
Porto Alegre, 10 de setembro de 2026 Ano 20 - N° 5.011
PIB do RS desacelerou, mas cresceu no 2º trimestre puxado pelo agro
Economia do RS cresceu 3,6% no primeiro semestre puxada por soja, combustíveis e veículos.
A economia gaúcha fechou o primeiro semestre com crescimento de 3,6%. Calculado pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica Regional do Rio Grande do Sul (IBCRRS) é considerado uma prévia do PIB. Ficou bem acima da média nacional, de 1,5%.
O resultado foi sustentado pelo primeiro trimestre, já que o segundo teve recuo. O mês de junho avançou 0,6% sobre maio, amenizando as três quedas anteriores.
A safra de soja ajudou bastante, junto da recuperação do indicador da indústria. A produção foi puxada pela fabricação de combustíveis pela Petrobras na refinaria de Canoas e pela aceleração na General Motors (GM), de Gravataí, que lançou um novo carro.
Indústria
A produção industrial subiu 3,6% no primeiro semestre no Rio Grande do Sul. A fabricação de veículos automotores tem avançado bastante, seguida por derivados de petróleo e alimentos. Máquinas e equipamentos vão mal.
Varejo
O varejo desacelerou vendas, mas ainda cresceu 1,2% no acumulado de janeiro a junho. Vestuário despencou mais de 10%, mas setores de peso, como farmácias e supermercados, ficam no positivo. No varejo ampliado, veículos e materiais de construção também caem bastante. Livros, jornais e artigos de uso domésticos trazem avanços acima de 10%
Serviços
O setor de serviços fechou o semestre com queda de 0,5%. O turismo voltou a cair, mas ainda fechou o período com leve alta de 0,1%.
Alarmante
Quem disponibiliza alguns cruzamentos dos dados do Banco Central à coluna é o economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Oscar Frank. Na sua avaliação, apesar de alguns números positivos do curto prazo, a situação do Estado é "alarmante". Isso porque o economista faz a comparação com 2013.
— Neste confronto, o avanço é de apenas 3%, o que representa 0,2% de média ao ano. A irrigação deficitária nas lavouras, os investimentos públicos insuficientes, o envelhecimento da população e a posição geográfica distante dos centros consumidores são algumas das causas — explica.
O que vem por aí?
Frank vê um panorama complexo. A taxa de juro segue alta, com aumento da inadimplência e pedidos de recuperação judicial. Mesmo com o arrefecimento de preços, o Banco Central deve fazer cortes tímidos na taxa Selic.
— O crédito continuará caro, fruto das incertezas internacionais e do desarranjo fiscal do Brasil — avisa Frank.
Mercado de trabalho perdendo tração e efeitos do El Niño também são desafios a se observar.
Fonte: GZH
Exportações de lácteos da Argentina batem recorde de quase US$ 1 bi, Brasil é o principal destino
As exportações de produtos lácteos da Argentina registraram, entre janeiro e julho, um recorde histórico, tanto em volume comercializado quanto em receita gerada e em litros de leite equivalentes destinados ao mercado externo. A tendência permite projetar que o ano poderá terminar com o maior nível de vendas externas do setor desde o início dos registros.
Os dados são de um relatório do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), que apontou que, nos primeiros sete meses do ano, foram exportadas 259.282 toneladas, no valor de US$ 987 milhões. Em termos de litros de leite equivalentes (LLeq), o volume chegou a 1,8348 bilhão de litros, com aumentos de 24,8%, 18,4% e 20,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025.
Caso o ritmo seja mantido, as exportações de todo o ano de 2026 poderão chegar a cerca de 3,6 bilhões de litros de leite equivalentes, diante de uma produção nacional estimada em aproximadamente 12 bilhões de litros. Ou seja, uma parcela significativa da produção teria como destino o mercado internacional.
Leite em pó concentra a maior parte das vendas
Por tipo de produto, o leite em pó respondeu por 40,6% do valor exportado entre janeiro e julho. Na sequência aparecem os diferentes tipos de queijos, com 27,8%, enquanto outros produtos — como doce de leite, manteiga, óleo de manteiga e soro — representaram 19,3%. Os 12,3% restantes correspondem a produtos incluídos na categoria de confidenciais, entre eles lactose, caseína e iogurtes.
Em volume, tanto o leite em pó quanto os queijos apresentaram crescimento em relação ao mesmo período do ano passado: 29,5% e 15,8%, respectivamente. A concentração geográfica das exportações também é significativa. O Brasil absorveu 51,2% das exportações argentinas de lácteos nos primeiros sete meses do ano, muito acima dos demais destinos. Na sequência aparecem Argélia, com 9,9%; Chile, com 7,6%; Arábia Saudita, com 2,5%; Uruguai, com 2,4%; China, com 2,2%; Paraguai, com 1,9%; Colômbia e Indonésia, ambas com 1,7%; e Venezuela, com 1,6%. Os demais mercados, somados, representam 17,3%.
O desempenho de julho apresentou uma particularidade: em relação a junho, as exportações recuaram 10,9% em toneladas e 7,9% em dólares, enquanto o volume em litros de leite equivalentes caiu 8,8%. No entanto, na comparação com julho de 2025, o resultado foi positivo. O volume exportado pela Argentina cresceu 17,4% na comparação anual, a receita em dólares aumentou 10% e os litros de leite equivalentes avançaram 5,1%. Considerando esse último indicador, as exportações representaram, em julho, 23% da produção total de leite. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, a participação foi ainda maior: 28,7% da produção.
O recorde das exportações ocorre em um contexto de preços médios mais baixos por tonelada. Entre janeiro e julho, o valor médio de exportação foi de US$ 3.807 por tonelada, 5,1% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. A queda foi ainda mais acentuada no leite em pó em geral: o preço médio nos primeiros sete meses ficou em US$ 3.671 por tonelada, 7,1% abaixo do ano anterior.
Mercado interno argentino
Em relação ao consumo interno, a variação mensal do volume de vendas registrou aumento de 2,4% em julho, percentual que também foi observado na medição em litros de leite equivalentes. No entanto, ao analisar a média diária dentro dessa variação mensal, observa-se uma queda de 0,9% tanto em volume quanto em litros equivalentes, o que sugere que o mês teve menos dias úteis ou de atividade em comparação com o anterior.
Na comparação anual, o mercado interno apresentou uma recuperação mais expressiva: o volume de vendas cresceu 6,9%, enquanto os litros de leite equivalentes aumentaram 3,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já no acumulado entre janeiro e julho, o relatório aponta um leve crescimento de 0,9% em volume e de apenas 0,1% em litros de leite equivalentes. Isso indica que, apesar da melhora mensal e na comparação anual, o resultado acumulado dos primeiros sete meses do ano permanece praticamente estável.
As informações são do Infobae, adaptadas pela equipe MilkPoint.
Hidratação funcional: entenda essa nova oportunidade para os lácteos no esporte
Com a chegada do verão e o aumento das atividades ao ar livre, como caminhada, corrida, ciclismo e natação, cresce também a necessidade de hidratação. E, além da água, o leite vem sendo estudado como uma alternativa para ajudar na reposição e retenção de líquidos.
Composto por cerca de 87% a 91% de água, o leite fornece naturalmente eletrólitos e minerais como sódio, potássio, cálcio e magnésio, que contribuem para o equilíbrio de líquidos e favorecem a retenção de água pelo organismo. Seus carboidratos e proteínas de alta qualidade também auxiliam na recuperação muscular durante e após o exercício.
As evidências científicas reforçam esse potencial. Um ensaio clínico randomizado publicado em 2015 no American Journal of Clinical Nutrition, que avaliou o chamado Beverage Hydration Index (BHI), ou Índice de Hidratação de Bebidas, mostrou que tanto o leite integral quanto o desnatado apresentaram valores de BHI superiores aos da água e desempenho semelhante ao das soluções de reidratação oral.
Por que a hidratação é tão importante?
Mesmo pequenas alterações no estado de hidratação podem ter consequências. Uma perda de líquidos equivalente a apenas 2% da massa corporal já caracteriza desidratação e pode prejudicar tanto o desempenho cognitivo quanto o físico.
A água é essencial para diferentes funções do organismo, incluindo a regulação da temperatura corporal por meio do suor, a respiração durante o exercício, a digestão e absorção de nutrientes, a proteção das articulações e da coluna vertebral, a produção de lágrimas e saliva, a eliminação de resíduos e o funcionamento adequado do cérebro relacionado ao humor, movimento e energia.
A quantidade de água presente no organismo pode representar entre 45% e 75% do peso corporal total, dependendo de fatores como idade, estado de saúde, alimentação, nível de atividade física e exposição às condições ambientais.
As Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos recomendam uma ingestão total diária de água de aproximadamente 3,7 litros para homens e 2,7 litros para mulheres. Esses volumes incluem não apenas a água consumida diretamente, mas também outras bebidas e a água presente em alimentos como frutas, vegetais e sopas.
A hidratação é regulada pelo cérebro, que monitora alterações na osmolalidade do plasma sanguíneo provocadas por mudanças nas concentrações de sódio, cloreto, potássio, magnésio e sulfato. Quando a osmolalidade aumenta ou diminui, sinais hormonais orientam os rins a conservar ou eliminar água. Desequilíbrios extremos podem representar risco à vida, enquanto a manutenção de uma hidratação equilibrada tem sido associada à redução do risco de doenças crônicas, incluindo distúrbios cardiovasculares, metabólicos e renais.
Leite combina água, eletrólitos e proteínas
É justamente nesse contexto que o leite aparece como uma opção de hidratação. Além de sua elevada proporção de água, ele fornece eletrólitos naturalmente presentes em sua composição.
Sódio, potássio, cálcio e magnésio ajudam no equilíbrio de líquidos e na retenção de água. Ao mesmo tempo, os carboidratos e as proteínas de alta qualidade presentes no leite auxiliam na recuperação muscular durante e após a atividade física.
Para alguns consumidores, entretanto, a textura do leite pode não ser a opção preferida durante ou imediatamente depois do exercício. “Algumas pessoas podem não querer consumir uma bebida mais cremosa e encorpada durante ou depois do exercício”, afirma Matt Pikosky, Ph.D., R.D., vice-presidente de pesquisa em nutrição do National Dairy Council. É nesse cenário que entra o permeado de leite.
Permeado de leite como alternativa para bebidas de hidratação
O permeado de leite é um ingrediente de origem láctea produzido durante a ultrafiltração do leite. O processo separa proteínas e gorduras, enquanto mantém minerais e carboidratos naturalmente presentes. Segundo Pikosky, esse ingrediente pode ser utilizado na formulação de uma bebida transparente comparável às bebidas esportivas tradicionais, e estudos já demonstraram seus benefícios para a hidratação.
Um estudo publicado em 2020 na revista Nutrients, intitulado Hydration Efficacy of a Milk Permeate-Based Oral Hydration Solution, avaliou uma solução de hidratação produzida à base de permeado de leite. Os resultados mostraram que a bebida melhorou a retenção de líquidos, reduziu a produção acumulada de urina e manteve um balanço hídrico positivo por mais tempo em comparação tanto com a água quanto com uma bebida esportiva tradicional contendo carboidratos e eletrólitos. Os pesquisadores atribuíram esses benefícios ao maior teor de minerais e à osmolalidade da bebida.
Esses resultados foram posteriormente validados e ampliados em um estudo de 2026. A pesquisa mostrou que a mesma bebida esportiva à base de permeado de leite promoveu melhor reidratação dos participantes do que bebidas esportivas tradicionais com carboidratos e eletrólitos e do que a água. Os participantes também retiveram mais líquidos durante várias horas após o exercício. “A ciência continua mostrando que os lácteos podem oferecer soluções eficazes de hidratação para diferentes necessidades dos consumidores.
O leite há muito tempo é reconhecido como uma excelente bebida para hidratação porque fornece naturalmente água, eletrólitos e proteínas de alta qualidade. Para as pessoas que preferem uma opção mais leve durante ou depois do exercício, as bebidas à base de permeado de leite oferecem os eletrólitos naturalmente presentes nos lácteos em uma bebida transparente, e pesquisas recentes continuam demonstrando sua eficácia para a reidratação”, afirmou Pikosky.
Hidratação, controle de peso e medicamentos GLP-1
As pesquisas também vêm investigando a relação entre hidratação e controle do peso. Uma revisão publicada em 2025 no Jordan Journal of Agricultural Sciences, intitulada Role of Hydration Status on the Pathogenesis and Management of Obesity, relatou que o aumento da ingestão de água pode influenciar o metabolismo, a regulação do apetite, o equilíbrio hormonal, a saciedade e a ingestão total de energia.
Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde citada no material, 2,5 bilhões de adultos em todo o mundo estavam com sobrepeso ou obesidade em 2022. Nesse contexto, bebidas que favoreçam a hidratação representam uma oportunidade, particularmente para leite e bebidas à base de lácteos capazes de fornecer água e nutrientes essenciais.
O avanço dos medicamentos da classe GLP-1 também reforça a importância da atenção à hidratação. Esses medicamentos reduzem o apetite e suprimem a sede, aumentando o risco de desidratação e de complicações relacionadas, como alterações na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e infecções do trato urinário. Nesse caso, leite e bebidas à base de leite podem fornecer, além de hidratação, proteínas completas de alta qualidade.
Oportunidade para o setor lácteo
O equilíbrio natural de eletrólitos dos lácteos, combinado às proteínas de alta qualidade e aos carboidratos, oferece ao setor uma vantagem funcional que, segundo o material, os concorrentes de origem vegetal não conseguem reproduzir facilmente. A inovação em tamanho das porções, formatos de embalagem, sabores e adição de ingredientes funcionais pode contribuir para ampliar a presença dos lácteos nos segmentos de hidratação, bem-estar e desempenho físico. As pesquisas com leite e permeado de leite mostram, portanto, novas possibilidades para o setor lácteo em um mercado que vai além da nutrição tradicional, incorporando também hidratação e recuperação após exercícios.
As informações são do Dairy Foods, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.
Jogo Rápido
Reconhecimento que reforça a qualidade.
A Manteiga Extra da Rar Gastronomia foi premiada com Medalha de Ouro no IX Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau (SC). O reconhecimento coloca o produto entre os destaques de uma das principais competições nacionais voltadas à valorização de queijos e derivados lácteos, reforçando o compromisso da Rar Gastronomia com qualidade, sabor e excelência em cada etapa da produção. Para a Rar Gastronomia, conquistar uma medalha de ouro é o reconhecimento de um trabalho construído diariamente, do campo à mesa.