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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 04 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.339


Sistema CNA/Senar apresenta levantamento de custos de produção do setor lácteo

O panorama dos custos da produção de leite em 2020 e as perspectivas para o setor no próximo ano. Esses serão alguns dos temas abordados ao longo do 6º Fórum Nacional Projeto Campo Futuro, que ocorre no dia 12 de novembro, de forma totalmente virtual, em função da pandemia. Promovido pelo Sistema CNA/Senar, o evento será transmitido através do site do projeto Agro Pelo Brasil (agropelobrasil.com.br/), a partir das 8h30, com previsão de encerramento para às 17h30.

Dividido em blocos e salas de debates, o fórum contará com palestras de especialistas que irão discorrer sobre o atual cenário de custos de produção para as principais atividades agropecuárias do país. O bloco com foco na pecuária leiteira terá início às 14h30 na sala 2. Participarão do debate sobre o setor Caio Monteiro (CEPEA/ESALQ), Valter Galan (MILKPOINT) e Júlia Carolina Barros de Deus (DATEG/SENAR). A moderação será de Ronei Volpi, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e da Câmara Setorial do Leite do Ministério da Agricultura.

Os dados apresentados são retrato do levantamento realizado pela CNA em setores do agronegócio brasileiro. "Visitamos algumas regiões discutindo os principais indicadores e montando um retrato do cenário produtivo em termos de custo de produção dessas atividades”, explica Thiago Francisco Rodrigues, assessor técnico na Confederação. Segundo ele, o evento busca informar os produtores sobre a importância do gerenciamento nas propriedades e do acompanhamento dos custos de produção, além de mostrar qual a melhor forma de conduzir esse processo de modo que se consiga fazer da atividade um negócio e operar com margens ao longo do ano.

Para participar do evento é necessário inscrever-se através do site da CNA, clicando aqui. O encontro é gratuito. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


UE – Produção de leite na UE deve aumentar ligeiramente em 2021

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu relatório anual de lácteos sobre a União Europeia (UE), estimou que a captação de leite em 2020 crescerá 1% em relação a 2019 devido à demanda contínua de exportação de produtos lácteos, demanda interna estável e intervenções no mercado introduzidas pela Comissão Europeia em junho de 2020.

O crescimento da produção será limitado em decorrência da queda no tamanho do rebanho. A expectativa do USDA é de que as indústrias irão aumentar a produção de queijo, manteiga e leite em pó com o leite produzido a mais. A produção de queijo em 2020 será maior do que a de 2019 puxado pela demanda exportadora.

O rebanho leiteiro continuará declinando de 2020 para 2021, acompanhando a tendência geral de rebanhos menores e maior produtividade animal. No entanto, a produção de leite não será afetada negativamente, porque haverá melhor no manejo, incluindo melhoria genética, para aumentar a produção de leite a pasto e compensar o menor número de cabeças.

A agência estima que em 2020, o consumo doméstico de manteiga, queijo e leite em pó permanecerá nos mesmos níveis de 2020. O consumo de leite fluido em 2020 irá crescer por causa do Covid-19, o que alterou, temporariamente, a mudança de comportamento dos consumidores. De acordo com as previsões do USDA, haverá declínio no consumo de leite fluido em 2021, à medida que houver retorno ao consumo de outros produtos lácteos.

O USDA prevê que o consumo de manteiga e queijo em 2021 irá aumentar junto com a produção, enquanto o consumo de leite em pó se manterá estável. De acordo com o Observatório do Mercado de Lácteos (MMO) de agosto de 2020, o preço do leite ao produtor será de € 32,7/100 kg, 3% abaixo do valor de agosto de 2019. No entanto o preço do leite ao produtor que caiu entre janeiro e junho de 2020, deverá iniciar uma recuperação em julho.

Em 4 de outubro de 2020 o preço do queijo (cheddar) na UE-27 + Reino Unido estava 3% acima dos preços de outubro de 2019, enquanto os preços da manteiga e leite em pó estavam entre 8 e 5% abaixo do valor de um ano antes.

O USDA estima que as exportações de queijo em 2020 continuarão crescendo devido à forte demanda global. Apesar dos problemas da cadeia de abastecimento e da queda temporária na demanda do setor de serviços de alimentação após o Covid-19. (The Dairy Site – Tradução livre: Terra Viva)

 

Números preliminares da média diária do comércio de leite e derivados

Exp/Imp (média diária) – Os números preliminares da média diária do comércio exterior brasileiro de produtos lácteos nos 20 dias úteis de outubro, mostrou aumento de 33% nas exportações, e de 109,00% nas importações, em dólares, quando comparadas com a média diária de outubro de 2019.

Em volume os percentuais de crescimento foram de 7,5% e 126% das exportações e importações, respectivamente, na mesma comparação.

Com esse desempenho, o déficit diário brasileiro com o comércio de produtos lácteos passou de -US$ 1.262,3 mil em outubro de 2019, para - US$ 3.093,80 mil em outubro deste ano. No acumulado, o resultado da balança comercial de produtos lácteos em outubro, ficou em - US$ 61.878,1 mil, em dólares.

Elaboração: Terra Viva / Fonte: MDIC


Jogo Rápido

Dairy Vision 2020
O mundo passou por grandes mudanças neste ano, acelerando transformações que já ocorriam e criando novas possibilidades. Um dos setores com maior transformação foi o food service. O ponto, mas sim as novas tendências que emergiram, as novas oportunidades, quem são os vencedores e os perdedores nessa nova realidade. E, claro, o que vem para ficar e o que pode esvanecer, à medida que voltemos à “normalidade”. Dairy Vision 2020, um evento que, temos certeza, pode mudar muita coisa na maneira como você vê a cadeia produtiva. Inscreva-se agora clicando aqui. (Milkpoint)


 

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Porto Alegre, 03 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.338


Laticínios Cenci e Dom Miro são os novos associados do Sindilat

Os laticínios Cenci, de Putinga (RS), e Dom Miro, de Doutor Ricardo (RS), são os novos associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat). A decisão foi divulgada na reunião de sócios da última terça-feira (27/10). Segundo a diretora da Laticínios Cenci, Anna Claudia Cenci, a parceria com o Sindilat era uma das principais metas da empresa. “Tenho certeza de que teremos uma contribuição grande ao fazer parte do sindicato, entidade que auxilia em questões técnicas e de gestão”, destacou.

Fundada em 1998, a Cenci iniciou sua participação na cadeia produtiva do leite pelas mãos do empresário Diomiro Cenci, avô de Anna Claudia. Com o tempo, a empresa familiar foi se desenvolvendo no interior do Estado. Atualmente, o laticínio trabalha exclusivamente com a marca Nonna Nita, em homenagem a esposa do fundador, Anna Maria Cenci. A empresa, que possui 280 produtores parceiros, coleta uma média de 55 a 60 mil litros de leite por dia. O carro-chefe da marca são os queijos mussarela.

Já a história da Dom Miro é um pouco mais recente. A empresa surgiu em 2018 após a família comprar um laticínio que estava deixando o município em Doutor Ricardo. O negócio é comandado pelo irmão de Anna Claudia, Demetrius Cenci, que gerencia as atividades da empresa. Com cerca de 200 produtores associados e uma captação de 55 mil litros de leite por dia, a laticínio foca no mercado de queijos mussarela, lanche e colonial. Segundo Anna Claudia, o planejamento futuro das duas empresas familiares contém foco em qualidade e produtividade. “Na Cenci, estamos buscando manter uma empresa sólida, com produtos de qualidade e produtores que confiem no nosso trabalho. Já na Dom Miro, além desses pontos, também desejamos aumentar a produção e capacidade de matéria-prima”, afirmou. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


GDT – Global Dairy Trade

Fonte: Global Dairy Trade, adaptado por Sindilat/RS

 

Aplicativo agiliza controle de doenças na lavoura de milho

A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) disponibilizou, em outubro, um aplicativo para monitoramento de doenças na cultura do milho. A ferramenta MonitoraMilho ajuda a identificar a ocorrência de plantas voluntárias e cigarrinhas do milho de maneira mais eficiente, e oferece informações que ajudam a subsidiar ações de pesquisa para estabelecer medidas de manejo adequado.

Com o aplicativo, profissionais da Assistência Técnica e da Defesa Agropecuária podem orientar as suas ações. “Com base nas informações os fiscais de Defesa Agropecuária vão se deslocar aos pontos indicados para registro oficial da ocorrência, além coletar amostras para verificação e distribuição da doença no Paraná”, diz o gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende Young Blood.

O milho é o principal produto destinado a alimentação animal, com destaque para as cadeias produtivas de carnes (suínos, aves e bovinos), leite, e para a subsistência na agricultura familiar. Além disso, também contribui para o fortalecimento da balança comercial do Estado. O Paraná é o segundo maior produtor de milho do Brasil, com produção de aproximadamente 15 milhões de toneladas, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), representando 21% da produção nacional. Os problemas fitossanitários afetam significativamente a produtividade das lavouras, podendo trazer impactos significativos na cadeia produtiva.

DOENÇA – As doenças na cultura do milho podem comprometer os bons resultados de produção e produtividade. Entre elas está o enfezamento do milho, causado por bactérias da classe Molicutes, que infectam as plantas de forma sistêmica e podem ocasionar grandes perdas. Os patógenos são transmitidos pela cigarrinha do milho, Dalbulus maidis.

A assistência técnica vem adotando medidas para o controle desse vetor ao longo das safras, mas a praga vem ganhando importância e está sobrevivendo, de uma safra para outra, em plantas voluntárias de milho que permanecem nas áreas de produção, preocupando a defesa agropecuária, a pesquisa e os produtores. Uma das principais medidas para o manejo do problema é a eliminação de plantas voluntárias de milho. “Portanto, necessitamos conhecer a distribuição dessa praga no Estado, saber quais as medidas que vêm sendo adotadas e sua eficácia, sobre os materiais que estão sendo cultivados, quanto a sua tolerância e comportamento no campo”, diz Young Blood. (Edairy News)


Jogo Rápido
Agropecuária continua a liderar geração de empregos no país
O setor agropecuário continua como protagonista na geração de empregos no país em 2020. Foram 102.467 vagas abertas de janeiro a setembro deste ano, segundo informou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem. Em setembro, o saldo voltou a ser positivo, com a criação de 7.751 postos de trabalho no campo. As atividades de apoio à agricultura lideraram a abertura de vagas nos nove primeiros meses do ano, com 16.320 postos, seguidas por cana-de-açúcar (16.143), soja (12.747), café (11.911), bovinos (9.409) e plantas de lavoura temporária (8.104). Completam a lista frutas de lavoura permanente (6.744), criação de aves (5.194), cultivo de uva (3.980) e horticultura (2.996). São Paulo foi o Estado que mais abriu postos de trabalho: foram 62.952 vagas de janeiro a setembro. Na sequência aparecem Minas Gerais (7.324), Goiás (6.625), Bahia (6.008), Mato Grosso +4.474) e Paraná (3.865). (As informações são do Valor Econômico)


 

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Porto Alegre, 30 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.336


Confaz prorroga o 'Convênio 100'

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), composto pelos 27 secretários de Fazenda dos Estados do país e do Distrito Federal, aprovou ontem, em reunião extraordinária, a prorrogação dos Convênios ICMS nº 100/1997 e 52/1991 até 31 de março de 2021.

O Convênio 100 prevê isenção tributária em operações internas e redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na comercialização interestadual de insumos agropecuários. Já o Convênio 52 estabelece um imposto menor sobre máquinas e equipamentos agrícolas. A vigência de ambos terminaria no fim do ano e foi prorrogada até 31 de março. Somente os Estados de Sergipe e do Ceará votaram contra a renovação.

“Esse convênio é muito importante para o setor agropecuário, pois reduz o tributo incidente sobre os insumos. A não renovação do convênio seria preocupante, pois elevaria os custos de produção em todo o Brasil, para todas as culturas”, disse o coordenador do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Renato Conchon, em nota.

Segundo a CNA, sem o Convênio 100 a alta nos custos de produção poderia chegar a 11,4% para o cultivo de milho na Bahia, por exemplo. E a 11,2% para a produção de soja em Mato Grosso. No caso da pecuária de leite do Rio Grande do Sul, a estimativa era de aumento de 12,8%. Com os custos inflados no campo, a entidade reforçou que a tendência seria de uma escalada nos preços dos produtos da cesta básica e da inflação.

Em setembro, a CNA e mais 44 entidades do agro encaminharam aos secretários do Confaz um manifesto pressionando pela renovação dos dois convênios. (As informações são do Valor Econômico)


Argentina deverá ver recuperação do setor lácteo em 2021

Após um clima favorável, um aumento constante nos preços do leite e uma forte demanda doméstica e internacional, os produtores de leite argentinos aumentaram de forma constante a produção de leite fluido em relação a 2019, relata o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Este aumento levou a uma maior produção, consumo e exportação de todos os derivados, exceto certos queijos (notavelmente muçarela), que caíram desde o fechamento de pontos de venda de food service em resposta aos surtos de Covid-19 na Argentina em março de 2020.

Sendo assim, a produção de leite fluido de 2021 deve aumentar 2%, para 11,57 milhões de toneladas. Uma recuperação antecipada da economia argentina em 2021 incentivará os processadores a se concentrar novamente na economia doméstica e reduzir as exportações de leite em pó, que chegaram a 180.000 toneladas devido aos preços competitivos e às baixas margens domésticas.

A incerteza política e econômica continua afetando a indústria local de laticínios. A Argentina tem financiado principalmente seus esforços de recuperação e estabilização da Covid-19 imprimindo mais pesos. Embora a inflação tenha ultrapassado 40% nos últimos anos, a indústria teme que a taxa de inflação aumente ainda mais quando o crescimento econômico pós-pandêmico for retomado.

Embora geralmente não realizem grandes expansões devido ao excesso de capacidade da indústria, os participantes do setor estão acelerando os reparos e as atualizações necessárias, investindo em ativos como equipamentos de processamento de leite, tratores e caminhões. Os produtores de leite com pastagens estão convertendo parte dessas terras para a produção agrícola como outro meio de proteger os ganhos atuais. Eles raciocinam que a soja e o milho recém-plantados reterão mais valor após a colheita do que os pesos economizados nos bancos, mesmo com juros altos.

O consumo doméstico de lácteos se manteve melhor do que o esperado no início do surto, em parte graças ao contínuo congelamento dos preços do governo em muitos produtos básicos, incluindo produtos lácteos. No entanto, com a inflação subindo 3-4% ao mês, as margens de lucro dos produtos lácteos no varejo estão diminuindo rapidamente e os produtores avisam que o aumento dos custos de mão de obra e outros insumos pode ultrapassar rapidamente os preços do leite pagos aos produtores. Em outubro, o governo permitiu que os preços da maioria dos laticínios subissem 2%. Alguns grandes processadores de laticínios estão buscando manter a lucratividade, introduzindo novas linhas de produtos não afetadas pelos congelamentos de preços e limitada entrega de leite em casa.

A Argentina teve um forte desempenho de exportação até agora em 2020, superando as expectativas anteriores. O país poderia se tornar mais competitivo se sua moeda desvalorizasse ainda mais. Os pós-contatos informam que o governo está considerando reduzir para 5% o atual imposto de exportação de 9% sobre o leite em pó. O governo está ansioso para repor as reservas de moeda estrangeira e recentemente reduziu os impostos de exportação sobre soja e produtos de mineração em um esforço para aumentar as exportações. Os regulamentos argentinos exigem que os exportadores convertam suas vendas de dólares em pesos e os agricultores são pagos em pesos. (As informações são do Dairy Industries International, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Chile registra importações históricas de lácteos

As compras de lácteos no exterior continuam aumentando, elevando-se 82,3 milhões de litros equivalentes em relação ao mesmo período do ano passado e representando um patamar histórico em termos de níveis de importação.

Por outro lado, as exportações de lácteos, entre janeiro e setembro de 2020, totalizaram 236,1 milhões de litros equivalentes, o que representa uma redução de 0,5% em relação ao mesmo período de 2019. A comparação interanual reflete uma queda de 1,2 milhão de litros.

Quanto ao déficit leiteiro, observa-se um aumento para 402,3 milhões de litros equivalentes, sendo o valor máximo registrado até o momento.

Importações em alta

Ao olhar para os dados de setembro de 2020, o queijo lidera as importações de lácteos com um total de 376,2 milhões de litros equivalentes, confirmando uma tendência de alta que representa um aumento de 9,4% em relação ao ano anterior. Em litros equivalentes, somaram 32,3 milhões de litros a mais do que no mesmo período de 2019.

O leite em pó desnatado é o segundo produto com maior volume importado, com mudança de tendência que implica alta de 2,3% para 133,7 milhões de litros equivalentes, o segundo maior valor observado nos últimos cinco anos. Em relação ao ano anterior, aumentou 3,0 milhões de litros.

O leite em pó integral foi outra das categorias de produtos mais importados no período. As compras passaram de 18,7 para 65,1 milhões de litros equivalentes, o que representa um aumento de 247,2% em relação ao ano anterior, atingindo patamares muito próximos a 2018 (62,6 milhões de litros), mas para abaixo de 2017 (73,8 milhões de litros).

Por sua vez, o item denominado pela Odepa, “outras preparações à base de produtos lácteos”, continuou subindo no período, registrando aumento de 12,0% entre janeiro - setembro de 2020, totalizando 28,1 milhões de litros, a aumento de 3,0 milhões de litros em relação ao ciclo anterior. Além disso, é o maior registro até hoje.

Exportações

Dados da Odepa mostram que as exportações de lácteos entre janeiro e setembro de 2020 mostram uma leve queda de 0,5% para 236,1 milhões de litros equivalentes, o que representa uma redução de 1,2 milhão em relação ao ano anterior .

Por categorias de produtos, as exportações de queijos continuam sendo o principal produto com um volume de 62,3 milhões de litros equivalentes, embora represente uma queda de 3,0% em relação ao ano anterior, o que equivale a 1,9 milhão de litros. litros a menos em comparação com 2019.

Em seguida vêm as exportações de leite condensado, que no período totalizaram 58,9 milhões de litros, com aumento de 15,4% em relação ao ano anterior, o que equivale a mais 7,8 milhões de litros.

O item denominado “outros preparados à base de laticínios” é apontado como o terceiro produto mais exportado até setembro para completar 57,5 milhões de litros, o que implica um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior ou 3, 8 milhões de litros adicionais.

Os embarques de "preparados para bebês" caíram 3,0% em relação ao mesmo período do ano passado, caindo para 26,9 milhões de litros, o menor nível dos últimos cinco anos. Em relação a 2019, os embarques caíram 830 mil litros.

Em relação à exportação de leite em pó integral, foi observada queda de 48,9%, atingindo 11,0 milhões de litros. Em relação ao ano anterior, representa uma queda de 10,5 milhões de litros.

Por fim, no caso dos embarques de leite em pó desnatado, observa-se uma recuperação de 33,5%, para 7,1 milhões de litros. Em relação ao ano anterior, implica um acréscimo de 1,7 milhão de litros. (As informações são do Mundo Agropecuário, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Santa Clara lança novos sabores de Temper Cheese
A Santa Clara conta com novidades na linha de Temper Cheese. Os novos sabores Mostarda e Mel e Cebola Caramelizada estão disponíveis em potes de 150g para incrementar lanches e outros pratos deliciosos. De origem americana e de massa cremosa e pastosa, o Temper Cheese é fabricado a partir de queijo prato lanche, creme de leite e o sabor. A linha conta com outros sete sabores na versão 150g, além das versões pouch (sachê) com 250g e bisnaga com 1,8kg. Ideal para lanches rápidos, happy hour, pizzas e superversátil na culinária, Temper Cheese também fica ótimo com massas, basta acrescentar nata ou creme de leite para obter uma consistência de molho. (As informações são da Assessoria de Imprensa da Santa Clara)


 

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Porto Alegre, 29 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.336


Kantar destaca hábitos da pandemia que serão mantidos e alerta sobre oportunidades de melhoria

A pandemia rompeu barreiras, acelerou tendências e fez transformações esperadas para os próximos 5 anos chegarem em 5 meses. Segundo levantamento da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, entre março e agosto deste ano, 21% dos brasileiros fizeram uma compra online de comida ou bebida pela primeira vez na vida e 12% dos lares também passaram a comprar bens de consumo massivo (FMCG) pelo telefone.

Tudo indica que esses hábitos vão continuar para 53% da população quando a crise sanitária acabar. 40% pretendem continuar comprando online, mas 18% sinalizaram que vão reduzir ou parar de usar e-commerce.

A insatisfação do shopper com o canal é um alerta e uma oportunidade de melhoria aos varejistas, já que 29% dizem não conseguir encontrar nele todo o sortimento que buscam, além de se queixar de atrasos na entrega e preços mais altos do que na loja física. No entanto, apesar de o e-commerce ser a pior modalidade avaliada no quesito velocidade, mais da metade dos consumidores brasileiros pretende continuar usando alternativas que se popularizam no abastecimento de FMCG nos últimos meses, como WhatsApp, telefone e aplicativos.

Além da explosão de canais online que o cenário atual de transformação constante instituiu, outras mudanças no comportamento do consumidor também se mostram persistentes em longo prazo quando o tema é mix no varejo de bens de consumo massivo. O primeiro deles é entender o bolso do brasileiro e como a pandemia não afeta a todos da mesma forma: 51% declararam ter sofrido impacto negativo na renda e temos visto taxas de desemprego que não param de crescer. Neste cenário, 42% dos brasileiros declararam que receberam ajuda de governo em dinheiro e que utilizaram esse aporte principalmente para compra de alimentos, bebidas e limpeza dentro dos lares ou mesmo para pagamento de contas essenciais, como água, luz, telefone e internet.

Quando avaliamos quem sustentou o consumo dentro dos lares, temos como destaque a classe DE (+7% em unidades compradas), que incrementou novas ocasiões de consumo com mais cafés da manhã e jantares sendo preparados em casa. Já a classe AB aumentou em 38% o uso de delivery no último trimestre.

Ficando mais tempo em casa, as ocasiões de consumo in home cresceram 10%, principalmente no café da manhã (+14%) e almoço (+12%). E na hora de comprar e preparar as refeições, prazer, conveniência e saudabilidade, uma tendência já presente pré-Covid, são as principais razões de escolha e preparo dos pratos.

Já quando o assunto é saudabilidade, é preciso estar alerta, já que é um conceito relativo com diferentes percepções entre os grupos sociais. Nas classes AB, a busca por uma alimentação saudável inclui consumo de frutas, saladas, legumes, castanhas e iogurte, enquanto entre as classes CDE a categoria saudabilidade abrange arroz, feijão, cereais infantis, leite em pó, sucos e vitaminas caseiras.

No geral, os brasileiros têm consciência sobre a importância e benefícios dos produtos considerados mais saudáveis: 57% declaram preferir alimentos orgânicos, 32% buscam produtos sem lactose e 40% sem glúten. Porém, 35% consideram o preço uma barreira para consumo desse segmento.

Ainda falando da cesta de produtos, durante a pandemia todas as classes incluíram novas categorias nos carrinhos. Desinfetante é unanimidade. Além dele, a classe DE passou a comprar mais pães industrializados, maionese e farinha de trigo. A classe C adotou a presuntaria e, a classe AB, a cerveja e o requeijão.

Todas essas mudanças no comportamento do consumidor chegam também às escolhas dos canais. Proximidade e preço são os critérios mais usados na hora de escolher o ponto de venda adequado. Por conta disso, o pequeno varejo ganhou 3 milhões de novos lares compradores e o varejo tradicional mais de 2 milhões no último trimestre, ao mesmo tempo em que marcas próprias, que têm preço até 10% mais baixo que a média do mercado, passaram a ser consumidas pela primeira vez por 2 milhões de brasileiros e o Atacarejo segue mantendo a tendência de crescimento, atraindo 4 milhões de brasileiros, com uma média de preços até 15% mais baixos.

​Com a desaceleração da pandemia, vemos uma mudança nas missões de compra dos brasileiros. Se no início víamos compras de abastecimento, hoje, com a flexibilização e maior adaptação às novas rotinas, as missões de compras menores começam a ganhar mais relevância e compras de proximidade crescem 10%, assim como missões de reposição / urgência (+9%). (As informações são da Assessoria de Imprensa da Kantar)


Chile - Processamento de lácteos mostra queda de queijos até agosto

Indústria/Chile – O processamento nacional de produtos lácteos registrou comportamento misto entre janeiro e agosto de 2020, com aumento de sete dos onze produtos informados pelo departamento de estatísticas Odepa.

Neste período cabe destacar a recuperação registrada na elaboração de leite fluido, acumulando alta de 7,8% em relação ao ano anterior, alcançando 266 milhões de litros processamentos. Isto equivale a 19,1 milhões de litros mais do que em 2019, embora, continue sendo menor do que os 271,5 milhões de litros elaborados em 2018.

O registro negativo destacado ficou por conta da queda de 5,7% na elaboração de queijos nacionais, para atingir 60,8 milhões de quilos, 3,7 milhões a menos que em 2019. Este registro também é mais baixo do que os 61,2 milhões de quilos de 2018.
Processamento em alta: A elaboração de leite em pó subiu 7,2%, totalizando 48,5 milhões de quilos. Este volume representou avanço de 3,2 milhões queijos, e é a maior quantidade elaborada em três anos. Da mesma forma, no caso do iogurte, os dados do ODEPA refletem alta de 1,3% em relação ao ano anterior, subindo 1,9 milhões de litros a mais para chegar a 154,4 milhões de litros. Mesmo assim ficou 5,2 milhões de litros menos do que o registrado em 2018. A industrialização de creme de cresceu 3,3% em relação ao ano passado, chegando a 26,8 milhões de quilos, sendo o maior valor dos últimos três anos. A manteiga teve uma alta de 13% em relação a 2019, totalizando 18,9 milhões de quilos.

A elaboração de leite condensado registrou incremento de 15,5%, somando 27,6 milhões de quilos, 3,7 milhões a mais que em igual período de 2019. Da mesma forma, a elaboração de soro de leite em pó atingiu 18,1 milhões de quilos, aumento de 13,5% em relação ao ano passado, e também é o maior volume dos últimos três anos.

As quedas: Houve queda na elaboração de queijos. A queda foi de 10,7%, e foi o menor volume dos últimos três anos. As reduções também atingiram os leite fermentados (-23,6%) e sobremesas lácteas (-3,9%). (Mundo Agropecuário – Tradução livre: Terra Viva)]

 

Dairy Vision 2020: os efeitos da Covid-19 e a transformação na indústria

O Dairy Vision, evento que vem sendo realizado desde 2015 pela parceria entre AgriPoint e Zenith Global – consultoria inglesa que atua no segmento de bebidas – terá a edição 2020 em formato digital, entre os dias 1 e 4 de dezembro deste ano, em 4 manhãs, com tardes livres.

No primeiro painel, que ocorrerá na parte da tarde do dia 1, serão abordados "Os efeitos da Covid19 e a transformação na indústria", contemplando diversos temas como foodservice, e-commerce, percepção dos consumidores sobre os produtos lácteos, inovação e comunicação. Confira o tema das palestras:

• O novo food service pós-Covid-19 - Roberto Denuzzo;
• E-commerce no setor de alimentos - como fazer para dar certo - Maurício Salvador
• Produtos lácteos e a percepção do consumidor - Felipe Scheppers
• Como a Covid19 mudou nossas perspectivas: da inovação à comunicação
Conheça mais sobre os palestrantes confirmados:

Roberto Denuzzo (Brasil): Mais de trinta anos de experiência global em negócios alimentícios. Anterior líder sênior em empresas como Sadia e Bunge no desenvolvimento de negócios mundiais. Dez anos como dono de sua própria empresa de consultoria, liderando fusões, planejamento de negócios, gestão interina, estruturação financeira e recuperação financeira. Parceria com vários fundos de investimento e outras empresas de consultoria. Colunista no MilkPoint, abordando assuntos que envolvem foodservice e mercado lácteo.

Maurício Salvador (Brasil): Presidente da ABComm: Associação Brasileira de Comércio Eletrônico e Membro do Conselho da Ecommerce Foundation. Autor de diversos livros sobre o segmento. Mestre (MSc) em Comunicação e Administração. MBA em Gestão e Estratégias. Palestrante em eventos na Alemanha, Brasil, Chile, China, Portugal, Espanha e Estados Unidos. Lecionou workshops na Universidade da Califórnia. Professor em cursos de MBA na FIA e PROVAR. Foi Executivo de Contas pelo Yahoo! Brasil, Diretor de Marketing e Vendas para América Latina na e-bit, atendendo clientes como Mastercard, Wal-Mart, Saraiva, Polishop, Ponto Frio e Pão de Açúcar, entre outros. Atualmente é investidor de startups, CEO da ComSchool e da iHouse Web, consultoria de e-commerce onde já atendeu clientes como Hering, Honda, Le Lis Blanc, Gradiente, Riachuelo e La Poste, além de startups em São Francisco, Califórnia. Especializações: E-commerce Performance, OmniChannel, Online Marketing, Email Marketing, Startups, Growth Hacking, Social Media.

Felipe Scheppers: Profissional inquieto, com um pé em administração e outro em marketing, se encontrou no mercado de pesquisa, onde busca sempre novas formas de otimizar processos, gerar insights e trazer crescimento para o mercado. Responsável pelo Opinion Box, fundada em 2012 por especialistas de pesquisa e tecnologia, é uma das startups mais premiadas e empolgantes do cenário digital brasileiro. Desenvolvem soluções digitais inovadoras que estão democratizando a pesquisa de mercado e a coleta de dados primários no país. (Milkpoint)


Jogo Rápido

Protocolos para a Expodireto 2021
A Cotrijal deverá encaminhar nas próximas semanas ao governo do Estado um conjunto de sugestões de protocolos sanitários a serem adotados para a viabilizar a realização da Expodireto em 2021. O evento está previsto para ocorrer de 1º a 5 de março, em Não-Me-Toque, na região Norte. Ontem, o presidente da cooperativa, Nei Manica, se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo, e o governador Eduardo Leite para debater a realização da feira. A tendência é de que o evento ocorra em um formato híbrido (presencial e online) e sem a presença de delegações internacionais. - Dentro de 15 dias, queremos definir os protocolos junto ao governo para podermos começar a trabalhar na organização, entrando em contato com expositores e parceiros - aponta Manica. (Zero Hora)


 

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Porto Alegre, 28 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.335


Tetra Pak se aproxima do consumidor com embalagens conectadas

Experiências de realidade aumentada transformam caixinhas de leite em game sobre sustentabilidade; já nas de suco, frutas viram animações interativas para mostrar que a tecnologia das caixinhas dispensa uso de conservantes.

Utilizar a digitalização para conscientizar o consumidor de forma lúdica e divertida. Esse é o objetivo da Tetra Pak ao transformar as caixinhas de suco e leite em plataformas de interação, com mensagens sobre reciclagem e as vantagens da tecnologia por trás das embalagens cartonadas.

A comunicação ocorre por meio da modalidade “Ad on Pack”, quando informações adicionais são colocadas em uma das laterais das embalagens. Ativando um QR Code, o consumidor tem acesso a conteúdos especiais.
“Levar conhecimento sobre sustentabilidade, segurança do alimento e saudabilidade por meio da digitalização é nossa grande premissa com essas comunicações. Há mais de três anos temos consolidado esse formato por acreditarmos que a inovação é, cada vez mais, uma oportunidade de oferecer experiências positivas por meio das embalagens longa vida”, ressalta Vivian Haag Leite, diretora de marketing da Tetra Pak.
Este ano, a empresa investiu também em um game para tornar a conscientização sobre a importância da reciclagem ainda mais divertida. “Os consumidores poderão aprender brincando”, acrescenta Vivian.
Sustentabilidade e saudabilidade são destaques do projeto: Criada pela agência 35, a campanha traz, para a categoria de leites, o mote Uma Caixinha de Distância e a assinatura Eu separo, você separa, nós reciclamos. Mensagens como “Caixinha que em vez de virar lixo pode se transformar em caderno? Sou eu!”; “Caixinha que em vez de lixo pode virar telhado? Sou eu!” convidam os consumidores a conhecer mais sobre o potencial da reciclagem.
Ao escanear o QR Code, o consumidor dá início à experiência do game em realidade aumentada. Neste momento, é possível conhecer a personagem Rê, que conta histórias sobre como o descarte adequado de embalagens pós-consumo pode viabilizar a fabricação de novos produtos.
No game, o desafio é interagir com a personagem e uma cesta de basquete da reciclagem. Ao acertar as caixinhas pós-consumo nas cestas, elas se transformam em novos produtos como telhas, sacolas e cadernos.
"A Tetra Pak é uma empresa que produz inovação por meio de embalagens. E a sua comunicação precisa refletir essa inovação também. Uma embalagem de leite pode se transformar em um game para levar conceitos de sustentabilidade de forma original. Uma embalagem de suco pode explicar sua tecnologia de forma divertida por meio da realidade aumentada", explica Astério Segundo, CEO e CCO da 35.
Já na categoria de sucos, a campanha 1000 formas de dispensar um conservante é representada em mensagens divertidas que demonstram conversas entre as frutas e o conservante dispensado pelas embalagens da Tetra Pak, por exemplo: “É fácil fingir que você não existe. Até porque, para mim, você nem existe mesmo”; “O que importa é que eu quero te ver bem...Bem longe de mim”; “Não é joguinho não. É que eu gosto de você distante mesmo”.
Quando escaneia o QR Code, é possível compreender o processo de proteção do alimento a partir das seis camadas da embalagem e o fato da tecnologia dispensar o uso de conservantes. (Assessoria de Imprensa Tetra Pak)


4º Encontro de Jovens da Santa Clara, transmitido pelo Youtube, teve mais de 1.600 visualizações

Com o propósito de colocar “O campo em debate”, a Cooperativa Santa Clara promoveu o 4º Encontro de Jovens on-line na noite de ontem, 27 de outubro. O evento, no canal do Youtube da Cooperativa, reuniu mais de mil acessos durante a transmissão ao vivo e 300 produtores simultaneamente, em sua maioria jovens. O Encontro já conta com mais de 1.650 visualizações.

O presidente da Santa Clara, Rogerio Bruno Sauthier, deu aos boas-vindas aos participantes, destacando a importância de criar espaços para o debate. “É uma oportunidade de aprender, desenvolver-se e com isso fazer com que a sociedade seja melhor. Lembre-se: todos somos responsáveis pelo sucesso”, afirmou.

O primeiro painel foi ministrado pelo zootecnista e gerente técnico operacional da Qconz América Latina, Leonardo Araújo, que falou sobre a experiência e tecnologia para produtividade e segurança alimentar. Para isso, explanou como a Nova Zelândia tem atraído os jovens para a atividade leiteira e como valorizam a questão da qualidade de vida para o produtor. Após, a produtora rural Jaqueline Paim Ceretta, do projeto Leite de Batom, relatou de que forma se uniu aos pais para que a gestão da propriedade gere rentabilidade para a família. Os painelistas ainda responderam os questionamentos enviados pelos participantes pelo WhatsApp e Youtube.

Para Ivanete Kai Bellini, de Fortaleza dos Valos, as palestras foram interessantes. “Espero que tenha mais eventos e que mais pessoas possam participar”, afirmar. Já Cassiano de Conto, de Nova Prata, avaliou que “o encontro foi proveitoso e toda a família curtiu as palestras”.

A gerente do Departamento de Política Leiteira (DPL), Raquel Soletti, foi a mediadora do evento e reforçou que a equipe técnica da Cooperativa tem qualificação e está disponível para atender as demandas dos produtores.

No encerramento, o diretor Administrativo e Financeiro, Alexandre Guerra, parabenizou os jovens que constroem a Cooperativa. “A Santa Clara conquistou a credibilidade através do trabalho e do envolvimento das famílias dos associados junto da Cooperativa. Quem pode criar diferenciais competitivos são vocês, jovens produtores”, ressaltou.

O 4º Encontro de Jovens on-line está disponível no Canal do Youtube da Cooperativa Santa Clara. Para assistir clique aqui. (Santa Clara)

 

Dairy Vision 2020: tendências de mercado para 2021

O Dairy Vision, evento que vem sendo realizado desde 2015 pela parceria entre AgriPoint e Zenith Global – consultoria inglesa que atua no segmento de bebidas – terá a edição 2020 em formato digital, entre os dias 1 e 4 de dezembro deste ano, em 4 manhãs, com tardes livres.

No primeiro painel, que ocorrerá na parte da manhã do dia 1, serão abordadas as "Tendências de mercado para 2021", contemplando diversos países e regiões que são importantes players no mercado global. Até então, já contamos com quatro palestras confirmadas, confira:

• Situação e tendências para o mercado na Europa – Lukasz Wyrzykowski

• Situação e tendências para o mercado nos Estados Unidos e Asia – Mary Ledman

• Situação e tendências para o mercado no Brasil – Valter Galan

• Mudanças no setor lácteo da Argentina e possíveis efeitos no Mercosul – Alejandro Galetto

O evento contará com palestrantes nacionais e internacionais, contribuindo para levar até você uma programação imperdível! Conheça mais sobre os palestrantes deste painel:

Lukasz Wyrzykowski (Alemanha): Diretor de Análise do Setor de Laticínios e Analista do Mercado de Laticínios na IFCN AG em Kiel, Alemanha. Nos últimos 7 anos, suas principais áreas de especialização foram: padrões de desenvolvimento do mercado de laticínios com a análise da cadeia de valor do leite; preços do leite e da ração e comportamentos de produção; previsão de preços e produção de curto e longo prazo; estrutura da fazenda e análise da fazenda, desenvolvimento e gestão de projetos internos e externos, preparação dos relatórios e análises. Consultor de mercado de laticínios para empresas líderes mundiais em todo o mundo. Líder de equipe de conteúdo de laticínios e equipes de TI consistentes de 12 pesquisadores de laticínios e membro da gestão da IFCN AG para decisões estratégicas, desenvolvimento da empresa, P&D e RH.

Mary Ladman (EUA): Mary é uma líder de pensamento que tem amplo conhecimento dos mercados e políticas de laticínios nacionais e internacionais e mais de trinta anos de experiência na agricultura de produção, processamento de alimentos, serviço governamental, política agrícola, gestão de risco de laticínios, informações de mercado e divulgação e leite e produtos lácteos previsão de preços.

Valter Galan (Brasil): Engenheiro Agrônomo pela ESALQ/USP, Mestre em Administração pela FEA/USP. Atuou por quase 20 anos em grande empresas multinacionais como a Nestlé, DPAM, Pepsico e Grupo Tereos. Hoje é sócio do MilkPoint Mercado.

Alejandro Galetto (Argentina): Engenheiro agrônomo, PhD (Economia Agrícola), Assessor de Cooperativas de Laticínios, Professor de Agronegócio (Universidade Austral).


Jogo Rápido

Consulta sobre combate ao carrapato termina na sexta
A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural encerra na próxima sexta-feira (30) a consulta, aberta em setembro, a respeito de ações para controle do carrapato bovino, disponível no link bit.ly/Consulta-Carrapato. O questionário quer saber a opinião de produtores rurais, médicos veterinários e demais profissionais ligados à bovinocultura de corte e leite o sobre as políticas públicas que devem ser adotadas para o controle da praga. Os resultados da pesquisa devem direcionar as ações oficiais de combate a este parasito. O carrapato bovino é considerado um importante problema sanitário na criação de bovinos, principalmente para as raças de origem europeia. Este parasito leva à redução do ganho de peso e da produção de leite. Além disso, o carrapato aumenta a chance de desenvolver “bicheiras” e ainda pode transmitir doenças, como a Tristeza Parasitária Bovina (TPB). No Rio Grande do Sul, a TPB é uma importante causa de mortes de bovinos. No Brasil, o controle do carrapato bovino é feito quase que exclusivamente com uso de carrapaticidas químicos. O uso frequente destes produtos tem favorecido a seleção e emergência de populações multirresistentes aos acaricidas. (Rádio Guaíba)


 

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Porto Alegre, 27 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.334


Preço do leite tem queda e alta de custos preocupa

Depois de quatro meses de elevação, o valor de referência do leite projetado para outubro no Rio Grande do Sul é de R$ 1,5482, retração de 5,18% em relação ao consolidado de setembro (R$ 1,6327). Apesar da redução, os valores seguem em patamares acima dos praticados em anos anteriores, fato motivado pela alta de custos no campo e na indústria. Os dados foram apresentados em reunião do Conseleite realizada nesta terça-feira (27/10) de forma híbrida, a primeira com presença física desde a chegada da Covid-19 ao Brasil. Coordenado pelo presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, o encontro, ocorrido na sede da Farsul, em Porto Alegre (RS), seguiu as mais rígidas normas da prevenção.

O temor do setor é com o impacto dessa retração de preços frente à elevação de custos de insumos. Além dos grãos, há diversos outros itens com valores sendo reajustados rotineiramente, como embalagens, ingredientes e medicamentos. Também há preocupação, alertou Rizzo, com a falta de itens essenciais para manter a produção, já que produtores relatam dificuldade para aquisição de produtos básicos como o milho, por exemplo. “Ainda estamos sofrendo os efeitos da seca do último verão e isso se agrava com o alerta de La Niña”, informou Rizzo.

O vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, ponderou que a redução do auxílio emergencial de R$ 600,00 para R$ 300,00 já traz impacto no mercado, além do aumento das importações de lácteos. Segundo Guerra, as aquisições de leite importado passaram de um patamar de 10 mil toneladas/mês, antes da pandemia, para mais de 23 mil toneladas em setembro. “Estivemos em reunião com o Ministério da Agricultura e pedimos para que o tema seja monitorado porque as importações estão vindo com mais força”, alertou. Guerra sinalizou que a alta do preço no mercado interno tornou os importados mais competitivos mesmo com a valorização cambial. Com maior escala por propriedade, Argentina e Uruguai, por exemplo, vêm conseguindo reduzir custos.

O professor da UPF Marco Antonio Montoya informou que há uma correlação direta entre o comportamento dos preços no Rio Grande do Sul e o verificado em outros estados, como Santa Catarina e Paraná, que também sinalizam retração para outubro. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Crédito da imagem: Carolina Jardine


Ajustes em normas trabalhistas podem gerar economia

As mudanças anunciadas na semana passada pelo governo federal na norma regulamentadora (NR) sobre segurança e saúde no trabalho no agronegócio deverão resultar em custos menores para os produtores. A estimativa do Ministério da Economia é que será possível enxugar gastos de mais de R$ 4,3 bilhões por ano no campo com alterações que simplificam a relação trabalhista.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a nova redação deixou mais claras as regras que terão que ser seguidas, aplicadas e exigidas por produtores rurais, empregadores, trabalhadores e fiscais do trabalho. “Dessa forma, evita-se autuações indevidas por descumprimento de normas regulamentadoras que sequer são aplicáveis no campo, uma vez que são destinadas ao ambiente urbano”, disse Rudy Ferraz, chefe da assessoria jurídica da CNA.

A revisão da NR 31, em vigor desde 2005, alterou o capítulo que trata das “condições sanitárias e de conforto no trabalho rural”, que especificou quais obrigações cabem às frentes de trabalho e dizem respeito a estruturas fixas e móveis. A utilização de moradias como alojamento passa a ser permitida, desde que observados os regramentos da norma.

Foi inserido na norma o conceito de “trabalho itinerante”, referente a trabalhadores que percorrem uma propriedade sozinhos ou em pequenos grupos para atividades pontuais como o conserto de uma cerca, serviços com trator ou reunião do gado. A NR 31 exigia a instalação de banheiros e refeitórios em todas as frentes de trabalho, o que é considerado inaplicável no caso do trabalho itinerante. O mesmo ocorre em zonas alagadiças, como no Pantanal.

Também foi alterada a regra para o armazenamento de agrotóxicos. A norma determinava que os produtos fossem acondicionados a 30 metros de qualquer instalação, o que, segundo a CNA, tornava inaplicável a medida em pequenas propriedades. Com a revisão, a distância foi reduzida para 15 metros. Para quantidades de até 100 litros ou 100 quilos, será permitido o uso de um armário com requisitos de segurança.

Outra mudança autoriza a utilização da modalidade de ensino à distância (EaD) em treinamentos e cria o Programa de Gerenciamento de Risco no Trabalho Rural (PGRTR). Pequenos e médios produtores que contam com até 50 empregados por prazo determinado e/ou indeterminado poderão usar uma ferramenta gratuita de avaliação de riscos que será disponibilizada pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, para estruturar o programa.

“Essa medida vai permitir a redução de custo para o produtor rural que hoje precisa contratar um profissional para elaborar esse programa. Para o pequeno, significa um custo de R$ 1.300 e o programa deve ser revisado a cada três anos”, afirmou Rodrigo Hugueney, assessor jurídico da CNA.

O Secretário Especial de Previdência e Emprego, Bruno Bianco, afirmou que a revisão representará “menos multas e menos burocracia” no campo. “Faz sentido que um pequeno empresário cumpra os mesmos requisitos de uma grande propriedade rural ou de uma empresa urbana? Faz sentido um pequeno produtor de leite, que tem dez vaquinhas, ter de elaborar um plano de prevenção de riscos ambientais todos os anos?”, questionou.

As novas regras entram em vigor um ano após a publicação da portaria, que deve ocorrer essa semana. Elas valem para o trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. (As informações são do Valor Econômico)

 

Food Services: como fica a demanda de lácteos no 4º tri e em 2021?

Longe de tentativas de adivinhação, temos que focar no novo mercado que está emergindo desta situação de prolongamento indefinido da pandemia, com um mercado realmente diferente de tudo que já vivemos até agora...

Vejamos:

• Não são grandes recessões como 2015, já que existem segmentos de mercado do Food Service altamente demandados, com os mecanismos de delivery fazendo história;

• Não é obviamente como o mercado era – basta ter a experiência de ir a um restaurante com 30% de ocupação, com mesas fechadas e com garçons que parecem astronautas para perceber a diferença!

• Outra coisa absolutamente clara é que o consumidor da classe A e B, assim que pôde voltar a consumir alimentos fora de casa, mesmo com a pandemia, voltou imediatamente!!!! Cai aqui por terra aquele mito que todas as pessoas gostariam de cozinhar em casa para a eternidade! Grande engano!

• Serviços de alimentação em shoppings, aeroportos, faculdades, etc. estão retomando seu movimento mesmo com foco em classes C e D, devido à alta conveniência dos serviços.

Portanto, o prognóstico de fecharmos o último trimestre de 2020 com o Food Service consumindo cerca de 80% dos insumos que consumia no último trimestre de 2019 parece ser bastante realizável.

Agora pode ser que em cada empresa o efeito seja diferente, já que, como observado, dependendo do segmento de sua atuação, a empresa pode estar focando em segmentos que não terão a mesma recuperação que outros... Por isso, nesta altura, é muito importante checar com as equipes comerciais as escolhas que foram feitas de atendimento – realmente vamos ter 20 a 30% de quebra nos operadores de Food Service, mas também vamos ter estes novos modelos de atendimento se consolidando...

Uma pergunta que ajuda muito neste diagnóstico: Quantas “dark kitchen” ("restaurante fantasma", voltado apenas para delivery) sua empresa cadastrou nos últimos 3 meses? Nenhuma? Então é preciso rever seus conceitos....

Posso assegurar que quem ficar esperando a volta do mercado de Food Services como era antes da pandemia vai perder mercado! É preciso rever a estratégia com os novos canais!

E para 2021? Vamos ter certamente, com a recuperação econômica. uma volta de relevância para o setor de Food Services, com volumes de consumo no mínimo iguais a 2019 para quem acertar a estratégia de canais! Importante se preparar!

Roberto Denuzzo será palestrante no Dairy Vision 2020, que ocorrerá de 1 a 4 de dezembro de 2020. Sua palestra "O novo food service pós-Covid-19" será parte da seção 2: "Os efeitos da Covid-19 e a transformação na indústria". O Dairy Vision 2020 será totalmente online, contando com 30 palestrantes de todo o mundo para discutir os rumos da indústria láctea no Brasil e no mundo. Não perca tempo, visite o site, confira a programação e seja protagonista em um mundo de transformações cada vez maiores e mais rápidas! (Milkpoint)


Jogo Rápido

Cerca de 70 milhões de animais devem ser vacinados contra febre aftosa 
A segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa começa no próximo dia 3 de novembro para imunização de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, para a maioria dos estados brasileiros, conforme o Calendário Nacional de Vacinação 2020. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 70 milhões de animais, até o final de novembro. “Tão importante quanto a vacinação correta é também o preenchimento completo da declaração de vacinação e entrega online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados, para que a declaração possa ser registrada e o produtor possa cumprir com os compromissos sanitários junto ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado”, destaca o chefe da Divisão de Febre Aftosa da Secretaria de Defesa Agropecuária, Diego Viali dos Santos. As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina. Em casa de dúvidas, a orientação é para que procurem o órgão de defesa sanitária animal de seu estado. (MAPA)


 

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Porto Alegre, 26 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.333


Com parceria do Sindilat, evento global Dairy Vision reúne nomes internacionais para discutir o futuro do setor lácteo

Mais de 30 palestrantes das mais diversas nacionalidades estarão unidos em torno de um único objetivo: expor o cenário para o setor lácteo em âmbito global, tendo como pano de fundo as experiências e desafios impostos pela pandemia da Covid-19 sobre o setor produtivo e com impactos no mercado consumidor. Esta é a proposta do Dairy Vision, evento organizado pelo Agripoint desde 2015 e que neste ano ganha o formato digital, numa programação intensa que acontece de 01 a 04 de dezembro. O Sindicato da indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat) é uma das entidades parceiras desta iniciativa.

Temas atuais, de um futuro próximo e outras pautas que vão além da rotina do setor nos dias de hoje vão fazer parte da programação, entre eles, a disrupção nos negócios, blockchain e inovação aberta serão abordados por especialistas e por empresas que, na prática, estão mudando seus negócios a partir dessas tecnologias. Desafios diários com essas novas tecnologia que chegam rapidamente se juntam a temas recorrentes que precisam sempre da atenção de especialistas da área: novos canais de venda, sustentabilidade e demandas do consumidor estarão na pauta de debates do Dairy Vision, considerado um dos principais fóruns globais de tendência para o mercado de lácteos. Desde a sua primeira edição, o evento busca levar entendimento sobre o cenário de negócios para auxiliar gestores e empresas na tomada de decisões.

As palestras em inglês serão legendadas para português; as palestras em português e espanhol serão legendadas para inglês. Além disso, as sessões de perguntas e respostas receberão legendas automáticas em tempo real. Os participantes poderão acompanhar discussões ao vivo ou assistir as palestras e seus conteúdos em um outro momento. Mais informações e inscrições no site do evento clicando aqui. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Parlamento Europeu proíbe uso de termos lácteos para alimentos à base de plantas

O Parlamento Europeu decidiu hoje que restaurantes e lojas da União Europeia (UE) poderão continuar comercializando produtos com termos como “hambúrgueres vegetarianos” ou “linguiças veganas”, segundo informações da agência Reuters.

As regras de rotulagem fazem parte de um pacote maior de políticas agrícolas da União Europeia. O Parlamento ainda precisa definir sua posição sobre o pacote completo em uma votação.

Os produtores que haviam pedido a mudança na rotulagem disseram que as medidas eram necessárias para proteger os consumidores.

O Parlamento pediu, porém, o banimento de termos como produtos "semelhantes ao leite" ou "com estilo de queijo" para alimentos à base de plantas que não contenham ingredientes lácteos. Há três anos, o Tribunal de Justiça Europeu proibiu a comercialização de produtos com a denominação “leite de soja” e “queijo vegan”.

Legisladores e ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg, pediram ao Parlamento que rejeitasse todo o pacote de políticas agrícolas. Segundo eles, as mudanças não são suficientes para conter as emissões do setor ou proteger a natureza.

No Brasil, semelhantemente a este apelo do setor lácteo europeu, em 2018, foi assinado um projeto de lei pela atual Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na época presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O projeto – que segue em tramitação na câmara e foi idealizado pela Abraleite – tem também como objetivo proibir a utilização da palavra leite e de palavras que determinam derivados do leite em produtos de origem vegetal. Saiba mais aqui. (As informações são do Valor Econômico e da Abraleite)

 

Diagnóstico traz panorama da brucelose e tuberculose animal no Brasil

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, na sexta-feira (23), o diagnóstico situacional do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) e a classificação das unidades da Federação quanto ao risco das duas doenças.

“O documento traz um panorama da doença no Brasil com intuito de verificar o desenvolvimento do programa e a sua situação atual em cada unidade da Federação, possibilitando estabelecer ações diferenciadas e estratégias eficientes nas diferentes realidades do país”, explica a gestora nacional do PNCEBT, Janice Barddal.

Instituído em 2001, o PNCEBT visa o controle e a erradicação da brucelose e tuberculose bovina e bubalina, causadas por bactérias das espécies Brucella abortus e Mycobacterium bovis, respectivamente.

Recentemente o programa foi revisto pela Instrução Normativa nº 10/2017, que estabeleceu como estratégia de atuação a classificação das unidades da Federação quanto ao grau de risco para a brucelose e a tuberculose e a definição de medidas de defesa sanitária animal a serem adotadas, a partir de plano de ação elaborado pelo Serviço Veterinário Estadual e aprovado pelo Departamento de Saúde Animal, possibilitando o avanço nas ações para o controle e a erradicação das doenças.

A classificação para a brucelose e a tuberculose é definida por meio da combinação de classes e níveis. As classes (A a E) são determinadas pelas prevalências das doenças nos estados e os níveis (0 a 3) são definidos levando-se em consideração a execução das ações de defesa sanitária animal, propostas em plano de ação. Neste primeiro momento, as unidades federativas serão classificadas apenas quanto à classe, uma vez que a definição dos níveis depende da prévia apresentação e aprovação dos planos de ação.

“A classificação das unidades da Federação de acordo com a prevalência, juntamente com o Diagnóstico Situacional, tornam possível a elaboração de planos de ação para o combate a brucelose e a tuberculose, com conhecimento e sustentação técnica e científica, utilizando de forma racional e eficiente os recursos públicos e privados, evitando o desperdício de tempo e os prejuízos econômicos e de saúde pública”, destaca Barddal. (As informações são do Mapa)


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Seapdr terceiriza contratações

A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) assina hoje o contrato com a empresa terceirizada que irá fornecer a mão de obra para atuar nas inspetorias veterinárias. O contrato envolve o preenchimento de 150 postos de trabalho e é uma das medidas exigidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o Rio Grande do Sul suspender a vacinação contra a febre aftosa. Segundo o secretário Covatti Filho, optou-se pela terceirização em razão da dificuldade financeira enfrentada pelo Estado. (Correio do povo)


 

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Porto Alegre, 23 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.332


Edital de Convocação – Eleições Sindicais

Publicado na página 30 do Jornal Correio do Povo de 23 de outubro de 2020.


Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 23 de Outubro de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Setembro de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Outubro de 2020. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite/SC)

 

Sobe preço, sobe custo

Puxada por um cenário singular, em que a variação cambial dá a direção, a valorização de produtos agrícolas soma o maior percentual em 10 anos. É o que aponta levantamento da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) que mede a inflação do agronegócio. No período de 12 meses, acumula alta de 78,84%.

- Além da estiagem, que reduziu a oferta, outros fatores contribuíram. Com a incerteza gerada pela pandemia, houve um desequilíbrio cambial. E isso acabou contribuindo para os preços das commodities. Ao mesmo tempo, deixou os produtos brasileiros mais competitivos no mercado externo - explica Danielle Guimarães, economista da Farsul.

Se externamente o apetite era grande, dentro de casa, também, com o auxílio emergencial.

Soja, arroz, milho, trigo e gado alcançaram patamares históricos nas cotações em reais. A ressalva, no caso do Rio Grande do Sul, é de que o alcance ficou limitado.

Outro ponto de atenção vem dos custos de produção. O índice que mede esse item vem acelerando porque a mesma variação cambial que valoriza os preços em reais, também onera a compra de insumos. Em 12 meses, o Índice de Inflação de Custos de Produção (IICP) tem alta de 7,67%. (Zero Hora)

 

A estiagem piora cada vez mais no Brasil

O panorama da estiagem parece ter piorado no Sul do Brasil! Já não é novidade pra ninguém que a estiagem vem afetando os estados do Sul do Brasil, inclusive já provocando dificuldade em abastecimento e agricultura.

A situação não está sendo muito diferente nesses 20 dias de outubro. A chuva que caiu não chega nem a 20% do esperado para o mês na maior parte dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, como se vê na grande mancha marrom na figura abaixo. Quase todo o Sul do Brasil ainda não registrou nem metade do que era pra chover em Outubro, conforme a climatologia mensal. (Conexão Geoclima)


Jogo Rápido
Dairy Vision 2020: uma experiência inédita
Nunca antes o setor lácteo teve a oportunidade de tomar contato com uma visão tão abrangente, diversificada e rica a respeito do seu presente e do seu futuro. Nunca antes um grupo tão seleto, qualificado, experiente e visionário de palestrantes foi reunido em um mesmo local. Isso tudo sem sair de casa e com a possibilidade de rever o conteúdo após o evento, de forma a não deixar passar nada. Temas de um futuro próximo, como disrupção nos negócios – e como podemos nos prepararmos para ela, caso venha, transformação digital, blockchain auxiliando na sustentabilidade e inovação aberta serão abordados por especialistas e por empresas que, na prática, estão mudando seus negócios a partir dessas tecnologias. Teremos a oportunidade de conhecer temas de um futuro talvez mais distante, como impressão de alimentos em 3D, e mesmo acompanhar a visão de um grande empreendedor do setor produtivo, que acredita em produção de forragens indoor para alimentar os rebanhos. Será? Não sabemos...o que sabemos é que ter conhecimento sólido passa por ver a mesma questão sob vários ângulos diferentes antes de decidir. É isso que o Dairy Vision busca: oferecer visões complementares, às vezes conflitantes (como o o mercado de bebidas à base de plantas), para que possamos desenvolver nossa própria visão. O Dairy Vision 2020 ocorrerá entre 1 e 4 de dezembro deste ano, totalmente virtual e levando conteúdo literalmente de várias partes do mundo. Confira agora no site a nossa programação e se inscreva, está imperdível! (Milkpoint)


 

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Porto Alegre, 22 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.331


Exportação é estratégia para buscar mais estabilidade no mercado

Os países árabes e o Leste europeu são promissores mercados para fomentar as exportações de produtos lácteos brasileiros, estratégia essencial para buscar mais estabilidade de mercado. A colocação foi feita por Carlos Cogo, consultor da Cogo Inteligência em Agronegócio, no segundo encontro do Conselho Nacional Agroindustrial (Conagro) da gestão 2020/2023 realizado na tarde desta quarta-feira (21/10) por teleconferência. Em conversa com representantes de diversos segmentos do agronegócio gaúcho, Cogo declarou que, após alcançar um bom nível de produtividade, o setor de lácteos do Estado tem a oportunidade de alavancar a exportação.

Segundo o consultor, o segmento também tem espaço para aumentar a produtividade, a produção e a captação de leite. Hoje, são 129.877 estabelecimentos produtores no RS, 50,6 vinculados às indústrias. “A captação média diária das maiores indústrias está privilegiando os volumes maiores, ou seja, está subindo de 200 para mais de 400 litros/produtor dia. Isso é um gargalo que vai ter que ser enfrentado com trabalho de base feito pelas instituições”, pontuou.

O Valor Bruto da Produção (VBP) de leite no Estado é de R$ 4,2 bilhões e são captados 4,3 bilhões de litro/ano, de acordo com os dados apresentados por Cogo. Atualmente, o RS é o terceiro maior produtor de leite no país, representando 10,9% do VBP. “O RS é um Estado tipicamente da agricultura familiar. E o setor lácteo é muito importante quando se fala em agricultura familiar”, afirmou Cogo.

Para o coordenador da Conagro e presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, o agronegócio gaúcho apresenta diversos desafios, mas também muitas oportunidades. “Temos que superar os gargalos e aproveitar as situações propícias para abrir novos mercados e ampliar a competitividade”. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, também esteve presente na reunião.

Durante o encontro, Cogo ainda discorreu sobre os cenários, as oportunidades e as dificuldades enfrentadas por outros setores do agronegócio gaúcho como arroz, soja, milho e frutas. Entre os gargalos, está a necessidade imediata da ampliação das áreas irrigadas no Estado. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Conseleite/MG

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 21 de outubro de 2020, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: a) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Agosto/2020 a ser pago em Setembro/2020. b) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Setembro/2020 a ser pago em Outubro/2020. c) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Outubro/2020 a ser pago em Novembro/2020.

MG

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. (Conseleite/MG)

 

Inmet lança aplicativo com informações meteorológicas para o setor agrícola

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou a versão do aplicativo SISDAGRO (Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária) para celular. O aplicativo foi desenvolvido para apoiar usuários do setor agrícola em suas decisões de planejamento e manejo agropecuário. A plataforma atende aos técnicos agropecuários, produtores do setor agrônomo, bem como gestores governamentais que executem políticas públicas voltadas ao setor agrícola.

O sistema oferece informações meteorológicas registradas em uma rede de Estações do Inmet, bem como de dados obtidos por modelos de previsão numérica do tempo, referentes às variáveis: temperatura, precipitação, umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento e radiação solar.

Além disso o usuário poderá acompanhar:
Graus Dia: O crescimento e desenvolvimento de cultivos, assim como o desenvolvimento de pragas estão relacionados com a temperatura do meio ambiente, sendo esta relação, baseada no conceito de graus-dia.

Conforto Térmico Bovino: O animal exige do meio em que habita condições satisfatórias para que seus processos fisiológicos não sejam afetados negativamente, repercutindo no rendimento obtido na produção de carne, leite, ovos, lã, etc.

Além do monitoramento Agrometeorológico, o SISDAGRO conta com a previsão de condições favoráveis à formação de geada, sendo classificadas como forte, moderada e fraca.

A versão já está disponível para o sistema Android, e em breve estará disponível para IOS. (MAPA)

inmet

Ministra da Agricultura diz que crianças são mal ensinadas sobre agronegócio

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou hoje que as crianças brasileiras estão sendo mal informadas nas escolas sobre a realidade do agronegócio e que existe uma “vontade” de mostrar que o setor é atrasado. Em entrevista a uma rádio de Cuiabá (MT), ela sugeriu mostrar material didático com mensagens pejorativas sobre os produtores ao ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Segundo relatos do Agroligadas, grupo de mulheres do agronegócio de Mato Grosso, o conteúdo de algumas escolas destinado às crianças transmite informações atrasadas e incorretas de que o setor é responsável por trabalho escravo, por exemplo. “Não sei se é só atraso ou vontade de mostrar que o agro é atrasado”, ponderou a ministra. “Posso tentar marcar reunião com o ministro da Educação para mostrar [esse material]”.

Tereza Cristina ainda sugeriu que sejam feitas palestras nas escolas por representantes do setor para esclarecer a realidade das atividades no campo. “Existe muita desinformação para as crianças. As escolas formam pessoas que serão formadoras de opinião no futuro. Se não estivermos atentos, é complicado consertar a cabeça das crianças [depois]”, acrescentou. A ministra comentou ainda que a “desinformação” também atrapalha o avanço de propostas cruciais para o setor produtivo em Brasília.

Um dos casos é o projeto de lei 6299/2002, que pretende mudar a legislação sobre os agrotóxicos. “Venderam uma imagem diferente do que era o âmago do projeto. Há polarização e ideologização de um assunto técnico e científico, muitas vezes colocado em debate raso, desinformando a população”, afirmou. “Recebi muitos ataques dizendo que eu estava colocando veneno no prato do brasileiro”, lembrou. Ainda sem previsão para votação, a proposta precisa de “pressão” para entrar na pauta, disse a ministra. “Ele dá celeridade para poder aprovar novas moléculas e produtos e diz que não pode ter nenhum produto aprovado que seja menos seguro que aqueles que já estão em uso”, concluiu. (Valor Econômico)


Jogo Rápido
Alimentação puxa custo de produção do leite
O Índice de Custo de Produção de Leite da Embrapa que mede a variação mensal do custo de produção de leite em propriedades localizadas em Minas Gerais teve um fator inédito em setembro. A maioria dos grupos que compõe o indicador apresentou estabilidade de preços, como energia e combustível, reprodução, mão-de-obra, ou sal mineral, com pequena variação de 0,02% e produção e compra de volumosos (0,80%). Ocorreu até deflação com o grupo qualidade do leite (-1,47%). Por o outro lado o grupo alimentação concentrada teve variação de 14,10% em apenas um mês, o que levou o ICPLeite/Embrapa para o valor de 5,75%. Em agosto o ICPLeite registrou alta de 0,90%. O terceiro trimestre de 2020 acumulou inflação de 11,66%. O grupo alimentação concentrada, registrou alta de 25,04%, seguida pelo grupo qualidade do leite, 6,98%. A variação de mão-de-obra se manteve em 4,69%, o grupo sanidade acumulou 3,21% e energia e combustível que também não variou, continua com o acumulado de 3,08%. sal mineral, variou 2,80% e produção e compra de volumosos aumentou 1,58%. O único grupo que variou negativamente foi reprodução, apresentando queda de -1,28%. A variação do acumulado de 12 meses foi 15,97%. A alimentação concentrada variou 36,59% no período. (Agrolink)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 21 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.330


Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 20 de Outubro de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Setembro de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Outubro de 2020, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Outubro de 2020 é de R$ 2,8575/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

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Uruguai – Leite em pó integral e queijos explicam aumento das divisas com exportações

De acordo com o boletim divulgado pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) com base nos dados da Alfândega, as divisas geradas com as exportações uruguaias de produtos lácteos, de janeiro a setembro, totalizaram US$ 475,7 milhões, representando aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Essa melhora é explicada pela alta no faturamento com as vendas de leite em pó integral (+10% - US$ 106,3 milhões) e queijos (+2% - US$ 19,2 milhões).

Por outro lado a manteiga (-38% - US$ 8,5 milhões) e leite em pó desnatado (-25% - US$ 7,2 milhões) mostraram contrações fortes na comparação interanual. Cabe ressaltar que no caso da manteiga o Uruguai esteve com suas remessas para a Rússia suspensas durante alguns meses deste ano, historicamente, um dos principais destinos para este produto.

Nos primeiros nove meses de 2020 os volumes de leite em pó integral (+10%) e de queijos (+6%) melhoraram, enquanto caíram de forma acentuada os volumes embarcados de leite em pó desnatado (-35%) e de manteiga (-6%) em relação ao mesmo período de 2019.

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Ao comparar os preços médios recebidos pelos produtos exportados no acumulado até setembro de 2020 em relação a um ano atrás, foram registradas as seguintes variações: leite em pó desnatado (+16%); leite em pó integral (0%); manteiga (-34%) e queijo (-4%). Em relação ao mês anterior, os preços em setembro melhoraram para leite em pó desnatado (+2%) e manteiga (+1%), enquanto o preço do leite em pó integral ficou estável e o de queijo (-6%).

O preço médio recebido pelo leite em pó integral exportado pelo Uruguai no mês de setembro foi idêntico ao do mês anterior US$ 3.005/tonelada. Por outro lado, o preço de exportação desse produto na Oceania caiu 2%, e a cotação ficou em US$ 2.956/tonelada e na Europa o valor médio foi de US$ 3.288/tonelada. Em setembro o preço dos queijos exportados pelo Uruguai caíram 6% em relação a agosto, chegando à média de US$ 3.958/tonelada. (PortaLechero – Tradução livre: Terra Viva)

UE - Agricultores pedem ao parlamento europeu para abolirem termos como “veggie burger”

Restaurantes e lojas na União Europeia (UE) podem ser proibidos de comercializar produtos com“ hambúrgueres vegetarianos ”ou“ lingüiça vegana ”se os agricultores conseguirem participar de um debate esta semana no Parlamento Europeu.

A Reuters relata que as emendas propostas a um projeto de leite agrícola proíbe a descrição de itens “não lácteos” como sendo “semelhantes” ou “estilo” de leite, manteiga ou queijo.

Os agricultores dizem que as medidas são necessárias para proteger os consumidores de serem enganados. Grupos de médicos, ambientalistas e empresas que fabricam produtos vegetarianos afirmam que seria um retrocesso no cumprimento das metas ambientais e na saúde do bloco.

Segundo a emenda proposta, termos como bife, salsicha, escalope e hambúrguer seriam permitidos apenas para produtos que contenham carne.

O Tribunal de Justiça Europeu já proibiu produtos como “leite de soja” e “queijo vegano” há três anos, e termos como leite, creme, manteiga, queijo e iogurte não podem ser utilizados para produtos “não lácteos”.

A emenda proposta vai além, impedindo os comerciantes de alimentos de origem vegetal de compará-los com lácteos com termos como “estilo”, “tipo”, “método”, ou “como”.

A Associação de agricultores europeus Copa Cogeca diz que a UE deveria acabar com descrições “surrealistas”. Ela argumenta que tolerar termos como “hambúrguer vegano” abriria uma caixa de Pandora que confundiria os consumidores e prejudicaria os agricultores.


Do lado oposto, o defensores de alimentos vegetais, incluindo empresas como Unilever e Ikea, assim como a Associação Médica Europeia, classificou as propostas de “desproporcionais e em desacordo com ambiente atual”. Alguns grupos favoráveis à alimentação vegana procuram uma abordagem conciliadora, onde haveria a permissão para usar os termos, mas que na embalagem ficasse bem claro que o alimento não contém carne, nem leite. (The Dairy Site – Tradução livre: Terra Viva)
 

Jogo Rápido
Embrapa pesquisa consumo de leite na pandemia
A Embrapa Gado de Leite está mapeando o comportamento do consumidor brasileiro de leite e derivados durante a pandemia de Covid-19. A pesquisa pode ser respondida via questionário online em apenas cinco minutos, até dia 24/10. A instituição assegura o sigilo total das informações coletadas. Para participar, CLIQUE AQUI. (Assessoria de Imprensa Sindilat)