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Porto Alegre, 05 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.578

 

Leilão GDT tem seu maior volume de negociações no ano, mas preços seguem estáveis

No leilão da Global Dairy Platform (GDT) desta terça-feira (05/09), os preços médios dos derivados lácteos praticamente não alteraram, fechando em US$3.223/tonelada, pequena elevação de 0,3% em relação ao último leilão. 

O destaque positivo ficou para a lactose, que vinha em seguidas desvalorizações desde maio, e subiu 5,1% em relação ao último leilão. Já o leitelho destoou das demais gorduras, e caiu de US$2.198/tonelada no último leilão para US$2.026/tonelada, uma queda de mais de 10%. 

O leite em pó desnatado segue seu descolamento em relação ao integral, com patamares de preços consideravelmente baixos. Nesse leilão, amargou sua 4ª queda (1,2%) nos últimos cinco leilões, fechando a US$1.944/tonelada. 

O leite em pó integral, por sua vez, retraiu 1,6% em relação ao último leilão, e vem mantendo uma certa estabilidade nos preços, fechando pelo 5ª leilão consecutivo na casa dos US$3.100/tonelada. (MilkPoint/GDT)

 
 

 
EEX e GDT avaliam novo mecanismo de leilão para produtos lácteos na Europa

A European Energy Exchange (EEX) e a Global Dairy Trade (GDT) assinaram uma carta de intenção para avaliar a possibilidade de trabalhar em conjunto para criar e operar um mecanismo de leilão para produtos lácteos originários da Europa. 

A Global Dairy Trade opera os GDT Events, um leilão de descoberta de preço público para produtos genéricos de grande volume, realizado duas vezes por mês. Trata-se do principal leilão de produtos lácteos do mundo, com mais de 520 licitantes registrados de mais de 80 países.

A oferta da EEX para os produtos lácteos europeus inclui futuros estabelecidos financeiramente em leite em pó desnatado, manteiga e soro do leite em pó. Desde o lançamento de produtos agrícolas em meados de maio de 2015, o mercado de derivativos EEX para produtos lácteos registrou continuamente novos volumes recordes e mostrou crescimento constante, tornando-se o principal mercado de câmbio para gestão de risco de lácteos na Europa.

Nos próximos meses, a EEX e a GDT consultarão os compradores e vendedores de produtos lácteos sobre a possibilidade de oferecer em conjunto a descoberta de preços para os produtos lácteos europeus através de um mecanismo de leilão credível designado para o mercado europeu. "Acreditamos que nossa proposta pode beneficiar significativamente a cadeia de valor de produtos lácteos, fornecendo outro canal de negócios para exportações, bem como potencialmente criando dados subjacentes para novos instrumentos de gestão de risco. Com sua experiência em leilões de lácteos, a Global Dairy Trade é o parceiro ideal para esse projeto", disse Sascha Siegel, Chefe de Commodities Agrícolas da EEX.

Eric Hansen, diretor da Global Dairy Trade, disse: "A EEX é altamente respeitada e a única operadora do mercado europeu que registra um número significativo de contratos futuros de produtos lácteos. Estamos ansiosos para explorar o potencial de uma iniciativa conjunta que nos permita atender melhor às necessidades dos compradores e vendedores europeus. Esta iniciativa constitui uma parte importante da nossa atual estratégia de crescimento". (As informações são da Global Dairy Trade, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
 
Languiru serve de inspiração para cooperativismo no Paraguai

 Colônias Unidas entregou placa de agradecimento pela receptividade da Languiru - Foto: Éderson Moisés Käfer
A busca de novos conhecimentos é sinônimo de evolução, e foi com essa finalidade que, no mês de agosto, a Cooperativa Colônias Unidas, do Paraguai, viajou mais de três mil quilômetros para chegar até o município de Teutônia, sede da Cooperativa Languiru. Diferentes motivos estimularam agricultores e membros da diretoria a visitarem a cooperativa teutoniense. O primeiro aspecto citado pelo grupo foi o protagonismo da Languiru no agronegócio do Rio Grande do Sul. Outro objetivo foi se inteirar sobre a cadeia produtiva da avicultura, visto que pretendem constituir modelo integrado de produção de frangos no Paraguai. O terceiro fator lembrado pelos paraguaios foi o de conhecer o lugar de origem de seus antepassados, depois de terem ouvido histórias de pais e avós sobre as colônias antigas de Estrela e Teutônia - inclusive, alguns integrantes da comitiva ostentavam sobrenomes comuns no Vale do Taquari, como Schäeffer e Horn. Além de agricultores, também fizeram parte da comitiva integrantes dos Conselhos Fiscal e de Administração da Colônias Unidas. No Estado, os paraguaios ainda cumpriram agenda em cooperativas de Encantado, de Carlos Barbosa e de Bento Gonçalves.

Propriedade rural e unidades industriais
Acompanhados por profissionais do Departamento Técnico da Languiru, o grupo seguiu para a localidade de Linha Frank, em Westfália. No município, visitaram a propriedade rural do produtor de aves Vilson Gutjar, onde trocaram ideias sobre a criação de frango de corte e conheceram as instalações do aviário. Em seguida, o grupo rumou para Teutônia, onde foi dada continuidade à programação de visita na Indústria de Laticínios. Conduzidos pela encarregada da qualidade Patrícia Haas e pela analista de qualidade Raquel Jahn, os paraguaios foram divididos em duas turmas e circularam pelo complexo da unidade industrial. O grupo visualizou a chegada do leite, compreenderam os procedimentos de análise da qualidade, viram as linhas de produção e o processo de acondicionamento do leite UHT. No turno da manhã, os paraguaios ainda conheceram a loja do Agrocenter Languiru - Ferragens, Ferramentas e Máquinas, onde ficaram admirados com a variedade de produtos à disposição da comunidade. À tarde o grupo seguiu para Poço das Antas, onde conheceram o Frigorífico de Suínos. Acompanhados pelo coordenador do Setor de Suínos do Departamento Técnico, Beto Markus, os paraguaios foram conduzidos pelo supervisor de qualidade André Frühauff e pelas analistas de qualidade Patrícia Engster e Marli Haefliger. O grupo elogiou a modernidade da estrutura e acessou setores como abate, desossa, industrializados e expedição.

Números e imagens
O roteiro foi concluído na Sede Administrativa, em Teutônia, onde foram recebidos pelo vice-presidente da Cooperativa Languiru, Renato Kreimeier. No auditório, os paraguaios assistiram ao vídeo institucional e visualizaram fotos de unidades industriais, comerciais, administrativas e granjas. Kreimeier também falou do processo de colonização alemã e como ela influenciou na consolidação dos princípios cooperativistas no Vale do Taquari. O vice-presidente ainda tratou de particularidades de cada setor, as opções de produção e vantagens oferecidas aos associados. Enfatizou que a cooperativa busca o desenvolvimento sustentável regional.

"Me senti realizado"
A tradição e o momento do cooperativismo gaúcho impressionaram os paraguaios. Segundo o membro do Conselho de Administração da Colônias Unidas, Eugênio Schöller, a logística que envolve o quadro social e a Área Comercial da Languiru chamou atenção. O conselheiro lembrou que as duas cooperativas surgiram para combater as mesmas dificuldades. "Também costumamos ajudar famílias menos favorecidas em nosso país. Notei que ainda podemos crescer muito, considerando que temos área de terras, tecnologia e gente que quer trabalhar. Me senti realizado em conhecer a Languiru", afirmou. Schöller destacou a organização e limpeza das unidades industriais, além da longevidade da cooperativa teutoniense. "Posso assegurar que, em se comparando ao nosso país, é muito bom o serviço prestado aos produtores rurais e clientes da Languiru", definiu.

Languiru mostrou o caminho
O agricultor Valdecir Lasch se surpreendeu com a quantidade de leite industrializada pela Laticínios e com o número de abates no Frigorífico de Suínos. Conforme o plantador de grãos, a segurança em ter onde depositar a produção é o maior legado de uma cooperativa. "No Paraguai somos competitivos e percebemos que agregar valor é o futuro do agronegócio. Vocês nos mostraram o caminho. Quem sabe, um dia, chegamos no nível da Languiru", agradeceu.

Planejamento Estratégico
O assessor administrativo da Colônias Unidas, Alceu Van Der Sand, observou que a estratégica de buscar distribuir as principais atividades de forma equitativa é interessante no sentido de proporcionar segurança econômica à instituição. "A Languiru tem um planejamento estratégico muito claro. Muito interessante a preocupação com a redução da idade média do quadro social", enalteceu. Para o professor do curso de Economia da Unijuí, o cooperativismo exerce papel fundamental no desenvolvimento das comunidades quando visto como alternativa de desenvolvimento local. "Atualmente, o sistema tem se mostrado como uma das mais importantes alternativas de geração e distribuição de riquezas nas regiões onde está inserido", ressaltou.
    
Cooperativa Colônias Unidas
Fundada em 1953, a Cooperativa Colônias Unidas conta com 3,8 mil agricultores associados, que trabalham com produções de soja, leite, trigo, milho, canola, sorgo e erva-mate. A sede da cooperativa fica na cidade de Obligado, Estado de Itapúa, no Sul do Paraguai. São 13 colônias germânicas onde as propriedades rurais possuem, em média, 60 hectares. A Colônias Unidas mantém um porto no Rio Paraná, por meio do qual expedem a produção de grãos até o Rio da Prata, na Argentina. Também acompanharam o grupo o membro do Conselho Fiscal da Colônias Unidas, Alfredo Müller, e o gerente de comunicação e educação cooperativista da cooperativa paraguaia, Juan Angel López. (Assessoria de Imprensa Languiru) 
 

Manteiga/Portugal e Europa - Se os preços da manteiga estão cada vez mais altos, por que o mesmo não acontece com o leite?
O preço da manteiga atingiu, na semana terminada a 27 de Agosto, a média de 618 euros por cem quilos no mercado da União Europeia - está agora 43,7% mais cara do que estava na primeira semana deste ano. É uma tendência crescente dos últimos meses, que não é acompanhada na mesma escala para a matéria-prima, o leite. Em Portugal, segundo os dados do Sima - Sistema de Informação de Mercados Agrícolas, do Gabinete de Planejamento, de Políticas e Administração Geral (GPP) do Ministério da Agricultura, o preço da manteiga na saída da fábrica atingiu a média de 542,67 euros por cada 100 quilos, uma variação de 21,5% em comparação a Junho anterior, de 114,2% em relação a Julho de 2016 e de 78% face ao quinquênio de 2012 a 2016. Ao consumidor final, hoje, um quilo de manteiga de marca da indústria nos supermercados nacionais está entre 5,6 euros, [R$ 20,78/quilo], e 6,76 euros, [R$ 25/quilo], na sua versão "básica", sem enriquecimento de qualquer tipo, vendida normalmente em pacotes de 250 gramas. "A manteiga, a matéria gorda do leite", explica Paulo Costa Leite, diretor-geral da Associação Nacional de Industriais de Laticínios (ANIL), "foi a categoria de produtos lácteos que melhor comportamento teve durante a crise do setor dos últimos anos, não tendo o seu preço manifestado a volatilidade de outras categorias, em especial o leite em pó desnatado". A manteiga resulta da padronização da gordura durante o processamento do leite líquido. Mundialmente, o preço de referência mais comum é o do leite em pó (desnatado ou integral), porque é aquele que, após ser "seco", dura mais tempo, pode ser armazenado e transportado com muito menos custos e é processado pela indústria agro-alimentar na produção de novos produtos. (Publico.pt)
 

Estreando na Expointer 2017, o PUB do Queijo garantiu aos visitantes da feira uma alternativa de alta gastronomia em um ambiente acolhedor em plena “terra do churrasco”. Durante os nove dias da exposição, foram consumidos mais de 500 quilos de queijo. Uma das atrações especiais que chamou a atenção de quem passou por lá foram as brusquetas finalizadas com o fogo do maçarico. Mais do que uma explosão de sabor, elas encantaram os olhos de quem viu o chef Alexandre Reolon em ação. “O projeto foi um sucesso. Tivemos casa cheia e grande aceitação, o que nos garante que a proposta, sim, encaixa-se no perfil da Expointer. O PUB do Queijo só tem a crescer”, destacou o presidente do Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra. A iniciativa foi realizada pelo Sindilat com apoio de Fetag, Farsul, Seapi, Apil, Ocergs, AGL, Fundesa e demais entidades do setor lácteo.

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o PUB do Queijo também foi uma opção diferenciada para receber eventos empresariais e encontros de negócios. “Tivemos aqui um espaço de integração, onde as pessoas puderam sentar, conversar com tranquilidade e degustar diferentes variedades de queijo. Foi um lugar para sentar e relaxar em meio à correria do Parque de Exposições Assis Brasil. Quem veio gostou e voltou”, reforçou Palharini, lembrando das apresentações de violino que deram um toque de sofisticação à programação do PUB.

Além do PUB, a Boutique do Queijo também agradou, permitindo que os clientes levassem para casa seus rótulos favoritos. “Aqui, o consumidor encontrou em um só lugar o que há de melhor nos queijos produzidos no Rio Grande do Sul, uma mostra do potencial e diferencial das nossas indústrias”, salientou Guerra.

Crédito: Carolina Jardine

Porto Alegre, 04 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.577

 

PUB do Queijo é inovação que deu certo na Expointer

Crédito: Carolina Jardine
Estreando na Expointer 2017, o PUB do Queijo garantiu aos visitantes da feira uma alternativa de alta gastronomia em um ambiente acolhedor em plena "terra do churrasco". Durante os nove dias da exposição, foram consumidos mais de 500 quilos de queijo. Uma das atrações especiais que chamou a atenção de quem passou por lá foram as brusquetas finalizadas com o fogo do maçarico. Mais do que uma explosão de sabor, elas encantaram os olhos de quem viu o chef Alexandre Reolon em ação. "O projeto foi um sucesso. Tivemos casa cheia e grande aceitação, o que nos garante que a proposta, sim, encaixa-se no perfil da Expointer. O PUB do Queijo só tem a crescer", destacou o presidente do Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra. A iniciativa foi realizada pelo Sindilat com apoio de Fetag, Farsul, Seapi, Apil, Ocergs, AGL, Fundesa e demais entidades do setor lácteo.

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o PUB do Queijo também foi uma opção diferenciada para receber eventos empresariais e encontros de negócios. "Tivemos aqui um espaço de integração, onde as pessoas puderam sentar, conversar com tranquilidade e degustar diferentes variedades de queijo. Foi um lugar para sentar e relaxar em meio à correria do Parque de Exposições Assis Brasil. Quem veio gostou e voltou", reforçou Palharini, lembrando das apresentações de violino que deram um toque de sofisticação à programação do PUB.

Além do PUB, a Boutique do Queijo também agradou, permitindo que os clientes levassem para casa seus rótulos favoritos. "Aqui, o consumidor encontrou em um só lugar o que há de melhor nos queijos produzidos no Rio Grande do Sul, uma mostra do potencial e diferencial das nossas indústrias", salientou Guerra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 

Levantamento da Emater mostra aumento da produtividade por propriedade


Foto: Vitorya Paulo
Um diagnóstico do setor leiteiro feito pela Emater indica que a produtividade por propriedade aumentou 24,9% no Rio Grande do Sul nos últimos dois anos. Em 2017, os produtores gaúchos produziram 178 litros por propriedade por dia. Em 2015, a média era de 142 litros. O dado faz parte do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul - 2017, apresentado nesta sexta-feira (1º/9) à tarde, na 40ª Expointer. O Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat) é um dos patrocinadores da publicação.

Outra evolução é o aumento da produtividade por vaca, que saltou de 11,7 litros por vaca/dia para 12 litros. Em contrapartida, o estudo mostrou que o número de produtores vinculados à indústria reduziu 22,6%, caindo de 84 mil para 65 mil produtores, e que o rebanho também teve redução de 9,5%. Entretanto, no mesmo período, o volume de leite produzido reduziu apenas 2%. "Estes números mostram que o contingente de produtores que permaneceu na atividade foi capaz de produzir praticamente o mesmo volume", avalia o zootecnia Jaime Ries, extensionista da Emater. 

Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, esta concentração de um maior volume de leite em um número menor de produtores é natural e uma tendência no mundo inteiro. "Profissionalizar a produção de leite é a forma de nos tornarmos competitivo", afirmou, lembrando que a indústria tem se tornado cada vez mais rigorosa. "Nós concorremos em uma economia globalizada, onde as exigências passam a ser internacionais", acrescenta. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Coreia do Sul expande participação no mercado de queijos

A Coreia do Sul, já um importante mercado de queijos dos EUA, tem um enorme potencial para crescimento futuro. Mas em um mercado global cada vez mais competitivo, os fornecedores dos EUA precisarão tomar medidas para garantir uma maior participação na demanda crescente. E os próprios Estados Unidos devem manter condições competitivas de acesso ao mercado garantidas através do Acordo de Livre Comércio dos Estados Unidos-Coreia do Sul (KORUS). Às vezes, apontar o óbvio é necessário, dados os desafios envolvidos.

O KORUS, implementado em 2012, tem sido fundamental para o crescimento dos EUA no mercado coreano de queijo, mas a Coreia do Sul é uma das 13 nações apontadas pela administração de Trump como tendo um superávit comercial significativo com os Estados Unidos.

Em julho, o escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) solicitou uma sessão especial do comitê conjunto do KORUS para revisar o acordo, incluindo "possíveis emendas e modificações". Essa sessão ocorreu em 22 de agosto, e o escritório do USTR disse que as discussões continuariam nas próximas semanas.

O Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC) tem defendido agressivamente a importância do KORUS em várias apresentações ao governo dos EUA nos últimos meses. Como observado nos comentários apresentados sobre o déficit comercial dos EUA, "sem o KORUS, as exportações de queijo dos EUA para a Coreia estarão sujeitas à tarifa pré-acordo de livre comércio de 36%, enquanto todos os nossos principais concorrentes poderiam manter o transporte de milhões de quilos de queijo livre de impostos".

Os outros três principais fornecedores de queijos do mundo - Austrália, União Europeia (UE) e Nova Zelândia - possuem seus respectivos acordos comerciais com a Coreia do Sul. "Todos os três acordos de livre comércio de nossos concorrentes, em última instância, eliminam completamente as tarifas de queijo, além de fornecer um amplo acesso para uma grande gama de outros produtos lácteos", comenta.

Importante cliente de queijo dos Estados Unidos
O KORUS é fundamental para a competitividade das exportações dos EUA na Coreia do Sul e a Coreia do Sul é um mercado-chave para o crescimento das exportações de produtos lácteos dos EUA, particularmente no setor de queijos. Aqui estão os fatos sobre o queijo:

- A Coreia do Sul é o mercado de exportação de queijo número dois dos EUA depois do México.

- As vendas de queijo dos EUA para a Coreia do Sul totalizaram quase 94 milhões de libras (42,64 milhões de quilos) em 2016, cerca de 15% das exportações totais de queijo dos EUA.

- As vendas de queijo dos EUA para a Coreia do Sul estão aumentando em 2017, um aumento de 48% durante o primeiro semestre de 2017, em comparação com janeiro a junho de 2016.

- O USDEC estima que o comércio total de queijos da Coreia do Sul aumentará em 27%, de 2015 a 2021, com o crescimento mais forte projetado para cheddar para processamento e queijo natural para food service e varejo (+34 por cento cada).

Os números de demanda são fortes, mas também geram concorrência. Em 2015 e 2016, os fornecedores dos EUA perderam participação para os concorrentes, em parte devido a um diferencial desfavorável entre os preços dos EUA e internacionais.

Alguns fatores do mercado apoiam os negócios dos EUA. A Nova Zelândia, por exemplo, tem capacidade limitada de produção de queijo e um foco maior no leite em pó e na China. Além disso, a demanda coreana está fortemente inclinada para queijo de pizza, queijo cremoso e cheddar para processamento - os principais pontos fortes da indústria dos EUA.

Mas mesmo com essas vantagens e até mesmo com o KORUS, os fornecedores dos EUA precisarão fazer seu jogo para se defender e aumentar a participação no mercado de importação de queijos da Coreia do Sul.

Elevando o jogo dos Estados Unidos
Os esforços destinados a melhorar a posição dos EUA como um fornecedor parceiro preferido percorreriam um longo caminho para ajudar os fornecedores dos EUA a superar períodos de preços desfavoráveis e a elevar a competitividade dos EUA. Não por coincidência, esses esforços fazem parte da estratégia recentemente anunciada do USDEC para aumentar as exportações de produtos lácteos dos EUA - de cerca de 15% do fornecimento anual de leite para 20% - chamado de "The Next 5%" ['Os Próximos 5%'].

A estratégia The Next 5% apoia táticas destinadas a ajudar os fornecedores de produtos lácteos dos EUA a se tornar mais localizados, centrados no cliente e orientados para a demanda, em vez de serem orientados à oferta. No queijo para a Coreia do Sul, isso inclui:

- Melhorar a presença dos EUA no mercado através de visitas mais frequentes à Coreia do Sul para reuniões presenciais ou, de preferência, investir em pessoal no país.

- Melhorar o atendimento ao cliente, como suporte técnico ou soluções de cadeia de fornecimento. Um concorrente dos EUA não só possui um escritório de vendas na Coreia, mas recentemente começou a armazenar o produto no país para facilitar os tempos de vendas.

- Promover a inovação, com ênfase em produtos feitos especificamente para o mercado. Outro concorrente dos Estados Unidos trabalhou com a Lotteria (maior franquia de hambúrguer da Coreia do Sul) para desenvolver um hambúrguer com uma fatia de muçarela extra que é empanada, frita e comida como uma camada adicional em um hambúrguer. O marketing para o sanduíche, chamado "Mozzarella in the Burger", enfatizou a elasticidade do queijo e fez um grande espetáculo ao consumidor quando estreou no início deste ano.

- Enfatizar a parceria entre os EUA e a Coreia. Assim como os fornecedores dos EUA fizeram no México quando as questões sobre o futuro do Acordo de Livre Comércio da América do Norte começaram a surgir, a indústria de lácteos dos EUA deve enfatizar que aprecia os fortes laços comerciais com a Coreia do Sul, respeita as necessidades de lácteos do país e os relacionamentos existentes construídos durante anos. 

O aumento dos preços do queijo da UE e da Oceania nos últimos meses reforçou a competitividade dos EUA neste ano. A manutenção do acesso ao mercado do KORUS melhora a imagem dos EUA e o mantêm com um fornecedor de portfólio diversificado com produtos de valor agregado. (MilkPoint)

 

NOVOS HÁBITOS IMPÕEM INVESTIMENTOS
Foi necessário um investimento razoável - R$ 2 milhões para adequar a planta e R$ 1,5 milhão para a campanha de lançamento -, mas a Cooperativa Piá, de Nova Petrópolis, está tirando lactose do leite com bons resultados. Pioneiro no Estado, o leite para intolerantes à substância é líder no mercado local, com 35,2% de participação na Grande Porto Alegre e 30,9% no Rio Grande do Sul. E depois de fazer parceria com a Lugano, marca artesanal de Gramado, e lançar o Chocolateria, com sabor mais acentuado de cacau e menos doce do que os achocolatados tradicionais, a cooperativa avança na oferta de produtos para dietas restritivas. Na ampliação das opções, a Piá está chegando com o Chocolateria Zero Lactose, versão da linha que se tornou líder de mercado no Estado. Na avaliação da Piá, ainda há potencial de crescimento de laticínios sem lactose. (Zero Hora)

Um diagnóstico do setor leiteiro feito pela Emater indica que a produtividade por propriedade aumentou 24,9% no Rio Grande do Sul nos últimos dois anos. Em 2017, os produtores gaúchos produziram 178 litros por propriedade por dia. Em 2015, a média era de 142 litros. O dado faz parte do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul – 2017, apresentado nesta sexta-feira (1º/9) à tarde, na 40ª Expointer. O Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat) é um dos patrocinadores da publicação.

Outra evolução é o aumento da produtividade por vaca, que saltou de 11,7 litros por vaca/dia para 12 litros. Em contrapartida, o estudo mostrou que o número de produtores vinculados à indústria reduziu 22,6%, caindo de 84 mil para 65 mil produtores, e que o rebanho também teve redução de 9,5%. Entretanto, no mesmo período, o volume de leite produzido reduziu apenas 2%. "Estes números mostram que o contingente de produtores que permaneceu na atividade foi capaz de produzir praticamente o mesmo volume", avalia o zootecnia Jaime Ries, extensionista da Emater.

Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, esta concentração de um maior volume de leite em um número menor de produtores é natural e uma tendência no mundo inteiro. "Profissionalizar a produção de leite é a forma de nos tornarmos competitivo", afirmou, lembrando que a indústria tem se tornado cada vez mais rigorosa. "Nós concorremos em uma economia globalizada, onde as exigências passam a ser internacionais", acrescenta.

Foto: Vitorya Paulo

 

Porto Alegre, 01 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.576

 

Setor produtivo apresenta estudo sobre proteína animal no Estado

Entidades ligadas ao setor produtivo entregaram, na tarde desta quinta-feira (31/8), ao governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Satori, um estudo sobre a cadeia agroindustrial de proteína animal do Estado, durante a 40° Expointer. O documento contém pontos levantados durante reuniões dos grupos de trabalho do setor, realizadas no primeiro semestre deste ano.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, o diagnóstico visa recuperar a competitividade de todos os segmentos e, principalmente, o de laticínios. "Trabalhamos para apontar as necessidades do setor atualmente, entre elas a guerra fiscal. Temos de tornar o setor competitivo para produzir mais e melhor", afirmou. Além dos incentivos fiscais, o projeto ainda pontua questões como assistência técnica, energia elétrica, infraestrutura e logística.

Na ocasião, o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, sugeriu a criação de um fórum permanente para a discussão prolongada do assunto. "A sistematização dessas informações nos dá alternativas para qualificarmos as produções do Estado. Temos potencial invejável e conhecimentos técnicos das pessoas envolvidas". No ato, o presidente do BRDE, Odacir Klein, manifestou-se favorável e aceitou assumir a coordenação contínua dos trabalhos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Setor produtivo apresenta estudo sobre proteína animal no Estado. Foto: Vitorya Paulo

  

Projeto propõe que rótulos de alimentos tragam cores de acordo com composição nutricional

Rótulos de alimentos - Os rótulos das embalagens de alimentos deverão trazer identificação em cores distintas, para permitir ao usuário saber sua composição nutricional. A nova regra está prevista no Projeto de Lei do Senado (PLS) 489/2008, aprovado pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) nesta quarta-feira.  A proposta, do senador Cristovam Buarque (PPS-DF), ainda em tramitação, segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), e tem como objetivo de levar o consumidor brasileiro a procurar uma alimentação mais saudável, criando um modo simplificado de informá-lo, de maneira clara e ostensiva, sobre a qualidade nutricional do alimento que ele vai comprar.

O senador justifica a medida com base no aumento dos índices de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares na população. Segundo ele, a falta de tempo e a carência de informação adequada levam as pessoas a consumirem salgadinhos, sanduíches e refrigerantes em vez de pratos saudáveis. O projeto, acredita o senador, ajudará na adoção de hábitos de alimentação saudável, o que pode contribuir para a diminuição da ingestão de substâncias nocivas causadoras de resistência à insulina e ao diabetes. A proposta apresentada inicialmente por Buarque foi modificada pelo relator, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que propôs que os rótulos apresentem informações nutricionais em cores diferenciadas, de acordo com padrões de alimentação saudável, e não em vermelho, amarelo e verde, como previa o texto inicial, baseado na classificação adotada pelo Reino Unido. Os detalhes sobre a definição das cores mais apropriadas serão definidos em regulamento específico após pesquisa.

A proposta, recebeu algumas críticas da nutricionista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Paula Bortoletto, que afirma que o projeto de lei proposto e aprovado na Comissão tem duas vertentes. A primeira, diz ela, é o fato de o Senado querer regulamentar, com tantos detalhes, uma norma de rotulagem nutricional, o que afirma não é a forma mais adequada para o processo regulatório.

-- Isso porque a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é a agência responsável por regulamentar esse tipo de informação para o consumidor. Então, não seria necessário a atuação do Senado com esse detalhamento sobre o tema.

O segundo problema, de acordo com a nutricionista, é a questão da abordagem utilizada, pois o semáforo nutricional não contribui para escolhas mais saudáveis.

-- O fato de ter diferentes cores para diferentes nutrientes pode levar o consumidor ao engano quando, por exemplo, o produto receber dois símbolos verdes e dois amarelos, ou três verdes e um vermelho. Neste caso, o consumidor se confunde sobre qual produto é melhor. A princípio, o semáforo parece trazer uma informação facilitada, mas, na verdade, não. Além disso, há um problema nos critérios que serão estabelecidos, pois nem sempre esses critérios vão poder, de fato, identificar quais alimentos são mais saudáveis para o consumidor. A coordenadora do movimento Põe no Rótulo e doutora em rotulagem nutricional, Cecília Cury, também não vê com bons olhos o modelo de rotulagem semafórica, pois, nesta situação, um dado produto poderá ter um alerta em verde sobre quantidade de açúcar, um amarelo para quantidade de gordura e um vermelho para indicar que o produto contém muito sódio.

-- O consumidor poderá ser levado a fazer uma espécie de média a partir destas cores, mas, por vezes, será uma escolha equivocada, até porque pode acontecer de a composição estar muito próxima de a gordura mudar do amarelo para o vermelho e/ou do açúcar mudar para amarelo. E tem mais: ter menos açúcar em um produto não compensa o fato de ser alto em sódio -- alerta a advogada. (O Globo)

Manteiga - a oportunidade para o descolamento das importações

Manteiga/Reino Unido - O tamanho das potenciais barreiras comerciais para a manteiga em um ambiente pós-Brexit é significativo, com a atual tarifa da OMC a 1.896 € / tonelada.
No entanto, o Reino Unido teve um déficit comercial de 23mil toneladas de manteiga em 2016. Em outras palavras, o Reino Unido importou 23mil toneladas de manteiga a mais do exportou. A Irlanda foi responsável por cerca de 65% das importações (38mil toneladas), sendo a Dinamarca (7mil toneladas) e a França (5mil toneladas) os outros maiores fornecedores.
A primeira vista, a possibilidade para a indústria de laticínios do Reino Unido deslocar parte dessas importações de manteiga com produto produzido internamente parece mais importante que o risco de perda de exportações. No entanto, é importante entender como o déficit comercial de manteiga se deslocou e seu impacto nos outros produtos.
 

 
Deslocamento da manteiga
Embora o comércio da manteiga esteja em déficit (em termos de valor e volume), a posição melhorou significativamente desde 2013, por volta da época em que a Müller abriu uma nova fábrica de manteiga. Durante o mesmo período, a posição comercial do creme no Reino Unido piorou - passando de exportador líquido de creme em 2012 para um importador líquido em 2016. Isso mostra a forte relação entre os dois produtos.

Para produzir 23 mil toneladas de manteiga é necessário cerca de 470 milhões de litros de leite, um aumento de 3.5% na produção leiteira no Reino Unido, ou cerca de 47 mil toneladas de creme. Para viabilizar isso, o Reino Unido precisaria produzir mais leite fora da fazenda ou desviar o leite  de outros produtos, como o creme. Se a manteiga fosse produzida a partir de leite cru, o Reino Unido também geraria mais leite desnatado ou leite em pó desnatado, que também precisariam ser vendidos. No curto prazo, se o Reino Unido buscasse suprir o déficit comercial da manteiga, é provável que teria como resultado uma piora no déficit comercial do creme. Excetuando a capacidade existente, a produção 23 mil toneladas de manteiga a mais exigiria uma fábrica com cerca de metade do tamanho da fábrica da Müller, inaugurada em 2013, com um investimento de 17 milhões de libras. Ser fisicamente capaz de produzir a manteiga e suprir o abastecimento de matérias-primas representam apenas parte da equação. Relações, fidelidade à marca, negociações entre empresas e especificação do produto também devem ser levadas em consideração. 

Existem uma série de cenários que podem afetar a agricultura do Reino Unido, e com as negociações da Brexit apenas começando, ainda é cedo demais para saber que acordo será acertado. Se a OMC ou tarifas similares forem aplicadas tanto às importações como às exportações de manteiga do Reino Unido, uma certeza é que a balança comercial mudará. Independentemente do acordo comercial do Brexit, o ponto principal. continua a ser a rentabilidade em toda a cadeia de suprimentos, a fim de poder competir em quaisquer  oportunidades que surjam. AHDB publicou uma série de relatórios Horizon que estão disponíveis para download. No final deste ano, a AHDB explorará detalhadamente as perspectivas de comércio de produtos lácteos e modelará o impacto de diferentes cenários da Brexit no setor. (AHDB Dairy - Tradução Livre: Terra Viva)

Europa enfrenta crise de leite e derivados, adverte executivo do setor
Crise do leite/Europa - Os preços do leite provavelmente irão aumentar nos próximos meses na Europa, enquanto o continente se prepara para enfrentar uma escassez de leite, creme e manteiga para o Natal. A advertência foi feita por Peter Tuborgh, presidente-executivo da Arla Foods, uma das maiores fabricantes de laticínios do mundo, com sede na Dinamarca. Segundo ele, os preços mundiais do leite, que aumentaram cerca de 28% nos últimos 12 meses depois que o setor cortou a produção, se estabilizaram nos últimos meses. No entanto, garante Tuborgh, os estoques globais de leite são muito baixos. "Tivemos uma escassez de leite em todo o mundo depois dos preços muito baixos no ano passado", disse o executivo à Reuters. "Há uma grande escassez de nata, creme e manteiga em toda a Europa. Não será possível atender a demanda para o Natal. Estas são as causas que estão fazendo subir os preços de forma significativa", acrescentou. Os preços do leite subiram no começo deste ano depois que os produtores europeus reduziram a produção após a retirada, em 2015, das quotas lácteas por parte da União Europeia (UE), uma medida que, na época, se pensava que reduziria os preços. A Arla, uma cooperativa de propriedade de 12.500 criadores de gado da Dinamarca, Suécia, Alemanha, Reino Unido, Luxemburgo, Holanda e Bélgica, informou, na sexta-feira, que aumentaria o preço que paga pelo leite aos seus produtores pelo terceiro mês consecutivo em setembro. O preço aumentará um centavo de euro, atingindo 38,3 centavos por quilo, e poderia voltar a subir antes do fim de ano. "Pode ser que voltemos a aumentar uma vez mais este ano, mas ainda é um pouco incerto", disse Tuborgh. Segundo analistas, a próxima temporada primaveril na Nova Zelândia será crucial para os preços do mercado global do leite. (Expointer/Terra Viva)

Entidades ligadas ao setor produtivo entregaram, na tarde desta quinta-feira (31/8), ao governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Satori, um estudo sobre a cadeia agroindustrial de proteína animal do Estado, durante a 40° Expointer. O documento contém pontos levantados durante reuniões dos grupos de trabalho do setor, realizadas no primeiro semestre deste ano.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, o diagnóstico visa recuperar a competitividade de todos os segmentos e, principalmente, o de laticínios. "Trabalhamos para apontar as necessidades do setor atualmente, entre elas a guerra fiscal. Temos de tornar o setor competitivo para produzir mais e melhor", afirmou. Além dos incentivos fiscais, o projeto ainda pontua questões como assistência técnica, energia elétrica, infraestrutura e logística.

Na ocasião, o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, sugeriu a criação de um fórum permanente para a discussão prolongada do assunto. "A sistematização dessas informações nos dá alternativas para qualificarmos as produções do Estado. Temos potencial invejável e conhecimentos técnicos das pessoas envolvidas". No ato, o presidente do BRDE, Odacir Klein, manifestou-se favorável e aceitou assumir a coordenação contínua dos trabalhos.

Setor produtivo apresenta estudo sobre proteína animal no Estado. Foto: Vitorya Paulo

 

Porto Alegre, 31 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.575

 

  Final de semana para aproveitar o PUB do Queijo 

Os visitantes que forem a Expointer neste final de semana têm uma opção gastronômica diferenciada. O Pub do Queijo oferece, diariamente das 11h30min às 24h em frente ao Boulevard, cardápio assinado pelo chef Joaquim Aita com mais de 50 tipos de queijos. As degustações são orientadas pelo chef Alexandre Reolon, que explicará aos visitantes as peculiaridades de cada variedade. Além disso, essa edição também tem espaço para iogurtes e outros derivados lácteos. O assunto chamou atenção durante a feira e foi tema de diversos programas de televisão e rádio.
 
A iniciativa é realizada pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) com apoio de Fetag, Farsul, Seapi, Apil, Ocergs, AGL e Fundesa e demais entidades do setor lácteo. O Pub é uma alternativa diferente em meio às opções de churrasco que serão oferecidas no parque. O espaço oferece mais de 50 tipos de queijos e pratos quentes, como brusquetas, caldos, risotos variados, massas com molhos de queijos e embutidos. O valor do ticket para o ingresso no Pub do Queijo custa R$ 40,00, e dá direito à degustação. Crianças de até 10 anos pagam meia entrada. 
 
Quem provar os queijos e quiser levar um pouco do sabor para casa ainda terá a opção de visitar a Boutique do Queijo, que será montada junto ao Pub. A loja oferecerá cunhas de queijos especiais dos fabricantes do Rio Grande do Sul. Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o projeto é uma forma de valorizar os produtos lácteos e demonstrar ao público a diversidade da produção dos laticínios gaúchos. "A iniciativa é muito importante porque valoriza a produção local. A indústria gaúcha tem leite e queijos de alta qualidade que não deixam a desejar em nada aos rótulos mais renomados da Europa", afirmou Guerra. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reitera que é dever da entidade promover os produtos gaúchos.  Esse espaço é da Industria gaúcha que a condição básica é de estar presente é ser contribuinte do Fundesa. É a oportunidade de mostrar o controle sanitário que o setor possui. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
  
Chef Alexandre Reolon e Darlan Palharini divulgando o Pub do Queijo
Crédito: Carolina Jardine
 

 

Expoclara 2018 é lançada oficialmente

O melhor do rebanho dos associados da Cooperativa Santa Clara estará em evidência em 2018, ocorre a 11ª edição da Exposição de Gado Leiteiro, Máquinas e Produtos, a Expoclara. Para promover mais uma edição, foi iniciada a contagem regressiva para a exposição através do lançamento oficial na manhã desta quarta-feira, 30 de agosto. A solenidade reuniu produtores associados, autoridades e imprensa na Casa da Ocergs, durante a 40ª Expointer, em Esteio.

A importância do evento esteve presente na fala do presidente da Cooperativa, Rogerio Bruno Sauthier. "Os associados são as pessoas de maior importância para a Cooperativa. Precisamos seguir Plantando o Bem para colher os frutos no futuro, e exemplo disso é a realização da Expoclara", afirmou.

A 11ª Expoclara acontecerá de 3 a 6 de maio de 2018, na Fenachamp, em Garibaldi, e contará com julgamento de gado leiteiro, exposição de máquinas e equipamentos agrícolas e atrações artísticas e culturais.

A Expoclara é uma vitrine do gado leiteiro, e a Santa Clara sempre esteve preocupada com o melhoramento genético dos animais. A Exposição completa 20 anos neste ano e é uma das principais mostras de gado do interior do estado. A expectativa para a próxima edição é a participação de 80 expositores, 200 animais das raças Jersey e Holandês e 30 mil visitantes. 

O diretor da 11ª Expoclara, José Dotta, destacou que a exposição é uma forma de o produtor mostrar a qualidade do seu rebanho, se profissionalizar através das palestras técnicas e ainda fazer parcerias. "A Expoclara tornou-se um evento de negócios, profissionalização e troca de experiências", ressaltou.

A Expoclara Cultural, que acontece paralelo às exposições de gado leiteiro e máquinas e implementos, contará com os shows de Guri de Uruguaiana e do cantor João Luiz Corrêa e Grupo Campeirismo, além da apresentação da peça teatral "Uma aventura urbana" e shows regionais. O conceito do projeto Plantando o Bem irá nortear todas as atividades da Expoclara Cultural. Mais informações sobre a Expoclara podem ser obtidas no site no endereço www.coopsantaclara.com.br/expoclara.

Convênio com a Embrapa
Durante o lançamento da 11ª Expoclara foi renovado o Termo Aditivo de Cooperação Técnica entre Cooperativa Santa Clara e Embrapa, que estará em vigor até o ano de 2019. O documento foi assinado pelo presidente da Cooperativa, Rogerio Bruno Sauthier, e pelo chefe-geral Embrapa Clima-Temperado - Pelotas, Clenio Nailto Pillon. Segundo Pillon, a parceria entre a Embrapa e a Santa Clara já está consolidada e mostra a importância da pesquisa no melhoramento na qualidade da produção leiteria.  "As parcerias entre o público e privado vem dando certo, e prova disto, é o trabalho desenvolvido conjuntamente entre as entidades em benefício da qualidade do leite", enfatizou.

Termo com o Governo do Estado
O Governo do Estado do Rio Grande do Sul e a Cooperativa Santa Clara assinaram o Termo de Cooperação Técnica, que tem por objetivo executar ações da certificação de propriedades fornecedoras de leite livres de tuberculose e brucelose vinculadas à Cooperativa. O documento foi assinado pelo presidente da Cooperativa, Rogerio Bruno Sauthier, pelo governador do Estado, José Ivo Sartori, e pelo secretário Agricultura, Pecuária e Irrigação Ernani Polo. "Esse é um marco muito importante porque sem sanidade não há credibilidade para o produto", ponderou José Ivo Sartori.  A solenidade de lançamento oficial contou também com a presença do secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Tarcisio Minetto. 

Pronunciamentos 
O trabalho desenvolvido e os valores primados pela Santa Clara foram enaltecidos pelo diretor Administrativo e Financeiro da Cooperativa, Alexandre Guerra. "A Santa Clara é uma Cooperativa comprometida com os seus associados. Estamos construindo uma Indústria de Laticínios em Casca, que será concluída no segundo semestre de 2018", destacou. O papel das Cooperativas para o desenvolvimento econômico foi enfatizado pelo presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergílio Perius. "O trabalho realizado pelos Cooperativas e seus associados agregam valor para toda a sociedade. Hoje são aproximadamente 70 mil famílias que produzem leite no Estado, e parte destas cofiam no trabalho desenvolvido pelas Cooperativas", ressaltou. (Assessoria de Imprensa Cooperativa Santa Clara)

  
Créditos: Estefania V. Linhares

CCGL apresenta nova linha de produtos lácteos e faz doação a entidades

A Cooperativa Central Gaúcha Ltda. lançou, no final da tarde desta quarta-feira (30), em seu estande no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a nova linha de produtos lácteos Qualitem. Considerada uma das maiores cooperativas do país, com 171 mil produtores associados, a CCGL escolheu a 40ª Expointer para apresentar os novos produtos.

O governador José Ivo Sartori prestigiou o lançamento. Três famílias cooperadas, Jacoby, Rusch e Zimpel, doaram 10 mil litros de leite para três entidades: Instituto do Câncer Infantil, Fundação Pão dos Pobres e Asilo Padre Cacique. A nova linha Qualitem será comercializada em fardos de seis quilos e poderá ser encontrada nas versões leite em pó integral instantâneo, desnatado e integral zero lactose. As embalagens rendem um litro. A opção pelo Rio Grande do Sul para apresentação da nova linha demonstra o fortalecimento do trabalho desenvolvido pela cooperativa com os produtores associados, que viabilizam a produção leiteira nas propriedades de forma sustentável, garantindo qualidade e segurança. "Temos uma grande crise econômica e, na contramão, a CCGL está lançando essa nova linha de produtos", ressaltou o governador, acrescentando que as doações são um gesto nobre, que ajuda as entidades.

Sartori afirmou que o governo sempre esteve aberto para escutar todos os setores e citou os decretos recentes beneficiando os produtores de leite do Rio Grande do Sul, que enfrentam forte concorrência do produto em pó importado. "O que a CCGL está trazendo é um novo conceito de produto puro, prático e leve. Mesmo com o momento delicado do setor, sempre buscamos soluções para atender o produtor e o consumidor", afirmou o diretor-superintendente da Cooperativa, Guillermo Enrique Dawson Jr. Atualmente, 87% do leite em pó produzido pela CCGL são destinados à regiões Norte e Nordeste.  Apenas 13% ficam no Sul no país.  A embalagem da nova linha Qualitem é compacta e moderna. É prática e de fácil armazenamento. Após ser aberto, o sachê se mantém por 30 dias. (Expointer)

Preços/Uruguai 

Os produtores de leite esperam que o governo acate reivindicações realizadas pelo setor lácteo, para reduzir a crise. Uma das medidas é aumentar de 3% para 6% a devolução do imposto sobre as exportações de lácteos, ou que reajuste em 2 pesos o litro de leite ao consumidor, algo que deve ocorrer, como tradicionalmente, em 1º de setembro. Os produtores de leite não suportam mais empréstimos, e a dívida do setor atinge US$ 350 milhões em decorrência de crises enfrentadas nos últimos anos, o que significa que todas as vacas do rebanho leiteiro do país, 400 mil animais, estão endividadas, explicou o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Leite (ANPL), Wilson Cabrera. Cabrera afirmou que de 2008 até agora, o preço administrado pelo governo já transferiu para a sociedade, mais de US$ 100 milhões. Portanto, se houver aumento de 2 pesos por litro ao consumidor, as indústrias transferirão esse valor aos produtores, o que corresponde a aproximadamente US$ 5 milhões por ano. Em um prazo de cinco anos serão US$ 25 milhões, ou seja, um quarto do que os produtores perderam nos últimos oito anos. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)

Nova Zelândia registra pela primeira vez caso de mastite bovina em rebanho
Propriedades de produção leiteira da Nova Zelândia registraram em seus rebanhos casos de mastite, inflamação da glândula mamária, causada pela bactéria Mycoplasma bovis. No início do mês passado, três fazendas do grupo Van Leeuwen Dairy fizeram a notificação. Depois, a doença foi encontrada em outras três propriedades parceiras. Segundo o Ministério das Indústrias Primárias, a região estava sendo monitorada desde o primeiro caso e, como os animais são movimentados entre as propriedades, a contaminação de outros bovinos era esperada. É a primeira vez que a doença, comum em outros países, é diagnosticada na Nova Zelândia. Diante da representatividade da produção de leite no país, o economista-chefe do banco ASB, Nick Tuffley, disse que a notícia pode ser um dos fatores a pressionar as cotações do dólar da Nova Zelândia nesta terça-feira, 29. (As informações são do Dow Jones Newswires e do Dinheiro Rural)

Representantes do setor lácteo da região Sul do país vão encaminhar ao Ministério da Agricultura (Mapa) um pedido de compras governamentais urgente de leite em pó ou leite UHT. A definição ocorreu na manhã desta quarta-feira (30/8), em reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira realizada na Expointer. Durante o encontro, os secretários de Agricultura do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul discutiram os problemas do setor e as providências necessárias para superar as dificuldades, entre elas o preço do leite tanto para os produtores quanto para a indústria.

O pedido do Sindicato das Indústrias do Rio Grande do Sul (Sindilat) é que o governo federal faça a aquisição de 50 mil toneladas de leite em pó ao preço mínimo de R$ 14,30 o quilo ou 425 milhões de litros de leite UHT ao preço mínimo de R$ 2,20 o litro. O volume representa um montante de R$ 730 milhões em recursos federais. Segundo Ronei Volpi, assessor da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), que assumiu a coordenação da Aliança Láctea no lugar do presidente da Comissão do Leite da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Rodrigues, o pleito será encaminhado ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

“O problema não é só do Rio Grande do Sul, é nacional. Por isso, as ações precisam ser nacionais. Se continuar como está, não são só os produtores que vão quebrar, mas também as indústrias”, salientou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. Na avaliação da entidade, a pauta precisa ser unificada para que a reivindicação ganhe força.

Fórum da Fetag também debateu gargalos

Em debate da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag), também realizado na manhã desta quarta-feira, durante a Expointer, produtores e entidades ligadas ao setor concordaram que a solução precisa vir do governo federal. Entre os problemas abordados no encontro, que ocorreu na arena do Canal Rural no parque Assis Brasil, está o aumento de importação de leite do Uruguai e o baixo valor de compra do leite.

Estas questões têm preocupado a indústria e os produtores do Estado, que alegaram, durante o Fórum de Discussão da Fetag, urgência na avaliação das pautas que dependem da ação do Ministério da Agricultura (Mapa). Na ocasião, o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reforçou a necessidade de compra governamental do leite. “Nós precisamos subir outros degraus, não há outra solução para agora que não seja esta”, ressalta Palharini.

O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, ainda ressaltou que a redução do valor do leite tem prejudicado toda a cadeia. “Temos um consumidor que esta pagando um preço baixo, mas o produtor que está sendo prejudicado”.

Presidente Alexandre Guerra esteve presente na reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira realizada na Expointer.Foto: Bruna Karpinski

 

Porto Alegre, 30 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.574

 

Aliança Láctea vai solicitar a compra de 50 mil toneladas de leite em pó


Crédito Foto: Bruna Karpinski

Representantes do setor lácteo da região Sul do país vão encaminhar ao Ministério da Agricultura (Mapa) um pedido de compras governamentais urgente de leite em pó ou leite UHT. A definição ocorreu na manhã desta quarta-feira (30/8), em reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira realizada na Expointer. Durante o encontro, os secretários de Agricultura do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul discutiram os problemas do setor e as providências necessárias para superar as dificuldades, entre elas o preço do leite tanto para os produtores quanto para a indústria.

O pedido do Sindicato das Indústrias do Rio Grande do Sul (Sindilat) é que o governo federal faça a aquisição de 50 mil toneladas de leite em pó ao preço mínimo de R$ 14,30 o quilo ou 425 milhões de litros de leite UHT ao preço mínimo de R$ 2,20 o litro. O volume representa um montante de R$ 730 milhões em recursos federais. Segundo Ronei Volpi, assessor da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), que assumiu a coordenação da Aliança Láctea no lugar do presidente da Comissão do Leite da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Rodrigues, o pleito será encaminhado ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

"O problema não é só do Rio Grande do Sul, é nacional. Por isso, as ações precisam ser nacionais. Se continuar como está, não são só os produtores que vão quebrar, mas também as indústrias", salientou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. Na avaliação da entidade, a pauta precisa ser unificada para que a reivindicação ganhe força. 
 

Fórum da Fetag também debateu gargalos
Em debate da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag), também realizado na manhã desta quarta-feira, durante a Expointer, produtores e entidades ligadas ao setor concordaram que a solução precisa vir do governo federal. Entre os problemas abordados no encontro, que ocorreu na arena do Canal Rural no parque Assis Brasil, está o aumento de importação de leite do Uruguai e o baixo valor de compra do leite.

Estas questões têm preocupado a indústria e os produtores do Estado, que alegaram, durante o Fórum de Discussão da Fetag, urgência na avaliação das pautas que dependem da ação do Ministério da Agricultura (Mapa). Na ocasião, o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reforçou a necessidade de compra governamental do leite. "Nós precisamos subir outros degraus, não há outra solução para agora que não seja esta", ressalta Palharini.  O presidente da Fetag, Carlos Joel, ainda ressaltou que a redução do valor do leite tem prejudicado toda a cadeia. "Temos um consumidor que esta pagando um preço baixo, mas o produtor que está sendo prejudicado". (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
 

 

GT do leite em pó enviará documento com oito pleitos ao governo do Estado e federal

Em reunião do Grupo de Trabalho (GT) sobre importação de leite em pó, realizada na tarde desta terça-feira (29/8), na casa da Assembleia Legislativa, na Expointer, parlamentares e dirigentes de entidades ligadas ao setor lácteo discutiram sobre os gargalos da atividade. Após dezenas de pronunciamentos, os presentes definiram pela elaboração de um documento listando as medidas necessárias para melhorar a competitividade no Rio Grande do Sul. A carta, que inclui oito apontamentos, será enviada ao governo do Estado e aos ministérios da Agricultura e da Indústria e Comércio, afirmou o deputado Zé Nunes, que coordenou o debate.

Na ocasião, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) reforçou sua posição no que diz respeito aos pedidos já formalizados ao governo estadual e federal nos últimos meses. Na avaliação do presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o setor precisa de compras governamentais imediatas para tirar o excedente de produto local e regular o mercado. Outro pleito da entidade são as cotas de importação do Uruguai, a exemplo de como já ocorre no caso da Argentina para que seja possível ter previsibilidade. "Se isso não acontecer, corremos o risco de a Argentina 'sair fora' e aí o que está ruim pode ficar pior ainda", alerta.


Foto: Laura Berrutti

No âmbito estadual, Guerra reforçou sobre a importância de suspender os dois decretos que proporcionavam diferimento no ICMS na importação do produto. O dirigente citou, ainda, a necessidade de equacionar a guerra fiscal entre estados e estimular a competitividade do setor por meio de mais produtividade, tanto na indústria quanto dentro da porteira, para poder segurar de forma natural a importação e viabilizar as exportações de forma competitiva.

Também fazem parte do documento a verificação de triangulação de leite no Uruguai, devido ao volume de entrada e saída do produto no país, o fortalecimento das cooperativas e da assistência técnica e a instituição de uma política de Estado efetiva para o setor lácteo. "É o setor unido na busca de soluções e na defesa do setor lácteo", ressaltou Guerra. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Mamíferos da Parmalat vão voltar em breve


Crédito Foto Jonathan Heckler/JC

Tem uma geração de brasileirinhos que cresceu na companhia dos mamíferos da Parmalat, uma das campanhas de marketing promocional associada à venda de caixinhas de leite de maior sucesso no País nos anos de 1990. Pois a família vai voltar e em 2018, projeta o diretor de relações institucionais e comunicação da francesa Lactalis, uma das líderes globais de laticínios e que adquiriu a marca Parmalat, Guilherme Portella. O executivo fez a revelação, ao participar do programa Leite com Café, na Casa JC na Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio, que a retomada de uma campanha com os bichinhos está sendo gestada. Na versão anterior, as pessoas trocavam selinhos das caixinhas pelos bichinhos de pelúcia da família dos mamíferos. O suspense está no ar. Segundo o diretor, os mamíferos estarão de volta na campanha do leite fortificado Parmalat Max, prestes a ser lançado. "Os mamíferos voltam", garante. Em 2018, as novidades estarão atrelados aos bichinhos de pelúcia. "É uma força da marca e queremos desenvolver." 

O diretor contou ao Leite com Café mais detalhes e novidades da operação brasileira. Entre elas, mais investimentos no Rio Grande do Sul e exportação de itens produzidos nas unidades gaúchas para o Chile. A negociação está em andamento e só depende de licenças para liberar o envio de mercadorias, antecipou Portella. A Lactalis tem a maior operação no Brasil, em número de plantas e capacidade de processamento, no Rio Grande do Sul. São cinco em solo gaúcho que empregam 2,3 mil trabalhadores. "Respondemos por quase 25% da compra de leite dos produtores do Estado. São 900 milhões de litros de leite cru por ano entregues, e um detalhe: 80% do volume se transforma em produtos que vão a outros estados", contabiliza, em forma de leite em pó, leite UHT (caixinha), leite condensado, bebidas lácteas, queijo e requeijão. No Estado, 8 mil famílias entregam leite para a empresa. 

A Lactalis tem a maior operação no Brasil, em número de plantas e capacidade de processamento, no Rio Grande do Sul. São cinco em solo gaúcho, que empregam 2,3 mil trabalhadores. "Respondemos por quase 25% da compra de leite dos produtores do Estado. São 900 milhões de litros de leite cru por ano entregues, e um detalhe: 80% do volume se transforma em produtos que vão a outros estados", contabiliza, em forma de leite em pó, leite UHT (caixinha), leite condensado, bebidas lácteas, queijo e requeijão. No Estado, 8 mil famílias entregam leite para a empresa. Em 2016, a companhia anunciou investimento de R$ 104 milhões em modernização de linhas gaúchas, introduzindo mais tecnologias. Entre as ações está a montagem de uma linha de garrafas plásticas para envazar leite UHT, que será em Teutônia, uma das maiores plantas no setor na América do Sul. (Jornal do Comércio) 

 

Fonterra abre nova fábrica de US$ 119 milhões, na Austrália
Fonterra - A cooperativa da Nova Zelândia, Fonterra, anunciou a abertura de uma nova fábrica de queijos na Austrália, com investimento de US$ 119 milhões, para ajudar a atender o crescimento da demanda. A planta, que será construída em Victoria,substituirá a que foi destruída pelo fogo em dezembro de 2014. O diretor da Fonterra Austrália, René Dedoncker disse: "A Fonterra é líder no mercado de queijos da Austrália, de US$ 2 bilhões, lidera o mercado de foodservice, oferecendo soluções para chefs em toda a Austrália, e é um dos principais exportadores de ingredientes lácteos da Austrália. A nova fábrica de queijos em Stanhope ajudará a consolidar a posição no mercado, assegurando negócio sustentável ao longo da cadeia de valor". A nova planta de queijos processará 1,3 milhões de litros de leite por dia, uma vez que a companhia vem tendo crescente demanda de queijos para os mercados domésticos da China e do Japão. Enquanto isso, a Fonterra está pagando € 7,1 milhões para ter participação de 10% na AB Rokiškio Sūris, indústria de laticínios da Lituânia que busca recursos para expandir suas exportações. Dalius Trumpa, presidente da Rokiškio Sūris disse: "A Fonterra é uma empresa líder mundial, e se tornar acionista da Rokiškio Sūris, leva nossa empresa também para um nível global, muito diferente". As duas empresas já são parceira comerciais há muitos anos, com a Fonterra fornecendo ingredientes para a produção de produtos especiais para a Europa. (FoodBev - Tradução livre: Terra Viva)

Em reunião do Grupo de Trabalho (GT) sobre importação de leite em pó, realizada na tarde desta terça-feira (29/8), na casa da Assembleia Legislativa, na Expointer, parlamentares e dirigentes de entidades ligadas ao setor lácteo discutiram sobre os gargalos da atividade. Após dezenas de pronunciamentos, os presentes definiram pela elaboração de um documento listando as medidas necessárias para melhorar a competitividade no Rio Grande do Sul. A carta, que inclui oito apontamentos, será enviada ao governo do Estado e aos ministérios da Agricultura e da Indústria e Comércio, afirmou o deputado Zé Nunes, que coordenou o debate.

Na ocasião, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) reforçou sua posição no que diz respeito aos pedidos já formalizados ao governo estadual e federal nos últimos meses. Na avaliação do presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o setor precisa de compras governamentais imediatas para tirar o excedente de produto local e regular o mercado. Outro pleito da entidade são as cotas de importação do Uruguai, a exemplo de como já ocorre no caso da Argentina para que seja possível ter previsibilidade. “Se isso não acontecer, corremos o risco de a Argentina ‘sair fora’ e aí o que está ruim pode ficar pior ainda”, alerta.

Foto: Laura Berrutti

No âmbito estadual, Guerra reforçou sobre a importância de suspender os dois decretos que proporcionavam diferimento no ICMS na importação do produto. O dirigente citou, ainda, a necessidade de equacionar a guerra fiscal entre estados e estimular a competitividade do setor por meio de mais produtividade, tanto na indústria quanto dentro da porteira, para poder segurar de forma natural a importação e viabilizar as exportações de forma competitiva.

Também fazem parte do documento a verificação de triangulação de leite no Uruguai, devido ao volume de entrada e saída do produto no país, o fortalecimento das cooperativas e da assistência técnica e a instituição de uma política de Estado efetiva para o setor lácteo. “É o setor unido na busca de soluções e na defesa do setor lácteo”, ressaltou Guerra.