Porto Alegre, 27 de julho de 2026 Ano 20 - N° 4.679
Conseleite/MG
A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 24 de Julho de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2026 a ser pago em Junho/2026 b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026 c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Julho/2026 a ser pago em Agosto/2026.
Nota Técnica: O Valor Base de Referência corresponde à capacidade de pagamento da indústria pelo leite, considerando os seguintes parâmetros de volume e qualidade: produção de 160 litros/dia, Contagem de Células Somáticas (CCS) de 400 mil células/mL, Contagem Padrão em Placas (CPP) de 100 mil UFC/mL, teor de gordura de 3,30% e teor de proteína de 3,10%.
Atenção: A Câmara Técnica do Conseleite MG está conduzindo a revisão dos parâmetros que compõem os valores de referência do Conseleite MG, com conclusão prevista para setembro de 2026. Após a conclusão desse processo, o Valor Base de Referência deixará de ser publicado pelo Conseleite MG, permanecendo inalterada a divulgação das demais categorias da tabela de valores de referência.
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.
CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. (Conseleite/MG)
Entre persistir e resistir: o dilema das famílias
A principal dificuldade apontada pelos estabelecimentos agropecuários produtores de leite no Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva da Emater/RS-Ascar se refere ao descontentamento em relação à remuneração, abrangendo 14.334 unidades (49,52%). Em seguida, aparece a dificuldade de mão de obra mencionada por 14.280 estabelecimentos (49,33%). Já o elevado custo de produção é a resposta de 13.236 (45,73%). Outro elemento em destaque é a falta de descendentes ou o desinteresse na continuidade da atividade, somando 11.795 estabelecimentos (40,75%). Além de influenciar diretamente a disponibilidade de mão de obra, esse dado sinaliza desafios no que se refere à sucessão familiar.
Fernando Thomas Piper, de 23 anos, trabalhou na propriedade dos pais, na ordenha de aproximadamente 40 vacas, até cerca de um ano atrás, quando deixou a produção, segundo ele, devido a diferentes fatores. “Desde que eu me conheço por gente, eu trabalhei com os meus pais nesse ramo. Teve um pequeno momento que eu acabei saindo, mas foi porque a gente teve um surto de leptospirose dentro da propriedade.Acabamos perdendo muitos animais. A gente não pôde vender leite por um bom tempo, por causa dos antibióticos que usamos. Na época, sobraram 13 vacas, produzindo em torno de 30 litros juntas. Então a coisa apertou e eu acabei indo trabalhar em uma fábrica de ração.”
Entretanto, a doença foi apenas parte do problema. Piper afirma que os custos crescentes e a ausência de sucessores acabaram tornando inviável a continuidade da atividade. “Eu deixei a produção de leite muito em virtude do alto custo, porque meu pai e minha mãe já não são mais pessoas jovens. Acho que esse foi um dos principais motivos, que eu ficaria totalmente sozinho. E hoje, se tu quer seguir com a produção de leite, o mercado está levando quase todo mundo ao confinamento.” A propriedade está localizada no interior de Campinas das Missões e o leite comercializado na região constituía a principal fonte de renda da família.“Os principais problemas que a gente enfrentou nos últimos anos foram, com certeza, o baixo preço do leite e o alto preço dos insumos que agente precisava, tanto de semente, silagem, dá para incluir até mesmo o combustível e o preço de maquinários e implementos”, explica Piper, que é médico-veterinário, pós-graduado em clínica de bovinos de leite. Ao deixar a produção, atuou na assistência técnica de uma cooperativa. Há cerca de um mês, o rebanho da família foi vendido. “A gente fica sempre com a consciência pesada na hora de vender os animais, porque esse foi um negócio que sustentou a nossa família. Mas a gente fez uma escolha e, no fim das contas, eu acho que foi bom para todos (ele e os pais)”, conta.
SEGUNDA GERAÇÃO
O sucessor da família Miecznikovski, Samuel, de 24 anos, observa os mesmos problemas relacionados aos custos e ao valor pago pelo litro do leite, mas “vai tocando” o trabalho que começou há 25 anos com o pai, Luiz, no município de Centenário. “Fazemos o melhor possível para atravessar os desafios. Mantemos alimento armazenado para os momentos de necessidade”,conta. O gosto pela lida começou cedo, acompanhando os pais na atividade. “Desde pequeno, estava sempre junto, vendo eles trabalharem e tive vontade de continuar. Peguei gosto e agora estou tomando a frente, às vezes trabalho sozinho.” A produção das vacas criadas no sistema de pasto é comercializada para empresas de laticínios na região de Santa Maria. Miecznikovski não tem conhecidos que deixaram de produzir e pretende seguir na atividade, pois avalia um retorno maior em comparação com a lavoura da família, que está inscrita no programa Terra Forte da Emater/RS-Ascar. “Em comparação com a lavoura, tem sido mais rentável. No futuro, pensamos em alternativas para diminuir os custos e expandir. O programa vai ajudar em grande parte para recuperação de solo, das áreas de pastagem, tanto quanto na área de silagem, que nós usamos para as vacas. O que, querendo ou não, diminui um pouco o custo e melhora, aumenta a nossa produção”, explica. (Correio do Povo)
CMN disciplina linha de crédito de R$ 10 bilhões com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para disseminação tecnológica na produção agrícola
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em sessão extraordinária realizada em 23 de julho de 2026, Resolução nº 5.331, que disciplina linha de crédito de R$ 10 bilhões com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), voltada ao financiamento de projetos de disseminação tecnológica baseados em equipamentos inovadores nacionais para a produção agrícola.
A linha foi criada pela Medida Provisória nº 1.374, de 30 de junho de 2026, e será operacionalizada por meio de crédito descentralizado concedido por agências de fomento, bancos de desenvolvimento ou instituições de crédito oficiais credenciados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Poderão acessar a linha produtores rurais, pessoas físicas e jurídicas, e suas cooperativas de produção agropecuária. O limite por beneficiário é de R$ 30 milhões, com prazo de reembolso de até cinco anos, sem carência, em parcelas anuais.
Os encargos financeiros ao mutuário são compostos pela Taxa Referencial (TR) acrescida da remuneração da Finep (3% a.a.) e da instituição financeira credenciada (até 4% a.a.), resultando em encargos de até 7,12% a.a. O risco de crédito é integralmente da instituição financeira credenciada.
A linha visa promover a incorporação tecnológica, a modernização produtiva e o aumento da produtividade e da sustentabilidade agrícola, com foco em tecnologias como agricultura de precisão, automação, conectividade e digitalização, uso eficiente de insumos e rastreabilidade da produção.
A inovação da linha está na inclusão de produtores rurais pessoas físicas, segmento historicamente com acesso restrito a linhas voltadas à inovação. Os projetos financiáveis serão definidos por listagem elaborada pela Finep e publicada em seu sítio eletrônico.
A resolução entra em vigor na data de sua publicação.
O CMN
O CMN é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. (Fonte: Ministério do Planejamento e Orçamento)
Jogo Rápido
Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Link de desconto para associados do Sindilat/RS, CLIQUE AQUI. (Sindilat/RS)