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Porto Alegre, 02 de abril de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.603


Como a proteína de soro de leite está redefinindo a economia global de laticínios

O que antes era considerado um apenas um subproduto da fabricação de queijos, muitas vezes descartado ou destinado à alimentação animal, tornou-se atualmente a commodity mais valorizada do setor. Esse fenômeno é impulsionado por uma demanda sem precedentes, vinda não apenas de entusiastas do fitness, mas também de usuários de medicamentos GLP-1 (as famosas canetas emagrecedoras) que buscam aumentar a ingestão de proteínas.

Os preços do soro de leite de alta qualidade atingiram níveis recordes, chegando a cerca de onze dólares por libra, um salto significativo em relação aos valores inferiores a quatro dólares registrados em 2023. Essa valorização contrasta com a volatilidade e os baixos preços enfrentados por outros produtos lácteos, como manteiga e queijo, cujos mercados sofreram com o excesso de produção global. Como resultado direto dessa mudança, muitas fábricas de queijo estão agora lucrando mais com o processamento do soro do que com o próprio queijo.

Esse novo cenário econômico está gerando uma onda de investimentos globais bilionários em infraestrutura. Grandes empresas como Fonterra, FrieslandCampina e Tirlán anunciaram expansões significativas em suas capacidades de processamento de soro. Na Índia, a Amul está dobrando sua capacidade de produção de proteína, enquanto nos Estados Unidos estima-se que onze bilhões de dólares tenham sido destinados à construção ou ampliação de mais de cinquenta fábricas de laticínios até 2028.

Apesar do otimismo, especialistas alertam para riscos potenciais decorrentes dessa expansão acelerada. Um dos principais desafios é a possibilidade de um excesso de oferta de queijo no mercado mundial, já que o aumento na produção de soro implica obrigatoriamente em uma maior fabricação de queijo. Além disso, surge a preocupação sobre a disponibilidade de leite cru para abastecer todas essas novas instalações, o que pode acirrar a concorrência entre os processadores e elevar os custos de matéria-prima.

Paralelamente, outras inovações estão ajudando a sustentar a viabilidade das fazendas leiteiras, como a técnica de cruzamento de gado de corte com gado leiteiro, que gera bezerros mais valiosos para a indústria de carne. Essa diversificação de receitas, somada à alta do soro de leite, está criando uma transformação histórica na indústria de laticínios, movendo o setor de um período de margens apertadas para uma fase de rentabilidade potencial sustentada para produtores e processadores.

As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Fonterra conclui venda de divisão de consumo para a Lactalis

A gigante neozelandesa Fonterra Co-operative Group concluiu a venda de seus negócios globais de consumo — conhecidos como Mainland Group — para a multinacional francesa Lactalis.
O movimento acompanha uma tendência cada vez mais clara na indústria de alimentos e bebidas: empresas estão enxugando seus portfólios para priorizar áreas com maior margem e capacidade de escala. No caso da Fonterra, isso significa reforçar o foco em ingredientes e foodservice, segmentos voltados a clientes industriais e profissionais ao redor do mundo.

Segundo o CEO Miles Hurrell, a companhia passa a direcionar capital e inovação justamente para essas frentes, com destaque para suas marcas globais NZMP e Anchor Food Professionals. “Esses negócios geram os melhores retornos para o leite dos produtores”, afirmou Hurrell, reforçando a estratégia baseada em eficiência, desenvolvimento de produtos e na crescente demanda global por ingredientes lácteos.

Além da venda, o acordo também reposiciona a Lactalis como parceira estratégica de longo prazo. Pelos novos contratos, a Fonterra fornecerá leite cru por pelo menos dez anos, além de ingredientes — como queijos a granel — por um período mínimo de seis anos. Ambos os acordos incluem cláusulas de renovação automática.

Esse papel duplo, como fornecedora e parceira, reflete um modelo cada vez mais comum no setor lácteo, em que a colaboração ao longo da cadeia ganha protagonismo para garantir acesso a matéria-prima e lidar com a volatilidade da demanda global.

Como parte da operação, a Fonterra anunciou que retornará NZD 3,2 bilhões (cerca de US$ 1,83 bilhão) aos produtores acionistas e detentores de unidades, por meio de um pagamento de NZD 2,00 por ação.

Com a reestruturação, a atuação da companhia se torna mais concentrada, tanto geograficamente quanto operacionalmente. Apesar de deixar diversos mercados voltados ao consumidor final, a Fonterra mantém sua presença de consumo na grande China, incluindo a marca Anchor na região.

A transação reforça uma transformação mais ampla na indústria global de lácteos: escala, especialização e disciplina na alocação de capital estão se tornando fatores decisivos de competitividade.

Ao sair de negócios de consumo com marca própria e fortalecer sua atuação B2B, a Fonterra se posiciona de forma mais alinhada à demanda por ingredientes lácteos de alto valor agregado e soluções para foodservice — segmentos impulsionados pelo crescimento populacional e pelas mudanças nos padrões de consumo.

As informações são do Foodbev.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

 

Novo ministro da Agricultura promete rigor técnico e visão estratégica para o setor

André de Paula substitui Carlos Fávaro, que saiu do posto para cumprir o prazo que lhe permite concorrer nas próximas eleições

André de Paula, assumiu, nesta quarta-feira (1/4), o cargo de ministro da Agricultura, em cerimônia na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. Ele substitui Carlos Fávaro, que retomou o mandato no Senado, e saiu do posto para cumprir o prazo que lhe permite concorrer nas próximas eleições.

André de Paula elogiou o desempenho do antecessor e afirmou que dará continuidade às ações para a conclusão do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tenho a exata dimensão dessa função e do quão estratégica é para esse país”, afirmou em discurso na cerimônia de transmissão de cargo. “Estou reafirmando os compromissos que o ministro Carlos Fávaro assumiu. São compromissos que não têm CPF. Eles têm CNPJ. São do Ministério da Agricultura e do presidente Lula”, acrescentou.

Ele disse que atuará com visão estratégica para garantir previsibilidade para o setor e convidou lideranças setoriais para parcerias de trabalho. O auditório estava lotado, com cerca de 350 pessoas, entre elas dirigentes de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

André de Paula disse que o convite de Lula para assumir a Agricultura, há cerca de um mês, representa o maior desafio da sua vida pública de mais de 40 anos. “É o passo mais largo da minha trajetória profissional e pessoal.”

No discurso, destacou a importância de políticas como o Plano Safra, o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e o seguro rural.

André de Paula defendeu ainda que a Embrapa precisa ser “ainda mais fortalecida”, assim como a defesa agropecuária. E indicou necessidade de o setor seguir atento às transformações tecnológicas.

O ministro ressaltou a importância do agronegócio para a economia brasileira e a pluralidade do setor.

“É um setor essencial para a segurança alimentar, a geração de renda e o desenvolvimento sustentável do país”, disse. “Atuaremos com rigor técnico e visão estratégica para qualidade, segurança e sustentabilidade. O espírito de diálogo vai conduzir minha atuação em plena sintonia com as diretrizes do governo Lula. O Brasil que produz com responsabilidade cresce com justiça”, acrescentou.

Secretários
O novo ministro da Agricultura confirmou que o secretário-executivo da Pasta será Cléber Soares. Ele substituirá Irajá Lacerda, que deixa o posto para cumprir o prazo de desincompatibilização e poder concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por Mato Grosso nas eleições de outubro.

Em 2023, André de Paula foi indicado pelo PSD para liderar a recriação do Ministério da Pesca. Antes, foi secretário de Produção Rural e Reforma Agrária de Pernambuco e secretário das Cidades no Estado. Também foi vereador em Recife entre 1989 e 1991 e deputado estadual em duas legislaturas, entre 1991 e 1999. (Canal Rural via Valor Econômico)


Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA (02 A 05 DE ABRIL)
Na próxima semana, o tempo deverá variar entre condições estáveis e instáveis em grande parte do território gaúcho. Na quinta-feira (02/04) e na sexta-feira (03/04), o tempo permanecerá predominantemente estável na maior parte do estado do Rio Grande do Sul. Ainda assim, há previsão de chuva fraca a moderada isolada apenas em pontos da metade norte, associada aos efeitos da circulação e ao transporte de umidade para essa região. No sábado (04/04) e no domingo (05/04), o avanço de um sistema de baixa pressão próximo ao estado deverá favorecer o aumento da instabilidade, com previsão de chuva em grande parte das regiões. Os volumes esperados variam entre fracos e moderados, pontualmente fortes, principalmente nas metades sul e leste do estado. No dia 05/04, as temperaturas deverão apresentar leve declínio. Na segunda-feira (06/04) e na terça-feira (07/04), a passagem de uma frente fria manterá o tempo instável em todo o estado, com previsão de chuva em todas as regiões ao longo desses dias. Na quarta-feira (08/04), o sistema continuará avançando e perderá gradualmente sua influência sobre o território gaúcho. Dessa forma, a precipitação deverá ficar restrita a pontos isolados, principalmente na metade norte. Nos dias 07/04 e 08/04, as temperaturas deverão apresentar leve declínio. De forma geral, a figura mostra que os acumulados de precipitação deverão variar entre 2 e 50 milímetros ao longo da semana, com alguns pontos isolados nas regiões da Fronteira Oeste e Missões que podem ultrapassar esse valor. (SEAPI)


Porto Alegre, 31 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.601


Marcas de Quem Decide do Jornal do Comércio destaca associadas ao Sindilat

As indústrias associadas ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) novamente conquistaram posições de destaque na mais recente edição do prêmio Marcas de Quem Decide, promovido pelo Jornal do Comércio. O levantamento, que há quase três décadas certifica as marcas mais lembradas e preferidas no Estado, evidenciou a força do setor lácteo nas categorias Produtos Lácteos e Cooperativas Agrícolas.

Na primeira categoria, a Santa Clara mantém a liderança, com 26,25% de lembrança e 29,20% de preferência. A Elegê aparece como segunda colocada, com 14,50% em lembrança e 17,30% em preferência. A Piá registra 9,50% em lembrança e 9,10% em preferência. Já a Nestlé apresenta 7,75% em lembrança e 9,10% em preferência. Parmalat, com 4,50% em lembrança, e Danone, com 4,00% em preferência, também aparecem no ranking. Na categoria Cooperativas Agrícolas, a Santa Clara figura pela 22ª vez entre os destaques, ocupando a segunda colocação, com 5,25% em lembrança e 9,50% em preferência.

Realizado desde 1999, o Marcas de Quem Decide reconhece as marcas mais presentes na mente e na escolha dos líderes empresariais e gestores públicos. A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO) e, nesta edição, ouviu 400 pessoas de 47 cidades, que responderam a 172 perguntas. Ao todo, foram citadas 5.080 marcas em lembrança e 4.289 em preferência, distribuídas em 73 categorias, além de três grupos especiais voltados à inovação, sustentabilidade e identidade regional.

A cerimônia de premiação ocorreu no dia 3 de março, no Salão de Atos da PUCRS, em Porto Alegre, reunindo lideranças empresariais e autoridades públicas. Os resultados completos estão publicados na edição especial do Jornal do Comércio desta segunda-feira, 30 de março, que pode ser acessada clicando aqui. (Sindilat/RS)


Preços do leite caem, volume dita ritmo entre Argentina e Uruguai

Ajuste nos preços do leite convive com retração na Argentina e expansão no Uruguai

Os preços do leite no mercado exportador do Cone Sul registraram queda nos períodos analisados, mas o movimento veio acompanhado de estratégias opostas entre Argentina e Uruguai.

Enquanto o mercado argentino contraiu simultaneamente preço, volume e destinos, o Uruguai ampliou fortemente o volume exportado mesmo com preços mais baixos, sinalizando abordagens distintas frente à demanda internacional.

Na Argentina, a primeira metade de fevereiro consolidou um cenário de retração generalizada. O preço médio de exportação caiu para USD 3.423,61 por tonelada, com redução de 3,56% frente ao período anterior . O ajuste foi acompanhado por uma queda acentuada no volume exportado, que totalizou 13.222,21 toneladas, retração de 37,04%. Ao mesmo tempo, o número de destinos caiu de 43 para 29 mercados, evidenciando menor diversificação comercial.

Esse movimento simultâneo indica um ambiente de demanda mais restritiva, onde o ajuste não ocorreu apenas via preço, mas também via redução de presença internacional. Para a indústria, isso implica menor diluição de custos fixos e maior dependência de mercados específicos.

No Uruguai, o comportamento foi distinto. Na primeira metade de março, o preço médio recuou de forma mais intensa, atingindo USD 3.395,99 por tonelada, queda de 11,72% . No entanto, o volume exportado cresceu 66,49%, alcançando 9.309,72 toneladas, enquanto o número de destinos permaneceu estável em 25 mercados.

Esse padrão sugere uma estratégia de ganho de competitividade via preço, com foco em ampliar colocação de produto sem perda de estrutura comercial. A estabilidade nos destinos indica manutenção das relações comerciais, mesmo com ajuste de valores.

Preços por produto – Argentina
Leite em pó integral: USD 3.428,07 (+1,96%)
Leite em pó desnatado: USD 2.978,34 (-24,10%)
Queijo semiduro: USD 3.898,86 (-0,62%)
Queijo duro: USD 6.116,22 (+0,02%)
Manteiga: USD 4.787,30 (-0,02%)
Soro de leite (buttermilk): USD 2.440 (-0,18%)
Permeado de soro: USD 625,79 (-3,58%)
Soro parcialmente desmineralizado (D40%): USD 1.200,08 (-4,95%)
WPC 35%: USD 2.637,42 (-10,36%)
WPC 80%: USD 7.220,12 (-0,76%)
Preços por produto – Uruguai
Leite em pó integral: USD 3.347,30 (-5,35%)
Leite em pó desnatado: USD 3.093,46 (+3,80%)
Queijo semiduro: USD 4.367,06 (+2,00%)
Queijo duro: USD 5.907,86 (+11,70%)
Manteiga: USD 4.715,34 (-14,94%)
Soro parcialmente desmineralizado (D40%): USD 1.442,51 (+0,99%)

Leitura estratégica

O contraste entre os dois mercados traz sinais relevantes para o tomador de decisão brasileiro.

A Argentina evidencia perda de tração exportadora com menor diversificação, o que pode indicar maior vulnerabilidade a oscilações de demanda. Já o Uruguai mostra capacidade de ajuste comercial, aceitando preços menores para sustentar volume e presença internacional.

Para o Brasil, o cenário sugere um ambiente competitivo mais pressionado em preços, com players regionais adotando estratégias ativas para garantir fluxo de exportação.

A diferença central está na forma como cada país responde à mesma dinâmica de mercado. (As informações são do Edairy News)

 

 

Estado dos EUA proíbe lácteos cultivados em laboratório

Os lácteos produzidos em laboratório surgiram como uma inovação disruptiva de alta tecnologia na indústria de alimentos. No entanto, produtores de leite dos Estados Unidos reagiram rapidamente, classificando essas inovações como "leite falso".

Há alguns anos, os lácteos produzidos em laboratório, obtidos por meio de fermentação de precisão ou técnicas de cultivo celular, surgiram como uma inovação disruptiva de alta tecnologia na indústria de alimentos. Startups e investidores de capital de risco posicionaram esses produtos como alternativas sustentáveis e livres de animais ao leite tradicional, gerando grande atenção da mídia. No entanto, produtores de leite dos Estados Unidos reagiram rapidamente, classificando essas inovações como “leite falso”. Agora, esse impulso inicial está encontrando uma barreira legislativa à medida que os estados se movem para proteger seu patrimônio agrícola.
A proibição histórica do Mississippi

O Mississippi se tornou oficialmente o primeiro estado dos Estados Unidos a proibir explicitamente produtos lácteos cultivados por células. Isso ocorreu após a aprovação do projeto de lei HB 1153, que amplia as definições legais de carne, proteína manufaturada, proteína cultivada, proteína de insetos, proteína vegetal e lácteos cultivados por células.

A legislação foi criada para evitar a rotulagem enganosa de produtos lácteos e estabelece requisitos rigorosos de rotulagem e autoridade de fiscalização. O ponto mais relevante é que a lei implementa uma proibição total da fabricação, venda e distribuição de produtos lácteos produzidos em laboratório dentro do estado.

Principais pontos da HB 1153

A lei torna-se vigente em 1º de julho de 2026 e constitui que infratores podem ser multados em US$ 500 por infração por dia, com penalidade máxima de US$ 10.000. O projeto concede autoridade ampliada aos inspetores estaduais para garantir o cumprimento e impedir que o “leite falso” chegue às prateleiras.

Uma tendência mais ampla de protecionismo

Essa medida faz parte de um esforço legislativo maior no Mississippi para regular proteínas alternativas. No ano passado, o estado aprovou a HB 1006, que proibiu a carne cultivada em laboratório (com vigência a partir de 1º de julho de 2025). Ambos os projetos foram patrocinados pelo deputado Bill Pigott, sinalizando um esforço consistente dos legisladores estaduais para priorizar a pecuária e a produção leiteira tradicionais.

O comissário de agricultura do Mississippi, Andy Gipson, tem sido um forte defensor dessas medidas. Durante um recente evento do Dia Nacional da Agricultura, Gipson destacou a importância de “comida de verdade para pessoas de verdade”, enquadrando a proibição como uma vitória da agricultura tradicional sobre alternativas artificiais. “Estamos vivendo em uma época em que tudo parece artificial, e você se pergunta o que é real. Já vimos de tudo, desde grama falsa, como o astroturf, até carne falsa, e agora inventaram o leite produzido em laboratório, ou leite falso. Então hoje estamos especialmente orgulhosos de estar aqui para celebrar a agricultura e promover comida de verdade para pessoas de verdade. Agradeço aos nossos legisladores por fazerem do Mississippi o primeiro estado dos Estados Unidos a proibir o leite falso”, disse.

Implicações para o setor

A decisão do Mississippi estabelece um precedente que outros estados produtores de leite podem seguir. Embora a indústria de lácteos cultivados em laboratório continue inovando globalmente, ela agora enfrenta um cenário regulatório fragmentado nos Estados Unidos, onde proibições em nível estadual podem limitar significativamente o acesso ao mercado.

A Federação Nacional dos Produtores de Leite tem defendido consistentemente que o leite deve vir de um animal com casco. A entidade tem sido uma das principais impulsionadoras do projeto de lei do "orgulho do leite". Essa legislação federal busca obrigar a FDA a aplicar padrões de rotulagem que impeçam alternativas vegetais e cultivadas em laboratório de utilizarem termos como leite, queijo ou iogurte.

À medida que a indústria de lácteos cultivados em laboratório continua inovando globalmente, ela enfrenta um ambiente regulatório cada vez mais fragmentado nos Estados Unidos. Proibições estaduais como a do Mississippi podem limitar significativamente o acesso ao mercado e dificultar o caminho para a comercialização das empresas de proteínas alternativas. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Endividamento atinge quase 50%
Brasília – Parcela de 49,7% das famílias está endividada com o sistema financeiro. O resultado de janeiro divulgado ontem repete os 49,7% de dezembro de 2025, informou o Banco Central (BC). O pico histórico da série foi atingido em julho de 2022, com 49,9%. Descontadas dívidas imobiliárias, o endividamento passou de 31,2% em dezembro a 31,3% em janeiro. Já o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional subiu de 29,2% para 29,3%. E enquanto o endividamento afeta metade dos pesquisados, outro levantamento do BC mostrou que a taxa média de juros cobrada pelos bancos subiu para as famílias em fevereiro, com o cartão de crédito rotativo pesando mais no bolso. A modalidade, uma das mais caras do mercado, chegou a 435,9% ao ano (Correio do Povo)


Porto Alegre, 30 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.600


Do campo para a cidade: produtores de leite dos EUA estampam ônibus e outdoors em campanha inusitada

À medida que os lácteos ganham novo impulso nacional por seu valor nutricional e papel em dietas equilibradas, a Dairy Farmers of Wisconsin (DFW) expande a campanha Born to Dairy: Wisconsin Originals com produtores de leite reais de Wisconsin, estado do interior dos EUA, aparecendo em lugares inesperados: ônibus urbanos e outdoors.

A partir desta semana, envelopamentos de ônibus e outdoors com a campanha Born to Dairy estão sendo lançados nas principais cidades do estado, levando os rostos e histórias, em tamanho ampliado, das pessoas por trás do leite de Wisconsin diretamente para os espaços do dia a dia onde os consumidores vivem, trabalham e se deslocam.

O crescente interesse por proteína de alta qualidade, alimentos integrais e transparência sobre a origem dos alimentos está ajudando a impulsionar uma nova atenção aos lácteos. Em vez de focar apenas nos produtos lácteos, Born to Dairy coloca os próprios produtores em destaque, celebrando a criatividade, a engenhosidade e o rico legado que são marcas da comunidade leiteira de Wisconsin. Introduzida pela primeira vez na World Dairy Expo no último outono, Born to Dairy rapidamente ganhou atenção por sua abordagem leve ao compartilhar histórias de produtores.

O movimento retorna em 2026 com o comediante e nativo de Wisconsin Charlie Berens ajudando a liderar uma nova onda de conteúdo em vídeo nas redes sociais, ao lado de novas personas de produtores inspiradas em sugestões do público, parcerias ampliadas e uma presença maior em todo o estado.

“Os produtores de leite de Wisconsin estão entre as pessoas mais trabalhadoras, espirituosas e autênticas que você vai conhecer”, disse Berens. “A Born to Dairy trata de compartilhar essa personalidade — desde o vizinho que consegue consertar qualquer coisa com fita adesiva até a família da fazenda transmitindo ao vivo do galpão free-stall. Essas histórias são engraçadas, identificáveis e 100% Wisconsin. Tenho a honra de ajudar a celebrar as pessoas que mantêm a ‘Terra do Leite’ dos Estados Unidos funcionando, mesmo com sensação térmica de -20 °C.”

Algumas das marcas, instituições e personalidades mais reconhecidas de Wisconsin, incluindo Culver’s, a lenda do Green Bay Packers LeRoy Butler, Piggly Wiggly e a University of Wisconsin-Madison, estão ajudando a compartilhar histórias de produtores. A campanha Born to Dairy pode ser vivenciada em eventos ao longo do ano, incluindo as celebrações do mês do leite em junho, a Wisconsin State Fair, a Wisconsin Cheese Fair off the Square e um labirinto de milho temático Born to Dairy na Feltz Family Farms neste outono.

“É meio surreal pensar que pessoas indo trabalhar podem ver meu rosto em um ônibus da cidade”, disse a produtora de leite de Wisconsin Katie Grinstead, cujo leite é usado nos famosos cheese curds da Culver’s. “Mas se isso fizer com que as pessoas parem por um segundo e pensem nos produtores por trás do leite, do queijo e da manteiga que consomem todos os dias, isso é algo que me deixa muito orgulhosa de fazer parte.”

A iniciativa também aparecerá em caminhões de leite e estações de rádio em todo o estado, levando as histórias dos produtores para os locais onde os consumidores encontram os lácteos de Wisconsin todos os dias.

“Os lácteos de Wisconsin são um motor econômico de US$ 52,8 bilhões, e sua maior força são as pessoas”, disse Chad Vincent, CEO da Dairy Farmers of Wisconsin. “Os produtores se importam profundamente com seus animais, suas terras e com as famílias que consomem os produtos que produzem.”

Confira alguns dos materiais da campanha que mostram as personas que representam, com humor, os produtores de leite de Wisconsin:

As informações são do WTAQ, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


CONSELEITE/SC

RESOLUÇÃO Nº 3/2026 

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em de forma online no dia 27 de Março de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Fevereiro de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Março de 2026. 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite SC)

Demanda por fertilizantes deve cair em meio a alta nos preços, diz Rabobank

O volume recorde de entrega de fertilizantes registrado no ano passado dificilmente será repetido em 2026, segundo relatório do Rabobank divulgado nesta quinta-feira (26/3). Além do aperto financeiro, o cenário deve ser impactado pela alta nos custos de fertilizantes, algo que já preocupava antes mesmo do início do conflito no Oriente Médio, segundo a instituição.

Desde o início do conflito, no dia 28 de fevereiro, a ureia já registrou alta de 46%, alerta o Rabobank. Porém, a elevação é ainda mais expressiva, de 76%, quando observa-se o período desde o início do ano. O relatório aponta ainda que, antes do início do conflito, o MAP (fosfato monoamônico) era o fertilizante que mais preocupava, por estar em uma tendência de alta forte e com maior potencial de atingir valores mais altos.

Com a tendência de um conflito mais longo do que o imaginado, o fósforo começa a apresentar os impactos do conflito, cotado acima de US$ 800 a tonelada, maior valor desde agosto de 2022. Dentro deste cenário, o Rabobank projeta que a demanda nacional por fertilizantes deve ser impactada, "especialmente dado o ambiente de margens mais apertadas vivenciados pelos produtores brasileiros nos últimos anos".

O RaboResearch projeta uma redução de quase 2 milhões de toneladas nas entregas de 2025, o que deixaria o número estimado das entregas para 47,2 milhões de toneladas.

Leite

Após forte alta de 6,8% na produção de leite em 2025, o setor deve entrar em desaceleração em 2026 devido à queda de preços e à piora das margens dos produtores, segundo relatório do Rabobank divulgado nesta quinta-feira (26/3).

Conforme a análise da instituição, o segmento teve seu desempenho do ano passado influenciado por custos sob controle, margens positivas (especialmente na primeira metade do ano), condições climáticas favoráveis e investimentos no elo primário da cadeia.

No entanto, segundo a instituição, a demanda interna não apresentou expansão significativa ao longo do ano, influenciada por pressões inflacionárias que limitaram o consumo. Como consequência, os preços passaram por forte correção, chegando a R$ 2,00 pelo litro em dezembro.

"Essa correção acentuada reduziu de forma significativa as margens dos produtores e já sinaliza uma forte desaceleração na produção primária", informou a instituição. Diante desse cenário, segundo o RaboResearch, a produção deve apresentar crescimento limitado na primeira metade do ano.

As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Milk Pro Summit 2026: Associados do Sindilat têm 10% de desconto
Os associados do Sindilat terão 10% de desconto na inscrição para o Milk Pro Summit 2026, que será realizado nos dias 28 e 29 de maio, no Bourbon Resort Atibaia, em Atibaia (SP). Organizado pela MilkPoint Ventures, o evento reúne produtores, técnicos e empresas do setor lácteo. A programação está dividida em seis painéis. No primeiro dia, os debates tratam de cenário econômico e comércio internacional, desafios regionais da produção, parcerias com varejo e food service, inovação tecnológica, gestão de risco, sucessão familiar e fundamentos técnicos e econômicos da atividade. À noite, ocorre a premiação dos 100 maiores produtores de leite. No segundo dia, os painéis abordam gestão de pessoas e liderança, sustentabilidade aplicada à produção, uso de dejetos como fonte de receita, agricultura regenerativa, programas de incentivo e modelos de expansão da atividade no Brasil e no exterior.   As inscrições podem ser feitas pela plataforma oficial do evento, clicando aqui. (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 27 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.599


Cadeia do leite acompanha debate sobre propostas de redução da jornada de trabalho

As discussões sobre possíveis mudanças na legislação trabalhista, incluindo a redução da jornada semanal, têm mobilizado diferentes setores da economia, entre eles a cadeia produtiva do leite.

Em março, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados (CSLEI) encaminhou um documento ao Ministério da Agricultura e Pecuária com considerações sobre propostas que envolvem alterações na escala de trabalho atualmente praticada. A entidade integra o Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA), vinculado ao ministério.

No documento, a CSLEI apresenta estimativas sobre possíveis impactos da redução da jornada de 44 para 36 horas semanais. Entre os pontos destacados, estão a necessidade de ampliação da força de trabalho e os efeitos nos custos operacionais, caso as mudanças sejam implementadas.

A pecuária leiteira, segundo a entidade, possui características específicas de funcionamento, com atividades contínuas ao longo de todo o ano. A produção exige rotinas diárias, incluindo ordenhas realizadas em diferentes turnos, o que demanda organização constante da mão de obra. O setor também ressalta a importância de análises técnicas para avaliar os impactos das propostas em atividades com operações ininterruptas e produtos perecíveis, como o leite.

Entidades representativas do agro, como o Sistema FAEP, também têm acompanhado o tema e defendem a ampliação do debate com participação de diferentes segmentos produtivos. Estudos elaborados pela instituição indicam possíveis efeitos sobre custos e estrutura de trabalho no setor agropecuário.

De acordo com levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP, eventuais mudanças na jornada poderiam gerar impactos econômicos na agropecuária paranaense, considerando a atual base de empregos e a massa salarial do setor. O tema segue em discussão em âmbito nacional e envolve diferentes perspectivas, incluindo aspectos trabalhistas, econômicos e produtivos. A expectativa das entidades é que o debate avance com base em estudos técnicos e diálogo entre os diversos agentes envolvidos.

As informações são do Sistema FAEP, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.


EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1912 de 26 de março de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a produção de leite continua com leve queda na maioria das propriedades devido à redução na oferta e na qualidade das forrageiras anuais de verão. A forte elevação das temperaturas no início e posteriormente no final do período causaram estresse nas matrizes. 

É um momento significativo de organização por parte dos produtores para a realização da ensilagem das lavouras de milho nos municípios da Campanha e para a aquisição de sementes e fertilizantes para a implantação das pastagens de aveia e azevém. 

Na de Caxias do Sul, o gado leiteiro apresentou boa condição corporal e sanidade, sem problemas significativos. Foram relatados alguns casos de mastite, que foi controlada com antibióticos e de ectoparasitas eliminados. Nas propriedades em sistemas à base de pasto, foram utilizadas principalmente pastagens perenes, já que as anuais finalizaram o ciclo. Nos sistemas confinados, foi fornecida especialmente silagem de milho como volumoso, além de outras forragens conservadas e concentrados protéicos para o balanceamento da dieta. Nesta semana, o tempo continuou quente, causando estresse térmico nas vacas leiteiras.  

Na de Erechim, a recuperação das pastagens perenes e anuais de verão possibilitou aumento na oferta de matéria verde e maior frequência de pastoreio, reduzindo parcialmente o uso de alimentos conservados para complementar a dieta. No geral, a sanidade dos rebanhos está estável e os manejos reprodutivos e sanitários seguem em dia. 

Na de Frederico Westphalen, continua o manejo sanitário para controle de ectoparasita, como carrapato, que apresenta incidência significativa nas propriedades.  Na de Ijuí, a produção de leite está em queda na região, especialmente nas propriedades em sistema de produção a pasto, devido ao vazio outonal e a redução do número de animais em lactação. Nas propriedades em sistema de confinamento, a pequena redução de temperatura e do estresse térmico beneficiou o aumento do consumo de alimentos pelos animais. A qualidade do leite coletado segue adequada, com redução dos índices de Contagem Padrão em Placas (CPP) e Contagem de Células Somáticas (CCS). 

Na de Passo Fundo, o manejo dos rebanhos e da atividade leiteira reflete em estabilidade na produção de leite, apesar da redução inicial da qualidade das pastagens anuais, situação que exige ajuste nas dietas, visando adequar a nutrição nesse período de transição. As condições sanitárias dos rebanhos estão normais, e continua o controle de endo e ectoparasitas. Foi registrada a ocorrência de Leite Instável Não Ácido (LINA). 

Na de Pelotas, as chuvas recentes contribuíram para a recuperação das pastagens e para o desenvolvimento das lavouras, especialmente de milho para silagem, embora em algumas áreas ainda haja dificuldade devido à estiagem prolongada ou problemas pontuais de disponibilidade de água. Ainda assim, os rebanhos, em geral, mantêm condição corporal satisfatória. Em relação ao aspecto sanitário, há atenção para o aumento da incidência de carrapato e necessidade de prevenção de doenças, como a tristeza parasitária bovina, além da importância da vacinação. 

Em Porto Alegre, o estado geral dos rebanhos está adequado. Porém, tem sido necessário aumentar a suplementação alimentar devido ao intervalo entre o estabelecimento das pastagens cultivadas para manter a produção e a condição corporal dos animais. Quanto ao aspecto sanitário, observa-se a presença de carrapatos nos rebanhos.  

Na de Santa Maria, no município sede, bovinos de leite apresentam boa condição nutricional em função das pastagens perenes de verão. Os produtores com rebanhos maiores têm alimento estocado, e os demais mantêm o manejo nutricional ajustado, por trabalharem com pastos perenes e sobre semeadura com pastagens de inverno e em pastoreio racional. Os animais apresentam adequadas condições sanitárias. 

Na de Santa Rosa observa-se investimentos pontuais nas propriedades, em melhorias em instalações, aumento do fornecimento de concentrado, motomecanização e manutenção de sistemas de pastoreio rotativo, principalmente com Tifton, utilizada também como cama das vacas no período noturno, evidenciando estratégias de manejo para a redução de custos e melhoria do bem-estar animal. (Emater/RS editado pelo Sindilat/RS)

O que esperar do clima para a agropecuária gaúcha nos próximos meses

A previsão do APEC Climate Center (APCC), centro de pesquisa sediado na Coreia do Sul, aponta para um enfraquecimento gradual do La Niña nos próximos meses, com 84,6% de probabilidade de transição de condições de neutralidade para condições de El Niño durante o trimestre abril-maio-junho.

É o que aponta o Boletim Trimestral do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

As previsões apresentadas pelo boletim são baseadas no modelo estatístico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O prognóstico indica chuvas irregulares para o mês de abril, ficando próxima a ligeiramente abaixo da média no mês na maior parte do Rio Grande do Sul, pontualmente com chuvas acima da média em áreas restritas. Nos meses de maio e junho, há uma maior tendência de que as chuvas fiquem próximas a ligeiramente acima da média na maior parte do estado.

As temperaturas do ar devem sofrer grande variabilidade ao longo do trimestre, havendo períodos quentes e outros com incursão de massas de ar frio, eventualmente fortes. A tendência indica anomalias de normal a ligeiramente acima da média nas temperaturas do ar.

O boletim do Copaaergs é elaborado a cada três meses por especialistas em Agrometeorologia de dez entidades estaduais e federais ligadas à agricultura ou ao clima. O documento também lista uma série de orientações técnicas para as culturas do período. Confira: Forrageiras e conforto animal

O vazio forrageiro outonal coincide com o final de ciclo produtivo das pastagens de verão e com o momento da implantação das pastagens de inverno ou melhoramento do campo nativo com a técnica de sobressemeadura, para o qual indica-se:

Realizar a semeadura de forrageiras de inverno de ciclo longo, anuais ou perenes, o mais cedo possível, desde que haja condições de umidade adequada, evitando-se o manejo de solos encharcados;

Evitar a aplicação de ureia nas forrageiras em dias com previsão de alta precipitação pluviométrica;

Reduzir a carga animal em pastagens naturais, mantendo uma disponibilidade forrageira de no mínimo 8%;

Diferir potreiros com pastagens cultivadas de inverno e campo nativo, melhorado com sobressemeadura de espécies hibernais para permitir o reestabelecimento dessas espécies e acumular forragem para o período hibernal, respeitando uma altura mínima para o pastoreio de 15 a 18 cm;

Priorizar os melhores campos, preferencialmente diferidos ou cultivados, para as categorias animais em crescimento, como terneiros e terneiras desmamadas, novilhas de primeira-cria e fêmeas gestantes;

Utilizar sistemas sustentáveis como a Integração Lavoura-Pecuária para novilhos em terminação, visando melhorar a produtividade do rebanho;

Embora o período seja caracterizado por temperaturas mais amenas que as registradas no verão, com a possibilidade de registros de ondas de calor, os produtores rurais devem ficar atentos ao manejo dos animais nas estações de transição, como o outono, para adotar medidas que incluem fornecimento de sombra, ventilação e dieta adequadas, e monitorar, com frequência, o rebanho para evitar prejuízos econômicos devido ao estresse térmico. (Correio do Povo)


Jogo Rápido

Declaração de Rebanho 2026 começa na próxima quarta (1º/4); saiba como fazer
Começa na próxima quarta-feira (1º/4) o período para a Declaração Anual de Rebanho referente ao ano de 2026. O prazo se encerrará em 30 de junho. A Declaração de Rebanho é uma obrigação sanitária de todos os produtores rurais gaúchos detentores de animais.  “O conjunto de informações obtidas por meio da declaração subsidia políticas públicas mais aderentes à realidade do campo, especialmente as relacionadas à vigilância e defesa sanitária animal, permitindo que o Estado atue com maior efetividade no apoio aos produtores e na proteção do patrimônio sanitário”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Paulo André Santos Coelho de Souza. Este ano, são esperadas cerca de 358 mil declarações. “Temos boas expectativas na adesão pela entrega online, que traz facilidade e agilidade ao produtor. A Declaração Anual de Rebanho é uma ferramenta essencial, a qualidade desses dados impacta diretamente na capacidade de planejamento e resposta do serviço veterinário oficial, especialmente em cenários que exigem agilidade e precisão”, comenta o chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias, Richard Daniel Soares Alves. A declaração pode ser feita diretamente pela internet, em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado aqui. Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online.  Em 2025, a declaração teve adesão de 89,17%, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao índice registrado no ano anterior. Para mais informações: www.agricultura.rs.gov.br/declaracao. (As informações são da Seapi editadas pelo Sindilat)


Porto Alegre, 27 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.599


Cadeia do leite acompanha debate sobre propostas de redução da jornada de trabalho

As discussões sobre possíveis mudanças na legislação trabalhista, incluindo a redução da jornada semanal, têm mobilizado diferentes setores da economia, entre eles a cadeia produtiva do leite.

Em março, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados (CSLEI) encaminhou um documento ao Ministério da Agricultura e Pecuária com considerações sobre propostas que envolvem alterações na escala de trabalho atualmente praticada. A entidade integra o Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA), vinculado ao ministério.

No documento, a CSLEI apresenta estimativas sobre possíveis impactos da redução da jornada de 44 para 36 horas semanais. Entre os pontos destacados, estão a necessidade de ampliação da força de trabalho e os efeitos nos custos operacionais, caso as mudanças sejam implementadas.

A pecuária leiteira, segundo a entidade, possui características específicas de funcionamento, com atividades contínuas ao longo de todo o ano. A produção exige rotinas diárias, incluindo ordenhas realizadas em diferentes turnos, o que demanda organização constante da mão de obra. O setor também ressalta a importância de análises técnicas para avaliar os impactos das propostas em atividades com operações ininterruptas e produtos perecíveis, como o leite.

Entidades representativas do agro, como o Sistema FAEP, também têm acompanhado o tema e defendem a ampliação do debate com participação de diferentes segmentos produtivos. Estudos elaborados pela instituição indicam possíveis efeitos sobre custos e estrutura de trabalho no setor agropecuário.

De acordo com levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP, eventuais mudanças na jornada poderiam gerar impactos econômicos na agropecuária paranaense, considerando a atual base de empregos e a massa salarial do setor. O tema segue em discussão em âmbito nacional e envolve diferentes perspectivas, incluindo aspectos trabalhistas, econômicos e produtivos. A expectativa das entidades é que o debate avance com base em estudos técnicos e diálogo entre os diversos agentes envolvidos.

As informações são do Sistema FAEP, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.


EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1912 de 26 de março de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a produção de leite continua com leve queda na maioria das propriedades devido à redução na oferta e na qualidade das forrageiras anuais de verão. A forte elevação das temperaturas no início e posteriormente no final do período causaram estresse nas matrizes. 

É um momento significativo de organização por parte dos produtores para a realização da ensilagem das lavouras de milho nos municípios da Campanha e para a aquisição de sementes e fertilizantes para a implantação das pastagens de aveia e azevém. 

Na de Caxias do Sul, o gado leiteiro apresentou boa condição corporal e sanidade, sem problemas significativos. Foram relatados alguns casos de mastite, que foi controlada com antibióticos e de ectoparasitas eliminados. Nas propriedades em sistemas à base de pasto, foram utilizadas principalmente pastagens perenes, já que as anuais finalizaram o ciclo. Nos sistemas confinados, foi fornecida especialmente silagem de milho como volumoso, além de outras forragens conservadas e concentrados protéicos para o balanceamento da dieta. Nesta semana, o tempo continuou quente, causando estresse térmico nas vacas leiteiras.  

Na de Erechim, a recuperação das pastagens perenes e anuais de verão possibilitou aumento na oferta de matéria verde e maior frequência de pastoreio, reduzindo parcialmente o uso de alimentos conservados para complementar a dieta. No geral, a sanidade dos rebanhos está estável e os manejos reprodutivos e sanitários seguem em dia. 

Na de Frederico Westphalen, continua o manejo sanitário para controle de ectoparasita, como carrapato, que apresenta incidência significativa nas propriedades.  Na de Ijuí, a produção de leite está em queda na região, especialmente nas propriedades em sistema de produção a pasto, devido ao vazio outonal e a redução do número de animais em lactação. Nas propriedades em sistema de confinamento, a pequena redução de temperatura e do estresse térmico beneficiou o aumento do consumo de alimentos pelos animais. A qualidade do leite coletado segue adequada, com redução dos índices de Contagem Padrão em Placas (CPP) e Contagem de Células Somáticas (CCS). 

Na de Passo Fundo, o manejo dos rebanhos e da atividade leiteira reflete em estabilidade na produção de leite, apesar da redução inicial da qualidade das pastagens anuais, situação que exige ajuste nas dietas, visando adequar a nutrição nesse período de transição. As condições sanitárias dos rebanhos estão normais, e continua o controle de endo e ectoparasitas. Foi registrada a ocorrência de Leite Instável Não Ácido (LINA). 

Na de Pelotas, as chuvas recentes contribuíram para a recuperação das pastagens e para o desenvolvimento das lavouras, especialmente de milho para silagem, embora em algumas áreas ainda haja dificuldade devido à estiagem prolongada ou problemas pontuais de disponibilidade de água. Ainda assim, os rebanhos, em geral, mantêm condição corporal satisfatória. Em relação ao aspecto sanitário, há atenção para o aumento da incidência de carrapato e necessidade de prevenção de doenças, como a tristeza parasitária bovina, além da importância da vacinação. 

Em Porto Alegre, o estado geral dos rebanhos está adequado. Porém, tem sido necessário aumentar a suplementação alimentar devido ao intervalo entre o estabelecimento das pastagens cultivadas para manter a produção e a condição corporal dos animais. Quanto ao aspecto sanitário, observa-se a presença de carrapatos nos rebanhos.  

Na de Santa Maria, no município sede, bovinos de leite apresentam boa condição nutricional em função das pastagens perenes de verão. Os produtores com rebanhos maiores têm alimento estocado, e os demais mantêm o manejo nutricional ajustado, por trabalharem com pastos perenes e sobre semeadura com pastagens de inverno e em pastoreio racional. Os animais apresentam adequadas condições sanitárias. 

Na de Santa Rosa observa-se investimentos pontuais nas propriedades, em melhorias em instalações, aumento do fornecimento de concentrado, motomecanização e manutenção de sistemas de pastoreio rotativo, principalmente com Tifton, utilizada também como cama das vacas no período noturno, evidenciando estratégias de manejo para a redução de custos e melhoria do bem-estar animal. (Emater/RS editado pelo Sindilat/RS)

O que esperar do clima para a agropecuária gaúcha nos próximos meses

A previsão do APEC Climate Center (APCC), centro de pesquisa sediado na Coreia do Sul, aponta para um enfraquecimento gradual do La Niña nos próximos meses, com 84,6% de probabilidade de transição de condições de neutralidade para condições de El Niño durante o trimestre abril-maio-junho.

É o que aponta o Boletim Trimestral do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

As previsões apresentadas pelo boletim são baseadas no modelo estatístico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O prognóstico indica chuvas irregulares para o mês de abril, ficando próxima a ligeiramente abaixo da média no mês na maior parte do Rio Grande do Sul, pontualmente com chuvas acima da média em áreas restritas. Nos meses de maio e junho, há uma maior tendência de que as chuvas fiquem próximas a ligeiramente acima da média na maior parte do estado.

As temperaturas do ar devem sofrer grande variabilidade ao longo do trimestre, havendo períodos quentes e outros com incursão de massas de ar frio, eventualmente fortes. A tendência indica anomalias de normal a ligeiramente acima da média nas temperaturas do ar.

O boletim do Copaaergs é elaborado a cada três meses por especialistas em Agrometeorologia de dez entidades estaduais e federais ligadas à agricultura ou ao clima. O documento também lista uma série de orientações técnicas para as culturas do período. Confira: Forrageiras e conforto animal

O vazio forrageiro outonal coincide com o final de ciclo produtivo das pastagens de verão e com o momento da implantação das pastagens de inverno ou melhoramento do campo nativo com a técnica de sobressemeadura, para o qual indica-se:

Realizar a semeadura de forrageiras de inverno de ciclo longo, anuais ou perenes, o mais cedo possível, desde que haja condições de umidade adequada, evitando-se o manejo de solos encharcados;

Evitar a aplicação de ureia nas forrageiras em dias com previsão de alta precipitação pluviométrica;

Reduzir a carga animal em pastagens naturais, mantendo uma disponibilidade forrageira de no mínimo 8%;

Diferir potreiros com pastagens cultivadas de inverno e campo nativo, melhorado com sobressemeadura de espécies hibernais para permitir o reestabelecimento dessas espécies e acumular forragem para o período hibernal, respeitando uma altura mínima para o pastoreio de 15 a 18 cm;

Priorizar os melhores campos, preferencialmente diferidos ou cultivados, para as categorias animais em crescimento, como terneiros e terneiras desmamadas, novilhas de primeira-cria e fêmeas gestantes;

Utilizar sistemas sustentáveis como a Integração Lavoura-Pecuária para novilhos em terminação, visando melhorar a produtividade do rebanho;

Embora o período seja caracterizado por temperaturas mais amenas que as registradas no verão, com a possibilidade de registros de ondas de calor, os produtores rurais devem ficar atentos ao manejo dos animais nas estações de transição, como o outono, para adotar medidas que incluem fornecimento de sombra, ventilação e dieta adequadas, e monitorar, com frequência, o rebanho para evitar prejuízos econômicos devido ao estresse térmico. (Correio do Povo)


Jogo Rápido

Declaração de Rebanho 2026 começa na próxima quarta (1º/4); saiba como fazer
Começa na próxima quarta-feira (1º/4) o período para a Declaração Anual de Rebanho referente ao ano de 2026. O prazo se encerrará em 30 de junho. A Declaração de Rebanho é uma obrigação sanitária de todos os produtores rurais gaúchos detentores de animais.  “O conjunto de informações obtidas por meio da declaração subsidia políticas públicas mais aderentes à realidade do campo, especialmente as relacionadas à vigilância e defesa sanitária animal, permitindo que o Estado atue com maior efetividade no apoio aos produtores e na proteção do patrimônio sanitário”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Paulo André Santos Coelho de Souza. Este ano, são esperadas cerca de 358 mil declarações. “Temos boas expectativas na adesão pela entrega online, que traz facilidade e agilidade ao produtor. A Declaração Anual de Rebanho é uma ferramenta essencial, a qualidade desses dados impacta diretamente na capacidade de planejamento e resposta do serviço veterinário oficial, especialmente em cenários que exigem agilidade e precisão”, comenta o chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias, Richard Daniel Soares Alves. A declaração pode ser feita diretamente pela internet, em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado aqui. Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online.  Em 2025, a declaração teve adesão de 89,17%, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao índice registrado no ano anterior. Para mais informações: www.agricultura.rs.gov.br/declaracao. (As informações são da Seapi editadas pelo Sindilat)


Porto Alegre, 26 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.598


Conseleite/RS indica leite projetado a R$ 2,2932 em março de 2026 no RS

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS (Conseleite/RS) divulgou projeção de R$ 2,2932 para o valor de referência do leite em março de 2026 no Rio Grande do Sul, aumento de 9,38% em relação ao projetado de fevereiro (R$ 2,0966). Os números foram divulgados na manhã desta quinta-feira (26/03), em reunião que ocorreu em formato virtual.

O Conseleite/RS também anunciou o valor consolidado em fevereiro de 2026 em R$ 2,1243, 4,22% acima do consolidado em janeiro de 2026 (R$ 2,0382). O cálculo é elaborado mensalmente pela UPF com dados fornecidos pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês, e leva em conta parâmetros atualizados pela Câmara Técnica do colegiado em 2023.

O coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes, apontou a melhoria do mercado e comemorou os dados divulgados. “A partir do indicador divulgado pelo Conseleite, o mercado aponta uma recuperação dos preços do setor lácteo. A projeção para março de 2026 representa um avanço importante em relação aos meses anteriores e sinaliza um movimento positivo para toda a cadeia produtiva. Esse resultado reflete não apenas uma melhora nas condições de mercado, mas também o trabalho técnico e transparente realizado pelo Conseleite, que busca traduzir, com base em dados concretos, a realidade do setor.”

Segundo o vice-coordenador, Darlan Palharini, o comportamento do mercado nos próximos meses será determinante para a consolidação dessa tendência. “É fundamental acompanharmos de perto a evolução do consumo e das exportações, além da própria oferta de leite. O equilíbrio entre esses fatores é o que vai sustentar preços mais firmes ao longo do tempo”, explicou. (Sindilat/RS)


89% dos brasileiros querem sustentabilidade na alimentação, afirma estudo

A Sodexo, multinacional francesa nos setores de alimentação corporativa e facilities, apresenta os resultados de sua primeira pesquisa internacional de sustentabilidade Food Barometer, realizada em parceria com o instituto global de pesquisas Harris Interactive. Este levantamento inédito, que ocorreu no segundo semestre de 2023 com mais de 5 mil pessoas em quatro países (Brasil, França, Reino Unido e Estados Unidos), aponta expectativas, aspirações em relação à alimentação sustentável e os comportamentos reais das pessoas.

“Com a pesquisa Food Barometer, nosso propósito é colocar todo o ecossistema em movimento para acelerar mudanças comportamentais de consumo de alimentos rumo à sustentabilidade e, assim, impactar positivamente nosso planeta, nossas pessoas, nossos clientes, consumidores e parceiros de negócios”, destaca Andrea Krewer, CEO da Sodexo On-site no Brasil.

Para a profissional, o estudo inédito ajuda a entender melhor as aspirações, expectativas e os desafios concretos para uma atuação no futuro. “Dados são essenciais para que possamos atuar de forma consistente e coerente quando se trata de sustentabilidade e a ideia é usar esses dados para acelerar mudanças reais”, pontua.

De acordo com a pesquisa, no mundo, em média 79% das pessoas consideram totalmente urgente a adoção de uma alimentação sustentável, com destaque especial para o Brasil, onde 89% das pessoas consideram o tema urgente (82% na França, 73% na Inglaterra e 72% nos EUA). Na média global, 75% das pessoas têm uma visão positiva sobre a alimentação sustentável e no recorte Brasil é positiva para 90% das pessoas.

Brasileiros já adotam alimentação mais sustentável

Os brasileiros declararam já terem adotado alguns comportamentos para uma refeição mais sustentável, entre eles: 76% reduziram o desperdício de alimentos em casa, 60% compram alimentos de produtores/vendedores locais, 49% disseram ter diminuído o consumo de alimentos processados, 46% evitam o uso de embalagens plásticas e 48% consomem produtos sustentáveis sempre que possível.

Mesmo assim, a pesquisa aponta uma lacuna entre desejo e prática, sobretudo em função de hábitos alimentares profundamente enraizados e que fazem parte do dia a dia por questões culturais. No Brasil, por exemplo, 74% entrevistados revelam um consumo regular de proteína animal (acima da média global, 71%), sendo que 34% dos brasileiros relatam que não tem o desejo ou intenção de reduzir este consumo.

No mundo, 56% das pessoas entrevistadas acreditam que a sua alimentação já é sustentável. Produtos lácteos (78%) e a carne (71%) continuam a ser os produtos mais consumidos regularmente, muito à frente dos cereais (60%) e das proteínas vegetais (45%).

Na pesquisa, os brasileiros se destacam, ainda, por demandarem produtos mais sustentáveis também fora de suas casas, com expectativas acima da média global em quatro locais: 70% esperam que os restaurantes disponibilizem alimentação sustentável, 70% também querem alternativas mais sustentáveis em escolas e universidades e 67% dentro do ambiente de trabalho. Esses são ambientes onde a Sodexo atua, promovendo a conexão profunda entre as pessoas e a comida sustentável, sem abrir mão do sabor.

A pesquisa

Realizada entre junho e julho 2023, a pesquisa internacional de sustentabilidade “Food Barometer” buscou entender as motivações das pessoas diante do tema alimentação sustentável e contou com a participação de 5.246 entrevistados no França, Reino Unido, Estados Unidos e Brasil, (1.525 brasileiros). A iniciativa, realizada online, contou com amostras representativas de sexo, idade, categoria profissional e região.

As informações são do BHB Food, adaptadas pela equipe MilkPoint.

Fecoagro/RS define novo presidente para 2026-2029

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (Fecoagro/RS) elegeu, por aclamação, em assembleia realizada em Cruz Alta, Adriano José Borghetti como presidente para o triênio 2026–2029. O dirigente assume o cargo em substituição a Paulo Pires, que esteve à frente da entidade por quatro mandatos consecutivos e passa a ocupar a vice-presidência. A nova composição mantém continuidade administrativa na entidade, que representa cooperativas agropecuárias no Estado. Inclusive Borghetti atuou como vice-presidente no período 2023–2026.

O novo presidente, que é associado da Cotrisoja, de Tapera, e produtor de grãos no Alto Jacuí, destaca o papel estratégico da federação na articulação institucional e defesa do agro. “Assumimos essa responsabilidade com o propósito de representar, de forma ainda mais próxima, às necessidades das cooperativas e dos produtores. O cooperativismo agropecuário gaúcho tem força, tem história e a Fecoagro/RS é um ponto de convergência do nosso segmento”, diz. “É preciso registrar o reconhecimento e respeito ao trabalho realizado pelas lideranças que nos antecederam e reforçar com o compromisso de dar continuidade a esse legado. Vamos avançar com base na experiência construída, ouvindo as cooperativas e fortalecendo ainda mais a nossa representatividade, trabalhando de forma integrada, valorizando cada cooperativa e cada associado.” (Correio do Povo)


Jogo Rápido

Trilha do Agro
A edição 2026 do South Summit começou com uma novidade: a Trilha do Agro. A iniciativa concentrou uma programação de debates voltados ao segmento no espaço Corner Stage. Foi a primeira vez que se teve essa concentração de conteúdos voltados ao setor produtivo, que é carregado de inovação. Acho que a lógica é essa, dada a importância do agro no Estado, no Brasil, em termos de espaço (no South Summit). Porque inovação, tecnologia, startup, financiadores, tudo tem nesse setor, é um ambiente ávido por tecnologia — afirma o curador da Trilha do Agro, o produtor Danilo Lopes de Almeida, que classifica a experiência como um “sucesso” e com “espaço para crescer”. Neste primeiro ano o foco foi em cinco grandes temáticas: insumos e biotecnologia, bioenergia, robotização e evolução das máquinas agrícolas, transformação digital da gestão rural e financiamento e crédito. (Zero Hora)


Porto Alegre, 25 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.597


Guilherme Portella recebe título de Cidadão Honorário da Prefeitura de Três de Maio

A Prefeitura de Três de Maio, no Noroeste do Rio Grande do Sul, realizou uma homenagem ao diretor da Lactalis do Brasil, Guilherme Portella, com a concessão do título de Cidadão Honorário do município.

A honraria está prevista no Decreto Legislativo nº 03, de 27 de fevereiro de 2026, aprovado pela Câmara Municipal de Vereadores. A iniciativa é de autoria do vereador Carlos Norberto Filipin, com subscrição dos vereadores Diogo André Wolf, Ernani Claudio Weimer e Vanessa Sallapata.

A distinção reconhece as contribuições relevantes da empresa Lactalis para o desenvolvimento econômico e social de Três de Maio, especialmente no setor lácteo, que tem papel estratégico na região.

Para o vereador Carlos Norberto Filipin, a iniciativa é sobre aproximação e reconhecimento. “Sendo cidadão de Três de Maio, entendemos que a aproximação que já temos, será maior ainda. Foi um projeto votado e aprovado de forma unânime, com muita harmonia. Para nossa cidade é uma honra ter uma empresa que desenvolve um trabalho tão importante para o município.”

O momento contou com a presença de lideranças locais e regionais, entre elas o prefeito Marcos Corso, o presidente da Câmara de Vereadores, Delmar Mébius, o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI), Neri Jesse, além dos vereadores Ernanu Wimer, Getúlio Eduardo Filipin e do próprio autor da proposta, Carlos Norberto Filipin. Também estão entre os convidados José Bombardelli, Noemia Sartor, além do Secretário-Executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini.

A concessão do título de Cidadão Honorário é uma das mais altas distinções do município e busca reconhecer personalidades que, mesmo não sendo naturais da cidade, contribuem de forma significativa para o seu desenvolvimento.

Portella reforçou a importância de valorizar o produtor e os colaboradores. “Fico honrado com essa homenagem. Somos muito felizes com o relacionamento que temos com o município de Três de Maio. Queremos sempre honrar e estreitar as boas relações, criando o sentimento de pertencimento e valorização.”

A Lactalis, uma das maiores empresas do setor de laticínios no mundo, mantém atuação relevante no Rio Grande do Sul, com impacto direto na geração de empregos, renda e fortalecimento da cadeia produtiva do leite.

O ato solene oficial de entrega está previsto para acontecer no dia 1º de junho, Dia Mundial do Leite, no município de Três de Maio. (Sindilat/RS)


CONSELEITE–PARANÁ 

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 25 de março de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Fevereiro de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Março de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Março de 2026 é de R$ 3,8313/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/

Brasil já tem mais de 2 mil startups no agro

Relatório vê amadurecimento de empresas, que intensificam adoção de tecnologia avançada

O número de startups voltadas ao agronegócio ultrapassou a marca de 2 mil no ano passado, um crescimento modesto em comparação com anos anteriores, mas com perfil de tecnologia mais avançado, segundo o Radar Agtech 2025, produzido por Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens.

O estudo mapeou 2.075 agtechs ativas, 103 a mais do que em 2024. Desde o início do levantamento, em 2019, o ritmo de crescimento diminuiu, o que demonstra mais maturidade, tecnologia elevada e segurança na manutenção dos negócios, segundo Aurélio Favarin, analista de inovação aberta da Embrapa e editor técnico do Radar.

“No passado, havia um grande volume de negócios com baixo nível de tecnologia e complexidade, como marketplaces. Hoje, soluções ligadas à automação, sensoriamento e maquinário agrícola representam um nível tecnológico mais robusto”, afirmou.

Segundo Favarin, após o “boom” das startups entre 2021 e 2022 impulsionado pela entrada de investidores e no interesse no agro como setor estratégico, houve uma “mortalidade” de agtechs, o que também contribuiu para o amadurecimento das startups atuais. “Nós vimos a consolidação de negócios mais sólidos”.

A maior parte das agtechs continua sendo do segmento “dentro da porteira”, ou seja, que fornece soluções para o produtor rural adotar em campo. Em 2025, essas agtechs eram 852 startups, um avanço de 41,1% em um ano. Desde 2019, quando o levantamento começou a ser realizado, a quantidade de agtechs “dentro da porteira” mais que dobrou, saltando de 423 para 852, um avanço de 101,4%.

Segundo o analista da Embrapa, serviços voltados diretamente à realidade do produtor ditam o ritmo dos negócios. “Startups mais conectadas à realidade do produtor tendem a atingir maior maturidade, porque precisam entregar valor real. Senão, não tem adesão do produtor”, afirmou.

Na sequência, foram identificadas 841 agtechs com atuação “depois da porteira” no ano passado, um aumento de 40,5% em relação ao ano anterior, e enquanto as agtechs com foco “antes da porteira” totalizaram 382, uma alta anual de 18,4%.

Se comparado com o mapeamento realizado em 2019, as agtechs voltadas para atividades “antes da porteira” foram as que mais cresceram nesse período, com um salto de 134,4%. As agtechs que têm foco em operações “depois da porteira” tiveram incremento de 93,8% no mesmo período de tempo.

Temáticas em destaque
Para Favarin, sustentabilidade, previsão climática, sensoriamento e tecnologias para máquinas e drones são alguns dos “temas quentes” do momento. Do total de agtechs mapeadas no ano passado, despontam as que estão na categoria “Alimentos inovadores e novas tendências alimentares”, com 312 agtechs (15% do total), o que indica uma tendência para o desenvolvimento de novos produtos, destacou Favarin.

As startups enquadradas na categoria “Sistema de Gestão de Propriedade Rural” ficaram em segundo lugar no ranking de perfil de atuação, reunindo 165 agtechs (8%), seguidas pelas agtechs na categoria “Plataforma integradora de sistemas, soluções e dados”, com 156 startups (7,5%).

As Regiões Sudeste e Sul continuam a concentrar a maior parte das agtechs no Brasil, como ocorre desde o início do mapeamento. No Sudeste, foram identificadas 1.146 startups voltadas para o agronegócio (55,2% do total), enquanto no Sul havia 491 (23,7%). Juntos, somam quase 79% do total.

Segundo o pesquisador, a concentração no eixo Sul-Sudeste se dá por “fatores estruturais”, como a maior densidade de universidades, instituições científicas e investidores nessas regiões, além de ser onde há um mercado consumidor mais consolidado.

O Radar AgTech ainda identificou que, de 367 agentes de investimento no Brasil — incluindo fundos de venture capital e outros veículos de capital de risco —, 17,7% têm o agro como um setor prioritário. Do total, 10% de seus investimentos são destinados ao agronegócio. “É um volume relevante e vemos uma enorme tendência de crescimento”, avaliou Favarin. (Globo Rural)


Jogo Rápido

Salário mínimo de 2026 está em R$ 1.621; veja valor após descontos
O salário mínimo nacional em 2026 está em R$ 1.621 e vale para trabalhadores sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em todo o Brasil. O valor é R$ 103 (6,8%) a mais do que o piso nacional que esteve vigente em 2025, quando  era de R$ 1.518 no total. O valor de R$ 1.621 é bruto — antes de qualquer desconto. Neste valor, ainda incide o desconto mínimo de 7,5% previdência social (INSS), o que resulta no salário mínimo líquido de R$ 1.499,42. Trabalhadores que recebem o salário mínimo não têm desconto de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), assim como do Imposto de Renda, do qual são isentos. Outros descontos são variáveis, como vale-transporte, vale-alimentação ou refeição, empréstimos consignados e pensão alimentícia dependem do contrato de cada trabalhador.


A Prefeitura de Três de Maio, no Noroeste do Rio Grande do Sul, realizou uma homenagem ao diretor da Lactalis do Brasil, Guilherme Portella, com a concessão do título de Cidadão Honorário do município.

A honraria está prevista no Decreto Legislativo nº 03, de 27 de fevereiro de 2026, aprovado pela Câmara Municipal de Vereadores. A iniciativa é de autoria do vereador Carlos Norberto Filipin, com subscrição dos vereadores Diogo André Wolf, Ernani Claudio Weimer e Vanessa Sallapata.

A distinção reconhece as contribuições relevantes da empresa Lactalis para o desenvolvimento econômico e social de Três de Maio, especialmente no setor lácteo, que tem papel estratégico na região.

Para o vereador Carlos Norberto Filipin, a iniciativa é sobre aproximação e reconhecimento. “Sendo cidadão de Três de Maio, entendemos que a aproximação que já temos, será maior ainda. Foi um projeto votado e aprovado de forma unânime, com muita harmonia. Para nossa cidade é uma honra ter uma empresa que desenvolve um trabalho tão importante para o município.”

O momento contou com a presença de lideranças locais e regionais, entre elas o prefeito Marcos Corso, o presidente da Câmara de Vereadores, Delmar Mébius, o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI), Neri Jesse, além dos vereadores Ernanu Wimer, Getúlio Eduardo Filipin e do próprio autor da proposta, Carlos Norberto Filipin. Também estão entre os convidados José Bombardelli, Noemia Sartor, além do Secretário-Executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini.

A concessão do título de Cidadão Honorário é uma das mais altas distinções do município e busca reconhecer personalidades que, mesmo não sendo naturais da cidade, contribuem de forma significativa para o seu desenvolvimento.

Portella reforçou a importância de valorizar o produtor e os colaboradores. “Fico honrado com essa homenagem. Somos muito felizes com o relacionamento que temos com o município de Três de Maio. Queremos sempre honrar e estreitar as boas relações, criando o sentimento de pertencimento e valorização.”

A Lactalis, uma das maiores empresas do setor de laticínios no mundo, mantém atuação relevante no Rio Grande do Sul, com impacto direto na geração de empregos, renda e fortalecimento da cadeia produtiva do leite.

O ato solene oficial de entrega está previsto para acontecer no dia 1º de junho, Dia Mundial do Leite, no município de Três de Maio.

Foto: Judy Wroblewski

Porto Alegre, 24 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.596


Acordo entre Mercosul e União Européia começa a valer provisoriamente em maio

O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul começará a ser aplicado em caráter provisório a partir de 1º de maio, informou a Comissão Europeia nesta segunda-feira, 23. A medida permite que parte dos benefícios comerciais passe a valer enquanto os trâmites formais seguem em andamento.

Brasil, Argentina e Uruguai já finalizaram seus processos internos de aprovação do tratado. O Paraguai, embora já tenha ratificado o tratado, ainda deve formalizar a notificação.

Segundo o comissário de comércio da União Europeia, Maroš Šefcovic, o acordo representa um passo relevante para reforçar a credibilidade do bloco europeu como parceiro comercial. Ele destacou que a prioridade agora é transformar o pacto em resultados concretos para exportadores, com ganhos em comércio, crescimento e emprego. A aplicação provisória, segundo ele, permitirá que esses efeitos comecem a ser sentidos antes da conclusão total dos processos legais.

Para o Brasil, maior economia do bloco sul-americano, o acordo amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e traz benefícios a diversos setores, como agronegócio, indústria e serviços. A aplicação provisória prevê a eliminação de tarifas para determinados produtos já no início da vigência, além de estabelecer regras mais previsíveis para comércio e investimentos. 

Segundo estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o acordo deve impulsionar as exportações do agro brasileiro entre 5,1% e 19,7% ao longo dos anos, com efeitos distintos para carne bovina, de aves e suína. Além disso, no setor sucroalcooleiro, espera-se um efeito de agregação de valor. 

Processo

No Brasil, o acordo foi promulgado pelo Congresso Nacional neste mês, após aprovação no Senado em 4 de março. Na mesma data, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que regulamenta mecanismos de salvaguardas bilaterais.

A medida brasileira ocorre em paralelo às exigências do lado europeu. Durante o processo, o Parlamento Europeu solicitou a verificação da legalidade do acordo antes da implementação, o que levou à adoção de salvaguardas adicionais pela Comissão Europeia. Entre elas estão o reforço nos controles de importação, a criação de um fundo de crise e o compromisso de redução de tarifas sobre fertilizantes.

As informações são do Estadão, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Após crise, cooperativa renegocia metade da dívida bilionária e recontrata funcionários demitidos

Faturamento superou R$ 542 milhões em 2025 e credores estão recebendo em pagamentos trimestrais

Indicadores apontam que a Languiru, após uma forte crise financeira, tem alcançado bons resultados da sua reestruturação. Unidades foram vendidas, quadro de funcionários reduzido e dívidas renegociadas, detalhou o superintendente Administrativo e Financeiro da Languiru, Gustavo Marques, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.    
Qual a situação de agora?

Estamos em liquidação extrajudicial desde 2023, fazendo uma reorganização operacional e financeira. Apresentamos os números de 2025 na última sexta-feira em assembleia. Não superamos todas as adversidades porque o rombo é significativo. Precisamos de tempo para enfrentamento adequado, mas os números sugerem que estamos efetivos no que propusemos.

A dívida, que era bilionária, está como? 

Lá em 2023, estava em R$ 1,17 bilhão. Nem todo o valor está sujeito à liquidação. Parte tem garantias reais. Do que está no processo, R$ 900 milhões, já renegociamos 52%, ou seja, os credores fizeram adesão ao nosso plano e estão recebendo em rodadas trimestrais de pagamento, o que a cooperativa enfrenta com seu próprio negócio. 

Além de uma pequena parte de varejo, o que mantém? 

Temos o nosso negócio de aves, com congelados e resfriados, além de prestar serviço à JBS. Em leite, temos o UHT e derivados lácteos, além da parceria com a Lactalis. Em ração comercial, trabalhamos junto com o segmento de grãos, que tem participação importante. Fomos a principal empresa que secou grãos para o produtor e ainda estamos colhendo milho. E nossa última unidade de varejo é o agrocenter, onde funciona também a sede, que é nosso ponto de fidelidade junto ao associado.

Como foi 2025?

Esses negócios nos levaram ao faturamento de R$ 542,9 milhões. O valor já conversa com esse porte atual da cooperativa em uma retomada de produção importante. Nosso olhar agora será para produção primária. Queremos aumentar aves de corte não só para enfrentar a dívida, mas para o crescimento da cooperativa.  

Estão recontratando funcionários demitidos? 

Quando cheguei, com o presidente Paulo Birk, em 2022, tínhamos 3,4 mil funcionários. Reduzimos a 700 e agora voltamos a 1,2 mil. Além disso, temos 1,6 mil associados ativos vendendo sua produção à cooperativa. Um número grande de famílias que dependem da Languiru. Estamos com uma capilaridade grande. (GZH)

Governo endurece regras do frete e agro alerta para distorções e alta de custos

Diante da alta do diesel e da iminência de uma greve de caminhoneiros, o governo federal anunciou, nesta quarta-feira, 18, medidas adicionais para garantir o cumprimento dos pisos mínimos previstos na tabela de frete do transporte rodoviário de cargas.

Diante da alta do diesel e da possibilidade de uma greve de caminhoneiros, o governo federal anunciou, nesta última quarta-feira, 18 de março, medidas adicionais para garantir o cumprimento dos pisos mínimos previstos na tabela de frete do transporte rodoviário de cargas, conforme a Lei 13.703/2018. A ação atende à reivindicação dos caminhoneiros de que grandes empresas do mercado “desrespeitam” propositalmente o mínimo do frete.

O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que afirmou que foram identificados 15 mil infratores diferentes por descumprimento do valor mínimo e que o número de infrações chega a 40 mil até janeiro deste ano.

A proposta agora é fechar o cerco juridicamente sobre as empresas que descumprirem o valor mínimo proposto e até cassar o registro, impedindo-as de contratar o serviço. “Quem insistir em desrespeitar a tabela passará a ser efetivamente responsabilizado, como transportador, contratante, acionista ou controlador da empresa, com medidas que interromperão a irregularidade, desestimularão a reincidência e corrigirão distorções de mercado”, afirmou o ministro em postagem no X.

Reação do setor agropecuário

A medida do governo federal provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Em nota enviada na manhã da quinta-feira, 19 de março, a bancada afirmou que o modelo adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não reflete a realidade do país ao desconsiderar diferenças regionais, frete de retorno, diversidade de cargas e o perfil da frota. Informa ainda que, em outubro de 2025, enviou um ofício aos ministérios da Agricultura, Transportes, Fazenda e à Casa Civil propondo um diálogo técnico a fim de revisar a metodologia da tabela de frete.

“O cenário provoca aumento artificial dos custos logísticos, perda de eficiência nas cadeias produtivas e impacto direto na competitividade do agro, especialmente em setores de grande volume e margem mais apertada”, diz a nota da FPA. 

A frente defende que a solução para a volatilidade da cadeia logística passa por uma política de transição energética mais previsível. Propõe ainda a revisão da mistura do biodiesel, com avanço para o B17, contribuindo assim para o “equilíbrio no custo energético e logístico brasileiro”.

As informações são do Estadão, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Outono chegou e deve trazer clima quente e seco para boa parte do País: confira a previsão para os próximos meses
Com início na última sexta-feira, 20 de março, o outono chega ao país com previsão de redução nos volumes de chuva em grande parte do território e altas históricas nas temperaturas de algumas regiões. Apesar das condições que indicavam a predominância do fenômeno La Niña entre novembro de 2025 e janeiro deste ano, e um cenário de neutralidade em fevereiro, oscilações recentes na temperatura do mar passaram a indicar a transição para condições de El Niño entre abril e junho. Com essa mudança, as temperaturas tendem a subir e os volumes de chuva a diminuir em boa parte do país, com alerta para calor e seca acima da média histórica. Ao Sul do país, a tendência também é de tempo mais seco, com precipitação abaixo da média climatológica, sobretudo no Paraná e em Santa Catarina. As temperaturas devem permanecer elevadas, com maior aquecimento nesses estados e no Rio Grande do Sul, embora haja influência ocasional de massas de ar frio em áreas mais altas. Na Região Sul, a previsão de chuvas abaixo da média, aliada a temperaturas elevadas, também pode reduzir a umidade do solo, principalmente no Paraná e em Santa Catarina. Esse quadro pode afetar o desenvolvimento das lavouras de segunda safra, dificultar o estabelecimento inicial das culturas de inverno e atrasar as operações de semeadura em algumas localidades. As informações são do INMET, resumidas e adaptadas pela equipe MilkPoint e pelo Sindilat/RS.


Porto Alegre, 23 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.595


CEPEA: Boletim do Leite de março - 20/03/2026

Preço do leite reage no início de 2026

O preço do leite pago ao produtor reagiu em janeiro/26 depois de ter registrado nove meses consecutivos de queda. Cálculos do Cepea, da Esalq/USP, mostram que o preço do leite ao produtor captado em janeiro/26 fechou a R$ 2,0216/litro na “Média Brasil”, ligeira alta de 0,9% frente a dezembro/25, porém, forte queda de 26,9% sobre a de janeiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de janeiro/26).

Derivados se valorizam em fevereiro, mas preço ainda está abaixo do de 2025

A pesquisa realizada pelo Cepea, com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) indicou que, depois de sucessivos meses de quedas, as cotações do leite UHT e do queijo muçarela reagiram em fevereiro no atacado paulista: as altas sobre o mês anterior foram de respectivos 4,51% e 0,58%.
 
Apesar de alta na exportação, avanço nas importações amplia déficit da balança comercial

As exportações de lácteos aumentaram em fevereiro. Mesmo assim, o déficit da balança comercial brasileira não se reduziu porque houve aumento nas compras externas. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, os embarques de lácteos subiram 17.32% entre janeiro e fevereiro, somando 5,04 milhões de litros em Equivalente-Leite (EqL). As importações, por sua vez, totalizaram 182,03 milhões de litros EqL em fevereiro, elevação de 1,96% frente ao primeiro mês do ano. Já o déficit da balança comercial brasileira de lácteos fechou fevereiro a 177 milhões de litros EqL, 1,6% maior que no mês anterior. Em valores, foram US$ 72,18 milhões, acréscimo de 0,7%.
 
Com alta em ração, adubos e corretivos, custos avançam por mais um mês

Os gastos que produtores de leite têm para executar suas atividades registraram novo aumento em fevereiro, capitaneado pelo avanço nos preços da ração e de adubos e corretivos dentre os estados avaliados pelo Cepea. Acesse o boletim na integra clicando aqui. (CEPEA)


Lançamento de novo curso online sobre qualidade do leite

A Embrapa Gado de Leite lança nesta segunda-feira (23/03) o curso online “Qualidade do leite em foco: da teoria à prática”. Com um investimento de R$59,90 (cinquenta e nove reais e noventa centavos), o participante aprenderá sobre princípios e boas práticas para a obtenção de leite cru refrigerado de alta qualidade. O curso oferece uma carga horária de 20 horas ministradas por profissionais da Embrapa que são destaque na área de qualidade do leite no país. A experiência de aprendizado é potencializada por uma plataforma completa, que integra videoaulas, avaliações e fóruns de discussão exclusivos para os alunos.
 
O treinamento é voltado para técnicos de assistência técnica e extensão rural, produtores de leite, estudantes e profissionais de ciências agrárias. Ao final, o participante será capaz de compreender os princípios e procedimentos que auxiliam na obtenção de leite de qualidade e seguro, do manejo de ordenha à refrigeração. Isso inclui:

 
Contexto: importância econômica, social e legal do setor.Influências: fatores genéticos, nutricionais e microbiológicos que afetam o leite.
Operação: reconhecimento dos procedimentos adequados de manejo da ordenha (manual e mecânica), resfriamento e destinação correta.
Higiene e Cuidado: limpeza rigorosa de equipamentos e manutenção preventiva das máquinas.

Clique aqui para saber mais sobre o curso e garantir a sua vaga. Inscrições a partir de 23/03. (Embrapa Gado de Leite)

 

 

CTOPL debate exportação de lácteos

O Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira do Fundesa debateu essa semana em reunião híbrida na Casa de Sanidade Animal, as necessidades para a certificação de propriedades para a exportação de lácteos.

Com grande número de empresas do setor e representantes do Serviço Veterinário Oficial, o encontro demonstrou que há uma demanda importante para a exportação de produtos lácteos do Rio Grande do Sul, o que seria uma via para o escoamento da produção gaúcha, que vem sofrendo com baixos preços ao produtor.

O Auditor Fiscal Federal Agropecuário Rodrigo Teixeira Pereira apresentou uma série de informações relacionadas às exigências dos países importadores em termos de certificações sanitárias para a compra do leite brasileiro. Também mostrou o que países exportadores como Argentina e Uruguai controlam em suas exportações. Os representantes de indústrias tiraram dúvidas e apresentaram questionamentos sobre a interface dos dados de saneamento das propriedades fornecedoras do produto.

Como encaminhamento, ficou definido que será proposta uma reunião do CTOPL com os coordenadores da Plataforma de Defesa Sanitária Animal. O objetivo é propor uma solução digital para a necessidade que os laticínios têm de obter informações sobre a situação sanitária das propriedades que entregam leite, dado necessário para atender exigências internacionais.

Para o representante do Sindilat no CTOPL, Jair Mello, “todos têm responsabilidades iguais: Estado, União, produtores e laticínios". Somos uma cadeia. Exportar é bom para o Estado, indústria e produtores, pois gera divisas e regula o mercado. (FUNDESA)


Jogo Rápido

Milk Pro Summit 2026: Associados do Sindilat têm 10% de desconto
Os associados do Sindilat terão 10% de desconto na inscrição para o Milk Pro Summit 2026, que será realizado nos dias 28 e 29 de maio, no Bourbon Resort Atibaia, em Atibaia (SP). Organizado pela MilkPoint Ventures, o evento reúne produtores, técnicos e empresas do setor lácteo. A programação está dividida em seis painéis. No primeiro dia, os debates tratam de cenário econômico e comércio internacional, desafios regionais da produção, parcerias com varejo e food service, inovação tecnológica, gestão de risco, sucessão familiar e fundamentos técnicos e econômicos da atividade. À noite, ocorre a premiação dos 100 maiores produtores de leite. No segundo dia, os painéis abordam gestão de pessoas e liderança, sustentabilidade aplicada à produção, uso de dejetos como fonte de receita, agricultura regenerativa, programas de incentivo e modelos de expansão da atividade no Brasil e no exterior.   As inscrições podem ser feitas pela plataforma oficial do evento, clicando aqui. (Sindilat/RS)