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Os laticínios associados ao Sindilat aprovaram, durante reunião na tarde desta segunda-feira (27/6), as contas do sindicato referentes ao primeiro trimestre do ano. A decisão segue o parecer indicado pelo Conselho Fiscal da entidade e divulgado ainda durante o turno da manhã. Em conjunto, os conselheiros sugeririam algumas ações operacionais a serem avaliadas pela diretoria.

Durante o encontro, os laticínios ainda falaram sobre a regulamentação da Lei do Leite, cujo decreto foi assinado pelo governador José Ivo Sartori na sexta-feira passada (24/6) durante o 1º Fórum Estadual do Leite, em Ijuí. Também foram avaliados os danos que a guerra fiscal traz à produção do Estado e as ações que devem ser tomadas para proteger as empresas que processam o leite no Rio Grande do Sul. Ainda foi abordada a questão da normativa da Anvisa que exige informações sobre presença de itens alergênicos nos rótulos das embalagens de produtos lácteos. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, informou que a Anvisa autorizou o uso de adesivos nos rótulos, mas que, mesmo assim, ainda está em estudo o ajuizamento de uma ação para prorrogar o prazo de adequação à norma.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ainda apresentou os dados divulgados pelo Conseleite na semana passada que sinalizou aumento dos preços pagos ao produtor. Os representantes da indústria informaram as dificuldades na captação do leite, principalmente com a desistência de alguns criadores da atividade. Com capacidade ociosa, as empresas estão convictas de que a remuneração deve seguir rota ascendente.

A reunião de associados do Sindilat, realizada nesta segunda-feira (27/6), contou com apresentação das ações da Setrem e do Arranjo Produtivo Local do Leite Fronteira Noroeste (APL Leite). Na ocasião, foi apresentado o novo Curso Superior de Tecnologia em Laticínios, que está em seu terceiro semestre e já conta com 30 alunos. As turmas do curso são anuais. A professora da Setrem Vanessa Gass destacou o objetivo do projeto, que é oferecer mão de obra altamente qualificada ao mercado. Na faculdade, há um tambo e uma agroindústria com capacidade de processamento de até 600 litros dia, o que permite aos estudantes acompanharem todo o processo produtivo no dia a dia. A Setrem é uma instituição filantrópica que dispõe de dez cursos superiores, entre eles o de Tecnologia em Laticínios, cujo custo da mensalidade fica próximo a R$ 700,00.

O curso tem duração de 3 anos e meio (incluindo estágio) e busca formar profissionais que vão atuar desde a captação da matéria-prima até a gestão das empresas. As aulas são realizadas sempre à noite, o que permite atender a profissionais que já atuam no mercado ou que têm atividades laborais durante o dia. “A ideia é ofertar mão-de-obra qualificada para o setor”, frisou. O diretor geral da Setrem, Flávio Magdas, pontuou que o curso surgiu a partir da demanda das próprias indústrias da região e que foi inspirado em modelos aplicados em Minas Gerais. Um dos destaques do currículo é o projeto Inovalac, que estimula os alunos a desenvolverem novos produtos. Além de visitas técnicas e de campo, a Setrem também realiza o Simpósio Estadual de Derivados Lácteos.

 

Porto Alegre, 27 de junho de 2016                                                Ano 10- N° 2.296

 

 Setrem apresenta Curso de Tecnologia em Laticínios

A reunião de associados do Sindilat, realizada nesta segunda-feira (27/6), contou com apresentação das ações da Setrem e do Arranjo Produtivo Local do Leite Fronteira Noroeste (APL Leite). Na ocasião, foi apresentado o novo Curso Superior de Tecnologia em Laticínios, que está em seu terceiro semestre e já conta com 30 alunos. As turmas do curso são anuais. A professora da Setrem Vanessa Gass destacou o objetivo do projeto, que é oferecer mão de obra altamente qualificada ao mercado. Na faculdade, há um tambo e uma agroindústria com capacidade de processamento de até 600 litros dia, o que permite aos estudantes acompanharem todo o processo produtivo no dia a dia.  A Setrem é uma instituição filantrópica que dispõe de dez cursos superiores, entre eles o de Tecnologia em Laticínios, cujo custo da mensalidade fica próximo a R$ 700,00.

O curso tem duração de 3 anos e meio (incluindo estágio) e busca formar profissionais que vão atuar desde a captação da matéria-prima até a gestão das empresas. As aulas são realizadas sempre à noite, o que permite atender a profissionais que já atuam no mercado ou que têm atividades laborais durante o dia. "A ideia é ofertar mão-de-obra qualificada para o setor", frisou. O diretor geral da Setrem, Flávio Magdas, pontuou que o curso surgiu a partir da demanda das próprias indústrias da região e que foi inspirado em modelos aplicados em Minas Gerais. Um dos destaques do currículo é o projeto Inovalac, que estimula os alunos a desenvolverem novos produtos. Além de visitas técnicas e de campo, a Setrem também realiza o Simpósio Estadual de Derivados Lácteos.  

APL Leite 
Após visitas a 20 municípios da Fronteira Noroeste do RS, o APL Leite pretende implementar grupos de trabalho (GTs) para debater os desafios do setor na Fronteira Noroeste nos próximos meses.  A ideia é organizar a cadeia produtiva do leite na região. Os GTs contarão com representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, empresas e instituições financeiras. O primeiro GT será focado na ação dos produtores. "Queremos que as indústrias unam-se ao projeto para que cresçamos sem lacunas e todos de uma forma unida", pontuou o gestor do APL, Diórgenes Albring. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
Associados aprovam contas do primeiro trimestre de 2016

Os laticínios associados ao Sindilat aprovaram, durante reunião na tarde desta segunda-feira (27/6), as contas do sindicato referentes ao primeiro trimestre do ano. A decisão segue o parecer indicado pelo Conselho Fiscal da entidade e divulgado ainda durante o turno da manhã. Em conjunto, os conselheiros sugeririam algumas ações operacionais a serem avaliadas pela diretoria.

Durante o encontro, os laticínios ainda falaram sobre a regulamentação da Lei do Leite, cujo decreto foi assinado pelo governador José Ivo Sartori na sexta-feira passada (24/6) durante o 1º Fórum Estadual do Leite, em Ijuí. Também foram avaliados os danos que a guerra fiscal traz à produção do Estado e as ações que devem ser tomadas para proteger as empresas que processam o leite no Rio Grande do Sul. Ainda foi abordada a questão da normativa da Anvisa que exige informações sobre presença de itens alergênicos nos rótulos das embalagens de produtos lácteos. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, informou que a Anvisa autorizou o uso de adesivos nos rótulos, mas que, mesmo assim, ainda está em estudo o ajuizamento de uma ação para prorrogar o prazo de adequação à norma.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ainda apresentou os dados divulgados pelo Conseleite na semana passada que sinalizou aumento dos preços pagos ao produtor. Os representantes da indústria informaram as dificuldades na captação do leite, principalmente com a desistência de alguns criadores da atividade. Com capacidade ociosa, as empresas estão convictas de que a remuneração deve seguir rota ascendente. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 
 
 
Leite: setor tem desequilíbrio entre custo e preço 
Direto do 1º Fórum Estadual do Leite: Rumo à Excelência, que acontece em Ijuí (RS), o coordenador da Comissão de Grãos e Leite da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Rodrigues, explica que o custo dos insumos do setor aumentou muito, principalmente por conta da alta dos grãos. A cotação do leite também subiu, mas não na mesma intensidade, ou seja, há um desequilíbrio entre custos e preços. Com esta situação, alguns acabam deixando a atividade de lado durante um tempo, para investir em grãos. Para assistir o vídeo, CLIQUE AQUI. (Canal Rural)

Produtor de leite deixa atividade por custo alto

A apresentadora Kellen Severo, que participa do 1º Fórum Estadual do Leite: Rumo à Excelência, que acontece em Ijuí (RS), traz um dado curioso: a cada 11 minutos, um produtor de leite deixa a atividade, segundo o último censo do Brasil. O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, explica que isso acontece em parte por problemas de sucessão familiar, quando os filhos não querem dar continuidade ao trabalho dos pais, e em parte porque alguns produtores não conseguem arcar com os custos de produção. Mas ele garante que também há uma parcela de produtores que consegue ter renda na atividade. Para isso, é preciso dedicação e investimento em conhecimento técnico e de gestão. Para assistir o vídeo, CLIQUE AQUI. (Canal Rural)

Noroeste do RS se destaca em produtividade de leite

Direto do 1º Fórum Estadual do Leite: Rumo à Excelência, que acontece em Ijuí (RS), o chefe do Departamento de Estudos Agrários da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Roberto Carbonera, diz que a região se destacou nos últimos anos em produção e produtividade. Com isso, muitos produtores tiveram melhores condições de trabalho. Sobre os que optaram por sair da atividade, Carbonera afirma que existe uma ideia de que "tudo está errado e nada funciona", mas muita coisa funciona sim, entretanto alguns produtores não estão satisfeitos com o lucro obtido. Para assistir o vídeo, CLIQUE AQUI. (Canal Rural)

Com produção em queda, preço do leite sobe

Direto do 1º Fórum Estadual do Leite: Rumo à Excelência, que acontece em Ijuí (RS), o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtores Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS), Alexandre Guerra, diz que o preço do leite no mercado consumidor subiu nos últimos meses, e este aumento tem sido repassado ao produtor. Segundo ele, a expectativa é que este cenário continue nos próximos meses também, pois a produção está em queda, aproximadamente 6% menor do que em 2015. Para assistir o vídeo, CLIQUE AQUI. (Canal Rural)
 

 
Preço do leite
Levantamento da Gfk - que monitora preços de 35 categorias de produtos em 320 supermercados do país - mostra que o preço médio do litro do leite longa vida subiu quase 30% desde o início do ano e está em R$ 3,33 em junho, considerando as duas primeiras semanas do mês. Em janeiro, era R$ 2,61. É o maior nível do preço nominal em cinco anos, desde 2011. "O leite é o tipo de produto que as pessoas não têm muito como substituir ou reduzir o consumo. Com isso, acabam cortando outros itens para garantir sua compra", afirma o diretor de atendimento da Gfk, Marco Aurélio Lima. Mais do que apenas um produto, o salto no preço do leite afeta toda a cadeia de laticínios, que inclui itens como manteiga, queijo, iogurte e requeijão. O preço da manteiga disparou este ano, com alta de 41,89%. Já o iogurte subiu 7,33% e o leite condensado, 12,87%. E nas próximas semanas o preço vai continuar em alta, segundo Lima Filho. "Os preços devem ficar firmes pelo menos até julho e agosto. A partir de setembro, começa o período de chuvas, que favorece os pastos e a produção de leite". (Fonte da Notícia: Gazeta do Povo)

 

Porto Alegre, 24 de junho de 2016                                                Ano 10- N° 2.295

 

 Sartori sanciona regulamentação e brinda a Lei do Leite.

 
Crédito: Carolina Jardine

Em um auditório lotado de produtores, lideranças, estudantes, representantes do meio acadêmico e das indústrias, o governador José Ivo Sartori sancionou, na manhã desta sexta-feira (24/06), durante o 1º Fórum Estadual do Leite, em Ijuí (RS), o decreto que regulamenta a Lei do Leite (Lei 14.835). O texto traz uma série de avanços para o setor e representa um marco histórico para o setor lácteo gaúcho. "Essa lei foi construída pelo setor leiteiro e significa mais segurança na mesa do produtor", pontuou Sartori, que, empunhando um copo de leite, puxou brinde entre as autoridades. O ato foi transmitido ao vivo pelo Canal Rural diretamente do Campus da Unijuí.

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, destacou o trabalho dos servidores e entidades que se empenharam na regulação do texto e frisou que a Lei do Leite não deve ser um regramento estático. "Precisamos ir atualizando a lei, adequando-a às novas tecnologias", frisou Polo, lembrando das pesquisas que estão sendo realizadas pela Embrapa em parceria com o Sindilat e o Fundesa para uso de medidores de vasão georreferenciados. Aproveitou a oportunidade para enaltecer a ação dos produtores que vivem uma realidade árdua com "duas safras por dia".

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, conclamou o setor a unir-se para enfrentar as dificuldades que ameaçam a rentabilidade da atividade. "O que temos que ter em mente é que não há crescimento sem crise. Para expandir nossa produção e melhorar nossos processos, precisamos quebrar paradigmas, repensar projetos e estarmos abertos ao novo. Porque a inovação se faz da ruptura. Sejamos ousados" Nesse sentido, Guerra destacou a relevância do Fórum Estadual do Leite, que deve busca novos rumos para a produção láctea gaúcha. Após esta primeira etapa em Ijuí, informou ele, o fórum itinerante deve seguir para Santa Maria.

As mudanças propostas pela Lei do Leite buscam aumentar a responsabilidade de produtores, indústrias e transportadores de leite sobre a qualidade do produto que chega aos consumidores. Veja abaixo as principais mudanças que a Lei do Leite traz à produção gaúcha:

AUTORIZAÇÃO DO TRANSVASE
A medida permite a captação de leite por um caminhão com dois tanques acoplados, representando um ganho logístico considerável para a indústria. A regulamentação também ajuda na inclusão de mais produtores na cadeia, uma vez que o sistema viabiliza a coleta em propriedades mais distantes.

Pela legislação, o transvase só será possível em veículo com tanques em chassis separados, o que, no mercado, é conhecido como Romeu e Julieta. Além disso, o transvase do leite cru deve ser realizado em circuito fechado (sem manipulação). Os locais de transvase (onde o leite passa de um tanque para o outro) devem ser previamente definidos e informados à Secretaria da Agricultura e georreferenciados, além de obedecer a normas ambientais, sem colocar em risco a segurança da matéria prima transportada. Outra exigência é que cada tanque tenha seu próprio documento de trânsito e que os dois voltem juntos às plataformas das indústrias.

CADASTRO DAS PROPRIEDADES FORNECEDORAS DE LEITE CRU
As propriedades precisam estar com os cadastros atualizados no Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, devendo estar regularizadas e com as obrigações sanitárias estabelecidas pela legislação vigente em dia.

COMPRA E VENDA DO PRODUTO
Com a nova legislação, as relações de compra e venda passam a ser possíveis somente nos seguintes casos:
1) produtores de leite e estabelecimentos de processamento de leite;
2) produtores de leite e postos de refrigeração;
3) postos de refrigeração e estabelecimentos de processamento de leite;
4) cooperativas de produtores e estabelecimentos de processamento ou refrigeração, desde que o leite seja procedente da fazenda de algum de seus associados.
5) estabelecimentos de processamento de leite, com a ressalva de que comercializem entre si apenas "leite cru pré beneficiado", devidamente registrado no serviço de inspeção sanitária oficial. Também fica previsto prazo máximo de 48 horas entre ordenha e beneficiamento do leite.

TREINAMENTO DOS TRANSPORTADORES
Com a lei 14.835, todos os elos da cadeia deverão ter um cadastro. Os transportadores precisam passar por treinamento reconhecido pelo Serviço Oficial de Fiscalização.

DOCUMENTO DE TRÂNSITO
O transporte do leite cru deve obrigatoriamente ser acompanhado de documento para trânsito, indicando os fornecedores de origem, o volume de leite transportado, o destino e a finalidade do leite, em modelo previamente definido em normativa específica emitida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação.

MULTAS
Transportadoras e quaisquer outros membros da cadeia produtiva que desrespeitarem a legislação, além de responderem penalmente, estarão sujeitos ao pagamento de multa. Entre as de menor valor está aquela designada a quem comprar leite de produtor não cadastrado no DDA/ SEAPI, com custo de R$ 7.740 a R$ 30.960. Ser transportador desvinculado da indústria é mais grave, sendo cobrados de R$ 77.400 até R$ 309.600 do infrator da norma. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Oficinas debatem questões cruciais para avanços no campo.

 
Crédito: Taise Diceti

Os debates técnicos travados nas seis oficinas realizadas na tarde desta sexta-feira (24/6), no Campus da Unijuí, em Ijuí, serão compilados em um documento a ser avaliado em outras regiões gaúchas nas próximas edições do evento. Entre os apontamentos, estão a necessidade de maior cuidado com as zoonoses do rebanho e com os processos de manejo diário da propriedade, questões simples mas que atingem a rentabilidade das propriedades e podem inviabilizar a atividade. O próximo Fórum Estadual do Leite deverá ocorrer em Santa Marina no mês de setembro.

Uma das oficinas mais concorridas foi a que abordou questões relativas à qualidade do leite e contou com a presença de Maira Zanella, da Embrapa, e Karla Prates, da Seapi. Elas responderam questões de dezenas de estudantes, professores e produtores. "Ficou sensacional. Fiquei muito feliz por ter sido convidada para este evento ", frisou Karla. "Fomos convidadas para fazer esse debate e estar á disposição para responder questões de qualidade e referentes à IN 62 e à Lei do Leite", acrescentou Maíra.   

Outro destaque foi a abordagem do supervisor do Senar, Herton Lima, que falou sobre as zoonoses. "Esquecemos o arroz com feijão. Antes de nos preocuparmos com o Composto Barn precisamos fazer um calendário de vacinação para a propriedade", pontuou ao referir-se aos danos da leptospirose nas propriedades rurais. Outra oficina abordou a importância da nutrição animal e a relação de uma alimentação rica em fibras para o desempenho produtivo das vacas.

Na Unidade Móvel do Senar, estacionada dentro do campus especialmente para o evento, a oficina sobre tecnologia e novos equipamentos para o setor leiteiro atraiu pela inovação. "Esse modelo de trabalho em oficinas dá dinamismo e propicia a interatividade. Tivemos aqui em Ijuí um público muito qualificado e que aproxima os futuros profissionais do setor e permite aos estudantes interagirem com setores público e privados", frisou coordenador da Câmara Setorial do Leite, Danilo Gomes. As oficinas ainda abordaram questões relativas ao bem-estar animal e como o manejo correto contribui para elevar a produtividade, como o sombreamento adequado de áreas da propriedade e a contenção do barro, fator prejudicial para o gado leiteiro. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

CCGL inaugura unidade que vai gerar mais de 5 mil empregos diretos e indiretos.

 
Credito: Luiz Chaves/Palácio Piratini

O Grupo CCGL inaugurou nesta sexta-feira (24), em Cruz Alta, a segunda unidade da fábrica de leite em pó. Com isso, a empresa torna-se o maior parque industrial de leite em pó do Brasil. Os investimentos somam R$ 130 milhões - R$ 105 milhões via BRDE - e o restante oriundo de recursos próprios. Com a nova unidade, que conta com a tecnologia mais moderna da América Latina, serão gerados aproximadamente 5 mil empregos diretos e indiretos, entre colaboradores, produtores e fornecedores. Seu equipamento de secagem possibilita também a produção de derivados mais enriquecidos, como vitaminados e compostos.

No evento que marcou a abertura da planta, o governador José Ivo Sartori disse que a CCGL é um exemplo de empreendimento para outras áreas. "Numa situação de crise, vemos a expansão de um negócio, que vai dobrar a capacidade de processamento de leite", observou. A CCGL passa de 1 milhão de litros por dia para 2,2 milhões de litros/dia a serem processados. "A obra representa o fortalecimento da CCGL e um estímulo aos produtores para qualificarem seus rebanhos", completou o governador.

"Essa evolução se traduz na vontade e na garra de muitas pessoas", disse o presidente da CCGL, Caio Vianna. "Temos um compromisso com o desenvolvimento econômico e social de cada família de produtores. Com a inauguração, teremos capacidade para suprir aproximadamente 15% do leite em pó consumido em todo país. Ainda, a ampliação vai permitir a adesão de novas unidades de produção de leite ao Grupo CCGL, além de atrair oportunidades de mercado", destacou.

O Grupo CCGL conta com a associação das principais cooperativas agrícolas gaúchas - um universo de 171 mil produtores rurais em 350 municípios. Destes, 3.700 são responsáveis pelo fornecimento de matéria-prima para a fabricação de leite em pó (nas versões integral, integral instantâneo, desnatado e zero lactose), achocolatado e creme de leite.

A Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) é uma planta de produção de leite habilitada para exportação pelo Ministério da Agricultura e pelos principais fabricantes de alimentos do Brasil. No evento, o grupo homenageou produtores que fornecem a matéria-prima. Após houve a visitação à nova planta industrial. Atualmente, os mercados estratégicos da CCGL são as regiões Norte e Nordeste, maiores consumidores de leite em pó no país, representando 90% das vendas do Grupo. 

A CCGL surgiu para integrar as atividades do agronegócio, com foco na sustentabilidade, na produção em escala e na rentabilidade. A CCGL conta com três unidades de negócio: CCGL LOG, responsável pelas atividades de transporte e logística, em Rio Grande; CCGL TEC, unidade de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias; e CCGL LAC, com a fábrica de leite em pó, achocolatado e creme de leite, localizada em Cruz Alta.
Propriedades livres de brucelose e tuberculose
Foi assinado ainda convênio com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação para a implantação do programa de Certificação de Propriedades Livres de Brucelose e Tuberculose - Programa Sanidade Total CCGL. A iniciativa abrange 20 mil animais nesta primeira etapa e prevê o investimento de R$ 1,7 milhão, além de rebanhos das regiões Norte, Noroeste, Missões e Central do RS. A cerimônia reuniu secretários estaduais, deputados estaduais e federais, a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Silvana Covatti, representantes do setor primário e de cooperativas e lideranças da região. (Palácio Piratini)

 

 

Os Estados Unidos consumiram mais produtos lácteos.

Os 320 milhões de habitantes dos Estados Unidos consumiram em média 270 kg de equivalente leite por ano, ou seja, alta de 2% no consumo per capita. Esta dinâmica interna sustenta o preço do leite dentro país em torno de US$ 377, ou seja, um nível menos baixo do que o praticado por seus concorrentes. Mas a produção não esperou a elevação do consumo para aumentar. Cresceu 20% em dez anos. Este alta foi decorrente do crescimento de 1,4% na produtividade animal, e o rendimento atual é de 10.160 kg/vaca. (Terra Viva)

 
 

Em um auditório lotado de produtores, lideranças, estudantes, representantes do meio acadêmico e das indústrias, o governador José Ivo Sartori sancionou, na manhã desta sexta-feira (24/06), durante o 1º Fórum Estadual do Leite, em Ijuí (RS), o decreto que regulamenta a Lei do Leite (Lei 14.835). O texto traz uma série de avanços para o setor e representa um marco histórico para o setor lácteo gaúcho. "Essa lei foi construída pelo setor leiteiro e significa mais segurança na mesa do produtor", pontuou Sartori, que, empunhando um copo de leite, puxou brinde entre as autoridades. O ato foi transmitido ao vivo pelo Canal Rural diretamente do Campus da Unijuí.

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, destacou o trabalho dos servidores e entidades que se empenharam na regulação do texto e frisou que a Lei do Leite não deve ser um regramento estático. "Precisamos ir atualizando a lei, adequando-a às novas tecnologias", frisou Polo, lembrando das pesquisas que estão sendo realizadas pela Embrapa em parceria com o Sindilat e o Fundesa para uso de medidores de vasão georreferenciados. Aproveitou a oportunidade para enaltecer a ação dos produtores que vivem uma realidade árdua com "duas safras por dia".

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, conclamou o setor a unir-se para enfrentar as dificuldades que ameaçam a rentabilidade da atividade. "O que temos que ter em mente é que não há crescimento sem crise. Para expandir nossa produção e melhorar nossos processos, precisamos quebrar paradigmas, repensar projetos e estarmos abertos ao novo. Porque a inovação se faz da ruptura. Sejamos ousados" Nesse sentido, Guerra destacou a relevância do Fórum Estadual do Leite, que deve busca novos rumos para a produção láctea gaúcha. Após esta primeira etapa em Ijuí, informou ele, o fórum itinerante deve seguir para Santa Maria.

As mudanças propostas pela Lei do Leite buscam aumentar a responsabilidade de produtores, indústrias e transportadores de leite sobre a qualidade do produto que chega aos consumidores. Veja abaixo as principais mudanças que a Lei do Leite traz à produção gaúcha:

AUTORIZAÇÃO DO TRANSVASE
A medida permite a captação de leite por um caminhão com dois tanques acoplados, representando um ganho logístico considerável para a indústria. A regulamentação também ajuda na inclusão de mais produtores na cadeia, uma vez que o sistema viabiliza a coleta em propriedades mais distantes.
Pela legislação, o transvase só será possível em veículo com tanques em chassis separados, o que, no mercado, é conhecido como Romeu e Julieta. Além disso, o transvase do leite cru deve ser realizado em circuito fechado (sem manipulação). Os locais de transvase (onde o leite passa de um tanque para o outro) devem ser previamente definidos e informados à Secretaria da Agricultura e georreferenciados, além de obedecer a normas ambientais, sem colocar em risco a segurança da matéria prima transportada. Outra exigência é que cada tanque tenha seu próprio documento de trânsito e que os dois voltem juntos às plataformas das indústrias.

CADASTRO DAS PROPRIEDADES FORNECEDORAS DE LEITE CRU
As propriedades precisam estar com os cadastros atualizados no Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, devendo estar regularizadas e com as obrigações sanitárias estabelecidas pela legislação vigente em dia.

COMPRA E VENDA DO PRODUTO
Com a nova legislação, as relações de compra e venda passam a ser possíveis somente nos seguintes casos:
1) produtores de leite e estabelecimentos de processamento de leite;
2) produtores de leite e postos de refrigeração;
3) postos de refrigeração e estabelecimentos de processamento de leite;
4) cooperativas de produtores e estabelecimentos de processamento ou refrigeração, desde que o leite seja procedente da fazenda de algum de seus associados.
5) estabelecimentos de processamento de leite, com a ressalva de que comercializem entre si apenas "leite cru pré beneficiado", devidamente registrado no serviço de inspeção sanitária oficial. Também fica previsto prazo máximo de 48 horas entre ordenha e beneficiamento do leite.

TREINAMENTO DOS TRANSPORTADORES
Com a lei 14.835, todos os elos da cadeia deverão ter um cadastro. Os transportadores precisam passar por treinamento reconhecido pelo Serviço Oficial de Fiscalização.

DOCUMENTO DE TRÂNSITO
O transporte do leite cru deve obrigatoriamente ser acompanhado de documento para trânsito, indicando os fornecedores de origem, o volume de leite transportado, o destino e a finalidade do leite, em modelo previamente definido em normativa específica emitida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação.

MULTAS
Transportadoras e quaisquer outros membros da cadeia produtiva que desrespeitarem a legislação, além de responderem penalmente, estarão sujeitos ao pagamento de multa. Entre as de menor valor está aquela designada a quem comprar leite de produtor não cadastrado no DDA/ SEAPI, com custo de R$ 7.740 a R$ 30.960. Ser transportador desvinculado da indústria é mais grave, sendo cobrados de R$ 77.400 até R$ 309.600 do infrator da norma.

Crédito: Carolina Jardine

 

O governador José Ivo Sartori deve sancionar, na manhã desta sexta-feira (24/06), às 9h30min, durante o 1º Fórum Estadual do Leite, em Ijuí (RS), o decreto que regulamenta a Lei do Leite (Lei 14.835). O texto, pioneiro na busca pela excelência do leite no país, passa a valer para reger os processos do setor lácteo no Rio Grande do Sul. As mudanças buscam aumentar a responsabilidade de produtores, indústrias e transportadores de leite sobre a qualidade do produto que chega aos consumidores.

 

A primeira edição do Fórum Estadual do Leite – Rumo Excelência tem como objetivo reunir, no Salão de Atos da Unijuí, produtores, indústria, pesquisadores, acadêmicos e lideranças políticas e setoriais para debater os novos rumos da produção de lácteos com o advento da regulamentação da Lei do Leite. O projeto é uma iniciativa do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Sistema Farsul, Fetag e Canal Rural e tem apoio da Embrapa, Unijuí, Fecoagro, Setrem , Emater, Famurs, IGL, Ocergs e Secretaria Estadual da Agricultura. No segundo semestre, o Fórum deve chegar às demais regiões do Estado com o objetivo de fomentar o debate e a reflexão em outras praças.

 

A manhã desta sexta-feira será dedicada a debates sobre o Sistema de Monitoramento da Qualidade do Leite Brasileiro (SIMQL) que é o retrato da qualidade do leite brasileiro. À tarde, terá oficinas técnicas, a partir das 14h, que buscam debater assuntos relevantes para o dia-a-dia de quem trabalha no setor lácteo. A expectativa é formam 11 grupo de debate que avaliarão os temas propostos pela comissão organizadora do evento. Entre os assuntos estão o uso de Composto Barn, a nutrição animal, a relação entre a saúde animal e a qualidade do leite, a ergonomia na atividade, entre outros.

 

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas diretamente pelo hotsite http://gatheros.com/evento/primeiro_forum_do_leite_de_unijui/.

 

O que: 1º Fórum Estadual do Leite

Quando: 24/06/2016

Onde: Salão de Atos da Unijuí, em Ijuí

Hora: 9h

 

Porto Alegre, 23 de junho de 2016                                                Ano 10- N° 2.294

 

 Fórum debate qualidade do leite rumo à excelência
 
 


A cidade de Ijuí (RS) receberá, na próxima sexta-feira (24), o 1º Fórum Estadual do Leite: Rumo à Excelência, com transmissão ao vivo pelo Canal Rural, a partir das 9h30. Pesquisadores, representantes de entidades do setor e autoridades debaterão os caminhos para melhorar a qualidade do produto. O evento contará com a participação do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, e do secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação do RS, Ernani Polo.

A busca da qualidade é uma questão que envolve toda a cadeia, passando por produtores rurais, transportadores e indústrias, chegando aos consumidores. No encontro, painelistas e debatedores falarão sobre iniciativas que incluem a contribuição decisiva da pesquisa no processo de qualificação do leite e programas em andamento para desenvolver o sistema de produção cada vez mais, além da legislação do setor. O pesquisador Paulo do Carmo Martins, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apresentará uma palestra sobre o Sistema de Monitoramento da Qualidade do Leite Brasileiro. Martins é chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora (MG).

Com apresentação da jornalista Kellen Severo, o fórum terá como debatedores a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado, de Pelotas (RS), Maira BalbinottiZanela; o coordenador das comissões de Grãos e do Leite da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Rodrigues; e o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores na Agriculturano RS (Fetag-RS), Pedrinho Signori.

O chefe do Departamento de Estudos Agrários da Unijuí, Roberto Carbonera, falará sobre a Rede Leite, uma experiência de desenvolvimento regional interinstitucional. O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS), Alexandre Guerra, participará da abertura do fórum e dos debates. Guerra ressalta o caráter itinerante do fórum, que também deverá ser realizado em outros municípios gaúchos no segundo semestre do ano. "Queremos que a ação ganhe respaldo estadual em um grande movimento de reflexão e união de esforços pela melhoria constantes dos processos produtivos", afirmou.

No Dia Internacional do Leite, a programação deverá atrair centenas de produtores rurais e estudantes ao Salão de Atos da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí). Os interessados podem se inscrever gratuitamente pelos sites do Canal Rural (www.canalrural.com.br) e da Unijuí (www.unijui.edu.br). Os telespectadores poderão enviar também suas perguntas aos painelistas pelo WhatsApp (11) 9-8524- 0073 e página da emissora no Facebook (www.facebook.com/canalrural).

Os participantes do evento serão recebidos às 9h, com um milk break (café da manhã com produtos lácteos). Também faz parte da agenda a realização de oficinas técnicas e debates temáticos das 14h às 16h no Campus da Unijuí e na unidade móvel do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado (Senar-RS). Entre os temas previstos, estão produção de leite e derivados, qualidade nutricional, segurança na inspeção, bem-estar animal e inovações tecnológicas.

O fórum é organizado pelo Canal Rural, em parceria com o Sindilat-RS, Sistema Farsul e Fetag-RS. O evento conta ainda com apoio técnico da Embrapa e da Unijuí.(O Sul)
 

Ministério da Nova Zelândia prevê futuro promissor para o setor lácteo.

O Ministério das Indústrias Primárias (MPI) da Nova Zelândia disse que embora as exportações de lácteos tenham caído 6% no último ano, o futuro parece promissor. Citando o último relatório chamado Situação e Previsões para as Indústrias Primárias (SOPI, da sigla em inglês), o Ministério disse que a previsão para as indústrias primárias neozelandeses é positiva, com forte previsão de crescimento na maioria dos setores. De acordo com eles, os preços dos lácteos deverão aumentar gradualmente nos próximos dois anos.

O diretor do setor de política do MPI, Jaeerd Mair, disse: "No geral, houve um declínio de 6% no valor das exportações de lácteos no ano passado, mas uma recuperação gradual inesperada nos preços deverá levar a maiores valores de exportação de dois a três anos. No geral, nossas previsões mostram um crescimento de 34% até 2020".

Para alguns setores, uma queda no dólar neozelandês abrandou o impacto dos menores preços do dólar americano. Ao mesmo tempo nas fazendas, a produção no setor primário tem se mantido relativamente estável, com as condições do El Niño não resultando em uma seca disseminada.

"Os preços dos lácteos permaneceram fracos à medida que a oferta global ainda está abundante. A produção na Nova Zelândia caiu marginalmente, mas os volumes de exportação aumentaram. A produção ainda está alta na União Europeia (UE), o que está mantendo pressão de baixa nos preços".

Mair disse que a previsão para o setor primário é suportada pelos investimentos significativos na indústria e na capacidade de processamento do país em uma série de setores.
Acordos de livre comércio também ajudarão no crescimento das exportações, enquanto o crescimento da população e o desenvolvimento econômico na Ásia darão suporte à maior demanda por produtos neozelandeses. (Milk Point)

 

Sindileite Goiás lança "Manual de Boas Práticas Agropecuárias" para os produtores de leite.
O Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite) lançou a segunda edição do seu "Manual de Boas Práticas Agropecuárias". Essa publicação circulou pela primeira vez em 2008 e, com o tempo, foi necessário um trabalho de atualização. Como da primeira vez, o Sindileite reuniu um grupo de especialistas (médicos veterinários, zootecnistas, engenheiros agrônomos, técnicos em laticínios e outros profissionais) que cuidaram da tarefa.

O Manual de Boas Práticas Agropecuárias é um trabalho de fôlego com 60 páginas contendo informações por meio de vários títulos, como: "O que é um leite de qualidade"; "O que é a contagem bacteriana"; "O que é a contagem de células somáticas"; "O proprietário/administrador"; "Organização da fazenda"; "Acesso à propriedade e às instalações"; "O funcionário"; "Meio ambiente"; "Água"; "O animal"; "Produtos químicos"; "Ordenha"; "Resfriamento e armazenamento do leite"; "Tipos de resfriamento"; "Dimensionamento do tanque de resfriamento por expansão direta"; entre outros. 

Além desses títulos apontados acima, o BPA do Sindileite - Goiás tem uma série de modelos de anexos com espaços próprios para preenchimento, visando dar condições para um real acompanhamento da rotina da propriedade produtora de leite. 

Objetivo e parcerias 
O Manual de Boas Práticas Agropecuárias, coordenado pelo médico veterinário Alfredo Luiz Correia (diretor executivo do Sindileite e presidente do Fundepec-Goiás) e por Luiz Magno de Carvalho (diretor técnico do Sindileite e diretor de expansão do Laticínios Bela Vista - Leites Piracanjuba), foi editado com 60 mil exemplares e isso foi possível graças a colaboração dos especialistas e a parceria entre o Sindileite, o Sebrae-Goiás e o Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás - Fundepec.

O BPA está sendo entregue a custo zero aos produtores de leite no estado de Goiás através da logística dos laticínios, no trabalho de captação de leite nas propriedades. A publicação destina-se também à circulação nacional mediante autorização do Sindileite-Goiás, desde que o interessado não a utilize para fins comerciais.

Os objetivos dessa publicação segundo Alfredo são vários e, entre eles, a busca de qualidade de produção a cada dia; manejo correto do rebanho buscando melhor produtividade e conforto animal; qualificação constante dos funcionários; melhor gestão por parte dos proprietários; produção sustentável respeitando o meio ambiente e o crescimento da produção nas propriedades proporcionando melhor remuneração para quem vive da atividade. (Milk Point)

Fórum debate a lei do setor

A primeira edição do Fórum Estadual do Leite - Rumo Excelência está marcada para amanhã, no Salão de Atos da Unijuí, em Ijuí. O evento é itinerante e vai reunir produtores, indústria, pesquisadores, acadêmicos e lideranças políticas e setoriais para debater os novos rumos da produção de lácteos com o advento da regulamentação da Lei do Leite.(Correio do Povo)

 
 
1º Fórum Estadual do Leite: Rumo à Excelência
A Unijuí irá sediar no dia 24 de junho, sexta-feira, o 1º Fórum Estadual do Leite: Rumo à Excelência. O evento terá início às 9h, no Salão de Atos do Campus Ijuí, em comemoração ao Dia Internacional do Leite. O Canal Rural estará transmitindo ao vivo o evento, no horário das 9h30 às 12h. O Fórum é promovido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Sistema Farsul, Fetag-RS e Canal Rural, com apoio técnico da Embrapa e da Unijuí, e apoio da AGL, Apil, Emater, Famurs, IGL, Ocergs e Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação. Para inscrever-se gratuitamente e maiores informações, CLIQUE AQUI.

 

 

Porto Alegre, 22 de junho de 2016                                                Ano 10- N° 2.293

 

   Ministro da Agricultura se reúne com o setor lácteo
 O setor lácteo foi o primeiro a ser ouvido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no processo de desburocratização da pasta. O ministro Blairo Maggi se reuniu na tarde de ontem com representantes da cadeia produtiva e pediu que encaminhem sugestões ao grupo de trabalho que estuda mudanças nos procedimentos e normas do Mapa para reduzir a burocracia. "A legislação, às vezes, impõe tantas restrições que o produtor não consegue produzir", observou Maggi. Os representantes do setor aproveitaram a reunião para apresentar uma pauta de reivindicações ao ministro, que inclui a abertura do mercado chinês aos produtos lácteos brasileiros. 

Eles lembraram que o Brasil está aquém das exportações de laticínios de outros países, onde os produtores recebem subsídios. Em 2015, a cadeia produtiva exportou US$ 319,2 milhões, a maior parte para a Venezuela. Outra demanda apresentada pelo setor foi com relação ao Guia Alimentar do Ministério da Saúde. A ideia é alterar questões referentes à recomendação do consumo de queijos e iogurtes, indicando a demanda de três porções/dia. Atualmente, o queijo tem recomendação para consumo com moderação, e o iogurte não tem recomendação, uma vez que está enquadrado como alimento ultraprocessado. 

Segundo o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), Guilherme Portella, a mudança busca destacar as potencialidades dos produtos lácteos como fonte de nutrientes e proteínas, assim como fazem muitos países da Europa. "O ministro mostrou-se muito sensível às demandas do setor", pontuou Portella. AGRONEGÓCIOS Ministro da Agricultura se reúne com o setor lácteo Blairo Maggi quer sugestões para desburocratização de normas Os produtores alegam que cumprem todas as normas internacionais e que os produtos seguem as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde). 

A Secretaria de Defesa Agropecuária vai fazer a ponte com o Ministério da Saúde e Anvisa e verificar o que pode ser feito. Maggi destacou que a responsabilidade pelo controle de qualidade dos alimentos deve ser do próprio produtor e não apenas do governo. Para o ministro, as empresas devem responder juridicamente pelos produtos que colocam no mercado. No encontro, Maggi comprometeu-se a trabalhar pelo fomento à exportação de produtos lácteos brasileiros, principalmente com foco no México e na China. 

O ministro ainda pontuou a importância do setor estar constantemente atuante em Brasília negociando seus pleitos. "Ele vem da iniciativa privada e disse que está disposto a tirar os entraves da produção nacional", citou Portella. Durante a audiência, lideran- ças entregaram ao ministro documento com uma série de pleitos, entre eles, o aumento do limite de financiamento para garantia de preço ao produtor para R$ 100 milhões por beneficiário e uso de crédito rotativo, ou seja, mantendo os limites definidos dentro do prazo de vigência dos contratos. Também querem inclusão de laticínios no Programa de Construção de Armazéns (PCA), uma vez que no último Plano Safra apenas produtores e cooperativas foram contemplados com a verba para aquisição e instalação de silos de estocagem de leite in natura. 

Conforme o presidente da Associação Brasileira das Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios (G100), Pedro Augusto Guimarães, uma das reivindicações, de acordo com o dirigente foi o pedido de compensação dos créditos de PIS/Cofins com os dé- bitos de INSS para as indústrias lácteas. "Os dois são tributos federais. O que pedimos é a compensação de um crédito que as indústrias têm a receber do Fisco com a Receita com um débito que elas têm com o órgão. Isso já é objeto de documento encaminhado pelo G100", observa. O setor de carnes deve ser o próximo a ser ouvido pelo Mapa.(Jornal do Comercio)

 

 
CCGL 

Após um ano e meio de obras, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) inaugura na sexta-feira, em Cruz Alta, a ampliação da fábrica que permitirá dobrar a capacidade atual de processamento de leite - passando de 1 milhão de litros diários para 2,2 milhões de litros.

Praticamente todo o volume será destinado para produção de leite em pó, que tem em Norte, Nordeste e Sudeste do país seus principais mercados. Com o investimento ao redor de R$ 120 milhões (R$ 20 milhões de recursos próprios e R$ 100 milhões financiados), a cooperativa pretende aumentar o número de produtores que fornecem leite, hoje de 4 mil. - Quando atingirmos nossa capacidade máxima, nos próximos anos, poderemos dobrar o número de produtores - estima Caio Vianna, presidente do Grupo CCGL. A unidade criará 150 novos postos de trabalho na região noroeste, os quais já começaram a ser preenchidos. O investimento passou a ser planejado há três anos, quando a cooperativa atingiu a capacidade máxima de processamento. Do faturamento de R$ 740 milhões em 2015, cerca de 80% veio do leite. A CCGL reúne 17 cooperativas diretas associadas, além de uma central que congrega outras 20 pequenas unidades. (Zero Hora)

Fórum Estadual do Leite terá oficinas do SENAR/RS

A Unidade Móvel do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio Grande do Sul (SENAR/RS) será uma das principais atrações da primeira edição do Fórum Estadual do Leite, que ocorre nesta sexta-feira (24/6) em Ijuí, no Salão de Atos da Unijuí. No espaço, a entidade realizará oficinas técnicas sobre Qualidade do Leite. A ação é gratuita para o público e terá seis sessões ao longo do dia: às 10h, às 11h, às 13h, às 14h, às 15h e às 16h. O Fórum é promovido pelo Sistema Farsul em parceria com o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Fetag-RS.

Com o lema "Rumo a Excelência", o evento marcará a passagem do Dia Internacional do Leite, reunindo representantes de entidades do setor, autoridades e pesquisadores. A programação irá discutir os principais pontos da cadeia leiteira, desde o produtor até a indústria, com o objetivo de estimular iniciativas para maior qualidade no segmento.

Durante o Fórum, a Unidade Móvel do SENAR/RS estará localizada ao lado do Salão de Atos no campus da universidade. Com orientação de instrutores técnicos, serão apresentados parte dos cursos realizados pela entidade em parceria com os Sindicatos Rurais e Sindicatos dos Trabalhadores Rurais no Estado. Os visitantes poderão acompanhar demonstrações de itens importantes na produção leiteira, como Boas Práticas na propriedade, controle da mastite, doença que acomete bovinos leiteiros, e resfriamento do leite.(Agrolink)

Rede Lanagro trabalha para ser referência mundial

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) quer tornar referência mundial em análises a Rede de Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagro's) e as 414 unidades credenciadas (públicas e privadas). Para isso, começou um projeto para alinhar a estratégia da rede e fortalecer a credibilidade dos produtos agropecuários brasileiros nos mercados nacional e internacional. De acordo com a Coordenação-Geral de Apoio Laboratorial (CGAL), o trabalho permitirá a integração da Rede Lanagro, a eficácia da utilização dos recursos púbicos e a prestação de um serviço de excelência para o país e seus parceiros comerciais. "O Brasil é um player importante no mercado de produtos agropecuários. Temos capacidade para oferecer análises laboratoriais ainda mais precisas e mostrar que os produtos daqui são seguros para o consumo", destaca o diretor da CGAL, Rodrigo Nazareno. A Coordenação-Geral de Apoio Laboratorial desenvolve esforços para aumentar os investimentos em pessoal e infraestrutura.

A Rede Lanagro possui seis laboratórios nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco e Pará. Sua principal atribuição é o monitoramento laboratorial da saúde dos rebanhos e plantações, bem como o controle e fiscalização de alimentos, bebidas e insumos produzidos e comercializados no Brasil. (As informações são do Mapa)

Workshop G100

Busca-se aprimorar cada vez mais os processos visando a qualidade do campo à indústria. As principais adulterações do leite estão associadas a questões econômicas ou para mascarar a má qualidade do produto. Um workshop no município de Concórdia, em Santa Catarina, vai avaliar os riscos que este produto, tão importante na alimentação da população, corre desde a coleta até a sua industrialização. O objetivo é capacitar todas as pessoas envolvidas com a cadeia leiteira e seus derivados com palestras que irão abordar vários aspectos relacionados às propriedades biológicas e físico-químicas do leite. Um dos palestrantes é o especialista em ciência e tecnologia de laticínios, Sinval Pereira da Silva, que falará sobre origem, qualidade da matéria-prima e possíveis adulterações do leite. Os principais pontos que serão destacados em sua palestra envolvem desde a obtenção do leite no campo, os parâmetros importantes que devem ser levados em consideração pela indústria para a seleção dos fornecedores/produtores e também os fornecedores de leite spot. Segundo Silva, também serão abordados os cuidados necessários para o controle da qualidade da matéria-prima durante o transporte, os quesitos necessários na recepção do leite na indústria, os principais tipos de fraudes existentes no leite e em quais elos da cadeia elas são mais comuns.

Silva lembra que para garantir a qualidade do leite existem os quesitos legais que os órgãos de inspeção exigem que as empresas cumpram. Destaca, no entanto, a importância das empresas buscarem aprimorar e desenvolver processos que vão além dos exigidos por estes órgãos, para que possam garantir maior qualidade do leite e seus derivados. Conforme o especialista, entre os motivos para ocorrerem as adulterações do leite estão principalmente ganhos econômicos ou a necessidade de mascarar a má qualidade do produto. "No caso da fraude econômica, ocorre, por exemplo, a adição de água e mais algum componente como sacarose, sal, amido, etc. com o objetivo de restabelecer as condições normais do leite. Já no caso da fraude por qualidade, o que acontece, principalmente, é a adição de alguma substância alcalina (soda caustica), ou outro componente, para mascar a má qualidade do leite", explica Silva.

O evento que ocorre na próxima quinta-feira, dia 23 de junho, é promovido pela Associação Brasileira das Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios (G100), Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV), e Embrapa. A programação começa a partir das 14h na Embrapa Aves e Suínos. O workshop se destina aos técnicos que interagem com o produto da ordenha até o laticínio, além dos agentes públicos reguladores, pesquisadores e estudantes. Mais informações e inscrições podem ser obtidas no site www.g100.org.br.
Este é o primeiro de uma série de workshops realizados pelas entidades promotoras. Além de Santa Catarina, os eventos ocorrerão também em Sergipe e duas vezes em Minas Gerais, sendo um no Triângulo Mineiro e o outro na Zona da Mata.
Serviço
Data: 23 de junho de 2016
Hora: 14h
Local: Embrapa Aves e Suínos - Rodovia BR-153, s/n, Concórdia (SC)
Informações e Inscrições: http://bancogeral.com.br/workshops-ablv-g100/ (Agrolink)

 
 
Lácteos/AR

No final de abril as autoridades do Centro da Indústria Leiteira (CIL) pediram "ao restante da cadeia láctea, e aos consumidores, em particular, a máxima compreensão" diante das inundações que resultaram na queda significativa da produção de leite. Se alguns consumidores não conseguiram ainda interpretar o que significa "a máxima compreensão" seguramente irão entender quando virem que os produtos lácteos subiram 11%, em maio, na cidade de Buenos Aires, em relação ao mês anterior.

Semelhante aumento não tem relação alguma com o aumento geral de preços registrado no setor de alimentos e bebidas (+3,7%) ou de carne (+2,6%), ou ainda pães (+1,6%). A queda abrupta da produção de leite decorrente do desastre climático ocorreu nas bacias leiteiras de Entre Rios, Santa Fe e Córdoba obrigando as indústrias de laticínios a recompor - também de maneira abrupta - os preços aos produtores de leite. Mas, tal como mostra o último aumento de preços de referência realizado pela Câmara dos Produtores de Leite da Bacia Oeste (Caprolecoba), as maiores indústrias (com exceção da Mastellone Hnos) deixaram de competir por preço (estabelecendo, em maio passado, o valor de 4 pesos/litro aos grandes produtores quando haviam pago de 3,20 a 3,35/litro, em abril).

Os preços internacionais do leite em pó - principal produto lácteo argentino de exportação - continuam em níveis médios deficitários. Assim sendo, a conta do aumento da fatura paga aos produtores será, em boa medida, paga pelos consumidores argentinos (que, graças à defasagem cambial, pagam cada vez mais caros pelos alimentos, quando cotados em dólares).
O fato é que o consumo de lácteos nos supermercados - segundo dados do INDEC - vem apresentando queda acentuada, ao nível nacional: em abril deste ano, segundo os últimos dados disponíveis, as vendas de lácteos nesses canais comerciais chegaram a 2.542 milhões de pesos, uma cifra 1,28% maior que a de março deste ano. No período a inflação registrada foi de 6,5%. (valorsoja - Tradução livre: Terra Viva)

 
1º Fórum Estadual do Leite: Rumo à Excelência
A Unijuí irá sediar no dia 24 de junho, sexta-feira, o 1º Fórum Estadual do Leite: Rumo à Excelência. O evento terá início às 9h, no Salão de Atos do Campus Ijuí, em comemoração ao Dia Internacional do Leite. O Canal Rural estará transmitindo ao vivo o evento, no horário das 9h30 às 12h. O Fórum é promovido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Sistema Farsul, Fetag-RS e Canal Rural, com apoio técnico da Embrapa e da Unijuí, e apoio da AGL, Apil, Emater, Famurs, IGL, Ocergs e Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação. Para inscrever-se gratuitamente e maiores informações, CLIQUE AQUI.

 

Reunido com lideranças do setor lácteo brasileiro na tarde desta terça-feira (21/6), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, comprometeu-se a agendar, o mais breve possível, uma reunião com o Ministério da Saúde para debater mudanças no Guia Alimentar Brasileiro. A ideia é alterar questões referentes à recomendação do consumo de queijos e iogurtes, indicando a demanda de três porções/dia. Atualmente, o queijo tem recomendação para consumo com moderação e o iogurte não tem recomendação, uma vez que está enquadrado como alimento ultraprocessado.

Segundo o vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, que representou as indústrias gaúchas no encontro, a mudança busca destacar as potencialidades dos produtos lácteos como fonte de nutrientes e proteínas, assim como fazem muitos países da Europa, como Itália, Alemanha e França. "O ministro mostrou-se muito sensível às demandas do setor", pontuou Portella.

No encontro, Blairo Maggi comprometeu-se a trabalhar pelo fomento à exportação de produtos lácteos brasileiros, principalmente com foco no México e China. O ministro ainda pontuou a importância do setor estar constantemente atuante em Brasília negociando seus pleitos. "Ele vem da iniciativa privada e disse que está disposto a tirar os entraves da produção nacional", citou Portella.

Durante a audiência, em Brasília, lideranças entregaram ao ministro documento com uma série de pleitos, entre eles, o aumento do limite de financiamento para garantia de preço ao produtor para R$ 100 milhões por beneficiário e uso de crédito rotativo, ou seja, mantendo os limites definidos dentro do prazo de vigência dos contratos. Também querem inclusão de laticínios no Programa de Construção de Armazéns (PCA), uma vez que no último Plano Safra apenas produtores e cooperativas foram contemplados com a verba para aquisição e instalação de silos de estocagem de leite in natura.

 

 

O preço de referência do leite no Rio Grande do Sul em junho deve atingir R$ 1,1255 o litro, conforme cálculo feito pela Câmara Técnica do Conseleite. A previsão, que indica aumento de 8,79% em relação ao consolidado de maio (R$ 1,0346), foi apresentada na tarde de hoje (21/06), após análise das primeiras movimentações do mercado no início deste mês. Nos últimos três meses, a alta acumulada é de 13,84%. Segundo o professor da UPF Eduardo Belisário Finamore, os produtos que puxaram a alta em junho foram o leite UHT (13,28%), o queijo mussarela (11,29%) e o queijo prato (6,01%).

 

O reajuste é justificado pela redução na produção estadual decorrente de uma entressafra severa motivada por condições climáticas adversas no Rio Grande do Sul. A previsão é de que a produção já estivesse em patamares maiores nessa época do ano, o que não aconteceu. “A produção de leite no campo não está reagindo como se esperava e está mais lenta do que em anos anteriores”, frisou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.  

 

Além disso, outro fator que impactou nos preços foi o frio severo registrado em diversos estados do país dos últimos dias que, ao elevar o consumo em tempos de baixa produção, colabora com novos reajustes. O descarte de animais e o abandono da atividade por alguns criadores são pontuados pelos produtores como agravantes do cenário.

 

O presidente do Conseleite, Jorge Rodrigues, diz que gostaria de trabalhar com um cenário de estabilidade, mas prevê que o preço do leite deva seguir curva ascendente nos próximos dois meses. Já o presidente do Sindilat acredita que a tendência do preço do leite UHT para julho deve ser de manutenção dos valores ao consumidor uma vez que, novos reajustes, poderiam impactar negativamente nos hábitos de consumo das famílias.

 

 

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Maio de 2016.

 

 Matéria-prima Valores Projetados Maio / 16

Valores Finais

Maio / 16

Diferença

(final – projetado)

I – Maior valor de referência 1,1604 1,1898 0,0294
II – Preço de referência 1,0091 1,0346 0,0255
III – Menor valor de referência 0,9082 0,9311

0,0230

 

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

 

 

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Junho de 2016.

 

  Matéria-prima

Junho /16 *
I – Maior valor de referência 1,2943
II – Preço de referência 1,1255
III – Menor valor de referência 1,0130

 

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

 

Crédito foto: Carolina Jardine