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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 11 de maio de 2023                                                           Ano 17 - N° 3.900


Italac é a 5ª marca preferida dos brasileiros

A indústria goiana se destaca no ranking elaborado pela Brand Footprint, da Kantar, com base nas vendas feitas em 2022.

A indústria goiana Italac é a quinta marca preferida dos brasileiros. Segundo revela a edição 2023 do relatório Brand Footprint, da Kantar, com base nas vendas feitas em 2022. A Coca-Cola lidera este ranking, seguida por Ypê, Perdigão e Seara. As cinco mais escolhidas pelos brasileiros em 2022 são as mesmas de 2021. A marca Piracanjuba, do Laticínios Bela Vista, ficou na 11ª posição.

Segundo a pesquisa, a Coca-Cola foi escolhida 555 milhões de vezes pelos consumidores. Em seguida, com 552 milhões, vem Ypê. Perdigão (443 milhões), Seara (398 milhões) e Italac (379 milhões) completam o ranking.

Fundada em 1996 no município de Corumbaíba (GO), com o nome de Goiasminas, A Italac começa produzindo queijo muçarela. Hoje, com capacidade de processamento de 7 milhões de litros de leite/dia, a indústria vende mais de 100 produtos em cerca de 20 mil pontos no País.

A Piracanjuba, uma das marcas do Laticínios Bela Vista, nasceu em 1955 no interior de Goiás. Está presente em 78% dos lares brasileiros. No ambiente digital, é a 2ª entre as preferidas pelos consumidores, conforme pesquisa Kantar (Ranking Brand Footprint), divulgada em 2022.

Levantamento
Para chegar aos resultados desta edição, a consultoria visitou 11.300 lares em sete regiões do País. Nos mercados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e nas capitais e interior do Rio de Janeiro e São Paulo. O estudo cobriu 82% da população domiciliar, o que equivale a 90% do potencial de consumo.

Realizado anualmente, o relatório Brand Footprint mede a presença das marcas dentro dos lares em escala local. Para isso, usa uma métrica que mensura quantas famílias compram produtos de determinadas empresas e com que frequência isso ocorre. Nesta edição, analisou 350 marcas no Brasil com inclusão de três novas categorias: carnes suínas, mortadelas e salsichas

Canais de compra
A Coca-Cola lidera com 555 milhões de CRPs. Mesmo com queda de 14 CRPs frente ao ano anterior, por conta do aumento de preço acima da média e queda na frequência de compras. Em seguida, quase empatada, com 552 milhões de CRPs, vem Ypê. Na sequência, aparecem Perdigão, com 443 milhões de CRPs; Seara com 398 milhões de CRPs; e Italac, com 379 milhões de CRPs. Essas últimas utilizando a estratégia de maior mix de canais e menor repasse de preços. (Empreender em Goiás)


A média de preço do leite pago aos produtores pelas principais indústrias europeias caiu em março

O preço médio do leite padrão pago pelas principais indústrias de laticínios europeias em março de 2023 foi de € 48,97/100 kg, [R$ 2,25/litro]. Isto representou queda de € 2,81 em comparação com o mês anterior. Comparando com março de 2022, a média de preços foi € 5,12/100 kg maior ou 11,7%.

A diferença positiva da média mensal em comparação com o mesmo mês do ano anterior declinou pelo quarto mês consecutivo.

Essa redução em sequência é decorrente da fraqueza dos mercados internacionais. A exceção ficou por conta de algumas indústrias do sul da Europa e a Valio da Finlândia, que mantiveram os preços praticamente estáveis.

VARIAÇÃO DOS PREÇOS EM MARÇO DE 2023 E INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Milcobel

O preço inclui a bonificação de sustentabilidade que é, em média, € 0,69.

DMK

O preço da DMK caiu novamente em março, - € 7,2.

O preço inclui em média o bônus de € 0,50 por participação no programa Milkmaster de sustentabilidade e de € 1 por produção livre de organismos geneticamente modificados (OGM).

Hoschwald

O preço do leite inclui bônus de sustentabilidade (programa Cool Farm Tool) de € 0,60 e € 1,00 por 100 kg para quem obtém o certificado de alimentos livres de OGM. Em janeiro a Hochwald iniciou o pagamento do bônus por redução das emissões de CO2, o que ainda não foi incluído no cálculo do preço do leite.

Arla

O preço do leite da Arla inclui bônus de € 1 para participantes do programa Climate Check e outro bônus de € 1,50 por alimentos livres de OGM.

Os preços das empresas Capsa Food, Valio, Danone e Lactalis ficaram estáveis. 

Savencia, Sodiaal e Glanbia, fizeram reduções moderadas, menos de € 1,5/100 kg.

Já a Saputo, a Darygold, a Kerry e a FrieslandCampina, optaram por reduções consideráveis que variaram entre € 4 e € 5,2 por 100 kg.

A suíça Emmi, fez um ajuste bem moderado, -€ 0,5.

Fonterra

Para a temporada 2022/23 a Fonterra reduziu novamente o intervalo do preço do leite ao produtor, no dia 04 de abril, passando o ponto médio de NZ$ 8,50 para NZ$ 8,30/kgMS, [R$ 2,00/litro]

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o preço do leite Classe III expresso em dólar subiu de US$ 17,78/cwt, [R$ 2,00/litro], em fevereiro, para US$ 18,09/cwt, [R$ 2,03/litro], em março.   

Análise do mercado

Cotações oficiais dos lácteos no mercado holandês.

Recuperação tímida da oferta global de leite

A oferta de leite na UE mostrou crescimento de 0,5% em fevereiro. Desde setembro do ano passado, o volume vem crescendo lentamente, depois de um longo período de declínio, mas não é um aumento exuberante. O quadro permanece diversificado. De um lado, existe um forte crescimento nos países do norte da Europa Ocidental (Bélgica, Alemanha e Holanda) e de outro quedas no sul europeu, França, Itália e Espanha, em decorrência da seca. A Irlanda também registrou declínio. A oferta de leite nos países membros da UE aumentou 0,7% nos dois primeiros meses de 2023.

Em outras regiões produtoras de leite, e importantes países exportadores também a situação é diversa. Enquanto na Nova Zelândia houve recuperação da produção e aumentou 2%, a produção nos EUA sobe pouco, apenas 1%. Mas a Austrália continua com declínio acentuado, e na comparação interanual a Argentina e Uruguai registraram quedas de -1% e -9%, respectivamente.

Em suma, a produção conjunta dos principais exportadores de lácteos, incluindo a UE, subiu em janeiro e fevereiro, 0,9%, em relação ao mesmo período de 2022. Deve-se levar em consideração, portanto, que o atual crescimento deve ser visto como apenas uma recuperação parcial.

Preços baixos

Depois de um curto período de recuperação do mercado, em fevereiro e início de março, a pressão voltou. Isso se deveu à demanda decepcionante combinada com o aumento da oferta sazonal de primavera no hemisfério norte. Em particular, houve queda na cotação do leite em pó desnatado (SMP) em março e abril. Depois de ligeira recuperação na segunda quinzena de abril, o nível de preço caiu para € 235/100 kg, no início de maio. A cotação da manteiga que vinha relativamente bem, passou a sentir os efeitos da pressão no final de março. Em meados de abril os preços estabilizaram em torno de € 460 por 100 kg. E assim permanece nesse início de maio. (Terra Viva)

Trimestrais da pecuária - primeiros resultados: abate de bovinos, suínos e de frangos cresce no 1º trimestre de 2023

Produção Trimestral/IBGE - Os primeiros resultados da produção animal no 1º trimestre de 2023 apontam que, ante o mesmo período de 2022, o abate de frangos cresceu 4,8%, o de bovinos aumentou 4,7%, e o de suínos teve alta de 3,5%. Frente ao 4º trimestre de 2022, o abate de frangos teve aumento de 2,2%, o de bovinos caiu 2,4% e o de suínos cresceu 1,8%

Foram adquiridos 5,85 bilhões de litros de leite, 1,5% a menos do que no 1º trimestre de 2022 e 7,0% a menos do que no trimestre imediatamente anterior. Já a aquisição de peças de couro pelos curtumes cresceu 6,4% frente ao 1º tri de 2021 e recuou 0,4% ante o 4° tri de 2022, somando 7,59 milhões de peças inteiras de couro cru. Foram produzidos 1,02 bilhão de dúzias de ovos de galinha no 1º trimestre deste ano, com alta de 2,8% na comparação anual e queda de 1,9% no trimestre.

Abate de bovinos sobe 4,7% no ano e cai 2,4% frente ao trimestre anterior

No 1º trimestre de 2023, foram abatidos 7,32 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa quantidade representou uma alta de 4,7% em comparação com o 1º trimestre de 2022 e queda de 2,4% em relação ao 4º trimestre de 2022.

Foi produzido 1,90 milhão de toneladas de carcaças bovinas no 1º trimestre de 2023, com incremento de 3,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, porém redução de 6,5% em relação ao apurado no 4º trimestre de 2022.

Abate de suínos cresce 3,5% na comparação anual e 1,8% no trimestre

O abate de suínos somou 14,14 milhões de cabeças no 1° trimestre de 2023, representando aumento de 3,5% em relação ao mesmo trimestre de 2022 e acréscimo de 1,8% em comparação ao 4° trimestre de 2022.

O peso acumulado das carcaças foi de 1,29 milhão de toneladas no 1º trimestre de 2023, com alta de 3,5% em relação ao 1º trimestre de 2022 e incremento de 1,3% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Abate de frangos cresce 4,8% na comparação anual e 2,2% no trimestre

No 1º trimestre de 2023, foram abatidos 1,60 bilhão de cabeças de frango. Esse resultado significou um acréscimo de 4,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e aumento de 2,2% frente ao 4º trimestre de 2022.

O peso acumulado das carcaças foi de 3,43 milhões de toneladas no 1º trimestre de 2023. Esse total significou aumento de 6,4% em relação ao 1º trimestre de 2022 e incremento de 3,1% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Aquisição de leite cai 1,5% na comparação anual e 7,0% no trimestre

No 1º trimestre de 2023, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária foi de 5,85 bilhões de litros. Houve redução de 1,5% em comparação ao volume registrado no 1º trimestre de 2022 e queda de 7,0% em comparação ao obtido no trimestre imediatamente anterior.

Aquisição de couro fica 6,4% acima do 1° trimestre de 2022

Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos cinco mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 7,59 milhões de peças inteiras de couro cru no 1º trimestre de 2023. Essa quantidade representa um aumento de 6,4% em comparação à registrada no 1º trimestre de 2022 e queda de 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Produção de ovos de galinha sobe 2,8 no ano e cai 1,9% frente ao trimestre anterior

A produção de ovos de galinha foi de 1,02 bilhão de dúzias no 1º trimestre de 2023. O resultado representou um acréscimo de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e redução de 1,9% em comparação ao 4º trimestre de 2022.

 


Jogo Rápido

Jovem produtora de Salvador do Sul investe no bem-estar do rebanho para garantir boa produtividade no leite
"Pode parecer diferente, mas se eu coloco uma música mais calminha aqui no galpão, as vacas relaxam e produzem mais". Por mais que as pesquisas com musicoterapia como parte da análise da eficiência da produção leiteira ainda engatinhem no País, de alguma maneira este fato pode dar uma dimensão dos cuidados que a agricultora Juliana Löff, de Salvador do Sul, dispensa com o seu rebanho. "Animais agitados, com calor excessivo, estressados, mantidos em locais desconfortáveis podem sim ser impactados negativamente. O ambiente é importante, afinal. A ordenha, então, que é o local onde as vacas escutam música, nem se fala", ressalta Juliana. Repousando em um amplo e bem ventilado free stall, as 27 vacas em lactação dispõem de todo o alimento necessário para uma dieta equilibrada. O mesmo valendo para a água, que é reservada em dois compartimentos, um de 20 mil e outro de 15 mil litros. E para a cama, limpa e seca. Na estrutura, usada para o confinamento de animais produtores de leite, estão dispostos ainda quase uma dúzia de grandes ventiladores, tudo para que haja um mínimo de conforto para os dias excessivamente quentes. Todos esses elementos somados possibilitam uma produção diária de cerca de 440 litros de leite. Um volume que representa o dobro daquele produzido em 2012, quando por muito pouco a família não parou. Na época, com um rebanho bem menor, os pais optaram por comprar a parte que pertencia ao tio de Juliana. Para Juliana, esse foi um caminho natural, que contou ainda com o apoio da Emater/RS-Ascar, especialmente na condução de projetos por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), como no caso do próprio free stall. Outros investimentos como em maquinário, em estrutura de calhas para a captação de água e mesmo em painéis de energia solar dão uma dimensão da atenção da família - completada pelos pais Adair e Jacinta - ao trabalho. "Somos a terceira geração produtora de leite, tudo começou com o meu avô", lembra Juliana. A jovem projeta aumentar o rebanho para cerca de 50 animais, que juntos poderão produzir até mil litros de leite por dia. (Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Regional de Lajeado)


 
 
 

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Porto Alegre, 09 de maio de 2023                                                           Ano 17 - N° 3.896


“Não tenho nenhuma dúvida de que a Languiru tem condições de se recuperar”

Governador do RS em exercício, Gabriel Souza, recebe comitiva da Cooperativa Languiru e G7
 
Na tarde desta segunda-feira, dia 08 de maio, representantes da Cooperativa Languiru e de municípios do G7 estiveram reunidos com o governador do Estado em exercício, Gabriel Souza. O encontro ocorreu no gabinete do Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre, oportunidade em que foram apresentados os novos integrantes do Conselho de Administração da Languiru. O presidente Paulo Birck e vice-presidente Fábio Secchi atualizaram o Governo do Estado sobre o momento de dificuldade da Cooperativa.
 
Souza desejou sucesso e serenidade ao novo Conselho de Administração na condução da Languiru. “Eu acompanho de perto a questão e não tenho nenhuma dúvida de que a Cooperativa tem condições de se recuperar. Como tenho dito desde janeiro, a Languiru necessita de um profundo plano de recuperação com profissionais de mercado”, frisou, valorizando as ações em curso pela Cooperativa. As negociações com parceiros de negócios e com instituições financeiras também foram mencionadas, com Souza se colocando à disposição para auxiliar.
 Birck agradeceu pela oportunidade e pelo apoio dos prefeitos do G7 na interlocução com o Governo do Estado. “Estamos nos propondo a desenvolver um trabalho a muitas mãos, unindo esforços, cientes de que hoje a Languiru não é mais apenas dos associados, mas de toda sociedade. O apoio das diferentes esferas políticas também é muito importante nesse momento”, frisou.Sobre as negociações de parceria, comentou que portas estão se abrindo. “Precisamos avaliar o melhor cenário. Ouvindo nossos associados, novos passos serão dados.”Secchi falou em reforçar vínculos com o Estado, inclusive com parcerias em termos de consultoria no trabalho de planejamento da Cooperativa. “Precisamos e queremos contar com todo auxílio.”
 
O prefeito de Imigrante, Germano Stevens, reforçou a necessidade de recursos financeiros. “São essenciais para colocar em prática o planejamento da Languiru. O Vale do Taquari como um todo é impactado pela Cooperativa. O G7 está junto e engajado, numa demonstração de apoio político em busca de auxílio do Governo do Estado, dentro das suas possibilidades.”
 
A prefeita de Poço das Antas e presidente do G7, Vânia Brackmann, avaliou o encontro como positivo. “Saímos muito satisfeitos da reunião. Pudemos ver que o governador em exercício está de fato envolvido, já nos demonstrou que tem conhecimento da situação da Languiru e, há mais tempo, vem participando dessas negociações. Foi um momento muito valioso, envolvendo prefeitos e Conselho de Administração da Languiru, para expor as necessidades da Cooperativa. Estamos ao lado da Languiru para ajudar no que for possível. Os municípios, principalmente os que contam com plantas industriais, dependem muito da Cooperativa. São 67 anos de história e não podemos perdê-la.”

A Languiru ainda esteve representada pelo membro efetivo do Conselho de Administração, Fábio Weber. Pelo G7 também participaram o prefeito de Westfália, Joacir Antônio Docena; de Fazenda Vilanova, Amarildo Luís da Silva; de Teutônia, Celso Aloísio Forneck, e de Colinas, Sandro Herrmann; e o vice-prefeito de Paverama, João Edson de Oliveira Moraes. O secretário adjunto da Agricultura do RS, Márcio Madalena, também recepcionou a comitiva. (Languiru)


Balança comercial de lácteos: queda nas importações em abril

Apesar do recuo nas importações de abril em relação ao mês anterior, é possível observar que o volume total importado ainda se encontra em um alto patamar, principalmente quando comparado com os últimos dois anos, sendo que os altos preços praticados no mercado interno, por conta da diminuição da oferta do leite no campo que está ocorrendo de forma sazonal, segue sendo o principal fator a estimular as importações para o Brasil, mesmo que a demanda tenha encerrado o último mês com fortes sinais de retração.

Sobre as categorias importadas, somente um produto registrou variação mensal positiva, o doce de leite, com um aumento de 21%, enquanto as demais categorias passaram por recuo. A maior queda mensal observada foi nas importações de leite em pó desnatado, que somou aproximadamente 1,42 milhões de quilos, 62% a menos do que o importado em março, enquanto o recuo observado no leite em pó integral foi menor, em 23%, com 11,38 milhões de quilos importados. A categoria de queijos passou por uma variação negativa de 21%, e para o UHT, não foi registrado nenhum volume importado neste último mês.

Já sobre as categorias exportadas, o principal produto seguiu sendo o leite condensado, que passou por uma variação mensal de 8%. Porém, a maior variação observada foi na categoria de leites modificados, que aumentou em 120% no mês de abril. Os queijos, cremes de leite e manteigas também registraram avanços nas exportações de abril, em 45%, 7% e 4%, respectivamente, enquanto o maior recuo ficou por conta do leite em pó desnatado, que teve um total de somente 20 quilos sendo exportados no mês, segundo dados da SECEX, uma queda mensal de 96%.

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de abril e março deste ano.

Tabela 1. Balança comercial láctea em abril de 2023.

Tabela 2. Balança comercial láctea em março de 2023.

O que podemos esperar para o próximo mês?

Para o mês de maio as expectativas são de uma nova queda no total importado, mas que deve ocorrer de forma mais sutil em comparação ao recuo observado em abril. Isso porque, apesar do período da entressafra do leite brasileiro, a produção de leite na Argentina e Uruguai, principais fornecedores, seguem limitadas.

Além disso, outro aspecto importante é a quantidade de dias úteis no mês de maio (22 dias) em comparação com abril (18 dias). Dessa forma, mesmo que na média diária as importações apresentem diminuição, no total do mês o volume de maio pode vir em linha com o resultado de abril.

Outro ponto que precisa ser levado em consideração é discrepância entre o período de entressafra do leite produzido na região Sul do Brasil e das demais regiões. Para maio, a entressafra da região Sul do Brasil deverá estar próxima do fim, começando a aumentar o abastecimento de leite advindo dessa região. E como o Sul é atualmente a maior região produtora do Brasil, o aumento da sua captação deve limitar as perdas observadas na captação de leite total do país.

Mas é preciso salientar que os preços internacionais ainda seguem competitivos frente aos preços praticados no mercado interno, mesmo com as recentes desvalorizações observadas nos principais derivados lácteos desde a segunda quinzena de abril, o que deve manter as importações de maio em um patamar ainda elevado em relação a 2021 e 2022.

Já para as exportações, não há evidências de uma abertura de janela exportadora para o mercado brasileiro. Apesar da demanda interna não demostrar sinais de reação, a produção continua limitada, e o real valorizando frente ao dólar também dificulta essa comercialização.

As informações são do Milkpoint adaptado pelo Sindilat/RS

América Latina tem 72 milhões sem internet de qualidade no campo, diz estudo

Cerca de 72 milhões de pessoas que vivem em zonas rurais na América Latina e no Caribe não possuem acesso à internet de qualidade. Dessas, 13 milhões estão no Brasil, mostra um levantamento realizado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) em parceria com Banco Mundial, Bayer, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), a Microsoft e a Syngenta.

O estudo, divulgado nesta segunda-feira (8/5), contém dados coletados em 26 países da região entre 2020 e 2022. De acordo com o documento, 79% da população urbana dos países latinos e caribenhos analisados contam com serviços de conectividade significativa. Para a população rural, esse índice é de 43,4%.

Alguns países, como Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Panamá e Costa Rica, mostraram avanços em relação ao levantamento anterior, mas ainda estão atrasados em termos de conectividade rural. "Essa diferença entre a conectividade rural e urbana mina um imenso potencial social, econômico e produtivo no âmbito estratégico no qual está em jogo a segurança alimentar e nutricional de boa parte do planeta", disse, em nota, o diretor-geral do IICA, Manuel Otero.

No Brasil, a diferença entre quem tem acesso à internet de qualidade nas cidades e no campo é um pouco menor que a média regional. A conectividade significativa urbana brasileira é 1,5 vez mais abrangente do que nas zonas rurais, enquanto nos demais países o índice médio é de 1,8 vez. "Enquanto nas zonas urbanas do Brasil o índice de Conectividade Urbana (ICSu) é 0,821, o Índice de Conectividade Rural (ICSr) é 0.542. Na América Latina e Caribe, o ÍSCu médio é 0,794, e o ICSr é 0,434", diz o IICA.

Desafios
O documento aponta que as dificuldades para aumentar o acesso à conectividade rural mais rapidamente na maioria dos países passam por "obstáculos persistentes no emprego dos fundos de acesso universal, problemas na implementação de novas instalações devido à infraestrutura elétrica e de rodovias, elevados custos de investimento e menor custo-efetividade para as companhias operadoras, além de escassez de estímulos que incentivem os investimentos no âmbito rural".

Para Gabriel Delgado, coordenador da região Sul do IICA e representante no Brasil, apesar da melhora da conectividade nas áreas rurais, é preocupante que 72 milhões não tenham acesso a conectividade de qualidade nas áreas rurais da América Latina e do Caribe, sendo que 13 milhões estão nas áreas rurais brasileiras.

“Assim como em outros momentos da história, trens, rodovias e estradas foram muito importantes para o desenvolvimento, o divisor de águas agora entre se desenvolver e ficar para trás é ter acesso à internet”, disse.

Caminhos

O estudo sugere a implementação de algumas políticas públicas para desenvolver as habilidades digitais na população rural e maximizar as oportunidades oferecidas pela conectividade nas zonas rurais. O levantamento aponta a necessidade, por exemplo, de "garantir conectividade acessível e significativa para fins educativos e, juntamente com o hiato de acesso, abordar o uso das novas tecnologias entre a população".

Outros apontamentos são a necessidade de estabelecer estratégias diferenciadas de formação para os jovens que estão nas escolas e a população economicamente ativa, de criar oportunidades de imersão em tecnologias, de adequar o ensino nos cursos de formação voltados à agropecuária com os processos de digitalização da atividade, de promover a chegada da tecnologia digital por meio da educação formal, de garantir acesso universal à internet nas escolas rurais e capacitar os jovens digitalmente, apoiando estudos sobre habilidades digitais na região.

"Superar a diferença de conectividade e de habilidades digitais na ruralidade requer a concordância de políticas públicas, a participação do setor privado e a cooperação internacional. Os países da região, embora estejam encarando ações em termos de atualização de estruturas regulatórias e desenvolvimento de agendas e políticas digitais, ainda não conseguiram implementar soluções em grande escala e apresentam requisitos significativos em termos de investimentos em infraestrutura", destacou, em nota, Sandra Ziegler, pesquisadora do IICA que liderou a elaboração do trabalho.

As informações são do Valor Econômico.


Jogo Rápido

Vendas na internet caem 4,3%
As vendas do comércio on-line no mercado brasileiro somaram R$ 40 bilhões entre janeiro e março deste ano. Isso significa uma queda real de 4,3% em relação ao resultado do primeiro trimestre do ano passado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Para o Dia das Mães, que ocorre no próximo domingo (14 de maio), a entidade projeta crescimento de 3% nas vendas em relação à data comemorativa do ano passado. Mas a associação também observa que o crescimento mais representativo nas vendas ficará para o segundo semestre. No acumulado de 2023, a expectativa da ABComm é de que as vendas on-line somem R$ 172 bilhões, um avanço tímido de 1,5% sobre o ano passado. “A redução no faturamento de empresas que enfrentaram problemas no balanço [ como a Americanas], a questão fiscal que afetou companhias estrangeiras e a manutenção dos juros, que prejudicou as vendas a prazo, são alguns dos motivos por trás dessa queda”, disse Mauricio Salvador, presidente da associação, em comunicado. “Apesar dos desafios, acreditamos que haverá recuperação nos próximos meses”, completou o presidente da entidade sem fins lucrativos que reúne 9 mil associados. Entre eles estão representantes de lojas virtuais, fornecedores de serviços de tecnologia, mídia e meios de pagamento. (Valor Econômico)


 
 
 

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Porto Alegre, 08 de maio de 2023                                                           Ano 17 - N° 3.895


Extremos climáticos: quais foram os prejuízos causados no campo?

Eventos climáticos extremos causaram prejuízos de R$ 287 bilhões à agropecuária brasileira entre 2013 e 2022, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), feito com base em dados do Sistema Integrado de Informações Sobre Desastres do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.As secas foram responsáveis por 87% dos prejuízos na agropecuária no intervalo considerado no levantamento. Ao todo, os eventos causaram perdas em 6,8 milhões de hectares de lavouras, uma área que equivale à soma dos territórios dos Estados do Rio de Janeiro e Alagoas.

No período, 4.624 municípios publicaram 14.635 decretos de anormalidade, e 3.384 informaram os dados à base do governo federal. A seca é o evento que mais prejudica o produtor rural: essa foi a razão de mais de 12 mil decretos municipais de situação de emergência ou estado de calamidade pública. A falta de chuvas foi responsável por 87% dos prejuízos na agropecuária no intervalo que a CNM considerou no estudo.

A agricultura sofreu danos que somaram R$ 216,6 bilhões, ou 65% do total. A estiagem causou 86% das perdas agrícolas (R$ 186,2 bilhões), e as chuvas em excesso, 14% (R$ 30,3 bilhões).

Segundo a CNM, houve perdas em 6,8 milhões de hectares de lavouras entre 2013 e 2022. O número corresponde a 1,6% da área média de cultivo no país nesse período, mas, em alguns Estados, as perdas foram mais expressivas, como em Pernambuco (20,1%), Sergipe (16,4%) e Rio Grande do Norte (13,8%). Na pecuária, os prejuízos foram de R$ 70,4 bilhões. A falta de chuvas foi responsável por 92% das perdas na atividade, de quase R$ 65 bilhões.

Outros setores da economia, como indústria e serviços, também tiveram prejuízos com eventos extremos entre 2013 e 2022. Ao todo, as perdas foram de R$ 320,1 bilhões nesse intervalo. O impacto sobre a agricultura e a pecuária, no entanto, correspondeu a 90% dos danos que a iniciativa privada sofreu.

A maior parte dos danos ocorreu no ano passado. As perdas de agricultores e pecuaristas somaram R$ 85 bilhões em 2022, ou quase 22% de todo o prejuízo acumulado nos últimos dez anos.

A Confederação Nacional de Municípios diz que as perdas com os eventos climáticos têm um “efeito deletério” sobre as economias locais, já que os recursos deixam de circular nos municípios. A CNM apontou ainda que, proporcionalmente, o crescimento das perdas na agropecuária foi mais acelerado que o do Valor Bruto da Produção (VBP) no mesmo período.

Segundo a entidade, o clima adverso não teve impacto sobre a economia do campo em 2013 e 2014. Em 2015, os danos representaram 2,7% do VBP da agricultura. Já no ano passado, a fatia passou a ser de 8,7%.

As regiões mais afetadas pelos eventos climáticos foram Nordeste e Sul. Elas sofreram 36% e 33% dos prejuízos à agropecuária entre 2013 a 2022, respectivamente.

Na agricultura, o Rio Grande do Sul foi o Estado mais prejudicado nos dez anos, com R$ 38,5 bilhões em perdas, o que equivale a 21% do total; na sequência ficaram o Paraná, com R$ 26,3 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 24,8 bilhões. Na pecuária, as secas concentraram 56% das perdas do Nordeste. Na região, os maiores danos ocorreram na Bahia, com R$ 14,73 bilhões. Minas Gerais contabilizou os maiores prejuízos da atividade no país, com R$ 16,58 bilhões.

O excesso de chuvas afetou mais os produtores de Centro-Oeste e Sul. Na pecuária, as chuvas afetaram especialmente Mato Grosso do Sul (R$ 1,3 bilhão) e Minas Gerais (R$ 1,5 bilhão).

“O efeito negativo do excesso ou falta das chuvas sobre as lavouras é bastante evidente no Rio Grande do Sul, que nos últimos anos teve perdas significativas com a seca. O aumento dos prejuízos resultou na queda do valor da produção agrícola”, diz o documento da confederação, obtido pelo Valor.

Segundo a entidade, o impacto dos prejuízos correspondeu a quase 30% do VBP gaúcho em 2022. Nos dez anos considerados no levantamento, Maranhão, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte tiveram, em alguns casos, perdas econômicas superiores ao valor da produção estimado pelo Ministério da Agricultura.

A CNM também mediu o impacto dos eventos climáticos sobre a atividade agrícola dos principais municípios do agro, aquele com Índice de Desenvolvimento da Agropecuária Municipal (Idam) entre 0,6 e 1. Segundo a entidade, as 500 cidades que lideram o ranking concentram 66% do VBP da agricultura e 38% dos danos às lavouras. Já os 500 municípios com menor pontuação representam 1% do valor bruto da produção agrícola e 9% dos prejuízos.

“Em 487 municípios brasileiros, toda a riqueza que a agricultura gerou nos últimos dez anos se perdeu com o excesso ou falta de chuvas, afetando 537.934 estabelecimentos e 1.489.432 pessoas ocupadas. Essa situação indica a necessidade de melhoria no processo produtivo com foco em culturas mais adaptadas ao clima da região e resistentes à seca”, aponta a entidade.

A CNM diz que é preciso fortalecer os mecanismos de convivência com a seca, por meio da construção de barragens e cisternas, por exemplo, além de incentivar o uso da irrigação na produção agropecuária e o seguro rural. “Para minimizar os danos, as ações de prevenção e gestão de riscos devem passar a integrar a ação coordenada e articulada dos entes da federação”, diz a CNM.

As informações são do Valor Econômico.


Custas de processos trabalhistas superam o PIB de nove estados

Estudo da Neoway, empresa de inteligência de dados, revela que despesas processuais de cinco estados brasileiros custaram R$ 94,5 bilhões

São Paulo – Processos trabalhistas de cinco estados brasileiros custaram R$ 94,5 bilhões para empresas de cinco estados. O valor equivale a mais de duas vezes o Produto Interno Bruto (PIB) de Sergipe e supera toda a riqueza gerada em outros oito estados.

É o que revela um estudo da Neoway, empresa de inteligência de dados, com base em informações dos sistemas de Justiça do País.

Atualmente, cerca de 1 milhão de empresas brasileiras respondem a, pelo menos, um processo trabalhista.

São Paulo concentrou 64% das ações, e as custas processuais atingiram cerca de R$ 61 bilhões, quase o equivalente ao PIB de Alagoas.

Seguem na lista Rio de Janeiro (R$ 13,4 bilhões), Minas Gerais (R$ 9,5 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 5,4 bilhões) e Bahia (R$ 5,2 bilhões).

Apesar da liderança em valores, São Paulo fica atrás do Rio de Janeiro em número de processos — cerca de 4,7 milhões, no Rio, ante 345 mil.

As causas mais comuns envolvem pedidos de indenização por danos morais, contestação do aviso prévio, e reclamações por adicional de hora extra.

Ainda segundo o estudo, empresas do varejo são as mais acionadas, concentrando 41% dos processos. (Diário do Comercio)

Leite/América do Sul

Existem melhorias nas tendências climáticas recentes na América do Sul, especialmente no que se refere à precipitação tão necessária.

Embora as temperaturas estejam acima da média em algumas áreas, são boas as perspectivas de produção de leite.

Os relatórios sugerem que os padrões climáticos do La Niña estão diminuindo, deixando no lugar os padrões climáticos do El Niño, que trazem um tempo chuvoso para a safra de milho atual.

O preço do leite ao produtor está firme em grandes países produtores de leite, como Uruguai e Argentina, para tentar aumentar a produção, notavelmente limitada, no momento.

Entretanto, relatórios indicam que muitos produtores venderam suas vacas para abate, pois a melhora das condições climáticas que proporcionam maior conforto animal e reduz os custos da alimentação chegaram tarde demais.

As exportações de commodities lácteas continuam se movendo da Argentina e Uruguai para o Brasil.

As importações de queijo pelo maior mercado do continente continuam fortes, mas também as remessas de leite em pó, especialmente leite em pó integral (WMP).

Os importadores chineses e argelinos continuam presentes na região, mas a parcela mais significativa das commodities segue para o Brasil. Os preços de WMP e SMP na região permaneceram estáveis ou continuam subindo. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido

Sindilat/RS é parceiro da Prefeitura de Estrela para implantação de Escola Laticinista
Confira aqui a entrevista com o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, na Rádio Tirol. A fim de implementar aquela que será a primeira Escola Técnica Laticinista do Rio Grande do Sul, aconteceu recentemente a instalação do Comitê Gestor. O grupo, que congrega representantes da prefeitura de Estrela, Univates, entidades de ensino e da indústria leiteira, já definiu entre as diretrizes a oferta de vagas para todas as cidades do Estado. O secretário também falou das dificuldades enfrentadas pelo setor. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 05 de maio de 2023                                                           Ano 17 - N° 3.894


Estado lança metas da agricultura de baixo carbono durante Fórum Gaúcho de Mudanças Climáticas
 
O Rio Grande do Sul lançou, nesta quinta-feira (4/5), as metas do Plano da Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC+ RS), com as diretrizes para promover a adaptação à mudança do clima e o controle das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na agropecuária gaúcha, visando ao aumento da eficiência e resiliência dos sistemas produtivos.  O lançamento aconteceu durante a 4ª edição do Fórum Gaúcho de Mudanças Climáticas (FGMC), no auditório do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS).
 
Segundo o governador Eduardo Leite, que participou do evento, esse tipo de projeto tem como intenção fazer com que o Estado seja um exemplo em relação aos compromissos climáticos. “Precisamos ter a consciência de que a preocupação com o meio ambiente deve estar alinhada com os aspectos econômicos e sociais. E nosso governo tem a compreensão que é a partir deste posicionamento que poderemos ter um Estado verdadeiramente sustentável”.
 
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Giovani Feltes, explicou que o Plano ABC+ RS tem como objetivo promover a adaptação à mudança do clima e o controle das emissões de GEE na agropecuária do RS. “Com a publicação do plano pretendemos expandir em 4,6 milhões de hectares até 2030, o que resultará na redução de cerca de 75 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. E para atingir essas metas a Secretaria da Agricultura vai estimular políticas públicas que incentivem a adoção das tecnologias do Plano ABC+”, enfatizou.
 
O FGMC foi presidido pela secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann. “Nós temos certeza de que esse ambiente, promovido pelo Governo do Estado, vai trazer importantes avanços porque traz a sociedade e as práticas factíveis para a redução, mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, reforçou a secretária durante a abertura.
 
O diretor substituto do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação (Depros), Gustavo dos Santos Goretti, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), afirmou que o "RS é o terceiro Estado a lançar seu plano. Incluímos novas linhas de tecnologia e uma delas é a irrigação que faz muita diferença ao Estado, para mitigar os efeitos da estiagem. Precisamos mostrar aos produtores as tecnologias que a gente conhece para que eles possam diminuir as perdas que possam ter na produção".
 
O ABC+ RS é considerado uma política pública que promove o engajamento ativo do setor produtivo e da sociedade, integrando produtividade, adaptação e mitigação efetiva, ao cenário da agropecuária brasileira.
 
Ao longo dos anos, mais de 50 milhões de hectares já adotaram tecnologias ABC como o Sistema Plantio Direto, Fixação Biológica de Nitrogênio, Florestas Plantadas e Sistemas de Integração, a Integração Lavoura-Pecuária, Integração Lavoura-Floresta, Integração Pecuária Floresta ou mesmo a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. O novo ciclo do ABC+ inclui novas tecnologias adaptadoras e mitigadoras, como o Sistema Plantio Direto com hortaliças, a Terminação Intensiva, e os Sistemas Irrigados, além de dar um destaque maior aos Sistemas Agroflorestais. Também prevê o fortalecimento das estratégias de adaptação à mudança do clima e incorpora o conceito de Abordagem Integrada da Paisagem (AIP) à gestão do uso do solo nas propriedades rurais, microrregiões e territórios.
 
Para o coordenador do Comitê Gestor do ABC+ RS e pesquisador da Seapi, Jackson Brilhante, a publicação das metas é um marco para o Estado do Rio Grande do Sul e sinaliza para os mercados o compromisso do Estado com a produção agropecuária sustentável. “O produtor gaúcho é referência no cenário nacional e mundial em termos de adoção das tecnologias de agricultura de baixa emissão de carbono, pois ele está cada vez mais convencido da necessidade de produzir mais, com menor custo e menor impacto ambiental. Esse plano foi construído a várias mãos em conjunto com representantes do setor agropecuário, de instituições de pesquisa, ensino e extensão”, afirmou. 
 
Fórum de Mudanças Climáticas
 
Além do Plano ABC+ RS, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura Seapi, será feito pela Sema, com a condução da Assessoria do Clima, um inventário de emissões de GEE, assim como uma análise de riscos e vulnerabilidades climáticas.
 
“Tudo isso levará à criação do plano de mitigação, que vai zerar o balanço das emissões de GEE nas diversas cadeias produtivas do Estado. A Sema ainda conta com projetos como o EstimaGás, que faz a mensuração dos GEE em aterros sanitários; o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), instrumento econômico que recompensa e incentiva serviços ambientais; e o Agrigooders, programa de recompensa por boas práticas ambientais”, reforçou Marjorie.
 
Durante o evento, foi assinado o Protocolo de Intenções entre o Estado e federações, que objetiva a promoção do Plano de Descarbonização das Cadeias Produtivas do RS. Assinaram o documento o governador Eduardo Leite, a secretária Marjorie, o secretário Feltes, e o secretário de Desenvolvimento Rural, Ronaldo Santini, juntamente com os representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS (Fecomércio-RS), e da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).
 
Também fizeram parte da mesa o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, a Delegada Nadine Anflor, vice-presidente da Assembleia Legislativa, o procurador-geral de Justiça do RS, Marcelo Dornelles, o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do MP, Daniel Martini.
 
Fazem parte do fórum representantes do governo do Estado, sociedades civil e científica. As próximas reuniões estão previstas para acontecer nos dias 29 de agosto e 21 de dezembro.
 
Metas do RS até 2030
 
Ao todo são oito metas previstas para estímulo à adoção de sistemas, práticas, produtos e processos de produção sustentável, com compromissos até 2030:
 
● Ampliar em 1,43 milhões de hectares as áreas com adoção de Práticas para Recuperação de Pastagens Degradadas (PRPD);
● Ampliar em 600 mil hectares a área com adoção de Sistema de Plantio Direto;
● Ampliar em 1,005 milhão de hectares a área com adoção de Sistemas de Integração, sendo 1 milhão de hectares referentes a Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e 5 mil hectares referentes a Sistemas Agroflorestais;
● Ampliar em 322 mil de hectares a área com adoção de florestas plantadas;
● Ampliar em 1 milhão de hectares a área com adoção de Bioinsumos;
● Ampliar em 216 mil hectares a área com adoção de Sistemas Irrigados;
● Ampliar em 11,8 milhões de metros cúbicos a adoção de manejo de resíduos da produção animal;
● Ampliar em 200 mil os bovinos em terminação intensiva.
 
As informações são do Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Piracanjuba apresenta novidades na linha Whey

Whey - De acordo com a Recommended Dietary Allowance (RDA), o valor de referência para consumo de proteínas é de 75g, em uma dieta padrão de 2000 kcal diárias. Esses índices, no entanto, estão abaixo das necessidades diárias de alguns indivíduos, como é o caso daqueles que se exercitam, por exemplo.

Pensando em apoiar os consumidores na rotina da alimentação, com a ingestão apropriada de nutrientes, a Piracanjuba expandiu a linha de produtos Whey que, agora, passa a contar com 10 produtos. As novidades são os Piracanjuba Whey 15g, na versão 250ml, nas opções Chocolate, Morango e Coco, e, em embalagens de 1L, nos sabores Coco e Chocolate. A versão de 23g, já existente no portfólio da marca, continua disponível em 5 sabores: Cacau, Banana, Baunilha, Frutas Vermelhas e Pasta de Amendoim.

“Piracanjuba Whey é para quem treina de forma mais leve, ou para que se exercita em atividades de alto impacto. É uma opção leve e saborosa para lanches e para quem busca aumento diário da ingestão de proteínas. Ao desenvolver as versões com 15g de proteínas, queremos atender novos públicos, levando ainda mais opções para atender variadas necessidades”, comenta a Gerente de Marketing, Lisiane Campos.

Além da quantidade de proteínas por porção, os novos Piracanjuba Whey 15g possuem embalagens exclusivas, com layout único, destacado pelas cores que remetem à força e à robustez. Os produtos são apresentados em embalagens assépticas Tetra Pak, assegurando a qualidade e a conservação dos nutrientes.

“Variamos sabores, para atender diferentes paladares, e pensamos ainda nos públicos que possuem intolerância à lactose ou com restrição ao consumo de açúcares. Além disso, para trazer maior dulçor, sem, contudo, aumentar as calorias, utilizamos stevia nas versões 23g, e sucralose, nas de 15g. Piracanjuba Whey é para quem quer manter o corpo em movimento, sem abrir mão do sabor e qualidade”, complementa Lisiane.

Dentro de alguns dias, os novos produtos estarão disponíveis nos principais pontos de vendas de todo o Brasil e nos canais de e-commerce. (Piracanjuba)

Indústria do queijo: como o foco em digitalização e sustentabilidade contribuem para o crescimento

Indústria do queijo tem taxa de crescimento global que deve alcançar 6,8% entre 2020 e 2025. Fernanda Rocha, da Tetra Pak Brasil, explica o potencial deste mercado global e no Brasil.

Com sua origem estipulada em mais de 10 mil anos, o queijo é um dos alimentos mais apreciados em todo o mundo. Seja o Cheddar, da Inglaterra, o Feta, da Grécia, ou até a famosa Mussarela, originada na Itália e adaptada para o que conhecemos hoje como pizza-cheese, o queijo faz parte da culinária de diversos países, incluindo o Brasil.

E com uma taxa de crescimento global que deve alcançar 6,8% entre 2020 e 2025, segundo dados levantados pela Mondor Intelligence, a indústria queijeira tem potencial para sua consolidação em âmbito global, e sem dúvida possibilidade de expansão e fortalecimento no mercado brasileiro.

Hoje, já temos uma indústria forte em território nacional, mas que ao mesmo tempo possui potencial para crescer, seja por meio de aumento de capacidade ou por otimização de sua base instalada. Por exemplo, ainda há muito a ser explorado quando falamos em padronização dos produtos, na digitalização do pátio fabril e na produção com foco na sustentabilidade.

Padronização e digitalização
Pensando um pouco sobre a questão da padronização, temos que entender as variações encontradas nos processos da indústria, o que consequentemente impactam na variabilidade do produto entregue ao consumidor.

Há muito o que se explorar dentro do universo fabril, por exemplo, quando olhamos para o volume de dados existentes em cada lote fabricado. Esta abordagem cabe em todos os cenários, sejam desde os menores até grandes volumes, e é importante entender o tamanho do impacto dessa variação do processo nas características finais do produto e como isso afeta a rentabilidade do negócio.

E isso se conecta ao ponto da digitalização do pátio fabril. Ao permitir que a tecnologia adentre ao chão de fábrica, ela otimizará a produção, trazendo padronização do produto e, consequentemente, entregando melhores resultados ao produtor.

Desde a recepção do leite, passando por todo o processo de produção da coalhada até a salga e resfriamento final, é possível investir na indústria queijeira para que traga uma constante na produção do queijo, com equipamentos que mantenham a qualidade e características iniciais do queijo. E isso permitirá inclusive o desenvolvimento dos colaboradores, que poderão se especializar e focar nas etapas mais técnicas e estratégicas da produção, deixando o restante da operação dentro de uma realidade mais tecnológica e digitalizada.

Sabemos que uma mudança como essa acontece a longo prazo e precisa ser avaliada sob diversos pontos de vista, mas é importante iniciar essa discussão, mostrando o quanto esse novo mindset irá beneficiar o setor, tornando-o cada vez mais forte e consolidado no Brasil.

Sustentabilidade
Com isso, chegamos a um terceiro ponto necessário para a indústria queijeira quando pensamos em seu fortalecimento: a sustentabilidade. Hoje o tema já está presente em todos os setores, e devemos colocar em pauta quando pensamos não só em novos projetos, mas também em como adequar linhas existentes. Dentro do processamento de queijos, existem oportunidades para otimizar o uso dos recursos hídricos, e a indústria pode, e deve, pensar em alternativas para que toda a produção do alimento seja mais sustentável e com o menor impacto para nosso planeta.

Quando pensamos no processo da mussarela, por exemplo, é necessário promover o aquecimento da coalhada para realizar a etapa de filagem, promovendo a estrutura de fibras alongadas características a este queijo. O processo tradicional consiste em manter o equipamento inundado com água quente, consumindo um elevado volume de água e por consequência gerando efluente a ser tratado.

Hoje, máquinas que realizam a filagem a seco do queijo mussarela, por exemplo, são uma inovação no mercado e permitem que no momento de filar a massa, esse procedimento seja feito a seco, ou seja, sem a necessidade de adição de água no processo.

Outra aplicação consolidada e muito presente no mercado são de soluções de filtração por membranas, que podem ser utilizadas com a finalidade de concentrar desde o soro até promover a separação e concentração de proteína do soro e outros componentes.

Nesse processo, por exemplo, milhares de litros de água por dia são recuperados antes que sejam direcionados para a estação de tratamento de efluentes. Com isso, é possível, por exemplo, que a água seja usada na limpeza do pátio fabril e na lavagem dos caminhões, trazendo ainda mais economia para o local.

Como iniciar essas mudanças?
Agora que temos uma ideia de algumas ações que podem se tornar realidade no setor queijeiro, a dúvida que fica é: como fazer tudo isso?

Se queremos um pátio fabril digitalizado e com uma produção padronizada, gerando assim melhores resultados para a indústria, precisamos incorporar a realidade tecnológica nesse processo. Sejam máquinas para prensagem, salga ou drenagem, passando pela inserção de linhas completas de produção, e chegando até aos maquinários com foco na eficiência e sustentabilidade, a digitalização e tecnologia precisam estar presentes em todas as etapas do processo.

E todo esse investimento em inovação também depende de outros fatores, como a manutenção preventiva, fornecimento de peças e insumos, e até mesmo treinamentos de funcionários para adaptação à nova realidade. São iniciativas a médio e longo prazos que fazem a diferença e que tornam a fábrica em si, e a indústria como um todo, competitivas e sólidas o suficiente para se consolidarem diante dos desafios do futuro.

A indústria queijeira é parte fundamental da nossa economia, e aqui na Tetra Pak temos como meta apoiar e sermos uma parceira estratégica em seu desenvolvimento e na busca de oportunidades para os produtores desse alimento que é uma paixão de todos nós.

*Fernanda Rocha é Gerente de Vendas de Processamento em queijos da Tetra Pak Brasil. Técnica em Leite e Derivados pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes e Engenheira de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Fernanda Rocha acumula mais de 10 anos no setor de alimentos. Na Tetra Pak desde 2021, a gerente dedica-se a projetos voltados para o setor do queijo. (Food Conection - via Edairy News)


Jogo Rápido

Chuvas e temperaturas baixas marcam os próximos dias no RS
A próxima semana permanecerá com temperaturas mais baixas e com elevados volumes de chuva na maior parte do Rio Grande do Sul. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 18/2023, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga. Entre sexta-feira (05/05) e domingo (07/05), a passagem de uma área de baixa pressão e de uma frente fria provocará chuva em todo o Estado, com possibilidade de temporais isolados e altos volumes acumulados, principalmente na Metade Norte. Na segunda (08/05), o ingresso de uma massa de ar frio e seco afastará a nebulosidade e vai provocar o ligeiro declínio das temperaturas; somente nos setores Norte e Nordeste ainda ocorrerão chuvas fracas e isoladas. Na terça (09/05) e quarta-feira (10/05), a presença do ar frio e seco manterá o tempo firme, com temperaturas amenas em todo o Estado. Os volumes previstos deverão oscilar entre 25 e 60 mm na Fronteira Oeste, Campanha e Zona Sul. Nas demais regiões, os totais esperados serão mais elevados e deverão variar entre 70 e 90 mm, podendo superar 125 mm em municípios das Missões, Vale do Uruguai e do Planalto. O boletim também aborda a situação de diversas culturas e criações de animais pelo Estado. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em  www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (SEAPI)


 
 
 

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Porto Alegre, 04 de maio de 2023                                                           Ano 17 - N° 3.893


No lançamento da Expoleite e da Fenasul, indústria cobra acesso a fundo do setor

Representante do Sindilat-RS falou sobre a necessidade de liberação de recursos do Fundoleite para ações de desenvolvimento da produção 

Foi um café da manhã diferente, com o leite (e seus derivados) ganhando o protagonismo à mesa e nos discursos do lançamento da 44ª Expoleite e 17ª Fenasul, realizado no parque Assis Brasil, em Esteio, nesta quarta-feira (3).  Os eventos simultâneos ocorrem de 17 a 21 de maio e têm entrada gratuita. Durante a apresentação oficial, os desafios inerentes à produção também entraram no cardápio. E o secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindilat-RS), Darlan Palharini, falou sobre a necessidade de que os cerca de R$ 30 milhões do Fundo Estadual do Leite (Fundoleite) possam ser acessados, para ações de fomento da cadeia. 

— Precisamos resolver esse problema. A Argentina liberou R$ 300 milhões para o setor de lácteos — pontuou, sobre o país vizinho, de onde o Brasil traz parte das importações do produto.

Ao se manifestar, logo depois, o secretário da Agricultura, Giovani Feltes, falou sobre o assunto. Ele explicou que os projetos aprovados precisam passar por trâmites burocráticos, mas que já está sendo feita a análise jurídica. A questão foi levada à Casa Civil, e, conforme Feltes, agora é preciso aguardar.

Criado em 2013, o Fundoleite é formado por arrecadação compulsória, de partes iguais, entre Estado e indústrias. Inicialmente, os repasses eram feitos com o Instituto Gaúcho do Leite (IGL), mediante a celebração de convênio com a Secretaria da Agricultura. Em 2016, o acordo não foi mais renovado. E em 2021, o acesso ganhou um novo modelo de distribuição: 70% do arrecadado passou a ser destinado para projetos na área de assistência técnica de produtores de leite,  outros 20% para apoio e desenvolvimento do setor e 10% para custeio de atividade administrativa. 

A crise enfrentada pelo setor de lácteos apareceu em outras falas na cerimônia de lançamento. Presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês (Gadolando), Marcos Tang lembrou que são três anos de condições climáticas adversas:

— O grande desafio do produtor (de leite) é produzir alimento (para o gado). Temos de otimizar o uso das pastagens, porque os silos estão quase vazios.

Representando a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS), o engenheiro agrônomo Kaliton Prestes disse que é preciso avançar para a colheita de três safras em um ano também na pecuária de leite. Gedeão Pereira, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), destacou que o Brasil é hoje o terceiro maior produtor de lácteos, com a atividade presente em 98% dos municípios brasileiros, acrescentando que é preciso, no entanto, ganhar competitividade. E que é preciso olhar com atenção, entre outras coisas, para os acordos comerciais para além do bloco do Mercosul. 

— A Expoleite e a Fenasul trazem o que há de melhor na genética, que é um dos pilares da competitividade  — acrescentou.

Vice-presidente técnico da Gadolando, José Ernesto Ferreira lembrou que a exposição traz, além de uma disputa saudável, onde se vê a qualidade dos animais perante outros produtores, a possibilidade de que o produtor fique atualizado, faça melhoramento genético e, assim, tenha eficiência melhor na atividade.

— E tem a aproximação do público urbano com o do campo. 

Saiba mais
A 44ª Expoleite e 17ª Fenasul ocorrem de 17 a 21 de maio, no parque Assis Brasil, em Esteio
A entrada no local é gratuita
Além das duas exposições, há ainda a Multifeira de Esteio, que terá mais de 200 expositores, a primeira feira de cutelaria, espaço de inovação e programação cultural, com shows em todas as noites
Há ainda o rodeio artístico de Esteio
A agricultura familiar também marca presença, com 32 empreendimentos
Neste ano, será retomada a Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas, marcada para o dia 17 de maio 

As informações são da Zero Hora


Secretaria da Agricultura e setor produtivo alinham apoio à pesquisa de emissões de carbono

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação estuda a formatação de um acordo de estímulo à redução das emissões na pecuária gaúcha. A iniciativa, que já conta com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente, está sendo costurada junto à Embrapa Pecuária Sul e tem o apoio de Sindilat e Associação Brasileira de Angus. Os encaminhamentos foram tratados em reunião conduzida pelo secretário adjunto, Márcio Madalena, na manhã desta quinta-feira (4/5), e que contou com chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso, o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, com a presidente da Associação Brasileira de Angus, Mariana Tellechea, e o gerente de Fomento, Mateus Pivato.


Foto: Carolina Jardine

Segundo Madalena, o governo tem total interesse em ações focadas em redução das emissões ou que permitam um balanço favorável de gases do efeito estuda. “Precisamos mostrar o que já estamos fazendo em relação à mitigação das emissões do agronegócio. O próprio incremento genético dos rebanhos tem que entrar nessa narrativa porque faz com que o animal fique pronto para produção antes e isso reduz as emissões”, pontuou o secretário adjunto.

Uma das primeiras entidades a levar o tema ao governo ainda na gestão anterior do governador Eduardo Leite, o Sindilat integra o grupo que busca uma parceria com o governo do Estado e Ministério da Agricultura para viabilizar a compra de quatro cochos capazes de aferir as emissões de metano de bovinos a campo. A tecnologia, explica Cardoso, precisa ser importada, mas aumentaria consideravelmente a escala e eficiência dos testes em rebanhos de corte e leite. “Os cochos de medição devem ajudar o Rio Grande do Sul a posicionar-se na linha de frente dos estudos de emissões no Brasil. É um projeto de grande interesse do setor lácteos porque representa um ganho e um diferencial produtivo”, completou Palharini, convicto que o assunto deve ser tratado como política de estado.  

Uma das opções aventadas é que o investimento para aquisição dos cochos possa contar com apoio de recursos do Fundoleite. O fundo, cujas verbas estão paradas no Tesouro do Estado, foi criado exatamente para financiar projetos de pesquisa e fomento ao setor lácteo. “Já somos referência no controle de brucelose e tuberculose. Agora, precisamos avançar para o controle de emissões alinhados com os compromissos ambientais assumidos”, completou Palharini. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Reinstalada a Frente Parlamentar do Cooperativismo

A Frente Parlamentar do Cooperativismo foi reinstalada na manhã desta quarta-feira (3), no salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa. A Frente será presidida pelo deputado Elton Weber (PSB).

Em sua fala, Weber destacou que o cooperativismo está presente no Rio Grande do Sul há 121 anos e é um dos principais pilares do desenvolvimento, geração de renda, emprego e qualidade de vida do estado. Segundo o deputado, as cooperativas de crédito, trabalho, agropecuário, transporte, produção de bens e serviços, saúde, consumo e infraestrutura desenvolvem os municípios onde estão presentes, pois o dinheiro permanece na comunidade.

A Frente tem como objetivo desenvolver o processo de difusão e fortalecimento do cooperativismo no solo gaúcho visando o desenvolvimento do estado. “Quero dizer a todos do sistema cooperativo que esta Casa estará à disposição na Frencoop para atender, receber e trabalhar pelo cooperativismo gaúcho. Viva as cooperativas! Viva o cooperativismo gaúcho!”. concluiu Weber.

Manifestações
Ao final do ato, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Vilmar Zanchin (MDB), deu posse aos integrantes da Frente Parlamentar. Ele reforçou a importância da Frente na medida que é a única que tem a assinatura de todos os 55 deputados e destacou o pioneirismo do Rio Grande do Sul no sistema de cooperativismo na América Latina.

Também se manifestaram na cerimônia Darci Pedro Hartmann, presidente da Ocergs, e Ronaldo Santini, secretário de Estado de Desenvolvimento Rural.

Presenças
Estiveram presentes no ato Artur Lemos, secretário-chefe da Casa Civil, e Beto Fantinel, secretário de Estado da Assistência Social; além das deputadas Silvana Covatti (PP),  Eliana Bayer (Republicanos) e Delegada Nadine (PSDB) e dos deputados Delegado Zucco (Republicanos), Zé Nunes (PT), Professor Bonatto (PSDB), Paparico Bacchi (PL), Gerson Burmann (PDT), Luciano Silveira (MDB), Airton Lima (Podemos), Guilherme Pasin (PP), Edivilson Brum (MDB), Miguel Rossetto (PT), Felipe Camozzato (Novo), Valdeci Oliveira (PT), Carlos Búrigo (MDB), Capitão Martim (Republicanos), Rafael Braga (MDB), Airton Artus (PDT) e Professor Claudio Branchieri (Podemos). (ALRS)


Jogo Rápido

Uruguai– As exportações de produtos lácteos chegaram ao maior nível desde 2014
Exportações/UR – As exportações de produtos lácteos pelo Uruguai totalizaram US$ 70 milhões em abril de 2023, aumentando 29% na comparação interanual. Ficaram em destaque as exportações de leite para o mercado brasileiro, que passaram de quase US$ 2 milhões em abril de 2022, para US$ 38 milhões em abril de 2023, destacou o boletim mensal do Instituto Uruguai XXI. O Brasil é o destino de 35% das exportações totais de lácteos no acumulado de 2023. O montante total exportado entre janeiro e abril supera os US$ 280 milhões e é o mais alto para os primeiros quatro meses do ano, desde 2014, com incremento de 10% em relação ao mesmo período de 2022. As exportações do setor lácteo, que representaram em abril de 2022 cerca de 6% das exportações para o mercado brasileiro, passaram a representar 27% em igual mês de 2023, multiplicando por seis o montante de abril de 2022. O Uruguai está vendendo leite para o Brasil a preços muito bons, em um cenário de preços internos elevados e anúncios de Lula que podem aumentar o consumo, como o aumento do salário mínimo, destacou Justino Zavala Muniz, diretor da Agremiação de Produtores de Canelones (ATC) e conselheiro do Instituto Nacional do Leite (Inale). O setor lácteo está otimista e espera que o Brasil mantenha o bom ritmo de compras até a entrada da primavera, quando a produção local se recupera. Por outro lado, as exportações de abril para a Argélia diminuíram 64% em relação ao mesmo mês do ano passado. (Fonte: Blasina y Asociados – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


 
 
 

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Porto Alegre, 03 de maio de 2023                                                           Ano 17 - N° 3.892


Lançamento da Fenasul Expoleite evidencia esforços de parceiros para promoção do setor
 
Autoridades e entidades participantes da feira esperam recordes de público no evento que ocorre de 17 a 21 de maio
 
A 17ª Fenasul e 44ª Expoleite foi lançada oficialmente nesta quarta-feira (3/5), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Autoridades e representantes das entidades promotoras e apoiadoras estiveram presentes no café da manhã, no Parque de Exposições Assis Brasil, local da feira. O evento, que vai ocorrer entre entre 17 e 21 de maio, contará com mais de 500 animais inscritos entre as raças Holandesa, Jersey, Gir, Girolando e búfalas leiteiras, coelhos, cavalos e gado de corte.
 
A Fenasul Expoleite é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag) e da Prefeitura de Esteio.
 
Para o secretário da Agricultura, Giovani Feltes, a Fenasul Expoleite tem um significado do ponto de vista cultural, social e histórico já consolidado aqui no Estado do Rio Grande do Sul. “Mais do que valorizar a produção leiteira e sua qualidade, mais do que reconhecer a excelência do trabalho daqueles que trabalham no campo, é fundamental comemorar, trocar experiências e compartilhar com a sociedade a importância e relevância de todo um setor produtivo. O Estado tem sido parceiro de todas as atividades setoriais e aqui será o momento de exortar aqueles que produzem, mas também os que consomem, pela reconhecida excelência do nosso agro”, ressaltou.
 
O presidente da Gadolando, Marcos Tang, afirmou, em seu discurso, que todos estão trabalhando para que o evento tenha um recorde de público e faça a integração entre o campo e a cidade. “As feiras servem para mostrar que um depende do outro”, enfatizou, colocando que apesar das dificuldades que o produtor de leite enfrenta, ele tem matrizes com produções excelentes, vitalidade e morfologia para viver muito. Segundo Tang, o setor leiteiro está chegando em uma feira depois de três anos adversos de condições climáticas. “Quem saiu não significa que fosse inoperante, e lamentamos muito, mas quem ficou tem conhecimento e trabalha com genética de ponta. Hoje, é possível produzir com uma vaca o que antes precisava de três e se vê isso no melhoramento genético e na condução deste animal” pontuou.
 
A programação da Fenasul Expoleite terá entrada gratuita e contará com uma intensa programação, como Concurso Leiteiro e Avaliação Morfológica das raças de gado de leite. No dia 19 de maio, a Câmara Setorial do Leite realizará uma reunião direto da feira. O evento contará também com rodeio, multifeira de Esteio com a participação de 32 agroindústrias familiares, seminários técnicos promovidos pela Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), além de Feira de Terneiros da Farsul com a venda de 500 animais, entre outras atrações.
 
O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, participou do evento.
 
 As informações são da SEAPI, adaptadas pelo Sindilat


Pesquisa aponta que salário médio caiu 6,9% no Brasil em 2022

O salário médio diminuiu em 6,9% em 2022 no Brasil. Conforme um levantamento divulgado pelo Comitê de Oxford para Alívio da Fome (Oxfam) no domingo (30), o número representa queda maior do que o recuo médio de 3,19% registrado em 50 países monitorados. O relatório é baseado em dados da Organização Internacional do Trabalho, além de agências governamentais de estatísticas.Outro ponto registrado pela Oxfam é que, enquanto os trabalhadores viram os valores dos contracheques caírem, os diretores executivos (CEOs) mais bem pagos receberam aumentos de 9% em seus salários. A Oxfam destaca, ainda, que, no Brasil, acionistas de empresas tiveram incremento de 23,8% (US$ 27,3 bilhões), de modo que acumularam US$ 33,8 bilhões.

No caso da Suécia, a balança pendeu ainda mais para os privilegiados. Lá, a redução da remuneração da classe trabalhadora foi de 10%. Estados Unidos e Reino Unido igualaram-se, com uma porcentagem de 3,2%, mas têm diferenças quanto aos mais abastados. No caso dos EUA, os cem principais CEOs ganharam US$ 24 milhões, em média, no ano passado, quantia 15% maior do que a registrada em 2021. No Reino Unido, o montante foi de US$ 5 milhões, ficando 4,4% acima do atingido no ano anterior.Tais cifras, para efeito de comparação, mostram que um trabalhador dos Estados Unidos teria que se manter em atividade durante 413 anos para conquistar o que o CEO no topo da cadeia recebe em um ano. No caso britânico, o que se nota é que os presidentes de companhias ganham o equivalente a 140 vezes o valor do salário médio dos assalariados.

 organização não governamental adotou como referência dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para fazer os cálculos. Uma das constatações, que instigam a pensar no contexto de desigualdades sociais, é o corte médio de US$ 685 na conta de um bilhão de trabalhadores de 50 países, que acabaria significando uma perda coletiva de US$ 746 bilhões em salários reais, caso os salários tivessem sido reajustados pela inflação.

Na África do Sul, o rendimento dos CEOs não foi tanto, mas a disparidade entre o que eles e os trabalhadores da base embolsaram também é expressiva. Os executivos ampliaram em 13% os salários, somando US$ 800 mil, em média, ao fim de 2022, o que correspondeu a 43 vezes o salário médio dos trabalhadores.

Outro dado que ajuda compreender a dinâmica socioeconômica do país africano concerne aos títulos e ações de empresas. O 1% mais rico concentra 95% dos papéis, proporção que cai para 54% nos Estados Unidos.

Outra informação do relatório diz respeito aos dividendos pagos a acionistas, que alcançaram patamar recorde, após alta de 10%. O total foi de US$ 1,56 trilhão, conforme menciona o documento da Oxfam, que também compilou informações sobre a condição das mulheres na base do mercado de trabalho.

A conclusão é de que a jornada mensal de mulheres e meninas tem, pelo menos, 380 bilhões de horas de atividades de cuidado não remuneradas, o que prova que certos estereótipos de gênero, como a função de se responsabilizar, de forma central, pela criação dos filhos, ainda pesam sobre elas. Com frequência, assinala a Oxfam, trabalhadoras acabam encurtando seus expedientes ou mesmo abandonam os empregos por causa dessas atividades. Além disso, também enfrentam discriminação, assédio e recebem salários mais baixos do que os homens.

Um exemplo que ilustra a forma como o mercado de trabalho trata as trabalhadoras é o dos Estados Unidos. Metade das mulheres negras de lá recebe menos de US$ 15 por hora, em troca de sua força de trabalho.

O coordenador de Justiça Social e Econômica da Oxfam, Jefferson Nascimento, complementa as colocações da entidade com um dado relacionado ao assunto, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em março deste ano. Segundo o órgão, as trabalhadoras do país recebem um salário 22% menor do que os trabalhadores do gênero masculino.

— Até a pandemia, até 2020, havia uma tendência de diminuição da diferença de remuneração entre homens e mulheres, que foi revertida. Tem vários fatores por trás disso. A maior parte do desemprego é de mulheres, a maior taxa de trabalhadores informais é entre mulheres. A gente sabe que o trabalho informal paga, em média, menos do que o trabalho formalizado. Então, de alguma maneira, a precarização do trabalho, esses instrumentos que a incentivam, como a reforma trabalhista de 2017, criaram as condições para que houvesse esse aumento de diferença — diz Jefferson.

Uma das direções apontadas pela Oxfam como solução para os problemas elencados no relatório é tributar devida e proporcionalmente a parcela mais rica em todos os países. A ONG lembra, por exemplo, que os impostos sobre a renda de dividendos e ações caíram de 61%, em 1980, para 42% na atualidade, um dado relevante para a discussão, já que é a partir da cobrança desses encargos que se pode ampliar as verbas públicas em áreas como saúde e educação.O coordenador da Oxfam, observa que, no Brasil, os acionistas receberam, em 2022, cerca de US$ 34 bilhões, que é quase um terço do que todos os países emergentes distribuíram em dividendos no período. E também se aproxima do valor referente ao que trabalhadoras e trabalhadores do país tiveram em cortes de salários.

Para Jefferson, essa margem de lucro entregue aos acionistas deve ser uma das partes que compõem a discussão em torno da reforma tributária, tendo em vista a possibilidade de contrapartida à sociedade que se pode abrir. Ele explica que, no Brasil, a obrigação não se aplica à pessoa física e salienta que a medida já conta com aprovação de ampla parcela da população.

— É um tema que se conecta com esse debate que está se tendo no Brasil, nesse momento, no âmbito da reforma tributária. A gente está debatendo no Congresso Nacional, focando, principalmente agora, no imposto sobre o consumo. Mas, em um segundo momento, e isso tem sido dito no Congresso, se pretende trabalhar com reforma do imposto sobre bens e patrimônio, e é fundamental falar também sobre o retorno da tributação sobre lucros e dividendos — diz. (Zero Hora)

Italac desenvolve linha de produtos para intolerantes em conjunto com supermercados

Italac - A categoria de alimentos sem lactose vem ganhando cada vez mais espaço no cenário mundial e, consequentemente, nas gôndolas dos supermercados no Brasil. Além de oferecer produtos específicos para quem tem diagnóstico de intolerância à lactose, cada vez mais pessoas que buscam um estilo de vida mais saudável optam por itens que atendem esse perfil de consumidor.

Em 2021, uma pesquisa da Euromonitor Internacional mostrou o crescimento de US$1,2 bilhões desta categoria no mercado brasileiro, e expectativa para atingir  US$1,3 bilhões no ano seguinte. O estudo também revelou que o lançamento de produtos sem lactose em todo o mundo alcançou US$ 10,8 bilhões em 2021, mostrando um cenário de oportunidades para a indústria.

Desenvolvimento com supermercadistas

Já nos supermercados do Brasil, a Italac é uma das marcas reconhecidas na indústria pelo portfólio de produtos sem lactose presente em diversas redes do país. De acordo com Andreia Alvares, gerente de marketing da Italac, a marca desenvolve sua linha sem lactose nos pontos de venda junto aos supermercadistas. “Evidenciamos os principais benefícios do produto, seu crescimento de participação na categoria de Leites, e o foco está nos consumidores com intolerância e os que buscam a sensação de bem-estar e leveza ao consumir leite”, explica.

Para a executiva, a categoria de produtos sem lactose já tem um público formado, que conhece e vai a procura dos produtos, mas as redes de supermercados tem papel importante neste trabalho. “Muitas redes estão realizando um excelente trabalho criando seções exclusivas para produtos separados por zero  lactose, zero açúcar, sem glúten, entre outros”, destaca a gerente de marketing da Italac.

Desafio na inovação de produtos

Segundo Andreia, o desafio que esta categoria enfrenta no mercado brasileiro está na inovação de produtos porque é necessário investir em pesquisas, equipamentos e processos. “Hoje é muito importante atender às expectativas dos consumidores, não só para atender uma demanda de mercado, mas para aumentar a relação de proximidade, mostrando o cuidado da marca com a saúde e bem-estar dos consumidores”, diz a gerente de marketing da Italac. (Super Varejo via Terra Viva)


Jogo Rápido

Sindilat participa da segunda rodada do Diálogos Setoriais
(Sefaz) sobre os laticínios gaúchos, a segunda rodada do programa Diálogos Setoriais contará com a participação de representantes do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS). A live ocorrerá no dia 4 de maio, a partir das 9h, no canal da Sefaz no Youtube e se debruçará sobre os números contidos para o setor na edição número 06 da Revista RS 360, publicada no dia 20/04. Os números, com previsão de divulgação trimestral pelo Executivo Estadual, fazem parte do programa Diálogos Setoriais e se agregam como mais uma importante ferramenta para a análise e tomada de decisões com vistas ao crescimento do setor. Links: Revista RS 360 clique aqui. Site Receita.DOC clique aqui . Acompanhe a live clique aqui. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


 
 
 

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Porto Alegre, 02 de maio de 2023                                                           Ano 17 - N° 3.891


Indústrias associadas ao Sindilat se destacam no Marcas de Quem Decide do Jornal do Comércio

Piá, Santa Clara, Languiru, Elegê e Batavo estão entre as marcas mais lembradas pelos gaúchos. As associadas ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) se consagraram nas categorias Produtos Lácteos e Cooperativas Agrícolas. O levantamento foi realizado pelo Jornal do Comércio no tradicional prêmio Marcas de Quem Decide. 

A categoria de Produtos Lácteos consagrou a Santa Clara como a mais lembrada, seguida da Piá, que ficou em segundo lugar. Na sequência, está a Elegê em terceiro e a Batavo em quinto. Ao todo, 47 marcas foram citadas pelos consumidores gaúchos. 

Quanto à preferência, a Santa Clara conquista a primeira posição novamente, alcançando o status de marca líder por ser tanto a mais lembrada quanto a de maior preferência nesta edição da pesquisa Marcas de Quem Decide. O ranking das preferidas inclui ainda a Piá em segundo lugar, a Elegê em terceiro e a Languiru em quinto. 

Na categoria Cooperativa Agrícola a segunda, a terceira e a quarta mais citadas são do setor lácteo. Respectivamente: Piá, Santa Clara e Languiru. Em se considerado as marcas preferidas pelo público entrevistado, a Santa Clara se destaca em terceiro lugar, seguida pela Languiru, que ficou em quarto lugar entre as 64 marcas citadas.

O levantamento para definir os vencedores do Marcas de Quem Decide 2023 foi realizado pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), através de 400 entrevistas em 13 segmentos pesquisados, 78 categorias avaliadas e 156 questões aplicadas. 

Em 2023, a pesquisa Marcas de Quem Decide chegou a sua 25ª edição se consolidando entre as principais referências na divulgação da preferência dos gaúchos. Os destaques foram entregues em cerimônia no Teatro do Sesi, em Porto Alegre (RS), no dia 4 de abril. O estudo está publicado em caderno especial disponibilizado nesta sexta-feira (28/04) e que pode ser acessado clicando aqui. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

 


GDT - Global Dairy Trade

Fonte: GDT - adaptado Sindilat/RS

Assembleia Geral Extraordinária: Associados elegem novo Conselho de Administração da Cooperativa Languiru

Até a Assembleia Geral Ordinária de 2024, Paulo Roberto Birck é o presidente, tendo Fabio Luiz Secchi como vice-presidente 

No sábado, dia 29 de abril, a Cooperativa Languiru realizou Assembleia Geral Extraordinária, cuja ordem do dia contou com eleição e posse dos novos membros do Conselho de Administração, além de alteração estatutária. A AGE foi convocada a partir da renúncia aos mandatos eletivos do presidente Dirceu Bayer, vice-presidente Cesar Wilsmann e todos os Conselheiros de Administração, no dia 17 de abril (a Superintendência Administrativa, Comercial e Financeira e a Superintendência Industrial e de Fomento Agropecuário responderam temporariamente pela Cooperativa).

Com o registro de chapa única, o novo Conselho de Administração, eleito por aclamação dos associados e com mandato até a próxima Assembleia Geral Ordinária, em 2024, tem como presidente Paulo Roberto Birck, de Linha São Jacó, município de Estrela; vice-presidente Fabio Luiz Secchi, de Linha Catarina, Teutônia; secretário Fredi Haupenthal, de Reta Grande, Brochier; e demais membros efetivos Fabio Weber, de Linha Clara, Teutônia; Thelmo Fabricio Franke, de Rincão da Piedade, Triunfo; Elimar Kalkmann, de Linha Paissandu, Westfália; e Davi de Moraes Gass, de Linha Cerro Alegre Alto, Santa Cruz do Sul. Os Conselheiros Suplentes são: 1ª Suplente Sirlei Fabiane Aschebrock, de Linha Catarina, Teutônia; 2ª Suplente Carina Eliane Stevens, de Linha Ernesto Alves, Imigrante; 3ª Suplente Loiva Beatriz Trapp, de Linha Paissandu, Westfália; e 4º Suplente Douglas Rafael Lamb, de Linha Germano, Teutônia.

Com terceira e última convocação às 8h30min, a assembleia foi realizada no Salão Social da Associação dos Funcionários da Languiru, em Teutônia, reunindo cerca de 500 associados e membros do núcleo familiar.

Continuidade: Birck (43) é associado da Languiru desde 2013 e possui produção de leite. É formado técnico em Meio Ambiente e tecnólogo em Agricultura Familiar e Sustentabilidade. Em 2003 sofreu acidente com máquina agrícola na propriedade, o que o tornou cadeirante. Foi vereador em Estrela. Eleito e empossado, o presidente valorizou a caminhada da Cooperativa ao longo de mais de seis décadas. “A Languiru possui uma história bonita de 67 anos, mas hoje nos encontramos num momento de dificuldades. Por outro lado, essa situação despertou um sentimento de mobilização e organização, culminando com a eleição do novo Conselho de Administração. A partir disso, o nosso trabalho estará focado na profissionalização, sem a figura do ‘superpresidente’. Essa é uma demanda que vem do quadro social, estando os Conselhos mais próximos da base, conduzindo o planejamento e acompanhando os passos da Languiru”, elencou. Sobre o futuro, frisou que “a principal mensagem que queremos levar para os associados, funcionários, clientes, fornecedores, transportadores, para a nossa sociedade, é que um grupo de associados jovens quer a continuidade da Languiru por muitas gerações. O fato de contarmos com chapa única neste momento já é um sinal de união pela Cooperativa. Precisamos ouvir as pessoas e alinhar sugestões para diferentes setores, traçando o melhor caminho”.

Profissionalismo: Secchi (35) é associado da Languiru há dez anos, com produção de leite e frangos. Possui graduação em Tecnólogo de Alimentos, tendo participação em Conselho Fiscal de cooperativa agropecuária e nos últimos três anos como membro efetivo do Conselho de Administração da Languiru. Sua fala na Assembleia também foi na linha do profissionalismo. “Nosso trabalho estará concentrado na gestão profissional, possibilitando que os associados entendam as mudanças que dizem respeito às questões sociais e políticas da Cooperativa, com a constituição de um Conselho de Administração linear formado por pessoas capacitadas e coerentes, como um núcleo estratégico que trabalhe muito próximo de diretores executivos contratados. O primeiro passo que estamos dando é o contato com pessoas e grupos que podem nos auxiliar nesse momento, além do levantamento da situação da Languiru”, disse.

Transparência e novo modelo de negócio: Presidente e vice-presidente falaram em transparência como ponto chave para a Languiru. “Estamos alinhados nesse pensamento. Se tivermos que convocar reuniões a cada mês para a tomada de decisão, assim o faremos. O desafio é enorme, mas cercados de bons profissionais e com a união de esforços, teremos êxito, eu acredito nisso e é isso que me motiva”, frisou Birck. Nesse contexto está a análise de toda estrutura da Cooperativa, com diversos negócios em diferentes segmentos. “A partir de diagnóstico, precisamos analisar por qual caminho vamos seguir, preservando o ‘coração’ da Languiru que é a produção primária. É nisso que o associado está investindo, esse é o seu sustento”, afirmou Birck, ao que acrescentou Secchi: “sabemos que não existe milagre, talvez seja necessário reduzir o faturamento, mas com atenção ao resultado”.

Alteração estatutária: A ordem do dia da Assembleia Geral Extraordinária ainda contou com reforma estatutária e consolidação do Estatuto Social da Languiru. Na oportunidade os associados aprovaram revogação que diz respeito à formação dos integrantes do quadro social, qualificação em gestão e cooperativismo como pré-requisito para composição de Conselhos. Apesar da aprovação de retirada desse item, associados se manifestaram favoráveis à necessidade de conhecimento das lideranças da Cooperativa.

Números: O superintendente Administrativo, Comercial e Financeiro, Rafael Lagemann, trouxe números do desempenho econômico e financeiro da Languiru no primeiro trimestre de 2023. “São números duros, há muito trabalho a ser feito, e para isso a união é fundamental. Todos temos o mesmo objetivo, que é possibilitar que a Languiru siga em frente. As dificuldades no segmento das carnes, especialmente frangos e suínos, também afetam negócios rentáveis da Cooperativa. Ninguém está satisfeito com essa situação, por isso precisamos nos abraçar, estamos muito engajados na busca por alternativas”, destacou, valorizando a dedicação de todos que “lutam pela Languiru”. Foram detalhadas dívidas com instituições financeiras e outros valores vencidos. Sobre parcerias, Lagemann adiantou que estão sendo analisadas todas as possibilidades. “Ainda não firmamos nenhuma parceria formalmente, mas também não temos nenhuma desistência formal”, concluiu. (TEXTO – Leandro Augusto Hamester / Languiru)


Jogo Rápido

Confira os destaques do relatório do World Economic Forum 2023!
A 18ª edição do “The Global Risks Report” destaca riscos globais na economia, polarização social e crises climáticas. O Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum) começou nesta semana, em Davos, na Suíça, e já divulgou o seu tão aguardado Relatório Global de Riscos. Como destaques, o report demonstrou uma grande preocupação com a situação da economia global, as polarizações políticas e um “hiato” nas medidas para conter as mudanças climáticas nos próximos 2 anos. O relatório aponta um cenário de piora das condições econômicas, com aumento do custo de vida em diversos países. Este fator pode ser explicado pela disparada da inflação, que também vem acometendo a Europa e os países da América do Norte. Além disso, o material prevê desastres naturais e eventos climáticos extremos, confrontos geoeconômicos e piora da polarização social. Já no horizonte de dez anos, o documento menciona, entre outros, o risco de fracasso para mitigar as mudanças climáticas; diversos desastres naturais; perda de biodiversidade; imigração involuntária em larga escala e crises em recursos naturais. O material produzido pela entidade adverte ainda para o grande risco de “policrises”, definidas como um conjunto de crises e riscos globais que se mesclam e tem como resultado um impacto total ainda maior. Ou seja, os efeitos deste fenômeno são ainda mais devastadores. Para finalizar, o relatório apoia uma organização estruturada para identificar e mitigar futuros problemas em potencial e, também, destaca a importância da cooperação como fator fundamental para lidar com os riscos globais. O report completo, que reúne as avaliações de cerca de 1.200 líderes políticos, empresariais, acadêmicos e ativistas de 121 países, está disponível aqui. (Blog HSM)


 
 
 

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Porto Alegre, 28 de abril de 2023                                                            Ano 17 - N° 3.889


Sindilat e Embrapa Clima Temperado doam mais de mil achocolatados para instituto de Pelotas (RS)

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) e a Embrapa Clima Temperado doaram 1.134 unidades de achocolatado ao Instituto de Menores Dom Antônio Zattera (Imdaz) em Pelotas (RS). Integrante do projeto “Na Fazenda Doce de Leite – Etapa Pelotas”, a instituição atende 310 crianças entre 6 e 17 anos em turno inverso ao da escola, além de 110 crianças de 4 meses a 5 anos e 11 meses em turno integral na educação infantil. A entrega foi realizada nesta quinta-feira (27/04). 

Conforme a diretora do Imdaz, Patrícia Frank, a instituição fornece três refeições diárias, além dos lanches. “Quero agradecer esta doação que vai fazer muito feliz os dias das nossas crianças. Aqui realizamos oficinas de geração de renda e culturais como banda, taekwondo, teatro e inglês. Toda a ajuda da comunidade faz com que o nosso trabalho seja mais efetivo, por isso precisamos muito da doação de leites e de alimentos”, assinala.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, destaca que é motivo de satisfação para o sindicato contribuir com o instituto, fornecendo, junto à Embrapa, um alimento tão importante para a dieta das crianças como o leite. “Em ações como essa buscamos incentivar a solidariedade. Afinal, como instituição e como cidadãos temos de ajudar o próximo”, afirma o dirigente. 

Segundo Roberto Pedroso, chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, “o leite é um dos alimentos mais saudáveis que existe, sendo importante o seu consumo por pessoas de todas as classes sociais”. Por isso, a Embrapa apoia e é parceira da iniciativa do Sindilat de distribuir achocolatados para instituições beneficentes de Pelotas. (Assessoria de Imprensa Sindilat/RS)

Foto: Paulo Lanzetta


Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 28 de Abril de 2023 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Março de 2023 e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2023. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite SC)

3 DERIVADOS DO LEITE QUE SÃO FONTES RICAS DE CÁLCIO, MINERAIS E PROBIÓTICOS

O leite e seus derivados sempre foram conhecidos como fontes essenciais de cálcio e minerais em uma dieta equilibrada. Entretanto, os novos benefícios de certos derivados do leite têm chamado atenção por sua ação, como é o caso dos probióticos, que aumentam a saúde intestinal. Portanto, fique atento aos melhores alimentos derivados do leite para sua saúde gastrointestinal. A associação do leite com a saúde é antiga e advém de sua composição rica em cálcio, minerais e açúcares, sendo essencial para o desenvolvimento e manutenção da saúde do corpo, especialmente dos mais jovens. Porém, recentes pesquisas e antigas receitas associam os derivados fermentados do leite a ainda mais benefícios à saúde, sobretudo ao sistema gastrointestinal. Esse sistema é essencial para um correto funcionamento do corpo, sendo ele responsável pela degradação e absorção dos mais variados compostos. Associado a ele se encontra uma complexa rede de microorganismos, que em seu estado normal, além de serem inofensivos à saúde humana, ainda auxiliam em alguns processos do corpo. Porque facilitam o processo de absorção de nutrientes e medicamentos, assim como a fabricação de vitaminas. Logo, a manutenção dessa microbiota é essencial para o correto funcionamento do corpo. Portanto, justamente os alimentos obtidos a partir da fermentação do leite se encontram como principal responsável por essa reposição, já que são considerados probióticos, ou seja, possuem microorganismos vivos. Top 3 probióticos para a saúde gastrointestinal Entre os diversos alimentos lácteos com ação probiótica, esses três se destacam: 

1) Kefir – criado a milhares de anos, esse alimento tem ganhado popularidade no Ocidente após comprovação dos seus benefícios e da facilidade de produção caseira. Ele é formado a partir da fermentação do leite e possui uma microbiota ativa associada a uma melhoria na saúde intestinal e imunológica; 

2) Iogurte de copo – Grande conhecido e apreciado pelas crianças, o iogurte de copo é uma rica fonte de probióticos. A sua constituição mais cremosa, em comparação aos iogurtes de garrafa, se deve justamente ao seu processo de inoculação. Esse processo permite que a fermentação ocorra durante todo o processo de armazenagem, assim quando é aberto pelo consumidor, o iogurte se apresenta como uma rica fonte de probióticos; 

3) Leite fermentado – Como o próprio nome diz e como a famosa propaganda da Yakult enfatiza, os leites fermentados são ricos em Lactobacillus vivos, além de outros microorganismos que têm importante ação reguladora no nosso organismo. (Publicado por: Valeria Hamann -, ESCOLA EDUCACAO, via edairy news)


Jogo Rápido

RS terá chuvas em algumas regiões pelos próximos dias
Nos próximos sete dias, poderão ocorrer chuvas significativas em algumas regiões do Rio Grande do Sul. É o que prevê o Boletim Integrado Agrometeorológico 17/2023, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga. Na sexta-feira (28/4), a presença de uma massa de ar frio e seco manterá o tempo firme e as temperaturas baixas, com valores inferiores a 10°C em diversos municípios. No sábado (29/4) e domingo (30/4), o tempo permanecerá seco e com grande amplitude térmica, com temperaturas amenas no período noturno e máximas próximas de 30°C durante o dia. Entre segunda (01/5) e quarta-feira (03/5), a lenta propagação de uma frente fria vai manter o céu nublado a encoberto, com pancadas de chuva na maioria das regiões. Os totais de chuva esperados são baixos e inferiores a 10 mm na Campanha e Fronteira Oeste. No restante do Estado, os volumes deverão oscilar entre 15 e 35 mm, podendo alcançar 50 mm em municípios da Serra do Nordeste, Aparados da Serra e no Litoral Norte. O boletim também aborda a situação de diversas culturas e criações de animais pelo Estado. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em  www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (SEAPI)


 
 
 

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Porto Alegre, 27 de abril de 2023                                                            Ano 17 - N° 3.888


Uruguai – Captação de leite caiu 4% em março e preço subiu para US$ 0,44/litro

Produção/UR – A captação de leite pelas indústrias do Uruguai totalizou 134,7 milhões de litros, caindo 4,3% em relação a igual mês do ano passado, segundo os dados preliminares do Instituto Nacional do Leite (INALE).

Em fevereiro a queda da produção foi de 9,3%. Portanto houve certa moderação no mês seguinte, e em abril essa tendência foi acentuada, segundo os dados da Conaprole.

No trimestre janeiro-março e em meio a uma das piores secas que atingiu o país, a captação de leite totalizou 413 milhões de litros e representou queda de 4,7% (-20 milhões de litros) em relação ao mesmo período do ano passado.

No ano móvel encerrado em março, a coleta de leite totalizou 2.069 milhões de litros, uma queda de 2,1% na comparação com abril/2021-março/2022. 

Por outro lado, o Inale informou que o preço médio pago pelas indústrias em março foi de UY$ 17,1 ou o equivalente a US$ 0,44/litro.

Em pesos correntes, o litro de leite está 4% abaixo em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto que em dólar subiu 4%. A última vez que o litro de leite ficou acima de US$ 0,44 foi em junho de 2014 (US$ 0,46/litro), quando atingiu o maior valor histórico. (Fonte: Tardaguila – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

Conseleite/MG

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 26 de Abril de 2023, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Fevereiro/2023 a ser pago em Março/2023

b) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Março/2023 a ser pago em Abril/2023

c) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Março/2023 a ser pago em Abril/2023 e valores de referência projetados do leite padrão maior e menor valor de referência para o produto entregue em Abril/2023 a ser pago em Maio/2023

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

Seminário da Receita Estadual aprofunda debate sobre a reforma tributária

Com palestra de Bernard Appy, evento da Secretaria da Fazenda reuniu representantes do setor público e entidades empresariais

A reforma tributária foi o tema central dos debates no 1º Seminário Fiscal-Tributário, promovido pela Receita Estadual nesta quarta-feira (26/4), no Teatro do Sesi, em Porto Alegre. O evento reuniu representantes do setor público e entidades empresariais para discutir diversos pontos da reformulação do arcabouço de impostos do país, mudança que é considerada uma aposta para a retomada do crescimento econômico brasileiro. No Congresso Nacional, tramitam duas Propostas de Emenda Constitucional – as PECs 45 e 110 – que deverão ser condensadas em um único texto para apreciação dos parlamentares ainda neste ano.

De acordo a secretária estadual da Fazenda, Pricilla Santana, a aprovação da reforma é a principal alavanca de desenvolvimento econômico para o país. Segundo ela, o sistema brasileiro tornou-se complexo, oneroso e regressivo, o que impede uma maior distribuição de renda e diminui a capacidade dos Estados de financiar políticas públicas de forma adequada. “Depois de todas a reformas pelas quais o Rio Grande do Sul passou para efetivar o ajuste fiscal, chegou o momento de dar o passo seguinte, que é olhar para as fontes de receita, mirando o crescimento econômico”, avaliou Pricilla.

Para a gestora, a proposta de reforma que atende aos interesses do Estado inclui a preservação da autonomia tributária dos entes federativos e a criação de um fundo de compensação para as administrações públicas que, por algum motivo, tenham queda de arrecadação no curto prazo. “Acredito que a reforma tributária está amadurecendo. Temos um norte a ser perseguido”, afirmou a secretária.

A palestra magna do evento foi conduzida pelo secretário extraordinário da Reforma Tributária no Ministério da Fazenda, Bernard Appy. O economista apresentou um resumo da proposta defendida pelo governo federal, que parte da substituição de cinco tributos – PIS, Confins, IPI, ICMS e ISS – por um ou dois impostos sobre valor agregado. Nesta primeira etapa da reforma, as mudanças recairiam somente sobre os impostos de consumo. A segunda fase da reformulação se debruçaria sobre os tributos que incidem no patrimônio.

De acordo com Appy, o sistema de tributos indiretos no Brasil produz efeitos negativos para o crescimento da economia brasileira. Para ele, a complexidade das regras exige que as empresas tenham um custo financeiro alto apenas para cumprir as obrigações tributárias acessórias. “Há empresas de médio porte que têm 60 pessoas para trabalhar somente com a conformidade tributária”, exemplificou o economista. O resultado disso é o imenso volume de litígios tributários que tramitam no Judiciário. Segundo levantamento do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), o estoque de judicializações fiscais representa cerca de 75% do PIB brasileiro.

Appy avaliou que os dois textos que tramitam no Congresso Nacional estão convergindo para o mesmo caminho. Ele considera que a proposta final deverá prever a unificação dos tributos sobre o consumo em dois Impostos sobre Valor Agregado (IVA dual), que teriam o mesmo regramento, a fim de simplificar a legislação tributária. Outra mudança importante é a cobrança do tributo no destino – e não mais na origem, como funciona atualmente. Essa mudança terminaria com a chamada guerra fiscal, uma antiga disputa pela atração de empresas entre Estados que, de acordo com Appy, tornou-se disfuncional.

“A guerra fiscal converteu-se numa forma ineficiente de desenvolvimento regional. Uma empresa escolhe seu destino de produção de acordo com a oferta de benefícios fiscais, e não conforme sua vocação para se instalar em determinado local. Também por causa dessa disfunção, a indústria de transformação do Brasil está diminuindo de tamanho”, explicou o economista.

Na palestra, Appy citou o programa de devolução de impostos criado pelo governo estadual, o Devolve ICMS, como uma das inspirações para a proposta que será formulada no âmbito nacional. O sistema de cashback é uma das ideias que compõem a reforma para desonerar a carga tributária sobre as famílias de renda baixa. Segundo Appy, o objetivo é compensar 100% da cesta básica das famílias mais pobres.

Em um dos painéis, o presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Carlos Eduardo Xavier, destacou a construção de um consenso entre os Estados, cenário que vem sendo costurado desde 2019. “Além de divergências no setor produtivo, a reforma também traz desafios no setor estatal, mas há uma concordância sobre a sua necessidade”, afirmou Xavier, que também é secretário de tributação do Rio Grande do Norte.

Durante o evento, representantes dos setores econômicos gaúcho, como a Fiergs, Fecomércio e Farsul, também expuseram suas visões sobre as mudanças no sistema tributário brasileiro. Ainda participaram do debate membros do Ministério da Fazenda, Famurs e Conselho Regional de Contabilidade (CRC-RS). 

O Secretário Executivo do Sindilat, Darlan Palharini, acompanhou o evento. (ASCOM/SECOM - Adaptado Sindilat)


Jogo Rápido

José Cleber Dias de Souza é o novo superintendente do Ministério da Agricultura no RS. O engenheiro agrônomo sucede Helena Rugeri. Souza já foi extensionista rural da Emater, Auditor Fiscal Federal Agropecuário do Ministério da Agricultura e o chefe do núcleo de suporte à produção orgânica no RS da mesma pasta. A nomeação ocorreu nesta semana. (Zero Hora)