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Porto Alegre, 14 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.799

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 14 de Agosto de 2018 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Julho de 2018 e a projeção dos valores de referência para o mês de Agosto de 2018, calculados por metodologia definida pelo ConseleiteParaná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Agosto de 2018 é de R$ 2,5509/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

Setor prepara exportações

Depois de projetar que o Sul do país responderá por metade da produção do leite brasileiro até 2025, a Aliança Láctea Sul- Brasileira e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) apresentaram ao setor, na sede do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), um projeto-piloto para que as indústrias comecem a se preparar para a exportação, especialmente de leite em pó.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, explica que o plano será repassado aos associados, principalmente às médias empresas que atualmente não vendem para fora do país. "Na medida em que eles começarem a entender melhor o mercado externo, vão se adequando para ter as condições e a competitividade necessárias", diz Guerra.

Por meio das informações da Aliança Láctea, explica Guerra, os laticínios interessados podem ter subsídios sobre o mercado externo, o tipo de embalagens que são demandadas, as questões tributárias para a saída dos produtos, as normas sanitárias, o funcionamento da logística e as oportunidades que existem nos variados países. "O primeiro passo é este, entender para depois vislumbrar as oportunidades. Assim como ocorre com outras proteínas, precisamos nos tornar exportadores", enfatizou o dirigente do Sindilat, ao lembrar que o alto volume de lácteos no mercado interno, concentrado no Sul nos próximos anos, pode levar milhares de famílias à exclusão da atividade.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim, a região Sul foi escolhida para encabeçar o projeto por apresentar o maior potencial produtivo do país. Dados da Aliança Láctea apontam que os três estados do Sul, juntos, já representam 38% da produção láctea do Brasil, mas concentram apenas 15% da população, o que gera uma preocupação em função do alto estoque de leite. Para o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, o ideal é que, em 2025, 10% da produção do Brasil seja exportada.

Em 2017, o Brasil industrializou 24 bilhões de litros de leite e exportou 23,9 mil toneladas de lácteos, enquanto que importou 103,4 mil toneladas, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). (Correio do Povo) 

A cada dois dias, uma agroindústria gaúcha obtém a regularização das suas atividade

Para conseguir vender o seu produto em todo o Estado, a Cooperativa Sulleite teve de buscar um registro que dependia de aval sanitário, por se tratar de matéria-prima animal. O processo levou quatro anos até cumprir as exigências legais e a tramitação nos órgãos públicos municipais e estaduais. A Sulleite contou com um apoio da Emater para estruturar e organizar o processo. "A Emater foi tudo", valoriza o presidente da cooperativa, Carlos Talavera Campos. A empresa de extensão, por meio do Programa de Agroindústria Familiar, vem ajudando associações ligadas à agricultura familiar para atender aos quesitos. 

A coordenadora do programa pela empresa de assistência, a engenheira de alimentos Bruna Bresolin Roldan, diz que o trabalho aumenta a formalização. Em 2018, uma agroindústria obtém registro a cada dois dias úteis. A meta é legalizar 130 empreendimentos este ano. O programa fornece assistência técnica gratuita para projetos financeiros, legalização sanitária e ambiental e para montar tabelas nutricionais dos produtos. São informações que também auxiliam na busca de linhas de crédito. Hoje existem mais de 3,1 mil famílias cadastradas e mais de 1,15 mil agroindústrias. Em 2017, 149 agroindústrias foram registradas, enquanto a meta era de 120. 

"O primeiro passo é cadastrar a família ou da cooperativa. É exigido talão de produtor", explica Bruna. O registro permite que os empreendimentos participem de feiras apoiadas pelo Estado, como a Expointer e Expodireto. 

O maior obstáculo para venda estadual é atender aos requisitos sanitários. Produtos de origem animal precisam passar por inspeção. O caminho inicial é passar pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Depois é possível migrar para o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susafi), criado em 2012 e que promove a equivalência entre as autorizações municipal e estadual. 

Poucas cidades conseguiram a adesão, pois as prefeituras precisam passar por auditoria da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) para comprovar se os processos e procedimentos de inspeção e fiscalização seguem o padrão estadual. Recen-temente, decreto estadual facilitou a adesão ao Susaf, dispensando a auditoria. A agroindústria deve enviar os documentos da inspeção municipal. Se tudo estiver dentro das exigências, é feita a adesão ao sistema, que permite vender fora da localidade. (Jornal do Comércio) 


Produção de leite aumenta depois da instalação de colchões para vacas descansarem
Colchões para vacas - A produção de leite aumentou em uma propriedade rural de Medianeira, no oeste do Paraná, depois que colchões foram instalados para que as vacas passem o dia mais confortáveis, descansando. Assista ao vídeo. O casal Assir e Vaneide Rosso contou que a ideia de investir no bem-estar animal partiu do filho, que estava estudando zootecnia. As vacas da propriedade ficam confinadas em um espaço que foi adaptado pela família para receber os colchões. O sistema foi implantado há quatro anos e os produtores de leite conta que, um mês depois, cada animal começou a produzir, em média, dez litros de leite a mais por dia. A propriedade tem 22 vacas e produz, atualmente, 500 litros de leite diariamente. O custo para a instalação dos colchões foi de R$ 1,3 mil por animal. O material foi comprado na cidade e, sobre o colchão, foi colocado um tapete que protege a espuma. (G1/PR)

Porto Alegre, 13 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.798

Avançam as discussões sobre projeto-piloto de exportação de lácteos 


Crédito: Camila Silva

Representantes do setor lácteo deram continuidade às discussões que visam fomentar as exportações de leite em pó. O encontro, realizado na sede do Sindilat, contou com a participação da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e de integrantes da Aliança Láctea Sul-Brasileira. A ideia é avançar em um projeto-piloto para as indústrias de laticínios do país ganharem mercado internacional.

Na oportunidade, o consultor Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, apresentou o projeto CNA/Aliança Láctea: Exportação de Leite em Pó, plano que sugere a ação que deve ser adotada pelas indústrias para ganhar mercado, as adequações necessárias e o preço ideal para competir lá fora. De acordo com Barral, para se tornar competitivo é preciso comercializar o produto brasileiro com preço 7% inferior ao praticado na Oceania, por exemplo. O documento inclui também mecanismos de financiamento de exportação, além dos cálculos de lucros, nos casos em que as operações forem efetuadas.

A aplicabilidade do plano suscitou dúvidas entre os participantes do encontro, tendo em vista que o processo de exportação exige inúmeras modificações processuais por parte da indústria e dos produtores, pois envolve e exige desde treinamento de pessoas até adequação às normas sanitárias dos países para os quais as indústrias desejam exportar.

Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a reunião foi um marco e representou a unificação do setor em prol de um objetivo comum. "A pauta de exportação faz parte do planejamento da nossa gestão, essas reuniões são preparatórias para que nossas empresas possam iniciar o processo e entender o mercado externo", ressaltou.

De acordo com o presidente da câmara setorial do leite da CNA, Rodrigo Alvim, a região Sul foi escolhida para encabeçar o projeto por apresentar o maior potencial produtivo do país. Dados da Aliança Láctea apontam que os três estados do Sul, unidos, totalizam 38% da produção láctea do Brasil, percentual que pode chegar a 50% até 2025. Entretanto, a região concentra apenas 15% da população brasileira, o que leva a uma preocupação em função do alto estoque que pode ser gerado nos próximos anos. "Teremos, sim, de escoar tanta produção para o mercado lá fora, caso contrário, haverá muita exclusão no setor. Teremos de escolher quem fica e quem sai da atividade", frisa o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies. O ideal, segundo ele, é que, em 2025, 10% da produção do Brasil seja exportada.

O próximo passo, de acordo com o presidente do Sindilat, é apresentar o projeto- piloto aos associados, prospectando, assim, indústrias interessadas em ingressar no projeto. "É o primeiro passo para a exportação, e as indústrias terão de buscar maneiras de vender excedentes de forma a manter o nosso mercado equilibrado", afirmou.

Uma das principais pautas levantadas pelos participantes foi a necessidade de adequação ao Certificado Sanitário Internacional (CSI), já que países como a Argentina possuem certificações sanitárias específicas. Ou seja, para ingressar naquele mercado, além de obedecer às normas vigentes do Brasil, é necessário atentar para a CSI argentina.  De acordo com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, discutir a adequação a essas normas é um dos principais fatores a serem trabalhados nos processos de exportação. O encontro também contou com representantes dos sindicatos das indústrias lácteas de Santa Catarina e do Paraná. 
 
IN 38 - Manifestações extraídas da consulta pública da IN 38, que trata dos regulamentos técnicos que fixam a identidade e as características de qualidade exigidas para o leite cru refrigerado, o leite pasteurizado e o leite tipo A, foram apresentadas pelo presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. Segundo ele, os retornos não estão adequados à realidade do setor no Brasil. Ele citou como exemplo a exigência para o leite cru refrigerado, que, pela IN 38, deve apresentar limite máximo para Contagem Padrão em Placas de até 900.000 UFC/mL. "Não somos contra as exigências, mas elas ainda não são compatíveis com a nossa realidade, precisamos de tempo e de escala para chegarmos lá", disse Guerra.

O presidente do Sindilat considerou necessário um debate mais aprofundado com a área técnica do Ministério da Agricultura para rever o que pede a instrução normativa. "A ideia é que o setor possa aprofundar suas argumentações sobre as novas normas e deixar claro que não somos contra melhorias, mas nossa estrutura atual é que não consegue cumprir o que diz ali", afirmou. Guerra lembrou que o setor não conhece estatísticas de contagem bacteriana, pois as planilhas não são liberadas pelo Mapa. "Temos acesso apenas a amostras individuais repassadas pelos associados", disse. "Se não sei onde estou, como vou saber para onde quero ir", questionou, sobre as exigências da área técnica em torno da IN 38

O presidente da Aliança Láctea, Ronei Volpi, acredita que o tema precisa ser aprofundado em reunião da Câmara Setorial do ministério, em Brasília, para saber se as instituições de defesa acham "factível" o cumprimento da INS 38. Antes disso, no entanto, o grupo pretende formatar uma posição em reunião no dia 21 de agosto, às 10h, na sede da Faesc, em Florianópolis. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

PÃO QUENTE

 

Tem novidade saindo do forno da 41ª Expointer. Depois de aguçar o paladar com o Pub do Queijo, o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS) chega à feira deste ano com nova proposta. A Leiteria (Boulevard Quadra 46, no parque Assis Brasil, em Esteio) colocará na vitrine outros produtos do segmento, de leite a iogurtes.

O Pub do Queijo será mantido e funcionará no mesmo espaço. Diferentemente do ano passado, quando o visitante pagava para entrar e podia se servir à vontade, agora o acesso será livre e as pessoas vão desembolsar apenas pelos itens consumidos. Na Leiteria, será possível saborear café da manhã, com promessa de pão (e leite) quentinho.

- A ideia é ter no espaço telões nos quais as pessoas possam ver informações dos processos de industrialização, mostrando o trabalho da indústria e do produtor - explica Alexandre Guerra, presidente do Sindilat-RS.

A operação da Leiteria ficará com a equipe do Mule Bule. A assinatura do espaço é da Storia Eventos. Depois de passar por período crítico, nos cinco primeiros meses do ano, o setor teve recuperação nos valores do produto em junho e julho, movimento esse que já enfraqueceu um pouco, avalia Guerra. A expectativa é de que o segundo semestre seja de recuperação, principalmente porque os últimos seis meses de 2017 foram de resultados considerados muito ruins. (Zero Hora)

 

Sulleite venderá doce de leite em todo o Estado

O dono da gelateria Quati, Fernando Campello, não precisa mais percorrer os mil quilômetros em rodovias entre ida e volta de Porto Alegre a Santa Vitória do Palmar, na Zona Sul do Rio Grande do Sul e quase na fronteira com o Uruguai, para comprar um dos principais ingredientes de seu cardápio de sorvetes artesanais. Tudo porque agora o doce de leite da Cooperativa Sulleite, que fica no município do Extremo-Sul do Estado, já pode ser vendido para fora dos limites do município. Desde que obteve o registro estadual, a Sulleite conta com dois representantes comerciais, sendo um em Porto Alegre e outro em Pelotas. 

"O produto fica no mesmo nível dos doces de leite mineiros e é melhor do que os uruguaios", garante Campello, que não abre mão da matéria-prima para elaborar um dos sabores mais requisitados pela clientela da Quati, que fica no bairro Bom Fim, na Capital. "É um doce de leite que não tem amido. As vacas se alimentam de pastagem muito parecida com a usada no setor leiteiro uruguaio, e a produção tem muita qualidade e cuidado", valoriza o dono da gelateria. A exemplo de Campello, outros fãs do doce de leite, principalmente consumidores finais, costumam adquirir potes do produto da marca quando vão à fronteira para comprinhas nos free shops na cidade de Chuí, vizinha a Santa Vitória do Palmar. 

A Sulleite recebeu, em maio deste ano, o selo da Coordenadoria de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Cispoa), que permite a venda em todo o território do Rio Grande do Sul. O próximo passo é a conquista do registro no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), adianta o presidente da cooperativa, Carlos Talavera Campos. Com o Sisbi, a marca poderá chegar a outros mercados do Brasil. Além disso, os 60 produtores associados querem buscar registro de denominação de origem, explorando as ca¬racterísticas da região, que foi já foi mar. A existência de minerais e sais no solo gera nutrientes que reforçam a qualidade do pasto. "É como terroir que só tem aqui", diz Campos. 

A cooperativa foi fundada em 1997 para unificar os produtores de leite da cidade. "Havia muita produção de leite nas granjas", diz Campos, explicando que a associação foi uma saída para fortalecer os agricultores que estrearam na atividade leiteira no modelo de agrovilas na década de 1960. A produção do derivado teve início em 2006, com venda apenas no município sede. Segundo Campos, o processamento ocorreu para resolver um gargalo da produção da matéria-prima, que era a dificuldade do escoamento de leite para plantas de beneficiamento em outras localidades já que o volume por propriedade é baixo. 

A principal fonte de renda da Sulleite ainda é a venda de leite in natura para laticínios. Mas a fabricação do doce de leite já responde por 5% do faturamento da cooperativa que reúne 60 associados. A produção do derivado é de cerca de 500 quilos por dia e envolve seis funcionários. O maquinário instalado permite fabricar até 2 mil quilos diários processando 4 mil litros de leite, operando em mais turnos. Por enquanto, está descartada a expansão no curto prazo, mas tudo vai depender da procura. 

"Temos uma meta modesta, pois as quantidades mudam dramaticamente as coisas", explica o presidente, referindo-se à estrutura de produção já instalada. A Sulleite segue à risca o perfil quase artesanal de produção. Contudo, isso não o impede os associados de sonhar alto. "Enquanto não tivermos nosso doce de leite em cada lojinha, em cada vendinha ou delicatessen não estaremos 100% satisfeitos", avisa o presidente. Para quem quiser provar, o produto estará à venda no pavilhão da agricultura familiar na Expointer, em Esteio, de 25 de agosto a 2 de setembro. (Jornal do Comércio)

Brasileiro dedica cada vez menos tempo ao preparo das refeições, aponta estudo
Simplificação e praticidade. As duas palavras ganham cada vez mais importância na rotina dos brasileiros, principalmente quando relacionadas ao comportamento de consumo. De acordo com dados do Consumer Watch da Kantar Worldpanel, 85% dos lares buscam receitas rápidas e fáceis de preparar na hora das refeições. Nesse cenário, o tempo dedicado ao preparo dos alimentos em casa tem diminuído. Segundo a análise, no segundo semestre de 2017 os lares gastaram 15 minutos em média para fazer o café da manhã, uma queda de 7% no tempo empregado no mesmo período do ano anterior. O almoço apresentou diminuição de 4%, consumindo 31 minutos, enquanto o jantar, com queda de 2%, foi feito em média em 27 minutos. A refeição que apresentou a maior diminuição de tempo foi o lanche da noite, com 13% menos, sendo preparado, em média, em 11 minutos. O tradicional lanche da tarde teve redução de 11% em sua elaboração, sendo feito em 13 minutos. Na soma de todas as refeições, a redução no tempo de preparo foi de 4%, totalizando 21 minutos. (As informações são da Kantar Wordpanel)

Porto Alegre, 10 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.797

Trimestrais da pecuária - primeiros resultados: no 2º trimestre de 2018, abate de frangos cai em todas as comparações

Produção Trimestral/IBGE - No 2º trimestre de 2018, o abate de frangos caiu 5,4% em comparação ao 2º tri de 2017 e 8,3% frente ao trimestre imediatamente anterior, chegando a 1,36 bilhão de cabeças. O abate de bovinos teve aumento de 3,6% e o de suínos registrou alta de 1,9% no 2º trimestre de 2018 frente ao 2º trimestre de 2017.

Na comparação entre o 2º tri de 2018 e o 1° trimestre de 2018, o abate de bovinos caiu 0,4% e o de suínos aumentou 0,9%. A aquisição de leite chegou a 5,47 bilhões de litros, com queda de 3,2% em relação ao 2º tri de 2017 e redução de 9,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A produção de peças de couro recuou 3,5% frente ao 2º tri de 2017 e 7,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Já a produção de ovos subiu 4,5% comparada a 2º tri de 2017, totalizando 857,60 milhões de dúzias, e cresceu 1,3% em relação ao trimestre anterior. Tal volume é recorde para um 2º trimestre desde 1987. A publicação com os primeiros resultados das pesquisas trimestrais da pecuária pode ser acessada ao lado.

Abate de frangos cai 8,3% frente ao 1º tri de 2018
No 2º trimestre de 2018, foram abatidas 1,36 bilhão de cabeças de frangos. Esse resultado significa retração de 8,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior e uma queda de 5,4% na comparação com o mesmo período de 2017.
O peso acumulado das carcaças foi de 3,33 milhões de toneladas no 2º trimestre de 2018, caindo 5,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 1,8% frente ao mesmo período de 2017.
 
Abate de bovinos cresce 3,6% na comparação anual
No 2º trimestre de 2018, foram abatidas 7,69 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa quantidade foi 0,4% menor que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 3,6% maior que a do 2º trimestre de 2017.
A produção de 1,89 milhões de toneladas de carcaças bovinas no 2º trimestre de 2018 aumentou 0,5% em relação ao 1º trimestre deste ano e 3,2% em relação ao 2º trimestre de 2017.
 
Abate de suínos totaliza 10,81 milhões de cabeças
No 2º trimestre de 2018, foram abatidas 10,81 milhões de cabeças de suínos, um aumento de 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2017.
O peso acumulado das carcaças foi de 977,53 mil toneladas, no 2º trimestre de 2018, representando crescimento de 2,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 2,8% em relação ao mesmo período de 2017.
 
Aquisição de leite cai no 2º tri de 2018
A aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal), no 2º trimestre de 2018, foi de 5,47 bilhões de litros. O valor representa uma queda de 9,0% em comparação ao volume registrado no primeiro trimestre desse ano, comportamento tradicional da série histórica, em que o segundo trimestre do ano geralmente é de menor captação. A estimativa também foi 3,2% menor do que a quantidade de leite adquirida no mesmo trimestre em 2017. (IBGE)

 

APOSTA NO STF PARA DERRUBAR TABELA

Com a sanção da lei que impõe a tabela de fretes no Brasil, entidades do agronegócio apostam todas as suas fichas nas ações diretas de inconstitucionalidade que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). É a alternativa que resta para tentar derrubar a medida considerada incompatível com a economia de livre mercado.

- É intervenção na iniciativa privada. Quem mais vai perder com essa história é o caminhoneiro autônomo - diz Gedeão Pereira, presidente da Federação da Agricultura do RS (Farsul).

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) classifica a lei como "retrocesso a políticas públicas abandonadas pelo país nos anos 1990". A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) acrescentou: "A competitividade nacional e internacional do país está em jogo neste momento".

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é uma das entidades que entrou com ação no STF. A decisão não deve sair antes do fim do mês. Está marcada para o dia 27 audiência pública para tratar do tema.

Até lá, o setor seguirá sofrendo os impactos. As exportações caíram - a tabela impactou a liquidez - e os custos subiram.

Segundo a Abiove, os primeiros cálculos apontam que o tabelamento "acarreta alta de custos da ordem de R$ 73,9 bilhões" por ano, que "será paga por toda a sociedade brasileira", com impacto de 0,92 ponto percentual na inflação do ano e redução de massa salarial real em R$ 20,7 bilhões.

- A comercialização futura de soja está praticamente parada. Estamos deixando de aproveitar a briga comercial entre Estados Unidos e China - lamenta Vicente Barbiero, presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Estado. (Zero Hora)

 

Margarina ou manteiga: saiba qual a melhor opção para a sua saúde

Opção saudável - Manteiga ou margarina? Com certeza a dúvida já passou pela sua mente, seja na hora de preparar uma receita, tomar café da manhã ou comprar os produtos no mercado. Apesar de serem igualmente saborosas, as duas possuem grandes diferenças no que diz respeito a sua origem e valores nutricionais.

 Para ajudar a entender melhor Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro), explicou cada uma delas. Confira:

- Margarina: "A margarina é um produto feito a partir do óleo vegetal, que passa por um processo chamado de hidrogenação que o transforma de líquido em sólido através da adição de hidrogênio. Nesse processo, uma parte das gorduras insaturadas do óleo se transforma em gordura trans. Ou seja, a margarina é uma gordura criada artificialmente que conta com conservantes e componentes em sua composição que aumentam os riscos de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e as chances do desenvolvimento de diabetes tipo 2."

- Manteiga: "Já a manteiga é um produto de origem animal derivado do leite. É obtida através da nata do leite batida, que se transforma em um creme de leite com soro e glóbulos de gordura. A parte líquida é então retirada e o que sobra, ou seja, a parte gordurosa, é a manteiga.  Por ser composto exclusivamente da gordura retirada do leite, a manteiga é rica em gorduras saturadas e colesterol."

Mas afinal, qual a melhor? De acordo com Renata, por serem compostas basicamente de gorduras, tanto a manteiga como a margarina são calóricas, então resta analisar quais os tipos de gorduras presentes em cada uma delas. "Primeiro é preciso entender que nem sempre gorduras são ruins para o corpo, já que nosso organismo precisa delas para absorver as vitaminas A, B e K, por exemplo", destaca a médica. "Mas, as gorduras diferenciam-se entre si. Por ser de origem animal, a gordura saturada, presente na manteiga, é melhor reconhecida pele nosso corpo e logo é digerida com mais facilidade. O que não quer dizer que é 100% saudável, pois este tipo de gordura aumenta tanto o colesterol ruim quanto o bom, além de existir o risco de acumular nas paredes das artérias, favorecendo doenças cardíacas com o infarto. Já a gordura trans, que compõe a margarina, é mais difícil de ser reconhecida e digerida pelo organismo por ser de origem vegetal e quimicamente alterada, o que aumenta as chances de ficar acumulada nos vasos sanguíneos e órgãos importantes." Resumindo, a manteiga é a opção mais saudável por ser produzida de forma natural e ser melhor digerida pelo organismo. Apesar disso, ela deve ser consumida com moderação, de preferência seguindo a medida recomendada, que é de uma colher de chá de manteiga por dia. (Bem Paraná)

Tabelamento do frete influencia em nova queda das exportações do agronegócio gaúcho
Agronegócio/RS - Pelo segundo mês consecutivo, as exportações do agronegócio gaúcho foram impactadas pelo tabelamento do frete. O setor fechou o mês de julho com US$ 919 milhões em vendas, em um total de 1,755 milhão de toneladas. Isso representa queda de 9,6% no valor e 3,8% no volume comercializado na comparação com junho de 2018. O acumulado do ano ainda apresenta crescimento, atingindo 10,9% de alta em relação ao mesmo período de 2017. Os dados estão no Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio do RS, divulgado pelo Sistema Farsul nesta terça-feira, dia 7. O Complexo Soja, principal produto do estado no mercado internacional, apresenta alta de 2,2% em julho e 16,5% no acumulado. O resultado está diretamente relacionado com a recuperação do Farelo e Óleo de Soja. Já a oleaginosa em grãos registrou nova queda no último mês, com -8,8% e de -8,1% no volume. No Grupo Carnes, houve aumento no valor e volume exportado (27,6% e 22%). O Grupo Cereais teve queda de 22,7%, tendo o arroz como principal ofensor (-22,4%). A China se mantém como principal parceiro do agronegócio gaúcho, respondendo por 46% do valor exportado. Confira o Relatório na Íntegra. (Farsul)

Porto Alegre, 09 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.796

Leiteria é novidade do setor lácteo na Expointer 2018
   
As indústrias lácteas gaúchas uniram-se para levar um espaço de aconchego e sabores inusitados para a Expointer 2018. É a Leiteiria Sindilat, um projeto que chega ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, para oferecer aos visitantes da exposição um conceito diferenciado de alimentação, composto por lanches rápidos e saborosos com uma proposta que se assemelha a uma pâtisserie. No local, além do delicioso e tradicional leite com café, haverá um mix diferenciado de cappuccinos, cafés especiais, salgados e doces à base de leite e derivados. O espaço (localizado na Boulevard Quadra 46) vem complementar o projeto do PUB do Queijo, inaugurado em 2017 e que volta a Expointer este ano. A área do Sindilat também foi ampliada e agora conta com espaço vip, Palco  para Eventos e uma varanda para acomodar os visitantes na área externa.

Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a Leiteira foi uma forma de ampliar a gama de produtos lácteos apresentados durante a Expointer. "Essa ação surgiu da demanda dos próprios associados do Sindilat que queriam ampliar o espectro do projeto. A Leiteria soma-se ao Pub para atrair ainda mais público e demonstrar todas as potencialidades que os lácteos têm na gastronomia", pontua. No local, as famílias ainda terão a opção de adquirir produtos diretamente da indústria com destaque para queijos diferenciados e produtos de consumo rápido, como iogurtes, bebidas lácteas e achocolatados.

Diferente de 2017 quando o ingresso no PUB era cobrado em preço único, neste ano, o visitante tem livre acesso ao espaço, podendo escolher entre um lanche rápido ou o tradicional menu de degustação do PUB, que inclui mais de 50 tipos de queijos, embutidos, pães e pratos quentes. A operação ficará a cargo do Mule Bule e tem a assinatura da Storia Eventos.

Projeto Sustentável
Mais do que um espaço de gastronomia, a Leiteira Sindilat também é sinônimo de sustentabilidade. O local foi equipado com móveis de madeira reaproveitada e materiais recicláveis, dentro da lógica de responsabilidade do setor com ações de logística reversa, que prevê responsabilidade da indústria sobre os resíduos gerados após o consumo. A nova varanda será coberta por placas de energia solar para garantir abastecimento ao prédio sem custo ambiental, com um pergolado e estrutura sustentável. O conceito de reciclagem também está na decoração dos espaços, que será feita em pallets e madeira sustentável. As caixas de leite fornecidas pelos associados do Sindilat serão peças decorativas e de interação para as crianças no espaço Kids. "É um projeto que integra alimentação consciente, responsabilidade ambiental e conforto para bem receber quem visita a Expointer", reforça o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Região Sul é líder no controle de tuberculose

A região Sul do Brasil é líder no controle de tuberculose no país. Entre 2012 e 2017, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina sanearam 1.104, 1.519 e 769 focos, respectivamente. Os casos são resultado de uma ação rigorosa que inclui uma média anual de  240 mil testes no Rio Grande do Sul, 828 mil no Paraná e 165 mil em Santa Catarina. Infelizmente, o rigor do Sul não se reflete no resto do Brasil. O tema foi alvo de reunião da Aliança Láctea realizada nesta quinta-feira (9/8), na sede da Farsul, em Porto Alegre (RS). Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o controle traz um diferencial para a Região Sul na busca por mercado externo para os produtos lácteos.

"Isso não quer dizer que estamos infestados da doença. Mas que aqui se faz um controle que não existe em outras regiões", reforçou o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Inácio Kroetz.  Segundo ele, só os três estados do Sul utilizam mais testes do que todos o restante do território nacional. Além disso, entende-se que os exames realizados no Sul são mais rigorosos. Frente a essa realidade, os estados debatem estratégias de enfrentamento conjunto, que passam, inclusive, por reavaliar a vacinação dos rebanhos.

Segundo o gerente de saúde animal da Agência de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura do Paraná, Rafael Dias, o Programa Nacional de Controle de Tuberculose enfrenta dificuldades para avançar no Brasil, principalmente pela baixa testagem em outras regiões do país. Um dos agravantes para esse quadro é o déficit da produção de antígenos para os exames. "O programa vive um momento crítico no país", reforçou. 

O assunto é de alta importância para a indústria láctea nacional, reforça Guerra. Ao lado de seus associados, o Sindilat desenvolve projeto intenso nos rebanhos leiteiros. "O controle da tuberculose e brucelose é essencial para assegurar a qualidade da nossa produção. E é prioridade para as indústrias", disse. 

FRETE - Durante a reunião da Aliança Láctea, o presidente do Sindilat ainda pontuou a importância de o grupo seguir debatendo a implementação de tabela de preços mínimos para o frete no país. "Temos que seguir discutindo esses projetos, que só criam insegurança para nossas indústrias. Não podemos desistir de lutar contra esse projeto", reforçou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Fotos: Carolina Jardine
Na foto: Inácio Kroetz - Reunião da Aliança Láctea

Documento base para fortalecer presença do agro no exterior é aprovado

Foi publicada nesta quarta-feira (8) no Diário Oficial da União que aprova o Documento Base da Estratégia para Abertura, Ampliação e Promoção no Mercado Internacional do Agronegócio Brasileiro. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, o texto constitui a primeira fase da elaboração da estratégia que visa criar política pública estruturada com esse objetivo. O documento tem contribuições de segmentos do setor produtivo e de entidades do agronegócio brasileiro, de unidades administrativas e de empresas públicas. O objetivo é fortalecer a presença do setor agropecuário brasileiro no cenário internacional, abrindo novos mercados, aumentando as exportações para os mercados importadores, ampliando o rol de empresas exportadoras e diversificando a pauta de produtos, estimulando a agregação de valor e a captação de investimentos estrangeiros.

O documento base está sob avaliação de Comissão de Especialistas, constituída por representantes de órgãos e entidades governamentais, envolvendo a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, e secretarias dos demais ministérios envolvidos nas atividades de comércio internacional, além da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ( Embrapa), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para consolidação das diretrizes. necessárias à ampliação da participação brasileira no mercado internacional. A Comissão de Especialistas elaborará projeto de documento final a ser submetido à consulta pública, oportunidade em que a sociedade civil poderá participar, interagir, apresentar sugestões e se fazer representar. A publicação da minuta de projeto para fins de consulta pública poderá ocorrer até o início do próximo mês, para avaliação de contribuições, em outubro, e publicação do documento final, até novembro. As sugestões vão contribuir para a evolução e aperfeiçoamento da estratégia que deverá nortear a política de negociações internacionais do agronegócio brasileiro até 2022. (As informações são do Mapa)

Não se deixe enganar: a gordura presente no leite e derivados faz muito bem à saúde!

Leite e derivados - As pesquisas mais recentes na área de nutrição humana mostram que os médicos e nutricionistas que condenam o consumo de lácteos e carne estão errados. Inclusive, trinta anos depois da capa que anunciava "Colesterol: e agora, as más notícias", a Revista Time dá o braço a torcer face às evidências que se acumularam nas últimas décadas e recomenda: "Coma Manteiga". O que os cientistas descobriram é que, enquanto a gordura trans industrializada (gordura parcialmente hidrogenada) pode aumentar os níveis de colesterol e se acumular nas artérias, a gordura trans presente nos lácteos pode trazer vários benefícios para a saúde, desde a prevenção da formação de tumores até a redução da porcentagem de gordura corporal.

A gordura trans industrializada é produzida a partir da hidrogenação parcial de óleos vegetais, diminuindo o seu potencial de rancificação e, com isso, aumentando a validade dos produtos. O grande problema é que o consumo desses alimentos leva a um aumento nos níveis corporais de triglicérides e do "colesterol ruim", o LDL, predispondo a ocorrência de problemas cardíacos. Já o consumo da gordura láctea, apesar de também aumentar os níveis de LDL, aumenta o HDL, chamado bom colesterol. O HDL remove o LDL que pode se acumular nas paredes arteriais. Aumentar tanto o HDL quanto o LDL faz da gordura saturada um "lava-jato cardíaco", impedindo a formação das placas adiposas nos vasos. Além disso, cientistas agora sabem que há dois tipos de partículas de LDL: algumas são pequenas e densas e outras são grandes e esponjosas. As grandes parecem ser, em sua maioria, inofensivas, e são elas que aumentam com a ingestão de gordura saturada. Por outro lado, a ingestão de carboidratos parece aumentar as partículas pequenas, que parecem estar ligadas à doença cardíaca, por se aderirem às paredes das artérias.

Outro ponto de extrema relevância é que a gordura trans dos lácteos é produzida a partir de uma reconfiguração dos ácidos graxos insaturados feita pelas bactérias presentes no rúmen das vacas. O produto final, que é transferido para o leite e carne dos bovinos, inclui o ácido linoleico conjugado (CLA) e o ácido vaccênico (VA), ambos comprovadamente benéficos para a saúde. Pesquisas realizadas nos últimos 30 anos sugerem que as fontes naturais de gordura trans estão associadas com benefícios para a saúde de humanos e animais. A primeira delas, concluída no meio da década de 1980 por Michael Pariza e colaboradores, e publicada no American Journal of Clinical Nutrition, mostrou efeitos anticarcinogênicos relacionados, mais tarde, ao CLA. Desde essa primeira pesquisa, inúmeros estudos com o CLA e o VA vêm demonstrando vários efeitos anti-câncer em animais, incluindo a inibição do desenvolvimento de tumores e a prevenção das metástases.

Estudos sobre a composição da massa corporal mostram que o CLA tem um efeito positivo na redução da porcentagem de gordura e aumento da massa magra. Acredita-se que o CLA age de forma direta, reduzindo o acúmulo de gordura no tecido adiposo, e, possivelmente, de forma indireta, agindo sobre os hormônios envolvidos com o metabolismo lipídico (leptina e adiponectina). Outra linha importante de pesquisa tem mostrado o potencial do CLA como imuno modulador, o que pode ajudar a desvendar sua influência na prevenção do câncer, dos problemas cardíacos e sobre a porcentagem de gordura corporal. O CLA estimula a produção de mediadores anti-inflamatórios, conhecidos como citocinas, reduzindo os sinais de inflamação. Esse efeito foi identificado tanto em estudos com animais quanto com humanos. O direcionamento do sistema imune no sentido anti-inflamatório pode explicar o papel do CLA na prevenção dos carcinomas, ganho de peso e arteriosclerose. Flávia Fontes é médica veterinária, D.Sc. Nutrição Animal, editora-chefe da Revista Leite Integral e do movimento #bebamaisleite e diretora científica da ABRALEITE. (Beba Mais Leite)

Custo de produção tem deflação de -0,30% em julho
ICPLeite/Embrapa - Após um período de explosão de preços ocorrida no mês de junho, como resultado da greve dos caminhoneiros, o Índice de Custo de Produção de Leite - ICPLeite/ Embrapa registrou, no mês de julho, uma deflação de -0,30%.  Neste mês, a maior queda verificada foi a do grupo Concentrado, que variou -1,95%. A Mão de Obra também teve queda de -1,30%. O terceiro grupo a apresentar queda foi o de Energia e combustível, que foi de -0,35%. O grupo Qualidade do Leite registrou o maior aumento do mês, que foi de 5,44%, seguido pelo grupo Sal mineral, 3,71%. O grupo Produção e Compra de volumosos teve alta de 1,86% e Sanidade teve elevação de preços de 1,45%. O grupo Reprodução não apresentou variação de preços este mês. Por apresentar o maior peso na ponderação, essa deflação contribuiu para a contenção de mais um aumento expressivo do índice. Mais informações. (Embrapa)

Porto Alegre, 08 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.795

A TABELA DE FRETE COBRA O SEU PREÇO

Enquanto nova proposta não é apresentada e o Supremo Tribunal Federal não avalia as ações de inconstitucionalidade audiência pública está marcada para o próximo dia 23 , o agronegócio segue pagando a fatura da tabela de fretes instituída por medida provisória no mês de junho. E ela não é nada barata, argumentam entidades, com base em números.

Ontem, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) apresentou o relatório das exportações gaúchas do setor em julho. Pelo segundo mês consecutivo, registram-se quedas nos embarques. A razão, afirma o economista-chefe Antônio da Luz, é o tabelamento que "diminui a liquidez". Na comparação com julho de 2017, a soja em grão teve recuo de 25,5% no volume embarcado. Ante junho, caiu 8,18%.

- Pela primeira vez, tivemos exportação de arroz menor do que tínhamos exportado no mesmo mês do ano anterior - completa Luz.

A medida também traz efeitos nocivos dentro de casa. Em seminário de Economia Agrícola do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas, afirmou que o tabelamento deve resultar em mais custos para o setor agropecuário, podendo impactar a inflação.

Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Bartolomeu Braz afirma que feijão e óleo de cozinha tiveram alta expressiva, mas pondera:

- O óleo não está mais caro porque a soja está mais cara e, sim, por causa do tabelamento de fretes, que segue causando impactos à população brasileira.

Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, o tabelamento gerou alta de cerca de US$ 2,36 bilhões nos custos logísticos para a exportação de grãos e paralisou a negociação dos contratos de grãos para a safra 2018/2019. O assunto pautou reunião com a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA).

Para Luz, além dos prejuízos evidenciados, a indefinição tem outro aspecto negativo:

- Diante desse cenário, empresas estão adquirindo frotas de caminhões. O pessoal vai botar dinheiro em algo que não é seu negócio. Para quem quer competir globalmente, isso é um desastre. (Zero Hora)

Ipea prevê queda menor do PIB agropecuário

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para cima sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária no país neste ano. Em razão de uma produção de grãos maior que a prevista inicialmente na safra 2017/18, o órgão passou a estimar que o PIB do setor "da porteira para dentro", medido pelo IBGE, cairá 1%, e não 1,3%, como estava previsto anteriormente.

"Como melhorou a condição da safra de grãos, especialmente de soja, tivemos que revisar nossos cálculos", afirmou José Ronaldo Souza Junior, diretor de Macroeconomia do Ipea, ao Valor. Assim, para o PIB da agricultura o instituto agora prevê queda menor em 2018, de 0,6% - e não mais de 2,5% -, enquanto a pecuária tende a recuar 2,5%, e não crescer 1,4%.

De acordo com o diretor do Ipea, o espaço para ajustes nessas previsões diminuiu, já que a colheita de grãos na safra 2017/18 está praticamente definida, restando dúvidas mais relevantes apenas para a safrinha de milho e para o trigo. Na área agrícola, porém, as colheitas de cana, café e laranja, ainda em andamento, também poderão influenciar ajustes.

Para Souza Junior, ainda que o Ipea projete retração para o PIB da agropecuária, há motivos para comemorações, sobretudo porque a colheita total de grãos em 2017/18 só perde para a do ciclo passado - a base de comparação nessa frente, portanto, é elevada.

O destaque negativo deste ano, segundo ele, ficará com a inflação dos alimentos, já que os preços de grãos como soja e milho, apesar da safra robusta, subiram no mercado doméstico graças a fatores externos como a quebra da safra argentina e as disputas comerciais entre Estados Unidos e China.

O Ipea também divulgou ontem seu índice específico para o PIB agropecuário que mede variações mensais. De acordo com o "Indicador Ipea de PIB Agropecuário", o setor cresceu 2,6% entre os meses de maio e junho deste ano, puxado justamente pelo bom desempenho da colheita de grãos. O resultado, no entanto, não foi suficiente para evitar uma queda de 1,9% no segundo trimestre de 2018 em relação ao primeiro. Na comparação com o mesmo período de 2017, houve baixa de 2,9%. De acordo com o Ipea, a queda mais uma vez é explicada pelo resultado "excepcional" da produção agrícola do país na temporada 2017/18. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Leite tem previsão de produção menor, mas maior equilíbrio na balança externa

As projeções de longo prazo dos principais produtos do agronegócio brasileiro, feitas neste ano, apresentam um ritmo de crescimento bem acima do que se previa nos anteriores. O setor do leite, porém, deu marcha a ré. Em 2015, quando o Ministério da Agricultura fez as previsões de produção para 2025, estimava-se uma captação de 47 bilhões a 53 bilhões de litros de leite no país. Nas projeções deste ano, divulgadas na segunda-feira (6), os números de 2025 indicam uma produção de 41 bilhões a 46 bilhões de litros, bem abaixo das estimativas iniciais. Essa disparidade ocorre porque as projeções feitas em 2015 se baseavam no ritmo de crescimento de 2014, período em que o país atingiu 35 bilhões de litros, o pico da produção nacional. Nos anos seguintes, o setor perdeu ritmo, e a produção recuou para até 33,6 bilhões de litros em 2016. Os números mais recentes do Ministério da Agricultura indicam que o setor ficará com produção de 43 bilhões a 48 bilhões de litros em 2028. É um cenário menos otimista do que o de 2015, mas mais realista em termos de consumo e de importações.

O consumo de leite deverá aumentar 23% nos próximos dez anos. As exportações, 29%. Já as importações, um dos gargalos do setor, ficarão estáveis no mesmo período. O setor de leite é um dos que ainda precisam de um choque de tecnologia e, consequentemente, de aumento de produtividade. Muito suscetível às oscilações de mercado, principalmente às de custos, a pecuária de leite tem de melhorar a gestão nas fazendas, buscar redução de gastos na produção e aumentar a produtividade dos animais. Os pecuaristas que buscam essas práticas e estão se profissionalizando têm permanecido no mercado. Outros, pressionados pelas baixas margens do setor, saíram da atividade. As perspectivas de crescimento são boas, uma vez que a pecuária tem ainda muita tecnologia para incorporar. Isso garante custos menores e melhor qualidade do produto. Apesar de ter o maior rebanho comercial mundial, o Brasil tem déficit na balança comercial de leite e de derivados. Uma evolução da produção e produtos de qualidade podem elevar o consumo interno e permitir acesso do país ao mercado externo.

Os novos rumos da atividade, que vem buscando maior escala de produção nas fazendas, devem promover essa mudança. O Censo Agropecuário do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2017, divulgado no mês passado, apontou que os líderes de produção são Minas Gerais (9 bilhões de litros), Rio Grande do Sul (4 bilhões) e Paraná (3,4 bilhões). Os principais números das projeções do agronegócio do Ministério da Agricultura apontam para uma produção de grãos de 302 milhões de toneladas em 2028. A produção de milho deverá atingir 113 milhões de toneladas, 27% mais do que a atual, e de soja sobe para 156 milhões, 33% mais. (As informações são do jornal Folha de São Paulo)

Maggi diz que tabelamento do frete terá efeitos sobre a inflação
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse nesta terça-feira (7) que o tabelamento do frete terá efeitos sobre a inflação. De acordo com ele, não se tratará de uma escalada dos preços, mas de um ajuste. "Com toda certeza. Já se percebe isso impacto sobre os preços não só na área de grãos, mas em cargas gerais, cargas de retorno", citou. "Tudo isso vai levar a um movimento de ajuste no processo inflacionário." Maggi participou do 28º Congresso & ExpoFenabrave, em São Paulo. (As informações são do jornal Estadão)

Porto Alegre, 07 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.794

GDT 
 
 
 

Expectativa otimista, apesar da crise do país

O lançamento da 41ª Expointer, abrilhantado por apresentações artísticas, ontem, contou com um clima de otimismo contido por parte das entidades organizadoras. A expectativa é de bons negócios "apesar da crise", porém não há uma previsão de quanto deve ser faturado durante os nove dias do evento. Em 2017, a feira contou com 411,9 mil visitantes e um total de 2,035 bilhões em propostas de negócios encaminhadas. 

Neste ano, a exposição ocorre de 25 de agosto a 2 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. "O importante é aquilo que a Expointer enseja de negócios durante o seu período e de negócios posteriores pelo que foi demonstrado (na feira)", afirmou o secretário da Agricultura, Odacir Klein. Na avaliação dele, mesmo com a crise econômica, os produtores irão buscar investimentos na agricultura e na genética animal para a incrementar a produção de alimentos, pois a demanda é crescente. O lançamento da feira, realizado na Casa de Música da Ospa, em Porto Alegre, contou com apresentação da música tema do evento por Elton Saldanha. O poeta Luiz Coronel recitou poema alusivo à feira. O encerramento ficou por conta de Renato Borghetti e a Orquestra da Ospa, com regência do maestro Evandro Matté. 

A principal novidade é a ampliação do Pavilhão da Agricultura Familiar, que vai aumentar em 50% o número de expositores, chegando a 300 estabelecimentos. O presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, disse que a expectativa é positiva tendo em vista o histórico da Expointer. "A feira sempre soube transformar as crises e os momentos difíceis em momentos de sucesso", destacou. O dirigente salientou ainda que a proximidade com o calendário eleitoral e a ida de candidatos ao Parque Assis Brasil vai permitir que o setor apresente demandas para o futuro. (Correio do Povo)

 
 

Onda de calor maltrata o campo europeu

A onda de calor e seca que assola a Europa provoca situações inusitadas. Como na Suíça, onde o exército transporta água em helicópteros para matar a sede de vacas que pastam nos Alpes e pescadores tentam salvar peixes que começam a morrer nos rios por causa de águas quentes demais. Para além dessas medidas extremas, o fato é que temperaturas elevadas recorde - o Reino Unido, por exemplo, enfrenta o verão mais severo em quatro décadas - têm deixado rastros devastadores em vários países, e o setor de agronegócios é um dos que mais têm sofrido com isso. No mercado de commodities agrícolas, quem mais está acusando o golpe é o trigo. Na Rússia, que lidera a produção no continente e as exportações mundiais, a tonelada do cereal superou a barreira dos € 200 no fim de julho e alcançou € 234 na sexta-feira, maior patamar desde 2014.

Depois da colheita recorde do ano passado, os russos preveem queda de 20% na produção em 2018, para 68,5 milhões de toneladas. A Alemanha também está sendo bastante prejudicada, com perdas estimadas em 8 milhões de toneladas e colheita agora prevista em cerca de 31 milhões. Na Polônia, produtores sinalizam perdas importantes na colheita de cereais - da ordem de 20% no caso da canola -, enquanto a Letônia declarou "estado de calamidade agrícola", a Dinamarca prevê uma colheita de cevada simplesmente catastrófica e a Suécia derrete em meio a reclamações. Na França, inicialmente a alta dos cereais e de outros produtos chegou a gerar contentamento entre alguns produtores que há anos convivem com preços baixos e prejuízos, mas a Federação Nacional dos Agricultores, que não perde o hábito de demandar ajuda ao governo, já pediu socorro porque o calor não permite o plantio em boas condições. 

Nesse contexto, a União Europeia já autorizou seus países-membros a ajudar os agricultores afetados com a antecipação de subvenções que deveriam ser pagas somente em dezembro. Além disso, no momento foram flexibilizadas algumas regras ambientais, como a semeadura de grãos forrageiros em algumas áreas que deveriam ser preservadas. Enquanto isso na Suíça, que não faz parte da UE, as vacas suam em meio a um calor tão forte que ontem provocou tempestades. Pecuaristas dizem que as temperaturas ideais para os animais ficam entre 5 e 15 graus centígrados, mas o calor tem superado os 30 graus. Durante uma onda como essa, uma vaca precisa consumir entre 100 e 200 litros de água por dia, mas os riachos nas montanhas secaram e o exército mais uma vez está sendo obrigado a usar helicópteros para levar milhares de litros de água ao rebanho nos Alpes. 

Os produtores não vão pagar pelo serviço. Os voos de helicóptero com a água são financiados pelo orçamento normal das Forças Armadas, já que servem também de treinamento para os pilotos das aeronaves. Ainda assim, dizem os pecuaristas suíços, haverá prejuízo. Como as vacas comem menos quando estão estressadas, a produção de leite diminuiu de 10% a 20%. O teor de gordura e proteínas no leite também caiu, e no mercado não há espaço para uma elevação de preços capaz de compensar a queda. Outra preocupação na Suíça é que o clima está quente demais para os peixes. Nos lagos e rios, as temperaturas das águas estão elevadas como há muito não se via, e a Federação da Pesca do país diz temer o mesmo cenário do "verão mortal" de 2003. Conforme a entidade, temperaturas da água de mais de 20 graus representam um fator de estresse para várias espécies de peixes. A partir de 23 graus a situação é crítica, e 25 graus é caso de morte para trutas, por exemplo. Pescadores suíços anunciaram um plano de combate ao problema que inclui reduzir da navegação excessiva nos rios e uma recomendação a banhistas para evitar as águas mais frias onde os peixes se refugiam automaticamente. Ocorre que no Lago de Constance, entre a Suíça e a Alemanha, pescadores alemães continuam a exercer sua atividade normalmente, e para os suíços essa ambição terá graves reflexos sobre a futura reprodução de algumas espécies. (Valor Econômico) 

LEITE/CEPEA: Valores recuam pela 4ª semana consecutiva
Leite UHT - As cotações do leite UHT e da muçarela caíram pela quarta semana consecutiva no mercado atacadista de São Paulo. Entre 29 de julho e 4 de agosto, o preço do UHT teve média de R$ 2,90/litro, queda de 4,84% frente ao da semana anterior. Conforme colaboradores do Cepea, essa desvalorização está atrelada à normalização do cenário após o encerramento da greve dos caminhoneiros, no final de maio - a paralisação acabou atrapalhando a entrega de produtos lácteos ao atacado, impulsionando fortemente as cotações. Além disso, o elevado estoque dos atacados também contribui para as quedas de preço. Quanto ao queijo muçarela, os valores recuaram 1,62% no mesmo período, para a média de R$ 19,23/kg. (CEPEA)

Porto Alegre, 06 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.793

Expointer é lançada com discurso de valorização
 
Seguindo o slogan "Nossa gente, Nossa força", a 41ª Expointer foi lançada na tarde desta segunda-feira (6/08) com direito a show de dança, música, poesia e apresentação do Grupo de Cordas da Ospa acompanhado pelo gaiteiro e músico tradicionalista gaúcho Renato Borghetti. Durante o evento, o secretário da Agricultura, Odacir Klein, reforçou a importância de valorização do agronegócio, setor que é essencial para assegurar o "direito à vida, à segurança e à liberdade". Dizendo-se emocionado,  Klein agradeceu o apoio da iniciativa privada que, ao lado do governo do Estado, faz da Expointer o evento grandioso que é. Em sua manifestação, o secretário de Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, lembrou que a feira marcará a inauguração do novo pavilhão da Agroindústria Familiar, em espaço ampliado em 2018. 
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) esteve representado pelo seu secretário-executivo, Darlan Palharini, e pela consultora de qualidade Leticia Vieira. Mais uma vez na Expointer, o Sindilat está finalizando sua agenda de eventos e mostras gastronômicas. A programação será divulgada em breve.(Assessoria de Imprensa Sindilat)  
 
 

Importações lácteas voltam a crescer em julho

De acordo com os dados apresentados recentemente pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em julho o Brasil importou 119 milhões de litros em equivalente leite, crescimento de 43,2% em relação a junho, e praticamente estável em relação a julho/17 (+1%). Com este aumento, o saldo da balança comercial foi afetado negativamente, fechando em -113 milhões de litros em equivalente leite, contra -76 milhões no mês anterior, como ilustra o gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da Secex.
 

Este aumento nas importações ocorreu principalmente por conta do maior volume de leite em pó enviado ao Brasil em julho. No mês, foram internalizadas 9,3 mil toneladas (entre leite em pó desnatado e integral), 61% a mais do que o volume de junho (5,8 mil toneladas). Neste volume, o integral participou com 5,7 mil toneladas, 58,5% a mais do que em junho (e ainda 14% menor em relação a julho/17). No desnatado, foram 3,7 mil toneladas importadas em julho, com crescimento de 65,6% em relação a junho/2018 e de 42% ante julho/17.

Neste volume, importante ressaltar que o produto do Uruguai teve grande influência nas importações de julho. No mês, o país enviou 3,8 mil toneladas ao Brasil, contra 1,9 mil toneladas em junho (+101%), elevando assim sua participação total para 41% do leite importado pelo Brasil, contra 33% em junho.     

Em julho, também se buscou um maior volume de gorduras no mercado externo. Entre manteiga e butter oil, houve aumento mensal de 70% nas importações, sendo internalizadas 0,74 mil toneladas em julho, contra 0,44 mil toneladas do mês anterior.

Já nos queijos, a variação foi de 4%, sendo internalizadas 2,8 mil toneladas em julho contra 2,7 mil toneladas em junho. Os dados de comércio exterior para o mês de julho/2018 são apresentados na tabela 1. (Milkpoint)

Tabela 1. Balança comercial láctea em julho de 2018. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da Secex.
 

 
 

BOIA AO MAR

Endividamento de produtores é um dos grades problemas do agronegócio. O anúncio do BNDES, na sexta-feira, da criação de linha para quitação de dívidas foi espécie de boia jogada ao mar, na tentativa de trazer à terra eventuais náufragos.

O programa tem limite de R$ 5 bilhões. Se encaixam operações de custeio ou investimento acertadas até 28 de dezembro de 2017, dívidas contraídas com fornecedores de insumos agropecuários ou instituições financeiras.

- Vale como alternativa para quem não tem outra saída. O custo é muito alto, mas tem gente que está pagando juros superiores a esses ao estar na inadimplência ou para fornecedores - avalia o advogado Ricardo Alfonsin. (Zero Hora) 

 

Valorização de produtos a partir da região de origem é tema de evento internacional em BH

Indicação Geográfica - A valorização de produtos a partir qualidade e da origem, o controle, a rastreabilidade e desafios tecnológicos serão discutidos por representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), na próxima semana, nos dias 9 e 10, no III Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, em Belo Horizonte. 

De acordo com a coordenadora de Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários do Mapa, Patrícia Metzler Saraiva, o encontro internacional, resultado de parceria entre instituições brasileiras e internacionais, reunirá empresários, produtores rurais, técnicos e dirigentes de entidades. "Vamos discutir os benefícios das indicações geográficas, das marcas coletivas, e como elas podem valorizar produtos de determinadas regiões", disse Patrícia.

O evento contará com a participação de especialistas vindos do Chile, França, Guatemala, Marrocos, México e Portugal, além dos brasileiros e representantes de diferentes IGs registradas no país.

O encontro é uma realização do MAPA, em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), o Instituto de Propriedade Industrial da França e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

No sábado (11), das 10 às 17h, no Museu Abílio Barreto, sera realizada a Feirinha Aproxima - Indicações Geográficas do Brasil, com produtos com registro de Indicação Geográfica e Marca Coletiva. Haverá degustação, exposição, lançamento e venda de produtos diferenciados, com origem reconhecida e protegida, como queijos, cafés, vinhos e espumantes.

Histórico
Muito conhecidas em países com tradição na produção de vinhos e produtos alimentícios, como França, Portugal e Itália, as Indicações Geográficas (IG) foram estabelecidas no Brasil pela Lei da Propriedade Industrial (nº 9.279), em 1996. Cabe ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), vinculado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, conceder os registros.

As Indicações Geográficas podem ser registradas como Indicação de Procedência - que é o nome geográfico do país, cidade, região ou localidade que tenha se tornado conhecida como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto - e também como Denominação de Origem - para designar produtos cujas características se devam exclusivamente ou essencialmente ao meio geográfico de onde vieram, incluindo fatores naturais e humanos.

No Brasil já estão registradas 67 IGs, sendo 49 como indicações de procedência e 18 como denominações de origem (destas, oito são estrangeiras). Inscreva-se para o evento. (Mapa)

 

Mapa Leite: mais três cidades estão no roteiro para receber visita e orientações sobre nutrição.
Mapa Leite - As incursões de instrutores do SENAR-RS vinculados ao programa Mapa Leite seguem pelo noroeste do Estado. A partir de 06 de agosto, propriedades de Tuparendi, Horizontina e Santo Cristo estarão no roteiro das consultorias que abordarão o tema nutrição de bovinos de leite. Produtores rurais de localidades vizinhas que estão cadastrados no programa participarão das consultorias que tem como objetivo melhorar a produtividade e a qualidade da produção de leite das propriedades dos produtores assistidos pelo programa, bem como, melhorar eficiência da cadeia do leite no Estado. As consultorias se baseiam nas necessidades identificadas pelos técnicos de campo durante a realização das visitas mensais nas propriedades participantes do Programa, realizadas em meses anteriores. Será a oportunidade para que os produtores recebam orientações sobre nutrição a serem implementadas nas propriedades. O Mapa Leite, fruto de uma parceria entre o Ministério da Agricultura e o SENAR, visa fornecer Assistência Técnica e Gerencial, além da capacitação para produção, transporte e beneficiamento de leite seguro e de qualidade. Cada propriedade cadastrada recebe metodologia específica, através de profissionais com formação em ciências agrárias de nível técnico e superior em Agronomia, Medicina Veterinária ou Zootecnia, capacitados e habilitados pela instituição. No Rio Grande do Sul, 1057 propriedades estão sendo atendidas pelo programa. (Senar/RS)

Porto Alegre, 03 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.792

Empresas do agronegócio avaliam ter frota própria contra tabela do frete

O tabelamento do frete, adotado pelo governo para acabar com a paralisação dos caminhoneiros, elevou o custo do transporte de carga em todos os setores e já é considerado um elemento crítico no agronegócio. Para contornar esse choque de preços, produtores agropecuários de diferentes portes avaliam alugar ou até ampliar a frota de veículos de carga. "Com essa nova política de preços, as despesas com o transporte quase duplicaram.

As empresas estudam alugar veículos e até mesmo comprar caminhões como alternativa para reduzir o custo com o transporte", diz o presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), Luís Henrique Teixeira Baldez. Como o transporte é um custo básico, até a fixação de preços da próxima safra está atrasada porque os produtores aguardam uma definição do STF (Supremo Tribunal Federal) em relação à constitucionalidade do tabelamento.

Se for mantido, o analista sênior de agronegócio do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, prevê a verticalização da operação de transporte, com produtores comprando caminhões. A Cargill, uma das maiores comercializadoras de grãos do mundo, com forte presença no Brasil, já considera contratar seus próprios motoristas para o transporte de grãos na próxima safra de soja. "Com o tabelamento, indústrias e exportadores terão de repensar a forma como irão operar no Brasil, pois se cria ruptura no funcionamento natural da cadeia de suprimentos e desequilibra contratos", diz o diretor de grãos e processamento da Cargill para América Latina, Paulo Sousa, em nota. O executivo considera ainda que as indústrias de processamento de produtos agrícolas e as empresas exportadoras serão obrigadas a mudar seu modelo de atuação. 
 
 

Em vez de comprar os grãos com a retirada nas fazendas ou nos armazéns no interior, serão forçadas a comprar somente com entrega nas fábricas e nos portos. "Pequenos produtores e produtores rurais da agricultura familiar serão forçados a se organizar em cooperativas de frete, com suas frotas próprias, ou perderão competitividade", diz o executivo. Há 30 dias, a cooperativa agrícola Coamo, uma das maiores do país, comprou 151 caminhões para renovar a frota e também aguarda o STF. "A compra de caminhões já estava programada para aumentar a frota e substituir veículos mais antigos, mas não descartamos a aquisição de mais unidades", afirma José Aroldo Galassini, presidente da Coamo. A cooperativa tem 780 unidades em frota própria, 450 caminhões dedicados com a garantia de frete de ida e volta durante o ano inteiro. No pico da colheita, contrata das transportadoras até 2.000 veículos por dia. A JBS, maior empresa do setor de carnes no mundo, já deu um primeiro passo. Tem frota particular e decidiu ampliar o número de veículos. Foram adquiridos 360 caminhões. "A decisão está amparada na estratégia de uma operação sustentável, que garanta a produção e oferta de produtos, reduzindo os impactos de custo causados pela aplicação do tabelamento do frete rodoviário", diz a empresa em nota. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, conta que muitas empresas já não estão entregando os insumos nas fazendas e os próprios agricultores têm de buscar produtos para dar início ao plantio da próxima safra. A Ocepar é uma cooperativa que responde por cerca de 60% da produção agrícola do Paraná. Ela recebe os produtos, embala e faz a distribuição.

A maior parte do translado de mercadorias é feita por caminhoneiros terceirizados, mas Ricken estima que será preciso adquirir mais caminhões para depender menos dos terceirizados. Com o envio de 4 milhões de sacas de cafés por ano para o porto de Santos (SP), a cooperativa Cooxupé viu o preço do frete neste trajeto aumentar 37% desde que foi instituído o tabelamento. A cooperativa tem 14 mil produtores que entregam suas produções em 17 filiais. "Sem uma solução, vamos ter de partir para a frota própria e, para isso, precisaríamos de cerca de 50 veículos", diz o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino. Uma eventual compra em bloco de caminhões pelo setor agrícola movimentaria os negócios das montadoras, que contabilizaram alta de 51,67% nas vendas no primeiro semestre Desconto de R$ 0,46 centavos no preços do diesel (valor corresponde à soma dos valores do PIS/Cofins e da Cide) Zanone Fraissat/Folhapress 03/08/2018 Empresas do agronegócio avaliam ter frota própria contra tabel

deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Essa expansão não é reflexo da paralisação dos caminhoneiros, uma vez que o prazo entre a encomenda de um caminhão e a sua entrega é de até cinco meses. Esse movimento começou em outubro de 2017 durante a Fenatran (Salão Internacional do Transporte de Carga) e está baseado na expectativa de aumento do PIB (Produto Interno Bruto) e na renovação de frota. O vice-presidente de marketing da MercedesBenz do Brasil, Roberto Leoncini, explica que nos últimos dois meses verificou um movimento de pequenos produtores de milho e trigo adquirindo algumas unidades de caminhões. "Mas, de um modo geral, o que vemos é que o nível de consulta aumentou após a entrada em vigor do frete mínimo, mas não se refletiu em encomendas porque as empresas ainda aguardam a decisão do STF para definir sobre a frota própria", diz Leoncini. O presidente da MAN Latin America, Antonio Roberto Cortes, concorda que por enquanto

ainda não há reflexo do tabelamento na venda de caminhões. "As empresas estão fazendo contas para saber se é melhor ter frota própria ou terceirizada. Ainda é cedo para refletir em compras. Tudo vai depender da decisão do STF", diz Cortes. O presidente do Sindilat (Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul), Alexandre Guerra, afirma que o custo do frete para o setor de leite aumentou entre 20% e 100%, dependendo da região. "Dependemos exclusivamente do transporte rodoviário, e o que não conseguirmos negociar com essa elevação dos custos por causa do tabelamento será repassado ao consumidor e isso pode levar à inflação", avalia Guerra. No caso da soja, o presidente-executivo da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), André Nassar, estima que o produto deve ficar até 30% mais caro dependendo da rota e da época do ano. "O ideal seria acabar com o tabelamento, mas caso isso não ocorra é necessário que haja uma tabela mais compatível com o mercado", diz Nassar. O movimento das empresas de adotar frota própria não preocupa a categoria dos caminhoneiros, conforme afirma Wallace Landim, o Chorão, que liderou manifestações durante a paralisação. "É uma forma de pressionar e ameaçar, mas acho muito difícil isso se efetivar, porque é inviável para a empresa arcar com os altos custos da contratação de caminhoneiros pela CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]", afirma Chorão. Para ele, o volume transportado é muito grande e mesmo que algumas empresas adquiram frota própria não será suficiente para atender à demanda. "Alguns vão comprar, mas será uma parcela pequena", diz. (Folha de São Paulo) 

 
 
 
Indústria gaúcha resgata perdas

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), que mede o nível de atividade da indústria gaúcha, obteve em junho o maior avanço mensal da série histórica, iniciada em janeiro de 2003. Ao subir 11,9% em relação a maio, retirados os efeitos sazonais, o índice superou os patamares anteriores à greve dos caminhoneiros. Porém, o resultado, divulgado ontem pela Federação das Indústrias do RS (Fiergs), foi influenciado pelo episódio envolvendo os transportadores, ao incorporar a atividade represada do mês anterior ao nível normal de junho. "Passado o efeito imediato da paralisação, a tendência é de que a indústria retome a trajetória de recuperação no restante do ano. Mas agora a intensidade deve ser ainda menor do que a de antes", diz o presidente da entidade, Gilberto Porcello Petry. 

Ele explicou que a consequência do movimento foi a elevação do preço do frete e dos impostos, impondo ainda mais restrições à recuperação do setor. Dessa forma, o avanço da atividade industrial gaúcha em 2018, previsto inicialmente para próximo de 3%, deverá convergir para o ritmo do final do primeiro semestre, em torno de 2%. Na relação de junho com maio, quatro dos seis indicadores que compõem o IDI-RS tiveram expansão, com taxas históricas para faturamento real (33,8%) e compras industriais (28,2%), a maior e a segunda maior desde 2003. Já as horas trabalhadas na produção (1,2%) e a utilização da capacidade instalada - UCI (1,7 ponto percentual), que foi de 80,5% em junho, cresceram menos. O emprego ficou estável (0,1%), enquanto a massa salarial real caiu 1,1%. Na análise dos resultados anuais, o IDI cresceu 4,6% em junho ante igual mês de 2017, inferior à perda de 6,7% em maio. O reflexo foi forte desaceleração na expansão acumulada anual de 3,5%, até abril, para 1,9% no final do primeiro semestre de 2018, a primeira taxa positiva desde 2013 (4,5%) para o período. (Correio do Povo)

Índia mira projetos que desenvolvem a atividade leiteira

Na Índia, o Ministro da União para Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores, Shri Radha Mohan Singh, anunciou o projeto Meghalaya Milk Mission que será realizado por meio da Corporação Nacional de Desenvolvimento Cooperativo (NCDC).

De acordo com Singh, o projeto tem por objetivo auxiliar a meta de dobrar a renda dos produtores até 2022 por meio da promoção da atividade leiteira. O ministro contou que o montante contará com um centro de refrigeração que será utilizado para vários treinamentos destinados a produtores de leite.  

Menos importações
A disponibilidade de leite per capita no Estado de Meghalaya, que faz fronteira com Bangladesh no nordeste da Índia, é muito menor do que a recomendação do Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR), que avalia o consumo ideal de leite por pessoa. Com o Milk Mission, será permitido ao estado substituir a importação de leite pela produção própria, de forma a possibilitar maior demanda do produto.

Segundo Shri, há cooperativas em apenas 97 aldeias, sendo que existem 6.449 no estado. Essa quantidade pode servir como potencial para a agricultura e setores relacionados. "As cooperativas podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento do setor de lácteos nos próximos quatro anos", afirmou.

Para coincidir com a Mission 2022 do governo indiano, o NCDC deu início à Mission Sahakar-22, na qual novas oportunidades de emprego serão geradas por meio de cooperativas. "A Sahakaar-22 está fortalecendo a condição econômica dos produtores, aumentando a renda e acelerando o ritmo de desenvolvimento no Estado de Meghalaya".

Aumento no setor de empregos
O governador de Meghalaya, Shri Ganga Prasad, disse que a Mission tem componentes essenciais que abrangem tanto a introdução de novas vacas quanto o desenvolvimento de gado nativo por criação seletiva. "A Mission cobrirá todos os aspectos do setor de lácteos, incluindo a compra de infraestrutura moderna de resfriamento", acrescentou Prasad. Ele afirmou também estar satisfeito que o governo do estado esteja considerando a criação de uma Agência de Desenvolvimento de Lácteos Meghalaya para levar adiante a Mission.

O vice-ministro-chefe, Shri Prestone Tynsong explicou que a Milk Mission ajudará a resolver o problema do desemprego no estado e facilitará o trabalho autônomo. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Menos custos, mais cuidados
O chefe da divisão de febre aftosa do Ministério da Agricultura, Diego Viali dos Santos, disse ontem que a retirada da vacinação contra a doença - prevista para ocorrer até 2022 no Brasil - deve reduzir custos para o pecuarista gaúcho, mas que isso deve ser revertido em uma maior atenção ao rebanho. Conforme Santos, os produtores do Rio Grande do Sul gastam mais de R$ 30 milhões por ano na aquisição das vacinas. Com a suspensão da vacinação, o pecuarista "precisa ficar de olhos mais abertos e notificar qualquer suspeita de sintoma", recomendou. Santos participa do Encontro Nacional de Epidemiologia Veterinária, que se encerra hoje, em Porto Alegre. (Correio do Povo)

Porto Alegre, 02 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.791

O volátil mercado do leite, por marcos Antônio Zordan

Mercado do leite - O comportamento do mercado muda com rapidez, por conta de fatores climáticos, desempenho da economia, taxa de inflação, índice de desemprego etc. São muitas as variáveis imprevisíveis que criam embaraços para os produtores rurais e para os laticínios - atrapalhando o planejamento da produção. 

Neste ano, um fato totalmente imprevisível e de natureza política quase quebrou a espinha dorsal da economia nacional: a greve dos caminhoneiros. O governo não previa a dimensão do movimento e a sociedade não avaliava a extensão dos estragos. O fato é que a agricultura, a indústria, o comércio e os serviços foram duramente afetados. Milhares de empresas sucumbiram e muitas atividades econômicas ainda sentem os efeitos deletérios desse movimento grevista. O mercado do leite foi duramente afetado. Milhões de litros se perderam nas zonas de produção rural ou mesmo nas indústrias de processamento.

COM MENOS MATÉRIA-PRIMA NA INDÚSTRIA E MENOS OFERTA NO VAREJO, O CUSTO DE PRODUÇÃO SUBIU E O PREÇO FINAL TAMBÉM.

Na esfera nacional, o preço do leite recebido por produtores subiu em julho pelo sexto mês consecutivo e atingiu recorde real para o mês, de acordo com pesquisas do Cepea (*). O valor líquido recebido em julho, decorrente da captação de junho, registrou aumento de 14% em relação ao mês anterior. Esse robusto aumento foi consequência direta da paralisação dos caminhoneiros, ocorrida no final de maio. Logo após o encerramento do movimento, as indústrias de lácteos correram atrás da matéria-prima para a retomada da produção. Como havia pouca oferta e muita demanda, o preço do leite cru aumentou no mercado primário e no mercado spot. Dois fatores contribuíram com esse cenário de baixa captação em junho: a entressafra no Brasil Central e a situação das pastagens de inverno no sul.

No âmbito de Santa Catarina, essas condicionantes também estiveram presentes. Quinto produtor nacional, o Estado produz mais de 3 bilhões de litros ao ano. Atualmente, o Sul tem peso na produção de leite com volume expressivo, compensando a entressafra em Minas Gerais. O consumidor, entretanto, vergastado pelo desemprego e pela queda da renda familiar, não aderiu aos novos e elevados preços, tanto que, em julho, o movimento altista não se sustentou. Nesse momento, a queda dos preços demonstra que o mercado entra novamente em equilíbrio, com a normalização da produção à campo, a recomposição dos estoques nas unidades de processamento e as cotações em níveis adequados.

A instabilidade deve se manter em agosto porque os estoques estão repletos, a produção está subindo moderadamente e as vendas de queijo, leite em pó e leite longa vida registram leve redução. Ainda tem muito consumidor com estoque adquirido durante a greve, quando o temor do desabastecimento era forte, o que inibe agora o aumento das vendas no varejo.

Nessas condições de oferta normal e consumo contido, não há espaço para a indústria aumentar a remuneração dos produtores rurais. Na prática, Santa Catarina volta a viver o quadro reinante em 20 de maio, antes da eclosão do movimento dos transportadores. Nesse contexto, o produtor rural catarinense tem o desafio de administrar os seus custos e insumos, como energia elétrica, medicamento, instalações, rações, mão de obra, etc. ao tempo em que sofre a concorrência da importação de leite do Uruguai, um dos países mais competitivos em matéria de lácteos. Marcos Antônio Zordan é Diretor de Agropecuária da Cooperativa Central Aurora Alimentos. (Compre Rural)

Qualidade do leite é tema de Dia de Campo em Quevedos

Qualidade do leite/RS - Produtores de leite de Quevedos, na região Central, estão elevando o padrão de qualidade da produção entregue às cooperativas e empresas coletoras regionais, com ações que atendam às exigências sanitárias, desde os processos de ordenha, da saúde das vacas, e do transporte e armazenamento, beneficiando os consumidores, aumentando a rentabilidade do produtor e auxiliando para que ele ganhe mais espaço no mercado. 

O assunto foi debatido nesta quarta-feira (1º/08), durante um Dia de Campo sobre Produção Leiteira, promovido pela Emater/RS-Ascar na propriedade de José Luiz da Silva Oliveira, onde também será também realizada a reunião bimestral da Associação de Produtores de Leite de Quevedos (Aspelq).

Conforme o extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Quevedos, Ricardo Streb Marconato, o leite produzido com qualidade é cada vez mais valorizado pelo mercado consumidor. - O evento foi muito importante para os produtores de leite do município, pois os assuntos discutidos nas estações vêm ao encontro das temáticas debatidas nas reuniões anteriores da Aspelq. A situação da produção leiteira no município tem melhorado bastante, pois agora contamos com mais uma empresa coletora, a Coomat, além da cooperativa CCGL, e isso fez com que os nossos padrões de qualidade se elevassem bastante. Já falamos sobre isso nas reuniões, mas é importante ressaltarmos que, independente da cobrança das empresas, devemos sempre colocar um produto de qualidade da mesa das famílias -, assegurou o técnico. De acordo com Marconato, essa qualidade é garantida por uma gestão atenta das propriedades leiteiras no que diz respeito ao processo de produção, da saúde dos bovinos até à entrega final do produto.

A programação iniciou às 13h30, com quatro estações temáticas, sendo a primeira ministrada pela médica veterinária da Prefeitura de Quevedos, Tassiéli Senger, sobre a higiene da ordenha. Na segunda estação, foi apresentada por Ricardo Streb Marconato, com  o tema de piqueteamento de pastagens. A terceira estação contou com a apresentação do assistente técnico de Solos do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, Luiz Antônio Rocha Barcellos, que dissertou sobre solos. Pensando também no aproveitamento excedente do leite na propriedade, a extensionista social do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Quevedos, Leonor Trevisan, abordou o tema de segurança e soberania alimentar com apresentação e degustação de produtos derivados do leite. (Emater/RS)

WDS 2018 - Destaque para o Desenvolvimento Sustentável

WDS 2018/FIL - O maior evento do setor lácteo, o encontro IDF World Dairy Summit (WDS-2018) que será realizado em Daejeon, na Coreia do Sul, entre os dias 15 e 19 de outubro, tem a expectativa de atrair mais de mil delegados internacionais. 

O tema principal será, Dairy for the Next Generation, [Leite para a Próxima Geração]. O principal orador na abertura da Cúpula será o secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki Moon, que abordará os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU e O Desejável Papel dos Lácteos. O Secretário da Comissão do Codex Alimentarius, Tom Heilandt, fará uma palestra sobre a colaboração no desenvolvimento de padrões globais. Elisabeth Erlacher-Vindel, Chefe de Ciência e Novas Tecnologias da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) falará sobre o uso prudente de antimicrobianos. A palestra de Berhe G. Tekola, diretor de Produção e Saúde Animal da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, terá foco no papel dos produtos lácteos no mercado mundial de alimentos.

O Fórum Mundial dos Líderes do Setor Lácteo, que ocorrerá após a abertura, examinará a compreensão e a projeção futura da indústria de laticínios, levando em consideração tecnologias, mercados emergentes e a realidade asiática.

A presidente da International Dairy Federation-Federação Internacional dos Lácteos (IDF/FIL), Judith Bryans, durante o Fórum fará a apresentação da representante da indústria de laticínios coreana Maeil Dairy, Seon Hee Kim, e diretor executivo da chinesa Mengniu Dairy Company, Minfang Lu.  

"O WDS é um evento especial para ampliação do conhecimento científico dentro da comunidade de laticínios e apresenta aos participantes a oportunidade única de compartilhar ideias, aprendizados e melhores práticas com os parceiros globais e especialistas mundiais. Ao fazer isso a FIL/IDF ajuda a moldar pontos de vista sobre competitividade, padrões e fatores chaves que permitam o setor lácteo continuar produzindo lácteos seguros, nutritivos e sustentáveis. Tendo em vista a multiplicidade de mudanças enfrentadas em âmbitos políticos, social, tecnológico e ambiental, o Fórum da Cúpula Mundial dos Laticínios oferece uma rara oportunidade de reunir lideranças do setor lácteo com percepções individuais que permitem projetar o futuro da indústria, com seus desafios e oportunidades", disse Judith Bryans.

O encontro anual também verá o Diretor do Comitê de Coordenação de Programas Científicos, Jean-Marc Delort, presidir a sessão plenária sobre a próxima década. O Professor Emérito da Universidade de Seul, Kyung-soo Chun, fará palestra durante a plenária, sobre 'O Pensamento Sócio-Humanístico da Indústria de Laticínios'.

O segundo dia do encontro será iniciado com uma visão geral do relatório FIL Situação Mundial dos Lácteos 2018, de Jurgen Jansen, da organização holandesa Zuivel. Mingyu Yang, da Yili Dairy, compartilhará suas opiniões sobre a indústria de laticínios da China, enquanto Jim Mulhern da Federação Nacional dos Produtores de Leite dos Estados Unidos falará sobre as políticas comerciais agrícolas de seu país.

O segmento Oportunidades de Mercado em Regiões Emergentes terá abordagens regionais: Ásia, África e América do Sul. Nirajan Karade, Conselho Nacional de Desenvolvimento dos Lácteos da Índia; Ariel Londinsky da FEPALE, Uruguai; e Peter Ngaruiya da ESADA, Quênia; falarão sobre o setor lácteo de seus países e regiões.

A diretora Geral da IDF, Caroline Emond, que presidirá o Fórum de Especialistas Globais em Laticínios, partindo de questões atuais e conquistas, lembrou que Cúpula oferece uma excelente plataforma de trabalho em rede. "Os maiores especialistas do mundo em laticínios irão convergir para a Coreia do Sul para compartilhar conhecimentos e perspectivas sobre a cadeia de valor dos lácteos", disse Emond. "Fazer parte desta rede beneficiará a todos os envolvidos nesse setor dinâmico".

Mercado de Lácteos, Inovação; Segurança Alimentar; e Regulamentação; uso de Tecnologia de Comunicação e Informação para Agricultura Inteligente; bem como Nutrição e Saúde, serão tópicos na agenda dos cinco dias da Cúpula, incluindo visitas técnicas a indústrias de laticínios.  Mais informações: www.idfwds2018.com (FIL/IDF - Tradução livre: www.terraviva.com.br) 

Governo sanciona lei das cantinas escolares
O Diário Oficial do Estado publicou ontem a sanção do governo gaúcho à lei n° 15.216, que estimula a alimentação saudável; e proíbe a comercialização de produtos que colaborem para doenças como obesidade, diabetes e hipertensão em cantinas e similares instalados em escolas públicas e privadas do RS. A legislação já está em vigor, mas Luana Petrini, nutricionista responsável técnica da Secretaria Estadual da Educação, explica que "as cantinas e similares têm um período de três meses para se adaptarem. Depois, estarão sujeitas às penalidades previstas em lei". Os infratores, de acordo com as penalidades previstas na lei federal 6.437, de 20 de agosto de 1977, estão sujeitos a fechamento da empresa e multa, de até R$ 1,5 milhão. Luana ressalta que a medida tem o objetivo de favorecer a alimentação saudável, que já é oferecida na merenda escolar. Conforme a lei, fica proibida a comercialização, no ambiente das escolas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, das redes públicas e privadas, de itens como balas, pirulitos, biscoitos recheados; refrigerantes e sucos artificiais; alimentos industrializados cujo percentual de calorias provenientes de gordura saturada ultrapasse a 10% das calorias totais; alimentos preparados com gordura vegetal hidrogenada ou alto teor de sódio, entre outros. As cantinas também serão obrigadas a oferecer, pelo menos, duas variedades de frutas, inteira ou em pedaços, ou em forma de suco. (Correio do Povo)

Porto Alegre, 01 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.790

Entressafra e resquício de greve fazem preço do leite ter forte alta

A entressafra do leite no Sudeste e Centro-Oeste do país, o ritmo mais fraco da captação de matéria-prima no Sul e os resquícios da paralisação dos caminhoneiros nos últimos dias de maio fizeram os preços ao produtor registrar forte alta, mais uma vez, em julho. Levantamento da Scot Consultoria mostra que no mês passado, os produtores receberam, em média, R$ 1,230 pelo litro do leite entregue em junho. O valor é 5,6% superior ao do pagamento anterior. Em junho, quando os efeitos da paralisação dos caminhoneiros foram mais sentidos, a alta já havia sido significativa, de 4,3%. A pesquisa de preços da Scot é realizada com agentes (como cooperativas e laticínios) em 18 Estados brasileiros. 

Segundo Rafael Ribeiro, analista da Scot, o ritmo de captação de leite no Sul do país está abaixo do esperado para esta época do ano. A razão é o tempo mais seco e os custos de produção maiores em decorrência da alta do milho. O Índice Scot de Captação de Leite mostra que em julho o volume de coletado no Rio Grande do Sul subiu 2% em relação a junho. Os dados são parciais, mas indicam um ritmo de captação bem inferior ao de julho de 2017, quando subiram 5,7% sobre o mês anterior. Na média nacional, houve queda na captação da matéria-prima na mesma comparação, de 1,3%, em função da entressafra no Sudeste e Centro-Oeste. Enquanto os preços de leite cru ao produtor seguiram firmes em julho, a cotação do longa vida no atacado recuou na segunda quinzena do mês, refletindo a demanda desaquecida e a dificuldade das indústrias de repassarem a alta.

 

Conforme o levantamento da Scot, a média na primeira quinzena de julho foi de R$ 3,16 por litro no atacado paulista. Na segunda quinzena, o preço caiu para R$ 3,12. No varejo, saiu de R$ 3,72 por litro para R$ 3,85 na mesma comparação. A expectativa, segundo Ribeiro, é que os preços ao produtor sigam em alta no curto prazo - embora num ritmo mais fraco -, especialmente nos Estados que estão no período de entressafra. 'Pesquisa da Scot sobre os preços do leite nos 18 Estados do país indica que 59% dos entrevistados esperam alta nos preços ao produtor em agosto, 38% acreditam em estabilidade e 3% em queda. (Valor Econômico) 

 

 

Temer critica proposta de rotulagem de alimentos e marca reunião com indústria

Rotulagem de alimentos - Em encontro com empresários ontem em São Paulo, o presidente Michel Temer manifestou contrariedade com uma proposta de rotular alimentos industrializados como forma de alertar para alta concentração de açúcar, sódio ou gorduras saturadas.

Ao participar de um almoço na Fiesp, Temer ouviu críticas a essa iniciativa feitas por Wilson Mello, presidente do conselho da Associação Brasileira da Indústria da Alimentação. Melo disse em discurso que a ideia de colocar triângulos nas embalagens associaria os produtos a um perigo à saúde.

Temer, em sua fala, convocou o empresário para uma reunião na próxima quarta-feira (1º) em Brasília e pediu cautela nessa discussão.

"É importantíssimo. Essa coisa do triângulo, que você [Melo] mencionou, que é sinal de perigo, se não tomar cuidado daqui a pouco bota tarja preta no alimento. Vai prejudicar o setor."

A proposta da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é incluir nas embalagens uma advertência sobre a presença de alto teor de açúcar, gorduras saturadas e sódio. Um grupo de trabalho da agência constatou que o consumidor tem dificuldades para entender informações hoje presentes nos rótulos.

A proposta é inspirada em normas estabelecidas em outros países, como o Chile, que tornou obrigatórios, por exemplo, octógonos pretos informando o alto teor açúcar nas embalagens.

Mello havia dito em seu discurso que essa iniciativa pode causar desemprego na indústria da alimentação, "que é responsável por 10% do PIB brasileiro".

"Tudo passa por uma escolha que Vossa Excelência [Temer] tomará, que é a escolha do novo presidente da Anvisa. Isso acontecerá nos próximos meses. Nosso único pedido é que seja alguém que continue dialogando com a indústria", disse Mello. 

O representante do setor classificou a iniciativa como desproporcional e disse que detratores "criminalizam" essa indústria. (Bem Paraná)

Indústria prevê perdas com novos rótulos

A mudança no modelo de rotulagem de alimentos industrializados pode gerar um impacto negativo na economia de R$ 30 bilhões a R$ 98,8 bilhões por ano, segundo estudo realizado a pedido de fabricantes do setor. O levantamento foi feito pela GO Associados e encomendado pela Rede Rotulagem, formada por 22 entidades da área de alimentos e bebidas e encabeçada pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia). 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia atualmente duas propostas de rotulagem. Uma foi desenvolvida por um grupo que reúne o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Universidade Federal do Paraná e outras 19 entidades. Esse grupo propõe a adoção, na parte frontal da embalagem, de triângulos pretos, advertindo o consumidor sobre o excesso de ingredientes que podem fazer mal à saúde, como açúcar, sódio e gorduras.

 

As indústrias, por sua vez, propõem a inclusão, na parte frontal das embalagens, de um semáforo destacando informações sobre o volume de açúcar, gorduras saturadas e sódio. A quantidade pode ser classificada como "alta" (em vermelho), "média" (amarelo) ou "baixa" (verde). De acordo com o estudo da GO Associados, o modelo de rotulagem por semáforo pode gerar um impacto negativo na economia entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões. Já o modelo de advertência, sugerido pelo Idec, causaria a perda de quase R$ 100 bilhões.

Wilson Mello, presidente do conselho da Abia, considera que o modelo de advertência, com triângulos em preto, assustam o consumidor, que acaba deixando de comprar os produtos. Como consequência, o consumo de alimentos industrializados pode apresentar uma queda de 10,34%, gerando impacto negativo na indústria de R$ 24,4 bilhões. Segundo o estudo, o modelo de rotulagem proposto pelo Idec também causaria perda de R$ 32,4 bilhões no setor de serviços, devido à menor produção de insumos e à queda do consumo das famílias.

O setor agropecuário teria uma queda de R$ 13,6 bilhões. O estudo da GO indica ainda que a redução no consumo de alimentos, por causa da rotulagem de advertência, pode gerar uma perda de 1,9 milhão de empregos, reduzindo a massa salarial no país em R$ 14,4 bilhões. Do total de cortes de emprego, 808 mil vagas seriam na agropecuária, 723 mil no setor de serviços e 364 mil na indústria - sendo 163 mil apenas na indústria de alimentos e bebidas. O impacto negativo no setor industrial (excluindo as indústrias de alimentos e bebidas) seria de R$ 28,4 bilhões. E a arrecadação de tributos teria uma redução de R$ 8,9 bilhões por ano.

"A decisão sobre a rotulagem de alimentos não deve ter como premissa principal o aspecto econômico. Mas, considerando que os dois modelos de rotulagem apresentam as mesmas informações para o consumidor, acredito que o impacto econômico deva ser levado em conta", afirma Mello. O executivo acrescentou que a estimativa de perdas apresentada no estudo é conservadora. "No Chile, quando foi adotada a rotulagem de advertência, o consumo de alimentos chegou a cair 16%", diz. Mello vai se reunir hoje com o presidente da República, Michel Temer, para falar sobre o tema.

O modelo sugerido pelo Idec foi recomendado pela Anvisa para adoção no país, em relatório preliminar sobre o assunto divulgado em maio. No documento, a Anvisa ponderou que esse modelo é adotado de forma crescente no mercado internacional e ajudou a reduzir o consumo de produtos com níveis altos de açúcar, sódio ou gorduras. Já o modelo defendido pela indústria não trouxe impactos relevantes no consumo de alimentos com altos níveis de açúcares, gorduras e sódio, nos países onde foi implantado, segundo o órgão.

O relatório da Anvisa levou as indústrias a mudarem seu modelo, aumentando o tamanho das letras e números e incluindo a classificação alta, média ou baixa. As indústrias também encomendaram o estudo de possíveis perdas econômicas, para tentar reverter a avaliação do órgão sobre o modelo de semáforo. Para Ana Paula Bortoletto, nutricionista do Idec, a rotulagem por semáforo confunde-se com as cores das embalagens e não geram entendimento para o consumidor sobre o risco de consumir o alimento.

"No Canadá, onde foi adotado o modelo de advertência, como o sugerido pelo Idec, a economia de gastos com saúde mais do que compensou eventuais perdas da indústria de alimentos", afirma. A nutricionista também considera "superestimado" o valor das perdas potenciais anunciadas pelas indústrias. A Anvisa discute com representantes do setor privado novas regras para a rotulagem de alimentos industrializados desde 2014. A intenção do órgão é incluir nas embalagens informações sobre a presença de altos teores de açúcares, sódio e gorduras saturadas para estimular a adoção de dietas mais saudáveis.

A discussão já passou por várias fases. Entre junho e julho, a Anvisa realizou uma tomada pública de subsídios para discutir o tema. A Anvisa recebeu pouco mais de 3 mil sugestões de consumidores e especialistas. O órgão informou que o próximo passo será a consolidação desses dados para a formulação do texto final sobre a rotulagem. "Se for necessário, o texto será reformulado e poderá passar por uma audiência pública", informa a Anvisa. Em seguida, o documento será encaminhado para deliberação da diretoria colegiada da Anvisa. Segundo o órgão, não há prazo definido para esse processo. Mas as entidades que debatem sobre o tema estimam que as nova regras de rotulagem de alimentos serão definidas até o fim deste ano, para que o novo modelo entre em vigor a partir de 2019. (As informações são do jornal Valor Econômico)

 

RS recebe lote nesta semana
O Rio Grande do Sul deve receber ainda esta semana um novo lote de tuberculina, antígeno utilizado para o teste de tuberculose bovina. Com isso, está mantida a exigência de exame negativo para a doença para a Expointer. O anúncio foi feito ontem, após reunião entre representantes do Ministério da Agricultura (Mapa), Secretaria da Agricultura e entidades do setor produtivo. Segundo o superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, Bernardo Todeschini, o lote da substância já foi liberado pelo Lanagro e deve chegar ao Estado nos próximos dias. (Correio do Povo)