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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 09 de setembro de 2022                                                   Ano 16 - N° 3.739


Produção mundial de leite continuou tendência de queda em junho

O Agriculture and Horticulture Development Board (AHDB), do Reino Unido, publicou dados sobre a produção mundial de leite, incluindo UE-27, Reino Unido, Argentina, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos que, juntos, representam mais de 65% da produção global de leite e cerca de 80% das exportações globais de produtos lácteos.
 
A produção global de leite em junho continuou a tendência de déficit do ano, com entregas nos principais países produtores com queda de 0,6% no ano. Para junho, as entregas médias diárias foram de 781,8 milhões de litros por dia, 4,8 milhões de litros a menos em relação ao ano passado.
 
O Reino Unido viu uma queda de 1,0 milhão de litros por dia, equivalendo a 2,3% menos leite sendo produzido por dia, em média. A Argentina e a Austrália também registraram quedas, com destaque para a Austrália com queda média de 1,9 milhão de litros por dia, uma queda de 9,2% na produção.
 
Os Estados Unidos tiveram uma leve queda nas entregas médias diárias, de 0,2 milhão de litros por dia, representando uma redução de 0,1% na produção.
 
Junho é um mês de baixa produção para a Nova Zelândia. As entregas diárias permaneceram consistentes com os níveis observados no ano passado, com 7,6 milhões de litros produzidos por dia.

Na UE-27, a produção nas principais regiões da Alemanha, Irlanda, França e Espanha caiu em relação a junho de 2021, com o crescimento na Holanda, Bélgica e Polônia ajudando a compensar as quedas. No geral, as entregas diárias médias para a UE-27 caíram 0,4% (43,8 milhões de litros).


 
As tendências na oferta global de leite impactam nos preços. As entregas nas seis principais regiões exportadoras são rastreadas para fornecer uma visão geral dos atuais níveis de produção e tendências no fornecimento global de leite. (As informações são da AHDB, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)


IBGE: primeiro semestre fecha com forte queda na captação de leite - PARTE 2

Um fator que contribuiu para este cenário foi o recuo da rentabilidade ao produtor, desde o 4º trimestre de 2021 até o 1º trimestre de 2022, avaliado pelo indicador RMCR (Receita Menos Custo de Ração), impulsionado pelo aumento nos custos de produção, nos meses analisados em questão.
 
Gráfico 1. Receita Menos Custo de Ração (RMCR)

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado.
 
Esse período mais desafiador para o produtor de leite, a partir do segundo semestre de 2021, desestimulou à produção nos meses iniciais de 2022, com grande número de produtores saindo da atividade e com os remanescentes menos incentivados a investirem em seus negócios. Além disso, nesse mesmo período, a conjuntura econômica, com aumento da inflação aos consumidores, queda no rendimento das famílias e diminuição da intenção de consumo - comprometeu fortemente o poder de compra da população entre 2020 e início de 2022, impedindo aumento dos preços dos lácteos (e consequentemente do leite matéria-prima) na mesma proporção da elevação dos custos de produção.
 
Gráfico 2. Intenção de Consumo das Famílias (Fecomércio-SP).

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados do IBGE. 
 
Em contrapartida, nos últimos meses, fatores econômicos estão passando por um cenário mais favorável. Como vemos no gráfico anterior, o índice de Intenção do Consumo das Famílias vem se elevando, o que demonstra uma reação por parte da demanda. A taxa de desemprego atingiu o menor patamar dos últimos anos. E o Rendimento Médio das Famílias voltou a crescer. Caso essa recuperação se concretize e persista, refletindo no mercado, também pode favorecer a cadeia produtiva leiteira no 2º semestre.
 
Além disso, nos últimos meses, vimos um cenário mais favorável à produção de leite, com o preço do leite e rentabilidade do produtor atingindo patamares recordes. Dessa forma, esse recente momento mais positivo, deve refletir em melhora na produção para a segunda metade do ano. Um ponto de atenção para os próximos meses é a persistência do La Niña, que comprometeu a produção ao final de 2021, e pode persistir, pela terceira vez consecutiva, ao final deste ano, podendo causar prejuízos às produções.
 
Gráfico 3. Probabilidade de ocorrência dos fenômenos ENOS (atualizado em 06/09/2022).

Fonte: NOAA, 2022.

Sendo assim, a primeira metade de 2022 apresenta resultado ruim para oferta de leite, com uma disponibilidade prejudicada, refletindo um cenário difícil enfrentando desde 2021.
 
Para a segunda metade do ano, a expectativa ainda é de uma oferta menor que nos anteriores, mas, “menos pior” do que a observada para o primeiro semestre – tanto devido aos estímulos recentes à produção, como aumento dos preços do leite; como também, devido a base comparativa do segundo semestre de 2021 ser menor (o segundo semestre de 2021 já foi abaixo dos anos anteriores).
 
(Observação: em cada divulgação o IBGE revisa os dados divulgados para os períodos anteriores, podendo ocorrer pequenas mudanças nos números. Nesta pesquisa, por exemplo, o IBGE apontava queda de 10,3% na captação do 1º trimestre. Após revisão e na divulgação atual, a variação apontada é de -9,9%). (Fonte: Milkpoint Mercado)
 

Piracanjuba anuncia novo vice-presidente

A Piracanjuba, marca da Laticínios Bela Vista, anunciou hoje que o diretor comercial Luiz Cláudio Lorenzo assumirá a vice-presidência da companhia, reportando-se aos superintendentes Cesar e Marcos Helou. O executivo tem mais de 27 anos de experiência no segmento de alimentos e bebidas e está na Piracanjuba desde 2008. 

Em nota, a empresa, que no ano passado teve receita operacional líquida de R$ 6,5 bilhões, 12,3% maior que a de 2020, disse que a mudança faz parte de seu processo de estruturação e profissionalização. “Meu novo desafio é fortalecer ainda mais a missão do Laticínios Bela Vista, prezando sempre pela qualidade dos produtos, pela satisfação do consumidor e especialmente, valorizando e desenvolvendo o potencial humano”, diz o executivo, em nota.

A reestruturação no comando da companhia ocorre em um dos momentos mais desafiadores dos últimos anos para o setor, que sente os efeitos do cenário macroeconômico adverso, entre eles o aumento dos custos de produção e a dificuldade de repasse de preços ao consumidor. Os estabelecimentos sob inspeção sanitária federal, estadual ou municipal captaram 5,4 bilhões de litros de leite cru no segundo trimestre deste ano, volume 7,6% menor que o do mesmo período do ano passado. Esse foi o pior segundo trimestre na captação de leite cru desde 2016, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Valor Econômico)


Jogo Rápido 

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 35/2022 – SEAPDR
A próxima semana novamente vai alternar dias com calor, chuva e frio no RS. Na quinta-feira (08), a presença de uma massa de ar quente manterá as temperaturas elevadas, com valores acima de 30°C em várias regiões, porém a aproximação de uma frente fria deverá provocar pancadas de chuva na Campanha e Zona Sul. Na sexta (09), o deslocamento da frente fria vai provocar chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais isolados. No sábado (10) e domingo (11), o ingresso de ar seco e frio manterá o tempo firme e provocará novo declínio das temperaturas, com formação de geadas ao amanhecer em diversas regiões. Entre a segunda (12) e quarta-feira (14), o ar frio perderá intensidade e as temperaturas permanecerão mais amenas, porém a presença de um cavado (baixa pressão alongada) manterá grande variação de nuvens, com possibilidade de chuvas fracas e isoladas, sobretudo nos setores Norte, Leste e Sul. Clique aqui e acesse os Boletins oficiais sobre clima e culturas elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Emater-RS e Irga. O documento conta com uma avaliação das condições meteorológicas da semana anterior, situação atualizada das culturas do período e a previsão meteorológica para a semana seguinte. (SEAPDR) 


 
 
 
 

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Porto Alegre, 08 de setembro de 2022                                                   Ano 16 - N° 3.738


O que podemos esperar para o próximo mês?

O cenário para os preços internacionais dos derivados lácteos segue baixista, frente aos entraves geopolíticos do mundo, como a persistência da política de tolerância zero contra a covid-19 na China e os riscos de recessão econômica mundial.

Nesta segunda-feira, segundo dados da Comissão Nacional de Saúde, da China, o país registrou 1.552 novos casos de covid-19, o que fez o país decretar lockdown para mais de 65 milhões de pessoas. As cidades de Chengdu, Taianjin e Shenzen foram afetadas pelas medidas. Desta forma, a política de controle sanitário está longe de ter um fim, e as novas medidas restritivas seguem impactando em um cenário baixista para os preços internacionais dos lácteos.

Impulsionando este cenário tem-se o risco de recessão econômica mundial, com novos dados norte-americanos trazendo um cenário pessimista para o mercado, como por exemplo a elevação da taxa de desemprego no país. Além disso, a Europa enfrenta uma crise extensa, que parece perdurar para os próximos meses, devido a problemas climáticos e a guerra entre a Rússia e Ucrânia, que também parece estar longe de um fim.

Todos estes fatores impactaram negativamente nos preços dos produtos internacionais, contribuindo para estimular as importações.

Fortalecendo o estímulo às importações tem-se os preços dos derivados lácteos no mercado interno, que vinham operando em níveis elevados. É importante destacar que entre as negociações de importações e o reflexo no saldo da balança leva-se cerca de 2 meses. Ou seja, o saldo de agosto foi reflexo do momento de mercado e das negociações concretizadas em junho/julho (momento em que os preços no mercado interno atingiram suas máximas).

Esse cenário vem se alterando nas últimas semanas, com os preços dos derivados lácteos passando por sucessivas quedas.

Sendo assim, mesmo com as quedas de preços no mercado interno, espera-se que as importações sigam competitivas no curto prazo, frente ao cenário baixista dos preços internacionais. Porém, devido a base comparativa maior, as variações poderão ser menos expressivas. Para as exportações o cenário ainda é desfavorável.

Com as sucessivas quedas dos preços no mercado interno, caso o cenário se mantenha, a tendência é as importações perderem força nos próximos meses. (Milkpoint Mercado)


Como reduzir carbono e metano e ainda ter retorno financeiro?
 
Meio ambiente, produção sustentável, carbono zero ou carbono neutro. Esses e tantos outros tópicos relacionados a sustentabilidade na produção de leite são – e devem ser cada vez mais – assuntos de interesse de todo e qualquer produtor que deseja evoluir na atividade. Mas está enganado quem pensa que a mudança comportamental voltada para um modo de produção mais sustentável traz benefícios apenas para o meio ambiente. 
 
Os envolvidos na produção de leite estão diante de uma grande oportunidade. O fato é que muitas das práticas envolvidas na redução da pegada ambiental, ao mesmo tempo que contribuem com o meio ambiente, tendem a melhorar os resultados econômicos da produção. Pensando em abordar esse assunto de forma prática e elucidando os envolvidos sobre a importância de virar a chave e atentar-se para as práticas sustentáveis e as possibilidades de retorno financeiro que as práticas podem trazer, o MilkPoint Experts: Feras da Sustentabilidade trará, na próxima sexta-feira (09/09), o painel "De vilões a oportunidade: como reduzir carbono e metano e ainda ter retorno financeiro?". 
 
O painel contará com Vanessa Romario de Paula, da Embrapa Gado de Leite; Maurício Civiero, Professor Universitário e Produtor Rural; Herlon Goelzer de Almeida, Coordenador do Programa Paraná Energia Rural Renovável; Felipe Marques, Cibiogás e Gracie Verde Selva, da Minerva Foods. Não fique de fora! O evento é gratuito e você pode acompanhar através do nosso Canal no Youtube.

E se você perdeu os nossos dois primeiros encontros, não fique triste. Os vídeos estarão disponíveis no Youtube. 

MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade - Dia 1
MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade - Dia 2

Mas se liga! Só terá acesso aos conteúdos exclusivos disponibilizados pelos palestrantes e acesso ao certificado de participação quem estiver inscrito no evento. Não perca tempo e faça sua inscrição gratuitamente aqui. (Milkpoint)
 

IBGE: primeiro semestre fecha com forte queda na captação de leite - PARTE 1

Os dados da Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE para o segundo trimestre de 2022, divulgados nesta terça-feira (06/09) apontam uma queda de aproximadamente 7,6% na captação de leite cru resfriado, em relação ao mesmo período de 2021, como mostra o gráfico 1.
 
Gráfico 1. Captação formal: Variação em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (T2 2022 x T2 2021).

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados do IBGE, 2022.
Dessa forma, após apresentar a maior variação negativa da série histórica para o 1º trimestre (-9,9%), a captação do segundo trimestre também seguiu bem abaixo do mesmo período do ano anterior, mas com uma diferença menor (-7,6%). Assim, na somatória dos dois trimestres, confirmou-se também a maior variação negativa semestral da série do IBGE.
 
Grandes estados produtores sofreram redução no volume captado entre o segundo trimestre de 2022 e o mesmo período de 2021. São Paulo teve o maior recuo, com aproximadamente -18,7%, seguido de Goiás, com -17,0%, Rio Grande do Sul, -8,8%, Minas Gerais, -6,6%, Paraná com -2,7% e Santa Catarina, sendo o único estado, dentro os maiores produtores a apresentar variação positiva, de +2,7%, conforme demonstrado no gráfico a seguir.
 
Gráfico 2. Variação na captação formal dos principais estados produtores entre o segundo trimestre de 2022 e o mesmo período de 2021.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados do IBGE, 2022.

(Fonte: Milkpoint Mercado)


Jogo Rápido 

Espanha – A captação de julho foi a menor dos últimos 4 anos
Em julho, a captação de leite na Espanha não apenas caiu pelo quinto mês consecutivo, mas registrou o percentual de queda mais elevado (-5%) em comparação com julho de 2021. A tendência de baixa iniciou em março com -1,4% e desde então o percentual de redução foi aumentando. A captação acumulada nos 12 meses encerrados em julho são foi -1,4% menor em comparação com o período anterior correspondente. O número de produtores continua diminuindo: em julho de 2022 entregaram leite 10.923 pecuaristas, 788 menos em relação a doze meses atrás. (Fonte: Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


 

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Porto Alegre, 06 de setembro de 2022                                                   Ano 16 - N° 3.738


GDT - 06/09/2022


(Fonte: GDT)


Balança comercial de lácteos: importações próximas de valores recordes

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (05/09) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o saldo da balança comercial de lácteos foi de -165 milhões de litros em equivalente-leite no mês de agosto, uma diminuição de 67 milhões, ou aproximadamente 68% em comparação ao mês anterior. Ao se comparar ao mesmo período do ano passado (agosto/2021), o saldo foi ainda mais negativo, sendo que o valor em equivalente-leite nesse período foi de -61 milhões de litros, representando uma diferença de aproximadamente 104 milhões de litros, ou -172%. Esta foi a quarta variação negativa consecutiva, e o valor é o menor desde dezembro de 2020. 

Tabela 1. Balança comercial láctea de janeiro a agosto, 2021 e 2022

Elaboração: Sindilat, com dados do MDIC

As exportações seguiram desestimuladas e recuaram pela quarta vez consecutiva. O período apresentou um decréscimo de -0,3 milhões de litros no volume exportado, representando um recuo de aproximadamente -4,2%. Ao se comparar com 2021, o cenário é ainda mais destoante, ocorrendo um decréscimo de -7,3 milhões de litros, representando um recuo de aproximadamente -51,4% no volume exportado no período.
 
Gráfico 1. Exportações em equivalente-leite.


Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.
Do lado das importações, observou-se um forte avanço nas negociações, frente às quedas nos preços dos produtos internacionais. O mês de agosto apresentou um aumento de 63,3% nas importações, em relação ao mês anterior, com um acréscimo no volume de importações de 66,7 milhões de litros em equivalente-leite.
 
Analisando o mesmo período do ano passado, também se nota um forte aumento entre os volumes importados; em agosto de 2021, 74,9 milhões de litros em equivalente-leite foram importados, já em 2022 esse valor teve uma variação positiva de aproximadamente 129,8%, configurando um aumento expressivo de 97,2 milhões de litros em equivalente-leite comparando-se os anos, o que pode ser observado no gráfico a seguir:
 
Gráfico 2. Importações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.
 
Esse expressivo aumento nos volumes importados e recuo das exportações ocasionaram um saldo mais negativo da balança comercial de lácteos para o mês de agosto, apresentando o resultado mais negativo do ano, até o momento, e o menor valor desde dezembro de 2020. Além disso, o resultado está próximo de ser o menor valor da série histórica, sendo o 10º mais negativo. Este cenário se formou devido alguns fatores, tais como: os recuos apresentados nos preços internacionais, a baixa disponibilidade de leite no Brasil e os elevados preços dos derivados lácteos no mercado interno dos últimos meses.
 
Os preços internacionais vêm passando por sucessivas quedas. Os lockdowns chineses visando o controle da pandemia ainda persistem, impulsionando o cenário baixista. Na última semana, um polo tecnológico com cerca de nove milhões de habitantes declarou restrições, com seus moradores confinados em suas casas. Ao todo, ao menos 41 cidades que correspondem a 32% do PIB do país são afetadas por medidas do tipo.
 
Um outro ponto que vem atuando para consolidar o cenário baixista dos preços é o risco de recessão econômica mundial, que vem se intensificando, com os Estados Unidos apresentando aumento na inflação e dos juros em tentativa de controlar essa questão, além da divulgação de dados econômicos desfavoráveis, como o aumento do desemprego; e a Europa e China enfrentando desaceleração econômica e problemas energéticos e climáticos, com a Europa enfrentando uma das piores crises energéticas dos últimos tempos, reflexos do clima quente e seco, e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Nesse cenário, os preços médios do leite em pó integral atingiram o menor valor desde janeiro de 2021.

Esses fatos associados a baixa disponibilidade de leite no mercado interno no 1º semestre, que impactaram nos preços, nos últimos meses, trouxeram um ganho de competitividade para os produtos internacionais, o que refletiu em um maior volume de importações. Desta forma, o mês de agosto se mostrou favorável as negociações de importação e manteve a janela de exportações fechada. (Fonte: Milkpoint Mercado)
 

2ª Jornada Técnica RTC será de 14 a 16 de setembro em Gramado (RS)
 
Faltam poucos dias para o início do evento que vai reunir especialistas de diversas áreas para discutir a revolução tecnológica que está transformando a rotina de propriedades rurais. Além de uma tendência, a inovação que chega ao campo é mais uma ferramenta de gestão que leva agilidade e resultados para o produtor rural. As perspectivas do agro para os próximos anos serão debatidas na 2ª edição da Jornada Técnica RTC, em Gramado (RS). O evento ocorrerá de 14 a 16 de setembro no Wish Serrano Resort, com renomados palestrantes nas áreas de mercado agrícola nacional e internacional, inovação, gestão e clima. As inscrições devem ser feitas pelo site https://rtc.coop.br/inscricao.
 
Com realização da CCGL, a Jornada Técnica RTC antecipa as tendências do agronegócio para os próximos anos, oferecendo às cooperativas uma oportunidade única de conhecimento e troca de experiências dentro do sistema cooperativo gaúcho e brasileiro.
 
Palestrantes renomados nas áreas de solos, agroclimatologia, biotecnologia, produção animal, inovação e mercado agrícola estarão apresentando um panorama do agro para os próximos anos, com o objetivo de oferecer às cooperativas um momento único, de elevada troca de conhecimento, demonstrando a força do sistema cooperativo. “A geopolítica, a economia e o comportamento são outros nesse pós-pandemia. Com o agro não foi diferente, por isso o nosso foco em debater a necessidade de se produzir mais e melhor, com segurança alimentar e sustentabilidade”, destaca o diretor-presidente da CCGL, Caio Vianna.
 
Para o coordenador de pesquisa da Rede Técnica Cooperativa (RTC), Geomar Corassa, as transformações pelas quais vêm passando o agronegócio exigem conhecimento ao produtor para que ele possa fazer uma transição tecnológica sem sobressaltos, ao mesmo tempo em que garante o fornecimento de produtos que atendam às demandas do mercado. “A Jornada RTC propõe esse debate ao explorar uma série de temáticas de grande relevância neste momento”, pontua.
 
Entre os palestrantes confirmados estão o analista de mercado Alexandre Mendonça de Barros, engenheiro agrônomo e Doutor em Economia, especialista em cenários para a produção agrícola brasileira. Outro destaque da programação é Arthur Igreja, co-criador da plataforma AAA com Ricardo Amorim e autor do best-seller sobre inovação ‘Conveniência é o nome do Negócio’, que terá sua abordagem focada no profissional do futuro. Com vivência no mercado que mais cresce no mundo, Larissa Wachholz é outra palestrante confirmada. Ela falará sobre as estratégias que o Brasil precisa adotar para conquistar o potente mercado consumidor da Ásia, em especial, o chinês.
 
A 2º Jornada Técnica é uma realização da CCGL e conta com o patrocínio dos terminais Termasa/Tergrasa e com o apoio da Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (Fecoagro) e do Sistema Ocergs-Sescoop/RS.
 
Quem é a RTC
A Rede Técnica das Cooperativas (RTC) foi criada em 2018 congregando as áreas técnicas de pesquisa e mercado de 30 cooperativas agropecuárias gaúchas. Seu foco é criar um corpo de pesquisa integrado que dê suporte às cooperativas, otimizando custos e a aplicabilidade dos estudos desenvolvidos e permitindo a troca de ideias e compartilhamento de informações. (Fonte: Assessoria RTC)


Jogo Rápido 

Fazenda doce de leite: Projeto visa educar crianças sobre a produção láctea
 Ensinar e conscientizar o público infantil sobre a o processo de produção e a  importância do leite é o foco do projeto “Fazenda doce de leite”, uma iniciativa envolvendo o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados, o SINDILAT, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Embrapa. O Projeto conta com uma série de ações, incluindo uma peça de teatro, lançada na Expointer 2022 e o concurso “Arte na Caixinha”, onde as crianças precisam desenvolver peças artísticas utilizando a caixa de leite.  A ação premia alunos de 5 a 10 anos em todo o estado. CLIQUE AQUI e confira o vídeo. (Programa Terra Sul)


 
 
 

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Porto Alegre, 05 de setembro de 2022                                                   Ano 16 - N° 3.737


Sindilat recebe mais de 5 mil crianças e planeja continuidade do projeto Na Fazenda Doce de Leite

A Casa da Indústria de Laticínios do RS recebeu mais de 5 mil crianças durante a Expointer 2022. Ao todo, 25 escolas da rede pública de Sapucaia do Sul assistiram à peça teatral Na Fazenda Doce de Leite, além de centenas de visitantes que passeavam pelo Parque de Exposições Assis Brasil e foram atraídos pela história da vaca Genoveva e do garoto Artur. O sucesso foi tanto que o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS) já planeja a continuidade do projeto, realizado em parceria com a Embrapa.
Segundo o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ainda neste segundo semestre de 2022, novas apresentações serão agendadas para instituições de ensino de outros municípios gaúchos. “O projeto piloto durante a Expointer foi um sucesso. Agora, é hora de levar informação a mais crianças e municípios”, destacou. Entre as cidades já em negociação para receber o projeto Na Fazenda Doce de Leite estão Porto Alegre e Pelotas.

Outra atração da Expointer 2022 foi o Recanto das Terneiras. A estrebaria construída na área externa da Casa da Indústria de Laticínios encantou a criançada que pode interagir com quatro terneiras das raças Holandês, Gir, Girolando e Jersey. Com pouco mais de 30 dias, elas foram acompanhadas pela equipe técnica da UPF, que garantiu a segurança e bem estar dos animais.

Durante a Expointer 2022, a Casa da Indústria de Laticínios contou com o apoio de Tetra Pak, Sicoob, Embrapa e Universidade de Passo Fundo (UPF). (Assessoria de Imprensa Sindilat/Foto: Carolina Jardine)

Foto: Gênesis Teixeira/ Divulgação


Languiru premiada com programa de incentivo à cadeia leiteira

Pró-Leite foi agraciado pela Federasul na categoria “Antes da Porteira”
 
Inúmeros fatores externos sobre os quais não temos controle, como estiagem e alto custo de produção, geram dificuldades ao agronegócio. Esse cenário desafiou a atividade leiteira e afetou toda cadeia produtiva. A Languiru atuou para amenizar seus efeitos ao lançar o Programa Pró-Leite, ferramenta que estimula o incremento e a qualidade da produção da matéria-prima. A iniciativa é voltada à remuneração complementar por litro de leite, com bônus que contempla incremento do volume de produção, qualidade, fidelidade dos produtores associados e, de forma destacada, remuneração melhor para produtores que investem em bem-estar animal e ações de preservação do Meio Ambiente. Com esse case de sucesso, a Cooperativa foi agraciada no 10º Prêmio Vencedores do Agronegócio, promovido pela Federasul. Identificando e valorizando iniciativas do setor primário que contribuem para o desenvolvimento do Estado, em 2022 teve o recorde de 77 projetos inscritos.

A Languiru foi premiada na categoria “Antes da Porteira”. A entrega da premiação ocorreu no dia 31 de agosto, na casa da Farsul na Expointer. O presidente Dirceu Bayer, acompanhado do vice-presidente Cesar Wilsmann, recebeu o troféu Três Porteiras. “O Pró-Leite insere uma série de novos indicadores à remuneração do produtor, com faixas de alcance, conforme o seu desempenho. A Languiru paga para que o produtor rural cresça, oportuniza assistência técnica e incentiva o aumento da produção”, destaca.

A premiação é dividida em cinco categorias: “Antes da Porteira”, voltado à área de insumos necessários para suprir as necessidades do campo; “Dentro da Porteira”, para a área de produção e geração de valor da propriedade rural; “Depois da Porteira”, englobando as áreas de armazenamento, distribuição e serviços associados ao agronegócio; ESG, destinado às práticas ambientais, sociais e de governança; e Elas no Agro, que destaca a liderança feminina pelo relevante trabalho no setor.

A comissão julgadora esteve composta pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural; Farsul; Senar; Emater/RS-Ascar; Embrapa Clima Temperado; Pesquisador da Embrapa e membro do Conselho Sustentável; BRDE; Banco do Brasil; Sebrae-RS; Ministério da Agricultura e Abastecimento; e vice-presidente de Micro e Pequena Empresa da Federasul, Rafael Goelzer. 

Criado em 2013, este é o quarto troféu do Prêmio Vencedores do Agronegócio conquistado pela Languiru. Na primeira edição, a Cooperativa foi agraciada com o case “Programa de readequação das atividades frente ao novo cenário do agronegócio”, na categoria Dentro da Porteira – Agroindústria. Em 2019, o case “Programa de Inclusão Social e Produtiva no Campo” foi reconhecido na categoria Depois da Porteira. Em 2020, o case “Leite Languiru Origem: inovação mundial criando novos mercados e agregando valor ao negócio” foi premiado na categoria “Dentro da Porteira”.
 
Também no dia 31 de agosto a Languiru recebeu premiação do mapeamento “Casos de Sucesso em Inovação RS 2020”, chamamento público da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul. A Cooperativa foi destacada com o Leite Origem. A entrega dos certificados ocorreu durante solenidade na Expointer.

A láurea ainda refere-se à primeira edição do mapeamento (2020/2021), cujos certificados não puderam ser entregues à época em virtude das restrições impostas pela pandemia. A iniciativa objetiva identificar casos de sucesso que evidenciem a inovação nas principais cadeias produtivas do Estado, agregando economia intensiva em conhecimento e diferenciação aos produtos desenvolvidos. Identifica e reconhece empresas inovadoras, além de incentivar o desenvolvimento tecnológico da matriz produtiva tradicional e de setores prioritários gaúchos. (Assessoria de Imprensa Languiru)

Elegê inova e lança leite UHT Tradicional+Leve 

Para os consumidores que não abrem mão do sabor na hora de escolher seu leite, uma nova opção chega às gôndolas dos supermercados. Líder no mercado de lácteos no Rio Grande do Sul, a Elegê traz uma solução para um dia a dia mais saudável: o leite UHT Tradicional+Leve. Alinhado com a tendência de redução da ingestão de gorduras, o alimento tem 33% menos gorduras totais do que o UHT Tradicional Elegê, mas sem penalizar a palatabilidade e o sabor  do leite tradicional. “A Elegê sabe da importância nutricional do leite na dieta do brasileiro e trouxe uma solução inovadora para ajudar o consumidor que está buscando alternativas mais leves, mas sem abrir mão das características sensoriais a que está habituado”, salienta a diretora de marketing de Elegê, Christina Larroude. O novo produto completa a linha de leites UHT Elegê, que inclui as versões Tradicional (3% de gordura), Tradicional+Leve (2% de gordura), Semidesnatado (1% de gordura) e Desnatado (0% de gordura).

O leite é uma das formas mais simples e concentradas de ingestão de nutrientes essenciais para a saúde humana. Em um copo de leite, ainda que nas versões com menos gordura, é possível encontrar proteína, cálcio, fósforo, magnésio e vitaminas necessários para uma boa saúde. Entre os benefícios associados ao leite, estão o estímulo à sensação de saciedade, o controle da diabetes, do colesterol e de doenças cardiovasculares. “O leite é um alimento rico em nutrientes e é essencial para a saúde humana em diferentes fases da vida, seja em seu consumo direto ou no preparo de refeições. Dentro de uma alimentação equilibrada, a recomendação média de consumo de laticínios é de 2-3 porções/ dia, dando preferência para versões de leites desnatados”, explica a nutricionista Simone Bach.

O consumo dos chamados leites magros é uma tendência mundial e de recomendação expressa emitida pelo governo do Estados Unidos por meio do guia Dietary Guidelines for Americans 2020-2025. Na França, por exemplo, 85% do mercado de leite UHT refere-se a rótulos desnatados ou semidesnatados. Na Argentina, esse índice é de 68%. Enquanto isso, no Brasil, o consumo de leites de gorduras reduzidas abrange apenas 13% do mercado. “A Elegê está ao lado do consumidor para ajudá-lo a fazer as melhores escolhas de acordo com suas necessidades nutricionais e estilo de vida”, completa Christina Larroude. Para facilitar esse processo, a linha de leite UHT Elegê também reformulará suas embalagens  de forma a comunicar mais claramente os benefícios e a porcentagem de gordura de cada um dos rótulos. (Assessoria de Imprensa Elegê)


Jogo Rápido 

Curso de Qualificação de Fornecedores de Leite - Técnicos da Indústria e da Extensão Rural
O objetivo do curso, que será realizado à distância, é qualificar os técnicos sobre os requisitos do programa nacional de qualificação de fornecedores de leite, para que prestem uma melhor assistência técnica aos produtores rurais. CLIQUE AQUI para maiores informações e inscrição. (Fonte: Enagro)


 
 
 

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Porto Alegre, 02 de setembro de 2022                                                   Ano 16 - N° 3.736


Recanto das Terneiras é atração no último final de semana da Expointer
 
Ainda dá tempo de aproveitar o último final de semana da 45ª Expointer. O Recanto das Terneiras, espaço organizado pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e pela Universidade de Passo Fundo (UPF) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), vem chamando atenção de crianças e adultos. São quatro terneiras das raças Holandês, Jersey, Gir Leiteiro e Girolando, que estão à mostra na Casa da Indústria de Laticínios.
 
Os alunos que já passaram pelo local, entusiasmados, tiveram a oportunidade de acariciar, tirar fotos e até mesmo dar mamadeira para as terneiras, que foram muito receptivas com os visitantes. Tudo foi feito com a supervisão de um médico veterinário residente e dois acadêmicos de Medicina Veterinária da UPF, que também estão encarregados de garantir o bem-estar dos animais.
 
A iniciativa integra uma programação preparada pelo Sindilat e tem como objetivo aproximar ainda mais o consumidor do produtor lácteo. O projeto, voltado para os alunos da rede pública da região, ainda pretende mostrar para as crianças todo o caminho percorrido pelo leite que elas consomem, bem como a forma como os animais são cuidados.
 
Durante a Expointer 2022, a Casa da Indústria de Laticínios conta com o apoio de Tetra Pak, Sicoob, Embrapa e Universidade de Passo Fundo (UPF). (Assessoria de Imprensa Sindilat/Fotos: Carolina Jardine)


4.620 crianças aprendem os caminhos do leite
 
A Expointer já está chegando ao fim, mas ainda restam as últimas apresentações da peça de teatro “Na Fazenda Doce de Leite”, programadas para este final de semana. Sucesso na exposição de 2022, o projeto assinado pelo Sindilat, reuniu até o momento 4.620 crianças na Casa da Indústria de Laticínios da Expointer. A ação trouxe uma imersão na produção leiteira, na vida no campo e em todos os cuidados necessários para que elas recebam um leite de qualidade todos os dias. 
 
Além do espetáculo, que mostrou todo o caminho que o leite percorre, nesta quinta e sexta-feira os alunos das escolas EMEB Alberto Santos Dumont, EMEF Alfredo Juliano, EMEF Getúlio Vargas, EMEF Hugo Gerdau, EMEF Júlio Ströher, EMEF Marechal, EMEF Otaviano, EMEF Pref. João Freitas filho, EMEF Pref. Walmir Martins, EMEF Primo Vacchi, EMEF Profª Aurialícia, EMEF Professora Rosane Amaral e EMEF Tiradentes também puderam ter um bate-papo com os atores, interagir com vacas das raças Jersey, Gir, Girolando e Holandês no espaço Recanto das Terneiras e degustar produtos lácteos.
Quem perdeu as apresentações durante a semana ainda terá mais uma chance de ver o espetáculo. É só convidar a família e aproveitar as sessões programadas para este sábado às 10h e as 15h e domingo às 10h, na Casa da Indústria de Laticínios, quadra 46 do Boulevard no Parque de Exposições Assis Brasil. 
 
Durante a Expointer 2022, a Casa da Indústria de Laticínios conta com o apoio de Tetra Pak, Sicoob, Embrapa e Universidade de Passo Fundo (UPF). (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Crianças se aproximam da realidade do campo

As crianças roubaram a cena na 45ª Expointer. Após duas edições da feira realizadas sob restrições sanitárias, elas voltaram com tudo. Porém, encontraram um agro mais preocupado em que aprendam sobre o campo e se aproximem da realidade produtiva. Uma das iniciativas que mais chamou a atenção do público foi o projeto “Fazenda Doce de Leite”, desenvolvido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS).

Este foi o tema principal do 2° Fórum Gaúcho do Leite, realizado pelo Correio do Povo e pelo Sindilat/RS. O evento, que reuniu representantes da indústria leiteira gaúcha, do Poder Executivo estadual e da ciência especializada ocorreu na casa do CP e mostrou como a iniciativa conseguiu ensinar, no mínimo, 5 mil crianças como ocorrem os processos de produção, industrialização e comercialização de leite. A visita à Casa de Laticínios ainda inclui passagem pelo Recanto das Terneiras, no qual estão expostas quatro terneiras leiteiras das raças Holandês, Jersey, Gir e Girolando.

O diretor-executivo do Sindilat-RS, Darlan Palharini, explica que o projeto nasceu em 2016, na própria Expointer, mas que foi colocado em prática este ano. A ideia, segundo ele, não é aumentar o consumo de leite, mas explicar aos pequenos como os derivados lácteos são produzidos. “A companhia de teatro foi muito feliz em se comunicar de uma forma lúdica. Para isso, levamos o produtor teatral à uma propriedade para que conhecesse de perto a realidade rural”, conta. O executivo também revela que houve preocupação em disponibilizar técnicos junto aos animais para que pudessem explicar às crianças todos os processos e cuidados com os animais. “Para completar, temos o concurso Arte na Caixinha, atividade através da qual, após a visita, as crianças realizam uma arte em caixinhas recicláveis e, juntamente com os professores, concorrem à premiação”, diz.

O envolvimento do Ministério da Agricultura e da Embrapa se deu no aval sobre o conteúdo técnico levado às crianças. Conforme o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Roberto Pedroso, a instituição ajudou na formatação do texto final da peça e inclui informações sobre a importância da pesquisa científica. E anunciou que a segunda etapa do projeto Fazenda Doce de Leite ocorrerá após a Expointer, em Pelotas e região. “Vamos ouvir as escolas para saber qual a melhor forma de interagir, se levando a peça às salas de aula ou levando os estudantes à Estação Experimental Terras Baixas, onde poderão estar próximos dos animais”, ressalta. O prefeito de Sapucaia do Sul, Volmir Rodrigues, destacou a participação no projeto de 5 mil crianças da rede de ensino municipal, composta por 17 mil estudantes. “O ônibus busca os estudantes nas escolas e traz à Expointer.

Os grupos vão direto ao espaço do Sindilat. Depois, vão ao espaço de Sapucaia e aprendem sobre a história do município e fazem uma visita guiada no parque”, conta. Os alunos de 5 a 10 anos aprendem, principalmente, a origem do leite e sua importância à saúde. “As crianças estão na fase de cinco a dez anos, a qual mais ingerem leite e à qual o cálcio e as vitaminas do leite são importantes”, lembra. A consultora de Agronegócios Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), Larissa Ramos, comentou sobre a relevância do projeto para, além de educar crianças, valorizar o homem do campo, especialmente o produtor de leite. “As crianças levam informação às suas famílias, o que vem ao encontro do interesse do cooperativismo, que é investir nas comunidades. Acreditamos muito neste projeto e no pecuarista de leite”, diz.

A estreia do projeto se realiza na Expointer após dois anos de pandemia, fato que chama a atenção do secretário adjunto da Agricultura do Estado e presidente da Expointer, Rodrigo Rizzo. “Nós estamos vivendo a Expointer do abraço. Todos os nossos produtores estavam com saudade de trazer o que produzem ao público urbano”, diz. O professor e pesquisador da Universidade de Passo Fundo (UPF) Ricardo Zanella lembrou da importância do projeto para evitar o êxodo rural. “Precisamos renovar as gerações na produção de leite no campo. E quando trabalhamos com crianças, ensinamos a elas não somente a forma de produzir leite, mas mostramos os passos necessários para que o leite chegue até o consumidor. (Correio do Povo) 


Jogo Rápido 

Confraria do Pedro Ernesto
A Confraria do Pedro Ernesto teve mais uma edição na noite da última quinta-feira (1º).  Desta vez, na sede da Sindilat, o anfitrião recebeu Alessandro Barcellos, presidente do Inter.  Além do narrador Pedro Ernesto Denardin, os comunicadores Diori Vasconcelos e Luciano Périco também participaram do Show dos Esportes. CLIQUE AQUI e confira a transmissão. (GZH) 


 
 
 

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Porto Alegre, 30 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.735


Breunig vence 1º Prêmio Referência Leiteira 

A Breunig Agricultura e Pecuária, de Condor (RS), consagrou-se na 1ª edição do Prêmio Referência Leiteira. A propriedade da família Breunig somou 243,12 pontos, destacando-se por sua eficiência produtiva e qualidade do leite. A Granja Cichelero, de Carlos Barbosa (RS), levou o segundo lugar com 202,35 pontos. A terceira colocação ficou com a Cabanha DS, de Vila Lângaro (RS), que acumulou 197,04 pontos. O mérito, concedido por Secretaria da Agricultura, Emater/RS e Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) foi entregue nesta quarta-feira (31/8) em cerimônia na Casa da Indústria de Laticínios - Quadra 46 do Boulevard no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). 

A família Breunig também foi reconhecida em primeiro lugar na categoria Produtividade da Mão de Obra, onde foi analisada a correlação entre a quantidade de litros de leite produzidos e o número de pessoas envolvidas, considerando seu grau de dedicação em termos de carga horária e capacidade laboral. A propriedade somou 422,537 litros/pessoa/ ano. O segundo lugar ficou com a Cabanha DS, de Marcos Moretti Secco, de Vila Lângaro (RS), que atingiu pontuação de 310,027. A propriedade Família Rhoden, de Armando José Rhoden, de Tupandi (RS), fez 278,448 litros/pessoa/ano, conquistando a terceira colocação. 

Na categoria Qualidade do Leite, o primeiro lugar foi conquistado pela Estância das Pedras, de Gabriel Lorenzon, de Água Santa (RS), que alcançou 116,52 pontos. Em segundo lugar ficou a Cabanha Ventana, de Carmem Petersen Dias da Costa, de Boa Vista do Incra (RS), com 115,33 pontos. Logo em seguida, destacou-se a Agropecuária Nova Esperança, de Fabrício Balerini, de Vespasiano Correa (RS), com 106,25 pontos. A categoria classificou índices qualitativos do leite como a Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT).

A Agropecuária Pfeifer, de Darci Sérgio Pfeifer, de Condor (RS), sagrou-se na categoria Produtividade da Terra, com 48,019 litros de leite por hectare/ano. Já a Granja Saling, de Rude Saling, de São Martinho (RS), alcançou pontuação de 39,932, ficando em segundo lugar. A terceira colocação foi conquistada pela Granja Cichelero, de Daniel Cichelero, de Carlos Barbosa (RS), com 39,724 litros de leite por hectare/ano. 

Na ocasião, também foi lançada a 2ª edição do Prêmio Referência Leiteira. A expectativa, segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, é que ainda mais produtores participem a fim de reconhecer o trabalho realizado em prol do desenvolvimento do setor. “Estamos muito satisfeitos com o resultado desse primeiro ano. Por meio dos dados compilados, podemos ver que os produtores estão no caminho certo, trabalhando para entregar um leite de qualidade à indústria e aos consumidores finais”.      

Segundo o gerente técnico da Emater/RS, Jaime Eduardo Ries, o prêmio é um reconhecimento importante ao trabalho desses valorosos produtores que se dedicam incansavelmente a produzir um alimento de extrema qualidade e necessário para a alimentação humana. “Começamos a ter referências de produtividade para o RS, com número significativo de propriedades para que os produtores possam ver os potenciais que podem ser atingidos”.

Durante a Expointer 2022, a Casa da Indústria de Laticínios conta com o apoio de Tetra Pak, Sicoob, Embrapa e Universidade de Passo Fundo (UPF).(Assessoria de Imprensa Sindilat/Crédito: Grasiela Duarte)


Recanto das terneiras encanta a criançada
 
A quarta-feira foi de muito movimento na Casa da Indústria de Laticínios na Expointer. As crianças da rede pública de Sapucaia do Sul prestigiaram o espetáculo “Na Fazenda Doce de Leite” e ainda se divertiram interagindo no Recanto das Terneiras. No espaço, animais Jersey, Gir, Girolando e Holandês estão à mostra, viabilizando a interação da criançada. O projeto é supervisionado por técnicos da UPF.

O projeto, realizado pelo Sindilat, busca levar informações às crianças sobre a produção leiteira, o bem-estar animal e os caminhos que leite percorre até chegar na prateleira do supermercado. Só nesta quarta, foram recebidos 768 alunos das escolas EMEF Profª Maria da Glória, EMEF Lourdes Fontoura, EMEB João de Barro, EMEF Vanessa Ceconet, EMEF Afonso Guerreiro Lima, EMEF José Plácido de Castro, EMEF Francisco Greiss, EMEF Professora Aurialicia, EMEF Alfredo Juliano, EMEB Alberto Santos Dumont, EMEF Pref. João Freitas filho, EMEF Dr. Júlio Casado, EMEF Padre Réus, EMEF Júlio Ströher, EMEF Justino Camboim. 
 
Novas apresentações ocorrerão ao longo dessa semana na Quadra 46 do Boulevard no Parque de Exposições Assis Brasil. Durante a Expointer 2022, a Casa da Indústria de Laticínios conta com o apoio de Tetra Pak, Sicoob, Embrapa e Universidade de Passo Fundo (UPF). (Assessoria de imprensa Sindilat)

Sindilat pede revogação de alívio tributário ao whey protein importado
 
O Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) pediu ao governo federal que revogue a desoneração das importações de whey protein ou que, como alternativa, o governo ofereça às empresas nacionais crédito presumido de PIS e Cofins de 9,25% sobre a compra de soro de leite produzido no Brasil. O benefício se estenderia durante todo o período de vigência da redução do imposto do produto importado.
 
Em ofício ao Ministério da Agricultura, o Sindilat/RS diz que a decisão de desonerar a importação do whey protein vai gerar "severos prejuízos" à cadeia produtiva nacional, com impacto sobre os preços do queijo e sobre o valor pago aos produtores de leite. "A decisão vai gerar reflexos nos trabalhadores das indústrias e nos produtores de leite, além de sepultar a possibilidade de novos investimentos dessa linha de produtos no país, que representa o maior grau de industrialização e tecnologia aplicada a atividade", diz o documento. De acordo com a entidade, desde 2014, os investimentos na construção de plantas industriais e na incorporação de tecnologia importada para produção de whey protein foram de mais de R$ 1 bilhão só no Rio Grande do Sul. 
 
A proposta de concessão de crédito presumido é para a compra nacional de soro de leite fluido produzido no Brasil destinado ao uso direto na produção de whey protein ou lactose. O processo de industrialização do soro para obtenção do suplemento gera, necessariamente, a lactose, e por isso a inclusão do produto no pedido, explicou o Sindilat. O Brasil compra whey protein principalmente dos Estados Unidos e da Argentina, que respondem por 53% e 36% do volume das importações, respectivamente. "Conceder tratamento tributário privilegiado à produção importada significa inviabilizar a produção local de um dos produtos de maior valor agregado do segmento lácteo, gerando profundos impactos na rentabilidade de toda a cadeia", completou a entidade. No início desta semana, a presidência da República encaminhou o assunto ao Ministério da Economia e à Secretaria de Governo, após o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) solicitar explicações e alertar para os riscos econômicos da desoneração do whey protein importado, conforme mostrou o Valor. (Valor Econômico)


Jogo Rápido 

Meio ambiente e produção leiteira caminham lado a lado
O primeiro encontro do MilkPoint Experts: Feras da Sustentabilidade aconteceu na última sexta-feira e foi incrível poder contar com a participação de palestrantes tão por dentro do assunto e que trouxeram pontos extremamente relevantes para que o desenvolvimento da atividade leiteira posso seguir em conjunto com a sustentabilidade e o meio ambiente, pois, assim como falado no evento, as duas coisas andam juntas. Mas, se você não pode participar ao vivo das palestras e do debate riquíssimo e cheio de conhecimento e informação, não fique triste! O Feras da Sustentabilidade ficará gravado e disponível no YouTube para você ter acesso às informações. Acesse o canal do Milkpoint, assista e compartilhe, afinal, um conteúdo tão rico assim você não pode guardar só para você, não é mesmo?! Mas lembre-se: para ganhar o certificado, você deve se inscrever no evento e pode fazer isso clicando nesse link. E mais, quem estiver inscrito no evento garante o recebimento dos conteúdos disponibilizados pelos palestrantes. Não perca a oportunidade! E não esqueça que esse foi só o primeiro dos 6 encontros. Na próxima sexta-feira (02/09), daremos continuidade ao do MilkPoint Experts: Feras da Sustentabilidade. Não fique de fora, se inscreva gratuitamente! (Milkpoint)


 
 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 30 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.735


Diversão e aprendizado em peça teatral 
 
A história do garoto Artur, que herda uma fazenda e se vê desafiado a tocar um tambo sozinho, arrancou gargalhadas da criançada das escolas públicas de Sapucaia do Sul que visitaram a Casa da Indústria de Laticínios nesta terça-feira. A peça Na Fazenda Doce de Leite integra a programação do Sindilat na Expointer. Os alunos das escolas EMEF Pref. João Freitas, EMEF Dr. Júlio Casado, EMEF Padre Réus, EMEF Júlio Ströher, EMEF Justino Camboim, EMEB Alberto Santos Dumont, EMEF Tiradentes, EMEF Pref. Walmir Martins, EMEF Getúlio Vargas, EMEF Marechal, EMEF Hugo Gerdau, EMEF Primo Vacchi e EMEF Otaviano aprenderam sobre a produção leiteira, bateram um papo com os atores e ainda puderam conferir de perto as vacas das raças Jersey, Gir, Girolando e Holandês, no espaço Recanto das Terneiras.
 

Novas apresentações ocorrerão ao longo dessa semana na Quadra 46 do Boulevard no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Durante a Expointer 2022, a Casa da Indústria de Laticínios conta com o apoio de Tetra Pak, Sicoob, Embrapa e Universidade de Passo Fundo (UPF). (Assessoria de Imprensa Sindilat/Crédito: Jéssica Aguirres)


Fórum do Leite debates rumos da produção

O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, participou de debate nesta terça-feira (30/08) do Fórum do Leite da Expointer 2022. O encontro foi realizado pelo Grupo Record/Correio do Povo. Na ocasião, dirigentes e lideranças do setor lácteo falaram sobre tendências da produção e rumos para elevar a competitividade do setor. “Foi um momento importante de reflexão nesta que é uma das maiores feiras do agronegócio do Brasil”. (Assessoria de Imprensa Sindilat/Crédito: Arquivo)

 

Recanto das Terneiras encanta crianças e adultos

O Recanto das Terneiras, espaço organizado pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e UPF nesta Expointer, vem chamando atenção de crianças e adultos que visitam o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. São quatro terneiras das raças Holandês, Jersey, Gir Leiteiro e Girolando, que estão à Mostra na Casa da Indústria de Laticínios.

As crianças, entusiasmadas, tiveram a oportunidade de acariciar, tirar foto e até mesmo dar mamadeira para as terneiras, que foram muito receptivas com os visitantes. Tudo foi feito com a supervisão de um médico veterinário residente e dois acadêmicos de Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo (UPF), que também estão encarregados de garantir o bem estar dos animais.

A iniciativa integra uma programação preparada pelo Sindilat que seguirá ao longo de toda a Expointer e tem como objetivo aproximar ainda mais o consumidor do produtor lácteo. Com esse projeto voltado para os alunos da rede pública da região, o sindicato pretende mostrar para as crianças todo o caminho percorrido pelo leite que elas consomem, bem como a forma como os animais são cuidados. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 


Jogo Rápido 

NZ: Fonterra reduz previsão de pagamento pelo leite para 2022/23
A cooperativa de lácteos neozelandesa Fonterra anunciou que está reduzindo sua previsão de pagamento de leite para a temporada 2022/23 em 25 centavos (15,38 centavos de dólar) para um ponto médio de NZ$ 9,25 (US$ 5,69) por quilo de sólidos do leite - equivalente a NZ$ 0,76 (US$ 0,47) por quilo de leite. A nova faixa é de NZ$ 8,50 (US$ 5,23) a NZ$ 10,00 (US$ 6,15) por quilo de sólidos do leite - NZ$ 0,70 (US$ 0,43) a NZ$ 0,82 (US$ 0,50) por quilo de leite. No entanto, a taxa atual de pagamento antecipado de NZ$ 5,70 (US$ 3,51) por quilo de sólidos do leite - NZ$ 0,47 (US$ 0,29) por quilo de leite - permanece inalterada. A gigante de laticínios disse que “a mudança na previsão 2022/23 do Farmgate Milk Price será decepcionante para nossos produtores, mas reflete uma série de fatores, incluindo a recente tendência de queda nos preços globais de laticínios, impulsionada por algum abrandamento de curto prazo na demanda global, e o impacto geral da inflação no comportamento de compra. No entanto, acreditamos que as perspectivas de longo prazo para os laticínios permanecem positivas”. A Fonterra divulgará seus resultados financeiros para o ano que termina em 31 de julho de 2022 na quinta-feira, 22 de setembro de 2022. (As informações são do interest.co.nz, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


 
 
 
 

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Porto Alegre, 29 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.734


Semana começa com teatro na Casa da Indústria de Laticínios

A Casa da Indústria de Laticínios recebeu, nesta segunda-feira de Expointer, as primeiras escolas a prestigiarem a peça de teatro “Na Fazenda Doce de Leite”.

O espetáculo reuniu cerca de 720 crianças ligadas à rede pública de ensino de Sapucaia do Sul para conhecerem de forma lúdica todo o trabalho que o setor lácteo faz para que o leite chegue à mesa do consumidor. Os estudantes das escolas EMEF Alfredo Juliano, EMEF Professora Rosane Amaral, EMEF Alfredo Adolfo Cassel, EMEF Pref. João Freitas filho, EMEF Hugo Gerdau, EMEF Vanessa Ceconet, EMEF Profª Maria da Glória, EMEF Lourdes Fontoura, EMEB João de Barro, EMEF Afonso Guerreiro Lima, EMEF José Plácido de Castro, EMEF Francisco Greiss, EMEF Professora Aurialicia  também puderam interagir com vacas das raças Jersey, Gir, Girolando e Holandês no espaço Recanto das Terneiras.

O projeto é uma realização do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) com apoio da Embrapa e busca levar informações às crianças sobre a produção leiteira, os cuidados necessários para manter o equilíbrio com o meio-ambiente e bem-estar animal. O teatro segue diariamente ao longo da Expointer e pode ser conferido na Quadra 46 do Boulevard no Parque de Exposições Assis Brasil tanto de manhã quanto de tarde.
 
Durante a Expointer 2022, a Casa da Indústria de Laticínios conta com o apoio de Tetra Pak, Sicoob, Embrapa e Universidade de Passo Fundo (UPF). (Assessoria de Imprensa Sindilat/RS/Foto: Jéssica Aguirres)


Sindilat e Apex preparam missão ao Chile para prospectar exportações

Os laticínios gaúchos estão prospectando novas exportações de produtos para o Chile. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) prepara uma comitiva de empresas associadas para participar da Espacio Food & Service, feira da indústria alimentícia em Santiago. O projeto tem apoio da Apex Brasil. “É uma alternativa para agregar valor a nossos produtos”, salientou o vice-presidente, Alexandre Guerra, que já sinalizou o interesse da Cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa(RS), de aderir à missão. 

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a expectativa é levar laticínios para abrir tratativas, tanto com o mercado chileno, quanto com outros países da América Latina. “Algumas empresas já vêm negociando com o Chile, Venezuela e Argentina. São mercados próximos e com potencial excelente”, salientou durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (29/08) na Expointer. A feira será realizada de 27 a 29 de setembro. 

A exportação de lácteos é vista como alternativa para reduzir a dependência que o setor tem, hoje, da demanda interna. “Conseguir abrir mercado em países da América Latina é uma forma importante de dar início a esse processo que depende não apenas da indústria, mas da competitividade de toda a cadeia produtiva”, completou Palharini. 

Em 2021, o Brasil exportou 2,57 mil toneladas de produtos lácteos para o Chile. Desse total, 887 toneladas foram produzidas no Rio Grande do Sul, um percentual de 34,48%. As exportações nacionais ganharam velocidade no primeiro semestre de 2022: o Brasil exportou 2,35 mil toneladas. Contudo, o crescimento não foi acompanhado pelo RS, que seguiu com embarques no mesmo patamar: 422 toneladas de janeiro a junho. O produto mais exportado pelos gaúchos ao país chileno é o queijo muçarela. 

Prêmio de Jornalismo
Durante a coletiva realizada na Casa da Indústria de Laticínios do RS, o Sindilat também lançou a 8ª edição do Prêmio Sindilat de Jornalismo. As inscrições começam nesta segunda-feira (29/08) e vão até 1º de novembro. O objetivo é valorizar o trabalho da imprensa que cobre o agronegócio e mostra a realidade da produção de leite nas diferentes esferas.

Referência leiteira 
Os vencedores do 1º Prêmio de Referência Leiteira serão conhecidos durante a Expointer 2022. A entrega do mérito será realizada na quarta-feira (31/8) durante evento na Casa da Indústria de Laticínios no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), a partir das 11h. Promovido pela Secretaria da Agricultura, pela Emater/RS e pelo Sindilat, o prêmio visa reconhecer as propriedades que se destacam em termos de eficiência produtiva e qualidade do leite. A 2ª edição do Referência Leiteira será lançada logo após a divulgação dos campeões.  

Palharini afirma que o prêmio, lançado na Expointer do ano passado, é uma forma de valorizar e incentivar o trabalho dos produtores gaúchos. “Com o mérito, além de reconhecer sua atuação, ressaltamos a importância das boas práticas nas propriedades para garantir maior eficiência, qualidade e rentabilidade. É uma maneira de estimularmos os avanços na produção de lácteos no Estado”, reforça. O secretário-executivo do Sindilat ainda comemora o resultado da primeira edição. “Tivemos excelentes resultados nos índices avaliados, o que nos mostra que os produtores estão no caminho certo. Já estamos ansiosos para o ano que vem”.

Durante a Expointer 2022, a Casa da Indústria de Laticínios conta com a parceria da empresa Tetra Pak, do Sicoob, da Universidade de Passo Fundo (UPF) e da Embrapa. (Assessoria de Imprensa Sindilat/Foto: Carolina Jardine)


 

Perguntas que refletem desafios enfrentados pelo agro no Estado

Há desafios de longa data e outros mais recentes entre os apontados pelo agronegócio no Painel RBS com candidatos ao Piratini, realizado na Expointer. Representantes de entidades do setor foram os protagonistas das perguntas no evento mediado pela colunista Rosane de Oliveira. Das atividades mais tradicionais, como a ovinocultura, às mais recentes, como a olivicultura e a produção de biocombustíveis, existem obstáculos a superar.

A questão tributária apareceu mais de uma vez, na condição de redutor da competitividade. Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado (Sips), destacou a redução gradual do percentual de crédito presumido para as indústrias de proteína animal: 5% neste ano, 10% no próximo e 15% em 2024.

- Se já tínhamos fragilidade, agora começou a pesar - disse à coluna Kerber, acrescentando que a medida tem relação com o plano de recuperação fiscal.

A lógica, explica, é a de que a desvantagem para outros Estados sem essa redução de créditos se amplia. Até em razão do custo logístico para atender o mercado consumidor interno - mais de 60% da proteína animal produzida no Rio Grande do Sul se destina a outras unidades da federação.

- Nos últimos 10 anos, o Rio Grande do Sul tem perdido o segundo lugar como produtor de leite para o Paraná. Santa Catarina vem crescendo, e o RS está muito mais próximo de perder o terceiro lugar do que assumir o segundo. A questão tributária tem sido danosa para o setor lácteo - reforçou Darlan Palharini, diretor-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios  (Sindilat-RS).

Para Kerber, nesse cenário, o horizonte é "olhar para o mercado externo ou encolher a produção". E, para o caminho do acesso global, acrescenta, é preciso um maior protagonismo do governo. Como na efetiva abertura de novos mercados a partir do status sanitário do RS de livre de aftosa sem vacinação. Os paranaenses, que obtiveram o reconhecimento internacional junto com os gaúchos, estão construindo agendas de visitas internacionais.

Também no arroz, a tributação aparece como fator de preocupação. Anderson Belloli, diretor jurídico da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), falou sobre o efeito colateral da guerra fiscal entre Estados, em que o produto beneficiado do RS tem levado a pior. A alíquota de ICMS zerada nas operações internas em Estados do Sudeste, para onde vai 70% do cereal gaúcho, abriu espaço para o importado.

- Minas Gerais importava 4 mil toneladas de arroz do Paraguai em 2004, hoje importa 400 mil - reiterou o dirigente.

O pedido por mudança no regime tributário do RS foi reforçado em julho deste ano, como publicou a coluna. (Zero Hora)


Jogo Rápido 

Expointer recebe 154 mil pessoas no primeiro fim de semana
 Público é considerado recorde pelos organizadores. CLIQUE AQUI e acompanhe a visita do Jornal do Almoço à Casa da Indústria de Laticínios. (Fonte: Jornal do Almoço)


 
 
 

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Porto Alegre, 26 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.733


Fazenda Doce de Leite tem pré-estreia com casa cheia

A Expointer ainda nem começou e a Casa da Indústria de Laticínios já deu start em sua agenda de eventos. Em sessão com casa cheia realizada nesta quinta-feira (25/08), a peça teatral Na Fazenda Doce de Leite realizou sua pré-estreia na Expointer 2022. O encontro contou com o prefeito de Sapucaia do Sul, Volmir Rodrigues, com a primeira dama Maria da Glória Rodrigues, e com a secretária municipal de Educação, Djoidy Felipin, além de diretores das escolas participantes.
 
O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, abriu a programação da Expointer 2022 com saudação e apresentação do projeto desenvolvido pelo Sindilat, Ministério da Agricultura e Embrapa. A ação destina-se a orientar crianças entre 5 e 10 anos sobre a origem do leite e o processo que envolve sua produção, do campo à mesa. O projeto piloto está sendo desenvolvido com a Prefeitura de Sapucaia do Sul. “Vamos dar sequência a essa ação nas escolas. Leite é uma questão de saúde, é cálcio, é vida”, disse o prefeito, declarando-se um consumidor ávido de leite.
 
De forma lúdica, o grupo teatral Khaos Cênica contou a história do menino Arthur, que herda uma fazenda e recebe o desafio de torná-la rentável em apenas 30 dias. Além do trabalho duro voltado à qualidade e bem-estar dos animais, o garoto conta com a ajuda de um time de animais pra lá de especial.
 
A estreia oficial da peça Na Fazenda Doce de Leite ocorre neste sábado, 15h, sempre no palco da Casa da Indústria de Laticínios, no Boulevard do Parque de Exposições Assis Brasil. A programação segue ao longo da semana e a expectativa é receber mais de 4 mil crianças até o próximo domingo (4/09), quando termina a Expointer. (Assessoria de Imprensa Sindilat/Crédito: Carolina Jardine)


Mercado de leite A2 valerá US$ 26,9 bilhões até 2030, diz MEFR

De acordo com o Relatório Comprehensive Research Report, que Pesquisa o Futuro dos Mercados (MRFR), “O Mercado do Leite A2 está estimado em mais de US$ 26,9 bilhões até 2030.  O relatório avalia que a taxa de crescimento anual composta (CAGR) será de 18,94% no período analisado.
 
Escopo do mercado:
Uma vez demonstrada a abundância em proteínas, minerais e vitaminas, entre outras coisas, o Leite de Vaca A2 viu sua popularidade crescer nos últimos tempos, dada à percepção dos benefícios nutricionais e para a saúde. O leite de diferentes espécies podem ou não conter todos os mesmos nutrientes. Na verdade, o leite A2 difere fundamentalmente e estruturalmente em vários aspectos importantes. O leite A2 substitui o leite de vaca normal. Evidências sugerem que o leite A2 é menos propenso a produzir desconforto no estômago de adultos e crianças em idade pré-escolar.
 
Dinâmica da competição:
Empresas mundiais emergentes e desafiadoras indústrias regionais estão com foco em estratégias de ponta, como o desenvolvimento de produtos, joint ventures, avanços tecnológicos, fusões e aquisições, parcerias e alianças, e muitas outras formas de associação que acelerem o crescimento do mercado durante o período da pesquisa. Atualmente, existe um significativo número de players que controlam uma parcela considerável da indústria global. 
 
Os principais competidores do mercado são:
- The A2 Milk Company Limited
- Nestlé S.A.
- Provilac Dairy Farms Pvt. Ltd
- Olivia Foods Pvt. Ltda
- Ripley Farms LLC
- Freedom Foods Group Limited
- Taw River Dairy
- Vinamilk
- Urban Farms Milk
- Gujarat Cooperative Milk Marketing Federation Ltd.
 
Análise por região:
A região da Ásia-PACífico detinha a maior participação do Mercado do Leite A2, e em 2017 era de 40,88%. A previsão é de que esse mercado poderá continuar a crescer significativamente no período. O mercado indiano registrou o maior crescimento no período de avaliação, 15,3%. Além disso, devido às economias avançadas da região, espera-se que a Austrália e Nova Zelândia detenham a maior participação de mercado até 2030.
 
Mas também, em decorrência da existência de uma infraestrutura de laticínios de ponta, a Europa registrará a segunda maior participação do mercado. Devido ao maior gasto com alimentos de alta qualidade, a maior conscientização sobre opções de alimentos saudáveis e o aumento dos casos de intolerância à lactose, na América do Norte também haverá um crescimento substancial. (Fonte: GlobeNewsWire – Tradução livre: www.terraviva.com.br)
 

UE: preço do leite tem aumento acumulado de 39,8% no ano

A Comissão Europeia acaba de publicar o relatório correspondente a julho de 2022 sobre o setor de gado leiteiro, destacando um novo aumento de preço para 50,33 euros (US$ 49,95) por 100 kg. Este valor significa que, no último ano, o valor médio deste produto aumentou 39,8%, uma vez que partiu de um valor de 35,99 euros (US$ 35,72).
 
Dentre os países do bloco, o maior aumento foi registrado pela Holanda, uma vez que o valor recebido pelos produtores aumentou 60%, passando de 37,50 euros (US$ 37,22) para 60 euros (US$ 59,55), aumentando em 3,5 euros (US$ 3,47) só no último mês. Acima de 50%, o preço subiu para os pecuaristas de leite irlandeses, que estão experimentando um aumento de preço, entre julho de 2021 e 2022, de 51,7%, passando de 37,20 euros (US$ 36,92) para 56,46 euros (US$ 56,03)/100kg Na fronteira com esta percentagem está a Polônia onde o preço pago aos produtores, no último ano, cresceu 47,7%, passando de 32,68 euros (US$ 32,43) para 48,30 euros (US$ 47,93), e isto apesar de ter baixado no último mês esse valor em 0,9 euros (US$ 0,89).
 
Já os produtores alemães tiveram um aumento de 41,5% no preço do leite, passando de 37,20 euros (US$ 36,92) para 56,46 euros (US$ 56,03) por 100 quilos. Estes dados são importantes tendo em conta que este país é o principal produtor da UE.Espanha já não é o país entre os principais produtores em que o preço do leite de vaca menos aumentou no último ano, uma vez que, entre julho de 2021 e 2022, este valor cresceu 31,1% de 32,43 euros (US$ 32,18) para  42,50 euros (US$ 42,18)/100 quilos.
 
Abaixo dos números espanhóis estão a França, o segundo maior produtor da UE, e a Itália. No caso do primeiro, o aumento foi de 21,8% de 37,42 euros (US$ 37,14) para 45,59 euros (US$ 45,25)/100 kg; enquanto no caso do segundo, o aumento foi de 29,5%, passando de 37,21 euros (US$ 36,93) para 48,19 euros (US$ 47,83)/100 kg. (As informações são do Portal Lechero, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido 

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 33/2022 – SEAPDR
A próxima semana terá calor, chuva e muito frio no RS. No sábado (27), ocorrerão temperaturas acima de 30°C em diversas regiões, porém o deslocamento de uma frente fria vai provocar chuva no decorrer do dia, com possibilidade de temporais isolados. No domingo (28), ocorrerá grande variação de nuvens e ainda deverão ser registradas pancadas de chuva nos setores Norte e Nordeste, principalmente pela manhã, mas o ingresso de uma massa de ar seco e frio aos poucos vai afastar a nebulosidade e provocar o declínio das temperaturas em todo Estado. Clique aqui e acesse os Boletins oficiais sobre clima e culturas elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Emater-RS e Irga. O documento conta com uma avaliação das condições meteorológicas da semana anterior, situação atualizada das culturas do período e a previsão meteorológica para a semana seguinte. (SEAPDR)