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29/09/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  29 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.510


Descompasso nos custos e preços do leite

O valor de referência do litro de leite – usado pelas indústrias para pagamento aos produtores – está projetado em R$ 1,7009 para setembro, informou ontem o Conseleite. Calculado com base nos primeiros 10 dias do mês, o indicador mostra uma redução de 1,97% em relação ao preço consolidado de agosto, de R$ 1,7351. Segundo o coordenador do Conseleite, Alexandre Guerra, o valor reflete a queda do consumo de leite e derivados, com a perda de poder aquisitivo da população desde o início da pandemia da Covid-19. “Os produtos perderam a força de venda, o que acabou achatando os preços”, avalia.

Responsável pelo levantamento mensal do Conseleite, o professor Marco Antonio Montoya, da Universidade de Passo Fundo, observa que o leite vem se valorizando na série histórica. Mas, ao mesmo tempo, os custos de produção superam a inflação. “Está se tornando muito caro produzir leite, tanto no campo quanto na indústria”, afirma. No campo, o aumento dos custos é puxado pelos gastos com rações e insumos. De janeiro a agosto de 2021, somente os fertilizantes subiram 60%, destaca o assessor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Kaliton Prestes.

O vice-presidente da Fetag, Eugênio Zanetti, diz que, enquanto a tendência é de estabilidade nos valores de referência do leite, os custos em alta desestimulam os produtores, e lembra que, em seis anos, 52% deles desistiram da atividade. Para o Sindicato da Indústria de Laticínios, a tendência do momento é de baixa. “As empresas tentaram repassar custos, mas como não existe alternativa de insumos mais baratos, precisam rever os preços ao produtor”, analisa o secretário-executivo, Darlan Palharini. “Não há como manter o valor do leite nesse patamar.” (Correio do Povo)


Uruguai – O presidente do Inale explicou porque produz mais leite com menos produtores

Os níveis de captação de leite continuam aumentando, e isso para o presidente do Instituto Nacional do Leite (Inale), Juan Daniel Vago, pressupõe um cenário muito positivo, mas o fechamento de fazendas leiteiras continua e isso para ele é “um problema de muitos fatores”, e vai de mãos dadas com a forma como os produtores passaram “os últimos cinco anos em cenários adversos para os lácteos”. Segundo os últimos dados do Inale, em agosto deste ano, os produtores entregaram 5,3% mais leite para as indústrias do que em agosto de 2020, chegando aos 208,8 milhões de litros.

O aumento da captação, explicou Vago, se dá principalmente pelas condições climáticas favoráveis que ajudam no crescimento das pastagens; os “bons preços que começaram a receber”; e as boas perspectivas para 2022, fazendo com que alguns produtores decidam investir mais em insumos, ainda que cautelosamente, porque os custos também aumentaram.

Os que resistiram e os que não

Mas, ao mesmo tempo, o fechamento de fazendas leiteiras se acentuou este ano. O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Leite (ANPL), Walter Frisch, destacou ao Observador que segundo os registros do Fundo de Financiamento da Atividade Leiteira (FFAL) durante 2021 fechou uma fazenda leiteira a cada 96 horas; de janeiro até junho foram 44 propriedades. E isso, para Vago se explica porque dentro do setor “existem diferentes cenários”. “Existem produtores que resistiram aos cinco anos ruins e agora estão crescendo. Existe um intermediário que passou muito mal e agora está patinando. São os que devem ser empurrados. E existe um terceiro grupo que praticamente não resistiu e isso se dá em todos os estratos: produtores pequenos, médios e grandes”, explicou.

Segundo ressaltou, os últimos foram “cinco anos lapidados” e a situação, na qual “muitos ficaram pelo caminho”, pode ser revertida com previsibilidade, políticas públicas claras, apoio e um desenvolvimento rural sustentável. Nesse sentido, destacou a criação do Sistema Nacional de Inovação e Desenvolvimento Rural (Snider), do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca; e afirmou que inovação e desenvolvimento rural sustentável são dois conceitos chaves para o setor lácteo.

Sustentabilidade: a produção em 15 anos

“É preciso trabalhar nas mudanças com visão em inovações, para que se adote tecnologias, processos e investimentos”, mencionou e ressaltou que, por exemplo, os créditos de longo prazo permitem pensar no que se pode ir avançando em melhorias para a produção. “Em um cenário de poucos recursos é preciso ter muito diálogo, máxima articulação e utilizar bem os poucos recursos que chegam diretamente ao produtor com o mínimo de intermediação possível”, afirmou Vago. Para ele, caminhar para uma produção que seja sustentável ao nível “social, econômico e ambiental” é fundamental para o desenvolvimento do setor, e que a busca do valor agregado dos produtos ocorra vinculada com a produção e o cuidado com o meio ambiente.

Para os próximos 15 anos ele vê o setor lácteo com otimismo e uma das coisas que disse nesse sentido é que é possível pensar em produzir 50% mais leite, “é cientificamente provado”, com a participação dos jovens e a incorporação de mais tecnologia. “Olhando para os próximos 15 anos, fazendo prospecção e envolvendo os jovens temos vantagens comparativas muito grande nos mercados. A inserção internacional é fundamental e vemos como auspiciosa, porque existe demanda mundial por proteína. Creio que como pais devemos trabalhar para tornar as coisas sustentáveis e certificá-las para buscar mercados”, concluiu. (Fonte: El Observador – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Custo da energia é desafio global

Assim como no Brasil, o preço da energia dispara em outras partes do mundo puxado por um cenário que envolve, entre outros fatores, dificuldades para atender à demanda, medidas de restrição ao uso de combustíveis fósseis e cotações em alta do carvão e do gás natural. As maiores economias do planeta começam a sentir os impactos. A China, por exemplo, já está em um momento em que o racionamento de luz paralisa fábricas por todo o país. Na Europa os preços de referência para o gás natural aumentaram 500% em seis meses e seguem subindo, de acordo com matéria publicada no site da Metsul. A Agência Internacional de Energia (AIE) identifica uma série de fatores por trás desse encarecimento.

Do lado da demanda, aumentou o uso de gás a partir da recuperação econômica global ocorrida depois das paralisações por causa da pandemia. Os estoques também ficaram baixos após o longo inverno, o que levou os moradores da região a aquecerem mais as suas casas. Especialistas em energia destacam duas razões para o aumento da luz: um aumento de 80% este ano nos preços das licenças de emissão de carbono, à medida que a União Europeia aumenta ambições climáticas para 2030, e os efeitos indiretos do carvão e do gás mais caros usados para gerar energia.

A situação pode piorar ainda mais com o inverno chegando neste final de ano. Os estoques de gás nas instalações de armazenamento europeias estão em níveis historicamente baixos para esta época do ano. Os fluxos de gasodutos da Rússia e da Noruega têm sido limitados. A AIE alertou também que o mercado europeu de gás “pode muito bem enfrentar mais testes de estresse de interrupções não planejadas sob fortes períodos de frio, especialmente se ocorrerem no final do inverno”. (Correio do Povo)


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