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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 27 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.452


Preço do leite mantém estabilidade na entressafra
 
Em plena entressafra, o valor de referência do leite para abril no Rio Grande do Sul está projetado em R$ 1,4330. O indexador representa elevação de 0,85% em relação ao consolidado de março (R$ 1,4209). A previsão foi apresentada na manhã desta terça-feira (27/04) na reunião mensal do Conseleite e considera dados coletados nos primeiros 10 dias do mês de abril.
 
Segundo o professor da UPF Eduardo Finamore, o primeiro quadrimestre de 2021 indica estabilidade do valor de referência, com índices um pouco acima dos praticados em 2020 em função da inflação. Descontando o IPCA do período, os indicadores estão abaixo dos patamares praticados em 2020. “Em 2020, os preços tiveram elevação impulsionados pela pandemia e pela alta dos custos de produção”, justificou. 
 
O coordenador do Conseleite, Alexandre Guerra, indicou que, diferente do movimento tradicional de alta característico deste período do ano, o cenário é de equilíbrio. “Tínhamos a expectativa de que o mercado desse uma reagida, mas não é o que está acontecendo. Estamos com retração puxada pelo cenário nacional que vem do centro do Brasil”, argumentou. Segundo Guerra, há registro de alta de custos expressiva no setor industrial, com variações de 35% a mais de 100% dependendo do item em apenas um ano.
 
Durante a reunião, Farsul e Fetag manifestaram-se pela urgência na atualização dos custos de produção utilizados para cálculo no Conseleite. O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, alertou que os parâmetros utilizados pelo Conseleite são de 2016. Frente a isso, Farsul e Fetag abstiveram-se de validar os dados do Conseleite de abril, sendo os mesmos aprovados por maioria no colegiado.
 
O professor da UPF Marco Antonio Montoya informou que a equipe técnica que atua nos indexadores já está trabalhando em uma revisão e que os novos parâmetros serão implementados nos dados a serem apresentados na reunião de maio. Os novos custos remontam ao ano de 2019, o que exige o início imediato de mais uma revisão. Segundo Guerra, o trabalho deve começar já na sequência com previsão de atualização para breve. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


 
Conseleite Paraná
 
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 27 de Abril de 2021 atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Março de 2021 e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2021, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.
 
 
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Abril de 2021 é de R$2,8582/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)
 
 
Capital nacional do leite, Castro investe em tecnologia para aprimorar produção
 
Cidade dos Campos Gerais do Paraná quer aumentar qualidade do leite produzido e melhorar trabalho dos produtores. Município produz cinco vezes a mais que a média nacional. Castro, que fica na região dos Campos Gerais do Paraná, chegou ao topo do ranking nacional de produção leiteira. Com isso, a cidade ganhou o título de capital do leite. Atualmente, a cidade investe em tecnologia para manter a produção. A conquista do título de capital nacional do leite começou há 70 anos, com a família do produtor Armando Rabbers.
 
Os pais dele vieram da Europa para o Paraná. “Meu pai, quando veio da Holanda, ordenhava leite manualmente e tinha horário para deixar na banca da estrada. Se perdesse esse horário, ele perdia a produção. Hoje, temos resfriador para gelar o leite até o caminhão vir buscar", lembrou. Atualmente, o produtor vê na tecnologia um meio para facilitar o trabalho do dia-a-dia e aumentar a qualidade do leite consumido. Rabbers investiu em tecnologia de ponta. Trouxe para a propriedade o primeiro sistema robotizado da América Latina: a ordenha voluntária. Oito anos depois de ter adquirido a inovação, ele colhe os resultados no aumento da produtividade. Na propriedade, são produzidos cerca de 5.500 litros de leite, por dia, com a ajuda da ordenha voluntária.
 
O sistema funciona 24 horas por dia e é todo automatizado. Boa parte do trabalho é feita por um braço hidráulico. Cada vaca é identificada pelo computador, que aponta todas as informações sobre o animal, inclusive a quantidade de leite produzido. Em média, são de duas a três ordenhas por dia. "A importância da ordenha robótica é principalmente para o bem-estar animal e também do colaborador, porque não tem mais aquelas horas fixas para ele fazer a ordenha”, disse o produtor.
 
Cooperativismo e inovação: A propriedade de Rabbers é apenas uma das 340 da cidade que fazem parte da cooperativa Castrolanda. De acordo com o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), de 2019 para 2020, houve aumento de quase 12% na produção leiteira dos Campos Gerais. O engenheiro agrônomo do Deral, Gil Oliveira da Costa Junior, aponta alguns fatores que ajudaram na construção deste crescimento. “A genética dos animais da região é muito importante. A questão do manejo, trabalhar com pastos de qualidade, também faz a diferença”, disse. Castro também aposta em outro projeto pioneiro. A cidade deve instalar 60 salas em propriedades para ajudar o produtor a identificar as causas de uma inflamação na glândula mamária das vacas, chamada de mastite, que atrapalha a produção. A ideia é controlar o uso de antibióticos nos animais. Essas salas serão ligadas a uma central.
 
“Antes do produtor tratar o animal, ele analisa o leite e verifica o tipo de bactéria que está ali. Hoje, é um processo automatizado e simples. Aí, se necessário, faz o tratamento com medicamento”, afirma Eduardo Ribas, gerente de negócios da Castrolanda. A região dos Campos Gerais é a que mais produz leite por animal. Destaca-se também pela tecnologia e pela qualidade do produto. São fatores que contribuem para uma produção diária cinco vezes maior que a média nacional. “Se o produtor gosta e ama o que faz, o crescimento acontece. A região, nos últimos 10 anos, cresceu mais do que 10%. Quanto maior é o investimento em tecnologia, mais a região se desenvolve e mais o mercado fica aquecido”, afirma o gerente. (G1)

Jogo Rápido  

Entenda como funciona a análise de qualidade do leite que chega aos consumidores

A qualidade do leite que chega ao consumidor depende de uma série de fatores e deve obedecer a regras previstas em lei para controlar o que é produzido nas propriedades dos criadores de todo o Brasil. O Caminhos do Campo visitou um laboratório, em Curitiba, que é um dos 10 do país com permissão para fazer a análise de controle de qualidade. Por mês, são analisadas amostras de leite de 50 mil propriedades do Paraná e de Santa Catarina. A amostra é recolhida do tanque de resfriador de cada propriedade. São feitos dois tipos de análises. Na primeira, o equipamento separa os componentes do leite, como se fosse uma leitura do produto. É nesta etapa que vai determinar as porcentagens de gordura, proteína, lactose, entre outros. O segundo processo é a análise do nível de bactérias no leite. Como todo produto possui uma quantidade de bactérias, se o resultado der zero, pode significar que o produto foi adulterado. Mas, dependendo dos níveis, os resultados podem revelar detalhes importantes, como o manejo do produtor na propriedade, os cuidados tomados com os animais e, até mesmo, a higiene na hora da produção. Altair Valloto, superintendente da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa, conta que os produtores precisam seguir normas do Ministério da Agricultura, além de estaduais e municipais para a qualidade do leite. “Se o leite do produtor estiver fora do parâmetro durante três meses, a indústria é obrigada a quebrar o contrato, não pode mais comprar leite desse produtor até que ele se enquadre nas normas”, explica Valloto. O laboratório de Curitiba faz o acompanhamento da produção de 110 mil animais, com avaliação individual das vacas leiteiras de algumas propriedades. Segundo o gerente do programa de análise de rebanhos leiteiros, José Augusto Horst, todas as informações são repassadas para as indústrias, para os criadores, para o Ministério da Agricultura e também para a Agência de Defesa Agropecuária do estado. “Ter um leite de qualidade significa que o produtor está realizando todos os processos de forma adequada, tecnicamente. A indústria vai estar sendo beneficiada e vai poder elaborar produtos de melhor qualidade. O grande beneficiado acaba sendo o consumidor”, conclui o gerente. (G1)

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Porto Alegre, 26 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.451


Produção de leite sobe no mundo e cai na União Europeia

As entregas de leite nas principais regiões exportadoras tiveram crescimento em fevereiro. As entregas médias diárias nas regiões somaram 816,8 milhões de litros por dia, 1,3% a mais que no mesmo mês do ano passado (corrigido para salto), segundo dados da interprofissional britânica AHDB. As entregas estão abaixo do cálculo feito pela AHDB com base nos movimentos históricos mensais da produção de leite (é o que chama o rastreador, conforme pode ser verificado no gráfico anexo).

As regiões de produção de leite incluídas são UE, Reino Unido, Argentina, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos. Juntos, eles respondem por mais de 65% da produção mundial de leite de vaca e cerca de 80% das exportações mundiais de produtos lácteos.

A Nova Zelândia viu um forte crescimento nas entregas médias diárias em fevereiro, embora deva ser observado que as entregas em fevereiro de 2020 foram muito baixas.

Após o ajuste para o ano bissexto em 2020, as entregas aumentaram 4,2 milhões de litros por dia em média (6,7%).

As entregas para os EUA continuam a apresentar crescimento, com entregas médias diárias aumentando 2,0% em fevereiro, ou 5,5 milhões de litros adicionais por dia.

A Argentina também apresentou forte crescimento em fevereiro, com as entregas aumentando 5,8%, o equivalente a 1,5 milhão de litros a mais por dia.

Enquanto isso, a União Europeia viu uma redução nas entregas em fevereiro, à medida que regiões importantes como França, Alemanha e Holanda continuaram a ficar aquém dos níveis de produção do ano anterior. No geral, as entregas de fevereiro na UE diminuíram 0,5% com relação ao ano anterior. (Agrodigital e AHDB Dairy / OCLA)


Lira diz que versão inicial da reforma tributária será divulgada em 3 de maio

Presidente da Câmara não especificou a qual dos textos sob análise do Congresso ele se referia. Proposta do governo, apresentada no ano passado, prevê unificação de tributos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse neste sábado (24) que a versão inicial da reforma tributária será divulgada em 3 de maio. A declaração foi feita por meio de uma rede social.
Lira não especificou, entretanto, a que proposta ele se referia - há diferentes textos sobre a reforma tributária sendo analisadas pelo Congresso.

A proposta do governo, enviada ao Congresso em julho do ano passado, prevê a unificação do PIS e da Cofins (incidentes sobre a receita, folha de salários e importação), e a criação de um novo tributo sobre valor agregado, com o nome de Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

Assista abaixo a comentário de Miriam Leitão sobre a proposta de reforma tributária apresentada pelo governo no ano passado.

“O Congresso não pode ficar prisioneiro da paralisia política das guerras legislativas. Mais do que nunca, temos de cumprir nosso dever com a sociedade. Como sinalização de que a política do cabo de guerra não vai alterar nossa missão, estaremos tornando pública na segunda-feira, dia 3 de maio, a versão inicial do texto da reforma tributária”, escreveu o presidente da Câmara.

Apesar de Lira não especificar o texto a que se referiam, atualmente uma comissão mista, formada por deputados e senadores e que foi criada em 2020, discute um projeto que prevê a unificação de mais tributos.

Lira ressaltou que o objetivo, após a apresentação do texto inicial, será “discutir com a sociedade, fazer consultas públicas, receber as críticas e os aprimoramentos, com transparência e participação de todos”.

“Temos de enfrentar os problemas do Brasil, apesar das crises, passageiras”, afirmou.
Não é a primeira vez que o presidente da Câmara trata sobre o calendário da reforma tributária. No dia 11 de março, também por meio de uma rede social, Lira escreveu que a “expectativa” era que o texto fosse apresentado “na semana que vem” - o que não se confirmou.

Atraso: Em 4 de fevereiro, em uma das primeiras agendas após a eleição ao comando da Câmara e do Senado, os presidentes Arthur Lira e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) se reuniram para tratar da reforma tributária.

Também participaram do encontro o presidente da comissão mista da reforma tributária, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), e o relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Após a reunião, Pacheco informou que ainda naquele mês o texto final do projeto seria apresentado.

"A comissão mista concluirá seu trabalho até o final de fevereiro, com a apresentação do parecer por parte do deputado Aguinaldo Ribeiro, ouvindo os demais membros, que poderão sugerir acréscimos, supressões, críticas ao parecer. E, na sequência, a reforma tributária iniciará por uma das casas legislativas", disse o presidente do Senado.
Pacheco também apresentou, à época, a previsão de 6 a 8 meses para a conclusão da reforma, incluindo já a votação na Câmara e no Senado.

A comissão que discute a reforma tributária foi criada em fevereiro de 2020. Os trabalhos do colegiado, no entanto, foram paralisados por causa da pandemia. A previsão era de que os trabalhos fossem encerrados em março. No último dia 31 de março, Rodrigo Pacheco prorrogou por 30 dias o funcionamento do colegiado. (G1)

 

Tetra Pak lança campanha “Escolha Natureza. Escolha Caixinha”
Campanha - Conceito foca nos problemas ambientais que afetam a sociedade e traz um apelo para que todos façam escolhas mais conscientes e atuem como agentes de transformação
A Tetra Pak apresenta sua nova campanha de sustentabilidade: Escolha Natureza. Escolha Caixinha. A ação dá foco aos problemas ambientais que afetam o planeta atualmente e coloca os indivíduos no centro da discussão ao convocar toda a sociedade a assumir um papel proativo na preservação dos recursos naturais. A ideia é provocar um debate em que todos participem dessa transformação fazendo escolhas mais conscientes, que ajudem a reduzir os impactos no meio ambiente. E é aqui que a escolha pela caixinha se torna a ideal.
Com duração de três meses, a campanha contará com uma landing page, vídeo manifesto, webinar, anúncios em veículos de mídia especializada, conteúdo de marca (branded content) e plano de mídia nos canais proprietários da Tetra Pak.
O objetivo é posicionar a caixinha da Tetra Pak como a melhor escolha do ponto de vista ambiental, seja para a indústria ou para o consumidor. Ao mesmo tempo, reforçar a posição de vanguarda da empresa no tratamento de questões relacionadas à sustentabilidade e à economia circular de baixo carbono, como reciclagem e a utilização de matérias-primas renováveis.
A partir de questionamentos como “E se…as embalagens usadas nunca se tornassem lixo?” e “E se…as embalagens de alimentos fossem neutras em carbono?” as peças da campanha explicam com dados comparativos porque caixinha é a melhor alternativa à redução do impacto ambiental, levando em consideração todo o ciclo de produção de uma embalagem.
“Estamos numa jornada para construir um planeta melhor ao oferecer a embalagem mais sustentável do mundo. Na dianteira desse movimento, estamos ajudando produtores de alimentos, consumidores e toda a cadeia de valor a melhorar sua pegada ambiental, mitigar as mudanças climáticas e proteger a natureza – ao mesmo tempo em que garantimos a segurança e a disponibilidade de alimentos para um número crescente de pessoas”, explica Valéria Michel, diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak Brasil e Cone Sul. Para a executiva, a campanha traz as pessoas como protagonistas porque este é o momento de agir. “Nossas escolhas podem fazer a diferença diante de tantos desafios ambientais. “Escolha Natureza. Escolha Caixinha” é um convite para consumidores, indústrias e poder público também se juntarem a nós”, complementa.
Mais informações sobre a campanha “Escolha Natureza. Escolha Caixinha." em: http://tetrapak.com/pt-br/escolhanatureza. (TetraPak)

 

Jogo Rápido  

O Forum MilkPoint Mercado começa amanhã!
O comportamento futuro dos mercados internacionais impactará diretamente no mercado brasileiro de leite. O fato é que esta mudança no cenário internacional pode trazer mudança de rumos também aqui para o nosso mercado interno. Os cenários futuros do mercado lácteo brasileiro, assim como outros assuntos importantes para o setor, permearão as discussões do Fórum MilkPoint Mercado, que em 2021 chega ao seu 10º ano. O evento já conta com 346 inscritos e começa amanhã. Quer participar do Fórum e ter acesso a discussões que ajudarão a definir as estratégias futuras de sua empresa em 2021? Faça já aqui a sua inscrição e prepare-se melhor para o incerto futuro do mercado lácteo brasileiro!

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Porto Alegre, 23 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.450


Acordo do Fundoleite deve alavancar o setor lácteo gaúcho Depois de anos de negociação, o setor de laticínios e o governo do Estado do Rio Grande do Sul finalmente chegaram a um consenso sobre a operacionalização do Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite (Fundoleite), criado em 2013 para fomentar a produção e a divulgação dos produtos lácteos produzidos no Estado. O acerto foi sacramentado na tarde desta quinta-feira (22/04) em reunião virtual que contou com o governador Eduardo Leite, a secretária de Agricultura, Silvana Covatti, o secretário da Fazenda, Marco Aurélio Cardoso, o presidente da AL e deputado estadual, Gabriel Souza, e o deputado federal Covatti Filho. O acerto deve representar a liberação do saldo acumulado nos últimos oito anos. Além disso, abre uma frente para novos investimentos a partir de agora, tendo em vista que a contribuição do Fundoleite para a bovinocultura de leite é de R$ 0,00131 por litro de leite industrializado no Estado. “Esse entendimento é fruto da disposição de todas as partes envolvidas em cooperar para a melhoria da produtividade do leite gaúcho. É um novo marco para o setor lácteo”, declarou o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, logo após a reunião. O acerto determina que 70% dos recursos sejam encaminhados à assistência técnica dos produtores de leite, 20% para projetos de desenvolvimento e apoio à cadeia produtiva do leite e 10% a custeio administrativo. Para Portella, o acordo representa uma vitória para todo o RS, que terá implementado, agora, um fundo efetivo de apoio a um setor que gera renda a mais de 170 mil famílias em 491 dos 497 municípios gaúchos. “Esse valor será totalmente utilizado em projetos voltados para o aumento da produtividade e da qualidade do leite do Rio Grande do Sul por meio de assistência técnica aos produtores rurais. Sem dúvida nenhuma, amplificará nossa competitividade e potencial frente a novos mercados”. O assunto Fundoleite foi alvo de controvérsias. Algumas indústrias recolheram o valor ao longo dos últimos anos, saldo que se encontra nas contas do Tesouro do Estado. Outras optaram por ingressar com ações judiciais, que seguem tramitando até agora. Com o acordo firmado, os valores que vinham sendo depositados em juízo pelas empresas serão desbloqueados e as ações extintas. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Previsão é de temperaturas baixas e pouca chuva nos próximos dias Os próximos sete dias terão temperaturas baixas no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 16/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e o Irga. Entre a quinta (22) e sexta-feira (23), o tempo seco e quente vai predominar na maioria das regiões, porém o deslocamento de uma área de baixa pressão no Norte da Argentina e Paraguai favorecerá a ocorrência de pancadas isoladas de chuva nas Missões e Fronteira Oeste. No sábado (24) e domingo (25), a propagação de uma frente fria vai provocar chuva em todas as regiões, com possibilidade de temporais isolados. Na segunda-feira (26), o ingresso de ar seco e frio manterá o tempo firme na maior parte do Estado, com declínio das temperaturas. Somente no Norte e Nordeste ainda poderão ocorrer chuvas fracas e isoladas. Na terça (27) e quarta-feira (28), a presença do ar frio manterá o tempo seco e temperaturas baixas em todo o Estado, com valores de mínima inferiores a 5°C em diversas localidades e possibilidade de geadas isoladas na Campanha, Planalto e na Serra do Nordeste. Os totais previstos deverão ser inferiores a 10 mm na maioria das localidades do Rio Grande do Sul. Somente no setor Noroeste os totais oscilarão entre 20 e 35 mm. O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, milho, safras de inverno e arroz. O documento completo pode ser consultado clicando aqui. (SEAPDR)
Como melhorar a rentabilidade em um mercado incerto? Vem aí o Fórum MilkPoint Mercado! Quando a pandemia estourou em 2020, trouxe um mundo de incertezas. No fim, as circunstâncias - principalmente o auxílio emergencial e o confinamento - favoreceram o mercado de lácteos. 2021, por outro lado, começou trazendo um desafio gigantesco para os produtores e para as indústrias!  As margens – tanto nas fazendas quanto nas fábricas – estão bastante apertadas: de um lado pelos preços elevados do milho e da soja e, do outro, devido à pressão pela queda dos preços por parte dos consumidores e dos varejistas. Além disso, o consumo de lácteos segue recuando.  Com isso, a pergunta que fica é: existe um segredo para melhorar a rentabilidade neste mercado cada vez mais incerto? A resposta é sim! O segredo é CONHECIMENTO.  E é isso que nós queremos transmitir para você no Fórum MilkPoint Mercado! Realizado pela maior empresa de consultoria e análise de mercado do leite no Brasil, o evento chega a sua décima edição consolidado como o melhor no que se refere a tendências e cenários para o setor. Novamente realizado online, o Fórum contará com duas tardes de discussão transmitidas numa super plataforma, que permite interação entre palestrantes e participantes.  A programação abordará as principais variáveis que interferem no mercado lácteo nacional, além de discutir o futuro da cadeia, tanto no âmbito das fazendas, com os diferentes sistemas de produção, suas vantagens e desvantagens, quanto na indústria, abordando estratégias para melhoria de margens.  Neste evento você poderá beber diretamente da fonte de quem mais entende sobre o assunto, o que te auxiliará a tomar as melhores decisões no seu negócio, seja ele da porteira para dentro ou para fora.  Conheça o site e programação e inscreva-se! Conhecimento é o melhor segredo diante de circunstâncias desafiadoras. (Milkpoint)

Jogo Rápido  

Coração do Leite: histórias de superação para se emocionar! Toda atividade tem seus problemas e desafios, e na produção de leite não é diferente. Que produtor nunca teve um imprevisto, uma situação que aconteceu sem nenhum aviso e a única saída foi resolver o problema, mesmo achando que não tinha solução? Embora as dificuldades pareçam insuperáveis, a força de vontade e a determinação sempre transformam os problemas em superação, e as histórias acabam ganhando um final feliz. Os desafios se tornam apenas lembranças do passado e as cicatrizes se tornam histórias de resiliência e amadurecimento dos produtores. O e-book do Especial Coração do Leite conta com histórias emocionantes de superação, recomeços e amor pela atividade leiteira. Acesse o link, faça o download grátis e se emocione com esses momentos especiais. (Milkpoint)

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Porto Alegre, 22 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.449


Mapa lança bases para promoção da agricultura de baixo carbono até 2030
 
A nova política ABC+ tem objetivo de ampliar a adoção de práticas e tecnologias sustentáveis na agropecuária brasileira para melhoria da renda do produtor e enfrentamento das mudanças climáticas
 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou nesta terça-feira (20) as bases conceituais do Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, chamado ABC+, com vigência até 2030. O objetivo é avançar nas soluções tecnológicas sustentáveis para a produção no campo e a melhoria da renda do produtor rural, com foco no enfrentamento da agropecuária às mudanças do clima.  O evento virtual teve a presença da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e do ministro Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovação). O ABC+ é a atualização do Plano ABC, executado de 2010 a 2020, que se tornou referência mundial de política pública para o setor agropecuário. A ministra Tereza Cristina ressaltou que os produtores rurais brasileiros já identificaram que a produção aliada com a conservação é viável e rentável. A cada R$ 1 investido pelo ABC, o produtor investiu R$ 7 em recursos próprios. “Estamos lançando hoje as bases para que, como potência agroambiental, sigamos aliando segurança alimentar e nutricional à conservação ambiental. É necessário, no entanto, que essa dupla contribuição seja reconhecida pelos nossos parceiros internacionais, com o fim do protecionismo no comércio agrícola e a implementação de mecanismos que recompensem nossos produtores pelos serviços ambientais que prestamos ao mundo”, destacou a ministra Tereza Cristina, acrescentando que o Brasil é responsável por apenas 3% das emissões de gases de efeito estufa no mundo. Após os resultados bem-sucedidos da última década, o ABC+ reestrutura os conceitos e estratégias, mantendo o compromisso com a sustentabilidade na produção de alimentos, fibras e energia, promovendo resiliência e aumentando a produtividade e renda dos sistemas agropecuários de produção, permitindo ainda redução de emissões de gases de efeito estufa. Foi elaborado após ampla consulta a técnicos, pesquisadores, consultores e outros parceiros. O trabalho foi iniciado em julho de 2020 sob a liderança da Coordenação-Geral de Mudanças do Clima (CGMC) do Departamento de Produção Sustentável (Depros) do Mapa. O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Pedro Alves Neto, disse que o ABC+ é a certeza de que o Brasil tem uma política pública que não é só momentânea. “O ABC+ mostra uma tendência segura de que o Brasil é uma potência agrícola e ambiental. Essa importante e fundamental entrega vai fazer com que nosso produtor rural se aproprie do seu espaço nos segmentos competitivos com a imagem que ele merece ter: de produção sustentável e segura de alimentos”, disse. O presidente da Embrapa, Celso Moretti, destacou que, com as tecnologias do ABC, o país desenvolveu a carne carbono neutro e já estão em andamento protocolos para a produção de bezerro carbono neutro, couro carbono neutro e leite baixo carbono. “Uma das ações do plano diretor da Embrapa é ampliar, até 2025, em 10 milhões de hectares as áreas com Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta no país”, ressaltou. O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, fez um convite oficial para que o Brasil lidere a discussão sobre o a produção agropecuária neutra em carbono e adaptação às mudanças climáticas. O convite foi feito em nome do diretor regional da FAO na América Latina, Julio Berdegué, e foi prontamente aceito pela ministra Tereza Cristina. “Nos alegra muito pelo Brasil, como um país membro da FAO, comprometido com a redução da emissão de carbono na agropecuária, buscando superar suas metas e compromissos para que o país alcance efetivamente uma agricultura sustentável e resiliente”, disse Zavala. Para o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, a nova fase reforça que o Brasil produz alimentos baseado em ciência, tecnologia e inovação. “O Brasil produz cada vez mais com sustentabilidade”. Participaram do evento o secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, e o secretário adjunto substituto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Cleber Soares. Conceitos modernos: Entre os conceitos adotados no ABC+, está o da Abordagem Integrada da Paisagem (AIP), que prevê a gestão integrada da propriedade rural. A AIP estimula o uso eficiente de áreas com aptidão para produção agropecuária, o estímulo à regularização ambiental e preservação estabelecida pelo Código Florestal. Nas áreas de uso agrícola, o ABC+ tem objetivo de promover a recuperação e conservação da qualidade do solo, da água e da biodiversidade, valorizando as especificidades locais e culturas regionais, expandindo o conjunto de iniciativas do Mapa para a promoção da produção agropecuária sustentável. “Estamos pensando em ações customizadas para os seis biomas brasileiros”, explica a coordenadora-geral de Mudanças do Clima do Mapa, Fabiana Villa Alves. A segunda base conceitual consiste na combinação de ações de adaptação e mitigação para fortalecer a resiliência da produção e garantir a eficiência produtiva e a rentabilidade em áreas mais impactadas pela mudança do clima. Dentre as estratégias, são consideradas a adoção e manutenção de práticas conservacionistas, manutenção de sistemas em integração, melhoramento genético e aumento da diversidade biológica das variáveis cultivadas, gestão integrada do risco, de previsão climática e zoneamento territorial e de alerta prévio, de análise do desempenho socioeconômico e ambiental e assistência técnica. “O Brasil está preparado para a próxima década em oferecer sistemas produtivos sustentáveis, resilientes e rentáveis”, destaca. Estratégias: O ABC+ terá uma forte estrutura de governança que permitirá a participação de diferentes atores, estimulando o reporte constante dos dados de execução. A governança está dividida em três instâncias: aporte de informações de execução (SINABC), monitoramento e avaliação dos resultados (CENABC) e acompanhamento das ações e ajustes constantes (CTABC). A política prevê ainda apoiar os gestores públicos na formulação de planos de ação estaduais, alinhados às características, capacidade técnica e perfil produtivo de cada região. Também fomentar junto às organizações da sociedade civil, instituições financeiras e de pesquisa, ações conjuntas, buscando maior produtividade, renda e resiliência, além de menor emissão de gases de efeito estufa, no setor agropecuário. O ABC+ contará  com estratégias de transferência, assistência técnica, capacitação. “Com essas ferramentas, o Mapa busca fortalecer também as ações de transferência e difusão de tecnologias, capacitação e assistência técnica e gerencial. Os resultados da última década demonstram claramente que, quando o produtor recebe os incentivos financeiros e técnicos corretos, ele adota as tecnologias”, ressaltou Fabiana Villa Alves. Em dez anos, as práticas agrícolas com baixa emissão de carbono passaram a ser adotadas em 52 milhões de hectares no país, o que corresponde a 1,5 vezes o tamanho da Alemanha.  Grupos Gestores Estaduais: Nesta nova fase, haverá o reforço do diálogo com os estados, considerados fundamentais para a adoção e manutenção das tecnologias e sistemas preconizados pelo ABC+. A ideia é apoiar a criação de grupos gestores estaduais para que formulem planos de ação condizentes com as características técnicas, ambientais e operacionais de cada região. Consulta pública: Em julho, será realizada uma consulta pública, quando a sociedade civil poderá contribuir para as metas a serem atingidas pelo ABC+ até 2030. Com metas e ações bem definidas, o ABC+ estabelecerá estratégias novas e revigoradas em todo o território brasileiro. Com objetivo de alavancar a inovação tecnológica de base científica para produção de alimentos com sustentabilidade, o ABC+ visa fortalecer a transformação territorial positiva, da qual o Brasil é líder, priorizando o bom uso dos recursos naturais. “O grande desafio é agir como um instrumento indutor local de sustentabilidade, expandindo o conjunto de iniciativas do Mapa para a promoção de uma produção agropecuária nacional mais adaptada e resiliente”, finaliza a diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação (Depros), Mariane Crespolini dos Santos. (MAPA)


OCB levará projeto gaúcho ao governo federal

O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Freitas, levará o projeto SmartCoop ao governo federal nesta quinta-feira (22/04) . O dirigente pretende mostrar os avanços propostos pela plataforma à ministra Tereza Cristina e outros integrantes do Executivo, a parlamentares da Câmara dos Deputados e a membros do Supremo Tribunal Federal (STF) em reunião,  quando detalhará a Agenda Institucional do Cooperativismo 2021. O anúncio foi feito durante o lançamento da plataforma SmartCoop na terça-feira (20/04).  “Esse conjunto é inovador, fantástico, representa uma revolução no cooperativismo gaúcho e serve de modelo e referência para o Brasil todo e boa parte do mundo”, salientou, lembrando que os agricultores da nova geração precisam de novas ferramentas.  A SmartCoop, alertou ele, será incorporada ao Inovacoop, portal de inovação da OCB. “O Rio Grande do Sul está cumprindo a verdadeira missão do cooperativismo,  que é agregar valor ao produto do cooperado por meio da intercooperação e  de uma economia de escala. Inovação custa caro, e fazer isso de forma intercooperativa, trazendo empresas inovadoras e a academia para dentro do processo, é um sinal da grande evolução da agropecuária e do cooperativismo do RS”, reconheceu Freitas. De acordo com o coordenador da SmartCoop, Guillermo Dawson Jr, a posição do presidente Márcio Freitas, da  OCB, em relação ao trabalho realizado, demonstra que as cooperativas compreenderam modernos conceitos de inovação digital, sem perder a sua essência de serem cooperativas. “A plataforma é como uma árvore. Agora que nasceu, precisa seguir crescendo para se manter viva e forte”, pontuou. Durante a apresentação da nova plataforma na terça-feira, técnicos e produtores apresentaram as diferentes funcionalidades e facilidades que a SmartCoop trará aos 173 mil produtores de 30 cooperativas envolvidas no projeto. “A inovação não cai do céu. Esse projeto foi construído em conjunto com as cooperativas com base em um trabalho árduo. Esse instrumento vai trazer competitividade  aos cooperados e colocará as cooperativas 24 horas em contato com seus produtores sem a necessidade de encontro presencial. Vamos evoluir para uma relação muito forte na interação com a gestão das propriedades”, completou o presidente da Fecoagro, Paulo Pires. Presente no lançamento, o presidente da Cotrijal, Nei Mânica, destacou que a ferramenta leva conhecimento e confiança ao homem do campo. “Não se trata de vender produtos. Essa plataforma leva solução e fideliza o produtor com a sua cooperativa”.  No mesmo sentido, o presidente da CCGL, Caio Vianna,  reforçou a integração técnica viabilizada pela Smartcoop para melhor aproveitamento de um corpo técnico de mais de mil profissionais disponíveis nos times das cooperativas. “Precisávamos de uma ferramenta para que o conhecimento chegasse à propriedade rural.  A informação tem que ir e voltar. O conhecimento da pesquisa precisa ir a campo, ser testado e retornar para avaliação. Só assim vamos ter patamares de produtividade maiores, ganhar eficiência e atingir o objetivo das cooperativas que é estar a serviço de seus produtores, do Rio Grande do Sul e da agricultura brasileira”.  A SmartCoop: A plataforma Smartcoop é um sistema digital que integra 30 cooperativas gaúchas e deve  beneficiar 173 mil produtores. Oferece informação técnica, plataforma comercial e diversas funcionalidades que auxiliam na gestão das propriedades e sua integração com as cooperativas. Também atua como um banco de dados e dispõe de inteligência artificial capaz de cruzar informações e orientar a tomada de decisões mais assertivas, levando em conta fatores climáticos, incidência de invasoras e pragas. (Jardine Comunicação)

 

 

FAO: mercado lácteo em 2020

A produção mundial de lácteos continuou crescendo, com a Ásia tendo o maior aumento de volume em 2019, conforme a visão geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura sobre os desenvolvimentos do mercado global de lácteos em 2020, o Dairy Market Review. O comércio internacional de leite em pó integral, soro de leite e queijo aumentou, enquanto o leite em pó desnatado e manteiga tiveram queda nas exportações. A produção de leite mundial atingiu quase 906 milhões de toneladas em 2020, registrando alta de 2% em relação a 2019, impulsionada pelo aumento da produção em todas as regiões geográficas, exceto na África, onde a produção permaneceu estável. Os  maiores aumentos no volume de leite ocorreram na Ásia, seguida pela Europa, Américas, Oceania e América Central e Caribe. Na Ásia, a produção de leite aumentou para 379 milhões de toneladas em 2020, alta de 2,6% no comparativo anual, em virtude dos aumentos na produção na Índia, China, Paquistão e Turquia.  Por outro lado, o Cazaquistão, Uzbequistão e Japão também registraram expansões moderadas de produção. Na Índia, a produção de leite atingiu 195 milhões de toneladas em 2020, um aumento de 2% em relação a 2019, sustentado pelo aumento contínuo no número de bovinos leiteiros e na melhoria da disponibilidade de ração e forragem durante as chuvas de monção favoráveis (junho a setembro). Por sua vez, a China, registrou um crescimento da produção de fazendas leiteiras em grande escala. As melhorias na eficiência operacional e de produção sustentaram o crescimento de mais de 7% da produção leiteira. No Paquistão, a produção de leite aumentou 3,2%, principalmente devido ao aumento no número de bovinos. Na Europa, a produção de leite subiu para 236 milhões de toneladas, um aumento de 1,6% em relação a 2019, principalmente devido aos aumentos de produção na União Europeia, Federação Russa e Bielo-Rússia. Na América do Norte, a produção de leite atingiu quase 111 milhões de toneladas em 2020, 2,1% acima de 2019. Nos Estados Unidos (EUA),  a produção de leite aumentou 2,2%, para 101 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento do rebanho leiteiro e da produção de leite. A assistência do setor pecuário  ajudou a sustentar a demanda e a produção internas, apesar dos impactos adversos relacionados à pandemia, especialmente a escassez de mão de obra e os obstáculos no transporte. Outro fator que explica essa expansão foi a forte demanda de importação da Ásia. Na América do Sul, a produção de leite atingiu quase 82 milhões em 2020, alta de 2%, impulsionada por maiores produções na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai, parcialmente compensada por um declínio na Venezuela. Na Argentina, houve uma expansão mais rápida do que o esperado, devido à melhoria das pastagens e à demanda interna e externa. A produção de leite do Brasil aumentou, auxiliada pela recuperação no último trimestre, após uma das secas mais prolongadas do país entre maio e outubro do ano passado. Após quatro anos de declínio, a produção de leite na Austrália se recuperou em mais de nove milhões de toneladas, sustentada por boas chuvas,  melhores pastagens e aumento da disponibilidade de forragem e ração. A assistência do governo às famílias agrícolas afetadas pela seca e a extensão dos auxílios financeiros, também contribuíram para a expansão da produção. Na Nova Zelândia, após uma contração marginal (0,7%) em 2019, a produção leiteira registou um leve crescimento de 0,4%, atingindo 22 milhões de toneladas. Na África, a produção ficou estável, em 49 milhões de toneladas. A Argélia registrou um aumento significativo, enquanto o Quênia, a Etiópia e a África do Sul, entre outros, registraram quedas. Do lado das importações, o comércio internacional de lácteos aumentou 1,2% para quase 79 milhões de toneladas (equivalente ao leite) em 2020, principalmente devido ao aumento das importações de alguns países, como China, Argélia, Arábia Saudita e Brasil. A China, o maior importador de lácteos do mundo, comprou 17 milhões de toneladas de produtos, um aumento de 7,4% em relação a 2019, parcialmente induzido pelo início do fim dos bloqueios da Covid-19, mas, por outro lado, impulsionados pelo aumento do consumo per capita dos consumidores. Um forte aumento nas importações de soro de leite em pó, motivado pelo crescimento da demanda na produção de suíno, também contribuiu para o aumento das importações de lácteos da China. Para obter mais informações, clique aqui.  (As informações são do Dairy Industries International, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido  ÚLTIMA CHANCE: Cadastre-se e concorra Cadastre-se e receba a NEWSLETTER SINDILAT diariamente, via whatsapp, com as notícias mais importantes do setor lácteo na palma da sua mão. CLIQUE AQUI e inscreva-se no período de 09/04/2021 a 23/04/2021, às 8h30min e concorra a um ingresso para o evento Fórum Milkpoint: Mercado e Rentabilidade – Os grandes desafios do leite brasileiro – 10º edição, on-line, que acontece nos dias 27 e 28 de Abril. Boa sorte! Confira regulamento no site. (Sindilat/RS)

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Porto Alegre, 20 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.448


Imposto de importação para milho e soja é suspenso até o fim do ano

Importações - O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) suspendeu novamente a alíquota do imposto de importação aplicado às importações de milho, soja, óleo de soja e farelo de soja. A medida entra em vigor sete dias após a publicação da resolução Gecex e termina em 31 de dezembro de 2021.


Em outubro do ano passado, a CAMEX já tinha autorizado a suspensão do imposto de importação para o milho até 31 de março de 2021 e da soja, do óleo em bruto e da farinha e pellets até 15 de janeiro de 2021.

A expectativa naquele momento era de que haveria estabilização nas cotações externas e a safra de grãos, em 2021, teria uma produção suficiente, de modo a reequilibrar a relação de preços com as proteínas animais, reduzindo a pressão de custos para as indústrias integradoras. Porém, as cotações internacionais tiveram comportamento de alta, pressionando ainda mais os preços internos.

Além do cenário de preços não ter se confirmado, apesar da safra recorde de 109 milhões de toneladas de milho e 135,5 milhões de toneladas de soja, os preços internos seguiram em alta em virtude da forte demanda externa e da manutenção da desvalorização do real frente ao dólar.

Gecex: O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o núcleo executivo colegiado da CAMEX, responsável por definir alíquotas dos impostos de importação e exportação, fixar medidas de defesa comercial, internalizar regras de origem de acordos comerciais, entre outras atribuições.

Segundo o Decreto 10.044/2019, o Gecex é integrado pela Presidência da República, pelos ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. (MAPA)


GDT – Global Dairy Trade

Fonte: Global dairy trada adaptado Sindilat/RS

Piá é a Mais Lembrada do RS 

A Cooperativa Piá foi eleita a “Marca Mais Lembrada”, na categoria “Produtos Lácteos”, do prêmio Marcas de Quem Decide 2021. O anúncio foi feito na última quinta-feira, dia 15 de abril, durante um inovador evento transmitido online.  

Promovido pelo Jornal do Comércio em parceria com a Qualidata, a premiação tem o objetivo de reconhecer empresas e instituições que se destacam em seu segmento e na ação estadual, em 71 setores da economia e em quatro categorias especiais.  

Para definir os vencedores, foi realizada pesquisa para medir a lembrança e a preferência das marcas. Durante o processo, foram entrevistados gestores de negócios e altos executivos do Rio Grande do Sul.  

De acordo com o presidente da Piá, Jeferson Smaniotto, estar em primeiro lugar na mente dos entrevistados coroa o trabalho que está sendo feito. “Por trás de cada produto que produzimos existe muita dedicação, horas de trabalho, escolha de matérias-primas de alta qualidade, pesquisas, tecnologia, entre outros processos. Ser a primeira marca na mente desse importante público entrevistado reconhece todos os esforços e nos motiva a sempre querer fazer melhor”, finaliza.  

A Cooperativa Piá também conquistou o segundo lugar na categoria “Marca Preferida”, da premiação. (Cooperativa Piá)


Jogo Rápido 
Futuro no campo - Languiru recebe inscrições para terceira edição do Programa de Sucessão Familiar
Como administrar conflitos nas relações familiares e compreender as etapas da sucessão familiar? Como assimilar e controlar os sentimentos durante o processo de liderança e gestão de pessoas? Para responder a essas e outras questões, a Cooperativa Languiru acaba de lançar a terceira edição do Programa de Sucessão Familiar. O curso é destinado a jovens associados, filhos de associados ou cônjuges que tenham planos em prosseguir na atividade agropecuária. A partir do mês de maio, serão realizados seis encontros, um por semana. As aulas ocorrerão no formato digital, ou seja, o estudante poderá participar do conforto da sua residência. A exemplo da última edição, alguns desses encontros serão abertos à participação dos pais e focados nos aspectos psicológico-sociais, legais e patrimoniais do processo de sucessão. Alunos que tiverem o mínimo de 75% de frequência receberão certificado digital. Assim que tiverem concluído a formação, os participantes poderão integrar o Curso de Liderança Cooperativa, que inicia logo após. A edição deste ano será realizada em parceria com a Univates. Interessados já podem garantir a sua participação junto ao Setor de Atendimento Social do Departamento Técnico da Cooperativa. A inscrição para o Programa de Sucessão Familiar Languiru é gratuita e pode ser efetuada pelo WhatsApp (51) 99678-4176 ou pelo fone (51) 3762-5647. Importante observar que o período de inscrições se estende somente até o dia 28 de abril. (Languiru)

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Porto Alegre, 19 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.446


Entidades argentinas do agronegócio criticam medidas para conter inflação

De acordo com as principais entidades, o excesso de emissão monetária é a principal causa da alta dos preços

A Mesa de Enlace, grupo que reúne as principais entidades agrícolas da Argentina, divulgou comunicado em que critica as medidas do governo do país para conter a alta de preços. Segundo a entidade, os instrumentos “já foram implementados no passado recente com resultados contraproducentes para a produção, a atividade e o emprego”.

De acordo com a Mesa de Enlace, a alta de preços não ocorre por causa da exportação de alimentos, e sim em decorrência do excesso de emissão monetária “em consequência de gastos públicos galopantes e de baixa qualidade, por sua vez produto de um Estado superdimensionado e ineficaz”.

Os representantes do setor rural afirmam que o necessário agora é gerar expectativas positivas sobre a produção e o investimento, e não causar burocracia com instrumentos “já fracassados”.

Entre as medidas anunciadas pelo governo argentino, estão o aumento na restrição para exportações de carne bovina e novos acordos para venda de proteínas a preços acessíveis.

O anúncio foi feito pouco depois da divulgação de dados que mostraram a inflação de 4,8% no país em março na comparação com o mês anterior, maior marca no governo do presidente Alberto Fernández.

Para a Mesa Enlace, “é alarmante que o governo siga trilhando caminhos errados, tomando medidas sem consultar e que só aprofundam a difícil situação pela qual passamos”. De acordo com o grupo, “essa situação é afetada pela pandemia e pelos problemas que surgem da política econômica errática do governo, como a inflação, a falta de financiamento e os altos custos de produção”. (Canal Rural)


Comércio global de lácteos cresce em 2020

O comércio global de produtos lácteos aumentou 2,8% em 2020, apesar do impacto que a pandemia teve nos mercados e nas economias, conforme o último relatório da Eucolait. O desempenho entre as diferentes categorias de produtos foi misto.

O comércio de queijo, leite em pó integral e soro em pó aumentou. As exportações globais de manteiga e leite em pó desnatado caíram no ano, mas isso se deveu aos altos volumes sendo comercializados em 2019.

A União Europeia (UE) + Reino Unido foi o maior bloco exportador, respondendo por 31% dos volumes de exportação em leite equivalente. A Nova Zelândia e os Estados Unidos são o segundo e o terceiro maiores exportadores, respectivamente. A China foi o maior mercado importador, impulsionado pela recuperação da demanda por soro em pó após uma queda em 2019.

Queijo: O comércio global de queijos cresceu 2% em 2020, com as exportações da UE + Reino Unido crescendo 7%. As exportações de queijo da UE + Reino Unido para o Japão aumentaram 13%, auxiliadas por um novo acordo comercial; em contraste, a disputa de aeronaves e as tarifas retaliatórias significaram que as exportações para os EUA caíram 10%. A UE + Reino Unido também conseguiu ganhar uma pequena parte da participação no mercado global de queijos, em detrimento dos EUA, Nova Zelândia e Austrália em 2020.

Manteiga: O comércio global de manteiga caiu 8% em 2020 em comparação com 2019, mas a UE + Reino Unido contrariou a tendência e aumentou as exportações em 17%. Este crescimento foi suportado por preços competitivos, com as exportações particularmente elevadas no primeiro semestre do ano. No entanto, o outro grande exportador, a Nova Zelândia, recuperou terreno na segunda metade de 2020.

Leite em pó: O comércio de pó foi misto, com alguns pós crescendo no comércio, mas outros encolhendo. Em 2019, as exportações de leite em pó desnatado receberam um impulso extra da Europa, eliminando os estoques de intervenção, de modo que 2020 foi menor em comparação. A China foi o principal destino de leite em pó integral e desnatado, apesar das menores importações de ambos em comparação com 2019. 2020 foi a primeira vez, desde o pico de 2013/14, que a China foi o principal importador de leite em pó desnatado.

Reino Unido: Para o Reino Unido, o comércio de lácteos caiu em geral em 2020, quando a pandemia atingiu a demanda em seu principal destino, a UE. Olhando para o futuro, o comércio de lácteos deve aumentar à medida que o mundo se recupera da pandemia. A Organização Mundial de Comércio (OMC) previu uma recuperação "forte, mas desigual" para o comércio global geral em 2021, com o volume total de mercadorias crescendo 8% em 2020. Embora a demanda no Reino Unido e seus destinos de exportação devam se recuperar, o atrito comercial por ter deixado totalmente a UE já impactou as exportações do início de 2021 e pode impactar em quanto a recuperação beneficia nossas exportações. (As informações são da AHDB, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Você já compreendeu o cenário do mercado lácteo para 2021?

O desafio das indústrias de laticínios e produtores de leite, é gigantesco em 2021. As margens de ambos começam o ano bastante pressionadas, de um lado pelos preços recorde de milho e soja e, do outro, pela pressão de queda de preços pelos consumidores e pelos varejistas.

Em sua 10ª edição, o Fórum MilkPoint Mercado vem justamente para tratar dessas questões! Nosso tema: Mercado e Rentabilidade os grandes desafios do leite brasileiro, temos certeza de que tem tudo conexão com você.

Estar preparado é fundamental na hora da tomada de decisão em um ambiente tão incerto. Para isso, conhecimento e informação fazem a diferença.

No primeiro dia do evento, nos dedicaremos às principais variáveis que formam o mercado nacional, desde o cenário econômico e suas enormes incertezas, passando pelo mercado internacional (que, aparentemente, passa por fortes mudanças de direção), o mercado dos grãos, o mercado consumidor e os possíveis cenários, “amarrando” as pontes destes diferentes ingredientes.

No segundo dia, dois painéis que discutirão o futuro da cadeia láctea brasileira: No primeiro, sistemas de produção de leite, seus resultados econômicos, limitantes, vantagens e desvantagens, pela visão de quem os acompanha e que os vive no dia a dia. No segundo painel, melhorias das margens da indústria de laticínios – exemplos de indústrias que vem buscando alternativas, o que vem fazendo, dificuldades e resultados obtidos.

Iluminar o horizonte futuro de mercado e discutir estratégias sobre como crescer de forma competitiva, num ambiente cada vez mais complexo. É o que o Fórum MilkPoint Mercado tem feito há 10 anos, tornando-se o principal evento de tendências e cenários para o mercado lácteo brasileiro. 

Confira os depoimentos de quem já esteve conosco na última edição já realizada do evento:

“Gostei da experiência, as palestras técnicas e voltadas ao mercado são mais proveitosas.” Márcio José de Oliveira, Catupiry

“Importantes atualizações para as tomadas de decisões estratégicas e táticas.” Geraldo Manjella, Tirolez

“Ótimas palestras, palestrantes preparados passando informações pertinentes com o momento em que estamos vivendo. Parabéns a todos os envolvidos.” Guilherme Braga da Matta, Godam.

“Experiência positiva. O formato é de baixo custo e permite otimização do tempo do participante.”  Clênio Arantes Guimarães, Polenghi

“Evento muito bem organizado e com dados bastantes relevantes de mercado.” Débora Lapa, Alibra

“No módulo online gostei muito e evita correrias” Diogo José Cembranel – Cooperativa Auriverde
 
Se você planeja atuar na cadeia leiteira no Brasil nos próximos anos, não pode deixar de participar. Entre no site e se inscreva agora mesmo. (Milkpoint)

 

Jogo Rápido 
A Cooperativa Santa Clara celebra o reconhecimento dos gaúchos no Marcas de Quem Decide.
A Cooperativa Santa Clara foi agraciada no Marcas de Quem Decide, pesquisa realizada pelo Jornal do Comércio em parceria com a Qualidata. Pela 17ª edição consecutiva é reconhecida pelos gaúchos, neste ano na categoria Produtos Lácteos, com liderança na preferência, sendo citada por 31,3% dos entrevistados, e atingindo 27,5% da lembrança. A Cooperativa foi representada pelo presidente da Cooperativa, Gelsi Belmiro Thums, em evento realizado na modalidade virtual. A Santa Clara também é destaque na categoria Cooperativa Agrícola, na qual é citada na preferência e na lembrança. Em sua 23ª edição, a pesquisa Marcas de Quem Decide reconheceu 71 setores, eleitos por gestores de negócios e altos executivos do Rio Grande do Sul. (Santa Clara)

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Porto Alegre, 15 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.445


Pecuária Leiteira segue em ritmo acelerado de indenizações

A prestação de contas do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS referente ao primeiro trimestre de 2021 foi aprovada por unanimidade pelo conselho deliberativo na manhã desta quinta-feira (15). O saldo total do Fundo está em quase R$ 96,3 milhões com o acréscimo de R$ R$ 3,18 milhões nos primeiros três meses do ano. As despesas, que envolvem indenizações de produtores e investimentos na sanidade animal do estado, alcançaram R$ 1,87 milhão no período. Deste total, mais de R$ 1,1 milhão foi destinado à indenização de produtores da pecuária leiteira. “Percebemos um esforço do setor leiteiro na erradicação de doenças como brucelose e tuberculose dos plantéis. Além da eliminação de animais doentes, o permanente alerta à biosseguridade é fundamental para aprimorar a sanidade do rebanho leiteiro gaúcho”, pontua o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber.

O Fundesa-RS realiza assembleias trimestrais para a prestação de contas. A transparência na contabilidade e a agilidade na liberação dos recursos vêm sendo reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. Os dados ficam disponíveis no site www.fundesa.com.br/prestacao-de-contas.

Representante do Fundesa integrará Conselho Consultivo da Seapdr: O conselheiro do Fundesa, Zilmar Moussalle, passa a integrar o Conselho Consultivo do Sistema de Inspeção Sanitária e Industrial da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. A participação, aprovada na Assembleia, era um pedido do Fundo para que o setor produtivo pudesse contribuir com o desenvolvimento e implementação de normas relacionadas ao abate e processamento de proteína animal. “Em boa parte das normativas e portarias a indústria não é ouvida e acabam existindo dúvidas que prejudicam a boa execução dos processos”, explica Moussalle. Um exemplo das possibilidades de alteração é o RIISPOA Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal. “Reformulado em 2017, ainda hoje permanece com exigências anteriores por parte da Secretaria”, pontua Moussalle.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, destacou a experiência do conselheiro como médico veterinário, ex-auditor fiscal federal agropecuário. “Existem boas contribuições para que os processos sejam implantados com viabilidade e segurança para todos”, afirma Kerber. (Fundesa)


Previsão de chuva até domingo (18) e tempo seco na próxima semana

Previsão de chuvas significativas em diversas áreas no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 15/2021, divulgado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).Nesta quinta-feira (15), o deslocamento de áreas de instabilidade vai provocar pancadas de chuva na maior parte do Estado, com possibilidade de tempestades isoladas. Na sexta (16) e sábado (17), o deslocamento de uma frente fria vai provocar chuva em todas as regiões, com chance de temporais na Metade Norte. No domingo (18), o ingresso de ar seco vai determinar o predomínio do tempo firme na maior parte do RS, somente os setores Norte e Nordeste permanecerão com muita nebulosidade, com pancadas de chuva ao longo do dia.Entre a segunda (19) e quarta-feira (21), o tempo seco seguirá predominando na maior parte das regiões, somente no Nordeste Gaúcho a circulação de umidade do mar para o continente manterá a variação de nuvens, com rajadas de vento e chuvas isoladas.Os volumes esperados deverão oscilar entre 10 e 30 mm na maioria das regiões do Estado. Somente em partes do Planalto, Vale do Taquari, Serra do Nordeste e no Litoral Norte os valores oscilarão entre 35 e 50 mm. Veja a íntegra do Boletim com as avaliações de cada cultura de produção clicando aqui. (SEAPDR)

Mulheres protagonizam projeto envolvendo atividade leiteira em Nova Boa Vista

"Elas: protagonismo na pecuária leiteira" é um projeto inovador, uma iniciativa que vem sendo desenvolvida no município de Nova Boa Vista através do trabalho da Emater/RS-Ascar - vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Governo do Estado -, Prefeitura e Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente que visa a valorização e qualificação da atividade leiteira, especialmente envolvendo mulheres agricultoras que trabalham na produção de leite.

"O projeto tem uma sistemática voltada ao trabalho familiar e à força que a mulher representa no meio agropecuário. Pensando em valorizar o perfil feminino presente nas propriedades rurais e, ao mesmo tempo, qualificar o trabalho envolvendo a atividade leiteira, surgiu o projeto 'Elas: protagonismo na pecuária leiteira'", explicou a extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Lisiane Staggmaier Mattje.

Na semana passada foi realizada a primeira capacitação para as participantes do projeto. A atividade, desenvolvida no formato virtual, contou com participação de 13 agricultoras do município. "Nessa primeira etapa buscamos compreender o cenário em que se encontra cada família e provocar a reflexão das participantes para, posteriormente, procurar a transformação da realidade. Realizamos entrevistas com as famílias que serviram como um diálogo para ouvir sua história e experiência na propriedade rural e na atividade leiteira, suas experiências com a assistência técnica, as dificuldades que encontram na atividade, entre outras questões importantes para conhecermos o cenário em que elas estão inseridas", completou Lisiane.

O cronograma de programação do projeto prevê visitas mensais às propriedades e módulos de capacitações online. A data da próxima capacitação será dia 13 de maio, com destaque ao tema "Ela: como ser protagonista da minha vida", abordagem que será conduzida pela psicóloga Andressa Holz. (Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar - Regional de Frederico Westphalen)

 

Jogo Rápido 
Lançamento de plataforma digital para o agro ocorre no dia 20 de abril
Na próxima terça-feira, dia 20, às 17h, acontece a apresentação e lançamento oficial da plataforma digital SmartCoop, inovação que busca facilitar o desenvolvimento das cooperativas do ramo agropecuário e incentiva a intercooperação. A Cooperativa Languiru participa do desenvolvimento da ferramenta, juntamente com outras 30 cooperativas e a parceria da FecoAgro/RS (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul). A plataforma digital beneficiará mais de 170 mil produtores associados dessas cooperativas, com segurança e funcionalidades que auxiliam na gestão da propriedade. A ferramenta será um suporte extra ao trabalho de assistência técnica já desenvolvido pela Languiru, inovação digital que contribui para a eficiência produtiva e competitividade de mercado. Entre as funcionalidades do aplicativo estão acompanhamento da lavoura, monitoramento por satélite, previsão do tempo, indicadores da cadeia leiteira, gerenciamento de rebanho, saldo de produtos na cooperativa, títulos a pagar, cotações e mecanismos de venda da produção. O projeto iniciou em agosto de 2019. O lançamento da SmartCoop pode ser acompanhado pelo Youtube, clicando aqui. (Languiru)

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Porto Alegre, 14 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.443


Os conselhos do "doutor seca" para o Estado

O extenso conhecimento rendeu a Donald Wilhite o título de "doutor seca". Professor e diretor emérito de Ciências Climáticas Aplicadas na Escola de Recursos Naturais da Universidade de Nebraska-Lincoln, atuou extensivamente no Brasil. É autor de livros e coordena projeto sobre o tema financiado pelo Bird. Abaixo trechos de entrevista à coluna.

Com base nos projetos que já desenvolveu, diria que faltam políticas públicas de enfrentamento à seca nos países da América do Sul ou são ineficientes?

Na sua maioria, países sul-americanos não têm políticas nacionais que são proativas e focadas na redução do risco da seca. Como parte de um projeto liderado pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, há alguns países da América do Sul que estão em estágios iniciais de desenvolvimento de políticas nacionais de combate à seca, como Paraguai, Bolívia e Equador.

Quais os maiores impactos da seca na produção?

A seca normalmente é o resultado da combinação de precipitações insuficientes e temperaturas acima do normal, que reduzem a produção. A dimensão dessa perda depende do momento em que ocorre, da intensidade da falta de umidade no solo, variação de temperatura e estágio de desenvolvimento. A seca afeta a eficácia de fertilizantes e nutrientes. A redução da produção se transfere à economia. Leva à perda de renda dos agricultores, que faz com que menos dinheiro seja gasto, menos impostos pagos e haja maior desemprego.

No Estado, estiagens são cíclicas. Ainda assim, há grandes perdas quando acontecem. É necessário mais preparação?

Com certeza. Alertas prévios ou sistemas de monitoramento e previsão mais acurada podem providenciar informação com antecedência, para que possam se adaptar para a seca em evolução. Enquanto secas podem ocorrer de tempos em tempos, não acontecem em ciclos. Então, não é eficaz supor que será um ano normal e esperar estiagem somente a cada cinco, sete anos. O momento em que acontecem é irregular e, nesta região, estão relacionadas com a ocorrência de fenômenos climáticos. É aí que a previsão pode ajudar. Os produtores também precisam fazer gestão da propriedade e determinar como se ajustar antes e durante a estiagem para reduzir riscos.

Em um país tão grande e de climas diferentes como o Brasil, como desenvolver uma política nacional de combate à seca?

Uma política nacional recomenda ou determina em que princípios estará focada a redução de risco. Isso é feito com a criação de uma comissão nacional, composta por líderes das principais agências/ministérios e stakeholders. O passo seguinte é a aplicação desses princípios na esfera estadual. É nesse nível que a política de enfrentamento à seca é ajustada ou adaptada à situação local e aos impactos mais significativos em razão da falta de chuva.

Como o produtor pode usar informações climáticas para a tomada de decisões?

Informações climáticas precisam ser customizadas para as necessidades dos produtores e para o momento certo. Isso significa que o desenvolvimento de ferramentas para o acompanhamento de clima deve ser feito de forma próxima aos produtores. É um processo em evolução.

Quais os benefícios do monitoramento, planejamento, mitigação e políticas de combate à seca?

Os benefícios primários são: melhor tomada de decisão, redução de impactos econômicos, sociais e ambientais, uma economia mais estável e melhorias da gestão de recursos naturais e financeiros e do ecossistema. (Zero Hora)


Conseleite/MG: Valores projetados para abril/2021

Conseleite/MG - A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 14 de Abril de 2021, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: 

a) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Fevereiro/2021 a ser pago em Março/2021. 
b) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência 
c) para o produto entregue em Março/2021 a ser pago em Abril/2021. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.  (Conseleite/MG)

 

Valor da Produção Agropecuária de 2021 deve ser 12,4% maior que 2020

A projeção do Valor da Produção Agropecuária (VBP) deste ano aumentou, em valores reais, 12,4% em relação ao de 2020, que somou R$ 940,9 bilhões. O valor absoluto previsto é de R$ 1,057 trilhão, o maior já obtido desde 1989.

As lavouras representam R$ 727,7 bilhões, e a pecuária, R$ 330,1 bilhões. O crescimento real deve chegar a 16,1% nas lavouras e 5,1% na pecuária, segundo levantamento da Coordenação-Geral de Avaliação de Política e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

"Nos últimos três anos, soja e milho têm apresentado recordes sucessivos de faturamento. A soma dessas duas atividades resultou num valor 65,4% do VBP das lavouras. Em valores absolutos, a soja apresenta uma estimativa de R$ 345,9 bilhões e o milho, R$ 129,9 bilhões. A demanda interna e o comportamento dos mercados, dos Estados Unidos e da China, têm sido os principais responsáveis por esse crescimento", pontuou o departamento. 

 

Jogo Rápido 

Reino Unido – A produção de leite caminha para um recorde de alta
A produção de leite no Reino Unido começou abril 1,2% acima do previsto, com a média móvel dos últimos sete dias (encerrada em 3 de abril) ficando em 36,4 milhões de litros por dia. A expectativa era de que o pico seria atingido por volta de 9 de maio, com 37,8 milhões de litros de média móvel. Se os volumes continuarem aumentando à taxa de 1,2%, o pico ficará acima de nossa previsão e chegará a 38,3 milhões de litros em maio. Isto representa 500.000 litros dia acima da maior média alcançada em 7 dias da última década. O volume acima do previsto é uma preocupação nesta época do ano, especialmente, em algumas indústrias que já lidam com a capacidade máxima de produção. Entretanto, a onda de frio de 5 de abril em algumas regiões, deve amortecer os volumes. A questão é saber se isso será suficiente para que a indústria consiga se reorganizar para o próximo mês.  (Fonte: AHDB - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 14 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.443


Conseleites dão transparência e organização à cadeia produtiva do leite

Uma ferramenta que vem sendo utilizada em seis estados brasileiros na tentativa de estabelecer um diálogo permanente entre produtores de leite através de suas entidades, indústrias de laticínios também representadas por suas entidades foi o tema em foco na manhã desta quarta-feira (14/04), no 1° Seminário Conseleites, uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que teve o objetivo de ouvir experiências dos colegiados já estabelecidos, subsidiar os recém formados e incentivar sua adoção a partir da união de outras entidades do país. O encontro reuniu mais de 50 instituições que têm presença efetiva no setor lácteo, o que deve fomentar o debate sobre o propósito do Conseleite no estabelecimento de referências de valor do produto em uma cadeia produtiva responsável por 34 bilhões de litros de leite por ano, presente em 98% dos municípios brasileiros e com aproximadamente 4 milhões de produtores.

O evento on-line transmitido pelo YouTube foi aberto pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que manifestou conhecimento sobre o trabalho que vem sendo feito pelo fórum de entidade no sentido de garantir segurança ao produtor em termos, custos de produção e projeção de cenários. “Essa é uma ferramenta para auxiliar toda a cadeia produtiva, mas mais importante ainda é que consegue promover a organização e união das entidades no fortalecimento da atividade", destacou. O secretário de Política Agrícola do Mapa, Cesar Halum, reforçou que o Conseleite tem como diferencial permitir tratar de forma mais incisiva as demandas do setor, principalmente nos quesitos custos de produção e precificação ao produtor. Lembrou ainda que o Mapa está formatando o Plano de Competitividade do Leite, com 25 metas estabelecidas, entre elas, está a consolidação do Conseleite.

A primeira parte da programação foi focada nos métodos utilizados para a formação de preços pelos Conseleites, cada um com suas peculiaridades uma vez que a produção de leite se difere bastante entre as regiões do país. Em comum a quase todos, no entanto, está a participação no colegiado de uma entidade independente, ou seja, que não tem o menor interesse comercial na questão dos preços (sem privilegiar produtor ou indústria). Esse é basicamente o papel técnico que as universidades exercem nos conselhos, a exemplo da UPF, no Rio Grande do Sul, e da UFPR, no Paraná. “O Conseleite traz informações de forma independentes aos entes da cadeia, não define preços, apenas indica valores de referência que são de livre adesão”, pontuou José Roberto Canziani, professor da UFPR, destacando como ponto positivo seus fundamentos básicos que permitem sua existência até hoje em prol da cadeia produtiva.

De acordo com Vânia Guimarães, também professora da UFPR e integrante do conselho técnico do Conseleite daquele estado, os Conseleites têm estatuto, regulamento e sem voto de minerva, apenas acordos entre as entidades. "Valores de referência são gerados a partir do faturamento das indústrias participantes, em um modelo técnico-econômico construído em conjunto”, reforçou a professora. Segundo ela, os parâmetros utilizados na formação do preço de referência levam em conta a qualidade e o volume do leite entregue. "Valor de referência não é preço mínimo, mas serve de base para a livre negociação", disse.

Marco Antonio Montoya, professor da UPF e responsável pela parte técnica que leva à formação de preços de referência no Conseleite RS, destaca que em sua análise são considerados parâmetros como custos e sistemas de produção e que a divulgação dos preços se dá sobre um amplo mix de produtos. Também indica qual a participação da matéria-prima na composição do produto. “É um trabalho totalmente isento, transparente e que não beneficia a ninguém”, sustentou. O coordenador do Conseleite RS, Alexandre Guerra, destacou que o colegiado gaúcho reúne 18 integrantes, entre entidades representativas de produtores, indústria e câmara técnica que é composta por Emater e a UPF, essa responsável pelos cálculos. “Nos reunimos mensalmente em encontros onde os números são abertos, tanto de valor como em volume, fazemos análises de mercado, projeções e tendências com base em cenários. Sendo divulgado somente a circular com os valores de referência por newsletter, redes sociais e aos veículos de comunicação", afirmou. Segundo Guerra, um dos pontos positivos do fórum, além de traçar cenários e estabelecer preços de referência para livre negociação, é a união de diferentes entidades.

Ronei Volpi, presidente do Conseleite PR, lembrou que o trabalho do colegiado do seu estado tem repercussão em programas de governo, caso Leite das Crianças, iniciativa em que o governo compra até 200 mil litros de leite por dia e distribui às famílias paranaenses e utiliza os valores de referência divulgados pelo Conselho. Segundo Volpi, a região Sul foi pioneira na criação dos Conseleites, destacando que a atividade leiteira em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná cresce acima da média anual de outros estados. “Boa parte dessa evolução diz respeito à perseverança do bom relacionamento entre produtor e indústria".

Para o coordenador geral de Planos e Cenários da SPA/Mapa, Eduardo Mazzoleni, o encontro nacional buscou ampliar a harmonização entre produtores e indústrias e estimular a adesão das entidades na formação de colegiados semelhantes em todo o país. Para o dirigente, que mediou o debate na manhã de hoje, os Conseleites já instalados têm desempenhado um papel importante na consolidação da cadeia láctea e, por isso, são exemplos a serem seguidos para que outras representações possam iniciar processo de implantação em seus estados.
O 1° Seminário Conseleite foi uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola (SPA), Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados e Embrapa Gado de Leite.

A reunião pode ser conferida na íntegra clicando aqui.

Assessoria de imprensa Sindilat/RS


 

Conseleite/MT: valor consolidado do preço do leite entregue em março é de R$ 1,40

A diretoria do Conseleite/Mato Grosso atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprovou e divulgou os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de Fevereiro/21 a ser pago em Março de 2021 e para o leite entregue no mês de Março/21 a ser pago em Abril de 2021.
Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão considerando o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor.

Obs.: os valores de referência da tabela são para a matéria-prima leite “posto propriedade”, o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural. (As informações são do Conseleite/MT)

Uruguai – Exportações de lácteos no trimestre inicial de 2021 cresceu 13%

Exportações/UR – O faturamento com as exportações uruguaias de produtos lácteos no primeiro trimestre de 2021 cresceu 13% em comparação com janeiro-março do ano passado. Houve crescimento no faturamento com leite em pó integral, manteiga e leite em pó desnatado, apesar de ter apresentado queda nas vendas de queijos.

De acordo com informações do Instituto Nacional do Leite (Inale) os itens leite em pó integral, leite em pó desnatado, queijos e manteiga, entre janeiro e março de 2021 geraram US$ 161,1 milhões em divisas.

Se compararmos o primeiro trimestre de 2021 com o de 2020, as exportações de leite em pó integral aumentaram 15% em dólares, o leite em pó desnatado +1%, os queijos caíram 8% e a manteiga cresceu 178%.

Em volume, todos os itens juntos somaram 46.500 toneladas no período, sendo que houve crescimento de 18% do leite em pó integral, queda de 4% no leite em pó desnatado, assim como redução de 6% nos queijos e incremento de 222% nas vendas de manteiga.

O leite em pó integral continua sendo, muito longe, o produto mais exportado: 33.959 toneladas, o que equivale a 73% do total embarcado, gerando ingressos de US$ 106,5 milhões, 66,1% das exportações totais com lácteos.

Em relação aos preços médios, comparando o primeiro trimestre de 2021 com o mesmo período de 2020, houve queda de 3% nas cotações do leite em pó integral, 5% de aumento no leite em pó desnatado, queda de 2% nos preços dos queijos e também redução de 14% na manteiga.

Por último considerando o mais recente, ou seja exclusivamente o que aconteceu nos negócios de março de 2021, os preços médios foram:

- Leite em pó integral - US$ 3.145 a tonelada
- Leite em pó desnatado - US$ 2.804 a tonelada
- Queijos - US$ 3.987 a tonelada
- Manteiga - US$ 3.769 a tonelada

Fonte: El Observador – Tradução livre: www.terraviva.com.br


Jogo Rápido 

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Porto Alegre, 13 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.442


1 ° Seminário Conseleites pretende difundir e incentivar implantação do colegiado em outras regiões do país

Encontro online acontece nesta quarta-feira (14), ás 8h30, com acesso pelo canal do YouTube

Municiar representantes da cadeia produtiva de lácteos de diversas partes do Brasil sobre o trabalho que vem sendo realizado pelos Conselhos Paritários Produtores/Indústrias de Leite dos Estados (Conseleites) e incentivar a formação de novos colegiados em outras regiões do país. Com essa proposta, acontece nesta quarta-feira (14), a partir das 8h30, em formato online, o 1° Seminário Conseleites, uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola (SPA), Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados e Embrapa Gado de Leite. O encontro poderá ser acompanhado em tempo real clicando aqui. 

De acordo com o coordenador geral de Planos e Cenários da SPA/Mapa, Eduardo Mazzoleni, o encontro tem a pretensão de ampliar a harmonização entre produtores e indústrias, algo que tem avançado nos últimos anos com a instalação dos conselhos, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do país. “Costumo dizer que a cadeia láctea é como um trem. Quando um vagão apresenta problemas compromete todos os demais’, sintetiza para mostrar a importância da interação e redução dos conflitos de interesses entre todos os elos da cadeia.

Segundo Mazzoleni, os conseleites em atuação hoje no Brasil têm desempenhado um papel importante na consolidação da cadeia láctea e, por isso, devem servir de exemplo positivo para outras representações estaduais para que também possam iniciar processo de implantação do colegiado. “Queremos fortalecer e ampliar a proposta do Conseleite, um fórum permanente de discussões sobre assuntos de interesse tanto do produtor como da indústria’, afirmou.

Para o presidente do Conseleite RS, Alexandre Guerra, o encontro vai oportunizar a cada um dos conselhos presentes relatar suas experiências, dificuldades e conquistas ao longo dos anos, espelhando a atuação para os demais representantes que pretendem implantar o mesmo fórum de entidades em seus estados. ‘O Conseleite fornece ferramentas para que se entenda melhor a questão do mercado atual e traçar cenários dentro das expectativas colocadas por todos os agentes da cadeia láctea’, destacou, ao salientar que o colegiado está consolidado como uma referência estratégica nas discussões e ações do segmento nos estados onde já existe.

Programação
08h30 às 08h40 - Abertura
08h40 às 09h20 - Método dos Conseleites - Vania Di Addario Guimarães e José Roberto Canziani - Professores – Universidade Federal do Paraná (UFPr)
09h20 às 09h30 - Método dos Conseleites - Marco Antonio Montoya - Professor - Universidade de Passo Fundo (UPF)
09h30 às 10h00 - Método de formação dos indicadores Cepea - Natália Salaro Grigol - Pesquisadora - Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP)
10h00 às 10h15 - Perguntas
10h15 às 10h25- Experiências do Conseleite PR - Wilson Thiesen e Ronei Volpi - Presidente e Vice-Presidente - Conseleite Paraná
10h25 às 10h35 - Experiências do Conseleite MG - Yago Silveira Sartori, Eduardo Pena e Ronaldo Scucato - Presidente e Vice-Presidentes – Conseleite Minas Gerais
10h35 às 10h45 - Experiências do Conseleite RS - Alexandre Guerra e Rodrigo Rizzo - Presidente e Vice-Presidente – Conseleite Rio Grande do Sul
10h45 às 10h55 - Experiências do Conseleite MS - Eliamar Oliveira e Paulo Fernando Pereira Barbosa - Analista Técnica da Federação Agricultura Pecuária Mato Grosso do Sul (Famasul) e Vice-Presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso do Sul (Silems)
10h55 às 11h10 - Experiências da Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás - Antônio Carlos de Souza Lima Neto, Edson Alves Novaes e Alcides Augusto de Fonseca - Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e Presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite-GO)
11h10 às 11h20 - Experiências do Conseleite SC - Valter Antonio Brandalise e José Carlos Araujo - Presidente e Vice-Presidente – Conseleite Santa Catarina
11h20 às 11h30 - Conseleite: coordenação e gestão de risco na cadeia do leite - Glauco Carvalho - Pesquisador – Embrapa Gado de Leite
11h30 às 12h05 – Encaminhamento
12h05 às 12h15 – Encerramento

Assessoria de imprensa Sindilat/RS


Boletim do Inmet traz prognóstico de chuvas e temperaturas para os próximos três meses

Estudo também apresenta a análise das condições climáticas no mês de março de e as condições oceânicas

As tendências de chuvas e temperaturas para os meses de abril, maio e junho em todo o país foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na 16ª edição do Boletim Agroclimatológico Mensal - Abril de 2021. O estudo também apresenta a análise das condições climáticas observadas no Brasil no mês de março e as condições oceânicas observadas e suas tendências.

Na região Norte, as chuvas deverão ocorrer acima ou próximas à média climatológica. A temperatura do ar próxima à superfície deverá prevalecer acima da média em grande parte da região. Em abril, a previsão do balanço hídrico no solo para indica predomínio de excedentes hídricos em grande parte da região. Em maio e junho, os valores mais significativos de excedentes hídricos estão previstos para a parte norte da Região Norte, enquanto nos estados de Rondônia e Tocantins, sul do Pará e do Amazonas são previstos déficits hídricos.

No Nordeste, a previsão indica chuvas acima da média sobre a parte norte desde o Maranhão até o Rio Grande do Norte, principalmente em abril. Nas demais áreas, a previsão é de irregularidade das chuvas. As temperaturas do ar devem predominar próximas e acima da climatologia, principalmente na região do Matopiba (região entre os estados de Maranhão, Tocantins Piauí e Bahia). Em abril, a previsão do balanço hídrico no solo indica predomínio de excedente hídrico sobre o norte do Maranhão, Piauí e Ceará, enquanto sobre o norte da Bahia, oeste de Pernambuco, de Sergipe, de Alagoas e sudeste do Piauí, as condições são favoráveis a ocorrência de déficits de água no solo.

A previsão do Inmet para a Região Centro-Oeste indica que as chuvas deverão ocorrer próximas e ligeiramente abaixo da média sobre a maior parte da região, com início do período seco a partir de maio. As temperaturas deverão predominar em valores próximos e acima da média durante o trimestre. O balanço hídrico indica áreas com baixos valores de excedente hídrico sobre o norte e oeste de Mato Grosso, norte de Goiás e Distrito Federal para o mês de abril. Nos meses de maio e junho, a previsão é de deficiência hídrica em grande parte da Região Centro-Oeste.

No Sudeste, a previsão é de predomínio de acumulados de chuvas abaixo da média em grande parte da Região. A temperatura do ar deverá prevalecer próxima e acima da média em grande parte da região. Para os meses de abril a junho, haverá o predomínio de excedente de água no solo somente sobre o sudeste de São Paulo, nas demais áreas são previstos déficits hídricos, principalmente no norte de Minas Gerais.

Para a Região Sul, o trimestre deve ficar com chuvas abaixo da média climatológica em praticamente toda a região, exceto no sudeste do Rio Grande do Sul, onde há probabilidade de ocorrência de chuvas próximas e acima da climatologia. A temperatura do ar deverá prevalecer acima da média sobre o meio norte do Rio Grande do Sul, parte central e oeste do Paraná, além do oeste de Santa Catarina. Nos meses de maio e junho, a previsão indica o predomínio de excedente hídrico para o solo em praticamente toda Região Sul. (MAPA)

 

 

Santa Clara lança Fondue de Chocolate Branco e Queijo Coalho com orégano 500g

A Cooperativa Santa Clara está com novidades no mix de seus produtos. Neste mês lançou dois itens: Fondue de Chocolate Branco e Queijo Coalho com orégano 500g.

A Fondue de Chocolate Branco pode ser encontrada em embalagens de 400g, e é ideal para sobremesas ou degustar acompanhado por cubos de pão, morangos, uvas, kiwi, bergamota, pera e outras frutas ou queijos de sabor suave, como Caccio Cavallo, Colonial, Gouda e Itálico. A linha conta ainda com os sabores de Chocolate, Doce de Leite, Queijo e Quatro Queijos e bisnagas de 1,8kg de Chocolate e Queijo ideal para restaurantes, pizzarias, lancherias, padarias, entre outros serviços de alimentação.

Outra novidade que chega ao mercado é o Queijo Coalho com orégano. O produto está disponível em peça de 500 gramas. Os consumidores também podem conferir o Queijo Coalho com e sem orégano no palito, Queijo Coalho 500g e na versão forma.

A Cooperativa Santa Clara conta com um mix de 325 produtos, entre Laticínios e Frigorífico. (Santa Clara)


Jogo Rápido

Fórum Milkpoint
O complexo cenário futuro da economia brasileira e seus impactos no consumo de lácteos e derivados, e muitas outras questões, são dúvidas que permeiam qualquer um que tenha relação com o setor lácteo. As incertezas fazem parte da atividade e conhecimento e boas informações são um divisor de águas na hora de tomada de decisões. Pensando nisso, realizaremos o Fórum MilkPoint Mercado 2021, nos dias 27 e 28 de abril. Um evento sobre o cenário lácteo e suas tendências, que conta com um time de palestrantes excelente, trazendo informações importantes sobre o setor.  Entre no site, confira a programação completa e se inscreva! (Milkpoint)