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Em sua 26ª edição, o Marcas de Quem Decide consagrou novamente empresas associadas ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS). A cooperativa Santa Clara manteve a liderança na categoria de Produtos Lácteos, assim como no ano anterior. Foi a mais lembrada, a preferida do público, constando também entre os destaques em Cooperativa Agrícola.

Conforme a apuração divulgada pelo Jornal do Comércio, a Elegê conquistou o segundo lugar, a Piá o terceiro e a Italac o quinto entre as mais lembradas no setor de lácteos. Entre as preferidas, Elegê é a segunda, Piá a terceira e Batavo a quinta. O ranking está na página 96 do caderno especial publicado nesta segunda-feira (02/04) e pode ser acessado aqui. A pesquisa fez o levantamento em 76 categorias, através de 400 entrevistas.

Foto: Tânia Meinerz/JC

Os associados ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS)  têm liberado desconto de 10% na compra de ingressos para a  11ª edição do Interleite Sul. O evento acontecerá nos dias 08 e 09 de maio, na cidade de Chapecó (SC). O segundo lote está sendo comercializado até o dia 26 de abril através do site interleitesul.com.br

Para os dois dias de evento, estão programadas 23 palestras sobre o universo do leite, conforme a programação disponível abaixo. Neste ano, o Interleite Sul foca em discutir caminhos para o futuro da produção e será dividido entre seis painéis: Mudanças climáticas no Sul do país: efeitos e soluções; Tecnologia aplicada para melhores resultados; Olhando para o futuro; Transformações e prioridades do leite nos estados do Sul do Brasil; Os diferentes caminhos para a sucessão do negócio e Os desafios e soluções para a mão de obra no campo. 

Os materiais estarão disponíveis para download e serão conferidos certificados de participação “O Interleite Sul é um dos eventos que ajudam a fortalecer e antecipar as discussões em torno da cadeia do leite, oferecendo formação e oportunidades de crescimento para a indústria láctea”, assinala Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat/RS. 

 

Programação:

Dia 08/05: 

8h às 9h - Inscrições e credenciamento

9h às 9h30min - Milk Break e Networking

9h30min às 10h - Abertura

  • Marcelo Pereira de Carvalho, CEO da MilkPoint Ventures

Painel 1 - Mudanças climáticas no Sul do país: efeitos e soluções

10h às 10h05min - Abertura do Painel

10h05min às 10h30min - As mudanças climáticas no Sul do país – números e causas

  • Marilene de Lima, meteorologista na Epagri/Ciram

10h30min às 10h55min - Mudanças climáticas e efeitos na qualidade e quantidade de forragem produzida e como formular para minimizar danos

  • Renato Palma Nogueira, sócio da Rumo Nutrição Animal e Consultor

10h55min às 11h20min - Genética de plantas e manejo de cultivos: como essas alternativas podem compensar os efeitos da mudança climática?

  • Gilberto Rocca da Cunha, pesquisador da Embrapa

11h20min às 11h35min - Espaço Patrocinador

11h35min às 12h - Sistemas de produção mais resilientes: o papel da agricultura regenerativa

  • Diego Alessio, engenheiro agrônomo, Fazenda Banhado Verde

12h às 12h30min - Perguntas e Discussões

  • Marilene de Lima, meteorologista na Epagri/Ciram
  • Renato Palma Nogueira, sócio da Rumo Nutrição Animal e Consultor
  • Gilberto Rocca da Cunha, pesquisador da Embrapa
  • Diego Alessio, Eng. Agrônomo, Fazenda Banhado Verde

12h30min às 14h - Almoço e networking

Painel 2 – Tecnologia aplicada para melhores resultados

14h às 14h05min - Abertura do Painel

14h05min às 14h35min - Silagem de milho: o que monitorar para ter o melhor desempenho das vacas?

  • Gustavo Salvati, co-fundador da Tracking Feed

14h35min às 15h05min - Cuidados essenciais com o manejo e alternativas para a cama do Compost Barn

  • Karise Fernanda Nogara, zootecnista (UFSM) e mestre em Zootecnia (UFPR)

15h05min às 15h20min - Espaço patrocinador

Palestra do Empreendedor

15h20min às 15h50min - Criando um negócio de sucesso no leite – o que aprendi nessa jornada

  • Marius Cornelis Bronkhorst, chácara Nova Esperança, Arapoti/PR

15h50min às 16h10min - Perguntas e Discussões

  • Gustavo Salvati, co-fundador da Tracking Feed
  • Karise Fernanda Nogara, zootecnista (UFSM) e mestre em Zootecnia (UFPR)
  • Marius Cornelis Bronkhorst, chácara Nova Esperança, Arapoti/PR

16h10min às 16h40min - Milk break e networking

Painel 3 – Olhando para o futuro

16h40min às 16h45min - Abertura do Painel

16h45min às 17h15min - A atuação do técnico em um mundo em transformação

  • Sergio Pereira, médico veterinário na Azores Veterinary Practice, Califórnia, EUA

17h15min às 17h30min - Espaço Patrocinador

17h30min às 18h - Inteligência artificial: oportunidades e desafios para o técnico atuante em produção animal

  • João Dorea, professor assistente na Universidade de Wisconsin-Madison

18h às 18h20min - Perguntas e Discussões

  • Sergio Pereira, médico veterinário na Azores Veterinary Practice, Califórnia, EUA
  • João Dorea, professor assistente na Universidade de Wisconsin-Madison

 

Dia 09/05: 

Painel 4 – Transformações e prioridades do leite nos estados do Sul do Brasil

8h45min às 8h50min - Abertura do Painel

8h50min às 9h10min - Características, mudanças e desafios do leite em Santa Catarina

  • Airton Spies - fundador e proprietário da SPIESAGRO palestras e consultoria

9h10min às 9h30min - Características, mudanças e desafios do leite no Rio Grande do Sul

  • Jaime Eduardo Ries, assistente técnico estadual da Emater/RS

9h30min às 9h50min - Características, mudanças e desafios do leite no Paraná

  • Hernani Silva, gerente estadual de Extensão Rural do IDR- Paraná

9h50min às 10h05min - Espaço patrocinador

10h05min às 10h30min - Perguntas e Discussões

  • Airton Spies - fundador e proprietário da SPIESAGRO palestras e consultoria
  • Jaime Eduardo Ries, assistente técnico estadual da Emater/RS
  • Hernani Silva, gerente estadual de Extensão Rural do IDR- Paraná

10h30min às 11h - Milk break e networking

Painel 5 – Os diferentes caminhos para a sucessão do negócio

11h às 11h30min - Parcerias para sucessão no negócio de produção de leite

  • Wilson Povinha, produtor de leite, Santana do Itararé/PR

11h30min às 12h - O exemplo da Cabanha DS – a geração jovem assumindo o negócio

  • João Vitor Secco,  engenheiro agrônomo

12h às 12h30min - Perguntas e Discussões

  • Wilson Povinha, produtor de leite, Santana do Itararé/PR
  • João Vitor Secco, engenheiro agrônomo

12h30min às 14h - Almoço e networking

Painel 6 – Os desafios e soluções para a mão de obra no campo

14h às 14h30min - A questão da mão de obra no campo: há solução?

  • Zander Navarro, técnico da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária

14h30min às 15h - Como tornar o leite atrativo para trabalhadores

  • Sergio Pereira, médico veterinário na Azores Veterinary Practice, Califórnia, EUA

15h às 15h15min - Espaço Patrocinador

15h15min às 15h45min - Como aumentar a produtividade da mão de obra e a rentabilidade

  • Christiano Nascif, diretor da Labor Rural

15h45min às 16h15min - Mão de obra para pequenas e médias propriedades

  • Glauci Pagnussatt, sócia da fazenda Pagnussatt

16h15min às 16h50min - Perguntas e Discussões

  • Zander Navarro, técnico da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária
  • Christiano Nascif, diretor da Labor Rural
  • Sergio Pereira, médico veterinário na Azores Veterinary Practice, Califórnia, EUA
  • Glauci Pagnussatt, sócia da fazenda Pagnussatt

As melhores práticas da produção leiteira gaúcha já podem ser inscritas para participarem das categorias de “Cases de Sucesso”, do 3º Prêmio Referência Leiteira. O prazo para o protocolo da documentação vai até 14/06 de 2024. O regulamento completo e Ficha de Inscrição podem ser baixados pelo link e também estão disponíveis nos escritórios municipais da Emater/RS.

Lançado oficialmente na manhã desta quarta-feira (20/03) durante o seminário: Pecuária de Leite do RS na Expoagro Afubra realizada no Parque de Exposições em Rincão Del Rey, município de Rio Pardo (RS), a premiação está dividida entre seis categorias de Cases: Inovação, Sustentabilidade Ambiental, Bem-estar Animal, Protagonismo Feminino, Sucessão Familiar e Gestão da Atividade Leiteira.

Podem participar propriedades estabelecidas no Rio Grande do Sul que comercializam leite cru in natura para indústria ou que processem o leite em agroindústria própria, explica o presidente da comissão do Prêmio Referência Leiteira, o zootecnista Jaime Eduardo Ries, da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica (Emater/RS).  “O concurso significa um reconhecimento pelo esforço que os produtores fazem no dia a dia, nesta atividade que exige bastante dedicação, ao longo de todo o ano. É importante valorizar estas pessoas que se destacam e que, apesar de todas as dificuldades, continuam fazendo o seu trabalho com afinco para produzir um alimento de extrema qualidade para a população gaúcha”, assinala Ries.
Pelo regulamento, é possível se inscrever em apenas uma das categorias através do envio das informações solicitadas, em remessa única, por correio eletrônico, à Emater/RS (jries@emater.tche.br) e ao Sindilat (sindilat@sindilat.com.br), explica o vice-coordenador do 3° Prêmio Referência Leiteira, Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS). A ação tem o apoio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR).

Na primeira parte do processo de inscrições para esta 3ª Edição da premiação, as fazendas se credenciaram para disputar nas categorias: Propriedade Referência em Produção de Leite, divididas entre sistemas de criação a pasto com suplementação ou de semiconfinamento/confinamento. As três que atingirem os melhores índices em cada processo, assim como as melhores em cada Case, serão conhecidas durante evento na Expointer 2024.
 
 
Foto: Raquel Aguiar Emater/RS-Ascar

Será lançada, nesta quarta-feira (20/03), a segunda fase da etapa de inscrições para o 3° Prêmio Referência Leiteira. A apresentação da disputa na categoria Cases, será concomitante ao Seminário: Pecuária de Leite do RS - Principais informações e indicadores, na Expoagro Afubra. O encontro será no Auditório Central, a partir das 9h, no Parque de Exposições em Rincão Del Rey, município de Rio Pardo (RS).

A apresentação do regulamento ficará a cargo do presidente da comissão do Prêmio Referência Leiteira, o zootecnista Jaime Eduardo Ries, da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica (Emater/RS), que também fará a palestra da manhã. Ele estará acompanhado do vice-coordenador do 3° Prêmio Referência Leiteira, Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), e de Ronaldo Santini, secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). As três entidades são as promotoras da distinção.

Assim como na edição passada, a premiação para os melhores Cases será dividida em seis categorias: Inovação, Sustentabilidade Ambiental, Bem-estar Animal, Protagonismo Feminino, Sucessão Familiar e Gestão da Atividade Leiteira. Na primeira parte do processo de inscrições para a 3ª Edição da premiação, as fazendas se credenciaram para disputar nas categorias: Propriedade Referência em Produção de Leite, divididas entre sistemas de criação a pasto com suplementação ou de semiconfinamento/confinamento. As três que atingirem os melhores índices em cada processo, assim como as melhores em cada Case, serão conhecidas durante evento na Expointer 2024.

Foto: Carolina Jardine 

No auditório central da 24ª Expodireto Cotrijal nesta quarta-feira (6/3), produtores e representantes do setor do leite acompanharam, ao longo da manhã, prognósticos e o diagnóstico sobre a tecnologia aliada à produção no 19º Fórum Estadual do Leite. Na abertura, Caio Vianna, presidente da CCGL, que realiza o evento juntamente com a Cotrijal, destacou as iniciativas em tecnologia que a cooperativa disponibiliza para os produtores tenham melhores resultados no campo. “Um exemplo é o Smartcoop, assim como os investimentos que a cooperativa faz na área técnica, em qualificação e apoio ao produtor para que tenham mais rentabilidade”, disse Vianna, que também é diretor do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), que apoiou o evento em Não-Me-Toque (RS).

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reforça que, no dia a dia, as inovações têm provocado transformações na produção. “Os produtores estão se aproximando cada vez mais desta nova realidade e, assim, conquistando melhores resultados, o que se reverte em ganhos de produtividade, inclusive na indústria que está cada vez mais tecnológica”, analisa. 

Nas fazendas, um exemplo é o crescimento acelerado dos robôs de ordenha. Com custo médio de R$ 1,3 milhão, são os queridinhos do momento. Há em torno de 200 em funcionamento no Rio Grande do Sul e mais de 250 em Santa Catarina, segundo Alexandre Pedroso, da Plenteous Consultoria Agropecuária, implantados principalmente ao longo dos últimos cinco anos. “A gente está aprendendo muito sobre como trabalhar com essa tecnologia e tem cada vez mais gente fazendo o bom uso dela”, diz Pedroso, ao destacar que o desafio é o de se lidar com os dados que a ferramenta fornece em benefício do aumento da produção. “O robô não é um equipamento apenas, mas uma nova abordagem para manejar a saúde e a eficiência produtiva de rebanhos leiteiros. Isso é uma coisa importante, um benefício para se tirar bom proveito dele”.  

Falar em Fazenda Smart, Fazenda 4.0, Fazenda Inteligente, Fazenda do Futuro vai além da utilização das tecnologias. É sobre o poder de tomar decisões baseadas em dados cada vez mais cedo e, principalmente, sobre informações confiáveis e criadas automaticamente. “Acho que esta é a grande diferença e, para o futuro, mais e mais dados virão automaticamente”, assinala João Henrique Costa, professor da universidade de Vermont, nos Estados Unidos. 

“Dedicação, amor e tecnologia têm nos feito crescer no dia a dia e estamos firmes e fortes”, revela Clairton Ceconello. Junto com a família, ele diz que esta é a receita para produzir leite com o auxílio da tecnologia para a Cotrijal/CCGL. A fazenda que tem 30 anos, localizada no município de Sertão (RS), revolucionou a atividade leiteira em 2020 ao adotar ferramentas livres como a Smartcoop para a organização e gestão da pecuária leiteira. “As ferramentas estão aí, então é só se dedicar que é sucesso”, resume o jovem produtor. 

Timotheo Silveira, coordenador técnico da Alta Genetics do Brasil e ex-superintendente técnico da Associação Brasileira Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (Abcbrh),  lembra que a possibilidade de ter em mãos modernas ferramentas de registro genético, permite evitar acasalamentos que geram perdas financeiras e trabalhar de forma mais assertiva na tomada de decisão sobre o rebanho que se deseja ter. 

E, a tecnologia também está associada ao aprendizado escolar. A Associação de Olho no Material Escolar colocou à disposição do setor a ferramenta de buscas sobre temas específicos do setor agropecuário. Batizado de Agroteca, o serviço, que reúne livros, matérias e estudos diversos, pode ser acessado no link: deolhonomaterialescolar.com.br. A entidade, que trabalhou em um estudo de análise juntamente com a FIA-USP sobre o agro, expôs que 96,3% das menções ao agro no material didático não têm base científica, informou que atua junto ao Governo Federal para estar incluída nas discussões do Plano Nacional de Educação (PNE) sobre os temas do agronegócio no esquema curricular.  

O 19º Fórum Estadual do Leite pode ser visto na íntegra através do link.  

Foto: Comunicação CCGL

Com o objetivo de articular políticas públicas para o desenvolvimento do setor lácteo, principalmente quanto à revisão do FAF e à liberação de recursos represados do Fundoleite, o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (SINDILAT/RS), representado pelo secretário-executivo, Darlan Palharini, acompanhou, nesta quarta-feira (31/01), a sessão solene de eleição e posse do deputado Adolfo Brito (PP) e da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

Com o objetivo de articular políticas públicas para o desenvolvimento do setor lácteo, principalmente quanto à revisão do FAF e à liberação de recursos represados do Fundoleite, o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (SINDILAT/RS), representado pelo secretário-executivo, Darlan Palharini, acompanhou, nesta quarta-feira (31/01), a sessão solene de eleição e posse do deputado Adolfo Brito (PP) e da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. “A nova gestão será uma grande parceira do setor lácteo. O objetivo é avançarmos em questões como a exclusão do FAF e a liberação de recursos do Fundoleite”, afirmou Palharini.

Durante discurso da posse, o novo presidente da Assembleia afirmou que um dos principais focos da gestão será a definição de uma política estadual de recursos hídricos para a agricultura. “Nós precisamos dar importância para o líquido que a propriedade rural necessita, viabilizando açudes e oferecendo a possibilidade de produzir. É um projeto de Estado, mas não queremos de jeito nenhum agredir o meio ambiente”, destacou Adolfo Brito.

A Mesa Diretora empossada estará à frente do Parlamento na gestão que se estende de 1º de fevereiro de 2024 a 31 de janeiro de 2025. Também fazem parte da Mesa Diretora: Paparico Bacchi (PL), como primeiro vice-presidente; Eliane Bayer (Republicanos), como segundo vice-presidente; Pepe Vargas (PT), como primeiro secretário; Vilmar Zanchin (MDB), como segundo secretário; Luiz Marenco (PDT), como terceiro secretário; e Dr. Thiago Duarte (União Brasil) como quarto secretário.

Crédito: Carolina Cesa

Representando o elo produtor, Allan André Tormen assumiu a coordenação do Conseleite para a gestão 2024/2025. A eleição e a posse ocorreram durante a primeira reunião do conselho de 2024, realizada nesta terça-feira (30/01), na sede do Sindilat/RS, em Porto Alegre (RS). Presidente do Sindicato Rural de Erechim e integrante da Comissão do Leite e Derivados da Farsul, o produtor rural tem como objetivo principal trabalhar por convergências no setor lácteo gaúcho. “Vou buscar o melhor para todos, para as indústrias e para os produtores”, frisou. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ficará na vice-coordenação. Por acordo prévio do colegiado, em 2025, a coordenação eleita inverte-se, passando a ser encabeçada por Palharini. Também compõem a diretoria do Conseleite José Pollastri (Tesoureiro), Eugênio Zanetti (Vice-tesoureiro), Cleonice Back (Secretária) e Osmar Redin (Vice-secretário).

Entre os projetos da nova gestão está a implementação de uma calculadora virtual que auxilie na mensuração de valores para o leite conforme os parâmetros de qualidade de cada propriedade. “Vamos trabalhar por ferramentas que tragam ainda mais transparência e eficiência ao setor”, completou Tormen.

Durante a reunião, a Universidade de Passo Fundo (UPF) apresentou projeção para o valor de referência do leite em janeiro de R$ 2,1010 o litro. O indicador, que considera os primeiros 20 dias do mês, representa um aumento de 2,59% em relação ao consolidado de dezembro de 2023.

Crédito: Carolina Jardine
Na foto: Allan Tormen (E) e Darlan Palharini (D)

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) avalia como positiva a iniciativa do Governo Federal, anunciada nesta segunda-feira (22/01), de disponibilizar no Plano Safra 2023/24 uma linha de crédito para cooperativas de produtores de leite.

Reivindica, no entanto, que o benefício se estenda para as demais empresas que não operam em sistema cooperativo, uma vez que também foram prejudicadas pela entrada de grandes volumes de leite importado, principalmente do Mercosul. Atualmente, mais da metade do leite captado no Brasil é vendido para empresas privadas não cooperativas. Portanto, para que todos os produtores sejam beneficiados com igualdade, é essencial que as medidas sejam estendidas a todas as indústrias.

O Sindilat vem pleiteando políticas públicas efetivas de fomento à cadeia nacional láctea. Entende que a medida da União atenua o quadro de crise, mas não resolve definitivamente a questão. A solução passa pelo ganho de competitividade efetivo a todos e por ações de longo prazo que garantam a produtores e indústrias autonomia para competir no mercado interno e externo em igualdade de condições.

Os associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) têm 10% de desconto garantido para compra de ingressos para o 16º Fórum MilkPoint Mercado, clicando aqui. O evento tem como tema "O que pode guiar a recuperação do mercado de lácteos em 2024". No site www.forummilkpointmercado.com.br, os ingressos estão disponíveis em três lotes.

O evento acontecerá em Campinas (SP) no dia 20 de março. A programação, que pode ser conferida abaixo, está dividida em quatro blocos temáticos: Os Cenários de Mercado; Competitividade da Produção de Leite: onde estamos?; O que há de novo nas relações entre indústrias e produtores de leite? e Novas ferramentas no Supply Chain de leite. Como conteúdo extra, disponível on-line exclusivamente para inscritos, debates sobre: Como começa a economia brasileira em 2024 e quais as perspectivas para o restante do ano? e Cenários para os mercados de soja e milho. 

Programação:

8h às 9h - Boas-vindas e credenciamento

Bloco 1 - Os cenários de mercado

9h às 9h20min - Tendências para o mercado Internacional de leite em 2024

Andres Padilla, Industry Specialist na Rabobank Brasil

9h20min às 9h30min - Espaço Patrocinador

9h30min às 9h50min - Como começa o consumo de lácteos em 2024?

Priscila Ariani, Diretora de Marketing na Scanntech Brasil

9h50min às 10h10min - Cenários para o mercado brasileiro de leite e derivados

Matheus Napolitano, Analista de Inteligência de Mercado na MilkPoint Ventures

10h10min às 10h40min - Perguntas e Debate

Andres Padilla, Industry Specialist na Rabobank Brasil

Priscila Ariani, Diretora de Marketing na Scanntech Brasil

Matheus Napolitano, Analista de Inteligência de Mercado na MilkPoint Ventures

10h40min às 11h10min - Milk break e networking

Bloco 2 – Competitividade da produção de leite: onde estamos?

11h10min às 11h30min - Resultados de custos de produção - o que estão fazendo os melhores produtores do mercado brasileiro?

Expedito Netto, Gestor do Educampo no Sebrae Minas Gerais

11h30min às 11h40min - Espaço Patrocinador

11h40min às 12h - Destrinchando a competitividade da Argentina

Gonzalo Berhongaray, CREA Argentina

12h às 12h30min - Perguntas e Debate

Expedito Netto, Gestor do Educampo no Sebrae Minas Gerais

Gonzalo Berhongaray, CREA Argentina

12h30min às 14h - Almoço

Bloco 3 – O que há de novo nas relações entre indústrias e produtores de leite?

14h às 14h20min - Nestlé e o programa Nature

Barbara Sollero, ESG Milk Sourcing Manager na Nestlé

14h20min às 14h40min - Danone e o programa Fazenda Tudo de Bem

Henrique Borges, Diretor de Compras na Danone

14h40min às 14h50min - Espaço Patrocinador

14h50min às 15h10min - Digitalização das relações entre produtores e indústrias – como as empresas têm usado as ferramentas digitais?

Edney Murillo Secco, Diretor Compra Lácteos Piracanjuba

15h10min às 15h40min - Perguntas e Debate

Barbara Sollero, ESG Milk Sourcing Manager na Nestlé

Henrique Borges, Diretor de Compras na Danone

Edney Murillo Secco, Diretor Compra Lácteos Piracanjuba

15h40min às 16h10min - Milk break

Bloco 4 – Novas ferramentas no Supply Chain de leite

16h10min às 16h30min - Porque o Banco Mundial está investindo na Alvoar?

Bruno Girão, CEO na Alvoar Lácteos

16h30min às 16h40min - Espaço Patrocinador

16h40min às 17h - A tese da Ultra Cheese 6 anos depois

Jorge Rocha, Operating Partner da Aqua Capital

17h às 17h20min - Projeções de mercado – quais as novas projeções e como estamos conseguindo evoluir no Mercado Plus?

Valter Galan, Diretor Técnico na MilkPoint Ventures

17h20min às 17h50min - Perguntas e Debate

Bruno Girão, CEO na Alvoar Lácteos

Jorge Rocha, Operating Partner da Aqua Capital

Valter Galan, Diretor Técnico na MilkPoint Ventures

17h50min às 18h - Encerramento

Conteúdo Extra - Disponível online exclusivamente para inscritos

18h - Como começa a economia brasileira em 2024 e quais as perspectivas para o restante do ano?

Roberto Padovani, Economista no Banco BV

18h05min - Cenários para os mercados de soja e milho

Ana Lenat, Líder de Estratégia e Inteligência de Mercado na Germinare

Conrado Zanon, Co Founder & CEO Germinare

 

Consolidado ao longo de 16 anos de aplicação, o conceito do Pastoreio Rotatínuo tem devolvido esperança através do aumento na produção e, consequentemente, na renda para produtores leiteiros gaúchos. É o que atesta o zootecnista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo César de Faccio Carvalho, responsável pelo desenvolvimento do conceito de manejo que consiste na diminuição do tempo gasto pelas vacas na obtenção de seus requerimentos nutricionais via pastejo. O sistema foi apresentado durante reunião do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS) aos associados. “O Rotatínuo permite uma equalização entre o tempo da vaca e o dos produtores. Com duas ordenhas e acesso ao pasto nas horas mais quentes, a chance de uma vaca conseguir, por exemplo, consumir os 19 kg de matéria seca de que precisa para produzir cerca de 30 litros/dia é pequena. Falta-lhe tempo. Desta forma, os produtores acabam tendo que suplementar em níveis elevados de silagem e concentrado, aumentando os custos. Costumo dizer que temos custo de primeiro mundo com produtividade de terceiro mundo pois, de forma geral, menos de 40% da dieta da vaca é constituída de pasto”, compara.

Segundo o professor, são feitas adaptações na forma de uso da pastagem com o objetivo de garantir que mais de 60% da dieta do animal venha do pasto. Para tanto, os animais precisam ter acesso ao pasto no início da manhã e no final da tarde e os horários de ordenha devem ser ajustados. Além disso, a estrutura do pasto tem que favorecer a máxima ingestão de nutrientes por minuto de pastejo, o que é conseguido pelo oferecimento do pasto em alturas especificamente designadas, economizando o tempo de alimentação das vacas. Esta é a essência do conceito do Pastoreio Rotatínuo: a exata estrutura do pasto para facilitar o consumo, minimizando o tempo necessário no processo de pastejo. “O ajuste da estrutura do pasto em cerca de um centímetro pode significar entre 90 kg a 150 kg de matéria seca (MS) por hectare. Esta diferença é crucial para animais de elevada demanda, como vacas lactantes. Pastos com estrutura ideal podem significar incrementos de ingestão de pasto superiores a 0,5 kg de MS/h de pastejo. E, este ritmo de ingestão, por sua vez, define se um animal pode se saciar do pasto ou se precisará ainda de muita silagem para complementar seus requerimentos”, detalha o professor.

Com relação às vacas, no Rotatínuo, ao permitir que se aumente o consumo de pasto por unidade de tempo em pastejo, consegue-se a inversão da dieta de 40:60 pasto:silagem para 60:40 pasto:silagem, fazendo cair os custos do leite produzido em  mais de 30%. “Vamos a um exemplo de como o manejo sob Rotatínuo é diferente do usual. O azevém é um pasto frequentemente usado em sistemas com descansos de 30 dias, quatro pastoreios nesses intervalos, cujo tempo de descanso acarreta alturas de entrada superiores a 25 cm. Cada vez que as vacas entram, é comum se ter por objetivo aproveitar bem o pasto e não o desperdiçar, o que faz com que as alturas na retirada dos animais sejam inferiores a 10 cm. Já o conceito do Rotatínuo muda radicalmente a forma de conduzir esse manejo. Nossos experimentos demonstram que as vacas maximizam sua ingestão em pastos com azevém a 20 cm de altura, e que não se pode baixar o pasto abaixo de 12 cm. Ao respeitar essas condições, o pasto rebrota bem mais rápido e o descanso cai para algo em torno de 10 dias, o que faz com que o número de pastoreios aumente, chegando a 12 ou mais. Outra consequência é que a necessidade de piquetes diminui bastante, pois o período de descanso é bem pequeno. É muito comum termos mais de 30 piquetes antes de mudar para o Rotatínuo, e usarmos menos de 10 piquetes depois da transição. Diminuem, portanto, os custos com cerca, os problemas na distribuição de aguadas e o tempo que o produtor dedica na divisão dos piquetes”, explica o professor. 

O manejo de pastagens sob o conceito do Pastoreio Rotatínuo faz parte das ações do programa Produção Integrada em Sistemas Agropecuários (PISA), oferecido como solução para os produtores através do Sebrae-RS em parceria com a Aliança SIPA. “O PISA é uma alternativa, uma terceira via àqueles que não querem, ou não podem, “fechar as vacas” em sistemas mais intensivos. Porém, ainda que a base de pasto, as adaptações sugeridas no PISA, com tecnologias de baixo custo e buscando a eficiência da produção, podem fazer mais que dobrar a produção de leite através do melhor aproveitamento dos recursos já instalados nas fazendas leiteiras, garantindo autonomia e mantendo os produtores na atividade”, destaca Carvalho.

O PISA já foi aplicado em cerca de três mil propriedades rurais nos estados de SC, PR e RS. Em 2023 eram mais de 700 propriedades ativas no programa. Com duração de quatro anos, o programa compreende ações individuais e coletivas de diagnóstico, treinamento, consultoria, planejamento integrado e monitoramento, dentre outros. O público atendido é composto majoritariamente por produtores que têm, em média, 18 vacas em lactação e rebanho médio de 32 animais, e que produzem menos de 400 litros/dia, perfil que corresponde a 84% das propriedades leiteiras gaúchas, conforme dados da Emater RS.

Foto: Fernando Kluwe Dias
Texto: Assessoria de Imprensa do Sindilat/RS