Autor: isaacnb
Saldo do Fundesa supera R$ 68 milhões
O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), composto de recursos arrecadados da cadeia dos suínos, aves, ovos, bovinos, ovinos e leite, apresentou saldo de R$ 68 milhões em 31 de dezembro de 2016, com destaque de R$ 2,4 milhões para repasses a produtores de leite. O valor inclui indenizações por abate de animais com tuberculose e brucelose e recursos para reembolso de vazio sanitário em propriedades com criação de gado de leite. Entre contribuições e rendimentos financeiros, foram R$ 16,1 milhões. Os dados foram divulgados na segunda-feira (16/01), em Porto Alegre, durante assembleia de prestação de contas referente ao exercício de 2016. No exercício de 2015, o saldo total foi de R$ 56,5 milhões.
Segundo o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, o destaque no setor leiteiro demonstra que mais produtores estão buscando o saneamento do rebanho para tuberculose e brucelose. “Essas enfermidades são graves para o setor, por isso avaliamos como positiva esta adesão", afirma. Os investimentos do fundo, de R$ 4,45 milhões, foram realizados também em outras áreas como treinamento de técnicos do serviço veterinário oficial e aquisição de insumos e equipamentos. Além disso, o Fundesa recuperou mais de R$ 1,2 milhão em contribuições que estavam pendentes no último ano. Com isso, mais empresas e produtores ficaram regularizados e aptos a receber indenizações.
O Fundesa é composto por nove entidades, entre elas o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS), e tem a missão de propor e apoiar o desenvolvimento de ações de defesa sanitária animal, além de garantir agilidade e rapidez na intervenção em casos de eventos sanitários.

18/01/2017
Porto Alegre, 18 de janeiro de 2017. Ano 11- N° 2.425
O leite é o único alimento pasteurizado.
MITO. De acordo com Ana Paula Del'Arco, o leite é o alimento pasteurizado mais conhecido, porém outras bebidas - cerveja e sucos de frutas, por exemplo - passam pelo mesmo processo, que utiliza a combinação de diferentes tempos e temperaturas, a fim de matar os micro-organismos que possam causar infecções.
As embalagens têm relação com a durabilidade do leite.
VERDADE. A embalagem desempenha um importante papel na conservação do leite. No leite longa vida, a embalagem é cartonada e, graças às diversas camadas, é capaz de proteger o alimento do contato com a luz e com o oxigênio.
A durabilidade do leite "longa vida" é maior.
VERDADE. O leite "longa vida", também popularmente conhecido como "leite de caixinha", passa por um processo de conservação com temperaturas superiores às da pasteurização, conhecidos como UHT (Ultra High Temperature). Este tipo de leite tem a validade de 4 meses em embalagem fechada e até 3 dias após aberta.
O leite do passado era mais saudável do que o leite que consumimos atualmente.
MITO. O leite que nossos avôs consumiam apresentava mais chances de provocar doenças, uma vez que possuíam maior quantidade de micro-organismos. Além disso, ao passar pelo processo de fervura doméstica, o alimento podia sofrer algumas perdas. E, mesmo fervido, podia dar origem a quadros de diarreia e vômito, devido à ingestão de grande quantidade de micro-organismos causadores de infecções alimentares.
O leite "longa vida" é comercialmente estéril.
VERDADE. O leite "longa vida" apresenta uma redução de 99,99% da carga microbiana, o que garante uma ótima qualidade do leite, auxiliando na conservação prolongada.
A ingestão de leite cru é indicada para não perder as vitaminas.
MITO. Os processos que envolvem elevadas temperaturas alteram minimamente a constituição do leite, portanto, o consumo de leite cru não se justifica. (Fonte: Remédio Caseiro/Guialat)
Em uma nova frente para ampliar mercados, os sócios do Mercosul vão lançar na quinta-¬feira negociações para um acordo de livre comércio com o EFTA, bloco formado por quatro países europeus ¬ Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O anúncio será feito em Davos, paralelamente ao Fórum Econômico Mundial, em cerimônia com a presença de altos funcionários dos dois lados. Os países do EFTA não fazem parte da União Europeia, mas têm alto poder aquisitivo e já representam o 11º principal mercado para as exportações brasileiras. A iniciativa privada vê oportunidades para vários segmentos do agronegócio e da indústria, como carne bovina, frango, suco de laranja, papel e celulose, produtos de madeira, aviões, químicos e compressores.
Os dois blocos concluíram, com sucesso, uma etapa conhecida como "diálogo exploratório" no jargão comercial. Isso significa que, ainda sem nenhum compromisso de abertura comercial, eles não identificaram gargalos insuperáveis para um acordo. Não se fala em prazo para conclusão do tratado, mas ninguém quer perder tempo: a primeira reunião negociadora deve ocorrer em fevereiro. As discussões vão contemplar não apenas tarifas aplicadas sobre bens industriais e agrícolas, mas outros componentes que aparecem em acordos modernos: serviços, compras governamentais, propriedade intelectual, barreiras técnicas. Cláusulas de proteção a investimentos, no entanto, vão ficar fora do escopo. "É uma demonstração do nosso esforço em ampliar a rede de acordos comerciais e inserir o Brasil de forma mais energética no cenário internacional", afirma o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira.
Em 2016, o Brasil vendeu US$ 2,4 bilhões em mercadorias ao bloco. Fabrizio Panzini, especialista em negociações internacionais da CNI, destaca que o Brasil precisa impulsionar negociações fora da América do Sul para dar mais dinamismo às economias locais e entrar nas cadeias globais de produção. "A prioridade continua sendo UE e México, que já têm tratativas mais avançadas, mas o EFTA tem atrativos muito interessantes. É um mercado com grande volume de importações." Os quatro países europeus não têm tarifas unificadas, mas as alíquotas já são baixas. Mais de 96% dos bens industriais entram na Noruega sem pagar nada. Na Suíça, que é um pouco menos aberta, cerca de metade já teve tarifas zeradas. O problema são os "picos tarifários", ou seja, alíquotas muito altas para produtos específicos, que podem chegar a 25% nos calçados, 50% em têxteis, 130% em laticínios e 1.000% nas carnes. Por menores que sejam as tarifas, a CNI avalia que um acordo é importante para melhorar o acesso dos produtos brasileiros, na comparação com outros fornecedores. "O EFTA tem tratados comerciais com 27 países e blocos. São mercados bastante competitivos e eliminar as alíquotas de importação, mesmo baixas, tem relevância", afirma Panzini. Além disso, as compras públicas feitas pelos países do EFTA despertam enorme interesse do setor produtivo porque chegam a US$ 85 bilhões por ano.
Cotas de exportação e normas técnicas são outros pontos considerados imprescindíveis nas conversas. Para o subsecretário¬-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Carlos Márcio Cozendey, as negociações podem ter o mesmo perfil daquele observado com a UE. De um lado, os países do EFTA tendem a oferecer resistência em abrir seus mercados para produtos agrícolas do Mercosul. Do lado de cá, existem sensibilidades em setores industriais, como o de bens de capital e medicamentos. Cozendey vê um caminho menos tortuoso para obter avanços. "A UE tem 28 países-¬membros e todos precisam estar de acordo sobre tudo. Com o EFTA, pode até haver uma velocidade maior", diz. Empresários manifestam temor com a liberalização em segmentos como aço, fertilizantes, plásticos e eletrônicos.
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, inicia nesta terça-feira (17) missão ao exterior com a finalidade de participar da 9ª Conferência de ministros do Fórum Global para a Alimentação e a Agricultura (GFFA), em Berlim.
A conferência é realizada todos os anos, em janeiro, durante a Semana Verde Internacional.
Blairo Maggi participará de reunião dos ministros da Agricultura de países integrantes do G-20, na capital alemã e terá reuniões de interesses bilaterais com colegas de outros países. O ministro deverá encontrar-se com o deputado líder do Partido Verde no parlamento alemão, Anton Hofheiter. E vai lançar livro da Embrapa sobre Soja e Abelhas (Soybean and Bees) na embaixada brasileira.
Em Bruxelas, terá reuniões com a Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, com representantes permanentes dos países membros junto à União Europeia e com empresários do setor de agronegócio. Depois viajará aos Estados Unidos, onde participará, em Miami, da Conferência da indústria de 2017, onde irá abordar perspectivas da América Latina para 2017. (Mapa)
As exportações do agronegócio gaúcho atingiram US$ 11,042 bilhões em 2016. O resultado significa uma retração de 5,07% na comparação com 2015. O volume comercializado também apresentou resultado negativo de 8,1%, conforme Relatório do Comércio Exterior do Agronegócio do Rio Grande do Sul, divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul. Após um primeiro semestre de crescimento constante, tendo junho como mês de pico, as vendas do setor entraram em declínio. Setembro registra a maior queda, com 34,5%, e foi determinante para o saldo do ano. No mês de dezembro o setor exportou 899 mil toneladas, o que representa 80% de todo volume comercializado pelo Estado. Em valores, foram US$ 723 milhões. Na comparação com o último mês de 2015, houve um crescimento de 13,1% no valor exportado, tendo a soja como principal expoente, com um aumento de 107%. (Jornal do Comércio)
17/01/2017
Porto Alegre, 17 de janeiro de 2017. Ano 11- N° 2.424
No leilão GDT desta terça-feira (17/01), o preço médio dos lácteos sofreu um leve aumento de 0,6%, fechando a US$3.517/tonelada.
Diferente do último leilão, em que o leite em pó desnatado havia subido 2,3%, neste último sofreu queda de -1,6%, fechando a US$2.612/tonelada. Já o leite em pó integral não apresentou grandes variações (-0,1%), e fechou com média de US$3.283/tonelada. O queijo cheddar apresentou aumento, fechando a US$3.940, valor 1,3% maior em relação ao último leilão. (Milkpoint/GDT)
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas /ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Janeiro de 2017 é de R$ 2,3061/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite PR)
Conseleite/MS
A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 16 de janeiro de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de dezembro de 2016 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de janeiro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)
A reforma trabalhista enviada ao Congresso no fim de dezembro deixa mais da metade dos empregados formais do país e 99,3% das empresas sem representação no local de trabalho. A regra que estabelece a prevalência do negociado sobre o legislado, que consta no Projeto de Lei 6.787, estipula a eleição de representante nos locais de trabalho apenas em companhias com mais de 200 funcionários. Dos 48 milhões de brasileiros com carteira assinada, 55,2% estão empregados em estabelecimentos com até 199, conforme o Relatório Anual de Informações Sociais (Rais) de 2015. A possibilidade de eleição de um funcionário em empresa com mais de 200 funcionários é prevista na Constituição, apesar de pouco colocada em prática. Essa prerrogativa ¬em versão melhorada, com limite menor de empregados ¬ é a contrapartida exigida pelos sindicatos que aceitam o princípio do negociado sobre legislado (CLT).
Poucas empresas do comércio e dos serviços teriam representação, diz o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah. Os dois setores são a maioria dos 12,8 milhões de filiados da central, atrás apenas da Central Única dos Trabalhadores (CUT). O sindicalista critica a mudança de última hora no número mínimo de funcionários ¬ de 50, conforme a minuta enviada às centrais dois dias antes do anúncio da reforma, para 200. "O ministro Ronaldo [Nogueira] havia nos prometido que só falaríamos nesse assunto [a reforma] em 2017. O anúncio em si já nos surpreendeu", diz Patah. Segundo dados da Rais, 99,3% das 3,9 milhões de empresas do país têm até 199 funcionários. A percepção da entidade só não foi pior, afirma, porque o governo concordou em mudar o formato da proposta de MP, que teria vigência imediata, para projeto de lei, a ser discutido no Congresso. Patah defende o corte de 100 funcionários para a eleição de um representante ¬ 47,6% dos trabalhadores com carteira assinada estão em empresas que têm até esse tamanho. Para esses 22,8 milhões, a representação seria feita apenas pelos sindicatos, que, segundo o dirigente, deveriam ser fortalecidos para fazer frente às mudanças nas relações de trabalho. Helio Zylberstajn, professor da USP, lembra que, no texto inicial, a previsão era que a eleição fosse de um representante sindical, e não apenas de um representante, como veiculado no PL. "É um retrocesso", diz destacando que, sem vinculação com as entidades sindicais, o trabalhador eleito teria poder de negociação mais limitado.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a alteração aumenta as chances de que a escolha seja manipulada pelas empresas e que sejam aprovadas mudanças desvantajosas para os trabalhadores. "É um atentado à estrutura sindical". O dirigente também faz duras críticas à forma como o texto foi encaminhado ao Congresso, "na calada da noite do fim de dezembro", e adianta que o movimento sindical organizará sua agenda de enfrentamento à "tentativa de retirada dos direitos trabalhistas". Para o coordenador do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, ao não assegurar a livre organização no local de trabalho ¬ com o piso de 200 funcionários, ela ficaria limitada a poucos ¬, a possibilidade de flexibilizar regras da CLT enfraquece a representação dos empregados e favorece os empresários. Sindicatos mais organizados, como metalúrgicos do ABC (CUT) e de São Paulo (Força Sindical), já fizeram negociações por empresa que flexibilizavam algumas regras contidas na CLT, como intervalo para almoço. Esses acordos, contudo, foram barrados na Justiça do Trabalho, apesar de aprovados em assembleia e negociados, na maioria dos casos, com apoio de comissões de fábrica. "Nos outros países onde essas negociações acontecem, a presença do sindicato nas empresas é uma realidade. A proposta do governo não assegura essa contrapartida", diz Ganz Lucio. A regra não deixa claro se haverá um representante por empresa ou por local de trabalho com 200 empregados, diz Ganz Lucio. Ele usou como exemplo o Banco do Brasil, que tem várias agências com mais de 200 funcionários. Para Zylberstajn, a escolha dessa linha de corte é "arbitrária" e "injustificável". Procurado, o Ministério do Trabalho não retornou o pedido de entrevista. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) não se manifestou sobre os temas.
Zylberstajn também considera prejudicial aos trabalhadores a possibilidade de que a mudança via negociação aconteça não apenas através de acordos coletivos, feitos por empresa, mas também por meio de convenções coletivas, que valem para um categoria inteira. Esse dispositivo também elevaria as chances de que fossem aprovadas alterações que deteriorem as condições de trabalho de determinados grupos de trabalhadores. "Poderia existir possibilidade de mudança através da convenção, mas com validação posterior em cada uma das empresas, feita por sindicatos", afirma. O projeto prevê 13 casos em que o acordado pode se sobrepor à legislação. (Valor Econômico)
A cada ano, o Centro Regional de Qualificação Profissional de Agricultores de Nova Petrópolis (Cetanp) capacita em torno de 700 pessoas, através dos cursos oferecidos em diversas áreas. Para este ano, estão previstos 35 cursos, como de bovinos de leite, qualidade do leite, processamento artesanal de carne suína (módulos 1 e 2), plantas medicinais, condimentares e aromáticas e de fruticultura básica (módulos 1 e 2). Os primeiros cursos se iniciam no mês de março, sendo que o de plantas medicinais, aromáticas e condimentares acontece entre os dias 13 e 17 e, o de bovinos de leite, de 20 a 24. Para o coordenador do Cetanp, Arnaldo José Basso, esse trabalho mostra a importância que a Emater tem para ajudar a agricultura familiar a buscar renda, a gerar emprego e ter uma qualidade de vida melhor. Para o administrador Rodrigo Machado, de Nova Prata, que participou do último curso de plantas medicinais, aromáticas e condimentares realizado pelo Cetanp em 2016, a experiência foi maravilhosa. "É um conhecimento muito bom, que agrega na qualidade de vida, no nosso dia a dia", relata. O curso ensina desde a identificação correta das plantas, a secagem, armazenagem e o preparo de produtos como pomadas, azeite e vinagre condimentados, além de fitocosméticos, entre outros. Mais informações sobre os cursos podem ser obtidas no site www.emater.tche.br nos escritórios municipais da Emater ou no Cetanp, pelo telefone (0xx54) 3298-8037. (Jornal Comércio)
16/01/2017
Porto Alegre, 16 de janeiro de 2017. Ano 11- N° 2.423
O s polêmicos benefícios fiscais concedidos no Rio Grande do Sul, cujas informações - ou a falta delas - têm sido fruto de intensa discussão entre deputados, sindicalistas e lideranças de todas as áreas econômicas, finalmente terão um acompanhamento sobre seus efeitos e cumprimento de promessas de quem usufrui das isenções. Grupo coordenado pelo subsecretário da Receita Estadual, Mário Wunderlich, começou a debater o assunto na semana passada na Secretaria da Fazenda. O acompanhamento será feito em quatro processos: a concessão, o monitoramente sobre os resultados e condições estabelecidas, a fiscalização do que não foi atendido e a proposição de revisão visando a renovação ou a implementação de melhorias. Esta é a primeira vez que a Fazenda estadual se debruça com intensidade sobre o assunto. Um plano de ação deverá estar pronto até o final do mês de janeiro. Os créditos presumidos das isenções andam ao redor de R$ 2,5 bilhões anuais. (Correio do Povo)
Nesse sentido, olhar para o recém-instalado free stall -- que possibilita o conforto dos animais, especialmente nos dias de chuva -- é também recordar de um tempo em que quase pensaram em desistir da atividade. Especialmente pela dificuldade de alcançar a tão almejada qualidade do leite -- com baixa contagem bacteriana --, hoje tão exigida pela indústria. Foi há dois anos e meio que o casal participou de uma palestra dentro da programação do Dia do Leite. "Pode-se dizer que esta atividade foi um divisor de águas; para nós", analisa Diogo.
"O mais engraçado é que não queríamos nem ir nesse evento, de tão desanimados que estávamos", lembra o jovem. Foi o incentivo de um tio que os fez participar e assim conhecer o palestrante em questão, o engenheiro agrícola da Emater/RS-Ascar, Diego Barden dos Santos -- que hoje atua no escritório de Mato leitão. Com uma linguagem simples e direta, Barden ministrou capacitação sobre nutrição e qualidade do leite. "Foi o suficiente para que passássemos a enxergar a importância de se qualificar e se manter atualizado", observa Gabriela.
O próximo passo foi a realização de cursos no Centro de Formação de Agricultores de Teutônia (Certa). A cada capacitação, temas como nutrição animal, criação correta da terneira, melhoramento genético e higiene na hora da ordenha eram levados para casa e aplicados com seriedade no dia a dia. "Foi um salto de qualidade", garante Gabriela. "Se há dez anos tínhamos 20 vacas produzindo, hoje são 13 que resultam no mesmo volume de leite entregue para a integradora, que ainda valoriza esse esforço com o acréscimo de alguns centavos a mais no pagamento por litro", ressalta a jovem.
Nesse contexto, até mesmo o relacionamento com o pai de Diogo mudou. "Por haver certa; tradição; na forma de fazer, tínhamos dificuldade de fazê-lo entender que algumas mudanças eram necessárias para que a atividade tivesse continuidade", relembra Diogo. Para o casal os tempos mudaram e se, antigamente, as vacas da propriedade produziam leite apenas para o consumo da família, hoje, devem ser encaradas como negócio. "Foi somente dessa forma que conseguimos permanecer, com ânimo e fazendo investimentos, sempre com os dois pés bem fincados no chão", afirma o agricultor.
O entendimento com os pais, que deixam o filho e a nora livres para tomar as decisões sobre a atividade, também foram fundamentais para o retorno de Gabriela para a propriedade após um tempo dedicado ao trabalho em uma loja da cidade. "Hoje não troco a minha rotina por nada", garante. A motivação do casal também pode ser observada nos planos para o futuro. "Não descartamos a possibilidade de instalar uma agroindústria para a fabricação de queijos ou de bebidas lácteas", salienta Diogo. "Mas é algo que ainda está em fase de estudo", sorri.
Também pensando no futuro, a Emater/RS-Ascar local, por meio do técnico em agropecuária, Cristiano Laste, incluiu o casal no Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar, do Governo do Estado. Por meio do Programa, de acordo com Laste, será possível promover a gestão e a adequação socioeconômica e ambiental da propriedade. "A intenção é trabalhar de forma sistêmica, realizando o acompanhamento das atividades e promovendo a implantação de um sistema capaz de gerar instrumentos e conhecimento para diagnosticar, projetar, monitorar e avaliar as atividades da família", finaliza. (Emater/RS)
La Niña deve acabar em fevereiro, aponta agência americana
As condições de La Niña do Oceano Pacífico devem voltar a ser neutras em fevereiro, de acordo com previsão da Agência Americana de Pesquisas Atmosféricas e Oceânicas (NOAA, na sigla em inglês). "A redução das anormalidades na temperatura superficial e as condições marginalmente frias na superfície do Oceano Pacífico sugerem o retorno de condições neutras no próximo mês", afirma o órgão, em nota.
O fenômeno La Niña é caracterizado pelo resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e está associado ao clima quente e seco nos EUA. No Brasil, o fenômeno está associado à menor regularidade de chuvas no Sul e clima mais úmido no Nordeste.
Apesar do enfraquecimento do fenômeno, o NOAA ressalta que os impactos climáticos causados pela La Niña devem continuar sendo sentidos nos próximos meses, com temperaturas acima da média e pouca chuva em grande parte do sul dos EUA, e temperaturas abaixo da média e muita chuva no norte do país. Após esse período, as condições neutras no Pacífico devem perdurar até agosto ou outubro, segundo a agência. (As informações são do jornal Valor Econômico)
A importância de manter conquistas
Os avanços que o Rio Grande do Sul vem obtendo na área de sanidade animal apontam que estamos no caminho certo. O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), cumprindo sua missão constitucional, tem investido recursos na qualificação da produção, atuando fortemente no quesito de biossegurança e estabelecendo - de forma preventiva - condições para evitar ou diminuir eventuais riscos sanitários, o que é fundamental. A autoridade máxima em saúde animal no mundo esteve no Rio Grande do Sul em novembro de 2016 e sua presen- ça aqui consolidou as ações do fundo. A diretora geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Monique Eloit, pontuou que o trabalho e o estímulo à adoção de critérios de biossegurança são fundamentais.
A mensagem que ela trouxe, de que as produções têm que focar em prevenir, tem a ver com a demanda internacional existente pelo uso prudente de antimicrobianos. Para que isso se viabilize é necessária a adoção de medidas de biossegurança cada vez mais intensas nas produções. Para 2017 seguimos com a intenção de fazer com que todos - e especialmente o produtor - participem do sistema de defesa sanitária. Mais do que nunca fica claro que defesa sanitária é responsabilidade de todos. Nos dias atuais em que crescem as transações comerciais entre os diferentes mercados, existindo uma intensificação do trânsito de pessoas, produtos e animais, há a necessidade crescente de uma atenção maior e de uma participação mais intensa de todos no que diz respeito aos cuidados relacionados à defesa sanitária. Essa é uma condição indelegável. Todos - oficial e privado - têm que dar a sua participação em sinergia.
Nós tivemos nos últimos anos situa- ções de aparecimento de eventos sanitá- rios importantes no mundo. Influenza aviária nos EUA, a PED (doença que atinge suínos) na América do Norte, que chegou a alcançar países da América do Sul. Agora, o aparecimento de eventos de influenza aviária na Ásia e na Europa e a difusão da peste suína africana na Rússia. A todo o momento acompanhamos notícias importantes de enfermidades que acabam aparecendo em diferentes pontos do globo. Evidentemente que o Brasil, como um país de intensa participação no mercado internacional de carnes, especialmente, tem que estar atento e ser muito eficiente no sistema de defesa sanitária, garantindo que se mantenha livre destes eventos. Esse éogrande desafio para o ano de 2017: trabalhar os critérios básicos de biossegurança, a adoção nas diferentes cadeias eoestímulo ao produtor para que tenha uma participação mais efetiva no processo de defesa sanitária animal. (Rogério Kerber, Presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa)/Correio do Povo)
O debate se inicia de manhã com o tema "A versatilidade dos lácteos em incorporar mais propriedades funcionais ou de saúde". À tarde estão previstas oficinas com temas como legislação, a qualidade do leite na elaboração de produtos lácteos, bem-estar de vacas leiteiras, alimentação animal e a saúde animal versus a qualidade do leite. Data: 25 de abril de 2017 Local: Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato, em Palmeira das Missões (RS). (Correio do Povo)
13/01/2017
Porto Alegre, 13 de janeiro de 2017. Ano 11- N° 2.422
A Câmara Setorial do Leite da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) reuniu-se, na manhã da quinta-feira (12/01), para dar continuidade ao debate sobre a competitividade da cadeia produtiva da proteína animal gaúcha. Na ocasião, o secretário-executivo Darlan Palharini representou o Sindicato da Indústria dos Laticínios (Sindilat/RS). "É fundamental o debate em função de que há uma grande preocupação em relação à competitividade. Esse grupo terá a missão de desburocratizar entraves do setor lácteo e sugerir uma política industrial ainda mais adequada ao momento do Estado que precisa exportar", afirma.
Rodrigo Rizzo, coordenador das Câmaras Setoriais, conduziu a reunião. Para ele, o encontro foi muito produtivo, em que já se definiu o calendário e as entidades que participarão do trabalho. "O que queremos é recuperar a competitividade do Estado o mais rápido possível", salientou. A ocasião também contou com a participação do secretário do Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Tarcisio Minetto, e de Paulo Roberto da Silva, que representou Odacir Klein, presidente do BRDE. A próxima reunião ocorrerá no dia 17 de janeiro, na sede da Seapi, em Porto Alegre.
Foi o primeiro encontro de um dos cinco grupos de trabalho (GTs) definidos para elaborar um mapeamento do segmento, com o intuito de identificar gargalos e elencar pontos que o Estado poderá atuar. Os grupos são coordenados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT) e pelo BRDE. Além do segmento lácteo, os setores de aves/ovos, suínos, bovinos/ovinos e peixes também têm seus respectivos GTs. O objetivo é elaborar, em seis meses, um documento final que será apresentado no dia 1º de junho de 2017. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
Bethânia Helder/Seapi
Somente o Norte do departamento San Justo, em Córdoba, e em outros seis de Santa Fe, a perda alcança 1,8 milhões de litros por dia, segundo informações preliminares de ambos governos das províncias. Para se ter uma ideia: na Argentina existem 10,5 milhões de crianças menores de 14 anos.
Com um consumo conservador de um terço de litro diário, somente eles precisam de quase 3,5 milhões de litros diários. A metade disso é o que se está deixando de ordenhar na bacia. Em uns 265 mil hectares localizados entre Freyre, Porteña, Seeber, Colonia Valtelina, La Paquita, Colonia Vignaud, Morteros e Brinkmann, 70 mil hectares estão com algum grau de problema. "Existem 600 fazendas que produzem em média 2.300 litros por dia, em um volume total diário de 1,38 milhões de litros. A produção caiu em média 20%", detalhou a La Voz, Liliana Allasia, diretora de Produção do Ministério da Agricultura de Córdoba.
A perda equivale a 270 mil litros diários. A funcionária participou ontem de um reunião em Porteña com produtores e ruralistas que expuseram a situação no norte do departamento San Justo. Também compareceu, por convocação do Governo de Córdoba, o subsecretário de Leiteria da Nação, Alejandro Sammartino. Foi a primeira reunião do Comitê de Emergência, que passará nos próximos dias por outras zonas afetadas da província para quantificar o impacto das chuvas. Uma vez que se tenha o levantamento das informações, a Província convocará a Comissão Provincial para pedir a declaração de emergência agropecuária.
"Os produtores precisam de alimentos para seus rebanhos não perderam produtividade. A Província irá fornecer os recursos", afirmou Allasai. Em Santa Fe o cenário é mais crítico. O ministro da Produção, Luis Contigiani, disse que os seis departamentos atingidos, com Castellanos sendo o pior deles, existem 869 fazendas afetadas, sobre um total de 3.500 da região. "Estimamos uma perda de 1,5 milhões de litros por dia. No acumulado de 30 dias serão 45 milhões de litros de leite, que representam uns 256 milhões de pesos.
Isto sem quantificar os danos em infra-estrutura e vias", disse o funcionário. Contigiani esclareceu que estas cifras "estão compostas por dados oficiais e privados, e se somam às perdas pelos desastres do ano passado de US$ 2.500 milhões. Outros dados em Santa Fe. Na zona afetada de Santa Fe existem 2,3 milhões de hectares de cultivos de soja, milho e girassol, dos quais 948 mil já sofreram algum grau de perda, segundo o Governo de Santa Fe. (Fonte: Agrositio)
Manteiga x margarina? Quais são as principais diferenças?
Quando se trata do debate sobre a "manteiga x margarina", há muitas controvérsias sobre qual das opções é a mais saudável. Tanto a manteiga como a margarina são comumente usadas em diversos preparos, inclusive para cozinhar e assar alimentos, adicionadas em sopas e em uma variedade de outras refeições. Mas, qual é a opção mais saudável? Quais são as diferenças entre as duas?
Muitos anos atrás, especialistas em saúde sugeriram que a manteiga era ruim para a nossa saúde e recomendaram margarina como uma alternativa mais saudável. Mas desde então, baseado em pesquisas, tem sido sugerido que a margarina, que é fortemente processada e baseada em óleo vegetal, é na verdade menos saudável do que a manteiga, que é um produto lácteo. Então, como decidir? Se você quiser saber qual é mais saudável, então é importante se atentar para alguns fatos sobre as duas opções.
Fatores nutricionais
Manteiga vs. margarina: compreendendo a diferença
A margarina, por outro lado, é um produto altamente processado feito a partir do óleo vegetal. Ela foi criada em 1869 na França como um substituto para a manteiga para os soldados e as classes mais baixas, já que a manteiga era cara. Isso significa que a margarina é semelhante em sabor, aparência e consistência à manteiga, mas estas semelhanças são adquiridas por meio de uma variedade de ingredientes artificiais adicionados à margarina - incluindo emulsificantes e corantes artificiais. Além disso, a margarina é submetida a um processo de hidrogenação, que prolonga sua vida útil, mas também aumenta seu teor de gordura trans.
Então, para resumir: a principal diferença entre a manteiga e a margarina é que a primeira é um produto pouco processado e a segunda, um produto altamente processado. Ambas têm quantidades semelhantes de calorias, gorduras e proteínas, mas a margarina possui mais gordura trans, enquanto a manteiga tem maior gordura saturada e colesterol. No passado, acreditava-se que a gordura saturada e o colesterol eram ruins para a saúde, mas pesquisas recentes sugerem que eles podem não ser tão insalubres como se pensava.
A manteiga causa menos danos ao coração do que a margarina?
Antigamente, a margarina era considerada mais saudável porque acreditava-se que a manteiga era ruim para a saúde do coração como resultado de suas gorduras saturadas e colesterol. No entanto, existem dois tipos de colesterol: um que é bom para nós e um que é ruim. Uma pesquisa descobriu que a gordura saturada e o colesterol aumentam o colesterol HDL (o "bom", que não está associado a doenças cardíacas) e que não aumentam o colesterol LDL (o "mau"). A gordura saturada e o colesterol também melhoram os níveis de LDL - tornando-o mais benigno e menos nocivo. Isso significa que a gordura saturada na manteiga não aumenta o risco de doenças cardíacas.
Manteiga vs. margarina: qual é melhor para você?
Enquanto muitas pessoas acreditam que a gordura é ruim para a saúde, a verdade é que nossos corpos precisam dela para funcionar. A manteiga, consumida com moderação, pode ser uma fonte importante e saudável de gordura.
Por outro lado, as gorduras trans nunca são uma boa fonte de gorduras. Hoje, algumas margarinas se apresentam no mercado com quantidades limitadas de gordura trans, mas, não deixam de ser alimentos altamente processados - contendo uma série de aditivos, corantes artificiais e emulsificantes - as tornando menos saudáveis.
Outras marcas de margarina também adicionam vitaminas, ácidos graxos ômega-3 e outros ingredientes saudáveis com o intuito de melhorar a imagem do produto. Dessa forma, se você optar pela margarina, vale selecionar marcas livres de gordura trans e também maneirar no consumo.
Colocando a saúde de lado, que outras diferenças existem entre as duas?
Quando se trata de sabor, a maioria das pessoas ainda prefere a manteiga. O sabor da margarina varia de marca para marca (sendo assim, algumas margarinas têm um gosto melhor do que outras).
Quando se trata de cozinhar ou assar, a manteiga tem uma textura diferente da margarina. A manteiga é muito cremosa e robusta, enquanto a margarina pode ter uma textura mais leve, menos cremosa. Assar bolos ou outras refeições, usando manteiga pode adicionar um pouco mais de cremosidade à refeição.
Como apontado anteriormente, definitivamente a margarina não é igual à manteiga, mas, seu uso e consumo dependerá das necessidades individuais de cada consumidor.
Manteiga vs. margarina: fazendo uma escolha
Em última análise, o quão saudável a margarina e a manteiga são, também vai depender muito do quanto você consome. Precisamos de gordura em nossas dietas para que nossos corpos funcionem corretamente, mas muito, também é ruim para nós. A manteiga é uma ótima fonte de gorduras saudáveis e embora houvesse um monte de paranoias e medos no passado sobre a manteiga, espalhar um pouco no pão pode ser uma escolha saudável. (Raquel Maria Cury Rodrigues Piracicaba - São Paulo, Zootecnista pela FMVZ/Unesp de Botucatu/MilkPoint)
Secretário-geral de governo, Carlos Búrigo garantiu ontem que o governo não se afastará da decisão de extinguir as nove fundações cujos projetos foram aprovados na Assembleia. Búrigo diz que está aberto para receber os grupos contrários às extinções, mas afirma que o governo trabalha "em cima de um conceito de foco nas áreas essenciais do Estado". (Correio do Povo)
Competitividade do setor lácteo é pauta de reunião
A Câmara Setorial do Leite da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) reuniu-se, na manhã da quinta-feira (12/01), para dar continuidade ao debate sobre a competitividade da cadeia produtiva da proteína animal gaúcha. Na ocasião, o secretário-executivo Darlan Palharini representou o Sindicato da Indústria dos Laticínios (Sindilat/RS). "É fundamental o debate em função de que há uma grande preocupação em relação à competitividade. Esse grupo terá a missão de desburocratizar entraves do setor lácteo e sugerir uma política industrial ainda mais adequada ao momento do Estado que precisa exportar", afirma.
Rodrigo Rizzo, coordenador das Câmaras Setoriais, conduziu a reunião. Para ele, o encontro foi muito produtivo, em que já se definiu o calendário e as entidades que participarão do trabalho. “O que queremos é recuperar a competitividade do Estado o mais rápido possível”, salientou. A ocasião também contou com a participação do secretário do Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Tarcisio Minetto, e de Paulo Roberto da Silva, que representou Odacir Klein, presidente do BRDE. A próxima reunião ocorrerá no dia 17 de janeiro, na sede da Seapi, em Porto Alegre.
Foi o primeiro encontro de um dos cinco grupos de trabalho (GTs) definidos para elaborar um mapeamento do segmento, com o intuito de identificar gargalos e elencar pontos que o Estado poderá atuar. Os grupos são coordenados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT) e pelo BRDE. Além do segmento lácteo, os setores de aves/ovos, suínos, bovinos/ovinos e peixes também têm seus respectivos GTs. O objetivo é elaborar, em seis meses, um documento final que será apresentado no dia 1º de junho de 2017.
Encontro deu início aos debates sobre competitividade no setor lácteo. Foto: Bethânia Helder/Seapi
12/01/2017
Porto Alegre, 12 de janeiro de 2017. Ano 11- N° 2.421
Preocupada com a sustentabilidade da pequena propriedade, especialmente dos pequenos produtores de leite com dificuldades de produzir volumes que compensem a captação da matéria-prima, a Cooperativa Languiru, com apoio da Emater, de Sindicatos de Trabalhadores Rurais, de Secretarias Municipais da Agricultura e da Sicredi Ouro Branco, estuda alternativas para viabilizar a atividade desses pequenos produtores na sua área de ação. O projeto está em fase de estudo e, após estruturado e concluído, os produtores interessados em participar deverão efetuar sua inscrição junto ao Departamento Técnico da Languiru. Esta oportunidade de participar do programa será dada aos produtores associados à Languiru, bem como àqueles que queiram se associar tão logo o projeto esteja finalizado. Na primeira reunião do grupo, realizada no dia 09 de janeiro na Sede Administrativa da Languiru, o presidente Dirceu Bayer, acompanhado do vice-presidente Renato Kreimeier, do coordenador do Setor de Leite do Departamento Técnico da Languiru, Fernando Staggemeier, do gerente do Supermercado Languiru, Vitor Dahmer, e do membro efetivo do Conselho de Administração, Flávio João Walter, receberam lideranças do agronegócio para dar o primeiro passo na elaboração do projeto. "Os pequenos produtores não conseguem reagir diante das dificuldades apresentadas pelo setor, enfrentam dificuldades para realizar investimentos e acabam ficando de fora do processo. A Languiru sempre esteve muito comprometida com as comunidades onde está representada e esse projeto vem ao encontro do nosso trabalho de cunho social. Precisamos unir esforços e oferecer alternativas, auxiliando os pequenos produtores rurais, incrementando o quadro social da cooperativa e absorvendo essa produção", justificou Bayer na abertura da reunião.
No que se refere à inclusão de novos associados, o presidente adiantou que, inclusive, na Assembleia Geral Ordinária, que deve ocorrer no primeiro semestre de 2017, está prevista alteração estatutária que possa facilitar esse processo. "É uma forma de valorizar o produtor rural, seja ele pequeno, médio ou grande, gerando novas perspectivas de futuro e estimulando a permanência dos jovens no campo. Dessa forma a Languiru cumpre seu papel social de dar oportunidades a todos", acrescentou.
O vice-presidente Renato Kreimeier frisou a vocação produtiva do Vale do Taquari. "Devemos aproveitar o que temos e sabemos fazer, produzindo o que o mercado consumidor procura. Contamos com grandes possibilidades, considerando a aptidão dos nossos produtores rurais, e um enorme potencial, em especial nas propriedades com a presença de jovens", mencionou. Durante cerca de duas horas o grupo discutiu diferentes alternativas de incremento na produção leiteira de pequenos produtores e discutiu novas possibilidades produtivas, entre elas a criação de gado de corte e o plantio de milho. Entre os municípios representados estiveram Teutônia, Estrela, Bom Retiro do Sul, Poço das Antas, Westfália e Imigrante.
Sobrevivência
O secretário da Agricultura de Estrela, José Adão Braun, enalteceu a iniciativa da Languiru. "O pequeno produtor também precisa sobreviver. Precisamos unir esforços, pensar juntos. Há caminhos possíveis e fico entusiasmado com esta proposta", disse. O presidente da Sicredi Ouro Branco, Silvo Landmeier, igualmente se mostrou favorável ao projeto. "Com certeza devemos dar andamento a esta proposta. Como cooperativa de crédito, nos colocamos à disposição para apoiar a iniciativa", frisou. O economista, consultor em pesquisas e gestão empresarial em propriedades rurais, Lucildo Ahlert, reafirmou a necessidade de discussão sobre novas alternativas para a pequena propriedade. "Precisamos de algo mais e há outras possibilidades, indo além do leite, do frango e do suíno. É preciso organização do setor primário, com planejamento e profissionalismo. Temos muitas alternativas que não necessariamente requerem grandes investimentos. Com cada um fazendo a sua parte, na sua área, este projeto é mais uma grande oportunidade do Vale do Taquari mostrar como resolve suas carências e necessidades", avaliou.
O secretário da Agricultura de Teutônia, Gilson Hollmann, citou bons exemplos de outros municípios, referindo-se à possibilidade de novas fontes de renda no campo. "O Vale do Taquari possui um enorme potencial de crescimento no agroturismo, na produção de carne, de flores, de milho para silagem, na apicultura. Opções existem e precisam ser estudadas, assim como o incentivo às feiras de produtores, aproximando o produto do nosso campo do mercado consumidor, local e de municípios vizinhos", disse.
O gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli, reforçou a aproximação dos profissionais da entidade com o Departamento Técnico da Languiru na orientação aos produtores rurais. "Este é um diferencial da Cooperativa Languiru, que não abandona o pequeno produtor. O projeto é um processo de planejamento do setor primário, preocupado com a vocação e a sucessão das propriedades familiares. Com a integração de todos os envolvidos, tendo na base a Languiru, a Emater, os Sindicatos de Trabalhadores Rurais e as prefeituras, podemos encontrar novas possibilidades", confirmou.
Em nome da Regional Sindical Vale do Taquari, o coordenador Luciano Carminatti falou dessa realidade da pequena propriedade rural, parabenizando a Languiru pela proposta e pelo Programa de Sucessão Familiar, desenvolvido com jovens associados e filhos de associados. "Paralelamente a essas ações, é essencial a valorização e o pagamento por qualidade da produção, uma forma de estimular todos os produtores de leite, independente do volume da matéria-prima entregue. O estímulo à diversidade produtiva nas propriedades também é uma possibilidade de sustentabilidade na atividade, valorizando o que temos na nossa região, com acompanhamento técnico e orientação aos produtores", manifestou. Nesta mesma linha foi o pronunciamento do secretário da Agricultura de Westfália, Vitor Ahlert. "O leite possui uma grande importância econômica e social, mas também é preciso pensar em outras alternativas. Nisso se enquadra, por exemplo, a engorda de animais, cuja venda de carne, hoje, está na mão de terceiros", resumiu, reafirmando a importância dos jovens para a atividade no setor primário.
Alteração estatutária
Sobre a alteração estatutária da Languiru, ampliando o leque de possibilidades de inclusão de associados com produção, é uma oportunidade que, de fato, depende do interesse desses produtores. "É uma oportunidade que estaremos oferecendo. Estamos iniciando esta caminha com os 'pés no chão', mostrando que a pequena propriedade rural é viável, respeitando diferentes pontos de vista. Tenho muita esperança neste projeto", considera o presidente Bayer. Nesta alteração do estatuto está, por exemplo, a possibilidade de associação de produtor de milho, que passaria a ter os mesmos benefícios dos demais associados produtores, como o Cartão Azul, que entre outras vantagens oferece auxílio escolar, desconto em farmácia e auxílio pecúlio. "Teremos novos encontros para tratar do desenvolvimento do projeto. Acredito que estamos vivendo um novo momento, importante para o agronegócio", concluiu Bayer.
Perda de pequenos produtores
O coordenado do Setor de Leite do Departamento Técnico da Languiru, Fernando Staggemeier, revelou que do total de aproximadamente 1,5 mil propriedades leiteiras de associados da cooperativa, um terço delas produz até 100 litros de leite por dia. "A pequena propriedade é importante. No ano de 2016, 124 associados desistiram da produção leiteira. Especificamente em Teutônia, foram 32 associados, e em Westfália, outros 10. Precisamos evoluir na cadeia do leite assim como já ocorreu nos setores de aves e suínos, as propriedades precisam ter condições de acompanhar esta evolução", alertou. Entre outros dados, Staggemeier também enumerou que atualmente Teutônia conta com 94 propriedades com produção média de 60 litros de leite por dia, onde a idade média dos produtores associados é de 54 anos. Dessas, 25 contam com sucessão encaminhada, mas apenas 14 atuantes. Em Westfália o cenário é semelhante, com 54 propriedades com média de produção de 55 litros de leite por dia, idade média dos associados em 52 anos, 34 das propriedades com sucessão e apenas nove dessas atuantes. (Assessoria de Imprensa Languiru)
Enquanto o leite convencional é vendido de 280 euros a 320 euros a cada mil litros (entre 0,28 a 0,32 centavos de euro por litro) o produto certificado vale de 450 euros a 500 euros a cada mil litros (0,45 a 0,50 centavos de euro por litro). "A particularidade nesta cadeia é, sobretudo, que não temos problemas econômicos, porque conseguimos repartir o valor agregado. Além disso, o volume de produção é limitado e negociado entre todas as AOP´s da região. Este ano, por exemplo, o aumento permitido foi de 2 mil toneladas", explica Claude Vermont-Desroche, presidente do Comitê Interprofissinoal do Comtè. A preferência pelo queijo produzido nas montanhas é compreendida logo numa primeira degustação. Cremoso, com casca fina e salgada, o comtè conserva o máximo das propriedades do leite cru, coletado de vacas simental ou montbeliarde (não pode haver mistura dos leites dessas raças). Uma das regras de fabricação do produto é não conter aditivos químicos. "É leite, coalho e sal", resume Desroche. Além disso, o tempo entre a coleta do leite nas fazendas e a industrialização não pode passar de 30 horas. Tudo isso está especificado na certificação. "Coletamos e fabricamos queijo todos os dias", afirma o representante dos produtores.
A cooperativa recebe de dez fazendas associadas 40 milhões de litros de leite por ano, volume suficiente para render 65 mil toneladas de queijo. O produto é distribuído para 150 queijarias, responsáveis pelo atendimento de consumidores que buscam pequenas ou grandes quantidades. De acordo com a organização representativa dos produtores, 52% das famílias francesas consomem o queijo comtè, que está associado à classe média alta do país. Somente 9% são exportados para países vizinhos. A denominação de origem protegida foi criada há mais de 80 anos na França e começou pela vitivinicultura. Essa política valoriza a produção em regiões e condições específicas, tornando os vinhos franceses uns dos mais prestígiados em todo o mundo. A medida evitou ainda uma desertificação da zona rural, especialmente depois da Segunda Guerra, já que oferece alta rentabilidade aos produtores. "Não procuramos receita nem que seja bom pra saúde. O foco é exprimir o terroir [termo sem tradução que significa um conjunto de características exclusivas de uma região]", dizem os representantes do queijo.
Na região do Maciço do Jura não é difícil encontrar vacas simental e montbeliarde no campo, porque uma das tradições que a população local não deixa de seguir é a de pendurar sinos nos pescoços dos animais. Seja em terrenos planos ou grandes altitudes, como nos Alpes. Com isso, as vacas promovem uma verdadeira orquestra de sinos ao se locomoverem e se alimentarem. "As pessoas que se incomodavam com o barulho já desistiram de brigar conosco para que deixemos essa tradição de lado e adotemos o silêncio", conta Desroche, que também é criador. Segundo ele, antigamente os sinos ajudavam os proprietários a encontrar os animais, hoje a ideia é só de preservar a história. O gado nessa região fica ao menos sete meses por ano se alimentando ao ar livre e somente cinco meses em estábulos, comendo feno. A AOP determina que dois terços do pasto precisam ser plantados e o restante deve ser nativo. A produtividade de cada animal é de 20 litros ao dia, em média, e todas têm direito a férias de 60 dias por ano. (Globo Rural)
RS: pioneirismo na diversificação das atividades da propriedade que deu certo
Barros Cassal/RS
Diversificar a propriedade rural, gerando renda e qualidade de vida foi o que levou os agricultores Marizete e Volmir de Vargas a investirem na implantação de uma agroindústria familiar. Trabalhando há mais de 20 anos na produção leiteira, além do cultivo de soja e milho, os agricultores observaram a necessidade de planejar as ações na propriedade rural. "Nós já tínhamos a matéria-prima (leite), então agimos para agregar valor e comercializar um produto diferenciado", relata Volmir.
Com o apoio da Emater/RS-Ascar, ainda no ano de 2005, a família que reside na Linha Cachoeirinha, interior do município de Barros Cassal, organizou e planejou a implantação da agroindústria familiar "Todo Dia", investindo recursos próprios e, com o alvará concedido pela Prefeitura, iniciando a produção de leite pasteurizado. Posteriormente, com a criação do Programa Estadual de Agroindústria Familiar da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), a família legalizou o empreendimento, aderiu ao Sistema de Inspeção Municipal (SIM) e recebeu o Selo Sabor Gaúcho, o que contribuiu para a comercialização dos produtos em feiras apoiadas pela Secretaria e também por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Atualmente, a família possuí 30 vacas em lactação, com uma produção média de 500 litros de leite por dia, o que garante toda a matéria-prima necessária para a produção de queijos, bebida láctea e leite pasteurizado. Quanto à produção de queijos, os agricultores também investiram em diferentes receitas, além do queijo tradicional, como o queijo com orégano, ervas finas, vinho, salame, salame e orégano, entre outros sabores. "As pessoas começaram a pedir e nós começamos a testar as receitas, que tiveram boa aceitação dos consumidores. Hoje eles já nos procuram nas feiras, conhecem o nosso produto", relata o agricultor, que já se prepara para participar da Expodireto e da Expoagro, feiras que acontecem no mês de março em Não-Me-Toque e Rio Pardo, respectivamente.
Outra característica dos produtos é o tamanho, comercializados com diferentes pesagens, e a embalagem a vácuo que confere maior durabilidade e facilidade de transporte. Todo o empenho dos agricultores em levar tecnologia e renda para a propriedade está em estimular a permanência dos filhos, Felipe e Tobias, no meio rural. "Ambos estão estudando na área. O Felipe cursa zootecnia e o Tobias é estudante de agronomia, e já relataram o interesse em retornar à nossa propriedade após a conclusão dos estudos", conta Marizete.
Contudo, o casal ainda possuí algumas limitações. A principal delas está em expandir a comercialização para outros municípios, o que só será possível com a adesão do município de Barros Cassal ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial, Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf). Hoje, para participar de feiras a família conta com autorização especial fornecida pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi). Volmir ainda destaca o apoio recebido da Emater/RS-Ascar. "A Emater sempre esteve nos acompanhando e ajudando desde o início e está presente ainda hoje. Mas, o produtor também deve fazer a sua parte e procurar a Emater que lá sempre tem ajuda e encaminhamento", finaliza. (Emater/RS)
A categoria de iogurte está se diversificando rapidamente em uma série de segmentos novos com sabores salgado e picante, com os EUA e Ásia impulsionando a inovação, de acordo com novo relatório da consultoria de alimentos e bebidas Zenith Global. Segundo a pesquisa, as duas regiões estão "buscando inspiração através de culturas e culinárias internacionais para ajudar os consumidores que estão buscando estilos de vida mais saudáveis". A descoberta foi confirmada pelo anúncio de hoje de novos produtos da General Mills, que apresentou novos tipos de iogurte que são mais elevados em teor de proteína, feitos com leite integral, ou vêm com petiscos apetitosos como pretzels de chocolate e biscoitos de canela. A empresa de alimentos americana também trouxe de volta o seu iogurte de creme após um intervalo de dez anos, disponível em sabores incluindo banana, limão e caramelo. Dos 22 novos produtos lançados pela General Mills, mais de ¼ eram para mercados fora dos EUA - principalmente Canadá e China - enquanto todos, exceto dois, estavam destinados a países da América do Norte ou da Ásia. Mas sobretudo, as empresas estão colocando legumes nos iogurtes para novas opções de salgados, como a Arla Big Yogs e Yummia oferecendo suas próprias versões. "As empresas de laticínios ampliaram o recurso dos iogurtes saborosos, promovendo-os para variados usos", disse a diretora de inteligência de mercado da Zenith Global, Esther Renfrew. "As opções de salgados nas prateleiras dos supermercados oferecem grande versatilidade como lanches, petiscos, salada e ingredientes de cozinha. Eles oferecem formas diferentes que aguçam o paladar sem excessivas calorias." Com um amplo posicionamento que atrai os adultos, os milenares e as crianças - bem como uma variedade crescente de combinações de sabores - a categoria tem sido bem-sucedida em atrair novos clientes, bem como na construção de convertidos leais, acrescentou Zenith. Renfrew continuou: "À medida que as preocupações com a saúde se ampliam, o iogurte salgado tem forte potencial de crescimento contínuo e desenvolvimento de novos produtos em 2017."( FoodBev Media- Tradução Livre: Terra Viva)
4º Fórum Itinerante do Leite ocorrerá em abril
O 4º Fórum Itinerante do Leite já tem data marcada. O evento está programado para o dia 25 de abril, nas dependências da Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato, na cidade de Palmeira das Missões (RS). O objetivo é dar continuidade aos debates sobre os desafios da produção leiteira gaúcha, englobando pontos de vista de produtores, acadêmicos e representantes industriais. Neste fórum o debate pela parte da manhã e terá como tema principal “A versatilidade dos lácteos em incorporar mais propriedades funcionais ou de saúde”.
Também está previsto o lançamento do livro sobre os 2º e 3º fóruns realizados em Santa Maria e Porto Alegre, respectivamente em outubro e novembro de 2016. Já à tarde estão previstas as oficinas, que já foram abordadas nos primeiros fóruns como o caminho da inspeção do leite, evolução da legislação; a qualidade do leite na elaboração de produtos lácteos; o bem estar de vacas leiteiras; a alimentação animal versus a qualidade do leite; e a saúde animal versus a qualidade do leite. Serão abordados ainda os seguintes temas nas oficinas: as inovações tecnológicas no setor do leite, as perspectivas para o setor lácteo no RS; o projeto sobre compost Barn no RS; e a análise dos primeiros 100 dias da Lei do Leite.
A programação completa deverá ser divulgada nos primeiros dias de fevereiro, bem como a adesão de outras entidades em apoio ao 4º Fórum Itinerante do leite em Palmeira das Missões. O evento é promovido pelo Sindicato da Indústria dos Laticínios (Sindilat/RS), em parceria com a SEAPI, Farsul, Fetag, Mapa, Escola Estadual Celeste Celeste Gobbato e UFSM Campus de Palmeira das Missões.
Os detalhes do evento foram definidos em reunião na sexta-feira (06/01), na Escola Estadual Celeste Gobbato, e contou com a presença de representante do Sindilat e de entidades de Palmeira das Missões. A Lei Estadual do Leite, a competitividade no setor e as projeções para o futuro do setor foram alguns dos temas abordados nos fóruns anteriores, que já foram realizados nos municípios de Ijuí, Santa Maria e Porto Alegre.

11/01/2017
Porto Alegre, 11 de janeiro de 2017. Ano 11- N° 2.420
O 4º Fórum Itinerante do Leite já tem data marcada. O evento está programado para o dia 25 de abril, nas dependências da Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato, na cidade de Palmeira das Missões (RS). O objetivo é dar continuidade aos debates sobre os desafios da produção leiteira gaúcha, englobando pontos de vista de produtores, acadêmicos e representantes industriais. Neste fórum o debate pela parte da manhã e terá como tema principal "A versatilidade dos lácteos em incorporar mais propriedades funcionais ou de saúde".
Também está previsto o lançamento do livro sobre os 2º e 3º fóruns realizados em Santa Maria e Porto Alegre, respectivamente em outubro e novembro de 2016. Já à tarde estão previstas as oficinas, que já foram abordadas nos primeiros fóruns como o caminho da inspeção do leite, evolução da legislação; a qualidade do leite na elaboração de produtos lácteos; o bem estar de vacas leiteiras; a alimentação animal versus a qualidade do leite; e a saúde animal versus a qualidade do leite. Serão abordados ainda os seguintes temas nas oficinas: as inovações tecnológicas no setor do leite, as perspectivas para o setor lácteo no RS; o projeto sobre compost Barn no RS; e a análise dos primeiros 100 dias da Lei do Leite.
A programação completa deverá ser divulgada nos primeiros dias de fevereiro, bem como a adesão de outras entidades em apoio ao 4º Fórum Itinerante do leite em Palmeira das Missões. O evento é promovido pelo Sindicato da Indústria dos Laticínios (Sindilat/RS), em parceria com a SEAPI, Farsul, Fetag, Mapa, Escola Estadual Celeste Celeste Gobbato e UFSM Campus de Palmeira das Missões.
Os detalhes do evento foram definidos em reunião na sexta-feira (06/01), na Escola Estadual Celeste Gobbato, e contou com a presença de representante do Sindilat e de entidades de Palmeira das Missões. A Lei Estadual do Leite, a competitividade no setor e as projeções para o futuro do setor foram alguns dos temas abordados nos fóruns anteriores, que já foram realizados nos municípios de Ijuí, Santa Maria e Porto Alegre. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
A cooperativa Santa Clara iniciou, neste mês, as obras da unidade industrial de laticínios que irá operar no município de Casca. A atividade comercial do complexo está prevista para ocorrer no segundo trimestre de 2018. A estrutura terá uma capacidade instalada para processar até 600 mil litros de leite diariamente, porém, em um primeiro momento, irá trabalhar com metade desse volume. Inicialmente, o foco será na produção de leite UHT e formulados (achocolatados, creme de leite UHT e bebidas lácteas de 200 ml). Em uma próxima etapa, a fábrica também atuará com outros itens, como, por exemplo, queijos. O diretor administrativo e financeiro da Santa Clara, Alexandre Guerra, ressalta que a planta crescerá de forma gradativa e deverá alcançar a sua produção total dentro de seis anos. Posteriormente, a unidade, que possui uma área construída de 22 mil metros quadrados, já prevê ampliações para chegar a 1 milhão de litros industrializados por dia.
Guerra detalha que o planejamento envolvendo equipamentos, como os de tratamento de efluentes e caldeiras, foi feito para atender à necessidade de expansão mais adiante. "É uma indústria projetada para o futuro da Santa Clara", enfatiza. Hoje, a cooperativa industrializa em torno de 750 mil litros de leite diariamente, que resultam em uma linha de mais de 140 produtos. Durante a construção da planta em Casca, a perspectiva é que sejam gerados mais de 200 postos de trabalho e na operação mais 145 empregos diretos deverão ser criados. O investimento no empreendimento é estimado em R$ 115 milhões, sendo que R$ 70 milhões serão financiados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
A Santa Clara optou por fazer o complexo na região devido à robusta bacia leiteira do entorno. A fábrica também implica uma vantagem logística para a companhia, pois o leite industrializado ali pode ir direto para outros estados, e o produto feito na matriz, em Carlos Barbosa, pode abastecer o Rio Grande do Sul. Sobre o potencial de vendas no mercado nacional, Guerra recorda que o Brasil é um importador de lácteos. "Ainda vai levar anos para sermos autossuficientes", frisa. O executivo acrescenta que a expectativa é que a população cresça e ocorra uma melhora de renda. O diretor informa que o brasileiro consome ao ano, em média, 176 litros entre leite fluido e inserido em produtos, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 220 litros.
As obras da fábrica estavam previstas para começar no ano passado, no entanto Guerra afirma que o atraso deveu-se à legalização do processo e à terraplanagem, que demorou mais do que se esperava. Atualmente, a Santa Clara capta leite em 105 municípios gaúchos, contando com 3,3 mil produtores associados em atividade. A cooperativa possui indústrias em Carlos Barbosa e Getúlio Vargas, com um mix de produtos de laticínios e frigorífico de 320 itens. Em 10 de abril deste ano, a Santa Clara completa 105 anos de existência. (As informações são do Jornal do Comércio)
Cinco principais indicadores para as exportações de lácteos em 2017
O USDEC projeta o ano novo, identificando os fatores que terão influência nas oportunidades de exportação de lácteos dos EUA. Depois que a maioria dos prognósticos políticos viu suas previsões caírem por terra na eleição presidencial deste ano, prever o futuro está ainda mais traiçoeiro do que o habitual. Pensando nisto, ao invés de oferecer uma profecia para as exportações lácteas em 2017, relacionamos os cinco pontos-chave que serão tomados como indicadores.
1. A produção da primavera na União Europeia (UE). Demorou mais de um ano para que a produção leiteira da UE respondesse ao excesso de oferta global. Mesmo quando os preços das commodities europeias atingiram seu nível mais baixo em quase uma década, os produtores mantiveram a produção de leite, em muitos casos, reduzidos, temporariamente, quando as indústrias bonificavam a manutenção dos volumes em níveis da maximização da eficiência dos investimentos até à remoção das cotas.
Depois de 14 meses consecutivos de aumentos da produção de leite na comparação anual, os produtores de leite da UE finalmente se curvaram aos persistentes sinais negativos do mercado, em junho de 2016. A produção de leite declinou 1,8% de junho a setembro, em comparação com o ano anterior. É provável que esta tendência se mantenha no quarto trimestre, particularmente porque os produtores aderiram ao regime voluntário de redução de leite no bloco, que lhes pagarão para produzir menos leite entre outubro e dezembro (com um pequeno intervalo em janeiro). A adesão, simplesmente, não os vincula automaticamente em redução da produção, mas muitos já estão fazendo isso de qualquer maneira. No entanto, chegando a 2017, o quadro fica menos claro. Os preços aos produtores da UE estão subindo - 10% de julho a outubro - e todo esse brilho não desaparecerá. Os preços europeus da manteiga, do leite em pó e do queijo subiram 22-68% desde a depressão da primavera. A pergunta é: Será que a reviravolta será suficiente para revigorar os agricultores em 2017? Principalmente nos países que contribuíram com os maiores ganhos nos últimos dois anos: Dinamarca, Irlanda e Holanda? Enquanto a produção da Nova Zelândia continuar a ser um importante fator de equilíbrio, a UE tem o poder. Deslocar 1% na produção leiteira da UE equivale à movimentação de 1,5 milhões de toneladas de leite. O declínio contínuo e a diminuição das ações globais tornaram menos impactantes as mudanças de produção na Argentina e na Austrália.
2. Demanda. A demanda global de lácteos enfrentará algumas dificuldades em 2017, já que os produtos ficarão mais caros do que em 2016. Os preços internacionais das commodities estão subindo e começarão a ser filtrados pelos consumidores ao nível de varejo. Os recentes aumentos previstos no valor do dólar dos EUA podem exacerbar os aumentos.
Desde a eleição presidencial dos EUA, o dólar tem se fortalecido consideravelmente, subindo de 2 a 8% em relação às moedas dos principais compradores de leite dos EUA e principais concorrentes. Para muitos, foi uma mudança de direção. Enquanto o renminbi chinês e o peso mexicano se depreciaram em grande parte do ano, outras moedas realmente ganharam sobre o dólar em 2016. O índice do dólar dos EUA alcançou a maior alta em 14 anos logo após a eleição, e os economistas acreditam agora que aumentará mais na nova administração. A principal área de preocupação para um dólar forte é o impacto potencial que tem sobre a demanda global das principais nações importadoras. Como o comércio de lácteos é estabelecido em dólares dos EUA, um dólar forte poderá elevar os preços de importação que acabarão por chegar aos consumidores e potencialmente deter o consumo. Isso pode conter o crescimento da demanda, e seria ruim para os exportadores de leite de todos os países. Os preços do petróleo poderiam restringir ainda mais a demanda em países produtores de petróleo. A queda de dois anos nos preços do petróleo tem prejudicado as economias em todo o Oriente Médio, na Venezuela e em outros lugares, reduzindo a demanda por lácteos. Por exemplo, o petróleo representa cerca de ¼ da economia da Venezuela e 95% de suas exportações. A nação, tradicionalmente um grande comprador de lácteos, cortou o volume de importação de lácteos em quase 75% nos últimos dois anos. Os membros da OPEP chegaram a um acordo para cortar a produção no final de novembro, o que poderá aumentar os rendimentos nacionais entre muitos importadores de lácteos, mas, esse acordo é contingente a que os não-membros contribuam para as reduções, uma proposição incerta para realmente reduzir os excedentes globais de petróleo.
3. Estoques. No final de novembro, a UE tinha 355 mil toneladas de leite em pó desnatado (SMP) nos estoques de intervenção, e um adicional de 70 mil toneladas de SMP e 75 mil toneladas de manteiga no âmbito do programa Private Storage AID (Ajuda de Estoques Privados). Os estoques de manteiga e queijo nos Estados Unidos atingiram os recordes de 122 e 562 mil toneladas, respectivamente, no final de setembro, enquanto os estoques de leite em pó desnatado (nonfat dry milk/skim milk powder) foram de quase 100 mil toneladas. O crescimento da produção mundial de leite pode estar em declínio e os preços das commodities subindo, mas, ainda enfrentamos um mercado substancialmente bem abastecido. A pergunta em 2017 é: Esses volumes poderão sair sem afundar a nascente recuperação do mercado verificada nos últimos meses? Um teste sobre o apetite global foi feito antes mesmo do Ano Novo. Percebendo os sinais de recuperação, a Comissão Europeia decidiu testar o apetite com um volume limitado - 22.150 toneladas - dos estoques de intervenção de SMP através de um processo de leilão. Os lances estão sendo recebidos até amanhã, desde o dia 13 de dezembro.
4. Política comercial dos EUA. Sempre que um novo presidente se prepara para assumir o cargo, surgem questões sobre a política comercial do novo governo. Com o presidente eleito Trump não é diferente. Embora o presidente eleito tenha repetidamente criticado os acordos de livre comércio (ALC) anteriores durante a campanha, e traga consigo riscos comerciais potenciais (como ameaças anteriores para impor tarifas punitivas em mercados essenciais e lançar renegociações de ALC), ele também traz a potencial perspectiva benéfica de novos acordos bilaterais. Na verdade, existem sinais de interesse em explorar um novo conjunto de ALCs bilaterais em curto prazo. Dada esta combinação de oportunidades potenciais e possíveis desafios, o USDEC estará fornecendo informações para a nova administração com o objetivo de assegurar que o comércio atual de lácteos continue fluindo sem ser afetado e que aproveitemos o apetite para dar uma nova olhada na política comercial dos EUA, na direção de favorecer a agricultura americana. Um exemplo seria ampliar questões de fiscalização para manter os parceiros comerciais dos EUA em seus compromissos. Muito está em jogo em 2017. Os concorrentes dos EUA não estão parados quando se trata de comércio. A UE continua a procurar agressivamente por ACLs e, apesar das pressões populistas internas em alguns mercados, provavelmente continuará. Os países asiáticos discutem um possível acordo regional paralelo ou em substituição à Parceria TransPacífico. A Austrália e a Nova Zelândia já têm acordos de livre comércio com a China, e a Nova Zelândia e a China anunciaram recentemente planos de iniciar negociações para expandir seus acordos, incluindo disposições sobre produtos lácteos. Os Estados Unidos precisam ser ativos no avanço para não ficarem para trás.
5. Mix de produtos para a China. As importações de produtos lácteos chineses subiram 15%, em equivalente leite, nos primeiros 10 meses de 2016 (em comparação com janeiro-outubro de 2015). Enquanto o volume de leite em pó integral (WMP) - o produto que cimentou o lugar da China como o maior comprador de leite do mundo - subiu 18%, os dados do comércio dos últimos cinco anos indicam que vemos uma evolução da demanda chinesa por lácteos.
As importações chinesas de leite fluido, creme, queijo e fórmula infantil estão bem, a caminho de anos recorde, com volume de 27-51%. Juntos, eles representaram 16% do volume de importação de leite da China (em equivalente leite) entre janeiro-outubro de 2016. Isso marca o segundo ano consecutivo que crescem dois dígitos- uma mudança clara da participação na importação agregada de 7% apresentada em 2012-2014.
O WMP ainda comanda a maior parte das importações de produtos lácteos - 30% (355.128 toneladas) nos primeiros 10 meses. Mas essa participação caiu 45%. O volume recorde de 621.010 toneladas ocorreu em 2014.
Poucos têm dúvidas sobre o futuro brilhante da China como importador de lácteos. Mas o mix de produtos parece estar mudando. O próximo ano fornecerá mais dicas sobre os rumos.
Outros fatores que vale a pena saber A lista completa de fatores que potencialmente influenciam a oportunidade global de lácteos é virtualmente infinita. E enquanto acreditamos que os cinco fatores acima são os principais, uma porção de outros notáveis merecem menção, incluindo:
O apetite de lácteos dos EUA no México. Apesar da significativa desvalorização do peso em 2016, as exportações de lácteos dos EUA para o México apresentaram surpreendente resistência. Mais notavelmente, as remessas de leite em pó dos Estados Unidos subiram 13% em volume nos primeiros 10 meses em comparação com janeiro a outubro de 2015, quando o país comprou 46% do total das exportações de leite em pó dos Estados Unidos. As exportações de queijos dos EUA para o México caíram 4% em outubro, mas, os Estados Unidos aumentaram sua participação e o México continua sendo o maior comprador de queijo dos EUA.
No total, o México representou 26% do valor total das exportações de lácteos dos Estados Unidos (US$1 bilhão) nos primeiros 10 meses, acima da média anual de 23% de 2010-2015. Em 2017, a questão será saber se o apetite lácteo do México aumentará, particularmente, nos principais setores norte-americanos de leite em pó e queijo de serviços alimentares, e se os fornecedores dos EUA dedicarão foco e recursos para defender e crescer sua participação neste importante mercado de cara com a crescente concorrência da Europa e da Oceania. Mix de produtos da Nova Zelândia. A bolha chinesa de WMP em 2014 trouxe a Nova Zelândia à realidade, havendo se comprometido demasiadamente na produção do pó. O país, e sua mais notável fornecedora de lácteos - quase monopólio, a Cooperativa Fonterra, voltou a diversificar a produção em nutrição pediátrica, queijo, serviços alimentares e outros produtos de margem mais alta, por meio de investimentos em fábricas e inovação de produtos. Em outras palavras, a Nova Zelândia buscou canalizar mais leite para produtos que competem diretamente com as exportações dos EUA, ao invés do WMP, onde os Estados Unidos é apenas um participante menor.
O próximo ano fornecerá mais dicas sobre como o sucesso da indústria do país será na produção desses produtos, apesar da natureza altamente sazonal da produção de leite Kiwi e a engrenagem de sua fabricação de pó.
Regulamentos da China. A China continua a aperfeiçoar seus regulamentos de segurança alimentar para reduzir a incidência de adulteração, contaminação e falsificação que tem minado a confiança na oferta doméstico de alimentos. Essas tentativas de reforçar o seu sistema de segurança alimentar tem consequências de longo alcance para todos os exportadores de produtos lácteos e alimentos que procuram fazer negócios lá, como evidenciado pelas exigências de registro de instalações da China. Novas regras de comércio eletrônico de fórmulas infantis e outros produtos lácteos devem entrar em vigor na primavera de 2017. Mas a questão mais importante é: Poderia haver mais mudanças nas lojas? (USDEC - Tradução Livre: Terra Viva)
O governo do Estado publicou Instrução Normativa (IN) que estabelece os aspectos operacionais relacionados à Lei do Leite (Lei Estadual nº 14.835) e os seus regulamentos. A IN define, por exemplo, a carga horária do treinamento destinado aos transportadores de leite cru, que inclui atividades práticas e teóricas com o mínimo de quatro horas, assim como as regras para o repasse de informações sobre os fornecedores de leite, as quais devem estar à disposição do Serviço de Inspeção Local e de auditorias nos estabelecimentos e nos postos de refrigeração. Além disso, a normativa prevê que o veículo transportador do produto deve ser cadastrado e contar obrigatoriamente com um adesivo de identificação. A lista com o cadastro de transportadores autorizados também deverá ser publicada no site oficial da SEAPI (Secretaria Estadual de Agricultura), somente após todos os transportadores terem passado pelo treinamento. A publicação ocorreu no Diário Oficial do dia 29 de dezembro de 2016. Já a Lei do Leite foi sancionada pelo governador José Ivo Sartori no dia 24 de junho deste ano, durante o 1º Fórum Itinerante do Leite, em Ijuí. O evento foi promovido pelo Sindilat. As mudanças trazidas pela medida aumentam o compromisso das indústrias e dos transportadores de leite sobre a rastreabilidade do produto que chega aos consumidores. Aos produtores, a lei não tem mudança significativa, até porque os mesmos devem cumprir a legislação do Rispoa e a IN 62. Documento disponível no site do Sindilat. (Assessoria de Imprensa Sindilat)