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Focado em intensificar o intercâmbio comercial com o Brasil, o embaixador do Uruguai Guillermo Valles propôs uma articulação entre os países para destravar projetos logísticos em curso há décadas. O plano de trabalho foi apresentado em reunião com lideranças do setor produtivo do Rio Grande do Sul na manhã desta sexta-feira (6/8) na Sede da Farsul, em Porto Alegre (RS). Interlocutor dos interesses do agronegócio e vendo as potencialidades desse intercâmbio no abastecimento de grãos para a produção de aves, suínos e leite, o senador Luis Carlos Heinze (PP) é defensor do tema, ressaltando a importância de trazer parte da safra de milho uruguaio ao Brasil. Segundo o embaixador, o Uruguai tem amplo potencial para produção de cereais, mas as lavouras não se ampliam exatamente pela falta de estruturas de armazenagem e de vias de escoamento mais competitivas ao mercado internacional. De acordo com Valles, enquanto uma carga de arroz uruguaio precisa percorrer 400 quilômetros por rodovias para ser exportada por Montevidéu, o mesmo produto poderia fazer 200 quilômetros por via fluvial para chegar a Rio Grande.

A chave para viabilizar a integração é o fortalecimento do modal hidroviário, estabelecendo um canal direto com o Porto de Rio Grande por meio de hidrovia pela Lagoa Mirim. Para isso, seria essencial aumentar o calado de rios e canais, o que depende de obras de dragagem no Brasil e no Uruguai. O embaixador ressaltou que o investimento nesses processos é ínfimo perto do ganho econômico e que pode ser rateado entre os dois países. O projeto, que está nos planos da Bacia do Prata há 60 anos, poderia ser viabilizado por uma parceria público-privada, o que o consolidaria como a primeira hidrovia público-privada da América Latina. No lado brasileiro, as dragagens precisariam ser efetuadas no Sangradouro, no Canal São Gonçalo e no acesso ao Porto de Santa Vitória do Palmar.

Heinze informou que há projetos tramitando em Brasília no sentido de fortalecer o intercâmbio logístico com o Uruguai por meio de investimentos em infraestrutura. Um deles é a construção de nova ponte em Jaguarão (RS).

Presente ao encontro, o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, frisou a importância de o intercâmbio ser regido por um regramento mínimo que não comprometa nenhum setor produtivo uma vez que produtores uruguaios operam com custos inferiores aos praticados no Brasil. O embaixador concordou com a posição, lembrando que a ideia é agir em bloco, favorecendo os dois países e não impondo concorrência predatória. “É preciso tratar de regulamentações, olhar o espaço comum, juntar as autoridades e tratar da questão de território para que o fator de equilíbrio não seja o contrabando”.

O diretor administrativo da Farsul, Francisco Schardong, informou que o assunto deve ser alvo de uma nova reunião nas próximas semanas. A proposição é integrar o setor produtivo brasileiro e uruguaio para definir uma pauta a ser apresentada durante a Expointer, que ocorre de 4 a 12 de setembro. Também participaram da reunião lideranças da Fetag, Fecoagro, Asgav, Sips e Fundesa.

Segundo o embaixador é primordial que as cidades vejam as potencialidades do campo, uma vez que é dele que sairá a solução para suportar um aumento de 2,5 bilhões de pessoas na população mundial até 2050. “Precisamos produzir 50% mais fibras, 50% mais de alimentos e combustíveis. E de onde vai sair isso de forma sustentável?”, questionou. Consciente das potencialidades da América Latina em abastecer o planeta, ele reforçou que há condições de solo e oferta de água doce capaz de produzir de forma competitiva. Para isso, alertou, é importante que se trabalhe com abertura comercial entre vizinhos.

Brasil e Uruguai tem 1067 quilômetros de fronteira, com seis cidades gêmeas. Apesar da vigência do Mercosul, apenas a aduana de Rivera trabalha de forma integrada nos terminais de cargas. O principal ponto de entrada de cargas uruguaias no Brasil é o Chuí (30%), seguido por Jaguarão (21%) e por Santana do Livramento (9%).

Foto: Carolina Jardine 

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Porto Alegre, 30 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.336


Confaz prorroga o 'Convênio 100'

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), composto pelos 27 secretários de Fazenda dos Estados do país e do Distrito Federal, aprovou ontem, em reunião extraordinária, a prorrogação dos Convênios ICMS nº 100/1997 e 52/1991 até 31 de março de 2021.

O Convênio 100 prevê isenção tributária em operações internas e redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na comercialização interestadual de insumos agropecuários. Já o Convênio 52 estabelece um imposto menor sobre máquinas e equipamentos agrícolas. A vigência de ambos terminaria no fim do ano e foi prorrogada até 31 de março. Somente os Estados de Sergipe e do Ceará votaram contra a renovação.

“Esse convênio é muito importante para o setor agropecuário, pois reduz o tributo incidente sobre os insumos. A não renovação do convênio seria preocupante, pois elevaria os custos de produção em todo o Brasil, para todas as culturas”, disse o coordenador do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Renato Conchon, em nota.

Segundo a CNA, sem o Convênio 100 a alta nos custos de produção poderia chegar a 11,4% para o cultivo de milho na Bahia, por exemplo. E a 11,2% para a produção de soja em Mato Grosso. No caso da pecuária de leite do Rio Grande do Sul, a estimativa era de aumento de 12,8%. Com os custos inflados no campo, a entidade reforçou que a tendência seria de uma escalada nos preços dos produtos da cesta básica e da inflação.

Em setembro, a CNA e mais 44 entidades do agro encaminharam aos secretários do Confaz um manifesto pressionando pela renovação dos dois convênios. (As informações são do Valor Econômico)


Argentina deverá ver recuperação do setor lácteo em 2021

Após um clima favorável, um aumento constante nos preços do leite e uma forte demanda doméstica e internacional, os produtores de leite argentinos aumentaram de forma constante a produção de leite fluido em relação a 2019, relata o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Este aumento levou a uma maior produção, consumo e exportação de todos os derivados, exceto certos queijos (notavelmente muçarela), que caíram desde o fechamento de pontos de venda de food service em resposta aos surtos de Covid-19 na Argentina em março de 2020.

Sendo assim, a produção de leite fluido de 2021 deve aumentar 2%, para 11,57 milhões de toneladas. Uma recuperação antecipada da economia argentina em 2021 incentivará os processadores a se concentrar novamente na economia doméstica e reduzir as exportações de leite em pó, que chegaram a 180.000 toneladas devido aos preços competitivos e às baixas margens domésticas.

A incerteza política e econômica continua afetando a indústria local de laticínios. A Argentina tem financiado principalmente seus esforços de recuperação e estabilização da Covid-19 imprimindo mais pesos. Embora a inflação tenha ultrapassado 40% nos últimos anos, a indústria teme que a taxa de inflação aumente ainda mais quando o crescimento econômico pós-pandêmico for retomado.

Embora geralmente não realizem grandes expansões devido ao excesso de capacidade da indústria, os participantes do setor estão acelerando os reparos e as atualizações necessárias, investindo em ativos como equipamentos de processamento de leite, tratores e caminhões. Os produtores de leite com pastagens estão convertendo parte dessas terras para a produção agrícola como outro meio de proteger os ganhos atuais. Eles raciocinam que a soja e o milho recém-plantados reterão mais valor após a colheita do que os pesos economizados nos bancos, mesmo com juros altos.

O consumo doméstico de lácteos se manteve melhor do que o esperado no início do surto, em parte graças ao contínuo congelamento dos preços do governo em muitos produtos básicos, incluindo produtos lácteos. No entanto, com a inflação subindo 3-4% ao mês, as margens de lucro dos produtos lácteos no varejo estão diminuindo rapidamente e os produtores avisam que o aumento dos custos de mão de obra e outros insumos pode ultrapassar rapidamente os preços do leite pagos aos produtores. Em outubro, o governo permitiu que os preços da maioria dos laticínios subissem 2%. Alguns grandes processadores de laticínios estão buscando manter a lucratividade, introduzindo novas linhas de produtos não afetadas pelos congelamentos de preços e limitada entrega de leite em casa.

A Argentina teve um forte desempenho de exportação até agora em 2020, superando as expectativas anteriores. O país poderia se tornar mais competitivo se sua moeda desvalorizasse ainda mais. Os pós-contatos informam que o governo está considerando reduzir para 5% o atual imposto de exportação de 9% sobre o leite em pó. O governo está ansioso para repor as reservas de moeda estrangeira e recentemente reduziu os impostos de exportação sobre soja e produtos de mineração em um esforço para aumentar as exportações. Os regulamentos argentinos exigem que os exportadores convertam suas vendas de dólares em pesos e os agricultores são pagos em pesos. (As informações são do Dairy Industries International, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Chile registra importações históricas de lácteos

As compras de lácteos no exterior continuam aumentando, elevando-se 82,3 milhões de litros equivalentes em relação ao mesmo período do ano passado e representando um patamar histórico em termos de níveis de importação.

Por outro lado, as exportações de lácteos, entre janeiro e setembro de 2020, totalizaram 236,1 milhões de litros equivalentes, o que representa uma redução de 0,5% em relação ao mesmo período de 2019. A comparação interanual reflete uma queda de 1,2 milhão de litros.

Quanto ao déficit leiteiro, observa-se um aumento para 402,3 milhões de litros equivalentes, sendo o valor máximo registrado até o momento.

Importações em alta

Ao olhar para os dados de setembro de 2020, o queijo lidera as importações de lácteos com um total de 376,2 milhões de litros equivalentes, confirmando uma tendência de alta que representa um aumento de 9,4% em relação ao ano anterior. Em litros equivalentes, somaram 32,3 milhões de litros a mais do que no mesmo período de 2019.

O leite em pó desnatado é o segundo produto com maior volume importado, com mudança de tendência que implica alta de 2,3% para 133,7 milhões de litros equivalentes, o segundo maior valor observado nos últimos cinco anos. Em relação ao ano anterior, aumentou 3,0 milhões de litros.

O leite em pó integral foi outra das categorias de produtos mais importados no período. As compras passaram de 18,7 para 65,1 milhões de litros equivalentes, o que representa um aumento de 247,2% em relação ao ano anterior, atingindo patamares muito próximos a 2018 (62,6 milhões de litros), mas para abaixo de 2017 (73,8 milhões de litros).

Por sua vez, o item denominado pela Odepa, “outras preparações à base de produtos lácteos”, continuou subindo no período, registrando aumento de 12,0% entre janeiro - setembro de 2020, totalizando 28,1 milhões de litros, a aumento de 3,0 milhões de litros em relação ao ciclo anterior. Além disso, é o maior registro até hoje.

Exportações

Dados da Odepa mostram que as exportações de lácteos entre janeiro e setembro de 2020 mostram uma leve queda de 0,5% para 236,1 milhões de litros equivalentes, o que representa uma redução de 1,2 milhão em relação ao ano anterior .

Por categorias de produtos, as exportações de queijos continuam sendo o principal produto com um volume de 62,3 milhões de litros equivalentes, embora represente uma queda de 3,0% em relação ao ano anterior, o que equivale a 1,9 milhão de litros. litros a menos em comparação com 2019.

Em seguida vêm as exportações de leite condensado, que no período totalizaram 58,9 milhões de litros, com aumento de 15,4% em relação ao ano anterior, o que equivale a mais 7,8 milhões de litros.

O item denominado “outros preparados à base de laticínios” é apontado como o terceiro produto mais exportado até setembro para completar 57,5 milhões de litros, o que implica um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior ou 3, 8 milhões de litros adicionais.

Os embarques de "preparados para bebês" caíram 3,0% em relação ao mesmo período do ano passado, caindo para 26,9 milhões de litros, o menor nível dos últimos cinco anos. Em relação a 2019, os embarques caíram 830 mil litros.

Em relação à exportação de leite em pó integral, foi observada queda de 48,9%, atingindo 11,0 milhões de litros. Em relação ao ano anterior, representa uma queda de 10,5 milhões de litros.

Por fim, no caso dos embarques de leite em pó desnatado, observa-se uma recuperação de 33,5%, para 7,1 milhões de litros. Em relação ao ano anterior, implica um acréscimo de 1,7 milhão de litros. (As informações são do Mundo Agropecuário, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Santa Clara lança novos sabores de Temper Cheese
A Santa Clara conta com novidades na linha de Temper Cheese. Os novos sabores Mostarda e Mel e Cebola Caramelizada estão disponíveis em potes de 150g para incrementar lanches e outros pratos deliciosos. De origem americana e de massa cremosa e pastosa, o Temper Cheese é fabricado a partir de queijo prato lanche, creme de leite e o sabor. A linha conta com outros sete sabores na versão 150g, além das versões pouch (sachê) com 250g e bisnaga com 1,8kg. Ideal para lanches rápidos, happy hour, pizzas e superversátil na culinária, Temper Cheese também fica ótimo com massas, basta acrescentar nata ou creme de leite para obter uma consistência de molho. (As informações são da Assessoria de Imprensa da Santa Clara)


 

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Porto Alegre, 27 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.334


Preço do leite tem queda e alta de custos preocupa

Depois de quatro meses de elevação, o valor de referência do leite projetado para outubro no Rio Grande do Sul é de R$ 1,5482, retração de 5,18% em relação ao consolidado de setembro (R$ 1,6327). Apesar da redução, os valores seguem em patamares acima dos praticados em anos anteriores, fato motivado pela alta de custos no campo e na indústria. Os dados foram apresentados em reunião do Conseleite realizada nesta terça-feira (27/10) de forma híbrida, a primeira com presença física desde a chegada da Covid-19 ao Brasil. Coordenado pelo presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, o encontro, ocorrido na sede da Farsul, em Porto Alegre (RS), seguiu as mais rígidas normas da prevenção.

O temor do setor é com o impacto dessa retração de preços frente à elevação de custos de insumos. Além dos grãos, há diversos outros itens com valores sendo reajustados rotineiramente, como embalagens, ingredientes e medicamentos. Também há preocupação, alertou Rizzo, com a falta de itens essenciais para manter a produção, já que produtores relatam dificuldade para aquisição de produtos básicos como o milho, por exemplo. “Ainda estamos sofrendo os efeitos da seca do último verão e isso se agrava com o alerta de La Niña”, informou Rizzo.

O vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, ponderou que a redução do auxílio emergencial de R$ 600,00 para R$ 300,00 já traz impacto no mercado, além do aumento das importações de lácteos. Segundo Guerra, as aquisições de leite importado passaram de um patamar de 10 mil toneladas/mês, antes da pandemia, para mais de 23 mil toneladas em setembro. “Estivemos em reunião com o Ministério da Agricultura e pedimos para que o tema seja monitorado porque as importações estão vindo com mais força”, alertou. Guerra sinalizou que a alta do preço no mercado interno tornou os importados mais competitivos mesmo com a valorização cambial. Com maior escala por propriedade, Argentina e Uruguai, por exemplo, vêm conseguindo reduzir custos.

O professor da UPF Marco Antonio Montoya informou que há uma correlação direta entre o comportamento dos preços no Rio Grande do Sul e o verificado em outros estados, como Santa Catarina e Paraná, que também sinalizam retração para outubro. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Crédito da imagem: Carolina Jardine


Ajustes em normas trabalhistas podem gerar economia

As mudanças anunciadas na semana passada pelo governo federal na norma regulamentadora (NR) sobre segurança e saúde no trabalho no agronegócio deverão resultar em custos menores para os produtores. A estimativa do Ministério da Economia é que será possível enxugar gastos de mais de R$ 4,3 bilhões por ano no campo com alterações que simplificam a relação trabalhista.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a nova redação deixou mais claras as regras que terão que ser seguidas, aplicadas e exigidas por produtores rurais, empregadores, trabalhadores e fiscais do trabalho. “Dessa forma, evita-se autuações indevidas por descumprimento de normas regulamentadoras que sequer são aplicáveis no campo, uma vez que são destinadas ao ambiente urbano”, disse Rudy Ferraz, chefe da assessoria jurídica da CNA.

A revisão da NR 31, em vigor desde 2005, alterou o capítulo que trata das “condições sanitárias e de conforto no trabalho rural”, que especificou quais obrigações cabem às frentes de trabalho e dizem respeito a estruturas fixas e móveis. A utilização de moradias como alojamento passa a ser permitida, desde que observados os regramentos da norma.

Foi inserido na norma o conceito de “trabalho itinerante”, referente a trabalhadores que percorrem uma propriedade sozinhos ou em pequenos grupos para atividades pontuais como o conserto de uma cerca, serviços com trator ou reunião do gado. A NR 31 exigia a instalação de banheiros e refeitórios em todas as frentes de trabalho, o que é considerado inaplicável no caso do trabalho itinerante. O mesmo ocorre em zonas alagadiças, como no Pantanal.

Também foi alterada a regra para o armazenamento de agrotóxicos. A norma determinava que os produtos fossem acondicionados a 30 metros de qualquer instalação, o que, segundo a CNA, tornava inaplicável a medida em pequenas propriedades. Com a revisão, a distância foi reduzida para 15 metros. Para quantidades de até 100 litros ou 100 quilos, será permitido o uso de um armário com requisitos de segurança.

Outra mudança autoriza a utilização da modalidade de ensino à distância (EaD) em treinamentos e cria o Programa de Gerenciamento de Risco no Trabalho Rural (PGRTR). Pequenos e médios produtores que contam com até 50 empregados por prazo determinado e/ou indeterminado poderão usar uma ferramenta gratuita de avaliação de riscos que será disponibilizada pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, para estruturar o programa.

“Essa medida vai permitir a redução de custo para o produtor rural que hoje precisa contratar um profissional para elaborar esse programa. Para o pequeno, significa um custo de R$ 1.300 e o programa deve ser revisado a cada três anos”, afirmou Rodrigo Hugueney, assessor jurídico da CNA.

O Secretário Especial de Previdência e Emprego, Bruno Bianco, afirmou que a revisão representará “menos multas e menos burocracia” no campo. “Faz sentido que um pequeno empresário cumpra os mesmos requisitos de uma grande propriedade rural ou de uma empresa urbana? Faz sentido um pequeno produtor de leite, que tem dez vaquinhas, ter de elaborar um plano de prevenção de riscos ambientais todos os anos?”, questionou.

As novas regras entram em vigor um ano após a publicação da portaria, que deve ocorrer essa semana. Elas valem para o trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. (As informações são do Valor Econômico)

 

Food Services: como fica a demanda de lácteos no 4º tri e em 2021?

Longe de tentativas de adivinhação, temos que focar no novo mercado que está emergindo desta situação de prolongamento indefinido da pandemia, com um mercado realmente diferente de tudo que já vivemos até agora...

Vejamos:

• Não são grandes recessões como 2015, já que existem segmentos de mercado do Food Service altamente demandados, com os mecanismos de delivery fazendo história;

• Não é obviamente como o mercado era – basta ter a experiência de ir a um restaurante com 30% de ocupação, com mesas fechadas e com garçons que parecem astronautas para perceber a diferença!

• Outra coisa absolutamente clara é que o consumidor da classe A e B, assim que pôde voltar a consumir alimentos fora de casa, mesmo com a pandemia, voltou imediatamente!!!! Cai aqui por terra aquele mito que todas as pessoas gostariam de cozinhar em casa para a eternidade! Grande engano!

• Serviços de alimentação em shoppings, aeroportos, faculdades, etc. estão retomando seu movimento mesmo com foco em classes C e D, devido à alta conveniência dos serviços.

Portanto, o prognóstico de fecharmos o último trimestre de 2020 com o Food Service consumindo cerca de 80% dos insumos que consumia no último trimestre de 2019 parece ser bastante realizável.

Agora pode ser que em cada empresa o efeito seja diferente, já que, como observado, dependendo do segmento de sua atuação, a empresa pode estar focando em segmentos que não terão a mesma recuperação que outros... Por isso, nesta altura, é muito importante checar com as equipes comerciais as escolhas que foram feitas de atendimento – realmente vamos ter 20 a 30% de quebra nos operadores de Food Service, mas também vamos ter estes novos modelos de atendimento se consolidando...

Uma pergunta que ajuda muito neste diagnóstico: Quantas “dark kitchen” ("restaurante fantasma", voltado apenas para delivery) sua empresa cadastrou nos últimos 3 meses? Nenhuma? Então é preciso rever seus conceitos....

Posso assegurar que quem ficar esperando a volta do mercado de Food Services como era antes da pandemia vai perder mercado! É preciso rever a estratégia com os novos canais!

E para 2021? Vamos ter certamente, com a recuperação econômica. uma volta de relevância para o setor de Food Services, com volumes de consumo no mínimo iguais a 2019 para quem acertar a estratégia de canais! Importante se preparar!

Roberto Denuzzo será palestrante no Dairy Vision 2020, que ocorrerá de 1 a 4 de dezembro de 2020. Sua palestra "O novo food service pós-Covid-19" será parte da seção 2: "Os efeitos da Covid-19 e a transformação na indústria". O Dairy Vision 2020 será totalmente online, contando com 30 palestrantes de todo o mundo para discutir os rumos da indústria láctea no Brasil e no mundo. Não perca tempo, visite o site, confira a programação e seja protagonista em um mundo de transformações cada vez maiores e mais rápidas! (Milkpoint)


Jogo Rápido

Cerca de 70 milhões de animais devem ser vacinados contra febre aftosa 
A segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa começa no próximo dia 3 de novembro para imunização de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, para a maioria dos estados brasileiros, conforme o Calendário Nacional de Vacinação 2020. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 70 milhões de animais, até o final de novembro. “Tão importante quanto a vacinação correta é também o preenchimento completo da declaração de vacinação e entrega online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados, para que a declaração possa ser registrada e o produtor possa cumprir com os compromissos sanitários junto ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado”, destaca o chefe da Divisão de Febre Aftosa da Secretaria de Defesa Agropecuária, Diego Viali dos Santos. As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina. Em casa de dúvidas, a orientação é para que procurem o órgão de defesa sanitária animal de seu estado. (MAPA)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 07 de outubro de 2020                                                     Ano 14 - N° 3.321


Abertas inscrições para o 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo

Foram abertas nesta quarta-feira (7/10) as inscrições para o 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo, mérito concedido anualmente pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) em reconhecimento ao trabalho da imprensa que acompanha o setor. Neste ano, a premiação contemplará três categorias: Impresso, Eletrônico e On-line. O período de inscrição dos trabalhos vai até 23 de novembro.

Podem se inscrever ao 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo profissionais que tenham trabalhos publicados entre 26/10/2019 e 23/11/2020 em veículos nacionais e que abordem a produção de lácteos e derivados na bacia leiteira do Rio Grande do Sul. Para participar, basta preencher a ficha de inscrição e remeter documentação e cópia do trabalho para o e-mail imprensasindilat@gmail.com. Mais detalhes sobre o processo podem ser conferidos no regulamento.

As reportagens serão avaliadas por uma Comissão Julgadora formada por profissionais de instituições de imprensa e de entidades ligadas ao setor lácteo. Os finalistas devem ser divulgados no dia 4 de dezembro e o anúncio final dos vencedores será feito em live realizada pelas redes sociais do Sindilat na primeira quinzena de dezembro. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a decisão foi por manter a premiação mesmo em um ano de dificuldades e pandemia em reconhecimento aos jornalistas que se mantiveram ativos abordando os dilemas e inovações do agronegócio. “O setor lácteo seguiu produzindo durante a pandemia para levar alimentos aos lares brasileiros. Ao nosso lado, estiveram muitos profissionais, entre eles, os jornalistas que são incansáveis na busca por informação de qualidade”, salientou.

Os primeiros colocados nas três categorias do 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo receberão um troféu e um iPhone. Os segundos e terceiros premiados receberão troféu.

>> Confira aqui o Regulamento do 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo

>> Baixe aqui a Ficha de Inscrição


Demanda por crédito rural dispara

Com os produtores capitalizados, linhas para investimentos já têm poucos recursos

A demanda por crédito rural continuou forte no país em setembro e levou ao esgotamento precoce dos recursos de algumas linhas de investimentos com juros controlados do Plano Safra 2020/21. No total, os desembolsos já somaram R$ 73,8 bilhões de julho a setembro, 28% mais que nos primeiros três meses do ciclo anterior, segundo dados do Banco Central compilados pelo Valor.

No caso das linhas para investimentos, o crescimento foi de 73% na comparação, para quase R$ 20 bilhões. Nas operações de custeio o incremento foi de 20%, para R$ 42,5 bilhões, e nas linhas de comercialização e industrialização também houve avanços (ver infográfico).

Diante de tamanha procura, no fim de setembro as instituições financeiras que operam os empréstimos foram avisadas que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estava suspendendo o recebimento de novas propostas de financiamentos para investimentos via Pronaf (agricultura familiar) e Pronamp (médios produtores). E que projetos no âmbito do Inovagro (inovação tecnológica) também teriam que esperar, devido ao nível elevado de comprometimento dos recursos reservados.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou no fim de semana que esse é um “bom problema”, já que mostra a confiança dos produtores rurais no futuro de seus negócios. “Fizemos um Plano Safra maior que todos os outros, e ele foi tão bem recebido que hoje já gastamos quase todos os recursos de investimentos”. A ministra realçou, ainda, que o movimento acontece mesmo com taxas de juros superiores às desejadas, acima de 6% em boa parte das linhas.

Os investimentos via Pronaf cresceram 34% de julho a setembro, para R$ 4,5 bilhões, enquanto os via Pronamp aumentaram 46%, para R$ 1,01 bilhão. No caso do Pronamp, lembrou Wilson Vaz de Araújo, diretor de Financiamento e Informações do ministério, a maior parte dos valores programados para investimentos vem dos recursos obrigatórios, que não têm equalização.

O Banco do Brasil e as cooperativas de crédito Sicredi e Bancoob ainda têm recursos equalizados para investimentos no Pronamp, mas estão no fim. Não existe muito espaço para remanejamentos de recursos de uma linha para outra, mas ajustes pontuais sempre podem ser realizados.

“Os atuais preços altos de boa parte dos produtos estimulam os agricultores a acelerarem investimentos, o que é um bom sinal”, disse Antônio da Luz, economistachefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Mas, segundo ele, o cenário também preocupa porque comprova que o modelo de crédito rural que ainda prevalece no país é insuficiente para atender às demandas, embora o crédito privado continue a avançar no campo.

As instituições públicas mantiveram a ponta nos desembolsos de julho a setembro. Líder absoluto desse segmento, o Banco do Brasil emprestou, no total, quase R$ 6 bilhões a mais no primeiro trimestre da temporada atual. Entre os bancos privados, Bradesco, Santander e Itaú mantiveram o ritmo de avanço, e as cooperativas de crédito também apertaram o passo e continuaram com 20% do mercado.

Os recursos equalizados, provenientes da poupança rural dos bancos, alimentaram desembolsos de R$ 26,5 bilhões de julho a setembro, mais de um terço do total. Os depósitos à vista, que também são controlados, mas sem subvenção, representaram R$ 16,5 bilhões. Menos atrativas agora devido ao risco de mercado agrícola, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) alavancaram R$ 7,1 bilhões em empréstimos, ante R$ 8,5 bilhões no mesmo período do ano passado. Os recursos controlados representaram aproximadamente 80% do total emprestado até agora. (Valor Econômico)

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CNA e Embrapa debatem novas tecnologias e plano de competitividade para o setor leiteiro

A Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, na terça (6), as tecnologias da Embrapa para o setor e uma proposta do Ministério da Agricultura para elaboração de um plano de competitividade para o setor leiteiro no país.

O chefe geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, apresentou as ações da empresa como os softwares Sisleite, Gepleite e Gisleite para gestão da propriedade, nanotecnologia, melhoramento genético e pecuária de precisão, além da prospecção para projetos em produção de leite orgânico.

“A Embrapa não faz a tecnologia sozinha, mas junto ao setor produtivo. Fazemos questão de atuar juntos. A lógica da produção de leite mudou com o novo consumidor que exige um produto com pegada de carbono, rastreabilidade plena, insumos alternativos, cadeias curtas, redução de desperdícios, bem-estar animal, entre outras questões”, disse.

A Embrapa Gado de Leite tem 15 laboratórios que fazem análise de alimentos, microbiologia do leite, qualidade do leite, sanidade animal, entre outros trabalhos. A unidade realiza também capacitações e dias de campo em parceria com entidades como Senar, OCB e Emater. Em 2019, capacitou 19,6 mil pessoas.

Martins ressaltou que a pesquisa da Embrapa tem seguido dois caminhos promissores, que são a nanotecnologia (para controle de carrapato, mastite, etc) e a genômica (edição genética de animais para evitar futuras doenças).

“Ficamos surpresos com o conteúdo da Embrapa ligado às tecnologias e à conectividade. Foi uma ótima apresentação”, disse Ronei Volpi, presidente da Comissão de Pecuária de Leite da CNA.

Em relação ao Plano de Competividade do Leite, Volpi afirmou que a Embrapa é fundamental para qualificar esse plano, que deve ser uma iniciativa de toda a cadeia produtiva.

“Será um documento para nortear o trabalho da cadeia nos próximos anos. Queremos que todos os membros da Comissão da CNA colaborem com o documento, com sugestões e críticas. No dia 19 de novembro, na reunião da Câmara Setorial do Ministério, apresentaremos uma nova minuta para a ministra Tereza Cristina com propostas do setor lácteo como um todo.”

Segundo Volpi, o plano deverá ter cinco capítulos. Entre os tópicos que farão parte do plano estão: políticas públicas e privadas para melhoria da gestão da propriedade e da qualidade do leite; infraestrutura da produção e escoamento; aumento da previsibilidade dos preços e contratos; melhoria do estado sanitário e melhoria dos instrumentos de políticas para a cadeia do leite. (As informações são do Agrolink)


Jogo Rápido
Queijos Santa Clara são Top Of Mind, pelo 10º ano consecutivo
A Cooperativa Santa Clara é mais uma vez destaque no Top Of Mind, pesquisa realizada pela Revista Amanhã. Desde a inclusão da categoria na pesquisa, há 10 anos, a Santa Clara é campeã invicta em Queijos. Em 2020, os Queijos Santa Clara lideram com 34,9% das citações dos entrevistados. A Cooperativa também aparece entre as mais lembradas da categoria Leite, com 11,3%. A pesquisa foi realizada com 1.200 consumidores de 16 a 75 anos, de todas as classes sociais de todo o estado. As entrevistas foram realizadas entre os dias 10 de abril e 25 de maio, via internet. A premiação dos Top Of Mind 2020 ocorre no dia 08 de outubro, às 19h30, e será on-line pelo Canal do Grupo Amanhã no Youtube. (As informações são da Assessoria de Imprensa Santa Clara)


 

 

Porto Alegre, 14 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.220

 Liminar suspende desconto de contribuições ao Sistema “S” 

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional afirma, porém, que a decisão só alcança empresas do comércio do Distrito Federal e diz que já recorreu

Uma liminar do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região suspendeu o desconto de 50% das alíquotas recolhidas pelas empresas ao Sistema “S”, assim como o aumento da taxa cobrada pela Receita Federal, de 3,5% a 7%, para arrecadar essas contribuições. As alterações foram impostas, em razão da pandemia, pela Medida Provisória nº 932.

Como o pedido de liminar foi feito pelo Sesc e Senac do Distrito Federal, mas a arrecadação da taxa pela Receita Federal vai para o Tesouro Nacional e o texto da decisão judicial é genérico, empresas ficaram sem saber o que fazer no próximo dia 20, prazo para o primeiro recolhimento dos novos percentuais. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma, porém, que a decisão só alcança empresas do comércio do DF e diz que já recorreu. 

"Defiro o pedido de liminar para suspender os efeitos da Medida Provisória nº 932, de 2020, editada para reduzir em 50% as alíquotas das contribuições para os serviços sociais autônomos e duplicar o valor cobrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil a título de pagamento pelo serviço de arrecadação dessas contribuições”, declara a desembargadora Ângela Maria Catão Alves na liminar.

Segundo o advogado que representa o Sesc e Senac-DF no processo, Johann Homonnai, até a sentença ser proferida, a MP não se aplica ao Sesc e ao Senac do Distrito Federal. “Alegamos desvio de finalidade, por se aproveitarem de um momento de crise, e retrocesso social pelo impacto no ano letivo das escolas do Senac”, diz.

Por nota, a PGFN afirma que a própria exposição de motivos da MP aponta que a maioria das entidades do Sistema “S” possui reservas equivalentes a vários meses de arrecadação. Portanto, a redução de receitas no período proposto pela medida provisória, não prejudicaria a prestação de serviços. 

Para o advogado Alessandro Mendes Cardoso, do escritório Rolim, Viotti & Leite Campos, o mandado de segurança foi proposto com pedido amplo, o que não seria cabível nesse tipo de ação. “Para isso, deveria ser ajuizada uma ação de controle concentrado no Supremo”, afirma. “Portanto, a decisão também não poderia suspender o efeito da MP de maneira genérica”.
Processualmente, o meio foi completamente equivocado, segundo Cristiane Costa, do Thomazinho, Monteiro, Bellangero & Jorge Advogados. Mas em relação ao mérito, ela concorda com a argumentação do Sesc e Senac-DF. “O Sistema “S” tem seus funcionários e finalidades institucionais, tudo o que fazem é fiscalizado e três meses com menos da metade do faturamento pode ser muito pesado para suas atividades”, afirma.

“Sem dúvidas, a via escolhida foi errada”, diz Luca Salvoni, especialista do Cascione Pulino Boulos Advogados. “Nossos clientes, por exemplo, não são citados na ação, mas passa a haver insegurança jurídica porque a Receita agora tem em mãos uma decisão que lhe permite aplicar a alíquota cheia das contribuições”, diz. Procurada pela reportagem, a Receita Federal diz que não comenta o assunto.

Por nota, a Confederação Nacional do Comércio, que administra os Sesc e Senac do país, diz analisar se ingressará como parte interessada (amicus curiae) na ação direta de inconstitucionalidade (ADI 6373) da Confederação Nacional dos Transportes contra a MP 932. A relatoria é do ministro Ricardo Lewandowski. (Valor Econômico)

                    

Produção Trimestral/IBGE
Os primeiros resultados da produção animal no 1º trimestre de 2020 apontam que o abate de bovinos recuou 9,2%, o de suínos aumentou 5,0% e o de frangos teve alta de 4,8% na relação com o mesmo período de 2019. 

Na comparação com o 4º trimestre de 2019, o abate de bovinos e suínos caiu 10,8% e 0,2%, respectivamente, enquanto o de frangos subiu 2,5%. A aquisição de leite foi de 6,30 bilhões de litros, aumento de 1,4% na comparação anual, mas queda de 5,2% em relação ao trimestre anterior. Já a aquisição de PEças de couro pelos curtumes caiu 12,2% frente ao 1º tri de 2019 e foi 5,7% menor que a do 4° tri de 2019, somando 7,44 milhões de peças inteiras de couro. Foram produzidos 960,61 milhões de dúzias de ovos de galinha no 1º trimestre deste ano, um aumento de 3,4% na comparação anual e queda de 2,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.
 
 
Aquisição de leite aumenta e chega a 6,30 bilhões de litros: A aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) foi de 6,30 bilhões de litros no 1º trimestre de 2020. Essa quantidade corresponde a um aumento de 1,4% em comparação ao volume registrado no 1º trimestre do ano anterior. Já em relação ao 4º trimestre de 2019, verificou-se retração de 5,2%. (IBGE)

Emater/RS-Ascar recomenda ações no curto prazo para amenizar efeito da estiagem

Produtor de leite tem agora de enfrentar a escassez de silagem

Como se não bastasse a já esperada queda na produção de pasto, por conta do vazio forrageiro (período caracterizado pelo fim do ciclo das culturas de verão e início de cultivo das culturas de estação fria), o produtor de leite tem agora de enfrentar a escassez de silagem, devido à estiagem que prejudicou as lavouras de milho. Os dois problemas somados têm gerado preocupação no segmento produtivo que gera renda para aproximadas 51 mil famílias no Rio Grande do Sul. 
A estiagem, segundo estimativa da Emater/RS-Ascar, retirou 114,3 milhões de litros da produção estadual de leite, no período de dezembro do ano passado a março deste ano. Essa diminuição na produção resulta em menos R$ 137 milhões de reais na renda dos produtores, o que significa dizer que, durante três meses, cada família deixou de receber uma renda aproximada de R$ 2.700,00.

Em meio a este cenário, a Emater/RS-Ascar, parceira da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), recomenda aos produtores de leite ajuste no rebanho e ajuste na alimentação dos animais, duas ações que podem ser adotadas imediatamente, no curto prazo. 

Ajustes: Para ajustar o rebanho, o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Oldemar Weiller, sugere as seguintes medidas:

- descarte: sabendo que na propriedade há diferentes categorias de animais, competindo o tempo todo por espaço e comida, no momento atual o descarte de machos, mestiços e animais com limitada produção é uma alternativa a ser considerada; neste período, recomenda-se preservar somente os animais imprescindíveis para a manutenção do sistema de produção de leite: vacas jovens, novilhas prenhas, terneiras de boa qualidade e animais no terço final de gestação; outra recomendação, secar as vacas prenhas e com lactação avançada, para que se consiga reduzir seu consumo de alimentos, em benefício de animais recém paridos, que necessitam de mais alimento e que darão melhor resposta à produção;

- avaliação da disponibilidade de volumoso na propriedade (silagem, cana de açúcar, capins, pastagens perenes, fenos e palhas);

- prioridade a vacas em início de lactação no acesso ao concentrado (alimentos energéticos ou proteicos);

- não desperdiçar concentrado.

Ajuste alimentar: O ajuste na alimentação, de acordo com Weiller, pode ser feito da seguinte maneira:

- planejamento forrageiro: estimar o tempo necessário para se iniciar a utilizar as culturas de inverno e dimensionar a quantidade de matéria seca que será possível incrementar;

- aquisição de alimentos volumosos: avalizar a qualidade do produto e a viabilidade econômica da sua utilização;
- forrageiras de inverno: para diminuir o uso de concentrado e aumentar a produção de leite, forrageiras como a aveia e azevém prolongam o período de uso, podendo ser superior a seis meses, pois a aveia concentra sua produção no outono-inverno e o azevém, no inverno-primavera;

- semeadura: o momento certo de semear as forrageiras é a partir de março, em casos extremos em junho, pois umidade e baixa temperatura no solo irão reduzir o crescimento das plantas e atrasar a refeição das vacas;

- ponto de entrada e saída dos animais dos piquetes: para garantir o rebrote da pastagem, os animais devem ingressar nos piquetes quando as gramíneas anuais de inverno estiverem a uma altura aproximada de 30 centímetros; quando as gramíneas forem reduzidas a uma altura mínima de sete centímetros, é hora de retirar os animais. (Agrolink)

                     

Agricultores familiares têm novo canal para comunicar perdas de alimentos.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), anunciou nesta quarta-feira (13) um novo canal exclusivo e gratuito no WhatsApp para que agricultores familiares comuniquem o órgão federal sobre possíveis perdas de alimentos ocasionadas por problemas na comercialização em função da Covid-19. Para acessar a nova ferramenta, chamada Disque Perdas de Alimentos, basta clicar aqui ou salvar o número (61) 9873-3519 na agenda de contatos do telefone e enviar um “Oi” por mensagem no WhatsApp. O atendimento será iniciado automaticamente com o envio de perguntas essenciais para que a situação do agricultor familiar seja analisada. Segundo o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, o objetivo do canal é garantir que as informações cheguem ao órgão de forma rápida e organizada para que novas medidas sejam avaliadas. “Queremos saber e poder ajudar. Além de organizar o fluxo das comunicações sobre perdas de alimentos, este canal vai nos aproximar ainda mais dos agricultores e suas organizações, como cooperativas, agroindústrias e associações, que estão com dificuldades na comercialização dos seus produtos, permitindo um contato direto com o Mapa, que continua estudando novas medidas para auxiliar os pequenos produtores afetados pela pandemia”, diz. Informações sobre as ações adotadas pelo Mapa para garantir o abastecimento de alimentos no país e apoiar os produtores rurais neste momento de pandemia do novo coronavírus estão reunidas na página especial “Mapa Contra Coronavírus”.
 


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O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Estado do Rio Grande do Sul aplicou R$ 4.852.788,84 para o pagamento dos pedidos de indenização de produtores de leite. As indenizações se referem aos meses de janeiro a setembro de 2019. No período, foram 485 pedidos, totalizando 3.071 animais, com testes positivos para tuberculose ou brucelose, destinados ao abate sanitário.

O resultado obtido até setembro de 2019 é consequência do trabalho realizado a partir dos fóruns itinerantes acerca das mudanças com a chegada das INs 76 e 77 e do fortalecimento do Programa Mais Leite Saudável, que certifica as propriedades livres de brucelose e tuberculose. Em 2017, foram 393 solicitações de indenização e 2.662 animais abatidos, somando R$ 3.786.683,48.  Já em 2018, foram 416 pedidos e 3.123 animais positivos para essas zoonoses, destinando R$ 4.270.754,18 para o pagamento de indenizações. Um crescimento de 12,78%.

Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, os resultados divulgados mostram que o produtor rural está cada vez mais consciente. “2019 ainda nem acabou e o montante destinado ao pagamento de indenizações, até setembro, já ultrapassa o valor do ano de 2018”, reflete, ressaltando os valores pagos não são somente para vacas em  lactação, mas, também, para terneiras a partir do seu nascimento e para o vazio sanitário da propriedade, onde poderá ser pago até seis meses de receita líquida da propriedade rural, levando em conta a comprovação de venda e quantidade de litros via nota fiscal.

Crédito: Frizi/iStock