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28/07/2026

Porto Alegre, 28 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.680


China retoma sede por lácteos em junho: importações cresceram 11%

As importações chinesas de produtos lácteos encerraram junho de 2026 com um aumento de 11,4% em volume em comparação com o mesmo mês do ano anterior e de 20,1%, quando medidas em litros equivalentes de leite. 

Os produtos que mais contribuíram para esse crescimento foram o leite em pó integral, o soro de leite, as fórmulas infantis e os queijos macios. Em termos monetários, o valor total importado no mês aumentou 20,6% na comparação anual, segundo dados elaborados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) com base em informações da Aduana da China e da CLAL.it. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o crescimento foi muito mais moderado: o volume importado avançou apenas 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, embora o valor em dólares tenha aumentado 4,1%, impulsionado principalmente pelos preços — o valor médio passou de US$ 4.555 para US$ 4.722 por tonelada, um aumento de 3,7%.

O valor por litro equivalente de leite das importações chinesas no acumulado do ano foi de US$ 1,06, praticamente o mesmo registrado no mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a junho de 2026, os principais produtos apresentaram desempenhos distintos. O soro de leite foi a categoria com maior volume importado, totalizando 332 mil toneladas, embora tenha registrado uma queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O leite em pó integral, segundo produto mais importado em volume, alcançou 281 mil toneladas, um aumento de 11%. Já o leite em pó desnatado recuou 20%, para 112 mil toneladas, enquanto o leite fluido desnatado caiu 13%, totalizando 141 mil toneladas.

No segmento de queijos, o queijo macio foi o produto de maior dinamismo, com crescimento de 31%, alcançando 30,7 mil toneladas, seguido pelo queijo processado (+27%) e pelo queijo ralado ou em pó (+23%). As importações de manteiga aumentaram 12%, para 66 mil toneladas. O creme de leite registrou alta de 8%, atingindo 152 mil toneladas, enquanto as fórmulas infantis cresceram apenas 1%, chegando a 106 mil toneladas. A lactose destinada ao uso farmacêutico apresentou a maior queda do semestre, com retração de 21%.

No caso do leite em pó integral, o segundo principal produto importado pela China, a Nova Zelândia respondeu por 94,8% das compras chinesas no primeiro semestre de 2026, participação ligeiramente superior aos 92,2% registrados no mesmo período do ano anterior. (As informações são do Tardáguila Agromercados, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Da cidade ao campo

Nem sempre a sucessão está no campo. Eliziane Moreira de Oliveira, de 27 anos, trabalha com os sogros e o marido em Palmeira das Missões. Há cerca de 6 anos, ela se mudou da área urbana para a propriedade rural, onde hoje atua na produção de cerca de 800 litros diários. “Para continuar está bem difícil, mas não queremos parar. Vamos lutando. Todo mundo está numa fase difícil”, avalia. O rebanho é criado no sistema pasto e é composto por cerca de 30 fêmeas, sendo 27 em lactação. Desde 2023, a família tem investido na inseminação, buscando melhoramento genético e aumento da produção. Em momentos de gastos elevados, costumam vender animais para pagar as contas, mas há também a organização financeira. “A gente tenta sempre manter as contas em dia para não ir para o vermelho. As vacas vendidas (funcionam como) uma reserva para emergência da propriedade”, explica. Eliziane conta que gosta da atividade no campo e pretende seguir na produção, mas conhece muitos produtores que não conseguiram dar continuidade ao trabalho. “Nosso plano é continuar e fechar (com) as vacas. O objetivo é seguir com a inseminação e melhorar a genética.” 

‘Desistir não é uma opção’, afirma produtora 
Em meio aos desafios que pressionam a pecuária leiteira gaúcha, ainda há quem aposte na continuidade e invista no futuro da propriedade. Este é o caso da produtora de Cândido Godói, no Noroeste do Estado, principal região leiteira do país, de acordo com estudo lançado pela Embrapa Gado de Leite, Aline Janaína Schreder assumiu a propriedade dos pais, ao lado do marido, há cerca de cinco anos. Atualmente, o casal trabalha sozinho na produção de leite e administra um rebanho com aproximadamente 30 vacas no sistema de pasto. 

A propriedade comercializa leite in natura para a Agroindústria Konzen, localizada em Salvador das Missões. Segundo Aline, o período recente tem sido marcado por investimentos em qualidade. “Desde que tomamos a frente aqui, a gente está em uma onda alta de investimentos. Então, se tem alguém que sentiu muito tudo isso (alta nos custos de produção) foi agente.” Aprodutora afirma que as despesas têm crescido em ritmo superior às receitas. Para quem vê de fora, fica difícil entender o motivo da persistência. “Porque é aquela questão que a gente vai fazendo o giro disso. A gente não só trabalha com isso”, explica. Os investimentos no rebanho são prioridade para Aline, que busca ampliar a produção de cerca de 22 mil litros mensais, apostando em novilhas. “Na verdade, acaba sobrecarregando mais a nossa mão de obra, porque, como estamos aumentando o número de animais, querer reduzir alguma coisa não é viável.” 

Os desafios de se manter na atividade ultrapassam os números e atingem a vida dos trabalhadores de forma emocional. “(Sobre a) questão do preço, hoje em dia, a gente tem recurso do banco. Essas coisas mexem muito mais com o psicológico da gente. Tu tem que estar articulando. Tem que estar pensando, não pode se desesperar. É uma pressão, assim, alta. Várias vezes, a gente chegou na conversa: ‘será que isso realmente não dá? O que nós vamos fazer? Vamos vender tudo? Mas hoje vender tudo não paga nem todos os investimentos.’E daí a outra questão: vai para onde? Fazer o quê?”, questiona a produtora de 27 anos. Mesmo diante das adversidades, muitas inerentes ao ofício, que envolve dedicação constante aos rebanhos e a dependência do clima, Aline diz que não conhece quem tenha desistido da profissão. Ela mesma descarta a possibilidade. “O nosso lema aqui é não desistir. Apesar de estar sempre nesses desafios, a gente fala muito que desistir não é uma opção.” (Correio do Povo)

Grupo Piracanjuba e Nestlé relançam Linha Moça Doceria
 
O Grupo Piracanjuba e a Nestlé anunciam o retorno da tradicional Linha Moça Doceria ao mercado brasileiro. A retomada simboliza um novo movimento da parceria entre as marcas e reforça a aposta em categorias ligadas à indulgência, unindo tradição, sabor e forte conexão com os consumidores. Os produtos voltam às prateleiras no segundo semestre de 2026, em três versões clássicas: brigadeiro, beijinho e chocolate cremoso.
 
O lançamento acompanha o momento de expansão do portfólio do Grupo Piracanjuba, que vem ampliando sua atuação em diferentes categorias, com investimentos em licenciamentos, collabs e produtos voltados a variados perfis de consumo.
 
O movimento também reforça a parceria construída entre o Grupo Piracanjuba e a Nestlé desde 2019, quando a operação das marcas Ninho e Molico na categoria UHT passou a ser conduzida pela Piracanjuba. Agora, as companhias ampliam essa parceria com a retomada da Linha Moça Doceria para o varejo nacional.
 
“Estamos sempre atentos a movimentos que tenham conexão genuína com o público. A Linha Moça Doceria tem um reconhecimento muito forte entre os brasileiros e retorna ao mercado em um momento importante de ampliação do nosso portfólio em categorias ligadas à indulgência. É um lançamento que traz de volta uma marca muito presente na memória e na rotina dos brasileiros”, destaca Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba.
 
A fabricação e a distribuição ficarão sob responsabilidade do Grupo Piracanjuba, na unidade de Araraquara (SP), com presença prevista em supermercados, hipermercados e redes especializadas de todo o país. Desde 2022, os produtos estavam disponíveis apenas para o segmento food service.
 
“Moça ® é uma marca icônica do nosso portfólio, com uma relação única com os
brasileiros e presença em diferentes momentos de consumo. O retorno da Linha Moça Doceria ao varejo, em parceria com o Grupo Piracanjuba, reforça nossa versatilidade aliada a qualidade e tradição que atravessam gerações”, afirma Carolina Guimarães BEO de Culinários Nestlé.
 
O relançamento da Linha Moça Doceria marca mais um capítulo da parceria entre o Grupo Piracanjuba e a Nestlé® e marca o retorno ao varejo brasileiro de um produto que permanece na memória afetiva de diferentes gerações. (Piracanjuba)


Jogo Rápido

Lactalis estreia na Agroleite e investe em relacionamento com produtor paranaense
A Lactalis Brasil estreia com novidades na Agroleite 2026, maior exposição de pecuária leiteira da América Latina. Realizada em Castro (PR) de 3 a 6 de agosto, a mostra reúne empresas e produtores em um grande encontro de inovação e network. A Casa Lactalis estará localizada no lote 4, Quinta Avenida do Parque Tecnológico Agroleite. Mais do que um momento de presença institucional do grupo, a Agroleite é essencial na aproximação com os produtores rurais e as cooperativas paranaenses, para o fortalecimento do setor como um todo. Realizada em uma das regiões mais fortes na produção da pecuária leiteira, Castro é sede de importantes players do setor cooperativista e industrial. “Estar aqui é mostrar aos nossos produtores a importância da produção do Paraná para a Lactalis, uma empresa que é referência em eficiência e ruma para a liderança na produção sustentável. Nossa meta é zerar nossas emissões de metano até 2050”, frisou o diretor de Comunicação, ESG, Assuntos Regulatórios e Corporativos da Lactalis Brasil, Guilherme Portella. Apresentando o Clube do Produtor Lactalis, o grupo francês traz aos produtores brasileiros tecnologia internacional em nutrição e insumos para ordenha, incluindo rótulos que reduzem emissões que agravam o efeito estufa. A programação durante a mostra ainda inclui apresentação de produtos de uma das linhas mais aclamadas da Lactalis no Paraná: a Batavo. Entrelaçada com a memória afetiva dos paranaenses, a marca da holandesa apresentará os novos e os já aclamados rótulos aos visitantes. Os queijos e manteigas Presidént também devem ser alvo de apresentação e degustação. “O Paraná é muito relevante para a Lactalis Brasil. Aqui temos um consumidor altamente exigente e que serve de termômetro para diferentes praças pelo poder aquisitivo, nível cultural, conhecimento e valor que dá aos lácteos em sua dieta”, ponderou o diretor de marketing da Lactalis Brasil, Raphael Cumplido. (Lactalis)