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Em oito meses de ação, o projeto Leite na Escola já visitou 22 escolas e atendeu 2.608 alunos de escolas estaduais da região Metropolitana de Porto Alegre. Realizada pela Secretaria de Agricultura (Seapi), a ação integra a agenda da Câmara Setorial do Leite e tem apoio de instituições ligadas ao setor produtivo, como o Sindilat. Os dados foram divulgados em reunião de trabalho realizada nesta segunda-feira (18/7). De novembro de 2015 a julho de 2016, as oficinas levaram conhecimento a crianças com objetivo de incentivar o consumo de leite e derivados desde a infância, resgatar a confiança no produto e mostrar todo o percurso do leite, desde a origem até a mesa das famílias. Após cada apresentação, os alunos são convidados a degustar alguns itens, momentos esses onde foram consumidos 522 litros de bebida láctea, 99 litros de leite e 30 quilos de queijos. Os alunos que participaram das oficinas ainda receberam a revistinha “Pedrinho & Lis: a origem do Leite".

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, acompanhou a reunião e ressaltou a importância dessa ação junto a esses novos consumidores e garantiu a continuidade da parceria para atender a novas instituições de ensino. O coordenador da Câmara Setorial do Leite, Danilo Gomes, pontuou que a expectativa é atender mais 20 escolas neste segundo semestre e que a intenção é ampliar a atuação uma vez que a demanda por receber a equipe do projeto é crescente. Contudo, pontuou que a ação precisa estar enquadrada na questão orçamentária e logística existente.

No segundo semestre, o projeto Leite na Escola traz uma novidade. A segunda edição da revistinha "Pedrinho e Lis em: A Fantástica Fábrica do Laticínios” já está em elaboração. A ideia, pontuou o estagiário Pedro Nery, é lançar a publicação na Expointer 2016. O gibi traz informações sobre o processamento do leite e como funciona um laticínio, além de brincadeiras e curiosidades.

Na ocasião, a equipe do projeto Leite na Escola ainda apresentou dados compilados a partir de questionários respondidos pelos professores que acompanharam o primeiro semestre de atividades. Segundo levantamento, 77% deles acreditam que a ação ajudou no consumo de produtos lácteos na merenda, 82% informaram que o assunto rendeu novas atividades em sala de aula e 100% gostariam de levar alunos a propriedades leiteiras ou indústrias.

Reunido na sexta-feira (15/7) com Luciane Kolbe e Márcia Mandagará, do Canal Rural, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, alinhou parceria para a realização da segunda edição do Fórum do Leite. O evento ocorrerá no próximo dia 11 de outubro, em Santa Maria. Desta vez, o encontro terá o apoio da Universidade Federal de Santa Maria. Na ocasião, foi debatida a temática central do evento e os encaminhamento a serem dados para sua realização. O 1º Fórum Estadual do Leite - Rumo à Excelência foi realizado em Ijuí no mês de junho e reuniu mais de 500 pessoas no auditório da Unijuí para discutir as mudanças oportunizadas com a nova Lei do Leite. O projeto itinerante deve ter sequência em diversas regiões produtoras de leite do Rio Grande do Sul.

Representantes do setor lácteo, coordenadores e professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Emater reuniram-se para definir detalhes do 2º Fórum Estadual do Leite – Rumo a Excelência, que ocorrerá no dia 11 outubro, em Santa Maria. O encontro, realizado nesta terça-feira (12/07), na sede da universidade, teve como objetivo discutir a programação, apontando aquelas que deverão ser as bases temáticas abordadas. Também houve encontro com o vice-reitor do USFM, Paulo Bayard Dias Gonçalves, que enalteceu a importância do evento para o desenvolvimento do setor.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, que esteve na reunião, destacou que a primeira edição foi uma experiência positiva, garantindo assim a ampliação das discussões. "O objetivo é avançar com o debate iniciado em Ijuí, em junho deste ano, mantendo profissionais e estudantes informados sobre os principais assuntos que circundam o setor lácteo. Para esse segundo encontro queremos reunir os prefeitos de Santa Maria e da região para instruí-los sobre a importância do processo de inspeção municipal, bem como manter os alunos por dentro das exigências do sistema", afirmou.

A chefe do departamento de tecnologia e ciência dos alimentos da UFSM, Neila Richards, considerou importante a mobilização da universidade e das prefeituras da região no debate. "É um evento importante para que possamos disseminar conhecimento e também discutir soluções para o setor lácteo", afirmou ela. A reunião contou ainda com a participação de professores dos cursos de veterinária, zootecnia, agronomia, engenharia florestal e tecnologia dos alimentos. 

Foto: Júlia Bastiani (Sindilat),Neila Richards (UFSM), Paulo Bayard Dias Gonçalves(UFSM), Enio Giotto (UFSM) e Darlan Palharini (Sindilat). Crédito: Divulgação /Sindilat

 

 

O "Projeto Leite na Escola" chegou nesta quarta-feira (13/07) à Escola Estadual Coelho Neto, no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre.  O projeto é desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação, através na Câmara Setorial do Leite, e tem o apoio do Sindicato da Indústria de Lacticínio do RS (Sindilat), que  fez a doação de produtos lácteos para o lanche das crianças. Na ocasião houve ainda a distribuição da revista em quadrinhos “Pedrinho & Lis – A origem do leite”. 

 

A iniciativa, que teve a participação de 180 alunos do 1° ao 5° ano da escola, contou ainda com uma apresentação sobre a importância de consumir leite e derivados diariamente. Os alunos também aprenderam sobre como é feita a produção de leite e como o produto chega às famílias. O projeto já atendeu outras 21 escolas e mais de 2.600 alunos no primeiro semestre de 2016. 

 

Na próxima segunda-feira (18/07), vai ser realizado um seminário de avaliação dos resultados do projeto no semestre, às 14h, na Secretaria. 

 

O Sindicato da Indústria de Laticínio do RS participou da 8º edição do Rural Show 2016, no Centro de Eventos, em Nova Petrópolis. O evento é a maior feira de agricultura familiar do país, e apresenta, durante quatro dias, uma programação cheia de novidades. Nesta edição, o evento vai difundir e multiplicar inovações e tecnologias aos pequenos e médios produtores, especialmente para aquele que atua nas áreas de gado de leite, horticultura e fruticultura.

No Rural Show também são realizadas exposições, palestras, debates sobre temas ligados ao campo, reuniões entre entidades do setor, concurso de novilhas das raças Jersey e Holandesa, apresentações de Border Collie no pastoreio das ovelhas e shows musicais. Com um espaço exclusivo no Centro de Eventos, a comercialização de produtos e serviços das pequenas agroindústrias familiares e do artesanato rural do Estado estarão disponíveis.

Promovido pela Cooperativa Piá, Prefeitura Municipal de Nova Petrópolis e Emater-RS/Ascar, com apoio do Milkpoint, o Rural Show é considerado o maior evento da agricultura familiar do Brasil e será realizado até dia 10 de julho. Em sua última edição, em 2014, reuniu 55 mil pessoas, e neste ano, terá a participação de 44 agroindústria e de excursões de 340 municípios gaúchos. A expectativa dos promotores é, este ano, chegar a mais de 60 mil visitantes durante os quatro dias.

 

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) vem a público manifestar-se sobre a 11ª etapa da Operação Leite Compensado e 4º fase da Operação Queijo Compensado deflagradas nesta terça-feira (05/7):

1) O Sindilat reitera seu apoio às operações promovidas pelo Ministério Público do RS no intuito de assegurar a qualidade dos produtos lácteos produzidos em todos os municípios do Estado do Rio Grande do Sul.

2) O Sindilat entende que a prática de adulteração de produtos alimentícios é um crime contra a vida e deve ser punida com o rigor da lei.

3) A adulteração também é entendida pelo Sindilat como um instrumento de concorrência desleal, uma vez que tais produtos disputam mercado com itens íntegros resultantes de um processamento comprometido com a saúde humana e dentro dos mais rigorosos padrões de qualidade.

4) O Sindilat apoia o sistema de inspeção sanitária em vigor e, desta forma, é contrário a qualquer infração que resulte em comercialização fora de área de ação. Por isso, o sindicato trabalha incansavelmente na interlocução entre os sistemas de inspeção municipal, estadual e federal para garantir equivalência entre eles através do SISBI.

5) O Sindilat atua constantemente na orientação das empresas com inspeção federal e estadual, as quais compõem o escopo de seus associados. Frente aos recentes casos de inconformidades em estabelecimentos de inspeção municipal, nossa atuação tem se intensificado nesse segmento. Diante deste fato, o sindicato tem mantido contato com a Famurs, Ministério Público e Secretaria da Agricultura no sentido de aumentar a fiscalização neste sistema, bem como intensificar o treinamento para as empresas e fiscais. O assunto será, inclusive, tema de encontro em Santa Maria no mês de outubro. Em novembro, durante a AVISULAT, em Porto Alegre (RS), o Sindilat promoverá evento para debater com os prefeitos eleitos as suas responsabilidades e a importância de um controle ainda mais eficaz sobre um setor tão importante para a economia gaúcha.

Sem mais no momento,

Alexandre Guerra
Presidente do Sindilat/RS

Porto Alegre, 05 de julho de 2016

Nesta quarta-Feira, dia 29, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) realizou atividades do Projeto Leite na Escola, no Instituto Estadual Rio Branco, situado no bairro Santa Cecília, em Porto Alegre. Representantes da Câmera Setorial do Leite, Joana Voges e Pedro Nery, fizeram uma apresentação didática sobre a importância de beber leite diariamente, ensinando desde a origem do leite até como ele chega às nossas mesas. Além disso, a atividade contou com a distribuição da revista em quadrinhos ‘Pedrinho e Lis em: A origem do Leite’ e de derivados lácteos para 250 alunos de turmas do 1º ao 6º ano.

Os laticínios associados ao Sindilat aprovaram, durante reunião na tarde desta segunda-feira (27/6), as contas do sindicato referentes ao primeiro trimestre do ano. A decisão segue o parecer indicado pelo Conselho Fiscal da entidade e divulgado ainda durante o turno da manhã. Em conjunto, os conselheiros sugeririam algumas ações operacionais a serem avaliadas pela diretoria.

Durante o encontro, os laticínios ainda falaram sobre a regulamentação da Lei do Leite, cujo decreto foi assinado pelo governador José Ivo Sartori na sexta-feira passada (24/6) durante o 1º Fórum Estadual do Leite, em Ijuí. Também foram avaliados os danos que a guerra fiscal traz à produção do Estado e as ações que devem ser tomadas para proteger as empresas que processam o leite no Rio Grande do Sul. Ainda foi abordada a questão da normativa da Anvisa que exige informações sobre presença de itens alergênicos nos rótulos das embalagens de produtos lácteos. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, informou que a Anvisa autorizou o uso de adesivos nos rótulos, mas que, mesmo assim, ainda está em estudo o ajuizamento de uma ação para prorrogar o prazo de adequação à norma.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ainda apresentou os dados divulgados pelo Conseleite na semana passada que sinalizou aumento dos preços pagos ao produtor. Os representantes da indústria informaram as dificuldades na captação do leite, principalmente com a desistência de alguns criadores da atividade. Com capacidade ociosa, as empresas estão convictas de que a remuneração deve seguir rota ascendente.

A reunião de associados do Sindilat, realizada nesta segunda-feira (27/6), contou com apresentação das ações da Setrem e do Arranjo Produtivo Local do Leite Fronteira Noroeste (APL Leite). Na ocasião, foi apresentado o novo Curso Superior de Tecnologia em Laticínios, que está em seu terceiro semestre e já conta com 30 alunos. As turmas do curso são anuais. A professora da Setrem Vanessa Gass destacou o objetivo do projeto, que é oferecer mão de obra altamente qualificada ao mercado. Na faculdade, há um tambo e uma agroindústria com capacidade de processamento de até 600 litros dia, o que permite aos estudantes acompanharem todo o processo produtivo no dia a dia. A Setrem é uma instituição filantrópica que dispõe de dez cursos superiores, entre eles o de Tecnologia em Laticínios, cujo custo da mensalidade fica próximo a R$ 700,00.

O curso tem duração de 3 anos e meio (incluindo estágio) e busca formar profissionais que vão atuar desde a captação da matéria-prima até a gestão das empresas. As aulas são realizadas sempre à noite, o que permite atender a profissionais que já atuam no mercado ou que têm atividades laborais durante o dia. “A ideia é ofertar mão-de-obra qualificada para o setor”, frisou. O diretor geral da Setrem, Flávio Magdas, pontuou que o curso surgiu a partir da demanda das próprias indústrias da região e que foi inspirado em modelos aplicados em Minas Gerais. Um dos destaques do currículo é o projeto Inovalac, que estimula os alunos a desenvolverem novos produtos. Além de visitas técnicas e de campo, a Setrem também realiza o Simpósio Estadual de Derivados Lácteos.

Em um auditório lotado de produtores, lideranças, estudantes, representantes do meio acadêmico e das indústrias, o governador José Ivo Sartori sancionou, na manhã desta sexta-feira (24/06), durante o 1º Fórum Estadual do Leite, em Ijuí (RS), o decreto que regulamenta a Lei do Leite (Lei 14.835). O texto traz uma série de avanços para o setor e representa um marco histórico para o setor lácteo gaúcho. "Essa lei foi construída pelo setor leiteiro e significa mais segurança na mesa do produtor", pontuou Sartori, que, empunhando um copo de leite, puxou brinde entre as autoridades. O ato foi transmitido ao vivo pelo Canal Rural diretamente do Campus da Unijuí.

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, destacou o trabalho dos servidores e entidades que se empenharam na regulação do texto e frisou que a Lei do Leite não deve ser um regramento estático. "Precisamos ir atualizando a lei, adequando-a às novas tecnologias", frisou Polo, lembrando das pesquisas que estão sendo realizadas pela Embrapa em parceria com o Sindilat e o Fundesa para uso de medidores de vasão georreferenciados. Aproveitou a oportunidade para enaltecer a ação dos produtores que vivem uma realidade árdua com "duas safras por dia".

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, conclamou o setor a unir-se para enfrentar as dificuldades que ameaçam a rentabilidade da atividade. "O que temos que ter em mente é que não há crescimento sem crise. Para expandir nossa produção e melhorar nossos processos, precisamos quebrar paradigmas, repensar projetos e estarmos abertos ao novo. Porque a inovação se faz da ruptura. Sejamos ousados" Nesse sentido, Guerra destacou a relevância do Fórum Estadual do Leite, que deve busca novos rumos para a produção láctea gaúcha. Após esta primeira etapa em Ijuí, informou ele, o fórum itinerante deve seguir para Santa Maria.

As mudanças propostas pela Lei do Leite buscam aumentar a responsabilidade de produtores, indústrias e transportadores de leite sobre a qualidade do produto que chega aos consumidores. Veja abaixo as principais mudanças que a Lei do Leite traz à produção gaúcha:

AUTORIZAÇÃO DO TRANSVASE
A medida permite a captação de leite por um caminhão com dois tanques acoplados, representando um ganho logístico considerável para a indústria. A regulamentação também ajuda na inclusão de mais produtores na cadeia, uma vez que o sistema viabiliza a coleta em propriedades mais distantes.
Pela legislação, o transvase só será possível em veículo com tanques em chassis separados, o que, no mercado, é conhecido como Romeu e Julieta. Além disso, o transvase do leite cru deve ser realizado em circuito fechado (sem manipulação). Os locais de transvase (onde o leite passa de um tanque para o outro) devem ser previamente definidos e informados à Secretaria da Agricultura e georreferenciados, além de obedecer a normas ambientais, sem colocar em risco a segurança da matéria prima transportada. Outra exigência é que cada tanque tenha seu próprio documento de trânsito e que os dois voltem juntos às plataformas das indústrias.

CADASTRO DAS PROPRIEDADES FORNECEDORAS DE LEITE CRU
As propriedades precisam estar com os cadastros atualizados no Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, devendo estar regularizadas e com as obrigações sanitárias estabelecidas pela legislação vigente em dia.

COMPRA E VENDA DO PRODUTO
Com a nova legislação, as relações de compra e venda passam a ser possíveis somente nos seguintes casos:
1) produtores de leite e estabelecimentos de processamento de leite;
2) produtores de leite e postos de refrigeração;
3) postos de refrigeração e estabelecimentos de processamento de leite;
4) cooperativas de produtores e estabelecimentos de processamento ou refrigeração, desde que o leite seja procedente da fazenda de algum de seus associados.
5) estabelecimentos de processamento de leite, com a ressalva de que comercializem entre si apenas "leite cru pré beneficiado", devidamente registrado no serviço de inspeção sanitária oficial. Também fica previsto prazo máximo de 48 horas entre ordenha e beneficiamento do leite.

TREINAMENTO DOS TRANSPORTADORES
Com a lei 14.835, todos os elos da cadeia deverão ter um cadastro. Os transportadores precisam passar por treinamento reconhecido pelo Serviço Oficial de Fiscalização.

DOCUMENTO DE TRÂNSITO
O transporte do leite cru deve obrigatoriamente ser acompanhado de documento para trânsito, indicando os fornecedores de origem, o volume de leite transportado, o destino e a finalidade do leite, em modelo previamente definido em normativa específica emitida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação.

MULTAS
Transportadoras e quaisquer outros membros da cadeia produtiva que desrespeitarem a legislação, além de responderem penalmente, estarão sujeitos ao pagamento de multa. Entre as de menor valor está aquela designada a quem comprar leite de produtor não cadastrado no DDA/ SEAPI, com custo de R$ 7.740 a R$ 30.960. Ser transportador desvinculado da indústria é mais grave, sendo cobrados de R$ 77.400 até R$ 309.600 do infrator da norma.

Crédito: Carolina Jardine