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Porto Alegre, 21 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.524

 

  MUITA CONVERSA E POUCA DEFINIÇÃO

O governo do Estado tem reiterado que está aberto ao diálogo quando o assunto é o projeto de lei (PL) 214, que reduz em até 30% o crédito presumido das indústrias. Na prática, no entanto, quanto mais a proposta se arrasta na Assembleia Legislativa, mais difícil de prever qual será o desfecho. Ontem, o tema era o terceiro da ordem do dia, mas em reunião de líderes, optou-se por não realizar votação.

- Estamos dando tempo para discussão - afirma o líder do governo, deputado Gabriel Souza (PMDB).

Mas lá se vão dois anos desde que o texto foi protocolado. Esteve em regime de urgência, depois voltou à normalidade e agora está com prazo determinado para a votação - passou a trancar a pauta.

Um dos muitos segmentos preocupados com a questão, a indústria de leite quer voltar a apresentar seus argumentos diante da Comissão de Agricultura amanhã.

- Mais uma vez repetimos: não existe espaço para nenhum tipo de redução. Diminuição de crédito é o mesmo que aumento de imposto - entende Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS).

Como 60% da produção de leite vai para fora do Estado, qualquer alteração na tributação pode se converter em perda de espaço em mercados importantes.

- A manutenção dos créditos presumidos se impõe em razão da necessidade de manter a competitividade em relação a outros centros produtores - acrescenta Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos do RS (Sips).

Kerber afirma que o setor se mantém permanentemente organizado na tentativa de impedir que a redução dos créditos presumidos se concretize. E se agarra à promessa feita pelo governo de que, diante de aprovação do texto na Assembleia, fará avaliação individual de todos os setores, para só então tomar decisão final.

- Temos a certeza de que o setor de proteína animal não deverá sofrer qualquer restrição - completa o diretor-executivo.

Outros dois pontos precisam ser considerados. Um é o projeto de recuperação fiscal dos Estados, proposto pelo Planalto e que exige como contrapartida redução anual de 10% dos créditos presumidos. O outro é a convicção de muitos de que, colocado em votação, o projeto estadual não seria aprovado, recebendo votos contrários inclusive da base aliada do governo Sartori. Quanta mais próximo da votação, mais indefinido fica o PL 214. (Zero Hora)

Piá amplia linha zero lactose e apresenta novidade na Exposuper 2017

Com o objetivo de atender a uma demanda crescente do mercado por produtos zero lactose, a Cooperativa Piá, de Nova Petrópolis (RS), amplia sua linha para este segmento e apresenta o último lançamento da marca na Exposuper 2017, o achocolatado Chocolateria Zero Lactose.

         

Novo achocolatado zero lactose, Chocolateria, é lançamento da Piá na Exposuper 2017. 

Crédito: Divulgação Cooperativa Piá. Desenvolvido para o público adulto, a bebida possui sabor mais acentuado de cacau, além de ser menos doce do que os achocolatados tradicionais. A nova versão leva o leite zero lactose da Piá na receita, e foi criado para ser uma versão líquida do chocolate gramadense Lugano, observando suas características sensoriais de aroma, cor e sabor. 

Segundo o gerente de marketing da Cooperativa, Tiago Haugg, a linha Zero Lactose é uma das que mais cresce em vendas no portfólio da Cooperativa, que já possui em seu mix esta especialidade em leites 1L e 500ml, iogurte em copo de 150g nos sabores manga, morango, maçã com canela e natural, iogurte em bandeja de 540g de morango, doce de leite e requeijão. 

O executivo destaca que a ampliação segue um dos objetivos principais da Piá que é apresentar, constantemente, novidades que atendam às necessidades do consumidor atual, sejam funcionais, tenham excelência em qualidade e possuam sabor diferenciado - uma das características dos produtos da marca. "O novo Chocolateria já estará nas gôndolas na primeira semana de julho", avisa. 

De acordo com o instituto de pesquisa Kantar, atualmente, a Cooperativa é líder na comercialização de leite zero lactose, versão 1 litro, no Rio Grande do Sul. "Avaliando estudos já realizados, identificamos que a intolerância a lactose é uma deficiência que atinge milhares de pessoas em todo o Brasil. Considerando esse fator, a marca tem realizado investimentos em lançamentos que suprem a demanda deste seleto grupo, que quer consumir alimentos saborosos, apesar da carência que possuem", pontua Haugg. 

Outro aspecto analisado pela Piá para o desenvolvimento de produtos deste segmento é que o aumento expressivo nas vendas desta linha está ligado também a mudanças comportamentais. "Notamos que a linha zero lactose é, ainda, uma opção para pessoas que não são intolerantes, mas que buscam - através de uma alimentação saudável -  uma digestão mais leve. Isso torna o mercado ainda mais promissor", finaliza o gerente de marketing. A Cooperativa Piá estará presente na Exposuper 2017 nos estandes E8 e F8, corredor A. (Assessoria de Imprensa Piá)

Preço/Manteiga

Depois de seis elevações consecutivas, o valor médio dos lácteos caiu 0,8%. Os produtos lácteos continuam apresentando equilíbrio de preços este ano, com ajustes para cima ou para baixo que vão moderando nas distintas licitações da Fonterra. E, depois de acumular seis elevações consecutivas nos últimos três meses, o valor médio dos produtos apresentou queda de 0,8%, fechando em US$ 3.434 por tonelada. Wilson Cabrera, presidente da Associação dos Produtores de Leite (ANPL), assegurou que são "oscilações de mercado" que até o momento mantém "estável a equação". O leite em pó integral, principal produto exportado pelo ruguai registrou uma nova baixa: agora de 3,3%. Cabrera afirmou que este percentual significa uma "queda importante", e que se somada à perda da licitação anterior, em junho, a desvalorização do produto foi de 6,2%, passando de US$ 3.312/tonelada, para US$ 3.022/tonelada. No entanto, o representante da entidade está otimista no sentido de que as indústrias "possam manter os preços", aos produtores. A manteiga continua com tendência de alta, se mantendo constante nos últimos doze meses. Desde junho do ano passado, acumula mais de US$ 3.000 por tonelada de valorização. (El País - Tradução livre: Terra Viva)

Conaprole

O volume de leite captado pela Conaprole no exercício que se encerra em 31 de julho próximo cairá aproximadamente 5%, em consequência das "dificuldades produtivas enfrentadas pelo setor com o clima adverso e restrições financeiras dos produtores", revelou a El Observador o vice-presidente da cooperativa, Alejandro Pérez Viazzi. 

Explicou que a produção de leite está se recuperando em junho, e que em maio passado foi o primeiro mês da atual temporada que registrou crescimento da produção em relação ao mesmo mês do ano anterior. O fator determinante foi a adversidade climática, embora a captação nos últimos dias tenha atingido a média de 3,4 milhões de litros/dia. Isto indica que a produção de julho vem com um aumento importante até a metade deste mês, o que poderá propiciar um resultado 6% acima do volume verificado em igual período de 2016. No entanto, no acumulado do ano, o resultado é negativo, sustentou Pérez Viazzi. Avaliou que se o clima continuar bom, agora em junho e julho a recuperação poderá se consolidar. A esta altura do exercício, com 10 meses já transcorrido, a queda na captação está em 5,5% em relação ao período anterior.

Pérez Viazzi estima que, faltando 45 dias para o fechamento do exercício, em 31 de julho próximo, o volume da produção leiteira recebido pela Conaprole registrará queda aproximada de 5%. Durante o exercício 2015/2016 o volume de leite captado foi de 1.374 milhões de litros. A perda de produção iniciou nos meses do ano passado, que englobam esse exercício. Por exemplo, durante o inverno passado houve queda abrupta de produção, em função do clima adverso, o que provocou dificuldades para emprenhar as vacas, explicou Pérez Viazzi.

Parições tardias
Por essa razão o plantel leiteiro vem com atrasos nas parições previstas e a recuperação do escore corporal, parições e produção de leite começou a ocorrer a partir do outono. Outro aspecto que afetou a cadeia foram as dificuldades financeiras que atingiram os produtores do verão ao outono, determinando a menor produção. "Trata-se da consequência de uma crise de produção e de preços que perdurou por três anos, e que hoje, ainda que a situação esteja diferente, não cobriu parte do que foi perdido nos períodos anteriores", conclui Pérez Viazzi.

Queda de custos
A iminente baixa no preço do diesel, anunciada pelo presidente Tabaré Vázquez, - além do percentual estabelecido pelo governo - sinaliza que o governo está se dando conta de que tem que reduzir os custos, destacou a El Observador o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Leite (ANPL), Wilson Cabrera. O dirigente também adiantou que foi reduzida a tarifa de energia elétrica. Embora em baixos percentuais, a notícia foi bem recebida pelo setor. (El Observador - Tradução livre: Terra Viva)

 

Frase do Dia

"Grãos sempre serão um bom negócio. Ousado mesmo foi investir na pecuária leiteira. E eu não queria leite, queria queijo!"

Raul Anselmo Randon, produtor de grãos, leite, mação, uva e azeitona, de Vacaria/RS, ao falar da diversificação de seus 

negócios. (Revista Balde Branco)

  

Porto Alegre, 20 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.523

 

  Leite deve ter leve queda em junho
 
O valor de referência do leite deve ter uma leve redução no mercado gaúcho em junho. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (20/6) pelo Conseleite, o estimado para o litro é de R$ 1,0178, 1,69% abaixo do consolidado de maio, que fechou em R$ 1,0353. Segundo o professor da UPF - instituição responsável pela pesquisa - Eduardo Finamore, a queda foi puxada pela baixa do UHT e leite em pó, dois produtos que concentram juntos 84% do mix produtivo do RS. "O leite UHT não acompanhou os níveis do mesmo período do ano anterior, quando o produto estava em patamares bem mais elevados. O UHT em junho ficou bem abaixo de 2016, mas ainda está acima da média histórica, acompanhando os demais itens lácteos", informou, destacando a dificuldade de se traçar projeções neste momento.
 
Segundo o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, a justificativa para esse cenário passa pela retração do consumo decorrente da crise econômica e da falta de frio. "A visão do Centro do país é pessimista. Precisamos que o consumo volte a oxigenar a indústria", frisou, lembrando que o valor de referência do Conseleite é só um balizador. "Cada empresa agrega bônus referentes à qualidade e à quantidade", explica.
 
Durante o encontro, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou dados referentes à importação de lácteos que indicam que a balança do setor segue no negativo. Em 2015, o saldo da balança comercial representava 70 dias de produção e, em 2016, a diferença representou 173 dias. Em 2017, esse valor segue em expansão em 6%. Entre os produtos com destaque na importação está a manteiga, o soro de leite e os queijos.
 
O presidente do Sindilat explicou que a entrada do leite importado no mercado brasileiro vem ocorrendo como instrumento competitivo, uma vez que a produção nos países vizinhos é mais barata do que a dos tambos brasileiros. "Precisamos ganhar em competitividade. Para fechar as importações precisamos ser mais eficientes no mercado interno", clamou Guerra. O diretor da Farsul, Jorge Rodrigues, pontuou a importância de o produtor gaúcho trabalhar com gestão mais eficaz, focada em resultados.  
 
PL 214 - O Conseleite ainda debateu o projeto de lei PL 214, que tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa. O colegiado está unido contra a proposição, que reduz os créditos presumidos concedidos à indústria e pode impactar toda a bacia leiteira gaúcha. "Não há espaço para qualquer alteração de tributos. Esse será um ônus de todo o setor", salientou Guerra. O Conseleite pretende agendar reunião com integrantes da Comissão de Agricultura para tratar do assunto ainda nesta quinta-feira (22/6). Na ocasião, os representantes do Conseleite irão entregar aos deputados documento explicando sobre a inviabilidade do PL 214. (Assessoria de Imprensa Sindilat)  


 Foto: Carolina Jardine
 

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 20 de Junho de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matériaprima leite realizados em Maio de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Junho 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas /ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Junho de 2017 é de R$ 2,3723/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

 

Laticínios avaliam resultado do PUB do Queijo

Representantes dos principais laticínios que atuam no Rio Grande do Sul debateram, na tarde desta terça-feira (20/6), os resultados atingidos pelo PUB do Queijo durante a Fenasul 2017. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou os detalhes do projeto e o sucesso de público e divulgação da iniciativa. Uma das ideias em debate na reunião foi a de levar o projeto do PUB para a Expointer, o que ainda está em análise entre os associados. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a meta é marcar uma maior presença do sindicato na exposição. 

Durante a reunião, lideranças avaliaram a ação do Sindilat junto ao Fundoleite. Os associados do Sindilat ainda deliberaram pelo apoio a uma carta conjunta com a Apil referente à tributação de PIS/Cofins do setor láteo. Palharini apresentou às empresas relatório dos dados expostos na manhã desta terça-feira pelo Conseleite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

 

Créditos Presumidos - Corte pode ser votado hoje

Está pronto para ir a votação hoje, no plenário da Assembleia Legislativa, o projeto de lei 214, que contingencia créditos fiscais presumidos de ICMS de empresas de diversas áreas, inclusive agroindustriais. A matéria retomou o regime de urgência no final de maio e tranca a pauta de votações. O texto só não será apreciado se o governo voltar atrás. Se aprovado, reduzirá até 30% dos benefícios. Contrário ao projeto, o deputado Sérgio Turra diz que, durante a reunião do Executivo com os líderes dos partidos aliados, pela manhã, reforçará o pedido para que o governo retire o projeto da ordem do dia. Avisou ainda que, caso haja insistência, votará pela rejeição. "Este projeto não está maduro o suficiente e não terá sustentação na Assembleia, porque prejudicará vários setores", justifica. 

O Executivo acredita que a medida vai ampliar a arrecadação em cerca de R$ 300 milhões por ano. No entanto, as atividades econômicas que recebem os incentivos fiscais alegam que perderão competitividade em relação aos outros Estados. O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados é contrário ao projeto. "Se o projeto for aprovado, o setor do leite vai ser muito impactado e o custo social disso será alto", adverte o secretário executivo da entidade, Darlan Palharini. Parte do pacote de ajustes fiscais do governo de José Ivo Sartori, o texto tramita desde 2015 e havia sido retirado da ordem do dia no final do ano passado, após mobilização de segmentos que se sentiram prejudicados. (Correio do Povo)

 

Após seis leilões em alta, preços do GDT apresentam queda
 
O segundo leilão GDT de junho, divulgado nesta terça-feira (20/06), registrou queda de 0,8% no preço médio dos lácteos, fechando em US$3.434/tonelada. A queda no preço médio do leite em pó integral foi de 3,3%, com média de US$3.022/tonelada. Já para o queijo cheddar o decréscimo foi de 3,8% e a média de US$4.121/tonelada. 

De todos os produtos, somente a manteiga e o leite em pó desnatado apresentaram variação positiva, cerca de 2,9% (média de US$5.768/tonelada) e 1,4% (média de US$2.218/tonelada), respectivamente. 

Em relação às vendas, quando comparado com o leilão anterior, a quantidade vendida foi 4% inferior, sendo comercializadas 21.171 toneladas. Ao comparar com o mesmo período de 2016, o volume de produtos negociados chega a ser 8% menor. Para os preços futuros do leite em pó integral, a tendência é de relativa estabilidade até novembro de 2017. (Gdt/Milkpoint)

 

 

Grupo Renner Herrmann S.A completa 90 anos
Tradicional empresa gaúcha, o grupo Renner Herrmann S.A completou os seus 90 anos neste domingo (18/06). Fundada em Porto Alegre, em um pequeno galpão no bairro Navegantes, em 1927, ainda como Renner Koepke & Cia. Ltda., com o passar dos anos o cavalinho branco do grupo, que assinala a marca mundo à fora, ganhou novos mercados. O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat) parabeniza a entidade, que concentra empresas referência de qualidade, tecnologia e responsabilidade sócio-ambiental. A Renner Herrmann S.A iniciou com a extração de pigmentos em um moedor de café e alcançou avançada tecnologia para fabricação de tintas. Depois disso, perseguiu novos segmentos de mercado. Em 2010, inaugurou a fábrica da Relat - Laticínios Renner, que transforma soro líquido em pó, em Estação, no norte gaúcho. A unidade beneficia cerca de 1,2 milhões de litros de soro de leite por dia, tendo fixado-se como a maior transformadora de soro de leite do Sul do Brasil. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 


 

Porto Alegre, 19 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.522

 

Preços do frete rodoviário tiveram retração em maio

O avanço da comercialização de soja no último mês não se traduziu em aumento dos valores do frete nas rotas de escoamento do grão. Conforme análise do grupo de pesquisa e extensão em logística da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (EsalqLog), os preços vêm caindo desde fevereiro pico da colheita de soja em Mato Grosso e estão, em alguns percursos, até mais baixos que há um ano. No acumulado da atual temporada até junho, foram comercializadas 78,2% da colheita de soja prevista para Mato Grosso, segundo última estimativa divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). 

Em maio, apenas 69% da produção havia sido comercializada. No entanto, mesmo com o ritmo mais intenso de vendas de soja os preços cobrados pelo transporte caíram mais de 5% no período em algumas rotas, segundo a EsalqLog. Do município de Sorriso um dos maiores produtores de soja de Mato Grosso até Rondonópolis, onde existe um terminal ferroviário, o preço da tonelada de soja transportada passou de R$ 99,76, em abril, a R$ 97,78 em maio (queda de 2%). Na comparação com maio de 2016, porém, ainda houve alta de 9,2%, mas a queda dos preços continuou em junho. Na primeira semana deste mês, o valor chegou a R$ 95,33. Comparado ao pico do ano, em fevereiro, a queda do frete de Sorriso a Rondonópolis é de 21% De Nova Mutum, também em Mato Grosso, para o porto de Santos (SP), o frete caiu 5,7% entre abril e maio, para R$ 255,56 a tonelada. Em relação a fevereiro, o recuo é de 5,4% e, se comparado a maio do ano passado, a queda é bastante expressiva, de 21,8%. De Sapezal (MT) a Porto Velho (RO), a queda mensal é de 9,24% e, em relação a fevereiro, de 6,14%, para R$ 136,71 a tonelada. Na comparação anual, o aumento do frete ficou abaixo da inflação do período, de 3,52%. 

 
 
Mesmo fora de Mato Grosso, os preços do frete também caíram. No Paraná, o lento escoamento e a falta de concorrência com outros produtos fizeram os preços do transporte caírem 6,2% de abril para maio entre Ponta Grossa e Paranaguá. Na comparação com maio de 2016, porém, o preço subiu 15,3%. "Este ano foi atípico. Devido aos preços baixos da soja, os contratos que já haviam sido fechados foram entregues logo após a colheita, gerando o pico em fevereiro e março. Mas depois disso, os produtores guardaram o produto em armazéns e a comercialização foi bem lenta, não gerando demanda por caminhões", explica Samuel da Silva Neto, economista e pesquisador da EsalqLog. 
 
De fato, a comercialização ainda está abaixo do mesmo período da safra passada. Embora tenha avançado rapidamente no último mês em Mato Grosso, ainda estava 12,8 pontos percentuais abaixo de igual intervalo da safra 2015/16, quando 90,9% da colheita já havia sido comercializada até o início de junho, de acordo com o Imea. No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado indica que 44% da safra 2016/17 foi negociada até junho, ante 59% no mesmo período de 2015/16. Silva Neto acredita que ocorrerá um aumento gradual nos preços entre julho e agosto, quando o comércio de açúcar deve gerar demanda ao mesmo tempo que começar a colheita de milho safrinha (inverno). Porém, o economista só vê altas mais efetivas em setembro ou outubro, quando os produtores de grãos sentirem a necessidade de escoar a soja ou o milho porque não terão lugar nos armazéns para tantos grãos. (Valor Econômico) 
 

Para milhões de americanos, vacas marrons produzem leite achocolatado

Uma pesquisa realizada entre consumidores nos Estados Unidos mostrou que 7% dos americanos acreditam que o leite achocolatado seja produzido por vacas marrons. Isso significa que 16,4 milhões de pessoas no país não sabem que se trata de um produto industrializado, feito com leite, chocolate e açúcar, segundo o jornal Washington Post.

Para muitos especialistas em educação alimentar e nutricional, no entanto, o estudo causou surpresa por não revelar um número ainda maior de consumidores, digamos, mal-informados.

Nos anos 1990, uma pesquisa encomendada pelo Departamento de Agricultura dos EUA revelou que 1 em cada 5 adultos não sabia que hambúrgueres são feitos de carne. O levantamento também mostrou os americanos não sabiam informações básicas sobre agricultura e pecuária, como o que comem os animais criados em fazendas. E, segundo o Post, os especialistas acreditam que não houve muita mudança nessas duas décadas.

"Estamos condicionados a pensar que, se você precisa de comida, você vai ao mercado. Nada em nosso sistema de ensino diz às crianças de onde vem o alimento", disse à publicação americana Cecily Upton, cofundadora da FoodCorps, ONG que visa promover educação nutricional em escolas de ensino fundamental nos Estados Unidos.

Outro estudo menor, realizado em 2011 em uma escola de ensino fundamental na Califórnia com alunos do quarto, quinto e sexto anos, também deixou os pesquisadores estarrecidos. Mais da metade não sabia que picles são pepinos ou que cebolas são vegetais. Entre os alunos entrevistados, 3 em cada 10 não sabiam que queijo é feito de leite.

Organizações como a FoodCorps trabalham para levar educação alimentar e nutricional para as salas de aula de escolas americanas. Além de ensinar o valor nutricional dos alimentos, visando uma alimentação mais saudável, os especialistas querem que as crianças aprendam sobre a origem dos produtos que consomem. "Conhecimento é poder. Sem ele, não podemos tomar decisões conscientes", disse Cecily Upton ao Washington Post. (As informações são da VEJA)
  

Em Córdoba a produção melhorou até 30%

Produção/AR - A Subsecretaria de Lácteos do Ministério da Agroindústria publicou os dados correspondente à produção de maio, revelando boas notícias para os produtores. O primeiro dado favorável é que foi confirmada a retomada da produção de leite que surgiu em abril, depois de 12 meses consecutivos de baixa: o leite produzido no último mês superou em 3% o volume de abril, e 4% a mais em relação à produção de maio de 2016.

O outro dado positivo foi o preço pago pela indústria aos produtores, apresentando incremento de 3% em comparação com abril, e 38% acima do valor pago em maio do ano passado, superando os 5,40 pesos/litro.

O relatório sobre a Leiteria, elaborado com base nos dados fornecidos pelas indústrias e fazendas do Sistema Integrado de Gestão da Leiteria Argentina (Siglea), mostra o crescimento da produção por departamento de Córdoba, Santa Fe, Entre Rios, Buenos Aires, La Pampa, San Luís, Río Negro e Tucumán. Para o caso de Córdoba, fica em destaque a bacia da zona central da província (departamentos Tercero Arriba, Rio Segundo e General San Martín) que melhoraram sua produção entre 20 e 30% em maio, em relação ao ano passado.
A principal bacia leiteira da província, que é do departamento San Justo, o aumento foi de até 10%, mesma cifra que em Rio Primero, Unión e Juárez Celman. No sentido contrário, em Marcos Juárez e Rio Cuarto, a produção caiu em até 10%, enquanto reduções mais profundas, de 30%, foram registradas em General Roca e Presidente Roque Sáenz Peña, as regiões mais prejudicadas pelas inundações. (Agrovoz - Tradução livre: Terra Viva)

 

 

A captação de leite na França, em abril
Produção/França - A captação de leite na França, em abril, caiu 1% em relação a abril de 2016, como consequência de fenômenos meteorológicos adversos. Um tempo anormalmente frio reduziu o crescimento das pastagens de primavera. Na UE28, a captação de leite em março de 2017 ficou estável em relação ao mesmo mês de 2016.  Foi mantida a tendência de baixa na Alemanha (-2,3%) e Reino Unido (-1,5%). No entanto, a produção aumento aumento na Holanda (+0,7%), assim como na Polônia e na Itália, com crescimento de (5,2%) e (2,6%), respectivamente. Na Espanha a captação subiu 1,3% em março, sendo a primeira elevação registrada desde setembro do ano passado. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)
 
 


 

Porto Alegre, 16 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.521

 

Leite de soja não pode ser denominado 'leite', determina justiça europeia

Leite de soja  As denominações "leite" e "queijo" não podem ser utilizadas em produtos de origem vegetal, como o "leite de soja", já que estão reservadas aos alimentos de origem animal, considerou a justiça europeia nesta quarta-feira.
"Para efeitos de comercialização e publicidade, a normativa [da União Europeia] reserva a princípio exclusivamente a denominação 'leite' ao leite de origem animal", disse em um comunicado o Tribunal de Justiça da UE.
Os juízes do alto tribunal entendem que isto se aplica também aos produtos etiquetados como "creme de leite", "chantili", "manteiga", "queijo" e "iogurte", inclusive se as etiquetas especificarem a origem vegetal do produto, como no caso do leite de soja.

Para o Tribunal, "a adição de menções descritivas ou explicativas não pode impedir com certeza qualquer risco de confusão por parte do consumidor".
Em sua sentença, o Tribunal entende que as únicas exceções a esta normativa europeia são produtos como o "leite de amêndoa" espanhol, o "crème de riz" francês ou o "queijo doce de Tomar" português, entre outros.
O alto tribunal responde, assim, a uma dúvida levantada por um tribunal alemão que deve se pronunciar sobre o processo interposto pela associação Verband Sozialer Wettbewerb contra a companhia de produtos vegetarianos e veganos Tofu Town, que distribui produtos com denominações como "queijo vegetal", entre outros. (Guialat)
 

Produção de leite na Argentina crescerá somente 2% esse ano, estimou o USDA

A recuperação da produção esse ano se deve em parte a uma melhora no preço pago ao produtor pela matéria-prima. O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na Argentina ajustou para baixo sua estimativa de produção de leite para esse país em 2017, para 10,094 bilhões de litros. Os dados representam um aumento de apenas 2% com relação à produção de 2016. A produção foi afetada pelo excesso de chuvas nos primeiros três meses do ano. No entanto, as condições começaram a se normalizar e se espera que melhorem no restante do ano.

A recuperação da produção esse ano se deve em parte a uma melhora no preço pago ao produtor pela matéria-prima. O preço médio pago por litro de leite em abril desse ano foi de US$ 0,34, o que representa um aumento de 2% com relação ao mês anterior e de 59% com relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com o USDA, os custos de produção seguem altos, principalmente associados à inflação. A relação milho/leite (2,3 kg de milho/litro em abril de 2017) faz com que muitos produtores operem com margens negativas. Esses fatores aceleraram a concentração da produção no setor, com um número crescente de produtores que foram obrigados a fechar as portas. (http://www.lecheriauy.com, traduzidas pela MilkPoint)

 

CILeite: Custo de produção de leite apresenta queda de 0,13% em Maio

O custo de produção de leite em maio registrou uma queda de 0,13% em relação aos custos apurados para abril, mantendo a tendência de queda contínua registrada nos primeiros cinco meses do ano de 2017, de acordo com o Índice de Custos de Produção de Leite - ICPLeite/Embrapa1 , calculado pela Embrapa Gado de Leite.

Este cenário único desde que foi criado o Índice, em abril de 2006. Três grupos contribuíram para reduzir o valor do índice final obtido. São eles: Sal mineral (-1,28%), Qualidade do Leite (-0,41%) e Concentrado (-0,30%). Por outro lado, outros três grupos registraram elevação: Produção e compra de volumosos (0,17%), Energia e Combustível (0,14%) e Sanidade (0,02). Os grupos Reprodução e Mão de obra não apresentaram variação de custos no mês de maio. Os resultados observados encontram-se na Tabela 1.

O ICPLeite/Embrapa continua registrando redução de custos no acumulado do ano. Entre janeiro e maio, a queda foi de - 6,57%. O grupo Concentrado lidera a queda em 2017, acumulando -17,86%. Outros três grupos também registraram comportamento negativo no acumulado dos primeiros cinco meses deste ano. São eles: Energia e combustível (-3,10%), Produção e Compra de Volumosos (-0,99%) e Reprodução (-0,07%).

Em 2017, a principal elevação de custos se deu com o grupo Mão-de-obra. No acumulado do ano foi de 5,29%. O grupo Sal Mineral registrou elevação de 2,85%, seguido por Sanidade 1,39% e Qualidade do leite 1,07%. Os dados encontram-se na Tabela 2.

No acumulado em doze meses o ICPLeite/Embrapa continua registrando deflação. Neste período a redução de custos de foi de -3,50%, puxado pela redução dos custos de Concentrado. No acumulado do ano a redução foi de -15,11%. A magnitude da queda deste grupo e sua importância relativa explicam o fato de ter sido somente este grupo a apresentar queda e ainda assim influenciar o resultado final do índice.

Dentre os grupos que puxaram os custos para cima, Mão de obra registrou 8,02%, seguido por Qualidade do leite, que foi de 6,22%. Os demais grupos acumularam variação positiva entre 3,45% e 4,43%, a exceção de Reprodução, que variou somente 0,04% entre junho de 2016 e maio de 2017. Os dados encontram-se na Tabela 3. (Por: Embrapa. Foto Humberto Nicoline/Embrapa/ Guialat)
 

 

Queijos Temperados 
Cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa, está com novidades. Chegaram os queijos temperados, disponíveis nos sabores Ervas de Provence, Chimichurri, Chilli e Paprika, e Tomate e Manjericão. Eles se unem a 70 apresentações de queijos e outros derivados  produzidos pela cooperativa.  (Jornal do Comércio) 
 
 
 


 

Porto Alegre, 14 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.520

 

Dados do IBGE mostram aumento na captação nacional
 
No primeiro trimestre de 2017, o volume de leite cru adquirido pelos estabelecimentos que atuam sob inspeção sanitária federal, estadual e municipal foi de 5,87 bilhões de litros. A captação foi 5,9% menor que o registrado no trimestre anterior e 0,1% maior que o alcançado no primeiro trimestre de 2016. Os dados foram divulgados pela Pesquisa Trimestral do Leite do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, esta redução era esperada devido ao período de entressafra. "Era certo que isto iria acontecer porque no primeiro semestre a produção cai, já que em abril é o auge deste período", ressalta.
 
A aquisição de 7,87 milhões de litros de leite a mais no Brasil no primeiro trimestre de 2017 em comparação ao mesmo período do ano anterior foi impulsionada por aumentos na aquisição em 14 dos 26 estados do país que participam da pesquisa. No Rio Grande do Sul, que é o segundo estado líder em aquisição de leite, foi verificada a redução de 18,06 milhões de litros. "A nossa expectativa era de crescimento em relação ao ano passado, mas o excesso de chuva também poderá prejudicar a produção do segundo trimestre, o que passa a preocupar o setor. Esperamos que o segundo semestre possa reverter este quadro", comenta Guerra. (Assessoria de imprensa Sindilat) 
 

 

Os preços dos lácteos na UE melhoraram em maio, com a manteiga na ponta

Preços - O mercado dos produtos lácteos na União Europeia (UE) tiveram alta em maio. De todos, a manteiga foi o produto que mais subiu, com incremento de 80% entre o preço de maio de 2016 (2.535€/tonelada) e maio de 2017 (4.558 €/tonelada) e de 7% em relação a abril de 2017 (4.268 €/tonelada). 

Os preços dos queijos foram os que registraram o menor incremento em relação a abril, (1,2%), 3.416 €/tonelada em maio, versus 3.376 €/tonelada em abril. Por tipo de queijo, o preço do Gouda caiu, o do Cheddar e Emmental subiu 2%, e o Edam não variou entre abril e maio.

Quanto ao leite em pó desnatado, os preços subiram em maio, apesar da elevada oferta. O incremento dos preços entre maio de 2017 (1.818 €/tonelada) e abril 2017 (1.770 €/tonelada) foi de 2,7%. A demanda de produtos lácteos é boa, mesmo porque a produção de leite na primavera, que é quando o volume é máximo, foi inferior ao esperado devido à seca em algumas regiões chave. Essa menor oferta, junto com o bom nível das exportações conseguiram sustentar os preços em maio. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)

Lait: diante da mobilização, o governo vai analisar "a questão do preço justo"

Leite/França - Os produtores, que vendem em média 1.000 litros de leite entre 300 e 310 euros, pedem reajuste entre 20 e 30 euros. O ministro da Agricultura, Jacques Mézard, declarou que fará apelo a um mediador para incentivar os varejistas das grandes redes de distribuição a "levar em conta a evolução da conjuntura nas negociações de preços". As assembleias dos produtores de leite do Oeste forçaram o governo a agir. O ministro da Agricultura, Jacques Mézard avaliou na terça-feira que os preços pagos são muito baixos, durante um encontro com o presidente da Federação Nacional dos Produtores de Leite (FNPL), Thierry Roquefeuil.

"O nível atual dos preços não é suficiente", disse o ministro em um comunicado, acrescentando que "a questão do preço pago, do preço justo, será tratado com prioridade" na elaboração do programa de alimentação que será realizada em algumas semanas. "O ministro fará apelo ao mediador das relações agrícolas para contactar as cadeias da grande distribuição para incentivá-las a levar em conta a evolução da conjuntura, nas negociações dos preços", diz o comunicado. Os produtores, que vendem em média 1.000 litros de leite entre 300 e 310 euros, pedem um reajuste de 20 a 30 euros para cobrir suas despesas e obter uma remuneração mínima.

"Pedimos uma melhor distribuição das margens"
Explicando a dificuldade de trabalhar no vermelho durante meses, Régis Louazon, produtor de Ille-et-Vilaine, que chegou com outros quarentas produtores para bloquear a fábrica da cooperativa Agrial, de Cesson-Sévigné, perto de Rennes, explicou à Reuters:

"Pedimos melhor distribuição das margens para que todo mundo ganhe, as grandes lojas, as indústrias, mas também o agricultor que está no início da cadeia". Em uma declaração conjunta, terça-feira pela manhã, Serge Papin, Presidente da rede varejista Système U, e Thierry Roquefeuil, da FNPL, denunciaram "a leite do mais forte", para pressionar as outras redes varejistas, as cooperativas e o poder público: "É preciso modificar a lei LME (que rege as negociações comerciais entre distribuidoras e indústrias)", reclamaram.

As confeitarias denunciam alta de 92% no preço da manteiga
De um lado, os produtores de leite franceses continuam a receber remuneração abaixo dos custos de produção porque a Europa detém um estoque de 350.000 toneladas de leite em pó, para pressionar os preços. De outro, o preço baixo do leite está provocando recuo na coleta de leite na Europa, e mais ainda na França, o que, junto com a demanda interna e internacional forte, e estoques insuficientes, fizeram explodir as cotações da manteiga desde maio de 2016. Outro argumento é utilizado pelas cooperativas: a necessidade da consolidação de seus resultados, que foram afetados pela crise do setor lácteo em 2016. Em um ano, o preço da manteiga subiu 92%, e mais ainda para especialidades, para as quais o ingrediente pode representar um quarto da receita, disse Fabien Castanier, secretário geral das indústrias de biscoitos e bolos da França, em um comunicado. "No nível atual, o aumento anual do custo é aproximado de 68 milhões de euros para as indústrias de biscoitos e bolos em relação a 2016", explicou ele, denunciando uma "pressão econômica insustentável". Junto com a Federação de panificação, ele apena para responsabilidade de todos os elos da cadeia, incluindo as grandes redes varejistas, e o setor de restaurantes para que as indústrias possam, rapidamente,repassar para os preços os aumentos. 
Título: Lait: diante da mobilização, o governo vai analisar "a questão do preço justo"  (La Tribune - Tradução livre: Terra Viva)

 
Juntos Para Competir incentiva a produção
O programa Juntos Para Competir está proporcionando a 35 agropecuaristas de Victor Graeff e Lagoa dos Três Cantos a oportunidade de maximizar sua produção, especialmente de leite. A iniciativa é do Senar, Sebrae e Farsul e envolve também o Sindicato Rural de Não-Me-Toque, a prefeitura de Lagoa dos Três Cantos, a Cooperativa Santa Clara e a Emater. (Correio do Povo)
 
 


 

Porto Alegre, 13 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.519

 

Demora de acórdão sobre exclusão do ICMS do PIS/Cofins preocupa União

Passados quase três meses do julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não publicou a decisão que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, o que preocupa a União. A demora, segundo fontes do governo, gera incerteza jurídica e incentiva a multiplicação das chamadas "teses filhotes" ¬ que pedem a exclusão de outros tributos das bases de cálculo de impostos e contribuições ¬, com riscos para os cofres públicos em um momento de crise política e fiscal no país. Com base em resolução interna, o STF teria até meados de setembro para publicar o acórdão ¬ prazo de 60 dias que pode ser prorrogado duas vezes. "Os dois lados perdem. Perde o contribuinte, que não sabe o alcance da decisão. Perde o governo, que precisa da decisão para se defender [apresentar recurso para modulação]. Os escritórios de advocacia são os grandes beneficiários. Não se sabe o esqueleto jurídico que isso vai virar", diz uma fonte. Mesmo provocado pela Procuradoria¬Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o STF não analisou o pedido de modulação apresentado no julgamento: decisão válida apenas a partir de 2018, sem efeito retroativo. 

Pedido que foi considerado "muito extravagante" pelo ministro Marco Aurélio. No julgamento, os ministros alegaram que o pedido deveria constar do processo, em vez de ser solicitado por meio da tribuna, e deixaram essa apreciação para o caso de uma eventual oposição de recurso (embargos de declaração). No entanto, a PGFN precisa da publicação do acórdão para ingressar com o recurso. A Procuradoria já visitou a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, para tratar da publicação do acórdão, segundo o procurador¬geral adjunto de consultoria e contencioso tributário do órgão, Cláudio Xavier Seefelder Filho. "Vamos embargar e pedir o efeito prospectivo", diz. Enquanto o STF não publica a decisão, o precedente da repercussão geral já é aplicado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e instâncias inferiores. Até o julgamento, o STJ seguia entendimento contrário, consolidado em recurso repetitivo. Recentemente, a 1ª Turma já acompanhou a decisão e a PGFN indicou que irá recorrer. Com a decisão, empresas como Gerdau, Natura e Pão de Açúcar já alteraram provisões em seus balanços. "Todas as provisões de balanço estão sendo levantadas. As empresas provisionavam porque o prognóstico da ação não era bom. Deu [a decisão do STF] um fôlego muito grande para as empresas", afirma Tiago Conde, sócio do escritório Sacha Calmon Advogados. De acordo com ele, muitas empresas já quiseram excluir o ICMS da base do PIS e da Cofins imediatamente após o julgamento do STF ou pedir restituição de valores pagos. "A confusão está generalizada." 

O advogado reforça que, nos embargos de declaração, não é possível mudar o mérito do julgamento, mas que se deve considerar o pedido de modulação feito pela PGFN na tribuna. Apesar de ser um pedido bastante incomum nas modulações no STF, o advogado afirma que o ideal para as empresas é contingenciar o valor. Na avaliação da advogada Cristiane Romano, sócia do Machado Meyer Advogados, embora a demora na publicação do acórdão seja comum, a situação gera expectativa e ansiedade em função de sua relevância. "Há muitos casos sobre esse assunto que estavam parados e as pessoas querem a aplicação", diz a advogada. "Essa foi a grande decisão tributária dos últimos tempos." Ainda há incerteza sobre o que será apresentado pela Fazenda Nacional nos embargos de declaração e, eventualmente, num pedido de modulação, segundo Cristiane. "O Supremo é muito rígido com a questão da modulação. Falou¬se de uma modulação a partir de 2018, mas o caso está há 20 anos no tribunal, com recursos e estratégias da Fazenda para que ele se alongasse", afirma. Geralmente, nas modulações, o STF indica que a decisão valerá a partir do julgamento para todos e, antes disso, apenas para aqueles que já tinham ajuizado ações. Assim, impede que contribuintes entrem com processos depois do julgamento para pedir a restituição dos cinco últimos anos pagos. É mais comum que a data¬base seja do julgamento do mérito e não dos embargos, segundo o advogado Tiago Conde, o que coloca em xeque a estratégia de entrar com ações agora para tentar se beneficiar. 

Normalmente, depois das publicações de acórdãos, a Fazenda Nacional apresenta embargos em cinco dias. Se adotada a tese de 2018, o contribuinte vai, na prática, "ganhar e não levar", segundo Conde. "O Supremo estaria dizendo que a União pode editar uma lei inconstitucional, cobrar e deixar para lá." A PGFN afirma não possuir o número de novas ações a partir da decisão do STF. O órgão apenas cita números da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, segundo os quais a Receita Federal deixaria de arrecadar R$ 250,3 bilhões em tributos questionados na Justiça entre 2003 e 2014. Além disso, a estimativa é que o Fisco deixe de receber R$ 20 bilhões por ano. A queda na arrecadação de receitas dificulta ainda mais a missão da equipe econômica de cumprir a meta fiscal, fixada em déficit primário de R$ 139 bilhões em 2017 e de R$ 129 bilhões em 2018 para o governo central. (Valor Econômico) 

 

SC: excesso de chuvas causa prejuízo de R$ 20 mi na agricultura 

O excesso de chuvas dos últimos dias trouxe prejuízo ao agronegócio catarinense estimado em R$ 19,3 milhões, de acordo com informações da secretaria da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina. Os produtores rurais mais atingidos foram os que mantêm cultivos de feijão e milho, que estão em fase final de colheita, e os que se dedicam à pecuária de leite. As regiões mais atingidas pelas chuvas no estado foram o oeste, o extremo oeste, sul e Rio do Sul. O período considerado para os cálculos de prejuízo é de 27 de maio a 9 de junho, com base nasinformações da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri-Ciram). 

São Miguel do Oeste 
De acordo com a secretaria, a produção de leite na região gira em torno de 1,7 milhão de litros por dia e as perdas nesse período de chuvas chegam a 10%. Considerando o preço médio pago pelas agroindústrias, que é de R$ 1,39 por litro, e os 14 dias de mau tempo, os prejuízos já somam mais de R$ 3,3 milhões. Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri em São Miguel do Oeste Elvys Taffarel, há também perdas indiretas, com o aumento do custo de produção devido ao consumo de silagem e os gastos com saúde animal e reprodução. Nas lavouras de milho silagem e sorgo, o maior problema é a dificuldade na colheita. Nas plantações de feijão de segunda safra, a quebra na produção deve chegar a 40%. 

Os produtores não conseguem colher os grãos e as estimativas são de que 12 mil sacas de feijão sejam perdidas, um prejuízo que passa de R$ 1,4 milhão (considerando o preço médio de R$ 118 por saca). Os impactos nas lavouras de milho grão e soja ainda não foram quantificados. 

Rio do Sul 
Com uma safrinha de feijão esperada de 3,1 mil toneladas, as regiões de Rio do Sul e Ituporanga devem perder cerca de 500 toneladas do grão. Em termos financeiros, os prejuízos podem chegar a R$ 940 mil. A produção de leite também foi comprometida, principalmente pelos estragos ocorridos em estradas, o que impossibilitou a coleta do produto em várias comunidades. O técnico da Epagri na região, Saturnino C. dos Santos, explica que até o momento as perdas ainda não foram quantificadas. 

Chapecó  
Somadas as microrregiões de Chapecó, Concórdia e Xanxerê, que somam 71 municípios, as estimativas para a safrinha de feijão eram de 22,2 mil toneladas de produção. Como metade da área plantada já colhida, as chuvas comprometeram a colheita e a qualidade de 50% da safra. Segundo informações obtidas com técnicos e produtores dos municípios afetados, cerca de cinco mil toneladas de feijão poderão ser perdidas, o que representa prejuízo de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões. De acordo com o governo catarinense, ainda não há registro de perdas na produção de leite, mesmo com dificuldades, as coletas continuam sendo feitas.

Joaçaba 
Os prejuízos maiores são sentidos na atividade leiteira, com redução de até 15% na produção diária. De acordo com o técnico da Epagri da região, Evandro Anater, considerando um volume de captação de 300 mil litros por dia e o preço de R$ 1,30 por litro, o prejuízo pode passar de R$ 682 mil em 14 dias. A segunda safra de milho para silagem foi bastante afetada também, com tombamentos em algumas áreas. No milho grão, são esperadas poucas perdas. A colheita tem avançado nas últimas semanas, sobrando menos de 10% da área plantada por colher. 

Sul catarinense 
Na região de Criciúma, as perdas estão concentradas nas atividades de horticultura, principalmente nas folhosas. Na pecuária de leite, as perdas giram em torno de 20% em decorrência das pastagens de inverno não se desenvolverem plenamente. E a safrinha de feijão também foi comprometida. Como 85% do que foi plantado ainda não havia sido colhido, as perdas podem passar dos 30%. A expectativa de colheita era de 6,1 mil toneladas nas regiões de Tubarão, Criciúma e Araranguá e cerca de 1,5 mil toneladas estarão comprometidas, abandonas nas lavouras e/ou o que for colhido não terá qualidade comercial. 

As perdas podem chegar a R$ 3 milhões. Canoinhas Na região de Canoinhas, os principais problemas estão na atividade leiteira. A captação de leite continua a ser feita por acessos alternativos, por causa das estradas interditadas, porém as pastagens estão sendo danificadas pelo excesso de chuvas. No município de Ireneópolis, onde o plantio de cebola é realizado sob o sistema de plantio direto, poderá ocorrer replantio de algumas áreas devido às enxurradas. (Canal Rural)

Nestlé lança linha de bebidas lácteas para o mercado nordestino

A nova linha de bebidas lácteas Nestlé Ideal é da conhecida marca regional de composto lácteo e estará disponível nos sabores Morango e Vitamina de Frutas.

A Nestlé apresenta exclusivamente ao mercado nordestino sua nova linha de bebidas lácteas Nestlé Ideal, com ótimas opções para o consumo individual e familiar. As novidades vêm nos sabores mais consumidos pelos brasileiros: o tradicional Morango e também o delicioso Vitamina de Frutas, que une os sabores da banana, mamão e maçã.
 
Em embalagens individuais e familiares, os produtos oferecem a qualidade característica e reconhecida dos produtos da Nestlé. Além disso, os novos produtos trazem o exclusivo composto NutriCerto, um mix de nutrientes que os torna fonte de ferro, zinco, vitaminas e cálcio. 
 
Pensados para atender e agradar aos consumidores da região Nordeste do país, as novidades reforçam o ótimo custo benefício da marca, que já está presente no mercado nordestino com a opção de composto lácteo na versão em pó. Nestlé Ideal Morango e Nestlé Ideal Vitamina de Frutas estarão disponíveis nas melhores redes varejistas de todo o Nordeste a partir de junho, nos tamanhos 170g e 680g, com preços sugeridos de R$ 1,59 e R$ 5,89, respectivamente.

Nestlé Ideal Morango e Nestlé Ideal Vitamina de Frutas são duas opções de bebidas lácteas da Nestlé feitas exclusivamente para o mercado nordestino. Em embalagens individuais e familiares, os produtos contam com o exclusivo composto NutriCerto, um mix de nutrientes que os torna fonte de ferro, zinco, vitaminas e cálcio. Com ótimo custo benefício, eles estão disponíveis nas principais redes varejistas do Nordeste, nos tamanhos 170g e 680g, com preços sugeridos de R$ 1,59 e R$ 5,89, respectivamente.
 
Sobre a Nestlé - É a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. Está presente em 189 países e seus 328 mil colaboradores estão comprometidos com o propósito da Nestlé de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável. A Nestlé oferece um amplo portfólio de produtos e serviços para cada etapa de vida das pessoas e de seus animais de estimação. Suas mais de 2000 marcas variam dos ícones globais como Nescafé ou Nespresso aos favoritos locais como Ninho. O desempenho da empresa é impulsionado por sua estratégia de Nutrição, Saúde e Bem-Estar.  Sua Sede fica na cidade suíça de Vevey, onde foi fundada há mais de 150 anos. 

No Brasil, instalou a primeira fábrica em 1921, na cidade paulista de Araras, para a produção do leite condensado Milkmaid, que mais tarde seria conhecido como Leite Moça. A empresa tem 31 unidades industriais, localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Emprega mais de 22 mil colaboradores diretos e gera outros 200 mil empregos indiretos, que colaboram na fabricação, comercialização e distribuição de mais de 1.000 itens. A atuação da Nestlé Brasil abrange 15 segmentos de mercado e suas empresas coligadas estão presentes em 99% dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel. (Assessoria de Imprensa Nestle/Guialat)

Tetra Pak garante metas ambientais apesar da saída dos EUA do Acordo de Paris

A Tetra Pak viu uma demanda crescente entre os processadores de lácteos por mais tecnologia de filtragem sustentável e sistemas de recuperação de água. A Tetra Pak viu uma demanda crescente entre os processadores de lácteos por mais tecnologia de filtragem sustentável e sistemas de recuperação de água. A empresa acredita que pode continuar atingindo suas metas ambientais apesar de os EUA terem se retirado do Acordo de Paris.

"Uma das coisas que estamos buscando na Tetra Pak é aumentar a quantidade de energia renovável usada em nossas instalações", disse o vice-presidente de meio-ambiente da Tetra Pak, Jason Pelz. "Ao fazermos isso, reduzimos nossas pegadas o que, por sua vez, diminui as pegadas de nossos clientes". 

Pelz disse que a empresa está explorando o uso de raios solares em suas instalações e está identificando acordos de compra de energia para adquirir mais energia renovável. "Também achamos que isso é um bom negócio. Para nós, sentimos que ter eletricidade proveniente de recursos mais renováveis faz um bom sentido para os negócios, porque agora você não está vinculado a um recurso finito". O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na semana passada que retirará o país do acordo climático de Paris, um acordo global estabelecido em 2015 para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. "Não acho que porque o presidente mudou sua opinião sobre isso, nós, como empresa, vamos mudar o que vamos fazer. Temos uma ordem global para melhorar as plantas nos EUA e, portanto, essas plantas seguirão nessa linha". A Tetra Pak assinou o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2004, um sistema estratégico de vários anos com o objetivo de promover práticas empresariais responsáveis e ambientalmente sustentáveis. A empresa também contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que incluem investimentos contínuos em tecnologias que sejam adequadas ao meio-ambiente. "Eu acho que isso é muito ruim (referindo-se à decisão de Trump), mas para nós é negócio como de costume". 

Além disso, a Tetra Pak acredita que a demanda por processamento sustentável permanecerá forte, apesar de os EUA não participarem do acordo. Uma companhia de lácteos típica usa água para lavar seus equipamentos ao longo do ciclo de processamento e, com a tecnologia de filtração da Tetra Pak, a água pode ser coletada e limpa para reutilização, em vez de ser drenada, explicou o líder da categoria para a Tetra Pak North America, Todd Phillips. Algumas das novas tecnologias de filtração permitem recuperar 90% das águas residuais anteriormente perdidas em plantas de processamento de lácteos com potencial de economia de até 6,06 milhões de litros de água e 3,1 milhões de litros de leite por ano, de acordo com a Tetra Pak.

Phillips também destacou os serviços de consultoria da Tetra Pak para ajudar os processadores a reduzir sua pegada ambiental em várias áreas. "Em muitos casos, os clientes não têm necessariamente os recursos para analisar onde têm problemas com energia, água, eletricidade ou desperdícios. Temos a capacidade de apontar e mostrar a eles algumas oportunidades de onde eles podem melhorar em seu processamento". A Tetra Pak atualmente está desenvolvendo trocadores de calor para recuperar mais energia quando se aquece e se resfria um produto - uma área de inovação que pode ter um efeito positivo para a indústria de processamento de lácteos, que depende da pasteurização térmica. (Por: Dairy Reporter, traduzidas pela MilkPoint)

 
Multas terão descontos
Os produtores rurais poderão ter descontos de 80% nas multas decorrentes de irregularidades na área animal, como a falta de vacina ou de declaração do rebanho, entre outras. A decisão é do governo do Estado, que encaminhou dois projetos tratando do assunto para a Assembleia Legislativa. A informação foi divulgada pelo secretário da Agricultura, Ernani Polo, ontem. Um dos textos trata das multas que vierem a ser aplicadas. Outro oferece o desconto a quem quitar o passivo existente desde 2013. Quem perder os prazos, no entanto, volta a ter de pagar valores cheios. (Correio do Povo)
 

 

 

Porto Alegre, 12 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.518

 

Conheça a rotina de um jovem produtor de leite gaúcho
 
Assista o vídeo  (G1 - Globo/Click RBS)
 

Conseleite/MS 

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 09 de junho de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de maio de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de junho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul) 

 

O faturamento mundial com importação de alimentos aumenta, embora os mercados

Índice FAO Alimentos - Os mercados de produtos alimentícios mundiais continuam bem equilibrados, graças, principalmente, aos estoques abundantes de trigo e milho e à recuperação da produção dos produtos proteicos. A alta do frete e importações maiores deverão contribuir para elevar o gasto com importação de alimentos no mundo, que deverão superar 1.300 bilhões este ano, de acordo com as Perspectivas de Alimentação da FAO publicados a cada semestre, uma alta de 10,6% em relação a 2016. 

O gasto com importações de alimentos pelos países menos desenvolvidos, países de baixa renda, com déficit alimentar, e os da África subsaariana deverá crescer ainda mais rapidamente em razão da importação maior de carne, açúcar, produtos lácteos e produtos proteicos. A elevação da fatura com importações deverá atingir todas as categorias de alimentos, exceto peixes, uma vez que a demanda procedente do mercado interno de muitos países em desenvolvimento foi satisfeita pelo crescente incentivo aos setores aquícolas locais. Os preços mundiais dos alimentos subiram, em maio, com o índice FAO chegando à média de 172,6 pontos - ou seja, 2,2% a mais que em abril e mais de 10% em relação a maio de 2016. (Terra Viva) 

 

O CUSTO DA CHUVA

Os estragos causados na produção pela chuva das últimas semanas já começam a cobrar seu preço. Itens como as folhosas estão mais caros em razão da oferta menor. Na Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa-RS), de Porto Alegre, a alface teve alta de 158,62% em uma semana, passando de R$ 0,58 para R$ 1,50 a unidade. Na couve, o aumento foi de 86%, passando de R$ 0,67 para R$ 1,25 o molho.

- A qualidade desses itens está muito ruim, e o valor dobrou ou triplicou. Alguns atacadistas já estão pensando em trazer as folhosas de outros Estados - afirma Ailton Machado dos Santos, diretor técnico operacional da Ceasa.

Em muitos locais, as plantações ficaram alagadas (nas fotos, propriedades em Ijuí, no Noroeste). A produção de leite também foi afetada. Os animais tiveram dificuldade de alimentação.

- O impacto vai se arrastar, no mínimo, por mais três semanas - observa Antônio Cesa Longo, presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

Segundo o dirigente, o inverno é período de entressafra de hortifrutigranjeiros no Estado, o que acaba encarecendo os produtos:

- A chuva antecipou a tendência natural de alta da estação. (Zero Hora) 

Não beber leite de vaca está associado à baixa estatura de criança

Leite x Estatura - Crianças que não bebem leite de vaca - leite de outros animais ou a partir de plantas (leite de não-vaca) - são menores do que aqueles que bebem leite de vaca. Este foi o resultado de uma pesquisa, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, no dia 7 de junho. Para cada copo de leite de não-vaca bebido por dia, as crianças eram 0,4 centímetros menores do que a média para sua idade. Entretanto, para cada copo diário de leite de vaca que bebiam, as crianças eram 0,2 centímetros maiores do que a média. O estudo sugere que crianças que bebem leite de não-vaca, têm suas alturas reduzidas. A diferença na altura de um filho de três anos que bebeu três xícaras de leite de não-vaca, em comparação com um que ingeriu três xícaras de leite de vaca por dia, foi de 1,5 centímetros, de acordo com o estudo. A diferença na altura é similar à diferença entre a maior linha do percentil do gráfico de crescimento da Organização Mundial de Saúde disse o principal pesquisador, Dr. Jonathon Maguire, pediatra do Hospital St. Michael. Isso significa que beber três xícaras de leite de não-vaca por dia pode alterar a altura do 15º para o 50º percentil, e vice-versa, comparado com outras crianças de sua idade. O estudo também observou que crianças que bebem a combinação entre leite de vaca e leite de não-vaca diariamente são menores do que a média. Isso sugere que a adição de algum leite de vaca na dieta da criança não reverte a associação entre o consumo de leite de não-vaca e a baixa estatura, disse Dr. Maguire.

O estudo não pesquisou porque crianças que bebem leite de não-vaca são menores na média do que os que bebem leite de vaca. No entanto, a hipótese dos autores é de que a criança que bebe leite de não-vaca pode consumir menor quantidade de proteína e de gordura em sua dieta, do que aquelas que consomem leite de vaca, levando ao menor crescimento. A Altura é um importante indicador da saúde geral da criança e do seu desenvolvimento, disse Dr. Maguire. O leite de vaca é uma fonte segura de proteína e de gordura na dieta das crianças norte-americanas, dois nutrientes essenciais para assegurar crescimento adequado na primeira infância. Mas, muitos pais estão optando por leite de não-vaca para as crianças, que pode ter menor teor nutricional, disse Dr. Maguire."O teor nutricional do leite de vaca é regulamentado nos Estados Unidos e Canadá, enquanto que o teor nutricional de muitos outros leites não é", disse Dr. Maguire. "A falta de regulamentação pode significar que o teor nutricional varia de um para outro leite de não-vaca, particularmente em relação aos teores de proteína e gordura".

Por exemplo, dois copos de leite de vaca contém 16 gramas de proteína, que é 100% da necessidade diária recomendada para uma criança de três anos de idade, de acordo com o estudo. Dois copos de outras bebidas lácteas típicas têm 4 gramas de proteína, que atende somente 25% dos valores recomendados para a criança de três anos, que precisa receber proteína de outros produtos da dieta, explica Dr. Maguire. Os pesquisadores acompanharam 5.034 crianças entre 24 e 72 meses. Para o estudo, 13% das crianças bebiam leite de não-vaca diariamente, e 92% bebiam leite de vaca todos os dias. Mesmo que a maioria das crianças estudadas beba leite de vaca diariamente, o número dos que bebem leite de não-vaca vem aumentando nos últimos anos, diz o Dr. Maguire, percebido como mais benéfico para a saúde.

Uma vez que essa mudança é recente, existem poucas pesquisas sobre o efeito do leite de não-vaca para o crescimento das crianças, disse ele. Isso torna difícil para o consumidor médio entender os prós e os contras de escolher o leite de não-vaca sobre o leite de vaca para o seu filho. "Se os produtos estão sendo comercializados como equivalentes ao leite de vaca, como o consumidor e o pai, poderão saber que eles são, ou não, de fato iguais, em termos do efeito para crescimento das crianças", diz Dr. Maguire. Todos os participantes do estudo fazem parte do Grupo de Pesquisa Aplicado para Crianças (Applied Research Group for Kids - TARGet Kids!), colaboração entre pediatras e pesquisadores do Hospital St. Michael e do Hospital for Sick Children. O programa acompanhou crianças desde o nascimento com foco na prevenção de problemas comuns na primeira infância, para entender o impacto na saúde e distúrbios na vida adulta. (Terra Viva) 

 

O Rio Grande do Sul estuda dar início à produção de leite do tipo A2A2O 
O Rio Grande do Sul estuda dar início à produção de leite do tipo A2A2, destinado a consumidores que têm alergia ao alimento. O assunto, tratado durante o 4° Fórum Itinerante do Leite, realizado nesta quinta-feira (1/6), em Palmeira das Missões, será tema de reunião do Sindilat nesta sexta-feira (2/6).  Como destaca o secretário executivo da Sindilat Darlan Palharini. (Rádio Planetário- Espumoso) 
 

 

Porto Alegre, 09 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.517

 

Projeto quer mudança na inspeção 


Credito foto: Eduardo Oliveira

O secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, apresentou na tarde desta quinta-feira (8/6), em Porto Alegre (RS), um Projeto de Lei que prevê mudanças na inspeção de produtos de origem animal. A proposta possibilita que o Estado habilite médicos veterinários para fazer o serviço de inspeção sanitária e industrial dos produtos, através de empresas credenciadas. Atualmente, apenas os médicos veterinários da Seapi podem realizar o trabalho. O texto será encaminhado à Casa Civil nos próximos dias, e deve ser protocolado em regime de urgência na Assembleia Legislativa. A intenção é de que a lei entre em vigor ainda este ano.

O objetivo da proposta é agilizar os controles dos processos produtivos, uma vez que o quadro do Estado não dispõe de profissionais suficientes para ampliar a fiscalização. Apesar de estarem ligados às empresas, esses funcionários deverão passar por cursos preparatórios e de qualificação de forma a garantir alinhamento com o regramento sanitário estadual. A Seapi está alinhando o processo de capacitação com o Senai e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Além disso, os profissionais receberiam treinamento da própria equipe da Secretaria, para haver um nivelamento no processo. "A limitação de pessoal da Secretaria, frente à demanda que temos hoje, gera entraves para a abertura de novas empresas e a ampliação de atividades das já existentes. O Estado deixa de arrecadar mais de R$ 20 milhões em ICMS ao ano por causa disso, além dos quase 500 empregos que deixam de ser gerados", explicou o secretário. A fiscalização, no entanto, continuaria exclusivamente a cargo da Secretaria, que também supervisionaria os trabalhos de inspeção.

As mudanças atingirão, em um primeiro momento, os frigoríficos que precisam de um fiscal fixo diariamente. A indústria de leite, que têm inspeção periódica, só deve passar por essas mudanças mais adiante. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, que representou o setor lácteo na reunião, o projeto irá implementar uma nova sistemática de inspeção. "Esta nova proposta vai deixar mais fiscais disponíveis para a fiscalização do trabalho. Hoje em dia, o profissional é ao mesmo tempo fiscal e supervisor", pontuou. Segundo Palharini, os laticínios já operam com fiscalização itinerante e se baseia no histórico da empresa e nos controles internos. (Assessoria de Imprensa Sindilat com informações da Seapi)
 

Argentina - Código de boas práticas comerciais

Foi realizada uma nova reunião da Câmara Setorial de Leite, com a participação dos supermercados de origem asiática. No primeiro trimestre, a produção de leite na Região Centro caiu 15%, segundo um boletim econômico da Universidad Austral. Ainda que não seja a única zona produtora do país, Córdoba e Santa Fe são as províncias com a maior produção, e, esse dado constitui uma clara amostra de que, apesar da melhora na equação para os produtores, preço mais alto e um milho mais barato, o setor lácteo da Argentina não consegue sair da crise. Dentro desse contexto foi realizada uma nova reunião da Câmara Setorial de Leite, da qual surgiram novas propostas que permitirão tirar o setor do atoleiro em que se encontra há dois anos. O Ministério da Agroindústria e a Câmara dos Produtores de Leite de Córdoba (Caprolec), informaram que o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Ricardo Negri; e o subsecretário de Leite, Alejandro Sammartino, coordenaram o encontro que, como dado de destaque, contou com a participação da Câmara Empresarial de Desenvolvimento Argentino e Países do Sudeste Asiático (Cedeapsa). "Estamos muito satisfeitos de que a Câmara vai se consolidando para tratar não somente de temas conjunturais, mas fundamentalmente, temas estruturais da cadeia", disse Negri. 

A principal proposta que surgiu da reunião foi a implantação de um código de boas práticas comerciais, baseado em dois eixos: reduzir os prazos de pagamento, e que nas gôndolas tenha um percentual mínimo de produtos elaborados por pequenas e médias indústrias. Além da Caprolec, também participaram representantes da Confederação Rural Argentina (CRA), Sociedade Rural Argentina (SRA), Coninagro, Câmara de Produtores de Leite da Província de Santa Fe (Meprolsafe), Centro da Indústria de Laticínios (CIL), Associação das Pequenas e Médias Empresas de Laticínios (Apymel), Câmara de Produtores de Leite da Bacia Oeste (Caprolecoba), Junta Intercooperativa de Produtores de Leite (JIPL), e Associação de Produtores de Leite (APL). (Agrositio - Tradução livre: Terra Viva)

Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 23/2017 de 08 de junho de 2017

Leite/América do Sul - Com a aproximação do inverno, a produção de leite continua melhorando na Argentina. No entanto o tempo tem sido variável nas últimas duas semanas nas principais bacias leiteiras, embora o leite tenha sido afetado apenas marginalmente. Para muitos analistas a produção de leite continuará aumentando por diversas razões: Primeiro porque as condições climáticas estão melhorando nas principais bacias leiteiras. Segundo, os elevados preços do leite ao produtor incentivam o aumento da produção. Terceiro, a consolidação do setor lácteo está reduzindo os custos operacionais, encorajando as fazendas de leite a produzirem mais. No entanto, no atual momento, o volume de leite continua abaixo das necessidades da indústria. 

Queijo e leite de consumo continuam a ser os produtos prioritários a serem fabricados. As exportações estão em menores níveis do que no ano anterior. No Uruguai a produção de leite está elevando lentamente, acompanhando a tendência de aumento sazonal. Embora os volumes de leite/creme estejam aumentando, a oferta é insuficiente para atender as necessidades da indústria. A disponibilidade de creme continua fraca e as bonificações elevadas para um mercado aquecido. Em algumas regiões leiteiras do Brasil a entrega de leite aumentou, mas, diminuiu em outras, diante das variações climáticas das duas últimas semanas. A oferta de leite/creme permanece menor do que as necessidades de processamento, com exceção para leite engarrafado (UHT) e queijos. O mercado de leite UHT está fraco, e os preços seguem a tendência descendente durante o mês. Apesar disso, muitas indústrias relataram vendas reduzidas. A demanda por queijos mostrou sinais de melhora, mas, algumas empresas reduziram os preços para competir com os importados com menores preços. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

A colheita de soja já terminou no Rio Grande do Sul, Mas a produção total segue sendo revisada. A Conab ampliou o volume final para 18,71 milhões de toneladas, cerca de 500 mil toneladas a mais em relação ao dado anterior. (Zero Hora)
 
 

 

Porto Alegre, 08 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.516

 

Sindilat acompanha o debate Qual o Valor da Transparência? 

Especialistas nacionais e autoridades estaduais debateram sobre a importância da transparência da política fiscal para o equilíbrio das contas públicas. Preocupado em acompanhar o debate, o Sindilat participou do 16º Sefaz com o tema Qual o Valor da Transparência? A programação, realizada, nesta quarta-feira, dia 7 de junho, pelo Afocefe Sindicato dos Técnicos Tributários do Receita Estadual, com apoio da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública e Ajuris, foi realizada nesta quarta-feira, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. 

Questões como a guerra fiscal, falta de segurança jurídica, sigilo fiscal, as desonerações fiscais, contribuições sociais e o suposto rombo na previdência, gestão de créditos fiscais e a transparência na gestão pública marcaram os painéis. O secretário executivo do Sindilat Darlan Palharini marcou presença no evento.  

"A Guerra fiscal chegou ao limite. As regiões mais deprimidas não estão sendo desenvolvidas por incentivos fiscais. Por isso, sou favorável a uma investigação profunda sobre incentivos fiscais feitos pelo Estado do RS", pontuou o ex-governador do Estado, Germano Rigotto Rigotto. 

Conforme o Procurador da Fazenda Nacional e professor universitário, Luis Alberto Reichelt "quando se pensa em gestão na matéria de tributos transparência é o mínimo. Temos uma cultura de não cobrarmos no tempo certo". 

O deputado estadual Luis Augusto Lara destacou que algumas corporações se apropriam do Estado e dificultam o trabalho dos governadores. Além disso, defendeu a importância do Tribunal de Contas do Estado ter acesso aos benefícios fiscais concedidos pelo Estado. "O problema não é o incentivo fiscal. O problema é garantir o incentivo sem a fiscalização do Tribunal de Contas e outros órgãos fiscalizadores", frisa.

Durante o Painel A Transparência na Gestão dos Créditos Fiscais o ex-secretário da Fazenda Orion Cabral destacou que a questão não é só transparência. Ele ressalta ser fundamental o retorno de recursos de crédito. 

No início da tarde, no Painel Transparência nas Desonerações Fiscais, o Subsecretário da Receita Estadual, Mário Wunderlich dos Santos, destacou que, através do site da Secretaria Estadual da Fazenda, é possível conferir a relação das empresas que usaram isenções fiscais, embora não apareçam os valores em função da legislação que prevê o sigilo. (Sindilat)
 

Plano Safra possível' terá mais de R$ 190 bi

Inflado por recursos normalmente contabilizados à parte, o Plano Safra 2017/18 foi anunciado ontem no Palácio do Planalto pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, como o maior da história. Estarão à disposição dos produtores rurais brasileiros, a partir do início de julho, R$ 190,25 bilhões, e a maior parte desses recursos servirá para financiar um novo avanço no plantio de grãos na próxima temporada, que o governo já projeta que será expressivo. Do montante total, R$ 188,3 bilhões são em crédito rural propriamente dito ¬ R$ 149,2 bilhões serão emprestados a juros controlados, subsidiados pelo Tesouro, e R$ 39,1 bilhões a juros livres ¬, 2,4% a mais que no ciclo 2016/17 (R$ 183,9 bilhões). Outros R$ 1,95 bilhão entraram na conta, sendo R$ 1,4 bilhão como "apoio à comercialização" e R$ 550 milhões para o programa federal de subvenção do seguro rural. Os juros das linhas de crédito do novo plano são entre e 1 e 2 pontos percentuais menores que os do atual. Em discursos para uma plateia de cerca de 800 pessoas, Temer realçou que o agronegócio "dá uma injeção de otimismo ao país" e reafirmou sua confiança em permanecer na Presidência até o fim do mandato, em 31 de dezembro de 2018. 

O plano, entretanto, foi recebido com críticas pelo setor produtivo, ainda que os representantes das entidades que participaram da cerimônia de ontem ¬ caso da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ¬ não as tenham mencionado em seus discursos, que destacaram a importância do agronegócio para a economia do país. De maneira geral, os críticos observaram que o aumento de recursos foi menor que a inflação e o corte de juros perdeu para a queda da Selic. Apesar de reconhecer o "empenho do Ministério da Agricultura" nas negociações, Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), lembrou que os juros reais ficaram maiores que os do plano que vai chegando ao fim. "Enquanto eu olho uma árvore, o governo tem que olhar uma floresta. Fomos até onde pudemos ir para conseguir o que conseguimos. Gostaria de juros mais baratos. Pode ser que não seja o Plano Safra dos sonhos, mas foi o possível", afirmou Blairo Maggi. Nas projeções do Ministério da Agricultura, esse plano possível, cujos principais pontos estão destacados no infográfico ao lado, deverá ajudar o Brasil a produzir entre 235 milhões e 240 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2017/18. (Colaboraram Kauanna Navarro e Fernando Lopes, de São Paulo). (Valor Econômico)

 

 

Analista acredita no crescimento da oferta global de leite em 2017

O preço do leite em pó integral ficará em torno de US$ 3.000 por tonelada, pelo menos até maio 2017, segundo mostram os valores de mercado de futuros da Nova Zelândia, disse a analista de mercados da Bolsa de Valores de Nova Zelândia, Susan Kilsby, durante sua apresentação no Fórum INALE 2017.

A oferta de leite no mundo vai continuar crescendo de forma gradual e a demanda permanecerá firme no decorrer do ano, disse ela. Nos principais países produtores de leite do mundo - Estados Unidos, União Europeia (UE) e Nova Zelândia - a produção vai continuar crescendo gradualmente. "Vê-se um crescimento da produção, resta ver como a demanda evolui".

Na China, maior comprador mundial de produtos lácteos, a demanda continuará forte durante todo o ano, com uma demanda crescente e um aumento no consumo, mas de forma mais lenta.

A expectativa para a gordura é que os preços permaneçam firmes por causa de um aumento no consumo. Devido aos altos preços, os EUA e a UE tendem a produzir maiores volumes. A produção e a demanda de gordura permanecerão fortes em 2017.

Para o leite em pó desnatado, espera-se que os preços continuem baixos, estáveis nas referências atuais, devido principalmente aos altos estoques na UE. Dentro de um cenário de incertezas e com possíveis flutuações nos valores, não se esperam quedas nos preços tão profundas como em 2015, disse Kilsby. (As informações são do http://www.lecheriauy.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
Polo apresenta novo modelo
O secretário da Agricultura, Ernani Polo, apresenta hoje ao setor produtivo uma proposta de um novo modelo de inspeção dos produtos de origem animal, no Estado. De acordo com o diretor do Departamento de Defesa Animal, Antonio Carlos de Quadros Ferreira Neto, pela nova proposta, o Estado habilitaria veterinários para executar a inspeção nas indústrias enquanto o serviço oficial ficaria focado na fiscalização. Para vigorar, no entanto, a ideia teria que ser aprovada na Assembleia Legislativa por meio de um projeto de lei. A reunião ocorre hoje na sede da secretaria, às 14h30min. (Correio do Povo)
 
 

 

 

Porto Alegre, 07 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.515

 

Simpósio do Leite abordou assistência técnica como diferencial competitivo


 CRÉDITO: Edson Castro/PrimeCom

A assistência técnica de qualidade é o que irá criar o diferencial competitivo que o mercado gaúcho necessita. Este foi um dos pontos tratados em debate que abordou assistência técnica no Rio Grande do Sul e no Brasil, na tarde desta quarta-feira (7/6), durante o 14º Simpósio do Leite, em Erechim. O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, que fez parte da mesa, destacou que o setor lácteo e o governo precisam ampliar os investimentos em assistência aos produtores para garantir a qualidade da matéria-prima. 
 
"A assistência técnica é essencial para melhorar a produção de leite por animal e por propriedade. Só com uma boa comunicação iremos aprimorar a qualidade do produto e aumentar a produção", ressalta Guerra. Uma das tônicas do debate foi a relação de proximidade e de confiança entre técnicos e produtores. Durante o debate, foi reforçada a necessidade da indústria e dos produtores trabalharem em conjunto. Também fizeram parte da mesa de discussão a editora assistente da Revista Leite Integral Maria Thereza Rezende e o agrônomo da Emater, Vilmar Fruscalso.
 
Durante o debate, foi abordada a necessidade de treinar profissionais para auxiliar os produtores na gestão das propriedades, além de questões de sanidade. Os debatedores também relataram a necessidade dos técnicos em se manterem em constante atualização, principalmente com as novas tecnologias que são lançadas no mercado. 
 
O 14º Simpósio do Leite é uma realização da Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (AMEVAU) que tem patrocínio do Sindilat. O evento ocorre nesta quarta e quinta-feira (7 e 8/6), no Parque da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie). O evento é realizado desde 2004 e tem como objetivo oportunizar conhecimento a produtores, técnicos, estudantes e profissionais de setores e entidades ligadas à produção e ao mercado do leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

 

EUA: rBST e o fim de uma era

Até o final deste ano, muito poucos processadores de lácteos aceitarão leite produzido com rBST. Ainda haverá alguns recebendo aqui e ali no Centro-Oeste e possivelmente em Idaho, mas, na maioria das situações, o rBST desaparecerá na história - fato direcionado por ignorância, desinformação e medo.

rBST - produção de leite 
Parte da culpa é da própria indústria de lácteos. Os defensores tentaram explicar, mas nunca puderam convencer sobre os benefícios da tecnologia e como essa poderia fornecer mais produtos lácteos a um custo menor, sem comprometer a segurança alimentar ou a saúde das vacas. Os oponentes, tanto dentro como fora da indústria, tocaram nos medos dos consumidores e, pior ainda, em como poderia afetar o crescimento e o desenvolvimento das crianças. O exemplo mais recente veio no mês passado, quando a Arla Foods USA lançou um anúncio de 30 segundos voltado para crianças da escola primária.

Antes de seu lançamento em 1994, os oponentes do rBST dentro do setor temiam um excesso de leite e uma queda nos preços do leite como resultado. Isso nunca aconteceu, com as taxas de adoção provavelmente nunca chegando a um quarto de fazendas. Dados do economista de lácteos da Universidade de Wisconsin, Brian Gould, mostram um crescimento bastante estável, de 2,2%, na taxa de crescimento anual composta desde o final da Segunda Guerra Mundial. Os dados não permitem perceber o momento da introdução do rBST, não tendo havido mudança perceptível a partir de sua introdução em 1994. E o declínio no número de vacas, na verdade, diminuiu em meados dos anos 90, quando o uso de rBST estava provavelmente em sua taxa mais elevada.

Mas a oposição ao rBST, com base nesse medo, ajudou a criar o ambiente de paranoia do consumidor sobre tecnologia de alimentos em que nos encontramos agora. É um lugar feio entre 'uma pedra e um lugar difícil de estar'.

Por si só, a perda do rBST não é tão grande coisa. Os produtores de leite no Nordeste que perderam a tecnologia aprenderam pela primeira vez a viver sem ela, e dentro de um ano ou dois, estão produzindo tanto leite por vaca quanto antes. Mas eles tiveram que intensificar seu manejo reprodutivo, talvez se tornando ainda mais dependentes de tratamentos reprodutivos para que as vacas voltassem a dar cria. Esses tratamentos agora podem ser submetidos a um maior escrutínio do consumidor, novamente impulsionado pela desinformação dos ativistas?

A preocupação ainda maior é a crescente angústia sobre culturas geneticamente modificadas. Tire essas ferramentas e a produtividade diminuirá, o uso de pesticidas aumentará e a incrível história de ganhos de sustentabilidade da indústria de lácteos desde a Segunda Guerra Mundial desaparecerá.

A agricultura tem que encontrar uma maneira melhor de contar sua história. Talvez a nova campanha publicitária da indústria de lácteos, que espera reconstruir a confiança nos produtores de leite ("Undeniably Dairy"), seja um lugar para começar. Esperemos que sim. (Dairy Herd Management, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint)

 

Leite é fonte barata de nutrientes

Leite - Como atender às exigências nutricionais humanas pelo menor preço? Para responder a essa pergunta, pesquisa coordenada pela Embrapa investigou alimentos e bebidas consumidos pelos brasileiros e calculou quanto custa atender 30% das necessidades diárias de oito nutrientes: proteína, cálcio, ferro, fibras e vitaminas A, C, D e E. O estudo aponta o leite como uma das fontes mais baratas de nutrientes que existem. O leite integral, por exemplo, pode suprir 30% das necessidades de cálcio de um adulto saudável ao custo de apenas 97 centavos. A pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Kennya Siqueira, que conduziu os trabalhos, diz que o consumidor teria que pagar mais de R$ 1.000,00 se desejasse obter a mesma quantidade de cálcio por meio de café expresso, caju ou chiclete. O leite é reconhecido como uma ótima fonte de cálcio, e a pesquisa apontou que a maioria dos produtos lácteos supre as necessidades de um indivíduo a um custo inferior a R$ 5,00.

Produtos derivados do leite também ocuparam as primeiras posições no ranking de custo da vitamina D e obtiveram boa colocação no ranking de proteína e vitamina A. Quanto à proteína, o leite integral perdeu apenas para carnes, amendoim moído e ovo de galinha. Já em relação à vitamina A, o lácteo mais bem colocado foi o creme de leite, seguido pelo leite em pó desnatado, leite semidesnatado, manteiga e requeijão. O custo para se adquirir 30% das necessidades diárias de vitamina A por meio desses derivados lácteos é de menos de R$ 2,00. Com o mesmo valor, pode-se adquirir 30% de vitamina D, consumindo leite pasteurizado, integral, semidesnatado e desnatado; ou leite em pó (desnatado e integral). Dos oito nutrientes analisados, os lácteos apresentaram custo competitivo para quatro deles: proteína, cálcio e vitaminas A e D. "Além de reforçar a importância do leite e seus derivados na alimentação humana, o estudo mostra que consumir produtos lácteos faz bem não apenas para a saúde, mas também para o bolso do consumidor", conclui Kennya. Projeto Nutrileite A pesquisa foi desenvolvida pela Embrapa Gado de Leite (MG), em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Denominado "Projeto Nutrileite", o estudo utilizou como base de dados a tabela nutricional e os produtos presentes na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo foram investigados 443 alimentos e bebidas, dos quais 43 eram produtos lácteos. Para minimizar os efeitos da sazonalidade e da inflação, a coleta de preços foi efetuada em abril e outubro de 2016. Foram coletados os menores preços de todos os produtos, sem considerar preços promocionais, em 16 supermercados virtuais de dez estados da federação.

O cálculo do custo por nutriente seguiu a metodologia proposta pelos pesquisadores sul-africanos Friede Wenhold e Christine Leighton:

Pnp =(Nn.Pp)/Qn

Na fórmula, Pnp é igual ao custo do nutriente n no alimento p; Nn é igual a 30% da recomendação nutricional diária do nutriente n; Pp significa o preço de 100 gramas do alimento p e Qn é a quantidade de nutrientes n presente em 100 gramas do alimento.

Os nutrientes selecionados foram baseados na definição de alimento saudável da agência americana Food and Drug Administration e nas deficiências nutricionais da população brasileira, segundo o IBGE. Foi considerado o atendimento de 30% das recomendações nutricionais diárias de um adulto saudável. Com base no resultado obtido, os produtos foram ranqueados do menor para o maior preço.

Leite e saúde
Nos últimos anos, surgiram movimentos contrários ao leite na alimentação, alguns deles ligados ao ativismo vegano, que recomenda a exclusão de qualquer alimento de origem animal da dieta. O principal argumento é de que o ser humano é o único mamífero que continua a beber leite após o período da amamentação. A professora da UFJF Mirella Binoti, que participou do Projeto Nutrileite, argumenta que não há qualquer problema no consumo de leite na fase adulta, a menos que a pessoa apresente intolerância à lactose ou alergia a alguma de suas proteínas. Do contrário, o leite só traz benefícios à saúde. Mesmo em relação à intolerância à lactose, existem alternativas para continuar se beneficiando dos nutrientes do leite. É possível optar por produtos de baixa lactose, como iogurtes e alguns queijos. Há também uma grande variedade de produtos lácteos com "zero lactose". A alergia à proteína do leite já é um problema um pouco mais complexo. Enquanto a intolerância à lactose costuma se manifestar na fase adulta, a alergia é uma reação imune do organismo, que geralmente ocorre nos primeiros meses de vida. Trata-se de um distúrbio potencialmente grave, de diagnóstico mais difícil se comparado à intolerância à lactose. Nesse caso, deve-se excluir qualquer produto que contenha a proteína do leite da dieta. Ativismos à parte, por mais de cinquenta anos o leite esteve associado ao aumento de doenças cardiovasculares. Ainda hoje, órgãos de saúde pública de todo o mundo recomendavam que a ingestão de gordura de origem animal, as chamadas gorduras saturadas, seja evitada. O argumento é que as gorduras saturadas aumentavam o colesterol ruim (LDL), associado ao derrame e ao infarto. Mas, nas duas últimas décadas, isso tem sido fortemente questionado por alguns cientistas.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Marco Gama, que também atuou no Projeto Nutrileite, estudos científicos têm mostrado que, embora a gordura saturada promova aumento do colesterol, não há evidências de que a ingestão da gordura do leite aumente o risco de doenças cardiovasculares. "Nem toda a gordura saturada é igual", afirma Gama. "Existem gorduras que elevam o LDL, mas outras promovem um aumento do HDL, que é um tipo de colesterol benéfico à saúde", explica. Além disso, sabe-se atualmente que o colesterol LDL se divide em dois tipos de partículas: grandes e pequenas. As partículas grandes, que não estão associadas a riscos cardiovasculares, são as aumentadas pelas gorduras saturadas. O leite de ruminantes (vacas, búfalas, cabras etc.) possui ainda alguns componentes que não são encontrados em quantidades significantes em outras fontes de gordura. É o caso do Ácido Linoleico Conjugado (CLA). Pesquisas com animais e culturas de células demonstraram que o CLA protege o organismo contra alguns tipos de câncer, além de ter ação anti-inflamatória. Para fechar o quadro de benefícios do leite, há evidências científicas de que a gordura do leite reduz o risco de obesidade, do diabetes do tipo 2 e da síndrome metabólica (HDL baixo; triglicérides altos; glicemia alta em jejum; sobrepeso e pressão arterial alta). Mesmo diante de tantos benefícios, Mirella alerta que nenhum alimento, sozinho, é capaz de suprir todas as exigências do organismo. Uma dieta variada, com boas fontes de gorduras e proteína, frutas, verduras e legumes é insubstituível.

Dia do Leite
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) escolheu o primeiro de junho para se comemorar o Dia Mundial do Leite. Diversos países da União Europeia já celebravam a data com eventos nacionais. O objetivo do "Dia Mundial" é incentivar o consumo de lácteos pela população.
Os cinco primeiros colocados

Confira quanto custa obter quatro nutrientes essenciais para a saúde*

Cálcio

Ovomaltine (derivado lácteo) - R$ 0,87

Leite integral - R$ 0,97

Leite pasteurizado - R$ 1,00

Leite semidesnatado - R$ 1,04

Leite em pó integral - R$ 1,09

Vitamina D

Leite semidesnatado - R$ 1,19

Leite integral - R$ 1,38

Leite pasteurizado - R$ 1,41

Leite em pó integral - R$ 1,54

Leite em pó desnatado - R$ 1,55

Proteína

Frango inteiro - R$ 0,59

Frango em pedaços - R$ 0,68

Peito de galinha - R$ 0,72

Steak de frango - R$ 0,78

Filé de frango - R$ 0,82

Com relação à proteína, o leite integral foi o produto lácteo melhor ranqueado, ao custo de R$ 1,59. (Embrapa)

 

Produção do leite A2A2 gera parceria
O Sindilat vai desenvolver um projeto-piloto em parceria com a Escola Técnica Celeste Gobbato, de Palmeira das Missões, para iniciar a produção de leite A2A2, para pessoas que têm alergia à proteína do leite. Convênios com universidades também serão avaliados. (Correio do Povo)