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Porto Alegre, 20 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.594


A CCGL consolidou o repasse de R$ 195 milhões em valor adicionado de ICMS para os municípios de origem do leite em 2025.

O diferencial é o modelo tributário inédito no setor de laticínios do Estado: o imposto gerado pela industrialização em Cruz Alta retorna proporcionalmente para as cidades de origem do leite, financiando infraestrutura e serviços públicos locais.

Segue o release completo com os detalhes e a fala do presidente Caio Vianna sobre este ciclo virtuoso de desenvolvimento regional. Estarei à disposição para dados complementares ou entrevistas.


Soluções da Tetra Pak permitem uma produção de lácteos mais eficiente e com menos custos

São Paulo, 19 de março de 2026 – Parceira para todas as etapas de produção, a Tetra Pak, líder mundial em soluções de processamento e envase de alimentos e bebidas, investe em tecnologias e soluções que ajudam os produtores de laticínios a reduzirem o custo total de propriedade (TCO). Em um setor tão tradicional quanto o de lácteos, a modernização de processos não é apenas possível, mas essencial para garantir competitividade e sustentabilidade – e, nessa transformação, as soluções oferecidas pela Tetra Pak são fundamentais.  

“Os consumidores estão cada vez mais atentos aos produtos que consomem e ao seu impacto ambiental. Com isso, se torna crescente a cobrança por qualidade, inovação, segurança e sustentabilidade na produção. Atenta a essas demandas, a Tetra Pak atua como uma parceira estratégica: oferecemos um portfólio completo de soluções de processamento e envase de produtos lácteos e podemos fornecer desde uma única válvula até uma nova fábrica de laticínios completa, por exemplo”, afirma Ana Paula Forti, Diretora de Processamento da Tetra Pak Brasil.

Presentes no consumo diário de milhões de pessoas, o leite e seus derivados são um componente importante da alimentação da população mundial. Diante dessa relevância, o setor de laticínios enfrenta o desafio de ampliar a eficiência produtiva sem elevar custos ou impactos ambientais. O Tetra Pak® Industrial Protein Mixer e a Unidade Tetra Pak® UHT Direto são duas soluções desenvolvidas pela Tetra Pak que se destacam na resolução a essas demandas.

O Tetra Pak® Industrial Protein Mixer, lançado em 2024, possui um amplo espectro de aplicações industriais e foi desenvolvido para solucionar a formação e o transbordamento de espuma durante a mistura. Com esse equipamento, é possível misturar pós de soro de leite de maneira eficiente e com alto teor de adaptabilidade em produções que vão de pequenos lotes experimentais a grandes saídas de até 50.000 litros por hora.

Graças ao seu design sofisticado e automação, o Tetra Pak® Industrial Protein Mixer reduz a perda de produto em comparação a métodos tradicionais, já que limita a entrada do ar e a formação de espuma durante a mistura. Além disso, esse equipamento também aumenta a qualidade do produto e possui uma vida útil mais longa, pois, sem derramamento de espuma, reduz necessidade de limpeza e de manutenção.

Por sua vez, a Unidade Tetra Pak® UHT Direto foi projetada para otimizar a produção e atender às necessidades de um mercado em constante mudança, preservando a qualidade e o valor dos alimentos sem interferir no sabor.

A Unidade Tetra Pak® UHT Direto também é altamente flexível, o que permite o trabalho com um amplo portifólio de produtos. Além disso, o condensador da unidade, o Tetra Therm® Aseptic VTIS, opera com água em temperatura mais alta do que no seu antecessor. Com isso, quando a água de resfriamento realiza a sua função e é liberada do condensador, ela também tem uma temperatura mais alta do que antes, com uma diferença pode chegar a 10°C; isso aumenta o reaproveitamento energético, pois quanto maior a temperatura, mais valiosa a água será para a recuperação de calor.

Outra vantagem da Unidade Tetra Pak® UHT Direto é a possibilidade utilizar a hibernação asséptica. Com esse modo, a vazão de água e consumo de vapor são reduzidos e a pressão de homogeneização e o resfriamento final são desligados. O resultado é a redução de até 60% o consumo de vapor, água e eletricidade.

Para saber mais sobre o Tetra Pak® Industrial Protein Mixer, acesse: https://www.tetrapak.com/pt-br/solutions/integrated-solutions-equipment/processing-equipment/mixing/tetra-pak-industrial-protein-mixer 

Para saber mais sobre a Unidade Tetra Pak® UHT Direto, acesse: https://www.tetrapak.com/pt-br/solutions/integrated-solutions-equipment/processing-equipment/uht-treatment/tetra-pak-direct-uht-unit

Para saber mais sobre soluções da Tetra Pak para a produção de laticínios, acesse: https://www.tetrapak.com/pt-br/solutions/categories/dairy

Sobre a Tetra Pak  
Estamos aqui para tornar os alimentos seguros e disponíveis. É por isso que fornecemos sistemas avançados de produção de alimentos. Em colaboração com nossos clientes e fornecedores, impulsionados por mais de 24 mil colaboradores dedicados em todo o mundo, todos os dias protegemos os alimentos de forma sustentável para centenas de milhões de pessoas em mais de 160 países. Estamos aqui para cumprir um propósito, nos comprometendo a tornar os alimentos seguros e disponíveis em todos os lugares. E prometemos proteger o que é bom: os alimentos, as pessoas e o planeta. 
(Informações para a imprensa   Néctar Comunicação Corporativa – tetrapak@nectarc.com.br)

 

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1911 de 19 de março de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições ambientais do período foram favoráveis ao bem-estar das matrizes, com exceção do dia 15/03 (domingo), quando as temperaturas passaram de 30 °C. O final do ciclo das espécies forrageiras anuais também tem causado problemas na composição da dieta dos animais, afetando, de forma mais significativa, os produtores que não possuem estoques de feno e silagem para compensação.

Na de Caxias do Sul, nos sistemas a pasto, as forrageiras se desenvolveram bem, permitindo a produção de leite com menor custo. Nos sistemas confinados ou semiconfinados, foi utilizada silagem como base forrageira e concentrados proteicos parabalanceamento da dieta. O calor em alguns dias do período provocou estresse térmico nos animais, principalmente em sistemas a pasto sem sombra e em sistemas confinados sem ventilação ou aspersores. Muitos produtores colocaram as vacas para pastejo pela manhã e final da tarde, tratando com silagem nos cochos cobertos nos momentos mais quentes do dia.  

Na de Erechim, o desempenho geral da atividade está dentro da normalidade, e há boa disponibilidade de água para os rebanhos. Em razão da melhora nas pastagens com aumento da umidade, muitos produtores voltaram a utilizar mais intensamente os piquetes de pastoreio, reduzindo parcialmente o uso de alimentos conservados para fornecimento de volumoso e complementação energética das dietas. Ainda assim, continua a necessidade de suplementação da dieta com silagem, feno e pré-secado. As temperaturas elevadas, associadas à umidade do ar, aumentaram o risco de estresse térmico.  

Na de Frederico Westphalen, o escore corporal do rebanho está apropriado, embora o pouco desenvolvimento das pastagens contribui para o menor consumo de alimento e menor ganho de peso. 

Na de Ijuí, a produção apresentou leve estabilização em termos de quantidade recolhida em relação à semana anterior. O tempo quente e seco causou estresse nos animais em sistemas estabulados, o que exigiu aumento da aeração e aspersão de água para diminuir o calor. Por outro lado, o tempo seco tem favorecido a sanidade animal e a qualidade do leite produzido. 

Na de Passo Fundo, a produção ficou estável no período. A sanidade dos rebanhos está adequada, e os produtores realizam o manejo, visando ao controle de endo e ectoparasitas. As diferentes categorias animais — de terneiras às vacas em lactação — seguem recebendo nutrição balanceada com pastagens, silagem e suplementação conforme cada categoria.  

Na de Pelotas, observa-se redução ou estagnação na produção em propriedades com menor disponibilidade de alimento para os animais devido aos efeitos da estiagem. Em vários casos, os produtores estão utilizando silagem e ração para complementar a alimentação do rebanho e garantir a manutenção da atividade. No manejo do rebanho, destacam-se o controle de parasitas e cuidados com o bem-estar animal. 
 
Na de Santa Maria, a condição nutricional dos rebanhos, de modo geral, continua adequada pois há boa oferta de forragem. Na de Santa Rosa, a continuidade de temperaturas elevadas aumentou o estresse térmico das vacas, reduzindo o consumo alimentar e refletindo na produção de leite. Os produtores têm utilizado ventiladores associados à aspersão de água para promover o resfriamento corporal e aumentar o conforto e o bem-estar dos animais. Estão sendo utilizadas grandes quantidades de alimentos conservados, como silagem e feno, para suprir a demanda dos animais.  

Na de Soledade, o sistema de produção à base de pasto nas propriedades familiares produtoras de leite ainda possui relativa rentabilidade. A temperatura mais amena durante o período reduziu os efeitos do estresse calórico aos rebanhos. (Emater editado pelo Sindilat)


Jogo Rápido

Chuva e tempo seco devem se intercalar pelos próximos dias no RS
Na próxima semana, o tempo deverá apresentar variabilidade no Rio Grande do Sul, com a atuação de sistemas que favorecerão períodos de instabilidade, intercalados com momentos de estabilidade. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 12/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Sexta-feira (20/3): o tempo deverá permanecer predominantemente estável em parte do estado. Há probabilidade de chuva fraca apenas em pontos isolados.  Sábado (21/3) e domingo (22/3): o avanço de uma frente fria deverá trazer instabilidade, com previsão de chuva fraca a moderada, localmente forte, em grande parte do território gaúcho. Segunda (23/3) e terça-feira (24/3): a passagem de um novo sistema de baixa pressão poderá contribuir para a manutenção do tempo instável, com previsão de chuva em praticamente todas as regiões do estado.  Quarta-feira (25/3): o sistema começará a se afastar, mantendo a instabilidade mais restrita à metade Norte. Dessa forma, há previsão de chuva fraca a moderada nessa região, enquanto nas demais áreas o tempo deverá permanecer estável, sem previsão de chuva significativa. Neste dia, as temperaturas deverão apresentar leve declínio, principalmente na metade Sul.  De forma geral, os acumulados de precipitação deverão variar entre 2 e 50 milímetros ao longo da semana. Em alguns pontos isolados da Fronteira Oeste e Litoral Sul, o valor poderá ser um pouco superior e ficar entre 50 e 100 milímetros.  O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.


Porto Alegre, 19 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.593


Brasileiros 50+ sustentam consumo premium e redefinem prioridades no varejo

A transição demográfica em curso no Brasil e no mundo já se traduz em impacto direto no consumo de bens massivos. Dados do estudo Consumer Insights 2025 – O Shopper no Controle: Como suas decisões reorientam o varejo e a indústria, da Worldpanel by Numerator, mostram que os lares com consumidores acima de 50 anos ampliam sua participação e consolidam protagonismo nas decisões de compra, reforçando sua relevância estratégica para a indústria e o varejo.

Hoje, mais de um quarto da população brasileira tem 50 anos ou mais — participação que passou de 17%, em 2010, para 26%, em 2022. O movimento reflete a mudança na estrutura demográfica do país e ocorre em paralelo à redução do tamanho médio dos lares, fatores que reconfiguram padrões de consumo. Esse contingente concentra renda, protagoniza decisões de compra e impõe novos parâmetros de valor às categorias.

Mesmo em um ambiente de pressão sobre a renda, a população 50+ mantém padrões de consumo mais qualificados e maior direcionamento para categorias associadas a bem-estar e prevenção. Esse grupo gasta, em média, 6% acima do total dos shoppers em bebidas e pet food e 10% a mais em medicamentos sem prescrição (OTC).

Além disso, quando analisamos o ciclo de vida dos lares, a relação entre pressão econômica e configuração familiar ajuda a explicar por que consumidores 50+ têm sustentado um padrão de compra mais qualificado. À medida que os filhos deixam a casa, muitos lares avançam para estágios menos pressionados — seja como casais maduros, lares independentes ou arranjos seniores. Esses perfis passam a operar com maior estabilidade financeira e menor volatilidade, reforçando consumo premium e ampliando investimentos em bem-estar e prevenção.

Em contraste, famílias com crianças ou adolescentes seguem mais pressionadas, com maior fragmentação do gasto e escolhas mais sensíveis a preço, o que ressalta a relevância estratégica dos lares seniores e independentes como âncoras de valor no varejo.

A saúde ocupa papel central

Entre os consumidores 50+, 57,3% declaram monitorar a saúde sempre ou com frequência, percentual superior ao observado na média da população (46,3%). As principais preocupações estão relacionadas a colesterol, diabetes e hipertensão, o que influencia decisões de compra recorrentes.

O comportamento preventivo também aparece no consumo de suplementos: 33,1% afirmam consumir vitamínicos sempre ou frequentemente, acima da média nacional (28,3%). A busca está menos associada a tratamento e mais à manutenção de qualidade de vida ao longo do tempo.

No padrão alimentar, observa-se maior atenção ao controle de ingestão. Enquanto 10,9% declaram buscar ativamente produtos sem açúcar, 12,9% preferem adoçantes — proporção superior à média da população (8,5%). O movimento indica ajustes graduais na dieta, alinhados à gestão de saúde.

No varejo, o grupo concentra maior participação no canal moderno — supermercados de rede e hipermercados — favorecendo ambientes com maior amplitude de sortimento, incluindo linhas premium. Também registra 10% mais ocasiões de consumo associadas à saudabilidade em comparação com a média, e o atributo “saudável” já representa 15,4% dos motivos de consumo desse público.

Há ainda um padrão distinto de escolha de marcas. Consumidores 50+ acessam um portfólio mais restrito e apresentam maior concentração de gasto, indicando comportamento menos orientado à experimentação e mais à continuidade.

O resultado é um segmento com maior previsibilidade de consumo e menor volatilidade nas decisões. Para indústria e varejo, trata-se de uma base relevante para estratégias de rentabilidade, fidelização e desenvolvimento de portfólio com foco em valor agregado.

 As informações são da Worldpanel by Numerator, resumidas pela Equipe MilkPoint.


Como a água da chuva completa o ciclo produtivo de fazendas que são destaque na sustentabilidade

Com a proximidade do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o MilkPoint destaca produtores de leite que fazem a diferença na preservação deste recurso essencial para a cadeia e o planeta. Nesta edição, duas propriedades mostram como é possível combinar eficiência produtiva, sustentabilidade e redução de custos por meio do reaproveitamento da água.

Com a proximidade do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o MilkPoint destaca produtores de leite que fazem a diferença na preservação deste recurso essencial para a cadeia e o planeta. Nesta edição, duas propriedades mostram como é possível combinar eficiência produtiva, sustentabilidade e redução de custos por meio do reaproveitamento da água.

Na Fazenda Santa Carla, o produtor Alessandro Chiogna transformou a água da chuva em um recurso estratégico: a água captada dos telhados é armazenada em um reservatório de 4 milhões de litros e reaproveitada em diferentes etapas da produção, do resfriamento dos animais à fertirrigação das lavouras.

Água da chuva: da captação ao ciclo completo

Segundo Alessandro Chiogna, o sistema de aproveitamento da água na Fazenda Santa Carla é simples, mas extremamente eficiente: "Nós aproveitamos a água da chuva há vários anos na fazenda. Toda a água que cai no telhado do barracão é canalizada para um tanque de água de 4 milhões de litros. E a gente reutiliza essa água para aspersão do gado", explica o produtor.

O processo gera benefícios duplos: redução do consumo de água potável e resfriamento dos animais, melhorando o conforto térmico do rebanho. Além disso, a água retorna ao sistema produtivo:

"Ela volta a re-circular no sistema. A gente capta a água da chuva, resfria as vacas com ela, e a água que cai no chão do curral também é reaproveitada para a limpeza dos barracões e dos sistemas de flushing. No final, o excedente ainda é usado na fertirrigação", completa Chiogna.

Para o produtor, essa estratégia é de baixo custo, mas gera impacto ambiental e econômico significativo. "Dessa forma, conseguimos aproveitar o benefício do meio ambiente, reduzir custos e melhorar a produtividade. Tudo isso torna a propriedade mais sustentável", destaca.

Reaproveitamento simples e eficiente na Fazenda Moleque

Da mesma maneira, a Fazenda Moleque, de Erasmo Carlos Rabelo, também investe em soluções práticas para otimizar o uso da água. Segundo a Gerente da Fazenda, Meire Soares da Costa, a reutilização impacta diretamente no custo e na gestão da propriedade:

"Sim, temos redução nos custos. Reutilizamos a água da chuva para a limpeza das pistas do barracão. O melhoramento da gestão é nítido, é um processo simples que faz toda a diferença", afirma Meire.

Além disso, a propriedade observa benefícios adicionais: menor uso de máquinas, diminuição do consumo de energia e aproveitamento dos dejetos do rebanho na fertilização do solo.

"Utilizamos a água para limpeza das pistas e, com isso, temos um manejo mais eficiente. Ainda aproveitamos os dejetos para fertilização da terra", explica Meire.

Um ponto importante destacado por ela é o dimensionamento do armazenamento: "O conselho é investir em piscinões que comportem toda a água, para garantir que nada seja desperdiçado", completa a gerente.

Sustentabilidade e eficiência: lições para outros produtores

Tanto a Fazenda Santa Carla quanto a Fazenda Moleque mostram que, mesmo soluções simples e de baixo custo, quando planejadas, podem gerar ciclos produtivos virtuosos e reduzir significativamente o impacto ambiental. Para Alessandro e Meire, a chave está no planejamento, no aproveitamento de recursos naturais e na integração do sistema de água com a rotina de manejo.

"É uma atitude simples, mas que pode impactar muito qualquer propriedade", resume Chiogna, reforçando a importância da água como recurso estratégico na pecuária de leite. (Milkpoint)

Pecuarista que investe em genética mantém aposta em tecnologia, diz Asbia

A entrada de doses de sêmen bovino no mercado brasileiro cresceu em 2025 em relação ao ano anterior, segundo a Asbia, isso é reflexo de uma mudança estrutural na pecuária nacional.

A entrada de doses de sêmen bovino no mercado brasileiro cresceu 15,5% em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da USP.

Para a Asbia, o avanço reflete uma mudança estrutural na pecuária nacional. “É um registro claro de que o pecuarista que começa a investir em genética mantém seus investimentos, pois percebe os ganhos reais em produtividade”, afirmou Lilian Matimoto, executiva da entidade.

De acordo com o levantamento, o volume considera o total produzido no país somado às doses importadas. Em 2025, foram produzidas 23.097.678 doses de sêmen, alta de 12,46% em relação a 2024. Já as importações somaram 7.275.207 doses, crescimento de 26,71% na mesma base de comparação.

Tecnologia sustenta crescimento

Ao analisar os dados históricos da venda de sêmen, do uso de inseminação artificial (IA) e adoção da inseminação artificial em tempo fixo (IATF), a Asbia avalia que, apesar das variações do ciclo pecuário, o crescimento do mercado está diretamente ligado à adoção de tecnologias de melhoramento genético.

“Estamos falando de uso de tecnologias, que trazem uma maior rentabilidade ao produtor em um menor tempo de produção, um caminho sem volta. O efeito do ciclo pecuário existe sim e talvez seja algo que teremos que repensar como trabalhar a favor (com planejamento), mas a cada mudança de ciclo, os patamares anteriores são sempre superados”, destacou Lilian.

Investimentos acompanham valorização do bezerro

Matimoto explica que entre os anos de 2018 a 2021, observou-se uma relação clara entre a valorização do bezerro, a diminuição do abate de fêmeas e o crescimento dos investimentos em genética. 

Segundo ela, nesse período, as vendas de doses de sêmen para o cliente final subiram de menos de 14 milhões de doses (2018) para mais de 25 milhões (2021). No mesmo intervalo, o bezerro quase dobrou de valor, e o abate de fêmeas caiu cerca de 20%.

“Entretanto, mesmo com a retomada do ciclo a partir de 2021, podemos verificar que os investimentos em genética se mantiveram muito aquecidos, com vendas totais sempre acima das 22 milhões de doses, mesmo em cenários de maior abate de fêmeas e desvalorização do bezerro”, apontou a executiva.

Exportações ampliam presença da genética brasileira 

Ainda em 2025, de acordo com o levantamento da Asbia/Cepea, a saída de sêmen, que considera vendas ao cliente final, exportações e contratos de inseminação por prestação de serviço, cresceu 8,87%, somando 27.979.347 de doses comercializadas. 

Lilian acredita que apesar dos desafios comerciais, a genética brasileira é reconhecida mundialmente e apresenta crescimento contínuo. 

“Hoje nossas exportações se concentram mais nos países da América do Sul e Central, até mesmo pela característica de clima, mas outros mercados têm se interessado pelo nosso trabalho e apontado chances cada vez maiores de aumento das exportações. Isso indica que, depois de um ano de recordes, temos tudo para seguir avançando e levando a genética brasileira para o mundo”, afirmou.

Genética leiteira bate recorde de produção 

Um outro destaque do levantamento feito pela Asbia foi a produção de sêmen com aptidão leiteira, que aumentou 20,90% em relação a 2024, alcançando o recorde histórico de 3.819.753 doses. 

Marcos Barbosa, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, acredita que tal crescimento aponta para uma mudança estrutural na pecuária de leite brasileira, impulsionada pela busca por maior eficiência e consolidação do setor. 

Segundo ele, mesmo com a baixa remuneração e a redução do preço do leite, o aumento observado no número de inseminações reflete a adoção de tecnologias reprodutivas e genômicas pelas propriedades, de modo que elas possam se tornar cada vez mais competitivas.

“A genética tem papel fundamental na eficiência alimentar dos rebanhos leiteiros, pois permite identificar e selecionar animais capazes de produzir o mesmo volume de leite e sólidos consumindo menos alimento, sem comprometer a saúde ou a fertilidade. Trata-se de uma característica complexa, mas que permite avanços consistentes por meio de programas de melhoramento”, apontou.

As informações são do Canal Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Quase 25% das empresas não conseguem gerar caixa suficiente para pagar os juros de suas dívidas
O anúncio quase simultâneo das recuperações extrajudiciais do Grupo Pão de Açúcar e da Raízen na semana passada acendeu um alerta sobre a saúde financeira do setor corporativo brasileiro. O juro alto fez o custo da dívida das empresas aumentar e encareceu boa parte dos planos de investimentos. Entre as companhias abertas brasileiras, por exemplo, 24% já não conseguem gerar caixa suficiente para pagar os juros de suas dívidas, segundo um levantamento da consultoria especializada em reestruturação de dívida RK Partners. O estudo da consultoria leva em conta a situação das 282 empresas com ações listadas na Bolsa de Valores. Os estragos dos juros elevados no balanço das companhias também se refletem em outros indicadores: 23% das empresas têm alavancagem entre três vezes e seis vezes a relação dívida líquida/ebitda anual e 24% tem alavancagem acima de seis vezes. Esse tipo de comparação é importante porque o ebitda é olhado de perto pelos analistas. Ele revela o resultado operacional de uma empresa ao medir o lucro da companhia antes de juros, impostos, depreciação e amortização. “Vemos que algumas empresas ficaram com uma alavancagem elevada diante de uma taxa Selic muito alta. Até 2022, tínhamos em média 25 empresas de grande porte pedindo recuperação judicial e extrajudicial por trimestre. Agora, estamos com um patamar de 50 empresas”, diz Ricardo Knoepfelmacher, sócio da RK Partners. “Essa é uma tendência enquanto a Selic tiver alta. As empresas estão com o balanço muito machucado. Vão ter de fazer um esforço para reestruturar o capital.” (Estadão)


Porto Alegre, 18 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.592


Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE

No 4º trimestre de 2025, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 7,36 bilhões de litros, acréscimo de 8,6% em relação ao 4° trimestre de 2024, e aumento de 3,9% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Trata-se da maior aquisição de leite nesses estabelecimentos de toda a série histórica, superando o recorde do trimestre anterior. No Gráfico I.11 é possível perceber um comportamento cíclico no setor leiteiro, em que os 4os trimestres, regularmente, apresentam pico de produção em relação aos trimestres anteriores impulsionado pelo período de safra em algumas das principais bacias leiteiras do País. O mês de maior captação dentro do período foi outubro, no qual foram contabilizados 2,48 bilhões de litros de leite.

No comparativo do 4º trimestre de 2025 com o mesmo período em 2024, o acréscimo de 580,72 milhões de litros de leite captados, em nível nacional, é proveniente de aumento de produção registrado em 19 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Em nível de Unidades da Federação, os acréscimos mais relevantes ocorreram no Rio Grande do Sul (+161,48 milhões de litros), São Paulo (+92,43 milhões de litros) e Paraná (+70,73 milhões de litros). Em compensação, as reduções mais significativas ocorreram em Mato Grosso (-4,39 milhões de litros), Tocantins (-3,17 milhões de litros) e Mato Grosso do Sul (-2,23 milhões de litros). Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 23,5% da captação nacional, seguido por Paraná (15,6%) e Rio Grande do Sul (13,5%) (Gráfico I.12).  

O preço médio do litro de leite cru pago ao produtor, no 4º trimestre de 2025, foi de R$ 2,21, valor 19,9% inferior ao praticado no trimestre equivalente do ano anterior. Em comparação ao preço médio auferido no 3º trimestre de 2025, também houve queda, sendo na ordem de 14,0%. (Gráfico I.13). 

Todos os estados com mais de três informantes apresentaram variação negativa no preço em relação ao 4º trimestre de 2024, sendo a maior variação verificada em Rondônia (-31,3%) com preço a R$ 1,91. O maior valor médio pago pelos laticínios sob inspeção ao leite cru (resfriado ou não) em UFs com mais de três informantes foi de R$ 2,44, em Roraima, e a menor média foi de R$ 1,81, no Tocantins, neste 4º trimestre de 2025. Segundo o IPCA, o item Leite e derivados teve queda na ordem de -3,63% no acumulado de janeiro a dezembro de 2025, no sentido oposto ao Índice geral da inflação de +4,26% no mesmo período. Dos oito subitens desta lista, as variações negativas no período foram verificadas no Leite longa vida (-12,87%) e na Manteiga (-4,48%), ao passo que os maiores aumentos se deram no Leite em pó (+5,33%) e Requeijão (+4,66). 

A maior parte da captação de leite pelos laticínios brasileiros foi realizada por estabelecimentos de grande porte, que receberam mais de 150 mil litros de leite/dia (6,9% do total de estabelecimentos) e foram responsáveis por 70,8% do volume de leite cru captado no 4º trimestre de 2025 (Tabela I.13). 

No 4º trimestre de 2025, participaram da Pesquisa Trimestral do Leite 2 002 estabelecimentos, 646 (32,3%) registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), 882 (44,1%) nos Serviços de Inspeção Estadual (SIE) e 474 (23,7 %) nos Serviços de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 87,8%, 10,4% e 1,8% do total de leite captado.  O Estado do Amapá foi a única Unidade da Federação a não participar da Pesquisa, por não apresentar estabelecimento elegível ao universo investigado. (As informações da Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE - Publicado em 18/03/2025 às 09:00 adaptado pelo SINDILAT/RS)


GDT 400: estabilidade indica acomodação após ciclo de altas

O 400º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT) apresentou estabilidade nos preços internacionais dos lácteos, com o price index variando 0,1%, e a média dos produtos comercializados foi USD 4.330/tonelada, após a sequência recente de altas mais expressivas observadas nos eventos anteriores.

O 400º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT) indicou estabilidade nos preços internacionais dos lácteos, com o índice geral registrando leve variação de 0,1% e média de USD 4.330 por tonelada para os produtos comercializados, após uma sequência recente de altas mais expressivas observadas nos eventos anteriores.

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT. 

O comportamento entre os derivados foi misto, com destaque para a gordura anidra do leite, que registrou a maior alta do leilão, com avanço de 6,4%, cotada a USD 7.602/tonelada. O movimento reforça a continuidade da valorização do segmento, sustentado por uma menor disponibilidade, decorrente da desaceleração sazonal da produção na Oceania.

O leite em pó desnatado (LPD) também apresentou desempenho relevante, com alta de 5,2%, atingindo USD 3.409/tonelada e mantendo trajetória de valorização nas últimas sessões. Por outro lado, o leite em pó integral (LPI) — principal produto negociado — registrou queda de 4,0% - revertendo as altas consecutivas dos últimos leilões, sendo negociado a USD 3.709/tonelada.

Gráfico 2. Preço médio LPI. 

Entre os queijos, a muçarela apresentou leve alta de 0,5%, chegando a USD 4.208/tonelada, enquanto o cheddar se manteve estável (+0,1%), cotado a USD 4.925/tonelada. A lactose, por sua vez, registrou leve recuo de 0,3%, sendo negociada a USD 1.450/tonelada. A tabela 1 apresenta os preços médios dos derivados ao fim do evento, assim como suas respectivas variações em relação ao leilão anterior.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 171/03/2026. Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Volume negociado volta a crescer

O volume total negociado no leilão somou 19.500 toneladas, representando alta de 3,4% frente ao evento anterior. Na comparação com o leilão equivalente em 2025, o volume ficou estável, com leve recuo de 0,2%.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Impacto nos contratos futuros

Com um mercado especulativo, os preços futuros vinham apresentando altas. Agora, reforçando essa visão de maior estabilidade no GDT, os preços futuros para os próximos meses passaram a apresentar variações desde o início de março, indicando um cenário de maior acomodação após um período de fortes e rápidas recuperações de preços. 

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures).  Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.


Impacto nos contratos futuros

Com um mercado especulativo, os preços futuros vinham apresentando altas. Agora, reforçando essa visão de maior estabilidade no GDT, os preços futuros para os próximos meses passaram a apresentar variações desde o início de março, indicando um cenário de maior acomodação após um período de fortes e rápidas recuperações de preços. 

Além disso, a recente valorização do dólar — influenciada pelo aumento das tensões internacionais — adiciona um novo elemento ao cenário doméstico. Com os preços internacionais em alta e o câmbio também mais elevado nesta última semana, a competitividade dos produtos importados diminui, o que pode trazer certo alívio aos preços nacionais e favorecer o processo de recomposição do mercado interno.

O GDT 400 marca um momento de transição no mercado lácteo internacional: após uma sequência de altas, os preços entram em fase de acomodação, mas seguem sustentados por fundamentos positivos. Para o Brasil, esse cenário — aliado ao comportamento recente do câmbio — pode contribuir para um ambiente mais favorável à sustentação dos preços ao longo de 2026, com possível menor volume de leite importado. (Milkpoint)

Produção Argentina

Produção de leite na Argentina iniciou em 2026 com crescimento de +10% versus mesmo período de 2025. 

Redução sazonal no 1 trimestre será seguido de crescimento a partir abril 2026. 

No Brasil as importações estão em alta. O ano que poderia ser de recuperação gradual e sólida de preços se mistura em cenário de incertezas geradas pela forte alta do leite spot (USD 0,60/L). 

O consumidor brasileiro será exposto a preço de lácteos fora da realidade do mercado internacional. Qual será o impacto? Será que os brasileiros irão conseguir absorver as altas sem queda de consumo? Histórico dos últimos anos revelam que esse cenário não é positivo para os atores da cadeia produtiva (produtores; cooperativas; indústrias; consumidores). (Dairylando)


Jogo Rápido

No Pampa Debates desta quinta-feira (12), Darlan Palharini comenta os reflexos da supersafra de produção leiteira em 2025, a queda no preço pago ao produtor e os desafios enfrentados pelo setor diante dos custos de produção e da concorrência com países como Argentina e Uruguai. Confira clicando aqui. (Pampa Debates)


Porto Alegre, 17 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.591


Entenda por que o setor de queijo vive nova onda de aquisições no Brasil

Após três transações recentes, expectativa no segmento é de mais negócios em 2026

A recente onda de aquisições no mercado brasileiro de queijo pode estar apenas no começo. Dinâmica semelhante já havia acontecido no primeiro semestre do ano passado, e a expectativa de analistas e fontes desse mercado é de que novos negócios sejam anunciados ainda em 2026.

Três operações envolvendo alguns dos maiores laticínios brasileiros e uma indústria multinacional, entre outubro de 2025 e o início deste ano, refletem oportunidades de negócios, mas também o interesse no potencial de crescimento desse mercado no país.

Em outubro do ano passado, a Tirolez anunciou a aquisição da Levitare, líder na produção de queijo de búfala em São Paulo. No fim de dezembro, foi a vez da francesa Savencia Fromage & Dairy, dona da marca Polenghi, anunciar a aquisição da Quatá Alimentos, uma das principais produtoras de queijos semiduros e azuis do país. Já o Grupo Piracanjuba divulgou a compra da Basel Lácteos, fabricante de queijos finos sediada em Antônio Carlos (MG), no fim de janeiro deste ano.

Nos três casos, as aquisições foram aprovadas sem ressalvas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os valores envolvidos não foram divulgados.

Na avaliação de Fabio Scarcelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq), o movimento de aquisições deve continuar este ano. “Quando essas empresas são incorporadas, elas recebem uma injeção tanto de tecnologia como de recursos para aumentar sua produção, sua capacidade e sua tecnologia”, avalia.

Não é por acaso que algumas dessas aquisições se deram em mercados de nicho. Diferentemente dos produtos “commoditizados” — como o leite líquido e o queijo muçarela —, os queijos finos ou para food service permitem às empresas obter margens maiores porque não há a mesma necessidade de preços baixos para competir.

“A indústria busca um mercado que tenha um potencial grande para crescer e margens mais interessantes do que outros mercados mais comoditizados, onde ela vai brigar por mercado basicamente via preço”, afirma Valter Galan, sócio da consultoria Milkpoint.

Um fator que estimula o movimento das empresas é o potencial de crescimento do consumo doméstico de queijo, segundo analistas. O brasileiro consome por ano cerca de sete quilos de queijo, enquanto que em países vizinhos, como Argentina e Uruguai, esse índice é pelo menos o dobro. Na França, por exemplo, o consumo per capita chega a 25 quilos, diz Scarcelli.

“Inclusive empresas estrangeiras que estão vindo para o Brasil enxergam um potencial de crescimento no consumo de queijo muito grande", acrescenta. "O pessoal já está mais acostumado com queijo lá na Europa do que aqui, mas eu não tenho dúvidas de que (o consumo) vai continuar crescendo e mais aquisições ocorrerão”, completa.

Foi a decisão de que não poderia “ficar para trás” num mercado crescente que levou a Piracanjuba a adquirir a Basel Lácteos. Até então o laticínio, um dos maiores na captação de leite no Brasil, não atuava em queijos finos.

“A tendência é de que o consumo per capita aumente nos próximos anos, e é um movimento natural de consolidação das empresas. Outras empresas também estão se movimentando, procurando essas oportunidades, e o Grupo Piracanjuba entende que não pode ficar para trás", afirma o diretor comercial, Gustavo Afonso de Almeida.

Segundo ele, os próximos meses serão dedicados à integração da Básel à estrutura do grupo, dos colaboradores e do portfólio de produtos. A queijaria tem unidade industrial na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, região considerada estratégica para a produção de queijos finos devido a características como altitude e qualidade da matéria-prima.

Almeida diz que não há novas aquisições programadas. Porém, ressalta que “se surgir alguma oportunidade, a empresa vai estar preparada para analisar”.

A Tirolez, que fez sua primeira aquisição em 45 anos de história, também segue em busca de oportunidades. Depois da compra da Levitare, outros negócios estão no radar, disse à reportagem o CEO Marcel de Barros, no início de fevereiro.

“O ano passado foi um ano bastante difícil para o setor. Com essas taxas de juros, algumas empresas acabam optando por entrar no mercado e eventualmente vender o negócio. Então surgiram muitos negócios públicos, que já foram anunciados, e muitos que estão em gestação. Para o setor, para quem tem uma posição sólida e uma estrutura de capital adequada, surgem oportunidades, e é atrás dessas oportunidades que nós da Tirolez estamos indo”, disse.

Questionada pela reportagem sobre a aquisição da Quatá, a francesa Savencia se manifestou por nota. “O portfólio inovador e de alta qualidade das duas empresas é complementar e está conectado com o paladar dos brasileiros. Esta operação reforça nosso compromisso com o bem-estar das pessoas, segurança alimentar, qualidade dos produtos e com a responsabilidade social, que também são valores da Quatá”, diz Augusto Lemos, CEO da Savencia Brasil.Na opinião de Valter Galan, da Milkpoint, as aquisições têm impactos positivos, uma vez que as compradoras tendem a acelerar seus processos de pesquisa e desenvolvimento e de lançamento de produtos. “É possível que você tenha uma oferta maior até de novos produtos com esse processo que está ocorrendo”, diz.

Pulverização e regionalização
Fábio Scarcelli vê risco baixo de concentração nesse mercado, mesmo com a consolidação. Um dos motivos é que o setor é pulverizado. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem cerca de 1,9 mil empresas no setor de lácteos do país. Mais de mil contam com inspeção federal.

Tampouco a consolidação deve levar ao desaparecimento de empresas regionais. “O Brasil é um país muito grande, com muitas diferenças regionais, então fica muito difícil uma empresa que esteja centralizada em Belo Horizonte atender Recife ou o Pará, por exemplo”, observa Scarcelli.

“Muitas delas (marcas regionais) têm uma força regional interessante e são reconhecidas regionalmente, então muitas tendem a permanecer, explorando esses mercados regionalizados onde elas são mais consolidadas”, acredita Galan, da Milkpoint. (Globo Rural via Valor Econômico)


GDT - Global Dairy Trade

Fonte:GDT editado pelo Sindilat/RS

Congresso promulga decreto sobre acordo entre Mercosul e União Europeia

Decreto legislativo aprova o conteúdo do acordo de livre comércio e autoriza o Poder Executivo a ratificar o tratado; governo mira avançar com ratificação ainda nesta semana

O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (17) o decreto legislativo que aprovou o conteúdo do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia e que autoriza o Poder Executivo a ratificar o tratado.

O decreto foi assinado pelos presidentes do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante sessão solene com a presença de autoridades. Participaram da solenidade o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), o chanceler Mauro Vieira, embaixadores e parlamentares.

Com a promulgação, o país avança mais uma etapa para a implementação do acordo, que foi negociado durante décadas e assinado em 17 de janeiro em Assunção, no Paraguai.

Para entrar em vigor, é necessária a comunicação, entre as partes, de que o texto foi ratificado. Como a CNN Brasil mostrou, o Brasil mira ratificar o acordo ainda nesta semana. A expectativa do governo é que o acordo entre em vigor de forma provisória a partir de maio.
Na presidência da sessão, Alcolumbre destacou que o texto foi aprovado em menos de dois meses no Congresso. Ele defendeu as relações comerciais como necessárias para a paz entre as nações. Na visão dele, o tratado é um "instrumento de verdadeira estabilidade internacional".

"O comércio cria regras comuns e regras comuns obrigam os países a dialogar, negociar, resolver suas disputas por meio diplomáticos em vez de recorrer a força", disse.

Entre outras medidas, o tratado prevê a redução de tarifas, ao longo dos próximos anos, para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE.

"O acordo entre Mercosul e União Europeia conecta dois blocos econômicos que juntos representam mais de 700 milhões de pessoas e um quarto da economia mundial. Trata-se do maior acordo já negociado pelo Mercosul e o maior acordo entre blocos do mundo", afirmou Geraldo Alckmin.

Sobre a implementação do tratado, Hugo Motta afirmou que processo exigirá vigilância dos parlamentares. "O Congresso continuará atento, porque todo grande acordo exige acompanhamento permanente, sensibilidade institucional e, sempre que necessário, ajustes que preservem o interesse estratégico do país", declarou.

O projeto sobre o acordo foi aprovado pelo Senado em 4 de março. Antes, a Câmara dos Deputados também deu aval para a proposta, que foi recebida como uma pauta prioritária dos congressistas.

O acordo Mercosul-UE também foi uma das prioridades do governo levadas ao Congresso no início do ano. Em ano eleitoral, a concretização do tratado, negociado por mais de 20 anos, deve ser uma das vitrines para as eleições.

Além do tratado, após pedidos de parlamentares e representantes do setor produtivo relacionados ao acordo, o Executivo também editou decreto para definir procedimentos para eventual aplicação de salvaguardas bilaterais no âmbito dos acordos comerciais de que o Brasil seja parte.

O acordo, além das regras sobre comércio, também inclui definições sobre compromissos ambientais, investimentos, compras públicas e facilitações para pequenas e médias empresas, como a redução de custos para pequenos exportadores. (CNN)


Jogo Rápido

CEPEA: Insumos - Soja e Milho
MILHO - Com oferta restrita, preços seguem em alta: Diante disso, os preços do milho subiram na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A restrição na oferta ocorre mesmo em um cenário de colheita de safra verão em andamento e de estoques de passagem confortáveis, segundo pesquisadores do Cepea. Em relatório divulgado na sexta-feira, 13, a Conab estima que a safra 2025/26, iniciada em fevereiro, tenha um estoque inicial de 12,68 milhões de toneladas, bem acima das 1,88 milhão de toneladas da temporada de 2024/25. Levantamento do Cepea mostra que a atual prioridade dos agentes tem sido as entregas de soja e a semeadura da segunda safra de milho. Além da restrição por parte dos vendedores, compradores também têm aumentado o interesse na recomposição dos estoques, tentando garantir cereal para as próximas semanas. A disputa por fretes, que já está acirrada, pode se intensificar, devido ao aumento no valor dos combustíveis diante os conflitos no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz. SOJA - Conflito internacional eleva futuros e gera nova alta no BR: Intensificaram-se as preocupações quanto ao fluxo de petróleo, sustentado as cotações das commodities energéticas. De acordo com pesquisadores do Cepea, a valorização externa elevou a paridade de exportação e sustentou as cotações domésticas. Ainda assim, segundo o Cepea, o ritmo de negócios nos portos brasileiros foi limitado por novos protocolos de exigências fitossanitárias. Esse cenário fez com que cargas destinadas à exportação fossem devolvidas nos últimos dias. Diante dessas incertezas, parte dos agentes passou a priorizar negociações entre regiões do mercado interno, em detrimento das exportações, até que haja maior clareza sobre as novas exigências. (Cepea via Terra Viva)


Porto Alegre, 16 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.590


Queijos e lácteos sustentam estratégia de expansão da RAR

Divisão de lácteos e gastronomia da RAR cresce e pode liderar receitas do grupo até 2034

Os lácteos da RAR ganham papel central na estratégia de crescimento da RAR Agro & Indústria, empresa da família Randon sediada em Vacaria, no Rio Grande do Sul.

Embora a fruticultura ainda seja o principal negócio do grupo, a companhia aposta na expansão da divisão dedicada a queijos e outros produtos gastronômicos para dobrar o faturamento e alcançar R$1 bilhão em receitas até 2034.

Em 2025, a empresa registrou faturamento de R$510 milhões e projeta atingir R$558 milhões em 2026. Parte relevante desse crescimento deve vir da unidade RAR Gastronomia, responsável pela produção de queijos, manteiga, creme de leite e outros alimentos. Segundo a empresa, a expectativa é que essa divisão se torne a maior fonte de receita do grupo ao longo da próxima década.

A operação de lácteos da companhia tem origem em uma decisão estratégica tomada por Raul Randon no final dos anos 1990. Ao apostar na produção de queijo tipo grana no Brasil, o empresário percebeu que o país não possuía leite com o padrão necessário para esse tipo de produto. Para viabilizar o projeto, trouxe vacas leiteiras dos Estados Unidos para o interior gaúcho, estruturou um laticínio e enviou equipes à Itália para aprender o processo de produção.

Hoje, a empresa mantém a maior fazenda de gado leiteiro do Rio Grande do Sul, com extração aproximada de 52 mil litros de leite por dia. A produção inclui queijos tipo grana e parmesão, além de manteiga e creme de leite.

Em 2024, a unidade de gastronomia produziu 957 toneladas de queijo tipo grana, 545 toneladas de parmesão e cerca de 600 toneladas de creme de leite e manteiga. O faturamento da divisão alcançou R$189 milhões no período.

O desempenho foi influenciado pelas oscilações no custo da matéria-prima. No primeiro semestre, a rentabilidade foi pressionada pela alta do preço do leite, que superou R$ 2,80 por litro na média nacional, segundo dados citados pela empresa. Já na segunda metade do ano, a queda nos preços ajudou a melhorar os resultados operacionais.

Para 2026, a RAR estima que a receita da unidade chegue a R$205 milhões, crescimento superior a 8% em relação ao ano anterior. De acordo com a empresa, o início do ano apresenta desempenho melhor que o registrado no mesmo período anterior.

A estratégia comercial da divisão de lácteos combina dois canais principais. Mais da metade das vendas ocorre no varejo, com presença em redes de supermercados, enquanto cerca de 45% do volume é direcionado ao food service, atendendo restaurantes e outros estabelecimentos.

A empresa também fornece queijo ralado para marcas próprias de redes varejistas, ampliando sua presença no mercado interno. O principal destino dos produtos é o estado de São Paulo, onde os itens da marca são distribuídos em diferentes redes supermercadistas.

No mercado externo, a companhia realizou uma primeira exportação de 700 kg de queijo tipo grana para Miami, nos Estados Unidos, no final de 2024. O envio foi temporariamente interrompido após a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, mas as exportações já foram retomadas após o recuo dessas medidas.

Além dos lácteos, a divisão de gastronomia inclui vinhos, produzidos a partir de uvas cultivadas pela própria empresa e vinificados pela Miolo, em Bento Gonçalves. A operação comercializa atualmente 150 mil garrafas por ano, com planos de ampliar o volume para 220 mil garrafas em 2030 e 300 mil em 2034.

Mesmo com a expansão do portfólio gastronômico, a base econômica da empresa continua sendo a fruticultura. A unidade Rasip Agro responde por cerca de 8% do mercado brasileiro de maçãs e foi responsável por R$221 milhões do faturamento total em 2025.

Para a cadeia láctea, a estratégia da RAR indica um movimento relevante: a consolidação de operações integradas que combinam produção de leite, industrialização de queijos de longa maturação e presença simultânea em varejo e food service. A empresa aposta que esse modelo será o principal motor de crescimento nos próximos anos. (Escrito para o eDairyNews, com informações de AgFeed)


A proteína é a grande estrela da nutrição ativa em 2026?

A demanda por proteína continua sendo um dos principais motores da nutrição voltada ao desempenho físico e ao estilo de vida ativo. Mas, à medida que esse nutriente ganha ainda mais espaço no mercado, surgem também novas oportunidades — e novos formatos de consumo.

Durante muito tempo associada quase exclusivamente a frequentadores de academia e atletas, a proteína deixou de ser um nicho. Hoje, tornou-se uma megatrend global, impulsionando inovação em toda a indústria de alimentos, bebidas e suplementos.

Dados da empresa de inteligência de mercado SPINS mostram a dimensão desse movimento: as vendas de suplementos proteicos e substitutos de refeição cresceram em ritmo de dois dígitos, com aumento de 13% em volume e 12,4% em valor no último ano. Só os suplementos de proteína movimentaram cerca de US$ 8,6 bilhões em 2025. Para comparação, os eletrólitos — a segunda maior categoria — geraram US$ 266 milhões no mesmo período.

Esse crescimento acompanha uma mudança no comportamento do consumidor. À medida que mais pessoas adotam um estilo de vida ativo, a proteína passa a ser vista não apenas como um nutriente para performance esportiva, mas como um componente central da alimentação voltada à saúde e ao bem-estar.

Da academia para o consumo cotidiano

Nos últimos anos, a proteína saiu do universo dos shakes e suplementos esportivos para entrar em produtos muito mais diversos. Hoje, ela aparece em alimentos cotidianos — de lanches e bebidas a sobremesas e refeições prontas.

Na indústria de alimentos e bebidas, a proteína passou a ser tratada como um ingrediente de valor agregado, capaz de elevar o perfil nutricional de praticamente qualquer categoria de produto.

Mas nem todos os formatos têm o mesmo desempenho no mercado. Alguns têm se mostrado especialmente promissores.

A evolução dos formatos: do pó às bebidas prontas

Os tradicionais pós proteicos continuam relevantes — especialmente os derivados de soro do leite (whey) — que ainda dominam o mercado de suplementos e substitutos de refeição. No entanto, a forma de consumir proteína está evoluindo rapidamente.

Produtos prontos para beber (RTD — ready to drink) estão ganhando espaço entre consumidores que buscam praticidade. Essas bebidas oferecem uma solução rápida para quem deseja aumentar a ingestão de proteína sem recorrer a preparações ou misturas. Esse movimento acompanha um padrão mais amplo da indústria: nutrição funcional combinada com conveniência.

Proteína como base da nutrição funcional

A proteína também vem sendo incorporada a produtos com diferentes objetivos nutricionais — desde suporte muscular até saciedade e controle de peso.

Isso reflete um mercado em expansão, no qual consumidores procuram alimentos que entreguem benefícios claros à saúde, mas que ainda ofereçam sabor, textura e prazer de consumo.

Ao mesmo tempo, a inovação em ingredientes permite desenvolver produtos com altos níveis de proteína sem comprometer a experiência sensorial, um desafio histórico para formuladores.

O próximo passo da tendência

À medida que a nutrição ativa se torna mais popular, a proteína tende a se consolidar não apenas como um diferencial de produto, mas como um componente padrão de formulação.

O nutriente já ultrapassou o nicho esportivo e passou a fazer parte da alimentação de consumidores de diferentes perfis — de atletas e praticantes de atividade física a pessoas interessadas simplesmente em manter uma dieta mais equilibrada.

Nesse cenário, a grande questão para a indústria deixa de ser se os produtos devem conter proteína — e passa a ser como entregá-la da forma mais eficiente, saborosa e conveniente possível.

As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

 

 

Milk Pro Summit 2026: Associados do Sindilat têm 10% de desconto

Os associados do Sindilat terão 10% de desconto na inscrição para o Milk Pro Summit 2026, que será realizado nos dias 28 e 29 de maio, no Bourbon Resort Atibaia, em Atibaia (SP).

Organizado pela MilkPoint Ventures, o evento reúne produtores, técnicos e empresas do setor lácteo. A programação está dividida em seis painéis. No primeiro dia, os debates tratam de cenário econômico e comércio internacional, desafios regionais da produção, parcerias com varejo e food service, inovação tecnológica, gestão de risco, sucessão familiar e fundamentos técnicos e econômicos da atividade. À noite, ocorre a premiação dos 100 maiores produtores de leite.

No segundo dia, os painéis abordam gestão de pessoas e liderança, sustentabilidade aplicada à produção, uso de dejetos como fonte de receita, agricultura regenerativa, programas de incentivo e modelos de expansão da atividade no Brasil e no exterior.  

As inscrições podem ser feitas via link disponível no site do Sindilat/RS clicando aqui. (Sindilat/RS)


Jogo Rápido

Gargalos da cadeia foram debatidos na 21ª edição do Fórum do Leite
O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini, destacou a necessidade de melhorar a competitividade do setor e mais assistência técnica para o produtor. Ouça clicando aqui. (Agert)


Porto Alegre, 13 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.589


Inteligência artificial deve impulsionar nova fase da cadeia leiteira no Rio Grande do Sul

Especialistas apontam a inteligência artificial como aliada para uma nova fase da cadeia leiteira no RS. Investimentos em tecnologia e pesquisa buscam ampliar a produtividade, melhorar a qualidade do leite e fortalecer a renda dos produtores, com monitoramento desde a fazenda até o consumidor.

O futuro da cadeia leiteira deve ter a inteligência artificial como aliada. É o que apontam os especialistas do setor que participaram do painel Conecta GZH, nesta última quarta-feira (11) na Expodireto, em Não-Me-Toque.

Com o tema "Do campo ao consumidor: como a tecnologia pode elevar a qualidade do leite gaúcho", o debate contou com a presença do professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), Carlos Bondan, do presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, e do gerente de prestação de serviços da UPF, Clóvis Tadeu Alves. 

Conforme Bondan, a metade norte do Estado é responsável pela maior produtividade de leite do RS, com 70% do volume total. Nesse contexto, a UPF investiu aproximadamente R$ 2,8 milhões para a aquisição de equipamentos que permitem análises mais completas e ágeis do leite e da reprodução animal.

"A atividade leiteira é uma das que tem o maior potencial de geração de recursos financeiros e de distribuí-los dentro de uma cidade e região. Diante disto, a UPF criou o laboratório do leite e queremos dar um novo passo com outros equipamentos", explicou.

A partir desses investimentos, a universidade pretende estruturar um centro de inteligência artificial para monitorar a qualidade do leite em todas as etapas produtivas — desde a fazenda até o consumo final.

"Nosso objetivo é tornar o RS o Estado que mais produz leite no Brasil" projeta o professor.

Produtores investem em tecnologia

Um acompanhamento feito pela UPF mostra que, desde 1997, o setor leiteiro tem apresentado redução no número de produtores. Porém, segundo o gerente de prestação de serviços da universidade, quem fica na área investe em mais animais, focando no aumento da produtividade.

"Nas últimas décadas, tivemos exclusão de produtores, mas inclusão de animais. Ou seja, para se manter nessa cadeia, tem que ter volume de produtividade. Quem fica na atividade tem alto volume e consegue controlar o custo" pontuou Clóvis Tadeu Alves. 

Neste cenário, o apoio ao produtor prestado pela Emater é essencial. De acordo com o presidente da entidade, o trabalho desenvolvido acompanha de perto as pesquisas e extensões das universidades.

Entre as apostas a longo prazo estão os equipamentos modernos para análise de leite e o sistema de análise espermática, ideal para pesquisas sobre reprodução animal. Essas tecnologias têm potencial de aumentar a produtividade e, consequentemente, a renda.

"Sempre que surge uma tecnologia, o produtor vai ter que fazer o investimento", resume o gerente de prestação de serviços da UPF.

As informações são do GZH, via Milkpoint, editadas pelo Sindilat.


Exportações de lácteos da Argentina caem 23% em janeiro, após forte desempenho ao fim de 2025

As exportações de produtos lácteos da Argentina registraram queda em janeiro na comparação com dezembro de 2025. Segundo dados do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), os embarques somaram 38.992 toneladas no primeiro mês de 2026 — uma retração de 22,9% em relação ao mês anterior.

Em valor, as vendas externas alcançaram US$ 147,3 milhões, redução de 22,2%. Na prática, foram exportadas cerca de 11,6 mil toneladas a menos, o equivalente a US$ 42 milhões. Na comparação anual, porém, o cenário é diferente. Em relação a janeiro de 2025, as exportações cresceram 31,8% em volume e 26,6% em receita. O OCLA ressalta, no entanto, que esse avanço expressivo ocorre porque o volume exportado no início do ano passado foi excepcionalmente baixo.

Com isso, a participação das exportações na produção total de leite da Argentina ficou em 29,1% em janeiro de 2026 — um nível considerado dentro da faixa histórica normal.

Preços também recuam

O preço médio das exportações foi de US$ 3.778 por tonelada em janeiro, queda de 4% em relação ao mesmo mês de 2025. No caso do leite em pó — principal produto exportado pelo país, responsável por 42,4% dos embarques totais — o preço médio foi de US$ 3.492 por tonelada, 11,7% abaixo do registrado no ano anterior.

Fator sazonal explica parte da queda

De acordo com o OCLA, a redução nas exportações tem forte relação com a sazonalidade da produção de leite na Argentina. O país registra seu pico produtivo na primavera. Nesse período, que vai da saída do inverno até o final do ano, é comum que as exportações aumentem para escoar os excedentes de produção. Quando a produção diminui, esse movimento tende a desacelerar — o que ajuda a explicar o desempenho de janeiro.

Outro fator relevante é o forte desempenho de dezembro. O último mês de 2025 registrou um volume elevado de exportações, o que amplia a diferença na comparação mensal. Mesmo assim, quando se analisa o acumulado anual, o desempenho externo permanece positivo: tanto o volume quanto o valor exportado cresceram mais de 25% em relação ao ano anterior.

Mercado interno segue pressionado

No mercado doméstico, os dados mostram comportamentos distintos dependendo da base de comparação. Em relação a janeiro de 2025, as vendas de produtos lácteos recuaram 5,6%. Já na comparação com dezembro, houve crescimento de 2,6%.

Esse resultado, porém, muda quando se observa o consumo em litros equivalentes — medida que considera o volume de leite utilizado na fabricação dos produtos. Nesse caso, foi registrada uma queda de 8% frente a dezembro.

Leite em pó lidera as quedas

Entre as principais categorias, o maior recuo nas vendas em relação a janeiro do ano passado ocorreu no leite em pó, com queda de 23,4%.

Na sequência aparecem:

Outros produtos lácteos (como doce de leite, manteiga e iogurtes): -9,1%

Leites fluidos: -5%

O consumo de queijos, por outro lado, apresentou crescimento de 1,9% na comparação anual. Esse segmento tem grande relevância para a cadeia, já que cerca de 50% da produção nacional de leite é destinada à fabricação de queijos.

Mudança no comportamento de consumo

O OCLA aponta duas possíveis explicações para a retração nas vendas.

A primeira está relacionada à base de dados utilizada. As informações de vendas são coletadas pela Direção Nacional de Laticínios a partir de indústrias que representam cerca de 60% do mercado, o que significa que parte relevante do consumo — incluindo marcas menores e o mercado informal — não é capturada pela pesquisa. Segundo o observatório, há indícios de que o segmento não monitorado possa ter registrado aumento nas vendas em janeiro.

Nesse contexto, uma das hipóteses é que consumidores estejam migrando das marcas líderes — incluídas no levantamento — para produtos mais baratos ou de marcas menores.

Além disso, o desempenho do consumo também reflete oscilações no poder de compra da população. “Há variações nesses períodos de acordo com a recuperação do poder aquisitivo das pessoas. Se compararmos janeiro deste ano com o de 2025, as vendas parecem menores porque naquele momento o desempenho havia sido relativamente bom, considerando que vínhamos de um 2024 mais difícil”, aponta o relatório (Com informações do Clarín, resumidas pela Equipe MilkPoint)

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1910 de 12 de março de 2026 

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
A atividade está estável na maior parte das regiões, e houve recuperação gradual da produção em áreas beneficiadas pelas chuvas do período. Ainda assim, as temperaturas elevadas seguem provocando estresse térmico nos rebanhos, reduzindo o tempo de pastejo e exigindo ajustes de manejo, como maior oferta de sombra, de água e de suplementação alimentar. Em diversas propriedades, estão sendo ofertados alimentos conservados, como silagem, feno e pré-secado, para complementar a dieta e garantir o atendimento das exigências nutricionais. O escore corporal e a qualidade do leite, avaliada pelos parâmetros legais, estão dentro de níveis adequados. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em Manoel Viana e Alegrete, a produção vem reagindo gradualmente devido à melhoria da oferta de pastagens após as chuvas das últimas semanas. As temperaturas elevadas no período causaram estresse no rebanho, levando produtores a ajustar os horários de pastejo para reduzir impactos no consumo de forragem. A silagem produzida em janeiro e início de fevereiro já está sendo utilizada por alguns produtores, contribuindo para a qualidade da dieta das matrizes. 

Na de Caxias do Sul, os produtores suplementam os volumosos com silagem. As tardes ainda quentes exigiram medidas para diminuir o estresse térmico. Os bovinos a pasto têm buscado sombra e aguadas, e para os animais confinados foram utilizados ventiladores e vaporizadores para amenizar o calor. A qualidade do leite, avaliada pela contagem de células somáticas (CCS) e pela contagem padrão em placas (CPP), está dentro dos limites estabelecidos pelo Ministério da Agricultura – MAPA. 

Na de Erechim, os produtores que utilizam sistemas de pastoreio recolocaram os animais nos piquetes para melhor aproveitamento das pastagens, após a recuperação das áreas. A utilização de alimentos conservados, como silagens, fenos e pré-secados, continua como parte das dietas para complementar a oferta de nutrientes e atender à demanda energética dos rebanhos. 

Na de Ijuí, a produção apresentou leve queda. Porém, a curva de sazonalidade está menos acentuada do que no mesmo período de 2025. O escore corporal dos animais está bom, e a qualidade do leite coletado segue dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação. 

Na de Pelotas, em algumas propriedades, tem sido utilizada silagem e ração para suprir a menor disponibilidade de forragem. De modo geral, a produção está em bons níveis. Em relação ao aspecto sanitário, observa-se aumento da incidência de carrapatos em algumas propriedades, sendo recomendados tratamentos preventivos para evitar infestações mais severas. Também foram registrados casos de raiva em alguns municípios. 

Na de Santa Maria, as condições climáticas mais amenas têm proporcionado maior conforto aos animais, reduzindo o estresse térmico e favorecendo o consumo de forragem. 

Na de Santa Rosa, as altas temperaturas têm provocado estresse térmico nos rebanhos leiteiros, diminuindo o tempo de pastejo e levando os animais a buscar áreas sombreadas durante as horas mais quentes do dia. Embora os rebanhos estejam com escore corporal adequado, observa-se desenvolvimento mais lento e necessidade de intensificar o uso de alimentos conservados, como silagem, feno e pré-secado. 

Em Cândido Godói, as chuvas leves não interferiram no manejo das propriedades, mas as temperaturas elevadas têm demandado, nos sistemas semiconfinados, a intensificação do fornecimento de alimento no cocho para suprir as necessidades nutricionais do rebanho. (Emater/RS adaptado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA
Na maior parte da próxima semana, o tempo deverá permanecer estável em todo o território gaúcho. No dia 13/03 (sexta-feira), o sistema deverá se afastar gradualmente, reduzindo sua influência sobre o Estado. Assim, há previsão de chuva fraca e passageira em pontos isolados da Serra e dos Campos de Cima da Serra. No dia 14/03 (sábado), o tempo voltará a ficar predominantemente estável, sem previsão de chuva significativa em todo o território gaúcho. Nos dias 15/03 (domingo), 16/03 (segunda-feira), 17/03 (terça-feira) e 18/03 (quarta-feira), as condições de estabilidade deverão continuar predominando na maior parte do Estado. Entretanto, nos dias 17 e 18/03, na Fronteira Oeste, poderá ocorrer chuva fraca a moderada, associado ao transporte de umidade. A partir do dia 16/03 (segunda-feira), as temperaturas deverão voltar a se elevar gradualmente. De forma geral, os acumulados de precipitação deverão chegar a 30 mm ao longo da semana. Em alguns pontos isolados da Fronteira Oeste e Campos de Cima da Serra, esse valor poderá ser ultrapassado. Nas regiões Central, Campanha e na porção mais a Sudeste, os valores previstos não ultrapassarão os 10 mm acumulados. (Fonte: Simagro – Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos)


Porto Alegre, 12 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.588


No Mercosul, crescimento do mercado de leite depende do aumento de consumo

O crescimento do mercado de leite no Mercosul está ligado à ampliação do consumo. A avaliação foi apresentada pelo consultor da Federação Pan-Americana de Laticínios (FEPALE) e pesquisador do INTA da Argentina, Alejandro Galetto, durante o 21º Fórum do Leite. Segundo o especialista, o bloco não registra avanço significativo no mercado desde 2014, refletindo problemas estruturais de competitividade, enquanto países como o México têm registrado crescimento significativo. “Não é um dos países isoladamente, é um problema do Mercosul. Reconhecer e identificar a causa é o primeiro passo para mudar o cenário”, afirmou nesta quarta-feira, 11/03, em Não me Toque (RS). 

Além de investir no aumento da demanda por leite, Alejandro Galetto recomendou mudanças estruturais que permitam atrair e manter recursos no setor. “É necessária uma mudança. A competitividade é pensada como a melhora de uma empresa individualmente, mas ela também está na capacidade do setor de atrair e manter recursos para crescer”, assinalou, ao relatar problemas comuns do bloco como custos de produção, sucessão nas propriedades e evasão para outras atividades. 

Conforme o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o fórum reforçou a importância da gestão, alinhada aos diversos fatores que influenciam na produção leiteira, que vão desde o clima até o valor do leite ao produtor. “Na propriedade existem muitos elementos que influenciam o resultado, como o gerenciamento, a compra de insumos, a regularidade das chuvas para garantir alimentação de qualidade ao rebanho, entre outros aspectos”, assinalou, evidenciando a presença cada vez mais extensiva de tecnologias no campo que permitem monitorar indicadores e atingir o melhor aproveitamento dos recursos e resíduos dentro das propriedades para ampliar a rentabilidade da atividade leiteira.

A programação do fórum também incluiu palestras sobre manejo sustentável de dejetos orgânicos de bovinos de leite, com o pesquisador da Embrapa Marcelo Henrique Otenio, e sobre gestão econômica das propriedades, com o médico-veterinário Matheus Balduino Moreira, da Rehagro Consultoria. “O fórum se destacou muito nessa questão do gerenciamento da propriedade, dos indicadores e do aproveitamento de cada resíduo da própria propriedade rural para que consiga rentabilizar a propriedade leiteira”, destaca Darlan. (Assessoria de imprensa do Sindilat/RS)


Expodireto Cotrijal, bovinocultura de leite apresenta inovações, diz Emater/RS

A parcela de bovinos de leite da Emater/RS-Ascar na Expodireto Cotrijal 2026 apresenta temas voltados à qualificação da produção, ao bem-estar animal e às inovações no sistema produtivo. Entre os destaques, está um robô que faz a organização da silagem para alimentação do rebanho e a produção de leite A2-A2, que possui um mercado segmentado.

No espaço, os visitantes poderão conhecer equipamentos voltados ao manejo e ao bem-estar nos ambientes de ordenha, como o carrinho de distribuição de ração e o robô de limpeza, tecnologias que contribuem para a organização do trabalho e para melhores condições no dia a dia da atividade.

Segundo o extensionista rural Vilmar Leitzke, a proposta é contemplar tanto o bem-estar das pessoas que atuam na atividade quanto o dos animais, além de apresentar alternativas para qualificar a alimentação e o sistema produtivo. A equipe da Emater/RS-Ascar está disponível para dialogar com produtores e visitantes sobre oportunidades e perspectivas para a bovinocultura de leite, atividade de relevância econômica e social para o Rio Grande do Sul.

Os extensionistas rurais que recebem o público, também apresentam informações sobre a produção de leite A2-A2 e o que essa modalidade representa para os produtores. "O leite A2-A2 é uma possibilidade adicional de produção, além do sistema convencional baseado no leite A1".

Entre os principais assuntos abordados está o emprego da alfafa na alimentação dos rebanhos. "A alfafa ocupa o papel de rainha das forrageiras e é uma fonte importante de alimento que pode ser utilizada na alimentação animal. Estamos apresentando esse tema e aprofundando a discussão com os visitantes", destaca Leitzke.

Outro tema é a fase de criação de terneiras, com orientações sobre cuidados e adequação de ambientes de proteção. A proposta é apresentar soluções tecnológicas que permitam criar as terneiras de forma adequada, com foco no bem-estar animal e na formação de futuras vacas dentro dos padrões de qualidade. "A fase de criação da terneira é fundamental para que o ambiente não se torne um fator limitante ao desempenho do animal no futuro", ressalta o extensionista.

A Expodireto Cotrijal ocorre até sexta-feira (13), em Não-Me-Toque. Na Casa da Família Rural da Emater/RS-Ascar, há 14 espaços temáticos, demonstrando inovações em diversas áreas da agropecuária e das políticas públicas para o setor. (Emater/RS-Ascar)

Governo zera PIS e Cofins do diesel para segurar preço por causa da guerra no Irã

Presidente Lula anunciou também pagamento a produtores e importadores de diesel e a criação de um imposto de exportação sobre o produto com alíquota de 12%. Petróleo chega a US$ 100

O governo federal anunciou nesta quinta-feira a decisão de zerar o PIS e o Cofins do preço do diesel para conter a alta do combustível provocada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Além disso, uma medida provisória (MP) vai prever o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel. O anúncio das medidas foi feito no Palácio do Planalto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

— Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da guerra chegam ao povo brasileiro — disse o presidente.

Além dele, participam do anúncio os ministros Rui Costa (Casa Civil), Wellington César Lima e Silva (Justiça), Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

Segundo Haddad, os decretos não interferem na política de preços da Petrobras.

— As medidas tomadas aqui não afetam em absolutamente nada e são independentes da política de preços da Petrobras que seguem seu ritmo de previsibilidade e sustentação da companhia em bases absolutamente solidas — disse o ministro.

De acordo com o ministro, o governo também vai editar uma MP que vai prever o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro. Esse valor será abatido do preço final, ou seja, o consumidor terá um desconto.

Alívio de R$ 0,64
Somado o desconto à redução dos tributos, a estimativa do governo é de gerar um alívio de R$ 0,64 por litro nas bombas, para conter a pressão de custos ao longo da cadeia e criar condições para que esse efeito chegue à população. Será editado decreto para regulamentar a subvenção.

A MP prevê ainda Imposto de Exportação como medida regulatória para aumentar o refino interno e garantir o abastecimento à população. Pelo texto da medida, a exportação de petróleo bruto passará a pagar imposto de 12%, enquanto a exportação de diesel terá alíquota de 50% enquanto durar o programa de subsídio ao combustível.

A taxação sobre o petróleo deve gerar arrecadação relevante para o governo. Segundo estimativas da equipe econômica, o imposto pode render cerca de R$ 15,6 bilhões em quatro meses. A medida, no entanto, pode ser revogada antes desse prazo caso o cenário internacional se normalize.

Outro decreto, a ser editado nesta quinta-feira, determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção. (O Globo)


Jogo Rápido

Expodireto
O Banrisul e a Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) assinaram um protocolo de intenções para a criação de um Centro de Consultoria Agrodigital, ação voltada à integração de tecnologia, assistência técnica e gestão no agronegócio. A iniciativa prevê inicialmente a seleção de 250 produtores que serão acompanhados ao longo de 18 meses. (Jornal do comércio)


Porto Alegre, 11 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.586


Reguladores aprovam megacordo de compra entre Fonterra e Lactalis

A venda da divisão de consumo da Fonterra para a Lactalis foi aprovada pelas autoridades regulatórias e, agora, o acordo deve ser concluído ainda no primeiro trimestre deste ano. Essa movimentação consolida o objetivo da cooperativa da Nova Zelândia em focar nos seus serviços B2B.

O contrato de NZ$4,22 bilhões (US$2,5 bilhões) vende para a Lactalis maior parte dos negócios de consumo da Fonterra, além de parte de suas operações de foodservice e ingredientes na Austrália, Oceania, Oriente Médio, África e sudeste asiático.

A transação inclui um retorno de ações de NZ$2,00 e proporcionará aos acionistas agricultores um retorno total de capital de NZ$3,2 bilhões, equivalente a cerca de NZ$393.000 por fazenda.

Enquanto isso, a Fonterra espera distribuir os lucros gerados durante o último ano fiscal como dividendo especial, informou a cooperativa em fevereiro.

“Estamos finalizando nossas contas intermediárias e podemos indicar que esperamos que o dividendo especial do Mainland esteja na faixa de 14-18 centavos por ação, refletindo o desempenho operacional do negócio Mainland durante o primeiro semestre deste ano, impulsionado pela gestão contínua de custos e preços favoráveis de commodities de entrada”, disse o CEO Miles Hurrell.

“Isso permanece sujeito à data de liquidação da transação e à finalização de nossas demonstrações financeiras e processo de auditoria.”

O que vem a seguir para Fonterra e Lactalis?

Já se passaram quase dois anos desde que a Fonterra anunciou uma mudança estratégica significativa, buscando transferir seu foco de produtos lácteos como commodities para ingredientes de maior valor agregado e foodservice.

Esse movimento foi precedido por anos de consolidação no setor, culminando com a decisão de vender seu portfólio de negócios de consumo, foodservice e outras atividades auxiliares — conhecidos coletivamente como Mainland Group — para a Lactalis, a maior empresa global do setor lácteo em termos de faturamento.

O processo de venda foi acompanhado de perto pela indústria ao longo de 2025, e inicialmente a Fonterra avaliou tanto uma venda privada quanto um IPO.

A liderança da cooperativa visitou mercados selecionados na Austrália e Oceania para sondar investidores, apoiada por um forte desempenho fiscal do Mainland Group, antes de optar pela venda privada como a forma mais simples de se desfazer de todos os negócios colocados à venda de uma só vez.

A Lactalis acabou sendo a vencedora da disputa, depois que a multinacional francesa também havia adquirido, no início daquele verão, o negócio de iogurtes da General Mills nos Estados Unidos.

O acordo reforça significativamente a posição já dominante da Lactalis no mercado global de laticínios, dando à empresa uma presença mais forte em mercados onde antes tinha apenas participação marginal. Ao mesmo tempo, a empresa manterá sua relação de fornecimento com a Fonterra por meio de vários contratos de longo prazo, tornando-se um dos maiores clientes da cooperativa neozelandesa e ajudando a garantir estabilidade de fornecimento.

Enquanto isso, a Fonterra poderá concentrar seus esforços em manter o crescimento nas áreas de ingredientes e foodservice, incluindo investimentos para ampliar a capacidade produtiva e maior foco em produtos lácteos de alto valor agregado.

Essa estratégia já trouxe resultados fortes no último ano fiscal, quando o CEO Miles Hurrell anunciou um programa de investimentos de quatro anos voltado a ampliar a capacidade industrial.

Na ocasião, queijos e proteínas foram os principais destaques de desempenho. Com a demanda contínua sustentando o crescimento, a cooperativa agora está posicionada para direcionar ainda mais investimentos para esses motores de expansão, à medida que se transforma em uma empresa mais enxuta e focada em ingredientes.

As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Chuvas intensas no final do verão e início antecipado do El Niño acendem alerta climático

Chuvas intensas, ondas de calor e mudanças no padrão climático podem marcar o ano de 2026 no Brasil. Alertas recentes e projeções meteorológicas indicam que a combinação entre a atuação da ZCAS e a possível chegada antecipada do El Niño pode trazer uma sequência de eventos extremos nos próximos meses.

Na última segunda-feira, 9 de março, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de perigo para chuvas intensas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país, além de pontos da Amazônia e do oeste da Bahia. O aviso surge em um momento de atenção para o clima no país. 
Nas últimas semanas, tempestades e episódios de alagamento atingiram estados como Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo, reforçando a sensação de um fim de verão particularmente instável em 2026.

Especialistas atribuem parte das chuvas intensas registradas nas últimas semanas à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Esse sistema meteorológico forma um corredor de nuvens que se estende da Amazônia até o Atlântico Sul, atravessando a faixa central do Brasil.

Quando esse corredor de umidade se encontra com temperaturas elevadas na superfície do oceano e na atmosfera, o ambiente torna-se favorável à formação de nuvens carregadas e episódios prolongados de precipitação. Esse tipo de configuração costuma provocar volumes expressivos de chuva em curto período, aumentando o risco de alagamentos e transtornos urbanos.

El Niño pode antecipar mudanças no padrão climático

Se as últimas semanas já chamam atenção pelo volume de chuva, o cenário climático para os próximos meses também merece monitoramento. Projeções indicam que os efeitos do El Niño podem começar a ser sentidos mais cedo do que o habitual em 2026, possivelmente já a partir de maio.

Segundo o meteorologista Vinicius Lucyrio, da Climatempo, as projeções atuais apontam para um evento climático com intensidade significativa.

“Possivelmente, o El Niño este ano terá um início acelerado, e a expectativa é de que seja, no mínimo, um evento climático com intensidade de moderada a forte”, afirma o meteorologista.

Uma das principais preocupações associadas ao fenômeno é o aumento da frequência de temporais severos. Com o ar e as águas do oceano mais quentes, cresce a disponibilidade de energia na atmosfera: um fator que pode intensificar eventos climáticos extremos.

Ondas de calor e tempestades no horizonte

As projeções indicam que o Brasil pode voltar a enfrentar um padrão semelhante ao observado em 2023, marcado por extremos climáticos mais frequentes.

De acordo com Lucyrio, a tendência é de que, a partir do final do inverno e ao longo da primavera de 2026, ocorram episódios prolongados de calor intenso e períodos de tempo seco em grande parte do interior do país. Ao mesmo tempo, outras regiões podem experimentar o efeito oposto.

No Sul, por exemplo, o inverno já pode apresentar aumento da instabilidade, com maior presença de nuvens e tempestades. Eventos de chuva abrangente, com potencial para enchentes, e sistemas convectivos intensos tendem a se tornar mais frequentes na primavera. Parte dessa instabilidade também pode alcançar estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Um ano de extremos climáticos?

O conjunto dessas projeções sugere que 2026 pode ser marcado por uma alternância mais intensa entre eventos climáticos extremos, com episódios de chuva forte, ondas de calor prolongadas e períodos de seca em diferentes regiões do país.

Embora previsões climáticas sempre carreguem incertezas, o cenário atual reforça a necessidade de acompanhamento constante das condições meteorológicas. Em um contexto de oceanos cada vez mais quentes, a tendência é que fenômenos naturais como ZCAS e El Niño tenham impactos cada vez mais perceptíveis no cotidiano das cidades e das atividades econômicas.

As informações meteorológicas são do Instituto Nacional de Meteorologia e Climatempo, adaptadas pela equipe MilkPoint.

 

Sooro Renner recebe R$ 197,6 milhões do BNDES para ampliar produção de lactose e whey no Paraná

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 197,6 milhões para a Sooro Renner Nutrição S/A ampliar a produção de lactose e whey protein na sua unidade em Francisco Beltrão (PR). Os recursos serão usados na implantação de uma estação de tratamento de efluentes com produção de biogás para geração de energia térmica na empresa.

A medida reduz o consumo de biomassa e as emissões de gases de efeito estufa da unidade. Essa será a primeira indústria brasileira a produzir ingredientes lácteos com altíssimo padrão de qualidade e pureza exigidas para o segmento no mercado. Os itens são usados em fórmulas infantis e alimentos especiais, de acordo com o BNDES. A tecnologia empregada no projeto utiliza água de reúso, extraída da própria matéria-prima, o soro de leite, e gera uma economia de um milhão de litros de água por dia.

“Ao apoiar esse projeto o BNDES fomenta a modernização da produção de derivados de alto valor agregado, que é o caso da whey protein, a proteína do soro do leite, reduzindo a dependência de importações”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Os recursos são oriundos do Finem, BNDES Mais Inovação e Fundo Clima. O projeto também deverá gerar impactos positivos no mercado de trabalho e na economia regional. A iniciativa prevê a criação de cerca de 250 empregos diretos ao longo da execução, além de aproximadamente 1.250 vagas indiretas associadas às obras e à cadeia produtiva. (Globo Rural via Valor Econômico)


Jogo Rápido

Piracanjuba ProForce anuncia patrocínio estratégico à FURIA
A Piracanjuba ProForce oficializou uma parceria estratégica com a FURIA, um dos maiores clubes de esportes e entretenimento do mundo, assumindo o posto de patrocinadora oficial da organização. A iniciativa marca a entrada definitiva da marca de bebidas proteicas no universo dos esportes eletrônicos e das competições de alto rendimento, visando estreitar o diálogo com as novas gerações e comunidades conectadas ao cenário digital. Segundo Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, a escolha é um passo estratégico para acompanhar as mudanças nos hábitos de consumo e nos estilos de vida dos jovens. Do lado da FURIA, o diretor comercial Pedro Lopes destacou que a chegada da ProForce reforça o momento de expansão da organização, que busca parceiros capazes de construir conexões reais com seu ecossistema, unindo os conceitos de performance e identidade. Reconhecida internacionalmente, a FURIA atua em diversas frentes, incluindo modalidades como Counter-Strike, VALORANT e League of Legends, além de competições físicas como o Futebol 7 e a Porsche Cup. Para a Piracanjuba, a associação consolida seu posicionamento em contextos que unem esporte e cultura, reforçando a premissa de que o movimento e o equilíbrio são fundamentais para a evolução constante, tanto dentro quanto fora dos jogos. (ASCOM Piracanjuba editado pelo Sindilat)


Porto Alegre, 10 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.586


Sindilat/RS marca presença em debates sobre produção, inovação e sustentabilidade na Expodireto

Nesta quinta-feira, 10/03, o Sindilat/RS esteve presente na Expodireto Cotrijal, representado pelo secretário-executivo Darlan Palharini, que participou de uma série de agendas voltadas ao setor produtivo. 

Pela manhã, Palharini participou do 36º Fórum Nacional da Soja, promovido conjuntamente pela FecoAgro/RS, Cotrijal e CCGL, com apoio do Sistema Ocergs/Sescoop-RS. O encontro debateu o cenário e a conjuntura do setor, reunindo lideranças e especialistas do agronegócio. O secretário-executivo também acompanhou o lançamento do programa Campo Inovador – Leite e Derivados. A iniciativa, desenvolvida pelo Sebrae RS e conduzida pela Regional Noroeste, é voltada à principal bacia leiteira do Estado e busca conectar desafios da cadeia produtiva a soluções desenvolvidas por jovens, universidades, escolas técnicas, produtores e startups. 

À tarde, o dirigente participou do 10º Fórum Estadual de Conservação do Solo e da Água. O encontro, realizado pela CCGL, Cotrijal, Rede Técnica Cooperativa (RTC) e Embrapa, reuniu especialistas, produtores e representantes do agronegócio para discutir práticas sustentáveis e a conservação dos recursos naturais no Rio Grande do Sul. Na sequência, esteve presente na reunião com o setor produtivo e no lançamento da Fase 3 do Programa Irriga + RS. Durante a tarde, também atendeu a demandas de agendas com a imprensa. A programação da Expodireto Cotrijal segue até a próxima sexta-feira, 13/03/2026. (As informações são do Sindilat/RS)


Petróleo puxa alta de etanol e açúcar, mas incertezas dominam a indústria

Entre agentes de mercado, expectativa é de que conflito no Oriente Médio leve Petrobras a reajustar gasolina, o que evitaria a queda de preços na nova safra

Ontem, depois que o preço do barril do petróleo rompeu a barreira de US$ 100, ganhou corpo entre agentes da indústria sucroenergética a leitura de que a Petrobras poderia reajustar o preço da gasolina, o que deu sustentação ao etanol no mercado interno e ao açúcar no front internacional. Porém, as perspectivas para esses mercados ainda são turvas dadas as declarações erráticas do presidente americano Donald Trump sobre o conflito no Oriente Médio, deflagrado após Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã, há pouco mais de uma semana.

Por ora, analistas dizem que o choque decorrente do conflito pode impedir que os preços de etanol e açúcar caiam nos próximos meses. Esse movimento das cotações iria no sentido oposto das expectativas iniciais.

No mercado interno, os preços do etanol, que caíram em fevereiro sob a expectativa de antecipação da moagem de cana-de-açúcar, passaram a subir neste mês. O indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado vendido pelas usinas de São Paulo (sem impostos) subiu 3,13% na semana de 2 a 6 de março, em relação à anterior, para R$ 2,9352 o litro.

O açúcar também reagiu ontem. Os contratos do demerara que vencem maio subiram 3,48% na bolsa de Nova York, a 14,59 centavos de dólar a libra-peso.

Para analistas, ainda é cedo para estimar o efeito no médio e longo prazos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados de açúcar e etanol, uma vez que ainda não se sabe quando, e se, a Petrobras reajustará a gasolina. Se a estatal fizer alguma alteração, no mínimo isso deve impedir uma queda mais significativa do etanol nos próximos meses, como se esperava.

“Com o preço do petróleo a US$ 100, se a Petrobras fizer o repasse integral, isso praticamente anularia toda a queda que prevíamos [para o preço do etanol na safra]”, disse Cristian Quiles, analista da consultoria FG/A. Em suas projeções, se a Petrobras repassasse o US$ 100 por barril ao mercado interno, o preço da gasolina A, às distribuidoras, subiria cerca de R$ 1 o litro, e o efeito no preço médio do etanol hidratado da safra 2026/27 seria de uma alta de R$ 0,50 o litro.

Para Quiles, a tendência é que o preço do etanol se ajuste de forma a manter uma correlação de 64% a 65% em relação à gasolina ao longo da próxima safra, devido à alta oferta esperada. A FG/A estima que as usinas de cana vão produzir 4 bilhões de litros a mais do que na safra 2025/26, e as de milho, 1,7 bilhão de litros a mais.

Segundo Rafael Borges, analista da StoneX, o preço do etanol começou a cair em fevereiro — na contramão do que ocorre nessa época, quando a oferta recua —, diante da expectativa de que as usinas antecipassem a moagem para aproveitar os preços do biocombustível, mais favoráveis que o açúcar. “Com o conflito, os preços voltaram a subir”, disse.

Em fevereiro, os preços do etanol vendido pelas usinas de Ribeirão Preto saíram de R$ 3,75 o litro para R$ 3,45, segundo a StoneX. Já nos últimos dias, os preços voltaram a R$ 3,60 o litro, refletindo a expectativa de impacto da guerra — embora as incertezas tenham reduzido o volume de negócios.

Tendência
Para Borges, porém, a tendência para o etanol ainda é de queda na primeira metade da safra. “Mesmo que tenha reajuste [da Petrobras], a safra vai ter oferta recorde. Só de etanol de milho serão 2 bilhões de litros a mais”, afirmou. Em sua análise atual, o preço do etanol terá que cair para assegurar competitividade suficiente em relação à gasolina nas bombas e demanda para todo o etanol que for produzido.

Já as cotações do açúcar só reagiram ontem, após mais de uma semana de conflito. Para o analista da StoneX, o preço do açúcar deve se guiar pelo tamanho da safra de cana de 2026/27 no Centro-Sul e pelo mix — que, a princípio, deve ser menos açucareiro. “Se o etanol remunerar mais, o mix tende a ser menos açucareiro”, disse.

Mas os analistas ponderam que se trata ainda de um cenário muito volátil. Ontem, no fim da tarde, Trump declarou que a guerra estaria “praticamente concluída”, o que provocou uma reviravolta nos mercados. Os futuros do petróleo, que bateram os US$ 120 o barril no meio do pregão, caíram abaixo dos US$ 100 o barril no fim do dia.

“Não é uma volatilidade qualquer”, afirmou Tarcilo Rodrigues, sócio da Bioagência. Para ele, ainda que o cenário mude, “dificilmente” os preços do petróleo voltarão para onde estavam devido ao “prêmio de risco” — há um mês, o Brent estava em US$ 70 o barril. (Globo Rural)

 

Após escassez de diesel, postos enfrentam corte no fornecimento de gasolina

Origem do problema está na disparada de preços após o ataque ao Irã e a intensificação do conflito no Oriente Médio

O problema de escassez de diesel, principalmente nas lavouras, começa a chegar à gasolina. A coluna amanheceu nesta terça-feira (10) recebendo relatos de que distribuidoras estão suspendendo entrega do combustível aos postos. Em breve começará a falta na bomba ao consumidor se a situação não se resolver. Questionado, o sindicato que representa as revendas, o Sulpetro, diz que atualizará a situação ainda pela manhã com as distribuidoras, mas o presidente, João Carlos Dal'Aqua, afirma que ainda são casos pontuais e para postos que não têm convênio.

- Acho que a Petrobras vai se movimentar de alguma maneira. Ou vai importar ou vai flexibilizar preço (aumentar) para que os demais importem. Não há desabastecimento geral. As distribuidoras têm seus estoques para atender seus contratados, mas não este aumento de demanda - diz. 

Esse desajuste de mercado tem origem no preço. A coluna vem avisando dos sinais desde a metade da semana passada. Distribuidoras não querem importar diesel e gasolina porque os valores estão muito acima do que os cobrados pelas refinarias da Petrobras, que sinalizou no final da semana passada que não aumentaria agora com esta volatilidade. O setor diz que a estatal está limitando a venda em cotas. Há ainda a desconfiança de que distribuidoras estão retendo carga para vender com preço maior. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) diz que pedirá esclarecimentos — mas não diz quando —, pois a produção está suficiente. A Petrobras não comenta as cotas, mas diz estar entregando o que está programado. 

O preço do petróleo e do diesel disparou no mercado internacional após o fechamento do Estreito de Ormuz, no Irã, por onde passa 20% da produção mundial. A situação crítica piorou com os ataques a refinarias e outras bases de produção, levando à redução da fabricação em países como Emirados Árabes Unidos e Kuwait. 

Na madrugada de segunda-feira (9), a cotação do petróleo saltou 30%. Só acalmou quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou antes do fechamento do mercado que a guerra está "praticamente concluída". Ainda que essa afirmação vá contra as anteriores do próprio Trump, fez o preço cair ao patamar do final da semana passada, mas não afasta a tensão e a volatilidade dos próximos dias. (Zero Hora)


Jogo Rápido

A FIERGS manifesta preocupação com as recentes informações sobre dificuldades na distribuição de combustíveis no Rio Grande do Sul
O abastecimento regular de diesel e de outros combustíveis é essencial para o funcionamento da indústria, da logística e das cadeias produtivas, especialmente em um momento estratégico para o agronegócio gaúcho. A situação exige atenção e monitoramento para possíveis impactos na economia do Estado. Seguiremos acompanhando a evolução do cenário e reforçamos a importância da atuação coordenada entre empresas do setor energético e autoridades públicas para assegurar a normalidade no abastecimento. Confira a nota completa no site da Fiergs, clicando aqui.