Autor: Sindilat
25/03/2020
Porto Alegre, 25 de março de 2020 Ano 14 - N° 3.189
EUA: vendas de leite em pó aumentam durante crise de coronavírus
A Catalina Marketing, empresa especializada em inteligência de compradores e mídia digital personalizada para marcas e varejistas, está acompanhando as vendas de produtos que sofreram picos ou declínios, à medida que a população dos EUA fica mais atenta à pandemia do Covid-19.
E não são apenas os rolos de papel higiênico que estão saindo das prateleiras: as vendas de leite em pó aumentaram 375% desde que a empresa começou a rastrear 756 marcas, em 15 de fevereiro.
Marta Cyhan, diretora de marketing da Catalina, disse que o banco de dados captura até três anos de histórico de compras, e mais de 2 bilhões de códigos de produtos exclusivos são verificados diariamente, para que a empresa possa fornecer aos clientes informações e dados de vendas quase em tempo real que ajudam em suas decisões de marketing e até mesmo em atividades de estoque.
As viagens às lojas começaram a crescer por volta de 1º de março e alcançaram o máximo na semana passada — com visitas chegando ao pico em 13 de março.
Na semana que terminou em 14 de março, as vendas totais em dólar por loja aumentaram 60%. Isto foi impulsionado pelo aumento de 17% em compras e tamanhos de cestas, que aumentaram, em média, 37% em relação ao ano anterior", disse Cyhan.
"Nosso papel como parceiro estratégico de varejistas e marcas é compartilhar informações e dados que os ajudem a entender o comportamento do comprador e se planejarem adequadamente, para continuar atendendo às necessidades de seus clientes. Além disso, ajudamos a se prepararem para os próximos meses, quando as medidas de precaução passarem e as pessoas retornarem às suas rotinas normais", disse Cyhan. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)
Silagem com BRS capiaçu é 57% mais barata que milho
O BRS Capiaçu é um capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum), porém é mais produtivo que outras cultivares semelhantes. Nos testes realizados pela Embrapa, ele produziu 30% a mais em termos de volume de massa verde (50t/ha/ano) em comparação a outras cultivares utilizadas para produção de biomassa energética.
“Depois das análises, identificamos que o Capiaçu também é mais nutritivo, ele tem mais proteína, ele tem mais energia e a qualidade de fibra dele é diferenciada.”, avalia Paulino Andrade, pesquisador da Embrapa. O grande destaque desta cultivar é justamente o custo-benefício, devido a sua produtividade (cerca de 30% a mais) aliada ao seu valor nutritivo. “Quando colocamos na ponta do lápis, o Capiaçu se torna mais barato que opção de milho, mais barato que opção de sorgo, cana-de-açúcar então nem se compara. O produtor que faz contas vai acabar optando pelo BRS Capiaçu por causa destas condições: mais produtivo – bastante nutritivo – e de ampla adaptação no Brasil“, explica Paulino.
Garantia de produção
Comparando-se o cultivo de Capiaçu com o cultivo de milho por exemplo, existem muitas variáveis que podem prejudicar a produtividade dos grãos, já no capim-elefante Capiaçu, estes efeitos são minimizados. Uma das interferências comuns, são os veranicos nas fases inicial e reprodutiva na produção de matéria seca de milho e sorgo, que podem ocasionar baixa produtividade. No caso do BRS Capiaçu, este fica estagnado no período seco e quando chove ele volta com força novamente. “Quando a gente compara a questão da colheita, de novo o BRS Capiaçu sai na frente. A janela de colheita do milho para silagem é muito pequena se comparada a do Capiaçu. Se precisarmos atrasar uns 15 dias a colheita do capim por algum motivo, isso não trará tanto impacto quanto no caso do milho.“, esclarece o pesquisador.
Custos da matéria seca – comparativo
A estimativa do custo médio da matéria seca da silagem de BRS Capiaçu, considerando-se três colheitas/ano, é de R$ 130,85/tonelada. Esse valor é 57% inferior ao custo de produção da silagem de milho, 42,3% da cana-de-açúcar e 43,7% do sorgo. Devido à alta produtividade da BRS Capiaçu, a silagem produzida com este capim apresenta menores custos de produção por hectare, conforme podemos observar na tabela abaixo:
Adaptação no Centro-Oeste brasileiro
Segundo o pesquisador, hoje, a recomendação do MAPA para o uso do BRS Capiaçu, fica restrita somente à região de Mata Atlântica – faixa da costa brasileira, do Sul ao Nordeste, mas isso não impede o seu cultivo em outras regiões. Conforme relatos de produtores, a variedade do capim elefante já é cultivada do Sul ao Norte do país, incluindo Região de Cerrado, com respostas interessantes. “Nós temos algumas informações de Mato Grosso e MS, com uma aceitação muito grande por parte dos produtores. Pelo que percebemos, o Capiaçu se encontra bastante difundido pelo Brasil Inteiro.”, afirma Paulino.
Alto desempenho, mas com os devidos cuidados
Para se garantir a excelente produtividade e valor nutricional do BRS Capiaçu, é importantíssimo que a pastagem seja tratada de fato como uma cultura. Esta cultivar tem porte alto (até 4,20 metros de altura), se destacando pela produtividade e pelo valor nutritivo da forragem quando comparada com outras cultivares de capim-elefante, mas isso exige alguns cuidados. “É impossível se conseguir uma massa dessas (com alto valor nutritivo), sem dar nada em troca. Então o que nós recomendamos é um cultivo bem feito, análise de solo, fazer a correção, entrar com Fósforo no plantio e depois fazer as coberturas (com Nitrogênio e Potássio). Essa adubação, pode ser também uma adubação orgânica, pois o produtor já tem o esterco na propriedade e pode usá-lo para baratear os custos, sendo usado parcial ou integralmente dependendo do tipo de esterco. O importante é ele repor estes nutrientes no solo.“, finaliza Paulino Andrade. (Girolando)
GO: preço da cesta de derivados lácteos tem leve variação positiva de 0,18%
O Boletim de mercado do setor lácteo goiano tem como objetivo apresentar os resultados do índice de preços da cesta de derivados lácteos definida pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás.
A seguir, são apresentados os resultados para o mês de referência de março e que foram levados à reunião deliberativa da câmara técnica no dia 23 de março de 2020. No mês de março, a indústria de laticínios do estado de Goiás teve um pequeno aumento do preço médio da sua cesta de derivados lácteos, comparado com o mês anterior1 . As baixas nos preços médios foram observadas para o queijo muçarela e o leite condensado que caíram, respectivamente, −1,32% e −1,81%. Por outro lado, os preços médios do leite UHT, do leite em pó e do creme de leite a granel aumentaram 1,73%, 2,37% e 0,46%, respectivamente.
Com base nessas variações individuais, o índice da cesta de derivados lácteos teve uma variação total ponderada de 0,18%, indicando, portanto, uma tendência de estabilidade para o preço do leite in natura, comercializado no próximo mês.
Índice: O índice divulgado no Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano surgiu a partir da iniciativa do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Instituto Mauro Borges (IMB), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e o Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite). É calculado a partir da variação dos preços de uma cesta de produtos lácteos que representa o mix médio de derivados produzidos pelos laticínios no Estado de Goiás.
Na cesta avaliada são considerados cinco produtos: leite UHT integral, leite em pó integral, queijo muçarela de barra, leite condensado e creme de leite à granel. O cálculo leva em consideração os preços recebidos pela indústria no mercado atacadista.
Acesse o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano do mês de março de 2020 clicando aqui. (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás)
O movimento nos supermercados apresentou uma queda neste final de semana, em relação aos últimos dias da semana passada. O fluxo foi 3% menor se comparado com à última quinta-feira (19). Mas houve crescimento quando a comparação é feita com o final de semana do Carnaval (21, 22 e 23 de fevereiro), segundo levantamento feito pela Associação Paulista de Supermercados - Apas. Outro detalhe é que, de acordo com a associação, o abastecimento de álcool em gel deverá ser normalizado em breve, pois indústria está se esforçando para atender os pedidos, principalmente após a decisão da Anvisa de liberar a fabricação sem prévia autorização. (Giro News)
24/03/2020
Porto Alegre, 24 de março de 2020 Ano 14 - N° 3.188
Mês começa com estabilidade, mas UHT tem alta
O mês de março iniciou-se com valores estáveis para o preço do leite no Rio Grande do Sul, mas alguns produtos como o UHT têm viés alta. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (24/3) pelo Conseleite, a análise dos primeiros dez dias do mês indicou uma previsão de R$ 1,1557 pelo litro, redução de -0,62% em relação ao consolidado de fevereiro (R$ 1,1629). Segundo o professor da UPF Eduardo Finamore, os números apontam estabilidade no mix de produção no primeiro trimestre de 2020. “Observando os grupos isoladamente, verifica-se tendência de alta para o leite UHT em um movimento mais forte do que do leite em pó. Nos queijos, o que se viu foi a redução do preço”.
Segundo o presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, os dados apresentados pela UPF e chancelados pelo colegiado de forma remota devido à quarentena, confirmam um movimento de recuperação do leite UHT o que vem puxando o mercado. “O estudo evidencia claramente o início da recuperação de preços do UHT, produto que estava com valor defasado. Acreditamos que o valor de referência do leite no Rio Grande do Sul deve ter um aumento no próximo levantamento, o que depende do comportamento dos demais produtos além do UHT”. Por outro lado, considera ele, a queda dos queijos pode ser explicada pela redução do mercado de food service em função da quarentena.
A elevação dos preços que já chega ao consumidor no caso do UHT, explica o vice-presidente do Conseleite e presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, reflete o momento de entressafra (março-julho). Este ano, a tendência é que o período se prolongue uma vez que a estiagem segue prejudicando as pastagens e a nutrição dos animais. “As previsões climáticas indicam pouquíssima chuva para os próximos meses em meio a um cenário de muitas incertezas sobre o consumo das famílias e o comportamento do mercado. O Rio Grande do Sul já tem 201 municípios em situação de emergência em função da estiagem, o que agrava a produção láctea cada vez mais”. Outro fator a ser considerado é a elevação dos custos na indústria com o dólar próximo de R$ 5,00, os gastos adicionais com a prevenção do Coronavírus e o rearranjo produtivo nas fábricas com o afastamento de funcionários pertencentes ao grupo de risco. “Agora, nossa preocupação principal é manter as fábricas funcionando de forma a manter as principais linhas de produção (leite UHT, pó e queijos) para não faltar alimento à população”, argumentou Guerra.
Rizzo completou que, no campo, os tambos também vêm sentindo elevação de custos. “A assistência técnica está com valores majorados”, completou. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)
Decreto define vigilância agropecuária como atividade essencial ao país
Medida também proíbe restrição à circulação de trabalhadores que possa afetar o funcionamento de serviços públicos e atividades essenciais e de cargas que possam acarretar desabastecimento de gêneros necessários à população
O governo federal publicou um decreto que define como serviços públicos e atividades essenciais a vigilância e certificações sanitárias e fitossanitárias, a prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doença dos animais e a vigilância agropecuária internacional.
Na mesma edição, o governo publicou uma Medida Provisória com mudanças na Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020.
Segundo a MP 926, quando forem adotadas medidas de restrição excepcional e temporária de entrada e saída do país, elas deverão resguardar o exercício e o funcionamento de serviços públicos e atividades essenciais. Também proíbe a restrição à circulação de trabalhadores que possa afetar o funcionamento de serviços públicos e atividades essenciais. (MAPA)
Países sul-americanos definem normas para garantir tráfego de alimentos durante pandemia
Ministros da Agricultura de diversos países da América do Sul participaram nesta segunda-feira (23), a convite da ministra Tereza Cristina, de uma videoconferência para debater a harmonização de normas e garantir a fluidez do trânsito de mercadorias e o abastecimento de alimentos na região durante a pandemia do Coronavírus. "É indispensável nosso alinhamento no mais alto nível político, que deverá também se refletir em instruções ágeis e claras para o plano operacional, sobretudo para a ponta, as autoridades fronteiriças", argumentou a ministra brasileira.
Todos os ministros afirmaram que, apesar do fechamento de fronteiras rodoviárias para passageiros de outros países, não há restrições a cargas agropecuárias. "Precisamos nos antecipar ao que pode ocorrer, caso a situação piore", disse Tereza Cristina, lembrando que a manutenção dos corredores sanitários é garantir não só a exportação de cada país, mas também o abastecimento local.
Apesar de ter sido aprovada no dia 4 de março, o texto da medida provisória 897/2019, a chamada MP do Agro, só chegou ao Palácio do Planalto no dia 18. Com isso, a sanção, que era aguardada para esta semana, poderá ficar para até 7 de abril. Com atenções voltadas para medidas de combate aos impactos da pandemia do novo coronavírus, fontes acreditam que a assinatura só deverá ocorrer próximo à data final do prazo. Até sexta-feira, a Presidência da República aguarda a manifestação de ministérios e órgãos do governo federal sobre o texto final e a indicação de possíveis vetos. Segundo apurou o Valor, o Ministério da Agricultura já elaborou o parecer técnico e não vai pedir veto. A Pasta ressalta apenas a necessidade de ajuste de texto por conta de revogações que precisam ser feitas na lei de títulos do agronegócio, já prevista em outro trecho da proposta. Houve uma conversa entre a alta cúpula dos ministérios da Agricultura e da Economia para discutir os pedidos de vetos e garantir uma sintonia nas análises a serem enviadas ao Planalto. O Ministério da Economia, por sua vez, defende veto ao artigo que permite alongamento de prazo para renegociação de dívidas de produtores rurais do Norte, Nordeste e norte de Minas Gerais, por gerar impacto fiscal de R$ 1,8 bilhão. (Valor Econômico)
23/03/2020
Porto Alegre, 23 de março de 2020 Ano 14 - N° 3.187
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspendeu a obrigatoriedade de emissão do Código Identificador de Operação de Transporte (CIOT) por prazo indeterminado. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23/3) e faz parte do conjunto de medidas para enfrentamento da pandemia ocasionada pelo Coronavírus (Covid-19). Anteriormente, a ANTT tinha prorrogado esta data para o dia 09 de junho de 2020. A resolução também prorroga, até 31 de julho deste ano, a validade dos certificados do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), cujo vencimento esteja compreendido entre 1º de março e 30 de junho de 2020.
Importações brasileiras de lácteos recuaram 17% em relação a janeiro
O governo Trump divulgou um conjunto de diretrizes sobre coronavírus para todos os americanos, com disposições especiais para setores críticos de infraestrutura, como alimentos e bebidas. As marcas estão se adaptando esta semana à nova realidade, mantendo a segurança dos funcionários como uma das principais prioridades.
O American Dairy Products Institute (ADPI) enviou um e-mail direcionado a seus membros, alertando sobre a necessidade da indústria de laticínios continuar colaborando estreitamente com as autoridades federais e estaduais, “a fim de remover possíveis gargalos da força de trabalho, cadeias de suprimentos, fluxo de insumos, redes de transporte, entre outros.”
2. Serviços: continuidade dos serviços de gerenciamento de resíduos, serviços de energia e utilidades, telecomunicações e internet, etc.;
3. Transporte: para serviços de transporte rodoviário e ferroviário, verificar se todas as rotas de transporte estão desimpedidas; portos, garantir que permaneçam abertos e funcionais para mercadorias de entrada e de saída; para todos os modos de transporte, fornecer acesso a contêineres refrigerados, reboques, paletes e ferramentas logísticas;
4. Fronteiras: garantir que as instalações de inspeção fronteiriça priorizem a entrada de alimentos e permitam que os motoristas e seus veículos acelerem a triagem e a entrada;
5. Fabricação: garantir que instalações de produção de alimentos e bebidas tenham acesso a insumos; articular um plano para padronizar a segurança das operações nas instalações de produção; confirmar que o governo terá inspetores suficientes, essenciais para a produção e/ou distribuição de alimentos, bebidas e ingredientes.
20/03/2020
Porto Alegre, 20 de março de 2020 Ano 14 - N° 3.186
A Reforma Tributária em tramitação no Congresso Nacional por meio das PECs 45 e 110 precisará ser revista sob pena de comprometer a viabilidade financeira da cadeia produtiva do leite e outros alimentos e corroer o poder de compra da população brasileira. As medidas trazem elevação de carga tributária sobre alimentos, aumento de impostos sobre o produtor rural e maior burocracia para prestação de contas dos tambos, que atualmente são tributados apenas com Imposto de Renda e, de acordo com a proposta, passarão a ser contribuintes do novo Imposto Sobre Bens e Serviços (IBS).
Segundo estimativa da Viva Lácteos, apresentada na reunião em reunião da Aliança Láctea Sul-Brasileira realizada em Porto
O setor lácteo alerta que o impacto do aumento da carga tributária sobre a cesta básica recairá sobre as famílias mais pobres. Isso porque a proposta de compensação por meio de elevação do Bolsa Família só contemplará uma fatia pequena da população. Segundo a Pesquisa Orçamento Familiar do IBGE, 71% da população tem renda bruta per capita inferior a R$ 1.200,00 por mês. “Se o governo elevar a tributação, e a compensação via Bolsa Família for concedida aos 20% mais pobre, isso deixará outros 51% pagando mais pelos alimentos”, compara Martins, alertando que 40% do orçamento da população dessa faixa de renda está hoje comprometida com habitação, principalmente com financiamento da casa própria, e não há espaço no orçamento familiar para pagar mais pelos alimentos.
Desta forma, o setor lácteo rechaça a elevação da carga tributária, a inclusão dos produtores de leite como contribuintes do IBS e solicita a rápida restituição de créditos da exportação, de investimentos e os acumulados no período de transição. Segundo Martins, diversas reuniões estão sendo feitas para apresentar essas demandas a lideranças e membros do governo. “O momento é de participarmos do debate para que pontos sensíveis para o setor sejam incluídos nas PECs”, ressaltou Martins.
Entenda mais: Pela Reforma Tributária, serão criados tributos que incidirão sobre todas as operações de bens e serviços. As medidas foram apresentadas por meio de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs), que estão tramitando na Comissão Mista da Reforma Tributária no Congresso Nacional.
PEC 45/2019: Extingue cinco tributos (IPI, PIS/Pasep, Cofins, ICMS e ISS) e os substitui por outros dois (Imposto sobre Bens e Serviços - IBS e Imposto Seletivo).
Conseleite/SC
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 20 de Março de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Fevereiro de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Março de 2020. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.
VALORES DE REFERÊNCIA1 DA MATÉRIA-PRIMA (LEITE)
1 - Valor, em R$/litro, para o leite posto propriedade com Funrural incluso.
Períodos de apuração
Mês de Janeiro/2020: De 30/12/2019 a 02/02/2020
Mês de Fevereiro/2020: De 03/02/2020 a 01/03/2020
Decêndio de Março/2020: De 02/03/2020 a 15/03/2020
O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite/SC)
O IBGE divulgou nesta quinta-feira, (19/03), os dados oficiais do quarto trimestre de 2019 da Pesquisa Trimestral do Leite. Os 6,64 bilhões de litros captados nos últimos três meses de 2019 foram 0,9% inferiores ao total captado no mesmo período de 2018, momento em que, historicamente, ocorre a maior captação. Confira a evolução das variações trimestrais anuais no Gráfico 1.
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado baseado em dados do IBGE.
Fonte: elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados do DERAL/SEAB/PR e do Cepea.
Atendendo às recomendações dos órgãos nacionais e internacionais de saúde, a equipe do Sindilat/RS adotará o sistema home office a partir da segunda-feira (23/03/2020), por tempo indeterminado. Nossos atendimentos seguem em horário normal, de segunda a sexta-feira, das 08h30min às 12h e das 13h às 17h30min, via e-mail, redes sociais e celulares: sindilat@sindilat.com.br | (51) 99240-2930 e (51) 98909-1934 (Sindilat/RS)
19/03/2020
Porto Alegre, 19 de março de 2020 Ano 14 - N° 3.185
A diretoria do Conseleite – Mato Grosso do Sul atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de Fevereiro de 2020 e a projeção dos valores de referência para o leite a ser entregue no mês de Março de 2020.
OBS: (1) Os valores de referência da tabela são para a matéria-prima leite “posto propriedade”, o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural
(2) O valor de referência para o “Leite Padrão” corresponde ao valor da matéria-prima para um volume médio diário de até 100 litros por dia, com 3,00 a 3,5% de gordura, 2,90% a 3,30% de proteína, 200 a 400 mil c/ml de células somáticas e 150.001 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana.
(3) Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme parâmetros de qualidade e volume, o Conseleite Mato Grosso do Sul disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função do volume e de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: sistemafamasul.com.br/conseleitems/ (Conseleite/MS)
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) emitiu nota para assegurar à população brasileira que não haverá interrupção na produção agropecuária no país. A entidade cobra do governo, no entanto, proteção à cadeia de abastecimento, com regras e “suporte econômico” adequados.
O mercado vem apresentando estabilidade no leite UHT, pequena alta no pasteurizado e no spot (negociado entre empresas) e redução no leite em pó, em função da alta do dólar. O valor de referência para o leite, entregue em março e a ser pago em abril de 2020, é de R$ 1,3124. O maior valor ficou em R$ 1,6533 e o menor, R$ 1,2152.
O SENAR-PR lançou edital para credenciamento de novos instrutores, por meio de pessoas jurídicas, para ministrarem treinamentos de Formação Profissional Rural (FPR) na área de bovinocultura de leite. As inscrições devem ser realizadas por envio de formulário preenchido e documentação específica, de acordo com edital disponível na seção Editais: https://sistemafaep.org.br/edital-para-contratar-instrutores-na-pecuaria-de-leite/. O prazo final é dia 2 de abril. (SENAR-PR)
18/03/2020
Porto Alegre, 18 de março de 2020 Ano 14 - N° 3.184
Ministra destaca compromisso dos produtores rurais e tranquiliza sobre abastecimento
A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou hoje (18) que a agropecuária brasileira segue produzindo com êxito e abastecendo o mercado. “O Brasil é um grande celeiro, produtor de alimentos, e não precisamos ter nenhuma expectativa negativa de que não teremos alimentos para nosso povo”, afirmou, referindo-se às mudanças na rotina dos brasileiros, impostas pela pandemia do coronavírus.
A ministra ressaltou, durante evento no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que a população deve se manter tranquila em relação à oferta de produtos alimentícios no varejo e elogiou os produtores rurais. “São os nossos heróis, que neste momento estão lá (no campo) dando duro, produzindo e realizando a maior safra colhida neste país, batendo recorde um sobre o outro para alimentar nossa população”.
A estimativa da safra de grãos 2020/2021 deve ser de 251,9 milhões de toneladas, 4,1% acima da colheita passada, segundo levantamento divulgado no último dia 10 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Mapa.
Monitoramento de rotina feito pelo Ministério não vislumbra qualquer indício de problema no abastecimento de produtos alimentícios no país. Além do trabalho do produtor no campo, Tereza Cristina disse que o desempenho positivo registrado atualmente pela agricultura brasileira se deve à ciência e tecnologia desenvolvida principalmente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Mapa.
Convênio
A empresa assinou hoje com a Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep), instituição vinculada ao MCTIC, acordo que visa identificar convergências de atuação entre as duas partes que estimulem a incorporação de inovações desenvolvidas pela Embrapa na estratégia de empresas. Essa ação deverá fortalecer os parceiros privados da Embrapa com financiamento da Finep, propiciando a expansão de suas tecnologias para o mercado.
O presidente da Embrapa, Celso Moretti, destacou que a agricultura brasileira é “movida à ciência” e que, nessas últimas quase cinco décadas, o Brasil deixou de importar para ser um dos maiores produtores e exportadores. “Hoje nós alimentamos sete Brasis e só tivemos isso porque o país tomou a decisão de investir em ciência”.
Ele observou que essa cooperação irá trazer maior proximidade do setor privado com a pesquisa e disse que, desde janeiro de 2019, seguindo orientação da ministra Tereza Cristina, a empresa tem desenvolvido um trabalho firme para estreitar essa aproximação. “Saímos de 6% de projetos da carteira em parceria com o setor privado e quase quadruplicamos, quase 20%".
O ministro Marcos Pontes (MCTIC) disse que a parceria tem uma “importância gigantesca para o país” e que ter uma empresa como a Embrapa é motivo de grande orgulho para os brasileiros. “Por todo esse trabalho que tem sido feito no desenvolvimento do agronegócio; por tudo que isso representa para o país e para o planeta em termos de segurança alimentar. E isso é feito através da ciência”, afirmou.
Pelo acordo, serão destinados R$ 100 milhões em recursos reembolsáveis para contratações nos próximos dois anos. As empresas poderão acessar a linha de financiamento reembolsável do Programa Finep Conecta, que oferece condições vantajosas para empresas que investem em Pesquisa e Desenvolvimento em parceria com Instituições de Ciência e Tecnologia. (MAPA)
Fonte: Rabobank
Nessas semanas, houve um aumento particular no consumo de iogurte, cuja demanda deve continuar se expandindo assim que a atual situação de saúde for superada. (Inale adaptado para TodoElCampo)
À medida que o Covid-19 continua a se espalhar pelo mundo, cresce a incerteza sobre como agir em cada setor, e o tambor não é exceção.
As indicações de saúde não são precisas sobre algum tipo de protocolo a ser estabelecido (não há nem mesmo alguém responsável pelo laticínio nacional), mas no resto do mundo existem protocolos que podem ser muito úteis .
Por exemplo, temos os exemplos da Austrália e dos Estados Unidos.
Na Austrália, a Dairy Australia deixou recomendações precisas sobre como agir nos estabelecimentos de laticínios. Esta é a afirmação: Proteger sua equipe da exposição: considere visitantes internacionais, pessoas que retornam de áreas estrangeiras em risco e considere o auto-isolamento se a equipe estiver indisposta.
Impactos potenciais em seus negócios e capacidade de operar.
Opere com mão de obra limitada, pois os funcionários precisam se isolar após viajar ou fechar escolas ou creches.
Em quais produtos (por exemplo, produtos químicos) você confia para manter sua empresa funcionando nos próximos três a quatro meses? Entre em contato com fornecedores para garantir produtos ou alternativas de origem.
Nesse momento, a Organização Mundial de Saúde Animal e a Associação Veterinária Australiana indicaram que não há evidências de que o gado possa contrair ou espalhar a doença.
Preciso de um plano de biossegurança? Sempre que possível, os produtores de leite devem adotar um plano de biossegurança que possa ser criado usando a ferramenta de biossegurança da Dairy Australia.
Isso inclui procedimentos em torno de:
ii) Práticas abrangentes de higiene comercial para os funcionários.
ESTADOS UNIDOS:
Nos Estados Unidos, o especialista em treinamento para funcionários de laticínios, Jorge Delgado, da Alltech, produziu uma ficha técnica que pode ajudar todos os funcionários a entender o vírus e o que eles podem fazer para ajudar a impedi-lo na fazenda.
Na frente do Covid-19 e, dependendo dos trabalhadores do setor de laticínios, José Delgado oferece aos funcionários as seguintes dicas para manter-se saudável:
i) Evite o contato próximo com pessoas doentes, tanto dentro quanto fora da empresa.
ii) Evite tocar nos olhos, nariz e boca se você não lavou as mãos.
iii) Lave as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, use um desinfetante para as mãos que contenha pelo menos 60% de álcool.
iv) Lave as mãos antes de comer depois de trabalhar na sala de ordenha ou em outras áreas de laticínios.
v) Peça ao gerente ou proprietário do laticínio que mantenha os banheiros abastecidos com desinfetantes e sabão.
vi) Sempre use luvas de ordenha.
vii) Troque constantemente as luvas de ordenha.
viii) Quando você chegar em casa depois de trabalhar no laticínio, sempre tome banho e lave suas roupas de trabalho.
ix) Mantenha os banheiros e a cozinha do seu local de trabalho limpos e desinfetados.
Dicas que o mundo está dando e podem ser muito úteis nos dias de hoje. (Todo El: Campo)
17/03/2020
Porto Alegre, 17 de março de 2020 Ano 14 - N° 3.183
Conseleite/PR
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 17 de Março de 2020 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Fevereiro de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Março de 2020, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Março de 2020 é de R$ 2,4250/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)
gDT – O Índice GDT do leilão de hoje, 17 de março de 2020 – Evento 256 terminou no menor nível desde janeiro de 2019.
A queda mais acentuada ocorreu nos contratos de leite em pó desnatado (SMP) que vinham se recuperando do baixo desempenho que perdurou por mais de dois anos. As negociações de hoje registraram queda de -8,1% na média. Com isso, o produto acumula queda de 16,49% desde o início do ano, embora esteja com valor superior aos verificados em março de 2019 (+5,07%) e março de 2018 (+33,92%).
A manteiga anidra (AMF) acumula a maior desvalorização dos últimos dois anos, -30,69% em relação a março de 2018. Com o resultado de hoje, o produto já tem perda de 12,13% em relação ao início do ano.
A queda de 4,2% nos preços do leite em pó integral (WMP) fez com que a commodity tenha a terceira maior perda de cotação do evento em relação ao início do ano, acumulando desvalorização de 11,21%. Com esse resultado, o WMP também perde para as cotações de março de 2018 (-13,3%) e março de 2019 (-15,68%), e foi negociada pelo menor valor desde janeiro de 2019. (globaldairytrade/Terra Viva)
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020 é estimado em R$ 683,2 bilhões, montante 8,2% acima do registrado em 2019, com base nas projeções de fevereiro.
A Nestlé, em parceria com a Fundação Dorina e a agência WMcCann, está selecionando deficientes visuais para testar produtos da companhia e estimular a inclusão de cegos no mercado de trabalho. Com o Programa Desvendar, a Nestlé inicialmente testará chocolates e cafés e quer fazer dessas pessoas especialistas nesse segmento. A proposta se baseou em estudos como da Schepens Eye Research Institute, que mostram que o cérebro de pessoas cegas reorganiza suas conexões neurais, de modo a aprimorar as percepções de tato, olfato, paladar e audição. (Newtrade)
16/03/2020
Porto Alegre, 16 de março de 2020 Ano 14 - N° 3.182
Lácteos x Petróleo
Um evento impensado, como diria Nassim Taleb em seu famoso livro “O Cisne Negro”.... “o impacto do altamente improvável”. Devido o coronavírus e a queda do preço do petróleo nos encontramos em um cenário baixista para o comércio internacional.
Historicamente se observava uma alta correlação entre o valor do leite em pó integral (WMP) – nosso principal lácteos de exportação – com o preço do petróleo. Dita relação foi estabelecida porque a metade do destino dos lácteos exportados vai para países produtores de petróleo. Mas, a partir de 2009, ocorreu um fenômeno que começou a reduzir essa relação.
Foi o início das importantes importações de lácteos pela China. Estas compras foram crescendo ano após ano até transformar o gigante asiático no principal importador de lácteos do planeta. O impacto desse evento foi que a alta correlação entre os preços do WMP (GlobalDairyTrade FAZ Oceania) e o petróleo (Brent FOB Europa) existente antes de 2009 (r2=0,70) cai para r2=0,51.
Evolução do preço do Petróleo e do Leite em Pó Integral
Evolução da importação de Leite em Pó Integral pela China
Mas, atualmente, e apesar da menor correlação entre o valor do petróleo e do WMP, a emergência sanitária internacional do coronavírus reduziu, substancialmente, a atividade econômica do gigante asiático (a demanda de alimentos e petróleo), que combinada com a discórdia entre Arábia Saudita, Rússia e a Organização dos Produtores de Petróleo (OPEP) derrubaram o preço do barril do petróleo tipo Brent..., e nos colocamos em uma situação de fatores baixistas preocupantes.
Será preciso esperar um pouco para ver o alcance e a potencial duração destes fatores para conseguir ter uma perspectiva razoável de como a economia mundial será afetada e em particular, o setor lácteo, nos próximos meses...
Felizmente a produção de leite de 2019 para os 5 principais exportadores do mundo (União Europeia, Estados Unidos, Nova Zelândia, Argentina e Austrália) foi apenas 0,07% superior à de 2018. (DairyLando - Tradução livre: Terra Viva)
A aquisição da fabricante dos iogurtes Siggi's e Stonyfield são apenas um prelúdio para um maior crescimento nos Estados Unidos, segundo Thierry Clement, CEO da Lactalis North America.
Até 2017, a Lactalis North America, uma divisão da empresa francesa de laticínios de 85 anos, tinha uma presença mínima nos estados, principalmente por meio de sua popular marca de leite longa vida Parmalat e queijos President. Mas, há três anos, a Lactalis comprou a Stonyfield da Danone por US$ 875 milhões, o que lhe conferiu uma forte posição em orgânicos. Em seguida, em 2018, ocorreu a adição da Siggi's, fabricante de iogurtes no estilo islandês, usando ingredientes simples, e da Green Mountain Creamery, uma produtora de iogurte orgânico localizada em Vermont, há um ano.
"Somos líderes no mundo [em laticínios] e não estamos nos EUA", disse Clement. "Não ofertamos todas as categorias [de produtos], por isso, ainda temos muito a oferecer se queremos ser líderes neste país e essa é a nossa missão."
Atualmente, a Lactalis registra vendas globais de US$ 20 bilhões anualmente em 85 países, mas a América do Norte representa apenas cerca de US$ 3 bilhões, ou 15%, desse total. Clement visa dobrar as vendas na região por meio de aquisições e inovações nas ofertas de produtos existentes.
Ele disse que ter uma maior presença nos EUA criaria economias de escala em suas operações, com essas eficiências permitindo à Lactalis ser mais competitiva em preço. Além disso, uma oferta mais ampla de produtos tem o potencial de aumentar o apelo da empresa junto aos varejistas.
"O crescimento interno é claramente uma meta. Ainda temos muito a trazer e, portanto, acredito firmemente que é uma grande oportunidade", afirmou Clement. "Mas o crescimento externo [por meio de fusões e aquisições] também é possível porque, se houver uma oportunidade adequada ao nosso portfólio, estaremos ouvindo".
A Lactalis planeja continuar seu alcance em todos os produtos naturais, ricos em proteínas e ingredientes simples, com conteúdo nutricional profundo, inclusive nas opções de laticínios e produtos à base de plantas.
Clement disse que a empresa parou de descartar ofertas à base de plantas — a Siggi's, líder de mercado da skyr, lançou um iogurte feito a partir de uma mistura de coco, macadâmia e proteína de ervilha, em dezembro — mas precisarão ser produtos simples e com ingredientes naturais. Atualmente, muitos dos produtos à base de plantas no mercado são carregados de gordura e ingredientes, na tentativa de imitar o leite, disse ele.
"É um mercado, os consumidores estão pedindo por isso e estamos muito felizes em vender, mas apenas se estiver de acordo com nossa crença", disse Clement. "Não sou contra as plantas. É muito bom na dieta, mas não é exclusivo. E acho que os laticínios, em termos de valor nutricional, ainda são maiores".
Apesar dos desafios contínuos enfrentados pelo leite, uma imagem sombria sublinhada pelas falências recentes da Dean Foods e da Borden Dairy, o consumo geral é maior do que nunca. O consumo per capita de laticínios aumentou de 242,5 quilos, em 1975, para 290,7 quilos em 2018, devido em grande parte à crescente popularidade de iogurte, manteiga e queijo, segundo dados do USDA. Até mesmo alguns segmentos da categoria de leite, incluindo variedades com redução de gordura total e com sabor, aumentaram nos últimos anos.
A indústria de iogurte mostrou que precisa continuar inovando, especialmente quando categorias 'quentes', como tradicional e grego, enfrentam dificuldades. As vendas caíram quase US$ 384 milhões em iogurte tradicional desde novembro de 2015 para cerca de US$ 3 bilhões anualmente, segundo dados fornecidos pela Nielsen. O grego enfrentou quedas ainda mais acentuadas, de cerca de US$ 460 milhões para quase US$ 3,2 bilhões.
Os pontos positivos do iogurte são os islandeses, como as variedades Siggi e não lácteos, que apresentaram uma taxa de crescimento anual de 45% nos últimos quatro anos.
Clement disse que o setor precisa fazer mais para responder à inflação que afeta o iogurte. Embora os custos com mão-de-obra e leite tenham aumentado, os preços do iogurte permaneceram estáveis, devido, em grande parte, a uma atividade promocional dos varejistas, com cortes de preços e cupons. Isso pressionou as empresas de laticínios, inclusive a Lactalis. "Tudo isso destrói o valor da categoria e faz as empresas sofrerem", afirmou.
Clement disse que a Lactalis aumentou os preços do queijo e iogurte em 2019 e novamente neste ano. Segundo ele, a indústria de laticínios como um todo precisará implementar mais aumentos para permanecer competitiva. "A tendência é de aumento de preços em todo o setor de laticínios", disse ele. "Precisamos obter inflação. Precisamos ter algum aumento de preço na prateleira e colocar diante do consumidor as realidades que a indústria de laticínios está enfrentando". (As informações são do FoodDive, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
Piá registrou aumento de 7,8% nas vendas de seu mix em 2019
Durante assembleia realizada nesta sexta-feira (13), no Centro de Eventos de Nova Petrópolis, a Cooperativa Piá apresentou o seu balanço de 2019, cujos destaques foram o crescimento de 7,8% nas vendas de seu mix, e a venda de imóveis que não estavam sendo utilizados na geração de receitas, com o objetivo de aplicar recursos em equipamentos de produção de produtos de valor agregado.
Um dos exemplos de desmobilização de bens foi a venda de um imóvel em Vila Flores, onde funcionava a agropecuária e a entrega de leite por parte dos produtores. Com isso, a cooperativa comprou uma máquina de padronização de leite e outra de envase em sachê, que permitirá novas embalagens para o requeijão e o doce de leite. Também está em negociação a venda de um imóvel em Feliz, que permitirá a compra de dois terços de uma queijaria completa. Ainda este ano, o novo equipamento entrará em operação, devendo produzir 200 toneladas de queijo por mês.
Em um ano em que o preço do leite esteve abaixo do praticado em 2018, a Piá conseguiu avançar na venda de seu mix de produtos. Com o lançamento da nova embalagem de requeijão de 400 gramas, o sucesso do iogurte de kefir e os novos sabores da linha Essence, a Piá conseguiu crescer 7,8% em vendas. A estratégia de investir forte em produtos de maior valor agregado terá prosseguimento em 2020, com a entrada em funcionamento de novos equipamentos para queijo e manteiga e de lançamentos como o iogurte X Protein para beber. Além disso, a marca de lácteos vai entrar na linha de food service para atender padarias e restaurantes. O primeiro produto programado é o doce de leite de 1,5 litro em bisnaga.
Além de novos lançamentos de produtos, a Piá abriu um Centro de Distribuição em Curitiba (PR). Com isso, as vendas de seu mix tiveram um aumento de 10,8% em 2019 no mercado do Paraná. A previsão é de que haja um aumento de vendas ainda maior em 2020.
Um dos pontos destacados pela diretoria da Piá na assembleia de sexta-feira foi a redução do endividamento em 13% durante o ano passado. Também houve a estruturação da gestão da cooperativa com a contratação de um Superintendente, Caio Gouvêa, e a redução do número de funcionários de 1.147 para 1.005 o que representou – 12%. Esta racionalização foi decorrente dos investimentos em tecnologia de produção. Desde 2011, a Piá investiu R$ 100 milhões em novos equipamentos e tecnologias.
Durante a assembleia também foram eleitos os novos integrantes do Conselho Fiscal: Fernanda Blume, Luciano Reichert e Maicon Weber. E, como suplentes: Ivan Luiz Petry, Nestor Jose Grings e Roque Jorge Grings. (Assessoria de Imprensa Piá)
A rede LiDL França assinou um acordo com a Savencia Fromage & Dairy, segundo maior produtor de queijo da França e o quarto a nível mundial, no qual estabelece o preço que a indústria irá pagar aos 6.100 produtores que entregam leite. O preço base será entre 353 e 362 €/1000 litros, [R$ 1,91 a R$ 1,96/litro], dependendo das regiões, o que daria um preço médio de 380 €/100 litros, [R$ 2,06/litro], incluindo as bonificações. O acordo abrange todos os produtos de marca nacional, que são distribuídos nos 1.500 pontos de venda da LiDL França, o que representa em torno de 115 milhões de litros de leite. Este é o segundo ano que o LiDL faz este acordo com a Savencia, com vistas a valorizar o preço pago aos produtores de leite que fornecem a matéria prima para os lácteos vendidos nas prateleiras. (Agrodigital – Tradução livre: Terra Viva)
13/03/2020
Porto Alegre, 13 de março de 2020 Ano 14 - N° 3.181
Representantes do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina reunirão sugestões do setor lácteo a serem enviadas ao Ministério da Agricultura a respeito do Plano de Competitividade Leite Brasil (CompeteLeite BR), que trata de questões diversas que influenciam direta ou indiretamente na competitividade do segmento. A base do trabalho será o levantamento preliminar realizado no Rio Grande do Sul e que foi apresentado pelo secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, na reunião da Aliança Láctea Sul-Brasileira, realizada nesta sexta-feira (13/03) na sede da Farsul, em Porto Alegre. O resultado será levado à reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados no dia 7 de abril.
Um apontamento importante mencionado em relação ao CompeteLeite BR é sobre a inexistência de um nivelamento de informações e ações dos inspetores federais, o que resulta em exigências diferentes no ato de controle das indústrias. A sugestão é a realização de fóruns e encontros de nivelamento interno e com a iniciativa privada.
A reunião também tratou da necessidade de revisão de normas de sanidade animal e fiscalização no país. Com o objetivo de desenvolver ações compartilhadas de controle da brucelose e tuberculose nos três estados do Sul, foi criado um grupo de trabalho específico para tratar das sugestões sobre as normas de sanidade animal. O presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Ronei Volpi, salientou que o Sul tem a menor prevalência do país. “Temos que adotar uma política de trabalho para avançarmos no controle de brucelose e tuberculose em complementação ao que já fizemos com a aftosa”, salientou.
Outra questão que preocupa os estados do Sul refere-se à nova exigência dos controles estatísticos diários sobre as entradas e o processamento na indústria, tema que veio recentemente à tona por meio do chamado Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF).
Retirada da vacinação
O calendário de retirada de vacinação contra a febre aftosa no Brasil também foi tema da reunião da Aliança Láctea. O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, informou que a situação do Rio Grande do Sul está em análise e que o maior indicador de que não há circulação de vírus em território gaúcho é “o fato de Santa Catarina não vacinar o rebanho e não ter registro de caso”.
Volpi argumentou que o certificado de status livre de aftosa sem vacinação é um passaporte. “Cabe às empresas buscarem seus mercados”, ressaltou.
O presidente do Sindilat e coordenador da Aliança Láctea Sul Brasileira, Alexandre Guerra, sustentou que a abertura de novos mercados, seja no Mercosul, na União Europeia ou na China, é de extrema relevância para o cenário lácteo nacional. "É com a exportação que teremos mais oportunidades de expandir os negócios dos laticínios na Região Sul", afirma. Segundo Guerra, a união dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná é uma estratégia forte para levar as necessidades da região até Brasília. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
Foto: Carolina Jardine
Mapa vai revisar fiscalização de produtos veterinários
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou o Grupo de Trabalho Técnico (GTT) para avaliar propostas de fiscalização de fabricantes de produtos de uso veterinário, com base no risco estimado, ou seja, quanto maior o risco, como o das vacinas de uso em campanhas oficiais de vacinação, maior será a fiscalização.
O grupo foi criado pela Portaria 74. O GTT terá prazo de seis meses - que podem ser prorrogados por mais 90 dias - para apresentar conclusões. O grupo também deverá propor cronograma de fiscalizações, manual para a realização das ações, padronização de documentos usados pelos auditores fiscais federais agropecuários e programa de capacitação continuada desses servidores.
A responsável pela Divisão de Fiscalização de Produtos de Uso Veterinário (DFPV), Maralice Cotta, prevê que os resultados do GTT deverão contribuir para assegurar à sociedade insumos e produtos conformes e seguros; reduzir riscos de fraude e adulteração e melhorar o direcionamento da fiscalização, graças à harmonização de procedimentos das equipes de fiscais, com otimização dos recursos humanos e financeiros.
A Coordenação de Registro e Fiscalização de Produtos de Uso Veterinário (CPV) cuida das atividades relacionadas à fiscalização. As superintendências federais de Agricultura (SFA), localizadas nos estados, são as executoras. Diferentes estabelecimentos, além dos fabricantes, são fiscalizados: importadores, comerciantes, farmácias de manipulação, entre outros. (As informações são do Mapa)
Novo programa apoia a qualificação de estudantes dos cursos de ciências agrárias
Foi publicada nesta quinta-feira (12) a Portaria nº 27, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que institui o Programa de Residência Profissional Agrícola (PRPA). A nova política pública irá promover a qualificação de jovens estudantes e recém-egressos dos cursos de ciências agrárias e afins, através de estágio ou residência com treinamento prático, orientado e supervisionado.
Por meio do programa, serão custeadas bolsas-auxílio, no valor mensal entre R$ 500 e R$ 1.400, pelo período de até um ano, para alunos residentes, professor orientador e para o responsável pela coordenação técnica e administrativa do Programa. A iniciativa também arcará com os custos da participação destes em reuniões, oficinas, seminários e congressos, além das despesas para a execução das atividades.
Neste primeiro ano, serão investidos mais de R$ 9,9 milhões oriundos da ação orçamentária de Promoção da Educação no Campo. Com este orçamento, cerca de 1.200 pessoas deverão ser atendidas pelo programa em 2020. A quantidade de beneficiários poderá ser ainda maior com a realização de novas parcerias.
Os alunos residentes realizarão atividades práticas dentro das funções ligadas à respectiva formação profissional, que serão supervisionadas e acompanhadas por profissional técnico habilitado com formação na área de atuação.
A política pública é voltada para jovens com idades entre 15 e 29 anos, estudantes de nível médio ou superior e também para egressos, desde que a conclusão do curso tenha ocorrido há, no máximo, 12 meses.
Promovido pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), o programa será realizado por meio de parcerias com instituições de ensino de nível técnico, médio e superior, públicas e privadas sem fins lucrativos, como universidades, faculdades, institutos e escolas técnicas federais, estaduais e municipais, além de escolas da família agrícola.
Serão consideradas unidades residentes parceiras, empresas do agronegócio, fazendas ou unidades de produção, cooperativas, empresas de assistência técnica e sociedade civil organizada, que utilizem tecnologia de produção.
Conhecimento
O Residência Profissional Agrícola buscará aproximar o universo acadêmico às unidades produtivas, por meio do intercâmbio de conhecimento e de tecnologias, de forma que possam contribuir mutuamente para o crescimento do agro nacional, como explica o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke.
“Iremos oportunizar a qualificação técnica desses jovens, possibilitando a união da teoria e da prática, como também a inserção dos alunos formados no mercado de trabalho. Há uma procura por mão de obra qualificada no agro nacional, mas o contingente preparado para atender a essa demanda ainda não é suficiente. Desta forma, a residência possibilitará o estímulo à agropecuária, pois formará profissionais capacitados que promoverão a aumento de produtividade do pequeno, do médio e do grande produtor rural”, destaca Schwanke.
Os alunos residentes serão orientados de forma a propiciar aos agricultores assistência na produção e na comercialização, visando a melhoria da qualidade dos produtos, a redução de custos e a maximização de lucros.
Além de qualificar profissionais, o programa buscará desenvolver nos alunos o senso de responsabilidade ética por meio do exercício de atividades profissionais direcionando-os para uma vida cidadã e para o trabalho.
Outra proposta da nova política pública do Mapa é promover o aprimoramento de conhecimentos e de habilidades, por meio de treinamento intensivo profissional em serviço de uma ou mais áreas de conhecimento, com o intuito de especializar o futuro profissional para exercer a profissão e oferecer consultorias nas áreas de ciências agrárias e afins. (As informações são do Mapa)
A captação da Conaprole em fevereiro foi de 90,4 milhões de litros, um aumento de 7,94% em relação a igual mês do ano passado. É preciso levar em consideração que fevereiro de 2020 teve 29 dias, por ser um ano bissexto. Segundo dados da cooperativa, no primeiro bimestre a captação foi 4,5% superior a janeiro-fevereiro de 2019. Nos 12 meses encerrados em fevereiro a captação da cooperativa acumula queda de 3,34% quando comparado com período anterior. Fontes da Conaprole disseram à Conexión Agropecuario que vão esperar os resultados da próxima licitação do GlobalDairyTrade e os resultados de janeiro da cooperativa para fixar o preço a ser pago pelo leite captado em fevereiro.(Blasina y Asociados – Tradução livre: Terra Viva)