registra o melhor maio da história

A produção de leite e a captação da matéria-prima pelas indústrias uruguaias continuaram avançando em maio, segundo a análise estatística mensal divulgada pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) do país sul-americano. Os dados mostram crescimento tanto no volume captado durante o mês quanto nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses. O resultado reforça a trajetória positiva do setor e marca o décimo mês consecutivo de aumento na captação de leite pelas indústrias, uma sequência que vem sendo observada desde agosto de 2025.

Em maio de 2026, o ingresso de leite nas plantas industriais — considerando tanto o leite entregue pelos produtores quanto a produção própria das indústrias — aumentou 10,2% em relação ao mesmo mês de 2025, totalizando 188,4 milhões de litros. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a captação chegou a 829,2 milhões de litros, volume 10% superior ao registrado entre janeiro e maio de 2025. Considerando o período de junho de 2025 a maio de 2026, ou seja, o último ano móvel, a captação alcançou 2,286 bilhões de litros, um crescimento de 10,2% em comparação com os 12 meses anteriores.

Melhor resultado já registrado para maio

O volume captado em maio de 2026 foi o maior já registrado para esse mês na história da atividade leiteira uruguaia. O resultado superou o recorde anterior, estabelecido em maio de 2025, quando a indústria recebeu 170,9 milhões de litros de leite.

Crescimento também aparece nos sólidos do leite

Quando a análise considera os quilos de sólidos, e não apenas o volume em litros, o desempenho também foi positivo. Na comparação entre maio de 2026 e maio de 2025, houve crescimento de 13,2%, totalizando 15,4 milhões de quilos de gordura e proteína. No acumulado de janeiro a maio, o volume de sólidos alcançou 66,4 milhões de quilos, avanço de 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no último ano móvel, a produção somou 178,7 milhões de quilos de sólidos, resultado 11,9% superior ao observado nos 12 meses anteriores.

Máximo e mínimo da série histórica

Com base nos registros do Inale desde 2002, o maior volume mensal de captação já observado ocorreu em outubro de 2025, quando as indústrias receberam 222 milhões de litros de leite. O menor volume da série foi registrado em maio de 2003, com 68,7 milhões de litros.

Teores de gordura e proteína seguem elevados

Os indicadores de qualidade do leite também apresentaram melhora. O teor de gordura do leite captado em maio de 2026 foi de 4,20%, acima dos 4,10% registrados em maio de 2025. Considerando todo o ano de 2025, a média ficou em 3,96%, cerca de 1% superior à observada em 2024. Já o teor de proteína alcançou 3,74% em maio de 2026, contra 3,63% no mesmo mês do ano anterior. Na média de 2025, o índice ficou em 3,58%, também cerca de 1% acima do registrado em 2024.

Evolução da captação nos últimos dez anos

Em 2025, as indústrias uruguaias receberam 2,212 bilhões de litros de leite, crescimento de 8,4% em relação a 2024.
Em 2024, a captação havia totalizado 2,040 bilhões de litros, queda de 3,5% sobre 2023.
Em 2023, foram captados 2,114 bilhões de litros, aumento de 1,2% em comparação com 2022.
Em 2022, a captação somou 2,089 bilhões de litros, recuo de 1,4% frente a 2021.
Em 2021, o volume alcançou 2,118 bilhões de litros, crescimento de 1,9% sobre 2020.
Em 2020, a captação chegou a 2,078 bilhões de litros, avanço de 5,5% em relação a 2019.
Em 2019, o setor registrou 1,970 bilhão de litros, queda de 4,5% frente a 2018.
Em 2018, foram captados 2,063 bilhões de litros, aumento de 7,2% sobre 2017.
Em 2017, a captação totalizou 1,924 bilhão de litros, crescimento de 8,4% em relação a 2016.
Em 2016, o volume recebido pelas indústrias foi de 1,775 bilhão de litros, queda de 10,1% em comparação com 2015.
O melhor resultado anual registrado neste século foi o de 2025, com 2,212 bilhões de litros captados. Já o menor volume da série ocorreu em 2002, quando a captação totalizou 1,109 bilhão de litros.

As informações são do El Observador, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

LACTALIS: Batavinho Surpresa anuncia nova linha de colecionáveis de Bob Esponja e Patrulha Canina

A Batavinho, marca infantil da Batavo, anunciou o lançamento de uma nova linha de miniaturas colecionáveis inspiradas nos universos de Bob Esponja e Patrulha Canina. Após conquistarem o público em edições anteriores, os brindes da linha Batavinho Surpresa retornam aos pontos de venda com versões inéditas dos personagens.

Na coleção de Bob Esponja, os consumidores poderão encontrar miniaturas de personagens icônicos da animação, como Bob Esponja, Patrick, Lula Molusco, Sr. Sirigueijo, Sandy, Pérola e Sra. Puff. Já a coleção de Patrulha Canina traz miniaturas que destacam as características e funções de cada filhote da equipe. As novas miniaturas de Batavinho Surpresa em colaboração com Bob Esponja e Patrulha Canina já estão disponíveis em pontos de venda em todo o Brasil.

O lançamento reforça uma estratégia cada vez mais comum entre marcas de lácteos voltadas ao público infantil: investir em personagens licenciados, brindes colecionáveis e experiências que agreguem valor ao produto e estimulem a recorrência de compra. Além de atrair a atenção das crianças no ponto de venda, essas ações também buscam fortalecer o vínculo com as famílias em um segmento altamente competitivo, em que diferenciação e engajamento são fatores importantes.

As informações são do portal GKPB, adaptadas pela Equipe MilkPoint.  


Jogo Rápido

Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Link de desconto para associados do Sindilat/RS, clique aqui (Sindilat/RS)