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A adesão de tecnologias e projetos de inovação na rotina dos tambos leiteiros é o caminho base para reduzir custos da atividade e manter as novas gerações conectadas com o campo. Projetos sustentáveis de reuso de materiais, adoção de biodigestores que convertem dejetos em energia e a gestão de áreas verdes para assegurar o bem-estar animal são ações práticas que serão apresentadas pelo engenheiro florestal Jackson Brilhante durante palestra no dia 15 de outubro, no Milk Summit Mercosul, em Ijuí (RS). Coordenador do Plano ABC+,  programa que reúne oito tecnologias voltadas à produção de baixa emissão de carbono no Rio Grande do Sul, Brilhante defende que manejos sustentáveis e mais eficientes são a forma de manter o campo atrativo para os filhos de produtores, garantindo assim uma sucessão tranquila. 

 

Novidades que ganham força em tempos de desafios climáticos, aumento do custo de mão de obra e alta concorrência no mercado. Optar por reforço tecnológico na propriedade tem sido o caminho adotado por quem decide se manter na atividade mesmo em um período caracterizado por alta evasão. Segundo dados do Relatórios Socioeconômicos da Cadeia Produtiva do Leite da Emater/RS-Ascar, 55.253 famílias deixaram de produzir leite entre 2015 e 2025, passando de 84.199 produtores para 28.946. Por outro lado, a produção estadual se manteve relativamente estável em aproximadamente 4 bilhões de litros/ano, o que sinaliza que há menos produtores operando no Rio Grande do Sul mas com produção maior por unidade. “A cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul atravessa um processo de reconfiguração estrutural marcado pela intensificação tecnológica, pela maior exposição à concorrência externa e pelo aumento da vulnerabilidade climática”, diz o assistente técnico da Emater, Jaime Ries, que também fará apresentação de estudo de campo durante o Milk Summit. 

 

Apesar de o aumento na eficiência ser positivo, Ries menciona que manter o produtor no campo e estimular a atividade leiteira também é uma forma de pulverizar a renda no campo e movimentar a economia de inúmeros municípios. “É um processo multifatorial de transformação. “A permanência na atividade não depende exclusivamente da estrutura produtiva ou da capacidade tecnológica da propriedade. Ela também está relacionada à disponibilidade de pessoas e à disposição da família para manter uma atividade que exige trabalho contínuo e presença cotidiana”.

Mas a escolha da tecnologia empregada em cada propriedade rural não é receita pronta. Segundo Brilhante, a adoção de tecnologias precisa estar associada às características de cada propriedade. Medidas que podem ir da instalação de complexas usinas de geração de energia ao simples plantio de árvores. “Os bovinos de leite são muito sensíveis às altas temperaturas. Adotar algumas linhas de eucalipto pode melhorar o conforto térmico, e isso interfere diretamente na produção de leite”, exemplifica.

 

CARBONO

Outro assunto a ser abordado durante o Milk Summit é a medição de carbono. O Plano ABC+ RS dispõe de equipamentos capazes de avaliar gases de efeito estufa e a quantidade de carbono estabilizada no solo, permitindo realizar o balanço de carbono das propriedades. Tema que, segundo Brilhante, vem ganhando destaque em um momento em que a tecnologia é ferramenta para conciliar produção e conservação dos recursos naturais. “O Plano ABC+ RS é uma política de Estado em que buscamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário do Rio Grande do Sul, trazendo mais eficiência e resiliência para o produtor rural. Ou seja, ter também a produção e a conservação dos recursos naturais caminhando lado a lado”, completa.

 

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BOX
Oito bases do Plano ABC+ RS 

  1. Práticas de recuperação de pastagens degradadas
  2. Sistemas agroflorestais
  3. Bioinsumos
  4. Integração lavoura-pecuária-floresta
  5. Florestas plantadas
  6. Manejos de resíduos da produção animal 
  7. Sistemas irrigados
  8. Terminação intensiva

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O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

 

Porto Alegre, 16 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.015


Brasil é o 2º país que mais cresce em proteína do leite no mundo

O Brasil acaba de conquistar uma posição que poucos esperavam há alguns anos: é o segundo país do mundo em crescimento absoluto de lançamentos de produtos com proteína do leite, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os dados são da Innova Market Insights e mostram que, em 2025, o país somou 119 lançamentos a mais do que em 2024 nessa categoria — um avanço de quase 16% que também garantiu ao Brasil a 10ª colocação no ranking mundial geral de lançamentos com proteína láctea (MPC/MPI). No mesmo período, o crescimento global desses lançamentos superou 8%, um recorde histórico para o setor.

Por trás desses números está uma mudança de comportamento que interessa diretamente a quem produz e industrializa leite no país: a proteína láctea deixou de ser um ingrediente de nicho, associado apenas à nutrição esportiva, para se espalhar por praticamente todas as categorias de alimentos e bebidas.

Da quantidade para a qualidade
Durante um seminário promovido pelo USDEC (U.S. Dairy Export Council) em São Paulo, que reuniu mais de 52 compradores, equipes de P&D e profissionais da indústria de alimentos e bebidas, especialistas destacaram que o consumidor mudou a pergunta que faz na hora da compra. Não se trata mais de saber quantos gramas de proteína um produto tem, mas o que essa proteína realmente faz pelo organismo — suporte imunológico, saúde cerebral e síntese muscular estão entre os benefícios que hoje pesam na decisão de compra.

Nem toda proteína, porém, entrega o mesmo resultado. “Nem todas as proteínas são iguais”, afirmou Eduardo Reis, nutricionista esportivo, membro da ABNE e consultor da IFBB Academy Brasil e da CBF Academy, durante o evento. Segundo ele, as proteínas lácteas estão entre as de mais alta qualidade e servem como referência de comparação nas principais publicações científicas, graças à maior concentração de aminoácidos essenciais como a leucina e à sua elevada digestibilidade e biodisponibilidade.

Essa vantagem é mensurável: pelo escore DIAAS (Digestible Indispensable Amino Acid Score), os índices de digestibilidade das proteínas lácteas superam os do ovo e das proteínas vegetais, como soja e ervilha, garantindo maior absorção de aminoácidos essenciais por grama consumida.

Dois públicos que estão redesenhando a demanda
A leucina, presente em alta concentração no leite e no soro, tem papel direto na síntese proteica muscular — e isso projeta a proteína láctea para além do público esportivo. Adultos acima de 65 anos, que enfrentam resistência anabólica, podem precisar de até o dobro de leucina por refeição em comparação a adultos jovens, o que torna esse ingrediente estratégico para o mercado de envelhecimento saudável e prevenção da sarcopenia.

Outro fator vem reforçando essa demanda de forma estrutural: o uso crescente de medicamentos análogos de GLP-1 para perda de peso. Como esses usuários perdem massa muscular rapidamente, o aporte de proteína de qualidade se torna essencial durante o tratamento. Como a obesidade é uma condição crônica, a tendência é que essa demanda não seja passageira.

Onde a proteína láctea está aparecendo
Para Keith Meyer, Diretor de Marketing Global de Ingredientes do USDEC, o avanço no Brasil reflete uma versatilidade que vai muito além das prateleiras de suplementos: os fabricantes têm incorporado ingredientes lácteos a produtos de panificação, snacks, sobremesas congeladas, iogurtes, confeitos e refeições prontas para consumo.

Esse movimento dialoga diretamente com quatro das dez principais tendências de alimentos e bebidas mapeadas pela Innova Market Insights para 2026: a priorização de proteínas de qualidade sobre quantidade; a exigência por sabor e textura mesmo em produtos saudáveis; o crescimento de bebidas com proteína associadas à redução de açúcar; e a demanda por formatos adaptados a diferentes momentos de consumo, das porções individuais para quem mora sozinho às embalagens pensadas para compartilhar.

A oferta que sustenta o crescimento
Do lado da oferta, os Estados Unidos vêm investindo em novas plantas industriais para produção de proteínas de alto valor e ingredientes lácteos funcionais, apoiados no maior rebanho leiteiro do país em 33 anos. Essa produção chega ao Brasil como complemento à indústria local, por meio de concentrados e isolados de proteína do soro de leite e do leite (WPC/WPI), voltados a fabricantes que buscam desenvolver produtos de maior valor agregado. O USDEC soma a isso inteligência de mercado, suporte técnico e consultoria em formulação para fabricantes brasileiros.

Com demanda em expansão, base científica consolidada e um mercado interno em aceleração, a indústria brasileira de alimentos e bebidas tem hoje um cenário raro: dados concretos que apontam para onde investir.

Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por BHB Food


GDT 412º indica ajuste negativo após série de valorização nos leilões anteriores

O 412º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou queda de 1,1% no GDT Price Index, com preço médio negociado de USD 3.868/tonelada. O resultado representa um pequeno ajuste nas cotações internacionais após as valorizações observadas nos últimos leilões.

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

 

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Nos leites em pó, o movimento foi de estabilidade. O leite em pó desnatado (LPD) apresentou leve alta de 0,1%, atingindo USD 3.689/tonelada, enquanto o leite em pó integral (LPI) recuou 0,8%, sendo negociado a USD 3.565/tonelada.

A recente valorização do leite em pó desnatado, impulsionada pela maior demanda por ingredientes proteicos, provocou uma inflexão na relação entre as cotações do LPI e do LPD. Com o movimento, o preço do LPD superou o do LPI pela primeira vez na série histórica.

Gráfico 2. Preço médio LPI vs LPD

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre os demais derivados, o movimento foi predominantemente negativo. A muçarela apresentou queda de 6,0%, atingindo USD 3.992/tonelada, enquanto a manteiga recuou 5,7%, para USD 4.760/tonelada.

A gordura anidra do leite também apresentou reajustes, de 3,0%, sendo negociada a USD 5.739/tonelada. Em sentido contrário, o cheddar registrou forte valorização de 16,5%, atingindo USD 4.075/tonelada, sendo a maior valorização registrada no leilão.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 15/09/2026

Fonte: Equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026. Clique aqui para acessar a matéria na íntegra.

 

 

Estudo da USP propõem mudanças no piso do frete

O transporte rodoviário de cargas vive, em 2026, uma nova fase de fiscalização eletrônica integrada, ao mesmo tempo em que estudos sobre a metodologia de cálculo dos pisos mínimos do frete colocam em debate os parâmetros utilizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As recentes mudanças envolvendo o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) ampliaram significativamente o nível de controle automático sobre as operações do setor, enquanto uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) aponta que os atuais critérios de cálculo do frete mínimo podem estar superestimando os custos da atividade.

Um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da USP, propõe uma série de alterações na metodologia utilizada pela ANTT para calcular os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A pesquisa apresenta 17 mudanças e conclui que os parâmetros atuais tendem a superestimar os custos regulatórios, sobretudo em operações de maior produtividade e de menor distância.

Segundo os autores, algumas das alterações sugeridas poderiam reduzir os valores da tabela mínima do frete em até 11% em determinadas operações. De acordo com a pesquisa, o modelo atualmente em vigor tende a “superestimar de forma sistemática os custos regulatórios, sobretudo em operações de maior produtividade e de menor distância”.

Uma das principais propostas envolve a revisão da carga horária mensal considerada no cálculo do piso. A metodologia da ANTT adota 181 horas de trabalho por mês. O estudo sustenta que esse parâmetro subestima a utilização efetiva dos veículos e dos motoristas e sugere sua elevação para 220 horas.

Segundo a simulação da USP, a alteração resultaria em uma redução média de aproximadamente 7,6% nos valores calculados para o piso de frete. No transporte de grãos, a queda poderia variar entre 6,38% e 11,04%, a depender da distância percorrida e da configuração do veículo.

Outra recomendação trata da depreciação dos caminhões e da remuneração do capital investido. A metodologia atual considera uma vida econômica de sete anos para a composição veicular, parâmetro utilizado para calcular a perda de valor dos ativos e o retorno esperado sobre o investimento. O estudo argumenta, porém, que a referência está distante da realidade da frota brasileira.

Os pesquisadores citam dados da própria ANTT que apontam idade média de 16,4 anos para os veículos de tração em circulação no País. Na avaliação do grupo, a utilização de parâmetros mais próximos dessa realidade reduziria os custos estimados pela metodologia.

Na prática, as discussões sobre os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas ocorrem em um ambiente de controle cada vez mais integrado. Informações fiscais, regulatórias e operacionais passam a ser cruzadas automaticamente pelos sistemas. Nesse cenário, inconsistências podem gerar impedimentos documentais, autuações e outros impactos capazes de comprometer a realização da operação.

A principal transformação está relacionada ao CIOT. Com a Medida Provisória nº 1.343/2026 e as regulamentações posteriores da ANTT, a obrigatoriedade do código foi ampliada para praticamente todas as operações de transporte realizadas por terceiros e mediante remuneração, incluindo contratações entre embarcadores e empresas transportadoras, além das subcontratações entre transportadoras.

Dessa forma, o CIOT passou a desempenhar papel estratégico no acompanhamento das viagens e na verificação do cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Paralelamente, o setor também vem convivendo com mudanças recentes no MDF-e. Desde outubro de 2025, novas exigências ampliaram o conjunto de informações obrigatórias do documento e fortaleceram o monitoramento das operações pela ANTT.

Com as regras atuais, operações que informem valores de frete inferiores aos pisos mínimos podem ter a geração do CIOT impedida pelos sistemas de validação, criando reflexos diretos sobre a regularidade documental do transporte.

Para complementar esse conjunto de mudanças, desde 1º de junho de 2026 passou a valer, no estado de São Paulo, a exigência de emissão de um MDF-e distinto para cada Unidade da Federação (UF) onde houver descarregamento da carga.

A medida se soma às recentes alterações relacionadas ao CIOT e ao próprio MDF-e e evidencia uma transformação mais ampla no ambiente regulatório do transporte rodoviário de cargas.

Para a Federação das Empresas do Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), o cenário amplia a complexidade operacional das transportadoras, exigindo maior integração tecnológica, revisão de processos internos e reforço da governança documental.

“O transporte já opera em um ambiente altamente regulado. O desafio é garantir equilíbrio entre fiscalização, segurança jurídica e viabilidade operacional para que as empresas consigam se adaptar sem comprometer produtividade e eficiência logística”, destaca o presidente da entidade, Carlos Panzan.

O cenário ganhou ainda mais relevância nos últimos dias após a própria ANTT divulgar que o novo sistema do CIOT registrou 534.908 operações entre os dias 24 e 29 de maio, poucos dias após a entrada em vigor das novas regras.

Nesse período, segundo a agência, foram também foram registradas 469.883 operações declaradas, 53.038 encerradas e 11.932 canceladas, em um ambiente que ainda enfrentava relatos de instabilidades sistêmicas e dificuldades operacionais nos primeiros dias de implementação.

Segundo a FETCESP, embora o avanço da fiscalização eletrônica e da rastreabilidade seja importante para ampliar a formalização e o controle das operações, é fundamental que esse processo ocorra com estabilidade sistêmica, orientação técnica adequada e previsibilidade regulatória.

“O transporte rodoviário de cargas reconhece a importância da formalização, da rastreabilidade e do combate às irregularidades. Porém, é fundamental que esse processo venha acompanhado de estabilidade dos sistemas, orientação técnica adequada e condições viáveis de adaptação.

Estamos falando de uma atividade essencial para o abastecimento do país, que não pode conviver com insegurança operacional ou risco de paralisações por falhas sistêmicas”, finaliza o presidente da FETCESP. (Fonte: Jornal do comércio)

 


Jogo Rápido

Grupo Piracanjuba conquista certificação GPTW pelo segundo ano consecutivo

O Grupo Piracanjuba foi reconhecido, pelo segundo ano consecutivo, com a certificação Great Place to Work (GPTW), concedida a partir de pesquisa de clima organizacional realizada pela consultoria global. Em 2026, a participação dos colaboradores na pesquisa cresceu cerca de 12%, enquanto a pontuação da companhia avançou aproximadamente 7%. Segundo a empresa, os resultados refletem iniciativas voltadas ao desenvolvimento, reconhecimento e bem-estar das pessoas.“A certificação GPTW vem coroar as práticas da empresa voltadas para o cuidado e valorização do nosso ativo principal: as pessoas”, destaca o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo. Com operações em nove estados, o Grupo conta com 12 unidades fabris, 16 postos de resfriamento de leite e cerca de 5 mil colaboradores. Entre os principais fatores de motivação apontados na pesquisa estão aprendizado, desenvolvimento profissional e resultados coletivos. A empresa também oferece benefícios como plano de saúde, consultas psicológicas gratuitas e convênio com o Welhub para atividades físicas e bem-estar. Fonte: Piracanjuba adaptado pelo Sindilat/RS


 

O Sebrae seleciona startups e negócios inovadores para integrarem a Arena Láctea de Inovação. O espaço será dedicado à demonstração de novas tecnologias e soluções para a cadeia produtiva do leite e derivados durante o Milk Summit Mercosul 2026. O evento acontecerá nos dias 13 e 15 de outubro, na Expofest, em Ijuí/RS. Ao todo, serão disponibilizadas 17 vagas para startups e negócios inovadores, destas, 10 já estão ocupadas. A participação no espaço será gratuita e incluirá um espaço de 4 m², identificação da startup, duas cadeiras e uma tomada individual.

A iniciativa, que se repete pela segunda vez no município do noroeste gaúcho, busca apresentar novas tecnologias e soluções aplicáveis ao setor lácteo, além de aproximar desenvolvedores, produtores, cooperativas, negócios e empresas que atuam no campo e na indústria. “O principal objetivo é encontrar soluções para os desafios da cadeia produtiva do leite, contribuindo para torná-la mais eficiente, colaborativa e competitiva”, explica o coordenador do Milk Summit Mercosul 2026, Darlan Palharini. 

A seleção das empresas será realizada pela equipe organizadora e levará em consideração critérios como o grau de maturidade da startup, o nível de inovação da solução, o modelo de negócio e a conexão da proposta com a cadeia do leite. Os participantes do programa Campo Inovador terão pontuação extra na seleção.

A Arena Láctea de Inovação integra a programação do Milk Summit Mercosul 2026, realizado durante a Expofest, em Ijuí. O espaço será voltado à exposição de soluções inovadoras e à aproximação entre os diferentes atores da cadeia produtiva do leite. As inscrições seguem abertas até 18 de setembro de 2026. A inscrição é gratuita e está disponível no site Arena Láctea de Inovação Sebrae - Milk Summit Mercosul. 

O evento é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. O evento conta com o patrocínio Diamante de Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Milk Summit Mercosul 2026
Data: 14 e 15 de outubro de 2026
Local: Expofest, Ijuí (RS)
Inscrições e programação: https://milksummitmercosul.com/

Faltando menos de trinta dias para o Milk Summit Mercosul 2026, que acontecerá de 14 a 15 de outubro no parque de Exposições Wanderley Burmann na cidade de Ijuí (RS), participantes se mobilizam para garantir as últimas vagas para esse grande fórum de tendências do setor lácteo do Mercosul. Realizado junto à Expofest, o evento aproxima produtores, cooperativas, indústrias e desenvolvedores de tecnologia em um verdadeiro ambiente de conhecimento e networking da cadeia do leite da América do Sul. Depois de uma edição nacional em 2025, neste ano, o Milk Summit reúne lideranças do Brasil e do Mercosul. “A proposta é ampliar o diálogo sobre os caminhos para uma cadeia leiteira mais competitiva e preparada para os desafios do mercado nacional e internacional”, frisou o coordenador do Milk Summit Mercosul e secretário executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini.

Uma das novidades em 2026 fica por conta da inauguração da Arena de Inovação, um espaço para startups apresentarem os projetos que devem ditar a tendência do setor lácteo nos próximos anos. As inscrições para o Milk Summit Mercosul são gratuitas e estão abertas por meio do link Inscrição do Milk Summit Mercosul. As vagas são limitadas.

Realizado neste ano novamente em Ijuí, o Milk Summit Mercosul 2026 reforça sua conexão com uma das regiões de maior relevância para a Produção leiteira do Estado e promove debates de dimensão internacional. O evento contará com a presença e participação de palestrantes de renome como Andrés Padilla, analista do departamento de pesquisa e análise setorial do Rabobank Brasil, Wagner Beskow, engenheiro agrônomo e consultor da Transpondo.“Será uma oportunidade de discutirmos a cadeia como um todo, talvez como nunca antes. É para isso que todos os envolvidos estão trabalhando”, adianta Beskow.

(Crédito das fotos: Nataly Porto) 
O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. O evento conta com o patrocínio Diamante de Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Milk Summit Mercosul 2026
Data: 14 e 15 de outubro de 2026
Local: Expofest, Ijuí (RS)
Inscrições e programação: https://milksummitmercosul.com/ 

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Porto Alegre, 10 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.011


PIB do RS desacelerou, mas cresceu no 2º trimestre puxado pelo agro

Economia do RS cresceu 3,6% no primeiro semestre puxada por soja, combustíveis e veículos.

A economia gaúcha fechou o primeiro semestre com crescimento de 3,6%. Calculado pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica Regional do Rio Grande do Sul (IBCRRS) é considerado uma prévia do PIB. Ficou bem acima da média nacional, de 1,5%. 

O resultado foi sustentado pelo primeiro trimestre, já que o segundo teve recuo. O mês de junho avançou 0,6% sobre maio, amenizando as três quedas anteriores.

A safra de soja ajudou bastante, junto da recuperação do indicador da indústria. A produção foi puxada pela fabricação de combustíveis pela Petrobras na refinaria de Canoas e pela aceleração na General Motors (GM), de Gravataí, que lançou um novo carro.

Indústria
A produção industrial subiu 3,6% no primeiro semestre no Rio Grande do Sul. A fabricação de veículos automotores tem avançado bastante, seguida por derivados de petróleo e alimentos. Máquinas e equipamentos vão mal.

Varejo
O varejo desacelerou vendas, mas ainda cresceu 1,2% no acumulado de janeiro a junho. Vestuário despencou mais de 10%, mas setores de peso, como farmácias e supermercados, ficam no positivo. No varejo ampliado, veículos e materiais de construção também caem bastante. Livros, jornais e artigos de uso domésticos trazem avanços acima de 10%

Serviços
O setor de serviços fechou o semestre com queda de 0,5%. O turismo voltou a cair, mas ainda fechou o período com leve alta de 0,1%. 

Alarmante
Quem disponibiliza alguns cruzamentos dos dados do Banco Central à coluna é o economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Oscar Frank. Na sua avaliação, apesar de alguns números positivos do curto prazo, a situação do Estado é "alarmante". Isso porque o economista faz a comparação com 2013. 

— Neste confronto, o avanço é de apenas 3%, o que representa 0,2% de média ao ano. A irrigação deficitária nas lavouras, os investimentos públicos insuficientes, o envelhecimento da população e a posição geográfica distante dos centros consumidores são algumas das causas — explica. 

O que vem por aí?
Frank vê um panorama complexo. A taxa de juro segue alta, com aumento da inadimplência e pedidos de recuperação judicial. Mesmo com o arrefecimento de preços, o Banco Central deve fazer cortes tímidos na taxa Selic. 

— O crédito continuará caro, fruto das incertezas internacionais e do desarranjo fiscal do Brasil — avisa Frank. 

Mercado de trabalho perdendo tração e efeitos do El Niño também são desafios a se observar.
Fonte: GZH


Exportações de lácteos da Argentina batem recorde de quase US$ 1 bi, Brasil é o principal destino

As exportações de produtos lácteos da Argentina registraram, entre janeiro e julho, um recorde histórico, tanto em volume comercializado quanto em receita gerada e em litros de leite equivalentes destinados ao mercado externo. A tendência permite projetar que o ano poderá terminar com o maior nível de vendas externas do setor desde o início dos registros.

Os dados são de um relatório do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), que apontou que, nos primeiros sete meses do ano, foram exportadas 259.282 toneladas, no valor de US$ 987 milhões. Em termos de litros de leite equivalentes (LLeq), o volume chegou a 1,8348 bilhão de litros, com aumentos de 24,8%, 18,4% e 20,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025.

Caso o ritmo seja mantido, as exportações de todo o ano de 2026 poderão chegar a cerca de 3,6 bilhões de litros de leite equivalentes, diante de uma produção nacional estimada em aproximadamente 12 bilhões de litros. Ou seja, uma parcela significativa da produção teria como destino o mercado internacional.

Leite em pó concentra a maior parte das vendas

Por tipo de produto, o leite em pó respondeu por 40,6% do valor exportado entre janeiro e julho. Na sequência aparecem os diferentes tipos de queijos, com 27,8%, enquanto outros produtos — como doce de leite, manteiga, óleo de manteiga e soro — representaram 19,3%. Os 12,3% restantes correspondem a produtos incluídos na categoria de confidenciais, entre eles lactose, caseína e iogurtes.

Em volume, tanto o leite em pó quanto os queijos apresentaram crescimento em relação ao mesmo período do ano passado: 29,5% e 15,8%, respectivamente. A concentração geográfica das exportações também é significativa. O Brasil absorveu 51,2% das exportações argentinas de lácteos nos primeiros sete meses do ano, muito acima dos demais destinos. Na sequência aparecem Argélia, com 9,9%; Chile, com 7,6%; Arábia Saudita, com 2,5%; Uruguai, com 2,4%; China, com 2,2%; Paraguai, com 1,9%; Colômbia e Indonésia, ambas com 1,7%; e Venezuela, com 1,6%. Os demais mercados, somados, representam 17,3%.

O desempenho de julho apresentou uma particularidade: em relação a junho, as exportações recuaram 10,9% em toneladas e 7,9% em dólares, enquanto o volume em litros de leite equivalentes caiu 8,8%. No entanto, na comparação com julho de 2025, o resultado foi positivo. O volume exportado pela Argentina cresceu 17,4% na comparação anual, a receita em dólares aumentou 10% e os litros de leite equivalentes avançaram 5,1%. Considerando esse último indicador, as exportações representaram, em julho, 23% da produção total de leite. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, a participação foi ainda maior: 28,7% da produção.

O recorde das exportações ocorre em um contexto de preços médios mais baixos por tonelada. Entre janeiro e julho, o valor médio de exportação foi de US$ 3.807 por tonelada, 5,1% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. A queda foi ainda mais acentuada no leite em pó em geral: o preço médio nos primeiros sete meses ficou em US$ 3.671 por tonelada, 7,1% abaixo do ano anterior.

Mercado interno argentino

Em relação ao consumo interno, a variação mensal do volume de vendas registrou aumento de 2,4% em julho, percentual que também foi observado na medição em litros de leite equivalentes. No entanto, ao analisar a média diária dentro dessa variação mensal, observa-se uma queda de 0,9% tanto em volume quanto em litros equivalentes, o que sugere que o mês teve menos dias úteis ou de atividade em comparação com o anterior.

Na comparação anual, o mercado interno apresentou uma recuperação mais expressiva: o volume de vendas cresceu 6,9%, enquanto os litros de leite equivalentes aumentaram 3,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já no acumulado entre janeiro e julho, o relatório aponta um leve crescimento de 0,9% em volume e de apenas 0,1% em litros de leite equivalentes. Isso indica que, apesar da melhora mensal e na comparação anual, o resultado acumulado dos primeiros sete meses do ano permanece praticamente estável.
As informações são do Infobae, adaptadas pela equipe MilkPoint.

Hidratação funcional: entenda essa nova oportunidade para os lácteos no esporte

Com a chegada do verão e o aumento das atividades ao ar livre, como caminhada, corrida, ciclismo e natação, cresce também a necessidade de hidratação. E, além da água, o leite vem sendo estudado como uma alternativa para ajudar na reposição e retenção de líquidos.

Composto por cerca de 87% a 91% de água, o leite fornece naturalmente eletrólitos e minerais como sódio, potássio, cálcio e magnésio, que contribuem para o equilíbrio de líquidos e favorecem a retenção de água pelo organismo. Seus carboidratos e proteínas de alta qualidade também auxiliam na recuperação muscular durante e após o exercício.

As evidências científicas reforçam esse potencial. Um ensaio clínico randomizado publicado em 2015 no American Journal of Clinical Nutrition, que avaliou o chamado Beverage Hydration Index (BHI), ou Índice de Hidratação de Bebidas, mostrou que tanto o leite integral quanto o desnatado apresentaram valores de BHI superiores aos da água e desempenho semelhante ao das soluções de reidratação oral.

Por que a hidratação é tão importante?
Mesmo pequenas alterações no estado de hidratação podem ter consequências. Uma perda de líquidos equivalente a apenas 2% da massa corporal já caracteriza desidratação e pode prejudicar tanto o desempenho cognitivo quanto o físico.

A água é essencial para diferentes funções do organismo, incluindo a regulação da temperatura corporal por meio do suor, a respiração durante o exercício, a digestão e absorção de nutrientes, a proteção das articulações e da coluna vertebral, a produção de lágrimas e saliva, a eliminação de resíduos e o funcionamento adequado do cérebro relacionado ao humor, movimento e energia.

A quantidade de água presente no organismo pode representar entre 45% e 75% do peso corporal total, dependendo de fatores como idade, estado de saúde, alimentação, nível de atividade física e exposição às condições ambientais.

As Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos recomendam uma ingestão total diária de água de aproximadamente 3,7 litros para homens e 2,7 litros para mulheres. Esses volumes incluem não apenas a água consumida diretamente, mas também outras bebidas e a água presente em alimentos como frutas, vegetais e sopas.

A hidratação é regulada pelo cérebro, que monitora alterações na osmolalidade do plasma sanguíneo provocadas por mudanças nas concentrações de sódio, cloreto, potássio, magnésio e sulfato. Quando a osmolalidade aumenta ou diminui, sinais hormonais orientam os rins a conservar ou eliminar água. Desequilíbrios extremos podem representar risco à vida, enquanto a manutenção de uma hidratação equilibrada tem sido associada à redução do risco de doenças crônicas, incluindo distúrbios cardiovasculares, metabólicos e renais.

Leite combina água, eletrólitos e proteínas
É justamente nesse contexto que o leite aparece como uma opção de hidratação. Além de sua elevada proporção de água, ele fornece eletrólitos naturalmente presentes em sua composição.

Sódio, potássio, cálcio e magnésio ajudam no equilíbrio de líquidos e na retenção de água. Ao mesmo tempo, os carboidratos e as proteínas de alta qualidade presentes no leite auxiliam na recuperação muscular durante e após a atividade física.

Para alguns consumidores, entretanto, a textura do leite pode não ser a opção preferida durante ou imediatamente depois do exercício. “Algumas pessoas podem não querer consumir uma bebida mais cremosa e encorpada durante ou depois do exercício”, afirma Matt Pikosky, Ph.D., R.D., vice-presidente de pesquisa em nutrição do National Dairy Council. É nesse cenário que entra o permeado de leite.

Permeado de leite como alternativa para bebidas de hidratação
O permeado de leite é um ingrediente de origem láctea produzido durante a ultrafiltração do leite. O processo separa proteínas e gorduras, enquanto mantém minerais e carboidratos naturalmente presentes. Segundo Pikosky, esse ingrediente pode ser utilizado na formulação de uma bebida transparente comparável às bebidas esportivas tradicionais, e estudos já demonstraram seus benefícios para a hidratação.

Um estudo publicado em 2020 na revista Nutrients, intitulado Hydration Efficacy of a Milk Permeate-Based Oral Hydration Solution, avaliou uma solução de hidratação produzida à base de permeado de leite. Os resultados mostraram que a bebida melhorou a retenção de líquidos, reduziu a produção acumulada de urina e manteve um balanço hídrico positivo por mais tempo em comparação tanto com a água quanto com uma bebida esportiva tradicional contendo carboidratos e eletrólitos. Os pesquisadores atribuíram esses benefícios ao maior teor de minerais e à osmolalidade da bebida.

Esses resultados foram posteriormente validados e ampliados em um estudo de 2026. A pesquisa mostrou que a mesma bebida esportiva à base de permeado de leite promoveu melhor reidratação dos participantes do que bebidas esportivas tradicionais com carboidratos e eletrólitos e do que a água. Os participantes também retiveram mais líquidos durante várias horas após o exercício. “A ciência continua mostrando que os lácteos podem oferecer soluções eficazes de hidratação para diferentes necessidades dos consumidores.

O leite há muito tempo é reconhecido como uma excelente bebida para hidratação porque fornece naturalmente água, eletrólitos e proteínas de alta qualidade. Para as pessoas que preferem uma opção mais leve durante ou depois do exercício, as bebidas à base de permeado de leite oferecem os eletrólitos naturalmente presentes nos lácteos em uma bebida transparente, e pesquisas recentes continuam demonstrando sua eficácia para a reidratação”, afirmou Pikosky.

Hidratação, controle de peso e medicamentos GLP-1
As pesquisas também vêm investigando a relação entre hidratação e controle do peso. Uma revisão publicada em 2025 no Jordan Journal of Agricultural Sciences, intitulada Role of Hydration Status on the Pathogenesis and Management of Obesity, relatou que o aumento da ingestão de água pode influenciar o metabolismo, a regulação do apetite, o equilíbrio hormonal, a saciedade e a ingestão total de energia.

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde citada no material, 2,5 bilhões de adultos em todo o mundo estavam com sobrepeso ou obesidade em 2022. Nesse contexto, bebidas que favoreçam a hidratação representam uma oportunidade, particularmente para leite e bebidas à base de lácteos capazes de fornecer água e nutrientes essenciais.

O avanço dos medicamentos da classe GLP-1 também reforça a importância da atenção à hidratação. Esses medicamentos reduzem o apetite e suprimem a sede, aumentando o risco de desidratação e de complicações relacionadas, como alterações na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e infecções do trato urinário. Nesse caso, leite e bebidas à base de leite podem fornecer, além de hidratação, proteínas completas de alta qualidade.

Oportunidade para o setor lácteo
O equilíbrio natural de eletrólitos dos lácteos, combinado às proteínas de alta qualidade e aos carboidratos, oferece ao setor uma vantagem funcional que, segundo o material, os concorrentes de origem vegetal não conseguem reproduzir facilmente. A inovação em tamanho das porções, formatos de embalagem, sabores e adição de ingredientes funcionais pode contribuir para ampliar a presença dos lácteos nos segmentos de hidratação, bem-estar e desempenho físico. As pesquisas com leite e permeado de leite mostram, portanto, novas possibilidades para o setor lácteo em um mercado que vai além da nutrição tradicional, incorporando também hidratação e recuperação após exercícios.

As informações são do Dairy Foods, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Reconhecimento que reforça a qualidade.
A Manteiga Extra da Rar Gastronomia foi premiada com Medalha de Ouro no IX Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau (SC). O reconhecimento coloca o produto entre os destaques de uma das principais competições nacionais voltadas à valorização de queijos e derivados lácteos, reforçando o compromisso da Rar Gastronomia com qualidade, sabor e excelência em cada etapa da produção. Para a Rar Gastronomia, conquistar uma medalha de ouro é o reconhecimento de um trabalho construído diariamente, do campo à mesa.


 

Porto Alegre, 26 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 5.001


Pegou, pagou, levou: lácteos ganham geladeira de autosserviço na Expointer

A experiência de consumo de produtos lácteos ganha um novo formato na Expointer 2026. Pela primeira vez, uma geladeira de autosserviço exclusivamente com lácteos estará disponível no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), permitindo que os visitantes encontrem opções práticas, nutritivas e diversificadas para consumo durante a feira.

A iniciativa é do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) e reúne produtos de empresas associadas.

A geladeira terá queijos variados e bebidas proteicas prontas para o consumo. A proposta é aproximar os produtos da indústria láctea gaúcha do consumidor e, ao mesmo tempo, criar uma experiência diferente dentro de um dos principais eventos do agronegócio brasileiro.

Segundo o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, a iniciativa busca apresentar os lácteos de uma maneira mais direta e conectada aos novos hábitos de consumo. “A ideia é levar para a Expointer uma experiência simples, prática e inovadora. O visitante poderá escolher o produto, fazer o pagamento e levar na hora, encontrando diferentes opções de lácteos em um único espaço. É também uma forma de mostrar a diversidade dos produtos das nossas empresas associadas e aproximar a indústria do consumidor”, destaca.

Além da praticidade, a ação evidencia a versatilidade dos lácteos como alternativa de alimentação ao longo da programação da Expointer. A presença de diferentes categorias de produtos também permite ao público conhecer opções que vão além do consumo tradicional, incluindo bebidas proteicas e variedades de queijos. “O projeto representa uma nova forma de apresentar a força e a diversidade da indústria láctea gaúcha, colocando os produtos diretamente à disposição do público e transformando a geladeira em um ponto de contato entre indústria, produtos e consumidores. Levaremos para outros lugares também”, diz o executivo. (Sindilat/RS)


Conseleite Paraná

RESOLUÇÃO Nº 08/2026

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 26 de agosto de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Julho de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Agosto de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia.

Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia.

Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Agosto de 2026 é de R$ 4,4039/litro.

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/ . 

Produção de leite dos EUA aumentou 2,2%, em julho, na comparação interanual 

A produção de leite dos Estados Unidos da América (EUA) registra mais um mês de crescimento sólidos, em julho, com a produção nacional alcançando 20,1 bilhões de libras – um resultado 2,2% superior ao de julho de 2025 – sinalizado que o setor mantém uma firme trajetória de expansão, apesar das incertezas do mercado.

O relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de julho reforça o padrão que tem definido 2026: estabilidade no crescimento do rebanho, ganhos de produtividade e a oferta de leite atendendo a demanda doméstica e a expansão das oportunidades de exportação.

Talvez o indicador mais significativo de julho seja o tamanho do rebanho. O número total de cabeças chegou a 9,71 milhões, o que representa 199 mil cabeças a mais em relação a julho de 2025. Isso representa mais de 2% de aumento, uma expansão significativa, quando muitos analistas previam consolidação com queda no número de animais.

Nos 24 estados de maior produção, o rebanho contabilizado foi de 9,27 milhões de cabeças, aumento de 185 mil em relação ao ano passado. Na comparação mensal, entre junho e julho o acréscimo, nesses estados, foi de 2 mil cabeças, sugerindo que os produtores estão mantendo níveis elevados de rebanho, em vez de expandir significativamente, no curto prazo.

Embora a expansão do rebanho tenha representado a maior parte do aumento da produção de julho, a produtividade animal também contribuiu – ainda que de forma mais modesta.

A produtividade animal dos EUA atingiu a média de 2.075 libras em julho, apenas 3 libras a mais em relação a julho de 2025. Nos 24 principais estados produtores, a média foi de 2.093 libras, 5 a mais na comparação interanual.

O ganho percentual pode parecer pequeno, as eles refletem o contínuo melhoramento genético, os programas de aprimoramento de nutrição e práticas de manejo que seguem ampliando os limites orgânicos da capacidade de produção sustentável das vacas leiteiras.

É importante ressaltar que a produtividade animal no mês de julho ocorreu mesmo durante um mês típico de estresse térmico que impacta o rebanho em muitas regiões. Superar os números do ano anterior indicam que os sistemas de resfriamento foram aprimorados, melhores estratégias de mitigação do calor foram adotadas e um manejo cuidadoso do rebanho que geram resultados positivos.


Jogo Rápido

Inscreva sua startup para o Milk Summit Mercosul 2026

Startups e negócios inovadores já podem se inscrever para participar da Arena Láctea de Inovação Sebrae, que será realizada durante a Expofest, em Ijuí (RS). O espaço integrará a programação do Milk Summit Mercosul 2026, marcado para os dias 14 e 15 de outubro. Serão selecionadas 20 empresas com soluções aplicáveis ao agronegócio, especialmente à cadeia produtiva do leite e derivados. A exposição ocorrerá de 13 a 15 de outubro e permitirá que os participantes apresentem suas tecnologias, produtos e modelos de negócio a produtores, indústrias, cooperativas, lideranças e outros representantes do setor. A participação será gratuita, com espaço de 4 m², identificação da startup, duas cadeiras e tomada individual. Os demais custos serão de responsabilidade do expositor. A seleção considerará o grau de maturidade da startup, o nível de inovação da solução, o modelo de negócio e a conexão com a cadeia do leite. Participantes do Programa Campo Inovador receberão pontuação extra. As inscrições podem ser realizadas clicando aqui: Mais informações podem ser obtidas com Cássio Fridriczewski pelo WhatsApp (55) 99646-1613.


Porto Alegre, 06 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.547


Secretaria da Fazenda RS prorroga prazo para uso do talão de produtor já impresso até abril de 2026

A Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul (SEFAZ-RS) prorrogou até 30 de abril de 2026 o prazo para utilização do talão de produtor rural já impresso, modelo A4, para a emissão de Nota Fiscal nas operações internas. A decisão representa uma importante conquista da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (FETAG-RS), resultado do diálogo permanente da entidade com o governo estadual em defesa dos agricultores familiares.

A prorrogação é válida exclusivamente para os produtores rurais que, nas operações internas, tenham obtido receita bruta inferior a R$ 360 mil em pelo menos um dos anos de 2023 ou 2024. A medida garante mais tempo para que os agricultores se adaptem às exigências da obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), evitando prejuízos e dificuldades operacionais durante o período de transição.

Para a FETAG-RS, a decisão reconhece as diferentes realidades do campo e a necessidade de uma transição mais justa e gradual, especialmente para a agricultura familiar, que enfrenta desafios relacionados à conectividade, acesso à tecnologia e capacitação.

A Federação destaca ainda que aguarda a publicação do novo decreto estadual, que regulamentará oficialmente essa prorrogação, trazendo os detalhes operacionais e a segurança normativa necessária para a correta aplicação da medida tanto pelos produtores quanto pelos órgãos fiscalizadores.

A FETAG-RS orienta que os agricultores e agricultoras familiares procurem o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de seus municípios, que está preparado para oferecer orientações, esclarecimentos e apoio técnico sobre a emissão da Nota Fiscal Eletrônica e demais procedimentos necessários. Os sindicatos desempenham papel fundamental na disseminação de informações e no acompanhamento dos produtores durante esse processo de adaptação. (Fetag)


GDT - 06/01/2026

(Fonte: GDT)

Leite Spot: confira valores da primeira quinzena de janeiro/26

Na primeira quinzena de janeiro, o preço médio nacional do leite spot foi de R$ 1,74 por litro, registrando uma estabilidade em relação à quinzena anterior, segundo dados do MilkPoint Mercado.

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O mercado spot manteve um quadro de estabilidade na primeira quinzena de janeiro. De acordo com os relatos da pesquisa do MilkPoint Mercado, a maior parte dos agentes conseguiu preservar não apenas os preços, mas também os volumes negociados em relação à quinzena anterior. Em alguns estados, como Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais, houve um sutil aumento na média dos valores negociados. (MilkPoint)


Jogo Rápido
Classe média menos endividada no RS
O endividamento das famílias gaúchas de classe média não é tão severo quanto o quadro nacional. Chamou atenção a análise da Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontando que a fatia de consumidores com renda mensal acima de 10 salários mínimos (mais do que R$ 15.180) e com mais de 50% da renda comprometida com dívidas subiu a 12,8%. Este nível e sem condição de pagar configura o que se chama de superendividamento. Aqui no Rio Grande do Sul, porém, a pesquisa da Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio-RS) aponta 0% das famílias de classe média com comprometimento da renda acima de 50%. Para 85,4% delas, as dívidas somam de 11% a 50% do orçamento. 'Mesmo entre as famílias com renda menor, o comprometimento se concentra nesta faixa. A realidade local é bem diferente da nacional" analisa a economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo. (Zero Hora)


A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz/RS) promove, no próximo dia 10 de setembro, às 14h, mais uma edição da live Diálogos Setoriais, com foco nos indicadores econômicos do setor do leite no Estado. O encontro será transmitido ao vivo pelo canal da Sefaz no YouTube (assista aqui).

Os dados que embasam mais uma edição do debate estão disponíveis na 34ª edição da revista RS360, publicada em 2 de setembro, que traz a análise sobre a atividade industrial leiteira tendo como base o mês de julho de 2025. O estudo compara o desempenho do setor em relação ao período do ano anterior, considerando parâmetros como vendas, compras de insumos, aquisição de bens de capital, valor adicionado e fluxos interestaduais de mercadorias (páginas 73 a 81). A revista pode ser acessada neste link.

Esta será a terceira rodada de análise de dados promovida pelo Executivo gaúcho. Pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), estão confirmadas as participações do presidente Guilherme Portella, do diretor tesoureiro Ângelo Paulo Sartor e do secretário-executivo, Darlan Palharini. O levantamento e a live integram o Programa Desenvolve RS, iniciativa do Governo Estadual com estratégia para fomentar o crescimento econômico a partir de dados e análises setoriais.

As informações são do Sindilat/RS, com dados da Sefaz. 

Imagem: Reprodução Revista RS360

A quarta-feira (3) foi marcada por uma agenda diversificada para o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) na Expointer.

Pela manhã, o sindicato esteve presente na reunião da Aliança Láctea e cadeias leiteiras dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. O encontro tratou de temas estratégicos como competitividade, sanidade e qualidade do leite, além de discutir formas de cooperação entre os estados.

À tarde, o destaque foi a apresentação da 6ª edição do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no RS, elaborado pela Emater/RS-Ascar. O estudo, divulgado na Arena da Extensão, durante a 48ª Expointer, trouxe um panorama atualizado sobre a produção, os desafios e as oportunidades do setor lácteo gaúcho.

Encerrando o dia, o Sindilat participou da Confraria da Lactalis, onde a associada celebrou seus 10 anos de atuação no Brasil, reforçando a relevância da indústria para o fortalecimento da cadeia produtiva no país.

Representaram o Sindilat nas atividades o presidente Guilherme Portella, o 1º vice-presidente Alexandre Guerra, o secretário-executivo Darlan Palharini, a gerente de comunicação Jéssica Aguirres e a gerente administrativa Julia Bastiani.