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Reforçando sua atuação na promoção de uma alimentação equilibrada e baseada em evidências, o Sindilat/RS está entre os apoiadores do Curso de Capacitação Nutro-Endócrino 2026, que será realizado nos dias 10 e 11 de abril, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre (RS). A iniciativa reunirá médicos e especialistas para uma imersão prática e atualizada no tratamento do sobrepeso, obesidade e síndrome metabólica.

Como parte do apoio institucional, o sindicato também realizará o envio de produtos lácteos para o evento, evidenciando, na prática, a relevância desses alimentos dentro de estratégias nutricionais voltadas à saúde metabólica. “Estamos inseridos no debate de temas extremamente atuais e relevantes. Os lácteos têm papel importante na alimentação com uma fonte rica e segura de proteínas de alto valor para as estratégias nutricionais”, destaca Darlan Palharini, secretário executivo.

A programação, dividida em dois módulos, propõe uma formação que abrange desde o diagnóstico até a aplicação prática com a culinária terapêutica, proporcionando aos participantes uma experiência que conecta teoria, qualidade nutricional e adesão alimentar. 

Idealizado pelo médico Paulo Henkin, o curso reúne especialistas de diferentes áreas e se consolida como uma oportunidade de atualização para profissionais da saúde. A programação completa pode ser acessada aqui.

Foto: Jonatan Brivio - Portinario Agência

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) estará presente na 2ª edição do Simpósio Elo da Pecuária, levando ao evento uma abordagem estratégica sobre o setor leiteiro. Representando a entidade, Darlan Palharini conduzirá a apresentação “Cenários Lácteos”, na qual deve abordar os principais movimentos que impactam a cadeia do leite do ponto de vista da indústria. “Estamos vivendo um momento de transformação no mercado lácteo, com mudanças estruturais importantes tanto no Brasil quanto no cenário internacional. Entender os movimentos de oferta, demanda e competitividade é fundamental para que se tome decisões assertivas e sustentáveis para todo o sistema de produção”, destaca o secretário-executivo.

O simpósio será realizado no dia 14 de maio, na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) – Campus Capão do Leão (RS), reunindo produtores, consultores, técnicos, pesquisadores e estudantes em um ambiente de troca de experiências e atualização técnica.De acordo com a graduanda em Zootecnia pela UFPel, integrante da comissão organizadora e presidente do evento, Daniela Machado, a proposta do evento é contribuir para a qualificação dos diferentes públicos envolvidos com a pecuária do leite. “O evento tem como objetivo promover a difusão de conhecimento técnico, a atualização profissional e a apresentação de novas perspectivas para estudantes, técnicos, profissionais da área e produtores rurais”, explica. 

Ainda segundo Daniela, a programação, que inicia às 7h e segue até às 17h30min,  foi estruturada com foco em temas relevantes e atuais do setor, buscando gerar impacto na formação dos participantes e na realidade das propriedades rurais e contempla temas ligados à produtividade, bem-estar animal e tendências de mercado, com expectativa de público de aproximadamente 300 participantes. As inscrições já estão abertas e os primeiro lotes de ingressos podem ser adiquiridos através do link.

 

 

 

As indústrias associadas ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) novamente conquistaram posições de destaque na mais recente edição do prêmio Marcas de Quem Decide, promovido pelo Jornal do Comércio. O levantamento, que há quase três décadas certifica as marcas mais lembradas e preferidas no Estado, evidenciou a força do setor lácteo nas categorias Produtos Lácteos e Cooperativas Agrícolas.

Na primeira categoria, a Santa Clara mantém a liderança, com 26,25% de lembrança e 29,20% de preferência. A Elegê aparece como segunda colocada, com 14,50% em lembrança e 17,30% em preferência. A Piá registra 9,50% em lembrança e 9,10% em preferência. Já a Nestlé apresenta 7,75% em lembrança e 9,10% em preferência. Parmalat, com 4,50% em lembrança, e Danone, com 4,00% em preferência, também aparecem no ranking. Na categoria Cooperativas Agrícolas, a Santa Clara figura pela 22ª vez entre os destaques, ocupando a segunda colocação, com 5,25% em lembrança e 9,50% em preferência.

Realizado desde 1999, o Marcas de Quem Decide reconhece as marcas mais presentes na mente e na escolha dos líderes empresariais e gestores públicos. A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO) e, nesta edição, ouviu 400 pessoas de 47 cidades, que responderam a 172 perguntas. Ao todo, foram citadas 5.080 marcas em lembrança e 4.289 em preferência, distribuídas em 73 categorias, além de três grupos especiais voltados à inovação, sustentabilidade e identidade regional.

A cerimônia de premiação ocorreu no dia 3 de março, no Salão de Atos da PUCRS, em Porto Alegre, reunindo lideranças empresariais e autoridades públicas. Os resultados completos estão publicados na edição especial do Jornal do Comércio desta segunda-feira, 30 de março, que pode ser acessada através do link: https://flip.jornaldocomercio.com/edicao/impressa/14043/30-03-2026.html?_gl=1*fkg5jm*_gcl_au*MTgwNzE1ODU1NS4xNzcxOTM1NzQzLjE4NTA5MDAxMjAuMTc3NDYxNDI2Ni4xNzc0NjE0MjY2 

Foto: Dani Barcellos/JC

A Prefeitura de Três de Maio, no Noroeste do Rio Grande do Sul, realizou uma homenagem ao diretor da Lactalis do Brasil, Guilherme Portella, com a concessão do título de Cidadão Honorário do município.

A honraria está prevista no Decreto Legislativo nº 03, de 27 de fevereiro de 2026, aprovado pela Câmara Municipal de Vereadores. A iniciativa é de autoria do vereador Carlos Norberto Filipin, com subscrição dos vereadores Diogo André Wolf, Ernani Claudio Weimer e Vanessa Sallapata.

A distinção reconhece as contribuições relevantes da empresa Lactalis para o desenvolvimento econômico e social de Três de Maio, especialmente no setor lácteo, que tem papel estratégico na região.

Para o vereador Carlos Norberto Filipin, a iniciativa é sobre aproximação e reconhecimento. “Sendo cidadão de Três de Maio, entendemos que a aproximação que já temos, será maior ainda. Foi um projeto votado e aprovado de forma unânime, com muita harmonia. Para nossa cidade é uma honra ter uma empresa que desenvolve um trabalho tão importante para o município.”

O momento contou com a presença de lideranças locais e regionais, entre elas o prefeito Marcos Corso, o presidente da Câmara de Vereadores, Delmar Mébius, o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI), Neri Jesse, além dos vereadores Ernanu Wimer, Getúlio Eduardo Filipin e do próprio autor da proposta, Carlos Norberto Filipin. Também estão entre os convidados José Bombardelli, Noemia Sartor, além do Secretário-Executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini.

A concessão do título de Cidadão Honorário é uma das mais altas distinções do município e busca reconhecer personalidades que, mesmo não sendo naturais da cidade, contribuem de forma significativa para o seu desenvolvimento.

Portella reforçou a importância de valorizar o produtor e os colaboradores. “Fico honrado com essa homenagem. Somos muito felizes com o relacionamento que temos com o município de Três de Maio. Queremos sempre honrar e estreitar as boas relações, criando o sentimento de pertencimento e valorização.”

A Lactalis, uma das maiores empresas do setor de laticínios no mundo, mantém atuação relevante no Rio Grande do Sul, com impacto direto na geração de empregos, renda e fortalecimento da cadeia produtiva do leite.

O ato solene oficial de entrega está previsto para acontecer no dia 1º de junho, Dia Mundial do Leite, no município de Três de Maio.

Foto: Judy Wroblewski

O crescimento do mercado de leite no Mercosul está ligado à ampliação do consumo. A avaliação foi apresentada pelo consultor da Federação Pan-Americana de Laticínios (FEPALE) e pesquisador do INTA da Argentina, Alejandro Galetto, durante o 21º Fórum do Leite. Segundo o especialista, o bloco não registra avanço significativo no mercado desde 2014, refletindo problemas estruturais de competitividade, enquanto países como o México têm registrado crescimento significativo. “Não é um dos países isoladamente, é um problema do Mercosul. Reconhecer e identificar a causa é o primeiro passo para mudar o cenário”, afirmou nesta quarta-feira, 11/03, em Não me Toque (RS). 

Além de investir no aumento da demanda por leite, Alejandro Galetto recomendou mudanças estruturais que permitam atrair e manter recursos no setor. “É necessária uma mudança. A competitividade é pensada como a melhora de uma empresa individualmente, mas ela também está na capacidade do setor de atrair e manter recursos para crescer”, assinalou, ao relatar problemas comuns do bloco como custos de produção, sucessão nas propriedades e evasão para outras atividades. 

Conforme o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o fórum reforçou a importância da gestão, alinhada aos diversos fatores que influenciam na produção leiteira, que vão desde o clima até o valor do leite ao produtor. “Na propriedade existem muitos elementos que influenciam o resultado, como o gerenciamento, a compra de insumos, a regularidade das chuvas para garantir alimentação de qualidade ao rebanho, entre outros aspectos”, assinalou, evidenciando a presença cada vez mais extensiva de tecnologias no campo que permitem monitorar indicadores e atingir o melhor aproveitamento dos recursos e resíduos dentro das propriedades para ampliar a rentabilidade da atividade leiteira.

A programação do fórum também incluiu palestras sobre manejo sustentável de dejetos orgânicos de bovinos de leite, com o pesquisador da Embrapa Marcelo Henrique Otenio, e sobre gestão econômica das propriedades, com o médico-veterinário Matheus Balduino Moreira, da Rehagro Consultoria. “O fórum se destacou muito nessa questão do gerenciamento da propriedade, dos indicadores e do aproveitamento de cada resíduo da própria propriedade rural para que consiga rentabilizar a propriedade leiteira”, destaca Darlan.

Foto: CCGL - Matheus Durão

Nesta quinta-feira, 10/03, o Sindilat/RS esteve presente na Expodireto Cotrijal, representado pelo secretário-executivo Darlan Palharini, que participou de uma série de agendas voltadas ao setor produtivo. 

Pela manhã, Palharini participou do 36º Fórum Nacional da Soja, promovido conjuntamente pela FecoAgro/RS, Cotrijal e CCGL, com apoio do Sistema Ocergs/Sescoop-RS. O encontro debateu o cenário e a conjuntura do setor, reunindo lideranças e especialistas do agronegócio. O secretário-executivo também acompanhou o lançamento do programa Campo Inovador – Leite e Derivados. A iniciativa, desenvolvida pelo Sebrae RS e conduzida pela Regional Noroeste, é voltada à principal bacia leiteira do Estado e busca conectar desafios da cadeia produtiva a soluções desenvolvidas por jovens, universidades, escolas técnicas, produtores e startups. 

À tarde, o dirigente participou do 10º Fórum Estadual de Conservação do Solo e da Água. O encontro, realizado pela CCGL, Cotrijal, Rede Técnica Cooperativa (RTC) e Embrapa, reuniu especialistas, produtores e representantes do agronegócio para discutir práticas sustentáveis e a conservação dos recursos naturais no Rio Grande do Sul. Na sequência, esteve presente na reunião com o setor produtivo e no lançamento da Fase 3 do Programa Irriga + RS. Durante a tarde, também atendeu a demandas de agendas com a imprensa. A programação da Expodireto Cotrijal segue até a próxima sexta-feira, 13/03/2026. (As informações são do Sindilat/RS)

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) publicou nova tabela de indenizações para a pecuária leiteira, destinada a produtores que tenham animais sacrificados ou submetidos a abate sanitário em função de diagnóstico de brucelose ou tuberculose.

Os valores foram aprovados na Assembleia Geral Extraordinária do Conselho Deliberativo, realizada em 9 de março, após proposição do Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira (CTOPL). A medida foi homologada por meio da Resolução CD nº 001/2026, publicada no site www.fundesa.com.br/legislacao.

A nova tabela estabelece um reajuste de 8% em relação aos valores anteriores, que passam a valer em 2026 e variam de acordo com a categoria e a idade dos animais. Pela atualização, as indenizações vão de R$ 1.636,00 para animais sem registro de até 12 meses, até R$ 4.548,00 para animais com registro puro de origem entre 25 e 36 meses. Para bovinos machos com idade superior a 2 anos, o valor é de R$ 1.918,00.

As indenizações fazem parte do sistema de defesa sanitária da pecuária gaúcha e têm o objetivo de compensar produtores que eliminam animais positivos para doenças de controle obrigatório, contribuindo para a sanidade do rebanho e para a segurança da produção de leite no estado, em conformidade com o Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). No caso do setor leiteiro, a contribuição ao Fundesa é recolhida pela indústria e pelos produtores de leite.

 

Os associados do Sindilat terão 10% de desconto na inscrição para o Milk Pro Summit 2026, que será realizado nos dias 28 e 29 de maio, no Bourbon Resort Atibaia, em Atibaia (SP).

Organizado pela MilkPoint Ventures, o evento reúne produtores, técnicos e empresas do setor lácteo. A programação está dividida em seis painéis. No primeiro dia, os debates tratam de cenário econômico e comércio internacional, desafios regionais da produção, parcerias com varejo e food service, inovação tecnológica, gestão de risco, sucessão familiar e fundamentos técnicos e econômicos da atividade. À noite, ocorre a premiação dos 100 maiores produtores de leite.

No segundo dia, os painéis abordam gestão de pessoas e liderança, sustentabilidade aplicada à produção, uso de dejetos como fonte de receita, agricultura regenerativa, programas de incentivo e modelos de expansão da atividade no Brasil e no exterior.  

As inscrições podem ser feitas pela plataforma oficial do evento, no link: https://register.jalanlive.com/milkprosummit26?ticket=nRsa 

Programação

28 de maio

08h às 09h25 – Credenciamento e welcome coffee
09h25 às 09h30 – Abertura

Painel 1 – Tendências para o leite e a economia no Brasil e no mundo: produção e consumo
09h30 às 10h30 – Agricultura e meio ambiente no comércio internacional, com Roberto Rodrigues
10h30 às 11h – Desafios e oportunidades do setor lácteo nas diferentes regiões, com Andrés Padilla (Rabobank)
11h às 11h20 – Espaço patrocinador
11h20 às 11h50 – Parcerias com varejo e food service: o exemplo da Arla Foods, com Tatiani Bula Sundgaard
11h50 às 12h10 – Perguntas e debate
12h10 às 13h45 – Almoço, Expo e networking

Painel 2 – Novas fronteiras para a produção de leite: tecnologia e gestão de risco
13h45 às 14h15 – Inovação no Reino Unido, com Robert Morrison
14h15 às 14h45 – Fazenda do futuro: tecnologia e gestão de dados, com João Dórea
14h45 às 15h05 – Espaço patrocinador
15h05 às 15h35 – Gestão de risco na cadeia do leite, com Glauco Carvalho (Embrapa)
15h35 às 16h05 – Perguntas e debate
16h05 às 16h40 – Milk break, Expo e networking

Painel 3 – Farmer’s Forum
16h40 às 17h10 – Projeto de grande porte com princípios ESG, Agrothati (BA)
17h10 às 17h40 – Gestão e sucessão familiar, com Anna Pinto (Fazenda Bom Retiro – MG)
17h40 às 18h – Espaço patrocinador
18h às 18h30 – Fundamentos técnicos e econômicos da produção, com Marcelo Branquinho (Fazenda Cobiça – MG)
18h30 às 18h50 – Perguntas e debate
18h50 às 19h50 – Premiação dos Top 100
19h50 às 22h – Coquetel e networking

29 de maio

08h40 às 08h45 – Abertura

Painel 4 – Gestão de pessoas e liderança
08h45 às 09h15 – Mentalidade de produtores de sucesso, com Paulo Fernando Machado (Clínica do Leite)
09h15 às 09h45 – Estruturação de liderança em fazendas, com Greg Bethard (High Plains Ponderosa Dairy – EUA)
09h45 às 10h05 – Espaço patrocinador
10h05 às 10h25 – Perguntas e debate
10h25 às 11h – Milk break, Expo e networking

Painel 5 – Sustentabilidade aplicada à produção de leite
11h às 11h30 – Uso de dejetos como fonte de receita, com Daniel Ciolkosz (Penn State – EUA)
11h30 às 12h – Sistemas de produção resilientes e agricultura regenerativa, com Diego Alessio (Fazenda Banhado Verde – SC)
12h às 12h20 – Espaço patrocinador
12h20 às 12h50 – Tecnologias e programas de incentivo, com Tatiani Bula Sundgaard (Arla Foods)
12h50 às 13h10 – Perguntas e debate
13h10 às 14h30 – Almoço, Expo e networking

Painel 6 – Visões do leite como negócio
14h30 às 15h – Produção de leite na Argentina, com Jorge Olmedo (La Fayuca S.A.)
15h às 15h30 – Estruturação de grandes projetos, com Greg Bethard
15h30 às 15h50 – Espaço patrocinador
15h50 às 16h20 – Receitas adicionais ao leite, com João Costa (Universidade de Vermont)
16h20 às 16h50 – Perguntas e debate
16h50 às 17h – Encerramento

 

A profissionalização do setor leiteiro e o processo avançado de sucessão nas propriedades ganharam destaque na Agrotec Cotrisal 2026, em Sarandi (RS). Conforme o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, são iniciativas que já se traduzem em resultados positivos no trabalho de mais de 100 propriedades acompanhadas por meio do sistema SmartCoop. 

No 2º Benchmarking do Leite, os dados apresentados com o acompanhamento da plataforma, mostram o crescimento dos produtores leiteiros que têm gestão baseada em dados. “Desde o nascimento da bezerra até a produção de sólidos, passando por ganho médio diário, taxa de serviço e conversão alimentar, os números são acompanhados por equipe técnica especializada, com ranking de desempenho. É todo um conjunto de dados que garantem assertividade e melhoria produtiva”, destaca. 

Outro aspecto é a entrada dos jovens, assumindo a produção e garantindo a sucessão familiar. “Isso mostra que a atividade leiteira tem futuro, ainda mais se ancorada em gestão, tecnologia e acompanhamento técnico”, assinala. “Quando produtor, cooperativa e assistência técnica trabalham de forma integrada, a produção de leite passa a ser um negócio estruturado, competitivo e sustentável”, indica Darlan.

O gerente de produção animal da Cotrisal, Frederico Trindade, reforça que o leite tem papel estratégico no desenvolvimento regional por gerar renda mensal, movimentar o comércio local e manter famílias no meio rural. “O leite precisa ser tratado como um negócio estruturado, baseado em dados, planejamento e visão de longo prazo. O benchmarking tira todos da zona de conforto e estimula a evolução contínua dos indicadores”, salienta. Segundo ele, ao reunir mais de 100 produtores para analisar desempenho técnico, qualidade, reprodução e rentabilidade, o evento fortalece a profissionalização e a inovação como pilares do crescimento da atividade.

Foto: Divulgação Cotrisal

O setor leiteiro brasileiro precisa estar unido e mobilizado para fazer avançar no Senado e garantir a sanção presidencial do Projeto de Lei 10.556/2018, que regulamenta a utilização da palavra "leite" nas embalagens e rótulos de alimentos. Esta foi a posição defendida pelo presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, na primeira reunião do ano da Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB). “Precisamos falar com uma só voz quando tratamos de questões estruturantes. Devemos permanecer alinhados na defesa do setor e da valorização do leite, do produtor à indústria, até o consumidor final”, assinalou. 

A matéria foi aprovada pelo Plenário da Câmara dos Deputados na madrugada desta terça-feira (03/03). “É uma excelente notícia a aprovação do projeto de autoria da ex-ministra de Agricultura, Tereza Cristina. Trata-se de uma pauta histórica”, acrescentou Ronei Volpi, coordenador geral da ALSB. 

Aprovado na forma de substitutivo, o projeto estabelece que, para o leite, apenas produtos de origem animal podem usar denominações como queijo, manteiga, leite condensado, requeijão, creme de leite, bebida láctea, doce de leite, iogurte, coalhada, entre outras. Produtos vegetais ainda deverão adotar embalagens com cores e imagens distintas, reforçando a diferenciação. “Este regramento fortalece a proteção do leite e assegura maior transparência ao consumidor. Foi necessária a mobilização do setor para defender a proibição do uso da palavra “leite” para itens não lácteos. Agora, o esforço se concentra na aprovação no Senado e na sanção presidencial”, reforçou Portella.

Outra missão para o setor levada ao encontro que reúne representantes das Secretarias de Estado e Federações da Agricultura, além dos Sindicatos das Indústrias de Laticínios dos estados produtores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul é a defesa do Programa Mais Leite Saudável como política pública estratégica. Conforme Portella, trata-se de uma das principais iniciativas para elevar a produtividade e qualidade do leite. “É preciso transformá-lo em prioridade mediante uma forte articulação setorial para defender sua continuidade”, afirmou.

Conforme o presidente do Sindilat/RS, o programa é também um dos pilares que pode sustentar a abertura das portas para o leite brasiliero no mercado internacional. Isso porque, para conseguir espaço como produto de exportação, precisa ter garantia de  competitividade através do preço. “Para exportar é indispensável ter preço se quisermos competir com Argentina, Uruguai, Nova Zelândia ou outros players globais”, enfatizou Portella.

As informações são do SINDILAT/RS

Link do PL 10.556/2018: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2181415

Foto: Reprodução