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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 28 de abril de 2022                                                            Ano 16 - N° 3.649


Conseleite atualiza custos de produção e valor de referência sobe

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite) opera, desde o início desta semana, com novos custos de produção. A atualização foi apresentada pela Câmara Técnica (Camatec) do colegiado na reunião de terça-feira passada (26/04) e reflete a reposição de custos de itens como energia elétrica, combustíveis, ração animal e medicamentos veterinários. Os novos indexadores foram aprovados por unanimidade e têm como base o ano de 2021. Com isso, o valor de referência do litro do leite estimado para abril é de R$ 2,4007 no Rio Grande do Sul. O índice − elaborado com base nos primeiros dez dias do mês − é 10,84% superior ao consolidado de março, que fechou em R$ 2,1659 (valor já atualizado nos novos parâmetros). 
Segundo o coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, o resultado mostra um novo e real patamar de custos de produção tanto na indústria quanto para os produtores. “Os índices retratam o atual momento do setor e expõem o impacto da inflação e das mudanças na economia mundial no setor lácteo. Um cenário que, certamente, tem impacto no valor do produto e de seus derivados ao consumidor”, ponderou Palharini.

Durante o encontro, também foi definido que, na reunião do dia 24 de maio, será eleita a nova diretoria do Conseleite. Foi acordado que o vice-presidente da Fetag-RS, Eugênio Zanetti, assumirá a coordenação do colegiado uma vez que 2022 é o ano do elo produtor, conforme o rodízio estabelecido entre produtores e indústrias no estatuto da entidade. Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat, deve ocupar o cargo de vice-coordenador do Conseleite.


Crédito: Eduardo Oliveira/Fetag | Na foto: Eugênio Zanetti

Zanetti também é responsável pela Câmara Setorial do Leite e Derivados, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. “Nosso objetivo é construir soluções para os problemas que vêm afetando toda a cadeia produtiva. O aumento dos custos de produção na indústria e no campo é inegável e agravou-se nesse período da pandemia assim como vem sendo observado em praticamente todos os setores”, ponderou. Segundo Zanetti, é importante fortalecer o fórum do Conseleite porque é nele que ocorre o diálogo entre as entidades do setor e, desta forma,  alinhar os anseios do setor às ações do Estado por meio da Câmara Setorial. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Argentina – Cotações elevadas aumentam em 24% as divisas com exportação de lácteos

Exportações/AR – Como ocorre com outros alimentos, o mercado mundial de lácteos está demandante e por isso no primeiro trimestre do ano as vendas para o exterior cresceram 3% em volume e quase 24% em valor, o que representou entrada de US$ 394 milhões.

Ocorre que houve problemas de produção nos países fornecedores e por isso se deu a alta tão marcante no preço internacional e no faturamento das vendas argentinas, o que é motivo de comemoração para um país que precisa de dólares.

Segundo o boletim publicado pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) o intenso comércio significou enviar para o exterior 30% da produção total, nível semelhante ao do ano passado.

Os preços internacionais do leite este ano tiveram um incremento importante também em decorrência da forte demanda da China, permitindo que a Nova Zelândia vendesse com preços bastante elevados, que chegaram a mais de US$ 4.500 por tonelada.

No caso da Argentina, o boletim destaca que “o preço médio dos lácteos exportados, por tonelada, foi de US$ 3.711/tonelada no primeiro trimestre, o que implica aumento de 20,1% em relação ao primeiro trimestre de 2021. No caso particular do leite em pó, o preço médio foi de US$ 3.696 por tonelada, 21,6% acima da média registrada no mesmo período do ano anterior”.

 

De acordo com o OCLA, o valor é bom em termos históricos, mas inferior ao valor recebido pela Nova Zelândia, que tem tarifas preferenciais, e exporta a maior parte de sua produção para a China, o principal comprador global. As empresas neozelandesas receberam, em média, US$ 4.400 a tonelada, enquanto que as empresas argentinas exportaram pelo valor médio de US$ 3.800, que depois de fazer as retenções oficiais, tornando possível pagar ao produtor, 38 pesos por litro.

O destino das exportações no primeiro bimestre ocorreu para a Argélia (34,6%); para o Brasil (16,1%); Rússia (15%); Chile (6,5%); China (3,6%) e outro tanto para os Estados Unidos da América (EUA). Os 20,6% restantes foram para outros 10 destinos.

A distribuição das exportações em grandes itens em função do valor total em dólares no primeiro trimestre de 2022 foi: leite em pó (52,1%); queijos (16,7%); outros produtos lácteos (22,5%); e produtos especiais - lactose, caseína, iogurtes, etc - (8,7%).
Fonte: Bichos de campo – Tradução livre: www.terraviva.com.br

 

 

Canadá: Lactalis lança programa focado na redução de resíduos

A empresa de laticínios canadense Lactalis Canadá, que possui marcas como Cracker Barrel, Black Diamond, Balderson, Astro e Lactantia e uma subsidiária do Lactalis Group, com sede na França, está lançando o Lactalis Canadá NEXT Ventures – um programa de inovação projetado para estimular e acelerar o pensamento e a inovação futuros e criatividade, capacitando os funcionários e alavancando o crowdsourcing interno para explorar ideias e trazer ao mercado novos produtos, processos, tecnologias ou modelos de negócios.

Lançado no Dia da Terra, o programa 2022/23 se concentrará na redução de resíduos.

Seguindo um modelo de inovação aberta, os contribuidores com as propostas mais inovadoras e potencialmente viáveis terão a oportunidade única de participar de um programa abrangente para explorar e desenvolver ainda mais essas novas ideias desde o início até a implementação através da facilitação de mentorias, colaboração, apoio de recursos e parcerias.

O objetivo do programa é impactar positivamente o futuro da organização, pessoas, clientes e comunidades da Lactalis Canadá, promovendo o empreendedorismo contínuo na Lactalis Canadá. "As melhores e mais disruptivas ideias muitas vezes podem vir de dentro de uma organização e a Lactalis Canadá NEXT Ventures abre ainda mais nosso funil de inovação para aproveitar o talento, a criatividade e a experiência de nosso próprio pessoal com o potencial de trabalhar com parceiros externos para descobrir a próximo grande ideia para o nosso negócio", disse Mark Taylor, presidente e CEO da Lactalis Canadá.

"É realmente emocionante reconhecer o Dia da Terra com uma chamada aberta para ideias de redução de resíduos por meio de nossa nova Lactalis Canadá NEXT Ventures".
A Lactalis Canadá NEXT Ventures será um programa anual com um novo tema revelado anualmente. O programa começará em 2022 com foco em encontrar soluções para reduzir o desperdício de qualquer forma, incluindo, mas não se limitando a tempo, habilidades, recursos financeiros, alimentos, processamento, embalagens, recursos energéticos e materiais.

O compromisso da Lactalis Canadá com a redução de resíduos apresenta soluções, incluindo uma colaboração com a Dairy Distillery, com sede em Ontário, onde o subproduto da produção de leite ultrafiltrado chamado permeado de leite (açúcar do leite) de sua fábrica de Winchester, Ontário, é fornecido à destilaria para se transformar em álcool para seus suas bebidas Vodkow e Vodkow Cream.

Além disso, o Projeto de Modernização de Águas Residuais da Lactalis Canadá em sua fábrica de Winchester foi um projeto multimilionário de quatro anos concluído em 2020, que a empresa disse ter contribuído para a mitigação de odores e ruídos, redução de 35% no consumo de eletricidade, produção de fertilizantes e tratamento aprimorado de águas residuais processo na planta.

As informações são do Dairy Reporter, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido 

Estímulo a exportação de lácteos do Sul
No segundo bloco do Bem da Terra desta quarta-feira (27), a jornalista Renata Maron entrevistou o Secretário-Executivo do Sindilat, Darlan Palharini, para falar sobre a parceria entre a Apex Brasil e Unisinos para estimular a exportação de lácteos do sul. Confira! (BAND)

 

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Porto Alegre, 27 de abril de 2022                                                            Ano 16 - N° 3.648


RS defende exclusão do setor lácteo do FAF

Com o agravamento da perda de competitividade do setor lácteo do Rio Grande do Sul frente a outros estados, a indústria gaúcha e os produtores de leite defendem a exclusão do Fator de Ajuste de Fruição (FAF) para o segmento. Instituída pelo governo pelo decreto 56.117, a medida representa, na prática, aumento da carga tributária e perda de competitividade. Em audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (27/4), representantes da indústria reforçaram a necessidade de uma agenda com o governador do Estado, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), a fim de alertá-lo sobre a importância da exclusão do FAF para a cadeia leiteira.

Presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Guilherme Portella, destacou que quanto mais competitivo for o setor mais se irá produzir, mais empregos serão gerados e, consequentemente, mais forte será a economia do Estado. “Entendemos que a situação do setor lácteo precisa ser necessariamente avaliada pelo governo. Manter o FAF é reduzir ainda mais a competitividade do RS”. A exemplo do Paraná, que recentemente aprovou medida semelhante ao FAF, mas recuou por entender que não era possível mantê-la com margens baixas, o dirigente defendeu a exclusão do setor de lácteos do FAF no RS. Santa Catarina também realizou recentemente uma modificação tributária para favorecer a industrialização local de leite UHT, aumentando a alíquota de ICMS, que antes era de 7%, para 12%.



E os efeitos da perda de competitividade vem sendo sentidos diretamente no campo. Dados da Emater-RS, mostram que em quatro anos (2017-2021) aproximadamente 25 mil produtores abandonaram a atividade no Estado, o que representa mais de 5 mil propriedades por ano. Ao contrário de anos atrás, quando a produção do RS crescia mais do que a média nacional, de 2011 a 2020, a produção gaúcha teve expansão de tímidos 5,71%. Enquanto isso, segundo levantamento do IBGE, a produção no Brasil teve alta de 10,43%. “Chegamos à conclusão de que efetivamente a nossa competitividade perante aos outros estados está sendo gravemente afetada pela guerra fiscal”, reforçou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Em 2017, o Estado perdeu a segunda colocação na produção brasileira para o Paraná e, ano após ano, vê diminuir a distância com Santa Catarina e com Goiás, que ocupam a quarta e a quinta colocação.

Deputado que propôs a audiência a pedido do setor, Zé Nunes (PT) enfatizou a importância de se avançar nas negociações junto ao governo a fim de que a perda de competitividade não se agrave ainda mais. Neste sentido, ficou definido que será protocolado novamente pedido de audiência no gabinete do governador do RS. “Nós precisamos que o governo nos escute, que o governador compreenda o que está acontecendo”, garantiu, ressaltando que o RS não pode continuar perdendo pujança industrial.

Presidente da Frente Parlamentar em Apoio e Defesa da Produção do Leite da Agricultura Familiar, o deputado Capitão Macedo (PL) afirmou que recebe diariamente relatos de famílias que estão abandonando a produção leiteira diante de inúmeras dificuldades que afetam o setor. Segundo ele, a principal demanda é a criação de uma política pública que viabilize rentabilidade na atividade leiteira e que reduza, ao mesmo tempo, os custos para a produção. “Existem vários projetos de lei tramitando na Assembleia Legislativa que buscam atender em partes essas reivindicações, contudo infelizmente o trâmite destas propostas dentro da ALRS é lento, nos impedindo de dar uma pronta e necessária resposta aos produtores”, ponderou. O que não aconteceu com a implementação do FAF.

Estiveram presentes na audiência os deputados Zé Nunes (PT), Capitão Macedo (PSL), Adolfo Brito (PP), Zilá Breitenbach (PSDB) e Airton José Hochscheid, representando o deputado Elton Weber (PSB). Também fizeram parte do encontro representantes de entidades como Apil, Unicafes, Fecoagro, Fetag, Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação, Secretaria da Agricultura, UERGS, UFPEL, Gadolando, Ministério da Agricultura e representantes de indústrias e cooperativas de laticínios. (Assessoria de Imprensa Sindilat/RS)



Fotos: Guerreiro


Conseleite Paraná
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 26 de Abril de 2022 atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Março e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2022, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.



Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Abril de 2022 é de R$ 3,8241/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/RS)






Comitê garante atualização da Cooperativa diante de inovações e novas tecnologias

A tecnologia não é mais restrita a setores específicos, permeia todas as áreas da vida e, no agro, não é diferente. Inovações surgem para otimizar a produção, trazer mais rendimento e facilitar a vida do produtor. Pesquisa e inovação também são fatores fundamentais dentro da indústria.

Pensando nisso, a Languiru criou o Comitê de Inovação e Tecnologia. Conforme o gerente da área e coordenador do grupo, Cristiano Sieben, o objetivo é assessorar o Conselho de Administração na análise de iniciativas relacionadas à pesquisa, tendências tecnológicas e inovações, bem como as políticas, estratégias e ações que se relacionem à pesquisa e inovação na Cooperativa. Além disso, visa avaliar cenários, tendências comerciais e tecnológicas e seus desdobramentos sobre os negócios da Languiru. Por fim, monitora a performance de indicadores e ações estratégicas. “Em especial os relacionados a iniciativas de inovação e tecnologia”, salienta.

O Comitê surgiu a partir da representação da Languiru no Programa de Formação de Agentes de Inovação. A capacitação foi disponibilizada às cooperativas do agro que atuam no Estado e estão vinculadas à Fecoagro/RS.

Atualmente, o Comitê também faz a gestão em relação ao desenvolvimento de produtos novos para alimentação humana, propostos pelo setor de Pesquisa e Desenvolvimento da Cooperativa junto ao Tecnovates. “Estamos em tratativas com o Centro Tecnológico para ampliar a parceria, tendo em vista a necessidade de atender ações relacionadas a inovações e tecnologias que estão sendo formalizadas em todos os setores da Languiru”, conta Sieben.

O grupo também tem realizado roteiro de reuniões mensais com líderes de diferentes setores da Cooperativa, com intuito de disseminar a cultura da inovação e incentivar a participação de todos os associados e empregados para registro de suas ideias.

O Comitê é composto por oito membros que envolvem setores de trabalho com associados; indústrias; compras e varejo; Agrocenter; marketing e recursos humanos; comercial e logística; tecnologia da informação; e engenharia agronômica.

Numa segunda etapa, os encontros dos integrantes do Comitê deverão debater temas relacionados a tendências tecnológicas e novos modelos de negócios, projetos ou iniciativas de inovação que possam beneficiar a Languiru na relação com associados, empregados, clientes e comunidade. O grupo ainda revisa e avalia plano de ação das atividades coordenadas pelos membros do Comitê, além de ser um espaço para abordar novos assuntos relacionados à inovação. (Paloma Griesang e Leandro Augusto Hamester/Assessoria de Imprensa Languiru)

Jogo Rápido 

 China – A produção de leite deverá superar 39 milhões de toneladas
Produção/China – A produção de leite da China, em 2022, deverá atingir 39,7 milhões de toneladas, [aproximadamente 38,4 bilhões de litros], informou a agência chinesa Xinhua. O aumento se dará graças ao rápido aumento da demanda, disse Yang Zhenni, uma pesquisadora de um instituto subordinado ao Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país asiático. A estimativa é de que em 2031 a produção de leite chinesa chegue a 54 milhões de toneladas. Na China a demanda de produtos lácteos cresceu nos últimos dez anos, à taxa média de 3,6%. O consumo doméstico de lácteos aumentou nos últimos dois anos, com um incremento per capita de 11,8% interanual, chegando a 42,3 quilos em 2021. Yang atribuiu a expansão da demanda à crescente atenção das pessoas com a saúde e nutrição, destacando que a pandemia de Covid-19 influenciou nas preferências dos consumidores e acelerou o consumo de leite fresco a baixas temperaturas no mercado chinês. À medida que as instalações da cadeia de frio melhoram, os costumes mudam, e o consumo de produtos lácteos frescos, como queijo e creme, está aumentando. Mas, também o consumo do leite pasteurizado vem crescendo substancialmente entre os produtos lácteos fluidos, acrescentou Yang. No primeiro trimestre de 2022, a China produziu 7,68 milhões de toneladas de leite, o que representou aumento de 8,3% na comparação anual, segundo os dados do Escritório Nacional de Estatísticas. No início de 2021 o Rabobank relatou aumento da demanda de leite fluido na China, e anunciou que a tendência continuaria pelos próximos dez anos, criando oportunidades de exportação para os produtores de leite. O analista sênior de lácteos do Rabobank, Michael Harvey, disse em fevereiro de 2021 que “a demanda chinesas por lácteos tem muito espaço para crescer no longo prazo, em grande parte em decorrência de fatores importantes de longa data, como o baixo consumo per capita e os fortes investimentos públicos e privados no setor e graças aos benefícios para a saúde proporcionados pelos produtos lácteos". (Fonte: TodoElCampo – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

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Porto Alegre, 26 de abril de 2022                                                            Ano 16 - N° 3.647


Emater/RS: chuvas e queda na temperatura promovem melhora no bem-estar e produção de leite
 
As chuvas ocorridas nas semanas anteriores, assim como a diminuição de temperaturas, promoveram uma condição melhor no bem-estar dos animais e, por conseguinte, uma melhora na produção de leite. Da mesma forma, a oferta de alimentos foi ampliada, melhorando as condições das pastagens nativas e cultivadas.
 
Por tratar-se de um período de vazio forrageiro, aumenta a preocupação com a baixa produtividade e com a qualidade da silagem colhida devido aos efeitos da estiagem, situação que pode comprometer a produção de leite e os custos da atividade ao longo dos próximos meses.
 
A sequência de dias sem chuvas diminuiu os problemas de barro nas proximidades das instalações, facilitando os serviços de limpeza das vacas antes de irem para a sala de ordenha, reduzindo os riscos de contaminação do leite e de casos de mastite.
 
Com o final do período reprodutivo, o momento é de realizar protocolos de inseminação por tempo fixo (IATF) para emprenhar os animais que não ficaram prenhes durante o verão.
 
Na regional de Bagé, na Campanha, a produção de leite continua em patamares de estabilidade, com dietas baseadas em pastagens cultivadas de verão em final de ciclo, pequenas áreas de trevos e cornichão, campo nativo e uso estratégico de silagem e feno.
 
Na regional de Santa Maria, onde os reservatórios e mananciais estão com maior volume, houve melhora importante na qualidade da água, acompanhada de pastagens cultivadas, campo nativo com mais qualidade e maior oferta na alimentação aos rebanhos.
 
Na regional de Pelotas e Passo Fundo, a silagem do ano anterior está mantendo a alimentação dos animais até o momento, e as pastagens ainda mantêm a oferta parcial. Na regional de Ijuí, a produção de leite segue estável, mas com boa perspectiva de aumento devido à introdução das forrageiras anuais de inverno na alimentação dos animais. Segue a tendência de estabulação dos animais durante o período de inverno devido às dificuldades de manejo nos dias úmidos.
 
Na regional de Porto Alegre, foram diagnosticados dois casos de raiva herbívora no município de Eldorado do Sul, sendo que os produtores são sempre orientados a vacinar e a manter o monitoramento a qualquer sinal da doença no rebanho.
 
Na regional de Erechim, há preocupação com o aumento da ocorrência de casos de leite instável não ácido (LINA), fenômeno que ocorre mais intensamente nos meses de outono devido às abruptas mudanças de dieta e à baixa ruminação dos animais, além do alto consumo de silagens e concentrados. (As informações são do Emater-RS-Ascar)

CONSELEITE/MG

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 20 de Abril de 2022, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Fevereiro a ser pago em Março/2022.
 
b) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Março a ser pago em Abril/2022
 
c) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Março a ser pago em Abril/2022 e valores de referência projetados do leite padrão maior e menor valor de referência para o produto entregue em Abril/2022 a ser pago em Maio/2022



Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. 
 
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite padrão, maior e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima.
 
 Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. (Conseleite/MG)




Italac se mantém entre as 3 marcas de bens de consumo mais compradas do Brasil!
 
Italac - Pelo terceiro ano consecutivo a Italac conquista a 3ª posição do ranking e se mantém entre as principais marcas de bens de consumo do país em 2021, estando ao lado de Coca-Cola e Ypê, conforme pesquisa Brand FootPrint realizada pela Kantar divisão Worldpanel.
 
A pesquisa Brand FootPrint 2022 analisou mais de 350 marcas e o consumo de 11,3 mil lares, representando 90% do potencial de consumo no Brasil.
 
Manter esta posição como uma das marcas mais escolhidas pelo consumidor e, dentro de um cenário conhecidamente desafiador não é uma tarefa fácil, por esta razão, deve ser amplamente comemorada.
 
Nesse sentido, a Gerente de Marketing da Italac Andreia Alvares destaca a importância em agradecer imensamente a todos que confiam e ajudam a tornar a Italac uma marca reconhecidamente presente na casa de milhões de consumidores e, bem como a todos os parceiros, produtores rurais, clientes, consumidores e o grande time de mais de 3.400 colaboradores que se dedicam diariamente a empresa.
 
A pesquisa pode ser integralmente visualizada clicando aqui. 
 
As informações são da Italac

Jogo Rápido 

 Festiqueijo está de volta
Carlos Barbosa (RS) retoma este ano seu Festqueijo, agora já na 31ª. Edição, passados 2 anos de intervalo decorrente da pandemia. Será das sextas aos domingos de 01 a 31 de julho. Seu lançamento oficial em Porto Alegre acontecerá às 19h 30m desta quarta-feira no Foyer do Teatro Bourbon Country. Em 2019, o público foi de quase 30 mil pessoas que consumiram 12.600 kg de queijo, 33.600 garrafas de vinhos e espumantes e 4.948 kg entre polenta, espetinho, galeto e salsichão. A organização espera para este ano um público 20% superior.

 

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Porto Alegre, 25 de abril de 2022                                                            Ano 16 - N° 3.626


Setor lácteo busca consenso sobre preço de referência no RS

Nova base de custos pode pôr fim ao impasse sobre o preço de referência

O impasse em torno do preço de referência do leite pago aos produtores gaúchos pode estar próximo do fim. Nesta terça-feira, o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) se reúne para discutir a nova base de custos proposta para o cálculo mensal. A mudança era reivindicada desde o final do ano passado pelas entidades representativas da agricultura familiar, sob o argumento de que a metodologia usada é desfavorável ao produtor.

O último preço de referência informado pelo Conseleite-RS foi o valor projetado para outubro de 2021, de R$ 1,6463 por litro. O indicador ainda é calculado pela Universidade de Passo Fundo (UPF), mas sua divulgação, desde novembro, está restrita aos integrantes do conselho. Segundo o coordenador do Conseleite e secretário executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindilat-RS), Darlan Palharini, a expectativa é que, se houver consenso, os dados voltem a ser informados publicamente a partir desta terça. “O valor deve ficar muito próximo ao que foi divulgado em Santa Catarina”, disse. No último dia 22, o Conseleite-SC estabeleceu o valor de R$ 2,1117 por litro como referência para abril.

Na quarta-feira, o setor também participará de audiência pública na Assembleia Legislativa (ALRS). A principal queixa da indústria é a introdução do Fator de Ajuste de Fruição (FAF) na sistemática de créditos presumidos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Com isso, para aproveitar 100% do incentivo fiscal, as empresas beneficiadas devem comprar insumos apenas de fornecedores do RS. Segundo Palharini, a mudança impacta, por exemplo, indústrias de leite UTH e leite condensado, que são dependentes de embalagens longa vida fabricadas apenas em outros estados. (Correio do Povo)


Silagem de inverno vira opção para alimento de gado de leite

Produzir alimento concentrado no inverno para o trato animal também já é opção em Venâncio Aires. Embora seja uma prática pouco comum na região, a ideia ganhou mais um estímulo durante o 28º encontro do Grupo do Leite de Venâncio Aires, realizado na quarta-feira, 20. Foi o primeiro encontro desde fevereiro de 2020, quando começou a pandemia de Covid-19.

De acordo com o engenheiro agrícola e extensionista da Emater, Diego Barden dos Santos, nos dois últimos anos houve dificuldade de garantir alimento concentrado nos verões, devido à estiagem que prejudicou as lavouras de milho, o principal item utilizado por agricultores locais para fazer silagem. “Em 2021, tivemos 750 hectares de trigo, mas quase tudo foi para venda do grão, pouquíssimo para silagem. E essa cultura de inverno, junto com a aveia, também é uma possibilidade de ter um alimento com potencial energético para produção leiteira”, diz.

Santos destaca que a prática ainda não é comum em Venâncio, mas que se houver manejo correto com plantio, corte e trato cultural, se torna uma opção importante para garantir alimento na maior parte do ano.

Ao encontro da fala do extensionista da Emater, está a experiência do agrônomo Marcelo Klein, que trabalha na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de Passo Fundo. Foi ele quem palestrou para os cerca de 40 produtores que foram ao auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) para saber mais sobre o assunto.

Klein explica que, embora o milho seja a silagem com maior qualidade, nos últimos anos a cultura tem enfrentado problemas com a estiagem e um novo inimigo: a cigarrinha (inseto que causa danos na planta já adulta). “É importante destacar que não se trata de substituir o milho, mas o cereal de inverno vem para agregar e diminuir os riscos de falta de alimento. Fazer no inverno dá mais segurança na propriedade, é mais certeiro, já que, por exemplo, não se tem problema com falta de água.”

Possibilidade
Entre os produtores de leite que acompanharam a palestra estava Heitor Luiz Richter, 51 anos, morador de Linha Santana. Interessado, Richter comentou que usar o trigo para fazer silagem no inverno é sim uma opção e o que mais pesaria na decisão dele é o tamanho da propriedade.

O agricultor tem 7,2 hectares e metade é usada para pastagem das vacas. “Para fazer silagem de milho já preciso alugar terra de um vizinho. Se for fazer no inverno, também precisaria alugar, mas daí não plantaria o milho safrinha, que já tive muitas perdas com a seca. Então o trigo pode ser algo viável.”

Saiba mais
Marcelo Klein explica que a silagem de milho é um concentrado mais energético e com menos proteína. Já os cereais de inverno têm menos energia, mas têm mais fibra e mais proteína. “E essa fibra é muito mais digestiva para o gado de leite e corte.”

O agrônomo da Embrapa também destaca que as culturas mais comuns para fazer silagem no inverno são o trigo, a triticale, a aveia e a cevada, geralmente plantadas em junho e colhidas em setembro. “Todas têm sementes disponíveis, então isso não seria uma dificuldade de encontrar no mercado.”

Conforme Klein, a silagem de cereais de inverno tem avançado aos poucos pelo Rio Grande do Sul e ainda é uma novidade em várias regiões. “São pouquíssimos produtores que fazem isso há uns 15 anos. Na região do Planalto já é algo mais consolidado.” (Folha do Mate)


Campos Neto prevê mais 1 ponto para Selic

investidores nos Estados Unidos, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, reforçou que o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá promover um aumento de um ponto percentual na Selic no próximo encontro de maio, mesma magnitude escolhida pelo colegiado na reunião passada. Atualmente a taxa básica de juros está em 11,75% ao ano. Campos Neto fez palestra em evento do Bank of America em Washington. Hoje ele participa de outra reunião com investidores também em Washington. De acordo com a assessoria de imprensa do BC, a mesma apresentação será usada nas duas ocasiões.

Os eventos ocorrem às margens do encontro de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI). Conforme já adiantou em outros documentos oficiais do BC, o presidente da instituição explicou que o Comitê julga que a decisão de continuar a aumentar a Selic “reflete a incerteza em torno de seus cenários de inflação prospectiva, variação acima do normal no balanço de riscos e é consistente com a convergência da inflação para a meta em todo o horizonte relevante da política monetária, que inclui 2022 e, principalmente, 2023”.

Campos Neto ainda acrescentou que o momento exige serenidade para avaliar o tamanho e a duração dos choques atuais. “Se os choques se mostrarem mais persistentes ou maiores do que o previsto, o Comitê estará pronto para ajustar o tamanho do ciclo de aperto monetário”, assinalou. Ele salientou que a alta dos
preços tem ocorrido de forma generalizada tanto nas economias emergentes quanto nas avançadas, assim como o aumento da demanda por energia. (Correio do Povo)

Jogo Rápido 

Inadimplência no campo
Estudo da Serasa Experian sobre inadimplência de produtores rurais mostra que, entre sete unidades da federação avaliadas, o problema é menor no Rio Grande do Sul. No Estado, apenas 11,1% desse público estava com "dívidas negativadas" em março. Ano passado, o percentual era de 11,3%. A segunda melhor situação foi encontrada no Paraná (13%). No Tocantins, salta para 43%. A taxa média é de 15,8%. Vale lembrar que, em relação a toda a população gaúcha, o percentual de inadimplência detectado é de 34,9%. No país, chega a 40,4%. (Zero Hora)


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Porto Alegre, 22 de abril de 2022                                                            Ano 16 - N° 3.625


Expofred 2022: Sistemas de produção de leite confinados e a pasto são destaque no espaço da Emater/RS-Ascar

A bovinocultura de leite é uma das atividades destaque das parcelas temáticas no espaço da Emater/RS-Ascar, na Expofred 2022, em Frederico Westphalen. Na feira, realizada até domingo (24/04), os extensionistas rurais apresentam os diferentes sistemas de produção de leite, confinados e a pasto, que os produtores rurais podem implementar na propriedade rural.

"No espaço, estamos apresentando três sistemas de produção de leite, dois desses confinados, Compost Barn e Free Stall, e um sistema de produção à base de pasto com suplementação. Na parcela também estamos tratando sobre sala de ordenha e sala de alimentação, manejo de ordenha, qualidade do leite, nutrição pré e pós-parto, balanceamento nutricional e criação de terneira", destacou o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Jeferson Figueiredo.

Segundo ele, a proposta do espaço é mostrar as diferenças entre os sistemas, fazendo com que os produtores rurais avaliem as estruturas conforme as suas necessidades e decidam pelo sistema mais viável à sua propriedade. Este espaço temático é uma parceria entre Emater/RS-Ascar, Metalúrgica Tapajós, Moraes Refrigeração e Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG. (Emater/RS)

CONSELEITE – SANTA CATARINA
 
RESOLUÇÃO Nº 04/2022
 
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 22 de Abril de 2022 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Março de 2022 e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2022. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.
 
 
O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão.(Conseleite/SC)
 



FERTILIZANTES: Navios russos em ritmo lento

Apesar das sanções econômicas impostas à Rússia e das dificuldades para o escoamento de produtos, o país mantém o envio de fertilizantes para o Brasil. De acordo com levantamento feito pela consultoria Agrinvest, pelo menos 11 navios transportando insumos deixaram portos como os de São Petersburgo e Murmansk desde o dia 24 de fevereiro, quando teve início a guerra com a Ucrânia, até o dia 15 de abril, sendo a maioria com cargas de cloreto de potássio.

Segundo o analista da Agrinvest Jeferson Souza, os registros no chamado line-up – programação de chegada e partida de navios – nos portos brasileiros indicam que o fluxo de navios russos não foi interrompido, porém está menor. “A maioria deles já chegou ao Brasil e está esperando para descarregar nos portos”, diz. A última das embarcações, transportando 36 mil toneladas de fertilizantes, partiu da Rússia em 4 de abril, afirma Souza.

Com base no line-up, o analista de mercado Marcelo Mello, da consultoria StoneX, estima que o fluxo de embarcações russas tenha caído a 25% das operações pré-guerra. Como os navios que partem da Rússia podem levar de 25 a mais de 50 dias para chegar ao Brasil, observa Mello, a diminuição dos embarques traz preocupações para o plantio da próxima safra de verão no país, que envolve um grande consumo de fertilizantes. “O produto precisa chegar aqui, no máximo, até julho”, diz Mello. (Correio do Povo)

Jogo Rápido 

Chuva para a próxima semana
Nos próximos dias poderão ser registrados altos volumes de chuva no RS. No decorrer da sexta-feira (22), o deslocamento de uma frente fria vai provocar chuva  em todo Estado, com possibilidade de temporais isolados. No sábado (23), o tempo ficará seco e o ingresso de ar frio provocará ligeiro declínio da temperatura. No domingo (24), o deslocamento de uma  área de baixa pressão voltará a provocar pancadas isoladas de chuva em todas as regiões.  Entre a segunda (25) e terça-feira (26), a propagação de uma área de baixa pressão e de nova frente fria provocarão chuva em todo território gaúcho, com chance de tempestades e altos volumes acumulados. Os totais esperados de chuva deverão oscilar entre 60 e 80 mm em todo Estado. Na Fronteira Oeste, Campanha e na Região Central os valores previstos deverão superar 100 mm na maioria dos municípios e poderão alcançar 125 mm em algumas localidades. (SEAPDR)

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Porto Alegre, 20 de abril de 2022                                                            Ano 16 - N° 3.624


Câmara Setorial do Leite alerta para importância de campanha de marketing para leite e derivados 
 
A Câmara Setorial do Leite reforçou, na manhã desta terça-feira (19/04), a importância do marketing de produtos e derivados lácteos junto as crianças. A assessora Técnica Regional de Sistemas de Produção Animal da Emater Mara Helena Saalfeld aproveitou o encontro para falar sobre o livro infantil que visa explicar para as crianças de onde vem o leite. Na ocasião, também foi debatida a relevância de se expandir o número de propriedades certificadas para tuberculose e brucelose no estado. 
 
O economista da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro/RS), Tarcísio Minetto, discorreu sobre o acompanhamento assíduo da CCGL com as certificações e ressaltou sua percepção de que boa parte dos produtores não têm todas as informações necessárias para concluir o controle do programa de tuberculose e brucelose. “Cabe aprofundar um pouco a discussão sobre mecanismos para que possamos trazer mais os produtores para perto. Eles até conhecem a importância da certificação, mas têm medo do que pode acontecer se tiverem o resultado positivo nesse processo”, ponderou Minetto.  
 
Secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, sugeriu que na próxima reunião da Câmara Setorial do Leite o tema volte à pauta. No entanto, reforçou a necessidade de se trazer dados referentes as informações sobre o número de propriedades certificadas e os valores indenizados. “É importante que possamos trazer alguns exemplos, como a CCGL que está bastante avançada na questão de certificação”, acrescentou. 
 
Na ocasião, ainda houve a indicação do novo Coordenador da Câmara Setorial. O 1° vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG), Eugênio Edevino Zanetti, entrará no lugar de Jeferson Smaniotto, do Sindilat. Zanetti já conduzirá a próxima reunião da Comissão Setorial do Leite, que acontecerá durante a Fenasul/Expoleite 2022. “O momento é de dificuldade para todo o setor do leite e precisamos unir esforços para que o elo saia fortalecido e a gente busque conscientizar a população como um todo, com campanhas de marketing valorizando a importância do produto na alimentação e as demais medidas para que a gente continue melhorando qualidade do leite e a situação do produtor”, ressaltou Zanetti.
 
Ainda durante a reunião os representantes convidaram para a Audiência Pública no dia 27/04 que discutirá os impactos do FAF - Fator de Ajuste de Fruição que impacta no aumento da carga tributária, influenciando ainda mais a perda de competitividade do leite gaúcho frente aos Estados de Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Produtos carbono neutro já chegam à mesa
 
Pequenas e grandes empresas do setor pecuário vêm trabalhando na criação de produtos carbono neutro, com baixo impacto ambiental e um manejo mais sustentável nas cadeias de produção. Práticas inadequadas podem levar a um aumento das emissões de metano ao mesmo tempo em que diminuem e pioram a quantidade produzida.
 
A neutralidade também atende a uma demanda de mercados internacionais por descarbonização. No ano passado, a União Europeia chegou a apresentar uma proposta com o objetivo de proibir a importação de produtos que tenham origem em áreas desmatadas, entre eles, a carne bovina.
 
Na cadeia do leite, formas de manejo dos animais interferem na produção e poluem mais o ambiente, de acordo com uma pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e da Embrapa Gado de Leite. Vacas com temperamento mais arisco emitiram uma quantidade 36,7% maior de metano e produziram menos leite, segundo o estudo.
 
Em julho do ano passado, a Guaraci Agropastoril, de São Paulo, lançou o primeiro leite orgânico e de carbono neutro do país, o NoCarbon. O que diferencia o produto de outros rótulos é a forma de produção do leite, de acordo com um dos sócios da empresa, Luis Fernando Laranja da Fonseca. O NoCarbon não utiliza hormônios no trato do rebanho e agrotóxicos no solo.
 
“Todo o carbono produzido é compensado pela empresa na própria fazenda onde atuamos, com a plantação de árvores nativas”, afirma Laranja da Fonseca. O NoCarbon possui certificações como Carbon Free e Certified Humane Brasil. Para isso, a Guaraci investiu R$ 5 milhões na elaboração de um inventário de emissões que acompanhasse a produção desde a ordenha no campo até a logística de envase e transporte do leite.
 
Baseada na Fazenda da Toca, em Itirapina (SP), a produção do NoCarbon possui 450 animais e chega a 4 mil litros de leite por dia. A Guaraci quer aumentar a produção com uma segunda fazenda, localizada na Bahia, segundo Laranja da Fonseca. O NoCarbon está disponível em 300 pontos de venda, chegando a supermercados do eixo Rio-São Paulo como Casa Santa Luzia, St Marche, Oba Hortifruti e Zona Sul. O produto também deve estar nas lojas do Carrefour em breve, de acordo com a Guaraci. A empresa ainda negocia para entrar nas gôndolas do Grupo Pão de Açúcar e da Cia. Zaffari, do Rio Grande do Sul.
 
A descarbonização também tem movimentado grandes empresas do setor. Para desenvolver uma carne carbono neutro em parceria com a Embrapa Gado de Corte, a Marfrig investiu R$ 10 milhões na criação de uma nova linha de produtos que foi lançada no ano passado, a Viva. O projeto envolveu 12 centros de pesquisa da Embrapa e mais de 150 pesquisadores. O frigorífico terá exclusividade de utilização do selo até 2030, mediante pagamento de royalties. “O novo produto responde às demandas dos consumidores, investidores e de toda a comunidade por produtos verdadeiramente sustentáveis”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Marfrig.
 
Na certificação criada pela Embrapa, o rebanho é criado nos sistemas silvipastoril ou agrossilvipastoril (integração lavoura-pecuária-floresta). Dessa forma, em uma mesma propriedade podem coexistir a criação de gado e florestas de eucalipto, por exemplo.
 
A primeira fazenda a receber a certificação, localizada em Santa Rita do Pardo (MS), fornece a carne à Marfrig. Além de modificar formas de manejo para obter uma carne produzida de forma mais sustentável, o frigorífico insere aditivos na nutrição dos animais para reduzir a fermentação entérica, diminuindo a emissão de metano.
 
A Marfrig não abre números de produção, que ainda é pequena, mas Pianez afirma que a quantidade deve aumentar “significativamente” em breve. O frigorífico pretende lançar ainda em 2022 também a carne de baixo carbono. Por ora, a linha Viva alcança apenas o mercado interno, mas também poderá entrar no portfólio de produtos exportados, de acordo com informação da empresa.
 
As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint. 
 





Produção de leite apresentando estabilidade no RS

Produção de leite/RS - A produção de leite apresenta estabilidade, com tendência de aumento nas unidades produtivas devido à entrada de novas matrizes em lactação. 

A oferta de alimento ainda é satisfatória, embora já apresente queda em quantidade e qualidade com o final do ciclo das pastagens de verão. As chuvas recorrentes, no Estado, vêm normalizando e oferecendo boa disponibilidade de água nos reservatórios para dessedentação dos animais. 

Produtores realizam manejo sanitário no rebanho, dando prosseguimento na vacinação obrigatória e no controle do ecto e endoparasitas, em conformidade com as orientações técnicas das Inspetorias de Defesa Agropecuária. 

Na regional de Santa Rosa, a retomada da umidade do solo beneficiou as pastagens de gramíneas, com novos rebrotes e crescimento vegetativo, ofertando forragem para o pastoreio. Essa mudança alivia as dificuldades dos produtores na oferta de alimentos para as vacas, que, em virtude da estiagem nas pastagens, vinham sendo alimentadas com feno, silagem e ração, antecipando o uso das reservas alimentares e comprometendo a disponibilidade para o período do vazio forrageiro. Também está muito bom o desenvolvimento das lavouras de milho safrinha para silagem, criando boa expectativa para que os produtores de leite possam refazer os estoques de silagem que foram utilizados no período da falta de pastagem. Se, por um lado, as chuvas possibilitaram a melhor oferta de forragem para alimentação das vacas, por outro, aumentaram o barro junto aos locais de espera para ordenha, elevando os casos de mamite. A elevada umidade do solo nos corredores e locais próximos às instalações causam desconforto aos animais, além de dificultar o trabalho e o manejo dos produtores. 

Na regional de Frederico Westphalen, o aumento da disponibilidade de pastos, principalmente das espécies perenes, como a tifton 85 e a jiggs, assim como de água em quantidade e qualidade, elevou a produção de leite. As pastagens perenes de verão estão com ótimo desenvolvimento, e há, até mesmo, sobra de pasto. As de inverno, como a aveia, o trigo duplo propósito e o centeio, estão em início de implantação. As lavouras de milho destinadas para a silagem, apresentaram perdas significativas, em quantidade e qualidade.

Na regional de Pelotas, as chuvas ocorridas foram mal distribuídas e com baixos volumes, o que impacta na disponibilidade para dessedentação dos animais. A silagem do ano anterior está mantendo a alimentação dos animais, especialmente auxiliada pela oferta parcial de pastagens de verão.

Na de Erechim, continuam as preocupações dos produtores em relação ao preço elevado dos insumos, especialmente as commodities milho e soja. Os rebanhos se encontram em boas condições sanitárias, e é bom o seu estado corporal.

Na regional de Bagé, a produção apresenta estabilidade, aumentando nas unidades produtivas com a entrada de novas matrizes em lactação. A oferta de alimento ainda é satisfatória, embora já apresente queda em quantidade e qualidade devido ao final do ciclo das pastagens de verão. Em Uruguaiana, produtores se preparam para o período de inverno, adquirindo fardos de palha de arroz para complementar a alimentação dos animais. Em Manoel Viana, há aumento da produção com base nas pastagens nativas e cultivadas de verão que se recuperaram com as chuvas regulares e ainda garantem razoável quantidade de alimento. A suplementação com silagem e ração se faz necessária para complementar a dieta, comprometendo as margens de lucro da atividade. 

Na de Caxias do Sul, a silagem de milho apresenta baixa qualidade nutricional e baixo rendimento, requerendo ajuste de dietas e o uso de rações concentradas. As áreas semeadas no tarde, no entanto, estão com boa produção de massa, o que ajuda a recuperar os estoques de forragem para os próximos meses. 

Na de Ijuí, o período com mais umidade já apresenta impacto na produção de leite para os produtores que fazem uso do sistema de produção a pasto. Devido à umidade no solo, não foi possível realizar o manejo dos animais nas pastagens, diminuindo a oferta de alimentos, o que impacta na diminuição da produção. Nos sistemas estabulados, a produção não foi afetada. Em Derrubadas, o volume coletado diariamente diminuiu 5% em relação à semana anterior devido ao período com grandes volumes de chuvas. O aumento da formação de barro afetou na qualidade do leite diante da dificuldade de higienização do úbere das vacas. 

Nas de Passo Fundo e Soledade, os animais apresentam adequadas condições sanitárias e mantiveram o escore corporal. Produtores prosseguiram com o uso de alimentos conservados e de concentrados, visando o ajuste das dietas dos animais. Produtores mantêm os tratamentos sanitários para o controle de endo e ectoparasitas. 

Nas de Santa Maria, Porto Alegre e Lajeado, as chuvas e temperaturas amenas do final do verão e início do outono trouxeram uma melhor condição para o rebanho leiteiro. Os reservatórios e mananciais de água com maior volume também melhoraram a qualidade da água. Na de Lajeado, há bom desenvolvimento das áreas de milho voltadas para a silagem que foram semeadas em janeiro, sendo que muitas dessas já estão em florescimento, apesar de terem sido semeadas no limite ou fora do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático. Esse fato vai permitir aos produtores complementar o estoque para o ano, tendo em vista que as primeiras áreas colhidas apresentaram significativa perda de qualidade, além da perda em quantidade. Os estoques de silagem já estão abaixo do normal há três anos e, em muitas unidades produtivas, o impacto é bastante significativo na redução da produtividade, na produção e na diminuição de plantel. (Emater/RS)

Jogo Rápido 

 Santa Clara é a marca mais lembrada de lácteos no RS
Pela 18ª edição, Cooperativa Santa Clara é líder com 30,5% de lembrança de marca na categoria Produtos Lácteos, segundo a pesquisa Marcas de Quem Decide. Entre os nomes citados pelos entrevistados, a instituição foi a preferida por 28,5%. O diretor Administrativo e Financeiro, Alexandre Guerra, recebeu o prêmio na manhã desta terça-feira (19), no espaço Multiverso Experience, no Cais Embarcadero, em Porto Alegre.  A pesquisa, realizada pelo Jornal do Comércio em parceria com a Qualidata Pesquisas e Informações Estratégicas, ouviu 302 empresários e executivos entre os meses de novembro de 2021 e janeiro de 2022.  Desde 2005, a Santa Clara é líder no setor de laticínios sendo vencedora recorrente por 15 anos na categoria Queijos – extinta em 2019 – e reconhecida pela 12ª edição na categoria Produtos Lácteos. (Guialat)

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Porto Alegre, 19 de abril de 2022                                                            Ano 16 - N° 3.623


Prestação de contas e programação do Fórum Estadual da Febre Aftosa são pauta de Assembleia do Fundesa-RS
 
Com receita de R$ 5,3 milhões no primeiro trimestre de 2022, o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul superou R$ 108 milhões. A saída de recursos, utilizados para indenizações e investimentos, foi de R$ 2,1 milhões. Do total da aplicação de recursos, mais de R$ 1,5 milhão foi para o pagamento de indenizações a produtores da pecuária leiteira nos três primeiros meses do ano.
 
Os números foram avaliados e aprovados durante assembleia geral do Conselho Deliberativo do Fundo, na tarde desta segunda-feira (18). A cada três meses a direção do Fundesa apresenta a prestação de contas aos conselheiros e remete o documento às autoridades estaduais. Os recursos que compõem o fundo são divididos por cadeias – de corte, leite, aves e suínos – e a disponibilidade é proporcional à arrecadação e cada segmento.
 
Fórum será em maio
Além da apresentação dos números e prestação de contas, a assembleia deliberou sobre o próximo evento de sanidade animal no estado. Ficou definido para o dia 18 de maio, durante a programação da Fenasul, a realização o Fórum Estadual da Febre Aftosa, que será coordenado pelo Fundesa e apoiado pelas entidades que compõem o Grupo Gestor do PNEFA no Rio Grande do Sul, incluindo o Serviço Veterinário Oficial no RS.
 
O tema principal será a biosseguridade. “Com o avanço de status para área livre de Febre Aftosa sem Vacinação, o setor produtivo precisa estar alerta e reconhecer todos os riscos existentes, para tomar medidas preventivas. É na propriedade que se dá os primeiros passos para manter uma doença longe”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber. Na reunião, os conselheiros também pontuaram as ameaças existentes em outras cadeias, como a Influenza aviária e a Peste Suína Africana, que não chegaram ao Brasil, mas que demandam muitos cuidados.
 
A pauta final ainda está em definição, mas deverá contar com a atualizações sobre os avanços do serviço veterinário oficial em relação ao tema, e também a participação do setor privado na manutenção do status sanitário. (Fundesa)

Global dairy trade - GDT



Fonte: GDT adaptado Sindilat/RS





Olhando para o futuro, Languiru disponibiliza bolsas de estudos de até 50%

Cooperativa auxilia estudantes em cursos técnicos, graduação e pós-graduação
“Eu sou feliz demais aqui em casa e gosto de trabalhar com as vacas, o que hoje é mais fácil que no tempo dos meus avós”, afirma o jovem Marlon Franciel Schröer (22). Ele reside com a família em Linha Morgenland, município de Teutônia, onde produzem leite e aves para a Languiru. O pai e o avô são associados, o mais “experiente” desde os anos 80. Na condição de dependente de associado, Marlon usufruiu de bolsa de estudos concedida pela Cooperativa e, entre 2019 e 2021, cursou Técnico em Agropecuária no Colégio Teutônia.

A qualificação levou em consideração a necessidade de sucessão na propriedade. “Sempre pensei em continuar na atividade, especialmente a produção de leite. O curso técnico é muito útil para o dia a dia, mostrando novas tecnologias, detalhes quanto à nutrição do rebanho e melhor aproveitamento das instalações”, avalia o jovem, que planeja investir em infraestrutura para incremento da produção.

O Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) avaliou o desempenho do free stall na propriedade (galpão de confinamento com camas individuais, corredores de acesso e áreas de trato dos animais). “Foi possível concluir que o investimento é válido, refletindo no conforto dos animais, tendo como resultado o aumento da produção leiteira”, revela.

Apoio
A família sempre apoiou a ideia de que ele permanecesse no campo. “Vou atrás de outros aprimoramentos, além de participar de cursos promovidos pela própria Languiru relacionados à sucessão e gestão da propriedade. Meus pais dependem dessas atividades e, sem aumento da produção, acabaríamos ficando para trás”, revela Marlon, que pretende se associar à Languiru em breve.

Ele valoriza o programa de bolsas de estudos da Cooperativa. “É muito importante contar com esse apoio para buscar a qualificação técnica. Além de auxiliar no que diz respeito a custos, incentiva o produtor a buscar algo novo e trazer para a propriedade, contribuindo para o processo de sucessão familiar”, conclui.

Futuro agrônomo
Geferson Adriano Brackmann (23) planeja a conclusão da graduação em Agronomia na Universidade de Passo Fundo (UPF) em 2023. Atento ao mercado de trabalho, busca a profissionalização para poder auxiliar os produtores rurais e apresentar novas soluções. “Desde a infância convivi com essa realidade no campo, sempre acompanhei a família nos trabalhos da propriedade”, comenta, já projetando a realização do estágio em alguma empresa do ramo para agregar conhecimento. “A expectativa, num primeiro momento, é passar um tempo fora da propriedade ou até mesmo fora do Estado, em busca de novas alternativas, mecanismos para a produção, ter uma visão diferente do cenário agrícola que é vivido na nossa região”, exemplifica.

O jovem, associado à Languiru com produção de leite desde 2016, reside com a família em Linha Germano, município de Teutônia, embora no período da faculdade esteja morando em Passo Fundo. Na propriedade também há produção de aves e suínos para a Cooperativa.

Fortalecimento do campo
Ele avalia como muito positivo o benefício de bolsas de estudos da Languiru. “É algo que os associados podem usar na busca por conhecimento técnico, visando o retorno e desenvolvimento da propriedade. Sem dúvida pode tornar possível e viável a realização de uma faculdade”, avalia Geferson.

Como acessar
A Cooperativa possui regimento interno específico que versa sobre assistência educacional com bolsas de estudos para associados, dependentes e empregados. O benefício contempla cursos técnicos, graduação e pós-graduação. A solicitação deve ser encaminhada junto ao Departamento Técnico da Languiru (quadro social) e Recursos Humanos (empregados).

O benefício é de 40% do custo da mensalidade para graduação ou pós-graduação; e de 50% para curso técnico. “A Languiru incentiva a qualificação de seus associados e empregados, e nisso se enquadram a formação técnica ou ensino superior. Além de estimular a permanência dos jovens no campo e a sucessão familiar nas propriedades, também focamos na formação de novas lideranças na Cooperativa”, avalia o presidente Dirceu Bayer.

O programa é direcionado exclusivamente a associados, seus dependentes que atuam na produção e empregados, que passam por processo seletivo. O curso escolhido deve ter relação com os processos de produção da Languiru.

Mais informações podem ser obtidas junto ao Departamento Técnico pelos fones 0800-645-3062 e (51) 3762-5647 ou WhatsApp (51) 99678-4176; e no Setor de Recursos Humanos, fone (51) 3762-5600, ramal 5764, ou e-mail graciela.rosa@languiru.br. (Cooperativa Languiru)

Jogo Rápido 

Busca por seguro aquecida no país
A demanda por seguro rural ao longo de 2021 atingiu níveis recordes no país. Conforme divulgou o Ministério da Agricultura, mais de 217 mil apólices foram contratadas pelos produtores no ano passado. O dado consta no relatório do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Ao todo, foram aplicados R$ 1,18 bilhão em subvenção ao prêmio do seguro rural, permitindo a contratação de 217.934 apólices. Somando todas as regiões, o montante representa cerca de 14 milhões de hectares segurados e valor total de R$ 68,3 bilhões. (Zero Hora)

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Porto Alegre, 18 de abril de 2022                                                         Ano 16 - N° 3.623


Audiência pública sobre a competitividade no setor lácteo é remarcada para 27 de abril  
 
Aprovada pelas Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo e Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo, visa tratar da carga tributária desigual vivida pelo segmento e agravada com a implementação do Fator de Ajuste de Fruição (FAF). A audiência ocorrerá a partir das 10h, no 3º andar da Assembleia Legislativa, e terá transmissão ao vivo pelo canal da ALRS. A pauta foi proposta pelo deputado Zé Nunes.
 
Secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini, defende que medidas sejam tomadas pelo governo para que o RS deixe de ficar atrás de outros estados no que diz respeito à competitividade do setor lácteo. “Temos batido nessa tecla há anos e o governo ainda não tomou nenhuma medida efetiva para que essa situação mude. Enquanto isso, temos visto produtores abandonarem a atividade, e o RS perder competitividade em relação a estados como Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais”, destaca. Segundo ele, 60% do leite produzido no RS precisa ser escoado, sendo assim, é preciso que não somente se expanda a competitividade em solo gaúcho, mas que se viabilize vendas junto a pólos consumidores, como São Paulo e Rio de Janeiro.
 
O presidente da Comissão de Agricultura, deputado Adolfo Brito, destaca a importância da realização de uma audiência pública, para que se amplie o debate, e reforça, ainda, que a Comissão é o ambiente para unir forças e se trabalhar em conjunto com as principais lideranças do setor. Neste sentido, é aguardada uma agenda com o governador do RS, Ranolfo Vieira Júnior, para que seja possível compor um melhor cenário ao setor produtivo do leite em função das recentes alterações tributárias. (Fonte: Assessoria de imprensa Sindilat/RS)  

Com 110 anos e 47 tipos de queijo, cooperativa investe R$ 15 milhões para produzir mais
 
A operação atual conta com sete indústrias, sete centrais de distribuição e 28 lojas
 
No ano em que comemora os 110 anos, a Cooperativa Santa Clara está expandindo negócios. A operação atual tem sete indústrias, sete centrais de distribuição e 28 lojas. À coluna, o diretor Alexandre Guerra antecipou que a capacidade de armazenamento e, por consequência, de produção será ampliada com R$ 15 milhões de investimento ao longo de 2022, que serão aplicados nas unidades de Getúlio Vargas, Casca e Carlos Barbosa, onde fica a sede e será feito o maior aporte. 
 
- Vamos aproveitar a capacidade instalada que temos - explicou em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.  
 
Atualmente, são 47 tipos de queijos. Só em Carlos Barbosa, a empresa vai ampliar em 50% a capacidade de armazenamento e maturação de tipos especiais e em 25% de derivados lácteos. A Santa Clara produziu 5.644 toneladas de queijos em 2021, 23,18% mais do que no ano anterior. Sobre o preço do leite, que está subindo com força devido aos custos de produção, o executivo não vê perspectivas de queda. 
Atualmente, a planta localizada em Carlos Barbosa faz queijos nobres, derivados lácteos e leites pasteurizados; a de Casca é voltada para o leite longa vida; e a de Getúlio Vargas faz queijos e derivados. Além de laticínios, a Santa Clara tem frigorífico de carne suína, duas fábricas de rações, cozinha industrial e varejo, com 12 supermercados, 14 mercados agropecuários e duas farmácias. 
 
A história da cooperativa começou em 1912, da união de 32 imigrantes moradores de Carlos Barbosa. Conta com 2,5 mil produtores em atividade em 135 municípios gaúchos. São 2,2 mil funcionários.  Ouça a entrevista com Alexandre Guerra, da Cooperativa Santa Clara, clicando aqui. (Zero Hora)





É permitido demitir por WhatsApp? O que diz a lei
 
Há, em muitos RHs, a dúvida sobre ser ou não permitido uma empresa ou patrão demitir colaboradores por meio do WhatsApp. O fato é que nossa legislação trabalhista não diz como o processo de demissão deve tramitar entre empresa e colaborador. A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) prevê, no artigo 487, que, não havendo prazo estipulado para a duração do contrato de trabalho, a parte que quiser rescindi-lo sem justo motivo deverá avisar a outra de sua decisão com antecedência mínima de 30 dias.
 
Porém, nada é dito sobre a forma como isso deve ser feito, se pessoalmente, por telefone, por carta ou qualquer outro meio. A lei apenas deixa claro que a demissão deve ser formalizada, com a devida anotação do fim do contrato na Carteira Profissional, a comunicação aos órgãos competentes e o pagamento das verbas rescisórias.
 
Há, entre os especialistas, o consenso de que o ideal é a comunicação de demissão ser feita pessoalmente, com respeito e formalidade, independentemente do grau hierárquico do colaborador. No entanto, isso não impede que o empregador se utilize de outras ferramentas de comunicação. Devemos lembrar que, de certa forma, é comum a dispensa por telefone ou mesmo por carta. Então, por que seria proibido se utilizar do WhatsApp?
 
A polêmica existe mais pelas circunstâncias e pela maneira como algumas dispensas ocorrem do que em função do canal utilizado. Recentemente, em Campinas, no interior de São Paulo, uma empregada doméstica foi acusada de ato ilícito e demitida através do aplicativo de mensagens. A 6ª turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) deu ganho de causa à empregada porque a circunstância exigia um tratamento diferente e não a dispensa por WhatsApp. Em outra situação, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª região, ao contrário do caso da empregada, confirmou a validade da dispensa de uma professora, também feita por intermédio do aplicativo.
 
Ações desse tipo começaram a aumentar na Justiça do Trabalho de 2020 para cá com a adoção do home office, por causa da pandemia de coronavírus. O distanciamento levou muitas empresas a adotarem a ferramenta para essa finalidade. Ainda não há números consolidados de 2021 especificamente, mas um levantamento feito pela plataforma Data Lawyer Insights mostrou que, entre novembro de 2019 e o mesmo mês de 2020, o volume de processos em função desse problema foi de 49.988 ações, aumento de 115% na comparação com igual período imediatamente anterior (entre novembro de 2018 e 2019).
 
Apesar de haver decisões contrárias e favoráveis conforme quem julga ou qual a instância em que o processo se encontra, a verdade é que o WhatsApp é uma ferramenta de comunicação. Por este motivo, a Justiça do Trabalho aceita as comunicações de demissão registradas nesse aplicativo. Entretanto, as empresas devem cuidar para evitar constrangimentos, como o caso da empregada citado acima e, assim, evitar ações reivindicando indenização por danos morais. Estamos falando de um momento que as empresas devem cuidar para o procedimento não ser traumático para ambas as partes. Portanto, as companhias devem lidar com o máximo de respeito e imparcialidade, por mais que a relação com o colaborador esteja desgastada.
 
Caso não haja outras ferramentas para fazer a comunicação da demissão, por exemplo, por videoconferência com a presença do gestor do colaborador a ser demitido e o representante do RH, ao enviar a mensagem é preciso muita atenção, pois ela somente será válida se houver a confirmação de que foi recebida pelo funcionário.
 
Avançada a fase de comunicação da demissão, a legislação exige que os pagamentos das verbas sejam feitos em até 10 dias, inclusive os documentos de rescisão do contrato podem ser enviados de forma eletrônica, dispensando o funcionário de comparecer na empresa para essa finalidade.
 
Resumindo, a comunicação de demissão por WhatsApp é permitida pela Justiça do Trabalho, mas, em qualquer fase do processo de demissão, deve-se cuidar para que não haja ofensa ou constrangimento ao trabalhador, principalmente à sua dignidade, caso contrário este terá direito a indenização por dano moral. Procure orientação jurídica especializada em caso de dúvidas. (Fonte: Consultor Jurídico - Por Bruna Degani)

Jogo Rápido 

 Tempo seco no RS nos próximos sete dias
A próxima semana terá tempo seco e temperaturas amenas no Rio Grande do Sul. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 15/2022, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a Emater/RS-Ascar e o Irga. Entre a segunda (18) e quarta-feira (20), o tempo permanecerá seco e o ingresso de ar mais quente favorecerá a gradativa elevação da temperatura em todo Estado. Não há previsão de chuva na maior parte do Estado e somente na Região Metropolitana, Litoral Norte, Serra do Nordeste e nos Campos de Cima da Serra poderão ser registrados volumes inferiores a 5 mm em alguns municípios. Veja aqui o Boletim Integrado Agrometeorológico 15-2022. (SEAPDR)

 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 14 de abril de 2022                                                            Ano 16 - N° 3.639


Logística e escoamento da produção

A necessidade de investir em melhorias da infraestrutura logística e as alternativas para ampliar o escoamento da produção no Rio Grande do Sul foram alguns dos temas discutidos ontem durante o evento da Tá na Mesa, da Federasul, na Capital. Na esteira das concessões de portos e rodovias promovidas pelos governos federal e estadual, especialistas destacaram a importância do complexo portuário no Estado, especialmente do Porto de Rio Grande.

Com o tema “O papel dos portos do RS no desenvolvimento do Estado”, o diretor superintendente dos Portos RS, Fernando Estima, explicou que o país passa por uma série de reavaliações e de processos de concessão de portos. “Os portos que estavam sob a responsabilidade da União é que não vinham dando a resposta adequada, diferente do Rio Grande do Sul, que é pioneiro também na questão das concessões”, pontuou. Ao destacar que o Estado “já fez sua lição de casa”, Estima explicou que no complexo portuário do Rio Grande do Sul, 17 terminais são privados. “Temos 5 que são concessões de longo prazo.”

Conforme Estima, em 2021, o RS obteve o melhor resultado acumulado da história, com 47,6 milhões de toneladas transportadas nos três portos: Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas. É um aumento de 19,37% em relação a 2020.

Para o presidente da CCGL e do Complexo Portuário Termasa-Tergrasa, Caio Cézar Fernandez Vianna, o comércio, a indústria e a agricultura dependem “muito fortemente” das infraestruturas de logística. O presidente da Federasul, Anderson Trautman Cardoso, afirmou que a metade sul do Estado vive um “momento especial’ por conta dos investimentos no Porto de Rio Grande. Ele destacou, porém, que ainda há muito a ser feito para melhorar o escoamento de cargas e produtos no RS. (Correio do Povo)


UE - Mercado de carne e de leite: previsões da Comissão Europeia para 2022

A Comissão Europeia (CE) divulgou um relatório sobre as perspectivas para os mercados agrícolas da União Europeia (UE) em 2022, em particular para os mercados de carne e de leite.

Sem surpresa, ela espera que a produção de carne bovina caia (-0,9%) no bloco comunitário, sobretudo em razão da queda estrutural do setor, e isto “apesar dos preços elevados” e de uma “demanda crescente”.

De acordo com o parecer da CE, haverá leve aumento das exportações da UE graças aos recentes acordos comerciais (Japão, Mercosul e CETA), mas limitadas pela pouca oferta interna e pelos “atritos comerciais com o Reino Unido”.

“A queda na captação de leite deverá continuar no primeiro semestre” Apesar da alta histórica do preço do leite ao produtor, a produção total da UE caiu (-0,4%) em 2021, pela primeira vez desde 2009. De fato “o alto custo de produção enfraqueceu o crescimento da produção de leite e foi iniciada uma redução do rebanho mais forte do que a prevista (-1,5%)”.

E a baixa captação de leite na UE deverá continuar pelo menos até o final de 2022, segundo a CE “antes de começar uma leve recuperação no final do ano”. O rebanho leiteiro poderá diminuir ainda mais 1%. A alta do preço ao consumidor chegou aos produtos lácteos, provocada pelos custos elevados de insumos e por uma “fraca oferta mundial”.

A produção de queijo e de soro na UE continuará crescendo, impulsionada pelo aumento da demanda na UE e de exportação, enquanto a demanda por leite em pó será reduzida “sendo substituída por proteínas mais baratas”. (Fonte: Agri Mutuel – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Chile – A queda da produção de leite no 1º trimestre de 2022 está sendo avaliada em 5,6%

A Federação Nacional dos Produtores de Leite (Fedelche) da região de Los Lagos, estimou que a queda da produção de leite foi de 5,6%, entre janeiro e fevereiro de 2022, tendência que deve se manter no resto do ano, diante da alta nos preços dos fertilizantes que estão afetando diretamente a atividade.

Em entrevista à Radio Bio Bio, o presidente da FEDELECHE, Marco Winkler, disse que apesar do bom clima de março, com chuvas e boas temperaturas ques fazem crescer os pastos, não haverá reversão da queda dos primeiros meses do ano, levando em consideração que somente em janeiro, a redução foi de 10%, um resultado preocupante.

“É um resultado muito ruim, que também foi consequência de problemas climáticos, seguido por custos elevados, e que lamentavelmente não poderá ser revertido”, disse Winkler.

Tema sensível é o aumento nos custos de fertilizantes que mudaram o planejamento dos plantios, como o milho que é fundamental.

“Existe um ponto importante ligado à produção de leite, que é o plantio de milho, algo fundamental para os agricultores e que impacta muito fortemente na produção de leite, porque se chegamos no momento de plantar e não tem como, isso irá repercutir, muitíssimo, na produção de leite”, explicou o presidente da federação.

Em relação aos preços, acrescentou que o leite subirá sistematicamente nos últimos meses, sem alcançar o nível dos custos, assumindo que no quadro atual, o custo médio está variando entre 385 e 390 pessoas por litro. Vale lembrar que a região dos Los Lagos é responsável por 50% da produção chilena de leite. (Fonte: Mundo Agropecuario – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Jogo Rápido 

Secretário-executivo do Sindilat fala sobre alta no preço do leite em jornais da RBSTV
O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini, falou sobre a alta no preço do leite no Bom Dia Rio Grande e no Jornal do Almoço, programas da RBSTV, nesta quarta-feira (13/04). Em Porto Alegre (RS), o aumento no preço do leite foi de 9,84% em março, conforme o Dieese. Nos últimos 12 meses, a alta chega a 19,41%, o que é explicado pela elevação dos custos da indústria. "2021 foi um ano bem atípico em questão de custos e 2022 continua sendo", explicou Palharini, ressaltando os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia no agronegócio. O dirigente também discorreu sobre o assunto em entrevista à Rádio Uirapuru, de Passo Fundo (RS).
Confira as entrevistas em:
(Assessoria de Imprensa Sindilat/RBS TV)

 
 
 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 13 de abril de 2022                                                            Ano 16 - N° 3.638


Audiência pública sobre a competitividade no setor lácteo é remarcada para 27 de abril  
 

Aprovada pelas Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo e Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo, visa tratar da carga tributária desigual vivida pelo segmento e agravada com a implementação do Fator de Ajuste de Fruição (FAF). A audiência ocorrerá a partir das 10h, no 3º andar da Assembleia Legislativa, e terá transmissão ao vivo pelo canal da ALRS. A pauta foi proposta pelo deputado Zé Nunes.

Secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini, defende que medidas sejam tomadas pelo governo para que o RS deixe de ficar atrás de outros estados no que diz respeito à competitividade do setor lácteo. “Temos batido nessa tecla há anos e o governo ainda não tomou nenhuma medida efetiva para que essa situação mude. Enquanto isso, temos visto produtores abandonarem a atividade, e o RS perder competitividade em relação a estados como Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais”, destaca. Segundo ele, 60% do leite produzido no RS precisa ser escoado, sendo assim, é preciso que não somente se expanda a competitividade em solo gaúcho, mas que se viabilize vendas junto a pólos consumidores, como São Paulo e Rio de Janeiro.

O presidente da Comissão de Agricultura, deputado Adolfo Brito, destaca a importância da realização de uma audiência pública, para que se amplie o debate, e reforça, ainda, que a Comissão é o ambiente para unir forças e se trabalhar em conjunto com as principais lideranças do setor. Neste sentido, é aguardada uma agenda com o governador do RS, Ranolfo Vieira Júnior, para que seja possível compor um melhor cenário ao setor produtivo do leite em função das recentes alterações tributárias. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)  


Custos e estiagem elevam preço do leite
 
Um dos principais itens na lista de compra dos brasileiros, o leite apresenta aumento de preço expressivo na região metropolitana de Porto Alegre. No acumulado de 12 meses fechados em março, o valor do tipo longa vida avançou 20,47%, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE. Em março, o produto apresentou alta de 14,06%. O item foi responsável pelo maior impacto dentro do grupo alimentação e bebidas no mês, segundo a unidade do IBGE no Rio Grande do Sul. Em ambos os recortes, o percentual está acima do índice geral do IPCA - em março, de 1,61%, e em 12 meses, de 11,30%. Pressão do preço dos insumos nos custos de produção e efeitos da estiagem estão entre os principais fatores que explicam esse movimento, segundo especialistas.
 
Consequentemente, a alta no preço do leite acaba respingando em produtos que têm esse item como base. Dentro do IPCA, leites e derivados apresentaram aumento de 12,66% em 12 meses. Esse segmento também teve variação mensal expressiva em março, de 7,33%. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat-RS), Darlan Palharini, afirma que existia defasagem nos preços desde o último trimestre de 2021.
 
O avanço expressivo em março ocorre diante do represamento do repasse ao consumidor e dos efeitos da falta de chuva que castigou a agropecuária gaúcha nos últimos meses, segundo o dirigente.
 
- Isso é efetivamente resultado do aumento dos insumos e da própria estiagem, porque houve também redução na produção. Aí entra aquela questão de oferta e procura, porque tem essa produção menor por causa da estiagem - explica Palharini.
 
Eugênio Zanetti, vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) e integrante do Conseleite, entidade que representa o setor, também destaca a questão da procura pelo produto. Zanetti afirma que março tradicionalmente costuma registrar maior busca pelo leite. Esse fato somado à produção afetada pela chuva insuficiente eleva o preço do alimento, segundo o executivo: - O mês de março tem a volta às aulas, que dá regularidade maior ao mercado e aumenta a procura e o consumo de lácteos.
 
Outro fator é que está faltando leite no mundo inteiro, o que causa tendência de alta nos produtos lácteos. Zanetti destaca que o aumento de preços não significa que os produtores estejam ganhando mais, mas sim uma recuperação após períodos de prejuízo.
 
Futuro
Olhando apenas a variação acumulada de 12 meses e do mês de março na Região Metropolitana, o leite perde em volume percentual para itens como cenoura, alface e tomate. No entanto, o leite é um dos itens principais da alimentação dentro dos lares, principalmente dos que contam com crianças no grupo familiar. Palharini afirma que a indústria tenta balancear o repasse ao consumidor com um valor que cubra os gastos de produção e mantenha o produto acessível. Para os próximos meses, ele estima possível estabilização nos preços:
 
- A gente acredita que o preço dos derivados, com esse aumento, deverá se manter. Até porque em maio e junho começa a safra. Se não vier geada antes do tempo, acredito que a gente consegue manter os custos sem ter esse repasse maior ao consumidor. Até porque a gente sabe que o poder aquisitivo do consumidor está muito baixo. (Zero Hora)
 

   

 
A produção de lácteos no Brasil é suficiente para atender o consumo?
 
Quando a pergunta é se a produção de lácteos no Brasil é suficiente para atender o consumo, a primeira vista a resposta parece ser sim, mas, uma análise mais criteriosa indica que provavelmente a resposta é não, abrindo a perspectiva de um significativo potencial de crescimento para o setor produtivo. Apesar de alguns países como Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Chile, Argentina e Japão estabelecerem recomendações de consumo de leite e/ou derivados, tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS), quanto a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), não estipulam quantidades mínimas específicas de consumo de alimentos por dia.
 
Segundo essas entidades, como os países possuem oferta de alimentos, condições socioeconômicas e práticas alimentares distintas, seria inadequado determinar diretrizes globais de alimentação, com a exceção de casos em que haja robusta evidência científica, como ocorre para algumas frutas e vegetais. No Brasil não há normativas específicas da quantidade diária mínima ou ideal de ingestão de leite e derivados. Entretanto, o próprio Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde, reconhece que esses produtos, presentes principalmente no café da manhã dos cidadãos, são fontes importantes de proteínas, cálcio, vitaminas entre outros; e que o seu consumo, de preferência minimamente processados, deve fazer parte de uma dieta saudável e balanceada.
 
No entanto, lamentavelmente o consumo de alimentos lácteos talvez não esteja acessível a toda a sociedade, em função da baixa renda de milhões de famílias. De acordo com o Anuário Leite de 2021, publicado pela Embrapa, apesar do país se destacar pela produção de leite, atingindo em 2020 produção (recorde) inspecionada de 25,53 bilhões de litros, desde 2014 o consumo de lácteos em domicílio ficou praticamente estagnado. Segundo o Relatório Anual de 2020, publicado pela a Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABLV), o consumo aparente per capita por dia de leite fluido (incluindo o leite em pó reconstituído) e produtos lácteos (sem considerar o leite fluido) é de 145 ml e 323 ml, respectivamente, totalizando 468 ml.
 
Ao se considerar os dados da FAO, a produção total de leite em 2020 no Brasil (inspecionado e não inspecionado) foi de 36 bilhões de litros. Se apenas a produção brasileira fosse utilizada para alimentar o país, o consumo aparente per capita por dia seria de 460 ml, o que está pouco abaixo do recomendado por alguns países. Noruega, Finlândia e África do Sul recomendam um consumo diário de produtos lácteos (incluindo leite fluido) para adultos equivalente a entre 500 a 750 ml por dia. Ademais, não se pode concluir apenas pelas médias, uma vez que o Brasil é um dos países com mais elevada desigualdade de renda do mundo. Ou seja, a média até pode ser adequada, mas, na prática, há muita gente consumindo bem menos do que um nível razoável.
 
Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as regiões Sul e Sudeste apresentam os maiores índices de consumo, em comparação com Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Além disso, de acordo com a Análise Mensal do Leite, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), desde maio de 2020 o preço de leite e derivados no atacado e no varejo vem aumentando. Em janeiro de 2022, o preço do litro de leite longa vida UHT nos atacados e nos varejos das cidades de São Paulo SP, Belo Horizonte MG, Goiânia GO e Porto Alegre RS variaram entre R$ 3,12 e R$ 4,15.
 
Dessa forma, o valor gasto para sustentar o consumo mensal aparente per capita de leite, nos padrões divulgados pela ABLV, de um cidadão adulto, pode variar de R$ 13,57 a R$ 18,05. Ainda segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017/2018, publicada pelo IBGE, a despesa média mensal com alimentação por pessoa por família foi de R$ 209,12, e que no grupo de pessoas em condições de insegurança alimentar esse valor foi de R$ 153,49.
 
Numericamente, o custo para se garantir o consumo de leite mensal parece razoável, porém tais valores eram referentes ao período anterior à pandemia de Covid-19. Desde então, a inflação vem mantendo-se em alta, acumulando aumento de 10,06% em 2021. Ademais, houve aumento da taxa de desemprego, chegando a 11,1% no quarto trimestre de 2021, o que contribui para a redução da capacidade de consumo de produtos lácteos no Brasil, principalmente pelas classes sociais C e D.
 
Finalmente, deve-se considerar o contingente de pessoas consideradas “pobres” e “extremamente pobres”. São conceitos do Banco Mundial e valem para todos os países. Uma pessoa “pobre” é aquela que vive com até US$ 5,50 por dia (equivalente a R$ 28/dia ou R$ 855/mês). Uma pessoa “extremamente pobre” é aquela que sobrevive com até US$ 1,90 por dia (equivalente a R$ 9,70/dia ou R$ 295/mês).
 
Segundo dados oficiais do IBGE para antes da pandemia (ano de 2019), o Brasil tinha aproximadamente 52 milhões de pessoas pobres e 14 milhões de pessoas extremamente pobres. É possível que esse enorme contingente tenha algum acesso ao leite fluido, mas não deve ter acesso a derivados como iogurtes e queijos.
 
Com uma boa margem de segurança podemos sugerir que essas pessoas não consomem uma quantidade minimamente satisfatória nem de leite e derivados, nem de outros tipos quaisquer de alimentos. Portanto, é imprescindível destacar que, apesar do evidente potencial para o crescimento do consumo interno, apenas o aumento bruto da produção de leite não reflete no aumento de sua acessibilidade à população. O crescimento produtivo deve ser acompanhado de aumento da renda dos consumidores, práticas sociais inclusivas, políticas e econômicas que aumentem o poder de compra.
 
Nesse aspecto, o Brasil pode avançar no combate à desnutrição com a contribuição da sua produção de lácteos. Além dos benefícios aos consumidores, obviamente haveria benefícios também para o segmento produtor (pecuaristas e laticínios). (Autores: Lucca Zanini e Augusto Hauber Gameiro/Milkpoint)
 

Jogo Rápido 

Brasil está avançando, diz Guedes  
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem que o Brasil está avançando bastante para o acesso do país à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo ele, o momento é de aumento do risco geopolítico e pressões protecionistas, com a invasão da Ucrânia pela Rússia. “A guerra atinge grãos, fertilizantes e petróleo. O Brasil não pode hesitar e está pronto para fazer o seu papel e contribuir para manter civilização no século XXI. Não podemos voltar ao passado de guerras físicas e interrupção dos fluxos de comércio e investimentos”, disse Guedes, ao participar de um evento no Ministério da Economia, com membros da OCDE e do governo do Reino Unido, que trata do novo sistema de preços de transferências para o Brasil. Conforme o ministro, o Brasil celebra um capítulo decisivo para o acesso à OCDE, e a Receita Federal trabalha há anos na convergência de um sistema de transferência de preços. “Queremos evitar dois extremos com esse novo sistema, que é a bitributação e a evasão fiscal. A convergência de transferência de preços evita bitributação que impede investimentos”, frisou. (Correio do Povo)