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Porto Alegre, 21 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.546

 

Setor lácteo formaliza pedido para compras governamentais de 20 mil toneladas de leite em pó

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) protocolou nesta sexta-feira (21/7) pedido de compras governamentais, de forma emergencial, de 20 mil toneladas de leite em pó ao governo federal. O pleito foi oficializado com o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha, no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS). A expectativa é de que a medida retire a pressão do mercado no período de safra e evite a queda do preço do leite. As compras solicitadas representam em torno de R$ 300 milhões aos cofres públicos.

Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o pedido é uma alternativa emergencial, já que está entrando grande quantidade de leite importado com preços mais competitivos. "Nesse momento em que estamos com a safra no pico da produção de leite, se faz necessária essa ação para compras governamentais para que o preço não continue caindo. Tratamos de leite em pó porque é o produto que mais entra de fora via Mercosul", explicou. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, também participou da cerimônia no Palácio. O pedido foi feito em conjunto com entidades do setor, entre elas Fetag, Famurs, IGL e Secretaria da Agricultura.

Rocha afirmou que o governo está priorizando as compras governamentais, mas que precisa aguardar a queda do preço do leite para efetivar a aquisição. "Para que a gente possa chegar nas 20 mil toneladas, precisamos que o preço baixe do mínimo", explica Rocha, lembrando que o preço mínimo é estabelecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "Se baixar, estaremos entrando no mercado, porque é nossa obrigação fazer esse estoque regulador", disse o secretário. 

Recursos para a agricultura familiar 
Na manhã desta sexta-feira, o MDS anunciou a liberação de quase R$ 20 milhões em investimentos, que serão destinados ao fortalecimento da agricultura familiar em 19 municípios gaúchos, além de prever recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Fomento e Programa Cisterna, que garante acesso à água de qualidade para escolas rurais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Foto: Jézica Bruno

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 20 de Julho de 2017 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Junho de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Julho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)

 

Lobby do setor de lácteos dos EUA aumenta a pressão sobre o Canadá

O lobby da indústria de lácteos dos Estados Unidos está aumentando a pressão sobre o Canadá à medida que as negociações para renegociar o NAFTA se aproximam, demandando concessões que o governo canadense parece não querer conceder. O resultado pode ser uma briga que envolve esforços para modernizar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, segundo o qual o Canadá envia a maior parte de suas exportações para os Estados Unidos. O México é o terceiro membro do acordo.

Os produtores dos EUA vêm criticando o controle da oferta, os termos do sistema de tarifas e cotas do Canadá para manter os preços domésticos altos e as importações baixas. Um acordo de 2016 permitiu que os produtores canadenses vendessem proteínas do leite - que são usadas para fazer queijo e iogurte - para processadores domésticos com desconto, diminuindo o fluxo das importações americanas. Esse fato aumento o descontentamento do setor americano.

Jaime Castaneda, vice-presidente sênior do Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC), disse que o influente grupo de lobby buscará novos desafios através da Organização Mundial do Comércio, a menos que o Canadá interrompa a venda de proteínas. "Se não pudermos resolver isso por meio de negociações, acredito que meus membros serão muito claros para que tudo esteja na mesa", disse ele em uma entrevista por telefone.

Um painel da OMC decidiu em 2002 que o Canadá violou suas obrigações comerciais através de subsídios ilegais à sua indústria de lácteos. Os Estados Unidos e o Canadá chegaram a um acordo em 2003. Castaneda disse que os desafios contra as vendas de proteínas podem eventualmente resultar em decisões que obrigam o Canadá a abandonar o controle da oferta.

Em junho, o secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, disse que preferiria resolver as irritações do setor de lácteos antes que as negociações do NAFTA começassem e disse que o controle da oferta estava bem desde que não prejudicasse a indústria dos EUA. Mas em 14 de julho ele pareceu endurecer sua posição, dizendo que, através de uma porta-voz, sentiu que "todas as opções deveriam estar na mesa" nas negociações do NAFTA e que a indústria de lácteos continuava sendo uma preocupação. Washington divulgou as suas metas para negociar o NAFTA na segunda-feira, dizendo que procurou eliminar barreiras não-tarifárias às exportações agrícolas dos EUA.

O Canadá, no entanto, sente que a linguagem está mais dirigida para o México, que gera um grande superávit comercial com os Estados Unidos, disse uma fonte familiar com o pensamento do governo canadense. O comércio de bens e serviços do Canadá com os Estados Unidos é mais ou menos equilibrado. Embora os produtos lácteos tenham sido originalmente excluídos do acordo original de 1994, os Estados Unidos podem pressionar para que eles façam parte das negociações sobre um novo acordo.

Apesar disso, o governo do primeiro-ministro Justin Trudeau tem pouco interesse em comprometer-se. "Somos totalmente compatíveis com o comércio e o comércio de produtos lácteos favorece massivamente os Estados Unidos", disse uma fonte do governo canadense. O setor de lácteos do Canadá inclui C$ 6 bilhões (US$ 4,75 bilhões) em vendas anuais de leite pelos produtores. Com medo da força do lobby da indústria doméstica, os políticos canadenses tratam os produtos lácteos como algo sagrado.

Em maio, os produtores de leite ajudaram a garantir a derrota de um candidato líder do partido conservador que defendeu a eliminação da gestão da oferta. "Os produtores de leite são uma força a ser considerada. Penso que (os políticos) farão bem em ouvir nossas preocupações", disse o produtor de leite de Manitoba, David Wiens, executivo da influente Dairy Farmers of Canada.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em abril que defenderia os produtores nacionais de produtos lácteos contra o que ele chamou de práticas injustas do Canadá. O lado americano também quer que o Canadá comece a reduzir as tarifas para permitir mais importações. Como parte das negociações sobre um tratado comercial do Pacífico incluindo 12 países proposto em 2015, o Canadá concordou em abrir 3,25% anualmente de seu fornecimento de lácteos. Esse tratado ainda estava nascendo e os produtores canadenses deixaram de falar de concessões. 

Em 20/07/17 - 1 Dólar Canadense = US$ 0,79260
1,26150 Dólar Canadense = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) (As informações são da Reuters, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Perspectiva positiva pode estimular investimentos no setor agropecuário da Nova Zelândia

A indústria agrícola da Nova Zelândia, incluindo seu principal setor, o setor leiteiro, enfrenta uma "perspectiva positiva", que deverá impulsionar o investimento, disseram agentes, revelando um aumento ainda maior nos valores das fazendas leiteiras. O Real Estate Institute of New Zealand (Reinz), afirmou que, embora o volume das vendas domésticas tenha diminuído, a tendência esteve de acordo com os ciclos sazonais históricos, "à medida que os produtores rurais se concentraram nas atividades de inverno e na temporada seguinte". De fato, "a moral em todo o setor rural está sendo estimulada pelas perspectivas positivas para produtos lácteos, carne bovina, de cordeiro, de cerdos e horticultura", disse Brian Peacocke, porta-voz rural do instituto.

Esse sentimento "provavelmente incentivará a continuação dos investimentos" nesses setores, incluindo o setor de lácteos, que, como setor, viu o maior volume de vendas de junho desde 2014, antes da queda dos preços. Na verdade, o mercado de fazendas leiteiras viu um "aumento tardio da atividade em Canterbury", uma região de produção importante na Ilha do Sul. Os preços das fazendas leiteiras na Nova Zelândia, o principal país exportador de leite, ampliaram sua recuperação com relação à baixa ocorrida no outono, ficando em um índice de 1.881 no mês passado, um aumento de 17,7% com relação ao ano anterior. No entanto, eles permanecem 13% abaixo de uma alta ocorrida em setembro do ano passado. O preço médio por hectare em todas as fazendas vendidas nos três meses até junho de 2017 foi de US$ 25.993 por hectare. (As informações são do Agrimoney, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 

Rebanho leiteiro da China deve recuar 6% neste ano, prevê USDA
O rebanho leiteiro da China deve recuar 6% em 2017 ante o ano anterior, afirma o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório. A perspectiva é que passe de 8 milhões de cabeças para 7,5 milhões de cabeças. Apesar disso, a produtividade deve subir no país, diante do melhoramento genético, ponderou o órgão. O USDA acrescentou que espera uma produção de leite no país em torno de 35,5 milhões de toneladas em 2017, queda de 1% ante 2016. "Os preços do leite devem aumentar neste ano juntamente com o menor custo da ração. A silagem de milho deve favorecer a maior produção de leite", disse a agência. (As informações são do Dow Jones Newswires, publicadas no jornal O Estado de São Paulo)

 

 

Porto Alegre, 20 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.545

 

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 18 de Julho de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Julho de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Junho 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas /ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Julho de 2017 é de R$ 2,3700/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

 

Brasil cria barreira de proteção sanitária na fronteira com a Venezuela

O trânsito de veículos e pessoas que circulam com produtos de origem animal in natura no município roraimense de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, está sob rigorosa fiscalização por causa de focos de febre aftosa detectados na Colômbia.

Segundo a chefe do Setor de Fiscalização Agropecuária da Superintendência Federal de Agricultura de Roraima (SFA/RR), Terezinha Brandão, a barreira de proteção é formada por três equipes permanentes: uma na entrada de Pacaraima, a segunda em regime de vinte e quatro horas na saída do município e a terceira em possíveis passagens clandestinas localizadas ao longo da fronteira seca do estado com o país vizinho.

Na primeira semana de atuação, diz Terezinha Brandão, foram aprendidos mais de 40 kg de produtos, entre carnes, queijos e embutidos. O trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem o apoio da Agência de Defesa Agropecuária (Aderr) do estado. A ação é por tempo indeterminado, assinala a chefe de Fiscalização Agropecuária da SFA/RR. O Mapa está monitorando, por meio de boletins, a evolução das medidas adotadas pela Colômbia para conter a proliferação do vírus.

O reforço na fiscalização se impõe porque a Venezuela tem extensa fronteira com a Colômbia. A medida objetiva garantir não só a sanidade do gado de Roraima, mas também a do restante do país. O estado tem cerca de 800 mil cabeças de gado e foi declarado como livre de aftosa pelo Mapa em abril deste ano. O Brasil é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de aftosa com vacinação e tem o maior rebanho comercial do mundo, com 217,5 milhões de cabeças. (As informações são do Mapa)

Brasil facilita entrada de produtos agropecuários da UE; leite e produtos lácteos são beneficiados

O Brasil concedeu autorizações sanitárias para a União Europeia (UE) que vão facilitar a entrada de uma série de produtos de origem animal do bloco no mercado brasileiro, como Bruxelas vinha exigindo em meio às discussões sobre problemas com a carne brasileira. "Atendemos a uma série de pedidos da UE na área fitossanitária. Para eles, o impacto será importante"', afirmou o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Pedro Miguel da Costa e Silva, que trabalha em Genebra.

Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos beneficiados são carne e produtos cárneos de aves, bovinos e suínos, envoltórios naturais de bovinos e suínos, gelatina e colágeno, leite e produtos lácteos e mel e produtos apícolas e ovos. Conforme o diplomata, as autorizações não têm relação com as discussões acerca das inspeções envolvendo carne brasileira, que até agora não satisfizeram Bruxelas.

Pedro Miguel da Costa e Silva disse que a agenda SPS, que inclui medidas sanitárias e fitossanitárias, é permanente entre Brasil e UE, e que questões específicas fazem parte do dia a dia dessas discussões. E que é em decorrência de inspeções, convergências regulatórias e análises técnicas que os produtos são liberados nos respectivos mercados.

Porém, ao retornar de uma viagem ao Brasil logo depois de deflagrada a Operação Carne Fraca, em março, o comissário de Saúde e Segurança de Alimentos da UE, Vytenis Andriukaitis, não escondeu que Bruxelas estava usando o problema para tentar arrancar rapidamente do Brasil melhor acesso para suas exportações agroalimentares.

Na ocasião, ele contou que aproveitou a viagem ao Brasil "para destacar a forte insatisfação dos Estados-membros" com as dificuldades no acesso de produtos europeus do setor no país. E disse que elas contrastava "com a abordagem transparente e construtiva [da UE] em relação ao Brasil", inclusive naquela situação. 

Em Genebra, no exame da política comercial brasileira, a UE fez perguntas sobre inspeção, reconhecimento de produtos e outros aspectos técnicos. Foi o que levou a delegação brasileira a destacar que, na semana passada, uma série de autorizações para atender à demanda europeia havia sido enviada. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Languiru recebe distinção pela atuação no mercado internacional

A Cooperativa Languiru foi reconhecida como Destaque Mercadológico no 45º Prêmio Exportação do Rio Grande do Sul. O presidente Dirceu Bayer, acompanhado do vice-presidente Renato Kreimeier, do diretor administrativo Euclides Andrade, do gerente industrial Fabiano Leonhardt e do jornalista Leandro Augusto Hamester, participaram da solenidade de premiação realizada na noite de 13 de julho no Teatro Bourbon Country, em Porto Alegre. Considerado o principal reconhecimento na área de comércio exterior no Rio Grande do Sul, o Prêmio Exportação RS é uma promoção da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS). A distinção busca valorizar empresas gaúchas ou com sede no Estado que obtiveram os melhores resultados no comércio internacional, colaborando para a economia do Rio Grande do Sul com o desenvolvimento de estratégias inovadoras para expor e comercializar seus produtos no mercado externo. O 45º Prêmio Exportação RS teve 43 empresas de diferentes setores agraciadas, valorizando os melhores resultados mercadológicos e estratégias inovadoras no âmbito global. A premiação é baseada no desempenho quantitativo e qualitativo das exportações, avaliados por Conselho formado por lideranças de instituições relacionadas ao cenário exportador gaúcho: ADVB/RS, Agenda 2020, Apex-Brasil, Badesul, Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Banco do Brasil, Governo Federal, BRDE, Banrisul, Governo do Estado, Farsul, Fecomércio-RS, Federasul, Fundação de Economia e Estatística, Fiergs, Movimento Brasil Competitivo, PGQP, Porto do Rio Grande, Secretaria dos Transportes do Rio Grande do Sul, PwC e UFRGS.

As empresas agraciadas, provenientes de diferentes regiões do Estado, foram reconhecidas em 21 categorias. Além disso, a edição deste ano do Prêmio também reconheceu a personalidade Revelação em Comércio Internacional, entregue ao diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, e Personalidade Competitiva Internacional 2017, concedida ao presidente da Cotrijal, Nei Mânica. A cerimônia de premiação reuniu mais de 500 convidados, em especial lideranças empresariais e políticas do Estado, formadores de opinião e imprensa. 

Destaque Mercadológico
A Cooperativa Languiru foi laureada com a distinção Destaque Mercadológico, balizando a aplicação de avançadas técnicas de marketing no mercado internacional. O reconhecimento notabiliza o trabalho da cooperativa, da prospecção ao pós-venda, com a estratégia de fidelização de clientes em diferentes mercados consumidores, atendendo altas exigências quanto ao padrão de qualidade dos produtos, e sua participação nas maiores feiras de alimentos no mundo. Na mesma categoria também foram homenageadas as empresas Leeboy Brazil, de Porto Alegre, e Schio, de Vacaria. O presidente Dirceu Bayer recebeu o troféu das mãos do presidente da Fecoagro, Paulo Pires. "O agronegócio mais uma vez mostra a sua força para o desenvolvimento econômico do país, e precisa ser valorizado por isso. Precisamos seguir em frente, procurando um lugar ao sol diante do cenário de perda de confiança na economia e na política brasileira. É essencial valorizarmos bons exemplos, como os que foram reconhecidos no Prêmio Exportação RS. Momentos como esse são muito importantes e nos motivam a seguir em frente", agradeceu Bayer. Consolidada como a segunda maior cooperativa de produção do Estado (Ranking da Revista Amanhã 2016), o presidente enalteceu a qualidade dos produtos Languiru e o empenho de associados e colaboradores. "O segredo da nossa qualidade está na atuação próxima aos associados, a grande maioria com pequenas propriedades. Também somos caracterizados pela diversidade de negócios da cooperativa e o excelente trabalho de assistência técnica ao produtor. Em momentos de crise, essa diversificação contribui significativamente para o desempenho positivo da Languiru ao longo dos últimos anos. Com este mix de alternativas, conseguimos nos posicionar de maneira diferenciada no mercado. Com o trabalho de gestão, aliado à dedicação de associados e colaboradores, a Languiru vive um excelente momento", avaliou. Considerando a presença da Languiru no mercado externo, Bayer reiterou o incremento nos volumes comercializados. "Estamos muito animados com o acréscimo registrado nas exportações de produtos de aves e suínos, com o advento dos investimentos realizados no nosso novo Frigorífico de Suínos e alicerçado na nossa tradição e qualidade empregada no Frigorífico de Aves. Passamos a atender novos e importantes mercados e hoje os produtos Languiru estão presentes em mais de 40 países. Consolidamos o projeto da cooperativa, cujo desempenho reflete no faturamento que superou R$ 1,2 bilhão no último exercício, com perspectiva de crescimento para 2017." Apesar do cenário de incertezas, Bayer se disse otimista. "Vivemos um momento diferenciado e importante, com redução dos custos de produção, especialmente de insumos como o milho e o farelo de soja, o que nos permite resultados promissores tanto na avicultura como na suinocultura, refletindo no excelente desempenho econômico e financeiro da Languiru, especialmente neste primeiro semestre de 2017", concluiu.

Agenda positiva
O vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier, também se disse contente com o reconhecimento e valorizou a importância da distinção como Destaque Mercadológico. "Esse é o 'Oscar da exportação', o Rio Grande do Sul e o Brasil precisam marcar território também no mercado global. É muito importante divulgar esses cases de sucesso, as boas notícias, num momento conturbado no cenário político e econômico. É uma honra podermos, mais uma vez, integrar este seleto grupo de empresas exportadoras bem-sucedidas. É um momento comemorado por toda 'Família Languiru'", frisou. Da mesma forma, também enalteceu os recentes investimentos realizados pela cooperativa no seu parque industrial, bem como as melhorias implementadas pelos associados nas suas propriedades. "Tanto a Languiru quanto o nosso produtor realizaram uma série de investimentos em infraestrutura e tecnologia. Hoje, a cooperativa está preparada para atender aos mercados mais exigentes do mundo globalizado."

Kreimeier lembrou a história da Languiru no mercado internacional, com a exportação de cortes de frango há mais de 20 anos e o início das exportações de produtos suínos. "A Languiru vive um bom momento, graças à eficiência e trabalho dos associados e medidas de gestão e reestruturação adotadas pela cooperativa a partir de 2015. Hoje, produzimos mais de 735 mil quilos de alimentos diariamente, além de 1,4 milhão de quilos de alimentos para nutrição animal. Estamos entre as maiores cooperativas de produção do Rio Grande do Sul, com previsão de faturamento de R$ 1,3 bilhão em 2017, bons números que também se refletem nas propriedades dos nossos associados, além da oferta de produtos de qualidade e com valor agregado ao mercado nacional e internacional", finalizou o vice-presidente. (Assessoria de Imprensa Languiru) 

A qualidade dos produtos lácteos chineses continua melhorando, mostra relatório
Qualidade/China - Cerca de 99,8% do leite fresco e 99,5% das amostras de produtos lácteos testados no último ano atingiram os padrões estabelecidos, de acordo com o relatório sobre qualidade dos lácteos publicado nesta quarta-feira. A qualidade dos produtos lácteos domésticos continuou a melhorar em 2017, de acordo com o relatório conjunto realizado pela Associação Láctea da China (DAC) e o Ministério da Agricultura (MOA). A indústria de laticínios do país se recuperou do escândalo de 2008, quando a fórmula infantil produzida pelo Grupo Sanlu, então maior empresa de laticínios, apresentou contaminação por melamina, matando seis bebês e internando outros milhares com sérios problemas. Verificações periódicas do ano passado não detectaram aditivos ilegais, como a melamina, diz o relatório. Cerca de 98,7% das fórmulas infantis testas atenderam os padrões recomendados, um percentual muito acima de outros alimentos produzidos no mercado interno. Os indicadores de padrões de qualidade e segurança encontrados são compatíveis com os dos países desenvolvidos, disse Wang Jiaqi do MOA, em uma coletiva de imprensa, na ocasião do lançamento do relatório. A qualidade do leite e dos produtos lácteos melhorou, uma vez que a China tomou medidas severas nos últimos anos, incluindo melhorando os regulamentos e os padrões para a indústria, e reforço na fiscalização, disse Liu Yaqing, diretor do DAC. A China produziu 37,12 milhões de toneladas de leite e 29,93 milhões de toneladas de produtos lácteos no ano passado, ocupando o terceiro lugar, depois dos Estados Unidos e da Índia, segundo o relatório. (The Dairy Site - Tradução Livre: Terra Viva)

 

O setor produtivo debateu, na tarde desta quarta-feira (19/7), na Famurs, o projeto de lei (PL) 125, que prevê a modernização do sistema estadual de fiscalização. A proposta, que sugere a habilitação de médicos veterinários para prestarem serviço de inspeção nas indústrias de proteína animal, tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa.

Atualmente, segundo o consultor da Foco Rural, Fernando Schwanke, há 22 pedidos de ampliação e dez para novos empreendimentos aguardando liberação devido à falta de profissionais. "Hoje, o Estado se dá ao luxo de negar novos projetos devido à falta de servidores para realizar inspeção", comentou Schwanke.

Segundo o secretário da Agricultura, Ernani Polo, a proposta também prevê o nivelamento interno dos servidores por meio de qualificação e a melhoria dos processos nas empresas e indústrias por meio do Senai Alimentos. "A fiscalização seguirá sendo atribuição dos fiscais estaduais", afirma Polo.

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) é favorável ao projeto. "Este modelo já existe em países que concorrem com o Brasil. O mundo todo avança no sentido de modernizar a inspeção", avalia o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Formato semelhante ao sugerido pelo PL já é adotado em países da Europa e até no Brasil, em estados como o Paraná.

Farsul, Fetag e Fundesa também são favoráveis à proposta. A Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), que representa os servidores, é contrária ao projeto.

Foto: Bruna Karpinski

 

 

Porto Alegre, 19 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.544

 

Indústrias apoiam projeto de mudança na fiscalização do RS 

O setor produtivo debateu, na tarde desta quarta-feira (19/7), na Famurs, o projeto de lei (PL) 125, que prevê a modernização do sistema estadual de fiscalização. A proposta, que sugere a habilitação de médicos veterinários para prestarem serviço de inspeção nas indústrias de proteína animal, tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa.

Atualmente, segundo o consultor da Foco Rural, Fernando Schwanke, há 22 pedidos de ampliação e dez para novos empreendimentos aguardando liberação devido à falta de profissionais. "Hoje, o Estado se dá ao luxo de negar novos projetos devido à falta de servidores para realizar inspeção", comentou Schwanke. 

Segundo o secretário da Agricultura, Ernani Polo, a proposta também prevê o nivelamento interno dos servidores por meio de qualificação e a melhoria dos processos nas empresas e indústrias por meio do Senai Alimentos. "A fiscalização seguirá sendo atribuição dos fiscais estaduais", afirma Polo.

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) é favorável ao projeto. "Este modelo já existe em países que concorrem com o Brasil. O mundo todo  avança no sentido de modernizar a inspeção", avalia o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Formato semelhante ao sugerido pelo PL já é adotado em países da Europa e até no Brasil, em estados como o Paraná.

Farsul, Fetag e Fundesa também são favoráveis à proposta. A Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), que representa os servidores, é contrária ao projeto. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Bruna Karpinski

Fiscal brasileiro presidirá Codex

O Brasil conquistou ontem a presidência da Comissão do Codex Alimentarius, órgão que define padrões para proteger a saúde dos consumidores e práticas leais no comércio agrícola, que movimento cerca de US$ 1,7 trilhão por ano. Guilherme Costa, fiscal do Ministério da Agricultura, venceu a disputa com um representante do Mali (Marmadu Sakufoi) ao conquistar 84 votos de um total de 149, mesmo em uma campanha que coincidiu com o impacto da Operação Carne Fraca - que investiga casos de corrupção envolvendo fiscais agropecuários e frigoríficos - e com a denúncia de que a JBS pagava um "mensalinho" a cerca de 200 fiscais.

Com a eleição de Costa, o Itamaraty destacou, em nota, que o Brasil passa a ocupar três dos mais importantes cargos de direção na arquitetura econômico-comercial global (OMC, FAO e Codex), "com impactos relevantes para o comércio brasileiro de produtos agrícolas". É a primeira vez que um brasileiro comandará o Codex Alimentarius. Segundo Costa, o órgão passará a atuar da maneira "mais focada possível na disseminação e aplicação prática de suas normas para toda a cadeia produtiva e consumidores". Para a embaixadora brasileira junto a agências da ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, "eleger um brasileiro à frente do Codex, num momento em que o protecionismo ameaça cada vez mais, é de grande importância para o Brasil".

Os 42 países africanos no Codex ficaram divididos, o que facilitou a vitória do brasileiro. Segundo fontes, isso ocorreu em razão do papel do Brasil na recente eleição do etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus para a diretoria-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Codex foi estabelecido em 1963 pela FAO, agência da ONU para agricultura e alimentação, e pela OMS. No Codex, os 188 países-membros negociam recomendações com base em fundamentos científicos, relacionados a inocuidade e qualidade dos alimentos, higiene, limite máximo para aditivos alimentares, resíduos e medicamentos veterinários, limites máximos e códigos para prevenção de contaminação química e microbiológica. As decisões do Codex são referência no Mecanismo de Solução de Controvérsias da OMC. (Valor Econômico)

Receita altera normas de restituição

A Receita Federal atualizou sua regulamentação sobre restituição, compensação, ressarcimento e reembolso de créditos tributários. As novas regras foram publicadas por meio da Instrução Normativa nº 1.717, no Diário Oficial da União de ontem. Advogados afirmam que algumas disposições podem trazer riscos às empresas. A IN, que revoga a Instrução Normativa 1.300/2012, estabelece expressamente que créditos de contribuição previdenciária em discussão judicial só valerão após decisão final contra a qual não caiba recurso. Além disso, para utilizá-los, o procedimento é específico, diferente dos demais tributos. Os créditos deverão ser informados à Receita mediante formulário em anexo da instrução normativa. O tributarista Felipe Dalla Torre, do escritório Peixoto & Cury Advogados, acredita que a exigência se deve ao fato de diversos contribuintes realizarem essas compensações diretamente pela Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP), antes do trânsito em julgado. "Fazem isso, por exemplo, com base na decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em recurso repetitivo, pela não inclusão do aviso prévio indenizado no cálculo das contribuições", diz o advogado. Já o artigo 87 da IN veda a compensação, pelo sujeito passivo, das contribuições destinadas a outras entidades ou fundos. Um exemplo dessas contribuições são aquelas pagas às entidades do sistema "S". Para Torre, a proibição é questionável no Judiciário. "Várias decisões judiciais, inclusive do STJ, permitem a compensação de contribuições destinadas a terceiros. E existe até nota da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) dispensando o órgão de recorrer nesses casos." 

Outro dispositivo criticado é o que estabelece que as regras da IN sobre créditos de PIS e Cofins aplicam-se somente quando a legislação autorizar a apuração de créditos do regime de incidência não cumulativa das contribuições. Para o tributarista Diego Miguita, do VBSO Advogados, com base nisso, o Fisco pode alegar que uma interpretação mais ampla do conceito de insumo - como tem sido decidido pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) - estaria em desacordo com a legislação. Dessa forma, não caberia ressarcimento ou compensação. Miguita também chama a atenção para o artigo 76, inciso VII da IN. Segundo o dispositivo, a compensação é vedada e será considerada não declarada quando tiver por objeto crédito não passível de restituição ou ressarcimento. "A consequência disso pode ser a aplicação da multa de ofício isolada de 75% sobre o valor total do débito cuja compensação for considerada não declarada. Além da impossibilidade de manifestação de inconformidade e discussão pelo rito do processo administrativo fiscal", diz o advogado. Sobre a compensação de ofício - realizada automaticamente pela Receita quando o contribuinte tem créditos e débitos ao mesmo tempo -, o contribuinte continua a não poder escolher os débitos a ser compensados. No caso de crédito reconhecido por meio de ação judicial, a nova norma também mantém a exigência de que primeiro seja feita a habilitação do crédito, mas só depois da homologação o crédito poderia ser usado. (Valor Econômico)

Começa disparada de fretes dos grãos

Os preços para transportar grãos pelo Brasil tendem a atingir, entre julho e setembro, patamares recorde para o período, próximos dos praticados em janeiro e fevereiro, na colheita de verão. Isso em decorrência da colheita recorde da segunda safra de milho, que terá de ser levada tanto para armazéns espalhados pelo país quanto para os portos. Segundo levantamento do grupo de pesquisa e extensão em logística da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (EsalqLog), em agosto o aumento em relação ao mesmo mês do ano passado na rota de referência entre Sorriso e Rondonópolis, em Mato Grosso, poderá superar 35%. Entre Jataí, em Goiás, e o porto de Santos, no litoral de São Paulo, a alta tende a atingir quase 14%, e dentro do Paraná - entre Toledo e o porto de Paranaguá -, é esperado um incremento de 74,2%.

"Esta supersafra de milho precisa sair dos campos e ir para os armazéns das cooperativas e indústrias. Mas a maior demanda será para transporte aos portos, para exportação. Não importa o preço do milho, o cereal terá que sair do país porque aqui não há demanda interna suficiente", diz Samuel da Silva Neto, pesquisador da EsalqLog. A Conab estima que a safrinha do ciclo 2016/17 somará 65,63 milhões de toneladas, 61% mais que em 2015/16, quando a produção foi afetada por problemas climáticos. Já as exportações do grão colhido na primeira e na segunda safra deverá somar 28 milhões de toneladas, com crescimento de 48,1%. A necessidade de destinar boa parte da safrinha de milho para fora do país é acentuada pelo fato de os produtores ainda não terem comercializado toda a safra de soja colhida em 2016/17, devido à queda nos preços. A estimativa é que 70% da produção da oleaginosa tenha sido vendida, ante 83% no mesmo período de 2015/16, conforme a consultoria AgRural. Portanto, parte dos armazéns de cooperativas e grandes produtores ainda está ocupada com soja. "Vai ser preciso tirar o milho do Brasil até janeiro, quando começa a colheita de soja de 2017/18", diz Silva Neto. O economista lembra que o atraso na comercialização de soja foi o grande responsável pela queda dos preços do frete entre março e abril. Por isso, a comparação dos atuais valores com os praticados naqueles meses também aponta para altas (ver gráficos). 

Entre Sorriso e Rondonópolis, o aumento supera 20%. E os preços do transporte também deverão continuar mais elevados que no ano passado entre setembro e novembro, devido à concorrência com o transporte de açúcar. Resumindo, faltará caminhões. Segundo Silva Neto, os valores cobrados pelos transportadores só não serão mais altos porque a entrega de fertilizantes e defensivos deverá coincidir com o escoamento da safra, permitindo o frete de retorno, que reduz custos. Diferentemente do que ocorreu em 2016, a expectativa é que a importação de fertilizantes aconteça mais perto do início do plantio da soja da safra 2017/18, em setembro. Em entrevista ao Valor em maio, Marcelo Mello, consultor especializado em fertilizantes da INTL FCStone, afirmou que o comportamento de compra de adubos estava atípico neste ano, também por causa da queda dos preços dos grãos. Até aquele momento, o câmbio não era dos mais favoráveis - depois da delação dos executivos da JBS, a desvalorização do real favoreceu as exportações. No começo de abril passado, eram necessárias quase 19 sacas de soja para comprar 1 tonelada de fertilizante - MAP, matéria-prima derivada do fosfato - em Paranaguá, sendo que em fevereiro eram 15 sacas, patamar que poderá voltar a ser alcançado no fim do ano. Também do ponto de vista dos transportadores, a tendência é que não haja aumentos significativos de diesel no segundo semestre. Assim, a pressão por repasses para os valores de frete será menor, deixando os preços serem guiados apenas pela demanda. "Os estoques nacionais de diesel estão altos e as políticas internacionais para estimular o preço do petróleo não estão dando certo. Nos nossos modelos, prevemos reajuste de combustível de forma a impactar os custos dos transportadores só no ano que vem", conclui o pesquisador da EsalqLog. (Valor Econômico)

Demanda maior no trimestre
O setor leiteiro utilizou R$ 2,1 milhões de recursos do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) no segundo trimestre de 2017. O valor é 76,2% maior que o do primeiro trimestre do ano. Parte dos recursos -- R$ 776 mil -- foi aplicada em indenizações de 569 bovinos de leite, entre 17 de abril e 17 de julho.(Correio do Povo)
 

 

 

Porto Alegre, 18 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.543

 

Setor leiteiro foi o que mais investiu em indenizações no segundo trimestre


              Foto: Vitorya Paulo

O setor leiteiro foi o que mais investiu recursos  doFundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) no segundo trimestre de 2017. Segundo dados apresentados durante assembleia geral realizada nesta segunda-feira (17/7), em Porto Alegre (RS), foram destinados R$ 2.151.433,46 - 76,2% a mais se comparado ao primeiro trimestre deste ano, quando foram investidos R$ 1.222.275,67. Representando o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), participaram do encontro o presidente, Alexandre Guerra, e o secretário-executivo, Darlan Palharini. Na ocasião, foi homologada a indicação de Palharini para a função de presidente do Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira do Fundesa para o período de 2017/2018. 

No segundo trimestre, foram atendidos 112 pedidos de indenização de bovinos de leite, o que corresponde a 569 animais e totaliza R$ 776.063,20. Os dados referem-se ao período entre 17 de abril a 17 de julho. No acumulado do ano, foram destinados R$ 1.763.628,73 milhão a indenizações - R$ 472 mil a mais que no primeiro semestre do ano passado. Para Guerra, os dados deixam claro o movimento em prol da sanidade dos animais. "Esses números são resultado do trabalho do setor para deixar o seu rebanho livre de tuberculose e brucelose", diz o dirigente. De acordo com o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, o acréscimo também é derivado da crescente demanda da Secretaria de Agricultura do RS (Seapi). (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

GDT: leite em pó integral "de lado"; manteiga em alta

O segundo leilão GDT de junho, que ocorreu nesta terça-feira (18), ao contrário dos outros dois últimos leilões, apresentou uma tímida alta (0,2%) no preço médio dos lácteos. O queijo cheddar, que teve queda no último leilão, agora teve aumento de 1,60%, com média final de US$ 4.112/tonelada

Já o leite em pó desnatado, mais uma vez apresentou queda (3,20%), com média de US$ 2.024/tonelada. Por sua vez, no leite em pó integral, se verificou novamente um pequeno aumento (0,30%), com média de US$ 3.114/tonelada.

No caso da manteiga, houve um aumento de 3,4%, com o seu preço médio em US$ 6.004/tonelada, contra uma queda no leilão anterior de 0,1%. É interessante entender o que esse aumento da manteiga nos indica: que o mercado de gorduras internacional ainda está aquecido em função do aumento da demanda pelo produto. Confira as mudanças no gráfico abaixo. (GDT/Milkpoint)

 

 

Chile: importações de produtos lácteos batem recorde

Até maio 2017, foi registrado um aumento de 78% nas importações de produtos lácteos do Chile, que alcançaram quase US$ 140 milhões. Expresso em litros equivalente, as importações atingiram cerca de 340 milhões de litros, o que representa um aumento de 69% em relação ao volume importado nos primeiros cinco meses de 2016, de acordo com os dados contidos no último boletim sobre o setor leiteiro Serviço de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa).

Os maiores aumentos nas importações de lácteos ocorreram no setor de queijos, cujo volume aumentou quase 79%, para 19.895 toneladas durante os primeiros cinco meses de 2017. Os destaques incluem cerca de 25% do volume importado de queijos de origem neozelandesa, com 4.926 toneladas e uma expansão de quase 250%.

Volumes significativos também foram provenientes dos Estados Unidos (3.691 toneladas e 18,6% das importações totais até a data). A Argentina, com 11,6% e um total de 2.303 toneladas, é um fornecedor tradicional e importante. No entanto, com seus países tomados em conjunto, a União Europeia é a principal fonte de queijos importados, com cerca de 7.500 toneladas. Entre eles, a Alemanha contribui com quase 3.600 toneladas, um aumento de 336%. Também se destaca a Holanda, com 2.790 toneladas, e, em menor volume, Espanha e França, com cerca de 500 toneladas cada.

Da mesma forma, aumentou a importação de leite em pó, em particular de leite integral, atingindo 12.385 toneladas (125 milhões de litros equivalentes, 60% a mais do que no ano anterior). A Nova Zelândia, com cerca de 4.500 toneladas, é o segundo maior fornecedor, depois apenas dos Estados Unidos, com mais de 5.500 toneladas e quase 45% das importações deste produto até agora. Em seguida estão os países da União Europeia, Argentina e Uruguai.

Deve-se notar que o Chile praticamente não tem tarifas sobre importações de lácteos. A exceção são os países da UE quando os volumes importados excedem as cotas, como em queijos, cuja cota é 2.550 toneladas atualmente, e outras fontes de exceção, como o Canadá.

Também aumentou significativamente a importação de leite fluido atingindo um total de 546.000 litros, assim como, o crescimento da importação de leite concentrado ou evaporado e condensado. Caíram um pouco as importações de manteiga, cujo preço internacional está muito alto.

Exportações de produtos lácteos 
As exportações de produtos lácteos nos primeiros cinco meses de 2017 foram avaliados em US$ 95 milhões, o que representou um aumento de 22% durante o mesmo período de 2016. Em litros equivalentes, as exportações excederam 147 milhões, diminuindo 2,8% em comparação com janeiro-maio de 2016.

As exportações de leite em pó caíram 52%, para 2.855 toneladas, 88% dos quais foram para o mercado brasileiro. Já as exportações de queijos atingiram 4.142 toneladas de queijo, 96% a mais que no mesmo período de 2016. Quase 44% deles foram para o México, mercado tradicional do Chile. Também foram importantes Rússia, Coreia do Sul, China e Peru, mercados que aumentam sensivelmente.

O valor das exportações de produtos lácteos nos primeiros cinco meses de 2017 foi de US$ 44,8 milhões a menos que o das importações (32,2%). A diferença percentual é maior se a comparação é feita em litros equivalentes, pois as importações superaram 192,3 milhões de litros as exportações (131%). (As informações são da Fedeleche, com dados da ODEPA.cl, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
Fazendas produtoras de leite faturaram R$ 27 bilhões em 2016
Cadeia produtiva - As fazendas produtoras de leite no Brasil faturaram R$ 27 bilhões em 2016. Quase metade do leite produzido no país vem das pequenas fazendas, responsáveis por 47% da produção. Além disso, a produção de leite nesta fazendas emprega um milhão e 200 mil pessoas. A cadeia produtiva do leite é a que mais emprega no Brasil. São mais de 4 milhões de pessoas empregadas em funções no campo e nas fábricas de laticínios. Por conta do alto consumo de leite e seus derivados no país, a produção cresceu nos últimos anos e atualmente o Brasil já tem vacas campeãs que produzem mais de cem litros de leite por dia. Assista o vídeo. (G1) 

 

O setor leiteiro foi o que mais investiu recursos do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) no segundo trimestre de 2017. Segundo dados apresentados durante assembleia geral realizada nesta segunda-feira (17/7), em Porto Alegre (RS), foram destinados R$ 2.151.433,46 - 76,2% a mais se comparado ao primeiro trimestre deste ano, quando foram investidos R$ 1.222.275,67. Representando o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), participaram do encontro o presidente, Alexandre Guerra, e o secretário-executivo, Darlan Palharini. Na ocasião, foi homologada a indicação de Palharini para a função de presidente do Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira do Fundesa para o período de 2017/2018.

No segundo trimestre, foram atendidos 112 pedidos de indenização de bovinos de leite, o que corresponde a 569 animais e totaliza R$ 776.063,20. Os dados referem-se ao período entre 17 de abril a 17 de julho. No acumulado do ano, foram destinados R$ 1.763.628,73 milhão a indenizações - R$ 472 mil a mais que no primeiro semestre do ano passado. Para Guerra, os dados deixam claro o movimento em prol da sanidade dos animais. “Esses números são resultado do trabalho do setor para deixar o seu rebanho livre de tuberculose e brucelose”, diz o dirigente. De acordo com o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, o acréscimo também é derivado da crescente demanda da Secretaria de Agricultura do RS (Seapi). 

Foto: Vitorya Paulo

 

Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat

 

 

Porto Alegre, 17 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.542

 

Setor quer que governo compre 20 mil toneladas de leite em pó

 
Foto: Eduardo Malta Oliveira

Representantes do governo do Estado, do setor produtivo e entidades do agronegócio alinharam, na manhã desta sexta-feira (14/7), em reunião na Famurs, um pleito conjunto a ser apresentado ao secretário nacional da Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha. O pedido será para que o governo federal promova compras governamentais para retirar do mercado 20 mil toneladas de leite em pó, o que representa um valor em torno de R$ 300 milhões aos cofres públicos. Segundo o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, as entidades "bateram o martelo" sobre o valor a ser pleiteado e ainda defenderam a urgência do Brasil adotar uma política de estoques reguladores para o mercado lácteo. O encontro com o representante do governo federal deve ocorrer em Porto Alegre no dia 28 de julho, às 10h, na sede Fetag. O assunto já foi tratado, esta semana, em reunião entre o Sindilat, Fetag e o Ministério da Agricultura.

Acompanhado pelo vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, Palharini ainda apresentou ao grupo projeto de acordo comercial com o México. Segundo ele, além das compras governamentais, é essencial abrir novos mercados para absorver a produção brasileira no médio prazo . "O México compra muito leite em pó e queijo dos Estados Unidos. Um acordo com o Brasil ajudaria muito o segmento produtivo". A reunião contou com o secretário da Agricultura, Ernani Polo, e representantes da Sefaz e da SDR. Pelo setor produtivo, também estavam presentes Piá e Languiru. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Conseleite/MS 

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 14 de julho de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de junho de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de julho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

Europa sofre escassez de manteiga com alta demanda e menor produção

A Europa está sofrendo com uma escassez de manteiga. A demanda em alta e a queda na produção de leite resultaram em preço dobrado para o laticínio, este ano. As padarias francesas querem aumentar os preços dos doces, brioches e croissants que usam manteiga como ingrediente, e o presidente-executivo da Arla, que controla as marcas de laticínios Anchor e Lurpak, na semana passada alertou aos consumidores britânicos que não haveria manteiga suficiente no Natal. O desgaste na Europa tem origens internacionais. A combinação entre uma queda na produção de leite em países importantes e clima adverso levou o preço internacional da manteiga a um recorde em junho, de acordo com a Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas (FAO). "A disponibilidade limitada de laticínios para exportação em todos os grandes países produtores" levou a alta significativa nos preços dos laticínios, entre os quais a manteiga, a FAO informou este mês.

A atual escassez de oferta e a alta consequente no preço da manteiga seguem a um dos mais longos períodos de preços baixos para os laticínios desde o colapso dos mercados mundiais em 2007 e 2008. O clima favorável e as ações da União Europeia para liberalizar seu mercado de laticínios, em 2015, deprimiram os preços. Eles caíram em mais de 50% entre 2014 e 2015, e muitos produtores de laticínios deixaram o setor, em todo o mundo, por causa de dívidas insustentáveis. A União Europeia respondeu por meio de cortes voluntários de produção e subsídios aos pecuaristas que optassem por produzir menos leite. O suprimento das cinco principais regiões produtoras de leite no planeta caiu em 0,4% em 2016. No hemisfério sul, o clima ruim na Austrália e Nova Zelândia levou a produção deste ano a ficar abaixo da registrada em 2016, até o momento. O consumo de manteiga, por outro lado, continua a crescer. Kevin Bellamy, estrategista mundial de laticínios no banco holandês Rabobank, acredita que tenha acontecido uma "virada estrutural" nos padrões de demanda por manteiga. Isso ajudou a limitar a queda de preço do produto em 2014 e 2015, quando a oferta era robusta. "As pessoas estão adotando a manteiga, e quantidade maior dela vem sendo usada em alimentos industrializados", ele diz.

Estudos recentes também lançaram dúvidas sobre a conexão entre manteiga e doenças cardiovasculares, o que aguçou o entusiasmo dos consumidores. A propaganda negativa quanto aos potenciais efeitos adversos de algumas margarinas e outras pastas de base vegetal sobre a saúde também estimulou o retorno dos consumidores à manteiga. Raphael Moreau, analista de alimentos na Euromonitor, diz que o consumo de manteiga foi estimulado pela demanda por produtos "naturais", da parte dos consumidores que estão abandonando produtos como a margarina. "No Reino Unido, o consumo de manteiga também foi estimulado pela moda de fazer bolos, doces e pães em casa", diz. A despeito da alta no preço da manteiga, "muitos dos produtores não têm capacidade para elevar sua produção", diz Patty Clayton, analista sênior de laticínios no Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura do Reino Unido, uma organização financiada por agricultores e pecuaristas. E os preços recordes tampouco significam que os pecuaristas e empresas possam simplesmente transferir mais leite para a produção de manteiga, porque eles precisam continuar fornecendo leite fresco, creme de leite e queijo. "Os produtores de leite precisam priorizar os consumidores em longo prazo", diz Clayton.

A atual escassez teria sido menos severa se houvessem estoques de reserva para recorrer. Mas a demanda robusta erodiu os estoques mundiais. Além disso, a China voltou ao mercado de laticínios, entre os quais manteiga e queijo, diz Bellamy, do Rabobank. A despeito da alta nos preços da manteiga no atacado, o varejo e os fabricantes de alimentos vêm relutando em repassar os aumentos aos consumidores. Mas os analistas antecipam que isso mudará quando suas margens de lucros sofrerem compressão.

"Dada a inflação recente no preço da manteiga, se a alta continuar isso vai se refletir nos preços ao consumidor", acautela Clayton, que prevê que continuará a haver pressão de alta sobre os preços pelo resto do ano, porque a produção não deve se recuperar em curto prazo. "Os preços da manteiga voltarão a subir, mas isso pode demorar alguns meses para que retomem aos níveis originais", diz Bellamy. Muitos produtores de laticínios na Europa e Brasil sofrem de uma escassez de vacas jovens para inclusão em seus rebanhos, depois de anos de preços mornos para os laticínios. "Por conta do período prolongado de preços baixos, não há estoque de vacas jovens", ele acrescenta. (As informações são do Financial Times, traduzidas por Paulo Migliacci para a Folha de São Paulo)

Produção de leite dos EUA está altamente concentrada em apenas 59 regiões
A produção de leite dos EUA está altamente concentrada em apenas 59 regiões que produzem 50% da produção da Califórnia e das Federal Milk Marketing Order, de acordo com análise do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As 59 regiões que compõem a maioria da produção de leite representam apenas 3,6% das 1.632 regiões que produzem leite na Califórnia e no sistema Federal Order. Apenas 13 regiões representam 25% dessa produção de leite, com sete delas localizadas na Califórnia. De fato, essas sete regiões da Califórnia representam quase 18% da produção de leite. O maior produtor da região de Tulare, no Vale Central da Califórnia, é responsável por quase 6% de todo o leite produzido na Califórnia e no sistema Federal Order. A Califórnia continua produzindo cerca de 20% do volume de leite do país, apesar de uma queda na produção no Golden State nos últimos anos. Esse declínio ocorreu quando os produtores da Califórnia foram pressionados pela seca e pelo baixo preço do leite. Três cooperativas da Califórnia solicitaram ao USDA para se juntar ao sistema Federal Order, com uma votação devendo ocorrer no final deste ano. A Central Marketing Area, que compila os dados sobre a concentração do mercado, observa que nenhuma das 13 principais regiões está localizada na região superior do Meio-Oeste (Upper Midwest) e 12 das 13 estão no Oeste. Lancaster County, Pensilvania, é a única região a leste do rio Missouri que faz parte da lista. Outros na lista incluem Yakima, Washington, Weld, Colorado, Pinal, Arizona e Chaves, Novo México. A análise do USDA mostra que 826 municípios aumentaram a produção de leite em dezembro de 2016 em relação a dezembro anterior. Mil e treze regiões reduziram a produção nesse mesmo período. A maior parte da produção diminuiu nas regiões central e sudeste do país. (As informações são do http://www.milkbusiness.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
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Representantes do governo do Estado, do setor produtivo e entidades do agronegócio alinharam, na manhã desta sexta-feira (14/7), em reunião na Famurs, um pleito conjunto a ser apresentado ao secretário nacional da Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha. O pedido será para que o governo federal promova compras governamentais para retirar do mercado 20 mil toneladas de leite em pó, o que representa um valor em torno de R$ 300 milhões aos cofres públicos. Segundo o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, as entidades “bateram o martelo” sobre o valor a ser pleiteado e ainda defenderam a urgência do Brasil adotar uma política de estoques reguladores para o mercado lácteo. O encontro com o representante do governo federal deve ocorrer em Porto Alegre no dia 28 de julho, às 10h, na sede Fetag. O assunto já foi tratado, esta semana, em reunião entre o Sindilat, Fetag e o Ministério da Agricultura.

Acompanhado pelo vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, Palharini ainda apresentou ao grupo projeto de acordo comercial com o México. Segundo ele, além das compras governamentais, é essencial abrir novos mercados para absorver a produção brasileira no médio prazo . “O México compra muito leite em pó e queijo dos Estados Unidos. Um acordo com o Brasil ajudaria muito o segmento produtivo”. A reunião contou com o secretário da Agricultura, Ernani Polo, e representantes da Sefaz e da SDR. Pelo setor produtivo, também estavam presentes Piá e Languiru. 

Foto: Eduardo Malta Oliveira

 

Porto Alegre, 14 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.541

 

Lideranças debatem projetos para o setor em Lajeado


                 Foto: Vinícius Reis/ALRS

Foi com auditório da Univates lotado que lideranças do setor lácteo debateram projetos de desenvolvimento na manhã desta quinta-feira (13/07), durante o evento Pensar o Vale, promovido pelo jornal A Hora, de Lajeado (RS). Presente no debate, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, sugeriu a implementação de um projeto de incentivo tributário que permita estimular o aumento da produção de leite no Rio Grande do Sul. Só assim, acredita ele, será possível expandir e desenvolver o setor. Acompanhado do vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, e do diretor Renato Kreinmeier, Guerra ainda defendeu a união do segmento em torno do pedido de compras governamentais de leite feito em Brasília esta semana, além da criação de uma linha para que o Governo Federal fizesse aquisição de lácteos para estoque regulador e futuro leilão em épocas de entressafra, como acontece em outros países. Isso contribuiria para evitar a desistência de produtores na atividade leiteira.

Representantes do Sindilat estiveram tratando do pedido junto ao Ministério da Agricultura. A pasta ficou de avaliar o tema. "É a única forma de retirar parte do leite do mercado e fomentar o setor, que vem enfrentando concorrência desleal em função das importações dos países do Prata. É preciso viabilizar a compra emergencial para minimizar os prejuízos das indústrias", ressaltou Guerra. O assunto deve ser tratado ainda esta semana com o secretário nacional da Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha.

Durante o debate, também foi abordada a questão das contribuições para o Fundoleite e do futuro do Instituto Gaúcho do Leite (IGL). Também participaram da audiência o secretário da Agricultura, Ernani Polo, deputados, vereadores e lideranças locais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

UE: 48.290 produtores reduziram sua produção de leite em 1,12 bilhão de litros

A Comissão Europeia lançou um plano para redução voluntária da produção de leite no final de 2016, a fim de ajudar a reequilibrar o setor leiteiro. Cerca de 48.290 produtores participaram do programa, reduzindo a produção de leite em 1,12 bilhão de litros. Do orçamento original de 150 milhões de euros (US$ 171,27 milhão), cerca de 112 milhões de euros (US$ 127,88 milhão) foram usados para compensar os produtores.

O programa foi desenvolvido entre o último trimestre de 2016 e janeiro de 2017. Seu objetivo era ajudar a combater os efeitos da crise no setor leiteiro, reduzindo a quantidade de leite disponível no mercado e, portanto, aumentando os preços aos produtores. Os produtores foram compensados com 14 centavos de euro (15,98 centavos de dólar) por litro de produção de leite reduzido.

Segundo a Comissão, o programa tem contribuído para o reequilíbrio eficaz do mercado do leite da UE como um todo, o que se reflete no aumento dos preços do leite na UE no ano passado. O preço médio em abril 2017 foi de 32,9 centavos de euro (37,56 centavos de dólar) por litro, um aumento de 21% em relação ao mesmo mês do ano passado. 

As informações são do Agrodigital.

Em 10/07/17 - 1 Euro = US$ 1,14185

0,87567 Euro = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) 

Acordo comercial entre UE e Japão agrada setor de lácteos

Representantes do setor de lácteos da Europa reagiram positivamente à notícia de que a União Europeia (UE) e o Japão concordaram formalmente com um acordo de livre comércio.

Após quatro anos de negociações, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, assinaram o acordo que eliminará as tarifas em grande parte do comércio bilateral.

O Japão é a terceira maior economia do mundo e o sétimo maior mercado de exportação da Europa. O acordo proporcionará um valioso acesso para as exportações de lácteos da UE.

O acordo foi assinado na véspera de uma reunião do grupo G20 de economias líderes e segue o colapso de um acordo comercial entre o Japão e os EUA, que foi descartado no início do ano pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Produtores e exportadores de carne e produtos lácteos expressaram apoio para o acordo, com a demanda japonesa de produtos lácteos em ascensão.

"O setor dos produtos lácteos é um dos setores da economia europeia que sofreu as mais profundas reformas estruturais e políticas nos últimos meses e anos", disse a Associação Europeia de Lácteos.

"Obtemos um enorme progresso em termos de competitividade global para a maioria dos nossos concorrentes em todo o mundo, graças à estratégia comercial geral da Comissão da UE para abrir mais mercados de produtos lácteos." (As informações são do FoodBev.com)
 

 

APOIO AO LEITE
Preocupadas com o aumento das importações de leite feitas pelo Brasil, entidades ligadas à indústria e aos produtores apresentaram a representantes do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Social e Agrário alternativas para evitar que o preço ao produtor despenque. Secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados, Darlan Palharini explica que um dos pedidos é para que o governo faça compra emergencial de 20 mil toneladas de leite em pó: - É uma ação preventiva, porque, com a entrada da safra, a tendência é de excesso de produção. Com a compra do governo, a ideia é que não haja queda tão significativa no preço ao produtor. No primeiro semestre, as importações subiram 5%. (Zero Hora)

 
 

Foi com auditório da Univates lotado que lideranças do setor lácteo debateram projetos de desenvolvimento na manhã desta quinta-feira (13/07), durante o evento Pensar o Vale, promovido pelo jornal A Hora, de Lajeado (RS). Presente no debate, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, sugeriu a implementação de um projeto de incentivo tributário que permita estimular o aumento da produção de leite no Rio Grande do Sul. Só assim, acredita ele, será possível expandir e desenvolver o setor. Acompanhado do vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, e do diretor Renato Kreinmeier, Guerra ainda defendeu a união do segmento em torno do pedido de compras governamentais de leite feito em Brasília esta semana, além da criação de uma linha para que o Governo Federal fizesse aquisição de lácteos para estoque regulador e futuro leilão em épocas de entressafra, como acontece em outros países. Isso contribuiria para evitar a desistência de produtores na atividade leiteira.

Representantes do Sindilat estiveram tratando do pedido junto ao Ministério da Agricultura. A pasta ficou de avaliar o tema. “É a única forma de retirar parte do leite do mercado e fomentar o setor, que vem enfrentando concorrência desleal em função das importações dos países do Prata. É preciso viabilizar a compra emergencial para minimizar os prejuízos das indústrias”, ressaltou Guerra. O assunto deve ser tratado ainda esta semana com o secretário nacional da Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha.

Durante o debate, também foi abordada a questão das contribuições para o Fundoleite e do futuro do Instituto Gaúcho do Leite (IGL). Também participaram da audiência o secretário da Agricultura, Ernani Polo, deputados, vereadores e lideranças locais.

 

Foto: Vinícius Reis/ALRS