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Porto Alegre, 28 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.551

 

Uruguai: preço do leite continua em queda; 163 fazendas deixaram a atividade em 2016

O preço do leite recebido pelos produtores de leite uruguaios ainda está entre os mais baixos da região. Segundo os últimos dados apresentados pelo Instituto Nacional do Leite (INALE), os produtores receberam US$ 0,36 por litro e "o que foi relatado pelas indústrias é que não têm espaço para aumentá-los", porque os preços internacionais "estão pressionados", disse o presidente do INALE, Ricardo De Izaguirre.

Ele disse que "não há muitas perspectivas de que o preço suba. Hoje, estamos esperando que estes preços não caiam." Os preços baixos e o endividamento do setor - de cerca de US$ 400 milhões -, tanto com os bancos e com os fornecedores, estão deixando fazendas leiteiras pelo caminho.

No ano passado, segundo dados do Serviço de Estatísticas Agropecuárias (DIEA) do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) do Uruguai, havia 163 fazendas leiteiras a menos enviando leite à indústria com relação a 2015. O volume médio por fazenda - também considerado um indicador do tamanho produtivo - descontinuou o aumento prolongado e caiu para 1.832 litros por dia, de acordo com a pesquisa oficial do DIEA.

A produção comercial foi estimada em 2,026 bilhões de litros, cerca de 115 milhões de litros abaixo de 2015. O envio às indústrias de processamento permanece sendo o principal destino: 1,816 bilhão de litros (87% da produção total). O processamento nas fazendas e as vendas diretas acumularam 133 milhões de litros; enquanto que os restantes - 79 milhões de litros - são utilizados para consumo nas próprias fazendas leiteiras.

Por sua vez, o volume total de lácteos exportados, convertidos em litros equivalentes durante 2016, totalizou 1,649 milhões, um aumento de 179 milhões com relação ao ano anterior. (As informações são do El País Digital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Ciclo da crise mundial do leite chega ao fim

Crise do setor lácteo - A última grande crise do setor lácteo no âmbito mundial, entre 2015 e 2016, chegou agora ao seu final. Esse foi o principal destaque da 18º Conferência Anual da IFCN (sigla em inglês para Rede Internacional para a Comparação de Sistemas de Produção de Leite), realizada em junho de 2017 na Alemanha, tendo a Embrapa como representante brasileira. Nesse último mês de junho, o preço mundial para o leite recuperou seu patamar histórico dos últimos dez anos. 

Como comparação, em maio de 2016, o preço representava apenas 58% desse valor. Em decorrência da citada crise, a produção mundial cresceu apenas 1,1% em 2016, menor crescimento desde 1998, enquanto que o número de produtores de leite, que apresentou crescimento constante nas últimas décadas, no biênio 2015/2016 reduziu-se pela primeira vez. No Brasil, a produção total cresceu 3,6% ao ano entre 2006 e 2015, enquanto que em 2016, estima-se retração entre 3% e 4%. No período, os custos de produção se mantiveram dentro da média mundial. No entanto, os produtores nacionais receberam preços melhores do que o preço médio de referência mundial. Nesse cenário, a sinalização de preços no final deste primeiro semestre indica condições mais promissoras para recuperação da produção em 2017. (CILeite)

Fonterra projeta aumento de leite para a próxima temporada

Preços/NZ - A cooperativa Fonterra alterou a previsão do preço do leite ao produtor para a atual temporada para NZ$ 6,75/kgMS, [R$ 1,18/litro]. A previsão inicial era de NZ$6,50/kgMS, [R$ 1,17/litro]. No momento do anúncio, os economistas já previam essa alteração diante da estabilidade nos preços globais dos produtos lácteos.

Para a temporada encerrada em 31 de maio de 2017, o preço do leite foi de NZ$ 6.15/kgMS, [R$1,11/litro], uma grande melhoria em relação à temporada anterior que foi de NZ$ 3,90/kgMS, [R$ 0,70/litro], quando os preços mundiais dos produtos lácteos estavam em níveis mínimos. Os agricultores ficarão bem mais confortáveis diante dessa atualização da Fonterra. No entanto, durante o anúncio dos preços os diretores previram manutenção dos dividendos. Eles devem ficar na faixa de NZ$ 0,45 a NZ$ 0,55, a mesma da temporada passada. Para o exercício financeiro 2016/2017 a Fonterra projeta dividendos de NZ$ 0,40, o mesmo previsto para a temporada 2017/2018, iniciada agora. O que proporcionará um retorno total de NZ$ 7,15. Mas ainda é cedo para avaliar.
 

O presidente, John Wilson, disse que o preço reflete o contínuo "equilíbrio da oferta e da demanda dos mercados globais de produtos lácteos. Os agricultores estão mais confiantes diante do fortalecimento de demanda global dos produtos lácteos, o que significa um bom começo de temporada, embora, estejam enfrentando um período bastante desafiador, com muita umidade em muitas regiões".

O aumento do preço do leite ao produtor é uma boa notícia para os agricultores, que poderão investir em sua atividade, melhorando a temporada 2016/2017, "mas, é preciso cautela, mesmo porque estamos no início da temporada", disse Wilson. O diretor executivo, Theo Spierings disse que a Fonterra ficou bem posicionada para aproveitar a melhoria na demanda por ingredientes lácteos, para o mercado consumidor e segmento de foodservice. "Aumentou o número de consumidores que preferem produtos lácteos como fonte diária de nutrição em nossos mercados globais, e isso está se transformando em uma forte demanda, particularmente em produtos de consumo e foodservice." Spierings também lembrou que a Fonterra está sendo prudente em suas previsões, já que estão em início de temporada e a cooperativa está com os estoques em níveis baixos. "estamos focando em continuar a demonstrar um forte desempenho nos negócios, de modo a proporcionar maiores retornos para os nossos agricultores". (interest.co.nz - Tradução Livre: Terra Viva)

Mapa implementa programa de avaliação da qualidade dos serviços veterinários oficiais

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) implementou oficialmente nesta terça-feira (25) o Programa de Avaliação da Qualidade e Aperfeiçoamento dos Serviços Veterinários Oficiais das instâncias Sistema de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), o Quali-SV, por meio da Instrução Normativa 27, publicada no Diário Oficial da União. 

O Quali-SV será apresentado pelo Mapa durante reunião do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa) nesta quinta-feira (27), em Rio Branco (Acre). O programa reforçará os controles sobre a saúde dos rebanhos, o que tem reflexos positivos na segurança alimentar. 

Segundo o responsável pela Coordenação de Avaliação e Aperfeiçoamento dos Serviços Veterinários (Casv) do Mapa, José Ricardo Lôbo, o programa deverá ser transparente e alinhado aos exigentes padrões internacionais, para promover melhorias contínuas e necessárias ao desempenho do Serviço Veterinário Oficial (SVO).

Os serviços veterinários estaduais e do Distrito Federal serão monitorados não apenas por dados técnicos (indicadores), mas também serão submetidos a avaliações presenciais por meio de auditorias e supervisões. O método, desenvolvido pela Casv, permitirá ter uma visão mais objetiva, atualizada e global dos serviços veterinários.

O serviço veterinário dos estados e do DF passarão por auditoria dos auditores fiscais federais agropecuários do Mapa a cada três anos. Para as auditorias foi desenvolvida uma ferramenta de avaliação da qualidade do SVO, adaptando metodologia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) usada pelos serviços veterinários dos países-membros, conhecida como PVS/OIE Tool (Performance of Veterinary Services).

Cronograma
O Mapa já tem cronograma de auditorias até 2019. Neste ano, elas devem ser realizadas em 10 estados. A previsão para 2018 é de nove auditorias e de oito (em sete estados e no DF) para 2019.

As avaliações envolvem recursos humanos, físicos e financeiros, além da capacidade técnica e operacional do SVO. Os relatórios das auditorias serão divulgados pelo Mapa. Os órgãos auditados deverão implementar medidas corretivas específicas para os achados e recomendações, visando a melhoria dos serviços.

O Serviço Veterinário Oficial (SVO) é composto pelo Mapa e por órgãos estaduais de sanidade agropecuária, além de veterinários credenciados. O SVO tem como missão garantir proteção e segurança aos consumidores dos produtos de origem animal e o acesso desses produtos aos mercados interno e externo, por meio da prevenção, controle e erradicação de doenças dos animais, além do controle do uso de insumos e atividades que possam afetar a saúde e o bem-estar animal. (As informações são do Mapa)

Leite: o impacto da alta dos combustíveis no setor
A alta do PIS/Cofins sobre os combustíveis vai dificultar ainda mais a vida dos produtores de leite. Quem comenta esse impacto é o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges. Assista o Vídeo (Canal Rural)

Os laticínios associados ao Sindilat reuniram-se na tarde desta quinta-feira (27/7) com o secretário da Casa Civil, Fábio Branco, quando debateram os projetos de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul. Branco reforçou as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado e a coragem da atual administração de promover as mudanças necessárias para tentar ajustar as finanças públicas. "Esse não é um projeto de apenas um governo. Esperamos que tudo o que estamos fazendo não seja perdido", reforçou.

O secretário agradeceu o convite do Sindilat e a parceria pelo desenvolvimento durante o período que atuou junto à Sedai. Agora, na Casa Civil, garantiu que as portas seguem abertas para as indústrias do setor lácteo. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, agradeceu o apoio do governo em causas importantes para o segmento, como a questão do ajuste tributário do leite UHT. As empresas também pontuaram posição em relação ao Fundoleite.

Foto: Carolina Jardine

O ex-presidente do Sindilat, Wilson Zanatta, descerrou sua foto na galeria de dirigentes do sindicato no início da tarde desta quinta-feira (27/7), em Porto Alegre. Ao lado do presidente Alexandre Guerra e do secretário executivo, Darlan Palharini, ele destacou sua admiração pelo trabalho da entidade e pelo crescimento vivenciado pela bacia leiteira gaúcha. Lembrou das importações de vacas leiteiras do Uruguai realizadas na década de 90 e dos avanços de manejo e nutrição animal verificados nas últimas décadas. "O Sindilat é uma entidade respeitada, sinto-me orgulhoso de ter passado por aqui", salientou.

Zanatta foi dirigente da Laticínios Bom Gosto e, há alguns anos, está afastado do segmento. Contudo, segue com atividade rural no cultivo de soja e criação de gado. Entre seus projetos, está um empreendimento diferenciado e em menor escala no setor leiteiro fora do Rio Grande do Sul.

Foto: Carolina Jardine

Porto Alegre, 27 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.550

 

  Aumento da oferta e crise política provocam queda do preço do leite 
 

O aumento da produção de leite no campo e a importação que eleva a oferta do alimento no mercado interno refletiram nos preços no Rio Grande do Sul. Dados divulgados pelo Conseleite, nesta quinta-feira (27/7), indicam que o valor de referência do litro projetado para o mês de julho é de R$ 0,9515, queda de 3,77% em relação ao consolidado de junho (R$ 0,9888).  O movimento foi puxado pela baixa de 6% no valor do leite UHT, de 3,5% no pasteurizado e de 3,4% no queijo mussarela. "Tivemos uma importante redução no mercado do UHT, que é quem puxa os preços. Estamos vivendo tempos de preços ruins", frisou o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra. Nos últimos três meses, a redução, segundo o Conseleite, chega a 8,09%.Apesar disso, na ponta, o produtor vive um momento de custos de produção menores e recebe mais pelo litro, uma vez que soma bonificação mensais por qualidade e quantidade que elevam o recebido a valores próximos a R$ 1,20 por litro. 
 
 A preocupação, alerta Guerra, é que o setor já vem de um primeiro semestre difícil. "A indústria enfrentou meses de prejuízo e, agora, se começa um semestre com valores muito baixos", salientou, lembrando que o pico da safra ocorre em agosto. Uma das soluções é o governo sinalizar favoravelmente ao pedido feito pelo setor de compra governamental de 20 mil toneladas de leite pó. O pleito foi levado pelo Sindilat e Fetag ao Ministério da Agricultura em reunião em Brasília neste mês.
 
Guerra alega que o cenário de preços em baixa reflete diversos fatores. Além do aumento de 20% na captação entre maio e julho, típica nesse período do ano, a importação crescente de leite a preços menores do que o praticado no país também contribuiu. A crise política também chegou ao varejo, o que demostra a queda do poder de consumo da população. "Esse cenário ainda será impactado pelo aumento dos combustíveis recentemente anunciado", completou o também presidente do Sindilat. Contudo, o Conseleite acredita que os preços chegaram ao "fundo do poço", visto que as pastagens - prejudicadas pela estiagem e pela recente geada - não sustentarão um aumento substancial de produção nas próximas semanas.
 
O assessor da política agrícola da Fetag, Márcio Langer, citou o aumento de produção como um dos principais responsáveis pelos preços praticados atualmente. Os dados apresentados pelo Conseleite são resultado de levantamento realizado pela UPF com indicadores coletados nas indústrias. Os números foram apresentados pelo professor Eduardo Finamore.
 
Carne Fraca - Durante a reunião, o presidente do Conseleite pontuou a importância de o setor reagir de forma unificada contra o acordo firmado recentemente pelo ministro Blairo Maggi para abrir o mercado de lácteos brasileiro, o que seria uma possível contrapartida a nações importadoras de carne. "O setor de leite e derivados vai entrar como moeda de troca para amenizar o impacto internacional da Operação Carne Fraca. Não podemos deixar isso acontecer", concluiu Guerra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 Crédito: Carolina Jardine

Sindilat reúne-se com secretário Fábio Branco

Os laticínios associados ao Sindilat reuniram-se na tarde desta quinta-feira (27/7) com o secretário da Casa Civil, Fábio Branco, quando debateram os projetos de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul. Branco reforçou as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado e a coragem da atual administração de promover as mudanças necessárias para tentar ajustar as finanças públicas.  "Esse não é um projeto de apenas um governo. Esperamos que tudo o que estamos fazendo não seja perdido", reforçou.

O secretário agradeceu o convite do Sindilat e a parceria pelo desenvolvimento durante o período que atuou junto à Sedai. Agora, na Casa Civil, garantiu que as portas seguem abertas para as indústrias do setor lácteo. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, agradeceu o apoio do governo em causas importantes para o segmento, como a questão do ajuste tributário do leite UHT. As empresas também pontuaram posição em relação ao Fundoleite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Crédito: Carolina Jardine

 

Wilson Zanatta descerra foto em galeria de ex-presidentes

O ex-presidente do Sindilat, Wilson Zanatta, descerrou sua foto na galeria de dirigentes do sindicato no início da tarde desta quinta-feira (27/7), em Porto Alegre. Ao lado do presidente Alexandre Guerra e do secretário executivo, Darlan Palharini, ele destacou sua admiração pelo trabalho da entidade e pelo crescimento vivenciado pela bacia leiteira gaúcha. Lembrou das importações de vacas leiteiras do Uruguai realizadas na década de 90 e dos avanços de manejo e nutrição animal verificados nas últimas décadas.  "O Sindilat é uma entidade respeitada, sinto-me orgulhoso de ter passado por aqui", salientou.

Zanatta foi dirigente da Laticínios Bom Gosto e, há alguns anos, está afastado do segmento.  Contudo, segue com atividade rural no cultivo de soja e criação de gado. Entre seus projetos, está um empreendimento diferenciado e em menor escala no setor leiteiro fora do Rio Grande do Sul. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Crédito: Carolina Jardine

 

Nova Zelândia

As exportações de produtos lácteos da Nova Zelândia para a China aumentaram 102% em valor, atingindo NZ $ 373 milhões (US $ 277 milhões) em junho, um aumento de 63% em quantidade, o que aumenta as exportações do país, informou o departamento de estatísticas Stats NZ nesta quarta-feira. As exportações da Nova Zelândia aumentaram 11% ano a ano até atingir NZ $ 4,7 bilhões (US $ 3,5 bilhões) em junho, disse um comunicado do departamento. O leite em pó, a manteiga e o queijo lideraram o aumento, 45% acima de NZ $ 1,2 bilhão (US $ 890 milhões) e 11% em quantidade. "O grupo do leite em pó, da manteiga e do queijo continua a ser uma mercadoria de exportação chave e representa mais de um quarto de nossas exportações totais", disse a diretora de estatísticas internacionais Daria Kwon no lançamento. As importações mensais totais foram avaliadas em NZ $ 4,5 bilhões (US $ 3,3 bilhões), um aumento de 7,7% em relação a junho de 2016, informou a Stats NZ. (The Diary Site - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Mercosul x Canadá

Representantes do Mercosul e do Canadá se reuniram em Buenos Aires para continuar as conversas exploratórias sobre a eventual negociação de um acordo comercial, informaram nesta quarta-feira (26) fontes oficiais. A informação é da Agência EFE. As delegações se encontraram na última segunda-feira (24) na sede do Ministério das Relações Exteriores e Culto da Argentina, que disse hoje em nota que Canadá e o Mercosul estão "mais perto de iniciar um diálogo para um acordo comercial".

"Na reunião foram consideradas as principais posições sobre os possíveis temas e capítulos do acordo: comércio de bens e serviços, tratamento de barreiras não tarifárias e investimentos, entre outros", explicou o comunicado.

As conversas deram continuidade às realizadas em abril, também em Buenos Aires, quando o Mercosul era presidido temporariamente pela Argentina. Agora, o posto é ocupado pelo Brasil. "Se pretende que as conversas progridam e que se dê início, prontamente, à negociação de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá", conclui o comunicado. (Agência Brasil) 

Produção/Uruguai
A situação crítica do setor lácteo voltou a dar sinais preocupantes: em 2016 foram fechadas 163 fazendas de leite e caiu o número de litros coletados, segundo informou o Departamento de Estatísticas Agropecuárias (DIEZ) do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca. DIEA apresentou os resultados da pesquisa anual efetuada com as indústrias processadoras de leite em todo o território nacional em 2016. A produção obtida com a produção de leite comercial chegou a 2.026 milhões de litros, uns 115 milhões de litros a menos do que o registrado no ano anterior. A captação pelas indústrias processadoras continua sendo o principal destino: 1.816 milhões de litros (87% da produção total). O processamento nas fazendas e vendas diretas foi avaliada em 133 milhões de litros; enquanto os restantes 79 milhões de litros foram utilizados para consumo próprio (humano e animal) nas fazendas. O número de explorações leiteiras contabilizadas chegou a 2.716, 163 a menos do que em 2015, continuando a tendência de queda dos últimos anos, disse a DIEA. (TodoElCampo - Tradução Livre: Terra Viva)

O aumento da produção de leite no campo e a importação que eleva a oferta do alimento no mercado interno refletiram nos preços no Rio Grande do Sul. Dados divulgados pelo Conseleite, nesta quinta-feira (27/7), indicam que o valor de referência do litro projetado para o mês de julho é de R$ 0,9515, queda de 3,77% em relação ao consolidado de junho (R$ 0,9888). O movimento foi puxado pela baixa de 6% no valor do leite UHT, de 3,5% no pasteurizado e de 3,4% no queijo mussarela. “Tivemos uma importante redução no mercado do UHT, que é quem puxa os preços. Estamos vivendo tempos de preços ruins”, frisou o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra. Nos últimos três meses, a redução, segundo o Conseleite, chega a 8,09%.Apesar disso, na ponta, o produtor vive um momento de custos de produção menores e recebe mais pelo litro, uma vez que soma bonificação mensais por qualidade e quantidade que elevam o recebido a valores próximos a R$ 1,20 por litro.

A preocupação, alerta Guerra, é que o setor já vem de um primeiro semestre difícil. “A indústria enfrentou meses de prejuízo e, agora, se começa um semestre com valores muito baixos”, salientou, lembrando que o pico da safra ocorre em agosto. Uma das soluções é o governo sinalizar favoravelmente ao pedido feito pelo setor de compra governamental de 20 mil toneladas de leite pó. O pleito foi levado pelo Sindilat e Fetag ao Ministério da Agricultura em reunião em Brasília neste mês.

Guerra alega que o cenário de preços em baixa reflete diversos fatores. Além do aumento de 20% na captação entre maio e julho, típica nesse período do ano, a importação crescente de leite a preços menores do que o praticado no país também contribuiu. A crise política também chegou ao varejo, o que demostra a queda do poder de consumo da população. “Esse cenário ainda será impactado pelo aumento dos combustíveis recentemente anunciado”, completou o também presidente do Sindilat. Contudo, o Conseleite acredita que os preços chegaram ao "fundo do poço", visto que as pastagens - prejudicadas pela estiagem e pela recente geada - não sustentarão um aumento substancial de produção nas próximas semanas.

O assessor da política agrícola da Fetag, Márcio Langer, citou o aumento de produção como um dos principais responsáveis pelos preços praticados atualmente. Os dados apresentados pelo Conseleite são resultado de levantamento realizado pela UPF com indicadores coletados nas indústrias. Os números foram apresentados pelo professor Eduardo Finamore.

Carne Fraca – Durante a reunião, o presidente do Conseleite pontuou a importância de o setor reagir de forma unificada contra o acordo firmado recentemente pelo ministro Blairo Maggi para abrir o mercado de lácteos brasileiro, o que seria uma possível contrapartida a nações importadoras de carne. “O setor de leite e derivados vai entrar como moeda de troca para amenizar o impacto internacional da Operação Carne Fraca. Não podemos deixar isso acontecer”, concluiu Guerra.

Foto: Carolina Jardine

Assessoria de Imprensa Sindilat

Porto Alegre, 26 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.549

 

SUPER CONECTADOS

Os produtores rurais gaúchos estão em primeiro lugar no Brasil entre os que mais usam celular - com índice de 98,5% dos entrevistados. Apesar da liderança em telefones móveis no campo, o Rio Grande do Sul tem uma das cinco piores avaliações de conexão do país. Os dados constam na pesquisa Tecnologia da Informação no Agronegócio, realizada pelo Sebrae em todo o país, com 4.467 produtores rurais.

Entre os entrevistados no Estado, 51,4% não têm provedor ou o sinal da região é ruim. A insatisfação com a qualidade da conexão pode estar relacionada com o tipo de internet usada nas propriedades - 44,2% via rádio, que costumar oscilar com variações climáticas.

Outra contradição no Estado que mais utiliza o celular no campo é a aplicação das ferramentas de comunicação. Os agricultores daqui são os que mais fazem o controle das receitas e despesas no papel, com 55,3% dos entrevistados - enquanto 17,3% fazem a gestão no computador com planilhas e 4,6%, em programas para controle financeiro. (Zero Hora)
 

Nestlé acelera lançamentos e ajusta estratégia no Brasil

A Nestlé ajusta sua estratégia diante de tempos difíceis para o consumidor brasileiro. A empresa direciona investimentos para categorias em que é mais forte, acelera o ciclo de inovação e passa a buscar novos segmentos de mercado. A novidade mais recente é a comercialização de grãos de café torrados e processados em máquinas, que serão fornecidos a bares, restaurantes, lojas de conveniência, confeitarias e outros pontos de venda, como parte de uma nova linha de café espresso. O guatemalteco Juan Carlos Marroquín, presidente da operação brasileira da Nestlé desde 2012, diz que a inovação nunca foi tão necessária na indústria quanto agora, quando o país atravessa a pior crise de sua história. "Em tempos de bonança, a Nestlé não faria em tão pouco tempo o desenvolvimento de uma nova categoria de café para uso profissional", afirmou o executivo ao Valor durante evento no Museu do Café, em Santos (SP), onde apresentou a nova linha de Nescafé, com máquinas que moem os grãos na hora. 

Até então, a venda era feita por meio de misturas solúveis. Entre a definição do projeto, a escolha do grão e o desenvolvimento de tecnologia para as máquinas, a Nestlé levou menos de um ano. Marcelo Citrângulo, diretor da Nestlé Professional, diz que o projeto é exemplo da nova proposta do grupo, que quer ganhar velocidade ao responder às demandas do mercado. A Nestlé foi pioneira ao lançar o café solúvel, desenvolvido a pedido do governo brasileiro em 1938. No mundo, inaugurou o segmento de café em cápsula, com a marca Nespresso. A mudança de marcas e a tentativa do consumidor de fazer o dinheiro render em um contexto de perda de emprego e de queda de renda estão mudando a estratégia da Nestlé no Brasil, diz Marroquín. "Fizemos escolhas para direcionar os investimentos a categorias em que temos mais oportunidade de vencer. 

A inovação está mais focada e é feita mais rapidamente." A Nestlé assumiu neste mês um novo posicionamento em chocolate, com a assinatura "Pare o mundo que eu quero Nestlé", com a intenção de se aproximar do público jovem. A campanha recebeu investimento de R$ 3 milhões. Entre as marcas consideradas importantes para a companhia na América Latina estão os chocolates Kit Kat, a ração úmida Purina e o mercado de cafés, incluindo a produção de cápsulas de Nescafé Dolce Gusto. A matriz aprovou um orçamento de R$ 480 milhões no Brasil em 2017, para a melhoria operacional e tecnológica de parte de suas 31 fábricas e para a construção da segunda linha de produção dos chocolates na unidade de Caçapava (SP). Marroquín mantém a expectativa de um crescimento orgânico de 2% a 4% neste ano. 

A Nestlé investiu R$ 10 milhões na nova versão de café e espera vender 400 milhões de xícaras de espresso até 2020. Os grãos virão de Minas Gerais e serão processados na fábrica de Araras (SP). Hoje, a Nestlé atua com 15 mil máquinas em pontos comerciais, um parque construído ao longo de 10 anos, em que predominam as vendas de bebidas com leite, como cappuccinos e achocolatados. Em três anos, o plano é instalar 10 mil novas máquinas, que oferecem 4 tipos de café e 8 bebidas cremosas. A Nestlé cogita substituir parte do parque atual de máquinas de café, importadas da Itália e Suíça, mas essa não é a principal estratégia, segundo o diretor. A ideia é buscar a expansão adicionando novos estabelecimentos comerciais. Por isso, firmou parceria com a rede de docerias Sodiê e com a Coop, que vai instalar as máquinas de cafés em seus supermercados. (Valor Econômico) 

Produção/França - O crescimento da coleta de leite terá que esperar

Em maio, a captação de leite de vaca caiu 2,9% em relação a maio de 2016, na França. Uma primavera com condições climáticas anormalmente frias e depois escaldantes prejudicaram o crescimento das pastagens. Assim, a recuperação na coleta de leite terá que esperar na França, e apesar do rebanho bem ajustado, os agricultores não compensaram o déficit de pastagens com alimentos suplementares. Os recuos nas grandes bacias leiteiras foram: Grande Oeste (-0,8%); queda marcante em outras duas bacias leiteiras: Normandia (-3,7%), e Grande Leste (-3,5%). As maiores baixas observadas foram na bacia Charente-Poitou (-7,6%), Sudoeste (-7,5%), e Auvergne-Limousin (-6,2%). O leite orgânico correspondeu a 2,7% do total captado em maio de 2017.
Preço do leite padrão estável em maio
Em maio de 2017, o preço do leite padrão ficou em €318/1.000 litros em média e do leite total com bonificação € 334/1.000 litros. O preço do leite padrão aumentou € 33/1.000 litros em relação a um ano antes, e praticamente estável em quando comparado com abril de 2017. De acordo com a Eurostat, a coleta de leite europeia (UE28) subiu ligeiramente em abril em relação a abril de 2016 (+0,6%). A evolução da captação continua em queda na Alemanha (-3,2%), e na Holanda (-04,%). Em compensação, ela cresceu quase 14% na Irlanda em um ano, aumentou 4% na Polônia Reino Unido (+0,9%), e na Itália (+1,7%).

Recuo de 10% em matéria gorda
Em maio de 2017, as indústrias de produtos lácteos evoluíram de forma diferente de acordo com o produto. O acondicionamento de leite de consumo caiu 5,5% em relação a maio de 2016, enquanto a produção de iogurtes e sobremesas lácteas crescia 1,5% e de creme fresco 10,1%. Entre os principais produtores de queijos, os de queijo fresco diminuíram 7,3%, em maio de 2017 em relação a um ano antes, enquanto a produção de queijos cremosos aumentava 11,6%, e os de massa mole 5,6%. A produção de queijo de massa prensada não cozida e massa prensada cozida recuaram 2,1% e 2,4%, respectivamente, na mesma base de comparação. Já a indústria de queijos de massa filada cresceu 5,5%. Entre os produtos industriais, a fabricação de matéria gorda recuou 10,1% bem como a secagem de pó que também caiu 10,2% em relação a um ano antes. A fabricação de leitelho em pó caiu 5,1%, contrastando com a secagem de soro de leite que aumentou 5,7%, em relação a maio de 2016. (Mon Cultivar - Tradução Livre: Terra Viva)

Jovens tratam da sucessão
A Cooperativa Santa Clara promove hoje, em Carlos Barbosa, seu 2˚ Encontro de Jovens, com foco na sucessão familiar e uso de tecnologias. O presidente da cooperativa, Rogério Bruno Sauthier, diz que é preciso criar espaços para debater os motivos de o jovem deixar a propriedade rural e para incentivá-lo a permanecer no campo. A ênfase da programação será no papel do jovem na propriedade e nas tecnologias que influenciarão a agricultura. (Correio do Povo)

 

Porto Alegre, 25 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.548

 

Custo cai, mas não alivia produtor

O custo de produção do leite caiu 3,28% no Estado durante os quatro primeiros meses do ano, segundo o Cepea/Esalq. Os produtores avaliam que a redução não foi suficiente para ajudá-los porque os preços de venda na entressafra não subiram como nos anos anteriores. "A perspectiva não é das melhores; neste ano as pastagens de inverno não estão com a qualidade esperada", comenta o assessor de política agrícola da Fetag, Márcio Langer Para o técnico em pecuária leiteira da Emater/RS em Bagé, Fábio Schlick, minimizar o prejuízo com a entressafra atípica vai depender de quanto o agricultor irá conseguir melhorar sua produção dos próximos meses.

"Se tiver à sua disposição uma boa quantidade de forragens, a retirada do milho e do farelo de soja vai fazer diferença significativa nos custos", afirma. "Quem entregar maior volume é que conseguirá liquidez." (Correio do Povo)

O sabor afeta a escolha do consumidor por bebidas não lácteas

Consumo/EUA - Nos últimos anos, as vendas de leite fluido no varejo caíram significativamente, fazendo com que o consumo per capita retraísse 830 ml desde 1975. Entre 2011 e 2014, as vendas de leite fluido caíram 3,8%, enquanto que as vendas de bebidas não-lácteas, cresceram 30% entre 2010 e 2015.  Para entender mais sobre o que afeta a decisão do consumidor em relação ao consumo de leite, pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte utilizaram diversos tipos de análises para descobrir quais valores subjacentes o consumidor utiliza para optar pelo leite ou bebida não láctea. O resultado foi o mesmo para os dois produtos: benefícios à saúde e sabor. Nenhum trabalho anterior estudou o que sustenta a opção do consumidor e como suas atitudes influenciam na compra do leite. 

Para avaliar isso, uma pesquisa utilizou 999 compradores entre 25 e 70 anos de idade, sendo 78% mulheres e 22% homens. Eles afirmaram que compram leite, e bebida não láctea, ou ambos, pelo menos duas a três vezes por mês. A maioria dos consumidores pesquisados não seguiam nenhuma dieta (87,8%), e afirmaram não ter intolerância à lactose (88,4%). Vinte e sete por cento dos consumidores compraram uma ou as duas bebidas mais de uma vez por semana, 47% compraram uma ou as duas bebidas uma vez por semana, e 25% entre duas ou três vezes por mês. Os consumidores mostraram preocupação com a gordura do leite, enquanto que a preocupação com as bebidas não lácteas é o açúcar. Os consumidores de leite disseram preferir o produto com 2% ou 1% de gordura, e perto de 70% das vendas em 2014 foram de leite desnatado ou semidesnatado. 

Os consumidores de bebidas não lácteas preferiam aquelas de origem vegetal adoçadas naturalmente, e sem a adição de açúcar. Entre as bebidas não lácteas, as feitas com amêndoas representaram 65% das vendas em 2014. A proteína foi uma opção universal. Os níveis de proteínas eram fundamentais para escolher tanto o leite como a bebida não láctea. "Detectamos que os consumidores escolhem o leite com base no hábito ou porque gostam do sabor. Leite com sabores atraentes podem convencer um bebedor de não lácteo a consumir leite. Da mesma forma, o leite sem lactose ou o leite procedente de vacas que são alimentadas com pastagens são diferenciais importantes na escolha", disse Kara McCarthy, que coordenou o estudo. "Focar na educação do consumidor estabelecendo uma confiança, bem como no teor nutricional, boas práticas de produção na fazenda, e bem estar animal, pode atrair o consumidor para o leite fluido". Com os dados deste estudo, junto com os critérios de avaliação dos consumidores de leite e bebidas não lácteas, a indústria de laticínios pode se posicionar mais efetivamente no mercado e colocar o leite em destaque, além de dissipar equívocos. ((The Dairy Site - Tradução Livre: Terra Viva)

 Leite pode proteger organismo da ação de metais pesados 

Leite não é panaceia para qualquer intoxicação, como muitos acreditam. Mas é verda¬de que o alimento ajuda a pro¬teger o organismo humano da ação de metais pesados, como o chumbo. E tudo se deve ao cálcio, mineral abundante no leite e seus derivados, capaz de competir com o chumbo no or¬ganismo e fazer com que o me¬tal tóxico seja eliminado com mais facilidade. 

O poder neutralizador de nutrientes já presentes na die¬ta sobre compostos tóxicos já é conhecido. Quanto ao chumbo, diversos estudos apontam para uma possível ação protetora do cálcio. Mas agora, grupo de pes¬quisadores de Universidade de São Paulo (USP), Unifesp e Uni¬versidade Federal do ABC su¬gerem que a ingestão de leite e produtos lácteos pode diminuir concentrações de chumbo em trabalhadores cronicamente ex¬postos ao metal. 

Ao contrário de estudos an¬teriores, feitos com animais de laboratório ou populações ex¬postas ambientalmente a bai¬xas concentrações do metal, desta vez foram avaliados 237 funcionários de indústrias pro¬dutoras de baterias automoti¬vas brasileiras.  Conta Willian Robert Go¬mes, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Pre¬to (Fcfrp) da USP e responsável pela pesquisa, que estes indiví¬duos são "expostos ao chumbo por períodos longos, já que al¬guns passam anos trabalhando com o metal". Mesmo com resultados po¬sitivos de uma simples dieta na redução dos males provocados pelo metal, o pesquisador afir¬ma que a segurança de traba¬lhadores expostos ao chumbo só pode e deve ser garantida por meio do uso de equipamentos de proteção adequados - como luvas e máscaras - e da rigorosa observação das diretrizes legais. 

Gomes é pesquisador do programa de pós-graduação em toxicologia da Fcfrp. Reali¬za seus estudos nos laboratórios do professor Fernando Barbosa Júnior, com orientação do pro¬fessor Gustavo Rafael Mazzaron Barcelos, da Unifesp da Baixada Santista. Os principais resulta¬dos da pesquisa com funcioná¬rios de fábricas de baterias auto¬motivas estão em edição recente da revista Biological Trace Ele¬ment Research. Também participaram do estudo as pesquisadoras Paula Picoli Devóz, da Fcfrp; Marília Ladeira Araujo, da Faculdade de Medicina da USP e Bruno Le¬mos Batista, da Universidade Federal do ABC. (Jornal do Comércio)

Batavo lança novo formato de iogurte com frutas

Cremoso e versátil, o novo Batavo Pedaços traz a combinação do iogurte Batavo com pedaços de frutas de verdade em um formato mais prático de embalagem 100g, com apenas 100 calorias por unidade. A novidade carrega a nutrição e o sabor de um iogurte integral com pedaços de morango, coco, pêssego ou abacaxi, unindo todas as características nutricionais do iogurte com dez vezes mais pedaços frutas. Saboroso e nutritivo, tem a quantidade de energia equilibrada para compor um lanche entre as principais refeições do dia, sendo uma excelente opção de snack balanceado.

Pronto para ser consumido em qualquer lugar e a qualquer momento do dia, Batavo Pedaços 100g reforça a tradição da marca por prezar por qualidade e sabor para os seus consumidores. O Iogurte Batavo Pedaços tem como matéria-prima leite em toda sua integridade, que contém cálcio e proteínas de elevado valor nutricional, além de uma combinação única de nutrientes e compostos que se relacionam aos benefícios do consumo habitual de lácteos.

Lançada pela primeira vez em 2012, a linha Batavo Pedaços possui a maior variedade de sabores do segmento no país e traz o melhor do iogurte, como feito nos bons tempos, reforçando a tradição da marca na categoria e a liderança no segmento de pedaços. A marca sustenta investimentos constantes em inovação de novos sabores e embalagens, portanto a nova versão de iogurte, com 100g, complementa os formatos 170g (versão individual) e 500g (versão família, mais econômica).

Para Daniel Assef, Diretor de Marketing e Trade da Lactalis, a embalagem 100g amplia o portfólio e proporciona mais variedade ao segmento. "Já oferecíamos outras duas versões bastante consumidas dessa linha e, agora com a apresentação do Batavo Pedaços 100g com desembolso unitário menor, temos a meta de ampliar o consumo do iogurte para mais pessoas que desejam incorporar mais opções de lácteos na dieta mais de uma vez ao dia, de forma equilibrada, e tudo isso com muito sabor. A vantagem prática disso é oferecer o benefício da elevada densidade nutricional junto com o verdadeiro sabor das frutas, com menor desembolso, tudo em uma só composição". (Assessoria de Imprensa Batavo)

 

Produtores adotam práticas para melhorar a qualidade do leite no Rio Grande do Sul
Qualidade/RS - O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de leite do país, ficando atrás apenas de Minas Gerais. Durante a ordenha, e mesmo antes, algumas práticas podem ser adotadas para melhorar a qualidade do produto. O produtor de leite Cristiano Didoné tem 125 vacas em lactação em uma propriedade de Ijuí, na Região Noroeste do estado. O trabalho para melhorar a qualidade do leite na produção começa no confinamento dos animais. "Aqui é uma cama coletiva. Uma cama toda de serragem e maravalha [aparas de madeira], onde as vacas tem muito conforto, por isso elas conseguem expressar tanto produtividade como qualidade do leite", explica o produtor. Assista Vídeo (G1/RS)
 

 

 

Porto Alegre, 24 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.547

 

  Sindilat participa do 1º Workshop Nuplac

Com o intuito de estreitar as relações da pecuária com a tecnologia, o Núcleo de Pesquisa em Pecuária Leiteira e Comportamento Animal (Nuplac) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) está organizando o 1º Workshop Nuplac - Formulação de Dietas para Bovinos de Leite. O evento ocorrerá no dia 8 de setembro, na Faculdade de Agronomia da UFRGS, das 8h às 17h30min. A programação está dividida em módulos teóricos e práticos, ministrados pela professora Vivian Fischer (Ufrgs), que vai abordar os nutrientes do leites e as diferenças de cada dieta para os animais, e o professor brasileiro Phil Cardoso, que atua na University Of Illinois, nos Estados Unidos (EUA), que será responsável pela parte prática. Na ocasião, o Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat) estará promovendo dois milk-breaks com queijos e bebidas lácteas que serão oferecidos pela manhã e à tarde.

Segundo Vivian, o workshop pretende reforçar a importância de oferecer aos animais uma dieta que seja eficiente e dê retorno financeiro. Além disso, os participantes aprenderão a usar os programas Spartan e NRC, específicos para as funções pecuárias. "Cada aluno terá o seu computador para formular a sua própria dieta. É muito importante que os técnicos saibam usar a ferramenta correta", diz, destacando que 50% dos custos de uma propriedade leiteira são destinados à alimentação. 

Serão 25 vagas para o workshop. O valor da inscrição até 11 de agosto é R$ 300 e após R$400. As inscrições serão feitas pelo site: www.workshopnuplac.com. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Grãos devem alcançar 288,2 milhões de toneladas no Brasil em 10 anos

A produção brasileira de grãos deverá chegar a 288,2 milhões de toneladas nos próximos 10 anos, um acréscimo de 51 milhões de toneladas em relação à atual safra (2016/2017), de 237,2 milhões, o que representa um incremento de 21,5%. Milho e soja continuarão puxando a expansão dos grãos até 2026/2027. A previsão de crescimento da área plantada de todas as lavouras (grãos e culturas permanentes) é de 13,5%, saindo de 74 milhões de hectares para 84 milhões de hectares. Já área de grãos deve aumentar 17,3% neste período. As estimativas fazem parte do estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Mapa). A pesquisa envolve 29 produtos, como grãos, carnes (bovina, suína e aves), leite, frutas, fumo, celulose, papel e outros. De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Garcia Gasques, o crescimento da produção agrícola no Brasil continuará sendo impulsionado pela produtividade no campo, pelo aumento do consumo do mercado interno e pela expansão das exportações. O crescimento com base na produtividade deverá ocorrer nas novas regiões agrícolas do Brasil, no Norte e no Centro-Nordeste. 

O estudo, segundo Gasques, aponta que os investimentos em infraestrutura e logística nessas regiões têm dado segurança para o novo cenário agropecuário. Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser algodão em pluma, milho, carne suína, carne de frango, soja grão. Entre as frutas, os destaques são manga, uva e melão. A expansão de 13,5% na área plantada de lavouras no País está concentrada em soja (9,3 milhões de hectares), cana-de-açúcar ( 1,9 milhão) e milho ( 1,3 milhão). Entretanto, segundo Gasques, algumas lavouras, como café, arroz e feijão, devem perder área, mas a redução será compensada por ganhos de produtividade. Ainda conforme a publicação, a expansão de área de soja e cana-de-açúcar deverá ocorrer pela incorporação de áreas novas, de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder espaço. 

A produção de carnes (bovina, suína e aves), entre 2016/2017 e 2026/2027, deverá aumentar em 7,5 milhões de toneladas, com acréscimo de 28% em relação à produção de carnes de 2016/2017. As carnes de frango (33,4%) e suína (28,6%) devem apresentar maior crescimento nos próximos anos. A produção de carne bovina deve aumentar 20,5% entre o ano base e o nal das projeções. Em 2026/2027, 40% da produção de soja serão destinados ao mercado interno. A produção de milho ( 55,5%) e de café ( 45%) também deve ser consumida internamente. "Haverá, assim, dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, devida ao crescimento do mercado interno e das exportações do País", observa Gasques. (Jornal do Comércio)

No radar

É esperada para os próximos dias a regulamentação da lei nº 15.007, sancionada pelo governador do Estado, que reduz o valor das multas aplicadas a produtores rurais em razão de questões sanitárias até 30 de junho deste ano. (Zero Hora)

Mais graúda

Com avanço da produtividade, aumento no consumo do mercado interno e expansão das exportações como adubo, a produção brasileira de grãos deve crescer 51 milhões de toneladas nos próximos 10 anos. É o que mostra estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década, divulgado pelo Ministério da Agricultura e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O levantamento envolve um total de 29 produtos como grãos, carnes (bovina, suína e aves), leite, frutas, fumo, celulose e papel.

Milho e soja continuarão sendo os grandes destaques. Em área cultivada, por exemplo, a oleaginosa deverá acrescentar mais 9,3 milhões de hectares no período. Esse avanço se dará sobre áreas novas, pastagens naturais e outras culturas.

O Brasil promete ultrapassar os Estados Unidos, se tornando o maior produtor mundial de soja na próxima década, segundo outro relatório, o da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A colheita deve crescer 2,6% ao ano, acima do 1% no território americano. (Zero Hora)

R$ 2 MILHÕES
É o valor do convênio firmado com cooperativas da agricultura familiar do RS para entrega de arroz, feijão, leite e carne suína, pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Os produtos abastecerão 17 unidades prisionais de Charqueadas, Osório, Montenegro e Porto Alegre. (Zero Hora)

 

Com o intuito de estreitar as relações da pecuária com a tecnologia, o Núcleo de Pesquisa em Pecuária Leiteira e Comportamento Animal (Nuplac) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) está organizando o 1º Workshop Nuplac - Formulação de Dietas para Bovinos de Leite. O evento ocorrerá no dia 8 de setembro, na Faculdade de Agronomia da Ufrgs, das 8h às 17h30min. A programação está dividida em módulos teóricos e práticos, ministrados pela professora Vivian Fischer (Ufrgs), que vai abordar os nutrientes do leite e as diferenças de cada dieta para os animais, e o professor brasileiro Felipe Cardoso, que atua na University Of Illinois, nos Estados Unidos (EUA), e que será responsável pela parte prática. Na ocasião, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) estará promovendo dois milk-breaks com queijos e bebidas lácteas que serão oferecidos pela manhã e à tarde.

Segundo Vivian, o workshop pretende reforçar a importância de oferecer aos animais uma dieta que seja eficiente e dê retorno financeiro. Além disso, os participantes aprenderão a usar os programas Spartan e NRC, específicos para as funções pecuárias. "Cada aluno terá o seu computador para formular a sua própria dieta. É muito importante que os técnicos saibam usar a ferramenta correta", diz, destacando que 50% dos custos de uma propriedade leiteira são destinados à alimentação.

Serão 25 vagas para o workshop. O valor da inscrição até 11 de agosto é de R$ 300 e após R$ 400. As inscrições serão feitas pelo site: www.workshopnuplac.com.

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) protocolou nesta sexta-feira (21/7) pedido de compras governamentais, de forma emergencial, de 20 mil toneladas de leite em pó ao governo federal. O pleito foi oficializado com o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha, no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS). A expectativa é de que a medida retire a pressão do mercado no período de safra e evite a queda do preço do leite. As compras solicitadas representam em torno de R$ 300 milhões aos cofres públicos.

Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o pedido é uma alternativa emergencial, já que está entrando grande quantidade de leite importado com preços mais competitivos. “Nesse momento em que estamos com a safra no pico da produção de leite, se faz necessária essa ação para compras governamentais para que o preço não continue caindo. Tratamos de leite em pó porque é o produto que mais entra de fora via Mercosul”, explicou. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, também participou da cerimônia no Palácio. O pedido foi feito em conjunto com entidades do setor, entre elas Fetag, Famurs, IGL e Secretaria da Agricultura.

Rocha afirmou que o governo está priorizando as compras governamentais, mas que precisa aguardar a queda do preço do leite para efetivar a aquisição. “Para que a gente possa chegar nas 20 mil toneladas, precisamos que o preço baixe do mínimo", explica Rocha, lembrando que o preço mínimo é estabelecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Se baixar, estaremos entrando no mercado, porque é nossa obrigação fazer esse estoque regulador”, disse o secretário.

Recursos para a agricultura familiar

Na manhã desta sexta-feira, o MDS anunciou a liberação de quase R$ 20 milhões em investimentos, que serão destinados ao fortalecimento da agricultura familiar em 19 municípios gaúchos, além de prever recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Fomento e Programa Cisterna, que garante acesso à água de qualidade para escolas rurais.

Foto: Jézica Bruno