Pular para o conteúdo

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 11 de maio de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.658


FIERGS LANÇA CURSOS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA PESSOAS DESEMPREGADAS
 
As indústrias gaúchas poderão contar com novos profissionais qualificados por meio de uma iniciativa de capacitação técnica e gratuita de pessoas desempregadas. O programa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Sul (Senai-RS), integrante do Sistema FIERGS, foi lançado nesta terça-feira (10), em parceria com os Sindicatos Industriais filiados à entidade. “O programa objetiva auxiliar diretamente a falta de recursos humanos capacitados para o setor”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, no evento de lançamento, que contou com a presença de presidentes e representantes de Sindicatos Industriais.
 
De acordo com o dirigente, a proposta é “apoiar os sindicatos na busca de um ambiente cada vez mais favorável aos negócios de seus associados, buscando elevar a competitividade das indústrias estabelecidas no Rio Grande do Sul”.
 
Segundo o diretor regional do Senai-RS, Carlos Trein, são mais de 1,5 mil vagas em cursos de qualificação no Estado. As indústrias podem encaminhar aos sindicatos as áreas com mais necessidade de profissionais. Para participar do programa, o candidato deve ser indicado por um sindicato da indústria, ter acima de 18 anos, estar desempregado e apresentar a autodeclaração de baixa renda (exigência regimental).
 
O edital com a relação completa de oportunidades, os critérios para participação e o endereço das unidades estão disponíveis para consulta.
 
A internacionalização de empresas foi outro tema do encontro sindical. O gerente de Relações Internacionais e Comércio Exterior da FIERGS, Luciano D'Andrea, apresentou a plataforma de comércio exterior em BI (Business Intelligence) desenvolvida pela entidade. Também falou sobre as informações disponíveis e a importância delas na elaboração de iniciativas de exportação, além de detalhar como os sindicatos industriais e as empresas podem acessar os dados. Acesse gratuitamente.
 
D'Andrea destacou ainda outro serviço, o Mapa de Oportunidades de Exportação, iniciativa da FIERGS para apoiar os sindicatos e as indústrias na elaboração de estratégias em comércio exterior.
 
MÉRITO INDUSTRIAL E SINDICAL
A FIERGS apresentou também a nova configuração das premiações que tradicionalmente realiza. A partir de 2023, ocorrerá o Prêmio Mérito Industrial e Sindical, com periodicidade bianual. O vice-presidente da FIERGS, Gilberto Ribeiro, afirmou que o objetivo é estimular o desenvolvimento da indústria gaúcha, distinguir empreendedores, projetos inovadores e valorizar os sindicatos industriais.
 
O prêmio terá três categorias: Empresário Industrial (proprietário ou sócio de indústria), Destaque Sindical (sindicato industrial filiado à FIERGS) e Projeto Inovador (ações ou soluções industriais novas com tecnologia e inovação).
 
No evento, Gilberto Ribeiro anunciou ainda outra novidade: a criação do Museu da Indústria, localizado na sede da FIERGS, em Porto Alegre. Será um centro de pró-memória, com registros históricos por todos os meios disponíveis (físicos e virtuais). (FIERGS)

SC: governo sanciona redução do ICMS para leite e alimentos de bares e restaurantes
 
A sanção da redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o leite longa vida e para alimentos vendidos por bares e restaurantes em Santa Catarina foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (09/05). Também há medidas para a cesta básica e farinha.
 
Pela lei 18.368/2022, o ICMS para o leite ficou em 7% e o dos alimentos vendidos em bares e restaurantes, em 3,2%. Foi prorrogada a alíquota de 7% da cesta básica catarinense e a concessão de crédito presumido para a farinha com mistura para pães.
 
A proposta de redução do ICMS para o leite longa vida para 7% é retroativa a 1º de abril de 2022. O benefício fiscal para a cesta básica vai até 31 de dezembro de 2023, informou o governo do estado.
 
Além do leite longa vida e da manteiga, que retornam ao ICMS de 7%, a cesta básica é composta de itens como feijão, arroz, diversos tipos de farinhas, carnes e miudezas comestíveis de aves e suínos, misturas e pastas para a preparação de pães e mel.
 
Em relação aos alimentos vendidos por bares e restaurantes, essa categoria não inclui bebidas.
 
Principais mudanças?
 
Leite: alíquota do ICMS vai de 17% para 7% e ele volta à cesta básica
Farinha de trigo: foi concedido crédito presumido aos estabelecimentos fabricantes do Estado, até o dia 31 de dezembro de 2023
Alimentos: alíquota passa de 7% para 3,2%
Alesc aprovou redução
 
O PL que alterou três leis tributárias foi aprovado em 3 de maio pela Assembleia Legislativa do Estado (Alesc). No entanto, antes da votação, ele chegou a ser suspenso por uma determinação da Justiça. A decisão liminar (temporária) foi concedida após um deputado pedir vistas, para analisar por mais tempo o projeto. (As informações são do G1, adaptadas pela equipe MilkPoint)
 





Como produzir mais leite e mais barato é tema de Dia de Campo em Rio Pardo
 
Com o tema "Estratégias para reduzir custos de produção na bovinocultura de leite", e com a pergunta chave "como produzir mais leite e mais barato", o Dia de Campo realizado na sexta-feira (06/05) no Parque da Expoagro, em Rio Pardo, reuniu agricultores de nove municípios do Vale do Rio Pardo. O evento foi promovido pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em parceria com a Embrapa e Afubra.
 
O extensionista rural e assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Vivairo Zago, destaca que o evento visou mostrar aos produtores as opções existentes ao trabalhar o vazio forrageiro, a alimentação do rebanho leiteiro durante o ano e o ajuste de dieta para os bovinos de leite. "Queremos divulgar essas informações que são bastante benéficas para o produtor em um período em que os custos de produção com alimentação do rebanho são muito elevados e o produtor precisa planejar muito bem a alimentação dos animas, visando à redução de custos e maior rentabilidade na bovinocultura de leite".
 
Durante a atividade, o público presente pode percorrer três estações temáticas. Na primeira foi abordado o tema "planejamento forrageiro: organizando para vencer dificuldades", conduzida pelos extensionistas rurais Anderson Mateus da Silva, André Macke Franck e Vivairo Zago; "alimentos conservados: como produzir mais leite e mais barato", ministrada pelo extensionista rural Diego Barden dos Santos; e "pastagens perenes tropicais são milagrosas?", tema desenvolvido pelo pesquisador da Embrapa Sérgio Elmar Bender.
 
Zago frisa que várias estratégias podem ser adotadas pelo produtor, como por exemplo a utilização de pastagens perenes de verão, trabalhar a produção de feno e de silagem de espécies forrageiras de verão e de inverno. "Todo esse conjunto de fatores faz com que o produtor consiga dispor de alimento suficiente e de qualidade para sua propriedade, desde que ele tenha um planejamento bastante efetivo", observa. Além disso, segundo o extensionista, uma vaca bem alimentada é um animal com uma boa sanidade, fator que resulta em maior produção de leite e evita custos com tratamentos. "Uma vaca que se alimenta bem, que está num ambiente favorável com piquetes com pastagem de qualidade e em abundância, com água no piquete e sombra, vai ser um animal que está em uma condição favorável para produzir e expressar o máximo do potencial possível para a produção de leite", conclui Zago.
 
O extensionista rural Diego Barden dos Santos explica que nos últimos dois anos foi muito difícil para os produtores produzirem quantidade e qualidade de alimentos conservados, como por exemplo a silagem. Com isso, muitos produtores precisaram comprar alimentos, aumentando o custo da produção. "Devido à baixa qualidade da silagem disponível, os produtores precisaram fazer um aporte muito grande de ração para melhorar e equilibrar a nutrição das vacas. E isso aconteceu ao longo do ano, quando esses alimentos são utilizados, fazendo com que os produtores gastem um pouco a mais com essa demanda ao longo do ano, aumentando o custo", observou.
 
Santos ressaltou como estratégias importantes o ajuste da carga animal e a disponibilidade de alimento. "Se eu tenho mais animais do que alimento, preciso fazer o descarte de alguns animais para manter o caixa da propriedade equilibrado". Outra orientação destacada aos participantes foi sobre a qualidade dos alimentos produzidos e armazenados na propriedade, principalmente alimentos conservados, como a silagem de milho. "A silagem de milho tem um impacto muito grande na nutrição das vacas de leite da nossa região. Ela é muito usada e muito difundida. Quando eu tenho uma carga energética, ou seja, uma qualidade dessa silagem muito mais baixa que o normal, é necessário ter um aporte de concentrado (ração) muito maior, o que eleva muito o custo de produção. Cuidando mais dos detalhes da produção, com algumas tecnologias e biotecnologias podemos fazer com que a nossa produção seja maior e com mais qualidade e assim vamos conseguindo produzir mais leite e mais barato", orienta o extensionista.
 
O gerente regional adjunto da Emater/RS-Ascar, Carlos Corrêa da Rosa, destacou a importância da retomada das atividades coletivas. "Essa é uma oportunidade para os agricultores terem contato com outros produtores e técnicos para reciclar conhecimento e conhecerem técnicas de pastoreio para a bovinocultura de leite. Como estamos no outono, os agricultores precisam pensar com urgência no planejamento forrageiro, uma vez que a meteorologia indica que teremos um inverno com muito frio e chuva. É um desafio para o produtor se manter na atividade, garantir a produtividade e gerar renda", ressaltou.
 
O assessor de eventos agropecuários da Afubra, Marcio Almeida, ressaltou a utilização do Parque da Expoagro para capacitação de agricultores durante o ano. "Com a estruturação do parque e as parcerias mantemos atividades durante o ano para levar conhecimento e transferir tecnologia para os agricultores. Nossa meta é, cada vez mais, utilizar essa estrutura para eventos durante o ano e atender os produtores em diversas áreas". (Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Regional de Soledade)

Jogo Rápido 

Expocon discute em Condor inteligência artificial para o setor leiteiro
O uso de robôs na produção de leite é um dos temas abordados durante o Fórum do Leite, nesta sexta-feira (13/05), em Condor. O evento irá reunir especialistas e produtores rurais para discutirem inovações tecnológicas no mercado gaúcho do leite. O Fórum terá início às 19h, no Centro de Eventos do município, e é uma das atrações da Feira do Agronegócio (Expocon), que se realiza de 12 a 15 de maio. Será debatedor do Fórum do Leite o zootecnista e gerente técnico da Emater/RS-Ascar, Jaime Ries. "O objetivo do Fórum é discutir o impacto das inovações tecnológicas no setor leiteiro”, disse a extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Roseli Seitenfuss. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produção anual de leite, em Condor, é de 37,7 milhões litros. ROBÔS: Em Condor, a automação industrial tem contribuído para melhorar a eficiência de muitos sistemas produtivos de leite. Experiências com o uso de inteligência artificial para alimentar terneiras e para ordenhar vacas serão apresentadas através de imagens, gravadas nas propriedades rurais das famílias Pfeifer, Strobel e Breunig. Outros temas a serem debatidos durante o Fórum do Leite são Integração Lavoura/Pecuária/Leite, com o pesquisador da CCGL, Pedro Albuquerque; Forrageiras, com o pesquisador da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski; Nutrição da Vaca Leiteira, com o representante do Senar/Unitec, Josué Carpes Marques; e Genética e Criação da Terneira, com o pecuarista Adriano Rigon. O Fórum do Leite é uma realização da Prefeitura de Condor e Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). Apoiam a iniciativa Sebrae, Sicredi, Embrapa, Senar e Cotripal. (Emater/RS)

 
 
 
 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 10 de maio de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.657


Embrapa Pecuária Sul realiza reunião como novos membros do Comitê Assessor Externo

A Embrapa Pecuária Sul recebeu na quinta-feira (05/05) os novos membros do Comitê Assessor Externo (CAE) do centro de pesquisa para a posse e a realização da primeira reunião. O CAE é um órgão consultivo dos centros de pesquisa e que tem como função principal apresentar as demandas do setor produtivo e também auxiliar na definição das estratégias da programação de pesquisa, desenvolvimento e inovação das unidades da Embrapa. Além disso, o comitê também auxilia na identificação de oportunidades de desenvolvimento de tecnologias, bem como na avaliação das soluções já geradas.

O comitê é composto por profissionais internos e externos à Empresa, de competência reconhecida e representativa das cadeias produtivas. O novo CAE do centro de pesquisa localizado em Bagé (RS) é presidido pela Diretora-executiva de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Adriana Regina Martin, e tem como secretário executivo o Chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Flores Cardoso. O comitê é composto ainda por Jorge Lemainski, Chefe-geral da Embrapa Trigo; Ana Doralina Alves Menezes, Gerente Nacional do Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus;  Darlan Palharini, Secretário Executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat/RS); Fabio Marcelo Montossi Porchile, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária do Uruguai (INIA); e Valter José Pötter, Diretor proprietário da Estância Guatambú, de Dom Pedrito/RS.



Na abertura da reunião Adriana Martin apresentou os objetivos do CAE, seu funcionamento bem como a estrutura, as estratégias, desafios e metas da Embrapa em todo o país. De acordo com Adriana, as sugestões apresentadas pelos membros do CAE são oportunidades para a adequação da carteira de projetos e de inovação do centro de pesquisa às demandas do setor produtivo. “É também importante ouvir dos clientes da Embrapa as necessidades e problemas das cadeias produtivas e com isso buscar as soluções necessárias, bem como buscar parcerias internas na Embrapa e também externas.

Já Fernando Flores Cardoso fez uma apresentação sobre a filosofia de trabalho da Embrapa Pecuária Sul, as soluções tecnológicas já desenvolvidas, projetos em execução e desafios futuros. Segundo o dirigente, os projetos desenvolvidos pela Embrapa Pecuária Sul estão alinhados à busca de uma intensificação sustentável da pecuária nos campos da região Sul do Brasil. “Estamos trabalhando dentro de um conceito de produção de alimentos saudáveis em sistemas sustentáveis. Ou seja, nosso esforço está focado em uma produção de alimentos que leve em consideração saúde total que compreende a saúde humana, saúde dos animais e saúde do ambiente”, ressaltou.

Depois das apresentações institucionais, os membros do CAE conheceram algumas das instalações do centro de pesquisa, como o Laboratório de Ciências da Carne, a área de melhoramento genético de forrageiras e o local onde são realizadas as provas de desempenho animal. Outra atividade foi um encontro entre os membros do comitê e o corpo técnico formado por pesquisadores e analistas. Por fim, houve o momento em que os integrantes do CAE fizeram as suas análises, sugestões e contribuições. Essas contribuições serão sistematizadas e posteriormente apresentadas à toda equipe técnica da Unidade, com o objetivo de subsidiar projetos de pesquisa e ações de transferência de tecnologias. (Jornal dia dia)

SORO: HISTÓRIA, USOS E O SEU PAPEL NO MERCADO DOS LATICÍNIOS

Quando dizemos que o leite é versátil, é talvez uma das suas características mais interessantes. O soro de leite, um subproduto da fabricação de queijo, e cuja matéria-prima é o leite, está cheio de propriedades nutricionais, aplicações e também de história
Quando dizemos que o leite é versátil, é talvez uma das suas características mais interessantes. O soro de leite, subproduto da fabricação de queijo, cuja matéria-prima é o leite, está cheio de propriedades nutricionais, aplicações e também de história, porque nem sempre teve o valor de mercado e as utilidades que tem hoje. 

Durante muito tempo foi um produto residual difícil de eliminar devido às grandes quantidades produzidas nas centrais leiteiras, mas hoje é um dos elementos mais utilizados na indústria alimentar, e foram as novas tecnologias que tornaram possível separar os seus principais nutrientes e convertê-los em novos produtos, tais como concentrados de proteínas de soro de leite, emulsionantes, estabilizadores e outros aditivos. 

A utilização de soro de leite tem uma história de 7000 anos. Foi originalmente utilizado como medicamento para o tratamento de infecções, cura de feridas, doenças estomacais (Hipócrates 460 AC), e para a preparação de sopas e manteigas de soro de leite (século XVII). Na era moderna era considerado um desperdício e tornou-se um problema para o ambiente. Na segunda metade do século XX, os avanços tecnológicos tornaram possível transformar este produto subvalorizado numa valiosa matéria-prima.

As empresas que processam soro de leite produzem diferentes tipos de ingredientes de alto valor acrescentado, combinando processos de separação, desmineralização e secagem. As principais utilizações para estes ingredientes são aditivos em outros produtos lácteos, tais como iogurtes e sobremesas, produtos de padaria, bebidas, enchidos e outros alimentos, bem como em produtos farmacêuticos e/ou produtos alimentares de maior valor acrescentado, tais como lactose e proteínas. Entre estas empresas podemos mencionar a Agropur canadiana, a Prolesur chilena e as Franz e Mafralac argentinas, com uma forte presença no nosso eDairy Market.

Quase 90% do volume de leite é soro de leite e contém aproximadamente 55% dos seus nutrientes: lactose (45 – 50 g/l), proteínas solúveis (6 – 8 g/l), lípidos (4 – 5 g/l) e sais minerais (4 – 6 g/l). 

Depois da água, o soro de leite contém a maior parte da lactose, 70% do total de sólidos, que é uma grande matéria-prima para a produção de produtos de alto valor acrescentado. É utilizado como ingrediente em fórmulas infantis e como excipiente na indústria farmacêutica. 

As proteínas solúveis são o componente nutricional mais importante, com quase 12% dos sólidos totais em soro de leite, as suas propriedades químicas, físicas e funcionais são perfeitas para utilização em alimentos e farmacologia. A β-lactoglobulina é o seu principal componente com cerca de 50% e α-lactoalbumina com 20% das proteínas solúveis do soro de leite; além disso, contém outras proteínas tais como imunoglobulinas, albumina de soro bovino e outras proteínas menores tais como lactoferrina, lactoperoxidase, e glicomacropeptídeos. 

As proteínas do soro de leite contêm níveis elevados de aminoácidos tais como triptofano, lisina e aminoácidos sulfurados (cisteína, metionina e glutationa) de muito alta qualidade nutricional, altamente valorizados pela sua composição e digestibilidade, razão pela qual são nutricionalmente superiores às proteínas de origem vegetal. 

Estas proteínas têm vindo a ganhar importância na indústria alimentar devido ao seu elevado valor nutricional, e foram encontradas aplicações interessantes na indústria farmacêutica, uma vez que poderiam ter efeitos antibacterianos e antivirais. 

As suas propriedades funcionais também o tornam um ingrediente alimentar atrativo. Solubilidade, gelatinização, emulsificação e espumação são as capacidades mais notáveis. São substitutos das proteínas dos ovos em produtos de confeitaria e padaria. 

O soro de leite é utilizado na alimentação de bebés, para idosos e em suplementos para atletas pelas suas propriedades nutricionais, no fabrico de bebidas fermentadas e não fermentadas, em barras de cereais, em produtos de carne como salsichas e numa grande variedade de sopas e molhos. 

O soro de leite é rico em potássio, cálcio, fósforo, sódio e magnésio. Contém vitaminas B (tiamina, ácido pantoténico, riboflavina, piridoxina, ácido nicotínico e cobalamina) e ácido ascórbico, que são componentes importantes na dieta das crianças pela sua contribuição para o desenvolvimento e fortalecimento da estrutura óssea e dos tecidos.

As proteínas de soro de leite representaram 7,2% (OCLA) do total das exportações da Argentina em 2021.



A indústria leiteira, desde a exploração leiteira até a prateleira do supermercado, é enorme, envolvendo milhares de famílias e empresas que ganham a vida com ela. Muitos conhecimentos e tecnologia são aplicados em cada alimento que o traz para a nossa mesa. 

O leite é bom para você! Já bebeu o seu copo de leite hoje?

Valeria Guzmán Hamann | EDAIRYNEWS | Dados: INTI, OCLA, Arquivo EDN









Piracanjuba apresenta novas embalagens

Embalagens/Piracanjuba - Já se foi o tempo em que as embalagens eram usadas apenas para armazenar e transportar alimentos. Além das informações indispensáveis, como a composição dos produtos e tabela nutricional, as marcas entenderam o potencial de comunicação dos recipientes. 

Desde então, mais do que apresentar layouts atrativos, elas se tornaram aliadas para diversas finalidades, como proporcionar maior transparência ao consumidor. Pensando nesses recursos, a Piracanjuba remodelou as embalagens de diversas linhas do portfólio e o resultado é um visual mais moderno, clean, e que apresenta novidades, como playlist exclusiva no Spotify (Leite Condensado) e variedade de vídeos de receitas (Creme de Leite), via QR Code direcionando para o Youtube.

“Quando pensamos na atualização das embalagens, nosso objetivo foi entender o olhar do consumidor. Trouxemos recursos digitais, incentivando-os a explorarem o momento de cozinhar ouvindo música, ou acompanhando vídeos, com passo a passo de como fazer diferentes preparos. Todos esses recursos estão na mão deles, via embalagens e com acessos pelo celular”, comenta a Gerente de Marketing, Lisiane Campos.

O projeto, desenvolvido pela agência Pande, também foi criado para garantir uma maior performance nas gôndolas e versatilidade para o portfólio de produtos, que está cada vez com mais variedades. “A emblemática garrafa vintage de vidro e o destacado appetite appeal foram mantidos no redesenho dos leites UHT, porém, modernizados. Nas linhas de leite condensado e creme de leite, por exemplo, alteramos as receitas e colocamos as fotos no modelo top view, registradas de cima para baixo, seguindo a perspectiva da visão. Além disso, o branco obteve mais presença nas embalagens, o que dá mais relevo à área de marca, criando clareza e diferenciando cada categoria e cada produto”, explica a Gerente.

As novas embalagens já circulam em diferentes localidades. As mudanças estão sendo feitas de acordo com a finalização do estoque dos modelos anteriores, evitando desperdício de material e respeitando os critérios da empresa de sustentabilidade. (Fonte: Piracanjuba)


Jogo Rápido 

Governo vai reduzir imposto de importação sobre aço e outros 10 produtos
 O governo federal vai reduzir o imposto de importação (II) sobre aço e outros 10 produtos, incluindo itens da cesta básica e ligados a construção civil. A ideia é que essa redução comece a valer em maio e, no mais tardar, no mês de junho. Em março deste ano, o governo federal já tinha reduzido a zero a alíquota de importação sobre vários itens, incluindo o etanol e produtos da cesta básica. Um dos principais objetivos dessa medida é combater a inflação, que está em patamares elevados no Brasil. Recentemente houve redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Pessoas ligadas ao governo disseram à Jovem Pan que essa nova redução de impostos, incluindo o II, faz parte de uma estratégia de abertura gradual e racional da economia brasileira. As mesmas pessoas afirmaram que a indústria brasileira será respeitada, que não será uma abertura descontrolada. No entanto frisaram que esse será um processo irreversível. Assista o vídeo clicando aqui. (Jovem Pan)

 
 
 
 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 09 de maio de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.656


Cresce captação de leite durante entressafra
 
Sindilat-RS projeta que alta deve amortecer impacto da estiagem na crescente elevação nos custos com alimentação animal
 
A melhora no clima, com o retorno da chuva após a prolongada estiagem que atingiu o Rio Grande do Sul no verão, e a recuperação dos preços pagos pela indústria aos pecuaristas nos últimos meses tiveram um efeito positivo na produção leiteira. Segundo o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, as empresas captaram em abril a média de 9,9 milhões de litros de leite por dia, superando a captação média de 9,5 milhões de litros do mesmo mês do ano passado, que é o patamar esperado para o período de entressafra na Região Sul.
 
Palharini explica que abril e maio são meses marcados por menor disponibilidade de pastagens, o que eleva os custos da alimentação dos animais, mas a produção vem conseguindo reduzir o impacto desses fatores. “Normalmente, a partir de outubro, temos uma queda de 5% a 8% (na captação) a cada mês, mas em abril essa queda foi menor”, observa. “Não tivemos geada e, em fevereiro, o produtor já tinha uma sinalização de melhora nos preços.”
 
No Rio Grande do Sul, o preço de referência para o litro de leite entregue em abril e pago aos produtores em maio foi projetado em R$ 2,4007 pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado (Conseleite-RS), um avanço de 10,84% em relação ao valor estimado em março. “A gente espera estabilidade no preço, para não haver desestímulo ao produtor”, ressalta Palharini, lembrando que os pecuaristas ainda administram os prejuízos sofridos com a estiagem.
 
Em abril, o leite integral aumentou 13,46% em Porto Alegre na comparação com março, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nos supermercados gaúchos, as vendas de leite caíram 5% em volume nos últimos dois meses, de acordo com a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). “Por ser um item de primeira necessidade, o consumidor não abre mão de adquirir este produto. Acaba adequando suas compras e reduzindo outras categorias”, afirma o presidente da entidade, Antônio Cesa Longo. (Correio do Povo)

BRASIL: MELHORANDO A TENDÊNCIA EM RENTABILIDADE E PREÇO PARA O PRODUTOR DE LEITE

O preço do leite coletado em março e pago em abril foi liberado pelo Cepea-Esalq/USP. O valor teve um aumento significativo de R$ 0,21 em relação ao mês anterior, chegando a R$ 2,4269/litro (US$/litro 0,48) nos estados que compõem o "Brasil Médio" do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), do Esalq/USP.

Este aumento no preço do leite para o produtor é um reflexo da queda na produção no campo, uma conseqüência dos altos custos de produção e da baixa estação do ano ligada à menor disponibilidade de pastagens.



O Índice de Consumo de Laticínios da Cepea (ICAP-L) caiu 0,5% de fevereiro a março e agora caiu 4,5% desde março de 2021.

O aumento dos preços dos insumos de produção tem corroído as margens dos produtores de leite, limitando os investimentos na atividade e reduzindo o potencial de fornecimento. De acordo com a pesquisa Cepea, o Custo Operacional Eficaz (EOC) da produção leiteira aumentou em 4,07% no primeiro trimestre de 2022.

Diante da forte queda na produção de leite, os preços dos produtos lácteos sofreram aumentos sucessivos nestes meses iniciais de 2022. Desta forma, o leite também foi valorizado como matéria-prima. No mercado à vista (leite comercializado entre indústrias), de acordo com uma pesquisa da MilkPoint Mercado, o preço do leite aumentou a cada quinzena dos primeiros 3 meses do ano. Este cenário de aumento dos preços impulsionou o aumento dos preços do leite no produtor em abril.

Com o aumento do preço recebido pelo leite e uma queda nos preços dos grãos (entre o final de março e meados de abril), houve um aumento no indicador RMCR em abril, após um período muito ruim de janeiro a março deste ano.

Para os próximos pagamentos, a tendência é para um cenário de alta do preço do leite pago ao produtor, devido à persistência da menor disponibilidade de leite. (Fonte: OCLA baseado no MilkPoint).

 








Setor leiteiro emprega cerca de 4 milhões de pessoas

Com mais de 34 bilhões de litros por ano, a produção leiteira do Brasil alcança hoje 98% dos seus municípios, e dentro deste percentual, a predominância é de pequenas e médias propriedades

Quando alguém diz que a “nossa riqueza está no campo”, isso não é de forma alguma uma força de expressão, mas a pura realidade. Para se ter uma ideia, em 2021 o agro brasileiro, segundo dados da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), somou uma receita recorde de US$ 120,6 bilhões, crescimento de 19,7% em relação ao ano anterior. Também em 2021, o setor abriu mais de 150 mil novas vagas de emprego,de acordo com números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em 2020, as atividades no campo já empregavam, direta e indiretamente, cerca de 9 milhões de trabalhadores.
 
Por isso, nesse Dia do Campo, celebrado em 10 de maio, o nosso agronegócio tem alguns títulos a comemorar como: o terceiro maior produtor de carne do planeta (englobando rebanhos bovinos, suínos), terceiro maior produtor de leite do mundo e quarto maior produtor mundial de grãos. Entre os diversos segmentos que integram a nossa agropecuária, a produção leiteira está sem dúvida entre as mais relevantes para nossa economia. Assim como a carne e a soja, commodities as quais também somos grandes produtores mundiais, o leite é um alimento de grande impacto mundial: estima-se que 600 milhões de pessoas vivam da produção de produtos lácteos.

Com mais de 34 bilhões de litros por ano, a produção leiteira do Brasil alcança hoje 98% dos seus municípios, e dentro deste percentual, a predominância é de pequenas e médias propriedades. A extensa cadeia produtiva do leite emprega atualmente, tanto no campo quanto na cidade, cerca de 4 milhões de pessoas. “O leite tem em nossa economia um impacto muito grande, porque ele gera empregos e renda, não só lá na ponta do produtor, mas ao longo de toda a sua cadeia, seja na indústria, com o processamento do produto e fabricação de derivados; no transporte, com a distribuição para todo país de um item essencial na mesa dos brasileiros; ou no ramo de serviços de alimentação, em restaurantes, padarias e confeitarias. Enfim, o caminho do leite é longo, felizmente”, destaca André Luiz Rodrigues Junqueira, presidente do Grupo Marajoara, indústria de laticínios que fica em Hidrolândia, interior de Goiás.

Dificuldades e resiliência
Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o país conta atualmente com mais de 1 milhão de propriedades produtoras de leite. Produtores como Deusimar Vieira, que herdou do pai e do avô o gosto pela pecuária leiteira. Ele é dono de uma propriedade rural de dez alqueires na cidade Pontalina, também no interior de Goiás, onde cuida de cerca de 80 cabeças de gado e produz mais de 1.200 litros por dia. No ramo leiteiro há mais de 20 anos, o produtor rural conta que já viveu muitas fases difíceis e boas no mercado, mas atualmente ele diz que o setor passa por um daqueles momentos complicados. 

Apesar de ser o leite um alimento que integra uma extensa cadeia produtiva, Deusimar revela que muitos têm deixado o ramo devido à baixa lucratividade e altos custos de insumos, como ração, energia e fertilizantes. Mas apesar dessas dificuldades, Deusimar, resiliente como a grande maioria das pessoas do campo, entende que o leite é um produto que nunca sairá do mercado e que se o momento está ruim, pode também rapidamente melhorar. “No mercado leiteiro é assim, cheio de altos e baixos. É importante persistir e se atualizar para melhorar”, diz o produtor.  (Agrolink)

Jogo Rápido 

Governo estuda ‘alívio’ no frete para caminhoneiro 
O governo federal estuda mudanças nas regras de compensação do preço dos combustíveis em contratos de afretamento de transporte rodoviário. O modelo, defendido pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, foi discutido nesta última semana em reunião na Casa Civil com o Ministério de Minas e Energia. A intenção do Executivo é aproximar o modelo brasileiro do americano, garantindo o preço do frete para o caminhoneiro pelo preço final, quando da entrega da mercadoria. Seria uma tentativa de reduzir o risco para o caminhoneiro autônomo. Uma fonte que participa das negociações explica que atualmente o caminhoneiro estabelece um determinado valor, mas, com a variação do combustível, quando a entrega chega ao destino, o preço do combustível está mais alto. Assim, o caminhoneiro tem prejuízo porque durante a viagem pagou mais. A medida seria uma maneira de o preço final proteger o caminhoneiro para não sofrer volatilidade. Dados da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) indicam que há cinco anos o Brasil tinha 919 mil transportadores autônomos. Em 2021, após a alta no preço dos combustíveis, a agência estima 696 mil. O projeto é “bem visto” pela área econômica por não ter impacto fiscal e também porque já seria uma mudança na relação privada. No governo, a pressão por subsídios foi renovada, mas o espaço no teto de gastos é zero. (Correio do Povo)

 
 
 
 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 06 de maio de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.655


Estudo aponta avanços e desafios da cadeia do leite

A produtividade média nas fazendas leiteiras do país cresceu 59% na última década, com os Estados do Sul na dianteira.

Reflexo do aumento de produção entre 2011 e 2020, os laticínios compraram mais leite cru, convertendo-o principalmente em queijos, leite UHT e leite em pó, os derivados que puxaram a produção.

O consumo per capita, no entanto, cresceu apenas 3%, menos do que a população, que aumentou 8% no período.



Como em toda atividade econômica em que os perfis dos agentes são muito distintos entre si, o potencial inexplorado ainda é muito grande. A avaliação e os dados são do estudo “Agronegócio do Leite: produção, transformação e oportunidades”, elaborado pelo Departamento de Agronegócio da Fiesp.

No campo, uma das conquistas no período foi o aumento da produtividade por vaca, resultado de investimentos em genética, nutrição, saúde animal e tecnologia. A produção média saiu de 1,382 bilhão de litros por animal, em 2011, para 2,192 bilhões em 2020 - uma alta de 59%.

O ganho é relevante em uma atividade econômica que tem sofrido transformações paulatinas. O setor retrata um Brasil de vários Brasis ao reunir desde os megaprodutores aos fazendeiros com poucas cabeças de gado – casos em que as “mimosas” representam a única renda e o investimento da família. Com as adversidades, muitos pequenos produtores têm deixado a atividade, que passa por concentração.

Apesar das mudanças, a produtividade brasileira ainda é menor que a de grandes produtores globais. Na Nova Zelândia, a média é de 4,5 mil litros por animal ao ano, na União Europeia, de 7,2 mil litros, e, nos EUA, a 10,8 mil. Mas as médias nessas regiões cresceram de 11% a 16%, enquanto o avanço no Brasil foi de 59% no período.

“No Brasil o setor ficou um pouco atrasado se comparado com outros segmentos que hoje lideram a pauta exportadora do agronegócio. Mas há muito potencial para conquistar”, diz Antonio Carlos Costa, superintendente de departamentos da Fiesp. O momento é desafiador e o setor penou sobretudo em 2021, com a disparada dos custos.

Segundo o estudo, o custo da operação industrial dos laticínios já vinha subindo – de 2010 a 2019, o aumento foi de 58%, para R$ 61 bilhões. No período, o valor bruto da produção dos laticínios cresceu 33%, para R$ 82 bilhões. Apesar do quadro, que inclui a baixa evolução do consumo per capita, a Fiesp apresenta uma visão de longo prazo positiva.

Para os analistas, a atividade tem potencial para novos ganhos em produtividade e consumo, assim como para atrair investimentos.

Roberto Betancourt, diretor do Departamento de Agronegócio da Fiesp, pontua ser preciso aprimorar o sistema produtivo, já que melhoria de produtividade reduz custos. Para ele, os produtores em pior situação continuarão deixando a pecuária leiteira. “A busca da eficiência passa por todos os elos, desde o produtor ao varejo”, acrescenta Cicero Hegg, sócio fundador da Laticínios Tirolez.

Na mesma década que a produtividade cresceu no campo, o volume de leite cru adquirido pelos laticínios subiu 18%, para 25,6 bilhões de litros em 2020. Queijos, UHT e leite em pó lideraram o segmento. Entre eles, o destaque são os queijos. “Foi o segmento que segurou o consumo”, diz Nilson Muniz, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Lácteos Longa Vida (ABLV).

O queijo foi o derivado que mais ampliou sua participação, seja no volume de derivados produzido pela indústria ou no valor faturado por esse elo da cadeia com as categorias de lácteos. Em volume, a participação de queijos cresceu de 27,8%, em 2010, para 38,7% em 2019, enquanto em valor saiu de 21% para 27%. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Queijo (Abiq), Fabio Scarcelli, em queijos o consumo per capita cresceu cerca de 2 quilos desde 2013, para 6 quilos.

Para ampliar o volume a 7,5 quilos de queijo por habitante em dez anos, conforme projeta a Abiq, será preciso trabalhar em frentes distintas, como em campanhas informativas para estimular o consumo. “A carne é uma proteína animal que faz mais sucesso por aqui. Na Europa, onde se aprende sobre tipos de queijo desde criança, é o contrário”, cita Scarcelli. O consumo per capita de queijo na Europa chega a 20 quilos.

Naquele continente, a estrela dos churrascos não é o bife. “Tive a oportunidade de participar de um onde havia 12 tipos de queijos e apenas dois hambúrgueres abandonados em uma churrasqueira descartável”, comenta. O fato é que o brasileiro gosta de queijo, mas conhece pouco, e por essa razão as campanhas sobre o produto devem continuar ocorrendo. Apesar de as vendas esbarrarem em poder de compra, o produto é quase uma unanimidade, reforça Hegg, da Tirolez. “Uma pesquisa recente que fizemos relatou 95% de aceitação e apreciação”, afirma.

O queijo está entre os derivados lácteos que representam papel importante para explorar o potencial de consumo que a indústria enxerga para o setor. O brasileiro consome 172 litros de leite per capita por ano, indica a pesquisa, abaixo do absorvido no mercado americano, onde o volume é de 327 litros a cada ano. Na Europa, são 233 litros ao ano e, na Argentina, 265 litros.

“Nosso consumo médio de lácteos tem potencial de aumentar mais de 50% e se equiparar ao da Argentina, país com o qual compartilhamos aspectos econômico-sociais semelhantes”, diz Carlos Humberto, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Derivados do Estado de São Paulo (Sindileite).

As informações são do Valor Econômico.

Europa: custos explosivos nos laticínios colocam em risco a produção de alimentos

Os aumentos de custos na produção de leite atingem proporções alarmantes e ameaçam a sobrevivência dos produtores de leite e, portanto, a produção de leite na Europa.

Embora os preços do leite tenham apresentado uma leve tendência de alta nos últimos meses, esses aumentos não compensam o aumento extremo dos custos devido aos preços mais altos de insumos como fertilizantes, rações e energia. Mas essa compensação de preço é absolutamente necessária, como claramente exige o Comitê Executivo do European Milk Board (EMB).

Aumentos maciços de preços na Europa
Na Alemanha, os principais laticínios em North Rhine-Westphalia pagaram aos produtores de leite 44 centavos (46,44 centavos de dólar) por quilo de leite em fevereiro. Embora este tenha sido um aumento no preço ao produtor, estava longe de ser suficiente para compensar o aumento de custo de 10 centavos (em comparação com o ano contábil 2020/2021), conforme calculado pela Câmara de Agricultura de North Rhine-Westphalia, que fixa o total custos de produção de 53 centavos (55,94 centavos de dólar)/kg de leite.

Nas palavras da Câmara da Agricultura, “neste caso, o aumento calculado dos custos nega inteiramente o aumento do preço do leite”. E os custos incorridos pelos produtores continuam aumentando. Por exemplo, o preço do farelo de colza para ração proteica já ultrapassou os 500 euros (US$ 527,69) por tonelada em abril.

Em Portugal, foram reportados aumentos de preços de 62 por cento para o gasóleo, 77 por cento para o milho e 140 por cento para os fertilizante em abril de 2022 em comparação com abril de 2021.

Na Noruega também, os preços dos fertilizantes aumentaram acentuadamente e mais que dobraram em relação a 2020. Os preços da eletricidade, de fato, mais que triplicaram nos últimos dois anos.

Na França, os custos de energia aumentaram cerca de 30% e os custos de fertilizantes aumentaram mais de 80% ao longo de um ano (comparação fevereiro 2021/2022).

Relatórios recebidos de países como Itália e Holanda afirmam que, devido à explosão nos preços das rações, um número crescente de produtores foi forçado a enviar suas vacas leiteiras para o abate.

Um cálculo recente para uma fazenda de amostra com 200 vacas leiteiras na região italiana da Lombardia revela custos adicionais de cerca de 13 centavos (13,72 centavos de dólar) por litro de leite em comparação com o ano anterior. “Esta situação incrivelmente tensa está atualmente forçando muitos produtores a abandonar a produção de leite e está corroendo as estruturas agrícolas na UE a níveis perigosos”, diz o presidente da EMB, Sieta van Keimpema.

De acordo com o membro do Comitê Executivo da EMB, Elmar Hannen, ações imediatas devem ser tomadas para neutralizar esse desenvolvimento ameaçador: “Além disso, perdas maciças no número de produtores são a pior coisa que pode acontecer conosco na Europa. Será impossível se recuperar disso. Este rápido definhamento do setor certamente levará a dificuldades na produção de alimentos na Europa”.

Ele continua dizendo que um setor agrícola sem fazendas viáveis, um setor agrícola essencialmente altamente industrializado, não terá condições de se desenvolver na direção ambientalmente correta desejada. Portanto, o EMB apela a todos os decisores para que tomem medidas imediatas.

O que precisa acontecer agora para uma produção de leite estável e sustentável?
Os custos de produção explosivos devem ser repassados e, portanto, cobertos pelos preços.

O EMB apela explicitamente aos compradores e processadores para que desempenhem o seu papel para lidar com o aumento dos custos quando se trata de leite.

A sustentabilidade social na PAC e no Green Deal deve ser imediatamente ancorada e implementada.

Sem fazendas viáveis, não pode haver soberania alimentar nem uma transição bem-sucedida para a sustentabilidade ambiental. Portanto, a UE deve fazer da sustentabilidade social uma prioridade urgente em suas estratégias e regulamentos. 

O mercado deve contribuir para a transformação do setor agrícola. O objetivo deve ser preços que ofereçam cobertura total de custos – incluindo todos os custos de sustentabilidade. Para que isso seja possível, o mercado deve contribuir para a transformação da sustentabilidade no setor agrícola. Os decisores políticos precisam criar as ferramentas necessárias para o mesmo. Se continuarmos com os negócios como de costume, será impossível frear o declínio constante do número de agricultores e essa tendência só será acelerada.

As organizações horizontais de produtores devem ser estabelecidas de forma permanente e eficaz.

As organizações de produtores que negociam contratos e preços com processadores em nome dos agricultores devem ser estabelecidas em todas as fábricas de laticínios e em toda a UE com poder de negociação suficiente.

Como explica Boris Gondouin, membro do Comitê Executivo da EMB da França, a única opção são as organizações de produtores com uma estrutura horizontal real que não esteja vinculada a um único laticínio. “Eles terão o poder de mercado necessário para negociar com processadores em pé de igualdade apenas se puderem negociar com vários laticínios ao mesmo tempo.” Ele continua que é absolutamente essencial que os agricultores das cooperativas estejam representados nessas organizações de produtores. “Muitos produtores são cooperados, o que significa que cobrem grande parte do volume de leite. Os preços que cobrem os custos também precisam ser negociados para essas entregas”, diz Gondouin.

As medidas de espelho devem ser aplicadas aos produtos agrícolas importados
O EMB é a favor de que os produtos agrícolas importados sejam sujeitos a medidas-espelho (normas sanitárias e ambientais), para que os produtos agrícolas que não cumpram as normas da UE não sejam colocados no mercado da UE. O objetivo é garantir que os consumidores da UE tenham sempre o mesmo nível de proteção da saúde e do meio ambiente.

Além disso, isso também evitaria que os produtos locais da UE, que são mais caros de produzir devido aos padrões locais, fossem marginalizados e substituídos por importações "baratas". Isso levaria simplesmente ao deslocamento da produção e, portanto, às emissões para fora da UE. Isso seria contrário às desejadas melhorias ambientais globais no setor agrícola.

As informações são do European Milk Board, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint. 
 

 

 
Copom eleva a taxa Selic para 12,75% ao ano

Inflação influencia a decisão. Mesma iniciativa tomou ontem o Fed, o ‘banco central’ americano, promovendo a maior alta em 22 anos

O Banco Central (BC) decidiu ontem elevar a taxa básica de juros, a Selic, de 11,75% para 12,75% ao ano. Ao cumprir a indicação dada na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a instituição chega à 10ª alta seguida desde março de 2021, quando o patamar de 2% era o menor da história. Ao mesmo tempo, ontem, o Federal Reserve (Fed), “banco central” americano, elevou os juros básicos dos Estados Unidos em 0,5 ponto percentual para a faixa entre 0,75% e 1% ao ano, a maior magnitude em 22 anos. A decisão ocorre devido à inflação elevada nos Estados Unidos, causada em boa parte por aumento de preços de commodities de energia. No Brasil, analistas já previam um ponto a mais. O Copom já havia reafirmado que a decisão tem objetivo de conter a inflação, atualmente a caminho de fechar 2022 acima do teto da meta pelo segundo ano.

A elevação da taxa de juros funciona como o instrumento de política monetária mais usado para reduzir preços. Jjuros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimentos pelas famílias. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso leva reflexos aos preços. Já quando o Copom reduz os juros  básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. Mais recentemente as expectativas do mercado financeiro apontavam ainda para uma última alta de 0,5 ponto percentual no encontro previsto para junho. O índice, agora, fica vigente por ao menos 45 dias, ou seja, até a próxima reunião do comitê.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, e os oito diretores da autoridade monetária iniciaram as apresentações técnicas desta última reunião na terça, expondo evolução, perspectivas da economia e comportamento do mercado. A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa e funciona como piso para demais juros cobrados no mercado.

É usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais. A Selic é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo a empresas ou consumidores em forma de empréstimos. (Correio do Povo)

Jogo Rápido 

Uruguai: faturamento bruto das fazendas leiteiras no primeiro trimestre é o maior em 8 anos
O faturamento bruto das fazendas leiteiras no primeiro trimestre do ano foi o maior desde janeiro-fevereiro de 2014, totalizando US$ 169,42 milhões, 20% acima da média do mesmo período de 2021, de acordo com os dados de referência e preços divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale). No mesmo trimestre de 2014, o valor acumulado foi de US$ 194 milhões. Medido em pesos, o aumento ano-a-ano foi de 20,7%, com receitas atingindo 7.335 milhões, o nível mais alto para o trimestre desde que há registros (2002). O aumento responde à recuperação do preço recebido pelo produtor, não à remissão do leite para a fábrica, que registra um decréscimo médio de 1% em relação ao ano anterior. Apesar da recuperação do faturamento bruto, o poder aquisitivo do leite apresentou queda em março em relação a fevereiro, devido ao aumento do índice de custos que não foi acompanhado pelo aumento do preço do leite ao produtor. Em relação a março de 2021, a melhora no preço do leite foi maior que o aumento nos custos. Os custos que tiveram maior incidência foram fertilizantes, sementes e herbicidas, detalhou o INALE. As informações são do Blasina y Asociados, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

 
 
 
 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 05 de maio de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.654


Piracanjuba anuncia chegada ao mercado de nutrição infantil
 
Nova linha engorda o portfólio de 180 produtos vendidos pelo laticínio
 
A marca Piracanjuba, da Laticínios Bela Vista, anunciou hoje sua chegada ao mercado de nutrição infantil. A companhia vai investir na comercialização de dois produtos da nova linha Piracanjuba Excellence - um deles uma bebida pronta para o consumo destinada à idade pré-escolar e, o outro, um composto lácteo em versões lata e sachê. 
As bebidas foram desenvolvidas pela divisão científica da marca, a Piracanjuba Health & Nutrition, informa a companhia em nota. As composições têm mais de vinte vitaminas e minerais, entre outras matérias-primas na receita.
“Os produtos contam com o respaldo de estudos científicos, realizados pela Piracanjuba Health & Nutrition, e com o apoio de especialistas, seguindo as recomendações nutricionais de cada fase e com o rigor que a alimentação infantil requer”, afirma Lisiane Campos, gerente de marketing da marca, em nota. 
A empresa desenvolveu um site específico com o fim de apresentar os produtos aos profissionais de saúde e aos pais interessados. 
 
A linha chega para engordar o portfólio de 180 produtos vendidos pelo laticínio com as marcas Piracanjuba, Pirakids, LeitBom, ChocoBom e MeuBom. Além disso, a companhia tem parcerias com a produtora de amêndoas Almond Breeze e com a Nestlé — neste caso para produzir e comercializar os leites UHT Ninho e Molico. (Valor Econômico)


Projeto que regulamenta autocontrole é aprovado na Câmara
 
Autocontrole - Foi aprovado nesta terça-feira (3), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, o relatório do deputado federal Pedro Lupion (PP-PR) ao Projeto de Lei (PL 1293/21), que estabelece a fiscalização agropecuária por autocontrole.
 
Na prática, produtor e indústria se responsabilizam pelo cumprimento das normas determinadas pelo Estado nas atividades agropecuárias, em forma de autorregulação, aos moldes da Declaração de Imposto de Renda. Caso seja encontrada alguma desconformidade, toda a cadeia produtiva passará por fiscalização mais severa.
 
Ao defender o projeto, Lupion disse que a burocracia governamental não acompanhou o crescimento do setor, que hoje está travado por falta de fiscais para liberar plantas produtivas, insumos e procedimentos. “É um processo que, infelizmente, por falta de capital humano, o Estado não tem como manter. Nós estamos perdendo mercado por causa disso”.
 
Ele afirma que o projeto resolve a insuficiência de fiscais em muitas regiões, como o Paraná, onde há profissionais responsáveis por 30 municípios. “Os relatórios, os laudos, toda a documentação, precisará da chancela do poder público,” afirma o deputado.
 
O parlamentar citou, como exemplo, algo que acontece com a atividade de produção de frangos no norte do estado do Paraná. “Lá, o Ministério da Agricultura tem uma fiscal para cuidar de 60 municípios, algo em torno de 400 a 500 granjas. É humanamente impossível,” disse.
 
Programas de autocontrole
 
Produtores poderão aderir voluntariamente aos programas de autocontrole, por um protocolo privado de produção, com registros auditáveis de toda a cadeia – da matéria-prima ao produto final. Estão previstas ainda medidas de recolhimento de lotes que estejam em desconformidade com os padrões estabelecidos e com os procedimentos de autocorreção.
 
Para o presidente da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), esse é um dos projetos mais importantes para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro. “Estamos falando de redução de custos de produção com garantia de qualidade porque de fato a burocracia engessa qualquer setor produtivo.”
 
A proposta atende um pedido antigo da agropecuária de inserir profissionais privados no acompanhamento diário dos processos, hoje sob responsabilidade de auditores federais fiscais agropecuários. No entanto, profissionais privados não poderão exercer atividades típicas dos auditores, apenas conferir o atendimento às normas estabelecidas pelo Estado.
 
Relator do projeto na Comissão de Agricultura (CAPADR), o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) ressaltou que “nossa legislação é da metade do século passado e é uma boa Lei, mas a burocracia ficou grande demais e dificultou a competitividade da indústria brasileira. Então, a proposta estabelece que a empresa faça o autocontrole.”
 
“Estamos ampliando e dando eco ao poder que o Brasil tem de produtividade, vendas e aberturas de mercados. A regulamentação desse projeto é um marco histórico para a agricultura brasileira,” finaliza a deputada Aline Sleutjes (PROS-PR). (Fonte: Frente Parlamentar da Agropecuária - FPA)
 
>> Acesse aqui o PL 1293/2021 
 

 
 

O agro também está no cais de Porto Alegre

O agronegócio também está, temporariamente, atracado no Cais Embarcadero, em Porto Alegre. Foi trazido pelas águas do South Summit, evento que segue até amanhã com o propósito de reunir pessoas, trocar ideias e buscar soluções movidas pelo espírito da inovação. Insumos que são imprescindíveis para uma atividade tocada a céu aberta e desafiada constantemente para ampliar o rendimento sem abrir mão da sustentabilidade (ambiental, econômica e social).

Na intensa programação de debates estão inseridos temas relevantes para o setor, em linha com o que o mercado tem demandado. É o caso da inovação na produção de alimentos sustentáveis, assunto que ganhou a Arena Stage no dia de ontem.

Em outro ponto, foram as estratégias para a produção de alimentos que ganharam espaço, com exemplos vindos de diferentes áreas: financeira, cooperativa e de pesquisa. Os dois exemplos colocados na vitrine foram o da Operação 365, programa voltado à melhoria das condições do solo, e o da plataforma SmartCoop.

- Melhorar o solo é preparar para o futuro e mitigar riscos relacionados às intempéries climáticas e ao estresse hídrico - afirmou em sua fala Irany SantAnna Junior, vice-presidente do Banrisul, que tem fomentado iniciativas do agro, como a Operação 365.

Tocada em parceria por Embrapa e cooperativas, combina a expertise de cada um. E é dessa relação de troca apresentada nos palcos de debates que surge um dos mais importantes ativos para a transformação necessária, que é a informação. (Zero Hora)

Jogo Rápido 

Uruguai – Exportações de lácteos, em abril, subiram em valor 
Exportações/UR – As exportações de lácteos se mantiveram em volume e subiram em valor em relação a abril do ano passado. Totalizaram 14.234 toneladas por US$ 53,88 milhões, ligeiramente abaixo das 14.352 exportadas em abril de 2021 por US$ 45,77 milhões. Em valor, houve aumento de 17,7%, segundo dados da Alfândega. A Argélia foi o principal destino dos lácteos uruguaios no mês passado, com 4.608 toneladas por US$ 17,9 milhões. Em segundo lugar se posicionou a China com 2.052 toneladas por US$ 7.433 milhões. No terceiro lugar ficou o Brasil, com 1.504 toneladas por US$ 6.782 milhões. Em abril, novamente, não foram exportados lácteos para a Rússia. A manteiga – o principal produto enviado para esse país – teve como principais destinos Brasil, Egito e África do Sul. Cabe destacar que nos quatro primeiros meses do ano, os embarques, em volume, cresceram 3,4% e 23% em faturamento, sendo 68.460 toneladas por US$ 251 milhões. Os principais destinos, assim como no mês passado foram: Argélia, China e Brasil.(Fonte: Blasina y Asociados News – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
 
 
 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 04 de maio de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.653


Seminário do Senar destacará produção leiteira da Nova Zelândia

A produção de lácteos da Nova Zelândia, um dos maiores players do mundo no setor, será o foco de seminário promovido pelo Senar-RS e pela embaixada da Nova Zelândia do Brasil, em Passo Fundo (RS). O evento, ocorrerá no dia 26 de maio, a partir das 9h, e contará com a participação de três produtores neozelandeses, que irão compartilhar suas experiências, além de especialistas e lideranças do setor leiteiro no Brasil. O seminário ‘Fundamentos de Produção e Qualidade do Leite da Nova Zelândia’ será no Gran Palazzo Centro de Eventos (Rua Antônio Marinho de Albuquerque, n º 1275).

Visando trazer as experiências da produção de lácteos na Nova Zelândia, o evento contará com a participação de três produtores neozelandeses. “Tem muitas coisas que podemos trazer de ensinamento, claro, sempre observando nossa realidade. Não adianta querer copiar ‘tal e qual’, mas há informações que podem ser inseridas, implantadas nas propriedades”, destaca o técnico em Formação Profissional Rural do Senar-RS, Pedro Faraco.

Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, que comparecerá ao evento, é de extrema importância que os produtores conheçam a realidade vivida em outro país a fim de inspirá-los a colocar em prática ações de sucesso também no Brasil. “Temos muito o que aprender com a Nova Zelândia em relação aos baixos custos de produção. É importante que eles compartilhem conosco seus conhecimentos de como produzir com custos tão baixos para passar não só pelo leite fluído como para os seus derivados”, acrescenta.

O seminário contará, ainda, com a palestra de Ernesto Coser Netto, do Grupo Tru-Test, que falará sobre o uso de novas tecnologias no manejo de pastagens e aplicação das práticas em território brasileiro, e de Homero De Boni Junior, da PGG Wrightson Seeds do Brasil, que falará sobre como os produtores naquele país utilizam a pastagem para aumentar a rentabilidade da produção de carne e de leite.

O coordenador da Aliança Láctea Sul Brasileira, Airton Spies, discorrerá sobre as perspectivas e os desafios da produção do leite na Região Sul. Diego Lima, da Simcro, abordará o bem-estar animal. Nomes como o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, e o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, também participarão do evento.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo site.

Assessoria de imprensa Sindilat com informações de Senar-RS 


Dia de Campo apresentará estratégias para reduzir custo de produção na atividade leiteira
 
Produção na atividade leiteira - Acontece na próxima sexta-feira (06/05), a partir das 13h30, no Parque da Expoagro, em Rio Pardo, um Dia de Campo sobre Estratégias para reduzir custos de produção na bovinocultura de leite. 
 
O evento é promovido pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em parceria com a Embrapa e Afubra.
 
São esperados bovinocultores de leite familiares que possuem a criação em sistema à base de pasto. A atividade visa discutir e sensibilizar os bovinocultores de leite sobre a importância da alimentação para o rebanho em um momento onde os custos de produção com alimentação estão relativamente elevados, e a alimentação é um dos principais componentes dos custos de produção. Serão abordados temas como planejamento forrageiro: organizando para vencer dificuldades; alimentos conservados: como produzir mais leite e mais barato; e pastagens perenes tropicais são milagrosas?
 
O extensionista rural e assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Vivairo Zago, explica que os temas foram escolhidos devido aos custos de produção da atividade leiteira. Além de se tratar de um período de vazio forrageiro outonal, cabem técnicas importantes de manejo das pastagens para amenizar o efeito do referido vazio, comenta.
 
Segundo o extensionista, o tema alimentação para o rebanho leiteiro é primordial para definir o resultado econômico da atividade. A alimentação, dieta para as matrizes leiteiras em sistemas à base de pasto, sendo a pastagem o principal componente volumoso da dieta, além da silagem de milho ou cereais de inverno, mais o componente protéico como a ração e os minerais, constitui a dieta adequada para o rebanho. “O planejamento forrageiro, ou seja, ter pasto em quantidade e qualidade a maior parte do ano, utilizando-se de diversas espécies e variedades disponíveis, reduz os custos de produção e torna a atividade mais rentável, uma vez que a pastagem é o volumoso mais barato da dieta. No uso de alimentos conservados, como o feno, a silagem e o pré-secado, sendo em quantidades adequadas, de cada um com a ração, também ajuda na redução de custos. E, acima de tudo, uma vaca bem alimentada é mais sadia, observa Zago.
 
Ainda segundo Zago, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade são atendidas pela Instituição na bovinocultura de leite cerca de 900 famílias. A produção anual é em torno de 150 milhões de litros, conforme levantamento realizado em 2021.
 
As propriedades rurais familiares têm como característica áreas pequenas, com limitação de área, normalmente com mão-de-obra familiar, produção de pastagens na propriedade, silagem em área própria e arrendada, sendo as principais raças de vacas leiteiras a Holandesa e a Jersey. Nem todas as propriedades se dedicam somente ao leite. Há o cultivo de fumo, entre outras atividades, observa o extensionista.
 
A bovinocultura de leite é uma atividade importante para o desenvolvimento econômico, garantindo renda e melhor qualidade de vida para as famílias, e preservando o meio ambiente, pois o cultivo de pastagens favorece o solo, possibilitando maior infiltração de água e melhores condições químicas e físicas, quando bem manejado. A atividade também é importante para o desenvolvimento da região. A bovinocultura de leite tem importância socioeconômica, pois ainda possibilita produzir em áreas menores, renda mensal, pode associar a outras atividades e em condições normais remunera bem a mão-de-obra. No entanto, cada vez mais a eficiência do sistema produtivo é decisiva para manter indicadores de renda na atividade, conclui Zago. (Emater/RS)







Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul – Relatório 17 de 28/04/2022

Leite/América do Sul – Em partes da América do Sul, os fluxos de leite melhoraram em decorrência de menor produção em áreas vizinhas, fortes impulsos de exportação e estoques confortáveis.

Com o aumento do preço do leite, produtores argentinos reforçaram, em 2022, as taxas de produção, favorecidos pelo clima propício de outono. A produção brasileira de leite permanece idêntica desde o início do ano, já que o clima e os custos continuam reduzindo a produção de leite a nível de fazenda. Analistas dizem que as importações estão abaixo das expectativas. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

 
 

Jogo Rápido 

INDÚSTRIA: Produção volta a crescer no trimestre
A produção industrial avançou 0,3% no primeiro trimestre de 2022 ante o quarto trimestre de 2021, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. O resultado positivo sucede quatro trimestres seguidos de quedas. Em março, a alta foi de 0,3% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal. Já em relação a igual período de 2021, houve queda de 2,1%, oitava taxa negativa consecutiva nessa comparação. No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço é de 1,8% em março, e vem reduzindo sua intensidade de crescimento desde agosto de 2021, quando chegou a 7,2%. A indústria brasileira mostrou melhora na produção nos últimos dois meses, embora insuficiente para recuperar todas as perdas recentes provocadas pelos problemas ainda persistentes pelo lado tanto da oferta quanto da demanda, avaliou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. O setor opera 18,5% abaixo do pico alcançado em maio de 2011 e a 2,1% abaixo do nível pré-pandemia. (Zero Hora)

 
 
 
 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 03 de maio de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.652


Ucrânia faz primeiro grande embarque de milho desde invasão russa
 
A Ucrânia registrou há poucos dias o primeiro grande embarque de milho produzido no país desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, informou a agência de notícias e consultoria AgriCensus.   O navio, um graneleiro panamax contratado pela Ukrlandfarming Agricultural Holding (ULF) e pela Arabian Al Dahra, partiu do porto romeno de Constanta em direção à Espanha carregado com 71,2 mil toneladas do cereal. “Leva algumas semanas para originar o milho ucraniano em Constanta, mas a ULF trouxe muitas barcaças em pouco tempo”, afirmou a equipe da Al Dahra ao Agricensus.  
 
Nas próximas semanas, mais navios de grande porte devem sair do terminal romeno com milho ucraniano, disseram fontes. O governo da Ucrânia já fechou com a Bulgária um acordo similar de transporte de grãos. Os embarques ocorrerão no porto búlgaro de Varna.  
 
Atualmente, a Ucrânia só pode carregar navios costeiros de pequeno porte nos portos no extremo sul do país. Para embarques de grandes volumes, os exportadores terão que continuar entregando as cargas nos portos de grande calado da União Europeia que ficam mais próximos de seu território, trabalho que é mais demorado, caro e de logística mais complexa. (As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint)

Global Dairy Trade - GDT
 
(Fonte: Global Dairy Trade - GDT, adaptado pelo Sindilat)
 
Fórum Estadual da Febre Aftosa está com inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o Fórum Estadual da Febre Aftosa, organizado pelo Fundesa, Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e entidades do Grupo Gestor Estadual do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). O evento acontece no dia 18 de maio, a partir das 14h, em formato híbrido (virtual e presencial), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, dentro da programação da 16ª Fenasul/43ª Expoleite. Neste ano, o tema vai ser “biosseguridade é a chave do avanço”. 

“A certificação de área livre de febre aftosa sem vacinação trouxe outra perspectiva para a produção de proteína animal do Rio Grande do Sul, mostrando que o setor tem a atenção de um sistema de defesa sanitária robusto, adequado e atualizado. Isso certamente oferece aos mercados uma nova condição”, destaca o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

Segundo Kerber, é oportuno celebrar esse momento para sinalizar aos setores de produção que há obrigações e avanços a serem feitos para manter o status. “É necessário continuar a trilha de modernização e inovações e o Fórum traz justamente este aspecto, de mostrar o que vem sendo feito e pontuar a importância da biosseguridade”, afirma.

Na programação, temas como biosseguridade na prática, a importância das notificações e as principais ações da Secretaria da Agricultura pós-certificação, além das contribuições do setor privado para a manutenção do status sanitário. Também está prevista a leitura de uma carta do evento e um ato de celebração de um ano de área livre de aftosa sem vacinação, conquista alcançada em 27 de maio de 2021, com a certificação da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

“O Fórum faz parte das ações em comunicação do PNEFA, que tem como objetivo manter a febre aftosa em pauta e mostrar a necessidade de continuarmos protegendo nosso rebanho, bem como, trazer a importância de saber reconhecer os sintomas e de notificar qualquer suspeita às inspetorias”, afirma a médica veterinária Grazziane Rigon, da coordenação estadual do PNEFA da Seapdr.

O evento será híbrido, pois além do formato presencial, o mesmo também será transmitido ao vivo pelo canal da SEAPR no Youtube (https://www.youtube.com/c/AgriculturaGOVRS)

Para se inscrever acesse: https://bit.ly/3F7vai8. (SEAPDR)
 
 
Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Europa - Relatório 17 de 28/04/2022  
 
Leite/Europa – A produção de leite na Europa Ocidental cresce sazonalmente, mas, no acumulado está abaixo dos volumes registrados no ano passado na maioria dos países. Existem relatos de que na Alemanha o leite captado na última semana é maior do que o registrado na semana anterior, mas, menor do que o registrado na mesma semana do ano passado. Em outras partes da Europa Ocidental, fontes sugerem que a produção de abril está menor. A indústria espera que a chegada da primavera, com clima melhor, propicie melhoria das pastagens, maior conforto animal e aumente a produção de leite.  
 
Os estoques estão limitados. Produtos como queijo e creme estão sendo os escolhidos para fabricação com o leite captado. Ainda assim, as indústrias queijeiras estão encontrando dificuldades para atender a demanda do mercado. Os pedidos dos varejistas diminuíram depois dos feriados de páscoa, mas não a demanda de exportações e restaurantes, deixando o nível dos estoques baixos.  
 
Enquanto aguardam o aumento da oferta de leite, as indústrias alocam os suprimentos limitados de leite com muito cuidado, e algumas oferecem aumento do preço do leite aos produtores. Resta saber se o preço mais alto será capaz de incentivar os produtores a aumentarem o volume.  
 
Os altos custos da mão de obra, da ração, novilhas de reposição e investimento em instalações, pesam na decisão do produtor. Com tantas incertezas nos mercados e no cenário global, analistas do setor acham que pode levar algum tempo ainda, antes que os agricultores tenham confiança para expandir a produção de leite.
 

No Leste Europeu, a produção de leite continua crescendo sazonalmente, ano após ano. Algumas regiões estão aumentando, e em fevereiro, cresceram significativamente os volumes captados nos Países Bálticos e na Polônia. A produção de leite também cresceu na Bielorrússia no mesmo período.  
 
Os países europeus se unem em apoio à Ucrânia. O Reino Unido confirmou que eliminará todas as tarifas e contingentes tarifários existentes por 12 meses. Medida semelhante foi tomada pela Comissão Europeia, propondo a suspensão dos direitos de importação sobre todas as exportações ucranianas para a União Europeia. Para entrar em vigor, a proposta deverá ser aprovada pelo Parlamento e Conselho Europeu. (Fonte: USDA – Tradução Livre: Terra Viva | Foto de capa: Terra Viva)

Jogo Rápido 

Comissões permanentes da Câmara dos Deputados elegeram 22 presidentes; confira os nomes
Comissões/Câmara dos Deputados - Vinte e duas das 25 comissões permanentes da Câmara dos Deputados elegeram seus presidentes nesta quarta-feira (27). Três adiaram a eleição: Desenvolvimento Urbano; Viação e Transportes; e Turismo. A eleição ocorreu com atraso neste ano em razão das trocas de partido ocorridas até o último dia 1º (janela partidária), que afetam a indicação dos integrantes dos colegiados. Confira a lista dos eleitos clicando aqui (Agência Câmara de Notícias)

 
 
 
 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 02 de maio de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.651


Emater/RS: pastagens de inverno favorecem condição corporal de rebanho leiteiro

Com a disponibilidade de pastagens de inverno para pastejo e o rebrote das espécies em final de ciclo, os rebanhos leiteiros mantêm a condição corporal satisfatória, porém, em muitos locais, ainda é necessária a suplementação alimentar para conservar a produtividade do leite.

É satisfatório o desenvolvimento das lavouras de milho plantados tardiamente, trazendo boa expectativa para os produtores conseguirem refazer os estoques de silagem.

O rebanho apresenta bom estado sanitário, e as temperaturas predominantemente amenas oferecem melhor conforto térmico aos animais. As chuvas também melhoraram a disponibilidade de água nos reservatórios utilizados pelos rebanhos. Porém, há aumento da quantidade de barro junto aos locais de espera para ordenha, corredores e próximos às instalações, demandando atenção para casos de mamite e dificultando o trabalho e o manejo com os animais na sala de ordenha e de alimentação.

Seguem sendo realizados os controles de endo e ectoparasitos, principalmente devido aumento da incidência de carrapato bovino nos rebanhos. Novos casos de raiva herbívora foram relatados, e, portanto, foi necessária a manutenção da vacinação preventiva conforme orientação das Inspetorias de Defesa Agropecuárias (IDAs) locais. Houve também o aumento do número de animais secos e com parição programada para os meses de junho e julho, período de maior de oferta de pastagens.

As informações são da Emater-RS, adaptadas pela equipe MilkPoint. 

Languiru planeja investimentos superiores a R$ 125 milhões

Recursos contemplam ampliações e novas tecnologias para as indústrias e rede de varejo em 2022 e primeiro semestre de 2023

Especialistas projetam que 2022 ainda será difícil para a economia brasileira, um ano de desaceleração, de cenário incerto atrelado a fatores como câmbio, taxa de juros, inflação, estiagem, eleições e os reflexos da pandemia e da guerra entre Rússia e Ucrânia. As cadeias produtivas ligadas ao agronegócio também seguem atentas aos impactos do alto custo de produção, em especial dos grãos (milho e farelo de soja), principais ingredientes na composição da nutrição animal. Cooperativas que trabalham com a agregação de valor à matéria-prima oriunda do campo, produtores rurais e indústrias de transformação de alimentos inseridas nesse contexto sentem as consequências dessa realidade.

Atenta a isso, a Languiru adota a estratégia de investir no parque industrial e na ampliação da rede de varejo, vislumbrando novas oportunidades com o incremento do seu mix de produtos e a instalação de unidades de supermercado e lojas Agrocenter. “Parece contraditório estarmos investindo nesse momento, mas é necessário para que a Languiru faça frente à concorrência e ao cenário de dificuldade, especialmente no segmento das carnes”, frisa o presidente Dirceu Bayer.

A Languiru busca ampliar seu mix de produtos lácteos e cortes nobres nos segmentos de aves, suínos e bovinos, com agregação de valor à matéria-prima produzida pelos associados. “Os hábitos dos consumidores mudaram. Nos preocupamos com a oscilação de mercado, mas projetamos que os investimentos realizados nos darão resultado já no exercício de 2022. Trabalhar com planejamento e estratégias é fundamental, especialmente no segmento do agronegócio em que a Languiru está inserida”, justifica.

Novo momento
Investimentos que somam mais de R$ 125 milhões marcam um novo momento para a Cooperativa. “Os produtos industrializados passam por momento mais favorável, mas mudar essa matriz produtiva na indústria não acontece ‘do dia para a noite’. Estamos investindo em máquinas, tecnologia e estrutura física”, destaca Bayer. Conforme o presidente, todos esses investimentos irão proporcionar acréscimo de R$ 450 milhões aos atuais R$ 2,7 bilhões de faturamento bruto projetados pela Languiru no exercício de 2022. Além disso, ainda representam a geração de 350 empregos. 

Laticínios
No mês de junho a Cooperativa planeja finalizar a instalação de nova caldeira na Indústria de Laticínios, em Teutônia, com investimento de R$ 8,5 milhões. Também mantém o projeto de estudo de instalação de queijaria ao longo dos exercícios de 2022 e 2023, anexa à unidade industrial. O investimento será de mais de R$ 30 milhões, em prédio com cerca de 780m². A capacidade inicial de processamento será de 200 mil litros/dia, dando origem a queijos tradicionais (muçarela, prato, colonial, requeijão e queijo coalho). “É uma grande obra que simboliza a agregação de valor ao leite produzido nas propriedades rurais dos nossos associados”, valoriza o presidente. (Languiru - adaptado Sindilat/RS)




30 de Abril é reconhecido como o Dia Mundial da Veterinária, criado pela Associação Veterinária Mundial em 2000 para celebrar a profissão veterinária e promover o trabalho admirável que os veterinários fazem. 

Programa de Reembolso de Empréstimos de Medicina Veterinária

A VMLRP ajuda os veterinários qualificados a compensar uma parte significativa da dívida contraída na procura dos seus diplomas de medicina veterinária em troca do seu serviço em certas áreas de carência veterinária de alta prioridade. Cerca de 7,6 milhões de dólares foram concedidos no AF2021. A distribuição da dívida estudantil para os 78 premiados no AF2021 mostra que a maioria dos premiados foram aqueles com mais de $100,000 em dívida de empréstimo estudantil.

Desde o início do VMLRP no AF de 2010, o NIFA recebeu mais de 1.900 candidaturas de mais de 1.300 candidatos e concedeu apoio a mais de 600 veterinários em todo o país com contratos novos e de renovação. 

A Dra. Racheal McKinney é veterinária dos Serviços Veterinários Urban Livestock e Equine Veterinary Services em San Tan Valley, Arizona. Ela é uma beneficiária anterior da bolsa VMLRP que foi capaz de iniciar a sua própria clínica veterinária móvel que se centrou em ajudar as espécies de animais de criação após a graduação. Foi uma das duas únicas clínicas na zona de Phoenix que tratava espécies como os suínos e os ruminantes.

A Dra. McKinney é também uma beneficiária recente do FY2021 VSGP- Rural Practice Enhancement da NIFA. Saiba mais sobre o Dr. McKinney aqui. (USDA - TRADUÇÃO LIVRE SINDILAT VIA DeepL)

Jogo Rápido 

Mais estados sem vacinação
O Ministério da Agricultura, (Mapa) anunciou a suspensão da vacinação contra a febre aftosa em sete unidades da federação. A medida ocorrerá após a última etapa de vacinação, a ser realizada em novembro. As unidades pertencem ao Bloco 5 do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa. São elas: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Distrito Federal. Cerca de 113 milhões de bovinos e bubalinos deixarão de ser vacinados. A suspensão faz parte do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país. "Esses estados vão terminar a vacinação em novembro, quando irão parar de vacinar, se preparando para mudar o status para livres de febre aftosa sem vacinação", explica o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal. (Correio do Povo)

 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 29 de abril de 2022                                                            Ano 16 - N° 3.650


Piá e Santa Clara dividem liderança outra vez

Nessa 24ª edição do projeto Marcas de Quem Decide, Piá e Santa Clara inverteram as posições ocupadas anteriormente nos dois lados da pesquisa. Com isso, dividem a liderança do setor de Produtos Lácteos pelo segundo ano consecutivo, mas com a diferença de que, agora, cada uma assume a dianteira no quesito em que estava em segundo lugar. O

s novos resultados obtidos na pesquisa da Qualidata revelam que Santa Clara é a marca mais lembrada, com 30,5% das indicações, seguida pela Piá, com 28,5%. 

Na avaliação da preferência, Piá é quem toma a dianteira, com 28,5%, e Santa Clara fica logo atrás, com 27,8%. Com esses números, Santa Clara e Piá estão empatadas tecnicamente nos dois lados da pesquisa. 

Elegê segue em terceiro lugar, com 11,3% na lembrança e 9,9% na preferência. (Jornal do Comércio)


Mastite em bovinos leiteiros é tema de novo curso da Embrapa

Mastite em bovinos leiteiros - A plataforma de Ensino à Distância (EAD) da Embrapa Gado de Leite tem novo curso: Controle e Prevenção da Mastite em Rebanhos Bovinos. 

As inscrições já se encontram abertas e o prazo termina no dia 12 de maio, com a turma iniciando no dia 16. Segundo o pesquisador Guilherme Nunes, da Embrapa, que coordenará o curso, a mastite é um grande problema para a pecuária e é esperada uma grande procura.

O curso é voltado para profissionais da assistência técnica e extensão rural, produtores de leite, profissionais de ciências agrárias, estudantes e demais interessados. Com carga horária de 30 horas-aula, os alunos serão capacitados a tomar melhores decisões em relação à doença que, em maior ou menor grau, afeta toda a pecuária nacional, elevando os custos com tratamento, além de diminuir a produtividade e levando ao descarte do leite. “O controle da mastite deve ser priorizado entre os produtores para que se obtenha maior retorno econômico da atividade”, afirma Nunes.

Com aulas virtuais interativas, o curso será composto por três módulos: o primeiro módulo tratará do impacto econômico da doença para a produção leiteira; a anatomia e fisiologia da glândula mamária e a classificação dos agentes patogênicos que provocam a doença. No segundo módulo será estudado as formas de diagnosticar a mastite clínica e subclínica. Por fim, o terceiro módulo abordará o monitoramento da doença e o estabelecimento de um programa de controle e prevenção. As inscrições podem ser feitas na plataforma E@D Leite - http://ead.cnpgl.embrapa.br e o valor a ser pago é R$ 39,90.

EAD – Embrapa Gado de Leite
Com o curso sobre controle e prevenção da mastite, a Embrapa Gado de Leite completa dez títulos em sua a plataforma de EAD (veja a lista na tabela abaixo). A carga horária varia de 30 a 40 horas-aula, com duração média de um mês. A procura por cursos no formato EAD cresceu muito com a pandemia. Em 2020, houve um aumento de 1.000% comparado à 2019. Segundo Denis Rocha, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, da Embrapa Gado de Leite, foram cerca de quatro mil inscritos nos cursos disponibilizados em 2021.

Os temas mais procurados são: Implantação, manejo e recuperação de pastagens, Produção de Leite de Qualidade e Forrageiras para a produção de leite a pasto. É comum um mesmo aluno fazer mais de um curso. Lorena Guimarães, de Seropédica – RJ, que fez todos os cursos oferecidos, aprova o modelo. Segundo ela, o diferencial do EAD da Embrapa é poder contar com um conteúdo atualizado, ministrado pelos profissionais mais qualificados de cada área. “Nós temos acesso aos analistas e pesquisadores e podemos tirar dúvidas durante as lives”, diz.

Além do conteúdo das aulas em formato de vídeos e slides, o aluno também tem à disposição atividades complementares como fóruns de discussão, exercícios e "bate-papo tira-dúvidas" em tempo real, que é a oportunidade de interação direta com os profissionais da Embrapa. “Os cursos de ensino à distância são uma ótima oportunidade de se adquirir novos conhecimentos a respeito de pecuária de leite”, afirma Lorena. Segundo ela, as aulas são preparadas por profissionais altamente reconhecidos em suas áreas de atuação e há a conveniência de o aluno ajustar o horário conforme suas necessidades. Trata-se de um excelente investimento para os alunos, recomenda Rocha. (Fonte: Embrapa Gado De Leite)





Caged: Brasil cria 136 mil empregos com carteira assinada em março

Empregos - O Brasil fechou o mês de março de 2022 com a criação de 136.189 empregos formais, segundo balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) apresentado nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. 

O número é menor do que os 153.431 empregos novos gerados em março do ano passado.

O saldo de março último foi resultado de 1.953.071 contratações menos 1.816.882 de demissões. O estoque de empregos formais, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos no país, encerrou março 41,2 milhões de empregados, variação de positiva de 0,33% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano de 2022, foi registrado saldo de 615.173 empregos, decorrente de 5.820.897 admissões e de 5.205.724 desligamentos.

"Este é o terceiro mês consecutivo que verificamos um crescimento na criação de novos empregos", destacou o ministro José Carlos Oliveira, durante apresentação do resultado. "Nos permite sonhar em um número acumulado no final de 2022 superior àquele que havíamos programado, que era cerca de um milhão de novos empregos", acrescentou.

Os dados mostram que saldo positivo do nível de emprego em março foi registrado em quatro dos cinco grupos de atividades econômicas. A maior parte, no total de 111.513 novos empregos, foi gerada no setor de serviços, distribuído principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.

O setor de construção civil foi o segundo que gerou mais empregos em março, com saldo positivo de 25.059 postos de trabalho, seguido pela indústria (15.260 novos empregos) e comércio, com saldo de 352. O setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve saldo negativo de geração de empregos, com 15.995 desligamentos a mais do que contratações.   

Regiões
Em termos regionais, o mês de março teve saldo positivo de empregos em quatro das cinco regiões geográficas do país. No Sudeste, foram 75.804 novos postos de trabalho, seguido pelo Sul, com 33.601 vagas; Centro-Oeste, que gerou 33.601 empregos e Norte, com saldo positivo de 9.357 vagas. No Nordeste, o saldo da geração de empregos ficou negativo, com desligamento de 4.963 postos em relação às contratações. A explicação do ministério para o saldo negativo no Nordeste é o período de desmobilização do setor de cana-de-açúcar, especialmente nos estados de Sergipe, Pernambuco e Alagoas, com demissão de trabalhadores temporários. Em março, 23 das 27 registraram saldos positivos na geração de empregos. Os estados com melhor resultado foram São Paulo (34.010 postos), Minas Gerais (27.452 postos) e Rio Grande do Sul (13.744 postos). Já os estados com piores saldos, em que houve mais demissões do que contratações, foram justamente do Nordeste: Sergipe (-2.502 postos), Pernambuco (-6.091 postos) e Alagoas (-10.029 postos).

Salário
De acordo com os dados do Novo Caged, o salário médio de admissão em março de 2022 foi R$ 1.872,07. O valor é menor que o registrado em fevereiro, com um decréscimo de R$ 38,72, o que equivale a uma variação de -2,03%. É o terceiro mês seguido que o salário médio de admissão vem caindo no país. (Agência Brasil)

Jogo Rápido 

Chuva e umidade persistem no RS durante os próximos dias
A próxima semana permanecerá com umidade e muita chuva no Rio Grande do Sul, com acumulados de precipitação entre 100 e 150 mm na maioria dos municípios. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 17/2022, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a Emater/RS-Ascar e o Irga. Na sexta-feira (29/04), o ingresso de ar seco manterá o tempo firme na maioria das regiões, porém ainda ocorrerão pancadas isoladas de chuva nos setores Norte e Nordeste. No sábado (30/04) e domingo (01/05), a passagem de uma área de baixa pressão vai provocar chuva em todo o Estado e novamente haverá chance de temporais isolados. Entre a segunda (02/05) e quarta-feira (04/05), o desenvolvimento de um sistema frontal, associado a um ciclone extratropical, manterá a nebulosidade e a chuva em todas as regiões, com possibilidade de altos volumes acumulados e fortes rajadas de vento. Os volumes de chuva previstos são muito elevados em todo o Rio Grande do Sul., podendo alcançar 200 mm em diversas localidades. Acompanhe todas as edições em Boletim Integrado Agrometeorológico www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (SEAPDR)