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Porto Alegre, 23 de outubro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.093

Cade aprova compra da linha de UHT da Nestlé pelo Laticínios Bela Vista

A compra da linha de UHT, pelo Laticínios Bela Vista (dona da marca Piracanjuba), do capital social da Nestlé foi aprovada nesta terça-feira (22/10) pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Em agosto, a Nestlé Brasil e o Laticínios Bela Vista, anunciaram um acordo que firma parceria entre as duas empresas para a produção e distribuição de leite UHT no país. Por meio desse acordo, a Nestlé licenciou as suas marcas Ninho e Molico, exclusivamente para o segmento de leite líquido no Brasil, para o Laticínios Bela Vista, por um período de dez anos. O objetivo da parceria é que os donos da marca Piracanjuba acelerem a expansão do segmento UHT no país a partir de sua reconhecida expertise no mercado de leites e posicionem as duas marcas icônicas da Nestlé como líderes também nessa categoria.

A análise do Cade se concentrou no segmento de leite dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, mas a aquisição não levou a um domínio superior a 30% desses mercados. “A operação é incapaz de suscitar problemas concorrenciais, podendo ser aprovada sem restrições”, ressaltou o órgão antitruste.

Com base nesse parecer, o negócio não precisará ser enviado para julgamento no tribunal do Cade. A transação já obteve aval e poderá ser concluída. Segundo a Nestlé, “a operação pretendida está em linha com sua estratégia global de revisão de seu portfólio de produtos, dentro de seu atual plano estratégico”.

“Conclui-se que a presente operação não suscita preocupações concorrenciais”, enfatizou a superintendência do Cade.
Pelo acordo entre as empresas, o Laticínios Bela Vista assumirá as unidades da Nestlé que hoje produzem os leites UHT, aproveitando, assim, as linhas já instaladas e, principalmente, absorvendo os funcionários dessas localidades: Três Rios (RJ) e Araraquara (SP) e parte da fábrica de Carazinho (RS). Dessa forma, os colaboradores da Nestlé que atuam nesses núcleos serão transferidos para a nova empresa e contribuirão para as estratégias de crescimento e aceleração dos negócios no setor. (Valor Econômico)

Leite Seleção é a novidade da Cooperativa Santa Clara

Certa da importância de apresentar novidades e produtos de excelência aos seus consumidores, a Cooperativa Santa Clara lança o Leite Seleção. O produto, que chega aos supermercados neste mês na região Sul do país, diferencia-se dos demais pela redução do tempo entre a coleta e a venda do leite, intensificando e reforçando a proposta de bebida fresca.
 

Proveniente de oito famílias selecionadas e devidamente certificadas de Carlos Barbosa, cujos tambos estão localizados a no máximo 12 quilômetros de distância da indústria, o Leite Seleção substitui o anteriormente chamado Leite B. O produto, disponibilizado na versão tradicional Integral, em garrafa ou saquinho de 1 litro, mantém as mesmas características já conhecidas pelo consumidor, conservando seu sabor e cremosidade devido ao teor de 3,5% de gordura.

As embalagens também ganham destaque, agora com roupagens mais modernas, confeccionadas de materiais recicláveis. Transparentes, também permitem a melhor visualização da bebida pelos consumidores. Outro detalhe é a ausência do selo de vedação na garrafa, que foi substituído pelo moderno sistema de tampa batoque, mantendo a segurança e a qualidade do produto.
Além disso, o Leite Seleção também ganha a versão semidesnatada, que tem redução de até 71% no teor de gorduras totais, sendo ideal para quem busca por alimentos com menor índice calórico. A bebida, que traz o frescor e a leveza necessários para muitas receitas, chega às gôndolas em forma de garrafa de 1 litro.

O conhecido Leite C também passa a se chamar Leite Fresco, sendo vendido na versões Integral e Light Form, em saquinhos e garrafas, ambos de 1 litro. (Cooperativa Santa Clara) 

 
Número preliminares da média diária das importações de leite e derivados
Importação de leite e derivados - Os números preliminares da média diária das importações de leite e derivados, em dólar, na terceira semana de outubro de 2019 foram, 32,0% menores que os de outubro de 2018 e 15,1% menores em relação a setembro de 2019. (MDIC)
 
 
 
 
A Federação Internacional de Laticínios (IDF, em inglês), a fonte global de expertise em laticínios com base científica desde 1903, recebeu a Rússia e o Quênia como membros, elevando o número de estados membros da Federação para 43. A presidente da FIL/IDF, Judith Bryans declarou que “Estamos felizes em receber a Rússia e o Quência como membros. Esperamos trabalhar com eles nas principais questões que o setor de laticínios global enfrenta atualmente. Ter esses países na mesa, ao lado de outros membros, é incrivelmente importante, acrescentando ainda mais força à nossa voz, conhecimento e experiências globais. Ao receber esses dois novos membros, a FIL/IDF demonstra ainda mais seu valioso e crescente alcance, ambição e influência no setor global de laticínios”. Como membros da FIL/IDF, o Quênia e a Rússia se beneficiarão ao fazer parte de uma rede dinâmica de especialistas em laticínios, cujo objetivo é apoiar e desenvolver o setor em todo o mundo. As atividades dos membros da FIL/IDF promovem o diálogo sobre políticas, estabelecem vínculos, fomentam parcerias, desenvolvem capacidade e melhores práticas para o setor de laticínios em todo o mundo. ”Com a entrada desses dois paíse, a FIL/IDF agora representa mais de 75% da oferta de leite mundial”, acrescentou Carolin Emond. O Comitê Nacional da FIL/IDF da Rússia será liderado por Belov Artyom, CEO da Souzmoloko, A União Nacional Russa de Processadores de Laticínios, e o Comitê Nacional da FIL/IDF do Quênia terá  na liderança, Margaret Kibogy, diretora administrativa do Conselho de Laticínios do Quênia. (Dairy Industries – Tradução livre: Terra Viva)

 

 

 

Os visitantes que forem ao Pub do Queijo terão uma novidade na Expointer 2019. Além da chance de experimentar mais de 30 diferentes tipos de queijos produzidos no Rio Grande do Sul, poderão participar de uma degustação às cegas. A brincadeira busca valorizar as diferenças entre os queijos gaúchos e destacar as potencialidades de sabor e gastronomia entre eles. “É uma forma de mostrar que cada queijo pode ser um produto totalmente diferente, dependendo do preparo, maturação e do uso que o consumidor faz dele. O Pub é um projeto de gastronomia conceito, onde nosso foco é oferecer novas experiências”, explica o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. A Degustação às Cegas será realizada logo após as oficinas de harmonização, agendadas de 24 a 31/08 às 18h30min, e oferecerá a cada visitante cinco pequenos pedaços de queijo a serem desvendados. O cliente que tiver 100% de acerto no teste receberá uma Vale Capuccino, que poderá ser trocado nas manhãs da Leiteiria Sindilat.

Pelo terceiro ano consecutivo, o PUB do Queijo volta à Expointer com operações em pleno Boulevard. Neste ano, além dos tradicionais pratos à base de queijos, tábuas de frios e iguarias, o espaço agrega novas proteínas, integrando ao menu cortes nobres de gado, suínos e aves. “Estamos mostrando ao consumidor a importância de casar o queijo com outros pratos da culinária”, pontua o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.

O espaço gastronômico do Sindilat ainda reunirá as operações da Leiteria, que abrirá às 7h sempre com leite e café quentinhos e pão de queijo saído do forno. A proposta é oferecer um café da manhã saboroso para quem chega no parque cedo ou para quem busca um lanche durante a tarde.

Massas caseiras são atração de 2019

Outra novidade do PUB do Queijo deste ano é a produção caseira de massas em pleno Parque de Exposições Assis Brasil. Em uma cozinha industrial especialmente montada para o evento, os chefs prepararão diversos tipos de massas, incluindo nhoques e raviólis doces. Uma das atrações do cardápio promete ser o ravióli de romeu e julieta, que integra queijo e goiabada em um recheio agridoce e extremamente saboroso. “Estamos trabalhando com diferencial de sabor e com a diversidade que o queijo nos permite no menu”, explicou Beatriz Moraes, da Storia Eventos, empresa que atua na realização do projeto.

Foto: Carolina Jardine

Porto Alegre, 16 de agosto de 2019                                              Ano 13 - N° 3.046

   Bovinocultura de leite

As condições ambientais, com temperaturas mais amenas, dias ensolarados e boa umidade do solo, reuniram as necessidades adequadas para um bom crescimento das pastagens anuais de inverno, recuperando parcialmente a oferta de alimento volumoso disponível e consequentemente o bom desempenho dos plantéis. As áreas de azevém estão na plenitude da produção, permitindo pastoreio e barateando o custo de produção para estes produtores, o que requer ajuste da dieta pelo alto valor proteico que estas pastagens apresentam. 

Nas culturas de aveia branca e trigo duplo propósito, diminui a produção de massa verde. Porém, parte dos produtores ainda suplementa o volumoso da dieta com silagem de milho e ração concentrada, o que eleva custos de produção. Mas tais custos deverão ser gradativamente reduzidos, preservando o estoque de volumoso para os períodos de altos índices pluviométricos a fim de minimizar a degradação das pastagens que ocorre em função do pisoteio dos animais. Informativo Conjuntural. Porto Alegre, n. 1567, p. 21, 15 ago. 2019 Na região das Missões, produtores usam as áreas com aveia e azevém para pastejo, com bom desenvolvimento, principalmente porque os produtores voltaram a fazer a aplicação de nitrogênio a fim de obter rebrote e desenvolvimento mais rápidos do pasto. 

De forma geral, a oferta de pastagem aos animais tem melhorado e contribuído para melhoria dos índices produtivos, para os quais contribuem também as temperaturas amenas, que proporcionam conforto térmico aos animais. Portanto, é o momento de aperfeiçoar o uso das pastagens cultivadas através da troca constante de piquetes e de realizar adubação nitrogenada para favorecer o rebrote das mesmas. A expectativa para os próximos dias é de consolidar-se a elevação nos índices de produção de leite, à medida que o clima atinge certa regularidade, refletindo no melhor desenvolvimento das pastagens anuais de inverno, sobretudo de azevém tetraploide e trevos a partir de agosto até meados de novembro. Quanto ao aspecto reprodutivo, diversos produtores usam protocolos de inseminação por tempo fixo para aperfeiçoar a reprodução. Tem início a preparação das áreas destinadas ao plantio de milho silagem e de forrageiras anuais de verão. Produtores ainda realizam ações a fim de adequação às normas ministeriais exigidas para melhorar a qualidade do leite. 

Comercialização 
O aumento da oferta de leite, aliado ao baixo consumo de lácteos em função de uma recessão técnica da economia brasileira, vem puxando o preço do leite para baixo. Neste mês, o preço pago ao produtor pelo litro de leite entregue no mês anterior diminuiu de R$ 0,15 a R$ 0,25, indicando tendência de queda, dependendo do volume e qualidade do produto ofertado. Tal situação cria um ambiente de frustração entre produtores, sendo que alguns têm demonstrado interesse em desistir da atividade devido à baixa remuneração líquida na atividade leiteira. (Informativo Conjuntural Emater - agosto 2019)

 

Santa Clara apresenta novos produtos e embalagens na 38ª Expoagas

De 20 a 22 de agosto, a Cooperativa Santa Clara participa da 38ª Expoagas, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. Em seu estande, apresenta aos visitantes novos produtos nas linhas de laticínios, doces e food service, além de novidades em embalagens de itens do frigorífico. No espaço, também serão oferecidos pratos especiais com produtos Santa Clara, feitos pelo chef Gabriel Lourenço.

A grande novidade da Santa Clara para esta edição é o pré-lançamento do Leite Fresco Origem, antes chamado de Leite B. O produto mantém as mesmas características conhecidas pelo consumidor de leite pasteurizado, mas ganha nova roupagem, mais moderna e prática, na versão tradicional Integral, e agora também em Semidesnatado. Na mesma linha, também será pré-lançado com novo nome e embalagem, o tradicional Leite C, que passa a se chamar Leite Fresco. No espaço Latteria Santa Chiara, o público poderá degustar preparos com leite elaborados pela William & Sons Coffee Company, de Porto Alegre.

Além dos leites, também será feito o pré-lançamento dos Molhos Lácteos Branco e 4 Queijos em versão 1,8kg, do Creme Cheese em bisnaga de 1,8kg, e dos Queijos Gruyère, Estepe e Gouda nas versões fatiadas, com 120g.

Na linha de laticínios, uma das novidades será o Requeijão Cremoso Tradicional, em embalagem de 400g, que oferece melhor custo-benefício com relação à quantidade e preço. Também estará à disposição na feira a versão tradicional do produto, com 180g. 

Outro destaque desta edição será o Temper Cheese, que agora chega ao supermercado nos sabores Parmesão e Pesto, em embalagens de 150g, ampliando o leque de opções ao consumidor final. Também estará no estande da Santa Clara como lançamento o Queijo Prato Duplo Creme, de 400g, que dispõe de duas vezes mais cremosidade e sabor que o Queijo Prato Lanche tradicional. E para completar esta linha, o Doce de leite, além das versões já existentes, também será lançado ao público em nova versão, com 250g. 

Na linha do frigorífico, serão apresentadas as novas embalagens do kit feijoada para alguns cortes suínos, como carré, costela tira, filezinho, lombo e sobrepaleta, além do bacon nas versões cubos, manta, retalho e mini de aproximadamente 300g. 

As novidades nos doces ficam por conta dos Doces Cremosos de frutas, disponíveis agora nos sabores de Abóbora com Coco, Figo, Goiabada e Uva, em embalagens de 250g. Também será apresentado o Doce Cremoso de Pêssego, na versão de 400g, e a Geleia de Morango, com 250g. 

Nos produtos food service, o destaque fica para o Creme Confeiteiro Sabor Baunilha, Recheio e Cobertura Sabor Chocolate Meio Amargo e Recheio Sabor Leite Condensado, todos com 1,01 kg. Ainda nesta linha, também será oferecido aos visitantes o Requeijão Cremoso com Queijo, em versão de 1,8kg.  (Assessoria de Imprensa Santa Clara)

Piracanjuba confirma investimentos de R$ 110 milhões no Paraná

O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta quarta-feira (14), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o diretor-superintendente da empresa de Laticínios Piracanjuba, Cesar Helou. Na reunião, o executivo confirmou dois novos investimentos da Região Sudoeste do Paraná que, somados, atingem o valor de R$ 110 milhões. A previsão é que os empreendimentos gerem 370 empregos diretos. 

O governador destacou a importância para o Paraná receber uma marca tradicional. “Isso gera emprego e renda para uma importante região do Estado. Uma empresa que colabora com o produtor e vem para ajudar o agronegócio paranaense”, afirmou Ratinho Junior.

A primeira unidade, na cidade de Sulina, começa a funcionar em setembro. Com capacidade de processar 150 mil litros de leite por dia e investimento de R$ 30 milhões, a indústria vai gerar no primeiro momento 70 empregos diretos na produção de queijo fatiado. Já a construção da unidade de São Jorge D’Oeste começa em 2020, ao custo de R$ 80 milhões, criando 300 empregos diretos.

O governador colocou a estrutura do Governo à disposição da Piracanjuba para abreviar o processo de instalação no Estado. “Recebemos todo o apoio para que as obras não tenham atrasos, principalmente quanto à necessidade de infraestrutura e energia”, disse Helou. “É um Governo que se preocupa em eliminar burocracias, o que não vemos em outros Estados”, completou.

Municípios 
O prefeito de Sulina, Paulo Horn explicou que a instalação da indústria fará uma grande diferença na vida da cidade, de aproximadamente 4 mil habitantes. “A obra está praticamente concluída. A expectativa é muito boa, com a possibilidade de ampliar os turnos de produção e assim criar mais empregos”, afirmou.

O prefeito de São Jorge D’Oeste, Gilmar Paixão, classifica a chegada da empresa como uma revolução para o município, de pouco mais de 10 mil pessoas. “Para uma cidade essencialmente agrícola, essa conquista significa uma mudança muito grande. Empregos que melhoram situação social do município”, disse.

Leite 
De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, o Paraná é o terceiro maior produtor de leite do Brasil, com cerca de 13% da produção nacional. Aproximadamente 90 mil produtores de leite atuam no Estado. Em 2017, segundo os dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram produzidos 4,4 bilhões de litros.
Em 2018, a produção de leite rendeu R$ 5,8 bilhões no Valor Bruto da Produção Agropecuária do Estado, segundo dados preliminares do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura, perdendo apenas para o frango, soja e milho. “Uma empresa de ponta que reconhece a capacidade do Sudoeste do Paraná de produzir com qualidade e volume, fortalecendo o Estado como um polo competitivo na produção de leite”, ressaltou Norberto Ortigara, secretário da Agricultura e Abastecimento. (As informações são do Governo do Estado do Paraná)

Número de produtores diminui, mas produção de leite cresce no Corede Noroeste Colonial

O número de produtores de leite caiu 38,58% no Corede Noroeste Colonial, no entanto o volume de leite produzido no período de 2015 a 2019 cresceu 12%. É o que mostra um estudo coordenado pela Emater/RS-Ascar, secretarias municipais de Agricultura, conselhos municipais de Desenvolvimento Rural, inspetorias veterinárias e Sindicatos dos Trabalhadores Rurais dos 11 municípios do Corede Noroeste Colonial. Os dados foram apresentados a gestores públicos, representantes de Conselhos e do setor agropecuário, na terça-feira (13/08), no campus da Universidade Regional do Noroeste do RS (Unijuí). 

Segundo o estudo, apresentado pelo gerente adjunto da Emater/RS-Ascar da região de Ijuí, Vito Cembranel, em 2015 haviam 3.735 produtores de leite e em 2019 esse número baixou para 2.695. Em relação ao volume de leite produzido, no entanto, a produção registrada no ano de 2015 foi de 263,8 milhões de litros, tendo alcançado os atuais 296 milhões litros. Dentre os problemas, predominam a falta de infraestrutura e a falta de mão de obra nas propriedades rurais. 

Um ponto positivo foi destacado pelo médico veterinário da Emater/RS-Ascar, Oldemar Weiller. “A gente mostrou que, em relação à qualidade do leite, há menos produtores com problemas do que há quatro anos e este é um ponto positivo”, disse Weiller. 

A tecnologia e o manejo teriam contribuído para elevar a qualidade. O resfriador de expansão, o sistema tecnificado de ordenha, o transferidor e a sala de ordenha canalizada foram exemplos citados pelo médico veterinário da Emater/RS-Ascar. (Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Regional de Ijuí) 

Impostos/AR 
Em busca de reduzir o impacto da inflação depois da desvalorização do pesos nos últimos dias, o Governo lançou uma nova medida que impactará de cheio o bolso dos consumidores: alguns produtos da cesta básica terão 0% de IVA – Imposto de Valor Agregado - a partir desta sexta-feira. Além de outros produtos, como óleo de girassol, arroz e açúcar, a lista inclui leite fluido integral ou desnatado, e iogurte integral ou desnatado. Vale mencionar que até esta quinta-feira, todos estes produtos pagavam 21% de IVA. De acordo com um comunicado divulgado pela Casa Rosada, a medida “ajudará a compensar o impacto da desvalorização nos preços”. De imediato, a norma terá vigência de um ano e irá vigorar em todos os pontos de venda destinados ao consumidor final. (ámbito.com – Tradução livre: Terra Viva)

Quem participou da cerimônia de lançamento da Expointer 2019 nesta segunda-feira (5/8), no Teatro da Ospa, em Porto Alegre, pôde conferir de perto uma amostra do que os visitantes da exposição irão encontrar no Pub do Queijo. O público foi recebido com lascas de queijos especiais, produzidos no Rio Grande do Sul, sem falar no queijo coalho assado que exalou seu perfume delicioso pelos salões. Também foram oferecidos achocolatados, bebidas lácteas e iogurtes.

Um dos primeiros a chegar para conferir as delícias foi o secretário da Agricultura, Covatti Filho. Ele fez questão de degustar alguns tipos de queijo e destacar a parceria feita com o Sindilat para trazer o Pub do Queijo para o lançamento da Expointer. “É um projeto maravilhoso”, destacou.

Ao final da cerimônia, o governador Eduardo Leite também foi até o estande do Pub do Queijo experimentar algumas das delícias fabricadas no Rio Grande do Sul. Em seu discurso ao lançar mais uma edição da exposição, o governador ressaltou a força do povo gaúcho que não se acanha e segue em frente. “As dificuldades financeiras são do governo, não do Estado”. A cerimônia de lançamento da feira, que ocorre de 24 de agosto a 1º de setembro, foi prestigiada pelo diretor financeiro do Sindilat, Jéferson Smaniotto, e pelo secretário-executivo, Darlan Palharini.

O secretário da Agricultura lembrou que os ingressos para a Expointer já começam a ser vendidos na próxima semana e que, mais uma vez, poderão ser adquiridos junto com o ticket do Trensurb nas estações Mercado, Canoas e São Leopoldo. Apesar da queda geral de animais inscritos, Covatti Filho reforçou a expansão dos bovinos leiteiros e dos ovinos no Parque de Exposições Assis Brasil. Ainda destacou o crescimento da agricultura familiar nos últimos anos e mostrou-se otimista quanto aos resultados da feira, que deve bater o número de público e vendas de 2018. “Se existe progresso no campo é porque um homem chegou a cavalo”, ressaltou.

Foto: Carolina Jardine

Porto Alegre, 1º de agosto de 2019                                              Ano 13 - N° 3.035

  LEITE/CEPEA: preço ao produtor recua frente às fracas negociações e margens espremidas da indústria

O preço pago ao produtor em julho, referente ao leite entregue em junho, recuou 7,9% (ou 12 centavos/litro) frente ao mês anterior – essa foi a primeira queda mensal deste ano. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a “Média Brasil” líquida (considera os preços do leite recebido por produtores sem frete e impostos dos estados de BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS) fechou a R$ 1,4064/litro em julho, 7,8% menor em relação à do mesmo período de 2018. Ainda assim, no acumulado de 2019, a variação se mantém positiva, em 11,5%, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de junho/19).

A pressão vem das fracas negociações de derivados lácteos nos últimos meses e também das margens espremidas das indústrias. As reduções mais expressivas nos valores médios foram verificadas nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás, onde as quedas de junho para julho foram de, respectivamente, 13%, 12% e 11,9%.

O ICAP-L (Índice de captação de leite) aumentou 3,4% na “Média Brasil”, influenciado pela produção nos estados do Sul, região que está em período de safra. Ainda assim, o potencial produtivo no Sul tem sido limitado, tendo em vista que as forrageiras de inverno não apresentaram um bom desenvolvimento, em decorrência do clima desfavorável. No primeiro semestre de 2019, o Custo Operacional Efetivo (COE) acumulou alta de 0,61% na “Média Brasil”.

Seguindo o movimento sazonal, para setembro, os preços tendem a diminuir, após o pico de entressafra no Sudeste e Centro-Oeste. Este ano, o comportamento do mercado lácteo verificado até o momento está bastante semelhante ao de 2017, com preços elevados no primeiro semestre, devido à oferta reduzida de matéria-prima, e queda brusca no segundo semestre, após a recuperação do volume de produção. Em 2019, no entanto, a produção não deve se elevar tanto como em 2017, por consequência da grande insegurança de produtores em realizar investimentos de longo prazo frente às incertezas no curto prazo.

Além disso, empresas ainda enfrentam dificuldades em elevar o teto de preços dos derivados. No atacado de São Paulo, o preço do leite UHT caiu 4,8% em julho frente a junho, fechando em R$ 2,35/litro (média mensal com valores coletados até o dia 26). Já para a muçarela, o preço manteve-se estável, fechando com média de R$ 17,62/kg. No mercado de leite spot, a segunda quinzena de julho fechou com variações positivas nos estados amostrados, indicando que a oferta de matéria-prima no mercado ainda está insuficiente para abastecer o volume das empresas. (As informações do Cepea-Esalq/USP)

Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de junho/19). Fonte: Cepea-Esalq/USP.

                  

RS: Mapa irá auditar serviço veterinário em setembro

De 2 a 6 de setembro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) irá auditar o serviço de defesa agropecuária do Rio Grande do Sul para verificar o andamento das melhorias implantadas desde outubro de 2017, quando foi feita a última avaliação. A inspeção vai começar um dia após o encerramento da 42ª Expointer, que ocorrerá no estado de 24 de agosto a 1º de setembro, considerada uma das maiores feiras agropecuárias do mundo.

A auditoria estava prevista inicialmente para 2020, mas será antecipada em função da solicitação do governo do Rio Grande do Sul de retirar a vacinação contra a aftosa antes de junho de 2021, conforme prevê o cronograma previsto no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA).

Quatro veterinários dos estados de Minas Gerais, do Mato Grosso e do Tocantins percorrerão seis municípios gaúchos e a capital. Irão avaliar 42 itens que vão desde recursos humanos, a situação dos postos fixos de fiscalização agropecuária, revendas de vacinas até Unidades Veterinárias Locais (UVL) e Escritórios de Atendimento à Comunidade.

A cada três anos, todos os estados têm o Serviço Veterinário Oficial (SVO) auditado, como determina o programa QualiSV. O objetivo é verificar se as unidades da Federação estão cumprindo as diretrizes básicas da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), entre elas disponibilidade de recursos humanos e capacidade de certificação.

Os resultados esperados nas auditorias são: permitir uma visão mais clara, atualizada e global dos serviços veterinários, transparência, regularidade e agilidade do sistema de avaliação destes serviços e orientação para aperfeiçoamento dos pontos fracos.

Auditorias
As próximas auditorias serão realizadas em Pernambuco, de 16 a 20 de setembro; no Maranhão, de 30 de setembro a 4 de outubro; em Rondônia, de 7 a 11 de outubro; no Rio de Janeiro, de 21 a 25 de outubro; em Minas Gerais, de 18 a 22 de novembro;  e no Espírito Santo, de 25 a 29 de novembro. (As informações são do Mapa)

Copom corta Selic pela primeira vez em 16 meses, de 6,5% para 6%

O Banco Central do Brasil se juntou ao movimento global de alívio monetário com a redução de 0,50 ponto percentual na Selic – taxa básica de juros da economia -, anunciada após reunião desta quarta-feira (31). A decisão dos membros do Comitê de Política Monetária (Copom) foi tomada por unanimidade.

O mercado estava dividido entre a aposta de um corte de 0,25 ponto percentual ou de 0,50. Estacionada nos 6,5% há mais de um ano, a Selic passa agora aos 6% ao ano — uma nova mínima histórica no Brasil.  

No comunicado, o Copom destaca o avanço do processo de reformas e sinaliza um corte de mesma magnitude na próxima reunião. “O Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo”.
O Copom, que se reúne a cada 45 dias para discutir a Selic, não mexia na taxa desde março de 2018. A reunião desta semana foi a terceira sob o comando de Roberto Campos Neto, presidente do BC desde fevereiro.

O caminho para a redução dos juros foi pavimentado por uma mistura de fatores: fraqueza persistente nos dados de atividade econômica, inflação controlada e reforma da Previdência aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados.

Juros mais baixos tendem a estimular a atividade econômica por meio de crédito mais barato e estímulo ao consumo.

A decisão da instituição foi acertada, segundo Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. “De fato, as expectativas eram de uma inflação sob controle, sem se desviar da meta mesmo no cenário de corte de taxa, como se viu no relatório de inflação de junho”.

Para o economista, o comitê abre espaço para um novo corte de 0,5 p.p. na próxima reunião e talvez um possível 5% sendo alcançados esse ano. “A reforma da previdência ajuda nessa possibilidade, mas o central segue sendo um IPCA muito sob controle e um nível de atividade em recuperação muito frágil ainda”, diz.

A queda dos juros por si só não deve incentivar a economia, segundo André Perfeito, economista chefe da Necton, “mas trará efeitos benignos para a inflação de ativos, notadamente bolsa se valores e títulos públicos”, diz.

Na leitura de Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, com a decisão, o BC mostra que vê uma melhora importante no balanço de risco de inflação e mostra confiança na sua estratégia. “É como se ele dissesse que não precisa ir devagar, pois confia na sua estratégia”.

O impacto do corte na economia, no entanto, deve ser marginal, segundo a economista. “Impacta de alguma forma o mercado de crédito, a confiança do empresário, mas nossa fraqueza é muito mais estrutural do que por demanda”. (As informações são do portal Exame)

 
Sig/China 
A SIG construirá uma segunda unidade de produção em Suzhou, na China, para atender à crescente demanda por embalagens cartonadas assépticas na Ásia-Pacífico. A planta de 120.000 m2 no Parque Industrial de Suzhou (SIP), próxima às instalações de produção e centro tecnológico da empresa, custará 180 milhões de euros, e estará operando no início de 2021. Rolf Stangl, presidente da SIG, disse que o mercado de alimentos e bebidas na Ásia tem crescido continuamente, e deve continuar. “Nossa planta continuará trazendo novos e inovadores conceitos de produtos e embalagens para o mercado, de forma rápida e eficiente. A nova fábrica perto do Centro de Tecnologia é fundamental para a SIG Ásia. Vamos ampliar nossos negócios na região, mas, também nos adaptar ao estilo de vida dos consumidores asiáticos”, disse ele. (Dairy Reporter – Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 23 de julho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.028

  Valor do leite chega a R$ 1,0486 no RS e setor espera ajuste com compras governamentais

Fotos: Carolina Jardine

O preço de referência do leite projetado para o mês de julho chegou a R$ 1,0486 no Rio Grande do Sul. O valor é 6,43% menor do que o consolidado de junho, que ficou em R$ 1,1207. Nos últimos três meses, o preço caiu 11,01%. Segundo o presidente do Conseleite e do Sindilat, Alexandre Guerra, o cenário reflete o aumento tradicional da produção nos meses de inverno e a redução do mercado decorrente da falta de recursos das famílias, movimento puxado pelos valores praticados em São Paulo. “O país está travado. A roda parou de girar”, pontuou. Para enfrentar a situação, produtores, indústrias e lideranças lotaram a sala de reuniões da Fecoagro em Porto Alegre (RS) nesta terça-feira (23/07) e decidiram dar início a um movimento emergencial por ferramentas que auxiliem o setor a achar seu ponto de equilíbrio. Entre as ações, explica o vice-presidente do Conseleite e representante da Fetag, Pedrinho Signori, está o pedido ao governo de compras governamentais, o que, segundo ele, está em negociação avançada para as primeiras 30 mil toneladas. “Os preços ao consumidor chegaram ao fundo do poço. Não há espaço para cair mais”, completou Guerra. O setor também vem pleiteando programas de escoamento de produção para retirar parte do leite do mercado gaúcho, o que poderia ser feito por meio do chamado Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP).

 
No campo, a queda de preços já foi sentida pelos produtores de leite gaúchos, e a produção, que tradicionalmente aumentaria mais de 10% nessa época do ano, não passou de 5%. Além do desestímulo econômico, a captação também reflete o impacto de recentes geadas na qualidade das pastagens, o que freou sua expansão. O impacto desse cenário de crise, alerta Guerra, será uma desaceleração na produção no campo nos próximos meses e o consequente aumento da capacidade ociosa das indústrias, o que deve gerar um novo movimento de acomodação do mercado.  “O consumo está andando de lado. As pessoas estão consumindo menos na Região Sul e a produção em expansão, o que resulta em preços nesses patamares. Esperamos que o frio previsto para as próximas semanas ajude em uma retomada”, frisou Guerra. A Fetag argumenta que, nos tambos, o ajuste não é tão rápido e exige meses de acomodação na produção dos animais.
 
Durante a reunião, o professor da UPF e responsável pela pesquisa do Conseleite Marco Antônio Montoya informou que esta é a maior baixa percentual mensal do valor do leite no ano, movimento puxado pela queda do leite em pó (-2,21%), do UHT (-7,68%) e do queijo mussarela (-3,76%). O leite em pó, cita ele, vem caindo nos últimos cinco meses de forma constante, um produto que impacta diretamente no valor de referência em função de sua importância no mix. Além do consumo de leite e derivados, Montoya indica que também há redução na demanda de outros itens tradicionais na mesa do brasileiro e que levam leite em sua composição, como pizzas, chocolates e outros itens industrializados.
 
Além disso, citou Guerra, é preciso ser considerado o aumento das importações de leite, o que agrava o cenário. A grande desvantagem da produção nacional frente aos importados, citou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, é a falta de competitividade em relação aos vizinhos Uruguai e Argentina. Um dos motivos dessa diferença deve-se ao alto custo de produção no Brasil e aos limites que impedem o produtor nacional de buscar insumos mais acessíveis nos países vizinhos, permitindo igualdade de condições com seus concorrentes do Prata.
 
Ao comparar a seriação histórica do Conseleite, Montoya citou que este é a primeira vez em que o valor do preço referência médio anual corrigido pelo IPCA fica abaixo do ano anterior. Segundo o Conseleite, o chamado preço de referência real (corrigido pelo IPCA) ficou 0,37% abaixo do praticado em 2018. A explicação deve-se ao fato de os preços estarem em patamar elevado em julho de 2018 em decorrência da greve dos caminhoneiros, um cenário bem diferente do registrado este ano. (Assessoria de imprensa Sindilat)
 
 
 

                  

China abre mercado para lácteos brasileiros, anuncia Tereza Cristina
A China abriu mercado para os produtos lácteos brasileiros. Os chineses habilitaram 24 estabelecimentos brasileiros para exportação de produtos como leite em pó e queijos. O anúncio foi feito pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) nesta terça-feira (23).
A ministra destacou que a abertura do mercado irá impulsionar a cadeia produtiva do leite. "Acho que é uma notícia excepcional para o setor leiteiro que passa por um momento muito difícil, sem esperança. E isso traz esperança para a indústria de leite", comemorou. 
Atualmente, há 1,2 milhão de pequenos produtores de leite no Brasil. "Fiquei muito feliz e gostaria de passar essa boa notícia para os produtores brasileiros, que estão vivendo um momento difícil, acabaram de perder R$ 0,30 no litro de leite, e agora vão poder ter a perspectiva. É claro que não é para amanhã, mas é uma abertura excelente para o Brasil". 
Tereza Cristina destacou que "o Brasil sempre quis ter acesso ao mercado chinês, para poder tirar o produto do Brasil, melhorando, inclusive o preço dos produtores brasileiros”.
A certificação estava acordada com a China desde 2007, mas não havia nenhuma planta brasileira habilitada a exportar. Na viagem que fez ao país em maio, o assunto foi uma das prioridades da ministra. "O Brasil é um grande produtor e a China é a o maior importador do mundo. O Brasil produz 600 milhões de toneladas de leite, mas a China importa 800 milhões de toneladas,  200 milhões de toneladas a mais do que produzimos". 
Antes, em abril deste ano, o ministério havia encaminhado a lista dos 24 estabelecimentos ao país asiático. Entre os produtos que poderão ser exportados estão não fluidos, como leite em pó, queijos e leite condensado. "Queijos brasileiros poderão ser exportados e, com isso, regulamentar o mercado de leite brasileiro”, ressaltou Tereza Cristina. 
Exportações
Com a habilitação dos estabelecimentos, a expectativa é o setor exportar US$ 4,5 milhões em queijos, estima a Viva Lácteos - Associação Brasileira de Laticínios. Em 2018, os chineses importaram 108 mil toneladas em queijos. A importação do produto tem crescido a uma taxa média anual de 13% nos últimos cinco anos. 
As exportações brasileiras de queijos cresceram 65,2% nos últimos três anos. Antes da abertura do mercado chinês, o setor já vinha investindo no ingresso dos produtos na China, por meio da participação em feiras.  (MAPA)
 
 
CONSELEITE–PARANÁ

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 23 de Julho de 2019 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Junho de 2019 e a projeção dos valores de referência para o mês de Julho de 2019, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. 

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Julho de 2019 é de R$ 2,4025/litro. 
Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

BRUCELOSE E TUBERCULOSE: Curso marcado para agosto
O Sindicato dos Médicos Veterinários do Rio Grande do Sul (Simvet/RS) promove de 19 a 23 de agosto mais uma etapa do treinamento para o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT). A iniciativa ocorre em parceria com Ministério da Agricultura e Universidade de Cruz Alta (Unicruz). Exclusivo para veterinários, o treinamento ocorre na sede da Unicruz. O número de vagas é limitado. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail pncebt.unicruz@gmail.com. (Correio do Povo)
 

 

Porto Alegre, 20 de julho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.027

  Justiça derruba contribuições ao Sistema S 

Os contribuintes conseguiram no Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, com sede em Recife (PE), duas decisões contra o pagamento das contribuições destinadas ao Sistema S (Sebrae e Sesc e Senac, entre outros). São os primeiros acórdãos favoráveis, segundo advogados, com base na Emenda Constitucional (EC) nº 33, de 2001, que trata de contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico. 

A emenda não chegou a ser analisada no julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2013 (RE 396266). Na ocasião, os ministros consideraram constitucionais as contribuições ao Sistema S, que incidem sobre a folha de salários - com alíquotas que variam entre 1,5% a 5,5%, a depender do setor. Com a edição da EC 33, porém, a questão voltou à pauta. 

O texto incluiu o parágrafo 2º no artigo 149 da Constituição. O dispositivo estabelece que as contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico só podem ter alíquota "ad valorem" se a base de cálculo for o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro. Ou seja, não poderiam ter como base de cálculo a folha de salários, segundo os contribuintes. 

Umas das decisões do TRF da 5ª Região beneficia uma empresa do setor de combustíveis (processo nº 0803468-86.2018.4.05.8000). Na decisão, o relator do caso na 4ª Turma, desembargador Lázaro Guimarães, afirma que a emenda constitucional modificou o dispositivo legal que trata do regime das contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico e não incluiu, entre as bases de cálculo, "a folha de salários".

No acórdão, o desembargador ainda destaca que esse é o entendimento predominante na 4ª Turma e cita outro caso julgado no mesmo sentido (processo nº 0815788-96.2017.4.05.8100).

Na primeira instância, as decisões têm sido majoritariamente contrárias aos contribuintes, segundo o advogado que assessorou a empresa de combustíveis, Eduardo Muniz Cavalcanti, do Bento Muniz Advocacia. "O TRF da 5ª Região foi pioneiro ao enfrentar o assunto com esse novo viés apontado pelos contribuintes", diz. 

Para a empresa, a decisão do TRF, se confirmada em definitivo, terá grande impacto, de acordo com o advogado, uma vez que tem muitos empregados e uma alta folha de salários. E, no processo, ela tenta ainda reaver o que foi pago nos últimos cinco anos. 

No Supremo, a questão é discutida em dois recursos (RE 63 0898 e RE 603.624). Foram propostos por contribuintes que tiveram seus pedidos negados pelo TRF da 4ª Região, que abrange a região sul do país. 

Nos recursos, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou parecer favorável aos contribuintes, reconhecendo a taxatividade do rol de bases de cálculo da contribuição, feita pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001. 

A discussão, de acordo com o advogado Antonio Amendola, do Dias Carneiro Advogados, ainda está ganhando corpo e será definida pelos ministros do Supremo. Para ele, o texto da emenda dá margem para questionamento. 

Por nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informa que a repercussão geral foi reconhecida ainda em 2012 pelo STF "e está sendo acompanhada de perto pela PGFN, notadamente pela grave repercussão que pode causar no financiamento de diversas entidades que prestam relevantíssimos serviços à sociedade (Sesc, Sesi, Sebrae etc), sustentadas que são pela receita advinda das exações combatidas". 

A nota do órgão ainda destacou que a tese firmada no julgamento representa apenas a posição da 4ª Turma, "não podendo ser sequer considerada como a posição majoritária do próprio TRF da 5ª Região". No texto, a PGFN cita julgados favoráveis da 2ª Turma (processos nº 0812379-78.2018.4.05. 8100 e nº 0004186-92.2013.4.05. 8000) e da 3ª Turma (processos nº 0812510- 53.2018.4.05.8100 e nº 0806887-58.2016.4.05.8300). (Valor Econômico)

                  

"O Brasil e o Mercosul entraram em nova etapa, de efetiva abertura e integração na economia global", diz secretário-geral do Itamaraty
O gaúcho Otávio Brandelli considera o acordo com a União Europeia positivo para o consumidor e para a economia
 
Na área internacional, diplomata cita a conquista do apoio dos Estados Unidos para o ingresso do Brasil na OCDE
 
Avesso a entrevistas, o diplomata Otávio Brandelli, nascido em Garibaldi, tem conduzido de forma discreta a construção da nova política externa brasileira. Ao tomar posse para o cargo de secretário-geral do Itamaraty, Brandelli recebeu do amigo de longa data e chanceler Ernesto Araújo um título informal que define bem o desafio no ministério das Relações Exteriores: “Se o presidente é o arquiteto, o ministro é o engenheiro e o secretário o mestre de obras da política externa”. Brandelli concordou em responder a perguntas enviadas por e-mail para explicar como tem feito esse trabalho de construção. A entrevista foi concedida um dia antes de o presidente Jair Bolsonaro afirmar que pensa em indicar o filho Eduardo Bolsonaro para o cargo de embaixador nos Estados Unidos.
Quais são os benefícios do acordo Mercosul-União Europeia (UE)?
Quando o acordo entrar em vigor, 92% das exportações do Mercosul para a UE terão suas tarifas de importação eliminadas em prazo máximo de 10 anos, melhorando a competitividade no mercado europeu. Se contabilizarmos outras formas de  acesso a UE, como quotas, os benefícios alcançarão 99% do comércio. Os compromissos assumidos em áreas como serviços, compras governamentais e barreiras sanitárias tornarão o comércio menos vulnerável à aplicação de restrições injustificadas e darão maior transparência e segurança jurídica aos investimentos. No mercado dos países do Mercosul haverá concorrência com os produtos europeus. Isso é bom para o consumidor e salutar para a economia. A conclusão das negociações com a UE, segunda maior economia do mundo, que sozinha responde por 22% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial, significa também uma mudança de paradigma. É um sinal ao mundo de que o Brasil e o Mercosul entraram em nova etapa, de efetiva abertura e integração na economia global. A negociação de acordos econômico-comerciais faz parte de uma política mais ampla, que não se limita ao acordo Mercosul-UE. Há outros processos em andamento, que tendem a ganhar maior dinamismo a partir de agora, como as negociações do Mercosul com o Canadá e com o EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre), bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Outro resultado recente na área internacional foi a adesão do Brasil, há poucos dias, ao Protocolo de Madri sobre o Registro Internacional de Marcas, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Com esse acordo, os brasileiros poderão registrar suas marcas em 120 países, mediante procedimento centralizado e simplificado, com menores custos e menos burocracia. 
O tema do acordo vem sendo tratado desde 1999. O que foi determinante agora?
Diversos órgãos de governo trabalharam por esse acordo e contribuíram para o êxito das tratativas. Os fatores determinantes, nesta etapa final, foram o impulso político do governo Bolsonaro, o pragmatismo não ideológico e a confluência de visões com os demais sócios do Mercosul. O Mercosul foi criado em 1991 sobre dois pilares: democracia e liberalização comercial. Esses valores foram retomados e fortalecidos, criando um vetor favorável à conclusão da negociação com a UE. Soubemos aproveitar uma janela de oportunidade. Os parceiros do Mercosul e da UE reconhecem que o governo brasileiro eleito em 2018 trouxe uma energia positiva e decisiva para a fase final das negociações.
O fato de a França ter sinalizado que agora terá dificuldades para ratificar o acordo pode impor alguma dificuldade?
É muito cedo para especular sobre dificuldades de ratificação do acordo que acaba de ser concluído. Todos os países que estiveram engajados em sua negociação, ao longo de 20 anos, fizeram concessões, mas também tiveram suas demandas atendidas de alguma forma. Para citar apenas alguns exemplos, a França terá condições preferenciais de acesso aos mercados de vinhos e de automóveis do Mercosul, por força do tratado. Em outras palavras, o acordo Mercosul-UE é abrangente e dá tratamento às principais questões do comércio entre os dois blocos, que vão muito além de eventuais preocupações pontuais. No equilíbrio geral, não há dúvidas de que o acordo é positivo para todas as partes.
Qual é o potencial de aumento do saldo da balança comercial para o Brasil?
Há estimativas do Ministério da Economia de que as exportações brasileiras para a UE poderão ter ganhos de cerca de US$ 100 bilhões até 2035. Isso seria o resultado da redução de tarifas para nossos produtos e das regras acordadas para disciplinar e facilitar o comércio entre os dois blocos. Também se abrirão oportunidades no setor de serviços e no mercado de licitações, as chamadas compras governamentais. Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui. (Zero Hora)
 
 

Argentina confirma colheita recorde de grãos

A Argentina deve terminar 2018/19 com uma safra recorde de grãos de 147 milhões de toneladas, informou a Secretaria da Agroindústria do país, que revisou números de plantio e de produção em relação ao relatório de junho.

"Tanto o milho quanto o trigo terão produções recorde, de 57 milhões de toneladas e de 19,5 milhões de toneladas, respectivamente", disse o secretário Luis Miguel Etchevehere, em nota oficial. Esse resultado, afirmou, reflete o fato de que a remuneração dos cereais estar no mesmo patamar da soja, "fundamental para a sustentabilidade do sistema produtivo e o cuidado com nossos solos", disse.

A colheita de trigo em 2017/18 somou 17 milhões de toneladas, e a de milho, 43,5 milhões de toneladas. O relatório divulgado na semana passada manteve a estimativa de área de plantio em 6,5 milhões para o trigo e em 9 milhões de hectares para o milho.

No caso da soja, a secretaria reduziu a estimativa de área plantada e de produção em relação ao levantamento anterior. A área foi calculada em 17 milhões de hectares, redução de 100 mil hectares. A produção foi estimada em 55,3 milhões de toneladas, cerca de 300 mil toneladas a menos que em junho. Na safra passada, a produção de soja argentina foi de 37,8 milhões de toneladas em razão da pior seca em mais de 50 anos no país sul-americano.

"Não é apenas uma conquista quantitativa ou isolada, mas também qualitativa, fruto da rotação de culturas que nos permite pensar em um processo de longo prazo que nos levará a continuar quebrando marcas históricas", disse Etchevehere.

A grande colheita de soja na Argentina, aliada à produção brasileira projetada em 114,8 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - retração de apenas 3,7% em relação ao recorde de 119,3 milhões de toneladas da safra anterior -, deve trazer pressão adicional aos preços na bolsa de Chicago. Apesar da perspectiva de quebra da safra americana, os estoques de soja são fartos nos EUA, e a previsão do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) é de oferta de soja 75% maior que a demanda global em 2018/19 e 72% maior em 2019/20. (Valor Econômico)

CTC/Leite
Foi comunicado pelo Secretário de Câmaras Setoriais (CGAC/DEP/MAPA), Francisco Facundo, a publicação no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria 142 no dia 19 de julho de 2019 instituindo a Comissão Técnica Consultiva para Monitoramento da Qualidade do Leite – CTC/Leite, no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com o objetivo de fortalecer a política pública de incremento da competitividade do setor. Clique aqui para ler o documento na íntegra. (Terra Viva)
 

 

 

Entidades ligadas ao setor lácteo reuniram-se, na tarde desta terça-feira (25), na sede do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a fim de discutir, entre outras coisas, sobre o cenário de comercialização das indústrias dentro e fora do Estado. As Instruções Normativas (INs) 76 e 77, que entraram em vigor no dia 30 de maio, foram, novamente, pauta do encontro que debate a competitividade do produto.

Os associados fizeram um diagnóstico sobre a adequação às INs, temperatura do leite, coleta de amostras do silo nas empresas e plano de qualificação dos produtores. De acordo com o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a responsabilidade para atingir os parâmetros que norteiam as Instruções Normativas é de toda a cadeia produtiva.

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, as considerações feitas pelos representantes das entidades associadas são de suma importância. “Elas revelam o que acontece no dia a dia da atividade leiteira no Estado”, afirma.

Foto: Stéphany Franco

Experiências bem-sucedidas com grupos de produtores de leite do Vale do Rio Pardo, além de palestras sobre qualidade e sanidade do rebanho serão o foco principal do 3º Seminário Regional de Bovinocultura de Leite do Vale do Rio Pardo - Como produzir leite com eficiência? O evento acontece no próximo dia 27/06 (quinta-feira), na localidade de Pitingal/Passa Sete, no Salão da Comunidade de São Miguel, a partir das 9h.

Um dos palestrantes, o engenheiro agrônomo da Emater-RS/Ascar Diego Barden antecipa que uma das experiências que será divulgada no encontro diz respeito ao trabalho realizado em 18 propriedades leiteiras de Venâncio Aires, onde a atuação da assistência técnica produziu efeitos e resultados significativos na produção. “Iniciamos esse trabalho em 2015 e vamos divulgar para o público como conseguimos alcançar tais resultados”, disse o técnico, que falar sobre “Manejo Nutricional de Bovinos de Leite.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, estará presente no seminário para expor aos presentes sobre pontos principais das INS 76 e 77 que alteram a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru. Palharini vai mostrar uma visão geral da indústria sobre as normativas que estão em vigor deste 30 de maio deste ano. “A proposta é levantar os gargalos que surgirão com as instruções normativas e indicar soluções para que o produtor consiga se adequar à legislação”, pontuou.

A programação inicia com o relato de experiência da família Ruoso, do município de Sobradinho, sobre produção de leite e gestão da propriedade rural. Ainda na parte da manhã, a médica veterinária da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Ana Claudia Mello, falará sobre o panorama da brucelose e da tuberculose bovina no Rio Grande do Sul.

No período da tarde, as atividades têm continuidade com a abertura oficial do evento e a palestra custos de produção e índices zootécnicos de sistemas de produção de leite, ministrada pelo zootecnista e supervisor técnico da empresa Tortuga, Frederico dos Santos Trindade.

SERVIÇO

3º Seminário Regional de Bovinocultura de Leite do Vale do Rio Pardo

Data: 27 de junho de 2019

Local: Salão São Miguel, na localidade de Pitigal - Passa Sete

Hora: 9h

Promoção: Emater/RS-Ascar

Com o intuito de discutir o cenário da bovinocultura de leite na região e unir esforços para engajar os produtores do setor leiteiro de Serafina Corrêa, a Emater/RS promoverá o 1° Encontro de Bovinocultores de Leite na cidade localizada na região centro-oeste do Estado. O evento ocorrerá no dia 30 de maio, das 9h às 15h30, no Clube dos Motoristas.

A abertura do encontro ficará a cargo das entidades parceiras. O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a Cooperativa dos Produtores de Leite (Coperlate) e o Senar/RS irão compor o painel “Cenário do leite na visão das entidades”, debate que será mediado pelo assistente técnico estadual da Emater/RS-Ascar Jaime Ries.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater Leandro Ebert, o cenário da produção leiteira da cidade é preocupante. “O Estado inteiro vive um momento de crise, dificuldades principalmente que se referem à rentabilidade da produção. Por conta disso, decidimos pensar o cenário e propor alternativas”, afirma Ebert. O objetivo é pensar soluções em conjunto com as entidades do setor. A estimativa é reunir cerca de 200 produtores da região.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, que falará no evento sobre o mercado do leite no Estado, Brasil e mundial destacou a importância de promover iniciativas que levem a pensar em soluções para os gargalos que geram preocupação na cadeia produtiva. “Vamos apresentar números que demonstram a realidade da produção de leite no Estado. A atividade pode se mostrar ajustada nas margens em determinados momentos, entretanto, segue sendo uma das mais rentáveis para os produtores que possuem áreas rurais pequenas, comparada com a maioria de outras alternativas agrícolas para a mesma área, principalmente quando analisamos o resultado financeiro por hectare” destaca.

Palharini afirma também a importância de comentar os impactos das Instruções Normativas (INs) 76 e 77 – medidas que entrarão em vigor no dia 30/05. “O setor, atendendo as INs, o governo precisa avançar no que se refere à comercialização de leite para que possamos acessar outros mercados e consequentemente dar maior estabilidade ao preço pago aos produtores”, frisa.

Além do painel, será realizada à tarde uma oficina sobre as perspectivas para o leite em Serafina Corrêa, para a consolidação das principais demandas dos produtores junto as entidades públicas e privadas.

 

Crédito da foto: Carolina Jardine