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27/10/2020

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 27 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.334


Preço do leite tem queda e alta de custos preocupa

Depois de quatro meses de elevação, o valor de referência do leite projetado para outubro no Rio Grande do Sul é de R$ 1,5482, retração de 5,18% em relação ao consolidado de setembro (R$ 1,6327). Apesar da redução, os valores seguem em patamares acima dos praticados em anos anteriores, fato motivado pela alta de custos no campo e na indústria. Os dados foram apresentados em reunião do Conseleite realizada nesta terça-feira (27/10) de forma híbrida, a primeira com presença física desde a chegada da Covid-19 ao Brasil. Coordenado pelo presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, o encontro, ocorrido na sede da Farsul, em Porto Alegre (RS), seguiu as mais rígidas normas da prevenção.

O temor do setor é com o impacto dessa retração de preços frente à elevação de custos de insumos. Além dos grãos, há diversos outros itens com valores sendo reajustados rotineiramente, como embalagens, ingredientes e medicamentos. Também há preocupação, alertou Rizzo, com a falta de itens essenciais para manter a produção, já que produtores relatam dificuldade para aquisição de produtos básicos como o milho, por exemplo. “Ainda estamos sofrendo os efeitos da seca do último verão e isso se agrava com o alerta de La Niña”, informou Rizzo.

O vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, ponderou que a redução do auxílio emergencial de R$ 600,00 para R$ 300,00 já traz impacto no mercado, além do aumento das importações de lácteos. Segundo Guerra, as aquisições de leite importado passaram de um patamar de 10 mil toneladas/mês, antes da pandemia, para mais de 23 mil toneladas em setembro. “Estivemos em reunião com o Ministério da Agricultura e pedimos para que o tema seja monitorado porque as importações estão vindo com mais força”, alertou. Guerra sinalizou que a alta do preço no mercado interno tornou os importados mais competitivos mesmo com a valorização cambial. Com maior escala por propriedade, Argentina e Uruguai, por exemplo, vêm conseguindo reduzir custos.

O professor da UPF Marco Antonio Montoya informou que há uma correlação direta entre o comportamento dos preços no Rio Grande do Sul e o verificado em outros estados, como Santa Catarina e Paraná, que também sinalizam retração para outubro. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Crédito da imagem: Carolina Jardine


Ajustes em normas trabalhistas podem gerar economia

As mudanças anunciadas na semana passada pelo governo federal na norma regulamentadora (NR) sobre segurança e saúde no trabalho no agronegócio deverão resultar em custos menores para os produtores. A estimativa do Ministério da Economia é que será possível enxugar gastos de mais de R$ 4,3 bilhões por ano no campo com alterações que simplificam a relação trabalhista.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a nova redação deixou mais claras as regras que terão que ser seguidas, aplicadas e exigidas por produtores rurais, empregadores, trabalhadores e fiscais do trabalho. “Dessa forma, evita-se autuações indevidas por descumprimento de normas regulamentadoras que sequer são aplicáveis no campo, uma vez que são destinadas ao ambiente urbano”, disse Rudy Ferraz, chefe da assessoria jurídica da CNA.

A revisão da NR 31, em vigor desde 2005, alterou o capítulo que trata das “condições sanitárias e de conforto no trabalho rural”, que especificou quais obrigações cabem às frentes de trabalho e dizem respeito a estruturas fixas e móveis. A utilização de moradias como alojamento passa a ser permitida, desde que observados os regramentos da norma.

Foi inserido na norma o conceito de “trabalho itinerante”, referente a trabalhadores que percorrem uma propriedade sozinhos ou em pequenos grupos para atividades pontuais como o conserto de uma cerca, serviços com trator ou reunião do gado. A NR 31 exigia a instalação de banheiros e refeitórios em todas as frentes de trabalho, o que é considerado inaplicável no caso do trabalho itinerante. O mesmo ocorre em zonas alagadiças, como no Pantanal.

Também foi alterada a regra para o armazenamento de agrotóxicos. A norma determinava que os produtos fossem acondicionados a 30 metros de qualquer instalação, o que, segundo a CNA, tornava inaplicável a medida em pequenas propriedades. Com a revisão, a distância foi reduzida para 15 metros. Para quantidades de até 100 litros ou 100 quilos, será permitido o uso de um armário com requisitos de segurança.

Outra mudança autoriza a utilização da modalidade de ensino à distância (EaD) em treinamentos e cria o Programa de Gerenciamento de Risco no Trabalho Rural (PGRTR). Pequenos e médios produtores que contam com até 50 empregados por prazo determinado e/ou indeterminado poderão usar uma ferramenta gratuita de avaliação de riscos que será disponibilizada pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, para estruturar o programa.

“Essa medida vai permitir a redução de custo para o produtor rural que hoje precisa contratar um profissional para elaborar esse programa. Para o pequeno, significa um custo de R$ 1.300 e o programa deve ser revisado a cada três anos”, afirmou Rodrigo Hugueney, assessor jurídico da CNA.

O Secretário Especial de Previdência e Emprego, Bruno Bianco, afirmou que a revisão representará “menos multas e menos burocracia” no campo. “Faz sentido que um pequeno empresário cumpra os mesmos requisitos de uma grande propriedade rural ou de uma empresa urbana? Faz sentido um pequeno produtor de leite, que tem dez vaquinhas, ter de elaborar um plano de prevenção de riscos ambientais todos os anos?”, questionou.

As novas regras entram em vigor um ano após a publicação da portaria, que deve ocorrer essa semana. Elas valem para o trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. (As informações são do Valor Econômico)

 

Food Services: como fica a demanda de lácteos no 4º tri e em 2021?

Longe de tentativas de adivinhação, temos que focar no novo mercado que está emergindo desta situação de prolongamento indefinido da pandemia, com um mercado realmente diferente de tudo que já vivemos até agora...

Vejamos:

• Não são grandes recessões como 2015, já que existem segmentos de mercado do Food Service altamente demandados, com os mecanismos de delivery fazendo história;

• Não é obviamente como o mercado era – basta ter a experiência de ir a um restaurante com 30% de ocupação, com mesas fechadas e com garçons que parecem astronautas para perceber a diferença!

• Outra coisa absolutamente clara é que o consumidor da classe A e B, assim que pôde voltar a consumir alimentos fora de casa, mesmo com a pandemia, voltou imediatamente!!!! Cai aqui por terra aquele mito que todas as pessoas gostariam de cozinhar em casa para a eternidade! Grande engano!

• Serviços de alimentação em shoppings, aeroportos, faculdades, etc. estão retomando seu movimento mesmo com foco em classes C e D, devido à alta conveniência dos serviços.

Portanto, o prognóstico de fecharmos o último trimestre de 2020 com o Food Service consumindo cerca de 80% dos insumos que consumia no último trimestre de 2019 parece ser bastante realizável.

Agora pode ser que em cada empresa o efeito seja diferente, já que, como observado, dependendo do segmento de sua atuação, a empresa pode estar focando em segmentos que não terão a mesma recuperação que outros... Por isso, nesta altura, é muito importante checar com as equipes comerciais as escolhas que foram feitas de atendimento – realmente vamos ter 20 a 30% de quebra nos operadores de Food Service, mas também vamos ter estes novos modelos de atendimento se consolidando...

Uma pergunta que ajuda muito neste diagnóstico: Quantas “dark kitchen” ("restaurante fantasma", voltado apenas para delivery) sua empresa cadastrou nos últimos 3 meses? Nenhuma? Então é preciso rever seus conceitos....

Posso assegurar que quem ficar esperando a volta do mercado de Food Services como era antes da pandemia vai perder mercado! É preciso rever a estratégia com os novos canais!

E para 2021? Vamos ter certamente, com a recuperação econômica. uma volta de relevância para o setor de Food Services, com volumes de consumo no mínimo iguais a 2019 para quem acertar a estratégia de canais! Importante se preparar!

Roberto Denuzzo será palestrante no Dairy Vision 2020, que ocorrerá de 1 a 4 de dezembro de 2020. Sua palestra "O novo food service pós-Covid-19" será parte da seção 2: "Os efeitos da Covid-19 e a transformação na indústria". O Dairy Vision 2020 será totalmente online, contando com 30 palestrantes de todo o mundo para discutir os rumos da indústria láctea no Brasil e no mundo. Não perca tempo, visite o site, confira a programação e seja protagonista em um mundo de transformações cada vez maiores e mais rápidas! (Milkpoint)


Jogo Rápido

Cerca de 70 milhões de animais devem ser vacinados contra febre aftosa 
A segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa começa no próximo dia 3 de novembro para imunização de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, para a maioria dos estados brasileiros, conforme o Calendário Nacional de Vacinação 2020. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 70 milhões de animais, até o final de novembro. “Tão importante quanto a vacinação correta é também o preenchimento completo da declaração de vacinação e entrega online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados, para que a declaração possa ser registrada e o produtor possa cumprir com os compromissos sanitários junto ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado”, destaca o chefe da Divisão de Febre Aftosa da Secretaria de Defesa Agropecuária, Diego Viali dos Santos. As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina. Em casa de dúvidas, a orientação é para que procurem o órgão de defesa sanitária animal de seu estado. (MAPA)


 

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