Pular para o conteúdo

01º/11/2023

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 01º de novembro de 2023                                               Ano 17 - N° 4.016


LACTALIS DO BRASIL CONCLUI AQUISIÇÃO DA DPA E ASSUME FABRICAÇÃO DE PRODUTOS REFRIGERADOS NESTLÉ NO BRASIL

Quarta-feira, 01 de novembro de 2023 – A Lactalis do Brasil anuncia, hoje, a conclusão da aquisição da DPA Brasil (Dairy Partners America), joint venture criada entre a Fonterra e a Nestlé. Com o closing da negociação, iniciada em dezembro de 2022 e aprovada pelo CADE em 11 de outubro deste ano, a empresa de origem francesa passa a controlar os centros de distribuição e duas fábricas localizadas em Araras (SP) e Garanhuns (PE), ficando responsável pela fabricação e distribuição de produtos Chambinho, Chamyto e Chandelle. O acordo também prevê uma licença de longo prazo para o uso de marcas da Nestlé, como Ninho, Neston, Molico e Nesfit, exclusivamente para o segmento de lácteos refrigerados.

Segundo o presidente da Lactalis para Brasil e Cone Sul, Patrick Sauvageot, a conclusão do negócio representa um avanço consistente nas operações do grupo no Brasil.  “Agora somos uma empresa que fatura R$ 15 bilhões com 10.900 colaboradores e 23 fábricas no Brasil, aumentando nossa responsabilidade com os produtores de leite, talentos, consumidores, parceiros de negócio e comunidades de entorno, dentro do nosso propósito de Nutrir o Futuro!” 

A partir de hoje, os quase 1.400 funcionários da DPA serão incorporados ao quadro da Lactalis do Brasil, que também passa a atuar com os distribuidores e centenas de produtores de leite ligados à DPA.  “Nas próximas semanas vamos trabalhar para encontrar sinergias entre as empresas, visando acelerar o crescimento de ambas as operações. Nossa visão é consolidar a Lactalis do Brasil como um líder Forte e Responsável na cadeia leiteira do país, capaz de criar valor para todo o segmento. Estamos muito felizes em unir o time extremamente competente da DPA à nossa equipe”, reforçou Patrick Sauvageot, lembrando que, neste mês, o Grupo Lactalis completou 90 anos de operações. 

Sobre a Lactalis
A Lactalis é uma empresa familiar francesa criada em 1933 por André Besnier. Em 2022, o Grupo Lactalis é líder no mercado de lácteos, com presença industrial em 52 países, mais de 270 fábricas e 85.500 funcionários. Iniciou suas atividades no Brasil em 2014 com a aquisição da indústria de queijos da Balkis. Ampliou sua atuação em 2015, com a incorporação de ativos selecionados da LBR e Elebat e marcas como Elegê, Parmalat e Batavo. A Lactalis adquiriu, em 2019, a Itambé e, em 2021, a Confepar. A Lactalis do Brasil oferece aos consumidores produtos lácteos saborosos e de alta qualidade em uma seleção de marcas consagradas, incluindo Batavo, Président, Elegê, Cotochés, Poços de Caldas, Itambé e Parmalat. Atualmente, a Lactalis do Brasil é líder em captação de leite no Brasil. Em constante expansão, a Lactalis mantém 21 unidades fabris espalhadas por oito estados (RS, SC, PR, MG, SP, PE, GO, RJ). 

Sobre a DPA
Atuando no mercado de refrigerados lácteos há 50 anos, a DPA é uma das maiores companhias do segmento do Brasil. A empresa, que hoje conta com quase 1.400 funcionários, possui duas fábricas em Araras e Garanhuns, centros de distribuição, sede e equipe de vendas, aposta na fabricação de produtos de alta qualidade com as marcas Nestlé no segmento de refrigerados e detém as marcas Chambinho, Chamyto e Chandelle. A qualidade diferenciada de seus produtos aliada ao compromisso com a inovação torna seus produtos cada vez mais desejados por seus clientes e consumidores. (Assessoria de imprensa Lactalis do Brasil)


Leite Carbono neutro: RS desponta em busca desse tipo de produção

É uma questão de tempo para que o consumidor brasileiro encontre nos supermercados marcas de leite com selo carbono neutro. Os processos para produzir o alimento no campo têm passado por adaptações que visam maior produtividade e sustentabilidade.

A mudança é reflexo do anseio da sociedade e, sobretudo da indústria, que vê na produção com baixos índices de carbono uma forma de agregar valor e acessar mercados internacionais. Entidades projetam que a descarbonização do segmento leiteiro é uma tendência.

"O leite com carbono neutro é um nicho de mercado, mas com o passar dos anos ele vai ser um indicador fundamental para as empresas se manterem, até porque o mercado europeu irá exigir isso para as exportações", avalia Alexandre Guerra, vice-presidente do Sindilat-RS (Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul).

Apesar de não haver ações coordenadas, Guerra acredita que a concorrência pautará as transformações tanto no campo quanto no beneficiamento. "Quando uma marca conseguir lançar esse produto, ela irá despertar a necessidade nas demais. A indústria já debate o lançamento de linhas que sejam carbono neutro. Entendo que isso não levará muitos anos", avalia.

De pequenas propriedades a multinacionais que atuam no Brasil, estratégias para descarbonizar a cadeia leiteira estão sendo testadas. Influenciados por padrões internacionais e pela necessidade de reduzir as emissões dos gases que provocam o efeito estufa, empresas começaram a apurar a pegada de carbono nas fazendas.

A partir da customização de cálculos desenvolvidos e adotados em países europeus, empresas como Nestlé e Danone passaram a mensurar a geração do carbono e metano ao longo da produção de leite em propriedades paulistas, mineiras e goianas. Esses cálculos seguem o padrão ISO e levam em conta particularidades de cada estado, como clima e geografia.

À frente dos estudos no âmbito nacional, a Embrapa Gado de Leite tem atuado desde 2021 com gigantes do setor na aferição do carbono. A partir disso, é possível mapear a geração de gases nos diferentes processos da produção leiteira e trabalhar em estratégias para reduzir as emissões. "Indicamos o direcionamento da genética superior para que os animais produzam mais, manejo balanceado do rebanho e alimentação balanceada. Em algumas propriedades mais afinadas lançamos mão de uso de aditivos específicos", comenta Luiz Gustavo Pereira, pesquisador da Embrapa.

Ele indica que os resultados apontam um bom caminho. "Tem fazendas que em 2024 ou 2025 atingirão a marca de 30% na redução, o que é acima da expectativa proposta pelo governo no Pacto Global."

Uma nova parceria da Embrapa pode aprimorar técnicas de mensuração da pegada do carbono no Rio Grande do Sul. A empresa atuará com a multinacional Lactalis para aperfeiçoar os métodos franceses adotados em propriedades do sul.

Impulsionado por fatores como clima e solo, o Rio Grande do Sul pode elevar o nicho de leite carbono neutro a um padrão de produção. "Os sistemas pastoris representam 85% da produção adotada pelos produtores gaúchos. Se as pastagens são bem conduzidas, elas conseguem sequestrar o carbono e fazer esse balanço favorável de todo o processo", explica Paulo Carvalho, pesquisador de sistemas agropecuários de baixo carbono.

O potencial da produção sustentável no estado tem sido intensificado por meio do Pisa (Programa de Produção Integrada em Sistemas Agropecuários). Promovido pelo Sebrae, Senar e Farsul, o projeto já atendeu mais de 3.000 pequenos produtores —80% se concentra no território gaúcho.

No interior de Caxias do Sul, a 31 km da cidade, a propriedade de Cátia Perini atingiu o equilíbrio financeiro dois anos após aderir ao projeto. Ao todo são 150 animais, incluindo 69 vacas em lactação. "O rebanho permanecia solto, mas comia mais ração e silagem. Depois do manejo do pasto, os custos com esses complementos diminuíram. Aumentamos a quantidade de vacas emprenhadas e a produtividade da propriedade saltou de 800 litros/dia para 1.600 litros/dia. Então, foi possível reduzir o custo do litro de R$ 2 para R$ 1,60", explica.

Situada a 48 km da área urbana de Caxias do Sul, a propriedade familiar de Airton Zacarias já tinha a pastagem como base de alimentação dos animais. A adesão ao Pisa contribuiu para a melhoria das técnicas utilizadas e aumento do bem-estar das 46 vacas, sendo 20 lactantes. "Antes eu ordenhava duas vezes ao dia. Reduzimos para uma vez e com isso temos uma média de 250 litros/dia. Eu, minha mulher e meu filho trabalhamos menos e a margem de lucro continua boa. Gastamos R$ 1,70 por litro e, dependendo do mês, recebemos até R$ 2 por litro", comenta.

Em comum, as duas propriedades contam com pastagens altas (cerca de 25 centímetros) e áreas arborizadas, o que garante o sequestro de carbono gerado pelos animais. O próximo passo do Pisa é iniciar a mensuração da pegada de carbono. A perspectiva é que em três anos haja um mapeamento dos índices gerados nos pequenos produtores. (As informações são da Folha de S. Paulo, adaptadas pela equipe MilkPoint)


Prorrogado o prazo de inscrições para o Prêmio Sindilat de Jornalismo 

Foram prorrogadas as inscrições para a 9ª edição do Prêmio Sindilat de Jornalismo. Profissionais que ainda não garantiram sua participação na disputa, terão até o dia 12 de novembro para o envio de seus trabalhos. Promovido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), o mérito visa reconhecer matérias que evidenciam o setor lácteo gaúcho. Podem ser inscritos materiais que tenham sido publicados entre 02/11/22 e 01/11/23. Conforme o regulamento, que pode ser consultado no link abaixo, a previsão é de que os finalistas sejam conhecidos até 25 de novembro. Os primeiros lugares receberão como prêmio um troféu e um celular Iphone. Os segundos e terceiros classificados receberão troféus. É possível concorrer nas três categorias que estão em disputa: Impresso, Eletrônico e On-line. Não há limite no número de publicações a serem inscritas mas, cada uma deve ser protocolada separadamente. É necessário remeter a cópia da matéria, ou link, além de documento de identidade, registro profissional e ficha de inscrição preenchida e assinada para o e-mail imprensasindilat@gmail.com. O acesso está disponível abaixo, juntamente com o Regulamento completo.

Regulamento:
https://drive.google.com/file/d/1y2Xa8ZoaFz9RvQ91QoOviU5Hs2V939n2/view

Ficha de inscrição:
https://drive.google.com/file/d/1MEaXJpEc_Frw-BqjGF2XR1SXOEv-tBYE/view 


Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA 
Os próximos sete dias novamente serão marcados por chuva forte em diversas regiões do RS. Na quinta (02/11) e sexta-feira (03/11), o deslocamento de um sistema frontal vai provocar chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais isolados, sobretudo na Metade Norte. No decorrer da sexta (03), a formação de um ciclone extratropical no oceano, manterá a chuva e fortes rajadas de vento na Zona Sul e no Litoral, onde as rajadas de vento deverão oscilar entre 60 e 80 km/h, com valores próximos de 100 km/h em áreas isoladas. No decorrer do sábado (04), o ciclone extratropical se afastará para 
alto mar, mas ainda ocorrerão chuvas fracas e isoladas pela manhã. No domingo (05), o ingresso de ar seco e frio manterá o tempo firme, com declínio da temperatura em todo Estado. Entre a segunda (06) e a quarta-feira (08), o tempo permanecerá seco, com elevação gradativa das temperaturas em todas as regiões. Os volumes previstos são elevados e deverão oscilar entre 80 e 100 mm na maioria das áreas da Metade Norte e poderão alcançar 150 mm em diversos municípios, principalmente nas Missões, Alto 
Uruguai e Planalto. Na Metade Sul os valores esperados deverão oscilar entre 20 e 50 mm na maioria das localidades. (SEAPI)


 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *